10/01/2016
Desconfiança na Mega-Sena
A falha no sistema de apuração da primeira Mega-Sena de 2016 fez com que os brasileiros voltassem a desconfiar da transparência da loteria. Apostadores fiéis dizem que já desistiram de jogar. O concurso de sábado, 2 de janeiro, só teve o resultado 40 horas depois. Em novembro, boatos na internet falavam em esquema para colocar peso em bolinhas. No mesmo mês, um apostador ganhou R$ 205 milhões, apesar de o site da Caixa informar inicialmente que o prêmio havia acumulado. Especialistas dizem que sistemas como o da Mega-Sena não podem ter falhas porque colocam a credibilidade do jogo em cheque. A Caixa não se manifestou sobre as notícias.
Aposentadorias sobem
As aposentadorias acima do salário mínimo terão reajuste de 11,28% neste ano. O aumento é igual à inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), divulgado pelo IBGE. Assim, o teto das aposentadorias, que é o valor máximo pago pelo INSS em um benefício, saltará de R$ 4.663,75 para R$ 5.189,82. O piso do INSS será de R$ 880, mesmo valor do novo salário mínimo. Os benefícios reajustados começarão a ser pagos dia 25. Quem ganha o mínimo receberá primeiro. Aposentados acima receberão o novo benefício do dia 1º ao dia 5 de fevereiro.
Idade mínima
O novo ministro da Fazenda afirmou que o governo deve enviar ao Congresso, proposta de reforma da Previdência para criar uma idade mínima para as aposentadorias do INSS. O governo analisa duas propostas. A primeira prevê a mesma idade para homens e mulheres: O tempo mínimo de contribuição das mulheres subiria de 30 para 35 anos. Já a outra altera a fórmula 85/95, que se tornaria a única forma de o trabalhador se aposentar por tempo de contribuição.
Poupança
A captação negativa na caderneta de poupança somou R$ 53,6 bilhões em 2015, fato que não ocorria desde 2005. A rentabilidade no ano passado alcançou 8,07%, abaixo dos principais índices que superaram 10%. A inflação medida pelo INPC foi de 11,28%. Para este ano, os analistas financeiros estão prevendo uma captação negativa ainda maior.
Jogos de azar
A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional do Senado aprovou o projeto de lei 186/2014. A matéria regulariza a prática de jogos de azar no país, como o jogo do bicho, hoje proibido. A medida é polêmica, mas o governo defende a lei com o objetivo de aumentar a arrecadação. O projeto permite que sejam abertos cassinos, casas de bingo e que jogos de azar sejam explorados legalmente. De acordo com a proposta, as casas de bingo terão de conter toda a infraestrutura para receber os apostadores. Só poderá haver uma casa para cada 150 mil habitantes, com o limite de 10 por município. O imposto que incidirá sobre os jogos é de 10% sobre a receita bruta do estabelecimento. Já em lojas online, que também exploram jogos de azar, o imposto será de 20%.
Lei da Mediação
Entrou em vigor a Lei da Mediação (nº 13.140/2015), que regulamenta o uso de método alternativo de solução de conflitos como uma ferramenta à disposição do Poder Judiciário e da sociedade para reduzir o número de processos judiciais. Em um país com 200 milhões de habitantes, atualmente há mais de 100 milhões de processos em tramitação em todo o país. A mediação, portanto, deveria ser a regra. Segundo a nova lei, a mediação poderá ser extrajudicial ou judicial, em centros mantidos pelos próprios tribunais. As partes podem recorrer a esta forma de solução de conflito, mesmo já havendo processo em andamento na Justiça ou em âmbito arbitral. Nesse caso, a tramitação é suspensa, por prazo suficiente para a solução consensual.
Maior alta
Os juros do cartão de crédito subiram 2,94% em dezembro, segundo a Anefac (associação nacional dos executivos de finanças), maior alta desde outubro de 1995 para a modalidade. Quem usou o sistema rotativo, ou seja, rolou a dívida com o cartão de crédito pagou juros de 14,35% ao mês ou 399,84% ao ano.
