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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Herculano Domício

23/03/2017

REFÉM I
O governo de Kleber Edson Wan Dall, PMDB, no dia em que se elegeu, logo percebeu que não tinha a maioria numa Câmara (quatro do PMDB, um do PSC e um do PP) de 13 vereadores. Na mesma noite da apuração foi atrás: e buscou Franciele Daiane Back, do PSDB, sem nada negociar com o partido, o último daquela corrida municipal. Entretanto, Kleber foi traído pela ingenuidade do poder aparente, apesar de ter sido vereador e presidente da Câmara de Gaspar e entender das manhas e das forças dos bastidores de um Legislativo. Nas negociações, se é que houve, o prefeito de Kleber se permitiu ficar, logo no primeiro ano de governo, o essencial, refém da oposição na principal Comissão da Casa, a de Legislação, Justiça, Cidadania e Redação.

REFÉM II
O PMDB fez a presidência da comissão, mas pouco lhe serve. Com dois membros da oposição (PT e PDT) numa comissão de quatro, terá dificuldades para encaminhar os projetos sensíveis, como já se demonstrou em pelo menos duas oportunidades. Se Kleber possui maioria mínima no plenário para passar os PLs, não tem essa maioria no nascedouro deles. E isso demostra-se uma dor de cabeça que ele terá que conviver até o ano que vem. Ficará exposto. E ficará muito mais se insistir em levar à Câmara, pautas carregadas de dúvidas e arrogância.

TROCAS I
O cabo bombeiro militar Rafael Araújo de Freitas e que está pré-nomeado para ser o coordenador da Defesa Civil de Gaspar, doou R$5 mil à campanha de Kleber Edson Wan Dall, PMDB. Ela consta da prestação de contas e está à disposição publicamente no Tribunal Regional Eleitoral. Rafael entrou no centro de uma polêmica devido ao PL 01/2017 de Kleber, o qual foi considerado ilegal e inconstitucional pelo relator geral sorteado e da Comissão de Legislação, Justiça, Cidadania e Redação, Dionísio Luiz Bertoldi, PT. Ele cria uma gratificação especial para a função de R$ 3.329,56. Hoje o soldo bruto de Rafael é de R$6.341,63 ou algo em torno de R$4,5 mil limpos.

TROCAS II
A indicação é tida como técnica, mas devido a este gesto, há conotações claramente partidárias e corporativas. Outro bombeiro, o subtenente José Marildo Azevedo, fez quatro doações à campanha de Kleber. Elas somaram R$13 mil. Vale lembrar que o presidente do PMDB e coordenador de campanha de Kleber, o atual secretário da Fazenda e cumulativamente secretário de Administração e Gestão, o advogado Carlos Roberto Pereira, foi bombeiro voluntário. Para completar. Os bombeiros, por sua vez, recebem três funcionários da prefeitura, com vencimentos brutos ao redor de R$2 mil: Rodinei Antunes Vieira, Andress Cristian Dauer e Jackson do Rosário.

AS TETAS I
O PMDB e PP principalmente estão nervosos porque nem todas as promessas de empregos feitas durante a campanha eleitoral em Gaspar ainda não foram cumpridas. Houve até arranca-rabo em privado e que transpirou além das paredes. Mas, a partir da semana que vem tudo começará a ser resolvido com a finalização do reajuste do funcionalismo. A desconfiança de alguns caciques é que nesta lista podem estar gente de fora de Gaspar. Não técnicos e que por aqui existem poucos, como por exemplo Alexandre Gevaerd, de origem petista, titular do Planejamento, Meio Ambiente e Defesa Civil, mas de agentes políticos.

AS TETAS II
São fundadas essas preocupações. Teta é teta. Ou as passagens por aqui dos deputados Federais anunciando verbas ao prefeito Kleber Edson Wan Dall só tiveram essa intenção? Não! Vieram ter uma conversa mais amiúde e fora do ambiente de fotos para os seus, os de sempre, os que não têm outra oportunidade se não estarem agarrados às tetas públicas e apadrinhadas por seus políticos e partidos. Soma-se à romaria. os deputados estaduais, vereadores e pasmem, pastores evangélicos. O PT empregou gente de fora só porque era petista e desempregada. Então o PMDB e o PP, pais da matéria, não fugirão à regra. Acorda, Gaspar!

SAMAE INUNDADO
Janete Silva é uma espécie de espelho de José Hilário Melato, PP, o mais longevo dos vereadores e que sempre se orgulhou de entender muito das leis. Janete ou está com ele, ou está protegendo ele ou está amparada por ele. Eleito vereador, Melato preferiu o Samae onde disse que iria exercer os seus dotes de executivo. E lá foi Janete. E numa das primeiras nomeações, a quatro, no dia dois de janeiro, ela se tornou Diretora de Pessoal. E criou um buchicho. É que este cargo em comissão, em tese, seria de provimento de um servidor efetivo. É o que diz a lei 2.613/2005 (e Melato era vereador quando esta matéria passou na Câmara) de forma bem clara no artigo 4º. E agora? Outra: Janete diretora de pessoal permite que Viviane Wehmuth, em licença prêmio, trabalhe? Hum!

TRAPICHE


Quando mesmo o prefeito Kleber Edson Wan Dall, PMDB, anunciou a reabertura da Ponte do Vale? A primeira data que furou: dia 25 de janeiro. A segunda data não era para este final de semana? Ai, ai, ai.

Recomeçou cedo. A Câmara de Gaspar faz apenas uma sessão por semana e o presidente Ciro André Quintino, PMDB, faltou na terça-feira. Estava em Brasília. Foi de fininho. Na legislatura passada, ele e seu ex-assessor, Roni Jean Muller, foram os que mais usaram as diárias.

Nepotismo cruzado, descuido, gula ou falta de quadros? Gelásio Walmor Muller, Diretor Geral de Obras é tio do Roni Jean Muller, da Gestão Compartilhada.

Jean Alexandre Santos, secretário de Obras e Serviços Urbanos é primo do advogado Carlos Roberto Pereira secretário da Fazenda e cumulativamente de Administração e Gestão.

Ana Caroline Morelo, assessora de Comunicação do Samae, é filha de Andréia Morelo assessora do vereador Francisco Hostins Júnior, PMDB.

Uma pergunta que não quer calar: quantos indicados para cargos em confiança na administração de Kleber Edson Wan Dall, PMDB, foram doadores da sua campanha? Compraram o passe ou emprestaram o CPF?

O governo do PMDB e PP, ainda dá emprego para as viúvas do PT. Célia Margarete da Costa Silva, prima do secretário Carlos Roberto Pereira (Fazenda e da Administração e Gestão), continua no mesmo cargo que foi nomeada por Pedro Celso Zuchi.

A mesma situação está a Fernanda Gelatti, no Samae, tocado por José Hilário Melato, PP, e ex- escudeiro do governo petista. Outro é Dirceu dos Passos, agente de trânsito continua como Diretor de Transporte Coletivo, um setor com sérios problemas para serem resolvidos.

Os vereadores e os funcionários da Câmara de Gaspar já tiveram garantidos os reajustes de 5,44% na terça-feira. Os servidores da prefeitura, tem a promessa do mesmo reajuste. Aguarda-se o envio dele para a Câmara.

Ilhota em chamas I. Mais uma promessa de campanha de Érico de Oliveira, PMDB, pelo ralo. Ilhota é a “capital da moda íntima”. Devido a situação financeira não há recursos para apoiar o “Projeto Moda Catarina”.

Ilhota em chamas II. Sobrou mais uma vez até para os empresários apoiadores que com outros lutam para sobreviverem num mercado recessivo, mas gerador impostos para a prefeitura pagar as contas.

Ilhota em chamas III. Alguém poderia esperar coisa melhor de quem está cortando de 30% para 25% (o limite mínimo legal constitucional) de investimentos na educação municipal?

 

Edição 1793

Comentários

Mardição
25/03/2017 20:04
O Brasil criou juízo, tanto que estão fazendo o RECALL da carne.

As três empresas interditadas na operação "Carne Fraca", vão devolver o dinheiro para quem comprou produtos de suas marcas. Se você já comeu não tem problema. Basta enviar o bolo fecal pelo SEDEX, mas tem que estar acompanhado pelo selo SIF com o número correspondente a empresa.
Roberto Sombrio
25/03/2017 19:37
Oi, Herculano.

ÉPOCA ?" A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, disse que não existe caixa um, caixa dois, caixa três. É tudo crime...
FHC ?" É verdade, mas são crimes de naturezas diferentes.

O que o FHC quis dizer com crimes de natureza diferente deve ser mais ou menos isso: Quem rouba uma vez é caixa um, quem rouba duas vezes á caixa dois e quem rouba sempre é caixa três.
No Brasil já temos caixa quatro. Estão roubando até de quem já roubou.

Bem! A China já voltou a comprar carne do Brasil.
Pra quem come gafanhoto, escorpião, lesma e piolho; comer a carne brasileira é fichinha.

Um país que tem no supremo ministros que soltam um assassino como o goleiro Bruno e entram em discussões feito as lavadeiras do século passado é, um país que já passou do fundo do poço
Herculano
25/03/2017 17:20
O SUMIÇO DOS LEITORES NOS JORNAIS GAÚCHOS, por Elstor Hanzen, no Observatório da Imprensa.

A circulação dos dez jornais gaúchos auditados pelo Instituto Verificador de Comunicação (IVC)Zero hora logo chegou à queda mediana de 20,37% em 2016. Nos números levantados entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016, teve diário que reduziu a impressão em mais de 30%. Pior do que os dados ruins foi a postura dos veículos de sonegar as informações ao público, e o maior deles no estado ?" Zero Hora ?" publicou que foi o único entre os cinco maiores jornais do país a aumentar em 7% sua circulação total - digital e impresso -, sendo que o IVC verificou para esta soma pouco mais de 2%. Ademais, o diário sequer mencionou ou contextualizou a redução de mais de 15% na sua tiragem no período.

Os jornais aferidos pelo IVC pertencem a cinco grupos de comunicação do Rio Grande do Sul e grande parte tem concentração de circulação na Região Metropolitana de Porto Alegre. Conforme o Instituto, o Jornal do Povo, de Cachoeira do Sul, registrou a menor queda, com 2,39%. O maior percentual foi do Diário de Canoas, do grupo Sinos, que caiu 31,82%. Do mesmo grupo, o Jornal VS apresentou diminuição de 21,72%, enquanto o ABC Domingo caiu 21,04% e o Jornal NH 20,82%. Já dos impressos do grupo RBS, o Pioneiro, de Caxias do Sul, foi o que mais caiu, registrando um percentual de -19,92%. O Diário Gaúcho caiu 16,38% e Zero Hora, 15,14%. O Diário de Santa Maria, que pertence a um grupo de empresários locais, registrou queda de 22,37% no período em questão e o Correio do Povo diminuiu 13,64%
Herculano
25/03/2017 16:51
UM SÁBADO DE ESPERANÇAS

As três principais revistas semanais tiveram o mesmo foco: o erro grasso ou a má fé, espetaculoso, da operação Carne Fraca da Polícia Federal para desacreditar um sistema de controle fitossanitário da cadeia e qualidade de um setor produtivo no Brasil fundamental para a economia, em função dos desvios pontualíssimos de servidores públicos, empresários, executivos e políticos corruptos.

Em oito dias após deflagração desta desastrosa Operação e os danos que ela causou no mundo ao Brasil, parcialmente neste sábado, começaram a ser revertidos os embargos do principal mercado consumidor da carne (frango, suíno e até bovina) brasileira, a China, seguido do Egito e do Chile.

Fica a lição aos empresários, mansos, (os únicos culpados, na minha opinião) algumas vezes extorquidos, que aceitam e até apoiam as indicações políticas partidárias de servidores técnicos num ambiente essencialmente técnico e sensível para seus negócios. Ficou clara à fragilidade dessa relação promíscua devido ao silêncio de algo podre. Ficou a advertência aos novos executivos afoitos que não se importam com os meios, mas com o fim e muitos só olhando as bonificações de resultados.

É hora de aprender a lição e passar a limpo essa relação precária, antiga do tempo dos abatedouros e torná-la ágil, mais segura, eficaz, crível e profissional, liberta dos políticos dos guetos do poder de plantão.

Se não houvesse o engajamento expresso e imediato do presidente Michel Temer, PMDB, que ainda não possui o viés populista, bem como se o ministro da Agricultura e Abastecimento não fosse um empresário do meio e um produtor rural moderno e de sucesso, gaúcho e ex-governador e senador pelo Mato Grosso, Blairo Maggi, acostumado aos revezes e à dinâmica do setor, este segmento econômico de alimentos estaria possivelmente abatido diante da alta competição em mercados superprotegidos por falsas barreiras econômicas e sanitárias. Wake up, Brazil!
Herculano
25/03/2017 16:27
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO:"SE O PSDB FOR PEGO, TEM DE DIZER 'EU ERREI'"

Conteúdo da revista Época (O Globo). Texto e entrevista de Guilherme Evelin e Marcelo Moura. "Por todos os lados existem vacilações, traições e às vezes até desonestidade. Não obstante, não é assim que se faz política, é preciso evitar esse passionalismo. Se rompo com o PMDB, rompo com cem deputados... Cadê a governabilidade? Como se dá tranquilidade para que o país possa avançar? Este é o duro ofício de ser presidente da República sendo honesto, tendo projeto, tendo propósito, pensando o tempo todo só no bem do país e do povo: engolir sapos sem cessar e ainda, de repente, as pessoas pensarem que o sapo é você."

O novo volume dos Diários da Presidência (Companhia das Letras) de Fernando Henrique Cardoso, que cobre os anos de 1999 e 2000, é até agora o mais angustiado da série.

A economia ficou à deriva, após uma desastrada desvalorização do real, a popularidade caiu e o Parlamento passou a cobrar mais caro pelo apoio. Mesmo assim, o governo aprovou medidas importantes, como a Lei de Responsabilidade Fiscal. Para FHC, que vê na crise atual pontos de contato com o que testemunhou em seu governo, a atual crise do Congresso é uma oportunidade. "Só se muda nessa hora. Quando os interesses estão estruturados, não muda", diz.

ÉPOCA ?" No livro, ao comentar a prisão de Chico Lopes (ex-presidente do Banco Central), o senhor reclama de exageros da Justiça. Para muitos críticos, o Judiciário alcançou um protagonismo exagerado. O senhor concorda?
Fernando Henrique Cardoso ?" Não acho negativo esse protagonismo do Ministério Público e do Judiciário, porque plantamos essa semente na Constituição de 1988. A Justiça está funcionando. Quando houver algum presidente com força popular, as instituições que estão aí vão ter menos protagonismo. Elas cresceram muito porque quem estava no exercício, a Dilma, perdeu protagonismo. Claro, essa operação [Carne Fraca] é um excesso. Mas, por mais que eventuais vítimas queiram fazer uma lei para parar a polícia ou a Procuradoria, não vão conseguir. A opinião pública está ativa.

ÉPOCA ?" Para escapar da Lava Jato, políticos voltaram a discutir reforma política e voto em lista. Há ambiente para isso?
FHC ?" Até setembro, dá para aprovar a cláusula de barreira e a proibição de coligação na eleição proporcional. Depois, há um grande problema: como financiar a eleição. Esse é um problema no mundo todo. É o governo, é o contribuinte? Eu sugeri uma coisa: o dinheiro, mesmo com recurso privado, ficar com o Supremo Tribunal Federal, que abre uma conta para os partidos. Na campanha, o partido vai lá, tira e não usa para outros fins. Vai passar? Temos de amadurecer a discussão sobre quem financia a democracia.

ÉPOCA ?" No livro, o senhor reclama da resistência da classe média em abrir mão de privilégios. Para o senhor, Temer tem chance de aprovar a reforma da Previdência?
FHC ?" Eu fiz alguma coisa, mas não consegui o fundamental, que era a idade mínima. Perdi por 1 voto... As corporações eram contra também, falam em nome dos pobres para defender na verdade o interesse dos que... não são os ricos, mas os que estão melhor. Como na época do Plano Real, hoje o Congresso está desarticulado. Havia a CPI dos Anões do Orçamento, agora há a Lava Jato. Só se muda nessa hora. Quando os interesses estão estruturados, não muda.

ÉPOCA ?" No diário, o senhor já fala em ventos diferentes soprando na política. Registra que o único tucano com trânsito no novo cenário era Ciro Gomes, mas que o PSDB o perdeu...
FHC ?" Ciro Gomes não tem trânsito por esses novos ventos. É um radical livre. Não tem amarras com partidos, com ideias. O que ele expressa? Não sei. Não acho impossível, mas acho difícil. Ciro tem uma técnica para subir: atacar quem está subindo. Agora, quem está subindo? É o Doria.


ÉPOCA ?" Doria é uma nova geração?
FHC ?" Ele é. O Aécio também é da nova geração. Não estou dizendo que o Geraldo [Alckmin]... O Geraldo e o [José] Serra são de outra geração, o Serra é mais de outra ainda. Não estou individualizando... Eu sou da outra também, sou mais antigo ainda. Tenho 85 anos... Chegou a hora de mudar a geração, mas não adianta dizer só isso. As pessoas da velha geração precisam perceber. Eu não fiz isso? Eu tentei ficar, ser líder do PSDB? Não tentei. Sou presidente de honra, que não é nada. Nem quero. Porque não dá... Vai se distrair com outra coisa. Continua com seu compromisso público, sei lá, mas não precisa estar acotovelando os outros. Tem de ter uma certa noção, é difícil. Quando não tem noção, sofre. Sofre.

ÉPOCA ?" De onde pode vir a renovação?
FHC ?" Neste momento há um certo vazio, aqui, não é? Os líderes que foram, foram. Mesmo que não saibam que foram, foram. Muita gente já morreu, e há algumas pessoas que querem reencarnar... Não dá, não dá para reencarnar. É melhor ficar no céu. Então, acho que aqui não se vê ainda, mas é possível que haja um... Por que achar que vai ser do mal? Pode não ser. Pega a Alemanha... A Angela Merkel, que no início todo mundo tachou como de direita, hoje é a principal voz do mundo livre.

ÉPOCA ?" Como fortalecer os partidos num momento de tanto descrédito dos políticos?
FHC ?" Eles têm de agir de uma maneira diferente. Quando eu disse aquele negócio do caixa dois, eu disse que primeiro tem de reconhecer o erro. É condição necessária. Para fazer [acordo de] leniência, as empresas não estão reconhecendo? Como é que o partido não vai reconhecer? É inacreditável que o PT até hoje não tenha esclarecido nada nem a eles próprios. Se o PSDB for pego, se houver condenação, tem de dizer: "Eu errei". Não dá para tapar o sol com a peneira.

