Lista telefônica

Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

NEM O CÉU É O LIMITE AOS PRAZERES E STATUS DOS POLÍTICOS ONDE TUDO É PAGO PELOS PESADOS IMPOSTOS DO POVO. - Por Herculano Domício

18/06/2018

O DEPUTADO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA, ALDO SCHNEIDER, MDB, VAI MORAR NA RESIDÊNCIA OFICIAL DOS VICES-GOVERNADORES. ELA POSSUI 1.229,80 METROS QUADRADOS. MAS SE ALDO FOR CANDIDATO À REELEIÇÃO COMO ANUNCIA, ELE NUNCA PODERÁ ASSUMIR TEMPORARIAMENTE O GOVERNO DO ESTADO. EXPLICO!

O atual presidente da Assembleia Legislativa, Aldo Schneider, MDB, parece não ter nenhum apreço pelo dinheiro dos pesados impostos dos catarinenses e que está faltando para saúde, segurança, educação, obras como vem desnudando fartamente a imprensa catarinense, depois de finalmente a RBS – uma empresa de negócios disfarçada de jornalística - saiu de Santa Catarina.

Aldo nada fez para interromper ou esclarecer à compra daquele prédio por R$83 milhões feita no final do ano passado, na maior surdina, pelo seu antecessor Silvio Dreveck, PP (você já percebeu como o PP sempre está metido em grandes negócios, tanto que foi o campeão no Petrolão do PT?). Aldo lavou as mãos em nome dos deputados e principalmente dos que o levaram à presidência da Casa por acordo e voto. Não comandou. Foi comandando.

Aldo e Dreveck dividiram a presidência da Casa num pacto entre as bancadas para dar apoio ao ex-governador Raimundo Colombo, PSD. Dreveck comprou um prédio sem licitação, apenas por propostas, segundo se anunciou à época, por sete proponentes. E no prédio que comprou, vejam só, Dreveck “conseguiu” até, baixar o preço de R$95 para R$83 milhões. Quem acredita em tanta diferença como esta? Só reafirma que alguma coisa está errada. É muito “desconto”, é muito dinheiro. Até, nos disfarces para impressionar os analfabetos, ignorantes e desinformados, os políticos tratam os pagadores de impostos como idiotas.

E Aldo, na vez de presidente da Alesc, está pagando o que ficou para trás no contrato feito por Dreveck e está equipando-o para os supostos 370 servidores ocuparem o novo prédio. Mas, como tudo na administração pública funciona mal, ou com deficiências e atrasos, os custos decorrentes disso vão novamente para o bolso dos contribuintes.

Ao preço milionário do novo prédio, os catarinenses ainda estão pagando desde janeiro deste ano, os alugueis em torno de R$2 milhões por mês que a Alesc prometeu economiza-los, como justificativa marota, para adquirir o tal edifício.

Na semana passada, o presidente da Alesc, Aldo Schneider, foi pego pela imprensa em outro desperdício dos pesados impostos. Desta vez só sob sua total responsabilidade. E diante da má repercussão aos que viram, ouviram e leram, inclusive entre os pares da mesa diretora, os quais dizem não terem sido consultados, e como estamos em ano eleitoral, Aldo não teve outra alternativa senão a de recuar. E fez isso, 24 horas após autorizar a contratação de 30 terceirizados ao custo de R$3,6 milhões por ano.

Nesta jogada, tudo com amparo legal e feita sem transparência como bem convém a esses assuntos pagos pelo povo, gente - vergonhosamente indicada e apadrinhada pelos deputados em tempo de eleições - iria atender telefone, responder emails e ganhar R$ 12.361,79 mensais.  Era maioria: 19. Uau!

UMA RESIDÊNCIA CARA PAGA PELO POVO PARA DIZER QUE É SUA

Mais outra. Este fato, por si só, mostra como os políticos que dizem representar o povo e agora estão à cata dos votos para se manter no poder a partir de outubro, são apegados ao que custa muito para esse mesmo povo que só paga impostos e não percebe o retorno deles na saúde, segurança, educação, obras...

Aldo Schneider, em tese, com a posse de Eduardo Pinho Moreira, MDB, como governador, é o seu vice. Só em tese, pois se assumir, Aldo não pode mais concorrer à reeleição de deputado. Aldo acaba de dizer – e uma portaria publicada há duas semanas no Diário Oficial - que vai morar na Casa reservada aos vices de Santa Catarina. Quem revelou tal treta? Anderson Silva, no Diário Catarinense, da NSC Florianópolis.

Das duas uma: ou deputado Aldo - que continua adoentado – assumiu que como presidente da Alesc é de fato vice- governador, e com isso já deu adeus à reeleição – já tinha escrito sobre isso há semanas - , ou está morando indevidamente, num lugar de caríssima manutenção pago pelos catarinenses, pois o vice de verdade de Pinho Moreira, neste caso, é o presidente do Tribunal de Justiça.

Aldo – que é de Ibirama - diz que abrirá mão do famigerado , legal – eles próprios votaram nesta esperteza - e indecoroso “auxílio moradia”. Era mesmo só o que faltava: morar naquela dispendiosa casa, paga pelos catarinenses e ainda receber o “auxílio moradia de mais de R$ 4mil por mês.

Ah, mas a Alesc possui um orçamento próprio na fatia do estadual. Sim! E se economizar com esses desperdícios, poderia devolver ao governo para uso nas suas contas. Como vai ter que pagar o milionário prédio que não ocupou; como tem que pagar os alugueis que não foram interrompidos porque o prédio não está pronto para ser ocupado; como tem que pagar as despesas da dispendiosa casa do vice para seu presidente – e que vai ser usada para fazer política em período de campanha; como vai ter que pagar as contratações de terceiros com empregos de altos vencimentos – em parte denunciada e interrompida -, nada vai sobrar para devolver. Tudo pelo ralo.

