Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Partidos e poder são feitos de donos. Ideias apenas embalam discursos e sonhos dos eleitores seduzidos por gente dissimulada e oportunista

22/08/2019

Partidos, donos, poder e ideias I

Quem acompanha a coluna no portal do Cruzeiro do Vale sabe que eu não escondi a crise do PSL de Gaspar. Não será a última. O PSL garante que tudo está resolvido. Foram dois artigos de ampla repercussão. O pessoal do PSL é feito de redes sociais. Então a lavação da roupa foi pública. As entranhas estão expostas. Antes cedo do que tarde demais. Eu pessoalmente, penso, expus nos artigos e ao próprio presidente da Comissão Provisória, Marciano da Silva, que o partido aqui é vítima das circunstâncias no papel em que ele está metido no cenário político local, estadual e até nacional, bem como na sua ingenuidade de quem era nanico e nem existia até outro dia aqui, mas principalmente, das armadilhas lançadas pelos donos do poder em Gaspar, os quais se alternam no poder há muitas décadas. Conhecem bem o terreno e o riscado. De um lado está o velho ranço do MDB, PP e PSD. E de outro, o PT, que já foi a tal “renovação” da política local.

Partidos, donos, poder e ideias II

O PSL como partido é fruto de um sonho, de uma virada, de um ideal: supostamente o de romper às velhas práticas políticas (Centrão, PSDB...), tirar os socialistas do poder (PT, PSB, PDT, PCdoB, PSOL, Rede...) que chama errada e propositadamente de comunistas, e combater sistematicamente à corrupção desenfreada que tomou conta de todos os cantos da sociedade por novo modelo de administração pública. Nenhum sonho é eterno. Sabe-se, agora, por exemplo, que o PSL nacional não é uma ideia, mas um aglomerado de espertos que se aproveitaram da oportunidade – veja o caso de Alexandre Frota; que o presidente Jair Messias Bolsonaro não é a bússola do candidato Bolsonaro, até a corrupção deixou de ser prioridade dele, ao ponto de enfraquecer um símbolo de combate à esta praga dos nossos pesados impostos, o ministro Sérgio Moro. E para piorar, no próprio quintal, o governador Carlos Moisés da Silva se tornou um ente isolado: só pensa em aumentar impostos contra os catarinenses e pasmem, à geração de riquezas e empregos.

Partidos, donos, poder e ideias III

Volto a Gaspar. Aqui os partidos possuem donos e não ideias. As ideias como sonhos só aparecem nas eleições nas peças e discursos oportunistas dos marqueteiros. O poder não possui um líder, mas um dono. O governante visível é manobrado nos bastidores. O atual prefeito não anda bem nas pesquisas do próprio partido e por erros táticos. Preferiu curiosos, cabos eleitorais e amigos a técnicos. Mas, convenhamos, o MDB e seus aliados, são uma velha máquina de se reinventar. Podem estar mal, mas não abatidos. E hoje eu não apostaria nenhuma ficha nesse abate. E o PT? Também como o PSL não existia. Foi a conspiração da sociedade contra tudo o que estava armado há muito tempo e nada mudava desde a verdadeira mudança feita por técnicos que suportaram os dois primeiros anos de Francisco Hostins, pelo então desconhecido PDC. O PT – manchado como partido - possui nomes além de Pedro Celso Zuchi e Lula Livre. Zuchi, entretanto, pode a qualquer momento – devido ao passado de três mandatos - se tornar inelegível.

Partidos, donos, poder e ideias IV

Então sobrou a terceira via para enfrentar o MDB e o PT? E ela poderia estar muito bem com o PSL. Bolsonaro não colabora. Moisés conspira. E o PSL de Gaspar não se deu conta que MDB com os seus sócios no poder e o PT são os “infiltrados” que estão ampliando os problemas internos do PSL. São eles que não se interessam com um concorrente limpo, forte, renovado ou capaz de vender um sonho novo. O MDB e PT também não querem o PSD, o PP, o PDT, o DEM, o PSDB, o PSC, o PTB, o Cidadania, o Podemos autônomos, despontando com novas lideranças. Os leitores e leitoras já perceberam, que mesmo não sendo possível à coligação na disputa de vereadores, como todos se aglomeram em torno do MDB? Não porque eles querem. É que eles precisam das boquinhas pagas com o dinheiro dos pesados impostos de todos enquanto os serviços públicos essenciais falham por gestão capaz, gente capacitada e falta de dinheiro. Então, apesar de não estar bem na foto, nos bastidores o MDB de Gaspar vai fazendo o serviço, comendo todos pelas bordas ou enfiando seus cavalos de troia nos sonhos dos outros partidos. O MDB, o PP, o PSD e o PT possuem nomes capazes para serem candidatos a prefeito, compor a vice e puxar votos para vereadores. O PSL, por enquanto, não! O MDB ao anular os outros partidos diz que quer oposição séria na Câmara, ao mesmo tempo que tentará fazer barba, cabelo e bigode para os próximos quatro anos a partir de 2021. Há brigas públicas no MDB? Quem não percebeu isso? Acorda, Gaspar!

 

TRAPICHE

Não adianta. Sempre alguém empurrando os gestores políticos e que se dizem eficientes. O edital para escolher um novo permissionário do transporte coletivo urbano de Gaspar saiu por pressão do Tribunal de Contas. E agora, descobriram quem ganhar a concorrência, terá que cobrar 40 centavos a menos da tarifa atual e que é a mais alta do estado: R$4,80. Em Blumenau, por exemplo é R$4,20.

Trabalhador e pobre sofrem na mão de político. Além de um serviço cheio de reclamações, ele é o mais caro e improvisado. Só falta a atual empresa ganhar e dizer que pode fazer mais barato. E a Caturani está habilitada à concorrência. Fez prova da capacidade executiva exatamente com o longo período no “serviço emergencial”. Agora, ela pode provar que entende do negócio como quer o edital.

Foi o mesmo que aconteceu com Say Muller. Ela nunca tinha recolhido lixo na vida dela até o PT de Pedro Celso Zuchi contratá-la emergencialmente com caminhões alugados em Curitiba e sem local de transbordo por aqui. Depois de anos praticando, a Say Muller estava habilitada ao edital para a recolha do lixo em Gaspar. Ganhou. O final da história aqui e os problemas que fedem em outros municípios, todos sabem. Acorda, Gaspar!

O preenchimento da barranca da Rua Nereu Ramos que foi solapada para o Rio Itajaí Açú, já apresenta fissuras. Entendidos da prefeitura apostam que é uma simples acomodação. Geólogos consultados pela coluna dizem que é muito cedo para qualquer conclusão, mas é um sinal forte para monitoramento para algo não muito bom.

E escrevendo em barranca solapada, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, foi esta semana falar com os moradores das ruas Paulo Bailer e José Casas. Elas serviram para desviar provisória e emergencialmente o trânsito da Nereu Ramos interditada, depois que a picada das Águas Negras se mostrou um desastre.

Kleber prometeu, como compensação, colocar restos de asfalto arrancados de outras vias e um material anti-pó, ao invés do asfalto – ou lajota, ou até paralelepípedos também sobrando de outras ruas - como queriam os moradores de lá. O prefeito, alegou mais uma vez, o surrado e falso discurso, de que os vereadores o denunciaram no Tribunal de Contas e o deixaram sem dinheiro para as obras. Já escrevi sobre isso várias vezes.

