Vitrine Literária - Jornal Cruzeiro do Vale

Saudade

04/09/2020

Ah! Quanta saudade
Da buzina dos circos
Dos vendedores de açúcar-doce
E amendoins açucarados.

E os cheiros que tinham no ar?
Cheiro de Natal, de Páscoa
De maçã doce
De balas e caramelos.

E as tardes-noites?
Com aquele céu avermelhado
Num prenúncio de que
A noite traria mil alegrias.

Sinto saudades da saudade
Dos meus pais à noitinha
Sentados na varanda
Cantarolando e assoviando músicas

Eternas de Vicente Celestino.
Quanto tempo se passou
Quantas lágrimas enchem
Esses olhos que buscam e rebuscam
Um passado longínquo
Que nunca mais irá voltar.

Ah! Quanta saudade!

 

Edição 1967

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