Estou de alma lavada. O Senado aprovou o marco legal do saneamento e estabeleceu metas até 2033 para dar água tratada, coletar esgoto e garantir melhor saúde e qualidade de vida aos brasileiros - Jornal Cruzeiro do Vale

Estou de alma lavada. O Senado aprovou o marco legal do saneamento e estabeleceu metas até 2033 para dar água tratada, coletar esgoto e garantir melhor saúde e qualidade de vida aos brasileiros

29/06/2020

Prioridade caolha e do atraso

O governo de Kleber do MDB, do vice Luiz Carlos e do ex-presidente do Samae, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, ambos do PP, deixaram o projeto de Gaspar na gaveta até agora e com dinheiro ‘disponível’ em Brasília. Vergonha!

Impressionante não é somente o silêncio dos atuais governantes neste crucial problema, mas como da sociedade em si, da oposição, ativistas, dos órgãos de fiscalização e da própria imprensa


O esgoto em Gaspar contaminado, fétido e pastoso é canalizado e camuflado nas redes de drenagens pluviais. Provocam doenças aos habitantes e poluem o Rio Itajaí Açú, como mostram essas fotos da recém implantada drenagem da Rua Frei Solano, no Gasparinho.

Na semana passada, o Senado Federal, por ampla maioria, aprovou o novo marco legal do saneamento básico no Brasil, fixando metas de resultados até 2033. Referendou-se o que se aprovou na Câmara. Agora, a matéria vai à sanção do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, sem partido.

Nenhuma comemoração em Gaspar. Sintomático como registrei no título do artigo.

Resumindo, o novo marco flexibilizou o monopólio das estatais que são lerdas, descapitalizadas, incompetentes tecnicamente apesar de nelas trabalharem técnicos qualificados, burocráticas, com altos salários e geridas nas conveniências políticas partidárias do poder de plantão, poleiro empregador de cabos eleitorais que na maioria dos casos, nada ou propositadamente fingem nada entenderem do assunto.

Por isso, essas estatais – estaduais e municipais - não fazem o que devem fazer: dar água tratada, coletar e tratar os esgotos dos brasileiros. Eles correm a céu aberto, comprometem a saúde, à qualidade de vida e poluem rios, ribeirões, mananciais subterrâneos e mares.

Vergonha!

O novo marco legal do saneamento básico vai exigir novas concorrência e as estatais terão que competir com a iniciativa privada. A iniciativa privada já faz hoje menos de 10% deste serviço no Brasil e funciona. Os outros 90% estão em mãos de estatais e quase sempre não funciona, muito menos expande.

Até 31 de dezembro de 2033, estima-se uma mudança radical nesse descaso e crime. Projeta-se que cerca de 40 milhões novos brasileiros deverão ter acesso a água tratada e outros 100 milhões, ao saneamento básico.

Calcula-se que haverá a inversão na proporção de hoje: as estatais deverão ficar com apenas 10% do serviço e a iniciativa privada, muitas delas estrangeiras, com 90% do mercado que será muitas vezes ampliado, incluindo aí, a absorção de know how, novas tecnologias construtivas e processadoras. Estima-se que uma parte das estatais também façam join-venture competitivas ou tecnológicas com empresas ou consórcios privados especializados na coleta, tratamento, destinação e reaproveitamento dos resíduos dos esgoto e da própria água resultante dele.

DISCURSO DO ATRASO

Não é à toa, que o PT e a esquerda do atraso tentaram no Senado, mais uma vez, barrar este avanço em favor da geração de milhares de empregos, da melhoria da saúde a milhões de cidadãos e cidadãs, da qualidade de vida para pessoas, principalmente as crianças. Lutaram contra a atualidade tecnológica, à ampliação da concorrência em favor da produtividade e menores custos, que vão beneficiar os mais pobres e estabelecidos em periferias, zonas marginais e de exclusão.

Há quem compare a importância do que foi concluído no Congresso Nacional na semana passada e que ganhou ampla repercussão na mídia local e mundial, com o que aconteceu muito recentemente em 1998 (idealizado por Sérgio Motta, que falecido, foi mantido por Luiz Carlos Mendonça de Barros, no governo de Fernando Henrique Cardoso, PSDB) com a privatização da telefonia pública no Brasil.

Lá também os fortes sindicatos de servidores, Centrais Sindicais sustentadas pelo imposto compulsório dos trabalhadores e a esquerda do atraso, eram todos contra a privatização para algo sucateado.

Naqueles sombrios tempos, apesar de muito recente, esperava-se na fila, pagava-se ágio para obter, ou propina, para “furar” a fila, precisava-se de “padrinhos políticos” e corrupção para se ter uma linha telefônica fixa por meio de compra compulsória de ações das estatais mal gerenciadas, sem valoração no mercado mobiliário e até, falidas.

Se não fosse àquela privatização, nem celulares, possivelmente, teríamos hoje e nem preços competitivos e que ainda são os maiores do mundo, devido à politização e aparelhamento da Anatel – a agência reguladora do setor de telecomunicações. Outra vergonha que não avançou.

Mesmo com tanto avanço e abertura no mercado competitivo da telefonia móvel, no tempo da expansão massiva dos smartphones, estamos, mais uma vez, atrasados na implantação da tecnologia 5G.

Mas, voltemos ao caso do saneamento básico no Brasil e em Gaspar.

Quer um panorama do que está se mudando com a aprovação do marco legal do saneamento? A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a universalização dos serviços de água e esgoto reduziria em R$ 1,45 bilhão os custos com saúde por ano no País. A OMS aponta que, para cada R$ 1,00 investido em saneamento, gera-se uma economia de R$ 4,00 em gastos com saúde.

Só Gaspar e seus políticos e dirigentes, não são capazes de perceberem esta conta. Ela é universal, não foi inventada por nenhum adversário do governo daqui e muito menos por esse escriba. Vergonhoso é perceber como se engana analfabetos, ignorantes, desinformados e se estimula fanáticos e cabos eleitorais para o erro ou para benefícios particulares.

GASPAR JOGA TUDO NAS VALAS, RIBEIRÕES E NO RIO

Gaspar possui mais de 70 mil habitantes. Gaspar não coleta e não trata quase nada de esgoto. A exceção está na reurbanização da localidade conhecida como Marinha, no Bela Vista, feita pelo governo Federal. Aquilo ali é quase zero em relação ao que se produz de esgoto na cidade. E nem sempre funciona.

Entretanto, no Samae de Gaspar, há uma estrutura de pessoas qualificadas como se aqui o saneamento fosse algo real. Qual a desculpa? Ter e “ocupar” um organograma é necessário para cumprir as exigências do projeto que está em Brasília, engavetado em alguma repartição e que o governo Kleber não conseguiu até agora, por incapacidade ou desinteressse, abrir esta gaveta. Meu Deus!

Quantas vezes o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, e seus “çabios”, vieram a público expor as dificuldades, debater e pedir ajuda das entidades e da comunidade para algo tão essencial para a cidade e os cidadãos?

A distribuição de água tratada é problema em várias regiões de Gaspar – e por vários motivos que não vou repeti-los. Não acompanha o crescimento da cidade. Agora, está na praça um edital de mais de R$204 mil, vejam só, para “elaborar um projeto técnico de engenharia para atender à Comunidade da Bateias”. Tudo depois de se negar esse problema por mais de três anos e tão debatido aqui neste espaço. Aliás, este dinheiro que se gastará apenas com o tardio projeto para algo tão óbvio, daria para implantar a rede de ligação entre o Centro e a Zona Sul do municípío e resolver o problema que se agrava. Incrível!

Por outro, lado, o esgoto de Gaspar, além de estar contaminando os lençóis dos que dependem de água de poço, está encardido, pastoso e fétido nas valas (até das arrozeiras), ou escondido nas tubulações de drenagem de águas das chuvas e nascentes – como mostram as fotos da Rua Frei Solano, no Gasparinho, e que abrem este artigo. Toda esssa poluição braba vai para o Rio Itajaí Açú, sem que nenhuma entidade ambiental de Gaspar ou do Vale do Itajaí fique corada.

Blumenau está na frente. Privatizou esse serviço do Samae de lá, sob forte protesto dos políticos da esquerda e adversários do ex-prefeito João Paulo Kleinubing (2005/13). E de 4% de esgoto tratado, saltou para perto de 50% e a meta é uma cobertura de 90% para uma cidade que deverá chegar a 400 mil habitantes.

Aqui, pressionado pela realidade e denúncias de ambientalistas, cidadãos e gente, coincidente que está no poder de plantão atualmente, o Ministério Público fez o papel dele no tempo do governo de Pedro Celso Zuchi, PT.

Estabeleceu um Termo de Ajustamento de Conduta e que incluiu outros municípios da região. Quando Zuchi saiu em 2016, ele deixou pronto o projeto para os bairros Santa Terezinha, Sete, parte da Coloninha e Centro, com a estação de tratamento projetada na Margem Esquerda, passando pela ponte do Vale. O projeto tinha sido aprovado em Brasília e as verbas para a sua implantação garantidas, como sempre se anunciou e nunca foram contestadas por aqui.

Bom, já registrei isso várias vezes. Não foi repetir para não alongar ainda mais este artigo.

Primeiro, o Ministério Público não foi atrás naquilo que pactuou no TAC com Gaspar. Deve explicações. Não à coluna, mas à cidade, os cidadãos e cidadãs expostos. Segundo, o prefeito Kleber que viajava uma ou mais vezes por mês a Brasília, não conseguiu, segundo ele e seus assessores, desatar os nós na burocracia por lá neste assunto. Terceiro, em três anos e meio de governo Kleber e seus “çabios” não fizeram nada, não justificam nada e só excomungam esta coluna quando ela toca no assunto tão caro à saúde da população e à preservação do meio ambiente. Outra bobagem!

OPÇÃO POR OBRAS ELEITOREIRAS FEITAS PARA A REELEIÇÃO

Caminhando para o final do artigo e esclarecendo à razão dessa enrolação dos políticos em assunto tão importante para a cidade, seus habitantes, o meio ambiente e o futuro de todos.

Kleber não toca neste assunto! E por que? Ele sabe que escolheu – com os seus no poder de plantão - a prioridade errada. As drenagens que fez, foi na marra e para não perder os votinhos localizados. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Rua Frei Solano, no Gasparinho.

Alí, havia inundação nos temporais de verão, pela ocupação urbana sem a contrapartida da infraestrutura - e que não é exatamente culpa de Kleber. Entretanto, ele montou um projeto cheio de erros administrativos, técnicos e de execução. O resultado? Ao negar informações básicas aos vereadores, levantou a lebre e tudo foi parar uma CPI na Câmara. A turma do prefeito teve que agir rápido usando o regimento do Legilstivo municipal para abafar o relatório no tapetão.

Kleber, no fundo, optou por obras que endividaram o município, todas com recursos aprovados na Câmara e que chegam perto de R$150 milhões. Foram batalhas do tipo quando se pediu explicações e detalhamento das aplicações, ou se dava tudo ou vinha constrangimento: “ou aprovam, ou a população vai saber que os vereadores estão contra a cidade e os cidadãos que vão se afogar ou perdur tudo nas enxurradas”. Era a senha de que ali tinha algo errado. E tinha.

Resumindo. Os recursos próprios ou vindos de financiamentos aprovado pela Câmara são administrados por aqui. Diferente dos recursos federais para o Saneamento necessário e urgente. Eles são feitos de verbas federais, fundos perdidos. Assim, os processos licitatórios podem passar longe da prefeitura devido à peculiaridade técnica. E essas licitações deixam as empreiteiras locais e amigas de fora do ambiente competitivo licitatório.

Foi assim que o saneamento básico nos planos do prefeito Kleber, com os olhos fechados do Ministério Público, ficou no esquecimento contra a saúde, o meio ambiente, a cidade, os cidadãos e as cidadãos.

Agora, com o marco regulatório do saneamento básico aprovado no Congresso (e se sancionado pelo presidente Bolsonaro em algum óbice surpresa), Gaspar terá uma segunda chance, como também já escrevi muito recentemente aqui e que passa pela privatização de parte do Samae. Tudo isso, será possível se não imperar mais uma vez a politicagem. A saída do mais longevo dos vereadores da presidência do Samae, o Melato, poderá ser um facilitador.

E para isso, Kleber precisar iniciar logo o processo para entrar com tudo no segundo mandato em favor da saúde dos gasparenses, ou então, tudo ficará para o próximo prefeito eleito. Acorda, Gaspar!

Os políticos de Gaspar e Ilhota estão órfãos. Eles necessitam de ídolos para encararem parcerias e promessas aos incautos eleitores, mas não encontram


Da esquerda para a direita. O presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido; o governador Carlos Moisés da Silva, PSL, e o paulista João Dória Júnior, PSDB, eleitos na onda da renovação e de caça aos políticos tradicionais, não conseguem inspirar candidatos oportunistas para este ano diante de tantos erros, dúvidas e até a indesejada Covid-19.

