Editorial Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Editorial Olhando a Maré

20/07/2020

A UTI do Hospital de Gaspar, feita especial com 10 leitos para pacientes da Covid-19, lotou no sábado e bateu o desespero nos gestores públicos

Não é uma gripezinha!

A Covid-19 mais do que assustar, desafiar os incrédulos, adoecer e matar gente, ela deixou expostos nossos administradores públicos e políticos nos municípios. Em Gaspar e Ilhota nada disso foi diferente.

Não é uma gripezinha!

Enquanto os políticos tentavam calar a boca dos críticos e da imprensa que eles não os têm sob controle, o vírus da incompetência, falta de liderança e planejamento, e até da irresponsabilidade foi desmoralizando-os sem piedade.

Não é uma gripezinha!

O governador Carlos Moisés da Silva, PSL, foi acusado de impor restrições e os prefeitos o acusaram de interferida na vida dos municípios. Então pediram a alforria para gerenciar seus municípios. Justo, mas... Ao tempo em que impôs regras, Carlos Moisés manteve e invejou o Brasil nos índices baixos de contaminação. E ele soltou as rédeas para os prefeitos com a pandemia sob controle por aqui, inclusive em Gaspar e Ilhota.

Em menos um mês tudo ficou descontrolado. Incrível! Depois de se recuperar do vírus e pifar nos exemplos que pedia, o governador teve intervir novamente, num misto de alívio de uns e o falso incômodo de outros prefeitos incompetentes e indolentes com à dura realidade.

Não é uma gripezinha!

Em Gaspar, por exemplo, o quase lockdown (fechamento total) tem nomes e sobrenomes bem conhecidos.

E não foi por falta de aviso. É impossível que esta coluna vinha advertindo para esse resultado desde março e o poder de plantão resistindo, constrangendo e intimidando por tanto tempo. Agora, com a água já no nariz, encontrou culpados, que não ele próprio. Vergonha!

Não é uma gripezinha!

A Covid-19 só se tornou fora de controle entre nós porque houve arrogância para lidar com assunto tão sério contra a cidade (economia), os cidadãos e as cidadãs. Não é uma gripezinha, mas também não era o fim do mundo para fechar tudo, arruinar empregos e empresas como queriam alguns insensatos que já tem seus salários garantidos em qualquer crise pelos nossos pesados impostos e o sofrimento da população.

Existe vida que pode coexistir com a desgraça. É questão de sobrevivência, competência e inteligência.

Os próprios políticos abusaram nos maus exemplos. As redes sociais e aplicativos de mensagens estão entulhados deles. Agora, políticos do poder de plantão e seus cabos eleitorais – muitos deles empregados na máquina pública - providencialmente apagaram muitos desses registros. Eles o substituíram por mensagens pedindo distanciamento, isolamento sociais, higiene e uso de máscaras. Que coisa!

Não é uma gripezinha!

Diante do pífio resultado e que consequentemente lotou a provisória UTI do Hospital de Gaspar para tratar os doentes de Covid-19, ficou claro que o número exagerado de comissionados que infestam a pesada e cara estrutura da prefeitura de Gaspar não é feito de técnicos e especialistas, mas de curiosos, amigos e principalmente de cabos eleitorais escalados para trazer votos à reeleição e não soluções à cidade, cidadãos e cidadãs.

Não é uma gripezinha!

A Covid-19 fez estragos não só no ambiente da saúde, mas também no político e da gestão municipal em Gaspar. E se não houver uma recuperação rápida, defensável, sustentável, entendida pela cidade e aos que verdadeiramente produzem riquezas, impostos e empregos, as urnas do dia 15 de novembro poderão se contaminar por esta tal gripezinha.

Concluindo: o prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB, com os seus “çabios”, os quais fazem dele um mero garoto propaganda, são os que estão verdadeiramente à base da cloroquina para se salvarem da verdadeira gripe que os acomete.

Espera-se que ao menos tenham aprendido a lição com a dor dos outros. Não apenas os doentes, mas os que estão perdendo empregos e tendo que fechar seus negócios em meio a dívidas impagáveis. Acorda, Gaspar!

Sucessivos erros da Assistência Social e da Diretoria de Habitação de Gaspar deixam vulnerável no olho da rua


Um drama da catástrofe ambiental severa de 2008 que ainda não terminou até hoje para pelo menos uma moradora da Marinha, no Bela Vista.

Marlei Correia de Lima, 47 aanos, já apareceu por aqui diante de seus dramas de uma vida marcada pelos desalinhos emocionais e infortúnios de quem é dependente das políticas públicas para uma dignidade e sobrevivência mínimas. Ela é o retrato de como o poder público discrimina, mal avalia ou falha – e como - na proteção, orientação e inserção dos vulneráveis que estão ou são de Gaspar.

Este é um assunto recorrente. Aqui as pessoas estão em segundo plano via Saúde, Assistência Social, Educação e Creches. As grandes obras públicas – algumas delas cheias de dúvidas e que até foram dar em uma CPI na Câmara com relatório no tapetão dominado pelo governo de Kleber - são as prioridades.

Volto. O apartamento de Marlei no condomínio popular Milano – inaugurado em 2013 e com 224 unidades no bairro Coloninha sob a presença maciça de políticos e “pais da criança” à cata de votos - está indo a leilão, segundo ela foi surpreendida e informada pela síndica do residencial.

Ela deve as obrigações condominiais. Não pode. Se o condomínio for olhar para os dramas de cada um, vai falir e se deteriorar como comunidade. Mas, no fundo, Marlei nem deveria estar lá. Afinal, ela tinha uma “casa” de forma precária na região da Marinha e que foi embora em 2008 com a catástrofe ambiental severa de 2008. E os que tiveram esse tipo de perda la, foram recompensados com uma nova moradia em programas sociais específicos. Menos, Marlei.

Pior. Marlei não tem renda nem para pagar o condomínio – e em muitos casos até a luz como se prova – muito menos para pagar a prestação do apartamento, por menor que ela seja. Marlei ainda tem um filho adolescente para “sustentar”. Ou outro está com a avó. Marlei está diagnosticada comum uma vulnerável social.

Então, Marlei não deveria estar habilitada a um apartamento no Milano por várias razões além da falta de renda: pela instabilidade, pela vulnerabilidade e principalmente pela origem do problema de desabrigo dela.

Quem falhou? A diretoria de Habitação da prefeitura ao tempo do governo petista que a habilitou – via a assistente social da área - para o Milano e a rejeitou no projeto de reurbanização da região da Marinha, feita pelo governo Federal petista, bem como, por quem não viu que ela era merecedora alternativamente de uma daquelas casinhas de plásticos no Belchior Baixo.

UMA SECRETARIA DE DESASSITÊNCIA E DESIMPORTÂNCIA

O que mostra tudo este retrato caótico?

Que a secretaria de Assistência Social em Gaspar é uma área política, ocupada na gestão por curiosos, quando deveria ser técnica e vital nas políticas para mitigar os graves problemas de uma cidade dormitório e agravados cada vez mais, diante das situações de crises econômicas que atingem em cheio os mais pobres, os doentes e os que não possuem padrinhos políticos para os caminhos certos na burocracia, ou são usados pelos políticos interesseiros, como propaganda enganosa e massa de manobra eleitoral.

Perguntei a Marlei porquê ela estava lá no Milano se sabia – fato que ela reconhece - não ter condições para sustentar as demandas obrigacionais dele. “Não me avisaram que eu tinha que pagar tudo isso aqui. Foi pura sacanagem da...”, ao citar uma funcionária pública que fez essa indicação e a tramitação de jerico para ela.

Nas casas precárias que alugou ou invadiu depois de perder a da Marinha e até se estabelecer no Milano, as quais peregrinou exatamente por não possuir renda, ao invés de ser ajudada, foi perseguida pela Assistência Social. “Tiraram fotos e levaram para a promotora. Queriam provar que eu não tinha condições de criar meus filhos...”.

Só esse fato em si, mostra à complexidade técnica do assunto e às compreensões antagônicas dos atores obrigados à solução.

A desassistência social não é apenas uma prática do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, do vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP, e do que é o prefeito de fato em Gaspar, o presidente do MDB e secretário da Fazenda, Carlos Roberto Pereira e que se acentuou muito nestes últimos três anos e meio. Vem – e registro, com frequência - desde o governo de Adilson Luiz Schmitt, MDB, mas se estabeleceu nessa prática distante da realidade técnica nos governos petistas de Pedro Celso Zuchi.

Os embates com o Ministério Público e até o poder judiciário – e que até levou à perseguição e desmoralização de uma juíza no plano nacional – nestes longos 15 anos que acompanho de perto este tipo de problema em Gaspar, retratam bem as resistências, à individualidade e o improviso políticos nesta área pelos gestores de Gaspar.

COMO TRANSFORMAR DRAMAS EM VOTOS?

O drama de Marlei nasceu bem no final do governo de Adilson, mas se solidificou nos governos de Zuchi – que deu a solução errada - e Marlei continuou marginalizada com Kleber, sem os olhos necessários do Ministério Público. Marlei é um problema! Contudo, existem outros iguais e tão complexos quanto por aqui.

Eu exagero sobre o aparelhamento político da secretaria de Assistência Social de Gaspar? Então não vou repetir o que já escrevi no e sobre o passado. Vou refrescar sobre o presente. Quem Kleber nomeou como seu primeiro secretário de Assistência Social? Ernesto Hostins, seu ex-assessor parlamentar na Câmara e presidente de partido nanico da campanha onde estava concentrado o núcleo evangélico de apoio.

Ernesto não deu conta do recado. Pressionados pelas circunstâncias, saiu alegando estar doente, entretanto, não o suficiente para perder as boquinhas públicas. Quem foi nomeado para o lugar dele? Um funcionário de carreira da prefeitura, Santiago Martin Navia, MDB.

O que aconteceu com Santiago? Acaba de sair do posto de secretário – e só porque a legislação exige - se dizendo pré-candidato a vereador em 15 de novembro.

E o que faz? Ele usa intensamente o horário de serviço para postagens nas redes sociais na autopromoção, bem como fora do local de serviço – sem à devida nomeação para as funções extras que exerce. Ele se promove em “visitas”, “inspeções” e “observações”, tudo para garantir a indicação de candidato num ambiente congestionado no seu partido. Como secretário, todavia, não conheceu, construiu e encaminhou soluções ao caso Marlei.

Falha o CRAS, falha o CREAS e falha até o CAPS. São sopas de letrinhas que possuem uma importância relevante para a cidade, seus cidadãos e cidadãs vulneráveis. Marlei é uma figurinha carimbada nesse ambiente. Já brigou com assistente social, já ameaçou se suicidar, já perambulou muito por aí atrás de ajuda e sorte, que lhe é madrasta na sua vida sofrida.

Ela tenta se enquadrar em programas de renda mínima do governo Federal, não se enquadra, mas por falta de ajuda e orientação. Tenta se “aposentar” por invalidez, mas não consegue, por falta de ajuda e orientação. Tenta o programa de Renda Complementar da prefeitura, mas não consegue, por falta de ajuda e orientação. E o drama dela se realimenta em supostos infortúnios e que antes aparentam serem eles da falta de estabilidade emocional.

Agora, mais uma vez ela está num beco quase sem saída. A culpa é dela e suas escolhas, inclusive política, pois Kleber a tinha como uma eleitora sua. A culpa é dela ou dos que a envolvem e alimentam esperanças?

Claramente, Marlei não é mais uma eleitora – para nenhum candidato -, mas uma vulnerável que precisa de ajuda e orientação, diante de tantos problemas emocionais que acumula. Acorda, Gaspar!

Uma causa, uma liderança, uma equipe de voluntários focada, uma realidade, transparência e prestações de contas fizeram a Feijoada da Agapa, em tempos de pandemia, ser sucesso em Gaspar

A causa animal não pode mais ter sentido político nos dias de hoje. Ela é antes de tudo uma ação de saúde pública e de consciência urbana. Foi por isso que a feijoada da Agapa – Associação Gasparense de Proteção aos Aminais - nas dependências do Trilho’s – que cedeu o espaço - foi um sucesso, apesar da total omissão do poder de plantão.

E essa omissão vem muito antes de chegar a Covid-19 entre nós, e que exige dos gestores públicos à priorização desse embate em favor da sua comunidade, onde também falharam como já relatei em artigos anteriores e no editorial da coluna desta segunda-feira.

Mais de 600 gasparenses adquiriram cartões para pegar a feijoada e levá-la para casa.

Foi um sábado marcante para a Agapa em meio aos custos de castrações, recolha, abrigo e alimentação de animais em Gaspar. O custo desta operação de guerra e quase solitária aumentou muito nos últimos meses.

Se por um lado as despesas só subiram, por outro as receitas diminuíram muito por omissões e razões óbvias. O poder público cortou a ajuda e daquilo que é obrigado por lei fazer a cidade e à causa, além das promoções voluntárias da Agapa que foram reduzidas em função da Covid-19.

É uma triste equação que não fecha e exige mais dos que estão dirigindo a Agapa e impedindo que cães e gatos sofram ou morram.

Então a arrecadação obtida com a feijoada no sábado foi para fazer frente à parte daquilo que é dever do poder público fazer e ele não faz em Gaspar. E repito: não é de hoje. A ajuda só aparece para as entidades que estão aparelhadas ou submissas politicamente ao poder de plantão.

A arrecadação foi também para reparar a irresponsabilidade de pessoas com o que diziam serem seus animais de estimação. Ninguém maltrata ou abandona aquilo que estima.

Por outro lado, o evento serviu para desmascarar os candidatos a vereador que se declararam nas redes sociais defensores da causa animal em Gaspar.

Eles não apareceram nem para ajudar voluntariamente, nem para contribuir, ou sequer, para comprar um cartão da feijoada. Estão bem distantes da causa e principalmente dos problemas. E esses problemas são graves, custosos e longe das soluções mínimas para a cidade.

Igualmente nenhum vereador da atual legislatura apareceu por lá.

Há um grupo muito ativo de voluntários na Agapa e liderado pelo cabo bombeiro militar Rafael Araújo de Freitas. Foi essa liderança, mas principalmente à ação dos voluntários, a razão do sucesso da promoção. Estavam participativos neste evento 23 deles, além de outros 30 que fizeram o sucesso das vendas de cartões. É a parte da Gaspar acordada. Acorda, Gaspar!

Kleber volta atrás.

Escolhe o cenário que demorou dois meses para abrir aos com sintomas da Covid-19 e diz que se Bolsonaro enviar, os médicos vão poder receitar e liberar a Cloroquina em Gaspar


O prefeito Kleber (à esquerda) fala que pediu Cloroquina ao Bolsonaro e ainda não recebeu. A fala dele foi no centro de triagem aos com sintomas de Covid-19 do Ginásio João dos Santos anunciado como pronto para o povo doente em abril (ao centro), mas só aberto de verdade na semana passada ( à direita)

O prefeito eleito de Gaspar, Kleber Edson Wan Dall, MDB, não sabe mais ao que recorrer para salvar à sua imagem nesta pandemia da Covid-19, que o pegou em sucessivos erros e contradições. Faltou organização, liderança e gestão da crise.

Depois de ser desnudado quando proibiu os restaurantes e pizzarias da cidade de funcionarem a partir das 18h enquanto liberava cultos e missas a noite, por exemplo, o evangélico não aguentou a pressão das lideranças da base religiosa. Ela sentiu o cheiro do demo no ar e já procura um novo Salomão ou um Moisés bíblicos.

Na noite de domingo, Kleber colocou nas redes sociais mais um vídeo daqueles onde ele é o ator de si mesmo, e declarou o seguinte defronte uma tenda identificada como “farmácia”:

“pessoal: aqui no Centro de Triagem do Ginásio João dos Santos, as pessoas que vêm aqui, são atendidas por médicos, e de acordo com a avaliação, do médico, a pessoa já sai daqui com o medicamento. Inclusive, nós já pedimos ao governo Federal e estamos aguardando o governo Federal, conforme o prometido, a Cloroquina, para a gente colocar aqui à disposição dos médicos, que depois de acordo com a avaliação clínica, poderá também receitar a Cloroquina aqui em Gaspar. Aliás, a Cloroquina nunca esteve proibida a prescrição de Cloroquina para a nossa população. Então pessoal, dessa forma, nós vamos trabalhando, e juntos nós vamos vencer a corona vírus aqui em Gaspar”.

Primeiro, Kleber esqueceu de dizer e se desculpar com os gasparenses.

É que o Centro de Triagem onde ele escolheu gravar a mensagem, ele o anunciou como pronto lá em abril. Entretanto, Kleber só abriu de verdade ao povo, após colocar os doentes e vulneráveis sob tendas ao sabor do frio, vento e umidade dos dias chuvosos defronte ao Posto de Saúde do Centro. Ali era visível o perigo, o desconforto e a incapacidade de atender à demanda crescente de gente com sintomas da Covid-19.

Kleber só refez esse erro de seus “çabios”, após ser estraçalhado nas redes sociais pelos que estavam no calvário e que foi tema de mais uma coluna aqui que percorreu a cidade.

Segundo. Kleber diz na gravação de domingo de que a Cloroquina nunca esteve proibida por aqui. Pode até ser. Mas quem acredita nisso?

Para se ter dúvidas, basta percorrer as redes sociais e ver que seus pitbulls escalados nesta área, sempre condenaram esses medicamentos e de forma ideológica. Outra, não tinha a disposição.

Mais: Kleber culpa o governo Federal de Jair Messias Bolsonaro, sem partido, pela falta do produto aqui. Isso é para se livrar da falta de posicionamentos técnicos. Se a Cloroquina fizesse de fato parte do coquetel de remédios receitados pela área médica do município, Kleber deveria licitar e comprar. Está apenas transferindo o problema para quem está minando ele na sua própria base popular, a evangélica.

“Está jogando para a torcida”, matou na mosca, o pré-candidato a prefeito do PL, Rodrigo Boeing Althoff, enquanto o pré-candidato do PSL, também evangélico como Kleber, Sérgio Luiz Batista de Almeida, defensor do medicamento e também da Ivermectina, sem ser médico ou cientista, soltava cobras e lagartos, seguido de gente como Demétrius Wolff, do DEM, e Marciano Silva, do Patriotas. Até Rui Carlos Deschamps, PT, no outro campo ideológico quando soube do vídeo, percebeu a jogada: “meu Deus, está apelando; atitude de desespero”.

“A esperteza quando é demais, ela come o dono”, dizia o ex-primeiro ministro e presidente eleito que não se empossou, Tancredo de Almeida Neves. A irresponsabilidade de Kleber com a Saúde, como mostrei na coluna de sexta-feira, está bem retratada na sucessão de nomeações de titulares em seis oportunidades na secretaria da Saúde em três ano e meio de governo. A Covid-19 apenas acelerou o processo de desgaste naquilo que não aparecia tão claramente para o povo. Como esta coluna esclarece... Acorda, Gaspar!

UM RETRATO


O print acima, mostra que o governo de Jair Messias Bolsonaro, sem partido, repassou para a secretaria de Assistência Social de Gaspar, R$35.175,00, carimbados, para a compra de EPIs – Equipamento de Proteção Individual. Até agora, só máscaras. Na semana passada, apareceram termômetros. Os repasses federais só para a Assistência Social só este ano atingem quase R$800 mil...