A promessa de pavimentação da José Casas não é de hoje. E por causa dela, uma construtora ergueu casas geminadas. Seus compradores estão processando-a ou desistindo das casas, porque a Caixa – a financiadora da obra - não dá a documentação para o “habite-se”, exatamente por falta de rua pavimentada.

Samae inundado I. Todas as mudanças e aferições de cavaletes são cobradas pela autarquia. Todas não! Só dos comuns e dos pobres. Se você tiver padrinho ou for do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB, está isento e com aval do próprio presidente, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP.

Samae inundado II. Um mesmo consumidor em abril em 2018, março de 2019 e julho de 2019 teve conserto de cavalete e troca de registro. Quanto ele deveria pagar? Apenas R$66,64 como qualquer outro consumidor. Armou o barraco e nada pagou.

Registro. Hoje o gasparense e delegado geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Paulo Norberto Koerich, recebe no 63º Batalhão de Infantaria, em Florianópolis, o “Diploma de Colaborador Emérito do Exército”.

Até aqui, a principal obra do Anel de Contorno Viário de Gaspar não é pública. O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, chamou à imprensa para mostrar como particulares são mais ágeis e capazes do que as suas secretarias na execução das ideias e discursos políticos eleitorais.

 

Edição 1915

Comentários

Miguel José Teixeira
23/08/2019 16:22
Senhores,

Amazônia ajuda a regular clima global, mas não é o pulmão do mundo

Confira o que é verdade e o que é mito sobre a floresta

Por: Ana Carolina Amaral
Hoje no EndEl:

https://diariodopoder.com.br/amazonia-ajuda-a-regular-clima-global-mas-nao-e-o-pulmao-do-mundo/

Com a crise das queimadas na Amazônia, o mundo voltou as atenções para o Brasil. Chefes de Estado, celebridades e cidadãos de diversas partes do planeta demonstraram na última semana preocupação com o destino da maior floresta tropical do mundo.

Com o alvoroço, mitos foram disseminados como verdades e fotos antigas foram veiculadas como novas. Confira o que é verdade e o que é mito entre as afirmações populares sobre a Amazônia.

A Amazônia é o pulmão do mundo?

Mito.
O erro, comumente repetido nas últimas décadas, partiu de um cálculo sobre a alta produção de oxigênio no processo de fotossíntese das grandes árvores da Amazônia. No entanto, árvores adultas consomem, na sua respiração, praticamente a mesma quantidade de oxigênio produzida na fotossíntese. Por isso, o saldo de produção de oxigênio gerado pela floresta é pequeno.
Pouco mais da metade do oxigênio produzido no planeta é gerado por algas marinhas (55%). O pulmão do mundo, portanto, está nos oceanos.
Países tentam tornar a Amazônia um território internacional?
Não.
O boato corre há décadas e começou com uma foto falsa de um mapa que mostrava a Amazônia como um território internacional, separado do Brasil. O boato contava que o mapa estaria em livros pedagógicos que orientavam o ensino nas escolas dos Estados Unidos, criando o receio de que os americanos tentariam tirar a Amazônia do domínio brasileiro.
A destruição da Amazônia afeta o resto do mundo?
Verdade.
Embora não seja o pulmão do mundo, a Amazônia tem um papel fundamental na regulação do clima global, junto a outras grandes florestas tropicais.
Com árvores de folhas perenes, as florestas tropicais funcionam como estoques de carbono (que compõe caules, folhas e raízes das árvores). As queimadas lançam o carbono na atmosfera, ampliando o efeito-estufa, que causa o fenômeno do aquecimento global.
Outro processo que acontece massivamente na Amazônia é a evapotranspiração, feita pelas folhas das árvores para liberar o excesso de água captado pelas raízes. De microgotículas em microgotículas, cada uma das árvores da Amazônia lança na atmosfera de trezentos a mil litros de água por dia.
O resultado é a geração de chuvas para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul brasileiros, em um fenômeno que ficou conhecido como "rios voadores", que influencia também as correntes dos oceanos.
A Amazônia é a maior floresta do mundo?
Mentira.
A maior floresta do mundo fica na Rússia. É a floresta boreal, também chamada de Taiga, e tem extensão de 12 milhões de km².
A Panamazônia, que compreende o território brasileiro e de mais oito países na região, tem 8,47 milhões de km2. O território amazônico no Brasil é de 5,5 milhões de km². Entre as florestas dos trópicos, a Amazônica vence em território. Portanto, é reconhecida como a maior floresta tropical do mundo.
A Amazônia é tomada por reservas indígenas?
Mito.
Na Amazônia Legal (que abrange os nove estados da região Norte e mais o Maranhão) as terras indígenas homologadas pelo Estado brasileiro ocupam 1,1 milhão de km². Isso representa 22% da região amazônica.
Roraima é o estado amazônico com maior concentração de terras indígenas, que ocupam 46,2% do estado. Já os estados do Amapá, Tocantins e Maranhão têm menos de 10% das suas áreas reservadas para terras indígenas.
A Amazônia é a maior reserva de biodiversidade do planeta?
Verdade.
A Amazônia é o ecossistema com maior diversidade de espécies em um mesmo território. Segundo dados da Conservação Internacional, o bioma abriga 10% de todas as espécies conhecidas no mundo. Entre as espécies de fauna, 20% estão na Amazônia, segundo estudo da WWF. A região também é rica em espécies endêmicas (únicas da região), como o boto-cor-de-rosa.
Os brasileiros têm impacto sobre a Amazônia?
Sim.
As principais pressões de desmatamento na Amazônia brasileira acontecem por atividades de grilagem de terras, que são desmatadas para a extração de madeira e ocupadas com pastagens de gado. Portanto, o consumo de produtos madeireiros e também o consumo de carne podem ter relação direta com o desmatamento.
Nos últimos anos, diversas iniciativas do setor privado, incluindo hamburguerias e supermercados, passaram a rastrear e comunicar a origem dos produtos, mas as cadeias produtivas da Amazônia ainda enfrentam dificuldades para garantir a certificação de origem, pouco acessível ao consumidor final.
O Brasil é o país com mais áreas protegidas?
Mito.
Segundo dados do Banco Mundial, o Brasil ocupa a posição 52 no ranking de países com mais áreas protegidas, com cerca de 30% do território.
Vizinhos amazônicos como Peru, Equador, Colômbia e Bolívia têm mais de 40% de seus territórios protegidos, enquanto países desenvolvidos como Reino Unido e Japão têm 29% .
Segundo levantamento do Observatório do Clima, "a Rússia, apesar de ter formalmente menos áreas de conservação que o Brasil, possui 48% do seu território coberto por florestas -uma área verde quase do tamanho do Brasil. Quando somadas as áreas de estepes (campos naturais) e alagados, a cobertura nativa chega a 70% do país".


Herculano
23/08/2019 11:45
da série: num mundo global, nanicos quem papéis menores e ficam menores ainda quando desafiam o poder do mundo. Transporte isso para a realidade local: o poder de plantão diz, faz e se vinga contra a oposição e os mais fracos, mesmo sem razão. É o jogo jogado na defesa de interesses, sejam eles legítimos ou espúrios. Então... O governo Bolsonoro não se deu conta que do papel de presidente que lhe cabe na história das mudanças que as urnas pediram. Ele precisa ter inimigos e guerras permanentes. Vamos pagar caro por isso.

