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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Herculano Domício

11/12/2017

ÁUDIO 1



ÁUDIO 2

ÁUDIO 3

ÁUDIO 4

CORONÉ WANDO DEU UM PASSO ATRÁS. ISSO É BOM!


O vereador Evandro Carlos Andrietti, PMDB, já sabe que errou, ou deu um passo em falso, digamos assim; sabe que o buraco é mais em baixo; e apesar do xororô, fingiu entender o valor das redes sociais e desta coluna. Fingiu. Num parágrafo abaixo esclareço os laços eternos do poder e a razão pela qual exerce. Ponto para ele, apesar do fingimento.

Ou Andrietti foi urgente e bem orientado porque estava carregando no rolo junto com ele o prefeito Kleber Edson Wan Dall, PMDB, ou, demonstrou grandeza em perceber que os votos dele para vereador são para o mandato de representação na Câmara, e não para fazer o que bem lhe der na telha na cidade, para seus amigos, cabos eleitorais, contra o que está explícito na legislação ou com quem ele não concorde.

O assunto foi amplamente exposto aqui na coluna de segunda-feira passada - releia. Não vou repeti-lo nos detalhes. Em síntese: Andrietti quis mostrar a força de um novo coronel político ao botar, na marra, contra o regulamento e o resultado da eleição no CDI Thereza Beduschi, no Barracão, com a intervenção do prefeito Kleber, e do próprio PMDB, a sua candidata derrotada nas urnas da comunidade escolar, Rute Bernardes Correia, a Rutinha. Vergonhoso.

E Andrietti só se deu mal, porque, de cabeça quente e querendo mostrar poder, influência e vaidade aos seus e contra os detratores, tratou publicamente do assunto no whatsapp. Quis, com isso, deixar claro a marca de quem é o dono da cocada preta no Barracão e no “novo” velho PMDB de Gaspar. E as suas “ordens” foram parar nas redes sociais. Essas provas, se bem usadas, podem lhe complicar até no mandato e por tabela, o próprio padrinho avalista nesta aventura, o prefeito Kleber. “Estava de cabeça quente”, justificou num discurso sereno, espontâneo, de duas partes e estruturado na sessão de terça-feira na Câmara. Ou seja, está pedindo água fria para o miolo mole.

O outro assunto de Andrietti, com a mesma tentativa intervenção na Escola Luiz de Franzoi, acabou ficando em segundo plano, exatamente por falta de provas tão contundentes e explícitas como a do CDI. Por isso, não foi explorado. Contudo, possui a mesma gravidade do CDI.

Andrietti tomou a lição e não pode dizer que era invenção da imprensa, como tenta para amenizar a sua única culpa que possui neste e outros assunto. Andrietti se viu fraco diante da ampla rede social, com a qual não pode brigar, como se fazia antigamente com a imprensa que tem dono com endereço conhecido, para se montar o cabresto do “sabe com que está falando”, comprar opiniões ou então enfrentar, no melhor estilo dos coronéis: os donos das razões, interesses e negócios.

O discurso de Andrietti na Câmara, em tom quase delicado, assumindo o erro, mas culpando as redes sociais (que apenas reproduziram, a voz dele, o que ele falou ou comentaram sobre os seus atos impróprios aos quais ele se achava imune; mas o linguajar livre das redes, não é o comedido da imprensa...), a que fiscalizou, a que interagiu, acabou desarmando os ânimos na Câmara que estavam pilhados. Estava tudo armado para ser um cavalo de batalha. Não foi. Andrietti foi o primeiro a se desarmar. Mas, todo o cuidado é pouco. Explico abaixo.

A berçarista licenciada, ex-vice-prefeita e vereadora, Mariluci Deschamps Rosa, PT, foi a que mais se exacerbou contra o fato, como se no tempo do PT isso nunca tivesse acontecido. Falou em perseguição aos que não se dobram ao atual governo, como se essa não tivesse sido a principal marca dos governos do PT, tendo eu, inclusive, como um dos alvos principais, experimentado, o bafo, a perseguição e a injustiça por coragem, provas e opinião, ter rompido o silêncio dos jogos de bastidores do poder de plantão contra a sociedade. E pago por isso até hoje. Mariluci fala certo, mas sem o crédito para tal.

E no governo de Kleber, Luiz Carlos e Carlos Roberto Pereira, o qual se beneficiou silenciosa e malandramente das minhas ações no desmascaramento do governo do PT, não é diferente. Estão tontos à procura da vingança para me calar. No balaio, de verdade, são todos iguais. E por que? São políticos. Cada um com um enredo particular do seu “House of Cards”. Como na ficção, no final da história, terão o desastre como a glória inglória.

Andrietti até quis dizer que a comunidade (pais dos alunos) estava com a sua preferida, ao contrário dos professores e funcionários, sabe-se lá a razão pela qual, rejeitaram-na no voto (13 a 10).

Até isso é falso como uma nota de R$3. Um bilhete feito e distribuído intencionalmente às vésperas aos pais dos alunos, pedia explicitamente, voto na preferida do vereador. Não houve concorrência. Falseou a argumentação.
Outro que entrou na dança das acertadas críticas, foi o servidor público retirado da sua função no Samae por dupla jornada por incompatibilidade de horário e que não reconhece, ainda, isso como uma afronta à lei, foi Cícero Giovane Amaro, PSD: “o senhor descumpriu a lei”. A conclusão técnica é óbvia: os dois padecem do mesmo pecado contra o que reza a lei. Entretanto ao defenderem os seus e o pirão que aprontaram, ambos discordam. O erro só está no outro.

E para encerrar e mostrar que tudo isso é falso e arquitetado para estancar o que ainda pode se complicar. Não satisfeito com a lição, o vereador Evandro Carlos Andrietti, para exibir proximidade e força, publicou na mesma rede social que o defenestrou e o deixou exposto, fotos do aniversário do seu irmão neste final de semana. Quem estava lá prestigiando o evento? Os dois prefeitos: Kleber e Carlos Roberto Pereira, este presidente do PMDB de Gaspar. Então... Acorda, Gaspar!

INFLAÇÃO ANUAL 2,5%. AUMENTO DA ILUMINAÇÃO PÚBLICA EM GASPAR NO ANO QUE VEM 40%, DE UMA VEZ SÓ E PARA MAIS OS POBRES

Está na Câmara, em regime de urgência - um artifício técnico que os governos de plantão usam para evitar a discussão pública, cortar os exageros e se ter a chamada participação popular nos assuntos da sociedade -, o aumento da Cosip – Contribuição da Iluminação Pública e que vem compulsoriamente debitada na conta da Celesc, todos os meses. É para pagar a iluminação das ruas e praças, fazer a manutenção e ampliar as áreas iluminadas da cidade.