TRAPICHE

URGENTE: reviravolta nas pré-candidaturas a prefeito em Gaspar. O presidente da Comissão Provisória do DEM, Paulo Filippus, anunciou nesta segunda-feira, pela manhã, a pré-candidatura a prefeito do empresário, Wanderlei Rogério Knopp. Ele trabalhou na ex-Ceval, foi presidente da Associação de Moradores do Gaspar Grande e ex-presidente do Clube Atlético Tupi.

Imediatamente ao anúncio do DEM, houve a reação do grupo que forma o Aliança Brasil - futuro partido do clã Bolsonaro - e que estava no DEM. Demetrius Wolff pediu à desfiliação do partido. Alegou discordância com Fillipus, e que, supostamente, teria dado liberdade a Demetrius para conversar e compor com outros partidos.

Felippus, que já expulsou do DEM o ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt, por ele se filiar no partido sem o seu aval, esclareceu que não deu essa autonomia a Demetrius e grupo dele. Deixou bem claro que é ele quem manda na Comissão, enquano ele ainda for presidente dela.

O que irritou Filippus? Foi o encontro de Demétrius - no dia do aniversário de Filippus e sem a sua presença - com o PL de Rodrigo Boeing Altoff, para formarem aliança com o DEM. Felippus acusa Rodrigo de ter ligações com o PT e com o atual prefeito, Kleber Edson Wan Dall, MDB, por ter sido Rodrigo em 2012, candidato a vice pelo PV e perdido àquela eleição com Kleber.

Questionado por esta coluna da relação de Wanderlei com poder de plantão nos mesmos laços que Filippus condena em Rodrigo, o presidente da Comissão Provisória do DEM disse desconhecer totalmente essa possibilidade.

Para alguns, o laço de Wanderlei está com Claudionor da Cruz e Souza, via o PSDB e que se uniu a Kleber, mas só depois de manobrar com a vereadora Franciele Daiane Back para tirar a ex-presidente Andréia Simone Zimmermann Nagel do cargo de presidente e entegar o partido ao comando do atual chefe de gabinete de Kleber, Jorge Luiz Prucino Pereira. E ponto comum de Wanderlei e Claudionor, além da longa amizade pessoal e profissional, é o fubebol e o Tupi.

Paulo Filippus tem passado as últimas semanas ocupado com os ataques que vem desferindo nas redes sociais contra o MBL nacional e do qual se diz um dos fundadores. Foi, ao menos, o seu representante por aqui. O surgimento de Filippus nesta segunda-feira lançando um pré-candidato a prefeito em Gaspoar para 15 de novembro, surpreendeu a todos.

Isso vai obrigar Filippus a ficar exposto em Gaspar, inclusive perante a ala conservadora onde é um dos representantes. Se ele tiver a mesma obstinação que possui na briga virtual com o MBL, é certo que não ficará pedra sobre pedra no atual poder de plantão. A não ser, que a candidatura de Wanderlei, seja uma distração construída para proteger Kleber e os seus, como desconfiam os conservadores locais consultados pela coluna.

E para encerrar este assunto na coluna de hoje. Paulo Filippus é um fator de instabilidade para o conservadorismo e à direita gasparense. A condição de presidente da Comissão Provisória do DEM foi obtida com a articulação de Adilson. Filippus - que é suplente de vereador e não assumiu a vaga porque a vereadora titular Franciele não permitiu - nega. E para deixar claro que não ganhou a presidência do DEM com a articulação de Adilson, excluiu-o no canetaço do partido.

Agora, desautorizou Demetrius, o parceiro bolsonarista. "Não tinha time", justifica. "Era só ele e um tal de Luiz", descreve. O certo é que Filippus se impõe no partido e não vai dar chances para quaisquer dúvidas. Mas, se não se cuidar, vai ficar sozinho, até porque a última vez que apareceu para fazer política, foi há quatro anos. "Eu precisava salvar o meus negócios", justificou mais de uma vez quando eu o questionei sobre essa ausência dele no ambiente político gasparense e até do seu reduto, o Distrito do Belchior.  

AGORA O COTIDIANO. Primeiro: não chamem para a mesma mesa - e por enquanto, pois tudo tem acerto neste mundo dos políticos em desespero -, o empresário Osnildo Moreira e o pessoal do MDB que está no poder de plantão em Gaspar, a quem, ele já deu créditos e votos. Osnildo virou um crítico de fina ironia nos vídeos curtos que produz e os coloca nas redes sociais. São recados. São mais desmoralizantes e destruidores do que dez longas colunas minhas.

Segundo: Osnildo postou uma revelação de traição que se parece com muitas outras no ambiente político. Essas traições se desnudam em poucos segundos. Elas conspiram contra o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e que quer se reeleger. Há quem diga que Osnildo está apenas esperneando para recuperar o que perdeu, com outro preço pelo vexame a que foi exposto.

Usando o dramaturgo e ator inglês Willian Shakespeare (1564/1616) na peça “Hamlet”, nos personagens dos coveiros e do diabo, na versão de Osnildo, ele ensina que “você é assediado para dar apoio para o futuro rei. E quando o rei bota a coroa, aí você não serve mais”. Ai, ai, ai. Mas, não são cenas do que escrevo sempre aqui e por isso sou constrangido, ameaçado e processado. Kleber esqueceu que ele precisa se reeleger? Contra colunista que não se vende até entendo, mas contra um potencial cabo eleitoral? Hum!

Terceiro: é bom decifrar essa história. O coveiro é o próprio Osnildo, afinal foi ele que depois de cooptado quem deu apoio a Kleber. E como recompensa no trato feito, ganhou a gestão do cemitério municipal. Entretanto, foi tirado de lá, conforme se conta por aí, por exatamente não pactuar com coisas naquilo que achava serem estranhas e não queria se tornar responsável por elas.

O advogado é o prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, presidente do MDB, que de acordo com Osnildo, não sabe se vai processá-lo, por estar cobrando publicamente o que lhe prometeram pela conquista do reinado juntos. O que mostra o vídeo cifrado de Osnildo? Como se move à intimidação e a ditadura no poder de plantão em Gaspar aos que não se ajoelham e rezam o catecismo da turma. Elas estão corroendo e fragilizando o governo Kleber por dentro.

E quem colocou Osnildo na rua? Foi alguém que ele cifrou como “fugitivo do Paraná”. Hum! E parece que Osnildo o conhece muito bem, pois disse ser o fugitivo de pouca coragem: nem ir pessoalmente para lhe dar o bilhete azul foi capaz. “E o rei? Sumiu”, concluiu tardiamente Osnildo no vídeo. Isso a cidade inteira sabe faz tempo. Fazer pacto com o diabo, dá nisso. Vade retro, Satanás!

OS MEUS REMÉDIOS. Eu quando doente e preciso me consultar ou me medicar procuro profissionais afamados – quando posso - e de confiança – sempre. Não me peçam para defender remédios que não sei se são bons ou ruins. Eu não entendo disso.

Eu confio nos meus médicos. E quando perdi a confiança neles, troquei-os, sem dar uma única explicação. E quanto mais leio as bulas, todas disponíveis na internet, mais tenho medo das drogas que me receitam.

É o fim da picada quando políticos proíbem e defendem remédios, seja ele presidente da República, o enfermeiro secretário ou auxiliar de farmácia, escalado pelo poder de plantão para ser o pitbull do descalabro local e meter medo nos que questionam à falta de política no combate a Covid-19 ou a transparência na saúde Pública de Gaspar.

Prescrição de remédios é algo exclusivo para médicos. Falar sobre drogas é ambiente de cientistas, farmacêuticos, químicos e outras especialistas. Nesta terça-feira, o PSL trará para polemizar na sua live o médico Adilson Tadeu Machado, que atuou como voluntário em Blumenau e prescrevia a Ivermectina e os derivados da cloroquina. Teve que sair.

A Câmara de Gaspar fará nesta terça-feira a sua sessão remota, como parte dela na proteção contra a Covid-19. Mais um teste ao aplicativo da internet.

Exemplos. O pessoal da prefeitura de Gaspar que entregava telhas aos atingidos do ciclone bomba, sem máscaras. Só nesta segunda-feira é que a prefeitura estava promovendo a desinfecção de ambientes públicos.

Pensando bem. Se a Ivermectina não resolve o problema da Covid-19, ao menos acaba preventivamente com piolhos e vermes de quem a toma.

Apoiadores mais a direita do pré-candidato Rodrigo Boeing Althoff, PL, reclamam de três coisas: que não se posicionou a favor ou contra os remédios que dizem curar a Covid-19; que está em quarentena em casa; e que não está articulando de verdade a sua candidatura.

Segundo o novo decreto em vigor em Gaspar, “as missas, cultos e demais celebrações somente poderão se realizar presencialmente aos sábados e domingo”. Perguntar, não ofende: mas não são aos sábados e domingos a preferência dessas celebrações?

Não está fácil. No domingo à noite, em Blumenau, havia três pacientes com Covid-19 com indicação de UTI, fora dela. Estavam numa enfermaria denominada de “guerra”.

COMUNICAÇÃO oficial na prefeitura de Gaspar falha sob todos os aspectos e no mínimo essencial. Há muitas reclamações de pessoas que procuram o Centro de Triagem da Covid-19, no Ginásio de Esportes João dos Santos.

Quando chegam lá, descobrem que deveriam ter um papelzinho de encaminhamento dos postinhos ou até do Pronto Atendimento do Hospital. E aí começa uma briga aos inconformados, ou um calvário aos resignados, bem como um desgaste à imagem do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB, que fez as escolhas dos seus “çabios” nesta e outras áreas.

Um comportamento idiota. Estamos numa crise de saúde sem precedentes. Não há vacinas preventivas. Não há remédios curativos conhecidos. Sabe-se que a máscara é uma barreira física importante para diminuir o contágio da Covid-19.

Mas, à falta de recursos físicos e financeiros para diagnosticar e tratar a doença, às 80 mil mortes e a projeção de que elas ainda vão chegar a 150 mil, foram suficientes até agora para vencer à ignorância, à crença ideológica de imunidade, à falta de respeito à vida alheia e convencer que a barata e o simples uso da máscara resolvem, em parte, os problemas. A máscara - e outros cuidados com a higiêne e contatos - é a nossa retomada econômica, mais empregos, menos falência.

 

Comentários

Teresa
23/07/2020 17:39
funcionario do samae

vazamentos rotineiros

voce esta mal informado onde fechar o funcionario sabia o problema e que o registro foi coberto com asfalto quando foi feito o desvio pela rua honorato muller pela secretaria de obras
Carlos Minella
23/07/2020 17:08
PANDEMIA OU PANDEM?"NIO?

O Brasil vive, assim como outros países, essa crise viral há cerca de 4 meses. O que a OMS (certa ou não) indicou é que se fizesse o isolamento e esse isolamento serviria para dar tempo ao estado-nação de se preparar, fazendo hospitais de campanha, comprar aparelhos e medicamentos que brandem os sintomas. Essa é a teoria, e a teoria é sempre linda, perfeita e funcional.

Vamos a prática:

Uma briga politica, nos três níveis: estadual, municipal e federal, com os três poderes envolvidos, desde o legislativo até o judiciário.

Seria Incrível ver eles brigando para serem o "pai da criança", porém o que se vê é uma briga para ver quem vai amputar o braço do outro;

Com isso, passou-se 4 meses, hospitais e aparelhos superfaturados, nenhum plano de combate realmente eficiente, ou no mínimo coerente. Passou-se 4 meses e o melhor que temos é uma "hashtag" dizendo fique em casa, agora a nível municipal temos uma homenagem, justa, porém desnecessária que envolveu varios nomes e iguras políticas. vestindo camisa branca.

Aos que fizeram essa homenagem vou aqui deixar claro o que essa camisa branca significa: Uma bandeira branca em campo de batalha dizendo "eu me rendo".


Enquanto isso isolam a população, o que seria uma medida paliativa virou uma medida de combate, e já não bastou macular a economia durante dois meses no início da epidemia, que aliás foi uma piada, a doença ainda em SP e SC e cidades de SC já travaram tudo. Ou seja, pararam o jogo por conta da chuva e do então, sendo que a chuva e o vento não haviam começado e nem nuvem havia perto. w

Herculano
23/07/2020 14:08
EM CAMPANHA COM A DESGRAÇA DOS OUTROS

O deputado Ricardo Alba, PSL, não sabe o que fazer para decolar a sua candidatura a prefeitura de Blumenau.

Agora, está liderando uma campanha para a "volta à normalidade". Foda-se a falta de leitos e UTIs nos hospitais do município e da região, onde médicos e profissionais de saúde contaminados estão escasseando em função do isolamento a que são obrigados para a cura.

E se o jovem deputado, acostumado a pular de partido para aproveita a onda política, ficar doente de verdade, mesmo que não seja a Covid? Quem irá cuidar dele?
Herculano
23/07/2020 14:01
SEXTA CANDIDATURA EM GASPAR?

É preciso, primeiro, somar

O que está posto oficialmente são apenas quatro e uma está em ensaio.

Segundo, é preciso acompanhar o que acontece na cidade.
Herculano
23/07/2020 12:24
A COLUNA DE AMANHÃ

A coluna Olhando a Maré inédita feita especialmente para a edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo ( 30 anos) e líder em circulação em Gaspar e Ilhota, já estava pronta desde ontem.

Nela, mostra que o poder plantão em Gaspar aposta que os conchavos em Blumenau, Florianópolis e Brasília retirem ou enfraqueçam sobremaneira os seus concorrentes da competição. Quem diria? Acorda, Gaspar!
Miguel José Teixeira
23/07/2020 11:14
Senhores,

PeTralhas novamente. Sempre eles. . .

"Ex-governador do DF Agnelo Queiroz é alvo de operação que investiga esquema de propina na contratação de leitos pela Secretaria de Saúde

Polícia apreendeu arma e mala de dinheiro durante cumprimento de mandados; Agnelo foi conduzido para delegacia. G1 tenta contato com defesa.

(+em: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2020/07/23/operacao-apura-esquema-de-propina-na-contratacao-de-leitos-pela-secretaria-de-saude-do-df-na-gestao-de-agnelo-queiroz.ghtml)

Matutando. . . há malas que vem para o bem!
Herculano
23/07/2020 11:08
MAIS UMA COMUNISTA

Do Carlos Tonet, no twitter:

Anote esse nome: Bia Kicis.

Nova comunista. Atualize sua lista.

Amigaça do Mito. Levou pé na bunda. Mais um soldado ferido largado no campo de batalha.

Até o fim do mandato teremos mais comunistas do que em 14 anos de petismo.
Herculano
23/07/2020 11:04
da série: Bolsonaro desmanchando o Bolsonaro para salvar a si e principalmente, os filhos e os perigosos laços com as milícias do Rio de Janeiro, na aproximação de proteção que faz com o Centrão.

BOLSONARO TIRA BIA KICIS DA VICE-LIDERANÇA DO GOVERNO NO CONGRESSO, por Diego Amorim, em O Antagonista.

Jair Bolsonaro decidiu na noite desta quarta-feira (22) destituir a deputada federal Bia Kicis, sua fiel escudeira, da função de vice-líder de governo no Congresso.

Bia está entre os únicos seis parlamentares que votaram contra a PEC do Fundeb na Câmara, na noite de ontem.

A informação está em edição extra do Diário Oficial da União (veja imagem abaixo). O senador Eduardo Gomes (MDB), líder do governo no Congresso, disse a O Antagonista que ainda não se sabe quem vai substituir a deputada aliadíssima do presidente da República.


O deputado federal Júnior Bozzella (PSL) afirmou ao site:

"Soldado ferido fica no meio do caminho. Bolsonaro é amigo dele mesmo, o resto é um salve-se quem puder."

A deputada Joice Hasselmann (PSL) disse no Twitter:

"O nome que irá substituí-la dará mais uma amostra do que vem por aí."

Bolsonaro tem mexido em cargos de vice-liderança do governo para abrigar integrantes do Centrão.
Herculano
23/07/2020 10:50
da série: a pandemia e outras emergências são sempre desculpas para roubar e não se apurar, errar e esconder o erro no ambiente da gestão política e pública, não só aqui em Santa Catarina.

OS DETALHES DO PROCESSO DE IMPEACHMENT EM SC, por Cláudio Prisco Paraíso

Se iniciou, de Direito, o processo de impeachment contra Moisés da Silva e a vice-governadora, Daniela Reinehr. A presidência da Casa recebeu, por orientação da Procuradoria da Alesc, apenas um dos cinco pedidos que tramitavam no Legislativo estadual.

Justamente o único que cita o governador e a vice. As demais peças, já levadas ao arquivo, alcançavam apenas Moisés da Silva. Detalhe importante: esse pedido de impeachment nada tem a ver com a pandemia ou com o escândalo dos respiradores. Roubalheira que originou a abertura de uma CPI que ainda está em curso na Assembleia.

Uma comissão especial será instituída. Serão nove parlamentares incumbidos de produzir um relatório, documento que será levado ao plenário. Ali, os 40 deputados votarão pela abertura ou não do processo de impedimento. Se a peça for aceita, Moisés e Daniela serão afastados dos cargos preventivamente por 180 dias (seis meses). Naturalmente os dois poderão oferecer seus esclarecimentos e defesas no andar da carruagem.

É um processo eminentemente político. Que começa seus ritos regimentais na Alesc em plena pandemia. Como não guarda relação direta com a tunga praticada na compra dos 200 ventiladores pulmonares (respiradores), talvez esse tipo de situação pudesse aguardar mais algum tempo.

Este esclarecimento anula o tosco argumento que tem sido repetido por alguns deputados de oposição. Dizem "Ah, não há clima para impedimento em momento de pandemia, mas houve clima para roubar." Negativo. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, como diria o filósofo de Biguaçu. A gatunagem no escândalo dos respiradores e o aumento salarial concedido por decreto aos procuradores do Executivo estadual são situações distintas. Isso precisa ficar bem claro.

Evidentemente que tanto Moisés da Silva quanto Daniel Reinehr estão colhendo o que plantaram. Principalmente o governador. Uma vez eleito, lá em outubro de 2018, com pouco mais de 71% dos votos válidos em segundo turno, ele acreditou que não precisava de mais ninguém. Muito menos dessa "tal" Assembleia Legislativa. Não é assim que funcionam as coisas. Moisés, contudo, em nenhum momento se preocupou com a formação de uma bancada que o respaldasse na Alesc.

Elegeu-se deixando claro que não iria ter o toma-lá-dá-cá com os deputados e vem honrando isso até hoje. Muito bem. Não ter fisiologismo é digno de aplauso, ok. Mas isso não pode, não deve jamais anular o diálogo, o intercâmbio de ideias, o atendimento de pleitos legítimos dos deputados em defesa de suas regiões e segmentos. Qual o problema nisso? É perfeitamente legal e moralmente irreparável esse tipo de relação.



DIALOGAR É PRECISO



Moisés, ao contrário, imaginou que com a força que emergiu das urnas iria atropelar a Assembleia, aprovando tudo quando e como quisesse. Alto lá, cara-pálida.

O resultado dessa política de ignorar olimpicamente os parlamentares está aí. Não existe bancada de apoio a Moisés na Casa Legislativa Estadual.

