As contas de Gaspar mais uma vez não fecham nos discursos e na transparência dos políticos e gestores públicos com a cidade e os cidadãos - Jornal Cruzeiro do Vale

As contas de Gaspar mais uma vez não fecham nos discursos e na transparência dos políticos e gestores públicos com a cidade e os cidadãos

06/07/2020

Jogam e não administram

Tratam todos como tolos, ignorantes e analfabetos

Apostam na imprensa que só publica propaganda enganosa feita em gabinetes para criar clima de campanha eleitoral


O vereador Cícero Giovane Amaro, PL, (à esquerda) foi a tribuna sugerir que o governo pagasse os juros dos microempresários como uma espécie de incentivo fiscal. Mixaria. O líder do governo, Francisco Solano Anhaia, MDB, (centro), brecou a ideia porque para ele, a arrecadação tinha caído 60%. Agora, o prefeito de fato e secretário da Fazenda Gestão Administrativo, Carlos Roberto Pereira, MDB, (à direita) foi a imprensa dizer  que não houve queda. Aumentou 1,8%

Volto há quase dois meses. O vereador Cícero Giovane Amaro, PL, em meio ao voo ainda muito desconhecido da pandemia da Covid-19 sobre a economia, ousou na Câmara de Gaspar, sugerir que em Gaspar, o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, imitasse o prefeito de Indaial, André Moser, PSDB, um município parecido no tamanho com aqui e também à beira da BR-470.

Lá o prefeito passou uma lei onde bancará, por um período, os juros dos micros-empresários que não atrasarem suas prestações na rede de crédito do sistema financeiro, tomados especialmente para se sustentarem neste período difícil. A razão do prefeito de Indaial, era o de fomentar ao mínimo à economia dos pequenos para assim mitigar os problemas sociais, promover a geração de riquezas na economia local e até, manter parte da arrecadação aos cofres municipais em decorrência desse incentivo.

Cícero saiu da tribuna e minutos depois veio o líder do governo de Kleber, o vereador Francisco Solano Anhaia, MDB, e pau na sugestão de Cícero. Qual a argumentação de Anhaia? De que a arrecadação de Gaspar já tinha caído 60%, repito, 60% e não se poderia criar mais encargos aos cofres municipais, sob pena de inviabilizar um governo que emprega uma azeitada máquina de cabos eleitorais em cargos comissionados e funções gratificadas que chega a quase 250 servidores.

Essa queda de 60% de arrecadação virou manchete aqui – e viraria em qualquer lugar do mundo. Assustou o poder de plantão pela repercussão, mas ninguém a desmentiu. O assunto entrou em banho-maria, apostando na memória curta da população e deste escriba.

Já o líder de Kleber enfiou a viola no saco, ficou quieto e não foi cobrado por ninguém na tribuna da Câmara. Uau!

Na semana passada, eis que o prefeito de fato, presidente do MDB, ex-coordenador de campanha e que já está vestindo de novo nesta função, o secretário da toda poderosa secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira, veio a público dizer que as contas estavam as mil maravilhas, apesar da crise que assola econômica e social que assola o país e o mundo.

A arrecadação nos seis meses não só não caiu, como cresceu 1,8% nos seis primeiros meses deste ano. E Anhaia quieto.

Então, nada como conferir os números do próprio balanço da prefeitura encerrado no dia 30 junho. Até poderá ter um ajuste aqui e outro acolá. Entretanto, nada relevante.

A ARRECADAÇÃO NÃO CAIU 60%. JÁ O AUMENTO DAS DESPESAS...

Primeiro: sempre afirmei que o Orçamento de Gaspar e da maioria dos municípios é uma peça de ficção. Enquanto o Tribunal de Contas não terminar com essa farra, nada vai mudar. Há vários escapismos, inclusive para livrar os administradores da Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas, isto é outro assunto.

Segundo: vamos para as receitas. Para rememorar: você sabe quanto Gaspar prometeu arrecadar este ano? R$295.735.000,00. Em impostos, taxas e contribuições diversas prometeu colocar nos cofres este ano R$252.903.477,00. Sabe quanto já arrecadou? R$130.325.849,06. Ou seja, numa conta de padeiro, mais da metade. Nada mal. Então não tem essa de uma queda de 60%. Segundo o próprio secretário e dono do orçamento, houve um incremento de 1,8% do que se projetou e se aprovou na própria Câmara no ano passado.

Ou Anhaia mentiu, ou foi mal informado para de pronto e como sempre nas sessões da Câmara rebater Cícero, ou como de hábito, o governo Kleber e os seus, não gostam das ideias boas dos outros. Querem eles terem essa prerrogativa.

Entretanto, devo ressalvar de que muitos desses impostos, taxas e contribuições nascem nos quatro primeiros meses do ano. E aí a coisa pega. Pior, o reflexo da crise da pandemia começará a se refletir daqui em diante e vai até o final do exercício. Mas, como escrevi, e como está no balancete, pois estes números não foram inventados por mim, mais da metade do que se queria de receitas correntes já está dentro de casa.

Terceiro: o que falta é transparência. Tratam os gasparenses como tolos, analfabetos, ignorantes e desinformados. E ainda culpam a imprensa, especialmente esta coluna, a qual tenta esclarecer o que está quase óbvio a todos.

MAS, ONDE ESTÁ O PROBLEMA?

O problema não está exatamente na arrecadação, mas sim nas despesas. A informação da prefeitura é intencional e é para desviar a atenção do foco do problema e que é grave.

Isto não é em decorrência à pandemia, mas poderá se agravar em função dela. Já descrevi em artigos em janeiro analisando o desempenho das contas de 2019 da prefeitura. Ali eu reportava o mesmo problema em 2018 e que se verifica neste primeiro semestre. Então é um vício.

Volto ao ponto. O Orçamento de Gaspar é de R$295.735.000,00 para 2020, ou seja, as receitas e as despesas do exercício deveriam ser iguais para fechar sem prejuízos. Mas, as despesas já estão projetadas para R$317.425.655,77 neste ano. Mais de R$22,5 milhões. Uau!

Ou seja, tem um buraco aí. E não é pouco, que tende a aumentar ainda mais. E o governo nem aí para os ajustes administrativos da sua pesada máquina de comissionados, construída para fazer votos. Se mexer perde aliados tempos de campanha eleitoral. Se não mexer, afunda ainda mais as contas. E a escolha de Sofia parece que já está feita. Empurra-se o problema de barriga para si ou outrem. Quem ganhar, leva a bomba.

Já foram empenhados R$170.660.114,78, ou seja, muito mais do que se arrecadou nestes seis primeiros meses (R$130.325.849,06). Liquidados foram R$ R$109.263.953,47 e efetivamente pagos R$106.677.979,86, ou seja, dentro do limite que foi arrecadado até aqui em receitas correntes (R$130.325.849,06).

A dificuldade estará daqui para frente. E não seria jurinhos módicos, de linhas especiais para microempresários que quebraria a prefeitura. O verdadeiro buraco é outro. É de milhões. Com a palavra o vereador Anhaia que há dois meses anunciou uma queda de arrecadação de 60% nos primeiros cinco meses do ano para vetar a ideia de Cícero. Ou o crescimento de 1,8% na arrecadação no semestre é uma fake news do prefeito de fato e que cuida do cofre da prefeitura? Acorda, Gaspar!

Vidas, seja quais forem, interessam!

Qual foi e é mesmo a política de zoonoses do governo Kleber para Gaspar?


Rafael incentivou pedágios e promoções como feijoadas para manter ao mínimo as ações da Agapa. A covid diminuiu. O convênio de castração a prefeitura cortou

A Agapa – Associação Gasparense de Amparo e Proteção dos Animais – desde que surgiu em 2012 é uma pedinte de esquina. Vive de favores, de abnegados, de voluntários, doações e promoções.... Sobrevive da sensibilidade de gente de coração que se estabelece em valores. Neles se fundam a vida, o amor, a proteção (pessoas físicas, empresas, clínicas...).

Ou então, das espertezas de políticos que abraçam à causa fingindo-se interesses, mas só épocas pré-eleitoreiras e para que? Levar vantagens nas urnas. Simples assim! E não só no Executivo, no Legislativo também. Na semana passada, pré-candidatos já colocaram esse tema nas suas metas se eleitos. Até hoje, nada fizeram pela causa. Então, enganam...

Volto. O cabo bombeiro militar Rafael Araújo Freitas, assumiu temporariamente a Agapa quando ela estava no fundo do poço. A pandemia da Covid-19 a pegou em plena recuperação das muitas dificuldades e o fundo do poço já é uma ameaça outra vez.

E por que?

As promoções (pedágios, troco solidário, doações, parcerias) foram reduzidas drasticamente – tem uma feijoada programada em sistema drive thru no dia 18 de julho -. E o governo gasparense de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP, quando não resolveu cortar o mínimo que dava, como por exemplo, romper o convênio que tinha com clínicas especializadas da cidade para vacinações ou castrações de animais nas ruas e abrigos, resolveram capar parte, como o caso das rações.

Esses convênios essenciais eram para não se proliferar os cães e gatos. Eles foram “jogados” nas ruas ou já se criam lá ao relento com todas as doenças que transmitem não apenas entre eles, mas principalmente para as pessoas, incluindo as crianças.

Nem um Termo de Ajustamento de Conduta – que em Gaspar virou letra morta entre as partes e o próprio Ministério Público - firmado lá nos idos de 2014, é respeitado: educação nas escolas, castrações para animais de ruas e abrigos e as rações para os abrigados. Uma ação na Justiça tenta resgatar estas obrigações já pactuadas.

Recentemente, a Agapa até ganhou em doação um automóvel da Câmara para seu serviço. Como ela foi feita em ano eleitoral, o carro está doado, mas não transferido e fora de uso. Tinha-se a promessa de estagiários para lhe ajudar no manejo e cadastramento. Como há necessidade de economia, a prefeitura cortou possibilidade. E assim vai.

O OPORTUNISMO X RISCOS

Retomo. Outra preocupação da Agapa são os quatro abrigos. Eles são mantidos abnegados de escassas posses financeiras. Esses abrigos fazem as vezes de públicos. A prefeitura lava as mãos. E por que? Se não houver higiene e alimentação nesses abrigos, os que voluntariamente se dispuseram a este sacrifício, estão sujeitos a serem tipificados como criminosos, mesmo que eles não tenham dinheiro próprio para manter o que só aumenta em volume e custo. Impressionante à omissão dos políticos e gestores públicos dentro e fora da prefeitura.

No fundo, esses abrigos estão abandonados pela prefeitura de Gaspar naquilo que seria o mínimo de responsabilidade dela e deveria estar inserido numa política pública de zoonoses. São perto de 500 animais. Assustador o tamanho da encrenca! A ração disponibilizada pela prefeitura a esses abrigos não dura dez dias. E os demais 20? Heróis anônimos – correndo riscos sérios perante a lei – numa obrigação, que essencialmente não é dela. Impressionante!

E por que tudo piorou ainda mais àquilo que já era dificílimo, dependente de favores, da boa vontade alheia ou até do oportunismo de gente que enxerga votos? Os abandonos aumentaram diante das dificuldades das pessoas – sem sensibilidade e nas escolhas que fizeram diante daquilo que se tornou crítico para elas. Isto não é uma percepção. É uma constatação. São números e estão visíveis desde o Centro até e principalmente às comunidades periféricas de Gaspar.

Em tempo e num parêntesis necessário. Não é só aqui que isso acontece e é crítico. Em outros municípios, maiores e mais ricos que Gaspar, entidades assemelhadas à Agapa fecharam, com dívidas e desânimos dos abnegados de sempre, como foi o caso de Brusque para não ir muito longe de nós. Só depois que a notícia correu a cidade, o estado e o Brasil é que os políticos apareceram para fingir que estão dispostos a mitigar o que já é grave.

TOMA QUE O FILHO É SEU

Volto. E por que a Agapa estava no fundo do poço antes de Rafael liderar um processo de recuperação e que ia até então razoavelmente bem? Há várias razões. Uma delas é a dependência dela do voluntariado. Ele é cansativo, toma tempo das pessoas, principalmente quando se sabe que está se enxugando gelo e percebendo que está sendo usado ou boicotado.

O outro é a dependência de favores, inclusive do poder público. Ele criminosamente se nega propor e executar o que é dele: uma política mínima de zoonoses a favor da cidade e dos cidadãos. Ela até existe nos discursos eleitoreiros para não perder votos ou manchar a imagem neste segmento que não é pequeno. Mas, no fundo, tudo é falso o que os políticos e os gestores públicos fazem. E quando fazem, propagam várias vezes mais do que fazem.

Depois, para que esse cansaço não se torne crônico e comprometa uma organização voluntária como a Agapa, é preciso à renovação constante de gente interessada pela causa.

E o desinteresse aumenta na mesma proporção quando os supostos voluntários se deparam com o tamanho do problema e as dificuldades da solução. Ela exige uma participação exagerada de seu tempo e influência pela causa, ampliado significativamente pelo poder público que a quer aparelhada para os seus, quando não cobra resultados político eleitoral para seus alinhados.

Ou seja. No fundo, o público se mistura com o partidário, num processo de manipulação política partidária. Aliás, foi essa uma das causas que já enfraqueceu a Agapa – e outras entidades beneficentes por aqui - no passado.

ESTE COMPORTAMENTO NÃO É SÓ PARA COM OS ANIMAIS

Mas, o que esperar do governo Kleber e Luiz Carlos para a causa animal se a Assistência Social que lida com pessoas em estado de vulnerabilidade é um aparelho político? Nele se emprega para dirigi-la, gente sem conhecimento técnico, numa paga por ter participado da campanha eleitoral, por ter sido um assessor de confiança ou porque agora quer ser candidato a vereador?

Mas, o que esperar do governo Kleber e Luiz Carlos para a causa animal se na Saúde Pública que lida com a vida, a morte à qualidade das pessoas os postinhos são deficitários nos atendimentos, a própria secretaria já teve quatro titulares e até gente sem conhecimento técnico e o hospital que está sob intervenção municipal, cinco gestões diferentes num ambiente que comeu dinheiro bem mais do que o orçado?

Mas, o que esperar do governo Kleber e Luiz Carlos para a causa animal se durante todo esse tempo com o projeto de coleta de esgoto pronto, com verbas públicas e a fundo perdido disponíveis em Brasília, e sob o olhar complacente do Ministério Público que possui um TAC para vigiar este assunto por aqui. Kleber e Luiz Carlos não executaram um milímetro em favor do meio ambiente, da qualidade de vida e saúde dos gasparenses?

Então resta a Agapa continuar com o pires na mão. E não pode ser diferente pois é parte daquilo que ela de propõe fazer como entidade sem fins lucrativos. Ela tem uma causa, pois os cães e gatos continuam abandonados por quem deveriam ter consciência para não abandoná-los e abandonados, cuidar para não se multiplicarem e proliferarem doenças.

