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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Na eleição de domingo, os políticos de Gaspar deixaram a cidade e os cidadãos ainda mais vulneráveis na representação parlamentar na Assembleia Legislativa

11/10/2018

Gaspar retalhada I
Nas colunas que produzi na segunda e quarta-feira para o portal Cruzeiro do Vale, o mais antigo, acessado e atualizado de Gaspar e Ilhota na internet, mostrei como os resultados das eleições do dia sete de outubro foram danosos para Gaspar e o Vale do Itajaí na representação em Brasília. Relatei como vaidades, guetos de políticos manjados e jeitos antigos nas demonstrações de suas “forças”, que provaram claramente não possuírem, prevaleceram sobre a defesa da cidade, dos cidadãos e da região. Todos - cidadãos e cidades - ficaram mais vulneráveis. Hoje, vou mostrar como o mesmo fenômeno se deu na nossa representação de cidade na Assembleia. Qual a razão para se dividir tanto e os que se dizem líderes políticos buscarem malvadamente representantes de tão longe de Gaspar ou Ilhota?

Gaspar retalhada II
Gaspar tinha um candidato a deputado estadual. E não era um qualquer: Pedro Celso Zuchi, PT, prefeito por três mandatos. O resultado provou de forma contundente que ele não era um projeto da cidade, de região e pasmem, até do partido, apesar do esquemão da família Lima, com o deputado Federal Décio Neri que concorria ao governo do estado e a mulher deputada Estatual Ana Paula e que se lançou à vaga familiar na Câmara Federal. Todos derrotados. Não era projeto de cidade porque Zuchi fez apenas 29,03% dos votos válidos (9.722) de Gaspar; não era de região, porque no estado todo, nesse esquemão, ele só conseguiu 0,33% votos válidos com os esquálidos total de 12.140 votos. Aliás, quando (2002) Gaspar tinha um projeto viável regional para eleger um deputado estadual, Pedro Inácio Bornhausen, PP, então gerente regional da Celesc, Zuchi o boicotou e colocou a própria mulher (Liliane) para concorrer e minar os votos de Pedro. Gaspar ficou no gargalo do quase no segundo projeto de cidade. O primeiro, foi o eleito Francisco Mastella, PDC.

Gaspar retalhada III
Contudo, nada foi pior no exemplo do que o comportamento do poder de plantão com o MDB e PP, salvos pela dubiedade no voto evangélico e até da onda Jair Bolsonaro, onde estão ou espertamente surfaram. A primeira e inexplicável escolha é por candidatos longe de Gaspar ou que não tenham nenhuma identidade com o Vale do Itajaí. Vergonhoso na opção e no resultado. A candidata oficial do diretório do MDB era a já deputada Dirceu Heidercheit, cujo curral eleitoral é de Palhoça, na Grande Florianópolis. Ela não foi reeleita. Está uma arara – e com razão - com os daqui que lhe deram 1,76% dos votos válidos (588). A expectativa era no mínimo o triplo. Gaspar perdeu um canal e MDB a fleuma. Está à caça das bruxas entre os comissionados – e cargos de confiança - como se eles fossem os culpados. Com isso, provam-se duas coisas: a primeira de que a escolha dos comissionados não se deu pela tal eficiência, e sim por suposta capacidade de serem cabos eleitoras. A segunda: até nisso o poder errou, pois se revelaram péssimos cabos eleitorais. Essa “caça” não vai terminar bem!

Gaspar retalhada IV
Outra aposta do MDB, via principalmente o vereador Francisco Solano Anhaia para marcar o seu poder, do próprio presidente licenciado do partido, Carlos Roberto Pereira e do secretário estadual de Infraestrutura, Paulo França, foi o tal de Vampiro. Luiz Fernando Cardoso ao menos foi reeleito e se credencia assim a ser candidato a prefeito de Criciuma numa disputa interna com Ronaldo Benedet. Ou seja, Gaspar está ameaçada de ficar na mão de novo na Assembleia. Vampiro sugou 3,06% dos votos válidos daqui, ou seja, 1.024, menos da metade da projeção inicial do seu grupo de apoiadores. Surpreendente, todavia, foi a eleição do substituto do falecido Aldo Schneider, de Ibirama, Jerry Comper, seu ex-chefe de Gabinete e por isso, ele se apresentou como Jerry do Aldo. O trabalho de transferência de votos foi feito por Ciro André Quintino, MDB. Projetavam no mínimo dois mil votos. Quem lida com esse assunto, sabia da impossibilidade diante de todas as circunstâncias que envolviam a construção de uma candidatura de última hora. Jerry teve 2% dos votos válidos (699) de Gaspar. Uma boa votação, mas nem tanto se comparada a Ilhota. O MDB do prefeito Érico de Oliveira fechou questão, como foi no caso de Rogério Peninha Mendonça a Federal. Jerry foi o mais votado com 11,59% dos votos válidos (909). Ou seja, os números falam por si só e mostram como Gaspar foi retalhada e enfraquecida, sem dó e piedade pelos nossos políticos. Acorda, Gaspar!


TRAPICHE

Na sessão anterior às eleições, o caro e sofisticado sistema de som da Câmara de Vereadores de Gaspar estava com eco e muitas dificuldades para se colocar tudo em ordem. Foi um aviso! Espera-se que agora, os vereadores escutem ao menos o eco das urnas já que eles não ouvem as ruas.

Surfando na onda. O segundo mais votado em Gaspar foi o Oficial de Justiça e vereador de Blumenau, Ricardo Alba, PSL (ex-DEM, PSDB, PP e PEN em tão curta trajetória política). O mais votado no estado teve aqui, 13,21% dos votos válidos (4.426) e foi o quarto em Ilhota com 7,76% dos votos válidos de lá (604).

Jean Kuhlmann, PSD, foi o terceiro mais votado em Gaspar e não foi reeleito. Teve 5,18% dos votos válidos (1.734) e o cabo eleitoral dele, candidato a Federal, Marcelo de Souza Brick e os vereadores Cícero Giovane Amaro e Wilson Lenfers se revelaram pífios em favor do padrinho. Em Ilhota Kuhlmann teve um esquálido 1,99% dos válidos (155 votos).

Não deixa de ser notado também o desempenho do finalmente eleito Ivan Naatz, de Blumenau, desta vez pelo PV (ex-PDT). O vereador de Blumenau teve aqui 2,24% dos votos válidos (750) numa campanha coordenada por Raul Schramm, Rodrigo Althoff e Gean Grimm.

Outro que surpreendeu foi o vereador de Blumenau, Sylvio Zimmermann, PSDB (não eleito) e cuja família é daqui: 599 votos. Outros do partido e liberados pelo diretório como Serafim Venzon (não reeleito) e vereador de Blumenau, Jeans Mantau (não eleito), tiveram respectivamente, 429 e 223 votos.

Enquanto isso, a única vereadora tucana de Gaspar resolveu marcar território com o vereador de Pomerode, Rafael Fuetzenreiter (não eleito). Ele obteve 79 votos. Um aviso à vereadora que está alinhada com o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, ao arrepio do diretório.

Depois do resultado das urnas, Franciele Daiane Back saiu do grupo de whatsapp do PSDB. Não é a primeira vez que isso acontece, quando contrariada.

Sem força: a deputada Ada Faraco de Lucca, de Criciuma, reeleita, tinha como cabo eleitoral Evandro Carlos Andrietti, MDB. Ela teve apenas 89 votos. Outra advertência é para Ismael dos Santos, PSD, de Blumenau e reeleito, que com todo o aparato das denominações evangélicas, inclusive, às ligadas ao poder de plantão de Gaspar. Ele teve 1.313 votos.

A vereadora Mariluci Deschamps Rosa, PT, vice-prefeita por dois mandatos com Zuchi era a primeira suplente da candidata ao senado do partido, Ideli Salvatti. Ideli tinha Gaspar como uma marca para si e à identidade local (ponte do Vale, IFSC...).

Esse reconhecimento não veio em forma de votos nem para a ex-senadora queridinha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, e nem para a ex-ministra de Dilma Vana Rousseff, bem como à sua cabo eleitoral: foram apenas 4.082 votos, ou seja 6,82% dos válidos.

Quem lavou a égua foi Lucas Esmeraldino, PSL (20,94%), Esperidião Amin, PP (18,34%); Jorginho dos Santos Mello, PR (16,54%) e que por aqui foi gerente na antiga agência do Besc; Raimundo Colombo, PSD (14,86%), o que desprezou Gaspar; e Paulo Bauer, PSDB (10,33%), não se reelegeu e fez poucos votos para quem se ensaiava candidato a governador.

A promotora da Comarca, Andreza Borinelli, mandou instaurar inquérito civil para apurar “possível” conduta improba do prefeito de Ilhota, Érico de Oliveira, MDB, durante a campanha eleitoral. Perguntar não ofende: mas, só Ilhota?

Comentários

Miguel José Teixeira
14/10/2018 16:56
Senhores,

FHC na mídia FHC: "Apesar disso, ele diz que "há uma porta" com Fernando Haddad (PT), mas com o "outro (Jair Bolsonaro, PSL)", não...."

Pela medíocre campanha do infeliz geraldo,constata-se que a tal porta leva ao encerramento da lava jato, , ,

A tucanalha unindo o útil ao agradável.

FHC já está viajando para o exterior. Será que é para pegar sua mesada na fortuna que os PeTralhas tem em paraísos fiscais, cuja chave está com o condenado zédirceu?

Vade retro, retrocesso!
Herculano
14/10/2018 07:56
"A ESPIRAL DO RADICALISMO: O PT "ALIMENTOU" BOLSONARO, por Fernando Martins, no site Gazeta do Povo, Curitiba PR

Quando um não quer, dois não brigam ?" diz o ditado. O que implica que, se a dupla quer peleja, inevitavelmente ela sai. Com as democracias, é mais ou menos assim. O lado "menos" desse mais ou menos: o autoritarismo sempre é imposto a quem não o deseja. Agora, o lado "mais": se ninguém quer um regime democrático, ele não resiste.

O alerta é necessário porque o país entrou numa espiral de radicalismo, tanto à direita quanto à esquerda, que levou esta eleição presidencial a ser, no imaginário popular, uma escolha sobre o modelo de autoritarismo que o eleitor deseja: uma ditadura militar ou bolivariana. O radicalismo de um lado alimentou o do outro. E agora o Brasil está numa encruzilhada em que precisa quebrar esse círculo vicioso para que não veja a profecia se autorrealizar.

A última vez em que o país mergulhou no autoritarismo, em 1964, foi assim. Direita e esquerda brincaram com a democracia. Todo mundo desconfiava de todo mundo. Deu no que deu.

Relembrar 1964 é importante não apenas porque Jair Bolsonaro é um defensor do regime militar. Mas também porque o PT, em grande medida, lembra a esquerda brasileira daquele período. E porque muitas condições que produziram o golpe se assemelham ao que o país tem hoje.

Aos antecedentes: em 1961, o então presidente Jânio Quadros renunciou. Era uma tentativa de "autogolpe" (curiosamente, esse termo reapareceu no vocabulário político nesta eleição pela boca do vice de Bolsonaro, o general Hamilton Mourão). O plano de Jânio seria usar a renúncia para exigir superpoderes do Congresso ?" que iria preferir isso a ver o vice esquerdista João Goulart, o Jango, assumir o Planalto.

Só que não. O Congresso aceitou a renúncia. Mas deu um "jeitinho" legal para driblar o "risco Jango": instituiu o parlamentarismo no Brasil. Aliás, para muita gente, o impeachment de Dilma, com base nas pedaladas fiscais, foi apenas um "jeitinho" constitucional para tirá-la da Presidência por causa da crise econômica e da Lava Jato.

Voltando aos anos 60. O parlamentarismo não resolveu os problemas do país (tal como o governo Temer nos dias atuais). E, em 1963, o presidencialismo foi restabelecido por meio de um plebiscito.

Jango começou seu governo de fato com medidas de esquerda, como a limitação das remessas de lucros das multinacionais ao exterior. Achou ainda que poderia aprovar suas reformas de base, que arrepiavam a direita. Mas não podia. O Congresso e grande parte da sociedade eram contra.

Não dava para fazer. Mas Jango quis impô-las. E se radicalizou. Recorreu às massas e a grupos esquerdistas que defendiam as reformas "na lei ou na marra". Também fez acenos aos praças militares ?" colocando a cúpula das Forças Armadas em alerta pelo risco de insubordinação.

Aliados de Jango jogavam mais lenha na fogueira. O líder comunista Luiz Carlos Prestes passou a defender a reeleição de Goulart - o que era proibido pela Constituição. Cunhado de Jango, o governador gaúcho Leonel Brizola usava a rádio para conclamar a população a emparedar os parlamentares pela aprovação das reformas. E, pior, articulava a criação do Exército Popular de Libertação para promover uma "guerra revolucionária". A tudo isso se somava a existência das Ligas Camponesas, que passaram a receber dinheiro e treinamento de guerrilha sob o patrocínio do ditador cubano Fidel Castro.

Leia também: Especial da Gazeta do Povo dos 50 anos do golpe militar, publicado em 2014, conta em detalhes a história daquele período em reportagens e quadrinhos

A direita brasileira tinha convicção de que Jango preparava um golpe comunista no país. O general Amaury Kruel, amigo do presidente, aconselhou-o a romper publicamente com o movimento sindical e a fazer uma declaração contra o comunismo para pacificar o país. Goulart se recusou. "General, eu não abandono meus amigos. Se fizer isso, demonstro medo. E, com medo, não se governa o país. E tu sabes muito bem que eu não sou comunista!", disse.

Jango não cedeu. E selou seu destino. As Forças Armadas deram o golpe com apoio de grande parte da população - que havia dado demonstrações disso em grandes manifestações contra o governo de Goulart.

