• Janeiro

Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Secretário catarinense foi testemunha ocular de um quase golpe do presidente Bolsonaro no seu próprio ministro da justiça e segurança, Sérgio Moro

27/01/2020

O gasparense, experiente delegado Paulo Koerich, e o governador Carlos Moisés, PSL, não pactuaram da armação

Era para ser uma despercebida reunião de trabalho dos secretários estaduais de segurança, em Brasília. Na pauta estavam entre outros temas, o descontigenciamento de verbas federais para a segurança nos estados, aumento dos repasses recursos para a área, além de obrigar as empresas de telefonia a bloquearem o sinal nas regiões de segurança.

Falso. Era uma isca para outra armação, onde o querer do clã Bolsonaro era expresso por outros e lavava as mãos do presidente perante a nação de analfabetos, ignorantes e desinformados.

Na face oculta, estava o enfraquecimento do ministro da Justiça e Segurança, o ex-juiz Federal Sérgio Moro, plano arquitetado dentro do próprio Palácio do Planalto, com ajuda política do seu entorno e de gente do MDB e pasmem, do PT, os quais o governo jura serem seus adversários.

Descoberta a trama, tudo virou um escândalo em pouco tempo.

Ficou claro, mais uma vez, a exposição da contradição de um governante em que ele é o principal adversário dele mesmo. O presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, armou com os seus palacianos, fritar e enfraquecer o seu ministro mais popular, um dos expoentes da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, e que combate a corrupção endêmica no país. Mal sinal: nem da reunião com os secretários de segurança dos estados – que em tese Moro é o “chefe” nacional – o ministro foi convidado ou participou.

Vergonha. Incrível!

Não vou me estender sobre o assunto, até porque o fato já foi notícia e tema para reportagens, inúmeros comentários opinativos e tomou conta do debate nas redes sociais. O próprio presidente Bolsonaro, alertado ou em nova esperteza, voltou momentaneamente atrás na armação que arquitetou ao sentir o bafo da sociedade que não quer políticos e governantes protegendo bandidos e ladrões dos pesados impostos do povo.

A INTERNET DERRUBA OS MUROS E PAREDES DOS PODEROSOS

Tão logo eu soube aqui e a notícia ainda se espalhava no âmbito nacional, questionei o gasparense Paulo Norberto Koerich, em Brasília, onde estava na condição de presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública de Santa Catarina. “Fui contra com outros sete secretários de segurança. É polêmico [referindo-se como o fato foi criado e conduzido]. E não comento detalhes do assunto”, que ainda estava “fresco” nas mídias formais, sociais e aplicativos de mensagens.

Com o passar do tempo, várias controvérsias foram sendo esclarecidas na própria quarta e quinta-feira.

Koerich aparece na foto oficial exatamente ao lado do porta-voz “escalado” para a cisão do ministério Moro ao presidente da República, o secretário de Segurança da Bahia, Maurício Teles Barbosa, delegado da Polícia Federal, cedido, e coordenador do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp). O governador Rui Costa, PT, da Bahia, é um dos maiores críticos de Bolsonaro e cabo eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, para candidato a presidente.

Foi Maurício quem pediu à criação do Ministério da Segurança apartado da Justiça – como na época do ex-presidente Michel Temer, MDB e ex-vice de Dilma Vana Rousseff, PT, retirada do poder pelo impeachment - e sem Moro, que julga incompetente para função, como reforçou publicamente o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha MDB e até pelo presidente da Câmara, o deputado fluminense, Rodrigo Maia, DEM.

E para isso, o secretário baiano e petista, alegou ser uma decisão da maioria dos 20 secretários presentes em Brasília. Oito foram contra. A intenção era a unanimidade.

Quando se revelou mais tarde, que foi uma armação arquitetada pelo próprio Palácio do Planalto horas antes do encontro oficial e que a foto registra, articuladamente transmitido por rede social, com o dedo e a participação do clã Bolsonaro, sem comunicar e pelas costas do próprio ministro Moro, a indignação contra o ato se tornou nacional e inclusive, dos próprios apoiadores de Bolsonaro.

Esclarecido, aqui em Santa Catarina, o governador Carlos Moisés da Silva, PSL, foi ao twitter e endossou à indignação que corria nas redes sociais e disse que apoiava Sérgio Moro com o ministério da Justiça e Segurança, na configuração como está.

SINTOMAS DE QUE BOLSONARO TRAMA CONTRA O DISCURSO OPORTUNISTA QUE MONTOU VENCER. NO PODER, DÁ A ENTENDER QUE PROTEGE POLÍTICOS BANDIDOS E CRIMINOSOS ORGANIZADOS EM FACÇÕES, EXATAMENTE O QUE COMBATE SÉRGIO MORO NO GOVERNO, FATO QUE INCOMODA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Foi a ação contra a corrupção desenfreada que unia empresários, políticos e gestores públicos se apropriando dos pesados impostos dos cidadãos e simbolizada pela Operação Lava Jato, que uniu a maior parte dos brasileiros nas eleições de outubro de 2018.

Jair Messias Bolsonaro, um obscuro político, num obscuro partido de aluguel, o PSL E onde não está mais, apropriou-se desse tema e venceu as eleições presidenciais, sem debater com os adversários e a sociedade, escudando-se na convalescença de um atentado covarde e criminoso que sofreu em Minas Gerais e ainda não totalmente esclarecido.

Eleito, Bolsonaro convidou o símbolo desse discurso popular, o juiz Federal da Lava Jato, Sérgio Moro, para integrar o seu governo. Ambos fizeram um pacto. Sérgio Moro perdeu a estabilidade, a carreira, 22 anos de magistratura e a capacidade de incomodar os bandidos. A união da Justiça e Segurança fez parte desse pacto, que descaradamente Bolsonaro negou na semana passada. Imagens e áudios recuperados, desmentiram imediatamente, mais uma vez, Bolsonaro.

Com filhos amalucados e metidos em dúvidas, como corrupção e rachadinhas, com a milícia se agigantando como uma facção criminosa, Bolsonaro percebeu que Moro está sendo um problema, exatamente por exercer com integridade, a virtude que o tornou conhecido como juiz implacável contra os desvios dos políticos contra a lei, e a cada dia, mais fragilizada pelos próprios políticos no Congresso e por interpretações particulares e casuais dos ministros do Supremo

E desde que Moro passou a trabalhar e se negar ser uma peça decorativa no governo, Bolsonaro vem testando os limites e enfraquecendo atuação técnica de Moro num conluio, já desmascarado, mas continuado, do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli

A lista é longa e começou por testes simples. Bolsonaro fez Moro voltar atrás em indicações para conselho.

UM ENFRAQUECIMENTO CONTINUO CONTRA MORO E A SOCIEDADE QUE NÃO QUER SER GOVERNADA E ROUBADA POR BANDIDOS

Entretanto, a sanha não parou por aí. Bolsonaro foi a público para enquadrar e interferir diretamente nas indicações de delegados na Polícia Federal, para unicamente proteger os interesses do presidente, amigos e familiares como o lambuzado senador fluminense Flávio Bolsonaro; enfraqueceu Moro ao deixa-lo sozinho no Congresso na luta da Lei Anti-Crime; “lavou” as mãos na Lei de Abuso de Autoridade e na busca da prisão em segunda instância, a qual não passou no Congresso e sofreu revés no STF naquilo que já era permitido e prendeu corruptos como Lula.

E para completar o enfraquecimento de Sérgio Moro no ministério da Justiça e Segurança Pública, Bolsonaro cedeu e permitiu que o Congresso retirasse o Coaf da Justiça e ele fosse parar o Banco Central. E se isso não bastasse, contra expressa e pública orientação de Moro, sancionou o juiz de garantias – um jabuti criado pelo socialista Marcelo Freixo, PSOL-RJ, que se enrola na sua aplicabilidade técnica como antecipou Moro ao presidente.

E a última, feita com ardis de sacanagens, todos devidamente desmascarados em tempo recorde: armou a cisão do ministério da Justiça e Segurança, tudo articulado pelo clã e os seus próximos, disfarçado de “atendimento” dos pedidos da maioria dos secretários de segurança estaduais, os quais “atestavam à incapacidade gerencial de Moro no atendimento das demandas dos estados.

Esclarecida a jogada e à falta de caráter, sobraram às redes sociais e aos aplicativos de mensagens – de que tanto usam e se orgulham os governistas – a avalanche de indignação contra o clã Bolsonaro. O tiro saiu pela culatra, mais uma vez.

Resultado? Moro ficou mais forte como vítima de sacaneadores e sacanagens armadas e o presidente República, exposto como um inconfiável.

Então, ao pousar na distante Índia, pela extrema imprensa, a primeira coisa que fez foi a de comunicar que não iria dividir o ministério da Justiça e Segurança. Mas, por enquanto. A fritura de Moro continua.

E Bolsonaro, por enquanto, continuará sendo melhor cabo eleitoral de Moro para 2022, a não ser que resolva isolá-lo como ministro do Supremo Tribunal Federal, vaga que prometeu publicamente a Moro e voltou atrás para dá-la exatamente a quem o ajuda no desgaste do ex-juiz Federal. Afinal, ele é um bom e isento juiz. E isso é um perigo para os bolsonaros, políticos, gestores públicos, facções criminosas e advogados que vivem de gente que tem muito dinheiro para se safar da cadeia. Wake up, Brazil!

Uma sessão extraordinária da Câmara em janeiro? Câmara não funcionou para o executivo em 2019? Funcionou! Então, era preciso esta sessão?

A convocação e o debate revelaram bem a cara, as incoerências e as dificuldades do governo de Kleber em Gaspar. Ele e os resultados vão ser testados em outubro nas urnas.

As incertezas de hoje podem responder em parte as razões pelas quais se precipitou a divulgação da coligação branca com o PSD. Ela contrariou a lógica da aritmética: uma soma que diminuiu e até dividiu


A convocação pelo prefeito Kleber (à esquerda) da sessão extraordinária na Câmara no período de férias da cidade era para evitar a transparência, o debate e a divulgação. A estratégia não deu certo e por isso, o secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira, presidente do MDB e prefeito de fato (à direita), foi quem ficou exposto.

