Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

A imprensa livre, independente e investigativa de Gaspar só assume importância quando os políticos estão na oposição

17/10/2019

Se esses mesmos políticos estão no poder de plantão, a imprensa daqui é um problema sério, canalha e apenas enxerga as mazelas

 

Onde está a imprensa? I

Na terça-feira da semana passada, a ex-vice-prefeita por dois mandatos no governo petista de Pedro Celso Zuchi (2009-2016), funcionária pública municipal (berçarista) e atual vereadora Mariluci Deschamps Rosa, PT, perguntou indignada na Câmara, onde estava a imprensa de Gaspar que não enxergava, noticiava ou debatia os supostos erros do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, e Luiz Carlos Spengler Filho, PP, bem como do Hospital. É que ele voltou à pauta das redes sociais e aplicativos de mensagens pelo recorrente e tradicional péssimo atendimento no Pronto Socorro ou até, dúvidas sobre novas mortes. Eu estou fazendo um comentário com atraso? Não! Esperei à reação da tal imprensa ao questionamento da vereadora. E não veio. Talvez Mariluci tenha razão, infelizmente.

Onde está a imprensa? II

Primeiro devo escrever que a vereadora está lendo o jornal ou ouvindo a rádio errados. Há gente resistindo e noticiando. Um exemplo sempre foi este espaço. Ele sofreu e vem sofrendo todo o tipo constrangimento e intimidação do poder de plantão. Se ela é leitora da coluna, confirma apenas à ingratidão de conveniência. Tudo porque quando no poder, Mariluci e seu governo já foram alvos aqui. Eram vidraças. Então está na hora de mudar esse hábito antigo e seletivo que ela própria ajudou a fomentar, só para obter vantagens nos seus objetivos políticos, partidários, administrativo e de poder. Segundo, o que se pratica no atual poder de plantão e que ela questiona, Mariluci conhece-o muito bem. Fez exatamente o mesmo ao tempo em que estava lá. Então, a vereadora já tem a resposta à sua própria demagoga, mas lógica e apropriada pergunta. A cidade inteira também está consciente – e esclarecida disso, inclusive por este espaço - e cansada desse tipo de joguinho. É hora de mudar. Até porque hoje, mais do que antes, o que a imprensa supostamente esconde e consequentemente a leva ao descrédito, as redes sociais e aplicativos de mensagens desnudam com verdades e provas cruéis, as quais não são alcançadas pela intimidação de processos judiciais ou perda de verbas publicitárias dos pesados impostos de todos.

Onde está a imprensa? III

“Onde está a imprensa de Gaspar”, pergunta a vereadora. Respondo: onde ela sempre esteve. Não vou falar pelos outros, mas por este espaço e que é do jornal mais antigo e acreditado de Gaspar e Ilhota, o Cruzeiro do Vale. O poder quando no plantão sempre tentou – de todas as formas - cerceá-lo, censurá-lo, processá-lo, desacreditá-lo ou boicotá-lo na repartição das verbas públicas. E ele sobreviveu. É assim hoje com Kleber, Luiz Carlos e o prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, secretário da Fazenda e Gestão Administrativa, presidente do MDB de Gaspar. Mas foi assim com Zuchi, que em todas as eleições como as de 2000 e a de 2008 se beneficiou da coragem do Cruzeiro em não se dobrar às dúvidas, autoritarismo e mazelas do poder de plantão que ele sucedeu para ser vitorioso. E no poder, o PT, Zuchi, Albertina Maria dos Santos Deschmps (201/2004) e Mariluci – beneficiários da independência jornalística - mandaram bananas e preferiram os mansos aos quais sabiam que podiam controlar. Após a vitória desses políticos, o Cruzeiro virou um perigo porque preferiu à sua independência e seus leitores. E agora é um dos poucos veículos de comunicação onde a oposição - e nela está Mariluci - pode se expressar naquilo que discursa para tentar voltar ao poder mais uma vez. Então vereadora Mariluci, o tempo é o senhor da razão e como dizia o velho Tancredo Neves, “quando a esperteza é demais, ela come o próprio dono”.

Onde está a imprensa? IV

E para finalizar, devo lembrar à vereadora, no exemplo para reflexão e lhe mostrar como o poder de plantão liderado pelo MDB não aprendeu com os seus erros do passado e talvez por isso, não esteja entendendo à razão pela qual as pesquisas internas não ainda “respondem” ao que ele pensa ser o agradecimento natural de retorno dos eleitores naquilo que julgam ser um “governo grandioso”. Quando o ex-prefeito Bernardo Leonardo Spengler, o Nadinho, MDB, quis desmoralizar o Cruzeiro e montar a sua verdade, numa época sem redes sociais e aplicativos de mensagens, criou um jornal para ele viver numa bolha. Resultado? O jornal criado faliu; foi vendido depois de apeado do poder. E por que? Não tinha credibilidade e se sabia ser apenas uma pena paga de publicidade de um governo sob dúvidas. E Nadinho? Foi o único prefeito até aqui na história de Gaspar que não completou o mandato e por ordem judicial. Acorda, Gaspar!

Trapiche

 

Obras dão votos? Se elas surpreendem e trazem conforto, sim. Se forem necessárias, no imaginário do eleitor e do cidadão não passam de obrigações de um mediano gestor público. E isso, os políticos de hoje não estão entendendo, inclusive aqui em Gaspar e Ilhota.

Veja o que aconteceu com o tocador de obras do PT de Pedro Celso Zuchi e secretário específico delas em Gaspar, Lovídio Carlos Bertoldi. Ele estava em campo, parecia entender do riscado e vivia nas rádios propagandeando-as. Era um contato direto, intencional e cotidiano com os eleitores.

Quando se candidatou a prefeito, Lovídio – Zuchi e o PT - não teve o “reconhecimento” e em cujas premissas ele se agarrou. Valeu mais o discurso da necessidade de se quebrar os vícios da máquina que governava oito anos, abrir a caixa preta da prefeitura e avalizar à suposta mudança. Contribuiu também o desgaste nacional do PT com a Lava Jato.

Obras, em alguns casos, são vistas como problemas. Se elas não são feitas transparência, no tempo da promessa e com mínima qualidade, às dúvidas se amontoam para o imaginário popular – as vezes injustamente - e principalmente para os discursos dos adversários. É isso que estampa noticiário e foi isso que rotulou os escândalos nacionais.

Justamente este cenário de dúvidas que deu uma causa ao PSL e ao bolsonarismo para se elegerem em outubro do ano passado. Uma causa que começa a se desmanchar, é bem verdade. O poder, verdadeiramente, desnuda as faces ocultas dos poderosos de plantão. E esta causa – a da transparência, da prioridade com as pessoas -, contudo, continua viva e não se enganem. Afinal, tudo o que acontece sai dos bolsos dos cidadãos ou lhes atingem diretamente no resultado.

Mudando de assunto. Está em curso em Gaspar outra discussão boba entre o governo de Kleber e os que o fiscalizam: a quantidade de obras com recursos próprios. A oposição diz que ele está endividando o município com o limite de R$143 milhões de financiamentos aprovados pelos próprios vereadores.

Realmente é um risco. Isto daria para construir mais do que três pontes do Vale que foi basicamente feita com recursos federais sem a necessidade de retorná-los. É um risco também, porque o município, a cada ano não pode tomar mais 16% das receitas líquidas, ou seja, não é verdade que os R$ 143 milhões possam ser usados como quer a equipe do prefeito Kleber. Ainda, bem.

Tanto que a contabilidade criativa, espertamente, já mandou parte da conta da prefeitura para o Samae. Isso se deu com a transferência da obrigação da drenagem pelo município e rubricado no Orçamento. Mas, a esperteza dos “çabios” está gerando um prejuízo “contábil” eleitoral: a Rua Frei Solano. A outra conta da esperteza criada na licitação 58/2019 o Tribunal de Contas barrou. Veja esta coluna de quarta-feira passada no portal do Cruzeiro do Vale.

O PSL de Gaspar é Bolsonaro. E está tonto com a briga movida pela família Bolsonaro contra a sigla. O PSL entrou no modo de espera do desfecho. O MDB agradece, os outros adversários também.

Neste sábado é dia dos gaúchos “Os Mirins” na tradicional Sociedade Harmonia, no Belchior Alto, em Gaspar. O baile lembra os encontros de GTGs e vai “concorrer” com a Oktoberfest, de Blumenau. É uma parceria com o Clube de Bocha Belchior.


Edição 1923

Comentários

Herculano
19/10/2019 18:16
da série: caem as máscaras e o sub-mundo, bem como o caráter dessa gente que se dizia pura, limpa e arauto das mudanças na política. Meu Deus!

