Lista telefônica

Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Herculano Domício

15/08/2017

 

BOI DE PIRANHA E AS PIRANHAS


Choro do perdedor? Não! Do traído. Para o vereador Cícero Giovani Amaro, PSD, a volta da secretaria de Agricultura foi usada na Reforma Administrativa como “boi de piranha” pelo prefeito Kleber Edson Wan Dall, PMDB, o vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP, e o prefeito de fato, o secretário de duas secretarias, Carlos Roberto Pereira. A “Reforma” vai acrescentar algo perto de R$600 mil nas despesas com pessoas à prefeitura, numa época de crise econômica, e quando o próprio Kleber, faz movimentos no Orçamentos, todos aprovados pela sua base na Câmara,para tirar recursos de várias áreas essenciais, incluindo a própria Câmara e principalmente, das crianças e adolescentes vulneráveis, para supostamente cobrir este suposto déficit de receitas. Contraditório.

O esperneio de Cícero, vereador de primeiro mandato, tem razão de sê-lo. Entretanto, antes, Cícero deveria fazer uma análise com quem ele anda dentro do partido. O problema não está exatamente em Kleber, no PMDB, PSC e eventualmente no PSDB, este num voo solo da vereadora adolescente, Franciele Daiane Back. O prefeito e sua turma, no momento, possuem os votos da sua base de governo na Câmara para fazerem o que querem. Não precisam do PSD, PT, e PDT. Ponto Final.

Na votação do PLC 4/2017, o da "Reforma Administrativa". ficou provada que o partido de Cícero, o PSD, é o que precisa se explicar aos seus membros, aos gasparenses, aos seus eleitores. Foi o PSD a razão que o deixou ser Cícero, na Câmara, o “verdadeiro boi de piranha”. Apesar de contestar a "Reforma", o que é bom, Cícero ficou falando sozinho. E quando chegou a vez do PSD marcar a posição defendida por Cícero neste assunto com o voto, dividiu-se; Cícero ficou exposto, O PSD se enfraqueceu.

Enquanto o vereador Cícero se revela como a surpresa oposicionista, é por isso, torpedeado pela situação, os que defendem Kleber, Luiz Carlos e Carlos Roberto Pereira. Fato honesto e natural. O que não é honesto e natural, é ser traído por e no seu próprio partido e pares, como foi o que aconteceu com o voto de Wilson Luiz Lemfers. Isto sim, não é normal, mas possível, conhecendo-se todos os ingredientes dos fatos e dos envolvidos. Aliás, Gaspar está cheio desses exemplos.

Por muito menos, e sabendo do estrago que seria votar pela extinção da secretaria da Agricultura, PSD já deu o voto para a tal Reforma Administrativa do PT, feita em 2015, com o então vereador Marcelo de Souza Brick; e se sabe bem a razão disso. Outra. Para se viabilizar candidato a prefeito, Marcelo não teve dúvidas em rachar e enfraquecer o próprio PSD. Criou de fachada o PSB, com um dos PSD, o Giovânio Borges, quando ele já era o presidente da Câmara. E em Gaspar, quase todos, sabem bem a razão disso. Mais ainda: o PSD não teve dúvidas em fazer uma aliança com os comunistas do PCdoB, que apoiavam  até então o PT.

Então do que está se falando? De boi de piranhas ou das próprias piranhas e inventam bois para simular ataques, atrair atenção dos desinformados e assim, verdadeiramente,saciar a fome de cargos, poder, negócios e tramoias?

Agora, pendurado numa teta do gabinete do deputado Jean Jackson Kuhlmann (também candidato derrotado a prefeito, só que em Blumenau), depois da eleição perdida e também antes da votação na Câmara, Marcelo de Souza Brick, aproximou-se do prefeito Kleber.

Não escondeu isso na imprensa e nas redes sociais. Ao contrário. Estimulou à publicação desses encontros. E também se sabe bem a razão disso. Será que só Cícero é quem não percebeu? E com o gesto pessoal, de dono do partido, deixou exposto Cícero e ele, Cícero, ficou falando sozinho; votou sozinho no papel de vereador de oposição. É assim que tudo funciona em Gaspar. E a vida? Segue para poucos; interesses de muitos; acertos entre paredes aos que temem serem desvendados aqui.

Como o próprio Cícero, um servidor público (trabalha no Samae) constatou naquela sessão, “a corda sempre arrebenta no lado mais fraco”. Ele se referia ao funcionalismo que entre os itens citados, teve negado a atualização por dois anos do Vale Alimentação. Na verdade, Cícero, é a parte mais fraca no PSD. E por quê? Porque não participa dos conchavos do presidente de plantão no PSD de Gaspar e que está a serviço e orientado por Marcelo de Souza Brick. Acorda, Gaspar!

TRAPICHE


Bobagem. Dionísio Luiz Bertoldi, PT, disse que não votaria a favor da Reforma de Kleber, Luiz Carlos e Carlos Roberto Pereira, porque não votaria conta a Saúde. A frase de efeito está corretíssima. Mas, não foi o PT que quebrou a Saúde Pública em Gaspar com a intervenção do Hospital e a transformou numa fonte de negócios e poder, enfraquecendo os postinhos, a policlínica e a farmácia básica?

Frase de efeito e há muita dificuldade para Kleber e sua base na Câmara explicarem. Segundo a vereadora Mariluci Deschamps Rosa, PT, ex-vice-prefeita por oito anos, assegurou e não foi contestada, que a reforma do seu Pedro Celso Zuchi, economizou R$800 mil por ano. A de Kleber, aumenta este gasto em R$600 mil. Não foi contestada.

Incompreensível. O discurso do ex-servidor, ex-superintendente do Belchior, Rui Carlos Deschamps, não era inteligível. Misturava as coisas. Era a dica, que poucos perceberam até a declaração de voto. O desconforto se tornou visível na expressão corporal dele, sentado, na mesa diretora, durante a votação, até chegar a vez dele.

São Tomé. Já o médico Silvio Clefi, PSC, que é governo, fez o certo para a plateia e se livrar de futuros questionamentos. Lavou às mãos. "Diante de tanta opinião diferente, divergente, pareceres contraditórios", ele "preferiu acreditar" no que diziam os “técnicos” de Kleber sobre os valores e os resultados da Reforma administrativa. Resumindo:  vai pagar para ver e correr o risco de wue tudo isso seja esquecido até as eleições do ano que vem ou da sua reeleição.

Samae inundado I. Sabe quanto custou a remoção, recolocação e a bomba do poço artesiano do bairro Macucos, em Gaspar? R$ 7.902,40, com dispensa de licitação. E o projeto do reservatório de concreto da ETA V? R$13.100,00 também com dispensa de licitação.

Deu zebra. O pregão que era para registrar preços para futuras aquisições de materiais para sinalização viária, em Gaspar, foi suspenso. Igualmente à contratação da manutenção preventiva e corretiva no sistema de automação remota e telemetria do sistema de telemetria implantado nas unidades operacionais do Samae. Motivos? Questionamentos de interessados ao edital das referidas licitações.

Para que serve a área de comunicação da Câmara. Só nesta segunda-feira foram disponibilizadas a da sessão do dia primeiro de agosto e que já tinha sido aprovada na sessão da terça-feira passada. Igualmente os vídeos na área das atas. A transparência do site da Câmara de Gaspar é algo estarrecedor

Samae inundado II. Sabe quanto vai custar a revitalização da antiga área de captação do Samae? R$ 81.985,69. Quem vai fazer: Al Certa Construtora e Incorporadora.

E o baile das obras em Gaspar continua, perceba: prorrogou-se com a Ramos Terraplanagem o contrato para implantação e ampliação do sistema de manejo de águas pluviais da Rua Amazonas, no Bela Vista. Solução que é bom, nada por enquanto.

Por outro lado, prorrogou-se os prazos do contrato para qualificação e pavimentação asfáltica com drenagem pluvial das ruas Artur Poffo e Pedro Schmitt Júnior. Prorrogou-se com a Soberana, de Blumenau, o prazo para o término da construção do posto de Saúde do Gasparinho. Suprimiu-se no contrato com a Pacopedra, a urbanização do assentamento precário Jardim Primavera, no valor de R$ R$ 497.440,67.

Ilhota em chamas I No dia 21, a prefeitura vai comprar quatro parquinhos infantis de um tipo (a R$2.179,37, cada), quatro de outro (a R$ 5.333,35, cada), além de 1.500m2 de grama sintética (a R$49,89m2).
Ilhota em chamas II. O que pega? As especificações, que sugerem direcionamento. A prefeitura até retificou o edital, mas tem gente e fornecedores ainda inconformados.

Ilhota em chamas III. Veja só o que o Conselho de Saúde de Ilhota aprovou: a contratação imediata de um educador físico para o Programa Academia da Saúde; há recomendação para a ampliação do quadro a curto prazo.

Ilhota em chamas IV. Aprovou a imediata retirada do lixo contaminado na unidade do Braço do Baú, assim como criação do Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços em Saúde da estrutura da Secretaria de Saúde. Meu Deus! Lixo hospitalar contaminado sem destino? O que é isso?

Segundo o Ipsos, na pesquisa que disponibilizou no final de semana, 94% dos eleitores não se veem representados por políticos. Para 99,9%, só representam eles próprios. E os nossos políticos antigos e os novos, insistem em tampar os olhos, os ouvidos e os narizes para esta realidade. Vem aí a eleição do ano que vem. Acorda. Gaspar!