Eles ameaçam à saúde pública. E por que? Porque eles não fazem parte do planejamento de um governo municipal, onde até as prioridades essenciais de saúde física e emocional aos humanos foram deixadas de lado como se pode notar nos exemplos diários e citados.

A propaganda oficial e enganosa do governo esconde e subtrai um quadro real e grave.

Em tempo. Agropecuárias de Gaspar, na medida do possível até ajudam, mas essa não é a prioridade delas. E quem quiser adotar cães e gatos, ou doar rações, medicamentos ou serviços, é só entrar em contato com a Agapa de Gaspar nas redes sociais como o Facebook e Instagran esperam por adoção. Acorda, Gaspar!

Como o poder de plantão em Gaspar trabalha para desmoralizar o jornal e o portal Cruzeiro do Vale, esta coluna e este colunista, que não estão a serviço da propaganda eleitoral

Na coluna se segunda-feira, publiquei estas três notas na seção Trapiche, da coluna “Olhando a Maré” escrita especialmente para o portal Cruzeiro do Vale, o mais acessado em Gaspar e Ilhota, devido, principalmente à sua credibilidade e influência.

“O CRAS – Centro de Referência da Assistência Social – de Gaspar parece que está desativado, mas no fundo está “funcionando”. Ele está com as portas fechadas inibindo à procura de gente que necessita de ajuda. E faz tempo. A secretaria de Assistência Social é um ambiente frágil, numa cidade cheia de vulneráveis.

Enquanto isso, o CREAS – Centro Referência Especializado da Assistência Social – trabalha de portas abertas, exposto a riscos, mas acolhendo os necessitados. O CRAS que está fechado por grades, é a porta de entrada da comunidade no acesso à Assistência Social. Meu Deus!

Aliás o CREAS, o que está aberto, teve uma funcionária afastada por estar com suspeita Covid-19. Ela inclusive, na segunda-feira passada participou de um curso interno com 13 pessoas na Praça do Céu, e o temor é de que ela, se confirmado o diagnóstico, poder ter contaminado outros. Em alguns momentos esta servidora afastada, em ambiente de ar condicionado, outro perigo, circulou sem a máscara”.

A máquina de propaganda da prefeitura de Gaspar, disfarçada de assessoria de imprensa – leitora assídua daqui e que vive praguejando-a, pois não sabe como conter os fatos reais expressos neste espaço, reagiu. Fez bem. Publicou uma foto nas redes sociais do prefeito Kleber Wan Dall, MDB, visitando o CRAS do bairro Bela Vista. Relatou que naquele ambiente havia uma normalidade dentro das limitações impostas pela pandemia.

Meia verdade. É assim que funciona o governo. Aliás, o escritor e jornalista Artur Xexéo, no twitter perguntou: “por que é que deram de chamar mentiras de inconsistências?”

A INCONSISTÊNCIA DA ASSESSORIA, DO CANDIDATO E DO PREFEITO KLEBER

O que escrevi na terça-feira, dia 30 de junho, as 9h13min, rebatendo a foto que percorreu as redes sociais da prefeitura, do prefeito e seus apoiadores, que no fundo traziam uma resposta à minha coluna? CRAS DO SERTÃO VERDE CONTINUA COM GRADES PARA DISTANCIAR ATENDIMENTO EM COMUNIDADE COM GRAVES PROBLEMAS SOCIAIS

E qual o meu texto para este título acima? Depois de ler aqui na coluna sobre os defeitos da desassistência social em relação aos O CRAS- Centro de Referência da Assistência Social - que estão atendendo à meia boca em Gaspar, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, foi a um deles e postou uma foto na sua rede social com o seguinte texto:

"Aqui no CRAS Casa da Família, no Bela Vista, e também nas outros, a maioria dos atendimentos continuam sendo feitos por telefone e whatsapp. Para quem precisa, também acontece até atendimento presencial com todos os cuidados previstos"

Repito o que escrevi. Nas fotos da semana retrasada e as da semana passada, mostravam o CRAS, Silvio Schramm, do Sertão Verde, totalmente fechado. Havia grades em suas portas frontais, as feitas para o público, o vulnerável, o que realmente precisa de ajuda e assistência neste caos econômico, social, emocional e de saúde, entrarem e serem atendidos, acolhidos.

Se o CRAS do Sertão Verde - uma área com visíveis problemas sociais - estava atendendo ao público, precisava ser um detetive para descobrir isso. As grades espantavam os clientes e denunciam o seu fechamento.

E para encerrar. O próprio prefeito confirma no seu texto sobre a foto que publicou, que a maioria dos atendimentos nos CRAS continua sendo feito por telefone e whatsapp. Ou seja, nem todos os serviços, e alguns essenciais, estão disponíveis. E que o atendimento presencial é quase uma exceção. Isto está sendo feito nos CRAS do Bela Vista e do Gaspar Mirim, mas no Sertão Verde.... Quando a esperteza é demais, ela come o dono. Acorda, Gaspar!

O que é feito dos dois projetos de resolução que reduziam 20% por apenas dois meses os salários dos vereadores e impediam o recebimento de diárias até o final do ano como contribuição para a crise econômica da Covid-19 em Gaspar?

Amanhã, dia de sessão na Câmara, esse projeto não está mais uma vez na pauta. Nem saiu das comissões. E fará três meses que o vereador Roberto Procópio de Souza, PDT, protocolou-os. Todos em silêncio, apesar da campanha eleitoral às portas

Já o que reajustou os vencimentos de políticos – incluindo prefeito, vice e vereadores – e servidores que até tiveram um ganho real de 1% em um ano de eleições – foi protocolado, analisado, aprovado e sancionado em uma semana

Este assunto não é novo aqui. Só aqui e por isso incomodam os políticos envolvidos.

Os leitores e leitoras da coluna sabem bem à razão pela qual ele foi para o fundo das gavetas da Comissão de Legislação, Justiça, Cidadania e Redação da Câmara de Gaspar, onde o próprio autor dos projetos, o vereador e advogado Roberto Procópio de Souza, PDT, é presidente.

É o voto dele, com os dois do governo na Comissão (Franciele Daiane Back, PSDB e Francisco Hostins Júnior, MDB, também advogado), que vai dizer se os PRs devem prosseguir ou não. Os da oposição, incluindo o relator geral de um deles Dionísio Luiz Bertoldi e Rui Carlos Deschamps, ambos do PT, já se mostraram favoráveis. E Roberto com isso, ficou numa sinuca de bico.

E quem criou esta sinuca? O próprio Roberto. Ele já foi o articulador da oposição contra o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB. Hoje é seu maior defensor na Câmara. O governo é contra as propostas de redução feitas por Roberto, porque se elas forem adiante, obrigariam Kleber rever parcial e simbolicamente o seu alto salário de R$27.356,69, como fizeram outros prefeitos da região e com salários bem mais baixos.

A teimosia de Kleber neste assunto já lhe tirou eleitores.

A maioria dos vereadores acha que foi um oportunismo político de Roberto Procópio de Souza em ano de campanha eleitoral. Ele nega. Entende essa maioria, que a proposta deveria ter sido construída coletivamente. E para disfarçar esse ciúme, achou-se um pelo no ovo: a tal inconstitucionalidade da proposta. Ela justificaria pela lei e não pelo discurso, os vereadores não mexerem nos seus bolsos, enquanto muita gente – que sustenta os salários dos vereadores e as despesas da Câmara – está se desempregando ou falindo.

Por outro lado, a mesma inconstitucionalidade que vereadores e técnicos invocam em Gaspar para mandar para o arquivo a proposta de Roberto, não se aplicou em centenas de outras Câmaras Brasil a fora. Houve acordo em favor de um Brasil melhor.

Está mais do que na hora dos vereadores de Gaspar baterem o martelo neste assunto. Foram eles que arrumaram o problema. Quanto mais cozinham o galo e protelam jogar essa ossada fora, as eleições se aproximam. Os respingos indesejáveis serão inevitáveis.

O silêncio do presidente Ciro André Quintino, MDB, sobre este assunto, diz tudo. Ele é corporativo. É populista. Ele sabe escolher a onda para surfar. Muito recentemente, Ciro ajudou patrocinar aos vereadores um disfarçado curso preparatório para os candidatos à reeleição. Tudo com dinheiro público. Pego com a mão na cumbuca, fingiu que não era com ele. Sabe que o povo tem memória curta. Os vereadores pegos no erro, silenciaram-se. Incrível!

AUMENTO À VISTA

Ciro nega. Alguns vereadores negam, mas na Câmara corre em voz muito baixa outra ideia que terá que ser escondida até os resultados das eleições de novembro. É o aumento dos salários dos vereadores, do prefeito e vice para a partir de janeiro de 2021.

A proposta viria do Executivo. Há vereador com uma listinha comparativa com outros municípios daqui da região. Ela, em tese, segundo esses vereadores e assessores, provaria que os salários dos vereadores de Gaspar, é um dos menores. Quando em campanha, eles dizem que o salário é uma coisa que nem passa pela cabeça deles. Mas, passa, sim. E como!

Então... Os projetos de Resolução do vereador Procópio dificilmente avançarão se ele não quiser, pois dependem unicamente do voto dele na comissão. E no plenário, como o voto é aberto e estamos em pré-campanha, corre-se o risco de se conhecer os corajosos e os fingidos. E quanto ao aumento dos salários para os próximos quatro anos? O tempo será o senhor da razão. Agora é tempo de negação. Acorda, Gaspar!

TRAPICHE

Gaspar ganhou dez respiradores novinhos do governo do Estado. Depois da vergonhosa disputa pelo pai das crianças em ano eleitoral entre os políticos daqui, sabe-se que os que estão na UTI da Covid-19, criada emergencialmente do Hospital de Gaspar, são tecnologicamente inferiores.

Ou seja, os dez novos respiradores não podem ir para a UTI emergencial para melhor salvar as pessoas por questões contratuais. Os melhores ficam para os que não estão na UTI do Hospital. Burocracia e negócios contra a vida dos cidadãos doentes, vulneráveis, atrás tratamento e saúde. Acorda, Gaspar!

O Hospital de Gaspar ganhou da JBS, empresa que adquiriu parte das operações da Bunge em Gaspar, um tomógrafo computadorizado no valor de R$900 mil. Um avanço. Uma operação intermediada pelo ex-executivo da Bunge, Sérgio Roberto Waldrich. O que faltou dizer à comunidade? Que o tomógrafo não vai funcionar do dia para a noite como discursam por aí alguns políticos em campanha – e até espertamente empresários apoiadores dos que estão no poder de plantão.

Primeiro será preciso um lugar isolado, escolhido e especialmente preparado para ele no Hospital de Gaspar que ninguém sabe quem é o dono dele e que não presta contas à comunidade, apesar de estar sob intervenção municipal. Este processo de implantação do aparelho vai levar tempo. Segundo, será preciso gente – médicos e técnicos - especializada para operá-lo e interpretar as imagens. Isso ainda está em falta ao Hospital. Acorda, Gaspar!

Faça-se a luz. Um dos primeiros atos do recém empossado prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, de Gaspar, foi pedir na Câmara um aumento de 40% da Taxa de Iluminação Pública para melhorar o que se estava crítico. Um aumento absurdo para uma inflação que beirava aos 5% ao ano. Muita discussão na época.

Hoje, e quase ao fim do governo Kleber, a situação da iluminação nas ruas de Gaspar continua tão crítica quanto antes do aumento expressivo da TIP. E não foi o ciclone bomba de terça-feira a tarde que fez escurecer os postes da cidade. Acorda, Gaspar!

Quando escrevi aqui de que a recuperação da parte da Rua Nereu Ramos que desbarrancou para o Rio Itajaí Açú ali perto da curva da ex-Churrascaria Líder, era algo provisório, os políticos que defendem o atual governo, ensaiaram desmentidos nas entrevistas e nos discursos na Câmara.

Agora, Kleber lançou edital para fazer a recuperação definitiva. Então! Nada como um dia após o outro. Acorda, Gaspar!

Em tempos de eleições, o importante é não mexer em regalias. Na última sessão da Câmara o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, pediu a retirada de pauta do PL 21/2020. Como não era possível, depois de suspensa a sessão para discutir esse assunto do ponto de vista regimental, ele acabou sendo retirado não só da pauta, mas da Câmara. O PL instituía o cartão de pagamentos do município. Ou seja, comprou, comprovou, pagou e prestou contas. Simples assim.

Mas, tinha uma pegadinha não resolvida. Ela afetaria diretamente às regalias constituídas pelas diárias de políticos e servidores. Se você viaja para qualquer lugar, você ganha diária, mesmo que não a gaste nada ou na sua totalidade. Basta comprovar que viajou. Com o cartão, o ressarcimento, iria se dar pela despesa real, a menor nas maioria das vezes do valor da diária. E se as despesas fossem maiores? Valeria o teto.. Então.... Acorda, Gaspar!

De lixo, o PT entende e os Bertoldis, também. Afinal, foi na gestão de Pedro Celso Zuchi que inventaram do dia para a noite a Say Muller, quando Lovídio Carlos Bertoldi foi presidente do Samae. Agora, o irmão Dionísio Luiz quer saber da gestão de Kleber Edson Wan Dall, MDB, como se deu mais um improviso da administração com contratação emergencial da noite para o dia da Vitaciclo Logística Reversa.

Dionísio pediu por requerimento na Câmara ao prefeito Kleber, as cópias integrais de todos os documentos que compõem o processo de dispensa de licitação, desde o Termo de Abertura até o contrato e seus aditivos. Ele quer saber se foi Vitaciclo que apresentou o menor preço por tonelada. Também pediu as planilhas de custos da coleta do resíduo orgânico dos anos de 2017/2018/2019, que serviram de base para contratação do processo oriundo da Dispensa nº 005/2020. Acorda, Gaspar!

A vida do candidato a vice-prefeito de Kleber Edson Wan Dall, MDB, Marcelo de Souza Brick, PSD, não está nada fácil. Agora, ele deu para aparecer como papagaio de pirata nas fotos do gabinete de Kleber. Mas, na ponta da mesa. E por causa disso, invariavelmente, ele é cortado do cenário pela própria assessoria da prefeitura. Imagina-se como será a vida da dupla se eleita.

“O fator Zuchi para o PT” foi o tema da coluna Olhando a Maré escrita especialmente para a edição impressa de sexta-feira do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo, o de maior credibilidade em Gaspar e Ilhota. Polemizou. Não era para menos. Zuchi e o PT foram atores expressivos na política e na administração de Gaspar. O que ficou claro, nos comentários no Facebook do jornal? O PT é o problema para o ex-prefeito de três mandatos, Pedro Celso Zuchi salvar a si e o partido.

