Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Na última hora, o síndico está enfeitando o prédio para abafar na assembleia dos condomínios

17/09/2020

 

Vocação de síndico I

A jurista, professora, coautora do impeachment da ex-presidente Dilma Vana Rousseff, PT, deputada estadual em São Paulo pelo PSL, Janaína Paschoal, foi ao twitter esta semana para afirmar que “discurso ideológico não têm nada a ver com eleição para prefeitura. Prefeito/a precisa ter vocação para síndico!”. Boa. Certíssima! Em Gaspar, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, terceirizou a função natural de síndico da cidade para o presidente do partido, Carlos Roberto Pereira. Agora, está correndo atrás do prejuízo. É só olhar e comparar o Plano de Gestão que apresentou em 2016 para se vencer nas eleições daquele ano: “Construir o futuro, recuperar a credibilidade e o desenvolvimento de Gaspar”. Para a Assembleia deste 15 de novembro, como acontece na maioria delas, o síndico está pintando, limpando, ajardinando e visualmente impressionar os condôminos. Quer evitar às cobranças das promessas feitas para ser síndico. 

Vocação de síndico II

Não vou escrever sobre o Mirante que se promete erguer numa área de 300 m2 na Rua Aristiliano Ramos aqui no Centro nos últimos dias antes das eleições. Ele é um projeto antigo do petista já falecido, Rodrigo Fontes Schramm. Vou escrever sobre o Parque Náutico de Gaspar, uma rampa para barcos e lanchas em área recuperada e reurbanizada. Li e reli o Plano de Gestão de 2016; não achei ambos. São necessários? Sim! Mas, na complementariedade e não na prioridade. É beleza de última hora para impressionar os que passam pelo Centro. Prioridade, por exemplo, é o asfalto da Rua Vidal Flávio Dias, no Belchior Baixo, que está no Plano de Gestão. Ele não foi feito ainda – nem a manutenção no que existe -, apesar das promessas de Kleber aos investidores. Eles tornaram aquela localidade um polo industrial e logístico. Para agilizar, garantiram aportar recursos deles próprios para a obra sair do papel. A lista é longa de promessas estruturantes não cumpridas. Para se medir à distância entre o prometido e o realizado, basta ouvir o líder do governo. Quando cobrado, diz que o município não está endividado. Dos mais de R$200 milhões autorizados para se pegar em empréstimos, Kleber só conseguiu tomar R$40 milhões para suportar às obras que está tocando. 

Vocação de síndico III

O Parque Náutico é só para quem tem barco, ou seja, para ricos daqui e de fora, como Blumenau. Dos R$1,7 milhão que vai ser gasto lá, R$1,3 milhão vem do Ministério do Turismo. Então tem mais que aproveitar essa disponibilidade de recursos. Por isso, não vou escrever sobre quem precisa trabalhar e não possui acesso à creche pública, ou vai se virar no meio período, um problema social crônico que foi para debaixo do tapete porque a pandemia do Covid-19 tratou de fechar as nossas creches. Também não vou tocar na falta de contraturno ou turno integral nas escolas municipais. Vou ficar na área do Turismo. O ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, num momento vingança contra empresários – bem do seu estilo e partido – desapropriou a Fazenda Juçara, na Margem Esquerda, por ninharia. Transformou-a na improvisada Arena Multiuso Prefeito Francisco Hostins. Apesar desses erros conceituais, foi um acerto de Zuchi. À falta de diálogo, todavia, originou uma pendenga judicial das brabas e o terreno pela localização, pela infraestrutura que o dinheiro público já fez lá, só se valorizou. Entretanto, se olhar bem, não há espaço entre Blumenau e o Litoral tão amplo e mais adequado para os gasparenses se encontrarem, promoverem exposições e megaeventos regionais. E tudo isso já provou mais que viável. 

Vocação de síndico IV

E o que o Parque Náutico tem a ver com isso? A falta de vocação de síndico de Kleber! O dinheiro para transformar a Arena Multiuso, num centro de negócios existe e está no Ministérios do Turismo, da Economia, da Agricultura e até da Infraestrutura, além do governo do Estado. É preciso projetos, determinação, canais de negociação em Brasília e Florianópolis bem como fazer parcerias com investidores. É preciso resolver a pendenga judicial e conversar com o dono do terreno – Gert Fristche - para buscar uma solução definitiva. Kleber e seu grupo, todavia, planejam fazer uma mini arena de lazer no bairro Sete e abandonar a da Margem Esquerda. Para a nova, naturalmente, vai se precisará de recursos federais, estaduais ou endividamento da prefeitura. Se tudo der certo, ficará para a próxima gestão. E se por um azar Kleber não for reeleito? O novo síndico, como é comum em Gaspar, possivelmente abrirá uma nova frente. Descartará a Arena Multiuso e da Sete. Quando verdadeiramente um prefeito terá vocação de síndico em Gaspar sem derrubar o prédio? Francisco Hostins, pelo nanico PDC, cercado de técnicos, deixou esta impressão que perdura até hoje, mas a desfez na época, tão logo tinha as contas pagas. Reaproximou dos políticos sem vocação de síndicos. Não se elegeu para mais nada. 

 

TRAPICHE 

Escolhidos os candidatos a prefeito, vice e vereadores é preciso colocar em ordem a documentação na Justiça Eleitoral até o dia 26. Candidato que delegar isso só às estruturas partidárias, corre sério risco de ser surpreendido com impedimentos e ficar na fila. 

Os eleitores de Marcelo de Souza Brick, PSD, e que virou vice na reeleição de Kleber Edson Wan Dall, MDB, estão inconsoláveis nas redes sociais. Os memes e os áudios dão o tom do desconforto, do preço político e do passo em falso. 

O PL surpreendeu. As mudanças na última hora e as concessões proporcionadas por Márcio Cezar permitindo a entrada do ex-vereador Etelvino Schmitt (Vino), do Distrito do Belchior como vice de Rodrigo Boeing Althoff. Isso aconteceu para tornar o partido minimamente competitivo. Acendeu a luz amarela no então imbatível MDB, PSD, PP, PDT e PSDB. 

Denúncias ao seu alcance. O aplicativo Pardal, desenvolvido pela Justiça Eleitoral para uso gratuito em smartphones e tablets, a cada eleição já está disponível para download nas lojas virtuais Apple Store e Google Play. Somente no pleito de 2018, a ferramenta recebeu mais de 47 mil denúncias.  

Na propaganda oficial, o Hospital de Gaspar informa que aos 120 dias de funcionamento, a UTI de dez leitos emergenciais contra o Covid-19 salvaram 14 vidas gasparenses. O que não foi esclarecido é que nela já morreram 23, sendo 13 de Gaspar e dez de outros municípios. 

Chama atenção que neste mesmo tempo e até esta semana, a UTI atendeu nos seus dez leitos 46 pacientes: 30 de Gaspar e 16 de outras cidades. Só quatro continuavam internados, todos de Gaspar. No histórico da UTI, um foi deslocado para Timbó e lá morreu; o primeiro a ser internado nela, nem Covid teve. 

Perguntar não ofende: se os partidos vão gastar mais de R$2 bilhões dos nossos pesados impostos para sustentar os candidatos nesta eleição, por que se espalha que o dinheiro de financiadores será decisivo para se vencer em 15 de novembro? 

A Câmara de Gaspar virou uma usina para aprovar projetos de leis inconstitucionais. Impressionante. Ou falta assessoria ou não se respeita os técnicos dela. Vergonha. Acorda, Gaspar! 

 

Edição 1969

Comentários

Herculano
20/09/2020 07:33
da série: a vergonha dos privilégios e penduricalhos

IMPOSTO DE RENDA EXPLICITA VANTAGEM DE SERVIDORES FEDERAIS E DESIGUALDADES

Distrito Federal lidera rendimentos no país e tem o terceiro maior patrimônio declarado

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Fernando Canzian. Dados do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) no Brasil explicitam a enorme disparidade de rendimentos e a elevada concentração salarial nos funcionários públicos federais em relação ao resto da população.

Os números revelam ainda como o Brasil tributa, via Imposto de Renda, parcela pequena da população: 14,4%, menos que a média latino-americana e de muitos países do sul da Europa.

Mesmo assim, o Brasil tem uma das maiores cargas tributárias entre os emergentes - e muito incidente sobre o consumo, onerando proporcionalmente mais os pobres.

Por causa dos servidores em Brasília, o Distrito Federal (DF) tem o maior rendimento médio entre as 27 unidades da Federação (considerando quem declara ou não o IRPF) e entre os declarantes apenas.

Na população total, a renda no DF é de R$ 2.981 mensais, ante R$ 1.228 na média geral do país. Ou R$ 11.994 entre os declarantes, diante dos R$ 8.528 na média dos que declaram IRPF.

A capital federal também é a unidade da Federação onde há mais declarantes: 24,8%, justamente por causa dos empregos públicos e formais.

Os dados, organizados pela FGV Social a partir do IRPF de 2018, incluem todos os rendimentos declarados, inclusive os de aplicações financeiras e dos chamados PJ (pessoa jurídica), muitas vezes pessoas físicas que recolhem impostos menores por meio do Simples.

Em comparações entre os rendimentos médios da população e do funcionalismo, é comum sindicatos de servidores reclamarem que os PJ não são incluídos. Aqui, isso ocorre ?"e, mesmo assim, os rendimentos da classe são maiores.

Por se tratar de dados de IRPF, os valores médios declarados são mais fidedignos do que os de pesquisas domiciliares. Já a renda média (de quem declara ou não, e que engloba todos os habitantes) tem alta correlação com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE.

Os salários dos servidores públicos federais fazem com que o Distrito Federal tenha média de rendimentos superior à de estados mais ricos como São Paulo e Rio de Janeiro, onde há mais empresários, PJs, empregados na iniciativa privada e economias mais dinâmicas.

Outro levantamento recente da FGV Social mostrou que, entre as 10 ocupações mais bem pagas no Brasil, 6 estão no setor estatal.

Os servidores públicos estão hoje no centro de dois projetos de mudança constitucional: a reforma administrativa, que propõe limitar promoções automáticas e a estabilidade para novos ingressantes; e a PEC Emergencial, que prevê reduzir em até 25% a carga horária e salários quando o chamado teto de gastos (que limita o aumento da despesa pública à inflação) estiver ameaçado.

O projeto de reforma administrativa, no entanto, não abrange juízes, desembargadores, promotores, deputados e senadores, que concentram alguns dos maiores rendimentos do país.

Hoje, o gasto com o funcionalismo é a segunda maior despesa da União, só atrás da Previdência.

Em proporção ao PIB (Produto Interno Bruto), o Brasil despende o equivalente a 13,1% com servidores, mais que Chile e México (abaixo de 9%) e acima da média dos países ricos (10,5%), segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Na região do Lago Sul, em Brasília, onde ministros, políticos e o alto escalão do funcionalismo vivem, a renda mensal declarada é mais de quatro vezes a média nacional: R$ 38.460. Já o patrimônio líquido médio declarado chega a quase R$ 2 milhões ?"muitas vezes maior que o das capitais mais ricas do país.

Por causa dos salários do setor público, os habitantes do Distrito Federal têm o terceiro maior patrimônio declarado (R$ 317 mil, em média), não muito atrás dos estados de São Paulo (R$ 373,9 mil) e Rio (R$ 329,2 mil), onde há mais atividade econômica privada e bens acumulados há centenas de anos ?"enquanto Brasília só foi inaugurada em 1960.

No início da pandemia da Covid-19, o fosso entre o funcionalismo de Brasília e o resto do país ficou evidente. O Distrito Federal tinha 1,6 leito de UTI no SUS (Sistema Único de Saúde) por 10 mil habitantes; mas 11,6 leitos por 10 mil segurados na rede particular, a maior taxa do país.

Na região do Distrito Federal, Lago Sul, Lago Norte e Brasília, por exemplo, contrastam amplamente com as cidades-satélite, onde vivem os mais pobres. Em Ceilândia, a renda média mensal da população (declarante ou não de IRPF) não chega a R$ 800. Já o patrimônio médio declarado é pouco superior a R$ 50 mil.