Samae Inundado III. Sabe quanto vai custar a construção do novo reservatório apoiado em concreto armado junto da ETA I? R$ 1.110.818,55 . Quem vai executar? A Habitark Engenharia. Há aposta por quem entenda do assunto, que este é pior caminho para evitar um colapso a médio prazo. Era preciso aumentar o sistema de tratamento e não de armazenamento. Mas...

Edição 1814

Comentários

Pedro Paulo
16/08/2017 22:13
Samae Inundado.

Os verdadeiros servidores do samae estão se perguntando quem é esse tal de Placido que foi nomeado pra trabalhar no Samae. Segundo comentários, ou ele é invisível(funcionário fantasma), ou não está trabalhando, ja que no samae ainda não foi visto desde o dia de sua nomeação.

PORTARIA N. 112 DE 14 DE AGOSTO DE 2017
PORTARIA N. 112 DE 14 DE AGOSTO DE 2017
NOMEIA ENCARREGADO DE SISTEMAS ADMINISTRATIVOS DO SERVIÇO AUT?"NOMO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTO - SAMAE O SERVIDOR PLACIDO MURILO DA SILVA
JOSÉ HILÁRIO MELATO, Diretor Presidente do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto - SAMAE, Estado de Santa Catarina, no uso
de suas atribuições legais, que lhe confere a legislação em vigor,
RESOLVE:
Art. 1o ?" Fica nomeado, a partir do dia 14 de agosto de 2017, o servidor PLÁCIDO MURILO DA SILVA, portador do CPF nº 560.532.409-82
e da CI nº. 1.723.324 para o cargo em comissão de Encarregado de Sistemas Administrativos, do Serviço Autônomo Municipal de Água e
Esgoto ?" SAMAE, Nível CC, Ref. 33, com 40 horas semanais
Art. 2º ?" Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Gaspar (SC) em, 14 de agosto de 2017.
JOSÉ HILÁRIO MELATO
Diretor-Presidente
Herculano
16/08/2017 20:39
"TUDO QUE SE FAÇA NÃO É COMPARÁVEL À REFORMA DA PREVIDÊNCIA", DIZ MINISTRO

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Adriana Fernandes, Idiana Tomazelli e Lorenna Rodrigues, da sucursal de Brasília. Em resposta às críticas em relação à mudança nas metas fiscais, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, deixou claro em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast que a solução para a difícil situação fiscal do País é a aprovação da reforma da Previdência.

O ministro admitiu que as medidas que foram anunciadas ontem pelo governo são limitadas pelo seu próprio tamanho. "Temos uma questão principal que está endereçada, precisa avançar e chama-se reforma da Previdência. A solução da situação fiscal do País está intimamente ligada ao avanço dela", afirmou.

Na sua avaliação, "tudo ou mais que se faça" de medidas não é comparável a uma despesa que representa 57% do conjunto dos gastos de R$ 730 bilhões. "Previdência é o elemento principal. As outras medidas todas elas, inclusive as que anunciamos ontem são importantes, mas são limitadas pelo seu próprio tamanho", reconheceu.

A segunda maior despesa, insistiu o ministro do Planejamento, é a de pessoal (cerca de R$ 150 bilhões) que o governo está atacando agora. "Não estamos tratando só de curto de prazo. Apresentamos propostas que vão reduzir despesa de pessoal ao longo dos próximos anos", disse.

Veja distorções existentes na Previdência brasileira
O ministro manifestou ainda confiança de que a proposta de mudança da meta será aprovada rapidamente pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso, apesar da ameaça de retaliação de parlamentares insatisfeitos com a quantidade recorde de vetos do presidente Michel Temer na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018. Segundo ele, "vai dar tudo certo" na CMO e que o governo vai ver o que pode ser feito em relação aos vetos e esclarecer as dúvidas dos parlamentares.

Oliveira também informou que a composição da Proposta de Lei do Orçamento de 2018 é a que foi apresentada ontem pela equipe econômica. Não haverá mudanças.
Herculano
16/08/2017 20:34
NO MUNDO DA LUA, TEMER COMEMORA "AVANÇOS", por Josias de Souza

Um dia depois de o governo anunciar que não conseguiu cumprir suas metas fiscais e entregará rombos ainda maiores até 2019, Michel Temer veio à boca do palco para comemorar as reformas que conseguiu empinar. Eis o que disse o inquilino do Planalto:

"Toda vez que você propõe uma reforma, a primeira coisa é uma guerra brutal contra a reforma, não é? Logo depois, reforma aprovada, o que se verifica nas pesquisas é uma aprovação extraordinária e o silêncio daqueles que protestaram, porque foram obrigados a curvar-se à realidade que aquela reforma trouxe."

Temer se referia à reforma do ensino médio. Talvez tenha sido a mexida mais alvissareira que seu governo promoveu. Mas não há vestígio de aferição que ateste a "aprovação extraordinária" de que fala o presidente. De resto, o ensino reformado significará muito pouco num país que não consegue pagar regularmente nem a faxina nas escolas.

Temer solta fogos num instante em que sua infantaria parlamentar se recusa a aprovar a reforma da Previdência, apresentada pelo ministro Henrique Meirelles (Fazenda) como a mãe de todas as reformas. Sem ela, o teto constitucional dos gastos, outra reforma da qual o presidente se orgulha, será estourado entre o final de 2018 e o ano da graça de 2019.

Prestes a ser abalroado por uma segunda denúncia da Procuradoria, dessa vez por obstrução de Justiça, Temer sinaliza que sua principal dificuldade não é a incapacidade de apresentar soluções. Tomado pelas palavras, o presidente já não enxerga nem os problemas. Passou a viver no mundo da Lua.
Herculano
16/08/2017 20:31
OS ATRASADOS, OS PERIFÉRICOS, OS QUE DEPENDEM DO ATRASO, QUEREM QUE O BRASIL CONTINUE ATRASADO

URUGUAI ACIONA MERCOSUL CONTRA REFORMA DA CLT: "VAI SER DIFÍCIL COMPETIR" COM O BRASIL, por Marcelo Faria, do

O Uruguai resolveu pedir uma reunião especial no Mercosul para se opor à reforma trabalhista brasileira que atualiza a fascista CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

De acordo com o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, ficará "difícil competir" com o Brasil quando a reforma entrar em vigor (em novembro). "Não vamos interferir na legislação interna dos países, mas queremos mostrar nossas preocupações, porque assim (com a reforma trabalhista brasileira) vai ser bem difícil competir", afirmou.

Para o Uruguai, é melhor que o Brasil tenha ainda mais "direitos trabalhistas" porque fica mais fácil competir com os produtos e serviços brasileiros. Em outras palavras: os militantes do PT, PSOL e outros partidos socialistas similares que defendem "mais direitos trabalhistas" estão, na prática, apoiando os interesses de outros países e do "capital internacional"
Paulo
16/08/2017 16:57
SAMAE:

Como assim GILBERTO RODRIGO GOEDERT, recebendo gratificação no Samae, ele era um puxa-saco do ex-secretario Soly e ocupava o cargo de assessor no mandato passado, além de ser um petista de carteirinha.
Herculano
16/08/2017 16:24
O CONGRESSO É FINGIDOR, por Carlos Brickmann

Os assuntos em debate são da maior importância para o futuro de todos nós: reforma política, reforma da Previdência, reforma trabalhista. Mas, para quem os debate, o futuro de todos nós não tem a menor importância: Suas Excelências só querem saber o que é bom para suas carreiras. Até que acertem o deles, fingem que debatem o que precisaria ser debatido a sério.

A reforma política deve buscar um sistema de governo que funcione, uma campanha eleitoral mais barata, uma representação mais autêntica. Para que o Governo funcione, é preciso ter menos partidos ?" mas enquanto houver abundância de dinheiro público à disposição, mais partidos serão criados. Fala-se numa campanha eleitoral mais barata, única maneira de evitar que os candidatos sejam reféns de seus doadores de campanha; e se imagina o tal "distritão", que exigirá campanhas mais caras que as atuais, já que os políticos de agora entram na disputa com tremenda vantagem. E nem se pensa em representação mais autêntica ?" nada que dificulte a vida, por exemplo, de um exibicionista que tatua nos ombros seu puxa-saquismo.

A reforma da Previdência não levou em conta, até hoje, sua capacidade de pagamento. Não dá para usar metade do dinheiro pagando aposentadoria integral a 10% dos aposentados, e a outra metade pagando pouco a 90%. Falta dinheiro, o Tesouro cobre; e quando acabar o dinheiro do Tesouro? A reforma vai gerar chiadeira. Mas que se há de fazer, se falta o dinheiro?

O CUSTO DA CAMPANHA

Imaginemos que o caro leitor queira se candidatar a deputado por Minas. É honesto, competente, mas não famoso, como Tiririca; e não tem um reduto próprio, como o sindicalista Paulinho da Força. Terá de fazer campanha em 853 municípios, montar uma frota (cada carro com quatro funcionários, dois motoristas e dois pregadores de cartazes, em dois turnos), pagando pneus, combustível, seguro, consertos, alimentação e hospedagem de toda a equipe. Terá de imprimir cartazes anunciando a candidatura. Precisará de cabos eleitorais, sempre pagos.

Pense no custo. O voto distrital reduziria os gastos. Claro que o desenho dos distritos vai gerar chiadeira. Quem foi eleito pelo atual sistema não quer outro que possa lhe causar problemas. Mas ou muda o sistema ou cada candidato dependerá de doadores incapazes de decepcioná-lo ?" e bem capazes de cobrar por isso.

