Editorial Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Editorial Olhando a Maré

13/07/2020


Triagem no posto de Saúde do Centro aumentou muito da semana passada para cá, chamou a atenção, provocou queixas e assustou as “autoridades” gasparenses

Os casos de Covid-19 em Gaspar e Ilhota aumentaram significativamente. Era previsível, menos para as nossas “autoridades” e até para parte da população. As “ autoridades” foram “surpreendidas”? Amadoras. Agora estão expostas na imagem e na capacidade gerencial. E podem pagar por isso nas urnas.

Não se trata de uma gripezinha. Somos 73 mil almas (com o represamento dos exames laboratorariais do final de semana) numa estatística macabra e que se valer a tese de que estamos num platô (média móvel de mortes), as mil mortes média por dia mostram que em 30 a 45 dias seremos 100 mil.

Aqui em Gaspar até o fechamento deste texto, oficialmente eram cinco saudades de moradores. Reconhecidamente, uma vitória.

O aumento significativo dos infectados pelo Covid-19 entre nós era previsível e nos faz temer o pior.

E por que? Porque os humanos são os vetores da doença e sendo vetores, foi feito um relaxamento da mobilidade em nome de uma necessária retomada da “nova” normalidade. Soma-se a isto, que estamos sob o rigor do inverno. Ele no Hemisfério Norte se provou ser um facilitador dessa propagação.

É balela, e própria das autoridades que querem passar a culpa dos erros delas para os outros, de que estamos fazendo mais testes em Gaspar e por isso, os números de infectados aumentaram.

Estamos, sim, fazendo mais testes, mas em pessoas que já apresentam sintomas e que desesperadamente procuram o sistema de saúde daqui e de Blumenau. Ou seja, estamos confirmando infectados pelos testes e não à procura da prevenção pelos testes numa arquitetura científica. Coisas bem diferentes!

Eu concordo com a retomada normalidade. Mas, esta, é uma “nova” normalidade. Ela exige cuidados, conscientização, planejamento e tem embutida riscos imunológicos, saúde, econômicos e de imagem das próprias autoridades nas suas apostas erráticas e na falta de ações e comunicação.

Os cuidados e planejamento eram necessários porque se sabia que os casos aumentariam quando se decidiu pela “nova” normalidade; a conscientização da população era fundamental porque tudo pode piorar, e contra ela própria.

De um lado as “autoridades”, verdadeiramente, não planejaram para essa “nova” normalidade. Discursos; enganação; intimidação. Ponto.

Do outro lado, porém, parte da população não foi suficientemente conscientizada – ou se nega reconhecer isso - de que ela é quem propaga a doença e a morte contra si, outros e à economia onde ela empreende ou se emprega; de que só ela é quem pode referendar a “nova” normalidade, que não é ideológica, partidária ou política, mas decorrente de um caso grave de saúde pública; de algo ainda não conhecido e dominado.

É a “nova” normalidade é que irá garantir empregos, geração de renda e riqueza para a sobrevivência mínima e digna de todos fora do ambiente do funcionalismo, dos comissionados públicos, dos políticos. Eles são os únicos que estão com os seus salários, mordomias, direitos e privilégios garantidos sugados da nossa miséria, doença e morte.

A “nova” normalidade é um ato de respeito aos profissionais de saúde, expostos, exaustos e limitados às suas ações na busca da vida para os outros, enquanto expõem as suas e por precaução estão ausentes de seus entes próximos.

Manter o “novo normal”, exige cuidados higiênicos, menos circulação, máscaras o tempo todo (no nariz e boca), sacrifícios para as reuniões, festas e encontros. É uma guerra a favor da saúde e da sobrevivência individual em uma “nova” normalidade coletiva e que parece, durará além das previsões otimistas feitas lá em março.

Se as “autoridades” não lideram, não planejam e não informam; se parte da população não se conscientiza de que ela é quem vai sofrer na carne e no bolso ao não seguir os novos protocolos da “nova” normalidade”, como numa guerra de verdade, é ela quem vai pagar com a vida e ver a sua terra arrasada, sem valor e expectativa num futuro de curto prazo.

Culpar as autoridades verdadeiras e as irresponsáveis, ou os políticos, pouco vai resolver neste instante e ambiente disputado de “verdades”. A culpa de um não salva ninguém da doença. Este é um tempo de somar. O momento de transformar as reclamações em mudanças reais é nas urnas em 15 de novembro. Acorda, Gaspar!

Kleber e os seus políticos surfam num mundo irreal. Impõem sacrifícios aos gasparenses no mundo real. E eles reagem

Kleber e os ‘çábios’ dizem que não entendem o berreiro do povo que está falindo e se desempregando. Simples de entender: são os que berram que continuam sustentando a pesada máquina de catar votos da prefeitura

Kleber e os seus sentiram na semana passada, nas redes sociais e aplicativos de mensagens, o bafo dos que já perceberam que a continuada provocação está isolando cada vez mais o governo do plano dele de continuar no poder de plantão


O prefeito Kleber (à esquerda) questionado em vídeo pelo comerciante (Alemão) dono de restaurante que não pode abrir à noite devido à pandemia (à direita)

Primeiro: o decreto 9.449, de 9 de julho de 2020 assinado pelo prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, era necessário? No meu entender, sim! O editorial acima, expresso com clareza à razão disso. Não me uno das queixas e sim na incoerência dos que estão no poder de plantão contra a cidade, os cidadãos e cidadão.

Segundo: se analisar o conteúdo e a conjuntura, ficará claro de que problema não é exatamente o decreto, apesar de alguns exageros como o fechamento de bares e restaurantes às 18h. Em Blumenau é às 20h num decreto também mais restritivo. O problema é outro.

É que uma parte ponderável dos gasparenses está de saco cheio dos políticos que se empoleiraram na prefeitura devido à arrogância deles e da cara máquina de catar votos que montaram às custas dos pesados impostos, dos sacrifícios, da falta de transparência e retorno para a cidade. A pandemia é a gota d’água numa poça acumulada desde a posse em primeiro de janeiro de 2017.

O que diz o decreto?

I – Restaurantes, pizzarias, lanchonetes, food trucks, bares, adegas, tabacarias e similares, deverão encerrar o atendimento ao público até às 18h00min (dezoito horas);

II – Nos estabelecimentos que comercializam gêneros alimentícios, tais como supermercados, mercados, minimercados, vendas e feiras, o acesso para o período de compras deverá ser restrito a apenas uma pessoa por família, sem prejuízo da liberação do ingresso com menores de idade ou dependentes;

Ficam proibidas:

III – Execução de música ao vivo, com a presença de público, em qualquer lugar;

IV – Funcionamento aos domingos dos estabelecimentos que comercializam gêneros alimentícios, tais como supermercados, mercados, minimercados, vendas e feiras.

Coisas simples e óbvias para uma cidade que se descuidou e viu repentinamente o número de infectados reais pela Covid-19 aumentar muito. Então para que tanto berreiro se as medidas são para a proteção das próprias pessoas?

É um retrato atual. Ele mostra que o prefeito eleito Kleber não está com essa bola toda. Ele não lidera, não convence e está sendo repelido.

Tanto é que, o prefeito de fato, o presidente do MDB, o ex-coordenador da campanha de Kleber, o ex-secretário da Saúde por duas vezes (titular e interino), e titular da poderosa secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa, o advogado Carlos Roberto Pereira, saiu em seu socorro e levou mais pau ainda nas redes sociais.

O DECRETO ENDURECE ENQUANTO OS DO GOVERNO AMOLECEM

O decreto foi publicado exatamente na semana em que as redes sociais e os aplicativos de mensagens foram infestados de notas e fotos dos políticos, pendurados no poder de plantão, rodando a cidade em reuniões, encontros “casuais”, “visitas”, almoços e jantares políticos numa prática pré-campanha eleitoral e alguns deles sem a proteção que pedem aos outros.

Os atos, como revelei na coluna de sexta-feira e feita especialmente para a edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale, já é uma preocupação de que o PT não venha ser o adversário que se quer para derrubá-lo no discurso manjado, mas de uma terceira via tenha um fermento natural para crescer. Ou seja, estaria se procurando algo fora do que está governando e do que já governou a cidade.

Fechar às 18h foi o que pegou para os donos de bares e restaurantes.

“Então quer dizer que de dia esse coronavírus dorme e ele só age à noite? É um vírus putanheiro? Um argumento só do prefeito e dos vereadores do MDB de que o vírus só age à noite”, reagiu o Alemão [Claudenir Sachetti], dono do Estação Pizzaria e Restaurante num vídeo que gravou. Posou indignado defronte ao seu estabelecimento. Falava por si e por muitos do seu setor.

As imagens e a fala de quatro minutos inundaram as redes e os aplicativos de mensagens. O vídeo balançou o poder de plantão. Uma correria.

Alemão fala em uma lei. Não é: é decreto. Ele fala que a Câmara aprovou “a lei”; os vereadores e os do MDB, que é citado por ele no vídeo, diretamente nada tem a ver com isso. Decreto é canetaço direto do prefeito orientado pelos seus “çabios”. Lei sim, precisa da aprovação da Câmara.

OS REAIS RECADOS POLÍTICOS DO VÍDEO

Alemão começa assim: “alguém deve estar se perguntando o porquê do Alemão estar sem máscara em rede social. Eu estou sem máscara para provar para todo mundo que eu sou igual aos políticos de Gaspar. Estou sendo idiota igual a eles. Em época de pandemia sem máscara...”

Entenderam a mensagem? A máscara desse pessoal no poder de plantão caiu e venho repetindo isso aqui faz tempo. Os poderosos tratam todos como idiotas e não lhes passam pela cabeça de arrogantes, o contrário. E quando acordarem, poderá ser tarde demais.

Em outro trecho, Alemão teme que seu vídeo seja um pretexto para os da prefeitura irem ao seu estabelecimento fazerem a tradicional fiscalização da perseguição. Perceberam? Isso já virou marca registrada contra Kleber e os seus. Ela é amplamente conhecida em Gaspar. Eu sofro isso na pele. Não preciso de exemplo de outros.

E quando os poderosos de plantão e que fizeram um plano para ficar, no mínimo, 16 anos no poder perceberem que este assunto de perseguição está enfraquecendo-os, será também tarde demais. Os mesmos planos fizerem Bernardo Leonardo Spengler e Adilson Luiz Schmitt, ambos eleitos pelo MDB. A história já está escrita e não se modificará mais.

UM DECRETO CERTO, MAS....

No fundo, Alemão sabe a razão do decreto: as pessoas aglomeradas e sem noção nos bares e restaurantes à noite, com a permissão dos próprios gestores e proprietários. Vão se abrindo exceções em nome do negócio, da amizade, dos poderosos, dos que não temem nada e ai tudo sai de controle, como saiu. Se ele pode, eu posso... E não só aqui,

Além aparentar possuir consciência de que é época de medidas duras, Alemão reclama da Polícia Militar. Para ele, a PM não faz a suficiente fiscalização aos infratores e por isso, todos, incluindo ele, que se julga cumpridor das novas regras da normalidade – mas está sem máscara -, estão sendo prejudicados.

A PM tem esse papel, sim. E só o tem porque antes, muito antes, as pessoas são infratoras e sob as mais variadas desculpas. E no escurinho da noite... tudo é permitido. Há contaminação que se leva para todos os lados – lares, trabalho, lazer – aumentando a sobrecarga do poder público, limitado por vários fatores, inclusive o de gerenciamento de crises e porque é um ente político em campanha eleitoral.

A CHALEIRA ESTÁ FERVENDO

Kleber e os seus “çabios” estão, na verdade, pagando pelo que vem fazendo e acumulando nestes mais de três anos e meio de governo. Só isso. Alemão é a amostra de que a tampa dessa chaleira está segurando um pedido de mudanças. E se não a destampar...

E por que desse preço? A incoerência onde ele, o prefeito de fato, os “çabios” e agora se descobre que isso já contamina à sua bancada na Câmara, tratam os munícipes como tolos e desinformados, como se todos fossem reféns dos vídeos oficiais e das entrevistas sem perguntas dos políticos que infestam a prefeitura.

A cidade conhece as mazelas de todos. O poder de plantão e sua equipe de comunicação e marketing estão num mundo de fantasias. Exemplos?

O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, enquanto exige sacrifício financeiro dos que sustentam as burras da prefeitura, continua com seu alto salário de R$27.356,69 surpreendente intacto.

A máquina de comissionados e cargos de confiança – e agora se sabe que alguns deles nem apareceram no Diário Oficial dos Municípios, aquele que se esconde na internet e não tem hora para sair – feita para catar votos, continua intacta. Não se pode perder cabos eleitorais à beira das eleições. E a pandemia fica em segundo plano.

Na outra ponta, a proposta de redução de 20% dos salários dos vereadores e só por dois meses, está parada na Câmara há quase três meses.

A matéria simples é tratada escondendo-a. Num prazo bem diferente, a votação para o reajuste dos políticos (e aumento real de um por cento para os funcionários) tramitou em menos de sete dias na mesma Câmara.

Para a redução dos salários dos vereadores se está esperando a pandemia passar e tudo ir para a gaveta que está armada com uma suposta inconstitucionalidade.

E isso tudo, não impediu os vereadores, com dinheiro público, fazerem cursos preparatórios para a sua reeleição durante a pandemia.

Faltam, então, aos prefeitos eleito e de fato, aos seus “çabios” e aos vereadores da base (MDB, PP, PSDB e PDT) autoridade, exemplo e liderança para pedir sacrifício aos que já estão falindo, desempregando-se, sacrificando-se, doentes, mas obrigados a contribuírem para sustentarem à máquina governamental no poder de plantão que não lhes ouve, não interage e que ainda persegue quem questiona os erros e às dúvidas. Acorda, Gaspar!

A força de um jornal e um portal que não escondem os fatos da cidade para os cidadãos e cidadãs forçam as autoridades à reavaliação de suas verdades

A manchete de sexta-feira do Cruzeiro do Vale: "A explosão do coronavírus em Gaspar: 375 casos confirmados" [384 no domingo, mas com os laboratórios fechados este número hoje deve subir substancialmente], fez o prefeito de fato, o presidente do MDB, o secretário da Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira (foto), sair da toca.

Segundo ele, numa das suas redes sociais, “nenhum decreto ou lei vai resolver o problema”. E Roberto está certo. Ele repete tardiamente o que sempre escrevi aqui, que ele tanto contesta e não sabe como vai me calar. Com intimidação e constrangimento é que não será, certamente!

“Precisamos entender a mensagem principal, devemos fazer o isolamento social. Ir no supermercado somente quando precisar, não fazer festinha particular, não reunir a galera no bar e aí por vai”, escreveu. Repito: ele está certo!

Entretanto, quem dá o mau exemplo em Gaspar neste e outros assuntos?

Exatamente os supostos líderes da comunidade, os políticos, os que estão no poder de plantão e que se acham imunes à realidade e por isso, livres de críticas. Não daqui, mas da comunidade, incluindo seus próprios apoiadores.

E eles, como escrevi na coluna de segunda-feira feita especialmente para o portal Cruzeiro do Vale, saíram em campo para fazer contatos e campanha eleitoral antecipada temendo o pior: a perda do controle do poder político deles na cidade. Ah, já apagaram as fotos? Hum!

Então o secretário - que é advogado e já esteve titular e interino da secretaria da Saúde -, fala ao vento. Cumpre protocolo. E o vento entende e leva adiante. E os políticos que o rodeiam estão percebendo como se espalha esse tipo de incoerência. Ninguém é mais idiota, como salientou o microempreendedor, o Alemão, no seu vídeo e que lhes relatei no artigo anterior.

O que Roberto escreve nas redes sociais deveria ser um mantra do secretário nomeado da Saúde, e não do prefeito de fato, Arnaldo Gonçalvez Munhoz Júnior? Não é ele quem deveria ter essa autoridade natural? Ou não foi investido de verdade na função ou não a possui mais?

Não deveria ser este tipo de fala - e penitência - do prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB, um dos que apareceu nas fotos dos convescotes partidários travestidos de reuniões de amigos, almoços e jantares "espontâneos" nestes dias e sem máscara?

Ou isso, o de pedir à consciência o desgastaria ainda mais neste momento, pois não se dá ao exemplo de líder protocolar que é como aconteceu em igual situação com o governador Carlos Moisés da Silva, PSL, exatamente em Gaspar e que virou momento de comemorações de alguns políticos hoje sob fritura popular?

Moisés errou, tentou minimizar, mas se desculpou e hoje está recolhido em quarentena por ter contraído a Covid-19

“Nas últimas semanas relaxamos um pouco, é hora de voltarmos a ter mais cuidados, como no início”, salienta o secretário da Fazenda, numa suposta “mea culpa” do governo, ou esse “nós” da frase não inclui ele, o governo Kleber, os “çabios” e os quase 150 comissionados pendurados da prefeitura?

O GOVERNO PISCOU. ELE SABE QUE VAI TER QUE BAIXAR A BOLA DA ARROGÂNCIA

A arrogância deu lugar a uma suposta e inusitada humildade. Jogo!

O secretário afirmou no mesmo texto: “somos perfeitos? Claro que não, cometemos erros, claro que sim. Mas, tentamos acertar o máximo”. Ou seja, o governo Kleber pela primeira vez admite que precisa rever alguns posicionamentos dele. Isso era impensável até duas semanas atrás. Até o líder do governo na Câmara, Francisco Solano Anhaia, MDB, mudou o tom na última sessão da Câmara.

Esperteza às vésperas das eleições? Pode ser! O eleitor e eleitoras estão mais escaldados e esclarecido do que a prefeitura que se nega sistematicamente a transparência. Os resultados de 2018 ensinaram isso aos políticos, marqueteiros e viciados em poder. Não aprenderam?

A reeleição que parecia estar tão no papo do poder de plantão como ele arrotava por aí, apesar da máquina eleitoral que está à sua disposição, pode estar apenas perto do bico.

Por isso, prefiro a frase do político mineiro Tancredo de Almeida Neves, ex-primeiro-ministro, e presidente eleito, que nunca assumiu: “quando a esperteza é demais, ela come o dono”. Então não é bom arriscar tanto assim, já que percebeu que tudo o que era fácil pode se complicar.

Resumindo. Não é sem razão que o presidente do MDB de Gaspar tenta desqualificar as críticas de segmento da sociedade gasparense e o embate político de seus adversários, quando encerra a mensagem afirmando que “evitem o patrulhamento ideológico, ao invés de criticar as pessoas, ajudem e orientem. Vamos juntos vencer essa crise”.

Bonito, mas até então essa não era essa a pré-disposição do poder de plantão liderado exatamente pelo prefeito de fato: ajudar, orientar e vencer juntos, que não seja, pela dominação.

Que suposto embate ideológico é esse? O MDB, PP, PSDB, PSD, PDT, PSC e outros nanicos sempre foram conservadores e a base de Kleber é evangélica. O PT, o suposto ideológico da esquerda do atraso não está com essa bola toda apesar do passado vitorioso local.

O que o presidente do MDB de Gaspar que manda na prefeitura quer desqualificar agora? A terceira via que se ensaia com o PL, o DEM ou PSL, onde o pré-candidato é também evangélico? Não me digam que os poderosos MDB e PP com os seus satélites empregados na prefeitura de Gaspar estão com medo de gente sem estrutura, dinheiro e poder? É demais!