Após o impeachment de Dilma, o PT também se radicalizou como Jango havia feito cinco décadas antes. Atacou sem dó qualquer instituição que tenha contrariado seus interesses: imprensa, Ministério Público, Justiça, Polícia Federal. Convocou os movimentos sociais a defender a sigla nas ruas. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, reavivou a desconfiança sobre as intenções autoritárias dos petistas ao elogiar a revolução comunista da Rússia e os regimes ditatoriais de Cuba e da Venezuela.

Tudo só piorou quando o PT incluiu no plano de governo de Lula (posteriormente, de Fernando Haddad) as propostas de promover o controle social da mídia (rotineiramente visto como uma tentativa de cercear a imprensa livre) e de uma nova Constituição (uma suposta cópia do roteiro bolivariano de implantação da uma ditadura). Nesse ponto, da Constituinte, pelo menos Haddad disse ter revisto sua posição.

Ainda assim, tal como Jango em 1964, o PT não cedeu na essência de seu projeto de poder. Quis ter candidato próprio a presidente. Não está disposto a admitir publicamente o grande esquema de corrupção que promoveu. E tampouco se dispõe a abandonar o "amigo" Lula.

Bolsonaro e seu extremismo não seriam tão grandes se não fosse o PT. O medo de um radicalismo alimentou o outro.

Mas o país ainda é uma democracia. Seja o que acontecer daqui para a frente, a sociedade ainda pode pressionar os dois polos a abandonarem suas ideias extremistas. Mais radicalismo, afinal, só vai gerar mais radicalismo. De ambos os lados."
Herculano
14/10/2018 07:42
LAVA JATO TENTA REAVER R$ 54,9 BI, MAS DEVOLUÇõES SOMAM SOMENTE R$ 2,5 BI, por Josias de Souza,

A força-tarefa de Curitiba atualizou na última sexta-feira (12) a soma dos pedidos de ressarcimento feitos em processos judiciais da Lava Jato. Incluindo-se as ações penais (R$ 39,97 bilhões) e as ações por improbidade administrativa (R$ 14,93 bilhões), reivindica-se a devolução de R$ 54,9 bilhões em verbas roubadas do Estado. Eloquente, a cifra corresponde a tudo o que o BNDES pretende investir em projetos de infra-estrutura até o final de 2019. Entretanto, a verba efetivamente devolvida aos cofres públicos em quatro anos e meio de Lava Jato soma, por ora, pouco mais de R$ 2,5 bilhões - ou 4,5% do total requisitado.

Desde 2014, quando foi às ruas, a Lava Jato corroeu a Presidência de Dilma Rousseff, passou na chave o projeto presidencial de Lula e está perto de acertar as contas com Michel Temer. A operação também trancafiou a nata da oligarquia política e empresarial. Gente que estava escondida atrás da imunidade parlamentar foi surrada nas urnas de domingo passado, despencando na primeira instância Judiciário. Não se via tamanha movimentação nos salões do poder e nas cadeias desde a chegada das caravelas.

Quebraram-se paradigmas também na recuperação da verba roubada. Antes da Lava Jato, os pedidos de reparação rodavam na casa dos milhões. Depois, passaram a ser computados em bilhões. Mas o resultado, quando confrontado com o tamanho da pilhagem, não chega a entusiasmar. Graças aos acordos de delação premiada, os procuradores de Curitiba conseguiram obter de criminosos: confissões, provas e compromissos de devolver algo como R$ 12,3 bilhões. O problema é que o dinheiro roubado à vista será devolvido a prazo.

Há parcelamentos de até duas décadas. Daí a disparidade entre os valores solicitados e o montante ressarcido até o momento. A coisa se complica ainda mais nos casos em que a devolução depende não de acordos de colaboração, mas do desfecho de batalhas judiciais. Ouvido, um dos procuradores da força-tarefa de Curitiba resumiu o drama:

"É um milagre termos no Brasil esse ressarcimento de pouco mais de R$ 2,5 bilhões. A Lava Jato é uma árvore frondosa crescendo no deserto. A regra no país era não recuperar nada. Antes da Lava Jato, todo o dinheiro repatriado somava menos de R$ 45 milhões. Mesmo depois, houve apenas um outro caso envolvendo repatriação de cerca de R$ 70 milhões. Desconheço qualquer outro caso que envolva recuperação superior a R$ 100 milhões. "

O procurador acrescentou: "Nas ações penais e de improbidade, o dinheiro só será recuperado no final do processo, quando tudo transitar em julgado. Ou seja: no Dia de São Nunca. É muito comum que esses processos durem mais de dez anos. O réu tem que ter muito azar e a sociedade tem que ter muita sorte para conseguir a recuperação. Pedidos de ressarcimento viraram piada no Brasil. Quando se esgotam as possibilidades de recurso, o réu já se desfez de todo o patrimônio."

"A gente tenta obter bloqueios cautelares", prosseguiu o procurador. "Mas se você vai bloquear recursos de uma empreiteira, elas trabalham alavancadas. A indústria, a fábrica, todos os fornecedores já têm uma, duas ou três hipotecas. O Estado entra em quarto lugar na fila. Não pode bloquear capital de giro, porque mata a empresa e gera desemprego. Quando conseguimos bloquear o patrimônio dos réus, pessoas físicas, o bloqueio permanece até o final do processo. Um dia, se os crimes não prescreverem, a gente conseguirá recuperar."

Como se vê, mesmo nos casos submetidos aos novos padrões de investigação e julgamento, o dinheiro surrupiado do Estado continua sendo como pasta de dente que sai do tubo. Colocar de volta não é tarefa simples. A encrenca não se restringe a Curitiba. No Rio de Janeiro, a Lava Jato pleiteia ressarcimentos de R$ 2,3 bilhões. A Receita Federal já aplicou a empresas e pessoas enroladas no petrolão autuações fiscais de R$ 17,1 bilhões. Só nesses três guichês, o Estado tenta receber notáveis R$ 74,3 bilhões.
Herculano
14/10/2018 07:36
MENTIRAS E VILõES IMAGINÁRIOS AFASTAM CAMPANHA DO MUNDO REAL, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Os problemas do Brasil são gigantes, mas há gente em campanha para derrotar moinhos de vento. Fantasmas, notícias falsas e teorias da conspiração vêm produzindo nesta eleição inimigos tão enganosos quanto os rivais imaginários que viviam na cabeça de Dom Quixote.

É mentira que um filho de Jair Bolsonaro tenha saído às ruas com uma camiseta com inscrição preconceituosa contra eleitores nordestinos. A montagem malfeita foi compartilhada 73 mil vezes por um único perfil no Facebook até ser contestada.

É mentira que o PT tenha aprovado um "plano de dominação comunista". A frase circula há anos, com base em teses de uma corrente do partido que nunca foram adotadas pela sigla ou por seus candidatos.

É mentira que Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro, tenha proposto o confisco de cadernetas de poupança no mesmo dia em que fez críticas ao 13º salário. Um blog publicou a informação falsa, que foi replicada por milhares de pessoas - incluindo um deputado federal.

É mentira que Fernando Haddad tenha dito que Lula é "o verdadeiro filho de Deus" e que "a igreja vai pagar caro" por sua prisão. A frase inventada tenta ressuscitar um pânico religioso sem fundamento. Foi divulgada por um eleitor de Bolsonaro e reproduzida mais de 80 mil vezes.

A imprensa verificou e desmentiu essa boataria. O combate a notícias falsas e a indignação com absurdos, como se vê, não são seletivos.

Há dois dias, Bolsonaro tratou os meios de comunicação como adversários e alegou que eles trabalham para desgastá-lo. Repetiu o discurso vazio dos poderosos de sempre.

O jornalismo independente é crítico de modo geral. Foi assim que vieram à luz erros e escândalos de Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer - e de seus opositores. Nenhum partido, afinal, deve exigir obediência e aplauso irrestrito da imprensa.

A contestação e a fiscalização dos candidatos ajudam a expor problemas e mantêm a campanha no mundo real. O eleitor não deve se mover por vilões fabricados pela ficção.
Herculano
14/10/2018 07:32
BOLSONARO PODE TER MAIS VOTOS QUE LULA EM 2006, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou neste domingo nos jornais brasileiro

O candidato a presidente do PSL, Jair Bolsonaro, pode somar mais votos em 2018 que o ex-presidente Lula em 2006, na reeleição. Ele ganhou "de lavada" nos segundos turnos contra José Serra (PSDB) em 2002, com 61,3% (52,79 milhões de votos) e contra Geraldo Alckmin em 2006, com 60,8% (58,29 milhões de votos, o recorde histórico). Com 58% dos válidos, Bolsonaro pode chegar aos 62 milhões de votos.

MARCA RECORDE
Os 58,3 milhões de votos de Lula em 2006 marcou o recorde de um só candidato a presidente, em um turno de votação.

DILMA, EM 2010
Dilma é a segunda colocada no número absoluto de votos para presidente: 55,75 milhões no segundo turno de 2010, contra Serra.

RECORDE TUCANO
Fernando Henrique Cardoso, o único eleito em primeiro turno no Brasil, obteve 34,31 milhões em 1994 e 35,93 milhões de votos em 1999.

AINDA É CEDO
Murilo Hidalgo, do Paraná Pesquisas, prefere a cautela: "é possível que Bolsonaro tenha mais votos que Lula, mas é cedo para ter certeza".

CAMPANHAS SUPERAM R$ 4 BILHÕES EM GASTOS
A duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais e dos governos de 13 Estados e do Distrito Federal, o custo das campanhas já superou R$4 bilhões, sendo 81,3% desse valor, cerca de R$3,3 bilhões, pagos com dinheiro público vindo dos fundos partidário ou do Fundo Especial para Financiamento de Campanha, o absurdo fundão eleitoral. O restante saiu dos bolsos dos candidatos ou de doadores.

DO PRóPRIO BOLSO
Os candidatos já desembolsaram R$357 milhões, segundo relatório do TSE. Candidato a presidente, Henrique Meirelles gastou R$54 milhões.

TRIO TERNURA
MDB, PT e PSDB foram os maiores beneficiados e já gastaram juntos R$ 616,5 milhões para tentar eleger seus candidatos.

MOTIVOS NÃO FALTAM
Por algum motivo, nobre ou não, 20 brasileiros doaram R$1 milhão ou mais. Só o rei das distribuidoras Rubens Ometto doou R$6,98 milhões.

POSIÇÃO IRRELEVANTE
Nenhum dos candidatos a presidente no 2º turno pediram apoio do MDB e da Rede, mas ambos anunciaram "neutralidade". Não é nada, não é nada, não é nada mesmo: ambos somaram 1% dos votos, dia 7.

TRABALHO NO SENADO
Apesar de não ter renovado mandato, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), continua focado. Diz que o Senado vai trabalhar até o último dia de votação este ano. Só precisa combinar com o quórum.

A QUEM SERVEM
Os perfis no Facebook, Twitter e Instagram que pedem o "Fora Temer" declararam apoio a Fernando Haddad (PT). Mas esqueceram o presidente: a artilharia agora se concentra contra Jair Bolsonaro (PSL).

PARLAMENTO ESPIRITUAL
O número de deputados federais em primeiro mandato equivale a 47% do total. A renovação eleva o nível de escolaridade e introduz novidades, como um médium que faz "operações espirituais".

CAMINHO DA EXTINÇÃO
O PSTU está entre os partidos que mais perderam votos para deputados federais, em todo o País. Em 2014, conquistou 188,3 mil, mas este ano não passou de 41 mil votos. Está em rota de extinção.

CAMINHÃO DE VOTOS
O PSL de Jair Bolsonaro é o partido que mais votos conquistou para a disputa pela Câmara dos Deputados: 11,6 milhões e elegeu 52. A Rede, de Marina Silva, teve 816 mil votos, elegendo apenas um.

DE OLHO NA CADEIRA
Empolgados com o crescimento da bancada federal do partido de Jair Bolsonaro, líderes do PSL tentarão emplacar o presidente da Câmara em 2019. Garantem que terão bancada maior que a do PT.

PERCEPÇÃO E RAÇA
Na história da Suprema Corte dos Estados Unidos, Brett Kavanaugh, o nomeado de Donald Trump, é o 114º a ser indicado para o cargo de ministro. De todos eles, apenas seis não foram homens brancos.

PENSANDO BEM...
...é o sinal dos tempos: PCO e PSTU perderam 78% dos votos em 2018.
Herculano
14/10/2018 07:16
O DELEGADO VIU PAZ E AMOR NA SUÁSTICA, por Elio Gaspari para os jornais O globo e Folha de S. Paulo

Quem marcou a barriga da jovem inverteu a perna do S, mas sabia muito bem o que estava fazendo

Uma jovem de 19 anos contou na terça-feira à polícia de Porto Alegre que na noite anterior vestia uma camiseta com o slogan "Ele Não", desceu de um ônibus e foi agredida por três pessoas. Contou ainda que, imobilizada, fizeram-lhe seis talhos na barriga, marcando-a com uma suástica.

Ainda não se conhecem as circunstâncias do episódio, e na quinta-feira a jovem, que não teve o nome revelado, desistiu da denúncia. A investigação prossegue. Um dia antes da desistência, o delegado Paulo César Jardim, tendo visto uma fotografia dos ferimentos, deu uma entrevista aos repórteres Kelly Matos e Pedro Quintana com suas observações preliminares.

Ele repetiu seis vezes que ali não havia uma suástica. Informando que é um "especialista nesta área", revelou que a cruz gamada do nazismo não tem aquele formato, pois a perna do "S" estava invertida. Segundo Jardim, "o que temos é um símbolo milenar religioso budista, símbolo de amor, paz e harmonia". (A fotografia está na rede, bem como os 16 minutos do áudio da entrevista.)

Quando lhe perguntaram se havia sentido em uma pessoa marcar a canivete um "símbolo de amor, paz e harmonia", ele respondeu o seguinte: "Quem fez, foi, sei lá (...) Papai Noel, enfim, o que a gente tem é isto". Categórico, acrescentou: "Não é uma suástica, isso eu afirmo com absoluta convicção".