FRANÇA E IRLANDA AMEAÇAM ACORDO UE-MERCOSUL SE BRASIL NÃO PROTEGER A AMAZôNIA

Europeus disseram que podem votar contra se o país não respeitar compromissos ambientais

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo com as agências Reuters e Efe. Texto de Lucas Neves, de Paris, França. ????O governo francês disse nesta sexta-feira (23) que o presidente Jair Bolsonaro mentiu ao assumir compromissos em defesa do ambiente na cúpula do G20, em junho, e que isso inviabiliza a ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, concluído no mesmo mês.

A Irlanda também afirmou que vai bloquear a implantação do pacto caso o governo brasileiro não atue para combater os incêndios em curso na Amazônia.

"Não há nenhuma chance de votarmos a favor se o Brasil não honrar seus compromissos ambientais", escreveu o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, em comunicado divulgado no fim da noite de quinta (22).

A França foi mais incisiva a respeito do presidente brasileiro: "Dada a atitude do Brasil nas últimas semanas, o presidente da República [ Emmanuel Macron] só pode constatar que o presidente Bolsonaro mentiu para ele na cúpula [do G20] de Osaka", declarou o palácio do Eliseu.

A França disse ainda que Bolsonaro decidiu não respeitar seus compromissos climáticos nem se comprometer com a biodiversidade.

"Nestas circunstâncias, a França se opõe ao acordo do Mercosul", acrescentou a presidência francesa.

Na Finlândia, o ministro da Economia, Mika Lintila, sugeriu que a União Europeia considerasse urgentemente a possibilidade de banir importações de carne bovina do Brasil.

A primeira-ministra do país, Antti Rinne, foi mais evasiva: "Temos de descobrir se os europeus têm algo a oferecer ao Brasil para ajudar a prevenir outros incêndios assim."

O governo do Reino Unido declarou-se na sexta "profundamente preocupado" com o aumento das queimadas e com o "impacto da perda trágica destes habitats preciosos", nas palavras de uma porta-voz.

Fumaça decorrente de incêndios na Amazônia clareia céu na região de Humaitá, no Amazonas - Reuters
Firmado no fim de junho após 20 anos de negociações, o termo de cooperação comercial entre a União Europeia e o Mercosul prevê eliminar, em um horizonte de 15 anos, mais de 90% das tarifas praticadas hoje nas transações de mercadorias entre os dois blocos.

Além da resistência de produtores agrícolas (sobretudo na França e na Irlanda), a parceria foi alvo de críticas de ambientalistas, que ressaltavam a fragilização dos organismos de monitoramento e combate ao desmatamento sob o governo Jair Bolsonaro.

Horas após a assinatura do pacto, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que obtivera do Brasil a garantia de que o país não deixaria o Acordo de Paris sobre a mudança climática (2015), que fixa metas para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa.

No comunicado de quinta-feira, Varadkar declarou-se "muito preocupado" com a disparada das notificações de queimada na Amazônia (84% a mais de janeiro a 21 de agosto do que no mesmo período de 2018).

"Os esforços do presidente para culpar ONGs de defesa do ambiente pelo fogo são orwellianos", afirmou o primeiro-ministro, aludindo ao escritor inglês George Orwell (1903-50) e à sua denúncia insistente de totalitarismos.

"A declaração dele [Bolsonaro] de que o Brasil permanecerá no acordo do clima 'por enquanto' deixa a Europa de antena ligada."

O pacto Mercosul-UE ainda precisa passar pelo crivo dos chefes de Estado e governo europeus, antes de ser submetido ao Legislativo de cada integrante do bloco e ao Parlamento Europeu. O processo deve levar ao menos mais dois anos.

"Ao longo desse período, vamos monitorar de perto as ações ambientais do Brasil", sinalizou Varadkar.

"Não se pode pedir a fazendeiros irlandeses e europeus para usar menos pesticidas e fertilizantes [...] se não fecharmos acordos comerciais sujeitos a parâmetros decentes nos quesitos ambiental, trabalhista e de normas de produção."

Também na noite de quinta, em uma publicação na internet, Emmanuel Macron classificou como "crise internacional" a situação amazônica e instou os líderes do G7 a discutir "essa emergência" na cúpula a ser realizada de sábado (24) a segunda (26), em Biarritz (sul da França).

"Nossa casa arde. Literalmente. A Amazônia, pulmão do nosso planeta que produz 20% de nosso oxigênio, está em chamas", escreveu ele.

Na sexta, o governo alemão fez coro. Um porta-voz da chanceler Angela Merkel disse que os incêndios na floresta representam uma "situação urgente" que deve ser debatida no encontro deste fim de semana.

"A magnitude das queimadas é preocupante e ameaçadora, não só para o Brasil e outros países afetados, mas para todo o mundo", completou ele.
Herculano
23/08/2019 11:32
IGUATEMI, A RAINHA DOS PROJETOS

O colunista Pancho, do Jornal de Santa Catarina, da NSC de Blumenau, informa: "Investigação e erro de projeto adiam ainda mais o reinício do prolongamento da Via Expressa"

Quem fez o projeto e cobrou R$1,6 milhões sem os aditivos?

A Iguatemi Engenharia. A mesma que fez o projeto do Anel de Contorno de Gaspar para o governo de Raimundo Colombo, PSD, tornou-o inviável financeiramente na sua execução e nem está totalmente pronto até agora; a mesma que fez à revisão do Plano Diretor de Gaspar para o governo petista de Pedro Celso Zuchi, mas que está sendo aprovado de forma fatiada, diferente do que foi apresentado e parcialmente aos interesses do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB (na terça-feira, teve mais um PLC em pauta referente a isso); a mesma Iguatemi que aproveitando os dados que levantou em campo para o governo do estado e para a revisão do Plano Diretor está fazendo o projeto do Contorno Viário Urbano de Kleber, e que pediu para adiar a entrega para outubro.

Em Blumenau o Ministério Público colocou o olho no projeto e erros de lá pagos com os pesados impostos do povo. Já aqui... Acorda, Gaspar!
Herculano
23/08/2019 11:21
da série: um bom retrato antes desta semana

VITRINE DO BOLSONARISMO, SANTA CATARINA ADOTA PSL "LIGHT" E ABRAÇA REFORMAS, por Camila Abrão, no site Gazeta do Povo, Curitiba PR

Eleito na onda da mudança de 2018, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva, tem buscado uma gestão técnica e distante dos embates políticos do seu partido, o PSL, em Brasília. Em junho, conseguiu aprovar uma reforma administrativa, apesar da pequena base de apoio dentro da Assembleia Legislativa catarinense (Alesc): de 40 deputados da Casa, somente seis são do PSL.

A reforma modificou a estrutura organizacional do governo. Acabou com as secretarias de Turismo, Cultura e Esporte, que já eram geridas por entidades de administração indireta. Além das duas secretarias de estado, foram fechadas seis secretarias executivas, duas autarquias, uma sociedade de economia mista e cinco conselhos.

Também extinguiu 20 Agências de Desenvolvimento Regional. De acordo com o governo, a previsão de economia com a reforma é de R$ 500 milhões ao longo dos quatro anos de gestão e, dos 6.305 cargos de comissão e funções de confiança, 2.054 foram diminuídos.

Outro programa do governo, o "Detran Digital", possibilita a requisição de CNH definitiva, segunda via ou Permissão Internacional para Dirigir (PID) sem precisar sair de casa.

