29/06/2020
Prioridade caolha e do atraso
Impressionante não é somente o silêncio dos atuais governantes neste crucial problema, mas como da sociedade em si, da oposição, ativistas, dos órgãos de fiscalização e da própria imprensa
O esgoto em Gaspar contaminado, fétido e pastoso é canalizado e camuflado nas redes de drenagens pluviais. Provocam doenças aos habitantes e poluem o Rio Itajaí Açú, como mostram essas fotos da recém implantada drenagem da Rua Frei Solano, no Gasparinho.
Na semana passada, o Senado Federal, por ampla maioria, aprovou o novo marco legal do saneamento básico no Brasil, fixando metas de resultados até 2033. Referendou-se o que se aprovou na Câmara. Agora, a matéria vai à sanção do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, sem partido.
Nenhuma comemoração em Gaspar. Sintomático como registrei no título do artigo.
Resumindo, o novo marco flexibilizou o monopólio das estatais que são lerdas, descapitalizadas, incompetentes tecnicamente apesar de nelas trabalharem técnicos qualificados, burocráticas, com altos salários e geridas nas conveniências políticas partidárias do poder de plantão, poleiro empregador de cabos eleitorais que na maioria dos casos, nada ou propositadamente fingem nada entenderem do assunto.
Por isso, essas estatais – estaduais e municipais - não fazem o que devem fazer: dar água tratada, coletar e tratar os esgotos dos brasileiros. Eles correm a céu aberto, comprometem a saúde, à qualidade de vida e poluem rios, ribeirões, mananciais subterrâneos e mares.
Vergonha!
O novo marco legal do saneamento básico vai exigir novas concorrência e as estatais terão que competir com a iniciativa privada. A iniciativa privada já faz hoje menos de 10% deste serviço no Brasil e funciona. Os outros 90% estão em mãos de estatais e quase sempre não funciona, muito menos expande.
Até 31 de dezembro de 2033, estima-se uma mudança radical nesse descaso e crime. Projeta-se que cerca de 40 milhões novos brasileiros deverão ter acesso a água tratada e outros 100 milhões, ao saneamento básico.
Calcula-se que haverá a inversão na proporção de hoje: as estatais deverão ficar com apenas 10% do serviço e a iniciativa privada, muitas delas estrangeiras, com 90% do mercado que será muitas vezes ampliado, incluindo aí, a absorção de know how, novas tecnologias construtivas e processadoras. Estima-se que uma parte das estatais também façam join-venture competitivas ou tecnológicas com empresas ou consórcios privados especializados na coleta, tratamento, destinação e reaproveitamento dos resíduos dos esgoto e da própria água resultante dele.
DISCURSO DO ATRASO
Não é à toa, que o PT e a esquerda do atraso tentaram no Senado, mais uma vez, barrar este avanço em favor da geração de milhares de empregos, da melhoria da saúde a milhões de cidadãos e cidadãs, da qualidade de vida para pessoas, principalmente as crianças. Lutaram contra a atualidade tecnológica, à ampliação da concorrência em favor da produtividade e menores custos, que vão beneficiar os mais pobres e estabelecidos em periferias, zonas marginais e de exclusão.
Há quem compare a importância do que foi concluído no Congresso Nacional na semana passada e que ganhou ampla repercussão na mídia local e mundial, com o que aconteceu muito recentemente em 1998 (idealizado por Sérgio Motta, que falecido, foi mantido por Luiz Carlos Mendonça de Barros, no governo de Fernando Henrique Cardoso, PSDB) com a privatização da telefonia pública no Brasil.
Lá também os fortes sindicatos de servidores, Centrais Sindicais sustentadas pelo imposto compulsório dos trabalhadores e a esquerda do atraso, eram todos contra a privatização para algo sucateado.
Naqueles sombrios tempos, apesar de muito recente, esperava-se na fila, pagava-se ágio para obter, ou propina, para “furar” a fila, precisava-se de “padrinhos políticos” e corrupção para se ter uma linha telefônica fixa por meio de compra compulsória de ações das estatais mal gerenciadas, sem valoração no mercado mobiliário e até, falidas.
