A inteligência aplicada pela Polícia Civil catarinense surpreende e é elogiada por militar norte-americano em curso da Escola Superior de Guerra - Jornal Cruzeiro do Vale

A inteligência aplicada pela Polícia Civil catarinense surpreende e é elogiada por militar norte-americano em curso da Escola Superior de Guerra

27/07/2020


Da esquerda para a direita: o coronel norteamericano, Carlos Martinez; o delegado Paulo de Deus da PCSC, e o delegado geral da PCSC, Paulo Norberto Koerich. Ele imprime o senso de inteligência, integração com órgãos nacionais e internacionais e aplicação de tecnologias à polícia catarinense 

As polícias civis no Brasil, via de regra, são estigmatizadas por um passado de casos que ganharam as manchetes pelo atraso, corrupção, erros grotescos e métodos arcaicos ou violentos para desvendar crimes, apontar e prender criminosos, quando não, serem elas, polícias do partido ou do político no poder de plantão. Tudo na contramão do necessário senso profissional, de inteligência e tecnologia em favor do cidadão e da sociedade como um todo. É a sociedade quem remunera e para quem as forças sociais de segurança foram constituídas para servir.

E este conceito baseado numa realidade antiga já se tornou até, em alguns casos, preconceito. E Santa Catarina vem se destacando nessas mudanças para se ter um novo conceito de Polícia e aumentar à eficiência dela em favor do cidadão com tecnologia, inteligência, integração e métodos de apuração dos delitos, inclusive nos ambientes virtuais e que cada vez se acentuam mais. Eu mesmo aqui, tenho refeito alguns desses conceitos e exemplificado com resultados até então não tão esperados pela sociedade, seus críticos e a imprensa a favor da corporação.

Antes de prosseguir. Com algum atraso, apenas se avançando no óbvio, no necessário e naquilo que é o futuro. Este fato, por si só já é uma boa notícia. Quer uma prova?

Na semana passada, circulou internamente um vídeo na Polícia Civil e em setores do governo do Estado. Ele bem retrata essa mudança no status e paradigma da estrutura de segurança catarinense. É uma referência, uma boa nova e um relativo alívio para os cidadãos e cidadãs. No vídeo, o delegado Paulo Henrique Ferreira de Deus conversa à distância com o Coronel do Exército norteamericano, Carlos Martinez.

Eles são estagiários na pós-graduação lato sensu (especialização) do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia - Caepe - da Escola Superior de Guerra, vinculada ao Ministério da Defesa brasileiro. O delegado já participou de um curso em El Salvador - dentro do programa ativo de especializar e integrar profissionais, inteligência e tecnologia. Nesse programa também estiveram envolvidos outros policiais catarinenses em ambientes especializados nos USA, América Central, África e Europa.

É que o crime e os criminosos deixaram seus becos, internacionalizaram-se ou ao menos se ese expandiram e até globalizaram na comunicação de seus atos e objetivos dilituosos, via tencologia e internet.

Quando se habilitou a uma vaga na ESG, o delegado Paulo de Deus estava atuando na DPCAMI - Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, em Florianópolis. Ele foi selecionado concorrendo com outros profissionais policiais catarinenses. E lá na ESG, Paulo de Deus também passou por outra peneira. “Não é fácil”, pontua sobre a seleção e que inclui domínio de língua estrangeira.

Esse curso, resumindo, prepara seus estagiários para, em ambiente de governo e nas atividades públicas, estarem aptos às tomadas de decisões estratégicas como um todo, não apenas no setor das forças de segurança.

Uma dessas excepcionalidades, para exemplificar, é o que está acontecendo com a crise provocada pela pandemia da Covid-19, aliás acontecimento inesperado que fez mudar o próprio formato do curso em seus 71 anos de existência. Tão logo as aulas começaram – 17 de fevereiro e vão até quatro de dezembro -, de presencial, o curso se tornou momentaneamente remoto, sem interrompê-lo no conteúdo e nas exigências da carga horária e programática.

A BOA SURPRESA

Mas, o que surpreendeu os participantes do curso e especialmente um deles, o norteamericano, Coronel Carlos Martinez. Foi à obrigatória apresentação do contexto onde o Delegado Paulo de Deus, profissionalmente está inserido: a Polícia Civil de Santa Catarina.

Na apresentação, o delegado relatou o eixo de modernização, bem como o uso da ciência, tecnologia e inteligência como métodos para solução de casos na Polícia Civil catarinense. Mostrou à complexidade dos casos, o trabalho integrado com outras forças internas e externas de segurança, a orientação de inteligência, bem como os resultados que se deu às investigações empreendidas e o alto percentual de resolutividade obtido nessas missões.

Aí eu volto para o primeiro parágrafo desse artigo. O que surpreendeu de verdade o Coronel do exército norteamericano Carlos Martinez, foi descobrir que no Brasil, num estado quase desconhecido, a inteligência, a estratégia e a tecnologia são partes fundamentais da sua Polícia Civil, porque generalizando mundo afora, há um estigma de que no Brasil tudo ainda é tudo na base do pau-de-arara, da malandragem, da propina e a favor dos poderosos.

Não estamos livres disso – de maneira alguma-, mas conhecimento, inteligência, profissionais habilitados, permitiram avanços significativos e moldaram ilhas de qualidade no ambiente policial catarinense e eles foram capazes de produzir resultados diferenciais para a própria Polícia, policiais e à sociedade .

O que a conversa virtual de Paulo de Deus e o Coronel Carlos Martinez espalhanda internamente na corporação revelaram? Que ganharam a Polícia Civil como um todo, a polícia catarinense – incluindo a Militar, a qual vive do mesmo espírito de modernidade - e o delegado geral – hoje presidente do Colegiado Superior – a experiência que substitui à tradicional secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina -, o gasparense Paulo Norberto Koerich. Ele não só defende, mas está implantando este tipo racionalidade na segurança pública daqui. E para implementá-la não basta querer, é precisa ser aceita e se mudar conceitos.

A má notícia: tudo isso – profissionalismo, tecnologia, ciência e inteligência -, demandam muitos recursos financeiros, bem como permanente atualização em tempos de escassez, prioridades e até brigas políticas pelo poder. E os bandidos, de todos os tipos, incluindo desde os poderosos narcotraficantes, sonegadores de tributos e o próprio ambiente político, não querem, infelizmente, uma polícia autônoma, profissional, estratégica, tecnológica e inteligente de estado.

E por que? Medo. Preferem, a velha Polícia que servem aos governos, aos poderosos de plantão e que pode ser usada, por ser fraca na tecnologia, inteligência e estratégia na proteção da sociedade como um todo.

Os poderosos de Gaspar se enfraquecem à medida que renegam o diálogo para mitigar uma realidade dura contra eles próprios. Preferem intimidar os que apontam as suas incoerências. Desafiam o voto silencioso das urnas de 15 de novembro

Nem mesmo cenas chocantes de UTI emergencial do Hospital de Gaspar lotada foi capaz de sensibilizar grupos de festeiros na cidade para evitar a propagação da Covid-19 entre nós 

A Covid-19 não é um mal que aflige apenas ilhotenses e gasparenses. Entretanto, é algo que foge à compreensão racional da maioria dos daqui. Para alguns, é uma doença inventada pela imprensa, pela Globo, pelos chineses, pelos petistas.

Incrível, como depois do homem ter ido e voltado à lua, ainda há gente – e jovem, que se diz instruída, hábil no ambiente virtual -, e não é pouca, que jura que a terra é plana. A Covid-19 é algo ainda fora de controle, mas há regramentos simples para minimamente contê-la entre nós. É o que chamamos de “nova normalidade”. A Covid-19, é ainda uma desconhecida, provoca mortes de pessoas e já éramos 14 saudades em Gaspar – retirando o moço que morreu em decorrência do acidente, apesar de estar com a doença - até o fechamento deste texto. Vem mais! Muito mais!

Contudo, a Covid-19 provoca outras mortes tão duras quanto à perda de familiares e conhecidos: ela mata empregos, empresas, negócios, provoca mais miséria aos já miseráveis economicamente, precariza àquilo que já é precário na prestação de serviços públicos, torna as pessoas improdutivas, esmoleiras e dependentes de migalhas governamentais, enfim destrói sonhos e autonomia das pessoas. Desgraça!

Para complicar, a UTI emergencial de Covid-19 no Hospital de Gaspar está lotada e atestando óbitos, o Centro de Triagem no Ginásio João dos Santos – aberto depois de dois meses pronto -, os postinhos de Saúde e o Pronto Atendimento do Hospital cheios de pessoas angustiadas, mas também de reclamações como atestam as redes sociais dos desesperados e corajosos.

Algumas desses desabafos até, feitos sob o estresse emocional das pessoas diante do medo, da morte, da precariedade e das limitações do serviço que lhes pode salvar.

E não basta ter UTI e leitos e enfermaria (ou até os agora chamados de guerra, que substituem precariamente uma UTI de verdade). É preciso ter médicos e profissionais especializados para tratar e salvar outras vidas. E eles estão ficando doentes, exaustos e obrigados aos afastamentos. Ou seja, estamos cada vez mais reféns da incerteza que nos leva a salvação.

OS DONOS DA VERDADE E VALENTES DA CIDADE

Por outro lado, como um tonto, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, refém de seus “çabios”, faz áudios desesperados entre os seus. Quando vazados aos do povo, ele corre para se explicar em vídeos – e como garoto propaganda de si mesmo em tempo de reeleição - diz que não era bem aquilo que queria dizer, mas falou. Faz e desfaz decretos na mesma velocidade e tamanhos das pressões de amigos e interesseiros, exibindo a sua peculiar falta de liderança.

Kleber não é Kleber. É porta-voz.

Mas, neste final de semana, onde todos deviam estar recolhidos em uma quarentena de emergência, a irresponsabilidade, mais uma vez, permitiu que gente que trata a Covid-19 como uma gripezinha, que enxerga nas restrições uma oportunidade de furar o bloqueio ou se mostrar melhor que outros, ou se diz protegido pelos que estão no poder de plantão, ou nas instituições nomeadas para a fiscalização de todos, promoveram aglomerações em seus negócios.

Vergonha!

Como foram filmados em provas irrefutáveis naquilo que contrariavam o decreto municipal, estadual, bom senso e o necessário pelo respeito à vida dos outros, exigido e fiscalizado para todos, ficaram furiosos. E por que? Porque a prova do crime circulava nas redes sociais e aplicativos de mensagens, dando nomes aos responsáveis e seus padrinhos.

Então não restou aos incautos infratores apelarem para a força retórica, à ameaça tipificada como crime, à intimidação, o constrangimento, à humilhação não apenas contra quem filmou e relatou em áudio o problema, mas no círculo de quem também se insurgia e cobrava coerência.

Tomara que os valentes, seus parentes e amigos não precisem esperar, doentes, a vez em UTIs e enfermarias lotadas para serem tratados. Vergonha!

A GASPAR ESTABELECIDA EM PRIVILÉGIOS

Volto para finalizar. Ao invés de reconhecer o erro, desculpar-se, recolher-se, os valentões decidiram passar “um pente fino” para se descobrir à origem de quem os flagrou no erro e a partir de então, ameaçaram encher de processo o autor da filmagem e da narração ao vivo da prova daquilo que estava colhendo.

O que está claro? Que em Gaspar há gente onde a lei é para os outros. Que mesmo diante de provas irrefutáveis, esses infratores se sentem no direito de gastar tempo e dinheiro – deve estar sobrando - e ir à Justiça contra quem documentou o erro, para glorificar e comemorar o erro. E para fazer isso na Justiça deve estar certo de que sua queixa será aceita a seu favor e contra os que seguem os decretos municipais, estaduais, o senso da vida. E se espalha ainda ter influência nesses ambientes de julgamentos. Meu Deus!

Se fosse um barzinho de quinta ou de gente que vive sendo atropelado pelas dívidas do negócio, já teria sido fiscalizado, multado e corretamente fechado.

Todavia, como se invoca o relacionamento com os poderosos de plantão nos diversos poderes, sente-se no direito de ameaçar os que pedem, minimamente isonomia e o cumprimento da norma emergencial, para pelo menos continuarem vivos ou terem, igualdade de condições em seus negócios.

É contra esse poder de poucos sobre todos que ameaça os que desfrutam dele hoje. É isso que mostram as pesquisas eleitorais, cujos reflexos podem dar nas urnas de 15 de novembro. Elas podem ser outra coveira dos vivaldinos – e medrosos - de hoje. Sim, porque teve gente que fez o vídeo, apagou-o para não se incomodar e o baile da bagunça e contra os decretos municipal e estadual continuou na cidade. Acorda, Gaspar!

A política não é para fracos, iniciantes, errantes e nem para ingênuos que querem consertar o mundo errado em que estão metidos

O governador Carlos Moisés da Silva, PSL, ainda não entendeu direito onde se meteu e nem como vai sair da armadilha montada contra ele pelos deputados

Quando um deputado vai à rádio, traído pela frágil argumentação, e ele próprio diz que não há crime, mas há motivos para cassação...


Da esquerda para a direita. Os políticos esperaram o momento certo para retirar juntos da cena política o governador Moisés e sua vice, Daniela, ou então se fazer o grande acordão de governabilidade onde os velhos políticos darão, mais uma vez, as cartas. Numa entrevista, o deputado Ivan Naatz - opositor do governo - bateu com a língua nos dentes. 

Eu não defendo o governador Carlos Moisés da Silva, PSL e por um único motivo: ele não sabe o que é exatamente a palavra governar, ou seja, liderar e administrar conflitos com competência, habilidade, firmeza, sabedoria e principalmente, autoridade. Estes sim, deveriam ser seus esforços diários favor de seus governados.

E quando ele não exerce o governo, ele deixa os cidadãos catarinenses - eleitores e não eleitores seus - órfãos ou no mínimo, sem um direcionamento, ainda mais neste ambiente economicamente tão conturbado.

Este também é o sentido de uma eleição popular, de uma escolha partidária. Quando o Tenente Coronel Moisés foi precocemente e bem remunerado para a reserva do Corpo Bombeiro Militar de Santa Catarina, fez ele uma escolha: a de supostamente descansar, a de não se preocupar...

Entretanto, quando o cidadão Carlos Moisés da Silva se filiou a um partido, defendeu uma causa e aceitou ser candidato a governador, Moisés fez outra escolha bem diferente. Ela implicava em muito trabalho e sacrifícios, inclusive porque nela estava implicitamente que poderia ser eleito, por mais que isso parecesse distante em certo momento. Ou não contava com essa possibilidade? E que ganhando – como ganhou - estaria em minoria e rompendo paradigmas – pois o voto nele era de mudanças? Que vencendo, como venceu não seria aceito facilmente pelo establishment mais que centenário em Santa Catarina?

Não discuto as suas qualidades como uma pessoa honrada – e que nem posso atestar, mas é presunção inata e basilar à qualquer líder de uma sociedade plural. Contudo, isso é muito pouco para quem recebeu 2.644.179 votos dos catarinenses, ou seja, 71,09% dos válidos nas urnas em 2018. Um banho. É algo sem a tal menor sombra de dúvidas.

Aqueles votos foram para derrotar o modelo que o encurrala, para fechar a jogatina palaciana feitas de privilegiados, era para mudar, organizar e negociar dentro de ambientes mais transparentes. Moisés, esqueceu que ele ganhou de gente que não estava acostumada a perder, que loteava a máquina do estado e secularmente, possuía um modo próprio de salvar seus interesses pessoais, políticos, corporativos e dos amigos.

A RAPOSA ESPREITA

Os deputados estaduais – e um monte de gente que gravita na política apeada do poder aqui e em Brasília - esperaram o governador Moisés se enfraquecer natural e internamente. Eles conhecem esse processo como poucos, só Moisés e os seus – que são poucos, pouquíssimos, e inexperientes – não perceberam a arapuca armada mesmo antes tomar posse.

Começou dentro do seu próprio PSL que o isolou. Incrível! Gente doida, para não qualificar de irresponsável.

Passou pela equipe pré e de governo. Fraca técnica - origem do impeachment - e politicamente, incapaz de surpreender a não ser por pouquíssimos deles. Alguns manchados e por falta de aviso não foi, nem saíram ou se aproximaram como “novos” do Centro Administrativo e da Agronômica. Os escândalos estão aí nas manchetes.

O que mostra tudo isso? Uma clareza ímpar de que os velhos políticos e suas velhas práticas estão vivinhos da silva e fazendo o que mais sabem fazer: dpminar os bastidores. A raposa está à espreita para não apenas comer os ovos, mas as galinhas e do galinheiro não restar nem poleiro para esta ninhada que viu nascer sem o seu consentimento.

Olha só o que aconteceu.

Os pedidos de impeachment ficavam na gaveta ou eram negados na Assembleia Legislativa. Moisés se safava. Mas, quando viram a possibilidade de pegarem junto a vice, de Moisés, também de origem militar, Daniela Cristina Rheiner, PSL, a que boicotou Moisés, a quem não querem vê-la substituindo Moisés de jeito nenhum, o impeachment estranha e providencialmente andou na Assembleia.