Iniciativas dos primeiros meses
Foi determinado que licitações sejam feitas por pregão eletrônico e foram instituídos programas como o "Minha Nova Escola", que prevê o investimento de R$ 1,2 bilhão na rede estadual de ensino. Além disso, 911 professores, que participaram do concurso de 2017, foram efetivados neste ano.

Dois aviões do governo do estado devem ser vendidos e o helicóptero, de uso exclusivo do governador, agora fica à disposição para o transporte de órgãos. As medidas de austeridade atingiram até o cafezinho das repartições públicas, que foi cortado e deve gerar uma economia de R$ 1,7 milhão por ano, segundo o governo.

Sem secretário de segurança
A figura do secretário de Estado de Segurança foi substituída por um Colegiado Superior formado pelos chefes das Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto Geral de Perícias. Eles são os responsáveis por tomar decisões em conjunto com uma diretoria-geral, cuja presidência é rotativa ?" neste ano o responsável é o comandante-geral da PM.

De acordo com o governo houve redução de 23,4% nos homicídios e queda de 38,4% nos latrocínios, roubos seguidos de morte.


Vitória com 71% dos votos
Moisés se filiou ao partido do presidente da República somente em março de 2018, onde atuou como tesoureiro. Sem nunca ter concorrido a um cargo eletivo, arriscou alto ao se candidatar a governador em uma chapa pura com Daniela Reinehr, como vice. A primeira pesquisa Ibope mostrava Moisés com 1% de intenção de votos.

"Comandante Moisés", como era conhecido pelos 30 anos de carreira como bombeiro Militar, reverteu a situação e surpreendeu ao chegar no segundo turno contra Gelson Merísio (PSD). Acabou eleito com 71,09% dos votos. O plano de governo apresentado por ele tinha apenas cinco páginas. Com propostas como o desenvolvimento de dispositivos anticorrupção nas estruturas do governo e a reestruturação do sistema prisional, visando a reinserção social dos presos. Moisés é advogado e foi professor de Direito Administrativo e Constitucional.

Além dele, o PSL conseguiu emplacar outros dois governadores em 2018: o Coronel Marcos Rocha, em Rondônia, e Antonio Denarium, em Roraima. Denarium era o único dos três considerado favorito desde o primeiro turno.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Moisés disse considerar "sandice" o extremismo da militância tanto da direita, quanto da esquerda nas redes sociais. Afirmou apoiar a agricultura familiar, ele acabou com o incentivo fiscal de agrotóxicos. Mas também diz não considerar o presidente um extremista, Moisés acredita que ele é mal compreendido na forma como se comunica. Nas redes sociais, Moisés se mantém discreto, na contramão da cartilha bolsonarista".
Herculano
23/08/2019 11:03
IDIOTIA

De Rodrigo Constantino no twitter:

Senador que votar "sim" na sabatina de Eduardo Bolsonaro para faze-lo embaixador dos EUA estará não só fazendo vista grossa para favoritismo familiar, mas também endossando uma "diplomacia" que chama presidente de país importante de "idiota". Espero que tenham juízo.
Miguel José Teixeira
23/08/2019 10:35
Senhores,

Pela movimentação da fumaça, já, já alguma "otoridade ligada ao meio-ambiente" poderá vociferar:

"se a Amazônia já tivesse sido toda desmatada, não haveria risco de incêndios!"

Aí, Ricardão!
Herculano
23/08/2019 08:16
DORIA ADOTA ESTRATÉGIA DE VIRAR O ANTI-BOLSONARO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Candidato a presidente em 2022, o tucano João Doria estabeleceu a estratégia de se distanciar de Jair Bolsonaro a cada dia. Criador do movimento "Bolsodoria" em 2018, ele voltou a repetir o mantra de que nunca teve "alinhamento político" ao governo Bolsonaro, e sempre que pode bate duro em temas pessoalmente caros ao presidente, como na polêmica em que preferiu se solidarizar ao presidente nacional da OAB.

CRÍTICA A INDICAÇÃO

O governador também se juntou aos críticos da indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada em Washington. "Eu jamais faria isso", disse.

ABAIXO DA CINTURA

Em público, Doria evita pegar pesado, mas, em particular, ele bate de maneira tão contundente quanto qualquer anti-bolsonarista ferrenho.

MUDANÇA DE TOM

A estratégia de Doria, confirmada por aliados, é radicalizar após as eleições de 2020. Até lá, críticas serão "firmes, porém em tom elevado".

BANDEIRA NA MÃO

A ideia dos que ajudam na estratégia é que Doria chegue a 2022 com discurso anti-Bolsonaro mais radical que qualquer líder de esquerda.

PROBLEMA DO CINEMA NÃO É CENSURA, É RUINDADE

O cinema brasileiro não tem problemas de censura, como agora pretendem seus defensores, e sim de qualidade. E certamente por isso o ministro Osmar terra (Cidadania) recomendou que diretores e produtores façam coisa que preste. Não dá para continuar como está: somente em 2018, o Fundo do Audiovisual gastou R$680 milhões, retirados dos cofres públicos, para bancar integralmente 151 filmes brasileiros que foram vistos em média por menos de mil espectadores.

SALAS VAZIAS

O ministro da Cidadania lembrou que cada uma das 151 produções recebeu cerca de R$4,5 milhões "para filmes que ninguém vai ver".

SESSõES PRIVADAS

Foram R$680 milhões, que fazem falta em outros setores, apenas em exibições particulares "para amigos que gostam muito do cineasta".

DEVOLUÇÃO

Uma mudança em pauta, segundo o ministro, é exigir a devolução de parte do dinheiro, tornando a busca por público uma parte importante.

MENTIRA REVELADA

A Nasa calou ONGs picaretas que fazem parecer que a Amazônia está em chamas. Mostrou fotos de satélite, explicou que queimadas são comuns nesta época e estão menores que a média dos últimos 15 anos

MENTIR EM FRANCÊS É MENTIR

Bolsonaro é criticado na imprensa por "falar sem pensar" ou "falar sem provas". Já o francês Emmanuel Macron, além de repetir a velha lorota de que a Amazônia "é o pulmão do mundo", disse que a floresta "arde", mentira desmentida pela Nasa. Mas no Brasil acharam o máximo.

APENAS SANGUESSUGAS

Resolução da Agência Nacional do Petróleo deu às distribuidoras, que são atravessadoras, exclusividade na venda de combustível ao posto, sem agregar qualquer valor. Agregam apenas custos ao consumidor.

TÁ FEIA A COISA

O deputado distrital João Cardoso (Avante) passou mal, ontem, e foi internado às pressas. Cinco dias antes, outro deputado, Chico Vigilante (PT), também passou mal na Câmara do DF e baixou no hospital.

VERGONHA, SENHORES

Chega a ser constrangedora a posição dos governadores do Nordeste contra privatizar estatais. Não surpreende, mas não deixa de ser um triste sinal de compromisso com o atraso. Deveriam se envergonhar.

TRAGÉDIA PARLAMENTAR

Nas redes sociais, a postagem com mais comentários, esta semana, foi da deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP). No Twitter, ela chamou o governador Wilson Witzel de "sociopata". A grande maioria dos 31,5 mil comentários foram contra ela, que lamentou a morte do sequestrador.

VOLUME DE POSTAGENS

O PSL dominou as redes esta semana. Desde terça (20), os deputados Carla Zambelli (SP) e Daniel Silveira (RJ) foram os que mais postaram mensagens. E há cinco do PT no top 10, diz o Congresso Data Room.