O delegado foi didático: "O movimento neonazista, quando ele iniciou, a partir de 1930, ele precisava ser representado por símbolo, um lado esotérico, (...) O que é que aquelas pessoas que circundavam Hitler decidiram? Decidiram que buscariam um símbolo que trouxesse confusão e trouxesse harmonia para o povo alemão. Então o que é que eles pegaram? Pegaram o símbolo budista de paz, amor e fraternidade
e inverteram ele".

Tudo errado. O nazismo (nada a ver com "neo") bem como a suástica surgiram em 1920, e ela não chegou à Alemanha pelo caminho da cultura indiana. Até sua apropriação pelo Partido Nacional Socialista, tinha vários significados, inclusive o de trazer sorte. Para Hitler, tratava-se de um símbolo do arianismo
e da pureza racial.

Sejam quais forem as circunstâncias do episódio, quando aparece uma pessoa com uma suástica na barriga e um delegado como o doutor Jardim diz o que ele disse, algo de muito ruim está acontecendo.

Homens inscrevem suástica em jovem de 19 anos que voltava para casa com camisa 'Ele Não', em Porto Alegre
Homens inscrevem suástica em jovem de 19 anos que voltava para casa com camisa 'Ele Não', em Porto Alegre

PARIS, 8 DE JUNHO DE 1942
Hélène Berr tinha um diário. Tinha 21 anos, era judia e rica. Passava os dias na Sorbonne estudando literatura inglesa, tocava violino e estava apaixonada, de bem com a vida. Ela escreveu:

"Hoje é o primeiro dia em que me sinto num feriado. O tempo está glorioso e a chuva de ontem trouxe ar fresco. Os pássaros estão cantando. É também o primeiro dia em que vou usar a estrela amarela. Esses são os dois lados da vida de hoje: juventude, beleza e ar puro, tudo numa só linda manhã: a barbaridade e o mal, representados nesta estrela amarela."

Enquanto Anne Frank escreveu seu diário no sótão de Amsterdã onde vivia escondida com a família, Hélène vivia o ocaso da paz dos judeus franceses. Deportada para a Alemanha, três meses antes da libertação de Paris, ela morreu em 1945 no campo de concentração de Bergen-Belsen, pouco antes da chegada das tropas inglesas.

Quem marcou a barriga da jovem gaúcha inverteu o traço da suástica, mas sabia o que estava fazendo.

CAOS JURÍDICO
Juízes e procuradores estragaram o equilíbrio da eleição, comprometeram a neutralidade dos poderes constituídos e afetaram a qualidade de suas próprias posturas.

O juiz Sergio Moro liberou um pedaço desconexo e inconclusivo da colaboração do ex-ministro Antonio Palocci, atual hóspede da Federal de Curitiba. Fez isso seis dias antes da eleição.

O juiz Marcelo Bretas, a quem se deve o encarceramento de Sérgio Cabral, felicitou publicamente os dois senadores eleitos pelo Rio de Janeiro.

Já o Ministério Público Federal de Brasília soltou a informação de que o economista Paulo Guedes, o "Posto Ipiranga" de Jair Bolsonaro, está sendo investigado porque encontraram-se "indícios relevantes" de malfeitos nas suas transações financeiras com fundos de pensão estatais. Fez isso dias antes do
segundo turno da eleição.

Moro e o MP de Brasília não precisavam permitir que suas ações fossem confundidas com o calendário eleitoral. Bretas não precisava botar suas preferências eleitorais na vitrine.

Os doutores atiraram para todos os lados. Falta de sorte para quem os paga acreditando que são servidores neutros ou, pelo menos, discretos.

Já o presidente do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli, diz que a deposição de João Goulart, em 1964, não foi "golpe" nem "revolução", mas "movimento". Faltou encaixar o "movimento" no Ato Institucional nº 5, que suspendeu o habeas corpus e fechou o Congresso.

As palavras de Toffoli ofendem a memória de Francisco Campos, um tremendo jurista, encantado por ditaduras. Foi ele quem construiu o conceito de "revolução" ao redigir o preâmbulo do Ato Institucional de abril de 1964. Campos não se incomodaria com o descarte da palavra que usou. Como zelava pelo vernáculo e pelo direito, sofreria ao saber que um regime teria virado um "movimento".

RECORDAR É VIVER
Quem estudou o maremoto da eleição acha que sua origem está nas manifestações de 2013, quando milhões de pessoas tomaram as ruas para reclamar de tudo.

Em abril já havia acontecido protestos contra os aumentos de tarifas de transportes em Porto Alegre e Goiás. Nas noites de 6 e 7 de junho, a PM paulista transformou o centro da cidade numa praça de guerra.

Na noite do dia 10, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad estavam em Paris, participando de um evento. À noite, num jantar, fizeram uma dupla interpartidária e cantaram "Trem das Onze".

ABIN
Está passando em branco na campanha presidencial o tema do fortalecimento da Abin. A Agência Brasileira de Inteligência seria um órgão capacitado a informar ao presidente da República quem são os colaboradores que pretende levar para o governo.

Como a Abin sucedeu ao falecido Serviço Nacional de Informações, herdou a urucubaca do ancestral. A documentação conhecida do SNI permite dizer que ele funcionava como guarda pretoriana, metia-se onde não devia e tinha uma competência pra lá de discutível. Hoje a Abin tem servidores concursados e deve ser capaz de informar que um gatuno, gatuno é.

Olhando-se para os prontuários de muitas autoridades nomeadas nas últimas décadas, percebe-se que os presidentes ignoram fatos básicos, como se não soubessem que a avenida Atlântica é paralela à Nossa Senhora de Copacabana.

Utilizando-se o filtro consultivo da Abin, fica registrado que ela mostrou o que havia de podre na biografia do escolhido e retira-se de quem nomeia o álibi do "eu não sabia".
Herculano
14/10/2018 07:10
O FASCISMO FAKE, por Guilher Fiuza, no site da Gazeta do Povo, de Curitiba.

Roger Waters foi vaiado em São Paulo ao acusar Bolsonaro de fascismo. Houve aplausos também. No show seguinte, o cantor inglês substituiu a referência ao candidato no telão por uma tarja com as palavras "ponto de vista político censurado".

Roger Waters é fake news.

Ninguém censurou a pantomima do ex-líder do Pink Floyd. É típico do totalitário em pele progressista o horror ao contraditório. Ele sonha com uma plateia dócil e disposta a tietar incondicionalmente a sua demagogia barata. Waters quer boiar sozinho nas águas da propaganda populista e sonha calar quem ousa apontar o seu ridículo.

Nem dá para afirmar que as vaias em São Paulo sejam necessariamente de simpatizantes de Bolsonaro. Muitas vezes um hipócrita é vaiado apenas e tão-somente por sua hipocrisia. Uma parcela das vaias certamente poderia ser traduzida por algo como: "Companheiro, cadê sua indignação contra a ditadura sanguinária da Venezuela?"

Podem esperar sentados. O autoritarismo, a violência e a desumanidade de Nicolás Maduro não sensibilizam Roger Waters. Pelo singelo motivo de que isso estraga sua lenda de combatente contra a direita perversa. Onde o inimigo perfeito não existir, ele inventa. Mas a boçalidade de Maduro tem adereços "de esquerda", então está liberada.

Pode descer a lenha, companheiro chavista, que Pink, o pacifista, libera.

O astro justiceiro também foi uma gracinha com a delinquência de Dilma Rousseff, emergindo contra o impeachment para colar seu selo fascista Tabajara no mordomo. O povo roubado e aviltado pela falsa propaganda progressista do PT nunca preocupou o Roger. Importante é a solidariedade aos sócios de picaretagem politicamente correta.

Você já entendeu: a estrela pop do clássico "The Wall" é Haddad, a candidatura que fará bem à Humanidade por ter sido ungida dentro da cadeia, onde a bondade, o humanismo e a ética ficam muito bem guardados por carcereiros vigilantes, grades intransponíveis e muros altos. Bota "Wall" nisso, parceiro.

O PT como salvação democrática é a invenção da década. Jornalistas que vivem como eternas viúvas da ditadura militar, cuidando com esmero do seu figurino de resistência contra a opressão do século passado, aproveitaram a onda do fascismo Tabajara para ressalvar corajosamente: o PT sempre respeitou a democracia!

É verdade. A não ser quando o partido estava usando o Supremo Tribunal Federal e o Ministério Público para blindar o maior assalto da história ?" que só não saiu impune porque a Lava Jato explodiu parte dessa aparelhagem.

A reverência do PT à democracia também tirou uma folguinha quando os companheiros usaram dinheiro do povo para financiar ditaduras amigas. Ou quando tentaram obstruir a Justiça de dentro do Palácio do Planalto para que seus marqueteiros presos não entregassem a presidenta mulher. Ou quando planejaram a fuga de criminoso condenado, ou quando transformaram a maior empresa nacional em anexo do partido, ou quando tentaram controlar a imprensa fingindo proteger os direitos humanos, ou quando incentivaram a violência do MST contra pessoas e instituições, ou quando mataram Celso Daniel.

Fora isso e mais uma ou outra centena de afrontas ao estado de direito, o PT sempre foi democrático. Se você quiser saber exatamente quando, onde e como, pergunte aos jornalistas e intelectuais que estão te dizendo isso cheios de charme progressista.

O transformismo ideológico no segundo turno não comporta nem mais uma dessas máscaras para eleitor envergonhado ?" tipo Marina, Ciro Gomes e outras fantasias providenciais. Vai ter que cravar PT mesmo, e aí a única saída possível é a clássica: mentir.

O governo do PT já sabemos a beleza ética e administrativa que é. O governo Bolsonaro é uma incógnita. Acha uma escolha miserável? Anula. Declara que não é sócio do emburrecimento do país que impôs a polarização sonhada pelo PT e lava as mãos. Mas não finja que Adolf Hitler ressuscitou no Brasil e está te obrigando a sancionar a gangue do Lula. Nesse caso, a maior fake news de todas será você."
Herculano
14/10/2018 06:54
GOVERNO INCERTO, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Declínio de partidos tradicionais eleva dúvidas sobre negociações de reformas no Congresso

Eleito o novo Congresso e definidos os dois finalistas na disputa pela Presidência da República, o país ainda se vê diante de grandes incógnitas quanto à agenda dos próximos anos e sua viabilidade.

Estão longe de claros os planos de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) para lidar com questões cruciais da crise econômica. Além do mais, mostra-se incerta a conformação política do novo Parlamento no que diz respeito a lideranças que possam organizar a base de apoio ao futuro presidente.

Houve grande mudança na Câmara dos Deputados. Embora tenha causado espécie a taxa de renovação, com presença maior de novos deputados, não é essa a novidade mais relevante.

Os recém-chegados são cerca de 52% da Câmara, taxa maior que as registradas de 1998 a 2014 - quando, no entanto, jamais caíram abaixo da casa dos 44%. Mais significativa tende a ser a nova correlação de forças entre os partidos.

As legendas que desde os anos 1990 costumavam disputar o comando da Casa e organizar coalizões de governo encolheram. As bancadas de MDB, PSDB e DEM somavam em torno de 240 deputados (perto da metade do total de 513) até 2006. Já haviam caído para 141 cadeiras na eleição de 2014; neste ano, somente 92.

Tal queda reflete em parte o aumento da fragmentação partidária, que voltou a bater recorde neste pleito, e também o desprestígio de partidos de centro mais claramente identificados ao establishment.

A segunda maior bancada foi formada pelo PSL de Bolsonaro, que passou de 1 eleito em 2014 para 52 deputados. Não se conhece nem a disposição do partido nem de seu líder de formar coalizões. O candidato reafirma a cada momento que não fará composições de poder com outras siglas.

A esquerda praticamente manteve seu tamanho, com 136 deputados. Os partidos do chamado centrão - ao menos os sete que permaneceram unidos em torno da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) - também conservaram seu peso, com 186 parlamentares.

Uma vitória de Haddad obrigaria o PT a se coligar com mais de uma ou duas dezenas de partidos conservadores ou fisiológicos, tarefa das mais difíceis no ambiente de polarização política no país.

Já Bolsonaro teria de contar com grande fidelidade de quase todas as legendas, excluídas as de esquerda, a fim de formar maioria confortável para aprovar reformas.

A fragmentação partidária, de resto, torna ainda mais incerta uma disputa que costuma ter consequências importantes para a estabilidade do Parlamento e de suas relações com o Executivo ?"aquela pela presidência da Câmara.

Somem-se a tais incertezas as dúvidas sobre programas e comportamento do presidente. As condições de governo no novo cenário congressual estão por ser conhecidas.
Herculano
13/10/2018 17:14
NóS É QUE SUSTENTAMOS ESTA ESBóRNIA

A Ex-primeira ministra britânica Margareth Tatcher, Conservadora, que acabou com a farra dos governos Trabalhista, estaria fazendo hoje 93 anos, se estivesse viva

É odiada pelos Trabalhistas, sindicalistas que os derrotou sem piedade e principalmente os funcionários públicos e fez a Inglaterra renascer economicamente.

"Não existe essa coisa de dinheiro público, existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos"
Herculano
13/10/2018 10:50
da série: Santa Catarina foi majoritariamente Arena, foi a que mudou radicalmente com o MDB, foi uma resistência significativa quando o PSDB nasceu, foi a que mudou com o PT, e agora faz o mesmo com o PSL, então, lições abundam...

SANTA CATARINA, BICAMPEÃO NACIONAL ANTIPETISMO, por Upiara Boschi, no Diário Catarinense, da NSC

As urnas do último domingo revalidaram um título que Santa Catarina já havia conquistado quatro anos atrás: o de Estado mais antipetista do Brasil. Implícita na onda que carregou Jair Bolsonaro (PSL) ao maior endosso que um presidenciável ganhou dos catarinenses em primeiro turno, a aversão ao PT é uma construção sólida e consolidada eleição após eleição. Mudou o beneficiado desse sentimento.

