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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

O maior adversário do governador Carlos Moisés da Silva não é a oposição ou a sua inexperiência administrativa e política. É o seu próprio partido: o PSL

14/01/2019

A coluna desta segunda-feira trato de dois assuntos distintos, mas que se unem no resultado. No primeiro deles me desloco – e que sempre tenho evitado – para o cenário estadual, mas que terá sempre reflexos na aldeia que é o meu foco: Gaspar e Ilhota. O segundo, na mesma toada, falo sobre a peneira colocada abaixo do sol para usá-la como sombra ao que não se quer ver divulgado à população, para se contrapor a propaganda oficial de governo. Vamos lá...

Os eleitores catarinenses estão assustados. O que não era escancarado na imprensa tradicional por compaixão, para se dar um tempo mínimo de acomodação e até pela falta de comprometimento do jornalismo factual e analítico para com os leitores, ouvintes, internautas e telespectadores, estabeleceu-se nos atos e fatos dos novos políticos donos do poder de plantão em suas redes sociais e aplicativos de mensagens. Baixaria. Disputa. Desproteção. Humilhação. Um prévio desmonte ao próprio poder conquistado surpreendente e democraticamente nas urnas.

E quem está verdadeiramente exposto? O futuro econômico, social e político de Santa Catarina em época de necessárias mudanças e adaptações.

Vamos resumir. Um deputado estadual do PSL já defenestrou por rede social dois indicados do governador Moisés, vejam só, que é conhecido como “comandante”, por ter exercido esta função no Corpo Bombeiro Militar e de lá, ido para a reserva precocemente com polpudo soldo, na condição de tenente coronel, em sucessivas e rápidas promoções de patentes. Um terceiro indicado pelo governador já caiu por movimentos partidários idênticos. Outros estão se explicando. Fogo, fogueira, frigideira, caldeirão amigos. Incrível. Tudo em menos de duas semanas de governo.

Mas, Herculano, você agora se tornou defensor e porta-voz do Comandante Moisés? Não! Estou estupefato como as coisas estão se dando e a incapacidade de reação do próprio governador diante de tudo isso. Falta realmente um porta-voz, um inspirador, um mentoring, um coordenador, um bombeiro, um governador e até mesmo um comandante que parecer ser a linguagem emergencial para a tropa...

Quer mais?

A raquítica “bancada” catarinense Federal do PSL se rebelou contra a “bancada” estadual, que não está unida, pois um já foi também à rede social dizer que não está no pacto para defender o presidente catarinense do partido (com mais de um milhão de votos nas costas), que os deputados Federais querem à sua cabeça e por isso, nessa segunda-feira, aporta em Santa Catarina, o vice-presidente nacional do PSL para colocar água na fervura ou aumentar a temperatura da chaleira.

Para completar a série dos primeiros graves sinais trocados: o governador Moisés concorreu na posse com o próprio presidente Jair Messias Bolsonaro. Ficou distante, enquanto outros fizeram de tudo para aparecer nos seus estados na posse e ao mesmo tempo, em Brasília, no beija-mão. Ah, ainda tem o caso de outra deputada estadual do catarinense PSL. Ela antes da própria diplomação, estabeleceu pelas redes sociais, as regras que só o Executivo possui autonomia para tal, num emaranhado de pesos e contrapesos, de como seria o conteúdo das escolas estaduais catarinenses de agora em diante. E o caso foi parar no Ministério Público. Precisava ser desse jeito petista de ser? Ou seja, de causar e atrapalhar a intenção que possui caminhos próprios, exatamente quando ela se tornou deputada?

NANICO NÃO SABIA O SABOR DO MEL. ESTÁ SE LAMBUZANDO COM A DOÇURA

Uma trapalhada atrás da outra. Isso sem contar que o deputado com o maior número de votos recebidos em Santa Catarina achou que a votação lhe daria automaticamente a presidência da Assembleia, liderança do governo...Outros deputados correram logo depois das suas eleições para Florianópolis para “escolherem” os melhores gabinetes... Hum! Sintomático. Era um aviso cifrado.

E para não ficar de fora dessa dança dos sinais trocados, o PSL de Gaspar, criado há dias e tocado por desconhecidos, também nas redes sociais, proibiu os seus filiados de discutirem estas aberrações ou tomarem partidos de um lado ou de outro. Afeitos à leitura da Bíblia, deveriam ir a Lucas, 23;34 e ler o pedido de Jesus antes do derradeiro martírio: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.

Vamos por partes.

O PSL não era nanico. Simplesmente não existia até a chegada de dos Bolsonaro. Então ele não possui história e quadros – com e sem qualidade – para ocupar os espaços apetitosos e existentes do poder brasileiro, catarinense e gasparense. Esse deveria ser o primeiro auto-reconhecimento de uma suposta fragilidade e necessidade de aprendizado, ou cuidados.

O poder é feito de peças, que devem ser dispostas à uma mínima harmonia ao resultado pretendido. Qual é o resultado que ser quer? Quais as peças que estão disponíveis para a sustentabilidade desse poder e governo? E as que não se quer? Simples? Não complexo! E em qualquer ambiente. No político, isso é uma arte para poucos.

O governo catarinense eleito não possui experiência, não possui quadros, não possui alianças, está sob testes dos ratos de sempre e desconfiança dos que produzem e precisam de um estado forte, tem agora dentro da sua própria casa, gente sem noção, disputando o que de fato ainda não conquistou, que é o reconhecimento do resultado prometido ou contido na esperança que gerou a mudança? É pracabar.

Do jeito que vai, o governo de Carlos Moisés da Silva está cavando à própria sepultura. E quem são os coveiros? Incrivelmente o seu PSL com os seus neo-insaciáveis individualistas sem noção que o cercam. O PSL vai perder; o “novo” da política vai ser piada; Santa Catarina vai se fragilizar economicamente e as eleições de municipais começam a se estabelecer como uma miragem para o PSL, os da direita xucra, os militares e religiosos que fazem a massa do “novo” partido.

Que está olhando a maré? O MDB, PP, PSD, PDT, PT, PSDB, PCdoB, PSB, PPS, PR, DEM... e seus nomes carimbados e conhecidos. Traquinas e traguejados. E em Gaspar, nada disso será diferente se a toada estadual for a discórdia, da imposição, da censura, humilhação à autonomia das indicações do governador. Mesmo que o governo Bolsonaro for vitorioso, onde ao menos para as três áreas que elegeu prioritária colocou gente acima de qualquer suspeita técnica, que a oposição rosna, exatamente por entender que são, em teoria, excepcionalmente bons, mesmo não estando filiados ao PSL.

É hora dos que estão por crença e oportunismo no PSL reavaliarem a importância deles no jogo e salvarem as suas ideias via o sucesso do governo de Moisés.

Kleber se torna repórter de si mesmo e usa as redes sociais para propagar seus feitos. Excelente. Mas, quer a voz da população e dos críticos caladas nessas mesmas redes na contrapropaganda. É péssimo.

Como possui controle, influência e até censura nos veículos tradicionais, mas não nas redes sociais, está exposto e reclamando. Deveria agradecer. Explico.

O jornal Cruzeiro do Vale nunca trocou publicidade oficial de órgãos públicos do Executivo e do Legislativo de Gaspar, Ilhota, outros municípios, estadual, ou federal para babar seus pagadores no poder de plantão.

O Cruzeiro, mesmo em época de recessão econômica quando, recusou até verbas oficiais, inclusive no governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, mesmo quando esta troca de “favores” não estava implícita ou explícita. E quando recebeu recursos públicos em jogo transparente, na disputa de mercado e unicamente para transmitir nos veículos comprovadamente líderes e de retorno aos seus investidores, anúncios e propaganda oficiais, não mudou um milímetro da sua obrigação de informar com independência o seu único patrimônio: os leitores e leitoras.

E por isso que ele continua líder de circulação às sextas-feiras, como nasceu. É o mais antigo jornal de Gaspar e Ilhota. É o mais comunitário. É o mais acreditado. Comprovadamente é o de melhor retorno para os investidores anunciantes.

O jornal e mais tarde o pioneiro portal Cruzeiro do Vale – com suas mídias integradas às redes sociais e o que o tornou o mais acessado da região devido à sua atualização - se comportou assim com os governos de Francisco Hostins, PDC, Bernardo Leonardo Spengler, MDB, e com quem o substituiu depois do seu afastamento pela Justiça, Andreone Cordeiro, PTB, nos três mandatos de Pedro Celso Zuchi, PT, no de Adilson Luiz Schmitt que se elegeu pelo MDB, passou pelo PSB e foi parar no PPS.

Está sendo assim com Kleber Edson Wan Dall, MDB, que se elegeu se apoiando no valor crítico do jornal e do portal Cruzeiro do Vale que nunca deixou de relatar, observar e denunciar os males da cidade. Político é assim: aproveitador e mal agradecido.

O fundador, proprietário, editor chefe, gasparense da gema, Gilberto Schmitt, costuma dizer: “o poder e os poderosos passam, o Cruzeiro fica”. Ou seja, o tempo é o senhor da razão e lava a alma dos que não se afastam da obrigação de vigilância comunitária, a que não se mistura com interesses partidários, políticos, particulares e econômicos.

Primeiro os poderosos de plantão se aproximam dos veículos de comunicação; depois tentam seduzi-los por trocas com o dinheiro de todos; se isso falha, vem armações para o descrédito, para o sufocamento financeiro e por fim, até processos para intimidá-los, isso quando não impedem via Justiça a publicação de pesquisa eleitoral (não foi com o Cruzeiro) ou até, fecham a rádio por 24 horas, por desagravo. Estes atos, aos de curta memória, foram praticados pelos que estão hoje no poder plantão.

UM ROTEIRO. UMA ROTINA

O roteiro é o mesmo de sempre e há anos. Virou rotina. Entrou novo governo, sabe-se qual será o próximo passo. O desfecho é também impressionantemente igual: o Cruzeiro do Vale sai incólume da desigual batalha e os poderosos perdem o poder no voto popular, quando não manchados pelos seus próprios erros de comunicação e enfrentamento da realidade. É sofrido. É doído. Verga-se aos injustos ventos e se alinha após as tempestades.

Kleber, tido como o novo, e na era das redes sociais, virou repórter de si mesmo, mas sem um roteiro de causa e consequências. Faz bem ser o próprio interlocutor dos seus fatos ao seu modo. Faz mal, porque lhe falta orientação estruturada, olhando consequências e provocações.

Bem por isso, nem tudo são flores. Exposto, fica sujeito ao troco, ao embate direto, aos questionamentos normais desse ato explícito. Primeiro obrigou os seus comissionados e em cargos de confiança a invadirem as redes para aplaudi-lo. O assunto foi parar na Câmara. Kleber cancelou uma das rotineiras viagens surpresas a Brasília e teve ir à Câmara emergencialmente numa terça-feira à noite. E lá pedir desculpas para abafar o caso. Fez bem, também.

Entretanto, o aprendizado parece ter sido zero. Agora, tenta alimentar gente sem credibilidade para fazer esse papel, o de defende-lo, contra os críticos, o jornal e esta coluna, e veja bem, por que a elogiava quando lhe servia no interesse do candidato. Não vai dar certo. A coerência tem apenas um lado.

Como escreveu Gilberto Schmitt na semana passada na rede social, esta coluna não representa necessariamente a opinião do Cruzeiro, como a da maioria dos colunistas em todos os veículos de comunicações. Mas, ela representa a maior audiência na leitura do jornal e nos acessos do portal, por auditoria em tempo real.

É uma opinião particular sobre os fatos, a cidade, a vida política. E audiência e leituras não são frutos de temas que falem de flores. Escrevo, quase sempre, sobre espinhos. O certo é uma obrigação do administrador, do ente político. O erro deve ser conhecido, apontado e corrigido por quem observa, analisa ou investiga. E a obrigação de corrigir não é de quem aponta ou escreve sobre o erro, o dano, o equívoco, a dúvida, mas de quem se comprometeu a eliminá-los. É para a autoridade que se escreve, ouvindo-se os prejudicados coletivamente.