AVALIAÇÃO NA BAHIA

Bolsonaro tem avaliação positiva de apenas 24,1% dos eleitores na Bahia, diz o Paraná Pesquisa. E o governador Rui Costa (PT) é bem avaliado por 49,6% de 1.544 eleitores ouvidos entre os dias 17 a 21.

PENSANDO BEM...

...em grande parte da imprensa, o fogo na Amazônia parece ter se apagado em outubro de 2002 e recomeçado em maio de 2016.
Herculano
23/08/2019 08:10
ANTES DE QUEIMA A FLORESTA, BOLSONARO JÁ QUEIMOU O FILME DO BRASIL, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Fatos já não importam no debate da Amazônia; Brasil se torna um pária mundial

Fatos já não adiantam mais. Quer-se ouvir a voz de Jair Bolsonaro, os que odeiam e os que amam. Já pouco importa saber as causas e os motivos dos incêndios e dos desmatamentos horrendos de meados deste ano na Amazônia. Antes mesmo de incendiar a floresta, o presidente já queimou o filme do Brasil, dado o comportamento demente de seu governo de extrema-direita. Ao longo desta semana, Bolsonaro se tornou um sucesso mundial de falta de estima, de desprezo ou de raiva.

Em poucos meses, em especial nas últimas semanas derrubou duas décadas de melhorias na imagem internacional do Brasil no que diz respeito ao ambiente.

Era um progresso baseado em fatos como diminuição do ritmo de desmatamento, leis de proteção, adesão de parte das empresas rurais às razões ambientais, políticas socioeconômicas e diplomacia inteligente. Há decerto promessa de devastação de todos esses avanços. O desmatamento da razão e das instituições já começava, assim como há incentivo ao espírito de destruição desde a campanha eleitoral.

Mas Bolsonaro adiantou-se à ruína que alardeia ou prega, com suas palavras de profeta do apocalipse da razão.

Líderes políticos europeus, de organizações internacionais, de ONGs com grande sucesso de público e tuítes em massa, pelo mundo inteiro espalhavam o slogan "nossa casa está queimando". Nossa casa, o planeta, a Amazônia. Desde gente e instituições sérias até pessoas ingênuas ou desinformadas que se ocupam da floresta como uma espécie de panda vegetal atacavam o autodenominado Nero das matas.

Os indícios de problemas sérios na Amazônia tornaram-se escândalo mundial porque Bolsonaro é um presidente que "prende e arrebenta" os fatos e o debate racional, porque causa ultraje, multiplica as crises.

Não se sabe por ora o tamanho da ruína político-diplomática que vai causar, na prática, mas já contribui para formar ou fortalecer coalizões que podem prejudicar os interesses brasileiros.

Protecionistas, ambientalistas, apenas gente adepta da democracia ou de relações civilizadas nas relações internacionais podem fazer uma frente comum.

A liderança centrista de Alemanha e França não vai desprezar o impacto político de Bolsonaro sobre os partidos "verdes", que crescem em seus países. A reação ao acordo de Mercosul e União Europeia ganha reforço. O peso de um país tresloucado e selvagem em fóruns internacionais tende a diminuir.

Os meios de comunicação alemães mais importantes chegam a pedir sanções contra o Brasil, que corre o risco de se tornar um pária mundial porque assim se comporta seu governo.

O presidente torna-se um pária moral e intelectual em grandes partes do mundo civilizado porque é um sucesso no que se propõe a fazer. Isto é, deprezar dados, "especialistas e estudiosos", instituições, acordos políticos e debates racionais; insultar países amigos; caluniar "isentões" e "esquerda", em suma todos aqueles que não aderem ao líder, tal como acaba de fazer com ONGs ambientais, governadores do Norte e países amigos.

A crise diplomática apenas acirra o espírito de combate e o desprezo desvairado pelo pragmatismo mínimo. Seu governo acusa de conspiração "esquerdista" a mesma União Europeia que acaba de assinar um acordo com o Mercosul. Nada faz o menor sentido.

Bolsonaro arrastou a imagem do Brasil para este seu torvelinho inflamado de desrazão odienta. Nossa casa, o país inteiro, está queimando por sua causa.
Herculano
23/08/2019 08:06
da série: o Brasil dos eleitores é bem diferente dos políticos que eles elegem para atuar em nome deles


SEM CHANCE DE CPI DA LAVA TOGA

Conteúdo de o Antagonista. Davi Alcolumbre descartou qualquer possibilidade de votar o impeachment de ministros do Supremo ou de convocar a CPI da Lava Toga.

Ele disse para a Veja, a revista do pacto toffolista:

"Fico envergonhado de estar discutindo o processo de impeachment de um ministro do Supremo ou mesmo a instalação de uma CPI enquanto os brasileiros estão pensando em empregos e comida. Não vou ser levado pelo movimento de paralisar o Brasil para agradar a alguns."
Herculano
23/08/2019 08:03
SE A MODA PEGA, VAI FALTAR CADEIA. ESSE É O MUNDO DOS POLÍTICOS E SEUS CABOS ELEITORAIS

Manchete dos jornais de hoje. Vereador César Godoy, PSB, é preso suspeito de indicar funcionários em troca de dinheiro (parte de seus salários dos indicados) em São Bento do Sul. O vice-prefeito da cidade também está preso e é investigado pelo mesmo crime.

Não é por assunto semelhante que o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, PSL, move mundos e fundos, desgasta gente séria como o ministro da Justiça Sérgio Moro, para que a Polícia Federal, Coaf, e Receita Federal, apure o quanto o seu filho senador Flávio Bolsonaro, PSL, teria pego dos funcionários do gabinete quando ele era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro?
Herculano
23/08/2019 07:51
da série: o tenente coronel bombeiro da reserva, comandante Moisés, ainda não se deu conta que é um gestor, político e governador Carlos Moisés da Silva e dá ordens, quer obediência hierárquica e punições aos desobedientes.

DEPUTADOS JESSÉ LOPES E ANA CAMPAGNOLO EXIGEM RETRATAÇÃO DO GOVERNADOR MOISÉS, por Moacir Pereira, no Diário Catarinense, da NSC Florianópolis.

Os deputados estaduais Jessé Lopes e Ana Caroline Campagnolo exigem que o governador Carlos Moisés da Silva se retrate e volta atrás de sua decisão de pedir a Executiva Nacional do PSL a expulsão dos dois parlamentares. A retratação poderia vir em forma de um pedido formal de arquivamento da representação feita à direção nacional.

Estas informações foram dadas pelo deputado Jessé Lopes, inconformado com a decisão do governador Moisés de pedir sua expulsão e da deputada Campagnolo, por eles terem apoiado os agricultores contra o aumento do ICMS em 17% sobre os defensivos agrícolas.

O parlamentar confirmou que o pedido de expulsão partiu do governador, a despeito da nota divulgada pelo presidente da Executiva Estadual, deputado Fábio Schiochet, isentando a intervenção Moisés da Silva.

- O governador tentou transferir a autoria do pedido, mas ele tem que assumir as responsabilidades. Sempre que negar eu vou desmentir- afirmou Jessé Lopes.

Os dois deputados receberam hoje solidariedade da bancada do PSL, durante reunião convocada pelo líder Ricardo Alba. Nenhum parlamentar viu qualquer infração e alegaram que se hoje são Jessé e Ana amanhã poderá ser outro da bancada por simples discordância.