ÉPOCA ?" A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, disse que não existe caixa um, caixa dois, caixa três. É tudo crime...
FHC ?" É verdade, mas são crimes de naturezas diferentes. Corrupção é dar ou pegar alguma coisa em função de uma vantagem para você. Se essa coisa for pública, pior ainda. Caixa dois é contra a lei? É, a lei eleitoral é clara e diz que pode ter punição. Agora, quem matou tem uma pena diferente de quem deu uma surra. Minha declaração foi interpretada como tentativa de evitar punições, mas não é.

ÉPOCA ?" O senhor concorda com a avaliação de que, por causa da Lava Jato, estamos vivendo o fim do ciclo político que foi comandado por PSDB e PT?
FHC ?" O mundo todo está assim. Na política democrática, você tem de levar em consideração a mídia. E, agora, a mídia não é só a mídia formal, é o Instagram, o Twitter. Isso de alguma maneira desestabilizou vários sistemas políticos. Na França, nem o Partido Conservador tradicional nem os socialistas devem ganhar a eleição. Nós estamos vivendo esse momento no Brasil. A Lava Jato faz parte disso. Ela foi possibilitada porque você tem acesso à transparência, às contas no exterior e tem a capacidade de desmistificar o poder. Não está claro para que lado vamos. Mas para algum outro lado nós vamos.

"Na minha gestão, não consegui o fundamental, a idade mínima
na Previdência. Perdi por 1 voto"
ÉPOCA ?" O senador Aécio Neves falou sobre o risco de a Lava Jato redundar num cenário de terra arrasada, aberto a aventureiros...
FHC ?" Isso ocorreu talvez na Itália, com o Silvio Berlusconi. Mas eu acho que isso não é inevitável. A Lava Jato faz parte desse mundo moderno, e as tentativas de segurar não vão dar certo, porque o mundo hoje é de outro tipo. No relato do livro, você já nota o começo da decomposição do sistema político. Hoje ele está decomposto. Falta o cimento que liga tudo, que é a confiança. As pessoas não confiam nos partidos, nos políticos e generalizam. Mas vão votar e vão ter de escolher alguém. Quem vai ser? Será quem for capaz de se sintonizar com o sentimento da população naquele momento. Nos Estados Unidos, o Trump derrotou todos os establishments. Pode surgir um fenômeno no Brasil? Pode.

ÉPOCA ?" Em fevereiro, Jair Bolsonaro passou Aécio Neves e perde apenas de Lula nas pesquisas de intenção de voto para 2018. É um candidato viável?
FHC ?" A pessoa que mais aparece nessas horas é o bizarro. O Trump é um pouco bizarro. Quando eu ganhei as eleições contra o Lula, foi uma decepção. Eu ganhar não tinha nada de extraordinário, sou um professor universitário. O Lula era novo, um fato inédito. É natural que as pessoas queiram isso. Uma certa bizarrice projeta. Não creio que Bolsonaro tenha expressão nacional maior.

ÉPOCA ?" Existe alguma possibilidade de acordo nacional? Dá para fazer algum acordo sem PT ou Lula?
FHC ?" É difícil fazer sem o PT. Mas acordo sobre o quê? Não pode ser um acordo para evitar alguma coisa. Tem de ser um acordo público, desde o começo, para pensar no futuro do Brasil. Não é só com o PT. Tem de ser coordenado pelo presidente, que é quem tem visão para levar adiante a transformação. O tempo conta na política. Precisa esperar um pouquinho. Agora ainda não é o momento, porque a Lava Jato está atuando muito fortemente aí.
Herculano
25/03/2017 16:14
EXPLICAÇÕES

De um político gasparense no poder, neste sábado, num ambiente público sobre alguns nomes aparentados que apareceram na coluna deste final de semana, nomeados e agarrados às tetas do novo governo.

"Você acredita no que o Herculano escreve?", num típico discurso de político culpado e tentando convencer mais um analfabeto, ignorante e desinforma sobre a minha má fé e a sua inocência.

A minha resposta: ninguém é obrigado a acreditar naquilo que eu escrevo e esta não é a minha intenção, pois não sou padre, pastor, professor, político, estelionatário...

Entretanto, o Diário Oficial dos Municípios - aquele que se esconde na internet - e que publica os atos oficiais, não deixa nenhuma dúvida sobre o que escrevo. A outra fonte é o Registro de Pessoas Naturais, a não ser que esses atos formais sejam falsos. Acorda, Gaspar!
Herculano
25/03/2017 08:53
COMO FUNCIONA.TUDO POR DINHEIRO E PARA OS MESMOS, POR ANOS AFIO NA MÁQUINA SINDICAL DE MAMAR E CHANTAGEAR. POR VOLTA DE "CONTRIBUIÇÃO" OBRIGATóRIA, CENTRAIS OFERECEM MENOR OPOSIÇÃO À REFORMA. É A CARA DA ESQUERDA DO ATRASO QUE APROVA O ROUBO DE BILHÕES DOS PESADOS IMPOSTOS DOS BRASILEIROS POR POLÍTICOS E GESTORES PÚBLICOS SE PERPETUAREM NO PODER

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Bruno Boghossian, da sucursal de Brasília, com Paulo Gama, de São Paulo.Centrais sindicais ofereceram ao presidente Michel Temer a abertura de negociações para apoiar as reformas da Previdência e trabalhista em troca de ajuda do governo para retomar a cobrança da contribuição assistencial ?"taxa paga por trabalhadores para financiar a atividade dos sindicatos.

Dirigentes da Força Sindical, comandada pelo deputado Paulinho da Força (SD-SP), se reuniram na terça (21) com Temer e com o ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho) para apresentar a proposta.

Os sindicalistas pediram que o presidente edite uma medida provisória ou apoie a aprovação no Congresso de um projeto que regulamente a cobrança da contribuição.

Em troca, as centrais aceitariam reduzir suas resistências às propostas de Temer para alterar regras previdenciárias e trabalhistas.

A contribuição assistencial é descontada pelos sindicatos dos trabalhadores da categoria que representam, mesmo dos não filiados. Em fevereiro, o STF proibiu a cobrança da taxa de trabalhadores não sindicalizados.

O valor da contribuição é decidido por cada entidade em assembleias e convenções coletivas e usado para financiar as atividades sindicais. Além dessa taxa, as entidades cobram a contribuição sindical, que é obrigatória e equivale a um dia de trabalho.

Centrais, sindicatos, federações e confederações arrecadaram R$ 3,5 bilhões com a contribuição sindical em 2016. Estimam que a taxa assistencial, cobrada à parte, representa até 80% do orçamento de algumas entidades.

A Força diz ter o apoio da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) para as negociações. As quatro entidades representam 37% dos trabalhadores do país.

"Se não houver a legalização da contribuição, os sindicatos fecham", disse o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves.

Temer deve voltar a discutir o assunto com auxiliares nos próximos dias. O ministro do Trabalho disse ao presidente que o acordo com as centrais seria um passo importante para reduzir manifestações contra as reformas.

A Força convocou protestos e paralisações para 28 de abril, mas indicou ao Planalto que está disposta a suspender os atos caso haja acordo.

Auxiliares de Temer tratam a aproximação com cautela. Acreditam que o apoio das centrais aos dois projetos é inalcançável e que, ao ajudar na retomada da cobrança da taxa assistencial, o Planalto ajudaria a financiar opositores das reformas.

NO COFRE DAS CENTRAIS

R$ 3,5 bilhões
arrecadação em 2016 com a contribuição sindical

80%
fatia da taxa no orçamento de algumas centrais
Herculano
25/03/2017 08:41
SÉRGIO CABRAL PERDEU 21 QUILOS NO SPA BANGU

Conteúdo de O Antagonista. Desde que foi preso, há quatro meses, Cabral emagreceu: seu peso passou de 106 para 85 quilos, segundo a Veja.

É o Spa Bangu.
Herculano
25/03/2017 08:35
PROPONHO UM FUNDO EM QUE O ELEITOR DESTINE SUA PARTE A SEU CANDIDATO, por Ronaldo Caiado, médico, pecuarista, senador DEM-GO, para o jornal Folha de S. Paulo

Entra governo, sai governo, volta à tona, erigido como prioridade, mas, como hoje, impulsionado por alguma crise ?"e acaba por levar a providências tópicas e imediatistas.

Legisla-se sempre para a próxima eleição, sem nenhuma preocupação em criar um sistema sólido e duradouro. O resultado é o descrédito da sociedade nas instituições políticas, em que o eleitor já não se reconhece.

Fala-se sempre que a reforma ideal será a próxima e improvisa-se a possível. Fui, aliás, relator de uma dessas reformas, na Câmara, que, a exemplo das que a precederam, começou com grandes promessas e pretensões e acabou frustrada por falta de consenso.

Há convergência no diagnóstico, mas não na terapêutica, submetida a casuísmos. O atual sistema, disfuncional, fez da ingovernabilidade regra. Além de anomalias como coligações nas eleições proporcionais e ausência de cláusula de barreiras, tem fonte de financiamento restrita a parte do fundo partidário e a doações de pessoa física, insuficientes para custear eleições num país-continente, sobretudo num momento de profundo descrédito da política.

A profusão de partidos (há hoje 28 legendas com assento no Congresso) responde pelo que se convencionou chamar de presidencialismo de coalizão; na verdade, de cooptação.

A formação de maiorias, indispensável à governabilidade, favorece o fisiologismo, o loteamento de cargos, que desemboca na privatização do Estado, cujo resultado contemplamos na Operação Lava Jato.

Que é o petrolão senão tropas político-partidárias de ocupação do Estado, saqueando-o a pretexto de financiar-se eleitoralmente para perpetuar-se no poder?

Como, mais uma vez, discutimos a reforma no limite do prazo para sua implementação nas próximas eleições, temos que nos ater ao essencial, que é o financiamento. Não há espaço para truques ou manobras, como anistia ao caixa dois ou voto em lista, rejeitado pelo eleitor, que não confia nos partidos. E nem mesmo para discussões complexas, como a adoção do sistema distrital, puro ou misto.

Proponho é a criação de um fundo eleitoral com recursos das seguintes fontes: parte do fundo partidário; multas coletadas pelo TSE; e fim da renúncia fiscal pelo uso da mídia privada (rádio e TV) na propaganda eleitoral e nos programas partidários, restringindo-os ao sistema público e comunitário de comunicação.

Esse fundo, que formaria um montante aproximado de R$ 4 bilhões, seria fracionado entre todo o eleitorado brasileiro, cadastrado no TSE -aproximadamente 100 milhões de eleitores-, que, num prazo de 30 dias, destinaria sua parcela, de aproximadamente R$ 40 per capita, ao partido e/ou candidato de sua escolha, utilizando para esse repasse bancos oficiais ou agências dos Correios.

Não querendo fazê-lo, a verba voltaria ao fundo partidário para repasse aos partidos, na proporção dos votos obtidos na eleição anterior.

Só a renúncia fiscal pelo uso da rede privada representa R$ 400 milhões em ano não eleitoral. Em ano eleitoral, as cifras chegam a R$ 1,1 bilhão! Esse montante, acrescido de parte do fundo partidário, produzirá os R$ 4 bilhões do fundo eleitoral.

Além de transparente, esse sistema envolve o eleitor -e lhe confere corresponsabilidade-, num processo que hoje o restringe ao ato de votar.

A proposta é ousada, mas necessária, se o que buscamos é, mais que resgatar a credibilidade, instituir uma nova cultura política.

Nenhuma democracia resiste à continuada rejeição do povo pelos seus representantes
Herculano
25/03/2017 08:31
BASTA APLICAR A LEI, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Com a Lava Jato cada vez mais no encalço dos políticos, especialmente depois das 77 delações de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht, o tema do caixa 2 voltou à tona, com uma incrível variedade de teses e argumentos. Há quem queira, por exemplo, fazer coro com o PT, que, desde os tempos do mensalão, tenta relativizar a prática, tratando-a como se fosse mero pecadilho contábil, sem maiores consequências para o País e para a democracia. Corrupção e caixa 2 seriam mundos completamente distintos.

Noutro espectro ideológico, há quem considere que os indícios encontrados pela Lava Jato demonstram cabalmente, sem necessidade de outras provas, que toda a política nacional está corrompida e que é preciso derrubá-la de alto a baixo. Aos que labutam nessa trincheira, caixa 2, propina e corrupção seriam fenômenos equivalentes, todos eles demonstrando como o poder privado subverte a política nacional. Nessa visão das coisas, qualquer tentativa de distinguir as variadas condutas envolvidas é pura e simplesmente manobra para a impunidade.

Se na posição petista a separação entre corrupção e caixa 2 é absoluta - fazendo crer que essa última poderia ser legítima, dependendo dos fins ideológicos para os quais é destinada -, na posição oposta, não há qualquer linha limítrofe. A tudo é atribuído o genérico conceito de propina. Sob essa lógica, toda e qualquer doação empresarial tem contornos de propina. Basta que o político atue conforme o interesse do doador para se comprovar, aos olhos desse pessoal, a existência de uma perversão da democracia.

Há ainda quem fale em "caixa 2 do bem", que seria tão somente caixa 2, e o "caixa 2 do mal", que comportaria corrupção. Não se sabe bem qual critério deva ser utilizado para levar a cabo essa diferenciação. Para tanto, há diversas teorias, umas mais tendentes a conceder algum tipo de anistia, outras com um claro viés condenatório, como se a salvação nacional exigisse devastar o que aí está, para então fazer brotar um mundo novo.

Num cenário assim, é natural que a população, escaldada como está por tantos escândalos, fique ressabiada e tenha receio das tramoias do mundo político. Na dúvida, parece que seria preferível condenar todo mundo, já que no meio político, assim diz a fama, não há inocentes.
Na verdade, o debate sobre o caixa 2 é um falso problema. Todas essas posições, que parecem tão díspares entre si, têm um denominador comum. Seu fundamento não é a lei, e sim as variadas opções políticas de seus defensores. Em último termo, são criações arbitrárias, já que o seu critério para distinguir o certo do errado não é a lei, mas a vontade ?" o arbítrio ?" de cada um.

Não é segredo que há muita corrupção na política brasileira. A Operação Lava Jato vem ajudando a desvelar um pouco da dimensão de toda essa sujeira. Além de conseguir que parte do dinheiro desviado seja devolvida aos cofres públicos ?" coisa inusual no Brasil ?", a operação tem obtido provas concretas para condenar os corruptos, sejam políticos, empreiteiros ou funcionários de estatais.

Não é preciso mudar a lei nem criar, a partir da posição política de cada um, novas leis. Basta aplicar a lei existente, em seus respectivos âmbitos. Os casos da Lava Jato, por exemplo, têm muitas vezes consequências administrativas, eleitorais, penais e concorrenciais. Estão eles submetidos, portanto, a uma legislação que já fornece critérios precisos sobre o que é legal e o que é ilegal.

As revelações da Lava Jato não exigem repensar toda a legislação, como querem alguns políticos e alguns procuradores, cada um com seu intuito. A Lava Jato requer tão somente uma aplicação exemplar da lei, sem inventar anistias e sem inventar condenações. Não é preciso complicar nada com novas elucubrações. Que se investigue e se apure. Quando houver prova conclusiva, que os réus sejam condenados. Quando não houver prova, que sejam absolvidos. Simples assim, exatamente como manda o Estado Democrático de Direito, cujo único critério legítimo é a lei. O que foge disso cai no terreno da arbitrariedade.
Herculano
25/03/2017 08:09
REAJUSTE DOS SERVIDORES MUNICIPAIS SERÁ VOTADO Só NA QUINTA-FEIRA EM SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DA CÂMARA

O Projeto de Lei 10/2017 que dá o reajuste de 5,44% para os funcionários públicos do Município, incluindo o Samae e Fundação Municipal de Esportes, Turismo, Cultura e Lazer, foi assinado no dia 17 (?) pelo prefeito Kleber Edson Wan Dall, PMDB, mas só na terça-feira é que dará entrada oficial na Câmara e será distribuído às comissões, em regime de urgência.

O reajuste não contempla o vale refeição e vale alimentação como queriam os servidores e o Sintraspug.

Os vereadores, em causa própria, e os servidores da Câmara já tiveram o reajuste de 5,44% na terça-feira passada.

A votação para os servidores municipais só ocorrerá, numa sessão extraordinária que está convocada pelo presidente da Câmara e que será lida na terça-feira, para a quinta-feira, as 15h30min.

Este atraso no envio do PL à Câmara, mostra claramente que o prefeito e a equipe, usaram a retenção da matéria para pressionar o Sintraspug a desistir do reajuste do dos vales refeição e alimentação. Ou os 5,44% ou a volta do parcelamento deste reajuste como era a propostas inicial do Executivo para os servidores. Acorda, Gaspar!
Miguel José Teixeira
25/03/2017 08:00
Senhores,

Sobre a nota:

'MUITO DINHEIRO'
Conversa gravada cita o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), por receber "muito dinheiro" do esquema para votar contra o impeachment.

Vale registro que o citado Deputado Sérgio Souza, do PMDB do Paraná, É O NOVO PRESIDENTE da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural - CAPADR, da casa dos horrores.

Qualquer coincidência é mera safadeza. . .
Herculano
25/03/2017 07:48
SEM PAUTA

A sessão da próxima terça-feira da Câmara de Gaspar está ainda sem pauta disponível. Presidente viajando, turbulências nas confecções de projetos na prefeitura e alertas desta coluna enrolam a finalização da pauta. Acorda, Gaspar!
Herculano
25/03/2017 07:38
DEVER DE GUARDAR SIGILO SOBRE OPERAÇÕES É DA POLÍCIA, por Demétrio Magnoli, geógrafo e sociólogo, para jornal Folha de S. Paulo

O blogueiro Eduardo Guimarães foi alçado das catacumbas da internet ao palco iluminado da política nacional pela Polícia Federal. Dias atrás, submetido a condução coercitiva, prestou depoimento sobre sua participação no vazamento da Operação Lava Jato que teve Lula como alvo, no início de 2016.

Segundo a PF, o blogueiro teria se engajado em obstrução da Justiça ao repassar ao Instituto Lula informações sobre a iminência da condução coercitiva e da quebra do sigilo fiscal do ex-presidente. As alegações policiais não passam de pretextos para justificar um ato de arbítrio.

Guimarães é uma das tantas vozes que, organizadas em matilha e muitas vezes financiadas pelo dinheiro fácil das estatais, consagraram-se à difamação sistemática dos críticos do lulopetismo. Na era da pós-verdade, ele utiliza os mesmos métodos das fábricas de rancor do kirchnerismo, na Argentina, ou da alt-right americana, a direita nacionalista que corteja Trump.

Sob a capa de seus textos primitivos, pontuados pelos previsíveis chavões, os "comentaristas" (isto é, militantes da rede partidária) fazem a parte mais suja do serviço, difundindo calúnias preservadas de ações judiciais pelo recurso ao anonimato. Depois, robôs replicam suas sentenças nas redes sociais, produzindo "correntes de opinião".