Em termos nacionais, levando em conta toda a população (declarante ou não do IRPF), o patrimônio médio do brasileiro em imóveis (cerca da metade do que é declarado), automóveis ou investimentos é de R$ 41 mil ?"variando de R$ 78,8 mil no DF a R$ 5.600 no Maranhão.

Além do Distrito Federal, o Brasil tem outras "ilhas" de rendimentos e patrimônio mais elevados.

Municípios litorâneos como Niterói (RJ), Santos (SP), Vitória (ES) e Florianópolis (SC) têm renda e patrimônio superiores à média, sobretudo por concentrarem mais profissionais liberais como médicos (uma das profissões mais bem pagas) e advogados, que ali residem em busca de qualidade de vida.

Essas áreas são mais homogêneas do que outras localidades onde há mais concentração de renda em poder de poucas pessoas - e geralmente têm mais declarantes de IRPF do que a média.

Em Santos, Niterói e Florianópolis, por exemplo, cerca de um terço da população declara IRPF, ante os 14,4% da média nacional.

De acordo com o economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social, os dados do IRPF mostram, além da elevada concentração de rendimentos no Distrito Federal e em alguns locais específicos, a enorme disparidade de rendimentos no Brasil.

Nas regiões Norte e Nordeste, não só a renda média é menor como é muito pequeno o total da população que ganha o suficiente para declarar Imposto de Renda.

No Maranhão, menos de 6% declaram o IRPF; e a renda média geral era de R$ 363 ao mês em 2018. Mesmo em um estado nordestino mais industrializado como Pernambuco, o rendimento médio mensal não alcançava R$ 700.

"Os resultados mostram ainda uma nova fronteira de ganhos cada vez mais concentrados em alguns locais do Centro-Oeste, onde muitos novos ricos têm renda elevada", diz Neri.

Um exemplo é Aporé (GO), onde apenas 11,3% declaram o IRPF. Eles fazem do município o segundo do país em rendimentos (R$ 46,4 mil mensais) e o primeiro em patrimônio líquido (R$ 6,5 milhões, em média).

Além de Aporé, a reportagem da Folha examinou outros locais que destacam-se no levantamento da FGV Social, como a rica Nova Lima, em Minas Gerais, e a cidade com a menor renda média do país, Fernando Falcão, no Maranhão.

Neri ressalta que níveis educacionais e de produtividade do trabalho seguem determinantes para a desigualdade no Brasil. "O efeito curso superior é muito importante para a renda e não caiu, mesmo na crise."

Segundo relatório da OCDE, ter curso superior no Brasil significa ganho salarial médio de 150% a mais em relação aos que não o têm (cerca de 85% da população).

Outra fonte de melhora importante na renda é o chamado "efeito firma": a empresa onde se trabalha. Quanto mais produtiva e organizada, maiores os salários; quanto mais empresas do tipo numa região, mais elevada a renda.

Mais dependente de empregos informais e de baixa produtividade nos últimos anos, a economia brasileira tende, portanto, a aprofundar a desigualdade, com os empregados formais e os que vivem em áreas mais dinâmicas se distanciando cada vez mais.

Para o economista do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Pedro Ferreira de Souza, uma resposta mais estrutural para a desigualdade seria o Brasil perseguir reformas que aumentem a base de pessoas que declaram Imposto de Renda - e reduzir as deduções que favorecem os mais ricos, como as associadas a despesas médicas.

Souza é autor de "Uma História de Desigualdade: A Concentração de Renda entre os Ricos no Brasil", Prêmio Jabuti de Melhor Livro de 2019 e que esmiúça as disparidades sociais no país e o efeito do Imposto de Renda.

"Tributamos muito o consumo e pouco a renda e o patrimônio. Mudar isso é o caminho mais óbvio para combater a desigualdade."

Souza afirma que o ideal seria cada vez mais pessoas declararem o IRPF, mesmo que os mais pobres, ao final, não pagassem tributo algum em razão de sua renda.

Ele também vê espaço para que o Brasil crie uma faixa de tributação acima da alíquota máxima de 27,5% para os que ganham mais.

"Outros países de renda média como o Brasil têm alíquotas máximas de 35% a 40%. Poderíamos tranquilamente fazer isso por aqui também", diz.
Herculano
20/09/2020 07:26
PREFEITOS PODEM USAR COVID E DAR GOLPE NA ELEIÇÃO, por Cláudio Humberto na coluna que publicou neste domingo nos jornais brasileiros

A emenda constitucional que alterou a data da eleição municipal deste ano pode favorecer prefeitos mal nas pesquisas a aplicarem um golpe. A nova data da eleição é 15 de novembro, mas como tem autoridade conferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de definir medidas contra a covid-19, qualquer prefeito pode adiar a eleição até 27 de dezembro alegando "risco aos eleitores" em razão da pandemia. A decisão é apenas administrativa, nem precisa ser confirmada pelos vereadores.

AUTORIDADE CONFERIDA

O STF determinou que são as autoridades locais que têm o poder de determinar isolamento, quarentena ou lockdown.

ABUSO SERÃO ANALISADOS

O Tribunal Superior Eleitoral não parece atento ao golpe, mas garante que "eventuais casos de abusos serão analisados individualmente".

FERRAMENTA DE INTERFERÊNCIA

Especialista em eleições revelou a esta coluna que campanhas em todo o país discutem a possibilidade de usar a covid como "utensílio eleitoral".

VÍRUS NA DISPUTA

"Imagina o impacto de uma quarentena a dez dias da eleição em municípios pequenos", disse o analista. "O impacto é inegável", conclui.

SEGUNDA ONDA DE COVID NA EUROPA PREOCUPA OMS

Com situação basicamente controlada no Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se volta para a Europa, que tem apresentado uma nova escalada no número de novos casos de coronavírus. Enquanto o Brasil reduziu novas infecções em cerca de 40%, vários países europeus têm registrado taxas de contágio ainda maiores que as observadas durante o pico do início do ano. Na França, a média de casos diários já superou a marca de 9 mil, exatamente o dobro do pico, e segue tendência de alta.

PREOCUPANTE

No Reino Unido, a média de novos casos saltou de 545 no início de julho para cerca de 3,5 mil esta semana. Na Itália, foram de 175 para 1,4 mil.

OBSERVANDO DE PERTO

A Espanha, outro caso emblemático, parece ter contido o novo avanço. Novos casos passaram de 229 para 8,7 mil, mas recuaram para 5,5 mil.

REDUÇÃO BEM-VINDA

No mesmo período, o Brasil, com população três a quatro vezes maior, reduziu sua média de novas infecções de 46,2 mil para menos de 30 mil.

BALDE DE ÁGUA GELADA

Enquanto o TSE liberava candidatura de fichas sujas, o TCU divulgava 7.354 gestores que meteram a mão. Balde de água geladíssima, em tempos calorentos, para muita gente que já tinha botado o bloco na rua.

SHOW DE CONSCIÊNCIA

O aeroporto internacional JK, de Brasília, registrou movimento digno dos tempos pré-pandemia, desde sexta-feira (18). O aeroporto não está nem aí, mas os passageiros, estes sim, dão exemplo: todos usando máscara.

BALEIA EM CAMPANHA

A eleição para o comando da Câmara dos Deputados é só no início de fevereiro, após o recesso, mas um dos pretendentes ao cargo, Baleia Rossi (MDB-SP), tem conversado muito com seus colegas.

R$200 BILHõES NA ECONOMIA

O Ministério da Cidadania fez as contas: o investimento do governo federal no auxílio emergencial chegou a R$200 bilhões, nesta sexta-feira (18). São 67,2 milhões de pessoas beneficiadas com os recursos.

VOLTA AO NORMAL

Várias escolas particulares do Distrito Federal começam a volta às aulas presenciais nesta segunda. O retorno começará pela educação infantil e na semana seguinte o ensino fundamental. Sempre de forma facultativa.

Só NóS

Ao explicar sua determinação ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, de que estados e municípios devem se preparar para a volta às aulas, o presidente Bolsonaro não se conteve: "Só tá faltando nós!"

PANDEMIA NO FESTIVAL

A primeira edição o Festival de Cannes completa 74 anos, neste domingo (20). Até este ano, era a única a ter sido adiada; por sete anos, durante a II Guerra Mundial. A edição 2020 não só foi adiada, pela primeira vez na História não há qualquer evento presencial previsto.

LIBERDADE GARANTIDA

O juiz Thomas Schons arquivou ação do presidente da Câmara de São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), Flávio Oliveira (PDT), contra uma cidadã, mãe de um garoto com paralisia cerebral. Ela chamou o político de "safado" e "corrupto" no Facebook. Para o juiz, o processo era injusto.

PERGUNTA NO PLENÁRIO

Já se pode chamar Rodrigo Maia de futuro-ex-presidente da Câmara?
Herculano
20/09/2020 07:16
da série: cegueira do presidente está matando a galinha dos ovos de ouro que sustenta a economia brasileira e é referência de tecnologia, ciência e produtividade no mundo

AGRO DESCOBRIU QUE O ATRASO DE BOLSONARO É UM MAU NEGóCIO, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Empresários preferiram se aliar a ONGs ambientalistas, alvos do presidente

Quando os presidenciáveis desfilavam em campanha, há dois anos, a turma do agronegócio acreditou ter feito uma escolha óbvia. Empresários se aproximaram do candidato que prometia afrouxar fiscalizações, e a bancada ruralista declarou apoio àquele que prometia atropelar as leis ambientais.

O namoro durou pouco. Antes de tomar posse, Jair Bolsonaro abriu a primeira crise com o setor. O presidente eleito causou pânico entre produtores ao dizer que mudaria a embaixada de Israel para Jerusalém. Exportadores de carne criticaram a ideia, com medo de perder bilhões em negócios com países árabes.

O governo não conseguiu levar a provocação adiante, mas manteve a sabotagem. Em março, Eduardo Bolsonaro acusou o governo chinês de ser responsável pela propagação do coronavírus. O líder da bancada ruralista precisou lembrar que a China responde por até 40% das exportações do agronegócio brasileiro.

Além das trapalhadas nas relações exteriores, o lobby do agronegócio ficou incomodado com a omissão destrutiva do governo na Amazônia. Ninguém virou ambientalista da noite para o dia, mas os empresários perceberam que ter um Bolsonaro no poder era um mau negócio.

Em julho, eles cobraram medidas para frear a devastação e as queimadas. O presidente continuou fingindo que os incêndios eram fogueiras de São João e acusou ONGs de produzirem propaganda negativa. "Vocês sabem que as ONGs não têm vez comigo. A gente bota para quebrar em cima desse pessoal", afirmou.

O desastre bolsonarista é tão grande que alguns empresários escolheram ficar ao lado dessas organizações. Gigantes como JBS e Marfrig se uniram a WWF, Imazon e outras entidades para pedir ações do governo contra o desmatamento.

O agronegócio se deixou seduzir por Bolsonaro e não se incomodou com o fato de que aquele político representava o que havia de mais rudimentar e atrasado na área. Agora, os empresários querem deixar o presidente sozinho no século passado.
Herculano
20/09/2020 07:09
MAS A FESTA CONTINUA, por Carlos Brickmann

Na época em que o Macaco Tião, chimpanzé nascido e alojado no Zoológico carioca, fez sucesso como candidato no Rio, um dos seus slogans era ótimo: "Vote no Macaco Tião. O único que já vem preso".

Pois o Macaco Tião, 14 anos após sua morte, 32 anos após ser candidato, acaba de perder a exclusividade: Cristiane Brasil, presa preventivamente, foi aprovada como candidata do PTB à Prefeitura carioca. Mesmo se acontecer uma condenação, diz o partido, ela continua candidata, já que a Lei da Ficha Limpa só a atingiria se fosse condenada em segunda instância. Cristiane é acusada de participar do núcleo político de uma organização especializada em fraudar licitações entre 2013 e 2017. Já teve problemas anteriores, por outras acusações. Em 2018, foi escolhida ministra pelo presidente Michel Temer, que retribuía o apoio de seu pai, Roberto Jefferson, supremo cacique do PTB, mas sua posse foi vetada pela Justiça.