O deputado federal Daniel Freitas, que defende uma solução politica, sem abertura de processo de expulsão, informou em Brasilia que estará amanhã com o governador Moisés da Silva. Buscará, também, uma solução negociada.
Herculano
23/08/2019 07:46
HUMOR VERDADE

Do meu leitor assídio de Brasília, Miguel José Teixeira, neste espaço ontem, ao ler a manchete do Jornal de Santa Catarina, da NSC Blumenau, de uma Câmaras de Vereadores mais caras de Santa Catarina

"Câmara de Vereadores de Blumenau elimina o papel das atividades legislativas"

Excelente!!! Pois o papel dos vereadores, eles já haviam eliminado há muito!
Herculano
23/08/2019 07:42
GENTE ESTRANHA. OU SÃO CEGOS OU QUEREM QUE SEJAMOS PERMANENTEMENTE CEGOS DIANTE DAS REALIDADES QUE CRIAM AOS SEUS INTERESSES

O presidente Jair Messias Bolsonaro, PSL, insiste que as proporções das queimadas no Brasil é coisa da imprensa brasileira e internacional, como se não houvesse ciência, equipamento e inteligência do homem no século 21 para aferir a verdade ou a mentira sobre este assunto, como se todos nós fôssemos analfabetos, ignorantes, desinformados e insensíveis.

Sobre isso, escrevi no twitter @olhandoamare:

Então a imprensa é a culpada?Ela devia esconder os fatos?Supondo q ñ exista mais imprensa como quer Bolsonaro,ele também vai culpar,calar e acabar c as redes sociais e os aplicativos d mensagens q registrarao os fatos, como as queimadas vistas pelo mundo por meio dos satélites?

VOLTO. Ai alguns bolsonaristas, só pode ser com senso de doença, replicaram a foto que publicou o presidente Francês, no post em que criticou os incêndios nas matas e pedia uma reunião emergencial do G7 para tratar do assunto.

Duas coisas. A primeira, esses bolsonaristas tentam provar que a foto tirada do alto de aviões ou drones, não é de satélite, ou seja, mais uma vez tenta desqualificar a ciência e a dimensão do problema como se o problema fosse uma mentira. Segundo, essa gente, ainda continua achando que a terra é plana.
Herculano
23/08/2019 07:16
A POLÍTICA RESOLVE IMPASSE DO AGROTóXICO, por Upiara Boschi, no jornal Diário Catarinense, da NSC Florianópolis

Quando se fala em fazer política, não se trata apenas de disputar eleições, formar partidos, engendrar alianças. Na tarde de ontem, o governador Carlos Moisés e as principais lideranças do agronegócio catarinense usaram a política para o que ela tem de melhor: a resolução de impasses. Após duas horas de uma conversa que já deveria ter acontecido há muito tempo, Santa Catarina ganhou um bom acordo até então insolúvel polêmica da taxação dos agrotóxicos.

Antes convicto na necessidade de acabar desde já com a isenção total de ICMS dos defensivos agrícolas - chamando-os de venenos -, Moisés cedeu naquilo em que poderia ser derrotado. Aceitou manter a isenção de imposto até o final do ano, prazo máximo dado pelo Confaz (órgão que reúne os secretários estaduais da Fazenda para arbitrar a guerra fiscal) para que os Estados incluam em lei os benefícios dados apenas por decreto.

SANTA CATARINA

Governador explica acordo sobre alíquotas de ICMS dos agrotóxicos

Com pressão do agronegócio, estava claro que a Assembleia Legislativa acabaria fazendo valer a prorrogação dessa taxação até essa data limite. E estava claro que era uma sangria inútil, porque depois disso não haveria como fugir da necessidade de que o governo mantivesse o incentivo apresentado projeto de lei ?" o que não aconteceria.

Na outra ponta do acordo, um modelo de taxação que leve em conta o índice de periculosidade dos agrotóxicos pelos critérios da Anvisa - aqueles que o governo Jair Bolsonaro (PSL) deu uma afrouxada. De acordo com o governo, com base em estudo da Cidasc, até 70% dos defensivos usados no Estado se enquadram entre os que continuariam isentos ou pagariam apenas 4,8%.
Herculano
23/08/2019 07:14
NEGOCIAÇÃO SOBRE ICMS A DEFENSIVOS FOI DIFÍCIL, MAS SUSPENDEU O PROTESTO, por Estela Benetti, no jornal Diário Catarinense, da NSC Florianópolis

?Após quase oito meses de apreensão e espera desde a divulgação de que o Estado iria adotar a Tributação Verde para o ICMS de defensivos agrícolas, lideranças do agronegócio de Santa Catarina conseguiram somente nesta quinta-feira sentar com o governador Carlos Moisés para negociar. A conversa na Casa D'Agronômica foi difícil para ambos os lados mas houve um acordo que evita um grande protesto prometido pelas entidades caso houvesse intransigência por parte do executivo. Os produtores conseguiram manter a isenção até 31 de dezembro deste ano evitando impacto imediato nos custos, e Moisés incluiu a proposta de alíquotas gradativas de acordo com a toxidade de cada produto químico a partir de 2020.

O governador quer que Santa Catarina seja o Estado protagonista na adoção da tributação verde para agroquímicos no ano que vem, levando todo o país a essa nova forma de taxação. Mas as lideranças do agronegócio seguem buscando equidade na tributação nacional para defensivos para não perder competitividade e esperam contar com apoio da Assembleia para isso.

DECIDIDO EM REUNIÃO

Governo de SC mantém alíquota zero do ICMS para agrotóxicos até o fim do ano

Logo após a reunião na Casa D'Agronômica com o governador e os secretários Paulo Eli (Fazenda), Ricardo Gouvêa (Agricultura), Ricardo Dias (Comunicação) e Douglas Borba (Casa Civil), os presidentes da Federação da Agricultura (Faesc), José Zeferino Pedrozo; Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro) Cláudio Post; Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaesc) José Dresch e da Organização das Cooperativas (Ocesc), Luiz Suzin, seguiram para a Assembleia Legislativa. Eles foram recebidos pelo presidente da Casa, Júlio Garcia e pelo presidente da Comissão de Finanças e Tributação, Marcos Vieira. Ouviram de Vieira que o legislativo está empenhado em resolver os impasses sobre incentivos desde o início do ano e que poderá vetar decisões prejudiciais à produção.

O deputado Marcos Vieira comentou a intenção do governo de editar medida provisória para implantar o que foi acertado nesta quinta.

- Quanto ao caso específico do defensivo agrícola, se o governador editar medida provisória e não tiver efeito retroativo a partir de 1º de agosto e se ele vetar o 236, nós podemos derrubar o veto ?" disse Viera.
Tanto na reunião, quanto na entrevista, Moisés deixou claro que a posição dele é difundir a tributação gradativa.

- No ano que vem esse assunto será pauta do Confaz e a gente deve levar essa nova política de tributação de agrotóxicos para todo o Brasil porque é uma posição antecipada de Santa Catarina que isso tem que ser discutido e vencido também no âmbito nacional - afirmou o governador.
Herculano
23/08/2019 07:08
OU ELE OU ELE, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Em derrota de Doria, PSDB rejeita expulsão de Aécio; rumo da sigla é obscuro

Há pouco mais de um mês, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, decidiu subir o tom ao comentar a resistência de representantes do PSDB mineiro à tentativa da ala paulista da sigla, liderada pelo governador João Doria e por ele próprio, de expulsar o deputado e ex-presidenciável Aécio Neves.