E para encerrar. Até mesmo a anunciada dispensa do “auxílio moradia” pela assessoria da presidência da Alesc, terá que ser fiscalizada diante de todas as artimanhas que se vê cos políticos contra os pagadores de pesados impostos. Aldo quando esteve em Gaspar recentemente, reafirmou que será candidato. O seu cabo eleitoral em Gaspar, o vereador Ciro André Quintino, MDB, no palanque da Câmara, na busca de votos, tem reafirmado frequentemente a mesma coisa.

Escreveu Anderson:

“O governo de Santa Catarina cedeu recentemente a residência oficial do vice-governador para a Assembleia Legislativa do Estado (Alesc). O imóvel localizado na Rua Vinte e Três de Março, no Bairro Itaguaçu, região Continental de Florianópolis, será usado pelo presidente da Casa, deputado Aldo Schneider (MDB). A portaria autorizando a cessão foi publicada no dia 6 de junho do Diário Oficial do Estado (DOE) com data de 5 de junho.

Segundo o texto, a área transferida, uma moradia de alto padrão, tem 1.229,78 metros quadrados. Até fevereiro ela era ocupada pelo atual governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), então vice de Raimundo Colombo (PSD). Moreira agora reside na Casa D'Agronômica, também na Capital, casa oficial do governador catarinense [...]

[...] Essa é a primeira vez que um presidente do Legislativo estadual terá uma residência oficial. Pelo publicação no DOE, a transferência vai até 31 de dezembro de 2018, quando termina a atual gestão do governo do Estado. Até esta quinta-feira, Schneider não havia se mudado para a casa”.

Contrário à compra, o deputado estadual e 2º vice-presidente da Alesc, Mario Marcondes (sem partido), garante que vai acionar os órgãos reguladores para apurar possíveis irregularidades no processo. Desde setembro, Marcondes manifesta o entendimento de que os critérios definidos para a aquisição de um novo imóvel direcionaram a compra para o edifício na avenida Mauro Ramos.

- Fizeram um negócio na contramão, não concordo. Acredito que eu deva entrar com uma ação popular, com pedido de antecipação de tutela no sentido de trancar os pagamentos - contesta.

Marcondes pediu cópias do processo de compra e da avaliação quanto ao valor pago no imóvel.

- Não é o valor do prédio, tenho avaliações paralelas que não dão aquele valor. Vou questionar e quero que a Justiça se manifeste - reforça.

A chefia de gabinete da presidência afirma que o processo de dispensa de licitação será encaminhado pela Mesa Diretora ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público Estadual como forma de atestar a transparência do negócio. A compra, segundo a presidência, foi amparada pelo relatório “Programa de Necessidades”, elaborado por uma comissão formada por servidores efetivos e comissionados. 

UMA DISCUSSÃO QUE RENEGA O FUTURO, OS VERDADEIRAMENTE VULNERÁVEIS E PROTEGE O ATRASO CORPORATIVO.

Na coluna de sexta-feira, feita especialmente para a edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo e de maior circulação em Gaspar e Ilhota, tratei de uma dupla despesa paga por todos em “o gasparense paga duas vezes quem faz a merenda para os estudantes municipais”.

O que significa isso? Que a oposição -  Silvio Cleffi, PSC, PT, PDT e PSD - forçou essa barra do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, Luiz Carlos Spengler Filho, PP e Carlos Roberto Pereira, MDB, para retirar o Projeto de Lei 29/2018 do seu trâmite na Câmara, fez isso apenas como uma forma a criar fatos, enfraqueceu a educação e apenas puniu o futuro das crianças gasparenses. Também com uma secretária de Educação como Zilma Mônica Sansão Benevenutti que se nega ao diálogo e à negociação, o governo de Kleber tinha poucas alternativas a não ser abortar o projeto em prejuízo da sociedade, a pagadora dos pesados impostos e manter essas despesas duplas.

Uma escola é essencialmente um local de saber e sociabilização. A merenda, necessária no ambiente de desnutrição de muito alunos, é, todavia, algo complementar. Mas, em Gaspar, para a oposição, serventes e merendeiras valem mais do que o reconhecimento, a valorização dos professores e a Escola. Política de quinta categoria. Feita para analfabetos, ignorantes e desinformados que querem criar mais para ser servir do discurso demagógico e oportunista.

Coincidente na mesma sexta-feira, Cláudia Costin, professora visitante de Harvard, ex-diretora de Educação do Banco Mundial e ministra da Administração, escreveu no jornal Folha de S. Paulo: “a OCDE publicou um relatório sobre políticas públicas para professores. Nele uma ideia se fez muito presente: como o bom professor é o elemento mais importante, entre os fatores dentro da escola, para lograr qualidade no ensino, os sistemas educacionais devem se assegurar de que os mais vulneráveis possam também receber esse benefício”.

Mas, é exigir demais dos nossos vereadores. Os nossos alunos ainda não produzem votos: serventes e merendeiras, sem fazer a sua tarefa, mas ganhando no serviço público pago por todos, sim. Esta é a dinâmica do mundo dos políticos: eles não sabem distinguir verdadeiramente os vulneráveis, ou se distinguem, preferem cria-los para ter as rédeas sobre eles quando em se tornarem eleitores.

Como escreveu ontem, no Twitter, Alexandre Garcia, após o empate da seleção brasileira de futebol: “a Suíça nos ganha de goleada em segurança, saúde, educação, impostos, liberdades, renda per capita, representação popular. Em compensação, conseguimos empatar com ela em futebol”. Em educação, está difícil imitar a Suíça... Acorda, Gaspar!

MEU ERRO.

Na coluna de sexta-feira eu escrevi sobre este assunto: “na verdade, esse PL complementa o aprovado na Câmara e que permitiu à terceirização da merenda escolar em Gaspar. Com a desistência do PL 29, a terceirização da merenda em Gaspar está manca e mais cara. Só isso”.

Na verdade, esse PL não complementa nada ao supostamente aprovado anteriormente na Câmara, mas sim, complementa um ato administrativo do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB que com sua equipe decidiram pela tal terceirização da merenda escolar em Gaspar, inicialmente, disfarçada de uma experiência.