Em 2014, Aécio Neves (PSDB) recebeu 52,8% dos votos válidos em Santa Catarina, o maior percentual do país a favor do tucano. O eleitor do Estado foi o único do país que daria a vitória ao senador mineiro em primeiro turno. Na segunda votação, no mano a mano com a então presidente Dilma Rousseff (PT), novo recorde, 64,5%. Aquele resultado atestou um sentimento antipetista de grande parte do eleitorado catarinense que até então ficara camuflado a mero efeito colateral da tríplice aliança - o grande acordo partidário engendrado por Luiz Henrique da Silveira que uniu PMDB, PFL (depois PSD) e PSDB.

Nas eleições presidenciais anteriores, Lula e Dilma já haviam sido derrotados em Santa Catarina nos dois turnos pelos tucanos Geraldo Alckmin e José Serra, respectivamente. Este ano, no entanto, o presidenciável do PSDB deixou de ser o porta-voz desse sentimento. Nos últimos quatro anos, Bolsonaro construiu um vínculo com o Estado. A convite de deputados federais como Rogério Peninha (MDB) e João Rodrigues (PSD), visitou diversas vezes Santa Catarina para palestras e eventos. Soube captar o sentimento local e foi aqui que pela primeira vez apareceu liderando pesquisas eleitorais.

Sem forças para reagir à onda que deu 65% dos votos a Bolsonaro no primeiro turno, aos petistas catarinenses restou esperá-la passar e calcular os danos. Décio Lima ficou em quarto para governador, pior resultado do PT-SC desde os anos 1980. Ideli Salvatti e Lédio Rosa ficaram muito longe dos líderes na disputa pelo Senado. A bancada estadual perdeu uma cadeira - de cinco para quatro - e a federal virou um exército de um homem só: o reeleito Pedro Uczai.

As dificuldades do PT já eram previsíveis diante dos resultados das eleições municipais de 2016, quando partido foi varrido nas grandes cidades. A maior prefeitura sob comando do partido é Imbituba, o partido não têm sequer um vereador em Joinville. Décio armou-se para a reconstrução do partido no Estado com o otimismo que lhe é peculiar e a expectativa de que os dois anos amargos do governo Michel Temer (MDB) recuperassem parte da popularidade da sigla. As urnas mostraram que não.

Os resultados fizeram do PT um partido da região Oeste - vem de lá os cinco parlamentares eleitos. Em meio à terra quase arrasada, o partido ainda luta contra a sorte. Ana Paula Lima (PT), deputada estadual e mulher de Décio, tentou uma vaga na Câmara e fez 76,3 mil votos. Faltou um, repito, apenas um voto nela ou em qualquer candidato do PT, para que fosse eleita. O partido agora vai brigar para validar os 491 votos de Ivana Laís, indeferida pela Justiça Eleitoral e ganhar a cadeira que hoje é de Ricardo Guidi (PSD). Seria um prêmio de consolação.
Miguel José Teixeira
13/10/2018 10:11
Senhores,

"Santa Catarina, bicampeão nacional de antipetismo"
(Upiara Boschi, hoje no NSC Total)

Isto, para mim, soa como se fosse uma sinfonia!!!

Mais:

"...Ana Paula Lima (PT), deputada estadual e mulher de Décio, tentou uma vaga na Câmara e fez 76,3 mil votos. Faltou um, repito, apenas um voto nela ou em qualquer candidato do PT, para que fosse eleita... "

Reivindico este voto faltante!!!

Vade retro, retrocesso,
Miguel José Teixeira
13/10/2018 09:58
OOOps. . .


Parabéns, Gasparenses!

A idelicóPTero foi ARROMBADA. . .

"apenas 4.082 votos"

Devolva logo o título e vá para Curitiba fazer vigília para o presidiário lula. . .
Miguel José Teixeira
13/10/2018 09:20
Herculano,

Sobre o resultado obtido pelos candidatos ao Senado, em Gaspar, não li sobre a tal idelicóPTero.

Será que a Cidadã Gasparense arrombou por aí?

Caso contrário, está passando da hora de cassar este nobre título equivocadamente concedido a ela.
Herculano
13/10/2018 07:37
A CARTA QUE HADDAD NÃO ESCREVERÁ, por Demétrio Magnoli, geógrafo e sociólogo

O que o candidato do PT à Presidência deveria dizer na atual campanha eleitoral

O Datafolha mostrou que a democracia é um valor fundamental para 69% dos brasileiros. Dirijo-me a essa ampla maioria para pedir um voto contra o autoritarismo. O Brasil experimentou uma ditadura militar de 21 anos. Eleger meu adversário seria colocar no governo um grupo de saudosistas da ditadura que testarão a resistência de nossa democracia. Minha candidatura tornou-se a única alternativa a isso. O segundo turno não pode ser um plebiscito sobre Lula ou o PT, mas um plebiscito sobre as liberdades públicas e individuais.

Verde-amarelo no lugar do vermelho? O marketing não substitui a política. Hora de assumir erros históricos, falar a verdade. O PT dividiu o país em "nós" e "eles". Isso acaba aqui. Não qualificarei como "golpistas" os que defenderam o impeachment, a quem também peço o voto. Nunca mais usaremos o rótulo "fascistas" para marcar os que divergem de nós. Não mais usaremos o rótulo "racistas" para marcar os que discordam de políticas de cotas raciais. Adotaremos, perante a sociedade, o "protocolo ético" que meu adversário rejeitou. A pluralidade de opiniões é a substância da democracia. De agora em diante, nós a respeitaremos.

Democracia exige coerência. Lula respeitou a regra do jogo democrático ao não buscar um terceiro mandato sucessivo. Mas, reiteradamente, o PT ofereceu apoio ao regime ditatorial em Cuba, à ditadura instalada por Maduro na Venezuela, à escalada repressiva de Ortega na Nicarágua. Jamais concordei com isso, que acaba agora. Não cultivaremos ditadores de estimação. O Brasil defende a democracia aqui e lá fora. Na China e na Arábia Saudita, na Rússia e na Turquia, em Cuba e na Venezuela.

Nas democracias, uma fronteira separa as esferas da política e da Justiça. Todos, inclusive eu, têm o direito de concordar ou não com decisões judiciais - mas os partidos e, sobretudo, o governo, não têm o direito de misturar as duas esferas. Lula está recorrendo aos tribunais superiores contra sua condenação. Meu governo não se envolverá nesse assunto e não o politizará. Sem independência do Judiciário, não existe democracia.

A imprensa livre é um pilar imprescindível da democracia. Trump, lá, e meu adversário, aqui, clamam contra o jornalismo profissional, enquanto seus seguidores difundem falsificações por meio de empresas oligopolistas da internet. Mas é preciso olhar nossa imagem no espelho. Durante anos, o PT pregou o "controle social da mídia", como se a crítica, justa ou injusta, precisasse ser restringida. Chega dessa ladainha rancorosa. Difamação, injúria, calúnia são assunto para os tribunais. Fora disso, o "controle da mídia" deve ser exercido exclusivamente pelos leitores, espectadores e ouvintes, ao selecionarem os veículos de sua preferência.

Todos têm direito à ampla defesa. A caça às bruxas sempre foi ferramenta de tiranos ou pretendentes a tiranos. Mas não existe uma "corrupção do bem". A "nossa" corrupção é intolerável, tanto quanto a dos outros. Os governos do PT têm pesada parcela de responsabilidade política pelos escândalos do mensalão e do petrolão. No meu governo, protegeremos os recursos públicos da sanha de corruptos de qualquer partido, inclusive do meu.

A economia não é um fim em si mesma: serve para as pessoas escaparem ao círculo da pobreza, viverem melhor, realizarem seus sonhos. Mas isso só ocorrerá de forma sustentada se recuperarmos o equilíbrio das contas públicas. A depressão dos últimos anos foi semeada pela irresponsabilidade fiscal do governo Dilma. Aprendemos a dura lição. Não repetiremos o erro desastroso, fonte última da crise que redundou no impeachment.

A disputa não é entre dois extremistas simétricos. Hoje, só há um extremista: meu adversário, que usa a democracia como plataforma para iniciar uma aventura autoritária. Derrotá-lo não é escolher o PT, mas escolher a democracia.
Herculano
13/10/2018 07:30
RUÍNA IDEOLóGICA TORNA 2018 PARECIDO COM 1989, por Josias de Souza

Recomeçou o horário eleitoral, agora em ritmo de mata-mata, com tempo de propaganda igual para os dois presidenciáveis. Num ponto, a disputa atual lembra a sucessão de 1989. A exemplo do que fizeram Collor e Lula na primeira eleição direta depois da ditadura militar, Bolsonaro e Haddad insultam-se em rede nacional, ocultando dos eleitores as fragilidades de suas propostas para um país em crise.

Há sobre a mesa do próximo presidente da República uma turbulência fiscal, uma crise moral e um Congresso fragmentado. O resultado das urnas não fará desaparecer os problemas. O que pode desaparecer é a legitimidade de um presidente eleito que tenha vendido na campanha soluções simplistas para encrencas complicadas.

Há 29 anos, Collor achincalhava Lula, acusando-o de planejar "luta armada", inspirado em "Hitler e Khomeini". Lula afrontava Collor, tachando-o de filho de uma família que "mata trabalhador rural". Hoje, Bolsonaro trata Haddad como doutrinado do Foro de São Paulo, que fará do Brasil uma Cuba ou uma Venezuela. E Haddad insinua que Bolsonaro mergulhará o país na barbárie. O Brasil não será comunista. Também não há sinal de guerra civil. Mas as ruínas ideológicas de 2018 revelam que aquele horizonte bonito que viria junto com a democracia continua sendo uma utopia irrealizável.
Herculano
13/10/2018 07:22
O "NAMORADO DA DILMA" NOS ATOS CONTRA BOLSONARO

Conteúdo de O Antagonista. O brasilianista James Green, que foi chamado de "namorado da Dilma", é um dos organizadores dos atos contra Jair Bolsonaro nos Estados Unidos, marcados para o dia 20, diz O Globo.

Talvez ele saiba informar o paradeiro de Dilma Rousseff, que está desaparecida desde que foi massacrada nas urnas.
Herculano
13/10/2018 07:15
SEM ESTRELA

De Diego Escosteguy, no Twitter

A estrela desapareceu da propaganda do PT. Agora é uma bolinha com o número 13. Nunca imaginei que veria isso.

Volto.

Isso porque o jornalista que foi editor de Época, não conheceu o PT de Blumenau e Gaspar e que perdeu tudo nas últimas eleições. Eles não só esconderam a estrela, como fizeram campanhas vencedoras no passado com o amarelo no lugar do vermelho
Herculano
13/10/2018 07:09
da série: este é um exemplo do Rio de Janeiro e mostra como funciona entre os mesmos na política e como se estabelece a esperteza, a qual começa até em mudar o nome na eleição para se obter o sucesso. Depois, com o mandato e a sinalização da capacidade de ludibriar, Deus nos acuda...

NOVA DINASTIA, por Álvaro Costa e Silva, no jornal Folha de S. Paulo

Filhos de chefes políticos não se elegeram, mas surgiram novos apadrinhados

A onda - ou tsunami, maremoto, terremoto, tufão, ciclone, furação, tornado, meteoro, como preferir - varreu a herança. Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e Jorge Picciani, caciques do MDB presos por envolvimento em esquemas de corrupção, não conseguiram eleger os filhos para a Câmara dos Deputados.

Mesmo lembrando a atuação do pai no impeachment de Dilma e tendo declarado voto em Bolsonaro, Danielle Cunha não convenceu nem os evangélicos. Candidatos à reeleição, Leonardo Picciani, ex-ministro do Esporte, e Marco Antônio Cabral, primogênito do ex-governador cujas condenações ultrapassam 170 anos, fracassaram nas urnas.

De lambuja, a derrota atingiu Cristiane Brasil (PTB), filha de Roberto Jefferson e quase ministra do Trabalho, e Marcelo Hodge Crivella (PRB), apesar de todo o apoio do paizão prefeito, que pôs a máquina municipal para trabalhar na eleição do rebento.

Políticos que pensávamos já terem se aposentado foram reprovados: Cidinha Campos (PDT), brizolista histórica, e Átila Nunes (MDB), conhecido por sua ligação com a umbanda.

Alguma coisa escapa aos desastres naturais. O repórter Gabriel Barreira fez o que quase ninguém faz depois de votar: leu a lista inteira dos eleitos. Descobriu que dançaram os filhos, não os afilhados. Max Lemos (MDB), ex-prefeito de Queimados e próximo à família Picciani, entrou para a Assembleia Legislativa. Assim como Franciane Motta (MDB), esposa de Paulo Melo, capturado na Lava Jato. Pedro Brazão (PR) - cunhado de Domingos Brazão, conselheiro do TCE investigado na operação Quinto de Ouro - conseguiu vaga no Parlamento fluminense.

Mas nada é tão incrível quanto a nova dinastia. Campeão dos números para deputado federal, o subtenente do Exército Helio Lopes, que é negro, deu um golpe de mestre: concorreu com o nome de Helio Bolsonaro (PSL). Recebeu 345.234 votos. Antes ele tentara três vezes em vão.
Herculano
13/10/2018 07:00
PARTIDOS QUE GASTARAM MAIS ELEGERAM BEM MENOS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O PSL, de Jair Bolsonaro, cresceu mais de 1.300% em votos, elegendo 52 deputados este ano, muitos deles sem recursos do Fundo Eleitoral, por opção ou por falta de dinheiro mesmo. Antes, em eleições, mais dinheiro significava mais eleitos, mas essa lógica perdeu sentido em 2018: o MDB distribuiu R$232,4 milhões a seus candidatos e elegeu 34 deputados, a quinta maior bancada. Os 56 do PT custaram R$212,2 milhões. Já o PSDB gastou R$185,8 milhões e foi um fiasco: elegeu 29.

MÃOS AO ALTO!
Somados os fundos Partidário e Eleitoral, só este ano o MDB nos tirou R$296 milhões, o PT R$290 milhões e o PSDB R$245 milhões.

