13/07/2020
Triagem no posto de Saúde do Centro aumentou muito da semana passada para cá, chamou a atenção, provocou queixas e assustou as “autoridades” gasparenses
Os casos de Covid-19 em Gaspar e Ilhota aumentaram significativamente. Era previsível, menos para as nossas “autoridades” e até para parte da população. As “ autoridades” foram “surpreendidas”? Amadoras. Agora estão expostas na imagem e na capacidade gerencial. E podem pagar por isso nas urnas.
Não se trata de uma gripezinha. Somos 73 mil almas (com o represamento dos exames laboratorariais do final de semana) numa estatística macabra e que se valer a tese de que estamos num platô (média móvel de mortes), as mil mortes média por dia mostram que em 30 a 45 dias seremos 100 mil.
Aqui em Gaspar até o fechamento deste texto, oficialmente eram cinco saudades de moradores. Reconhecidamente, uma vitória.
O aumento significativo dos infectados pelo Covid-19 entre nós era previsível e nos faz temer o pior.
E por que? Porque os humanos são os vetores da doença e sendo vetores, foi feito um relaxamento da mobilidade em nome de uma necessária retomada da “nova” normalidade. Soma-se a isto, que estamos sob o rigor do inverno. Ele no Hemisfério Norte se provou ser um facilitador dessa propagação.
É balela, e própria das autoridades que querem passar a culpa dos erros delas para os outros, de que estamos fazendo mais testes em Gaspar e por isso, os números de infectados aumentaram.
Estamos, sim, fazendo mais testes, mas em pessoas que já apresentam sintomas e que desesperadamente procuram o sistema de saúde daqui e de Blumenau. Ou seja, estamos confirmando infectados pelos testes e não à procura da prevenção pelos testes numa arquitetura científica. Coisas bem diferentes!
Eu concordo com a retomada normalidade. Mas, esta, é uma “nova” normalidade. Ela exige cuidados, conscientização, planejamento e tem embutida riscos imunológicos, saúde, econômicos e de imagem das próprias autoridades nas suas apostas erráticas e na falta de ações e comunicação.
Os cuidados e planejamento eram necessários porque se sabia que os casos aumentariam quando se decidiu pela “nova” normalidade; a conscientização da população era fundamental porque tudo pode piorar, e contra ela própria.
De um lado as “autoridades”, verdadeiramente, não planejaram para essa “nova” normalidade. Discursos; enganação; intimidação. Ponto.
Do outro lado, porém, parte da população não foi suficientemente conscientizada – ou se nega reconhecer isso - de que ela é quem propaga a doença e a morte contra si, outros e à economia onde ela empreende ou se emprega; de que só ela é quem pode referendar a “nova” normalidade, que não é ideológica, partidária ou política, mas decorrente de um caso grave de saúde pública; de algo ainda não conhecido e dominado.
É a “nova” normalidade é que irá garantir empregos, geração de renda e riqueza para a sobrevivência mínima e digna de todos fora do ambiente do funcionalismo, dos comissionados públicos, dos políticos. Eles são os únicos que estão com os seus salários, mordomias, direitos e privilégios garantidos sugados da nossa miséria, doença e morte.
A “nova” normalidade é um ato de respeito aos profissionais de saúde, expostos, exaustos e limitados às suas ações na busca da vida para os outros, enquanto expõem as suas e por precaução estão ausentes de seus entes próximos.
Manter o “novo normal”, exige cuidados higiênicos, menos circulação, máscaras o tempo todo (no nariz e boca), sacrifícios para as reuniões, festas e encontros. É uma guerra a favor da saúde e da sobrevivência individual em uma “nova” normalidade coletiva e que parece, durará além das previsões otimistas feitas lá em março.
Se as “autoridades” não lideram, não planejam e não informam; se parte da população não se conscientiza de que ela é quem vai sofrer na carne e no bolso ao não seguir os novos protocolos da “nova” normalidade”, como numa guerra de verdade, é ela quem vai pagar com a vida e ver a sua terra arrasada, sem valor e expectativa num futuro de curto prazo.
Culpar as autoridades verdadeiras e as irresponsáveis, ou os políticos, pouco vai resolver neste instante e ambiente disputado de “verdades”. A culpa de um não salva ninguém da doença. Este é um tempo de somar. O momento de transformar as reclamações em mudanças reais é nas urnas em 15 de novembro. Acorda, Gaspar!
Kleber e os seus sentiram na semana passada, nas redes sociais e aplicativos de mensagens, o bafo dos que já perceberam que a continuada provocação está isolando cada vez mais o governo do plano dele de continuar no poder de plantão
O prefeito Kleber (à esquerda) questionado em vídeo pelo comerciante (Alemão) dono de restaurante que não pode abrir à noite devido à pandemia (à direita)
Primeiro: o decreto 9.449, de 9 de julho de 2020 assinado pelo prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, era necessário? No meu entender, sim! O editorial acima, expresso com clareza à razão disso. Não me uno das queixas e sim na incoerência dos que estão no poder de plantão contra a cidade, os cidadãos e cidadão.
