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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Herculano Domício

27/04/2017

FERIADÃO DOS PELEGOS, POLÍTICOS E FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS
ESTÁVEIS DE ALTOS VENCIMENTOS. TUDO PELA CONTINUIDADE
DAS MORDOMIAS PAGAS PELOS QUE GANHAM SÓ O MÍNIMO


As “centrais sindicais” vão às ruas hoje. É a tal Greve Geral. É para ampliar o feriadão – que vai até segunda-feira dia Primeiro de Maio - num país tentando se recuperar de uma grave crise econômica. Crise criada pelo PT, seus sócios (incluindo o PMDB) e os partidos de esquerda do atraso, no poder. Vão protestar contra o quê, se foram os quase 17 mil sindicatos (11.500 de trabalhadores e mais de 5 mil de patrões) que, calados, coniventes e saboreando polpudas verbas e poder, produziram o caos econômico, social e político? Apoiaram um governo corrupto, ladrão e incompetente. Um modelo de poder que usou os pobres materiais e enganou os analfabetos, ignorantes e desinformados; que produziu achatamento salarial e 13,5 milhões de desempregados na iniciativa privada, recessão e a volta da inflação alta. Protestam contra o fim do imposto sindical que tira na marra um dia de salário do trabalhador, contra a reforma da previdência que vai cortar os benefícios de políticos e servidores estáveis de altos vencimento (os únicos que tiveram reajustes e não perderam empregos na crise do feita pelo PT e a esquerda), mas que se aposentam cedo, com vencimentos integrais e reajustes plenos, inclusive de produtividade dos da ativa, um benefício que não é permitido há décadas para 63% dos trabalhadores das fábricas, comércio, domésticos, rurais e escritórios. Esses só conseguem se aposentar em média aos 66 anos e recebendo apenas um salário mínimo. O PT, PCdoB, CUT, MST, PCO, PSTU, PSOL, Igreja Católica – a que não paga impostos, a que apoia a miséria e a ditadura da Venezuela -, com outros, estão nas ruas hoje, para defender os privilégios de poucos, vergonhosamente, usando a ignorância dos fracos.

MAIS COMISSIONADOS
A prefeitura de Gaspar dá entrevistas. Jura que está economizando, mas não nas nomeações dos comissionados. Fernanda Matsukura Lindemeyer, para assessora administrativa do Gabinete do Prefeito; Raquel Marshall Gadea, outra assessora administrativa do Gabinete do Prefeito; Carlos Antônio Schmitz, para coordenador geral de manutenção da Secretaria de Saúde; Welinton Graffunder Lins, para assessor de Assuntos da Juventude da Fundação Municipal de Esportes, Turismo, Cultura e Lazer; Marcelo Luís Colla, para assessor administrativo da Procuradoria Geral ; Simone Josiane Pereira Alves de Andrade, para coordenadora de serviços da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos; Luiz Ricardo Schmitt, para diretor geral Administrativo da Secretaria de Saúde. Já os efetivos Jussara da Costa Miranda, será encarregada geral de Contratos da Secretaria de Administração e Gestão; Andrea Lídia Schramm, será coordenadora de serviços da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos; e Gustavo Lindner Foppa, diretor de cadastro técnico da Secretaria de Planejamento, Meio Ambiente e Defesa Civil.

ILHOTA EM CHAMAS
O prefeito Érico de Oliveira, PMDB, está tonto. Primeiro achou que imprensa séria é coisa de São Paulo. Errou. Depois, na falta de oposição política, encontrou um calo chamado Aurélio Marcos de Souza, a quem usou para vencer e descartou. E para complicar, desconhecia o poder das redes sociais, nas quais zombava e recebeu o troco. Para ganhar fez promessas fáceis. Pensava não ser cobrado. Enganou-se. Prometeu transporte gratuito para os universitários – o que não obrigação municipal. Tentou fingir problemas. Foi cobrado. Voltou atrás. Enrolou. Só agora em maio, depois de dizer que tinha resolvido esse assunto, é que colocou um Projeto de Lei pedindo autorização à Câmara para criar esta despesa. Vota-se hoje. O PL mostra que mentia. Para quem tentou diminuir o Orçamento da Educação de 30% para 25%, nada surpreende.

TRAPICHE


Quem votou contra os trabalhadores do século 21 e a favor do peleguismo do século 20? Os dois deputados do PT, Pedro Uczai e Décio Neri de Lima; nenhuma novidade. Esperidião Amim Helou Filho, PP, o que diz defender a livre iniciativa; Jorge Boeira, PP, de origem petista; Carmem Zanoto, PPS, representantes dos funcionários públicos e Giovânia de Sá, PSDB, o único voto dissidente dos tucanos na Câmara. Conseguiu, aparecer.

Ilhota em chamas II. Depois da promotoria que trata na Comarca da Moralidade Pública (Chimelly Louise de Resenes Marcon), chegou a vez da que cuida da Infância e Adolescência, dos Direitos dos Consumidores, instaurar três inquéritos contra o município de Ilhota.

Ilhota em chamas III. Um é para apurar supostas irregularidades no serviço de transporte escolar; o outro sobre a ausência de habilitação específica dos motoristas do transporte escolar; o terceiro sobre a cobrança indevida da taxa de coleta de lixo.

Ilhota em chamas IV. A promotora Débora Pereira Nicolazzi está preocupada com os sucessivos acidentes envolvendo os ônibus, os relatos de desleixo e a exposição das crianças transportadas.

Ilhota em chamas V. Enrolada e adiada, está marcada para quinta-feira, às seis horas da tarde, no auditório da Câmara, a audiência pública que vai discutir à alteração do Código Urbanístico para “regularização da descrição de Zoneamento do Parque Industrial”.

Ilhota em chamas VI. O outro assunto na pauta da audiência se refere aos impactos gerados pelo Loteamento Harmonia com apresentação do Estudo do Impacto de Vizinhança. Em ambos os casos, tudo para cumprir um ritual obrigatório e satisfazer à legislação, desde que o povo esteja ausente e não debata nada.

Uma pergunta que não quer calar. As escolas municipais de Gaspar vão permitir a comemoração do Dia das Mães este ano? Na gestão petista de Pedro Celso Zuchi, o avanço teórico progressista dizia que ninguém tem pai e mãe, apenas cuidadores.

Perguntar não ofende. A vereadora mais jovem de Gaspar, a jornalista Franciele Daiane Back, PSDB, é a nova porta-voz de fato do governo de Kleber Edson Wan Dall, PMDB? Ético não seria se licenciar por ser incompatível com a função de fiscalizar do vereador?

Para comparar. Em Gaspar, mal assumiu, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, PMDB, mandou para a Câmara e ela aprovou a toque de caixa, o perdão de juros, correção e multas para os inadimplentes. Um tapa na cara da maioria dos bons pagadores. Acerto de campanha.

Já em Indaial se montou uma força-tarefa para cobrar o que os devedores de impostos: cerca de R$ 14 milhões. Até o momento são 235 ações judiciais e 426 protestos. Além disso, a Procuradoria solicitou ao Detran e Registro de Imóveis a restrição dos bens desses contribuintes com o objetivo de garantir o recebimento das dívidas. “Esses valores poderiam ser destinados para áreas essenciais, como saúde, educação e obras”, bem argumentou o prefeito André Moser, PSDB.

Sempre que pergunto, os do poder plantão ficam incomodados. Afinal qual a diferença do governo do PT e do PMDB de Gaspar? Nenhuma, respondo. Veja esta da vereadora Franciele Daiane Back, PSDB, da base do prefeito Kleber e que diz ser representante do Belchior.

“O dinheiro da reurbanização da Rua Bonifácio Haendchen, no Belchior Central e Alto, já está disponível na Caixa. O projeto está sendo reparado (mais uma vez) na secretaria de Planejamento. Logo será levado à Caixa. Mas, não esperem nada para este ano”. Sinceramente: quantas vezes você ouviu os vereadores, secretários, a vice e o então prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, falarem a mesma por anos afio? Acorda, Gaspar!

O RH da prefeitura mandou um recado: quem aderir hoje à greve, terá o dia descontado e não poderá usar o banco horas. Kleber resolveu falar grosso? Uau!

 

Edição 1798

Comentários

Herculano
29/04/2017 15:19
JUSTIFICATIVA REVOGA LIMINAR QUE SUSPENDIA COBRANÇA DE BAGAGEM DESPACHADA

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Joana Cunha. Em um novo revés, a Justiça Federal revogou nesta sexta-feira (28) a liminar que suspendia a entrada em vigor da cobrança pelo despacho de bagagem nos voos no Brasil.

A decisão é do juiz federal Alcides Saldanha Lima, da 10ª vara do Ceará.

Em dezembro do ano passado, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou um pacote de regras para possibilitar a cobrança por bagagem despachada, a indenização do passageiro em caso de "overbooking", quando são vendidas mais passagens que assentos disponíveis, e a chance de desistir do bilhete comprado no prazo de 24 horas.

A cobrança pelo despacho foi a questão mais controversa, levando a uma disputa judicial. Em março deste ano, outra decisão já havia negado um recurso da AGU (Advocacia Geral da União) e da Anac que pediam queda da liminar que suspendia a possibilidade de cobrar pelo despacho.

Segundo a resolução da Anac, as bagagens podem ter um contrato separado do contrato de transporte do passageiro, ou seja, se a empresa quiser, ela pode cobrar um valor pelo transporte do passageiro e outro pelo transporte da bagagem.

"A empresa não é mais obrigada, como era anteriormente, a incluir no preço da passagem da pessoa o transporte de bagagem. Na prática, podemos ter um mercado como é nos Estados Unidos e na Europa hoje. Você pode compra uma passagem que inclui bagagem ou uma que não inclui", diz o especialista em direito aeronáutico, Guilherme Amaral, sócio do escritório ASBZ Advogados.

Trata-se de uma disputa judicial que já teve outros revezes e, portanto, ainda pode ser modificada.

"Essa liminar caiu agora porque a Anac foi até Brasília, e o STJ viu um conflito de competência. Tem dois juízes federais, um do Ceará e outro de São Paulo. O do Ceará diz que tem que entrar em prática, e o de São Paulo diz que não", explica Amaral.

"O STJ mandou juntar a decisão na mão do juiz do Ceará, que recebeu o assunto primeiro. Então ele decide as medidas emergenciais enquanto o STJ decide o conflito de competência", complementa o advogado.

Na prática, a partir de agora os contratos de venda de passagem e de bagagem poderão ser reparados, ou seja, as empresas poderão vender bilhetes sem franquia de bagagem.

Especialistas no setor estimam que, apesar das idas e vindas na Justiça, a partir deste fim de semana, as empresas voltarão a se organizar para começar a vender tarifas sem incluir bagagem e cobrar pela bagagem opcional do passageiro. Não se sabe com que velocidade elas conseguirão implementar, mas estão livres para cobrar.

Na opinião de Carlos Ebner, diretor da Iata (associação de companhias aéreas) no Brasil, o consumidor se beneficia dessa decisão. "O passageiro vai ter a escolha de decidir os serviços que ele quer comprar pelo tamanho do seu bolso. Ele pode viajar sem mala e pagando o mínimo possível."

O Ministério Público Federal defende que a cobrança por despacho fere os direitos do consumidor e que levará à piora dos serviços mais baratos prestados pelas aéreas.

O argumento do MPF é o de que a Anac não analisou a estrutura do mercado brasileiro nem o impacto sobre os passageiros com menor poder aquisitivo ao fazer a mudança.

Ainda segundo o órgão, a nova norma contraria o Código Civil, que garante o valor da bagagem despachada incluso na passagem, e o Código de Defesa do Consumidor, que impede a venda casada e a cobrança de taxas excessivas.
Herculano
29/04/2017 15:11
BOA BOFF! por Mário Victor Rodrigues, na revista Isto É

Sejamos justos, não é de agora que Leonardo Boff briga com a realidade. Tanto ele quanto seus pares, os ditos intelectuais ou grande parte da nossa classe artística, são useiros e vezeiros em rejeitar fatos que contestem suas preferências ideológicas.

De todo jeito, noves fora a costumeira desfaçatez, Boff merece o nosso agradecimento: sua tentativa de ensaiar um tom crítico ao PT nessa semana que passou, seguida de um sorrateiro endosso a Luiz Inácio, sublinhou como poucas vezes o método dessa turma.

Eleitor de Lula e Dilma, o teólogo chegou a sugerir que o Partido dos Trabalhadores deveria assumir ter sido "mordido pela mosca do poder", e defendeu que Lula, Temer e Fernando Henrique deveriam conversar pelo bem do País.

