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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

SOBRA DA CARA TAXA DE ÁGUA DO SAMAE DE GASPAR VAI PAGAR ABERTURA E MANUTENÇÃO DE VALAS. VEREADORES SÃO CONTRA - Por Herculano Domício

16/08/2018

TAXA DE ÁGUA PAGA VALA I

Está na Câmara de Gaspar mais um daqueles projetos com apenas dados técnicos, feito “com extremo cuidado”, por gente bem sabida. É proposital. É para não chamar a atenção e não “criar” polêmicas. Na verdade, se aprovado, vai transferir parte do dinheiro que os gasparenses pagam ao Samae para receber água tratada em casa. A eventual “sobra” ou “lucro” deveria ser investido na melhoria desse serviço. Entretanto, a prefeitura, quer que esse dinheiro vá para abrir e manter valas na drenagem pluvial. Isso, na verdade, está no orçamento e é obrigação da secretaria de Obras e Serviços Urbanos (e até da secretaria de Agricultura) da prefeitura fazê-los.

TAXA DE ÁGUA PAGA VALA II

A polêmica já se instalou. Coisa muito comum no governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, e Luiz Carlos Spengler Filho, PP. É que dois vereadores – um aposentado – Rui Carlos Deschamps, PT e outro da ativa, Cícero Giovani Amaro, PSD, têm suas raízes no Samae. Eles desvendaram à jogada do PLC 03/2018. O PLC apareceu na Câmara no dia 10 de abril, com a marota recomendação de urgência e que já foi quebrada. “Isto é desvio de recursos”, arrisca de forma clara Cícero ao denunciar à manobra do pessoal de Kleber. O prefeito, por culpa só dele e sua turma, está em minoria. Ele sabe que terá dificuldades para aprovação, mas insiste.

TAXA DE ÁGUA PAGA VALA III

Esse PLC quer nos seus artigos e incisos modificados, que o Samae passe a cuidar do sistema pluvial e possa com isso “executar, diretamente ou mediante contratação de serviços, devidamente fiscalizado, obras de implantação, ampliação e remodelagem dos sistemas de micro e macro drenagem pluvial” e até, “realizar, de forma complementar e articulada os estudos, projetos e discussões acerca do Plano Municipal de Macro Drenagens Pluviais e Prevenção de Enchentes”. A pergunta que não quer calar para a justificativa da suposta “sobras" de caixa do Samae de Gaspar: ele estaria cobrando demais dos seus clientes?

TAXA DE ÁGUA PAGA VALA IV

O presidente do Samae, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, sinaliza que há na autarquia um superávit de cerca de R$9 milhões, fruto da arrecadação dos serviços de fornecimento de água. Os vereadores, entendem que essa “sobra” de caixa, todavia, já está sendo usada erradamente para comprar máquinas e caminhões. Eles estão à disposição outras ações da prefeitura e não do Samae, que é uma autarquia autônoma e possui objetivos próprios claros. Para eles, essa “sobra”, deveria ir para investimentos à melhoria e ampliação do sistema de produção de água tratada, exatamente para atender o crescimento da cidade e o envelhecimento da rede, como um todo, bem como, criar segurança de abastecimento com novas fontes em mananciais alternativos.

TAXA DE ÁGUA PAGA VALA V

Mais. Os vereadores da oposição (PT, PDT, PSD e o presidente Silvio Cleffi, PSC), de forma óbvia e acertada, defendem antes do “desvio” desses recursos da sua finalidade original, a implantação do sistema de coleta e tratamento de esgoto, que prometido, em dois anos, até agora, nada avançou em Gaspar, apesar de haver inclusive no Samae uma estrutura burocrática e cara na autarquia. Para a vereadora e ex-vice-prefeita, Mariluci Deschamps Rosa, PT, estão escolhendo a prioridade errada e fazendo caixa para a campanha de reeleição, com os “lucros” do Samae para deixar a secretaria de Obras, Agricultura e outras com “mais” dinheiro.

TAXA DE ÁGUA PAGA VALA VI

O governo de Kleber, vem sucessivamente, por má orientação, assessoramento, escolha de prioridades, mas principalmente, por vinganças do seu círculo, arrastando-se em polêmicas, desgastes e erros. Nenhum deles, todavia, foi tão danoso quanto o que pela falta de percepção e completa falta de habilidade política, deu a presidência da Câmara a Silvio Cleffi, PSC. Isso retirou do atual governo a maioria dele no Legislativo, travou o governo e está fazendo-o até recuar de conquistas que já são leis, depois de reconhecidos desgastes para o governo e os vereadores que o apoiam aprová-los. Impressionante! Kleber e seus próximos ainda culpam parte da imprensa, a livre. Outra parte, a que notoriamente não possui influência e audiência, usam-na (e pagam-na) para “esclarecer” o que não se pode ser esclarecido. Ou seja, não convencem ninguém. É divertido, mas, tudo isso, outra vez, com dinheiro dos gasparenses. É como o dinheiro da água tratada e que sendo jogado na vala para manter água ruim. Acorda, Gaspar!

TRAPICHE

De alma lavada. É oficial. O presidente da Assembleia, Aldo Schneider, MDB, não será candidato à reeleição. Os leitores e leitoras desta coluna já sabiam disso desde fevereiro, em repetidas afirmações que eu fiz aqui. O câncer em parte da coluna e suas sequelas, impedem à vontade de Aldo.

Fui desmentido, ironizado e praguejado esse tempo todo pelo cabo eleitoral do candidato em Gaspar, o vereador Ciro André Quintino, MDB. Ele viajava todas as semanas a Florianópolis para estar com Aldo e o staff do gabinete dele e vejam, Ciro não “conseguiu” perceber o que eu, e a maioria dos gasparenses perceberam bem antes dele? Você acredita nisso?

Ciro alimentou por meses na tribuna das sessões semanais da Câmara, mesmo sabendo que isso era algo muito distante, a propaganda e a reafirmação da candidatura à reeleição de Aldo. Compreende-se melhor com isso, como agem a maioria dos políticos: tratam-nos como imbecis, “inimigos”, analfabetos, ignorantes e desinformados o tempo todo. De nós, só votos e dinheiro para sustenta-los em tudo

Como funciona a campanha no mundo evangélico. O suplente de vereador, José Ademir de Moura, PSC, e que está no lugar de José Hilário Melato, PP, discursava na Câmara de Gaspar. Enrolado como sempre, confundindo assuntos, declarou voto a um candidato do governo do estado.

E completou: “já recebi uma ligação e orientação de como pregar em favor dos nossos”. Ou seja, para a igreja, o púlpito não é bem de Deus e da Bíblia como mentem, mas dos interesses políticos e de poder. Meu Deus!

Esvaziada. Na terça-feira, deixaram antes do fim da única sessão semanal, justificando-se, o presidente, Sílvio Cleffi, PSC, o líder do governo, Francisco Hostins Júnior, MDB, e Evandro Carlos Andrietti, MDB.

Quando tinha oportunidade para se expressar, o governo que reclama que seu tempo está sendo tragado por outros debates na Câmara, e até, pede modificação no Regimento Interno, não o usa. Então...

Apagão na tecnologia cara e paga pelo cidadão. Na terça-feira, o sistema eletrônico da Câmara pifou. Foi tudo como era antes: voto em pé e sentado.

Uma boa sacada em favor de Gaspar. A cervejaria do Belchior criou um selo mote para a Oktoberfest de Blumenau: “Das Bier harmoniza com Gaspar”. Basta lembrar que no Belchior Alto, e bem perto da cervejaria, há o Clube Harmonia...

 

Edição 1864

Comentários

Herculano
18/08/2018 16:04
O FUTURO DO BRASIL A BEIRA DO ABISMO

"Se eleito eu saio da ONU",diz o candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro, PSL.

Não sabe dialogar,conviver com diferenças e dificuldades. É pau e bala. Como não é estadista e nunca governou nada pretende isolar o Brasil do mundo como faz Nicolas Maduro,Erdogan e outros intervencionistas e ditadores.

Os EUA e Donald Trump podem ter rompantes esquizofrênicos. Mandam no mundo.Os brasileiros são dependentes do mundo. Estamos com 13 milhões de desempregados e 27 milhões sem ocupação plena.

Na greve dos caminhoneiros que teve o explícito apoio de Bolsonaro, uma amostra de como será esta bagunça: o PIB caiu, a inflação aumentou, os investidores correram e o emprego que vinha crescendo, estagnou. Wake up, Brazil!
Herculano
18/08/2018 08:59
COMEÇOU A GUERRA DAS PESQUISAS. CADA UM TEM A SUA. LÁ NOS ÚLTIMOS DIAS ELAS SE PARECEM SEMELHANTES. É SEMPRE ASSIM

Antes do Ibope divulgar no NSC Notícias às 19 horas, o MDB exibia e propagava um outra pesquisa, a do Instituto Mapa.

Fazia isso porque sabia ser favorável e queria com isso, diminuir o impacto da notícia estadual à noite, com um instituto, em tese, de mais credibilidade, o Ibope.

Na pesquisa Mapa, Mauro Mariani, MDB, estaria, com 17,6%, Décio Lima, PT, com 12,6% e Gelson Merísio, PSD, com 12,1%. O próprio instituto alerta que todos estão empatados tecnicamente. Ou seja, jogo.

Para o senado, Raimundo Colombo, PSD, surge com 17,0% e Esperidião Amim, PP, com 16,7%, com Paulo Bauer, PSDB, distante e correndo por fora com apenas 10,8%

Já o cenário para a presidência da República, nesta mesma pesquisa do Instituto Mapa, mostra Jair Bolsonaro, PSL, com 30,8%: Lula, PT, com 25,7%; e ai descolados e nesta ordem Álvaro Dias (7,7%), Geraldo Alckmin (6,0%), Marina Silva (4,9%) e Ciro Gomes (4,3%).