JOICE E EDUARDO VOLTAM A TROCAR OFENSAS EM REDES SOCIAL: "PICARETA", "MOLEQUE", "PEPA"

Ataques começaram após briga pelo comando do partido para controle das milionárias fatias dos fundos partidário e eleitoral

Conteúdo de O Globo. Os deputados Joice Hasselmann (PSL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) voltaram a bater boca neste sábado, por meio do Twitter. Após o deputado compartilhar - ao comentar um post de Joice - a hashtag #DeixeDeSeguirAPepa, em referência ao desenho animado Peppa Pig, sobre a família amorosa de uma porquinha, a parlamentar respondeu:

"Picareta! Menininho nem-nem: nem embaixador, nem líder, nem respeitado. Um zero a esquerda. A canalhice de vocês está sendo vista em todo Brasil".

Guerra dos tronos : entenda a briga entre Bolsonaro e o PSL

Joice também contou que foi aplaudida em um restaurante de São Paulo:

"Ouvi agora aplausos num tradicional restaurante em SP e a palavra: como eles foram canalhas com vc! Saiba que VOCÊ está entre o 'eles'."

Em outro post, logo depois, a deputada chama o filho do presidente Jair Bolsonaro de moleque e diz que não tem medo dele:

Robôs, neuróticos e paus-mandados se vão com a campanha do filhote nem-nem @BolsonaroSP contra mim. Tem dinheiro público nisso? O gabinete da maldade está empenhado? Aqueles perfis fakes tbm? NÃO TENHO MEDO DE VC, MOLEQUE. Olha aí, a maioria esclarecida sabe o q tá acontecendo.

A troca de ofensas começou após Joice ter sido destituída do cargo de líder do governo no Congresso em retaliação ao apoio da deputada à permanência de Delegado Waldir (GO) na liderança do PSL na Câmara. Bolsonaro articulou para que o deputado Eduardo Bolsonaro (SP) assumisse o cargo, mas não conseguiu o objetivo. A briga pelo comando dos cargos do partido tem como pano de fundo o controle das milionárias fatias dos fundos partidário e eleitoral.
Herculano
19/10/2019 06:21
A IMPLOSÃO, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Ação desastrada de Bolsonaro acirra briga no PSL e cria riscos para o governo

O aprofundamento da disputa travada por Jair Bolsonaro (PSL) com o grupo que controla seu partido político ofereceu ao país um espetáculo grotesco nesta semana.

No primeiro ato, o presidente tentou desalojar um desafeto da liderança da bancada na Câmara, substituindo-o pelo filho Eduardo Bolsonaro (SP) - o mesmo que até outro dia queria fazer embaixador.

O chefe do Executivo se empenhou pessoalmente em busca de votos, telefonando para fazer apelos a correligionários e ameaçar infiéis. A manobra fracassou, e o deputado Delegado Waldir (GO) se manteve no cargo com o apoio de mais da metade da bancada.

O parlamentar se disse traído pelo presidente e chegou a chamá-lo de vagabundo numa reunião, que um aliado do Planalto gravou escondido. As duas facções rivais passaram então a trocar ofensas em público e iniciaram retaliações.

Bolsonaro destituiu Joice Hasselmann (SP) do posto de líder do governo no Congresso, rompendo com a aliada de primeira hora e trocando-a por um senador do MDB.
Nesta sexta (18), a ala liderada pelo deputado Luciano Bivar (PE) ampliou seu controle sobre o diretório nacional do PSL e tomou medidas contra os bolsonaristas.

A cúpula do partido suspendeu das atividades partidárias cinco deputados alinhados com o presidente e afastou os filhos de Bolsonaro do comando dos diretórios estaduais que eles controlavam.

Em meio à poeira levantada pela refrega, a semana terminou sem sinais convincentes de pacificação das rivalidades internas. Os danos sofridos pelo presidente, no entanto, parecem evidentes.

Há também os riscos que Bolsonaro corre ao mergulhar numa disputa que colocou em jogo o quinhão do PSL nos fundos públicos disponíveis para o financiamento da próxima campanha eleitoral.

Ao trocar farpas com o filho do presidente nesta sexta, Joice Hasselmann chegou a insinuar que desvios ocorridos no passado poderão vir à tona agora.

Sem controle de um partido capaz de organizar uma base de apoio confiável para suas iniciativas no Congresso, Bolsonaro torna-se cada vez mais dependente de siglas tradicionais como o DEM, que hoje comanda a Câmara e o Senado.

Mesmo com espaço reduzido na máquina do governo e tratadas com desprezo pelo presidente desde a campanha eleitoral, essas legendas foram responsáveis pelo principal êxito alcançado pelo governo até agora no Legislativo - o avanço da reforma da Previdência.

Com o presidente alijado do poder dentro do próprio partido, as siglas que dão as cartas no Parlamento tendem a cobrar mais caro na próxima vez em que o Palácio do Planalto precisar de apoio.
Herculano
19/10/2019 06:18
DESASTRE IGUALA DERRAMAMENTO DO COSCO BUSAN, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A quantidade de petróleo recolhida pela Petrobras da costa nordestina já equivale a todo o petróleo derramado na costa americana, em novembro de 2007, no acidente do cargueiro Cosco Busan. O navio se chocou contra a ponte da Baía de São Francisco derramando na água 53,3 mil galões de petróleo, cerca de 202 toneladas, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOOA, em inglês).

PAGAMENTO

A Fleet Management Limited, dona do Cosco Busan, foi considerada responsável. Teve de pagar US$44,4 milhões (R$ 181 milhões).

HIPóTESE REFORÇADA

O volume de petróleo reforça a hipótese de que a poluição que atingiu a costa do Nordeste veio de um navio próximo à costa brasileira.

ORIGEM VENEZUELANA

A origem venezuelana do petróleo e o bloqueio econômico à ditadura reforçam a tese de naufrágio de navio clandestino a caminho da África.

VENEZUELA REINCIDENTE

O Wall Street Journal revelou em maio que 7,4 toneladas de ouro foram vendidas pelo ditador venezuelano Nicolás Maduro em Uganda.

BOLSONARO REPETE ERROS DE LULA E DILMA NA CÂMARA

Deputados são intolerantes com interferências explícitas de presidentes da República na Câmara. Lula cometeu esse erro. Era presidente, no auge, quando tentou impor Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado pedante, para substituir Virgílio Guimarães, mineiro boa praça, como candidato do PT à presidência da Câmara. Os governistas racharam e o resultado da confusão foi a vitória de Severino Cavalcanti (PP-PE).

ERRO FATAL

Dilma vetou o acordo do PT para apoiar Eduardo Cunha à presidência da Câmara. A interferência lhe custaria o mandato.

DEU NO QUE DEU

Arlindo Chinaglia, nome de Dilma, perdeu feio. O PT ficou sem cargos e influência, enquanto Eduardo Cunha articulava o impeachment.

REBORDOSA FEIA

A Câmara sempre reage mal a interferências do Executivo, daí a rebordosa imposta a Bolsonaro e ao filho que queria ser o líder do PSL.

CHEGA DE INTERMEDIÁRIOS

Dona de um dos mais conhecidos prostíbulos do Piauí, Beth Cuscuz se filiou ao MDB. Foi recebida com honras pelo presidente da Assembleia Legislativa e do MDB, deputado Themístocles Filho. A piada pronta serve apenas para dar moral aos que xingam as mães dos políticos.

CAIADO IMPLODIU O PSL

É antiga a mal-querência com o Delegado Waldir (GO), líder do PSL. No começo do ano, Bolsonaro ordenou que ele entregasse o comando do PSL-GO ao governador Ronaldo Caiado (DEM). O líder se recusou.

VAI TER TROCO

O deputado Bibo Nunes (PSL-RS) recebeu como "medalha no peito" a suspensão decidida pela executiva nacional. Ele confia que, com ajuda do TSE, Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) assumirá a liderança do partido.

REAÇÃO ELEGANTE

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) reagiu como uma lady à sua destituição da Liderança do Governo no Congresso. No começo do ano, ela disse que em defesa de Bolsonaro seria capaz até de brigar na rua. E avisou: "Em briga de rua, dou tapa na cara de mão aberta".

IMPACTO TRILIONÁRIO

A estimativa do relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), é que o impacto total da aprovação da PEC da reforma, com a PEC paralela, chegaria a R$1,312 trilhão em dez anos.

OPS, FALTOU DIZER

O noticiário sobre as manifestações dos separatistas em Barcelona omite o fato de que somente 2 milhões dos 8 milhões de catalães pedem separação da Espanha. A grande maioria não quer isso.

MENOS CORRUPÇÃO

Segundo o Barômetro Global da Corrupção (América Latina e Caribe), levantamento da Transparência Internacional, a percepção do brasileiro sobre a corrupção melhorou em relação à última pesquisa, de 2017.