Aos leitores e leitoras, as desculpas. Com a desistência pelo prosseguimento do PL 29 por iniciativa do próprio prefeito e sua equipe, a terceirização da merenda em Gaspar está manca e mais cara. E vai continuar porque a oposição quer mais serventes e merendeiras, ao invés de negociar qualificação, mais professores e uma ação eficaz aos alunos mais vulneráveis. Só isso.

TRAPICHE

O olho por olho, o dente por dente e que atrasam Gaspar e mostram a cara de rancor permanente dos nossos políticos. Leio na coluna Chumbo, do editor e proprietário do jornal e portal Cruzeiro do Vale, Gilberto Schmitt, testemunha do fato:

“Participei no meio da semana da solenidade de assinatura do convênio que garante a pavimentação da rua Pedro Simon, no bairro Margem Esquerda. Até aí, tudo bem... só que na hora de chamar as autoridades para a mesa de honra, achei uma falta de respeito enorme o presidente da Câmara, Silvio Cleffi, não ser convidado a ir à frente. Por mais que possam existir diferenças de pensamento, presidente da Casa de Leis é autoridade e, se está presente, deve ser chamado. Fica a dica”.

Isso não merece dica nenhuma. Teria que fazer parte da boa e respeitosa convivência entre pessoas que são eleitas para buscar avanços para a comunidade. Quem estava lá não era o vereador Silvio Cleffi, PSC, que se bandeou para o outro lado só para ter a presidência da Câmara. Quem estava lá, era o presidente de um poder constituído, o Legislativo de Gaspar, eleito de forma legitima. É vergonhosa a atitude do governo, dos medebistas e seus amigos da ocasião. Nem os que se dizem religiosos, valeu o dar a outra face. Isso mostra muito bem o atraso e como se negamos a nos unir às causas comuns pela comunidade.

Ah, mas era um ato político, num reduto do MDB e liderado pelo vereador Francisco Solano Anhaia, MDB, cabo eleitoral do ex-secretário e atual deputado, Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro, MDB, o “dono da verba” que na verdade é dos pesados impostos de todos nós. Para lembrar: Anhaia é o maior crítico da atitude de Silvio Cleffi na busca da presidência da Câmara. Ele não a disputava, mas era defensor do pacto da ex-maioria situação e que Silvio, sem avisar ninguém, quebrou.

Primeiro, se aquele anúncio de verba (exibição de papelinhos como mostra a foto acima, discursos e entrevistas) para a pavimentação da Pedro Simon é um ato político de campanha eleitoral, o candidato Vampiro está desde agora com a corda no pescoço. É bom não confundir as coisas.

Segundo, se era um ato público e de governo, como se anunciou e estava lá um secretário de estado, o Paulo França, então o presidente da Câmara teria lugar obrigatório naquela solenidade – incluindo pronunciamento -, como terá sempre, o traído por ele, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, nos atos oficiais da Câmara.

Protocolo, regras de convívio e educação fazem parte da relação de exemplos de adversários de ideias e atitudes para seus admiradores e eleitores na defesa de interesses comuns e bem-vindos, para a comunidade.

Eu, Herculano! Agora você virou defensor do doutor Silvio? Não e sim. Eu não defendo a incoerência dele, a interferência corporativa naquilo que ele faz, mas não se responsabiliza pelo resultado ruim, bem como a tentativa de inchamento da Câmara e outras coisas em transparência, quando o seu discurso de posse apontou para o lado oposto. Agora, pela própria coerência da minha vigilância, não posso deixar de registrar esse tipo de agressão contra um poder contra outro poder, confundindo esses atos com a indevida pessoalidade, partidarismo e vingança. Acorda, Gaspar!

Dias atrás, onde a greve dos caminhoneiros tomou conta dos discursos da Câmara de Gaspar, a maioria em busca de identificação fácil na busca de votos, a vereadora e ex-prefeita de Gaspar, Mariluci Deschamps Rosa, PT, desceu o cacete na qualificação técnica e capacidade administrativa de Pedro Parente, que antes de ter sido presidente da Petrobrás, foi da Bunge Brasil, RBS, além de ministro da Casa Civil de Fernando Henrique Cardoso, PSDB. Rir é pouco. Parente deve ter um monte de defeitos, mas não esses.

Parente ao deslocar a sede da Bunge Alimentos de Gaspar para São Paulo, sobrou o prédio administrativo Renato Manoel Peixoto, no Poço Grande [hoje reocupado pela própria Bunge]. E o PT por oportunidade e principalmente retaliação, declarou-o de interesse público. Queria por lá a prefeitura.

A jogada jurídica e a lábia, entretanto, os petistas de Gaspar não conseguiram dobrar Pedro Parente. Ele mandou o outro Pedro, o Celso Zuchi, depositar as garantias para vender o imóvel ao município de Gaspar. Não tinha. Pedro, o Parente, foi então, no papel que lhe cabia e eficaz para os acionistas da Bunge – é uma companhia aberta com ações na Bolsa de Nova Iorque e por conta disso sofre uma fiscalização severa. E esta é a razão do chororô de Mariluci e do PT, quando tentam desqualifica-lo. Aliás, não só com ele, mas com todos que não atendem aos seus interesses. É do jogo.

De Augusto Nunes, de Veja, no Twitter: “quem faz o diabo pra tirar da cadeia um gatuno juramentado como Lula é, na hipótese mais branda, comparsa de ladrão. É o caso de Gilmar Mendes e seus parceiros fantasiadas de ministros do STF. Ponto. O resto é conversa fiada”.

Como a gestão de Kleber Edson Wan Dall, MDB, se perde ou está ajustada com a oposição. Na sessão da Câmara de terça-feira passada, numa raríssima intervenção de enfrentamento do líder do governo, Francisco Hostins Júnior, MDB, mas que já foi PT, ficou-se sabendo que um simples telhado na Arena Multiuso teria custado mais de R$1 milhão na administração petista de Pedro Celso Zuchi.