Vou tentar esclarecer como a onça veio beber água nestas eleições. E os políticos de Gaspar, Ilhota e de tantos outros municípios estão com medo desse bichinho “à beira do regato”.

A onça, na minha narrativa, representa os eleitores e eleitoras esclarecidos instantaneamente pelas redes sociais, os aplicativos de mensagens – para o bem e o mal - e os órgãos de comunicação livres e profissionais. Mansa, a onça está à espreita.

A onça, como nas eleições de 2018, está disposta a surpreender os com sede. Entretanto, já percebeu que terá que agir de modo diferente, porque os políticos já manjaram à rotina e às novas manias do bichano. É que os eleitores e eleitoras não estão dispostos a se dobraram à perseguição, trocas, constrangimentos e à patrulha dos que estão no poder de plantão ou até mesmo ideológicos, quando não doentes nas duas ideias e ídolos.

Por isso, há político passando sede à beira do regato. Está à espreita ou à espera de uma arma ou oportunidade para beber água sem que a onça perceba isso. É mestre neste oportunismo.

Os nomes mágicos – novos e antigos – que os políticos tinham e contavam como Jair Messias Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Michel Temer, Fernando Henrique Cardoso, David Alcolumbre, César Maia, João Dória, Carlos Moisés da Silva entre outros, não os alavancam, complicam-lhes. Da mesma forma os partidos PT, MDB, PP, PSDB, PSD, DEM entre outros.

Também ficaram nas esperanças à recuperação econômica, mais empregos, menos estado e mais privatizações. Só confusões, escândalos, demissões, prisões e repetição da corrupção escancarada com os escassos pesados impostos, exatamente por quem jurou que combateria isso. Que coisa!

E para complicar, está aí uma gripezinha. Ela pode matar perto de 100 mil brasileiros, pois as primeiras 60 mil almas já são metas da dor nesta semana.

Os candidatos locais perderam a muleta, as armas da enganação e até as fantasias que emprestam de outros para esconder os seus próprios defeitos, as fraquezas, empolgar as plateias, o gado, os fanáticos, os adoradores de ídolos, e com isso, vencer e depois fazer a farra.

É um vício. É uma prática. É uma praga, que este ano poderá exigir mais contorcionismos do que nos anteriores.

CANDIDATOS AUTÊNTICOS E FOCADOS NA SUA CIDADE TERÃO MAIS CHANCES

Os candidatos a prefeito e vereadores terão que ser eles mesmos. E ai, muitos vão ficar no caminho.

Terão que olhar para os defeitos e virtudes de cidade e encarar os cidadãos. Terão que enfrentar os problemas nos discursos. Por isso, os que estão no poder não querem eleições este ano, como expliquei na coluna da edição impressa de sexta-feira do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo (30 anos de circulação) e acreditado em Gaspar e Ilhota.

E não me refiro apenas aos prefeitos Kleber Edson Wan Dall e Érico Oliveira, ambos do MDB de Gaspar e Ilhota. E por que? No outro lado, a maior parte de seus concorrentes por aqui, também temem eleições agora em novembro, se o texto do Senado passar na Câmara nesta semana (os deputados estavam chantageando mais uma vez o Executivo para dar R$5 bilhões aos prefeitos que estão em dificuldades de reeleição, mas nada falam sobre os quase R$3 bilhões que vão embolsar para fazer a campanha, quantia que não abrem mão).

A maioria dos seus concorrentes, no fundo, também torce para que não haja eleições. Desde os que não conseguiram fazer o Aliança pelo Brasil – até agora conseguiram apenas 15 mil assinaturas em todo o Brasil aprovadas na Justiça Eleitoral e viram o mito metido em erros táticos e alianças duvidosas com o centrão-, até o PSL. Este viu o seu ícone estadual, Carlos Moisés da Silva, exposto tão rapidamente aos erros de sempre e destruindo, assim, o mote das prometidas mudanças.

Na mesmice, estão o PT, PP, PSD, MDB, PSDB lambuzados e sem referência nacional para emprestar imagem a qualquer político local como nos velhos tempos. Concluindo. Vai ser uma eleição diferente, mas não igual a 2018, onde até o macaco Tião teve chance de ser eleito para contestar a esbórnia instalada no poder.

O pêndulo que estava na esquerda e virou rapidamente para a direita, tende a desistir dos extremos e exigir mais dos candidatos. Acorda, Gaspar!

As bengalas de ontem nas eleições dos políticos gasparenses e ilhotenses poderão faltas neste ano


Da esquerda para a direta. Kleber Edson Wan Dall, MDB, Pedro Celso Zuchi, MDB, Érico de Oliveira, MDB e Christiam Daniel Bosi, PSD, usaram bengalas e brechas oportunistas para as suas eleições. Elas talvez elas não se apresentem com as mesmas facilidades neste ano. E isso preocupa os marqueteiros e os acostumados às velhas manhas.

Quais os discursos ou referências políticas vão alimentar ou animar as eleições municipais deste ano? Um a um, eles vão sendo desmoralizados. Vamos a algumas situações locais, que se aproveitaram de situações nacionais, estaduais ou regionais.

Primeiro, devo esclarecer que o PT com Pedro Celso Zuchi ganhou aqui em 2000 não exatamente porque causa da onda Lula, sindicalismo ou devido ao efeito Décio Neri de Lima, em Blumenau. Mas, porque os gasparenses estavam de saco cheio dos mesmos. É só olhar quem estava na disputa naquele ano. Já escrevi sobre isso.

O cenário parece se assemelhar.

Segundo. O PT ganhou novamente com Zuchi em 2008 em Gaspar aí sim porque havia uma onda progressista nacionalmente com Luiz Inácio Lula da Silva não apenas para uma suposta limpeza aos velhos políticos, mas principalmente porque o prefeito Adilson Luiz Schmitt, MDB (PSB e PPS) e o vice, o empresário Clarindo Fantoni, PP, na união do sapo com a cobra, fizeram de tudo para perder. Receita que está para acontecer por aqui outra vez.

E porque depois de dois mandatos consecutivos Zuchi, com razoável liderança, mesmo com as vinganças e teimosias de sempre, perdeu com Lovídio Carlos Bertoldi, o seu faz tudo no Samae e na secretaria de Obras?

Hoje sabe-se que foi em decorrência dos desgastes naturais de três mandatos petistas, a nova onda que mostrava a grossa corrupção do PT com seus parceiros na esquerda do atraso e no Centrão no Brasil, o sindicalismo nocivo e o enfraquecimento do petismo no Vale do Itajaí.

Aí veio o oportunismo. Kleber Edson Wan Dall, MDB, isolou o passado de Bernardo Leonardo Spengler e Adilson Luiz Schmitt, ex-prefeitos do MDB marcados por defeitos, e ressuscitou novamente à fórmula do sapo com a cobra. Uniu-se com Luiz Carlos Spengler Filho, PP, e surfou na onda conservadora, da juventude e com suposta mudança e evangélica.

Terceiro. E por que Érico de Oliveira, MDB, e Joel José Soares, DEM, agora, providencialmente no PSL ganharam em Ilhota? Porque o advogado, Christian Daniel Bosi, PSD, que surfou na renovação e juventude, fez pior que Adilson. Ele próprio se recolheu e não teve coragem e nem chances de concorrer à reeleição. As pesquisas eram implacáveis.

Quais serão os discursos de Kleber e Érico nesta eleição? Quais serão os parças?

A loja de bengalas está sem clientes não só para eles que possuem uma listinha de feitos para sensibilizar o distinto público, mas que quando chegar à saúde, educação, creches e merenda tudo vai complicar.

Os concorrentes também estão desconfiados. Seus ídolos sumiram, decepcionaram ou se enfraqueceram. Todos estão esperando. Se a eleição for em novembro, vão esperar outubro chegar para ver qual a fantasia e bengala da vez usarão na reta final da campanha. É ali que tudo será decidido.

TRAPICHE

A família Spengler força à ida do vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP, para a presidência do Samae, já devidamente esvaziada na área administrativa para a poderosa secretaria de Fazenda e Gestão Administragiva, do prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, MDB. Dias atrás, um café se derramou na sala quando se tratou desse assunto.

Só para lembrar. O pai, Luiz Carlos Spengler, PP, já falecido, vereador e ex-vice-prefeito ao tempo de Tarcísio Deschamps, do que é hoje PP, foi presidente da autarquia no governo de Adilson Luiz Schmitt, MDB (PSB, PPS). E não decepcionou.

Os bolsonaristas de Gaspar precisam provar que não são os petistas com sinal invertido. A prisão de Fabrício Queiroz num sítio em Atibaia, interior paulista, no imaginário remete ao ex-presidente e ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, PT. A cidade perdeu a fama de ser a Capital do Morango. Sem chantilly, ele é meio azedo.

A ligação de Fabrício Queiroz (que ameaça delação premiada, como chantagem), sua mulher, o super-enrolado e mentiroso (anjo) advogado Frederick Wassef (que diz que amigos não são abandonados, como chantagem), milicianos, as rachadinhas - que nada mais é do que roubo de dinheiro público -, e Flávio Bolsonaro, lembram tudo o que se prometeu combater da vida institucional de Brasília, dos políticos no poder de plantão. Isso ainda vai queimar o filme do bolsonarismo na eleição de novembro.

Este estado de negar tudo e ainda culpar a imprensa, a Globo, a China e tantos fantasmas montados no imaginário dos políticos da nova política, é algo pensado para esconder os verdadeiros problemas que são antigos e os eleitos juraram combater, mas estão enrolados neles.

Em Gaspar, os bolsonaristas estão mais fortemente agrupados no DEM. Mas, há gente que está no PSL e no PL. Está identificado que é do DEM que partem intrigas e desqualificações ao PSL e PL. O MDB, PP, PDT, PSC, PSBB de um lado estão agradecidos ao DEM. Igualmente o PT de outro lado, está agradecido pelos serviços prestados pelo DEM para expor e dividir os conservadores daqui.

O deputado Ivan Naatz, recém-chegado ao PL, é uma das estrelas na CPI na Assembleia Legislativa que apura e quer de volta os R$33 milhões que o governador Carlos Moisés da Silva, PSL, pagou adiantado e até agora não recebeu para os 100 respiradores que comprou na China.

Neste final de semana circulou nas redes sociais um áudio do deputado Ivan Naatz. Ele conversava com um interlocutor, com explícita conta, sobre o quanto era "caro" obter votos fora dos seus domínios em Blumenau. A parte que foi exposta, mostra que pode se tipificar suposta compra de votos. O deputado, até o fechamento da edição estava calado, mas conhecendo-o, vem troco e grosso. Naatz sabe que ele é vidraça exatamente por conta da CPI e sua fama de peitar problemas. É o jogo. Neste submundo políticos, todos tendem a se ajeitarem no errado. E Naatz contraria, desde que era vereador em Blumenau.

Em Gaspar por exemplo, o ex-vereador, sumido e agora vestido de pré-vice de Kleber Edson Wan Dall, MDB, Marcelo de Souza Brick, PSD, escreveu na sua rede social: “o nosso esforço juntamente om o deputado Laércio Schuster[PSB], conseguimos 10 respiradores para o Hospital de Gaspar. De imediato, os novos respiradores serão um reforço em nossa UTI...”

Marcelo recebeu um reparo no fogo amigo. O chefe de gabinete de Kleber, Jorge Luiz Prucino Pereira, PSDB, correu à esclarecer na Rádio Sentinela do Vale que os dez novos respiradores não substituirão os dez que já estão lá e que fazem parte de um pacote contratado da UTI Covid-19. Também esses dez novos repiradores não vão diminuir os custos desse pacote como outros inventaram por aí. Esses dez novos respiradores, servirão, quando muito, para um aumento no número de leitos de UTI, ou eventualmente para uma ala semi-intensiva (?) a ser instalada. Resumindo: temos 20 respiradores para 10 leitos de UTI.

Mas, o melhor esclarecimento veio do deputado Ivan Naatz, PL, sobre a nota de oportunidade de Marcelo. “A internet não virou terra de ninguém. Até quem nunca chegou perto da secretaria de Saúde virou responsável por entrega de ventiladores. O pior é que tem gente que acredita! Faz favor, não tira a turma pra otário porque não tem mais otário tá ok!

É o Marcelo sendo Marcelo. Eu sempre mostrei isso na coluna e ele sempre posou de vítima. Nestas eleições, poderá ficar mais exposto pelo que ele sempre não se arriscou e e por isso não foi incomodado ou cobrado. Está chegando como se fosse um novo na política daqui.

Correção necessária. Publiquei que o vereador Cicero Giovane Amaro, PL, quer saber detalhes de outro improviso que a administração de Kleber Edson Wan Dall, MDB, criou na coleta de lixo em Gaspar, ao invés de uma licitação aberta para tal. Em requerimento aprovado na Câmara ele pede documentos e informações referentes à Dispensa de Licitação n° 05/2020, no contrato feita com Vitaciclos SA Logística Reversa. O autor do requerimento não é Cicero, mas Dionísio Luiz Bertoldi, PT. Aos leitores e leitoras, as desculpas pelo meu erro.