É A DIFERENÇA
É só fazer as contas: PT, MDB e PSDB, só estes três, torraram R$831 milhões de dinheiro público para

SEM DINHEIRO PÚBLICO
O Novo, que não existia em 2014 e recusa Fundo Partidário e Fundo Eleitoral, conseguiu emplacar oito deputados federais na Câmara.

A BANCADA MAIS CARA
A Rede de Marina, que abiscoitou mais de R$10,7 milhões de Fundo Eleitoral, elegeu apenas um deputado e cinco senadores.

SUPOSTO 'DOADOR' DE BOLSONARO É CONVERSA MOLE
Provocou grande irritação na campanha de Jair Bolsonaro (PSL) um suposto pedido de "apoio financeiro" ao insinuante empresário Rubens Ometto, que ficou bilionário com um dos cartórios mais rentáveis do País: a distribuição de combustíveis. O cartório foi criado por resolução suspeita da Agência Nacional do Petróleo (ANP), no governo Dilma, obrigando refinarias e usinas de etanol a entregar seus produtos às distribuidoras, que têm sido acusadas de atuar como atravessadoras.

'AJUDAS' RECUSADAS
Bolsonaro recusou todas as ofertas de "ajuda", até devolveu doações, inclusive modestas, por não seguirem os trâmites legais.

RESTRIÇõES
O candidato do PSL determinou que doações devem ser feitas no site oficial, o que impõe diversas restrições.

A BANCADA OMETTO
Dono da distribuidora Cosan, Rubens Ometto distribuiu dinheiro para 50 candidatos de 13 partidos, no total R$6,98 milhões.

MARINA VIROU NANICA
Em 2010, Marina teve 611 mil votos no DF, quase 43% do total. Em 2014, recebeu 563 mil, perdendo para Aécio Neves (PSDB) por 0,3%. Em 2018, teve 32 mil votos (2%). Bolsonaro, 936 mil (58,3%) no DF.

MISTÉRIO NO PT
Até os petistas mais experientes não conseguiram identificar quem fez companhia ao candidato entre quarta e quinta (11) no Hotel Meliá, em Brasília. Ele reapareceu para militância sem dar bolas a pesquisas.

'SLIME' NINGUÉM MERECE
O prefeito de Salvador, ACM Neto, que tem duas filhas, está entre os pais atormentados pela meleca que virou mania na garotada. Mistura de cola, água boricada, creme de barbear, pasta de dente e tinta guache. "Eu acordo com isso até na minha cama", diz ele, resignado.

TRANSPARÊNCIA TURVA
Relator do projeto que obriga divulgação de nome, endereço e CPF de vencedores da loteria, Pedro Chaves (PRB-MS) mudou tudo e obriga o apostador a se identificar, mas manteve o anonimato dos ganhadores.

#FICATEMER
A hashtag Fica Temer (#FicaTemer) ganha uma média de 50 menções nas redes sociais por hora desde o dia 6, antes da eleição. Entrou na lista das mais populares (top 30%) segundo a ferramenta Hashtagify.

ELEIÇÃO INTERMINÁVEL
Apesar de o 2º turno ser dia 28, o processo eleitoral não acaba. Em 15 de dezembro, por exemplo, ainda haverá julgamentos de prestações de contas de eleitos antes que sejam diplomados no cargo.

ÁGUA MOLE, PEDRA DURA...
Pela enésima vez, está na pauta da Câmara a criação da Política de Inovação Educação Conectada para levar internet rápida às escolas. Apesar de haver acordo, o PSOL tem obstruído as votações.

FIM DOS RESULTADOS FINAIS
Apenas a partir do próximo sábado (20) que o Tribunal Superior Eleitoral vai disponibilizar na sua central de dados as informações completas dos resultados relativos ao primeiro turno.

PENSANDO BEM...
...considerado a folha corrida de vários políticos não reeleitos, é bom ficar de olho na prataria.
Herculano
13/10/2018 06:52
CACOETES ESTATISTAS, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Bolsonaro dá novas mostras de resistência à venda de estatais e causa desconfiança

Se já havia dúvida quanto à sinceridade da súbita conversão de Jair Bolsonaro (PSL) ao liberalismo econômico, o próprio presidenciável tratou de reforçá-la com suas mais recentes declarações acerca da venda de empresas estatais.

O capitão reformado disse discordar da privatização na área de geração de energia elétrica, além de pretender preservar o controle do que chamou de "miolo" da Petrobras - referência ao segmento de pesquisa e extração de petróleo.

Reafirmou, além disso, sua conhecida aversão à presença de empresas chinesas no país, o que considera um risco estratégico.

A sinalização de descompasso, ao menos em parte, com a plataforma liberalizante de seu economista, Paulo Guedes, repercutiu de imediato no mercado financeiro.

Na quarta-feira (10), despencaram os preços das ações de estatais, interrompendo uma trajetória de alta que estava ligada, justamente, à ascensão de Bolsonaro nas pesquisas e sua surpreendente votação no primeiro turno.

Bolsonaro aparentou desconhecer até que a Eletrobras já passa hoje em dia por um processo de ajustes visando uma nova estratégia de privatização.

Segundo o plano, elaborado pelo governo Michel Temer (MDB), haverá um aumento de capital da empresa - após uma etapa de saneamento financeiro e recuperação da capacidade de investimento. Com a venda de novas ações no mercado, a União perderia a participação atual, mas manteria certas prerrogativas na administração.

Não está claro se tal modelo, que não envolve controle por nenhum grupo, local ou estrangeiro, conta com a aprovação do candidato. Apostas de analistas a esse respeito ficam em suspenso por ora.

No caso da Petrobras, ao menos, Bolsonaro se aproxima mais da racionalidade. Aceita manter o rumo de abertura da exploração para outras companhias, dada a limitação de recursos da estatal, e não aparenta se opor à abertura do mercado de refino e do gás natural.

O presidenciável também já se comprometeu a não privatizar o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal. Das 144 empresas federais, Petrobras, Eletrobras, BB, CEF e suas subsidiárias respondem por 97. O restante tem modesta importância financeira.

Há alguns meses, o assessor econômico de Bolsonaro sugeria arrecadar até R$ 1 trilhão com vendas de ativos para abater a dívida pública - quantia vista como inviável mesmo antes de o capitão reformado dar novas mostras de suas inclinações estatistas.
Herculano
12/10/2018 17:40
QUEM ACREDITA NO PT PAZ E AMOR?, por Mário Vitor Rodrigues, na revista Isto é

Enquanto preparo esse texto, o ziriguidum do momento fala na composição de uma "frente democrática" para impedir a vitória de Jair Bolsonaro. A ideia é a de juntar no mesmo palanque candidatos derrotados do naipe de Ciro Gomes, Marina Silva e Geraldo Alckmin. As conversas, costuradas por Jaques Wagner, incluem até mesmo Fernando Henrique Cardoso.

Do ponto de vista de quem precisa reverter quase dezoito milhões de votos em três semanas, sem dúvida se trata de uma estratégia interessante. A alarmante postura do adversário e de seus seguidores justifica com sobras o discurso de que a democracia corre perigo. A união de forças que tornem o espectro de uma candidatura mais plural também é alvissareira. Todas são iniciativas que teriam grandes chances de funcionar, não fossem capitaneadas justamente pelo PT.

A verdade é que se o Brasil se vê em um beco sem saída, e se o eleitor moderado encontra dificuldades para assumir uma posição diante de um embate tão polarizado, a culpa é mesmo do Partido dos Trabalhadores.


Não é razoável nutrir confiança por petistas graúdos que passaram anos achincalhando, sem dó, quem fosse contrário ao seu projeto de poder. Foram anos, insisto, rotulando adversários políticos e até mesmo eleitores de "fascistas", "golpistas", "coxinhas" e "elite branca". Anos adotando discursos que, se não impressionam tanto quanto o de Bolsonaro pela crueza, igualmente causam espécie pelo viés autoritário, com destaque para o apoio formal à ditadura venezuelana.

Como levar fé, então, na ingenuidade dessa tentativa em formar um bloco a favor da democracia? Acima de tudo, como é possível acreditar que Lula, Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e grande elenco estão arrependidos de tantos desmandos, de tanta corrupção e de tantos posicionamentos implacáveis no que diz respeito ao enfrentamento democrático, se até hoje foram incapazes de dar um mísero passo atrás?

Desconfio bastante de quem enxerga uma nesga que seja de normalidade democrática na fala de Jair Bolsonaro. O seu discurso, assim como o de seus filhos e o do seu vice, me assusta e deveria assustar qualquer um que preze por valores bem acima da disputa eleitoral.

Contudo, e arde dizer isso, esse não é um problema meu. Cabe ao PT, e somente ao PT, refazer o caminho que trilhou até hoje. É assim na vida. Confiança a gente demora a construir, mas perde rápido. E, convenhamos, no caso do PT, até demorou.
Herculano
12/10/2018 17:33
UMA OBSERVAÇÃO NECESSÁRIA: É O JOGO, ESTÚPIDO!

Do radialista e jornalista José Paulo de Andrade, no twitter

Debates: quem lidera, não quer correr risco. Collor em 1989, só topou no 2.o turno, FHC não quis saber, em 1998, e ganhou no 1.o turno. Bolsonaro, agora, ausente, tem justificativa médica, e Haddad se desespera, para recuperar terreno. A maioria do eleitorado é indiferente.
Herculano
12/10/2018 17:29
TÁTICA ALCKMIN

De Carlos Andreazza, editor de livros, no twitter

Primeiro filmete de Haddad no segundo turno, fraquíssimo, é expressão de desespero eleitoral. Para quem estão falando? Contrataram o marqueteiro do Alckmin para que Bolsonaro termine a eleição com 80%?
Herculano
12/10/2018 17:25
EM REESTREIA NA TV, BOLSONARO E HADDAD INVESTEM EM NARRATIVA DO MEDO

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Luciana Coelho. Como no thriller de filmes de suspense, o medo é a mensagem central na estreia dos programas eleitorais de segundo turno dos candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), que buscam evocá-lo pelo instinto.

Passada a premissa, há contraste de teor e linguagem.

A equipe do candidato do PSL, que tem agora 37,5 vezes o tempo que tinha no horário eleitoral do primeiro turno, escolheu uma linguagem institucional que lembra os filmes governamentais produzidos pelo cineasta Humberto Mauro (1897-1983) nas décadas de 1940 a 1960 a fim de promover valores nacionais, o que imprime tom passadista.

A narração e a música de fundo da peça do PSL emanam os anos 1980. A primeira imagem na tela é a da derrubada do muro de Berlim, em 1989, seguida de Cuba, alertando - erroneamente dizendo que se trata do país mais atrasado do continente - e da Venezuela, mergulhada em uma crise calamitosa.

Uma correção necessária: o menos desenvolvido é o Haiti, em 168º dos 181 lugares. A ilha socialista é a 73ª no ranking global de Índice de Desenvolvimento Humano, atrás de Chile, Argentina, Uruguai Costa Rica e Panamá, mas à frente do Brasil (79º) e outros 16 países da região, como México e Colômbia, descontadas pequenas ilhas caribenhas.

A ideia é dizer que o projeto petista, com a criação do Foro de São Paulo (1990), é disseminar os modelos cubano e venezuelano, associando a isso discursos do ex-presidente Lula e imagens dele com Haddad e Dilma Rousseff. É uma narrativa forte nesta campanha, na qual o programa investe.

A escolha dos eleitores que aparecem falando no programa, recurso antigo no horário eleitoral, reforçam esse suposto temor da população. Também é reveladora do esforço para quebrar a ideia de que Bolsonaro é avesso a mulheres e negros, apesar de suas declarações passadas: primeiro aparece uma mulher branca, depois um homem negro, uma mulher negra e por fim um homem branco.

Palavras positivas tomam o lugar da mensagem negativa exibida no primeiro minuto, cobrindo a tela: "gratidão", duas vezes, "deus", duas vezes, "determinação" e "verdade".

É notável também a preocupação nada amadora de mostrar Bolsonaro como alguém firme e forte, o que é providencial diante dos questionamentos de que seu vice, um general, poderia sobrepor sua opinião ao presidente de patente mais baixa, capitão.

A facada que o candidato levou em 6 de setembro, um atentado político praticado por um militante de esquerda, é mostrada sob a abordagem da resiliência.

Em vez do currículo ou projetos do deputado pelo Rio de Janeiro em seus 27 anos de Congresso, as palavras a serem lembradas, são "honesto", "firme", de "voz forte", fora de "conchavos".

Neste ponto, o programa vira a chave para humanizar o candidato. Ele é o homem de família, casado, pai de quatro filhos homens e uma menina, Laura, que diz ter mudado sua vida. Há alguns segundos dedicados a pai e filha e ao depoimento, emocionado, do candidato. No filme, o homem capaz de derrotar uma suposta ameaça socialista e de sair-se forte após uma facada também tem, afinal, coração.

Para o terceiro vértice da campanha (medo do outro/família e fé/patriotismo), surge então o hino nacional e a mensagem "Deus acima de Todos".

É um programa eficiente para o eleitor bolsonarista, que bate naquilo que ele vem dizendo ao longo de toda a campanha e que o consagrou em primeiro lugar no primeiro turno, na exata ordem de prioridades da campanha: combater o PT, louvar a família, engrandecer a Pátria.

Não há espaço, porém, para planos e explicações, é um filmete que visa sobretudo os instintos e a emoção.

Por sua vez, o programa do petista Fernando Haddad começa na mesma linha, apesar do tom que remete ao que tem sido feito em marketing político ao longo da última década.

Antes de falar de Haddad e de seus planos, uma atriz ?"mulher e negra, como será também a maioria dos eleitores que aparece no programa?" lista casos de agressão física sofridas por minorias e militantes nos últimos dias.