Foi um recado cifrado para conter discursos em sentido semelhante contra o governo Kleber Edson Wan Dall, MDB. Coisa estranha do tipo: não toca no meu calo, que não tocarei no seu, assim todos ganham e a conta vai para os pagadores de pesados impostos da cidade.

Ora, se o tal telhado está caro e há indícios comprovados disso, por que a administração de Kleber não encurralou até agora do ex-prefeito? Por que a situação não foi atrás disso na própria Câmara? Por que o Ministério Público não está envolvido nesse esclarecimento? Então, é carta na manga? Hum! Apropriado. Acorda, Gaspar!

De Ricardo Amorim, no twitter: “nossas expectativas com a seleção são completamente irrealistas. Não basta sermos campeões; temos de ganhar todas as partidas, com facilidade, mesmo com o juiz contra. Se cobrássemos os políticos como cobramos o treinador e os jogadores da seleção, o Brasil seria o paraíso”.

 

Edição 1856 - segunda-feira

Comentários

Herculano
18/06/2018 15:37
CIRO CHAMA HOLLIDAY DE "CAPITÃOZINHO DO MATO" E VEREADOR O ACUSA DE RECISMO

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. O pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) chamou o vereador de São Paulo Fernando Holiday (DEM) de "capitãozinho do mato" em entrevista à Rádio Jovem Pan na manhã desta segunda-feira (18). O vereador demista reagiu nas redes sociais e disse que processará Ciro.

"Imagina, esse Fernando Holiday aqui. O capitãozinho do mato, porque é a pior coisa que tem é um negro que é usado pelo preconceito para estigmatizar, que era o capitão do mato do passado", declarou.

A fala foi feita após Ciro ser questionado sobre uma aliança com o DEM em torno de sua candidatura ao Planalto. O ex-ministro disse que estava disposto a dialogar pensando num projeto de futuro para o país e citou Holiday para exemplicar que existiam problemas entre ele e integrantes do partido, o que precisaria ser debatido.

"Não tem a menor chance da gente superar essas contradições sem violentar determinados princípios e princípios eu não violento", afirmou.

No Facebook, o vereador Fernando Holiday disse que Ciro passou de todos os limites e respondeu ao pré-candidato com um meme que diz "Agora é na Justiça! Holiday processará civil e criminalmente Ciro Gomes por injúria racial!". Em outra mensagem, o político do MBL (Movimento Brasil Livre) chama o pré-candidato de racista.
Herculano
18/06/2018 15:17
da série: a prova de quem nem Ciro e Bolsonaro, servem. Ambos têm a mesma leitura do estrago de um e outro contra o mercado e os brasileiros

PARA LUPI, CIRO GOMES NÃO PRECISA DO MERCADO PARA SE ELEGER

Conteúdo da Coluna do Estadão (Andreza Matais), no jornal O Estado de S. Paulo. Principal fiador da candidatura de Ciro Gomes ao Palácio do Planalto, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, diz que é possível ganhar a eleição sem o apoio do mercado financeiro. "O mercado tem que cuidar de suas aplicações, entender que não manda no Brasil. Da política quem tem que cuidar são os políticos", disse à Coluna. A resposta é uma reação à preferência do setor financeiro por Jair Bolsonaro (PSL), considerado mais previsível, caso ele dispute o 2.º turno com Ciro. "O mercado perde os anéis, mas não o dedo. Ele sabe que com Bolsonaro perde a mão."

Às claras.
Nas conversas com o mercado financeiro, a campanha de Ciro tem dito que "é melhor diminuir o lucro do que perder completamente". "O juro real está sufocando a economia", afirma Carlos Lupi.

Agora vai.
Dirigentes do DEM, PP e PDT dizem que esta semana será decisiva para as conversas entre os três partidos. O que significa dizer que o encontro entre os presidenciáveis Rodrigo Maia e Ciro Gomes deve finalmente ocorrer.

Questão de idade.
Quem tem acompanhado a aproximação de Maia com o PDT diz que há uma "briga geracional" dentro do DEM. Assim como aconteceu no ninho tucano, os "cabeças pretas" querem uma coisa (Ciro Gomes) e os "cabeças brancas", outra (Geraldo Alckmin).

Geração?
Um deputado do DEM diz que Ciro não seguiu nenhum parâmetro geracional para criticar a sigla. Disparou impropérios contra o "velho" ACM e o "novo" ACM Neto.

Relações...
O presidenciável Geraldo Alckmin e o ex-governador Marconi Perillo discutiram na semana passada por causa da presidência do PSDB.

...estremecidas.
Perillo cobrou de Alckmin um acordo para assumir o comando da legenda durante a campanha, o que deixaria o candidato mais livre para viajar. Aliados dizem que Alckmin não gostou nadinha disso.

Prêmio de consolação.
A entrega da coordenação da campanha a Perillo foi interpretada como um gesto para reatar os laços. Um dos motivos para Alckmin não abrir mão de presidir a legenda, é que assim ele controla a distribuição do fundo eleitoral.

Água fria.
Um ministro da 2.ª Turma do Supremo disse à Coluna ser muito difícil o colegiado conceder liberdade ao ex-presidente Lula depois de o plenário ter decidido, em abril, pela prisão. "Agora ele não sai", vaticina o magistrado. A 2.ª Turma analisa novo pedido de HC da defesa do petista no próximo dia 26.

Sufoco.
O governador de Minas, Fernando Pimentel, voltou a atrasar o pagamento de servidores. Professores da ativa receberam apenas parte dos vencimentos e foram informados de que o resto virá a conta-gotas.

CLICK.
Com o julgamento marcado no STF, a petista Gleisi Hoffmann recebeu homenagens no Senado. O colega Roberto Requião (MDB-PR) disse que ela pensou até em ser freira para ajudar os pobres.
Herculano
18/06/2018 14:47
QUEM MANDA NA PAPUDA, ROLLEMBERG?

Conteúdo de O Antagonista. É um escândalo que o ex-senador Luiz Estevão tenha transformado o presídio da Papuda em seu escritório particular, de onde gerencia seus negócios imobiliários e de mídia.