Dionísio pediu cópia na integra de todos os documentos que compõem o processo de dispensa, desde o Termo de Abertura até o contrato e seus aditivos; quer saber se contratada foi a empresa que apresentou o menor preço por tonelada? E ainda quer a planilha de custos da coleta do resíduo orgânico, no ano de 2017/2018/2019, que serviram de base para contratação.

Não é bem assim. O grupo que cerca o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, espalha nas redações dos jornais, blogs e rádios de Blumenau onde se aproximaram às vésperas da campanha eleitoral, exatamente para pedir mais divulgação dos atos do prefeito e prefeitura de Gaspar na reciprocidade comercial, de que Kleber nem precisará sair de casa para vencer as eleições deste ano.

A mentira tem perna curta. As redes sociais mostraram que  neste fiinal de semana, Kleber e o presidente do MDB, ex-coordenador de campanha, o prefeito de fato e secretário da Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira, colocaram o pé na estrada e foram ter conversas com desgarrados em suas próprias casas. Se ficarem de salto alto, as pesquisas estão mostrando que os pés descalços dos adversários poderão caminharem mais longe.

A coluna Olhando a Maré das sextas-feiras, invariavelmente é fixada na página do facebook do jornal Cruzeiro do Vale. Na última, por exemplo quem apoiava o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, nos comentários não era de Gaspar ou se era, tinha ligação com cargos comissionados.

E quem julgou o jornal e o portal como um ente comunista, risível, diz ser de Brasília, mas morador do Rio de Janeiro. A comunicação da prefeitura e da campanha precisa orquestrar melhor a rede de apoiadores fakes ao governo e candidato do governo de Gaspar e gente que desqualifica o jornal e o portal. N inguém chuta cachorro morto e ainda mais com pés camuflados. Aqui no portal, por exemplo, os incomodados, têm endereço de IP fora do Brasil. Devem ser os mesmos que são contra a legislação que pretende identificar os portadores de endereços falsos ou robôs, na internet.

O CRAS – Centro de Referência da Assistência Social – de Gaspar parece que está desativado, mas no fundo está “funcionando”. Ele está com as portas fechadas inibindo à procura de gente que necessita de ajuda. E faz tempo. A secretaria de Assistência Social é um ambiente frágil, numa cidade cheia de vulneráveis.

Enquanto isso, o CREAS – Centro Referência Especializado da Assistência Social – trabalha de portas abertas, exposto a riscos, mas acolhendo os necessitados. O CRAS que está fechado por grades, é a porta de entrada da comunidade no acesso à Assistência Social. Meu Deus!

Aliás o CREAS, o que está aberto, teve uma funcionária afastada por estar com suspeita Covid-19. Ela inclusive, na segunda-feira passada participou de um curso interno com 13 pessoas na Praça do Céu, e o temor é de que ela, se confirmado o diagnóstico, poder ter contaminado outros. Em alguns momentos esta servidora afastada, em ambiente de ar condicionado, outro perigo, circulou sem a máscara.

O site da Câmara de Gaspar, apesar dos investimentos feitos, continua instável. Quem se dispõe à assistir as sessões gravadas, corre o risco de não ver a sessão por inteiro. Dinheiro jogado fora. E não adianta reclamar. Um serviço de barnabé.

O jovem suplente de vereador João Pedro Sansão, PT, só sabe que será candidato a vereador este ano e foca o público jovem que ainda permaneceu fiel aos ideais da esquerda e socialismo.

Entretanto, João Pedro terá que fazer escolhas muito mais rapidamente do que ele próprio supõe. Prestes a se graduar em Direito, com OAB já resolvida, pretende atuar nos tribunais superiores – depois do estágio que fez no escritório do ex-ministro da Justiça da presidente Dilma Vana Rousseff, e ex-deputado pelo PT paulista, José Eduardo Martins Cardozo. Pensa também até se arriscar na academia. Faltará tempo para fazer bem tudo o que imagina. Simples assim!

Perseguição I. A Vigilância Sanitária de Gaspar, dias atrás e em defesa da saúde dos moradores do Barracão, Óleo Grande e Bateias, impediu o transporte de água para o reservatório do Samae no Óleo Grande. O transporte estava sendo feito por caminhões-pipas não qualificados e para continuarem, tiveram se adequaram à uma série de exigências da Vilância. Elas estão sendo cumpridas.

Perseguição II. Elogiei a ação autônoma da Vigilância Sanitária, mas adverti que ela poderia ter consequências. Coincidentemente, a portaria 6.311 de primeiro de junho, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, publicada no Diário Oficial dos Municípios – aquele que se esconde na internet e não tem horário para ser publicado -, determinou a instauração de um processo administrativo disciplinar contra o titular da Vigilância, baseado numa queixa na Ouvidoria, em outro assunto, naturalmente.

Perseguição III. O agente Pedro Silva que a prefeitura e a Ditran mandaram “encostar” no pátio de carros apreendidos da Ackar, também foi alvo de questionamentos a partir de denúncias na Ouvidoria.

Perseguição IV. O queixoso achou injusta, ou irregular, à retenção de um veículo que nos registros da Detran SC não tinha regularização suficiente para a circulação. O veículo quando abordado estava fora do pátio e nem por isso, ele estava isento da fiscalização do agente. Ele cumpriu à obrigação inerente à função.

Perseguição V. O agente Silva diante das irregularidades pediu ao motorista o recolhimento do veículo até a respectiva regularização. Nem gerou a respectiva multa. Fez  isso como boa vontade. Não devia. O certo era aplicar multa, reter no pátio, gerar custos de guarda no pátio até a regularização do veículo. Talvez com isso, o infrator não teria reclamado dando chances à exposição de Silva perante os seus superiores.

Perseguição VI. É cada vez mais constante as reclamações de supostas perseguições aos servidores efetivos que não demostram simpatia ao projeto político do poder de plantão. Isso ainda não vai dar certo. O que se quer somar na urna, poderá silenciosamente, diminuir, e muito no círculo de influência dos servidores da prefeitura, incluindo os seus familiares. Acorda, Gaspar!

 

Comentários

Herculano
02/07/2020 16:36
COLUNA OLHANDO A MARÉ INÉDITA

Nesta sexta-feira é dia de coluna Olhando a Maré, inédita, feita especialmente para a edição impressa das sextas-feiras do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo e líder em circulação (30 anos) e credibilidade.
Herculano
02/07/2020 16:33
BOLSONARO, GOVERNADORRES, PREFEITOS E A PANDEMIA DO ESCULACHO NA EDUCAÇÃO

Conteúdo de O Antagonista. Jair Bolsonaro disse que a educação está "horrível", em resposta a uma apoiadora que afirmou que ela estava "definhando". O presidente também afirmou que poderá escolher o novo ministro da área ainda hoje.

O Brasil precisa de um ministro da Educação decente e também de aulas para milhões de alunos de escolas estaduais e municipais, enganados por governadores e prefeitos com aplicativos de aulas virtuais que funcionam apenas em propaganda de televisão.

A educação no país definha, está horrível e não existe. É a pandemia do esculacho em todos os níveis.
Herculano
02/07/2020 12:49
DEPUTADOS TRABALHAM PARA AFROUXAR A PEC DA PRISÃO NA SEGUNDA INSTÂNCIA, Por Diego Amorim, de O Antagonista,

Enquanto a PEC da prisão na segunda instância está em banho-maria, deputados vão tentando desfigurá-la nos bastidores.

O Antagonista apurou e o deputado Fábio Trad (PSD), relator da proposta, confirmou: há um grupo na Câmara fazendo de tudo para, digamos, amenizar o teor da PEC.

Segundo o próprio Trad disse ao site, existe "uma corrente" - ele não citou deputados, nem partidos ?" que defende que a PEC deve incidir apenas sobre os fatos praticados depois da sua promulgação.

"Eu discordo. Defendo que a PEC deva incidir sobre os processos iniciados após a sua promulgação, mesmo que envolvam fatos praticados antes do início de sua vigência. Não vejo razão jurídica alguma que possa sustentar a tese contrária."

Entenderam bem? A movimentação é para que todos aqueles que cometeram crimes até a promulgação da PEC sejam praticamente livres de prisão.

Trad nega que esteja sendo "pressionado", mas O Antagonista sabe que agora ele ouve sugestões de defensores de Lula e de Flávio Bolsonaro.
Herculano
02/07/2020 12:41
da série: é preciso mais

Do João Amoêdo, no Novo, no twitter:

A Reforma Trabalhista de 2017 foi positiva:

Acabou o imposto sindical
Possibilitou home office
Autorizou o trabalho intermitente
Reduziu processos trabalhistas oportunistas

Porém, ainda é muito difícil trabalhar no Brasil. Está na hora de começarmos a discutir uma nova.
Herculano
02/07/2020 12:31
ILHOTA EM CHAMAS.

Aos poucos as coisas começam a ser esclarecidas. Hoje uma notícia deu conta que quatro cidades catarinenses estão na mira do Ministério Público do Distrito Federal. Ele investiga corrupção na compra de testes rápido de Covid-19. Eles eficácia que prometiam. Vergonha!

Quem foi alvo que o Gaeco de Santa Catarina? Ilhota.

Os mandados também da operação Falso Negativo foram cumpridos em Navegantes, Balneário Camboriú e Joinville.

Na recente operação para elucidar a compra de 100 respiradores da Chiva por R$33 milhões pelo governo do estado e que não chegaram por aqui, motivo de uma CPI na Alesc, foram feitas apreensões em Gaspar relativas a um fornecedor de testes. Tudo está em sigilo.

Aí tem. E vem mais coisas.
Herculano
02/07/2020 12:02
MEU DIÁLOGO COM UM LEITOR BOLSONARISTA

Ele me passa uma mensagem/meme que encontrou na rede social sobre a decisão do prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, Podemos, de multar quem não usa máscaras em ambientes públicos e fechados, como uma forma forçada de conscientização para o perigo do covid e que satura o sistema de saúde loca diante da abertura que patrocinou para as atividades produtivas, comerciais e de serviços.

É um opção de risco calculada, mas precisa por outro lado, a a conscientização e disciplina da população para esse risco.

O que diz o meme: "a máscara não vai inibir o contágio! Se não tiver higiene, não adianta!! Tem gente usando a máscara uma semana! Fiscalização pros buracos não tem! Agora pra multar as pessoas vai ter!! Esse dinheiro vai para onde sr. prefeito", pergunta ao colar uma imagem da NSC Total do centro de Blumenau.

MINHA RESPOSTA I

Porra. Se ñ.multa reclama. Se multa reclama. É melhor todos ficarem doentes e se morrerem, nem vão poder reclamar mais.

A RESPOSTA DO MEU INTERLOCUTOR I

Uma imagem da morte com o seguinte texto: "Governador melancia tomou todos os cuidados e está com coronavírus. 70% da população mundial vai pegar esse vírus".

PS: os bolsonaristas elegeram Carlos Moisés da Silva, PSL, e agora estão arrependidos e malhando como poucos. Não lhes tiro a razão, apenas registro.

MINHA RESPOSTA II

Governador ñ tomou cuidado porra nenhuma. Ou vc já esqueceu q há duas semanas ele estava numa festa de São João em Gaspar? Fingia na propaganda e marketing de governo,

Se 70% vão pegar, ñ pode ser de uma vez só porque ñ vão ter hospitais, remédios e gente p cuidar.

Se máscara ñ inibe contaminações, p q os médicos e cientistas sempre usaram - há séculos - qdo fazem procedimentos e experiências? Deve ser um tipo de tara ou fantasia erótica

Cada coisa. A terra é plana.

A RESPOSTA DO MEU INTERLOCUTOR II

Máscaras cirúrgicas protegem, essas de pano que tem gente que está usando há 1 mês além de não proteger ainda pode causar maiores danos à saúde. Tem gente que passa mal pois está ingerindo de volta o gás carbônico entre outras toxinas

MINHA RESPOSTA III

Bom, vc é um cientista e pneumologista, eu o respeito e ñ discuto coisas técnicas fora do meu alcance de conhecimento

A RESPOSTA DO MEU INTERLOCUTOR III

de médico e de louco todo mundo tem um pouco kkkkk

ENCERRO

Ficou por isso mesmo. Ainda bem. Estava sem argumento diante de tanta propriedade e conhecimento que humilhava a minha ignorância real sobre isso tudo. Usando máscaras e tendo um cuidado especial, ainda não peguei a tal Covid-19 e espero estar entre os 30% que não vou tê-la. Como sou azarado, vai que a sorte surja exatamente quando não a quero.



Herculano
02/07/2020 08:50
O CICLONE BOMBA É O VENTO CARPITEIRO QUE PROVOCOU O NAUFRÁGIO DE GARIBALDI, por José Antônio Severo, em Os Divergentes.

