20 segundos - Jornal Cruzeiro do Vale

20 segundos

Por Marcelo Fett, Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina

 

Quanto tempo é necessário para alguém perder a vida vítima de um psicopata? Infelizmente, poucos segundos. Na tragédia que aconteceu em Blumenau, o assassino precisou de apenas 20 segundos para pular o muro e barbaramente tirar a vida de quatro anjos inocentes e indefesos deixando outros cinco feridos. Para fazer tudo o que fez o covarde levou menos de meio minuto.

Essa triste constatação faz com que nos perguntemos: será que alguma coisa poderia ter sido feita para evitar a tragédia do CEI Cantinho Bom Pastor? Fatos como esse acontecem com mais frequência do que imaginamos. O país registrou, nas últimas duas décadas, 41 assassinatos em unidades estudantis.

Estou convencido de que não existe solução mágica e que a criação de um programa de segurança efetivo passa necessariamente por “pessoas”, “processos” e “tecnologia”. A tecnologia tem um papel fundamental, principalmente, na prevenção da criminalidade.  É preciso utilizá-la de forma integrada e incorporar inteligência a infraestrutura já existente. Transformar dados em informação que desencadeiam ações efetivas e assertivas. Sem isso, tem pouca utilidade.

No caso de Blumenau, o assassino tinha quatro passagens pela polícia e a falta de integração e inteligência para transformar dados em informação não permitiu identificar sua presença em tempo de impedir sua ação. O governador Jorginho Mello agiu rapidamente não só se solidarizando com as famílias das vítimas, mas determinando a adoção de medidas de impacto imediato como a colocação de agentes armados em todas as escolas. Criou também um grupo de trabalho para a elaboração de um amplo pacote de medidas, inclusive com o uso intensivo de tecnologia.

Sou testemunha de seu empenho pessoal e de sua empatia para com a sociedade e as vítimas da tragédia. Grandes estadistas plantam “carvalho ao invés de couve”, e o governador está determinado em deixar um legado a partir deste lamentável episódio. Como secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação minha função é contribuir para que meus pares possam ter acesso ao que há de mais efetivo em termos de tecnologia para atender ao propósito do Governador. Uma das missões que me foi dada por ele foi justamente fazer com que a tecnologia pudesse melhorar a vida dos catarinenses ajudando inclusive a vencermos os criminosos à solta por aí.

 

Edição 2101

Comentários

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.