24/03/2009
Quando?
Aos poucos o dilúvio que chocou o Brasil e arrasou o Vale do Itajaí vai caindo no esquecimento. Os políticos fizeram seus discursos eloquentes e depois esqueceram de arregaçar as mangas na luta pela reconstrução. Já falam fininho e preferem se esquivar sobre o assunto. No pára-choque de uma Brasília com idade avançada, uma frase retrata bem a realidade sobre a situação, e li com os meus próprios olhos. A frase dizia: O dinheiro vem, só não disseram o mês e o ano.
Passos lentos
Volto a dizer que em Gaspar pouco ou quase nada foi feito pela reconstrução. As crateras e marcas do dilúvio estão espalhadas por todos os cantos. A situação mais crítica continua nos bairros Arraial, Belchior e Sertão Verde, que foram os mais castigados.
Mais ágeis
Na região do Complexo Baú, na vizinha cidade de Ilhota, o ritmo é acelerado para a reconstrução. Acompanhei de perto a destruição fazendo várias reportagens durante e após o dilúvio. Até achei que não daria mais para recuperar aquela região. Fico feliz ao ver e acompanhar os trabalhos que vão de vento em popa. É que a comunidade se organizou e não ficou com medo de reivindicar.
Curiosos
E a Secretaria de Obras do município de Ilhota solicita às pessoas que tenham interesse em visitar as localidades da região do Complexo do Baú que aguardem a liberação total das estradas. Todas as barreiras já foram retiradas, porém os caminhos ainda não estão nas melhores condições de tráfego. A liberação foi prioridade para que os moradores da localidade pudessem retornar às suas casas.
Muitos visitantes
Apesar das passagens descongestionadas, há locais que ainda não foram macadamizados e máquinas de grande porte trabalham todos os dias, inclusive fins de semana. Para garantir a segurança dos próprios visitantes, solicita-se aos motoristas que não são moradores ou não trabalham na região, evitem transitar nestas ruas no decorrer das próximas semanas.
Aleluia, uma gasparense
Ufa. Depois de dois anos nasceu uma criança em território gasparense. Com o fechamento do Hospital de Gaspar as mamães são conduzidas para dar a luz em cidades vizinhas. Neste mês de março o chorinho de nascimento de uma criança pôde ser ouvido em Gaspar. A mamãe que mora na Margem Esquerda estava sendo conduzida para Blumenau e entrou em trabalho de parto no Bela Vista. A solução foi parar o veículo no Posto de Saúde daquele bairro. Em frente ao Posto de Saúde, e ainda dentro do carro, a criancinha nasceu às pressas, com acompanhamento dos profissionais. Essa pode dizer que é gasparense nata.
Defumador
Um curto circuito na semana passada deixou parte do prédio antigo da Prefeitura sem energia elétrica. O curto se deu bem na hora de meio dia. O cheiro de queimado tomou conta do Paço Municipal. A Prefeitura ficou com cheiro de linguiça defumada. A energia ainda não foi restabelecida. É que o prédio é antigo e a fiação deverá ser substituída por uma mais moderna e menos perigosa.
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