O ciclone que causou mortes e destruição no sul do País não é novo. As histórias catarinense e gaúcha registram a força desses ventos, como conta o autor

O ciclone bomba que assola o litoral sul, com ventos de mais de 100 km por hora em Santa Catarina e nos Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul, vagalhões de quatro metros nas praias gaúchas e catarinenses, nada mais é do que o velho Carpinteiro da Praia que assombrava navegadores desde o século XVI. Há quase 100 anos, em 15 de julho de 1839, o vendaval afundou parte da esquadra da República Rio-Grandense, comandada por Giuseppe Garibaldi, que se deslocava de Tramandaí (RS) para atacar Laguna (SC) e fundar a República Juliana. Também foi essa tormenta que, em junho de 1861, jogou nas dunas o navio inglês Prince of Wales, que, saqueado, provocou a Questão Christie, uma grave crise internacional entre Brasil e Inglaterra.

O vento era chamado Carpinteiro (hoje rebatizado pela mídia como ciclone bomba) porque, vindo do sudeste, destroçava as embarcações construídas em madeira, mesmo as grandes naus, reduzindo-as a cavacos, espalhando destroços pelas areias - daí o nome de carpinteiro. Hoje, atualizaram o nome, mas ainda é o velho vento sul que, da altura de Florianópolis, inflete para o oceano, poupando as populações litorâneas dali para norte.

Em 15 de julho de 1839, depois de uma peripécia que tem destaque na biografia do "Herói dos Dois Mundos", Garibaldi foi o único sobrevivente do naufrágio da escuna "Farroupilha" nas imediações de Araranguá (SC). Ele chegara ao Oceano Atlântico transportando seus navios por terra, saindo da Lagoa dos Patos (RS) para o arroio Capivari. Dali, cruzando os campos, voltaram a flutuar no rio Tramandaí, enganando a esquadra imperial, que bloqueava a barra de Rio Grande, comandada pelo almirante anglo-brasileiro John Pascoe Greenfeld.

A travessia dos navios "navegando" por terra (cada um tracionado por 100 juntas de bois) está registrado no quadro histórico "Garibaldi liderando a expedição", de Lucílio de Albuquerque, obra épica reproduzida no mundo inteiro pela relevância histórica do italiano.

Os republicanos venceram a batalha, que contou, entre outros, com o corpo de Lanceiros Negros, famosos escravos guerreiros da Guerra dos Farrapos. Também neste episódio, Garibaldi conheceu e se casou com Ana Maria de Jesus Ribeiro, registrada na História Universal como Anita Garibaldi, enterrada em Roma sob um monumento equestre na famosa praça Giancolo, onde foi sepultada a mando do então ditador Benito Mussolini, em 1931, com honras militares. Anita, uma catarinense de etnia paulista (mistura de índio com branco cristão novo), ensinou Garibaldi a montar e, daí por diante, ele se transformou num general de cavalaria, relembrado também em monumentos equestres pelo planeta inteiro. Obra do vento carpinteiro, que, uma vez mais, levanta polvadeira no sul do País.
Miguel José Teixeira
02/07/2020 08:50
Senhores,

"Não se assustem com o juridiquês, a doença infantil do bacharelismo. A técnica jurídica não está na linguagem empolada, mas em conceitos ao alcance dos leigos."

Pela amplitude do texto, cujo link segue abaixo, penso que já está no radar do Titular desse espaço, o Nobre Herculano Domício.

Se ocorrer postagem em duplicidade, absorveremos como se fosse uma dose dupla da Cachaça Moendão. . .

"O que é um jornal a serviço da democracia?

Por Conrado Hübner Mendes, Professor de direito constitucional da USP, é doutor em direito e ciência política e embaixador científico da Fundação Alexander von Humboldt, hoje na Folha de S.Paulo.

"A Folha deixou para nós a tarefa de interpretar o que isso significa."
. . .

Leia mais em:

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/conrado-hubner-mendes/2020/06/o-que-e-um-jornal-a-servico-da-democracia.shtml
Herculano
02/07/2020 08:46
SEGUNDO O DEM, EM GASPAR NÃO EXISTE PROBLEMAS

Depois de expulsar o ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt do partido, só porque ele não o queria lá, o presidente da comissão provisória do DEM gasparense, o suplente de vereador Paulo Filippus, do Belchior, está numa guerra pelas redes sociais com os integrantes nacionais do MBL, movimento do qual foi fundador e era um fanático, incluindo a caminhada a e o famoso acampamento em Brasília.

Há um dia escreveu no twitter:

MBL E SEU ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES

Já são 3, TRÊS PESSOAS ligadas direta ou indiretamente, que me afirmaram que movimento está procurando coisas que "possam me comprometer". Tenho provas em prints e áudios já!

Minha paciência tá acabando, @RenanSantosMBL e
@RubensNunesMBL

RETORNO

Quando Filippus ausente das discussões em Gaspar há pelo menos dois anos, vai cuidar do seu mundo onde as dúvidas são estarrecedoras? Ao que parece ele está terceirizando isso ao outros partidos e lideranças inconformadas com as dúvidas. Acorda, Gaspar!
.
Herculano
02/07/2020 08:39
da série: no Brasil, ser político e gestor público corrupto é uma especialidade em alta nos ambientes públicos com a participação dos fornecedores privados. Não tem jeito.


"SAÍMOS DA VELHA E CORRUPTA ESQUERDA PARA CAIR NUMA SÚCIA"

Conteúdo de O Antagonista. "A Procuradoria-Geral da República, sob o comando de Augusto Aras, já não esconde nem disfarça: está em campanha para liquidar a Lava Jato", diz Carlos Alberto Sardenberg.

"O ataque à Lava Jato é mais incisivo, pois parte de um governo que alardeava ter levado a Lava-Jato para Brasília, dando um superministério a Sergio Moro, para ampliar o combate à corrupção e à velha política.

Moro está fora, a velha política está de volta, o presidente, incapaz de governar, só pensa em se livrar (e os filhos) de um passado suspeito perto das milícias do Rio (...).

Saímos da velha e corrupta esquerda, do capitalismo de amigos, para cair em algo que nem se pode chamar de velha direita. É uma súcia."
Herculano
02/07/2020 08:33
A ACERTADA DECISÃO DO BANCO CENTRAL, Paulo Solmucci Jr.
Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e Diretor da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), no jornal Folha de S. Paulo

Arranjos fechados na indústria de pagamentos custam caro ao varejo, diz executivo

?A notícia recente de que pagamentos poderiam ser feitos pelo WhatsApp gerou bastante burburinho. Era o "zap", o aplicativo em que gastamos boas horas do nosso dia, procurando adentrar no sistema financeiro do país em uma parceria com uma maquininha e alguns bancos. Poucos detalhes da iniciativa vieram a público. Na sequência, o Banco Central suspendeu a empreitada, para uma análise mais minuciosa do que ela representaria à competição e à segurança da indústria, e o Cade permanece com investigações. A decisão é acertada: é preciso avaliar as regras antes para garantir que sejam claras e justas.

O Brasil é o segundo país do mundo com mais usuários do "zap", uma centena de milhões de pessoas. O WhatsApp Pay já começaria grande, ao contrário do que usualmente ocorre. Por isso, o "zap" precisa passar pelo crivo do Banco Central. Embarcar todos esses usuários em uma nova forma de pagamento obviamente pressiona os lojistas a também entrarem na dança. Ora, não é possível se negar a vender para centenas de milhões de pessoas. Sabendo disso, o "zap" poderia se aproveitar, agora ou no futuro, de um enorme poder de mercado. Como é de praxe nessa relação, os lojistas arcariam com as benesses aos usuários: o nível especulado da taxa por transação (por volta de 4%) seria bem mais alta do que as praticadas atualmente.

Lembremos que a indústria de pagamentos no Brasil já foi marcada por várias relações de exclusividade. Estes arranjos fechados representaram um atraso à competição, inibiram preços mais acessíveis e nos afastaram da inovação. Isso custou muito caro ao varejo e não queremos voltar a essa realidade.

O Banco Central vem fazendo um trabalho árduo para aparar estas arestas, estabelecendo novas regras de jogo, para que as diferentes maneiras de pagamento no país sejam "abertas". Ou seja, um varejista não precisa mais ser refém de um banco, de uma maquininha ou qualquer outro para aceitar um tipo de pagamento específico, a chamada "interoperabilidade". Palavra difícil no jargão, mas que se traduz em "todos precisam se comunicar com todos", sem barreiras artificiais.

Este movimento nos permitiu importantes avanços, como a competição e a redução de custos, princípios que as autoridades não abrem mão. A competitividade trouxe inclusão para o varejo: hoje, do botequim ao shopping luxuoso, milhões de lojistas em todo o país conseguem aceitar pagamentos por meios mais seguros e eletrônicos. E conseguimos tudo isso dentro das regras, em um ambiente cada vez mais livre de abusos.

As "bigtechs" têm um histórico de embates antitrustes em vários países - de multas bilionárias por práticas de competição desleal a vazamentos de informação e dúvidas sobre privacidade de dados dos usuários. Estes fatos nos levam a ficar, no mínimo, ressabiados com esse movimento recente. A iniciativa deve vir acompanhada do atendimento a critérios que a regulação determine cabíveis para proteger o varejo de fraudes.

Por exemplo, caso haja um ataque que desvie dinheiro dentro do aplicativo, o "zap" deveria ser o responsável por arcar com o prejuízo. O problema não pode cair na conta do pequeno lojista. Há ainda preocupações com uso indevido de informação e potenciais abusos de poder econômico (de novo, como não aceitar um meio de pagamento utilizável por milhões de compradores?). Esses mesmos critérios impediram que o "zap" avançasse seu projeto em países como Índia, México e França. Acharam que escapariam no Brasil?

A crise atual impõe enormes desafios ao varejo, que tem sido pouco atendido pelas políticas de governo para sua contenção. Precisamos estar atentos a novas formas de vender, buscando entrar no mundo digital. Mas isso precisa ser feito com responsabilidade, não cedendo a saídas aparentemente fáceis. A decisão do Banco Central não procura barrar a inovação. Na verdade, ela passa a mensagem de que qualquer inovação no sistema precisa ser segura e representar um passo além do que conquistamos até aqui, não um retrocesso. Os desafios já são grandes o suficiente para que tenhamos que lidar, sem nenhuma proteção, com um gigante que pode nos sufocar.
Herculano
02/07/2020 08:29
ANP ADIA VENDA DIRETA PARA ATENDER ATRAVESSADORES

O presidente Jair Bolsonaro até comemorou, com um post, a publicação nesta quarta-feira (1º) da resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizando a venda direta de etanol aos postos, sem passar pelas distribuidoras, que têm papel meramente atravessador no mercado de combustíveis. O problema é que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) precisa regulamentar a decisão. Mas, sob suspeita de submissão às ricas distribuidoras: decidiu analisar o tema só em outubro.

RESPOSTA VAGA

Indagada ontem sobre por que adiar a regulamentação da venda direta por 4 meses, a ANP respondeu com um vago "os estudos continuam".

CARTAS MARCADAS

A ANP informou que em janeiro realizou workshop sobre venda direta com "agentes de mercado", e só citou distribuidoras na confraternização.

ALô, MPF; ALô, PF

Essa relação da ANP deveria ser investigada. Desse casamento suspeito nasceu o "cartório" obrigando as usinas a trabalhar para distribuidoras.

DIREITO NEGADO

A Constituição garante a livre concorrência, mas a regra não vale para usinas, obrigadas pela a ANP a entregar todo o etanol às distribuidoras.

ECAD TERÁ QUE EXPLICAR COBRANÇA EXTRA POR 'LIVES'

A manobra do Ecad para faturar em dobro com o sucesso das "lives" na pandemia chamou atenção da Secretaria de Cultura, que vai notificar a entidade a explicar o embasamento legal utilizado para fazer a cobrança, considerada abusiva, bem como os critérios que definem os percentuais cobrados. Como não há lei que defina a classificação das lives, a suspeita é que a entidade tenha avançado além de suas competências.

PóS-CPI

O ofício tem origem no Departamento de Registro, Acompanhamento e Fiscalização, criado após a CPI do Ecad para ficar de olho na entidade.

DINHEIRO NÃO FALTA

O Ecad já fechou gordos acordos com plataformas populares como YouTube, Facebook, Spotify etc e recebe milhões pelo uso das músicas.

ANALOGIA DO LUCRO

A manobra consiste em cobrar, segundo o Ecad, 5% do valor bruto dos patrocínios das lives, como acontece em shows com público pagante.

DELEGACIA PERMANENTE

O ministro Alexandre de Moraes vai manter a "espada de Dâmocles" do inquérito das "fake news" sobre a cabeça de parlamentares, blogueiros e críticos do Supremo etc. Deveria oficializar de uma vez a DP do STF.

ESTABILIZAÇÃO TREPIDANTE

O ministro Dias Toffoli acha que o STF é "elemento estabilizador da ordem política". Não deve ter visto os colegas como Celso de Mello e Alexandre de Moraes se revezando na pancadaria contra Bolsonaro.