Finalizando.

Pois é. Do jeito que vai, sobrará sofrimento para o povo e incoerência aos políticos. Gaspar com dez leitos de UTI e 20 respiradores - os dez mais modernos não estão na UTI - começou a exportar doentes para Blumenau.

E parte da imprensa achando que isso é destino. Menos o Cruzeiro do Vale. E por isso, os políticos, tardiamente, estão se explicando e querendo parcerias, para aquilo que não possui explicação e naquilo que se negaram ser parceiros até aqui. Acorda, Gaspar!

As mentiras têm pernas curtas aqui

Os políticos se estabelecem em explicações quando expostos nas incoerências que eles próprios produzem e são desmentidos em público


Os vereadores Francisco Solano Anhaia, MDB, (à esquerda) e José Hilário Melato, PP, (à direita) se estabeleceram em incoerências em seus pronunciamentos na Câmara.

Na coluna de segunda-feira passada, mostrei como o governo Kleber Edson Wan Dall, MDB, é uma fábrica de inverdades.

No artigo de abertura da coluna sob o título “As contas de Gaspar mais uma vez não fecham nos discursos e na transparência dos políticos e gestores públicos com a cidade e os cidadãos. Jogam e não administram. Tratam todos como tolos, ignorantes e analfabetos. Apostam na imprensa que só publica propaganda enganosa feita em gabinetes para criar clima de campanha eleitoral”, mostrei à incoerência dos discursos oportunistas.

Há mais de dois meses na Câmara o vereador Cícero Giovane Amaro, PL, sugeriu ao governo Kleber imitar o de Indaial. Lá o prefeito tucano resolveu abrir uma linha de incentivos e quitar os juros dos empréstimos dos microempresários, que não atrasassem as obrigações na rede financeira da cidade.

Era uma forma de manter a economia local ativa em tempos de pandemia. Não discuto méritos e resultados.

Ao ouvir a proposta de Cícero, no entanto, o líder de Kleber e de Carlos Roberto Pereira, presidente do MDB e secretário da poderosa Secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa, o vereador Francisco Solano Anhaia, MDB, cortou o barato de Cícero.

Segundo ele, a prefeitura de Gaspar já tinha perdido quase 60% de arrecadação. E isso foi manchete aqui, pois para tal irresponsável argumentação como se provou com o tempo, o governo preferia o silêncio da imprensa.

O que aconteceu? Há duas semanas o próprio secretário não só “desmentiu” o líder do próprio governo, ao fazer manchete na imprensa local, jurando que o município não só não perdeu 60% como se anunciou, mas teve em tempo de pandemia quando todos estão perdendo, um acréscimo de 1,8% nas suas receitas.

Então isso, também foi manchete aqui. E de forma diferente. É que nos demais veículos por falta de arquivo, memória ou coragem, não ocorreu perguntar o que aconteceu com a afirmação do líder do MDB na Câmara que atestou uma queda de 60% no caixa da prefeitura. Aqui, isso não passou em branco.

Diante de nova manchete esclarecedora e desmoralizante feita aqui nesta coluna de segunda-feira sobre a incoerência na confrontação das afirmações, o líder do governo, enfiou a viola no saco, calmo, em tom sereno, foi à tribuna da Câmara, para dizer que apenas repassou uma informação sobre o assunto e que lhe foi dita por um funcionário da prefeitura.

Primeiro, Anhaia não devia mais confiar neste funcionário. E penso que nem Kleber, pois este funcionário não sabe o que está acontecendo na secretaria, na prefeitura, cidade e está levando a desmoralização do governo. Ele prova que não entende de números ou é um expert manipulador a serviço do poder de plantão.

Segundo, Anhaia teve dois meses para esclarecer e até se desculpar sobre este assunto. Não fez isso, continuou a cantar de galo e ignorar à transparência e explicações em favor da sua comunidade.

Terceiro, o governo finge não perceber. Entretanto, é esse tipo de comportamento que o deixa sem crédito e agora está com um certo medo das consequências.

A CELESC É A BOLA DA VEZ

Para desviar o foco da discussão dos problemas locais gerados pela pandemia e o próprio ciclone, os vereadores do bloco do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB descobriram duas fragilidades fora de Gaspar: a Celesc e o governo de Carlos Moisés da Silva, PSL.

Em parte, eles estão com a razão. Contudo, estão como o macaco: ele aponta o rabo comprido dos outros e não olha para o seu próprio rabo.

Esta suposta razão do poder de plantão em Gaspar tem um alvo certo: o PSL daqui que se ensaia ser adversário e que até ontem nem fazia cócegas.

Falta encontrar defeitos em outro alvo que cresce na cidade: o PL e o DEM. Se bem que contra o PL já se tentou como revelei anteriormente: Anhaia viu pecados no ex-vereador Rodrigo Boeing Althoff que foi ser secretário de Habitação e lá, Althoff ajudou a continuar na sua residência na Margem Esquerda sob dúvidas da Defesa Civil. Althoff diz que foi um lapso de Anhaia, pois não crê na ingratidão do atual líder do governo Kleber.

Retomo.

Santa Catarina foi surpreendida pelo “ciclone bomba”. Gaspar, também. E o principal estrago foi na rede elétrica. Vários vereadores – quase todos da bancada de Kleber - se revezaram na tribuna. Estavam indignados com dois pontos: primeiro, um canal de contato pessoal dos políticos locais à regional da Celesc; segundo, a demora para restabelecer a energia em alguns locais do município.

A Celesc deixou de ser uma entidade essencialmente política e os políticos não perceberam isso. E depois, tratou-se de um evento reconhecidamente excepcional, que terá que passar por reavaliações, pelo simples fato que ameaça ser uma possibilidade a por aqui, como são as enchentes.

Mas, ninguém se superou na contundência nas críticas ao governador Carlos Moisés e à Celesc como om líder do PP na Câmara, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato.

Como já escrevi acima, eu não tiro à razão dos vereadores e até do Melato. Antes, porém, é preciso, ter coerência para exigir dos outros aquilo que quando se estar no poder de plantão também não faz. É o caso de Kleber, seus “çábios” e do próprio Melato. Ele foi por quase três anos e meio o diretor presidente do Samae de Gaspar.

“O que podemos esperar desse desgoverno, se não fosse isso?”, acentuou Melato no seu pronunciamento. “Não existe sintonia entre os deputados estaduais, federais e senadores”, garantiu Melato para apontar o suposto isolamento político e de ações do governo do estado em relação às prioridades do estado e dos municípios catarinenses, misturando ainda, a Celesc e a Covid-19 no rol das reclamações.

E o que faz Kleber? E o que fez Melato no governo Kleber? Exatamente o mesmo que condena Melato! Com uma maioria na Câmara, Kleber a perdeu em 2018, exatamente por uma pixotada e diálogo de Melato dentro da bancada governista. Kleber ficou refém e custou caro a retomada dessa maioria no acerto feito com o PDT de Roberto Procópio de Souza.

E o que aconteceu com o Samae de Melato? Sucessivos erros estratégicos e operacionais. A lista é longa. Um deles foi dar numa CPI, a da drenagem da Rua Frei Solano e que o governo Kleber teve que fazer malabarismo. Usou o Regimento Interno da Câmara para matar no relatório final o que se apurou na CPI, onde o próprio Melato, constrangido, teve que depor.

Na mesma semana em que Melato tripudiava o governo do estado e a Celesc, o povo do Belchior Central ficava sem água por um dia. A causa? Falta de planejamento e sintonia ao tempo de Melato como presidente da autarquia com as secretarias de Planejamento Territorial, secretaria de Serviços Urbanos e a fiscalização das obras de reurbanização da Rua Bonifácio Haendchen.

O que aconteceu por falta dessa “sintonia” de Melato, mas reclamada por ele ao governo Carlos Moisés? Os registros do Samae foram tampados pelo novo asfalto. Assim, quando há um problema numa transversal, fecha-se um registro geral e o bairro fica todo sem água até o final do conserto.

Qual a solução dessa “falta de sintonia”, mais custos para todos os gasparenses. E por que? Será preciso quebrar o asfalto novo para se descobrir e destampar os registros para o uso a que eles foram colocados lá. E por que não fizeram isso na semana passada? Os políticos temeram o pau da comunidade numa obra que seque ainda não está “inaugurada” para o retorno em votos. Só isso!

Melato tem razão, mas ele padece do mesmo defeito de origem para quem ele aponta o dedo. Como é político, faz apenas som de flauta. E para que? Para permanecer no poder de plantão enganando seus ouvintes. Entretanto, eu sei diferenciar esses sons. Os eleitores e eleitoras parecem que também. Acorda, Gaspar!

Por que não regionalizar as medidas de proteção e mitigação para impedir o aumento da Covid-19 entre nós?

Afinal, não somos, em tese, metropolitanos? Blumenau, Indaial, Timbó, Pomerode e Gaspar não poderiam possuir regras comuns como Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça?

Os políticos são bichos individualistas, vaidosos e mentirosos. Quando o tiro saiu pela culatra, eles logo arrumam culpados e se limpam da culpa. Quando se saem bem nas ideias e resultados, querem ser os únicos vencedores. Detestam compartilhar as glórias deles.

Blumenau acaba de endurecer as regras da “nova” normalidade de convivência com a Covid-19. E por que? Simples: não vai ter lugar nos hospitais para os doentes e que não só são de Blumenau, mas eles vêm exportados dos vizinhos, como Gaspar, apesar de aqui se ter Hospital com leitos e equipes de UTI para tratar os pacientes com a Covid-19.

O que o prefeito Mário Hildebrandt, Podemos, decretou na noite de domingo – ou seja, se trabalha durante a crise a qualquer hora de qualquer dia?

A proibição da realização de missas e cultos em igrejas ou templos de qualquer culto, bem como de qualquer reunião presencial de cunho religioso ficam suspensas. Já as lanchonetes, food parks, cafeterias, padarias, confeitarias, bares, tabacarias, adegas e similares devem encerrar o atendimento ao público até às 20h.

O Transporte Coletivo também fica suspenso por duas semanas, a partir da próxima terça-feira, dia 14. Os serviços de transporte municipal, intermunicipal e interestadual de passageiros, público ou privado, bem como de veículos de fretamento para transporte de pessoas, exceto casos expressamente autorizados pela Seterb, também ficam suspensos pelo prazo de 14 dias. Com isso, as linhas exclusivas para os profissionais da saúde serão retomadas, garantindo o deslocamento das equipes.

Entre as novas medidas, que complementam as normas em vigor, está a proibição à circulação de idosos (mais de 60 anos) e pessoas com cardiopatias graves ou descompensadas, portadores de pneumopatias graves ou descompensadas, imunodeprimidos, doentes renais crônicos em estágio avançado, diabéticos, conforme juízo clínico e gestantes de alto risco. A liberação permanece apenas para a realização de atividades consideradas essenciais, como o desempenho de atividades laborativas, os atendimentos de saúde e a aquisição de produtos alimentícios e de saúde.

As restrições também preveem multa para os proprietários ou possuidores de imóveis residenciais onde for constatada a aglomeração na forma de reuniões, festas ou qualquer outra atividade com pessoas não residentes no domicílio.

GASPAR É UMA ILHA?

As medidas de Blumenau são duras, mas as reclamações contra o prefeito de lá, as mínimas. Ele possui liderança, é cercado de técnicos e há entidades de representações intermediando e negociando essas restrições. Já aqui....

Blumenau vai encerrar as atividades presenciais dos bares e restaurantes as 20h. Aqui, às 18h e origem do berreiro. Quem a prefeitura ouviu e ponderou? Pessoas amigas. Associações representativas e entidades de classe, nenhuma. E aí permitiu o circo. Nem mais, nem menos!

O prefeito de Blumenau que tem salário normal menor do que o de Gaspar. Ele já reduziu – e faz meses - o dele e de seus secretários. Enxugou a máquina. Deu o exemplo do sacrifício na própria carne e assim, agora, pode exigir dos outros. Aqui, o altíssimo salário de Kleber continua intacto. O que os políticos daqui pedem aos outros, não fazem contra eles próprios. Nos finais de semana, fazem política, enquanto a doença avança...

Uma carta anônima – por isso ela perde o valor - circula nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Ela é dura nessas incoerências. Nela, os autores que se dizem comerciantes, pedem a redução de 45% dos ganhos dos políticos, servidores comissionados e vereadores. E pergunto: precisava chegar a isso? Não leram a coluna? Não ouviram a cidade? Estão fechados em bolha faz tempos e nem a aproximação fez ligarem o desconfiômetro.

Se o prefeito Kleber realmente fosse um líder, ele teria feito gestos mínimos de se inserir numa proteção metropolitana. E por que? Para se auto proteger politicamente. Preferiu mais uma vez ser um garoto propaganda de algo que não conduz. Está encrencado e às vésperas das eleições. Quem são mesmos os “çabios” que orientam o prefeito Kleber Edson Wan Dall, de Gaspar? Acorda, Gaspar!

TRAPICHE

Estudantes sem voz na Justiça. Desde o dia 17 de junho está ajuizada na Comarca de Blumenau, uma Ação Civil Pública patrocinada pela União Catarinense dos Estudantes. Ela pede à Justiça a análise da redução das mensalidades nas universidades catarinenses em decorrência da falta de aulas, das aulas não presenciais, da precariedade do ensino entre outras em tempos de pandemia.

A Ação foi distribuída ao Juiz Raphael de Oliveira e Silva Borges, que já atuou na Comarca de Gaspar. Ele está de férias. E quem o substitui não quer, pelo jeito, se arriscar em algo tão complexo e que vai dar certamente questionamento e visibilidade na decisão que tomará.

Quase um mês depois, apesar da urgência e do pedido cautelar, nada foi decidido. E as obrigações dos estudantes com as universidades continuam intactas. Isto amplia incerteza e até mesmo a desistência, pois parcela ponderável teve seus ganhos afetados pela crise econômica. Um dos que assinam a Ação, é o estagiário João Pedro Sansão, de Gaspar, em associação com o advogado Flávio Busatto Paganini.

João Pedro está inconsolável. Como ainda é estagiário, mas aprovado no exame da OAB para ser advogado quando concluir o curso de Direito na Furb, terá tempo para compreender melhor o Poder Judiciário, apesar de João Pedro já ter atuado em Brasília no escritório do ex-político e ex-ministro de Dilma Vana Rousseff, PT, José Eduardo Martins Cardozo. Ou seja, não é nenhum inocente.

Causou desconforto ao PL de Gaspar, a visita que o deputado Ivan Naatz, PL, fez ao prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, sem participação do Comissão local. Ivan veio pessoalmente, para comunicar ao prefeito as verbas que liberou para a cidade, via a Assembleia Legislativa.

Vir aqui, e não informar da agenda ou levar alguém do Comissão na reunião, além de ser uma amostra de distanciamento e desprestígio com o Comissão municipal, abre flancos para “notícias” como as que circularam em aplicativos de mensagens.

Elas tinham o objetivo de enfraquecer a pré-candidatura do engenheiro, professor universitário e ex-vereador Rodrigo Boeing Althoff e foram patrocinadas pelo poder de plantão. Elas davam conta de que a cúpula do MDB de Gaspar já tinha acertado com Naatz para o PL não ter candidato por aqui.

Quem conhece Ivan Naatz sabe da incapacidade dele em liderar e trabalhar em colegiado. Questionado pelo PL local, o próprio Ivan negou que tivesse esse tipo de conversa no encontro com Kleber e desmentiu um possível pré-entendimento para que o PL desistisse da corrida majoritária e assim facilitar a vida do MDB, que ainda tenta desmanchar qualquer possibilidade de terceira via em Gaspar. O MDB quer o PT como adversário.

O PL e o DEM, cuidadosamente, deram os primeiros passos para uma eventual dobradinha à chapa majoritária nas próximas eleições em Gaspar. Por outro lado, o pré-candidato do PL, negou tenha conversado com o PSL de Sérgio Luiz Batista de Almeida, para se integrarem na chapa a prefeitura.

Será que virá a repetição dos problemas da Rua Frei Solano e que deram em CPI na Câmara de vereadores? Qual a dificuldade dos engenheiros fiscais ratificarem o que já foi feito no trecho do Anel Viário de Gaspar entre a Rua Brusque e a Avenida Francisco Mastella?

A credibilidade do Hospital de Gaspar – que ninguém quem é o dono dele -, passa necessariamente pelo uso dele, por pessoas que o defendem, mandam nele e estimulam campanhas de doações entre outras, na comunidade e no meio empresarial. Na primeira dor de barriga, essas pessoas correm para Blumenau e lá ficam atrás de soluções e cura. É o que está acontecendo com líderes e políticos acometidos de Covid-19 aqui de Gaspar.

Outra. Os atendimentos no sistema público de Gaspar para a Covid-19 precisam ter protocolos conhecidos. Circulam nas redes sociais e aplicativos de mensagens relatos que beiram ao absurdo. Isso vai comprometer a imagem, já em baixa, do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB. Parece que só – e seus “çabios” - ele que não enxerga isso.

O isolamento social é prescrição mais frequente aos infectados de Gaspar. Naturalmente, há critérios técnicos e não sou eu, totalmente leigo neste assunto, quem vai questioná-los. Mas os pacientes acometidos pelo coronavírus estão temerosos quanto à evolução da doença nesse isolamento em suas casas e à forma de acompanhamento do quadro evolutivo.

É preciso canais fáceis e seguros aos doentes para esse relacionamento à distância. É uma questão de estabilidade emocional diante de muitas dúvidas relatadas sobre o atendimento em caso de agravamento e à medicação prescrita.

E quais as principais razões das preocupações? Primeiro é pela forma como foram admitidos e testados presencialmente no sistema público de Gaspar. Segundo, pela evolução da doença e que rapidamente está tomando os leitos de UTI da região, podendo faltar na hora da necessidade. Terceiro, porque a equipe de Saúde de Gaspar não transparece confiança e liderança nas soluções.

Aliás, no caso da medicação precisa se deixar bem claro à razão da escolha de uma e não de outra, até com conotação política, baseando-se unicamente na cientificidade dos resultados delas a pacientes acometidos por Covid-19. Informação e comunicação tem sido uma das fraquezas de Gaspar neste ambiente. Natural. É uma comunicação feita para a propaganda eleitoral e não para atuar em crises.

Periquitos. Os políticos de Gaspar deram para usar máscaras com a bandeira de Gaspar. Como ao centro ela possui estampada uma listra amarela, quando na face da pessoa, a máscara dá uma conotação de um periquito a quem a usa.

Novamente estão pedindo ao Deinfra, a recuperação do trecho de dois quilômetros da Avenida Francisco Mastella. Desta vez, foi o vereador Cícero Giovane Amaro, PL. Isso prova que a requerida municipalização de quase 20 quilômetros da rodovia que vai a Brusque, insistida pelo vereador Evandro Carlos Andrietti, MDB, é algo irresponsável não só contra os que moram e possuem negócios à beira da rodovia, Óleo Grande, Barracão e Bateias, mas principalmente contra aos cofres da prefeitura de Gaspar.

Pensando bem. Há 22 anos Gaspar tem dois partidos se revezando no poder: PT e MDB. Pode ser este os desgastes dos dois principais rivais que se alimentam para 15 de novembro.

