20/07/2020
Não é uma gripezinha!
A Covid-19 mais do que assustar, desafiar os incrédulos, adoecer e matar gente, ela deixou expostos nossos administradores públicos e políticos nos municípios. Em Gaspar e Ilhota nada disso foi diferente.
Não é uma gripezinha!
Enquanto os políticos tentavam calar a boca dos críticos e da imprensa que eles não os têm sob controle, o vírus da incompetência, falta de liderança e planejamento, e até da irresponsabilidade foi desmoralizando-os sem piedade.
Não é uma gripezinha!
O governador Carlos Moisés da Silva, PSL, foi acusado de impor restrições e os prefeitos o acusaram de interferida na vida dos municípios. Então pediram a alforria para gerenciar seus municípios. Justo, mas... Ao tempo em que impôs regras, Carlos Moisés manteve e invejou o Brasil nos índices baixos de contaminação. E ele soltou as rédeas para os prefeitos com a pandemia sob controle por aqui, inclusive em Gaspar e Ilhota.
Em menos um mês tudo ficou descontrolado. Incrível! Depois de se recuperar do vírus e pifar nos exemplos que pedia, o governador teve intervir novamente, num misto de alívio de uns e o falso incômodo de outros prefeitos incompetentes e indolentes com à dura realidade.
Não é uma gripezinha!
Em Gaspar, por exemplo, o quase lockdown (fechamento total) tem nomes e sobrenomes bem conhecidos.
E não foi por falta de aviso. É impossível que esta coluna vinha advertindo para esse resultado desde março e o poder de plantão resistindo, constrangendo e intimidando por tanto tempo. Agora, com a água já no nariz, encontrou culpados, que não ele próprio. Vergonha!
Não é uma gripezinha!
A Covid-19 só se tornou fora de controle entre nós porque houve arrogância para lidar com assunto tão sério contra a cidade (economia), os cidadãos e as cidadãs. Não é uma gripezinha, mas também não era o fim do mundo para fechar tudo, arruinar empregos e empresas como queriam alguns insensatos que já tem seus salários garantidos em qualquer crise pelos nossos pesados impostos e o sofrimento da população.
Existe vida que pode coexistir com a desgraça. É questão de sobrevivência, competência e inteligência.
Os próprios políticos abusaram nos maus exemplos. As redes sociais e aplicativos de mensagens estão entulhados deles. Agora, políticos do poder de plantão e seus cabos eleitorais – muitos deles empregados na máquina pública - providencialmente apagaram muitos desses registros. Eles o substituíram por mensagens pedindo distanciamento, isolamento sociais, higiene e uso de máscaras. Que coisa!
Não é uma gripezinha!
Diante do pífio resultado e que consequentemente lotou a provisória UTI do Hospital de Gaspar para tratar os doentes de Covid-19, ficou claro que o número exagerado de comissionados que infestam a pesada e cara estrutura da prefeitura de Gaspar não é feito de técnicos e especialistas, mas de curiosos, amigos e principalmente de cabos eleitorais escalados para trazer votos à reeleição e não soluções à cidade, cidadãos e cidadãs.
Não é uma gripezinha!
A Covid-19 fez estragos não só no ambiente da saúde, mas também no político e da gestão municipal em Gaspar. E se não houver uma recuperação rápida, defensável, sustentável, entendida pela cidade e aos que verdadeiramente produzem riquezas, impostos e empregos, as urnas do dia 15 de novembro poderão se contaminar por esta tal gripezinha.
Concluindo: o prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB, com os seus “çabios”, os quais fazem dele um mero garoto propaganda, são os que estão verdadeiramente à base da cloroquina para se salvarem da verdadeira gripe que os acomete.
Espera-se que ao menos tenham aprendido a lição com a dor dos outros. Não apenas os doentes, mas os que estão perdendo empregos e tendo que fechar seus negócios em meio a dívidas impagáveis. Acorda, Gaspar!
Um drama da catástrofe ambiental severa de 2008 que ainda não terminou até hoje para pelo menos uma moradora da Marinha, no Bela Vista.