Ou seja, o impeachment não é exatamente contra o governador Carlos Moisés da Silva, mas contra um modelo onde não estão incluídos os velhos políticos, interesses e que o próprio Moisés renegou ao diálogo mínimo, mesmo sob minoria e fragilidade na Assembleia. Moisés que nos seis primeiros meses fez uma lista de conquistas administrativas e financeiras que ganhou mentes e corações, também abandonou a comunicação para a sociedade de resultados diferenciais.

Ou seja, o seu silêncio, o errático auto-isolamento, os erros que não praticou mas demorou para se livrar deles, o deixou por outro lado visível e frágil. A admissibilidade do impeachment foi unânime, outro triste recorde, um aviso sem meias palavras dos políticos que estão na Alesc.

SEM EXPLICAÇÃO

Em entrevista a Mário Mota, na Rádio CBN Diário, da NSC de Florianópolis, o barulhento relator da CPI dos Respiradores – aqueles que Moisés pagou adiantado R$33 milhões e não chegaram, e quando chegaram não serviram -, Ivan Naatz, PL, foi traído por suas próprias lógicas ilógicas. E ao corrigir a lógica política, ainda ameaçou o entrevistador naquilo que está gravado e percorre o estado.

Naatz, que é advogado, explicava as razões do impeachment de Moisés e comparava com o impeachment da ex-presidente Dilma Vana Rousseff, PT.

Segundo Naatz, na entrevista, “há fato determinado, tem fato pré-determinado, o processo não é um processo sem pé, nem cabeça; quem está acompanhando, sabe que o governo cometeu um crime de responsabilidade, R$9 milhões”, ao se referir o aumento que deu aos Procuradores do estado, no jogo manjado de ganha-ganha disfarçado de isonomia. A equiparação é com os vencimentos dos procuradores da Assembleia.

O governo Moisés alega que apenas cumpriu uma determinação judicial. E os que pedem o impeachment de Moisés – e agora da vice Daniela porque ela esteve governadora, sabedora do suposto problema, não revogou a tal isonomia a todos os procuradores do governo.

Os que defendem o impeachment dizem que a determinação judicial era para ser cumprida apenas para aqueles que foram à Justiça e ganharam a causa e não para todos, como fez Moisés, orientado por gente que entende do assunto dentro do governo.

Mas, aí, Naatz abriu o jogo, sem querer, coincidente com o meu comentário de que Moisés falhou na articulação, no fortalecimento institucional do seu governo e nos atos mínimos  para desarmar as armadilhas dos velhos políticos apeados do centro de decisão do governo.

Disse Naatz a Mário Mota: “...e isso associado à questão política, ao isolamento político é mais ou menos o que aconteceu com a presidente Dilma. A Dilma cometeu que crime? Nenhum! A Dilma não cometeu crime nenhum e perdeu o mandato. Por que? Porque ela perdeu a sustentação política, a condição...”

Ai Mário Mota interrompe o entrevistado: “...o que o senhor está querendo dizer é que o governador Moisés não cometeu crime nenhum e por causa....”

Naatz percebeu a mancada e cortou Mota: “...não, não, não falei isso...”

Mota: “...mas o senhor disse que é o mesmo que aconteceu com a presidente Dilma...”

Naatz: “... eu disse que, o crime... não coloca palavras na minha boca...”

Mota: “... não, não estou... a gravação está aí, deputado. É só o senhor ouvir novamente”.

Encerrando. Primeiro releiam os três primeiros parágrafos desse artigo. Segundo, entendam de uma vez por todas: políticos não são pessoas normais. Eles nos tratam como analfabetos, ignorantes e desinformados. São capazes de darem como falsas até as suas próprias palavras gravadas. Terceiro, como faz bem à sociedade, gente que faz perguntas óbvias nas entrevistas com políticos que se acham donos de suas fantasias.

Em Gaspar, esses tipos de políticos alugam os microfones e a população é emprenhada pelas verdades deles. Não é à toa que eles odeiam este espaço. E não é por causa desse espaço que estão com suas eleições ameaçadas em 15 de novembro, mas sim, por seus discursos fingidos, num mundo bem antenado não nos jornais, rádios e tevês, mas nas redes sociais e principalm ente, no silêncio dos aplicativos de mensagens. Acorda, Gaspar!

TRAPICHE

Tem guru de candidato a prefeito em Gaspar pedindo espaço na imprensa tradicional para promove-lo. Acha ser uma obrigação a publicação. Mas nos seus posts - impulsionados nacionalmente com grana - nas midias sociais sempre considerou a imprensa tradicional como porca. Por que desse inusitado pedido por aqui? O candidato dele é um porco ou ele considera os eleitores daqui uma porcaria? Acorda, Gaspar!

Um meme correu os aplicativos de mensagens da cidade de Gaspar, pois nas redes, mas todos estão com medo de assumirem a parternidade. O meme dá à real e perigosa percepção em que está metido o poder de plantão – e seus “çabios” - como o prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB e o vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP.

Ambos se negam a reconhecer à armadilha política-eleitoral que eles próprios se meteram diante de tanta contradição, incoerência e descumprimento do Plano de Governo que arrotaram durante a campanha como sendo o mínimo que fariam pela cidade e os cidadãos.

Não só o prefeito, vice, secretário e os “çabios”, estão expostos nestas cobranças, mas também os vereadores, e de todos os partidos, também.

Falta de sucessivos alertas e artigos nesta coluna, não foi.

No meme com a foto de Kleber Edson Wan Dall, MDB, sério, ele está reclamando dos eleitores gasparense: “estou sendo perseguido! Não posso perder os meus R$27.356,69. Preciso de mais 4 anos. Quero trabalhar pela saúde. #deichaeufica e #naotenhoprofissao.

Humor e fina ironia sempre escrevi, valem mais que mil textões explicativos e com provas como costumo publicar aqui. Humor e ironia o povo entende. Fica mais fácil de explicar. Grava melhor na memória.

Já os vereadores de Gaspar estão na mesma barca.

Em seis dias, eles aceitaram os cincos projetos de leis, tramitam-no nas comissões, deram pareceres favoráveis, analisaram a constitucionalidade, levaram a plenário, leram os relatórios num piscar de olhos e aprovaram por unanimidade os reajustes dos servidores e dos políticos, incluindo eles próprios.

Por outro lado, há três meses, ou seja, há 12 semanas – se comparadas a uma semana que se levou para tramitar cinco projetos para os reajustes -, os mesmos vereadores estão sentados em dois Projetos de Resolução e de autoria do vereador Roberto Procópio de Souza, PDT, que, vejam só, dá a maioria na Comissão de Legislação, para de lá levar o assunto ao plenário.

Um deles reduz por apenas dois meses e só 20% dos seus salários como parte do sacrifício dos vereadores na crise econômica, empregos e falência de seus eleitores e eleitoras, provocada pela Covid-19 à sociedade gasparense. Meu Deus!

E não é da pandemia que o governo de Gaspar continua sob questionamento. Quer mais da guerra de esclarecimento que está tomando conta da internet e que desnuda o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB? Este meme é velho, reapareceu na semana na semana passada nos aplicativos de mensagens. É um virus sem controle e que vai ficar incontrolável a medida que se aproxima as eleições de 15 de novembro.

Lá em 2017, a maioria  dos vereadores que está com o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, aprovou um aumento de 40% da Cosip – Contribuição para Custeio da Iluminação Pública Municipal. Uma paulada. A briga foi grande. O resultado apertado. É só desarquivar meus artigos.

Era a única forma, segundo o governo Kleber e seu ex-chefe de gabinete, Pedro Inácio Bornhausen, engenheiro eletrecista, que já foi gerente regional da Celesc, para melhorar à deficitária iluminação pública de Gaspar. Sob protestos, Kleber e seus vereadores mandaram bananas aos seus eleitores e aumentaram a Cosip.

O que aconteceu? Quase nada, a não ser o aumento de 40% há três anos nas contas da luz dos gasparenses - lares, lojas, escritórios e indústrias. O que aparece no meme? Um prefeito sorridente, abrindo um lacinho de uma caixa com a seguinte informação: “presente de Natal para os gasparenses”.

Trocando de assunto, mas na partitura do mesmo piano. Implorando pela teta. O empresário Osnildo Moreira, que foi cabo eleitoral, estrela e até fiel empregado administrador do Cemitério de Gaspar para o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, está inconformado com o pé na bunda que o poder de plantão deu dele.

Há tempos, Osnildo vem fazendo vídeos - sérios e irônicos - questionando os que cercam o prefeito – a quem debita à sua demissão e por fofoca. Segundo ele, tudo para que os novos espertos se aproximem do poder de plantão. O último vídeo visto no facebook e twitter, desafia o Kleber nominar publicamente à razão da demissão dele do governo.

Kleber está em silêncio. E muita gente no governo, com medo dos próximos vídeos do Osnildo.

Alguns “çabios” do governo Kleber fazem a seguinte leitura. Dizem que Osnildo, não possui votos, falhou nesta missão nas eleições de outubro de 2018, então não possui cacife para ficar no governo e agora está implorando para voltar à teta que tinha na prefeitura e que está reservada a outros que se supões – mas não se testou - estão cheios de promessas de votos para 15 de novembro.

Na verdade, é um jogo de gato e rato. Os que cercam o prefeito acham que Osnildo não é de confiança e não o querem por perto, mas ao mesmo tempo, esticam a corda para ver qual o tamanho do blefe. Osnildo por sua vez, diz que tem munição para acabar com a reeleição de Kleber.

Eu estou torcendo para que ambos estiquem essa corda. Há outros casos semelhantes no ar e que se camuflam pelos cantões, carrões, salões e cantinhos. A cidade, os cidadãos e cidadãs vão ganhar quando tudo virar uma briga de gente inconformada por seus quinhões que dizem terem direito.

O DEM se reuniu semana passada mais uma vez com o PL. O DEM quer no PL a reboque do DEM, única condição neste momento para união dos dois na chapa majoritária.

Depois de reclamações, o PL de Gaspar retormou os encontros virtuais, convencido de que não será mais possível, tão cedo, promover as reuniões motivacionais com lideranças e pré-candidatos. A novidade da reunião?

O PL está convencido de que o DEM fechou as portas para negociações ao impor o seu candidato na cabeça de chapa. Por isso, preventivamente, já escalou a ex-vereadora e professora Andreia Simone Zimmermann Nagel, como candidata a vice-prefeita.

“Não vou ser surpreendido”, justificou o pré-candidato a prefeito de Gaspar pelo PL, o engenheiro Rodrigo Boeing Althoff. A professora Andreia Nagel prefere ser candidata a vereadora, mas....

É escandaloso a pré-campanha a vereador de um funcionário público efetivo de Gaspar e em pleno horário de trabalho e fora do seu ambiente de lotação. Tudo em vasta documentação e não é de hoje. Ele garante, que possui orientação e aprovação dos seus chefes. Resta saber, se terá aprovação das urnas.

A gripezinha ruma para a marca de 100 mil mortes. Danada! Aqui, diante das aglomerações e resistências - com amparo dos poderosos - para o mínimo essencial, as projeções não são nada animadoras. Os que podem, correm para Blumenau que se lota e se esgota. Acorda, Gaspar!

Pergunta que não quer calar: o ISS para as obras públicas em Gaspar obedecem o mesmo critério para todas as empreteiras? 

Pergunta que não quer calar: a Central de Triagem de Covid-19 em Gaspar é uma central de atestados médicos? Um empregado foi lá. Aparentava sintomas do coronavírus. Atestaram Covid-19. Deram-lhe um atestado para se afastar do trabalho e se cuidar. O empresário ficou com a pulga atrás da orelha. Afinal, os colegas de trabalho do "infectado" também deveriam ser investigados e eles não apresentavam sinais de tal e nem a prefeitura de Gaspar foi atrás desse rastreamento.

O empresário, por conta e risco, decidiu ir fazer o teste particular em Blumenau. O que foi afastado no diagnóstico de lá? A Covid-19 que Gaspar atestou no trabalhador e sua família. Ai, ai, ai

Comentários

Herculano
30/07/2020 14:40
JUIZ SUSPENDE DECISÃO QUE TORNOU SERRA RÉU POR LAVAGEM DE DINHEIRO NAS OBRAS DO RODOANEL

Conteúdo de O Antagonista. O juiz Diego Moreira, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, suspendeu sua decisão que tornou o senador José Serra e filha dele, Verônica, réus por lavagem de dinheiro. Em despacho de hoje, o magistrado justificou que, "por cautela", vai seguir decisão de ontem do ministro Dias Toffoli, que travou os inquéritos que correm contra o senador em primeira instância.

Na decisão de hoje, o juiz disse que, embora Toffoli não tenha deixado claro se sua decisão sobre o caso atingia a ação penal ou não, "por cautela entendo que a presente ação penal deve ser suspensa até nova ordem do Supremo Tribunal Federal".

Ontem, Toffoli suspendeu as investigações que corriam contra Serra na Justiça Federal de São Paulo. Atendendo a pedido da defesa do senador, o ministro disse que os mandados de busca e apreensão determinados pelo juiz federais eram amplos demais e poderiam afetar o exercício do mandato pelo senador - e só o Supremo pode determinar medidas do tipo.

A decisão que tornou Serra e a filha réus também foi tomada ontem, mas depois da decisão de Toffoli. Como o juiz não tinha sido intimado da liminar do presidente do STF, recebeu a denúncia. Hoje, depois de intimado, voltou atrás e suspendeu a decisão.

A decisão de Toffoli foi tomada antes do recebimento da denúncia, por isso o ministro só se refere ao inquérito. E por isso o juiz diz que Toffoli não fez menção à ação penal, já que inquéritos só viram ações penais depois do recebimento da denúncia pela Justiça.

Serra e a filha são acusados de lavagem de dinheiro de um esquema de corrupção para favorecer a Odebrecht nas obras do Rodoanel. Segundo as investigações da Lava Jato, o senador, que na época dos fatos era governador de São Paulo, recebeu R$ 4,5 milhões da empreiteira em contas na Suíça operadas por sua filha.
Miguel José Teixeira
30/07/2020 12:49
Senhores,

Em "O Globo":

"Os Simpsons previram cédula de R$ 200 em 2014"

Huuummm. . .nas antigas, enquanto meus sobrinhos assistiam os SIMpsons eu assistia os NÃOpsons. . .

Logo, vou recorrer à eles para descobrir se Homer e sua família fizeram alguma referência ao Covid-19.

FebeapáCoronaEdition. . .
Herculano
30/07/2020 10:19
GANHA FORÇA A IDEIA DE GASTAR DINHEIRO DA CALAMIDADE DO VÍRUS EM OBRAS PÚBLICAS, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Mais gente quer furar o teto de gastos

Há gente no Congresso querendo mesmo abrir uma claraboia no teto de gastos. Isto é, quer permitir que o governo federal gaste além do limite constitucional, pelo menos neste ano ou em 2021.

A despesa extra seria destinada a investimentos e autorizada por um remendo no Orçamento de Guerra, o gasto excepcional autorizado no período de calamidade, declarado por causa da epidemia e que deveria durar até o final deste 2020.

O objetivo da providência talvez imprevidente seria o de fazer esta economia arriada pegar no tranco, por meio de obras novas ou da reativação de canteiros parados, o que aumentaria as encomendas às empresas e criaria empregos.


Seria razoável rediscutir o teto de despesas federais, que desde 2016 não podem aumentar em termos reais (ou seja, apenas podem ser corrigidas pela inflação, anualmente).

Os termos dessa rendição, no entanto, são muito, muitíssimo, complicados. Não é algo que se possa fazer à matroca ou por meio de gambiarras. Do jeito que a coisa vai, há um grande risco de esculhambação, com efeitos impremeditados e contraproducentes graves.

Por ora, parece difícil que tal projeto prospere, mas a ideia está no ar como um aerossol de coronavírus, faz uma duas ou três semanas. Havia sido lançada de modo atabalhoado, confuso e mal explicado em abril deste ano, o tal "Plano Pró-Brasil", abatido por Paulo Guedes no ato do seu lançamento.

Agora, é motivo de conversa de gente de vários partidos, em particular no centrão, e de ministros de Jair Bolsonaro.

Qual o problema de dar uma furadinha no teto de gastos, usando recursos do Orçamento de Guerra?

Um deputado argumenta que, dado o déficit previsto de mais de R$ 800 bilhões neste ano, gastar uns R$ 30 bilhões ou R$ 50 bilhões não faria diferença no rombo, seria um cisco em um olho vazado.

Pode ser. A depender do tamanho da gambiarra, os credores do governo podem achar que se trata do começo de uma grande amizade, da primeira porteira derrubada de um "liberou geral". E daí? Daí as taxas de juros de prazo mais longo sobem, o real se desvaloriza e o tiro sai pela culatra.