Nada disso, porém, autoriza uma perseguição policial amparada em pretextos, mesmo se engenhosos.

Do teclado odiento de Guimarães, já emanaram ameaças (pouco) veladas. "Os delírios de um psicopata investido de poder discricionário como Sérgio Moro vão custar seu emprego, sua vida", escreveu em junho passado, ultrapassando a fronteira entre opinião e incitamento. Isso daria um merecido processo criminal, mas não tem relação com sua condução coercitiva. Os supostos crimes pelos quais tornou-se investigado simplesmente inexistem. A PF age movida pela vingança - ou para ocultar suas próprias falhas.

O dever de guardar sigilo sobre operações policiais em curso não é de Guimarães, mas da polícia. Nenhuma lei proíbe um cidadão comum de retransmitir informações ou rumores que ouviu. Se a PF foi incapaz de proteger seus segredos, por que um militante partidário seria obrigado a ajudá-la? A ideia subjacente à ação da PF, de que o conjunto dos cidadãos deve lealdade aos aparelhos judiciais e policiais, é típica de sociedades totalitárias.

Há, de fato, algo a fazer quanto aos recorrentes vazamentos de operações da Lava Jato, mas os alvos certos encontram-se mais perto dos agentes policiais: nos quadros da própria PF, da Receita Federal e do Ministério Público.

A PF argumenta que Guimarães não tem a prerrogativa do sigilo da fonte, pois seu blog não é veículo de imprensa, mas ferramenta de propaganda política, e ele mesmo não se qualifica como jornalista, mas como comerciante. Ocorre, em primeiro lugar, que a fonte do blogueiro carece de relevância, pois já era do conhecimento da polícia.

Em segundo lugar, e mais importante, a separação entre jornalismo e militância política pertence ao universo do debate público, não ao dos códigos legais. Nas democracias, a identificação do jornalismo marrom depende do esclarecimento da opinião pública, não de um edito policial ou judicial. O princípio, que vale para todas as épocas, aplica-se ainda mais à nossa era da pós-verdade.

As sociedades abertas distinguem-se das tiranias por protegerem, no limite da lei, a liberdade dos que as detestam. O blog de Guimarães evidencia, cotidianamente, sua aversão à pluralidade política. Se, nos tempo de glória lulista, a PF inventasse acusações destinadas a perseguir críticos do governo, ele aplaudiria o arbítrio, tocando seu bumbo entediante. Os Guimarães celebram, quando Putin, Maduro ou Castro manipulam juízes amestrados para encarcerar "inimigos do povo". É porque somos diferentes deles que não os imitamos.
Herculano
25/03/2017 07:31
OPERAÇÃO CARNE FRACA MIRA GESTÃO DE KÁTIA ABREU, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A gestão de Kátia Abreu, ex-ministra da Agricultura, ganhou as atenções da Operação Carne Fraca, a partir do envolvimento de integrantes de sua equipe, como o ex-assessor parlamentar Fabio Zenon Simão, no escândalo investigado. A PF também encontrou indício de crime e referência de dinheiro para políticos que votariam contra o impeachment. Kátia Abreu era da "tropa de choque" de Dilma.

'MUITO DINHEIRO'
Conversa gravada cita o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), por receber "muito dinheiro" do esquema para votar contra o impeachment.

ALVO DEFINIDO
No dia da operação, a PF não foi à Secretaria de Defesa Agropecuária, ligada ao agronegócio, mas à sala do assessor parlamentar de Kátia.

JÁ ESTAVA DEMITIDO
Ao assumir o cargo, há dez meses, o ministro Blairo Maggi demitiu Fábio Zenon Simão da chefia da assessoria parlamentar de Kátia.

SUBIU NAS TAMANCAS
Kátia Abreu está indignada. Diz que nunca soube do esquema no ministério e que jamais compactuou com qualquer conduta ilícita.

COM TEMER, A ECONOMIA REAGIU EM 10 MESES
Após dez meses de governo Temer, a economia começa a dar mostras de recuperação. O IPCA, índice oficial de inflação, caiu de 9,28% nos 12 meses que antecederam o afastamento de Dilma, para 4,76% nos últimos 12 meses. A taxa de fevereiro, 0,33%, foi a menor desde 2000. O dólar caiu de R$3,61 para R$3,10 e as reservas cambiais cresceram um pouquinho e se mantiveram estáveis em US$374,6 milhões.

MELHORA A CAMINHO
A agência Moody's foi a primeira a reverter a perspectiva da economia brasileira de negativa para estável, indicando que o pior já passou.

DESEMPREGO IDEM
Até o desemprego deu sinal de melhoras: em fevereiro foram criados 35 mil empregos, interrompendo a trajetória de queda de dois anos.

REAÇÃO EXTERNA
O saldo da balança comercial já bateu recordes em 2017. Em fevereiro deste ano, registrou superávit de US$ 4,56 bilhões.

NA RABEIRA
A revista Forbes informa que a Petrobras vale hoje US$ 42,1 bilhões, sendo a 411ª maior do mundo. Já valeu cinco vezes mais. A petroleira americana Exxon vale US$ 363,3 bilhões, é a 9ª do mundo.

A FONTE SECOU
Enrolada na Lava Jato, a Odebrecht continua sem ajuda do governo em 2017 para fechar as contas. Já foram R$ 25,6 bilhões em gastos diretos do Executivo e zero centavo para a construtora.

INDIGNAÇÃO
O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, está indignado com os vazamentos de depoimentos da Odebrecht. Quer investigação rigorosa. Lembra que é crime vazar informações protegidas por sigilo judicial.

OLHO EM BUENOS AIRES
A indústria brasileira está de olho na reunião entre Mercosul e União Europeia, em Buenos Aires, para isenção de taxas de importação entre os blocos. Levantamento da CNI põe o Brasil em vantagem no preço de mais de mil produtos, mas 68% deles são sobretaxados.

PAPELÃO NÃO É DELE
De acordo com o juiz responsável pela operação Carne Fraca, Marcos Josegrei, o termo "papelão" não foi usado em sua decisão que deu origem à maior operação da Polícia Federal de todos os tempos.

PERDEU, PEZÃO
O governo do Rio sofreu duro revés, em meio à sua grave crise. O STF reiterou que a União poderá sacar recursos do ICMS em contas do Estado, caso haja atraso no pagamento das dívidas refinanciadas.

TUDO SE TRANSFORMA
Agência de propaganda Z+ garante que Erh Ray não é seu CEO, e se preocupa em negar que ele tenha sido da Borghi Lowe, como circula no mercado. É do grupo Havas, que controla a Z+, e co-CEO da Betc-SP.

PADARIA PLANALTO
A Presidência da República, que mantém restaurantes para servidores, destinou R$62 mil para comprar 1,5 tonelada de pães do tipo "baguete com gergelim" e 300 quilos de pães "ciabatta com farinha e amido".

PENSANDO BEM...
...com a Seleção sob o comando de Tite, sumiram os que após o 7x1 diziam que o futebol brasileiro acabou; e surgiram outros, suspeitando que Paulinho é melhor que Pelé.
Herculano
25/03/2017 07:26
NOVOS ELEMENTOS, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Aprofunda-se, em seus detalhes e circunstâncias, a investigação a respeito das supostas irregularidades cometidas pela chapa que uniu Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), reeleitos na campanha presidencial de 2014.

Em depoimento prestado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instância que julga o pedido de cassação da chapa vitoriosa, o empreiteiro Marcelo Odebrecht apresentou elementos contundentes para orientar o foco das novas diligências e apurações.

Trata-se, como se sabe, de declarações feitas na esteira de um acordo de delação, desprovidas de valor imediato como prova legal.

Ainda assim, levando-se em conta o que já foi desvendado pela Operação Lava Jato, peças de seu relato parecem encaixar-se - aliás, sem surpresa?" na configuração de um amplo esquema de desvios.

O momento de maior impacto de seu depoimento talvez produza, paradoxalmente, poucos efeitos jurídicos concretos. Segundo Odebrecht, a ex-presidente Dilma tinha conhecimento das doações da empresa para sua campanha e de que parte dos recursos eram entregues, via caixa dois, ao marqueteiro João Santana.

Odebrecht teria, ademais, alertado a ex-presidente quanto aos riscos dessa prática. Acrescentou, contudo, que não teve negociações diretas com a ex-presidente e tampouco com Temer, seu anfitrião em jantar já notório no Palácio do Jaburu em 2014.

Naquela ocasião, o então candidato a vice teria saído estrategicamente da sala enquanto se acertava contribuição de R$ 10 milhões com o hoje ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Para a possível cassação da chapa basta, em tese, que se comprove abuso do poder econômico, não importando se os candidatos tinham ou não conhecimento da origem dos recursos recebidos. Quanto a uma eventual responsabilização penal de Dilma ou Temer, há ainda um longo caminho de apuração a percorrer.

Fora nomes, pouco se sabe até o momento a respeito do conteúdo integral das delações premiadas de ex-dirigentes da Odebrecht. O que agora se noticia com base em documentos limita-se aos depoimentos prestados ao TSE.

Ainda está por ser revelado o teor das dezenas de pedidos de inquérito em análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cujo alcance transcende em muito a última campanha presidencial e as cúpulas do PT e do PMDB.

Espera-se, em favor da transparência, que o sigilo de tais dados seja revogado nos próximos dias, na maior amplitude possível ?"respeitado, é claro, o interesse das investigações em curso.
Herculano
25/03/2017 07:23
A JUSTIÇA, A LEI, OS PODEROSOS E A CALADA DA NOITE QUE PODE REFLETIR DE DIA NO DOMINGO NAS RUAS. STJ AUTORIZA MULHER DE CABRAL A FICAR EM PRISÃO DOMICILIAR

Conteúdo de Veja. A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu habeas corpus permitindo que a ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador Sérgio Cabral, fique em prisão domiciliar. A decisão foi divulgada pela corte na noite desta sexta-feira.

Adriana foi presa em 6 de dezembro e levada para o Complexo Prisional de Bangu, Zona Oeste do Rio. Ela é acusada de envolvimento em crimes de corrupção praticados pelo seu marido e outras pessoas. Segundo as investigações, há evidências de que a ex-primeira-dama recebeu dinheiro de operadores financeiros do ex-governador e teria usado seu próprio escritório de advocacia, o Ancelmo Advogados, para lavar dinheiro de propina destinado ao marido.
Herculano
25/03/2017 07:11
da série: como não foi o PT, o PCdoB ou alguém da esquerda do atraso quando governo que sancionou, não serve e se estabelece na incoerência manipulando os analfabetos, ignorantes e desinformados que os quer como mendigos para melhor subjugá-los

A 'CLASSE ARTÍSTICA" É CONTRA A LIBERDADE TRABALHISTA QUE ELA MESMA UTILIZA, por João César de Melo, artista plástico e arquiteto, no Instituto Liberal.

A aprovação no Congresso do PL n° 4302/ 1998, que permite a livre terceirização em todas as categorias profissionais, disparou mais uma histeria da esquerda, tendo, como sempre, a "classe artística" como caixa de ressonância da mentalidade atrasadíssima de preservação da CLT. Uma completa demagogia, já que são eles, os profissionais das áreas criativas que mais - desde sempre - usufruem da liberdade nas relações de trabalho.

A grande maioria dos arquitetos, designers e artistas - excetuando, claro, aqueles que vivem às custas do estado, ou seja, do nosso dinheiro - começam suas carreiras como estagiários informais, permanecendo em cada empresa, escritório e/ou ateliê como aprendiz ou assistente, de acordo com as expectativas de cada momento. Alguns, para ganhar experiência, chegam a trabalhar de graça. Quando formados, muitos continuam indo e vindo entre diversos empregos, sempre buscando a melhor relação entre acúmulo de experiência profissional e salário enquanto evitam vínculos que impeçam trocar de emprego facilmente. Outros abrem seus próprios escritórios e ateliês contratando informalmente estagiários e funcionários de acordo com a demanda de trabalho. O profissional ou artista autônomo mantém seus valores em função da procura por seus serviços ou artes.

A primeira coisa que todos eles aprendem é que o mercado é instável. A segunda é que têm que saber lidar com isso. E a terceira é que quanto mais distantes estiverem da burocracia estatal, mais e melhor trabalharão.

Numa área em que não há estabilidade de emprego, todos descobrem rápido que se quiserem manter o salário ou ascender numa determinada empresa, deverão demonstrar talento e determinação. Ao contrário do que ocorre em empresas estatais, bajulações não funcionam. Descobrem também que as oscilações do mercado tanto pode render uma dispensa na semana seguinte quanto a admissão de novos funcionários, ou até permitir um cargo e salário melhor.

Diante da imprevisibilidade do mercado, profissionais e empreendedores contratam quem podem demitir com facilidade. Autônomos muitas vezes estabelecem parcerias ou prestam serviços a partir de acordos verbais ou mesmo virtuais.

Sem as normas trabalhistas impostas pelo estado, todos sabem que se desejam tirar férias, terão que se organizar e fazer suas reservas; e assim o fazem. Não por acaso, estes profissionais não planejam suas vidas visando aposentadorias. Eles planejam suas vidas para que sejam sempre produtivos, independentemente da idade. De preferência trabalhando como Pessoa Jurídica (PJ), claro: defender a CLT só serve para ganhar um dinheiro extra fazendo vídeos para sindicatos e movimentos de esquerda.

O resultado dessa flexibilidade é um dinamismo onde todos os envolvidos adequam-se o tempo todo ao mercado, com cada indivíduo se aprimorando o tempo todo e exercendo a liberdade de condicionar o seu trabalho da maneira que lhe convém, em função de cada momento. É difícil. Os amedrontados acabam procurando abrigo nas sombras do estado, mas com toda certeza os talentosos e determinados alcançam seus objetivos, passo a passo e nunca por meio de "milagres" típicos da política.

É por causa dessa liberdade que a indústria criativa está sempre a frente dos outros setores da economia, tanto em inovação quanto em qualidade de condições de trabalho.

Comprovando que a liberdade não é um desejo das "elites", temos também o caso das empregadas domésticas. Por décadas, a profissão foi mal remunerada por conta dos problemas econômicos do Brasil que, não oferecendo alternativas de trabalho à maior parte das mulheres pobres, praticamente lhes obrigava a oferecer tal serviço. Com a estabilidade econômica construída nos últimos 20 anos ?" até o desmantelamento promovido pelo PT ?" , naturalmente novas opções de emprego absorveram boa parte desta mão-de-obra, diminuindo a oferta de empregadas domésticas.

Assim como arquitetos, designers e artistas, cada empregada doméstica moldou sua profissão em função do mercado, ciente dos momentos de escassez e de fartura de trabalho. De empregadas domésticas passaram a serem diaristas. Com maior liberdade para negociar seus valores, para escolher seus clientes e para ditar suas condições de trabalho, passaram a cobrar mais caro. As melhores tornaram-se profissionais disputadas. Muitas melhoraram o padrão de vida de suas famílias sem qualquer estabilidade empregatícia. Mas então veio o governo, cheio de "boas intenções" e "sabedoria", impondo um código de normas a serem seguidas. O resultado foi uma grande queda na procura por essas profissionais, já que seus clientes temem serem enquadrados na lei que transforma a negociação voluntária em crime.

Imaginemos, então, o que aconteceria se o mesmo estado resolvesse se intrometer nas relações de trabalho da indústria criativa. O resultado seria seu engessamento imediato do setor. Afirmo com segurança que a maioria das vagas de estagiários em escritórios de arquitetura e design iriam desaparecer.

É necessário entender que qualquer intervenção estatal nas relações de trabalho representa nada além de cobiça sobre os rendimentos dos cidadãos, cujo dinheiro é sempre usado, em sua maior parte, para sustentar uma parafernália burocrática e viabilizar interesses políticos. Nenhum governo tem competência para ditar os valores que cada pessoa deseja receber por seu trabalho. Cada indivíduo sabe o valor pelo qual deseja trabalhar. Como dizia Ludwig von Mises: "O poder sindical é essencialmente o poder de privar alguém de trabalhar aos salários que estaria disposto a aceitar".
Herculano
25/03/2017 06:57
AMANHÃ É DIA DE ESTAR NAS RUAS PELA PUNIÇÃO DOS POLÍTICOS E PARTIDOS LADRÕES DOS PESADOS IMPOSTOS DO POVO E QUE FALTA À SAÚDE, SEGURANÇA, EDUCAÇÃO, OBRAS DE INFRAESTRUTURA, PELO FORTALECIMENTO DA LAVA JATO, CONTRA O FOR PRIVILEGIADO E CONTRA O FINANCIAMENTO BILIONÁRIO E CONTRA A LISTA FECHADA PARA IMPEDIR A RENOVAÇÃO DA CÂMARA E ASSEMBLEIAS PELO VOTO LIVRE DO POVO
Herculano
25/03/2017 06:52
ALEXANDRINO CONTOU "ANTES, DURANTE E DEPOIS" DE LULA

Conteúdo de O Antagonista.Alexandrino Alencar não disse tudo o que sabe sobre Lula ao TSE, pois a ação eleitoral só investiga o financiamento da campanha da chapa Dilma-Temer. Mas sua delação à PGR é devastadora.

O Antagonista apurou que Alexandrino contou que Lula procurou apoio financeiro da Odebrecht ainda na campanha de 2002 e prometeu ajudar a empreiteira se fosse eleito.

A relação se aprofundou durante os dois mandatos de Lula, que cobrou contrapartida financeira do grupo em todas as eleições. Ao deixar o governo, segundo Alexandrino, Lula procurou novamente a Odebrecht, cobrando apoio - desta vez pessoal. Daí começaram as palestras.
Herculano
25/03/2017 06:49
da série: sindicatos dos ladrões, nele o PMDB rouba até o dinheiro da propina e que veio do roubo institucional contra o estado para alimentar as campanhas eleitorais dos poderosos.

DELATOR INSINUOU QUE AMIGOS DE TEMER LUDIBRIARAM A ODEBRECHET EM R$ 500 MIL, por Josias de Souza.

Os delatores da Odebrecht escancararam no Tribunal Superior Eleitoral o lado avesso da política, por onde circulam os malandros e as verbas espúrias. De todas as revelações, a mais fascinante foi feita por José de Carvalho Filho. Funcionário do segundo escalão do departamento de propinas da construtora, coube-lhe organizar a logística do repasse de R$ 4 milhões ao grupo político de Michel Temer. Ele disse que a conta ficou meio milhão mais cara. Insinuou que desapareceram R$ 500 mil numa espécie de Triângulo das Bermudas que tinha como vértices Eliseu Padilha, José Yunes e Eduardo Cunha. Ludibriada, a Odebrecht viu-se compelida a pagar a mesma cifra duas vezes.