É um escândalo ainda maior que Estevão, José Dirceu e Geddel Vieira Lima tenham acesso a material proibido, inclusive pendrives, cujo conteúdo precisa ser periciado.

Pendrives só funcionam em computadores, mas estes a Polícia Civil ainda não achou.

No ano passado, Rodrigo Rollemberg foi forçado a exonerar toda a cúpula da Papuda após outra investigação, de 2014, descobrir que Dirceu e demais mensaleiros também gozavam de privilégios no presídio.

Ao lado de ex-integrantes da cúpula do Sistema Penitenciário do DF, Luiz Estevão responde a uma ação de improbidade administrativa por custear a reforma do bloco onde está detido com outros presos federais.

No local, foram instalados chuveiro elétrico, televisão de LCD, ventilador de teto, sanitário e pia de louça, cortina, tapete e cerâmica, além de outros itens de luxo. Tudo com a conivência das autoridades.

Está claro que não é o governador que manda na Papuda.
Luiz
18/06/2018 13:25
Não faltava mais nada, alem dos paraquedistas que aqui descem, teremos que lidar com um VAMPIRO na próxima eleição.
Vou comprar um estoque de alho pra me garantir;
Herculano
18/06/2018 11:50
INCIDENTE RARÍSSIMO, 7 A 1 NÃO DEIXOU LIÇõES A ENSINAR, por Vinicius Mota, diretor de redação do jornal Folha de S. Paulo

Em 1982, Itália e Brasil fizeram jogo espetacular; em 1990, Maradona brilhou; em 2002, time brasileiro teve três supercraques no apogeu.

Em 1982, a Itália fez uma partida magnífica contra o Brasil, que também se apresentou bem. Os italianos poderiam ter feito mais gols além dos três que converteram. Os brasileiros poderiam ter marcado mais que dois. Foi um espetáculo.

Em 1986, uma triangulação que pareceu brincadeira de bobinho entre Müller, Júnior e Careca desnorteou a zaga francesa e terminou num lindo gol. Zico, Sócrates e Platini - os três craques em campo - perderam pênaltis, e essa improbabilidade determinou a classificação da França.

Em 1990, o Brasil só praticou algum futebol no jogo da eliminação. Maradona, num de seus últimos lampejos de genialidade em mundiais, sobrepujou seis marcadores com camisa amarela e deixou Caniggia livre para definir. Depois disso, teria sido um castigo a Argentina perder a vaga.

Em 1994, o Brasil teve muitas dificuldades nos dois jogos com a Suécia e na final contra a Itália. Parreira colocou Viola na prorrogação, quando poderia ter optado pelo jovem Ronaldo. Mas Baggio e Baresi, duas sumidades do futebol italiano, desperdiçaram pênaltis nas cobranças decisivas, e a improbabilidade dessa vez favoreceu a equipe canarinha.

Em 1998, o desempenho brasileiro variava entre a supremacia assoberbante e a submissão entorpecida. Dunga foi um gigante na virada contra a Dinamarca, nas quartas. Na final, a França de Zidane sufocou os brasileiros. Três a zero foi pouco.

Em 2002, apresentou-se a seleção mais completa que vi atuar. Ao mesmo tempo agressiva e equilibrada, contou com três supercraques no apogeu. Rivaldo lembrava Garrincha, na improbabilidade física de que brotavam lances e gols fantásticos.

Em 2006 e 2010, o Brasil não brilhou, embora tenha feito em regra partidas competitivas, incluindo as que resultaram na desclassificação.

Em 2014, um time brasileiro instável e imaturo tomou aquela escovada da Alemanha. Foi um incidente raríssimo. É bobagem tentar tirar lições do 7 a 1. Tamanha improbabilidade não ensina nada a ninguém.
Herculano
18/06/2018 11:46
RENOVAÇÃO? MAURO MARIANI SERÁ O CANDIDATO DO MDB

O governador Eduardo Pinho Moreira vinha ensaiando a aproximação com o PSDB para se viabilizar candidato à reeleição.

Não conseguiu.

Sabendo, pelas pesquisas internas, que o MDB está fraco, Pinho Moreira desistiu. Quem será candidato e já se ensaiava para isso há muito, será o deputado Mauro Mariani, presidente do partido.

Nos planos dele está trazer para vice, o deputado e ex-prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinubing, hoje no DEM. Esta manobra é para claramente enfraquecer o PSDB no caso do ex-prefeito Napoleão Bernardes ensaiar algo parecido em substituição a Paulo Bauer.

Jogos e sempre dos mesmos. Renovação, zero!

Herculano
18/06/2018 11:40
RENATO BEDUSCHI NO ESTALEIRO

O médico veterinário, secretário de Agricultura aqui e em Blumenau, Renato Beduschi, vai ficar de repouso absoluto por no mínimo 30 dias para evitar uma cirurgia.

No sábado, ao participar de uma bodas de ouro, no salão da capela Santa Terezinha, sofreu uma acidente ao cumprimentar os assadores: escorregou no papelão que estava defronte a churrasqueira. Do tombo, constatou-se uma fratura transversa no fêmur direito.

Hoje, Renato e um sobrinho seu, embarcariam de férias para a África do Sul.
Herculano
18/06/2018 11:33
SENADO PODE AMPLIAR CPI PARA OUTRAS AGÊNCIAS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Senadores relutam no apoio à CPI sobre as relações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com operadoras de planos de saúde, proposta pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA), porque preferem estender as investigações a outras "agências reguladoras" cuja atuação também gera suspeitas. Caso da Anac (aviação civil), especialista em alegrar empresas aéreas e infelicitar seus passageiros. Apesar disso, a CPI da ANS já tem as 27 assinaturas necessárias.

TRAMA CONTRA O CIDADÃO
A CPI da ANS deve investigar a estratégia das operadoras de forçar a adesão a planos empresariais, onde a agência não regula os preços.

UMA Só PARA A ANP
As relações de distribuidores de combustíveis com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), segundo os políticos, já justificariam CPI exclusiva.

