Tempo, tempo... - Jornal Cruzeiro do Vale

Tempo, tempo...

18/05/2012 07:53

Pensando na missão de escrever a crônica desta semana, comecei buscar em meu entorno alguma coisa que me servisse de inspiração. Busquei acordar algumas lembranças da infância. Remexi no armário, no álbum de fotografias e nada, nenhuma ideia.

Abri a janela do quarto e comecei a observar o pomar atrás de casa, não demorou muito e meus cachorros integraram a paisagem, fazendo de tudo para chamar minha atenção comsuas adoráveis peripécias caninas.

Mergulhada no silêncio daquele momento, percebi, de forma muito intensa, como minha vida se transformou nos últimos meses, como foi possível haver tantas mudanças em tão pouco tempo. Estou feliz.
Acho que encontrei o tema da crônica de hoje: mudanças!

Não falo apenas daquela mudança que nos remete a deslocação de móveis e objetos pessoais, remeto a mudança interna, mudança na forma de pensar, na forma de ver a realidade, ah, como é bom mudar!
O que seria do nosso crescimento interpessoal se não fossem as guinadas que a vida nos obriga a dar?
A mudança, quando bem compreendida, traz progresso. Muitas pessoas sujeitam-se a uma vida infeliz por temerem o novo, por temerem o recomeço.

Não posso deixar de citar Fernando Pessoa: ?Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares...?.

De vez em quando precisamos de um pit stop, respirar fundo, refletir sobre como anda nossa vida, nosso emprego, nossos relacionamentos. Jamais devemos nos acostumar com a infelicidade! Se algo não vai bem, é preciso descobrir a origem do problema e não fugir ou negar o problema.

Coragem define bem o perfil das pessoas que vivem felizes. Jamais poderemos, cabe citar, viver feliz o tempo todo, por outro lado, é inadmissível viver infeliz a maior parte do tempo.

Por isso, mudar é essencial para quem quer construir sua felicidade.

Há uma frase clichê que diz ?tudo na vida passa?, clichês a parte, a frase traz uma dose de verdade. O medo de arriscar, o medo de tentar a mudança nos amarra no comodismo. Presos em nossas pseudo-certezas perdemos experiências significativas de aprendizagem.

O ano possui suas estações, a lua possui suas fases, do mesmo modo há um tempo na vida em que os ventos da mudança sopram em nossa direção. É preciso estar preparado para compreender o uivo desses ventos, ouvir a necessidade de nossa alma, entregar-se a mudança, conscientes de que estamos dando um importante passo rumo a maturidade emocional.

Deixo-vos por aqui, com esses ares misteriosos da mudança, com o coração transbordando na esperança de dias cada vez melhores!

Cassiane Schmidt | Gaspar

Edição 1389

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