Agora Moisés terá que correr para tentar inviabilizar o processo de impedimento. Sim, porque uma vez dada a largada, com os deputados aceitando a peça acusatória em plenário e o consequente afastamento, daí Inês é morta. É só dar uma espiadela na história recente do Brasil. Afastado preventivamente do poder Executivo não retorna mais ao cargo. Ponto.



AL?", BOLSONARO



Por outro lado, a partir do momento em que a decisão da Procuradoria da Alesc foi dar embasamento jurídico a este caso de pedido de impeachment, englobando o titular e a vice, os dois poderão, talvez, projetar uma reaglutinação de forças convergindo para o apoio do presidente Jair Bolsonaro. Não custa lembrar que Moisés e Daniela estão rompidos e que ele se afastou deliberadamente do presidente ao passo em que ela se manteve fiel a Bolsonaro.
Herculano
23/07/2020 09:00
ALGUMA COISA NÃO BATE

ITAJAÍ É GOVERNADA POR UM MÉDICO, QUE JÁ ESTAVE NO PT, HOJE ESTÁ NO MDB, TENTA A REELEIÇÃO, COM A MESMA ASSESSORIA E EQUIPE DE MARKETING QUE TRABALHA PARA OS "ÇABIOS" DO PREFEITO DE GASPAR, KLEBER EDSON WAN DALL, MDB

VOLVEI MORASTONI JÁ INVENTOU UMA POÇÃO MÁGICA PARA SER DISTRIBUÍDA NA BOCA DOS ITAJAIENSES PARA AUMENTAR A IMUNDADE. FOI BARRADO PELA MINISTÉRIO PÚBLICO EJUSTIÇA.

É UM DEFENSOR FERRENHO DAS CLOROQUINAS E INVERMECTINA - E ELE PODE DEFENDER, POIS É MÉDICO.

ENTRETANTO, ITAJAÍ JÁ TINHA ONTEM 73 MORTOS PELA COVID-19, Só PERDE PARA JOINVILLE 98 (FLORIAN?"POLIS 39, BLUMENAU 31...)

NA TESE DE MORATONI, TUDO ISSO É PARA TER MENOS MORTES. MUNICÍPIOS QUE NÃO TEM A MESMA RECEITA, NO REAL, TEM MENOS MORTES QUE ITAJAÍ. ALGUMA COISA ESTÁ FORA DO PADRÃO, OU NÃO?
Herculano
23/07/2020 08:50
da série> o novo normal que não se entende e principalmente não se adapta. É darwinismo na veia, e os humanos não aprenderam ainda a lição.

PAZUELLO FOI AVISADO DE QUE SEM LOCKDOWN, BRASIL PODE LEVAR ATÉ DOIS ANOS PARA CONTROLAR PANDEMIA

Conteúdo de O Antagonista.

Ata de uma reunião do Comitê de Operações de Emergência (COE) do Ministério da Saúde, obtida pelo Estadão, revela que Eduardo Pazuello, ao assumir a pasta, foi avisado de que, sem medidas de isolamento, o país poderia levar até dois anos para controlar a pandemia.

"Sem isolamento, um tempo muito grande de 1 a 2 anos para controlarmos a situação", informa o documento. Os técnicos avaliaram que, esgotadas as UTIs, os picos de morte poderiam aumentar descontroladamente, levando insegurança à população, que se recolheria mesmo com tudo funcionando, gerando um "desgaste maior ou igual ao isolamento na economia".

No mesmo documento, segundo o jornal, o comitê discute a criação de um aplicativo para monitorar pacientes da Covid-19 e até dez pessoas que tiveram contato com a pessoa infectada, o que nunca saiu do papel.

Apesar do alerta, a gestão de Pazuello deixou de ressaltar o benefício do distanciamento social. Em 1.º de julho, ao ser questionado sobre a flexibilização das quarentenas, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia, esquivou-se: "Não posso afirmar que este aumento tem relação direta com a decisão do gestor local."
Herculano
23/07/2020 08:43
MAIS

OPERAÇÃO NO RIO E EM SP INVESTIGA DESVIO NA ÁREA DE SAÚDE

Conteúdo da Rádio Bandeirantes. O Ministério Público do Rio de Janeiro faz uma operação nesta quinta-feira para apurar desvios de recursos públicos na área da saúde. As autoridades cumprem cinco mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. Em Brasília, outra operação apura suposta fraude na compra de leitos hospitalares.
Herculano
23/07/2020 08:40
O 'LAVAJATISMO' ESTÁ óRFÃO, por Willian Waack, no jornal O Estado de S. Paulo

Com os heróis da Lava Jato encurralados, um fenômeno político perde força

A frase que ressoa com força no topo da Procuradoria-Geral da República e entre vários ministros do STF é a seguinte: "A Lava Jato não vai acabar, mas vai acabar o lavajatismo". Como toda encarniçada luta política, também nesta briga-se, em primeiro lugar, por impor uma narrativa.

A que vigora entre quem tem força política ou posição institucional para enfrentar a "Lava Jato" é a de que a força-tarefa de Curitiba se desenvolveu como grupo político com agenda própria e capacidade de dominar decisões das esferas políticas, nisto incluindo Executivo e Legislativo. Mas, para sorte do País, o grupo de procuradores, juízes e policiais da Lava Jato se perdeu no meio do caminho, e cabe agora dar um jeito nisso.

Os principais expoentes da força-tarefa enxergam exatamente o contrário. Em especial a decisão de terça-feira do presidente do STF de impedir buscas no gabinete do senador José Serra em Brasília ?" atendendo à queixa do próprio presidente do Senado ?" foi por eles qualificada como tentativa de "dificultar a investigação de poderosos contra quem pesam evidências de crimes" (Deltan Dallagnol, procurador da força-tarefa).

Era algo já previsto na literatura que consumiram: deixados entregues a si mesmos, sem controles externos (como o do Ministério Público), os políticos só produziriam medidas para se proteger e garantir seus interesses (lícitos ou ilícitos). Desnecessário dizer que, para o grupo da Lava Jato, o STF sempre foi visto como parcialmente entrelaçado aos diversos interesses políticos, incluindo ilícitos.

O grupo de Curitiba faz questão hoje de se distanciar do "lavajatismo", uma denominação que, no seu mínimo denominador comum, expressa um anseio punitivista que ignora consagrados princípios legais contanto que se peguem corruptos. É difícil entender a eleição de Jair Bolsonaro sem a repercussão social e política do "lavajatismo", mas seu potencial eleitoral para 2022 é um ponto de interrogação cujo tamanho aumenta à medida que transcorre o tempo desde que o ex-juiz Sérgio Moro ?" de longe a maior expressão da Lava Jato ?" deixou o Ministério da Justiça.

Moro embarcou na política aparentemente sem um plano claro. Deixou-se levar pelas circunstâncias de um jogo que ele não dominava e elas o obrigaram ao famoso "salto no escuro" ?" que foi a saída do governo, uma atitude que hoje parece muito mais de preservação do que de ataque. As armas de Moro para atingir Bolsonaro até o momento revelaram-se pouco contundentes, enquanto as do STF contra ele (onde se arguirá a suspeição do então juiz) ainda surgirão.

Ocorre que as circunstâncias estão fazendo com que ele desenvolva um discurso de candidato, postura que não quer (ainda ?) assumir. Onde é convidado a se pronunciar, Moro começa hoje falando de economia, de melhoria do ambiente de negócios, de segurança jurídica e de reformas estruturantes. Evita qualquer postura que o possa associar a radicalismos do espectro político. Defende "união", "harmonia" e um por enquanto vagamente definido "centro democrático" como linha de atuação.

Não parece disposto de forma alguma a assumir a herança do "lavajatismo", na medida em que seus heróis de ontem são hoje figuras encurraladas do ponto de vista político e institucional, e na linha do tempo estão longe ainda de um novo teste das urnas. Parece intuir que só o combate à corrupção e o apego à lei e à ordem não trarão vitória eleitoral, diante de um momento político no qual as profundas consequências da dupla crise econômica e de saúde pública estão apenas começando.

A Lava Jato ainda produz ações de repercussão, como a deflagrada contra o senador José Serra, mas que surgem como eco de um passado tornado rapidamente longínquo diante da percepção de quais são os piores problemas da atualidade. O "lavajatismo", que era também um ânimo de mudança, está perdendo sua principal referência.
Herculano
23/07/2020 08:38
BOLSONARO TRATA WATERLOO DO FUNDEB COMO VITóRIA, por Josias de Souza

"Alguém quer saber sobre Fundeb aí?", indagou Jair Bolsonaro às margens do espelho d'água do Alvorada. Postados na borda oposta, os devotos do mito tinham várias demandas. Mas ninguém, exceto Bolsonaro, parecia interessado em conversar sobre o fundo de financiamento da educação básica, que a Câmara aperfeiçoara na véspera. "O governo conseguiu ontem mais uma vitória, aprovamos o Fundeb", ele insistiu. "O Senado deve seguir o mesmo caminho."

Para sorte de Bolsonaro, seus adoradores não estavam informados sobre a surra que o governo levara no plenário da Câmara. Do contrário, poderiam imaginar que o vírus lhe tivesse subido à cabeça.

"Uma negociação que levou anos", disse o confinado aos visitantes. De fato, a discussão sobre o Fundeb arrastava-se desde 2015. Intensificara-se no ano passado, no alvorecer da gestão Bolsonaro. Durante um ano e meio, o governo tratou o debate como parte da guerra ideológica que instalou na Educação.

A certa altura, Bolsonaro soou como uma espécie de anti-Napoleão, um imperador se descoroando: "Foi uma votação quase unânime." Ele se queixava desde cedo de ter sido chamado de "derrotado" pela "maldita imprensa".

Bolsonaro esticou a prosa: "Seis ou sete votaram contra." Absteve-se de mencionar que os gatos pingados que se opuseram ao aperfeiçoamento do Fundeb na votação da Câmara são justamente os bolsonaristas mais fieis.

"Se votaram contra devem ter seus motivos", afirmou o capitão, antes de condenar os proto-bolsonaristas a um inusitado isolamento social: "Precisa perguntar pra eles por que votaram contra. Alguns dizem que a minha bancada votou contra. A minha bancada não tem seis ou sete. A minha bancada é bem maior do que isso daí."

A deputada Bia Kicis (PSL-DF), uma das vozes ultra-bolsonaristas que votaram contra a emenda constitucional que vitaminou o Fundeb, foi destituída do posto de vice-líder do governo na Câmara. Não é a primeira destituição. Não será a última.

Bolsonaro vem renovando seu quadro de vice-líderes. Troca aliados de primeira hora por soldados do centrão, tratados como heróis da resistência. Na votação do Fundeb, o deputado Arthur Lira (PP-AL), principal voz do centrão e novo líder informal do governo, tentou adiar a sessão. Foi ignorado pelos próprios pares.

Ficou entendido que a bancada fisiológica pró-Bolsonaro, embora seja potencialmente "bem maior do que isso daí", está acorrentada aos interesses do Planalto por grilhões de barbante.

"A verdade vos libertará", anota o versículo preferido do capitão, extraído do evangelho de João. "A esquerda não engole mais uma derrota", disse Bolsonaro na encenação do Alvorada, vinculando-se a uma mentira.

A emenda constitucional aprovada pela Câmara tornou o Fundeb permanente, elevando de 10% para 23% a fatia da União no fundo. O governo tentou adiar para 2022 a vigência das novas regras. Foi derrotado. Quis transferir 5% do fundo para um novo Bolsa Família, em fase de gestação. Não colou.

Pleiteou a destinação de 5% do fundo turbinado para o ensino infantil. Para conseguir, teve de pagar um pedágio, elevando de 20% para 23% a fatia da União no novo Fundeb. Propôs que a verba do salário dos professores fosse desviada para o pagamento de aposentadorias. Foi ignorado.

"Eu queria dar 200%, mas não tem dinheiro", afirmou o anti-Napoleão do Alvorada. "Então, foi negociado. Passou para 23%, de comum acordo. (...) O PT passou 14 anos no poder e não fez nada..."

A ficha de Bolsonaro demora a cair. Mas a lição a ser extraída pelo presidente da votação que revitalizou o Fundeb é a seguinte: a maneira mais rápida de acabar com a guerra ideológica na Educação é perdê-la.

Juntaram-se no plenário da Câmara para derrotar o governo: o presidente da Casa, Rodrigo Maia, os neo-aliados do centrão e toda a oposição. Ao tentar converter em vitória uma derrota tão acachapante, Bolsonaro transformou os jardins do Alvorada numa Waterloo de hospício, ornamentada por emas.
Herculano
23/07/2020 08:30
CENAS DA COVID-19 E ATENTADOS CONTRA A RAZÃO E A CIDADANIA

Os lojistas reclamam contra o fechamento de seus negócios: "nós estamos seguindo o protocolo", argumentam indignados.

Mas, estão atendendo gente doente, que eles nem sabem estar doentes. E fecham os olhos para gente sem noção que entram nas suas lojas (funcionários também, como já testemunhei) e não seguem nenhuma regra, tudo para não perder o cliente, mas afastam os com medo de contaminação.

Os donos de restaurantes de pizzaria, também estão esperneando.

Mas, basta entrar neles, e em quase todos, há quebras flagrantes de regras, depois que a coisa se anima, bebe-se e se testa o quanto se pode esticar a corda neste assunto naquele estabelecimento. Tudo para não perder clientes, não chatear amigos, mas colocando em perigo quem tem medo da doença.

Resultado: todos são punidos pelos sem noção.

Os caminhantes e corredores reclamam das restrições nos parques e pistas. Mas, é comum, mas muito comum, ver uma parcela muito grande deles nas calçadas e ciclovias, sem ou com a máscara no pescoço e ofegantes, colocando partículas - em maior número - contaminadas para os outros nas suas peles, roubas, cabelos...

Cada um tem a sua autoridade para tal desrespeito não exatamente à regra, mas ao próximo... E aí a exceção - os sem noção - vira regra para limitar e punir todos. É a sociedade intolerante aos sacrifícios. Prefere a morte....

Os hospitais estão fazendo notas contando a sua dramaticidade da lotação com a Covid e que está expondo os enfartados, os com derrames, cânceres, traumatizados por acidente. Mesmo assim, tem gente que acha esse tipo menor.

Um conhecido meu, teve um infarto na semana passada. Levado ao pronto socorro, teve o atendimento retardado devido as condições agravadas pela demora do atendimento. Piorou. Esperou por uma UTI e morreu. Em uma situação normal, talvez teria destino melhor.
Herculano
23/07/2020 08:16
BODE NA SALA OU SALAME FATIADO, REFORMA TRIBUTÁRIA DE GUEDES CRIA CONFUSÃO, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Reforma tributária fatiada do governo causa o tumulto previsto e pode emperrar mudança

Como era previsível, a primeira fatia do salame tributário oferecida pelo governo federal não caiu bem. Paulo Guedes propôs trocar o PIS/Cofins por uma Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS). Se fosse alteração isolada, causaria a confusão habitual de rediscussões de impostos, de quem paga mais ou menos, motivo que emperra a mudança desse imposto desde 2014.

O plano Guedes causa mais tumulto porque, se a ideia é fazer reforma "ampla", não dá para discutir PIS/Cofins sem tratar do peso de outros impostos sobre as empresas.

Há quem diga que a CBS com alíquota alta é um bode na sala, a ser trocado por uma CPMF. O bode de Guedes, no entanto, já mastiga o sofá e faz sujeira sobre o tapete.

Antes de prosseguir, convém lembrar que:

quem recolhe o imposto não é quem o paga. Quanto mais um bem ou serviço for de difícil substituição, mais fácil repassar o aumento de tributação para o consumidor (pense-se no caso de comida, água, luz). Se existe substituto ou a opção de não consumir, é possível que a empresa tenha de engolir parte do aumento do custo ou, caso o repasse, perca mais faturamento;

não é possível calcular aumento de carga tributária com base apenas na alíquota do imposto. Mudanças em tributos mudam comportamentos. Podem tornar empresas inviáveis, permitir o surgimento de outros negócios e incentivam as firmas a criar um modo de se livrarem do tributo. Um projeto tributário não faz sentido sem simular essas transformações.


O PIS/Cofins é um imposto grande, cerca de 18% da receita federal bruta de 2019. Apenas Imposto de Renda, com 28,4%, e contribuições previdenciárias em geral, 27%, têm peso maior. O ruinoso ICMS, estadual, porém, arrecada quase o dobro do PIS/Cofins.

Parece razoável acreditar que a CBS vai aumentar os impostos de construção civil, escolas, saúde ou teles. Pode ser tolerável, a depender do que vai ser feito de outros impostos e do ganho geral da (suposta) simplificação e uniformização tributária. Como não temos ideia do quadro mais geral, fica difícil discutir alíquotas e a conveniência de redistribuição da carga. Esse é um resumo do problema que é a reforma Guedes-Bolsonaro, que além do mais suscita outras ideias de jerico.

Gente do centrão e da oposição de esquerda quer que os bancos paguem mais CBS. Pode ser que a alíquota deva ser calibrada, mas partir do princípio de que bancos têm de pagar mais é má ideia. As consequências mais prováveis desse aumento devem ser o encarecimento dos empréstimos e a diminuição do acesso ao crédito. Se a questão é a iniquidade, trata-se de tributar os rendimentos dos acionistas dos bancos e dos detentores de capital em geral, os mais ricos em particular.

Sim, um objetivo de uma reforma inteligente é uniformizar o quanto possível o peso dos impostos sobre empresas e finança, de modo a evitar distorções ineficientes. A decisão de investir aqui ou ali devem ser pautadas por rentabilidade, não por privilégios fiscais. Um imposto especialmente baixo pode manter vivos negócios de outro modo inviáveis, o que é um uso ineficiente de recursos. Tudo isso é muito elementar.

Mas não estamos discutindo nada disso: alíquotas efetivas e seus efeitos econômicos, justiça e eficiência tributárias, o quadro geral dos impostos. É grande risco de a reforma tributária entrar no pântano caótico que é o padrão de governo Jair Bolsonaro. Tudo porque Guedes tem a ideia fixa da CPMF e mexer com estados e cidades.?
Herculano
23/07/2020 08:10
ANVISA ENSAIA CRIAR O 'CARTóRIO' DA TELEMEDICINA, com Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta quinta-feira nos jornais brasileiros

A Anvisa ameaça aprovar resolução criando mais um "cartório" no País, em plena pandemia, regulamentando para burocratizar a prescrição de medicamentos por meio eletrônico. Segundo a minuta vazada da agência reguladora, além de o médico ser obrigado a obter "certificado eletrônico" para prescrever remédios, a farmácia terá de obter outro, para vendê-los. Em vez de apenas tornar digitais exigências "analógicas" para receitas médicas, tudo controlado por um "Instituto Nacional de Tecnologia (ITI)".

MAIS UM CARTóRIO

Pela proposta sob avaliação, a Anvisa pretende a criação de um portal do "ITI", do governo federal, para "consulta e validação" das receitas.

RETROCESSO

Para representantes do setor, o problema não são os certificados, mas a burocratização que não existe nem mesmo na receita de papel.

PARA QUE FACILITAR?

A segurança poderia ser facilmente feita pela digitalização dos dados já exigidos como nome, CPF, endereço etc. do paciente e do farmacêutico.

ANTOLHO BUROCRÁTICO

A minuta do atraso não foi discutida na última reunião colegiada, mas a Anvisa informa, apesar das críticas, que "o tema permanece na pauta".