A disputa dos votos agora é para valer e o jogo das pesquisas, só está começando. Entretanto, nos comitês, há outras pesquisas e estas estão dando dores de cabeça a todos. Há pouco tempo para reverter certas situações, igualmente dinheiro e cabeças pensantes, que custam caras.
Herculano
18/08/2018 08:37
IBOPE MOSTRA DISPUTA DE DESCONHECIDOS PELO GOVERNO DE SC, por Upiara Boschi, no Diário Catarinense, na NSC Florianópolis

Os números mais contundentes da primeira pesquisa Ibope para o governo do Estado não são os de intenção de votos dos nove candidatos. É preliminar um cenário que coloca Décio Lima (PT) na liderança com 16%, na faixa de empate técnico com Mauro Mariani (MDB), com 11%, ambos descolados de Gelson Merisio (PSD), que tem 6%. Os percentuais que importam neste momento são dos 23% de indecisos e - principalmente - os eloquentes 34% de brancos e nulos.

A rigor, está explicitado nos números do Ibope o fato de que nenhum dos candidatos disputou outras eleições majoritárias. Mesmo sendo campeões de voto em disputas de deputado federal e estadual, Mariani e Merisio não tem o nome estadualizado de quem concorreu a governador ou senador e foi apresentado aos catarinenses no horário nobre dos programas eleitorais em eleições passadas.

Os números que ambos obtêm na primeira pesquisa são os de quem ainda precisa ser apresentado ao eleitorado. Mariani será vinculado ao MDB, maior partido do Estado, e naturalmente deve crescer nas próximas sondagens. Da mesma forma, Merisio será reconhecido como o nome da coligação que reúne PSD e PP como carros-chefe. Neste primeiro momento, deve colar nos candidatos a senador de sua chapa, os ex-governadores Raimundo Colombo (PSD) e Esperidião Amin (PP) - líderes da corrida pelas duas vagas ao Senado, de acordo com o Ibope.

Embora não tenha disputado eleições majoritárias estaduais, Décio Lima sofre menos que os oponentes com essa condição. Ele é reconhecido pelo eleitor petista, que já o encontra na pesquisa e o coloca nessa preliminar primeira posição. É reconhecido também pelo eleitor antipetista, que lhe concede a maior rejeição entre os candidatos - 21%. Curioso em um cenário de rejeição à classe política é ver números baixos de rejeição individual - mais um sintoma do desconhecimento. A rejeição está explícita nos 34% de brancos e nulos, que também tende a reduzir um pouco com a evolução da campanha.

Os números surpreendem menos na disputa pelo Senado, onde estão as figurinhas carimbadas da política estadual. Colombo com 27%, Amin com 23% na faixa de empate técnico com Paulo Bauer, de 19%. Em outra faixa, os 8% de Jorginho Mello (PR), os 7% de Ideli Salvatti (PT) e 6% de Roberto Salum (PMN) mostram quem pode entrar na briga da ponta.

O Ibope mostra que a disposição para o branco e o nulo são um pouco menores na corrida pelo Senado - 17% no primeiro voto, 21% no segundo. Nesse cenário, chama atenção a existência de 49% de indecisos - o que deixa a eleição completamente aberta. O eleitor emedebista ainda não aparece no levantamento e uma das maiores dúvidas é sobre seu comportamento diante da ausência de um nome do partido - embora Bauer e Jorginho tenham suplentes do MDB em suas chapas.

Os primeiros números do Ibope trazem informação para os candidatos trabalharem a largada de suas campanhas e para o eleitor começar a definir seus votos. É possível que muitos catarinenses tenham tomado contato com os nomes dos candidatos na noite de ontem, quando a pesquisa foi divulgada no NSC Notícias. O jogo vai realmente começar agora.
Herculano
18/08/2018 08:33
'LIMINAR' DA ONU PRó-LULA É UMA 'NOTA À IMPRENSA', por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Jornalões caíram na conversa fiada da defesa do ex-presidente Lula sobre suposta "liminar" favorável ao preso por corrupção e lavagem de dinheiro. Trata-se na verdade de uma "recomendação", com valor semelhante ao de uma "nota à imprensa" ou "nota de solidariedade", de caráter pessoal, dos funcionários que integram um comitê técnico de Direitos Humanos, onde não há países representados. Parciais, eles nem se deram ao trabalho de pedir informações ao Brasil sobre o caso.

SEM ENDOSSO
A "recomendação" do comitê técnico nem sequer foi endossada pelo Alto-Comissariado dos Direitos Humanos, este sim, órgão da ONU.

CRIOULO DOIDO
O confuso comitê recomenda que Lula tenha "acesso à mídia e aos companheiros de partido", conforme o pedido da defesa feito em 2016.

SEM VALOR JURÍDICO
Ainda que a "recomendação" fosse da própria ONU, a assembleia geral não é instância de recurso da Justiça. E o Brasil é um País soberano.

PAGANDO A BOQUINHA
A "recomendação" foi arrumada pelo lobby de petistas ocupantes de boquinhas obtidas em Genebra por indicação de governos do PT.

DENÚNCIA DE NEPOTISMO AGITA O TRT DO MARANHÃO
A presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão (16ª Região), Solange Cristina Passos de Castro Cordeiro, não parece preocupada com acusações de nepotismo. Ela mantém duas irmãs em cargos de direção diretamente vinculados ao seu gabinete. Resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que disciplinam o assunto, vedam esse tipo de relação, ainda que ambas sejam concursadas.

IRMÃ NA SECRETARIA
Uma das irmãs da presidente do TRT-MA, Silvia Maria, tem cargo comissionado (nível CJ3) e responde pela Secretaria de Administração.

IRMÃ COORDENADORA
A outra irmã da desembargadora presidente do TRT-MA, Suzana, ocupa a Coordenadoria de Precatórios (nível CJ2).

CALA-TE BOCA
Mesmo solicitados desde a manhã de sexta (17), a entidade de juízes (Anamatra), o CNJ e TRT não se preocuparam em esclarecer o caso.

INSATISFAÇÃO TOTAL
Segundo o Paraná Pesquisa, eleitores de formação superior são os mais insatisfeitos com a atuação de deputados federais e senadores: 89,7%. Média é de 82%. Pesquisa registrada sob o nº BR-02891/2018.

Só EM 2019
Aprovada no Senado, a liberação da venda direta de etanol para postos ainda precisa passar por duas comissões da Câmara antes do plenário. No ritmo do "esforço mínimo" devido às eleições, deve ficar para 2019.

FIM DA FARRA
Projeto do senador José Medeiros (Pode-MT) acaba com a concessão automática do "saidão", usado por presos para cometer novos crimes. "A falta de verificação individualizada põe a população em risco", disse.

NO ôNIBUS É PIOR
A cobrança abusiva de bagagem em aviões ganhou o noticiário, mas há 20 anos os mais pobres, que recorrem ao ônibus, pagam 0,5% do valor da passagem para cada quilo excedente. E ninguém fala nada.

FALTAM 50 DIAS
A partir deste sábado (18) faltam apenas 50 dias para a votação do primeiro turno da eleição presidencial de 2018. No próximo dia 31 de agosto começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV.

SEGUNDA INSTÂNCIA
Abaixo-assinado no portal Change.org pede a tramitação imediata da PEC 410/18, que consolida a prisão após a condenação em segunda instância. Por enquanto, somou só 1.427 assinaturas em quatro meses.

DENTRO DO PRAZO
Contando prazos de impugnação e recursos da defesa, o ministro Luís Barroso (STF) deve colocar o registro de candidatura do petista Lula em pauta para ser julgado até a primeira semana de setembro.

BRASIL NA FRENTE
Entre 2009 e 2017, nos governos Barack Obama, sete parlamentares, um juiz federal e o diretor da CIA foram condenados pela Justiça. No Brasil, só na Lava Jato são mais de dez políticos federais presos, incluindo ex-presidente da República e um ex-presidente da Câmara.

PENSANDO BEM...
...Lula é o dr. Bumbum dos pré-candidatos a presidente.
Herculano
18/08/2018 08:27
DIFERENÇAS SUBSTANTIVAS, por André Singer, ex-assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no jornal Folha de S. Paulo

Programas indicam o lugar no espectro ideológico em que presidenciáveis desejam se colocar

Vale a pena conhecer os programas dos 13 candidatos a presidente da República que pediram o registro até a última quarta-feira (15) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), fim do prazo legal para fazê-lo.

Ainda que da teoria à prática haja um espaço importante, os textos indicam o lugar no espectro ideológico em que os postulantes desejam por ora se colocar. Itens chave, como a posição diante da reforma da Previdência, revelam diferenças significativas entre eles.

Lula (PT), ainda que deixe uma porta aberta no tratamento do funcionalismo, rejeita "os postulados das reformas neoliberais da Previdência Social, em que a garantia dos direitos das futuras gerações é apresentada como um interesse oposto aos direitos da classe trabalhadora e do povo mais pobre no momento presente".

Não adere, portanto, ao diagnóstico do mercado, segundo o qual a mudança previdenciária é essencial para o ajuste das contas públicas.

Não chega, é claro, ao ponto alcançado por Guilherme Boulos (PSOL), que propõe a criação de um sistema público unificado de aposentadorias integrais, mas distancia-se dos meios financeiros, para quem a reforma é sagrada.