A REDE SOCIAL É UM CAMINHO DE VOZ E REAÇÃO INDIVIDUAL IMEDIATA

O jornal e o portal Cruzeiro do Vale, esta coluna e as redes sociais se tornaram caminhos de abordagem de temas espinhosos num ambiente que pede soluções.

Se o jornal, o portal, a rádio, a tevê, não abordam estes temas à vista de todos, as redes sociais e os aplicativos de mensagem o fazem com detalhes de riquezas impressionantes e deixam obsoletos os veículos tradicionais. Para não perder espaço, as redes sociais viraram pautas e fontes dos veículos tradicionais. Tornaram-se referência para se distinguir daquilo que é mera informação de algo estruturado.

E Kleber está incomodado com esta independência, a marca de credibilidade do jornal e do portal Cruzeiro do Vale e desta coluna, formadora de opinião na cidade. Este desconforto é maior quando os temas abordados não merecem desmentidos, contestações ou reparos mínimos da própria municipalidade, pois se tratam de realidade. Daí a tentativa de retaliar, desacreditar por terceiros, pois os próprios políticos e gestores públicos tradicionais estão mais sujos que pau de galinheiro. Foi o que aconteceu por exemplo com a construção onde se mandou uma informação errada ao Ministério Público, que averiguada mais tarde, comprovou-se que a prefeitura tinha falhado na fiscalização, e ela própria para se proteger, embargou a obra em fase final, para se proteger preventivamente do que poderá vir por aí.

Esta coluna não escondeu nada. O jornal e o portal também. E esse tipo de canais sem controles, é um perigo para os políticos sem noção e gestões públicas temerárias. Perceberam a importância do jornal e do portal? Perceberam a razão da ira dos políticos?

Fazer as obras de R$150 milhões que está se projetando, segundo os que estão no poder da prefeitura de Gaspar, deveria também se impedir os questionamentos naturais delas, a fiscalização necessária ou a lembrança, por exemplo, de que se levou, dois anos para se retomar uma simples obra de pavimentação da Rua Madre Paulina, ou que passados quase dez anos, sendo dois de Kleber que prometeu solução, o acesso e a urbanização do loteamento das Casinhas de Plástico, na BR-470 não avançam e se postergam contra gente pobre, esperançosa e que já perdeu tudo em um desastre ambiental severo.

Não foi esta coluna que inventou ambos os assuntos exemplos. São verdadeiros. Os dois estão na rede social, e alguns temas, na própria sessão do prefeito repórter. Quem ampliou apenas e deu voz para os reclamantes? Esta coluna. Nenhuma inverdade. Nenhuma mentira. Nenhuma perseguição. Então por que esconder da sociedade estes espinhos?

A CRÍTICA – A VOZ DE UMA PARCELA DA SOCIEDADE AFETADA PELO PROBLEMA ABORDADO - É UMA FORMA DE AJUDA AO PODER PÚBLICO

Quando a coluna aponta as falhas, como foi o caso da Saúde por exemplo, ou do Hospital, ou da falta de creches, está na verdade, institucionalmente, por um espaço nobre ou veículo de credibilidade, dando voz aos que não a possuem. Mais do que isso, está sinalizando para o poder público que este assunto está sendo cobrado para a comunidade, antes de ser uma crítica, ou um argumento para a oposição se esbaldar.

A coluna ou o jornal está no fundo ajudando naquilo que falha a fiscalização da prefeitura, os assessores do prefeito e os gestores públicos contratados por ele como eficazes e pagos com o dinheiro de todos os gasparenses. Se Kleber, sua equipe, seus puxa-sacos e os escalados para a desmoralização intencional se chateiam e armam a desmoralização dos que apontam os erros deles próprios, provam não terem capacidade ou não estarem com intenções de resolverem o assunto em questão. Simples assim!

Quem não faz o competente serviço para mitigar, esclarecer e propor solução, mesmo que num prazo mais dilatado, é o próprio prefeito, o poder de plantão e os que não se estabelecem na tal eficiência – da propaganda oficial - e na competência.

O repórter Kleber está no papel dele de mostrar as flores da cidade que ele está plantando para colher em votos. Faz certo. Gente de credibilidade como o Cruzeiro do Vale, mostra que entre as flores há espinhos. Se o governo – mesmo alertado - não toma cuidado com eles, se machuca. É chato lembrar isso toda vida, mas parece que os políticos quando não poder se descuidam desta orientação básica. Acorda, Gaspar!


Trapiche

A madrugada e anoite de domingo não foi fácil no bairro Santa Terezinha, Gasparinho entre outros. A enxurrada causou estragos. Onde estava o superintendente da Defesa Civil de Gaspar, Evandro Mello Amaral? Na praia. Naquela noite de sábado, a sua rede social registrava que ele tomava um chope num ambiente noturno.

Aliás, ele foi nomeado no 11 de dezembro de 2018. A sua nomeação só foi publicada na quarta-feira dia 9 de janeiro deste 2019.

Nas redes sociais um debate forte sobre de quem era a responsabilidade pelos estragos das enxurradas. Alguns apontaram os vereadores que demoraram a aprovar o Samae fazer o serviço, outros, mais sensatos, lembraram que a solução rola não apenas no governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB.

O certo é que existem vários culpados: a prefeitura quando aprova novas construções e loteamento que não redimensiona a rede de drenagem para coleta de águas pluviais sobre novas áreas descampadas; a prefeitura que não limpa (agora é obrigação do Samae) o que já é precário, e a própria população que não exige isso e que entope com lixo o que já não dá conta da chuva normal.

Samae inundado I. Outra constatação e esta preocupante das enxurradas de domingo em Gaspar. A drenagem que o Samae está executando, em alguns locais, não passou no teste. Dinheiro jogado fora.

Samae inundado II. Impressionantemente constatam-se todos os dias falta de água em Gaspar em diversos simultâneos da cidade. E a maioria por falha técnica de distribuição, abastecimento, logística errática ou falta de conhecimento dos reparos. Esta coluna tem relatado aos montes. O jornal e o portal Cruzeiro do Vale, igualmente.

Samae inundado III. O improviso e o descaso é tamanho, que o Samae chega a substituir canos por mangueiras, repito mangueiras, e o improviso que arma contra os consumidores, trata-o como definitivo, até porque a rede, como relatou o Cruzeiro, quando não tem água na maioria do tempo, quando há, não possui pressão.

Samae inundado IV. Quer melhor retrato do possível descontrole do Samae de Gaspar? O prédio onde mora o prefeito Kleber Edson Wan Dall, o imponente Torre Del Greco, na Rua Industrial Leopoldo Schmalz, defronte à Policlínica, no bairro Sete, ficou sem água.

Samae inundado V. O Samae garantiu ao prefeito que não era a sua culpa. Aos condôminos, o prefeito transferiu a culpa do defeito para a gestão do prédio ou algum vício de origem da construtora. Até a edição desta coluna, nesta segunda-feira cedo, todos sem água, inclusive para lavar a boca. Kleber, ao menos, experimentou na pele àquilo que acontece cotidianamente com os outros quando o Samae falha.

Meus bordões. Tenho criado bordões para representar sinteticamente problemas e pedidos de socorro como Acorda, Gaspar!, Samae Inundado, Ilhota em Chamas entre outros. O Ilhota em Chamas, descobri, é título de um grupo de whatsapp. Não vou cobrar direitos autorais. Fiquei satisfeito, apenas.

Ilhota em chamas I. Na coluna de quarta-feira, eu publiquei estas três notas no Trapiche:

Ilhota em chamas II O prefeito Érico de Oliveira, MDB, começou a fazer a limpa no pessoal do partido na prefeitura de Ilhota e oriundo de Luiz Alves. É que lá o deputado Federal Rogério Peninha Mendonça, MDB, eleito na rabeira do MDB com 76.925 votos e candidato de Érico, foi apenas o 11º mais votado, com 181 votos. Em Ilhota ele "lavou" a égua.

Ilhota em chamas III. Só para comparar: o mais votado em Luiz Alves e que não se elegeu, foi César Souza Júnior, PSD, com 1035 votos. No próprio MDB Carlos Chiodini, eleito, Celso Maldaner, eleito e Ericson Henrique Luef, não eleitos, receberam mais votos do que Peninha, respectivamente, 692, 198 e 192 votos.

Ilhota em chamas IV. Foram para a marca do penalti em portarias sequenciadas de um a dez de 2019, Diogo Wagner, secretário de transportes; Silvana Simon, chefe de divisão; Ariane Silva, chefe de divisão; Yasmin Laís Merlini, diretora de divisão; Clóvis Hostins, coordenador de contabilidade de recrutamento amplo; Kamila Azevedo, chefe de divisão; Sidney Agostinho, diretor de departamento. Luciana Aparecida Gonçalves da Silva, diretor de departamento; Jéssica Taina Batista, chefe de divisão e Rosimar Terezinha Rodrigues, chefe de divisão.

Ilhota em chamas V. Na área de comentários de sexta-feira, volte com a nova notícia sobre o mesmo assunto e que mostra como os políticos estão mal assessorados ou de mãos amarradas por serem dependentes políticos para se manter no poder de plantão.

Ilhota em chamas VI. Surpreendentemente, o prefeito Érico, no dia seguinte mandou publicar no Diário Oficial dos Municípios a revogação de sete, dessas dez portarias, incluindo a do secretário de Transportes. Foram revogadas as portarias 01,02,03,06,07, 09 e 10 deste ano.

Ilhota em chamas VII. Em outras, três, não só manteve os funcionários como os nomeou para funções assemelhadas. Luciana Aparecida Gonçalves da Silva é agora comissionada como chefe de divisão; Clóvis Hostins, Diretor de Departamento e Yasmim Laís Merlin, chefe de divisão.

Ilhota em chamas VIII. A pressão dos grupos de ocupação do MDB na prefeitura foi determinante. Feito o balanço, estava claro que os demitidos podiam causar mais prejuízos para vida política e administrativa do poder de plantão fora do governo.

Cláudio Barbosa Fontes, gasparense da gema e morador há muitas décadas em Florianópolis, será o novo Diretor da SC Saúde a partir do dia 30 de janeiro. Ele é Major Reformado da PM e dentista formado pela UFSC. Foi Presidente da Fundação Hemosc de 2009 a 2014 e é dono de uma escola de especialização em odontologia na Capital, com filial em Balneário Camboriú, chamada ABCD Magic School.

Comentários

otávio
16/01/2019 07:01
uma pena que não tem coluna nova hoje. senti falta das novidades, do papo reto, da coragem e das polêmicas que deixam todo mundo nervoso na cidade e falando do jornal, da coluna e do sr. Os cães ladram enquanto a caravana passa
Herculano
16/01/2019 06:21
COMEÇOU O CAMPEONATO CATARINENSE

Vamos ter a opção pela TV aberta de ver verdadeiras peladas por dois aspectos: primeiro na verdade é um treino de luxo organizado e que é uma pré-temporada para gente que está na série A como Chapecoense e Avaí, ou na B como Criciúma e Figueirense; segundo, porque os demais terão chances de competir - técnica e financeiramente - com as estruturas desses clubes
Herculano
16/01/2019 06:17
O BREXIT VIROU VITRINE DE ANTIGLOBALISTAS; NÃO HÁ SAÍDA VIRTUOSA PARA O REINO UNIDO. TENHO UMA IDÉIA: UMA PALESTRA DE ERNESTO ARAÚJO, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido: sofreu derrota acachapante. Mas quem é mesmo que está perdendo?

Faltou ao Reino Unido a sabedoria de Marco Maciel ao interpretar o Conselheiro Acácio, o rei do óbvio: "As consequências vêm depois".