Por onde começo leitores e leitoras e para não ser repetitivo? Pelos assuntos levados à sessão do dia 21, terça-feira. A sessão deveria acontecer na segunda-feira 20, se não fosse um ofício incompleto do próprio governo. Esta sim, é uma barbeiragem repetida, dia sim, outro também. Todos os assuntos tratados na terça-feira passada poderiam ter sido tramitados, debatidos e votados antes do recesso de parte dezembro e do janeiro inteiro da Câmara.

Não foram, porque o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, o vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP e principalmente o prefeito de fato, secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira, presidente do MDB, ex-coordenador da campanha de Kleber, não quiseram, não se planejaram, ou então, não queriam o debate público de pelo menos dois deles: preferiram o tempo das férias da cidade, dos cidadãos, da imprensa que pouco entende desses assuntos, das redes sociais ausentes, para então passar pelo menos um tema polêmico, dourado por outros.

Quer provas? No paço municipal, a queixa é de que uma sessão que poderia ser vapt vupt e se realizar em menos de meia hora. Levou três vezes mais: uma hora e meia.

Como assim? Só essa queixa mostra como os donos do poder de plantão em Gaspar tratam os vereadores, a Câmara, o debate, à transparência, os gasparenses e o futuro de todos. Jogaram errado e ficaram, mais uma vez, expostos. E naquilo que achavam que não seria percebido.

Na verdade, o que se tinha como difícil e polêmico era o PLC 17/2019. E por isso, ele foi tema principal da minha coluna de segunda-feira passada. O PLC 17, até passou melhor do que uma penimba do PLC 14/2019. Este criou o Centro de Desenvolvimento Infantil Maria Salete Oliveira Pereira, na Coloninha. A penimba mostra como o poder de plantão tem dono – e não é o prefeito eleito -, como é autoritário o governo eleito manobrado por seus donos e como é falso o diálogo com a cidade e os cidadãos como retrata na falha ou falsa comunicação pelas nas redes sociais.

O poder de plantão de Gaspar ainda não percebeu que o mundo mudou – e quando perceber poderá ser tarde; não aprendeu nada das lições das urnas de outubro de 2018.

Pior: censura, constrange ou desmoraliza à discussão e se nega à transparência. Compra ou tenta esconder da imprensa local, assuntos que se espraiam gratuitamente nas redes sociais. Esses temas, silenciosamente, com anexos fotográficos e documentos autênticos – há os fakes -, circulam nos aplicativos de mensagens e minam à imagem de bom moço do prefeito, de governo eficiente do governo da propaganda oficial.

Mais e pior tudo isso, contamina os vereadores da base e enfraquece o poder como um todo.

UM NOME. UM NÓ

Não vou reprisar àquilo que se argumentou e contra-argumentou ou o merecimento da homenageada com o nome do CDI da Coloninha, a mãe do secretário Carlos Roberto Pereira. Segundo Cicero Giovane Amaro, PSD, nascido e morador do bairro, o assunto não foi debatido na comunidade a qual escolhia outros nomes, os de Turca Zimmermann e Zilma Mondini identificadas com o bairro; de que feriu a legislação específica sobre este assunto e de que o mais grave, o abaixo-assinado pedindo o nome da mãe do secretário, foi “montado” com a maioria de pessoas de fora da região, numa ação política de força do secretário.

Ai, ai, ai. Há alguma dúvida de que Carlos Roberto Pereira seja o prefeito de fato? Os argumentos relatados pelo vereador Cícero não deixam, mais uma vez, dúvidas, quanto a isso. E depois sou eu quem exagero?

Cicero, que erroneamente e como protesto votou contra o PL da criação do CDI que está pronto e começa a funcionar até o início de fevereiro, queria aprova-lo sem a denominação de Maria Salete de Oliveira Pereira. Não conseguiu. Nem o companheiro de partido Wilson Lenfers e nem o companheiro de bloco, Silvio Cleffi, PSC, deram votos para o seu requerimento oral.

No jogo democrático essa é a regra: quem tem votos, seja, qual a circunstância, ganha. E quem ganhou foi Carlos Roberto Pereira. Ponto final. Ao Cícero e à Coloninha restou se resignar (e até protestar no voto contra) e calar.

O que ficou dessa discussão lateral que tomou a metade da sessão? Desgastes para o prefeito eleito Kleber no importante e denso bairro de votos da Coloninha. E tudo às vésperas das eleições para a sua reeleição. Tudo e apenas para satisfazer a imposição do seu secretário.

Sobrou também para o líder do governo Francisco Solano Anhaia e Francisco Hostins Júnior, vice-líder do blocão, ambos do MDB, obrigados por ofício à defesa do PLC 14, da escolha do nome, do prefeito eleito e do prefeito de fato.

Os demais, ficaram em prudente silêncio. Sintomático. Apenas a ex-vice-prefeita e berçarista efetiva, Mariluci Deschamps Rosa, PT, saiu em defesa de Cícero. Acorda, Gaspar!

O VALE TUDO

Defensores do governo Kleber desqualificam até as planilhas da controladoria para ver projeto aprovado e combater os questionamentos técnicos


Os argumentos do relator do PLC 17/2019, vereador Cícero Giovane Amaro, PSD, foram insuficientes para convencer os demais vereadores. Prevaleceu a defesa feita pelo líder do governo, Francisco Solano Anhaia e o vice-líder do blocão, Francisco Hostins Júnior, ambos do MDB, em favor de Kleber.

Já escrevi em comentário na semana passada de que o PLC 17/2017, que tinha o funcionário público municipal lotado do Samae, Cícero Giovane Amaro, PSD, como relator, passaria fácil. E a sinalização estava na emenda para não se acumular numa mesma escola cargos em comissão ou gratificados. E assim se deu o desfecho.

Então foram criadas mais 37 vagas comissionadas e gratificadas na secretaria de Educação com despesas que podem criar até 37 novas vagas, gerar mais de R$2 milhões anualmente na folha de pagamento. Isto fará Gaspar superar o limite prudencial. E o que acontecerá? Também já expliquei: conforme os casos e a lei em vigor, Gaspar poderá ter dificuldades no acesso a financiamentos, novas contratações de pessoal e receber transferência de verbas estaduais e federais atreladas à este índice limite. Este assunto, foi motivo de extenso e detalhado artigo explicativo na segunda-feira passada.

Na sessão extraordinária de terça-feira passada, a maioria dos vereadores se restringiu a votá-lo. O único que colocou dúvidas às consequências dos que se aprovava, foi o próprio Cícero. Ele votou contra.

Nas argumentações de defesa do PLC 17/2019, o líder do governo Francisco Solano Anhaia e o líder vice-líder do blocão que reúne MDB, PP, PSDB e PDT, Francisco Hostins Júnior, ambos do MDB – a líder do blocão, Franciele Daiane Back, PSDB, ficou quieta o tempo todo para não se desgastar – não houve questionamentos técnicos e principalmente sobre os compromissos futuros. Foi fácil! Uma facilidade que poderá gerar consequências logo ali na frente para o próprio Kleber se reeleito, ou por quem ganhar a corrida em outubro deste ano.

Mais uma vez, o tempo será o senhor da razão. Então é esperar para ver as consequências, que dependem de vários fatores incontroláveis dos elementos macroeconômicos.

AS DESCULPAS DO AMARELO SÃO OS PÉS DESCOBERTOS AO DORMIR

Entretanto, duas intervenções neste mar de tranquilidade chamaram a atenção. Um pela fragilidade e outro pela incoerência.

A fragilidade veio do líder do governo, Francisco Solano Anhaia. “Um prefeito – referindo-se a Kleber, naturalmente - não ficaria exposto em ano de eleição excedendo o limite prudencial – o que é exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal – inviabilizando a sua candidatura”.

Como é que é? Quando se descobrir que o prefeito gastou mais do que a lei manda, ele já terá sido eleito ou rejeitado pelas urnas de quatro de outubro. Trimestralmente, o Tribunal de Contas poderá emitir, no máximo, alertas de adequação. E o prefeito tem até 31 de dezembro de 2020 para acertar o passo. O crime, só ficará configurado depois de 31 de dezembro de 2020 com o balanço entregue no Tribunal de Contas. E a punição – se houver infringência a LRF – será declarada a partir de 2021.

Essa gente ou não sabe o que fala, ou se sabe, mas tratam todos nós como tolos.

E para completar o jogo onde todos são tratados como analfabetos, ignorantes e desinformados, o advogado Francisco Hostins Júnior, MDB, que reputo como bem informado, entrou na dança de desqualificar os que questionaram o PLC 17/2019 ao invés de debater e esclarecer.

Hostins disse estar indignado como nas redes sociais e na imprensa – esta coluna, logicamente, pois ninguém ousou tocar desse tema árido do PLC 17/2019 por desinteresse ou falta de conhecimento – tratou irresponsavelmente o assunto. E para isso, mostrou dois números. No ano de 2019, estes cargos comissionados e em confiança demandaram algo em torno de R$660 mil e que em 2020; segundo as projeções da secretaria de Educação, este número saltaria para no máximo R$812 mil, e não para os R$2 milhões possíveis que a planilha da própria prefeitura levada à Câmara atesta.

Primeiro, Hostins está desqualificando a profissional e controladora geral do município de Gaspar, Juliana Muller Silveira. Foi ela quem fez a planilha para o governo, que a avalizou e a enviou à Câmara. Ora, se não é possível se atingir esses R$2 milhões, qual a razão do governo Kleber fazer prova contra ele mesmo?

Segundo, a planilha foi para a Câmara para o governo constituir álibi e prova no futuro de que avisou os vereadores sobre os possíveis impactos do projeto que enviou e os vereadores aprovaram. Ou seja, o Executivo tornou solidário o Legislativo que poderia ter modificado, colocado travas ou até rejeitado a matéria e não fez. Simples assim.

E por último. Sobre o que circulou nas redes sociais não tenho nada a comentar. É terra de ninguém e o governo a usa a seu favor, mas está fora de controle com os questionamentos cada vez sendo maiores e contundentes contra o governo. O pessoal está perdendo o medo e está sobrando coragem. E isso é sinalizador de que alguma coisa vai mal.

Sobre a tal imprensa, respondo por mim: o que Hostins reclama é da credibilidade da coluna que já lhe serviu e é testemunha. Infelizmente, neste momento, ele está obrigado, por aliança e ofício a servir e defender àquilo que ele próprio se sente constrangido a fazer. Se não fosse assim, não estaria pensando em trocar de partido. Acorda, Gaspar!