Antecipando aposentadoria
Após a criação da fórmula 85/95, várias categorias podem encurtar ainda mais a espera para se aposentar com o benefício integral. O atalho é garantido para quem exerceu ou exerce atividade que colocam a saúde em risco. Nesse chamado tempo especial, a cada ano em atividade insalubre se acrescenta 20% (mulheres) ou 40% (homens) na contagem do tempo de contribuição comum. Por exemplo: um metalúrgico com 10 anos de tempo especial terá esse período contado como 14 anos comuns. Esses anos a mais podem ser incluídos para chegar à pontuação 85/95.
Cervejaria artesanal
Saint Bier, Coruja, Barco e Lay Back são as quatro marcas de cervejas artesanais produzidas pela Cervejaria Santa Catarina, de Forquilhinha, no Sul do Estado. A empresa iniciou suas atividades em 2008, quando a prefeitura ofereceu terreno e incentivos fiscais, hoje conta com 100 funcionários e uma produção de 200 mil litros de cerveja por mês. São cerca de 40 cervejas diferentes de quatro marcas. Só da Saint Bier são mais de 15 rótulos.
Banco Postal
O Banco Postal dos Correios, fará a cobrança de impostos como o IPVA e o IPTU. Presente em mais de cinco mil municípios brasileiros, em pelo menos 1,6 mil deles é o único acesso físico da população aos serviços financeiros.
Importados em baixa
As vendas de carros importados no Brasil em 2015 tiveram queda de 36%. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores foram emplacadas 59,9 mil unidades entres os meses de janeiro e dezembro do ano passado. No ano anterior, foram 93,6 mil unidades, uma diferença de 33,7 mil veículos.
Visitantes
A maioria dos hotéis e pousadas do Litoral Norte catarinense garantiu quase 100% da ocupação para o período de Réveillon e uma boa lotação nos meses de janeiro e fevereiro. A alta do dólar é um dos fatores que tem impulsionado ainda mais a vinda de turistas para Santa Catarina. Em Balneário Camboriú, que fechou 2015 com 23 mil leitos, 4 mil a mais do que em 2014, o otimismo predomina no setor e as expectativas são as melhores possíveis. Até o dia 20 de janeiro as previsões do setor são de uma temporada intensa, impulsionada também pelo Carnaval, que em 2016 ocorre mais cedo, no dia 9 de fevereiro.
Muda Brasil
Sandro Luiz Pallaoro, eleito empresário do ano em Chapecó, também presidente da Chapecoense, defende mudanças urgentes na política e nos impostos. Proclamou: “Se não mudarmos a política e os tributos, o Brasil vai quebrar. O brasileiro hoje trabalha só para pagar impostos, sem retorno em serviços públicos. Uma das causas da crise: a maioria dos políticos nunca administrou nada”.
Turismo
O turismo do Vale do Itajaí, que tem muito para mostrar, não depende só da iniciativa pública. Aliás, depende menos. Há uma mentalidade de aldeia por aqui, de vida pacata, turista enche o saco, depreda, suja, atrapalha o trânsito, interfere na rotina dos moradores. Visto por essa perspectiva, não deixa de ser verdade, mas se o turista for visto como cliente, aquele que consome, gera renda, postos de trabalho e impostos, então o custo-benefício pode valer a intromissão. O Vale tem que se decidir, e enquanto não se decide tem que parar de se achar, ou de dizer, destino turístico quando, na prática, nunca foi.
Poupança rende menos
As aplicações na poupança tiveram rendimento menos que a inflação em 2015. No ano passado, a caderneta teve valorização de 8,15%, enquanto o IPCA acumulou alta de 10,67%. Isso significa que o poupador perdeu ao deixar o dinheiro aplicado neste investimento. Descontada a inflação, o investidor viu seu poder de compra diminuir 2,28% entre os meses de janeiro e dezembro de 2015. Este foi o segundo pior desempenho desde o início do Plano Real. O pior resultado aconteceu em 2002, quando o investidor teve perda de 2,9% em seu poder aquisitivo.