Nesta terça, o país viveu aquela sensação ruim de quem tenta acordar de um pesadelo, mas não é bem-sucedido porque pesadelo não é. Quando o Parlamento aceitou a consulta popular para saber se o Reino Unido deveria ou não permanecer na União Europeia, entregava-se ao indeterminado em tempos em que tudo, muito especialmente o pior, pode acontecer. E aconteceu. A maioria optou pelo desligamento, o chamado "Brexit", contra o qual o governo de David Cameron apostou todas as suas fichas. Ele caiu, e Theresa May se tornou a primeira-ministra, no dia 13 de julho de 2016, justamente para conduzir o desligamento. Nota: ela também votou contra.

Nesta terça, o plano que ela negociou com a União Europeia sofreu uma derrota esmagadora no Parlamento: 432 a 202. Mundo afora, considera-se que o ponto fulcral da discórdia está no que fazer com as duas Irlandas, a do Norte, que integra o Reino Unido, e a República da Irlanda, que é independente e permanecerá na UE. A questão teve seu peso? Sim. Em 1998, celebrou-se a pax entre a minoria católica e a maioria protestante na Irlanda do Norte, depois de um conflito sangrento que durou 40 anos. Como parte do acordo, desapareceram os controles de fronteira entre os dois países.

Mas o que fazer se o Reino Unido cair fora da União Europeia? May negociou um acordo que prevê uma união aduaneira com a Europa, ainda que temporária, para evitar que se voltem a levantar barreiras físicas entre as duas Irlandas. Parte dos que votaram contra o acordo proposto pela primeira-ministra é mesmo constituída de fanáticos do Brexit. Para eles, trata-se de um truque para tornar o rompimento sem efeito. Mas quem acompanha o debate do detalhe aposta que muitos parlamentares usaram a questão irlandesa como pretexto. O ponto: hoje, a maioria do Parlamento gostaria mesmo é que se realizasse uma nova consulta popular. A expectativa é que o Brexit, agora que se conhecem as consequências possíveis, seria derrotado.

O impasse é gigantesco. o líder da oposição Jeremy Corbyn, do Partido Trabalhista, apresentou uma moção de desconfiança. Para ele, a primeira-ministra não tem condições de manter o comando do Reino Unido. A questão é saber quem tem. A avaliação é que a moção será derrotada. Em seu discurso, May afirmou que o Parlamento disse o que não quer, mas não disse o que quer. O prazo para que se efetive a saída é 29 de março. Em tese, poderia ocorrer um desligamento sem acordo nenhum - e isso quer dizer sem nenhuma transição. A análise dos mercados é que a opção seria sinônimo de caos e de desastre econômico. Fala-se, claro!, na convocação de uma segunda consulta popular, mas os caminhos legais que a tanto conduziriam também não estão claros. A verdade é que ninguém sabe o que fazer.

A União Europeia é uma das bestas-feras dos chamados antiglobalistas, seita a que se filiam, por exemplo, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e parte considerável do governo Bolsonaro, incluindo o próprio presidente. A peça de resistência da campanha consistiu em acusar a legislação transnacional da UE de sufocar os valores profundos da população do Reino Unido. Quais? Isso não era dito. A maioria se convenceu de que tinha de "muda isso daí". E o Brexit venceu. As consequências viriam, e já chegaram, depois.

E agora?

Arron Banks, o falastrão que se tornou a voz mais estridente do Brexit, sumiu do noticiário.

Tenho uma ideia: May deve contratar uma palestra de Araújo. Que ele fale aos parlamentares britânicos. Síntese: "Conhecereis a verdade, e ela vos libertará da União Europeia"...

Que tal?
Herculano
16/01/2019 06:11
EXCEPCIONALMENTE - POR MOTIVOS TÉCNICOS E DE MOBILIDADE - DEIXO DE PUBLICAR NESTA QUARTA-FEIRA, A COLUNA OLHANDO A MARÉ INÉDITA.

Aos leitores e leitoras assíduos, as minhas desculpas.
Herculano
16/01/2019 06:07
ABRINDO VAGAS PARA BRASILEIROS NAS CADEIAS

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, expulsou 11 estrangeiros do Brasil. As portarias foram publicadas no Diário Oficial da União desta terça (15). Terão que deixar o país dois angolanos, dois bolivianos, uma russa, um venezuelano, um colombiano, uma sul-africana, um polonês, um paraguaio e um ganês.

Todos os imigrantes que vão ter que voltar para seus países foram condenados no Brasil. Moro seguiu um decreto que determina a "retirada compulsória do território nacional" do imigrante com sentença condenatória de alguns tipos de crimes.
Herculano
16/01/2019 06:04
da série: o mercado é mais pragmático do que a política populista e as vezes, o tiro sai pela culatra quando algo parece feito para os amigos. O gasparense da gema Salésio Nuhs, presidente da Taurys e também, vice-presidente comercial e de relações institucionais da Companhia Brasileira de Cartuchos(CBC), além de presidente da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (ANIAM) esteve na posse de Bolsonaro como um dos seletos convidados.

AÇõES DA TAURUS DESPECAM E ANALISTAS APONTAM DIFICULDADES MESMO COM DECRETO DE BOLSONARO

Papéis da companhia são considerados investimento arriscado

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Tássia Kastner. As ações da Taurus Armas, antiga Forjas Taurus, despencaram nesta terça-feira, após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinar decreto que flexibiliza a posse de armas no país.

A primeira leitura para a queda é o que o mercado chama de "comprar no boato e vender no fato". A expectativa pela facilitação de vendas de armas no país sob o governo Bolsonaro havia feito com que os papéis da Taurus subissem mais de 60% apenas nos primeiros dias de 2019. Em 2018, a disparada chegou a quase 150% (nos papéis preferenciais).

Analistas apontam que o decreto pode não ser tão benéfico quanto parecia inicialmente e pouco ajudará a companhia a melhorar seus resultados, atualmente considerados ruins pelo mercado. Há ainda a expectativa de maior concorrência com a abertura do mercado para estrangeiros, que também é estudada pelo governo.

"Não mudou muita coisa, talvez o investidor esperasse um decreto com efeito maior", afirma Felipe Tadewald, especialista em renda variável da Suno Research.

"Quando olho a fotografia, em termos financeiros, é uma empresa em situação bastante delicada", afirma Glauco Legat, analista-chefe da Necton.

?Ele afirma que o faturamento da companhia pouco evoluiu desde 2013 e destacou o alto endividamento da Taurus.

No terceiro trimestre de 2018, a Taurus faturou R$ 192,3 milhões, crescimento de 3% na comparação com igual período de 2017. O lucro foi de R$ 48 milhões, ante um prejuízo de R$ 18,5 milhões no terceiro trimestre de 2017.

A dívida líquida da companhia era de R$ 887,5 milhões também no terceiro trimestre.

Legat acrescenta ainda que, no final da corrida eleitoral, quando as ações da empresa disparavam por um otimismo com a eleição de Bolsonaro, o controlador da empresa vendeu parte de suas ações em Bolsa. "Dá para fazer inferência de que nem o controlador está acreditando que a expectativa é tão animadora quanto o mercado acredita".

Por fim, há ainda uma perspectiva de aumento da concorrência. O mesmo governo que quer aumentar a venda de armas também planeja abrir o mercado para que fabricantes estrangeiros passem a produzir no país.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, confirmou também nesta terça que o governo segue estudando a abertura do mercado. Onyx era deputado federal pelo DEM e integrante da chamada bancada da bala.

Especialistas reforçam, ainda, que as ações da Taurus têm características de investimento especulativo, justamente pela fragilidade dos resultados da companhia e pela baixa negociação em Bolsa, que causa oscilações bruscas nos preços.

A Suno e a Necton não recomendam o papel.

Nesta terça, o volume financeiro negociado dos papéis preferenciais (sem direito a voto) superou os R$ 180 milhões, ante média histórica de R$ 15 milhões. Superou, porém, o recorde de R$ 124 milhões registrado em outubro do ano passado, já na esteira da euforia com a chance de eleição de Bolsonaro.

Os papéis preferenciais caíram 22,28% e fecharam a R$ 6,45, perto da mínima da sessão. As ações ordinárias cederam 21,34%. A Taurus não faz parte do Ibovespa.

O índice, que reúne as ações mais negociadas da Bolsa, cedeu 0,44%, mas fechou o dia acima dos 94 mil pontos, a 94.055 pontos. O giro financeiro foi de R$ 14,6 bilhões.

O dia negativo reflete movimento de embolso de lucros, após o recorde alcançado da véspera, enquanto investidores aguardavam o desenrolar do Brexit. O parlamento britânico recusou o acordo costurado pela primeira-ministra Thereza May.

O dólar avançou ante o real, mas ainda orbita a faixa dos R$ 3,70 ?"fechou o dia cotado a R$ 3,7260.
Herculano
16/01/2019 05:48
SAINDO DO CASULO

Depois de situado dentro do próprio partido e de ter se isolado do mundo econômico e político na composição do primeiro e segundo escalões do seu governo, Carlos Moisés da Silva, PSL, informa o colunista Moacir Pereira, do Diário Catarinense, da NSC Florianópolis, que fará a primeira incursão no mundo das lideranças empresariais de Santa Catarina

A primeira
O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) concederá nesta sexta-feira a primeira audiência a uma organização empresarial. Confirmou reunião com o presidente da Fiesc, Mário Cezar de Aguiar, com quem já esteve terça na posse da nova diretoria da Fecam. Deverá ouvir as principais reivindicações do setor produtivo, já formalizadas na "Carta da Indústria", durante a campanha eleitoral.
Herculano
16/01/2019 05:41
EUA TÊM 23 VEZES MAIS ARMAS. E MENOS MORTES, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Os Estados Unidos são o país que têm mais armas de fogo no mundo. Existem atualmente mais de 393 milhões de armas em circulação no país. É mais de 1,2 arma por habitante. Já no Brasil, pesquisas estimam em 17 milhões o número de armas. Isso significa oito armas por cada 100 habitantes; ou seja, menos de 0,08 arma por brasileiro. Já o número de mortes por armas de fogo são 30,8 para cada 100 mil no Brasil e apenas 12 mortes a cada 100 mil entre os norte-americanos.

TOTAL NÃO FAVORECE
O número absoluto de mortes não favorece; a população dos EUA é 50% maior que o Brasil, mas morreram 39,7 mil lá. Aqui foram 63,8 mil.

DETALHE MACABRO
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, quase dois terços das mortes nos EUA decorrem de suicídios, não assassinatos.

'CASE' BRASILEIRO
No Brasil, foram 63,8 mil assassinatos em 2017, segundo o Fórum de Segurança Pública. Foram mais de 55 mil mortos com armas de fogo.

PROBLEMA BRASILEIRO
Na Índia são 1,3 bilhão de habitantes e 70 milhões de armas. Na China são 1,38 bilhão e 50 milhões. Somados têm menos mortes que o Brasil.

BRASIL COMPRA NOVAS BATERIAS ANTIAÉREAS DA SAAB
O Exército Brasileiro assinou contrato para comprar novo sistema de defesa antiaérea portátil da Saab, a mesma fabricante dos caças Gripen, as aeronaves suecas adquiridas no governo Dilma. Os RBS 70 NG, cuja quantidade e valores não foram revelados, são teleguiados por laser para garantir o acerto no alvo e representam uma evolução dos modelos utilizados no esquema de segurança durante a Copa do Mundo no Brasil de 2014 e as Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016.

PACOTE COMPLETO
A compra das novas baterias antiaéreas inclui sistemas de treinamento, de camuflagem e equipamentos associados à operação do RBS 70.

PARCERIA CONFIRMADA
Chefe de negócios, Görgen Johansson disse que a decisão do Brasil sobre a parceria "é prova da confiança nos equipamentos da Saab".

BEM TESTADO
A compra, fechada no final do governo Temer, se soma aos mais de 1.600 RBS 70 e 17 mil mísseis entregues a 19 países, diz a Saab.

MENOS, QUEIROZ
O secretário de Proteção dos Direitos Humanos, Sérgio Queiroz, negou a blogs da Paraíba que está com dias contados no cargo, apesar de ser considerado um dos alvos da provável minirreforma ministerial. E espalha por aí que será o "Martin Luther King do governo Bolsonaro".