Diferentemente de Ciro Gomes, que, no mesmo campo popular, defende a necessidade da reforma e propõe a "implementação de um sistema previdenciário multipilar capitalizado". Apesar de propor, como Lula e Boulos, a revogação do teto de gastos, no que diz respeito à Previdência o pedetista conversa com o mercado.

É nítido o gradiente formado do centro para a esquerda.

No polo oposto, Jair Bolsonaro (PSL), igualmente favorável ao sistema de capitalização, afirma que sanar o déficit da Previdência é crucial para "atingir um superávit primário já em 2020", uma de suas metas primordiais. Não é à toa que o capitão reformado angaria aplausos entre empresários.

Na mesma direção, Geraldo Alckmin (PSDB), cujo documento é exíguo na comparação com os demais, compromete-se a "eliminar o déficit público" e a "criar um sistema único de aposentadoria, igualando direitos e abolindo privilégios".

Curiosamente, foi Marina Silva (Rede), mais moderada em outros aspectos, quem optou por levantar a bandeira da idade mínima na reforma previdenciária, que considera "incontornável". Com a ambiguidade do tucano e o sincericídio da ambientalista, o dégradé no campo que vai do centro para a direita ficou menos evidente.

Em que pesem as habituais vaguezas e generalidades, os documentos depositados permitem uma opção relativamente esclarecida por parte do eleitor a respeito de problemas relevantes. Se a democracia puder funcionar, opções substantivas começarão a ser tomadas em 7 de outubro.
Herculano
18/08/2018 08:23
AL?", ONU! CUNHA DESEJA SER TRATADO COMO LULA, por Josias de Souza

Ao recomendar ao Brasil que assegure ao ficha-suja Lula todas as prerrogativas de um presidenciável limpinho, o Comitê de Direitos Humanos da ONU tratou esta terra de palmeiras e sabiás como uma República de Bananas. Assim eram chamadas as nações da América Central comandadas por oligarquias corruptas. Para a ONU, Lula é uma vítima em potencial e o Judiciário brasileiro é uma máquina a serviço da perseguição política de uma alma inocente.

Ironicamente, a decisão da ONU foi divulgada no mesmo dia em que Eduardo Cunha publicou na internet uma "carta à nação." Nela, o gangster do MDB diz ser "vítima de perseguição", queixa-se de ter sido "condenado sem provas" e lamenta não poder disputar as eleições de 2018. Por uma questão de isonomia, o comitê da ONU deveria considerar a hipótese de pedir respeito aos direitos políticos de Cunha.

A defesa de Lula sustenta que a decisão da ONU tem o peso de uma ordem. É lorota. Trata-se de uma recomendação. Que precisa ser respondida pelo TSE, impondo ao ex-presidente ficha-suja os rigores da Lei da Ficha Limpa. Qualquer providência diferente acomodaria sobre o mapa do Brasil a carapuça de República de Bananas. Com selo de qualidade da ONU.
Herculano
18/08/2018 08:19
SOB A TUTELA DOS JUÍZES, por Demétrio Magnoli, geógrafo e sociólogo, para o jornal Folha de S. Paulo

A Lei da Ficha Limpa é ruim, e o caso de Lula prova que é preciso revogá-la

Lula, "ficha-suja", terá sua candidatura barrada. A eleição será legal, pois o veto obedece à legislação. Nem tudo o que é legal é legítimo. Mas a eleição sem Lula será legítima, pois a regra do jogo derivou de um consenso entre gregos e troianos, não de uma imposição unilateral.

O PT reconhecerá essa legitimidade, trocando Lula por Haddad. Na Presidência, em 2010, Lula sancionou sem vetos a Lei da Ficha Limpa, que contou com o voto unânime da bancada do PT. Legal e legítima, a eleição distorcerá um pouco mais a representação democrática. O fato inescapável é que 30% dos eleitores não poderão votar no candidato de sua preferência (que, por sinal, tem a rejeição de 54%).

O PT não tem direito de reclamar. Lá atrás, os poucos que ousaram criticar a Lei da Ficha Limpa (entre eles, este colunista) sofreram os previsíveis insultos das "correntes de opinião" petistas. De fato, o partido jamais reviu sua posição sobre a lei. Seus líderes dizem que a lei é boa, mas Lula deveria ser admitido como candidato pois teria sido condenado injustamente.

A implicação lógica do raciocínio seria adicionar à lei uma cláusula conferindo ao PT o privilégio exclusivo de revisar terminativamente as sentenças judiciais. A lei, porém, é ruim - e o caso de Lula prova que é preciso revogá-la.

A ideia da tutela do eleitor pelos juízes é estranha à tradição democrática. No Reino Unido, em abril de 1981, a morte súbita de um parlamentar provocou uma eleição avulsa no seu distrito, na Irlanda do Norte.

Para substituí-lo, os eleitores escolheram um certo Bobby Sands, 27, militante do Exército Republicano Irlandês (IRA), que cumpria pena numa penitenciária de Belfast. Sands morreu um mês depois, vítima da greve de fome conduzida por sua célula de prisioneiros, sem assumir sua cadeira.

Na greve de fome, a célula reivindicava o estatuto de presos políticos aos condenados do IRA. Mas Sands não foi privado de liberdade por suas ideias, mas pela participação em um ato de terror. Foi na condição de preso comum que Sands disputou (e venceu) a eleição parlamentar.

Logo depois daquela eleição, o Parlamento aprovou uma lei vetando candidaturas de sentenciados a mais de um ano de prisão. Editada em meio à tragédia do conflito irlandês, a lei representou um retrocesso da democracia britânica: a intrusão do Poder Judiciário na esfera da representação popular.

O PT pode gritar o que quiser, mas Lula também não é um preso político, pois foi condenado pela prática de corrupção, por um tribunal independente que emitiu um veredito (certo ou errado) usando suas prerrogativas legais.

Lula deve cumprir a pena imposta pelos juízes. Contudo, assim como Azeredo, Cunha ou Dirceu, deveria ter o direito que não foi negado a Sands. Pelo simples motivo de que não compete aos juízes estabelecer limites ao exercício do direito de voto.

Sem o desenlace da greve de fome, Sands seria diplomado mas não poderia comparecer às sessões parlamentares. Daí, nada: problema de seus eleitores, não dos tribunais ?"ou dos eleitores de outros. Sem a Ficha Limpa, Lula poderia concorrer. Triunfando, receberia a faixa presidencial, mas suas funções ficariam a cargo dos ministros.

Ridículo, certamente. Mas o que fazer se o povo decidisse ser governado por paus-mandados de um presidiário? Chamar o Mourão?

A Lei da Ficha Limpa transfere poder do povo para os juízes. Sua base filosófica é o conceito de que o eleitorado precisa da tutela de um estamento de sábios. Seus arautos fogem à obrigação de defender tal proposição antidemocrática, desviando o debate para o terreno "pragmático": a lei reduziria a proporção de corruptos em cargos públicos.

A tese solicita a crença no pressuposto absurdo de que existe um estoque fixo de corruptos na sociedade. O Congresso eleito em 2014, sob a Ficha Limpa, é melhor que o eleito em 2010?
Herculano
18/08/2018 08:10
OS CRACKERS NÃO INVADEM PORTAIS SEM AUDIÊNCIA

Ontem, o portal Cruzeiro do Vale, foi invadido por crackers que estamparam seu protesto, até agora, não bem entendido. Aparentemente, parecia não ter ele cunho político, ideológico, religioso,social ou sobre qualquer reportagem ou opinião expressa pelo ou por meio do portal e até do jornal impresso.

O pessoal do portal ficou "chateado". Eu, sinceramente, não, a não ser pela demonstração de que a segurança dele não é suficientemente forte para barrar ou ao menos, sinalizar imediatamente aos editores de que algo está sendo modificado no seu site.

A invasão e postagem pirata da página pelo cracker, mostrou e sublinhou a importância e o alcance desse veículo líder. O portal Cruzeiro do Vale é o mais antigo, o mais atualizado, acessado e de credibilidade em Gaspar e Ilhota. E só por isso, foi alvo de quem, por meio criminoso, queria se comunicar. Ninguém chuta cachorro morto.

O portal Cruzeiro do Vale possui importância fundamental nos formadores de opinião de Gaspar e Ilhota É fato. É pesquisa. É realidade. Não há concorrência.

Se alguém quer ter sucesso, inclusive retorno nos anúncios comerciais, terá que obrigatoriamente, se valer e publicá-los no portal Cruzeiro do Vale.

E para esclarecer a diferença:

De uma forma geral, hackers são indivíduos que elaboram e modificam softwares e hardwares de computadores, seja desenvolvendo funcionalidades novas ou adaptando as antigas. Já cracker é o termo usado para designar quem pratica a quebra (ou cracking) de um sistema de segurança.
Herculano
17/08/2018 18:02
MINISTRO DA JUSTIÇA DIZ QUE DECISÃO DA ONU NÃO TEM RELEVÂNCIA E VÊ "INTROMISSÃO INDEVIDA", por Daniela Lina, na Coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo

Para o ministro da Justiça, Torquato Jardim, a decisão liminar do Comitê de Direitos Humanos da ONU que beneficiaria o ex-presidente Lula não tem "nenhuma relevância jurídica".

Ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral e advogado com longa trajetória em direito eleitoral, Torquato avalia que a determinação do colegiado internacional é, na verdade "uma intromissão política e ideológica indevida em tema técnico-legal".

Como informou a colunista da Folha Mônica Bergamo, na manhã desta sexta-feira (17) os advogados de Lula Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, afirmaram que o comitê "determinou ao Estado brasileiro que tome todas as medidas necessárias para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo o acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido político".