Marlei Correia de Lima, 47 aanos, já apareceu por aqui diante de seus dramas de uma vida marcada pelos desalinhos emocionais e infortúnios de quem é dependente das políticas públicas para uma dignidade e sobrevivência mínimas. Ela é o retrato de como o poder público discrimina, mal avalia ou falha – e como - na proteção, orientação e inserção dos vulneráveis que estão ou são de Gaspar.
Este é um assunto recorrente. Aqui as pessoas estão em segundo plano via Saúde, Assistência Social, Educação e Creches. As grandes obras públicas – algumas delas cheias de dúvidas e que até foram dar em uma CPI na Câmara com relatório no tapetão dominado pelo governo de Kleber - são as prioridades.
Volto. O apartamento de Marlei no condomínio popular Milano – inaugurado em 2013 e com 224 unidades no bairro Coloninha sob a presença maciça de políticos e “pais da criança” à cata de votos - está indo a leilão, segundo ela foi surpreendida e informada pela síndica do residencial.
Ela deve as obrigações condominiais. Não pode. Se o condomínio for olhar para os dramas de cada um, vai falir e se deteriorar como comunidade. Mas, no fundo, Marlei nem deveria estar lá. Afinal, ela tinha uma “casa” de forma precária na região da Marinha e que foi embora em 2008 com a catástrofe ambiental severa de 2008. E os que tiveram esse tipo de perda la, foram recompensados com uma nova moradia em programas sociais específicos. Menos, Marlei.
Pior. Marlei não tem renda nem para pagar o condomínio – e em muitos casos até a luz como se prova – muito menos para pagar a prestação do apartamento, por menor que ela seja. Marlei ainda tem um filho adolescente para “sustentar”. Ou outro está com a avó. Marlei está diagnosticada comum uma vulnerável social.
Então, Marlei não deveria estar habilitada a um apartamento no Milano por várias razões além da falta de renda: pela instabilidade, pela vulnerabilidade e principalmente pela origem do problema de desabrigo dela.
Quem falhou? A diretoria de Habitação da prefeitura ao tempo do governo petista que a habilitou – via a assistente social da área - para o Milano e a rejeitou no projeto de reurbanização da região da Marinha, feita pelo governo Federal petista, bem como, por quem não viu que ela era merecedora alternativamente de uma daquelas casinhas de plásticos no Belchior Baixo.
UMA SECRETARIA DE DESASSITÊNCIA E DESIMPORTÂNCIA
O que mostra tudo este retrato caótico?
Que a secretaria de Assistência Social em Gaspar é uma área política, ocupada na gestão por curiosos, quando deveria ser técnica e vital nas políticas para mitigar os graves problemas de uma cidade dormitório e agravados cada vez mais, diante das situações de crises econômicas que atingem em cheio os mais pobres, os doentes e os que não possuem padrinhos políticos para os caminhos certos na burocracia, ou são usados pelos políticos interesseiros, como propaganda enganosa e massa de manobra eleitoral.
Perguntei a Marlei porquê ela estava lá no Milano se sabia – fato que ela reconhece - não ter condições para sustentar as demandas obrigacionais dele. “Não me avisaram que eu tinha que pagar tudo isso aqui. Foi pura sacanagem da...”, ao citar uma funcionária pública que fez essa indicação e a tramitação de jerico para ela.
Nas casas precárias que alugou ou invadiu depois de perder a da Marinha e até se estabelecer no Milano, as quais peregrinou exatamente por não possuir renda, ao invés de ser ajudada, foi perseguida pela Assistência Social. “Tiraram fotos e levaram para a promotora. Queriam provar que eu não tinha condições de criar meus filhos...”.
Só esse fato em si, mostra à complexidade técnica do assunto e às compreensões antagônicas dos atores obrigados à solução.
A desassistência social não é apenas uma prática do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, do vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP, e do que é o prefeito de fato em Gaspar, o presidente do MDB e secretário da Fazenda, Carlos Roberto Pereira e que se acentuou muito nestes últimos três anos e meio. Vem – e registro, com frequência - desde o governo de Adilson Luiz Schmitt, MDB, mas se estabeleceu nessa prática distante da realidade técnica nos governos petistas de Pedro Celso Zuchi.
Os embates com o Ministério Público e até o poder judiciário – e que até levou à perseguição e desmoralização de uma juíza no plano nacional – nestes longos 15 anos que acompanho de perto este tipo de problema em Gaspar, retratam bem as resistências, à individualidade e o improviso políticos nesta área pelos gestores de Gaspar.