Segundo: se analisar o conteúdo e a conjuntura, ficará claro de que problema não é exatamente o decreto, apesar de alguns exageros como o fechamento de bares e restaurantes às 18h. Em Blumenau é às 20h num decreto também mais restritivo. O problema é outro.
É que uma parte ponderável dos gasparenses está de saco cheio dos políticos que se empoleiraram na prefeitura devido à arrogância deles e da cara máquina de catar votos que montaram às custas dos pesados impostos, dos sacrifícios, da falta de transparência e retorno para a cidade. A pandemia é a gota d’água numa poça acumulada desde a posse em primeiro de janeiro de 2017.
O que diz o decreto?
I – Restaurantes, pizzarias, lanchonetes, food trucks, bares, adegas, tabacarias e similares, deverão encerrar o atendimento ao público até às 18h00min (dezoito horas);
II – Nos estabelecimentos que comercializam gêneros alimentícios, tais como supermercados, mercados, minimercados, vendas e feiras, o acesso para o período de compras deverá ser restrito a apenas uma pessoa por família, sem prejuízo da liberação do ingresso com menores de idade ou dependentes;
Ficam proibidas:
III – Execução de música ao vivo, com a presença de público, em qualquer lugar;
IV – Funcionamento aos domingos dos estabelecimentos que comercializam gêneros alimentícios, tais como supermercados, mercados, minimercados, vendas e feiras.
Coisas simples e óbvias para uma cidade que se descuidou e viu repentinamente o número de infectados reais pela Covid-19 aumentar muito. Então para que tanto berreiro se as medidas são para a proteção das próprias pessoas?
É um retrato atual. Ele mostra que o prefeito eleito Kleber não está com essa bola toda. Ele não lidera, não convence e está sendo repelido.
Tanto é que, o prefeito de fato, o presidente do MDB, o ex-coordenador da campanha de Kleber, o ex-secretário da Saúde por duas vezes (titular e interino), e titular da poderosa secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa, o advogado Carlos Roberto Pereira, saiu em seu socorro e levou mais pau ainda nas redes sociais.
O DECRETO ENDURECE ENQUANTO OS DO GOVERNO AMOLECEM
O decreto foi publicado exatamente na semana em que as redes sociais e os aplicativos de mensagens foram infestados de notas e fotos dos políticos, pendurados no poder de plantão, rodando a cidade em reuniões, encontros “casuais”, “visitas”, almoços e jantares políticos numa prática pré-campanha eleitoral e alguns deles sem a proteção que pedem aos outros.
Os atos, como revelei na coluna de sexta-feira e feita especialmente para a edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale, já é uma preocupação de que o PT não venha ser o adversário que se quer para derrubá-lo no discurso manjado, mas de uma terceira via tenha um fermento natural para crescer. Ou seja, estaria se procurando algo fora do que está governando e do que já governou a cidade.
Fechar às 18h foi o que pegou para os donos de bares e restaurantes.
“Então quer dizer que de dia esse coronavírus dorme e ele só age à noite? É um vírus putanheiro? Um argumento só do prefeito e dos vereadores do MDB de que o vírus só age à noite”, reagiu o Alemão [Claudenir Sachetti], dono do Estação Pizzaria e Restaurante num vídeo que gravou. Posou indignado defronte ao seu estabelecimento. Falava por si e por muitos do seu setor.
As imagens e a fala de quatro minutos inundaram as redes e os aplicativos de mensagens. O vídeo balançou o poder de plantão. Uma correria.
Alemão fala em uma lei. Não é: é decreto. Ele fala que a Câmara aprovou “a lei”; os vereadores e os do MDB, que é citado por ele no vídeo, diretamente nada tem a ver com isso. Decreto é canetaço direto do prefeito orientado pelos seus “çabios”. Lei sim, precisa da aprovação da Câmara.
OS REAIS RECADOS POLÍTICOS DO VÍDEO
Alemão começa assim: “alguém deve estar se perguntando o porquê do Alemão estar sem máscara em rede social. Eu estou sem máscara para provar para todo mundo que eu sou igual aos políticos de Gaspar. Estou sendo idiota igual a eles. Em época de pandemia sem máscara...”
Entenderam a mensagem? A máscara desse pessoal no poder de plantão caiu e venho repetindo isso aqui faz tempo. Os poderosos tratam todos como idiotas e não lhes passam pela cabeça de arrogantes, o contrário. E quando acordarem, poderá ser tarde demais.
Em outro trecho, Alemão teme que seu vídeo seja um pretexto para os da prefeitura irem ao seu estabelecimento fazerem a tradicional fiscalização da perseguição. Perceberam? Isso já virou marca registrada contra Kleber e os seus. Ela é amplamente conhecida em Gaspar. Eu sofro isso na pele. Não preciso de exemplo de outros.