DOUTOR EM MALFEITORIAS

Faz sentido o reitor da Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, negar título de doutor ao ex-ministro Carlos Decotelli e o conceder a Lula. Condenado duas vezes, o petista se revelou doutor em corrupção e lavagem de dinheiro. E ainda tem mais sete processos pela frente.

TAREFA PARTIDÁRIA

Quase diariamente, a comissária de Direitos Humanos da ONU em Genebra, Michelle Bachelet, é pautada pela própria assessoria, ligada a ativistas brasileiros, para criticar o governo do Brasil a qualquer pretexto.

DE BARRIGA CHEIA

Apesar das trocas de farpas entre o presidente Bolsonaro e João Doria (PSDB), dos R$45 milhões destinados ao saneamento básico de 20 estados, São Paulo vai receber a metade: R$22,5 milhões.

SECRETÁRIO VOADOR

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, José Henrique Guermann, mostrou-se ontem desinformado sobre ações do próprio governo João Dória contra o covid-19. Disse à Rádio Bandeirantes, por exemplo, que começariam ontem as multas aos sem-máscara. Só que não: é hoje.

BOA PERSPECTIVA

O primeiro semestre terminou e a alta no número de mortes diárias por coronavírus também. Segundo o Worldometer, já são 800 mil curados e as curvas de novas curas e novos casos estão cada vez mais próximas.

AGORA FICOU SÉRIO

O protesto com ameaça de greve geral dos entregadores de aplicativos preocupou, principalmente, os que defendem isolamento, apoiados na comodidade de ter o dinheiro na conta e poder comprar tudo pelo celular.

PENSANDO BEM...

...era mais fácil ir direto ao assunto e prorrogar o inquérito das fake news até 1º de janeiro de 2023.
Herculano
02/07/2020 08:21
MÁSCARA É COISA DE COMUNISTA? por Mariliz Pereira Jorge

Essa liberdade de escolha pelo uso vale para aborto e drogas também?

Há uma profusão de cenas de conservadores americanos metidos em confusão ao se recusarem a usar máscara em locais públicos. Numa reunião em que cidadãos de Palm Beach puderam se manifestar, houve quem dissesse que o direito era o mesmo de não vestir calcinha. Um médico foi "ameaçado" de prisão por crimes contra a humanidade. Não faltaram os argumentos de que é parte de um plano comunista e de que o adereço era contra as leis de Deus. Tudo isso por causa de uma máscara.

Essa mesma politização da Covid-19 está prestes a ter capítulos patéticos no Brasil agora que grandes cidades, como o Rio, entram em nova fase de flexibilização. Já tivemos alguns casos, mas deve piorar.

Posso apostar uma paçoquita que, a exemplo do que acontece nos Estados Unidos, em que grupos que apoiam Trump se recusam a usar máscara, bolsonaristas devem se guiar pela mesma cartilha negacionista em aceno a Jair Bolsonaro, que só adere à proteção raramente e muito contrariado.

A influência que ele tem sobre seus apoiadores não pode ser minimizada, haja vista o estudo que mostra menor taxa de isolamento e maior número de mortes nas cidades em que teve maior votação.

Mas agora é tudo junto e misturado, e a irresponsabilidade de uns pode significar a morte injusta daqueles que seguem as recomendações dos órgãos competentes. Evoluímos (sic) do pobre debate que dividia esquerda e direita em relação ao apoio ao isolamento, ao uso da cloroquina e à volta ao trabalho para um ainda mais raso.

Pela lógica bolsonarista raiz, o uso da máscara deve ser coisa de esquerdista comunista e será motivo de bate-boca e agressões entre os que têm consciência coletiva e aqueles que, em defesa de uma pauta política, apelarão aos direitos individuais numa questão que diz respeito a todos.

Essa liberdade de escolha vale para aborto e drogas também?
Herculano
02/07/2020 08:17
A COLUNA OLHANDO A MARÉ DESTA SEXTA-FEIRA JÁ ESTAVA EDITADA DESDE ONTEM. TÃO ATUAL COMO SER FOSSE FEITA AMANHÃ. ACORDA, GASPAR!
Herculano
02/07/2020 08:16
PERGUNTAR NÃO OFENDE

O governador Carlos Moisés da Silva, PSL, recolhido por causa do Covid-19 que se instalou nele, pegou o coronavírus naquele evento no hotel fazenda em Gaspar ou espalhou a doença no evento? Ai, ai, ai.
Herculano
02/07/2020 08:14
MULTA

Para não fazer de conta, para não fazer propaganda só para ganhar manchetes vazias na mídia que publica press releases e baba ovos de políticos por questões óbvias, o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrand, Podemos, promete para hoje fazer uma legislação capaz de aplicar multas aos que se negam a usar máscaras em recintos fechados e públicos. Simples Assim.

Em Gaspar continua em vigor, o decreto do faz de conta. Acorda, Gaspar!
Herculano
02/07/2020 08:10
da série: Gaspar imita Bolsonaro naquilo que é essencial de uma sociedade, ou seja a educação básica

EDUCAÇÃO À DERIVA, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Tumulto no MEC prova amadorismo de Bolsonaro e testa sua nova conduta

Guardas vigiam o prédio do ministério da Educação durante protesto de estudantes contra os cortes no orçamento da pasta

passagem fugaz de Carlos Decotelli pelo Ministério da Educação revela mais que o tropeço indesculpável, para um intelectual, de fabricar títulos e realizações. Episódio tão canhestro ilustra, sobretudo, a disfuncionalidade do governo que o pôs em marcha.

Na Presidência de Jair Bolsonaro, ministros são nomeados e varridos sem cuidado nem método. Mesmo no caso em tela, quando se notou a preocupação em buscar um nome que indicasse comedimento, o amadorismo predominou.

Falhou miseravelmente o setor de inteligência do governo, que pelo visto não se deu ao trabalho de verificar as credenciais arroladas por Decotelli. Desta vez, ao menos, o Palácio do Planalto agiu rápido e nem mesmo deu posse ao novo e problemático ministro.

Não se trata de súbita valorização de atributos acadêmicos incontestes. Neste recente período de comedimento presidencial, interessa ao Planalto a repercussão do caso.

Se valores como honestidade contassem, não permaneceriam ministros outros falsificadores de currículo, como Ricardo Salles e Damares Alves. Valessem algo a impessoalidade e a eficiência, figuras da extração de Abraham Weintraub e Ernesto Araújo jamais chegariam ao primeiro escalão.

Pouco importa, no tumulto, a relevância relativa da pasta cobiçada. Há largo consenso sobre o papel decisivo da educação para o desenvolvimento do país, mas o MEC se encaminha para o quarto ministro em 18 meses de governo; tamanho descaso rebaixou expectativas ao nadir - será um alívio se não vier outro desequilibrado.

Isso tudo, destaque-se, em meio à pandemia que matou mais de 60 mil brasileiros e fechou escolas por meses a fio, com prejuízo dificilmente recuperável para a formação de dezenas de milhões de crianças e jovens. O que teve, tem ou terá o desgovernado MEC a dizer, nestes meses de paralisia e abandono de estudantes? Nada.

Nem para a Covid-19 Bolsonaro tem algo a propor, a não ser indisciplina sanitária, panaceias duvidosas e prestidigitação de dados. O próprio Ministério da Saúde, que deveria coordenar governadores e prefeitos, foi depreciado e entregue a um interino militar.

A maioria dos nomes em cogitação, a julgar pelo noticiário, dispõe de experiência acadêmica e administrativa no setor educacional. A escolha do presidente será um bom teste de veracidade para seu alistamento nas fileiras da razão.
Herculano
02/07/2020 08:06
da série: exemplo de políticos que deixam suas redes sociais para comunicadores que não tem afinidade que com suas atitudes e ideias.

O presidente da Câmara de Gaspar, Ciro André Quintino, MDB e que já ensaiou sair do partido num jogo para se fortalecer nele onde estava pendurado na porta do ônibus partidário, escreveu ontem nas redes sociais.

"Os deputados aprovaram há pouco a PEC 18/2020, que adia as eleições municipais para o dia 15 de novembro, com segundo turno em 29 de novembro. Foi a solução encontrada para garantir maior proteção à saúde dos eleitores e dos próprios candidatos!

VOLTO A MINHA RESPOSTA À POSTAGEM

Engraçado. Os que estão no poder de plantão em Gaspar e do qual o Cirao da Massa faz parte, lutavam nos bastidores - e ainda estão com esperança - pelo prolongamento dos atuais mandatos.

Agora propagam ideia diferente do que realmente pensam e articulam. Acorda, Gaspar!
Herculano
02/07/2020 08:02
O SIGNIFICADO DO DITADO POPULAR

Do cantor sertanejo, César Menotti, no twitter:

Em isolamento, finalmente descobri o significado da frase: "O que não mata, engorda"
Herculano
02/07/2020 08:00
da série: os conceitos pós-verdade

COMO ENGANAR

De Artur Xexéo, no twitter:

Por que é que deram de chamar mentiras de inconsistências?
Herculano
02/07/2020 07:57
da série: milagres existem, mas são raros. Quem os faz somos de fato, são o ocaso e os fatos.

A VISÃO DE BOLSONARO

Conteúdo de O Antagonista. "Há comentários insistentes em Brasília de que o presidente Bolsonaro, nessa fase de calmaria pós prisão do Queiroz, tiraria do governo outros dois ministros problemáticos, o das Relações Exteriores Ernesto Araújo e o do Meio-Ambiente Ricardo Salles". diz Merval Pereira.

"Seriam medidas saneadoras, para melhorar a imagem do governo, sobretudo externamente. Bom se fosse verdade. Mas não acredito, simplesmente porque os ministros citados, e outros, não fazem o que fazem por que querem, mas porque representam uma visão de mundo que é de Bolsonaro."
Herculano
01/07/2020 14:10
UMA BRIGA BOA, por Helio Beltrão, engenheiro com especialização em finanças e MBA na universidade Columbia, é presidente do instituto Mises Brasil, no jornal Folha de S. Paulo

Na competição entre os gigantes Itaú e XP, ganha mesmo o pequeno investidor

A pandemia não interrompeu a tendência de migração do investidor brasileiro de aplicações de renda fixa para ações. A entrada do investidor pessoa física em Bolsa bateu novo recorde em maio: já são mais de 2,5 milhões de brasileiros com ações em carteira ativa, mais que o dobro de um ano atrás.

O destaque em crescimento são as mulheres, que já são 600 mil com carteira de ações. O potencial é enorme. Nos EUA, mais de metade das famílias tem ações.

Enquanto o brasileiro entrava em Bolsa durante a baixa de março e abril, o investidor estrangeiro saía do Brasil. É um clássico em crises: o brasileiro comprando barato do gringo que foge apavorado.

A diferença é que desta vez os compradores não foram apenas os investidores brasileiros grandes, institucionais, mas também o investidor pessoa física, que em geral tem menos de R$ 10 mil em ações. Tiraram onda: a Bolsa subiu 30% desde março.

Há cinco anos, os quatro maiores bancos eram hegemônicos no apático mercado de investimentos que atende o brasileiro "não qualificado", como pejorativamente a CVM batiza o investidor que tem menos de R$ 1 milhão investidos.

Os bancos vendiam apenas seus próprios produtos, nunca os da concorrência. Em geral, CDBs, fundos da casa com altas taxas de administração, títulos de capitalização (uma aposta em um sorteio) etc.

Com a entrada inovadora da corretora XP, o conceito de plataformas abertas ou "supermercados" de fundos de investimento prosperou, com atraso de 25 anos em relação aos Estados Unidos.

Lá, no início da década de 1990, a Charles Schwab democratizou os investimentos com sua plataforma aberta e de custo baixo OneSource, destronando a poderosa Fidelity Investments e seu modelo fechado. Tal qual o Schwab, a XP vende produtos do mercado todo, inclusive internacionais.

As plataformas se remuneram por "rebates" pagos pelos gestores de fundos. O gestor interessado em participar da plataforma precisa ceder uma parte de suas taxas de administração e de performance, que são pagas por seus investidores, captados por intermédio da plataforma. A negociação entre gestores e plataforma é livre.

Em geral os maiores gestores cedem percentuais menores que os demais, em torno de 20% das taxas, ante 35% dos menores. A plataforma, por sua vez, repassa um percentual substancial do rebate recebido do fundo ao agente autônomo que trouxer o investidor.

A XP em geral repassa aos seus agentes autônomos percentual maior no caso de produtos que deseja incentivar. Funciona de forma semelhante às comissões variadas por produto que um banco paga a seus gerentes, a tal "meta do mês". A plataforma, no entanto, não possui agências, e os gerentes são terceirizados.

A guerra dos coletes entre a XP e seu sócio e competidor Itaú, que detém 46% do capital da XP (cerca de 30% do capital votante), é excelente para o investidor, pois descortina os conflitos de interesse e a falta de transparência.