COMO TRANSFORMAR DRAMAS EM VOTOS?
O drama de Marlei nasceu bem no final do governo de Adilson, mas se solidificou nos governos de Zuchi – que deu a solução errada - e Marlei continuou marginalizada com Kleber, sem os olhos necessários do Ministério Público. Marlei é um problema! Contudo, existem outros iguais e tão complexos quanto por aqui.
Eu exagero sobre o aparelhamento político da secretaria de Assistência Social de Gaspar? Então não vou repetir o que já escrevi no e sobre o passado. Vou refrescar sobre o presente. Quem Kleber nomeou como seu primeiro secretário de Assistência Social? Ernesto Hostins, seu ex-assessor parlamentar na Câmara e presidente de partido nanico da campanha onde estava concentrado o núcleo evangélico de apoio.
Ernesto não deu conta do recado. Pressionados pelas circunstâncias, saiu alegando estar doente, entretanto, não o suficiente para perder as boquinhas públicas. Quem foi nomeado para o lugar dele? Um funcionário de carreira da prefeitura, Santiago Martin Navia, MDB.
O que aconteceu com Santiago? Acaba de sair do posto de secretário – e só porque a legislação exige - se dizendo pré-candidato a vereador em 15 de novembro.
E o que faz? Ele usa intensamente o horário de serviço para postagens nas redes sociais na autopromoção, bem como fora do local de serviço – sem à devida nomeação para as funções extras que exerce. Ele se promove em “visitas”, “inspeções” e “observações”, tudo para garantir a indicação de candidato num ambiente congestionado no seu partido. Como secretário, todavia, não conheceu, construiu e encaminhou soluções ao caso Marlei.
Falha o CRAS, falha o CREAS e falha até o CAPS. São sopas de letrinhas que possuem uma importância relevante para a cidade, seus cidadãos e cidadãs vulneráveis. Marlei é uma figurinha carimbada nesse ambiente. Já brigou com assistente social, já ameaçou se suicidar, já perambulou muito por aí atrás de ajuda e sorte, que lhe é madrasta na sua vida sofrida.
Ela tenta se enquadrar em programas de renda mínima do governo Federal, não se enquadra, mas por falta de ajuda e orientação. Tenta se “aposentar” por invalidez, mas não consegue, por falta de ajuda e orientação. Tenta o programa de Renda Complementar da prefeitura, mas não consegue, por falta de ajuda e orientação. E o drama dela se realimenta em supostos infortúnios e que antes aparentam serem eles da falta de estabilidade emocional.
Agora, mais uma vez ela está num beco quase sem saída. A culpa é dela e suas escolhas, inclusive política, pois Kleber a tinha como uma eleitora sua. A culpa é dela ou dos que a envolvem e alimentam esperanças?
Claramente, Marlei não é mais uma eleitora – para nenhum candidato -, mas uma vulnerável que precisa de ajuda e orientação, diante de tantos problemas emocionais que acumula. Acorda, Gaspar!
A causa animal não pode mais ter sentido político nos dias de hoje. Ela é antes de tudo uma ação de saúde pública e de consciência urbana. Foi por isso que a feijoada da Agapa – Associação Gasparense de Proteção aos Aminais - nas dependências do Trilho’s – que cedeu o espaço - foi um sucesso, apesar da total omissão do poder de plantão.
E essa omissão vem muito antes de chegar a Covid-19 entre nós, e que exige dos gestores públicos à priorização desse embate em favor da sua comunidade, onde também falharam como já relatei em artigos anteriores e no editorial da coluna desta segunda-feira.
Mais de 600 gasparenses adquiriram cartões para pegar a feijoada e levá-la para casa.
Foi um sábado marcante para a Agapa em meio aos custos de castrações, recolha, abrigo e alimentação de animais em Gaspar. O custo desta operação de guerra e quase solitária aumentou muito nos últimos meses.
Se por um lado as despesas só subiram, por outro as receitas diminuíram muito por omissões e razões óbvias. O poder público cortou a ajuda e daquilo que é obrigado por lei fazer a cidade e à causa, além das promoções voluntárias da Agapa que foram reduzidas em função da Covid-19.
