
Depois de 12 anos, oficialmente terminou a intervenção municipal no Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. O decreto 12.834/2026 foi assinado pelo prefeito Paulo Koerich no dia 21 de julho.
A intervenção teve início em maio de 2014 para garantir a continuidade dos atendimentos no único hospital de Gaspar. Com o encerramento das atividades hospitalares em 30 de junho e com a nomeação de um administrador provisório pelo Poder Judiciário, a administração do Hospital Nossa senhora do Perpétuo Socorro passa a ser feita pelo dr. Antônio Bonifácio Schmitt Filho, que passa a ser o responsável pela gestão dos bens, documentos e obrigações da associação.
O decreto também estabelece que o fim da intervenção não transfere ao Município de Gaspar a responsabilidade sobre as dívidas, contratos, encargos ou vínculos trabalhistas da associação. Essas obrigações continuam sob responsabilidade da entidade, agora administrada pelo responsável nomeado pela Justiça.
A Comissão Interventora ainda realizará a entrega do relatório final e da prestação de contas do período em que esteve à frente da intervenção, seguindo os trâmites legais.
O Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro abriu uma sede administrativa no Centro de Gaspar (rua Coronel Aristiliano Ramos, 521 – sala 2). Neste local, devem ser tratadas pendências como retirada de exames, solicitação de prontuários e questões administrativas referentes a atendimentos realizados até 30 de junho de 2026.
O Hospital Santo Antônio assumiu oficialmente a administração do Hospital de Gaspar no dia 1º de julho, marcando um novo momento para a saúde pública de Gaspar. Para que isso fosse possível, o hospital foi desapropriado e incorporado ao patrimônio público do município, que teve autonomia para passar a administração da unidade.
A desapropriação envolveu o valor de R$26.396.972,14, pagos com recursos estaduais e municipais como forma de indenização à Associação Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Deste total, cerca de R$23,5 milhões correspondem aos terrenos e construções e os outros quase R$3 milhões são referentes aos equipamentos e mobiliário.
As dívidas acumuladas ao longo dos anos não foram assumidas pelo município nem pelo Santo Antônio. Elas permanecem sob responsabilidade da Associação, que será responsável por administrar com os recursos recebidos na indenização.
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