06/07/2020
Apostam na imprensa que só publica propaganda enganosa feita em gabinetes para criar clima de campanha eleitoral
O vereador Cícero Giovane Amaro, PL, (à esquerda) foi a tribuna sugerir que o governo pagasse os juros dos microempresários como uma espécie de incentivo fiscal. Mixaria. O líder do governo, Francisco Solano Anhaia, MDB, (centro), brecou a ideia porque para ele, a arrecadação tinha caído 60%. Agora, o prefeito de fato e secretário da Fazenda Gestão Administrativo, Carlos Roberto Pereira, MDB, (à direita) foi a imprensa dizer que não houve queda. Aumentou 1,8%
Volto há quase dois meses. O vereador Cícero Giovane Amaro, PL, em meio ao voo ainda muito desconhecido da pandemia da Covid-19 sobre a economia, ousou na Câmara de Gaspar, sugerir que em Gaspar, o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, imitasse o prefeito de Indaial, André Moser, PSDB, um município parecido no tamanho com aqui e também à beira da BR-470.
Lá o prefeito passou uma lei onde bancará, por um período, os juros dos micros-empresários que não atrasarem suas prestações na rede de crédito do sistema financeiro, tomados especialmente para se sustentarem neste período difícil. A razão do prefeito de Indaial, era o de fomentar ao mínimo à economia dos pequenos para assim mitigar os problemas sociais, promover a geração de riquezas na economia local e até, manter parte da arrecadação aos cofres municipais em decorrência desse incentivo.
Cícero saiu da tribuna e minutos depois veio o líder do governo de Kleber, o vereador Francisco Solano Anhaia, MDB, e pau na sugestão de Cícero. Qual a argumentação de Anhaia? De que a arrecadação de Gaspar já tinha caído 60%, repito, 60% e não se poderia criar mais encargos aos cofres municipais, sob pena de inviabilizar um governo que emprega uma azeitada máquina de cabos eleitorais em cargos comissionados e funções gratificadas que chega a quase 250 servidores.
Essa queda de 60% de arrecadação virou manchete aqui – e viraria em qualquer lugar do mundo. Assustou o poder de plantão pela repercussão, mas ninguém a desmentiu. O assunto entrou em banho-maria, apostando na memória curta da população e deste escriba.
Já o líder de Kleber enfiou a viola no saco, ficou quieto e não foi cobrado por ninguém na tribuna da Câmara. Uau!
Na semana passada, eis que o prefeito de fato, presidente do MDB, ex-coordenador de campanha e que já está vestindo de novo nesta função, o secretário da toda poderosa secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira, veio a público dizer que as contas estavam as mil maravilhas, apesar da crise que assola econômica e social que assola o país e o mundo.
A arrecadação nos seis meses não só não caiu, como cresceu 1,8% nos seis primeiros meses deste ano. E Anhaia quieto.
Então, nada como conferir os números do próprio balanço da prefeitura encerrado no dia 30 junho. Até poderá ter um ajuste aqui e outro acolá. Entretanto, nada relevante.
A ARRECADAÇÃO NÃO CAIU 60%. JÁ O AUMENTO DAS DESPESAS...
Primeiro: sempre afirmei que o Orçamento de Gaspar e da maioria dos municípios é uma peça de ficção. Enquanto o Tribunal de Contas não terminar com essa farra, nada vai mudar. Há vários escapismos, inclusive para livrar os administradores da Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas, isto é outro assunto.
Segundo: vamos para as receitas. Para rememorar: você sabe quanto Gaspar prometeu arrecadar este ano? R$295.735.000,00. Em impostos, taxas e contribuições diversas prometeu colocar nos cofres este ano R$252.903.477,00. Sabe quanto já arrecadou? R$130.325.849,06. Ou seja, numa conta de padeiro, mais da metade. Nada mal. Então não tem essa de uma queda de 60%. Segundo o próprio secretário e dono do orçamento, houve um incremento de 1,8% do que se projetou e se aprovou na própria Câmara no ano passado.
Ou Anhaia mentiu, ou foi mal informado para de pronto e como sempre nas sessões da Câmara rebater Cícero, ou como de hábito, o governo Kleber e os seus, não gostam das ideias boas dos outros. Querem eles terem essa prerrogativa.