É uma triste equação que não fecha e exige mais dos que estão dirigindo a Agapa e impedindo que cães e gatos sofram ou morram.
Então a arrecadação obtida com a feijoada no sábado foi para fazer frente à parte daquilo que é dever do poder público fazer e ele não faz em Gaspar. E repito: não é de hoje. A ajuda só aparece para as entidades que estão aparelhadas ou submissas politicamente ao poder de plantão.
A arrecadação foi também para reparar a irresponsabilidade de pessoas com o que diziam serem seus animais de estimação. Ninguém maltrata ou abandona aquilo que estima.
Por outro lado, o evento serviu para desmascarar os candidatos a vereador que se declararam nas redes sociais defensores da causa animal em Gaspar.
Eles não apareceram nem para ajudar voluntariamente, nem para contribuir, ou sequer, para comprar um cartão da feijoada. Estão bem distantes da causa e principalmente dos problemas. E esses problemas são graves, custosos e longe das soluções mínimas para a cidade.
Igualmente nenhum vereador da atual legislatura apareceu por lá.
Há um grupo muito ativo de voluntários na Agapa e liderado pelo cabo bombeiro militar Rafael Araújo de Freitas. Foi essa liderança, mas principalmente à ação dos voluntários, a razão do sucesso da promoção. Estavam participativos neste evento 23 deles, além de outros 30 que fizeram o sucesso das vendas de cartões. É a parte da Gaspar acordada. Acorda, Gaspar!
O prefeito Kleber (à esquerda) fala que pediu Cloroquina ao Bolsonaro e ainda não recebeu. A fala dele foi no centro de triagem aos com sintomas de Covid-19 do Ginásio João dos Santos anunciado como pronto para o povo doente em abril (ao centro), mas só aberto de verdade na semana passada ( à direita)
O prefeito eleito de Gaspar, Kleber Edson Wan Dall, MDB, não sabe mais ao que recorrer para salvar à sua imagem nesta pandemia da Covid-19, que o pegou em sucessivos erros e contradições. Faltou organização, liderança e gestão da crise.
Depois de ser desnudado quando proibiu os restaurantes e pizzarias da cidade de funcionarem a partir das 18h enquanto liberava cultos e missas a noite, por exemplo, o evangélico não aguentou a pressão das lideranças da base religiosa. Ela sentiu o cheiro do demo no ar e já procura um novo Salomão ou um Moisés bíblicos.
Na noite de domingo, Kleber colocou nas redes sociais mais um vídeo daqueles onde ele é o ator de si mesmo, e declarou o seguinte defronte uma tenda identificada como “farmácia”:
“pessoal: aqui no Centro de Triagem do Ginásio João dos Santos, as pessoas que vêm aqui, são atendidas por médicos, e de acordo com a avaliação, do médico, a pessoa já sai daqui com o medicamento. Inclusive, nós já pedimos ao governo Federal e estamos aguardando o governo Federal, conforme o prometido, a Cloroquina, para a gente colocar aqui à disposição dos médicos, que depois de acordo com a avaliação clínica, poderá também receitar a Cloroquina aqui em Gaspar. Aliás, a Cloroquina nunca esteve proibida a prescrição de Cloroquina para a nossa população. Então pessoal, dessa forma, nós vamos trabalhando, e juntos nós vamos vencer a corona vírus aqui em Gaspar”.
Primeiro, Kleber esqueceu de dizer e se desculpar com os gasparenses.
É que o Centro de Triagem onde ele escolheu gravar a mensagem, ele o anunciou como pronto lá em abril. Entretanto, Kleber só abriu de verdade ao povo, após colocar os doentes e vulneráveis sob tendas ao sabor do frio, vento e umidade dos dias chuvosos defronte ao Posto de Saúde do Centro. Ali era visível o perigo, o desconforto e a incapacidade de atender à demanda crescente de gente com sintomas da Covid-19.
Kleber só refez esse erro de seus “çabios”, após ser estraçalhado nas redes sociais pelos que estavam no calvário e que foi tema de mais uma coluna aqui que percorreu a cidade.
Segundo. Kleber diz na gravação de domingo de que a Cloroquina nunca esteve proibida por aqui. Pode até ser. Mas quem acredita nisso?