Consternados, alguns defensores de Zuchi tentaram até dissociar o político das manchas e o jeito de ser do partido com os escândalos de Lula e Dilma. Justificavam, publicamente, à possibilidade de se votar nele outra vez. Mas uma pergunta de Demetrius Wolff, DEM, bolsonarista roxo, faz do argumento, pó: “se Zuchi ganhar, quem ele vai trazer para administrar Gaspar e a prefeitura?” E Demetrius respondeu na lata e naquilo que é óbvio: “gente do PT”. Faltou acrescentar, gente desempregada e faz tempo... Acorda, Gaspar!

Hábitos, verdades e egoísmos ultrapassados de gerações. Em 1990 a pergunta era: por que preciso usar cinto de segurança? Em 2000, a pergunta indignada era: por que não posso fumar em ambiente públicos fechados? Em 2020, a pergunta reiterada é: por que tenho que usar máscara em ambientes públicos em tempo de pandemia? Os indivíduos não respeitam os interesses coletivos.

Um recorde da gripezinha. Estamos caminhando firmes para ultrapassar esta semana as 70 mil almas brasileiras que se tornarão uma triste estatística. As cenas da incompreensão para a proteção não se tratam de uma mera irresponsabilidade que se viu nas fotos dos políticos deste final de semana, mas da irracionalidade (de humanos). Eles merecem os nossos votos se contribuem para disseminar a doença que mata os seus eleitores?

Se você olhar as redes sociais locais, quatro fatos estão claros: os políticos estão promovendo reuniões, almoços e jantares com poucas ou muitas pessoas em ambientes privados e públicos. Até mesmos os que se dizem eleitos arregaçaram as mangas. A máquina de votos da prefeitura de Gaspar está a pleno vapor e até está se coligando com sindicatos; e tem gente, principalmente os mais novos e ansiosos, constituindo provas de crime eleitoral na internet contra velhos e poderosos que tentam continuar no poder de plantão.

O PSL de Gaspar lamentou o acometimento da Covid-19 ao governador Carlos Moisés da Silva, PSL. Tinha um encontro na quinta-feira passada em Blumenau para acertar ponteiros. Na terça-feira o pessoal do PSL daqui ruma para Blumenau. Desta vez para se reunir com o deputado Ricardo Alba, PSL. El patina na candidatura dele à prefeitura dele por lá. E por aqui, quer influenciar.

Mais uma vez sai na frente e estou de alma lavada. O que escrevi da seção Trapiche da coluna da sexta-feira, feita especialmente para a edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale, 30 anos de circulação e credibilidade em Gaspar e Ilhota?

"Afogando-se. O MDB está com problemas. Prometeu candidaturas de vereadores para manter as filiações. Agora está fazendo uma peneira no próprio partido e nos coligados. O chororô é grande. As preocupações também".

Pois bem. O poder de plantão foi tomado por um susto com a repentina declaração nas redes sociais de pré-candidatura de um contumaz puxa-saco seu, a quem o poder já se tinha pedido comedimento. Qual a razão do susto? O agora pré-candidato é um assusta votos da coligação. Já gerou problemas para o poder de plantão com as suas atitudes de defensor incondicional de tudo, inclusive do erro.

E o porquê do anúncio do pré-candidato? Simples! É para preservar os empregos dos filhotes nos tentáculos do poder de plantão. Ou seja, demonstra fidelidade e com isso fecha a porta para qualquer outro sacrifício, que não seja o dele próprio em "abrir" mão da candidatura eu o poder de plantão não a quer, pois precisa de gente com votos.

O certo mesmo seria o pré-candidato ir até o fim, para conferir a massa de votos que diz ter e principalmente influenciar. Eu me lembro de um cara boa praça, de verdade, amigo de todos, que todos por aqui falavam em rei de votos quando fosse candidato a alguma coisa.

E quando se abriram as urnas para o candidato a prefeito Dario Beduschi, pelo PTB, ele teve exatos 147 votos. A cidade não acreditou. Nem ele, na tamanha ingratidão, injustiça e traição daquela eleição do ano de 2000. Quem não se lembra disso estupefato?

Naquele ano venceu Pedro Celso Zuchi, PT, com 6.779 votos, contra 6.595 dados a Francisco Hostins, já de volta ao seu PP e apoiado por parte do MDB; 5.418 a Luiz Fernando Poli, PFL; 4.209 a Adilson Luiz Schmitt, MDB; 1977 a Mário César Pera, PSDB; e 542 votos a Maria Terezinha Ramos, PDT. No âmbito da disputa da vereança, essas histórias de gente com votos que teve uma mixaria dele, encheriam páginas do jornal. Acorda, Gaspar!

 

 

Comentários

Herculano
09/07/2020 13:02
GABINETE DO óDIO VIROU TREM FANTASMA QUE ASSOMBRA O MANDATO DE BOLSONARO, por Josias de Souza

Idealizado para assombrar adversários de Jair Bolsonaro, o chamado gabinete do ódio tornou-se uma espécie de trem fantasma. Ao remover uma rede de desinformação ligada ao presidente da República, seus filhos e parlamentares aliados, o Facebook alterou o percurso dos vagões. Desgovernados, eles podem abalroar o Planalto.

Ao informar que um dos maquinistas despacha no Planalto, o Facebook aproximou Bolsonaro do inquérito sobre fake news que corre no Supremo Tribunal Federal. Ao revelar que a máquina de ódio foi aos trilhos em 2018, o grupo de Mark Zuckerberg forneceu material para as ações que ameaçam a chapa Bolsonaro-Mourão no Tribunal Superior Eleitoral.

Relator do inquérito sobre notícias falsas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, requisitará o material do Facebook. O passo seguinte será encomendar à Polícia Federal um aprofundamento da investigação. Além de confirmar o modelo de acobertamento que protegia a identidade dos difusores de desinformação, será necessário esmiuçar o conteúdo dos grupos, páginas e contas operadas pelo gabinete raivoso no Facebook e no Instagram.

Chama-se Tércio Arnaud Tomaz o assessor-especial de Bolsonaro identificado pelo Facebook como braço operacional do gabinete do ódio no Planalto. Foi recrutado por Carlos Bolsonaro. Despacha no terceiro andar do Planalto, a poucos metros do gabinete presidencial. Recebe salário mensal de R$ 13,6 mil.

Se ficar demonstrado que Tércio Tomaz é remunerado pelo contribuinte para desperdiçar seu expediente industrializando raiva nas redes sociais, Bolsonaro pode ter problemas. A Constituição proíbe que um presidente seja processado por eventuais delitos cometidos antes da posse. Mas os indícios de que a indústria de ódio e desinformação operou nos anos de 2019 e 2020 empurra a encrenca para dentro do mandato de Bolsonaro.

Já está entendido que o Supremo poderá compartilhar com o TSE os dados que vem colecionando. O relator Alexandre de Moraes compõe o colegiado de sete ministros da Corte Eleitoral. Não foi por acaso que Moraes, ao quebrar o sigilo bancário de empresários bolsonaristas investigados no inquérito das fake news, atrasou o relógio até julho do ano eleitoral de 2018.

Nas ações que tramitam no TSE, Bolsonaro é acusado de vitaminar sua candidatura presidencial por meio de um esquema de impulsionamento de mensagens falsas via WhatsApp. A exemplo do Facebook e do Instagram, o aplicativo também realiza um esforço de auto-higienização.

No mês passado, o WhatsApp suspendeu uma dezena de contas do PT que operavam automaticamente. Alegou que o partido violou regras de funcionamento do aplicativo. A pedido do Supremo, a PF pode requisitar ao WhatsApp informações sobre o modo como o bolsonarismo utilizou suas facilidades nos últimos verões.
Herculano
09/07/2020 11:43
da série: eu nunca votei em branco na minha vida, mas... fiz escolhas, mesmo entre as que achei menos pior. O exercício da cidadania plena num ambiente livre e democrático não permite à omissão.

LULA DIZ QUE VOTARIA EM BRANCO EM SEGUNDO TURNO ENTRE BOLSONARO E MORO

Conteúdo de O Antagonista. Lula, em entrevista à Rádio Gaúcha, foi perguntado sobre o que faria em um eventual segundo turno entre Jair Bolsonaro e Sergio Moro nas eleições de 2022.

O ex-presidiário afirmou que "votaria em branco". "Nenhum dos dois ia querer o meu voto. Mas isso [segundo turno entre o atual presidente e o ex-ministro] não vai acontecer."

Para surpresa de ninguém, o condenado voltou a atacar a Lava Jato e chamou Moro de "mentiroso".

"O problema é que eles transformaram a Lava Jato em um partido político. Pesquisem como vivem hoje os delatores. O que eles fizeram foi legalizar a corrupção. Quebraram as empresas e, ao invés de punir os donos, puniram os trabalhadores", disse o petista. "Quem roubou, que pague pelo que fez! Agora, o que não pode, é quem não fez [nada de ilegal] ser condenado. O Moro é mentiroso."

Vale sempre lembrar: Lula é um condenado e não deveria estar dando entrevistas por aí.
Herculano
09/07/2020 11:38
OLHANDO A MARÉ

A coluna - que não é social para mostrar fotos de gente cheia de interesses - escrita especialmente para a tradicional edição impressa das sextas-feiras do jornal Cruzeiro do Vale, já estava fechada desde quarta-feira.

Trato especialmente de como os ícones políticos nacionais e estaduais estão com dificuldades de ajudarem e serem bengalas aos discursos dos candidatos de Gaspar e Ilhota.
Herculano
09/07/2020 08:40
"COISA DE VIADO"

Conteúdo de O Antagonista. Jair Bolsonaro "brincava com funcionários, dizendo que usar máscara era 'coisa de viado'", segundo a Folha de S. Paulo.

Nesse caso, somos todos viados altruístas, que se recusam a contaminar - e a matar - os outros.

Cure-se, Bolsonaro.
Herculano
09/07/2020 08:37
da série: a confusão entre risco e abuso. Arriscar é um ato de sobrevivência e muitos estão fazendo isso com os cuidados que a grave pandemia exige. Outros, estão zombando, espalhando e ampliando o risco, a morte e complicando a retomada econômica e a mínima normalidade da cidadania. Em Gaspar e Ilhota abundam exemplos, inclusive entre políticos e os que se dizem autoridades.

VOCÊ JÁ FOI XINGADO DE CAGÃO? por Mirian Goldenberg, antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio, é autora de "A Bela Velhice", no jornal Folha de S. Paulo.

Aqueles que buscam proteger a vida de todos estão sendo chamados de covardes.

No último domingo meu marido foi xingado de cagão. Primeiro por uma pessoa da família, que insistia para ele ir à praia, apanhar sol, dar um mergulho no mar, caminhar no calçadão: "Vai fazer bem para você respirar, conversar, ver gente normal. Você está isolado, não sai de casa há quatro meses. Sou mais velha que você e não tenho medo. Não tem perigo. Deixa de ser cagão".

Depois, por um amigo de infância que preparou um churrasco no sítio para a família e amigos: "Você é muito negativo, dramático, hipocondríaco. É só pegar o carro, são só duas horas de viagem. Você dorme aqui e volta amanhã para a prisão. Prova que é homem de verdade, deixa de ser covarde. Foda-se o vírus. Vem ficar com a sua família e amigos. Você não está sentindo falta de nós? Vem, seu cagão".

Ele ficou assustado com a estupidez e maldade das cobranças que sofreu. O pior é que as pessoas que o acusaram de cagão sabiam que ele teve um sério problema de saúde e está seguindo todas as recomendações médicas.

Aprendi que rir é sempre o melhor remédio. Para que o meu marido não ficasse triste com a ignorância e perversidade de pessoas tão próximas, inventei uma brincadeira. Enquanto ele preparava o almoço, filmei o seu balanço da semana para o nosso "Domingão do Cagão":

"Vou começar o Domingão do Cagão dando nota dez para os momentos mais felizes: as chamadas de vídeo para ver os netinhos de sete meses e as conversas com o nosso melhor amigo Guedes, de 97 anos. Quase cem anos de diferença, mas o mesmo amor e alegria. Dou nota zero para o absurdo e insanidade que são os idiotas irresponsáveis se aglomerando em bares e praias, sem máscara e sem distanciamento, colocando em risco as nossas vidas. Se ser cagão é ter consciência da gravidade da situação e querer proteger a vida de quem eu amo, melhor ser cagão do que cúmplice de um genocídio".

Você já foi xingado de cagão?
Herculano
09/07/2020 08:28
ILHOTA EM CHAMAS. CADA VEZ MAIS PERTO DO EX-PREFEITO ADEMAR FELISKI, O PATRONO DO MDB LOCAL. QUEM É LEITOR E LEITORA DESTA COLUNA, CONHECE ESTA HISTóRIA ANTIGA EM DETALHES E QUE TIRA O SONO DO "CONSULTOR" E LOBISTA ADEMAR


MP cobra quase R$ 5 milhões de empresa e advogado blumenauenses por recebimento indevido de dinheiro público

De acordo com o MP-TO, houve conluio entre prefeitura de Araguaína e empresa registrada no bairro Ponta Aguda. Conteúdo de O Município. Texto de Jotaan Silva

O Ministério Público do Tocantins (MP-TO), entrou na Justiça para cobrar o ressarcimento de quase R$ 5 milhões, de uma empresa registrada em Blumenau e de um advogado blumenauense. De acordo com o MP, a Prefeitura de Araguaína pagou indevidamente estes valores à Pública Consultoria e Desenvolvimento Profissional LTDA*, entre 2009 e 2012, com intermédio de um dos advogados da empresa, Elsimar Roberto Packer.

Os pagamentos foram feitos pelos serviços advocatícios destinados à atuação fiscal, mesmo tendo uma Procuradoria Geral do Município - responsável por este tipo de trabalho - implementada e funcionando. Além disso, o prefeito utilizou da dispensa de licitação para realizar o contrato.

No documento encaminhado à Justiça, o promotor do MP-TO Tarso Rizo, destaca que não havia motivos plausíveis para a contratação da empresa, já que os serviços eram de ações repetitivas e sem complexidade, que poderiam ser feitos pela Procuradoria Geral do Município, e não justificam a dispensa de licitação.

Como agravante, Rizo comprova que a Procuradoria Geral do Município de Araguaína não tinha conhecimento dos serviços que foram solicitados pela prefeitura à empresa, comprovando, assim "o conluio entre os demandados para enriquecerem ilicitamente".

Por conta disso, o Ministério Público do Tocantins solicitou à Justiça o ressarcimento de todos os valores pagos a empresa, em valor estipulado de R$ 4.716.231,75. Além disso, que "após a condenação, sejam os nomes dos réus incluídos no cadastro de condenados por atos de improbidade administrativa instituído pelo CNJ".

O ajuizamento foi realizado em janeiro de 2020, mas ainda não obteve decisão da Justiça.

