27/07/2020
Da esquerda para a direita: o coronel norteamericano, Carlos Martinez; o delegado Paulo de Deus da PCSC, e o delegado geral da PCSC, Paulo Norberto Koerich. Ele imprime o senso de inteligência, integração com órgãos nacionais e internacionais e aplicação de tecnologias à polícia catarinense
As polícias civis no Brasil, via de regra, são estigmatizadas por um passado de casos que ganharam as manchetes pelo atraso, corrupção, erros grotescos e métodos arcaicos ou violentos para desvendar crimes, apontar e prender criminosos, quando não, serem elas, polícias do partido ou do político no poder de plantão. Tudo na contramão do necessário senso profissional, de inteligência e tecnologia em favor do cidadão e da sociedade como um todo. É a sociedade quem remunera e para quem as forças sociais de segurança foram constituídas para servir.
E este conceito baseado numa realidade antiga já se tornou até, em alguns casos, preconceito. E Santa Catarina vem se destacando nessas mudanças para se ter um novo conceito de Polícia e aumentar à eficiência dela em favor do cidadão com tecnologia, inteligência, integração e métodos de apuração dos delitos, inclusive nos ambientes virtuais e que cada vez se acentuam mais. Eu mesmo aqui, tenho refeito alguns desses conceitos e exemplificado com resultados até então não tão esperados pela sociedade, seus críticos e a imprensa a favor da corporação.
Antes de prosseguir. Com algum atraso, apenas se avançando no óbvio, no necessário e naquilo que é o futuro. Este fato, por si só já é uma boa notícia. Quer uma prova?
Na semana passada, circulou internamente um vídeo na Polícia Civil e em setores do governo do Estado. Ele bem retrata essa mudança no status e paradigma da estrutura de segurança catarinense. É uma referência, uma boa nova e um relativo alívio para os cidadãos e cidadãs. No vídeo, o delegado Paulo Henrique Ferreira de Deus conversa à distância com o Coronel do Exército norteamericano, Carlos Martinez.
Eles são estagiários na pós-graduação lato sensu (especialização) do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia - Caepe - da Escola Superior de Guerra, vinculada ao Ministério da Defesa brasileiro. O delegado já participou de um curso em El Salvador - dentro do programa ativo de especializar e integrar profissionais, inteligência e tecnologia. Nesse programa também estiveram envolvidos outros policiais catarinenses em ambientes especializados nos USA, América Central, África e Europa.
É que o crime e os criminosos deixaram seus becos, internacionalizaram-se ou ao menos se ese expandiram e até globalizaram na comunicação de seus atos e objetivos dilituosos, via tencologia e internet.
Quando se habilitou a uma vaga na ESG, o delegado Paulo de Deus estava atuando na DPCAMI - Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, em Florianópolis. Ele foi selecionado concorrendo com outros profissionais policiais catarinenses. E lá na ESG, Paulo de Deus também passou por outra peneira. “Não é fácil”, pontua sobre a seleção e que inclui domínio de língua estrangeira.
Esse curso, resumindo, prepara seus estagiários para, em ambiente de governo e nas atividades públicas, estarem aptos às tomadas de decisões estratégicas como um todo, não apenas no setor das forças de segurança.
Uma dessas excepcionalidades, para exemplificar, é o que está acontecendo com a crise provocada pela pandemia da Covid-19, aliás acontecimento inesperado que fez mudar o próprio formato do curso em seus 71 anos de existência. Tão logo as aulas começaram – 17 de fevereiro e vão até quatro de dezembro -, de presencial, o curso se tornou momentaneamente remoto, sem interrompê-lo no conteúdo e nas exigências da carga horária e programática.
A BOA SURPRESA
Mas, o que surpreendeu os participantes do curso e especialmente um deles, o norteamericano, Coronel Carlos Martinez. Foi à obrigatória apresentação do contexto onde o Delegado Paulo de Deus, profissionalmente está inserido: a Polícia Civil de Santa Catarina.