LINHA DO TEMPO VÊ 'DIGITAIS' DE SERRA NA QUALICORP

A criação da ANS, agência reguladora dos planos de saúde, está sendo esmiuçada, em uma "linha do tempo", na investigação das relações do senador José Serra (PSDB-SP) com o empresário José Seripieri Júnior, fundador da Qualicorp. A suspeita é que, como ministro da Saúde, Serra implantou o princípio em que a ANS, agência reguladora dos planos de saúde, favorece as empresas em detrimento do cidadão. Disso se aproveitou Seripieri para virar próspero empresário do ramo, no País.

ANS ABRIU AS PORTAS

O negócio de Qualicorp, que vende planos de saúde coletivos, teria sido viabilizado pela decisão da ANS de permitir o fim dos planos individuais.

FÁBRICA DE ENTIDADES

Seripieri usou as brechas para vender planos coletivos, mais em conta, por meio da criação de associações, muitas delas meramente cartoriais.

ESQUEMA AZEITADO

A ANS impôs "controle de preços" dos planos individuais, liberando as empresas a abandoná-los, como queria a Qualicorp, pelos coletivos.

MEMóRIA DAS FARRAS

Na sessão sobre o Fundeb, na Câmara, deputados lembravam as festas em São Paulo e Brasília de José Seripieri Júnior, preso pela PF. Festas com tudo de bom e do melhor nas mesas. E fora delas também.

PLANTÃO PALACIANO

O Planalto acompanhou até altas horas a votação do Fundeb na Câmara, negociando cada ponto. Os ministros Braga Neto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Governo) eram só sorrisos, ao final da votação.

PROIBIDO INVESTIGAR

A Câmara Municipal do Recife, controlada pelo prefeito Geraldo Julio (PSB), decidiu fechar os olhos e não criar CPI para apurar corrupção na compra de materiais contra Covid-19. A Policia Federal cuida do caso.

RANGO DELIVERY

O deputado Fábio Ramalho (MDB-MG) foi a salvação do estômago dos deputados que avançaram na madrugada, na votação do Fundeb. "Olha o lanche!", gritou ele, para anunciar o seu "delivery".

DESESPERO NO PRESÍDIO

Um agente penitenciário se matou a tiro em seu local de trabalho, há um ano, em Rio Branco (AC), e o pagador de impostos terá de indenizar sua mãe em R$80 mil por "dano moral", por decisão da Justiça. Cada uma...

SAUDADES DE ARIANO

Há 6 anos, em 2014, o Brasil perdia o gênio de Ariano Suassuna, dramaturgo, romancista, ensaísta, poeta. Um paraibano que se fez pernambucano. Foi autor de obras como "Auto da Compadecida".

NOTÁVEL E IMORTAL

O coronel Augusto César Vareda, assessor da Presidência, foi eleito para compor o Quadro de Notáveis Imortais da Academia Brasileira de Ciências Econômicas, Políticas e Sociais (ANE).

RETOMADA GRADUAL

Presidente da Alshop, Nabil Sahyoun reconhece que o auxílio oferecido pelo governo federal tem ajudado os pequenos empresários, mas a retomada segue lenta, com queda de 70% no movimento nos shoppings.

PENSANDO BEM...

...o Supremo decidiu que governos definem ações de combate ao Covid, mas na prática isso só vale quando é para manter a quarentena.
Herculano
23/07/2020 08:02
ESVAZIADO, BOLSONARO OUVE LAMENTOS SOBRE BRIGA DE FAMÍLIA E POLÍTICA LOCAL, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Portaria do Alvorada deixa de ser ritual relevante e se transforma em gabinete de vereador

Na entrada do Palácio da Alvorada, pouca gente deu atenção quando Jair Bolsonaro fez propaganda do governo na aprovação de novos recursos para a educação. O presidente tentou assumir o crédito pela proposta do Congresso e criticou o PT, mas seus apoiadores só queriam saber de negócios pessoais e da política municipal.

Os passeios em frente à residência oficial eram um ritual político importante para Bolsonaro, mas a pauta dos últimos encontros sugere que aquela claque enxerga o presidente como um vereador do interior.

Mesmo em isolamento, Bolsonaro manteve o hábito de conversar com o grupo. Nesta quarta (22), uma mulher pediu ajuda para reabrir uma lotérica. O presidente argumentou que já havia editado um decreto que garantia o funcionamento desses estabelecimentos. A apoiadora explicou que o problema era particular, uma disputa com seu ex-marido.

"Me desculpa, mas eu não tenho como resolver isso aí. Eu tenho acesso dentro da Caixa, mas eu não posso encaminhar para eles um caso particular", reagiu Bolsonaro. "Minha senhora, eu não posso entrar numa pendenga particular."

A portaria do Alvorada já foi o palanque usado por Bolsonaro para passar recados e atacar desafetos. Agora, os temas se tornaram tão irrelevantes quanto brigas de família, expondo um presidente que encolheu.

Às vezes, os pedidos da claque irritam Bolsonaro. Ele já interrompeu alguns apoiadores, deu respostas ríspidas e se recusou a gravar mensagens de apoio. "Se eu mandar um abraço, todo mundo vai pedir, e eu vou virar o Silvio Santos aqui", disse, tentando fazer graça, depois de ser abordado por mais um eleitor.

Quando um apoiador pediu ajuda para resolver um impasse no PSL de Miranda (MS), cidade de 28 mil habitantes, o presidente respondeu que não se envolveria na política municipal. "Nós temos problema de desemprego no Brasil, cresceu a violência", justificou. Faltou perguntar ao vereador do palácio o que ele tem feito para enfrentar esses dois assuntos.
Herculano
23/07/2020 07:38
AO CARLOS MINELLA, SOBRE O ROUBO DESCENTRALIZADO DOS PESADOS IMPOSTOS

Você abordou muito bem o estado permanente de corrupção nos estados com o dinheiro dos pesados impostos federais destinados às emergências e à normalidade dos investimentos e obrigações ordinárias sobre a suposta descentralização de recursos federais.

Mas, você já se perguntou, o quanto isso é praticado = e se noticia diariamente - nos municípios? É uma mina de ouro. Um descalabro. Uma máquina. Uma prática. E sem medo de se exibir os troféus dessa desordem.

Esta defesa de políticos defendida pelos políticos, tem método.

Eles sabem que os mecanismos de fiscalização nos municípios é fragilíssimo, os espertos se aparelham e como bandidos intimidam os que não querem participar dele, há esquemas de pressão, omissão ou cooparticipação sobre e nos os órgãos fiscalizadores e julgadores.

Resumindo. É uma farra sem fim, e nós pagando tudo isso e sendo obrigados a ficarmos quietos. Meu Deus! Wake up, Brazil!
Carlos Minella
22/07/2020 17:00

MAIS BRASIL, MENOS BRASÍLIA

Este comentário na verdade é mais uma pergunta que ainda não me foi esclarecida, a todos que pergunto sinto um sorriso amarelo e um pigarro envergonhado.

Um dos projetos do governo federal é descentralizar recursos e dar mais independência financeira, fiscal e quem sabe legislativa aos estados e por consequências as cidade.

Na prática um projeto muito bom, pois quem melhor sabe a situação do estado é o governador, quem melhor sabe a situação da cidade é o prefeito, os recursos viriam em maior volume para essas bases e seu uso seria de maneira, genericamente falando, do agrado do prefeito e governador.

Em teoria a ideia é que isso venha a reduzir o corrupção e o famoso "uma mão lava a outra" a nível federal.

Contudo os últimos episódios relacionado aos respiradores assustam bastante, tivemos de certa maneira uma resenha de como seria essa independência dos estados, onde o dinheiro veio em caráter emergencial e não havia necessidade de licitações e o gasto ficava ao bel prazer do governo. Deu no que deu, escândalo de desvio, hiperfaturamento e o famoso "não sei de nada". Tudo isso num tempo recorde de alguns dias.

Me pergunto se "o mais Brasil, menos Brasília" é o caminho certo em nossa nação? Não por desacreditar do projeto, pois o projeto é ótimo, celeridade e uso independente dos recursos, nos lugares que se precisa. Pergunto isso na verdade por não acreditar na idoneidade do que hoje ou até mesmo amanhã venham a assumir poder e ter acesso a tal recurso.

Se em poucos dias já houve corrupção gigantesca, sendo que o dinheiro era destinado ao combate de doença, imagina se der independência financeira e mais poder aos governadores e legisladores? Eles fariam a nível estadual o que se fez por anos a nível federal: uma corrupção sistémica.

Gosto do projeto, mas não gosto de quem o projeto vai beneficiar.
Herculano
22/07/2020 13:38
O PRESIDENTE JAIR MESSIAS BOLSONARO, SEM PARTIDO, CONTINUA COM A COVID-19, MOSTRARAM OS MAIS RECENTES TESTES. CONTINUARÁ EM QUARENTENA.
Miguel José Teixeira
22/07/2020 13:34
Senhores,

No país da lava jato, surge a lava-farda!

"Juiz condena militares por esquema com desvio de alimentos e prostitutas"

- Um conluio entre oficiais e praças do Exército e empresários do ramo da alimentação, investigado pela Polícia Federal, começou a ser destrinchado pela Justiça após quase 15 anos....

Leia+ em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/07/21/esquema-corrupto-no-exercito-tem-festa-com-prostitutas-e-desvio-de-alimento.htm?cmpid=copiaecola
Herculano
22/07/2020 13:33
da série: o alienado

FALTA UM GERENTE PARA O POSTO IPIRANGA, BOLSONARO

Conteúdo de O Antagonista. Jair Bolsonaro ainda não deu um pio sobre as reações ao projeto de reforma tributária de Paulo Guedes.

O problema do "Posto Ipiranga" do presidente da República é que falta um gerente para ele.

Isso fica muito claro em horas como esta, que requerem liames com a sociedade, articulação política - e bons argumentos.

Pressionado, Guedes marca encontro com empresários do setor de serviços para defender reforma tributária
MDB quer reforma tributária 'mais ampla' e vai questionar 'desproporcionalidade' de alíquotas
Especialistas acreditam que a pandemia é 'janela de oportunidade' para a reforma tributária

Guedes, que já tem um ministério hipertrofiado, não tem como matar no peito todas as questões relacionadas à economia. Não tem jeito para isso e nem é o seu papel exclusivo.
Miguel José Teixeira
22/07/2020 13:26
Senhores,

Jair Bolsonaro ainda está com a Covid-19, conforme resultado de novo exame divulgado hoje.

Em nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência informou que o presidente "segue em boa evolução de saúde, sendo acompanhado pela equipe médica da Presidência da República".
(Diego Amorim em O Antagonista)

Equipe médica da Presidência da República, hein?

Para uma "gripezinha" qualquer, basta um cházinho caseiro!

Ou tente, como nós, "burros-de-cargas" o SUS, que um imbecilóde PeTralha, quer que faça parte dos Símbolos da Nação. . .
Herculano
22/07/2020 13:19
QUEM PAGA A CONTA DA REFORMA TRIBUTÁRIA? Helio Beltrão, engenheiro com especialização em finanças e MBA na universidade Columbia, é presidente do instituto Mises Brasil, no jornal Folha de S. Paulo

Falta um projeto básico crível e estimativas de quem perde, ganha e da carga tributária

Quem vai pagar a conta da reforma tributária? Não temos nem estimativa, pois não há um projeto coerente e crível, se por mais não fosse porque o governo federal diz que vai enviar suas propostas de modo "fatiado", ao que parece até o final do ano. Se a reforma andar, será uma mistura de projetos de mudança "ampla" que circulam um na Câmara, outro no Senado, que podem incorporar ou não ideias do Ministério da Economia.

Um objetivo maior de Paulo Guedes é reduzir o quanto puder dos impostos sobre a folha de pagamentos, como se sabe, perda de receita que seria financiada por um imposto qualquer sobre transações ou "pagamentos digitais", não se sabe bem do que se trata.

Essa CPMF fantasiada, ideia fixa de Guedes, seria a última fatia do salame tributário do governo a ir ao Congresso, até para não atrapalhar a discussão do restante das mudanças, pois esse imposto pega mal.
Hum.

Não é possível fazer uma conta do tamanho da carga tributária, de como os tributos vão pesar sobre cada tipo de empresa ou sobre pessoas físicas e das distorções econômicas decorrentes, sem saber dessa CPMF, com a qual o governo quer arrecadar pelo menos o equivalente a 1% do PIB.

Claro que a conta de uma reforma "ampla" depende de saber do destino de vários outros impostos. O problema específico dessa CPMF ou similar é que a ideia embaralha ainda mais o jogo político e econômico complicadíssimo de qualquer reforma tributária e, logo de cara, prorroga tal confusão até o final do ano ou quando for que o governo mande seu plano.

Logo, ao menos por enquanto, há a possibilidade de que as ideias de Guedes sejam ignoradas ou que causem tumulto no Congresso. Por exemplo, o setor de serviços teme pagar mais impostos com a reforma tributária (vai pagar, se houver qualquer reforma razoável). A fim de evitar essa conta, propõe uma CPMF ou similar de peso muito maior que o sugerido informalmente pelo governo. A indústria é contra.

Há possíveis rolos ainda maiores, como mexer no ICMS e no ISS, de estados e municípios, respectivamente, uma simplificação tributária que, politicamente, demanda que a União pague uma compensação a governos subnacionais. Guedes não quer bulir com isso. No entanto, o ICMS é o imposto mais pernicioso do país.

A julgar pela sua atuação política, Guedes parece mais preocupado em fazer uma reforma trabalhista terminal, uma desregulamentação "ampla" das leis do trabalho e a desoneração geral, se possível (não é), dos impostos sobre a folha. Em cada discussão importante, Guedes embute o tema da desoneração da folha e da reforma trabalhista. Para dar outro exemplo, o plano desse Renda Brasil é acoplado a uma mudança na lei do trabalho.

Pouca gente discorda do plano de simplificar a cobrança e o pagamento de impostos no país. Há muito mais divergência sobre a uniformização do peso dos tributos sobre cada setor empresarial, o que diminuiria distorções no funcionamento do mercado, mas deve aumentar a conta de algumas empresas e diminuir a de outras.

Dá-se de barato que a reforma tributária não vai elevar ou reduzir a carga tributária. Disso não sabemos agora e pelo jeito não vamos saber tão cedo, dada a balbúrdia na definição de um projeto básico. Sem estimativas claras de perdas ou ganhos e sem uma projeção de como fica a carga, será difícil avaliar seus benefícios e será mais fácil para lobbies setoriais defenderem sua posição, seus privilégios, que é um dos motivos da baderna tributária brasileira.
Miguel José Teixeira
22/07/2020 11:41
Senhores,

"Guedes quer que Alibaba e Amazon paguem impostos no Brasil" (O Antagonista)

Seria louvável!

Porém, não seria um aviso prévio à eles, para dar início às barganhas?

Sei não. . . um de seus "aceçores" é o patife domingues, que num passado recente queria o imposto único, já!

Para nós, "burros-de-cargas, os impostos são impostos sem aviso prévio.
Miguel José Teixeira
22/07/2020 11:26
Senhores,

Enquanto isso, na sala da justiça. . .

"TOFFOLI ARQUIVA PEDIDO PARA INVESTIGAR NORONHA E FILHOS"

Santa toga da mironga do cabuletê, BatMan! Diria o Robin. . .

Nesse ritmo, a sociedade acabará concordando com os arroubos dos bolsominions.

Aí. . ."caixão pro billy".
Herculano
22/07/2020 08:40
QUEM PAGA A CONTA DA REFORMA TRIBUTÁRIA? por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Falta um projeto básico crível e estimativas de quem perde, ganha e da carga tributária

Quem vai pagar a conta da reforma tributária? Não temos nem estimativa, pois não há um projeto coerente e crível, se por mais não fosse porque o governo federal diz que vai enviar suas propostas de modo "fatiado", ao que parece até o final do ano. Se a reforma andar, será uma mistura de projetos de mudança "ampla" que circulam um na Câmara, outro no Senado, que podem incorporar ou não ideias do Ministério da Economia.

Um objetivo maior de Paulo Guedes é reduzir o quanto puder dos impostos sobre a folha de pagamentos, como se sabe, perda de receita que seria financiada por um imposto qualquer sobre transações ou "pagamentos digitais", não se sabe bem do que se trata.

Essa CPMF fantasiada, ideia fixa de Guedes, seria a última fatia do salame tributário do governo a ir ao Congresso, até para não atrapalhar a discussão do restante das mudanças, pois esse imposto pega mal.
Hum.

Não é possível fazer uma conta do tamanho da carga tributária, de como os tributos vão pesar sobre cada tipo de empresa ou sobre pessoas físicas e das distorções econômicas decorrentes, sem saber dessa CPMF, com a qual o governo quer arrecadar pelo menos o equivalente a 1% do PIB.

Claro que a conta de uma reforma "ampla" depende de saber do destino de vários outros impostos. O problema específico dessa CPMF ou similar é que a ideia embaralha ainda mais o jogo político e econômico complicadíssimo de qualquer reforma tributária e, logo de cara, prorroga tal confusão até o final do ano ou quando for que o governo mande seu plano.

Logo, ao menos por enquanto, há a possibilidade de que as ideias de Guedes sejam ignoradas ou que causem tumulto no Congresso. Por exemplo, o setor de serviços teme pagar mais impostos com a reforma tributária (vai pagar, se houver qualquer reforma razoável). A fim de evitar essa conta, propõe uma CPMF ou similar de peso muito maior que o sugerido informalmente pelo governo. A indústria é contra.

Há possíveis rolos ainda maiores, como mexer no ICMS e no ISS, de estados e municípios, respectivamente, uma simplificação tributária que, politicamente, demanda que a União pague uma compensação a governos subnacionais. Guedes não quer bulir com isso. No entanto, o ICMS é o imposto mais pernicioso do país.

A julgar pela sua atuação política, Guedes parece mais preocupado em fazer uma reforma trabalhista terminal, uma desregulamentação "ampla" das leis do trabalho e a desoneração geral, se possível (não é), dos impostos sobre a folha. Em cada discussão importante, Guedes embute o tema da desoneração da folha e da reforma trabalhista. Para dar outro exemplo, o plano desse Renda Brasil é acoplado a uma mudança na lei do trabalho.

Pouca gente discorda do plano de simplificar a cobrança e o pagamento de impostos no país. Há muito mais divergência sobre a uniformização do peso dos tributos sobre cada setor empresarial, o que diminuiria distorções no funcionamento do mercado, mas deve aumentar a conta de algumas empresas e diminuir a de outras.

Dá-se de barato que a reforma tributária não vai elevar ou reduzir a carga tributária. Disso não sabemos agora e pelo jeito não vamos saber tão cedo, dada a balbúrdia na definição de um projeto básico. Sem estimativas claras de perdas ou ganhos e sem uma projeção de como fica a carga, será difícil avaliar seus benefícios e será mais fácil para lobbies setoriais defenderem sua posição, seus privilégios, que é um dos motivos da baderna tributária brasileira.
Herculano
22/07/2020 08:37
VAZAMENTOS ROTINEIROS

Ontem pela manhã, um vazamento de água na Rua Arnoldo Koch, rua da Sociedade Gasparense, na Coloninha, deixou o pessoal de lá sem água.