Entretanto, devo ressalvar de que muitos desses impostos, taxas e contribuições nascem nos quatro primeiros meses do ano. E aí a coisa pega. Pior, o reflexo da crise da pandemia começará a se refletir daqui em diante e vai até o final do exercício. Mas, como escrevi, e como está no balancete, pois estes números não foram inventados por mim, mais da metade do que se queria de receitas correntes já está dentro de casa.
Terceiro: o que falta é transparência. Tratam os gasparenses como tolos, analfabetos, ignorantes e desinformados. E ainda culpam a imprensa, especialmente esta coluna, a qual tenta esclarecer o que está quase óbvio a todos.
MAS, ONDE ESTÁ O PROBLEMA?
O problema não está exatamente na arrecadação, mas sim nas despesas. A informação da prefeitura é intencional e é para desviar a atenção do foco do problema e que é grave.
Isto não é em decorrência à pandemia, mas poderá se agravar em função dela. Já descrevi em artigos em janeiro analisando o desempenho das contas de 2019 da prefeitura. Ali eu reportava o mesmo problema em 2018 e que se verifica neste primeiro semestre. Então é um vício.
Volto ao ponto. O Orçamento de Gaspar é de R$295.735.000,00 para 2020, ou seja, as receitas e as despesas do exercício deveriam ser iguais para fechar sem prejuízos. Mas, as despesas já estão projetadas para R$317.425.655,77 neste ano. Mais de R$22,5 milhões. Uau!
Ou seja, tem um buraco aí. E não é pouco, que tende a aumentar ainda mais. E o governo nem aí para os ajustes administrativos da sua pesada máquina de comissionados, construída para fazer votos. Se mexer perde aliados tempos de campanha eleitoral. Se não mexer, afunda ainda mais as contas. E a escolha de Sofia parece que já está feita. Empurra-se o problema de barriga para si ou outrem. Quem ganhar, leva a bomba.
Já foram empenhados R$170.660.114,78, ou seja, muito mais do que se arrecadou nestes seis primeiros meses (R$130.325.849,06). Liquidados foram R$ R$109.263.953,47 e efetivamente pagos R$106.677.979,86, ou seja, dentro do limite que foi arrecadado até aqui em receitas correntes (R$130.325.849,06).
A dificuldade estará daqui para frente. E não seria jurinhos módicos, de linhas especiais para microempresários que quebraria a prefeitura. O verdadeiro buraco é outro. É de milhões. Com a palavra o vereador Anhaia que há dois meses anunciou uma queda de arrecadação de 60% nos primeiros cinco meses do ano para vetar a ideia de Cícero. Ou o crescimento de 1,8% na arrecadação no semestre é uma fake news do prefeito de fato e que cuida do cofre da prefeitura? Acorda, Gaspar!
Rafael incentivou pedágios e promoções como feijoadas para manter ao mínimo as ações da Agapa. A covid diminuiu. O convênio de castração a prefeitura cortou
A Agapa – Associação Gasparense de Amparo e Proteção dos Animais – desde que surgiu em 2012 é uma pedinte de esquina. Vive de favores, de abnegados, de voluntários, doações e promoções.... Sobrevive da sensibilidade de gente de coração que se estabelece em valores. Neles se fundam a vida, o amor, a proteção (pessoas físicas, empresas, clínicas...).
Ou então, das espertezas de políticos que abraçam à causa fingindo-se interesses, mas só épocas pré-eleitoreiras e para que? Levar vantagens nas urnas. Simples assim! E não só no Executivo, no Legislativo também. Na semana passada, pré-candidatos já colocaram esse tema nas suas metas se eleitos. Até hoje, nada fizeram pela causa. Então, enganam...
Volto. O cabo bombeiro militar Rafael Araújo Freitas, assumiu temporariamente a Agapa quando ela estava no fundo do poço. A pandemia da Covid-19 a pegou em plena recuperação das muitas dificuldades e o fundo do poço já é uma ameaça outra vez.
E por que?
As promoções (pedágios, troco solidário, doações, parcerias) foram reduzidas drasticamente – tem uma feijoada programada em sistema drive thru no dia 18 de julho -. E o governo gasparense de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP, quando não resolveu cortar o mínimo que dava, como por exemplo, romper o convênio que tinha com clínicas especializadas da cidade para vacinações ou castrações de animais nas ruas e abrigos, resolveram capar parte, como o caso das rações.