Os R$ 4 milhões eram parte de uma bolada maior, de R$ 10 milhões, liberada nas pegadas de um jantar no Palácio do Jaburu, com a presença do anfitrião, Michel Temer, e de Marcelo Odebrecht. Ficou combinado que os outros R$ 6 milhões seriam despejados nas arcas do comitê de Paulo Skaf, que disputava o governo de São Paulo. Orientado pelo ex-diretor da Odebrecht Claudio Melo Filho, que participara do repasto do Jaburu, José de Carvalho procurou Eliseu Padilha, outro comensal da residência oficial do então vice-presidente.

Amigo e confidente de Temer, Padilha forneceu os endereços para a entrega da mercadoria. Um pedaço da verba, fixado em R$ 1 milhão, destinava-se a Eduardo Cunha. E deveria ser levado ao escritório paulistano do advogado José Yunes, outro amigo de Temer. Dias depois, o delator forneceu a Padilha a senha que Yunes teria de pronunciar para receber a grana: "Morango".

Acertados os detalhes, o dinheiro foi repassado ao destinatário. Súbito, José de Carvalho foi procurado por Cunha. Tiveram o que o delator chamou de "uma discussão acalorada". Fora de si, Cunha, então deputado federal, mostrou a ira que tinha por dentro: "Eu recebi uma ligação extemporânea do Eduardo Cunha me cobrando, comentando que ele não recebeu R$ 500 mil", rememorou o delator da Odebrecht.

Intrigado, José de Carvalho obteve na Odebrecht uma cópia do protocolo de entrega do dinheiro. Coisa devidamente assinada pela secretária de Yunes. Procurou Claudio Melo, o superior hierárquico que jantara no Jaburu com Temer e Marcelo Odebrecht. Sugeriu uma conversa com Eliseu Padilha. Contactado, Padilha realçou as qualidades do seu preposto: "O senhor Yunes é uma pessoa de mais ou menos 70 anos, é de minha confiança, dificilmente não teria registrado isso".

''Eu vi o recibo assinado pela senhora Cida [supostamente a secretária de Yunes].", disse o delator José de Carvalho em seu depoimento à Justiça Eleitoral. "Ainda assim, o mal-estar permaneceu. E a empresa deliberou fazer outro pagamento de R$ 500 mil reais." O segundo pagamento foi feito a um preposto do próprio Cunha. A senha mudou de "morango" para "agenda".

José Yunes, um amigo que convive com Temer há quase cinco décadas, já havia pendurado um álibi nas manchetes. Fez cara de enganado. Acusou o também amigo Eliseu Padilha de usá-lo como "mula involuntário". Sustentou em entrevistas e num depoimento "espontâneo" à Procuradoria da República que recebera em seu escritório, em São Paulo, um pacote das mãos do doleiro Lúcio Funaro, homem de Eduardo Cunha. Nessa versão, Yunes saiu para o almoço e, quando voltou, o pacote já havia sido recolhido com sua secretária por alguém que cuja identidade ele diz desconhecer.

Padilha trancou-se em seus rancores e mandou dizer aos repórteres que não comentaria as declarações de Yunes e o depoimento dele à Procuradoria. Ficou boiando no ar uma interrogação: os dois se desentenderam em público ou fizeram uma dobradinha para distanciar o amigo Michel Temer do caixa dois da Odebrecht? A dupla talvez leve a resposta para o túmulo. De concreto, sabe-se apenas que Eduardo Cunha, o amigo desprezado, e Marcelo Odebrecht, o comensal tóxico, estão presos em Curitiba. Soltos, Yunes e Padilha acham que não devem nada a ninguém. Muito menos explicações.

Se soubesse que se defrontaria com malandragens mais refinadas que as suas, Marcelo Odebrecht, o príncipe da construção pesada talvez tivesse organizado seu próprio governo em vez de insistir em comprar o dos outros. Da Odebrecht jamais se poderia dizer que fez acordos espúrios com a Odebrecht em troca de contratos superfaturados. Num governo da Odebrecht, evidentemente, todas as obras públicas seriam da Odebrecht. De cara, seria eliminada a necessidade de licitações. E haveria uma restauração instantânea da moralidade. Num governo 100% da Odebrecht talvez fosse necessário decretar o fim da República. Nada de extraordinário para um país que, na prática, já convive com uma espécie de monarquia à moda brasileira. Reina a avacalhação.
Herculano
25/03/2017 06:44
da série: como funciona a mente e a sacanagem do PT e da esquerda do atraso que querem as suas falcatruas sonegadas para que a ladroeira se perpetue de poucos contra todos, somada à manipulação dos pobres, analfabetos, ignorantes, desinformados e militância feita de sindicalistas e estáveis.

SERÁ QUE VAZAMENTOS VISAM A MANIFESTAÇÃO DE AMANHÃ?, por André Singer, ex-assessor de Luiz Inácio Lula da Silva, no jornal Folha de S. Paulo

Sou avesso a teorias conspiratórias. Parto do princípio de que processos complexos, como os que vigoram na sociedade contemporânea, são sempre resultado de múltiplos fatores. Nenhum centro consegue controlar o conjunto deles.

No entanto, chamou-me a atenção o novo vazamento das declarações de Marcelo Odebrecht ao TSE em 1º/3 ocorrer às vésperas das manifestações programadas com o intuito de defender a Operação Lava Jato em 26/3. O estranhamento decorre de que o conteúdo principal do depoimento já havia sido divulgado, nos mesmos termos, quase um mês atrás.

Pode-se ler em "O Estado de S. Paulo" de 2/3/2017 o que Marcelo dissera ao ministro Herman Benjamin. Segundo o primeiro vazamento, Odebrecht afirmara que boa parte do doado pela empresa à chapa Dilma/Temer ocorrera por meio de caixa dois e "a petista tinha dimensão da contribuição e dos pagamentos, também feitos com recursos não registrados ao então marqueteiro do PT João Santana".

Agora, a mesma afirmação volta a ganhar enorme destaque, meramente porque a transcrição do que fora gravado em 1º/3 chegou a um site antipetista e, em seguida, a todos os grandes veículos de comunicação, no estilo do que foi apontado pela ombudsman da Folha (coletiva em off) no domingo (19). O lema jornalístico de que notícia velha não vende caiu em desuso?

Não se trata de diminuir a importância do supostamente revelado por Odebrecht. Ele fala de edição de medida provisória com expectativa de retribuição pecuniária, conversa sobre recursos com o então vice (hoje chefe de Estado), conhecimento da então presidente sobre pagamentos, para mencionar apenas alguns aspectos.

Embora não saibamos o que disso tudo está amparado por provas ?"sem as quais é apenas a palavra de um contra a palavra de outro?", reitero o que tenho dito e escrito: os personagens e instituições envolvidos precisam desde logo oferecer explicações detalhadas à opinião pública. Insistir no sintético bordão de que tudo foi feito dentro da lei é cada dia menos suficiente diante de relatos como o de Odebrecht. A exigência vale tanto para direita e o centro quanto, evidentemente, para a esquerda.

Compreendida a premissa acima, fica a hipótese de que o timing desses vazamentos esteja relacionado à necessidade de levar gente às ruas no domingo, como aconteceu em março de 2016 e acabou por ser decisivo para o sucesso do impeachment em abril do mesmo ano.

*

Não posso deixar de registrar que a aprovação na quarta (22) de um projeto de terceirização engavetado desde 2002 escancara o forte viés antitrabalho da maioria formada para derrubar a ex-presidente Dilma Rousseff
Herculano
25/03/2017 06:35
OS INTOCÁVEIS, INTOLERANTES E ÉTICOS

"Eles foram mexer com quem não deveriam ter mexido", do fundador, do ex-presidente do PT e ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao seu bando, ontem durante o "seminário", O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil
Herculano
24/03/2017 18:51
O PT ERA O JUSTO, O ÉTICO, O NOVO. PEGO NA CORRUPÇÃO DESENFREADA COMO NUNCA SE VIU ANTES, AGORA ELE NÃO QUER SER INVESTIGADO, JULGADO E PUNIDO QUE SEMPRE ACERTADAMENTE PEDIU AOS OUTROS E COMO MANDA A LEI. ESTARRECEDOR. PIOR, DESCLASSIFICA QUEM TEM O DEVER DE ESCLARECER TUDO ISSO. ALGUMA NOVIDADE?

"O QUE AQUELE MOLEQUE CONHECE DE POLÍTICA?", DIZ LULA SOBRE DALLAGNOL CONFIRMANDO QUE POLÍTICA É COISA DE UMA CORRIOLA BANDIDA QUE USA OS VOTOS LIVRES E OS IMPOSTOS DOS CIDADÃOS PARA SE INSTALAR NO PODER E LÁ FICAR IMUNE DOS QUESTIONAMENTOS FORMAIS E LEGAIS.

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Ricardo Galhardo.Réu em cinco processos, três deles provenientes da Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa que investiga o esquema de corrupção na Petrobrás, de "moleque".

Segundo Lula, Dallagnol, que é fiel da Igreja Batista, acha que "sentar em cima da Bíblia dele" é a solução dos problemas do país.

"Fomos criados para mudar a história deste país e para agir corretamente. Quem comete erro paga pelo erro que cometeu. A instituição é muito forte. E aquele Dallagnol sugerir que o PT foi criado para ser uma organização criminosa... O que aquele moleque conhece de política? Ele nem sabe como se monta um governo. Não tem a menor noção. Ele acha que sentar em cima da Bíblia dele dá a solução de tudo", disse Lula no encerramento do seminário "O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil" promovido pelo PT.

Com a voz fraca e abatido por uma virose, Lula falou menos de 10 minutos e chegou a chorar ao dizer que fez um esforço para comparecer ao evento apenas para dar uma satisfação aos mais de 200 convidados que lotaram o auditório de um hotel em São Paulo. Além de dirigentes petistas, o seminário contou com a presença de juristas, jornalistas, petroleiros e políticos de outros partidos.

No discurso, Lula também defendeu o projeto de lei do abuso de autoridade. A posição do ex-presidente foi endossada pelo presidente do PT, Rui Falcão. "O que o Lula falou é o que nós achamos também. Ninguém pode se colocar acima da lei", disse Falcão.

Os participantes do evento defenderam as investigações da Lava Jato mas destacaram os supostos abusos da força-tarefa. Lula desafiou os procuradores a apontarem quais crimes ele cometeu. "Estou na expectativa para saber qual é o crime que será imputado a mim. Vou nessa briga até o fim. Não tenho negociata. Eles vão ter que provar", disse o ex-presidente.
Herculano
24/03/2017 17:47
LULA NÃO TEM VERGONHA DE MENTIR

Conteúdo de O Antagonista. Lula teve coragem de falar sobre a Petrobras durante seu discurso no evento contra a Lava Jato. Ele quer convencer - não se sabe quem - que a Petrobras está sendo prejudicada agora, após a saída do PT do governo.

Talvez seja preciso lembrá-lo que a estatal:

Foi saqueada em pelo menos 6 bilhões de reais, só em desvios para o pagamento de propinas. Das contas de propinas pagas pelas empreiteiras, saíram desde valores para financiamento de campanha, até reforma de apartamentos de José Dirceu e do sítio do próprio Lula.
Perdeu mais de US$ 45 bilhões em receitas (entre 2011 e 2014), devido ao congelamento do preço dos combustíveis determinado pelo governo, uma gambiarra, na tentativa de segurar a inflação, que havia se desgarrado durante o governo Dilma.

Nunca havia queimado tanto dinheiro à toa.

FATOS CONTRA A DESONESTIDADE

É claro que ninguém em sã consciência e com o mínimo de honestidade intelectual compra a história de Cancella. Mas, para não deixar dúvidas, vamos aos fatos:

Entre 2003 e 2015, as administrações petistas aumentaram a dívida da Petrobras de US$ 5,9 bilhões para US$ 100,4 bilhões.

Nesses treze anos, a Petrobras torrou US$ 350 bilhões e aumentou a produção de petróleo em 526 mil barris ao dia.

Na comparação com os treze anos anteriores, de 1990 a 2002, a estatal investiu US$ 47 bilhões e elevou a produção em 865 mil barris ao dia. Observação: os investimentos foram todos atualizados a valores presentes.

Conclusão: as administrações petistas investiram sete vezes mais na comparação dos dois períodos. O aumento da produção de petróleo, no entanto, ficou 40% abaixo do alcançado entre 1990 a 2002. Foi muita incompetência e muita corrupção.
Miguel José Teixeira
24/03/2017 17:37
Senhores,

Primeiro, a indústria da construção civil. Depois, a indústria alimentícia e em breve. . .tchan, tchan, tchan, tchan: a indústria. . . Já imaginaram, com base nas promíscuas relações entre empresários gananciosos e parlamentares ávidos pelo "pudê", quantas milhares de doses de vacinas adulteradas foram, possivelmente, adquiridas pelo poder público???
Herculano
24/03/2017 16:24
da série: os políticos não tem a mínima consideração pela vergonha na cara e quem paga a conta são os empresários que agora estão reféns das desconfianças dos consumidores do mundo.

APOIADOR DE INVESTIGADO DA PF CONVOCA AUDIÊNCIA SOBRE CARNE FRACA NA CÂMARA, por Josias de Souza

Em decisão unânime, a Comissão de Agricultura da Câmara elegeu Sérgio Souza (PMDB-PR) como seu novo presidente. Não foi uma escolha banal. Mencionado em escuta telefônica da Operação Carne Fraca, o deputado é um dos padrinhos políticos do ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, preso preventivamente e apontado pela Polícia Federal como "líder da organização criminosa" sob investigação.

Eleito nesta quinta-feira (23), o parlamentar anunciou sua decisão inaugural: "O primeiro tema que nós vamos colocar na pauta é essa questão da Operação Carne Fraca." Sérgio Souza informou que convidará o ministro Blairo Maggi (Agricultura) e representantes do setor agropecuário para "dar uma satisfação à Câmara", numa sessão pública da comissão.

Junto com o correligionário Osmar Serraglio (PMDB-PR), Sérgio Souza avalizou a nomeação de Daniel Gonçalves. O deputado também se envolveu no esforço para tentar evitar o afastamento do apadrinhado no ano passado.

Conforme já noticiado aqui, Souza e Serraglio defenderam a permanência do investigado no comando da superintendência paranaense em audiência com a então ministra da Agricultura Kátia Abreu.

Em notícia veiculada na sua edição desta sexta-feira (24), o jornal Valor informa que o nome de Sérgio Souza é mencionado numa das escutas telefônicas da Operação Carne Fraca. O diálogo foi captado em 11 de abril de 2016. Nele, o deputado é apontado como beneficiário do repasse de "muito dinheiro". Repasse supostamente feito pelo afilhado político Daniel Gonçalves, que foi afastado do posto de chefia no ano passado, a despeito das pressões em contrário.

Suprema eficiência: o deputado avaliza a nomeação de um superintendente estadual precário, pega em lanças contra o afastamento do apadrinhado, aparece como suposto beneficiário de vantagens indevidas e, no instante em que a coisa vira um escândalo, o mesmo deputado convoca autoridades para "dar uma satisfação à Câmara." Sérgio Souza, nunca é demasiado recordar, é filiado ao PMDB, partido do presidente Michel Temer.

Ecoando argumentos já esgrimidos pelo colega Osmar Serraglio, Sérgio Souza atribui a indicação de Daniel Gonçalves para a chefia da superintendência paranaense da Agricultura à bancada do PMDB do Paraná. Avalizou a iniciativa por entender que se tratava de uma escolha técnica. "O Daniel, nós tínhamos ele como um cara técnico, fiscal de carreira do ministério. Foi uma indicação natural. Ninguém imaginou que o caboclo era chefe de quadrilha." Quanto à citação do seu nome numa escuta da PF, Sérgio Souza diz estar "totalmente tranquilo sobre isso." Ele nega o recebimento de dinheiro.
Herculano
24/03/2017 16:08
da série: nada é exatamente novo. Mas, o evangélico Jovino além dos bairros de Blumenau agora se interessa muito por Gaspar.

O QUE OS VEREADORES JOVINO CARDOSO NETO E BRUNO CUNHA TEM EM COMUM?

Conteúdo do Informe Blumenau. Texto de Alexandre Gonçalves. Um representa a velha política. O outro a nova, se é que podemos fazer esta definição. Importante ressaltar que não há julgamento de valor, mas os fatos.

Jovino Cardoso Neto (PSD), vereador por dois mandatos e vice-prefeito na gestão passada, tem o estigma do político tradicional.

Bruno Cunha (PSB) foi a grande surpresa da eleição, com uma votação exitosa a partir de um forte trabalho nas redes sociais, se apresentando como o novo, a renovação.

Neste sábado, 25, Bruno promete realizar a primeira edição do Gabinete nos Bairros. Será na Praça Arnaldo Machado da Veiga, perto da escola Lúcio Esteves, no bairro Escola Agrícola, entre 8 horas e meio dia.

A ideia é percorrer "todos os bairros de Blumenau, com uma pequena estrutura física para ouvir as ideias, dificuldades e conhecer de perto a realidade da comunidade".

Iniciativa bem legal, aproximar-se da comunidade.

E a relação com o Jovino?

Pois quando ele foi vereador entre 2009 e 2012, o experiente político criou o projeto "Vereador nos Bairros", com finalidade parecida. Repetiu a dose quando vice-prefeito
Herculano
24/03/2017 16:01
"GESTOR NÃO INSPIRA NADA, TEM QUE SER LÍDER", DIZ FHC. ESTA FRASE DE EFEITO BEM QUE PODERIA SERVIR DE INSPIRAÇÃO PARA A MÍNIMA REFLEXÃO DE MUITOS NOVOS PREFEITOS POR AQUI. QUEM NÃO LIDERA, É MANDADO. E AI FICA REFÉM E EXPOSTO.

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto e entrevista de Pedro Venceslau, Eduardo Kattah e Alexandra Martins. Em entrevista ao Estado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), é o tucano "mais bem posicionado" para disputar a eleição presidencial em 2018. FHC também criticou o mote de gestor, adotado pelo prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que tem sido apontado como potencial candidato ao Palácio do Planalto.

Como o sr. vê os políticos que se colocam como não políticos?
Tem muitos aí e vão continuar fazendo isso (se colocar como não político). O momento é para o não político, mas é político. O que é político com P maiúscula? Alguém que inspira, que pode conduzir. Se você for um gestor, você não vai inspirar nada. Tem que ser líder, e líder é alguém que inspira o caminho, certo ou errado, aí cada um vai dizer. No caso, quem ganha eleição, inspirou de alguma maneira. Vai inspirar o Brasil? Não é simples.

João Doria pode ser um nome do PSDB para a disputa presidencial de 2018?
Ele (Doria) diz que não é, e eu acredito nele.

Os outros três pré-candidatos (Geraldo Alckmin, José Serra e Aécio Neves) são citados na Operação Lava Jato...
Não dá para prever o nome do partido antes de ver o que vai acontecer, é precipitado. Eu me guardo.