Cristiane Brasil pode ser eleita para a Prefeitura? Não está entre as favoritas. Mas Wilson Witzel também não estava entre os favoritos e ganhou a eleição para governador. Além disso, o eleitorado do Rio tem caprichado nas eleições: dos ex-governadores do Rio, cinco foram presos (sendo que um, Sérgio Cabral, continua na cadeia), e outro, Wilson Witzel, foi afastado, com risco real de impeachment e acusações que podem levá-lo a processo penal. Cristiane Brasil pode ser eleita para a Prefeitura, por que não?

TRÊS VEZES CLOROQUINA

Está tudo documentado no processo do Tribunal de Contas da União: em dois meses, o grupo Sul Minas multiplicou quase por três o preço dos ingredientes vendidos ao Laboratório Químico do Exército para produzir cloroquina. Em março, o difosato de cloroquina custou ao Exército R$ 488 o quilo. Em maio, o preço atingiu R$ 1.300 o quilo.

Os vendedores explicam: dizem que o IPCA, fabricante do produto, elevou os preços em 300% em março e 600% em abril. Dizem também que o frete internacional subiu 300% e o Real caiu 45%. Restam, claro, duas perguntas: se a compra é grande (e o presidente Bolsonaro determinou a produção de 1,75 milhão de comprimidos de 150 mg), por que comprar de importadores e não do fabricante? E para que tanta cloroquina, se o próprio presidente Bolsonaro comemorou a doação de dois milhões de comprimidos dos Estados Unidos para o Brasil?

BOLSONARO, LULA E MORO

A pesquisa de agora é do PoderData: se a eleição fosse hoje, Bolsonaro iria para o segundo turno, com previsão de alcançar 41% de votos. Dois de seus adversários possíveis empatariam com ele: Lula (também 41%) e Sérgio Moro (40% a 37%, empate técnico - na última pesquisa, ambos tinham 41%). Os demais, ele venceria: Fernando Haddad, 42% a 34%; Ciro Gomes, com 15 pontos percentuais de diferença; João Doria, 13 pontos de diferença.

VITALIDADE

Só que as pesquisas valem para agora, não para daqui a dois anos. Em 1992, o senador Fernando Henrique me disse que temia não se eleger nem deputado federal nas eleições seguintes. Pensava em voltar à Universidade. Dois anos depois, foi eleito presidente no primeiro turno. Marconi Perillo, o grande cacique goiano, várias vezes governador, tinha certeza de se eleger senador, ainda mais que havia duas vagas. Ficou em quarto lugar, sem cargo, e nas eleições municipais do mês que vem nem tem candidato em Goiânia.

Citando Magalhães Pinto, "eleição e mineração só depois da apuração".

FOGUEIRA DAS VAIDADES

A política de meio ambiente de Bolsonaro, na opinião deste colunista, é uma tragédia. Pior do que ela só as declarações oficiais sobre florestas, água, índios, incêndios ?" que frequentemente contradizem as informações dadas por órgãos sérios e bem equipados do próprio Governo. Mas, convenhamos, o incêndio no Pantanal nada tem a ver com as ações de Bolsonaro. Há fogo também na Bolívia, onde o presidente não é ele. Na repressão à derrubada ilegal da floresta, seu Governo falha (e deixa à vontade ocupantes ilegais que põem fogo na mata).

Quanto aos governos europeus, é mais fácil dificultar o acesso do agronegócio brasileiro a seus mercados do que buscar eficiência na produção. Não há santos nesta área. Mas que é burrice deixar autoridades oficiais falar o que falam para dar argumentos ao adversário, isso é.

CHINESES FAZENDO CASAS

A construtora Brosz, de Paulínia, SP, chamou a atenção de um grupo de investidores chineses, interessado no mercado imobiliário. A Brosz trabalha com construção a seco, quase industrializada: perfis de aço, paredes externas de placas de cimento ou polietileno expandido encaixadas nos perfis, paredes internas de gesso - algo semelhante às casas americanas ou canadenses, em que o aço dá a estrutura e as paredes são leves. No Brasil, utiliza-se muito o perfil metálico, mas com tijolos, o que exige mais trabalho manual e preparo local de argamassa. O custo pode cair muito, o que interessou os chineses.
Herculano
20/09/2020 06:58
BOLSONARO CRIOU UMA CRISE DO NADA, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Dois telefonemas e uma frase derrubariam girafa do secretário de Fazenda

Houve presidentes que amansavam a onça da crise. Ela entrava rosnando no Planalto e saía miando. Foi assim com Michel Temer (salvo quando ele conversava com Joesley Batista no Jaburu) e com Fernando Henrique Cardoso. Com Dilma Rousseff ela entrava miando e saía rosnando. Jair Bolsonaro e Paulo Guedes inovaram: eles criam a crise do nada.

No domingo passado o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, deu uma entrevista ao repórter Alexandre Martello propondo uma girafa: congelar por dois anos os benefícios da Previdência Social.

Ela foi para a rede no fim da tarde. Sabe-se lá o que estavam fazendo os doutores, mas ninguém se lembrou de jogar água fria no assunto. Era uma ideia ruim, nada mais que isso. Era também mais um balão de ensaio da ekipekonômika. Tratando-se de matéria que exigiria emenda constitucional, suas chances eram nulas.

Passou a segunda-feira, e nada. Alguém, inclusive o doutor Waldery, poderia ter colocado os pingos nos is. Na terça de manhã, com a fúria de Zeus, Bolsonaro foi para as redes sociais com um vídeo e matou a proposta, mandou ao arquivo qualquer conversa sobre o programa Renda Brasil e ameaçou botar na rua quem lhe trouxer o assunto.

Sendo presidente da República, poderia ter usado o aparelho do governo para cuidar do assunto.

Sendo um animador de vídeos, poderia ter argumentado com mais simplicidade e elegância. Preferiu se apresentar como defensor dos pobres e dos paupérrimos, impondo mais uma humilhação ao çuperministro Paulo Guedes e colocando a prêmio a cabeça do doutor Waldery.

Logo ele, cujo governo tentou, e continua tentando, tungar o Benefício de Prestação Continuada dos miseráveis e quis taxar o seguro dos desempregados.

Bastariam dois telefonemas e uma frase para que o governo derrubasse a girafa do doutor Waldery que, além de ser apenas um plano, era também inexequível. Sobrou para o burocrata a quem Guedes deu poderes excepcionais, para sua secretaria e aquilo que outrora foi o Ministério da Fazenda. (Isso foi parte do projeto de concentração teórica de poderes do çuperministro. Na prática, está dando no que se vê.)

Waldery Rodrigues é um burocrata eficiente que na cadeira tornou-se também onisciente. Olhando para a macroeconomia, achou boa ideia avançar no orçamento dos segurados do INSS. Olhando para a microeconomia da geladeira do doutor Waldery, ele foi outro. Como servidor qualificado do Senado Federal, ganhava R$ 35 mil mensais. Aceitou uma secretaria especial que rendia apenas R$ 10,3 mil.

Os costumes de Brasília permitiram que fosse para os conselhos do Banco do Brasil e do BNDES e, tchan, passou a receber mais R$ 14 mil. (Como ele, outros 333 servidores civis e 12 militares estão agraciados pela velha prebenda dos conselhos.)

Bolsonaro disse que não quer mais ouvir falar em Renda Brasil e passou a iniciativa para o Congresso. Ganha uma visita a uma fábrica de cloroquina quem apostar que daí sairá a próxima crise.

HÁ UM GUEDES NO MUNDO DE MACHADO DE ASSIS

Escritor apontava um caminho para conseguir popularidade

Miguel ("Migalhas") Matos, estudioso da obra de Machado de Assis, achou um Guedes no mundo do Bruxo. Ele apareceu numa crônica de julho de 1885.

Machado contou que "há trinta anos, ou quase, que o Guedes espreita um trimestre de popularidade, um bimestre, um mestre que fosse, para falar a própria linguagem dele. Ultimamente, lá se contentava com uma semana, um dia, e até uma hora, uma só hora de popularidade, de andar falado por salas e esquinas".

"Se realmente quer popularidade, abra mão de planos complicados."

Machado apontava um caminho para que Guedes conseguisse a popularidade: "A gente não tem remédio senão recorrer à única cultura em que não há concorrência de boa vontade, que é plantar batatas."

Matos trabalha num livro sobre as relações de Machado de Assis com o direito. Lateralmente, cuidará da paternidade do Bentinho de "Dom Casmurro". Segundo uma fofoca secular, Machado de Assis seria o pai de Mário, filho de Georgiana Cochrane, mulher do romancista José de Alencar.?

INSS FABRICOU UM PROBLEMA

A humilhação a que o INSS vem submetendo centenas de milhares de pessoas que precisam de perícias médicas para receber os benefícios a que têm direito era pedra cantada.

No ano passado os çábios transferiram os médicos do quadro de funcionários do INSS para um órgão exclusivo, chamado Perícia Médica Federal. Com a mudança, os servidores foram dispensados do registro eletrônico de presença.

Em março, quando a pandemia chegou ao Brasil, o INSS anunciou "novas medidas em função da pandemia do coronavírus no Brasil".

As coisas ficariam assim:

"A partir de agora, o INSS, em conjunto com a Perícia Médica Federal, dispensará o segurado da necessidade de comparecer em uma agência para a perícia médica presencial. Dessa forma, os segurados que fizerem requerimentos de auxílio-doença e Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoa com deficiência devem enviar o atestado médico pelo Meu INSS, aplicativo ou internet. A medida tem por objetivo assegurar a saúde dos cidadãos, em especial a dos idosos."

Contem outra, doutores.?

BOLSONARO ESTIMULOU NOVAS FORMAS DE ATIVISMOS

Presidente deu espaço aos agrotrogloditas com seus incêndios e ocorreu reação em sentido contrário

Nos últimos dias de sua campanha pela Presidência, Bolsonaro fez a mais apocalíptica de suas promessas: "Vamos botar um ponto final em todos os ativismos do Brasil".

Estimulou duas novas formas de ativismo. De um lado deu espaço aos agrotrogloditas com seus incêndios. Em agosto do ano passado eles criaram o "dia do fogo", com 478 queimadas. De cada 10 incendiários, menos de 6 foram autuados.

A esse ativismo correspondeu outro, contrário. Os três maiores bancos brasileiros afastaram-se dos desmatadores. Um documento assinado por 230 empresas e organizações ambientais pediram-lhe que controle os agrotrogloditas. Entre as empresas estão a Klabin, a Maggi e a Unilever.

Além disso, os governos de Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Dinamarca, Holanda, Noruega, Reino Unido e Bélgica mandaram uma carta ao governo dizendo que a piromania atrapalha até mesmo os negócios.

NÃO CHORE, RIO

Com cinco governadores levados ao cárcere, outro afastado e substituído por um vice filmado ao chegar com uma mochila para um encontro com um larápio confesso, o prefeito Marcelo Crivella é protegido por milicianos e ligou-se perigosamente a uma quadrilha que garfava o Carnaval.

Se tudo isso fosse pouco, vem aí a eleição para prefeito. Um dos candidatos é Eduardo Paes, que esteve na cadeira de 2009 a 2016. Ele seria o novo. Na sua equipe brilhava o marqueteiro Marcello Faulhaber.