Durou a manhã inteira, algo que poderia durar menos de uma hora. E por que? Quem escalado para o trabalho, não sabia onde ficava o registro para desligar a água e assim realizar o reparo.

Isso tem sido muito comum no Samae de Gaspar. Isto não é o mínimo que ele deve conhecer sobre a rede? Acorda, Gaspar!
Herculano
22/07/2020 08:32
da série: a Justiça, para os da Justiça. Já para os cidadãos...

TOFFOLI ARQUIVA PEDIDO PARA INVESTIGAR NORONHA E FILHOS, por Renan Ramalho, de O Antagonista.

Dias Toffoli arquivou um pedido enviado ao Supremo para abertura de investigação sobre o presidente Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, e seus dois filhos, os advogados Otávio Noronha e Anna Carolina Noronha.

O pedido, apresentado pelo advogado Carlos Alexandre Klomfahs, aponta o aumento da participação dos filhos em causas criminais no tribunal. Desde que João Otávio assumiu o comando do STJ, há quase dois anos, foram 24 habeas corpus apresentados na corte.

A lei não impede que filhos de ministros atuem no tribunal, mas a prática é questionada há anos e levanta suspeitas de favorecimento.

"Afinal, filho(s) de magistrados, desembargadores ou ministros de Tribunal Superior, certamente tem acesso a informações privilegiadas, contato direto com os colegas do pai, tratamento privilegiado pelos servidores, aos quais não interessa ter qualquer atrito com um desembargador. Não é pouca coisa, principalmente porque os clientes verão nisso uma chance maior de vitória", diz o pedido de investigação.

O advogado lembrou que compete ao Conselho Nacional de Justiça investigar a atuação de ministros do STJ. O corregedor-nacional, porém, é um ministro do próprio tribunal. Na semana passada, por exemplo, o atual ocupante do cargo, Humberto Martins, arquivou representação contra Noronha em razão da decisão que concedeu prisão domiciliar a Fabrício Queiroz.

Klomfahs queria que o STF encaminhasse seu pedido à Procuradoria-Geral da República para avaliação ?" compete apenas ao órgão solicitar formalmente à Corte a abertura de inquérito, caso encontre indícios de crime.

Toffoli, no entanto, arquivou o caso ontem, um dia após a chegada do pedido. Apenas mandou intimar a PGR sobre para comunicar sua decisão, sem pedir um parecer, como de praxe.
Herculano
22/07/2020 08:26
Da série: sem confusão há quase duas semanas

BOLSONARO AINDA ESSTÁ COM COVID-19

Conteúdo de O Antagonista. O novo exame de Jair Bolsonaro para Covid-19 deu positivo. O presidente havia anunciado ontem a realização do teste.

Bolsonaro está em isolamento desde o dia 7, quando anunciou que estava infectado. Desde então, cancelou suas agendas públicas e fez apenas aparições nos jardins do Palácio da Alvorada.

Em vídeos divulgados nas redes, o presidente informou que fez uso do coquetel de hidroxicloroquina com azitromicina.
Herculano
22/07/2020 08:20
REFORMA TÍMIDA EM IMPOSTOS REFLETE DESGASTE POLÍTICO DE BOLSONARO, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Guedes conhece limitações de um governo que só está preocupado em blindar o chefe

O governo ainda se sentia poderoso, em meados do ano passado, quando Paulo Guedes decidiu trombar com o Congresso. Irritado com as mudanças feitas em sua proposta de reforma da Previdência, o ministro criticou os deputados e disse que eles não tinham "compromisso com as futuras gerações".

O czar da economia chegou a Brasília com a impressão de que ganharia suas batalhas no grito. Acreditava que a vitória de Jair Bolsonaro pavimentaria a implantação de uma agenda liberal, ignorando o fato de que nem o presidente havia comprado aquelas ideias com convicção.

O ministro finalmente conheceu as limitações do governo. Ao apresentar a primeira fatia de sua reforma tributária, ele reconheceu que as propostas do Executivo devem "ser trabalhadas" pelos parlamentares e acrescentou que "é a política que dita o ritmo" dessas mudanças.

A atitude de Guedes reflete o desgaste de um governo que sempre investiu no conflito para exercer o poder. A reforma oferecida pelo ministro indica que Bolsonaro não tem capital suficiente para atropelar o Congresso e impor propostas amargas.

Além de se esquivar de choques com os parlamentares, Guedes mandou para a geladeira os pontos mais impopulares do projeto. A criação de uma nova CPMF ficou para depois, e a ideia de tributar os produtos da cesta básica foi deixada de lado.

Na reforma da Previdência, o governo apostou mais alto. Tentou aprovar um modelo de capitalização para as aposentadorias e propôs a redução de benefícios para idosos muito pobres. Perdeu as duas brigas.

A mudança de comportamento não se deu por modéstia, mas porque os últimos 18 meses enfraqueceram Bolsonaro e obrigaram o presidente a estabelecer outras prioridades.

Atualmente, o governo opera para proteger um chefe investigado - e não para aprovar projetos de seu interesse. Nos últimos meses, o Planalto distribuiu cargos e emendas para blindar Bolsonaro e sua família. Discussões sobre a economia devem ser atendidas em outro guichê.
Herculano
22/07/2020 08:12
QUALICORP CRESCEU À SOMBRA DO PODER DO PSDB, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Sem o PSDB, não haveria o sucesso da empresa Qualicorp, cujo fundador foi preso nesta terça (21), assim como os tucanos não manteriam o poder em São Paulo sem o "suporte" financeiro, a cada eleição, coordenado pelo empresário. José Seripieri Júnior "turbinou" seu negócio de venda de planos de saúde se aproveitando das brechas abertas (e nunca fechadas) na criação da ANS, agência reguladora do setor, na gestão de Serra no Ministério da Saúde do governo FHC.

DOBRADINHA

Para o Ministério Público Estadual paulista, Seripieri era o controlador financeiro e Serra o controlador político do esquema de corrupção.

SONHO DE CONSUMO

Botar a mão nesse esquema tucano sempre foi sonho de consumo de dez em cada dez investigadores de corrupção no Brasil.

PROTEÇÃO POLITICA

As decisões da ANS que favoreceram a Qualicorp, em prejuízo dos segurados, são atribuídas à força de Serra na agência e no ministério.

ELE 'FAZIA CHOVER'

Seripieri "fazia chover" no PSDB. Até helicóptero ele fornecia. Em um deles ocorreu a tragédia que matou um filho do tucano Geraldo Alckmin.

REFORMA ISENTA IGREJAS, SINDICATOS E ATÉ PARTIDOS

A primeira parte da proposta de reforma tributária entregue pelo governo federal ao Congresso teve o tema "Quando todos pagam, todos pagam menos", mas nem todos vão pagar. Apesar da boa iniciativa de substituir PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre folha de pagamento, importação e receitas por um único tributo, a CBS, a lista de isenções continua grande e ainda inclui os templos religiosos, sindicatos e, claro, partidos políticos.

ZONA MANTIDA

Outra exceção à nova regra é a Zona Franca de Manaus, que continua mantida, "mas com simplificação das regras e procedimentos".

REGIME DIFERENCIADO

A alíquota da nova CBS será de 12%, mas bancos, planos de saúde e seguradoras vão ficar na forma antiga de apuração e alíquota de 5,9%.

TAL E QUAL

Partido políticos também gozam de isenções de dezenas de impostos em Portugal como IVA, IRPJ, imposto sobre sucessões, doações etc.

TUTTI BUONA GENTE

Petistas ilustres como Lula e Fernando Haddad, além de tucanos como José Serra, claro, e Geraldo Alckmin, claro, fizeram questão de participar da festa de casamento, em 2014, de José Seripieri Junior, preso ontem.

FORA DA INVESTIGAÇÃO

O paulista Arnaldo Faria de Sá é um dos políticos mais ligados à empresa Qualicorp, cujo fundador foi preso ontem na operação que tem o senador José Serra como alvo. Mas o ex-deputado não é investigado.

PENSADOR TRAQUINAS

Além das traquinagens com o tucanato, José Seripieri Júnior, preso ontem, posava de pensador. Colaborava no jornal Folha de S. Paulo. Em abril, publicou o artigo "A vida é maior que tudo", sobre a pandemia.

FORO PRIVILEGIADO RESISTE

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem evidente dificuldade de aceitar o fim do foro privilegiado. Ele ignorou decisão do Supremo que limita a regalia aos crimes cometidos durante o mandato e em razão dele, no caso Serra. Pior foi o próprio presidente do STF avalizar isso.

BOTA-FORA NA OAB

O grupo à frente da OAB nacional trabalha dois nomes na sucessão: o amazonense José Alberto Simonetti e a alagoana Fernanda Marinela, que atua pela OAB no CNMP, órgão de controle do Ministério Público.

ESTRELA QUE SOBE

A nova coqueluche da Câmara é a deputada Professora Dorinha (DEM-TO), relatora do Fundeb. Nesta terça, na presidência da Casa, foi definida como "a nova cara da Educação de qualidade".

VOO SEM AEROMOÇA

A empresa aérea Iceland Air não conseguiu chegar a um acordo com o sindicato dos comissários de bordo e tomou uma decisão inusitada: vai voar sem eles. Os pilotos cuidam de tudo, e serviços foram suspensos.

MEDO DE GASTAR

Dinheiro existe, o desafio é estimular o consumo. Segundo o economista Alessandro Azzoni, o superávit da poupança foi de R$67 bilhões em abril e maio. "A população está poupando mais e com medo de gastar", diz.

PERGUNTA NA CONSTITUIÇÃO

A atual harmonia entre os Poderes se deve ao recesso do Judiciário ou ao silêncio do Executivo?
Herculano
22/07/2020 07:53
da série: quando um partido se nega a retirar os enlameados e corruptos da agremiação, o partido 9 ou a gestão pública onde está metido) se torna à própria lama e emporcalha gente que sempre esteve limpa.

PASSIVO TUCANO É FARDO PARA DóRIA, MAS MUDAR DE PARTIDO É CUSTOSO DEMAIS, por Igor Gielow, no jornal Folha de S. Paulo

Máquina e capilaridade são vantagens que compensam desgaste para o presidenciável

As agruras éticas do PSDB se tornaram um problema para João Doria pavimentar seu caminho do Palácio dos Bandeirantes para a disputa presidencial em 2022.

O tucano parecia estar com o dia ganho na política nesta terça (21), após costurar a saída de seu secretário de Saúde em plena pandemia para a data programada para o início da vacinação experimental contra o novo coronavírus em São Paulo.

A óbvia positividade da agenda da Coronavac, a ser testada num convênio entre a fabricante chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, deixou em segundo plano a saída de José Henrique Germann ?"de resto sendo negociada há quase um mês.

Mas enquanto as fotos eram tiradas, em Brasília a Polícia Federal tentava fazer uma busca no gabinete de um ícone do tucanato paulista, o senador José Serra. O empresário José Seripieri Filho, o Júnior da Qualicorp de tantas boas relações políticas, era preso na operação.

Serra já havia sido alvo de uma operação, não de cunho eleitoral mas sim sobre lavagem de dinheiro, no começo do mês. Na semana passada, foi a vez de outro ex-governador paulista pelo PSDB, o longevo Geraldo Alckmin, de ser acusado de caixa dois.

A Doria, sobrou o óbvio: defendeu que as investigações sobre os casos continuassem, presumindo a inocência dos correligionários, e bola para a frente.

Mas entre seus auxiliares e aliados já há quem questione qual será o preco a ser cobrado pela acelerada decomposição de imagem do PSDB enquanto Doria prepara sua candidatura presidencial.

O partido, que fracassou em retomar o poder federal em sua briga duopolista com o PT ao longo dos anos Lula e Dilma (2003-2016), acabou sendo preterido como alternativa à esquerda em favor do fenômeno Jair Bolsonaro em 2018.

Na raiz do problema, o fato de sua estrela maior, o hoje deputado Aécio Neves (MG), ter caído da condição de quase presidente eleito em 2014 para flagrado em um áudio escabroso no qual pedia dinheiro a um empresário, Joesley Batista ?"que quase derrubou o então presidente Michel Temer (MDB) de troco em 2017.

Outros nomes do tucanato histórico foram se perdendo nas páginas policiais, como os ex-governadores Marconi Perillo (GO) e Eduardo Azeredo (MG, que deixou a sigla). As baterias do aparato judicial-policial se voltaram para as antigas suspeitas sobre negócios do setor rodoviário em São Paulo.

Auxiliares de Doria já se preparam para o que consideram uma temporada de denúncias contra tucanos de diversas plumagens. Otimistas acreditam em um processo depurativo para 2022, enquanto pessimistas veem um fardo.

Durante anos, o PT se queixava de seletividade da Lava Jato e congêneres. O argumento fica menos defensável agora, com dois dos símbolos máximos do antigo nêmesis do partido enrolados.

Doria surgiu na política com um discurso de ética muito semelhante ao esposado pelo lava-jatismo, e sempre despachou aliados encrencados de forma rápida em termos públicos, a despeito do tamanho deles: vide Gilberto Kassab, o mandachuva do PSD que está numa licença eterna da Casa Civil que nem assumiu, devido a acusações de caixa dois.

De tempos em tempos, surgem rumores de que o governador paulista poderia deixar o PSDB. Isso chegou a fazer sentido no passado, com DEM e mesmo PSD como alternativas, mas hoje parece uma hipótese remota.

Primeiro, apesar de ter sido derrotado por Aécio quando operou pela expulsão do mineiro do PSDB, Doria comanda o partido na prática. Isso não veio sem custo e com mágoas, naturalmente.

Não é um comando óbvio, dada a variedade de caciques regionais e, como o episódio Aécio demonstrou, resistências são organizáveis. Mas a sigla não tem nome com tamanha densidade no momento: a aposta da velha guarda no governador Eduardo Leite (RS) acabou sendo mais para marcar posição, embora o gaúcho siga em alta.


E o PSDB oferta uma capilaridade ainda respeitável. Comanda estados importantes, São Paulo à frente e nominalmente desde 1995 (a rigor, como parte do PMDB, desde 1982). Tem prefeituras grandes, enquanto o PT foi trucidado em 2016 e caminha para destino semelhante este ano.

Virou um partido médio no Congresso, hoje um feudo dividido entre Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o centrão na prática. Mas tem nomes ainda influentes circulando por lá. O custo de uma mudança não parece valer a pena.

Há um vetor de imagem política em questão. Além do espectro do voto BolsoDoria, que já renegou e que foi invocado pelo próprio Bolsonaro no duelo que tiveram no começo da pandemia, o tucano teme a pecha de traidor que lhe foi impingida por Alckmin após o trauma de 2017.

Eleito em 2016 com apoio do então governador, o prefeito paulistano namorou a ideia de ser presidenciável já em 2018, quando a vaga era do padrinho.

A isso se soma o abandono da prefeitura em favor da candidatura a governador, em 2018. Auxiliares se questionam se trocar de partido a essa altura não criaria mais uma faceta para a acusação, embora concordem que o peso político do PSDB é o que pesa em favor da manutenção do status quo.
Herculano
21/07/2020 14:09
RECUPERAR O TERRENO PERDIDO

O prefeito de Gaspar, Kleber Edson Wan Dall, MDB, quer falar com os empresários daqui.

Ele marcou uma vídeo-conferência para as 17h. Nela, ele pode explicar as razões pelas quais ele fechará os supermercados no domingo.
Herculano
21/07/2020 14:00
AO BENÍCIO

O que comentar sobre a sua observação abaixo? Se o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, orientado por seus "çabios", edita decreto fechando os supermercados aos domingos, é natural que ele está reprimindo parte do consumo e o faz acumular no sábado, principalmente.

Se aglomerar é sempre um dos principais argumentos para interromper a possibilidade de contágio e transmissão da Covid-19, Kleber, com o decreto para fechar os supermercados aos domingos, derrota por incoerência à sua própria tese perante a cidade, cidadãos e cidadãs. Acorda, Gaspar!
Herculano
21/07/2020 13:54
POLÊMICA DO TIPO DO OVO E A GALINHA

O morador de Gaspar, Marlon Soares, 27 anos, acidentou-se no caminho de Blumenau para cá. Morreu a mulher e uma criancinha de ambos. Ele faleceu neste final de semana onde estava há uma semana na UTI de Blumenau lutando pela vida.

Marlon entrou na lista de gasparense falecidos com Covid-19. A rede social tratou de espalhar de que a morte dele foi listada com Covid-19 para a prefeitura ganhar dinheiro com ela.

1. A prefeitura negou, nas mesmas redes sociais, e num linguajar tosco, de que ela tenha vantagens econômicas com a morte de alguém com Covid-19.

2. A dúvida fica: Marlon morreu por causa dos graves ferimentos causados pelo acidente e que não puderam ser superados, ou pela Covid-19 que acabou sendo um fator complicador à sua difícil recuperação?

Isso ninguém, do ramo, explicou até agora.

3. Estatísticas são estatísticas. Marlon quando se acidentou já tinha o Covid-19 e não sabia, não tinha sintomas ou não havia desenvolvimento para procurar socorro especializado.

Isso acontece com muito entre os doentes.É o tal assintomático, ou o período de incubação que pode levar entre quatro a dez dias.

4. Ao examinar o sangue de Marlon para várias necessidades do seu tratamento, e para prevenção, se fez o teste da Covid-19 e a doença estava presente nele. E aí, possivelmente a estatística o captou.

E o pessoal da gripezinha ficou desconfiado achando que se tinha mais uma narrativa...

Herculano
21/07/2020 13:25
UTIS TOMADAS EM BLUMENAU

Os boletins epidemiológicos nos últimos dias dão conta que as UTIs dos Hospitais com atendimento para a rede Pública de Saúde em Blumenau, estão no limite.

E por que? Estão atendendo as demandas dos municípios da região pela Covid-19.

E por que isso é perigoso. Porque esses mesmos hospitais são referência estadual em várias especialidades (cardíaca, renal, neo natal, hepática, neurológica...). E elas ficam comprometidas e sem leitos de UTIs, além dos que ainda são atendidos emergencialmente neles, correm o sério risco de de contaminarem por dividirem ambientes de Covid nas UTIS nas operações que dizem ser de guerra.

E os acidentados no transito e outros traumatizados? Também neste ambiente tomado pelos doentes de Covid-19, ficam na fila das escolhas (da vida e morte) e sob ameaça de contaminação.
Benício
21/07/2020 13:15
Herculano

Quanta incoerência do Kleber, proibir Supercados de abrirem aos domingos e com as enormes filas nas sextas feira e sábados, o vírus faz a festa.
O Kleber, acorda cara.
Herculano
21/07/2020 11:55
PRESSIONADO PELAS CIRCUNSTÂNCIAS, KLEBER VAI À RÁDIO DE BLUMENAU E DIZ QUE GASPAR TEM PROTOCOLO PARA O USO DA CLOROQUINA E INVERMECTINA.

MAS, NA MESMA ENTREVISTA, KLEBER DIZ QUE ESTE PROTOCOLO É PARA DEIXAR LIVRE A DECISÃO DOS MÉDICOS QUE CUIDAM DOS PACIENTES COM COVID-19.

ELES PODEM RECEITAR OU NÃO ESSES MEDICAMENTOS, ALGO QUE É UM PRINCÍPIO DE LIBERDADE DA PROFISSÃO. MEU DEUS!