A FESTA DO DINHEIRO

A próxima campanha já tem, garantidos, R$ 5 bilhões e 400 milhões de recursos públicos - o seu, o meu, o nosso dinheiro. Há 3,6 bilhões a dividir pelos partidos; há R$ 1,8 bilhão gastos no pagamento das emissoras pelo horário "gratuito". Há ainda o Fundo Partidário: perto de R$ 1 bilhão por ano, pingando mês a mês no caixa dos partidos. Há poucos anos, quando o fundo era de pouco mais de um terço do atual, o presidente de um partido obscuro se queixava de receber "a merreca de R$ 100 mil mensais". Se há dinheiro sobrando, haverá partidos sobrando. Por que não criar um partido para receber o Fundo Partidário, alugar seu horário gratuito na TV, oferecer a legenda para algum candidato correto ?" ou seja, que pague em dia - se tudo está disponível para isso? Com dinheiro se faz até uma aliança sincera.

QUEM É QUEM

E, esquecendo todos os fatos acima, é bom lembrar quem é que discute a reforma política. O maior partido, o PMDB, é dirigido por Romero Jucá; o PT, por Gleisi Hoffmann; o PP, por Ciro Nogueira ?" por coincidência, os três com problemas no Mensalão. Quem preside o PSDB é Aécio Neves, que acaba de se livrar do inquérito de Furnas. O PTB é controlado por Roberto Jefferson, que já cumpriu pena por seu papel no Mensalão, e o PR segue Valdemar Costa Neto, que há pouco deixou a prisão.

Difícil, não?

NUVENS PASSAGEIRAS

Política, ensinava o mineiro Magalhães Pinto, é como nuvem: você olha e ela está de um jeito, olha de novo e ela já mudou. Não vale a pena, pois, especular, faltando mais de um ano, sobre o candidato do PSDB às eleições de 2018. Mas pode-se dizer que a guerra Dória x Alckmin existe mais na torcida de quem não gosta de um ou de outro do que na vida real. Alckmin e Dória, aparentemente, repetem a dança (que deu certo) da escolha do primeiro presidente civil da República, após a ditadura militar: Tancredo e Ulysses posicionados, Franco Montoro à espera, e o que estivesse em melhor posição no momento da escolha sairia candidato com o apoio dos demais. Saiu Tancredo e se elegeu com apoio de Montoro e Ulysses.

A VIDA COMO ELA É

Diversão garantida hoje, na Câmara dos Deputados: está marcada para hoje a sessão em que representantes da empresa argentina Pampa Energía serão ouvidos sobre a compra da Petrobras argentina por US$ 892 milhões, no último dia do Governo Dilma, e efetivada pelo presidente da empresa, Aldemir Bendine, hoje preso. O PSDB considera que o preço foi baixo.
Rosimere Reinert
16/08/2017 14:45
600 mil por ano a mais para farras de comissionados e eu esperando hà 3 meses um exame de sangue urgente por cusa de umas tais "cotas" de dinheiro da saúde. Dá pra entender, Herculano?
Miguel José Teixeira
16/08/2017 11:56
Senhores,

Da série "perguntar não ofende":
Que País é esse???

O Senado tem 3.241 servidores 'indicados' e 2991 efetivos, ou seja: 6.232.
Portanto, quase 80 servidores para cada Senador.

Já a Câmara dos Deputados, conforme registrado abaixo, 18.710 servidores.
Portanto, quase 37 servidores para cada Deputado Federal.

Alguém aí poderia responder quantas empresas da Região, tem em seus quadros seis mil empregados? E quantas empregam dezoito mil???

Vamos iniciar a reforma política: NÃO REELEJA !!!
João Pedro
16/08/2017 10:11

E o presidente do Samae resolveu beneficiar seu sobrinho com uma função gratificada de mais de R$ 1.000,00. Se isso não configura nepotismo então não sei o que configura.

Art. 1o ?" Ficam nomeados, a partir do dia 10 de agosto de 2017, conforme a Lei Complementar Municipal nº. 80, de 02 de agosto de 2017,
os servidores abaixo designados, para o exercício de funções gratificadas na Autarquia:

I ?" JOSÉ ERCIO MAIER, portador do CPF nº 684.750.809-44 e da CI nº. 17/R 2.420.042, Supervisor de ETA e ETE, nível 1.

II ?" RICARDO MELATO, portador do CPF nº. 051.450.289-46 e da CI nº. 3/R 4..253.273, Supervisor de Controle de Perdas e Telemetria,
nível 1.

III ?" GILBERTO RODRIGO GOEDERT, portador do CPF nº. 836.082.229-87 e da CI nº. 3.334.418, Encarregado Geral de Oficinas de Veículos,
Maquinários e Controle de Frotas, nível 2.

IV ?" MÁRCIO PEREIRA, portador do CPF nº. 692.266.289-04 e da CI nº. 3R/2482.861, Encarregado Geral de Geofonamento, nível 2.

V ?" LUIZ CARLOS DA SILVA, portador do CPF nº. 019.986.249-43 e da CI nº. 3.626.928-0, Encarregado Geral de Geofonamento, nível 2.

VI ?" PAULO EDUARDO HOSTINS, portador do CPF nº. 040.419.739-61 e da CI nº. 4.103.406, Encarregado Geral de Ordens de Serviço, nível 2.
Herculano
16/08/2017 08:35
A ESPERTEZA DOS DELATORES, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

O novo caso envolvendo Joesley Batista foi revelado pelo procurador Ivan Marx

Que o empresário Joesley Batista fez um negócio da China ao delatar o presidente Michel Temer em troca de total imunidade para os muitos crimes de corrupção envolvendo políticos, empresários e funcionários que confessou ter cometido, todos já sabiam. Agora, porém, surgem suspeitas de que Joesley e os executivos de sua empresa, a JBS, fizeram a bombástica delação também com o objetivo de ficarem livres de punição por supostas fraudes cometidas nos investimentos bilionários que o conglomerado recebeu do BNDES. Essa mutreta, se comprovada, reforça a sensação de que o instrumento da delação premiada, aplicado apressadamente por setores do Ministério Público, não tem servido apenas para esclarecer crimes e desmontar quadrilhas, mas também para livrar criminosos da prisão, enquanto dá a falsa impressão de que a corrupção está sendo combatida.

O novo caso envolvendo Joesley Batista foi revelado pelo procurador Ivan Marx, do Ministério Público Federal em Brasília. Responsável pela Operação Bullish, que investiga fraudes na concessão de aportes do BNDES, Marx disse que foram detectados problemas em contratos com a JBS que resultaram em perdas de mais de R$ 1 bilhão.

A JBS, como se sabe, foi uma das empresas mais beneficiadas pela política de incentivos aos "campeões nacionais" levada a cabo nos governos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff. Entre 2005 e 2014, recebeu nada menos que R$ 10,63 bilhões do BNDES, transformando-se, da noite para o dia, na maior empresa do mundo no segmento de carne processada.

Em sua delação, os executivos da JBS informaram que em 2005 a empresa pagou propina para o então presidente do BNDES, Guido Mantega, para que este atuasse em favor da companhia. Afirmam, porém, que não houve fraude na análise técnica para concessão dos recursos, ou seja, embora Joesley tenha dito que os aportes do BNDES não sairiam sem a propina paga a Mantega, os delatores afirmaram desconhecer qualquer irregularidade.

O procurador Ivan Marx, no entanto, diz que as investigações apontam crime de gestão temerária nos processos favoráveis à JBS. "O BNDES não fez isso sozinho. Foi sempre por demanda deles (JBS)", declarou Marx, acrescentando o que, a esta altura, começa a ficar óbvio: "Os executivos (da JBS) vão lá, fazem uma delação, conseguem imunidade e agora não querem responder à investigação". O procurador informou que vai apresentar denúncia contra os executivos da JBS independentemente do acordo que a Procuradoria-Geral da República fez com Joesley Batista e seus acólitos.

Essa situação evidencia que as delações premiadas se transformaram em um bom negócio. Em vez de se prestarem a orientar investigações, as colaborações têm servido para livrar criminosos e até ocultar crimes, como no caso da JBS, desde que se entregue o que certos procuradores desejam ?" nomes graúdos da política. Parece estar em curso uma espécie de certame entre delatores em potencial, cuja colaboração só será considerada válida se dela constarem os nomes do presidente da República ou, na pior das hipóteses, de algum de seus ministros mais importantes.

É evidente que esse procedimento deslegitima o instrumento das delações premiadas, monopolizadas pelo Ministério Público como se fossem parte da acusação, e não da investigação. Essa distorção explica o entrevero ora em curso entre o Ministério Público e a Polícia Federal no que diz respeito às delações.

A Procuradoria-Geral da República entrou com ação no Supremo Tribunal Federal para questionar os artigos 2.º e 6.º da Lei 12.850/2013, que atribuem a delegados de polícia o poder de realizar acordos de delação. Para o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato, a prerrogativa de fazer acordos de delação é do Ministério Público, pois "só o Ministério Público pode acusar". Já o diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello, lembrando o óbvio, disse que a colaboração premiada é apenas "um instrumento de investigação". Ou seja, não se pode tratar a delação como base da acusação, pois isso não apenas distorce a natureza desse instrumento, como confere ao delator uma importância desmesurada, e que acaba justificando prêmios igualmente desmedidos
Herculano
16/08/2017 08:32
GASTAMOS PARA A DÍVIDA CRESCER, MAS NÃO PARA TERMOS SERVIÇOS DE QUALIDADE, por Alexandre Schwartsman, economista, no jornal Folha de S, Paulo

Há no país uma crença estabelecida: se queremos atingir determinado objetivo, simplesmente passamos uma lei afirmando isso e damos o assunto por resolvido; pouca atenção é dedicada à construção dos meios para chegar aonde queremos.

