
Atormentado, inconformado, sem ação. José Mário Ransdorf se encontrava neste estado no final da noite de sexta-feira, 6.
O motivo? A falta de notícias sobre o que realmente havia acontecido com sua avó após receber um tiro acidental na cabeça, resultado de uma briga de vizinhos.
Até este momento, o jovem de 34 anos encontrava-se detido na Delegacia de Polícia de Gaspar não sabia que a fatalidade havia tirado a vida de Maria de Jesus Daros, de 72 anos.
A notícia da morte da senhora chegou aos ouvidos do morador de Ilhota no final da noite de sexta, quando, após prestar os devidos esclarecimentos sobre o ocorrido, o jovem foi liberado para aguardar o processo em liberdade. Conforme informações repassadas pelo delegado de polícia, Paulo Koerich, José Mário irá responder aos processos de porte ilegal de arma, disparo de arma de fogo e tentativa de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, em liberdade.
Entenda o caso
A fatalidade envolvendo a tradicional família da cidade de Ilhota teve início ao meio dia de sexta-feira. José Mário conta que, neste horário, estava almoçando com a esposa e a filha quando o interfone da residência em que mora com a família tocou. Era o vizinho, Edmundo de Oliveira, que, acompanhado do filho Artur de Oliveira, foram tirar satisfação sobre um fio de internet que havia estragado pouco antes, quando o caminhão de uma loja foi até sua casa fazer a entrega de um sofá novo. ?Quando eu abri a porta, ele e o filho partiram para cima de mim e começaram a me agredir. Eles me atacaram e eu levei socos na cabeça e em todo o corpo?, disse José Mário, em entrevista exclusiva ao Cruzeiro do Vale ainda na sexta à noite.
O jovem conta ainda que quando seu pai chegou para ver o que estava acontecendo, o homem de 60 anos também foi agredido. ?Eles partiram para cima do meu pai também. Então, quando eu consegui me livrar, fui para dentro de casa buscar uma arma para dar dois tiros para cima e assustá-los?, explica.
O barulho da bala saindo pela arma não assustou somente os moradores da casa ao lado. Assustada com os tiros, Maria de Jesus Daros saiu de casa para ver o que estava acontecendo. Foi então que o inesperado aconteceu. A mulher, que possui problemas nas pernas, se desequilibrou e caiu defronte ao portão da casa. Ao ver a avó caída no chão, José Mário foi ajudá-la a se levantar quando acidentalmente apertou no gatilho da arma, fazendo com que uma bala atingisse a cabeça da senhora.
Após o incidente, os bombeiro voluntários de Ilhota foram acionados para atender à ocorrência. Ao chegar ao local, a mulher, que ainda estava com vida, foi encaminhada ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, porém, não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Maria de Jesus foi velada em sua residência, no município de Ilhota, e enterrada na tarde de sábado no Cemitério Municipal da cidade.
Edição 1404
José Mário Ransdorf, de 34 anos, que atirou e matou acidentalmente a avó, ficou detido na delegacia de polícia de Gaspar até a noite desta sexta-feira, 6, onde prestou depoimento.
Segundo informações repassadas pelo Delegado de Polícia Paulo Koerich, o homem vai responder em liberdade os processos de porte ilegal de arma, tentativa de homicídio culposo (sem intenção de matar) e disparo de arma de fogo.
Maria de Jesus Daros, de 72 anos, foi velada em sua residência, na cidade de Ilhota, e enterrada às 15h30 no Cemitério Municipal da cidade.
No início da tarde desta sexta-feira, 6, uma briga de vizinhos resultou na morte de Maria de Jesus Daros, de 72 anos. Por volta do meio dia, José Mário Ransdorf estava almoçando quando o vizinho, Edmundo de Oliveira e o filho, Artur de Oliveira, foram até sua casa tirar satisfação sobre um fio de internet que o caminhão que realizou uma entrega em sua residência havia estragado. No portão da casa, José Mário foi agredido pelo vizinho e seu filho. Ao notar o que estava acontecendo, o pai de José Mário foi até o local, onde também foi agredido. Para defender o pai, José Mário entrou em casa e pegou uma ema de fogo e realizou dois disparos para cima, com o objetivo de assustar os vizinhos, que saíram correndo do local.
Ao ouvir os tiros sendo disparados, a avó de José Mário, Maria de Jesus, saiu de casa para ver o que estava acontecendo. Ao chegar na rua, a senhora, que possuía problemas nas pernas, acabou caindo no chão quando. Foi neste momento que, ao tentar levantá-la, José Mário acidentalmente disparou contra sua cabeça.
Os Bombeiros Voluntários da cidade foram acionados para atender a ocorrência. Ao chegar no local, a mulher, que ainda estava com vida, foi encaminhada ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, porém, não resistiu aos ferimentos e faleceu.
José Mário foi encaminhado à delegacia de Gaspar para prestar depoimento.
Confira abaixo a entrevista de José Mário Ransdorf exclusiva ao Cruzeiro do Vale:
Cruzeiro do Vale: Como tudo aconteceu?
José Mário: Eu estava almoçando quando tocou o interfone e eu fui atender. Era o vizinho. Quando eu abri a porta, ele e o filho partiram para cima de mim e começaram a me agredir. Eles me atacaram e eu levei socos na cabeça e em todo o corpo. Depois disso chegou meu pai, de 60 anos, que foi ver o que estava acontecendo. Eles partiram para cima dele também. Quando eu consegui me livrar, fui para dentro de casa buscar uma arma para atirar para cima e assustá-los. Com os tiros, minha avó materna veio ver o que estava acontecendo. Ela tropeçou e caiu defronte ao portão de casa. Nesse momento eu fui ajudá-la e houve o disparo acidental.
Cruzeiro do Vale: E seu vizinho, onde estava nessa hora?
José Mário: Com os tiros, o Edmundo e o filho se assustaram e saíram correndo. Somos vizinhos há quatro anos e eles estão sempre arrumando confusão.
Cruzeiro do Vale: Porque a briga começou?
José Mário: Tudo aconteceu por causa de um fio de internet que um caminhão havia derrubado. O circuito interno filmou tudo para coprovar que eu realmente fui agredido e agi em legítima defesa.

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