CABEÇA
Futuro líder de Bolsonaro na Câmara, o Major Vitor Hugo (PSL-GO) é antigo amigo do presidente, mas também é conhecido por ter passado em 1º lugar no concurso para virar consultor legislativo da Câmara.

ARMA DO GOVERNO
Toma corpo no Senado a candidatura do senador Fernando Collor (PTC-AL) à Presidência do Senado. Tem sido considerada uma arma do presidente Jair Bolsonaro para derrotar Renan Calheiros (MDB). A assessoria de Collor diz não ter "nada a declarar sobre a especulação".

SEM NOÇÃO
Ex-governador do DF, Rollemberg (PSB) parece ator expulso do palco que vai à plateia vaiar o astro do momento. Entra para o anedotário atacando o sucessor Ibaneis Rocha (MDB) poucos dias após a posse.

MILHõES EM SEGREDO
Depois da Mega da Virada de R$ 230 milhões, a Caixa garante que sorteará R$ 25 milhões naquele que será o quinto sorteio de 2019, o primeiro da "mega do verão". Mas vencedores continuam em segredo.

MINA DE OURO
A criação da "CNN Brasil" mostra o tamanho e a importância do mercado brasileiro para o conglomerado de comunicação americano. Além do canal de notícias em inglês, existe apenas a "CNN Español".

67% POSITIVO
Segundo levantamento do IDEIA Big Data, especialista em pesquisas de dados, o brasileiro está otimista com o governo Bolsonaro; 42% dos 2.300 entrevistados, dizem que o governo terá desempenho acima das expectativas. Outros 25% acham que será dentro da expectativa.

ACUSADO NÃO, CONDENADO
Depois de ficar foragido por 38 anos, o terrorista Cesare Battisti disse admitir que é culpado "mas não de tudo do que é acusado". Acusado? Ele foi condenado por quatro assassinatos a sangue frio, na Itália.

PERGUNTA NA TV
Finalmente devolvido à Itália para cumprir pena por 4 assassinatos na década de 70, Cesare Battisti é terrorista ou continua "ativista"?
Herculano
16/01/2019 05:12
BATALHA NA GUERRA IDEOLóGICA GLOBAL, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Rolo do 'brexit' é novo capítulo da crise política que atropela governos pelo mundo inteiro

A economia do resto do mundo não vai se comover grande coisa com a saída do Reino Unido da União Europeia, seja a retirada caótica ou ordeira.

Depois do choque de 2016, essa passou a ser a opinião mais comum entre analistas reputados sobre os efeitos econômicos do "brexit".

Quanto à política, não parece ser o caso. A derrota da primeira-ministra conservadora britânica, Theresa May, é mais um momento relevante do tumulto das maiores democracias do mundo, notável e especialmente marcado justamente pela vitória do "brexit" e, a seguir, pela eleição de Donald Trump.

A cavalgada do populismo logo atropelou outros países relevantes, como a Itália, e agora ameaça a França, por exemplo.

Como se recorda, os britânicos votaram por deixar a União Europeia em junho de 2016, plebiscito que fora prometido pelo Partido Conservador em 2013, "para inglês ver", gracinha demagógica a fim de agradar a eleitorados mais radicais. Os aprendizes de feiticeiro não controlaram a maré nacionalista tosca e se espatifaram. O "brexit" venceu.

Foi uma vitória apertada dos "Leavers" (pró-saída), por 51,9% dos votos, em uma campanha sórdida, recheada de mentiras rastaqueras a respeito de vantagens e desvantagens de permanecer na União, propaganda temperada ainda de racismo, nacionalismo odiento e escassa racionalidade econômica. Parece a descrição de tantos outros processos políticos pelo mundo, é fácil perceber.

A primeira-ministra May, essa pessoa desagradável e reacionária, foi derrotada tanto por "Remainers" (deputados pró-UE) como por "Leavers" radicais, que querem cortar logo, de qualquer modo e totalmente os laços com a UE. E daí?

Na União Europeia e mesmo no Reino Unido há quem veja na derrota de May uma última e pequena chance de evitar a ruptura, talvez até por meio de um novo plebiscito. Mas há quem queira mudar logo de assunto ou mesmo quem espere ver o Reino Unido se estatelar economicamente, sendo punido pela traição do projeto europeu.

O governo francês, por exemplo, quer virar a página de modo que não se sopre a brasa e toque fogo em discussões separatistas e gritos nacionalistas por toda a Europa, que já são chamas na Itália e podem chamuscar a França.

As alternativas em debate para May e o "brexit" são muito enroladas e com detalhes esotéricos para brasileiros. De mais importante a reter, do seu efeito global:

1) o sistema político dominado por partidos de centro-esquerda e centro-direita, cada vez mais indiferenciados, continua a afundar, sem dar respostas a problemas como desindustrialização, fim do emprego "tradicional", desigualdade, insegurança econômica, imigração e terrorismo, por exemplo;

2) as alternativas por ora mais salientes a esse sistema desacreditado são nacionalistas, extremistas, inimigas do parco sistema de cooperação internacional, quando não francamente autoritárias ou adeptas do caos como política, uma espécie de revolução pelo apodrecimento institucional (vide o que apronta Trump nos EUA) ou revoltas sem proposta institucional definida (vide os "coletes amarelos" na França).

Em especial na Europa, mas não só, o debate do "brexit" ajuda a organizar os militantes populistas contra o establishment. É um exemplo, em escala menor, do efeito que a política nacional pode ter no restante do mundo -lembrem-se da inspiração que foram a vitória de Trump e seus métodos.

Parodiando os comunistas, "a classe populista é internacional".
Herculano
16/01/2019 05:04
HASTA LA VISTA, BAMBINO, por Carlos Brickmann

O primeiro-ministro comunista da Alemanha Oriental, Erich Honecker, foi deposto. Pediu asilo a seus aliados da União Soviética, tão comunistas quanto ele. Os soviéticos o devolveram ao Ocidente para ser julgado.

Césare Battisti buscou a proteção de Evo Morales, seu aliado de esquerda. Só que uma coisa é ser de esquerda na época dos vizinhos bolivarianos; outra, hoje. As coisas mudaram. E Césare Battisti não viu.

Acabaram com a prisão na Bolívia os 38 anos de fuga de Battisti à pena de prisão perpétua. Mas sua história está longe de ser esclarecida. Quem pagou as despesas de Césare Battisti nestes 38 anos? Quem pagou seus quase 12 anos de Brasil? A venda de seus livros? Seria caso quase único.

Quem é, de verdade, Césare Battisti, para motivar o envolvimento de tanta gente, em tantos lugares do mundo, nas campanhas em seu favor? Apenas membro do grupo terrorista Proletários Armados pelo Comunismo, e sem qualquer relevância, já que diz nunca ter participado de terrorismo?

Preso na Bolívia por policiais bolivianos e agentes italianos, Battisti foi enviado direto à Itália, sem passar pelo Brasil. Ao chegar à Itália, disse uma frase curiosa: "Agora sei que vou para a prisão". Por que apenas naquele momento, já na Itália, ele se convenceu de que iria para a prisão? Estaria tão convencido de que brasileiro é muito bonzinho que, mesmo com a extradição decidida por Temer, mesmo sendo Bolsonaro o sucessor, com o STF contra ele, daria um jeitinho de se livrar? Quem saberá as respostas?

COMPLETANDO O GOVERNO

Bolsonaro escolheu dois novos auxiliares de excelente reputação: um é o porta-voz do Governo, outro é o líder do Governo na Câmara. Vão dar certo? Condições, têm. Mas tudo depende da coerência governamental.

O GATO DE ALICE

O porta-voz do Governo, general Rego Barros, foi bem recebido: teve ótimo desempenho como chefe da Comunicação do Exército, entende-se com jornalistas e com ministros como o general Augusto Heleno. Mas há um problema: como dizia o Gato, em Alice no país das maravilhas, o caminho certo depende de para onde se queira ir. Se o presidente anuncia medidas que os assessores desmentem, se os assessores anunciam medidas que Bolsonaro desaprova, não há porta-voz que consiga fazer seu trabalho.

LÍDER E AMIGO

A outra escolha correta de Bolsonaro é de um político novo: o Major Vitor Hugo, deputado federal eleito pelo PSL de Goiás. Os jornais dizem que ele é bem aceito por vários militares do Governo, e é; mas sua escolha vem de cima. É velho amigo de Bolsonaro. Tem bom currículo primeiro colocado nas academias militares, advogado, consultor legislativo (primeiro lugar no concurso) na Câmara. Promete reconstruir as relações entre Executivo e Legislativo, esquecendo o toma lá dá cá. Tarefa pesada: passa por sua articulação, por exemplo, a reforma da Previdência.

PREÇO MELHOR ALGUÉM FAZ?

A revista IstoÉ Dinheiro tem uma pauta-bomba nas mãos: um processo em que o fundador da gigante Marabraz e irmão mais velho dos demais sócios da empresa diz com todas as letras que ele e os irmãos cometeram fraudes para lesar sua esposa, de quem se divorciava. Com as fraudes, diz, sua parte nos bens do grupo foi transferida ficticiamente para os irmãos, prejudicando esposa e filhos. E acabou sendo ele próprio prejudicado.

É briga de gente grande: os irmãos que controlam o grupo contrataram o advogado Nelson Nery, professor, autor e organizador de quase cem livros, parecerista de prestígio - segundo o Consultor Jurídico, cobra algo como R$ 300 mil o parecer. O irmão que faz a denúncia de fraude contratou o advogado André Frossard dos Reis Albuquerque, mestre em Direito Empresarial pela New York University; e a Átina, proprietária da marca Marabraz, da qual são sócios os dois filhos do denunciante, tem como advogada Lilia Frankenthal, da Comissão de Direito Penal Econômico da OAB/SP. O denunciante e seus filhos por enquanto estão vencendo: entre outras coisas, a Justiça acatou que, em princípio, até agora suas alegações não foram rebatidas, e ordenou aos atuais controladores que arrolem todos os seus valores e propriedades, para proteger o patrimônio em disputa. Se não houver o arrolamento, nos termos exigidos, a multa é de R$ 1,4 milhão por dia. A próxima edição de IstoÉ Dinheiro sai amanhã.

RETRATO DO BRASIL

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, doou dois carros da frota do palácio ao Hospital Materno Infantil, em Goiânia. Os carros são Equus, os Hyundai construídos para concorrer com Mercedes, BMW, Lexus, Audi. Os dois, diz Caiado, serviam para transportar o governador Marconi Perillo e esposa. Espera-se obter, com o leilão dos dois carros, algo como R$ 650 mil. Não resolve o problema todo do Hospital Materno Infantil, mas ajuda.
Herculano
16/01/2019 04:49
VAI SER NO PRIMEIRO TURNO

PCdoB confirma indicação de apoio à reeleição de Rodrigo Maia, DEM. PT e PSOL vão ficar isolados na mesa se não se mexerem logo
Herculano
16/01/2019 04:39
BEM-VINDO A BRASÍLIA, DOUTOR MORO, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Em Curitiba o juiz podia ir ao supermercado e sua caneta era uma lâmina, agora puseram-no num outro mundo

No sábado o ministro Sergio Moro foi chamado ao Palácio da Alvorada para uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro e três colegas para decidir o que fariam com Cesare Battisti.

Ele fora preso na Bolívia e a Polícia Federal havia mandado um avião para trazê-lo de volta. Dias antes, Moro havia oficiado à Casa Civil para que exonerasse a diretora de Proteção Territorial da Funai, Azelene Inácio. O ministro vivia suas primeiras experiências no mundo da fantasia do poder.

A cena do sábado era pura ilusão do poder. O governo boliviano já decidira mandar Battisti para a Itália e um avião já saíra de Roma para buscá-lo.

O cumprimento da determinação para que Azelene fosse demitida era de outro tipo, pois deveria tramitar na burocracia do Executivo. Em Curitiba, Moro mandava prender e preso o cidadão seria. Caso o detento quisesse recorrer, a petição seguiria de acordo com o lento ritual do Judiciário.