FELIZ NATAL

O comércio varejista deve ter o maior número de contratações para as festas de fim de ano desde 2013. Confederação Nacional do Comércio prevê 91 mil contratações temporárias, 4% a mais que em 2018.

PERGUNTA AOS CÉUS

Realizar reunião do PSL em frente ao posto que deu origem à Lava Jato é coincidência ou premonição?
Herculano
19/10/2019 06:11
UEBA! PEGA FOGO, LARANJAL!, por José Simão, no jornal Folha de S. Paulo

Delegado Waldir chama Bolsonaro de vagabundo! Você concorda?

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!

E atenção! Pega Fogo, Laranjal! Estoura a Pipoca! Eu não entro na Netflix há dois dias! Bolsonaristas x Bivaristas! Delegado Waldir chama Bolsonaro de vagabundo! Você concorda? Tipo enquete! Rarará!

Mas vai brigar justo com delegado? E da bancada da bala?! Bolsonaro decide retaliar Joyce Hasselmann! Retalha e depois vende por quilo! Rarará! Joyce Hasselmann diz que inteligência emocional de Bolsonaro é menos 20! E a irracional menos 40! E o hambúguer do Eduardo tá queimado! Ex-líder e adeus, embaixada, ex-diplomamata.

E o Sensacionalista: "Bolsonaro suspende indicação para embaixada e Eduardo manda currículo para o Bob's". Rarará!

E diz que o Bolsonaro tá enfrentando uma briga intestina. Isso é carma! Enfrentou o intestino e agora a intestina! E o PSL virou literalmente o Partido do Suco de Laranja, só sobrou o bagaço! Rarará!

Bolsonaro indiciado por formação de família! Rarará! Nome do filme da família do Bozo: "Diabo a Quatro"! Um bom nome para o novo partido com os filhotes: PDQ! Partido do Diabo a Quatro! Rarará!

Bozo na Ásia dá Azia! Segunda-feira: Aeromito Rumo à Ásia! O Bozo não vai viajar, vai entrar em órbita: Japão, China, Qatar, Arábia Saudita e Dubai! Dubai é o Salão do Automóvel de 2050. Primeira parada: Japão! Corram para as Corinas! Alerta Vermelho! Tóquio de Recolher! Até o Godzilla fugiu! E o Bozo vai confundir barco de sushi com ebó pra Iemanjá! E pra Michelle vai trazer uma fantasia de Hello Kitty Gospel! E pro Carluxo, um pacote de mandiopã! E por mim ele vira pokemón e fica por lá!

Nóis sofre mas nóis goza!

Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
Herculano
19/10/2019 05:59
RECADO DE QUEM PRECISA DO CAOS PARA JOGAR

De Florestan Fernandes Júnior, jornalista pela Democracia, no twitter

Mais de 100 milhões de brasileiros estão vivendo hoje com R$13,76 p dia. O desemprego é enorme, o fosso da desigualdade não para de aumentar. A pobreza e a fome estão por todos os lados. Isso é que é inadmissível Gen. Villas Bôas. Isso é que vai nos levar a convulsão social.

VOLTO

Florestan é filho do falecido sociólogo Florestan Fernandes, um selo da esquerda brasileira.

Florestan Júnior diz que é um jornalista pela Democracia, palavra que é apropriada indevidamente usada para rotular e disfarçar perante a analfabetos, ignorantes e desinformados que se trata da esquerda do atraso.

Mas, realmente Florestan Júnior tem razão quando diz que o que fará a convulsão é os milhões de desempregados e o fosso entre a pobreza e os mais ricos.

Primeiro: quem gerou 14 milhões de desempregos no Brasil senão os que o próprio Florestan Fernandes Júnior defende? Ou seja o PT de Lula, Dilma e a esquerda do atraso (PCdoB, PDT, PSB...) que comprou o Centrão (PSD, PP, DEM, PR...)

Segundo quem aprofundou o fosso entre os pobres e ricos senão o PT de Lula, Dilma e a esquerda do atraso (PCdoB, PDT, PSB...) que comprou o Centrão (PSD, PP, DEM, PR...) que com Dilma levou a economia à recessão, a inflação de dois dígitos?

Conclusão: a esquerda do atraso, que já esteve no poder e o perdeu por incompetência de compreender o que o próprio Florestan assinala como perigo, sabe muito bem o que tem que precisa ser feito: gerar caos e ela voltar ao poder.

Quem não compreendeu isso direito ainda, foi o presidente Jair Messias Bolsonaro e seu PSL, que continuam sendo adversários deles mesmos, contra o Brasil e os brasileiros. Paulo Guedes que o diga.
Herculano
19/10/2019 05:45
NÃO SERÁ FÁCIL, por Julianna Sofia, secretária de Redação da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Bolsonaro verá aliados se reposicionarem na votação da Previdência

Em sua versão original, a reforma da Previdência formulada pela equipe econômica de Jair Bolsonaro não tinha o condão de zerar o déficit do setor, mesmo com a potência fiscal estimada de R$ 1,2 trilhão em um período de dez anos. O propósito era conter a velocidade do aumento das despesas e elevar as receitas previdenciárias.

Pois bem. Já era bola cantada que o Congresso desidrataria a proposta. Na próxima semana, o Senado (espera-se!) deverá concluir a votação das mudanças no sistema de aposentadorias e pensões. Sem a chamada PEC paralela - um puxadinho criado pelos senadores, que terá tramitação arrastada -, o texto final deverá assegurar uma economia de aproximadamente R$ 800 bilhões em uma década.

O Tribunal de Contas da União esquadrinhou os dados e concluiu que, entre 2020 e 2029, essa reforma cobrirá menos de 20% do buraco calculado para os regimes previdenciários. Pelas projeções, seriam necessários R$ 5 trilhões para equilibrar os sistemas no período. Uma sinopse sobre a necessidade futura, e até premente, de nova revisão de regras.

No plano fiscal, o resultado poderia ter sido pior. A base legislativa volátil e a falta de articulação política do Palácio do Planalto foram compensadas pelo parlamentarismo branco instalado no país. Rodrigo Maia, chamado de primeiro-ministro em círculos brasilienses, afirma que muitos setores foram "patrióticos" no debate sobre as aposentadorias pois não eram atingidos pelas mudanças.

O nome do jogo será outro diante da agenda econômica que será enviada pelo Executivo ao Congresso com a liquidação da fatura previdenciária. Temas polêmicos e menos palatáveis, como normas fiscais, pacto federativo e reformas administrativa e tributária, mobilizarão políticos, especialistas e setor produtivo.

Em meio à implosão do PSL, Bolsonaro assistirá ao reposicionamento no campo adversário de aliados que foram importantes na aprovação da nova Previdência. Não será fácil.
Herculano
19/10/2019 05:42
POR QUE MORO ESTÁ EXPRESSIVAMENTE EM ALTA NAS PESQUISAS

1. Porque é o único que continua com a bandeira contra a corrupção

2. Porque foi abandonado nesta bandeira pelo presidente Jair Bolsonaro, PSL, que o usou para dar estabilidade e respeito ao Congresso

3. Porque está sendo boicotado pelos deputados e senadores, os representantes do povo. Então é bom eles tomarem cuidado.

4. Porque está sendo perseguido pelo Supremo que se aliou aos bandidos do colarinho branco, aos políticos e gestores públicos ladrões, e os bandidos das organizações criminosas. Todos possuem fortes estruturas de defesas (advogados famosos e com trânsito entre os julgadores, imprensa e sistemas de mídias) e que usam o dinheiro do crime para sustentar essa briga na jurisdição e assim continuar soltos ou impunes eternamente.

5. É um recado duplo: da sociedade para os governantes, instituições e juízes, bem como para os candidatos de 2020 e 2024. Wake up, Brazil!
Herculano
19/10/2019 05:30
RESULTADOS E A AUTODESTRUIÇÃO

De Guilherme Fiúza, no twitter;

A agenda de reconstrução do país fechará o ano com todas as metas cumpridas- da queda da criminalidade à Previdência, Liberdade Econômica e privatizações (100 bi). É o melhor início de governo deste século - e o mais censurado pela desinformação dessa elite q odeia a democracia.
Herculano
18/10/2019 17:09
JOICE DIZ QUE EDUARDO BOLSONARO É UM "MENINO" QUE "NÃO CONSEGUE NADA SOZINHO"

Em retaliação, filho do presidente postou montagem com rosto da deputada em nota de R$ 3

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Ricardo Della Coletta. A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) se referiu ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, como "menino" que "nem com a ajuda do pai" conseguiu assumir a liderança do PSL na Câmara.