O Ministério Público descobriu que, entre junho de 2017 e agosto de 2018, o doutor trocou 11,2 mil mensagens com Rafael Alves, poderoso operador de Crivella no mundo do samba. Nas suas palavras: "Quem manda sou eu e ponto. A caneta é minha, não é de A ou B, e sim só minha".
Herculano
20/09/2020 06:40
CRECHE PARADA

Pois é Devair, além de mal inaugurada e com forte propaganda ao governo de plantão como um grande achado para a comunidade, ela está parada há seis meses pela pandemia, ou seja, não está atendendo a comunidade na sua missão social e educacional pública e ainda se faz promoção para "mantê-la" naquilo que é obrigação dos pesados impostos coletados
Devair
19/09/2020 11:59
Tem uma rifa de uma creche pública de Gaspar em prol de melhorias da unidade lançada agora em setembro . fiquei pensando Essa creche é nova que melhorias é preciso ali? Aí os pais têm que ajudar, mas não é pública? Não acho certo isso
Miguel José Teixeira
19/09/2020 10:09
Senhores,

Cada macaco no seu galho

Hoje, os militares no poder corroboram com aquela máxima:

"Lugar de militar é na caserna e não na administração pública"

Curiosamente, tanto agora quanto no passado recente, os militares chegaram ao poder graças à corruPTa e retrógrada esquerda brasileira.

Estamos no mato sem cachorros. . .
Herculano
19/09/2020 09:38
da série: democratas usam a democracia para chegar ao poder, e nele não enxergam soluções democrática para o exercício do poder. Tristeza: a direita imitando a esquerda, pior e na área de jornalismo, um exercício essencial e fundamental da democracia e da pluralidade de ideias, convicções e crenças.

ALLAM DOS SANTOS SUGERIU "INTERVENÇÃO MILITAR" A ASSESSOR DE BOLSONARO, DIZ PF

Conteúdo de O Antagonista. A Polícia Federal encontrou mensagens de Whatsapp nas quais o blogueiro Allan dos Santos sugere a "necessidade de uma intervenção militar" ao tenente-coronel do Exército Mauro Cesar Barbosa Cid, ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, publica a Crusoé.

Em depoimento prestado no dia 11 de setembro, o coronel Cid foi questionado sobre uma mensagem que ele recebeu do blogueiro em 20 de abril, um dia após a manifestação em frente ao QG do Exército, em Brasília, na qual manifestantes bolsonaristas pediram o fechamento do Congresso e do STF.

A mensagem, obtida pela PF, foi utilizada para confrontar o coronel no inquérito que apura a organização e financiamento de atos antidemocráticos.

Durante o depoimento, a delegada Denisse Ribeiro afirmou que Allan enviou a mensagem sugerindo a "necessidade de uma intervenção militar ao coronel, que teria respondido: "Já te ligo".

Seis dias depois, Allan dos Santos enviou nova mensagem ao ajudante de ordens de Bolsonaro. Na ocasião, segundo a PF, afirmava que "não via soluções por vias democráticas".
Miguel José Teixeira
19/09/2020 09:26
Senhores,

Como tecla o genial José Simão: Piada pronta!

"Crivella quer público em jogos no Maracanã para diminuir pessoas nas praias" (UOL)

Que tal então, $senhor bi$po, samba nas avenidas o ano inteiro!

Ministério da çaúde adverte, roubar e não poder carregar é pecado.
Herculano
19/09/2020 07:51
da série: abrir as escolas não pode, mas ir a estádio... Tudo invertido. É preciso da ignorância para manobrá-la. É na esquerda, é no centro, é na esquerda...

CRIVELLA LIBERA TORCIDA NOS ESTÁDIOS APóS APELO DE BOLSONARO
Conteúdo de O Antagonista. A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que os estádios de futebol da cidade poderão receber público a partir do dia 4 de outubro.

A primeira partida será no Maracanã, entre Flamengo e Atlhetico Paranaense.

O anúncio de Marcelo Crivella ocorre um dia depois de Jair Bolsonaro defender, em live, a volta da torcida aos estádios de futebol.

Vestido com a camisa da Portuguesa, o presidente disse na última quinta-feira que a reabertura das arquibancadas depende de pareceres da Anvisa e do Ministério da Saúde, que devem "caminhar nesse sentido".
Herculano
19/09/2020 07:02
O FIO DA MEADA, The Intercept, no twitter

Nesta quinta, os deputados da @assembleiasc aprovaram mais uma etapa do processo de impeachment do governador de SC, @CarlosMoises , do PSL. E é o presidente da
@assembleiasc, Julio Garcia, do PSD, quem tem mais motivos para comemorar. Vem que a gente te explica nesse fio.

Na terça, 15, Garcia, três filhos e sua ex-mulher foram denunciados pelo @MPF_SC por lavagem de dinheiro em um esquema com contratos públicos. Um empresário ex-genro do deputado repassou R$ 3 milhões à família Garcia em pagamentos de contas pessoais.

O esquema revelado na denúncia mostra uma intrincada rede de poder que envolve Legislativo, Executivo, Judiciário, Tribunal de Contas, empresas e a imprensa catarinense. É nesse cenário que Garcia transita com "proeminência", destaca o MPF.

Os procuradores ilustram a desenvoltura de Garcia no Judiciário com imagens de confraternizações com desembargadores e docs em que magistrados indicavam parentes para cargos na Secretaria de Administração do Estado, órgão central do esquema de corrupção.

Na lista apreendida pela @policiafederal, há o nome do atual vice-presidente do TJSC, João Blasi, citado como responsável por indicar um primo. Rodrigo Collaço, que presidiu o @tjscoficial até janeiro, teria indicado um cunhado. Os 2 magistrados negaram qualquer envolvimento.

Essa proximidade com desembargadores bem que seria útil se um dos pedidos feito por Julio Garcia para estadualizar a operação da PF Alcatraz, que resultou na denúncia do MPF, fosse aceito por TRF-4 ou @STJnoticias
Ele perdeu todos os recursos.

Garcia tb foi conselheiro do @TCE_SC por 8 anos. Na época, foi citado em delações da Lava Jato como negociador de propina para o PSD. Registros do TCE q conseguimos via LAI mostram q ele e o delator - que Garcia negou conhecer - se encontraram ao menos 12x

No inquérito da Alcatraz há interceptações telefônicas que mostram o poder de Garcia na imprensa. Com Paulo Gallotti, diretor jurídico da @nsctvoficial (afiliada
@RedeGlobo SC), trata sobre uma entrevista com o então governador dos estado Raimundo Colombo, do PSC.

Garcia e Gallotti ainda comentam um plano de fuga para o Paraguai do ex-deputado federal João Rodrigues, do PSD. À época do papo, em 2018, Rodrigues era alvo de um mandado de prisão do STF. Gallotti nos disse ele q e Garcia são "amigos há mais de 30 anos". Viva a amizade.

O processo impeachment contra @CarlosMoises trata da inconstitucionalidade de um reajuste a procuradores de SC. Mas o calvário do ex-bombeiro começou em abril, quando o @TheInterceptBr revelou um escândalo na compra de 200 respiradores para covid-19.

Na época, deputados demoraram menos de 24h para aprovar a abertura de uma CPI para apurar o caso. Esse ímpeto anticorrupção ficou no passado. Até agora, nenhum parlamentar catarinense, seja de PT, PSL, MDB ou PSD, fez qualquer comentário sobre a denúncia do MPF contra Garcia.

Agora só falta a comissão de 5 desembargadores e 5 deputados aprovar o relatório já aprovado pelos parlamentares. São duas Casas em que Garcia tem forte influência. Se aceito por maioria simples, Moisés é afastado por 180 dias e Garcia se torna governador - e ele tem pressa.

Denunciado com 3 filhos, Julio Garcia dedicou a sessão do impeachment a eles, que "deram força para chegar até aqui e que suportaram junto todas as dificuldades". Ele definiu a como "histórica, porém, sem ter o que comemorar". A família Garcia tem.

Herculano
19/09/2020 06:45
da série: pouco mudou, a boca continua torta pelo mesmo cachimbo. A RBS SC, quando esteve por aqui - sempre escrevi - destruiu o jornalismo investigativo. Acabou com a concorrência entre os jornais O Estado, A Notícia e Jornal de Santa Catarina ainda quando esse tipo de veículo era viável economicamente e tinha influência na sociedade. A NSC, sua sucessora da RBS, é investigada exatamente por favorecer os poderosos no poder de plantão.

THE INTERCEPT DENUNCIA COMBINAÇÃO DE BASTIDORES ENTRE POLÍTICOS E NSC, por Claiton Selistre (ex-RBS), no Making of

O site The Intercept Brasil, que levantou há meses, com exclusividade, a compra irregular dos 200 respiradores em Santa Catarina, e os mesmos repórteres, Hyury Potter e Fábio Bispo, publicaram dia 17, uma extensa matéria envolvendo políticos catarinenses e o grupo NSC. O tema central é o processo de impeachment, mas no contexto há referências a combinação de entrevistas citando diretores do grupo jornalístico, o deputado Júlio Garcia e o governador Raimundo Colombo.

No telefone gravado pela Polícia Federal, o ex-diretor Jurídico da NSC, Paulo Galotti, se compromete com uma entrevista positiva, sem perguntas que constrangessem o governador. Conforme registro do site, a matéria de fato foi realizada três dias depois da combinação.

Diante do significado dessa questão editorial, relacionada a combinação de bastidores entre políticos e a empresa de jornalismo, o Portal Making Of republica a parte da reportagem que envolve os personagens citados. Ao mesmo tempo, entrou em contato com a NSC para um posicionamento sobre as informações publicadas e a nota enviada é a mesma já reproduzida pelo The Intercept.

A REPORTAGEM

Esta é a parte integral do texto do site que se refere a combinação de entrevista:

Entre essas provas, estão áudios interceptados pela PF no começo de 2018 que mostram Garcia combinando uma entrevista do então governador Raimundo Colombo, do PSD, na época pré-candidato ao Senado, com o grupo NSC - afiliado da Rede Globo em Santa Catarina. A conversa é com o diretor Institucional e Jurídico do grupo, Paulo Gallotti, um ex-ministro do STJ.

Os investigadores observam que os termos das entrevistas foram previamente acertados e que Garcia garantiu que a conversa seria gravada "para possíveis edições (não seria feita ao vivo), e que não houvessem perguntas que pudessem constranger o atual governador". Em conversa telefônica realizada em 31 de janeiro, Paulo Gallotti deixa bem claro para Garcia que a intenção do grupo de comunicação era produzir um texto positivo sobre o político. A entrevista foi realizada três dias depois.

Áudios de telefonemas de Julio Garcia com o diretor jurídico da NSC, Paulo Gallotti, captados pela Polícia Federal, mostram a influência do deputado no maior grupo de comunicação do estado.

Outros telefonemas revelaram ainda uma tentativa de Garcia e Gallotti em ajudar o deputado federal catarinense João Rodrigues, do PSD, a escapar de uma prisão determinada pelo STF. Na época, Rodrigues estava em Miami e tinha passagem marcada para o Brasil. Garcia e Gallotti mencionam no telefonema um plano de fuga de Rodrigues para Assunção, no Paraguai, que teria sido sugestão do próprio advogado de Rodrigues no caso. A fuga acabou frustrada pela PF e Rodrigues foi preso em Guarulhos.

Nas conversas interceptadas pela PF, Julio Garcia e Paulo Gallotti também falam sobre um plano de fuga do ex-deputado federal João Rodrigues para o Paraguai - na época, o STF tinha determinado a sua prisão.

Mesmo não sendo o escopo da investigação, agentes da PF destacam no inquérito que as transcrições dos telefonemas são importantes para "demonstrar a forte influência em agentes públicos relacionada ao investigado Julio Garcia". Na denúncia desta terça, os procuradores, concluem que ele "exerce inegável influência política no Estado de Santa Catarina", situado no "ápice do núcleo dos agentes públicos, responsáveis por viabilizarem as fraudes nos processos licitatórios e nos desvios de recursos públicos".

"Este forte poder político exercido por Julio Garcia lhe permitiu, durante todos esses anos em que ocupou cargos públicos no Estado, articular uma extensa e complexa máquina de fraudes, desvios e corrupção espraiada pela Administração Pública", narram os procuradores.

A NSC informou em nota que "o jornalismo praticado por seus profissionais segue preceitos éticos e normas editoriais claras", e que "não são permitidas intervenções editoriais de qualquer natureza". Sobre a transcrição da conversa de Gallotti e Garcia para uma entrevista com o governador Colombo, a empresa reforça que "foram observados todos esses preceitos, sem qualquer orientação para proteger ou beneficiar entrevistados".

