Depois de ouvir a população em oito reuniões itinerantes na campanha eleitoral, o candidato Kleber concluiu e disse que instalaria o gabinete do prefeito nos bairros - Jornal Cruzeiro do Vale

Depois de ouvir a população em oito reuniões itinerantes na campanha eleitoral, o candidato Kleber concluiu e disse que instalaria o gabinete do prefeito nos bairros

30/07/2020

A nova campanha está aí. Quais as promessas que os candidatos farão para seduzirem os eleitores cada vez mais distantes deles?

Kleber venceu e comemorou prometendo se aproximar do povo nos bairros 

 

Gaspar te quero forte I

Quando o candidato Kleber Edson Wan Dall, MDB, ex-vereador, depois de quatro anos em campanha e em cargos públicos, tentou pela segunda vez seguida ser prefeito de Gaspar, uniu-se ao PP e venceu a máquina, o desgaste de oito anos no poder – que se somava a outros quatro do então azarão Pedro Celso Zuchi em 2000 - e à mancha nacional de corrupção impregnada até hoje PT. Isto é memória. Não vou me esticar. Com o seu vice, Luiz Carlos Spengler Filho – agente de trânsito e vereador - e que Kleber está descartando para novamente vencer na tal união da cobra com o sapo, vendia mudanças, mas não apenas por serem ambos jovens, por ter se especializado em marquetagem; logo se descobriu serem tão velhos e fachadas de gente sem voto e sede de poder. Isto é constatação. Logo será história, como foram as gestões de Luiz Fernando Poli, no MDB e PFL, a inacabada de Bernardo Leonardo Spengler – o Nadinho – e tumultuada de Adilson Luiz Schmitt, ambos no MDB e de Francisco Hostins, no nanico PDC engolido pelo mesmo esquema do MDB e PP. 

Gaspar te quero forte II

O que foi escrito para a população, penso deve fazer parte do dia-a-dia. É como uma bíblia para um cristão, o Plano de Gestão da Coligação “Gaspar Te Quero Forte” deveria ser para o prefeito eleito. Ela é minha bússola para as seguidas cobranças do atual governo. Por isso, o deixa emputecido. É algo pensado. O trabalho de candidato de Kleber se iniciou em 2012 tão logo soube que não era o vencedor daquela eleição. Nada contra. Afinal, a persistência é uma virtude. Agregando o PP, PSC, PSDC e o PTB que tinham Kleber como candidato, o MDB “iniciou uma consulta a população sobre as necessidades da cidade num projeto chamado de ‘Para quem quer mais’”, mas só a beira da campanha de 2016. O documento diz que “ouviu” 2,5 mil gasparenses numa ação “pioneira” que cobriu todas as regiões do município. Uau! Traduzindo: isto é pesquisa qualitativa, aquelas que os marqueteiros fazem para adaptar os discursos falsos ao que os ouvidos dos eleitores querem ouvir. Ou seja, os eleitores se permitem à enganação por gente escolada e esperta. Culpa dos políticos? Nem mais, nem menos. 

Gaspar te quero forte III

E é para isso que eu gostaria de chamar a atenção neste artigo antes que este tipo de abordagem seja questionado no tempo da propaganda eleitoral, onde não se pode explicar certas repetidas malandragens. E serve para todos os partidos e candidatos, não apenas para o poder de plantão. Ludibria-se intencionalmente os eleitores. A pesquisa, que se disfarçou de contato com o povo que não era ouvido pelo governo da vez, na verdade, foi uma forma disfarçada de se aproximar e fingir que se debatia com a sociedade uma alternativa; população se dizia não atendida e até perseguida pelo PT. Kleber se apresentou como amigo, ouvinte e comprometido com algumas coisas óbvias e outras, que se sabia serem pura propaganda e que um dia viria contra ele, e está vindo. Como tudo se baseou em marquetagem, Kleber desde a campanha, foi o maior inventor de slogans; nenhum pegou e fez uma marca de verdade para ser reconhecido como tal. E a coligação “Gaspar Te Quero Forte”, matou a charada do seu Plano de Ação: “Construir o Futuro, Recuperar a Credibilidade e o Desenvolvimento de Gaspar”. Bonito! 

Gaspar te quero forte IV

Kleber venceu. O governo, todavia, é do seu ex-chefe de campanha, presidente do MDB, o que na cara Reforma Administrativa, talhou a secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa para ser o centro do poder -  e que até a abdicou dela temporariamente quando viu que não tinha maioria na Câmara para os planos de poder e deu uma passadinha na secretaria da Saúde -, com o advogado Carlos Roberto Pereira. O que se validou naquela campanha e naquele Plano de Gestão do atual mandato de Kleber, a tal “bíblia”? Coisas do tipo: “gabinete do prefeito nos bairros”; “aumentar a transparência dos gastos e atos públicos e criação de uma ouvidoria” – a ouvidoria até foi criada, mas todos têm medo de que ela seja um canal de caça às bruxas do poder de plantão, fato que bem dá a dimensão da imagem do governo; “revisar e atualizar o Plano de Cargos e Salários, visando a meritocracia e a eficiência no serviço público”. Então para finalizar. Onde Kleber errou? Na marquetagem. Ela é amadora! Está trabalhando contra ele, justamente quando está mais precisando dela. Onde está o gabinete do prefeito nos bairros? Kleber vai agora durante a campanha? Será arriscado! E a transparência? E ao invés do mérito, a prefeitura foi tomada por 150 cargos comissionados numa máquina de fazer votos. Agregou ainda o PDT, PSDB, PSD à penca que já se tinha. Eo poder de plantão está à procura de mais partidos para não passar pelo vexame de não se reeleger. Acorda, Gaspar! 

 

TRAPICHE 

O PL de Gaspar diz que não cederá a cabeça de chapa numa eventual coligação para exatamente não inchar a prefeitura de comissionados e valorizar os efetivos. O PL entende, que terá que fazer diferente do que está aí para ter chances e até porque quem ganhar, entende o PL, terá muitas dificuldades financeiras para tocar a prefeitura. 

O engenheiro e professor Rodrigo Boeing Althoff pré-candidato a prefeito pelo PL anunciou que poderá ir de chapa pura e que se for assim, a vice estaria alinhavada. Será a ex-vereadora e ex-candidata a prefeita, a professora Andreia Symone Zimmermann Nagel. 

O PT de Gaspar roda, roda, roda, e não encontra outro nome além de Pedro Celso Zuchi para concorrer pela quinta vez e tentar o quarto mandato a prefeito.  

Então faz três apostas: de que não haja a terceira via competitiva; e não havendo, conta com uma “coligação branca” para derrubar o poder de plantão; e em havendo esta “coligação branca”, os defeitos éticos do PT não seriam problemas à revanche e um quarto mandato. 

Mais uma prova da falta de transparência e de como a comunicação da prefeitura de Gaspar feita para a promoção marqueteira eleitoral não funciona para a cidade e os cidadãos.  

Só muito tempo depois que as redes sociais e aplicativos de mensagens espalharam – ampliando e adjetivando - que secretários, ou seja, gente exposta politicamente, estavam com a Covid-19, um comunicado oficial confirmou e esclareceu o assunto. Era tarde. 

O vai-e-vem marqueteiro que a cidade e os eleitores percebem. Depois de resistir, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, foi ao seu distinto público dizer de que a Cloroquina, a Invermectina e outros não estavam proibidos, mas no caso da Cloroquina dependia do presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, mandá-la para cá. 

Depois disse que havia protocolo para o uso da Cloroquina e Invermectina. Não havia. Foi dada autonomia aos médicos discutirem com os pacientes à prescrição dessas drogas.  

Mais, do que isso, se havia protocolo e intenção era de atender os pacientes de Covid-19 com Cloroquina e Invermectina, Kleber não precisava colocar a culpa em Bolsonaro, mas sim, fazer uma licitação e compra-las. Dinheiro para isso, há. 

O porquê desse vai-e-vem. Primeiro a defesa desses remédios é feita por gente, em tese, ideologicamente não afinada com o grupo de Kleber. Segundo, porque quem também leigamente defende esses remédios são os evangélicos, o núcleo fundamental do evangélico Kleber. E aí ele não aguentou os questionamentos.  

A vice-governador Daniela Cristina Reinerh, PSL, é quem vai salvar o mandato do governador Carlos Moisés da Silva, PSL que não é o PSL de Daniela.  

O impeachment aceito pela Assembleia, só aconteceu porque inclui Daniela. E a defesa dela está provando vice não pode ser impichada. Se a tese prevalecer, o impeachment caduca numa gaveta da Alesc. Ninguém quer Daniela no poder. 

Os vídeos de Osnildo Moreira, ex-cabo feroz eleitoral de Kleber Edson Wan Dall, MDB, e que se diz traído, fazem sucesso nas redes sociais. Osnildo diz reiteradamente que não sabe à razão do pé-na-bunda que levou e cobra explicações com ironia. Acorda, Gaspar! 

 

Edição 1962

Comentários

Herculano
02/08/2020 10:46
TUDO INDICA QUE EM 2021 HAVERÁ VACINA; A DÚVIDA É COMO SERÁ O CAMINHO ATÉ LÁ

Epidemia para de crescer quando cada pessoa com vírus transmite para mais só uma pessoa

Na quinta-feira passada, soubemos que a economia estadunidense recuou 9,5% no segundo trimestre, em relação ao primeiro. No trimestre anterior, o recuo havia sido de 1,5%.

A trajetória dos EUA tem sido paralela à brasileira. Nós recuamos 1,5% no primeiro trimestre e tudo indica que a queda no segundo trimestre - o IBGE divulgará a informação em 1º de setembro - será em torno de 9%. O recuo da economia brasileira este ano deve ser de 5,5% próximo ao dos EUA.

Assim, a névoa relativa a 2020 vai diminuindo. No entanto, a visibilidade de 2021 continua muito baixa. Nada sabemos. Trata-se de uma crise diferente de tudo que conhecemos e, portanto, a evidência anterior é pouco informativa.

Tudo indica que em 2021 haverá vacina. A dúvida é como será o caminho até lá. A epidemia para de crescer quando cada pessoa com o vírus transmite para somente uma pessoa (ou menos). Suponha que cada pessoa com o vírus em sua vida normal, tomando alguns dos cuidados ?"uso contínuo de máscaras e vedação de eventos com grandes aglomerações?" transmita o vírus para N pessoas, caso todas que encontre sejam suscetíveis à contaminação

Mas suponhamos, que já haja uma proporção da população imunizada, que chamaremos de a. A população suscetível de ser contaminada, portanto, é 1-a. Assim, se ela infectaria N pessoas caso toda a população com que entrasse em contato fosse suscetível à infecção, agora ela infectará N(1-a).

Quando uma pessoa infecta em média uma pessoa, a pandemia para de crescer. Se infecta menos que uma, começa a declinar. Assim, quando N(1-a) para a média da população for igual ou menor a 1, a epidemia para de crescer e recua, a chamada "imunidade de rebanho".

Em termos de equação, a imunidade de rebanho chega quando N(1-a) = 1. Daí, é só mexer com a equação para destacar o termo a, a proporção da população infectada. O limiar da imunidade de rebanho ocorre quando a = 1 - (1/N).

O N da Covid-19 é 2,5. Assim, o limiar da imunidade de rebanho é atendido por um alfa de 1 "" (1/2,5), o que dá 0,6, ou 60%.

Mas essa conta supõe que a transmissão de cada portador seja igual ao longo da evolução da epidemia, hipótese razoável se o cálculo for feito para vacinar a população antes de a epidemia se espalhar. O que significa a vacinação? Que, de forma muito rápida, a doença será controlada. Isto é, que se vá muito velozmente da efetiva contaminação de 2,5 pessoas por cada doente para apenas uma pessoa por doente. Para isso, a vacina tem que imunizar rapidamente 60% da população, para criar a imunidade de rebanho quase instantânea.

Agora, imaginemos que não seja esse o caso, e que a imunidade de rebanho seja construída lentamente, pelo natural processo de espalhamento do vírus em uma população. Nesse caso, faz sentido supormos que os mais suscetíveis ou as pessoas que mais se expõem sejam contaminados antes.

Porém, à medida que a pandemia progride, esse contingente mais suscetível/exposto vai pegando a doença. A maioria sobrevive e adquire imunidade, pelo menos temporária, e uma minoria morre. De qualquer forma, a proporção de pessoas suscetíveis/mais expostas na população vai caindo.

Assim, sem vacina, o N inicial também cai. Um contaminado começa a transmitir a menos pessoas, porque se depara com um população em média menos suscetível/exposta. Basta voltar à fórmula acima para perceber que, com um N menor, o a que cria a imunidade de rebanho também é menor.