Esse padrão também se aplica à principal medida aprovada até agora no âmbito fiscal, a criação do teto para as despesas federais.

Considero o teto um passo importante para recuperarmos o equilíbrio fiscal, em particular porque institui como princípio o controle das despesas, que cresceram de forma praticamente ininterrupta por 20 anos, de R$ 454 bilhões, em 1997, para R$ 1,3 trilhão, nos 12 meses terminados em junho, valores expressos a preços de junho de 2017.

No entanto, como tive a oportunidade de apontar mais de uma vez, trata-se de um ponto de partida, não a jornada completa.

De fato, a emenda aprovada no ano passado estabelece medidas de controle de gastos em caso de violação do limite (os incisos de I a VII ao artigo 109 da Constituição), mas não dá nenhum instrumento para evitar que isso aconteça.

Ao contrário, deixadas à própria sorte, as despesas obrigatórias ?"notadamente as ligadas à Previdência, mas uma série de outros gastos também?" seguirão crescendo sem controle.

No primeiro semestre deste ano, por exemplo, as despesas obrigatórias aumentaram pouco mais de 5% na comparação com o mesmo período do ano passado, já descontada a inflação, ou seja, R$ 24 bilhões.

Já as despesas ditas "discricionárias" caíram R$ 23,1 bilhões, em particular o investimento, que registrou R$ 11 bilhões de retração no mesmo período.

Há, portanto, um paradoxo: faltam gastos em setores vitais para a operação do Estado, mas, em outros flancos, as despesas ainda crescem a ritmo quase chinês.

Dessa forma, não apenas o governo deixa de controlar o conjunto do dispêndio federal mas também a rigidez do gasto público aumenta (com maior peso para as despesas obrigatórias), enquanto a qualidade do gasto federal despenca.

Posto de outra forma, conseguimos o pior dos mundos: seguimos gastando mais do que o suficiente para fazer nossa dívida crescer de maneira acelerada, mas não para termos serviços públicos com um mínimo de qualidade.

O resultado desse arranjo é o aumento da meta de deficit para 2017 e 2018 em meio a notícias como corte no orçamento das Forças Armadas, assim como na Polícia Federal, entre outros.

Deve estar claro que esse arranjo não é sustentável. Sem controle da despesa obrigatória, não interessa que o teto de gasto esteja inscrito no Código Penal, na Constituição, ou mesmo nos Dez Mandamentos: não há diploma legal que se sobreponha a um fato inexorável. Se a lei estiver no caminho, será devidamente alterada, podem contar com isso.

Obviamente não estou recomendando que o teto constitucional seja revogado, apenas notando que, pelo que sabemos das instituições brasileiras, contar com mandamentos legais sem trabalhar para que funcionem é cortejar o fracasso.

A Lei de Responsabilidade Fiscal, que, reconheço, é uma lei complementar, não um preceito constitucional, não foi capaz de evitar a imensa deterioração das contas públicas.

A moral é simples: não resolveremos o problema só passando leis que expressam nossos objetivos; vamos ter que ralar muito para pôr este país em ordem
Herculano
16/08/2017 08:29
NO DF, SAÚDE PAGA GRATIFICAÇÃO MALANDRA A 82%, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Além de parcelar salários, o governo do DF também estuda saídas para reduzir gastos de R$1,7 bilhão ao mês com pessoal, suprimindo penduricalhos e gratificações até criminosas: na Secretaria de Saúde, uma manobra malandra dá a 82% dos servidores gratificação de 30%, como se todos tivessem doutorado. O titular da secretaria, Humberto Lucena, foi proibido pelo Tribunal de Contas do DF de suspender essas gratificações, que vampirizam R$36,1 milhões por mês da Saúde.

BRECHA MALANDRA
A gratificação malandra se aproveita da lei que prevê acréscimo de 30% para quem tem doutorado e 10% para "cursos de especialização".

COMO É A TRAPAÇA
A trapaça é fazer três "cursos de especialização", até pela internet, e multiplicar por 3 a gratificação de 10%, acrescentando 30% ao salário.

SORVEDOURO
Somando as "gratificações de titulação" dos aposentados, o total do dinheiro suprimido da Saúde, no DF, chega a R$49,3 milhões por mês.

ASSIM NÃO DÁ
Salários da Secretaria de Saúde do DF consomem 83% do orçamento de R$6,3 bilhões, o dobro do orçamento da Saúde no Rio de Janeiro.

PARTIDOS ALIADOS EXIGEM DEMISSÃO DE IMBASSAHY
Antes elogiado, o ministro Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) virou um problema para o presidente Michel Temer. A maior parte dos partidos aliados, como PR e PP, exige sua substituição. Ele é acusado de se empenhar mais pelo PSDB, seu partido, do que articular em favor do governo. Imbassahy passaria a maior parte do tempo trabalhando por sua eventual candidatura a senador ou a governador da Bahia.

ASSIM NÃO DÁ
Inconformados com o Imbassahy no cargo, deputados baianos, antigos aliados de Temer, não querem mais saber de conversa com o Planalto.

BAHIA É O MEU PAÍS
"Ele só tem olhos para o PSDB da Bahia", criticou o influente líder do PP na Câmara, deputado Arthur Lira (AL), referindo-se a Imbassahy.

RISCO CONCRETO
O Planalto finge não perceber a deterioração das relações. "Uma nova denúncia contra Temer passa na Câmara", adverte outro líder aliado.

INJUSTIÇA SOCIAL
Em 2015, auge da irresponsabilidade da era Dilma, o governo federal pagou R$90,3 bilhões aos 29,2 milhões de aposentados do setor privado. E R$92,9 bilhões aos 980 mil aposentados do setor público.

APOSTA EM SABOTAGEM
Na Bolívia, a oposição a Evo Morales acredita que o avião pilotado pelo ex-senador Roger Pinto Molina foi alvo de sabotagem e por isso caiu após a decolagem. Molina é um dos maiores opositores de Morales.

OS CUBANOS MANDAM
Bolivianos não sabem se temem mais a polícia política de Evo Morales, que os persegue e espiona, ou o serviço secreto cubano (do qual é um apêndice), que cuida até da segurança pessoal do presidente cocaleiro.

APENAS ESTE ANO
O orçamento da Câmara dos Deputados, em 2017, soma espantosos R$5,92 bilhões. Cada um dos 18.710 funcionários, somados aos 513 deputados, custam ao contribuinte, em média, R$308 mil por ano.

VERGONHA CANCELADA
O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, em Salvador, após uma onda de indignação nacional, suspendeu a licitação para a vergonhosa contratação de "personal trainer" para magistrados e servidores.

MORDE E ASSOPRA
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) fez afago no governo Temer e reiterou o compromisso com a "agenda econômica" para sair da crise, mas avisou: aumento de impostos não passa na Casa.

PROTESTO NO ESCURO
Em reunião de líderes nesta terça, PSOL e PDT anunciaram que vão manter "obstrução política geral". Pior é que ninguém na Câmara parece ter percebido quando começou.

MARCHA LENTA
Levantamento do sindicato de concessionários de veículos no DF já identificou alta na venda de carros novos. Em julho houve aumento de 2,9% em relação a 2016, mas houve queda de 7% em relação a junho.

PERGUNTA NA BOCA DE URNA
Se os eleitos em 2018 decepcionarem, como sempre, o eleitor pode pedir de volta os R$3,6 bilhões que vão nos surrupiar nas campanhas?
Herculano
16/08/2017 08:25
COM EDIÇÃO PETROLÃO CARAVANA, LULA REPETE A HISTóRIA QUE JÁ ERA UMA FARSA, por Igor Gielow, no jornal Folha de S. Paulo

Político adora dizer que conhece seu povo, por óbvio. Alguns o conhecem melhor que outros, ainda mais evidente. No Brasil, subsiste uma verdadeira tara esquerdista com certa mitologia relativa a marchas, nas quais líderes messiânicos travam contato com a realidade brutal de seus futuros súditos, digo, governados.

Não creio que haja uma historiografia clara disso, mas é possível arriscar que no Brasil essa fascinação tem origem a coluna Prestes (1925-27), ainda que a natureza brutal do movimento seja esquecida de forma seletiva por quem o enaltece. O mesmo ocorre na China, com a Longa Marcha (1934-35) que viu a emergência do líder comunista Mao Tsé-tung.

Na falta de colunas militares, o que restou da esquerda brasileira se derrete pelas Caravanas da Cidadania empreendidas por Luiz Inácio Lula da Silva entre 1993 e 1996. Foram 26 Estados e 359 cidades visitadas de forma bem mambembe, ainda no espírito do velho PT.

Naquele ponto, o partido vivia em negação. Recusara apoio a Itamar Franco no pós-Collor, criticara o Plano Real como enganação e acabara derrotado por um ministro da Fazenda que só tinha um ativo a apelar à toda a população: a nota do real. Em resumo, era a antítese da ideia de entender o que "o povo" queria. Em 2001, uma versão mais "light" do processo foi repetida, mas aí estamos falando de pré-campanha eleitoral pura e simples.