Vamos lá: o que são Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT)?

São documentos que visam garantir o melhor cuidado à saúde do paciente ou usuário do SUS. ... Eles incluem informações sobre medicamentos, exames e demais terapias e são elaborados a partir de dados confiáveis e com qualidade científica.

Gravaram bem esse conceito? Protocolo é aquilo que orienta ou limita procedimentos médicos para determinadas doenças. É uma especie de uniformização?

Agora, vamos a entrevista do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, à rádio Menina FM, de Blumenau. O apresentador pergunta, bem claramente a Kleber:

Gaspar já tem protocolo para o uso da Cloroquina e Invermectina ou é ainda como Blumenau que não oficializou [esse procedimento ou protocolo]?

Kleber não deixou nenhuma margem às dúvidas e cantou de galo à cautela do prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, Podemos, tão leigo e evangélico quanto ele. Mário está sob tiroteio. Parte da população e políticos querem a Cloroquina e a Invermetina como protocolos no combate a Covid-19. Mário luta para que as pessoas não morram antes de que tenham chances de ter pelo menos uma UTI - tomada em parte de gente de outros municípios - para se tratarem.

"Já temos o protocolo, sim. Já foi discutido com o dr.Ricardo Freitas, que é o nosso médico infectologista aqui da cidade e diretor clínico do Hospital e também com a dr. Franciele que é a médica reguladora da secretaria de Saúde".

E a partir dai, Kleber começou a mudar e esclarecer que o dito "protocolo", não é um protocolo como o conceito que expus no início do artigo, mas um ajustamento àquilo que é prerrogativa fundamental do médico: decidir como tratar e prescrever a favor do paciente e assumir consequências e as responsabilidades inerentes à profissão e ao juramento de Hipócretes.

Senão, vejamos.

" Na verdade, já havia. Essa situação..., porque é um ato de prescrição... é um ato médico. O prefeito não pode receitar remédio à população. Eu não sou médico e tenho que seguir nessa linha. Fizemos aqui que vai ficar a critério de médico e paciente, já que NÃO HÁ PROTOCOLO A NÍVEL CIENTÍFICO, DO MINISTÉRIO DA SAÚDE OU ALGO ASSIM"

Entenderam? Ou é preciso desenhar que o prefeito Kleber disse e desdisse em minutos que havia e não há protocolos para o uso da Cloroquina e Invermectina, mas um entedimento para diminuir a polêmica.

O que há, a princípio, é o respeito à decisão médica, se houver pedido e concordância do paciente que terá que assumir os riscos por conta desta decisão. Nem mais, nem menos.

" Diante das experiências, a gente resolveu fazer esse trabalho e colocar no protocolo"

RESUMINDO, NÃO HÁ PROTOCOLO ALGUM, UMA RECOMENDAÇÃO.

O resto é enrolação pelo uso da comunicação - onde o prefeito Kleber em campanha pela reeleição é o garoto propaganda se si mesmo e do grupo que manda na prefeitura. Nem mais, nem menos.

Tratam os ouvintes como analfabetos, ignorantes e desinformados

E o por quê disso? Depois de um bafafá que se acentuou na cidade - eu registrei na coluna -, com o agravamento da Covid-19 entre os gasparenses com gente doente sendo exportada para Blumenau ou medicada por diversos remédios, menos pela Cloroquina e Invermectina - que não possuem cientificidade comprovada para prevenção, tratamento e cura da Covid-19, mas estão sendo testadas em sucessivos estudos com os doentes -, os pitbulss da área de saúde escalados pelo governo de Kleber foram ao enfrentamento nas redes sociais, ao invés do esclarecimento.

A maré virou contra o governo de Kleber e seus "çabios".

KLeber no domingo a noite, como também registrei, orientado, fez um vídeo para desdizer seus pitbulls, e dizer cada médico tem a liberdade de receitar o que ele acha eficaz para os tratamentos. E que a Cloroquina nunca tinha sido proibido por aqui. E que só não estava sendo distribuída, porque ele pediu ao governo de Jair Messias Bolsonaro, sem partido, e ainda não havia recebido o medicamento.

Ou seja, jogou a culpa nos outros.

Era tarde. E se tudo isso fosse real do planejamento, uma decisão do gabinete de crise, bastava o prefeito ter comprado a Cloroquina e a Invermectina para abastecer os ambulatórios, centro de triagem da Covid-19, o hospital - que está sob a sua intervenção e com a UTI provisória lotada - e suas farmácias.

O discurso dessa gente não se sustenta por minutos.

Como por aqui está desacreditado devido a esse vai-evem, ele esta falando aos blumenauenses, que não possuem qualquer conhecimento da real situação de Gaspar. Acorda, Gaspar!
Herculano
21/07/2020 08:39
VACINAS QUE SALVAM

Cientistas, governos e empresas correm contra o tempo para apresentar vacinas contra a Covid-19.

Uma é inglesa e outra é chinesa.Ambas, comprovadamente eficazes nos testes das fases um e dois.

Pois é: tem gente, e não é pouca, que se recusaria a tomar a chinesa por preconceito político e ideológico. Prefere morrer. E faz campanha para convencimento dos analfabetos, ignorantes e desinformados para o mesmo infortúnio. Isto sim, se chama genocídio a lá Tim Jones ou algo do gênero. Meu Deus!
Miguel José Teixeira
21/07/2020 08:36
Senhores,

Replicando parte da minha postagem feita ontem, 20/07, às 12.31h:

"O Saudoso Cantor e Compositor Renato Russo, já indagava: "Que país é esse?"

O Jornalista Josias de Souza, em artigo replicado abaixo, acredita que o "CASTIGO AO DESEMBARGADOR DIRÁ QUE PAÍS SOMOS".

O Eremildo que habita em mim, relembrando sentenças de certas "otoridades jurídicas" não duvida que tal desembargador possa ser SEVERAMENTE PUNIDO COM UMA APOSENTADORIA PRECOCE e mantidos seu polpudo salário e penduricalhos."

Ontem mesmo, no início da noite, a Jornalista Cristiana Lobo no Globo News,já alertava para esta possibilidade.

Também compartilha essa hipótese, o Jornalista Cláudio Humberto, na Coluna replicada abaixo.

À confirmar, poderemos definir que país é esse:

"Pindorama de Toga"

E, o Agente Público, poderá cantarolar, parafraseando Vinicius & Toquinho:

. . .
Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe
Você vai ter que viver
Na toga da mironga do kabuletê
Na toga da mironga do kabuletê
Na toga da mironga do kabuletê
. . .
Herculano
21/07/2020 08:33
da série: este artigo é didático e mostra a razão pela qual um veículo tem que ser diferente de outro, e esta é a razão do sucesso e credibilidade do Cruzeiro do Vale. A opinião é livre, mas os fatos sagrados.

VEÍCULOS COMETEM SUICÍDIO QUANDO SEGUEM O EXEMPLO DAS REDES SOCIAIS

O jornalismo do futuro vai aprofundar e refinar a busca pela objetividade? Ou irá regredir a tempos pré-modernos?

Gosto de ler jornais com sensibilidades políticas distintas. Não gosto de ser enganado. Quando leio o Daily Telegraph, sei que não estou a ler o Guardian. Quando leio o Wall Street Journal, sei que não
estou a ler o New York Times.

Mas há algo que não dispenso: a objetividade da notícia. Ah, que palavrão! E que quimera! Será que isso existe?

Não, não existe como o santo graal que se descobre por acaso. Implica esforço e método. Ou, pelo menos, a vontade de esforço e método.

Nessas matérias, convém lembrar o que Otavio Frias Filho escreveu no seu "Antimanual de Jornalismo", coleção de aforismos que deveria ser leitura obrigatória em qualquer Redação. "Quanto maior o entrechoque de versões contraditórias", dizia ele, "maior o resíduo objetivamente verificável". Para concluir: "Quanto mais mentiras, tanto mais verdade".

É um pensamento admirável, que deposita toda a confiança na razão humana para lidar com o caos epistemológico que nos rodeia. A opinião é livre, ou deve ser. Mas os fatos são sagrados, para usar a célebre proclamação de C. P. Scott que ainda hoje o Guardian ostenta com orgulho, embora nem sempre a pratique.

Pois bem: é essa noção de "objetividade", para a qual os fatos são "sagrados", que tem sido questionada nos Estados Unidos. Conta a revista The Economist que vários críticos do conceito têm proposto um outro: "clareza moral". Em que consiste essa clareza?

Sim, é preciso respeitar a verdade; mas a verdade será sempre contextual, o que permite uma maior flexibilidade - ou "equidade" e "empatia", para usar as categorias dos apologistas da moral - no tratamento dos fatos.

Tenho dúvidas sobre o modelo. Três, para ser exato.

A primeira e mais óbvia é que esse tipo de clareza se abre à subjetividade mais evidente. Repito: não tenho nenhum problema com a subjetividade no seu espaço próprio - o da opinião. Mas o jornalismo não se esgota na opinião nem pode ser contaminado por ela.

Abandonar a objetividade não é apenas abandonar um fim ou um método; é reconhecer que nada existe "a despeito de nós mesmos", como escrevia Otavio Frias Filho.

Esse desprezo pela verdade objetiva, ou pela simples possibilidade de existir uma verdade objetiva que não esteja à mercê das nossas intuições ou vaidades morais, converte-se facilmente num discurso dogmático que é imune a qualquer crítica.

Já está a acontecer: praticamente todas as semanas, jornalistas ou colunistas são demitidos porque se recusam a subscrever cegamente à "clareza moral" dominante em matéria de raça ou identidade. Nos últimos dias, tivemos Bari Weiss no The New York Times e Andrew Sullivan na revista New York.

Mas existe uma observação final e bastante melancólica: se o jornalismo abandonar a busca da objetividade, isso representa uma regressão brutal.

Conta a Economist que, no século 19, os jornais eram versões impressas das redes sociais de hoje: panfletos de gritaria ideológica que serviam várias causas, exceto a da verdade.

Em muitos casos, os jornais eram megafones de partidos ou demagogos, sem qualquer compromisso com o rigor.

Só a partir de 1920, pelo menos nos Estados Unidos, houve um maior apelo pela objetividade. Essa, aliás, foi uma das consequências da Revolução Russa de 1917, segundo a revista: obrigou os jornais a separar os desejos teóricos da triste realidade, por mais inconveniente que ela fosse para a "intelligentsia" progressista.

Não creio que a Economist tenha inteira razão: mesmo no século 19, era possível encontrar jornais americanos (como o New York Herald) que começavam a ensaiar certas práticas comuns no século 20.

A separação entre a reportagem (neutra) e a opinião (subjetiva) foi uma delas. A valorização de fontes e testemunhas na escrita da notícia foi outra.

Por outro lado, nem todos os grandes jornais conseguiram essa separação entre os desejos e a realidade, sobretudo quando estava em causa a União Soviética: as reportagens fantasiosas de Walter Duranty, correspondente do New York Times em Moscou nas décadas de 1920 e 1930, são uma mancha inapagável (e premiada com um Pulitzer).

Mas o ponto permanece: o jornalismo do futuro vai aprofundar e refinar a busca pela objetividade? Ou irá regredir a tempos pré-modernos, quando o tribalismo imperava?

Não estou otimista. Mas reconheço a ironia: não são as redes sociais que matam os jornais; são eles próprios que se suicidam quando seguem o exemplo das redes.
Herculano
21/07/2020 08:24
da série: as velhas práticas políticas despenando os tucanos de alta plumagem. Mas, esta prática ainda infesta as gestões dos estados e municípios. É só olhar o que está acontecendo com as "licitações" marcadas para comprar equipamentos, montar UTIS e se ter medicamentos

PF NA CASA DE SERRA

Conteúdo de O Antagonista.A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão no gabinete de José Serra, em seu apartamento funcional em Brasília e em dois de seus imóveis em São Paulo.

Como publicamos mais cedo, a Lava Jato de São Paulo prendeu quatro pessoas - entre elas, o empresário José Seripieri Jr -, no âmbito da investigação que apura o pagamento de 5 milhões de reais para o caixa 2 da campanha do senador tucano em 2014.

Também é alvo da Operação Paralelo 23 a incorporadora JHSF, de José Auriemo Neto.
Herculano
21/07/2020 08:20
GLEISI DIZ QUE "O PT NÃO ESTÁ PEDINDO PERDÃO"


Conteúdo de O Antagonista. Gleisi Hoffmann disse que "o PT não está pedindo perdão e não precisa de perdão".

Segundo a Folha de S. Paulo, ela disse também:

"O PT precisa de Justiça, para Lula e para toda a perseguição que o partido sofreu".

Gleisi Hoffmann aposta que o chefe da ORCRIM, responsável pelo maior esquema de todos os tempos, vai ser perdoado pelo STF.
Herculano
21/07/2020 08:17
FÉ E RELIGIÃO NO GOVERNO BOLSONARO, Joel Pinheiro da Fonseca, economista, mestre em filosofia pela USP, no jornal Folha de S. Paulo.

Ministro Milton Ribeiro deve saber separar melhor igreja e Estado; oremos

A religião de um ministro não deveria importar para sua avaliação. A partir do momento, contudo, em que a religião é um dos critérios pelos quais foi escolhido, ela se torna relevante, para o bem ou para o mal.

Ainda em novembro de 2018, a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro sondava Mozart Neves Ramos, na época diretor do Instituto Ayrton Senna, para o Ministério da Educação.

Assim que a informação veio a público, contudo, gerou reação imediata da bancada da Bíblia, que vetou o nome. Bolsonaro acatou. Depois de um ano e meio perdidos, Bolsonaro finalmente nomeia um ministro da Educação evangélico.

O Estado laico é daquelas conquistas sociais que, quanto mais de perto examinamos, mais fica difícil de definir. Afinal de contas, o que difere um valor "religioso" de um valor "laico"? Todos nós partimos de certos pressupostos normativos - os fins que desejamos para nós e para a sociedade - que não têm embasamento racional.

Quando deixamos as sutilezas filosóficas de lado, contudo, e olhamos para o todo, é um avanço inestimável de nossa civilização ter não só separado a autoridade religiosa da autoridade secular (separação que, pode-se dizer, está já na origem do cristianismo) como também ter desobrigado esta de qualquer tipo de subordinação àquela.

Desde então, todas as religiões e igrejas têm a liberdade de existir, sem qualquer favorecimento ou obstáculo do Estado, desde que respeitem a lei.

Isso exigiu de todos, e especialmente de autoridades religiosas, o reconhecimento de que a pluralidade de visões de mundo, bem como a necessidade da convivência pacífica, exigem que se trate visões discordantes com respeito.

A Igreja Católica, hoje em dia - assim como os principais ramos das igrejas protestantes históricas (como a Igreja Presbiteriana, do ministro Milton Ribeiro) -, convive em paz e relativa harmonia com o Estado laico.

Foi uma guerra de séculos para que o aceitassem.

A convivência de diferentes perspectivas só pode funcionar se reconhecemos uma esfera de conhecimento e ação comum, na qual conflitos possam ser resolvidos por um critério anterior a qualquer fé específica: nossa razão (também ela falível e, portanto, sempre aberta ao contraditório). Assim, é possível avaliar um ministro por critérios técnicos que independem da fé.

Até a saída de Weintraub, o discurso do governo era de que não existe excelência técnica: existe apenas a guerra de narrativas, ideologias e fés.

Os grandes problemas da educação brasileira não eram a má gestão, a falta de recursos, o despreparo e desamparo de professores, a indicação política dos cargos de diretores de escolas, e sim a ideologia ensinada por professores comunistas em sala de aula. Ateísmo, socialismo, sexo.

Em vídeo em que prega a sua congregação, o pastor Milton Ribeiro aterroriza os fieis com o espectro da revolução sexual; as universidades estariam, sob a inspiração do existencialismo, ensinando aos jovens ("os nossos filhos") o sexo sem limites. (Como egresso da Faculdade de Filosofia, lamento ter passado batido por essa matéria.) A fala não o abona.

Ao mesmo tempo, contudo, tem um doutorado (real) em educação. É cedo para dizer que também fará um ministério ideológico. Como bom presbiteriano, apesar do conservadorismo, deve saber separar melhor igreja e Estado. Talvez seja o equilíbrio possível dentro deste governo. Oremos.
Herculano
21/07/2020 08:06
DESEMBARGADOR BOÇAL SOB 'RISCO' DE APOSENTADORIA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

É mau sinal o desembargador Eduardo Siqueira não ter sido afastado, já ontem, de suas atividades no Tribunal de Justiça de São Paulo. Por seu presidente ou qualquer outro representante, a pretexto do recesso, o TJSP manteve silêncio constrangedor sobre o magistrado boçal que humilhou o guarda civil de Santos que lhe pediu para usar máscara. O pior que espera Siqueira, se tanto, é a rica aposentadoria compulsória.

PUNIÇÃO É LOTERIA

Magistrado tipo Eduardo Siqueira pode sofrer "advertência" ou "censura". Se houver "rigor", será aposentado com vencimentos integrais.

DEMORA PIORA O CASO

A hesitação do TJSP e do Conselho Nacional de Justiça em afastar Eduardo Siqueira depõe contra a credibilidade da magistratura.

AUTOR DO DESATINO

José Serra (PSDB) foi o governador paulista que cometeu o desatino de nomear Eduardo Siqueira, em maio de 2008, desembargador do TJSP.

'INVESTIGAR' O QUÊ?

A corregedoria do CNJ vai "investigar o caso". Nem precisa: o vídeo é flagrante contundente do despreparo até emocional do desembargador.

COVID: DESCONFIANÇA CONTRA A CHINA SALVOU TAIWAN

Ainda em dezembro de 2019, as autoridades de Taiwan alertaram a Organização Mundial de Saúde de que, ao contrário do divulgado pela China e replicado pela OMS, a transmissão do covid-19 entre humanos era real. Conhecedor da "transparência opaca" chinesa, Taiwan fez suas próprias regras de contenção e tem hoje apenas 455 casos e 7 mortes nos 23 milhões de habitantes. A OMS levou semanas para reconhecer a transmissão entre humanos e mais tempo ainda para admitir a pandemia.

POLÍTICA ACIMA DA VIDA

Taiwan atribui a negligência da OMS ao fato de ser deliberadamente ignorada a mando da China, que considera a ilha "província rebelde".

MUITO SUSPEITO

Epidemiologista líder da equipe da OMS na China, Bruce Aylward disse que chineses não quiseram dizer no relatório que o vírus era "perigoso".

SEM CREDIBILIDADE

A Coréia do Sul não se acomodou aos dados chineses e virou referência. O Japão chamou a OMS de "Organização Chinesa de Saúde".

SANTO REMÉDIO

A diminuição das caneladas do governador João Doria em Bolsonaro coincide com a transferência impressionante de recursos federais para a área de Saúde do governo de São Paulo. Agora, o Ministério do Desenvolvimento Regional mandou R$7,7 milhões para saneamento.

QUEDA NO CONTÁGIO

Esta o jornalismo de funerária ignora: a média de novos casos de Covid-19 caiu 12,9% no Brasil desde o início do mês. Do auge de 38.315 novos casos diários em média, em 2 de julho, caiu para 33.389 atualmente.