Em Brasília, as coisas são, mas podem não ser. Na segunda-feira, Azelene, como o Alex da Apex, informou que continuava dando expediente e acrescentou que se sentia perseguida, como se estivesse "dentro do governo do PT". A diretora continuou trabalhando porque a ministra Damares Alves, em cujo latifúndio jogaram a Funai, disse-lhe que reverteria a determinação de Moro.

O ministro da Justiça determinou à Casa Civil que exonerasse a diretora porque o Ministério Público apontou para um conflito de interesse na sua permanência. Passou-se uma semana e nada. Lula entregou-se à Polícia Federal em menos de 48 horas.

Em Curitiba, o Ministério Público denunciava, o juiz condenava e fim de caso, mas no Paraná Moro podia ir em paz a um supermercado. Em Brasília, ele teve a má experiência de ser interpelado por um cidadão que também fazia suas compras. (Registre-se que Moro reagiu com a fleuma que faltou ao ministro Ricardo Lewandowski ao ser ofendido num avião.)

Brasília reserva outras surpresas a Moro. A maior delas certamente virá da imprensa. Na vara federal ele tinha um razoável controle da sua exposição.

Tendo feito boa liga com o Ministério Público, os procuradores ajudavam-no a operar a opinião pública. Moro era a imagem do poder nacional, encarnando algo bem-vindo e novo. Suas decisões eram festejadas, mesmo quando absolvia.

Podia dizer a um criminalista que advogados "atrapalham" e a conversa morria por lá. Se repetir coisas assim, está frito. Escapou-lhe também o controle da agenda.

O carro da deputada Martha Rocha leva tiros de fuzil e o problema cai sobre sua mesa. Fabrício Queiroz cala e dança e ele não pode fazer suas compras em paz. Isso para não se mencionar o conflito que está em curso no Ceará. Como ministro da Justiça e da Segurança Pública, Moro ganhou uma agenda velha e empoeirada.

Com a ida ao Alvorada para tratar de um assunto que podia ser resolvido por telefone ou pelo WhatsApp, ele entrou nos elencos teatrais da capital.

A cidade lhe reserva outros teatros, mais demorados e muitas vezes penosos. Ele descobrirá isso quando tiver que segurar uma conversa em jantar de embaixada. Habituado ao secular e poderoso simbolismo da toga, estará obrigado a conviver em ocasiões solenes com sexagenários que se enfeitam com faixas acetinadas e circulam pelo evento com o paletó aberto.

Quando Moro aceitou o convite de Bolsonaro para o ministério, disse que estava "cansado de tomar bola nas costas". Essas boladas podiam vir do Superior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal, onde os jogadores são só 44. Pois agora levará caneladas e elas virão de todos os lados.
Herculano
15/01/2019 20:40
ENTENDA O QUE MUDA COM DECRETO DE BOLSONARO SOBRE ARMAS

Medida facilita a obtenção da posse, mas não altera regras para o porte

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Flávia Faria e Camila Mattoso. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou nesta terça (15) decreto que facilitou o acesso às armas pela população. A medida é uma bandeira antiga de Bolsonaro e foi reforçada durante sua campanha à Presidência.

As alterações feitas se referem ao decreto que regulamenta o Estatuto do Desarmamento, lei federal aprovada em dezembro de 2003 que restringe a posse e o porte de armas no país. Como ressaltou o presidente durante discurso, a medida assinada nesta terça não muda essa lei, visto que alterações no estatuto precisam obrigatoriamente passar pelo Congresso.

O texto, portanto, modifica outro decreto, de 2004, que regulamenta o registro, a posse e a comercialização de armas de fogo e munição.

Abaixo, entenda o que muda a partir do decreto de Bolsonaro, que passa a valer desde já.

Qual a principal mudança trazida pelo decreto?

O Estatuto do Desarmamento estabelece que é preciso comprovar a efetiva necessidade da arma para que a posse seja autorizada. Antes, cabia à Polícia Federal (PF) avaliar se o requerente do registro realmente tinha necessidade de ter uma arma. Agora, o governo federal estabeleceu o que é considerado necessidade efetiva e cita uma lista de categorias. Vale destacar duas delas, que incluem basicamente todos os brasileiros:

Residentes de áreas urbanas de estados com índice de homicídios maior de 10 por 100 mil habitantes no Atlas da Violência de 2018 (que traz dados de 2016). A unidade da Federação com menor taxa é São Paulo (10,9), mas ainda assim é superior ao limite estabelecido pelo decreto.

Residentes de áreas rurais
Na prática, o decreto afirma que todas as pessoas do país podem declarar que têm necessidade efetiva de ter uma arma, e o que será analisado é se são cumpridos os outros requisitos estabelecidos pelo estatuto.

Além disso, antes, era preciso comprovar as circunstâncias que embasavam o pedido, e estas seriam checadas pela Polícia Federal. Agora, pressupõe-se que as informações prestadas são verdadeiras, e cabe à PF examiná-las.

Isso significa que qualquer um pode ter uma arma?
Não. Ainda é preciso cumprir os requisitos estabelecidos no Estatuto do Desarmamento: ser maior de 25 anos, ter ocupação lícita e residência certa, não ter sido condenado ou responder a inquérito ou processo criminal e comprovar a capacidade técnica e psicológica para o uso do equipamento.

Há ainda um outro tipo de registro para posse de arma, válido para colecionadores, atiradores e caçadores. O registro é feito pelo Exército e segue critérios específicos para cada categoria. Para atiradores, por exemplo, é preciso comprovar a participação em clubes de tiro e competições.

Há alguma mudança em relação ao porte de armas?
Não. O decreto dispõe apenas sobre a posse. O porte, ou seja, a autorização para a transportar e carregar a arma consigo, fora de casa ou do local de trabalho, continua proibido. As exceções são membros das Forças Armadas, polícias, guardas, agentes penitenciários, empresas de segurança privada, entre outros. Para obtê-lo é preciso demonstrar a necessidade do porte por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física.

O tempo de revisão da autorização da posse mudou?
Sim. Antes, era preciso renovar a posse a cada cinco anos. Agora, será necessário fazer isso a cada dez anos. Quem já tem arma regularizada antes do decreto só precisará renová-la daqui a 10 anos.

No momento da renovação da licença é preciso comprovar novamente não ter antecedentes criminais, ter residência certa, ter ocupação lícita e aptidão psicológica para ter uma arma. A comprovação de capacidade técnica é exigida apenas a cada duas renovações ?"a diferença, agora, é que isso deve ser feito a cada 20 anos, e não mais a cada 10.

Há um limite de quantas armas uma pessoa pode ter?
O decreto estabelece que é possível ter até quatro armas. Contudo, a pessoa pode requerer o registro de mais armas, desde que comprove que tem necessidade. No discurso logo após a assinatura, Bolsonaro se referiu brevemente a pessoas com diversas propriedades como uma das possíveis circunstâncias em que seria permitido ter mais de quatro armas ?""titulares ou responsáveis legais de estabelecimentos comerciais ou industriais" são considerados pelo novo decreto como pessoas que teriam necessidade de ter armas, se desejarem.

Antes, uma portaria da Polícia Federal de novembro de 2018 afirmava que era possível ter até duas armas para defesa pessoal (uma de cano curto e outra de cano longo), mas que o limite seria flexibilizado caso fosse comprovada a necessidade.

Há alguma medida de segurança que deve ser adotada por quem quer ter uma arma?
Agora, é preciso apresentar declaração de que a residência possui cofre ou local seguro com tranca, mas isso só é necessário para quem quer guardar a arma em casa e mora com crianças, adolescentes ou pessoa com deficiência mental. Também vale destacar que o texto fala em "declaração", e não em "prova", e não há nenhuma menção à fiscalização das residências para verificar se isso está sendo cumprido ?"embora isso possa acontecer caso haja suspeita de que a informação prestada é falsa.

O novo decreto diz que "presume-se a veracidade dos fatos e das circunstâncias afirmadas na declaração de efetiva necessidade", a qual será examinada pela Polícia Federal. O que isso significa, na prática? A PF continua tendo a palavra final?
Sim, a PF tem a palavra final, mas o que mudou é que antes a pessoa que requeria arma apresentava os argumentos que comprovavam que teria efetiva necessidade para tal. Pelo texto de agora, são elencados os requisitos que precisam ser atendidos. O delegado ainda pode negar, mas nega com base em pontos detalhados.

Segundo o decreto, em que circunstâncias a autorização para posse pode ser negada ou revogada?
Se a pessoa mentir na declaração de efetiva necessidade, mantiver vínculo com organização criminosa ou se agir como uma espécie de "laranja" - a pessoa solicita o registro, mas, na verdade, a arma será usada por quem não se enquadra nos requisitos necessários para a obtenção da licença. Assim como já acontecia, a negativa precisa ser comunicada em um documento.

O que acontece com quem é pego com arma de fogo sem registro?
O decreto não altera esse item, regulado pelo Estatuto do Desarmamento. A pena para quem possui ou porta uma arma ou munição sem a devida licença é de dois a quatro de prisão, mais multa. Se a arma for de uso restrito (caso do fuzil, por exemplo), a pena é de três a seis anos, mais multa.

Também é proibido emprestar, alterar numeração ou sinal de identificação da arma.

E com quem atira?
A pena por atirar, disparar arma de fogo ou acionar munição em "lugar habitado ou adjacências" é crime inafiançável. Rende de dois a quatro anos de cadeia e pagamento de multa (se não for praticado outro crime além do disparo em si). Isso também vale para quem tem o registro da posse ?"ou seja, não é porque a arma é legal que pode ser disparada em qualquer lugar.

As exceções são em casos de legítima defesa, estado de necessidade e em "estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito", previstos no Código Penal como fatores de exclusão de ilicitude.

O comércio de armas é permitido?
Sim. No estatuto do desarmamento, estava prevista a realização de um referendo, em 2005, para que a população respondesse à seguinte pergunta: "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?". Com 63,94% dos votos válidos, o "não" ganhou. Com isso, o comércio permaneceu legal no país.
Herculano
15/01/2019 20:24
POLÍCIA ESTADUAL VAI DAR ANUÊNCIA PARA A COMPRA DE ARMAS NO LUGAR DA FEDERAL? É ISSO MESMO? E NOS ESTADOS ONDE AS POLICIAS CIVIL E MILITAR SE CONFUNDEM COM A MILÍCIA. MERCADO PARALELO, CAIXINHA E ANUÊNCIA EM NOME PRóPRIO? É ISSO?
Herculano
15/01/2019 20:22
LEVY VAI ABRIR NA INTERNET CONTRATO DOS 50 MAIORES DEVEDORES DO BNDES

Conteúdo de O Antagonista. Texto de Claudio Dantas. Joaquim Levy determinou à área de tecnologia da informação do BNDES que disponibilize na internet todos os contratos de empréstimos dos 50 maiores tomadores de recursos do banco nos últimos 15 anos.

Ele quer que as informações possam ser consultadas facilmente por qualquer pessoa, a partir da próxima sexta-feira.
Herculano
15/01/2019 20:15
ALIADOS PREVEEM REELEIÇÃO DE MAIA NO 1º TURNO, por Cláudio Humberto na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Animados após "conversas promissoras" com líderes de PSB, PDT e PCdoB, aliados já contam com a reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). "Vai ser no 1º turno", diz um articulador. Com a provável adição dos 69 deputados de PSB, PDT e PCdoB, e as bancadas dos 12 partidos que declararam apoio oficial, Rodrigo Maia já pode contar com cerca de 330 votos, garantindo com folga a reeleição.

15 PARTIDOS
Além de PSB, PDT e PCdoB, apoiam Rodrigo Maia PSL, PSD, PR, PRB, PSDB, DEM, SD, Pode, PSC, Pros, PPS e Avante.

CORRENDO POR FORA
O PP lançou Arthur Lira (AL) após perder cargos para o PSD. Já o MDB deve apoiar Fábio Ramalho (MDB-MG) para o comando da Casa.

PARA A HISTóRIA
Caso seja reeleito, Rodrigo Maia será o presidente mais longevo desde a redemocratização. Ao todo serão 1.662 dias no comando da Câmara.