E quando os poderosos de plantão e que fizeram um plano para ficar, no mínimo, 16 anos no poder perceberem que este assunto de perseguição está enfraquecendo-os, será também tarde demais. Os mesmos planos fizerem Bernardo Leonardo Spengler e Adilson Luiz Schmitt, ambos eleitos pelo MDB. A história já está escrita e não se modificará mais.
UM DECRETO CERTO, MAS....
No fundo, Alemão sabe a razão do decreto: as pessoas aglomeradas e sem noção nos bares e restaurantes à noite, com a permissão dos próprios gestores e proprietários. Vão se abrindo exceções em nome do negócio, da amizade, dos poderosos, dos que não temem nada e ai tudo sai de controle, como saiu. Se ele pode, eu posso... E não só aqui,
Além aparentar possuir consciência de que é época de medidas duras, Alemão reclama da Polícia Militar. Para ele, a PM não faz a suficiente fiscalização aos infratores e por isso, todos, incluindo ele, que se julga cumpridor das novas regras da normalidade – mas está sem máscara -, estão sendo prejudicados.
A PM tem esse papel, sim. E só o tem porque antes, muito antes, as pessoas são infratoras e sob as mais variadas desculpas. E no escurinho da noite... tudo é permitido. Há contaminação que se leva para todos os lados – lares, trabalho, lazer – aumentando a sobrecarga do poder público, limitado por vários fatores, inclusive o de gerenciamento de crises e porque é um ente político em campanha eleitoral.
A CHALEIRA ESTÁ FERVENDO
Kleber e os seus “çabios” estão, na verdade, pagando pelo que vem fazendo e acumulando nestes mais de três anos e meio de governo. Só isso. Alemão é a amostra de que a tampa dessa chaleira está segurando um pedido de mudanças. E se não a destampar...
E por que desse preço? A incoerência onde ele, o prefeito de fato, os “çabios” e agora se descobre que isso já contamina à sua bancada na Câmara, tratam os munícipes como tolos e desinformados, como se todos fossem reféns dos vídeos oficiais e das entrevistas sem perguntas dos políticos que infestam a prefeitura.
A cidade conhece as mazelas de todos. O poder de plantão e sua equipe de comunicação e marketing estão num mundo de fantasias. Exemplos?
O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, enquanto exige sacrifício financeiro dos que sustentam as burras da prefeitura, continua com seu alto salário de R$27.356,69 surpreendente intacto.
A máquina de comissionados e cargos de confiança – e agora se sabe que alguns deles nem apareceram no Diário Oficial dos Municípios, aquele que se esconde na internet e não tem hora para sair – feita para catar votos, continua intacta. Não se pode perder cabos eleitorais à beira das eleições. E a pandemia fica em segundo plano.
Na outra ponta, a proposta de redução de 20% dos salários dos vereadores e só por dois meses, está parada na Câmara há quase três meses.
A matéria simples é tratada escondendo-a. Num prazo bem diferente, a votação para o reajuste dos políticos (e aumento real de um por cento para os funcionários) tramitou em menos de sete dias na mesma Câmara.
Para a redução dos salários dos vereadores se está esperando a pandemia passar e tudo ir para a gaveta que está armada com uma suposta inconstitucionalidade.
E isso tudo, não impediu os vereadores, com dinheiro público, fazerem cursos preparatórios para a sua reeleição durante a pandemia.
Faltam, então, aos prefeitos eleito e de fato, aos seus “çabios” e aos vereadores da base (MDB, PP, PSDB e PDT) autoridade, exemplo e liderança para pedir sacrifício aos que já estão falindo, desempregando-se, sacrificando-se, doentes, mas obrigados a contribuírem para sustentarem à máquina governamental no poder de plantão que não lhes ouve, não interage e que ainda persegue quem questiona os erros e às dúvidas. Acorda, Gaspar!
A manchete de sexta-feira do Cruzeiro do Vale: "A explosão do coronavírus em Gaspar: 375 casos confirmados" [384 no domingo, mas com os laboratórios fechados este número hoje deve subir substancialmente], fez o prefeito de fato, o presidente do MDB, o secretário da Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira (foto), sair da toca.
Segundo ele, numa das suas redes sociais, “nenhum decreto ou lei vai resolver o problema”. E Roberto está certo. Ele repete tardiamente o que sempre escrevi aqui, que ele tanto contesta e não sabe como vai me calar. Com intimidação e constrangimento é que não será, certamente!
“Precisamos entender a mensagem principal, devemos fazer o isolamento social. Ir no supermercado somente quando precisar, não fazer festinha particular, não reunir a galera no bar e aí por vai”, escreveu. Repito: ele está certo!
Entretanto, quem dá o mau exemplo em Gaspar neste e outros assuntos?
Exatamente os supostos líderes da comunidade, os políticos, os que estão no poder de plantão e que se acham imunes à realidade e por isso, livres de críticas. Não daqui, mas da comunidade, incluindo seus próprios apoiadores.