As declarações de Joice, que foi destituída nesta quinta-feira (17) pelo presidente da República da liderança do governo no Congresso, foram dadas nesta sexta (18), no início de uma reunião do comando do PSL para discutir o racha aberto entre o partido e o Palácio do Planalto.

"Eu assinei a lista [de apoio ao deputado] Waldir porque eu dei a minha palavra. Eu não vou sacrificar a minha palavra e a minha honra por conta de dois meses na liderança, botando um menino na liderança que não consegue nada sozinho", disse Joice, referindo-se à guerra de listas deflagrada entre a ala bolsonarista do PSL e o grupo alinhado ao deputado Luciano Bivar (PSL-PE), presidente da sigla.

Os bolsonaristas tentaram destituir Waldir da liderança do partido na Câmara e substituí-lo por Eduardo, mas o movimento não teve êxito porque houve a invalidação de assinaturas coletadas. Joice endossou a permanência de Waldir e acabou punida pelo presidente Bolsonaro com a perda da liderança do governo no Congresso.

"Nem com a ajuda do pai [o Eduardo] conseguiu a maioria para estar líder do PSL. Então que tipo de liderança há no Eduardo Bolsonaro? Eu gosto do Eduardo Bolsonaro, agora tudo o que ele conseguiu foi à sombra de alguém. Nem mesmo com a interferência direta do presidente da República ele conseguiu maioria para ser líder. E se conseguir eventualmente, porque a pressão continua; se conseguir de um ou de outro, não vai ter legitimidade", completou.

No início da tarde, Eduardo postou em suas redes sociais uma montagem com o rosto de Joice em uma nota de R$ 3. No texto que acompanhou a imagem, disse que a deputada se acha dona de tudo e que pôs em risco uma pauta do país por motivos pessoais.

"Ou seja, final das contas estão todos trabalhando contra o cara que os elegeu, mas pela frente dizem que estão com Bolsonaro e postam fotos com ele - se não precisavam de Bolsonaro por que se filiaram ao partido dele na eleição?", escreveu.

Pouco depois, Joice fez uma postagem nas suas redes reproduzindo a montagem e dizendo que não tem medo da milícia. "E não se esqueçam que eu sei quem vocês são e o que fizeram no verão passado", escreveu.

@joicehasselmann
Olha só mais um "presentinho" da milícia digital para mim. Anota aí: NÃO TENHO MEDO DA MILÍCIA, NEM DE ROB?"S! Meus seguidores são DE VERDADE, orgânicos. E não se esqueçam que eu sei quem vocês são e o que fizeram no verão passado

A ex-líder do governo no Congresso disse ainda nesta sexta que na crise o partido está "separando o joio do trigo" e defendeu que o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) deve ser expulso da sigla, por ele ter gravado uma reunião de parlamentares em que Waldir disse que iria "implodir" Bolsonaro.

"A gente tem araponga dentro do partido gente, olha que coisa sensacional", ironizou Joice.

"Não adianta você ter 53 deputados e 15 atrapalhando e o resto trabalhando. Então a porta da rua tem que ser a serventia da casa. Alguns já estão suspensos, porque atacaram o partido, e eu acho que alguns têm que ser expulsos e o mandato discutido na Justiça", concluiu a parlamentar.

O PSL vive há dias uma guerra aberta entre aliados do presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE), e um grupo alinhado ao presidente Bolsonaro. O racha ficou evidente depois de Bolsonaro ter aconselhado um seguidor a esquecer o partido e ter dito que Bivar estava queimado.

A crise no PSL extrapolou nesta quinta-feira (17) as barreiras do partido e atingiu a articulação política do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional.

Em meio ao clima de beligerância no PSL, o presidente sofreu derrotas em série, foi chamado de vagabundo pelo líder do partido na Câmara, deputado Delegado Waldir (GO), e, em um contragolpe, decidiu tirar a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) da liderança do governo no Congresso.

O esquema de candidaturas laranjas do PSL, caso revelado pela Folha em uma série de publicações desde o início do ano, deu início a atual crise na legenda e tem sido um dos elementos de desgaste entre o grupo de Bivar e o de Bolsonaro, que ameaça deixar o partido.

O escândalo dos laranjas já derrubou o ministro Gustavo Bebianno, provocou o indiciamento e a denúncia do ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e levou a uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal a endereços ligados a Bivar em Pernambuco.

Na semana passada, diante disso, Bolsonaro requereu a Bivar a realização de uma auditoria externa nas contas da legenda. A ideia tem sido a de usar eventuais irregularidades nos documentos como justa causa para uma desfiliação de deputados da sigla, o que evitaria perda de mandato. O episódio, no entanto, criou uma disputa interna na sigla, com a ameaça inclusive de expulsões.

A aliados Bolsonaro tem dito que só oficializará a saída do PSL caso consiga viabilizar a migração segura de cerca de 20 deputados do PSL (de uma bancada de 53) para outra sigla.

Nos bastidores, esses parlamentares já aceitam abrir mão do fundo partidário do PSL em troca de uma desfiliação sem a perda do mandato. A previsão é de que o PSL receba R$ 110 milhões de recursos públicos em 2019, a maior fatia entre todas as legendas.

A lei permite, em algumas situações, que o parlamentar mude de partido sem risco de perder o mandato ?"entre elas mudança substancial e desvio reiterado do programa partidário e grave discriminação política pessoal.

OS DOIS LADOS NO RACHA NO PSL
Bolsonaristas

Eduardo Bolsonaro (SP), deputado federal
Major Vitor Hugo (GO), líder do governo na Câmara
Helio Negão (RJ), deputado federal
Carlos Jordy (RJ), deputado federal
Bia Kicis (DF), deputada federal
Carla Zambelli (SP), deputada federal
Filipe Barros (PR), deputado federal
Bibo Nunes (RS), deputado federal
Alê Silva (MG), deputada federal (retirada da Comissão de Finanças e Tributação)
Daniel Silveira (RJ), deputado federal
Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP), deputado federal
Flávio Bolsonaro (RJ), senador (Senado)
Bivaristas

Delegado Waldir (GO), líder do partido na Câmara
Joice Hasselmann (SP), deputada federal e ex-líder do governo no Congresso
Junior Bozzella (SP), deputado federal
Felipe Francischini (PR), deputado federal (presidente da CCJ)
Sargento Gurgel (RJ) deputado federal (cotado para substituir Flávio Bolsonaro no diretório do RJ)
Nelson Barbudo (MT), deputado federal
Professora Dayane Pimentel (BA), deputada federal
Delegado Antônio Furtado (RJ), deputado federal
Delegado Pablo (AM), deputado federal
Heitor Freire (CE), deputado federal
Major Olimpio (SP), senador
Herculano
18/10/2019 17:00
da série: a vingança armada, não deu certo. Por enquanto.

POR UNANIMIDADE, TRE MANTÉM MANDATO DE BRUNO SOUZA

Conteúdo de Cláudio Prisco Paraíso. O Tribunal Regional Eleitoral decidiu, por unanimidade, a favor da manutenção do mandato do deputado Bruno Souza (sem partido) no processo em que o PSB e o suplente Clailton Salvaro pediam a cassação do parlamentar por infidelidade partidária.

O juiz relator do caso, desembargador Jaime Ramos, reconheceu a alegação da defesa de Bruno Souza de que houve justa causa para saída do deputado estadual do partido. Ficou reconhecida a liberação do parlamentar para sair do partido sem perda de mandato devido à carta de liberação expedida pela então executiva estadual do partido em Santa Catarina.

"Sempre estive muito seguro de ter feito tudo dentro da lei. Foi uma tentativa frustrada de atrapalhar um trabalho sério que desempenhamos na Assembleia. O Tribunal Eleitoral fez um grande trabalho a favor da segurança jurídica no dia de hoje", afirmou o parlamentar.
Herculano
18/10/2019 16:42
da série: o que dá ser um político do baixo clero e ser, por sorte ou oportunismo estar no poder. Baixarias e confusões. Vocês se lembram do tal Severino Cavalcanti, PP-PE, do baixo clero, que foi eleito presidente da Câmara pelo baixo clero e uns grandões que manipulavam essa gente?

WALDIR ACUSA BOLSONARO DE "COMPRA DE VOTO DE PARLAMENTARES"

Conteúdo de O Antagonista. Delegado Waldir acusou Jair Bolsonaro de ter tentado "comprar a vaga do filho dele na liderança do PSL, oferecendo cargos e fundo partidário".