Sempre que o sapato aperta, o PT apela à mística das tais caravanas, como se Lula fosse emergir delas purificado e renovado, um Getúlio deixando sua fazenda rumo ao Catete (naturalmente contando com um final feliz).

A edição petrolão da coisa começa nesta quinta (17) na Bahia e correrá o Nordeste. É pregação para convertidos, já que o apoio à figura de Lula é enorme na região, seja pela memória afetiva ao filho da terra, seja por identificação com os programas de inclusão social que são mais prevalentes naquela área ?"que vem sentindo especialmente os efeitos da crise econômica gestada, ironicamente, pelo PT.

A classe média que o levou ao Planalto com a promessa de responsabilidade econômica em 2002 perdeu-se nos mensalões da vida, e não será por lá que o ex-presidente vai resgatá-la. É capaz até de encontrar alguma hostilidade no caminho, das franjas que por ora estão apoiando o radicalismo de Jair Bolsonaro, o que ajudaria a compor o quadro de vítima a que Lula se propõe desde que afundou de vez na Lava Jato.

Serão previsíveis imagens de "banho de povo", com criancinhas famélicas a acarinhar o nhonhô provedor. É capaz até de inaugurarem de novo algum trecho da transposição do São Francisco. Para fidelizar o eleitorado petista que logrou recuperar após o impeachment, o que já é um feito em si, parece que estará de bom tamanho.

Ao fim, contudo, será um grande embuste, até porque se tem algo que político rodado conhece é a realidade de seu país. O que realmente interessa é o que ele propõe fazer sobre ela, e tirando "lutar contra as reformas" e torcer para o governo Temer continuar o miserê que é, não se conhece plano de Lula ou do PT. Pulando a etapa "tragédia" no chavão máximo do vovô Marx, é hora de a comédia burlesca apresentar-se como repetição da história, que de todo modo já era farsesca.

*

Falando em farsa, a novela da revisão da meta fiscal é uma daquelas de mau gosto e final infeliz. Quando a base da discussão era um buraco de R$ 139 bilhões, os caraminguás que os políticos cobraram de Temer por terem rejeitado a denúncia contra o presidente e a vontade de gastar um extra no ano eleitoral são rematada indecência, mas um suspiro perto do tamanho do problema
Marcelo
16/08/2017 08:20
Herculano, o acesso a Rua Leonardo Pedro Schmitt (Rua do Macuco) pela rodovia Ivo Silveira faz lembrar o tempos antigos, quando por ali passavam carros de bois e carroças, o acesso a rua é muito estreito e perigoso e passa um carro por vez.

É uma vergonha, desde o desmoronamento em 2008, ninguém fez nada para melhorar a situação.
No governo anterior sempre era dada a desculpe que a responsabilidade pela manutenção era do DEINFRA e tiravam o corpo fora, inclusive no final de 2016 quando fizeram aquele asfalto meia boca (sem meio fio, irregular e sem sinalização) pularam o trecho que apresentava problemas.
Será que o novo governo também não dará importância ao problema.

Ás vésperas da festa de Santo Agostinho vamos torcer que não chova forte, pois se não irá desabar ainda mais a rua.
Herculano
16/08/2017 08:20
FUNDO DE R$ 1,3 BILHÕES PAGARIA ELEIÇÃO, DIZ TUCANA, por Josias de Souza

O deputado Daniel Coelho (PE), vice-líder do PSDB, classifica como "uma grande vergonha" a destinação de R$ 3,6 bilhões do contribuinte para a criação de um fundo eleitoral. Sustenta que algo como R$ 1,3 bilhão seria suficiente para custear toda a campanha de 2018. Não haveria impacto sobre o déficit público, pois o dinheiro seria remanejado do fundo partidário, já existente, e das emendas penduradas no Orçamento da União por bancadas estaduais. Em entrevista à coluna, o deputado defendeu uma mudança radical no modelo de propaganda eleitoral: os candidatos se apresentariam em estúdio padronizado, dirigindo-se diretamente aos eleitores ?"sem efeitos visuais ou a intermediação de apresentadores.

Na avaliação de Daniel Coelho, a "vergonha" tende a aumentar se, além do fundão anabolizado, os deputados optarem por manter o atual sistema proporcional, em que os votos dados a um candidato superpopular podem arrastar para a Câmara companheiros sem voto do mesmo partido ou coligação. "O sistema proporcional é utilizado para que corruptos se elejam por trás das celebridades e do voto de legenda", diz o deputado. Ele defende o chamado distritão, sistema em que são eleitos apenas os candidatos mais votados em cada Estado.

"O sistema proporcional fortalece as cúpulas partidárias e seus caciques, em detrimento daqueles que têm alguma conexão com a sociedade", diz Daniel Coelho. ''Isso não está correto. Os partidos brasileiros, incluindo o meu, o PSDB, têm agido com pouca coerência. Retirar poder da cúpula partidária, repassando-o para a população, a quem cabe escolher os seus representantes, só pode ser bom." Vai abaixo a entrevista:

- Se o voto distrital misto é melhor, por que perder tempo com o distritão?
Não se pode ir direto para o distrital misto porque o TSE sinalizou que não haveria a possibilidade de dividir o Brasil em 513 distritos a um ano da eleição. Isso teria de ser repassado à população com antecedência. É uma questão de falta de tempo hábil para colocar os distritos em prática.

- Por que defende o distritão?
Não é o modelo ideal, mas reduz os danos. Em primeiro lugar, o distritão permite acabar com o 'Efeito Tiririca'. Com sua votação, o Tiririca arrastou para a Câmara outros candidatos de São Paulo -dentro do PR e da coligação. O resultado disso é trágico. Por exemplo: na votação do pedido de abertura de inquérito contra Michel Temer, o Tiririca veio ao plenário e votou a favor da continuidade do processo. Mas os deputados que foram eleitos com a carona que pegaram nos votos de Tiririca não o seguiram. Votaram para que o inquérito não fosse aberto. Então, o eleitor está sendo fraudado pelo atual sistema.

- Qual é o principal defeito do sistema atual?
Não existe nada pior do que o atual sistema. Por isso digo que o distritão, embora não resolva todos os problemas, reduz os danos. Pelo menos as pessoas precisarão ter votos para chegar ao Parlamento. Hoje, 9% dos deputados que estão no plenário da Câmara Não tiveram votos suficientes para isso. Muitos não são conhecidos nem nos seus próprios Estados.

- Acha, portanto, que é um erro levar em conta os votos da legenda e da coligação?
O sistema proporcional só faria sentido se nossos partidos fossem orgânicos e ideológicos, com uma linha clara de atuação. Como não temos partidos assim, o sistema proporcional é utilizado para que corruptos, pessoas de má reputação se elejam por trás das celebridades e do voto de legenda. É um sistema que, no caso brasileiro, está trazendo para dentro do Parlamento o que há de pior.

- Uma das críticas feitas ao distritão é que o sistema inibiria a renovação, facilitando a reeleição dos atuais parlamentares, muitos sob investigação. O argumento não o sensibiliza?
Concordo que temos um Congresso muito ruim. Mas convém considerar que ele foi eleito com o sistema atual. Se há algo confortável para essa gente é a manutenção do sistema. A mudança provoca um ruído nos partidos que montam suas chapinhas e coligações esdrúxulas. Sem contar o fato de que acaba esse fenômeno de pessoas se elegerem sem voto, escondidas atrás de celebridades. Entre o distritão e o atual sistema, a taxa de renovação tende a ser a mesma. A diferença é que a renovação com o distritão se dará com mais qualidade. Para chegar à Câmara, o cara tem que ter votos. Hoje, a renovação é falsa - gente que não tem voto chega pela brecha do sistema eleitoral.

- Qual seria o efeito do distritão na campanha de um político corrupto?
Eu não tenho dúvida de que, com o modelo majoritário do distritão, em que se elegerão os candidatos mais votados, dificilmente alguém que está envolvido em casos de corrupção levará vantagem. Acho improvável que parlamentares que se posicionam constantemente contra os interesses da sociedade, tenha facilidade para se eleger num sistema majoritário, que exige uma grande votação. O distritão tende a fomentar o voto de opinião, mais qualificado. Com o sistema majoritário, os corruptos não vão poder se esconder por trás dos seus partidos e coligações.

- Outra crítica feita ao distritão é que a supervalorização do candidato enfraquece os partidos. Como responde a isso?
Vivemos um momento em que os partidos precisam ser implodidos, para ser reconstruídos. O sistema proporcional fortalece as cúpulas partidárias e seus caciques, em detrimento daqueles que têm alguma conexão com a sociedade. Isso não está correto. Os partidos brasileiros, incluindo o meu, o PSDB, têm agido com pouca coerência. Retirar poder da cúpula partidária, repassando-o para a população, a quem cabe escolher os seus representantes, só pode ser bom. É um processo de transformação que pode nos preparar para, a partir de 2022, adotarmos um sistema mais adequado, que seria o distrital misto. Nesse momento, não vejo lógica em fortalecer cúpula partidária. Essas cúpulas, em todos os grandes, médios e pequenos partidos brasileiros estão completamente desconectadas da sociedade. Muitos estão inclusive envolvidos em denúncias graves.

