Plantão da Celesc: existe?
Eram 19h da última quarta-feira, dia 14, e um raio acabou deixando parte da Margem Esquerda em meia-fase de energia, em especial a rua Hercílio Fides Zimermmann. Ficamos sem energia enquanto alguns de nossos vizinhos desfrutavam da mesma, outros não. Com um calor infernal, os mosquitos disputavam a farta comida disponível, já que o único lugar de refúgio do calor era fora de casa. Passaram-se uma, duas, três horas e nada de a energia voltar. Começou então a brava luta para achar alguém vivo ou acordado na tal da Celesc para informar sobre o problema.
Nós, os vizinhos e as empresas afetadas, todos tentando algum sinal de vida. Virou-se a madrugada, ninguém dormiu, calor infernal, carne descongelando e empresas paradas. Depois de 12 horas - DOZE horas -, às 7 horas da manhã, a energia voltou. Para nossa tristeza, pois tínhamos que trabalhar depois de passar a noite em claro. Quem paga nosso prejuízo da comida que estragou, nossas únicas horas de descanso, e das horas paradas das empresas? E hoje vi que não é um problema isolado. Meu amigo veio com olheiras trabalhar, alegando o mesmo problema no bairro Santa Terezinha, também 12 horas sem energia. Depois de um aumento de 18%, a Celesc não tem um plantão decente. O negócio é começar a procurar o Procon e pedir ressarcimento por danos. Pergunto-me se algum dia houver uma situação de risco de morte. A pessoa morre... Isso tem que mudar, é um absurdo!
Jessica Maus | Gaspar
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