Esses assuntos com urgência e cabeludos sempre acontecem no fechar do ano, de afogadilho e sob a distração ou ausência intencional da imprensa e outros órgãos de fiscalização da comunidade. Era assim com o governo petista de Pedro Celso Zuchi, prática que tanto o PMDB e o PP condenavam. Por incrível que pareça, contrariando o discurso de ontem, é assim também no governo de Kleber Edson Wan Dall e Luiz Carlos Spengler Filho, PP. Basta olhar o quantos projetos de lei entraram na Câmara em regime de urgência nos últimos dias. Um desrespeito à autonomia da própria Câmara, que está, providencialmente, calada neste quesito.

Se a Cosip precisa aumentar? Não sei! Pode ser até que sim! Mas, quanto? E por que? Esta é a questão central! Não há estudos técnicos que provam que numa inflação de 2,5% ao ano, este aumento no ano que vem, venha numa só paulada de 40%. Há muito blá,blá,blá e vejam só, para os mais pobres. Nas classes mais abastadas, o impacto é proporcionalmente menor (tabela abaixo). Pior: os paços (prefeitura, seus penduricalhos, escolas) municipais da Administração Direta, Autárquica e Fundacional estão livres dessa taxa. Ela é obrigada, pela lei, apenas aos outros gasparenses: os que estão nas residências, comércio e indústrias. Discriminação? Um incentivo ao desperdício de consumo, muito próprio nos ambientes públicos.

O problema existe? Mais uma vez o prefeito Kleber Edson Wan Dall, PMDB, o vice-prefeito Luiz Carlos Spengler Filho, PP, e principalmente o prefeito de fato, o secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira, e presidente do PMDB, levaram 11 meses para descobrir isso. Inacreditável! Onze meses de sangria na Cosip e nenhuma solução racional, técnica, atualizada com a modernidade da iluminação foi proposta?

E olha que o chefe de gabinete de Gaspar, Pedro Inácio Bornhausen, PP, é um engenheiro eletricista e já foi até afamado superintendente regional da Celesc. Ou seja, pressupõe que entende do riscado, ao menos para fundamentar tecnicamente o pedido que a administração fez à Câmara e quer colocar goela abaixo da população em prazos curtos recordes, e com as espertezas de técnicas legislativas de praxe.

Este ato, é mais uma demonstração de como é velha a jovem, feita por jovens, a administração de Gaspar. Antes de aumentar a Cosip, Kleber, Luiz Carlos, Pereira e Pedro deveriam apresentar projetos para diminuir o dinheiro gasto no consumo público e iluminar ainda mais a cidade. Há uma revolução em curso nesse setor no mundo e no Brasil, com custos cada vez mais baixos na iluminação. Mais: há linhas de crédito especiais de longo prazo e até, em fundos perdidos, para essas mudanças no sistema de iluminação.

O aumento da taxa da Cosip em Gaspar, se provada a necessidade, deveria ser parte de um grande projeto técnico de modernização da iluminação pública e economia no município. Mas, não! Preferiram o atalho: o de colocar a mão no bolso do povo, via lei aprovada na Câmara de um dia para o outro.

Resumindo: vão aprovar esse projeto 98/2017 na marra, apesar do esperneio do PT, PDT e do Cícero no PSD. É que Kleber possui votos para isso. É dinheiro bom e escasso da mão dos cidadãos e empreendedores, para coisa velha.

Quer um exemplo para que se possa compreender popularmente a tamanha burrice e atraso que o governo Kleber faz no fechar do ano com os gasparenses? Estão aprovando dinheiro para pagar a gasolina consumida por um carro velho que bebe um litro para fazer apenas seis quilômetros, quando hoje no mercado, um automóvel de idêntica potência, maior conforto, segurança e atualidade tecnológica, principalmente, faz 18 quilômetros com o mesmo litro de combustível.

E depois a administração de Kleber propaga por aqui que seu lema de governo é o de ser eficiente! Há alguma dúvida? Eficiente até agora foi trabalhar para ampliar a estrutura legal para aumentar os impostos a partir do ano que vem, criar uma despesa de R$600 mil ao ano para pagar comissionados e funções gratificadas... Kleber, Luiz Carlos, Pereira e Pedro ficam dodóis quando expostos a esse tipo de incoerência ou incapacidade, todos de lavra “estratégica”, do novo governo.

Aliás, este assunto, como revelei na coluna de sexta-feira, começou errado com um PLC, o de número 11, e que agora virou um PL, o de número 98, exatamente para ter a aprovação simples e rápida pela escassa base do governo, tudo sob as barbas da oposição e a ajuda técnica da Câmara. Acorda, Gaspar!

Abaixo a tabela proposta pelo prefeito Kleber.
Contribuintes Residenciais e Rurais
FAIXAS DE CONSUMO (kwh) VALOR (R$)
0 até 50 3,00
51 até 100 6,00
101 até 200 8,00
201 até 400 11,00
401 até 500 13,00
501 até 800 18,00
801 até 1.000 20,00
1.001 até 1.500 22,00
1.500 24,00
Contribuintes Comerciais - Industriais - Prestadores de Serviços - Órgãos Públicos
FAIXAS DE CONSUMO (kwh) VALOR (R$)
0 até 50 8,00
51 até 100 18,00
101 até 200 22,00
201 até 400 29,00
401 até 500 31,00
501 ate 800 36,00
801 até 1.000 38,00
1.001 até 1.500 54,00
1.500 60,00
Contribuintes Primários
FAIXAS DE CONSUMO (kwh)VALOR (R$)
0 até 2.000 90,00
2.001 até 5.000 125,00
5.001 até 10.000 215,00
10.001 até 25.000 320,00
25.001 até 50.000 340,00
50.000 360,00

A DUPLA JORNADA DE CÍCERO E OUTROS

O vereador Cícero Giovani Amaro, PSD, é uma das vozes oposicionistas na Câmara mais contundentes na atual legislatura em Gaspar. Mais, na minha opinião, do que a tarimbada ex-vice-prefeita Mariluci Deschamps Rosa, PT, (que deveria ser por questões óbvias) e dos novatos Roberto Procópio de Souza, PDT (que foi par do governo do PT) e Dionísio Luiz Bertoldi, PT (cujo irmão Lovídio Carlos, foi uma das caras petistas mais expressivas do governo de Pedro Celso Zuchi, a tal ponto de ser o candidato derrotado a prefeito nas últimas eleições). Todavia, isso não dá o direito ao Cícero de romper, desdenhar ou ter leituras hermenêuticas, à sua maneira da lei, só para favorecer a si mesmo.

Ao contrário, como vereador de oposição, crítico e fiscalista, coloca-o sob o exemplo e exposição, para ser exigido como referência na cobrança do que faz.
Cícero está choramingando pelos cantos. Está discursando de que a sua forçada licença do Samae, imposta pelo presidente da autarquia, coincidentemente, o mais longevo vereador de Gaspar, José Hilário Melato, PP, licenciado, matreiro como poucos, é perseguição. Pode ser.