Na apresentação, o delegado relatou o eixo de modernização, bem como o uso da ciência, tecnologia e inteligência como métodos para solução de casos na Polícia Civil catarinense. Mostrou à complexidade dos casos, o trabalho integrado com outras forças internas e externas de segurança, a orientação de inteligência, bem como os resultados que se deu às investigações empreendidas e o alto percentual de resolutividade obtido nessas missões.
Aí eu volto para o primeiro parágrafo desse artigo. O que surpreendeu de verdade o Coronel do exército norteamericano Carlos Martinez, foi descobrir que no Brasil, num estado quase desconhecido, a inteligência, a estratégia e a tecnologia são partes fundamentais da sua Polícia Civil, porque generalizando mundo afora, há um estigma de que no Brasil tudo ainda é tudo na base do pau-de-arara, da malandragem, da propina e a favor dos poderosos.
Não estamos livres disso – de maneira alguma-, mas conhecimento, inteligência, profissionais habilitados, permitiram avanços significativos e moldaram ilhas de qualidade no ambiente policial catarinense e eles foram capazes de produzir resultados diferenciais para a própria Polícia, policiais e à sociedade .
O que a conversa virtual de Paulo de Deus e o Coronel Carlos Martinez espalhanda internamente na corporação revelaram? Que ganharam a Polícia Civil como um todo, a polícia catarinense – incluindo a Militar, a qual vive do mesmo espírito de modernidade - e o delegado geral – hoje presidente do Colegiado Superior – a experiência que substitui à tradicional secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina -, o gasparense Paulo Norberto Koerich. Ele não só defende, mas está implantando este tipo racionalidade na segurança pública daqui. E para implementá-la não basta querer, é precisa ser aceita e se mudar conceitos.
A má notícia: tudo isso – profissionalismo, tecnologia, ciência e inteligência -, demandam muitos recursos financeiros, bem como permanente atualização em tempos de escassez, prioridades e até brigas políticas pelo poder. E os bandidos, de todos os tipos, incluindo desde os poderosos narcotraficantes, sonegadores de tributos e o próprio ambiente político, não querem, infelizmente, uma polícia autônoma, profissional, estratégica, tecnológica e inteligente de estado.
E por que? Medo. Preferem, a velha Polícia que servem aos governos, aos poderosos de plantão e que pode ser usada, por ser fraca na tecnologia, inteligência e estratégia na proteção da sociedade como um todo.
Nem mesmo cenas chocantes de UTI emergencial do Hospital de Gaspar lotada foi capaz de sensibilizar grupos de festeiros na cidade para evitar a propagação da Covid-19 entre nós
A Covid-19 não é um mal que aflige apenas ilhotenses e gasparenses. Entretanto, é algo que foge à compreensão racional da maioria dos daqui. Para alguns, é uma doença inventada pela imprensa, pela Globo, pelos chineses, pelos petistas.
Incrível, como depois do homem ter ido e voltado à lua, ainda há gente – e jovem, que se diz instruída, hábil no ambiente virtual -, e não é pouca, que jura que a terra é plana. A Covid-19 é algo ainda fora de controle, mas há regramentos simples para minimamente contê-la entre nós. É o que chamamos de “nova normalidade”. A Covid-19, é ainda uma desconhecida, provoca mortes de pessoas e já éramos 14 saudades em Gaspar – retirando o moço que morreu em decorrência do acidente, apesar de estar com a doença - até o fechamento deste texto. Vem mais! Muito mais!
Contudo, a Covid-19 provoca outras mortes tão duras quanto à perda de familiares e conhecidos: ela mata empregos, empresas, negócios, provoca mais miséria aos já miseráveis economicamente, precariza àquilo que já é precário na prestação de serviços públicos, torna as pessoas improdutivas, esmoleiras e dependentes de migalhas governamentais, enfim destrói sonhos e autonomia das pessoas. Desgraça!
Para complicar, a UTI emergencial de Covid-19 no Hospital de Gaspar está lotada e atestando óbitos, o Centro de Triagem no Ginásio João dos Santos – aberto depois de dois meses pronto -, os postinhos de Saúde e o Pronto Atendimento do Hospital cheios de pessoas angustiadas, mas também de reclamações como atestam as redes sociais dos desesperados e corajosos.