CONCORRÊNCIA BAIXA
João Campos (PRB-GO) se lançou como "candidato do governo", mas não teve apoio nem do próprio partido, que está fechado com Maia.

ANALISTAS JÁ PREVEEM BOVESPA A 130 MIL PONTOS
O otimismo que tomou conta do mercado financeiro com os rumos do governo Bolsonaro já leva analistas a preverem, ainda com cautela, a possibilidade do índice da Bolsa de Valores em 130 mil pontos. "Está se encaixando", diz analista ao lembrar que a Bovespa subiu quase 7% desde o início de 2019 e 12% desde o 2º turno das eleições, além das quedas do dólar e dos combustíveis, já sentidas na economia.

LADEIRA ACIMA
O índice Bovespa subiu de 85.700 pontos na véspera da eleição para 87.800 pontos no último dia útil de 2018 e fechou em 94.500 ontem.

LADEIRA ABAIXO
O dólar, que fechou 2018 valendo R$ 3,87 seguiu ladeira abaixo desde então e iniciou a semana cotado a R$ 3,69; queda de 4,4% no período.

TANQUE CHEIO
Em meio a mudanças na Petrobras, até o preço da gasolina também caiu e já está abaixo de R$ 3,70 em várias cidades, como Brasília.

CORRENDO POR FORA
Sem conversa com Rodrigo Maia, o deputado Arthur Lira (PP-AL) é candidato a presidente da Câmara. "Tem uns 20 dias que não falo com ele [Maia]", disse Lira à coluna ao negar qualquer acordo para desistir.

RÊGO BARROS É CRAQUE
O presidente Bolsonaro mandou bem escolhendo o general Otavio Santana do Rêgo Barros como seu porta-voz. É um gentleman no relacionamento e um estudioso de comunicação social, área que chefiou quando o general Eduardo Villas Bôas comandou o Exército.

LIMPA NO IBAMA-PA
Petistas do Ibama-Pará de cabelo em pé: o delegado federal Everaldo Eguchi, reconhecido pelo combate ao crime organizado, é o favorito no governo para chefiar a superintendência do órgão no Estado.

APARELHAMENTO
Com a saída de Adelmir Santana, já tem "líder empresarial" tentando aparelhar a Fecomércio-DF, oferecendo cargos no Sesc e Senac em Brasília em troca de votos. Nem sabem que o acesso aos quadros do Sistema S, hoje, só pode ocorrer mediante processo seletivo público.

PAPO TORTO
O deputado Danilo Cabral (PSB-PE) propôs a criação de uma Frente Parlamentar do Nordeste na Câmara dos Deputados, seria tudo porque o presidente Bolsonaro "vem priorizando as frentes temáticas".

COMEÇOU COM TUDO
Nas primeiras duas semanas de mandato, o governador Ibaneis Rocha (DF) conseguiu quitar dívidas de R$ 15,4 milhões, retomando cirurgias cardíacas no Instituto do Coração do DF e tratamentos de hemodiálise.

ARROZ EM FESTA
A Associação Brasileira da Indústria do Arroz divulgou resultados do setor em 2018; de janeiro a dezembro o Brasil exportou 1,4 milhão de toneladas de arroz. São US$467 milhões em negócios. O maior cliente do Brasil é o Peru, com quase US$41 milhões de compras em arroz.

PROFUSÃO
O site de abaixo-assinados Change.org tem dezenas de páginas contra a eleição de Renan Calheiros para a Presidência do Senado. Os três abaixo-assinados mais populares têm somados 380 mil assinaturas.

PENSANDO BEM...
...após a posse do ditador na Venezuela, "cair de Maduro" nunca teve tanto significado.
Herculano
15/01/2019 20:10
OS PAIS DAS OBRAS

O presidente da Câmara de Gaspar, teoricamente um vereador da base, Ciro André Quintino, MDB, está repartindo o bônus.

Ele acaba de publicar no twitter:

Obras de revitalização da Rua Anfilóquio Nunes Pires.
Uma obra a muito requisitada pela comunidade. Ano passado fizemos varias indicações ao executivo para ter agilidade nessa obra.

Volto. Já sobre o da urbanização do loteamento das Casinhas de Plástico e tantas outras...
Herculano
15/01/2019 20:07
A ESQUERDA AINDA EXISTE? por Joel Pinheiro da Fonseca,
economista, mestre em filosofia pela USP, no jornal Folha de S. Paulo.

A cegueira voluntária do PT é a oportunidade para outras forças surgirem

Nessas primeiras semanas do novo governo, ele já deu uma boa amostra de suas intenções e das trapalhadas que a ideologia desprovida de experiência pode fazer. Seria um prato cheio para qualquer oposição.

A oposição à esquerda, no entanto, inexiste. Nas disputas para a presidência da Câmara e do Senado, a dúvida é entre representantes da política tradicional e direitistas recém-chegados.

Mesmo no discurso, nas redes e no debate público de maneira geral, a esquerda está sumida. E se encontra assim porque seu maior representante, o PT, enterrou a cabeça na terra e escolhe viver num mundo de fantasia.

Nele, Lula sairá da prisão para salvar a todos. Enquanto dom Sebastião não volta, não há nenhuma alternativa.

Os dirigentes atuais do partido parecem realmente acreditar no discurso da campanha (que fracassou): fazem vigílias a Lula, repetem sem convicção o discurso que a eleição foi fraudada, defendem Cesare Battisti, prestigiam a posse de Maduro na Venezuela.

Mesmo do ponto de vista puramente estratégico tem sido um tiro na água: a população não compra esses valores, embora talvez gostasse de pautas tradicionais da esquerda como combate à desigualdade.

A cegueira voluntária do PT é a oportunidade para outras forças surgirem. Tão importante quanto encontrar nomes, penso, será determinar uma agenda que não repita os erros do passado recente.

A esquerda brasileira perdeu a chance de se modernizar, seguindo o caminho possível que se desenhara no primeiro mandato de Lula: foco em política social sem comprometer a ordem econômica do sistema.

Infelizmente, as sementes da ruína já estavam lançadas: a tentativa de cooptar todo o sistema político, o aparelhamento do Estado e, posteriormente, o abandono da responsabilidade fiscal e a aposta no crescimento pelo consumo e crédito, ignorando os problemas estruturais da sociedade.

Uma escolha precisará ser feita: manter a crença no dirigismo econômico, na industrialização a todo custo, na irresponsabilidade fiscal como motora do crescimento, no "vale-tudo" pelo poder (um flerte com a ideia de revolução) e na postura automaticamente reativa ao "imperialismo", ou aceitar e promover a economia de mercado, garantir a sustentabilidade ambiental e fiscal, buscar se integrar à economia mundial para, dentro dessa estrutura, focar recursos na construção de uma malha de proteção social e redistribuição de renda e na defesa convicta do Estado democrático de Direito (onde não vale tudo para vencer).

O bem social se produz no equilíbrio de demandas opostas: liberdade, estabilidade e igualdade. Todos merecem seu espaço, e é isso que as regras do jogo democrático, a divisão de poderes e a imprensa livre garantem.

Contra a torrente de mentira, distorção e caos discursivo que emana do atual governo, a oposição à esquerda será importante, desde que responsável.

Contra um governo que já promete resvalar para a demagogia populista de direita e que, ao menos no discurso, arrisca comprometer nossas instituições, ser oposição de verdade é zelar pelas regras do jogo democrático e pela objetividade na informação.

Voltar aos sonhos populistas do passado e à retórica da guerra contra o inimigo ilegítimo (em vez do adversário dentro das regras da democracia) é alimentar as ameaças que se avizinham.
Herculano
15/01/2019 19:58
PENINHA E BOLSONARO

O deputado caarinense Rogério Peninha Mendonça, MDB, foi o mais citado na solenidade no Palácio do Planalto em que o presidente Jair Messias Bolsonaro, PSL, anunciou, apresentou e assinou o decreto que expandiu o uso de armas pela população.
Herculano
15/01/2019 19:54
SAMAE INUNDADO

Hoje funcionários do Samae de Gaspar estranharam duas coisas. O superintendente, o mais longevo dos vereadores José Hilário Melato, PP, passou o dia inteiro na autarquia. E por alguns, mandou o recado de que não está de malas pronta para sair do cargo e voltar para a Câmara, como querem alguns. A volta, segundo os recados, só no segundo semestre. A conferir.
Herculano
15/01/2019 19:49
GOVERNANTES IGNORAM DEMANDA POR TRANSPORTE PÚBLICO MAIS BARATO, Pablo Ortellado, professor do curso de gestão de políticas públicas da USP, no jornal Folha de S.Paulo

Embora brasileiros ganhem menos, sistema tem subsídio abaixo do piso do padrão europeu

O ano começa com novos aumentos nas tarifas de transporte público. A despeito do clamor popular por um transporte mais barato, Bruno Covas e João Doria ampliaram o valor das passagens em São Paulo acima da inflação.

Como estudo do Ipea de 2016 chama a atenção, a política nacional do vale-transporte estabeleceu como limite máximo para os gastos com transporte 6% da renda dos trabalhadores. Esse é o percentual que é descontado do salário para a emissão do vale, para quem tem direito a ele. Isso não se aplica, assim, a 40% da força de trabalho que está na informalidade.

Levantamento com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE mostra que entre as famílias mais pobres, nas quais prevalece o trabalho informal, o gasto médio com transporte público é de 11%, quase o dobro do teto dos trabalhadores formais. Outro levantamento do Ipea, de 2013, mostrou que neste grupo 30% não tinham qualquer gasto com transporte, sugerindo incapacidade total de pagar a tarifa.

Na maior parte das cidades brasileiras o transporte público é financiado com recursos tarifários, ou seja, não há subsídio do orçamento público. O que normalmente existem são subsídios cruzados, isto é, passageiros que pagam a tarifa cheia terminam financiando o desconto ou a gratuidade para idosos e estudantes.

São Paulo é exceção. Na cidade, recursos orçamentários subsidiam o sistema de ônibus e ajudam a pagar gratuidades e descontos. Apesar disso, o nível de subsídio está abaixo dos melhores padrões internacionais.

Enquanto aqui o subsídio tem sido de cerca de 35% dos custos totais do sistema, o subsídio nas metrópoles europeias oscila tipicamente entre 40% e 60%. Embora tenhamos trabalhadores que ganham muito menos que os europeus, os ônibus são subsidiados abaixo do piso da Europa.

Temos hoje sobre a mesa diversas propostas para financiar o subsídio: pedágios urbanos, impostos sobre veículos ou sobre propriedade e a municipalização da Cide (imposto sobre a gasolina). A adoção de qualquer uma dessas fontes traria justiça social, melhoraria o trânsito e diminuiria a emissão de poluentes.

Embora a proposta de ampliar o subsídio tenha justificativa social e esteja amparada em políticas sólidas, ela tem enfrentado um verdadeiro paredão no tribunal da imprensa.

Sempre que a questão das tarifas de transporte vem à tona, argumentos genéricos sobre responsabilidade fiscal e críticas morais a um suposto populismo tarifário abafam as demandas da população por um transporte público mais barato, impedindo uma discussão franca e aberta, com base em evidências e nas melhores práticas internacionais.
Miguel José Teixeira
15/01/2019 10:46
Senhores,

Na mídia:

"Crise na Venezuela: governo Bolsonaro precisará de cerca de R$ 150 milhões para manter acolhida de venezuelanos..."

Que tal debitar na conta dos PeTralhas, bajuladores de líderes de regimes falidos.

Portanto, corja vermelha, comecem a se coçar. . .
Zeca do PP
15/01/2019 10:40
Bom dia caro Herculano,


Que falta de assunto, que preguiça de pesquisar matérias novas para mostrar aos leitores.

Assim, prefere criticar o cara que f3z no Samae de Gaspar, que além de fazer o que vocês não deram conta, Melato, inovou e buscou ais responsabilidades. A inveja é uma de gente pobre de espírito
Vão trabalhar e margem de ser fofoqueiros e servir à oposição e Brick.
Miguel José Teixeira
14/01/2019 22:57
Senhores,

Na mídia:

"Gleisi diz que PT não apoiará reeleição de Rodrigo Maia por causa do PSL ..."