E eu que sou perseguido pelos políticos no poder de plantão por não bajulá-los ou então não ficar quieto naquilo que erram, posso dizer, que a vingança não se descarta. Uma hora ela viria. E veio, de forma legal, amparada na legislação. Os poderosos não admitem opinião diferente, transparência, prestação de contas e gente que os vigie ou aponte seus erros. É um pecado. É coisa de inimigo, antes de ser um ato de cidadania e dialética. E Melato é acostumado a servir e fazer o serviço no lugar dos outros. Fez isso comigo e para o PT. Então...

Volto. Mas, no caso do vereador Cícero, antes de ser uma perseguição, repito o que já expressei na coluna anterior, é uma obrigação do poder público, do Melato e do próprio prefeito Kleber Edson Wan Dall, PMDB, tomar a atitude que tomou. Ah! Mas, por que não se fez com tantos outros, entre eles, o atual vice-prefeito Luiz Carlos Spengler Filho, PP. Uma boa pergunta! E ao mesmo tempo, um bom caminho para pegar essa gente do PT de calças curtas, mesmo com tanto tempo de atraso.

Entretanto, uma das respostas, pode ser a falta de fiscalização da sociedade, incluindo a imprensa que não faz perguntas, que não investiga, não desconfia, que prefere a amizade barata e ser citada por todos os vereadores na sessão da Câmara como uma massagem de ego. Prefere não ir atrás de assuntos controversos, do que exercer o seu papel. Faltou também o interesse ou a denúncia ao Ministério Público.

A outra conclusão, é de que a “perseguição” do PT foi seletiva; não foi tão dura assim como seria desejável naquilo que afrontava o dispositivo legal, ainda mais para o PP de Melato, aliado incondicional do PT. E assim, por tabela, o ex-vereador e hoje vice-prefeito Luiz Carlos, safou-se. Houve trocas, jeitinhos e até esquecimentos para alguns. Entenderam como funciona o jogo político? Afinal, o PT estava em minoria na Câmara.

Cícero: veja o que acontece com os vereadores de Ilhota que estão na mesma situação da sua. O Ministério Público da Comarca e que cuida da Moralidade Pública acabou (16/11) de tascar um inquérito (06.2017.00006785-8) contra Almir Aníbal de Souza, PMDB, presidente da Casa, protetor do prefeito Érico de Oliveira, PMDB, e o vereador Juarez Antônio da Cunha, PSD. E por que? A promotora Andreza Borinelli, quer exatamente apurar como podem eles estarem exercendo o cargo de vereadores nos horários onde deveriam estar trabalhando na prefeitura para o qual foram contratados e recebem.

Entendidos, ainda acham que Andreza esqueceu o Francisco Domingos (o Chico Caroço), PMDB, que estaria na mesma situação.

Cícero! Melhor ser licenciado na marra, como o vereador acabou de ser por portaria feita exatamente por falta de iniciativa e desconfiômetro do próprio vereador, do que estar respondendo à inquérito no MP, onde vai ter que devolver o que ganhou e se provou indevidamente. Uma Ação Civil Pública desmoralizaria o seu melhor ativo e à liberdade para exercer o mandato, bem como a cobrança de erros no Executivo como um opositor isento e que não possui os mesmos defeitos de quem cobra ou acusa.

Cicero! Sinceramente? Agradeça ao Melato. Além disso, um vereador colega seu, de Rio do Sul, em mesma queixa de injustiça contra ato semelhante pelo Executivo, lá em 2008 na Justiça catarinense, perdeu a causa que você quer empunhá-la na mesma Justiça. Quando se candidatou, Cícero e outros, já sabiam que teriam que fazer escolhas. Então qual a razão de tanto esperneio? Não deviam se candidatar, então. Coerência é algo essencial para quem pede coerência dos outros. Então...

Um vereador não é um vereador de algumas pouquíssimas horas na sessão por semana, sessões que podem até acontecer depois do seu expediente na repartição pública. Há reuniões de comissões. Há contatos, o dia inteiro com o eleitorado e assessores. Há fofocas. Há intrigas. Há jogo pesado. Isso prejudica o seu trabalho na repartição. Há contatos para averiguações, com agentes políticos, viagens, atendimento a telefonemas (longos), whatsapp, redes sociais que viraram tormentos e desvios de funções nos locais de trabalho etc.
Ou o exercício da vereança é um bico feito na própria repartição que lhe remunera com os pesados impostos dos munícipes? Em que tempo o vereador Cícero está? Acorda, Gaspar!

 

Edição 1831

Comentários

Biroco
11/12/2017 22:15
Herculano

Claro que não há perseguição à Cicero, claro o PMDB e PP de Gaspar aplicam a lei pra todos.
O Lu quando vereador, nunca na história de Gaspar houve coincidência em sua escala de trabalho que fosse incompatível com a edilidade.
Entra governo e sai governo e Só a muda a mosca.
Patifaria exarcebada. Políticos de carreira....
Herculano
11/12/2017 20:30
DUPLA JORNADA

Daniel: como escrevi, o poder de plantão, seja qual o partido ou as pessoas que estão nelas, sempre aplicam a lei, quando não perseguem, aos adversários, aos que fiscalizam e aos que divergem, e escrevo isso, porque fui e sou um deles.

Já aos seus, a lei é letra morta. Uma boa pergunta: e o médico Silvio Cleffi, PSC, que vive com a faca no pescoço do governo para lhe dar maioria apertada, possui horários especiais ou não coincidentes como aconteceu com o ex-vereador Luiz Carlos Spengler Filho, PP, agente de trânsito?
Daniel cardoso
11/12/2017 19:57
Caro Herculano,
Deixo aqui meu relato sobre meu parceiro de trabalho que já conheço há 10 anos, Cícero. Sem dúvidas ele não precisa de advogado e vai cumprir aquilo que a Lei manda, será julgado, mas não posso me furtar de registrar a veemência com que ele cumpre seu trabalho como servidor, sou testemunha.
Sua obstinação em fazer o melhor à população gasparense é exemplo para alguns semi analfabetos que pleiteiam uma vaga de vereador sem ter qualquer preparo.
Os relatos de seus familiares mostram claramente o quanto ele se esforça fora do horário de trabalho, mas repito, cumpra se a Lei, inclusive ao médico também vereador que é servidor.
Vão torna lo um mártir.
Mandela foi peeseguido e ficou preso por 27 anos pra se tornar o primeiro presidente eleito da África, resguardadas as proporções, jogaram lenha na fogueira.
De minha parte, restou mais trabalho e a resposta que posso dar é mostrar que quem toca o serviço público, são os concursados, ele como eu passamos por 2 concursos e nosso amor por essa profissão é compartilhado.
Boa semana a todos.
Sebastião Cruz
11/12/2017 19:54
Sr. Herculano;

Se eu escrevesse, "A Câmara de Gaspar é uma das mais enxutas da região, demonstrando responsabilidade no uso do dinheiro público".