Se não fosse àquela privatização, nem celulares, possivelmente, teríamos hoje e nem preços competitivos e que ainda são os maiores do mundo, devido à politização e aparelhamento da Anatel – a agência reguladora do setor de telecomunicações. Outra vergonha que não avançou.
Mesmo com tanto avanço e abertura no mercado competitivo da telefonia móvel, no tempo da expansão massiva dos smartphones, estamos, mais uma vez, atrasados na implantação da tecnologia 5G.
Mas, voltemos ao caso do saneamento básico no Brasil e em Gaspar.
Quer um panorama do que está se mudando com a aprovação do marco legal do saneamento? A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a universalização dos serviços de água e esgoto reduziria em R$ 1,45 bilhão os custos com saúde por ano no País. A OMS aponta que, para cada R$ 1,00 investido em saneamento, gera-se uma economia de R$ 4,00 em gastos com saúde.
Só Gaspar e seus políticos e dirigentes, não são capazes de perceberem esta conta. Ela é universal, não foi inventada por nenhum adversário do governo daqui e muito menos por esse escriba. Vergonhoso é perceber como se engana analfabetos, ignorantes, desinformados e se estimula fanáticos e cabos eleitorais para o erro ou para benefícios particulares.
GASPAR JOGA TUDO NAS VALAS, RIBEIRÕES E NO RIO
Gaspar possui mais de 70 mil habitantes. Gaspar não coleta e não trata quase nada de esgoto. A exceção está na reurbanização da localidade conhecida como Marinha, no Bela Vista, feita pelo governo Federal. Aquilo ali é quase zero em relação ao que se produz de esgoto na cidade. E nem sempre funciona.
Entretanto, no Samae de Gaspar, há uma estrutura de pessoas qualificadas como se aqui o saneamento fosse algo real. Qual a desculpa? Ter e “ocupar” um organograma é necessário para cumprir as exigências do projeto que está em Brasília, engavetado em alguma repartição e que o governo Kleber não conseguiu até agora, por incapacidade ou desinteressse, abrir esta gaveta. Meu Deus!
Quantas vezes o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, e seus “çabios”, vieram a público expor as dificuldades, debater e pedir ajuda das entidades e da comunidade para algo tão essencial para a cidade e os cidadãos?
A distribuição de água tratada é problema em várias regiões de Gaspar – e por vários motivos que não vou repeti-los. Não acompanha o crescimento da cidade. Agora, está na praça um edital de mais de R$204 mil, vejam só, para “elaborar um projeto técnico de engenharia para atender à Comunidade da Bateias”. Tudo depois de se negar esse problema por mais de três anos e tão debatido aqui neste espaço. Aliás, este dinheiro que se gastará apenas com o tardio projeto para algo tão óbvio, daria para implantar a rede de ligação entre o Centro e a Zona Sul do municípío e resolver o problema que se agrava. Incrível!
Por outro, lado, o esgoto de Gaspar, além de estar contaminando os lençóis dos que dependem de água de poço, está encardido, pastoso e fétido nas valas (até das arrozeiras), ou escondido nas tubulações de drenagem de águas das chuvas e nascentes – como mostram as fotos da Rua Frei Solano, no Gasparinho, e que abrem este artigo. Toda esssa poluição braba vai para o Rio Itajaí Açú, sem que nenhuma entidade ambiental de Gaspar ou do Vale do Itajaí fique corada.
Blumenau está na frente. Privatizou esse serviço do Samae de lá, sob forte protesto dos políticos da esquerda e adversários do ex-prefeito João Paulo Kleinubing (2005/13). E de 4% de esgoto tratado, saltou para perto de 50% e a meta é uma cobertura de 90% para uma cidade que deverá chegar a 400 mil habitantes.