Algumas desses desabafos até, feitos sob o estresse emocional das pessoas diante do medo, da morte, da precariedade e das limitações do serviço que lhes pode salvar.
E não basta ter UTI e leitos e enfermaria (ou até os agora chamados de guerra, que substituem precariamente uma UTI de verdade). É preciso ter médicos e profissionais especializados para tratar e salvar outras vidas. E eles estão ficando doentes, exaustos e obrigados aos afastamentos. Ou seja, estamos cada vez mais reféns da incerteza que nos leva a salvação.
OS DONOS DA VERDADE E VALENTES DA CIDADE
Por outro lado, como um tonto, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, refém de seus “çabios”, faz áudios desesperados entre os seus. Quando vazados aos do povo, ele corre para se explicar em vídeos – e como garoto propaganda de si mesmo em tempo de reeleição - diz que não era bem aquilo que queria dizer, mas falou. Faz e desfaz decretos na mesma velocidade e tamanhos das pressões de amigos e interesseiros, exibindo a sua peculiar falta de liderança.
Kleber não é Kleber. É porta-voz.
Mas, neste final de semana, onde todos deviam estar recolhidos em uma quarentena de emergência, a irresponsabilidade, mais uma vez, permitiu que gente que trata a Covid-19 como uma gripezinha, que enxerga nas restrições uma oportunidade de furar o bloqueio ou se mostrar melhor que outros, ou se diz protegido pelos que estão no poder de plantão, ou nas instituições nomeadas para a fiscalização de todos, promoveram aglomerações em seus negócios.
Vergonha!
Como foram filmados em provas irrefutáveis naquilo que contrariavam o decreto municipal, estadual, bom senso e o necessário pelo respeito à vida dos outros, exigido e fiscalizado para todos, ficaram furiosos. E por que? Porque a prova do crime circulava nas redes sociais e aplicativos de mensagens, dando nomes aos responsáveis e seus padrinhos.
Então não restou aos incautos infratores apelarem para a força retórica, à ameaça tipificada como crime, à intimidação, o constrangimento, à humilhação não apenas contra quem filmou e relatou em áudio o problema, mas no círculo de quem também se insurgia e cobrava coerência.
Tomara que os valentes, seus parentes e amigos não precisem esperar, doentes, a vez em UTIs e enfermarias lotadas para serem tratados. Vergonha!
A GASPAR ESTABELECIDA EM PRIVILÉGIOS
Volto para finalizar. Ao invés de reconhecer o erro, desculpar-se, recolher-se, os valentões decidiram passar “um pente fino” para se descobrir à origem de quem os flagrou no erro e a partir de então, ameaçaram encher de processo o autor da filmagem e da narração ao vivo da prova daquilo que estava colhendo.
O que está claro? Que em Gaspar há gente onde a lei é para os outros. Que mesmo diante de provas irrefutáveis, esses infratores se sentem no direito de gastar tempo e dinheiro – deve estar sobrando - e ir à Justiça contra quem documentou o erro, para glorificar e comemorar o erro. E para fazer isso na Justiça deve estar certo de que sua queixa será aceita a seu favor e contra os que seguem os decretos municipais, estaduais, o senso da vida. E se espalha ainda ter influência nesses ambientes de julgamentos. Meu Deus!
Se fosse um barzinho de quinta ou de gente que vive sendo atropelado pelas dívidas do negócio, já teria sido fiscalizado, multado e corretamente fechado.
Todavia, como se invoca o relacionamento com os poderosos de plantão nos diversos poderes, sente-se no direito de ameaçar os que pedem, minimamente isonomia e o cumprimento da norma emergencial, para pelo menos continuarem vivos ou terem, igualdade de condições em seus negócios.
É contra esse poder de poucos sobre todos que ameaça os que desfrutam dele hoje. É isso que mostram as pesquisas eleitorais, cujos reflexos podem dar nas urnas de 15 de novembro. Elas podem ser outra coveira dos vivaldinos – e medrosos - de hoje. Sim, porque teve gente que fez o vídeo, apagou-o para não se incomodar e o baile da bagunça e contra os decretos municipal e estadual continuou na cidade. Acorda, Gaspar!