Numa espécie de ultimato ao diretório nacional tucano, Covas lançou o desafio: "Ou eu ou ele".

Nesta quarta (21), em Brasília, ao apreciar o pedido para levar o caso de Aécio ao Conselho de Ética, o colegiado decidiu ficar com o ex-governador de Minas Gerais. O relator, deputado Celso Sabino (PA), expôs sua visão contrária à admissibilidade da representação - e se viu acompanhado por 30 dos 35 correligionários presentes.

Impôs-se, assim, derrota fragorosa a Doria e ao alcaide paulistano, que parece ter bons motivos para se arrepender do afoito repto à cúpula partidária - um sinal, se não de amadorismo, pelo menos de imaturidade política.

Por sua vez, o governador afirmou por meio de nota que o PSDB escolheu o lado errado. "O derrotado nesse caso não foi quem defendeu o afastamento de Aécio. Quem perdeu foi o Brasil."

Em que pesem os graves sinais de envolvimento em corrupção, o candidato tucano derrotado nas eleições presidenciais de 2014 conseguiu mais uma vez fazer valer seu longo histórico político e sua poderosa rede de relações.

Segundo argumentou sob anonimato um de seus aliados, o estrago que Aécio poderia fazer no PSDB já se materializou no pleito de 2018. Votar por sua permanência, neste momento, seria uma forma de conter o ímpeto do grupo liderado pelo governador paulista, que tenta se assenhorear da legenda.

Não se trata, que fique claro, de disputa entre alas regionais do partido, mas entre grupos - paulistas ou não, mineiros ou não - favoráveis e contrários à ascensão do novo cacique e postulante ao Palácio do Planalto em 2022.

São perfeitamente legítimas e fundadas as ambições de Doria, mas é fato que sua rápida e bem-sucedida carreira política representa uma inflexão à direita nas tradições tucanas. No exemplo mais recente, ele levou à legenda o deputado Alexandre Frota (SP), um dissidente precoce do bolsonarismo.

Na campanha eleitoral, o governador se distanciou de seu padrinho político, Geraldo Alckmin, e se apresentou como uma espécie de aliado tácito de Jair Bolsonaro, posição da qual agora procura cautelosamente se afastar.

Suas pretensões presidenciais estão entre as poucas certezas políticas do país. Já os rumos do PSDB ficaram ainda mais obscuros.
Herculano
22/08/2019 18:19
A FAROFA DA SEMANA DO PSL PARA MOSTRAR QUE ESTÁ DIVIDO COM O GOVERNADOR CARLOS MOISÉS DA SILVA.

A primeira notícia foi a de que o tenente coronel bombeiro militar da reserva, Comandante Moisés, ao invés de debelar o fogo, resolveu ele próprio incendiar o cenário político do seu partido.

Devido as críticas que recebeu de seus deputados para a sua ideia fixa de aumentar impostos para cobrir os rombos e à inércia da sua equipe administrativa e econômica para encontrar saídas modernas, ele teria mandado expulsar do PSL os deputados descontentes.

Segundo. O diretório regional negou que isso tenha sido pedido pelo governador e que estivesse em curso a expulsão de Jessé Lopes (que colocou a foto do governador num canto e no chão do gabinete, como castigo) e Ana Caroline Campagnolo.

Não vou repetir tudo o que se passou no noticiário e principalmente nas redes sociais - onde esse pessoal transita bem - nesta semana. Vou repostar isso da deputada Ana desafiando o comandante. Então, não sou eu que exagero.

O sr. fez muito bem em recuar, senhor Governador.

Espero que tenha percebido que me expulsar do partido do Bolsonaro não é tarefa fácil mesmo para um Governador. É lamentável ver a sua equipe se virando nos trinta para TENTAR passar a imagem de que não foi o sr. quem pessoalmente e autoritariamente exigiu minha saída. Sabemos que foi. Sou membro da Executiva Estadual (que emitiu nota tentando negar o envolvimento do Governador) e nenhuma reunião foi realizada nos últimos sete dias. Também sou vice-presidente do PSL do município de Itajaí e vice-presidente nacional da juventude. Antes de o sr. entregar seu primeiro santinho, eu já andava pelos corredores de Brasília fazendo coro aos direitistas, recebendo e dando apoio a corajosos conservadores. O PSL não é seu, o PSL é nosso. PSL é Bolsonaro - e eu continuaria sendo Bolsonaro MESMO fora do partido!
Herculano
22/08/2019 18:07
GOVERNADOR DEPOIS DE SE ISOLAR, COMEÇA A RECUAR

Conteúdo do Diário Catarinense, da NSC Florianópolis.A reunião entre o governador Carlos Moisés e lideranças do agronegócio, na tarde desta quinta-feira (22), resultou em acordo que mantém alíquota zero para defensivos agrícolas até o final do ano. Depois, será adotada alíquota gradativa de acordo com a periculosidade de cada defensivo.

Participaram do encontro os presidentes da Federação da Agricultura e Pecuária, José Zeferino Pedrozo; da Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc), Luiz V. Suzin; Federação das Cooperativas do Estado (Fecoagro) Cláudio Post; Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaes), José Dresch.

Do governo, participaram os secretários da Fazenda, Paulo Eli, Agricultura, Ricardo Gouvêa, Comunicação, Ricardo Dias e o chefe da Casa Civil, Douglas Borba.
Herculano
22/08/2019 17:57
da série: PSDB se iguala ao PT e PP, mantém gente lambuzada em seus quadros e mais do que isso, comemora

DERROTA EM CASO DE AÉCIO ANIMA ADVERSÁRIOS DE DORIA, MAS SINALIZA RUPTURA NO PSDB, por Igor Gielow, no jornal Folha de S. Paulo

Filiação de Frota deve ser nova batalha, mas governador ainda tem trunfos à mão

?A acachapante derrota de João Doria na votação da Executiva Nacional do PSDB que decidiu manter o deputado Aécio Neves (MG) no partido está sendo comemorada pelos adversários do governador paulista como um golpe que irá moderar seu apetite por poder dentro da sigla.

Um dos organizadores do movimento que salvou Aécio afirma, sob reserva, que a toxicidade do mineiro já cobrou todo o preço que poderia no péssimo desempenho nacional do PSDB em 2018. Segundo esse raciocínio, impor limites a um cada vez mais poderoso Doria seria imperativo.

Pode ser, mas o histórico da dinâmica interpessoal entre o governador e integrantes das alas mais antigas do tucanato parece implicar outra coisa: um caminho de rompimento. A pergunta que se deve fazer agora é outra: estará o PSDB disposto a isolar seu único ativo eleitoral nacional?

Presidenciável de primeira hora para 2022, Doria tem comandado o governo paulista de forma obsessiva, com anúncios diários de programas e divulgação de estatísticas favoráveis. Virou líder "de facto" da bancada de governadores do partido, integrada por Eduardo Leite (RS) e Reinaldo Azambuja (MS).

Ao mesmo tempo, o tucano se digladia com a difícil missão de dissociar-se do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Como se sabe, mirando eleitorados semelhantes, Doria amparou-se no voto "BolsoDoria" para bater Márcio França (PSB) no difícil segundo turno do ano passado. Aquela camiseta amarela não desbotará facilmente.

