por Augusto César Diegoli - Jornal Cruzeiro do Vale

por Augusto César Diegoli

23/06/2009

FINANCIAMENTO
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) quer que o Brasil tenha um novo modelo de financiamento às empresas para construir uma economia moderna e competitiva internacionalmente. O presidente da entidade argumenta que o ambiente precisa ser mais concorrencial e que o País pode incentivar o crescimento de instituições de crédito não-bancárias, como as cooperativas. Outra medida sugerida é a mudança no regime de depósitos compulsórios.

Últimos dias para se filiar ao Núcleo Setorial Imobiliário da ACIG
As imobiliárias e corretores autônomos que ainda não se filiaram ao Núcleo Setorial Imobiliário da Associação Empresarial de Gaspar, Acig, têm até o dia 30 de junho para se inscrever. Quem tiver interesse em fazer parte do grupo, deve entrar em contato com Juliana, através do telefone (47) 3332 1371.
O Núcleo está sob responsabilidade de Fábio Marcelino de Souza, da Famarso Imobiliária e Incorporadora. A finalidade deste núcleo é unir a classe para prestar melhores serviços imobiliários na cidade. Até o momento, os filiados em Gaspar são Bangalô Imóveis, Famarso Imobiliária e Incorporadora, Portal Imóveis, Tomio Imóveis, José Carlos Censi, Marcelo Xavier Schmitz e Rodrigo Boeing Althoff.

ECONOMIA EM RECESSÃO

A crise mundial fez a economia do Brasil entrar tecnicamente em recessão, o que significa que as riquezas do país estão encolhendo. A confirmação foi feita pelo governo quando confirmou a segunda queda consecutiva do PIB nacional. No primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE, a renda do país teve queda de 0,8% na comparação com o último trimestre do ano passado, que já havia contabilizado uma perda de 3,6%, a maior desde que o Plano Collor promoveu o confisco da poupança e demais depósitos bancários em 1990.

APOSENTADORIA ESPECIAL
img20MD.jpgOs professores que trabalham na administração da escola, como coordenadores, assessores e diretores, também podem ter a aposentadoria especial, concedida cinco anos antes (com 25 anos de trabalho, para as mulheres e com 30 para os homens). Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) garante que os professores que ocupam outras funções dentro da escola tenham as mesmas regras da aposentadoria dos docentes. A decisão vale para professores do ensino público e da rede privada. Mas, para conseguir o benefício, pode ser preciso ir à Justiça.

JUSTIÇA
Um acordo entre a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Conselho Nacional da Justiça (CNJ) vai retirar dos escaninhos da Justiça cerca de 2 milhões de processos. Pelo acordo, a AGU identificará as ações em que são aplicáveis as 42 súmulas fixadas pelo órgão. O objetivo é evitar a judicialização inútil de recursos. As súmulas permitem que advogados públicos desistam de recorrrer em casos onde se sabe que a União perderá. A AGU calcula que, só em causas previdenciárias, um milhão de ações deixarão de tramitar.

MENOS EXPORTAÇÕES
Foi de 32% o quanto caiu a exportação de produtos têxteis produzidos no Estado para a Argentina em 2009. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Têxtil. No Brasil, a queda chega a 48%. As barreiras protecionistas são as principais responsáveis pela redução. Uma comitiva catarinense esteve por três dias na Argentina para tentar reverter esta posição. Voltou, mas sem qualquer decisão favorável à indústria brasileira.

CRÉDITO & DÉBITO (1)
O governo quer tomar medidas contra a concentração de mais de 90% do mercado de cartões de crédito e débito nas mãos de só duas empresas. Já era hora. As empresas cobram dos lojistas pelo uso de cada máquina. Além disso, o comerciante só recebe o dinheiro de uma venda após 30 dias. No exterior, são só dois dias. Para quem toca um pequeno comércio, somado a impostos e taxas, a demora pode ser desastrosa. Os custos dessas operações acabam repassados ao consumidor. Hoje, a lei não permite que um mesmo produto tenha preços diferentes para cada tipo de pagamento: dinheiro, cheque ou cartão. Mas o governo até estuda mudar isso para tentar pressionar as operadoras a cobrar menos.

CRÉDITO & DÉBITO (2)
As duas empresas, VisaNet e Redecard, são contrárias à medida, mas dizem reconhecer que há concentração. Os consumidores das classes C e D deram um novo impulso aos cartões, hoje usados nas despesas mais básicas, nas feiras ou nos camelôs. A praticidade do pagamento com o cartão e o prazo que muitas vezes o consumidor ganha, ajudaram nesse crescimento. Mais concorrência ajudaria a distribuir esse benefício aos consumidores. O governo precisa tomar medidas para diminuir a concentração e as altas taxas. Os pequenos lojistas e a grande maioria dos consumidores pagam caro demais por algo que deveria ser uma facilidade da vida moderna.

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