E eles, como escrevi na coluna de segunda-feira feita especialmente para o portal Cruzeiro do Vale, saíram em campo para fazer contatos e campanha eleitoral antecipada temendo o pior: a perda do controle do poder político deles na cidade. Ah, já apagaram as fotos? Hum!
Então o secretário - que é advogado e já esteve titular e interino da secretaria da Saúde -, fala ao vento. Cumpre protocolo. E o vento entende e leva adiante. E os políticos que o rodeiam estão percebendo como se espalha esse tipo de incoerência. Ninguém é mais idiota, como salientou o microempreendedor, o Alemão, no seu vídeo e que lhes relatei no artigo anterior.
O que Roberto escreve nas redes sociais deveria ser um mantra do secretário nomeado da Saúde, e não do prefeito de fato, Arnaldo Gonçalvez Munhoz Júnior? Não é ele quem deveria ter essa autoridade natural? Ou não foi investido de verdade na função ou não a possui mais?
Não deveria ser este tipo de fala - e penitência - do prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB, um dos que apareceu nas fotos dos convescotes partidários travestidos de reuniões de amigos, almoços e jantares "espontâneos" nestes dias e sem máscara?
Ou isso, o de pedir à consciência o desgastaria ainda mais neste momento, pois não se dá ao exemplo de líder protocolar que é como aconteceu em igual situação com o governador Carlos Moisés da Silva, PSL, exatamente em Gaspar e que virou momento de comemorações de alguns políticos hoje sob fritura popular?
Moisés errou, tentou minimizar, mas se desculpou e hoje está recolhido em quarentena por ter contraído a Covid-19
“Nas últimas semanas relaxamos um pouco, é hora de voltarmos a ter mais cuidados, como no início”, salienta o secretário da Fazenda, numa suposta “mea culpa” do governo, ou esse “nós” da frase não inclui ele, o governo Kleber, os “çabios” e os quase 150 comissionados pendurados da prefeitura?
O GOVERNO PISCOU. ELE SABE QUE VAI TER QUE BAIXAR A BOLA DA ARROGÂNCIA
A arrogância deu lugar a uma suposta e inusitada humildade. Jogo!
O secretário afirmou no mesmo texto: “somos perfeitos? Claro que não, cometemos erros, claro que sim. Mas, tentamos acertar o máximo”. Ou seja, o governo Kleber pela primeira vez admite que precisa rever alguns posicionamentos dele. Isso era impensável até duas semanas atrás. Até o líder do governo na Câmara, Francisco Solano Anhaia, MDB, mudou o tom na última sessão da Câmara.
Esperteza às vésperas das eleições? Pode ser! O eleitor e eleitoras estão mais escaldados e esclarecido do que a prefeitura que se nega sistematicamente a transparência. Os resultados de 2018 ensinaram isso aos políticos, marqueteiros e viciados em poder. Não aprenderam?
A reeleição que parecia estar tão no papo do poder de plantão como ele arrotava por aí, apesar da máquina eleitoral que está à sua disposição, pode estar apenas perto do bico.
Por isso, prefiro a frase do político mineiro Tancredo de Almeida Neves, ex-primeiro-ministro, e presidente eleito, que nunca assumiu: “quando a esperteza é demais, ela come o dono”. Então não é bom arriscar tanto assim, já que percebeu que tudo o que era fácil pode se complicar.
Resumindo. Não é sem razão que o presidente do MDB de Gaspar tenta desqualificar as críticas de segmento da sociedade gasparense e o embate político de seus adversários, quando encerra a mensagem afirmando que “evitem o patrulhamento ideológico, ao invés de criticar as pessoas, ajudem e orientem. Vamos juntos vencer essa crise”.
Bonito, mas até então essa não era essa a pré-disposição do poder de plantão liderado exatamente pelo prefeito de fato: ajudar, orientar e vencer juntos, que não seja, pela dominação.
Que suposto embate ideológico é esse? O MDB, PP, PSDB, PSD, PDT, PSC e outros nanicos sempre foram conservadores e a base de Kleber é evangélica. O PT, o suposto ideológico da esquerda do atraso não está com essa bola toda apesar do passado vitorioso local.
O que o presidente do MDB de Gaspar que manda na prefeitura quer desqualificar agora? A terceira via que se ensaia com o PL, o DEM ou PSL, onde o pré-candidato é também evangélico? Não me digam que os poderosos MDB e PP com os seus satélites empregados na prefeitura de Gaspar estão com medo de gente sem estrutura, dinheiro e poder? É demais!
Finalizando.
Pois é. Do jeito que vai, sobrará sofrimento para o povo e incoerência aos políticos. Gaspar com dez leitos de UTI e 20 respiradores - os dez mais modernos não estão na UTI - começou a exportar doentes para Blumenau.