Das duas uma: seria mentiroso ou recebendo algo em troca.

E a palavra enxuta, também tem outra conotação, a Câmara é enxuta por que é seca de ideias.
Mariazinha Beata
11/12/2017 19:28
Seu Herculano;

O que postou Sidnei Luis Reinert

"Só existe o plano "I" de INTERVENÇÃO INSTITUCIONAL!!!

Senhores Generais, Príncipes da República, salvem o seu povo do governo do crime, vamos limpar o Estado e libertar os brasileiros. Vamos fazer a hora!!!"

Com o banditismo a correr solto pelo Brasil, o povo não terá outra saída a não ser clamar por INTERVENÇÃO INSTITUCIONAL!!!

Bye, bye!
Ana Amélia que não é Lemos
11/12/2017 15:02
Sr. Herculano:

"A Petrobras quer que Gleise Hoffmann devolva R$ 1 milhão".
A informação é da revista Época.

A estatal encaminhou ao STF um "documento em que afirma esperar as condenações da presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e de seu marido, Paulo Bernardo.

Gleisi tem que devolver e ir para a cadeia.
Esta galega sebosa é do mesmo partido da galega sebosa Mariluci, que poderiam ser irmãs gêmeas.
Na brancura e na feiura.
Maria de Fátima Albino
11/12/2017 14:20
Caro Herculano

"SALDO DO PALHAÇO
Desde que tomou posse, em fevereiro de 2011, o saldo dos mandatos do deputado Tiririca (PR-SP) é de 17 projetos (um a cada cinco meses), 16 relatados e 1 discurso, o de despedida, no plenário vazio."
Coluna Cláudio Humberto, às 10:24Hs.

Como se diz por aqui, "Bem Feito!" pra quem votou nele.
Belchior do Meio
11/12/2017 14:12
Sr. Herculano:

Não tenho iluminação pública na rua em que moro, como fica o aumento da COSIP que pago embutido na conta de energia elétrica?

"O aumento da taxa da COSIP em Gaspar, se provada a necessidade, deveria ser parte de um grande projeto técnico de modernização da iluminação pública e economia no município".

O Sr. não estaria exigindo demais de um governo tacanho? Quando se tem uma dupla sertaneja que deveria governar um grotão e não cidade, se "possa compreender popularmente a tamanha burrice e atraso que o governo Kleber faz no fechar do ano com os gasparenses".
Erva doce
11/12/2017 13:52
Oi, Herculano

"Mariluci fala certo, mas sem o crédito para tal."

Primeiro, o que petista fala não se escreve.
Segundo, petista sabe três coisas: mentir, mentir, mentir.
Terceiro, os amigos dela (EI), foram dizimados e a companheira terrorista DilmANTA está desapontada. Só isso!

Ridículas, feias, sujas e cafonas ...
Sujiru Fuji
11/12/2017 13:42
Também "Estava de cabeça quente" quando escolheu um caco para homenagear?
Sidnei Luis Reinert
11/12/2017 12:26
Poder Real e Secreto


Artigo no Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

OS PATIFES DA POLÍTICA, inclusive os novatos, não mandam nada. O PODER REAL é invisível aos olhos, como diria o Pequeno Príncipe.

Quem manda nos políticos é o CONTROLADOR, que faz o serviço sujo para os bucaneiros internacionais. A técnica é de governo indireto, que o IMPÉRIO BRITÂNICO sempre usou. Basta pagar os políticos para explorar o BRASIL e escravizar as pessoas.

A última artimanha do CONTROLADOR EXTERNO, que manda nos políticos, é o PROCESSO ELEITORAL, cenoura do burro, para manter a escravidão do povo brasileiro e continuar rapinando nossas riquezas e o nosso futuro.

Combatentes não se enganem, os candidatos e quem defende o processo eleitoral do crime,estão traindo o BRASIL.

Só existe o plano "I" de INTERVENÇÃO INSTITUCIONAL!!!

Senhores Generais, Príncipes da República, salvem o seu povo do governo do crime, vamos limpar o Estado e libertar os brasileiros. Vamos fazer a hora!!!

BRASIL! ACIMA DE TUDO!!!


Antônio José Ribas Paiva, Jurista, é Presidente do Nacional Club.
Herculano
11/12/2017 10:56
AUSÊNCIA VIRA ARMA ANTI-REFORMA DA PREVIDÊNCIA, por Josias de Souza

O governo precisa de 308 votos para aprovar a reforma da Previdência na Câmara. Pode-se evitar que o número mágico seja atingido de duas maneiras: votando contra a proposta - o que expõe o deputado ao risco de retaliação- ou simplesmente ausentado-se do plenário no dia votação. Cresce o número de deputados que tramam não dar as caras.

Utiliza-se contra Michel Temer a mesma feitiçaria usada pelo presidente para enterrar duas denúncias criminais. A continuidade das investigações contra o presidente e os ministros palacianos Moreira Franco e Eliseu Padilha exigia o aval de 342 do 513 deputados. No vale-tudo adotado para evitar que a marca fosse alcançada, o Planalto pressionou deputados que não tinham coragem de se expor à sanha das redes sociais para que sumissem do plenário na hora de a onça beber água.

O movimento pela ausência cresce na proporção direta do aumento da pressão governamental para que os partidos recorram ao "fechamento de questão", como é chamada a ferramenta estatutária que permite a punição de filiados rebeldes. Avalia-se que as legendas terão mais dificuldade para tratar a ferro e fogo os deputados que faltarem à votação. Sob pena de sofrerem uma debandada em março, quando se abre uma janela legal para a migração partidária.

Por ora, três partidos fecharam questão para forçar seus deputados a aprovarem a emenda constitucional que mexe na Previdência: PMDB, PTB e PPS. Alçado no sábado à presidência do PSDB, Geraldo Alckmin declara-se a favor de que os tucanos adotem a mesma providência. Arrisca-se a virar um presidente minoritário no alvorecer de sua gestão à frente do ninho.

Neste domingo, de passagem por Buenos Aires, Michel Temer declarou: ''Falei com presidentes do PP, PSB e PRB. E todos estão entusiasmados com eventual fechamento de questão''. Indagou-se a Temer se está otimista com a possibilidade de aprovação da refoma ainda em 2017. E ele: ''Suponho que talvez seja possível, mas, se não for, essa matéria da Previdência não vai parar.'' Deve-se a cautela à ausência de votos.