CHOQUE DE INVESTIGAÇÃO
A Aneel (energia elétrica), que mais parece uma entidade empresarial, também está na mira de vários congressistas.

CPI DOS CABIDES
Devem ser investigadas Anatel, Anvisa, ANTT e Antaq por sua atuação e sua utilidade: algumas viraram meros "cabides" de empregos.

GOVERNO DEMITIU Só 118 POR CORRUPÇÃO, EM 2018
Protegidos pelo instituto da "estabilidade no emprego", ainda em vigor, os funcionários públicos precisam se esforçar muito para serem demitidos. Ainda assim, nos primeiros quatro meses do ano, o governo federal conseguiu concluir os processos de demissão de 118 por "atos relacionados à corrupção". O número pode ser considerado modesto, considerando-se tantos escândalos investigados nos últimos anos.

DEMISSõES DIMINUÍRAM
Entre janeiro e abril, foram demitidos 183 servidores, 65% deles por corrupção. O recorde é de 2016: 549 demitidos. Em 2017 foram 506.

FRESTA RARA
Corrupção é uma das raras chances que o governo tem para abrir e concluir processos de demissão de funcionários públicos.

LUZ NO TÚNEL
Projeto da senadora Maria do Carmo (DEM-SE) possibilita a demissão de servidores que se revelem desinteressados ou incompetentes.

SENADO VOTA VENDA DIRETA
Pode ser inócuo o "grupo de trabalho" inventado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para tentar fazer o Conselho de Defesa Econômica (Cade) desistir da liberação da venda direta de etanol aos postos: nesta terça (19), o Senado deve votar projeto que torna legal a medida.

'NENHUM' É FORTE
No cenário onde o candidato petista seria Fernando Haddad, "Nenhum" está à frente com 27%, seguido por Bolsonaro com 21%, Marina Silva (Rede), 13%, e Ciro Gomes (PDT), 10% ?" diz pesquisa XP/Ipespe.

PRECONCEITO
Sem a resistência das patrulhas que foram até o STF tentar acabar com a vaquejada, que movimenta economia de pequenas cidades do Nordeste, a Câmara caminha para criar o Dia Nacional do Rodeio.

BRASIL ESTÁ MESMO NA LONA
O Brasil está na lona: tem gente achando que a CBF "traiu" por não ter sido voto de cabresto da Conmebol, na escolha do local da Copa de 2026. Só os ingênuos achavam que o presidente da CBF, escolhido por Marco Polo Del Nero, votaria no país que prendeu José Maria Marin.

SENHOR CORRUPÇÃO
Pesquisa FGV/DAPP sobre as mensagens postas em Twitter, no Brasil, Lula é o político mais associado à corrupção: 77,8 mil referências na primeira semana de junho. Jair Bolsonaro teve 27 mil menções.

CONTAGEM REGRESSIVA
Em 2017, o Dieese estimava 100 mil demissões nos sindicatos, durante o ano de 2018, após o fim da indecorosa contribuição sindical. Parece que exagerou. Mas ainda restam seis meses de crédito.

CARAS REGALIAS
As despesas do contribuinte com ex-presidentes da República com seguranças, assessores, diárias, passagens, carros oficiais e cartões corporativos já somam cerca de R$ 37 milhões, desde 1999.

FHC, 87
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso completa 87 anos nesta segunda-feira (18). Ele foi o 34º presidente do Brasil, além de ministro e senador. Hoje, ocupa o tempo dando palpites sobre política nacional.

PENSANDO BEM...
...se a moda pega, Fernandinho Beira-Mar pode comentar a Copa no Catar 2022.
Herculano
18/06/2018 11:19
A COPA JÁ PEGOU, por Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

A má notícia é que um dia vai acabar e, com ou sem o hexa, a economia continuará em frangalhos

O brasileiro até que tentou fazer charme dizendo por aí que estava desinteressado na Copa do Mundo, mas não resistiu a quatro dias de bola rolando na Rússia.

Não se fala de outra coisa nas ruas e nas redes. No sábado (16) pela manhã, passageiros de um voo de Brasília para São Paulo estavam agoniados com os problemas nos radares que atrasaram voos para a capital paulista. À espera por mais de uma hora dentro do avião para a decolagem, os viajantes estavam furiosos porque planejavam chegar a tempo de apreciar Argentina x Islândia.

Não deu mesmo. Perderam o goleiro ex-gordo e cineasta islandês defendendo o pênalti de Lionel Messi.

A Copa nem começou direito e já vimos a sapecada de 5 a 0 dos anfitriões nos sauditas, o espetáculo protagonizado por CR7 perante os espanhóis, o golaço contra e nos acréscimos que deu a vitória ao Irã sobre o Marrocos e a surpreendente derrota da Alemanha para o México.

Fanáticos garantem que o futebol é a melhor invenção do homem. Até quem passa quatro anos sem assistir a um joguinho sequer se programa para ver uma partida de Copa.

Desde quinta (14), grupos de WhatsApp debatem se Cristiano Ronaldo é superior ao nosso Ronaldo, comparam Messi ao português (qual deles é o melhor?), questionam quando Neymar vai superá-los e se o argentino está no patamar de Maradona.

Maradona, aliás, que me fez virar um torcedor da Argentina em Copas depois de ganhar uma sozinho e com a ajudinha da mão de Deus.

Uma boa notícia da Copa de 2018 até aqui é que não há um governo com estofo nem um cartola oportunista tirando casquinha da seleção. O presidente mais impopular da história, por exemplo, gravou um vídeo de apoio, ignorado pelos atletas.