Aqui, pressionado pela realidade e denúncias de ambientalistas, cidadãos e gente, coincidente que está no poder de plantão atualmente, o Ministério Público fez o papel dele no tempo do governo de Pedro Celso Zuchi, PT.
Estabeleceu um Termo de Ajustamento de Conduta e que incluiu outros municípios da região. Quando Zuchi saiu em 2016, ele deixou pronto o projeto para os bairros Santa Terezinha, Sete, parte da Coloninha e Centro, com a estação de tratamento projetada na Margem Esquerda, passando pela ponte do Vale. O projeto tinha sido aprovado em Brasília e as verbas para a sua implantação garantidas, como sempre se anunciou e nunca foram contestadas por aqui.
Bom, já registrei isso várias vezes. Não foi repetir para não alongar ainda mais este artigo.
Primeiro, o Ministério Público não foi atrás naquilo que pactuou no TAC com Gaspar. Deve explicações. Não à coluna, mas à cidade, os cidadãos e cidadãs expostos. Segundo, o prefeito Kleber que viajava uma ou mais vezes por mês a Brasília, não conseguiu, segundo ele e seus assessores, desatar os nós na burocracia por lá neste assunto. Terceiro, em três anos e meio de governo Kleber e seus “çabios” não fizeram nada, não justificam nada e só excomungam esta coluna quando ela toca no assunto tão caro à saúde da população e à preservação do meio ambiente. Outra bobagem!
OPÇÃO POR OBRAS ELEITOREIRAS FEITAS PARA A REELEIÇÃO
Caminhando para o final do artigo e esclarecendo à razão dessa enrolação dos políticos em assunto tão importante para a cidade, seus habitantes, o meio ambiente e o futuro de todos.
Kleber não toca neste assunto! E por que? Ele sabe que escolheu – com os seus no poder de plantão - a prioridade errada. As drenagens que fez, foi na marra e para não perder os votinhos localizados. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Rua Frei Solano, no Gasparinho.
Alí, havia inundação nos temporais de verão, pela ocupação urbana sem a contrapartida da infraestrutura - e que não é exatamente culpa de Kleber. Entretanto, ele montou um projeto cheio de erros administrativos, técnicos e de execução. O resultado? Ao negar informações básicas aos vereadores, levantou a lebre e tudo foi parar uma CPI na Câmara. A turma do prefeito teve que agir rápido usando o regimento do Legilstivo municipal para abafar o relatório no tapetão.
Kleber, no fundo, optou por obras que endividaram o município, todas com recursos aprovados na Câmara e que chegam perto de R$150 milhões. Foram batalhas do tipo quando se pediu explicações e detalhamento das aplicações, ou se dava tudo ou vinha constrangimento: “ou aprovam, ou a população vai saber que os vereadores estão contra a cidade e os cidadãos que vão se afogar ou perdur tudo nas enxurradas”. Era a senha de que ali tinha algo errado. E tinha.
Resumindo. Os recursos próprios ou vindos de financiamentos aprovado pela Câmara são administrados por aqui. Diferente dos recursos federais para o Saneamento necessário e urgente. Eles são feitos de verbas federais, fundos perdidos. Assim, os processos licitatórios podem passar longe da prefeitura devido à peculiaridade técnica. E essas licitações deixam as empreiteiras locais e amigas de fora do ambiente competitivo licitatório.
Foi assim que o saneamento básico nos planos do prefeito Kleber, com os olhos fechados do Ministério Público, ficou no esquecimento contra a saúde, o meio ambiente, a cidade, os cidadãos e as cidadãos.
Agora, com o marco regulatório do saneamento básico aprovado no Congresso (e se sancionado pelo presidente Bolsonaro em algum óbice surpresa), Gaspar terá uma segunda chance, como também já escrevi muito recentemente aqui e que passa pela privatização de parte do Samae. Tudo isso, será possível se não imperar mais uma vez a politicagem. A saída do mais longevo dos vereadores da presidência do Samae, o Melato, poderá ser um facilitador.