Um estudo recente diz que podemos ter imunidade de rebanho com 20% de imunizados, se continuarmos com os cuidados. Talvez 2021 seja mais normal do que parece aos olhos de hoje.
Herculano
02/08/2020 10:42
Ao Miguel, meu leitor assíduo de Brasília

"Unus pro omnibus, omnes pro uno"

No caso da inusitada união dos petistas, tucanos e bolsonaristas contra a Lava Jato, não se trata de serem farinha do mesmo saco, mas ladrões dos nossos pesados impostos que se tira do saco do povo burro de carga e se coloca no bolso de alguns poucos, muitos deles, eleitos e extraordinariamente pagos por nós, vejam só, para a nossa representação, entre elas, a de fiscalizar a roubalheira. Wake up, Brazil!
Miguel José Teixeira
02/08/2020 09:44
Senhores,

"Unus pro omnibus, omnes pro uno"

Para quem acompanha o noticiário nacional rotineiramente, percebe que à cada dia, fica mais difícil distinguir um PeTralha de um Tucanalha e de um bolsonalha.

Como diria o saudoso Osmar Cunha, "é tudo farinha do mesmo saco".

Ou, para melhor ilustrar "todos contra a lava-jato".
Herculano
02/08/2020 08:31
PLANO CONTRA NEPOTISMO EMPACA

Conteúdo de O Antagonista. No início do governo Jair Bolsonaro, a Controladoria-Geral da União regulamentou um decreto presidencial de 2017 estabelecendo procedimentos para "estruturação, execução e monitoramento de programas de integridade em órgãos e entidades do governo federal".

A Crusoé mostra que quase 30 órgãos federais não entregaram ainda seus planos de integridade pública, com diretrizes para a prevenção de corrupção, conflitos de interesse e outras irregularidades.

"Além disso, 50 repartições do governo não apresentaram um plano para identificar situações de nepotismo, incluindo o Ministério das Relações Exteriores e agências como Anatel e Ancine."
Herculano
02/08/2020 08:28
HASTA LA VISTA, LULA!, por Carolos Brickmann

Lula está solto e dificilmente voltará à prisão, conciliaram-se adversários inconciliáveis para, digamos, moderar a ferocidade da Lava Jato, a notícia falsa de que o ex-presidente teria pedido ao STF que o autorizasse a viajar a Dubai, para passar a lua de mel com a namorada Rosângela, não provocou os esperados tsunamis nem de seus críticos mais raivosos. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas acontece que os mais fiéis aliados de Lula o desafiaram e desprezaram sua ideia básica de que qualquer união de esquerda terá de ser comandada pelo PT. Partidos tradicionalmente aliados a ele, como o PCdoB, artistas que sempre apoiaram o PT (mais do que isso, sempre foram lulistas), como Chico Buarque, Gilberto Gil, Sérgio Mamberti, ministros de seu governo, como Celso Amorim, professores como Laura Carvalho, ativistas como o coordenador-geral do MST, João Paulo, se uniram para lançar uma candidata à Prefeitura de Porto Alegre filiada ao PCdoB: Manuela d'Ávila.

Lula não consta da lista de apoiadores - em compensação, o manifesto fala de Leonel Brizola, que acabou aliado a Lula, mas antes disputou com ele o comando da esquerda brasileira (e dele disse, num memorável Roda Viva, que Lula não gostava de trabalhar). No mesmo Roda Viva, Brizola fala da necessidade de união das esquerdas. Ele mais tarde seria candidato a vice na chapa de Lula, mas Lula jamais aceitou ser o segundo em qualquer chapa.

Importante: é a primeira vez que lulistas desafiam a liderança de Lula.

O MANIFESTO E OS NOMES

Manuela d´Ávila é esquerda puro sangue: foi vice da UNE, vereadora, deputada estadual, deputada federal, vice na chapa de Fernando Haddad em 2018, duas vezes candidata derrotada à Prefeitura de Porto Alegre, sempre pelo PCdoB. Era candidata à Presidência, mas aceitou ser vice para compor com o PT. A proposta que faz é, basicamente, "tô contigo", em vez de "te vira". O manifesto que, embora de esquerda, subverte a hegemonia petista, está na íntegra, com todos os nomes que o assinam, em Eleições 2020 - http://www.chumbogordo.com.br/33220-documento-eleicoes-2020-manifesto-em-favor-de-manuela-davila/.

MÁ NOTÍCIA

Neste momento, em que o Brasil precisa atrair investimentos estrangeiros, a situação é oposta: no primeiro semestre, foram retirados US$ 31,3 bilhões do país por investidores. Pior do que a notícia, em si, é o que ela sinaliza: grandes investidores não confiam na capacidade do país de se reerguer rapidamente. Sem essa confiança, para quem o Governo pretende vender empresas, nas quatro "grandes privatizações" anunciadas por Paulo Guedes?

TODOS JUNTOS...

Não se iluda: em Brasília, ninguém quer salvar a Lava Jato. O procurador-geral da República, Augusto Aras, utiliza os exageros e erros da Lava Jato para enfraquecê-la: é fato que os procuradores de Curitiba tentam impedir o compartilhamento daquilo que apuraram em vários anos de trabalho, embora, na verdade, o Ministério Público Federal seja uno; é estranho que a Lava Jato, sozinha, disponha de quase nove vezes o volume de dados de todo o MPF - despertando suspeitas de que tenham extrapolado a investigação de maneira não ortodoxa; certos comportamentos, como a grande quantidade de palestras remuneradas e a tentativa de usar dinheiro retomado de delatores para criar uma Fundação Lava Jato não são comuns.

Aras tem apoio de boa parte dos ministros do Supremo, de parlamentares de diversos partidos e, o que é mais curioso, tanto do PT, atingidíssimo pela Lava Jato, quanto do PSDB, que se julga perseguido, como do presidente Bolsonaro.

...VAMOS

Todos têm interesses, sim: claros ou não, honrados ou não. O ministro Gilmar Mendes já disse há muito tempo que a Lava Jato exagerava no prazo das prisões preventivas, para forçar delações premiadas. Muito antes disso, o advogado José Roberto Batocchio falava em "delações à la carte", em que, para obter o benefício, o detido teria de confessar aquilo que lhe era exigido. Ninguém imagina que parlamentares alvejados pela Lava Jato, ou que se sintam inseguros diante da possibilidade de ser escandalosamente levados, com TV e sirenes, mesmo que acabem soltos no mesmo dia, aceitem bem a situação. Parlamentar em geral diz que ama a Lava Jato, que uma Operação Lava Toga é urgente - mas depois avisa o Supremo de que nada passa, não.

CIPó DE AROEIRA

Prepare-se: deve cair um temporal sobre Deltan Dallagnol, respingando em Sergio Moro. A chuvarada virá da esquerda e da direita, de extremo a extremo, e com apoio de quem não quer Sérgio Moro na eleição presidencial.

RIBUNAL DE HAIA

Esqueça: as denúncias contra Bolsonaro têm efeito apenas publicitário. A Corte sabe, para começo de conversa, que quando há muita pressão para um julgamento, é provável que seja fruto de disputa partidária. Difícil dar certo.
Herculano
02/08/2020 08:23
DóLAR CAI PELAS TABELAS E PODE LEVAR O JURO BRASILEIRO JUNTO

Economia brasileira está arruinada e nosso pacote de socorro social começa a expirar em setembro

Dólar a R$ 5 já foi motivo de meme. Agora, além do Banco Central e dos povos dos mercados, pouca gente fala no assunto, talvez porque faltem reais até para os remediados, porque os importados sumiram dos supermercados de bairro rico, dada a carestia, e porque não se pode viajar para fora.

De março a junho, a despesa dos brasileiros com viagens internacionais foi de US$ 1,25 bilhão. No mesmo período do ano passado, de US$ 5,8 bilhões. No tempo em que "empregada doméstica ia para Disneylândia, uma festa danada", segundo Paulo Guedes, o gasto era de US$ 8 bilhões (em 2013 e 2014).

Mas o assunto aqui não é a mentalidade doméstica do ministro da Economia e sim o dólar, que cai pelas tabelas.

Depois do pico do pânico financeiro de março, a moeda americana perdeu valor, baixando ao menor nível desde 2018 em relação ao dinheiro de seus parceiros comerciais. Está longe ainda, uns 20%, do fundo do poço de 2011-12, mas se tornou assunto da finança, até porque as taxas de juros americanas de prazo mais longo também foram ao chão.

Seria um indício ou expectativa de que a recuperação da economia dos Estados Unidos pode ir para o vinagre. A epidemia está descontrolada também por lá e talvez não sejam renovados pacotes de socorro, em particular para os desempregados, o que se tornou um problema por causa dos senadores do Partido Republicano de Donald Trump.

De resto, há o temor de que o Nero Laranja queira melar o resultado da eleição presidencial de novembro.
A economia americana afundou menos do que a dos países da zona do euro nesta primeira metade do ano. Caiu 1,3% no primeiro trimestre (em relação ao anterior) e outros 9,5% no segundo. Na eurozona, as baixas foram respectivamente de 3,6% e de 12,1%. No Brasil, mero lembrete, foi de 1,5% no primeiro trimestre e, estima-se, deve ter sido de 11% no segundo. A China já zerou as perdas no ano, melhor que todo mundo.

Há, no entanto, mais elogios e esperanças para a Europa, que conteve a epidemia, vê seu euro se valorizar e está com um desemprego menor que o americano. Na zona do euro, a taxa de desemprego passou de 7,5% em 2019 para 7,8% na medida mais recente; nos EUA, de 3,7% para 11%.

A União Europeia acaba também de dar sinal de coesão e vontade de superar a crise de modo algo mais civilizado, com um pacote inédito de endividamento coletivo (como se fosse um país) equivalente a R$ 4,6 trilhões, para ajudar os mais avariados do bloco.

E daí?

No que interessa de mais imediato, o Banco Central do Brasil dizia que um dos problemas de baixar ainda mais a taxa básica de juros (Selic) era o risco de desvalorização extra do real, o que teria efeitos contraproducentes (seria um desestímulo econômico).

Hum. Parece que esse risco pelo menos diminuiu. Como a inflação prevista para 2021 está abaixo da meta, a economia está arruinada e nosso pacote de socorro social começa a expirar em setembro, conviria não dar chance para o azar (economia deprimida com inflação baixa).

Em segundo lugar, a lerdeza americana deve levar o Fed a manter seus juros básicos a quase zero por tempo a perder de vista e recorrer a medidas mais heterodoxas para reduzir juros de prazos mais longos. É outra ajudazinha para mantermos os nossos juros aqui também miudinhos.

Não é bom, claro, que a economia americana azede. Mas temos de levar em conta o fato da baixa do dólar e das taxas de juros por lá. A propósito, nesta semana tem decisão de juros do Banco Central daqui."
Herculano
02/08/2020 08:16
NOS EUA, PLANOS PREMIAM CLIENTES. JÁ NO BRASIL... por Cláudio Humberto

Um casal de brasileiros, que reside nos Estados Unidos, tomou susto ao renovar o seguro de saúde: a empresa decidiu reduzir em 30% sua parcela mensal, segundo relatou à coluna. Fidelização e pontualidade são critérios para recompensar o cliente. Bem diferente do Brasil. Aqui, quando o cliente não é explorado pela própria operadora, a "agência reguladora" ANS consegue tornar essa relação ainda mais leonina.

EM NÚMEROS

Na renovação do plano de saúde daquele casal de brasileiros e seus dois filhos, o valor da mensalidade caiu de US$604 para US$ 400.

PRESENTE MACABRO

No Brasil, todos os anos, a operadora promove aumento acima da inflação, como um "presente macabro" pelo aniversário do cliente.

FEZ DIFERENÇA

Nos EUA, a política de redução no valor da mensalidade é fundamental para amenizar a crise da pandemia, com queda de receita das famílias.

TORNIQUETE NA ANS

No Brasil, a ANS mandou aumentar os planos individuais em 7,35%, e os planos coletivos e por adesão subiram 20%. A inflação é de 4,31%.

EMPRESÁRIO DEFENDE A NOVA CPMF: 'TODOS VÃO GANHAR'

O ex-deputado e empresário Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, afirma que todos sairão ganhando, com um imposto sobre pagamentos eletrônicos - a mais relevante das propostas de reforma tributária no Congresso. Estudioso do tema há décadas, ele prevê que a taxação, condicionada à desoneração da folha para todos os setores, vai gerar empregos. Além disso, os produtos devem ficar mais baratos e será inevitável a extinção de outros impostos como ICMS, PIS e Confins.

BASE 500 VEZES MAIOR

A ideia, explica Flávio Rocha, é criar uma base eletrônica, moderna, equivalente a 500 vezes o tamanho da base do ICMS, por exemplo.

ANTIGA BANDEIRA

O novo tributo pode ser a ideia que mais se aproxima de uma antiga bandeira de Flávio Rocha, ex-deputado potiguar: o imposto único.

SISTEMA ENVELHECEU

Flávio Rocha destaca que o atual sistema tributário está velho, desatualizado e atônito com a revolução das transações digitais.

CARMO ANTôNIO É O NOME

Baseada em informação da corregedoria nacional do CNJ, esta coluna informou ontem que Carlos Tork, desembargador do TJ do Amapá, apareceu sem camisa em sessão e ainda fez uma piadinha sexual. Foi um erro, pelo qual pedimos desculpas a Tork e aos leitores. Carmo Antônio é o magistrado alvo da medida disciplinar, no TJAP.