Quando um deputado vai à rádio, traído pela frágil argumentação, e ele próprio diz que não há crime, mas há motivos para cassação...
Da esquerda para a direita. Os políticos esperaram o momento certo para retirar juntos da cena política o governador Moisés e sua vice, Daniela, ou então se fazer o grande acordão de governabilidade onde os velhos políticos darão, mais uma vez, as cartas. Numa entrevista, o deputado Ivan Naatz - opositor do governo - bateu com a língua nos dentes.
Eu não defendo o governador Carlos Moisés da Silva, PSL e por um único motivo: ele não sabe o que é exatamente a palavra governar, ou seja, liderar e administrar conflitos com competência, habilidade, firmeza, sabedoria e principalmente, autoridade. Estes sim, deveriam ser seus esforços diários favor de seus governados.
E quando ele não exerce o governo, ele deixa os cidadãos catarinenses - eleitores e não eleitores seus - órfãos ou no mínimo, sem um direcionamento, ainda mais neste ambiente economicamente tão conturbado.
Este também é o sentido de uma eleição popular, de uma escolha partidária. Quando o Tenente Coronel Moisés foi precocemente e bem remunerado para a reserva do Corpo Bombeiro Militar de Santa Catarina, fez ele uma escolha: a de supostamente descansar, a de não se preocupar...
Entretanto, quando o cidadão Carlos Moisés da Silva se filiou a um partido, defendeu uma causa e aceitou ser candidato a governador, Moisés fez outra escolha bem diferente. Ela implicava em muito trabalho e sacrifícios, inclusive porque nela estava implicitamente que poderia ser eleito, por mais que isso parecesse distante em certo momento. Ou não contava com essa possibilidade? E que ganhando – como ganhou - estaria em minoria e rompendo paradigmas – pois o voto nele era de mudanças? Que vencendo, como venceu não seria aceito facilmente pelo establishment mais que centenário em Santa Catarina?
Não discuto as suas qualidades como uma pessoa honrada – e que nem posso atestar, mas é presunção inata e basilar à qualquer líder de uma sociedade plural. Contudo, isso é muito pouco para quem recebeu 2.644.179 votos dos catarinenses, ou seja, 71,09% dos válidos nas urnas em 2018. Um banho. É algo sem a tal menor sombra de dúvidas.
Aqueles votos foram para derrotar o modelo que o encurrala, para fechar a jogatina palaciana feitas de privilegiados, era para mudar, organizar e negociar dentro de ambientes mais transparentes. Moisés, esqueceu que ele ganhou de gente que não estava acostumada a perder, que loteava a máquina do estado e secularmente, possuía um modo próprio de salvar seus interesses pessoais, políticos, corporativos e dos amigos.
A RAPOSA ESPREITA
Os deputados estaduais – e um monte de gente que gravita na política apeada do poder aqui e em Brasília - esperaram o governador Moisés se enfraquecer natural e internamente. Eles conhecem esse processo como poucos, só Moisés e os seus – que são poucos, pouquíssimos, e inexperientes – não perceberam a arapuca armada mesmo antes tomar posse.
Começou dentro do seu próprio PSL que o isolou. Incrível! Gente doida, para não qualificar de irresponsável.
Passou pela equipe pré e de governo. Fraca técnica - origem do impeachment - e politicamente, incapaz de surpreender a não ser por pouquíssimos deles. Alguns manchados e por falta de aviso não foi, nem saíram ou se aproximaram como “novos” do Centro Administrativo e da Agronômica. Os escândalos estão aí nas manchetes.
O que mostra tudo isso? Uma clareza ímpar de que os velhos políticos e suas velhas práticas estão vivinhos da silva e fazendo o que mais sabem fazer: dpminar os bastidores. A raposa está à espreita para não apenas comer os ovos, mas as galinhas e do galinheiro não restar nem poleiro para esta ninhada que viu nascer sem o seu consentimento.
Olha só o que aconteceu.
Os pedidos de impeachment ficavam na gaveta ou eram negados na Assembleia Legislativa. Moisés se safava. Mas, quando viram a possibilidade de pegarem junto a vice, de Moisés, também de origem militar, Daniela Cristina Rheiner, PSL, a que boicotou Moisés, a quem não querem vê-la substituindo Moisés de jeito nenhum, o impeachment estranha e providencialmente andou na Assembleia.