Para se ter dúvidas, basta percorrer as redes sociais e ver que seus pitbulls escalados nesta área, sempre condenaram esses medicamentos e de forma ideológica. Outra, não tinha a disposição.
Mais: Kleber culpa o governo Federal de Jair Messias Bolsonaro, sem partido, pela falta do produto aqui. Isso é para se livrar da falta de posicionamentos técnicos. Se a Cloroquina fizesse de fato parte do coquetel de remédios receitados pela área médica do município, Kleber deveria licitar e comprar. Está apenas transferindo o problema para quem está minando ele na sua própria base popular, a evangélica.
“Está jogando para a torcida”, matou na mosca, o pré-candidato a prefeito do PL, Rodrigo Boeing Althoff, enquanto o pré-candidato do PSL, também evangélico como Kleber, Sérgio Luiz Batista de Almeida, defensor do medicamento e também da Ivermectina, sem ser médico ou cientista, soltava cobras e lagartos, seguido de gente como Demétrius Wolff, do DEM, e Marciano Silva, do Patriotas. Até Rui Carlos Deschamps, PT, no outro campo ideológico quando soube do vídeo, percebeu a jogada: “meu Deus, está apelando; atitude de desespero”.
“A esperteza quando é demais, ela come o dono”, dizia o ex-primeiro ministro e presidente eleito que não se empossou, Tancredo de Almeida Neves. A irresponsabilidade de Kleber com a Saúde, como mostrei na coluna de sexta-feira, está bem retratada na sucessão de nomeações de titulares em seis oportunidades na secretaria da Saúde em três ano e meio de governo. A Covid-19 apenas acelerou o processo de desgaste naquilo que não aparecia tão claramente para o povo. Como esta coluna esclarece... Acorda, Gaspar!
O print acima, mostra que o governo de Jair Messias Bolsonaro, sem partido, repassou para a secretaria de Assistência Social de Gaspar, R$35.175,00, carimbados, para a compra de EPIs – Equipamento de Proteção Individual. Até agora, só máscaras. Na semana passada, apareceram termômetros. Os repasses federais só para a Assistência Social só este ano atingem quase R$800 mil...
URGENTE: reviravolta nas pré-candidaturas a prefeito em Gaspar. O presidente da Comissão Provisória do DEM, Paulo Filippus, anunciou nesta segunda-feira, pela manhã, a pré-candidatura a prefeito do empresário, Wanderlei Rogério Knopp. Ele trabalhou na ex-Ceval, foi presidente da Associação de Moradores do Gaspar Grande e ex-presidente do Clube Atlético Tupi.
Imediatamente ao anúncio do DEM, houve a reação do grupo que forma o Aliança Brasil - futuro partido do clã Bolsonaro - e que estava no DEM. Demetrius Wolff pediu à desfiliação do partido. Alegou discordância com Fillipus, e que, supostamente, teria dado liberdade a Demetrius para conversar e compor com outros partidos.
Felippus, que já expulsou do DEM o ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt, por ele se filiar no partido sem o seu aval, esclareceu que não deu essa autonomia a Demetrius e grupo dele. Deixou bem claro que é ele quem manda na Comissão, enquano ele ainda for presidente dela.
O que irritou Filippus? Foi o encontro de Demétrius - no dia do aniversário de Filippus e sem a sua presença - com o PL de Rodrigo Boeing Altoff, para formarem aliança com o DEM. Felippus acusa Rodrigo de ter ligações com o PT e com o atual prefeito, Kleber Edson Wan Dall, MDB, por ter sido Rodrigo em 2012, candidato a vice pelo PV e perdido àquela eleição com Kleber.
Questionado por esta coluna da relação de Wanderlei com poder de plantão nos mesmos laços que Filippus condena em Rodrigo, o presidente da Comissão Provisória do DEM disse desconhecer totalmente essa possibilidade.
Para alguns, o laço de Wanderlei está com Claudionor da Cruz e Souza, via o PSDB e que se uniu a Kleber, mas só depois de manobrar com a vereadora Franciele Daiane Back para tirar a ex-presidente Andréia Simone Zimmermann Nagel do cargo de presidente e entegar o partido ao comando do atual chefe de gabinete de Kleber, Jorge Luiz Prucino Pereira. E ponto comum de Wanderlei e Claudionor, além da longa amizade pessoal e profissional, é o fubebol e o Tupi.