Que fique claro, não tenho nada de filosófico ou ideológico contra ele, Chico Buarque, Stedile, Wagner Moura, Frei Betto ou Márcia Tiburi. Meu negócio é estritamente pessoal. Ora essa, e como poderia ser de outro modo, se eles defendem Lula abertamente, mesmo sendo esse o grande responsável pelo maior aparato de corrupção na história do País?

Como poderia ser diferente, se, não satisfeitos em suscitar o encastelamento de facínoras nas mais diversificadas esferas de poder, com o intuito de enriquecer e sequestrar a democracia, ainda vociferam na maior cara de pau?

Como poderia ser diferente, enfim, se absolutamente ninguém que conheço, de familiares a amigos próximos, consegue vislumbrar perspectivas dignas no futuro próximo?

Admito, já cheguei a ponderar sobre como deve ser difícil renegar o próprio passado, principalmente para quem viveu durante o período em que os militares estavam no poder. Ponderei, sim, mas não por muito tempo e a razão disso é simples: ninguém precisa se sentir constrangido em rever suas crenças quando os fatos e a própria história os absolvem de culpa.

Aliás, de Ferreira Gullar a Paulo Francis, de Nelsinho Motta a Fernando Gabeira, a lista de pessoas que tiveram lucidez para enxergar o óbvio é longa. Esses compreenderam que de forma alguma traíram a si mesmos. Quando muito podem alegar terem sido enganados, e ainda assim provocariam controvérsias.

Está tudo certo, erros de avaliação fazem parte da vida e, no âmbito da política, são corriqueiros. Transigir com quem não os admite, porém, está fora de questão.

Noves fora a costumeira desfaçatez, Boff merece o nosso agradecimento: sua tentativa de ensaiar um tom crítico ao PT, seguida de um sorrateiro endosso a Luiz Inácio, sublinhou o método dessa turma
Herculano
29/04/2017 13:26
PALOCCI CONFIRMARÁ EM DELAÇÃO DESTINO DAS PROPINAS DA ODEBRECHET

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Daniel Weterman. Caso o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci feche um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, ele confirmará que é mesmo o "Italiano" das planilhas da Odebrecht e vai detalhar o destino de mais de R$ 300 milhões recebidos da empreiteira em forma de propina, dos quais R$ 128 milhões são atribuídos a ele. As informações foram publicadas na edição desta semana da revista IstoÉ.

A publicação traz que, de acordo com pelo menos três fontes que participaram das tratativas iniciais para a colaboração premiada, o ex-ministro abrirá detalhes da criação de uma conta-propina destinada a atender demandas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Parte da propina que irrigou essa conta teria sido resultado de um acordo celebrado entre ele e Lula durante a criação da empresa Sete Brasil, no ano de 2010. O ex-presidente teria ficado com 50% da propina, um total de R$ 51 milhões.

Pelo que Palocci afirmou a interlocutores que está disposto a falar, ele atestaria que R$ 13 milhões da conta foram sacados em dinheiro vivo por seu ex-assessor, Branislav Kontic, e entregues para Lula.
A campanha da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também estará na pretensa delação de Palocci. Segundo a reportagem, ele está empenhado em revelar como foi o processo de obtenção dos R$ 50 milhões da Odebrecht para a campanha de Dilma em 2014 e que a ex-presidente sabia da arrecadação ilícita. Na doação, estariam envolvidos nas negociações Lula e o ex-ministro Guido Mantega, além da ex-presidente.

O ex-ministro pretende mostrar ainda como empresas e instituições financeiras conseguiram uma série de benefícios durante os governos petistas, como redução de impostos, outras isenções fiscais, facilidades junto ao Banco Nacional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e renegociação de dívidas tributárias.
Herculano
29/04/2017 10:08
PRESIDENTE LISTA 25 INFIÉIS PARA DEMITIR SEUS INDICADOS

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Bruno Boghossian, da sucursal de Brasília e Paulo Gama, de São Paulo. O presidente Michel Temer listou cerca de 25 parlamentares que terão seus aliados demitidos de cargos públicos por terem votado contra o governo na proposta de mudança da legislação trabalhista e também por não apoiarem a reforma da Previdência.

A estratégia do Palácio do Planalto é tirar os cargos dos parlamentares considerados infiéis e transferir as nomeações para outros, em troca dos votos destes deputados na reforma da Previdência.

O governo considera ter sido traído por cerca de 70 deputados. Espera que as demissões ajudem a reverter a posição do resto do grupo.

Os alvos são deputados que compõem a base de Temer, mas são considerados "irrecuperáveis" - ou seja, traíram o governo e não podem ser convencidos a apoiar a reforma da Previdência.

Há nomes de dez partidos, como o PMDB (sigla do presidente), o PP (do líder do governo) e o PSB, que declarou posição contrária às reformas e deve ser o mais atingido.

Segundo a Folha apurou com dois integrantes da equipe de articulação política, entraram na lista Gonzaga Patriota (PSB-PE), Cícero Almeida (PMDB-AL), Luciano Ducci (PSB-PR), Marcelo Álvaro (PR-MG), Jony Marcos (PRB-SE), Antonio Jácome (PTN-RN).

Por compor a base aliada de Temer, esses deputados ganham junto ao governo o direito de escolher quem ocupará cargos da administração federal em seus Estados de origem. Serão alvos de retaliação, por exemplo, uma gerência do INSS, ocupada por indicação de Patriota, e um posto em Itaipu, ocupado por um aliado de Ducci.

O DEM deve ser poupado, porque entregou os votos de 100% de seus deputados a favor da reforma trabalhista.

A lista foi fechada em reunião na noite de quinta-feira (27), no gabinete presidencial, com as participações de Temer, dos ministros Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Dyogo Oliveira (Planejamento), do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Algumas portarias internas com as demissões já foram editadas. A maior parte delas deve acontecer no início da próxima semana, como um recado de que traições em plenário não serão toleradas.

Segundo auxiliares de Temer, nem todas as demissões serão definitivas. Algumas podem ser revertidas se os padrinhos das nomeações decidirem votar com o governo na reforma da Previdência.

Além disso, parte dos deputados que votaram contra a reforma trabalhista será poupada. Temer e seus aliados decidiram manter cargos indicados por parlamentares que procuraram o governo para dizer que se posicionariam contra o texto, mas apoiariam a proposta da Previdência.

Foi o caso, por exemplo, de um deputado que avisou ao Planalto que não poderia apoiar a mudança na legislação trabalhista por ser dirigente de uma central sindical, mas se declarou aberto a discutir a reforma previdenciária. Ele manterá seus cargos no governo.

Temer e seus ministros também vão poupar parlamentares que votaram "não" na reforma trabalhista, mas vão receber cargos em troca do apoio nos próximos projetos de interesse do Planalto.

Líderes do governo reforçaram as promessas de nomeações dentro do próprio plenário, durante a votação das alterações na legislação trabalhista, na última quarta-feira (26).

Minutos depois de votar contra a reforma, o parlamentar de um partido nanico foi procurado por um aliado de Temer, que mostrou a foto da assinatura de uma nomeação que ele pleiteava há meses. Em troca da liberação, deu a promessa de votar "sim" na reforma da Previdência
Herculano
29/04/2017 08:41
TEMER VENCE; MICÃO DA ESQUERDA D[A FORÇA À REFORMA DA PREVIDÊNCIA,por Reinaldo Azevedo, de Veja

A dita "greve" já tem vencedores e perdedores. Começo por aqueles que venceram: o presidente Michel Temer e seu governo. Não! O país não parou! Não! Os trabalhadores não pararam. Não! Os brasileiros não caíram na conversa dos nababos do sindicalismo.

A avaliação do presidente e de seus assessores mais próximos é a de que esta tal "greve", dadas as suas características, colabora para dar força à reforma da Previdência.

O Congresso Nacional, por exemplo, pode constatar, assim, o tamanho real dessa gente. Aliás, isso vale também para a direita xucra, que baba verde a cada vez que se fala, por exemplo, em foro especial ou financiamento público de campanha, com voto em lista. A vida real não está no Facebook. Ali está a vida virtual.

Os senhores parlamentares, pois, que façam o que têm de fazer em benefício do país. E deixem que os "militontos" das redes sociais secretem seu respectivo veneno, seja ele vermelho ou indevidamente verde e amarelo.

Atendam, senhores, às necessidades dos brasileiros do presente, com a reforma trabalhista, e dos brasileiros do futuro, com a reforma da Previdência.

E deixem que os dinossauros de esquerda e da extrema direita se estreitem num abraço insano. São iguais e se merecem.
Miguel José Teixeira
29/04/2017 08:32
Senhores,

NOTA DE FALECIMENTO:

FALECEU ontem, vítima de usa própria incomPeTência, o PELEGUISMO, herança obsoleta da era Vargas. Já foi tarde. . .que o diabo o carregue, principalmente o subproduto gerado por ele: o maldito sapo-barbudo!
vlad
29/04/2017 07:58
Incomodados pela perda do imposto sindical e pela perda de poder, os sindicatos colocaram seus grupos de guerrilha nas ruas apenas para demonstrar força. E mostraram que não são de nada, são só vândalos mesmo.
Herculano
29/04/2017 07:53
O PT E A GREVE CONTRA OS POBRES, por Maílson da Nóbrega, economista, ex-ministro da Fazenda do governo de José Sarney, PMDB, o de maior inflação conhecida e descontrole de preços.

A greve geral que as centrais sindicais e as corporações promovem contra as reformas da Previdência e da Legislação Trabalhista é um movimento contra os pobres. Dizem defender os trabalhadores contra eliminação de direitos, sem qualquer evidência de que isso vá acontecer. Assim, resta concluir que os líderes do movimento organizaram, a rigor, uma ação política para deter as mudanças e desmoralizar o governo. Claro, há um componente não desprezível de desinformação, mas o objetivo final é inequivocamente político.

Pior, a greve tem apoio enfático do PT. Por ter ficado treze anos no poder, o partido - ou pelo menos Lula e seus principais líderes - deveria saber que a situação é insustentável. Difícil acreditar que nada tenham aprendido sobre a situação financeira da Previdência.

Se o movimento provocar a rejeição das reformas, a economia entrará rapidamente em colapso. Apesar de o Tesouro encontrar-se em rota de insolvência fiscal, os investidores compraram a ideia de que em alguns anos esse risco desaparecerá. Além da aprovação do teto de gastos, o ajuste fiscal prosseguiria com a reforma da Previdência. Outras reformas ocorreriam no próximo governo. Assim, por volta de 2026, a relação entre a dívida pública e o PIB ?" o principal indicador de solvência do Tesouro ?" chegaria a 80% ou 90%, mas depois declinaria para patamares sustentáveis.

A rejeição da reforma desmontaria instantaneamente essa premissa. A crise de confiança e a fuga de papéis públicos ocorreriam imediatamente. Seria o gatilho para uma crise sem precedentes. Já tivemos crises, inclusive a atual, infligida pela má gestão do PT. Mas todas foram gestadas ao longo de anos, com picos e aqui e acolá. Desta vez, pode ser uma explosão.

O Tesouro, sem a confiança dos investidores, teria, para financiar a dívida, que recorrer a emissões de moeda e a aumentos de impostos. Entraríamos em situação de dominância fiscal, aquela em que o Banco Central perde a capacidade de assegurar a estabilidade da moeda. Estaria aberto o caminho para a volta da inflação desembestada.

A inflação é um imposto perverso, cobrado dos que dela não podem ser defender, isto é, os pobres. Sem a modernização da legislação trabalhista, continuaríamos a perder produtividade e potencial de crescimento. O desemprego se elevaria. Seria a segunda paulada contra os pobres. O encolhimento drástico do emprego os atingiria frontalmente. Como se sabe, o desemprego prejudica a parcela menos qualificada dos trabalhadores, isto é, os pobres.

O PT apoia a greve geral na expectativa de colher os frutos políticos da derrocada do governo Temer, mas o colapso da economia criaria o ambiente para a eleição de um demagogo pior do que os mais desavisados petistas. Mesmo que ganhasse as eleições de 2018, o PT herdaria os escombros de uma economia destruída. De que valeria tamanha irresponsabilidade?

Tudo indica, felizmente, que a greve não deterá as reformas. Só acarretará desconforto para a população
Herculano
29/04/2017 07:41
PERDEM LULA, O PT E VIGARISTAS QUE NEGAM O DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA, por Reinaldo Azevedo, de Veja.

E, claro, a greve tem seus derrotados, certo?

Em primeiro lugar, estão Lula e o PT. É claro que são as duas mãos que balançam o berço. Até porque controlam a CUT, a maior central sindical. Sim, outras estão metidas no rolo, como a Força Sindical. Foram igualmente humilhadas.