Apesar da nota do grupo de comunicação destacar isenção e nenhuma intervenção editoral, o diretor Paulo Gallotti nos falou por telefone que "está correta a leitura de que a entrevista seria positiva para o governador" e que ajudou a colocar o governador em contato com a empresa. O ex-ministro também disse que é "amigo há mais de 30 anos de Julio Garcia e que conversam com frequência, mas nada pela empresa NSC". A respeito dos comentário sobre o plano de fuga do ex-deputado João Rodrigues para o Paraguai, Gallotti afirmou que "João é outra pessoa muito amiga". Segundo o diretor da NSC, todas as conversas foram por causa dessa amizade e ele "achou esquisito o plano de ida para o Paraguai, tanto que a Interpol prendeu ele lá".

VOLTO

É normal, em temas sensíveis se discutir formas de se entrevistar pessoas, preservar fontes, oferecer "vantagens" para se ter a informação, a exclusividade. Entretanto, tudo isso é discutido no âmbito da Redação envolvendo o diretor de Redação, editor chefe, editor setorista e até o repórter dono do material ou do contato.

O estranho neste relato do The Intercept é que isso seja feito por um diretor jurídico da NSC e a redação aparece como um apêndice das suas decisões editoriais.

Em tese, o diretor só deveria ser acionado pela Redação, para apenas avaliar o material e suas eventuais repercussões jurídicas, e nunca substituir o jornalismo no contato e negociações com a fonte, o poder, o que se submete ao jornalismo.

Essa boca torta, tem origem. E depois de exaurir o mercado de negociações em Santa Catarina com o poder e poderosos, a RBS voltou para o seu Rio Grande do Sul, mas deixou uma má escola por aqui.

Os ex da RBS sempre reclamam quando se observa o mal que ela fez ao jornalismo de Santa Catarina. Os mais jovens, nascidos na escola RBS e alguns ainda na NSC, repudiam. Mas, está na cara de todos.
Herculano
19/09/2020 06:18
AVISA PARA O BOLSONARO QUE ERA PARA ACABAR COM A MAMATA, NÃO COM A MATA! por José Simão, no jornal Folha de S. Paulo

Queimaram o filme do Brasil, mas não são queimadas, é que o Brasil inteiro resolveu fazer churrasco

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Pensamento da amiga Senhora Rivotril: "Não quero humilhar ninguém mas hoje eu comi arroz". Não humilhou, tripudiou! Um tapa na cara da sociedade!

E o novo slogan do governo: Fogo Acima de Tudo! Fumaça Acima de Todos! Avisa pro Bolsonaro que era pra acabar com a mamata, não com a mata! E avisa pro Mourão que as queimadas queimaram o filme do Brasil! Mas não são queimadas, é que o Brasil inteiro resolveu fazer churrasco! Rarará!

"Dentista amiga de Mario Frias vira chefe do Centro Audiovisual." Pegou boquinha na Cultura! Só porque é loira e gostosa!

"Libertadores no SBT tá sendo chamada de Jequitão." E rodada é Roda Roda Jequiti. Na próxima: Atlético x Colo Colo!

"General Pazuello é efetivado ministro da Saúde e tem formação de paraquedista." Tá explicado. Caiu de paraquedas na Saúde. Taí um bom apelido: General PazuERRO!

Rarará!

E o Guedes? Três são os motivos para a frigideira do Guedes: 1) O Bozo quer conquistar os pobres e o Guedes quer que pobre exploda! Guedes Verissimo! 2)O Guedes tem muitas ideias. E todas erradas! Você reparou que todo dia ele vem com uma ideia nova errada? 3) A Turma do Guedes é muito PHD, mas tem o primário mal feito! Pergunta quanto é sete vezes oito?

Rarará!

E o arroz? Notícias do arroz! Sensacionalista: "Bolsonaro recomenda substituir o arroz por cloroquina. Temos estoque". Baião de dois agora é sem arroz e passa a se chamar baião de um. Ou baião de R$ 2.000!

Rarará!

Cena de churrascaria: "Aceita picanha, senhor? Não, obrigado, tô esperando o arroz passar". E adorei a charge do Cazo: " Pai, é verdade que no final do arco-íris tem um prato de arroz?". Tem. Um risoto!

Rarará!

Ereções 2020! A Volta da Galera Medonha! A Turma da Tarja Preta! Direto do Rio de Janeiro a candidata a vereadora Capitã Cloroquina! Não quero a vacina, voto na Capitã Cloroquina!

Rarará!

Direto de Marmelópolis (MG), o candidato a vereador João Marcos do Dito Pinto! Devia ser bendito pinto. Você vai governar com mãos de ferro? Não, vou governar com o dito pinto! Rarará! E direto de Guaimbê (SP): Angela do Zé Rolinha! Minha filha, rolinha não ganha eleição! E ainda usa a fama do marido!

Rarará!

Nóis sofre, mas nóis goza!

Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno.
Herculano
19/09/2020 06:09
DESEMPREGO PóS-COVID RIVALIZA COM PANDEMIA DILMA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou neste sábado nos jornais brasileiros

Dados do IGBE, desta sexta (18), indicam que a crise provocada pela pandemia agravou o desemprego no Brasil, que hoje registra 13,7 milhões de pessoas sem carteira assinada. Em maio, no começo da crise da pandemia, eram 9,7 milhões de desempregados, mas a paralisia econômica, sobretudo entre abril e julho, foi devastadora. Com isso, o desemprego voltou ao patamar da "pandêmica" era Dilma Rousseff (PT) e aos 13,7 milhões dos sem-emprego no início do governo Michel Temer.

MUITO PIOR

Dilma chegou a alegar que o Brasil vivia o "pleno emprego". Era lorota da reeleição. Menos de 2 anos depois, eram 11 milhões de desempregados.

CAIU A MÁSCARA

Sem a maquiagem, os dados do IBGE comprovam que Dilma deixou o Brasil com mais desempregados do que recebeu em janeiro de 2011.

CAOS GENERALIZADO

No auge do destrambelhado governo Dilma, dados do Caged revelaram que 300 pessoas eram demitidas por hora no Brasil. Sem precedentes.

EMPREGOS EM 'V'

O Ministério da Economia acha que haverá geração de empregos com o chamado "crescimento em V", preconizado pelo ministro Paulo Guedes.

NOVO COMANDO DA ANP DEVE VIABILIZAR VENDA DIRETA

O novo diretor-geral interno da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Raphael Moura, assume o cargo sob grande expectativa dos produtores de etanol no sentido de que a agência reguladora vai finalmente dar consequência à decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), adotada em julho, e viabilizar a venda direta do produto aos postos. O novo comando da ANP pode representar o fim do longo domínio da ANP pelos distribuidores/atravessadores de combustíveis.

ESCOLHA TÉCNICA

Superintendente na ANP, Raphael Moura foi uma escolha técnica de Bolsonaro até que a indicação de novo diretor seja votada no Senado.

DEFESA DA VENDA DIRETA

Bolsonaro defende o fim da regra da ANP, de 2009, que obriga os postos a comprar combustível somente de distribuidoras/atravessadores.

LIBERAÇÃO EM OUTUBRO

A expectativa na própria ANP é que a liberação da venda direta, com redução do preço final ao consumidor, ocorra no mês de outubro.

FORA DE JOGO

Levantamento do Paraná Pesquisa mostra que 70,6% não querem ver Lula candidato a presidente em 2022, enquanto 64,8% defendem que a Justiça impeça eventual tentativa do condenado por corrupção (2x). E 65,8% acham que ele não será o principal adversário de Bolsonaro.

QUE VERGONHA, SENHORES

Os deputados mantiveram seu precioso "auxílio-mudança", que põe na conta do cidadão despesas de mudança deles para Brasília. Deputados recebem idêntico auxílio, hoje de R$33,7 mil, ao final do mandato. Se for reeleito, ele recebe de novo, ainda que não tenha saído de Brasília.

MOTIVAÇÃO EM ALTA

O governador do DF, Ibaneis Rocha, informou que recebeu alta, sexta (18), do tratamento contra covid-19, e está retomando as atividades com a corda toda: promete ritmo intenso de 300 inaugurações até dezembro.

DIZ QUE NÃO ESTOU

A deputada Flordelis, agora com tornozeleira eletrônica, não contou com figuras de sua assessoria em Brasília, durante a semana. A pandemia, a dispensa do ponto e o isolamento caiu do céu para eles.

PASSEIO NO SHOPPING

O ex-governador e ex-senador do DF Cristovam Buarque e Gladys, sua mulher, tiraram a tarde de sexta-feira (18) para um passeio a dois no Brasília Shopping. Ninguém é de ferro.

DESEMBARQUE

O presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, sofreu outro revés esta semana, quando oito seccionais se negaram a subscrever nota de solidariedade a ele, contra investigação aberta no ministério público.

BOMBEIRO PROFISSIONAL

Com um PSL cada vez mais embaralhado em suas questões internas, os olhos se voltam para um deputado de primeiro mandato: o médico Luiz Ovando (MS) é um conciliador nato nos altos de seus 70 anos.

MUNDO CONSERVADOR

Pesquisa Ipsos revelou que 89% dos brasileiros querem um mundo mais justo pós-pandemia. Estranho é que 11% não querem, mas pior é no Japão (82%), EUA (79%), Alemanha (78%) e Coreia do Sul (73%).

PENSANDO BEM...

...chamar regalia de "direito" é como chamar golpe de "revolução".
Herculano
19/09/2020 06:01
POR QUE NÃO HÁ CASOS DE COVID NA CHINA? por Rodrigo Zeidan, economista, professor da New York University Shanghai (China) e da Fundação Dom Cabral, no jornal Folha de S. Paulo

Há um implacável esforço no rastreamento de possíveis casos de coronavírus

Cheguei no dia 8 a Xangai, e este sábado (19) é meu 11º dia de quarentena. Passei os sete primeiros dias em um hotel adaptado para isso, e os últimos sete estão sendo em casa.

O processo de desembarque parece um filme de ficção científica. Todos, exceto os passageiros, estão em trajes de proteção dos pés à cabeça.

Entro numa fila, reporto meus dados, passo pela imigração e vou para outra fila ter a amostra coletada para o teste PCR de Covid-19.

Pego as malas e sou levado para o hotel, onde todos também estão em trajes de "astronauta". Me avisam: só posso abrir a porta para receber refeições, deixar o lixo e, no quinto dia, ser testado de novo.

Já tinha feito um teste para pedir o visto, outro para poder embarcar e ainda terei mais um, no dia fim da quarentena. Aí poderei sair pela cidade, onde está quase tudo aberto. Pago diretamente por uma parte: hotel e alguns dos testes.

Parte da razão pela qual não há casos de transmissão local do vírus na China fica clara: um implacável esforço no rastreamento de possíveis casos, com isolamento daqueles sob suspeita. Chegou-se a testar os mais de 10 milhões de residentes de Wuhan.

Num surto em Pequim, em junho, foram realizados 2,3 milhões de testes em uma semana. Hoje, o país conseguiria testar 5 milhões de pessoas por dia. Mas tem mais. Há enorme esforço coletivo para conter qualquer novo surto.

Para cumprir parte da quarentena em casa, as autoridades contataram meu condomínio, que poderia se negar a me receber. Às vezes, o condomínio checa se há comunicação de ar entre apartamentos, para fechá-la. É comum a instalação de sensor ou câmera para monitoramento da quantidade de vezes que a porta é aberta.

Felizmente, meu pedido é aprovado, e a síndica ainda arranja uma tradutora para, com o chefe de segurança, me explicar detalhes do processo.

Até pouco tempo, havia regras rígidas de acesso ao prédio (só morador podia entrar) e uma tenda para higienização de entregas.

A transmissão do vírus é anátema ao modo de vida chinês: a sociedade faria quase qualquer sacrifício para impedir nova disseminação.