Paulo Filippus tem passado as últimas semanas ocupado com os ataques que vem desferindo nas redes sociais contra o MBL nacional e do qual se diz um dos fundadores. Foi, ao menos, o seu representante por aqui. O surgimento de Filippus nesta segunda-feira lançando um pré-candidato a prefeito em Gaspoar para 15 de novembro, surpreendeu a todos.
Isso vai obrigar Filippus a ficar exposto em Gaspar, inclusive perante a ala conservadora onde é um dos representantes. Se ele tiver a mesma obstinação que possui na briga virtual com o MBL, é certo que não ficará pedra sobre pedra no atual poder de plantão. A não ser, que a candidatura de Wanderlei, seja uma distração construída para proteger Kleber e os seus, como desconfiam os conservadores locais consultados pela coluna.
E para encerrar este assunto na coluna de hoje. Paulo Filippus é um fator de instabilidade para o conservadorismo e à direita gasparense. A condição de presidente da Comissão Provisória do DEM foi obtida com a articulação de Adilson. Filippus - que é suplente de vereador e não assumiu a vaga porque a vereadora titular Franciele não permitiu - nega. E para deixar claro que não ganhou a presidência do DEM com a articulação de Adilson, excluiu-o no canetaço do partido.
Agora, desautorizou Demetrius, o parceiro bolsonarista. "Não tinha time", justifica. "Era só ele e um tal de Luiz", descreve. O certo é que Filippus se impõe no partido e não vai dar chances para quaisquer dúvidas. Mas, se não se cuidar, vai ficar sozinho, até porque a última vez que apareceu para fazer política, foi há quatro anos. "Eu precisava salvar o meus negócios", justificou mais de uma vez quando eu o questionei sobre essa ausência dele no ambiente político gasparense e até do seu reduto, o Distrito do Belchior.
AGORA O COTIDIANO. Primeiro: não chamem para a mesma mesa - e por enquanto, pois tudo tem acerto neste mundo dos políticos em desespero -, o empresário Osnildo Moreira e o pessoal do MDB que está no poder de plantão em Gaspar, a quem, ele já deu créditos e votos. Osnildo virou um crítico de fina ironia nos vídeos curtos que produz e os coloca nas redes sociais. São recados. São mais desmoralizantes e destruidores do que dez longas colunas minhas.
Segundo: Osnildo postou uma revelação de traição que se parece com muitas outras no ambiente político. Essas traições se desnudam em poucos segundos. Elas conspiram contra o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e que quer se reeleger. Há quem diga que Osnildo está apenas esperneando para recuperar o que perdeu, com outro preço pelo vexame a que foi exposto.
Usando o dramaturgo e ator inglês Willian Shakespeare (1564/1616) na peça “Hamlet”, nos personagens dos coveiros e do diabo, na versão de Osnildo, ele ensina que “você é assediado para dar apoio para o futuro rei. E quando o rei bota a coroa, aí você não serve mais”. Ai, ai, ai. Mas, não são cenas do que escrevo sempre aqui e por isso sou constrangido, ameaçado e processado. Kleber esqueceu que ele precisa se reeleger? Contra colunista que não se vende até entendo, mas contra um potencial cabo eleitoral? Hum!
Terceiro: é bom decifrar essa história. O coveiro é o próprio Osnildo, afinal foi ele que depois de cooptado quem deu apoio a Kleber. E como recompensa no trato feito, ganhou a gestão do cemitério municipal. Entretanto, foi tirado de lá, conforme se conta por aí, por exatamente não pactuar com coisas naquilo que achava serem estranhas e não queria se tornar responsável por elas.
O advogado é o prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, presidente do MDB, que de acordo com Osnildo, não sabe se vai processá-lo, por estar cobrando publicamente o que lhe prometeram pela conquista do reinado juntos. O que mostra o vídeo cifrado de Osnildo? Como se move à intimidação e a ditadura no poder de plantão em Gaspar aos que não se ajoelham e rezam o catecismo da turma. Elas estão corroendo e fragilizando o governo Kleber por dentro.