Perderam também os vigaristas e aproveitadores que negavam a existência do déficit da Previdência, não é?, e que, pois, na prática, incentivavam os movimentos de rua. Negar o rombo no setor é o mesmo que negar os fundamentos elementares da matemática.

Também saem derrotados os que apostavam que as reformas seriam o núcleo da plataforma das esquerdas. Ninguém caiu na conversa. A aparência de que o movimento mexeu com o país decorre do fato de partidos políticos, como PT e PSOL, controlarem sindicatos - especialmente aqueles de áreas ligadas ao serviço público.

Vão ter de se virar de outro jeito.
Herculano
29/04/2017 07:37
'GREVE GERAL' FEZ BARULHO, MAS NÃO PAROU O PAÍS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Já no início da manhã desta sexta (28) o Palácio do Planalto celebrava o fiasco da "greve geral" convocada por sindicalistas ligados à CUT, braço sindical do PT. Protestos foram realizados, mas o País não parou, segundo avaliação do sistema de monitoramento do Palácio do Planalto. Os sindicalistas se dividiram em pequenos grupos, para ações pontuais, insuficientes para tornar realidade a prometida "greve geral".

AGRESSÕES COVARDES
Mas houve conflitos com a sociedade. Com o fiasco, sindicalistas passaram a agredir pessoas no trânsito que não conseguiam bloquear.

PASSAGEIROS ESPANCADOS
No aeroporto Santos Dumont, no Rio, bandidos com bonés e camisetas da CUT espancaram passageiros na fila do check-in e para pegar táxi.

POBRES SOFRERAM
Um êxito da greve foi no transporte público de algumas cidades, onde os mais pobres não puderam exercer o direito de ir e vir.

OMISSÃO CRIMINOSA
Profissionais de unidades públicas de saúde também negaram socorro a doentes, de maioria pobre, sem plano de saúde ou médico particular.

MPF PREOCUPADO COM 'PULVERIZAÇÃO' DA LAVA JATO
Chamou a atenção do Ministério Público Federal a aprovação do fim do foro privilegiado por unanimidade, no Senado. Depois, deu para entender os 75x0: os atuais investigados e réus na Lava Jato ganham infinitas opções de recursos. Além disso, até para não sobrecarregar o juiz Sérgio Moro, há a possibilidade, prevista em lei, de pulverizar os processos para juízes dos Estados "onde os crimes foram cometidos".

SOMOS TODOS MORO
A Associação dos Juízes Federais (Ajufe) já demonstrou que não há apenas um Sérgio Moro, mas um "exército" deles em todo o País.

INEDITISMO
Nenhuma das votações nominais realizadas pelo Senado este ano teve quórum tão alto de senadores quanto a PEC do fim do foro privilegiado.

ENCAFIFADO
O relator Randolfe Rodrigues ficou encafifado: Renan Calheiros votou, como ele, pelo fim do foro. "É orar e vigiar", diz o senador da Rede-AP.

REFORMA SEGUE
Protestos contra Dilma levaram às ruas milhões contra o governo. Um mês depois ela estava na rua. O fiasco da "greve geral", ao contrário, deu força à reforma da previdência, avalia o Palácio do Planalto.

GOVERNO DAS EMPREITEIRAS
No protesto de em Brasília, sindicalistas do PT gritavam ao microfone pela "revolução socialista" para "derrubar o governo das empreiteiras". O problema é que o governo do PT, das empreiteiras, já caiu.

ALIANÇA DO MAL
Os atos de terror que incendiaram nove ônibus e várias lojas, no Rio, pode ter sido produto da retomada de uma velha aliança de ativistas da esquerda-caviar com o crime organizado que controla favelas.

BANDIDOS COVARDES
A Polícia Civil do Rio tem o dever de identificar prender sindicalistas que agrediram passageiros na fila do check-in no aeroporto Santos Dumont. É mole identificar os bandidos, há fartura de imagens.

ÍNDIOS CAÍRAM FORA
Índios deixaram os sindicalistas do PT desolados, ontem, quando começaram a levantar acampamento. Os carros de som apelavam para que eles aderissem ao protesto. Mas os índios deram no pé.

FOLGA GERAL
Como já era esperado, os únicos lugares lotados de gente ontem, como em qualquer véspera de feriadão, foram shoppings e aeroportos. Nas ruas, só a turma da CUT, que na verdade estava trabalhando.

BOMBOU
Um dos assuntos mais comentados no Twitter durante todo o dia de ontem não foi novidade para quem conhece a dupla PT/CUT. O termo #AGreveFracassou figurou em incontáveis perfis de trabalhadores.

NÃO TIRA DA CABEÇA
Enquanto a CUT, fiel escudeira do PT, tentou promover greve geral na sexta, Lula não foi visto contestando as reformas. Aproveitou para falar sobre a provável delação de Palocci, agora sua maior preocupação.

PENSANDO BEM...
...Lula não apareceu nos protestos contra as reformas ontem por um simples motivo: só faz greve quem trabalha.
Herculano
29/04/2017 07:33
ARGUMENTO QUE DEU CERTO COM COLLOR É CLONADO POR CABRAL

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Ítalo Nogueira, da sucursal do Rio de Janeiro. A estratégia de defesa do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) apresentada em seu primeiro depoimento em processo da Lava Jato reprisa argumento usado pelo ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL) na ação penal em que foi absolvido.

As sobras de caixa dois eleitoral foram apontadas pelo ex-presidente, que sofreu impeachment em 1992, como origem dos recursos usados por seu ex-tesoureiro Paulo César Farias para bancar suas despesas pessoais.

Cabral usou argumento semelhante ao explicar ao juiz Sérgio Moro de onde vinham os recursos para a aquisição de ternos, vestidos e a blindagem de um carro da mulher, Adriana Ancelmo.

De acordo com a secretária pessoal do peemedebista, Sônia Baptista, os gastos mensais da família eram de, em média, R$ 200 mil.

Collor foi absolvido em 1994 usando, entre outros argumentos, a tese de que os gastos pessoais e familiares de US$ 6,5 milhões pagos pelo esquema PC Farias eram quitados com sobras de valores arrecadados junto a empresas para a eleição de 1989.

Assim como Cabral, o ex-presidente tinha uma secretária pessoal responsável por gerenciar sua vida financeira pessoal, Ana Acioli. Ela movimentava conta bancária alimentada por PC Farias.

Collor foi absolvido no STF (Supremo Tribunal Federal) da principal ação penal que o acusava de corrupção no período em que ocupou a Presidência.

A tese sobre o uso de sobras de caixa dois deu suporte ao argumento principal da defesa, que tratava da ausência de provas sobre atos do então presidente que beneficiaram os envolvidos no esquema PC.

Collor foi absolvido na ação penal sobre os mesmos fatos que levaram ao seu impeachment dois anos antes.

Naquela época, não havia punição para o caixa dois. Atualmente, o uso de recursos não declarados é punido com pena de até cinco anos de prisão ?"ainda assim, menos do que o máximo para casos de corrupção, de 12 anos.

"Não posso negar uso de caixa dois e uso de sobras de campanha de recursos. Em função de eu ter sido um político sempre com desempenho eleitoral muito forte no Estado, o financiamento acontecia... Esses fatos são reais. Reconheço esse erro", disse Cabral.

A situação do ex-governador é agravada com o depoimento de delatores da Andrade Gutierrez, Odebrecht e Carioca Engenharia, que afirmam ter recebido pedido de propina diretamente dele.

No julgamento do mensalão, em que políticos de vários partidos foram condenados por receber dinheiro em troca do apoio ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), o Supremo decidiu por condenações sem exigir prova cabal da contrapartida.

Outra coincidência une os casos Cabral e Collor. Na ação penal no STF, PC Farias afirmou que foram arrecadados US$ 100 milhões em doações de empresas naquela eleição.

O valor é semelhante ao que os irmãos Renato e Marcelo Chebar afirmaram, em delação, manter em seus nomes em contas no exterior a pedido do peemedebista.
Herculano
29/04/2017 07:16
da série: a melhor crônica do dia geral de greve que "abalou" o Brasil no dia de ontem, segundo os sindicalistas que podem perder o imposto sindical retirado na marra dos tralhadores, os funcionários públicos, os únicos que podem realmente perder a possibilidade de se aposentar aos 45 anos com R$30 mil por mês para não inviabilizar o dinheiro dos 63% dos brasileiros que se aposentam aos 66 anos ganhando apenas e miseravelmente o mínimo.

BRASILEIRO TALVEZ QUEIRA FAZER A BARBA, NÃO GREVE, por Josias de Souza

No Brasil de hoje, qualquer pensamento otimista corre o risco de ficar velho em dois minutos. Ou em duas delações premiadas. O desemprego bate recordes. A Lava Jato é o único empreendimento que prospera. Um Congresso apinhado de larápios vota medidas amargas sugeridas por um governo abarrotado de investigados. E o PMDB alcança o ápice da perfeição: ele mesmo governa, com Michel Temer. Ele mesmo lidera a oposição, com Renan Calheiros. Foi contra esse pano de fundo caótico que as centrais sindicais convocaram uma greve geral. Considerando-se o que poderia ter sido, o movimento revelou-se bem menor do que o esperado.

Houve protestos em todas as capitais. Mas o país não parou, como se prometia. Excetuando-se algumas poucas corporações, sobretudo de servidores públicos apavorados com a hipótese de perder privilégios, o brasileiro foi à luta. A taxa de adesão espontânea à paralisação foi baixa. Nos grandes centros, quem não chegou ao trabalho foi porque esbarrou em barricadas ou na falta de transporte. Parou por pressão, não por opção.

O Planalto celebra o fiasco. Exagero. Sustenta que o protesto miúdo sinaliza aprovação às reformas. Despautério! O sindicalismo festeja o sucesso da "greve geral". Desatino. Alardeia que a sociedade brasileira demonstrou que não tolera as reformas do governo "golpista". Ilusão. Os patrícios não sabem nem o que está sendo reformado. O governo e seus antagonistas talvez devessem desperdiçar um naco de tempo para refletir sobre uma lamentável evidência: o grosso da população apertou o botão de "dane-se."

A plateia olha para os sindicalistas e enxerga no rosto deles o pânico do risco de perder a boquinha do imposto sindical. Bocejos. A arquibancada observa os índices de reprovação de Temer nas pesquisas e intui que ele está pouco se lixando para as ruas. Boceja novamente ao se dar conta de que o presidente tem duas prioridades que se sobrepõem a todas as outras: passar a impressão de que comanda e não cair.

Falta remédio para os aposentados nas farmácias populares! O Congresso votou assim? O Congresso votará assado? Quem se importa? Há gente que se desespera ao abrir a porta da geladeira! O Renan criticou o Temer? O Temer dará novas benesses ao Renan? O que isso tem a ver com o café com leite do cidadão comum?

Há 14,2 milhões de brasileiros humilhados na fila do desemprego. Essa gente talvez não queira fazer greve. Prefere fazer a barba - ou a maquiagem - antes de seguir para a enésima entrevista de emprego. A política precisa enxergar o Brasil. A política partidária e também a sindical. Do contrário, vão se tornar invisíveis. Vivo, Cazuza cantaria: "Suas ideias não correspondem aos fatos? E o tempo não para
Herculano
29/04/2017 07:03
A GREVE E AS REFORMAS, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Com paralisações expressivas no transporte público e a adesão de categorias tradicionalmente ligadas à militância sindical, a greve geral convocada para esta sexta-feira (28) alterou o cotidiano das principais cidades brasileiras, havendo de ter satisfeito as expectativas de seus organizadores.

Foi, entretanto, relativamente modesta a dimensão dos atos públicos que, em clima de véspera de feriado, acompanharam o movimento ?"caracterizado pelo governo como iniciativa circunscrita à insatisfação dos sindicatos com as reformas previdenciária e, em especial, trabalhista.

A Câmara dos Deputados, afinal, acaba de aprovar projeto que, entre outras providências, extingue o imposto que financia as entidades de empregados e patrões.

Ao final do dia, incidentes lamentáveis de violência mancharam as manifestações. No Rio, ônibus foram incendiados; em São Paulo, houve danos a casas e lojas, além de confronto entre mascarados e policiais nas proximidades da residência do presidente Michel Temer (PMDB).

Com o que se tem, é difícil antever o impacto da greve no andamento da ambiciosa agenda legislativa do Palácio do Planalto. A tarefa já se mostrava árdua o suficiente antes dos protestos.

A reforma da CLT passou na Câmara com o apoio de 296 dos 513 deputados, número que, embora expressivo, não basta para que se aprovem as mudanças propostas na Previdência. Para estas, que dependem de emenda à Constituição, serão necessários mais 12 votos ?"e a capacidade de enfrentar resistências mais disseminadas.