E para isso, Kleber precisar iniciar logo o processo para entrar com tudo no segundo mandato em favor da saúde dos gasparenses, ou então, tudo ficará para o próximo prefeito eleito. Acorda, Gaspar!
Da esquerda para a direita. O presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido; o governador Carlos Moisés da Silva, PSL, e o paulista João Dória Júnior, PSDB, eleitos na onda da renovação e de caça aos políticos tradicionais, não conseguem inspirar candidatos oportunistas para este ano diante de tantos erros, dúvidas e até a indesejada Covid-19.
Vou tentar esclarecer como a onça veio beber água nestas eleições. E os políticos de Gaspar, Ilhota e de tantos outros municípios estão com medo desse bichinho “à beira do regato”.
A onça, na minha narrativa, representa os eleitores e eleitoras esclarecidos instantaneamente pelas redes sociais, os aplicativos de mensagens – para o bem e o mal - e os órgãos de comunicação livres e profissionais. Mansa, a onça está à espreita.
A onça, como nas eleições de 2018, está disposta a surpreender os com sede. Entretanto, já percebeu que terá que agir de modo diferente, porque os políticos já manjaram à rotina e às novas manias do bichano. É que os eleitores e eleitoras não estão dispostos a se dobraram à perseguição, trocas, constrangimentos e à patrulha dos que estão no poder de plantão ou até mesmo ideológicos, quando não doentes nas duas ideias e ídolos.
Por isso, há político passando sede à beira do regato. Está à espreita ou à espera de uma arma ou oportunidade para beber água sem que a onça perceba isso. É mestre neste oportunismo.
Os nomes mágicos – novos e antigos – que os políticos tinham e contavam como Jair Messias Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Michel Temer, Fernando Henrique Cardoso, David Alcolumbre, César Maia, João Dória, Carlos Moisés da Silva entre outros, não os alavancam, complicam-lhes. Da mesma forma os partidos PT, MDB, PP, PSDB, PSD, DEM entre outros.
Também ficaram nas esperanças à recuperação econômica, mais empregos, menos estado e mais privatizações. Só confusões, escândalos, demissões, prisões e repetição da corrupção escancarada com os escassos pesados impostos, exatamente por quem jurou que combateria isso. Que coisa!
E para complicar, está aí uma gripezinha. Ela pode matar perto de 100 mil brasileiros, pois as primeiras 60 mil almas já são metas da dor nesta semana.
Os candidatos locais perderam a muleta, as armas da enganação e até as fantasias que emprestam de outros para esconder os seus próprios defeitos, as fraquezas, empolgar as plateias, o gado, os fanáticos, os adoradores de ídolos, e com isso, vencer e depois fazer a farra.
É um vício. É uma prática. É uma praga, que este ano poderá exigir mais contorcionismos do que nos anteriores.
CANDIDATOS AUTÊNTICOS E FOCADOS NA SUA CIDADE TERÃO MAIS CHANCES
Os candidatos a prefeito e vereadores terão que ser eles mesmos. E ai, muitos vão ficar no caminho.
Terão que olhar para os defeitos e virtudes de cidade e encarar os cidadãos. Terão que enfrentar os problemas nos discursos. Por isso, os que estão no poder não querem eleições este ano, como expliquei na coluna da edição impressa de sexta-feira do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo (30 anos de circulação) e acreditado em Gaspar e Ilhota.
E não me refiro apenas aos prefeitos Kleber Edson Wan Dall e Érico Oliveira, ambos do MDB de Gaspar e Ilhota. E por que? No outro lado, a maior parte de seus concorrentes por aqui, também temem eleições agora em novembro, se o texto do Senado passar na Câmara nesta semana (os deputados estavam chantageando mais uma vez o Executivo para dar R$5 bilhões aos prefeitos que estão em dificuldades de reeleição, mas nada falam sobre os quase R$3 bilhões que vão embolsar para fazer a campanha, quantia que não abrem mão).