Áudio de conhecida política em Gaspar e que circula em aplicativos de mensagens ela própria diz que no ano que vem precisa trabalhar na prefeitura, pois está cansada de trabalhar presa em empresas. Ela quer lidar com o povo...Como é que é? 

Em Gaspar, os serviços concedidos pelo município quase todos estão sob improvisações. E não é de hoje no governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB.  Editais que estão sendo feitos e ainda não se transformaram em concorrência pública e publicada, passam pelo crivo dos estão explorando o serviço sobre o improviso. Pode isso, Arnaldo? Em Gaspar, tudo pode. Acorda, Gaspar!

Comentários

Herculano
16/07/2020 18:57
PF INDICIA ALCKMIN POR SUSPEITA DE CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO, por Pedro Canário, de O Antagonista.

A Polícia Federal indiciou Geraldo Alckmin, o ex-tesoureiro do PSDB Marcos Monteiro e o advogado Sebastião Eduardo Alves de Castro, ex-assessor de Alckmin, pelos crimes de caixa dois eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, eles receberam propina da Odebrecht para favorecer a empreiteira em contratos do Rodoanel e da Linha 4 do Metrô de São Paulo. As investigações fazem parte da Lava Jato e foram iniciadas a partir das delações premiadas de executivos do Grupo Odebrecht.

A PF informou que, além das delações, juntou ao inquérito documentos dos investigados, extratos bancários, gravações de ligações telefônicas e de conversas pelo Skype, além de documentos que comprovam a formação de cartel pelas empreiteiras que participaram das obras delatadas pelos executivos da Odebrecht.

O indiciamento é a parte final do relatório sobre a conclusão das investigações policiais. Agora, tudo será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral de São Paulo, que decidirá quais serão os próximos passos.

Foi também por causa de propina em contratos do Rodoanel de São Paulo que o MPF denunciou o senador José Serra (PSDB), ex-prefeito e ex-governador de São Paulo.
Herculano
16/07/2020 18:54
TRôPEGOS NO PODER

Decididamente, esta não foi uma das melhores semanas para o prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB.

Ficou evidente, mais uma vez, a incoerência dele. Impôs sacrifício à parte produtiva da população, mas vem, sistematicamente,negando-se a dar a sua contrapartida neste momento de contrição econômico em decorrência direta da pandemia.

Este é o tema da coluna Olhando a Maré e feita especialmente para a edição impressa desta sexta-feira do jornal Cruzeiro do Vale, agora em sede própria, para comemorar os 30 anos na liderança de circulação em Gaspar e Ilhota.
Herculano
16/07/2020 13:00
PRESENÇA CHINESA E RISCO DE GUERRA ENTRAM NO RADAR MILITAR DO BRASIL, por Igor Gielow, no jornal Folha de S. Paulo

Atualização da política e da estratégia de defesa pede recursos fixos para o setor

A presença da China na América do Sul, uma preocupação frequente dos Estados Unidos, entrou oficialmente no radar militar brasileiro. O risco de um confronto armado na região, também.

A atualização dos textos irmãos PDN (Política de Defesa Nacional) e END (Estratégia Nacional de Defesa), que será enviada ao Congresso no dia 22, mostra preocupação especial com os chamados "atores exóticos" no continente.

Os chineses já colocaram, segundo conta do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, US$ 180 bilhões (R$ 964 bilhões) em programas de infraestrutura de países da região - muitos no sul do continente. Aderiram ao estratégico programa chinês Iniciativa Cinturão e Rota 25 das 31 nações latino-americas.

Segundo o chefe do comando, almirante Craig Faller, a China abriu uma "armadilha econômica" para os empobrecidos países da América Latina.

Como já acontecia nas versões anteriores, a Amazônia é tratada como alvo de cobiça externa. Um documento preliminar sobre cenários para defesa até 2040, que a Folha revelou em fevereiro, mostrava que a França era vista como a maior ameaça estratégica ao país.

O país europeu está à frente de críticas à política ambiental do governo Jair Bolsonaro e faz fronteira física por meio da Guiana Francesa com a região ?"o que não a torna um "ator exótico". A diplomacia de Paris considerou a hipótese de confronto delirante.

Como documento de Estado, a dupla PND/END não nomeia ameaças, apenas apresenta objetivos e como chegar a eles com os recursos disponíveis, que são inventariados num terceiro documento em atualização, o Livro Branco de Defesa Nacional.

A primeira PND é de 1996, e teve três atualizações até 2016. A END teve edições em 2008, 2012 e 2016. O Livro Branco terá sua primeira revisão desde 2012.

Mudanças geopolíticas, portanto, são esperadas, embora nada muito radical. O desapreço do governo Bolsonaro pelas instituições multilaterais, por exemplo, não se reflete no texto: a Organização das Nações Unidas não surge como a vilã globalista pintada pelo Itamaraty atual, por exemplo.

Por outro lado, há realidades: a União das Nações Sul-Americanas e o Conselho Sul-Americano de Defesa, entidades criadas pelos governos de esquerda que dominaram o continente nos anos 2000-10, desapareceram na prática.

Logo, não são mais louvadas como fórum de integração, como na versão da PND/END vigente, como foram no passado sob governos do PT.

Segundo pessoas envolvidas na confecção do documento, que ainda está sendo revisado e não tem versão final pronta, o alinhamento do Brasil aos EUA, preconizado por Bolsonaro, não se reflete nos textos.

A posição brasileira de recusar a adesão a protocolos adicionais do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, algo que os americanos gostariam de ver assinada, deve ser mantida na atualização.

No ano passado, o Brasil virou aliado preferencial dos americanos fora do escopo da Otan (aliança militar ocidental) e assinou um importante acordo de cooperação tecnológica no setor. Mas, na prática, nada ainda aconteceu.

Além de Pequim, Moscou também chama a atenção das Forças Armadas devido a seu apoio explícito à ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela, aí no campo mais exclusivamente militar ?"como "atores exóticos", os russos não têm nada do peso econômico chinês.

Daí surge, naturalmente sem nomes, a preocupação com o país ao norte da fronteira brasileira. Antes, o documento não antevia risco de conflitos na região, mas, como mostrou nesta quinta (16) o jornal O Estado de S. Paulo, a preocupação se faz presente.

No ano passado, os EUA coordenaram com Brasil e Colômbia reações à crise venezuelana, e num dado momento os militares brasileiros tiveram de intervir para evitar as tentações do Itamaraty de se chocar com Maduro.

A tensão, contudo, permanece, apesar de o ditador ter estabilizado relativamente seu poder.

O dito entorno estratégico inclui o Atlântico Sul, área em que o Brasil mira um reforço militar com a programada construção de novas fragatas leves.

Aqui a preocupação é a mesma apontada nas versões anteriores dos documentos: negar acesso a inimigos que possam bloquear o país e monitorar comportamentos marítimos suspeitos.


O texto pede, como a Folha mostrou na semana passada, regularidade orçamentária para os programas militares -muitos deles atrelados a compromissos internacionais, como no caso do caça sueco Gripen ou dos submarinos de origem francesa Scorpène.

O Ministério da Defesa pede 2% do Produto Interno Bruto para defesa de forma fixa, como educação (18%) e saúde (15%) são entronizadas na Constituição.

Esta é a meta da Otan (aliança militar ocidental), atingida apenas por 7 dos 29 membros do grupo, o que sempre gera tensão com o sócio majoritário, os Estados Unidos.

Hoje, o país gasta cerca de 1,3% do PIB com defesa. Em 2019, dos R$ 109,9 bilhões destinados ao setor, R$ 80 bilhões foram para pagamento de pessoal, e R$ 47,7 bilhões gastos com o pessoal inativo (reserva e pensionistas). A meta vigente da Otan não inclui inativos.

O país tem o 11º orçamento militar do mundo, na métrica do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, de Londres. Mas a distorção no dispêndio faz com que se invista pouco.

O ministro Fernando Azevedo (Defesa) disse na semana passada que as três Forças estão defasadas operacionalmente, apesar dos programas em curso.

Por outro lado, o setor militar foi o que mais expandiu gastos na Esplanada dos Ministérios em 2019, além de garantir a execução de seu orçamento. A crise decorrente da pandemia coloca essa trajetória em dúvida agora.
Herculano
16/07/2020 12:29
PF PODE CONTRIBUIR PARA TIRAR MÁSCARA DA POLÍTICA, por Josias de Souza.

A entrada da Polícia Federal no caso do Facebook, já autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tornou-se inevitável e necessária. Ao desativar as redes administradas anonimamente pelo bolsonarismo, o Facebook justificou-se dizendo que as páginas, as contas e os grupos exibiam um "comportamento inautêntico coordenado". Inautêntico é falso. Coordenado pressupõe a presença de coordenadores. É preciso esclarecer quais foram as falsidades difundidas nas redes sociais e quem comanda as mãos que operam os teclados.

De acordo com o Facebook, há entre os difusores de raiva e desinformação assessores do presidente da República e dos seus filhos. Olhando-se a lista de nomes, verifica-se que Jair Bolsonaro tem um espinho no pé. Chama-se Tércio Arnaud Thomaz. É assessor especial da Presidência, tem escrivaninha no terceiro andar do Planalto, a poucos passos da sala presidencial. Apontado como braço operacional do gabinete do ódio no Planalto, recebe R$ 13,6 mil por mês.

Se ficar demonstrado que Tércio é remunerado pelo contribuinte para desperdiçar seu expediente industrializando raiva e falsidade nas redes sociais, Bolsonaro pode ter problemas. A Constituição proíbe que um presidente seja processado por eventuais delitos cometidos antes da posse. Mas os indícios de que a rede clandestina operou nos anos de 2019 e 2020 empurram a encrenca para dentro do mandato de Bolsonaro.

Na única manifestação pública que fez sobre o caso, Bolsonaro jogou Tércio para baixo do tapete. Em vez de explicar o que faz o seu assessor, preferiu omitir o nome dele e desconversar. Desafiou a imprensa a mostrar manifestações de ódio nas suas redes sociais ou nas de seus filhos. Não é disso que a Polícia Federal vai tratar. As páginas oficiais de Bolsonaro e de sua prole continuam no ar. O que se investigará é a manipulação digital anônima contra instituições, adversários e a própria sociedade, que merece uma política feita sem máscaras.
Miguel José Teixeira
16/07/2020 12:12
Senhores,

Tantas Palavras (Por José Carlos Vieira, hoje no CB)

"cheguei bem perto
do rio
mas não pesquei
dessa vez não sofri
nem eu
nem o lambari"
(Nicolas Behr)

Parodiando:

Cheguei bem perto
do rio
mas não pesquei
dessa vez
cheirei e senti
o fedor do esgoto
que corre ali e
a ausência do
lambari. . .
Miguel José Teixeira
16/07/2020 11:57
Senhores,

Quando 10 continhos é maior que 6 contos

De "zeguedé" o zédirceu nada tem. Praticou, ao longo de sua existência, toda a sorte de PaTifaria no setor público e ainda vai embolsar mensalmente, da viúva, "10 continhos"

"O Tribunal de Contas da União concedeu aposentadoria a José Dirceu. Condenado a 30 anos, 9 meses e dez dias de reclusão na Operação Lava-Jato, por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-ministro e ex-deputado federal receberá um benefício mensal de R$ 9.646,57. A análise feita pela Corte considerou o tempo de 10 anos e 10 meses que Dirceu teve de mandatos eletivos na Câmara dos Deputados para conceder a aposentadoria. O ex-parlamentar ingressou na Casa em 1991 e deixou o Legislativo federal em 2007. Além de Dirceu, foram contemplados com a aposentadoria o ex-ministro da Saúde José Saraiva Felipe e os ex-deputados federais José Mentor Guilherme de Mello Netto e José Linhares Ponte, também investigados pela Lava-Jato."

E você aí que trabalhou a vida inteira, recebeu até o famigerado "relógio comemorativo" da empresa, quanto recebe ao máximo pelo INSS?

6 contos. . .
Herculano
16/07/2020 11:30
Miguel!

Você entendeu bem. Os políticos não querem que as empresas estaduais e municipais que até agora não conseguiriam dar água e esgoto aos brasileiros, apenas empregos e gastança do dinheiro público (nossos pesados impostos), continuem assim por mais 30 anos.

E os deputados e senadores estão dispostos a ratificarem essa malandragem contra a saúde do povo, para que a saúde deles continue numa boa
Miguel José Teixeira
16/07/2020 09:43
Senhores,

O Eremildo que habita em mim

"Governo quebra acordo. Quando o novo marco legal do saneamento básico , que abre espaço para a iniciativa privada no setor, foi submetido ao plenário do Senado, em 24 de junho, costurou-se um acordo para emplacar o projeto que tramitava no Congresso havia anos. O acerto previa a aprovação do texto sem alterações, evitando, assim, seu retorno à Câmara, e o veto de trechos específicos da matéria pelo governo federal. De acordo com congressistas, na negociação , o Executivo comprometeu-se a derrubar três pontos e a manter o artigo 16, que permitia que estados e municípios renovassem contratos de programa ?" sem licitação ?" pelo prazo máximo de 30 anos. Apesar das tratativas, nesta quarta-feira, 15, o Planalto anunciou uma lista de 11 vetos, que inclui justamente o trecho que deveria ser preservado . O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, criticou a postura do governo e sugeriu que o veto será derrubado pelo parlamento. "Compromissos são feitos para serem cumpridos", disse. "Se não houve por parte do governo a eficácia do entendimento, se houve um lapso do governo, a gente tem como corrigir e dar a resposta sobre o que foi construído na sessão do Congresso", emendou." (Crusoé)

Vejamos se eu entendi:

Os "santos" do Congresso Nacional, cuja auréola é feita de cifrõe$, queriam que "estados e municípios renovassem contratos de programa (saneamento) ?" sem licitação ?" repito: SEM LICITAÇÃO, pelo prazo máximo de 30 anos?

Com a palavra os Doutos. . .
Herculano
16/07/2020 08:36
HÁ INFORMAÇõES DE QUE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DE GASPAR E QUE ESTÃO ATENDENDO O PÚBLICO, INCLUSIVE NA ÁREA DE SAÚDE, ESTÃO CONTAMINADOS

DEPOIS QUE A PREFEITURA PERDEU A CREDIBILIDADE, TUDO É POSSÍVEL, INCLUSIVE AS INVERDADES.

A MULHER DE CÉSAR NÃO BASTA SER HONESTA. NÃO ADIANTA VIR A PÚBLICO DESMENTIR. NINGUÉM MAIS ACREDITA NA PREFEITURA. A QUE PONTO CHEGAMOS!

O CERTO É A PREFEITURA PRIORITARIAMENTE FAZER TESTES COM ESTAS PESSOAS, PRINCIPALMENTE AS DA ÁREA DE SAÚDE E JOGAR ESSES EXAMES NA CARA DAS PESSOAS. ACORDA, GASPAR
Herculano
16/07/2020 08:32
MAIS UMA OBRA MAL INAUGURADA

A CRISE DA SAÚDE EM GASPAR TEM NOME SIM: KLEBER E SEUS "ÇABIOS" NO PODER DE PLANTÃO

No dia 24 de abril, com fotos, o portal Cruzeiro do Vale, anunciou que o Ginásio João dos Santos seria um centro de triagem da Covid-19, depois que um vento, desarmou aquelas lonas defronte ao Posto de Saúde Central.

De lá para cá, nada. A érea cenográfica feita para a propaganda governamental do poder de plantão em Gaspar foi esquecida.

Na semana passada a Covid-19 recrudesceu por vários motivos - principalmente os da incoerência e do desleixo - que já explicitei em vários artigos. Todos previstos.

A triagem que devia estar sendo feita no Ginásio João dos Santos, estava no posto Central.

Como aumentou o número de pessoas que acorreram para lá com sintomas, armaram tendinhas na frente da porta do Posto de Saúde para não deixar pessoas doentes e vulneráveis ao relento (sol e chuva).

Na segunda-feira da semana passada, mostrei aqui, que essas pessoas doentes e vulneráveis, estavam lá por horas afio expondo-se ainda mais à doença porque esperavam em ambiente aberto, com vento, umidade, frio e chuva.

Dez dias depois, repito, dez dias depois de impor tanto sacrifício aos gasparenses doentes,vulneráveis e temorosos com a Covid-19, o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, anunciou com pompa, que estava abrindo o posto de triagem do Ginásio João dos Santos. Meu Deus!

Ele e os seus, na propaganda enganosa que roda as redes sociais e os aplicativos de mensagens, nas entrevistas sem perguntas, estão falando em um grande feito.

Como assim? Um grande feito que só veio - com quase três meses de atraso - depois de críticas pesadas da população e porque este espaço deu voz a essa gente simples para explicitar à realidade que Kleber e os seus não enxergaram do lado da prefeitura e a cidade inteira percebia?.

Para uma cidade que em três anos e meio já teve seis titulares e interinos na pasta da Saúde,mostra claramente que Saúde não é uma prioridade do governo de Kleber, apesar dela, consumir uma barbaridade de dinheiro, muito mais do que é orçado. Acorda, Gaspar!
Herculano
16/07/2020 08:12
OS MINISTROS DO STF QUE NÃO ENGOLEM A LEI DE SEGURANÇA NACIONAL, por Renan Ramalho, de O Antagonista.

A Lei de Segurança Nacional, que passou a ser usada largamente neste ano para investigar ataques ao Supremo, Congresso, Forças Armadas e também a Jair Bolsonaro, não conta com a simpatia de vários ministros da Corte.

Dois deles manifestaram recentemente, em julgamentos, suas reservas em relação à lei editada em 1983, no fim do regime militar: Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski.

"Já passou a hora de nós superarmos a Lei de Segurança Nacional, que é de 1983, do tempo da Guerra Fria, que tem um conjunto de preceitos inclusive incompatíveis com a ordem democrática brasileira", disse Barroso durante um voto em 2016.


"Vossa Excelência tem razão. E há um aspecto importante, ao meu ver: com a superação da Carta de 69, a maior parte do fundamento constitucional da Lei de Segurança Nacional caiu por terra. Portanto, hoje certamente ela não seria recepcionada pela nova Ordem Constitucional em sua maior parte", afirmou Lewandowski em seguida.

Os ministros decidiam se um homem que assaltou um banco com granadas de uso exclusivo militar poderia ser enquadrado na lei. A jurisprudência da Corte estabelece que só podem ser processados nela quem comete crime político, definido como aquele contra o Estado.

O plenário da Corte até hoje não discutiu a fundo a Lei de Segurança Nacional e sua conformidade com a Constituição de 1988.

Neste mês, o deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) apresentou projeto para revogar a lei, que, segundo ele, "tem sido usada pelos governos de esquerda e de direita apenas para ameaçar a liberdade de expressão e adversários políticos".

Em 2002, o então ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, propôs ao Congresso a revogação junto com a inclusão, no Código Penal, de um capítulo sobre os crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Um dos trechos penaliza agentes públicos ou mesmo particulares que atentam contra o direito de manifestação, tentando impedir, mediante violência ou grave ameaça e sem justa causa, o livre e pacífico exercício do direito de manifestação.

A proposta, no entanto, nunca avançou.
Herculano
16/07/2020 08:04
COMEMORAÇÃO IDIOTA

Nas redes sociais e veículos de comunicação, vejo e leio gente ligada a direita comemorando o desastre econômico do peronismo argentino.