Segundo problema, mas não menos importante, não há projetos, planos e meios de controle para gastar direito tais dinheiros. Muitas obras não andam porque são tecnicamente mal projetadas. Desperdícios, roubanças e falta de critério e prioridade são frequentes. É possível que enfiem jabutis nos gastos de investimento (gastos correntes, como despesas com salários e outros contrabandos).

Seria conveniente que houvesse alguma agência de controle de investimentos.

É razoável dizer que a retomada econômica será lenta sem um tranco de investimento público (o PIB se arrasta desde o fim da recessão), entre outros problemas de uma estagnação longa, como a destruição ou a obsolescência de capital, físico e humano.

No entanto, dados o tamanho da dívida, do déficit, da composição do gasto público e sua má qualidade, é bem razoável também dizer que a mera abertura da porteira para gasto extra, ainda que investimento, não é capaz de reativar a economia.

Nosso buraco é fundo e a discussão de como sair deste desastre é enrolada. É razoável pensar em mais investimento público.

Uma discussão séria do problema, porém, envolve grandes remanejamentos de despesa, aumento de carga tributária, um plano realista de contenção da dívida pública (um teto esperto). Tudo isso depende de um novo acordo nacional, um debate difícil e profundo, orientado por um governo construtivo. Nada disso existe.
Herculano
30/07/2020 10:16
O REMÉDIO DO PREFEITO MÉDICO DE ITAJAÍ

O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, MDB, nascido no PT, está em campanha a reeleição com o mesmo time de marqueteiros de Gaspar.

Volnei é médico. Ou seja, ele tem autoridade para prescrever o remédio que quiser e se responsabilizar por seus resultados.

Itajaí disputa com Joinville a liderança no número de mortes e se considerar que Navegantes, Balneário Camboriú e Camboriú são partes expandidas de Itajaí, o número assusta.

Volnei logo no início inventou um remedinho meio caseiro para dar em gotas nas bocas das pessoas para aumentar a imunidade. Foi derrotado pelo Ministério Público.

Recentemente, voltou com a Invermectina, remédio para vermes, como um preventivo.

Das duas uma: ou o remédio de vermes não está fazendo efeito ou o povo de Itajaí não está confiando no que prescreve o seu prefeito médico.
Herculano
30/07/2020 10:10
PRESCRIÇÃO DE HIDROXICLOROQUINA AUMENTA MAIS DE 800%

Conteúdo de O Antagonista. Um levantamento feito pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) mostra que a prescrição médica de cloroquina e hidroxicloroquina disparou neste ano no país, em meio à epidemia da Covid-19.

De janeiro a maio de 2020, o crescimento foi de 676,89% em relação ao mesmo período do ano passado (no caso da cloroquina) e de 863,34% (hidroxicloroquina).

As prescrições para o uso da cloroquina saltaram de 238 para 1.849 nos cinco primeiros meses deste ano. As de hidroxicloroquina, de 1.978 para 19.055.

O levantamento tomou como base a plataforma Memed, usada por médicos para fazer prescrição digital aos pacientes.

Em 2019, o sistema tinha 60 mil médicos cadastrados. Neste ano, a plataforma conta com 120 mil profissionais.

Este é o lamentável serviço prestado pelo Capitão Corona: recomendar o uso de medicamentos que não têm eficácia científica comprovada para combater a doença.
Herculano
30/07/2020 10:07
PENSANDO BEM...

A corrupção não possui limites, campo ideológico e cura ou punição no Brasil.

Ela une os da esquerda do atraso e os da direita xucra. Todos no mesmo saco. Vergonha.

E quem sustenta tudo isso, uma minoria de espertos, ladrões e bandidos? Uma maioria pagadora de pesados impostos - mesmo estando desempregado, fazendo bicos - e que não tem o retorno proporcional do Estado.

Num país em que pessoas empregadas no poder público, estáveis, bem como militares foram pegar o auxílio emergencial que era destinado apenas aos miseráveis e os feitos reféns da crise econômica da Covid-19, a corrupção se tornou um estado de espírito.

No Brasil, gente com dinheiro, rouba até mendigo. Gente com dinheiro transforma as suas apurações, provas e sentenças em pó, para escárnio de rouba galinhas do vizinho e está preso por causa disso.

E aos corruptos e com dinheiro da corrupção rolando solto para suas defesas, nada se pune. Nada se controla. Nada dá vergonha na cara de uma massa respeitável de doutores dos trambiques... Wake up, Brazil!
Herculano
30/07/2020 09:58
O QUE APRESSA AUGUSTO ARAS A MOSTRAR SERVIÇO CONTRA MORO E A LAVA JATO, por Andrei Meireles, em Os Divergentes

Até aliados de Aras avaliam que se ele não for o sucessor de Celso Mello no STF sua situação pode ficar insustentável no Ministério Público

Até aliados no Ministério Público do procurador-geral da República, Augusto Aras, se surpreenderam com sua escolha por uma live, na terça-feira à noite, com advogados que defendem os mais enrolados caciques políticos com corrupção para desferir seu mais forte ataque a Força Tarefa da Lava Jato. Alguns me disseram que, embora possa ter razão em algumas críticas a excessos da Lava Jato, seu erro foi o ambiente "muito ruim" onde foi divulgado. Outros afirmam que foi intencional.

Na ótica deles, Aras mirou dois alvos. O primeiro foi romper o cerco interno. Ele já assumiu o cargo em meio à desconfiança geral por não ter se submetido a já tradicional votação da lista tríplice por todos os procuradores da República. Tomou recente uma tunda na última eleição para o Conselho Superior do Ministério do Público. Perde de lavada nas Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal que cuidam da área criminal. Até na Quinta Câmara, coordenada pela subprocuradora geral Maria Iraneide Facchini, apontada como sua aliada na verdadeira guerra entre procuradores.

Nessa quarta-feira (29) veio justamente da Quinta Câmara a recomendação para que ele mantenha toda a atual estrutura das forças tarefas, inclusive da Lava Jato, por mais seis meses. O prazo da Lava Jato vence em setembro. Portanto, se depender dos colegas nos órgãos de cúpula da PGR, Aras não terá como desmanchar a Lava Jato e outras grandes investigações sobre corrupção até o final do ano. Só que ele tem pressa.

O outro alvo de Aras é sua meta de virar ministro do STF. Os advogados criminais que participaram da tal live na terça-feira têm forte influência política. Um deles, o Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, é advogado preferencial dos senadores enrolados com corrupção desde os tempos de José Sarney, Demóstenes Torres e Romero Jucá até uma penca deles ainda no exercício do mandato. O Senado é o o colegiado que aprova a indicação de um ministro para o STF.

De acordo com um procurador, com elevada posição na hierarquia do Ministério Público, diante desse impasse com a própria categoria, para mostrar serviço sobrou para Augusto Aras usar até o limite as prerrogativas e atribuições legais do procurador-geral da República. Não são poucas. Ele pode, inclusive, delegá-los. É o que fez com a sub-procuradora Lindora Araújo, ao escalá-la para a linha de frente do combate a Lava Jato.

Ao partir para cima da Lava Jato, Aras assume também um papel anti-Sérgio Moro, o que agrada muito o presidente Jair Bolsonaro e a seu influente clã. Ganha, assim, pontos na corrida pela cadeira do decano Celso de Mello com o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça. É um jogo de cartas marcadas. As de mais valor é a da capacidade de proteção da enrolada família Bolsonaro e de maior potencial de destruição de Sérgio Moro, que todas as pesquisas mostram ser um grande obstáculo à reeleição do presidente da República.

Desde 2014, quando começou a desvendar o maior escândalo de corrupção da nossa história, a Lava Jato é alvo de todos os tipos de ataque. Arrogância, vaidade e presunção à parte, como o delírio de gerir um fundo com recursos recuperados no escândalo da Petrobras de astronômicos R$ 1,5 bilhão, nenhuma acusação de fraude contra a Lava Jato até agora se confirmou. A verdade é que por mais que forcem a barra - da verborragia de Gilmar Mendes à sistemática campanha do PT e dos advogados de Lula e até ao traque dos diálogos divulgados pelo site The Intercept - nada abalou a solidez das apurações da Lava Jato. Os bilhões em todas e quaisquer moeda devolvidos são maior a evidência do tamanho da roubalheira flagrada.

A qualidade das decisões na primeira instância em Curitiba, confirmadas em todos os tribunais de revisão, reforça a relevância do trabalho ali feito. Só confirmam o tamanho e a relevância mundial da Lava Jato "denúncias" como a de Augusto Aras, na reunião com advogados criminais, de que a Lava Jato seria uma grande caixa-preta por ter um volume de documentos produzidos e terabytes" em informações arquivadas em seu banco de dados "muito maior" do que o guardado nos computadores da Procuradoria-Geral da República. Essa alegação não resistiu à resposta irônica de Sérgio Moro. "Sim. É a Lava Jato, a maior investigação sobre corrupção no mundo". Simples assim, Aras.

O problema é que Augusto Aras tem pressa. Tem que apostar suas cartas em um jogo de curto prazo. Quer emplacar sua ida para o STF já na vaga a ser aberta em novembro com a aposentadoria do ministro Celso de Mello. "Se ele não for agora para o Supremo, ficará em palpos de aranha. A Casa não o tolerará por mais seis meses", avalia um aliado dele. De acordo com essa fonte, se Aras for preterido, a pressão vai aumentar ou "até mudar de lado".

Essa fonte não me respondeu se esse "mudar de lado" pode significar que, se preterido na sucessão do STF, o servil Aras pode virar hostil a Bolsonaro.

Vale conferir.
Herculano
30/07/2020 09:53
O SUPREMO É O EDITOR DA SOCIEDADE? por Fernando Schüler, professor do Insper e curador do projeto Fronteiras do Pensamento. Foi diretor da Fundação Iberê Camargo, no jornal Folha de S. Paulo.

Foi exatamente contra a ideia do 'Estado editor' que surgiu o conceito moderno de liberdade de expressão

Foi interessante assistir ao ministro Dias Toffoli, nesta semana, em um debate promovido pelo site Poder 360, expondo com clareza seus pontos de vista sobre temas de censura e liberdade de expressão hoje em pauta no país.

O ministro foi taxativo: "A Constituição veda de modo absoluto a censura prévia". E concluiu: "Aquilo que ainda não foi tornado público pode vir a público e a pessoa vai arcar com suas consequências [...] pode emitir sua ideia, seja ela qual for. Até de defender o nazismo, até de defender o fechamento do Supremo".

Dito isto, era óbvia a pergunta pendurada no ar: e os cidadãos banidos das redes sociais, no inquérito das fake news? Isto é, impedidos previamente de dizer as coisas que poderiam lhes trazer "consequências". O que dizer?

O ministro sugeriu uma distinção: uma coisa seria proibir a "expressão" de um indivíduo; outra seria proibi-lo do uso de "veículos" para se expressar. Nesta lógica, os bloqueados não teriam perdido sua liberdade. Apenas não poderiam fazê-lo no Facebook ou no Instagram. Poderiam publicar panfletos, imaginei, mas ninguém aventou a hipótese.

Ato seguinte, o ministro sugeriu uma analogia entre os bloqueios e as prisões preventivas. Privação do direito de ir e vir seria muito mais grave do que perda da liberdade intelectual ou de expressão. Por que então deveria chocar mais as pessoas "meia dúzia de redes sociais paradas do que 200 mil pessoas presas provisoriamente?"

De minha parte, só vejo uma resposta a esta questão: choca por que é algo que não está na lei, muito menos na Constituição. Não importa que se trate de prisão ou banimento do Twitter. Choca é o desrespeito a um princípio, que é um bem para uma sociedade democrática.

O ministro foi além. Depois de se referir ao fato de que toda empresa de comunicação tem seu editor, explicou que "nós, enquanto Judiciário, enquanto Suprema Corte, somos editores de um país inteiro, de uma nação inteira, de um povo inteiro".

Eugênio Bucci estava no debate e, com sua gentileza habitual, lembrou que sociedades não funcionam como empresas de comunicação. Estas pertencem ao mundo privado e podem demitir o funcionário a partir de juízos de valor. Caberia, porém, a uma instituição de Estado fazer o mesmo? Isto é, "eleger valores que definem a circulação de conteúdos"?

Eis aí a questão central: sociedades abertas precisam de um "editor"? Sociedades que se definem precisamente pela diversidade de visões de mundo e por um desacordo fundamental sobre o erro e o acerto, o falso e o verdadeiro?

A resposta a esta pergunta está no próprio nascimento da ideia moderna de liberdade de expressão. Foi para defender o fim do direito à censura prévia de livros que o poeta inglês John Milton, no coração da revolução inglesa, escreveu sua "Areopagítica".

Em 1644 eram os livros. Hoje são redes e blogs. A questão fundamental é a mesma. Deveríamos presumir, perguntava Milton, que aqueles que censuram "dispõem da graça da infalibilidade, acima de todos nessa terra"? Era exatamente contra a ideia do Estado editor que John Milton se batia.

Estas questões pareciam estar resolvidas há muito tempo. De uma hora para outra, a coisa mudou. Vamos nos tornando um país em que a defesa da liberdade de expressão vai surgindo como um exercício perigosamente retórico e seletivo. E estranhamente capaz de assustar as pessoas.

País em que se aceita acriticamente o retorno da "absolutamente vedada" censura prévia. A lógica do "você não fala mais nada, seja bom, seja mau, seja verdade, seja mentira", como bem lembrou o professor e amigo Marco Sabino.

Os crimes cometidos na internet devem ser punidos, na forma da lei, e é saudável que se discuta mecanismos de proteção das instituições frente às novas tecnologias. O Congresso, neste exato momento, se dedica a esse debate.

Nada disso, porém, admite a tutela do Estado sobre a opinião. Ainda lembro do orgulho que todos sentimos quando a ministra Cármen Lúcia lembrou canções de sua infância para dizer que o "cala a boca já morreu". Sugiro não ressuscitá-lo.
Herculano
30/07/2020 09:48
EX-PRESIDENTE CRITICA MANOBRAS DA DIREÇÃO DA OAB, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O ex-presidente nacional da OAB Reginaldo de Castro está entre os muitos indignados, e não se surpreendeu quando soube que o também ex-presidente Marcus Vinícius Furtado Coelho, para ele "eminência parda" da Ordem, está entre os organizadores do 1º Congresso Digital Covid-19, em que a entidade expôs ministros de tribunais associando-os à logomarca do "patrocinador" Qualicorp, empresa fundada por Luiz Seripieri Júnior, preso na semana passada acusado de corrupção.

O 'SEM-LIMITES'

Reginaldo compara Marcus Vinícius a Richelieu, "não tem limites". E alerta para a data da ação do colega que beneficiou a Qualicorp.

ESCOLHA A DEDO

A liminar de Marcus Vinícius foi ao STF quando Ricardo Lewandowski estava de plantão no recesso de janeiro de 2014, e a concedeu.

ESPECIALISTA EM AGRADOS

Marcus Vinícius se esmerava em agrados. Nomeou "embaixador da OAB" na entidade de advogados em Londres um filho de Lewandowski.

TRAMPOLIM INSTITUCIONAL

Reginaldo também critica a candidatura frustrada de Marcus Vinicius a ministro do STF: "Nunca na história da Ordem um presidente fez isso".

SUBALTERNO OFENDE MINISTRA E PEDE APOSENTADORIA

Sempre rigoroso com gestores públicos que agem mal, o procurador do ministério público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, ficou devendo punição severa e imediata do seu chefe de gabinete, que foi grosseiro com a ministra Ana Arraes, durante sessão virtual da Corte, nesta quarta (29). Apenas concordou que o auxiliar use a porta dos fundos, pedindo aposentadoria. Aliás, aposentadoria com vencimentos integrais é a "punição máxima" dessa turma.

OFENSA AO VIVO

Ana Arraes presidia a sessão e se confundiu com a posição de Lucas Furtado, cujo auxiliar xingou: "Ele não pediu vista, porra! Mulher louca."

'VAI SER O CAOS'

Achando pouco, o camarada segue: "Rapaz do céu! A ministra Ana Arraes vai ser o caos na presidência do TCU!".

FUTURA PRESIDENTE

A ministra assumirá a presidência do tribunal em dezembro, em substituição ao atual ocupante do cargo, José Múcio Monteiro.

RETIRADA TARDIA E PARCIAL

Três dias após a denúncia desta coluna, a OAB retirou parcialmente da transmissão do Facebook a logomarca da Qualicorp colada à imagem de ministros e demais convidados do seu "Congresso Digital Covid-19".

LEWANDOWSKI FEZ ANDAR

O ministro Lewandowski concedeu a liminar solicitada pelo advogado Marcus Vinícius Furtado Coelho contra ato de Dilma favorável ao Geap, da qual a Qualicorp se beneficiou, mas encaminhou o processo ao relator, ministro Luiz Fux, desde fevereiro de 2014. Cumpriu o rito.

ESSES AMERICANOS...

Em Nova York, umas das regiões mais afetadas pelo covid no mundo, um dos hospitais de campanha para atender vítimas da pandemia custou US$52 milhões (R$269 milhões) e atendeu só a 79 pacientes.