A maioria dos seus concorrentes, no fundo, também torce para que não haja eleições. Desde os que não conseguiram fazer o Aliança pelo Brasil – até agora conseguiram apenas 15 mil assinaturas em todo o Brasil aprovadas na Justiça Eleitoral e viram o mito metido em erros táticos e alianças duvidosas com o centrão-, até o PSL. Este viu o seu ícone estadual, Carlos Moisés da Silva, exposto tão rapidamente aos erros de sempre e destruindo, assim, o mote das prometidas mudanças.
Na mesmice, estão o PT, PP, PSD, MDB, PSDB lambuzados e sem referência nacional para emprestar imagem a qualquer político local como nos velhos tempos. Concluindo. Vai ser uma eleição diferente, mas não igual a 2018, onde até o macaco Tião teve chance de ser eleito para contestar a esbórnia instalada no poder.
O pêndulo que estava na esquerda e virou rapidamente para a direita, tende a desistir dos extremos e exigir mais dos candidatos. Acorda, Gaspar!
Da esquerda para a direta. Kleber Edson Wan Dall, MDB, Pedro Celso Zuchi, MDB, Érico de Oliveira, MDB e Christiam Daniel Bosi, PSD, usaram bengalas e brechas oportunistas para as suas eleições. Elas talvez elas não se apresentem com as mesmas facilidades neste ano. E isso preocupa os marqueteiros e os acostumados às velhas manhas.
Quais os discursos ou referências políticas vão alimentar ou animar as eleições municipais deste ano? Um a um, eles vão sendo desmoralizados. Vamos a algumas situações locais, que se aproveitaram de situações nacionais, estaduais ou regionais.
Primeiro, devo esclarecer que o PT com Pedro Celso Zuchi ganhou aqui em 2000 não exatamente porque causa da onda Lula, sindicalismo ou devido ao efeito Décio Neri de Lima, em Blumenau. Mas, porque os gasparenses estavam de saco cheio dos mesmos. É só olhar quem estava na disputa naquele ano. Já escrevi sobre isso.
O cenário parece se assemelhar.
Segundo. O PT ganhou novamente com Zuchi em 2008 em Gaspar aí sim porque havia uma onda progressista nacionalmente com Luiz Inácio Lula da Silva não apenas para uma suposta limpeza aos velhos políticos, mas principalmente porque o prefeito Adilson Luiz Schmitt, MDB (PSB e PPS) e o vice, o empresário Clarindo Fantoni, PP, na união do sapo com a cobra, fizeram de tudo para perder. Receita que está para acontecer por aqui outra vez.
E porque depois de dois mandatos consecutivos Zuchi, com razoável liderança, mesmo com as vinganças e teimosias de sempre, perdeu com Lovídio Carlos Bertoldi, o seu faz tudo no Samae e na secretaria de Obras?
Hoje sabe-se que foi em decorrência dos desgastes naturais de três mandatos petistas, a nova onda que mostrava a grossa corrupção do PT com seus parceiros na esquerda do atraso e no Centrão no Brasil, o sindicalismo nocivo e o enfraquecimento do petismo no Vale do Itajaí.
Aí veio o oportunismo. Kleber Edson Wan Dall, MDB, isolou o passado de Bernardo Leonardo Spengler e Adilson Luiz Schmitt, ex-prefeitos do MDB marcados por defeitos, e ressuscitou novamente à fórmula do sapo com a cobra. Uniu-se com Luiz Carlos Spengler Filho, PP, e surfou na onda conservadora, da juventude e com suposta mudança e evangélica.
Terceiro. E por que Érico de Oliveira, MDB, e Joel José Soares, DEM, agora, providencialmente no PSL ganharam em Ilhota? Porque o advogado, Christian Daniel Bosi, PSD, que surfou na renovação e juventude, fez pior que Adilson. Ele próprio se recolheu e não teve coragem e nem chances de concorrer à reeleição. As pesquisas eram implacáveis.
Quais serão os discursos de Kleber e Érico nesta eleição? Quais serão os parças?