Por decisão de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, abre-se na quarta-feira, a fase de discussão da proposta previdenciária no plenário. Mas a inanição de votos permanece. ''Quem sabe, a gente consiga fechar na terça-feira", declarou Temer, referindo-se à meta de aprovar a matéria até o dia 19. Se não der, fica para o ano eleitoral de 2018. Ou para as calendas.
Herculano
11/12/2017 10:55
PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRÁS JUNTO COM A ELEIÇÃO NÃO ASSUSTA INVESTIDOR, DIZ PRESIDENTE

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto e entrevista de Maria Cristina Frias, na coluna Mercado Aberto, com a colaboração de Felipe Gutierrez, Igor Utsumi e Ivan Martinez. Uma das maiores operações do gênero na história do país, a privatização da Eletrobras vai ocorrer entre setembro e dezembro de 2018, diz Wilson Ferreira Júnior, presidente da estatal, à coluna. A coincidência com as eleições para presidente no Brasil não prejudicará a atratividade da emissão de ações, afirma.

"Nem investidores estrangeiros, nem brasileiros veem problema. Se tem uma oportunidade em um negócio de 30 anos, não tem nada a ver com eleição. Não tenho dúvida de que há interesse, porque são as últimas [usinas] no país. Depois delas, o mapa fica quase completo."

A privatização encontra resistência na Câmara e no Senado, inclusive de membros da base do governo.

"Se ela não ocorrer, vende-se usina a usina. A Eletrobras ficaria com todos os custos e perderia a capacidade instalada de 14 mil megawatt-hora (MWh), uma Itaipu. A Eletrobras aguenta? Duvido."

A troca de mãos da empresa será feita por aumento de capital. O governo não colocará recursos, sua fatia na companhia diminuirá, e ele perderá o controle societário.

A União terá uma "golden share", que lhe dará o voto decisivo em temas estratégicos. A desestatização vai incluir Chesf e Furnas, frisa.

O projeto de lei será encaminhado na semana que vem, diz. "Essa é a agenda do ministro [Fernando Coelho Filho, das Minas e Energia.]

*

Folha - Quanto a privatização vai levantar?
Wilson Ferreira Jr. - O valor vai depender das condições que vão colocar para as cotas. O que o governo colocou no Orçamento, e não é necessariamente só a descotização, foram R$ 12 bilhões. Aí pode ter a perspectiva de que outras usinas que vão vencer lá na frente, por exemplo, Tucuruí, possam também ser antecipadas, mas é mera especulação. Não posso saber disso. Vou ser quem, ao preço que eles derem, terá de calcular se ele será bom ou não para a companhia.

Como o meu "equity" [ativo] é a descotização, eu vou pagar para ter um direito, e quem vai ceder esse direito é o governo, que não vota na assembleia. Se eu colocar R$ 200 [MWh], vou ter de vender acima disso. Duvido, deve colocar mais baixo...

Folha -Quanto?
Não sei, R$ 150, R$ 140, mais baixo, que seja factível colocar no mercado livre, em condições de satisfazer o negócio e não aumentar a tarifa.

Folha - Qual será o ritmo da descotização de 14 das hidrelétricas?
Haverá, provavelmente, um prazo para descotizar, já ouvi de três a cinco anos. Se tirar de uma hora para outra todas as cotas, não será bom para o mercado. Hoje há nas distribuidoras alguma sobrecontratação. Então, fazendo a um ritmo ponderado, permitirá que elas se beneficiem porque vão reduzir a sua sobrecontratação [há uma compra de cotas obrigatória, para garantir que haja energia para atender ao mercado, com alguma reserva].

Folha - Quando no segundo semestre vai ocorrer a operação?
Emissão é feita não quando você quer, mas quando quer quem compra. Será feita numa janela dos investidores no segundo semestre, na volta das férias americanas. Entre setembro e dezembro...

Folha - Época de eleição não preocupa o investidor externo?
Nem o estrangeiro e nem o brasileiro. Se tem uma oportunidade de um negócio em uma companhia, não tem nada a ver com eleição.

Folha - Mas podem querer alegar insegurança para baixar preço?
O negócio de infraestrutura é de 30 anos. Não tenho dúvida de que haverá interesse porque são as últimas [usinas]. Depois delas, o mapa fica quase completo.

Folha - Se houver um candidato considerado extremista pelo mercado na liderança, poderá prejudicar a transação?
Você me responda: e se não fizer? Você vende usina a usina. Se vender uma a uma, o que ocorre com a Eletrobras? Perde 14 usinas, quase 1/4 da nossa capacidade e fica com todos os custos e os problemas, os financiamentos, as discussões judiciais... [A Eletrobras] aguenta? Duvido.

Folha - E a dificuldade política?
Entendo que os grupos de interesses estejam articulados, faz parte da democracia. O sindicato deve ter os deputados que se alinham com as posições dele. Deputados ou governadores que entendem que têm direito extrapatrimonial na companhia, se não tem ação na companhia. Entendo que é uma empresa importante em algumas regiões e que queiram ter posição diferente.

Mas e os 200 milhões de brasileiros que teoricamente são donos da companhia? Que no ano passado viram que o Estado teve de aportar R$ 3 bilhões na companhia para ela não quebrasse? Que saíram da conta de saúde, educação. Poderiam estar lá, e não conosco. O governo tem 60% da companhia, que não paga dividendo e nenhum centavo de imposto.

A AES Tietê, a Tractebel, fazem a mesma coisa, têm lucro, pagam dividendo aos acionistas, e Imposto de Renda para o governo. A Oi entrou em recuperação judicial com 6,2 vezes o Ebitda. Estávamos em 9 vezes, reduzi para 4,1 no último trimestre.

Folha - A venda de seis distribuidoras nas regiões Norte e Nordeste vai ficar para depois de abril?
Não, saem em abril. A Eletrobras vai ter de assumir o patrimônio líquido negativo delas para cada uma das seis valer R$ 50 mil. O investidor que se comprometer a cobrar menos levará. No dia, o vencedor terá de depositar 30% do investimento a ser feito em cinco anos.

Folha - Chesf e Furnas ficarão de fora?
Nada fica de fora. A empresa que faz sentido existir é uma holding com suas quatro principais operações: Chesf, Eletronorte, Eletrosul e Furnas. É a sinergia da holding e o tamanho dela que fazem sentido. Já vamos ter de tirar Eletronuclear e Itaipu.

O projeto será muito importante. Algo que não se vê: o rio São Francisco nos últimos 20 anos perdeu muita água. Só se consegue recuperá-lo se investir entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões ao ano.

Folha - O governo esperará a decisão do STF sobre valores com que geradoras arcam ao não entregar a energia contratada?
Não sei de onde veio essa notícia, e nenhum ministro sabe. Mesmo se o governo quisesse aguardar a decisão do STF, o preço da privatização não mudaria.