MANDOU BEM

Reserva moral da República, o ministro Marco Aurélio fez questão de decidir, mesmo no recesso, o pedido debochado da turma do deputado Rodrigo Maia para anular as provas apreendidas no mandado judicial cumprido no gabinete do deputado Paulinho da Força.

VANTAGEM DO LOCADOR

Segundo a assessoria da Funai, o contrato de aluguel de R$1 milhão por mês da luxuosa sede da fundação, em Brasília, foi fechado em 2017, mas foi renovado em julho de 2019 por ser "mais vantajoso".

LEGISLATIVO NA PANDEMIA

Segundo o Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB), dos 540 projetos com regime de urgência no Congresso, entre 15 de março e 5 de julho (na pandemia), 482 têm deputados como autores (90%).

O AVANÇO DA CENSURA

A FGV/DAPP realiza nesta quinta (30) webinar sobre "como monitorar a discussão política nas redes sociais" na Argentina e no Brasil, onde já tramita um (perigoso) projeto sob pretexto de "combater fake news".

ESTATAL É UMA MÃE

A Federação dos Petroleiros (FUP) denunciou ontem que a diretoria da Petrobras aumentou em R$11 milhões sua própria remuneração em 2020. O custo dos salários dos 9 diretores pulou para R$43,3 milhões.

PENSANDO BEM...

...tem CPI para tudo, exceto para diminuir a corrupção
Herculano
30/07/2020 09:41
da série: um país que se atrasa, independente de governo; estamos discutindo terraplanismo, remédios sem receitas médicas para atender campos ideológicos, e acreditamos em João de Deus... meu Deus!

CÉREBROS FOGEM DO PAÍS ENQUANTO FUNDO DE CIÊNCIA TEM R$ 5,2 BI EM CAIXA, por Marcia Barbosa, professora da UFRGS, diretora da Academia Brasileira de Ciências e membro da Academia Mundial de Ciências. Em 2020, foi escolhida pela ONU Mulheres como 1 das 7 cientistas que moldaram o mundo, no jornal Folha de S. Paulo.

Falta de investimento leva talentos do Brasil e dificulta desenvolvimento da nossa pesquisa

Ao fim de um webinário, ouço a pergunta de um participante: a ciência vai nos salvar? Como pesquisadora, sei que a ciência já salvou minha vida inúmeras vezes. Se vivesse na Europa de 1800, minha expectativa de vida seria de 34 anos, e eu provavelmente não teria chegado aos meus 60 atuais.

Não foi um milagre ou uma conjunção de astros que aumentou a expectativa de vida da população, foi a ciência. Ela ampliou a produção e a segurança alimentar, criou medicamentos e vacinas, inventou tecnologias para tornar o trabalho mais seguro e dinâmico e estabeleceu que diversidade e cooperação são instrumentos de eficiência.

E aqui no Brasil? A ciência gera desenvolvimento não só na formação de recursos humanos. Ela é responsável pela melhoria da produção agrícola, pelo desenvolvimento do etanol na produção de energia, pela criação da insulina humana recombinante, pela compreensão dos processos educacionais e pela estruturação das cidades em países em desenvolvimento.

Mas a produção do conhecimento, como todo relacionamento, requer investimento. E, apesar dos recursos disponíveis para isso, o governo opta por desacreditar o conhecimento. Não pensem que é por falta de grana; as verbas para financiar a ciência de forma regular e ininterrupta existem. São provenientes de impostos específicos administrados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Hoje, enquanto jovens pesquisadores brasileiros vão para outros países em busca de oportunidades, o FNDCT mantém R$ 5,2 bilhões em caixa e apenas R$ 600 milhões liberados para investimento.

O governo age de forma irresponsável, como se fosse um trabalhador que guarda o salário no banco em vez de alimentar a sua família. Sim, a ciência vai nos salvar, mas só se investirmos nela.
Miguel José Teixeira
29/07/2020 21:57
Senhores,

Ainda sobre a PEC do abilolado deputado bolsonarista que postei abaixo, atentem para a ABSURDA CONFISSÃO que poucos de nós, burros-de-cargas, sabíamos:

o Rio de Janeiro tem "a maior quantidade de servidores federais do país..."

Portanto, vejam só o disparate: o RJ tem mais servidores públicos federais que a própria Capital Federal, Brasília.

Não tem perigo disso dar certo!

Cantarolemos, pois, Vinícius e Toquinho adaptado:
. . .
"Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe
Você vai ter que viver
Na "toga" da mironga do kabuletê
Na "toga" da mironga do kabuletê
Na "toga" da mironga do kabuletê
Na "toga" da mironga do kabuletê
Na "toga" da mironga do kabuletê"
. . .
Miguel José Teixeira
29/07/2020 18:48
Senhores,

Mais uma para o FEBEAPÁ-CoronaEdition:

"Deputado bolsonarista cria PEC para que Rio volte a ser capital do Brasil ..."
. . .
O biruta do laranjal "defende, no texto da PEC, que "é inconteste que o Rio de Janeiro é mais Capital que Brasília" por abrigar "as bases de instituições federais e ministérios" e a maior quantidade de servidores federais do país..."

Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/chico-alves/2020/07/29/deputado-bolsonarista-cria-pec-para-que-rio-volte-a-ser-capital-do-brasil.htm?cmpid=copiaecola

Pois é. . . a casa da mãe joana (alerj) ficou pequena para tantas "rachadjinhas". É preciso o Congresso Nacional.

Esse abestado não sabe o estado em que se encontra seu Estado?

Ministério da "çaúde" adverte: cloroquina e vermífugo consumidos para outras finalidades, causam demência.
Herculano
29/07/2020 13:01
da série: é preciso explicar mais como a corrupção corrompe?

GRUPO QUE ORGANIZOU LIVE COM ARAS TEM TORON, KAKAY E DEFENSORES DO "LULA LUVRE"

Conteúdo de O Antagonista. Os ataques de Augusto Aras à Lava Jato, como noticiamos, repercutiram no meio jurídico e foram amplificadas por outros adversários da operação, como parlamentares e militantes petistas.

Ao aceitar o convite para participar da conversa com advogados, na noite de ontem, Aras sabia bem onde estava pisando. Ou seja, tinha total conhecimento de que estaria ao lado de notórios adversários da operação. O grupo Prerrogativas, organizador da webconferência, defende, por exemplo, que Lula foi "condenado sem provas".

Integrantes da associação estão entre os maiores críticos da força-tarefa, com um histórico de artigos e livros contra a Lava Jato, os procuradores que atuaram na operação e, sobretudo, contra o ex-juiz Sergio Moro.


Desde o início da pandemia, o Prerrogativas já fez lives com outras autoridades, como o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o presidente do STF, Dias Toffoli.

Um dos seminários virtuais do grupo, realizados durante a pandemia, foi um fórum sobre a suspeição de Sergio Moro, com a participação do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, conhecido por não medir palavras nos ataques ao ex-juiz da Lava Jato. Àquela altura, o convite a Aras já estava em gestação.

O Prerrogativas surgiu há cinco anos, pouco depois das primeiras fases da Operação Lava Jato, inicialmente como um grupo de WhatsApp. O objetivo prioritário era defender as prerrogativas dos profissionais, sobretudo os que atuavam no caso, mas logo a associação de advogados virou uma trincheira contra a força-tarefa em si, com ataques aos integrantes da Lava Jato.
Herculano
29/07/2020 12:58
da série: os políticos aliviados com a intervenção do Procurador Geral na Lava Jato

"MINISTÉRIO PÚBLICO GOSTA DE CONTROLAR, MAS NÃO QUER SER FISCALIZADO", DIZ MAIA

Na avaliação do deputado, há poucas punições e afastamentos no Ministério Público

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo, Texto de Danielle Brant, da sucursal de Brasília. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se somou às críticas feitas pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, à operação Lava Jato e afirmou ter a impressão de que o Ministério Público gosta de controlar, mas não quer ser fiscalizado.

Na terça-feira (28), Aras disse que não podia aceitar que houvesse documentos invisíveis à corregedoria. "É um estado em que o PGR não tem acesso aos processos, tampouco os órgãos superiores, e isso é incompatível", afirmou.

Em entrevista ao apresentador José Luiz Datena nesta quarta (29), Maia concordou com o procurador-geral e afirmou que houve excessos no Ministério Público.

"A crítica que eu faço é exatamente que me dá a impressão muitas vezes que o Ministério Público é um órgão fundamental para o nosso país, para a nossa democracia, para o nosso futuro, para o nosso desenvolvimento... claro, o trabalho que eles fazem é fundamental. Mas a impressão que me dá é que não gostam de ser fiscalizados, muitas vezes", disse.

Maia criticou o fato de o procurador-geral, que é responsável por todos os Ministérios Públicos, não ter acesso a informações dentro da estrutura do órgão. Também disse que, ao contrário do que ocorre no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), há poucas punições e afastamentos no Ministério Público.

"O que eu acho é que se cumpre o papel de controlar os outros e não se tem o papel de controlar o Ministério Público", afirmou. O deputado citou episódios de votações na Câmara que, de acordo com ele, eram antecedidas por coletivas de membros da Lava Jato com críticas ao que seria apreciado na Casa.

"Em determinado momento, qualquer coisa que a gente ia votar tinha uma coletiva lá do pessoal de Curitiba, 'não pode votar isso, não pode votar aquilo', como se fossem um árbitro, uma figura acima do bem e do mal", criticou Maia, que disse que o Ministério Público não pode estar blindado.

"Eu lembro que num país que quer ser democrático, a liberdade de imprensa é fundamental, a liberdade de expressão é fundamental, mas o devido processo legal também é fundamental, porque senão não é uma democracia", afirmou.

Na entrevista, o presidente da Câmara também falou sobre o racha recente que ocorreu com a saída de DEM e MDB do blocão, que hoje reúne formalmente nove legendas e 221 parlamentares, dentre eles muitos do centrão.

O desembarque ocorreu em meio à disputa pela sucessão da Presidência da Câmara e também após a aproximação do centrão do governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Maia negou que a saída de DEM e MDB do grupo tenha relação com a eleição de 2021 na Câmara e chamou de desinformação as notícias que saíram sobre o assunto na mídia.

"Está parecendo que MDB e DEM saíram do bloco para questionar a liderança do deputado Arthur Lira (PP-AL), a sua força. Não tem nada a ver uma coisa com a outra", disse.

Segundo ele, a saída dos partidos do blocão foi um processo natural de desfazimento do grupo formado para compor a CMO (Comissão Mista de Orçamento) em fevereiro.

"O desfazimento do bloco é natural a cada ano e não há nenhuma tentativa de enfraquecer a liderança de ninguém, muito pelo contrário", afirmou.

"[Não houve] nenhuma tentativa de enfraquecer a liderança do líder Arthur Lira, de desqualificar o trabalho dele, muito pelo contrário. É o líder que tem individualmente mais força, tem um partido unido, o qual ele lidera com muita força".
Herculano
29/07/2020 12:53
TRANSPARÊNCIA

Sobre a afirmação do Procurador Geral da Republica, Augusto Aras e que se tornou manchete esta manhã (Aras diz que é hora de 'corrigir rumos' para que 'lavajatismo não perdure'), o ex-juiz Federal e ex-ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Fernando Morro, escreveu o seguinte no seu twitter:

Desconheço segredos ilícitos no âmbito da Lava Jato. Ao contrário, a Operação sempre foi transparente e teve suas decisões confirmadas pelos tribunais de segunda instância e também pelas Cortes superiores, como STJ e STF.
Herculano
29/07/2020 12:50
da série: para quem não entendeu ainda o jogo duplo de Bolsonaro a favor dos corruptos.

"PGR ESTÁ DESMONTANDO A LAVA JATO"

Conteúdo de O Antagonista. Míriam Leitão, em O Globo, explica os novos ataques de Augusto Aras à Lava Jato.

"O procurador-geral da República está desmontando a Lava-Jato. Ele tenta criar um descrédito público sobre a atuação da força-tarefa, que ele chama de 'lavajatismo'. Em outra frente, o procurador-geral também se movimenta para arquivar as investigações que surgiram na colaboração de Sérgio Cabral, conduzida pela PF. A atuação dele só enfraquece o combate à corrupção", diz a colunista.

E ainda:

"O curioso é que esses sinais de Aras se acumulam exatamente no governo que durante a campanha eleitoral prometia combater a corrupção. Era uma propaganda enganosa. Jair Bolsonaro nunca em sua carreira política atuou contra os desvios. Em 2018, ele surfou a onda contra a corrupção, que é um sentimento legítimo da sociedade."
Miguel José Teixeira
29/07/2020 10:34
Senhores,

A grandeza da Lava-Jato e o nano-poder de plantão.

. . ."o arquivo dos procuradores de Curitiba ocupa um espaço de 350 terabytes de memória, enquanto que o restante todo do Ministério Público Federal, no seu sistema único, tem 40 terabytes.". . .

Para Aras, MP não pode ter segredos

(Por Maíra Nunes, hoje, no CB, em Política)

O procurador-geral da República, Augusto Aras, criticou ontem duramente a "falta de unidade" do Ministério Público e o fato de a Operação da Lava-Jato ter mais dados do que todo o sistema unificado do MP, com informações sobre 38 mil pessoas mantidas em "segredo". Ao defender que as informações colhidas em investigações sejam compartilhadas nacionalmente, ele deixou clara a divergência em relação ao modo de trabalho da força-tarefa de Curitiba.

"Não que o procurador-geral da República seja o dono do destino de 38 mil pessoas, mas que todo o MP possa, de forma fundamentada e devidamente instruída, justificar para que quer saber da vida alheia. Para que não sirva de bisbilhotice, chantagem, distorção ou nenhum propósito anti-republicano", condenou, ao participar de live com o grupo Prerrogativas, que reúne advogados que fazem severas críticas à Lava-Jato de Curitiba.

Segundo Aras, o arquivo dos procuradores de Curitiba ocupa um espaço de 350 terabytes de memória, enquanto que o restante todo do Ministério Público Federal, no seu sistema único, tem 40 terabytes. "Ninguém sabe como (esses dados) foram escolhidos e quais os critérios. Não se pode imaginar que uma unidade institucional se faça com segredos", disse.

Correções
Aras defende que chegou o momento de corrigir rumos para que o "lavajatismo não perdure". Segundo ele, isso não quer dizer leniência com a corrupção, mas sim o fim do "punitivismo" do MP. Para Aras, a unidade e a coerência são elementos fundamentais para que as instituições se mantenham de pé.

"Contrariamente a isso, o que nós temos aqui na casa é o pensamento de buscar fortalecer a investigação científica e, acima de tudo, visando respeitar direitos e garantias fundamentais", disse. Segundo ele, a maior preocupação desde que assumiu o cargo foi retomar a ideia de unidade funcional do MP para tratamento igualitário.

"Nós temos o apoio do MP inteiro. E uma oposição interna sistemática não vai impedir que este procurador, que ora se encontra na chefia da instituição, se amedronte, se intimide ou seja manipulado por qualquer que seja o interesse", avisou, em crítica clara ao coordenador da Lava-Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.

Aras, escolhido por Jair Bolsonaro em setembro de 2019, embora não fizesse parte da lista tríplice de candidatos apresentada pela PGR, levantou suspeitas sobre a maneira como eram indicados os procuradores até então. Segundo ele, dois relatórios de perícia da Controladoria-Geral da União e do comando do Exército apontam que as listas tríplice eram "fraudáveis". "Não posso dizer fraudadas, porque o mecanismo era tão poderoso que não deixava rastro", comentou, insinuando que um grupo tentou se apossar da Procuradoria com objetivos pouco claros.
(Correio Braziliense)

O PGR pode ter lá suas razões.

No entanto, não consigo acreditar em alguém que é amicíssimo do pancráceo que é amicíssimo do cavalão, cuja tropa é terasuspeita de ilícitos aos borbotões.
Miguel José Teixeira
29/07/2020 09:23
Senhores,

E a "famiglia bolsonaro", hein?

Tomou um bico do tio sam!

Refutou as "rachadjinhas" do zero 1.
Desprezou o "gabinete do ódio" do zero 2.
Vomitou os hamburgueres do zero 3.
Ignorou as "mintchuras" do zero 4 e
Defenestrou a cloroquina do capitão zero-zero.

Também, um pentiunvirato desse naipe, só se cria aqui na república da toga na mironga do cabuletê, POR ABSOLUTA FALTA DE OPÇÃO!
Herculano
29/07/2020 09:03
MOISÉS RETIRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA DA PAUTA DA ALESC, por Cláudio Prisco Paraíso

Moisés da Silva encaminhou mensagem à Assembleia pedindo a retirada de pauta do PLC 33.5/2019. É a proposta de reforma previdenciária que, uma vez retirada, encerra a tramitação no Legislativo.