Esses convênios essenciais eram para não se proliferar os cães e gatos. Eles foram “jogados” nas ruas ou já se criam lá ao relento com todas as doenças que transmitem não apenas entre eles, mas principalmente para as pessoas, incluindo as crianças.
Nem um Termo de Ajustamento de Conduta – que em Gaspar virou letra morta entre as partes e o próprio Ministério Público - firmado lá nos idos de 2014, é respeitado: educação nas escolas, castrações para animais de ruas e abrigos e as rações para os abrigados. Uma ação na Justiça tenta resgatar estas obrigações já pactuadas.
Recentemente, a Agapa até ganhou em doação um automóvel da Câmara para seu serviço. Como ela foi feita em ano eleitoral, o carro está doado, mas não transferido e fora de uso. Tinha-se a promessa de estagiários para lhe ajudar no manejo e cadastramento. Como há necessidade de economia, a prefeitura cortou possibilidade. E assim vai.
O OPORTUNISMO X RISCOS
Retomo. Outra preocupação da Agapa são os quatro abrigos. Eles são mantidos abnegados de escassas posses financeiras. Esses abrigos fazem as vezes de públicos. A prefeitura lava as mãos. E por que? Se não houver higiene e alimentação nesses abrigos, os que voluntariamente se dispuseram a este sacrifício, estão sujeitos a serem tipificados como criminosos, mesmo que eles não tenham dinheiro próprio para manter o que só aumenta em volume e custo. Impressionante à omissão dos políticos e gestores públicos dentro e fora da prefeitura.
No fundo, esses abrigos estão abandonados pela prefeitura de Gaspar naquilo que seria o mínimo de responsabilidade dela e deveria estar inserido numa política pública de zoonoses. São perto de 500 animais. Assustador o tamanho da encrenca! A ração disponibilizada pela prefeitura a esses abrigos não dura dez dias. E os demais 20? Heróis anônimos – correndo riscos sérios perante a lei – numa obrigação, que essencialmente não é dela. Impressionante!
E por que tudo piorou ainda mais àquilo que já era dificílimo, dependente de favores, da boa vontade alheia ou até do oportunismo de gente que enxerga votos? Os abandonos aumentaram diante das dificuldades das pessoas – sem sensibilidade e nas escolhas que fizeram diante daquilo que se tornou crítico para elas. Isto não é uma percepção. É uma constatação. São números e estão visíveis desde o Centro até e principalmente às comunidades periféricas de Gaspar.
Em tempo e num parêntesis necessário. Não é só aqui que isso acontece e é crítico. Em outros municípios, maiores e mais ricos que Gaspar, entidades assemelhadas à Agapa fecharam, com dívidas e desânimos dos abnegados de sempre, como foi o caso de Brusque para não ir muito longe de nós. Só depois que a notícia correu a cidade, o estado e o Brasil é que os políticos apareceram para fingir que estão dispostos a mitigar o que já é grave.
TOMA QUE O FILHO É SEU
Volto. E por que a Agapa estava no fundo do poço antes de Rafael liderar um processo de recuperação e que ia até então razoavelmente bem? Há várias razões. Uma delas é a dependência dela do voluntariado. Ele é cansativo, toma tempo das pessoas, principalmente quando se sabe que está se enxugando gelo e percebendo que está sendo usado ou boicotado.
O outro é a dependência de favores, inclusive do poder público. Ele criminosamente se nega propor e executar o que é dele: uma política mínima de zoonoses a favor da cidade e dos cidadãos. Ela até existe nos discursos eleitoreiros para não perder votos ou manchar a imagem neste segmento que não é pequeno. Mas, no fundo, tudo é falso o que os políticos e os gestores públicos fazem. E quando fazem, propagam várias vezes mais do que fazem.
Depois, para que esse cansaço não se torne crônico e comprometa uma organização voluntária como a Agapa, é preciso à renovação constante de gente interessada pela causa.