O Estadão perguntou-lhe se isso é motivo para impeachment. Ele respondeu:

"Temos de aguardar. Quem decide isso é o Parlamento. Se algum partido fizer uma proposta, cabe ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se leva para plenário ou não. Não é decisão minha. Eles precisam analisar se compra de parlamentares para votar a favor do filho é motivo de cassação do presidente. Isso depende de outros fatores."
Herculano
18/10/2019 16:35
SUSPENSÃO DE PARLAMENTARES CAUSA DESENTENDIMENTO APóS REUNIÃO DO PSL

Conteúdo do Congresso em Foco. Texto de Victor Farias.A possível suspensão de cinco deputados do PSL causou um momento de desentendimento público entre o líder do partido na Câmara, delegado Waldir (GO), e a deputada Carla Zambelli (SP), na porta do diretório nacional da sigla, em Brasília.

Nesta sexta-feira (18), parlamentares do PSL se reuniram para fazer mudanças no estatuto do partido e indicar novos membros para a secretaria executiva da sigla, além de discutir a crise na legenda. Correligionários da ala-pró Bolsonaro afirmam que a reunião não foi divulgada para os parlamentares contrários a Bivar.

Ao fim da convenção, na porta do diretório nacional da legenda, o líder do PSL na Câmara, delegado Waldir (GO), afirmou que cinco deputados estavam suspensos das suas atividades parlamentares. Seriam eles: Carla Zambelli (SP), Filipe Barros (PR), Bibo Nunes (RS), Alê Silva (MG) e Carlos Jordy (RJ). "Eles têm o direito de resposta, mas a suspensão já começa imediatamente", disse o deputado goiano.

Zambelli, a alguns metros de Waldir, disse não ter sido informada sobre a suspensão. "Eles estão mentindo ou para vocês ou para mim", disse a jornalistas. Em seguida, foi questionar Waldir, que estava entrando em seu carro para ir embora do local.

"Você falou para a imprensa que eu fui suspensa, Waldir?", perguntou Zambelli.

"Não. Existe um pedido da sua suspensão", respondeu Waldir.

"Existe um pedido da suspensão, mas foi decidida minha suspensão?", questionou Zambelli.

"A decisão é do presidente Rodrigo Maia", afirmou Waldir, que, em seguida, fechou a porta do carro e foi embora.

Sem compreender, Zambelli afirmou: "alguém explica para mim?".

Após o diálogo, a deputada comentou a possível suspensão. "Agora na saída eu soube pela imprensa que ele disse para vocês que eu tô suspensa. Não existe suspensão. Suspensão do quê? Da atividade parlamentar?", disse.

Segundo ela, não se trata de uma suspensão, mas de uma cassação de mandato. "O que eles estão afirmando é que minha assinatura, meu voto não valeria mais, que está suspenso minha atividade parlamentar, ou seja, eles estão querendo me cassar, com a decisão monocrática do presidente Maia? não existe o que eles estão fazendo", disse.

Saída do PSL

Zambelli afirmou que o partido ofereceu nesta sexta-feira um acordo para que os parlamentares insatisfeitos com a legenda deixem o partido sem perder o mandato. Os que optem por isso, no entanto, não teriam direito ao fundo partidário, ao fundo eleitoral e ao tempo de televisão.

Ela afirmou que aceitaria o acordo, mas que não quer sair do partido sozinha. Por isso, vai conversar com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e com outros parlamentares insatisfeitos. "A gente só vai tomar uma decisão se for em grupo, em conjunto e com o presidente Bolsonaro", disse.
Zeca do PP
18/10/2019 16:13
Para né Herculano,

Acho que aqui ninguém tem dúvidas do trabalho que fazes em homenagem ao PT ao criticar e procurar pelo em Sapo em Kleber e Melato.
A verdade é que nunca se viu tantas obras neste município. Não é verdade, vai negar? Claro que pequenos desencontros acontecem, é um vereador procurando cabelo em ovo, é um morador reclamando do transtorno necessário, pra fazer aço tecer. Ou o senhor já viu fazer omeletes sem quebrar os ovos?
Aguenta que serão mais 2 anos Kleber, depois 2 + 4 de Melato....É assim sucessivamente.
Herculano
18/10/2019 08:37
O FESTIVAL DE TRAPALHADAS DE BOLSONARO, por Andrei Meireles, em Os Divergentes

Os vexames do presidente em suas manobras políticas, com grampos e assinaturas fraudadas, e no tuíte que causou embaraço após encontros não explicados com ministros do STF

Certas cautelas são necessárias para um competente exercício do poder. O presidente Jair Bolsonaro não deveria ter se envolvido de forma tão aberta na disputa pela liderança do seu partido na Câmara. Tendo se envolvido, deveria ter tomado o cuidado para que sua intromissão não fosse gravada e divulgada como um trunfo por seus adversários no PSL. Pior. Após ser grampeado e exposto seu papel de cabo eleitoral, sua turma que tinha como candidato seu filho, o pau para toda obra Eduardo Bolsonaro, perdeu a batalha. Teve ainda outro vexame: o time de Bolsonaro apresentou à Mesa da Câmara assinaturas de deputados para derrubar o líder Delegado Waldir e algumas delas foram rejeitadas na checagem sobre sua autenticidade pelos técnicos da Câmara.

O delegado Waldir também foi grampeado em um reunião com seu grupo na qual ameaça "implodir o presidente", a quem chama de "vagabundo". De acordo com o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), um ex-PM, que assumiu a autoria desse novo grampo, sua ida a reunião como infiltrado no grupo adversário teria sido combinada no palácio com o próprio Bolsonaro. Que depois, bastante irritado, também foi o primeiro a ouvi-la.

A sucessão de trapalhadas não acabou aí. Primeiro, ficou sem qualquer explicação as conversas reservadas de Jair Bolsonaro com os ministros do STF Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, exatamente na véspera do início de mais um julgamento pelo tribunal da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Ficou ainda mais esquisito quando, durante a sessão do STF, Jair Bolsonaro publicou um tuíte a favor da manutenção da prisão em segunda instância. Pouco tempo depois, seu filho Carlos Bolsonaro assumiu a autoria do tuíte do pai e pediu desculpas, ampliando a estranheza generalizada com a conduta presidencial.

Afinal, o que Bolsonaro conversou nas duas reuniões com os ministros do STF? Qual é a sua posição na controvertida questão que volta a ser decidida pelo Supremo Tribunal Federal?

A família Bolsonaro continua insuperável na produção de gafes e trapalhadas políticas.

Os próximos capítulos prometem.

Vale conferir.
Herculano
18/10/2019 08:24
TRISTE CONSTATAÇÃO DOS ELEITORES DO PSL E DOS BOLSONAROS

BOLSONARO ESTÁ CADA VEZ MAIS PERTO E DEPENDENTE DO MDB BANDIDO E QUE SUSTENTOU OS GOVERNOS PETISTAS, QUE BOLSONARO DIZIA COMBATER

É Só VER QUEM SÃO SEUS LÍDERES NO CONGRESSO. E LÁ BOLSONARO NÃO MANDA, NÃO LADRA, NÃO CONSPIRA. ESTÁ OBRIGADO A FICAR CORDEIRINHO SOB PENA DE IMPEACHMENT

LOUCURA. BOLSONORA TROCOU A SUA AUTONOMIA POR UMA PRISÃO E A VOLTA AO TEMPO DAS TREVAS QUE PROMETEU LUZ NO AMBIENTE POLÍTICO
Herculano
18/10/2019 08:21
BRIGA INTESTINA FRAGILIZA IMAGEM DE BOLSONARO NO CONGRESSO E DESMORALIZA O PSL, por Daniela Lima, na coluna Painel, no jornal Folha de S. Paulo

Saiu menor do que entrou
A briga intestina do PSL fragilizou a imagem do presidente e de seus aliados no Congresso. O fato de Jair Bolsonaro ter entrado em campo para fazer do filho Eduardo líder da sigla na Câmara e ter perdido a primeira batalha foi visto como erro crasso. "Se ele entra, tem que entrar para matar", explica um dirigente da centro-direita. Já a sequência de gravações ocultas maculou a agremiação toda, classificada como um aglomerado de "gente inconfiável, sem palavra, sem ética nem lealdade".

Entre mortos...
Dois dos nomes mais proeminentes do PSL na Câmara foram afetados pelo tiroteio interno. Joice Hasselmann (SP), que perdeu a liderança do governo no Congresso, terá que "experimentar pela primeira vez a planície", nas palavras de um colega, sem cargos de assessoria e regalias que tinha no posto.

...e feridos
Já o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Felipe Francischini (PR), que agia para se projetar para o Planalto como uma opção para o comando da Casa, foi gravado falando mal de Jair Bolsonaro e rapidamente classificado como agente duplo.

Retorno triunfal
A queda de Joice e a consequente ascensão do senador Eduardo Gomes (MDB-TO) ao posto de líder do governo no Congresso é o marco de uma era de maior dependência de Bolsonaro do partido que foi o fiel da balança para FHC, Lula e Dilma.