É comum a ideia de que, na China, o Partido Comunista controla e pode tudo. Não é bem assim.

Claro que o governo restringe vários aspectos da vida cotidiana, mas também existe um contrato social implícito no qual os cidadãos requerem, das autoridades em Pequim, estabilidade social.

Há centenas de protestos todos os dias, desde que contra autoridades locais. Para subir na carreira, prefeitos devem entregar crescimento e coesão social.

Quando parecia claro que o governo de Wuhan estava escondendo dados sobre o número de infectados na cidade, foi a pressão popular, em boa parte, que fez o governo central exonerar o prefeito e mudar a estratégia na luta contra o vírus.

Foi um amigo chinês que me contou, preocupado, sobre a nova e estranha gripe. Pesquisei e percebi que poderia ser relevante, escrevendo sobre isso na coluna do dia 11 de janeiro.

Assim como todos os que conheço aqui, ele não só reclamou da resposta inicial do governo como aprovou a quarentena, respeitou as regras ao pé da letra e ajudou a reforçá-las na sua comunidade.

O mundo não é binário. É possível criticar o governo chinês em algumas dimensões e reconhecer, hoje, o seu excelente trabalho na contenção do vírus.

Na China, o vírus é visto, por todos, como o caos. Quem dera tivéssemos escolhido também esse caminho no Brasil.
Miguel José Teixeira
18/09/2020 23:21
Senhores,

Fui "tocado"

A "Igreja Gabola", na África do Sul, permite o consumo de grandes quantidades de álcool durante os cultos, pois entende que ele (o alcoól) conecta os fiéis à Deus.

Veja o vídeo em:

https://www.terra.com.br/noticias/mundo/videos/a-igreja-que-conecta-fieis-a-deus-com-a-ajuda-do-alcool,877855d6286a7cd4b7fc7c4ba906c773npl6twhn.html

Ã-rã. . .

Alô Calinho!

Imposto zero para a nossa Cachaça.

Está ai uma excelente sugestão de nome para uma boa Cachaça:

"Gabola", conecta você aos deuses etílicos!
Miguel José Teixeira
18/09/2020 22:57
Senhores,

1) "Maischcára" vencida

Alô general, sua "maischcára" do clube do Rio evidencia 2019.

Lembre-se que já ultrapassamos a metade do 9º mês de 2020.

Ministério da çaùde adverte: "maischcára" vencida pode transmitir fogo entre biomas. . .


2) Avião do cavalão arremete

Dizem que o capitão zero-zero está vibrando com o mega-incêndio nos Mato Grosso: a Globo terá que regravar a novela "Pantanal" no Sítio do Pica-Pau Amarelo. . .

Ou mudar seu nome para:

"Era uma vez. . .o Pantanal"
Herculano
18/09/2020 16:14
da série: entre a lei e a política, prevalece a esperteza

RIBAS JÚNIOR AFIRMA EQUÍVOCOS DE INTERPRETAÇÃO NO PROCESSO DE IMPEACHMENT DA VICE, por Cláudio Prisco Paraíso

O advogado Salomão Ribas Junior, um dos responsáveis pela defesa da vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr, na sessão extraordinária na Assembleia Legislativa do Estado, afirmou em sua sustentação que a denúncia e o pedido de impeachment a ela imputados têm interpretações constitucionais e jurídicas equivocadas.

Em seu argumento, Ribas Junior, que é atuante no escritório Menezes Niebuhr, afirmou que "o impeachment é um processo complexo e de efeitos graves na vida de um povo, tão complexo quanto vítima da ausência de uma legislação clara e precisa do seu adequado funcionamento. Atento aos atos constitucionais e jurídicos praticados e não praticados pela vice-governadora, posso afirmar que há interpretações equivocadas em ambos pontos de vista. O que se chama de omissão foi o cumprimento do processo legal e constitucional. Se a vice-governadora houvesse determinado a suspensão do pagamento que se entende ilegal, produzido no âmbito do executivo, estaria incorrendo em ilegalidade porque seria necessário um processo e ampla defesa. No momento em que estava no cargo, Daniela Reinehr agiu conforme a constituição e o direito. Pediu explicações iniciando o processo de investigação. Já não estava no cargo quando as respostas vieram. Como vice nada poderia fazer, portanto não se omitiu. A acusação é injusta. Não cabe o seu impeachment.".
Miguel José Teixeira
18/09/2020 10:40
Senhores,

Alô, general!

Hoje nada de suco em "caixinhas".

Conheço um "vaischcaíno" que "disch" que todo "flamenguischta" é "maischcarado".

Do Juca Kfouri, expert em futebol, hoje no UOL:

. . ."Na desumana altitude de Quito de 2.850 metros, o Flamengo levou humilhantes 5 a 0 do Independiente Del Valle, fora o baile.

O time equatoriano fez gato e sapato do campeão continental, não só porque é bom, mas porque joga com 12, a cruel altitude.

É não é desculpa. É a realidade que a maioria teima em minimizar...."

- Veja mais em https://blogdojuca.uol.com.br/2020/09/noite-de-sorte-para-o-sao-paulo-e-inesquecivel-para-o-flamengo/?cmpid=copiaecola

Será que, quando um time das altitudes vem jogar ao nível do mar, caso do Rio, sofre com problemas da "baixitude"?

Respostas para a caixa 5X0 em Porto Alegre. . .
Herculano
18/09/2020 10:10
PAI DA CRIANÇA. É A CAMPANHA. É PRECISO SEPARAR O JOIO DO TRIGO

O vereador Rui Carlos Deschamps, PT, vinha batendo e pedindo à reparação da buraqueira da parte asfaltada da Rua Vidal Flávio Dias, no Belchior Baixo, no Distrito do Belchior, onde é morador da localidade.

Há indicações explícitas protocoladas neste sentido.

Na sessão passada, dois vereadores do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB, tomaram para si a operação tapa buraco realizada na Rua Vidal Flávio Dias.

Um deles, chegou a dizer que dois amigos dele, tiveram os pneus dos seus carros rasgados naqueles buracos. Se vale a proporção, imagina-se os danos que a falta de manutenção da prefeitura e da Superintendência do Distrito causou aos proprietários de veículos e eleitores em Gaspar. E precisava chegar a este ponto? Acorda, Gaspar!
Miguel José Teixeira
18/09/2020 08:48
Senhores,

Parque Náutico de Gaspar

Um empreendimento desta envergadura, com o propósito de proporcionar o bem-estar dos munícipes e atrair turistas, sempre é bem-vindo. Afinal, não por acaso,o belo Rio Itajaí-Açú corta a cidade.

Se vislumbrar-se a real perspectiva de retorno financeiro, o empreendimento deverá ser feito por meio da PPP - Parceria Público-Privada, com seriedade óbviamente.

Caso contrário, será dinheiro público levado pela correnteza. . .

Cito um belo exemplo de empreendimento em área pública, executado em PPP, que deu certíssimo, onde ninguém acreditava que poderia dar:

O "Pontão do Lago Sul em Brasília".
Conheça-o acessando:
https://www.pontao.com.br/home

O Coração do Vale exige o tratamento adequado, à altura de seus habitantes, para pulsar expontâneamente.
Herculano
18/09/2020 08:25
NOS SEIS VOTOS A FAVOR DE CARLOS MOISÉS DA SILVA, PSL, NÃO ESTAVA O DE RICARDO ALBA, QUE É O PADRINHO DO PSL DE GASPAR E CANDIDATO A PREFEITO EM BLUMENAU. ELE JURAVA SER UM DEFENSOR DO GOVERNADOR. PENSOU NA CAMPANHA. COMEÇOU A ILUSÃO

Quem votou ontem contra a admissibilidade do processo de impeachment contra o governador Carlos Moisés da Silva, PSL?

A líder Ana Paula Paulinha,PDT, o coronel Mocelin, PSL, Altair Silva, José Miltom Schefer, do PP, Vicente Caropreso, do PSDB e Bruno Souza, do Novo.

Herculano
18/09/2020 08:10
IMPEACHMENT DO GOVERNADOR DE SC E VICE É APROVADO NA ALESC, por Roberto Azevedo, no Making of

Por 32 votos a 7 e uma abstenção a Assembleia Legislativa aprovou a continuidade do processo de impeachment contra a vice-governadora, Daniela Reinehr. A sessão extraordinária niciou às 15h desta quinta-feira, 17.

Em seguida, os deputados deram início ao processo sobre o governador Carlos Moisés da Silva. Com 33 votos conta seis e uma abstenção foi aprovado o prosseguimento do processo de impeachment contra o governador de Santa Catarina.

Com a aprovação dos dois projetos de decreto legislativo (PDLs) que autorizam a abertura de processo por crime de responsabilidade, o pedido de impeachment entra em uma nova etapa: o julgamento dos denunciados, por um tribunal misto ou comissão julgadora composto por cinco deputados e cinco desembargadores, que será presidido pelo desembargador Ricardo Roesler, presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

De acordo com o Ato da Mesa 221, de 24 de julho de 2020, que estabeleceu o rito de impeachment, com a aprovação em plenário, os dois PDLs serão promulgados, transformados em decreto legislativo pelo presidente da Assembleia e publicados no Diário Oficial do Legislativo. Moisés e Daniela serão oficiados dos decretos.

O presidente da Alesc encaminhará ao presidente do TJSC todo o processo de impeachment e o ofício solicitando que seja dado sequência ao trâmite do processo.

Conforme determina a Lei 1.079/1950, conhecida como Lei do Impeachment, deverão ser escolhidos os dez membros da comissão julgadora. O presidente da Assembleia regulamentará a escolha dos cinco deputados, que serão eleitos em plenário. Já os cinco desembargadores serão escolhidos por sorteio feito pelo Tribunal de Justiça.

Com os dez membros do tribunal misto escolhidos, o processo de impeachment deixa de ser conduzido pela Assembleia e passa à responsabilidade do Tribunal de Justiça.

Na reunião de instalação da comissão julgadora, será definido um relator, que elaborará uma espécie de parecer prévio sobre a denúncia, que será colocado em votação.

Se o documento recomendar o recebimento da denúncia contra Moisés e Daniela e for aprovado pela maioria simples (seis votos) dos membros da comissão, o governador e a vice serão afastados dos cargos por 180 dias.

Em qualquer outra situação - parecer rejeitado, parecer recomendando não recebimento da denúncia -, o processo de impeachment é encerrado e o caso é arquivado.

No caso do recebimento da denúncia pelo tribunal misto, terá início, de fato, o julgamento de Moisés e Daniela pelo crime de responsabilidade na concessão do reajuste salarial para os procuradores do Estado. Nesta etapa, haverá coleta de provas, tomadas de depoimentos, entre outros procedimentos. O rito do julgamento será definido pelo TJSC.

Os denunciados serão condenados à perda definitiva dos cargos se 2/3 dos membros (sete votos) da comissão julgadora os considerarem culpados pelos supostos crimes de responsabilidade. Do contrário, manterão os cargos.
Herculano
18/09/2020 08:04
DEPOIS DO PLACAR POLÍTICO ACACHAPANTE NA ASSEMBLEIA, O GOVERNO DO ESTADO MANDOU UMA NOTA PARA IMPRENSA COM O DISPENSÁVEL CHORORô, QUAL O TÍTULO? "CRENÇA NA JUSTIÇA"

NOTA OFICIAL?

UM ESTADISTA ENFRENTARIA OS FATOS DE CARA LIMPA. CARLOS MOISÉS DA SILVA, PSL, NÃO PRECISA DE ASSESSOR, BASTA ELE OLHAR A SÉRIE DINAMARQUESA "BORGEN" DISPONÍVEL NO NETFLIX. ENTENDERIA UM POUCO DE ESTRATÉGIA POLÍTICA, OS TERRIVEIS INTERESSES, O ENFRENTAMENTO PARA SER UM AGENTE SOCIAL EM FAVOR DA ESTABILIDADE MÍNIMA DE PODER E EM FAVOR DA SOCIEDADE, PRESERVANDO OS OBJETIVOS E CRENÇAS QUE O ELEGEU

QUEM MESMO ORIENTA ESSA GENTE QUE ESTÁ SENDO COMIDA A OLHOS VISTOS PELAS RAPOSAS DE SEMPRE, INCLUSIVE AS NOVAS E DO SEU CAMPO IDEOLóGICO?