Desemprego
O Índice de Medo do Desemprego aumentou 36,8% em dezembro de 2015 na comparação com o mesmo mês de 2014. É o que aponta a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Conforme o levantamento feito com 2 mil pessoas em 143 municípios, o índice alcançou 102,3 pontos em dezembro, muito acima da média histórica de 88,4 pontos. A pesquisa foi feita entre 4 e 7 de dezembro de 2015.
Irresponsáveis
Nas rodovias estaduais durante o ano de 2015, foram flagrados dirigindo completamente embriagados 511 motoristas. E a esmagadora maioria continua atentando contra a vida de terceiros. Ao contrário do que acontece em outros países, onde os motoristas alcoolizados são presos, multados, têm o carro apreendido e muitas vezes são condenados a penas privativas de liberdade, aqui no Brasil a Polícia Rodoviária prende, mas a lei penal é leniente. Que os nossos deputados e senadores (se é que temos) tomem juízo e, em 2016, aprovem uma legislação penal mais rigorosa para punir estes assassinos do volante.
Feliz imposto novo
Muito corajoso e oportuno o artigo “Feliz imposto novo”, no JSC. Infelizmente, a sociedade brasileira, com exceção de casos raros como esse artigo, assiste a tudo passivamente. A impressão que dá é de que quem tem poder, que poderia e deveria reagir contra esse abuso, se omite. E, por isso, dá-lhe mais impostos. O gado gosta, aplaude e paga, enquanto puder.
Menos vendas
930 mil veículos a menos foram vendidos no Brasil em 2015 na comparação com 2014, diz a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Itapoá
O Porto de Itapoá é o único porto do País a figurar entre os melhores em Gestão de Pessoas, de acordo com o Jornal Valor Econômico. Além de ser considerado o terminal portuário brasileiro com o melhor desempenho segundo os usuários, conforme pesquisa realizada pelo Instituto ILOS (Instituto de Logística e Supphy Chain) e divulgada pelo Jornal O Estado de São Paulo.
Atendimento
Não temos a pretensão de arguir sobre a origem das crises, muito menos a intensidade delas. Acreditamos sim, que estamos atravessando uma crise sem igual até então no que diz respeito à qualidade do atendimento. Qualidade esta, num passado recente, atribuída somente às instituições públicas. Convidamos a todos os que acham que as dificuldades estão aumentando a fazerem um brainstorming para identificar o quanto a qualidade do atendimento está impactando nas dificuldades. Surpresa à vista.
Poços
Para auxiliar as empresas a se manterem dentro da legalidade no uso de água de poços, a Fiesc disponibiliza a cartilha Outorga de Água Subterrânea. O material explica quais as ações devem ser tomadas tanto pelos que já exploram o recurso quanto pelos que vão perfurar novos poços. Há vários poços que não estão devidamente regularizados. Em Santa Catarina, há aquíferos também. O mais importante é o Guarani, que é a maior reserva de água subterrânea da América Latina.
Busscar
A baixíssima adesão dos ex-funcionários da Busscar, em Joinville, à proposta de se tornarem sócios de uma possível empresa a ser criada a partir de eventual compra em leilão deverá minar a ideia de uma consultoria paulista que está formatando um modelo jurídico próprio com esta finalidade. Os ex-colaboradores, prioritários credores da massa falida, querem receber o dinheiro e não serem acionistas.
Troca de operadora
Mais de 4 milhões de usuários trocaram de operadora de telefonia móvel e fixa em 2015 sem mudar seus números de telefone, de acordo com a ABR Telecom (Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações), entidade que administra o serviço de portabilidade no país. Cerca de 64% das mudanças foram na telefonia móvel.
Novo espumante
A vinícola catarinense Villa Francioni está lançando neste início de ano um novo espumante produzido pelo método tradicional: o Villa Francioni Nature Branco. O rótulo foi elaborado pelo enólogo Orgalindo Bettu, que utilizou 100% de uvas chardonnay produzidas nos vinhedos próprios, localizados em São Joaquim, a 1,2 mil metros acima do nível do mar. A produção é limitada a 3,5 mil garrafas. Pela baixa quantidade de açúcar residual, a acidez é marcante, com muita cremosidade e densidade. O espumante pode ser servido com crustáceos, peixes e queijos leves.