Aliança pelo Brasil, PSL e PRTB se estabeleceram em conflito em Gaspar e que vai leva-los ao descrédito


O “Aliança pelo Brasil” foi à praça ´para preencher ficha e colher assinaturas capazes de torna-lo um partido. Essas fichas serão acompanhadas pessoalmente no cartório para não haver o sumiço delas por supostos representantes do partido como já aconteceu na semana passada

Os cachorros novos estão correndo atrás dos próprios rabos. É que os donos da velha da política de Gaspar – e por única diversão - amarraram uma linguiça neles. É a cronologia de uma morte anunciada ou de gente desalmada, para não plagiar o jornalista e escritor colombiano Gabriel José Garcia Marques (1927/2014).

Outubro de 2018: Jair Messias Bolsonaro é eleito presidente da República pelo nanico e alugado PSL. E o partido se torna protagonista como um dos maiores saído das urnas daqueles dias.

Novembro de 2019: Jair Messias Bolsonaro deixa o PSL e promete formar o novo partido com a cara dele, o “Aliança pelo Brasil”. Alegou que o PSL estava lambuzado como os outros. Na verdade, Bolsonaro nunca foi um homem de partido e o clã Bolsonaro não conseguiu fazer do PSL um lugar para ele mandar, desmandar, glorificar e humilhar.

Resultado de tudo isso? Disputas, intrigas, enfraquecimento da base aliada, bem como a divisão da base conservadora (e de direita) que elegeu Bolsonaro, junto com os que votaram nele no segundo turno para não votar no poste do ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, o Fernando Haddad, PT.

Em Santa Catarina, essa brigalhada continuou. Vergonheira. Parte do PSL na Assembleia Legislativa isolou o governador Carlos Moisés da Silva. A própria vice, metida em dúvidas no trato da casa oficial onde reside, Daniela Cristina Reinehr é parte da cisão: está, segundo ela no “Aliança”.

E nada disso foi diferente em Gaspar. Na onda vencedora, surgiu o PSL com Marciano Silva. E tão logo as brigas e divisões subiram à cabeça do PSL federal e estadual, dois disputaram o diretório local: o deputado estadual mais votado, Ricardo Alba, de Blumenau, e o deputado Federal Coronel Luiz Armando Schroeder Reis, de Joinville. Alba, que também já passou por vários partidos, estava se alinhando ao grupo do MDB de Gaspar e teve que voltar atrás. O Coronel Armando, quis levar o PSL a ser o Aliança, também não deu certo.

ORDEM NA CASA

A confusão por aqui entre gente desconhecida, apesar dos bons propósitos, sem voto e não testada na estruturação política-partidária é grande. Nas redes sociais está clara esta disputa que se esconde na imprensa, mas reportada aqui, em pequenas notas que alvoraçam todos.

Parte dos que apoiavam o PSL se debandaram.

Os que estão criando o “Aliança”, tiveram até fichas “roubadas” no cartório e vejam bem, por gente que nem é do PSL, nem do “Aliança”, mas do PRTB – partido do vice-presidente da República, Antônio Hamilton Martins Mourão – mas aqui em Gaspar, a serviço do poder de plantão (MDB, PP, PDT, PSDB), que chegou a plantar informação fake na imprensa – não aqui, é claro – de que o mais longevo dos vereadores e presidente do Samae, José Hilário Melato, PP, seria candidato a prefeito num partido que sequer existe de fato. Chantagem logo desmascarada aqui.

O Aliança, no sábado foi à praça preencher fichas e coletar assinaturas para a formação do partido sob a coordenação de Demetrius Wolff. Provavelmente não terá sequer nominata de vereadores. Entretanto, declara que não apoiará o PSL, nem o PT, nem os que estão na prefeitura.

O PSL, por sua vez, começou uma corrida contra o tempo. Primeiro desenterrou a nominata do diretório. Segundo, colocou o candidato dele na praça, o sindicalista, ex-funcionário público municipal, ex-vereador e ex-candidato a vice-prefeito numa coligação com o MDB, o evangélico, Sérgio Luiz Batista de Almeida. E nega que tenha plano B. E para completar, está trazendo nesta quarta-feira, o presidente estadual do partido, o deputado Fábio Schiochet, para dar um gás e diminuir a confusão.

E o PRTB? Depende das orientações do Melato ao seu cabo eleitoral infiltrado. Acorda, Gaspar!

Um exemplo de conhecimento e bom senso pela campeã nestes casos aqui nesta coluna, a Ditran – Diretoria de trânsito de Gaspar. Esta obra é recente, a recuperação da Rua Leopoldo Alberto Schramm. E na ciclovia o que está no meio dela? Uma placa de sinalização.

 

TRAPICHE

Procura-se. Desde novembro quando foi obrigado sair do nanico PSC e foi filiado na marra ao PP para formar o blocão visando unicamente defender o governo na CPI das dúvidas da Rua Frei Solano, o suplente de vereador José Ademir de Moura, não apareceu mais na Câmara.

Moura está escondido por vergonha e mágoa – como já revelei em extensa coluna no dia 10 de janeiro em “Kleber, MDB e PP, ao tentarem fazer da Câmara um puxadinho da prefeitura de Gaspar, criaram a figura do vereador-boneco para inviabilizar a CPI da rua Frei Solano”, no jogo pesado articulado pelo irmão de fé (ambos são evangélicos neopetencostais) Kleber Edson Wan Dall, MDB, o presidente do MDB e secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira, e o dono da vaga na Câmara, o mais longevo dos vereadores e presidente do Samae, José Hilário Melato, PP.

Moura, não apareceu na extraordinária da terça-feira passada e nem justificou a ausência. Nem o PP providenciou até agora o preenchimento da vaga. Dia quatro de fevereiro, a Câmara retoma as suas sessões ordinárias. Até lá, Kleber, a igreja e o PP esperam uma solução para o caso Moura.

Duas observações. A sessão extraordinária de terça-feira passada na Câmara de Gaspar já foi realizada sob o manto do novo Regimento Interno. E exigiu consultas. Já no mundo virtual, com caros investimentos para tal na Câmara, a votação de um simples requerimento oral foi na base “os que estão de acordo, permanecem como estão, os demais se levantem”. Ai, ai, ai

A ex-vereadora, ex-secretária de Saúde, a ex-candidata a prefeita, Tereza da Trindade, com passagens pelo PP, PT, PPS e PSB, requereu e está se aposentado como funcionária pública do município de Gaspar e de longa atuação na área da Saúde.

“Este projeto [PLC 17/2019] é no mínimo muito temerário”. Este comentário de um técnico experimentado da Câmara ao analisá-lo para os vereadores e ecoou no plenário da Câmara. Temeridade que não se traduziu em votos.

Uma, das muitas provas do clima quente entre o PSL e o “Aliança pelo Brasil”. O deputado Ricardo Alba, PSL, postou uma foto entregando uma verba de R$250 mil para o hospital veterinário da Furb, em Blumenau.

Demetrius Wolf, que já foi do PSL de Gaspar e eleitor de Alba, não perdeu a oportunidade: “Pô tu conseguiu mais dinheiro pra hospital de animais de Blumenau (250 mil) do que pra pessoas em Gaspar (150 mil)?”

E por falar em Hospital, a anunciada união do PSD para ser vice do blocão MDB, PP, PDT, PSDB e PSC, pois o vereador Silvio Cleffi voltou a ser guiado pelo seu criador Kleber Edson Wan Dall, continua provocando enjoos. Está se procurando o remédio certo para acertar estômago e a cabeça de todos os envolvidos.

Começou a proteção. Em Gaspar nomeou-se uma diretora de CDI que nunca foi professora e é formada recentemente em pedagogia. A queixa é geral.

Não fale sobre o PSDB e a vereadora Franciele Daiane Back perto do ex-vereador, empresário, líder comunitário do Belchior Baixo e tucano histórico, Amadeu Mitterstein. Ele está virado num alho só.

No Conselho Tutelar de Gaspar, recém-empossado, aquele que é político e que se ajeitou tudo para não haver candidatos concorrentes, começou uma guerra interna e política partidária. Só o Ministério Público que não enxerga como tudo se encaminhou e aconteceu. Até a posse, todos ficaram caladinhos, já agora...

Ilhota em chamas I. A praça central de Ilhota e denominada de Charles Maximiliano Luiz Van Lede, virou a semana passada inteira um local de negócios e comércio de carros de uma concessionária de Itajaí, como mostram as fotos abaixo.

Ilhota em chamas II. Os carros expostos em cima de passeios e canteiros, impedindo a passagem da população bem como pelo uso para o lazer. O prefeito Érico de Oliveira, MDB, os fiscais da prefeitura e os políticos de um modo em geral, caladinhos diante das reclamações dos munícipes.

 

Comentários

Miguel José Teixeira
28/01/2020 16:23
Senhores,

"Dívida pública fecha 2019 em R$ 4,249 trilhões, diz Secretaria do Tesouro Nacional"

(fonte: https://diariodopoder.com.br/divida-publica-fecha-2019-em-r-4249-trilhoes-diz-secretaria-do-tesouro-nacional/)

E hajam burros-de-cargas para bancar jatinhos, diárias, lagostas, vinhos tetra-premiados internacionalmente e outras benesses pois certos servidores públicos não são de ferro!
Cristina Pandoville
28/01/2020 16:18
Avanca Gaspar


Parte do asfalto da rua Rodolfo Vieira Pamplona, será removido para construção de uma grande galeria no Rio Gaspar Mirim.
De 30 a 45 dias de interdição. Será que não tiveram a competência de ver, que antes asfaltar seria necessário construir a tal galeria??

Isto é falta de planejamento e dinheiro publico jogado fora.
É o tal "avança" Gaspar.
Herculano
28/01/2020 16:11
BOLSONARO VAI ACABAR MESMO COM A FARRA DOS VOOS DA FAB?
SALVAR, por Diego Amorim, de O Antagonista.

Há pouco, registramos aqui que, no ano passado, Davi Alcolumbre solicitou um avião da FAB para levar senadores a um evento beneficente.