Em entrevista ao 'Estado', no ano passado, o sr. disse que o José Serra era o nome mais bem posicionado para 2018. O Geraldo Alckmin é o mais bem posicionado hoje?
Se você olhar nos dias de hoje, sim. E o Doria apoia o Geraldo. Ele (Doria) disse a mim recentemente e eu acho que é verdade. Ele apoia o Geraldo. O balão está subindo então todo mundo começa a apostar. Agora, será o Geraldo? Não sei. Primeiro eu não tenho força no partido, eu não sou um homem do PSDB, eu não sou da máquina. Tudo isso vai depender do que vai acontecer nos próximos meses.

Por que Alckmin está melhor posicionado?
O Alckmin tem um fator de poder na mão: ele é governador de São Paulo. Ele tem uma força grande, ele tem mais estrutura na mão. Agora, isso é decisivo? Não. Depende do clima, do que vai acontecer. No fim, o PSDB, como sempre fez, pode ter três ou quatro candidatos e vai afunilar. Não sei se vai afunilar, não vai, se vem outro e faz aliança, se haverá a questão do outsider.

O Alckmin está pressionando o PSDB para precipitar as prévias. O sr. apoia essa demanda?
Ele não vai precipitar. O PSDB não tem razão para precipitar. O Lula já está se precipitando porque tem necessidade de ser candidato para manter coesão do PT e para dizer que está sendo perseguido. Já o PSDB, eu acho que tem que ter um candidato com tempo suficiente para se organizar. Tem que deixar passar essa tempestade na qual estamos. Quem é acusado de quê? Ninguém sabe. Por enquanto é notícia 'ouvi dizer que'.

O sr. teme que o Geraldo Alckmin saia do PSDB?
Não, o Geraldo é um político de lealdade. Ele não vai sair. Ele vai tentar aliança com outros partidos, como é natural que o faça. Ele vai lutar dentro do PSDB.

Há um acordo de "salvação nacional" entre os investigados na Lava Jato?
Ninguém vai se salvar às custas de passar uma borracha. Não dá. Mas temos que pensar no futuro do Brasil. E pensar com quem? Com quem não está comprometido com os malfeitos. Chegou um momento no Brasil em que precisamos olhar para frente.

O sr. fez um vídeo no qual critica movimentação de projeto de lista fechada e declara que cabe à Justiça julgar se há crime eleitoral. É uma crítica ao projeto de anistia do caixa 2?
Certamente é. Qualquer tentativa de anistiar não vai dar certo porque a sociedade não vai concordar. Além do mais, desde uma nota que eu dei lá da Europa, que era a respeito de uma crítica ao Aécio (delator da Odebrecht disse que na campanha de 2014 repassou R$ 9 milhões a políticos do PSDB e do PP e a marqueteiro tucano a pedido do então candidato à Presidência Aécio Neves), que não era verdadeira porque o Aécio disse que não fez, eu disse: 'além disso tem que dar prevalência à Justiça'. Segundo, a Justiça vai ter que separar os vários tipos de crime. Eu não usei crime para (classificar) caixa 2: 'é algo errado que tem que ser punido', disse. 'Errado', que tem que ser punido, é um delito. Mas é separado. Eu te mato, é uma coisa, e dou uma surra nele, é outra coisa. Os dois estão errados: dar surra ou matar. Mas é diferente. Então foi isso que eu disse. Aquela nota foi lida, porque estava num momento tenso no Brasil, como se eu quisesse borrar os malfeitos. Não era essa a intenção. Era: 'há malfeitos e malfeitos, vamos distinguir'. Quem foi que disse a mesma coisa que eu? Uma pessoa que não conheço, o Deltan Dallagnol (coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato). Ele disse: 'nós não estamos visando o caixa 2, nós estamos visando corrupção'. Pode ser no caixa 1, no caixa 2 ou fora deles. Isso quer dizer que o caixa 1 ou caixa 2 não sejam passíveis de punição? É passível. Mas não sou eu quem julga se é caixa 1 ou caixa 2, se é corrupção, se não é, é a Justiça
Herculano
24/03/2017 15:49
CRUZADO

Tecnicamente você tem razão. Então, diante das suas explicações o que resta evidente é que se trata de puro assalto das tetas do setor público por parentes e amigos por suposto merecimento, sem a devida e provada habilidade ou competência.

Ética? Lixo. E para suportá-la, desqualificação técnica ou semântica.

Quanto mais se tenta explicar ou desqualificar o que está à vista de todos, mais claro ficam as intenções dos políticos e dos que tomam o poder. E quem paga isso? Os pesados impostos dos gasparenses. Acorda, Gaspar!
Herculano
24/03/2017 15:43
COM TODOS OS LÍDERES ENLAMEADOS, RESTARÁ AO PMDB SE PERPETUAR NA VOCAÇÃO DE SER GIGOL?"? EM EVENTO COM GOVERNADOR, TEMER DIZ QUE BRASIL "APLAUDE" ALCKMIN

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Elizabeth Lopes e Altamiro Silva Junior. O presidente Michel Temer durante cerimônia de entrega de 1.300 unidades habitacionais do Parque Residencial da Solidariedade do Programa Minha Casa Minha Vida.
São Paulo - O presidente Michel Temer elogiou em discurso nesta sexta-feira, 24, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, durante evento em São José do Rio Preto (SP). "O Brasil te aplaude Geraldo Alckmin, pelo que tem feito pelo Brasil."

Temer disse logo no início de seu discurso que é de São Paulo e conhece o que Alckmin tem feito pelo Estado e em seguida falou da parceria paulista com o governo federal para a construção de moradias.

Temer participa hoje de evento no interior paulista de entrega das chaves do conjunto habitacional Solidariedade. O local tem cerca de 1,3 mil casas financiadas pelo projeto Minha Casa, Minha Vida. O ministro das Cidades, Bruno Araújo, também participou do evento.
Mariazinha Beata
24/03/2017 14:20
Seu Herculano;

Às 18:45horas. Já disse e repito com todas as letras; se os comunistas estão no poder, agradeçam em boa parte ao silêncio ou conivência dessa direção de esquerdistas na CNBB se passando por religiosos católicos.
Porque não vão trabalhar como todo cidadão comum?
Nunca vi um padre varrer a igreja, nunca vi um padre roçar o gramado, nunca vi um padre regar o jardim. Eles são como os comunistas, os outros que trabalhem para sustentá-los.

Bye, bye!
Rebeca
24/03/2017 14:15
NEPOTISMO CRUZADO

Sr. Herculano,

Acho que esta faltando o mínimo de conhecimento de sua parte sobre o que é nepotismo cruzado. Cito um conceito simples, que através de uma simples leitura, espero que o senhor entenda que os casos que o senhor citou não configura nepotismo cruzado:

"Nepotismo direto é aquele em que a autoridade nomeia seu próprio parente. Nepotismo cruzado é aquele em que o agente público nomeia pessoa ligada a outro agente público, enquanto a segunda autoridade nomeia uma pessoa ligada por vínculos de parentescos ao primeiro agente, como troca de favores, também entendido como designações recíprocas".

Fonte: http://www.cgu.gov.br/assuntos/etica-e-integridade/setor-publico/nepotismo/perguntas-e-respostas#nepo1
Ana Amélia que não é Lemos
24/03/2017 13:49
Sr. Herculano:

Sobre OS PROTESTOS DE DOMINGO.
Li não sei onde: "A ciência poderá ter achado a cura para a maioria dos males, mas não achou ainda remédio para o pior de todos; a apatia dos seres humanos".

Então ...
Digite 13, delete
24/03/2017 13:39
Platão, não é aí em Barracão que tem o barzinho da bandalha?
Digite 13, delete
24/03/2017 13:37
Platão, eles querem esconder o ladrão?
Então é alguém conhecido.
Herculano
24/03/2017 12:46
A JUSTIÇA COM DOIS PESOS. STJ DESOBRIGA PLANO DE SAÚDE DE FORNECER REMÉDIO IMPORTADO SEM REGISTRO NA ANVISA, MAS QUANDO QUESTIONADO, OBRIGA O GOVERNO PROCEDER DE FORMA CONTRÁRIA

Conteúdo da revista Época. Texto de Bárbara Lobato. A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quinta-feira (23) desobrigar os planos de saúde de fornecer remédios importados sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O caso analisado foi de um paciente com câncer. Os ministros ressaltaram a necessidade do registro na Anvisa como garantia à saúde pública. Em outra ocasião, o STJ decidiu que o segurado até pode exigir que o plano pague por medicamento importado, desde que tenha registro no órgão.
Herculano
24/03/2017 12:31
ALGUÉM TEM ALGUMA DÚVIDA DO QUE OS POLÍTICOS E GESTORES PÚBLICOS FAZEM QUANDO NO PODER E SACANEANDO AS LEIS E OS NOSSOS PESADOS IMPOSTOS? VOCÊS PENSAM QUE ISTO É LÁ EM BRASÍLIA? LEIAM A COLUNA DE HOJE, ANTERIORES E REFLITAM. PREJUDICADOS NA AMBIÇÃO E NOS RESULTADOS Só RESTA-LHES COMBATER, DESMORALIZAR, CONSTRANGER, PERSEGUIR, CALAR E ATÉ PROCESSAR

"NÃO ERA UM GOVERNO, ERA UM NEG?"CIO"

Conteúdo de O Antagonista.Jerônimo Goergen, deputado pelo PP do Rio Grande do Sul, resumiu a O Antagonista suas percepções ao ler o depoimento de Marcelo Odebrecht ao TSE publicado com exclusividade neste site:

"Não era um governo, era um negócio."

Dilma, Lula e o PT, acrescenta o parlamentar, mentiram ao Brasil quando falavam de "um projeto político para construir um país melhor".

"Não existia ninguém no Palácio do Planalto que não soubesse que se tratava de um projeto de enriquecimento ilícito por meio de uma estrutura maluca."

Para o deputado, MO tem muito mais a falar: "É só o começo".
Herculano
24/03/2017 12:22
S?" LULA TINHA CONTA CORRENTE NA ODEBRECHT

Conteúdo de O Antagonista. O depoimento de Hilberto Silva ao TSE ajuda a separar o joio do trigo.

Centenas de políticos corruptos receberam dinheiro da Odebrecht.

Hilberto Silva explicou ao TSE o que era o Programa B, que aparece nas planilhas da Odebrecht.

O Programa B foi batizado dessa maneira para identificar Branislav Kontic, o assessor de Antonio Palocci preso pela Lava Jato.

Ele era o responsável pelos saques em nome do Italiano e do Amigo.

Mas o único que tinha uma conta corrente na própria empreiteira era Lula, que legou o esquema de propinas, com o respectivo saldo, para sua sucessora, Dilma Rousseff.

O Antagonista, a partir dos documentos entregues pela Odebrecht ao TSE, conseguiu reconstruir a contabilidade exata da propina destinada a Lula, codinome Amigo.

Antes disso, porém, é preciso analisar outros documentos, porque eles permitem compreender como ocorreram esses pagamentos.
Herculano
24/03/2017 11:49
OS PROTESTOS DE DOMINGO

Daniel: ou você não é de Gaspar, ou não conhece Gaspar da velha caciquia e a nova mandada pelos velhos hábitos.

Os protestos contra Dilma tiveram início quando esses protestos eram alimentos de pré-campanha eleitoral.

E ai, PSD e PMDB até armaram o palanque, mas como foram vetados de subirem no caminhão e ao som que ajudaram pagar, boicotaram as oportunidades que surgiram posteriormente. Política de resultado.

Para complicar, o MBL - Movimento Brasil Livre - tomou o monopólio dessas manifestações por aqui que as vezes diziam ser suprapartidárias ou então até, apartidárias (?).

Passada a eleição de outubro e diante do resultado obtido na urna por seu líder, ele também desarmou a barraca. "Está cansado" e precisa cuidar dos seus negócios e família, pois tudo o que está ai não mais o afeta.

Como o protesto desse domingo não tem aval do MBL e é do "rival" Vem Prá Rua, como o PMDB e PP já estão no poder e não precisam mais de palanque local, como o PSD teve que enfiar a viola no saco, como o PSDB está em cima do muro, como o PT é o mais manchado de todos, como todos os partidos tradicionais estão atolados na mesma lama, Gaspar vai assistir pela televisão os protestos e talvez alguém irá a Blumenau, para dar voz aos de lá. Acorda, Gaspar!
Sidnei Luis Reinert
24/03/2017 11:39
Embrulhando o estômago dos "precaotários"


Edição do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Obcecada com a intenção de aumentar impostos para cobrir o rombo de R$ 58,2 bilhões no Brasil da gastança e da corrupção, a equipe econômica de Michel Temer pretende cometer mais um abuso de contabilidade criativa com os famosos precatórios - obrigações de pagamento dos entes públicos decorrentes de ações judiciais definitivas. A jogada pode render de R$ 6 a 8 bilhões ao caixa do Tesouro Nacional.

O Dream Team de Henrique Meirelles pensa em tirar da contabilidade das despesas primárias o volume de precatórios "parados nos bancos" há mais de quatro anos. A ironia da proposta é coerentíssima com o desrespeito ao Estado de Direito e a insegurança jurídica que vigora no Brasil. Afinal, que não paga o precatório, a despesa não existe na vida real... Os "precaotários" levam calote, e ninguém os protege da roubalheira estatal.

A equipe de Meirelles propõe um verdadeiro assalto contábil ao dinheiro que pertence a quem conseguiu o milagre de vencer uma ação judicial transitada em julgado, após infindáveis recursos e chicanas promovidas por governos canalhas na União, Estados e municípios. É absurda e ilegal a idéia de que o precatório parado em contas bancárias possa retornar aos cofres do governo, sob a desculpa esfarrapada de que é preciso reforçar o arrombado resultado fiscal de 2016. O que os burocratas propõem é uma apropriação indébita de débitos que não pertencem a eles, mas sim aos cidadãos, que deveriam ser chamados, tecnicamente, de "precaotários".

Tamanho crime embrulha mais o nosso estômago que a digestão de carne podre. O mais grave é que uma resolução do Conselho da Justiça Federal (CJF), de junho de 2016, permite ao governo requisitar a devolução de precatórios que foram depositados há mais de dois anos. Assim, o caso nem pode ser chamado, oficialmente, de "contabilidade criativa". O que também não é criativo é o calote oficial. Dane-se o "precaotário". Se o beneficiário do pagamento do precatório requerer o depósito depois de dois anos, uma nova ordem de emissão de precatório será encaminhada e o dinheiro disponibilizado no Orçamento do ano seguinte.

Não será necessária nenhuma medida legislativa para a liberação dos recursos a serem indevidamente apropriados. Até terça-feira que vem o governo toma a decisão sobre a tungada nos precatórios. No entanto, a Advocacia-Geral da União já estuda como montar uma força-tarefa para ingressar com ações requisitando a devolução do dinheiro. As ações terão de ser ajuizadas individualmente ?" o que vai gerar despesas judiciais extras, além de tomar mais tempo ainda de um judiciário sem tempo para julgar milhões de processos no habitual e desumano ritmo de lentidão.

O Ministério Público e o Judiciário deveriam protestar e mover ações urgentes para resguardar os interesses e direitos dos "precaotários" ?" os pobres, ricos ou empresas que têm precatórios a receber, e todo ano são caloteados, de maneira vergonhosa e impune, pela administração pública. Contabilizar um dinheiro que não lhe pertence é crime. No entanto, o Estado Capimunista Rentista do Brasil conta com excessos legais que lhe permitem fazer qualquer coisa. Azar dos cidadãos e dos "precaotários".

Em vez de tungar os precatórios, Michel Temer entraria para a História se fizesse com as dívidas judiciais o mesmo que fez com o saldo parado nas contas do FGTS: Pagar o que é devido, cumprindo a lei. Simples, assim...
Daniel
24/03/2017 11:31
Neste domingo, dia 26/03, é dia de manifestação contra a corrupção..todos pra rua..vamos mudar esse país!!! só nós (povo) podemos mudar isso...vai ter em gaspar? blumenau será a tarde em frente a prefeitura..15 hrs..
Janete
24/03/2017 10:35
A Janete é a ponta do iceberg no samae além da nomeação irregular dela sendo que a viviane na teoria é funcionária da prefeitura, existem outros cargos como o da filha do vereador Chico anhaia que é chefe de arrecadação mas todos sabem responde pelo setor do lixo a anos. Indianara e Fernanda gelatti são o exemplo que o interesse é o que vale,ambas são cria do PT igual outros cargos que o melatto manteve com gente da outra administração,não vai dar certo.
Existem pelo menos 2 auxiliares de serviços gerais que desempenham função de atendimento e de.motorista,gente que diz que manda mas não tem nomeação em cargo nenhum e uma família inteira que não faz nada. Mais capítulos do samae inundado virão nas licitações... Nas despesas. ...
Platao
24/03/2017 09:42
Bom dia, Colunista

A fragilidade dos educandários de Gaspar. Mesmo com vídeo monitoramento do espaço, a Escola Marina Vieira Leal, no bairro Barracão, teve uma bicicleta de um aluno furtada dentro do patio da escola na tarde de ontem.
A diretora esta se eximindo da responsabilidade de assegurar a segurança dos alunos e dos bens e de ressarcir o bem, haja vista que já se sabe ate quem foi o ladrão.
Isso que tem toda a segurança possível já se faz isso, imagina se não tivesse.
O bom e que o nosso vereador Wando Andrietti pediu sigilo no caso e que falaria com o Prefeito para doar uma bicicleta caso precisasse.
Herculano
24/03/2017 07:17
A PRUDÊNCIA DE SABER-SE FALÍVEL, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Em tempos nos quais o protagonismo judicial parece ter-se tornado moeda corrente, é luminosa a entrevista do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamin, ao repórter Luiz Maklouf Carvalho, do Estado.

Relator do processo que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, Benjamin manifesta incomum ?" para os tempos atuais ?" prudência em suas respostas, preservando sua independência de juiz e, o que é ainda mais raro nos dias de hoje, garantindo ao restante de seus colegas de plenário plena legitimidade para discordar de seu voto, que ainda não foi apresentado. Na quinta-feira, ele encaminhou aos outros ministros, ainda sem revelar seu voto, um relatório parcial do processo, com 1.032 páginas.

"Eu sou um juiz de colegiado. Não me importo nem um pouco de perder, desde que as regras do jogo sejam republicanas. Em outras palavras, as teses que eu defendo não são absolutas. A avaliação que eu venha a fazer das provas não é infalível. E, portanto, um voto por mim redigido está perfeitamente em condições de ser derrotado pelos defeitos próprios da natureza humana, que não é perfeita", afirmou. Suas palavras expressam a isenção que todo juiz deve cultivar, ainda mais se faz parte de um colegiado.

