Ponte do Vale
Não conheco esse moço chamado Maicon Oneda, somente pelo microfone da Rádio Sentinela. Quero lhe dar um toque: você que tem pretenções políticas futuras, pense bem antes de falar bobagens. Porque veja bem, no governo do PT em nível municipal, estadual e federal assinar papéis é uma coisa que fazem muito. Porém, executar é outra coisa; e bem diferente, do contrário ja teríamos pronto o Anel Viário, o início da ponte e o IF-SC em funcionamento. Palavras da "gasparense" Ideli Salvatti, que recebeu esse título de gente do teu tipo...
Amarildo Manoel Vieira | Gaspar Patrimônio
O patrimônio se recupera, mas a vida não. No dia 28 de janeiro fui ao Posto de Saúde para tomar a vacina contra a Hepatite B, pois sou transplantada e tenho direito. A funcionária Solange da Silva negou-se a aplicar a vacina e não satisfeita reteve a minha carteira de saúde, isso tudo de porta fechada na sala de vacina. Acredito que fez por vingança, porque tinha um litígio na Justiça.
Que lei é essa que determina o ato de desacatar um funcionário público sendo um crime? E o que eles fazem com o público, é o quê? Além de todo o problema de atendimento, faltam médicos nos postos de saúde.
Ivone Paulack | Gaspar
Cartorários!
Pensei em deixar passar, para não desanimar mais nossos queridos amigos Élcio Carlos de Oliveira, seu irmão Jean e Marco Antônio Jacobsen.
No entanto, como poderia?
A vida, muitas vezes e,em especial com eles, poderia ser comigo ou com outro cartorário, como foi por estestado, em vez de só nos dar alegrias,nos dão tristezas e muitas.
Precisamos conviver com elas, sejam elas como forem. Por isso, amigos, vou falar um pouco porque estamos tristes, nos amigos gasparenses e a maioria que para cá veio, assim como vocês também vieram.
Depois de 34 anos, caso do cartorário Élcio Carlos de Oliveira, que tudo de bom deu em prol do povo gasparense, deixando todos muito à vontade,com relação ao seu trabalho, como Oficial Titular do Registro Civil e Títulos e Documentos e,simplesmente, entrega-o de mão beijada, sem direito algum, nem mesmo aposentadoria, às pessoas que nada tem a ver com o que aqui escrevo. Elas passaram no Concurso, têm seus direitos, o que não é direito é o próprio Concurso,mesmo sendo legítimo por Lei.
Se tratam Os Cartórios como uma empresa, recolhendo impostos, tendo que ter Alvará Municipal para funcionar, porque não o tratam também como se o fossem?
À vocês Élcio, Jean e Marco Antônio, continuem a batalhar por seus direitos, porque seus pais eram titulares desses Cartórios (empresas) quando aqui chegaram em julho de l971, na instação da Comarca de Gaspar, sem "comprar" qualquer cartório, apenas foram removidos por Lei.
Estamos com vocês e desejamos que isso seja revisto e que possam voltar às suas atividades o mais rápido possível.
Júlio Cesar Bridon dos Santos
Tabelião de Notas da cidade e Comarca de Gaspar
O último apito do trem
O último apito e a última viagem de trem aconteceram no dia 13 de março de 1971. A estrada de ferro Santa Catarina foi extinta, infelizmente, por decisão das autoridades federais.
A população assistiu entristecida à melancólica e última viagem do trem em direção ao terminal de Itajaí. A composição ferroviária deixou atrás de si relevantes serviços prestados à comunidade e ao progresso de toda a região.
Dia 18 de Dezembro de 1899 foi uma data festiva e importante para a cidade de Blumenau. Nessa data iniciou-se a construção da estrada de ferro Santa Catarina, a primeira do estado. José Bonifácio da Cunha iniciou as obras de implantação da locomotiva a vapor, que ligava Blumenau à localidade de Arquidaban, em Indaial.
A ferrovia foi construída com base numa concessão estadual e municipal, encaminhada ao engenheiro Frederich Von Ockel e ao Sr. Heinrich Frederich Schmidt.
Coincidência ou não, nesse mesmo ano, faleceu no dia 30 de outubro, na cidade de Braunschweig, sua terra natal na Alemanha, o fundador desta nobre cidade, aos 79 anos de idade, o farmacêutico bioquímico Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau.
Lembro, ainda criança, das viagens que fazia de trem, com os meus genitores a Rio do Sul, visitando tios e primos, e como viajávamos com a velha litorina, de Blumenau a Itajaí, em direção às praias.
Quantas lembranças de uma era cheia de poesias e encantamentos nostálgicos! Hoje só restam saudades...
Joni C. Kormann
Poeta, escritor, radialista e repórter
Caramujos africanos
É lamentavel ver que os municipios de Santa Catarina também estão sendo atacado por esta praga (os caramujos africanos). Aqui no estado do Ceará, vários municipios estão sofrendo com esta praga em plantações, que estão sendo devoradas por estes habitantes nada simpáticos. E as autoridades federais que não têm nenhuma reação, até porque foi o IBAMA que autorizou a entrada dos caramujos africanos no Brasil, será que elês lembram desta data?
Aguardaremos para ver.
Pedro Maurilio | Ceará ? Avatar
Fui ver Avatar, em terceira dimensão, há alguns dias. E valeu a pena. Não havia ido ver nada no cinema em 3D e achei fantástico os galhos das árvores quase batendo na gente, aquelas criaturinhas que parecem flores voando na frente dos nossos narizes, o fato de a gente se desviar rapidamente de alguma coisa jogada na direção da câmera que filmou, isto é, em nossa direção. A tela do cinema parecia uma janela de onde a gente observava as coisas acontecendo ao vivo. Muito "maneiro", como disse meu sobrinho de seis anos.
Mas independente da tecnologia de ponta utilizada para fazer o filme, recursos de última geração, efeitos especiais, da espetacular fotografia, da criatividade dos realizadores, impressionou-me sobremaneira a história. A mesma ganância, o imediatismo para transformar tudo em dinheiro, o egoísmo e a sede de poder a qualquer preço que vimos aqui no nosso velho mundo, na nossa maltratada Terra, a gente vê em Avatar. Alguns homens da Terra, depois de exauri-la, de arrancar tudo o que podiam tirar dela, agredindo a natureza e o meio ambiente, depois de matá-la, voltam-se contra um outro planeta, que tem alguma coisa de interesse deles, para destruí-lo, destruir seus habitantes e seu ambiente, suas coisas sagradas, seu habitat.
Mas esse planeta é habitado por nativos lutadores e, embora suas armas sejam rudimentares, sua união, seus valores e seu senso de preservação e de preservação do seu planeta são muito fortes. E eles lutam e conseguem expulsar o invasor, que destrói antes de ser expulso, mas não consegue acabar com os nativos. E a Terra, quem vai nos impedir de tentar acabar de vez com ela? Onde está a nossa consciência, o nosso senso de preservação, a nossa responsabilidade para com nossos filhos e netos?
A ficção nos abre os olhos para o fato de que estamos destruindo o futuro.
Luiz Carlos Amorim | Florianópolis
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