E parte da imprensa achando que isso é destino. Menos o Cruzeiro do Vale. E por isso, os políticos, tardiamente, estão se explicando e querendo parcerias, para aquilo que não possui explicação e naquilo que se negaram ser parceiros até aqui. Acorda, Gaspar!
Os vereadores Francisco Solano Anhaia, MDB, (à esquerda) e José Hilário Melato, PP, (à direita) se estabeleceram em incoerências em seus pronunciamentos na Câmara.
Na coluna de segunda-feira passada, mostrei como o governo Kleber Edson Wan Dall, MDB, é uma fábrica de inverdades.
No artigo de abertura da coluna sob o título “As contas de Gaspar mais uma vez não fecham nos discursos e na transparência dos políticos e gestores públicos com a cidade e os cidadãos. Jogam e não administram. Tratam todos como tolos, ignorantes e analfabetos. Apostam na imprensa que só publica propaganda enganosa feita em gabinetes para criar clima de campanha eleitoral”, mostrei à incoerência dos discursos oportunistas.
Há mais de dois meses na Câmara o vereador Cícero Giovane Amaro, PL, sugeriu ao governo Kleber imitar o de Indaial. Lá o prefeito tucano resolveu abrir uma linha de incentivos e quitar os juros dos empréstimos dos microempresários, que não atrasassem as obrigações na rede financeira da cidade.
Era uma forma de manter a economia local ativa em tempos de pandemia. Não discuto méritos e resultados.
Ao ouvir a proposta de Cícero, no entanto, o líder de Kleber e de Carlos Roberto Pereira, presidente do MDB e secretário da poderosa Secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa, o vereador Francisco Solano Anhaia, MDB, cortou o barato de Cícero.
Segundo ele, a prefeitura de Gaspar já tinha perdido quase 60% de arrecadação. E isso foi manchete aqui, pois para tal irresponsável argumentação como se provou com o tempo, o governo preferia o silêncio da imprensa.
O que aconteceu? Há duas semanas o próprio secretário não só “desmentiu” o líder do próprio governo, ao fazer manchete na imprensa local, jurando que o município não só não perdeu 60% como se anunciou, mas teve em tempo de pandemia quando todos estão perdendo, um acréscimo de 1,8% nas suas receitas.
Então isso, também foi manchete aqui. E de forma diferente. É que nos demais veículos por falta de arquivo, memória ou coragem, não ocorreu perguntar o que aconteceu com a afirmação do líder do MDB na Câmara que atestou uma queda de 60% no caixa da prefeitura. Aqui, isso não passou em branco.
Diante de nova manchete esclarecedora e desmoralizante feita aqui nesta coluna de segunda-feira sobre a incoerência na confrontação das afirmações, o líder do governo, enfiou a viola no saco, calmo, em tom sereno, foi à tribuna da Câmara, para dizer que apenas repassou uma informação sobre o assunto e que lhe foi dita por um funcionário da prefeitura.
Primeiro, Anhaia não devia mais confiar neste funcionário. E penso que nem Kleber, pois este funcionário não sabe o que está acontecendo na secretaria, na prefeitura, cidade e está levando a desmoralização do governo. Ele prova que não entende de números ou é um expert manipulador a serviço do poder de plantão.
Segundo, Anhaia teve dois meses para esclarecer e até se desculpar sobre este assunto. Não fez isso, continuou a cantar de galo e ignorar à transparência e explicações em favor da sua comunidade.
Terceiro, o governo finge não perceber. Entretanto, é esse tipo de comportamento que o deixa sem crédito e agora está com um certo medo das consequências.
A CELESC É A BOLA DA VEZ
Para desviar o foco da discussão dos problemas locais gerados pela pandemia e o próprio ciclone, os vereadores do bloco do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB descobriram duas fragilidades fora de Gaspar: a Celesc e o governo de Carlos Moisés da Silva, PSL.
Em parte, eles estão com a razão. Contudo, estão como o macaco: ele aponta o rabo comprido dos outros e não olha para o seu próprio rabo.
Esta suposta razão do poder de plantão em Gaspar tem um alvo certo: o PSL daqui que se ensaia ser adversário e que até ontem nem fazia cócegas.
Falta encontrar defeitos em outro alvo que cresce na cidade: o PL e o DEM. Se bem que contra o PL já se tentou como revelei anteriormente: Anhaia viu pecados no ex-vereador Rodrigo Boeing Althoff que foi ser secretário de Habitação e lá, Althoff ajudou a continuar na sua residência na Margem Esquerda sob dúvidas da Defesa Civil. Althoff diz que foi um lapso de Anhaia, pois não crê na ingratidão do atual líder do governo Kleber.
Retomo.
Santa Catarina foi surpreendida pelo “ciclone bomba”. Gaspar, também. E o principal estrago foi na rede elétrica. Vários vereadores – quase todos da bancada de Kleber - se revezaram na tribuna. Estavam indignados com dois pontos: primeiro, um canal de contato pessoal dos políticos locais à regional da Celesc; segundo, a demora para restabelecer a energia em alguns locais do município.