- O que acha da ideia de criar um fundo com R$ 3,6 bilhões em verbas públicas para financiar as campanhas eleitorais?
O financiamento público tornou-se a solução inevitável. O modelo privado está esgotado até pelos escândalos recentes ?"a Lava Jato e outros. Mas o financiamento público teria que vir não como um gasto novo, mas como uma substituição de outras despesas.

- Como assim?
O fundo partidário, já existente, é uma vergonha. Não há motivo para partido receber dinheiro fora de período eleitoral. Então, o fundo de financiamento eleitoral deveria ser criado por meio da extinção do atual fundo partidário e também das emendas orçamentárias apresentadas por bancadas. São volumes grandes de recursos. Com o sacrifício dos partidos, que abririam mão do fundo partidário, e dos parlamentares, que abdicariam das emendas de bancadas, nós implementaríamos um fundo eleitoral aceitável.

- Acha razoável a cifra de R$ 3,6 bilhões?
De jeito nenhum. O fundo eleitoral evidentemente não precisa ter esse volume que está sendo proposto. Esse valor considera um padrão de despesa de campanha que não está adequado com o momento que vive o Brasil. Temos, portanto, dois problemas. Primeiro, elevamos as despesas ao criar um fundo eleitoral sem mexer no fundo partidário. Em segundo lugar, essa cifra de R$ 3,6 bilhões pode ser muito menor.

- Quanto seria necessário para custear as eleições de 2018?
Com metade dos recursos que estão sendo propostos seria possível fazer campanhas tranquilamente em todo país. Até um pouco menos. Creio que algo como R$ 1,3 bilhão seria suficiente. Há um exagero imenso no volume e no formato da proposta. Evidentemente teríamos que mudar o padrão das campanhas.

- Como seria a mudança?
Defendo que os programas de televisão sejam em estúdios únicos, exclusivamente com o candidato. Ele falaria para a câmera, dirigindo-se diretamente ao eleitor. Sem jornalistas, sem a participação de apresentadores. Nada de efeitos visuais. Apenas o tempo para que o candidato diga ao eleitor o que pensa e o que pretende fazer. Só com isso, o custo da eleição cairia muito.

- Esse modelo seria adequado inclusive para a campanha presidencial?
Sem nenhuma dúvida. O eleitor teria um ganho imenso. No modelo atual, os programas de televisão vendem um mundo de sonho. Uma campanha presidencial em que os candidatos tivessem que se apresentar diretamente ao eleitor traria uma nova perspectiva para a disputa. Acho que isso seria adequado tanto na campanha para deoputado quando na disputa para governador e presidente.

- Que mais poderia mudar para baratear custos?
Precisaríamos proibir alguns itens de campanha, como os carros de som. Isso é coisa do século passado. Hoje, com a internet, com as mídias sociais, não tem mais sentido ter despesa com elementos de campanha de rua que ainda existem na legislação.

- Acha que o distritão será aprovado?
Ficou mais difícil com o ambiente que se formou na Câmara. Há um fechamento de questão contra distritão no PRB e no PR. A gente sabe que o comandante do PR, Valdemar da Costa Neto, é um dos grandes beneficiários do atual sistema. Ele tira vantagens do efeito Tiririca e do próprio controle que exerce sobre os parlamentares desde a formação das chapas. Há também uma posição contrária do PT, que tem parlamentares muito desgastados junto à opinião pública. É gente que tem medo de enfrentar o voto diretamente, sem caronas. Nesse cenário, o distritão tem poucas chances de ser aprovado.

- Quais serão as consequências?
Vejo que a gente vive na Câmara e na própria sociedade um ambiente muito reacionário. Qualquer proposta de mudança é sempre combatida num primeiro momento. Gostaria muito que o distritão fosse aprovado. Até porque a proposta prevê o distritão como transição para o voto distrital misto em 2022. Teríamos uma mudança real. Seria um avanço. Mas receio que as posições isoladas que temos em todos os partidos, mais a aversão do PRB, do PT e do PR, três partidos com bancadas grandes, acabem impedindo a aprovação.

- Em relação ao fundo eleitoral, parece consolidada a maioria a favor de despejar R$ 3,6 bilhões na campanha de 2018, não acha?
Infelizmente parece que é isso mesmo. Será uma grande vergonha se acontecer. Um fundo de financiamento público desse tamanho, com a manutenção do sistema proporcional de voto, elevará ainda mais o poder dos caciques e donos de partido. Eles passarão a mandar muito mais do que já mandam hoje. É uma balela falar em fortalecimento dos partidos num quadro como esse. Nós estamos fortalecendo os donos dos partidos. São coisas completamente diferentes. É o aprofundamento do caciquismo dentro de todos os partidos - da direita à esquerda. Um resultado assim será muito ruim.
Herculano
16/08/2017 08:11
GOVERNO ENGORDA PARA EMAGRECER, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

OS ECONOMISTAS do governo e seus amigos no mercado teriam chiliques caso Michel Temer, ao tomar posse, tivesse criado impostos e planejasse estourar a meta de gastos a fim de aumentar o investimento público.

O governo, porém, acaba de aumentar impostos e estourar ainda mais as suas contas a fim de pagar o reajuste dos servidores federais, gracinha que concedeu em julho do ano passado.

Nesta terça (15), a equipe econômica anunciou um pacote desesperado a fim de corrigir a besteira e conter outras à espreita: a coalizão temeriana rasgou de vez a fantasia responsável depois da folia que manteve o presidente no poder.

A casta burocrática e o estamento empresarial com amigos e representantes no Congresso hastearam as bandeiras piratas e planejam saquear o Estado quase falido.

Parlamentares temerianos inventam gastos e rejeitam tanto aumentar impostos como votar remendos na Previdência. Planejam assim um colapso à moda do Rio de Janeiro, um modo de dizer apenas, pois o desastre teria outro feitio.

É conversa mole do governo dizer que estourou suas metas já extravagantes de deficit fiscal porque a inflação baixa reduziu a arrecadação prevista. Sim, a receita cai pelas tabelas, por vários motivos, IPCA baixo inclusive. Mas o governo:

a) gastou mais no que não devia, repita-se; b) por convicção fundamentalista e interesses da coalizão Patópolis, mal movera até agora uma palha a fim de aumentar a receita. Orgulha-se disso, aliás. Prefere pedir emprestado, a juro de 10%, conta a ser paga com o couro do povaréu, a aumentar imposto.

A despesa com servidores cresceu mais de 11% neste ano, já descontada a inflação. Neste século, é aumento inferior apenas ao de Lula em 2009. No ano, apenas o gasto extra com pessoal e encargos sociais federais deve ficar perto de R$ 30 bilhões. Pelo andar atual da carruagem, todo o dinheiro federal destinado a investimentos ("obras" etc.) não deve ser muito mais do que isso neste 2017.

No entanto, os economistas-padrão dos dias que correm, em especial aqueles no governo, consideram anátema elevar despesa de investimento a fim de dar um impulso para tirar o país do buraco recessivo. Dado o tamanho dos outros problemas, porém, a discussão é quase acadêmica.

As dívidas de campanha que Temer fez para se manter no poder custam até pouco em comparação com os efeitos do descaramento terminal da elite bucaneira.

Gente da coalizão temeriana jogou no lixo a medida provisória da "reoneração" (empresas voltariam a contribuir para a Previdência como o faziam antes dos favores de Dilma Rousseff).

Quer perdoar multas e juros de impostos atrasados (fazendo picadinho com farofa da MP do Refis com a qual o governo esperava arrecadar R$ 13 bilhões).

Juízes e procuradores querem aumento ou manter a farra dos penduricalhos que multiplicam seus salários. Etc. A reforma política dos fugitivos da política concentra-se justamente no "distritão" (policial?).

Isto posto, o que vai sobrar do pacote de agosto?

Vivemos em uma espécie de autocracia picareta, que faz a maior parte do país de refém, parlamentares e governo que procuram escapar da cadeia e distribuem o butim enquanto durar essa oportunidade curta de saque.
Herculano
16/08/2017 08:03
REVISÃO DAS METAS NÃO É GOSTO, MAS NECESSIDADE. E NÃO CAIA NA CONVERSA DE PICARETAS E VIGARISTAS, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

O governo elevou a, por assim dizer, a "meta" do déficit fiscal deste ano e a do próximo. Ambas ficaram em R$ 159 bilhões, o que implica uma elevação, em termos nominais, de R$ 20 bilhões em 2017 (diante dos R$ 139 bilhões previstos originalmente) e de R$ 30 bilhões em 2018 ?" antes, era de R$ 129 bilhões negativos. As projeções para os dois anos seguintes também foram revistas. O déficit de 2019, estimado em R$ 65 bilhões, saltou para R$ 139 bilhões. E o superávit de 2020, que seria de R$ 10 bilhões, foi para o beleléu, substituído por um buraco de R$ 65 bilhões. E não pensem que isso significa que agora o governo pode respirar em paz. E a conta ainda não fecha.

Na ponta do lápis, o déficit deste ano chegaria, tudo o mais constante, a R$ 173 bilhões ?" vale dizer: ainda faltam R$ 14 bilhões. De onde se espera que saiam? Conta-se com R$ 10 bilhões do Refis, o programa de incentivo a empresas para pagamento de impostos em atraso, e R$ 4 bilhões da área de concessão de petróleo e hidrelétricas.