E o desinteresse aumenta na mesma proporção quando os supostos voluntários se deparam com o tamanho do problema e as dificuldades da solução. Ela exige uma participação exagerada de seu tempo e influência pela causa, ampliado significativamente pelo poder público que a quer aparelhada para os seus, quando não cobra resultados político eleitoral para seus alinhados.
Ou seja. No fundo, o público se mistura com o partidário, num processo de manipulação política partidária. Aliás, foi essa uma das causas que já enfraqueceu a Agapa – e outras entidades beneficentes por aqui - no passado.
ESTE COMPORTAMENTO NÃO É SÓ PARA COM OS ANIMAIS
Mas, o que esperar do governo Kleber e Luiz Carlos para a causa animal se a Assistência Social que lida com pessoas em estado de vulnerabilidade é um aparelho político? Nele se emprega para dirigi-la, gente sem conhecimento técnico, numa paga por ter participado da campanha eleitoral, por ter sido um assessor de confiança ou porque agora quer ser candidato a vereador?
Mas, o que esperar do governo Kleber e Luiz Carlos para a causa animal se na Saúde Pública que lida com a vida, a morte à qualidade das pessoas os postinhos são deficitários nos atendimentos, a própria secretaria já teve quatro titulares e até gente sem conhecimento técnico e o hospital que está sob intervenção municipal, cinco gestões diferentes num ambiente que comeu dinheiro bem mais do que o orçado?
Mas, o que esperar do governo Kleber e Luiz Carlos para a causa animal se durante todo esse tempo com o projeto de coleta de esgoto pronto, com verbas públicas e a fundo perdido disponíveis em Brasília, e sob o olhar complacente do Ministério Público que possui um TAC para vigiar este assunto por aqui. Kleber e Luiz Carlos não executaram um milímetro em favor do meio ambiente, da qualidade de vida e saúde dos gasparenses?
Então resta a Agapa continuar com o pires na mão. E não pode ser diferente pois é parte daquilo que ela de propõe fazer como entidade sem fins lucrativos. Ela tem uma causa, pois os cães e gatos continuam abandonados por quem deveriam ter consciência para não abandoná-los e abandonados, cuidar para não se multiplicarem e proliferarem doenças.
Eles ameaçam à saúde pública. E por que? Porque eles não fazem parte do planejamento de um governo municipal, onde até as prioridades essenciais de saúde física e emocional aos humanos foram deixadas de lado como se pode notar nos exemplos diários e citados.
A propaganda oficial e enganosa do governo esconde e subtrai um quadro real e grave.
Em tempo. Agropecuárias de Gaspar, na medida do possível até ajudam, mas essa não é a prioridade delas. E quem quiser adotar cães e gatos, ou doar rações, medicamentos ou serviços, é só entrar em contato com a Agapa de Gaspar nas redes sociais como o Facebook e Instagran esperam por adoção. Acorda, Gaspar!
Na coluna se segunda-feira, publiquei estas três notas na seção Trapiche, da coluna “Olhando a Maré” escrita especialmente para o portal Cruzeiro do Vale, o mais acessado em Gaspar e Ilhota, devido, principalmente à sua credibilidade e influência.
“O CRAS – Centro de Referência da Assistência Social – de Gaspar parece que está desativado, mas no fundo está “funcionando”. Ele está com as portas fechadas inibindo à procura de gente que necessita de ajuda. E faz tempo. A secretaria de Assistência Social é um ambiente frágil, numa cidade cheia de vulneráveis.
Enquanto isso, o CREAS – Centro Referência Especializado da Assistência Social – trabalha de portas abertas, exposto a riscos, mas acolhendo os necessitados. O CRAS que está fechado por grades, é a porta de entrada da comunidade no acesso à Assistência Social. Meu Deus!
Aliás o CREAS, o que está aberto, teve uma funcionária afastada por estar com suspeita Covid-19. Ela inclusive, na segunda-feira passada participou de um curso interno com 13 pessoas na Praça do Céu, e o temor é de que ela, se confirmado o diagnóstico, poder ter contaminado outros. Em alguns momentos esta servidora afastada, em ambiente de ar condicionado, outro perigo, circulou sem a máscara”.