Algumas multinacionais, de pequeno porte e importância lá, estão preferindo trocar a Argentina pelo Brasil.

Elas estão olhando o curto prazo, principalmente. E que poderá ser duradouro, infelizmente.

1. O enfraquecimento da economia argentina é ruim para o Brasil. Há perda de um mercado consumidor importante, e aqui no nosso lado.

2. Empobrece aquele país, um contumaz caloteiro. Isso pode se tornar um problema migratório para o Brasil. Ninguém, que tinha uma inteligência mínima, pode comemorar erros e enfraquecimento de parceiros econômicos. Riqueza gera riqueza. Pobreza gera mortes, desastres...

3. Não há nada comemorar. O que acontece na Argentina é antes de tudo uma lição aos brasileiros, à Justiça, aos governantes e aos políticos daqui de uma maneira em geral. Eles fazem de tudo para complicar a vida dos cidadãos, impedindo aberturas, desburocratização e avanços tecnológicos e empregos.

4. O populismo de esquerda, é tão perigoso e danoso à sociedade quanto o populismo e as ideias de terra plana da direita. Wake up, Brazil!
Herculano
16/07/2020 07:54
CIENTISTAS INVENTAM APARELHOS E ESTUDOS CONTRA A DOENÇA E A BARBARIDADE QUE OCUPA O PODER, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

A gente que habita o universo da razão precisa contar desse outro mundo além das trevas

O Inspire, o ventilador pulmonar criado na Universidade de São Paulo, foi para o hospital: já vai ajudar a salvar 40 vidas no Incor, do Hospital das Clínicas da USP, em uma primeira fase. Foi uma iniciativa e um projeto original de engenheiros da Escola Politécnica, desenvolvido com auxílio da Faculdade de Medicina da universidade e da Marinha do Brasil, que vai fabricar os aparelhos em seu Centro Tecnológico em São Paulo. Deve custar um décimo do preço dos aparelhos comerciais.

Por esses dias, o Sirius mostrou as moléculas de uma proteína do novo coronavírus, um alvo possível para remédios contra a Covid-19.

O que é o Sirius? É o maior projeto da ciência brasileira, um acelerador de partículas (faz elétrons correrem quase à velocidade da luz dentro de um tubo de uma circunferência de mais de 500 metros de diâmetro, por exemplo). É uma espécie de imensa máquina de raios X, que permite enxergar até átomos de células em funcionamento (na verdade, o Sirius emprega vários tipos de radiação, além da "X"). Permite pesquisas muito avançadas em biologia, medicina, engenharia de materiais, química, eletrônica, agronomia, combustíveis, uma lista imensa e ainda a descobrir.

O governador João Doria (PSDB) apresentou o aparelho que será usado no Hospital das Clínicas a partir desta quinta-feira (15) - Governo do Estado de Sao Paulo
O Sirius é uma versão mais avançada, na ponta mundial, do equipamento que opera desde 1997 no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, que fica em Campinas (SP). Nesta semana, abriu inscrições para pesquisadores que queiram estudar o novo coronavírus.

E daí?

São motivos de esperança nesses dias tão sombrios. Há gente de iniciativa e inteligência a quem recorrer. Gente capaz de lidar com vacinas no Instituto Butantan ou na Fiocruz ou biólogos e médicos espalhados por tantos campi, que, aliás, não raro têm de pegar uma bicicleta para ir até um laboratório vizinho pedir emprestado um reagente em falta para terminar uma pesquisa.

Não se trata apenas de gente que inventou e desenvolveu, quase totalmente no Brasil, um laboratório como o Síncrotron, que custa centenas de milhões. Faz tempo e especialmente neste ano de calamidade, médicos e cientistas sociais de tantas áreas que estudam saúde deveriam ter sido chamados para pensar como melhorar o Sistema Único de Saúde, também um grande projeto brasileiro.

O pessoal que trabalha no SUS, alguns tarimbados de mais de 30 anos, outros profissionais de saúde e estudiosos deveriam ter sido chamados para uma comissão nacional de emergência para pensar a epidemia.

Pensar, por exemplo, como fazer com que equipes de saúde de família atendessem os contaminados, orientassem comunidades, rastreassem os outros possíveis contaminados ou mesmo distribuíssem um simples sabão, pois sabemos que até isso fez falta. Não se reuniu gente que pensasse a epidemiologia, a economia ou a sociologia da doença por aqui.

Soa ingênuo essas coisas neste momento de selvageria ainda mais exacerbada no Brasil. É um ambiente em que gente desvairada perversa ou psicologicamente perturbada de modo sinistro em geral ocupa cargos de governo; pessoas para quem as universidades estão lotadas de drogados devassos; que propagandeiam estupidez de modo sistemático, o que chamam de "guerra cultural". Gente capaz de apregoar que pais têm de espancar crianças para educá-las e que defende a opressão das mulheres, de resto com base em leituras ignorantes e desumanas de textos religiosos.

A gente que habita o universo da razão, no entanto, precisa contar desse outro mundo além das trevas. Precisa falar do Inspire, do Sirius, do SUS, pregar as boas novas.
Herculano
16/07/2020 07:48
da série: onde foi parar a cara, lenta e discriminatória Justiça brasileira e por culpa unicamente daquilo que decidem contra a lei a favor dos endinheirados e poderosos de plantão.

PARA 60% DOS BRASILEIROS, STF DECIDE POLITICAMENTE, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta quinta-feira nos jornais brasileiros

Levantamento nacional realizado pelo instituto Paraná Pesquisa apurou que a credibilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) está perto do fundo do poço: quase 60% dos brasileiros (59,9%) consideram que os ministros da Corte decidem politicamente, ignorando aspectos técnicos dos processos que julgam. O Paraná Pesquisa consultou 2.395 eleitores em 170 municípios dos 26 estados e do DF, entre 11 e 15 deste mês.

BAIXA CREDIBILIDADE

Apenas 31% dos entrevistados atribuem credibilidade técnica ou jurídica às decisões do STF, enquanto 9,1% não sabem ou não quiseram opinar.

COINCIDÊNCIA FATAL

A campo da pesquisa se deu durante os dias em que repercutiu o ataque do ministro Gilmar Mendes ao Exército, associando-o a "genocídio".

POLÊMICA NÃO AJUDOU

Especialistas em pesquisas acham que a reputação do STF está ruim mesmo, mas "a última do Gilmar" contribuiu para piorar essa situação.

HORA DE CALAR

A coluna solicitou um comentário do ministro Dias Toffoli sobre números tão desfavoráveis da pesquisa, mas o presidente do STF não respondeu.

DIRETOR DA EMBRAPA DESMENTE PÂNICO SOBRE AMAZ?"NIA

O chefe da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, desfez a fantasia de que a Amazônia "vive o pior momento da História". Miranda criticou a ameaça de boicote ao agronegócio brasileiro em razão de suposto desmatamento na região. Como um dos maiores especialistas brasileiros no assunto, o pesquisador diz que as principais commodities agrícolas são produzidas fora da Amazônia e chama os ataques de "abusivos".

NÚMEROS DE FATO

A série histórica do levantamento do Inpe sobre o desmatamento mostra que o recorde foi em 2004 (27 mil km2). Em 2019, foram 10 mil km2.

PEQUENOS PRODUTORES

Miranda explica que a agricultura na Amazônia é feita por pequenos e médios produtores, responsáveis pelo abastecimento com itens básicos.

DE QUEM É A CULPA?

Segundo o chefe da Embrapa Territorial, o Brasil falha apenas na tarefa de mostrar para o mundo as coisas como elas realmente são.

A VIDA IMPORTA

Dória é contra festas no fim do ano: "nada a comemorar", diz, diante das 18.640 mortes em São Paulo. Esquece os que sobreviveram à doença e os brasileirinhos nascidos na pandemia. Em Brasília, no Hran, hospital de referência, 61 mães infectadas têm a festejar bebês nascidos saudáveis.

ADIóS, HERMANOS

Apesar de a política econômica do atual governo ser duramente criticada, o consultor Welber Barral confirmou que muitas multinacionais decidiram trocar a Argentina peronista pelo Brasil bolsonarista.

NOME DELETADO

Falando à rádio BandNews, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), esqueceu o nome do presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia, que não honrou promessa de doar à cidade um hospital de campanha de 200 leitos: "Faço questão de esquecer nome de quem não cumpre a palavra".

NOSSO BOLSO ATACADO

O mês chegou à metade esta semana, mas os deputados federais já torraram quase R$500 mil de quem paga impostos para "ressarcimento de despesas"... na quarentena. Vale tudo, de tapioca a "consultorias".

INVENÇÃO PORTUGUESA

A imprensa portuguesa, que só falta acusar o Brasil de inventar a corrupção, chama candidamente de "saco azul" as "doações não contabilizadas" que financiaram ilegalmente campanhas eleitorais locais.

CRUEL MALANDRAGEM

Responsável pelo rompimento da barragem de Mariana (MG) que matou dezenas e liquidou o rio Doce, de 800km de extensão, decidiu cancelar o auxílio que pagava, através de uma fundação, a cerca de 20 mil atingidos pela tragédia. A AGU foi à Justiça e impediu a malandragem.

AVIANCA NÃO É AVIANCA

Ao site Diário do Poder, a OceanAir (ex-Avianca Brasil) informou que é uma empresa "totalmente independente da Avianca Holdings", da Colômbia e El Salvador. Da antiga companhia aérea, só sobrou o nome.

PENSANDO BEM...

...já passou da hora de ministros do Supremo fazerem como Bolsonaro: fechar a boca em nome da harmonia entre os Poderes.
Herculano
16/07/2020 07:28
LóGICA DO BAIXO CLERO AINDA DITA AS REGRAS DA POLÍTICA NACIONAL, por Briuno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Severino simbolizou preconceito e fisiologismo que se consagraram em Brasília

Ao encerrar seu discurso de renúncia, em setembro de 2005, Severino Cavalcanti disse que esperava ser julgado pelo povo. Ameaçado de cassação, o então presidente da Câmara negou as acusações de que recebia um "mensalinho" para autorizar o funcionamento de um restaurante na Casa e anunciou: "Voltarei".

Severino tentou retornar ao cargo no ano seguinte, mas não conseguiu se eleger. A trajetória do pernambucano, que morreu nesta quarta (15), ainda descreve algumas das relações políticas que dominam o país.

Na disputa que o levou ao comando da Câmara, Severino ganhou o apelido de "rei do baixo clero". Ele prometia aos deputados aumento de salários e mais dinheiro para que eles exercessem seus mandatos.

A candidatura ganhou corpo num lance casado entre a oposição ao governo Lula e os partidos que hoje compõem o centrão, num consórcio para derrotar o candidato do PT. Um dos entusiastas dessa jogada era o então deputado Jair Bolsonaro.

"Parabéns ao presidente Severino Cavalcanti, por quem tive o prazer e a honra de lutar incessantemente como soldado para que atingisse essa vitória", disse Bolsonaro, 13 anos antes de emergir daquele baixo clero.

O pernambucano venceu os petistas, mas sentou-se à mesa com o governo pouco depois. Ele se reuniu com Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia, e disse que Lula havia oferecido a ele uma indicação para "aquela diretoria que fura poço e acha petróleo" na Petrobras.

Os 217 dias de sua gestão foram marcados pelo fisiologismo desabrido e por declarações preconceituosas. Defendia a contratação de parentes nos gabinetes da Câmara e dizia que a união civil de pessoas do mesmo sexo era absurda.

Severino renunciou depois que um empresário afirmou que pagava ao presidente R$ 10 mil por mês pela prorrogação do contrato de um restaurante da Câmara. Na saída, o deputado disse ser vítima de perseguição por tentar acabar com os "privilégios de poucos". Quinze anos depois, ainda há Severinos em Brasília.
Herculano
15/07/2020 16:35
NOVO TESTE, INDICA QUE O PRESIDENTE JAIR MESSIAS BOLSONARO, SEM PARTIDO, CONTINUA COM COVID-19

UMA SEMANA A MAIS SEM PROVOCAÇõES
Herculano
15/07/2020 16:09
NINGUÉM TEM CULPA?

O vereador em Gaspar, Silvio Cleffi, PP, na Câmara, ao acentuar a situação crítica do Covid-19 na cidade, afirmou que a culpa não é de ninguém pelas dificuldades que os municípios, estados e países têm culpa.

Pode ser. Mas, há diferenças claras. Quem verdadeiramente se preocupou com o assunto, mitigou melhor e saiu antes da situação crítica.

O Brasil não não está sendo exemplo. Gaspar, muito menos. E não é fácil perceber quem são os culpados.

Em tempo: Cleffi é médico de postinho e cardiologista. Acorda, Gaspar!

Herculano
15/07/2020 15:33
da série: quem disse que militar é sinônimo de eficácia. É antes, sinônimo de cumpridor de ordens superiores. Mesmo as erráticas e que atendente contra a vida de gente fragilizada.

Em Gaspar não temos militares. Temos uma bagunça na Saúde com gente curiosa e cabos eleitorais. Eles não se arriscam naquilo que é técnico e necessário para a comunidade.Não querem ou não podem perder essa teta.

GESTÃO BOLZUELLO COMPLETA DOIS MESES NA SAÚDE, por Josias de Souza

Híbrido resultante da cruza do negacionismo do capitão Jair Bolsonaro com o servilismo do general Eduardo Pazuello, o flagelo representado pela gestão Bolzuello no Ministério da Saúde faz aniversário de dois meses nesta quarta-feira (15). A pasta sofreu duas transformações. Virou uma trincheira militar. E tornou-se irrelevante na administração da maior crise sanitária da história.

Sob o ortopedista Henrique Mandetta, a Saúde era chefiada por um ministro de conteúdo oposicionista. Bolsonaro pregava uma coisa, Mandetta fazia o contrário. Na curta passagem do oncologista Nelson Teich, a Saúde virou uma pasta não essencial. O presidente tomava decisões sem consultar o ministro.

Com Bolzuello, atingiu-se o estágio da perfeição insignificante. Bolsonaro decide, o paraquedista Pazuello diz "amém", governadores e prefeitos ignoram as decisões. Formou-se entre médicos e cientistas uma densa unanimidade sobre a falta que o ministério faz: sem uma coordenação nacional, o custo humano e econômico da crise sanitária é maior.

Henrique Mandetta tomou o rumo da porta de saída numa entrevista ao programa Fantástico, em 12 de abril. Nela, o ortopedista tratou Bolsonaro à moda dos acupunturistas, na base da agulhada. Disse que, na guerra contra o coronavírus, o brasileiro "não sabe se escuta o ministro da Saúde ou o presidente."

Horas antes da entrevista de Mandetta, Bolsonaro dissera numa videoconferência com religiosos: "Parece que está começando a ir embora essa questão do vírus, mas está chegando e batendo forte a questão do desemprego." Os diagnósticos positivos para o coronavírus somavam, então, 22.169. Os mortos, 1.223.

Nelson Teich durou 28 dias no cargo. Percebeu que os parafusos de sua poltrona estavam frouxos na noite do dia 11 de maio. Num instante em que o ministro defendia o isolamento social, Bolsonaro editou sem consultá-lo um decreto autorizando a retomada de três atividades "essenciais": academias de ginástica, salões de beleza e barbearias.

Foi como se o capitão decretasse que a função de ministro da Saúde tornara-se não essencial. Diante das câmeras, durante uma entrevista coletiva, Teich se deu conta de que o pior tipo de solidão é a companhia de Bolsonaro no meio de uma pandemia. Indagado sobre o decreto, viveu momentos constrangedores. Não sabia do que se tratava.

Teich deixou o governo em 15 de maio, quatro dias depois da humilhação. Os casos confirmados de coronavírus haviam chegado a 218.223. Os mortos eram contados em 14.817. O vírus que Bolsonaro imaginava, no mês anterior, que já começava a "ir embora" parecia decidido a desmentir o presidente.

Bolsonaro já havia demonstrado seu descaso pelo trabalho de Teich na semana anterior, quando marchara sobre o STF, para queixar-se de que o isolamento social estava levando CNPJs à UTI. Participaram da marcha empresários e uma penca de ministros. Até o filho Zero Um, Flávio Bolsonaro, fora levado a tiracolo pelo presidente. Não ocorrera a Bolsonaro a ideia de chamar o então ministro da Saúde.

O esquecimento de Bolsonaro era metódico. Ele excluía Teich de compromissos e decisões porque não desejava correr o risco de injetar racionalidade médica na sua conversa mole sobre "volta à normalidade".

Graças ao comportamento errático de Bolsonaro, o Brasil fez o avesso do que deveria no enfrentamento do vírus. Copiou mal o que é bom: o isolamento social. E inventou muito bem o que é ruim: a ausência de coordenação nacional na guerra sanitária. Há no país não uma, mas 27 pandemias. Cada estado lida com o vírus à sua maneira. Dentro dos estados há diferenças entre o que ocorre nas capitais e no interior.

Ironicamente, coube a Nelson Teich, o breve, fazer o diagnóstico mais preciso da "forma confusa" como o Brasil começa a flexibilizar o isolamento, como sempre apregoou Bolsonaro.

Na falta de uma coordenação central, disse o ex-ministro, "o modelo atual para liberar a economia pode acabar em inúmeras idas e vindas", num sistema em que "a mesma coisa é feita repetidas vezes na ilusão de que, em algum momento, vai funcionar. É quase a espera de um milagre."

Por enquanto, o milagre existe apenas na cabeça de Bolsonaro. "Preservamos vidas e empregos sem propagar o pânico", disse o presidente na semana passada. Para ele, "nenhum país do mundo fez como o Brasil". Hoje, decorridos dois meses da gestão Bolzuello na Saúde, o número de infectados passa de 1,9 milhão - entre eles o próprio Bolsonaro, submetido a um isolamento forçado no Alvorada. A pilha de cadáveres deve ultrapassar a marca de 75 mil nesta quarta-feira (15).

A mistura de Bolsonaro com Pazuello resultou em duas realizações: 1) A mudança do protocolo sobre a cloroquina, estendendo o uso do remédio à fase inicial da doença; e 2) A ocupação militar da pasta da Saúde, com a substituição de de 28 técnicos por especialistas em fardas e continências.

A gestão Bolzuello havia programado um terceiro grande feito. Depois de esvaziar a pasta da Saúde, limitando-a à função de calculadora de cadáveres, o governo decidira desmoralizar os cálculos. Foi como se desejasse "provar" que a única coisa que as estatísticas oficiais provam é que as estatísticas não provam nada.

O governo começou a divulgar uma versão maquiada dos dados. Por ordem do Supremo Tribunal Federal, teve de recuar. Em nova evidência da irrelevância do Ministério da Saúde, um consórcio de veículos de comunicação passou a realizar diariamente uma escrituração independente da evolução da pandemia.

Na origem da crise sanitária, Bolsonaro acorrentou-se a um negacionismo tosco. Desde então, sempre que não sabe o que dizer sobre o coronavírus e as mortes que ele produz em escala industrial, o presidente recorre a duas ideias fixas: a volta à "normalidade" e os efeitos milagrosos da cloroquina.

O presidente se comporta como um sujeito que bate com a cabeça na parede, na expectativa de que a qualquer momento a parede vai se transformar numa porta. Por ora, Bolsonaro produziu apenas alucinações. O general Pazuello é parte do delírio do presidente.