O Antagonista também recorda que, no fim de 2018, a então advogada-geral da União, Grace Mendonça, viajou para Itália, Alemanha e França, em "missão oficial", usando avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

À época, ela alegou que a aeronave militar foi solicitada porque não haveria tempo para cumprir todas as agendas, considerando o deslocamento pelos três países. Ao analisar o caso, a Comissão de Ética Pública da Presidência não viu nada demais.

No comando do STF, Dias Toffoli recorreu à FAB mais de 70 vezes: por exemplo, para voar a Israel e Fernando de Noronha.

São apenas alguns exemplos. A verdade é que a farra dos voos da FAB sempre foi amenizada em Brasília.

Ao demitir rapidamente o secretário-executivo da Casa Civil, Vicente Santini, que usou o avião especial para ir a Davos e à Índia, e classificar o episódio de "inadmissível", Jair Bolsonaro pode dar início a um novo entendimento.

Na volta do recesso parlamentar, lideranças do governo poderiam se empenhar em aprovar o projeto que prevê regras muito mais rígidas para uso de aviões da FAB.
Herculano
28/01/2020 16:04
da série: quanto mais bagrinho, mais a petulância nos privilégios.

da série: é fácil ao presidente demitir bagrinhos, o povo gostaria de ver a mesma dosagem para com os poderosos do governo e das instituições como o Senado, Câmara e Judiciário que fazem da FAB um quintal de suas locomoções sem justificativas, todas pagas pelos pesados impostos do povo.

SUB DE ONYX ACIONA FAB COMO QUEM PEDE UBER, por Josias de Souza, no portal Uol.

Muita gente confunde verba pública com dinheiro grátis. Esse tipo de confusão deve ter acometido o cérebro de Vicente Santini, secretário-executivo da Casa Civil da Presidência, quando requisitou um jato da Força Aérea Brasileira para transportá-lo em seu mais recente deslocamento internacional.

Santini esteve no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Depois, integrou-se à comitiva de Jair Bolsonaro em Nova Dhéli, na Índia. Ao saber que o personagem voara nas asas da FAB acompanhado de duas assessoras, Bolsonaro abespinhou-se com o privilégio.

A intolerância de Santini a saguão de aeroporto tornou-se ainda mais inusitada quando o capitão se deu conta de que outros auxiliares deslocaram-se de Davos para a capital da Índia em aviões de carreira. Entre eles o superministro Paulo Guedes (Economia) e a prestigiada ministra Tereza Cristina (Agricultura).

Noticiada no site do Globo, a irritação de Bolsonaro foi seguida de uma tentativa de esclarecimento. A Casa Civil informou que tudo ocorreu dentro da normalidade. Santini ocupa interinamente a cadeira do ministro Onyx Lorenzoni, em férias. A requisição do jato "cumpriu todos os requisitos previstos na legislação vigente".

Muita gente confunde verba pública com dinheiro grátis. Esse tipo de confusão deve ter acometido o cérebro de Vicente Santini, secretário-executivo da Casa Civil da Presidência, quando requisitou um jato da Força Aérea Brasileira para transportá-lo em seu mais recente deslocamento internacional.

Santini esteve no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Depois, integrou-se à comitiva de Jair Bolsonaro em Nova Dhéli, na Índia. Ao saber que o personagem voara nas asas da FAB acompanhado de duas assessoras, Bolsonaro abespinhou-se com o privilégio.

A intolerância de Santini a saguão de aeroporto tornou-se ainda mais inusitada quando o capitão se deu conta de que outros auxiliares deslocaram-se de Davos para a capital da Índia em aviões de carreira. Entre eles o superministro Paulo Guedes (Economia) e a prestigiada ministra Tereza Cristina (Agricultura).

Noticiada no site do Globo, a irritação de Bolsonaro foi seguida de uma tentativa de esclarecimento. A Casa Civil informou que tudo ocorreu dentro da normalidade. Santini ocupa interinamente a cadeira do ministro Onyx Lorenzoni, em férias. A requisição do jato "cumpriu todos os requisitos previstos na legislação vigente".

Confundir desfaçatez com normalidade é um velho hábito de pessoas que se julgam no direito de usufruir do delicioso privilégio de torrar o dinheiro alheio. Num governo em que o sub de Onyx requisita jato da FAB como quem pede um Uber, o privilégio, por institucionalizado, tende a virar religião, se é que já não virou.

Santini desfruta da amizade do Zero Três Eduardo Bolsonaro. Ocupa na Casa Civil a poltrona que era de Abraham Weintraub antes de ser promovido a ministro da Educação. Quer dizer: pertence à patota.

De volta da Índia nesta terça-feira, Bolsonaro precisaria transformar sua alegada irritação em ação. Sob pena de flertar com a avacalhação. Nessa hipótese, quem ficará irritado é o brasileiro, que paga a conta do querosene da FAB. Convém não esquecer que essa mesma gente irá às urnas em 2022.

Atualização feita às 13h51 desta terça-feira (28/01): Ao chegar da viagem à Índia, Bolsonaro informou que decidiu afastar Vicente Santini do cargo de secretário-geral da Casa Civil. Alvíssaras!
Herculano
28/01/2020 15:49
COISA PARA INGLÊS VER

A Federação Catarinense dos Municípios faz esta manchete

Prefeitos recebem orientações sobre encerramento de mandato em ano eleitoral

Bobagem. Todos estão com os mesmos defeitos. Todos estão tentando burlar a lei. E muito deles, sempre quando pegos, dizem que não foram devidamente instruídos ou então, foram perseguidos, não pelos adversários, teimosias, assessoramento duvidoso ou intencional, mas pela má sorte.
Herculano
28/01/2020 15:44
NO TOPO, por Cláudio Prisco Paraíso.

O Portal de Notícias G1 elaborou um ranking acerca do desempenho dos mandatários estaduais. Depois de um ano de mandato, os governadores brasileiros cumpriram, em média, 18% de suas promessas de campanha, apresentadas em 2018.

São consideradas promessas de campanha o plano de governo registrado no TSE e compromissos feitos em debates e entrevistas no período eleitoral.

Os governadores que mais cumpriram suas promessas foram Renato Casagrande, do Espírito Santo, e Wilson Lima, do Amazonas.

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, está entre os cinco melhores governadores. Ele entra no ranking como "Governadores com desempenho acima da média" com 30,76% aparece na 4º posição no ranking. O catarinense ficou atrás também de Camilo Santana, do Ceará.

COMPROMISSOS

Este tipo de ranking vai produzindo aceitação popular para o governador catarinense. Na campanha, ele surfou a onda Bolsonaro, mas também assumiu compromissos como gestor.

SINAL

Sem sombra de dúvidas, trata-se de uma boa sinalização para Moisés da Silva aparecer no topo deste ranking de cumprimento de promessas eleitorais.

Ainda mais se considerarmos que ele enfrenta uma série de dificuldades neste início do seu segundo ano de mandato, como o distanciamento da vice, a mobilização dos praças da PMSC, o pedido de impeachment que tramita na Alesc e a própria causa do pedido do impedimento ?" a equiparação do salário dos procuradores do Executivo aos vencimentos do Legislativo ?" requer solução administrativa.

CRUZAMENTO

Já em relação ao presidente da República, foi realizada uma pesquisa de popularidade. Jair Bolsonaro é aprovado por quase 48% dos entrevistados. Em agosto, este índice era de 41%. Na outra ponta, os que desaprovam a gestão federal caíram de 53% para 47%. As curvas se cruzam, sinalizando uma melhora consistente na aprovação do governo.

PILARES

Evidentemente que os resultados da atual administração federal na Economia e na Segurança Pública, áreas pilotadas por Paulo Guedes e Sérgio Moro, começam a produzir reflexos positivos na imagem de Jair Bolsonaro. São os dois grandes pilares da administração.

FALATóRIO

A grande verdade é que Jair Bolsonaro fala muita bobagem. Se ficasse mais quieto, muito provavelmente seu desempenho perante a opinião a pública seria melhor. De qualquer forma, o trabalho dos dois super-ministros se mostra cada vez mais fundamental para o presidente e o seu projeto de reeleição.

VOTO

A mesma pesquisa de popularidade do governo aferiu as intenções de votos dos brasileiros. Embora a eleição seja em 2022, Bolsonaro lidera com 29,1% das intenções de votos. Lula da Silva tem 17%. Ciro Gomes, eterno presidenciável, é apontado como o candidato preferido de 3,5% dos eleitores. Sérgio Moro, embora não seja candidato, foi lembrado por 2,4% dos entrevistados e Fernando Haddad, o poste petista da eleição passada, tem 2,3% da preferência.

SEM VIOLÊNCIA

Foi concluído, após investigações e depoimentos de todos os envolvidos, que não houve qualquer caracterização de violência doméstica, no caso envolvendo o deputado federal Daniel Freitas.

No inquérito da Polícia Civil, a Delegada aponta para o não indiciamento e pelo arquivamento do processo, que agora segue para o Ministério Público. Procurado pela coluna, o deputado disse que prefere não se manifestar sobre o assunto antes do MP.
Miguel José Teixeira
28/01/2020 10:46
Senhores,

Após a extinção do DINOssauro, o ex-presidiário lula pretende criar o DINOesquerdopata, predador dos cofres públicos:

"Lula sonda Dino para encabeçar chapa em 2022"
(portal UOL)

Vade retro desprezíveis jurrássicos!
Herculano
28/01/2020 09:00
da série: político é sempre assim. Ao invés de assumir os seus erros com gente incompetente que nomeou, prefere difundir a dúvida e até colocar a culpa em outros

BOLSONARO MANDA APURAR SE ERRO NO ENEM FOI "FALHA NOSSA OU SABOTAGEM"

Conteúdo de O Antagonista.Jair Bolsonaro mandou apurar se os erros no Enem foram causados por falha do governo ou sabotagem:

"Enem: está complicado. Eu estou conversando com Abraham Weintraub, para ver se foi alguma falha nossa, falha humana, sabotagem, seja lá o que for. Temos que chegar no final da linha e apurar isso. Não pode acontecer isso. E nós sabemos que tudo está na mesa. Eu não quero me precipitar dizendo o que deve ter acontecido com o Enem. Acho que todas as cartas estão na mesa. Não quero dizer que é isso, está certo, para querer se eximir, talvez, de responsabilidade que seja nossa. Não sou dessa linha. Eu quero realmente é apurar e chegar no final da linha para falar com propriedade. Se for nossa, assume. Se for de outros, mostrar com provas o que houve."
Herculano
28/01/2020 06:45
CRITICADO POR BOLSONARO, AUXILIO-RECLUSÃO É PAGO AO MENOR NÚMERO DE FAMÍLIAS DESDE 2010

Instituto diz que medida que endureceu regras terá efeito social negativo e pouco impacto nas contas públicas

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo, Texto de Thiago Resende, da sucursal de Brasília. Criticada pelo presidente Jair Bolsonaro, a ajuda para que familiares de presos não fiquem desemparados sofreu uma queda significativa. O auxílio-reclusão recuou para o atendimento de 31,7 mil famílias no ano passado, menor cobertura desde 2010 (29,5 mil benefícios).