A máquina de propaganda da prefeitura de Gaspar, disfarçada de assessoria de imprensa – leitora assídua daqui e que vive praguejando-a, pois não sabe como conter os fatos reais expressos neste espaço, reagiu. Fez bem. Publicou uma foto nas redes sociais do prefeito Kleber Wan Dall, MDB, visitando o CRAS do bairro Bela Vista. Relatou que naquele ambiente havia uma normalidade dentro das limitações impostas pela pandemia.
Meia verdade. É assim que funciona o governo. Aliás, o escritor e jornalista Artur Xexéo, no twitter perguntou: “por que é que deram de chamar mentiras de inconsistências?”
A INCONSISTÊNCIA DA ASSESSORIA, DO CANDIDATO E DO PREFEITO KLEBER
O que escrevi na terça-feira, dia 30 de junho, as 9h13min, rebatendo a foto que percorreu as redes sociais da prefeitura, do prefeito e seus apoiadores, que no fundo traziam uma resposta à minha coluna? CRAS DO SERTÃO VERDE CONTINUA COM GRADES PARA DISTANCIAR ATENDIMENTO EM COMUNIDADE COM GRAVES PROBLEMAS SOCIAIS
E qual o meu texto para este título acima? Depois de ler aqui na coluna sobre os defeitos da desassistência social em relação aos O CRAS- Centro de Referência da Assistência Social - que estão atendendo à meia boca em Gaspar, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, foi a um deles e postou uma foto na sua rede social com o seguinte texto:
"Aqui no CRAS Casa da Família, no Bela Vista, e também nas outros, a maioria dos atendimentos continuam sendo feitos por telefone e whatsapp. Para quem precisa, também acontece até atendimento presencial com todos os cuidados previstos"
Repito o que escrevi. Nas fotos da semana retrasada e as da semana passada, mostravam o CRAS, Silvio Schramm, do Sertão Verde, totalmente fechado. Havia grades em suas portas frontais, as feitas para o público, o vulnerável, o que realmente precisa de ajuda e assistência neste caos econômico, social, emocional e de saúde, entrarem e serem atendidos, acolhidos.
Se o CRAS do Sertão Verde - uma área com visíveis problemas sociais - estava atendendo ao público, precisava ser um detetive para descobrir isso. As grades espantavam os clientes e denunciam o seu fechamento.
E para encerrar. O próprio prefeito confirma no seu texto sobre a foto que publicou, que a maioria dos atendimentos nos CRAS continua sendo feito por telefone e whatsapp. Ou seja, nem todos os serviços, e alguns essenciais, estão disponíveis. E que o atendimento presencial é quase uma exceção. Isto está sendo feito nos CRAS do Bela Vista e do Gaspar Mirim, mas no Sertão Verde.... Quando a esperteza é demais, ela come o dono. Acorda, Gaspar!
Já o que reajustou os vencimentos de políticos – incluindo prefeito, vice e vereadores – e servidores que até tiveram um ganho real de 1% em um ano de eleições – foi protocolado, analisado, aprovado e sancionado em uma semana
Este assunto não é novo aqui. Só aqui e por isso incomodam os políticos envolvidos.
Os leitores e leitoras da coluna sabem bem à razão pela qual ele foi para o fundo das gavetas da Comissão de Legislação, Justiça, Cidadania e Redação da Câmara de Gaspar, onde o próprio autor dos projetos, o vereador e advogado Roberto Procópio de Souza, PDT, é presidente.
É o voto dele, com os dois do governo na Comissão (Franciele Daiane Back, PSDB e Francisco Hostins Júnior, MDB, também advogado), que vai dizer se os PRs devem prosseguir ou não. Os da oposição, incluindo o relator geral de um deles Dionísio Luiz Bertoldi e Rui Carlos Deschamps, ambos do PT, já se mostraram favoráveis. E Roberto com isso, ficou numa sinuca de bico.
E quem criou esta sinuca? O próprio Roberto. Ele já foi o articulador da oposição contra o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB. Hoje é seu maior defensor na Câmara. O governo é contra as propostas de redução feitas por Roberto, porque se elas forem adiante, obrigariam Kleber rever parcial e simbolicamente o seu alto salário de R$27.356,69, como fizeram outros prefeitos da região e com salários bem mais baixos.
A teimosia de Kleber neste assunto já lhe tirou eleitores.
