Tamara Fernanda Biedermann acordou cedo na manhã desta segunda-feira. O motivo? Levar a filha de apenas cinco meses para mais uma consulta no Posto de Saúde Central e, consequentemente, dar a vacina contra a poliomielite na criança. Para a mãe de primeira viagem, deixar as vacinas em dia é o dever de todos os pais. ?Com certeza é muito importante. É o mínimo que podemos fazer pelos nossos filhos?, diz a jovem de 21 anos.
Camila Razero também aproveitou a manhã de ontem para ir com a filha de apenas dez dias até a unidade de saúde. ?Vim até o posto dar a vacina contra a gripe e já vou aproveitar para dar a vacina contra a poliomielite?, diz a mãe, que acha de extrema importância a vacina contra a paralisia infantil.
Assim como as duas jovens, diversas pessoas aproveitaram o primeiro dia da Campanha de Vacinação contra a Poliomielite para levar as crianças de zero a cinco anos até as unidades de saúde. Conforme explica a enfermeira de vigilância epidemiológica, Angelita C. Wisbeck, a campanha segue até o mês de julho, porém, ainda não há uma data de término estipulada. Angelita revela que a expectativa da campanha é de que 3.784 crianças sejam imunizadas contra a doença. Ainda segundo a responsável, os primeiros dias de campanha são os de maior demanda. ?A demanda é maior ainda durante a semana, que é quando os responsáveis levam ainda mais crianças até as unidades?.
A vacinação acontece nas Unidades de Saúde do município, de acordo com o horário de cada uma delas. Para que a vacinação seja efetuada, é necessário a apresentação da carteira de vacinação da criança. Aqueles que estiverem com alguma vacina em atraso poderão regularizar a carteirinha.
A doença
A poliomielite, ou paralisia infantil, é uma doença infecto-contagiosa, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O déficit motor instala-se subitamente e a evolução dessa manifestação não ultrapassa o prazo de três dias. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, no ano de 2007 foram confirmados 1315 casos de poliomielite. Destes, 92% estão concentrados em países com Índia, Nigéria, Paquistão e Afeganistão.
Edição 1396

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