A Celesc deixou de ser uma entidade essencialmente política e os políticos não perceberam isso. E depois, tratou-se de um evento reconhecidamente excepcional, que terá que passar por reavaliações, pelo simples fato que ameaça ser uma possibilidade a por aqui, como são as enchentes.
Mas, ninguém se superou na contundência nas críticas ao governador Carlos Moisés e à Celesc como om líder do PP na Câmara, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato.
Como já escrevi acima, eu não tiro à razão dos vereadores e até do Melato. Antes, porém, é preciso, ter coerência para exigir dos outros aquilo que quando se estar no poder de plantão também não faz. É o caso de Kleber, seus “çábios” e do próprio Melato. Ele foi por quase três anos e meio o diretor presidente do Samae de Gaspar.
“O que podemos esperar desse desgoverno, se não fosse isso?”, acentuou Melato no seu pronunciamento. “Não existe sintonia entre os deputados estaduais, federais e senadores”, garantiu Melato para apontar o suposto isolamento político e de ações do governo do estado em relação às prioridades do estado e dos municípios catarinenses, misturando ainda, a Celesc e a Covid-19 no rol das reclamações.
E o que faz Kleber? E o que fez Melato no governo Kleber? Exatamente o mesmo que condena Melato! Com uma maioria na Câmara, Kleber a perdeu em 2018, exatamente por uma pixotada e diálogo de Melato dentro da bancada governista. Kleber ficou refém e custou caro a retomada dessa maioria no acerto feito com o PDT de Roberto Procópio de Souza.
E o que aconteceu com o Samae de Melato? Sucessivos erros estratégicos e operacionais. A lista é longa. Um deles foi dar numa CPI, a da drenagem da Rua Frei Solano e que o governo Kleber teve que fazer malabarismo. Usou o Regimento Interno da Câmara para matar no relatório final o que se apurou na CPI, onde o próprio Melato, constrangido, teve que depor.
Na mesma semana em que Melato tripudiava o governo do estado e a Celesc, o povo do Belchior Central ficava sem água por um dia. A causa? Falta de planejamento e sintonia ao tempo de Melato como presidente da autarquia com as secretarias de Planejamento Territorial, secretaria de Serviços Urbanos e a fiscalização das obras de reurbanização da Rua Bonifácio Haendchen.
O que aconteceu por falta dessa “sintonia” de Melato, mas reclamada por ele ao governo Carlos Moisés? Os registros do Samae foram tampados pelo novo asfalto. Assim, quando há um problema numa transversal, fecha-se um registro geral e o bairro fica todo sem água até o final do conserto.
Qual a solução dessa “falta de sintonia”, mais custos para todos os gasparenses. E por que? Será preciso quebrar o asfalto novo para se descobrir e destampar os registros para o uso a que eles foram colocados lá. E por que não fizeram isso na semana passada? Os políticos temeram o pau da comunidade numa obra que seque ainda não está “inaugurada” para o retorno em votos. Só isso!
Melato tem razão, mas ele padece do mesmo defeito de origem para quem ele aponta o dedo. Como é político, faz apenas som de flauta. E para que? Para permanecer no poder de plantão enganando seus ouvintes. Entretanto, eu sei diferenciar esses sons. Os eleitores e eleitoras parecem que também. Acorda, Gaspar!
Afinal, não somos, em tese, metropolitanos? Blumenau, Indaial, Timbó, Pomerode e Gaspar não poderiam possuir regras comuns como Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça?
Os políticos são bichos individualistas, vaidosos e mentirosos. Quando o tiro saiu pela culatra, eles logo arrumam culpados e se limpam da culpa. Quando se saem bem nas ideias e resultados, querem ser os únicos vencedores. Detestam compartilhar as glórias deles.
Blumenau acaba de endurecer as regras da “nova” normalidade de convivência com a Covid-19. E por que? Simples: não vai ter lugar nos hospitais para os doentes e que não só são de Blumenau, mas eles vêm exportados dos vizinhos, como Gaspar, apesar de aqui se ter Hospital com leitos e equipes de UTI para tratar os pacientes com a Covid-19.
O que o prefeito Mário Hildebrandt, Podemos, decretou na noite de domingo – ou seja, se trabalha durante a crise a qualquer hora de qualquer dia?
A proibição da realização de missas e cultos em igrejas ou templos de qualquer culto, bem como de qualquer reunião presencial de cunho religioso ficam suspensas. Já as lanchonetes, food parks, cafeterias, padarias, confeitarias, bares, tabacarias, adegas e similares devem encerrar o atendimento ao público até às 20h.
O Transporte Coletivo também fica suspenso por duas semanas, a partir da próxima terça-feira, dia 14. Os serviços de transporte municipal, intermunicipal e interestadual de passageiros, público ou privado, bem como de veículos de fretamento para transporte de pessoas, exceto casos expressamente autorizados pela Seterb, também ficam suspensos pelo prazo de 14 dias. Com isso, as linhas exclusivas para os profissionais da saúde serão retomadas, garantindo o deslocamento das equipes.