Nossa reportagem tentou por diversas vezes entrar em contato por telefone com a empresa, mas não fomos atendidos.
Herculano
09/07/2020 08:22
TEM PRÉ-CANDIDATO A VEREADOR EM GASPAR, QUE ALÉM DO USO DISCARADO DA MÁQUINA DO GOVERNO DE CATAR VOTOS, AGORA ESTÁ COM MELANCIA PENDURADA NO PESCOÇO PARA APARECER NAS SUAS REDES SOCIAIS MAIS QUE OS CONCORRENTES. ACORDA, GASPAR!
Herculano
09/07/2020 08:20
BLOQUEIO DE PÁGINAS PRó-GOVERNO DIFICULTA A VIDA DOS BOLSONARISTAS, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Decisão do Facebook mostra que liberdade de expressão não proteger redes de desinformação

A decisão do Facebook de remover 73 contas ligadas ao grupo de Jair Bolsonaro complica a vida dos governistas. Os perfis derrubados são uma fração pequena das conexões da rede de apoio ao presidente, mas o bloqueio desarma pontos-chave da defesa de seus aliados.

A suspensão atingiu páginas que, segundo a empresa, adotavam um "comportamento inautêntico". Havia perfis duplicados, personagens fictícios e páginas que fingiam ser veículos tradicionais de imprensa. O Facebook informou que a rede trabalhava de maneira coordenada, com a participação de assessores dos filhos de Bolsonaro e do Planalto.

A revelação desmonta o argumento de que a rede governista deveria ficar protegida pela liberdade de expressão. Afinal, os perfis desativados pertenciam a um esquema enganoso e não a usuários comuns - que os bolsonaristas chamam sarcasticamente de "tias do zap".

O grupo ligado ao presidente passa a ter dificuldade para reclamar de censura ou se dizer vítima de perseguição nas investigações do Supremo e do Tribunal Superior Eleitoral sobre sua rede de desinformação. Embora as leis assegurem o direito à livre manifestação, ele se aplica a pessoas reais, e não a mecanismos fraudulentos criados para amplificar mensagens de interesse do governo.

O Facebook informou que o motivo do desligamento foi o fato de que os responsáveis pelas páginas agiam de forma orquestrada para confundir usuários. "Quando investigamos e removemos essas contas, focamos no comportamento, e não no conteúdo, independentemente de quem está por trás delas, o que elas publicam ou se são estrangeiras ou nacionais", declarou a empresa.

O bloqueio também reforça o vínculo entre Bolsonaro e a ação dessa rede. Segundo um relatório do Digital Forensic Research Lab, que analisou as contas antes da remoção, havia páginas criadas por um assessor do deputado Eduardo Bolsonaro e por um auxiliar direto do presidente, integrante do chamado "gabinete do ódio" do Palácio do Planalto.
Herculano
09/07/2020 08:15
PE E SP LIDERAM LISTA DE CORRUPÇÃO NA PANDEMIA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta quinta-feira nos jornais brasileiros

Os estados de Pernambuco e São Paulo lideram o ranking de denúncias de corrupção envolvendo gastos e despesas para ações contra a covid-19. De acordo com o Instituto Não Aceito Corrupção (INAC), em menos de um mês, os estados receberam 8 e 7 denúncias, respectivamente, na plataforma "Corruptovírus" e todas passam por triagem técnica antes de enviadas ao Ministério Público para abertura de inquérito civil ou policial.

DUAS POR DIA

Em menos de um mês, o Corruptovírus recebeu 54 denúncias de desvio ou mau uso do dinheiro público no combate à pandemia em 18 estados.

AINDA NÃO

A plataforma ainda não recebeu denúncias sobre Acre, Alagoas, Espírito Santo, Amapá, Mato Grosso, Paraíba, Rondônia, Sergipe e Tocantins.

PODER AO POVO

Segundo o presidente do INAC, Roberto Livianu, a plataforma dá poder às pessoas que diante do isolamento "se sentem incapazes de agir".

FECHANDO O PóDIO

Cheio de denúncias de desvios que podem culminar no impeachment do governador, o Rio de Janeiro tem mais c5 denúncias no Corruptovírus.

SALLES VÊ 'TURMA DAS BOQUINHAS' POR TRÁS DE ATAQUES

O ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) identifica ONGs e ativistas que perderam poder e dinheiro, no atual governo, para além de tradings e frigoríficos reunidos em uma "Coalizão Clima Agricultura e Florestas", estão por trás da intensa pancadaria contra ele, nas últimas semanas. O ministro está convencido de que todos esses segmentos que o atacam fazem parte "da turma quer as boquinhas das verbas e cargos de volta".

ESTABILIDADE NO EMPREGO

Não há o menor indício de que Bolsonaro planeje substituir o ministro do Meio Ambiente. Avalia que vem fazendo um bom trabalho.

RAMOS REPUDIA

O ministro Luiz Eduardo Ramos (Governo) defendeu Ricardo Salles e repudiou notícias mentirosas que o acusam de tentar derrubar o ministro.

MOURÃO DEFENDE

Outro suporte do ministro do Meio Ambiente é o vice-presidente Hamilton Mourão, que coordena as ações de defesa da Amazônia.

INTERNET PRESIDENCIAL

A Secretaria-Geral afirmou que a internet atual do avião presidencial custa R$ 3 milhões anuais por usar a Banda L do satélite e que o custo com o uso da Banda Ka, previsto na licitação atual, será de R$ 1,977 milhão. O valor de R$ 2,3 milhões já incluiria o uso de franquia adicional.

O PACIENTE ESTÁ BEM

O ministro Fernando Azevedo e Silva (Defesa), que participou nesta quarta (8) de longa reunião por videoconferência com Bolsonaro, disse que o presidente está sem febre, com boa disposição e bem-humorado.

QUE PAÍS É ESTE?!

Traficantes e milicianos, que já controlam 1.413 favelas do Rio, trocaram tiros à vontade, na madrugada, aterrorizando moradores, seguros de não serem incomodados pela Polícia Militar. Liminar do ministro Edson Fachin (STF) proíbe a PM de agir nas favelas no período de pandemia.

CONTRA BOLSONARO, PODE

A criminalista Jacqueline Valles disse ontem que o artigo em que seu autor diz torcer pela morte do presidente Jair Bolsonaro "não pode ser considerado discurso de ódio". Só faltou dizer que é discurso de "amor".

COISA DE REPUBLIQUETA

Um grupo de moradores céticos de Brasília, entre aposentados e gente pendurada no setor público, todos com remuneração no limite do teto, são autores de uma ação para impedir o governo do DF a autorizar a volta o comércio e de comida para milhares em situação desesperadora.

PROPOSTA BRASILEIRA

O governo brasileiro apresentou esta semana na Organização Mundial do Comércio uma nova proposta de regras para facilitar investimentos. A ideia é auxiliar na retomada de investimentos pós-pandemia.

V DE VERDADE

A alta de 13,9% nas vendas do varejo comprova que o ministro Paulo Guedes (Economia) matou a pau dizendo que o Brasil vai surpreender o mundo com a "recuperação em V"; queda e volta rápidas. Quase toda a perda de abril (-16,3%) foi recuperada em maio, e junho foi ainda melhor.

SEMPRE NA NOSSA CONTA

O plenário da Câmara votou a MP que disciplina reembolsos e remarcações de viagens durante a pandemia, mas a lei também prevê "ajuda ao setor aeronáutico e aeroportuário". Na nossa conta, claro.

PENSANDO BEM...

...quem diria? O recesso do Judiciário também é um alívio nas manchetes políticas.
Herculano
09/07/2020 08:02
ATÉ QUANDO JAIR FARÁ POUCO DE NOSSA SOBREVIVÊNCIA? por José Nêumanne, no jornal O Estado de S. Paulo

Furto não é 'rachadinha'; Wassef é cúmplice, não advogado; e Bolsonaro está é apavorado.

O Brasil não é mais um Estado de Direito a respeitar, mas um país do faz de conta em que os mandatários recorrem à picaretagem malandra de eufemismos para maquilar crimes abomináveis, dando-lhes nomes simpáticos e leves para agradar a vassalos e enganar os tolos incautos. Dilma, a Weintraub petista de saias, reduziu o peso dos delitos pelos quais seus companheiros foram condenados, chamando-os de malfeitos. Eles, aliás, são malfeitores mesmo.

As enganações do momento têm apodo carinhoso ou são batizados em inglês: "rachadinha", fake news... A primeira deriva de "rachid": parlamentares de baixos clero e nível cometem a prática de contratar funcionários fantasmas, dos quais tomam de volta a parte do leão da injusta remuneração que recebem sem dar expediente. O nome do crime de que Flávio Bolsonaro foi acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) é peculato, administrado pelo operador, Fabrício Queiroz. O dito representante do povo remunera com dinheiro público quem não tem qualificação para exercer cargo com alto vencimento e furta, no mínimo, 80% deste.

Trata-se de nefanda prática criminosa vigente em Casas Legislativas federais, estaduais e municipais, associada a lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Antes que algum bolsonarista, em defesa do hoje senador, aponte para o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (a Alerj), o petista André Ceciliano, cuja assessoria foi flagrada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com "movimentações" 20 vezes superiores às do gabinete do nota zero um, ele tem de ser investigado. Mas furto é furto, seja qual for o valor. Teria de ser investigado no inquérito do MP-RJ, mas não inocenta Flávio por ser menor sua quantia.

Circula nos meios jurídicos uma boutade sobre inútil busca em foros de alguma petição redigida pelo ex-satanista Frederick Wassef, que defendeu o titular do mandato na Alerj, conquistado pelo voto. Mas isso não elimina o fato de que, como advogado, ele exibe feito memorável, do qual jamais se poderiam orgulhar colegas celebrados como Sobral Pinto, Rui Barbosa ou Victor Nunes Leal. Com sua lábia de "jurista de porta de cadeia", ele convenceu o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, a suspender todas as investigações do Coaf sobre crimes financeiros no País inteiro, só para manter o cliente longe das grades.

Mesmo, porém, que escape da justa punição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que deixou de ser uma respeitável instituição da cidadania para se defender do arbítrio e virou mero sindicato de causídicos a serviço de ricaços, responderá pela condição de "coiteiro" de suspeito de miliciano. Esse termo define fazendeiros que davam guarida a cangaceiros no sertão e serviram de tema para um romance de José Américo de Almeida. Foi criminoso o papel que exerceu ao homiziar Fabrício Queiroz num escritório fake em Atibaia. Sua impunidade é um acinte. Por favorecimento pessoal, como acha o professor Miguel Reale Júnior, ou por eventual participação em organização criminosa, como aventa o desembargador Walter Maierovitch. E uma sanção administrativa da OAB.

Não dá para omitir o fato de que o cavalheiro em questão também se jactava de ser, mais que representante legal, íntimo do presidente Jair Bolsonaro. Que tem defendido, em preito à sua insensibilidade desumanista, lares não ameaçados de invasão por "esbirros" de seus inimigos prefeitos e governadores por desobediência à obrigatoriedade de portar máscara nas ruas. É evidente que o capitão cloroquina não leu os tratados antropológicos de Roberto DaMatta sobre a oposição entre rua e casa, mas é lamentável que sua sesquipedal ignorância oportunista o impeça de distinguir ambiente doméstico de espaço público.

Outra obsessão dele, de garantir a asseclas o direito constitucional de ir e vir, levou o mesmo político do mais baixo clero a confundir liberdade de expressão com fake news, associação de palavras inglesas que têm equivalente em português significando mentira, tema que ele domina.

E já que Bolsonaro foi citado neste panorama de proteção por eufemismos, é útil acrescentar que o presidente da República tem sido favorecido pela covardia dos pais da Pátria, que fingem não perceber que sua atual interpretação de "Jairzinho paz e amor", inspirada em desempenho de seu antípoda e aliado secreto Lulinha, não passa de mera manifestação de pavor. Tendo levado a função presidencial à completa desmoralização mundial por sua indiferença criminosa, quiçá genocida, à maior pandemia do último século e temendo revelações incômodas do colega de paraquedismo, abandonou seu apoio a atos golpistas antidemocráticos e insultos às instituições da democracia representativa. E adotou o hábito de falso monge trapista. Com esse truque não será punido, como deveria, pelos crimes que cometeu no exercício da Presidência e puseram em risco diploma e mandato.

Parodiando Cícero contra o também populista Catilina, até quando Jair vai caçoar de nossa sobrevivência?
Herculano
09/07/2020 07:57
AGORA É NO GOGó, por Carlos Brickmann

É entusiasmante ouvir o superministro Paulo Guedes, o Posto Ipiranga da Economia: disse à CNN (a propósito, é bom acompanhar a CNN: tem feito um belo trabalho, com a divulgação de notícias exclusivas) que "o Brasil já está saindo do buraco", que as vendas para a China nos mantêm equilibrados, e que o Governo prepara quatro grandes privatizações no próximo trimestre.

É decepcionante acompanhar o destino de promessas anteriores. Há onze meses, Guedes apresentou lista de 17 estatais a ser vendidas de imediato. Há poucos dias, seu secretário especial de Desestatização, Salim Mattar, disse que o Governo quer privatizar ao menos doze estatais. Destas, seis estavam na lista do Posto Ipiranga, de empresas a vender imediatamente em 2019. E quando Mattar espera privatizá-las? Em 2021. Isso se não houver problemas. A julgar pela propaganda oficial, talvez haja: diz a propaganda que em 2015, final do Governo Dilma, as estatais davam enorme prejuízo, e agora, com um ano e pouco de Bolsonaro, dão bilhões de lucro. A propósito, não podemos esquecer o Plano Marshall (ou PAC 2) oficialmente anunciado: por sua concepção, vai precisar de estatais para tomar conta dele. E há ainda a aproximação do Governo Bolsonaro com o Centrão: o presidente precisa dos parlamentares para manter-se no cargo, e os parlamentares precisam de cargos para reeleger-se. Estatais, pois.

Prometer é fácil ?" tanto que Guedes, confiante na falta de memória, promete a mesma coisa várias vezes.

COMO DIRIA TITE...

Por falar em prometer, Guedes prometeu, em vídeo, que a aprovação da reforma tributária ocorrerá neste ano. Disse que o projeto está pronto para enviar ao Congresso e espera vê-lo aprovado em 90 dias. Mas o próprio Posto Ipiranga mostra que isso será muito difícil: gostaria, por exemplo, de propor um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) de 10 ou 11%, mas para isso precisaria ter a "tributação digital" (imposto sobre movimentação bancária), "e infelizmente o Congresso interditou esse debate". No Congresso, diz, há propostas de IVA de até 30%, que, a seu ver, "quebra o comércio e o setor de serviços". Como se vê, um debate difícil (e longo). Bolsonaro já disse que é contra a tal "tributação digital", identificadíssima com a velha CPMF.