Desde a campanha, a equipe de Bolsonaro ataca essa ajuda paga a dependentes, como esposas e filhos, de presidiários.

Esse auxílio tem o objetivo de proteger parentes que, com a prisão, podem ficar sem renda e, no caso de jovens, abandonar a escola para trabalhar. O dinheiro é repassado apenas quando a família é de baixa renda e o preso contribuía para a Previdência Social, o que, geralmente, ocorre com trabalhadores formais.

Numa das primeiras medidas do governo, o presidente endureceu as regras para ter acesso a esse benefício.

Com isso, a quantidade de auxílios caiu de 45,4 mil, em 2018, para 31,7 mil no primeiro ano da gestão Bolsonaro.

No período, o número de detentos no Brasil vem crescendo e ultrapassa a marca de 800 mil, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

O IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário) avalia que a redução dos auxílios terá efeito social negativo e pouco impacto nas contas públicas.

"É uma perfumaria, na verdade. O gasto com auxílio-reclusão é muito baixo e, com as novas exigências, familiares podem ficar desamparados e sem proteção", afirmou a presidente do IBDP, Adriane Bramante.
Segundo dados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a despesa mensal com auxílio-reclusão caiu de R$ 46,7 milhões para R$ 34,3 milhões entre 2018 e o ano passado.

Esses valores são pouco significativos para o rombo de aproximadamente R$ 240 bilhões para o regime previdenciários dos trabalhadores da iniciativa privada em 2020.

Atualmente, o valor médio do auxílio-reclusão é de R$ 1.079,74 ?"pouco acima do salário mínimo, que subirá para R$ 1.045,00.

Desde janeiro do ano passado, passou a ser exigido um período de 24 meses de contribuições ao INSS para que os familiares do presidiário recebam o dinheiro. Antes não havia carência. Bastava ter contribuído uma vez.
Herculano
28/01/2020 06:40
da série: o impeachment do governador cheira peça de pressão política para abrir espaços para os grupos e políticos experimentados no poder e que sempre mamaram nele e hoje estariam de fora.

MOISÉS PODE QUE ASSEMBLEIA NÃO ACEITE A DENÚNICA, por Roberto Azevedo, no Makingof

O secretário Douglas Borba (Casa Civil), manteve a fama de chegar mais cedo aos encontros oficiais e rapidamente, antes das 17h30min, horário da audiência marcada, entregou ao presidente da Assembleia Julio Garcia (PSD) o documento de 41 páginas onde o governador Carlos Moisés sustenta que cumpriu uma decisão judicial e não cometeu crime de responsabilidade.

O objeto do pedido feito pelo defensor público Ralf Zimmer Júnior é questionado no mesmo documento e o governador, mais a vice Daniela Reinehr e o secretário Jorge Eduardo Tasca (Administração), também integrantes da denúncia, pedem que o presidente do Legislativo não aceite o questionamento, mesmo antes de criar a comissão especial de nove deputados, ato que poderia ser tomado a partir da convocação extraordinária da mesa diretora da casa.

Julio não deu entrevista, mas à saída da Assembleia, já no carro com o motorista, em frente ao Palácio Barriga Verde, disse à coluna que analisaria a defesa entregue por Borba com muito cuidado e toda a atenção possíveis, e com a sua tradicional picardia declarou: "Muita calma nesta hora!"

OS FATOS

Julio pode arquivar a denúncia de Zimmer Júnior se a argumentação jurídica de Moisés for vencedora, a de que há inépcia na petição inicial por não cumprimento dos requisitos legais que fundamentam o crime de responsabilidade bem como a documentação necessária, conforme o artigo 342, do Regimento Interno da Assembleia, pois consideração que a alegação foi "genérica".

O defensor público contesta o pagamento, a partir de setembro do ano passado, da equiparação salarial entre procuradores da PGE com os da Assembleia, em função de uma emenda, aprovada meses antes, durante a Reforma Administrativa, ter sido vetada por Moisés pela falta de recursos na dotação orçamentária.

DO JUDICIÁRIO

Como atendeu decisão Tribunal de Justiça, em mandado de segurança coletivo transitado em julgado, ou seja, sem a possibilidade de recurso para contestar, Moisés não teria outra saída senão pagar a equiparação.

Se Julio Garcia, que prometeu ler com a atenção o documento e se cercar de pareceres jurídicos da casa, definir pelo arquivamento, o governador, que já havia afastado a adesão popular e de setores da imprensa ao pedido de Zimmer, visto como exagerado e precipitado pelos juristas e grande parte dos deputados, sai melhor do que entrou na mira do impeachment, fortalece-se.

CONTRADIÇÃO?

Se a defesa de Moisés estiver correta, a Procuradoria da Assembleia, que aceitou o pedido de impeachment por Zimmer Júnior ter apresentado toda documentação necessária à propositura, estaria em xeque.

Os procuradores do Legislativo não emitiram nenhum juízo de valor sobre a investigação sugerida pelo defensor público estadual, mesmo que sejam parte integrante da mesma, pois seus vencimentos servem de base para a equiparação que gerou o imbróglio.
Herculano
28/01/2020 06:33
GRITARIA ELITISTA, por Pablo Ortellado,rofessor do curso de gestão de políticas públicas da USP, é doutor em filosofia, para o jornal Folha de S. Paulo.

Crítica agressiva contra neutralidade de artistas populares apenas confirma pecha de elitista que é atribuída à esquerda sua coluna na Folha, na semana passada, Anderson França criticou de maneira contundente artistas populares que não tomaram posição contra o ex-secretário da Cultura Roberto Alvim.

O artigo ressalvava que artistas como Zélia Duncan, Marcelo D2 e Pedro Cardoso tinham corajosamente marcado posição, mas artistas de origem pobre, como Anitta, Maiara e Maraisa e Whindersson Nunes, tinham se calado, talvez com medo de perder contratos de publicidade. França foi ainda mais longe e incluiu uma ilustração de Maiara e Maraisa com uma braçadeira nazista, sugerindo que esses artistas não eram apenas inconsequentes como tinham efetivamente aderido à barbárie. Como diz o ditado, quem se cala contra o nazismo também é nazista.

O artigo teve enorme repercussão, com mais de 16 mil interações no Facebook. Fãs dos artistas criticados reagiram indignados. A ilustração de Maiara e Maraisa foi retirada do site da Folha, acompanhada de um pedido de desculpas do jornal.

Nos círculos de esquerda, porém, o artigo foi celebrado e amplamente compartilhado. Essa reação merece ser analisada porque embora os progressistas reconheçam a gravidade do momento, parecem desconhecer o processo que levou até ele.

Bolsonaro não foi eleito porque compartilhou notícias falsas nem porque teve o apoio de empresários do varejo. Bolsonaro foi eleito porque sua candidatura articulou dois movimentos da sociedade brasileira, a grande insatisfação anticorrupção, originalmente voltada contra a esquerda, e o conservadorismo religioso que via no feminismo e no movimento LGBT uma ameaça à família tradicional.

Essa articulação só foi possível porque esses dois discursos têm em comum um caráter anti-elitista: contra uma elite política que estaria saqueando o Estado e contra uma elite cultural arrogante e perversa que tentaria destruir a família tradicional.

O artigo de França parece movido pela justa indignação contra o silêncio conveniente de grandes artistas que não querem tomar partido porque têm medo de perder audiência num país polarizado. Mas ao traçar uma distinção entre os artistas engajados e politizados da classe média e um suposto protofascismo dos artistas populares, o discurso involuntariamente confirma a pecha de elitista que Bolsonaro vem tentando colar na esquerda progressista.

Quando mais urgentemente necessitamos convocar os artistas populares para se unirem numa cruzada contra esse governo autoritário e conservador, tudo o que conseguimos fazer é agredi-los e empurrá-los com força para o campo do adversário.
Herculano
28/01/2020 06:23
da série: e pensar que Witzel foi um juiz, pensa como juiz, e vive sentenciado na política e gestão pública como tal, nomeado seus réus para satisfação do poder que acha ser o correto. Quantos Witzels há na magistratura em que torna vontades em sentenças sem leis que as fundamentem?

WITZEL PODE SER PROCESSADO POR GRAVAR MOURÃO

O governador do Rio, Wilson Witzel, está sujeito a processo civil e até a impeachment, caso a maioria da Assembleia Legislativa (Alerj) entenda que ele agiu ofendeu a dignidade ou decoro do cargo, como prevê a Lei 1.079/50, ao gravar e divulgar telefonema ao vice-presidente Hamilton Mourão. Especialista em direito constitucional, o advogado Jean Raphael garante diz que gravar a própria conversa não viola a lei. Mas pode ser classificada de antiética. Para além de erro político.

PROCESSO

"Fica o desvio no campo de mera conduta antiética", diz o especialista. Politicamente, Witzel pode ter aberto caminho para uma ação na Alerj.

AÇÃO PESSOAL

Se Mourão se sentir prejudicado, ele também pode representar contra Witzel na esfera civil pela violação da intimidade.

INTIMIDADE QUEBRADA

"O fato de o governador ser ex-juiz, conhecedor da lei e do tolerável, agrava bastante o nível da falta de zelo com a intimidade", diz Raphael.

CAMINHO LONGO

A situação de Wilson Witzel na Alerj não é confortável. Sua bancada soma de 30 a 35 dos 70 votos. O impeachment requer 2/3 dos votos.