UM ESCÂNDALO LAVA OUTRO

Se a vida fosse justa, uma CPI investigaria o mistério de como um governador suspeito, alvo da Polícia Federal, acusado de comprar respiradores em loja de vinho, entre outras tirinetas, conseguiu escapar do impeachment na Assembleia Legislativa do Amazonas.

BALEIA AFÁVEL

Interlocutores de Bolsonaro defendem apoio do governo a Baleia Rossi (MDB-SP) para presidente da Câmara. Consideram-no mais "afável" que o favorito na disputa, Arthur Lira (PP-AL), líder do centrão.

RISADARIA MUNDIAL

O ministro Moraes certamente não sabe que, para norte-americanos, liberdade de expressão é valor inegociável e censura é algo que não consta dos seus dicionários. Se a medida que ele impôs por aqui ao Twitter e Facebook for judicializada por lá, o STF vai passar vergonha.

RESSENTIMENTO

A provocação do irmão do maranhense Flávio Dino (PCdoB), gerando um bate-boca com o procurador geral Augusto Aras, deixou claro que para Nicolau Dino a sucessão de Janot continua uma ferida aberta.

QUE VERGONHA

É lombrosiano o juiz que ordenou a soltura de traficante preso em flagrante e a devolução da droga apreendida. Depois disse que houve "erro": escreveram para devolver tudo, "mesmo a droga", em vez de "menos a droga". Poderia ter usado "exceto a droga" para evitar "erros".

FALTOU DIZER

O noticiário se concentrou na máscara, ou nas "aglomerações", que Bolsonaro teria provocado, mas o objetivo da viagem a Bagé (RS), por exemplo, foi a entrega de 1.164 casas para famílias de baixa renda.

MEDO IMPERA NAS REDES

Segundo o painel de acompanhamento da FSB Comunicação do tema Covid nas redes sociais, o medo é a maior sensação associada a posts sobre o vírus. Representa a soma de "indignação" e "tristeza".

PENANDO BEM...

...foi só o governo Bolsonaro lançar uma nota de R$200, que o lobo-guará virou "ameaçado".
Herculano
02/08/2020 07:53
PORTARIA DO ALVORADA VIRA BALCÃO DE PEDIDOS DE APOIADORES, E BOLSONARO PERDE A PACIÊNCIA

Desde que se afastou da área de imprensa, presidente lida apenas com a sua claque, que aproveita para fazer pedidos
Conteúdo de o jornal Folha de S. Paulo. Texto de Daniel Carvalho, da sucursal de Brasília. Se você tem um problema, por que não tentar uma solução junto à pessoa mais importante do país? Essa é a lógica de alguns dos apoiadores que diariamente se dirigem ao portão do Palácio da Alvorada para levar um pedido ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Desde que deixou de falar com jornalistas, diante do desgaste de sua situação política, no início de junho, Bolsonaro levou os apoiadores para a área interna da residência oficial. Inicialmente, a claque o aguardava de forma improvisada, mas, depois, o governo organizou um cercadinho com grades e toldo no jardim.

A maior parte dos veículos de imprensa, incluindo a Folha, já havia deixado de fazer a cobertura da portaria do Alvorada por falta de segurança diante da hostilidade de alguns fãs do presidente.

Longe das câmeras e mais à vontade, Bolsonaro teve que lidar com o aumento do número de pedidos, transformando o palácio em balcão de atendimento. Os episódios, que geralmente contam com a impaciência do presidente, são publicados nas redes sociais pelo próprio governo ou pelos simpatizantes.

"Aqui não é um local de entrega de material, documentos, cartas para o presidente. Para isso existe o protocolo da Presidência da República", explicou um agente de segurança ao público na terça-feira (28), antes da chegada do presidente.

Nesse mesmo dia, um senhor tentou mostrar algo a Bolsonaro no celular e pediu um horário com o presidente. "Não estou marcando com minha esposa, pô", reagiu o chefe do Executivo antes de entrar no carro. "Infelizmente ele não deu muita atenção", lamentou o senhor em um vídeo que está na internet.

No dia anterior, o primeiro depois de 20 dias confinado em casa por causa de seu diagnóstico positivo para Covid-19, o presidente demonstrou impaciência com os pedidos ao longo dos quatro minutos que ficou com os apoiadores.

"Eu vou encaminhar para alguém esta carta. Não sou eu que vou ler não. Chegam dezenas de cartas todos os dias", reagiu a um apoiador.

Logo em seguida, pediu a outro simpatizante que fosse "o mais objetivo possível" em sua queixa sobre o programa do governo para auxílio a micro e pequenas empresas.

Desta vez, Bolsonaro prometeu discutir o assunto com o ministro da Economia, Paulo Guedes, naquele mesmo dia.

"Se todo mundo que vier aqui quiser falar comigo, vou botar um escritório, botar uma escrivaninha aqui e atender todo mundo", disse Bolsonaro a outro homem que afirmava saber como acabar com o desemprego.

Na semana anterior, mesmo isolado no Alvorada com o novo coronavírus, Bolsonaro ia até o espelho d'água em frente ao palácio para falar com seus seguidores no fim de tarde.

Uma mulher pediu ajuda para resolver uma questão envolvendo uma casa lotérica que ela tem com o ex-marido. Ouviu uma negativa do presidente, que alegou se tratar de caso particular.

No dia seguinte, a mulher voltou ao Alvorada. "Eu mandei já três emails para o senhor", disse ela. "Não vou ler nenhum. Eu não leio email. Se eu ler email, eu não trabalho", retrucou o presidente.

Em junho também houve uma sucessão de episódios em que o desconforto presidencial ficou evidente.

No dia 23 daquele mês, por exemplo, um imigrante venezuelano pede para apresentar um projeto a Bolsonaro, que recomendou que ele procurasse conversar com alguém do Ministério das Relações Exteriores, mas não com o ministro Ernesto Araújo. O homem insistiu com o presidente.

"Tem que chegar por lá. Eu não tenho tempo de ler, chefe. Eu chego em casa, trabalho até 21h. Não tenho condições. Eu paro aqui em consideração a vocês. Se eu começar a pegar problema aqui, eu não trabalho."

Dois dias depois, ainda mais pedidos: uma mulher que queria ajuda para conseguir um medicamento em um hospital do Distrito Federal para o avô com câncer, um homem que desejava incentivo para o desenvolvimento do agronegócio no Pará e uma militar que almejava ver seu licenciamento revogado.

"Se eu for atender individualmente, atendo agora, aí começa a fazer fila, e vai ser uma romaria aqui, e eu não tenho como trabalhar", disse Bolsonaro em uma das cinco vezes que teve que tentar rejeitar pedidos naquele dia.

Mas nem todo mundo sai do Alvorada sem a demanda atendida pelo presidente.

Em maio, Bolsonaro disse que, devido a um artigo que congela concursos públicos, postergou a sanção do projeto de socorro financeiro aos estados e municípios por causa da crise causada pelo novo coronavírus.

"Não sancionei o projeto, ontem [21 de maio], do auxílio dos governadores porque tem uma cláusula lá sobre congelamento de concurso", disse Bolsonaro a um grupo de pessoas aprovadas no concurso da Polícia Rodoviária Federal em 2018, mas que não foram convocadas.

"Se tivesse assinado, vocês iam ter complicação", afirmou o presidente em 22 de maio.

Aquela não era a primeira vez que o grupo de excedentes do concurso da PRF ia ao Alvorada pedir uma solução para Bolsonaro. O presidente já havia orientado que fossem até o Palácio do Planalto conversar com o ministro Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral.? O lobby presidencial deu certo, e os concursados foram atendidos.

Bolsonaro criou o hábito diário de parar na porta do Palácio da Alvorada para falar com jornalistas e apoiadores.

Com o agravamento da crise política e sanitária, o presidente deu ouvidos a conselheiros que recomendaram que parasse de dar entrevistas diariamente para minimizar a deterioração dele e do governo.

O presidente, então, passou a falar apenas com seus apoiadores, mas até isso é alvo de crítica velada de auxiliares.

Um assessor palaciano diz acreditar que o presidente deveria suspender a interação permanente com seus apoiadores, pois entende que, além de o número de frequentadores do Palácio da Alvorada ter diminuído, a apresentação de demandas pessoais se tornou uma rotina de desgaste.

Esse auxiliar afirma que Bolsonaro deveria se restringir às rápidas aparições que ele faz de surpresa nos fins de semana em localidades de Brasília ou de cidades próximas.

Outra oportunidade que o assessor julga mais tranquila para o presidente é durante as viagens pelo país, que agora pretende fazer semanalmente.
Miguel José Teixeira
01/08/2020 18:54
Senhores,

O ex e futuro(por enquanto)presidiário lula fazendo "iscola":

"MENDONÇA DIZ QUE SOUBE PELA IMPRENSA DE DOSSIÊ CONTRA "SERVIDORES ANTIFACISTAS". . .

Terrivelmente evangélico,
Terrivelmente maquiavélico.

Em uma entrevista à Andréia Sadi, enganou-me direitinho. . .dissimulado tal qual um PeTralha.
Miguel José Teixeira
01/08/2020 10:54
Senhores,

Toga universal

Pensando bem. . .no Pensando Bem do CH abaixo replicado:

"...alguém precisa avisar o ministro Alexandre de Moraes que "Supremo Tribunal Mundial" ainda não existe."

Vale registro que certos medalhões do STF, comportam-se como se fossem Ministros do Supremo Tribunal Universal.

E o pior, bem remunerados com o nosso suor, humildes burros-de-cargas.
Herculano
01/08/2020 09:51
da série: ou não manda nada, ou então, terrivelmente mente muito a serviço de gangues. Está aprovado para ser ministro do Supremo.

MENDONÇA DIZ QUE SOUBE PELA IMPRENSA DE DOSSIÊ CONTRA "SERVIDORES ANTIFACISTAS"
Conteúdo de O Antagonista. O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, disse que soube pela imprensa do dossiê com informações de servidores públicos identificados como integrantes do "movimento antifascista".

"Tomei conhecimento desse possível dossiê pela imprensa, não era algo que nós tínhamos conhecimento no ministério. Da minha pessoa e por questões até de sigilo, no que tange às atividades de inteligência, não posso confirmar nem negar a existência de qualquer relatório", disse à Jovem Pan.

Segundo Mendonça, é "rotina" a produção de relatórios para "prevenir situações que gerem insegurança para as pessoas, como potenciais de conflito, depredação, atos de violência contra o patrimônio público, então não é uma atividade que surgiu agora."

Ministério da Justiça organizou um relatório sigiloso sobre mais de 500 servidores públicos que se identificaram como opositores do governo Jair Bolsonaro e parte do movimento antifascismo.

Como publicamos, a Federação Nacional dos Policiais Federal disse ver "com cautela e preocupação" os sinais de que a liberdade de expressão de servidores públicos está em risco.
Herculano
01/08/2020 09:37
O QUE ESTÁ PODRE NESTE REINO

De Mário Sabino, dono e editor da revista eletrônica Crusoé, no twitter:

Tentar impedir que redes sociais possam exibir até mesmo perfis localizados no exterior é providência de ditadura bananeira. Se uma instituição se sente ameaçada por meia dúzia de cretinos em redes sociais, é porque deve haver algo muito errado com ela.
Herculano
01/08/2020 09:34
da série: quando a política, a preguiça e a ideologia de gente instruída, sabida e manipuladora no sentido do Mito da Caverna, de Platão, dominam a razão, a ciência e a realidade para seus interesses corporativos ou de oposição.

VÍRUS AINDA MAIS CONTAGIOSO CONTROLA ASPORTAS ESCOLARES, A POLÍTICA ELEITORAL, por Demetrius Magnoli, geógrafo e geólogo, no jornal Folha de S. Paulo

Um ano sem aula cobrará preço devastador em vidas intelectuais e profissionais amputadas

Vejo, melancólico, as fotos de Adriano Vizoni, das escolas públicas fechadas (Folha, 27.jul). Lembro das primeiras escolas em que dei aulas, em Carapicuíba e Caucaia do Alto, nos idos de 1978. A placidez com que o Brasil encara a interrupção eterna do ano escolar é um retrato em preto e branco do desprezo nacional pelos pobres - e pela educação.

Cito os estudos científicos sobre as escolas básicas suecas, que nunca fecharam, e alemãs, reabertas em maio? Eles mostram o risco irrisório do retorno parcial às aulas, sob os conhecidos protocolos sanitários, durante o declínio das infecções. Menciono a orientação do Centro de Controle de Doenças dos EUA - são médicos, não agentes de Trump - de próximo retorno às aulas (bit.ly/30ac7AZ)? Melhor não.

"Você quer matar as crianças, os professores, os pais e os avôs!"; "arauto da necropolítica!"; "genocida!". As réplicas rituais surgem, aos gritos, de quem jamais lerá estudo algum - mas não cansa de empregar a palavra "ciência".

Falar em escolas já produziu até uma nova especialidade acadêmica. Um matemático da FGV criou um modelo profético que garantia a morte de milhares de crianças em poucas semanas de aulas. Depois, voltou atrás, alegando "empolgação", reconhecendo equívocos de comunicação e estratosféricas incertezas estatísticas. Com o vírus, ao lado da Matemática Pura e da Aplicada, nasceu a Matemática Empolgada.

