O deputado federal Jorge Goetten (PL) enviou um ofício à ministra da Saúde, Nísia Trindade, pedindo informações sobre como funciona a fila de transplantes no Brasil. O pedido acontece após chamar a atenção a rapidez com que o apresentador Fausto Silva foi submetido a um transplante de coração. Ele ficou na fila por uma semana e passou pela cirurgia no dia 27 de agosto, no Hospital Albert Einsten, em São Paulo.
Embora a situação tenha sido esclarecida pela Ministério da Saúde, o deputado defende uma maior divulgação e transparência das filas de transplante de órgãos. Assim, segundo ele, mais pessoas vão se sentir motivadas a serem doadoras. “Todos ficamos muito felizes com a notícia de que Faustão conseguiu o transplante e de que a cirurgia foi um sucesso. Mas, logo depois da notícia, recebi diversos questionamentos se ele teria furado a fila. Por isso, acho importante haver mais esclarecimentos sobre como funciona essa fila de transplantes, para que a população em geral saiba e se sinta estimulado a ser doador”.
O Sistema Nacional de Transplantes informou que foi registrado um aumento no número de doadores após a notícia de que Faustão necessitava de um transplante. Ainda não há números oficiais, já que os dados são fechados mensalmente. “Ninguém quer passar pelo que Faustão passou, mas de tudo pode ser extraído algo de bom. Vamos aproveitar o momento e mostrar que uma vida pode ser salva e uma família pode voltar a sorrir”, disse o deputado.
O apresentador Fausto Silva teve um agravamento no quadro clínico no dia 20 de agosto e entrou para a fila de transplante de coração. Aos 73 anos, ele foi internado no dia 5 de agosto devido ao diagnóstico de insuficiência cardíaca.
Uma semana depois, no dia 27 de agosto, ele foi submetido ao transplante. Em seguida, o Ministério da Saúde divulgou um comunicado informando que ele teve prioridade na fila devido à gravidade do seu caso. “(...) ele recebeu um coração após constatada a compatibilidade necessária para o procedimento, assim como os outros transplantados. A lista para transplantes é única e vale tanto para pacientes do SUS quanto para os da rede privada. A lista de espera por um órgão funciona baseada em critérios técnicos, em que tipagem sanguínea, compatibilidade de peso e altura, compatibilidade genética e critérios de gravidade determinam a ordem de pacientes a serem transplantados (...)”, disse a nota oficial.
Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 19 e 26 de agosto, foram realizados 11 transplantes de coração no Brasil, sendo sete em São Paulo.
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