PANÇA BEM NUTRIDA

Os socialistas adoram mordomia com dinheiro alheio: o gabinete do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, publicou o edital nº 24/20 para comprar iguarias como filé, rabada, costelinha, filé de carne de sol... Quem paga imposto vai gastar R$232 mil para nutrir a pança socialista.

FECHOU A BOCA, MELHOROU

A avaliação positiva do governo Bolsonaro cresce desde 18 de maio, segundo pesquisa XP/Ipespe de julho: saltou de 25% para 30%. Já a avaliação negativa caiu na mesma proporção: 50% para 45% em julho.

CABEÇA DE BURRO

Deve ter mesmo uma cabeça de burro enterrada no MEC. Depois de finalmente assumir um novo ministro, em menos de uma semana ele foi infectado por covid-19. É o quarto ministro do governo com coronavírus.

VENDE-SE MORDOMIA

O presidente uruguaio Luis Lacalle Pou criticou o antecessor socialista Tabaré Vasquéz pela compra de um jato HS 125-700A, daquele que caiu e matou o ex-ministro Marcos Freire. Prometeu vendê-lo ao ser eleito. Já colocou a mordomia à venda, mas ainda não apareceram interessados.

NÃO É CONSPIRAÇÃO

A conta de Donald Trump no Twitter não foi atingida por hackers, como ocorreu a Bill Gates, Elon Musk etc, porque já tinha outras proteções após ser "desligada" por um ex-funcionário da rede social, em 2017.

SEM AFINIDADE

Davi Alcolumbre indicou o chefe do Interlegis, Márcio Coimbra, à diretoria da Apex, de onde se demitiu em 2019. Coimbra já afirmou que não aprova gestão de Sérgio Segóvia à frente do órgão, e recusou o convite.

PENSANDO BEM...

... o silêncio do presidente mostrou que a oposição é muda.
Herculano
21/07/2020 07:48
OBSOLETO DESACATO, editorial do jornal Folha de S. Paulo

STF admite o crime vago de desrespeito a autoridade, que pode cercear a crítica

Por maioria de 9 a 2, o Supremo Tribunal Federal decidiu há pouco que o crime de desacato foi recepcionado pela Constituição de 1988. Com a decisão, chega ao final uma celeuma iniciada em 2016 no Superior Tribunal de Justiça.

À época, uma turma do STJ entendeu que a tipificação do crime de desacato a autoridade contrariava leis internacionais de direitos humanos. Julgava-se recurso de um homem condenado a mais de cinco anos de reclusão por roubar uma garrafa de conhaque, desrespeitar policiais e resistir à prisão. Anulou-se, ali, a pena por desacato.

O caso ora analisado pelo STF foi apresentado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), motivado em especial pelo risco à liberdade de expressão.

Ao julgar a favor da constitucionalidade do desacato, o Supremo buscou limitar abusos ao definir que o delito somente ocorre quando praticado na presença do funcionário público, o que exclui críticas na imprensa ou nas redes sociais. Na justificativa do tribunal, trata-se de proteger a função exercida pelo servidor do Estado.

Separar o que é ofensa punível e o que é crítica à legalidade da atuação do profissional constitui tarefa árdua que caberá aos magistrados em casos concretos.

Não ajuda o fato de tal crime padecer, na legislação, de linguagem tautológica. Previsto no artigo 331 do Código Penal, esse tipo penal torna punível com multa ou detenção de seis meses a dois anos "desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela".

Definir o crime pelo seu próprio nome pode dar margem a interpretações questionáveis por parte dos próprios ofendidos.

Não é de hoje que episódios de violência policial envolvem a invocação do desacato como forma de inibir contestação à eventual ilegalidade da abordagem.

A título de exemplo, a Polícia Militar registrou boletim de ocorrência com essa acusação, entre outras crimes, à mulher em Parelheiros, na periferia de São Paulo, cujo pescoço foi pisado por um policial militar em maio deste ano.

O mesmo ocorreu, em junho, com jornalistas no interior do Rio Grande do Sul agredidos por PMs depois de serem proibidos de fotografar um caminhão do Exército.

Sem que se distingam críticas de ofensas a funcionários públicos, a norma já um tanto obsoleta pode gerar abusos que, em uma sociedade democrática, os tribunais devem prontamente coibir.
Marciano Silva
20/07/2020 21:50
Olá Sr. Herculano!

Parabenizamos o seu trabalho, suas excelentes matérias no campo político, e seu trabalho isento de manobras e interesses partidários.

Somos à direita Bolsonaro de Gaspar (17 e 51), onde começamos o nosso trabalho antes mesmo da campanha de 2018, apoiando e acompanhando o trabalho do nosso atual presidente Bolsonaro.

Estamos unidos para apresentar uma nova opção de liderança que seguirá em um novo rumo para a política de Gaspar.


Estamos fechados com o pré-candidato Sérgio Almeida (PSL 17)!


#FechadosComBolsonaro


Marciano Silva

Presidente do partido Patriota 51 de Gaspar
CNPJ: 37.019.421/0001-74
Odir Barni
20/07/2020 20:03
A PANDEMIA E A DÍVIDA PÚBLICA VAI FACILITAR A REELEIÇÃO DOS ATUAIS PREFEITOS.
Caro, Herculano:
Estou lendo seu Blog, fico impressionado com o número tão grande de postulantes ao cargo de prefeito. Acompanho as eleições em Gaspar e região dese 1965. Foi contador nos tempos difíceis, quando a ARENA era o partido do governo e nós do MDB penávamos na fila para receber o dinheiro do FRN (Fundo Rodoviário Nacional) que era de direito. Falar em recursos externos era quase que impossível, na havia capacidade endividamento. Hoje as prefeituras conseguem seus financiamentos com facilidade, a economia cresceu o que não pode estimar são as perspectivas para os próximos anos. Não sabem os pretensos candidatos que que as obras que estão sendo realizadas serão pagas pelos futuros governantes. Não cursei faculdade de administração pública, minha faculdade se fundamente na experiência de 45 anos no serviço público; trabalhei com 17 prefeitos desde os titulares e seus interinos. O que eu quero lhes dizer, sem ser vidente, é que as atuais administrações não serão substituídas. A indefinição da data das eleições não permitiu aos opositores preparar um candidato, fato que ocorre em todos os municípios. Tenho plena convicção do estou falando, por pior que seja um prefeito ele detém 25% dos votos no município, tirando mais 30% ou mais de votos nulos e brancos, a eleição será disputada disputada com 45% dos votos restantes; se o prefeito atual angariar mais 15% dos indecisos vence com 40% contra 30% do adversário. Vamos conferir no dia 16 de novembro de 2020. Não estou defendendo nenhuma candidatura, estou apenas fazendo uma projeção baseada no momento político atual. Os atuais prefeitos fazem política todos os dias enquanto os seus adversários nem sabem por onde começar; as críticas de hoje podem se constituir numa arma perigosa. Salve Gaspar!
Herculano
20/07/2020 18:34
OFICIALMENTE SOMOS MAIS DE 80 MIL MORTOS

E continuamos no platô de pouco mais de mil mortos dia.

Se os dois extremos entenderem o tamanho da encrenca, tudo vai ficar sob controle e diminuir.

Enquanto os curiosos e políticos continuarem nas guerras com suas teses próprias, ideológicas e ingênuas em algo científico, seremos refém daquilo que não conhecemos, mas podemos evitar, e contra npos mesmos.
Herculano
20/07/2020 18:27
da série: até onde é espetáculo, necessidade e veracidade? Quando a falta de ponderação em algo tão sério diminui a credibilidade e dá margem às dúvidas de que se trata de um mero palanque político de oportunidade

AO CHAMAR MOISÉS DE MENTIROSO, NAATZ ANTECIPA O TOM DO RELATóRIO FINAL DA CPI DOS RESPIRADORES, por Upiara Boschi, no NSC Total.

Relator da CPI dos Respiradores, Ivan Naatz (PL) diz que governador Moisés mente ao dizer que não sabia do pagamento antecipado à Veigamed

"A história de uma mentira, o fim de um governo, a reparação de um erro". É com essa carga dramática que o deputado estadual Ivan Naatz (PL), relator da CPI dos Respiradores, inicia o vídeo em que comenta o que ele chama de contradições nas respostas enviadas pelo governador Carlos Moisés (PSL) em referência à participação na nebulosa compra de 200 respiradores de UTI que custaram R$ 33 milhões e nunca foram entregues. Está claro, assim, o tom que Naatz pretende dar ao relatório que promete entregar até o fim do mês.

Com base nas investigações da CPI dos Respiradores, que correram paralelamente às da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual na Operação O2, o relator antecipa com suas manifestações que colocará o governador Carlos Moisés em posição de destaque na desastrosa compra, como alguém que teria conhecimento de detalhes administrativos da negociação com a importadora Veigamed, incluindo o pagamento antecipado realizado no dia 1º de abril.

Nas respostas ao questionário de 15 perguntas encaminhadas pela CPI, Moisés afirma que só teve conhecimento desses detalhes em 20 e 22 de abril - na primeira data, o ex-secretário Hélton Zeferino, da Saúde, teria comunicado que havia problemas na entrega dos respiradores que viriam da China; na segunda, que o pagamento já havia sido realizado. Até agora, nos depoimentos realizados à CPI não houve quem dissesse que Moisés sabia do pagamento antes deles serem concretizados. Por isso, a tese de Naatz se escuda em dois documentos assinados pelo governador e em frases soltas das lives que Moisés e secretários realizaram diariamente nos primeiros dias da crise do coronavírus. Com eles, o relator monta o que tem chamado de "cronologia da mentira".

Essa sequência começa em 27 de março, quando ao lado do governador em uma live, o ex-secretário Hélton diz que por falta de respiradores a pronta entrega no Brasil foi necessário fazer uma "compra internacional". Em outra live, dia 31 de março, é Moisés que diz, ainda sem detalhes, que "foi feita uma aquisição". A fala acontece na véspera dos dois depósitos à Veigamed, dia 1o de abril, totalizando R$ 33 milhões. Passados alguns dias, em 11 de abril, Moisés diz em mais uma live que "temos processos de importação, estamos lutando para que esses respiradores cheguem aqui". Na época, pelo que mostram os depoimentos de integrantes e ex-integrantes do governo, já havia dúvidas sobre se a Veigamed conseguiria entregar os respiradores comprados.

Aos trechos de lives, Naatz soma dois documentos assinados pelo governador que não se referem especificamente à compra dos respiradores junto à Veigamed, mas que explicitam que os tema pagamento antecipado estavam em discussão no governo. O primeiro deles, com data de 31 de março, é o projeto de lei encaminhado pela Casa Civil à Assembleia Legislativa para autorizar esse tipo de compra quando vinculado à pandemia. Foi retirado no mesmo dia, segundo o governo por ter sido encaminhado antes da discussão estar concluída internamente.

O segundo é uma consulta do Tribunal de Contas do Estado (TCE) feita pelo governo, com assinatura de Moisés, no dia 2 de abril, pedindo orientações sobre pagamento antecipado. A resposta veio dois dias depois, com o TCE recomendando que não se procedesse assim, mas admitindo a possibilidade de realização desde que fossem dadas garantias pela empresa. A consulta é genérica - foi formulada e respondida quando o governo há havia pago os R$ 33 milhões à Veigamed.

No início dos trabalhos da CPI, Naatz afirmou em entrevista que me concedeu que seria um relator imparcial. No entanto, o tom de suas falas - e muitas vezes durante os depoimentos - é o de líder da oposição, cargo que também ocupa. A CPI é uma investigação política e hoje Moisés não tem quem o defenda explicitamente nem na comissão e nem no plenário - é um governo nas cordas.

Politicamente, Naatz firmou uma convicção que já tinha: a de que Moisés estava envolvido na compra que já derrubou dois secretários (Helton e Douglas Borba, da Casa Civil), uma superintendente (Márcia Regina Pauli, da Saúde, que apertou o botão do pagamento antecipado) e um controlador-geral (Luiz Felipe Ferreira). Agora, partirá de vez para cima de Moisés.

Entenda a cronologia exposta por Naatz

27 de março - Ex-secretário Helton Zeferino, da Saúde diz que foi necessário fazer uma compra internacional, sem especificar.

31 de março - Projeto de Lei autorizando pagamento antecipado em compras referentes ao Covid-19 é enviado pelo governo à Alesc, mas retirado horas depois. No mesmo dia, em live Moisés diz que foi feita uma aquisição de respiradores.

1 de abril - Veigamed recebe os R$ 33 milhões, pagamento feito pela Secretaria da Saúde sem exigência de garantias.

2 de abril - Governo consulta o TCE sobre como proceder em compras com pagamento antecipado.

4 de abril - TCE recomenda que não sejam feitos pagamentos antecipados, mas admite que possa ser feito, desde que haja garantias.

11 de abril - Moisés em live diz que "temos processos de importação, estamos lutando para que esses respiradores cheguem aqui".

20 de abril - Segundo Moisés, data em que Hélton comunica as dificuldades para trazer da China os respiradores comprados através da Veigamed.

22 de abril - Segundo Moisés, data em que Hélton afirma a ele que o pagamento fora feito de forma antecipada.

28 de abril - Reportagem do The Intercept traz à tona o caso dos respiradores fantasmas
Tá Ligado
20/07/2020 16:36
Senhor Herculano,

Gostaria de em primeiro lugar, parabenizá-lo pela postura e isenção ao longo do tempo.

Sendo assim, nem perca seu tempo com arrogantes e insensatos como Fillippus.
O cara se acha, mas na verdade é um lobo em pele de ovelha.
Deveria ele se candidatar a prefeito e ver que ñ moral atacar pessoas de bem.
Deixo-o que vai tropeçar em sua própria soberba e arrogância.
Na real, nem perdi meu tempo de ler as porcarias que escreveu, bastou ler suas frases iniciais.
Politicamente é um nati-morto, se não vejamos no início do mês natalino.
É um verme político, inconsequente, irresponsável e inútil à sociedade gasparense.
Tenho dito
Herculano
20/07/2020 14:40
AS MINHAS MENTIRAS

O tempo é o senhor da razão. E as vezes são rápido...

Sobre o comentário do presidente da Comissão Provisória do DEM, o suplente de vereador Paulo Filippus, bem-vindo à sua Gaspar, de onde não me ausentei nenhum minuto enquanto ele esteve longe.

Nada a mais a comentar. Aliás, nada como um dia após o outro. E neste caso, nada como uma hora após a outra.

Sobre os comentários do pessoal do Aliança pelo Brasil de Gaspar, também nada a comentar. Ele são mais esclarecedores do que foram as minhas notinhas no Trapiche de hoje. Meu Deus!

O que ambos experimentaram? Uma tribuna plural num espaço de credibilidade único na cidade.

Não é um espaço de um partido, de amigos ou de um espectro ideológico. A única coisa que este espaço combate são ladrões de sonhos, prioridades e do dinheiro público feito de pesados impostos do povo sofrido diante da escassez de transparência, empregos e oportunidades.

Errar, já errei e vou errar muito mais. E nunca tive medo de apontar meus erros e pedir desculpas, principalmente aos meus leitores e leitoras. Mentir nunca fez isso intencionalmente, talvez por equívoco ou desinformação.

Se mentir é não estar a serviço de donos da verdade na busca do poder a qualquer custo, ai sim, o Filippus está coberto de razão: eu sou um mentiroso

Não tenho causas partidárias e nem morais, mas comunitárias e éticas. A coluna também. E isso pode incomodar muita gente, sem compromissos comunitários e éticos.

Agora, é certo. Divididos, os da direita e do conservadorismo de Gaspar não serão protagonistas no debate e no poder, a não ser na disputa entre eles próprios. O poder de plantão em Gaspar está agradecido. E se esta é uma forma de aparecer, deixarão dúvidas de confiabilidade. Acorda, Gaspar!
Apoiadores do Aliança Pelo Brasil - Gaspar
20/07/2020 13:53
Sobre a o trapiche do dia 20/07, onde discorre-se sobre a situação do DEM.

Aliança pelo Brasil hoje não existe, existe apenas um grupo de apoiadores do espectro ideológico do presidente e da direita, que usa o aliança como meio de amplificar suas vozes em Gaspar. Futuramente se esse grupo dominará a chapa homologada do partido nãos se sabe, pois as conversas com deputados da base governistas e assessores já deixaram claro que não seremos nós que vamos escolher, o filtro virá de cima, porém as chances são boas se o grupo mantiver esse perfil, palavras ditas pelos assessores da deputada que é madrinha do Aliança em SC.

Contudo, sabemos que nesse caso o "substantivo e o verbo" são mais importante que o "sujeito da frase" (usando um termo didático), ou seja, mesmo arriscando não ficarmos com o Aliança, essa bandeira ideológica precisa ser representada, seja ela oficial ou como forma de apoio (nosso caso).

Precisamos deixar claro que Nenhum apoiador hoje do grupo aliança é politico de carreira ou tem "expertise" politica, porém o grupo vem aprendendo a "andar", após varias trombadas deixou de engatinhar e agora dá os primeiros passos para participar ativamente da politica de Gaspar.

Contudo, aos já viventes da politica gasparenses, saibam que o grupo está coeso e está irrevogavelmente convergindo num ponto: não vamos fazer o joguinho politico atual para favorecimentos ou poder pelo poder.

Aprendemos com erros, muitas falhas estamos buscando solucionar, uma delas apontadas por esta mesma coluna, que nos criticava por estarmos num visível isolamento que enfraquecia a direita e dava brecha para o "poder de plantão". Buscamos escutar nossos apoiadores e quem fazia criticas saudáveis, buscamos conversar, buscamos aproximação e conseguimos de fato nos aproximar de uma chapa que consideramos satisfatória: DEM e PL

Porquê o DEM? Porquê o PL? Simples, o DEM foi o único partido que não havia mãos do Marciano e Almeida (apadrinhados do Alba e "lovers" do Moises) que apesar de estarem em partidos diferentes, vão estar juntos lá em novembro. Com isso o grupo concordou que não havendo o aliança, iriamos buscar disputar com o DEM, mesmo havendo toda uma imagem desgastada do DEM pelo lado dos Bolsonarianos.

O PL é uma opção quase natural a nível nacional dos Bolsonarianos que queriam disputar a eleição, já que eles abriram as portas para todos os bolsonarianos e "deixam sair depois", contudo não fomos para lá devido a inconformidades com um dos membros do PL, que vinha há tempos atacando o grupo e apoiadores do aliança em Gaspar, e até criou uma manifestação paralela no inicio do ano para enfraquecer a "nossa" e ele não teve nem a dignidade de ir na própria manifestação.

Porém levamos em consideração o que foi dito por esta página sobre embate desnecessário, que apenas dá brecha ao poder de plantão, relevamos os atos desse cidadão e decidimos juntar forças ao invés de criar uma fissão, tudo indo perfeito, tudo se encaminhando.

Sexta (17/07) fomos informados que o DEM iria concorrer com o tal "ex-tupi", que nunca apareceu numa reunião, aliás, a única que apareceu estava de pijamas na LIVE, e foi só para dizer "serei prefeito".

O grupo do aliança tentou convencer o Paulo a manter o projeto inicial, que fazer uma união com PL é mais plausível que queimar cartucho indo numa chapa (utópica) solo.