A loja de bengalas está sem clientes não só para eles que possuem uma listinha de feitos para sensibilizar o distinto público, mas que quando chegar à saúde, educação, creches e merenda tudo vai complicar.
Os concorrentes também estão desconfiados. Seus ídolos sumiram, decepcionaram ou se enfraqueceram. Todos estão esperando. Se a eleição for em novembro, vão esperar outubro chegar para ver qual a fantasia e bengala da vez usarão na reta final da campanha. É ali que tudo será decidido.
A família Spengler força à ida do vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP, para a presidência do Samae, já devidamente esvaziada na área administrativa para a poderosa secretaria de Fazenda e Gestão Administragiva, do prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, MDB. Dias atrás, um café se derramou na sala quando se tratou desse assunto.
Só para lembrar. O pai, Luiz Carlos Spengler, PP, já falecido, vereador e ex-vice-prefeito ao tempo de Tarcísio Deschamps, do que é hoje PP, foi presidente da autarquia no governo de Adilson Luiz Schmitt, MDB (PSB, PPS). E não decepcionou.
Os bolsonaristas de Gaspar precisam provar que não são os petistas com sinal invertido. A prisão de Fabrício Queiroz num sítio em Atibaia, interior paulista, no imaginário remete ao ex-presidente e ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, PT. A cidade perdeu a fama de ser a Capital do Morango. Sem chantilly, ele é meio azedo.
A ligação de Fabrício Queiroz (que ameaça delação premiada, como chantagem), sua mulher, o super-enrolado e mentiroso (anjo) advogado Frederick Wassef (que diz que amigos não são abandonados, como chantagem), milicianos, as rachadinhas - que nada mais é do que roubo de dinheiro público -, e Flávio Bolsonaro, lembram tudo o que se prometeu combater da vida institucional de Brasília, dos políticos no poder de plantão. Isso ainda vai queimar o filme do bolsonarismo na eleição de novembro.
Este estado de negar tudo e ainda culpar a imprensa, a Globo, a China e tantos fantasmas montados no imaginário dos políticos da nova política, é algo pensado para esconder os verdadeiros problemas que são antigos e os eleitos juraram combater, mas estão enrolados neles.
Em Gaspar, os bolsonaristas estão mais fortemente agrupados no DEM. Mas, há gente que está no PSL e no PL. Está identificado que é do DEM que partem intrigas e desqualificações ao PSL e PL. O MDB, PP, PDT, PSC, PSBB de um lado estão agradecidos ao DEM. Igualmente o PT de outro lado, está agradecido pelos serviços prestados pelo DEM para expor e dividir os conservadores daqui.
O deputado Ivan Naatz, recém-chegado ao PL, é uma das estrelas na CPI na Assembleia Legislativa que apura e quer de volta os R$33 milhões que o governador Carlos Moisés da Silva, PSL, pagou adiantado e até agora não recebeu para os 100 respiradores que comprou na China.
Neste final de semana circulou nas redes sociais um áudio do deputado Ivan Naatz. Ele conversava com um interlocutor, com explícita conta, sobre o quanto era "caro" obter votos fora dos seus domínios em Blumenau. A parte que foi exposta, mostra que pode se tipificar suposta compra de votos. O deputado, até o fechamento da edição estava calado, mas conhecendo-o, vem troco e grosso. Naatz sabe que ele é vidraça exatamente por conta da CPI e sua fama de peitar problemas. É o jogo. Neste submundo políticos, todos tendem a se ajeitarem no errado. E Naatz contraria, desde que era vereador em Blumenau.
Em Gaspar por exemplo, o ex-vereador, sumido e agora vestido de pré-vice de Kleber Edson Wan Dall, MDB, Marcelo de Souza Brick, PSD, escreveu na sua rede social: “o nosso esforço juntamente om o deputado Laércio Schuster[PSB], conseguimos 10 respiradores para o Hospital de Gaspar. De imediato, os novos respiradores serão um reforço em nossa UTI...”