Como debater com o Congresso sem apoio do Executivo? Indo mais longe: em novembro há eleições municipais, e o Congresso se esvazia. Depois das eleições, vêm as festas de fim de ano. Retoma-se o trabalho no ano que vem.

... FALA MUITO!

Mas imaginemos que tudo fique prontinho a tempo de ir ao Congresso e torcer pela aprovação neste ano. A reforma administrativa de Guedes está pronta e com Bolsonaro desde meados de fevereiro. De lá não saiu até hoje.

O IMPORTANTE É TER SAÚDE

O presidente Bolsonaro estar com coronavírus é algo a se lamentar. Saúde é o que todos devem desejar-lhe, sejam favoráveis ou contrários a ele. A vida de um ser humano, já ensinava o pastor John Donne há mais de 500 anos, é parte da vida de toda a Humanidade. E a quem o acuse de debochar da grave doença, um lembrete: se Bolsonaro errou, seja diferente, não repita este erro.

A VOLTA DO GENERAL

Lembra-se do general Santos Cruz, amigo de Bolsonaro, afastado do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo depois de uma guerra que lhe foi movida pelos seguidores de Olavo de Carvalho, entre eles pelo menos um dos filhos do presidente? Santos Cruz está de volta, com disposição para briga. Abriu processo contra Olavo de Carvalho, o guru da "ala ideológica" do bolsonarismo, e dois militantes, acusando-os de ofensas nas redes sociais. Pede indenizações que, somadas, atingem R$ 140 mil, e irão para instituições de caridade. As investigações passarão, informa, pelo entorno de Bolsonaro.

FAMÍLIA É ENTORNO?

Flávio, o filho 01, Carluxo, o 02, Eduardo, o 03, enfrentam problemas que podem levá-los a julgamento. Santos Cruz não quer que ninguém lhe peça perdão, mas garante que não vai transigir. "Vou até o fim", disse à revista Época, "com qualquer consequência. Não é só pela honra pessoal. É funcional também. Eu era ministro! Quem é que tem a ousadia de fabricar um documento grotescamente falso e fazer chegar ao presidente da República? É crime. É uma ousadia, porra! Quero saber como isso chegou ao celular do presidente. Quem enviou?"

O presidente recebeu mensagens de WhatsApp atribuídas a Santos Cruz em que teria se referido desrespeitosamente a ele. Completa o general: "Esses vagabundinhos que fizeram isso foram tão amadores que sequer checaram que na hora da falsa mensagem eu estava em voo. São amadores, para minha sorte." E para azar do presidente, que também não verificou esse pequeno detalhe.

QUESTÃO DE UTILIDADE

O Gabinete de Segurança Institucional não verifica currículos. Nem mensagens. Ou não é acionado para isso. Em qualquer caso, qual sua função?
Herculano
09/07/2020 07:52
FORA DO AR

A coluna esteve fora do ar durante o dia de ontem. Um vírus implantados por hackers, multiplicava centenas de vezes o acesso e derrubava o portal.

Esta é uma maneira que os com rabo preso possuem para não ver divulgadas as suas mazelas. Mas, como isso, é eterno, apenas dá trabalho e fica claro que pode estar com o rabo grande na praça.
Herculano
08/07/2020 07:49
CIUDADÃO, NÃO; ENGENHEIRO FORMADO, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Graças aos vídeos, cenas de humilhação do outro custam caro

A cena foi a mesma.

Na Barra da Tijuca, um fiscal da vigilância sanitária interpelou um casal num estabelecimento onde não se respeitava o isolamento social. O marido desafiou-o, dizendo que ele não tinha uma trena para medir os espaços. O fiscal disse: "Tá, cidadão". Até aí, seria o jogo jogado, mas a senhora foi adiante:

"Cidadão, não. Engenheiro civil formado, melhor que você."

Salvo os macacos, os bípedes passaram a usar o tratamento de "cidadão" durante a Revolução Francesa, que derrubou a hierarquia nobiliárquica.

Dias depois a engenheira química Nívea Del Maestro foi demitida da empresa de transmissão de energia onde trabalhava. Em nota, a Taesa informou: "A companhia não compactua com qualquer comportamento que coloque em risco a saúde de outras pessoas ou com atitudes que desrespeitem o trabalho e a dignidade de profissionais que atuam na prevenção e no controle da pandemia".

Com a mesma retórica, em maio passado, o joalheiro Ivan Storel recebeu um PM que foi à sua casa em Alphaville (SP) atendendo a um chamado que denunciava violência doméstica: "Você pode ser macho na periferia, mas aqui você é um bosta. Aqui é Alphaville, mano." (...) "Eu ganho R$ 300 mil por mês", "você é um merda de um PM que ganha R$ 1.000."

Storel viria a desculpar-se, dizendo que estava sob o efeito do álcool e dos remédios que toma por estar em tratamento psiquiátrico.

Dias antes, em Nova York, um cidadão que observava passarinhos no Central Park pediu a uma senhora que prendesse a coleira de seu cachorro.

Ela se descontrolou e chamou a polícia, dizendo que "um afro-americano está ameaçando minha vida". Ela foi demitida da firma de investimentos onde ganhava US$ 70 mil anuais.

Nos três casos, a arma dos ofendidos foi a câmera de seus celulares. Postas na rede, as cenas viralizaram. É a mesma arma que registra a violência policial nas periferias das grandes cidades brasileiras.

As câmeras tornaram-se um remédio eficaz para combater os demófobos prontos para aplicar carteiradas sociais no "outro", hipoteticamente inferior. Ao "você sabe com quem está falando", o progresso contrapôs o "você sabe que está sendo filmado?".

Mesmo dentro das suas lógicas infames, as duas senhoras estavam enganadas.

O fiscal da cena carioca era doutor em medicina veterinária pela Federal Fluminense e o afro-americano do Central Park formou-se em Harvard.

O fiscal do Rio, e o PM de São Paulo, representavam o Estado, que na cabeça dos demófobos é um ente a serviço do andar de cima. "A gente paga você, filho. O seu salário sai do meu bolso", ensinou a senhora da Barra da Tijuca.

O afro-americano do Central Park lastimou que a vida da mulher tivesse virado de cabeça para baixo por causa da notoriedade que a cena viralizada lhe deu, mas recusou-se encontrá-la para um ritual de pacificação.

Em geral essas cenas de humilhação do "outro" duram poucos segundos e, sem os vídeos, não teriam consequência. Graças a eles, custam caro.

A vida dos brasileiros melhorará quando vídeos semelhantes, mostrando cenas de violência policial contra jovens do andar de baixo tiver algum efeito. Por enquanto ele é nulo, até mesmo porque em muitas cidades os policiais costumam prender quem os filma.
Herculano
07/07/2020 14:19
BOLSONARO É A PROVA REAL

O CORONAVÍRUS NÃO DIFERENCIA PRÍNCIPES DE INDIGENTES

Herculano
07/07/2020 13:35
INFECTADO, BOLSONARO TENTA USAR CORONAVÍRUS COMO ALIADO NA CRISE, por Igor Gielow, no jornal Folha de S. Paulo

Presidente minimiza Covid-19, critica estados e faz propaganda da hidroxicloroquina

Após quase cinco meses de negação e exposição pública em desafio aos riscos de contaminação pelo novo coronavírus, Jair Bolsonaro (sem partido) está infectado pelo patógeno que já matou 65 mil pessoas no Brasil.

Não se fez de rogado: aproveitou para fazer propaganda de seu medicamento de estimação na crise, a hidroxicloroquina, e ainda conseguiu arrumar espaço para criticar governadores de estado pelo isolamento social horizontal.

Em sua entrevista para TV Record e CNN Brasil, além da oficial TV Brasil, Bolsonaro insistiu inclusive que seu estado clínico "normal" poderia ter relação com a medicação que tomara na véspera. Comparou o vírus a "uma chuva".

Apontou uma "chance de sucesso de quase 100%" para quem toma a hidroxicloroquina nos estágios iniciais da Covid-19. Não há comprovação clínica disso, e mesmo os EUA de seu modelo Donald Trump interromperam o uso da medicação.?

A depender da evolução da infecção, Bolsonaro poderá contar com o coronavírus como um inesperado aliado. A vitimização já começou na própria segunda, quando os filhos presidenciais postaram críticas às ironias que passaram a abundar nas redes sociais.

Afinal de contas, entre líderes mundiais, o presidente sempre foi um dos mais notórios negacionistas da seriedade da doença. Mesmo a entrevista em que anunciou a contaminação foi ao vivo, contrariando o recomendado.

Se, como para a maioria das pessoas atingidas, a Covid-19 se restringir a sintomas leves, Bolsonaro poderá dizer que foi curado pelo remédio que tanto promoveu, ainda que não haja evidências para dizê-lo.

Não será a primeira vez que um drama pessoal poderá ser usado por Bolsonaro em favor de sua imagem, hoje reduzida a um núcleo duro de 15% de apoiadores e um contingente igual de eleitores potenciais, mas não tão fiéis.

A facada que recebeu na campanha de 2018, que quase o matou, foi maximizada pelos bolsonaristas e pelo próprio presidente.

Se não é possível atribuir sua eleição a ela, como já fez o derrotado Geraldo Alckmin (PSDB), é certo dizer que ela criou uma aura algo mítica em torno da figura do então candidato ?"além de o isentar de debates e escrutínio ao vivo.

Como agirá Bolsonaro ainda é insondável, mas a contaminação é uma inevitável ironia. Desde a ascensão do Sars-CoV-2 no país, ele tentou negar ou minimizar o impacto da doença.

A chamou de "gripezinha" e, num já histórico pronunciamento de TV em 24 de março, repetiu o diagnóstico e afirmou que não teria problemas se contraísse a doença devido a seu "histórico de atleta".

Fez questão de confraternizar-se com manifestantes nos atos antidemocráticos que pulularam em Brasília de março a junho, e hoje são alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal.

Além da negação da ciência sobre o coronavírus, Bolsonaro mirava a política. O presidente sempre priorizou o temor pelo inevitável impacto recessivo da pandemia sobre a economia e, consequentemente, sobre sua popularidade.

Além disso, a maior parte dos governadores de estado se colocou como antítese do Planalto na condução da crise, em especial o principal adversário do presidente, João Doria (PSDB-SP).

Presidenciável como o tucano, o fluminense Wilson Witzel (PSC) acabou abatido por outro aspecto da pandemia: é alvo de investigação sobre malversação de verbas destinadas ao combate à doença, e sofre um processo de impeachment na Assembleia local.

A postura do governo federal influenciou até o embate entre Executivo e outros Poderes. O Supremo Tribunal Federal virou alvo de críticas do presidente após delegar a decisão sobre o manejo do vírus a estados e municípios.

O presidente correu riscos políticos também. Frases como "E daí?" e "Não sou coveiro", ao comentar as mortes da pandemia, que já vitimou mais de 65 mil brasileiros, tenderão a cobrar preço eleitoral à frente.

Bolsonaro, que mal conseguia colocar uma máscara no rosto quando começou a usar o apetrecho de forma intermitente, de todo modo aos poucos foi reduzindo a estridência de seu discurso.

A crescente calmaria acompanhou a piora da situação jurídica de seu entorno, com militantes bolsonaristas sendo presos e o adensamento das investigações sobre seus filhos, que chegou ao paroxismo com a prisão do ex-faz-tudo da família, Fabrício Queiroz, em 18 de junho.

Ainda assim, o Ministério da Saúde segue sem titular há mais de 50 dias. Liderada interinamente pelo general da ativa Eduardo Pazuello, a pasta teve seus principais cargos ocupados por militares, o que é alvo de críticas de especialistas no setor.

A narrativa de Bolsonaro, até na briga pela reabertura da economia com governadores, emula o percurso de seu ídolo, o presidente Trump - exceto na insistência na hidroxicloroquina, abandonada pelo americano, e até aqui pela infecção.
Miguel José Teixeira
07/07/2020 09:57
Senhores,

Estafeta, não!

Em O Globo, por Lauro Jardim:

"Eu salvo a República de duas a três vezes por semana', disse Guedes"

Finalmente, temos o SGR - Salvador Geral da República!

Agora vai!
Miguel José Teixeira
07/07/2020 09:08
Senhores,

Vai pra casa, padilha!

"Projeto inclui bandeira do SUS entre símbolos nacionais.
- O Projeto de Lei 3644/20 inclui o símbolo oficial dos Sistema Único de Saúde (SUS) entre os símbolos nacionais.
O autor da proposta, deputado Alexandre Padilha, PT/SP". Fonte: Agência Câmara de Notícias

https://www.camara.leg.br/noticias/673812-projeto-inclui-bandeira-do-sus-entre-simbolos-nacionais/

Já, já, os Corintianos vão querer que sua bandeira seja considerada Símbolo Nacional.

E por aí vai. . .

Eu vou pleitear que aquela placa "Salve Torcida Farroupilha" que existia no Estádio Aderbal Ramos da Silva, o campo do Palmeiras em Blumenau, também seja incluída.

Parece-me que a pandemia afetou o cérebro de muitas amebas. . .

Mais uma pérola para o FEBEAPÁCoronaEdition.
Herculano
07/07/2020 08:46
A VERGONHOSA REALIDADE DA SAÚDE PÚBLICA EM GASPAR NO CONTRAPONTO DA PROPAGANDA ENGANOSA E ELEITOREIRA

Ontem à tarde no twitter @olhandoamare postei uma foto (porque aqui neste espaço a ferramenta não permite) de gente esperando por um teste de Covid-19 em Gaspar.

Este era o texto:

Expostos. Sob tendas, enfrentando frio de 17 graus, tempo húmido e chuvoso, gasparenses esperam por horas a fio no Posto Central de Saúde por testes da Covid 19.

Retomo. Logo repercutiu. E no poder de plantão ao invés de se buscar soluções para mitigar o improviso e o sacrifício imposto aos possivelmente doentes pela Covid-19, tensos e amedrontados por essa possibilidade, a busca eram três: quem teria fotografado a cena real, quem teria passado a foto para mim com a informação real, e como me punir por ter divulgado tal realidade.

Impressionante. Talvez o melhor caminho é outro Termo Circunstanciado na Delegacia de Polícia Civil para me amedrontar, calar, constranger, intimidar como já fizeram em outro assunto tão delicado contra a saúde dos gasparenses.

É uma vergonha tudo isso e se contrapondo as fotos das visitas, almoços e jantares comícios dos políticos da prefeitura sem proteção em busca de alianças e votos.