Empurrado por Bolsonaro para dentro da engrenagem da Saúde como número 2 de Teich, o general virou um dos ministros interinos mais longevos da história da Esplanada. Inoculou nas Forças Armadas o vírus do constrangimento. A cúpula militar não canta "parabéns." Prefere entoar "está chegando a hora". Ou Pazuello vira ex-ministro rapidamente (Bolsonaro não tem pressa) ou será pressionado a passar do serviço militar ativo para a reserva (Pazuello não cogita apressar o passo). Nem os militares conseguem digerir a gestão Bolzuello.
Herculano
15/07/2020 12:28
ESTE É O TAMANHO DA INCÚRIA DO GOVERNO KLEBER EDSON WAN DALL, MDB, EM GASPAR.

Qual era a manchete do portal Cruzeiro do Vale, no dia 27 de abril, com foto e tudo?

Ginásio João dos Santos é preparado para ser centro de triagem do coronavírus

Quase dois meses e meio depois, finalmente Kleber o reativou.

E fez isso só depois que armou uma tenda no posto do Centro e deixou doentes e vulneráveis por longo tempo sob frio, umidade, chuva, vento e gente muito próximas entre elas.

E fez isso, só depois que esse assunto foi manchete aqui, e as imagens e reclamações da dura realidade sonegada pelas autoridades locais, percorrerem as redes sociais e aplicativos de mensagens.

Afinal, quem mesmo exagera? É isso área técnicas serem tocadas por curiosos, gente pendurada por favores políticos ou por cabos eleitorais.

É ou não uma vergonha? Acorda, Gaspar!
Herculano
15/07/2020 09:56
da série: decididamente, a Justiça no Brasil não é para pobres, pretos e putas.

TOFFOLI LIBERA GEDDEL PARA PRISÃO DOMICILIAR COM TORNEZELERA ELETRôNICA

Presidente do STF considerou que ex-ministro está no grupo de risco de contrair Covid-19

Conteúdo das agências de Notícias. Texto do Diário do Poder. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu prisão domiciliar ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, condenado a mais de 14 anos de prisão por roubar dinheiro público.

Toffoli determinou inclusive urgência nas providências de soltura do ex-ministro, também ex-deputado federal, em razão do risco de contágio de coronavírus.A defesa de Ged utilizava em Salvador - del apresentou um teste positivo para Covid-19 do presidiário, que não foi confirmado pela contraprova, mas o presidente do STF considerou que Geddel faz parte do grupo de risco.

Acabou a mamata da OMS
A centenária cultura brasileira de levar vantagem
Geddel Vieira Lima foi preso e processado no curso de investigação que flagrou e um apartamento que ele havia alugado, em Salvador, diversas malas que somavam R$51 milhões em dinheiro vivo
Herculano
15/07/2020 09:46
ALA IDEOLóGICA TENTA EXPLORAR CRISE DOS MILITARES PARA RECUPERAR PODER, por Bruno Boghossian

Olavistas usam embate com Gilmar para convencer Bolsonaro a retomar guerra institucional

Antes de provocar alvoroço na caserna, Gilmar Mendes já havia usado o termo "genocídio" três vezes para se referir ao desempenho do governo na crise do coronavírus. Em junho, depois que Jair Bolsonaro ordenou uma maquiagem nas estatísticas, o ministro disse que a manobra não eliminaria a responsabilidade do presidente pelo morticínio.

Naqueles episódios, não se ouviu ranger de dentes ou toque de corneta nos quartéis. Os militares só reagiram agora, quando Gilmar disse que o Exército estava associado ao desastre na saúde. A ideia era proteger as Forças Armadas das críticas, mas os comandantes acabaram passando um recibo definitivo sobre seus vínculos com o presidente.


A resposta dos militares e a decisão de acionar a Procuradoria-Geral da República contra o ministro do Supremo amarram ainda mais esse grupo aos resultados e fracassos do governo. Embora a saída do general que comanda o Ministério da Saúde tenha entrado em pauta, é tarde para dizer que os fardados não fazem parte dessa engrenagem.

Ao reforçar a integração entre os militares e o bolsonarismo, as críticas de Gilmar acabaram despertando a adormecida ala ideológica do governo. Abalado pelas investigações que cercam o Palácio do Planalto, o grupo que fornece ao presidente sua doutrina ultraconservadora voltou a se movimentar para recuperar influência no centro do poder.

Partiu de um dos formuladores desse núcleo, nesta terça (14), um diagnóstico sobre a sustentação do governo. Filipe Martins, assessor da Presidência, reconheceu nas redes o enfraquecimento dos olavistas, descreveu as críticas aos militares como um projeto do establishment político e afirmou ser necessário "resgatar e proteger" o núcleo ideológico.

Trata-se de um apelo para que Bolsonaro retome sua guerra institucional. É, ainda, uma reação aos generais que afiançaram uma aproximação com os demais Poderes e convenceram o presidente a camuflar seu radicalismo com um discurso aparentemente mais moderado.
Herculano
15/07/2020 09:40
GOVERNO VAI DEMITIR SERVIDOR QUE FRAUDOU AUXÍLIO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta quarta-feira no jornal Folha de S. Paulo

Após constatar que impressionantes 396.316 servidores fraudaram o auxílio emergencial de R$600 pagos pelo governo a pessoas pobres, o próximo passo do governo, por meio da Controladoria Geral da União (CGU) será "separar o joio do trigo" para depois "literalmente, cortar cabeças", segundo o ministro Wagner Rosário afirmou à coluna. Serão poupados só aqueles cujos nomes e CPFs foram usados por golpistas.

NO BANCO DOS RÉUS

Servidores que embolsaram os R$600 serão demitidos a bem do serviço público e responderão por crimes como peculato e falsidade ideológica.

AFANO MILIONÁRIO

Entre os 396.316 agentes públicos que afanaram quase R$280 milhões (exatos R$279.674.400,00) estão 17.551 militares da União.

QUE VERGONHA

A CGU também identificou um total de 7.236 servidores federais, mas a grande maioria (371.529 servidores) está no DF, estados e municípios.

ESTÃO NA MIRA

O ministro-chefe da CGU afirmou que tem como identificar os servidores que cometeram fraude para se apropriar do dinheiro público do auxílio.

GASOLINA ADULTERADA PõE 12 MIL AERONAVES EM RISCO

As crescentes denúncias de graves problemas decorrentes da gasolina de aviação (AVGAS), que passou a ser importada desde 2018, ligou o alerta na Associação de Pilotos e Proprietários e Aeronaves (AOPA). De acordo com boletim da ANAC, há relatos de problemas como a corrosão de peças em aeronaves abastecidas em 45 aeródromos, mas o Brasil tem hoje cerca de 12 mil aeronaves que usam esse tipo de combustível.

PERIGO TEM NOME

As denúncias começaram quando oficinas identificaram teor de chumbo maior que o normal no combustível e acúmulo excessivo em peças.

JÁ SÃO 73 INCIDENTES

AOPA e ANAC criaram juntas um formulário para relatos de problemas pelos pilotos. Desde 4 de junho foram 73 incidentes relativos ao AVGAS.

SEM PROBLEMAS

O problema envolvendo o AVGAS importado em nada afeta o transporte de passageiros, já que os aviões maiores utilizam querosene de aviação.

QUE VERGONHA, ANS

O Ministério Público Federal já não precisa de pretexto para investigar as relações dos planos de saúde com a "agência reguladora" ANS. Outra vez, a agência agiu a serviço dos planos recorrendo à Justiça para desobriga-los de custear testes de Covid dos segurados. Que vergonha.

CAVALO PARAGUAIO

Eterno candidato à prefeitura do Recife, o deputado Daniel Coelho (Cida-PE) vai para a terceira disputa consecutiva. Na primeira, em 2012, teve 27,6% dos votos, em 2016 caiu para 18,5%, agora flerta com os 10%.

DEM DE MAIA REAGE

PEC do senador Marcos Rogério (RO), do DEM de Rodrigo Maia, cria "instrumentos de controle de excessos" da Justiça: autoriza o Congresso a sustar decisões judiciais. A PEC é endossada por 27 senadores.

É TORTURA?

Dorinha Rezende (DEM-TO) quer aumentar em 50% o tempo de rádio e TV de propagandas eleitorais este ano. Atualmente, cada propaganda tem 10 minutos. Ela quer 15, mais 100 minutos diários. Valha-nos, Deus.

CHÁ DE SUMIÇO

Servidores notam a ausência de Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, desde a operação Medida por Medida, da Polícia Federal, na sua terra natal, Macapá. Já deixou de presidir três sessões.

SOMOS BONS PAGADORES

Entre janeiro e maio, aumentou só 0,5 ponto percentual a inadimplência de pessoa física, segundo o Instituição Fiscal Independente (IFI). Ainda assim, a inadimplência é menor em 2020 que na crise de 2015 a 2017.

SEM CHANCE DE DAR CERTO

Além do projeto do Senado de suposto "combate" fake news, há mais de 50 projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados que tratam do mesmo assunto. Todos flertando com limites à liberdade de expressão.

DENTRO DA EXPECTATIVA

Segundo o Relatório de Acompanhamento Fiscal de julho do Instituto Independente Fiscal do Senado, a expectativa é de que o Produto Interno Bruto brasileiro retraia 6,5% em 2020, após a crise da pandemia.

PENSANDO BEM...

...em breve vão faltar palavras para subir o tom entre o STF e o governo.
Herculano
15/07/2020 09:22
PARTIDO DE BOLSONARO CONSEGUE APENAS 3,2% DE ASSINATURAS PARA SER CRIADO

Em nove meses de campanha, organizadores do Aliança pelo Brasil conseguiram quase 16 mil assinaturas consideradas válidas, 3,2% daquilo que é necessário para concretizar a agremiação. Dirigentes da legenda contestam razões apresentadas pelo TSE


Conteúdo do jornal Correio Braziliense. Texto de Augusto Fernandes. Em processo de formação desde novembro do ano passado, o Aliança pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro pretende criar, está longe de cumprir um dos requisitos mais importantes para ser registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Precisando do apoiamento de, ao menos, 492 mil eleitores para funcionar efetivamente como agremiação partidária, em nove meses de campanha os organizadores da legenda só recolheram 15.762 assinaturas consideradas válidas. Ou seja, 3,2% do total necessário.

Por enquanto, a quantidade de fichas de apoiamento à fundação da sigla aceitas pelo TSE é menor do que o registro de apoios classificados como não aptos pela Corte eleitoral. Segundo análise da Seção de Gerenciamento de Dados Partidários do Tribunal, 25.386 assinaturas foram rejeitadas - há 26 razões diferentes que impediram a confirmação das rubricas.

No momento, o TSE está processando outras 98.873 assinaturas. De acordo com a Corte, esses apoiamentos "estão em outras fases anteriores ao momento da verificação de sua validade". No total, o órgão diz ter recebido 139.955 fichas de apoio.

Prazos
Bolsonaro esperava o registro do Aliança no Tribunal até abril passado, o que daria o direito de a sigla concorrer nas eleições municipais. Como isso não aconteceu, o foco é regularizar a situação do partido para 2022. Os organizadores da legenda, portanto, terão de agilizar a coleta de assinaturas válidas, sobretudo porque a legislação eleitoral estabelece que cada apoiamento tem validade de dois anos - as primeiras fichas começam a expirar em dezembro do ano que vem.Continua depois da publicidade

Os líderes do partido acreditam que a pandemia do novo coronavírus atrapalhou a coleta de assinaturas. E garantem que registraram pelo menos 300 mil documentos válidos.

O empresário Luís Felipe Belmonte, um dos vice-presidentes do Aliança, diz que o partido mapeou apenas três situações em que isso ocorreu, e não 44.

"Nós tínhamos informações de três casos. Fomos apurar e o primeiro eleitor que localizamos tinha morrido depois de firmar a assinatura. Ou seja, não se pode invalidar um documento que a pessoa assinou ainda em vida. De todo modo, não fomos intimados pelo TSE para fazer um pronunciamento sobre cada um desses casos", explicou.

Ex-ministro do TSE e secretário-geral do Aliança, Admar Gonzaga reforçou que as informações de óbito constatadas pela Corte podem ser de eleitores que morreram depois de assinar a ficha de apoio ao partido. Entretanto, salientou que o "mais provável é que esteja ocorrendo o mesmo que já visto na constituição de outros partidos, ou seja, gente de má-fé infiltrada para gerar notícias desabonadoras".

Gonzaga ainda duvidou das razões apresentadas pelo TSE para não aceitar as assinaturas, porque, segundo ele, o próprio Aliança faz um filtro das fichas apresentadas. "Mesmo que houvesse uma improvável burla, os servidores dos Cartórios Eleitorais detectariam facilmente a falta de semelhança das assinaturas", destacou.

Motivos para rejeitar assinaturas*

? Eleitor filiado a outro partido 18.112
? UF divergente da informada no Cadastro Eleitoral 3.352
? Apoiamento já registrado 1.284
? Assinatura divergente 941
? Eleitor cancelado 756
? Informações incompletas do coletor de assinatura 552
? Ficha de apoiamento não apresentada 340
? Nome do eleitor divergente 236
? Eleitor suspenso 175
? Ficha de apoiamento sem o nome de quem colheu a assinatura 164
? Eleitor inexistente 150
? Eleitor falecido 44
? Informações do eleitor não encontradas ou insuficientes para validação 37
? Zona eleitoral do eleitor incorreta 32
? Ausência da via original da ficha de apoiamento 29
? Informação sobre alfabetização do eleitor divergente 26
? Título de eleitor divergente 24
? Ficha de apoiamento sem assinatura do eleitor 22
? Eleitor não vota há muito tempo e/ou não fez o recadastramento biométrico 21
? Número da zona divergente 19
? Ausência de Requerimento de Alistamento Eleitoral e de caderno de votação com a assinatura do eleitor 18
? Eleitor não vota há muito tempo 8
? Título de eleitor inválido 4
? Data do apoio não informada na ficha de apoiamento 3
? Eleitor não liberado 3
? Eleitor de outra UF 1


* Um apoiamento pode ser rejeitado por mais de um motivo
Fonte: TSE
Herculano
15/07/2020 09:16
O PSL DE GASPAR COMEMORA A APROXIMAÇÃO DE BOLSONARO

O Aliança pelo Brasil não decolou. No Brasil todo, apenas 14 mil assinaturas foram reconhecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Faltam então, quase tudo. Na verdade, faltou ação de verdade dos bolsonaristas.

O presidente Jair Messias Bolsonaro, antes do tempo, e orientado pelo instinto selvagem dele próprio, chutou o pau da barraca e saiu do PSL, provocou todo o tipo de conusão via seus filhos e aliados fervorosos, achando que o Aliança seria o partido dele e nasceria da noite para o dia.

Nesta eleição municipal, os Bolsonaros estão sem partido para chamar de "seu" e aglutinar seus simpatizantes; alguns deles, presos no próprio PSL.

Os bolsonaros estão ensaiando uma esperta e rápida reaproximação com o PSL, que não se desidratou com a saída dos Bolsonaros, como previam.

A reaproximação tem vários objetivos:

1. Habilitar os bolsonaristas que estão congelados no PSL para que eles tenham participação ativa no partido durante a eleição e provoquem mais confusões, divisões...

2. Garantir eleições e a seguida desidratação do PSL depois das eleições, quando terão tempo para formar o Aliança pelo Brasil.

E tem gente comemorando no PSL esta armadilha onde estão se metendo de novo. Os adversários agradecem
Herculano
15/07/2020 09:06
BLOQUEADO POR CARLOS EDUARDO BOLSONARO, PSL

Cada coisa, o economista, jornalista e blogueiro reconhecidamente conservador, Rodrigo Constantino, não foi pupado da ditadura de escolhas da família Bolsonaro.

Nesse ambiente de "verdades", ele foi bloqueado pelo nada menos e nada mais por um dos seus novos gurus, o deputado paulista, Eduardo Bolsonaro, PSL.

Está inconformado.

Hoje num texto, no qual, chama Eduardo de "chefe" no twitter suplica o desbloqueio da conta dele:

Poxa, que coisa mais estranha! Meu "chefe" e ainda estou bloqueado! Rolando de rir no chão

Deputado, libera o block aí, e aproveita e pede desculpas em público por ter afirmado algo FALSO sobre meu passado, por favor...
Herculano
15/07/2020 08:56
CRESCE QUEM NO ANO QUE VEM?, por Carlos Brickmann

O presidente Bolsonaro vive sua pior hora: menosprezou a pandemia, fez pouco das mortes ("todo mundo morre", "não sou coveiro", "e daí?), achou que lotando o Ministério da Saúde de pessoas alheias aos problemas da área provaria que hidroxicloroquina curaria qualquer moléstia, desafiou os outros poderes e teve de engoli-los, posou de Super-Homem quando era Clark Kent. Enfrenta problemas que atingem gente próxima e ameaçam seus filhos. Sua política ambiental tende a gerar represálias internacionais. Levou pancada até do Facebook e do Twitter. O partido que quer organizar não anda. Vai mal na pesquisa, longe dos dias em que quase ganhou no primeiro turno.

Mas estamos em 2020 e a eleição presidencial, a única coisa que parece interessá-lo, é em 2022. Um dia a pandemia se acaba. O noticiário mostrará um imenso crescimento econômico, com grande ampliação do número de empregos (tudo verdadeiro: saindo do fundo do poço, cada metro vale muito, embora estejamos ainda longe da altura de onde caímos). E, principalmente, o Governo terá percebido a força eleitoral do atendimento direto aos mais pobres, com algo semelhante ao coronavoucher. Não devemos esquecer que o ministro Paulo Guedes é discípulo das ideias de Milton Friedman, o criador do Imposto de Renda Negativo. Algo do tipo "quem tem, paga; quem não tem, recebe". Bolsa Família é bagatela perto disso.

Se conseguir deixar de provocar crises diárias, Bolsonaro pode crescer.

MAS...

O presidente tem um jeito bem pessoal de enfrentar problemas: ele os nega. O Covid é "uma gripezinha", o desmatamento-recorde na Amazônia é prova de que nunca se desmatou tão pouco. E, se os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Inpe, confirmam o recorde, demite seus chefes. No ano passado, demitiu o diretor do Inpe, Ricardo Galvão, e nomeou o interino que está lá até hoje; agora, demitiu a coordenadora dos programas de alerta sobre desmatamento, Lúbia Vinhas. O vice-presidente Mourão admite o desmatamento e promete reduzi-lo. Mourão, com Paulo Guedes, Roberto Campos Neto e Tereza Cristina, tenta acalmar investidores brasileiros e europeus, garantindo que as exportações saem de terras legais, sem "grilos". Guedes levou essa garantia à reunião da OCDE, que reúne boa parte dos países que importam alimentos do Brasil e pensam em boicote.

... HÁ CRISES NO HORIZONTE

É provável que o duelo entre o Ministério da Defesa e o ministro Gilmar Mendes, do STF, esfrie: a turma do deixa-disso já entrou em ação, o ministro já representou à Procuradoria-Geral da República, e talvez, após mostrar que aceitou o desafio, não faça pressão para que a coisa ande. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, tem ótimas relações com o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, que trabalhou com ele no Supremo. As outras crises, referentes a inquéritos sobre notícias falsas e dinheiro ilegal para gerá-las, têm mais potencial de gerar problemas.