ENTENDA O ENTRAVE

A cotização é um tipo de maneira de remunerar algumas usinas hidrelétricas. Implantada no governo Dilma, a ideia era baixar o valor da tarifa. Por ela, paga-se só custos operacionais das geradoras.

Para tornar a Eletrobras atraente para investidores, é preciso tirá-la desse regime e transformá-la em produtora independente que concorre em leilões para vender para distribuidoras ou no mercado livre.
Herculano
11/12/2017 10:47
NEM UM, NEM OUTRO, por Mário Vitor Rodrigues, na revista Isto É

Enquanto elaboro esse texto, a semana apenas começa, jogando luz sobre dois momentos fundamentais para o destino do País. Primeiro, as derradeiras articulações visando a aprovação da reforma da Previdência ainda esse ano. Depois, o caminho escolhido pelo PSDB quanto ao seu próprio comando, a possível indicação para disputar o Planalto no ano que vem e até o desembarque do governo.

Fundamentais, sim, pois o simples ato de contemplar o futuro passa pela reforma do sistema previdenciário. Quanto aos tucanos, são a única alternativa eleitoralmente viável ao radicalismo institucionalizado. Contudo, embora a importância desses assuntos seja inquestionável, pelas esquinas e redes sociais o tema em voga é outro: um hipotético confronto entre Lula e Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais.

Deixando de lado um óbvio fetiche pela morbidez, a importância que se dá a tal cenário não poderia ser mais desanimadora. Especialmente em se tratando de uma sociedade que passou a última década sendo embalada por um discurso raivoso, separatista, determinado a dividir para conquistar, propalado pelo PT. Como é possível, então, que, após mergulhar na crise política, econômica e ética mais grave em sua história, e dela tampouco ter saído por completo, ainda sejamos capazes de absorver com tamanha facilidade essa mesmíssima narrativa?

De que maneira pode ser concebível levar Luiz Inácio a sério, e, não só, mas também abraçar a causa de um pateta exemplar como Jair Bolsonaro?

Bem, quanto aos idólatras do grande responsável pelo maior assalto organizado aos cofres públicos desde a fundação da República, a resposta não é difícil: ideologia definida, militância de verdade e fábulas para vender só quem tem mesmo é a esquerda. Por outro lado, é sintomático o comportamento daqueles que se identificam com a direita. Está claro que mal percebem, mas, sufocados pela sanha de confrontar o PT e a esquerda em todos os aspectos, acabaram adotado discursos e comportamentos típicos dos seus adversários.

Não há outra saída, resta apenas esperar que a massa de eleitores ainda indecisos revelada pelas pesquisas continue rejeitando qualquer um dos lados já posicionados. Que tenham bem vivo na memória o amargor causado por essa ladainha agora conjunta.E que não hesitem em optar pelo meio.

Pelas esquinas e redes sociais o tema em voga é outro: um hipotético confronto entre Lula e Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais
Herculano
11/12/2017 10:28
da série: até os economistas intelectuais da esquerda do atraso, acham que o discurso de Lula é frágil e ultrapassado diante de tantos erros que o PT cometeu nessa área no governo e que levou o Brasil ao buraco, inflação alta e mais de 13 milhões de desempregados. Então é precisa enganar como fez Dilma na ultima campanha aos analfabetos, ignorantes e desinformados.

DISCURSO DA ESQUERDA NÃO DÁ A LULA A MENOR CHANCE DE FAZER UM BOM GOVERNO, por Celso Rocha de Barros, sociólogo, para o jornal Folha de S. Paulo

Líder nas pesquisas com o dobro das intenções de voto do segundo colocado, Lula vem discursando em um tom que parece perfeitamente adequado para quem acha que será impedido pela Justiça de disputar a eleição presidencial.

Seus últimos pronunciamentos parecem perfeitamente calculados para oferecer aos candidatos do PT uma plataforma anti-Temer e anti-reforma que, a esta altura, é bastante popular. Um discurso mais à esquerda também parece uma boa ideia para manter o PT na briga pela liderança da esquerda brasileira, atualmente em disputa. A virada à esquerda de Lula faz sentido estrategicamente, e é o que eu faria no lugar dele, se achasse que não poderia concorrer.

O problema é o seguinte: e se puder concorrer? E se ganhar?

Aí o discurso atual será um problema. Vai ser muito difícil governar repetindo lemas recentes da esquerda como "não há deficit na Previdência". As contas públicas precisam ser ajustadas, a Previdência precisa ser reformada. Há uma recuperação bastante tímida em curso na economia, e ela não pode ser posta em risco. O jogo político brasileiro precisa ser normalizado, o que se conseguirá com mais moderação, não com menos.

Era até de se esperar que a queda da esquerda, após treze anos no governo, fosse seguida de um período de declínio no nível de seu discurso. Picaretagens ideológicas que rastejavam ali pelas margens do discurso, sempre protegidas do teste da prática por sua inviabilidade política, ganharam espaço na conversa. Também há mais moderados do que radicais entre os petistas acusados de corrupção, o que favorece a retórica bastante sectária dos últimos documentos do partido. Uma certa crise de identidade era previsível.

Mas o impeachment foi uma operação tão desastrada que há uma possibilidade real da esquerda vencer agora, logo quando está começando a gostar de ser oposição. Se o plano for ganhar, é hora de interromper a terapia de grupo e voltar a pensar como governo.

Ninguém precisa pedir desculpas por ter defendido o mandato de Dilma, ou por ter feito oposição a Temer ?"eu não peço. Mas é preciso adotar um discurso sobre economia que reúna o companheiro lé com o companheiro cré. O outro lado foi burro o suficiente para levar o MBL a sério; nós não devemos fazer o mesmo com nossos próprios MBLs.

Lula governou o Brasil por oito anos como moderado, e governou bem. Tem 35% das intenções de voto porque os pobres viveram muito melhor durante seu governo sem que o sistema passasse por maiores turbulências. Fora da bolha do comentariado, ninguém acredita que esteja à mesma distância do centro que Jair Bolsonaro.

Mas o discurso atual da esquerda não dá a Lula a menor chance de fazer um bom governo. Se a esquerda preferir perder a mudar esse discurso, eu sugiro que lance um candidato que não tenha 35% das intenções de voto.

Pela primeira vez na vida, não devo votar em Lula, ao menos no primeiro turno. Mas isso não será por achá-lo radical. É porque não acho correto apoiar um presidente que quer acabar com a Lava Jato só porque ele implementaria as políticas públicas de minha preferência. Isso é coisa de quem apoiou o impeachment.