A maioria dos vereadores acha que foi um oportunismo político de Roberto Procópio de Souza em ano de campanha eleitoral. Ele nega. Entende essa maioria, que a proposta deveria ter sido construída coletivamente. E para disfarçar esse ciúme, achou-se um pelo no ovo: a tal inconstitucionalidade da proposta. Ela justificaria pela lei e não pelo discurso, os vereadores não mexerem nos seus bolsos, enquanto muita gente – que sustenta os salários dos vereadores e as despesas da Câmara – está se desempregando ou falindo.
Por outro lado, a mesma inconstitucionalidade que vereadores e técnicos invocam em Gaspar para mandar para o arquivo a proposta de Roberto, não se aplicou em centenas de outras Câmaras Brasil a fora. Houve acordo em favor de um Brasil melhor.
Está mais do que na hora dos vereadores de Gaspar baterem o martelo neste assunto. Foram eles que arrumaram o problema. Quanto mais cozinham o galo e protelam jogar essa ossada fora, as eleições se aproximam. Os respingos indesejáveis serão inevitáveis.
O silêncio do presidente Ciro André Quintino, MDB, sobre este assunto, diz tudo. Ele é corporativo. É populista. Ele sabe escolher a onda para surfar. Muito recentemente, Ciro ajudou patrocinar aos vereadores um disfarçado curso preparatório para os candidatos à reeleição. Tudo com dinheiro público. Pego com a mão na cumbuca, fingiu que não era com ele. Sabe que o povo tem memória curta. Os vereadores pegos no erro, silenciaram-se. Incrível!
AUMENTO À VISTA
Ciro nega. Alguns vereadores negam, mas na Câmara corre em voz muito baixa outra ideia que terá que ser escondida até os resultados das eleições de novembro. É o aumento dos salários dos vereadores, do prefeito e vice para a partir de janeiro de 2021.
A proposta viria do Executivo. Há vereador com uma listinha comparativa com outros municípios daqui da região. Ela, em tese, segundo esses vereadores e assessores, provaria que os salários dos vereadores de Gaspar, é um dos menores. Quando em campanha, eles dizem que o salário é uma coisa que nem passa pela cabeça deles. Mas, passa, sim. E como!
Então... Os projetos de Resolução do vereador Procópio dificilmente avançarão se ele não quiser, pois dependem unicamente do voto dele na comissão. E no plenário, como o voto é aberto e estamos em pré-campanha, corre-se o risco de se conhecer os corajosos e os fingidos. E quanto ao aumento dos salários para os próximos quatro anos? O tempo será o senhor da razão. Agora é tempo de negação. Acorda, Gaspar!
Gaspar ganhou dez respiradores novinhos do governo do Estado. Depois da vergonhosa disputa pelo pai das crianças em ano eleitoral entre os políticos daqui, sabe-se que os que estão na UTI da Covid-19, criada emergencialmente do Hospital de Gaspar, são tecnologicamente inferiores.
Ou seja, os dez novos respiradores não podem ir para a UTI emergencial para melhor salvar as pessoas por questões contratuais. Os melhores ficam para os que não estão na UTI do Hospital. Burocracia e negócios contra a vida dos cidadãos doentes, vulneráveis, atrás tratamento e saúde. Acorda, Gaspar!
O Hospital de Gaspar ganhou da JBS, empresa que adquiriu parte das operações da Bunge em Gaspar, um tomógrafo computadorizado no valor de R$900 mil. Um avanço. Uma operação intermediada pelo ex-executivo da Bunge, Sérgio Roberto Waldrich. O que faltou dizer à comunidade? Que o tomógrafo não vai funcionar do dia para a noite como discursam por aí alguns políticos em campanha – e até espertamente empresários apoiadores dos que estão no poder de plantão.
Primeiro será preciso um lugar isolado, escolhido e especialmente preparado para ele no Hospital de Gaspar que ninguém sabe quem é o dono dele e que não presta contas à comunidade, apesar de estar sob intervenção municipal. Este processo de implantação do aparelho vai levar tempo. Segundo, será preciso gente – médicos e técnicos - especializada para operá-lo e interpretar as imagens. Isso ainda está em falta ao Hospital. Acorda, Gaspar!