Não há padrão: menciona-se aí tanto aqueles que contam com testemunhas e conclusão da polícia, como o assassinato de um professor de capoeira que declarou voto no PT por um bolsonarista horas após a eleição, como um que não tem, o de uma jovem marcada com uma suástica, que desistiu de seguir com o processo.

É lembrada, ainda, a destruição da placa com o nome da vereadora assassinada Marielle Franco, no Rio de Janeiro, por apoiadores de Bolsonaro.

Evoca-se a falta de respeito e a supressão de direitos, e em seguida multiplicam-se as imagens do candidato adversário simulando empunhar armas.

A mensagem de medo não é menos provocadora nem menos primal do que aquela lançada no programa adversário: "Se a violência está assim agora, imagine quando ele (Bolsonaro) for eleito" - narrativa na qual o PT tem investido pesadamente.

Só aí entra Haddad em cena, propondo-se como alternativa e prometendo paz e garantia de direitos para todos.

Lula é uma lembrança discreta ?"dos cinco minutos de filmete, apenas cinco segundos são dedicados ao ex-presidente preso em Curitiba, em um discurso no qual elogia Haddad por seu desempenho no Ministério da Educação.

Assim como com Bolsonaro, a trajetória de Haddad é mostrada do ponto de vista familiar: casado há 30 anos com a mesma mulher, professor, formado em direito e economia, em busca de contrastar com o terceiro casamento e os anos de estudo menos numerosos do adversário.

Esse Haddad "simpático" ainda tenta se despetizar, frisando que sua campanha (que abdicou do vermelho para adotar cores da bandeira nacional, reservando-o apenas ao número 13) "não é de um partido, mas de todos que defendem a democracia".

A narrativa da peça tem força entre o eleitorado de Haddad, mas não encontrou o mesmo eco ainda entre partidos e políticos que o petista gostaria de trazer para o seu lado na campanha.

Assim como no programa de Bolsonaro, o alarmismo inicial é substituído por uma música mais alegre (um samba) que prega a união.

Em contraste com o adversário, porém, o programa de Haddad mostra brevemente alguns temas de propostas do candidato para educação, salário mínimo e consumo, numa aparente tentativa de ir além das reações instintivas. É o único momento, das duas peças, em que a informação prevalece sobre a emoção.
Herculano
12/10/2018 16:20
UM GOLPE DE MESTRE. MAS, DARÁ TEMPO E SERÁ CAPAZ DE EXPLICITAR A INCOERÊNCIA DO CANDIDATO COMANDANTE MOISÉS E QUE DIZ SER O ÚNICO CAPAZ DAS MUDANÇAS, INCLUSIVE DOS PRIVILÉGIOS DO FUNCIONALISMO DE ALTOS VENCIMENTOS?

O primeiro programa de rádio e televisão dos dois candidatos ao governo do estado de Santa Catarina, mostrou uma mudança estratégica nas peças desse tabuleiro de regras e jogadas incertas, até aqui.

Gelson Merísio, PSD e que diz apoiar Jair Bolsonaro, PSL, na corrida presidencial fez dois gestos significativos.

Ao mesmo tempo que anunciou quem comandará a segurança pública em Santa Catarina se ele for eleito, entrou e tentou anular numa seara própria do seu oponente, o comandante reformado aos 48 anos dos Bombeiros Militar de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva, que representa exatamente o partido de Bolsonaro, PSL. Hoje o Comandante tem 51 anos.

E foi este o outro ponto nevrálgico do opositor que Gelson Merísio explorou no programa: a precoce e alta aposentadoria dos Policiais Militares, principalmente os de alta patente. Moisés ganha 26 mil reais por mês como reformado. E os militares de alta patente não estão nas ruas e nem no front do combate e enfrentamento.

Merísio deixou Moisés exposto. Até aqui, Moisés tentou associar Merísio a Lula, numa relatoria de uma concessão de cidadão honorário pela Alesc ao presidiário quando era presidente da República e feita por um deputado petista.

A escolha da relatoria é por sorteio e a negação de tal proposição, depois de proposta, só é possível se não atender a uma das premissas. O que se faz é enrolar, mas até nisso há prazos.

Eis a nota de Gelson sobre a escolha do possível futuro secretário de Segurança de Santa Catarina.

"O candidato ao governo do Estado, Gelson Merisio, anunciou nesta sexta-feira (12) os nomes do promotor de justiça Odair Tramontin para secretário de Estado da Segurança Pública e do delegado Ivan Ziollkowski para secretário adjunto. "Acredito que a composição do secretariado é uma informação importante para a decisão do eleitor. Como a segurança pública é minha prioridade, antecipo quem comandará a pasta se formos eleitos. Odair e Ivan são nomes absolutamente técnicos e qualificados para nos ajudar a fazer de Santa Catarina o Estado mais seguro do Brasil", disse Merisio.

Odair Tramontin, 56 anos, é coordenador do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) de Blumenau e titular de 15º Promotoria de Justiça do município. Catarinense de Campo Erê, fez carreira em Blumenau, onde mora desde 1989. Promotor de Justiça do Estado de Santa Catarina há mais de 30 anos, atuou nas comarcas de Pomerode, Indaial e Blumenau. Graduado em Direito pela UFSC, é especialista em Administração Pública e em Direito Penal e Processual Penal. Mestre em Ciências Jurídicas e professor Titular de Direito Penal e Processual Penal na Universidade Regional de Blumenau, é autor do Livro "Incentivos Públicos a Empresas Privadas & Guerra Fiscal". Odair é casado com a promotora de justiça Patrícia Dagostin Tramontin, com quem tem dois filhos.

Ivan Ziollkowski, 48 anos, é chefe substituto da Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros e da Delegacia de Imigração. Delegado de Polícia Federal, foi membro do Grupo de Trabalho da Operação Lava-Jato de 2015 a 2017. Atuou como chefe do Núcleo de Operações da Superintendência da Polícia Federal no Paraná e foi chefe substituto do serviço de operações da Coordenação de Aviação Operacional. Militar da Força Aérea Brasileira, foi comandante do esquadrão de pessoal da Base Aérea de Florianópolis e oficial aviador da Força Aérea Brasileira, chegando ao posto de Major. É piloto e instrutor de aeronave. Formado em direito pela UFSC com pós-graduação em Direito pela Univali e casado com a médica Vanessa Riva Machado, com quem tem dois filhos.
Merisio pretende anunciar nas próximas semanas outros nomes técnicos que irão compor seu secretariado caso eleito. O modelo que implantará em Santa Catarina terá apenas dez secretarias, com a redução de oito pastas. As equipes também serão enxutas, com o corte de 1200 dos atuais 1400 cargos comissionados. Para formar um grupo permanente de ampliação da gestão pública, serão selecionados e valorizados entre 400 e 500 dos atuais funcionários efetivos para assumirem funções de liderança dentro do Executivo."
Herculano
12/10/2018 07:48
O INSTÁVEL BOLSONARO E O MERCADO, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Declarações sobre capital estrangeiro e privatizações viajaram e pegaram mal lá fora

Líderes políticos, economistas e aliados de Jair Bolsonaro (PSL) mandaram recados de paz a figuras relevantes da finança, a partir da noite de quarta-feira (10), depois da consternação causada por declarações antiliberais da campanha bolsonarista.

Não adiantou muito.

O plano era desfazer a péssima impressão que o candidato e próximos deixaram ao criticar o plano de reforma de Previdência do governo de Michel Temer, de insinuar que qualquer reforma seria aguada e concentrada na mudança na aposentadoria de servidores mais ricos.

Bolsonaro reavivou velhas suspeitas sobre suas convicções ao praticamente negar que haveria qualquer privatização relevante em seu governo, Eletrobras inclusive, e de mostrar "imensa má vontade", no dizer de um grande investidor, com o capital estrangeiro, ao levantar suspeitas sobre o dinheiro vindo da China.

Não foram apenas as ações de estatais que desabaram, em parte por causa do falatório da campanha do líder nas pesquisas. Também voltou a cair a confiança na estabilidade das orientações de um governo bolsonarista.

As afirmações de Bolsonaro sobre a reforma da Previdência juntaram-se a uma série de declarações confusas sobre o assunto, desde que o candidato lançou seu programa.

Não pegou bem, mas não seria assim novidade e, dizem financistas, "há sinais internos" da campanha bolsonarista de que haverá um projeto de reforma relevante já no início do ano que vem.

São eles que estão dizendo.

As críticas de Bolsonaro ao capital estrangeiro e a privatizações tiveram repercussão um pouco pior.

Foram longe, literalmente. Gente do dito "mercado" teve de ouvir muitas perguntas de seus colegas do exterior. Não por uma solidariedade ao capital chinês, claro, ou por haver negócios de privatização na mira, embora o caso da Eletrobras esteja em consideração lá fora. Bolsonaro voltou a parecer uma biruta ideológica, instável e temperamental.

Mesmo nesta crise imensa, de meia década, continua vindo dinheiro grande para o Brasil.

Com um programa de estabilização fiscal e, no front da "economia real", de melhorias regulatórias, concessões de infraestrutura e alguma privatização, haveria muito dinheiro ainda por vir. Mas quem vive fora do Brasil ficou com um pé atrás.

A eventual vitória de Bolsonaro também não é vista como garantia alguma de estabilização, entre gente mais graúda da finança.

Desconfia-se da insistência em planos extravagantes, CPMFs e assemelhados, quando há "um manual" pronto de reformas a fazer e providências a tomar: reforma da Previdência, contenção de gastos com salário, alguma revisão de isenções fiscais, um primeiro passo na reforma tributária e um programa de concessões bem arrumado e amplo.

Não é uma preferência por planos modestos, mas pelo projeto de começar o governo com medidas que possam acalmar os ânimos e colocar a economia de novo no caminho da recuperação pelo menos do que perdeu na recessão, o que facilitaria o debate de mudanças mais profundas.

A tarefa essencial de qualquer governo seria, pois, inspirar confiança.

Há desconfiança também da capacidade política de um governo Bolsonaro organizar uma coalizão estável no Congresso.

Aprovar uma reforma essencial e difícil, como a da Previdência, demonstraria a competência de um possível governo, além de tudo, e "mudaria os ânimos políticos e econômicos", diz um executivo de banco, desanimado com a instabilidade de ideias e comando na campanha bolsonarista.
Herculano
12/10/2018 07:42
FALTA ÁGUA E SABÃO À "FRENTE DEMOCRÁTICA" DO PT, por Josias de Souza

Numa entrevista de porta de cadeia, o grão-petista Jaques Wagner insinuou nesta quinta-feira (11) que todos os atores políticos comprometidos com a democracia têm a obrigação de aderir voluntariamente à "frente democrática" pró-Haddad. "A responsabilidade com o país nessa esquina da história brasileira é de voluntariado", declarou Wagner. "Não acho que ninguém tenha que ser convidado. Quem tem responsabilidade tem que vir para dentro de uma plataforma democrática."

A formulação de Jaques Wagner é tola e desonesta. Flerta com a tolice porque carrega nas entrelinhas a mensagem segundo a qual o PT faz ao país o favor de liderar uma cruzada anti-Bolsonaro. Roça a desonestidade porque o orador bem sabe que seu partido tornou-se um pedaço do problema, não da solução.

Ainda não se formou defronte do comitê de campanha de Fernando Haddad nenhuma fila de lideranças políticas ávidas por aderir à "frente democrática" do PT. Ao contrário. Ciro Gomes voou para a Europa. Marina Silva trancou-se em suas mágoas. Fernando Henrique Cardoso observa a movimentação de esguelha. Todos já foram vítimas de cotoveladas de Lula e do petismo.

Novo coordenador político do comitê de campanha de Haddad, Wagner encontrou os repórteres depois de conversar com Lula na cadeia. Era portador de um recado do presidiário. Ele mandara dizer que o PT, "com seus acertos e com seus erros", sempre respeitou a democracia e as instituições. Conversa fiada.

A teoria da conspiração contra Lula, a "alma mais honesta desse país", joga água no moinho antidemocrático do desrespeito às decisões judiciais e da fantasia de uma imprensa venal a serviço de uma elite invisível. As coisas seriam mais simples se pessoas como Lula, Wagner e Haddad admitissem que o PT operou como caixa registradora de propinas e que a cúpula partidária foi parar na cadeia porque cometeu crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.

Em vez de autocrítica, Wagner despejou sobre os microfones autoelogios: "Continuo dizendo que o que a gente fez pela democracia brasileira e pelo povo é infinitamente maior do que os erros, que são públicos e eu não preciso relatar." Os petistas têm dificuldades para chamar seus crimes pelo nome. Preferem classificar de "erros", eufemismo para roubalheira.

Além de engordar patrimônios individuais, o mensalão e o petrolão não foram senão atentados contra a democracia, mecanismos de compra de apoio congressual com verbas surrupiadas do Estado. Quem acompanhou o processo de julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral, no ano passado, pôde perceber no voto do ministro Herman Benjamin que o mandato de 2014 foi comprado com verbas sujas da Odebrecht. Ao enterrar as ações por 4 votos contra 3, o TSE apenas piorou o soneto.

Com um pano de fundo assim, tão enodoado, a formação de uma frente anti-Bolsonaro encabeçada por Haddad seria vista como uma tentativa de enxaguar a roupa suja do petismo. Salvar-se-ia não a democracia, mas o PT. O petismo parece não ter percebido o que está se passando. Bolsonaro só chegou à antessala do gabinete presidencial porque representa os interesses da maior força política existente hoje no Brasil: o antipetismo. Falta água e sabão à proposta de "frente democrática" do PT.
Herculano
12/10/2018 07:34
BOLSONARO, HADDAD E A FORÇA DA GRAVIDADE DO 2º TURNO, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Adesões aos candidatos moldam programas e alianças de futuros governos

A movimentação dos atores políticos neste início de segundo turno permite medir a intensidade dos campos gravitacionais dos dois nomes da disputa. As adesões às chapas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) nas próximas semanas dará uma pista das alianças que podem moldar seus governos.

