Falta mãe que abraça seus filhos e consideram a maternidade como uma oportunidade de crescimento e aprendizado, tendo como base o amor. Que saiba redimensionar o tempo precioso. Que compreende que o seu compromisso é transcender aos excessos do individualismo. Hoje temos mães que agem como se não tivessem filhos. Eu também, antes de ser mãe fazia comidas mais quentes, minha casa era mais organizada, meus cabelos mais escovados, minha vida mais despreocupada. Jamais me preocupava se minhas plantas eram venenosas, se eu tinha um bicho de estimação, ou um amigo imaginário. Hoje meu sono é mais leve, meus passos mais silenciosos, minha vida mais agitada e com muito mais significado. Desta forma, agradeço: - Obrigada senhor por me dar a oportunidade de cuidar de seres tão frágeis e fortes ao mesmo tempo.
Porém, nas escolas cansamos de atender crianças/adolescentes angustiados porque não tiveram na infância uma referência afetiva nas figuras da mãe ou do pai. São pessoas que deixam a alma, ferida e com difícil cicatrização. Mães que punem com violência, espancam seus filhos, ou os deixam espancar, esquecem-se da base do diálogo e do respeito. Anos mais tarde colhem os frutos e dizem para a escola, para os psicólogos, para os conselheiros tutelares que não sabem mais o que fazer com seus filhos. Quem vai saber? A educação vem de casa!
A sociedade está doente! Falta mãe que senta ao lado de seu filho, que ajuda a fazer os deveres com ele e não para ele. Mães que ensinam guardar os brinquedos, arrumar as camas, lavar a louça. Mães que fazem tudo por seus filhos não lhes ensinam responsabilidades e compromissos. Quando crescerem vão achar que todos estarão dispostos a lhes servir.
A sociedade está doente, quando percebemos que algumas mães acham que não envelhecem, agem e vestem-se como se fossem adolescentes. Outras então querem se realizar por meio dos filhos e não poupam esforços para mostrar ao mundo que eles são os melhores, criando adultos frustrados, pois na vida longe das asas da mãe, não serão os melhores em tudo.
Falta mãe que ensina seu filho a pedir desculpas, a agradecer, ensina-lhe palavras mágicas: por favor, com licença, bom dia, boa tarde, a cumprimentar as pessoas na mão. A sociedade está doente pela falta de valores e respeito com os mais velhos, com as crianças, com todos.
Estamos vivendo uma educação do tudo pode, sem limites, não há respeito! Todos nós sabemos que a criança nasce sem, e quem tem que colocá-los são os pais. Hoje existe: o medo de falar NÃO. Mães frouxas, que são convencidas pela criança. Mães que protegem seus filhos em demasia e tomam para si todos os seus erros, acobertando-os. A sociedade sente falta de mães seguras na hora de dizer sim ou não. Que não se sente culpada por isso, que não compensa com brinquedos. Que não deixe que terceiros cuidem quando podem estar perto. Que coloca limites, rotinas, regras, exercem autoridade legítima e é exemplo positivo para os filhos. Mãe mantenha as regras até o fim, haja com paciência. Olhe-o nos olhos para conversar. E não feche os olhos às coisas ruins, as violências que estão acontecendo com seu filho. Não permita!
Desperta para o verdadeiro papel de vida. Outro dia li um texto que me fez refletir muito que dizia assim: MÃE É PARA TODA VIDA, E CRIANÇA É SOMENTE UMA VEZ, POR UM CURTO PERÍODO. Negligenciar a maternidade é permanecer na inconsciência de seu real significado. É necessários transcender à pobreza do imediato de: limpar casa, passar roupa, trabalhar, trabalhar e trabalha. É preciso mães que brinquem mais, amem mais, acolham mais, ensinem mais, ajudem nas lições de casa, que deem limites. Para as mães que já descobriram o seu verdadeiro papel: FELIZ E FRATERNO DIA DAS MÃES! Curta o calor do abraço de seu filho e não do presente que ele lhe dar, não somente hoje, mas dia após dia.
Com certeza, tem algumas mães que irão perguntar: - Tudo é de responsabilidade da mãe? ? Não, mas com a figura paterna, eu volto, e converso outro dia.
Eli Regina Nagel dos Santos - Mestre em Educação - Professora
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