A solicitação do governador pegou todo mundo de surpresa, sobretudo deputados e empresários, embora o presidente da Fiesc, Mário Aguiar, tenha gravado um vídeo curto na sequência, defendendo a retirada e a rediscussão da matéria. O projeto foi modificado na CCJ da Alesc, onde todas as emendas parlamentares ao texto foram acatadas pelo relator, o que motivou a decisão do governo.

Na tarde desta terça-feira, 28, o Conselho das Federações Empresariais (Cofem), que reúne as sete grandes entidades patronais do setor produtivo, manifestou preocupação com o andamento do processo de impeachment contra Moisés, a vice-governadora e o secretário de Administração do Estado.

No texto, o Cofem não cita a Reforma da Previdência. Mudanças no sistema previdenciário, contudo, são uma das grandes bandeiras do empresariado catarinense, que clama por novas regras como uma das bases para a retomada econômica. Esta expressão está na nota dos empresários.

Na sexta-feira, o presidente da Facisc, Jonny Zulauf, posicionou-se de forma firme contra o processo e citou a reforma previdenciária como uma das prioridades para os deputados estaduais.

Outro ponto fundamental: a Previdência pública estadual de Santa Catarina hoje acumula prejuízo de R$ 320 milhões mensais, cerca de R$ 4 bilhões por ano, conta que é paga pelos catarinenses e que pressiona o setor produtivo.

MOMENTO INADEQUADO

A Comunicação do governo distribuiu relise sobre o assunto. E Confirma que as alterações promovidas na CCJ não agradaram o Centro Administrativo. "Segundo o chefe do Executivo, a retirada se dá para evitar a aprovação de alterações que descaracterizam a proposta enviada, reduzindo consideravelmente a economia planejada para os próximos anos. De acordo com previsão do Instituto da Previdência de Santa Catarina (Iprev), com as mudanças, a economia projetada de R$ 18 bilhões seria reduzida em R$ 16 bilhões.

Carlos Moisés destacou que a intenção do Executivo é de reenviar o projeto em um momento mais adequado. "A reforma precisa cumprir o seu objetivo de trazer mais equilíbrio para a previdência estadual também no longo prazo", afirmou o governador," diz trecho da matéria governista.

Números da Previdência em Santa Catarina
as informações da assessoria do Iprev. Em 2016, o número de aposentados e pensionistas ultrapassou o de servidores em atividade. Atualmente, Santa Catarina registra 67,1 mil aposentados e pensionistas - que equivale a 56,2% do total de segurados - contra 52,2 mil servidores na ativa, representando 43,8%. Mensalmente, o déficit financeiro do Poder Executivo com o pagamento de benefícios previdenciários é de cerca de R$ 320 milhões, alcançando, em 2019, R$ 4 bilhões.

A despesa do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), em 2018, superou em 2,3 vezes o orçamento liquidado da segurança pública. O valor supera ainda em 1,72 vezes o investido na educação e 1,73, na saúde.
Herculano
29/07/2020 08:56
STF PRECISA DECIDIR SE MANTÉM SANTUÁRIO PARA BANDIDOS OU APLICA A LEI, por Por Alexandre Garcia, no site Gazeta do Povo, Curitiba

Há um tempo, o ministro Edson Fachin atendeu ao pedido do PSB e concedeu uma liminar proibindo a polícia de entrar nas comunidades do Rio de Janeiro durante a pandemia da Covid-19. Agora, o Supremo Tribunal Federal está votando se mantém essa liminar ou não. Os três primeiros votos foram a favor: Fachin, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.

O primeiro voto contra aconteceu na terça-feira (28) e foi do ministro Alexandre de Moraes, que foi ministro da Justiça. Para ele, se a liminar continuar em vigor, a segurança da população das comunidades será retirada. E completou afirmando que isso não é atribuição do STF.

Com essa liminar, a Corte estabelece que o fator de segurança é quem comete crimes e não a polícia, ou seja, que se a polícia entrar é um fator de insegurança, um absurdo. E que essas favelas são territórios soberanos de bandidos, fora da lei nacional. Em tempos de guerra do Vietnã, a gente costumava chamar isso de santuário.

CRIMENÃO COMPENSA

Está sendo leiloado o lote de 15 diamantes e cinco barras de ouro 24 quilates do Ali Babá carioca, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. O dinheiro arrecadado vai para o Ministério da Justiça e o Fundo Antidrogas.

Essa era a riqueza que o ex-governador podia guardar em casa. Cabral foi condenado, pela Lava Jato, a 281 anos de prisão por corrupção. Há muitos casos em que o crime não compensa.

HIDROXICLOROQUINA

A médica nigeriana Stella Immanuel, que mora e trabalha em Houston (EUA), fez um desabafo recentemente sobre o uso da hidroxicloroquina. Muitos de vocês já devem ter visto o vídeo.

Stella disse que já salvou 350 pacientes que tinham coronavírus, inclusive pessoas com diabetes, pressão alta, asma e idosos. Afirmou que é um absurdo pessoas morrerem de Covid-19.

Para ela, o tratamento com hidroxicloroquina, zinco e azitromicina deve ser usado. Stella afirma que os médicos que falam que ainda não há provas consistentes de que o uso desses medicamentos é eficaz não trataram ninguém com o vírus.

A médica diz que essa é a prova. Lá na Suíça também há uma prova: quando o tratamento com a hidroxicloroquina foi suspenso, a quantidade de mortes por milhão aumentou e quando o uso foi retomado, as mortes caíram novamente.

REGIME DE TERROR

Novamente um decreto municipal passou por cima dos direitos constitucionais. Dessa vez aconteceu em Balneário Camboriú (SC). Decretos municipais estão permitindo que a polícia entre na casa de pessoas sem mandado judicial.

Isso é um regime de terror. Digo isso porque nesta terça-feira (28) completou 236 anos que Maximilien de Robespierre, o líder do regime do terror, foi guilhotinado em Paris durante a Revolução Francesa.

SEM FORO PRIVILEGIADO

A Câmara está reclamando ao STF que a polícia não pode fazer busca e apreensão nos gabinetes dos deputados. Só que algumas operações não são referentes ao período de mandato do parlamentar.

Quando uma investigação se refere a um fato anterior ao mandato, um juiz de primeira instância pode determinar a busca e apreensão porque o caso não tem mais foro privilegiado. O próprio Supremo decidiu isso."
Herculano
29/07/2020 08:40
LIMINAR DA OAB NO STF BENEFICIOU A QUALICORP, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Como presidente da OAB nacional, Marcus Vinícius Furtado Coelho ajuizou ação para anular decreto de Dilma que autorizava a operadora de servidores Geap a vender planos de saúde sem licitação e baratos. A liminar foi concedida em 2014 pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que até hoje não a liberou para julgamento de mérito, e beneficiou diretamente a Qualicorp, de Luiz Seripieri Júnior, preso por corrupção há 8 dias. Agora, a mesma Qualicorp patrocina o atual evento da OAB.

MUITO ESTRANHO

Não por coincidência, Furtado Coelho ingressou com a ação durante o recesso. É que só o presidente da OAB tem essa prerrogativa.

QUE COISA FEIA...

Para ex-dirigentes do Geap, a Qualicorp usou a OAB contra o plano de saúde dos servidores como parte da estratégia de dominar o mercado.

MANDA QUEM PODE

A influência da Qualicorp na OAB é forte: sua marca foi exibida ao lado da imagem de ministros como Dias Toffoli (STF), nas redes sociais.

SEM EXPLICAÇõES

Procurado para explicar suas relações com a Qualicorp e a liminar que a beneficiou, Furtado Coelho não atendeu nossas insistentes ligações.

ALUGUEL DE SEDE LUXUOSA DA FUNAI É R$1 MILHÃO

Após assumir, em janeiro de 2019, a ministra Damares Alves (Mulher, Direitos Humanos etc) logo descobriu que a Funai em Brasília fica em prédio de luxo, com aluguel mensal de mais de R$1 milhão, incluindo o condomínio de R$211 mil, todo santo mês. Damares mandou a Funai procurar algo mais barato, até em respeito aos funcionários da ponta, onde estão os índios, que trabalham em condições precárias. Mas o Congresso tirou a Funai de Damares e tudo ficou como estava.

CAINDO AOS PEDAÇOS

"Eu vi sede da Funai em casinha, caindo", disse Damares duas semanas após sua posse como ministra. De lá para cá, nada mudou.

VIATURA COMO SEDE

Funcionários da Funai usam velhos veículos usados como "escritórios". As sedes físicas, onde existem, não têm nada, nem ventilador.

VANTAJOSO PARA QUEM?

Por sua assessoria, a Funai garante que seu presidente, Marcelo Xavier, mandou fazer um estudo que indicou ser o aluguel "vantajoso".

PELO DIREITO DE TENTAR

Enquanto a Anvisa inventa o factoide de receita médica para remédio contra lombriga, pacientes de ELA, que não têm tempo a perder, estão à espera de que os beócios dessa agência autorizem a importação de medicamentos promissores contra a doença, que ainda é incurável.

O VÍRUS DA FAKE NEWS

O presidente do STJ, João Otávio de Noronha, testou positivo para Covid-19, mas está bem, assintomático, em casa. A "fake news" de que ele teria dado entrada em hospital particular indignou o ministro, ontem.

LIBERDADE DE QUÊ?

Espertamente, o presidente do STF, Dias Toffoli, repete a estratégia do colega censor, ao usar "fake news" e eventuais ameaças criminosas a ministros como pretextos para relativizar a liberdade de expressão.

AFRICANOS DO LADO DE CÁ

Durante webinar do IX Encontro Triângulo Estratégico América Latina e Caraíbas-Europa-África, o chanceler Ernesto Araújo agradou muito aos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ao afirmar que "o Brasil é um país africano do outro lado do Atlântico."

O VÍRUS DA CENSURA

Facebook, Twitter e Google, controladores das maiores redes sociais, censuraram a coletiva de um grupo de médicos sobre o covid porque não gostaram de opiniões expressadas. Também apagaram os vídeos.

LUZ NO FIM DO TÚNEL

Segundo o painel de acompanhamento do covid-19 do site dos Cartórios de Registro Civil do Brasil, a média móvel do número total de mortes está caindo desde 25 de maio (944) no Brasil. E está caindo em ritmo acelerado desde 15 de julho (787). No dia 27 foram 371 óbitos.

SÚBITO INTERESSE

Após a nomeação de Regina Duarte para a Cinemateca Brasileira, surgiu interesse de parlamentares sobre a situação do órgão que toma conta da história do audiovisual brasileiro. Todos de oposição, claro.

TAP ESTÁ DE VOLTA

A portuguesa TAP planeja retomar duas rotas para Lisboa a partir de setembro: os vôos que decolam de Brasília e de Salvador. Com isso, a empresa atenderá sete destinos através de oito rotas diferentes.

PENSANDO BEM...

...a reforma tributária não reduzirá impostos, mas vai dar um tapa no visual.
Herculano
29/07/2020 08:31
COMEÇA A ELEIÇÃO DA GOVERNANÇA DO PAÍS, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Disputa pelo comando da Câmara move partidos e deve redefinir 'parlamentarismo branco'

O que existe de governança do Brasil é uma resultante do desgoverno de Jair Bolsonaro, de um anteparo na Câmara e de surtidas do Supremo contra desbordamentos do bolsonarismo. Diga-se "governança" por conveniência e brevidade, para dar um nome ao que resulta do salseiro. Não é governo, que inexiste, nem equilíbrio de Poderes. É uma bruxa inacreditável, mas que existe.

Esse esquema de governança improvisada, por informe, gelatinoso e variável que seja, deve mudar a partir do começo do ano que vem com a eleição dos novos (ou não) presidentes da Câmara, em especial, e do Senado. Vai definir se a Câmara continua como um anteparo das exorbitâncias do governo e dar uma medida mais precisa do apoio que Bolsonaro tem no Congresso (se é que quer mesmo algo assim, tão normal).

Essa eleição começou. Ou, melhor, começa o rearranjo de blocos partidários que vão apoiar este ou aquele candidato. O DEM do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o MDB fizeram questão de se separar do bloco formal de partidos que incluía a geleia do centrão. Com eles, o PSDB deve compor uma troica, embora outras adesões sejam possíveis. Os três partidos juntam 74 dos 513 deputados.

Parece pouco, mas não é lá bem assim. O grupo de parlamentares tidos como mais à esquerda não tem o que fazer a não ser aderir a quem não seja bolsonarista ou ficar fora do jogo (uma estupidez sem sentido prático, político ou interesseiro, pois teriam ainda menos poder de ocupar qualquer posição de relevância na Câmara). Juntam uns 140 deputados, por aí. A troica e a "esquerda" somam, pois, mais de 210 parlamentares.

É o grupo que poderia levar adiante uma versão do "parlamentarismo branco" que colocou alguma ordem na política politiqueira de Brasília, negociou, relatou e aprovou projetos relevantes e rejeitou desmandos piores do Planalto. Foi o que restou de governança sensata do país, goste-se ou não de seus projetos e programas.

O que sobrou do blocão antes integrado por DEM e MDB é mais ou menos o que se chama de centrão, 158 parlamentares. Esse bloco ainda pode rachar, tendo em vista a eleição da Câmara (fevereiro de 2021), e deve contar com agregados do PSL (parte bolsonarista, parte não, parte talvez) e seus 41 deputados, e do Republicanos, 33 deputados, que vem a ser o partido da Igreja Universal. Esses partidos têm uns três candidatos a princípio viáveis.

Decerto essas continhas são demasiadamente certinhas no mundo ainda mais gelatinoso de uma Câmara em que inexiste uma coalizão de governo e no qual mais de 70% dos deputados se dividem ideologicamente entre conservadorismo, extremo conservadorismo e extrema direita. São continhas ainda mais precárias em um Congresso de fragmentação partidária recorde e de legendas que começam a pensar em fusões e aquisições tendo em vista a ameaça da cláusula de barreira, em 2022.

Mas é dessas danças do acasalamento infiel é que deve sair a cara do comando improvisado do país. Na disputa da Câmara vai ficar mais claro o tamanho do bloco da boquinha bolsonarista, instável, mas relevante para saber das possibilidades ora remotas de impeachment e dos riscos de serem aprovados projetos "passa a boiada" pelo país. A disputa está muito no começo. O governo mal passou a jogar o jogo da coalizão, do qual tenta participar desde abril. Na verdade, nem se sabe se vai ser esse o jogo, o de uma normalização política, business as usual. Mas as cartas estão indo para a mesa.
Herculano
29/07/2020 08:23
FICA COMBINADO ASSIM, por Carlos Brickmann

Bolsonaro erguer uma caixinha de hidroxicloroquina com os braços estendidos acima da cabeça, como Bellini, que celebrizou o gesto ao festejar nossa primeira Copa do Mundo, é ridículo. Insistir em louvar a hidroxicloroquina para as emas é ainda mais ridículo. Devolver ao Governo Federal a hidroxicloroquina que receberam de presente, como fizeram alguns Estados, é tão ridículo quanto. E nocivo: a hidroxicloroquina é remédio padrão para malária, para lúpus, usada nestes casos há mais de 70 anos. Deixar os pacientes à míngua, ou pagando o triplo, é inaceitável, além de ridículo. Pode-se ir mais longe: se o médico prescreve hidroxicloroquina e o paciente concorda, por que impedi-los de combater a Covid de seu jeito?

Há uma explicação lógica para a devolução da hidroxicloroquina à União. Os três milhões de doses que o Brasil ganhou de Trump e da Novartis vieram em cartelas de cem comprimidos, que deveriam ser fracionadas em cartelas de menos de cinco comprimidos. É tarefa para um exército de farmacêuticos, e cara. Como não havia verba para o fracionamento, devolveu-se o remédio.

É uma explicação simples, lógica e imbecil. Se o remédio veio de graça, que se enviem as cartelas às farmácias populares para distribuição gratuita. E sejam entregues aos médicos que as solicitarem. O que não se admite é deixar sem remédio que dele necessita ?" para malária, lúpus ou coronavírus.

Chega de política partidária em Saúde. Deixem o médico trabalhar.

RISCO VISÍVEL

Esta coluna não discute Direito. Nem teria sentido: alguém que não sabe nem o endereço das faculdades não vai debater com mestres pós-graduados no Exterior, para os quais até a toga tem de vir embebida do saber de alfaiates vizinhos a escolas internacionais. Mas creio que está sendo violado um dos artigos basilares da Constituição americana, a Primeira Emenda, que inspirou todas as constituições democráticas: a proibição da censura.

OPINIÃO SEM CENSURA

Cada pessoa é livre para dizer o que pensa, mas pode ser processada por quem se sentir atingido. Entendo a posição do Supremo, achincalhado por ministros na presença silente de Bolsonaro, ameaçado de fechamento por um dos filhos do presidente, com fundamentalistas chamando um ministro para a briga, perturbando a paz de seus vizinhos e ameaçando persegui-lo onde quer que esteja.

Mas, se entender é fácil, justificar não é possível: que houve manifestações mal-educadas, grosseiras, injuriosas, isso houve, mas que os responsáveis sejam processados na forma da lei e não proibidos de falar.