SUGESTÃO

O vice Mourão, em entrevista, disse que a criação de um imposto sobre transações financeiras terá de ser discutida. Esse tipo de imposto já causou a derrubada de um secretário da Receita, Marcos Cintra, por ordem direta do presidente Bolsonaro. A ideia terá dificuldades para passar no Congresso, mas é defendida também pelo superministro da Economia, Paulo Guedes.

BOA NOTÍCIA

O Instituto Butantan, de São Paulo, iniciou ontem o recrutamento de nove mil voluntários, todos profissionais de saúde, para a última fase de testes da vacina contra o coronavírus desenvolvida pelos chineses do Sinovac Biotech e o próprio Butantan. Os testes ocorrerão em vários Estados brasileiros. O link para seleção dos voluntários é www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/vacina

LAVA JATO NO CENTRÃO

A Operação Lava Jato de São Paulo promoveu busca e apreensão em imóveis ligados ao deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, dirigente do Partido Solidariedade e integrante do Centrão, bloco de parlamentares que apoia Bolsonaro. De acordo com nota da Polícia Federal, diversas operações financeiras do parlamentar indicam a possibilidade de lavagem de dinheiro. Há pouco mais de um mês, Paulinho foi condenado no STF a dez anos de prisão, por crime de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ainda há possibilidade de recurso, no próprio Supremo.

UM OU OUTRO

Comenta-se que o primeiro-ministro de Singapura, Lee Kwan Yew, disse que tinha dois caminhos possíveis como dirigente da nação: corromper-se, enriquecer a família e nada deixar à população, ou transformar o país numa potência econômica em que todos seriam mais prósperos. Escolheu a segunda opção. Muitos políticos brasileiros, como Lee Kwan Yew tinha já escolhido esse lugar, acharam que não havia saída exceto escolher o outro.
Herculano
15/07/2020 08:49
FALA DE GILMAR MENDES PODE SER USADA PARA ALIMENTAR UMA CRISE, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Crises fazem parte da vida, golpes precisam de golpistas

Em abril do ano passado, quando era ostensiva a participação de militares na administração civil de Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão disse o seguinte: "Se nosso governo falhar, errar demais, não entregar o que está prometendo, essa conta irá para as Forças Armadas, daí a nossa extrema preocupação".

Entregar o que prometia, o capitão sabe que não entregará. A pandemia e suas superstições confirmaram sua previsão de março: "Se acabar a economia, acaba qualquer governo. Acaba o meu governo".

Mourão acredita que o ministro Gilmar Mendes "forçou a barra" quando disse que, com a conduta do governo diante da pandemia "o Exército está se associando a esse genocídio". Gilmar tem uma queda pelo exagero. Se tivesse dito que o Exército está sendo associado a uma ruína, o vice-presidente não poderia se queixar, pois estaria seguindo o raciocínio que ele enunciou há um ano.

O Ministério da Saúde não tem titular. O general Eduardo Pazuello é um interino e na sua equipe há 24 militares. Com suas certezas epidemiológicas, Bolsonaro jogou-os na fogueira. Nelson Teich, paisano, foi-se embora.

Pinçado, o trecho da fala de Gilmar foi repelido pelo ministro da Defesa e pelos comandantes da Marinha, do Exército e da Força Aérea: "Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana".

Se o caso ficasse nisso, seriam salvas trocadas, mas o Ministério da Defesa informa que representará contra Gilmar Mendes junto à Procuradoria-Geral da República.

Foi assim que nasceu o Ato Institucional nº 5.

Uma conspiração palaciana manipulou um discurso (irrelevante) do deputado Márcio Moreira Alves para que o governo pedisse licença à Câmara para processá-lo. No dia 12 de dezembro de 1968 o plenário negou o pedido e no dia seguinte o marechal Costa e Silva baixou o ato. Foram dez anos de ditadura escancarada, torturas e extermínio. No Ministério da Justiça estava um tatarana. A cabeça militar dessa urdidura foi a de um general miúdo, conspirador incorrigível. Jayme Portella de Mello foi para escanteio anos depois, sem ter conseguido a quarta estrela.

Como a manobra de 1968 deu certo, ela foi reciclada sete anos depois.

Num discurso, o senador Leite Chaves protestou pelo assassinato do jornalista Vladimir Herzog: "Hitler, quando desejava praticar atos tão ignominiosos como os que estamos presenciando, não se utilizava do Exército, mas sim das forças da SS."

O ministro Sylvio Frota foi ao presidente Ernesto Geisel e, supondo falar em nome do Alto Comando, exigiu a cassação do senador. (O AI-5 estava em vigor.)

Quando Frota entrou no gabinete de Geisel, esta foi a cena, nas suas palavras: "Merda! Merda! Vocês querem criar um problema! Eu não quero ser ditador! A ser ditador, que seja um de vocês!".

Frota miou, propôs uma representação contra Leite Chaves e nem isso conseguiu.

Com a ajuda do senador Petrônio Portella, um marquês do Império a serviço da República, capaz de tirar a meia sem tocar no sapato, o episódio foi diluído.

As duas semanas de recesso do Judiciário permitem que se jogue água nas cabeças quentes. Mesmo assim, a fala de Gilmar pode ser usada para alimentar uma crise. Para isso os golpistas precisam dizer que o que eles querem é uma ditadura.
Herculano
15/07/2020 08:30
Bom dia, gasparenses e ilhotenses.

Neste frio de 11 graus, aos menos os com sintomas da Covid-19, em Gaspar, depois de dois meses sem alguma ação concreta em relação do anúncio político da triagem sob o ginásio João dos Santos, na Rua Itajaí, finalmente. pelo menos podem estar num abrigo das do frio, umidade, chuva, trovoadas, vento e com espaço à espera de um teste

Inacreditável como os políticos no poder de plantão tratam os gasparenses doentes e vulneráveis, há anos neste governo. Acorda, Gaspar!
Samae
14/07/2020 22:16
Reunião tensa hoje a tarde no SAMAE de Gaspar, ânimos exaltados,servidores cobrando do secretário Cleverton providências urgentes pela falar de comando, providencias sobre lixo e descaso com pessoal da externa, toda área externa exposta,uma bagunça geral
Herculano
14/07/2020 15:10
HÁ MAIOR PROVA DO BATE-CABEÇA NA ÁREA DA SAÚDE DE GASPAR E LIDERANÇA NO GOVERNO DE KLEBER EDSON WAN DALL, MDB, DO QUE NESTA MANCHETE?

GASPAR ATIVA CENTRO DE TRIAGEM NO GINÁSIO JOÃO DOS SANTOS, DIZ O TARDIO PRESS RELEASE DA PREFEITURA

Muito bem. Primeiro esta manchete é velha. Muito velha. E foi só uma das muitas marolas do governo de plantão fez nesta área.

E por que foi abandonada? Muitas razões, mas entre elas está a de que o pior da Covid-19 já tinha passado (?), de que era preciso economizar grana (e logo com Saúde?); de que o ginásio estava na verdade precisando antes de reformas (?) e principalmente na sua infraestrutura como a parte elétrica, sanitária e até a necessidade de se eliminar as goteiras que se têm nele (?). Ou seja, mais uma vez o básico....

E por que a ideia voltou hoje como uma grande novidade, como se ninguém em Gaspar tivesse memória?

Porque os números da Covid-19 pioraram por aqui como não se vê em outros lugares. Ou seja, não houve outra alternativa.

Porque as tendas que abrigavam os com sintomada da Covid-19 para triagem e testes no posto do Centro, como denunciei aqui, estavam ampliando o problema ( pelo frio, umidade, vento e aproximação entre os possíveis infectados a que estava expostos). Resumindo: o local estava sendo um lugar de transmissão e não, propriamente, de acolhimento e início do tratamento.

E o prefeito Kleber esteve lá no posto do Centro. Viu as tendas.

Os entendidos em saúde estavam lá.

Contudo, só depois que fotos e reclamações percorreram esta coluna, as redes sociais e aplicativos de mensagens é que Kleber, com os seus "çabios, se mexeu e anunciou a "novidade".

Ele, seus "çabios" e a área de comunicação acham que estão sendo os salvadores de todos, mesmo provado que falhou. E como! E nas entrevistas nas rádios, onde foi, nenhuma pergunta sobre esse vai-e-vem do bate-cabeça. Acorda, Gaspar!
Miguel José Teixeira
14/07/2020 11:44
Senhores,

Ponto de ebulição

"Luciano Bivar, sobre relação do PSL com o governo Bolsonaro: "Não vamos ser cooptados"
(fonte: O Antogonista)

Em politiquês i$$o $ignifica que a barganha ainda não atingiu seu ápice.
Herculano
14/07/2020 10:49
da série: não só militares são recrutados para executar políticas ineficazes à população em áreas de conhecimento específico, mas cabos eleitorais, amigos e curiosos próximos ao poder de plantão, como acontece e se demonstra em Gaspar e Ilhota.

MILITARES FORA RECRUTADOS PARA FORMULAR E EXECUTAR POLÍTICA INEFICAZ NA SAÚDE, DIZ GILMAR MENDES

Conteúdo de O Antagonista.Em nota divulgada hoje, o ministro Gilmar Mendes disse que não atingiu a honra das Forças Armadas. Mas reiterou sua crítica ao recrutamento de militares "para a formulação e execução de uma política de saúde que não tem se mostrado eficaz" para combater a pandemia de Covid-19.

Durante live transmitida pelo YouTube no sábado (11/6), o ministro disse que "o Exército está se associando a um genocídio" ao integrar o Ministério da Saúde. Em resposta, o Ministério da Defesa chamou a declaração de Gilmar de "infundada, irresponsável e, sobretudo, leviana" e disse que vai acionar a PGR contra o ministro.

Na nota de hoje, Gilmar Mendes disse que é preciso fazer "uma interpretação cautelosa do momento atual". Segundo ele, as Forças Armadas estão sendo chamadas a "cumprir missão avessa ao seu importante papel enquanto instituição permanente de Estado".

"A substituição de técnicos por militares nos postos-chave do Ministério da Saúde deixa de ser um apelo à excepcionalidade e extrapola a missão institucional das Forças Armadas", disse.

Leia a nota:

Ao tempo em que reafirmo o respeito às Forças Armadas brasileiras, conclamo que se faça uma interpretação cautelosa do momento atual. Vivemos um ponto de inflexão na nossa história republicana em que, além do espírito de solidariedade, devemos nos cercar de um juízo crítico sobre o papel atribuído às instituições de Estado no enfrentamento da maior crise sanitária e social do nosso tempo.

Em manifestação recente, destaquei que as Forças Armadas estão, ainda que involuntariamente, sendo chamadas a cumprir missão avessa ao seu importante papel enquanto instituição ente de Estado.

Nenhum analista atento da situação atual do Brasil teria como deixar de se preocupar com o rumo das nossas políticas públicas de saúde. Estamos vivendo uma crise aguda no número de mortes pela COVID-19, que já somam mais de 72 mil. Em um contexto como esse, a substituição de técnicos por militares nos postos-chave do Ministério da Saúde deixa de ser um apelo à excepcionalidade e extrapola a missão institucional das Forças Armadas.

Reforço, mais uma vez, que não atingi a honra do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica. Aliás, as duas últimas nem sequer foram por mim mencionadas. Apenas refutei e novamente refuto a decisão de se recrutarem militares para a formulação e execução de uma política de saúde que não tem se mostrado eficaz para evitar a morte de milhares de brasileiros.
Miguel José Teixeira
14/07/2020 10:39
Senhores,

Revisitando o pesadelo da noite de 31 de março de 1964, que perdurou por 20 anos:

"...pior que militares no governo são os militantes infestando as instituições."

(CH em coluna replicada abaixo)
Herculano
14/07/2020 10:26
da série: para os políticos de Gaspar e Ilhota lerem este texto simples, óbvio e curto, se conseguirem. E se conseguirem passar do terceiro parágrafo, entenderem o que está se passando no mundo, pré e pós pandemia.


ONDE VOCÊ ESTAVA NA CRISE?, por Nizan Guanaes, publicitário, no jornal Folha de S. Paulo

Eu nunca esqueci de quem investiu em mim quando eu não era nada

O digital é um dos grandes vencedores da pandemia. Não porque ele tenha se reinventado, dado um grande salto, redescoberto a pólvora. O digital já estava aqui, pronto para este momento. E entregou muito mais do que esperávamos.

O trabalho, a educação, a arte e até o amor ficaram digitais. Tenho jantado direto com meu filho, e ele mora em Nova York. Combinamos o jantar, definimos o menu e compartilhamos o prato e a vida no horário marcado, cada um na sua tela. Podíamos fazer isso há anos, a tecnologia já existia. O que mudou foram as circunstâncias. Então não é a tecnologia, é o que fazemos com ela. O vetor não é o digital, é a gente.

Já foi dito que o mal não traz somente o mal e o bem não traz somente o bem. As crises são muito custosas para serem desperdiçadas. Muitas pessoas e empresas estão mudando por absoluta necessidade. E isso é bom para elas.

A pandemia é terrível, mas pode fortalecer. Neste momento, todas as estruturas doentes são grupos de risco para qualquer organização. É preciso cortar o que já não funcionava, mas era tolerado por razões que a própria razão desconhece. É hora de tomar medidas duras e restabelecer o espírito do fundador por trás de cada negócio. É hora de parar e fazer a seguinte análise: as pessoas ainda estão querendo o que tenho para oferecer? Se não, o que posso fazer diferente?

Boa parte das empresas vai paulatinamente se afastando do espírito fundador e se torna especialista em reunião e PowerPoint. A Apple se afastou tanto do espírito de Steve Jobs que chegou a afastar o próprio Steve Jobs. A companhia quase morreu. Jobs voltou, e o resto é história.

Já trabalhei com todo tipo de cliente, e sei quando a empresa começa a se meter em confusão. É quando ela olha mais para si do que para fora, quando ela estabelece processos decisórios gongóricos, de tomar uma decisão sobre tomar uma decisão sobre tomar uma decisão... As crises exigem rapidez, sentir rapidamente para que lado vai o cliente e mudar.

A gravidade e a solenidade dessa crise trouxeram também uma série de componentes de volta à sala, como a sabedoria, o bom senso e a morte.

Quando o ser humano começava a se imaginar vivendo 120 anos, a morte voltou gritando presente. Brutal assim. Podemos morrer fortuitamente ao levar a mão ao rosto, entrar num ambiente sem máscara, pegar um objeto sem o devido cuidado.

Esse elemento mortal vai levar as pessoas a tomar decisões com mais rigor e propriedade. Em vez de comprar uma bolsa ou um carro novo, por exemplo, podem preferir uma viagem inspiradora, um curso transformador.

Este é o momento de olhar as coisas com outro olhar. Se puder, contrate (ou leia) um antropólogo, um sociólogo, alguém capaz de entender transformações na sociedade ampla, não apenas no seu mercado.

A crise será vencida por aqueles que entenderem este momento e o seu papel neste momento. Seu papel na casa, na família, na empresa, na sociedade, no planeta.

Passado isso tudo, o público vai perguntar: O que vocês fizeram por mim? Onde estavam na crise? Muita gente e muita empresa responderão de peito aberto e cabeça erguida. Aos que ainda não podem fazer isso, há tempo para realizar coisas relevantes. Se não tiver recursos materiais, dê tempo e esforço, muito valiosos.

Você se lembra a vida inteira da pessoa que lhe ajudou num momento crítico. E não esquece quem não fez nada na hora da precisão. Eu nunca me esqueci de quem investiu em mim quando eu não era nada.

Aqueles que se posicionaram de maneira contundente a favor de quem precisa terão dianteira enorme nos corações e nas mentes das pessoas quando esta crise passar. E ela vai passar.
Herculano
14/07/2020 10:14
HÁ RESISTÊNCIA, MAS FRAGA É FAVORITO PARA MINISTÉRIO, por Claudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Coronel da reserva da Polícia Militar do DF e nome favorito da bancada da segurança da Câmara, o ex-deputado Alberto Fraga continua na "pole position" para chefiar o futuro Ministério da Segurança Pública, mas o que conta mesmo para o seu favoritismo é a amizade ao presidente Jair Bolsonaro. A amizade de "Cavalão", como Fraga se refere a Bolsonaro, é maior que a má vontade de alguns militares à sua eventual indicação.

GOSTAR, NÃO GOSTAM

A rigor, no máximo, alguns generais não gostam da ligação de Fraga a Bolsonaro, mas não têm poder de veto. Nada podem fazer contra isso.

RAMAGEM AMEAÇA

A principal ameaça à indicação de Fraga é Alexandre Ramagem, diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e quase diretor-geral da PF.

PANCRÁCIO TEM BANCADA

As articulações para recriar o Ministério da Segurança Pública têm sido feitas em torno do ex-deputado que Bolsonaro apelidou de "Pancrácio".

FORÇA NO MEIO-DE-CAMPO

Mesmo sem cargo, Fraga continua sendo um dos principais auxiliares de Bolsonaro na articulação política. O presidente pode oficializá-lo na área.

MILITARES VEEM STF SE LIVRANDO DO ôNUS DE DECISÃO

O ataque do ministro do STF Gilmar Mendes, acusando o Exército de se "associar ao genocídio" foi recebida com indignação nos meios militares. Mas aqueles que raciocinam politicamente na caserna não acreditam em declaração "impensada" do magistrado. Ao contrário, acham que é uma estratégia do STF para fugir da responsabilidade de haver afastado o Planalto do comando no combate à pandemia. Foram os ministros do STF que transferiram aos governadores as ações contra o Covid-19.

FAÇA O QUE EU DIGO

Os militares perceberam a estratégia quando Gilmar acusou o governo de "fugir à responsabilidade" que o próprio STF retirou do presidente.

DECISÃO 'NÃO FOI SÁBIA'

O general Augusto Heleno reconheceu que o presidente foi cerceado nas ações contra o covid-19: "A decisão parece que não foi das mais sábias."

STF COM O PÉ NA JACA

Heleno afirmou que o STF merece respeito, mas "às vezes" a Corte tem pisado na bola. E enfiado o outro pé na jaca.

DORMINDO MAIS

Bolsonaro contou ao general Augusto Heleno, que o visitou no fim de semana, que nunca se sentiu tão bem. "Até estou dormindo mais", disse ele, que sofre de insônia e raramente dorme mais de 4 horas por noite.

FALANDO SOZINHO

Antes de criticar o "vazio" no Ministério da Saúde, o ministro Gilmar Mendes (STF) deveria ter ouvido a opinião dos governadores. Não se conhecem críticas deles ao ministro interino, general Eduardo Pazuello.

PINTANDO PRIMEIRO TURNO

Além de mostrar Marília Arraes (PT) bem à frente para a prefeitura do Recife, a pesquisa contratada pelo PSDB mostra o garotão João Campos (PSB) empatado em 3º com Daniel Coelho e Mendonça Filho.

LOBBY INCANSÁVEL

As ONGs que manipulam índios também são influentes na CNBB, que fez "carta aberta" ao Congresso pela derrubada dos vetos do presidente ao projeto que as beneficia, e não aos indígenas, no combate do covid.