Paulo não concordou. "Mas Paulo é presidente, ele manda, vocês deveriam relevar isso e concorrer mesmo assim". Errado, se esse cidadão tivesse conversado com o grupo, se o grupo conhecesse ele e avaliasse que o passado dele é "limpo", até poderíamos aceitar, porem o cidadão cai de gaiato, o presidente do DEM dita que será ele e não mudo de ideia, o grupo que vinha trabalhando para fortalecer a campanha com o PL levou um chute entre a virilha e foi considerado "fraco". Será que ser coerente é ser fraco? Uma pessoa que diz defender pautas liberais fazer imposição de sua vontade perante um grupo que ELE MESMO SE APROXIMOU E CONVIDOU é pouco ortodoxo. Será que o grupo é fraco, ou a liderança dele é pífia ao ponto do grupo ter que trabalhar por ele.

Fica aqui a imagem de um pavão de penas abertas, na pena está escrito, não faço nada, só quero receber os louros...

Enfim, o grupo de apoiadores do aliança está em conversa com outros partidos e mantendo a coerência desde o início. Podemos parecer inocentes para muitos, podemos parecer pessoas sem malícia política. Bem, a resposta é, nossos nomes não são pau de galinheiro para ficarem sujos com as "caquinhas" alheias, a dignidade e caráter ainda impera dentro do grupo.
Paulo Filippus
20/07/2020 12:57
Herculano, não vou te chamar de mentiroso, mas o título de no mínimo desinformante você merece hoje. Essa é a "mídia livre e isenta" que você alega fazer parte? Tô começando a duvidar. Desmentirei suas alegações aqui, uma a uma. (tenho provas de tudo que falarei)

1. Demetrius até agora não pediu desfiliação nenhuma. Só disse ontem a noite que "estaria fora da campanha" se eu não aceitasse as chantagens que me fizeram. Claramente confundiu a "liberdade" oferecida a ele, com "controle total" do partido, querendo inclusive vetar nomes oferecidos pelo DEM. Nunca me ajoelhei a chantagens de políticos, de partidos, do MBL e nem aceitarei agora, seja do Demetrius ou de quem for. Se não estava claro, espero que fique.

2. Não me irritei em nada com o encontro com o Rodrigo Althoff. Eu mesmo sugeri que houvesse e confirmei que iria junto ainda, só esqueci que cairia no dia do meu aniversário e acabei não participando, saí para jantar com minha noiva no mesmo dia e horário.

3. Eu nunca disse "que manda sou eu" em nenhuma dessas situações, isso é exagero e sensacionalismo seu aos moldes do MBL e do (agora preso) Luciano Ayan. Não vá por esse caminho, pois eu nunca hesitarei em desnudar suas distorções.

4. Sobre eu ser um "fator de instabilidade" aos "conservadores" supostamente representantes do Aliança na cidade, estás errado de novo. Primeiro que, um amigo íntimo que é um dos fundadores do projeto do Aliança pelo Brasil e quem redigiu seu manifesto, atualmente lotado em Brasília, sequer conhece o Demetrius ou algum suposto grupo da cidade. Eu mesmo pretendia apresenta-lo a esse meu amigo em breve, quando ele virá me visitar com a família. Então parece que alguém anda escondendo alguns detalhes de ti.

Pra concluir, ainda sobre a minha resistência com essa possível composição com o Rodrigo, a unica coisa que eu disse foi que "não me consultaram" antes de "bater o martelo" com essa suposta chapa com eles. E obviamente deveriam, como em qualquer partido ou conjuntura do tipo.

Por fim, o mais estranho da sua publicação de hoje é que você tem acesso a mim, poderia ter me dado a chance de desmenti-las, mas preferiu criar polêmica distorcendo as coisas em prol do seu gosto pessoal.

Parece que alguém está tomando lado dessa vez.

Conselho: Não subestime a minha inteligencia nem a de todos os gasparense que te lêem.
Miguel José Teixeira
20/07/2020 12:31
Senhores,

O Saudoso Cantor e Compositor Renato Russo, já indagava: "Que país é esse?"

O Jornalista Josias de Souza, em artigo replicado abaixo, acredita que o "CASTIGO AO DESEMBARGADOR DIRÁ QUE PAÍS SOMOS".

O Eremildo que habita em mim, relembrando sentenças de certas "otoridades jurídicas" não duvida que tal desembargador possa ser SEVERAMENTE PUNIDO COM UMA APOSENTADORIA PRECOCE e mantidos seu polpudo salário e penduricalhos.

E o Agente Público?

Bom. . .é apenas um detalhe. . .
Herculano
20/07/2020 09:55
CASTIGO AO DESEMBARGADOR DIRÁ QUE PAÍS SOMOS, por Josias de Souza.

O que mais espantou no caso da carteirada que o desembargador paulista tentou aplicar num guarda municipal da cidade de Santos foi a desfaçatez. O doutor sabia que estava sendo filmado. Deu de ombros. Parecia convicto de que, no Brasil, a pior hipótese sempre ganha.

Não há semitons no comportamento do desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Nas palavras e nos gestos do doutor, o inaceitável soa como inaceitável, o sórdido tem cara de sórdido. A estupidez é visual e sonoramente marcada.

A arrogância caricatural do desembargador produziu uma boa notícia. O elogio é algo raro no noticiário. Pois o caso de Santos subverteu a ordem natural das coisas. Chamado de analfabeto no instante em que multava o doutor por não usar máscara, o guarda Cícero Hilário Roza Neto exibiu comportamento de mostruário.

Cícero reagiu à arrogância com moderação. Autor da filmagem, o guarda Roberto Guilhermino também se manteve dentro das fronteiras do manual. Ao contracenar com uma pequena criatura, a dupla de agentes municipais agigantou-se pelo contraste. Impossível não elogiar.

A presença da lente do celular em cenas como a de Santos desperta na sociedade brasileira uma convulsiva fome de consequências. Acabou o brasileiro cordial. A grandeza da vista curta já não é admitida passivamente. Isento de engajamento político ou corporativo, o celular oferece um testemunho da estupidez humana.

Natural que o doutor não estivesse preocupado com a opinião pública. Ao ignorar a filmagem, o desembargador apostou na cumplicidade de sua corporação. Ele é reincidente. Em ocorrência anterior, exibiu sua arrogância falando em francês com o guarda. Sabe que os franceses inventaram o esprit de corps. E não ignora que os brasileiros criaram o esprit de porc.

O Conselho Nacional de Justiça e o Tribunal de Justiça abriram procedimentos para averiguar o comportamento do desembargador. Pela lei, Eduardo Siqueira pode ser enquadrado no crime de abuso de autoridade. Pelo Código de Ética da Magistratura, infringiu o artigo que exige dos magistrados comportamento que dignifique a função.

Os colegas do desembargador não avaliarão apenas se a arrogância dele deve ser punida ou ignorada. O CNJ e o TJ-SP informarão nos próximos dias que país somos.
Herculano
20/07/2020 09:43
O MEDO DE MORRER DA COVID-19

Alguns valentes ideológicos que percorrem as redes sociais, perdem à valentia quando a gripezinha lhes acomete ou mata algum parente ou amigo próximo. Triste e tardia lição para entender à gravidade deste mal sem cura, sem tratamento e remédios definitivos.

A prevenção e o respeito, vem antes da doença que não escolhe portadores (normalmente, os mais jovens) e vítimas (normalmente, os mais velhos). Basta olhar o boletim epidemiológico do governo do estado de Santa Catarina editado todos os dias.
Herculano
20/07/2020 09:38
da série: em Gaspar, os "çabios" levam o poder plantão ao medo e às cordas. Em Brasília, a cabeça "çabia" do presidente e de seus filhos, mais cedo do que se pensava, o deixa tonto e preocupado.

"MEDO DE MORO EM 2022"

Conteúdo de O Antagonista. "Medo de Sergio Moro em 2022 levou Centrão a apoiar Bolsonaro."

O Estadão resumiu perfeitamente o que ocorreu nos últimos meses, tanto no Palácio do Planalto quanto no Congresso Nacional.

Diz a reportagem:

"Sem um candidato de peso para chamar de seu no campo da direita ou mesmo da centro-direita, o grupo teme que um eventual afastamento de Bolsonaro fortaleça a eleição do ex-ministro Sergio Moro ao Palácio do Planalto, em 2022. Quando era juiz da Lava Jato, Moro foi algoz de vários dirigentes do Centrão."

Não é medo de Sergio Moro, portanto. É medo de cadeia.
Herculano
20/07/2020 09:32
DESEMBARGADOR INFRATOR DE SANTOS É RETRATO DE UMA CLASSE DE INTOCÁVEIS, por Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Eduardo Siqueira é tão servidor público quanto o guarda municipal que cumpriu sua missão ao multá-lo

O desembargador Eduardo Siqueira, do Tribunal de Justiça de São Paulo, não foi o primeiro nem será o último magistrado que se sente diferenciado, com permissão para ignorar regras impostas aos cidadãos.

Siqueira deu carteirada e humilhou um guarda municipal de Santos, que o multou por estar infringindo o decreto local sobre o uso obrigatório de máscaras para combater o coronavírus.

O juiz é só mais um entre 360 (!) desembargadores do TJ-SP. É tão servidor público quanto o guarda que cumpriu sua missão ao multá-lo.

O episódio de Santos reforça a imagem de que o Judiciário brasileiro atua como uma classe de intocáveis.

É um Poder que não vê, por exemplo, problema algum no fato de filhos enriquecerem advogando no mesmo tribunal onde o pai ou a mãe julga, como ocorre no STJ e em outros tribunais superiores.

Enquanto o país paga um preço salgado pela pandemia, com cortes de jornadas e salários, o Judiciário nega-se a dar da própria carne. O STF pressiona o Congresso a preservar sua remuneração e evitar redução de vencimentos dos funcionários.

A farra é grande. O Judiciário pagou uma remuneração mensal acima de R$ 100 mil a 8.226 juízes ao menos uma vez entre 2017 e abril deste ano - num país em que o teto do serviço público é de R$ 39,3 mil. No período, foram feitos 565 pagamentos acima de R$ 200 mil a 507 juízes. A magistratura é brasileira, só parece viver na Escandinávia.

Como mostrou a Folha recentemente, o TJ-SP tem usado, de forma oculta, verba reservada a situações urgentes para manter a regalia de seus desembargadores, entre eles o infrator municipal Eduardo Siqueira.

Há despesas com queijo maasdam holandês, salame da mais alta qualidade e várias outras extravagâncias gastronômicas em pleno período de contigenciamento em meio a pandemia.

No caso do chilique do desembargador Siqueira, abriu-se uma apuração no CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Mas é tudo um teatro, pouco se espera dali. Punir juiz que desonra a toga nunca foi uma virtude do colegiado.
Herculano
20/07/2020 09:24
MAIA ENGAVETA FIM DO FORO PRIVILEGIADO HÁ 18 MESES, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Mofa há mais de 18 meses na gaveta do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a proposta de emenda constitucional que acaba com o chamado "foro privilegiado" que protege mais de 58 mil autoridades no País, incluindo integrantes do ministério público. A proposta de Álvaro Dias (Pode-PR) já foi aprovada no Senado e está pronta para ser votada desde dezembro de 2018, mas Rodrigo Maia não a coloca na pauta.

POLÍTICOS, A MENOR PARTE

Por decisão do Supremo, no caso dos políticos, o foro privilegiado está limitado aos crimes cometidos no exercício do cargo e em razão dele.

PEC LIMITA FORO A CINCO

Mas a proposta de Álvaro Dias restringe o foro privilegiado ao presidente, seu vice e os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo (STF).

JUÍZES METEM MEDO

O corregedor da OAB, Ary Raghiant Neto, citado pelo Blog do Tamanini, acha que políticos resistem fortalecer o juiz de 1º grau, previsto na PEC.

QUEREM SER PRIVILEGIADOS

Maia parece solidário aos políticos sob suspeita que querem dar peso, na PEC, a medidas cautelares que os livre de mandados de prisão.

ECONOMIA JÁ APRESENTA SINAIS DE RECUPERAÇÃO

Estudos divulgados esta semana demonstram que a economia do País já apresenta sinais de recuperação, após o impacto da crise provocada pela pandemia do coronavírus. Desde março, o Covid-19 forçou medidas de distanciamento e isolamento social em todo o mundo. Tanto o Sebrae, quanto a Confederação Nacional do Transporte (CNT), que lidam com dois dos principais (e mais afetados) setores da economia, apresentaram resultados positivos nos últimos levantamentos mensais.

SANGRAMENTO PAROU

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, observa o "estancamento na queda de faturamento" de micro e pequenas empresas.

FALTA MUITO

O resultado positivo "sinaliza um tímido movimento de recuperação. Mas ainda estamos longe de vencer a crise", diz o presidente do Sebrae.

GRADUAL

O estudo da CNT observou o primeiro resultado positivo desde fevereiro; e o setor registrou crescimento de 4,6% já em maio.

MONOGLOTAS, GO HOME

Candidatos a cargos de ministro devem atentar para um requisito muito valorizado pelo presidente Bolsonaro: falar outra língua, especialmente o inglês. Ele considera um valor fundamental no atual mundo globalizado.

ELE TEM AUTORIDADE

Ex-presidente do STF, Carlos Ayres Britto, que comandou grande parte do julgamento do Mensalão, participa de live sobre as Perspectivas no Cenário Anticorrupção, do Instituto Não Aceito Corrupção, segunda (20).

QUINTO NO COMANDO

Ministros indicados pelo Quinto constitucional comandarão o TST nos próximos cinco anos: Cristina Peduzzi, atual presidente, e Emmanoel Pereira são oriundos da advocacia, e Lélio Bentes do Ministério Público.

CIDADÃO TUNGADO

Para o especialista em eficiência hídrica Wagner Carvalho, o aumento de 3,4% na conta do paulista "não reflete as condições que vivemos". Há bairros que não têm saneamento, mas a Sabesp cobra pelo serviço.

APENAS UM FACTOIDE

À procura de pretextos para seguir ignorando investigações de corrupção na prefeitura do Recife, controlada pelo seu partido, o deputado João Campos (PSB), em 5º nas pesquisas para prefeito, lança nesta segunda (20) a "Frente em Defesa da Renda Básica", a 334ª do Congresso.

DIFERENÇAS REGIONAIS

O Amazonas foi a única unidade da federação a registrar queda no valor da gasolina na primeira quinzena de julho: -1,44%. Já o Acre teve o maior aumento no preço no período, 5,4%, diz pesquisa da ValeCard.

PRIVATIZA, JÁ

No Fórum Brasil Export, o diretor do departamento de novas outorgas políticas regulatórias portuárias do Ministério da Infraestrutura, Fábio Teixeira, disse o melhor caminho para portos públicos é "desestatização".

NOVO NORMAL

A TAP atualizou seu cronograma de voos com as operações até final de agosto, incluindo o retorno da ligação direta entre o Rio e Porto. Com isso, a TAP atenderá cinco destinos no Brasil em seis diferentes rotas.

PENSANDO BEM...

...a semana começa hoje, mas no Congresso acaba amanhã.
Herculano
20/07/2020 09:23
ATÉ ONDE VAI NOSSA AUTONOMIA QUANDO AGIMOS EM NOSSA VIDA? por Luiz Felipe Pondé, por filósofo e ensaísta, no jornal Folha de S. Paulo

Desde a queda do Muro de Berlim, acreditamos que não seríamos mais vulneráveis à fortuna

A filosofia sempre refletiu sobre os limites da ação humana para a realização do bem. O tema é vasto, mas podemos olhá-lo de perto num dos recortes mais claros desse problema, seguindo os passos da filósofa americana Martha C. Nussbaum, especializada nos gregos antigos.

Uma das suas obras capitais é traduzida no Brasil pela editora Martins Fontes: "A Fragilidade da Bondade, Fortuna e Ética na Tragédia e na Filosofia Grega".

A pandemia que vivemos é um exemplo pleno do que um grego trágico chamaria de ação da fortuna: ainda que tenhamos algum controle sobre ela (técnico, político, médico), a pandemia é cega, violenta, cruel, sem nenhuma intenção inteligente de sê-lo, portanto, um caso clássico da fortuna cega dos trágicos. Fortuna aqui é acaso, contingência, nada a ver com o uso comum de fortuna como grana.

E, assim como veio, aparentemente, poderá desvanecer. E o furor interpretativo buscará manter-se de pé, depois de cientistas de ocasião terem jurado o apocalipse absoluto.

A pergunta é: até onde vai nossa autossuficiência, ou autonomia, quando agimos em nossa vida? E por "nossa vida" você pode entender o mundo, a sociedade, a política, o amor, a família, sua vida interior, enfim, tudo aquilo que compõe nossa existência concreta e diária.

Até onde você pode agir racionalmente e livremente sem que a fortuna destrua ou limite essa sua ação racional e livre? O problema pode ser resumido em três frentes.

Primeiro, nossa ação no mundo depende de nosso investimento em coisas que damos valor, tipo melhorar o mundo, cuidar de quem amamos, trabalhar em algo significativo, acumular bens materiais.

Mas, para atingir tais realizações, ficamos a mercê da fortuna em várias frentes: outras pessoas, instituições, condições de trabalho, epidemias (!), herança genética, um universo gigantesco de
variáveis exteriores fora de nosso controle, logo, ficamos submetidos à fortuna cega que é fruto das atitudes das pessoas em si, seus afetos, seus interesses e suas relações, além dos elementos naturais
e históricos fora de controle.

Por exemplo: vai tudo bem no trabalho e no amor, você pega coronavírus, a política nacional entra em surto, você fica com dificuldades respiratórias, se desespera, fica com medo, e sua autossuficiência vai para o espaço.

Um segundo campo de problemas é quando dois bens (coisas que para você têm um valor positivo) entram em conflito e você não consegue evitar um embate destrutivo entre esses dois bens. Dinheiro ou amor? Filhos ou carreira? Ser corajoso e correr algum risco na pandemia, ou ser covarde e preservar com mais segurança sua saúde e dos seus? Guardar dinheiro para uma velhice segura ou viver agora já que o futuro a Deus pertence, ou à fortuna?

Aqui, a fortuna age fazendo com que não haja necessariamente harmonia entre os bens que você considera positivos e que merecem seu cuidado e investimento. Preservar um implica destruir o outro. Alexander Herzen no século 19 e Isaiah Berlin no 20 descreveram esse tipo específico de conflito como o mais trágico de todos: o conflito entre o bem e o bem.

Um terceiro campo de problemas é a vida dos afetos humanos. Não os controlamos e eles contaminam nossa cognição, pensamento, vontade e razão. O "pathos" grego, traduzido comumente como doença ou paixão, revela esse vínculo entre afetos e desordem interna. O coração tem suas razões que a própria razão desconhece (Pascal, século 17). A vida interior é um palco para a devastação da fortuna constantemente.

Pois bem. A busca de ser virtuoso, honesto, generoso, corajoso, prudente, tudo aquilo que os gregos chamavam de "aretê" (virtudes) é acossada, no mínimo, por esses três campos de agentes desagregadores da autonomia humana. E esse combate ("agon" em grego antigo) é eterno, circular, implacável e sem necessariamente trazer nada em troca pelo esforço empreendido.

A fragilidade da bondade é justamente nossa vulnerabilidade à fortuna. Desde a queda do Muro de Berlim quase acreditamos que não seríamos mais vulneráveis a ela: o mundo seria uma festa. Ledo engano

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