Quer mais? Edelso R Bittencourt entrou na postagem para afirmar o seguinte: Esta foto foi tirada as 15:30, a maioria desse pessoal estava ali desde as 8 da manha, os profissionais da saúde do posto central estavam fazendo de tudo para atender o povo, mais a demanda e falta de médicos gerá filas, apos as 12 hora chegou o 3º médico

Encerro em uma resposta a Edelso:

Vergonha. E esta gente no poder de plantão vive gastando dinheiro do povo em propaganda falsa, eleitoreira e perseguindo quem registra a realidade dos que sofrem a procura de saúde e vida nas filas públicas. Acorda, Gaspar!
Herculano
07/07/2020 08:26
da série: as duas caras do Brasil. Enquanto a poderosa indústria automobilística pede para atrasar o programa antipoluição, o agronegócio pede ao governo para frear a devastação ilegal da Amazônia como forma de continuar a produzir

PRODUTORES RURAIS PROPõEM DESMATAMENTO ZERO NA AMAZôNIA, por José Antônio Severo, em Os Divergentes

Um grupo conservador, formado por ministra e ex-ministros, pode ser a arma do vice-presidente da Republica, Hamilton Mourão, para exibir uma inusitada face conservacionista do Governo Bolsonaro. Um inédito "desmatamento zero" da incandescente Amazônia

O vice-presidente Hamilton Mourão está de olho na proposta da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, de adoção oficial de meta "desmatamento zero" na Amazônia. Ele é o presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal. A proposta foi defendida em 2019 pelo ex-ministro da Luís Fernando Cirne Lima na Frente Parlamentar da Agropecuária, quando a atual titular da pasta era presidente da Frente Ruralista.

Fundador da Embrapa (foi ministro da Agricultura entre 1969 e 1973), Cirne Lima integra o conselho de administração do grupo gaúcho SLC, controlado pela família Logemann, um dos maiores produtores mundiais de algodão, soja e milho. Ou seja, vindo de onde vem, a proposta teria origem nos plantadores, não como projeto de governo (a ministra é produtora rural) ou entidades ambientalistas, o que representa uma configuração nova para a questão. São os produtores que pegam a bandeira da preservação da floresta ao rejeitarem o aumento de áreas para lavouras na selva amazônica.

Essa ideia de um posicionamento vinha amadurecendo desde os tempos dos debates na Câmara dos Deputados sobre a nova legislação dos defensivos agrícolas, no dizer dos plantadores, ou agrotóxicos, na linguagem dos militantes ambientalistas. Neste sentido, aumenta seu alcance.

Os três tenores do agronegócio

Foram convocados a opinar sobre alternativas para sustentabilidade os ex-ministros que implantaram a revolução tecnológica na agropecuária brasileira. Os três são engenheiros agrônomos e compõem um trio que é chamado de "os três tenores do agronegócio": Cirne Lima é ex-professor da Faculdade de Agronomia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o mineiro Alysson Paulinelli (1974-79) e o paulista Roberto Rodrigues (2003-06), professor de agronegócio da Fundação Getúlio Vargas.

Este apelido eles ganharam quando participaram, na condição de esteios do grande salto da agropecuária brasileira, de importadora de alimentos para segunda maior produtora mundial. Há uma quarta figura, mas ligada diretamente à comercialização internacional, o ex-ministro Pratini de Moraes (1999-2003), economista.

Eles vêm de formações em escolas de agronomia brasileiras que são referências internacionais na área acadêmico-científica: Cirne Lima da UFRGS, Paulinelli da Faculdade de Agronomia de Lavras, Roberto Rodrigues da Escola Superior de Agricultura Luís de Queiroz (USP, Piracicaba) e a própria ministra da Faculdade de Agronomia de Viçosa (MG). Estas seriam as bases técnicas da revolução agrícola no País a partir dos anos 1970.

Temporada do fogo

A determinação dos plantadores de assumir a liderança de uma ação conservacionista seria um argumento poderoso para o vice-presidente usar, na condição de gestor do passivo amazônico (queimadas e desmatamento). O desafio retórico é dar respostas adequadas, tecnicamente embasadas e com força política para enfrentar os efeitos negativos à imagem internacional do Brasil durante a próxima temporada dos inevitáveis incêndios florestais típicos da estação da seca no extremo norte.

A estiagem vai de junho a novembro. O fogo se propaga no segundo semestre. Recomeça a polêmica.
Herculano
07/07/2020 08:20
NUVEM DE GAFANHOTOS JÁ CHEGOU AO BRASIL, por Cristina Serra, no jornal Folha de S. Paulo

Devastação é comandada do Palácio do Planalto

Conta-se cerca de um mês que o país deixou de lidar com o despejo de detritos verbais no entra e sai do Palácio da Alvorada. Certamente contribuíram para a quietude da língua presidencial malsã a ofensiva judicial contra apoiadores lunáticos e familiares de Bolsonaro, a prisão do encalacrado Fabrício Queiroz e os laços evidentes com o boquirroto Wassef.

Há quem se aproveite do figurino comedido para vender uma nada convincente predisposição ao diálogo institucional. Tenta-se dar um ar de normalidade às tensões refreadas para retomar a agenda econômica. Mais nociva que a língua presidencial, porém, é sua caneta a nos lembrar quem é Bolsonaro e sua personalidade funesta.

O país está ferido pelo luto. Exausto pela pandemia. Mil famílias choram seus mortos por dia. A marca dos dois milhões de infectados está logo ali. E o que faz Bolsonaro? Veta o uso obrigatório da máscara de proteção em escolas, igrejas, comércio, indústrias, prisões e repartições públicas.

No último sábado, o presidente achou por bem comparecer com quatro ministros militares às comemorações pela independência dos Estados Unidos na casa do embaixador, Todd Chapman, um tipo que se fantasia de cowboy quando vai dar entrevista na televisão. Posou para fotos, fazendo sinal de "positivo". Ele acabara de sobrevoar a região atingida pelo ciclone, que deixou 12 mortos.

É o mesmo presidente que tem ampliado o acesso da população a armas e munições. A loquacidade contida de hoje contrasta com as línguas soltas da reunião de 22 de abril, aquele, sim, um retrato sem retoques de cafajestice e incompetência explícitas. Sem crédito, empresas quebram país afora, milhões de brasileiros perdem seus empregos e/ou não conseguem o auxílio emergencial. A Saúde e a Educação seguem acéfalas. A nuvem de gafanhotos já chegou. E comanda a devastação confortavelmente instalada no Palácio do Planalto.
Herculano
07/07/2020 08:17
BOLSONARO FAZ O QUE PREGAVA: TOMA CLOROQUINA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta terça-feira nos jornais brasileiros

Diante dos primeiros sinais de que poderia ter contraído coronavírus, nesta segunda-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro passou a tomar imediatamente o remédio cloroquina, como sempre defendeu. Ele iniciou a medicação antes de o primeiro exame apresentar resultado positivo. Os médicos da Presidência da República resolveram levar Bolsonaro ao Hospital das Forças Armadas (HFA) tão logo verificaram os sintomas.

TEMPERATURA ALERTOU

O serviço médico do Planalto aferiu a temperatura do Bolsonaro e, constatados 38 graus, ele foi levado ao HFA.

NOME FICTÍCIO

Como nos exames anteriores, Bolsonaro utilizou nome fictício como identificação, muito embora dados como RG fossem verdadeiros.

PULMÃO NORMAL

De volta ao Alvorada, o presidente disse a apoiadores que estava bem e que a "chapa" do pulmão deu normal: oxigenação de 96%.

GRUPO DE RISCO

Apesar do estado geral satisfatório do presidente, ele precisa se cuidar: aos 65 anos, como idoso, faz parte do grupo de risco.

GOVERNO PREVÊ CRISE DE 2020 MENOR QUE O ESPERADO

O Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, admitiu ontem dificuldades das previsões econômicas diante da pandemia do novo coronavírus e dos "custos de várias cidades, vários estados, parados". No entanto, ele aposta que a crise brasileira em 2020 será menor do que previam analistas catastróficos, que apontam até para -9% e que a redução da economia será de 4,7% a 6,5% este ano.

TODAS AS CONDIÇõES

Sachsida define o impacto do covid-19 como uma "quebra estrutural na economia", mas garante que o país tem condições de se recuperar.

REFORMAR PARA SOBREVIVER

Para o secretário do governo Bolsonaro, os próximos anos serão marcados na História, como "os anos das reformas".

O NORTE

"O importante é sabermos o Norte", explicou Sachsida à Rádio Bandeirantes, e atribui ao presidente Bolsonaro essa responsabilidade.

PROCESSO ABSURDO

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) julgará nesta terça (7) um processo absurdo contra o procurador Deltan Dallagnol: ele é acusado de usar uma ferramenta chamada Power Point para demonstrar, didaticamente, as ladroagens de Lula e seus cúmplices.

TODO CUIDADO É POUCO

O CNMP, aliás, transmitirá nesta terça, em "live", o julgamento de 44 processos envolvendo seus membros na pauta. Como será pelo YouTube, é bom não ter trilha sonora: o Ecad não perdoa.

MAIORIA É 'PLANTAÇÃO'

Há quem de fato é levado em conta pelo presidente Jair Bolsonaro para escolha do futuro ministro da Educação. Mas há vários espertalhões que "plantam" entre jornalistas que foram "sondados" só para se valorizarem.

SAÚDE VAI BEM

A notícia de que o deputado Guilherme Mussi (PP-SP) é antipatizado na vizinhança pelas festas que promove, até na pandemia, causou espécie na Câmara, habituada às suas frequentes licenças médicas.

PROCESSA, GAÚCHO

Artistas metidos a besta, na Europa, falam mal do Brasil por esporte. Em "Instinto", filme holandês ruinzinho da diretora Halina Reijjn, o vilão é um estuprador que gosta de futebol. Mas sua camisa não leva nome de um craque holandês, ou haveria processo, e sim de Ronaldinho Gaúcho.

PANDEMIA É ISSO

O deputado Alexandre Frota (PSL-SP), ex-ator, apresentou proposta para permitir "showmícios" nas eleições de 2020, pela internet; apresentação artísticas de cantores etc., pagas por candidatos.

IMóVEIS RESISTENTES AO VÍRUS

O Índice FipeZap, que acompanha o preço médio de venda de imóveis residenciais em 50 cidades, apresentou alta em junho em São Paulo, Brasília, Manaus, Maceió etc. No ano, já acumula alta de 1,11%.

DE OLHO NA MALANDRAGEM

Com o adiamento das eleições, já há uma consulta ao TSE sobre uma malandragem. Com a alteração, quem estava com ficha suja até 4 de outubro poderá concorrer? A decisão será do ministro Edson Fachin.
Herculano
07/07/2020 08:10
SOB PRESSÃO, BOLSONARO DIZ E FAZ MENOS BESTEIRAS, Hélio Schwartsman, no jornal Folha de S. Paulo

Nova configuração política reduziu significativamente barbaridades e provocações do governo

Em sua primeira encarnação, a mais autêntica, o governo Bolsonaro se deixou pautar pela chamada ala ideológica, que fazia e desfazia ministros (agora só desfaz) e mantinha o superego do presidente, que jamais fora muito atuante, prisioneiro. O homem chegou a divulgar um vídeo com cenas explícitas de urofilia.

É claro que não deu certo. Uma das fantasias do bolsonarismo ideológico rezava que negociar com parlamentares tradicionais era pecado, de modo que nenhum projeto relevante avançou no Congresso. A exceção é a reforma da Previdência, mas muito mais porque o Legislativo estava empenhado em fazê-la do que por iniciativa do governo.

A única coisa que o presidente conseguiu fazer foi, através de decretos, portarias e nomeações, enfraquecer instituições e políticas públicas, como a preservação ambiental, o desarmamento etc.

Veio então a segunda encarnação, na qual parecia que os mais pragmáticos militares dariam as cartas. Não deram. Quer dizer, até conseguiam fazer com que o presidente, por períodos limitados, contivesse seus piores impulsos, mas ele logo sucumbia a si mesmo. Também não deu certo. Vimos ampliar-se a presença militar no governo, mas sem nenhum aumento na eficácia da ação do Planalto.

Vieram então a epidemia, a recessão e o avanço de investigações criminais que podem comprometer o entorno presidencial. Bolsonaro sentiu que seu mandato estava em perigo, engoliu a seco a ideologia e entregou-se ao centrão. É a terceira encarnação.

Nada indica que o governo vá ganhar em funcionalidade, mas a nova configuração política serviu para desagrilhoar o superego do capitão reformado, que reduziu significativamente as barbaridades e provocações que exarava em ritmo semanal.

Pessoalmente, acho que o impeachment de Bolsonaro é uma obrigação moral da sociedade, mas é preciso reconhecer que, mantido sob pressão, Bolsonaro diz e faz menos besteiras.
Herculano
07/07/2020 08:08
UMA QUESTÃO DE HONRA

Se confirmada a Covid-19 ao presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, por coerência ao discurso e ao receituário dele aos brasileiros e aos ministros e médicos; à causa dos filhos que infesta as redes sociais; à sua turma olavista para quem a terra é plana, bem como militar que bate continência, o presidente Bolsonaro devia se tratar somente com cloroquina e hidroxicloroquina.

Simples assim! Virou cobaia daquilo que não conhece e que é influenciado por quem lhe mal orienta.

Aliás, estes dois medicamentos que foram produzidos em larga escala no Brasil eram preventivos, alegava-se para tal aventura e gastos dos pesados impostos dos brasileiros. O presidente Bolsonaro não os tomou como prevenção?

Se não tomou, repetiu aquele conhecido ditado popular, faça o que eu digo, não faça o que eu faço. Meu Deus! E depois os políticos, mesmo os populista não sabem a razão pela qual perdem a credibilidade de suas palavras que não são convertidas em atitudes por eles próprios

Se Bolsonaro tomou essas drogas como prevenção, acaba de provar - o que estudos e estatísticas já provaram - que elas não previnem nada e está intimado como testemunha, a declarar isso aos brasileiros e brasileiras.

E por fim. A máscara na face não era apenas um adereço de medrosos à uma gripezinha? Mais uma vez a máscara da valentia de leigo contra a ciência, caiu. E para isso, haverá desculpas dele e principalmente dos que o rodeiam e idolatram. Incrível!

Gente que gosta de passar vergonha.

Por fim. Saúde recuperada e vida longa ao presidente Bolsonaro é o que eu que sou do grupo de risco, desejo, sinceramente, mas na esperança de que este fato seja um sinal para uma cabeça mais aberta à realidade, ao conhecimento acumulado, à ciência em favor daquilo que se desconhece e se precisa respeitar. Wake up, Brazil!
Herculano
07/07/2020 07:49
da série: e adianta ciência, estudos e estatísticas (que custam muito dinheiro e inteligência), se políticos idiotas preferem à maliciosa e proposital ignorância para enganar seus eleitores e eleitoras em busca de culpados e votos fáceis sem investimento na ciência, estudos e estatísticas? Vergonheira!

ESTUDO COM 55 MIL PACIENTES DESCARTA CLOROQUINA PARA PREVINIR COVID-19

Conteúdo de O Antagonista.Os pacientes tratados com cloroquina ou hidroxicloroquina não foram menos afetados pelas formas graves da Covid-19, segundo um estudo francês publicado hoje.