Não fosse por isso, votaria em um Lula moderado sem piscar. É uma pena que uma alternativa assim ainda não tenha se apresentado ao eleitorado para 2018.
Herculano
11/12/2017 10:24
PLANOS QUEREM MUDAR A LEI QUE NÃO LHES INTERESSA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Entidades que defendem clientes prejudicados pelos planos de saúde acham que está equivocado, para dizer o mínimo, o relator do projeto da nova lei, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), quando afirma que um objetivo é estabelecer um "marco regulatório". Lorota. O tal "marco regulatório" já existe, é a lei 9656, de 1998. E não precisa de outra. O problema é que a lei atual não interessa à ganância das operadoras.

AGÊNCIA CAPTURADA
O projeto dificulta até a emissão de multas. A "agência reguladora" ANS só emitiu cerca de 800 multas relativas a 47 milhões de contratos.

DESFAÇATEZ
Outra gentileza do projeto da nova lei é reduzir a exigência de garantias patrimoniais das empresas de plano de saúde, previstas na lei 9656/98.

EXPLORAÇÃO ILIMITADA
Até parece que o projeto é obra dos planos de saúde: legaliza o assalto ao idoso e não impõe limites às mensalidades ou a aumentos abusivos.

'BOA VONTADE'
O deputado Celso Russomano (PP-SP), integrante da comissão que discute o projeto, avaliza o trabalho do relator: "Ele tem boa vontade".

IMPORTAÇÃO DE ETANOL FAZ O BRASIL PERDER R$ 2,2 BILHÕES
A importação de etanol podre e poluente do Estados Unidos, com zero de impostos, fez o Brasil perder em divisas, em 2017, mais de 2 bilhões e 230 milhões de reais (680 milhões de dólares) segundo dados oficiais. Somente este ano foram importados quase 1,8 bilhão de litros de etanol poluente, à base de milho, sendo 1,6 bilhão de litros destinados ao Nordeste, com o objetivo de prejudicar os produtores.

COMO AVES DE RAPINA
A estratégia dos distribuidores (grupos do Sudeste também produtores de etanol) é fragilizar destilarias do Nordeste para comprá-las a preço de banana, como o fizeram em São Paulo e Minas.

IMPORTAÇÃO CRIMINOSA
A importação é desnecessária porque a produção nacional de etanol é suficiente para abastecer o País, seja anidro ou hidratado.

SUFOCAMENTO
Destinada 90% ao Nordeste, onde a produção de etanol gera 400 mil empregos paga impostos, a importação criminosa provoca superoferta.

SEM IMBASSAHY, MAIS VOTOS
A expectativa entre aliados do governo na Câmara é obter mais votos pela reforma da Previdência após a saída de Antônio Imbassahy do governo. "Só quem ganha é o governo", dizem línguas maldosas.

SALDO DO PALHAÇO
Desde que tomou posse, em fevereiro de 2011, o saldo dos mandatos do deputado Tiririca (PR-SP) é de 17 projetos (um a cada cinco meses), 16 relatados e 1 discurso, o de despedida, no plenário vazio.

DIRETO DOS BÁLCÃS
Brasília receberá a visita do presidente da Macedônia, Gjorge Ivanov. Nesta terça (12), o presidente Michel Temer e o visitante ilustre inauguram a primeira embaixada daquele país na América Latina.

LIMITE PARA CARTóRIOS
A Comissão do Teto Remuneratório de Cartórios marcou votar nesta terça (12) parecer que fixa o teto do servidor público para funcionários de cartórios em todo o País: salários não passariam de R$ 33,7 mil.

ONDE JÁ SE VIU?
Nem criminosos se fazem mais como antigamente. O Bandidão 157 foi preso de unhas pintadas, tipo metrossexual. Alguém imaginaria Cara de Cavalo, Lúcio Flávio ou Escadinha de unhas pintadas?

CUBA JÁ FOI MAIS ATRAENTE
Completa 30 anos nesta segunda (11) a primeira linha aérea entre Brasil e Cuba, operada pela Vasp. Hoje nenhuma aérea brasileira faz o trecho. O voo mais barato, com conexão, custa R$ 2,5 mil. Só a ida.

COITADINHOS
A comissão da Câmara do Estatuto da Criança e Adolescente discute aumentar para 10 anos a internação de menor infrator envolvido em crime de morte. Mas só para criancinhas de 17 e 18 anos incompletos.

DE OLHO NA CADEIRA
Hélio José (Pros-DF) vai tentar ser eleito deputado federal, em 2018. Ele não tem votos para se manter no Senado, onde chegou por ser suplente de Rodrigo Rollemberg, eleito em 2010 governador do DF.

PERGUNTA NA CEIA
Lula vai usar seus R$63 mil desbloqueados para comprar presentes de Natal ou vai guardar para eventual fiança?
Herculano
11/12/2017 10:22
SOCIEDADE DO FUTURO SERÁ DERIVAÇÃO DO SISTEMA DE MULTAS DE TRÂNSITO ATUAL, por Luiz Felipe Pondé, filósofo, no jornal Folha de S. Paulo

Não acredito em evolução social. Suspeito que andamos em círculos, indo pra lugar nenhum.

Com isso não quero negar que "ganhamos algum terreno" em relação a situações desagradáveis aqui e ali (aumento de longevidade, eliminação em grande escala da escravidão e coisas semelhantes) nem que sejamos absolutamente dominados pela contingência cega.

Conseguimos controlar várias dimensões da vida. E são exatamente estas formas de controle que apontam para o "futuro da democracia".

A condição humana é tal que combatemos constantemente a contingência e a nós mesmos, em nossa infinita capacidade de criar sofrimentos. Mas a democracia, evidentemente, pode acabar um dia, inclusive pelas mãos de gente que a "defende", principalmente porque o termo "democracia" pode significar coisas opostas.

Quer ver um exemplo banal dessa "instabilidade semântica" do termo "democracia"?

Tem partidos políticos por aí que pretendem, em nome da democracia, intervir na mídia para garantir igualdade de oportunidades, por exemplo, destruir pessoas e grupos na mídia para colocar seus parceiros ideológicos no lugar dessas pessoas e grupos. O argumento é "democratizar a mídia".

Por outro lado, deixar a mídia inteiramente livre (portanto, democrática) pode significar, por exemplo, a geração de discursos de ódio e a exclusão social de quem não conseguiu alcançar a posição de trabalho num desses grandes grupos de mídia.

Independente dessa questão "escolástica" (se não conhecer o termo, olhe no Google), de onde está a verdadeira democracia na mídia e em outros níveis, acho que o futuro nos reserva a sociedade mais controladora que o mundo já viu e, portanto, num sentido comum do termo, menos democrática.

Dito de forma direta: marchamos para um mundo totalitário, com controle cada vez mais maior dos comportamentos, mesmo que pessoas trans possam ser o que quiserem (dou esse exemplo como mero clichê de "liberdade individual") ou você possa ter o perfil que quiser no Face ou odiar livremente quem você quiser nas redes.

O modelo de sociedade do futuro está mais para o sistema de multas de trânsito atual do que para o debate sobre "o que é a verdadeira democracia".