Entre as novas medidas, que complementam as normas em vigor, está a proibição à circulação de idosos (mais de 60 anos) e pessoas com cardiopatias graves ou descompensadas, portadores de pneumopatias graves ou descompensadas, imunodeprimidos, doentes renais crônicos em estágio avançado, diabéticos, conforme juízo clínico e gestantes de alto risco. A liberação permanece apenas para a realização de atividades consideradas essenciais, como o desempenho de atividades laborativas, os atendimentos de saúde e a aquisição de produtos alimentícios e de saúde.
As restrições também preveem multa para os proprietários ou possuidores de imóveis residenciais onde for constatada a aglomeração na forma de reuniões, festas ou qualquer outra atividade com pessoas não residentes no domicílio.
GASPAR É UMA ILHA?
As medidas de Blumenau são duras, mas as reclamações contra o prefeito de lá, as mínimas. Ele possui liderança, é cercado de técnicos e há entidades de representações intermediando e negociando essas restrições. Já aqui....
Blumenau vai encerrar as atividades presenciais dos bares e restaurantes as 20h. Aqui, às 18h e origem do berreiro. Quem a prefeitura ouviu e ponderou? Pessoas amigas. Associações representativas e entidades de classe, nenhuma. E aí permitiu o circo. Nem mais, nem menos!
O prefeito de Blumenau que tem salário normal menor do que o de Gaspar. Ele já reduziu – e faz meses - o dele e de seus secretários. Enxugou a máquina. Deu o exemplo do sacrifício na própria carne e assim, agora, pode exigir dos outros. Aqui, o altíssimo salário de Kleber continua intacto. O que os políticos daqui pedem aos outros, não fazem contra eles próprios. Nos finais de semana, fazem política, enquanto a doença avança...
Uma carta anônima – por isso ela perde o valor - circula nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Ela é dura nessas incoerências. Nela, os autores que se dizem comerciantes, pedem a redução de 45% dos ganhos dos políticos, servidores comissionados e vereadores. E pergunto: precisava chegar a isso? Não leram a coluna? Não ouviram a cidade? Estão fechados em bolha faz tempos e nem a aproximação fez ligarem o desconfiômetro.
Se o prefeito Kleber realmente fosse um líder, ele teria feito gestos mínimos de se inserir numa proteção metropolitana. E por que? Para se auto proteger politicamente. Preferiu mais uma vez ser um garoto propaganda de algo que não conduz. Está encrencado e às vésperas das eleições. Quem são mesmos os “çabios” que orientam o prefeito Kleber Edson Wan Dall, de Gaspar? Acorda, Gaspar!
Estudantes sem voz na Justiça. Desde o dia 17 de junho está ajuizada na Comarca de Blumenau, uma Ação Civil Pública patrocinada pela União Catarinense dos Estudantes. Ela pede à Justiça a análise da redução das mensalidades nas universidades catarinenses em decorrência da falta de aulas, das aulas não presenciais, da precariedade do ensino entre outras em tempos de pandemia.
A Ação foi distribuída ao Juiz Raphael de Oliveira e Silva Borges, que já atuou na Comarca de Gaspar. Ele está de férias. E quem o substitui não quer, pelo jeito, se arriscar em algo tão complexo e que vai dar certamente questionamento e visibilidade na decisão que tomará.
Quase um mês depois, apesar da urgência e do pedido cautelar, nada foi decidido. E as obrigações dos estudantes com as universidades continuam intactas. Isto amplia incerteza e até mesmo a desistência, pois parcela ponderável teve seus ganhos afetados pela crise econômica. Um dos que assinam a Ação, é o estagiário João Pedro Sansão, de Gaspar, em associação com o advogado Flávio Busatto Paganini.
João Pedro está inconsolável. Como ainda é estagiário, mas aprovado no exame da OAB para ser advogado quando concluir o curso de Direito na Furb, terá tempo para compreender melhor o Poder Judiciário, apesar de João Pedro já ter atuado em Brasília no escritório do ex-político e ex-ministro de Dilma Vana Rousseff, PT, José Eduardo Martins Cardozo. Ou seja, não é nenhum inocente.
Causou desconforto ao PL de Gaspar, a visita que o deputado Ivan Naatz, PL, fez ao prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, sem participação do Comissão local. Ivan veio pessoalmente, para comunicar ao prefeito as verbas que liberou para a cidade, via a Assembleia Legislativa.
Vir aqui, e não informar da agenda ou levar alguém do Comissão na reunião, além de ser uma amostra de distanciamento e desprestígio com o Comissão municipal, abre flancos para “notícias” como as que circularam em aplicativos de mensagens.