ROLHA NOS OUTROS

Calar Twitter, Facebook e outras redes é censura prévia, sim. Até mais, porque se censura a pessoa, e não o que ela iria dizer, se pudesse. Não diga que no caso a censura prévia é aceitável. Censura nunca é aceitável. Já fui proibido, no tempo da ditadura, de escrever o nome "Leonardo". Era o nome do censor e ele temia ser ironizado sem perceber. Por isso, o grande artista era apenas "Da Vinci".

E não pense que os atingidos até que merecem. Pois censura começa com os outros, sempre. E a rolha termina em todos nós.

BOM EXEMPLO

Donald Trump Jr., filho mais velho do ídolo de Bolsonaro, foi punido pelo Twitter com doze horas de bloqueio. O zero à esquerda de Trump pegou suspensão por ter defendido a hidroxicloroquina numa série de tuítes em que atacou adversários democratas e o Dr. Anthony Fauci, aliás assessor do pai, por rejeitarem o remédio. Incrível: pela Constituição, o Congresso não pode criar restrições à liberdade de expressão. Mas o Twitter pode?

Como nos ensinou aquele ministro, se abrir uma brecha, por ela passa toda a boiada.

NASCE TORTO....

Esta coluna tem ótimas fontes na Bahia. Mas nem tinham de ser tão boas. Por mais escandalosa que seja a gastança, lá também estão providenciando. Agora é uma licitação do Tribunal de Justiça baiano, a quase R$ 1 milhão por mês, para contratar serviço de 116 motoristas para desembargadores, servidores e serviços gerais. São 61 motoristas para 61 desembargadores. Há mais 43 para coordenação de transportes, três para Varas da Criança e Juventude, dois para o Fórum, dois para o Fórum da Família, cinco para o Almoxarifado. Dizem que com isso se reduz o custo do transporte.

...MORRE TORTO

Este colunista tem outra sugestão para reduzir o custo do transporte. Só ficariam um ou dois carros na reserva, os demais seriam vendidos. Um app atenderia a Suas Excelências com carros de luxo e motoristas apreciados pela clientela, a preços normais. Como de hábito, manutenção e combustível ficariam a cargo do aplicativo. Quem quisesse um carro melhorzinho, sempre com o mesmo motorista, poderia comprar, com seu próprio dinheiro, talvez um Bentley (andei uma vez, gostei muito) e contratar, de seu bolso, aquele motorista em quem confia. Sabe que funciona? Nos Estados Unidos é assim.
Herculano
29/07/2020 08:12
A REFORMA DO ESTADO, POR FAVOR, por Antonio Delfim Netto, economista, ex-ministro da Fazenda (1967-1974), no jornal Folha de S. Paulo

96% do orçamento ainda obedece ao que determinaram os sábios de 1986.

O que chamamos de economia política é uma acumulação secular de conhecimentos dos sucessos e dos fracassos do homem na sua eterna tentativa de usar os recursos físicos e a sua experiência obtida na caminhada para atender às suas necessidades que crescem endogenamente à medida que ele caminha.

É uma batalha entre elementos físicos (recursos x desejos),que não dependem da sua expressão monetária.

A moeda pode facilitar as trocas, pode até determinar o comportamento do homem, mas não é nem cria os recursos físicos, cujo uso inteligente determina a produtividade do trabalho humano.

Uma das consequências perturbadoras da pandemia que nos assombra e para a qual estamos dando uma resposta comparável às dos outros países (com a PEC da Guerra e a flexibilização da política monetária) é o crescimento da ideia de que "moeda é recurso".

Isso torna tudo mais simples, uma vez que "produzir" moeda é a coisa que o governo faz melhor...

A discussão sobre o Fundeb (os seus benefícios sobre a "igualdade de oportunidades" de nossos futuros cidadãos são indiscutíveis) revelou isso, com um agravante. Foi mais uma manifestação de "onipresença", "onisciência" e "onipotência" do Congresso.

Repetiu a tragédia de colocá-lo na Constituição o que engessou a ação do governo por ignorar a dinâmica demográfica.

O mesmo erro pelo qual estamos pagando agora, quando vemos que 96% do orçamento ainda obedece ao que determinaram os sábios de 1986!

Em lugar de propor a reforma do Estado para controlar o crescimento endógeno das despesas de custeio com uma casta não eleita que nos últimos sete anos, enquanto o PIB per capita declinou mais do que 5% e o desemprego atingiu 14% da força de trabalho, manteve seu emprego e viu seus salários crescerem (às custas de direitos mal adquiridos) 4% real ao ano!

Enquanto isso, descobriu-se recentemente 38 milhões de cidadãos "invisíveis" que ganhavam sua vida honestamente, com trabalhos intermitentes, longe do Estado protetor.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse numa live recente que a reforma do Estado deveria ser uma prioridade que infelizmente não está na agenda porque o governo Bolsonaro, com seus preconceitos que recusam toda evidência empírica e tem um viés exagerado pelas despesas correntes militares, não quer ouvir falar dela.

O mais decepcionante é assistir alguns oportunistas recomendarem "tecnicamente" a "boa solução": fazer mais uma rodada de "aumento de impostos", repetindo o que vimos fazendo há mais de 30 anos.
Miguel José Teixeira
28/07/2020 09:21
Senhores,

Corona-Enigma

"Maré leva carros de luxo após moradores furarem quarentena no Pará ...

Veja mais em https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/07/27/mare-leva-carros-de-luxo-apos-moradores-furarem-quarentena-em-belem.htm?cmpid=copiaecola

Sei não. . .ainda penso que há uma quadra de Nostradamus à ser revelada. . .
Miguel José Teixeira
28/07/2020 09:16
Senhores,

No Planalto, nuvem de gafanhotos muda de rumo.

"MDB E DEM deixam o blocão", na mídia.

Isso significa: aumento dos preços da base alugada!

Chamem o zédirceu para articular o mensalão, URGENTE!

Vem aí. . .os ministérios para o centrão chamar de seus.
Herculano
28/07/2020 08:36
EUA E CHINA MOSTRAM QUE NEGóCIOS DEVEM PREVALECER À IDEOLOGIA, por Mauro Zafalon, na coluna Vaievem das Commodities, no jornal Folha de S. Paulo

No Brasil, ainda há quem misture política com negociações comerciais e busque frear essa corrente de comércio essencial para o país

Algumas autoridades brasileiras deveriam aprender regras de negociações com EUA e China. Mesmo durante uma nova onda de guerra fria, os dois países avançam na comercialização de produtos agrícolas.

Os americanos buscam vender o quanto podem para os chineses, enquanto estes, apesar de fechamento mútuo de consulados, aceleram as compras porque necessitam dos alimentos dos EUA.

No Brasil, um dos principais fornecedores de produtos agrícolas e de carnes para a China, ainda há quem misture política com negociações comerciais e busque frear essa corrente de comércio, essencial para o Brasil.

Mesmo em um momento de acirramento de tensões entre os dois líderes mundiais, os chineses já encomendaram 8 milhões de toneladas de soja dos americanos da safra 2020/21, que ainda está na lavoura. No mesmo período do ano passado, as compras eram inferiores a 200 mil.

Os chineses, na verdade, estão fugindo dos custos do produto brasileiro e, com isso, avançam no acordo comercial da chamada fase 1 que fizeram com os americanos.

O produto brasileiro está ficando muito caro e escasso. De janeiro a junho, o Brasil exportou 60,3 milhões de toneladas de soja, 38% mais do que no ano passado. Os chineses levaram 43,4 milhões de toneladas dessa soja. Neste mês, deverão sair mais 9 milhões dos portos brasileiros.

Daniele Siqueira, da AgRural, diz que os chineses levam em consideração as condições de mercados e, neste momento, só os Estados Unidos têm grande volume de soja.

O Brasil termina julho com vendas externas de 69 milhões de toneladas da oleaginosa, podendo chegar a 80 milhões no ano.

Resta, portanto, pouca soja para os próximos cinco meses, o que encarece o produto tanto para a indústria nacional quanto para as exportações, segundo a analista.

A China, que está recompondo o rebanho de suínos, muito afetado pela peste suína africana, necessita de matéria-prima para a produção de ração.

Mas o país asiático também vem de uma crise provocada pelo coronavírus, e o consumidor teve perda de renda. A redução de custos nas importações é essencial.

O Brasil continua sendo o grande mercado para os chineses, mas os preços internos elevados neste ano diminuem a competitividade brasileira neste segundo semestre. A saca de soja em Cascavel (PR) está próxima de R$ 107, e, em Sorriso (MT), de R$ 94.

Com isso, diferentemente do que ocorreu em 2018, neste ano a política fica de lado, e os americanos, cuja colheita ocorre neste segundo semestre, passam a ser os fornecedores dos chineses.

Bioinsumos?
As grandes empresas, maiores detentoras da produção de químicos, avançam na produção de insumos biológicos para a agricultura. A Basf coloca no mercado seu primeiro biofungicida para hortifrútis.

Caminhando juntos?
Para Rodrigo Pifano, da Basf, a atividade produtiva e o ambiente devem andar de mãos dadas. Já Pedro Mendonça, também da empresa, diz que, ao induzir a resistência da planta, o bioinsumo melhora a qualidade final do produto.

Mercado?
O uso de insumos biológicos atinge 20 milhões de hectares no país, diz a CropLife Brasil. São movimentados R$ 700 milhões ao ano.

Investimentos?
O desenvolvimento de um bioinsumo leva de cinco a dez anos, segundo a Basf. Para a CropLife, o custo mínimo de um produto de cinco anos de desenvolvimento é de US$ 7 milhões até chegar ao mercado.?
Herculano
28/07/2020 08:26
da série: necessário e urgente. No artigo que abre esta coluna mostrei como Santa Catarina avança na integração e inteligência das suas polícias. Entretanto, é pouco, se outras não tiverem a mesma disposição operacional e estratégica

SISTEMA ÚNICO COM DADOS CRIMINAIS DEVE CUSTAR R$ 90 MILHõES

Pode ser aprovado ainda nesta semana um projeto que vai reunir todas as informações criminais do país em um sistema único, diz a Folha.

O projeto, elaborado pelo Ministério da Justiça em parceria com a Polícia Federal, tem o objetivo de interligar os atuais 27 bancos de dados dos estados e do Distrito Federal - que não se comunicam.

A proposta deve custar cerca de R$ 90 milhões e será paga pelo Fundo Nacional de Segurança Pública.

Hoje, a PF conta com uma base com cerca de 23 milhões de pessoas cadastradas (o sistema engloba dados como crimes, passaportes e registro de armas, por exemplo). O novo sistema permitiria uma base de 200 milhões de pessoas - praticamente toda a população brasileira.

A expectativa é a de que, na quinta-feira, o conselho gestor do Fundo Nacional de Segurança Pública aprove a proposta. Em seguida, o projeto segue para a análise final do ministro da Justiça, André Mendonça.
Herculano
28/07/2020 08:17
TRANSPARÊNCIA

Desde ontem, circula nas redes sociais, a internação em Blumenau por suspeita de Covid-19, do secretário de municipal de Desenvolvimento Econômico, Renda e Turismo, de Gaspar, Celso de Oliveira, MDB.

Na prefeitura, oficialmente, um silêncio só. Na secretaria, os funcionários dizem que ele não aparece por lá.

Nas redes sociais, ainda, mostram o post que o secretário fez no dia quatro de julho para promover um encontro político-familiar na sua base eleitoral do Bela Vista, com paçocas e a presença do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB.

Depois de tanto tempo, esta, certamente, não foi a causa e origem da contaminação, mas..
Herculano
28/07/2020 08:10
RECEIO DE REGULAR MÍDIAS SOCIAIS FAVORECE O STATUS QUO, por Pablo Ortellado, professor do curso de gestão de políticas públicas da USP, é doutor em filosofia.

Celeridade da lei das fake news não permite pactuar as regras, mas regulação da moderação de conteúdo segue necessária

As regras que orientam o funcionamento das mídias sociais estão outra vez no coração do debate político. A regulamentação do seu funcionamento é um dos maiores desafios das políticas públicas e é efetivamente cheia de riscos - mas a inação, com a manutenção do status quo, é pior.

Há duas questões que são o cerne do problema. A primeira é que a liberdade de expressão, basilar para o funcionamento de uma democracia, às vezes entra em choque com outros direitos, como o direito das minorias, o direito à honra ou o direito à saúde. E esses direitos precisam ser equilibrados.

A segunda questão é que, na ausência de uma regulação pública, prevalece o autorregramento do setor privado, o que o jurista americano Lawrence Lessig imortalizou no slogan "code is law", ou seja, quem escreve o código do serviço regula o seu funcionamento.

Esse imbroglio está no centro do debate, tanto sobre as ações de moderação e fechamento de contas pelas plataformas de mídia social como sobre o PL das fake news. Em ambos os casos, há o argumento, que vem ganhando adesão, de que não se deve olhar para os conteúdos, mas para os comportamentos, aplicando medidas punitivas mais duras apenas para quem usa contas falsas ou tenta manipular os algoritmos.

Essa saída é boa apenas para as empresas, que desviam assim o foco do enorme poder que exercem sobre a moderação do debate público. Afinal, há vários conteúdos impróprios que circulam nas plataformas e que não vêm acompanhados do chamado "comportamento inautêntico". Nem sempre quem veicula discurso de ódio, por exemplo, se faz passar por outrem.

Se decidirmos então que é preciso olhar para os conteúdos, vamos ter que pactuar as regras do debate democrático. Se é bem verdade que a celeridade que os presidentes das casas legislativas impuseram à tramitação do projeto de lei das fake news não permite fazer agora essa pactuação com o devido cuidado, isso não significa que ela não precisará ser feita no futuro.

O processo de moderação de conteúdos nas mídias sociais precisa ser regulado.

Não podemos deixar que empresas privadas, agindo segundo regras inteiramente próprias e sem nenhuma supervisão, excluam, rotulem ou diminuam o alcance de postagens ou suprimam contas. Talvez seja preciso ir além e mitigar ou eliminar os incentivos que as plataformas oferecem para discursos delirantes, inflamatórios e divisivos.

Intervir nisso é perigoso e delicado, mas depois de tudo o que vivemos - da ascensão da extrema direita ao negacionismo da Covid - manter o status quo não deveria mais ser uma opção.
Herculano
28/07/2020 08:01
OAB FAZ MINISTROS DE TRIBUNAIS PASSAREM VEXAME, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, submeteu a vexame vários ministros e até presidentes de tribunais superiores, incluindo Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, ao participaram de seminário, por videoconferência, suas imagens foram exibidas ao lado da logomarca do patrocinador principal do evento: a Qualicorp. O fundador e acionista da empresa, Luiz Seripieri Júnior, preso dias atrás por corrupção, poderá ter demandas julgadas pelos magistrados.

PEGOS DE SURPRESA

Constrangidos, convidados do evento afirmam que não foram avisados de que suas imagens seriam associadas à logomarca da Qualicorp.

TRAJETóRIA POLÊMICA

Criada por Seripieri, a Qualicorp virou gigante, segundo investigadores, vendendo planos de saúde coletivos à sombra de favores oficiais.

PAIS DA MATÉRIA

O evento 1º Congresso Digital Covid-19 é obra da dupla Felipe Santa Cruz e Marcus Vinícius Furtado Coelho, ex-presidente da OAB.

O CONGRESSO DO MICO

O evento da OAB, que fez autoridades do Poder Judiciário pagarem mico é denominado 1º Congresso Digital Covid-19.

ANVISA PREPARA UMA NOVA 'TOMADA DE TRÊS PINOS'

A agência reguladora Anvisa está determinada a criar uma "tomada de três pinos" na telemedicina: minuta de resolução na pauta de decisões da diretoria, que tem força de lei, prevê que médico só poderá emitir receita eletrônica após obter certificação eletrônica no "cartório" do governo, e a farmácia só está autorizada a vender após consultar o site do "cartório". Se a internet estiver ruim, o doente fica sem remédio.

NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Mentes obtusas da Anvisa acham que a internet nos grandes centros é a mesma Brasil afora. Ignoram que o acesso é precário em todo o País.

APEGO À BURROCRACIA

A soberba não deixa a Anvisa perceber que sua decisão burocratiza a emissão de receitas por meio eletrônico, um avanço da tecnologia.

ELES QUEREM COMPLICAR

A Anvisa não se contenta em tornar digitais as exigências analógicas impostas às receitas de papel. Precisou inventar mais um "cartório".

MINISTRO PASSA BEM

O ministro Felix Fischer, um dos mais admirados no Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi operado nesta segunda (27) de um problema no abdômen. Passa bem. Talvez receba hoje alta do hospital DF Star.

SEPARAÇÃO PREVISTA

DEM e MDB não são partidos de abandonarem o poder. Associaram-se ao "centrão", como em todos os anos, para conseguirem cargos na Comissão Mista de Orçamento. Como em todos os anos, desfizeram a aliança logo em seguida. Nada a ver com a aproximação a Bolsonaro.