Em nenhum país do mundo, propostas de redução dos direitos relativos à aposentadoria contarão com apoio popular. Governantes, em geral, só as apresentam quando as finanças públicas já estão em trajetória insustentável. Este é, sem dúvida, o caso do Brasil.

A alternativa que se coloca é aprovar a proposta governamental ou deixar o sistema como está.

O impacto negativo de uma derrota da emenda se faria sentir, em termos imediatos, no prolongamento da recessão, na queda dos investimentos e no aumento das taxas de juros. O mercado credor, afinal, cobrará já pela percepção de que o governo está a correr risco grave de insolvência.

Mais adiante, um colapso completo na capacidade financeira do Estado para cumprir funções básicas, como educação, saúde e segurança, teria o potencial de gerar uma crise de insatisfação popular incomparavelmente mais grave do que a que hoje se verifica.

O país corre contra o tempo - e não há paralisação que possa alterar a dura verdade desse fato.
Sidnei Luis Reinert
29/04/2017 06:00
General Etchegoyen será novo Comandante do Exército

O presidente Michel Temer iniciou uma articulação sigilosa para a troca ?" com data ainda a determinar ?" do comando do Exército.
O general Eduardo Villas Boas deve sair em breve para tratar da saúde. Articula-se no Governo a promoção do general Sérgio Westphalen Etchegoyen, atual chefe do Gabinete de Segurança Institucional, para o Comando da Força. Ele é benquisto no Exército e já comandou o Estado Maior.
O desafio do Palácio é encontrar sucessor para Etchegoyen, considerado linha dura mas bom articulador. Ele restabeleceu o GSI e reformou a Abin, antes controlada pelo PT.
A informação está postada no site Coluna Esplanada, assinada pelo jornalista Lenadro Mazzini, um dos profissionais mais bem informados de Brasília.

Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/blog-esplanada/2017-04-28/exercito.html
Posted by CRISTALVOX on abril 28, 2017
Herculano
28/04/2017 19:10
O MINISTRO GILMAR MENDES ACABA DE AUTORIZAR A SOLTURA DE EIKE BATISTA.
Herculano
28/04/2017 19:03
APóS CRÍTICAS À REFORMA TRABALHISTA, PLANALTO DÁ ULTIMATO A RENAN

Conteúdo do jornal do Estado de S. Paulo. Texto de Julia Lindner. Aliados do presidente Michel Temer afirmam que ele está "indignado" com a postura do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), contra as reformas trabalhista e previdenciária. Nesta sexta-feira, o presidente do partido, Romero Jucá (PMDB-RR), deu um ultimato ao líder. A aliados, Jucá já avaliou que a permanência de Renan no cargo dependerá do seu "comportamento quando as reformas começarem a tramitar" na Casa.

Por meio de nota, Jucá declarou que "qualquer decisão sobre a liderança do partido no Senado cabe à bancada de senadores" e que não conversou sobre o assunto com o presidente Temer.

Correligionários em pé de guerra
Renan, por sua vez, disse que "não está sabendo" de nenhum tipo de movimento contra ele, nem leu a nota do presidente da legenda. "Não sei se há movimento, se não há", respondeu. Ele destacou que a semana foi "muito tranquila" e "agradável.

Ontem, Renan voltou a criticar a reforma trabalhista em discurso no plenário, que começará a tramitar no Senado a partir da próxima semana, após ser aprovada na madrugada de quinta-feira, 27, na Câmara. O líder da bancada defendeu que os senadores tem o dever de mudar o texto. Segundo ele, a proposta chega a "constranger" e "coagir" integrantes da base governista.

"Não acredito que essa reforma saia da Câmara e chegue aqui, ao Senado Federal - reforma de ouvidos moucos -, sem consultar opiniões; reforma que só interessa à banca, ao sistema financeiro, rejeitada em peso e de cabo a rabo pela população; reforma tão malfeita, que chega a constranger e a coagir a base do próprio governo. Por isso ela vai e volta, de recuo em recuo", disse Renan.

O líder da bancada atua nos bastidores para atrasar a tramitação da reforma e modificar o texto defendido pelo governo. A ideia seria fazer com que a proposta tenha que passar pelo maior número possível de comissões (pelo menos três), antes de seguir para o plenário. Já os governistas querem que o texto passe por apenas um colegiado, em caráter de urgência, podendo ser aprovado em até três semanas no plenário.

Para o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), o presidente do partido não deve interferir em assuntos da bancada. "Não é o presidente em exercício do PMDB que tem que falar sobre liderança da bancada. O presidente em exercício do PMDB está dando uma nota estapafúrdia", reclamou. Jucá foi eleito vice-presidente do PMDB, mas assumiu o comando da sigla após Temer ser nomeado presidente da República, no ano passado.

Já o senador Airton Sandoval (PMDB-SP) avalia que Jucá deu um recado necessário a Renan. "O líder de uma bancada não pode assumir opiniões pessoais. Entendo que ele, para tomar qualquer decisão, assumir posições a favor ou contra do governo, não pode fazer isso em nome da bancada sem consultá-la. Renan está assumindo opiniões pessoais, atrapalhando o governo, e isso não pode continuar acontecendo", disse.

O senador Raimundo Lira (PMDB-PB), afirmou que desconhece algum movimento contra Renan na bancada ou interferência por parte de Temer. Ele reconheceu, entretanto, que Renan possui força para influenciar a tramitação da reforma trabalhista. "Acho que passar por três comissões seria um preciosismo e até uma forma de obstrução. Mas, se Renan permanecer com essa determinação, o que vai acabar acontecendo o que ele está querendo", considerou.

Aliado de Renan, o senador Hélio José (PMDB-DF) afirmou que a bancada está pacificada. Ele lembrou que os peemedebistas representam 33% dos senadores da Casa. "Nosso líder tem apoio de todos nós, não teve nenhum tipo de discussão [contra Renan], nunca houve. Qualquer coisa em relação a isso é falácia", defendeu.
Herculano
28/04/2017 18:54
OS ÚLTIMOS RATOS, por Rodrigo Constantino, na revista Isto É

A pós as delações que colocam Lula e o PT como os grandes responsáveis pelo gigantesco esquema de corrupção que assolou o Brasil, vemos os últimos ratos abandonando o navio em pleno naufrágio. É verdade que alguns ainda insistem, por lealdade. Mas diversos outros já ensaiam uma "autocrítica", e se afastam malandramente do terrível legado do partido. Não há nada novo aqui. Ao contrário: o fenômeno se repete com uma precisão de relógio suíço. Embusteiros e crentes fanáticos defendem algum populismo qualquer de esquerda, pregam medidas sensacionalistas que delegam ao Estado o poder para curar todos os males do planeta, e depois que a coisa toda fracassa ?" pois o fracasso é inevitável ?" eles acusam os líderes daquele experimento pela desgraça. E seguem com a defesa do socialismo.

Os oportunistas agem assim para circularem sempre em torno do poder, feito moscas no mel, enquanto os crentes fanáticos simplesmente não são capazes de enxergar a podridão da própria seita ideológica, necessitando de bodes expiatórios para manter a ideologia pura. Por isso que o socialismo já acumula mais de cem milhões de mortes no currículo, tendo deixado um rastro enorme de miséria, escravidão e terror, mas ainda conta com inúmeros adeptos. Eis a tática que eles usam: "deturparam o marxismo". Lenin, Stalin, Pol-Pot, Mao, Fidel Castro e mais recentemente Chávez e Maduro, entre tantos outros, desviaram-se do curso socialista, corromperam-se no caminho, e por isso não deu certo. Na versão tupiniquim, Lula e o PT tentaram implantar o modelo socialista, inclusive repetindo diversas vezes que a Venezuela era uma inspiração. Deu nisso.

E agora, diante dos milhões de desempregados, da inflação que destruiu a renda dos que continuaram com trabalho, e dos infindáveis escândalos de corrupção, não pensem que essa turma irá rever seus conceitos, questionar se o modelo em si é ruim, passar a defender menos Estado e mais privatizações e livre mercado. Nada disso!

Vão fazer exatamente o que já estão fazendo: culpar Lula e o PT para preservar o socialismo, o modelo intervencionista, a "justiça social" liderada pelo Estado. E assim podem continuar pregando os mesmos meios, ignorando que levam inexoravelmente a esse fim trágico, em todo canto do planeta. Sai de cena o PT, carregando consigo a culpa sozinho, para que o PSOL ou a Rede possam assumir o papel de vender ilusões como se fossem fresquinhas. A "autocrítica" é um engodo, claro, pois não investiga as verdadeiras causas do problema, não checa as premissas da própria ideologia furada. "Insanidade", disse Einstein, "é fazer tudo igual e esperar resultados diferentes". Nossa esquerda é insana, e os ratos já se preparam para embarcar no novo navio dos loucos.

"Insanidade", disse Einstein, "é fazer tudo igual e esperar resultados diferentes". Nossa esquerda é insana e já se prepara para embarcar no novo navio dos loucos
Herculano
28/04/2017 17:41
OS ROB?"S TRABALHAM (E CUSTAM CARO)

Conteúdo de O Antagonista. Os robôs contratados pela CUT e pelo PT não estão em greve.

A hashtag #BrasilemGreve chegou ao segundo lugar nos Trending Topics mundiais.

Nas ruas, porém, a greve fracassou.

Um ministro de Michel Temer disse ao Estadão que as manifestações são "espalhadas, feitas por corporações, sem adesão de massa".
Herculano
28/04/2017 17:25
da série: do que era óbvio ontem (e muito antes) e tive a coragem de escrever para a coluna impressa de hoje no
jornal Cruzeiro do Vale reproduzida acima, constata-se na imprensa nacional quase como unanimidade e nos relatos que traçam o balanço da dita greve geral. Até nas redes sociais os bandoleiros perderam, pois tiveram que esconder a prova do fracasso: as fotos e vídeos mostrando a baixa adesão, ou truculência e o vandalismo ativo sindical e ideológico de meia dúzia sobre os passivos milhões.

A GREVE DE ARAQUE INSTITUIU O DIA NACIONAL DA VADIAGEM. ENXERGAR UMA GREVE NO QUE HOUVE NESTE 28 DE ABRIL É PROMOVER ENXURRADA A TSUNAMI, por Augusto Nunes, de Veja.

A paralisação foi programada para a véspera de um feriado prolongado para somar-se à folga de primeiro de maio e produzir o maior feriadão de 2017. Disfarçado de "greve geral", o evento organizado por gigolôs do moribundo imposto sindical não foi um ato político, mas uma malandragem destinada a incentivar a ociosidade. Aumentou o movimento nas estradas. As cidades ficaram com cara de domingo. As manifestações de rua reuniram menos gente que procissão de vilarejo.

Enxergar uma greve geral no que se viu nesta sexta é promover enxurrada a tsunami. Toda greve é uma interrupção voluntária e continuada do trabalho - e interrupção voluntária não rima com barricadas com pneus em chamas, piquetes truculentos e arruaceiros hipnotizados pelo berreiro sindiota. A greve geral, como ensina o adjetivo, tem necessariamente abrangência nacional. E se ampara em reivindicações, palavras-de-ordem e bandeiras encampadas por todas as categorias profissionais relevantes.

Enfim, grevistas querem algo, berram propostas, fazem exigências. Os greveiros de hoje são contra tudo que venha do governo - da mesóclise a reformas que remoçam velharias quase centenárias. Mas não conseguem ser a favor de nada, nem têm coragem suficiente para defender publicamente a preservação dos privilégios da pelegagem. Por essas e outras, os que se nomearam líderes dos trabalhadores acabaram instituindo, neste 28 de abril, o Dia Nacional da Vadiagem.
Herculano
28/04/2017 17:13
"NÃO HAVERÁ RECUO", DIZ TEMER SOBRE AS REFORMAS, por Josias de Souza

Michel Temer disse a auxiliares nesta sexta-feira que não cogita abandonar sua agenda de reformas. "Não haverá recuo", disse. Mantém o propósito de realizar o que chama de "governo refosmista". Realça que outros países tiveram que lidar com protestos e incompreensões para realizar reformas. Sustenta que todos os que perseveraram estão economicamente mais sólidos. Repete que o esforço será recompensado com a volta da prosperidade econômica e dos empregos.

A despeito da disposição de Temer, o governo reconhece que ainda não dispõe dos 308 votos de que necessita para aprovar a emenda constitucional que reformula a Previdência. Nesse ponto, houve um ajuste na estratégia. O Planalto desistiu de marcar uma data para a votação. "Vamos votar quando tivermos certeza da vitória", disse um ministro.

