Quatro candidatos disputam a vaga de prefeito de Gaspar - Jornal Cruzeiro do Vale

Quatro candidatos disputam a vaga de prefeito de Gaspar

01/07/2012

Por Herculano Domício

DADA A LARGADA DA CORRIDA ELEITORAL EM GASPAR. APOSTEM AS FICHAS, MAS SÓ NOS AZARÕES OU ACIDENTES DE PERCURSO. DIANTE DO QUADRO CRIADO, ZUCHI SAI COM AMPLA VANTAGEM NA REELEIÇÃO.

Os políticos de Gaspar apostaram na repetição do mesmo, a começar pela falta de inovação, diálogo e propostas diferenciais aos gasparenses. Vamos ter mais do que se sabe daquilo que não coloca Gaspar entre os municípios referência no Vale do Itajaí, a não ser em problema, dúvidas, disputas pequenas e desinteligências.

Exemplos: Em todas as convenções falou em derrotar e ganhar. Ninguém falou em construir, respeitar, ouvir, ser transparente, compartilhar, sustentabilidade, ética e debater o futuro. E houve quem preferiu até exaltar o passado, que se sabe não levou a nada até agora.

São quatro as chapas sem propostas.

O PT/PDT/PCDOB/PRB vai repetir a fórmula numa chapa pura do PT e os demais como meros figurantes com Pedro Celso Zuchi para prefeito, advogado recém formado, e Mariluci Deschamps Rosa, funcionária pública como berçarista e ex-vereadora para vice. Ela se livrou na última hora da inexigibilidade das contas que não prestou com regularidade na última eleição. O PT com isto desafia a lei, o judiciário, a ética e sabe que é forte por aqui e alhures para temer para que alguém cobre sobre suas próprias dúvidas.

O PPS/DEM escolheu o ex-prefeito pelo então PMDB, o médico veterinário Adilson Luiz Schmitt, PPS, para prefeito e o empresário Luiz Nagel, DEM, para vice.

O PMDB/PV/PSDB/PTB/PSC fez a convenção mais esperada e surpreendente. Fez uma opção pela renovação. Escolheu o vereador, evangélico e advogado Kleber Edson Wan-Dall, PMDB, para prefeito e no último lance, o vereador, professor e engenheiro Rodrigo Boeing Althoff, PV, para vice. Althoff jogou em todos os partidos até na última hora se assentar com os peemedebistas que fizeram uma convenção marcada pela emoção e onde os velhos trocaram juras. Entre eles como a do ex-prefeito Osvaldo Schneider, Paca (que até se ensaiou candidato dois meses atrás) e o ex-delegado Ademir Serafim, presidente do PSDB de Gaspar, que também um dia chegou a ser pré-candidato, mas teve que recuar em função da Operação Jogo Duplo.

Já o PSD/PP/PSB/PHS vai também de chapa pura com funcionária pública da saúde e ex-vereadora Tereza da Trindade, PSD (ex-PT e PP), para prefeita e o médico Valdir Testoni vice. É uma aposta alta e arriscada bancada por deputado e secretário de estado, Paulinho Bornhausen. É para alicerçar o seu PSD por estas bandas. Nesta coligação, quem pode sair-se bem é o PP do vereador José Hilário Melato. Nela aparentemente vai eleger no mínimo dois vereadores e o PSD poderá não ter representantes.

Como pode se ver, Gaspar está bem dividida. Como sempre esteve. Este quadro mostra o retrato de uma cidade e sociedade, mas importante no jogo democrãtico. Esta divisão era tudo o que o PT precisava para levar sem muito esforço a reeleição, se ela não se complicar nas dúvidas legais. Isto deixa mais interessante a batalha pelo segundo lugar. E todos os três sabem disto. Acorda, Gaspar!

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