O agente autônomo tem incentivo em sugerir ao investidor produtos que oferecem maior comissão, em potencial conflito com o interesse do investidor que busca o melhor retorno. É em geral o caso dos COEs, caixas-pretas com pouca transparência quanto aos preços dos derivativos incluídos.

Já o Itaú Personnalité alega possuir um modelo com menos conflitos de interesse, ao remunerar o gerente por volume de captações, sem diferenciar comissões por produto. Mas, no varejo, cobra altas taxas de administração nos fundos conservadores de renda fixa e nos fundos de um ativo só, como ações da Vale e Petrobras, que o investidor pode comprar diretamente na Bolsa.

Nessa competição entre gigantes, ganha mesmo o pequeno investidor.
Herculano
01/07/2020 13:39
MOISÉS COM COVID

O governador Carlos Moisés da Silva, PSL, anunciou de viva voz que está com a Covid-19.

Foi ele quem deu um péssimo exemplo aos catarinenses dias atrás, e em Gaspar.

Por causado do diagnóstico feito ontem, o roteiro que tinha pelo interior do estado foi cancelado. Inclusive hoje a tarde, na Furb, em Blumenau.

Lá estava também marcado um encontro reservado com o pré-candidato do PSL a prefeito em Gaspar, Sérgio Luiz Batista de Almeida.
Herculano
01/07/2020 13:35
RECORDE DA COVID

Rumo aos 100 mil mortos, chegamos hoje aos 60 mil. Era apenas uma gripezinha.

Agora, um reparo. Parte desses números de mortes é resultado da nossa falta de consciência.

É uma doença grave, contagiosa. Mas, muitas pessoas se acham imunes. Pior do que isso, expõe à doença e a morte os outros.

É muito comum, e não vou sair de Gaspar e Ilhota, gente em ambientes públicos sem máscara e aglomeradas. E tente pedir para mudar o hábito. Você é mal visto, mal tratado e debochado. Então, resta esperar que elas próprias não sejam as vítimas para então tomarem consciência do mal que fazem contra os que estão desempregados, falidos e doentes
Miguel José Teixeira
01/07/2020 12:03
Senhores,

"La Mano de Diós" age novamente:

Reitor argentino deu título de "doutor" a Lula um mês antes de desmentir Decotelli

- Franco Bartolacci fez cerimônia virtual para homenagear petista condenado por corrupção e lavagem de dinheiro" (CH)

Perfeito! "Los hermanos quieren calamar (lula) en el ministerio de educación"

Levem-no! E não aceitaremos troca nem devolução!
Miguel José Teixeira
01/07/2020 10:46
Senhores,

Prazo de validade

O Ministério da Educação caminha rumo ao quarto nome para comandar a pasta no período de um ano e meio de gestão.

Portanto, um estafeta à cada 6 (seis) meses.

Assim, cumpre ao ministério da çaúde advertir:

estafetas no MEC tem prazo de validade: 1(um)semestre. . .
Herculano
01/07/2020 09:58
PELO DESESPERO COMO REMOE O BAÚ DE FOTOS E AS EXPõE NAS REDES SOCIAIS, OS QUE SUSTENTAM O PODER DE PLANTÃO E A REELEIÇÃO EM GASPAR JÁ TEM O PL, BEM COMO O ENGENHEIRO, PROFESSOR E EX-VEREADOR RODRIGO BOEING ALTHOFF, COMO O ADVERSÁRIO A SER COOPTADO, ABATIDO OU COMBATITO.

QUEM DIRIA QUE A PODEROSA MÁQUINA DE FAZER VOTOS MONTADA EM TRÊS E ANO E MEIO NA PREFEITURA DE GASPAR VIESSE SENTIR MEDO, NESTA ALTURA DO CAMPEONATO, DE ALGUÉM QUE ATÉ ONTEM ERA IMPROVÁVEL CANDIDATO E ESTÁ NUM PARTIDO SEM TANTA RELEVÂNCIA NO CENÁRIO POLÍTICO GASPARENSE. ACORDA, GASPAR!
Herculano
01/07/2020 09:52
da série: eu também - como quase todos - quero ser julgado pelo juiz que conviveu comigo na minha infância, que frequenta a minha loja maçônica, o meu Rotary, o meu Lions, o meu verão na praia, o meu clube, as minhas viagens....O Brasil definitivamente não é para amadores, mas para os que estão entrelaçados entre eles, não importam o que façam por conveniências e o que diz a lei, a ética e a moral.

PLANTALTO QUER QUE DECISÃO SOBRE DEPOIMENTO DE BOLSONARO FIQUE COM TOFFOLI

Conteúdo do Correio Braziliense. Texto de Jorge Vasconcellos. Bolsonaro prefere apresentar um depoimento escrito e reivindica o mesmo direito concedido pelo ministro Luís Roberto Barroso a Michel Temer, no inquérito em que o emedebista era investigado por supostas irregularidades no chamado decreto dos portos

Ministro pode decidir se Bolsonaro depõe por escrito ou presencialmente

O Supremo Tribunal Federal (STF) entra de recesso amanhã, em meio a incertezas sobre qual ministro decidirá sobre o depoimento do presidente Jair Bolsonaro, no inquérito em que ele é investigado por suposta interferência política na Polícia Federal. O ministro Celso de Mello, relator da investigação, aguarda apenas a manifestação do procurador-geral da República, Augusto Aras, para autorizar o depoimento. A torcida no Planalto, porém, é para que a suspensão dos trabalhos chegue antes da manifestação da PGR, pois, assim, a decisão caberia ao presidente do STF, Dias Toffoli - que assumirá os casos mais urgentes durante o recesso, que vai até 31 de julho.

Bolsonaro prefere apresentar um depoimento escrito e reivindica o mesmo direito concedido pelo ministro Luís Roberto Barroso a Michel Temer, no inquérito em que o emedebista era investigado por supostas irregularidades no chamado decreto dos portos. Em 2017, o ex-presidente rejeitou o depoimento presencial e acabou sendo autorizado a prestar os esclarecimentos por escrito.

Para Celso de Mello, Bolsonaro só poderia depor da maneira que deseja se fosse testemunha, mas, segundo ele, na condição de investigado, precisaria prestar esclarecimentos presencial. Na avaliação do Planalto, Toffoli seria mais receptivo ao desejo do presidente da República do que o decano do tribunal.

Em julho do ano passado, foi de Toffoli a decisão que suspendeu o andamento do inquérito do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre o suposto esquema de "rachadinha" no gabinete que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) ocupava na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) quando era deputado estadual. A medida, derrubada depois pelo plenário do STF, paralisou todas as investigações que estivessem utilizando, sem autorização judicial, dados da Receita Federal e do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf, hoje Unidade de Inteligência Financeira/UIF).

O inquérito em que Bolsonaro vai depor foi aberto pelo STF a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, com base na acusação do ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que o presidente tentou interferir na PF para ter acesso a investigações e a relatórios de inteligência da corporação.

A PF manifestou a necessidade de ouvir Bolsonaro no último dia 19, por meio de um ofício encaminhado ao ministro Celso de Mello pela delegada Christiane Correa Machado. Na última sexta-feira, o ministro enviou a Aras um pedido de parecer sobre um eventual depoimento do presidente. Independentemente da resposta do procurador-geral, a decisão sobre o formato do depoimento caberá ao STF.

O criminalista Andrew Fernandes explicou que o presidente, da mesma forma que qualquer outro cidadão investigado, é obrigado a comparecer ao depoimento ou a responder à intimação por escrito. Porém, como observou, não é obrigado a prestar os esclarecimentos solicitados.

"Todo e qualquer cidadão possui o direito à não autoincriminação. Ressalte-se que tal possibilidade vai além do direito ao silêncio, abrangendo também o direito de não ser constrangido a confessar a prática de um crime ou dizer a verdade", explicou o advogado.
Herculano
01/07/2020 09:42
da série: quando se estica a corda, cria-se no imaginário certas verdades que se voltam contra o criador. E não se conserta mais.

REPROVAÇÃO DE BOLSONARO NA CRISE É ALTA MESMO ENTRE OS QUE RECEBEM AUXÍLIO

49% dos que já obtiveram benefício consideram ruim ou péssimo papel do presidente na pandemia
Conteúdo de O Antagonista. Texto de Thiago Resende, da sucursal de Brasília. A reprovação do desempenho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na crise do novo coronavírus é elevada mesmo entre os brasileiros que recebem o auxílio emergencial, de acordo com pesquisa Datafolha.

A atuação de Bolsonaro é rejeitada por quase metade dos entrevistados, independentemente de terem recebido o benefício ou nem terem solicitado o pagamento.

De acordo com os dados do Datafolha, entre os que pediram e já receberam pelo menos uma parcela do auxílio financeiro, 49% consideram o trabalho do presidente na crise da Covid-19 ruim ou péssimo.

Para a população que não fez o pedido do benefício, a atuação é considerada ruim ou péssima por 51%. No grupo que recebeu o auxílio, 26% avaliam o desempenho como ótimo ou bom, e 24%, como regular.

Cenário similar foi verificado entre os que nem sequer pediram o benefício: 27% classificaram como ótimo ou bom, e 22%, como regular.

O auxílio emergencial, que começou a ser pago em abril, foi criado para atenuar a perda de renda de trabalhadores informais, MEIs (microempreendedores individuais), autônomos e desempregados afetados pelas medidas de isolamento social adotadas para tentar conter a transmissão do novo coronavírus.

Inicialmente, o governo propôs um valor de R$ 200 por parcela (três, no total).

Diante de articulação no Congresso para elevar o pagamento, Bolsonaro, então, decidiu que a ajuda seria de R$ 600 mensais, podendo chegar a R$ 1.200 para mãe chefe de família. O benefício foi definido em três parcelas.

Elaborado às pressas pelas áreas econômica e social do governo, o programa estimulou o debate para ampliação das ações de transferência de renda no país, reformulando o Bolsa Família e atendendo também a trabalhadores informais.

Com o avanço da pandemia no Brasil, o governo anunciou nesta terça-feira (30) a prorrogação do auxílio emergencial por mais dois meses, mantendo o valor de R$ 600 mensais.

Até o balanço mais recente divulgado pela Caixa, na sexta-feira (26), 64,1 milhões de brasileiros já haviam recebido o auxílio emergencial.

O Datafolha ouviu 2.016 pessoas por telefone na terça (23) e na quarta (24), às vésperas do início do pagamento da terceira parcela do benefício. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A maioria do grupo que já recebeu pelo menos uma parcela do auxílio (61%) considera que Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda no combate ao coronavírus. Essa também foi a avaliação de 61% dos entrevistados que não pediram a ajuda financeira.

Há novamente uma grande proximidade na proporção daqueles que acham que o presidente mais ajuda do que atrapalha na luta contra a Covid-19. Essa foi a opinião de 33% entre os que receberam o benefício emergencial e de 34% entre os que não pediram o pagamento.

Com ou sem acesso ao benefício, a avaliação medida pelo Datafolha sobre a atuação do Ministério da Economia também se assemelha.

Dos que receberam o auxílio ao menos uma vez, 32% disseram que a operação da pasta comandada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) durante a pandemia é ótima ou boa. No grupo que não pediu o dinheiro, essa foi a resposta de 34%.

O trabalho do Ministério da Economia foi considerado ruim ou péssimo por 25% daqueles beneficiados pelo programa emergencial. Entre os que não tentaram acessar o auxílio, o índice foi de 26%.

Até sexta-feira, foram liberados e pagos pela Caixa R$ 90,8 bilhões. A expectativa é que, nas três primeiras parcelas, o total desembolsado pelo governo seja de aproximadamente R$ 151,5 bilhões.

Em meio à discussão sobre a prorrogação do auxílio emergencial, a equipe econômica chegou a defender mais duas parcelas do benefício, no valor de R$ 300 cada uma.

O próprio Jair Bolsonaro chegou a dizer que vetaria qualquer proposta para aumentar o repasse. Depois, no entanto, o governo cedeu.

A cobertura do auxílio emergencial atende majoritariamente à população mais pobre. De acordo com a pesquisa do Datafolha, 80% dos que dizem ter recebido ao menos uma parcela têm renda familiar de até dois salários mínimos (R$ 2.090).

O benefício é pago principalmente à fatia da população mais vulnerável e com renda mais instável.

Por exemplo: 24% não têm trabalho fixo (fazem bico e serviços esporádicos); 17% são desempregados; 17% são donas de casa; e 15% são autônomos.

Em relação à distribuição do benefício no território nacional, o programa segue a linha da divisão da população no país.