Retorno triunfal 2
Melhor: dependência do MDB do Senado, ala que congrega as figuras mais experientes da sigla, como Renan Calheiros (AL), Eduardo Braga (AM) e Jader Barbalho (PA). O líder do governo no Senado já é do partido, Fernando Bezerra (MDB-PE).

Você manda
Assim que assumiu, Gomes telefonou para líderes da Câmara. Disse que, apesar de ser senador, "tem cabeça de deputado". O ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) também comunicou dirigentes do centrão. Resposta: "Líder de governo quem escolhe é o Planalto. A gente não opina".

A bola é sua
O presidente do MDB, Baleia Rossi, fez questão de deixar claro que, apesar de "ter orgulho dos quadros que o partido tem e de seguir apoiando a agenda do governo", a direção da sigla não tem ingerência nem responsabilidade pela escolha de Gomes ?"e segue independente.

Fresta
Das grandes legendas, a que menos resiste a receber Bolsonaro e seu grupo é o PRB.

Última que morre
Mesmo céticos, aliados do presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), propuseram entregar a Bolsonaro 50% dos postos da direção da legenda. Antes de a crise explodir, o clã do Planalto reivindicou a secretaria-geral e a tesouraria da sigla.

Nem vem
A chance de a oferta surtir efeito é mínima. "Que haja a cisão e a atual gestão facilite a saída do bloco [bolsonarista], em vez de dificultar, retaliar e criar inimizades", diz Luiz Philippe de Orleans e Bragança.
Herculano
18/10/2019 08:13
MORO ESMAGA LULA E O LULISMO

Conteúdo de O Antagonista. Contra Lula, no segundo turno, Sergio Moro chegaria a 50% dos votos, treze pontos à frente do chefe da ORCRIM, que não passaria dos 37%.

O poste de Lula, Fernando Haddad, tomaria uma surra ainda maior: 52% de Sergio Moro contra 31% do petista.

É o resultado de uma pesquisa encomendada pela Veja, que até recentemente apostava no desmoronamento de Sergio Moro e reproduzia os engodos verdevaldianos.
Herculano
18/10/2019 08:09
Só MORO DERROTA BOLSONARO

Conteúdo de O Antagonista. Sergio Moro é o único candidato que, no mano a mano, num hipotético segundo turno, derrotaria Jair Bolsonaro.

Na pesquisa encomendada pela Veja, ele aparece com 38% do eleitorado, quatro pontos à frente de Jair Bolsonaro.
Herculano
18/10/2019 08:05
da série: o que o submundo do crime é diferente do submundo dos políticos?

A CARTA PARA IMPLODIR BOLSONARO

Conteúdo de O Antagonista. Delegado Waldir, em áudio reproduzido por O Antagonista (e, em seguida, pelo resto da imprensa), disse ter uma bomba capaz de "implodir" Jair Bolsonaro.

Fontes do PSL revelaram à Crusoé que as informações de que Waldir dispõe envolvem Flávio Bolsonaro e supostos esquemas no Rio de Janeiro.

Indagado pela reportagem sobre essa informação, ele não negou:

"Não sei. Não posso falar nada nesse momento. Não posso falar nada a esse respeito. Você joga baralho? Se eu trucar, eu vou estar com a carta. No momento certo."
Herculano
18/10/2019 07:54
'VELHA POLÍTICA' COME BOLSONARISMO PELA BEIRADA, E GOVERNO Pó NO CONGRESSO, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Liderança política e do programa do governo no Congresso fica com DEM e MDB

A primeira consequência do arranca-rabo no PSL é uma nova rendição de bolsonaristas ao que chamavam e gente da velha política. O DEM e dois grandes derrotados na eleição de 2018, o MDB e o PSDB, recolhem armas e despojos do governo e de seu partido saco-de-gatos, o PSL.

A segunda consequência do pega para capar é a exposição ainda mais pública de podres, o que pode degringolar em apresentação de recibos de crimes eleitorais e partidários, pois o objeto menos demente da disputa do PSL é dinheiro. A turumbamba vulgaríssima no partido do presidente parece tanto mais louca quando se observa que o governo talvez estivesse à beira de se aproveitar de um alívio, mesmo que temporário, na depressão econômica.

A sobrevivência econômica do governo já dependia da política de parlamentarismo branco de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, do DEM, e lideranças do centrão. Dependia também da experiência "velha política" de Fernando Bezerra, líder do governo no Senado, do MDB, mantido por Bolsonaro mesmo depois de avariado por batidas da Polícia Federal.

Agora, o novo líder do governo no Congresso é também do MDB, o senador Eduardo Gomes, de Tocantins. Foi do Solidariedade de Paulinho da Força, tem boas relações com Renan Calheiros, com o centrão e é tido como habilidoso por gente esperta no Congresso.

O líder do governo na Câmara é Major Vitor Hugo, PSL, bolsonarista de escol e ignorado por seu partido e deputados de relevância. O líder da bancada do PSL, Delegado Waldir, foi fritado pelo próprio Bolsonaro, como se soube pelo vazamento dos grampos das reuniões elegantes do PSL. O Delegado, por sua vez, chamou Bolsonaro de "vagabundo", à maneira galante de seu partido.

Gomes, do MDB, substitui Joice Hasselmann, campeã de votos do PSL, estrela midiática do bolsonarismo, que pode se bandear para o PSDB, talvez possível candidata a prefeita de São Paulo, o que espremeria o espaço de um candidato de Bolsonaro na maior cidade do país. O PSDB de João Doria, governador paulista, quer levar mais dissidentes da rinha de galo bolsonarista. O DEM quer levar outros, quem sabe o resto do PSL inteiro, gordo de recursos partidários, por meio de uma fusão.

No retrato do tumulto, o governo enquanto tal, como conjunto político-administrativo com alguma direção, desaparece da foto ou nela sai muito mal. Há nichos de governo, como a Economia e a Infraestrutura, que discutem projetos com o premiê informal Maia, em particular. Conjunto, não há.

Além de cuidar dos filhos e dos negócios da família, Bolsonaro se limita à tentativa de fazer um catadão de gente de bancadas temáticas, em especial da Bala e da Bíblia, a fim de dar futuro a seu programa reacionário em direitos civis, participação social, educação, cultura e segurança. Um motivo do sururu do PSL, causa aparentemente menor, é o desejo dos Bolsonaro de criar um partido disciplinado de extrema-direita, quem sabe um movimento social amplo de militância contra o Iluminismo.

O sururu do PSL pode ser apenas espuma, um horror sensacional por alguns dias que não resulte em nada mais do que já era previsível: a desorientação política que vem desde a formação do governo.

O problema de fundo é o desprezo pela razão, no mero sentido de realismo político ou mesmo de pragmatismo vulgar, desprezo disparatado que pode tumultuar o programa que boa parte da elite econômica acerta diretamente com o Congresso.
Herculano
18/10/2019 07:52
A LINGUAGEM DOS QUE DIZEM NOSSOS REPRESENTANTES

Do deputado Delegado Waldir, PSL GO, líder do partido na Câmara

"Eu andei no sol em 246 cidades para defender o nome desse vagabundo".

Volto: o vagabundo ai, é o presidente Jair Messias Bolsonaro. Duas coisas: a primeira esta descoberta não foi agora, certo? E segundo, como não foi agora, o rótulo não caberia aos dois? Pois foi juntos que um aceitou o outro.

Outra coisa. A fruta podre não cai longe do pé: Bolsonaro já trocou de partido nove vezes em 28 anos de politicagem depois de expulso do Exército por indisciplina. O deputado Waldir, em uma década, já pulou três vezes de partidos por conveniências.

Então, vagabundo mesmo, foi o voto que deu voz e poder a essa gente que não nos respeita, inclusive na educação mínima que deviam ter entre eles.
Miguel José Teixeira
18/10/2019 07:38
Senhores,

"Em casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão", reza o ditado português.

Na era PeTralha, de tristes lembranças, parodiávamos:

Em casa onde falta mensalão, todos brigam e ninguém tem razão!

Agora na era do principado laranjal dos zero-n, constata-se:

Em casa onde falta laranjão, todos brigam e ninguém tem razão!

Evoluímos para o nada.
Herculano
18/10/2019 07:34
ESPETÁCULO QUE ENFRAQUECE O JUDICIÁRIO

De Guilherme Fiuza, no twitter:

Juiz da suprema corte em pleno julgamento de matéria da qual é relator dando entrevista com palpite sobre resultado da votação (!) como se estivesse à beira de um campo de várzea. O STF é uma várzea.
Herculano
18/10/2019 07:28
da série: estava escrito que ia dar no que deu. República e democracia não é monarquia ou império

BOLSONARO PAGA O PREÇO POR GOVERNAR EM FAMÍLIA NA CRISE DO PSL, por Igor Gielow

Presidente acreditou que poderia tratorar o nanico que o hospedou sem consequências

Na política brasileira, prática de nepotismo e consolidação de dinastias são comuns, bastando ver o número de deputados e senadores que levam o "Filho", "Júnior" ou até "Neto" e "Bisneto" no nome.