Depois de aprovar na Câmara a reforma da CLT, o condomínio governista cogitara travar a batalha da Previdência no dia 8 de maio. A data foi abandonada. Avalia-se que ministros e líderes de partidos precisarão de mais tempo para seduzir - na lábia e no fisiologismo- os deputados que ainda resistem em mexer no modelo previdenciário. Os insurgentes perderão benesses como cargos e verbas orçamentárias, ameaça o Planalto.

A flexibilização do calendário não tem relação com os protestos realizados nesta sexta-feira, alega o governo. Ao contrário, o Planalto surpreendeu-se com a dispersão dos opositores das reformas. O próprio governo havia se equipado para enfrentar um movimento mais vigoroso. A percepção de Temer e de seus auxiliares é a de que não houve uma "greve geral", mas manifestações "dispersas e pontuais".

"Isso não diminui o nosso desafio", disse o ministro que conversou com o colunista. "Sabemos que não será fácil aprovar a reforma da Previdência. Não era fácil ontem. Não será fácil amanhã. Mas trabalhamos com a convicção de que é o melhor a ser feito. Por isso, achamos que vamos conseguir os votos, mesmo que demore um pouco mais.. Pode ser no final de maio, no início de junho. O que importa é aprovar."
Sidnei Luis Reinert
28/04/2017 16:45
"Greve sem corte de ponto é férias" ?" Luiz Inácio Lula da Silva

"É tudo muito rápido. Eles vão nas rodovias, colocam fogo e se espalham" ?" Globonews

A CUT aderiu à blitzkrieg.
Herculano
28/04/2017 13:04
OPERAÇÃO DA PF ATINGE O CORAÇÃO DO PMDB: RENAN, SARNEY E JUCÁ... GARIBALDI ALVES.

Conteúdo de Veja. Texto de Gabriel Mascarenhas. A Operação Satélite 2, deflagrada hoje de manhã pela Polícia Federal, não tirou da cama apenas o amigo de Renan Calheiros, Bruno Mendes.

As investigações apontam para traficâncias praticadas por personagens que orbitam em torno de outros figurões do PMDB em Alagoas, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe e Roraima.

Os estados entregam os alvos. Um advogado, identificado como Amaury Cezar Piccolo, próximo a José Sarney, está entre os alvos da PF.

Gente ligada a Romero Jucá e a Garibaldi Alves também consta na lista dos mandados judiciais cumpridos mais cedo.
Herculano
28/04/2017 12:56
RBS ENROLA

O jornalismo é feito para esclarecer? Não na RBS TV. A pauta era excelente. Ela foi as ruas e perguntou ao povo qual a razão da greve e o que está se reformando

Ficou claro que ninguém sabia de nada. Sem exceção. O que prova que o governo de Michel Temer, PMDB, é zero em comunicação. O Paulinho da Força, o deputado pelego Paulo Pereira, do Solidariedade, dá um banho nos comerciais do partido contra as reformas .

Então, o Mário Mota, resolveu, no estúdio, "entrevistar" um advogado especialista, como fatos técnicos, distantes das dúvidas das pessoas entrevistas pela própria RBS. Tomou tempo. E tudo ficou obscuro como antes.

Jornalismo, antes de tudo, é simplicidade. Entrevistaram o povo nas ruas. Eles responderam. Revelaram a ignorância. Então, por que um técnico, que pode ser o advogado, não esclarece na lata, a dúvida, ou a afirmação errada, equivocada do povo entrevistado?

Parece proposital. Se a orientação gaúcha da RBS foi embora, a escola continua intacta.

A esquerda do atraso, que colocou o país no buraco, desempregou milhões e roubou bilhões (que influiu no faturamento e independência das empresas jornalísticas), e hoje com meia dúzia parou o país, agradece a incompetência do jornalismo catarinense, que monopoliza com jornais, rádios, site e tevês.
Sidnei Luis Reinert
28/04/2017 12:54
Agora que passou a reforma trabalhista na câmara, vamos ver o que está mantido:
- Férias
- 13° salário
- FGTS
- Licença maternidade/paternidade
- Hora Extra
- Adicional noturno
- Aviso Prévio
E agora vamos ver o que foi retirado:
- Imposto sindical obrigatório.
leo
28/04/2017 11:54
FOGO AMIGO. O PREFEITO TEM QUE TER UMA CONVERSA SÉRIA COM OS SEUS COMISSIONADOS DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO,E TEM QUE EXPLICAR PARA ELES QUE CARGOS DE CONFIANÇA TEM QUE APOIAR O GOVERNO.MAIS 40% DOS COMISSIONADOS DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO.AINDA SÃO DO EX GOVERNO DO PT DO EX PREFEITO CELSO ZUCHI. A PARALISAÇÃO DA EDUCAÇÃO DE HOJE TEVE O APOIO DE VÁRIOS COMISSIONADOS DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO.PORQUE OS DIRETORES DE ESCOLAS PEDIRAM ORIENTAÇÃO NA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO.UM EXEMPLO E UMA FAMILIAR DE UM VEREADOR DO PARTIDO DO PREFEITO,QUE TEM UM CARGO DE SEGUNDO ESCALÃO NA EDUCAÇÃO .QUE APOIO E AJUDOU INDIRETAMENTE NA ORGANIZAÇÃO DA PARALISAÇÃO DAQUELA ESCOLA DO FIGUEIRA.QUERO VER O PREFEITO KLEBER DE CORAGEM DE DESCONTAR O DIA DE GREVE.E QUEM PAGA A CONTA É O POVO.
Herculano
28/04/2017 11:40
"A ORDEM É DA PORRADA"

Os quadrilheiros sindicais espalharam mensagens pelo WhatsApp aterrorizando as pessoas que pretendem trabalhar hoje.

O site reaconaria.org reproduziu algumas dessas mensagens.

Numa delas, que circulou em Santos, um quadrilheiro diz:

"Esta cidade vai pegar fogo. Família linda, não tente furar o bloqueio porque a ordem é dar porrada".

Neste momento, segundo o G1, "manifestantes bloqueiam a entrada de Santos e cidade amanhece sem ônibus".

A massa de manobra da ORCRIM queimou pneus na estrada de acesso ao aeroporto de Guarulhos, mas a PM já liberou o asfalto.

O aeroporto opera normalmente.

A PM tem de dar porrada neles.

Quadrilheiros da CUT agrediram passageiros no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

A Régis Bittencourt está bloqueada nos dois sentidos.
Há mais pneus queimando do que militantes.

O metrô de São Paulo está completamente paralisado, exceto a Linha 4, que é administrada por uma empresa privada.

É preciso privatizar todo o resto.
Gabriel
28/04/2017 10:25
S?" UMA REFLEXÃO!!!
MÊS DE ABRIL
10 DIAS DE FINAL DE SEMANA
02 DIAS DE FERIADO 14/21
01 DIAS DE GREVE 28
TOTAL: 13 DIAS DE POUCA OU NENHUMA RECEITA!!!
MAS NO FINAL DO MÊS, O EMPREGADOR TEM ARCAR COM O MÊS COMPLETO DE SALÁRIO!!
PARABÉNS PARA QUEM TEM CORAGEM DE EMPREENDER NESSE PAÍS!!!
Herculano
28/04/2017 07:34
A GREVE GUERRILHA

Normalmente, a noção de greve é a mobilização de centenas ou milhares de pessoas em grandes manifestações em locais pré-determinados, em defesa de idéias opostas, mas certas.

Como possuem poucos para a causa, o PT, Centrais Sindicais e partidos da esquerda do atraso PSOL, PCdoB, PCO, PSTU, PDT, PSB optaram pela guerrilha.

Com poucos travaram à força e em atos violentos à mobilidade dos cidadãos com barricadas, barreiras, bloqueios, depredações, vandalismo e interdições nos principais eixos de movimentações urbanas, intermunicipais e até menos em rodovias estaduais e nacionais.

É claro que o sistema de transporte coletivo foi o principal alvo para imobilizar o trabalhador que não aderiu a greve. Fez com poucos, parecer, falsamente, que a maioria ou todos pararam. Alardeiam isso.

Na verdade, prevaleceu a máxima de todo o governo petista onde a minoria prevaleceu sempre sobre a maioria, usando-se os fracos, analfabetos, indefesos, ignorantes e desinformados.

Então, de verdade, não houve manifestação de ideias porque elas são próprias, neste momento de crise aguda. Há ou houve a imposição de uma minoria em defesa de privilégios pagos pela maioria. Há e houve exibição truculência para exercer o discurso de intimidação de uma posição ideológica.

O resultado disso? Não se sabe ainda. A esquerda do atraso do Brasil que causou a crise, desempregou milhões, que roubou bilhões, corrompeu e agora pela força, quer que tudo continue pior, acha que pelo medo e intimidação, preservará o seu espaço.

Caberá à sociedade escolher se fica amedrontada e se submete aos sacrifícios, ou se reage elegendo representantes mais confiáveis para as mudanças e sustentabilidade econômica, empregabilidade e modernidade da legislação, excluindo cada vez mais estes guerrilheiros.

Só a democracia possui essa capacidade de escolha e depuração.

Nas redes sociais, há uma disputa muita grande dos dois lados (baixarias, bons argumentos, informações e amostragens de abusos), num universo que há bem pouco tempo era dominado e havia um massacre dos que hoje organizam a greve que intimidavam os que ousavam contestá-los.

É que hoje, muitos sabem que o silêncio está custando caro demais para a sociedade que paga os privilégios de poucos, que paga com desemprego, com falta de atendimento à saúde, que tem sua segurança ameaçada e não vem obras de infra-estrutura para o desenvolvimento. Wake up, Brazil!
Herculano
28/04/2017 06:48
AFINAL QUEM PODE FAZER GREVE NO SERVIÇO MUNICIPAL EM GASPAR?

O prefeito Kleber Edson Wan Dall, PMDB, está sendo desafiado exatamente pela sua secretária de Educação, Zilma Mônica Sansão Bevenutti, os assessores e diretoras de confiança que ele próprio nomeou.

Se não lidera ou não tinha condições de controlar o seu próprio pessoal que é tido como de confiança, ganha para isso e vive das tetas do poder de plantão, que não fosse à rádio papagaiar e não pedisse para o RH mandar uma nota marota para as chefias, para ser desmoralizado, mais uma vez. Quem orienta ele? Vai faltar orações até o fim do mandato.

Que fosse plantar flores.

Afinal quem é o prefeito e quem escolhe seus assessores? O prefeito, o partido partido, os coligados, ou os que patrocinaram a sua campanha para estar no poder e ter mais força que o prefeito? Quem paga tudo isso, sabe-se é o povo com seus pesados impostos. Acorda, Gaspar!
Herculano
28/04/2017 06:36
GOVERNO FEDERAL IDENTIFICA MOVIMENTAÇÃO DE BLACK BLOCS PARA GREVE GERAL

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Vera Rosa, da sucursal de Brasília. O governo federal identificou que black blocs devem se infiltrar em manifestações programadas para esta sexta-feira, 28, contra as reformas da Previdência e da legislação trabalhista. Além disso, o Palácio do Planalto recebeu informações de que logo cedo haverá problemas no transporte público nas principais capitais e vias de acesso a aeroportos podem ser bloqueadas.

Na avaliação do Planalto, os organizadores da greve geral querem criar uma imagem de "caos" no País logo cedo. O monitoramento da cúpula do governo mostra que haverá piquetes de madrugada em garagens de ônibus, principalmente em São Paulo. A paralisação atingirá ônibus, metrôs e trens. Aeroportos não devem fechar, mas está prevista muita confusão na chegada e saída dos terminais.

Auxiliares do presidente Michel Temer foram informados de que haverá radicalização do movimento no fim do dia, em concentrações nos centros das capitais, e há grande preocupação com violência e quebra-quebra.

Até agora, o governo descobriu que black blocs pretendem atuar pelo menos em São Paulo e em Brasília, na Esplanada dos Ministérios. A Força Nacional de Segurança está de prontidão no entorno do Planalto e também na Esplanada.

Apesar da previsão de tumulto e do ambiente de tensão, Temer vai gravar nesta sexta uma mensagem que será veiculada nas redes sociais em comemoração ao 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, na qual defenderá as mudanças na lei trabalhista.
Herculano
28/04/2017 06:36
GOVERNO FEDERAL IDENTIFICA MOVIMENTAÇÃO DE BLACK BLOCS PARA GREVE GERAL

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Vera Rosa, da sucursal de Brasília. O governo federal identificou que black blocs devem se infiltrar em manifestações programadas para esta sexta-feira, 28, contra as reformas da Previdência e da legislação trabalhista. Além disso, o Palácio do Planalto recebeu informações de que logo cedo haverá problemas no transporte público nas principais capitais e vias de acesso a aeroportos podem ser bloqueadas.