Faça-se a luz. Um dos primeiros atos do recém empossado prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, de Gaspar, foi pedir na Câmara um aumento de 40% da Taxa de Iluminação Pública para melhorar o que se estava crítico. Um aumento absurdo para uma inflação que beirava aos 5% ao ano. Muita discussão na época.
Hoje, e quase ao fim do governo Kleber, a situação da iluminação nas ruas de Gaspar continua tão crítica quanto antes do aumento expressivo da TIP. E não foi o ciclone bomba de terça-feira a tarde que fez escurecer os postes da cidade. Acorda, Gaspar!
Quando escrevi aqui de que a recuperação da parte da Rua Nereu Ramos que desbarrancou para o Rio Itajaí Açú ali perto da curva da ex-Churrascaria Líder, era algo provisório, os políticos que defendem o atual governo, ensaiaram desmentidos nas entrevistas e nos discursos na Câmara.
Agora, Kleber lançou edital para fazer a recuperação definitiva. Então! Nada como um dia após o outro. Acorda, Gaspar!
Em tempos de eleições, o importante é não mexer em regalias. Na última sessão da Câmara o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, pediu a retirada de pauta do PL 21/2020. Como não era possível, depois de suspensa a sessão para discutir esse assunto do ponto de vista regimental, ele acabou sendo retirado não só da pauta, mas da Câmara. O PL instituía o cartão de pagamentos do município. Ou seja, comprou, comprovou, pagou e prestou contas. Simples assim.
Mas, tinha uma pegadinha não resolvida. Ela afetaria diretamente às regalias constituídas pelas diárias de políticos e servidores. Se você viaja para qualquer lugar, você ganha diária, mesmo que não a gaste nada ou na sua totalidade. Basta comprovar que viajou. Com o cartão, o ressarcimento, iria se dar pela despesa real, a menor nas maioria das vezes do valor da diária. E se as despesas fossem maiores? Valeria o teto.. Então.... Acorda, Gaspar!
De lixo, o PT entende e os Bertoldis, também. Afinal, foi na gestão de Pedro Celso Zuchi que inventaram do dia para a noite a Say Muller, quando Lovídio Carlos Bertoldi foi presidente do Samae. Agora, o irmão Dionísio Luiz quer saber da gestão de Kleber Edson Wan Dall, MDB, como se deu mais um improviso da administração com contratação emergencial da noite para o dia da Vitaciclo Logística Reversa.
Dionísio pediu por requerimento na Câmara ao prefeito Kleber, as cópias integrais de todos os documentos que compõem o processo de dispensa de licitação, desde o Termo de Abertura até o contrato e seus aditivos. Ele quer saber se foi Vitaciclo que apresentou o menor preço por tonelada. Também pediu as planilhas de custos da coleta do resíduo orgânico dos anos de 2017/2018/2019, que serviram de base para contratação do processo oriundo da Dispensa nº 005/2020. Acorda, Gaspar!
A vida do candidato a vice-prefeito de Kleber Edson Wan Dall, MDB, Marcelo de Souza Brick, PSD, não está nada fácil. Agora, ele deu para aparecer como papagaio de pirata nas fotos do gabinete de Kleber. Mas, na ponta da mesa. E por causa disso, invariavelmente, ele é cortado do cenário pela própria assessoria da prefeitura. Imagina-se como será a vida da dupla se eleita.
“O fator Zuchi para o PT” foi o tema da coluna Olhando a Maré escrita especialmente para a edição impressa de sexta-feira do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo, o de maior credibilidade em Gaspar e Ilhota. Polemizou. Não era para menos. Zuchi e o PT foram atores expressivos na política e na administração de Gaspar. O que ficou claro, nos comentários no Facebook do jornal? O PT é o problema para o ex-prefeito de três mandatos, Pedro Celso Zuchi salvar a si e o partido.
Consternados, alguns defensores de Zuchi tentaram até dissociar o político das manchas e o jeito de ser do partido com os escândalos de Lula e Dilma. Justificavam, publicamente, à possibilidade de se votar nele outra vez. Mas uma pergunta de Demetrius Wolff, DEM, bolsonarista roxo, faz do argumento, pó: “se Zuchi ganhar, quem ele vai trazer para administrar Gaspar e a prefeitura?” E Demetrius respondeu na lata e naquilo que é óbvio: “gente do PT”. Faltou acrescentar, gente desempregada e faz tempo... Acorda, Gaspar!