Marcelo recebeu um reparo no fogo amigo. O chefe de gabinete de Kleber, Jorge Luiz Prucino Pereira, PSDB, correu à esclarecer na Rádio Sentinela do Vale que os dez novos respiradores não substituirão os dez que já estão lá e que fazem parte de um pacote contratado da UTI Covid-19. Também esses dez novos repiradores não vão diminuir os custos desse pacote como outros inventaram por aí. Esses dez novos respiradores, servirão, quando muito, para um aumento no número de leitos de UTI, ou eventualmente para uma ala semi-intensiva (?) a ser instalada. Resumindo: temos 20 respiradores para 10 leitos de UTI.
Mas, o melhor esclarecimento veio do deputado Ivan Naatz, PL, sobre a nota de oportunidade de Marcelo. “A internet não virou terra de ninguém. Até quem nunca chegou perto da secretaria de Saúde virou responsável por entrega de ventiladores. O pior é que tem gente que acredita! Faz favor, não tira a turma pra otário porque não tem mais otário tá ok!
É o Marcelo sendo Marcelo. Eu sempre mostrei isso na coluna e ele sempre posou de vítima. Nestas eleições, poderá ficar mais exposto pelo que ele sempre não se arriscou e e por isso não foi incomodado ou cobrado. Está chegando como se fosse um novo na política daqui.
Correção necessária. Publiquei que o vereador Cicero Giovane Amaro, PL, quer saber detalhes de outro improviso que a administração de Kleber Edson Wan Dall, MDB, criou na coleta de lixo em Gaspar, ao invés de uma licitação aberta para tal. Em requerimento aprovado na Câmara ele pede documentos e informações referentes à Dispensa de Licitação n° 05/2020, no contrato feita com Vitaciclos SA Logística Reversa. O autor do requerimento não é Cicero, mas Dionísio Luiz Bertoldi, PT. Aos leitores e leitoras, as desculpas pelo meu erro.
Dionísio pediu cópia na integra de todos os documentos que compõem o processo de dispensa, desde o Termo de Abertura até o contrato e seus aditivos; quer saber se contratada foi a empresa que apresentou o menor preço por tonelada? E ainda quer a planilha de custos da coleta do resíduo orgânico, no ano de 2017/2018/2019, que serviram de base para contratação.
Não é bem assim. O grupo que cerca o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, espalha nas redações dos jornais, blogs e rádios de Blumenau onde se aproximaram às vésperas da campanha eleitoral, exatamente para pedir mais divulgação dos atos do prefeito e prefeitura de Gaspar na reciprocidade comercial, de que Kleber nem precisará sair de casa para vencer as eleições deste ano.
A mentira tem perna curta. As redes sociais mostraram que neste fiinal de semana, Kleber e o presidente do MDB, ex-coordenador de campanha, o prefeito de fato e secretário da Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira, colocaram o pé na estrada e foram ter conversas com desgarrados em suas próprias casas. Se ficarem de salto alto, as pesquisas estão mostrando que os pés descalços dos adversários poderão caminharem mais longe.
A coluna Olhando a Maré das sextas-feiras, invariavelmente é fixada na página do facebook do jornal Cruzeiro do Vale. Na última, por exemplo quem apoiava o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, nos comentários não era de Gaspar ou se era, tinha ligação com cargos comissionados.
E quem julgou o jornal e o portal como um ente comunista, risível, diz ser de Brasília, mas morador do Rio de Janeiro. A comunicação da prefeitura e da campanha precisa orquestrar melhor a rede de apoiadores fakes ao governo e candidato do governo de Gaspar e gente que desqualifica o jornal e o portal. N inguém chuta cachorro morto e ainda mais com pés camuflados. Aqui no portal, por exemplo, os incomodados, têm endereço de IP fora do Brasil. Devem ser os mesmos que são contra a legislação que pretende identificar os portadores de endereços falsos ou robôs, na internet.
O CRAS – Centro de Referência da Assistência Social – de Gaspar parece que está desativado, mas no fundo está “funcionando”. Ele está com as portas fechadas inibindo à procura de gente que necessita de ajuda. E faz tempo. A secretaria de Assistência Social é um ambiente frágil, numa cidade cheia de vulneráveis.