Na avaliação do Planalto, os organizadores da greve geral querem criar uma imagem de "caos" no País logo cedo. O monitoramento da cúpula do governo mostra que haverá piquetes de madrugada em garagens de ônibus, principalmente em São Paulo. A paralisação atingirá ônibus, metrôs e trens. Aeroportos não devem fechar, mas está prevista muita confusão na chegada e saída dos terminais.

Auxiliares do presidente Michel Temer foram informados de que haverá radicalização do movimento no fim do dia, em concentrações nos centros das capitais, e há grande preocupação com violência e quebra-quebra.

Até agora, o governo descobriu que black blocs pretendem atuar pelo menos em São Paulo e em Brasília, na Esplanada dos Ministérios. A Força Nacional de Segurança está de prontidão no entorno do Planalto e também na Esplanada.

Apesar da previsão de tumulto e do ambiente de tensão, Temer vai gravar nesta sexta uma mensagem que será veiculada nas redes sociais em comemoração ao 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, na qual defenderá as mudanças na lei trabalhista.
Herculano
28/04/2017 06:27
A GREVE, opinião de Reinaldo Azevedo, no jornal Folha de S. Paulo.

Eu deveria, direitista que sou, usar este espaço para dar um pau na "greve geral"? Janio de Freitas escreveu aqui que "protestos valem pelo seu valor simbólico".

Fato! Simbolicamente, estão nas ruas aqueles de que trata Sérgio Buarque de Holanda em "Raízes do Brasil". Ou Raymundo Faoro em "Os Donos do Poder. Os nababos da Previdência e do sindicalismo foram à luta pelo direito de continuar a esmagar, com seus privilégios indecorosos, "milhões de famílias, crianças, mulheres, velhos, trabalhadores da pedra, da graxa, da carga, do lixo, do ferro - os que mantêm o Brasil de pé
Herculano
28/04/2017 06:23
FIM DO FORO ALONGA PRAZO DE POLÍTICOS INVESTIGADOS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A PEC que praticamente extingue o foro privilegiado vai possibilitar àqueles investigados e réus em tribunais superiores que ainda têm mandatos a terem processos transferidos para a vara da Justiça onde o crime teria ocorrido. Isso significa, por exemplo, que no caso da Lava Jato as ações serão enviadas à Curitiba; a Sérgio Moro. Mas também haverá abertura de novos prazos, novos recursos etc. E protelação.

LAVA JATO SALVA
Segundo o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), relator da PEC do fim do foro, a Lava Jato não será afetada pela aprovação da medida.

AMPLA DEFESA
Uma vez enviadas à primeira instância, ações contra autoridades com mandatos correrão normalmente, com chance de recursos no futuro.

PRESCRIÇÃO
Se as ações judiciais demorarem a ser julgadas, há risco de prescrição de crimes dos quais os atuais detentores do foro são acusados.

A LEI RETROAGE
Autoridades rés, investigadas e até condenados sem trânsito em julgado, podem até pedir para "rediscutir" processos na Justiça.

REFORMA TRABALHISTA FAZ AS PRIMEIRAS 'VÍTIMAS'
A reforma trabalhista até agora não afetou um só trabalhador, mas já causou baixas no campo político. Por apoiar a reforma, 4 deputados do PSB perderam cargos no partido: Danilo Forte (CE), Fábio Garcia (MT), Tereza Cristina (MS) e Maria Helena (RR). O deputado Cadoca (PE) foi expulso do PDT pelo mesmo motivo. E Michel Temer destituiu sete vice-líderes que não atuaram a favor do governo, do cargo na Câmara.

MONOCRÁTICO
A destituição dos deputados do PSB das presidências estaduais do partido foi uma decisão monocrática do presidente Carlos Siqueira.

EX-VICES
Squassoni (PRB), Luiz Busato (PTB), Tereza Cristina (PSB), Marcos Montes (PSD), Mudalen (DEM) e Cap. Augusto (PR) perderam cargos.

ATÉ CUNHISTA
Até o último aliado do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, Carlos Marun (PMDB-MS) perdeu a posição de vice-líder do governo.

ODOR DE ARMAÇÃO
Relator da emenda que enterra o foro privilegiado, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também ficou muito desconfiando com a aprovação unânime do projeto, por 75x0. Ainda haverá segundo turno de votação, por isso ele recomenda "oração e vigilância".

AINDA TEMOS A JUSTIÇA
Decisão corajosa da ministra Cristina Peduzzi, do Tribunal Superior do Trabalho, impôs aos Correios funcionamento mínimo de 80%, nesta greve político-partidária, sob pena de multa diária de R$100 mil.

GREVE MALANDRA
Greve na véspera do dia de 1º de Maio, para alongar o feriadão, é esperteza frequente no serviço público, onde a adesão será maior nesta sexta (28). Afinal, é lá onde estabilidade rima com impunidade.

BRAÇOS ABERTOS
O ministro Fernando Filho (Minas e Energia) e o pai, Fernando Bezerra (PE), líder do PSB no Senado, receberam de Michel Temer a garantia de apoio para a eventualidade de serem "obrigados" a trocar de partido.

MAGNA PERGUNTA
"Quer dizer que prender ladrão é abuso de poder?", perguntou incrédulo o senador Magno Malta (PR-ES), calando investigados e defensores do projeto original que tentava intimidar a Lava Jato.

CAIU MAIS
Aguarda-se nova pesquisa Datafolha no fim de semana, com números de avaliação do governo Michel Temer próximos do fundo do poço, onde vivia Dilma Rousseff. Integrantes da bancada "Quanto Pior Melhor" acham que a pesquisa "enterrará" a reforma da previdência.

BELO EXEMPLO
O operário aposentado Djalma Araújo, 93, concluiu o curso de Direito na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Guarabira. Ele será homenageado em 31 de maio, na colação de grau da sua turma.

LAVANDERIA PALESTRAS LTDA.
Por seus delatores, a Odebrecht confirmou haver bancado "palestras" de Lula em Cuba para justificar o motivo da viagem: fazer lobby da empreiteira. Ou tráfico de influência, como prefere a Operação Janus.

PENSANDO BEM...
... a única greve benéfica neste momento seria uma greve geral dos dirigentes de centrais sindicais.
Herculano
28/04/2017 06:18
QUAL O PLANO ECONôMICO DA GREVE?, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

O GOVERNO de Michel Temer assustou-se com o tamanho da greve e dos protestos que, imagina, devem acontecer nesta sexta-feira (28). O protesto vai retardar a tramitação da reforma da Previdência, no mínimo.

Caso os manifestantes derrotem a reforma da Previdência e mesmo levem seus representantes para o governo, o que fariam com as contas públicas, que estariam ainda mais deterioradas em 2019?

Para começar a conversa, um exemplo circunstancial.

Na véspera da tentativa de greve geral saiu o balanço das contas do governo federal de março. O que tem lá?

1) Neste primeiro trimestre, os gastos do governo federal ficaram estáveis, se calculados como proporção do PIB, do tamanho da economia;

2) Em valores absolutos, em dinheiro, a despesa caiu uns 3,5% (no acumulado dos últimos 12 meses). Descontando a Previdência, o gasto federal caiu 10%. Na Previdência, cresceram mais de 7%. Gasto real, corrigido pela inflação;

3) Para compensar o aumento da despesa previdenciária, o talho é feito, claro, nas outras poucas despesas em que o governo pode mexer. O investimento "em obras" caiu terríveis 31% em um ano;

4) Mesmo na hipótese pretérita de que fosse aprovada a reforma da Previdência deste governo, gastos com aposentadorias, pensões etc. continuariam a crescer. Na reforma aparada, crescerão ainda mais.

O que fazer nos próximos anos? Até o início do próximo governo? O que fazer, dado de resto que os adversários ou inimigos da política econômica também rejeitam o "teto" de gastos?

Uma receita coerente teria de ser convincente sobre como conter o aumento da dívida pública. Algum aumento de impostos pode ser razoável, mas seria preciso mostrar que um aumento contínuo de impostos (dado o aumento contínuo da despesa) seria neutro em termos de crescimento econômico. Difícil.

Derrubado o "teto" de gastos e, dada a dificuldade inicial para elevar receitas do governo e o crescimento econômico, como financiar deficit e refinanciar a dívida? Recorde-se que o governo está em uma espécie de "moratória" de superavit. Pediu um prazo para vir a gastar menos do que arrecada, dando o "teto" como garantia de contenção futura de despesas. Sem garantia, o que se passa?

Nesse cenário sem "teto", sem reforma e com impostos pelo menos a princípio insuficientes, não é razoável acreditar que o custo da dívida (taxa de juros) permaneça estável. Não é plausível que, sem mais, as taxas de juros não aumentem, realimentando o complexo de problemas que a princípio se pretendia resolver: baixo crescimento e aumento da dívida. O que fazer?

Nota-se que nem se tratou do problema político de elevar impostos e do risco de haver alguma espécie de pânico financeiro caso se derrubem "teto" e reformas. Não implica que não existam alternativas. Mas há um risco bem alto de haver algum tumulto em caso de virada forte de política econômica.

Não estão em jogo aqui vastas teorizações e pensamentos mais ou menos imperfeitos sobre o futuro distante, sobre o "longo prazo", "modelos de desenvolvimento", seja lá o nome. Trata-se de dirigir até a esquina, de levar o país até 2019, 2020, sem arrebentar o motor ou furar o tanque de combustível.
Herculano
28/04/2017 06:15
da série: o resumo de um modelo de político ladrão contumaz, que usa os votos, a ignorância do povo para se estabelecer no poder e que parece muito comum entre nós

CABRAL RI, ADMITE CAIXA 2 E TENTA SALVAR A PELE DE ADRIANA



Conteúdo da coluna Radar, de Veja. Texto de Ernesto Neves. O ex-governador Sérgio Cabral negou-se a responder as perguntas feitas por Sérgio Moro. Ele seguiu aconselhamento da defesa, respondendo apenas o que foi questionado por seu advogado. Nesse momento, Cabral riu ao ser informado por Moro que "não era uma brincadeira de vaca amarela".

A defesa, então, pediu a Cabral para que esclareça a relação do seu governo com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a Petrobras.

O ex-governador responde que sempre foi uma relação difícil. E que não tinha boas relações com a empresa, já que os interesses do seu governo divergiam da Petrobras em assuntos como a cobrança de royalties.

Perguntado pela defesa, Cabral disse que seu relacionamento com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa era estritamente institucional. "Jamais tratei de qualquer assunto de apoio a campanha, assuntos financeiros. Jamais solicitei qualquer tipo de apoio financeiro".

Cabral confirma que comprou artigos de luxo com recursos próprios, feitos, segundo ele, com sobras de campanhas eleitorais. E que este tipo de compra não foi uma tentativa de burlar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).

Em seguida, afirma que a mulher, Adriana Ancelmo, não pode ser responsabilizada pelos atos.

"As compras eram feitas por mim. Com recursos meus e sobre minha responsabilidade. Ela poderia até escolher o produto. Mas são recursos meus".

"Não posso negar que houve caixa 2. É um fato real na vida nacional, e reconheço esse erro. Não tem nada a ver com a minha mulher e muito menos a ver com as acusações de Comperj", disse. "Minha mulher não conhece nenhum desses personagens citados".
Herculano
28/04/2017 06:09
da série: por que os políticos que foram votados por nós, são sustentados por nós, que nos roubam ainda insistem em nos meter no buraco? Eles não entendem, que depois dos que os sustentam, serão eles a se amontoarem no buraco por falta de sustentação econômica da utopia que pregam e nos condenam?

GREVE GERAL, por Hélio Schwartsman, no jornal Folha de S. Paulo

Uma parte do Brasil vai parar nesta sexta (28) para protestar contra a reforma da Previdência. "Eu desaprovo o que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-lo". A frase é creditada a Voltaire, mas ele nunca a escreveu. Fatos alternativos não são exatamente uma novidade. De todo modo, o aforismo resume o pensamento do filósofo em relação à liberdade de expressão: ela precisa valer independentemente de concordarmos com o conteúdo daquilo que é dito.

Essa regra pode ser estendida para a democracia. Qualquer um pode protestar contra qualquer coisa e, se a maioria da população, seguindo os trâmites legais, decide adotar uma política que levará o país para o buraco, resta-nos cair no buraco.