DEBATE DE UM LADO Só

Nem sequer um deputado da base apoio ao governo Bolsonaro na Câmara vai participar do "debate virtual" para discutir as novas leis que os parlamentares querem criar para "combater" fake news.

CONTRAMÃO, NA BOA

Empresas de tecnologia estão na contramão economia, durante a crise da pandemia do covid-19. Apenas em julho 19 empresas de TI de São Paulo abriram 360 vagas de emprego. Ao invés de demitir, contratam.

OUTRO TIPO DE CRISE

Apesar da crise da pandemia, a Instituição Fiscal Independente, do Senado, atesta a queda da inadimplência nas operações de crédito de pessoas jurídicas para menos da metade em maio deste ano (2,29%).

QUE PAÍS É ESTE?!

Autoridades deveriam pensar um pouco, antes de certas declarações. E se fosse o ministro da Defesa acusando o STF da prática de um crime tipo genocídio, e ainda advertindo que "é preciso fazer alguma coisa"?

PENSANDO BEM...

...pior que militares no governo são os militantes infestando as instituições.
Herculano
14/07/2020 10:05
UM ABAIXO ASSINADO ELETRôNICO QUE CORRE GASPAR PEDE QUE O PREFEITO KLEBER EDSON WAN DALL, MDB, DIMINUA O ALTÍSSIMO SALÁRIO DELE EM 55% BEM COMO DOS COMISSIONADOS EM 35%.

QUEM DEIXOU ISSO CHEGAR A ESTE PONTO? QUEM PROVOCOU ESTA REAÇÃO?

É FÁCIL: OS "ÇABIOS" QUE O RODEIAM. ESTICARAM A CORDA. AGORA, ESTÃO SE JUSTIFICANDO, ACUSANDO, PERSEGUINDO.

NÃO HÁ JUSTIFICATIVAS.

QUEM ESTÁ PAGANDO ESTA PESADA CONTA É EXATAMENTE QUE ESTÁ SE SACRIFICANDO, PERDENDO EMPREGOS E VENDO SEUS NEGóCIOS DIMINUÍREM, FALIREM.

ESSES GASPARENSES CHEGARAM AO LIMITE DE TOLERAR INCOERÊNCIAS, HIPOCRISIAS E IMPOSIÇõES EM UM MOMENTO TÃO DELICADO DA VIDA E DE SOBREVIVÊNCIA ECONôMICA.

NÃO SE TRATA DE IDEOLOGIA, TRATA-SE DE LIDERANÇA. KLEBER QUE TERCEIRIZOU O SEU MANDATO AO MDB PARA SE TORNAR UM MERO GAROTO PROPAGANDA DO SEU GRUPO DE INTERESSES E PODER, SENTE O QUE FINGIU NÃO SER COM ELE. AGORA, É. QUEM TEM MANDATO É ELE. QUEM QUER SE REELEGER É ELE.

KLEBER E SEU GRUPO ESTÁ COM OS SEUS SALÁRIOS GARANTIDOS. ELES VÊM DOS PESADOS IMPOSTOS DE TODOS. ALÉM DE PROVOCAR, O PODER DE PLANTÃO, NÃO DIALóGA, NÃO DÁ EXEMPLOS DE SACRIFÍCIO E ARROGANTEMENTE IMPõEM MAIS SACRIFÍCIOS AOS JÁ SACRIFICADOS.

FALTOU INCLUIR NESTA LISTA DO ABAIXO-ASSINADO, OS VEREADORES. ELES NA ÚLTIMA SESSÃO ANTES DA PANDEMIA, EM MENOS DE UMA SEMANA APROVARAM OS REAJUSTES DOS POLÍTICOS DA CIDADE E O AUMENTO DE 1% DOS SERVIDORES.

NA PRIMEIRA SEMANA DEPOIS DA PANDEMIA, UM PROJETO DE RESOLUÇÃO QUE SUGERIA UMA DIMINUIÇÃO DE 20% DO SALÁRIO DELES POR APENAS DOIS MESES ESTÁ ENGAVETADO NUMA COMISSÃO E CUJO AUTOR, ROBERTO PROCóPIO DE SOUZA, PDT, É O RELATOR.

SÃO DOIS MESES DE INTENSO ESTUDO SOBRE UMA MATÉRIA NÃO APENAS EMERGENCIAL, MAS SIMBóLICA PARA A SOCIEDADE DE QUE OS SEUS REPRESENTANTES SÃO PARTE DESSE SACRIFÍCIO.

HOJE É DIA DE SESSÃO, E NADA ESTÁ PAUTADO MAIS UMA VEZ SOBRE ESTE ASSUNTO.

CUIDADO! PARTE DE GASPAR ESTÁ ACORDANDO. ACORDA, GASPAR!
Herculano
14/07/2020 07:11
PENSANDO BEM

Em Gaspar, passamos semanas a fio com apenas três mortes - tivemos a primeira há dois meses. Repentinamente, em dias dobramos para seis diagnosticadas por Covid-19.

Passamos meses com suspeitos que não chegavam a 60 pessoas. Ontem eram 891 confirmados. Se houver testes suficientes, descobriremos que somos milhares.

Quem falhou? Com quatro secretários Saúde diferentes, uma pasta feita para políticos e amigos do poder de plantão, mesmo que não houvesse pandemia, tudo isso se mostraria temerário no governo eleito de Kleber Edson Wan Dall, MDB, e que se tornou um passageiro dele.

Saúde, educação, creche e assistência social foram fatores de desiquilíbrio do governo que só se preocupoiu com obras mal explicadas. Acorda, Gaspar.
Herculano
14/07/2020 07:03
JUSTIÇA CONVENIENTE, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Presidente do STJ deixa coerência de lado ao beneficiar Queiroz e mulher foragida

Ao conceder prisão domiciliar a Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), e em especial à sua mulher, Márcia Aguiar, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, expôs-se a justificada onda de críticas sobre a falta de coerência em suas decisões.

Em relação a Queiroz, o magistrado respaldou-se na legislação e em orientação de março do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que sugere a reavaliação de prisões provisórias e preventivas, sobretudo em se tratando de detentos que integram grupos mais vulneráveis à Covid-19 - idosos, gestantes e doentes crônicos, entre outros.

Nesse caso, pode-se considerar que Noronha agiu de maneira sensata, em que pesem as circunstâncias espinhosas - um suspeito de desvio de recursos públicos, que estava desaparecido até ter sido descoberto e preso em Atibaia (SP), numa propriedade do advogado Frederick Wassef, até então defensor de Jair e Flávio Bolsonaro.

Tal sensatez, contudo, não se observou em episódios pregressos, quando o presidente do tribunal negou o benefício a outros detentos expostos aos riscos da doença.

Quanto à mulher de Queiroz, todavia, justificar a medida constitui uma tarefa inglória. Se não inédita, a opção por favorecer uma pessoa que se encontrava foragida é no mínimo inusual e aberrante.

Não se sustentam, na lei ou no bom senso, os argumentos utilizados por Noronha sobre a necessidade de a esposa prestar assistência ao marido, portador de problemas de saúde. Ele poderia e pode ter acesso a profissionais da área para os cuidados necessários.

É inescapável constatar que as deliberações representam considerável alívio para o presidente da República, que já definiu suas relações com o presidente do STJ como "amor à primeira vista".

Além disso, Noronha é notoriamente apontado como candidato a uma vaga no Supremo Tribunal Federal, que será aberta com a aposentadoria compulsória do decano Celso de Mello em novembro - o que não contribui para sua credibilidade nesse episódio.

Esta Folha defende de longa data que as penas de privação de liberdade em estabelecimentos prisionais deveriam ser reservadas àqueles que cometem crimes violentos e representam perigo para a sociedade. Em casos de menor periculosidade, seriam preferíveis penas alternativas, desde que rigorosas o bastante para efeitos de dissuasão.

Trata-se de uma posição filosófica que está longe, diga-se, de ser contemplada pelo ordenamento jurídico em vigor. No atual contexto, deve-se esperar ao menos que magistrados e tribunais atuem de modo mais coerente, racional e humano ?"o que, deploravelmente, não se observa mesmo com os riscos decorrentes da Covid-19.
Herculano
13/07/2020 17:48
da série: depois do pau e das cobranças, diferente de Gaspar o governo do Estado dá sinais de que vai retomar a liderança das suas ações.

A HORA DE TOMAR UMA DECISÃO, por Roberto Azevedo, no Makingof

O secretário estadual da Saúde, André Motta Ribeiro, desmarcou todas as entrevistas programadas aos veículos de imprensa nesta segunda (13) e se dedicará a diversas reuniões regionais com prefeitos e assessores da área, nesta tarde.

O secretário participou da reunião do colegiado com o governador Carlos Moisés da Silva, ainda de forma virtual, e sabe da tarefa que terá a partir de agora: retomar o aperto nas medidas restritivas em função do fracasso da regionalização em algumas das mais populosas áreas do Estado.

O encontro com os prefeitos das quatro maiores cidades Grande Florianópolis já estava acertado, a terceira rodada, mas já se sabe que, em relação, ao Vale do Itajaí, Foz do Rio Itajaí Açú, Região de Laguna e a região de Xanxerê, o secretário pedirá mais rigor, devido ao naufrágio da regionalização.

O FOCO MUDOU

Apontado desde o início por políticos e empresários como a saída para tratar de maneira diferente o combate à Covid-19, o processo de regionalização mostrou, com raras exceções (Florianópolis, Joinville, Blumenau, Chapecó e Criciúma, entre outras), prefeitos acovardados e suscetíveis à pressão local.

O resultado está à vista: o crescimento assustador de casos por conta de falta de fiscalização ou liberalidade excessiva.

DÁ PRA ADIANTAR

As atividades de shows, casas noturnas, teatros e cinemas, cujo retorno estava marcado para esta segunda (13), terá prorrogada a proibição, assim como competições esportivas.

A dúvida é saber como se dará em relação ao Campeonato Catarinense Futebol, onde amostras de atletas e dirigentes, que testaram positivo para o Coronavírus, levaram ao cancelamento da rodada das quartas de final, que ocorreria no domingo (12).

LIVRES

Os senadores Dário Berger (MDB) e Esperidião Amin (PP) e os deputados federais Angela Amin (PP) e Rogério Peninha Mendonça (MDB), que tiveram contato com o presidente Jair Bolsonaro, na visita ao Estado, no último dia 4 de julho, testaram negativo para o Coronavírus, assim como o prefeito Gean Loureiro (DEM), de Florianópolis.

Já a deputada federal Caroline de Toni (PSL), que recebeu um abraço e um beijo do presidente, publicou nas redes sociais que o teste dela deu negativo para o Covid-19. Quem ainda não se manifestou foi a vice-governadora Daniela Reinher.

É NATURAL

Ano de eleição faz com que a compra de sacos para guardar corpos e caminhões frigoríficos para condiciona-los tornem-se o fim do mundo.

Que o digam Gean Loureiro, de Florianópolis, e Volnei Morastoni (MDB), de Itajaí, pois, se eles não agem, em respeito aos protocolos de saúde diante de uma pandemia, seus adversários dirão que foram omissos, não planejaram, alegarão até crime de responsabilidade. Mais ou menos como alguns deputados têm agido em relação ao governo do Estado, a famosa bancada que pedia pela regionalização das ações contra a doença e vê, agora, que os prefeitos não deram conta do recado.

LAMENTÁVEL

A utilização da pandemia como elemento de campanha eleitoral é algo execrável.

Tanto que, quem faz esta tipo de artimanha, tem mais a perder do que a ganhar com as críticas, afinal quase todos os argumentos que usaram ou caiu por terra ou não tem fundamento científico.

POR FALAR

O deputado Volnei Weber (MDB) informou em uma rede social que apresenta sintomas semelhantes ao do Coronavírus, desde a última sexta-feira.

Preventivamente, o parlamentar está em isolamento e fará os exames nesta quarta (15).
Herculano
13/07/2020 17:43
A PREFEITURA GOSTARIA QUE NESTE MOMENTO ESTA COLUNA MOSTRASSE COMO ELA ESTÁ EMBELEZANDO A CIDADE.

SINCERAMENTE, NÃO ESTOU CEGO E NEM ESTOU COM O RABO PRESO OBRIGADO POR AMBOS A ENGANAR NA CIDADE, OS CIDADÃOS E AS CIDADÃS
Herculano
13/07/2020 17:39
OS DESIGUAIS. POLÍTICOS CONTRA OS CIDADÃOS DAQUI QUE PRODUZEM

Sabe o que acontece quando o prefeito de Gaspar, Kleber Edson Wan Dall, MDB, e seus "çabios" se encastelam em suas verdades?

Eles prejudicam o próprio município e os que pagam pesados impostos e que no fundo com seus impostos trabalham duro para manter a cara folha de pagamento de políticos e comissionados da prefeitura de Gaspar.

Ora, se aqui as pizzarias e restaurantes, sem que elas fossem ouvidas, devem fechar as 18h, ou seja, antes delas abrirem de preparação para o expediente noturno, e em Blumenau esta atividade é permitida até as 22 horas.

Além da falta de senso comum e da capacidade de dialogar regionalmente, o prefeito de Gaspar está mandando para Blumenau os consumidores de Gaspar descobrirem às oportunidades de lá, mesmo em tempo de restrições. E depois vira hábito... Simples assim! Acorda, Gaspar!
Herculano
13/07/2020 17:29
CORREÇÃO E ESCLARECIMENTOS

Ao que se diz chamar João do Nascimento, mas não é.

Você pede para colocar informações coerentes nas minhas publicações. Você está, certo, apesar de fazer isso se escondendo.

Você afirma, que o horário dos restaurantes fecharem em Blumenau é às 18h e não às 20h como publiquei.

Nem uma, nem outra.

O texto que reproduzi do press release da prefeitura de Blumenau diz textualmente o seguinte:

Além disso, a partir desta segunda-feira, dia 13 e pelos próximos 14 dias, algumas atividades sofreram alterações quanto ao funcionamento. A realização de missas e cultos em igrejas ou templos de qualquer culto, bem como de qualquer reunião presencial de cunho religioso ficam suspensas. Já as lanchonetes, food parks, cafeterias, padarias, confeitarias, bares, tabacarias, adegas e similares devem encerrar o atendimento ao público até às 20h

o que não reproduzi e afirmei num comparativo que lá os restaurantes e pizzaria fechavam as 20h ao invés das 18h como aqui em Gaspar, mas está lá, para quem quiser ler:

....e os restaurantes e pizzarias deverão encerrar o atendimento até às 22h. As atividades em shopping centers estão vetadas a partir das 15h de sábados e domingos.

A fonte? https://www.blumenau.sc.gov.br/secretarias/gabinete-do-prefeito/gapref/medidas-restritivas-saao-ampliadas-para-combate-ao-coronavairus-em-blumenau47

Esse pessoal que está obrigado a defender um governo sob descrédito em Gaspar, nem ler sabe ainda. Acorda, Gaspar!



JOÃO DO NASCIMENTO
13/07/2020 16:24
FAVOR COLOCAR INFORMAÇÕES COERENTES EM SUAS PUBLICAÇÕES,POIS NÃO SEI ONDE VOCÊ VIU QUE BLUMENAU IRIA FECHAR OS RESTAURANTES AS 20 HORAS, O HORÁRIO QUE SAIU NO DECRETO DE BLUMENAU É 18;00, REPASSE INFORMAÇÕES CONCRETAS, OBRIGADO!!!!
Herculano
13/07/2020 15:50
EM ÉPOCA DE PANDEMIA, A COMUNICAÇÃO É A MAIS IMPORTANTE. AQUI FALHA

O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, foi à sua rede social demonstrar que está liderando o processo que lhe fugiu do controle da gestão da crise. Precisa me desmentir de alguma forma, mais uma vez.

O que aconteceu? A transmissão travava; e quando não travava, não tinha som.

Todos entenderam...
Herculano
13/07/2020 15:44
AS DIFERENÇAS DE KLEBER E QUE O ISOLAM

Para o novo decreto restritivo, necessário para conter o avanço da pandemia, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, evangélico, consultou os pastores.

Resultado: templos e igreja abertas.

A mesma consulta ele não fez aos comerciantes.

Resultado: bares e restaurantes fechados à noite, a partir das 18. Horário de abertura da maioria. Revolta.

Em Blumenau, Mário Hildebrandt, Podemos, evangélico, fez consultas e passou a régua em todos, limitado a abertura de bares e restaurantes até as 20h. Suspendeu inclusive cultos e missas.
Miguel José Teixeira
13/07/2020 14:46
Senhores,

Enquanto a Covid-19 continua a dizimar brasileiros, "messias" continua a ressuscitar "comparceiros" da corja vermelha:

"Aloizio Mercadante fala sobre governo Bolsonaro, crise econômica e polêmicas no MEC".

Fonte: https://www.uol.com.br/mov/ao-vivo/2020/07/10/entrevista-com-aloizio-mercadante.htm
Herculano
13/07/2020 12:50
UMA RECONQUISTA

Hoje, pela primeira vez desde do início da pandemia, NOVA YORK não teve nenhuma morte por COVID-19.
Herculano
13/07/2020 12:48
OS MILITARES DE PÁ VIRADA CONTRA GILMAR MENDES

O ministro do Supremo Tribunal Federal foi ao twitter no domingo e em dois post armou a polêmica.

No aniversário do projeto que leva o nome de Rondon, grande brasileiro notabilizado pela defesa dos povos indígenas, registro meu absoluto respeito e admiração pelas Forças Armadas Brasileiras e a sua fidelidade aos principios democráticos da Carta de 88.

Não me furto, porém, a criticar a opção de ocupar o Ministério da Saúde predominantemente com militares. A política pública de saúde deve ser pensada e planejada por especialistas, dentro dos marcos constitucionais. Que isso seja revisto, para o bem das FAs e da saúde do Brasil.
Herculano
13/07/2020 11:41
"OS BRASILEIROS JOGARAM A TOALHA", DIZ MANDETTA

Conteúdo de O Antagonista.Na última semana, o Brasil registrou 7251 mortes por Covid-19, nove a mais do que na semana anterior.

Luiz Henrique Mandetta disse para a Folha de S. Paulo:

"O brasileiro médio já se acostumou com quatro ou cinco aviões caindo todos os dias".

"Os brasileiros jogaram a toalha".
Herculano
13/07/2020 11:38
LAVA JATO, QUE ELEGEU UM PRESIDENTE UM PRESIDENTE, INVENTA CONSPIRAÇÃO PARA ELEGER OUTRO, por Reinaldo Azevedo, no UOL

Atenção, leitores!

É mentira que o confronto em curso entre a Procuradoria Geral da República e a Lava Jato faça parte de um esforço do governo Bolsonaro para controlar a força-tarefa. Essa é a versão conveniente que integrantes desta marca publicitária - Lava Jato - inventaram para que ela continue a atuar como ente autônomo, que não presta contas a ninguém.

É mentira que a eventual criação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Unac), que centralizaria forças-tarefa, poderia resultar num órgão com superpoderes policiais, que atuaria ao arrepio de qualquer controle institucional. A verdade está no exato oposto: essa é a realidade que vivemos agora. Hoje em dia, a força-tarefa faz o que lhe dá na telha. Na sua ousadia sem limites, acredita ter autonomia até para doar dinheiro decorrente de multas e acordos de delação a seu bel-prazer, como se os recursos lhe pertencessem.