Torquato discorda da avaliação da defesa do petista. O ministro ainda criticou o que chama de "manipulação política" da organização internacional. "Lamentável a manipulação sectária a que se permite a ONU", afirmou.
Herculano
17/08/2018 17:55
ONU PEDE QUE BRASIL RASQUE SUAS LEIS POR LULA, por Josias de Souza

Colecionadora de derrotas nos tribunais brasileiros, a defesa de Lula obteve uma vitória no Comitê de Direitos Humanos da ONU. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, o órgão anotou que "pediu que o Brasil tome todas as medidas necessárias para garantir que Lula possa usufruir e exercitar seus direitos políticos enquanto está na prisão, como um candidato nas eleições presidenciais de 2018?.

Na prática, o comitê da ONU pediu, com outras palavras, o seguinte: "Brasil, mande às favas as decisões judiciais adotadas contra Lula - da primeira à quarta instância. Em seguida, rasgue a legislação para permitir que um preso inelegível dispute a honorável posição de presidente da República." Tais providências transformariam o Brasil numa republiqueta. Mas o órgão da ONU está pouco se lixando.

Deve-se a novidade a um pedido feito pela defesa de Lula ao comitê da ONU em 27 de julho. Sem ouvir o Estado brasileiro, os responsáveis pela recomendação concluíram que Lula deve ter: "acesso apropriado à imprensa e a integrantes de seu partido político". E não pode ser impedido de "concorrer às eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final".

A decisão chega num instante em que o Tribunal Superior Eleitoral se prepara para julgar o pedido de registro da candidatura presidencial de Lula. São grandes, muito grandes, enormes as chances de o presidiário petista ser enquadrado no artigo da Lei da Ficha Limpa que proíbe condenados em segunda instância de concorrer a cargos eletivos. O comitê da ONU não está nem aí para a legislação do Brasil.

Diz o comunicado oficial que "o comitê, agindo pelos relatores especiais (...) tomou nota das alegações do autor (Lula) e concluiu que os fatos apresentados indicam a a existência de possível dano irreparável aos direitos do autor sob o artigo 25 da convenção" do Pacto de Direitos Civis da ONU. O que diz esse artigo? Todos têm o direito "de votar e ser eleito em eleições genuínas que devem ser universais e em sufrágio igual conduzidas por voto secreto, garantindo a livre expressão dos eleitores".

Mas, afinal, qual é a posição dos sábios da ONU sobre o mérito do processo contra Lula? Ouvido pela BBC, o órgão de direitos humanos informou: "Este pedido não significa que o Comitê tenha encontrado uma violação (contra Lula) ainda - é uma medida urgente para preservar o direito de Lula, enquanto se aguarda a consideração do caso sobre o mérito, que acontecerá no próximo ano."

Quer dizer: guiando-se pela argumentação dos advogados de Lula, os doutores da ONU avaliaram que Lula corre o risco de sofrer "possível dano irreparável". Mas reconhecem que ainda não foi detectada uma "violação". E informam que só no ano de 2019 analisarão o mérito do processo em que o pajé do PT foi condenado a 12 anos e um mês de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro. Ai, ai, ai...

Com todo o respeito que o Comitê dos Direitos Humanos da ONU merece, a decisão anunciada nesta sexta-feira é ofensiva. Ofende o Estado Democrático de Direito ao dar ouvidos aos advogados de Lula sem oferecer ao Brasil a oportunidade de exercer a sacrossanta prerrogativa do contraditório. Ofende a inteligência alheia ao colocar os hipotéticos direitos do presidiário acima do direito da sociedade brasileira a um processo eleitoral moralmente sustentável.

Exultantes, Cristiano Zanin e Valeska Teixeira Zanin Martins, advogados de Lula, apressaram-se em divulgar uma nota. Nela, atribuíram à recomendação do comitê da ONU ares de decisão indiscutível e imutável.

Eis o que escreveram os defensores de Lula: "Diante dessa nova decisão, nenhum órgão do Estado brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até a existência de decisão transitada em julgado em um processo justo, assim como será necessário franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de coligação política durante a campanha."

Curioso, muito curioso, curiosíssimo. A banca comandada por Cristiano e Valeska questiona até as vírgulas dos acórdãos do Supremo Tribunal Federal contra Lula. Tomada pelos métodos de trabalho, a dupla pratica uma advocacia muito parecida com uma guerrilha judicial. Por vezes, a defesa de Lula roça a chicana. Mas Cristiano e Valeska pedem ao Brasil que se finja de bobo e trate uma recomendação de um órgão da ONU como um imperativo celestial.

Os advogados do preso petista levam suas queixas ao Comitê de Direitos Humanos da ONU desde 2016. Acusam Sergio Moro de promover uma perseguição implacável a um político irrepreensível. Se fizessem uma análise superficial, os companheiros da ONU verificariam que, em dois anos, os perseguidores de Lula se converteram num pequeno exército. O grupo cresce na proporção direta das descobertas sobre os malfeitos da divindade petista.

Protagonista de oito processos, cinco dos quais já convertidos em ações penais, o presidenciável petista tem no seu encalço investigadores da Polícia Federal, auditores da Receita Federal, procuradores da República de Curitiba e de Brasília, magistrados lotados nas duas praças, delatores em profusão e repórteres golpistas...

Mais recententemente, os perseguidores começaram a surgir às pencas, na forma de colegiados: os três desembargadores da Oitava Turma do TRF-4, que elevaram a pena de 9 anos para 12 anos; os cinco ministros da Quinta Turma do STJ, que negaram o habeas corpus preventivo; a maioria de 6 a 5 que avalizou, no plenário do Supremo, o encarceramento do condenado. Vem aí o plenário do TSE, que está na bica de enquadrar o ficha-suja na lei que exige dos candidatos prontuários limpos.

A decisão da ONU tem grande peso político. Mas não é um imperativo legal. Embora seja signatário do pacto que orientou o comitê, o Brasil não é obrigado a obedecer cegamente a um conjunto de recomendações míopes. Ignorando a decisão, o país decerto sofrerá um desgaste. Mas nada supera a corrosão a que seria submetido o processo eleitoral brasileiro se um corrupto de segundo grau fosse tratado como um candidato limpinho. Um comitê da ONU não pode rasgar a legislação brasileira.
Herculano
17/08/2018 17:51
COMITÊ LIGADO À ONU COBRA QUE BRASIL PERMITA QUE LULA CONCORRA À ELEIÇÃO: O QUE É ESSE óRGÃO.POR QUE DECIDE ASSIM E OS EFEITOS AQUI NO PAÍS, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Vamos botar um pouco de ordem na bagunça.

Sim! É verdade! O Comitê de Direitos Humanos da ONU anuiu, em caráter liminar, com uma petição apresentada pela defesa de Lula, candidato do PT à Presidência, para que este tenha o direito de concorrer às eleições enquanto não se tem o trânsito em julgado da sentença. Em nota, a organização recomenda que o Estado "tome todas as medidas necessárias para garantir que Lula desfrute e exercite seus direitos políticos como candidato das eleições presidenciais de 2018"

Duas questões para esfriar um pouco o ânimo dos petistas:

1: decisão em caráter liminar significa, literalmente, "em caráter provisório"; portanto, pode ser revista; a decisão sai apenas no ano que vem;

2: a divulgação foi feita pelo escritório de Direitos Humanos da ONU, mas é, na verdade, do Comitê de Direitos Humanos, formado por especialistas independentes. Não pode, pois, ser chamada de "uma decisão da ONU".

Duas questões para esquentar ainda mais o ânimo dos petistas:

1: mesmo sem ser uma decisão da ONU, é claro que se trata de uma vitória do PT;

2: a decisão repercute além das fronteiras do país e ajuda a cobrir a interdição certa ao nome de Lula com uma espécie de manto da ilegitimidade, como quer o partido.

Paulo Sérgio Pinheiro, que integrou a Comissão Nacional da Verdade, que foi ministro dos Direitos Humanos e que preside, hoje, o comitê das Nações Unidas que investiga crimes de guerra cometidos na Síria, afirma que o país assinou um pacto reconhecendo a autoridade do organismo e diz que o país está obrigado a seguir a deliberação. Ele lembra que os 18 experts do órgão independente são eleitos pela Assembleia Geral.

Não é bem assim.

Vale para esse caso o que vale para a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre a revisão da Lei da Anistia. Um país não perde a sua soberania ao assinar um tratado internacional. A corte máxima do país é o Supremo Tribunal Federal. Um país se expõe, em tese, a consequências quando não cumpre uma determinação de um órgão de que é signatário. Nesse área, as sanções são de ordem moral apenas. Mas, claro!, tem seu peso.

A decisão do comitê está ancorada em duas questões:

1: o Inciso LVII do Artigo 5º da Constituição diz que "ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". Lula e outros cumprem pena ?" logo, sofrem os efeitos de quem é considerado culpado ?" antes do trânsito em julgado. O Brasil é dos poucos países em que a culpa só é estabelecida depois do julgamento em quarta instância ?" uma vez que, depois da segunda, ainda há o STJ e o STF. Mas é o que está em sua Constituição;

2: a Lei da Ficha Limpa impõe uma restrição a direitos políticos, que são direitos fundamentais, antes de o próprio estado reconhecer a "culpa".