"Uma única vida perdida", porém, seria suficiente para manter as escolas fechadas, concluiu o matemático, jogando no lixo seu monumento estatístico em ruínas. De acordo com o modelo mental hegemônico entre governantes e especialistas fechados na bolha da alta classe média, crianças sem aula foram isoladas em tubos de vácuo: não brincam nas ruas, não retornam às suas casas e, portanto, não transmitem o vírus.

Sindicatos de professores concorrem, em corporativismo, com associações de policiais. A simples menção à hipótese longínqua de reabertura escolar deflagra ameaças de greves. Dirigentes das entidades querem evitar a volta às aulas até o advento da vacina. O fenômeno é mundial: um manifesto do sindicato de professores de Los Angeles lista dezenas de pressupostos para a reabertura, inclusive a implantação de um sistema universal de saúde nos EUA. Esqueceram de exigir a prévia abolição do papado.

O Plano São Paulo prevê a retomada de aulas apenas um mês depois de todas as regiões atingirem em uníssono a etapa amarela. Por que uma escola paulistana não pode reabrir enquanto ainda pesam restrições sanitárias em Araçatuba? João Gabbardo, do centro de contingência, explicou que o obstáculo não decorre de critérios epidemiológicos, mas de uma norma de uniformidade da Secretaria de Educação.

De fato, um outro vírus, ainda mais contagioso, controla os portões escolares. O nome dele é política eleitoral.

Os pais têm medo, um sentimento compreensível, em parte derivado da "empolgação" jornalística. Nos dias em curso, a notícia lateral de que a França foi obrigada a fechar novamente algumas dezenas de escolas soterra a informação sobre a reabertura em segurança de 40 mil escolas. Nesses tempos, apesar do elogio editorial à ciência, um matemático empolgado ganha as manchetes que ignoram pesquisas epidemiológicas baseadas em evidências.

Na escola, as crianças aprendem a aprender. Um ano sem aula cobrará preço devastador em vidas intelectuais e profissionais amputadas. Bons professores sabem disso -e não precisam curvar-se às ordens dos chefões sindicais.

Como os médicos e enfermeiros, eles têm o dever cívico de levantar as mãos, declarando-se prontos a enfrentar riscos muito menores. De minha parte, vai aqui uma mensagem de voluntariado ao governo estadual: estou pronto a voltar a meus 19 anos, substituindo professores recalcitrantes em qualquer escola pública -até a vacina
Herculano
01/08/2020 09:10
da série: governador que não governa, é governado, é sacaneado e enrolado. Prefeito que não lidera, é garoto propaganda do grupo que manda nele e no governo e quando houver demanda de responsabilidade civil e criminal, só ele ficará com a culpa, e o grupo, livre, pronto para mais outra. A dura realidade...

IMPEACHMENT: CONTAGEM REGRESSIVA, por Cláudio Prisco Paraíso

A Comissão Especial de nove deputados que será o primeiro colegiado a analisar o processo de impeachment contra Moisés da Silva, Daniela Reinehr e Jorge Tasca (Sec. de Administração), será formada na semana que vem.

Não é necessário invocar uma pitonisa para projetar que ali o governo será derrotado. A composição da comissão do impeachment é proporcional ao tamanho das bancadas na Casa. E as maiores bancadas da Alesc fazem oposição ao Centro Administrativo. Certamente, daqui um mês e meio aproximadamente, a peça acusatória deve ser remetida ao plenário da Assembleia. Só um milagre para o governo imaginar que já pode conseguir cinco dos nove votos para enterrar o processo nesta primeira fase.
Paralelamente, está valendo o prazo de 10 sessões para a apresentação das respectivas defesas do governador, da vice e do secretário.

Ele começa a contar a partir da sessão da próxima terça-feira, 4 de agosto. Se as contrarrazões forem apresentadas no prazo limite, estamos falando em aproximadamente um mês. Mas nada impede as defesas de se anteciparem à data fatal.

AMIGOS DE OCASIÃO?

Daí também é preciso observar qual será a estratégia. E se os três adotarão a mesma linha de atuação, considerando-se o rompimento entre o governador e a vice. O quadro extremo pode torna-los novamente amigos de ocasião?

PLENÁRIO

Quando o processo chegar ao plenário da Alesc, daí sim o Executivo terá que contar com pelo menos 14 deputados para evitar o afastamento preliminar de 180 dias - prazo que a Casa teria para a deliberação final da cassação ou não dos mandatos.

Já vaticinamos aqui. Se o governador e a vice forem afastados, não voltam mais. A história nos conta essa lógica de que o afastamento leva à inevitável degola definitiva.

FIEIS DA BALANÇA

Outro detalhe importante neste contexto é que os grupos políticos que atuam para impedir Moisés da Silva também ainda não contam com os 27 votos para selar o destino do governador, da vice e do secretário de Administração. Há deputados flutuando, observando o melhor cenário.

ARTICULANDO

Moisés da Silva entrou com força no circuito para tentar barrar a própria degola. Ele e secretários mais próximos estão fazendo contatos com deputados, dirigentes partidários e parlamentares federais que têm ascendência sobre correligionários estaduais.

FARTURA

Noutra frente, o governo Moisés promove farta liberação de emendas parlamentares. Isso que estamos falando de uma gestão que até semana passada reclamava da falta de recursos para o combate à pandemia. Agora estão liberando milhões e milhões das propostas aprovadas pelos deputados aos Orçamentos de 2018 e 2019. A conta pode bater na casa de meio bilhão de Reais.

CARGOS AINDA NÃO

Mesmo assim, ainda não dá pra dizer que Moisés da Silva está entrando no diapasão de outras gestões, quando era comum, além das benesses vias emendas, a distribuição de cargos estratégicos e de outras ofertas menos ortodoxas. Até aqui, não se tem notícia de que cargos e outras situações estejam sendo levadas à mesa de negociações na busca por votos para salvar o pescoço do governador.

LEITURA

Candidatos naturais para a sucessão do governador em 2022, como os senadores Esperidião Amin e Jorginho Mello, a partir do momento que perceberam que o jogo que está sendo desenvolvido na Alesc pode prejudicar suas pretensões, começam a dar muito mais atenção à crise estadual. Sim, porque a degola de Moisés da Silva pode estar embutida na formação de uma nova (ou uma reedição de uma antiga) aliança, isolando os dois senadores em seus partidos e nichos. Líderes como eles começam a raciocinar até que ponto seria interessante cassar o governador.
Miguel José Teixeira
01/08/2020 08:54
Senhores,

"Ciro Gomes compara Luciano Huck com Tiririca: 'Tá pronto para ser presidente?..."

- Leia mais em https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/ciro-gomes-compara-luciano-huck-com-tiririca-ta-pronto-para-ser-presidente-40141?cpid=txt

Confesso que já fui admirador do "cangaceiro de Pindamonhangaba". Pensei até que no passado ele disputaria a presidência da República com reais chances de se eleger. Mas. . .assim como o Saudoso Caudilho, naufragou, sabotado por forças ocultas.

Dessa vez, ele acertou novamente! Chega de aventureiros!

O Brasil é maior que um picadeiro e um auditório de TV.
Herculano
01/08/2020 08:51
GUEDES ADERE AO VALE-TUDO PARA RECRIAR A CPMF, por Julianna Sofia, secretária de Redação da Sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Por inabilidade ou dissimulação, a equipe econômica insiste não se tratar de reempacotamento da CPMF

No vale-tudo de Paulo Guedes (Economia) para desinterditar o debate sobre a recriação da CPMF, o ministro usa técnicas de um diversionismo pouco sofisticado para sugestionar a opinião pública, majoritariamente contrária ao novo (antigo) tributo.

Nas investidas mais recentes, o economista de Jair Bolsonaro vincula a instituição do imposto, a um só tempo, à desoneração de 25% da folha de salários das empresas, à ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e ao financiamento de parte do novo Bolsa Família (Renda Brasil).

Com as finanças públicas exauridas, Guedes não abre mão do dinheiro grosso que poderia amealhar com uma alíquota mínima de 0,2%: R$ 120 bilhões. Há planos por uma taxação de até 0,4%. Joga iscas ao empresariado, à classe média e à população de baixa renda para capturar o mundo político - atmosfera na qual nunca orbitou.

Por inabilidade ou dissimulação, a equipe econômica insiste não se tratar de reempacotamento da CPMF, pois o novo tributo incidiria sobre pagamentos, sobretudo compras no e-commerce. Das falas desencontradas e dos vazamentos seletivos de informações, conclui-se, porém, que a intenção vai além de criar um "imposto do Rappi", restrito ao ambiente digital, de cunho moderno e elitizado.

Pagamentos de qualquer tipo, compras inclusive em dinheiro, estariam sujeitos à tributação devido ao registro digital - hoje válido até para o pãozinho na padaria. Impostos sobre transações vigoram atualmente apenas em uma dúzia de países, como Paquistão, Venezuela, Argentina e Sri Lanka.

A aversão do Congresso é liderada por Rodrigo Maia, para quem a contribuição trava a economia: "Minha crítica não é se é CPMF, se é microimposto digital, se é um nome inglês para o imposto para ficar bonito, para tentar enrolar a sociedade". A despeito das reações, com o centrão a tiracolo e sem mover um músculo, Bolsonaro autoriza Guedes a se aventurar mais uma vez na busca por apoio.
Herculano
01/08/2020 08:46
'BRASIL VELHO' MOSTRA OS DENTES POR MEIO DA ANVISA, por Claudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O plano da Anvisa de exigir certificados digitais de médicos e farmácias para a validação de receitas médicas cria um cartório digital no País, segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). A invenção ameaça deixar doentes sem o medicamento, caso a farmácia não tenha internet para conferir a certificação. "É o Brasil velho, das autarquias e do cartorialismo, tentando mostrar seus dentes em plena era da liberdade econômica", afirma Sergio Mena Barreto, da Abrafarma, que representa 26 grandes redes de farmácias.

DESVIRTUADO

Para Mena Barreto, a Anvisa desvirtua a ideia original da MP 983, que introduziu a ideia da assinatura digital, da qual existem diversos tipos.

A CARA DO MONSTRO

A resolução quase criminosa da Anvisa está pronta para ser aprovada e terá força de lei para todos os brasileiros.

O NOME DO CARTóRIO

A "validação" de receitas pretende dar utilidade a uma autarquia que deveria ser extinta: o Instituto de Tecnologia da Informação (ITI).

ISTO, SIM, É FAKE

Pesquisa do Senado alega que 56% dos 210 milhões de brasileiros "acompanham trabalhos" da Casa. A pesquisa ainda tem a ousadia de dizer que 45% avaliam esse trabalho como "ótimo ou bom". Hahahaha!

OLHA O QUE FIZERAM

Neste sábado, perderia validade a 4ª medida provisória que libera verbas contra pandemia. A MP 943, de abril, liberou R$34 bilhões para pequenas empresas, que os deputados excluíram do texto final.

DEPUTADO DEFINE 'VERDADE'

A Câmara realiza reuniões para discutir o projeto que supostamente combate fake news e flerta com limites à liberdade de expressão. Só não vai debater o que significa "fake news" ou "desinformação".

E PARA SAÚDE, NADA

Em meio à crise pandemia do novo coronavírus, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não defende priorizar o combate ao Covid e diz que a Casa deve "focar equilíbrio fiscal e defesa do meio ambiente".

SEM TRABALHO, COM SALÁRIO

A Câmara tem previstas na agenda só cinco reuniões nas primeiras duas semanas de agosto. Cada um dos deputados custa cerca de R$200 mil por mês ao pagador de impostos, entre salários e "auxílios."

O PV VIVE

O Partido Verde saiu da escuridão esta semana, após proposta de dois deputados para aumentar o teto da multa para tráfico internacional de animais de R$50 milhões para R$500 milhões. Pega carona no caso do imbecil brasiliense, picado por serpente naja, agora acusado de tráfico.

SÍNDROME DE ESTOCOLMO

A frente parlamentar "em defesa da Petrobras", presidida pelo petista Jean Paulo Prates (RN), tenta impedir a venda de refinarias da estatal saqueada no governo do PT. Em vez de votar lei, tenta tapetão no STF.

CRISE FOI OPORTUNIDADE

A ClickBus, plataforma que vende passagens de ônibus online, registra crescimento de 40% na digitalização do setor. A empresa havia previsto, ainda em 2019, crescimento de até 23% até o final de 2020.

PENSANDO BEM...

...alguém precisa avisar o ministro Alexandre de Moraes que "Supremo Tribunal Mundial" ainda não existe.
Herculano
01/08/2020 08:38
da série: a possível derrota de Trump, coloca o Brasil mais uma vez à margem de um processo de competição global, a começar pelas barreiras ambientais naquilo que temos de mais competitivo, o agronegócio.