Elas tinham o objetivo de enfraquecer a pré-candidatura do engenheiro, professor universitário e ex-vereador Rodrigo Boeing Althoff e foram patrocinadas pelo poder de plantão. Elas davam conta de que a cúpula do MDB de Gaspar já tinha acertado com Naatz para o PL não ter candidato por aqui.
Quem conhece Ivan Naatz sabe da incapacidade dele em liderar e trabalhar em colegiado. Questionado pelo PL local, o próprio Ivan negou que tivesse esse tipo de conversa no encontro com Kleber e desmentiu um possível pré-entendimento para que o PL desistisse da corrida majoritária e assim facilitar a vida do MDB, que ainda tenta desmanchar qualquer possibilidade de terceira via em Gaspar. O MDB quer o PT como adversário.
O PL e o DEM, cuidadosamente, deram os primeiros passos para uma eventual dobradinha à chapa majoritária nas próximas eleições em Gaspar. Por outro lado, o pré-candidato do PL, negou tenha conversado com o PSL de Sérgio Luiz Batista de Almeida, para se integrarem na chapa a prefeitura.
Será que virá a repetição dos problemas da Rua Frei Solano e que deram em CPI na Câmara de vereadores? Qual a dificuldade dos engenheiros fiscais ratificarem o que já foi feito no trecho do Anel Viário de Gaspar entre a Rua Brusque e a Avenida Francisco Mastella?
A credibilidade do Hospital de Gaspar – que ninguém quem é o dono dele -, passa necessariamente pelo uso dele, por pessoas que o defendem, mandam nele e estimulam campanhas de doações entre outras, na comunidade e no meio empresarial. Na primeira dor de barriga, essas pessoas correm para Blumenau e lá ficam atrás de soluções e cura. É o que está acontecendo com líderes e políticos acometidos de Covid-19 aqui de Gaspar.
Outra. Os atendimentos no sistema público de Gaspar para a Covid-19 precisam ter protocolos conhecidos. Circulam nas redes sociais e aplicativos de mensagens relatos que beiram ao absurdo. Isso vai comprometer a imagem, já em baixa, do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB. Parece que só – e seus “çabios” - ele que não enxerga isso.
O isolamento social é prescrição mais frequente aos infectados de Gaspar. Naturalmente, há critérios técnicos e não sou eu, totalmente leigo neste assunto, quem vai questioná-los. Mas os pacientes acometidos pelo coronavírus estão temerosos quanto à evolução da doença nesse isolamento em suas casas e à forma de acompanhamento do quadro evolutivo.
É preciso canais fáceis e seguros aos doentes para esse relacionamento à distância. É uma questão de estabilidade emocional diante de muitas dúvidas relatadas sobre o atendimento em caso de agravamento e à medicação prescrita.
E quais as principais razões das preocupações? Primeiro é pela forma como foram admitidos e testados presencialmente no sistema público de Gaspar. Segundo, pela evolução da doença e que rapidamente está tomando os leitos de UTI da região, podendo faltar na hora da necessidade. Terceiro, porque a equipe de Saúde de Gaspar não transparece confiança e liderança nas soluções.
Aliás, no caso da medicação precisa se deixar bem claro à razão da escolha de uma e não de outra, até com conotação política, baseando-se unicamente na cientificidade dos resultados delas a pacientes acometidos por Covid-19. Informação e comunicação tem sido uma das fraquezas de Gaspar neste ambiente. Natural. É uma comunicação feita para a propaganda eleitoral e não para atuar em crises.
Periquitos. Os políticos de Gaspar deram para usar máscaras com a bandeira de Gaspar. Como ao centro ela possui estampada uma listra amarela, quando na face da pessoa, a máscara dá uma conotação de um periquito a quem a usa.
Novamente estão pedindo ao Deinfra, a recuperação do trecho de dois quilômetros da Avenida Francisco Mastella. Desta vez, foi o vereador Cícero Giovane Amaro, PL. Isso prova que a requerida municipalização de quase 20 quilômetros da rodovia que vai a Brusque, insistida pelo vereador Evandro Carlos Andrietti, MDB, é algo irresponsável não só contra os que moram e possuem negócios à beira da rodovia, Óleo Grande, Barracão e Bateias, mas principalmente contra aos cofres da prefeitura de Gaspar.
Pensando bem. Há 22 anos Gaspar tem dois partidos se revezando no poder: PT e MDB. Pode ser este os desgastes dos dois principais rivais que se alimentam para 15 de novembro.
Áudio de conhecida política em Gaspar e que circula em aplicativos de mensagens ela própria diz que no ano que vem precisa trabalhar na prefeitura, pois está cansada de trabalhar presa em empresas. Ela quer lidar com o povo...Como é que é?
Em Gaspar, os serviços concedidos pelo município quase todos estão sob improvisações. E não é de hoje no governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB. Editais que estão sendo feitos e ainda não se transformaram em concorrência pública e publicada, passam pelo crivo dos estão explorando o serviço sobre o improviso. Pode isso, Arnaldo? Em Gaspar, tudo pode. Acorda, Gaspar!
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