Transgressão
Apesar de eu ser uma remanescente hippie, um movimento de paz que sacudiu o mundo protestando contra as guerras e a ditadura militar que assolavam o mundo, olhando bem de perto a nossa democracia, fui obrigada a rever alguns conceitos.
Quando criança, ouvia na surdina comentários sobre as atrocidades cometidas pela ditadura. Hoje vejo pessoas que foram perseguidas naquela época cometendo desmandos mascarados, mas semelhantes.
Quem oprime por omissão é tão culpado como quem aciona o gatilho; quem se corrompe pelo poder e fecha as portas da justiça para proteger o seu escalão, é tão carrasco quanto aqueles que colocavam inocentes na linha de tortura pra resguardar o regime.
Hoje eu sei que uma farda não resume o caráter de alguém, como me fizeram crer. Não que deixasse de existir na época muita intransigência, arrogância e prepotência nos porões da ditadura, sempre tão opressora e cruel com aqueles que se opunham ao regime. Mas a nossa democracia se apresenta como um paralelo que não usa armas, mas que cria leis pra silenciar aqueles que ousam opinar contra quem está no comando.
O que dizer sobre o esquema do Cachoeira? O Brasil inteiro sendo surrupiado por ladrões de todo o tipo e ninguém sabia de nada? E da lei que permite aos autores de mais este escândalo a se apresentarem em silencio para terem os seus direitos preservados, o que dizer? Que país é este, onde só o Zé vai para a cadeira?
Ta certo que se fosse na época da ditadura eu não estaria mais aqui... mas, tinha que ser desse jeito?
Quando é que a gente vai criar vergonha e sair deste marasmo de carnaval, futebol, novela da globo e lutar por uma educação de qualidade, saúde de excelência e transparência e seriedade com o bem público? Amanhã a gente poderá não ter mais pelo que lutar, pois até amanhã eles podem ter roubado e vendido tudo.
Odete Fantoni | Gaspar
Festival de Dança
Sou frequentadora do Festival Escolar de Dança de Gaspar há quatro anos. Hoje deixo registrada aqui minha indignação e injustiça por parte dos jurados, principalmente em relação à categoria K. Venho acompanhando no meu bairro o empenho suado e a luta destes pais que pedem patrocínio da comunidade, fazem rifa, treinam exaustivamente deixando seus filhos em casa com pais e amigos para mais uma vez não serem recompensados com o 1º lugar. Minhas caras colegas de escola pública, desistam, pois se falam tanto em ensino de má qualidade no Brasil, porque se dedicarem tanto se méritos só são conseguidos e alcançados por escolas privadas? Sabemos que o importante é competir, mas sempre morrer na praia não dá!
Jane Soares Jansen | Gaspar
Eleições
Me entristece ver algumas pessoas ?perderem a linha? quando o assunto é política ou partido político. A soberba e a ignorância caminham juntas em muitos comentários pela cidade e mídias sociais.
A cada ano de eleição o assunto é o mesmo, alguns enaltecem obras e decisões do atual governante e outros os defeitos e projetos não realizados. As pessoas esquecem que política não existe somente em ano de eleição. Pavimentação, calçadas, saúde, bem estar social, são obrigações do governo, municipal, estadual e federal e não um favor de mandato.
Concordo com alguns quando dizem que o atual governante fez várias obras que ajudaram a população , mas também concordo que várias obras foram executadas de forma desorganizada e que prejudicaram moradores e a economia regional. Concordo que a situação da nossa cidade não é das melhores, mas ocorre que quase ninguém quer se envolver, pois a presença da população nas reuniões da Câmara ou eventos públicos para tomada de decisão é quase nula considerando o número de habitantes da nossa cidade.