O governador Carlos Moisés lamenta a decisão da Assembleia Legislativa de dar prosseguimento
ao processo de impeachment nesta quinta-feira, 17. A pressa com a qual o presidente do
Parlamento estadual levou o tema a plenário revela tão somente os interesses políticos daqueles
que buscam o poder para fins pessoais e não respeitam o voto dos catarinenses, atentando
contra a democracia.

O chefe do Executivo estadual permanece confiante na Justiça e no discernimento dos
desembargadores e deputados que irão apreciar a questão a partir da formação do Tribunal
Misto. A ação se baseia em um frágil argumento que não tem justa causa legal e tampouco
apresenta qualquer irregularidade praticada pelo governador, conforme já aferiram o Ministério
Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado.

Apesar dos ataques e das tentativas de desestabilização, o governador se mantém firme na
missão de gerir o Executivo estadual para o bem dos catarinenses. Orgulha-se de uma
administração que já economizou mais de R$ 360 milhões para os cofres públicos com revisão
de contratos, inovação e desburocratização de processos. Os investimentos, o desenvolvimento
econômico, a saúde e o bem-estar da população seguem como prioridade.

Florianópolis, 17 de setembro de 2020
Herculano
18/09/2020 07:50
A EXPECTATIVA E O FATO

I
O presidente do partido, o candidato a prefeito e seu vice são especialistas em TI (Tecnologia da Informação) e a Convenção partidária para homologar as suas candidaturas foi presencial.

II
Candidato a vice escreve na sua rede social que "cuidar de Gaspar é uma missão que abracei para a minha vida". Gaspar não precisa de cuidador, precisa de gestão, transparência e respeito

III
Uma das amarras políticas limitante do ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt, sem partido - que foi humilhantemente deletado do DEM recentemente - estava nos laços do seu casamento com uma das filhas do ex-prefeito e empresário Osvaldo Schneider, o Paca, MDB. Ele está em processo de finalização do seu segundo divórcio com a mesma Jaqueline. E vai ficar leve e solto, mas segundo ele, focado no exercício da medicina veterinária. Alguém acredita?
Miguel José Teixeira
18/09/2020 07:41
Senhores,

Robin Wood às avessas, tira da Educação e dá às igrejas

"Um corte de cerca de R$ 1,6 bilhão no orçamento deste ano do Ministério da Educação atinge áreas que se destacaram no último resultado do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), como a educação em tempo integral, informou hoje o ministro da pasta, Milton Ribeiro...."

- Veja mais em https://educacao.uol.com.br/noticias/2020/09/17/corte-de-r-16-bi-no-mec-atinge-areas-de-destaque-no-ideb-diz-ministro.htm?cmpid=copiaecola

É o óbvio uLULAnte, capitão zero-zero!

Quanto maior o número de cidadãos com baixo conhecimento ou conhecimento zero, maior a chance deles serem "tocados" pelo "mi$$ionário$, bi&pos & outros vendilhõe$ das palavras bíblicas.
Herculano
18/09/2020 07:36
BOLSONARO REESCREVE OS FATOS COMO ANIMADOR DE TRAGÉDIAS, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Presidente joga confete nas queimadas do Pantanal e distorce história da pandemia

Jair Bolsonaro anda fazendo bico como animador de tragédias. O governo fez pouco caso da devastação das florestas na atual temporada de seca e viu o Pantanal bater recordes de queimadas nos últimos meses. Ainda assim, o presidente tentou jogar confete no desastre.

"O Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente", celebrou, durante um evento nesta quinta (17). "O Brasil está de parabéns pela maneira como preserva o seu meio ambiente."

Bolsonaro desmontou a gestão ambiental, perseguiu fiscais, protegeu madeireiros e quis maquiar números do desmatamento. Recentemente, ele atribuiu as queimadas à população indígena e à geração espontânea. Só não demonstrou grande interesse em combater o fogo.

O presidente tomou gosto por comemorar os resultados de sua própria omissão. Para isso, vale distorcer informações, esconder problemas e até reescrever os fatos a seu favor.

Nas últimas semanas, Bolsonaro lançou uma campanha nas redes e em eventos oficiais para tentar convencer a população de que o governo fez tudo certo na pandemia que matou mais de 130 mil pessoas no país.

Depois de ter deixado o Ministério da Saúde sem titular por três meses, o presidente usou a posse de Eduardo Pazuello no cargo, na quarta (16), para aplaudir a si mesmo. Ainda que tenha previsto menos de 800 mortos na crise, Bolsonaro falava como se tivesse dado todas as respostas.

A cloroquina foi a estrela do discurso. O presidente voltou a fazer propaganda do remédio e disse que o governo se baseou na agência reguladora dos EUA para recomendá-lo. Bolsonaro só esqueceu que a própria FDA lançou em julho um alerta sobre os riscos do medicamento.

Ele também recordou, em tom laudatório, o pronunciamento de TV em que comparava a Covid-19 a um "resfriadinho", em março. O presidente disse ter avisado que era preciso combater a doença e o desemprego. Naquele mesmo dia, porém, ele afirmou que o vírus passaria "em breve". Só faltou dar parabéns a si mesmo por não ter feito quase nada.
Herculano
18/09/2020 07:31
PT ENFRENTA ELEIÇÃO DA QUAL PODERÁ SAIR NANICO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Pesquisas recentes indicam que o PT de Lula, que virou sinônimo de corrupção, tem chances reduzidas de conquistar prefeituras nas capitais, este ano. Seu desempenho tem mostrado trajetória declinante há oito anos, em eleições municipais. Elegeu 630 prefeitos em 2012, antes da Lava Jato e do impeachment de Dilma, e caiu para 256 em 2016. Queda de 60%. O partido já não administra qualquer das 100 maiores cidades do País agora parece a caminho de um destino inexorável: virar nanico.

TÁ FEIA A COISA

Candidatos do PT não têm bom desempenho nas pesquisas nem mesmo nos estados que governa: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.

ENTRE OS CINCO

A melhor chance do PT em capital é com Marília Arraes, que aparece bem nas pesquisas no Recife, apesar do partido. Ela tem luz própria.

MELHORES CHANCES

A ex-prefeita Fortaleza Luzianne Lins está no páreo para voltar ao cargo, mas aparece empatada com Heitor Férrer (Solidariedade) em 2º lugar.

MAIS 'IMPORTANTE'

A deputada Benedita da Silva se lançou candidata no Rio de Janeiro, mas por enquanto consegue um 3º lugar em alguns levantamentos.

MARCO AURÉLIO FREOU DECISÃO QUE ACHAVA EXCESSIVA

A decisão do ministro Marco Aurélio, suspendendo o inquérito contra o presidente Jair Bolsonaro até que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre como será seu depoimento, é coerente com o que o magistrado acha disso tudo. Para o experiente ministro, que já presidiu o STF, é preciso respeitar as prerrogativas do presidente da República, tanto quanto a figura pessoal do atual ocupante do cargo.

PARECE PICUINHA

Marco Aurélio está entre os que acham uma humilhação desnecessária obrigar o presidente a depor na polícia. Fica parecendo picuinha.

SEGUINDO O RITO

Bolsonaro tem a opção de não ir ao depoimento, mas preferiu o caminho "amistoso", natural, de recorrer da decisão do ministro Celso de Mello.

STF LEGISLADOR

O STF deve novamente exercer prerrogativas de Legislativo para suprir omissão legal sobre forma de depor de chefes de Poder investigado.

O VÍRUS ESTAVA NO AR

O sistema de ar-condicionado do STF é um dos principais suspeitos da contaminação de autoridades pela covid-19, durante a posse do ministro Luiz Fux. Os infectados relatam que não se aproximaram de pessoas, não tocaram em nada, usavam máscaras etc. O vírus estava no ar.

ANO NOVO JUDAICO

Luis Roberto Barroso, presidente do TSE, lembrou o ano novo de 5781, celebrado a partir desta sexta (18) na comunidade judaica. "Tempo de reflexão por um mundo melhor, com paz, respeito, justiça e alegria".

GRANDE SUS

Todos reclamam do Sistema Único de Saúde (SUS), que faz 32 anos este mês, mas a verdade é que não "colapsou", como se temia, durante a pandemia. Criado em 1988, é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo e atende a mais de 11 milhões de pessoas diariamente.

COMÉRCIO REATIVADO

Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, e do Paraguai, Antonio Rivas, oficializaram a reativação parcial do comércio nas cidades de Foz do Iguaçu (PR), Mundo Novo e Ponta Porã (MS).

MENOS ARROZ, MAIS BATATA

Enquanto o arroz bate recordes de preços durante a crise da pandemia do coronavírus, a cebola e a batata ficaram mais baratas no último mês, segundo boletim da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

FUTEBOL FAZ SUCESSO

Segundo o SBT, a audiência com a estreia da Libertadores cresceu 20%, em São Paulo. Em Porto Alegre, registrou o dobro da audiência do 2º colocado. Em relação a semana passada, a audiência cresceu 282%.

DEMOROU DEMAIS

Relatório do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU), divulgado ontem, acusa o ditador Nicolás Maduro de ter cometido crimes contra a humanidade na Venezuela. Ele é ditador há quase 8 anos.

RETORNO LENTO

Quem se aventura em viagens pelo aeroporto de Brasília tem dito que a preocupação com distanciamento se resume ao interior do avião. A área de embarque, onde milhares andavam normalmente, continua deserta.

PENSANDO BEM...

... grave mesmo, no Congresso, é outro tipo de vírus.
Herculano
18/09/2020 07:23
GOVERNO REDISCUTE TIRAR DE POBRES, SAÚDE E EDUCAÇÃO PARA DAR A PAUPÉRRIMOS, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Lideranças de governo e Congresso voltam a discutir como tirar de uns para dar a outros

O congelamento do valor das aposentadorias, dos benefícios assistenciais e provavelmente do mínimo de gasto federal em saúde e educação ainda está nos cálculos do Orçamento para o ano que vem. É daí que pode sair algum dinheiro para encorpar o Bolsa Família Verde Amarelo.

Congelamento quer dizer que esses valores não serão reajustados nem pela inflação, como manda a Constituição. Caso não exista reajuste de aposentadoria, BPC e do piso de saúde e educação e a inflação (INPC) seja de 2,4%, como prevê o Ministério da Economia, o governo deixaria de gastar cerca de R$ 20 bilhões em 2020. É o número que Paulo Guedes tem apresentado ao Congresso.

Com esse dinheiro extra, seria possível pagar cerca de R$ 226 por mês a 20 milhões de famílias. Antes da epidemia, o Bolsa Família pagava R$ 190 mensais a pouco mais de 14 milhões de famílias. No fim das contas, o valor total dos benefícios anuais seria um pouco maior do que se paga atualmente em um mês de auxílio emergencial.

Vai acontecer? Um ministro com sala no Planalto diz que isso é o que está sendo combinado com o relator do Orçamento e da emenda constitucional do "pacto federativo", senador Márcio Bittar (MDB-AC), mesma informação que vem de líderes formais e informais do governo no Congresso.

No entanto, a crise da semana foi o "cartão vermelho" de Bolsonaro para ideias de "tirar dos pobres para dar aos paupérrimos". Dessa vez, tratava do congelamento do valor do Benefício de Prestação Continuada (o BPC), pago a 4,9 milhões de idosos e deficientes muito pobres, e das aposentadorias e outros benefícios do INSS, pagos a 30,9 milhões de pessoas (das quais 19,2 milhões ganham um salário mínimo ou um pouco menos).