A equação de 2018 é um pouco mais complexa. Para fazer os já bastante ampliados R$ 159 bilhões de rombo, o governo espera a) R$ 14,5 bilhões em receitas extraordinárias e b) terá de implementar um pacote de corte gastos:

a) receita: conta-se com R$ 6 bilhões decorrentes da mudança de tributação de fundos de investimento; com R$ 2,6 bilhões oriundos do cancelamento de um programa que ampliava a isenção de exportações e de pelo menos R$ 4 bilhões que devem vir da reoneração da folha de pagamentos;

b) despesas: é agora que a porca torce o rabo. Espera-se economia de R$ 7,9 bilhões com servidores em virtude:

- do adiamento dos reajustes previstos (R$ R$ 5,1 bilhões);

- elevação da alíquota da contribuição previdenciária de 11% para 14% para quem recebe acima de R$ 5.531,31 (R$ 1,9 bilhão);

- fechamento de 60 mil vagas que estão abertas;

- revisão de benefícios, como auxílio-moradia;

- fazer cumprir o teto salarial de R$ 33,7 mil;

- reestruturação de carreira para baixar o valor do salário inicial.

Até os gramados de Brasília sabem que essa é a parte mais difícil.

E por que é assim? Não há grande segredo. Sim, houve, neste ano, um imprudente reajuste de alguns setores do funcionalismo. Mas é claro que isso não explica o rombo. A dita frustração de receitas de que falou Henrique Meirelles na entrevista coletiva é real, não história pra boi dormir. Pode ter havido erro na aposta do rimo de crescimento da economia, mas, acreditem, a margem para corte é bem pequena.

O ministro também não mistifica quando afirma que a queda da inflação contribuiu para essa frustração. Em razão da rápida desaceleração, o governo vai arrecadar em impostos, neste ano, R$ 19 bilhões a menos do que o estimado; no ano que vem, R$ 23 bilhões. Só até julho deste ano, segundo o governo, houve uma queda em relação ao esperado de R$ 7,2 bilhões. A recessão também frustrou a arrecadação de impostos das empresas.

Há uma árdua batalha pela frente. Os adversários à direita do governo dirão, para usar aquela metáfora que me irrita, que "o Planalto não fez a lição de casa", embora mal soubessem dizer em que esta consistiria, e os à esquerda vão sustentar que esse é o preço que se paga para barrar o impeachment, o que é igualmente indemonstrável. E, nesse caso, os valentes já se preparam para organizar greve de servidores.

A verdade é que a margem que tem o governo para cortar gastos é pequena. Não há muito o que se possa fazer no que concerne às despesas. A resposta mais óbvia é aumentar as receitas. E teria de ser pela via da elevação de impostos, o que é politicamente insustentável.

Para encerrar: não passa de pura bobagem e politicagem rasa a história de que isso a que assistimos são as pedaladas do governo Temer. Trata-se precisamente do contrário: pedalar consiste em maquiar números para poder gastar. O que se faz aí é expor as contas. Ademais, convém torcer para que os números fiquem mesmo nesse patamar. Eles preveem um crescimento da economia de 0,5% neste ano e de 2,5% no ano que vem.

Revista a meta, o governo pode começar a liberar parte dos quase R$ 44 bilhões de verbas que estão contingenciados. E a máquina pública funcionará com um pouco mais de folga.

Ah, sim! Cuidado com o papo furado de picaretas e vigaristas que nem sabem ler uma peça orçamentária ou entender um balanço, mas acusam a incompetência da equipe econômica.
Herculano
16/08/2017 07:56
CÂMARA NÃO ENTENDE A GRAVIDADE DA SITUAÇÃO NACIONAL, por Antonio Delfim Neto, economista, ex-ministro dos governos Militares de Ernesto Garrastazu Médici e Costa e Silva,

A semana passada foi triste. Revelou que boa parte da Câmara dos Deputados se recusa a entender a gravidade da situação nacional. Isso está gerando uma repugnância da sociedade para com a sua atividade, o que é prejudicial à democracia.

Primeiro tivemos a reação intempestiva da Comissão Mista de Orçamento (CMO) aos vetos opostos à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018. Logo depois, o resultado absolutamente indecente foi somado a um dispositivo de infantilidade estudantil apresentado pela Comissão de Reforma Política (CRP).

Com relação à LDO, foi sancionada com 47 vetos. Atingiram dispositivos que aumentavam gastos. Por exemplo, permitir, nessa penúria, reajustes do Legislativo acima da inflação, que, combinados com o limite da despesa, consumiriam recursos de outras atividades mais necessárias, além de sugestões "ad gustum" do populismo do qual o Brasil tenta se livrar.

Alguns deputados acreditam que é o Orçamento que cria recursos. Infelizmente, o mundo físico é mais cruel: são os recursos que limitam o Orçamento!

Pior ainda foi a proposta da CRP: uma "reforma" imaginária, que despreza montanhas de votos e garante que o seu Frankenstein de 2018 se transformará em um Adonis no futuro... Depois de meses de "metafísica transcendente", gestou o que já estava no seu DNA: um monstro que joga no limbo milhões de votos.

Só não é mais uma "jabuticaba" porque fomos precedidos pelo Afeganistão! Há sérias dúvidas se o "distritão" produzirá os efeitos para o qual foi talhado: reforçar os partidos majoritários (PMDB, PT, PSDB), como sugere a análise dos números da eleição de 2014. Depois da Operação Lava Jato e com as mídias sociais, o tiro pode sair pela culatra.

A proposta de um Fundo de Financiamento da Democracia (FFD) é um escárnio se olharmos nossos problemas fiscais. Se subsistir, deverá ser financiado cortando-se o equivalente das verbas destinadas às emendas "obrigatórias" e a outras benesses dos deputados no Orçamento de 2018.

O incesto entre o Estado e o setor privado revelado pela Lava Jato mostra os riscos para a democracia do livre financiamento empresarial das campanhas "como investimento".

Em princípio, os partidos políticos têm de ser sustentados por seus adeptos, pessoas físicas e com limites. Mas não haverá qualquer comprometimento se o financiamento empresarial privado for restrito, por exemplo:

1º) a 0,005% do lucro líquido pago ao Imposto de Renda no ano anterior, até o limite de R$ 500 mil;

2º) só beneficiar um partido, revelando que se trata de engajamento político.
Herculano
16/08/2017 07:52
Ao que se esconde como Zé Samae

Eu conheço a lei das Licitações. A sua observação tem dois vieses: a primeira a de me alertar para a minha ignorância (que neste caso específico não tenho); a segunda é para justificar alguma coisa que pode esgar errada (e ai, chama-se a atenção e acende a luz).

Mesmo que este tipo de licitação pode ser feita sem concorrência, o procedimento não é salutar para própria concorrência (pois excluiu outros competidores que não são amigos do rei) e afeta frontalmente à transparência e a possível economicidade. Acorda, Gaspar!
Zé Samae
15/08/2017 21:26
Seu Herculano,

O senhor precisa se informar melhor, projetos de engenharia tem dispensa de licitação até
R$ 15.000,00.
Roberto Sombrio
15/08/2017 21:10
Oi, Herculano.

Sempre que critico as lambanças da prefeitura de Gaspar, principalmente na gestão do PT, cobravam para que eu me inscrevesse em um partido e concorresse a um cargo.

Primeiro, não sou ladrão
Segundo, não minto
Terceiro, sou inteligente.
Logo, não preciso ser político.
Erva Daninha
15/08/2017 20:18
Oi, Herculano;

De tanto ler os comentários do Sabidão, estou desconfiado que esse chato é o Pedro Celso Zuchi.
Herculano
15/08/2017 19:45
O GRÁFICO ACIMA MOSTRA CLARAMENTE A DISTORÇÃO. ENQUANTO NO SERVIÇO PÚBLICO OS SALÁRIOS AUMENTAM, NA INICIATIVA PRIVADA ELES SÃO ACHATADOS.

MAIS DO QUE ISSO. MAIS DE 60% DOS BRASILEIROS QUE TRABALHAM GANHAM O MÍNIMO OU ATÉ MENOS. ENQUANTO ISSO, TEM GENTE NO SERVIÇO PÚBLICO QUE GANHAM MILHARES DE VEZES MAIS E FORA DO LIMITE DA LEI.

TUDO SUSTENTADO PELOS IMPOSTOS DOS QUE GANHAM O MÍNIMO E ATÉ MESMO, DESEMPREGADOS OU SOBREVIVENDO NA INFORMALIDADE

VEJA ESTA MANCHETE. MAIS UM JUIZ DO MT RECEBEU QUASE MEIO MILHÃO DE REAIS NO SALÁRIO DE JULHO

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Andreza Matais e Marcelo de Moraes, na coluna estadão.

O juiz Mario Augusto Machado recebeu no contracheque do mês de julho R$ 404.112,09 do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Segundo o portal da transparência, o valor líquido foi de R$ 342.327,87. A remuneração inclui indenização de R$ 113.268,70; vantagens eventuais de R$ 31.680,90 e gratificação de R$ 21.448,99.

O caso é o mesmo divulgado ontem pela Coluna que envolve o juiz Mirko Giannotte, da comarca de Sinop. Ele recebeu R$ 503 mil em julho, somados salário e outros benefícios, como indenização.

No total, 84 juízes do MT receberam em julho pagamentos acima de R$ 100 mil. O dado foi divulgado hoje pela Associação Mato-grossense de Magistrados. A Coluna solicitou os nomes de todos os magistrados, mas a assessoria de imprensa do tribunal disse que não irá divulgá-los.