Hábitos, verdades e egoísmos ultrapassados de gerações. Em 1990 a pergunta era: por que preciso usar cinto de segurança? Em 2000, a pergunta indignada era: por que não posso fumar em ambiente públicos fechados? Em 2020, a pergunta reiterada é: por que tenho que usar máscara em ambientes públicos em tempo de pandemia? Os indivíduos não respeitam os interesses coletivos.
Um recorde da gripezinha. Estamos caminhando firmes para ultrapassar esta semana as 70 mil almas brasileiras que se tornarão uma triste estatística. As cenas da incompreensão para a proteção não se tratam de uma mera irresponsabilidade que se viu nas fotos dos políticos deste final de semana, mas da irracionalidade (de humanos). Eles merecem os nossos votos se contribuem para disseminar a doença que mata os seus eleitores?
Se você olhar as redes sociais locais, quatro fatos estão claros: os políticos estão promovendo reuniões, almoços e jantares com poucas ou muitas pessoas em ambientes privados e públicos. Até mesmos os que se dizem eleitos arregaçaram as mangas. A máquina de votos da prefeitura de Gaspar está a pleno vapor e até está se coligando com sindicatos; e tem gente, principalmente os mais novos e ansiosos, constituindo provas de crime eleitoral na internet contra velhos e poderosos que tentam continuar no poder de plantão.
O PSL de Gaspar lamentou o acometimento da Covid-19 ao governador Carlos Moisés da Silva, PSL. Tinha um encontro na quinta-feira passada em Blumenau para acertar ponteiros. Na terça-feira o pessoal do PSL daqui ruma para Blumenau. Desta vez para se reunir com o deputado Ricardo Alba, PSL. El patina na candidatura dele à prefeitura dele por lá. E por aqui, quer influenciar.
Mais uma vez sai na frente e estou de alma lavada. O que escrevi da seção Trapiche da coluna da sexta-feira, feita especialmente para a edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale, 30 anos de circulação e credibilidade em Gaspar e Ilhota?
"Afogando-se. O MDB está com problemas. Prometeu candidaturas de vereadores para manter as filiações. Agora está fazendo uma peneira no próprio partido e nos coligados. O chororô é grande. As preocupações também".
Pois bem. O poder de plantão foi tomado por um susto com a repentina declaração nas redes sociais de pré-candidatura de um contumaz puxa-saco seu, a quem o poder já se tinha pedido comedimento. Qual a razão do susto? O agora pré-candidato é um assusta votos da coligação. Já gerou problemas para o poder de plantão com as suas atitudes de defensor incondicional de tudo, inclusive do erro.
E o porquê do anúncio do pré-candidato? Simples! É para preservar os empregos dos filhotes nos tentáculos do poder de plantão. Ou seja, demonstra fidelidade e com isso fecha a porta para qualquer outro sacrifício, que não seja o dele próprio em "abrir" mão da candidatura eu o poder de plantão não a quer, pois precisa de gente com votos.
O certo mesmo seria o pré-candidato ir até o fim, para conferir a massa de votos que diz ter e principalmente influenciar. Eu me lembro de um cara boa praça, de verdade, amigo de todos, que todos por aqui falavam em rei de votos quando fosse candidato a alguma coisa.
E quando se abriram as urnas para o candidato a prefeito Dario Beduschi, pelo PTB, ele teve exatos 147 votos. A cidade não acreditou. Nem ele, na tamanha ingratidão, injustiça e traição daquela eleição do ano de 2000. Quem não se lembra disso estupefato?
Naquele ano venceu Pedro Celso Zuchi, PT, com 6.779 votos, contra 6.595 dados a Francisco Hostins, já de volta ao seu PP e apoiado por parte do MDB; 5.418 a Luiz Fernando Poli, PFL; 4.209 a Adilson Luiz Schmitt, MDB; 1977 a Mário César Pera, PSDB; e 542 votos a Maria Terezinha Ramos, PDT. No âmbito da disputa da vereança, essas histórias de gente com votos que teve uma mixaria dele, encheriam páginas do jornal. Acorda, Gaspar!
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