A maioria (61%) que teve acesso ao auxílio mora no interior. Além disso, 40% dos que receberam o recurso moram na região Sudeste, e 33%, no Nordeste.
Herculano
01/07/2020 09:34
ARGENTINO QUE 'DETONOU' DECOTELLI HOMENAGEOU LULA, por Cláudio Humberto, na coluna publicou hoje nos jornais brasileiros

Em 21 de maio, um mês antes de o ex-ministro da Educação Carlos Decotelli ter sido desmoralizado com sua afirmação de que ele não concluiu curso de doutorado na instituição, o reitor da Universidade Nacional de Rosário (Argentina), Franco Bartolacci, fez uma "cerimônia virtual" para conceder um "título honoris causa" ao ex-presidente Lula, petista condenado duas vezes por corrupção e lavagem de dinheiro. E ainda avisou: assim que puder, fará cerimônia presencial com seu ídolo.

PASSA UM BOI...

A inundação de "inconsistências" no currículo de Decotelli começou com a Universidade de Rosário. Depois passou uma boiada.

É DEMAIS

Além do doutorado, Decotelli também não realizou um pós-doutorado na Alemanha e é acusado de plágio na dissertação de mestrado.

NO MÍNIMO, IRôNICO

A cerimônia virtual da universidade argentina homenageou o trabalho de Lula na educação e batalha contra o analfabetismo.

É 'COLABORADOR'

Decotelli também disse que tem vínculo com a FGV, onde leciona há 40 anos, mas que a universidade nega. Ele atribui sua demissão a isso.

BOLSONARO EXAMINA OPÇõES PARA SUBSTITUIR DECOTELLI

O presidente Jair Bolsonaro adora fazer escolhas que ninguém previu, como no caso de Carlos Decotelli, e pode surpreender mais uma vez, mas ao menos três nomes são fortes para virar o quarto ministro da Educação do seu governo. Na "pole" estão Ilona Becskeházy, atual secretária de Educação Básica do MEC, e o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, uma opção que voltou a ser considerada.

DO ITA PARA O MEC

Uma terceira opção para o MEC seria Anderson Lopes, presidente do conceituado Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

PROMESSA RESGATÁVEL

A nomeação de Ilona Becskeházy permitiria ao presidente recuperar sua principal promessa para o MEC: dar prioridade a educação básica.

OPÇÃO EVANGÉLICA

Entre os "ministeriáveis" surgiu o nome de Gilberto Gonçalves Garcia, reitor da PUC-GO. É ligado Onyx Lorenzoni e terrivelmente evangélico.

CONTAGEM REGRESSIVA

A partir desta quarta-feira (1º), restam apenas quatro meses ao ministro Celso de Mello no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele completará 75 anos em 1º de novembro, idade-limite. E se aposenta automaticamente.

NÃO TEM JEITO

Nota do general Augusto Heleno, endereçada "aos desinformados", explicou que Abin verifica o CPF e pendências na Justiça dos indicados a cargos, e que cada ministro cuida do próprio currículo. Pouco adiantou: os desinformados o acusaram de tentar "tirar o corpo" do caso Decotelli.

MENTIU, DANÇOU

Diretor da Page Personnel, empresa global de recrutamento, Lucas Oggiam adverte que "mentir no currículo é a pior escolha que um profissional pode fazer em sua carreira. Não há nada pior do que esse tipo de atitude". O ex-ministro Carlos Decotelli que o diga.

METAMORFOSE AMBULANTE

O vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (Rep-SP), mudou de ideia e agora apoia o adiamento da eleição deste ano. É candidato declarado à sucesso de Rodrigo Maia, na Câmara. Resta saber se mudará de ideia.

PODER DA IMPRENSA

Romero Jucá ficou 12 dias à frente do Ministério do Planejamento, no caso em que foi gravado tentando "estancar a sangria" da Lava Jato. Já Decotelli, que mentiu sobre o próprio currículo, ficou 6 dias no MEC.

NADA DE STF

Está no 1º Juizado Especial Criminal de Brasília a queixa-crime de Ibaneis Rocha contra o homem que fez ameaças em vídeo contra o governador do DF, após o desmonte de acampamentos dos grupos políticos 'QG Rural' e '300 do Brasil' na Esplanada dos Ministérios.

PERDEU O BONDE

Apostando na polêmica de Abraham Weintraub, já resolvida, o deputado José Nelto (Pode-GO) quer restringir acesso ao passaporte diplomático. Talvez não saiba que o documento não garante tratamento diferenciado.

TOMOU GOSTO

Como o ex-presidente Lula, que meteu na cadeia, o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro continua fazendo palestras e participando de seminários, como do Instituto Não Aceito Corrupção, nesta quarta (1º).

PENSANDO BEM...

...na terra das fake news o limite é claro: currículo de ministro.
Herculano
01/07/2020 09:26
PARA MONTAR NOVA BASE SOCIAL, BOLSONARO ABANDONA NEGACIONISMO DA POBREZA, por Brucno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

População de baixa renda passa de 32% para 52% dos apoiadores do governo, segundo Datafolha

Jair Bolsonaro chegou ao poder como um negacionista da pobreza. Crítico contumaz de programas de transferência de renda, ele disse no ano passado que a fome no Brasil era "uma grande mentira" e que o papel do governo era facilitar a vida "de quem quer produzir".

Sob risco, o presidente se converteu. Nesta terça (30), o governo anunciou o pagamento do auxílio emergencial do coronavírus por mais dois meses. A prorrogação poderia ser um ato burocrático, mas Bolsonaro organizou uma cerimônia no Planalto e chamou o programa de "o maior projeto social do mundo".


O presidente adiou o fim do benefício por uma questão de sobrevivência. As novas parcelas e o plano de reformulação do Bolsa Família se tornaram decisivos para a permanência de Bolsonaro no cargo e para sua aposta na reeleição em 2022.

A pandemia marcou uma mudança na composição da base do presidente. Em 2019, os mais pobres correspondiam a 32% do grupo que considerava o governo ótimo ou bom, de acordo com o Datafolha. Desde então, o presidente manteve a popularidade estável, mas o segmento de baixa renda passou a representar 52% de seus apoiadores.

A atuação desastrosa de Bolsonaro na pandemia afastou segmentos mais ricos, mas levou para seu campo eleitores que estão na base da pirâmide social. O fim do pagamento do auxílio representaria um risco de erosão num nicho agora majoritário.

O cálculo político é claro. No início da pandemia, o governo propôs apenas três parcelas de R$ 200 aos mais pobres para amenizar a crise. Só triplicou o valor após pressão do Congresso. Quando o programa chegava ao fim, o ministro da Economia afirmou que a prorrogação era arriscada porque "aí ninguém trabalha".

Bolsonaro tenta consolidar apoio em novos grupos, mas ainda poderá buscar a retomada de territórios perdidos. "Ele tem chance de recuperar apoio nos segmentos mais abastados se mantiver a postura atual, menos explosiva", avalia Mauro Paulino, diretor do Datafolha.
Herculano
01/07/2020 09:20
FILHUXOS, ENCOLHI AS AMEAÇAS! por Carlos Brickmann

Talvez sejam os problemas judiciais, talvez a prisão de alguns dos devotos mais radicais, talvez a apreensão de arquivos virtuais - mas, seja qual for o motivo, o presidente Bolsonaro está em nova fase: a de Mito Paz e Amor. O novo ministro da Educação que escolheu pode ser bom ou ruim, mas é uma pessoa normal, que jamais chamaria a mãe de um crítico de "égua sarnenta". Ministros seus fizeram gestos de paz a Supremo e Congresso, e - surpresa! - Bolsonaro até se mostrou solidário com os 50 mil mortos do coronavírus, e pediu ao presidente da Embratur, Gilson Machado, que tocasse na sanfona a belíssima Ave Maria, de Gounod. Está bem, Machado está longe de ser um Dominguinhos, não tem a voz de um Caruso, mas valeu pela homenagem.

Com Bolsonaro nunca se sabe, mas aparentemente optou pela suspensão das ameaças. Aproximou-se do Centrão, que prefere um ótimo acordo a uma boa briga, mantém-se mais afastado dos devotos do cercadinho, onde costumava fazer declarações explosivas. E, vários dias depois da prisão de Fabrício Queiroz, nada comentou ?" nem sobre o preso, nem sobre Frederick Wassef, ao mesmo tempo advogado de Flávio Bolsonaro, de Queiroz e do próprio Bolsonaro. Carluxo, o mais belicoso dos filhos, retornou às atividades na Câmara Municipal do Rio, longe do Planalto.

Os devotos continuam ferozes, pedindo briga, mas, sem apoio presidencial, até quando?

CONCILIAÇÃO

Os novos ministros são mais conciliadores que os anteriores. Fábio Farias, das Comunicações, tem ótimo relacionamento no Congresso. Carlos Alberto Decotelli, da Educação, deixou boa impressão no meio político, dos tempos em que esteve na presidência do FNDE, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação ?" embora ainda não tenha explicado quem foi o responsável por uma concorrência que o Tribunal de Contas anulou, na qual seriam comprados vários computadores para cada aluno.

E, além de ter deixado boa impressão, tem outras vantagens: não é Weintraub nem olavista.

UM BOM MOMENTO

A corda foi muito esticada, mas talvez ainda seja possível o retorno - se os filhos colaborarem, se o próprio presidente se contiver, se os inquéritos e ações judiciais não puserem seu mandato em risco. E há alguns pontos, neste momento, em favor de Bolsonaro: embora a pesquisa Datafolha indique que ampla maioria acha que ele sabia onde Queiroz estava, isso não abalou sua popularidade. Houve uma ligeira queda, de um ponto percentual, dentro da margem de erro. E, por esses dias, o presidente inaugurou o primeiro reservatório no Ceará que recebe água da transposição do rio São Francisco ?" obra que se arrastava desde D. Pedro 2º. Justo no Ceará, comandado pela família do adversário Ciro Gomes. Isso deve elevar seu índice nas pesquisas.

UMA VITóRIA

O senador Flávio Bolsonaro ganhou no Tribunal de Justiça do Rio e terá direito a foro privilegiado, por ser deputado estadual na época do episódio das rachadinhas. A decisão permite que o julgamento ocorra em segunda instância, pulando a etapa do juiz único. Talvez essa vitória, que o afasta do juiz Flávio Itabaiana, leve também à anulação da prisão preventiva, ordenada pelo juiz, no mesmo processo, de Fabrício Queiroz. Mas a questão deve ser observada com cautela: o Supremo já decidiu várias vezes que, ao deixar o cargo que lhe dá direito ao foro especial, o cidadão passa a ser julgado em primeira instância (o que acontece, por exemplo, com o ex-presidente Michel Temer). Há uma diferença entre ambos: Temer não mais ocupa cargo público e Flávio passou de deputado estadual a senador, sendo que senador também tem foro especial. Mas o foro vale para problemas ocorridos em função do mandato. O caso de Flávio ocorreu em outro mandato. Que dirá o STF?

A MARCHA DA GRIPIZINHA

Em Brasília, no dia 25 de maio, com tudo fechado, houve 6.930 casos de Covid, com 114 mortes. No dia 26 houve o afrouxamento das restrições, com abertura do comércio. Um mês depois, 24 de junho, houve 37.254 casos, com 495 mortes. As associações de comerciantes haviam prometido erguer um hospital de campanha com 300 leitos de UTI, o impacto previsível. O impacto foi pouco maior, porém os lojistas não cumpriram a promessa. No dia 25 de junho, havia 95 pessoas esperando lugar na UTI. Mas o problema não é apenas de promessas descumpridas: Israel, que havia levantado boa parte das restrições, fechou-se de novo; Portugal também; e, nos EUA, o número de casos e de mortes bateu recordes neste fim de semana.

O GRANDE REINÍCIO

Se a questão do emprego é difícil para todos, imagine quem tem mais de 50 anos e já era discriminado antes da pandemia. Pois é: um grande evento de trabalho e reinvenção profissional para os maiores de 50 anos vai-se realizar de 6 a 9 de julho. São mais de 50 palestras ao vivo pelo Instagram, na Kaleydos.

Endereço https://bit.ly/MaturiFest2020. Tudo de graça.
Herculano
01/07/2020 08:53
DELCARE VITóRIA E BATA EM RETIRADA, por Alexandre Schwartsman, economista, ex-diretor do Banco Central, no Infomoney

O BC anunciou que a Selic já está em níveis compatíveis com o impacto da pandemia, cabendo no máximo nova redução "residual". Todavia, as projeções de inflação para 2021 permanecem abaixo da meta; nesse caso, a recusa em ajustar a taxa de juros pode afastar a inflação ainda mais da meta.

"Declare vitória e bata em retirada" poderia ser o título da última ata do Copom. O BC pode perder uma oportunidade como esta; eu jamais.

Naquele documento "o Comitê considera que a magnitude do estímulo monetário já implementado parece compatível com os impactos da pandemia" e "antevê que um eventual ajuste futuro no grau de estímulo monetário será residual".

Traduzindo, a Selic de 2,25% ao ano parece apropriada e, se houver alguma redução adicional, será modesta, provavelmente para 2,00% ao ano. Não por outro motivo, aliás, a mediana das projeções dos analistas para a taxa básica de juros no fim do ano se reduziu precisamente de 2,25% para 2,00% ao ano.