POR BAIXO E LEVIANO, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Trump defende adiar eleições; eventual vitória de Biden pode mudar economia

A três meses da eleição presidencial americana, o ambiente é desfavorável a Donald Trump. A insensatez com que conduziu o país durante a pandemia e a postura de confronto que adotou diante dos protestos nacionais contra o racismo se mostraram desastrosas para sua popularidade.

A crise sanitária também abalou o principal pilar de sustentação do presidente americano ?"a economia. A contração do Produto Interno Bruto no segundo trimestre, de 9,5% ante o anterior, foi a maior da série histórica e levou a um aumento dramático do desemprego.

As pesquisas hoje apontam o favoritismo do candidato democrata, Joe Biden, com 50% das intenções de voto, 9 pontos à frente do republicano na média das sondagens. No sistema americano, é fato, os números nacionais não são em si definidores. A vitória depende da maioria no colégio eleitoral, o que remete aos resultados estaduais.

Mas também aí a situação de Trump se complica. Estados tradicionalmente republicanos, como o Texas e o Arizona, parecem pender para Biden. O mandatário ainda perde terreno em estados pêndulo que foram fundamentais para sua vitória em 2016, casos de Flórida, Pensilvânia e Michigan.

Não surpreende, assim, que o presidente populista venha atuando para deslegitimar o pleito. Sua leviandade fica escancarada quando defende adiamento da eleição - o que está além de seu poder, fora ser desnecessário - e afirma que a votação por correio abrirá espaço para fraudes.

A eventual derrota republicana, aliás, pode se estender ao Senado. Se isso ocorrer com a eleição de Biden, e tendo em vista o controle democrata já garantido na Câmara, haveria espaço para mudança ampla das políticas econômicas e sociais na nova administração.

Seriam plausíveis, por exemplo, uma reversão dos cortes de impostos sobre empresas adotados em 2017, maior disposição para investimentos em infraestrutura e reformas na regulação dos setores de tecnologia e saúde.

Evidências de poder oligopolista dos quatro gigantes tecnológicos ?"Apple, Amazon, Google e Facebook?" já mobilizam o Congresso e tendem a levar a medidas em prol de maior competição.

O ponto de aparente concordância entre os dois lados é a disposição para a rivalidade estratégica com a China, que deve continuar. Mas o democrata provavelmente tentaria reforçar alianças na Europa e na Ásia, além de patrocinar algum retorno ao multilateralismo.

Ainda é cedo para apostar em Biden, que não deixa de se mostrar um candidato insosso, e as atenções estarão voltadas à escolha de seu companheiro (ou companheira) de chapa. Se a pandemia arrefecer e houver alguma retomada da economias próximos meses, Trump pode, em tese ao menos, recuperar-se nas pesquisas.
Miguel José Teixeira
31/07/2020 20:00
Senhores,

"Quem votou em Bolsonaro ganhou uma nota de três reais" (O Antagonista).

Concordo plenamente e mais, quem como eu nele votou, ganhou também cloroquina, ivermectina e outras drogas mil.

Agora, vale perguntar, quanto será que eu teria ganho se continuasse no "pudê" a quadrilha chefiada pelo ex e futuro presidiário lula?

Contra a corja vermelha, votei e votarei em qualquer COC?"ZINHO DE GABRITO à la capitão zero-zero!

Pelo andar da carruagem, o maldito lula, logo, logo, perderá o título de futuro presidiário. Porém, o "ex" será eterno.

VIVA A LAVA-JATO!
Geddel Livre MDB
31/07/2020 18:40
Seu Herculano

Esse prefeito, não sabe mais o que fazer para aparecer na mídia e redes sociais, agora em parceria com a PM vai aplicar a lei seca.
Ao invés disso, porque não age homem e faz alguma coisa eficaz em combate ao coronavirus?
Tudo pela reeleição e "garantir" a morada numa cobertura de luxo.
Herculano
31/07/2020 17:37
SE NÃO MUDAR ICMS, REFORMA ADMINISTRATIVA SERÁ FRUSTRANTE, AVALIA MAIA

Ele critica taxa sobre transações

E diz que subsídios podem cair

Conteúdo do Poder 360, Brasília. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse a empresários nesta 6ª feira (31.jul.2020) que o principal problema da tributação no Brasil é o ICMS, cobrado pelos Estados.

"O grande problema do Brasil é o ICMS. São 27 legislações. Quem está no setor de serviços não tem esse problema, mas é o que trava a economia brasileira. Se a gente não resolver isso, acho que vai ser uma reforma tributária que vai nos frustrar", declarou o deputado.

Rodrigo Maia falou em evento promovido pelo Lide, ligado ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O vice de Doria, Rodrigo Garcia (DEM-SP), também estava presente.

Existem no Congresso 3 propostas de reforma tributária que estão sendo discutidas em conjunto. Deputados e senadores propuseram uma unificação mais ampla de impostos. O projeto do governo deixa ICMS e ISS fora. O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que preferia não avançar sobre o território dos governadores.

"Sem o ICMS, a gente vai ter muito conflito e pouca solução", disse Maia.

O projeto do governo unifica PIS e Cofins em uma única alíquota de 12%. A proposta causa calafrios no setor de serviços. Hoje o setor paga impostos mais baixos. Defensores da proposta dizem que 1 sistema de descontos embutido no projeto do governo faria esse impacto não ser tão grande quanto aparenta.

"Ninguém está querendo tributar mais os serviços, mas também não dá para tributar mais os bens do que os serviços", disse Rodrigo Maia.

"Tem 1 grupo de pessoas no setor de serviços que está criando uma narrativa falsa sobre a reforma porque tem fixação na criação de 1 imposto", afirmou o deputado. Ele refere-se a 1 tributo sobre transações digitais, que lembraria a antiga CPMF. O governo gostaria de criar 1 tributo sobre transações, mas rejeita a associação à impopular CPMF.

Rodrigo Maia disse que serão feitos estudos para estimar o impacto da reforma nos setores. Se for constatado que algum deles seria inviabilizado, haveria uma discussão separada.

A comissão mista de deputados e senadores que avalia a reforma tributária ficou suspensa por causa da pandemia. Voltou ao trabalho nesta 6ª feira (31.jul.2020), depois de adiar a reinstalação marcada para a véspera.

IMPOSTO SOBRE TRANSAÇõES
Maia também falou que não há neutralidade em criar 1 imposto cumulativo nos moldes da CPMF para aliviar outra tributação, como a que incide sobre a folha de pagamento das empresas.

"Pode ser neutro do ponto de vista do número [de arrecadação], 100 aqui e 100 ali, mas do ponto de vista do impacto na economia não é neutro nunca", afirmou o deputado.

Ele deu 1 exemplo de possível fonte de verbas para uma desoneração da folha: "Vamos discutir os subsídios tributários. Nós temos R$ 450 bilhões de subsídios. Não é possível que daí não possa sair o financiamento da proposta de desoneração".

TETO DE GASTOS
O presidente da Câmara voltou a dizer que há forte pressão para quebrar o teto de gastos públicos instituído no governo de Michel Temer (MDB).

Maia afirmou que, enquanto estiver à frente da Casa, essa ideia não prosperará. "O teto de gastos pode ter alguma discussão na Câmara depois de 2 de fevereiro [de 2021], que não serei mais presidente", declarou o deputado.

O presidente da Câmara disse que nos próximos meses o trabalho da Câmara deve girar em torno da defesa do equilíbrio fiscal e da elaboração de uma pauta para o meio ambiente. "Acho que hoje a imagem do Brasil em relação a esse tema é uma urgência", afirmou o deputado.
Herculano
31/07/2020 17:18
da série: o combate à corrupção sai do radar do governo e dos políticos eleitos com os nossos votos e muito bem pagos para nos representar

QUEM VOTOU EM BOLSONARO GANHOU NOTA DE TRÊS REAIS

Conteúdo de O Antagonista. Ontem, o procurador Júlio Marcelo de Oliveira foi muito claro sobre as implicações do lançamento da nota de 200 reais, em entrevista a Helena Mader, da Crusoé.

Eis um trecho:

Qual é a sua avaliação sobre a decisão do Conselho Monetário Nacional de lançar uma nota de 200 reais?

No campo da corrupção, a existência de notas de maior valor facilita o transporte de dinheiro em espécie. Para quem quer evitar a rastreabilidade do dinheiro e receber de forma oculta, é melhor receber um pacote de notas de 200 reais do que de notas de 100 reais, porque ele tem metade do volume e do peso. É muito mais fácil e discreto de transportar. Em vários países, se discute até o fim do papel moeda. No campo do combate à corrupção, a nova nota de 200 reais é um retrocesso.

Como é a política de outros países com relação a notas de valor alto?

A União Europeia tinha nota de 500 euros, que foi retirada de circulação, justamente porque favorecia a corrupção e o transporte de dinheiro em espécie para operações ilícitas e espúrias.

Uma das justificativas do governo é o aumento da circulação de dinheiro em espécie, por conta do pagamento do auxílio emergencial. Esse argumento é plausível?

Essa justificativa parece forçada. O beneficiário do auxílio emergencial usa notas de menor valor, eles precisam de notas de 10, 20, 50 reais. Até a nota de 100 é inconveniente, porque dificulta o troco em pequenas compras. As grandes notas são um problema para pequenos negócios. Essa não é uma justificativa plausível. Até porque o pagamento do auxílio é uma situação transitória, não vamos ter o benefício daqui a alguns meses. Ou, se tiver algum programa, será em valor menor.

Enquanto o mundo caminha para o fim do papel moeda, o governo de Jair Bolsonaro não apenas cria uma nota que possibilitará aos corruptos transportar o dinheiro em espécie em malas de dinheiro com a metade do tamanho das que vêm sendo utilizadas, como pretende escorchar os brasileiros com um imposto sobre as transações eletrônicas. Quem está fazendo isso é o presidente que foi eleito com as promessas de reforçar o combate à corrupção, e está destruindo a Lava Jato por meio do PGR Augusto Aras, e diminuir a carga fiscal que pesa sobre os cidadãos e as empresas.

Quem votou em Bolsonaro ganhou uma nota de três reais.
Herculano
31/07/2020 17:14
Eu errei.

No artigo abaixo, das 9.09:

A PANDEMIA DESTRói EMPREGOS, A ECONOMIA E FECHA EMPRESAS, MAS OS POLÍTICOS CONTINUAM COM SEUS SALÁRIOS INTACTOS E EMPREGANDO MAIS GENTE NO AMBIENTE PÚBLICO

eu informei que o Samae terá Vanderlei Schmitt como novo presidente.

É Vanderlei, mas Fistarol. Aos leitores e leitoras, as desculpas
Miguel José Teixeira
31/07/2020 14:02
Senhores,

"O Brasil tem 483 bispos. A tal carta foi assinada por 126, ou seja, 26% do episcopado - a maioria adepta à Teologia da Libertação."

Essa corja, que se esconde atrás de uma batina, esquece-se que a tal da "Teologia da Libertação" levou um bico do Vaticano e assim como alguns TERRIVELMENTE EVANGÉLICOS, que se escondem atrás de um boleto que poderá "tocá-lo", só pensam em $ua$ $aúde.

Oremos, pois!
SAMAE PARA TODOS
31/07/2020 12:36
Janete da Silva aposentada,Diretora do Samae de Gaspar,está desde o dia 18 de março sem aparecer para trabalhar, ganhando salário integral de 4.219,34 mensal,mais uma vergonha para administração pública de Gaspar,então Kleber Edson Wandall, te pergunto é necessário este cargo?,ou deveria ser confiado à alguém que trabalharia em favor da comunidade.Sr Kleber Edson Wandall fique a vontade para as providências necessárias que a comunidade tanto aguarda..
Herculano
31/07/2020 11:54
PADRE ORTODOXO DIZ QUE BISPOS DE ESQUERDA SÃO UMA "DOENÇA MENTAL"

Conteúdo de O Antagonista.O padre ortodoxo Kelmon Luís gravou um vídeo, que circula nas redes sociais, com críticas a bispos católicos que, nesta semana, anunciaram uma carta que teria sido enviada ao papa Francisco contra Jair Bolsonaro.

"Vocês que assinaram uma carta descabida, desnecessária, é isto que vocês querem fazer: dividir a Igreja", disse o sacerdote ortodoxo, conhecidamente bolsonarista e ex-seminarista católico.

Ele também afirmou que os bispos eméritos que assinaram o documento "não governam mais, não têm voz, mas gritam, porque têm um saudosismo esquerdopata nos corações". Em seguida, ele disse que bispos de esquerda são "um paradoxo, uma loucura, uma doença mental".

O padre ortodoxo, em outro momento do vídeo, afirmou que "agora o Brasil entrou nos trilhos" e que "este governo fechou a chave do cofre" - bem, o tal Kelmon Luís demonstra não estar acompanhando o noticiário, além de criticar a politização politizando.

Como noticiamos mais cedo, um grupo de católicos organiza para a tarde desta sexta-feira (31) um protesto em frente à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. A entidade informou ao site estar ciente do protesto e pontuou que a carta dos bispos ao papa é uma iniciativa que não tem relação alguma com a CNBB.