É legítima e necessária a disposição de um juiz para convencer os demais integrantes do plenário a respeito do acerto de seu voto. Outra coisa é achar que o convencimento pessoal em determinada direção permite considerar que os outros, por pensarem de forma diferente, estão equivocados. Mantém esse desejável equilíbrio quem cultiva a arte não trivial, e cada vez mais rara, de defender firmemente suas ideias sem que isso leve a qualquer tipo de conflito ou menosprezo por quem defende outras posições.

Segundo o ministro, seu relatório "é descritivo, absolutamente objetivo. Com muitas transcrições daquilo que é mais relevante. É o contexto". Certamente, um relatório com esse tom facilita o trabalho colegial de um tribunal. Numa época como a atual, em que parece haver uma aversão aos fatos, como se tudo já estivesse impreterivelmente contaminado pelas opiniões pessoais, é reconfortante que um juiz recorde a importância de um olhar isento sobre os fatos. De outra forma, não poderia haver justiça, que sempre exige isenção e é absolutamente incompatível com prejulgamentos. "O relatório é para informar. O voto é para analisar e convencer", explica o ministro do TSE.

Consciente das limitações impostas por sua posição de magistrado, Benjamin não expressa opiniões políticas, evitando até mesmo comentar possíveis reflexos no Judiciário de algumas decisões políticas. "Eu não tenho essa preocupação", diz o relator, ao responder sobre os efeitos das próximas indicações de ministros do TSE sobre o julgamento do caso em questão.

A respeito de como será seu voto, Herman Benjamin é perspicaz o suficiente para evitar especulações afoitas. Quando Luiz Maklouf começa a indagar se não haveria uma inclinação do relator para pedir a cassação da chapa Dilma-Temer, Herman Benjamin o atalha. "Não se precipite", diz o relator, fazendo questão de preservar aquele bom espaço que todo juiz deve ter para uma análise isenta e serena de cada caso.

O Direito não é composto de fórmulas rígidas a regular previamente a complexidade da vida, como se bastasse averiguar determinados dados factuais para que a lei ditasse uma solução matemática. Ao contrário, a aplicação do Direito está intrinsecamente vinculada aos fatos da vida. Daí decorre a conveniência de haver um colegiado para julgar os casos e questões mais relevantes. Não há percepções ou soluções únicas, nem a vida institucional de um país é regida por fórmulas matemáticas, que possam conferir ao juiz um grau de certeza que dispensa o contraditório.

Por isso, as palavras de Herman Benjamin - de que suas teses não são absolutas e de que a avaliação que venha a fazer das provas não é infalível ?" são tão relevantes. Elas denotam uma madura compreensão da função do magistrado, sempre falível. Sem dúvida, essa prudência não é uma exceção no Poder Judiciário, como evidencia o comportamento da absoluta maioria dos juízes. O mesmo se aplica a todos os agentes do sistema judicial. De todo modo, há sempre um ou outro mais fanfarrão, que, diante do bom exemplo dos outros, pode resolver se emendar.
Herculano
24/03/2017 07:06
VAZAMENTO É CRIME? por Hélio Schwartsman, no jornal Folha de S. Paulo

O vazamento de informações sigilosas por agentes do Estado deve ser criminalizado?

A pergunta é capciosa. O ministro da Fazenda que avisa seus amigos de que haverá um congelamento de preços decerto merece punição. Mas será que se pode dizer o mesmo do servidor público que denuncia anonimamente à imprensa as suspeitas que tem a respeito da licitação planejada em seu departamento? Ambos tinham o dever legal de manter o sigilo, mas, enquanto o primeiro caso encerra óbvia violação ética, o comportamento do segundo funcionário pode ser descrito como moralmente aceitável ou até mesmo obrigatório.

Estamos aqui diante de um daqueles conceitos que, como a pornografia, não se prestam a uma regulação "a priori". O curioso é que as democracias, um pouco por planejamento e muito por tentativa e erro, encontraram uma fórmula para lidar com essas situações. Elas dão ao Estado o direito de impor o dever de sigilo aos seus quadros, mas asseguram que jornalistas e demais cidadãos que tentem desvendar os segredos não terão seus trabalhos embaraçados, podendo até mesmo preservar o anonimato de suas fontes.

Parece contraditório e de fato o é. Mas há uma lógica por trás disso. A aposta aqui é que o estado de tensão entre o sigilo imposto ao agente público e a publicidade perseguida pela imprensa, que não deixa de ser uma materialização do sistema de freios e contrapesos, produzirá uma resultante positiva para a sociedade.

Há aí, é claro, vários pressupostos nem sempre realizados, como o de que o jornalista será capaz de evitar ao menos as manipulações mais grosseiras e se moverá mais pelo interesse público do que pelo gosto por fofoca, entre tantos outros. Não resta dúvida, porém, de que é preferível um arranjo em que a imprensa possa errar e cometer injustiças, que sempre poderão ser corrigidas "a posteriori", do que um em que as pessoas não tenham mais o direito de falar
Herculano
24/03/2017 06:57
DELATOR, DIZ QUE AVISOU MARCELO ODEBRECHET SOBRE O "VOLUME INSANO" DE PROPINA

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Rafael Moraes Moura, Beatriz Bulla, Fabio Serapião e Breno Pires, da sucursal de Brasília. O ex-chefe do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht Hilberto Mascarenhas afirmou ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que avisou Marcelo Odebrecht algumas vezes sobre o "volume insano" de movimentações financeiras realizadas pela empreiteira. "Vai dar problema um dia ou outro", disse o executivo ao patrão.


Ao contar sobre como temia pela segurança dos funcionários do setor responsável por efetuar pagamentos para agentes públicos de várias nacionalidades e em diversas praças bancárias do mundo, o executivo afirmou ter brigado muitas vezes com seus superiores por causa de solicitações para pagamentos em alguns países "impossíveis".

Dentro da estrutura do setor, disse Mascarenhas, Fernando Migliaccio gerenciava o trabalho das secretárias Angela Palmeira e Maria Lúcia Tavares, responsáveis por acionar os operadores que efetuavam os pagamentos em espécie no Brasil. Luiz Eduardo Soares, o Luizinho, seria o nome por trás das grandes operações no exterior.

Como exemplo, o delator relatou um pagamento US$ 20 milhões solicitado para ser entregue em Angola. "O senhor não faz uma operação de US$ 20 milhões nesse mundo hoje. No mundo hoje, o senhor não faz. Então o senhor tem que criar vários caminhos para fazer esses pagamentos", afirmou, ao detalhar as manobras financeiras utilizadas pelo setor.

O delator citou a utilização de fundos de investimentos e transações entre contas dentro do mesmo banco e depois entre contas da mesma pessoa em bancos diferentes para que o dinheiro chegasse até o agente público sem despertar suspeita do compliance dos bancos. "Porque nós tivemos problemas de o banco chamar e dizer assim: tire a sua conta daqui, porque você está fazendo essa conta pagamentos diversos e eu sou um banco private", contou. "O Luiz Eduardo vivia muito nisso, entendeu? Identificar novos bancos", completou.
Maria José
24/03/2017 06:51
Sr.Herculano se o projeto de Gratificação for aprovado pelos vereadores,saberemos quantos comissionados existentes foram doadores da campanha Kleber/Lu. È para quebrar mesmo!!!
Herculano
24/03/2017 06:45
LIVRO ABORDA AVANÇO EVANGÉLICO NA POLÍTICA

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Anna Virgínia Balloussier. "O sr. acredita em Deus?" Ao ouvir a interrogação, em debate de 1985 com candidatos a prefeito de São Paulo, Fernando Henrique Cardoso reclamou com o jornalista Boris Casoy: "Essa pergunta o sr. disse que não me faria". Mas ele fez, e FHC titubeou, deu a entender que era ateu -o que ajudou a derrotá-lo então.

Não é de hoje que ser ou não ser cristão é uma questão crucial em eleições para o Executivo. O pleito de 2014 escancarou um novo componente nessa equação: a ascensão dos evangélicos na sociedade e na política brasileira. Entra em cena Pastor Everaldo (PSC-RJ), o primeiro a usar abertamente a fé como cerne de sua candidatura à Presidência.

O recém-lançado "Religião e Política: Medos Sociais, Extremismo Religioso e as Eleições 2014" parte dessa experiência para investigar projetos políticos evangélicos que se agigantam desde os anos 2000 -e que renderam frutos mais concretos em 2016.

Em 2008, o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, lançou o livro "Plano de Poder". Lá diz: "Insistimos que a potencialidade numérica dos evangélicos como eleitores pode decidir qualquer pleito eletivo, tanto no Legislativo quanto no Executivo". Oito anos depois, seu sobrinho Marcelo Crivella (PRB) foi eleito prefeito do Rio, a segunda maior cidade do Brasil.

A bancada evangélica na Câmara (hoje 17% dos 513 deputados) avança a cada ciclo eleitoral, mas ainda está aquém da participação do segmento na população (29%, segundo o Datafolha, outro número em expansão).

Não é difícil ver margem para crescimento. Nem entender por que esse fenômeno ganhou força nos últimos anos, afirma à Folha Christina Vital, coautora de "Religião e Política" ao lado de Paulo Victor Leite Lopes e Janayna Lui.

Agendas progressistas tomaram os anos 2000, com tribunais superiores no mundo inteiro revertendo vetos a casamento gay e legalização das drogas, por exemplo. "Isso causou um estranhamento, uma falta de percepção de para onde a sociedade está caminhando", diz a pesquisadora.

É o que Vital define como a "retórica da perda, a ideia de um passado que precisa ser recuperado" -discurso similar ao que Donald Trump usou para ganhar a Casa Branca, com o slogan "faça a América ser grandiosa de novo", como se imigrantes ameaçassem o "American way of life".

Na visão da especialista, foi a ideia de um Brasil grandioso de novo que impulsionou "movimentos de retração" como a ditadura militar -vide a Marcha da Família com Deus pela Liberdade de 1964, reação à ameaça comunista (o ato teve uma reedição em 2014).

Para Vital, setores religiosos "exploram essa narrativa de guerra contra elementos sociais identificados como inimigos da ordem, da Bíblia". E não o fazem apenas por convicções morais. Ao apontarem "um mal comum a ser extirpado", ganham capital político para tocar "movimentações que de religiosas não têm nada, como a agenda econômica e a circulação de armas".

Há deputados que atuam nas três frentes da chamada "Bancada BBB" (Boi, Bala e Bíblia). O delegado João Campos (PSDB-GO), por exemplo, já presidiu a bancada evangélica e também participa das bancadas ruralista e de segurança. O hoje cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é outro que circulava nos três campos.

Vital acha um erro ver evangélicos como "um bloco monolítico" e aponta cisões internas entre as igrejas. Exemplo: se várias delas convergem na condenação ao aborto, Edir Macedo já reproduziu textos a favor da prática em seu blog.

Um deles, de 2010, cita as "70 mil mulheres vítimas de abortos clandestinos" por ano e reinterpreta passagem bíblica sobre a traição de Judas a Cristo ("melhor lhe fora não haver nascido!"): "Melhor que Judas tivesse sido abortado".

PASTOR EVERALDO
O país já teve presidenciáveis evangélicos, como Marina Silva e Anthony Garotinho e dois presidentes dessa fé eleitos indiretamente -o presbiteriano Café Filho, que sucedeu Getúlio Vargas, e o militar luterano Ernesto Geisel.

Em 2014, Everaldo chegou a beirar os 10% nas pesquisas. Acabou com 0,75% dos votos válidos. Para Vital, seu despreparo em debates e uma ação na Justiça acusando-o de bater na ex-esposa (ele nega) enterraram suas chances.

Não só. A morte de Eduardo Campos (PSB-PE) fez com que sua vice, Marina Silva, assumisse a cabeça de chapa. Líderes evangélicos que apoiavam Everaldo trocaram de lado, avistando "a verdadeira chance" de colocar "uma deles" no Planalto. "Vários acharam que a morte de Campos foi divinamente orientada para ela chegar ao poder." Marina terminou em terceiro lugar.

A cena para 2018 ainda é confusa, diz Vital. "A grande aposta" no meio era o pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSC-RJ), católico batizado por Everaldo nas águas do rio Jordão, na Palestina, em 2016. Os dois romperam, e Bolsonaro procura novo partido
Herculano
24/03/2017 06:41
ODEBRECHT FAZ DE DILMA UMA POBRE SE-VERDADE, por Josias de Souza

As revelações feitas por Marcelo Odebrecht à força-tarefa da Lava Jato, repetidas em depoimento à Justiça Eleitoral, retiraram de Dilma Rousseff o último patrimônio político que ela imaginava ostentar: a presunção de superioridade moral. Ela já havia perdido a pureza ideológica ao encabeçar coligações eleitorais que incluíam do arcaico ao medieval. Perdera a aura de gerentona e a poltrona de presidente da República após reduzir a economia nacional a escombros. Agora, é submetida a um ritual de emporcalhamento que aniquila o que lhe restava de individualidade, integrando-a à baixeza geral. Foi para o beleléu a diferença heroica.

Em síntese, o príncipe das empreiteiras contou: 1) Dilma sabia que João Santana, seu marqueteiro, era remunerado pela Odebrecht no caixa dois. 2) Madame sabia também que Antonio 'Italiano' Palocci e Guido 'Pós-Italiano' Mantega faziam dupla jornada como ministros e coletores de fundos para suas campanhas presidenciais. 3) Reeleita, a soberana foi informada pelo próprio empreiteiro de que as contas abertas no estrangeiro para pagar o marketing do seu comitê estavam ao alcance dos investigadores da Lava Jato.

Em nota de sua assessoria, Dilma tachou os segredos de Marcelo Odebrecht de "novas mentiras". Ainda não se deu conta de que suas verdades é que estão se transformando numa espécie de latifúndio improdutivo que os delatores da Odebrecht invadem. A nota sustenta que Dilma "jamais pediu recursos para campanha" a Marcelo Odebrecht. Tampouco "solicitou dinheiro para o Partido dos Trabalhadores". Ora, mas o delator disse exatamente a mesma coisa.

Dilma não precisou pedir nada. Tinha quem solicitasse em seu nome. "[?] Quem pediu os valores específicos era o Guido, eu me assegurava que ela [Dilma] sabia mais ou menos da dimensão do nosso apoio", contou Odebrecht ao TSE, falando num idioma parecido com o português. "Ela dizia que o Guido ia me procurar, mas eu nunca falei de valor. A liturgia, a questão de educação, você não fala com o presidente ou o vice-presidente a questão do valor."

Em 2010, contou Odebrecht, Dilma não teve que se preocupar com as arcas da campanha. Lula, o "amigo" da Odebrecht, se encarregou de tudo, com o luxuoso auxílio do grão-petista Antonio Palocci. Dilma "praticamente nem olhou as finanças, acho que todos os pedidos de doação foram feitos por Lula, Palocci. Ela nem se envolvia em 2010", esmiuçou o empreiteiro.

Dilma soube do que se passava na bilheteria porque Lula se encarregou de informar, contou Marcelo Odebrecht. As verdades de Dilma sobre questões relacionadas à tesouraria foram, por assim dizer, herdadas de Lula. O tamanho dessas verdades vem sendo questionado desde o mensalão. Sempre que a conjuntura exigiu garantias, verificou-se que, além de improdutivas, as verdades do petismo estavam assentadas sobre um gigantesco brejo.

De repente, Dilma descobre que não é a dona da verdade. Bem ao contrário. A colaboração judicial da Odebrecht transformou-a numa sem-verdade. Parte das informações do empreiteiro já haviam sido descobertas pelos investigadores. A Lava Jato apalpou os extratos da conta de João Santana na Suíça antes que o herdeiro da construtora cogitasse suar o dedo. Não é razoável supor que Dilma, centralizadora a mais não poder, estivesse alheia ao melado que escorria nos porões do seu comitê.

Considerando-se que uma ex-guerrilheira jamais cogitaria a hipótese de se tornar uma delatora, restam a Dilma duas escassas alternativas: ou aceita sua parcela de culpa ou funda o MSV (Movimento dos Sem-Verdade), assumindo a liderança da cruzada nacional por uma reforma semântica que devolva algum sentido a quem já não tem nenhum.
Herculano
24/03/2017 06:38
da série: a esquerda do atraso já quebrou o Brasil com a maior recessão desde a grande depressão de 1929, foi capaz de reaver a inflação alta e desempregar 13 milhões de trabalhadores na iniciativa privada, enquanto que os servidores continuavam estáveis, tendo aumentos e mais benefícios pagos pelos pesados impostos de todos. Mesmo assim, ela insiste no discurso bolivariano que humilha a dignidade humana em Cuba, Venezuela...E tem gente que acredita e defende cegamente, principalmente os jovens que estão desempregados, os que não vão se aposentar se este modelo perverso persistir...São catequizados por seus professores nas escolas e universidades.

O FIM DO EMPREGO, por Vladimir Safatle, professor de filosia na USP, para o jornal Folha de S. Paulo.Nunca na história da República o Congresso Nacional votou uma lei tão contrária aos interesses da maioria do povo brasileiro de forma tão sorrateira. A terceirização irrestrita aprovada nesta semana cria uma situação geral de achatamento dos salários e intensificação dos regimes de trabalho, isto em um horizonte no qual, apenas neste ano, 3,6 milhões de pessoas voltarão à pobreza.

Estudos sobre o mercado de trabalho demonstram como trabalhadores terceirizados ganham, em média, 24% menos do que trabalhadores formais, mesmo trabalhando, em média, três horas a mais do que os últimos. Este é o mundo que os políticos brasileiros desejam a seus eleitores.

Nenhum deputado, ao fazer campanha pela sua própria eleição em 2014, defendeu reforma parecida. Ninguém prometeu a seus eleitores que os levariam ao paraíso da flexibilização absoluta, onde as empresas poderão usar trabalhadores de forma sazonal, sem nenhuma obrigatoriedade de contratação por até 180 dias. Ou seja, esta lei é um puro e simples estelionato eleitoral feito só em condições de sociedade autoritária como a brasileira atual.

Da lei aprovada nesta semana desaparece até mesmo a obrigação da empresa contratante de trabalho terceirizado fiscalizar se a contratada está cumprindo obrigações trabalhistas e previdenciárias. Em um país no qual explodem casos de trabalho escravo, este é um convite aberto à intensificação da espoliação e à insegurança econômica.

Ao menos, ninguém pode dizer que não entendeu a lógica da ação. Em uma situação na qual a economia brasileira está em queda livre, retirar direitos trabalhistas e diminuir os salários é usar a crise como chantagem para fortalecer o patronato e seu processo de acumulação. Isto não tem nada a ver com ações que visem o crescimento da economia. Como é possível uma economia crescer se a população está a empobrecer e a limitar seu consumo?

Na verdade, a função desta lei é acabar com a sociedade do emprego. Um fim do emprego feito não por meio do fortalecimento de laços associativos de trabalhadores detentores de sua própria produção, objetivo maior dos que procuram uma sociedade emancipada. Um fim do emprego por meio da precarização absoluta dos trabalhos em um ambiente no qual não há mais garantias estatais de defesa mínima das condições de vida. O Brasil será um país no qual ninguém conseguirá se aposentar integralmente, ninguém será contratado, ninguém irá tirar férias. O engraçado é lembrar que a isto alguns chamam "modernização".