Assim, o governador alterna apoio a políticas que considera corretas do presidente a críticas pontuais cada vez mais duras no tom. A dicotomia está sendo explorada pelos adversários de Doria, a velha guarda paulista do partido à frente, aliada a líderes regionais e aecistas no caso específico da reunião da Executiva na quarta (21).

A disputa já havia começado na segunda (19), quando dois expoentes da velha guarda, o ex-presidente nacional José Aníbal e o ex-presidente paulista Pedro Tobias, protocolaram um pedido de impugnação da filiação do deputado Alexandre Frota - o ex-ator pornô fora expulso pelo PSL por criticar Bolsonaro e Doria rapidamente o capturou como prêmio na disputa com o Planalto.

A intenção foi glosada por Marco Vinholi, o presidente estadual do PSDB apadrinhado por Doria, que considerou o pedido inócuo politicamente, mas o arquivou argumentando que o diretório paulista não era a instância adequada.

Assim, a dupla voltou à carga e protocolou pedidos em Cotia, onde Frota tem domicílio eleitoral, e na Executiva Nacional, instância onde Doria sabe que não terá vida fácil após a derrota de quarta. A diferença aqui é que Bruno Araújo, o presidente nacional, tem se manifestado reservadamente em favor da filiação de Frota.

Seja como for, o atrito está colocado e a acomodação pós-eleição que a velha guarda havia feito com Doria, encerrada. Há alguns caminhos para o que ocorrerá a seguir.

É provável a manutenção da queda de braço, com o caso Frota renovado como próxima disputa. Pesa muito contra Doria em nível nacional o baixíssimo nível dos ataques pessoais que o deputado fizera em 2018 contra o presidenciável tucano Geraldo Alckmin, conforme registrado em vídeo que a Folha revelou na sexta (16).

A interlocutores o ex-governador paulista, que está silencioso no caso, dá a entender que quer ver o ex-protegido Doria em apuros. Vingança, como diz o clichê, é um prato que se come frio.

O governador, contudo, conta com o peso de seu cargo, o maior do país após o do presidente. Há alguns pontos a considerar: mesmo a resistência na Executiva passou também pelo fato de que nem todos os simpáticos a Doria acham boa estratégia brigar com o Planalto tão cedo, dado que alianças municipais passam pelo bolsonarismo e estados temem retaliações financeiras federais.

Há espaço para manobra, portanto. A falta de opções nas hostes opositoras a Doria é um fator a seu favor, e ele conta com um trunfo que nem Alckmin, nem a velha guarda têm: saídas alternativas.

A principal é uma aliança com o DEM do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, formando um novo partido já para as eleições municipais do ano que vem. Isso implicaria um racha no PSDB hoje, e Doria levaria boa parte da sigla. Não é um plano A para o tucano: este seria a fusão integral das duas agremiações, que ficaram mais fortes, enquanto um cisma tucano invariavelmente traria traumas.

Mas aí aliados de Doria perguntam quem seria mais forte: o governador com uma sigla para chamar de sua de fato, vitaminada por penetração em locais como a populosa Bahia via a liderança de ACM Neto, ou um PSDB extirpado de puxadores de voto? Em tempo, hoje o prefeito de Salvador se diz contrário à ideia, mas muitos veem nisso só estratégia de valorização.

Neste caso, o "wild card", a surpresa imprevisível, seria a realização de um sonho de Fernando Henrique Cardoso: atrair o apresentador global Luciano Huck a filiar-se a esse PSDB remanescente. Hoje Huck tem se movimentado fortemente pelo país, dando a impressão que poderá fazer diferente de 2017 e entrar no jogo político, algo que FHC sempre estimulou.

Quem conhece o apresentador supõe que ele teria muita dificuldade de fazê-lo numa sigla desgastada como a dos tucanos, contudo, além dos fatores financeiros de sempre ?"ele e a mulher, a apresentadora Angélica, perderiam os milhões que ganham na Globo.

Seja qual for o desfecho da disputa atual, e ele passa pela organização do campo eleitoral da sucessão do prefeito Bruno Covas (PSDB) em São Paulo, hoje o tucanato parece caminhar para algo pouco usual em sua história de 31 anos: terá de escolher em qual lado do muro ficará. O custo da indecisão está no horizonte de 2022.
Herculano
22/08/2019 17:44
A NOTÍCIA DE ONTEM ERA QUE PSDB, PSD E DEM ESTUDAVAM SE UNIREM NUM ÚNICO PARTIDO E JÁ PARA AS ELEIÇõES DO ANO QUE VEM

AO FINAL DO DIA, O DEM NEGOU QUE ESTEJA NESTE BARCO. MAS...

Conteúdo do Correio da Bahia. Presidente nacional do DEM, ACM Neto negou que haja a intenção de uma fusão partidária com o com o PSDB e o PSD. "A prioridade absoluta do DEM é consolidar o seu caminho de crescimento", escreveu o prefeito no seu perfil do Twitter, nesta quinta-feira (22).

Ele também criticou as especulações na política. "Lamento que existam tantas especulações infundadas, na imprensa, sobre esse tema", completou.

Não participei de nenhuma conversa sobre fusão partidária com o PSDB e o PSD. A prioridade absoluta do DEM é consolidar o seu caminho de crescimento, se mantendo como o partido que vai conduzir a agenda de construção de um novo país.
Herculano
22/08/2019 17:28
NÃO SOMOS MAIS CAPAZES DE EXERCER A LEGÍTIMA DISCORDÂNCIA. E POR FALTA DE ARGUMENTOS, PRECISAMOS ELIMINAR O NOSSO OPOSITOR PARA QUE NOSSAS IDÉIAS SEJAM ÚNICAS. TRISTES TEMPOS. POBRES HUMANOS

O presidente Jair Messias Bolsonaro, PSL, foi convidado para participar da Oktoberfest deste ano. Ele já esteve em Blumenau por três vezes como deputado Federal pelo Rio de Janeiro e cidadão comum.

O presidente da República aceitou o convite e disse, quando do convite feito pelo prefeito Mário Hildelbrandt, sem partido, com ajuda do deputado Rogério Peninha Mendonça, MDB, que viria.

Pois é. Nas redes sociais, tomadas de valentes, radicais, houve reação contrária - pequena, mas houve. E nela até com ameaças expressas de eliminação. Incrível!

O prefeito de Blumenau, não como estadista, mas como cidadão e político equilibrado, reagiu, com este post:

RESPEITO AO PRESIDENTE

Nunca votei no Lula e na Dilma e não concordava com a maioria das ações do Governo PT, mas sempre respeitei o Presidente da República, e orei por ele, independente do partido que ocupasse ou das ideias que defendesse. Inclusive acompanhei, enquanto Secretário de Assistência Social, em 2008 e em 2011 a vinda deles à Blumenau e os tratei com o respeito que mereciam. É com tristeza que vejo esse tipo de comentário nas redes sociais a respeito da possível vinda do Presidente Jair Bolsonaro para Blumenau.

Eu gosto do Presidente Bolsonaro, mas não se trata de gostar ou não. É RESPEITO! Respeito à maior autoridade política desse país no momento e também ao ser humano Jair Bolsonaro, que tem seus defeitos e suas qualidades assim como qualquer um de nós. Se o Governo vai bem, o País vai bem, nossas cidades vão bem e, conseqüentemente a vida de todos nós melhora!

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