Senhor editor - Jornal Cruzeiro do Vale

Senhor editor

07/11/2008 00:00

Senhor editor,
Na edição de 3 de novembro, o senhor Juan Y.K.Anazco botou os pingos nos is sobre o desumano impasse criado pelo CAEP, fechando o trânsito pelo morro da Igreja Matriz. Ele só foi muito modesto na seguinte afirmação: "...poder-se-ia dizer também que, depois de tanto tempo transitando por essa via da Igreja, hoje os usuários poderiam entender ser tal caminho um direito adquirido". É mais que um direito adquirido. É um direito de fato e inalienável. Testemunho este livre trânsito há 25 longos anos, mas ele existe há bem mais tempo. Configura-se, portanto como "servidão por usucapião". Essa servidão é um direito sagrado do povo. Nenhuma autoridade pode, sob qualquer pretexto, tentar impedir o trânsito por aquela via.
Quanto às irrisórias razões aduzidas, veja-se como não fazem sentido: 1 - Os vândalos, acessando pela Rua São Pedro, agradecerão o sossego proporcionado pela ausência de transeuntes; 2 - A Igreja Matriz foi construída e é mantida com o dinheiro do povo. Havendo danos, serão reparados com dinheiro do povo; e 3 - Para inibir o trânsito de caminhões, é muito fácil instalar uma cancela limitadora de altura.
Tenho certeza de estar sendo porta-voz de todos os cidadãos de Gaspar. Dos que se manifestam e dos tímidos que não têm coragem de abrir a boca. Dos transeuntes que, nos congestionamentos, acabam amaldiçoando nossa cidade. Porta-voz, de modo especial, dos sofridos moradores da Margem Esquerda, que todos os dias, numa cidade tão pequena, encaram o paradoxo de enfrentar o estresse e os problemas de cidade grande. Até quando?
Quousque tandem abutere, CAEP, patientia nostra?
Jovino Elson Regoso |Gaspar

Senhor editor,
Moro na Margem Esquerda e cheguei em Gaspar em abril de 2007. Tento ser regular na leitura de jornais na Biblioteca Municipal; aprecio a linha do Jornal Cruzeiro do Vale. Só o fato de publicar na íntegra a carta da senhora Iara Nanci, prova que o colunista age com imparcialidade com os seus comentários.
Acredito que a Iara foi infeliz, pois quem faz a opinião e fomenta notícias são as circunstâncias atuais, e não os meios de comunicações. A mídia é uma empresa com receitas e despesas e não é obrigada envolver 100% em cunho de utilidade pública. Admiro o colunista e toda a equipe, porque, é o único jornal do Vale do Itajaí que se preocupa com responsabilidade social.
Caso vossa senhoria discorde ou considere que estou bajulando, por favor, leia regulamente os jornais do Vale do Itajaí tais como: Santa, A Notícia, O Atlântico, O Diário e o outro da cidade de Gaspar (e quem quiser me corrija). Posso concordar com que muitas vezes tem notícias que não são publicadas igual acontece em outros jornais (filtração de informações), mas ser parcial o Cruzeiro não é. Sinta-se privilegiada em desabafar e sem cortes. Faça um teste em outros meios de comunicações com pontos negativos do segmento, assim, vossa senhoria terá um termômetro de parcialidade e filtração de informação.
Marclayton P. de Moraes | Gaspar

 

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