Do ponto de vista jurídico, a decisão do comitê não muda em uma vírgula a situação de Lula. Mas é claro que dá ao PT combustível para declarar "urbi et orbi" a perseguição ao petista.
Observador
17/08/2018 16:21
Saiu mais um decreto pro Sr. Ernesto Hostim, isso porque ele estava doente. Imagina se não estivesse.
DECRETA:
Art. 1º Fica designado ERNESTO HOSTIN, inscrito no CPF sob o nº 467.383.809-25, para atuar como Gestor da Parceria do Chamamento Público 03/2017 ?" CMDCA de Gaspar/SC, cujas obrigações estão previstas nos artigos 61 e 62 da Lei Federal nº 13.019, de 31 de julho de 2014.
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos para 24 de julho de 2018.
Gaspar, 24 de julho de 2018.
KLEBER EDSON WAN-DALL
Prefeito do Município de Gaspar
Herculano
17/08/2018 11:35
GENTE SABIDA E EXPERIENTE EM MARKETING, FACTóIDE E FAKE NEWS, POIS É ELA QUEM MAIS ENTENDE EM MANIPULAR ANALFABETOS, IGNORANTES E DESINFORMADOS - A MAIORIA DOS ELEITORES BRASILEIROS

Está no site do PT, como se fosse algo sério, urgente e uma verdadeira"bomba" a dar ordens e retirar a autonomia da nação autodeterminação do Brasil como país. Meu Deus!

URGENTE!
O Comitê de Direitos Humanos da ONU determinou ao Estado Brasileiro que "tome todas as medidas necessárias para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018".

Volto. Ou seja, as leis brasileiras não servem para nada, assim como a Justiça, o Ministério Público, o Congresso e o governo. Ou seja, para o vale tudo dessa gente, estamos sob a tutela da ONU até que o PT e a esquerda do atraso esteja novamente no poder.

Seria interessante também a ONU pagar as contas dos brasileiros e do Brasil, e assim, com legitimidade, ditar regras internas. Wake up, Brazil!
Herculano
17/08/2018 11:26
COISA DE QUADRILHA ORGANIZADA E BANDIDO

Ricardo Noblat, de Veja, expressa no twitter

Para registrar sua candidatura, Lula entregou 7 certidões à Justiça Eleitoral sem incluir entre elas nada que fizesse referência à Operação Lava-Jato e à sua condenação. Quem sabe a Justiça esquece a verdadeira situação dele e concede o registro... É o mestre das artimanhas.
Herculano
17/08/2018 11:22
ABRIL PEDE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E GLOBONEWS ESTÁ TENSA COM FRACASSO DA NOVA GRADE: LACRAR OU LUCRAR!, por Rodrigo Constantino, no site Gazeta do Povo, Curitiba PR

Já tinha comentado aqui sobre a reestruturação do Grupo Abril, que resolveu fechar revistas e demitir cerca de 700 funcionários recentemente. Pouco depois, a empresa deu um passo a mais rumo à bancarrota, e decidiu entrar com pedido de recuperação judicial:

O Grupo Abril, que edita VEJA e Exame, decidiu entrar com um pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira, 15 de agosto. A medida, prevista em lei, serve para que a empresa possa buscar um novo equilíbrio de suas contas, afetadas nos últimos anos por uma combinação de duas forças negativas. Uma delas é a ruptura tecnológica que atinge mundialmente as atividades de comunicação - incluindo o jornalismo e a publicidade. A outra diz respeito aos impactos da profunda crise no Brasil, cuja marca mais evidente foi uma queda acumulada de 10% no produto interno bruto per capita, causando a perda de milhões de empregos e dificuldades para inúmeras empresas.

O pedido de recuperação judicial está sendo formalizado por meio do sistema eletrônico da Justiça. Deve ser analisado por um juiz nas próximas semanas e, uma vez aprovado, o plano de recuperação judicial será apresentado num prazo de 60 dias aos credores da companhia. A dívida submetida à proposta de recuperação judicial é da ordem de 1,6 bilhão de reais. O mecanismo da recuperação prevê um período de 180 dias em que a companhia não pode ser executada, para que a dívida seja renovada após a negociação da empresa com os credores.

As mudanças tecnológicas sem dúvida criam inúmeros desafios novos, e a crise no Brasil afetou muita gente. Mas não é "só" isso. A Veja, o carro-chefe da Abril, vem perdendo credibilidade desde sua guinada à esquerda, com a chegada de André Petry como responsável, e o público notou a diferença. Muitos passaram a questionar se a revista desejava disputar com a CartaCapital seu mercado, tamanho o viés "progressista" recente.

Outro veículo de comunicação que tem sido alvo de vários ataques nas redes sociais por conta do viés ideológico esquerdista é a GloboNews. Não por acaso, trata-se de outro veículo de comunicação em crise. O fracasso da nova grade tem gerado tensões evidentes na equipe:

A criação de três programas jornalísticos com três horas de duração cada: o "Em Ponto", o "Edição das 10" e o "Estúdio i" está gerando tensão em todos os níveis da GloboNews.

Segundo a coluna do jornalista Ricardo Feltrin, do UOL, muitos repórteres estão insatisfeitos, com reclamações sendo feitas até mesmo ao vivo, em função de frequentes erros técnicos, matérias repetidas e, principalmente, por haver uma grande preocupação por conta da baixa audiência.

O "GloboNews Em Ponto", por exemplo, que é o maior investimento da nova gestão do canal, completa duas semanas no ar com resultados baixos no ibope e, consequentemente, enfrenta dificuldades para atrair anunciantes.

Em sua estreia, no fim de julho, o programa chegou a dar quase 0,5 ponto de audiência, índice é até respeitável para um canal na TV fechada. Depois disso, no entanto, foi sendo registrada uma queda gradual de espectadores. Hoje, o "Em Ponto" chega a dar média de 0,2 ponto, número muito próximo do chamado "traço" de audiência.

Ainda segundo a coluna de Feltrin, o telejornal estaria abusando de matérias longas e de quadros demorados e cansativos, e os outros dois programas, "Edição das 10h" e "Estúdio i", também estariam sofrendo do mesmo problema, uma vez que repetem muitas coisas do "Em Ponto".

Enquanto isso, o canal no YouTube de William Waack está "bombando", assim como o programa de entrevistas de Leda Nagle, também no YouTube. A audiência existe, quer um produto de qualidade, está disposta a assistir horas de entrevistas ou documentários (vide o sucesso das séries do Brasil Paralelo). O que o público consumidor não quer é manipulação, filtro politicamente correto, esquerdismo disfarçado de jornalismo.

Em outras palavras: dá para lacrar ou lucrar, mas as duas coisas juntas não dá. Como disse Paulo Martins, quem quiser lacrar na tela vai acabar lacrando a firma. Afinal, os "lacradores" falam para uma minúscula elite culpada, a mesma que vota no PSOL, e esquecem da imensa maioria da população.

Ninguém tem mais saco de ficar vendo tanta distorção, defesa velada do PT, black blocs sendo tratados com respeito, Bolsonaro sendo atacado todo santo dia por qualquer bobagem, campanha de desarmamento, invasão sendo chamada de "ocupação", terrorista muçulmano desaparecendo das manchetes, Trump sendo alvo de sórdidos ataques, campanha pela legalização do aborto etc.

A turma precisa entender que o PSOL faz muito sucesso... nas redações dos jornais, não nas ruas! Se os veículos de comunicação insistirem nessa toada, outros pedidos de recuperação judicial virão, ou até mesmo a falência definitiva. Se os obstáculos tecnológicos já são grandes, enfrenta-los com esse filtro ideológico que desdenha da maioria dos consumidores é mesmo suicídio.

Por fim: onde está a Fox News do Brasil?
Herculano
17/08/2018 11:11
da série: os candidatos dos presidiários não negam a intimidade com o negócio que mais entendem, a política e o poder dentro e fora da cadeia.

EDUARDO CUNHA DEFENDE CANDIDATURA DE LULA

Diz a Crusoé:

"Preso em Curitiba, Eduardo Cunha divulgou 'carta à nação brasileira'. No documento, ele elogia o candidato do MDB ao Planalto, Henrique Meirelles, e diz que Lula tem 'o direito de ser candidato'".
Herculano
17/08/2018 08:01
OS KAMIKASES DE GLEISI

Gleisi Hoffmann continua a sabotar a candidatura de Fernando Haddad.

Como diz a Crusoé, a presidente do PT e seus comparsas insistem em levar o nome de Lula às urnas, "mesmo correndo o risco de o TSE vetar a manobra ou não computar os votos".
Herculano
17/08/2018 07:51
FANTASIA MINISTERIAL, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Cortes ou pastas com superpoderes não suprimem o imperativo de negociar com o Congresso

O pensamento antipetista que floresceu no país ao longo dos últimos anos costuma dar importância exagerada à bandeira do corte de ministérios no Executivo federal -proposta encampada pelos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB), que disputam essa faixa do eleitorado.

Não que o tema seja irrelevante. O número de pastas chegou ao recorde de 39, dez acima da quantidade atual, no governo de Dilma Rousseff (PT), sem que se apresentasse nenhuma justificativa em termos de melhora da gestão pública.

Ao contrário, a proliferação de cargos de comando tende a provocar conflitos de atribuições e a atrasar o processo decisório. O problema talvez não tenha sido mais grave porque a maioria dos postos criados tinha poderes mais próprios do segundo escalão.

De todo modo, inutilidades como ministros da Pesca, da Aviação Civil ou da Pequena Empresa acabaram associadas à gastança que produziu a ruína do Orçamento, quando não aos múltiplos escândalos de corrupção do período.

O equívoco mais comum, devidamente explorado pelo mundo político, está em imaginar que a mera extinção de pastas corresponda a enxugamento do Estado ou combate ao desperdício ?"expressões que se encontram em documentos divulgados pelas campanhas de Bolsonaro e Alckmin.

Os cortes promovidos desde a redemocratização não passaram de realocações de órgãos, programas e servidores. Tome-se o exemplo da reforma promovida por Michel Temer (MDB), em que o antigo Ministério da Previdência, de longe o campeão de despesas da Esplanada, foi basicamente absorvido pelo Desenvolvimento Social.