PROJETO PRóPRIO

Baleia Rossi (SP), presidente do MDB, está em campanha para presidir a Câmara. Não poderia seguir liderado por Arthur Lira (PP-AL), o mais forte candidato ao cargo, hoje. Por isso "vazou" do campo do "centrão".

DEM TEM DONO

O DEM deixou o centrão para ficar a serviço das manobras do seu principal personagem, Rodrigo Maia, que tenta criar ambiente para alterar a Constituição só para permitir a ele uma nova candidatura.

MUY AMIGO

Candidato à prefeitura do Recife este ano, o deputado João Campos (PSB) foge como o diabo da cruz de fotos ao lado do correligionário e amigo Geraldo Júlio, alvo de cinco operações da Polícia Federal.

QUEM AMEAÇA?

A federação de petroleiros divulgou nota para "reiterar a preocupação" com o abastecimento de combustíveis, após a privatização de refinarias. Não explica o motivo, só fala no fantasma da "ameaça".


PROFISSÃO: DEMAGOGIA

Um grupo de deputados do PT e PSB, contrário ao pacote de ajuda na pandemia, joga para a platéia criando "aposentadoria especial" para entregadores de aplicativos, com escassas chances de aprovação.

ALGO MUDOU

A FGV/DAPP promove webinário com o Eurasia Group e o economista Ian Bremmer, nesta terça (28), para debater perspectivas para a democracia e consequências do processo de digitalização pós-Covid.

PENSANDO BEM...

...já houve tempos em que só não podia xingar a mãe; agora é exercer o direito de crítica a ministro do STF.
Herculano
28/07/2020 07:51
ARAPONGAS NO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, por Cristina Serra, no jornal Folha de S. Paulo

O ministro André Mendonça deve explicações à sociedade

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, deve explicações à sociedade sobre a atuação de um órgão a ele subordinado, a Secretaria de Operações Integradas (Seopi). O repórter Rubens Valente revelou no UOL que a Seopi produziu um dossiê com informações sobre 579 pessoas, a maioria servidores de órgãos de segurança pública, que integrariam um certo "movimento antifascismo".

Tudo indica que estamos diante de uma estrutura de espionagem e intimidação, aos moldes ditatoriais. Também foram alvo da bisbilhotice intelectuais do porte de Paulo Sérgio Pinheiro, integrante da extinta Comissão Nacional da Verdade e da Comissão Arns, de defesa dos direitos humanos, que tem se manifestado de maneira firme contra atos de Jair Bolsonaro, como a incitação ao genocídio de povos indígenas.

O ministro também deveria esclarecer por que revogou normas que facilitariam o rastreamento de armas destinadas aos agentes da Força Nacional de Segurança. A revogação se soma a outras medidas tomadas por Bolsonaro que aumentam o descontrole da circulação de armamento no país. A quem isso interessa ?

André Mendonça é o mesmo que chamou Bolsonaro de "profeta" e que não hesita em intimidar jornalistas críticos ao governo recorrendo à Lei de Segurança Nacional, restolho do regime militar e anomalia jurídica mantida na ordem democrática como tumor não extirpado.

Quando ainda respondia pela Advocacia-Geral da União, criticou governadores e prefeitos por tomarem medidas "autoritárias" no combate à pandemia. Já ministro, quando um grupo de celerados atacou o Supremo Tribunal Federal com fogos de artifício, afirmou que era preciso compreender a "crítica" e a "manifestação" do povo com "humildade".

Bolsonaro já disse que pretende indicar para o STF um ministro "terrivelmente evangélico" e que Mendonça -pastor presbiteriano - se encaixa nessa definição. Um alinhamento terrivelmente servil também pode garantir pontos extras na disputa.
Herculano
28/07/2020 07:32
REGISTRO

Faleceu na noite desta segunda-feira, dia 27 de julho, Mário Antônio de Souza, mais conhecido como Maroca. Morador do bairro Margem Esquerda, tinha 64 anos e muito relacionado no meio do futebol amador de Gaspar.

Foi mais uma vítima da Covid-19 e que se agravou por outras comorbidades.

Ele era o irmão mais velho da ex-vereadora, ex-secretária de Saúde, ex-candidata a prefeita e que aposentada atua no CAPS, Teresa da Trindade.
Herculano
27/07/2020 14:40
O RESIDENCIAL MILANO, NO BAIRRO DA COLONINHA É UM RESIDENCIAL POPULAR PARA PESSOAS DE BAIXA RENDA.

O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

DESEMPREGADAS E EM PLENA CRISE GRAVE ECONôMICA PROVOCADA PELA PANDEMIA, ESTÃO LÁ CORTANDO O GÁS DOS INADIMPLENTES.

A SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DA PREFEITURA, ASSISTINDO
Herculano
27/07/2020 12:25
TUCANOS NA MIRA, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Ainda que tardias, acusações contra Alckmin e Serra merecem exame rigoroso

Passados mais de seis anos desde o início da Operação Lava Jato, é possível constatar que as investigações sobre corrupção causaram menos incômodo ao PSDB do que ao PT e ao MDB, siglas que se revezaram no poder com os tucanos por três décadas.

Acusado de receber propina da gigante de alimentos JBS e das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, o deputado Aécio Neves (MG) é réu em duas ações penais, mas elas tramitam lentamente e parecem longe de um desfecho.

Nas últimas semanas, uma ofensiva desconcertante atingiu o senador José Serra e o ex-governador Geraldo Alckmin, que mandaram em São Paulo por quase vinte anos e concorreram duas vezes cada um à Presidência da República.

No início deste mês, o Ministério Público apresentou à Justiça denúncia contra Serra pelo crime de lavagem de dinheiro. Ele e sua filha são acusados de movimentar ilegalmente no exterior recursos destinados a campanhas eleitorais do senador.

Em outra ação, desencadeada na terça-feira (21), a Polícia Federal fez buscas em endereços ligados a Serra e prendeu um empresário apontado como articulador de um esquema de caixa dois.

Um despacho do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, frustrou a tentativa dos policiais de estender as buscas ao gabinete do tucano no Senado.

Na quinta (23), promotores de São Paulo pediram à Justiça Eleitoral abertura de ação contra Alckmin, acusado de receber mais de R$ 10 milhões do caixa dois da Odebrecht para suas campanhas.

A influência política de Serra e Alckmin hoje em dia é uma sombra pálida da exercida no passado. Ainda assim, a sequência de ações assombra os tucanos, ao revirar esqueletos de administrações passadas e relações com empreiteiras.

Alckmin disse que as acusações contra ele são infundadas, mas se afastou do posto que se preparava para assumir na coordenação da campanha do prefeito da capital, Bruno Covas, que deve concorrer à reeleição neste ano.

As ações são particularmente embaraçosas para o governador João Doria, que está de olho nas eleições de 2022 e vem se distanciando da velha guarda do partido para tentar viabilizar suas notórias aspirações presidenciais.

Caberá agora à Justiça examinar os casos de Aécio, Serra e Alckmin com o rigor adotado contra políticos de outros partidos. Espera-se também que o faça com celeridade e atenção a eventuais excessos da Lava Jato- que não seriam os primeiros - nessas ações tardias.
Herculano
27/07/2020 10:30
PREFEITOS E VEREADORES SERÃO ELEITOS EM NOVEMBRO, MAS NENHUM PRESTA, por Itamar Garcez, em Os Divergentes

O título desta crônica resume a crença paradoxal predominante no Brasil a respeito da representação eleitoral. O voto é direto, secreto e universal, mas as escolhas que fazemos foram, são e serão sempre as piores

Toda a vez que as eleições se aproximam reflui o debate sobre a qualidade dos candidatos - neste ano em 15 e 29 de novembro, a serem escolhidos livremente por 150 milhões de eleitores. Como sói acontecer, imediatamente após o pleito a cidadania passará a malhar os recém-eleitos.

A frase síntese desta esquizofrenia política é a que se lê em entrevistas a matutinos e hebdomadários. "Este Parlamento não me representa" equivale a dizer "votei, mas não tenho nada a ver com isso". Vereadores e deputados serão eleitos pelo voto direto, secreto e universal, mas, desde já, não representam os brasilianos.

Predominante, a sentença é de tal forma arraigada à nossa cultura política que brota espontaneamente. Dia destes, na conversa de uma âncora e um colunista de uma rádio de alcance nacional o tema surgiu ao acaso ao referirem-se a um famoso padre.

- Por mim [ele] seria candidatíssimo... ao Nobel da Paz - defendeu o colunista e professor.

- Ah, tá. Ai que susto - retrucou a âncora.

- Ai, que susto - concordou outra jornalista.

- Eu já tava preocupada com o professor querendo meter ele na política. Não ia rolar - completou a âncora.

- Deus me livre! Deus me livre! - esconjurou o colunista, entre risadas de todos.

Emblemático. Um trio bem informado, mas com o mesmo pensamento contraditório que predomina no eleitorado.

Parlamento velhaco, sociedade virtuosa

O Congresso Nacional, para ficar na representação máxima do legislativo patrício, não presta. Prepondera o imaginário no qual as duas cúpulas complementares do Legislativo federal são habitadas exclusivamente por larápios e interesseiros.

Se esta imagem corresponde à realidade, uma eleição seria o momento propício para melhorar os legislativos. O padre em questão merece tamanha consideração que poderia ser premiado com um Nobel. Portanto, enriqueceria o Parlamento, melhorando a média parlamentar.

Eis que não. Se ele é muito bom, Deus nos livre de vê-lo votando as leis que podem melhorar o Brasil. O País tem um orçamento milionário (R$ 3,6 trilhões em 2020). Aprová-lo e fiscalizar sua aplicação é função precípua do Legislativo. Caso eleito, o padre poderia influenciar diretamente o destino dos polpudos recursos públicos.

Do jeito que se estrutura a visão majoritária, o Parlamento é lugar de gente má intencionada. Um padre com boas intenções, ou nada poderia fazer, ou seria contaminado pela súcia legislativa.

Portanto, seguindo este raciocínio, nada há o que fazer. Somos e seremos uma nação de gente honesta e trabalhadora comandada por políticos desonestos e indolentes.

Elegi, mas não é problema meu

Há duas premissas equivocadas nesse pensamento enraizado na mídia e espraiado na sociedade.

Primeira, a tentativa de separar eleitor e eleito, como se não fossem duas faces da mesma moeda. Sim, o sistema partidário é disfuncional e boa parte das legendas está à cata dos vultosos recursos dos fundos partidário e eleitoral ?" que, ademais, deveriam ser extintos.

Existem, no entanto, legendas e políticos com propósitos e objetivos explícitos, com projetos de poder. São poucas, o que é bom, pois um país não precisa de miríada de partidos. Mesmo assim, o eleitor persiste em sufragar candidatos com ficha corrida no lugar de ficha limpa - além de acreditar em salvadores da pátria, como o mandatário que ora nos conduz (teve 57,7 milhões de votos).

Algumas disfunções estão embutidas nessa tentativa de separar eleito de eleitor, como votar reincidentemente em embusteiros e afastar os bons cidadãos, como o padre benfeitor, da política. Bastam estas características para tornar o eleitor corresponsável pela qualidade dos legislativos.

Porém, se nenhum presta, que tal o eleitor movimentar-se e lá colocar autênticos representantes da sociedade? Ou fiscalizar os que elegeu? "É absolutamente incompreensível que o eleitor não acompanhe o modo como o político eleito exerce o mandato, já que se trata de seu interesse imediato", indignou-se O Estado de S. Paulo, em editorial recente.

Leis por combustão espontânea

O segundo equívoco é concluir que, em que pese o Congresso Nacional, o Brasil avançou nas demandas populares. A conclusão fere a lógica.

Boa parte dos avanços políticos, econômicos e sociais conquistados nas últimas décadas deve-se ao Parlamento. Desde a Lei do Divórcio, do senador Nelson Carneiro, na década de 1970, até as cruciais aprovações dos projetos que mitigaram os efeitos da pandemia do coronavírus, todos tiveram a chancela do Parlamento.

Sim, leitor, houve tempo em que o casamento era indissolúvel. Coube ao Congresso Nacional eliminar esta armadura conjugal.

Durante a pandemia, o Legislativo foi ágil. Aprovou proposições fundamentais para enfrentar a covid-19, sem as quais não haveria amparo legal para as ações do Executivo.

Ah, mas só fizerem isto, nada mais. Vejamos. Lei Maria da Penha, Código de Defesa do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatuto da Igualdade Racial, Lei dos Genéricos, Lei de Acesso à Informação, Estatuto do Idoso, Lei de Crimes Ambientais, Política Nacional de Resíduos Sólidos, Política Nacional do Meio Ambiente, Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

A Lava-Jato, a primeira operação de combate à corrupção que encarcerou homens ricos, brancos e poderosos, agora sob ataque conjunto de petistas e bolsonaristas, foi possível graças ao arcabouço legal aprovado pelo Parlamento. Caso da Lei das Organizações Criminosas, Lei Anticorrupção e leis de delação premiada.

Legislativo, patuleia sem adereços

Surge, então, mais um argumento contraditório. Bem, mas os políticos só fizeram tudo isto por pressão popular. A virtude torna-se impostura.

O Parlamento atendeu ao povaréu e votou como queriam a maioria dos eleitores, atendendo à demanda popular. Mas este aspecto é desprezado, como de somenos relevância.

Deve-se parte deste raciocínio sinuoso à baixa qualidade de muitos congressistas, envolvidos em maracutaias diversas. O senso comum nos indica que se são larápios e interesseiros nada de bom podem produzir.

Paradoxal? Sim, eis paradoxo da atividade parlamentar. Um deputado ou senador pode ao mesmo tempo ser um meliante do erário e aprovar um avanço, um projeto que melhore a qualidade de nossas leis. C'est la vie.

Ao contrário do Executivo (parcialmente interditado ao povaréu) e do Judiciário (aberto tão somente aos endinheirados e seus causídicos argentários), o Legislativo, por sua natureza, é o poder mais permeável aos anseios populares.

Mais do que isto, reflete as contradições da sociedade. O aborto é um exemplo. Não há consenso na sociedade sobre o direito da mulher de desfazer-se da vida que carrega no ventre. O Parlamento reflete esta indefinição.

Os prefeitos e vereadores que saírem das urnas em novembro não serão melhores ou piores do que a média dos cidadãos que os sufragam ?" pela semelhança ou pela omissão. Com suas contradições e idiossincrasias, os legislativos refletem as virtudes e os defeitos da relutante democracia brasiliana. São um espelho que evitamos para não encarar nossa imagem nua e sem adereços.
Herculano
27/07/2020 10:18
NO STF, MINISTROS ESTRANHAM AÇÃO DA AGU CONTRA BLOQUEIO DE PERFIS BOLSONARISTAS

Conteúdo de O Antagonista. Alguns ministros do STF estranharam a ação da AGU contra o bloqueio de perfis de bolsonaristas nas redes sociais.

Um deles disse a Andréia Sabi que a AGU "não tinha motivos para agir" e que a ação é um aceno aos apoiadores mais radicais do presidente,

No governo, ministros defendem a iniciativa e argumentam que integrantes do STF foram sondados antes sobre a intenção de Bolsonaro em "marcar posição".

Como mostramos, contas de apoiadores e empresários bolsonaristas foram bloqueadas na sexta-feira (24).

A decisão pela suspensão dos perfis foi tomada por Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news.
Herculano
27/07/2020 10:02
TIKTOK É APP MAIS BAIXADO DA PANDEMIA, por Ronaldo Lemos, advogado, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, no jornal Folha de S. Paulo

Banir o TikTok das lojas de aplicativo poderá fraturar a internet

Em 2018, escrevi aqui na coluna que o aplicativo daquele ano era o TikTok. Estava errado. Ele é o aplicativo de 2020.

Durante a pandemia, a rede social de vídeos consolidou sua posição como um dos apps mais baixados do planeta. No primeiro semestre de 2020, teve o melhor desempenho de um app na história: 315 milhões de downloads. No segundo trimestre, competiu apenas com o Zoom em número de downloads.

O resultado é que mais de 2 bilhões de pessoas já baixaram o app. Com as pessoas trancadas em casa, o app mostrou-se um bom companheiro. Isso se reflete no tempo que as pessoas gastam nele.

Em média, toda vez que um usuário abre o TikTok, fica lá por 294 segundos. Como base de comparação, o tempo gasto no Instagram por sessão é de 144 segundos, em média, e, no Twitter, de 114 segundos.

A explicação está no fato de o TikTok ter sido construído para otimizar o consumo de vídeos no celular. Quando alguém abre o TikTok, ele já começa a exibir vídeos na hora, que ocupam a tela toda do aparelho. Ele não tem um "feed", como têm o Facebook ou o Instagram.

Em outras palavras, a comida é servida diretamente, sem que o usuário precise olhar o cardápio. Além disso, o TikTok não se importa se você criou uma conta ou não, nem se você tem muitos ou poucos seguidores (o chamado "social graph").