Ou seja, o impeachment não é exatamente contra o governador Carlos Moisés da Silva, mas contra um modelo onde não estão incluídos os velhos políticos, interesses e que o próprio Moisés renegou ao diálogo mínimo, mesmo sob minoria e fragilidade na Assembleia. Moisés que nos seis primeiros meses fez uma lista de conquistas administrativas e financeiras que ganhou mentes e corações, também abandonou a comunicação para a sociedade de resultados diferenciais.
Ou seja, o seu silêncio, o errático auto-isolamento, os erros que não praticou mas demorou para se livrar deles, o deixou por outro lado visível e frágil. A admissibilidade do impeachment foi unânime, outro triste recorde, um aviso sem meias palavras dos políticos que estão na Alesc.
SEM EXPLICAÇÃO
Em entrevista a Mário Mota, na Rádio CBN Diário, da NSC de Florianópolis, o barulhento relator da CPI dos Respiradores – aqueles que Moisés pagou adiantado R$33 milhões e não chegaram, e quando chegaram não serviram -, Ivan Naatz, PL, foi traído por suas próprias lógicas ilógicas. E ao corrigir a lógica política, ainda ameaçou o entrevistador naquilo que está gravado e percorre o estado.
Naatz, que é advogado, explicava as razões do impeachment de Moisés e comparava com o impeachment da ex-presidente Dilma Vana Rousseff, PT.
Segundo Naatz, na entrevista, “há fato determinado, tem fato pré-determinado, o processo não é um processo sem pé, nem cabeça; quem está acompanhando, sabe que o governo cometeu um crime de responsabilidade, R$9 milhões”, ao se referir o aumento que deu aos Procuradores do estado, no jogo manjado de ganha-ganha disfarçado de isonomia. A equiparação é com os vencimentos dos procuradores da Assembleia.
O governo Moisés alega que apenas cumpriu uma determinação judicial. E os que pedem o impeachment de Moisés – e agora da vice Daniela porque ela esteve governadora, sabedora do suposto problema, não revogou a tal isonomia a todos os procuradores do governo.
Os que defendem o impeachment dizem que a determinação judicial era para ser cumprida apenas para aqueles que foram à Justiça e ganharam a causa e não para todos, como fez Moisés, orientado por gente que entende do assunto dentro do governo.
Mas, aí, Naatz abriu o jogo, sem querer, coincidente com o meu comentário de que Moisés falhou na articulação, no fortalecimento institucional do seu governo e nos atos mínimos para desarmar as armadilhas dos velhos políticos apeados do centro de decisão do governo.
Disse Naatz a Mário Mota: “...e isso associado à questão política, ao isolamento político é mais ou menos o que aconteceu com a presidente Dilma. A Dilma cometeu que crime? Nenhum! A Dilma não cometeu crime nenhum e perdeu o mandato. Por que? Porque ela perdeu a sustentação política, a condição...”
Ai Mário Mota interrompe o entrevistado: “...o que o senhor está querendo dizer é que o governador Moisés não cometeu crime nenhum e por causa....”
Naatz percebeu a mancada e cortou Mota: “...não, não, não falei isso...”
Mota: “...mas o senhor disse que é o mesmo que aconteceu com a presidente Dilma...”
Naatz: “... eu disse que, o crime... não coloca palavras na minha boca...”
Mota: “... não, não estou... a gravação está aí, deputado. É só o senhor ouvir novamente”.
Encerrando. Primeiro releiam os três primeiros parágrafos desse artigo. Segundo, entendam de uma vez por todas: políticos não são pessoas normais. Eles nos tratam como analfabetos, ignorantes e desinformados. São capazes de darem como falsas até as suas próprias palavras gravadas. Terceiro, como faz bem à sociedade, gente que faz perguntas óbvias nas entrevistas com políticos que se acham donos de suas fantasias.