Nooossa!!! O Maia acabou de ganhar na loteria. . .

Se o tal PT é contra, a coisa é boa!!!

Fora corja vermelha. Vão para a venezuela ou CUba, otários!

Nós, Brasileiros, já afirmamos e confirmamos isto!
Roberto Basei
14/01/2019 15:01
Juliano Silveira
14/01/2019 11:14
MUDANÇAS NO PAÇO MUNICIPAL

Prefeito Kleber Wan-Dall prepara uma mudança em seu primeiro escalão:

1. Pedro Bornhausen será substituído pelo Jorge Pereira (Não estranhem é mais um parente do Roberto Pereira na barrosa).
2. Gevaerd tmb deve sair.
3. Melato tmb será substituído pelo Jean Alechandre dos Santos.

Não acredito nisso!

O PP estaria sendo rebaixado a nada na gestão Kleber?
estaria prevalecendo a LEI DO URSO.
Uma saída honrosa p Melato se isso estiver acontecendo é voltar p Camara e se juntar na oposição, pq como articulador.....
Herculano
14/01/2019 12:01
MOVIMENTO NO STF INDICAM MAIS EQUILÍBRIO INSTITUCIONAL, por Vinicius Mota, secretário de redação do jornal Folha de S. Paulo

Algumas ações e propostas de ministros promovem a legitimidade necessária ao embate com os poderes eleitos

O alcance e a forma da tutela do Judiciário sobre os organismos eleitos representam um grande foco de inconstância institucional no Brasil. No coração do sistema, o Supremo Tribunal Federal ensaia uma diástole após anos de aperto sobre Executivo e Legislativo.

A deferência é explícita no caso do italiano Cesare Battisti, com a súbita desistência do ministro Luiz Fux de barrar sua extradição tão logo se alevantou um novo presidente eleito. Do coordenador da corte também partem rajadas dos novos ventos.

Dias Toffoli pôs-se a aparar arestas que significassem atritos precoces com o Planalto. Cogita-se que mude de ideia no julgamento previsto para abril e assegure a validade do cumprimento da pena de prisão para condenados em segunda instância.

Acaba de derrubar mais uma liminar do ministro Marco Aurélio, que impedia a Petrobras de vender patrimônio e operar com maior agilidade. Na mesma linha, num grau federativo abaixo, Toffoli cassou liminar da Justiça estadual que proibia o governo paulista de contratar professores temporários.

No mundo ideal, os atos administrativos e legislativos dos entes eleitos teriam uma certa sacralidade de origem e, por isso, só poderiam ser anulados pelos profissionais togados mediante um processo saturado de legitimidade. Significa priorizar os julgamentos de mérito sobre os provisórios e os coletivos sobre os individuais.

No Supremo, Toffoli parece seguir essa premissa ao convocar o plenário para resolver temas quentes dessa macroconflituosidade no primeiro semestre de 2019, ao mesmo tempo em que poda tentativas de voos solo de colegas.

Também na corte constitucional, da lavra dos ministros Alexandre de Moraes e Roberto Barroso, brota a proposta de transformar no mínimo boa parte das decisões provisórias em ato coletivo, por meio do chamado plenário virtual.

São iniciativas rumo a um equilíbrio institucional mais frutífero.
Herculano
14/01/2019 11:55
NÚCLEO DO GOVERNO JÁ DISCUTE MINIRREFORMA MINISTERIAL, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O núcleo duro do governo já discute quais caminhos traçar para uma provável minirreforma ministerial, a ser realizada ainda no primeiro semestre deste ano. O principal nome discutido foi o da ministra Damares Alves (Mulher e Direitos Humanos), mas até agora o consenso é de que ela fica no cargo. A permanência é atribuída à proximidade com Bolsonaro, além da grande popularidade com a base eleitoral.

POPULARIDADE
Damares é considerada a "segunda mais popular" entre todos os ministros da Esplanada, perde apenas para Sérgio Moro (Justiça).

DE SAÍDA
Sergio Queiroz, secretário de Direitos Humanos, área considerada estratégica para o sucesso da nova administração, deve ser substituído.

RELAÇÃO PRóXIMA
A ministra Damares foi defendida diretamente por Jair Bolsonaro no episódio do "menino veste azul e menina veste rosa". Deve ficar.

NÃO É CRISE, É TRADIÇÃO
Tradicionalmente governos realizam mudanças nos primeiros 100 dias de mandato. Collor, FHC, Lula e Dilma fizeram 'minirreformas' iniciais.

MORO ALUGOU APARTAMENTO NA ASA SUL, EM BRASÍLIA
A corretora de imóveis que atendeu o ministro Sérgio Moro (Justiça) em Brasília revelou-se encantada com a humildade do herói da Lava Jato. Ele procurou um apartamento para alugar que fosse digno, mas simples, do tamanho das possibilidades dos seus vencimentos, que incluem auxílio-moradia provisório enquanto ocupar o cargo. Bem diferente da vitaliciedade dos vencimentos e do auxílio-moradia da magistratura.

BOA ESCOLHA
Após muito procurar e avaliar, o ministro Sérgio Moro optou por residir em um apartamento alugado na Asa Sul, em Brasília.

TEMPOS DE FAUSTO
No passado, titular do Ministério da Justiça tinha mansão na Península dos Ministros, em Brasília, com todas as mordomias por nossa conta.

COMPARAÇÃO
Em 2016, após o impeachment de Dilma, o MDB resolveu dar "upgrade" na sua sede em Brasília e alugou uma mansão por R$ 24 mil/mês.

FUNDAMENTAL É COM ELE
Alguns aliados do governo dizem preferir lidar diretamente com Paulo Guedes (Economia), que já negocia com a base pautas fundamentais para o sucesso do governo, como a reforma da Previdência.

VIDRAÇA
No Congresso Nacional parlamentares já dizem que o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) foi "esvaziado". É do jogo. Quem lida com deputados e senadores é o primeiro a virar "vidraça".


Renan Calheiros (MDB-AL) já mudou o discurso e se ofereceu: "se o Bolsonaro me chamar, eu vou". O problema é que o presidente disse na campanha que políticos como ele não voltariam a frequentar o Planalto.

SAUDADES DO PODER
Derrotado para o Senado, o ex-líder do governo Temer deputado André Moura (PSC) espalha em Sergipe que continuará controlando órgãos federais e a liberação de verbas e emendas. Ninguém acredita nisso.

OPOSIÇÃO SEM MEIO
Oposição anunciada ao governo Bolsonaro, PT, Psol, PCdoB e PDT elegeram 103 deputados, dos quais 56 são petistas. O MDB de Fábio Ramalho, que quer ser presidente da Câmara, tem 34 deputados.

IMPOSTO FEDERAL
Ganha força na internet o "movimento" pelo Imposto Federal sobre a Movimentação Financeira; espécie de Imposto Único com CPMF. Mas defensores do IFMF querem diminuir impostos, antes de condensá-los.

TERRORISMO EM PAUTA
O ministro Sergio Moro (Justiça) discutiu com os deputados João Campos (PRB-GO) e Danilo Fortes a necessidade de alterações na lei de execução penal, especialmente em relação à execução de pena para condenados por organização criminosa e por crimes de terrorismo.

OTIMISMO EM ALTA
Atingido em cheio pela cláusula de barreira, o DC prevê crescimento de até 35% no número de filiados com a "municipalização". "Em 1995, não tínhamos fundo partidário ou tempo de TV", disse o presidente Eymael.

PENSANDO BEM...
...voto secreto só serve para senadores esconderem dos eleitores que votaram no colega de pior reputação para presidir a Casa.
Herculano
14/01/2019 11:43
SÍNDROME BOLSONARO, por Luiz Felipe Pondé, filósofo, no jornal Folha de S. Paulo

Essa gente comum achou sua ferramenta jacobina: o WhatsApp como guilhotina

Síndrome é um termo científico pra descrever um conjunto de sintomas que caracteriza um processo patológico. Por síndrome Bolsonaro aqui não me refiro à pessoa do Bolsonaro, nem à Presidência, nem à administração Bolsonaro como um todo. Refiro-me ao comportamento de pessoas em relação ao fenômeno social, político e psicológico ao redor da figura e da vitória de Bolsonaro. Pessoas essas contrárias ou a favor.

Entre as contrárias, basicamente, a inteligência pública. Entre as a favor, seus apoiadores saídos das fileiras de gente comum.

A síndrome Bolsonaro atingiu em cheio a inteligência publica, na sua imensa maioria. Um dos sintomas é a histeria. Muita gente achando que gay não vai poder namorar na rua, professores serão presos por dar aula de história, a moçada do #elenão prevendo o apocalipse.

Vale dizer que essa moçada era basicamente gente bacana, com grana, bonita, que paga seguros de saúde caros e viaja para praias vazias nas férias ou para o exterior, que nunca sofreu muito com a miséria do país a não ser atrás de alguma câmera de documentário sobre pobre, drogado e bandido; enfim, gente caminhando e cantando por aí.

Profissionais da inteligência pública insistem em se referir a ele como fascista, Jair Messias (assumindo que seu nome próprio é brega e trai sua condição um tanto cristã e provinciana de ser), quando não capitão ou carola. Durante a eleição se aliaram ao PT de forma histriônica como garantidor da ordem democrática.

O mesmo partido que se aliou à fisiologia corrupta e que tinha como projeto democratizar a mídia - isto é, distribuir a mídia para empresários amigos, como fizeram Chávez e Maduro na Venezuela.

O PT tinha como projeto não sair nunca mais do poder, e para isso tinha e tem um exército de intelectuais, professores, artistas, jornalistas, estudantes, produtores culturais, funcionários públicos, publicitários e profissionais liberais orgânicos.

O problema com essa histeria é que a função "a priori" da inteligência pública seria ajudar as pessoas comuns (que não têm tempo para se dedicar a se informar, investigar, colher dados, refletir), a entender o momento político em que vivemos. Ao invés disso, a histeria degenera na condição de anticheerleader.

Análises são feitas de forma rápida a partir de estereótipos de direita, malvados, que comem criancinhas, carolas idiotas que creem em Deus e querem obrigar seus filhos a rezar para a Virgem Maria na escola, patrulhas que vão pegar as pessoas nas ruas e jogar dentro de uma igreja evangélica.

A inteligência pública se tornou irrelevante como elite que cuida da sociedade e se tornou um centro acadêmico de adultos imaturos gritando palavras de ordem.

A verdade é que pouco adianta ficar apostando na queda do Trump e similares. Há algo de estranho no ar político e social, e o mimimi de opressores versus oprimidos, guiado por uma inteligência que crê em mitos como o de jovens críticos, não vai servir como categoria de análise (a propósito, jovem crítico é fetiche, como a Apple, o jovem crítico é nome fantasia para jovem que curte a minha aula, que me acha bacana, que é arrogante, e acha que entende alguma coisa que está acontecendo no mundo).

Ou então o mito das forças progressistas contra atrasados, bregas, reacionários e crentes. Gente que se considera cosmopolita, moderna, chique, nova-iorquina, descolada, quer vomitar diante de gente que fala em valores familiares, humanidade de homens e mulheres, tradição judaico-cristã e horrores afins.

Frank Furedi, sociólogo britânico (incrivelmente ignorado pela indústria da crítica social e política brasileira), publicou um artigo na revista Spiked, em dezembro de 2018, em que ele chama atenção para o fato que a "revolução populista" (termo dele) está em marcha. E a elite cultural perdeu o bonde. Não vai adiantar esses inteligentinhos que trocam figurinhas em eventos do tipo #elenão ficarem se masturbando com termos do tipo que citei acima. É necessário entender o que essa revolta quer dizer e, quem sabe, ajudar um pouco para que ela não degenere em destruição das instituições democráticas.