O Brasil tem 483 bispos. A tal carta foi assinada por 126, ou seja, 26% do episcopado - a maioria adepta à Teologia da Libertação.
Herculano
31/07/2020 11:17
DA CAPITAL SEM FUTEBOL, DO VICE DO VÍRUS E DO CLIMA, por Claiton Selistre, no Making of

Como diria o colunista marqueteiro digital: foi uma semana cheia de emoções, com informações para todos os gostos.

COVID

A começar pelas boas notícias, como os anúncios frequentes de sucesso das fabricantes de vacinas contra o covid. A cada informação nova aumenta a expectativa de que algumas delas estão mais próximas de nos salvarem, como também multiplica em milhões de dólares as ações dessas empresas nas bolsas. Se esse é o preço, tudo bem.

CAMPEONATO

No futebol, o Campeonato Catarinense voltou, mas só segue para os clubes do interior. A capital ficou fora porque os clubes não foram eficientes no campo tanto quanto na reivindicação para o retorno. Os jogadores vitoriosos se abraçaram depois dos gols como se não houvesse vírus por aí, e os dirigentes se cumprimentam fora porque agora a TV tem que pagar a última cota de direitos - salvando algumas folhas de pagamentos.

NO AR

Com a eliminação de Avaí e Figueirense, a audiência do jogo da TV vai cair muito na capital e provavelmente nas regiões não interessadas, como é comum em Santa Catarina. Juventus x Brusque é a próxima partida ao vivo.

Diante dessa realidade, quem paga os direitos acaba sendo o mais prejudicado na reta final da competição.

POLÍTICA

Já o governador Carlos Moisés vestiu terno e gravata para receber o mensageiro com seu pedido de impeachment. Pouco antes, o presidente da Alesc, Júlio Garcia, havia colocado máscara para ler em plenário toda a extensa documentação de quem deseja ver o bombeiro fora da Agronômica antes do tempo. Já deu para ver, acima de tudo, que o processo tem dois encaminhamentos: o jurídico e o político. O primeiro é cheio de termos latinos e técnicos; o outro, político. São linguagens próprias e quem as dominar melhor, leva.

Agora, o governador vai ter que dedicar a se defender, mas sem esquecer da pandemia, cujo controle ele ainda não retomou. Em junho, ele passou a gestão às prefeituras, mas não deu certo. O mapa do Estado está quase todo vermelho, como se Moisés tivesse perdido a eleição para um partido dessa cor.

Será demais para ele?

CLIMA

Para nossa alegria, o fim-de-semana promete sol e algum calor. Mas pode virar preocupação, diante do número de pessoas que desrespeitam as medidas sanitárias. Não adianta só apelar ao bom senso, pois isso já fazem dia a dia no rádio e TV. É preciso ter ciência que a nossa vida ?" e dos outros também - está em nossas mãos.
Miguel José Teixeira
31/07/2020 11:08
Senhores,

Não a quarentena eleitoral! Não a reeleição!

A preocupação de certas "otoridades" agora, é a suposta vantagem que um ex-juiz tem, em relação aos demais candidatos à um cargo eletivo, em função da vitrine em que esteve exposto no exercício da sua função. Portanto, necessita de quarentena para estar em igualdade de condições com os possíveis candidatos.

Já o vice-presidente, o Brilhante General Mourão, pensando nos militares-candidatos, é contrário à proposta.

O idiota que habita em mim pergunta: candidatos à reeleição, portanto, expostos na vitrine por força da sua função, estarão em igualdade de competição com os candidatos de primeira viagem?

Ontem mesmo, acompanhamos pela TV, o capitão zero-zero em explícita campanha eleitoral para 2022, paga com o erário.

Com a palavra, os doutos.
Guilherme
31/07/2020 09:25
Bom dia Herculano!

O que tu achas de projeto de candidato a vereador (presidente de partido nanico na esfera municipal, que só dispara discurso ideológico) te ameaçando nas redes sociais com processos?

Se mesmo sem experimentar o poder ele já está assim, imagina depois...

Herculano
31/07/2020 09:14
da série: criar imposto para manter privilégios e criar novos, ao invés de reduzir a máquina do estado.

E-SECRETÁRIO DA RECENTA FEDERAL DIZ QUE NÃO É HORA DA REFORMA TRIBUTÁRIA

Conteúdo de O Antagonista. Ex-secretário da Receita, Everardo Maciel faz duas críticas à reforma tributária de Paulo Guedes. Segundo ele, o texto enviado ao Congresso aumenta impostos sobre escolas, enquanto alivia a carga tributária de carros de luxo - numa referência aos setores atingidos pela nova CBS (PIS/Cofins).

Ao Globo, ele afirmou ser "um equívoco tratar de reforma tributária antes de reforma administrativa", ainda mais quando o país se aproxima de uma "crise apocalíptica".

"É incompreensível estar discutindo essas coisas quando nós temos, próximo, uma crise apocalíptica, envolvendo emprego, envolvendo problemas empresariais, problemas fiscais, dos estados e dos municípios. O mundo inteiro está lidando com o assunto e estamos nos divertindo com projetos de reforma tributária."

Maciel ressalta o dano da proposta de Guedes para o setor de serviços, que é o que mais emprega no país - e também foi o mais prejudicado com a pandemia. E fala da desoneração da folha.

"A folha de salário é muito onerada no Brasil. É um obstáculo à geração de emprego. Agora, isso envolve uma rediscussão de benefícios e encontrar formas mais adequadas e menos traumatizastes. Precisa uma coisa um pouquinho mais sofisticada."

O ex-secretário também diz que até agora não entendeu o novo imposto que o ministro da Economia quer criar e defende uma tributação de serviços digitais, o que é diferente de imposto sobre transações financeiras. "Isso (tributação sobre serviços digitais) é algo que está em discussão na França, Itália, Bélgica e Reino Unido."
Herculano
31/07/2020 09:09
A PANDEMIA DESTRói EMPREGOS, A ECONOMIA E FECHA EMPRESAS, MAS OS POLÍTICOS CONTINUAM COM SEUS SALÁRIOS INTACTOS E EMPREGANDO MAIS GENTE NO AMBIENTE PÚBLICO

O PREFEITO DE GASPAR, KLEBER EDSON WAN DALL, MDB, UM DOS MAIS ALTOS SALÁRIOS DA REGIÃO, R$27.356,69, QUANDO EM ABRIL DEMITIU QUATRO SECRETÁRIOS E O DIRETOR DO SAMAE DOS TRAMPOLINS POLÍTICOS PARA SEREM POSSÍVEIS CANDIDATOS A VEREADORES, NOMEOU INTERINOS.

NAQUELE DIA ALEGOU QUE ESTAVA FAZENDO ISSO COMO PARTE DO PLANO DE "SACRIFÍCIO" E "ECONOMIA" DO PODER PÚBLICO GASPARENSE PARA COM OS SACRIFICADOS PAGADORES DE PESADOS IMPOSTOS, DESEMPREGADOS E FALIDOS.

O DISCURSO DE KLEBER, MAIS UMA VEZ, NÃO DUROU SEMANAS. HOJE AS SECRETARIAS DE SAÚDE, A DE AGRICULTURA E AQUICULTURA, BEM COMO A DE ASSISTÊNCIA SOCIAL JÁ POSSUEM NOVOS TITULARES, CUJO SALÁRIO BÁSICO É DE R$12.795,81.

EM OUTROS MUNICÍPIOS, ALÉM DO PREFEITO TAMBÉM HOUVE CORTE DE SALÁRIOS, VICE E SECRETÁRIOS. AQUI NÃO. BLUMENAU É UM EXEMPLO DESSE TIPO DE DECISÃO

Só A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO AINDA ESTÁ COM TITULAR INTERINO - TAMBÉM, NÃO TEM AULAS. O SAMAE, POR SUA VEZ, JÁ TEM TITULAR ANUNCIADO: É VANDERLEI SCHMITT.

ENTÃO, O QUE SE DIZ EM PÚBLICO, NÃO SE CUMPRE. FAZ-SE ESPUMA PARA MANCHETES ES ENTREVISTAS. E O TEMPO, ENCARREGA-SE DE DESMANCHÁ-LAS SEM MUITO ALARDE.OU ENTÃO, A CRISE DE VERDADE QUE DESEMPREGA E ESTÁ FALINDO EMPRESAS, NÃO CHEGOU NA PREFEITURA DE GASPAR

E ISTO PODE SER UMA VERDADE. POR QUE? DEPOIS DE REJEITAR UMA SUGESTÃO DO VEREADOR CÍCERO GIOVANE AMARO, PL, PARA QUE O MUNICÍPIO - A EXEMPLO DE OUTROS DA REGIÃO - BANCASSE OS JUROS DOS EMPRÉSTIMOS DE MICRO-EMPREENDEDORES EM DIA COMO UMA FORMA DE SUPORTAR A AGUDA CRISE ECONôMICA, O LÍDER DO PREFEITO KLEBER NA CÂMARA, FRANCISCO SOLANO ANHAIA, MDB, - QUE TAMBÉM É EMPRESÁRIO - DISSE QUE ISSO ERA IMPRATICÁVEL

E QUAL A ARGUMENTAÇÃO: DEVIDO A QUEDA DE ARRECADAÇÃO DE 60% DOS IMPOSTOS. REPITO, QUADA DE 60% NOS IMPOSTOS DAQUI NOS COFRES DA PREFEITURA

POUCO DIAS DEPOIS, O PREFEITO DE FATO E SECRETÁRIO DA FAZENDA E GESTÃO ADMINISTRATIVA, CARLOS ROBERTO PEREIRA, CALOU A BOCA DOS CRÍTICOS E ALARMISTAS - ALARME DADO POR SEU PR?"PRIO LÍDER NA CÂMARA - DIZENDO E PROVANDO QUE A ARRECADAÇÃO NÃO CAIU NADA, AO CONTRÁRIO, CRESCEU 1,8% DURENTE A CRISE.

SOBRE O PLANO DE PAGAR OS JUROS DOS EMPRÉSTIMOS EMERGENCIAIS DOS MICRO-EMPRESÁRIOS, O SECRETÁRIO E O PREFEITO NADA FALARAM.

ANHAIA DIANTE A NOVA MANCHETE, FOI A TRIBUNA DA CÂMARA E CONSTRANGIDO, DISSE QUE FOI MAL INFORMADO POR UM FUNCIONÁRIO DA PREFEITO. MAS, TAMBÉM SOBRE A PROPOSTA DE PAGAR OS JUROS DOS EMPRÉSTIMOS DOS MICROEMPRESÁRIOS, NADA FALOU.

E A PREFEITURA DE GASPAR CONTINUA A MAIOR EMPREGADORA DE COMISSIONADOS DA CIDADE E EMPLENA CRISE DOS PAGADORES DE PESADOS IMPOSTOS. ACORDA, GASPAR!
Miguel José Teixeira
31/07/2020 09:06
Senhores,

Na "toga da mironga do cabuletê" tudo pode acontecer e acontece!

"Ministério da Justiça investiga inimigos do rei"

Pois é. . .o ministrim TERRIVELMENTE EVANGÉLICO também o é TERRIVELMENTE MAQUIAVÉLICO.
Herculano
31/07/2020 08:34
"NOSSO GOVERNO É DE CENTRO-DIREITA", DIZ MOURÃO

Conteúdo de O Antagonista. Hamilton Mourão afirmou, em entrevista à agência Efe, que o governo de Jair Bolsonaro não é de "extrema-direita", como costumam dizer os opositores mais à esquerda.

"Nosso governo é de centro-direita, porque temos gente que é de centro e gente que é de direita. Então, ele é a soma dos dois. Essa é a realidade", afirmou o vice-presidente.

"Podemos colocar o seguinte: o presidente Bolsonaro é um homem da direita, mas o ministro Paulo Guedes é um homem de centro. Você não pode chegar e dizer que ele é direita total. Ele não é isso. Eu também me coloco nessa posição. Eu sou um camarada de centro-direita. Eu tenho a minha visão de direita, mas sei que, na busca da concertação, nós temos que avançar para o centro, de modo que a gente absorva o maior número de apoio possível, o apoio político necessário para levar a gente adiante e os nossos projetos."


"Existe uma desinformação em relação ao número de militares que estão no governo. A informação é mal trabalhada e leva à desinformação. Em qualquer governo, em torno de 2.600 a 2.700 militares estarão presentes para ocuparem cargos de natureza militar, e estão onde esses cargos? No Ministério da Defesa e no GSI. Os militares que chegaram ao governo, a imensa maioria deles, praticamente a totalidade, são oficiais de reserva, que ocupam alguns cargos de natureza civil e estão aí na faixa de 400, 500, quando temos em torno de 14 mil, 15 mil cargos de natureza civil", disse.