Em Gaspar, esses tipos de políticos alugam os microfones e a população é emprenhada pelas verdades deles. Não é à toa que eles odeiam este espaço. E não é por causa desse espaço que estão com suas eleições ameaçadas em 15 de novembro, mas sim, por seus discursos fingidos, num mundo bem antenado não nos jornais, rádios e tevês, mas nas redes sociais e principalm ente, no silêncio dos aplicativos de mensagens. Acorda, Gaspar!
Tem guru de candidato a prefeito em Gaspar pedindo espaço na imprensa tradicional para promove-lo. Acha ser uma obrigação a publicação. Mas nos seus posts - impulsionados nacionalmente com grana - nas midias sociais sempre considerou a imprensa tradicional como porca. Por que desse inusitado pedido por aqui? O candidato dele é um porco ou ele considera os eleitores daqui uma porcaria? Acorda, Gaspar!
Um meme correu os aplicativos de mensagens da cidade de Gaspar, pois nas redes, mas todos estão com medo de assumirem a parternidade. O meme dá à real e perigosa percepção em que está metido o poder de plantão – e seus “çabios” - como o prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB e o vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP.
Ambos se negam a reconhecer à armadilha política-eleitoral que eles próprios se meteram diante de tanta contradição, incoerência e descumprimento do Plano de Governo que arrotaram durante a campanha como sendo o mínimo que fariam pela cidade e os cidadãos.
Não só o prefeito, vice, secretário e os “çabios”, estão expostos nestas cobranças, mas também os vereadores, e de todos os partidos, também.
Falta de sucessivos alertas e artigos nesta coluna, não foi.
No meme com a foto de Kleber Edson Wan Dall, MDB, sério, ele está reclamando dos eleitores gasparense: “estou sendo perseguido! Não posso perder os meus R$27.356,69. Preciso de mais 4 anos. Quero trabalhar pela saúde. #deichaeufica e #naotenhoprofissao.
Humor e fina ironia sempre escrevi, valem mais que mil textões explicativos e com provas como costumo publicar aqui. Humor e ironia o povo entende. Fica mais fácil de explicar. Grava melhor na memória.
Já os vereadores de Gaspar estão na mesma barca.
Em seis dias, eles aceitaram os cincos projetos de leis, tramitam-no nas comissões, deram pareceres favoráveis, analisaram a constitucionalidade, levaram a plenário, leram os relatórios num piscar de olhos e aprovaram por unanimidade os reajustes dos servidores e dos políticos, incluindo eles próprios.
Por outro lado, há três meses, ou seja, há 12 semanas – se comparadas a uma semana que se levou para tramitar cinco projetos para os reajustes -, os mesmos vereadores estão sentados em dois Projetos de Resolução e de autoria do vereador Roberto Procópio de Souza, PDT, que, vejam só, dá a maioria na Comissão de Legislação, para de lá levar o assunto ao plenário.
Um deles reduz por apenas dois meses e só 20% dos seus salários como parte do sacrifício dos vereadores na crise econômica, empregos e falência de seus eleitores e eleitoras, provocada pela Covid-19 à sociedade gasparense. Meu Deus!
E não é da pandemia que o governo de Gaspar continua sob questionamento. Quer mais da guerra de esclarecimento que está tomando conta da internet e que desnuda o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB? Este meme é velho, reapareceu na semana na semana passada nos aplicativos de mensagens. É um virus sem controle e que vai ficar incontrolável a medida que se aproxima as eleições de 15 de novembro.
Lá em 2017, a maioria dos vereadores que está com o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, aprovou um aumento de 40% da Cosip – Contribuição para Custeio da Iluminação Pública Municipal. Uma paulada. A briga foi grande. O resultado apertado. É só desarquivar meus artigos.
Era a única forma, segundo o governo Kleber e seu ex-chefe de gabinete, Pedro Inácio Bornhausen, engenheiro eletrecista, que já foi gerente regional da Celesc, para melhorar à deficitária iluminação pública de Gaspar. Sob protestos, Kleber e seus vereadores mandaram bananas aos seus eleitores e aumentaram a Cosip.
O que aconteceu? Quase nada, a não ser o aumento de 40% há três anos nas contas da luz dos gasparenses - lares, lojas, escritórios e indústrias. O que aparece no meme? Um prefeito sorridente, abrindo um lacinho de uma caixa com a seguinte informação: “presente de Natal para os gasparenses”.