O que é este sistema de multas de trânsito atual? Ele é o paradigma do controle em nome do "bem científico e social". Existem quatro instâncias nesse sistema que fazem dele paradigmático da sociedade de controle do futuro.

A primeira é a participação do mercado faturando muita grana na venda de equipamentos de controle dos comportamentos. Empresas as mais variadas venderão equipamentos e formarão pessoal treinado para oferecer ao Estado e a sociedades esses "serviços".

A segunda é a pesquisa e instalação cada vez maior de "inteligência algorítmica" no controle audiovisual e de localização espacial das pessoas, seus veículos e instrumentos cotidianos de uso.

A medida que a pesquisa nessa área avançar, mais dinheiro se ganhará com o avanço técnico e efetivo do controle.

A terceira é o esquema gigantesco de arrecadação que isso significará para o Estado, em parceria com o mercado.

Quando finalmente não dirigirmos acima de 50 km por hora, seremos obrigados a dirigir abaixo de 30 km por hora em toda parte. E assim até a imobilidade total...

A quarta é o ganho civilizador: a diminuição dos acidentes de trânsito. Não ache que esta é a menos importante. Pelo contrário, esta instância é a essencial em todo o paradigma. Ela é a razão "científica e social" da instalação crescente e inevitável do controle: a melhoria da qualidade do trânsito e, por tabela, da vida.

Esta contradição é inerente ao processo modernizador. Modernidade implica controle da contingência a serviço da melhoria da qualidade dos materiais e códigos envolvidos na vida em sociedade.

Controle de comportamentos, instituições, bens, menor custo e maior benefício nas transações. Dane-se o que quer dizer "a verdadeira democracia". Eu apostaria que este será o nome de algum jogo idiota que pessoas com cabelos azuis e indefinição sexual jogarão nas redes
Herculano
11/12/2017 10:19
NÃO ACEITO CORRUPÇÃO NEM A PAUTA AUTORITÁRIA DO "NÃO ACEITO CORRUPÇÃO", por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Existe um instituto chamado "Não Aceito Corrupção". Reúne alguns nomes que conheço. Não falta diversidade. Lá estão supostos liberais, esquerdistas, alguns mais ou menos e gente de que nunca ouvi falar, mas que deve ser importante? Talvez essa pluralidade seja boa. Talvez não. Acho que não. A diversidade larga é uma virtude na sociedade. Num grupo de pressão que pretende intervir na política, o risco é as pessoas se unirem em torno do que não querem ?" vale dizer: de uma agenda negativa, já que os quereres e estares não estão sempre a fim do que nelas é delas tão desigual, para mudar a pessoa dos versos de "Quereres", de Caetano Veloso. Esse é outro que não aceita na corrupção, mas canta para o MTST. O MTST é aquele movimento que queima pneus e fecha vias e avenidas em nome da tolerância? Santo Deus! Já volto ao ponto. Agora quero falar do "Não Aceito Corrupção". Que queima fundamentos da democracia de direito. Em nome do combate à corrupção.

Muito bem. No dia em que esse grupo resolver protestar contra os mais de 61 mil assassinatos por ano no Brasil, seu manifesto vai se chamar "Não Aceito Homicídio". Também é possível lançar as correntes "Não Aceito Estupro", "Não Aceito Pedofilia", "Não Aceito Varar Sinal Vermelho", "Não Aceito ser Obrigado a Tomar Chicabon".

Fosse só uma declaração de princípios, seria uma rematada tolice. Afinal, quem aceita corrupção? A rigor, nem os corruptos. É farta a literatura na criminologia, dizem-me estudiosos, dando conta de que boa parte dos criminosos têm como ídolos pessoas que consideram honestas. E muitos deles nem mesmo se reconhecem como indivíduos fora da lei. Mas é evidente que o "Não Aceito Corrupção", financiado por alguns pesos-pesados da economia, tem uma pauta que vai além dessa declaração meio bisonha. Acreditem: Fernandinho Beira-Mar e Marcola também não aceitam corrupção, a exemplo de Bento 16, do Dalai Lama e daquele seu vizinho que leva o Totó pra passear, mas não cata o seu cocô.

Ocorre que Isso quer dizer que o "Não Aceito Corrupção" tem uma pauta. E, é inescapável constatar, se a não-aceitação da corrupção passa por aquela agenda, algo está sendo dito pelo avesso: quem dela discorda ou aceita a corrupção - e, por óbvio, trata-se de um raciocínio falacioso - ou, quando menos, não a está combatendo com o vigor que se espera dos decentes.

Ocorre que a pauta do "Não Aceito Corrupção" é ruim. Eu não aceito corrupção, por óbvio, mas também não aceito a pauta do "Não Aceito Corrupção"
Herculano
11/12/2017 10:16
TEMER NUNCA ESTEVE TÃO PERTO E NEM TÃO LONGE DE APROVAR REFORMA, por Leandro Colon,diretor da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Há uma sensação estranha em Brasília: a de que o governo nunca esteve tão perto e ao mesmo tempo tão longe de aprovar a reforma da Previdência na Câmara.

A apenas duas semanas do início do recesso parlamentar, o presidente Michel Temer mexe as últimas peças para votá-la entre os dias 18 e 20.

O novo lance do Planalto foi anunciado sábado (9) à noite, após encontro entre Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A ideia é antecipar para a próxima quinta-feira (14) o começo da discussão da proposta no plenário.

A estratégia não tem muito segredo. Servirá para que os líderes dos partidos da base governista, sob pressão para convencer seus deputados a votar pela reforma, usem o microfone para intensificar o apelo.

O governo vai aproveitar para tentar sentir no plenário a temperatura mais precisa do cenário ?"embora, como se sabe, a quinta-feira não seja dia de frequência assídua.

O outro movimento em curso é a nomeação do "cão de guarda" Carlos Marun (PMDB-RS) para a articulação política. O amigo de Eduardo Cunha virou ministro de Temer menos pela biografia e mais pela fidelidade ao Planalto e pelo bom trânsito entre deputados do baixo clero que não suportavam o seu antecessor, Antonio Imbassahy (PSDB-BA).

Marun será capaz de virar votos? Antecipar a discussão para quinta-feira ajudará o governo de alguma forma a reverter um quadro desfavorável para aprovar a reforma?

Há respostas convenientes para os dois lados. Nos bastidores, há quem aposte que o Planalto tem força para dar um "sprint final" nos poucos dias que tem pela frente e superar os 308 votos necessários para que a proposta enfim avance.

Pessoas próximas de Temer avaliam, no entanto, que os recentes esforços de fato ajudaram a recolocar a Previdência na agenda do país, após a crise causada pela JBS, mas o prazo exíguo para negociá-la prejudica a sua apreciação ainda em 2017.

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