De fato, há sempre aqueles dispostos à velha identificação com o agressor. Sempre há uma claque a aplaudir as decisões mais absurdas, ainda mais quando falamos de uma parcela da classe média que agora flerta abertamente com o fascismo. Eles dirão que a flexibilização irrestrita aumentará a competitividade, que as pessoas precisarão ser realmente boas no que fazem, que os inovadores e competentes terão seu lugar ao sol. Em suma, que tudo ficará lindo se deixarmos livre a divina mão invisível do mercado.

O detalhe é que, no mundo dessas sumidades, não existe monopólio, não existe cartel, não existem empresas que constroem monopólios para depois te fazer consumir carne adulterada e cerveja de milho, não existe concentração de renda, rentismo, pessoas que nunca precisarão de fato trabalhar por saberem que receberão herança e patrimônio, aumento da desigualdade. Ou seja, o mundo destas pessoas é uma peça de ficção sem nenhuma relação com a realidade.

Mas nada seria possível se setores da imprensa não tivesse, de vez, abandonado toda ideia elementar de jornalismo.

Por exemplo, na semana passada o Brasil foi sacudido por enormes manifestações contra a reforma da previdência. Em qualquer país do mundo, não haveria veículo de mídia, por mais conservador que fosse, a não dar destaque a centenas de milhares de pessoas nas ruas contra o governo. A não ser no Brasil, onde não foram poucos os jornais e televisões que simplesmente agiram como se nada, absolutamente nada, houvesse acontecido. No que eles repetem uma prática de que se serviram nos idos de 1984, quando escondiam as mobilizações populares por Diretas Já!. O que é uma forma muito clara de demonstrar claramente de que lado sempre estiveram. Certamente, não estão do lado do jornalismo.
Herculano
24/03/2017 06:29
AINDA PRESIDENTE, LULA ARRECADOU DINHEIRO PARA PT, por Cláudio Humberto na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

As revelações de Marcelo Odebrecht sobre a corrupção nos governos do PT colocam de vez os ex-presidentes Lula e Dilma na chamada "cena do crime", no esquema desmantelado pela Lava Jato. Ainda no cargo de presidente da República, Lula se encarregou pessoalmente de arrecadar dinheiro, inclusive no caixa 2, para a campanha de eleição de Dilma. As revelações de Odebrecht retomam a expectativa da prisão de Lula. Afinal, não há em Curitiba acusado de crimes mais graves.

PRESIDENTE TESOUREIRO
Odebrecht contou ao Tribunal Superior Eleitoral, que Lula gerenciava a "conta corrente" de R$150 milhões aberta pela empreiteira para o PT.

DESESPERO EXPLICADO
As revelações de Odebrecht explicam o desespero de Dilma para nomear um ministro do STJ que o soltasse, segundo denúncia do MPF.

CHEFES DE QUADRILHA
A Lava Jato será resumida, no futuro, como o escândalo em que dois presidentes da República trataram pessoalmente de dinheiro sujo.

ACORDO PRECIOSO
As revelações de Odebrecht mostram como foi preciosa sua delação premiada para esclarecer e incriminar a quadrilha que governou o País.

AEROPORTO DE BRASÍLIA IMPLICA COM MULHER SOZINHA
Mulheres que viajam desacompanhadas são sempre incomodadas pelo serviço de segurança do Aeroporto de Brasília para uma segunda "verificação aleatória", após passarem no raio-x. Uma única empresária de Brasília foi escolhida "aleatoriamente" seis vezes seguidas. Há denúncias de várias mulheres, cujas identidades decidimos omitir. A Inframérica, gestora do aeroporto, não explica a atitude da segurança.

FORA DO PROTOCOLO
Especialistas consultados pela coluna desconhecem qualquer "protocolo de segurança" contra mulheres desacompanhadas.

CULPA DO OUTRO
A Inframérica alega que procedimentos de segurança são aprovados pela PF. E põe a culpa na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

JOGO DE EMPURRA
A Anac não surpreende: como em quase tudo que lhe diz respeito, alega que "não tem como saber" se há implicância contra mulheres.

O BRASIL NO CAMINHO
Mesmo sem ter essa intenção, o embaixador de Portugal em Brasília, Jorge Cabral, mostrou o caminho das pedras ao Brasil. Contou à rádio BandNews, nesta quarta (23), que, para superar a crise, Portugal fez as reformas trabalhista e da Previdência e cortou gastos públicos.

INSUSTENTÁVEL
Relatório do Senado mostra que a população de idosos vai crescer 3,8 vezes até o ano de 2060. Sem aprovar a reforma, daqui a apenas 13 anos a Previdência responderá por 70% de todo o orçamento público.

A VIÚVA É UMA MÃE
Os Correios faturaram R$ 18 bilhões em 2016, mas conseguiram dar prejuízo de mais de R$ 2 bilhões, o segundo em três séculos e meio de história. Mas funcionários denunciam que seus dirigentes continuam fazendo "viagens a trabalho" para atraentes destinos ao exterior.

VERGONHA
A bandidagem perdeu o medo, em Brasília. Um aposentado foi assaltado e teve seu carro roubado no pátio do Detran-DF, enquanto era emplacado. O Detran, claro, não assume responsabilidade.

AINDA EM CENA
O tempo passa, o tempo voa, mas a agência Borghi Ehr/Lowe, uma das enroladas na Lava Jato, continua em cena. Não falta quem lembre ao governo que Erh Ray, CEO da agência Z+, uma das 14 licitantes da conta do Banco do Brasil, era sócio da Borghi.

MATANDO A GALINHA
Maior fabricante de telhas do Brasil, a Eternit foi condenada na Justiça do Trabalho a pagar R$ 30 milhões por haver exposto funcionários ao amianto. Resta saber se a empresa terá "saúde" para sobreviver.

DITADURA DA BUROCRACIA
O governo cobra imposto sobre qualquer tostão recebido por cidadão do setor privado, mas não incide tributos sobre receita de funcionário público. O presidente da Agência Nacional do Cinema, Manoel Rangel, recebeu R$ 790 mil em diárias em seu mandato, e zero em impostos.

UM MILHÃO CONTRA O FORO
Abaixo-assinado no Change.org que pede o fim do foro privilegiado, endereçado à presidente do STF, Cármen Lúcia, conseguiu 120 mil assinaturas nos últimos meses. O objetivo é juntar 1 milhão.

PENSANDO BEM...
...além de toda confusão que se vê, a Operação Carne Fraca ainda conseguiu ressuscitar o projeto de Renan contra "abuso de autoridade".
Herculano
24/03/2017 06:23
NÃO EXISTE VIÉS IDEOLóGICO NAS REFORMAS; HÁ, SIM, NECESSIDADE, por Pedro Luiz Passos, empresário, conselheiro da Natura, para o jornal Folha de S. Paulo

Salvo imprevistos na área política, e eles têm acontecido com alta frequência, começa a despontar o sentimento de que a recessão está amainando e o crescimento econômico não demora a brotar.

Numa situação de intensa incerteza política e profunda retração da economia, ambas iniciadas três anos atrás, é surpreendente o ritmo das transformações em tão curto espaço de tempo, considerando que o atual governo, que retomou a agenda de reformas estruturais e busca dirigir o Congresso nessa direção, acumula pouco mais de seis meses de mandato efetivo.

Nem a mais dramática recessão da história nem a extensão da ruína ética e moral das relações políticas e entre o público e o privado apuradas pela Lava Jato tolheram ações essenciais, como a limitação real do gasto público por ao menos dez anos. E sem prejuízo de prioridades sociais, como saúde e educação.

Reformas relevantes, e intricadas politicamente, como a da Previdência, em tramitação na Câmara, além da tributária em discussão, podem reaver o potencial da economia, o tempo perdido nos últimos anos e o atraso em relação ao avanço acelerado dos países emergentes.

Tome-se a China: no fim dos anos 1970, quando começam as reformas liberalizantes na economia daquele país, exportávamos mais, estávamos à frente em renda per capita e nos víamos como potência econômica até a virada do século passado. O que houve? Segundo o FMI, o PIB chinês se aproxima do dos EUA e a renda per capita passou a do Brasil.

O que fez a diferença na China, e hoje faz na Índia, onde está em curso o maior programa de modernização econômica do mundo, foram reformas para atrair capitais privados, direcionar fundos para a infraestrutura, regulação favorável à abertura de firmas, à exportação e à inovação, a indução da concorrência, e por aí vai.

Não se vai a tanto com as medidas já aprovadas ou propostas pelo governo, mas o acerto das escolhas e a disposição de enfrentar uma agenda politicamente difícil mudou a perspectiva sobre as possibilidades de o Brasil sair do atoleiro.

Medidas dessa ordem foram adotadas pela China, de partido único, e pela Índia, a maior democracia do mundo, pois fazem sentido, inclusive para a segurança social. Segundo estudo da Universidade da China, 75% da expectativa de vida é explicada pelo nível da renda per capita.

A revogação do monopólio da Petrobras no pré-sal, por exemplo, vai estimular a competição, atrair investimentos e criar empregos ?"fatores cruciais para o desenvolvimento. A reforma da governança das estatais, vedando a partidos indicar executivos, e os programas de demissão voluntária vão deixá-las mais fortes.

Tais medidas mofavam há anos para alegria dos lobbies do atraso. E não são poucas. Legalizaram-se recursos mantidos no exterior, com o pagamento de imposto e multa. Baixou-se medida provisória para regularização fundiária urbana e rural, capaz de tirar milhões de famílias da clandestinidade e habilitá-las à cidadania.

Retomou-se o programa de concessões, embora em ritmo lento, com a licitação de cinco aeroportos sem nenhum crédito subsidiado. A inflação tende à meta (4,5%) e até menos, abrindo espaço para a normalização dos juros e do crédito. O Congresso acaba de aprovar a terceirização em todas as atividades, importante passo na direção de uma reforma trabalhista mais profunda.

Não está tudo bem, mas estava muito pior há menos de um ano. Agora se vê alguma luz, apesar do caos político e da resistência de feudos da burocracia. A lamentar é como permitimos tanta distorção
Herculano
24/03/2017 06:19
SEM RESPOSTAS OU COM RESPOSTAS óBVIAS?

Qual é mesmo a diferença entre o PT e o PMDB, PP de Gaspar e até mesmo o estadual, nacional?

O PMDB e PP de Gaspar sempre souberam que as chances deles serem governo eram grande e desde a primeira pesquisa de intenção de votos que usaram exaustivamente para atraírem simpatizantes. Então não se prepararam para serem governo?

O discurso de novos na política sempre foi mostrado aqui que era na verdades, jovens a serviço ou com idéias do atraso e para gente com velhas manhas da política. Essa realidade sempre foi contestada como tese e até ridicularizada. Em menos de três meses de governo já há carimbo e selo. Ou seja, o tempo é senhor da razão. Por outro lado, todavia, nem tudo está perdido como querem alguns. É muito cedo e há espaço para correção, mas se começar a reação logo, abandonar a centralização terceirizada e a arrogância de quem quer todos sob relho - inclusive a imprensa. Em tempos de redes sociais, pode-se até calar a imprensa pela compra com migalhas ou pelo terror, mas os bastidores será esclarecido da mesma forma.

Outra. Quando e quanto mais se relê o plano de governo do candidato do PMDB e PP de Gaspar se percebe também nele a velhice, a falta de inovação e a fraude eleitoral. O que definitivamente foi abandonado e por quê?

Antes de criar canteiros e plantar flores, é urgente se preparar a terra, combater e retirar os inços e isto exige trabalho duro e especialistas sob liderança e coordenação. Acorda, Gaspar!
Herculano
24/03/2017 06:01
RECUO TÁTICO, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Não deixa de inspirar receio a decisão do governo Michel Temer (PMDB) de excluir de sua proposta de reforma da Previdência servidores de Estados e municípios.

Trata-se de revés considerável no propósito inicial de igualar as condições de aposentadoria oferecidas a todos os brasileiros, sejam homens ou mulheres, trabalhadores urbanos ou rurais, do setor público ou privado.

Já havia sido aberta uma exceção incômoda, mas justificável, aos militares. Sob o argumento de que as Forças Armadas merecem tratamento especial na maior parte do mundo, dadas as peculiaridades da carreira, optou-se por uma revisão à parte de seu generoso regime de pensões.

Diga-se, de passagem, que nada se viu a esse respeito até aqui ?"e que só entre os militares federais o deficit previdenciário ultrapassa os R$ 30 bilhões ao ano.

Com a soma de todos os civis estaduais e municipais, o rol dos poupados pela reforma torna-se ampla maioria ?"de 70%?" entre os cerca de 7,7 milhões de funcionários públicos do país.

Nessa hipótese, as novas regras em exame pelo Congresso seriam aplicadas a pouco mais de 850 mil servidores federais e a 1,5 milhão de municipais sem regime próprio, hoje atendidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Tudo isso considerado, entretanto, a concessão do governo às pressões do funcionalismo parece mais um recuo calculado do que uma demonstração de inesperada fragilidade parlamentar.

Não seria realista imaginar que um projeto tão complexo, que em graus variados impõe sacrifícios a toda a sociedade, fosse passar incólume pelo crivo de deputados e senadores. A negociação, nesse sentido, tende a facilitar o caminho para o restante da reforma.

Com a fixação de idade mínima de 65 anos para as aposentadorias e a alteração do cálculo dos benefícios, entre outras providências, será possível ao menos estancar a expansão contínua e insustentável do gasto federal.

Já os governadores e prefeitos terão de arcar com o ônus político de encaminhar suas próprias propostas de reformulação dos regimes locais. Dado o esvaziamento geral dos cofres, é improvável que os governos regionais possam esquivar-se da tarefa.

A reforma, no entanto, não deve se limitar a responder às imposições orçamentárias ?"por dramáticas que elas sejam.

Para que ganhem legitimidade, as novas normas previdenciárias não podem conceder privilégios a estratos mais influentes da sociedade. É com isso em mente que os desejáveis entendimentos políticos precisam ser conduzidos.
Mária das Dores
23/03/2017 22:55
Nepotismo

Ana Carolina Dechamps assessora do Vereador Francisco Solano Anhaia é sobrinha do Diretor Gelasio Valmor Müller e prima do Diretor Roni Jeam Muller!
Maria José
23/03/2017 22:42
Pasmem segundo os comentários da rádio corredor já tem vereador e até comissionado querendo pular fora deste barco...












Rui barbosa
23/03/2017 22:13
Esquecesse da Samara filha da Ivete ,indiretamente
Herculano
23/03/2017 19:04
ODEBRECHT "COMPROU" APOIO PARA DILMA-TEMER EM DINHEIRO, DIZ DELATOR

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Letícia Casado, Bela Megale e Camila Mattoso, da sucursal de Brasília. Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandrino Alencar, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, afirmou que operacionalizou a entrega em espécie de R$ 21 milhões de caixa dois para três partidos aliados da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer em 2014.

A maioria dos recursos foi entregue em hotéis e flats em São Paulo, segundo ele. Os partidos beneficiados foram, de acordo com o depoimento, PRB, Pros e PC do B. Ao todo, contou o delator, cada um recebeu R$ 7 milhões. Ele menciona ainda mais R$ 4 milhões para o PDT, mas disse que outra pessoa da Odebrecht cuidou desta parte.

Pelo PRB, o interlocutor, relatou o delator, foi o atual ministro de Indústria e Comércio, Marcos Pereira. "Pelo PROS, o meu interlocutor foi o presidente do PROS, Eurípedes Junior; pelo PCdoB, foi o senhor chamado Fábio (...), que é de Goiás aqui; e pelo PRB, o atual Ministro Marcos Pereira, que era presidente do PRB", disse.

"Às vezes a pessoa, o partido, ficava num hotel e o recurso ia para o hotel, ou tinha um lugar fixo em São Paulo, um flat, onde as pessoas dos partidos iam lá buscar", afirmou.

O depoimento foi prestado no dia 6 de março ao ministro Herman Benjamin, relator do processo de cassação da chapa. A Folha teve acesso às transcrições do seu teor nesta quinta (23).

Um juiz auxiliar do ministro do TSE perguntou ao delator: "O senhor mencionou a forma de pagamento, seria caixa dois?. "Sim. Dinheiro em espécie", respondeu Alexandrino.

"Entregue em hotéis e flats e operações desse tamanho", disse.

Segundo ele, havia uma demanda para a Odebrecht ajudar na "compra de partidos" em uma negociação com o petista Edinho Silva, então tesoureiro da campanha.

"Houve essa demanda para gente contribuir via caixa dois, e eu fiquei encarregado de três partidos. Então, três partidos foram feitos por mim, a saber: o PROS, o PC do B e o PRB", disse Alexandrino.

"Teve uma reunião por volta de junho de 14, nos nossos escritórios, é uma reunião que estava presente o Edinho Silva, Marcelo e eu. Fomos os três. Então, veio uma demanda do então tesoureiro da chapa, Edinho Silva, nos solicitando a comparecer com esses cinco partidos", afirmou.

O ministro do TSE então indaga se o dinheiro era para "compra" das legendas. O ex-diretor da Odebrecht então respondeu: "Sim, para a compra dos partidos. E tanto é, depois quando eu contatei as pessoas que o Edinho me solicitou pra falar, era claramente uma compra do tempo de TV, que, se não me engano, isso deu, aproximadamente, 1/3 (um terço) a mais de horário de TV para a chapa".

"O Edinho Silva chegou e disse: "olha, nós estamos fazendo... Estamos conversando com os partidos e os partidos vão entrar na coligação por tempo de TV e o compromisso é pagar 7 (sete) milhões para cada partido", disse.

"Os partidos gostariam de ser mais rápido. Então, às vezes, os partidos voltavam para o Edinho, o Edinho me ligava e dizia: 'Olha, Alexandrino, estão me ligando do partido de fulano de tal, estão preocupados'", declarou. "Durante a eleição, praticamente toda semana eu me encontrava com ele [Edinho]", ressaltou.

Questionado sobre quais seriam as outras duas legendas, o depoente respondeu: "Foi o PDT. E o outro, PP, eu não me recordo. Realmente eu não me recordo. Ficou um negócio meio dúbio e, como não ficou comigo, eu também não me preocupei com isso aí".

Ele disse não ter certeza se a Odebrecht arcou com os recursos para essas duas siglas. Afirmou acreditar que a empreiteira repassou R$ 4 milhões ao PDT. Somados aos R$ 21 milhões, o valor superou a doação oficial, segundo o delator.

As operações, afirmou o delator, foram autorizadas por Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo.

O dinheiro saía, de acordo com ele, do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, que contabilizava o pagamento de propina.