Mourão afirmou ainda:

"Chamar isso aqui de governo militar e comparar com a Venezuela é uma comparação muito fraca, e digo com toda a qualidade, até porque eu morei dois anos na Venezuela e assisti ao começo do desmanche do país pelo Hugo Chávez e o grupo dele."
Herculano
31/07/2020 08:31
DIVIDIDOS E MERECEDORES

De Xico Graziano, no twitter:

A direita babona acusa STF por liderar golpe contra Bolsonaro. A esquerda vagabunda acusa Bolsonaro de golpear a democracia. Ambas são narrativas neuróticas. Olavistas e lulistas se merecem.
Herculano
31/07/2020 08:25
da série: como o poder manobra para encurralar e derrotar possíveis adversários antes mesmo do embate democrático das urnas. A proposta que quer quarentena de oito anos para juízes, promotores e membros das forças de segurança se candidatarem a qualquer cargo eletivo, tem o único objetivo de impedir o ex-juiz e ministro da Justiça e Segurança Sérgio Moro de ser um possível candidato. Como uma lei, não retroage nos seus efeitos... parece inócua para Moro. Por outro lado, abriu brecha para discutir a presença de militares da ativa no governo civil, sem irem antes para a reserva remunerada. E ai, o bicou pegou...

QUARENTENA PARA JUIZ EM ELEIÇÃO IMPULSIONA DISCURSSÃO NO CONGRESSO SOBRE REGRAS MILITARES

Partidos de centro e de oposição defendem que propostas sejam simultâneas; Bolsonaro é contra e vê medida com ceticismo

Conteúdo do jornal Folha de S.Paulo. Texto de Renato Onofre, Gustavo Uribe e Daniel Carvalho da sucursal de Btasília. A proposta de quarentena para restringir a candidatura de juízes, procuradores e membros das forças de segurança em eleições impulsionou no Congresso a discussão sobre as regras de contratação de militares no Executivo.

Na esteira do debate sobre a politização do Judiciário, líderes da oposição e de partidos de centro (como PP e PSD) querem incluir na pauta restrições para nomeações de militares da ativa em funções na administração pública nas três esferas de poder.

A avaliação desses congressistas é a de que há a necessidade de se barrar de forma simultânea tanto a judicialização quanto a militarização da política.

Na última quarta (29), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se alinhou ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, e defendeu uma quarentena de oito anos para ex-juízes que decidam disputar eleições.

Maia sinalizou que o texto deve ser discutido até o fim do ano, mas não garantiu se vai levar ou não à votação. A proposta enfrenta resistência do presidente Jair Bolsonaro.

Em relação às regras para os militares no Executivo, uma proposta de emenda à Constituição foi apresentada pela deputada Perpétua Almeida (PC do B-MA) no mês passado, mas estava parada aguardando uma sinalização positiva de Maia.

Agora, ela iniciou coleta de assinaturas para que passe a tramitar. Para isso, é necessária a adesão de um terço da Câmara e de um terço do Senado. Reunidos os apoios, cria-se uma comissão especial para analisar a proposta.

Na semana passada, Maia afirmou que a questão deverá ser melhor organizada futuramente para que militares passem automaticamente para a reserva se quiserem ocupar cargos.

O principal entrave está no Planalto. Ministros palacianos ouvidos pela Folha afirmaram que são contrários à ideia e vão tentar reverter o apoio de Maia. ?

A Folha mostrou que a presença de militares da ativa no governo federal dobrou no decorrer dos últimos 20 anos. O crescimento é de 33% em um ano e meio de gestão Bolsonaro. São hoje 2.558, em ao menos 18 órgãos, entre eles Saúde, Economia, Família e Minas e Energia.

A discussão cresceu após o ministro Gilmar Mendes, do STF, fazer duras críticas à presença de militares em postos de comando no Ministério da Saúde em meio à pandemia do novo coronavírus.

"É um debate que tem que ser enfrentado pela sociedade. As Forças Armadas são instituições de Estado e devem ser preservadas. Elas não podem estar vinculadas a governo A ou B. A proposta visa proteger os militares", afirmou a deputada Perpétua Almeida

A proposta prevê que militares com até 10 anos de carreira tenham que se desvincular dos cargos sem direito a ir à reserva. Os demais passam automaticamente para a reserva e têm direito aos benefícios relativos às funções que ocupavam.

"A regra tem similaridade com a prevista para o militar que queira concorrer a um cargo público. Se comparada à de juízes, por exemplo, é mais do que benéfica. Magistrados, como o ex-juiz Sergio Moro, têm que abandonar a carreira sem direito a nenhum benefício se quiserem fazer parte da administração pública", afirma.

Sobre a quarentena para juízes disputarem eleições, há três propostas apresentadas na Câmara dos Deputados. Nenhuma, porém, contempla o tempo de afastamento de oito anos defendido por Maia e Toffoli.

O texto abraçado pelo presidente da Câmara é do deputado Fábio Trad (PSD-MS) e prevê uma quarentena de quatro anos para membros do Poder Judiciário, dos Tribunais de Contas, do Ministério Público, bem como dos integrantes das Forças Armadas.

"O texto está maduro e pronto para ir à votação. No plenário, podemos discutir se serão 4, 5 ou 8 anos", afirmou Trad.

A mudança nas regras de inexigibilidade é feita através de um projeto de lei complementar e precisa de maioria simples para ser aprovada na Câmara, ou seja, metade mais um dos presentes na sessão

O texto não deve encontrar dificuldades na Casa. A proposta começou a ser discutida no ano passado durante a análise do pacote anticrime encaminhado pelo então ministro Sergio Moro.

A única resistência é de parte da bancada da bala. O deputado Capitão Augusto (PL-SP), coordenador da Frente da Segurança Pública, já começou a articular contra a proposta. "É uma aberração. Um revanchismo da Câmara contra o Moro", afirmou.

Nesta quinta-feira (30), o presidente Bolsonaro avaliou com ceticismo a possibilidade, em conversa reservada relatada à Folha.

No Palácio do Planalto, a avaliação é a de que, apesar de não afetar uma eventual candidatura Moro à sucessão presidencial, a repercussão da restrição foi negativa para o presidente, que tentará a reeleição. Isso porque ela criou a aparência de que a classe política está perseguindo e vitimizando o ex-juiz.

Mais cedo, o vice-presidente Hamilton Mourão também disse que a medida não deve prosperar e transformar o magistrado em um "cidadão sem direitos políticos".

O projeto tem potencial para atingir diretamente a base de Bolsonaro, já que pode afetar as forças de segurança. Na esteira da eleição de 2018, o número de eleitos ligados às forças de segurança e ao Judiciário chegou a 61 deputados e nove senadores.

A restrição às candidaturas de juízes gerou duras críticas da magistratura.

A presidente da AMB (Associação Brasileira de Magistrados), Renata Gil, afirmou que a ideia de se ampliar para oito anos o prazo de desincompatibilização para juízes interessados em ingressar na política é "desproporcional e discriminatória".

"Estará se impondo ao juiz, caso ocorra alteração legislativa neste sentido, a mesma penalidade que é imposta a quem desvia dinheiro público", afirmou a juíza.

Renata Gil frisou que 8 anos é o prazo que se estabelece para quem sofreu ação de improbidade administrativa e foi condenado por violação ao erário. E que, antes do trânsito em julgado, é possível que a pessoa concorra a cargo público.
Herculano
31/07/2020 08:00
DESEMBARGADOR QUE XINGOU COLEGA SERÁ INVESTIGADO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O ministro Humberto Martins, corregedor nacional de Justiça, decidiu determinar que o ministro Aloysio Corrêa da Veiga (TST), corregedor-geral da Justiça do Trabalho, investigue o desembargador José Ernesto Manzi, presidente da Terceira Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, em Santa Catarina. É que, em sessão virtual de julgamento, ele interrompeu o voto da desembargadora Quézia de Araújo com grosseria: "Isso, faz essa carinha de filha da puta...".

FLAGRANTE EM VÍDEO

O caso ganhou grande repercussão após o site Diário do Poder mostrar o vídeo em que o desembargador insulta a colega.

PRAZO DETERMINADO

Martins fixou prazo de até 60 dias, que pode ser abreviado, para que o ministro Aloysio Corrêa da Veiga informe as providências adotadas.

SEM JUSTIFICATIVA

Não se sabe ao certo por que o desembargador Manzi decidiu ofender a colega de TRT-12, mas o corregedor quer tudo em pratos limpos.

MULHERES SOB ATAQUE

Na quarta, a ministra Ana Arraes, do TCU, também foi desrespeitada grosseiramente em pelo julgamento virtual, por um subalterno.

LÍDER DA ADVOCACIA BAIANA CRITICA CÚPULA DA OAB

Presidente da OAB-BA por duas vezes, o advogado Saul Quadros está entre os indignados com o episódio do patrocínio da Qualicorp no 1º Congresso Digital Covid-19, da OAB nacional. Ele apoiou "inteiramente" as duras críticas do ex-presidente Reginaldo de Castro às relações da empresa com a entidade e o comportamento de sua cúpula, expondo magistrados e demais convidados à logomarca da empresa de plano de saúde cujo fundador foi preso por corrupção.

COMPARAÇÃO POLÊMICA

O ex-presidente Marcus Vinícius Furtado Coelho, apontado como "eminência parda" da OAB, foi comparado por Castro a Richelieu.

REVIRANDO-SE NO TÚMULO

Saul Quadros afirmou que, com a comparação, Richelieu "deve estar se tremendo de raiva na sepultura".

COMPARAÇÃO INJUSTA

Para o líder da advocacia baiana, a comparação é ruim para Richeliou, que classifica de "inteligente, culto e arguto primeiro ministro francês".

ATAQUE MILITANTE

Ativistas de toga criaram entidade de juízes "pela democracia", mas só chamam políticos do PT para seus eventos. Cinco deles atacam o corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, por impedir que juízes se tornem militantes políticos. Deveriam se envergonhar.

COMBATE BILIONÁRIO

Os gastos do setor público no combate à pandemia podem resultar em um déficit de R$812 bilhões neste ano, diz o secretário de Fazenda, Waldery Rodrigues Júnior, na Câmara. Equivale a 11,3% do PIB.

FALTOU FIRMEZA

Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) se solidarizaram à ministra Ana Arraes, insultada por servidor do ministério público junto à corte, mas não adotou qualquer medida tão dura quanto imediata.

É PRECISO TER CALMA

Agosto começa neste sábado e nenhuma das previsões apocalípticas sobre o coronavírus se confirmaram. Alguns cientistas, jornalistas de funerária, celebridades e "especialistas em infectologia" do Facebook calculavam mais de um milhão de mortos por covid. Total real: 89 mil.

BOA IDEIA, MAS NATIMORTA

Caroline de Toni (PSL-SC) propôs lei para destinar recursos dos fundos eleitoral e partidário para o combate a emergências. Seriam quase R$2,5 bilhões. Sem chances. Os colegas dela só pensam naquilo.

EITA EMPREGO BÃO

Após denúncia da Federação dos Petroleiros de que os nove diretores da Petrobras vão receber R$43,3 milhões este ano, a estatal diz que a "remuneração fixa" não mudou, só a "global". Insiste que segue regras e que a remuneração cresceu porque o lucro da Petrobras cresceu.

NÃO É FAKE NEWS

Ao citar o artigo 5º da Constituição, a Federação Nacional dos Policiais Federais defendeu a liberdade de pensamento, após notícias de que a CGU quer punir servidores por opiniões expressadas nas redes sociais.

CORRETO É PRENDER BANDIDO

As forças federais enviadas pelo governo Trump a Portland, "capital mundial do politicamente correto", prenderam mais de 100 pessoas que promoviam crimes, além de tentarem invadir a sede da Justiça Federal.

PERGUNTA NA PF

Haverá a Lava Jato da Lava Jato?
Herculano
31/07/2020 07:52
da série: onde falta Estado, certamente solidariedade é fundamental, mas ao contrário do glamour do artigo abaixo, mas a solidariedade na sua maioria é de grupos de interesses políticos, religiosos e majoritariamente de bandidos organizados para extorsão, "proteção", milícia, tráfico de drogas e armas.

ONDE FALTA ESTADO, SOLIDARIEDADE É FUNDAMENTAL, por Ana Cristina Rosa, no jornal Folha de S. Paulo

Numa demonstração da força e do alcance das ações empreendidas por atores periféricos, iniciativas em apoio aos mais necessitados multiplicam-se pelo país durante a pandemia global de saúde pública causada pela Covid-19

Os movimentos populares têm sido os grandes fomentadores das iniciativas de auxílio às comunidades das periferias Brasil afora nestes tempos de pandemia. Além disso, proporcionalmente os mais pobres são também os que mais doam.

Apesar de a perda de renda ter atingido a maioria das famílias que vivem nas comunidades brasileiras, pesquisa da Central Única das Favelas (Cufa) e do Instituto Locomotiva mostrou que seis entre dez moradores de favelas fizeram algum tipo de doação durante a pandemia.

Como é sabido, as periferias são os ambientes mais vulneráveis à propagação da Covid-19, por conta da alta densidade populacional e da falta de serviços essenciais para a preservação da saúde, como esgoto e água tratada. Para enfrentar os efeitos socioeconômicos do vírus, multiplicam-se atos de solidariedade.

São vaquinhas virtuais, doações de alimentos, máscaras, produtos de higiene e limpeza e pacotes de internet para estudantes carentes, arrecadação e distribuição de computadores e entrega de vales em dinheiro.