Enquanto isso, o CREAS – Centro Referência Especializado da Assistência Social – trabalha de portas abertas, exposto a riscos, mas acolhendo os necessitados. O CRAS que está fechado por grades, é a porta de entrada da comunidade no acesso à Assistência Social. Meu Deus!
Aliás o CREAS, o que está aberto, teve uma funcionária afastada por estar com suspeita Covid-19. Ela inclusive, na segunda-feira passada participou de um curso interno com 13 pessoas na Praça do Céu, e o temor é de que ela, se confirmado o diagnóstico, poder ter contaminado outros. Em alguns momentos esta servidora afastada, em ambiente de ar condicionado, outro perigo, circulou sem a máscara.
O site da Câmara de Gaspar, apesar dos investimentos feitos, continua instável. Quem se dispõe à assistir as sessões gravadas, corre o risco de não ver a sessão por inteiro. Dinheiro jogado fora. E não adianta reclamar. Um serviço de barnabé.
O jovem suplente de vereador João Pedro Sansão, PT, só sabe que será candidato a vereador este ano e foca o público jovem que ainda permaneceu fiel aos ideais da esquerda e socialismo.
Entretanto, João Pedro terá que fazer escolhas muito mais rapidamente do que ele próprio supõe. Prestes a se graduar em Direito, com OAB já resolvida, pretende atuar nos tribunais superiores – depois do estágio que fez no escritório do ex-ministro da Justiça da presidente Dilma Vana Rousseff, e ex-deputado pelo PT paulista, José Eduardo Martins Cardozo. Pensa também até se arriscar na academia. Faltará tempo para fazer bem tudo o que imagina. Simples assim!
Perseguição I. A Vigilância Sanitária de Gaspar, dias atrás e em defesa da saúde dos moradores do Barracão, Óleo Grande e Bateias, impediu o transporte de água para o reservatório do Samae no Óleo Grande. O transporte estava sendo feito por caminhões-pipas não qualificados e para continuarem, tiveram se adequaram à uma série de exigências da Vilância. Elas estão sendo cumpridas.
Perseguição II. Elogiei a ação autônoma da Vigilância Sanitária, mas adverti que ela poderia ter consequências. Coincidentemente, a portaria 6.311 de primeiro de junho, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, publicada no Diário Oficial dos Municípios – aquele que se esconde na internet e não tem horário para ser publicado -, determinou a instauração de um processo administrativo disciplinar contra o titular da Vigilância, baseado numa queixa na Ouvidoria, em outro assunto, naturalmente.
Perseguição III. O agente Pedro Silva que a prefeitura e a Ditran mandaram “encostar” no pátio de carros apreendidos da Ackar, também foi alvo de questionamentos a partir de denúncias na Ouvidoria.
Perseguição IV. O queixoso achou injusta, ou irregular, à retenção de um veículo que nos registros da Detran SC não tinha regularização suficiente para a circulação. O veículo quando abordado estava fora do pátio e nem por isso, ele estava isento da fiscalização do agente. Ele cumpriu à obrigação inerente à função.
Perseguição V. O agente Silva diante das irregularidades pediu ao motorista o recolhimento do veículo até a respectiva regularização. Nem gerou a respectiva multa. Fez isso como boa vontade. Não devia. O certo era aplicar multa, reter no pátio, gerar custos de guarda no pátio até a regularização do veículo. Talvez com isso, o infrator não teria reclamado dando chances à exposição de Silva perante os seus superiores.
Perseguição VI. É cada vez mais constante as reclamações de supostas perseguições aos servidores efetivos que não demostram simpatia ao projeto político do poder de plantão. Isso ainda não vai dar certo. O que se quer somar na urna, poderá silenciosamente, diminuir, e muito no círculo de influência dos servidores da prefeitura, incluindo os seus familiares. Acorda, Gaspar!
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