O recuo da indústria
“Montadoras de veículos demitem 15 mil em 2015”. A notícia, estampada nos principais jornais do país, mostra um dos efeitos perversos da crise econômica. O setor tinha 144.500 trabalhadores no final de 2014, número que caiu para 129.800 no final de 2015. E não é só isso: 5.100 funcionários estão em lay-off (suspensão temporária do contrato) e 35 mil aceitaram salários menores. Mas não é só o setor automotivo que anda mal das pernas. Toda produção industrial do Brasil despencou em 2015, retornando ao patamar que estava em 2004. Esse terrível retrocesso tem uma explicação principal: o modelo defendido pelos governos do PT, que não segue uma estratégia coerente e se baseava demais nas intervenções estatais. O intervencionismo faz parte de um conjunto de ideias atrasadas para a economia. Parte do princípio de que o Estado deve ajudar o máximo um determinado setor, em vez de deixar os atores se equilibrarem por conta própria. O próprio setor automotivo é um exemplo do quanto as intervenções podem ser ruins. Em 2009, como resposta à crise internacional, o governo cortou impostos para melhorar a vida das montadoras. Elas se empolgaram e começaram a produzir milhões de unidades. Quando tinham problemas de concorrência internacional, o governo dava uma mãozinha, dificultando a importação. Como resultado, a indústria ficou muito dependente do mercado interno, e este era sustentado artificialmente. Quando chegou a crise, o tombo foi maior. Melhor seria ter deixado a indústria andar com as próprias pernas.
Incertezas do setor industrial
O ano de 2016 vai ser desafiador. É dessa forma que o presidente da Fiesc (Federação das Indústrias de SC) avalia o atual momento político e econômico do Brasil. A do setor industrial com o fechamento de postos de trabalho, citou ações que precisam ser implementadas para fazer o País voltar a crescer. Enquanto o Brasil tem uma queda significativa no PIB, a economia mundial está crescendo. É possível que haja um agravamento da situação neste primeiro semestre por conta da conjuntura política do País. Isso é ruim para todos. Há muitas incertezas sobre o que vai acontecer.
O Brasil precisa mudar
O ano de 2016 começa na economia com os mesmos índices negativos do final de 2015. A rigor, não mudou nada. Ao contrário, há até previsões pessimistas, com aumento do desemprego, da inflação, elevações do dólar e todas suas consequências nefastas para a maioria das famílias. Para tirar a economia deste fracasso, é preciso uma solução urgente para a crise política, causa maior deste cenário desanimador. A crise é essencialmente política, alega o atual prefeito de Joinville que é também empresário, diretor da Dohler, maior empresa têxtil do Estado. Numa situação como a que vive o Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) tinha o dever de cancelar seu calendário normal e convocar sessões extraordinárias para julgar o pedido de afastamento do presidente da Câmara dos Deputados. Com a cumplicidade de mais de uma centena de deputados, certamente beneficiários do esquema de corrupção que os envolvem na Operação Lava-Jato, o presidente da Câmara esmerou-se em manobras protelatórias. E o Poder Judiciário, que vinha se destacando nas decisões sobre o propinoduto do petrolão, retardou decisões por dois meses. Numa crise grave como a atual, é uma decisão burocrática inexplicável. O Brasil precisa mudar ou muda a presidente da República ou substitui o presidente da Câmara dos Deputados. O que não é possível é ficar protelando esta crise nesta absurda “política de fundo de quintal”.
Para refletir
Como é possível somente receber benefícios, sem dar nada em troca? Os outros são o seu reflexo. Se os amar, receberá amor de volta. Mas, dando-lhes apenas azedumes e maus-tratos, terá que se defrontar com isso, de retorno. Lembre-se sempre disso e jamais alimente maus pensamentos. O pessimismo é tóxico destruidor. Se você propiciar alegria aos outros, desfrutará de alegria futura. A felicidade nasce do bem desinteressado.
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