EMBAIXADOR SUÍÇO DIZ QUE 'NÃO HÁ LEIS' NO BRASIL

O Ministério das Relações Exteriores precisa sugerir ao embaixador da Suíça, Andrea Semadeni, que modere as manifestações de desagrado por estar no Brasil. Domingo (26) pela manhã, ele chamou a polícia contra o ruído de poda de árvores nas proximidades de sua casa, em Brasília. Quando policiais explicaram ao irritadiço diplomata que não dá para prender quem nada faz de ilegal, sua excelência perdeu a linha: "Neste País não há leis!".

LEI É O QUE NÃO FALTA

A Lei do Silêncio que vigora em Brasília fixa os horários em que não se pode produzir ruídos. Após as 9h de domingo, pode.

ARTIGO 41º É CLARO

Faria bem ao suíço ler sobre as regras da diplomacia, na Convenção de Viena. E descobrir que falar mal do Brasil é privativo de brasileiros.

INCONTINÊNCIA

Tentamos ouvir o embaixador sobre sua incontinência verbal, mas a assessoria negou que o fato, com várias testemunhas, tenha ocorrido.

REGALIA BANDIDA

A Rádio Bandeirantes de São Paulo apurou que, em média, mais de 5.000 criminosos não voltam à cadeia, após usufruírem de "saidinhas" ou "saidões". Nos últimos quatro anos, foram mais de 21 mil bandidos. E ainda tem gente que defende a manutenção dessa regalia absurda.

ÚLTIMA PONTE QUEIMADA

Wilson Witzel queimou uma das últimas pontes que restavam com o governo federal ao gravar o general Hamilton Mourão e ainda colocar a conversa no viva-voz sem avisar o interlocutor.

TE CUIDA, ÍNDIA

A brasileira Taurus, cujas armas disparam acidentalmente, matando ou ferindo pessoas, acertou com um grupo indiano uma joint venture para fabricação e comercialização de armas na Índia. Que Deus os proteja.

ESQUERDOPATIA FAZ MAL

Ao elogiar Jair Bolsonaro, o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), desabafou, através das redes, a frustração com os governos do PT: "Quanto tempo perdido por miopia política e má fé de esquerdopatas".

EDUCAÇÃO NO NORDESTE

De acordo com o Ministério da Educação, a região Nordeste foi a que registrou o maior número de inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), em 2020: 1,37 milhão do total nacional de 3,5 milhões.

MENOS TRABALHO ESCRAVO

Segundo a Polícia Federal, é prática diária o combate ao trabalho escravo. Em 2018 foram 1.745 casos de pessoas submetidas a situação análoga à escravidão. Em 2019, caiu para 1.000.

PROCESSO DAQUELES

Filha bilionária do ex-presidente de Angola José Eduardo dos Santos, um dos líderes do levante comunista que acabou o domínio português, contratou a banca Schillings Partners para processar o consórcio de jornalistas investigativos que a acusaram de desviar R$500 milhões.

CAMPANHA NAS REDES SOCIAIS

Quatorze especialistas de diferentes ideologias e partidos produziram o livro "Campanhas políticas nas redes sociais", que já é referência na área. Será lançado dia 4 na Livraria da Via, na Lorena, em São Paulo.

PENSANDO BEM...

...as coisas melhoraram no Brasil: até há pouco tempo, antiético era roubar o governo, agora é gravar autoridades sem que elas saibam.
Herculano
28/01/2020 06:15
da série: político não muda o discurso, a desculpa e a culpa: a imprensa livre que não os deixa no comando pleno das sacanagens. Por isso, a chapa branca e as dos amigos de oportunidade que fazem do jornalismo um negócio contra a sociedade e o mau uso dos pesados impostos de todos, é fator de vingança ou então adulado pelos poderosos. Ou é diferente nos grotões, como aqui?

LULA SINCERÃO, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Em entrevista, ex-mandatário petista revela também o que o aproxima de Bolsonaro

Governantes não gostam de imprensa livre. Ter a administração constantemente exposta a reportagens que iluminam aspectos inconvenientes ao grupo no poder não é algo que lhes dê prazer. É um fator de incômodo que, nas democracias, são obrigados a tolerar.

Luiz Inácio Lula da Silva não foi exceção à regra enquanto ocupou o Palácio do Planalto. Restringiu entrevistas coletivas, deu preferência, inclusive financeira, ao espectro de veículos chapa-branca em torno do petismo e flertou com dispositivos para controlar a mídia.

O curioso foi ter embarcado agora, na oposição, numa espécie de flashback aos tempos em que chefiava o Executivo. Em entrevista ao UOL, endossou parte da ofensiva que o presidente Jair Bolsonaro tem capitaneado contra a imprensa.

Lula não apenas deu razão ao atual mandatário como agiu à maneira dele ao atropelar os fatos e acusar a TV Globo de não ter dado cobertura às mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil que questionam a parcialidade da Lava Jato.

Trata-se de erro crasso de informação, pois a emissora veiculou reportagens sobre o tema. Também ao contrário do que disse Lula, a Globo noticiou a denúncia estapafúrdia de um procurador contra o fundador do site, Glenn Greenwald ?"acusação ofensiva ao exercício do jornalismo que deveria ser de pronto rejeitada pelo Judiciário.

A verborragia fora de órbita e de lugar histórico do ex-presidente prosseguiu com comparações entre a atitude da emissora e o nazismo e com mais elogios a Bolsonaro por supostamente estar, com o emprego das redes sociais, "provando que é possível fazer notícia sem precisar dos jornais".

"Fazer notícia", nas palavras confusas de Lula, equivale a transmitir a visão adocicada e autoindulgente do situacionismo sobre a realidade sem o crivo crítico do jornalismo profissional. Não difere da propaganda, mas é o sonho acalentado por todo governante, de falar sem ser contraditado.

A sensação que fica é a de que Lula gostaria de voltar ao cargo e valer-se de ferramentas de comunicação direta, ataque e boicote à imprensa desenvolvidas por Bolsonaro. A intenção de alvejar uma rede de TV também é compartilhada.

Num rompante de sinceridade, o principal líder da oposição revela não apenas o que o distancia, mas também o que o aproxima do atual presidente. Lula sincerão, para usar a gíria dos jovens, não deixa de esclarecer o debate público.
Herculano
27/01/2020 18:40
PF INDICIA QUATRO PESSOAS NA OPERAÇÃO ALCATRAZ EM INVESTIGAÇÃO DA VENDA DE PRÉDIO, por Ânderson Silva, no NSC Total, Florianópolis SC

Quatro pessoas foram indiciadas nesta segunda-feira (27) pela Polícia Federal (PF) por supostas irregularidades na venda de um prédio da antiga Fundação Estadual do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), em 2018. O prédio fica localizado na Rua Felipe Schmidt, no Centro de Florianópolis. A investigação faz parte da operação Alcatraz, que apura esquema criminoso que teria se instalado principalmente dentro da secretaria de Administração do Estado. A pasta, inclusive, foi a responsável pela venda do prédio.

Os indiciados são Nelson Nappi Castello Branco Junior, ex-secretário adjunto de Administração do Estado, os empresários Luiz Ermes Bordin (pai) e Luiz Andrey Bordin (filho) e Lúcia de Fátima Garcia, ex-servidora da secretaria da Administração e irmã do presidente da Assembleia Legislativa, Julio Garcia.

INVESTIGAÇÃO

PF indicia mais 25 pessoas dentro da operação Alcatraz

Segundo a PF, eles montaram um esquema criminoso para favorecer a venda do prédio à empresa Montesinos, pertencente ao grupo Ondrepsb, que presta serviços terceirizados com contratos junto ao governo do Estado. Luiz Ermes e Luiz Andrey são os proprietários da Ondrepsb. Um dos braços da Alcatraz, deflagrada em 30 de maio, foca justamente nos contratos de terceirização de mão de obra do governo catarinense.

Conforme o relatório final encaminhado ao Judiciário, o prédio foi vendido por R$ 9.827.000,00. O valor, porém, foi R$ R$ 4.328.242,021 (com correção monetária), abaixo do que um conselheiro e avaliador havia indicado para a estrutura. Segundo a PF, o montante apontado seria de R$ 13.981.500,00.

Para que a Montesinos fosse privilegiada, aponta o relatório, se montou o grupo composto por Nappi, que tinha cargo importante dentro da secretaria, Lucia, secretária de Nappi no governo, e os dois empresários interessados na compra. Por conta disso, a PF pede a devolução de R$ 9.975.621,63 aos cofres públicos por conta da irregularidade na venda do antigo prédio da Fatma.

De acordo com o relatório assinado pelo delegado Igor Gervini, Nappi e Luiz Andrey vão responder por fraude em licitação, organização criminosa com concurso de funcionário público e violação de sigilo funcional. Luiz Ermes responderá pode fraude em licitação e organização criminosa, enquanto Lúcia foi indiciada por organização criminosa.

Como tem feito nos outros relatórios, a PF também pediu a prorrogação da Alcatraz por mais 60 dias. A decisão será da juíza responsável pelo caso, Janaína Cassol Machado.

Contraponto

O que diz a defesa de Nelson Nappi Castello Branco Junior

O advogado Leonardo Pereima afirma que a defesa vai avaliar o relatório e esperar eventual denúncia do Ministério Público Federal (MPF) antes de qualquer ação.

O que diz a defesa de Luiz Ermes Bordin e Luiz Andrey Bordin

A assessoria de imprensa da Ondrepsb foi procurada e a posição da empresa será atualizada assim que houve retorno.

O que diz a defesa de Lúcia de Fátima Garcia
A advogada de Lúcia, Lis Bedin, diz que ela "não tem relação com os fatos narrados no inquérito, pois sempre pautou sua vida pela ética e honestidade; e que qualquer questionamento levantado, se necessário, será devidamente esclarecido, da forma oportuna".
Herculano
27/01/2020 18:36
da série: gigolôs especialistas em chantagear o governo dos outros enquanto os seus são desastrosos, os emedebistas apenas estão lembrando ao governador que ele está isolado, e que o MDB pode ser o amalgama.


PREFEITOS DO MDB FAZEM DURAS CRÍTICAS AO GOVERNADOR MOISES, por Moacir Pereira, no NSC Total

Dois prefeitos de Santa Catarina manifestaram-se no fim de semana com declarações críticas ao governador Carlos Moisés da Silva e a sua gestão de um ano em Santa Catarina.

