Por Gilberto Schmitt - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Gilberto Schmitt

24/02/2009

Separação I

Volta e meia este assunto vem à tona na cidade: a localidade do Belchior quer se separar, quer deixar de pertencer a Gaspar para ser anexada a Blumenau. Não se trata de emancipação, portanto. O que parte dos moradores quer é tornar-se um distrito da cidade vizinha. As alegações de descaso são muitas - e o que é pior, comprovadas. Mas a gota d'água é o total abandono e as indefinições depois das tragédias de novembro de 2008.

 

Separação II

Moradores das três localidades do bairro, Belchior Alto, Belchior Baixo e Belchior Central, consideram praticamente nula, inexistente as obras de recuperação no local. Há tempos não se vê máquinas de qualquer espécie trabalhando no local. Os prejuízos são muitos e todos perderam, empresários, moradores, pequenos comerciantes. As estradas continuam uma buraqueira danada. E a economia está dando pra trás. Uma coisa é certa: se as coisas funcionassem por lá, ninguém estaria falando em separação.

 

Separação III

Não sei se o assunto motiva a separação e a anexação a Blumenau em forma de distrito, como está se falando por aí. Mas quem mora lá sabe do que está acontecendo e pode falar com mais propriedade. Algumas linhas de ônibus foram extintas, pequenos trechos interrompidos provocam um desvio de alguns quilômetros e é muito mais fácil ir a Blumenau, nas Itoupavas, do que vir a Gaspar. O comércio da cidade vizinha agradece.

 

Separação IV

O Jornal de Santa Catarina trouxe uma bela reportagem na edição de ontem, abordando a situação. Tem até uma enquete na página do jornal na Internet, questionando se os internautas são contra ou a favor da anexação do Belchior a Blumenau. Ontem à tarde 42,5% dos participantes era a favor e 57,5% era contrário. Leve-se em consideração que a maioria dos respondentes deve morar em Blumenau.

 

Separação V

Quem acha que o povo não está chiando ou está aceitando a situação precisa ter a memória refrescada. No final de março, o Cruzeiro do Vale publicou uma reportagem especial sobre os dois meses depois da tragédia, enfocando os problemas no Belchior. Naquela época, moradores e empresários já colocavam a boca no trombone pela morosidade dos trabalhos. A reportagem completa e as fotos desta cobertura ainda estão disponíveis em nosso portal na internet, basta digitar www.cruzeirodovale.com.br e conferir.

 

Desrespeito ao cliente

Nesta semana, recebemos uma carta de uma leitora indignada porque foi barrada na porta de um banco da cidade. Fala-se tanto de inclusão social, mas nestes momentos vemos que as empresas não estão preparadas para atender às pessoas com problemas de locomoção. Segue a carta na íntegra:

"Fui ao HSBC nesta sexta-feira à tarde e fiquei surpreendida ao ser barrada na porta do banco. Uso uma muleta há cerca de dez anos, pois tenho um problema de saúde em meu joelho e nunca tive problemas para entrar em outros bancos da cidade. Pedi ajuda ao guarda e cheguei a chamar o gerente para que encontrasse uma solução, mas fui informada que nada poderia ser feito. Por fim, tive de pedir ajuda à minha prima para que entrasse no banco e fizesse o serviço. Como se não bastasse, o guarda ainda ficou rindo da minha situação. Algo deveria ser feito para que os portadores de necessidades especiais não precisassem passar por esse tipo de humilhação.

Ivanir Ricardo dos Santos
Arraial|Gaspar"

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