Por isso, sugiro que os gasparenses (inclusive eu) se dediquem mais, participem mais, procurem se informar para entender de fato o que acontece em nossa cidade antes de decidir em quem votar. Pessoal, vamos ?dar valor? ao nosso voto e lembrem-se: O ?prefeito? (atual ou futuro) não trabalha e nem toma decisões sozinho, todos os ?eleitos e ou nomeados? (vice, vereadores, cargos comissionados, etc.) têm sua participação nos erros e acertos do governo da cidade.
Seja qual for a tarefa, deve ser feita com responsabilidade, humildade, integridade e dignidade. Sejam honestos acima de tudo. Espero que o novo governo faça a diferença.
Andréa de A. Oliveira | Gaspar
Perguntar não ofende
Gostaria de utilizar este espaço para fazer uma pergunta. Por que todas as vezes que bancos e correios fazem greve o prejuízo e transtorno recai sobre a população?
Será que não tem como regulamentar esse direito de greve para que nós, pessoas de bem, não sejamos prejudicados?
Ademir José de Oliveira | Gaspar
Trânsito
O caos no trânsito, reportado quase diariamente na imprensa e televisão, reflete o atraso viário de nosso país. Como exemplo um episódio ocorrido comigo numa viagem na Alemanha. Aluguei um carro e saí do norte da Alemanha em direção a sudoeste - Duesseldorf-Dresden 800 km, para o que tinha previsto, um dia e meio de viagem. Nunca tinha dirigido nas rodovias que devia seguir. Sabia apenas, que no segundo dia, num determinado ponto, devia cruzar num viaduto a Autobahn Munique-Berlim, onde, depois de passado o viaduto, devia tomar uma ruazinha à direita numa pequena floresta local para a cidadezinha onde queria ir. Mas, não encontrei a saída para essa ruazinha.
Saí então a pé, procurando-a. Nesta altura já se havia postado sobre o tal viaduto uma viatura policial, com três elementos me observando. Resolvi então seguir com o carro em frente em direção a Dresden, para num retorno voltar e pedir ajuda à polícia. Na volta estacionei novamente no acostamento, desta vez na saída para Berlim, e me dirigi a pé para a polícia, que nessa altura já havia destacado um elemento para ir em meu encontro e o qual, após minhas explicações, mandou-me buscar o carro.
Após a vistoria dos meus documentos (brasileiros) e os do carro, disse que eu devia ter estudado melhor o mapa rodoviário antes de sair, pois a saída para a tal ruazinha que procurava ficava num viaduto de uma rodovia a 5 km mais para o sul, e, bem explicando como encontrar o tal viaduto disse, que não poderia deixar de me multar de acordo a lei. Um baita susto! Não pela multa, mas como e onde pagar essa multa.
Mas disse: ?Naturalmente para mim (ao policial), e lhe dou um recibo oficial?. Veja-se a forma: ?lhe dou um recibo oficial?. Portanto, um policiamento eficiente, nada de burocracia, e uma fácil solução para o cidadão. A disciplina no trânsito é uma questão de cultura, mas que depende de uma legislação adequada e, alem de uma eficiente sinalização, principalmente de um policiamento rigoroso e bem estruturado.
Victor Frech | Gaspar
Descaso com o cidadão gasparense
Na rua Ponte Serrada, no Gasparinho, existe uma ponte pencil popularmente conhecida como pinguela, que dá acesso ao bairro Gaspar Grande e do Gaspar Grande ao Gasparinho. Todos os dia passam por ali estudantes, trabalhadores, mães com bebês e senhoras idosas. Esta ponte está totalmente danificada. Os cabos de aço que sustentam já estão deteriorando, as madeiras estão apodrecendo e algumas já caíram. As laterais que dão proteção estão soltas e a pintura desgastada. A situação é de risco para quem a usa. Quanto tempo ainda vai levar pra consertarem esta ponte?
O mais interessante é que no lado do Gaspar Grande, bem de frente com a ponte, mora uma servidora comissionada da Prefeitura.
Luciano da Cunha | Gaspar
Edição 1426
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