O primeiro foi o prefeito de Iraceminha, Jean Carlos Nyland, do MDB, que publicou um texto nas redes sociais, dizendo "cansei do governador Moisés." E acrescenta: "Equipe fraca e sem talento. Governador não sabe o rumo de nosso Estado. Não é estadista. É só um bombeiro aposentado e acredita ser cantor".

Lamenta a ausenta do poder público estadual enfatizando: Não temos um governo que se preocupe com as pessoas. Está faltando saúde, asfalto, cultura, esporte, cultura educação e, especialmente, planejamento no atual governo. Está sobrando discurso e conversa fiada".

Em Itajaí, o prefeito Volnei Morastoni, também do MDB, também fez críticas a gestão Moisés da Silva pelo isolamento e falta de diálogo com os prefeitos de Santa Catarina.

Refere-se a falta de atenção e de canal de comunicação do governo estadual com os prefeitos na análise e solução de seus mais graves problemas municipais.
O deputado Ivan Naatz, do PL, repercutiu a manifestação de Morastoni, dizendo que Volnei Morastoni dirige uma das maiores cidades de Santa Catarina e encontra as portas fechadas do governo estadual.

E arrematou afirmando que o governador está aquartelado na Casa da Agronômica.

O ano de 2020 começou com cenário negativo para o governador. Nada aconteceu na administração estadual, sofreu críticas pelo acumula salarial de dezembro, está respondendo a pedido de impeachment na Assembleia Legislativa, enfrenta uma crise na Secretaria da Fazenda com pedido de exoneração de 32 dos 36 coordenadores e distanciou-se da vice-governadora Daniela Reinehr, que caminha para liderar o partido do presidente Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil, enquanto o governador permanece isolado do Planalto, no PSL.

Ele está respondendo a Assembleia sobre o pedido de impeachment, processo que começa a ganhar maior repercussão na próxima semana, com o reinicio dos trabalhos legislativos.
Herculano
27/01/2020 18:32
E O BAIRRO BELA VISTA, EM GASPAR, ESTÁ NOVAMENTE SEM ÁGUA. E O CALOR? 33 GRAUS
Herculano
27/01/2020 18:14
MAIA JÁ FEZ 11 VIAGENS DE JATO DA FAB NO RECESSO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou esta segunda-feira nos jornais brasileiros

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não é só recordista em uso e abuso de jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB) apenas em 2019. Também é a autoridade que mais viajou nos jatos da FAB durante o recesso parlamentar: foram 11 vezes. Em dezembro, só entre os dias 22 e 25, três viagens. A última de 2019, em jatinho oficial, foi para Campinas (SP). Em 2020, pleno recesso, já são 8 passeios pela FAB.

RODRIGO MILHAS

Rodrigo Maia viajou 238 vezes em jatinhos da FAB, durante o ano de 2019. Número superior ao total de dias de trabalho no parlamento.

REINCIDÊNCIA?

No recesso de julho do ano passado, o presidente da Câmara foi para Campinas, onde pegou um avião com a família para os EUA.

DESTINOS PREFERIDOS

Maia realizou três viagens para Brasília, três para o Rio de Janeiro, onde reside, e outras duas para São Paulo.

ANO NOVO ESTRELADO

O viajante-mor da República passou ano novo em Miami, com a família e amigos. Ao menos abriu mão do desconforto do jatinho da FAB.

DISTRIBUIDORAS TENTAM GOLPE CONTRA VENDA DIRETA

Perto de perder o "cartório" que as tornou bilionárias, as distribuidores de combustíveis armaram um novo golpe, tentando "melar" a decisão do presidente Jair Bolsonaro de implantar no País a venda direta de etanol, pelos produtores, aos postos. O golpe é criar "distribuidoras somente de etanol", com o objetivo malandro de perpetuar esse negócio oportunista, que prospera na exploração dos consumidores.

MAIA PROMETEU

Bolsonaro obteve do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a promessa de votar projetos que autorizem imediatamente a venda direta.

LOBBY PODEROSO

Há projetos autorizando a venda direta, tanto na Câmara quanto no Senado, mas o lobby das distribuidoras tem dificultado a votação.

CARTóRIO VERGONHOSO

As distribuidoras também encarecem o preço final da gasolina e do diesel: como usinas, as refinarias são proibidas de vender aos postos.

VAI LÁ, WITZEL

O governador do Rio de Janeiro deveria aprender em uma ex-colônia inglesa nos cafundós da América Central chamada Belize. Lá, a água da torneira é tratada, própria para consumo, limpíssima e saudável.

LEI DO CÃO

No DF, há uma Lei do Carnaval que parece brincadeira: obriga o governo a distribuir dinheiro público com blocos carnavalescos e escolas de samba, algumas risíveis. São 51 blocos e 21 escolas na fila.

PROJETOS DO ATRASO

Deputados do Psol apresentaram um projeto-sanguessuga para tentar retirar os Correios da lista de estatais a serem privatizadas. Eles insistem que a estatal "não dá prejuízo", apesar do buraco bilionário.

FALTA POSIÇÃO

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que "decisão judicial não se contesta" e vai esperar a o plenário do STF para se posicionar sobre o juiz das garantias. O Congresso que ele preside aprovou a lei.

MAIS GOLPE NO BRASIL

A Polícia Federal foi às redes esclarecer que a emissão de passaportes é feita exclusivamente pelo site da PF. A denúncia é que outros sites prometem "assessoria", mas buscam só os documentos do cidadão.

MORDOMIAS CAPIXADAS

O deputado estadual Dr. Hércules (MDB) acionou o Ministério Público Federal para mandar fiscalizar a utilização de veículos oficiais por parte de órgãos federais no Espírito Santo e em outros estados.

SEM PROPóSITO

A Organização Mundial da Saúde já descartou qualquer tipo de pandemia em relação ao coronavírus. Mas o Senado, de férias ainda por duas semanas, vai realizar em fevereiro audiência pública do tema.

VIETNÃ, 47

Há 47 anos, os Acordos de Paz de Paris eram assinados pelo governo dos Estados Unidos, e os governos do Vietnã do Sul e do Norte, além do governo revolucionário provisório, os vietcongs. Foi o fim da guerra.

FOLGA DE FOLGADOS

O mês de fevereiro já começa esta semana, mas o Congresso só volta ao batente na semana que vem.
Herculano
27/01/2020 18:07
O GARROTE IDEOLóGICO DESGRAÇA O DEBATE PÚBLICO HÁ ANOS, por Luiz Felipe Pondé, filósofo e ensaísta, no jornal Folha de S.Paulo

Discussão sobre Oriente Médio segue a agenda de preferências ideológicas

Quase um mês após o ataque americano que matou o todo-poderoso Qasem Soleimani do Irã, podemos ver como muito da discussão especializada sobre Oriente Médio segue a agenda de preferências ideológicas.

O Oriente Médio vive uma guerra fria entre a sunita Arábia Saudita e o xiita Irã. Mas o número de absurdos que foram ditos sobre esse conflito deixa claro que o debate público presta um enorme desserviço a quem recorre à mídia para se informar sobre o tema.

Muita gente boa fez do Irã quase um regime democrático, doce e tolerante, um coitadinho, vítima do mal americano e israelense.

Que peninha dele, que teria sido monstruosamente atacado pelo império do mal - os Estados Unidos, que servem à cruel ditadura saudita e aos sionistas.

Não me preocupa aqui defender os Estados Unidos nem seus aliados. Não existem santinhos em geopolítica. Um dos danos da contaminação ideológica do pensamento público é a tentativa de continuar afirmando que inimigos dos americanos são santinhos.

O Irã é um regime que alimenta grupos terroristas e guerrilheiros que matam sistematicamente civis e que arma grupos que visam solapar a soberania dos países à sua volta - e, assim, construir uma rede capaz de realizar guerras por procuração, a favor dos interesses do Irã. No Líbano, na Síria, no Iraque, em Gaza, no Iêmen...

Se é uma ingenuidade ou um mau-caratismo achar que sauditas e israelenses são anjinhos, não é menos ingenuidade ou mau-caratismo achar que os iranianos são os representantes dos oprimidos na região. Essa tentativa de fazer da ditadura teocrática iraniana um governo bondoso, vítima da violência de sauditas e americanos, toca as raias do ridículo.

Só existem três razões para alguém bem formado ir a público defender essa ideia ridícula: 1) por vínculos afetivos com o Irã; 2) por obsessões ideológicas, como a descrita antes aqui, daqueles que insistem em dizer que os EUA são agressivos e que omitem a violência do regime iraniano, uma democracia fake; 3) por grana.

O ódio ideológico aos EUA é óbvio. Só podemos supor, a menos que existam vínculos familiares com algum dos países em conflitos ou vínculos financeiros, que seja a cegueira ideológica que move esse ridículo.

Uma coisa que sempre me chamou a atenção nesse clube dos alienados (os ideológicos amantes do regime do Irã) é a ambivalência das intelectuais nesse campo. Escondidas atrás de um relativismo de butique, elas se esquivam do fato que as mulheres no Irã, muitas vezes, são tratadas como brinquedos domésticos em seu país.

A crítica dura à condição da mulher do Ocidente, crítica que faz grande parte da mídia, do cinema, do teatro e da literatura, um pé no saco de tão repetitiva e entediante pela sua obsessão em demonizar tudo que não for violentamente feminista, contrasta com a suavidade com que a condição da mulher (muito pior na maioria dos países do Oriente Médio, menos em Israel) é tratada pelo exército de simpatizantes do Irã.

Esse mesmo exército de simpatizantes trata os homens ocidentais, a priori, como opressores evidentes das mulheres. Bem ridícula essa contradição.

Como se os aiatolás fossem uns anjinhos a favor do empoderamento feminino. O garrote ideológico desgraça o debate público há anos. Os regimes que esses bobos babam para defender fariam deles mingau de farinha se quisessem.

Com relação a Israel (que tampouco é santinho), outro odiado pela trupe ideológica mentirosa, grupo que domina a ONU, a coisa é bem clara.

A revolução fanática que administra o Irã desde 1979 tem como uma das suas pautas pétreas a destruição do Estado de Israel. Essa mesma trupe gosta de afirmar que o risco de destruição de Israel passou.