O estudo, que contou com 55.000 pacientes que já usavam os remédios para o tratamento de outras enfermidades, "não sugere que o uso de antimaláricos sintéticos (APS) a longo prazo tenha um papel preventivo quanto ao risco de hospitalização, intubação ou morte relacionada com a Covid-19".
Herculano
07/07/2020 07:33
CRUEL

Do ministro da Economia, Paulo Guedes, no twitter:

Precisamos acabar com o imposto mais cruel que existe no Brasil que é o imposto sobre a folha de pagamentos. Aqui, você tem que desempregar para poder empregar, porque um trabalhador custa dois. Acabar com esses impostos permitirá uma recuperação imediata do mercado de trabalho.
Herculano
06/07/2020 19:11
da série: sem o Plano Real, o Brasil seria uma Argentina muito piorada. Com ele, os sábios petistas trataram de enfraquecê-lo naquilo que é essencial: a Responsabilidade Fiscal dos governantes e políticos, além de se permitirem à corrupção sem limites. Aliás, o Plano Real é do presidente Itamar Franco, MDB, que substituiu o impichado, Fernando Collor de Mello, PTR.

SE O PLANO REAL FOSSE TÃO EXTRAORDINÁRIO, PSDB NÃO PERDERIA QUATRO ELEIÇõES, DIZ GUEDES

Ele prometeu que, em 90 dias, o governo fará três ou quatro privatizações, sem detalhar quais seriam as estatais
Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Thiago Resende, da sucursal de Brasília.

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse, na noite de domingo (5), ser um mito que o Plano Real foi o "melhor do mundo" e que, por isso, o PSDB não se manteve no governo.

"Se o plano fosse tão extraordinário, eles não perdiam quatro eleições seguidas", afirmou em entrevista à CNN Brasil.

Para o ministro, o PT assumiu o poder ?"e venceu os quatro pleitos?" porque o Brasil viveu uma época de desemprego e juros altos.

Na avaliação de Guedes, o Plano Real foi satisfatório na questão monetária, mas deficiente na questão cambial e fiscal.

Num paralelo à necessidade de o Plano Real combater a hiperinflação, ele foi questionado qual seria o principal problema a ser combatido atualmente. Guedes respondeu que "não existe essa bala de prata". "Cada hora, a guerra é num front de aperfeiçoamento".

Ao apresentar planos do Ministério da Economia, ele prometeu que, em 90 dias, o governo fará três ou quatro privatizações, sem detalhar quais seriam as estatais.

O ministro reconheceu que o plano de privatizações não está como esperado. "Elas [as privatizações] não andaram num ritmo satisfatório".

Na ideia de uma ampla privatização, ele declarou que os Correios e subsidiárias da Caixa estão na lista -- até o fim do governo.

Traçando um cenário para 2020, Guedes disse acreditar que o Congresso aprovará até dezembro uma reformulação do sistema tributário. "Acho que vamos aprovar uma reforma tributária nesse ano".

O projeto de mudanças no regime de impostos deverá incluir a taxação sobre dividendos, hoje isentos.

O ministro também sustentou a ideia de um imposto similar à extinta CPMF como forma de ampliar a base de arrecadação do governo, para taxar transações financeiras. Com isso, segundo o plano apresentado por ele, seria possível reduzir os encargos sobre a contratação de empregados.

"Nosso programa é de substituição tributária. Não queremos aumentar [a carga tributária]. Não podemos reduzir, num momento como esse", ressaltou Guedes.

Na entrevista, o ministro também defendeu a proposta, em estudo pelo governo, de reformulação do Bolsa Família. O objetivo é ampliar a cobertura, para que informais tenham direito à assistência social, com recursos de outros programas sociais.

Guedes afirmou que o principal foco da equipe econômica atualmente é a formulação de medidas para combater o desemprego no país. Para isso, ele acredita ser necessário reduzir os custos para empresários contratarem funcionários, por exemplo, com a desoneração da folha de pagamento.
Herculano
06/07/2020 16:20
COVID-19 em Gaspar

As fotos que circulam nas redes sociais e aplicativos de mensagens, mostram que se aglomeram pessoas - para além do normal - a espera de teste da Covid-19 no posto Central.

O tempo de espera por um teste pode superar as três horas.

No Hospital, o plantão do Pronto Atendimento é para dois médicos. Novamente, neste final de semana, segundo testemunhas, só havia um.

E hoje pela manhã no Posto Central, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, soube dessa informação de viva voz, mas disse que a desconhecia. Acorda, Gaspar!

Herculano
06/07/2020 16:03
MANCHETES QUE SE ENTRELAÇAM

1. PPT de Gaspar prende traficante de drogas no bairro Coloninha

2. Homem é assassinado com tiro na cabeça no bairro Coloninha, em Gaspar
Herculano
06/07/2020 14:17
GUEDES INVENTA PRIVATIZAÇõES NO MODELO ZÉ KETI, por Josias de Souza.

"Teremos três ou quatro grandes privatizações nos próximos 60 ou 90 dias", anunciou Paulo Guedes na noite de domingo (5), em entrevista à CNN Brasil. Sob uma aparência de novidade, o ministro da Economia repete um espetáculo encenado ano passado, só que piorado. É o modelo Zé Keti de privatizações.

A coisa se baseia no lema "este ano não vai ser igual àquele que passou." Todos logo percebem que o tempo das privatizações de Guedes não passa. Já passou. E o ministro reitera a lorota. Ainda não notou. Mas já não há "mais de mil palhaços no salão" dispostos a lhe dar crédito.

Em agosto do ano passado, discursando num evento em São Paulo, o ministro dissera: "Tem gente grande aí que acha que não será privatizada, mas vai entrar na faca".

No dia seguinte, o governo apresentou uma lista de 17 estatais a serem vendidas, das quais oito já estavam na vitrine. Espremendo-se a relação, sobraram nove novidades. Algumas delas - Correios, Telebrás, Serpro e Dataprev, por exemplo - desceram ao balcão sem estudos sobre o modelo de venda.

Na semana passada, o secretário de desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, anunciou que o governo deseja privatizar pelo menos 12 estatais. Citou seis logomarcas daquelas que deveriam ter sido vendidas em 2019. E informou que serão privatizadas não neste ano, mas apenas em 2021.

Quer dizer: em lances de garganta, Paulo Guedes passa na faca "três ou quatro grandes" estatais com uma facilidade inaudita. No mundo real, o ministro lida com cerca de 140 estatais federais fantasiado de canivete cego.

Neste domingo, Guedes apontou a faca para Correios, Caixa e os setores elétrico, de água e saneamento, de petróleo, de gás e de navegação de cabotagem. Esqueceu de mencionar que parte dos negócios depende de autorização do Congresso.

Antes do Carnaval de 2021, a equipe do Posto Ipiranga entoará a velha marcha: "Este ano não vai ser igual àquele que passou." E os palhaços, num uníssono cético: "Hã, hã..."
Herculano
06/07/2020 14:03
VAIVÉM EM GABINETE DE BOLSONARO INDICA UMA SUJEIRA MUITO MAIOR, por Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília do jornal da Folha de S. Paulo

Guinada de tom do presidente após prisão de Queiroz não deve ser apenas por causa de Flávio

Desde a prisão de Fabrício Queiroz, Jair Bolsonaro baixou a guarda, moderou sua verborragia, e, num sinal de inflexão, buscou reduzir a tensão com os demais Poderes.

Segundo as investigações do Ministério Público do Rio, Queiroz era o homem chave do esquema das "rachadinhas" do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia.

Descobriu-se um cheque de R$ 24 mil de Queiroz à primeira-dama, Michelle. Bolsonaro, em sua defesa, diz que o dinheiro é parte de um empréstimo de R$ 40 mil que fez ao ex-assessor do filho.

O presidente nunca explicou direito essa tal dívida nem as razões que levaram Michelle a receber o cheque.

Queiroz conhece Bolsonaro desde 1984. O PM aposentado seria muito mais ligado a ele do que ao filho Flávio.

A história mal contada sobre o cheque abre brechas para interpretação de que o presidente também se beneficiou das rachadinhas, prática nefasta de desvio de parte dos salários dos gabinetes.

Um trabalho de reportagem exaustivo publicado pela Folha neste domingo (6) indica que essa maracutaia com verba pública passou de pai para filho.

Os repórteres Ranier Bragon e Camila Mattoso analisaram nos últimos meses os boletins de movimentação de 28 anos do gabinete de Bolsonaro nos tempos de deputado.

Eles descobriram ao menos 350 trocas em um vaivém frenético e desarrazoado.

Do dia para a noite, salários de servidores eram dobrados e quadruplicados. Em seguida, reduzidos a menos da metade.

Um dos personagens é filha de Queiroz. ?O recorde de movimentações, com 26 vaivéns, é de Walderice Santos da Conceição, a Wal do Açaí, funcionária fantasma que veio à tona pela Folha na campanha de 2018.

A guinada de tom dada por Bolsonaro após a prisão de Queiroz é um movimento político de proteção ao filho.

E as informações reveladas sobre seu gabinete na Câmara são um indicativo de que a sujeira pode ser muito maior.
Herculano
06/07/2020 13:59
PERGUNTA NECESSÁRIA

Os que pegaram o Auxílio Emergencial do governo Federal sem precisar, estão patrocinando almoços e jantares políticos - sem a devida proteção e burlando a recomendação oficial local - em favor dos seus candidatos a prefeito? É isso? É o vale tudo a favor de uns e o é proibido tudo, para outros. Acorda, Gaspar!
Herculano
06/07/2020 13:44
FUNCIONÁRIA DO CREAS COM COVID

Na semana passada comentei este caso quando relatava o que expressei hoje novamente em "Como o poder de plantão em Gaspar trabalha para desmoralizar o jornal e o portal Cruzeiro do Vale, esta coluna e este colunista, que não estão a serviço da propaganda eleitoral"

Uma funcionária da secretaria da Assistência Social de Gaspar, que ministrou curso no CREAS na semana passada, confirmou que está com Covi-19.

Na área onde atuava, há apreensão pela contaminação interna e externamente. Em Gaspar, o protocolo não faz testes preventivos em funcionários com contatos com o público.

Miguel José Teixeira
06/07/2020 13:44
Senhores,

Revisitando "Diários de Motocicleta"

"O Congresso do Peru aprovou na noite de ontem, em primeira votação, um projeto que acaba com a imunidade parlamentar - e vale também para presidente, ministros e membros do Judiciário."
(texto replicado abaixo)

Bom. . .os peruanos são descendentes dos INCAS.

Nós, Tupiniquins, somos dominados pelos INCApazes.

Porém, esPerTalhões. E botem esPerTalhões ni$$O!
Herculano
06/07/2020 13:34
COMO FUNCIONAM OS POLÍTICOS CONTRA OS SEUS CIDADÃOS, MAS PRESERVANDO OS SEUS INTERESSES PARTIDÁRIOS E DISCURSOS ELEITORAIS EM ANO DE CAMPANHA

O município de Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, foi um dos mais atingidos pelo pelo tal ciclone bomba. Mereceu até uma sobrevoada relâmpago no sábado do presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido.

O prefeito de lá, Juliano Duarte Campos, PSB, está nos palanques, redes sociais e na imprensa reclamando o suposto abandono do governo do Estado com a cidade e os cidadãos de Governador Celso Ramos.

Mas, Governador Celso Ramos que estima ser algo em torno R$ 100 milhões para recuperar a cidade, ou seja, não é pouco, até agora não procedeu a nenhum levantamento sério e nem atendeu à lei que institui a PNPDEC (Política Nacional de Proteção e Defesa Civil) prevê que os municípios atingidos repassem as informações para os governos federal e estadual por meio do S2ID (Sistema Integrado de Informações de Desastres), segundo uma nota da própria Defesa Civil catarinense.

As "autoridades" de Governador Celso Ramos mandaram apenas um ofício protocolar, nele dizendo que os estragos foram grandes. Mas, quanto, onde etc e tal, nada.

Isto mostra como funciona a prefeitura - e parece sem comando - de lá. Controle, transparência e responsabilidade com os impostos dos brasileiros e catarinenses que é quem vão ajudar os de Governador Celso Ramos a se recuperarem parcialmente, parecem que é letra morta para quem dirige a cidade.

Olha só o tamanho e até sintomático do buraco: Governador Celso Ramos, tem 294 comissionados (para 15 mil habitantes). Florianópolis (com 501 mil habitantes), muito, mas, muitas vezes maior do que Governador Celso Ramos, 317.

Então falta de gente para fazer o levantamento em Governador Celso Ramos para a Defesa Civil e cumprir a legislação para ver ressarcida dos prejuízos, certamente não é. Vergonha.
Herculano
06/07/2020 12:54
da série: a Justiça injusta do Brasil

RESSURGE A ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA PARA A CORRUPÇÃO POLÍTICA, por Andrei Meireles, em Os Divergentes

Querem por um jabuti na emenda sobre o cumprimento da pena a partir da condenação em segunda instância que simplesmente passa uma borracha nos crimes cometidos até agora.

Tem uma banda podre na política que não desiste da busca de uma certidão de impunidade para os crimes em que são acusados, principalmente os de corrupção. Faz tempo que tentam uma brecha para isso. A meta dessa turma agora é incluir na emenda constitucional que restabelece a possibilidade de prisão a partir da condenação em segunda instância uma ressalva que muda tudo.

A intenção é simplesmente passar uma borracha sobre a Lava Jato e todas as outras investigações, processos e condenações, por corrupção e outros crimes, nas duas instâncias da Justiça com atribuição legal de julgar o mérito das ações. A proposta costurada por líderes e parlamentares com rabo preso é que a nova legislação passe a valer apenas para futuros casos de corrupção.

Na prática, em um sistema de justiça com recursos sem fim, é uma verdadeira anistia ampla, geral e irrestrita para a corrupção. Alguns líderes ligados, por causa própria, há tempos defendem uma solução desse tipo. Sempre acompanhados da torcida de políticos de muito mais peso que caíram na rede da Lava Jato, mas não querem passar recibo. Algumas ex-estrelas, como Aécio Neves, Renan Calheiros, caciques do PT e de outros grandes partidos fracassaram em suas investidas no passado.

A oportunidade que eles veem agora é o namoro do presidente Jair Bolsonaro com o Centrão. Um dos preços óbvios dessa aliança é engavetar propostas que avancem de fato no combate à corrupção. Até porque o clã Bolsonaro com suas rachadinhas tem problema de sobra nesse quesito. A demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e da Segurança Pública escancarou a porta para o sucesso desse flerte.