Quanto mais forte está um candidato, menor a necessidade de fazer concessões, ajustar discursos e moderar plataformas. Ao abrir vantagem sobre seu principal adversário, Bolsonaro atraiu o apoio de políticos interessados em se beneficiar de sua imagem ou derrotar o PT.

João Doria, candidato do PSDB ao governo de São Paulo, apostou nos dois prêmios. No próprio domingo do primeiro turno, declarou voto no presidenciável. O tucano até afirmou que não concorda com todas as posições de Bolsonaro, mas depois se orgulhou em dizer que deu seu apoio sem pedir "contrapartida".

A onda que empurra o candidato do PSL nesta eleição colocou sua campanha em posição confortável. Políticos de diversos partidos decidiram se colar a sua candidatura sem a exigência de qualquer mudança em seu programa, por exemplo.

Haddad está em situação menos favorável. A adesão de Ciro Gomes (PDT) ao petista era tratada como um movimento óbvio, mas o ex-governador cearense fez jogo duro. Declarou apoio crítico ao PT e pegou um avião para a Europa.

A três semanas do segundo turno, os petistas decidiram apagar trechos do programa de governo e mudar alguns hábitos. Haddad interrompeu suas visitas a Lula na carceragem da Polícia Federal e desautorizou José Dirceu no horário nobre da TV.

A moderação era um aceno a políticos de centro e de direita para derrotar Bolsonaro. Ainda não funcionou.

O maior sinal de que as urnas eletrônicas são confiáveis é a derrota de Romero Jucá. O homem mais poderoso de Roraima, símbolo do establishment político, perdeu sua cadeira no Senado por apenas 426 votos.
Herculano
12/10/2018 07:29
da série: a farra que diferencia trabalhadores comuns que sustentam a Previdência, tem retornos mínimos e os servidores públicos, que possuem retornos máximos

STF: SERVIDORES PÚBLICOS NÃO PAGAM CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE VERBAS ADICIONAIS

Conteúdo do site Jota, especializado em assuntos jurídicos. Texto de Matheus Teixeira. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não incide no cálculo de contribuição previdenciárias de servidores públicos verbas adicionais e temporárias, como terço de férias, adicional noturno ou de salubridade, entre outras.

A Corte concluiu o julgamento do RE 593068, com repercussão geral reconhecida, nesta quinta-feira (11/10), com o voto-vista do ministro Gilmar Mendes para dar parcial provimento ao recurso - já havia maioria nesse sentido.

O caso concreto trata de recurso de uma servidora pública contra acórdão de Turma Recursal da Seção Judiciária de Santa Catarina que considerou válida a cobrança da contribuição sobre parcelas adicionais do salário antes da vigência da Lei federal 10.887/2004.

Nesta quinta, o relator, ministro Roberto Barroso, deixou claro que o resultado do julgamento vale apenas para casos que tratam de processos anteriores a 2004, uma vez que a legislação daquele ano estabeleceu que não há incidência da contribuição da aposentadoria sobre essas verbas.

"A afirmação da tese se refere ao passado, porque discutimos como fica a situação que é anterior à lei que disciplina a matéria", esclareceu o ministro.

Os ministros aprovaram a seguinte tese: "Não incide contribuição previdenciária sobre verba não incorporável aos proventos de aposentadoria do servidor público, tais como terço de férias, serviço adicional, adicional noturno e adicional de salubridade".

Mais de 50 mil processos aguardavam a decisão do STF no caso. Como tinha repercussão geral, a tese aprovada deverá ser aplicada pelas instâncias inferiores.
Herculano
12/10/2018 07:13
PARA ALÉM DAS IDEOLOGIAS, por Hiago Rebello, para o Instituto Liberal

Quando pensamos na discussão entre indivíduos pró-Bolsonaro e anti-Bolsonaro ferrenhos, as ideologias dessas pessoas chamam a atenção. "Direita", "esquerda", "conservadorismo", "progressismo", "nacionalismo", "globalismo", podem ser palavras que aparecem nas bocas dos conflitantes com bastante frequência, o que, claro, apenas ajuda a justificar o papel da ideologia nas polêmicas e debates políticos travados pelo país.

Contudo, ideologias não são tudo. O mundo não é feito apenas de ideologias e, logo, não é movimentado exclusivamente por questões ideológicas. Sejamos francos: discutir o teor liberal e a possibilidade prática do liberalismo econômico proposto por Paulo Guedes não é um assunto que atrai notoriedade ou gera comoção nacional. O povo, em sua gigantesca maioria, está alheio a tais debates mais profundos e, até mesmo, mais importantes e sérios. A maioria dos brasileiros vive sua vida para além de nosso mundo intelectual; vivem suas vidas de acordo com a prática cotidiana delas, de acordo com suas cosmovisões, com os efeitos negativos e positivos em seus habituais modos de ser.

Se há uma razão para Bolsonaro ter tido a quantidade de votos que teve, o que fez o PSL se tornar um gigante do dia para a noite no parlamento e também políticos aliados a Bolsonaro, estando ou não em sua legenda, terem alcançado um crescimento repentino e concreto, é a de que o povo nota que, para que sua vida mude, para que a violência diminua, para que a roubalheira seja reduzida, é preciso existir uma mudança de pessoas na liderança do país.

Com mais de sessenta mil homicídios por ano e uma taxa ridícula de solução de crimes, o povo preferiu Bolsonaro; com uma verdadeira cleptocracia atuando na política, a população fez sua escolha à direita; com um verdadeiro culto ao ladrão, onde políticas públicas e ações no judiciário fazem com que criminosos sejam soltos, as pessoas de bem fizeram suas escolhas e escolheram um candidato que atendia às suas demandas.

É verdade, porém, que questões culturais tiveram seu peso na balança. Programas LGBT, greves nas escolas públicas, o financiamento público de peças e performances artísticas que aviltam o cidadão comum com toda a certeza não ajudaram a dar brilho à esquerda. Usar a desconstrução do Homem não deu certo, claro. Cuspir em sua cultura, xingar e chamar tudo o que é contra a ideologia progressista de fascista e retrógrado, no fim, estrangulou a retórica e toda argumentação possível da esquerda. Só neste ano o feminismo decaiu, os movimentos LGBT perderam o moral, os movimentos negros também. O progressismo rosa pode estar assistindo a seu crepúsculo deste século ?" mas sejamos francos? isso foi o de menos. Sair de casa à noite e poder ser violentado e roubado é a preocupação número um de qualquer pessoa normal.

E tal preocupação é o que levou o brasileiro a ir para além de qualquer ideologia. O asco que o cidadão de boa índole tem ao roubo e à corrupção foi o que alavancou Bolsonaro. O fato de o partido mais corrupto do país ainda estar na corrida presencial, com direito de receber ordens de um presidiário como se isso fosse normal, ao menos para a mídia, que não martela esse absurdo diariamente nos jornais, é o que enfureceu o brasileiro comum.

Quando Fernando Haddad, o sujeito que perdeu para João Dória em todos os bairros e distritos da capital paulista, o mesmo homem que já é réu por conta de crimes de responsabilidade que cometeu enquanto prefeito de São Paulo e responde a mais de três dezenas de processos na justiça brasileira, consegue se candidatar à presidência (e ainda com o Partido Comunista do Brasil na vice-presidência), isso deixa alarmado qualquer sujeito normal, qualquer um que tem o mínimo de senso, contato e entendimento da realidade.

Não deixa alarmada uma legião de universitários e intelectuais, é verdade. Como já demonstrava George Orwell, décadas atrás, nenhuma das grandes ditaduras do século XX seria possível se não fossem defendidas, embasadas e até mesmo formuladas por intelectuais. Sem o apoio do mundo acadêmico, nenhum monstro é criado; já o homem comum, dotado de sua moral cristã, é blindado contra a maioria dos absurdos políticos - seu contato com a vida, simplicidade e moral não foi tolhido por nenhum ambiente chamado de "culto".

Se Orwell estivesse vivo, talvez comentasse que o Homem comum não foi descontruído. Desconstruído de sua percepção básica, de seu senso de proporção, desconstruído de seus olhos. O brasileiro médio não se destruiu, mas o universitário ou mesmo o brasileiro comum, que foi comprado por políticas assistencialistas e pervertido pela ideologia, este já se jogou no abismo e insiste em que a queda-livre que faz é, na verdade, uma subida aos céus.

Para este, parece que não há salvação. Quem prefere votar no PT, assina embaixo de toda a corrupção que ocorreu no país por conta desse partido; fecha os olhos para toda a investigação que a justiça faz contra o partido, se cala para os crimes mais provados e nojentos, mas abre a boca contra quem ousa se levantar contra suas ideologias, mesmo sendo uma pessoa limpa, ainda que tenha muitos erros, como Jair Bolsonaro.

Bolsonaro não é o paladino da virtude (e ele sabe disso), nem clama esse título. Ele não milita em prol de um mundo melhor que imaginou, um mundo que solaparia tudo o que é tradicional e xingaria de fascista todos os seus discordantes, como se fossem os monstros assassinos do século passado - e por isso ele é odiado.

O verdadeiro ódio à figura de Jair Bolsonaro, para esses que votarão no PT, ultrapassa com folga o ódio que têm da corrupção. Não interessa para esses sujeitos o quanto ou o quê o candidato preferido deles roubou. O que interessa é como ele atuou para suas ideologias. Se eles expandiram o socialismo e iniciaram políticas progressistas, se tornam deuses intocáveis, inquestionáveis em suas honestidades e corações. Não são apenas puros, mas deidades, de uma alteza que ultrapassa os meros mortais, como nós.

Disso deduzem que qualquer investigação ou demonstração de crimes que cometeram é, na verdade, um golpe, um jogo político sujo. A ideologia que têm foi, na verdade, a algoz para suas análises da realidade. Eles não se importam com bandidos na política, eles gostam; eles não se incomodam com a corrupção, desde que seja feita por seus santos; não têm políticos de estimação, eles são os animais de estimação dos políticos: quando Lula pede para rosnarem, rosnam, quando pede para abanar o rabo para Temer e o PSDB, que não apoiaram Bolsonaro, abanam? Eis os apoiadores do PT, no segundo turno.

Cabe a você, leitor, decidir algo: confiaria nessa gente? Confia em pessoas que, afogadas na ideologia, perderam o contato com o real? Confia em quem coloca suas metas culturais e políticas acima da honestidade, da justiça? Você confiaria seu filho a uma escola onde existem professores cegados, nesse nível, pela ideologia? Confiaria em funcionários assim? Confiaria dinheiro na mão de quem votará no PT? Contrataria alguém que gosta de corrupção?
Herculano
12/10/2018 07:09
O RACISMO FOI DECISIVO

De J.R. Guzzo, na revista Veja.

Segundo a imprensa internacional, Bolsonaro não ganhou porque teve 18 milhões de votos a mais que o segundo colocado, mas por causa do racismo brasileiro. Racismo? Como assim - que diabo uma coisa tem a ver com a outra?
Herculano
12/10/2018 07:07
BOLSONARO É NEOFASCISTA? Por Hélio Schwartsman, no jorna Folha de S. Paulo

Há mais de uma resposta possível para a pergunta

Afinal, Jair Bolsonaro se qualifica ou não como um neofascista? Se por "neofascista" você entende alguém que dá declarações que fazem pouco da democracia e dos direitos humanos, então não há dúvida de que o capitão reformado é um. Seu histórico nesse quesito é implacável.

Se, entretanto, você colocar o sarrafo um pouco mais alto e reservar o termo "neofascista" para líderes eleitos que tomam medidas que erodem as instituições, desfigurando a democracia, aí a resposta intelectualmente honesta é "não sabemos". E não sabemos porque o futuro é contingente. Bolsonaro nem sequer foi eleito ainda e não há meio de saber de antemão como ele se comportaria.

Como não temos a bola de cristal, só o que podemos fazer é consultar os ditos e os feitos dos candidatos e estimar riscos. Não é uma ciência exata. O presidente turco Recep Erdogan, hoje um dos mais ativos autocratas do planeta, foi por mais de uma década universalmente saudado como campeão da democracia e exemplo a ser seguido pelo mundo islâmico.

Já o peruano Ollanta Humala entrou em evidência com um discurso ultranacionalista e autoritário, de tons esquerdistas, e ainda ostentava em seu currículo uma quartelada e o apoio de Hugo Chávez. Mas chegou à Presidência do Peru em 2011 e fez um governo sem percalços do ponto de vista da democracia. Ele passou uma temporada preso, mas por suspeita de envolvimento nos esquemas de corrupção da Odebrecht.

De minha parte, multiplicando a minha percepção do risco Bolsonaro pelo peso que dou à preservação da democracia e dos direitos humanos, concluo facilmente que jamais votaria no capitão reformado. Mas esse é um cálculo pessoal e intransferível. O que faz sentido para mim pode não fazer para outra pessoa que opere com um conjunto de valores diferente. O pressuposto mais básico da democracia é que precisamos aceitar que outros pensem legitimamente de forma diferente da nossa.
Herculano
12/10/2018 07:02
PESQUISAS DESMENTEM SIMULAÇõES PARA 2º TURNO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta sexta-feira

Pesquisas divulgadas durante todo o primeiro turno previam, em simulações de segundo turno, que qualquer adversário derrotaria Jair Bolsonaro (PSL). A única exceção era a fraquíssima Marina Silva. Ibope e Datafolha de 4 de outubro apostavam que Haddad (PT) empataria com Bolsonaro ("42% cada"). Mas já na primeiro pesquisa após o primeiro turno, o próprio Datafolha se desmentiu: 58% a 42%.

VEXAME NO 1º TURNO
Os institutos de pesquisa foram os grandes derrotados no primeiro turno das eleições. Erraram feio, passaram vexame, e silenciaram.

FOI Só INCAPACIDADE?
A disputa pelos governos estaduais do Rio de Janeiro e Minas Gerais expôs os erros ou a incapacidade dos institutos de acertar resultados.