Nesta quinta-feira (17), em uma live de uma instituição financeira, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), disse o seguinte: "Se não houver desindexação, não haverá recursos para o Renda Brasil [ou equivalente]". "Sem uma coisa não tem a outra", afirmou na live, explicação que deu também para o método da redução de impostos sobre a folha de salários das empresas (que não ocorrerá sem a compensação da receita criada por um imposto sobre transações eletrônicas). Barros enfatizou que "nenhum setor" vai perder recursos ou renda ?"congelamento é isso mesmo.

A este jornalista Barros diz que não sabe o que será o projeto de Bittar para o equivalente do Renda Brasil ou do Bolsa Família encorpado. Afirma que vai conhecer o relatório apenas no começo da semana que vem, talvez na segunda-feira (21).

O Congresso ou o governo vão bulir com cerca de 35 milhões de pessoas para beneficiar talvez umas 6 milhões? De resto, além do problema político e da provável insuficiência social desse Bolsa Família encorpado, há um provável problema econômico, ao menos de demanda (consumo).

Em tese, o governo vai cortar gastos no valor de mais de meio trilhão de reais de 2020 para 2021, o equivalente à redução das despesas extraordinárias do "Orçamento de guerra" deste ano de calamidade.

Nesse pacote, corta também o auxílio emergencial inteiro, gasto que pode chegar a R$ 250 bilhões. Não vai ser tudo isso. Mas o Bolsa Família encorpado teria apenas mais R$ 20 bilhões, que, enfim, não seriam "dinheiro novo", mas recurso drenado de aposentadorias e BPC (cerca de R$ 16,6 bilhões), e o restante, de saúde e educação.

As conversas sobre a mágica orçamentária continuarão pelo final de semana. No começo da que vem, algum pobre ou paupérrimo terá perdido dinheiro ou deixado de ganhá-lo.
Arnaldo Xexeu
18/09/2020 07:14
Bom dia e bom final de Semana Herculano

Sim o Cleber, tem vocação para síndico, vamos ver se será eleito pelo condominio do predio mais mais luxuoso de Gaspar, já que ficou proprietario de uma coberta no valor de mais de hum milhão de reais, depois que virou prefeito.

Sim existe mágica, pois o cara saiu de uma casa geminada de 3 co.ocômodos dos para uma cobertura, com Rui te 3 quartos e duas vagas de garagem.
Acorda Gaspar.
Miguel José Teixeira
17/09/2020 22:31
Senhores,

A volta do "não esqueça a minha calói"

Depois do zero 3, que segundo a Rádio Cercadinho, colocou um bilhetinho no bolso do capitão zero-zero:
"papai, não esqueça a minha embaixada".

Agora foi a vez da ministra terrivelmente evangélica e enigmática:

"Damares diz que não aceitaria cadeira no STF"(UOL),

ou seja:

"Irmão, não esqueça a minha boquinha no SuTriFe".

Lembre-se que o lula-lá colocou o "antonho".
Miguel José Teixeira
17/09/2020 22:17
Senhores,

"O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo" (GG). . .

Duas vitórias retumbantes da "quadribolson":

1) Em nível municipal, o "gabinete do ódio" isolou o "QG da propina", dando sobrevida ao aliado bi$po crivella"

2) Em nível estadual, o "Clube das rachadjinha$" manteve a continuação do processo de impedimento do governador (parece-me merecidamente), porém, beneficiando um dos seus sócio$, o tal de cláudio castro, mais enrolado que verme em maçaroca.

Só nos resta revisitar o ChB, atualíssimo:
. . .
"Mesmo com todo o emblema
Todo o problema
Todo o sistema
Toda Ipanema
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa gema"
. . .
Herculano
17/09/2020 20:29
da série: sem concorrência e com reserva de mercado

PUPILO DE KAKAY SE REVOLTA COM OAB E SECCIONAL DO PARANÁ REAGE

Conteúdo de O Antagonista. A notícia de que Sergio Moro tirou carteira da OAB irritou o advogado Ticiano Figueiredo, conselheiro federal da Ordem e pupilo de Kakay ?" aquele que transita de bermuda branca no Supremo. Em grupo de Whatsapp, Ticiano chamou a seccional da OAB no Paraná de "covarde" e que a entrega da licença ao ex-ministro da Justiça "envergonha a advocacia".

Em nota, a OAB paranaense lamentou "a forma precipitada e o tom agressivo" da crítica de Ticiano.

"V.Sa. tem todo o direito de discordar das decisões da OAB/PR, mas, certamente, não deveria usar adjetivos pejorativos contra a OAB-PR e a advocacia paranaense, assim como contra os nossos conselheiros federais que tem história ilibada e ficha extensa de serviços prestados."

O texto é assinado pelos advogados Airton Martins Molina, Arthur Humberto Piancastelli, Flavio Pansieri, Graciela Iurk Marins, José Augusto Aaraujo de Noronha e Juliano José Breda.

"A advocacia e a OAB do Paraná são reconhecidas pelo respeito à legalidade, assim como pela defesa intransigente das prerrogativas, da valorização da advocacia, dos valores democráticos e, como sempre, por garantir a presunção de inocência e o devido processo legal."

Os integrantes da Ordem paranaense cobram uma retratação de Ticiano e dizem que estão à disposição para sanar quaisquer dúvidas "sobre o processo de inscrição em referência". "Temos a convicção de que as palavras utilizadas merecerão sua reflexão para que, se achar prudente o fazer, possamos receber a sua retratação, que será muito bem recebida."

"Neste sentido, concluímos afirmando que nos sentimos sim ofendidos pela sua postagem e repelimos veementemente os adjetivos utilizados."
Herculano
17/09/2020 20:26
O INÍCIO OFICIAL DA PROPAGANDA ELEITORAL É Só DIA 27 DE SETEMBRO

MAS, PELO JEITO TEM GENTE QUE JÁ COMEÇOU POR AQUI...
Herculano
17/09/2020 20:25
É IMPRESSIONANTE COMO FUNCIONÁRIOS COMISSIONADOS DE GASPAR - PAGOS COM OS PESADOS IMPOSTOS DO POVO -ESTÃO USANDO AS REDES SOCIAIS EM PLENO HORÁRIO PARA SE POSICIONAREM POLITICA E PARTIDARIAMENTE QUE DEVERIAM ESTAR SERVINDO AO PÚBLICO

OU FALTA ORIENTAÇÃO, OU FALTA CONTROLE, OU É PROPOSITAL OU É UMA PRÁTICA DIANTE DA FALTA DE FISCALIZAÇÃO E PUNIÇÃO. ACORDA, GASPAR!
Herculano
17/09/2020 19:09
BOLSONARO FAZ DO VAIVÉM DO STF UMA LIMONADA..., por Josias de Souza

O ministro Marco Aurélio Mello fez bem em levar para o plenário do Supremo a definição sobre a forma como Jair Bolsonaro irá depor. A diferença entre um depoimento oral ou por escrito é comparável à diferença entre a forca e o violino. Os dois têm corda. Mas um pode produzir a morte. O outro, apenas música.

Para uma pessoa como Jair Bolsonaro, que fala dez vezes antes de pensar, ser interrogado no ambiente controlado da folha de papel é, evidentemente, mais seguro do que num encontro cara a cara com a turma da Polícia Federal e os advogados do acusador Sergio Moro.

É claro que o presidente não cogita dizer nada que o comprometa. Mas nada é uma palavra que pode ultrapassar tudo quando a língua de Bolsonaro se move sem cabresto.

No dia 3 de junho, quando falou publicamente sobre o depoimento que terá de prestar no inquérito em que é acusado de tramar o aparelhamento político da PF. Bolsonaro posou de valentão: "Pra mim tanto faz", disse, sobre o modelo do interrogatório. Mas reconheceu: por escrito, o investigado tem "uma segurança enorme na resposta, porque não vai titubear. Ao vivo pode titubear, mas não estou preocupado com isso."

A despreocupação do capitão era conversa mole. Formalizada a intimação da Polícia Federal, a Advocacia-Geral da União apressou-se em pedir ao Supremo a revogação do despacho de Celso de Mello, ordenou o depoimento oral. Pediu isonomia em relação ao tratamento que o ministro Luís Roberto Barroso deu a Michel Temer. Em 2017, investigado por corrupção, Temer foi autorizado a depor por escrito.

O vaivém forneceu material para Bolsonaro transformar a falta de unidade do Supremo num palanque. Reivindicar no Supremo a concessão de um tratamento à Temer não pegou bem. Mas Bolsonaro transforma receio em limonada. Faz pose de perseguido.

Intimado pela PF, Bolsonaro como que intimou o Supremo a tomar uma decisão colegiada. Sairá ganhando qualquer que seja o resultado. Prevalecendo a linha Barroso, terceirizará ao seu staff jurídico as respostas ao interrogatório. Mantido o despacho do decano, ganha, se quiser, um pretexto para não comparecer ao depoimento.
Herculano
17/09/2020 19:02
CARAMBA

De Agnaldo Silva, novelista, no twitter:

Vi hoje no noticiário que o estádio Maracanã vai ser fechado para reformas de novo. Caramba, nunca vi um estádio de futebol passar tanto por reformas... E ficar sempre a mesma coisa.
Herculano
17/09/2020 19:01
NO RIO DE JANEIRO

No Rio de Janeiro, hoje, o governador Wilson Witzel, PSC, por unanimidade dos deputados fluminenses foi para o processo de impeachment. Ele já está afastado.

Na Câmara, o bispo licenciado da Igreja Universal, Marcelo Crivella, Republicanos, os vereadores por uma minoria estreita salvaram ele do impeachment.
Herculano
17/09/2020 18:57
LARGADO AS TRAÇAS

A Ditran - Diretoria de Trânsito - de Gaspar é um ambiente poleiro para políticos. É só olhar as nomeações e como a área andou para trás.

A partir desta sexta-feira, dia 18, começa a Semana Nacional de Trânsito. Ela vai até o dia 25. Ai se pergunta: quais as atividades foram programadas para marcar, conscientizar, educar os cidadãos e motoristas?

E olha que o atual vice-prefeito, Luiz Carlos Spengler Filho, PP, o que está sendo rifado na reeleição, é um dos mais antigos agente de trânsito de Gaspar. Acorda, Gaspar!
Herculano
17/09/2020 18:50
MOISÉS TEM CULPA, SIM!

Ao ouvir os discursos - chorosos, incoerentes, técnicos, assertivos e fingidos - dos deputados catarinenses da sessão de discutia a admissibilidade do impeachment de Carlos Moisés da Silva, PSL, nesta tarde e noite no Palácio Barriga-Verde, em Florianópolis, está claro que o governador é culpado.

Não exatamente pelo suposto erro técnico em autorizar o pagamento dos Procuradores do Estado na busca esperta da elite do funcionalismo pela isonomia aos vencimentos dos Procuradores da Assembleia, mas principalmente, pela desarticulação e arrogância que foi o governo de Moisés até aqui.

Já escrevi e vou repetir pela enésima vez. Carlos Moisés, um Bombeiro Militar precocemente alçado à reserva como Tenente Coronel e com alto soldo, obscuro até no ambiente em que servia - prometeu fazer a nova política. E os eleitores catarinenses responderam com mais de 71% dos votos nas urnas em 2018 para que ele efetuasse essa mudança em favor dos cidadãos cansados com as oligarquias, dúvidas e as mesmices.

Carlos Moisés não comandou - seu velho ofício nos quartéis -, não fez a tal prometida nova política mote de seu discurso de mudanças, não governou - o que é pior - e agora, como castigo pela inércia ou arrogância - a velha política, com todos os seus abutres estão sobre devorando-o em carne viva. Nem esperaram ele se tornar carniça. Incrível à falta de proteção em que um político está para os seus adversários (e inimigos).

Mas, quem é o culpado disso tudo? As velhas raposas? A velha política? As circunstâncias?

Não! O próprio governador e seus "çabios", se é que os tinha. Foi o novo político Carlos Moisés quem escolheu o seu Calvário, a sua Cruz e à forma de ficar exposto, fragilizado e judiado nessa Via Crucis.

Uma lição. É algo já da história catarinense.

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