A má notícia é que o Mundial um dia vai acabar. Com ou sem o hexa, a economia continuará em frangalhos após a final de 15 de julho. Começará de vez a corrida para escolher em outubro o próximo presidente. E o país não tem um Tite capaz de resolver nossos problemas.
Herculano
18/06/2018 11:12
da série: o diabo e a cruz. Como os políticos oportunistas e sem caráter, fogem daquilo que se lambuzaram e usaram intensivamente nos seus redutos para levar vantagens sobre os eleitores. Em Gaspar já ouvi isso. É só reparar o discursos dos vereadores cabos eleitorais de emedebistas marcados para a reeleição

CANDIDATOS DO MDB AO LEGISLATIVO OMITEM TEMER, por Josias de Souza. Michel Temer tornou-se um presidente extremamente impopular também no seu partido. Candidatos do MDB ao Legislativo revelam-se capazes de tudo, menos de vincular seus projetos eleitorais ao presidente da República. Caciques políticos regionais receiam que a ruína do governo Temer comprometa um dos principais trunfos do partido: a supremacia de suas bancadas na Câmara e no Senado.

Repete-se sob Temer um fenômeno que marcou o governo de José Sarney. Depois de chegar à Presidência sem passar pela pia batismal das urnas, o (P)MDB transformou a vitrine do Planalto num forno de micro-ondas. Um dos espetáculos mais divertidos da campanha eleitoral de 2018 será a acrobacia retórica dos emedebistas para se distanciar do presidente carbonizado.

Há casos extremos, como o do senador Renan Calheiros, que tenta se reeleger em Alagoas esgrimindo uma retórica que mistura elogios a Lula e ataques frontais a Temer. Mas a maioria dos candidatos do MDB sinaliza a intenção de não mencionar o nome do presidente durante a campanha ?"a não ser em legítima defesa, quando algum adversário tentar estragar o jogo de esconde-esconde.

O feitiço ameaça enfeitiçar também a hipotética candidatura presidencial de Henrique Meirelles. Com uma taxa de intenção de votos mixuruca - 1% no Datafolha - o ex-ministro da Fazenda também é tratado pelos correligionários que pleiteiam cadeiras no Congresso como um espantalho de votos.

Outro espetáculo engraçado será oferecido pelo MDB depois DA abertura das urnas. Dependendo do presidente que for escolhido para o lugar de Temer, o partido terá de redescobrir o que é oposição. Ou, por outra, terá colocar toda a sua criatividade retórica a serviço da construção de um discurso que justifique o retorno às benesses do poder.
Herculano
18/06/2018 11:08
TORTURA DE GÊNERO, por Luiz Felipe Pondé, filósofo, no jornal Folha de S. Paulo

É isso que estamos a fazer com as crianças hoje: dizer que elas não têm sexo

A lista de torturas praticadas com as crianças ao longo dos séculos é longa. É evidente a vocação que temos para torturá-las, principalmente nas escolas e nas famílias.

Durante muito tempo as torturamos com o inferno, o Diabo. Ajoelhar no milho, ficar de frente para a parede, escrever mil vezes "sou um menino desobediente". Bullying racial, sexual, comportamental, muitas vezes praticado pelos próprios professores, também sempre fizeram parte dessa longa lista.

E as torturas científicas? A negação do estudo às meninas sob a "teoria científica" de que elas não poderiam se esforçar muito mentalmente porque sua energia era toda gasta no aparelho reprodutivo, me parece, é um exemplo máximo de tortura cientificamente fundamentada.

A maldição do sexo também serviu e serve para muitas torturas. E aí chegamos a um novo tipo de tortura científica. Voltaremos a isso logo, antes um pequeno reparo.

É uma tristeza perceber que as escolas sempre tiveram a tendência de abraçar torturas supostamente científicas. E nada mudou nos últimos tempos.

O que mudou foi o marketing da pedagogia com seu tom humanista, mas ainda assim simpático a muitas modinhas supostamente fundamentadas. Vale dizer que os pais, como sempre, não ficam de fora desse gosto por torturar crianças, principalmente a partir de modas científicas.

Voltemos à maldição do sexo. Talvez nossa época seja vista como a pior em termos de ódio, repressão e negação do sexo que a humanidade já viveu.

Historiadores no futuro chegarão à conclusão de que o período vitoriano foi uma "balada" em comparação aos novos modos de repressão ao sexo que inventamos a partir de supostas teorias que deveriam libertá-lo.

Ao fazer do sexo política, conseguimos o que séculos de cristianismo repressivo não conseguiram: dizer que ele não existe. É isso que estamos a fazer com as crianças: dizer que elas não têm sexo.

A nova teoria "científica" a torturar as crianças, coitadas, é a tal da "neutralidade de gênero". Teoria tão científica quanto a filosofia de vida dos astros de Hollywood. Acho que deveriam chamá-la de "teoria Jolie".

Veja bem (antes que inteligentinhos apareçam gritando): claro que as escolas e as famílias devem educar crianças a respeitar orientações sexuais diversas e defender que todos são iguais perante a lei, mas extinguir banheiros de meninos e meninas nas escolas é pura tara sexual reversa.

Nesse sentido, a pedagogia adere ao escândalo da "fluidez de gênero", modinha a serviço da produção das psicopatologias mais variadas no futuro e de formas distintas de sofrimento para crianças e adolescentes.

Não há muito o que esperar dos pais. Da classe média para cima, todo mundo quer ser "cool" e avançadinho.

Pais obrigam filhos a vestir rosa e filhas, azul, para quebrar a opressão de gênero. Dar bonecas para as meninas é opressão de gênero.

Canais de TV fazem reportagens dizendo que fabricantes de brinquedos sem gênero estão ganhando mais dinheiro do que todo mundo. Os executivos dessas empresas falam como é lindo o trabalho de "conscientização" que estão fazendo.

Não há definitivamente nenhuma justificativa científica para essa parafernália que acomete a sociedade "cool" em que vivemos. Alguém começou a pregar que a neutralidade de gênero é legal, outros começaram a repetir, convidaram "especialistas" para justificar a suposta cientificidade disso e pronto.

Alguém pode perguntar: "Mas é possível que seja feito assim, de forma tão inconsistente?". A resposta é "sim, é possível".

Pais e avós se perguntam: "Por que tantos adolescentes estão perdidos sexualmente?". Psicólogas relatam o número alto de pacientes jovens em crise de identidade sexual.