Penso que é bem essa a situação da reforma da Previdência. Nosso modelo é insustentável diante das transformações demográficas em curso. É claro que é possível discutir se a idade mínima para receber a aposentadoria deve ser de 65 ou de 62 anos e se o trabalhador terá 70% ou 90% de seu salário na ativa (o endurecimento de um parâmetro pode compensar o relaxamento de outro), mas não é necessário ter doutorado em finanças para concluir que, se não limitarmos os benefícios, ou eles deixarão de ser honrados, ou precisaremos tirar recursos de outro lugar.

E, como não estamos falando de dinheiro pequeno, na segunda hipótese teria de haver cortes em áreas sociais como educação e saúde ou fortes aumentos na carga tributária brasileira, que, vale lembrar, já é significativamente maior que a de países com igual nível de desenvolvimento.

Seria bacana se a turma que rejeita "in limine" a proposta do governo apresentasse um projeto alternativo que pare em pé, mas não creio que isso ocorrerá. Sua motivação é mais política do que técnica. A dificuldade da sociedade em resolver um problema que no fundo é aritmético pode soar exasperante, mas faz parte das atribulações do jogo democrático
Herculano
28/04/2017 06:04
PSDB E PT CHEGAM À ANTESSALA DE 2018 ZONZOS, por Josias de Souza

A Lava Jato transformou os preparativos para 2018 numa espécie de batalha no escuro entre soldados desnorteados e comandantes embriagados. PT e PSDB, os partidos que monopolizam as disputas presidenciais há mais de duas décadas, estão zonzos. A situação penal de Lula se deteriora mais rapidamente do que a do rival Geraldo Alckmin, o único cardeal da enfermaria tucana que ainda se considera no páreo. Sem foro privilegiado, Lula arde na frigideira de Curitiba. Alckmin caiu no banho-maria do Superior Tribunal de Justiça, o foro dos governadores.

Petistas e tucanos entram na fase de pré-campanha em condições semelhantes. O mal do PSDB é que o partido tem um excesso de cabeças e carência de miolos. O PT padece da mesma carência, com a diferença de que tem uma cabeça só. As duas legendas revelam-se capazes de tudo, menos de admitir suas culpas, primeiro passo para um reinício honesto.

Lula, já bem passado no óleo do juiz Sergio Moro, está diante do risco real de se tornar um ficha-suja antes de virar candidato. Mas demora a autorizar a deflagração do Plano B chamado Fernando Haddad. Alckmin ergue o bico para negar as acusações que o assediam e finge não notar que o pupilo João Doria vai virando o Plano B do grupo de Aécio Neves. Não será fácil para o eleitor escolher um presidente entre os sobreviventes. Por sorte, os gatunos tornam-se menos pardos à medida que vai ficando claro que os partidos viraram meras filiais de organizações como e Odebrecht e OAS.
Herculano
28/04/2017 06:01
AVANÇO TRABALHISTA, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Deu-se na madrugada desta quinta-feira (27) o primeiro passo da ambiciosa e decisiva agenda reformista deste ano.

Por 296 votos a 177, a Câmara dos Deputados aprovou projeto que altera de maneira substantiva a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), cujos alicerces remontam aos anos 1940.

Tratar de normas que regem as relações entre patrões e empregados será tarefa delicada em qualquer lugar e momento; aqui, a revisão de práticas tão enraizadas converteu-se em tabu.

A mudança pode não ser isenta de riscos, mas é, sem dúvida, necessária. Se não constitui panaceia, a reforma votada traz avanços importantes, na direção correta.

De mais fundamental, determina-se que acordos coletivos, negociados entre empresas e representantes dos trabalhadores, prevalecerão sobre os ditames da CLT, ressalvados direitos básicos como férias e fundo de garantia.

Reduz-se, assim, a excessiva tutela do Estado sobre as relações privadas, que muitas vezes dificulta ou inibe entendimentos capazes de preservar empregos.

Numa grata ousadia, o texto elimina a excrescência do imposto sindical (chamado eufemisticamente de contribuição obrigatória), arrecadado por entidades patronais e de trabalhadores.

Não surpreende, pois, que sindicatos encabecem a oposição ao projeto, à qual se somam os partidos e militantes de esquerda. Afora o discurso fácil contra a perda de direitos, porém, não se ouvem dos críticos contrapropostas razoáveis.

Fato é que a miríade de imposições da CLT a torna uma legislação excludente. Os celetistas típicos compõem apenas cerca de um terço da força de trabalho do país; um contingente semelhante vive na informalidade ou labuta por conta própria, no mais das vezes em condições precárias; outros 13% estão desempregados.

O restante das vagas disponíveis se distribui entre empregados domésticos e servidores públicos, que dispõem de regimes de trabalho próprios, e empregadores.

Uma nova regulação, além de estimular o emprego formal, deve dar conta da realidade atual do mercado de trabalho, que demanda maior liberdade de contratação. Há amplo leque de atividades centradas em projetos e tarefas com duração determinada, em vez de contratos de longa duração.

Não se pode desconhecer que o país é profundamente desigual.

Profissionais qualificados, em setores modernos, dispõem de considerável poder de barganha; nos meios arcaicos, trabalhadores ainda são vilipendiados. Estes devem ser protegidos por legislação realista; a atual não o faz a contento.
LEO
27/04/2017 22:15
CHAPA QUENTE.
AP?"S UMA REUNIÃO INTERNA NO DIA 25/07 NA SECRETÁRIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL.AONDE A CHAPA FICOU QUENTE.POR VOLTA DAS 17 HS .FOI PRECISO CHAMAR A AMBULÂNCIA, PARA LEVAR O SECRETARIO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL PARA O HOSPITAL DE GASPAR.LOGO VEIO PARA O HOSPITAL, UM DOS MANDA CHUVA DA PREFEITURA QUE MANDOU TODO OS FUNCIONÁRIOS DO PRONTO SOCORRO ,PARAR O QUE ESTAVAM FAZENDO E DAR ATENÇÃO AO SECRETARIO. TEM GENTE QUE NÃO AGUENTA A PRESSÃO.
leo
27/04/2017 21:51
SAIA JUSTA NA PREFEITURA.O PREFEITO FALOU NA RADIO QUINTA,QUE AS ESCOLAS FUNCIONÁRIA NORMALMENTE.O RH DA PREFEITURA ENVIOU RECADO.QUE QUEM ADERIR A GREVE DE SEXTA,TERÁ O DIA DESCONTADO.E NÃO PODE USAR O BANCO DE HORAS.AGORA O BILHETE QUE A ESCOLA DO BAIRRO FIGUEIRA ENVIOU PARA OS PAIS.GASPAR,26 DE ABRIL DE 2017. SENHORES PAIS,COMUNICAMOS QUE NA SEXTA FEIRA NÃO HAVERÁ AULA. MOTIVO;PARALISAÇÃO NACIONAL CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA.POR SER UM ASSUNTO DE INTERESSE DE TODOS BRASILEIROS,INCLUSIVE DAS GERAÇÕES FUTURAS,OS FUNCIONÁRIOS DA ESCOLA DOLORES KRAUSS NÃO TRABALHARÃO TODO O DIA. PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS.SEGUNDO UMA AMIGA DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO. A EQUIPE GESTORA DA ESCOLA DA FIGUEIRA FEZ CONTATO COM A SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO PARA VER COMO AGIR.RECEBEU ORIENTAÇÃO PARA NÃO FAZER NADA PARA ATRAPALHAR O MOVIMENTO.O MAIS ENGRAÇADO,QUE ESTES FUNCIONÁRIOS TEM O APOIO DE COORDENADOR,ASSESSOR DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO,E ALGUNS DIRETORES DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO.ENGRAÇADO OS COMISSIONADOS DA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO NÃO ERAM PARA APOIAR O GOVERN? AI AI É O FOGO AMIGO.
Roberto Sombrio
27/04/2017 21:14
Oi, Herculano.

Amanhã é o dia dos vagabundos deste país.
Só falta exigirem que vire feriado.
Sujiro Fuji
27/04/2017 21:05
É uma greve de pelegos para pelegos.
Belchior do Meio
27/04/2017 20:45
Sr. Herculano:

No meu bairro, a bastarda do PMDB, cria da Vergonha do Belchior, a tucana de baixa plumagem não nos representa.
Ana Amélia que não é Lemos
27/04/2017 20:35
Sr. Herculano:

"- Atualização: Os médicos descartam a hipótese de Eunício de Oliveira estar com encefalite viral".

Que pena!

A encefalite viral é contagiosa e a sua transmissão é feita através do contato com as secreções respiratórias, como saliva ou espirros, de uma pessoa infectada ou através do uso de utensílios contaminados, como garfos, facas ou copos, por exemplo.
Assim, durante o tratamento, é muito importante que a pessoa mantenha boa higiene e utilize uma máscara facial para evitar a transmissão dos vírus.

Seria um bom começo para acabar com o senado.
Todos em casa.
Herculano
27/04/2017 19:14
EM CRISE, BRF REALIZA REUNIÃO COM QUóRUM RECORDE, por Maurício Lima, do Radar On Line, de Veja

A crise uniu a BRF. Enrolada na Carne Fraca e com funcionários ameaçando entrar em greve pelo não pagamento de PLR, a companhia realizou na manhã desta quarta-feira (26) uma reunião na sede da empresa, em Itajaí (SC).

E a companhia começou a juntar os cacos. Além da eleição dos novos membros do Conselho de Administração, todas as propostas apresentadas foram aprovadas no encontro, que registrou ainda um dos maiores quóruns da história da companhia (84,5% do capital votante).

Reconduzido ao posto de presidente do Conselho, Abílio Diniz comemorou o encontro: "Essa reunião é um marco para a BRF", disse
Herculano
27/04/2017 19:07
ROBERTO REQUIÃO É ISSO AÍ, por Augusto Nunes, de Veja

O senador doido de pedra agora quer castigar jornalistas com tapas no focinho

Por ter nascido com graves defeitos de fabricação, o senador Roberto Requião foi desde sempre candidato a um manicômio reservado aos doidos de pedra. Conseguiu piorar espetacularmente depois que comeu mamona (e gostou) para bajular o amigo Lula. Há dias, colérico com sensatas observações de Sérgio Moro, afirmou que o juiz da Lava Jato anda consumindo alguma erva estragada. Agora, resolveu castigar com tapas no focinho qualquer jornalista que o aborreça.

Cumpre ao eleitorado paranaense transformar urna em arma e mandar Requião para casa. Em homenagem aos incontáveis desserviços prestados ao Paraná e à nação, não custa premiá-lo com uma velha e boa camisa-de-força
Herculano
27/04/2017 19:02
FORA DE CONTROLE? JOGO DE GENTE QUE SABE DEMAIS E QUE AGORA RESOLVEU DIMINUIR SUAS POSSÍVEIS PENAS

PALOCCI (LULA) TENTA CALAR DUQUE

Conteúdo de O Antagonista. A defesa de Antonio Palocci e Branislav Kontic entrou com recurso para impedir a colaboração judicial oferecida mais cedo por Renato Duque [veja texto abaixo].

Trata-se de uma medida desesperada de José Roberto Batochio, que também defende Lula, para impedir que Duque imploda o chefe da Orcrim. Ou seja, é uma medida desesperada do próprio Lula.

Resta saber se Batochio tomou a iniciativa sem consultar Palocci. Caso contrário, o gesto revela uma estratégia dupla: enquanto o italiano combina sua defesa técnica com Lula, negocia com o advogado Adriano Bretas um acordo de delação premiada.

É uma jogada arriscada.
Herculano
27/04/2017 18:51
STF PERMITE GANHO ACIMA DO TETO PARA SERVIDOR QUE ACUMULA CARGOS PÚBLICOS

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Rafael Moraes Moura, Breno Lemos Pires, da sucursal de Brasília. Por 10 a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na tarde desta quinta-feira, 27, que, nos casos de servidores que ocupam dois cargos públicos, o teto remuneratório deve ser incidido sobre cada um dos vínculos, e não sobre o somatório dos ganhos do agente público. Dessa forma, a Corte autorizou que o salário das duas remunerações extrapole o atual teto remuneratório - de R$ 33,7 mil.

Os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e a presidente do STF, Cármen Lúcia, acompanharam o voto do relator, ministro Marco Aurélio. O único voto divergente foi proferido pelo ministro Edson Fachin.

A Constituição Federal proíbe a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto para professores e profissionais de saúde com profissões regulamentadas, como médicos. A Constituição também prevê que a remuneração dos ocupantes de cargos públicos não poderá exceder o teto remuneratório - o entendimento firmado pelos ministros do STF é de que essa restrição deve valer para cada um dos cargos.