Na maior parte dos casos, contudo, o exercício do apadrinhamento respeitava algumas regras hierárquicas. O pai treinava seu substituto aos poucos, de cargo eletivo em cargo eletivo. O patriarcalismo das relações só era quebrado quando emergia alguma mulher na linha sucessória, como no caso do clã Sarney.

Jair Bolsonaro foi disruptivo até nisso. O tratamento expresso dado a seus três filhos na política é algo inaudito na história republicana.

O proverbial "filé mignon" que o presidente já disse reservar à prole sempre foi destinado para os herdeiros do poder, mas nunca com tal grau de franqueza - seja na proteção ao enrolado senador Flávio, na embaixada nos EUA prometida ao deputado Eduardo ou no papel preponderante do vereador Carlos na comunicação de governo, que inexiste sem seus pitacos.

A crise do presidente com o partido que ele escolheu para hospedar sua aventura eleitoral de 2018, o PSL, expõe a indignação que tais privilégios à corte provocam. Ao negar a liderança na Câmara a Eduardo, a sigla do acossado Luciano Bivar mostra que sabe jogar dentro das regras vigentes, e que elas podem ser usadas contra o imperial Bolsonaro.

Dois oficiais generais, um da ativa e outro servindo ao governo, disseram reservadamente que a confusão toda tem começo e fim na influência dos filhos de Bolsonaro no governo. A queixa é antiga entre os fardados, que foram largamente colocados a escanteio pela dobradinha entre Carlos Bolsonaro e o ideólogo expatriado Olavo de Carvalho.

Nenhum deles, contudo, arrisca uma previsão sobre o destino da crise atual. Presidentes isolados que desafiam o Congresso sempre existiram e se deram mal, como Jânio Quadros, Fernando Collor e Dilma Rousseff. Mas um líder amparado por uma corte palaciana familiar e que ataca seu próprio partido achando que não haverá consequência é novidade histórica.

As repercussões do imbróglio, que parecia um passeio paroquial no seu começo, começam a reverberar fora de Brasília. A destituição de Joice Hasselmann (PSL-SP) da liderança do governo no Congresso, por exemplo, sela a percepção de que a deputada terá dificuldades sérias para levar à frente seu plano de ser candidata ao governo da capital paulista ano que vem.

Joice pode alegar perseguição, ao estilo de Tabata Amaral em relação ao PDT, e buscar outra sigla. A dureza é que essa agremiação hoje seria o DEM, que já tem outro nome em vista, o do sempre mercurial José Luiz Datena.

De resto, para ser candidata pelo partido, Joice teria de ajoelhar e beijar o anel de Milton Leite, o superpoderoso presidente da Câmara Municipal paulista. Quem conhece os dois crê em algumas dificuldades no processo, por assim dizer, mas política é política. Em favor da deputada está sua relação próxima com o governador paulista, João Doria (PSDB), mas é incerto qual caminho ela tomará.

Mas o mais importante ainda está por vir. Bolsonaro apostou tudo contra Bivar e, com uma operação da Policia Federal no cangote do dirigente, parecia fadado a ganhar a disputa. Os movimentos dentro das regras do chefe do PSL, contudo, mostram que o jogo está aberto.

E é uma disputa perigosa. Qualquer pessoa que falou com Bolsonaro ao longo dos meses em que ele montou sua candidatura sabe que a língua hoje presidencial é solta. Quando um líder do PSL chama o mandatário máximo de vagabundo e promete implodi-lo, a sinalização é das piores para o Planalto.

Bolsonaro sempre pregou sua aversão ao presidencialismo de coalizão brasileiro. Venceu a eleição e manteve a palavra, mas na hora de apresentar a alternativa, emulou o pior de práticas de famílias reais. O preço da opção está sendo colocado na mesa agora
Herculano
18/10/2019 07:21
BOLSONARO AFASTA ADEPTOS E FAZ A FESTA DA OPOSIÇÃO, por Cláudio Humberto, na coluna que publiquei hoje nos jornais brasileiros

Em poucos dois dias, Jair Bolsonaro conseguiu a proeza de esfarelar o que havia de apoio sólido entre deputados que o sustentam. Rachou o próprio partido, que só totaliza pouco mais de 10% dos 513 deputados, e ainda revelou sua fragilidade na Câmara ao ser derrotado na tentativa de enxotar da Liderança do PSL um ex-aliado que agora o chama de "vagabundo". A oposição não esperava ter seu trabalho tão facilitado.

DANDO SORTE AO AZAR

As trapalhadas bolsonarianas fortaleceram um competidor perspicaz, não declarado, que está sempre à espreita: Rodrigo Maia.

MAIA-DEPENDÊNCIA

Cada vez com menos apoiadores, governo dependerá cada vez mais da vontade do presidente da Câmara para aprovar projetos relevantes.

BRIGALHADA É MAU SINAL

Se Bolsonaro trata assim aos seus, imaginem aos outros, advertem líderes de partidos que eventualmente apoiam o governo na Câmara.

PUXADINHO EM FESTA

O Psol, que atua como linha auxiliar do PT, comemorou a crise entre Bolsonaro e PSL: "nessa briga de gangues, estamos do lado da briga".

PRESIDENTE ENTROU NA BRIGA SEM CHANCE DE VENCER

A derrota constrangedora de Jair Bolsonaro e dos filhos, na tentativa de expulsar o deputado Delegado Waldir (GO) da Liderança do PSL, provou que não havia chance de o presidente se sair bem dessa briga. E deu a oportunidade aos deputados para impor limites à sua influência no Legislativo. A crise com o PSL foi criada pelo próprio Bolsonaro, dizendo que o PSL "já era" e que seu presidente estava "queimado".

ALTO LÁ, CAPITÃO

Incomodou os deputados a interferência de Bolsonaro para tentar eleger o filho como Líder. O presidente havia prometido não fazer isso.

ESCREVEU, NÃO LEU

Até a Líder do Governo no Congresso, Joice Hasselmann (SP), foi solidária à rebelião dos deputado do PSL. Acabou destituída.

PASSOU DO PONTO

Três deputado do PSL repetiram o mesmo à coluna: se Bolsonaro derrubasse o Líder, logo estaria indicando membros de comissões etc.

VITóRIA DO BRASIL

A reeleição para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, com apoio de 153 países, foi uma vitória do Brasil, da diplomacia, do governo Bolsonaro e do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores). E uma derrota vexaminosa das ONGs que fizeram campanha contra o Brasil.

SEGUE O LÍDER

Em meio à confusão de ontem (17), o novo Líder do Governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO) não esqueceu o time do coração: "De certa forma, o Botafogo vai para a Liderança".

NÃO ESTÃO NEM AÍ

As distribuidoras de energia, que mandam na "agência reguladora" Aneel, ganharam de presente do Ministério de Minas e Energia, em 2015, o programa ProGD que as estimula a investir em energia solar. Quatro anos depois, nada. Elas não gostam de geração distribuída.

PAPO DE POLÍTICO

O prefeito da cidade de Fortaleza (CE), Roberto Cláudio, agora promete "investigação rígida" sobre o desabamento do prédio. Seu dever era garantir fiscalização rígida contra construções clandestinas.

GUERRA DECLARADA

Marco Aurélio (STF) declarou guerra aos colegas insinuando que os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux abusaram da visão "autoritária" na presidência do STF. As críticas foram ao vivo.

DELEGADO DE LUA

Lutando para permanecer na liderança do PSL, o deputado Delegado Waldir (GO) não é exemplo de fidelidade. Em 2016, trocou o PSDB pelo PR e em 2018 foi para o PSL após a filiação de Bolsonaro.

CONTINUAÇÃO GARANTIDA

O CPAC Brasil, evento conservador pela segunda vez realizado fora dos Estados Unidos, foi considerado um sucesso. Americanos e brasileiros confirmaram um novo encontro no ano que vem.

FALTOU UMA INSTÂNCIA

O STF começou o julgamento para manter ou revogar as prisões dos condenados em 2ª instância, mas para beneficiar Lula o julgamento é outro. Afinal, o ex-presidente petista já foi condenado em "3ª" instância.

PENSANDO BEM...