Estamos diante de uma soma de aberrações. E, mais uma vez, a imprensa - ou setores - pode ter um papel decisivo para que se encontre o bom caminho ou para que se aprofunde o poço um pouco mais.

E que se note: a rapaziada é boa de lobby. A imprensa já está coalhada de artigos - inclusive de esquerdistas (!?) - alertando para o grave risco que estaria correndo o país nesta que seria uma terrível conspiração para o governo Bolsonaro acabar com a independência do Ministério Público Federal. O PT, como maior partido de oposição, está longe do debate, pensando sabe-se lá em quais substantivos celestes...

Vamos ver.

A Lava Jato foi o principal cabo eleitoral de Jair Bolsonaro. A Vaza Jato revelou diálogos de procuradores muito preocupados, por exemplo, com a possibilidade de que o PT vencesse a eleição. A maior estrela do lavajatismo - Sergio Moro - aceitou o cargo de ministro da Justiça, e se considerou, o que já é um absurdo em si, que se tratava do empoderamento da operação. E ninguém se deu conta de um absurdo, entre tantos: um juiz não poderia se confundir com a força-tarefa, é claro!, ou estaria evidenciado que não tinha independência para julgar. E não tinha! Condenou, por exemplo, Lula sem provas. Segue vivo o desafio para que digam em que página da sentença de Moro ela aparece.

A receita desandou. E agora os protagonistas da Lava Jato pularam fora do barco bolsonarista, junto com Moro, cujas ações evidenciam a pretensão de se candidatar à Presidência, o que ele nega, é evidente, para crença de ninguém. Como a relação entre Bolsonaro e a imprensa não é a melhor possível e como a Vaza Jato minou a credibilidade burra e impensada que tinha a operação junto a esta mesma imprensa, então é preciso jogar um fantasma no mercado da política e das ideias.

E qual é? Ao tentar obter os "dados estruturados e não estruturados" de posse das seções da Lava Jato (Curitiba, São Paulo e Rio), o braço da operação na PGR estaria cometendo uma ilegalidade - é mentira! - para subordinar a investigação aos interesses do governo Bolsonaro: mentira ainda mais cabeluda. Efeito esperado:

1 - refazer os canais e comunicação entre setores da imprensa e a Lava Jato. Neste fim de semana, assistimos a um verdadeiro festival de boatarias contra o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo;

2 - descolar-se do bolsonarismo, numa espécie, então, de aliança informal com o jornalismo. Já que Bolsonaro bate muito da imprensa, é preciso deixar claro que a Lava Jato, agora, quer voltar a exibir a sua feição anti-establishment. Também quer fazer parte da frente ampla em favor da democracia, depois de ter ajudado a degradá-la.

Não peçam que os partidários da tese de que a criação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado subordinaria as forças-tarefa ao governo porque eles não saberão demonstrar sem atravessar a linha que separa a realidade da teoria conspiratória.

Os procuradores continuariam livres para fazer seu trabalho. Por definição, não haveria como o governo meter a mão grande em tal unidade porque seriam muitos os olhos a vigiar a relação. Sujeitas a pressões políticas, convenham, as investigações estão hoje, ou tudo o que a Vaza Jato trouxe a público não bastou para evidenciar a pornográfica intimidade havida entre juiz e procuradores e os procedimentos heterodoxos dos próprios membros da força-tarefa? Diálogos que vieram à luz evidenciaram que os senhores procuradores firmaram parceria, por exemplo, com o FBI ao arrepio das disposições legais. Dallagnol anunciou a um colega que ele mesmo se encarregaria de encaminhar um pedido de extradição sem comunicação prévia ao Ministério da Justiça.

Não caiam nessa conversa. O bolsonarismo nada tem a ver com a necessária reorganização de um modo de combater a corrupção que destrói institucionalidade, empresas e empregos e só fortalece projetos de poder. Como se pode ver. A Lava Jato achou que poderia usar Bolsonaro como barriga de aluguel, e Bolsonaro tentou instrumentalizá-la a serviço de seu próprio projeto autoritário.

Como a coisa não prosperou, agora a Lava Jato ataca o antigo hospedeiro para tentar se manter à margem da lei, conservando o enorme poder que isso implica. Já elegeu um presidente. Agora quer eleger outro.
Herculano
13/07/2020 11:28
DE OLHO NO STF, NORONHA MATOU NO PEITO E DEU PASSE DE LETRA NO CASO QUEIROZ, por Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Presidente do STJ aliviou a tormenta de Bolsonaro em um momento bem delicado para o presidente

Próximo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux carrega no currículo uma revelação sobre os bastidores de sua campanha ao tribunal em 2011.

Sob pressão dos petistas, preocupados com o julgamento do mensalão, Fux teria dito "eu mato no peito", segundo admitiu no ano seguinte à Folha.

O ministro, então no STJ (Superior Tribunal de Justiça), foi escolhido por Dilma Rousseff. Ao contrário da promessa feita no escurinho, Fux não matou no peito e votou pela condenação dos envolvidos, inclusive de José Dirceu.

O jogo da sucessão de Celso de Mello, que deixa o Supremo em novembro, já começou e tem candidato dominando a pelota com classe.

Candidatíssimo ao posto do decano, o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, mandou Fabrício Queiroz para a prisão domiciliar.

Matou no peito o maior pesadelo de Jair Bolsonaro e deu passe de letra ao conceder o benefício a Márcia Aguiar, mulher de Queiroz, que estava foragida.

Noronha é conhecido nos bastidores do mundo jurídico por ser linha dura na área criminal. Desde o início da pandemia, negou habeas corpus a quatro investigados.

Ele aliviou a tormenta de Bolsonaro em um momento bem delicado para o presidente. Um assessor presidencial tutelado por Carlos Bolsonaro, com sala no Planalto, é apontado como operador de contas falsas na internet para atacar adversários.

Empresários pressionam contra a política ambiental. Aumenta a cada dia a cobrança para a demissão do ministro Ricardo Salles.

No combate à Covid-19, o governo perdeu uma batalha sem nunca ter entrado nela de fato.

Mas nada se compara, em termos de potencial de estrago político, à prisão de Queiroz. O PM aposentado compartilha de segredos da família do chefe da República.

Em recente evento no Planalto, Bolsonaro disse que sua relação com o presidente do STJ foi "amor à primeira vista".

Estará nas suas mãos, daqui a poucos meses, um gesto para que seja eterno enquanto dure.
Herculano
13/07/2020 11:24
da série: O deputado Rogério Peninha Mendonça, MDB, está cansado de Brasília ou cheira derrota? É um mal sinal para os de Gaspar que tinham nele, um guru e canal preferencial. Apostas erráticas, como sempre.

O RETORNO DE JOÃO MATOS ÀS ELEIÇõES, por Cláudio Prisco Paraíso

Rogério Peninha Mendonça é deputado federal de terceiro mandato (sim leitor, o post tem como personagem principal João Matos. Só mais algumas linhas e chegaremos a ele). Antes de aterrissar em Brasília, cumpriu três legislaturas como parlamentar estadual. Tem como base política o Alto Vale do Itajaí. E já sinalizou a companheiros que não disputará novamente uma vaga na Câmara. Quando muito, aceita ser aproveitado numa majoritária ou então poderá ser alocado numa posição federal do governo de seu amigo Jair Bolsonaro.

Uma decisão dessas, de político tradicional, mexe com as bases, já que os espaços são reduzidíssimos. O agito no Alto Vale, no entanto, é ainda maior. Peninha, seguindo o exemplo do falecido Aldo Schneider (Ex-presidente da Alesc), projeta lançar seu chefe de gabinete (que já assessor de imprensa), Rafael Pezenti, em seu espaço eleitoral.

Schneider, acometido pelo câncer em 2018, percebeu que não poderia concorrer a nova mandato. Optou por abrir as portas de seu patrimônio eleitoral para o ex-chefe de gabinete, Jerry Comper, hoje deputado. Na campanha, Comper se apresentou como "Jerry do Aldo."

Como Peninha projeta lançar mão do mesmo expediente político, lideranças do Manda Brasa no Alto Vale estão torcendo o nariz. E apelam para que o ex-deputado João Matos volte ao circuito eleitoral. Ele avalia seriamente esta possibilidade. Por décadas, o Alto Vale foi a região onde se viu o MDB mais forte em Santa Catarina.

Matos, para quem não lembra, foi três vezes deputado estadual, tendo cumprido outros quatro mandatos de federal em sequência. Também foi secretário de Educação, de Administração, da Casa Civil e da Articulação Nacional. Isso tudo nos governos Luiz Henrique da Silveira e Raimundo Colombo. Matos, vale lembrar, foi quem guindou o próprio Peninha à condição de deputado estadual. E Aldo Schneider, quando Peninha foi a federal, foi o bola da vez. Ou seja, os dois têm seu sucesso político com as digitais de Matos lá no início.
Herculano
13/07/2020 11:22
DESTRUIÇÃO FLORESTAL NA EUROPA SOBE 69%, SEM CRÍTICAS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Receptiva a críticas ao Brasil na área ambiental, sobretudo oriundos da Europa, a mídia brasileira ignorou levantamento da revista científica Nature, divulgado há dez dias, indicando que o desmatamento cresceu 69% em 2018, na União Europeia. Enquanto o Brasil preserva 70% das florestas, na Europa mal chega aos 30%, se incluir áreas reflorestadas. Para a Nature, a devastação na Europa está ligada à "recente expansão dos mercados da madeira", que aliás é rival da madeira da Amazônia.

FONTE INSUSPEITA

O estudo foi coordenado pelo cientista Guido Ceccherini, do Centro Comum de Investigação, da Comissão Europeia, em Ispra (Itália).

OLHA O QUE ELES FIZERAM

Imagens de satélite revelam que a área devastada na Europa deve afetar a biodiversidade, provocar erosão e ameaçar mananciais (fontes d'água).

MOTOSSERRA EUROPEIA

Suécia, Finlândia, Espanha, França e Alemanha têm mais florestas na Europa. Mas só na França de Macron, o desmatamento cresceu 30%.

PAPAGAIOS 'DEFLORESTAM'

Em Portugal, cuja imprensa reproduz como papagaio ataques e mentiras contra o Brasil, a "deflorestação" cresceu 56%.

NA PANDEMIA, RECEITA DÁ CURSO SOBRE SEXUALIDADE

Com o País quebrado, em dificuldades, a Receita Federal do Brasil achou relevante convidar seus funcionários, dias atrás, a participar de um seminário online sobre o tema "Sexualidade em tempos de pandemia". Marcado para dia 23, às 10h, o evento provocou imediata reação. "Pelo jeito, as prioridades são outras", disse uma servidora, em mensagem à coluna. A Receita explica que a "live" é ação da área de "Qualidade de Vida no Trabalho", no programa sobre saúde e bem-estar de servidores.

SEM CUSTOS

"As 'lives' têm sido realizadas sem custo para administração pública, resultantes de ações voluntárias dos palestrantes", explica a Receita.

HORÁRIO COMERCIAL

O convite despertou indignação por parte dos auditores-federais, relatou uma funcionária. O evento será realizado em horário comercial.

MEDIDA ANTI-PANDEMIA

A Receita explica que as "lives" tratam saúde mental, ansiedade, inteligência emocional, exercícios físicos na quarentena.

CANDIDATURAS FAKE

A nomeação do ministro Milton Ribeiro (Educação) revelou que reinava a desinformação sobre o processo de escolha. Revelou também o caráter oportunista de "candidatos" que jamais foram considerados para o cargo.

ALô, POLÍCIA

Com o mau-caratismo de sempre, os planos de saúde criam todas as dificuldades para pagar testes para diagnóstico de Covid-19, com a garantia de omissão da "agência reguladora" ANS.

Só PENSA EM ELEIÇÃO

Após ser derrotada na eleição presidencial de 2018, enredada nos grampos da Vazajato e se "auto exilado" na Europa, Manuela D'Ávila voltou a aparecer em ato de pré-campanha em Porto Alegre.

ANSIEDADE PELA QUEDA

A curva de óbitos da covid-19 no Brasil foi achatada e, definitivamente, chegou ao platô. O que assusta a população, além da mídia, é o fato de que temos, há mais de um mês, uma média de mil mortes diárias.

CÂMARA ATRASADA

Secretário de Transparência da Câmara, Roberto de Lucena (Pode-SP) marcou debate para esta segunda (13) sobre transparência dos gastos públicos na pandemia. O problema é que as ações estão quase no fim.

UM TEMA, DUAS POLÍTICAS

Telmário Mota (Pros-RR) e Eliziane Gama (Cid-MA) convidaram o vice Hamilton Mourão para discutir o desmatamento. Para Mota a ideia é "colaborar no que for possível". Já para Gama, "não pode silenciar".

RUINS DE TABUADA

Pesquisa Necton/Vector pediu que deputados e senadores dessem nota para a relação do governo Bolsonaro com o Congresso: o resultado foi 4,4. Mas eles próprios são donos de notas baixíssimas.

PRODUÇõES PANDÊMICAS

Com o Salão Verde vazio e muito ócio, deputados fazem poses para redes sociais, com selfies ou mensagens de vídeo. O deputado Tadeu Fillippeli (MDB-DF) tem feito isso para se comunicar com o eleitorado.

PENSANDO BEM...

...com a curva achatada, Bolsonaro mudo, ministro da Educação nomeado e Judiciário de recesso, a semana será longa para a imprensa.
Herculano
13/07/2020 11:20
da série: alô poder de plantão, em Gaspar!

O óDIO CONTINUA NO GABINETE

Conteúdo de O Antagonista. Jair Bolsonaro "teria admitido, em conversa com ministros e auxiliares diretos, que a guerra digital desgastou o governo", diz o Estadão.

Apesar disso, ele "pretende manter em seus postos os principais integrantes do gabinete do ódio".


Alguém está mentindo.
Herculano
13/07/2020 11:18
da série: quando a falta de argumento revela quem somos e o que não sabemos o que realmente queremos com fundamento. Em cada lado, tipos de toscos revelando-se trogloditas.

O MÉTODO BOLSONARISTA CONTRA BOLSONARO

Conteúdo de O Antagonista. Fernando Gabeira disse que, para vencer Jair Bolsonaro nas redes sociais, é preciso usar criatividade e alegria.

Não é o que está ocorrendo.

Os opositores de Jair Bolsonaro resolveram usar os mesmos métodos do bolsonarismo, abarrotando os posts presidenciais no Twitter de insultos e palavrões. Para cada apoiador, há uma dúzia de comentários ofensivos.

A quantidade de ataques é tão grande que Carlos Bolsonaro acabou pedindo socorro ao STF:

"Alô STF, neste momento, MAIS UMA VEZ, uma gigantesca quantidade de pessoas desejando a morte do chefe do Poder Executivo em sua timeline! Só vale para um lado e do jeito que é narrado pela mídia? Ministros, poderiam averiguar e se pronunciarem ou estaria eu sendo radical?"
Herculano
13/07/2020 11:09
TALVEZ A CHINA AJUDE OS USA A SAÍREM DE SEU TRANSE PSSICóTICO, por Luiz Felipe Pondé, filósofo e ensaísta, no jornal Folha de S. Paulo

Depois da queda da URSS, os americanos piraram e o país se transformou num parque temático de tolos

Há algum tempo, Vladimir Putin, presidente da Rússia, disse, com razão, que o fim da União Soviética (URSS) foi uma catástrofe para o mundo.

A URSS equilibrava a geopolítica, mantendo os EUA lúcidos. Depois da queda da URSS, os EUA piraram. Transformaram-se num parque temático de tolos. Hollywood não passaria em nenhum teste de QI. Trump e seus retardados tampouco. Torquemada reina na América.

A esquerda soviética era muito melhor do que a americana. Sabia que não há transformação social sem violência política. A esquerda americana é uma forma de neurose obsessiva temática. Gira como uma louca ao redor de gênero, raça e classe social. Nada mais existe além dessa tríade.

O que ela quer é ganhar dinheiro com essa histeria. E os ingênuos são tão alienados que não entenderam algo básico: se as empresas abraçam uma ideia é porque ela é uma mercadoria, se virou publicidade é porque perdeu os dentes, se virou super-herói é porque virou Disney. A esquerda americana é um brinquedo de riquinhos. Um novo "life style". Orna com horta na varanda.

A "culpa" é da moçada de maio de 1968, os entediados na rive gauche de Paris. Quando descobriram que a revolução bolchevique matava, fizeram xixi nas calças e gritaram: mamãe! Queriam "mudar o mundo", mas sem sujar as mãozinhas de sangue. Marx diria: humanismo burguês.

Sem a URSS, os EUA se tornaram o grande exportador de todo tipo de obsessão cultural. E de lixo político à direita e à esquerda. Americanos não sabem criticar o capitalismo sem criar algum produto de consumo.

Mas não é válido combater preconceitos? Claro que sim. Mas quem disse que o problema central do capitalismo seja combater preconceitos? O problema central do capitalismo, dito numa linguagem "family friendly", é ter transformado o mundo numa ópera de tolos.

Se a direita é um bando de gente grossa, racista e burra, a esquerda (sempre mais chique) é um fetiche de jovens ricos e entediados que resolveram mudar o mundo com uma ideia na cabeça e uma câmera na mão. E têm ao seu lado a indústria cinematográfica mundial.

Mas o que isso tudo tem a ver com torcer pela China? Porque espero que ela se transforme na principal economia até 2025. E com isso, quem sabe, talvez a China ajude os EUA a saírem do transe psicótico no qual se encontram. E assim, quem sabe, ajude as democracias a recuperarem sua sanidade mental, descobrindo que a maior parte da população mundial não está nem aí pra democracia, contanto que tenha janta a noite.

A leitura de "Capitalismo sem Rivais, o Futuro do Sistema que Domina o Mundo" (Todavia) de Branko Milanovic, é capital. Para ele muitos países podem seguir o modelo chinês de capitalismo, que ele chama de capitalismo político, por oposição ao capitalismo meritocrático liberal dos americanos e europeus, simplesmente porque o modelo chinês dá conta do recado de tirar gente da pobreza, aparentemente, mais rápido.

Se o capitalismo não tem rivais, a pergunta que faço é: como salvar o mundo da pandemia de tolices que caracteriza o mundo contemporâneo?

Para os fanáticos pela ideia de "novo normal", diria que a normalidade da geopolítica daqui pra frente será ter um novo ator capaz de mandar os EUA calarem a boca, como os soviéticos faziam no passado.

Não se trata de desprezar a democracia, mas sim de lembrar a ela que a China pode vir a provar que para produzir riqueza não se faz necessário que as pessoas votem nos seus líderes ou tenham múltiplos partidos.

E não se prova a falsidade desta hipótese apenas evocando argumentos deontológicos (isto é, argumentos que lidam com o modo como as coisas deveriam ser eticamente e não como elas de fato são).

As pessoas negociam o direito ao voto se sentirem que outro modo de organizar a política pode melhorar a vida delas. O equívoco comum nas elites das democracias ocidentais é que todo mundo vive numa Dinamarca imaginária.

A China está tirando sua população de uma miséria ancestral na velocidade da luz. E os chineses sabem que não vivem na Dinamarca. Permanecem lúcidos, sabendo o preço das coisas e sem tolices.

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