07/04/2009
CASAS I
A Associação de Moradores do Poço Grande se reuniu na sexta-feira para discutir o projeto da Prefeitura de construir casas populares para os desabrigados no bairro. Os moradores foram unânimes e não aceitaram o projeto da prefeitura. Votaram pelo não ao projeto de aglomeração de casas no bairro.
CASAS II
Como opção os moradores indicaram outro terreno, de menor extensão, ao lado do CDI Francisco Mastella, dando condições para construir em torno de 20 casas populares. Esses novos moradores o Poço Grande tem condições de absorver e possui estrutura suficiente para acolher essas famílias.
CASAS III
Na reunião da Associação de Moradores foi formada uma comissão de oito membros para dialogar com o prefeito municipal de Gaspar, Celso Zuchi, que atendeu a comissão em seu gabinete no sábado à tarde. Estavam presentes também secretários municipais. O prefeito ouviu as reivindicações da comissão dos moradores e se comprometeu a atender as solicitações dos moradores, desde que o terreno indicado estivesse dentro das exigências da Cohab.
CASAS IV
O terreno que a prefeitura pretende construir as casas é a menina dos olhos do prefeito. Acredito que não vão aceitar a indicação de outros terrenos. Vão criar impedimentos. Caso isso venha a acontecer, os moradores vão iniciar uma série de protestos contra a decisão da Prefeitura. Os moradores do Poço Grande já demonstraram que são unidos. Ninguém quer confronto com a prefeitura. Mas também ninguém aceita empurrar um projeto de goela abaixo causando indigestão num futuro próximo.
CASAS V
Os moradores querem conversar e dialogar. Achar uma solução que seja viável para a prefeitura e para os próprios moradores. Isso já está acontecendo. Se houver interrupção na negociação e a caneta quiser falar mais alto, aí sim, torna-se difícil controlar os ânimos dos moradores. Ninguém quer chegar à zona de confronto. Será uma briga que trará prejuízos para o município.
AUMENTO
O contrato de lixo que o Município de Gaspar assinou emergencialmente com a empresa Recicle, de Brusque, aumentou o preço da coleta em cerca de R$30 mil por mês. Passou dos atuais R$158 mil para R$188 mil. Estranho. Faltou explicar as razões deste aumento de 19 por cento numa época de inflação baixa e recessão. Negócio bom este, não é? Estes questionamentos deveriam começar na Câmara e terminar no Ministério Público: o primeiro representa o povo e o segundo os interesses públicos. Acorda Gaspar.
ANDARILHOS
Os andarilhos continuam incomodando a comunidade gasparense. Agora encontraram um abrigo noturno. Todos os dias eles dormem na Feira Livre. Levam suas trouxas e, é claro, a "caninha", e por ali ficam até amanhecer. O problema é que pela manhã eles saem e deixam tudo jogado. O local fica uma verdadeira bagunça. Os feirantes não aguentam mais. A Assistência Social está providenciando uma casa de passagem na cidade.
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