Isso não se dá por acaso. O funcionalismo dispõe de garantias legais contra demissões; eliminar ações inteiras de governo é tarefa complexa dos pontos de vista técnico e político - que independe, aliás, do fim da pasta responsável.

Outras fantasias recorrentes envolvem equipes de "notáveis", profundos conhecedores de suas áreas, ou superministérios detentores de grande poder e autonomia, como o que Bolsonaro prevê na economia.

Nada há de errado, a priori, na fusão de órgãos, muito menos na escolha de expoentes do setor para o comando. Entretanto será ilusório supor ou fazer crer que expedientes do gênero bastarão para livrar o Executivo das restrições impostas pela barganha de cargos, verbas e votos com o Congresso.

A negociação parlamentar permanecerá imperativa, e o modo como ocorre no Brasil não mudará com facilidade. Os ministros da Fazenda mais bem-sucedidos em tempos democráticos foram os que obtiveram respaldo do Planalto nas disputas legislativas cruciais. Essa será uma responsabilidade intransferível do presidente.
Herculano
17/08/2018 07:46
ALCKMIN PODE SER UM NOVO TANCREDO, por Mario Rosa, por Mário Rosa, no Poder 360

Mineiro foi arcaico e calejado na medida certa

Era uma vez um político tradicional que utilizou toda sua perícia num dos momentos mais definidores da trajetória do país. Os extremos pregavam soluções políticas mutuamente excludentes para a transição que precisava ser feita e ambos os polos vociferavam contra aquele conciliador intolerável, que fora capaz de atrair espectros conservadores para seu projeto e amplos setores médios.

Com o tempo a população foi entendendo que era melhor fazer uma transição suave a apostar em cartadas abruptas. E a epítome do político profissional se transformou numa grande aspiração popular. Foi essa a saga de Tancredo de Almeida Neves na vitória que o consagrou presidente no colégio eleitoral.

Geraldo Alckmin é um político astuto. Conseguiu a maior proeza do ponto estritamente político da campanha até agora: atrair um exército de partidos de centro e de direita para apoiar sua candidatura. Compôs sua chapa com um nome para vice que, gostem ou não os eleitores de outras tendências, é uma mulher de trajetória pública imaculada.

Tancredo não tinha a faísca no olhar de um Ulysses Guimarães. Era um chuchu mineiro, mas acabou prevalecendo e conduzindo o país num momento de ruptura crucial. Então, a pergunta é: por que Alckmin não pode ser uma espécie de Tancredo Neves desses tempos da Lava Jato?

Uma das combinações mais diabólicas da sombra de Tancredo em seus dias - e uma das chaves da eficiência prodigiosa de sua capacidade de articulação - era a dubiedade de ser ao mesmo tempo arcaico o suficiente para tranquilizar os mais conservadores e dono de convicções próprias e calejado o suficiente para credenciar-se junto aos sedentos por mudanças de que não seria tutelado por ninguém.

Alckmin não se encaixa de jeito nenhum esse perfil? Pois era com esse ferramental que Tancredo pretendia conduzir a primeira das transições que o regime ainda em curso teve de colocar em prática para se consolidar como a mais longa experiência democrática de nossa República, embora seja ainda um período relativamente curto.

A nova República nasceu 33 anos atrás e seu primeiro desafio foi consumar a transição democrática. Isso se deu com a convocação de uma Constituinte e a promulgação de uma Constituição, a "Cidadã", que está completando 3 décadas este ano. Depois, foi preciso fazer a transição econômica, possível apenas em 1994, com o plano Real e o fim da hiperinflação.

Nos governos do PT, o país avançou para uma transição social, com a massificação de uma rede de proteção social e a ascensão de milhões de pessoas na escala da sociedade de consumo. Com a eclosão da Lava Jato, o país se viu diante da necessidade de desencadear uma transição moral.

Um perfil como o de Alckmin, gostem ou não gostem seus adversários, seja ele ou não apto de desempenhar esse papel, possui muitos pontos de conexão com o vulto de Tancredo. O timoneiro da transição democrática era, antes de tudo, um quadro genuíno da mais tradicional estirpe do sistema. Era uma tentativa da política de se consertar de dentro para fora e não de fora para dentro.

O próximo presidente, seja quem for, terá de cicatrizar as feridas do descrédito na política e ao mesmo tempo ser o timoneiro de uma transição de costumes na vida pública que não tem como voltar atrás. Precisará abarcar ao seu redor o velho e o novo, numa tentativa de fazer a travessia sem rupturas, mas ao mesmo tempo sem retrocessos.

"Quando um povo elege o chefe de Estado, não elege o mais sábio de seus compatriotas, e é possível que não eleja o mais virtuoso deles. Tais qualidades, que só o juízo subjetivo consegue atribuir, não podem ser medidas. Ao nomear, com seu voto, o presidente da República, a nação expressa a confiança de que ele saberá conduzi-la na busca do bem comum", proclamou Tancredo em seu discurso quando sagrado presidente eleito indiretamente pelo colégio eleitoral.

Nessa peça, Tancredo pronunciou inúmeras vezes a palavra "conciliação" e destacou que "nunca o país dependeu tanto da atividade política". Muitos dos atuais candidatos poderiam discursar as mesmas frases do parlatório do palácio do Planalto no próximo 1º de janeiro. Mas se a voz fosse a de Alckmin, por algum motivo, pareceriam estarem sendo ditas pela 1ª vez?
Herculano
17/08/2018 07:42
CARA DURA

De José Neumanne Pinto, no twitter

Cartório paulista dá a PT, Gleisi, Haddad, Manuela e Suplicy atestado de ficha limpa para seu candidato Lula, na verdade condenado em segunda instância em Curitiba, Porto Alegre e Brasília. Que caradura, sô! (Jornal da Gazeta 2)
Herculano
17/08/2018 07:40
PARTE DO PT TORCE POR VETO RÁPIDO DO TSE E LULA, por Josias de Souza

A banda muda do PT festejou em silêncio a confirmação do ministro Luís Roberto Barroso como relator do pedido de registro da candidatura de Lula no TSE. Esse grupo avalia que o partido tomou gosto pela teoria da perseguição e está esquecendo que sua obrigação é estruturar uma campanha competitiva. Seus integrantes enxergam na relatoria de Barroso o caminho mais curto para o veto a Lula e o consequente lançamento de Fernando Haddad como presidenciável do PT.

A lealdade da banda muda à figura imperial de Lula se mantém intacta. Ninguém quer passar a impressão de que está abandonando o grande líder. O grupo diverge no ritmo, não na montagem da coreografia. Todos no PT - do próprio Lula até o porteiro - concordam que o jogo no TSE já está jogado. O problema é que Lula liberou os advogados para empurrar o desfecho com a barriga. E a ala dos insatisfeitos defende um julgamento rápido do pedido de registro. Daí a aprovação silenciosa à confirmação de Barroso como relator.

Lula e os devotos que o visitam no bunker carcerário acreditam que o poder de transferência de votos do pajé do PT aumentará se sua candidatura sobreviver até o início do horário eleitoral, em 31 e agosto. O bloco dos insatisfeitos acha que, a 50 dias da eleição, é preciso adiantar o relógio da campanha. Sob pena de afugentar os eleitores menos ideológicos, que admitem buscar em outros partidos alternativas a Lula.

Na versão dos apressados, o arranjo da chapa três-em-um é precário. Com ele, o PT tem um candidato que não pode ser candidato (Lula), tem um substituto que é obrigado a se comportar como vice (Haddad) e mantém no banco de reserva uma vice que aguarda o fim da fantasia para assumir seu lugar (Manuela D'Ávila, do PCdoB). Na pele de porta-voz de Lula, Haddad desperdiça com declarações de fidelidade ao dono de sua língua o latim que poderia utilizar nos debates e sabatinas presidenciais.

Aos poucos, a fricção interna do PT vai produzindo uma solução intermediária. Haddad já realiza gravações para o horário eleitoral em cenários e circunstâncias que grudam sua imagem à de Lula. De resto, o futuro substituto de Lula inicia na próxima terça-feira um mergulho pelo Nordeste. Receberá tratamento de candidato
Herculano
17/08/2018 07:38
OS CANDIDATO DE ESQUERDA - SEM EXCEÇÃO - DEFENDEM EM CAMPANHA AUMENTAR OS DIREITOS DOS TRABALHADORES COMUNS - POIS OS ESTATAIS JÁ OS TEM DEMAIS E CONTINUAM A GANHAR MAIS

MAS O DESEMPREGO DOS TRABALHADORES COMUNS É TÃO GRANDE QUE ELES NÃO PRECISAM DE MAIS DIREITOS, MAS DE EMPREGOS PARA A DIGNIDADE E AUTONOMIA MÍNIMA. TRISTE INCOERÊNCIA DOS POLÍTICOS ENGANANDO OS DESESPERADOS

23% DOS DESEMPREGADOS SÃO CHEFES DE FAMÍLIA

País tem 2,95 milhões de brasileiros entre 40 e 59 anos sem trabalho, o que preocupa o IBGE

Cpnteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Nicola Pamplona e Larissa Quintino, da sucursal do Rio de Janeiro e da sede São Paulo.

Há sete meses, Antônio Carlos Santos Caires, 46, tenta uma recolocação no mercado.

Ele perdeu o emprego como analista de distribuição em uma empresa de comunicação em janeiro e, desde então, engrossa uma estatística que reforça o cenário de deterioração do mercado de trabalho brasileiro: o desemprego a partir dos 40 anos.

