29/05/2020
A liberação da volta do transporte coletivo em Santa Catarina é questão de horas. Ele foi interrompido pelo governador no dia 18 de março - coincidentemente nos 86 anos de emancipação de Gaspar. E se mostrou na prática, uma das medidas mais acertadas e eficazes contra a propagação do Covid-19 entre nós. Quando este tipo de serviço voltar às demais cidades catarinenses, Gaspar possivelmente estará sem este essencial meio mobilidade urbana para os trabalhadores, desempregados, estudantes e mais pobres. Os que não podem comprar bicicleta, moto ou carro, pagar aplicativos ou taxi. Vergonhoso. Ele já era feito de forma precária pela Caturani. Apesar da passagem ser a mais cara da região, com serviço ruim, reclamar das supostas concorrências não fiscalizadas pela prefeitura e ter adquirido conhecimento para disputar licitação em municípios como o nosso, a Caturani não quis papo nenhum com os nossos gestores e políticos. Fechou as portas e foi embora daqui.
Mais uma vez foi para o saco as invenções marqueteiras de eficiência e do prefeito, com sua equipe de “çabios”, estarem à frente do seu tempo. O governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP e do prefeito de fato, o secretário Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira, MDB, onde está pendurada via a Ditran a tal diretoria de Transporte Coletivo, com Salésio Antônio da Conceição, tiveram quase três anos e meio para resolver este assunto. Ele nasceu com quem trouxe o transporte coletivo para a cidade, o ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, em 2002, ganha pela Viação do Vale. Ela nunca cumpriu todas as exigências da licitação e saiu daqui atirando antes expirar o contrato. E por que os gasparenses estarão sem transporte coletivo? Não só porque a Caturani se foi, mas porque não apareceu ninguém na licitação mal armada por Kleber. Era um edital no século 21, com regras do século 20 feito para encher as burras da endividada prefeitura. Achou-se que nas empresas especializadas neste assunto, não se tinha capazes para fazer contas contra os prejuízos certos. Interessados tinham sim, mas não dispostos a perder dinheiro.
Por isso, arma-se um novo improviso contra a cidade e os cidadãos. Cobrado na Câmara pelo vereador Cícero Giovane Amaro, PL, o líder do governo Kleber, o vereador Francisco Solano Anhaia, MDB, disse que a “prefeitura” já está “conversando” com empresas, para, vejam só num governo de eficiência, jovem e que está supostamente na propaganda à frente do seu tempo, provisoriamente executarem mais uma vez esse serviço por aqui. Até parece intencional. Vocês acham que eu exagero e que se trata de mera implicância? Então deixa eu copiar e colar o que já estampei como títulos estendidos das minhas colunas passadas. No dia 18 de novembro do ano passado escrevi isto ao constatar que ninguém quis vir para Gaspar fazer o transporte coletivo: Qual era mesmo o título da coluna do dia 28 de outubro deste ano em que eu mostrava o resultado de outras colunas sobre o mesmo tema, as quais antecipavam um desastroso desfecho e a realidade contra os humildes, depois de ver uma audiência pública sobre o assunto esvaziada em algo tão essencial para a cidade, os cidadãos e os poderosos que se dizem serem os salvadores da cidade e do povo humilde? Pois eu os repito a seguir texto de novembro que se referia a outubro do ano passado, sem que tenha consultado qualquer bruxo, mago, cartas, bola de cristal... Estava na cara de todos, menos do governo e dos políticos daqui?
“Todos em sepulcral silêncio desde o dia 22 naquilo que lida com a integração e a mobilidade da cidade para os trabalhadores e estudantes. E tudo continuará precário. Incrível! A licitação para a concessão do transporte coletivo de Gaspar ficou novamente deserta. Ninguém apareceu para encher as burras da prefeitura nos R$174 milhões que ela queria por 20 anos. Pudera. Era algo com cheiro de mofo e dúvidas. Estava escrito que ninguém queria. E completava: “E qual a razão disso. Premonição? Um jogo para dar tudo errado e a população mais carente pagar o pato? E ela pagando pela incapacidade dos gestores, serem eles punidos nas eleições do ano que vem? Pergunto sete meses depois: o escrito aparenta não ter sido digitado esta semana? E depois sou eu quem implico! Acorda, Gaspar!
O prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB e o vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP, “comemoraram” a manchete oficial desta quarta-feira: “CPI da Frei Solano termina com vitória do governo”. Entretanto, os leitores e leitoras desta coluna – a cidade inteira e os próprios autores da CPI – já sabiam desse resultado desde dia nove de dezembro do ano passado. Uau!
Alguma dúvida? Releiam àquela coluna e as demais. Aliás duas coisas incomodaram o poder de plantão. Primeiro, foi a transparência que a CPI ganhou nesta coluna, a perseguida, a censurada, a desqualificada. O assunto sempre foi tema das edições das segundas-feiras no portal do Cruzeiro do Vale, o mais acessado. Tudo porque houve “desinteresse” nos demais veículos.
A segunda, é que a “vitória” que se garganteia, ela é apenas resultado de uma manobra regimental, legal, feita para o governo Kleber ter a maioria na CPI – explicado naquela coluna de dezembro – e assim esconder o que não está à vista de todos. Façam uma pesquisa sobre o que a cidade pensa sobre isso!
E é essa “manobra” que está lhes desgastando. Ela pode impregnar o ambiente político eleitoral. O governo Kleber usou a credibilidade do vereador Francisco Hostins Júnior, MDB, para mitigar os danos. Hostins, por outro lado, sabe muito bem dos riscos que está correndo ao defender o grupo de Kleber neste assunto.
O PSL e o Patriotas de Gaspar descobriram nas lives que estão fazendo que a arrecadação de Gaspar caiu 60%; que o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, endividou o município como poucos e apesar de toda a crise e riscos, continua sendo uma máquina de votos empregando cabos eleitorais. Perguntar, não ofende: mas, isso não nasceu agora? Esta coluna é prova disso.
Com tanta prioridade, reclamando-se da queda de arrecadação e crise econômica, a prefeitura de Gaspar lançou edital para comprar meio milhão de reais de grama. Meu Deus!
Até o fechamento deste texto, a UTI emergencial do Hospital de Gaspar – que só esta semana completou o seu décimo leito – continuava esperando pacientes graves da Covid-19; o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, mantinha intacto o seu salário de R$27.356,69; os vereadores “ainda” analisavam se reduziam só por dois meses seus salários; e a máquina eleitoral de comissionados continuava a ser azeitada nas nomeações.
Enquanto isso, os prefeitos com medo de perder a reeleição, resolveram se esconder sob o manto da Federação Catarinense de Municípios – Fecam – presidida por Saulo Sperotto, PSDB, de Caçador. Pediram o prolongamento dos seus mandatos por mais dois anos. E agora vão pressionar os deputados federais e senadores. O novo presidente do Superior Tribunal Eleitoral, Luiz Roberto Barroso, já avisou que quer eleições este ano. Mas...
O ex-vereador, o ex-servidor municipal, engenheiro civil e professor universitário, antes do do IFSC, Rodrigo Boeing Althoff, é o novo presidente do PL de Gaspar. Bernardo Leonardo Spengler Filho, o vice, e Márcio César que “rejuvenesceu” e “reoxigenou” o partido em Gaspar, é o secretário na nova composição. Ela ainda tem Josemar Havestain, na secretaria geral, Daniel Fernando Cardoso na tesouraria e os históricos do partido, Ivo Duarte e Odilon Luiz Áscoli como vogais.
Rodrigo já foi Diretor de Habitação e Planejamento de Gaspar. Oficialmente já foi filiado ao PFL e PV. Ele é ligado ao grupo do deputado Ivan Naatz. O líder do PL em Santa Catarina, o senador Jorginho Mello, já trabalhou em Gaspar como gerente do então BESC.
No PL de Gaspar se inscreveram por exemplo, gente como o atual vereador Cícero Giovane Amaro, o suplente Alexandro Burnier, a ex-vereadora Andreia Simone Zimmermann Nagel, o comunicador Miro Sávio, o empreendedor Jean Carlos Grimm, a educadora Viviana Maria Schmitt, o ex-vereador mirim Alisson Berkembrock, entre outros.
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