NÃO FOI Só INCAPACIDADE
No 1º turno, o candidato "que qualquer um derrotaria", Jair Bolsonaro, somou mais de 46%, equivalentes a quase 50 milhões de votos.

'VENCEDOR' SEM VOTOS
Os pesquiseiros previam que Ciro Gomes venceria Bolsonaro por 45% a 39%, em eventual 2º turno. Ele teve raquíticos 12,47% dos votos.

KIM INSISTE PRESIDIR A CÂMARA, APESAR DOS 23 ANOS
O deputado Kim Kataguiri (DEM), 23 anos em janeiro, insiste em presidir a Câmara, ainda que fique impossibilitado de assumir a presidência da República. A Constituição exige idade mínima de 35 anos, mas Kim lembra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na sentença em que proibiu que assumam a presidência da República integrantes da linha sucessória que sejam réus em ação no STF.

PRECEDENTE
No entendimento de Kim, a decisão do STF abre portas para presidir a Câmara sem assumir a presidência, nos impedimentos do titular.

OUTROS CASOS
O princípio beneficiaria outros deputados abaixo do limite mínimo de 35 anos, como Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que tem 34 anos.

PSL REIVINDICA
Segunda maior bancada, com 52 deputados, o PSL também reivindica a presidência da Câmara. Mas falta definir o parlamentar.

TAL PAI, TAL FILHO
A Procuradoria-Geral da República denunciou por tráfico de influência o ministro do Tribunal de Contas da União Aroldo Cedraz e seu filho, Tiago Cedraz. A acusação é de que a dupla levou dinheiro para influenciar julgamentos do TCU sobre a usina nuclear de Angra 3.

PSL NA CÂMARA
A bancada do PSL na Câmara dos Deputados deve se tornar a maior bancada, após a posse em fevereiro de 2019. Ao menos dez deputados já iniciaram conversas para aderir ao partido de Bolsonaro.

BOLSONARO CRESCE NA BAHIA
O popularíssimo prefeito de Salvador (DEM), ACM Neto, que declarou apoio a Jair Bolsonaro, estima que na Bahia o candidato do PSL deve crescer dos 24% de domingo (7) para 35% "pelo menos" no 2º turno.

REFORMA DIFERENTE
A deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) disse em jantar promovido pela XP que Jair Bolsonaro deve, sim, promover a reforma da Previdência. Mas não será a de Michel Temer.

CERTEZA DO VOTO
Segundo o levantamento Paraná Pesquisa para o Diário do Poder, 53,3% dos eleitores do Distrito Federal votariam "com certeza" em Jair Bolsonaro e 16,4% em Fernando Haddad. (Registro nº BR-06352/18).

BOA VOTAÇÃO
O senador José Medeiros (Podemos-MT), um dos mais atuantes, tem sido muito cumprimentado pelos colegas. Foi eleito deputado federal com mais votos até que o cacique local Carlos Bezerra, do MDB.

A VOLTA DO HORÁRIO
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV recomeça nesta sexta (12) para o segundo turno das eleições 2018. As propagandas serão veiculadas de segunda a sábado, em dois blocos diários de 10 minutos.

COM QUEM ANDAS
Entre os 28 candidatos a governador que ainda participam da eleição e vão disputar o 2º turno, apenas dois declararam apoiar o petista Haddad. Outros 14 apoiam Jair Bolsonaro.

PENSANDO BEM...
... o dia é de todas as crianças, incluindo as que estão entre 13 e 17.
Herculano
12/10/2018 06:53
BOLSONARO RECORRE AO GALINHEIRO PARA EXPOR METAFÍSICA DO ESTATISMO, por Reinaldo Azevedo, no jornal Folha de S. Paulo

Propostas do candidato do PSL para economia não se sustentam

Essa personagem misteriosa chamada "Uzmercádus" ficou meio desenxabida na quarta. As ações da Eletrobras despencaram; as da Petrobras tiveram um tombo razoável, e a Bolsa toda ficou com um certo gosto de cabo de guarda-chuva na boca - ou, sei lá, de coturno velho, para lembrar o maior criador de estatais da história, depois de Xerxes: Ernesto Geisel.

Numa entrevista à Band, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), meu novo Apedeuta, explicou por que é contra a privatização da área de geração de energia, admitindo-a apenas na distribuição, que já se tem hoje. Em matéria de futuro, também nessa área, o "mito" nos promete o passado. Com o propósito de ser didático, o candidato resolveu nos brindar com uma metáfora, um recurso a que as pessoas de pensamento complexo apelam às vezes para se fazer entender pelos simples de espírito. Disse:

"Suponha que você tem um galinheiro no fundo da sua casa e viva dele. Quando privatiza, você não tem a garantia de comer um ovo cozido. Nós vamos deixar a energia nas mãos de terceiros?"

Dá para entender por que os primeiros a se deixar seduzir pela retórica de Bolsonaro foram os universitários e os mais ricos. O que faltava a esse público era entender o fundamento civilizacional do estatismo.

Muitos já conheciam o ácido desoxirribonucleico, as funções continuamente deriváveis e o Gato de Schrödinger. Mas não entendiam a razão de ser de uma estatal dita estratégica, o que pode ser angustiante a um médico, matemático ou físico. Agora está claro. A Eletrobras é o galinheiro. A água é a galinha. E a energia é o ovo. Logo, se você tem um ovo, não fica no escuro. Tá ok? Foi nas asas dessa "Zoologia do Espírito" que o Brasil criou um dos maiores Estados- empresários da Terra, também notável por sua ineficiência. E pelos espasmódicos voos de galinha.

Os que se dizem liberais e escolheram Jair Bolsonaro desde a primeira hora devem tê-lo feito, suspeito, encantados com a segurança dos ovos da galinha pintadinha. Na entrevista, também restou a suspeita de que o candidato "duzmercádus" vai interferir no preço dos combustíveis. Disse: "Cada litro refinado de diesel custa 90 centavos, não sei se é verdade. E depois a Petrobras bota 150% de margem de lucro e revende, aí vai para o Brasil, você bota em média 30% do ICMS. Ninguém aguenta. Você tem que diminuir a carga tributária". Como? Reforma tributária para sustentar supostos 150% de margem de lucro para a Petrobras??? Fosse assim, o tráfico de drogas preferiria refinar petróleo a cocaína.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o enviado especial de Bolsonaro ao mundo da política, contribuiu para o tombo na Bolsa. Repudiou a possibilidade de se votar a reforma da Previdência ainda neste ano - e, com efeito, seria impossível-, mas o fez com a humilde serenidade que caracteriza o momento. Segundo disse, "a proposta de Temer é uma porcaria". Os mais maduros se lembram da empáfia de João Santana, aquele que Collor havia escalado, numa fusão de vários ministérios - certos temas são recorrentes em nosso galinheiro político -existencial- , para comandar a revolução moral e cívica.

Bolsonaro prometeu ainda o pagamento de 13º para o Bolsa Família, que ganharia o prefixo superlativo "super", antes de mudar de nome - como Lula fez, em outubro de 2003, com os programas sociais herdados de FHC. Quem haverá de ser contra a que se dê um pouco mais de dinheiro aos pobres? Eu não sou!

A minha restrição é outra. O candidato afirmou que parte dos recursos sairá do combate a fraudes no sistema. Ele não tem base empírica nenhuma para fazer essa afirmação. Promete recorrer ao Tesouro para ganhar votos. Bolsonaro é, em muitos aspectos, de fato, um reacionário, transitando entre o geiselismo e o petismo, tão parecidos no entendimento do que seja o Estado.

É só o começo. Notem o festival de adesões de políticos ao "capitão", em contraste com a "neutralidade" de seus respectivos partidos, o que, no momento, é conveniente para o candidato e para as legendas. Ele não fica com cara de "velha política", e elas aguardam, sentadinhas, na namoradeira. O Netflix que se cuide! A TV Câmara, a partir de 2019, promete. Há potencial até para a versão "XXX". Para assinantes.
Miguel José Teixeira
11/10/2018 22:10
Senhores,

Na mídia:

"Após se frustrar com Ciro, Haddad se reúne com Joaquim Barbosa em busca de apoio"

Além de fantoche e pau-mandado é também um DESCARADO!

Vade retro, retrocesso!
Herculano
11/10/2018 21:40
BRASIL ELEGERÁ NO 2º TURNO A MELHOR ENCENAÇÃO, por Josias de Souza

O segundo turno da disputa presidencial tornou-se um triste espetáculo. Nele, Fernando Haddad executa um striptease. E Jair Bolsonaro brinca de esconde-esconde. Haddad se despe de tudo o que possa lembrar o PT. Já não usa a máscara de Lula. Livrou-se do vermelho nas peças de campanha. Não bate mais ponto na cadeia de Curitiba. Parou de dizer nas entrevistas "boa noite, presidente Lula". Baniu Dilma da memória.

Bolsonaro sacode um atestado médico e foge dos debates. Já cancelou quatro. Com larga vantagem sobre o rival, o capitão se esconde na trincheira das redes sociais, oferecendo-se ao eleitor em fragmentos. Quem gosta de armas, encontrará um Bolsonaro de sua preferência numa frase do WhatsApp. Quem acha que bandido bom é bandido morto assistirá um Bolsonaro ao seu feitio num vídeo do YouTube. Quem não suporta corrupção, ouvirá um Bolsonaro do seu agrado num áudio do Twitter.

Às voltas com a necessidade de compor uma "frente democrática", Haddad faz de tudo para convencer a pessoas de que é maior do que o PT. Mas tudo parece não querer nada com Haddad. Quanto a Bolsonaro, quando tudo o que você vê do personagem nas redes sociais é subtraído de tudo o que você ignora, o que sobra é nada. Mantido o ritmo, o eleitor brasileiro elegerá neste segundo turno não o melhor presidente, mas a melhor encenação.
Herculano
11/10/2018 21:38
" O GERALDO TEM QUE CONTINUAR COMO PRESIDENTE DO PSDB", por Diego Amorim, de O Antagonista.

O deputado federal Paulo Abi-Ackel, reeleito no domingo por Minas Gerais, defende que seu partido, o PSDB, mais do que fazer uma autocrítica, precisa "entender o que vai acontecer com o cenário partidário nacional".

Com seu quarto mandato garantido, o tucano afirmou que "a miscelânea de partidos foi muito grave e revelou um risco enorme para a qualidade do Congresso". Ele acrescentou que partidos pequenos "fizeram chapinhas" e elegeram "figuras que não têm capacidade nem representatividade política".

O Antagonista voltou na pergunta sobre a necessidade de autocrítica do PSDB e ele respondeu:

"Não tem muito o que falar. O Geraldo tem que continuar como presidente. Não é por aí. Ele teve um mal desempenho nas urnas, infelizmente, mas devido a uma série de fatores. Acho que a visão é mais ampa: o PSDB, tal como outros partidos, tem que avaliar o futuro do sistema político nacional, e quem sabe, buscar entendimento para aglutinar outros partidos."

"E a autocrítica?", insistimos.

"O PSDB ainda tem uma boa marca, uma boa legenda, um bom significado. Tem que mudar um pouco a comunicação e, principalmente, não ficar sozinho daqui para frente."
Herculano
11/10/2018 21:33
PIB DESCOBRE CONTRADIÇÃO BÁSICA DO GOVERNO BOLSONARO, por Helena Chagas, de Os Divergentes

O PIB está preocupado. Não a ponto de apoiar o candidato do PT, mas alguns de seus integrantes começam a detectar a contradição básica de um eventual governo Bolsonaro: no fundo, o presidente e seu Posto Ipiranga têm visões do mundo e da economia muito diferentes, e não há garantia de que a receita liberal que encantou o mercado no primeiro turno vá ser seguida.

Na quarta, o dólar subiu, a Bolsa caiu e esse pessoal foi dormir com os cabelos em pé por causa das declarações de Bolsonaro sobre a reforma da Previdência e sua resistência em privatizar a Eletrobras. Ajeita daqui, desmente dali, mas quem conhece o candidato do PSL sabe que é apenas o começo. Vai ser assim o tempo todo, o governo inteiro - ou, ao menos, enquanto o economista Paulo Guedes durar nele. Sem contar outros personagens.

Jair Bolsonaro não é exatamente um contemporizador.

É um capitão radical que fala em autoridade o tempo todo e já enquadrou até o general vice. Hierarquia será um forte componente de seu governo, se chegar lá. Não se sabe também o real grau de convicção do candidato do PSL à ortodoxia do liberalismo econômico que passou a pregar na campanha. Pode ter se convencido de fato? Poder, pode.

Mais provável, porém, é que a conversão bolsonariana ao receituário ultraliberal de Paulo Guedes tenha muito mais de estratégia eleitoral do que de convicção, e que as diferenças comecem a aflorar no dia-a-dia ?" como, aliás, já está acontecendo na campanha. Ninguém deixa de ser nacionalista, nem corporativista, de uma hora para outra, assim como não se troca de religião num piscar de olhos.

O antipetismo do mercado e de parte do PIB desenhou, no primeiro turno, um conto de fadas no qual o dragão da esquerda seria morto pelo príncipe encantado do liberalismo, encarnado por Paulo Guedes no reino de Bolsonaro. As reformas, como a da Previdência, seriam retomadas, as estatais privatizadas, as amarras ao capital desatadas, a confiança dos investidores recuperada.

Não bastaram nem três dias de campanha no segundo turno para perceber que a coisa pode não ser bem assim. Por mais que Jair Bolsonaro se poupe de debates e sabatinas no segundo turno - e essa é exatamente a estratégia de sua campanha ?" vai ficar difícil fugir às contradições e à impressão de que elas vão continuar num hipotético governo.

Todo governo tem lá suas divergências, e o do PT de Fernando Haddad não escaparia delas, também passando a impressão de que os pilotos estão em constante desentendimento sobre a rota na cabine do avião. No caso de Bolsonaro, porém, provavelmente teremos um presidente que não hesitará em atirar o discordante porta afora do avião.

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