E quem colocou Osnildo na rua? Foi alguém que ele cifrou como “fugitivo do Paraná”. Hum! E parece que Osnildo o conhece muito bem, pois disse ser o fugitivo de pouca coragem: nem ir pessoalmente para lhe dar o bilhete azul foi capaz. “E o rei? Sumiu”, concluiu tardiamente Osnildo no vídeo. Isso a cidade inteira sabe faz tempo. Fazer pacto com o diabo, dá nisso. Vade retro, Satanás!
OS MEUS REMÉDIOS. Eu quando doente e preciso me consultar ou me medicar procuro profissionais afamados – quando posso - e de confiança – sempre. Não me peçam para defender remédios que não sei se são bons ou ruins. Eu não entendo disso.
Eu confio nos meus médicos. E quando perdi a confiança neles, troquei-os, sem dar uma única explicação. E quanto mais leio as bulas, todas disponíveis na internet, mais tenho medo das drogas que me receitam.
É o fim da picada quando políticos proíbem e defendem remédios, seja ele presidente da República, o enfermeiro secretário ou auxiliar de farmácia, escalado pelo poder de plantão para ser o pitbull do descalabro local e meter medo nos que questionam à falta de política no combate a Covid-19 ou a transparência na saúde Pública de Gaspar.
Prescrição de remédios é algo exclusivo para médicos. Falar sobre drogas é ambiente de cientistas, farmacêuticos, químicos e outras especialistas. Nesta terça-feira, o PSL trará para polemizar na sua live o médico Adilson Tadeu Machado, que atuou como voluntário em Blumenau e prescrevia a Ivermectina e os derivados da cloroquina. Teve que sair.
A Câmara de Gaspar fará nesta terça-feira a sua sessão remota, como parte dela na proteção contra a Covid-19. Mais um teste ao aplicativo da internet.
Exemplos. O pessoal da prefeitura de Gaspar que entregava telhas aos atingidos do ciclone bomba, sem máscaras. Só nesta segunda-feira é que a prefeitura estava promovendo a desinfecção de ambientes públicos.
Pensando bem. Se a Ivermectina não resolve o problema da Covid-19, ao menos acaba preventivamente com piolhos e vermes de quem a toma.
Apoiadores mais a direita do pré-candidato Rodrigo Boeing Althoff, PL, reclamam de três coisas: que não se posicionou a favor ou contra os remédios que dizem curar a Covid-19; que está em quarentena em casa; e que não está articulando de verdade a sua candidatura.
Segundo o novo decreto em vigor em Gaspar, “as missas, cultos e demais celebrações somente poderão se realizar presencialmente aos sábados e domingo”. Perguntar, não ofende: mas não são aos sábados e domingos a preferência dessas celebrações?
Não está fácil. No domingo à noite, em Blumenau, havia três pacientes com Covid-19 com indicação de UTI, fora dela. Estavam numa enfermaria denominada de “guerra”.
COMUNICAÇÃO oficial na prefeitura de Gaspar falha sob todos os aspectos e no mínimo essencial. Há muitas reclamações de pessoas que procuram o Centro de Triagem da Covid-19, no Ginásio de Esportes João dos Santos.
Quando chegam lá, descobrem que deveriam ter um papelzinho de encaminhamento dos postinhos ou até do Pronto Atendimento do Hospital. E aí começa uma briga aos inconformados, ou um calvário aos resignados, bem como um desgaste à imagem do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB, que fez as escolhas dos seus “çabios” nesta e outras áreas.
Um comportamento idiota. Estamos numa crise de saúde sem precedentes. Não há vacinas preventivas. Não há remédios curativos conhecidos. Sabe-se que a máscara é uma barreira física importante para diminuir o contágio da Covid-19.
Mas, à falta de recursos físicos e financeiros para diagnosticar e tratar a doença, às 80 mil mortes e a projeção de que elas ainda vão chegar a 150 mil, foram suficientes até agora para vencer à ignorância, à crença ideológica de imunidade, à falta de respeito à vida alheia e convencer que a barata e o simples uso da máscara resolvem, em parte, os problemas. A máscara - e outros cuidados com a higiêne e contatos - é a nossa retomada econômica, mais empregos, menos falência.
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