Esse grupo ainda tem taxas de desemprego menores do que o dos jovens, mas vem ganhando cada vez mais espaço entre o contingente de brasileiros em busca de trabalho.

No segundo trimestre, os brasileiros com idade entre 40 e 59 anos representavam 22,7% dos desempregados.

São 2,95 milhões de pessoas, crescimento de 131% em relação ao segundo trimestre de 2014, antes da crise econômica que teve impactos profundos no mercado de trabalho.

No período, 1,67 milhão de trabalhadores dessa faixa etária perderam o emprego.

"É preocupante, porque mostra que o desemprego atingiu uma parcela da população que não pode de forma nenhuma ficar desempregada", diz o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

Em geral, são chefes de família e, ao contrário dos mais jovens, têm menor possibilidade de voltar à casa dos pais.

A taxa de desemprego entre os brasileiros de 40 a 59 anos é de 7,5%, bem abaixo da média - no segundo trimestre, foi de 12,4%- e dos indicadores das parcelas mais jovens da população - na faixa de 18 a 24 anos, chega a 26,6%, e na de 25 a 39, a 11,5%.

Trata-se, porém, de um grupo tradicionalmente com maior resistência ao desemprego, por ter um nível de qualificação mais elevado, e com maior potencial para empreender, mesmo que na informalidade.

Por isso, diz o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, a aceleração do desemprego nesse grupo é um sinal a mais de deterioração do mercado, que já vem empurrando cada vez mais gente para o desalento - quando a pessoa desiste de procurar nova vaga.

"Quando o desemprego atinge essa parcela da população, é um sinal de que nem a informalidade está dando conta de absorver as pessoas que perdem o trabalho, que a precarização do mercado é bastante forte", diz ele.

Com três filhos, Caires vem recorrendo a bicos para pagar as contas: conserta celulares e aparelhos eletrônicos.

A família também está se virando para ajudar. A mulher trabalha como freelancer em um salão de beleza e a filha mais velha, de 18 anos, terminou o ensino médio e trabalha em um bico como monitora em transporte escolar para colaborar.

"Tratamos um mês de cada vez. O bom é que todos são muito participativos, então eu mostro o que dá para dar para cada um de mesada por mês, quando dá, e o que vai para pagar as contas", diz ele, que sacou nesta quarta-feira (15) a última parcela do seu seguro-desemprego.

Com outros dois filhos de 11 e 12 anos, Caires afirma que, para ajustar o orçamento reduzido às necessidades da casa, reúne todos para mostrar o que a família dispõe por mês. "É uma situação difícil, mas acho que é um aprendizado para a vida deles também."

A família cortou as saídas para o cinema, jantares fora de casa e provavelmente não renovarão o seguro do carro no próximo mês. "Só vou fazer isso se tiver um emprego."

Além da dificuldade de sustentar a casa sem ter um salário fixo, Caires afirma que a cada dia que passa, acha a recolocação mais difícil, outro ponto de preocupação apontado pelo coordenador do IBGE em relação a essa parcela da população.
Herculano
17/08/2018 07:21
ATO PRó-LULA FOI DOS MENORES DA HISTóRIA RECENTE, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A manifestação desta quarta (15) diante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), organizada pelo MST, PT e outros partidos, foi uma das menores da História recente. Os dez mil "mortadelas", segundo estimativa da Polícia Militar do DF, representou apenas a quinta parte do protesto em 2016, organizado em Brasília pelo PT e seus puxadinhos, reunindo 50 mil pessoas contra o impeachment de Dilma.

A MESMA TURMA
A manifestação de quarta foi semelhante ao ato favorável a habeas corpus para Lula, em 4 de abril: 10 mil, conforme a estimativa da PM.

ESTRANHA CONTA
O ato pró-Lula só foi maior que a manifestação pró-Dilma, em Brasília, no dia 18 de março de 2016, que segundo a PM reuniu 6 mil pessoas.

JÁ FOI BEM PIOR
Em 6 de abril deste ano, o PT só conseguiu colocar nas ruas de Brasília 300 pessoas protestando contra a ordem de prisão de Lula.

DIFERENÇA É GRANDE
Em março de 2016, a PM calculou 3,6 milhões de pessoas nas ruas contra o governo do PT. Favoráveis, somente 300 mil.

'LEI DE PROTEÇÃO DE DADOS' PROTEGE Só NO NOME
A Lei Geral de Proteção de Dados, sancionada pelo presidente Michel Temer, não garante a segurança de dados como prometeram. Para especialistas, com o veto à criação do órgão fiscalizador, os cidadãos terão de confiar que seus dados não vão ser compartilhados por empresas inescrupulosas. E quem for lesado será obrigado a provar na Justiça, tecnicamente, que tiveram as informações vazadas.

MULTA VETADA
A lei brasileira foi baseada em legislação da União Europeia, que prevê multas de até ?20 milhões. Mas, lá, existem os órgãos fiscalizadores.

IMPUNIDADE GARANTIDA
Sem fiscalização, o cidadão é obrigado a provar o vazamento, sob risco de pagar honorários em caso de derrota. As denúncias serão escassas.

HÁ ESPERANÇA
Para a especialista em comunicação Fernanda Lara, as empresas vão tomar novos cuidados para não terem imagem associada a vazamento.

FLERTE COM O PASSADO
No Pará, Jader Barbalho (MDB) e Anivaldo Vale (PR) disputam o Senado e seus filhos Helder e Lúcio os cargos de governador e vice. A música de Cazuza foi premonitória: "Vejo o futuro repetindo o passado".

MULHERES NO COMANDO
Cármen Lúcia no STF, Laurita Vaz no STJ e agora Rosa Weber no TSE. Três mulheres comandando três tribunais em Brasília. Somente o TST (Brito Pereira) e o STM (José Coelho) são presididos por homens.

SHOW FOI Só DO PT
Dois assessores do TSE impediram o registro de imagens no protocolo do tribunal, mas, simpáticos ao PT, abriram exceção ao fotógrafo do partido. Seguranças do TSE advertiram a dupla sobre o "favorecimento pessoal", previsto no artigo 348 do Código Penal. Foi inútil.

O QUE ACABA ARRECADAÇÃO
Distribuidoras de combustíveis são investigadas por sonegação de ICMS. Tem gente presa. São os que se opõem à venda direta de etanol aos postos alegando que "acabaria" com a arrecadação dos Estados.

PRESSIONAR É MÁ IDEIA
Ameaçado de cassação, o então governador do Maranhão Jackson Lago (PDT) fez barulho e até passeata para pressionar o TSE, como faz o PT no caso Lula. Foi inútil. Perdeu o mandato e ficou inelegível.

ANAC É UMA MÃE
Além de atuar incansavelmente para multiplicar os lucros das empresas aéreas, a agência de Aviação Civil (Anac) fecha os olhos para seus sites campeões de pegadinhas, que induzem o passageiro a contratar serviços dispensáveis ao exibir opções já selecionadas.

DISSOLUÇÃO DA PM
O bancário Renan Rosa, candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo de Brasília, definiu o que considera fundamental para enfrentar problemas de segurança: dissolver a Polícia Militar.

REGULAÇÃO EM DEBATE
Juízes federais se reunirão entre os dias 20 e 22 em Campinas para debater concorrência e regulação, sob o comando do desembargador Paulo Sérgio Domingues, do TRF-3. O painel "Arranjos institucionais e regulação do mercado de combustíveis" será um dos destaques.

PENSANDO BEM...
...para a turma do PT, vale até gol de mão.
Herculano
17/08/2018 07:15
PRECISAMOS FALAR SOBRE LULA, por Hélio Schwartsman

PT se lança em incoerências ao sustentar o insustentável

Partidos políticos competitivos operam com duas metas que são em certa medida contraditórias. Eles precisam atrair o eleitorado, que vota muito mais com o coração do que com a razão, e também oferecer uma visão de país que, se não chega a configurar um programa de governo detalhado, seja mais do que um amontoado de delírios. Afinal, se a agremiação conquistar o poder, terá de fazer algo pelo menos assemelhado àquilo que propunha.

A estratégia do PT de seguir com a candidatura de Lula, embora sejam remotíssimas as chances de que a Justiça o considere elegível, até atende ao primeiro objetivo. O ex-presidente, apesar de tudo, ainda está nas graças de cerca de um terço do eleitorado. O problema é que ela fracassa miseravelmente no segundo intento.

Para dar uma aura de decoro à candidatura de um condenado por corrupção, o PT pinta Lula como um perseguido pela Polícia Federal, Ministério Público, Justiça (1ª, 2ª, 3ª e 4ª instâncias), imprensa e empresariado. Até seria verossímil que uma dessas instituições tivesse se voltado contra ele, mas será crível que todas o tenham feito ao mesmo tempo?

Manter o discurso do complô exige negar legitimidade ao Judiciário, um dos três Poderes da República, o que, obviamente, não pode fazer parte do projeto de um partido democrático. Não dá para solapar as bases do Estado que se pretende administrar. Note-se que Lula poderia perfeitamente questionar o resultado de seus julgamentos sem contestar a instituição, mas isso enfraqueceria sua retórica.