...em breve, o jornalismo raiz será obrigado a conviver com o jornalismo feito por hackers que invadem telefones.
Herculano
18/10/2019 07:08
BOLSONARO TRANSFORMA BRIGA NO PSL EM DESCONFIANÇA CONTRA GOVERNO, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Disputa mostra que operação política desvairada do presidente virou fumaça

A guerra no PSL é um retrato acabado da operação política desvairada de Jair Bolsonaro. O presidente usou o Planalto para tentar derrubar o líder do próprio partido - e fracassou; recebeu retaliação de aliados e foi gravado por um correligionário; depois, demitiu a líder do governo, a quem acusa de traição. Tudo isso em apenas 24 horas.

Ao mergulhar na disputa pelo comando da legenda, Bolsonaro lançou uma espécie de voto de desconfiança dentro de sua própria sigla. O presidente pediu um sinal de apoio a si mesmo quando apelou aos deputados para que destituíssem o líder do PSL. Para piorar, ofereceu o filho Eduardo como substituto e foi obrigado a ver parte da sigla reagir contra alguém com seu sobrenome.

A retirada de Joice Hasselmann da liderança do governo no Congresso é um sintoma claro de que a expressão política do bolsonarismo virou fumaça (se é que um dia existiu).

O presidente se livrou imediatamente da deputada, porque ela se recusou a assinar a lista que daria o comando do PSL na Câmara à facção alinhada ao Planalto, mas manteve no posto o líder do governo no Senado mesmo depois que ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal.

Confrontado com o noticiário sobre as batalhas, Bolsonaro dizia que era tudo fofoca. A gravação em que ele pede apoio a deputados e o áudio em que o líder do PSL promete "implodir o presidente" mostram que o mexerico é dos grandes.

Deputados que foram ao Planalto relataram que a ordem de Bolsonaro seguia a linha: "assina, senão é meu inimigo". Foi o próprio presidente, portanto, quem incluiu seus impulsos personalistas incorrigíveis no embate pelo comando da sigla.

O capital eleitoral que levou Bolsonaro ao palácio e 53 deputados ao Congresso escorre pelo ralo numa enxurrada. Os sinais da desordem sempre estiveram aí - da absoluta incompetência do governo na articulação ao comportamento juvenil da bancada da selfie. A disputa só deixou mais visível o diploma de baixo clero pendurado na parede.
Herculano
17/10/2019 18:51
O ARTIGO DO JORNALISTA J.R. GUZZO, QUE ANIQUILA O STF, "CENSURADO" PELA REVISTA VEJA

José Roberto Dias Guzzo foi um dos fundadores da Revista Veja, em 1968. Assumiu a direção de redação da revista quando a tiragem girava em torno de 30 mil exemplares semanais. Quando deixou o cargo de diretor de redação, a tiragem de Veja era de 1,2 milhão de exemplares.

Indubitavelmente, transformou a revista num dos mais importantes veículos de comunicação do país.

Um jornalista íntegro, que nessa nova e lastimável fase de Veja, ficou gigantesco ante a pequenez da revista.

Sua saída era questão de tempo.

E aconteceu com a censura de seu último artigo. Uma crítica contundente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A ordem para que Guzzo fosse retirado das páginas da revista veio certamente do atual diretor de redação, um "zé qualquer" desconhecido e desrespeitoso, que mancha a história da revista, hoje um mero panfleto.

Eis o artigo de Guzzo, o mestre do jornalismo interpretativo no Brasil

A FILA ANDA

Um dos grandes amigos do Brasil e dos brasileiros de hoje é o calendário. Só ele, e mais nenhum outro instrumento à disposição da República, pode resolver um problema que jamais deveria ter se transformado em problema, pois sua função é justamente resolver problemas ?" o Supremo Tribunal Federal.

O STF deu um cavalo de pau nos seus deveres e, com isso, conseguiu promover a si próprio à condição de calamidade pública, como essas que são trazidas por enchentes, vendavais ou terremotos de primeira linha.

Aberrações malignas da natureza, como todo mundo sabe, podem ser resolvidas pela ação do Corpo de Bombeiros e demais serviços de salvamento. Mas o STF é outro bicho. Ali a chuva não para de cair, o vento não para de soprar e a terra não para de tremer ?" não enquanto os indivíduos que fabricam essas desgraças continuarem em ação. Eles são os onze ministros que formam a nossa "corte suprema", e não podem ser demitidos nunca de seus cargos, nem que matem, fritem e comam a própria mãe no plenário.

Só há uma maneira da população se livrar legalmente deles: esperar que completem 75 anos de idade. Aí, em compensação, não podem ser salvos nem por seus próprios decretos. Têm de ir embora, no ato, e não podem voltar nunca mais. Glória a Deus.

Demora? Demora, sem dúvida, e muita coisa realmente ruim pode acontecer enquanto o tempo não passa, mas há duas considerações básicas a se fazer antes de abandonar a alma ao desespero a cada vez que se reúne a apavorante "Segunda Turma" do STF - o símbolo, hoje, da maioria de ministros que transformou o Supremo, possivelmente, no pior tribunal superior em funcionamento em todo o mundo civilizado e em toda a nossa história.

A primeira consideração é que não se pode eliminar o STF sem um golpe de Estado, e isso não é uma opção válida dos pontos de vista político, moral ou prático.

A segunda é que o calendário não para. Anda na base das 24 horas a cada dia e dos 365 dias a cada ano, é verdade, mas não há força neste mundo capaz de impedir que ele continue a andar.

Levará embora para sempre, um dia, Gilmar Mendes, Antônio Toffoli, Ricardo Lewandowski. Antes deles, já em novembro do ano que vem e em julho de 2021, irão para casa Celso Mello e Marco Aurélio ?" será a maior contribuição que terão dado ao país desde sua entrada no serviço público, como acontecerá no caso dos colegas citados acima. E assim, um por um, todos irão embora ?" os bons, os ruins e os horríveis.

Faz diferença, é claro. Só os dois que irão para a rua a curto prazo já ajudam a mudar o equilíbrio aritmético entre o pouco de bom e o muitíssimo de ruim que existe hoje no tribunal. Como é praticamente impossível que sejam nomeados dois ministros piores do que eles, o resultado é uma soma no polo positivo e uma subtração no polo negativo - o que vai acabar influindo na formação da maioria nas votações em plenário e nas "turmas".

Com mais algum tempo, em maio de 2023, o Brasil se livra de Lewandowski. A menos que o presidente da época seja Lula, ou coisa parecida, o ministro a ser nomeado para seu lugar tende a ser o seu exato contrário ?" e o STF, enfim, estará com uma cara bem diferente da que tem hoje.

O fato, em suma, é que o calendário não perdoa. O ministro Gilmar Mendes pode, por exemplo, proibir que o filho do presidente da República seja investigado criminalmente, ou que provas ilegais, obtidas através da prática de crime, sejam válidas numa corte de justiça. Mas não pode obrigar ninguém a fazer aniversário por ele. Gilmar e os seus colegas podem rasgar a Constituição todos os dias, mas não podem fugir da velhice.

O Brasil que vem aí à frente, por esse único fato, será um país melhor. Se você tem menos de 25 ou 30 anos de idade, pode ter certeza de que vai viver numa sociedade com outro conceito do que é justiça. Não estará sujeito, como acontece hoje, à ditadura de um STF que inventa leis, censura órgãos de imprensa e assina despachos em favor de seus próprios membros. Se tiver mais do que isso, ainda pode pegar um bom período longe do pesadelo de insegurança, desordem e injustiça que existe hoje.

Só não há jeito, mesmo, para quem já está na sala de espera da vida, aguardando a chamada para o último voo. Para estes, paciência. (Poderiam contar, no papel, com o Senado - o único instrumento capaz de encurtar a espera, já que só ele tem o poder de decretar o impeachment de ministros do STF. Mas isso não vai acontecer nunca; o Senado brasileiro é algo geneticamente programado para fazer o mal).

Para a maioria, a vitória virá com a passagem do tempo.
Herculano
17/10/2019 18:44
VERGONHA

Conteúdo de O Antagonista. Jair Bolsonaro apagou de seu Twitter a postagem em que apoiava a manutenção da prisão em segunda instância.

Atualização: horas depois, como noticiamos, Carlos Bolsonaro admitiu que foi ele quem postou o tuíte no perfil do pai, sem autorização do titular da conta
Herculano
17/10/2019 18:40
da série: está na cara de todos, menos dos julgadores e de uma elite dos operadores do direito

Só PARA POUCOS

De José Neumanne Pinto, no twitter sobre o julgamento que quer soltar os presos políticos, ricos e de organizações criminosos, todos cheios de dinheiro para pagar advogados caros e influentes no Supremo

STF a serviço de advogados ricos: Não há inocentes clamando contra erros judiciais nas últimas instâncias do Judiciário que justifiquem sua liberdade, de fato usada por advogados de culpados milionários que têm acesso ao alto preço delas

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