A explicação da associação é a mesma para todos os casos. "Os valores recebidos por 84 magistrados mato-grossenses se referem ao pagamento das diferenças de entrância, pois durante um longo período de tempo juízes foram designados pela Administração da Justiça para trabalharem em comarcas de classificação superior à sua na carreira da magistratura", diz a nota.

A assessoria informou que não comentaria casos específicos e que a nota abaixo poderia ser considerada como a resposta para a demanda envolvendo o juiz Mario Augusto Machado.

Leia a íntegra da nota:

A respeito das inúmeras inserções na mídia e nas redes sociais acerca de valores recebidos por magistrados de Mato Grosso, a Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), vem a público informar e esclarecer o seguinte:
1. Os valores recebidos por 84 magistrados mato-grossenses se referem ao pagamento das diferenças de entrância, pois durante um longo período de tempo juízes foram designados pela Administração da Justiça para trabalharem em comarcas de classificação superior à sua na carreira da magistratura;

2. O art. 124 da Lei Orgânica da Magistratura (Lei Complementar nº 35/1979) traz a previsão desse pagamento: Art. 124 ?" O magistrado que for convocado para substituir, na primeira instância, juiz de entrância superior, perceberá a diferença de vencimentos correspondente, durante o período de afastamento do titular, inclusive diárias e transporte, se for o caso; 3. No âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso esse valor nunca foi pago, ou seja, a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) não vinha sendo cumprida até que, em virtude do reconhecimento da legalidade inequívoca desse pagamento pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Superior Tribunal Federal (STF), ocasionou a implantação de tais pagamentos a partir de 2010; 4. Hoje esse valor de diferença de entrância é pago normalmente aos juízes que respondem por comarca superior à sua e aos juízes convocados para substituir desembargador no Tribunal, sem haver mais acúmulo de saldo a receber; 5. No entanto, a falta de pagamento anterior a 2010 e a decisão do CNJ que proibiu o pagamento de todo o passivo trabalhista anterior a março/2009, causou o acúmulo de valores a receber por diversos magistrados, o que somente veio a ser liberado por decisão do Corregedor Nacional de Justiça, no Pedido de Providências nº 0005855-96.2014.2.00.0000, datada de 30 de janeiro de 2017; 6. É obvio que verbas glosadas desde 2004 e pagas após 13 anos estão sujeitas aos acréscimos de correção monetária, sem contar que anterior a 2010 a diferença entre as entrâncias no Estado de Mato Grosso era de 10% (hoje é de 5%), o que somado culminou em valores que, em tese, podem ser considerados altos, mas refletem exatamente o justo, o legal e o devido a cada magistrado que recebeu. Estamos à disposição para explicar com detalhes toda a cadeia de eventos que levou a tais pagamentos, inclusive os cálculos que indicaram os valores devidos individualmente a cada magistrado que recebeu esse passivo trabalhista. Não temos a mínima intenção de ocultar nada, absolutamente nada. Tanto que, imediatamente após os pagamentos, tais informações foram lançadas no nosso Portal da Transparência, à disposição de cada cidadão. O Tribunal de Justiça efetuou tais pagamentos com verbas de seu orçamento, estritamente dentro de seu planejamento financeiro anual, sem onerar a maior um único centavo aos cofres públicos do Estado de Mato Grosso.

Diretoria da Associação Mato-grossense de Magistrados
Herculano
15/08/2017 19:33
MORO: "NÃO SOU E NÃO SEREI CANDIDATO"

Conteúdo de O Antagonista. De Sérgio Moro, em evento da Jovem Pan, sobre aparecer em pesquisas eleitorais:

"Eu já falei mais de uma vez: eu acho que as profissões políticas são das mais belas. Nós temos eventualmente imagens pejorativas por causa de escândalos de corrupção, mas temos bons políticos, é uma minoria que adere a práticas criminosas.

Mas é preciso ter um perfil e eu não me vejo com esse perfil.

Então reitero que não sou candidato e não serei candidato."

Sérgio Moro defendeu a redução do número de pessoas que têm direito ao foro privilegiado e lembrou que esta é a posição de "vários ministros" do próprio STF.

O juiz falou do problema do "abarrotamento de processos nas instâncias superiores, que acarreta lentidão no julgamento, favorecendo a impunidade.

Sérgio Moro, no evento da Jovem Pan:

"Em 2006, a Geórgia, ex-integrante da União Soviética, era um país governado por gangsters... Ocupava a 79a posição no ranking da Transparência Internacional.

Agora está na posição 44. O Brasil, coincidentemente, está na mesma posição da Geórgia de dez anos atrás. Quem sabe daqui a dez anos mostremos o mesmo avanço da Geórgia."

"Quando se tem uma prova concreta, não há violação da presunção de inocência. Nos Estados Unidos e na França, berços da presunção de inocência, é assim. O condenado em primeira instância que sai diretamente para a prisão, como se vê nos filmes, é uma realidade"

Sérgio Moro defendeu, no evento da Jovem Pan, a execução de prisão após decisão de segunda instância.

"A exigência do trânsito em julgado significa na prática a impunidade dos crimes praticados pelos poderosos, que têm condições de usar as brechas da lei para manipular o sistema para que esses processos nunca cheguem ao fim."

Moro aplaudiu a mudança de entendimento do STF e a iniciativa do ministro Teori Zavascki neste sentido.

O juiz pregou que "não se revertam esses precedentes" (como querem alguns ministros), porque isto seria "desastroso" para a Justiça criminal.

Foi aplaudido.

Sérgio Moro disse também que "o ser humano é um amálgama de vícios e virtudes e sempre vai haver quem se corrompa", mas a corrupção sistemática é muito mais grave.

"As pessoas perdem a fé no regime democrático quando veem que a trapaça é a regra e ela permanece impune."
Herculano
15/08/2017 19:09
DEMAGOGIA: COMISSÃO DO SENADO, TUCANO À FRENTE, APROVA PROJETO QUE TORNA CRIME REVER META FISCAL, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV.

O país, às vezes, passa por algumas bizarrices. Pouca gente se lembra, mas a Constituinte estabeleceu um teto para os juros: 12% ao ano. E, como a redação e as mentes eram confusas, entendia-se tratar de juros reais, o que, se posto em prática, pelo texto, seria um descalabro. Para vocês terem uma ideia, o país que paga hoje as taxas reais mais altas do mundo ?" isto é, descontando-se a inflação ?" é a Rússia: 4.59%. A Turquia vem em seguida, com 3,93%. E o Brasil está em terceiro lugar, com 3,71% em julho, com a taxa Selic a 9,25%. Sim, na década de 90, o Brasil teve de pagar juros reais acima de 20%. Nos anos 2000, caiu para a faixa de 10%. No momento, estamos abaixo de 5%.

Vamos lá. Ainda que um descalabro fosse, pergunta-se: que sentido fazia tabelar os juros? A estrovenga ficou na Constituição até 2008 sem qualquer aplicação prática porque dependia de lei que a regulamentasse. E caiu.

Nesta terça, a Comissão de Assuntos Econômicos, sob a entusiasmada condução política de Ricardo Ferraço (ES), o senador que migrou, em 2016, para o PSDB porque, consta, discordava do apoio do PMDB ao governo Dilma, aprovou uma estupidez: a punição do Poder Executivo caso este decida alterar a meta fiscal no segundo semestre.

É mesmo? E foi Ferraço quem veio com a cantilena que não faz o menor sentido. Seguem trechos da fala de quem decidiu se comportar como senador de oposição, certo de que isso vai colaborar para a sua reeleição ao Senado:
"O governo já sabe há meses que a meta tinha que ser revisada (?). Quanto mais o governo atrasa [a revisão], mais aumenta a pressão por gastança. (?). A revisão será muito debatida. Viemos de governos que fizeram revisões repetidamente no fim do ano. Não dá para cometer os mesmos erros. O governo vai ter que ter justificativas muito consistentes para esta revisão (?) É a base do governo que tem conspirado contra as receitas do governo. O Refis, a reoneração? já foram para o espaço".

E lascou uma argumentação aparentemente matadora: o impeachment de Dilma se deu por autorizar gastos sem antes rever a meta.

O conjunto não faz sentido de várias maneiras combinadas:

a: ainda que a base do governo conspirasse contra a meta, Ferraço é a prova de que pertencer à base não implica fidelidade aos desígnios do governo, certo?;

b: aguarda-se que o senador explique por que uma margem mais estreita para gastos ?" meta mais severa ?" aumenta pressão por gastos; acho que ele falou por falar;

c: de fato, Dilma autorizou gastos sem rever a meta quando esta já havia estourado. O que se fez foi maquiar o estouro. O atual governo tenta fazer justamente o contrário. Mas não será com a ajuda de Ferraço, tudo indica.

Eu sugiro que o senador leve a questão ao PSDB para que o partido delibere, então, onde se vai passar a faca: começaremos por paralisar as escolas, os hospitais, as Forças Armadas ou o quê? Falar no corte de emendas de parlamentares é demagogia barata. A fatia reservada no Orçamento a tal fim é de R$ 6,3 bilhões. E faz parte dos itens do Orçamento impositivo.

De fato, a reoneração da folha de salários ficou para o ano que vem. Por vontade do governo ou por necessidade? Convenha, senador: o PSDB é bem menor do que a base, certo?, e não consegue se entender.

Aprovar uma proposta que, no limite, obrigaria o governo ou a paralisar a máquina ou a ser um criminoso é uma sandice. É demagogia barata, que atenta contra o país.

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.