Risadas? Se Israel hoje tem uma condição de segurança um pouco melhor, é porque os países ao redor perderam todas as guerras que visavam destruir israelenses.

Além disso, o país é uma economia que cresce vertiginosamente, inclusive em áreas de tecnologia da informação e de inteligência, além de ser, obviamente, uma potência nuclear que arrasaria o Irã em seis dias. O resto é pura bravata.
Herculano
27/01/2020 18:01
TATUE MESMO "BOLSONARO 2022" NA SUA TESTA, MORRO, por Diogo Mainardi, de O Antagonista.

No programa da Jovem Pan, Sergio Moro disse que apoiará a reeleição de Jair Bolsonaro:

"Já falei um milhão de vezes. Daqui a pouco, vou tatuar na testa. O presidente já apontou que pretende disputar a reeleição. Sou ministro do governo, vou apoiar o presidente Bolsonaro."

Tatue mesmo "Bolsonaro 2022" na testa, Moro. Assim você evitará desgastes para um monte de gente, não apenas para você.
Herculano
27/01/2020 17:58
"COM ABUSO DE AUTORIDADE NÃO PODE MAIS PRENDER JORNALISTA", BRINCA MORO

Conteúdo do Congresso Em Foco. Durante uma brincadeira com o jornalista André Marinho, o ministro da Justiça Sérgio Moro disse que com Abuso de Autoridade, não pode mais prender jornalista, se referindo a lei de abuso de autoridade sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no ano passado. A frase foi dita nesta segunda-feira (27) quando Moro participou como entrevistado no programa Pânico, da rádio Jovem Pan.

Durante o programa, o jornalista, André Marinho imitou Moro e fez uma pergunta direcionada ao ministro. Moro, então, respondeu: "Eu não falo assim não. Tem como recorrer?", em meio a brincadeira, os integrantes falaram que o ex-juiz poderia prender o jornalista e Moro respondeu ironicamente que "agora tem a Lei de Abuso de Autoridade, não pode mais prender jornalista, né?".

A lei que reforça a punição aos casos de abuso de autoridade gerou polêmica desde sua concepção, em 2017, depois de aprovada pelo Congresso, e sancionada com vetos por Bolsonaro.

Entre os pontos mais polêmicos está a decretação de medida de privação de liberdade em manifesta desconformidade com a lei.

Estes pontos tinham sido vetados pelo presidente Jair Bolsonaro, mas o Congresso devolveu.

O abuso de autoridade também prevê que deixar de relaxar a prisão manifestamente ou não deferir liminar ou habeas corpus quando cabíveis pode resultar em pena de detenção de um a quatro anos, e multa.

Na entrevista o ministro também descartou a possibilidade de concorrer às próximas eleições presidenciais."Eu não tenho essa perspectiva de ir para a política partidária, ou concorrer à eleições. Não é o meu perfil", afirmou.
Herculano
27/01/2020 17:52
da série: quando um não quer, dois não brigam, desde que um deles não seja Bolsonaro. E o ex-juiz Sérgio Moro, seu ministro, entendeu isso perfeitamente. Sabe que Bolsonaro quer uma briga a qualquer preço para ter discursos. Moro sabe o que está por detrás de tudo isso...

"TEM MUITA GENTE QUERENDO ENFRAQUECER O GOVERNO, ME TIRANDO"

Conteúdo de O Antagonista. Sergio Moro, durante a entrevista ao Pânico, disse que há pessoas interessadas em enfraquecer o governo e tirá-lo do Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

"Tem muita gente querendo enfraquecer o governo, me tirando fora do governo. E, às vezes, gerando essas intrigas", afirmou.

Ele disse também:

"Primeiro, a gente tem que discutir o país aqui e agora. Temos uma agenda a ser realizada no governo de Jair Bolsonaro até 2022."
Herculano
27/01/2020 17:46
da série: se houvesse meritocracia na gestão pública, o desemprego de servidores e políticos seriam espantoso no Brasil, a começar pelas cidades - e não precisa ir longe. Ou alguém possui defesa para esta dúvida? ah, mas há exceções. Certo! Exceções - e também não precisa ir longe daqui.

WEINTRAUB JÁ ESTARIA FORA DO MEC SE HOUVESSE MERITOCRACIA NO GOVERNO, por Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília, do jornal Folha de S. Paulo

O ministro mais falastrão é o que transformou a pasta em palco de ineficiência

O discurso de que a meritocracia seria um pilar do governo Bolsonaro tem falhado no Ministério da Educação, uma das pastas mais importantes da Esplanada.

Faltam argumentos defensáveis em relação à gestão de Abraham Weintraub. Se o critério de meritocracia fosse sério, ele já teria sido demitido do cargo. O ministro mais falastrão é também o que transformou o MEC em um palco de ineficiência.

Os graves erros na correção das notas do Enem e as falhas no Sisu mancham um exame nacional que se consolidou, ao longo dos anos, como a ferramenta de ingresso de jovens nas universidades federais.

No ano passado, foram 5,1 milhões de inscritos na prova. Apenas 11,5% deles tinham acima de 30 anos. Dos participantes, 2,8 milhões foram isentos de pagar a taxa de inscrição devido a critérios de baixa renda.

O Enem é realizado, portanto, por uma maioria de jovens de famílias pobres que encontram no exame uma chance de ascensão profissional e, sobretudo, social. O governo não tem o direito de falhar com eles.

Ações judiciais foram protocoladas em resposta aos problemas. Além do susto e da frustração em receber notas erradas, o estudante se deparou com o acesso ineficaz ao Sisu.

Algumas liminares obrigaram o governo a revisar notas de inscritos. Decisão da Justiça Federal barrou a divulgação do resultado da seleção.

No dia 18, após surgirem as primeiras inconsistências no Enem, Weintraub publicou um vídeo tocando gaita ao lado do irmão Arthur, assessor especial do Palácio do Planalto.

Enquanto sua gestão é um vexame, o ministro da Educação gasta tempo com gaita, stand-up comedy de guarda-chuva, ataques à imprensa e retóricas ideológicas nas redes.

Jair Bolsonaro até agora não se manifestou sobre a bagunça no MEC. A crise não é sobre uma declaração polêmica ou um gesto de viés autoritário, episódios comuns no governo.

Desta vez, trata-se de algo que mexe com os sonhos de milhões de pessoas que apostam no Enem como a maior oportunidade de realizá-los.
Herculano
27/01/2020 17:38
da série: os burocratas atrapalham, mas em alguns lugares, eles ao menos reconhecem os erros e as consequências.

OMS ADMITE ERRO E ELEVA AVALIAÇÃO DE RISCO DE CORONAVÍRUS

Até está segunda (27), mais de 2.700 pessoas foram infectadas e 81 morreram

Conteúdo da Agência Reuters, de Genebra, Suíça. Texto final do jornal Folha de S. Paulo. A OMS (Organização Mundial da Saúde) corrigiu nesta segunda-feira (27) sua avaliação do risco do coronavírus chinês, considerando elevado para o nível internacional, depois de tê-lo descrito como moderado por "erro de formulação".

Em seu relatório sobre a situação, publicado nas primeiras horas desta segunda, a OMS indica que sua "avaliação de risco (...) não mudou desde a última atualização em 22 de janeiro: muito alto na China, alto no nível regional e em todo o mundo".

Em relatórios anteriores, a agência especializada das Nações Unidas apontou que o risco global era "moderado".

"Foi um erro de formulação nos relatórios de 23, 24 e 25 de janeiro, e nós o corrigimos", explicou à AFP uma porta-voz da instituição com sede em Genebra.

Na última quinta-feira, a OMS considerou "muito cedo para falar de uma emergência de saúde pública de alcance internacional".

"Ainda não é uma emergência de saúde global, mas pode vir a ser", declarou o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que viajou para a China.

A OMS só utiliza esse termo para epidemias que exigem certa reação global, como a gripe suína H1N1 em 2009, o vírus zika em 2016 e a febre ebola, que atingiu parte da África Ocidental entre 2014 e 2016 e República Democrática do Congo desde 2018.

Da família dos coronavírus, como o Sars (síndrome respiratória aguda grave), o vírus 2019-nCoV causa sintomas gripais em pessoas que o contraíram e pode levar à síndrome respiratória grave.

Até esta segunda (27), pelo menos 81 pessoas morreram e mais de 2.700 foram infectadas na China desde o seu surgimento no final de dezembro.

Desde então, se espalhou pela Ásia, Europa, Estados Unidos e Austrália.

Com o surto de Sars (2002 - 2003), a OMS criticou Pequim por ter demorado a alertar e tentar esconder a verdadeira extensão da epidemia.

A OMS também foi criticada nos últimos anos. Considerada alarmista por alguns durante a epidemia do vírus H1N1 em 2009, foi acusada, durante a epidemia de ebola na África Ocidental (2014), de não ter calibrado a verdadeira extensão da crise.
Miguel José Teixeira
27/01/2020 16:53
Senhores,

Nós tupiniquins, temos a péssima hábito de trazer para o Brasil, algo novo visto lá fora.

Foi assim com:
- os pombos, que hoje são considerados ratos voadores, praga urbana, etc...
- os pardais que são verdadeiras pragas, símbolo dos PeTralhas. . .
- os javalis, que transformaram-se em problemas sérios em várias regiões do país. . .
- os caramujos que transmitem doenças. .
- e mais uma gama de importações que deram resultados negativos.

Agora vem o Deputado Vinícius Poit (Novo-SP), com projeto que revoga lei que proíbe postos sem frentistas (fonte: https://diariodopoder.com.br/em-nova-iorque-deputado-defende-lei-que-libera-abastecimentos-self-service-no-brasil/).

Porque será que não importam bons exemplos, tais como:

- o do "Prefeito chinês que admite demora para responder a surto e se demite" (fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/prefeito-de-wuhan-admite-ter-omitido-informacoes-sobre-coronavirus-oferece-renuncia-24213420)

- O de construir um hospital com mil (1000) leitos em dez (10) dias?

Em dez (10) dias, nossas "otoridades" não conseguem nem acertar o rateio dos valores superfaturados da obra!

E o quase-golpe do capitão zero-zero, hein?
Só não obteve êxito porque foi apoiado pelos PeTralhas que onde botam as mãos, vira cocô. . .

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