Não se trata de ocupar o lugar do Estado, mas de suprir necessidades imediatas por meio de um auxílio efetivo. É nutrir a esperança e a consciência do poder da cooperação e da ação conjunta. É agir para driblar ?"além da falta de dinheiro e de estrutura?" três grandes obstáculos: a ausência do Estado, a força do tráfico e a ação das milícias.

São muitos os exemplos de entidades e movimentos que realizam ações para suprir necessidades vitais daqueles que são mais atingidos. Nas favelas, onde a escassez de recursos materiais é uma constante, há iniciativas emocionantes, como o Vale Mãe, criado pelo projeto Mães da Favela para complementar a renda de mulheres com filhos.

Ao contrário do que muitos pensam, as periferias brasileiras são exemplos de solidariedade. E onde o Estado não chega - ou demora a chegar -, a solidariedade é fundamental até para garantir o essencial.
Herculano
30/07/2020 21:22
MOISÉS É NOTIFICADO SOBRE PROCESSO DE IMPEACHMENT

Conteúdo e texto de Making of. O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, recebeu nesta tarde, 30, a notificação da abertura do processo de impeachment contra ele, a vice-governadora Daniela Reinehr e o secretário de Administração Jorge Eduardo Tasca. Ele recebeu do primeiro secretário da Casa Legislativa, deputado estadual Laércio Schuster, o documento que o informa do início formal do processo.

Em vídeo, divulgado pela Secom, ele se manifestou pela primeira vez sobre o processo. Moisés ressaltou a ausência de justa causa e ressaltou que irá continuar trabalhando pelo estado.

O pedido foi aberto em 22 de julho, assinado pelo defensor público Ralf Zimmer Junior, que apontou crime de responsabilidade no reajuste do salário dos procuradores do estado, que foi igualado ao dos procuradores da Assembleia Legislativa. Nesta manhã, a Alesc deu início ao processo com a leitura da admissão pelo deputado Laércio Schuster (PSB).

Agora, Moisés e os outros envolvidos terão o prazo de dez sessões para se manifestarem. Depois será nomeada uma comissão especial para dar prosseguimento ou não ao pedido de impeachment.
Herculano
30/07/2020 20:59
da série: os deputados estaduais eleitos pelos catarinenses querem que os pagadores de pesados impostos banquem os que 95% dos seus eleitores não conseguem nos seus empregos, bicos e empresas. Vergonha!

O NAUFRÁGIO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, por Cláudio Prisco Paraíso

O projeto de Reforma da Previdência estadual que tramitava na Assembleia Legislativa previa economizar R$ 18 bilhões em 50 anos. O relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça, deputado Maurício Eskudlark (PL), acatou absolutamente todas as emendas apresentadas. Indiscriminadamente. O que desfigurou o texto. Dos R$ 18 bilhões projetados em cima do texto original, a economia cairia para R$ 2 bilhões em meio século. Uma verdadeira loucura.

O relator e os proponentes das emendas concederam tantos benefícios, recuaram tanto naquilo que foi apresentado, que se chegou a esta diferença abissal de R$ 16 bilhões.

Diante disso e com apoio público do presidente da Fiesc, Mário de Aguiar, o governador retirou a proposta da Alesc.

Em 2019, o rombo da Previdência estadual foi de R$ 4 bilhões. Média aproximada de R$ 320 milhões mensais. Esse buraco é coberto com recursos do tesouro do Estado para honrar pensões de servidores inativos que, desde 2016, formam contingente maior do que o funcionalismo da ativa. A situação é da maior gravidade.

INCHANDO A MÁQUINA

Mesmo assim, anuncia-se, com a maior desfaçatez, a contratação, pelo governo do Estado, de mais de 100 procuradores e auditores, todos com salários acima de R$ 30 mil! Por essas e por tantas outras é que essa conta não fecha nunca. O Estado sangra todos os meses.

DIGITAIS

Isso tem nome. Irresponsabilidade. Principalmente do relator, Maurício Eskudlark. Permitiu-se uma sangria desatada, literalmente.

PRAZO PERDIDO

Com outro detalhe nebuloso. No dia 31 de julho, o Estado tem que apresentar à União uma Reforma da Previdência aprovada. Com a retirada do projeto da Alesc, esse prazo já era. Isso vai inviabilizar o Estado na contratação de financiamentos e recebimento de recursos federais.

NAS MÃOS DE MUSSI

A jornalista Bela Megale, do Jornal O Globo, revelou que o inquérito que investiga o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, pode passar aos cuidados do ministro Jorge Mussi no STJ.

Mussi é manezinho da gema. Foi presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e do TRE-SC; e Corregedor eleitoral do TSE no pleito de 2018. Hoje é um dos magistrados mais influentes do Brasil.

CIRURGIA

Segundo Bela, ainda que "temporariamente", o processo pode sair do gabinete do relator, ministro Félix Fischer, que se recupera de uma cirurgia intestinal. Escreveu ela. "Segundo pessoas próximas a Fischer, a volta do ministro pode atrasar, porque ele se submeteu ontem a uma cirurgia por problemas intestinais. Fischer passa bem, mas ainda está na UTI e a previsão é que possa ter alta no sábado (31)."

PRAZO

O relatório conclusivo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a compra dos 200 respiradores artificiais pelo governo do Estado será lido no próximo dia 20 de agosto. A data foi definida durante a reunião do colegiado esta semana.

LEITURA

O relator, deputado Ivan Naatz (PL), informou que fará uma leitura preliminar para os integrantes da CPI no dia 18. Segundo ele, com os depoimentos que estavam em segredo de Justiça na Operação Oxigênio - executada pela força-tarefa formada pelo Ministério Público, Polícia Civil e Tribunal de Contas do Estado ?" e que foram compartilhados com a comissão, não há mais necessidade de outros ofícios, petições ou oitivas de testemunhas.
Herculano
30/07/2020 19:36
da série: o ninho tucano é a bola da vez na corrupção. Não é à toa que da esquerda do atraso até a direita xucra, todos estão unidos contra a Lava Jato. Todo mundo igual. E nós pagadores de pesados impostos sustentando tudo isso.

ALCKMIN VIRA RÉU POR CAIXA DOIS, CORRUPÇÃO, LAVAGEM DE DINHEIRO, por Pedro Canário, em O Antagonista.

A Justiça Eleitoral de São Paulo recebeu denúncia contra o ex-governador do estado Geraldo Alckmin e contra Marcos Antônio Monteiro, tesoureiro da campanha de 2014, e o advogado Sebastião Eduardo Alves, ex-assessor do tucano. Eles agora são réus por caixa dois eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com decisão do juiz Marco Antonio Martin Vargas, a denúncia do Ministério Público traz "indícios suficientes de materialidade dos delitos e de autoria dos acusados".

Além de Alckmin e dos ex-assessores, o magistrado também recebeu denúncia contra Mara Lúcia Tavares, Álvaro Novis e Fernando Migliaccio por participação nos crimes. Todos trabalharam na Odebrecht e fizeram acordo de delação premiada com o Ministério Público.

Segundo a denúncia, o ex-governador recebeu R$ 2 milhões em espécie da Odebrecht na campanha ao governo de SP em 2010 e outros R$ 9,3 milhões da empreiteira em 2014, quando se candidatou à reeleição.
Herculano
30/07/2020 19:32
da série: primeiro um motivo que é a pandemia, depois a crise e em seguida o caos para se ter dinheiro para as farras

RENEGOCIAR A DÍVIDA PARA NÃO DESFALECER APóS A PANDEMIA, por Emmanuel Guerisoli, advogado e doutorando em Sociologia e História pela New School for Social Research, New York. É especialista em direito penal, direito penal internacional, direito constitucional e direitos humanos. É mestre em estudos internacionais e em sociologia, no jornal Folha de S. Paulo

O que está por vir é um possível colapso socioeconômico de dimensão historicamente inigualável
Com quatro milhões de casos confirmados e mais de 150.000 mortes, a América Latina é a região mais afetada pela Covid-19. Embora seja provável que o pico das infecções já tenha sido ultrapassado, ou esteja prestes a ser atingido, o pior da pandemia está prestes a acontecer.

O FMI projeta que as economias da região da América Latina e Caribe sofrerão uma contração de 10% do PIB em 2020, pior que a África Subsaariana, o Oriente Médio ou o Sudeste Asiático. Até 2021, eles projetam uma lenta recuperação de 3,5%.

O Banco Mundial prevê que, neste ano, pelo menos 60 milhões de latino-americanos verão sua renda cair abaixo da linha de pobreza regional, fixada em US$ 5,50 por dia. Somando-se à recente instabilidade política regional, o que está por vir é um possível colapso socioeconômico de uma dimensão historicamente inigualável.


Os países da região terão que estender uma ampla gama de políticas destinadas a controlar a inflação, aumentar o crédito, subsidiar o consumo e aumentar os gastos públicos em infraestrutura e medidas de previdência social.

No entanto, nenhuma dessas ações pode ser realizada sem antes poder "resolver" os altos níveis de dívida pública em dólares dos países latino-americanos. Em dezembro de 2019, a dívida pública estatal a nível regional era equivalente a 70% do PIB. O total da dívida externa da região somou mais de US$ 2,4 trilhões.

Mesmo países com percentuais mais "gerenciáveis", como Chile e Peru, terão sérios problemas tanto na emissão de novas dívidas em dólares quanto em cumprir com os serviços de dívida externa, devido a uma queda no preço internacional das commodities, impulsionada por uma recessão econômica, e um aumento no prêmio de risco na oferta de títulos, causado pelo aumento dos gastos públicos para enfrentar a pandemia e suas consequências socioeconômicas.

O perigo é tão alto que 60% do índice de comparação de títulos dos países latino-americanos de JP Morgan, BNP Paribas e Goldman Sachs estariam em risco de default se a região caísse em uma recessão pós-Covid, disparando o déficit de gastos públicos, e desencadeando uma onda de rebaixamento das classificações de crédito que espantaria possíveis investidores.

As instituições internacionais tomaram consciência da seriedade e da iminência da situação e começaram a tomar medidas preventivas. O BID está emprestando montantes recorde de até US$ 15 bilhões para o setor público e US$ 7 bilhões para o setor privado. O FMI desembolsou antecipadamente um total de US$ 107 bilhões em linhas de crédito flexíveis, aumentos nos programas existentes e assistência de emergência aos países da região (principalmente Chile, Peru e Colômbia).

Entretanto, os desafios que a região enfrenta exigem ações mais drásticas. Os países latino-americanos, liderados por seus membros no G-20 (Argentina, Brasil e México) e na OCDE (Chile, Colômbia e México), e com o apoio do resto dos países emergentes, devem pressionar para um alívio generalizado da dívida externa na forma de suspensão de pagamentos de dívidas bilaterais com vencimento entre 2020 e 2022, totalizando US$ 60 bilhões.

O bloco latino-americano do G-20 e da OCDE, com o apoio da África do Sul, Indonésia, Turquia, Índia e Arábia Saudita, deverão exigir a suspensão dos pagamentos bilaterais até 2022 como essencial para a coordenação internacional da economia mundial pós-pandemia. Convencer a China, que detém 27% das dívidas bilaterais, será crucial para forçar os Estados Unidos e a União Europeia a renunciar ao pagamento da dívida por dois anos se não quiserem correr o risco de perder seus papéis de liderança internacional.

O bloco latino-americano também deveria exigir do FMI a possível emissão de até um trilhão de dólares em direitos de saque especiais para empréstimos de emergência, o cancelamento dos juros de pagamento da dívida à agência e, em coordenação com os bancos centrais do G-20, uma política monetária de expansão quantitativa em direção ao Sul global que aumentaria consideravelmente a liquidez e a oferta de crédito nos mercados emergentes através da compra de títulos.

Além disso, os países caribenhos, com as menores rendas da região e os que mais sofrerão com a paralisia do turismo internacional, também devem contar com o cancelamento de US$ 20 bilhões em vencimentos, correspondentes à empréstimos privados. Os bancos centrais do G-20, com o apoio do Banco Mundial e do FMI, devem pressionar os credores privados dos Estados Unidos e da Europa a cancelar os pagamentos de 40 nações do Caribe, do Oceano Índico e do Pacífico.

Finalmente, para os países emergentes de renda média, as recentes reestruturações, apoiadas pelo FMI, das dívidas argentina e equatoriana são os modelos a seguir para realizar uma forte reativação econômica através do aumento dos gastos públicos sem o risco de uma dívida externa impagável.

Estamos prestes a enfrentar um momento histórico a nível mundial. É imperativo que a América Latina coordene seus esforços dentro do G-20 e da OCDE de forma unificada para promover medidas multilaterais com o objetivo de aliviar o peso da dívida.

A história fala por si: basta contrastar as consequências políticas e socioeconômicas que produziram a relutância em suspender o pagamento da dívida externa pelos países europeus em 1931, que levou a recessão a uma depressão e abriu o caminho para governos fascistas, com o cancelamento e emissão de linhas de crédito flexíveis em 1947, inaugurando o maior período de prosperidade econômica e estabilidade política da história europeia.

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.