OUTRO LADO

No dia 6, quando informações sobre o depoimento de Alexandrino foram divulgadas, Edinho Silva, hoje prefeito de Araraquara, negou as acusações."Essa é uma tese para criminalizar a campanha da Presidenta Dilma. Todas as coligações são ideológicas, as da campanha Dilma são compra de tempo? Absurdo. Nunca pedi doações não fossem legais", afirmou ele.

"Por que pediria doações para partidos que não fossem legais? Qual a diferença isso faz para a campanha Dilma? Uma acusação mentirosa que não ficará "em pé" como a Andrade Gutierrez que se mostrou mentirosa", disse.

Na semana passada, quando teve o nome envolvido nos pedidos de inquérito da Procuradoria-Geral da República, o ministro Marcos Pereira afirmou que vai se colocar "à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos necessários à elucidação da verdade, bem como fornecerei todos os documentos ao meu alcance aptos a afastar essa injusta conjectura". "É importante reiterar que o partido PRB teve suas contas devidamente aprovadas e não se tem conhecimento de qualquer recebimento de valor fora àqueles declarados à Justiça Eleitoral", disse
Herculano
23/03/2017 18:45
APOS PROJETAR O PT PELOS GROTÕES; DEPOIS DE SILENCIAR-SE SOBRE A ROUBALHEIRA DOS POLÍTICOS E GESTORES PÚBLICOS DA ESQUERDA DO ATRASO; DE NÃO DAR UM PIO SOBRE A GRAVE RECESSÃO, ALTA DA INFLAÇÃO E DESEMPREGO DE 13 MILHÕES DE TRABALHADORES, CNBB DIZ QUE REFORMA PREVIDENCIÁRIA QUE ATINGE EM CHEIO OS FUNCIONÁRIOS ESTÁVEIS, CHEIOS DE MORDOMIAS, ALTOS VENCIMENTOS E APOSENTADORIAS PRECOCE E INTEGRAIS É AMEAÇA A DIREITOS CONQUISTADOS. MAIS UMA VEZ USAM OS CRENTES FRACOS, ANALFABETOS,IGNORANTES E DESINFORMADOS PARA A CHANTAGEM DE PODER QUE PERDEM A CADA DIA POR ABANDONAR A EVANGELIZAÇÃO, EDUCAÇÃO E ASSISTÊNCIA EM TROCA DA IDEOLOGIA POPULISTA DE ESQUERDA

Conteúdo da Coluna Estadão (O Estado de S.Paulo), por Andreza Matais e Marcelo de Moraes. A CNBB divulgou nota nesta quinta-feira confirmando informação revelada pela Coluna do Estadão de que é contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Michel Temer.

"Os direitos sociais do Brasil foram conquistados com intensa participação democrática; qualquer ameaça a eles merece imediato repúdio", diz o texto.

A nota é assinada pelo Arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, Cardeal Sergio da Rocha, pelo Arcebispo de São Salvador da Bahia e Vice-Presidente da entidade, Dom Murilo S. R. Krieger e por Dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário-Geral da CNBB.

No documento, divulgado após o término do encontro do Conselho Permanente da CNBB, os bispos não descartam a necessidade de uma reforma no sistema previdenciário, mas questionam os números do déficit apresentado pelo governo. "Não é possível encaminhar soluções de assunto tão complexo com informações inseguras, desencontradas e contraditórias".

A Coluna revelou hoje que senadores alertaram o presidente Michel Temer que padres estão pregando contra a reforma em cidades do interior do Nordeste. O presidente disse aos senadores que vai procurar a CNBB.
Herculano
23/03/2017 18:28
FALANGES MIDIÁTICAS, ACADÊMICAS E PASTORAIS, por Percival Puggina, no Instituto Liberal

Os que empurraram as esquerdas para suas vitórias e o Brasil para o fracasso retomam as antigas práticas. Astutamente, tendo suas opiniões perdido credibilidade nas questões internas, usam e abusam da cena internacional para continuar ministrando "lições" à opinião pública.

Recordemos. Durante décadas, formadores de opinião, "trabalhadores em educação" e seguidores da Teologia da Libertação arrastaram o corpo social brasileiro para a valeta esquerdista. Era uma força irresistível a alavancar o PT para a condição de grande partido nacional, levar Lula à presidência da República e arrastar o Brasil para o caos. Nos microfones, as falanges midiáticas não poupavam sequer o público dos programas futebolísticos. Nas salas de aula, tornos e marretas ideológicas faziam cabeças em linha de produção. A CNBB e o clero dito progressista esmeravam-se em documentos e campanhas cujo cunho religioso se consumia em brevíssimas referências à Santíssima Virgem; tudo mais era perdição eufemística da mensagem cristã a serviço de determinada política. Certa feita, anos 90, designado pelo admirável arcebispo de Porto Alegre, D. Cláudio Colling, participei dos eventos que compunham o projeto da CNBB chamado "O Brasil que queremos". Nos bastidores de todos os eventos e mesas de trabalho, os assuntos mais abordados pelas pastorais presentes eram eleição vindoura e Lula-lá? A tudo testemunhei porque, como peixe fora d'água, lá estava.

Assim, ao longo de muitos anos, o povo brasileiro foi orientado pelos corregedores da opinião pública a pensar com critérios esquerdistas, estatistas, coletivistas. Toda a análise sociológica, histórica, política e econômica era promovida com lentes marxistas. Quando, nos anos 90, o Leste Europeu sacudia do próprio lombo sete décadas de opressão, ferrugem e lixo comunista, o Brasil da teologia da libertação, dos progressistas, dos movimentos sociais mantidos pelos inesgotáveis fundos petistas estava ávido de importar tudo para cá.

O que aconteceu após 13 anos do sucesso eleitoral de 2002 foi o inevitável fracasso operacional e moral de 2014, quando já não podia mais ser ocultado. E tudo fica bem resumido nestas estrofes narrativas e proféticas de Miguezin de Princesa em "Nunca recebi propina":

Prometeu melhores dias
Para um bocado de gente,
Vivia quase montado
No pescoço do vivente,
Mas, na hora de comer,
Só comeu quem foi parente.

Agora no xilindró,
Com saudade do faisão,
Come pão com margarina
E almoça rubacão
E diz: ?" Esse povo ingrato
Inda beija meu retrato
Nessa próxima eleição!

O poder petista, como tal, acabou. Junto com sua parceria, virou caso de polícia. A conexão publicitária entre esquerda e progresso, a ninguém mais convence. Com os foguetes queimados para levar o PT ao poder, torrou-se o prestígio de seus apoiadores. Por isso, leitor, você não ouve mais qualquer discurso esquerdista.

Que fazem, então, as falanges midiáticas, acadêmicas e pastorais? Reconhecidas as próprias limitações, dedicam-se a: 1) combater quem esteja à sua direita no arco ideológico, jogando rótulos entre os quais os de "ultradireita" e "fascista" são os mais recorrentes; 2) atacar propostas que busquem desfazer os estragos promovidos por um quarto de século de governos de esquerda; 3) investir contra conservadores e liberais como sendo os vilões a serem evitados.

Observe, então e por fim, o quanto se valem para isso do cenário internacional. Ali está o campo de prova onde reiteram suas convicções e "ensinamentos", sem que o passado os condene. Não, as falanges não se penitenciam nem redimem. Apenas mudam de estratégia. Agora, pretendem nos ensinar a compreender o mundo com seus olhos.
Herculano
23/03/2017 18:22
CASAIS FELIZES NÃO EXPÕEM A VIDA NAS REDES SOCIAIS, por Mariliz Pereira Jorge, jornalista e roteirista, no jornal Folha de S.Paulo

Meu casamento deve ser um fracasso, segundo a conclusão de um desses estudos sobre comportamento humano. Ele diz que casais realmente felizes vivem em harmonia o aqui e o agora, não têm necessidade de dar provas públicas de amor, não precisam de aceitação e aprovação de terceiros e, por fim, não são inseguros.

Minhas redes sociais são entupidas de fotos nossas em inúmeras situações. Em todos os lugares da casa, ao acordar, cozinhando, de férias, no nosso casamento na Tailândia, no carnaval, na praia, no sofá vendo TV e selfies, muitas selfies, eu o obrigo a fazer selfies.

Ele detesta. Como não me dei conta que havia algo de errado com um homem que não gosta de selfies com a própria mulher?

Meu casamento é uma farsa.

"Minhas redes sociais são entupidas de fotos nossas"
Eu achava que era feliz, mas sou apenas insegura e carente, segundo a tal pesquisa. Estou perdida. Quem ficará com o gato? Agora tem muitas fotos do gato no Instagram. Posto as fotos e marco o marido, claro, apenas para mostrar que somos uma família muito feliz e completa, e não porque estamos felizes e temos vontade de registrar e dividir esses momentos com amigos e familiares. Como não tinha percebido antes?

Eu pensava que, depois de ter me relacionado com tanto homem errado e ter sido profundamente infeliz, seria bastante normal compartilhar a felicidade que sinto por dividir a vida com um companheiro bacana, mas segundo o estudo é tudo mentira e eu apenas uso as redes sociais como um Rivotril virtual. Posto uma foto nossa, meu coração se acalma, porque acredito que nosso amor se fortalece. Cada foto do casalzinho-ostentação é um lembrete para o mundo de que aquele relacionamento existe. É um 'xô, periguete', que esse macho aqui tem dona.

O que falta agora para os pesquisadores decretarem minha mais profunda infelicidade? Trocar minha foto do perfil por uma de nós dois? Quem sabe abrir uma conta-conjunta no Facebook e acabar com qualquer indício de que nosso relacionamento seja sólido e promissor.

Imagine a felicidade quando ele trocou o status de relacionamento para "sério". Muito mais do que quando me apresentou à família. Um marmanjo daquele não precisa da aprovação da mãe para namorar alguém, mas quando aparece lá, bem grandão, "em um relacionamento sério com a fulana" para todo mundo ver é a glória. E quando ele compartilha meus posts e me chama de "patroa"? Tenho vontade de correr para a cozinha e fazer o almoço.

Agora é esperar o restinho de tempo que ainda nos resta, antes que ele também leia essa pesquisa e perceba o quanto não somos felizes, que todas essas fotos em que estamos escandalosamente felizes são apenas marketing de uma relação fadada ao fracasso, que essa saudade que me atormenta nessas semanas em que ele está longe é só carência, que tudo o que construímos juntos não tem alicerces profundos, que todos os dias quando a gente se olha e diz o quanto se ama é só delírio, porque uma pesquisa disse que casais que não se expõem nas redes sociais são mais felizes e a gente faz tudo exatamente ao contrário.

Quem vai ficar com o gato?
Herculano
23/03/2017 18:14
"ANULAÇÃO DE VAZAMENTO É DESCABIDA JURIDICAMENTE E FAVORECE PODEROSOS", DIZ COORDENADOR DA LAVA JATO

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Fábio Serapião, da sucursal de Brasília. O procurador Dallagnol publicou nas suas redes sociais um texto no qual ataca a tese defendida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de que as delações premiadas cujo conteúdo tenha sido objeto de vazamento podem ser anuladas. Para o coordenador da força-tarefa de procuradores da Lava Jato, em Curitiba, embora os vazamentos sejam condenáveis, a ideia de anular "não tem pé nem cabeça."

O procurar argumenta faltar senso prático para a tese uma vez que ela esvaziaria o instituto da colaboração premiada. Com a possibilidade, diz, o próprio delator ou um delatado ciente das acusações contra ele poderia vazar para obter a anulação das provas colhidas.

"A proposta abriria um canal para que os próprios delatores, delatados ou pessoas mal intencionadas garantissem a impunidade de potenciais criminosos. Seu efeito seria a contenção do avanço de investigações como a #LavaJato, que se expandem exponencialmente por meio das delações", apontou Dallagnol.

No entendimento do procurador, a "sugestão de que o vazamento contamina a prova que lhe antecede não tem fundamento legal" e "afirmar que colaborações são ilícitas porque houve vazamentos posteriores significa rasgar a lei e os livros".

"Ainda que se pudesse cogitar criativamente que o depoimento também decorresse de algum modo do vazamento, a existência de fonte independente lícita, consistente na coleta inicial regular do depoimento, fundamentaria a legalidade de seu emprego", completa.
.
Ao finalizar seu texto, Dallagnol é taxativo ao afirmar que a proposta preocupa "por potencialmente acarretar a impunidade de políticos e empresários do círculo do poder que desviaram bilhões e estão na iminência de serem responsabilizados."
Herculano
23/03/2017 17:47
ENTENDA O PROJETO DE LEI DA TERCEIRIZAÇÃO APROVADO PELA CÂMARA

Conteúdo da Agência Brasil.Texto da revista Isto É. A Câmara dos Deputados aprovou nessa quarta-feira (22) o Projeto de Lei (PL) 4.302/1998 que libera a terceirização para todas as atividades das empresas. A terceirização é quando uma empresa contrata outra para prestar determinados serviços.

O texto aguarda agora sanção do presidente Michel Temer para entrar em vigor.

Carteira de trabalho
Projeto aprovado pela Câmara permite terceirização em qualquer atividade das empresas. Saiba o que prevê o projeto aprovado:

Atividade-fim

Pelo projeto, as empresas poderão contratar trabalhadores terceirizados para exercerem cargos na atividade-fim, que são as principais atividades da empresa.

Atualmente, não existe uma legislação específica sobre a terceirização. Mas decisões da Justiça do Trabalho determinam que a terceirização é permitida apenas para as chamadas atividades-meio, ou seja, funções secundárias que não estão diretamente ligadas ao objetivo principal da empresa, como serviços de limpeza e manutenção.

O projeto prevê que a contratação terceirizada de trabalhadores poderá ocorrer sem restrições em empresas privadas e na administração pública.

Trabalho temporário

Foi alterado também o tempo máximo de contratação de um trabalhador temporário, passando de três meses para seis meses. Há previsão de prorrogação por mais 90 dias. O limite poderá ser alterado por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho.

O trabalhador que tiver cumprido todo o período (incluindo com a prorrogação) só poderá ser admitido novamente pela mesma empresa contratante após 90 dias do fim do contrato.

O projeto também permite a contratação de trabalhadores temporários para substituir empregados de serviços essenciais que estejam em greve. Fica proibida a contratação de trabalhadores por empresas do mesmo grupo econômico, quando a prestadora de serviço e a empresa contratante têm o mesmo controlador.

"Quarteirização"

Conforme o projeto, será permitido à empresa de terceirização subcontratar outras empresas para realizar serviços de contratação, remuneração e direção do trabalho, que é chamado de "quarteirização".

Condições de trabalho

É facultativo à empresa contratante oferecer ao terceirizado o mesmo atendimento médico e ambulatorial dado aos seus empregados, incluindo acesso ao refeitório. A empresa é obrigada a garantir segurança, higiene e salubridade a todos os terceirizados.

Causas trabalhistas

Em casos de ações trabalhistas, caberá à empresa terceirizada que contratou o trabalhador pagar os direitos questionados na Justiça, se houver condenação. Se a terceirizada não tiver dinheiro ou bens para arcar com o pagamento, a empresa contratante dos serviços será acionada e poderá ter bens penhorados pela Justiça para o pagamento da causa trabalhista.

Previdência

O projeto aprovado segue as regras previstas na Lei 8.212/91. Com isso, a empresa contratante deverá recolher 11% do salário aos terceirizados para a contribuição previdenciária patronal. E a contratante poderá descontar o percentual do valor pago à empresa terceirizada.
Herculano
23/03/2017 17:32
AS REVELAÇÕES DAS REVISTAS E JORNAIS NESTE FINAL DE SEMANA PROMETEM.

OS POLÍTICOS JÁ ESTÃO ACOSTUMADOS E POR ISSO NÃO ABREM MÃO DA VOTAÇÃO EM LISTA FECHADA (POR ELES PRóRIOS) NO SINDICATO DO CRIME.

OS CORRUTOS ESTARÃO TODOS LÁ NAS PRIMEIRAS POSIÇÕES PARA NÃO PERDEREM A BOQUINHA, O PODER DE CHANTAGEM, O FORO PRIVILEGIADO E NÃO SE PERMITIR A MÍNIMA RENOVAÇÃO
Herculano
23/03/2017 17:26
RECUO NA PREVIDÊNCIA: RUIM, MAS NÃO FATAL, por Mailson da Nóbrega, economista, ex-ministro da Fazenda no governo de José Sarney, PMDB, o da hiper-inflação, para a revista Veja eletrônica.

A decisão do presidente Temer, anunciada por ele mesmo, de excluir os servidores públicos estaduais e municipais da reforma da Previdência enfraquece o projeto, embora não o fira de morte. A exclusão beneficia os mais poderosos grupos corporativistas do país: os da educação, da segurança, do Judiciário e do Ministério Público estaduais. Pelo menos se espera que a parte federal da reforma tenha curso.

A medida deve reduzir as resistências contra o projeto no Congresso e assim facilitar sua aprovação, mas abre um sério precedente. Por que não excluir os juízes federais da reforma? Se os juízes estaduais estão fora por que não eles também? Tudo indica que parlamentares tentarão estender o benefício à Justiça e ao Ministério Público da União.

Atribuir aos Estados e municípios a tarefa de cuidar das regras de aposentadoria de seus próprios funcionários é deixá-los nas mãos de grupos que constituem a coalizão de veto mais resistente do país. Funcionários estaduais, mais próximos das autoridades locais, conseguem ser bem-sucedidos em suas demandas corporativas. Em alguns Estados, há mais oficiais da |Polícia na inatividade do que em serviço efetivo. Poucos conseguirão aprovar reformas na dimensão necessária. Novos problemas devem aparecer à frente.

A justificativa do governo é fraquíssima: preservar a autonomia dos Estados. Acontece que fixar regras de aposentadoria na Constituição não significa retirar autonomia dos Estados. A Constituição é uma norma de caráter nacional e não federal. Regular a matéria na Carta Magna é evitar que as corporações estaduais forcem sua rejeição. As regras básicas do ICMS estão na Constituição e nem por isso jamais se disse que isso atingiria a autonomia estadual.

Analistas que pregam a descentralização federativa a qualquer custo tenderão a apoiar o recuo de Temer. Ocorre que a experiência não corrobora a ideia de que a descentralização seja melhor. Os Estados costumam utilizar sua autonomia fiscal para aumentar salários e a generosidade insustentável dos seus regimes de aposentadoria e pensões. Basta ver que aconteceu recentemente no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, cuja irresponsabilidade fiscal constitui prova eloquente dessa lamentável situação.

Perdemos uma oportunidade de impor limites mais rígidos aos privilégios dos servidores públicos estaduais. Um ou outro Estado vai conseguir diminuí-los, mas dificilmente no nível requerido. Uma nova reforma, constante da Constituição federal, se tornará necessária no futuro. Enquanto isso, o país e nós, os contribuintes, pagaremos a conta.

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