"Estamos diante de um conflito de dois comandos constitucionais. Um deles autoriza em determinadas situações a acumulação remunerada de cargos públicos e de outro lado o artigo 37, inciso 11 (da Constituição Federal) fixa o chamado teto remuneratório. Há um claro conflito. Essa aporia precisa ser resolvida pelo Supremo Tribunal Federal", disse Lewandowski.

"Não se pode exigir de ninguém que se trabalhe de acordo com uma remuneração ínfima ou irrisória", completou o ministro.

Para o ministro Luís Roberto Barroso, "impedir que alguém que acumule legitimamente dois cargos receba adequadamente por eles significa violar direito fundamental que é do trabalho remunerado". "Seria impor a alguém trabalho não remunerado", observou Barroso.
O julgamento começou nesta quarta-feira, quando o ministro Marco Aurélio Mello defendeu o entendimento de que a incidência do teto separadamente sobre cada um dos vínculos "não derruba o teto". Marco Aurélio ainda frisou que o teto não pode desestimular aqueles agentes públicos que queiram ocupar cargos importantes.

"A interpretação constitucional não pode conduzir ao absurdo de modo a impedir a acumulação de cargos que já tenham alcançado patamar máximo de vencimentos", disse Marco Aurélio.

O entendimento firmado no julgamento, concluído nesta quinta-feira, servirá para outros 88 processos que atualmente tramitam em diversas instâncias em todo o País.
Herculano
27/04/2017 18:44
13 MOTIVOS PELOS QUAIS TODO SOCIALISTA QUE USA O FACEBOOK É UM HIPóCRITA, por João Cesar de Melo, no Instituto Liberal de São Paulo.

Sempre que ouço um socialista defendendo a liberdade, lembro-me de todos os partidos que apoiam e também dos regimes que esses partidos defendem. Partindo de um princípio básico de coerência, creio que qualquer pessoa acharia um completo absurdo um vegetariano almoçar todos os dias numa churrascaria ou um defensor dos direitos dos animais usar sapatos feitos de couro de jacaré. Sendo assim, não seria incoerência uma pessoa que defende direta ou indiretamente regimes que restringem a liberdade de expressão se utilizar de uma ferramenta que potencializa essa liberdade?

Abaixo, enumero treze contextos que demonstram que o Facebook representa tudo o que o socialismo rejeita.

1° - O Facebook originou-se nos Estados Unidos, não noutro país, porque a liberdade de expressão é respeitada. Qual governo da América Latina permitiria que uma pessoa comum criasse uma rede social com suas próprias políticas de privacidade e termos de uso, usada para criticar e ridicularizar políticos, formar grupos e organizar manifestações contra o governo? Nenhum. O Facebook atrai usuários exatamente por oferecer a liberdade que regimes socialistas coíbem.

2° - Mark Zuckerberg e seus colegas de faculdade eram dignos representantes do que os socialistas chamam de "elite branca burguesa" - jovens alienados e pervertidos que criaram uma rede social visando promover a farra dos estudantes. Pior: Zuckerberg é judeu.

3° - Logo que sua rede foi expandida para outras universidades, Mark Zuckerberg enxergou a possibilidade de obter altos lucros e procurou investidores capitalistas que impulsionaram seu negócio até chegar à escala atual, com mais de 1 bilhão de usuários em todo o mundo. Sob a ótica marxista, Mark Zuckerberg contribui para acentuar a desigualdade social e econômica, já que ele se tornou mais um bilionário enquanto ainda existem pessoas passando fome no mundo.

4° - A falta de regulamentação estatal possibilitou o Facebook ser um importante vetor do liberalismo, com pessoas e empresas promovendo ideias, produtos, serviços e viabilizando negociações espontâneas, livres da intromissão do governo. Ou seja: o Facebook é a mais escrachada apologia à liberdade econômica.

5° - O Facebook permite que cada pessoa selecione "amigos" em função de seus interesses e preconceitos particulares, o que, sob a ótica socialista, incita discriminações.

6° - O Facebook também permite que seus usuários selecionem livremente quais grupos e causas lhes são mais interessantes, o que estimula a percepção de que não precisamos do estado para nos dizer o que é bom e o que é ruim.

7° - Completando a apologia ao livre mercado, o Facebook permite que as pessoas punam as empresas que agem de forma discriminadora ou fraudulenta. Hoje, empresas temem muito mais uma publicação crítica a seus produtos ou serviços que se torne viral no Facebook do que processos abertos na justiça estatal. Ou seja: o Facebook incita as pessoas a rejeitar o estado.

8° - Enquanto os socialistas cobram que a sabedoria estatal "democratize da mídia", o que seria nada menos do que desmantelar os grandes veículos de comunicação à força, a gigantesca empresa capitalista chamada Facebook possibilita que qualquer cidadão do mundo seja um repórter, desminta a grande imprensa e denuncie o governo. Graças ao Facebook, a opinião pública é cada vez mais formada pelo conjunto de publicações de pessoas comuns dispersas por toda a sociedade - mais uma vez, contrariando a ideia socialista de controle da imprensa para "proteger a sociedade" de supostas manipulações.

9° - Para o desespero dos socialistas, as ações dos governos ao redor do mundo estão sendo cada vez mais pautadas pela opinião de cidadãos comuns a partir do termômetro do Facebook, reduzindo o movimento sindical ao ridículo.

10° - O Facebook comprova a eficiência das iniciativas privadas de solidariedade. Pessoas comuns podem sensibilizar a sociedade com muito mais facilidade do que governos. Por meio de simples publicações, podem chamar a atenção de milhões de pessoas ao redor do mundo sobre questões ambientais, humanitárias, políticas e econômicas numa escala muito maior do que métodos típicos da esquerda como parar o trânsito, vandalizar a cidade e incitar a violência.

11° - Enquanto os socialistas insistem que o estado deve ser o principal promotor da arte, o que acaba privilegiando os artistas "bem relacionados" e aqueles enquadrados num ou noutro grupo pré-identificado pelo governo - geralmente vinculados à esquerda - o Facebook possibilita que qualquer artista, independentemente de sua ideologia, religião, "raça" ou opção sexual divulgue seu trabalho, conquiste público e ganhe dinheiro.

12° - Lembrando que o Whatsapp pertence ao Facebook, foi o aplicativo, e não as regulações governamentais, que obrigaram as tradicionais empresas de telefonia a melhorar e baratear seus serviços, comprovando definitivamente que só a liberdade econômica qualifica as relações de mercado.

13° ?" Mark Zuckerberg se diz de esquerda. Ele pode se enxergar e dizer o que quiser, e isso por si só torna evidente o valor do capitalismo, que não cobra bajulações, fidelidade ou apologias. Mesmo alguém como Zuckerberg, que critica o capitalismo, pode criar uma das empresas mais capitalistas do mundo ?" sem distribuir igualmente suas ações aos bilhões de "proletários" do mundo, claro, afinal socialismo bom é só com o dinheiro alheio.

Contudo, lembro aos socialistas que nada os impede de substituir o Facebook por uma rede desenvolvida e viabilizada por eles mesmos. Uma nova a revolucionária ferramenta de interação social sem publicações fúteis, burguesas, machistas, nazistas, fascistas, racistas, opressoras ou "neoliberais", com grupos voltados exclusivamente para a construção do socialismo e páginas de promoção e venda de produtos fabricados sem a "exploração do trabalho". Anúncios de grandes corporações capitalistas seriam rejeitados. Publicações de mulheres e de pessoas negras, gays ou pobres seriam especialmente impulsionadas pelo Foicebook para reparar séculos de indiferença da classe burguesa.

Creio, inclusive, que a esquerda não teria dificuldades em conseguir verbas de governos para viabilizar essa nova rede. Prevejo até um lançamento simultâneo em Cuba e na Venezuela, demonstrando para todo o mundo o poder e a "independência" da América Latina.
Herculano
27/04/2017 18:32
EUNÍCIO ASSISTIA À TV QUANDO DESMAIOU EM CASA, por Josias de Souza

Internado na UTI do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, passou mal antes de desmaiar, na madrugada desta quinta-feira. Foi amparado pela mulher, Mônica Paes de Andrade Oliveira, que relatou o susto a amigos que estiveram no hospital. O casal estava defronte da televisão.

Exames preliminares descartaram a ocorrência de Acidente Vascular Cerebral. Segundo o relato de Mônica, os médicos suspeitam de encefalite viral. É uma infecção do sistema nervoso central que provoca a inflamação do cérebro. Mas o diagnóstico ainda não foi confirmado.

Antes de passar mal, Eunício exalava satisfação com o resultado da sessão noturna que acabara de presidir. Os senadores haviam aprovado duas propostas de grande repercussão: o projeto sobre abuso de autoridade e a emenda constitucional que acaba com o foro privilegiado para congressistas e autoridades.

O senador irritou-se com uma reportagem do Jornal Nacional. No trecho que o abespinhou, a notícia informava: "?o Senado, que tem 28 parlamentares respondendo a inquéritos da Lava Jato no Supremo, deu 75 votos a favor do fim do foro privilegiado. Foi unanimidade, só o presidente Eunício Oliveira não votou?"

Pelo regimento interno do Senado, o presidente é proibido de votar, exceto quando há empate. Eunício achou que ficou parecendo que ele era contra o fim do foro. Algo que, na sua opinião, não fazia jus ao papel que desempenhara. Ele dizia ter articulado a aprovação da emenda em negociações que vararam a madrugada na noite anterior.

Depois de telefonar à emissora para se queixar, Eunício rendeu-se ao futebol. Assistiu à partida Atlético-PR 2 X 0 Flamengo, válida pela Taça Libertadores. Chegou a cochilar durante o jogo. De repente, sentiu-se mal. Segundo Mônica, ele estava pálido. Suava muito antes de perder os sentidos. Foi levado às pressas pelo filho à Clínica Daher, mais próxima de sua casa. Depois, removeram-no para a UTI do Hospital Santa Lúcia, onde se encontra.

- Atualização: Os médicos descartaram a hipótese de Eunício estar com encefalite viral.
Herculano
27/04/2017 18:30
CARMEM ZANOTTO

A deputada Carmem Zanotto, PPS, oriunda da região serrana e ex-secretária de Saúde, votou mais uma vez com os servidores e contra os trabalhadores de onde vieram a maioria dos votos que asseguraram a sua eleição.

Votou contra as reforma trabalhista contrariando a orientação do seu partido. A coluna Olhando a Maré, questionou o ministro, Roberto Freire.

E ele respondeu seco ao admitir que havia constrangimento no partido pelo voto da deputada, mas respeitava o posicionamento de Carmem: "ela já se comprometeu a votar a favor da Reforma Previdenciária. PPS irá fechar questão".

Então tá! Agora é anotar, esperar e conferir.
Herculano
27/04/2017 18:18
RENATO DUQUE VAI ABRIR A PORTA DO INFERNO

Conteúdo de O Antagonista. A Folha de S. Paulo informa que Renato Duque "protocolou um pedido ao juiz Sergio Moro para ser interrogado novamente no processo em que é acusado de receber propina quando estava na estatal.
No documento ele manifesta a vontade de colaborar com as investigações.

Nas palavras de pessoa próxima ao ex-diretor, ele vai 'abrir a caixa de ferramentas' e, com elas, 'a porta do inferno', contando 'tudo o que sabe' do esquema de corrupção na Petrobras".

PALOCCI PRECISA MOSTRAR ONDE FORAM PARAR OS BILHÕES DA SETE BRASIL

Até o fim de 2014, quando a Sete Brasil entrou no radar da Lava Jato, a empresa já tinha enviado quase US$ 7 bilhões para 29 offshores na Holanda - todas com nomes de praias brasileiras.

Outros US$ 181 milhões foram pagos em "Construction Management Agreement (CMA)", destinados ao acompanhamento dos contratos de EPC. Na prática, foram criados contratos de monitoramento de construção das sondas nos estaleiros no Brasil - sondas não entregues.

Antonio Palocci precisa entregar tudo, especialmente as contas onde a propina para Lula e o PT está escondida.

Os relatos de Antonio Palocci sobre a propina de Lula na Sete Brasil confirmam os fatos narrados por Renato Duque, que também está tentando fechar um acordo com a Lava Jato.

Segundo o Valor, Renato Duque "busca meios de comprovar as entregas de dinheiro em espécie no Instituto Lula".

Antonio Palocci "ainda terá de detalhar como a suposta propina solicitada por Lula foi acertada".

Mas o Valor antecipa que João Vaccari Neto participou dos repasses.

A delação de Antonio Palocci criará um problema para o também delator Pedro Barusco, que foi responsável pela estrutura financeira da Sete Brasil.

Quando firmou sua delação, Barusco entregou US$ 98 milhões à Lava Jato e garantiu que o dinheiro era dele. Está cada vez mais claro que Barusco não entregou tudo.

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