Trocando de assunto, mas na partitura do mesmo piano. Implorando pela teta. O empresário Osnildo Moreira, que foi cabo eleitoral, estrela e até fiel empregado administrador do Cemitério de Gaspar para o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, está inconformado com o pé na bunda que o poder de plantão deu dele.
Há tempos, Osnildo vem fazendo vídeos - sérios e irônicos - questionando os que cercam o prefeito – a quem debita à sua demissão e por fofoca. Segundo ele, tudo para que os novos espertos se aproximem do poder de plantão. O último vídeo visto no facebook e twitter, desafia o Kleber nominar publicamente à razão da demissão dele do governo.
Kleber está em silêncio. E muita gente no governo, com medo dos próximos vídeos do Osnildo.
Alguns “çabios” do governo Kleber fazem a seguinte leitura. Dizem que Osnildo, não possui votos, falhou nesta missão nas eleições de outubro de 2018, então não possui cacife para ficar no governo e agora está implorando para voltar à teta que tinha na prefeitura e que está reservada a outros que se supões – mas não se testou - estão cheios de promessas de votos para 15 de novembro.
Na verdade, é um jogo de gato e rato. Os que cercam o prefeito acham que Osnildo não é de confiança e não o querem por perto, mas ao mesmo tempo, esticam a corda para ver qual o tamanho do blefe. Osnildo por sua vez, diz que tem munição para acabar com a reeleição de Kleber.
Eu estou torcendo para que ambos estiquem essa corda. Há outros casos semelhantes no ar e que se camuflam pelos cantões, carrões, salões e cantinhos. A cidade, os cidadãos e cidadãs vão ganhar quando tudo virar uma briga de gente inconformada por seus quinhões que dizem terem direito.
O DEM se reuniu semana passada mais uma vez com o PL. O DEM quer no PL a reboque do DEM, única condição neste momento para união dos dois na chapa majoritária.
Depois de reclamações, o PL de Gaspar retormou os encontros virtuais, convencido de que não será mais possível, tão cedo, promover as reuniões motivacionais com lideranças e pré-candidatos. A novidade da reunião?
O PL está convencido de que o DEM fechou as portas para negociações ao impor o seu candidato na cabeça de chapa. Por isso, preventivamente, já escalou a ex-vereadora e professora Andreia Simone Zimmermann Nagel, como candidata a vice-prefeita.
“Não vou ser surpreendido”, justificou o pré-candidato a prefeito de Gaspar pelo PL, o engenheiro Rodrigo Boeing Althoff. A professora Andreia Nagel prefere ser candidata a vereadora, mas....
É escandaloso a pré-campanha a vereador de um funcionário público efetivo de Gaspar e em pleno horário de trabalho e fora do seu ambiente de lotação. Tudo em vasta documentação e não é de hoje. Ele garante, que possui orientação e aprovação dos seus chefes. Resta saber, se terá aprovação das urnas.
A gripezinha ruma para a marca de 100 mil mortes. Danada! Aqui, diante das aglomerações e resistências - com amparo dos poderosos - para o mínimo essencial, as projeções não são nada animadoras. Os que podem, correm para Blumenau que se lota e se esgota. Acorda, Gaspar!
Pergunta que não quer calar: o ISS para as obras públicas em Gaspar obedecem o mesmo critério para todas as empreteiras?
Pergunta que não quer calar: a Central de Triagem de Covid-19 em Gaspar é uma central de atestados médicos? Um empregado foi lá. Aparentava sintomas do coronavírus. Atestaram Covid-19. Deram-lhe um atestado para se afastar do trabalho e se cuidar. O empresário ficou com a pulga atrás da orelha. Afinal, os colegas de trabalho do "infectado" também deveriam ser investigados e eles não apresentavam sinais de tal e nem a prefeitura de Gaspar foi atrás desse rastreamento.
O empresário, por conta e risco, decidiu ir fazer o teste particular em Blumenau. O que foi afastado no diagnóstico de lá? A Covid-19 que Gaspar atestou no trabalhador e sua família. Ai, ai, ai
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