Às vezes, o simples fato de você ter um filho ou filha que sofre por não ser heterossexual (e devemos, sim, fazer tudo o que for possível para que esse sofrimento cesse, porque ninguém é "obrigado" a ser heterossexual) faz com que você abrace a causa da neutralidade de gênero.

Não se trata de proibir que se use a palavra "gênero" nas escolas. O conceito de gênero descreve a dimensão social das identidades sexuais. E isso é um fato.

Mas daí a torturar as crianças com um "intervencionismo de gênero" nesse processo é absurdo. Ninguém, absolutamente ninguém, tem a mínima ideia de como se "constrói" uma identidade sexual.

Deixe, pelo menos, as crianças em paz. Deixe, pelo menos, seu filho em paz. De onde virá esse gozo com a tortura de gênero?
Herculano
18/06/2018 11:03
CÉSAR RAMOS, CUJA RUINDADE DERROTOU A SELEÇÃO BRASILEIRA, PROVA QUE JUIZ PROTAGONISTA Só SERVE PARA ESTRAGAR O JOGO, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo deste ano não foi lá essas coisas. Nenhum dos grandes que jogaram, até este domingo, se deu bem. Embora num jogo vistoso, com seis gols, a Espanha empatou com Portugal; a Alemanha perdeu para o México, e a Argentina empatou com a Islândia, com Messi perdendo um pênalti. Vista a coisa por aí, até que o empate do Brasil com a Suíça foi um bom resultado, até porque, com uma arbitragem decente, o Brasil teria vencido, com certeza, por um a zero - o gol suíço foi ilegal -, muito provavelmente por dois, dando de barato que o pênalti sofrido por Gabriel Jesus seria convertido em gol. Mas, é evidente, o time ficou muito abaixo das expectativas de quem se importa com isso. Faltou aquilo que, e esta é a esperança, Tite pode dar à equipe: desenho tático. Os talentos estão lá. O segundo tempo foi uma lástima.

A reação dos brasileiros continuou morna. Eu mesmo ouvi aqui e ali: "Ah, eu sabia, não adianta mesmo! Não vai dar". Na sexta, escrevi uma coluna na Folha em que afirmei:

"Infeliz o país em que boa parte dos cidadãos sabe o nome de todos os membros da corte suprema, mas ignora a escalação da seleção. Partida em que o juiz é a personagem principal é ruim. Se isso acontece, ou aquele que encarna a neutralidade sem paixão e detém o monopólio da aplicação das regras, com as consequentes sanções, está se arvorando em protagonista do espetáculo - e, portanto, faltando a seu mister -, ou os atletas se descuidam de sua tarefa, substituindo a bola pelo corpo do adversário. Se magistrado aparece mais do que político ou jogador de futebol, é sinal de que o jogo da institucionalidade é pífio e tende a acabar mal."

Pois é... O parágrafo parece ter antecipado o que se viu em campo - afinal, o sr. César Ramos foi o protagonista do jogo e decidiu o resultado - e ter registrado com precisão o que vai pelo país. O desânimo, na política ou no futebol, só alimenta a roda de infortúnios. Torcer pela Seleção do país não faz menos alienado o brasileiro que passa por agruras. Ao contrário: se a adesão ao selecionado é expressão, afinal, de uma identidade, é preciso que esta exista para que as pessoas possam realmente se importar com as coisas da vida pública.
Herculano
18/06/2018 10:57
da série: o que é evidente para gente instruída, é um perigo para os políticos que perderão o palanque para a maioria de analfabetos, ignorantes e desinformados, seus eleitores prediletos.

CONTRATOS POPULISTAS, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Políticas baseadas apenas em boas intenções ou em populismo são contraproducentes

O Ministério da Fazenda considera que o tabelamento dos fretes pode criar "um cartel institucionalizado pelo Estado". A medida não mereceu do governo de Michel Temer (MDB) análise do impacto sobre a regulação do transporte e o bem-estar dos consumidores.

O diagnóstico consta de nota técnica enviada ao Supremo Tribunal Federal, que deve julgar disputas provocadas por essa norma inepta, populista e adotada tomada sob chantagem do movimento de caminhoneiros que paralisou o transporte de cargas no país.

O presidente e ministros do seu núcleo político aceitaram o controle de preços do diesel e do frete como se cuidassem de uma barganha qualquer no Congresso, negligenciando por ignorância e oportunismo os efeitos de tais providências.

Na nota da Fazenda se evidencia, primeiro, o nível indigente do processo decisório no Planalto. Mostra ainda que a equipe econômica é uma das últimas trincheiras de defesa do programa reformista de Temer -- que busca reduzir o intervencionismo estatal e habituar o país às práticas das economias modernas de mercado.

Quanto a essa agenda, note-se que ainda se observam alguns raros progressos, em meio ao processo de degradação do governo. Avançaram no Congresso propostas que, aparentemente localizadas, tendem a contribuir para o aumento da eficiência geral.

No começo do mês a Câmara dos Deputados aprovou a regulamentação da duplicata eletrônica. Trata-se de um comprovante de venda a crédito de um bem ou serviço. O vendedor pode apresentar esses títulos a um banco a fim de obter empréstimos (operação conhecida como desconto de duplicata).

O novo regramento aumenta a segurança de tais documentos, evita judicialização e, dessa maneira, reduz custos da transação.

Em maio, a mesma Casa votou o texto-base do cadastro positivo de consumidores, que ainda pode ser emendado. Também está perto de ser aprovada a regulamentação dos distratos, que, em termos mais simples, são cancelamentos da compra de um imóvel.

Pelo projeto, os desistentes perderão parte do valor pago. Parece medida draconiana, mas o distrato sem custo incentiva o abandono irresponsável, quando não especulativo, das aquisições.

Sob a justificativa de proteger o consumidor, a liberalidade com os distratos eleva preços e desestimula negócios. É evidência de que políticas baseadas apenas em boas intenções ou em populismo são contraproducentes - tal como nos casos de tabelamentos de preços.

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.
 

Leia também