No dia da posse, pessoas gritavam para a imprensa em Brasília: "WhatsApp, WhatsApp!". O que isso quer dizer? Essa palavra, no contexto brasileiro, guardando-se as devidas proporções, quer dizer "guilhotina para a mídia". Essa gente comum encontrou sua ferramenta jacobina: o WhatsApp. A inteligência pública ainda quer que eles comam bolo.
Herculano
14/01/2019 11:35
Ao Juliano

Essa é a tal eficiência propalada pelo governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e que "avança": ser fervoroso leitor da bíblia ou ser aparentado do prefeito de fato, que é quem verdadeiramente mexe os pauzinhos no governo. Mas, erra também. E feito, talvez pela arrogância e sede que tem pelo pote. Tanto que na eleição da Câmara em 2017, desdenhou e teve que ir para o exílio na secretaria da Saúde, depois que a oposição ficou em maioria com a eleição de Silvio Cleffi, PSC.

Agora com a eleição de Ciro André Quintino, MDB, para a presidência da Câmara e que não foi obra do governo de Kleber, que fez campanha errática para o oposicionista Roberto Procópio de Souza, PDT, Carlos Roberto Pereira colocou a cabeça de fora novamente como o dono da prefeitura.

Não exatamente pela eleição de Ciro, mas porque a dita oposição voltou a ser minoria na Câmara, a não ser que, pela gula do prefeito de fato e a omissão do prefeito eleito, o doutor Pereira entorne o caldo mais outra vez.Acorda, Gaspar!
Juliano Silveira
14/01/2019 11:14
MUDANÇAS NO PAÇO MUNICIPAL

Prefeito Kleber Wan-Dall prepara uma mudança em seu primeiro escalão:

1. Pedro Bornhausen será substituído pelo Jorge Pereira (Não estranhem é mais um parente do Roberto Pereira na barrosa).
2. Gevaerd tmb deve sair.
3. Melato tmb será substituído pelo Jean Alechandre dos Santos

Jorge é mais um dos "irmãos" no governo indicado pelo Deputado Ismael, a lista é grade:

a) Elson Maçon - Diretor Hospital
b) Jorge Pereira - Diretor de Captação (Futuro Chefe de Gabinete)
c) Elizandro Ruivo
d) Cleverson -
e) Ezequiel
f) Joel dos Santos irmão do próprio deputado, trabalhando no TI do Hospital

A filha do Ismael esteve no começo do mandato.

E tem mais gente vindo por ai, é só acompanhar o diário oficial, nesse mês ainda.

Herculano
14/01/2019 11:06
da série: o PSL amarra o novo governo até nas ações marqueteiras. Ele precisa dizer a que veio, criar laços com a sociedade, se estabelecer na autoridade e credibilidade, mas está acuado até em nomeações de menor importância devido a neo-militância xiita do PSL catarinense.

A RECONCILIAÇÃO ESTÁ MAIS COMPLICADA, por Roberto Azevedo, no Making of

Na expectativa da chegada ao Estado do presidente nacional Luciano Bivar ou do vice-presidente Antônio de Rueda para apaziguar o estremecimento interno, o Partido Social Liberal (PSL) de Santa Catarina busca resolver um desconforto que pôs três dos quatro deputados federais eleitos e diplomados, suplentes e alguns deputados estaduais e filiados em rota de colisão com o presidente Lucas Esmeraldino e o grupo dele. Reconhecido pelo papel de formação da sigla, Esmeraldino teve o pedido de destituição proposto pela maioria da bancada federal da legenda sob o argumento de falta de diálogo com a base na formação da Executiva Estadual. Embora ele negue e pregue a união da legenda, conforme vídeo divulgado na noite de domingo (13), a divulgação da lista de executivas municipais acirra a divisão interna e mostra que há benefícios diretos aos parlamentares alinhados com o presidente, que sequer foram empossados ainda, em detrimento daqueles que se insurgiram pela falta de espaço. Uma foto mostra uma mistura de deputados estaduais (Felipe Estevão, Jesse Lopes e Onir Mocedllin) e federais (Daniel Freitas e Coronel Armando), Lucas Esmeraldino e do governador Carlos Moisés e da vice Daniela Reinehr, quando ainda reinava a paz entre os pesselistas.

É Só COMPARAR

Com evidentes resquícios da velha política, a crise que mais parece uma fratura exposta no PSL mostra que quem pertence ao grupo de Esmeraldino levou vantagem. O deputado estadual eleito Ricardo Alba, o mais votado à Assembleia, que já havia emplacado alguns cargos na administração de Carlos Moisés, ganhou também protagonismo na executiva da sigla em Blumenau, que passou a presidir. Desbancou Rui Godinho da Mota, primeiro suplente de deputado federal, que assumiu a presidência da Fesporte, e foi colocado como primeiro secretário sem que concordasse com a mudança.

OUTRO CASO

Em Jaraguá do Sul, o deputado federal eleito e diplomado, Fábio Schiochet, igualmente favorável a Esmeraldino, garantiu as posições de presidente e vice, pai e filho, na executiva do PSL local. Algo bem diferente do que ocorreu, ali perto, em Joinville, quando Luiz Armando Schroeder Reis, o Coronel Armando, não foi considerado na formação da cúpula da sigla, assim como Dabiel Freitas, no Sul do Estado. Schiochet é a prova de que o discurso de Esmeraldino no vídeo, de que poupou os federais para que eles se dediquem somente com a função legislativa, não é bem assim.

APAZIGUADORES

Os futuros líderes do governo e do partido na Assembleia, respectivamente os deputados Onir Mocellin e Felipe Estevão, são unânimes em afirmar que a solução virá com muita conversa. Para Mocellin, trocar a executiva estadual por uma outra, também imposta, como a proposta pelos deputados federais que se insurgiram contra Esmeraldino, é trocar seis por meia dúzia e também produzirá reações e ruídos. Já Estevão, que vê legitimidade nos dois lados da questão, lembra que o presidente do partido foi alertado sobre o que viria em caso de efetivar a escolha de maneira impositiva, embora garanta que é "fácil tocar o PSL".

DE FORA E BLINDADO

Ao responder o questionamento sobre a formação da executiva estadual, o governador Carlos Moisés da Silva saiu-se bem. Disse que tem maiores desafios na administração estadual, sua prioridade, e de que não se envolveria nas questões do partido, pois "não fui consultado sobre a formação da executiva provisória e não serei agora".

GESTO

Um dos temas levantados pelos deputados federais pesselistas insurgidos era a preocupação coma utilização do Fundo Partidário, notoriamente por ser garantido pela eleição deles e da segunda maior bancada na Câmara, a segunda maior da casa. Lucas Esmeraldino quer que a proposta de campanha, não usar o benefício, que garante cerca de R$ 2 milhões por parlamentar, seja agora, um aceno para evitar conflitos. Detalhe: antes da eleição, o PSL não tinha Fundo Partidário, agora é a sigla que mais garantirá recursos no país.

FINALMENTE

Não só a nomeação de 911 professores efetivos da rede estadual de ensino e a desativação das agências de Desenvolvimento Regional marcaram os últimos dias do governo de Carlos Moisés. Na última sexta (11), finalemnte o governador anunciou o subtenente PM Rudinei Floriano para comandar o Instituto de Metrologia de Santa Catarina (IMETRO), onde o emedebista João Carlos Ecker estava nomeado desde o governo Raimundo
Herculano
14/01/2019 10:51
AVIÃO COM BATTISTI CHEGA A ROMA

Terrorista italiano foi preso na noite de sábado na Bolívia

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Lucas Ferraz, especial de Roma.Terminou às 11h47 (no horário de Brasília, às 8h47) desta segunda-feira, com o desembarque do terrorista Cesare Battisti, 64, no aeroporto de Ciampino, em Roma, um dos mais longos e complexos casos da diplomacia italiana.

Após quase 38 anos de fuga e refúgio em países como França, México e, por último, Brasil, Battisti começará hoje a cumprir a pena de prisão perpétua pelos quatro assassinatos (dois deles com participação direta) no qual foi condenado.

Os ministros do Interior, Matteo Salvini, líder da Liga, partido de extrema-direita e hoje o político mais popular da Itália, e da Justiça, Alfonso Bonafede, foram ao aeroporto para recepcionar os policiais italianos envolvidos na captura de Battisti, na madrugada deste domingo, na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra.

O terrorista será levado para a penitenciária de Rebibbia, no bairro romano de mesmo nome, distante 20 quilômetros de Ciampino. Lá, segundo confirmou o governo, ele ficará numa ala de segurança máxima, os primeiros seis meses em isolamento ?"seguindo as regras dos condenados à prisão perpétua.
Herculano
14/01/2019 10:42
VISõES DISTINTAS

De J.R.Guzzo, de Veja, no twitter:

O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, agradeceu o governo brasileiro, sob uma salva de palmas, pela ajuda na extradição de Cesare Battisti, este "maledetto delinquente" -um presente para "60 milhões de italianos". Nossa mídia acha que foi mais uma derrota de Bolsonaro

VOLTO

A suposta derrota da mídia tupiniquim se deu no campo ideológico e na perda da pauta para o mimimi que esse assunto renderia para desgaste do atual governo diante das possibilidades de recursos eternos permitidos legalmente à criminosos famosos ou endinheirados e o protagonismo do STF desconectado dos brasileiros.

Herculano
14/01/2019 10:36
CASO BATTISTI É UM VEXAME COMPLETO PARA O BRASIL, por Leandro Colon, diretor da sucursal da Folha de S. Paulo

Depois de abrigá-lo, país não impediu fuga e teve de engolir a expulsão pelo vizinho

A novela Cesare Battisti, ao que parece em seus capítulos finais, caminha para um desfecho de saldo vexaminoso para a imagem do Brasil.

Condenado na Itália à prisão perpétua por quatro homicídios nos anos 70, o terrorista italiano viveu na última década por aqui graças à benevolência dos governos petistas.

Recebeu o status de refugiado do ex-presidente Lula, hoje um preso condenado pela Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro. Com a proteção garantida, Battisti construiu uma vida em solo brasileiro.

Desfilava tranquilamente pelas ruas de Cananeia, no litoral paulista. Teve um filho com uma professora brasileira. Vestindo a camisa do Corinthians, declarou à Folha em 2017 que não havia razões para fugir, muito menos para a Bolívia - pouco antes, fora detido na fronteira sob acusação de evasão de divisas por carregar mais de R$ 10 mil em espécie.

"A minha arma para me defender não é fugir. Estou do lado da razão, tenho tudo a meu lado", disse ao repórter Joelmir Tavares na ocasião.

Um ano e dois meses depois daquela entrevista, a casa caiu para Battisti. O STF autorizou sua prisão e a extradição para a Itália foi assinada pelo então presidente Michel Temer.

Perdeu quem apostou que o constrangimento de mais de dez anos para o Brasil havia chegado ao fim.

Battisti deu um olé (digno de bons craques do seu clube de coração no Brasil) na Polícia Federal nos últimos 30 dias. Como contou a repórter Camila Mattoso, ele despistou a polícia, que tentou procurá-lo, em vão, até em um barco no rio Amazonas.

Foi preso pela polícia da Bolívia nas ruas de Santa Cruz de La Sierra. O presidente Jair Bolsonaro montou uma operação para trazê-lo ao Brasil, nem que fosse por alguns minutos, e exibi-lo como troféu. O ministro Augusto Heleno, do GSI, anunciou que um avião da PF havia sido deslocado para buscar Battisti. A Itália atropelou e o levou da Bolívia.

Depois de abrigar um terrorista, o Brasil não impediu sua fuga do país e ainda teve de engolir a expulsão pelo vizinho. Um vexame completo.
Herculano
14/01/2019 10:24
DEL GRECO

A água ao Condomínio Torre Del Greco, onde mora o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, voltou aos moradores as 8h30min desta manhã. O defeito estava num disjuntor que desarmou. Com isso, ele impediu energia para o sistema de bombas que leva água da cisterna - que estava cheia - para a caixa no alto do edifício. Mesmo assim, desconfiados, os técnicos do Samae estiveram lá.

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