E essa é só uma das muitas incoerências em que o PT se lança ao sustentar o insustentável. O efeito colateral mais grave, a meu ver, é que a insistência em Lula impede o partido e a própria esquerda de acertar contas com os graves erros éticos e econômicos cometidos nas gestões petistas e de seguir em frente. Enquanto estiver algemado a Lula, o PT terá grandes dificuldades em atualizar seu projeto de país.
Herculano
17/08/2018 07:13
PARA OS POLÍTICOS, O BRASIL É UM GRANDE PUTEIRO. COLABORAM AS LEIS GELEIAS, UM JUDICIÁRIO LENTO, INTERPRETATIVO E ATÉ MESMO IDEOLOGIZADO COM LEITORES E LEITORAS PASSIVOS DIANTE DE TANTAS JOGADAS, SACANAGENS E OPORTUNISTAS
Herculano
16/08/2018 19:36
A REAL DIFERENÇA ENTRE AS FORTUNAS DE AMOÊDO E LULA, por João César de Melo, no Instituto Liberal

Ao registrarem suas candidaturas no TSE, Lula declarou ter um patrimônio de R$ 7,9 milhões, enquanto João Amoêdo declarou ter R$ 425 milhões.

A distância entre esses dois números é gritante, mas devemos considerar algumas coisas.

Até ser condenado e preso por corrupção, Lula passou oito anos viajando de jatinho particular, se hospedando em hotéis luxuosos e jantando em restaurantes caros.

Nesse tempo, estava sendo preparado para Lula um triplex na praia e um sítio no interior.

Desde que a Lava Jato chegou até ele, e até os dias atuais, Lula conta com um gigantesco suporte jurídico para defendê-lo. Um corpo de advogados que entra quase diariamente com recursos nas mais altas instâncias da justiça brasileira, o que custa muito, muito caro. Milhões!

Nada disso, porém, foi pago com o dinheiro que Lula poupou da época em que era presidente da República, nem do que ganhava de pensão como ex-presidente.

Todos os luxos de Lula eram bancados por grandes empresários, como eles próprios declararam e provaram em depoimentos. Luxos bancados em troca de medidas provisórias, subsídios, isenções fiscais e superfaturamento de obras. Esquemas de corrupção que Lula, mesmo depois de deixar a presidência, mantinha sob seu controle.

Como se fosse pouca picaretagem, os seguranças, carros e até o combustível que o ex-presidente utilizava no dia a dia eram bancados pelo governo, digo, pelos brasileiros.

Todo o dinheiro que o líder da esquerda brasileira acumulou com o salário de presidente da República e da pensão de ex-presidente foi investido, veja só? no mercado financeiro. O ex-presidente que defende a previdência estatal tem uma fortuna investida numa previdência privada.

Ou seja: Lula, o "homem do povo" com seus quase oito milhões de reais, tinha um estilo de vida semelhante ao de qualquer milionário, ao de qualquer investidor bem-sucedido.

Isso significa que não muda muito na vida de uma pessoa ter oito milhões de reais na conta ou meio bilhão.

Há, porém, uma grande diferença: Lula acumulou seus milhões enquanto coordenava o maior esquema de corrupção que se tem notícia do mundo. Portanto, os milhões de Lula são sujos! Sujíssimos!

Um invejoso de plantão pode se descabelar diante da fortuna de João Amoêdo, mas ela é legítima.

Amoêdo poderia ter decidido usufruir de sua fortuna noutro lugar. Poderia transferir sua cidadania para qualquer país civilizado. Poderia ser vizinho de Chico Buarque em Paris. Mas ele não quis. Preferiu - coitado ?" tentar ajudar seu país, fundando um partido realmente novo, que levanta a bandeira da liberdade. Uma verdadeira ruptura ao sistema que vigora e que impede o Brasil de prosperar.

Tê-lo como o "candidato do mercado" é muito, muito bom. Amoêdo deveria usar isso como slogan de sua campanha.

O mercado é formado por nós: cidadãos e empresas comuns vendendo e comprando coisas uns dos outros. É para nós que o governo deve trabalhar, não para milícias e militantes socialistas.

Não existe desenvolvimento social sem um mercado livre, forte e dinâmico.

Ruim mesmo ?" a história do Brasil que o diga ?" é essa farofa de estatistas que se sucederam até hoje no governo e no Congresso, e que mais uma vez tentam se manter no controle do país.

A fortuna de Amoêdo é a melhor notícia sobre sua vida particular. Em vez de críticas, ele deveria receber elogios por isso.
Herculano
16/08/2018 19:12
da série: a cara do Brasil, gente condenada é candidata, gente presa quer debater e estar no palanque, por que dono de prostíbulo não pode ser candidato de uma zona chamada Brasil? É o que possui a verdadeira legitimidade!

MARONI, DONO DE PROSTÍBULO DE LUXO, É CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL, por Ricardo Miranda, de Os Divergentes

"Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro"
Trecho de "O Tempo Não Pára", de Cazuza

Não falta mais nada. Se você esperava que o próximo Congresso Nacional tivesse mais qualidade e fosse menos fisiológico que o atual, pode começar a tirar o cavalinho da chuva. Sinal disso é que Oscar Maroni, maior empresário do país no ramo da prostituição ?" e certamente o mais notório e polêmico -, decidiu mesmo entrar para a política.

Depois de alguma vacilação, vai mesmo concorrer a uma vaga de deputado federal por São Paulo, onde seu principal negócio, o Bahamas Hotel Club, em Moema, é um suntuoso templo do hedonismo, com 1.740 metros e aberto 24 horas por dia. O próprio site classifica a casa como o "maior centro de entretenimento para adultos da América Latina".

Maroni, que de tempos em tempos frequenta o noticiário, apareceu no início de abril, vestido de irmão Metralha, com uma bandeira do Brasil, distribuindo 9 mil cervejas para festejar prisão de Lula. Era o cumprimento de uma promessa. Em um vídeo, Maroni foi mais longe e chegou e dizer que gostaria que o ex-presidente fosse morto na cadeia. Depois se retratou, do seu jeito. "No vídeo, eu faço um comentário que eu gostaria que o Lula morra ou que o matassem na prisão. Falei errado e retiro. Quero que ele fique vivo e apodrecendo."

Fã do juiz federal Sérgio Moro, já disse que ele "tem acesso vitalício ao Bahamas". O curioso é ver a mídia tratar um assumido dono de prostíbulo como "empresário" ou "magnata do sexo" e sua Bahamas como "casa de show". Ele também é tratado como "psicólogo", sua profissão de origem, e "fazendeiro".

Em abril, integrantes do MST invadiram sua fazenda, Santa Cecília, em Araçatuba (SP). Maroni é queridinho em colunas sociais e talk shows, já tendo concedido entrevistas a programas como The Noite, com Danilo Gentili, e Amaury Jr. Com tamanha boa vontade, e certamente uma lista seleta de clientes, Maroni espera não ter dificuldade de se eleger. O que deve facilitar sua vida, nos muitos processos que responde por favorecimento à prostituição, e dificultar que, com imunidade, seja preso. De novo. Já foi quatro vezes. Sua candidatura, segundo ele próprio declarou, seria pelo PROS, o o Partido Republicano da Ordem Social. Ele já foi filiado ao PT do B, hoje Avante. Em sua biografia autorizada "O Colecionador de Emoções", Maroni já revelou que quer chegar a presidente da República.

Se nada der certo - ou mesmo que dê -, Maroni já tem outros planos. Ele - que já participou do reality show A Fazenda, na Record, vai lançar agora com sua família um programa que levará o nome da família "Os Maronis". O reality vai mostrar o dia a dia da família, com foco no trabalho de Oscar Maroni à frente do Bahamas e a vida da filha Aritana com o marido Paulo Rogério nos eventos de culinária que participam.
Herculano
16/08/2018 18:59
MINISTRO DO TSE NEGA PEDIDO PARA LULA PARTICIPAR DE DEBATE NA REDE TV

Conteúdo de O Globo. Texto de André de Souza, da sucursal de Brasília. O ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Sérgio Banhos negou pedido do PT para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe do debate da "RedeTV!" entre os candidatos à Presidência da República, previsto para ocorrer na sexta-feira. Condenado na Lava-Jato, Lula está preso em Curitiba. Em razão da condenação, ele também poderá ser barrado pela Lei da Ficha Limpa, mas, por enquanto, seu registro de candidatura ainda não foi analisado.

Sérgio Banhos lembrou que a prisão de Lula foi decidida pela Justiça Federal, que não integra a Justiça Eleitoral. Assim, não cabe a ele permitir que Lula saia da prisão para ir presencialmente ao debate, ou para autorizar a instalação de equipamentos na carceragem da Polícia Federal que tornassem possível a participação por videoconferência. Segundo Banhos, esses pedidos feitos pelo PT, se aceitos, significariam "indevida interferência da Justiça Eleitoral na esfera de competência do juiz da execução da pena".

O partido tinha pedido ainda, como uma última alternativa, que fossem autorizados vídeos pré-gravados de Lula para levar ao debate. Mas Banhos destacou que isso "seria incompatível até mesmo com a já conhecida dinâmica desses debates".

Os advogados de Lula alegaram que a condenação dele não é definitiva, uma vez que ainda cabem recursos aos tribunais superiores. Argumentaram também que "Lula goza de todos os direitos inerentes aos candidatos ao cargo de presidente da República, não podendo ser prejudicado no exercício de tais direitos, em razão da execução antecipada da pena, situação excepcional, e que tolhe sua liberdade de ir e vir".

Em janeiro deste ano, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), com sede em Porto Alegre, condenou Lula a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá (SP). Em abril, ele começou a cumprir pena em Curitiba.
Herculano
16/08/2018 18:53
ALCKMIN DIZ QUE NÃO FARÁ ALIANÇA COM O PT E NEM COM BOLSONARO NUM EVENTUAL SEGUNDO TURNO

Conteúdo do 247. O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, reagiu nesta tarde [quinta-feira] à entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que disse não se opor a uma aliança entre PSDB e PT no segundo turno contra o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL).

Em sua conta no Twitter, Alckmin disse que "não tem aliança com o PT, nem com o Bolsonaro". "O meu compromisso é com você", afirmou o tucano.

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