Além disso, ele dá a oportunidade de viralização tanto para quem é grande quanto para quem é pequeno. Se o conteúdo é bom, a inteligência artificial da plataforma vai testando-o sucessivamente para públicos cada vez maiores, ampliando seu alcance se ele continuar a "performar".

Além disso, o TikTok adotou um modelo agressivo de parcerias com celebridades. Há rumores de que a plataforma chegou a pagar influenciadores para postar lá.

Investiu também pesado em publicidade. No início de 2019, 13% de todos os anúncios exibidos no Facebook eram do TikTok. A plataforma chegou a gastar US$ 3 milhões por dia com anúncios. Os gastos foram praticamente zerados a partir de abril de 2019. Não era preciso investir mais. O jogo já estava ganho.

Com grande sucesso vêm grandes responsabilidades. O TikTok é produto da chinesa Bytedance. A empresa é considerada hoje a startup mais valiosa do planeta. E uma das mais ágeis. Além do TikTok, já tem produtos na área de música (Resso) e mensagens (Feiliao), para competir com o Spotify e o WhatsApp.

Neste exato momento, o TikTok está sob ataque. Vem sendo acusado de coletar dados exorbitantes dos usuários. Há também ameaças de que possa ser banido nos Estados Unidos, por alegado risco à segurança nacional. Se isso acontecer, a decisão não será fácil.


Banir o TikTok será equivalente a colocar fim ao sonho da internet enquanto rede para a qual ninguém precisa pedir permissão ("permissionless"). O banimento seria o oposto de toda a ideologia do Vale do Silício, de uma rede aberta.

Se for exigido que ele seja retirado das lojas de aplicativos, a decisão poderá fraturar a internet. Terá sabor de ponto final em uma certa inocência da rede que conhecemos até agora.

READER
Já era
Games e esportes tradicionais em mundos diferentes

Já é
Twitch, plataforma que transmite partidas de games ao vivo

Já vem
Twitch, que vai transmitir também partidas de esportes tradicionais ao vivo
Herculano
27/07/2020 09:54
da série: entende-se a preocupação dos políticos pelo bilionário fundo que melhora a performance do alunato. A certeza da impunidade é registrada na insistência e reincidência, mesmo sabendo que se é alvo.

PF FAZ BUSCAS NA CASA DO GOVERNADOR DO PIAUÍ E NO GABINETE DA PRIMEIRA-DAMA, DEPUTADA FEDERAL PELO ESTADO

Operação investiga suspeita de desvios de recursos do Fundeb e do Pnate em superfaturamento de contratos de transporte escolar. Em nota, a Seduc declarou que está colaborando com as investigações.

Conteúdo do portal G1. Apuração e texto de Andrê Nascimento, de Teresina, Piauí. A Polícia Federal realizou buscas na casa do governador Wellington Dias (PT) e da primeira-dama do estado, ex-secretária estadual de educação e deputada federal, Rejane Dias (PT), na manhã desta segunda-feira (27). Além da casa, foram alvos de buscas o gabinete da primeira-dama, em Brasília, empresas e casa do irmão da deputada, além da sede da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), em Teresina. A ex-secretária, segundo a PF, é o alvo das buscas na investigação de esquema criminoso para fraudar licitações de transporte escolar.

Esta é a terceira etapa da Operação Topique e, segundo a Policia Federal, mesmo após as primeiras fases das investigações, o governo do estado continuou contratando as empresas suspeitas. A primeira fase da Operação, a PF cumpriu mandados na sede da Seduc e em outros 39 locais. Na segunda fase, batizada Operação Satélite, os policiais federais fizeram buscas no Palácio de Karnak, sede do governo estadual, e novamente na Seduc.

Segundo a PF, servidores públicos e empresários teriam se associado para superfaturar contratos de transporte escolar. A Polícia Federal não esclareceu quais as suspeitas que recaem sobre o governador ou sobre os irmãos de Rejane Dias.

Em nota, a Seduc declarou que está colaborando com as investigações. O G1 entrou em contato com o governador Wellington Dias, que ainda não se pronunciou. Em nota, a deputada Rejane Dias informou que "recebe tranquilidade os desdobramentos da referida Operação" e que está à disposição para esclarecer o caso.

As buscas da PF aconteceram na manhã desta segunda-feira (27), e fazem parte da terceira fase da Operação Topique, investigação iniciada ainda em 2018. Os mandados foram cumpridos em endereços em Teresina e em Brasília. No gabinete da deputada, o mandado de busca foi cumprido após autorização da ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber.

Operação teve início em 2018
De acordo com a PF, entre os anos de 2015 e 2016, servidores da cúpula administrativa da Seduc teriam se associado a empresários do setor de locação de veículos e desviado, no mínimo, R$ 50 milhões de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica - Fundeb - e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar - PNATE.

O dinheiro teria sido desviado através de pagamentos superfaturados em contratos de transporte escolar. O resultado prático, que chegava até os estudantes, era um transporte escolar sem qualidade e segurança.

Leia abaixo a nota da Seduc:

A Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc) informa que está colaborando plenamente com a investigação em curso da Polícia Federal e sempre se colocou à total disposição dos órgãos de controle para esclarecer quaisquer questionamentos, visando a transparência e o correto funcionamento da administração pública.

Leia abaixo a nota da deputada federal Rejane Dias:

NOTA

A deputada federal Rejane Dias recebe com tranquilidade os desdobramentos da referida Operação, e afirma que, como desde o início, permanece à disposição para esclarecimentos a todas essas alegações.

Durante seu exercício à frente da Secretaria de Educação, a parlamentar sempre se portou em observância às Leis, tendo em vista a melhoria dos índices educacionais e a ampliação do acesso à educação dos piauienses.
Herculano
27/07/2020 09:53
Da série: este artigo, explique em parte o comportamento dos políticos que eleitos pelo povo para representá-lo não estão nem ai. Possui vida, interesses e comemorações próprias. Este artigo, foi publicado depois do que escrevi acima sobre o governador Carlos Moisés da Silva, PSL. São coincidentes. Porque o comportamento dos políticos continua antigo e compreensivelmente voraz contra a sociedade, inclusive as mais evoluídas na transparência e exigência que a nossa.

BAILE NO FUNDEB EXPõE RELAÇÃO COM CENTRÃO E FRAGILIDADE DE BOLSONARO, por Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Não há base governista que solidifique com o método de articulação do Planalto

Jair Bolsonaro finge que não, mas a verdade é que tomou um baile na votação que aprovou o Fundeb na Câmara.

O episódio expôs uma fragilidade justamente na hora em que o presidente tenta distensionar a relação.

Depois de tantos flertes com o centrão, regado a cargos públicos, ele foi atropelado pelo plenário presidido por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Fracassou a armadilha de querer contrabandear dinheiro do fundo para o Renda Brasil. Tem muito político que gosta de enganar, mas não de ser enganado.

O centrão não ajudou e deixou o Planalto solitário no vexame protagonizado pelos sete minguados bolsonaristas que votaram contra o fundo.

Ato contínuo, Bolsonaro destituiu a super aliada Bia Kicis (PSL-DF) da vice-liderança do governo, como punição - ela foi um dos "rebeldes".

Tudo teatro para bolsonarista ver. No sábado (25), o presidente visitou a parlamentar em sua casa em Brasília em um gesto de prestígio.

? O modelo "paz e amor", com acenos ao Congresso, pode ser bonito para fora, mas no plenário o jogo é completamente diferente.

Deputados e senadores, fisiológicos ou não, gostam de bajulação e de saber quais são claramente os movimentos do governo.

No caso do Fundeb, houve uma tentativa sorrateira do Planalto de mexer no dinheiro sem nunca ter sentado para negociá-lo. Não há base governista que solidifique com o método.

Bolsonaro percebeu que nem centrão engole esse tipo de coisa e ainda quis faturar a aprovação de algo que tentou fazer diferente até os 45 do segundo tempo.

A reforma tributária é agora sua nova agenda prioritária. Fatiá-la, como fez Paulo Guedes ao entregar a primeira parte, é uma estratégia para aprovar logo um pedaço do bolo.

Há uma boa vontade dos congressistas em avançar até de forma mais ampla. E há espaço para o governo ser bem sucedido. Só não pode aplicar uma rasteira de última hora.
Herculano
27/07/2020 09:52
GOVERNO DEFINE VOLTA DO MINISTÉRIO DE SEGURANÇA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Presidente da Frente Parlamentar de Segurança Pública, o deputado Capitão Augusto (PL-SP) marcou reunião na próxima quinta-feira (30) com o ministro André Mendonça (Justiça) para tratar da recriação do Ministério de Segurança Pública. Interlocutor frequente do presidente da República, o deputado garante que está mantida a ideia e que a recriação aguarda apenas que Jair Bolsonaro se livre do coronavírus.

FRAGA NA LISTA

Capitão Augusto reiterou sua aposta na escolha do ex-deputado e coronel da reserva da PM Alberto Fraga (DF) para o novo ministério.

VÍNCULO CONTINUA

Tanto a Polícia Federal quanto a Polícia Rodoviária Federal devem permanecer vinculadas ao Ministério da Justiça.

ADORADORES DE ARMAS

Para ele, o novo ministério terá muito a fazer, coordenando as polícias militares e civis, guardas municipais e bombeiros em todo o País.

PAUTA DE SEGURANÇA

Capitão Augusto vai disputar a presidência da Câmara, segundo ele, para priorizar projetos ligadas à área de segurança pública.

'GUINADA AO CENTRO' DEU 15 ANOS DE PODER AO PT

O presidente Jair Bolsonaro, aliado ao centrão, está sendo beneficiado pela coalização de centro que, celebrada por Lula et caterva garantiu mais de 15 anos de poder ao PT. Quando o petista tomou posse, em 2003, além do PL do vice José Alencar, a coalizão petista contava apenas com os puxadinhos de sempre (PCdoB, PDT, PSB), além do PTB. A partir do mensalão, com a reeleição ameaçada, Lula e PT se aproximaram do "centrão" da época, incluindo PMDB e PPB, atual PP.

LULISMO $/A

Segunda maior bancada da Câmara e a maior bancada do Senado, o hoje MDB foi fundamental para garantir maioria plena ao governo.

DO CENTRO AO PODER

O papel do PMDB foi tão essencial para o PT, que em 2010 indicou Michel Temer vice de Dilma e a substituiu após o impeachment.

CENTRÃO Só CRESCEU

O PPB chegou a ter 49 deputados na bancada da Câmara em 2003. Atualmente o PP tem 39, mas comanda um bloco de 221 deputados.

ALô, CORREGEDORIAS

As corregedorias do CNJ e do TJ-SP demoram a avaliar as seguidas decisões de soltura de bandidos de altíssima periculosidade a pretexto da Covid-19, em São Paulo. Mais de 4,5 mil bandidos estão nas ruas.

REPULSA AO EX-MINISTRO

Representantes da indústria farmacêutica do polo de Anápolis (GO) alegam terem sido prejudicados e desenvolveram verdadeira repulsa pelo então ministro José Serra, que, segundo os empresários, atuava na época em benefício das indústrias de São Paulo, como a Medley.

SONDAGEM ELEITORAL

Parlamentares paulistas da Câmara juram que o governador João Doria mandou sondar Celso Russomano (Republicanos) para vice de Bruno Covas, em novembro. O prefeito está à frente, nas pesquisas.

CALABOCA EFICAZ

O PT mantém silêncio constrangedor sobre os escândalos de corrupção na prefeitura do Recife, "visitada" cinco vezes (e não três, como publicamos) pela Polícia Federal. Os cargos ocupados por indicação do senador Humberto Costa têm força de "calaboca".

TRAQUEOTOMIA NA PISTA

Marcus Vinicius Furtado Coelho tem recebido apelos para disputar outra vez a presidência na OAB nacional, a fim de recuperar a entidade de duas gestões, inclusive a atual, abaixo de qualquer crítica.

CHEGANDO AOS FINALMENTES

O prefeito Marcelo Angênica fez lembrar Odorico Paraguaçu, de "O Bem Amado", genial criação de Dias Gomes, ao afirmar que o cemitério de Itamaraju (BA) ficou tão bonito que "dá até vontade de morrer".

IDEIA RARA

Coronel Chrisóstomo (PSL-RO) quer lei para a PF investigar os crimes contra a vida de candidatos a cargos eletivos, caso raro de projeto para reduzir burocracia. Hoje a decisão passa pelo Ministério da Justiça.

UMA BASE INCOMODA...

Vizinhos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, no Lago Sul, em Brasília, reclamam de barulho, fogueiras e até de casos de assaltos a residências próximas ao Cenipa.

PERGUNTA NA BALIZA

Quem bater em carro oficial do STF vai ter a CNH bloqueada por ordem judicial?
Herculano
27/07/2020 09:51
NOVOS AMBIENTES DE TRABALHO SÃO COMO MATADOUROS COM PUFES E COMIDA ORGÂNICA, por Luiz Felipe Pondé, filósofo e ensaísta, no jornal Folha de S. Paulo

A lógica produtiva atingiu o nível simbólico dos contos de fadas

Dissociação é um termo em psicologia que descreve uma espécie de fragmentação da vida psíquica ou do comportamento. Alguém pode, por exemplo, viver uma vida dupla, sem ter plena consciência do que está fazendo. Ou praticar algo completamente dissociado do resto de sua vida, tampouco tendo plena consciência disso.

Filmes já criaram assassinos em série que eram excelentes pais e maridos. Ou uma excelente mãe e esposa pode ter casos amorosos em viagens a trabalho como se nada tivesse a ver com sua vida familiar. Pai, marido e assassino frio. Mãe, esposa e promíscua.

Muitos especialistas entendem que algum grau de dissociação se faz necessário para suportar as enormes contradições que a vida "normal" nos impõe.

Talvez só Deus e seu intelecto infinito (como diria Descartes no século 17), e, por tabela, sua consciência infinita, suportaria uma integração absoluta de todas as dimensões infinitas da vida e suas antinomias (contradições insolúveis).

No plano dos mortais como nós, dissociação demais -todos concordam - seria patogênico.

Refiro-me hoje a um tipo específico de dissociação que acomete as gerações mais jovens, principalmente ao adentrarem o mercado de trabalho.

Independentemente desse tipo de dissociação, vale lembrar que no grande romance "Pais e Filhos", de Ivan Turguêniev, do século 19 (e que só ele merece uma coluna), o jovem Bazárov, primeiro grande niilista da literatura russa, representante da geração dos anos 1860 na Rússia, os liberais radicais e ancestrais dos bolcheviques, já nasceu doente.

Melancólico, dissociado afetivamente, cheio de ressentimento e autoengano, o jovem, que depois virou calça jeans, já nasceu doente. Mas, voltemos a nossa pauta de hoje.

Os jovens que adentram o mercado de trabalho hoje vivem uma dissociação que pode ser caracterizada da seguinte forma: o mercado que os recebe oferece, no plano estético ou sensorial, um ambiente de trabalho que parece uma balada.

O ambiente parece um lounge, um "everlasting" êxtase (um êxtase sem fim), com horas flexíveis de trabalho, home office descolado, ambientes de relaxamento, colegas lindas, a saúde como modelo de vida escorrendo pelas academias, causas sociais veganas de espírito, promessas de carros caros, "rooftops" com vista para o futuro, trabalho em diversos países do mundo, enfim, o trabalho e o mundo como um imenso parquinho ao alcance deles.

A vida será muito mais legal, livre, feita de escolhas e divertida do que a de seus pais e mães, atordoados, tristes e ridículos (querendo ser jovens).

Já tentei dizer para pais e mães que os filhos e filhas deles acham ridículo quando eles querem ser jovens, mas esses tolos não escutam a sempre discreta voz da razão.

Na verdade, esses jovens vivem e viverão num mercado de trabalho mais agressivo, mais competitivo, mais violento, mais sem limites, com mais demandas e mais metas 44 horas por dia. A exigência de competência será muito maior em todos os níveis, ainda que empacotada para presente.

A dissociação patogênica aqui, dito de forma resumida, é: apesar de aderirem a uma vida "saudável", criativa e "rotinafree", os jovens - aqueles mesmos que fazem mimimi quando se fala de matadouros de gado - marcham, docilmente e felizes (sonhando com iPhones e capitais globais) para matadouros com pufes, ioga e comida orgânica.

O chamado marketing de causas ajuda muito nesse processo dissociativo que cobrará um alto preço em ansiolíticos e antidepressivos. Uma leitura que pode ajudar é "Winners Take All" (Vencedores levam tudo), de Anand Giridharadas, publicado pela editora Alfred A. Knopf, em 2018. Nesta obra, o autor mostra como o engajamento social das grandes marcas é para inglês ver.

Mas esta batalha é perdida. A lógica produtiva atingiu o nível simbólico dos contos de fadas e as antigas princesas medievais hoje são mulheres que trabalham 200 horas por dia, felizes por serem cativas.

Olho para o passado recente da pandemia e vejo como já nos seus primeiros dias o mercado do coronavírus se organizava ao redor dos delinquentes e dos conscientes.

A pandemia mostrou que nem um vírus está a salvo.

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