Como sempre, esse jabuti vem escondido em um discurso evasivo da necessidade de abreviar os julgamentos na Justiça com o respeito a regras como a de que a punição não deve ser retroativa. Mas ela vigorou durante anos, autorizada pelo STF, e serviu inclusive de modelo para a Lei da Ficha Limpa. Foi revogada pelo confuso voto de desempate do ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal, que devolveu a bola para o Congresso Nacional.

Para a parcela dos políticos que no primeiro momento comemorou a decisão do STF, a ficha só caiu quando a opinião pública captada pelas redes sociais e pesquisas passou a pressioná-los para restabelecer a possibilidade de prisão a partir da condenação em segunda instância. Raros os que em público se manifestaram contra. Nos bastidores, continuaram conspirando com o propósito de transformar o limão em limonada.

É difícil dimensionar o tamanho dessa articulação. No modo virtual em que o Congresso está funcionando é fácil vender gato por lebre, principalmente na Câmara, com seus 513 deputados federais. O Senado nesse caso é mais previsível. A tendência lá é pela rejeição dessa anistia torta.

A conferir.
Herculano
06/07/2020 12:41
da série: o Perú desmoraliza o Brasil - inclusive dos Bolsonaros - e vai atrás dos seus corruptos para puni-los

CONGRESSO PERUANO APROVA FIM DA IMUNIDADE PARA PARLAMENTARES E PRESIDENTE

Conteúdo de O Antagonista. O Congresso do Peru aprovou na noite de ontem, em primeira votação, um projeto que acaba com a imunidade parlamentar - e vale também para presidente, ministros e membros do Judiciário.

A votação aconteceu horas depois de o presidente do país, Martín Vizcarra, anunciar que pretendia levar a proposta a um referendo em janeiro do ano que vem, junto com as eleições gerais no país.

No último sábado, o Parlamento peruano rejeitou uma proposta encaminhada por Vizcarra que acabava com a imunidade dos parlamentares, mas não do presidente da República.

A votação de domingo foi considerada, portanto, uma resposta dos congressistas ao presidente do Peru. O projeto teve 110 votos favoráveis, 13 contrários e nenhuma abstenção. A votação final deve acontecer ainda hoje.

Sergio Moro, no Twitter, elogiou a decisão dos parlamentares peruanos.

"O Peru, onde a Lava Jato teve grande repercussão, é um dos países que mais têm avançado na agenda anticorrupção", tuitou o ex-ministro da Justiça.
Herculano
06/07/2020 12:03
CORRA! O NOVO CANAL DE VENDAS É A LIVE! por Ronaldo Lemos, advogado, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, no jornal Folha de S. Paulo.

O principal truque é justamente não parecer um vendedor, mas sim um amigo

Abra os olhos e os ouvidos. O novo canal de vendas que despontou em meio à pandemia são as lives.

O fenômeno não é novo. Para quem acompanha a China, sabe que o "livestreaming" virou uma das principais formas de vender produtos no país. Eu mesmo, na série "Expresso Futuro China", fiz um episódio dedicado a esse novo fenômeno, mostrando essa modalidade poderosa de fazer comércio.

Os números impressionam. Pegue, por exemplo, o jovem multimilionário chinês Jiaqi Li, apelidado de "rei dos batons". O garoto de 27 anos testa batons nele mesmo ao vivo e já conseguiu a façanha de vender 15 mil tubos em cinco minutos. Ele tem hoje cerca de 40 milhões de seguidores no DouYin (versão chinesa do TikTok) e é considerado um dos mestres dessa nova linguagem.

Com a pandemia, a ampliação da atenção com as lives explodiu, tanto no Brasil como na China. Hoje em dia tem até gente que diz que "live boa era antes, hoje é muito popular". O que só prova a centralidade desse novo formato de comunicação.

Isso se reflete nos números. Estimativa da consultoria iiMedia aponta que as vendas por comércio eletrônico por meio de lives vão bater US$ 129 bilhões neste ano na China.

Engana-se quem acha que as lives são um canal para vender só produtos de varejo mais conhecidos. Uma outra influenciadora chinesa, chamada ViYa - com 18 milhões de seguidores -, vendeu um kit completo de lançamento de foguetes por US$ 5,6 milhões em uma live, úteis para o lançamento de microssatélites em órbita.

As lives são a nova encarnação dos canais de venda da TV (vai aí uma faca Ginsu ou meias Vivarina?). Só que muito mais sofisticados.

Nenhum vendedor de live age sozinho. Ele carrega e cultiva seus próprios animadores de audiência, que agitam as pessoas para comprar mais. Trabalham também com modelos agressivos de "marketing de afiliados".

Além disso, o principal truque de vendas é justamente não parecer um vendedor, mas sim um "amigo". Quanto mais espontâneo, melhor. Tudo precisa ser divertido. Ninguém compra nada de gente chata.

Como já dizia o brilhante Doc Searls no manifesto Cluetrain, "mercados são conversas". Ao entender isso, os vendedores de livestream conseguem despertar todas as ansiedades da internet, como o FOMO (fear of missing out) - medo de perder oportunidades -, para criar um senso de urgência e vender mais e mais rápido.

Na China, até Xi Jinping já fez uma homenagem aos vendedores "ao vivo", especialmente porque a modalidade tem sido usada para vender produtos rurais, como laranjas e hortaliças, nas regiões mais pobres do país.

No Brasil, o fenômeno já está entre nós. Influenciadores de primeira linha como Nathalia Arcuri e Rafa Brites já usam o livestreaming como um canal de vendas, no caso, para cursos de educação financeira e de desenvolvimento profissional. O resultado é impressionante.

Se você tem vocação para vendas, é hora de abrir o seu canal de vendedor live. Faça isso logo, vá correndo! É uma chance única, imperdível, faça isso agora, é incrível, corra, já! Antes que acabe!?

READER
Já era?
Vender produtos pela televisão

Já é?
Vender produtos por páginas no Instagram

Já vem?
Vender produtos por lives
Herculano
06/07/2020 11:57
da série: um gasparense no ministério da Educação? Hábil ele é - e muito - no trato político (mudou até de partidos) para ocupar cargos. Como professor e técnico em educação é também reconhecido. Resta saber se o gado ideológico olavista permitirá essas mutações do passado dele.

FEDER 'DECLINA' E DESCHAMPS LIDERA AS APOSTAS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O temor de ser novamente descartado levou o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, publicar post "declinando" do Ministério da Educação. Ele já havia aceitado o convite, em conversa ao telefone com o presidente Jair Bolsonaro, quinta (2). Mesmo avisado de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ia averiguar sua "ficha", Feder preferiu evitar um novo vexame. Ressurge com força o nome do ex-secretário de Educação do governo de Santa Catarina, Eduardo Deschamps.

SAÍDA HONROSA

Com a demora em ser anunciado, Renato Feder se convenceu de que estava fora e tentou criar uma narrativa para não ser "chutado" outra vez.

PENDÊNCIA DE ICMS

O problema é que a Abin detectou problemas da empresa de Feder com a Justiça, em um caso se acusação de suposta sonegação de ICMS.

CONTRATOS FEDERAIS

A empresa Multilaser tem contratos com o governo federal, o que também poderia ser alegado contra ele pela oposição.

GATO ESCALDADO

O caso Decotteli, que falsificou o seu próprio currículo, fez de Bolsonaro "gato escaldado", daí a necessidade de checar a ficha de indicados.

ANEEL USA COVID E O D?"LAR PARA AJUDAR 'PARCEIRAS'

A crise se agrava, mas a agência "reguladora" de energia elétrica Aneel continua agindo como parceira de empresas e distribuidoras, em vez de regular em benefício do consumidor que a sustenta. Após a demagogia de proibir o corte de luz de famílias de baixa renda, por falta de pagamento na pandemia, liberou aumento na conta para "compensar as perdas". Como outras agências, usou a antiga lorota: "a alta no dólar".

HISTóRIA CONHECIDA

Como acontece com os combustíveis, a Aneel deve fazer vista grossa e quando a pandemia passar e o dólar cair, não haverá redução na tarifa.

É UMA MÃE

Além de autorizar os aumentos, a Aneel sinaliza com empréstimo de até R$16 bilhões para dar "alívio" às distribuidoras pela queda na demanda.

PARCERIA PROFÍCUA

Entre 2002 e 2009, governo Lula, distribuidoras cobraram R$7 bilhões a mais do que deveriam dos consumidores e ficou tudo por isso mesmo.

CAPITÃO É QUEM MANDA

Insistiu-se na lorota, na escolha do titular do MEC, de que os militares exigem ser "consultados". Mal sabem que, no atual governo, militares não dão palpites, nem indicam ministros. Eles apenas batem continência.

PLANTÃO PERMANENTE

Parlamentares ávidos por cargos nos estados têm assediado o general Braga Neto, ministro da Casa Civil. Paciente, ele os recebe e atende ligações até altas horas, mas adverte: quem decide é o presidente.

ESTA ELEIÇÃO É INADIÁVEL

A Câmara elege, nesta segunda (6), o 3º secretário da Mesa Diretora, após saída de Fábio Faria (PSD-RN), nomeado ministro. A vaga é do PSD. O 3º secretário gerencia licenças médicas e viagens de deputados.

CONVERSA MOLE

Comentaristas de TV fechada, claramente carentes de fontes, continuam recorrendo a truques como "ala militar" ou "ala ideológica" para confirmar a desinformação observada pelo ministro Augusto Heleno (GSI).

ATIVISTAS PRESOS. JÁ O PCC...

Sobre a prisão de bolsonaristas, a procuradora Thaméa Danelon recomenda analisar "crimes de fato graves" que exigem prisão. Afinal, este é o País cuja Justiça solta bandidos do PCC alegando "pandemia".

SEGUIDORES

Os seguidores do chanceler Ernesto Araújo no Twitter variam de deputados a militantes, autoridades internacionais etc., mas também os ex-ministros da Saúde, Luiz Mandetta, e da Justiça, Sérgio Moro.

MÁQUINAS A POSTOS

A reabertura gradual da economia em várias cidades e estados iniciadas este mês teve impacto direto na indústria. Segundo a FGV, houve alta de 15,2 pontos no índice de confiança do setor, o maior da série histórica.

NA ONDA DA PANDEMIA

Levantamento da plataforma Inteligov mostra que os parlamentares de todas as esferas do Legislativo estão loucos pelos holofotes do covid: apresentaram 6.325 projetos relativos à pandemia, até agora.

PENSANDO BEM...

...é melhor Jair sentando pra conversar.
Herculano
06/07/2020 11:49
QUAL O SIGNO DE QUEM DEFENDE MÁSCARA PARA CORONA DURANTE O SEXO, por Luiz Felipe Pondé, filósofo e ensaísta, no jornal Folha de S. Paulo

Partilho aqui algumas pequenas ideias que considero úteis nesse mundo dos sofrimentos afetivos contemporâneos
Você acredita em astrologia? Eu não. Mas as mulheres acreditam, logo, isso é o que importa. E mais: em épocas em que todo mundo virou um cientista de ocasião, não vejo razão para não arriscar uma carreira tardia na ciência dos astros.

Nas minhas recentes pesquisas em astrologia, percebi que um dos campos em que há mais precisão "científica" na área é a dos perfis sexuais. Partilho aqui algumas pequenas ideias que considero úteis nesse mundo dos sofrimentos afetivos contemporâneos.

Talvez os perfis básicos e as frases que dizem logo após o sexo possa ajudar você a se encontrar no amor, por que não?

Pessoas nascidas sob o signo de áries são conhecidas por serem más, cruéis e violentas. As controvérsias teóricas acerca do seu comportamento sexual vão de um oposto a outro: alguns dizem que é o signo que menos sente falta de sexo, outras dizem que, após o sexo, o ariano, a ariana ou x arianx (neste assunto, gênero é essencial, mas, nos próximos signos, vou simplificar porque todo saco tem limite) diz: "você de novo?!".

Já o taurino, conhecido por ser escravo da luxúria, da comida e da bebida, é reconhecido como sendo aquele que, logo após o sexo, olha de um lado para o outro e diz: "vamos pedir uma pizza!".

Geminianos, internacionalmente conhecidos por terem duas caras, após se deliciarem com o objeto humano ao seu lado, se lembram de dizer algo (para outras pessoas, algo essencial num relacionamento, mas para o geminiano nem tanto) que é: "agora vamos conversar?".

Cancerianos são o tipo que mais chora no zodíaco. Quando não está chorando é porque está doente. Conhece uma pessoa, chora, acaba transando e, assim que acaba, olha dos olhos dela e diz: "vamos casar amanhã?".

E leão? Ah, leão. Centro do zodíaco, se não se achar o centro do universo, desmancha como pó. Evidentemente que, após o sexo, nosso leonino olha nos olhos da feliz parceira que teve a bênção do universo de conhecê-lo e diz: "eu sei que para você foi o melhor sexo do mundo, nem precisa me dizer".

O que dizer dos virginianos e virginianas? Sofredores em nome da ordem, da limpeza, das previsões estratégicas, durante o sexo já ficam atentos para que nenhum movimento desarrume em demasia a cama ou o quarto. Virginianos se apegam à ordem de um quarto mesmo que tenha entrado nele pela primeira vez cinco minutos antes. Por isso que, após o sexo, essa coisa melada, suja e cheia de odores, a primeira coisa que diz é: "tenho que lavar esse lençol!".

Librianos são conhecidos por serem confusos, indecisos, e promíscuos no sexo. Num grupo, costuma ser a pessoa mais rodada do pedaço. Após uma dessas rodadas, sua frase seria, talvez, algo como: "se para você valeu, para mim também valeu". A falta de opinião nos librianos seria uma condição natural.

Escorpião, escorpião. Rancoroso, ressentido, cruel, vingativo. Logo após o sexo diria (não necessariamente faria): "acho que agora posso desamarrar você".

E sagitário? Mochileiro, irresponsável, aventureiro, alguém em que o investimento afetivo pode seguramente fazer você sofrer. Sua frase: "na próxima vamos fazer na cama?". Carros, banheiros de avião, escada de prédios - são locais preferidos para sagitarianos transarem.

Os capricornianos, sempre pensando em dinheiro, não necessariamente tendo dinheiro porque o gozo está na contabilidade e no controle e não no ganho em si, passa o sexo pensando em quanto está custando aquilo tudo. Logo após, solta a pérola: "mas no que você trabalha mesmo?".

Os aquarianos, segundo alguns, seres avançados, segundo outros, seres desprovidos de qualquer coração, diriam: "estou anos-luz na sua frente, portanto, não me procure".

E, por último, os piscianos, para alguns o melhor signo do zodíaco, doce, sem maus sentimentos, para outros, xarope total e perdido no mundo, sua frase seria: "qual seu nome mesmo?". Não por promiscuidade, mas, simplesmente, por xaropice.

Uma incógnita: qual seria o signo de alguém que se diz especialista em sexo e defende o uso de máscara durante o ato sexual? Não saberia essa pessoa que a boca é um órgão sexual essencial?

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