Ao mesmo tempo, porém, as projeções do BC para a inflação em 2021 permanecem bem abaixo da meta, conforme explicitado tanto pela Ata, quanto pelo Relatório Trimestral de Inflação. No cenário a que o BC tem dado mais peso, já presumindo a redução da Selic para 2,25%, enquanto o dólar é suposto fixo a R$ 4,95, a inflação no ano que vem chegaria a 3,2%, mais de meio ponto percentual inferior à meta de 3,75% determinada pelo Conselho Monetário Nacional.

Já no cenário pressupondo que, além da taxa de câmbio, também a Selic se manteria inalterada em 3,00% ao ano (o nível vigente antes da última redução), a inflação em 2021 ficaria ainda mais baixa, 3,0%. De acordo, portanto, com o próprio modelo do BC, uma redução de 0,75 ponto percentual (de 3,00% para 2,25%) da Selic implica inflação 0,2% mais elevada (de 3,0% para 3,2%) em 2021; em outras palavras, 1 ponto percentual a menos na Selic, "puxa" a inflação 0,27 ponto percentual para cima num horizonte de 18 meses.

Uma leitura "mecânica" deste coeficiente, usada aqui mais como ilustração do que decisão de política, sugere, pois, que ?" para levar a inflação em 2021 para as cercanias da meta ?" a Selic teria que ser reduzida em 2 pontos percentuais, para 0,5% ao ano.

Não acho que seja para isto tudo, pelo menos não agora. O BC, por exemplo, reconhece fatores de risco inflacionário acima e abaixo de suas projeções, isto é, elementos que não são passíveis de incorporação nos modelos estatísticos, mas que devem ser levados em conta no que diz respeito à decisão de política monetária. De fato, na Ata o BC nota que os fatores de risco para cima, ligados ao desempenho das contas públicas, lhe parecem mais graves que aqueles para baixo, associados à queda além da esperada da atividade econômica.

Vale dizer, o risco ?" na visão do BC ?" de a inflação ficar acima de sua projeção e, portanto, mais próxima à meta no ano que vem, seria maior que o risco de inflação inferior à sua previsão no mesmo horizonte. Logo, segue o raciocínio, não é possível se comprometer com uma queda expressiva da taxa de juros.

Até aí, não tenho grandes discordâncias: minha avaliação de risco é mais simétrica que o do BC, mas isso se deve a questões de julgamento que não são passíveis de comparação a priori.

O problema que vejo, contudo, não é esse e sim a questão do "juro efetivo mínimo" a que o BC parece ter se aferrado. A última Ata inova em relação à anterior ao detalhar o que o Comitê parece entender ser o tal limite mínimo, entendido como "o nível a partir do qual reduções adicionais na taxa de juros poderiam ser acompanhadas de instabilidade no preço de ativos [até aí igual à Ata anterior] e potencialmente comprometer o desempenho de alguns mercados e setores [grifo meu]".

Como discuti em coluna recente, isso refletiria a preocupação do BC com o impacto de juros mais baixos sobre o dólar (conhecido no mundo das Atas como "preço de ativos") e assim sobre o balanço das empresas com dívidas em moeda estrangeira. Concretamente, segundo esta visão, o dólar mais caro afetaria negativamente tais empresas, que reduziriam emprego e investimento, afastando ainda mais a inflação da meta.

Não vou repetir os motivos pelos quais julgo que tal problema inexiste (interessados podem checar aqui), mas sim examinar o que pode ocorrer quando o BC não reage a desvios da inflação projetada com relação à meta, em particular quando o desvio ocorre para baixo.

Sabe-se há tempos, principalmente pelo trabalho de John Taylor, que um banco central precisa reagir mais que proporcionalmente em termos de taxa de juros a desvios da inflação com relação à meta se quiser estabilizá-la ao redor dela. Assim, se a inflação prevista se desvia, por exemplo, um ponto percentual para cima, a taxa de juros deve subir mais que um ponto percentual e vice-versa.

A intuição é clara: no exemplo acima, a elevação da taxa de juros em mais de um ponto percentual se traduz numa taxa real de juros (isto é, deduzida a inflação esperada) mais alta, que desacelera a economia e reduz a inflação. No caso oposto, a taxa real de juros cai, dando um incentivo adicional à atividade e, portanto, à inflação.

Caso, porém, o banco central não siga este princípio (conhecido exatamente como "Princípio de Taylor"), o mecanismo acima descrito não funcionaria.

Em particular, a manutenção da taxa nominal de juros no contexto de queda da inflação projetada implica elevação da taxa real de juros, que deprime ainda mais a atividade e leva à queda adicional da inflação. Assim, ao invés de funcionar como um termostato, estabilizando a inflação, a política monetária realimentaria o desvio da inflação para baixo, aumentando o problema inicial.

Neste sentido é no mínimo prematura a declaração do BC sobre a adequação da política monetária aos impactos da Covid, bem como sua promessa de parar o processo de redução da taxa de juros em 2,00% (ou 2,25%). A adoção de um "limite efetivo mínimo" para a taxa de juros ainda em terreno positivo é uma ameaça à estabilidade do processo inflacionário; no sentido oposto ao que normalmente tememos, mas não uma ameaça menor por tal motivo.

O BC pode até declarar vitória, mas não está na hora de bater em retirada.
Herculano
01/07/2020 08:42
BOM DIA

HOJE É DIA DE REFLETIR E DE SE RECUPERAR. O PRIMEIRO NÃO É UMA PRÁTICA CATARINENSE. A SEGUNDA, É UMA MARCA DOS QUE PIONEIRAMENTE VIERAM PARA ESTE ESTADO E NOS DEIXARAM COMO LEGADOS. MAS, CUSTA MUITO SACRIFÍCIO DOS ELEITORES E DINHEIRO DAS PESSOAS - PORQUE NESTA HORA OS GOVERNOS DIZEM QUE ESTÃO COM O CAIXA VAZIO.

CATÁSTROFES SEVERAS AMBIENTAIS JÁ SÃO PARTE DA NOSSA VIDA E A RECUPERAÇÃO TAMBÉM.

É PRECISO INCLUIR NAS NOSSAS AÇõES CONSTRUTIVAS ESSAS PREVENÇõES E PROTEÇõES.

QUANDO EU VEJO EM GASPAR E ILHOTA, POLÍTICOS À CAÇA DE VOTINHOS LIBERANDO ÁREAS DE RISCOS, POR LEIS E JEITINHOS FORA DELA, PARA POBRES E VULNERÁVEIS, EU OS ENXERGO COMO CRIMINOSOS.

E O MINISTÉRIO PÚBLICO PROVIDENCIAL E PREVENTIVAMENTE QUIETO. PIOR DO QUE ISSO, NÃO HÁ MAIS AUTORIDADES AMBIENTAIS NA NOSSA REGIÃO QUE SE PREOCUPAM COM ISSO

AS TEMPESTADES DE ONTEM, QUE COM A MUDANÇA CLIMÁTICA MUNDIAL, TENDEM A SER REPETITIVAS, SÃO AVISOS CLAROS DE QUE AO GESTOR PÚBLICO E AO POLÍTICO DEVEM INDUZIR A SOCIEDADE A SEREM MAIS PROTETIVAS, POIS ESTE GESTO NÃO Só SALVAM VIDAS, PRODUÇÃO E PATRIMôNIOS PARTICULARES, COMO DIMINUEM OS CUSTOS DA MÁQUINA PÚBLICA OBRIGADA AO REPARO DOS ESTRAGOS.

ESPERO QUE OS ANALFABETOS, INGORANTES, DESINFORMADOS E INGÊNUOS MANIPULADOS E ENVOLVIDOS PELAS LÁBIAS DAS LAIAS DE POLÍTICOS E GESTORES PÚBLICOS ESPERTOS QUE QUEREM SE PERPETUAR NO PODER, TENHAM ENTENDIDO MAIS ESTE RECADO DA NATUREZA. ACORDA, GASPAR!
Herculano
01/07/2020 08:27
PRESIDENTE BOLSONARO AVACALHA A DIREITA, por Elio Gaspari, no jornais o Globo e Folha de S. Paulo

Essa paçoca não é conservadora nem sequer atrasada, é chumbrega e inepta

Em menos de dois anos o governo de Jair Bolsonaro avacalhou a direita e foi além, avacalhando até o atraso.

Com três ministros da Educação decapitados, cinco secretários de Cultura, "gripezinha" e piromania florestal, a charanga do capitão bateu no vexame do "doutor" Carlos Decotelli.

Um secretário da Cultura papagueando o nazista Joseph Goebbels e um ministro da Educação com currículo bombado desonram até o atraso. Não só pela apropriação dos títulos acadêmicos. Decotelli presidiu o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação no governo do capitão e na sua gestão construiu-se um edital viciado para a compra de 1,3 milhão de computadores, laptops e notebooks para a rede pública de ensino.

A Controladoria-Geral da União impediu a consumação da maracutaia, mas ninguém explicou quem armou o golpe. Tratava-se de uma despesa de R$ 3 bilhões.

A direita brasileira já produziu grandes administradores como Carlos Lacerda (vindo da esquerda). Até o atraso deu ao país políticos notáveis, como Bernardo Pereira de Vasconcelos no Império. Ele foi à tribuna do Senado em abril de 1850 para dizer que havia "terror demasiado" em relação à epidemia de febre amarela. Morreu uma semana depois, de febre amarela.

No segundo turno da eleição presidencial de 2018 o candidato Jair Bolsonaro teve 58 milhões de votos.
Ali estavam eleitores que simplesmente não queriam a volta do PT ao Planalto e também conservadores que acompanhavam a vaga agenda do candidato. Era o jogo jogado.

No dia 1º de janeiro de 2019, feliz, esse eleitorado ganhou Sergio Moro no Ministério da Justiça. No pacote estavam também a contabilidade de Fabrício Queiroz, os delírios do chanceler Ernesto Araújo e, meses depois, os de Abraham Weintraub.

Essa paçoca não é conservadora nem de direita nem sequer atrasada, é chumbrega, inepta. Pretende ser um governo com militares, quando é acima de tudo um governo com uma milícia desconexa. Orgulha-se de ter equipado sua cúpula com generais e nomeia para o Ministério da Educação um doutor de titulação forçada por baixo de cuja mesa, na atual administração, passou um edital viciado de R$ 3 bilhões.

No século passado Carlos Lacerda dizia que o Serviço Nacional de Informações não funcionava às segundas-feiras porque naquele dia não circulavam os jornais matutinos.

O Gabinete de Segurança Institucional de Bolsonaro não consulta os relatórios da CGU.

Decotelli não foi o primeiro hierarca a inflar currículo.

Dilma Rousseff nunca concluiu seu doutorado na Universidade de Campinas e o governador Wilson Witzel jamais teve vínculo com Harvard. Contudo, o doutor exagerou: sua dissertação de mestrado tinha indícios de plágio, o doutorado argentino e o pós-doutorado alemão não haviam sido concluídos.

Para quem viu a passagem pela administração pública de grandes conservadores, muitos direitistas e até mesmo alguns ilustres representantes do atraso só resta parodiar os versos de Casimiro de Abreu: Oh, que saudades que eu tenho / Da aurora da minha vida / Da minha direita querida / Que os anos não trazem mais.
Miguel José Teixeira
30/06/2020 20:48
Senhores,

"Aos desinformados: o GSI/ABIN examinam, sobre quem vai ocupar cargos no Governo, antecedentes criminais, contas irregulares e pendentes, histórico de processos e vedações do controle interno. No caso de Ministros, cada um é responsável pelo seu currículo".

(Frase do General AH, conforme Herculano postou abaixo)

Huuummmm. . .então o pagão Glauco indicado para a SR/SC do Ibama, apesar do padrinho, irá para o limbo?

Os apetrechos ele tem:

"Desde 2014, Côrte Filho está com seus bens pessoais bloqueados pela Justiça de Santa Catarina, por causa de uma "ação civil pública por ato de improbidade administrativa, cumulada com declaração de nulidade de ato lesivo à moralidade administrativa, proposta pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina".
Herculano
30/06/2020 19:36
DENITIVAMENTE, O BRASIL NÃO É PARA AMADORES. AS FORÇAS ARMADAS SE AUTO-DESMORALIZANDO

O General de Exército Augusto Heleno, ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, foi ao twitter, tirar o corpo fora da responsabilidade que tinha pela validação na indicação do quase novo e já ex-ministro da Educação.

"Aos desinformados: o GSI/ABIN examinam, sobre quem vai ocupar cargos no Governo, antecedentes criminais, contas irregulares e pendentes, histórico de processos e vedações do controle interno. No caso de Ministros, cada um é responsável pelo seu currículo".
Miguel José Teixeira
30/06/2020 18:25
Senhores,

"Bolsonaro dá o perfil do sucessor de Decotelli"
(Lauro Jardim em O Globo)

Bom. . .não precisa ser alguém "terrivelmente" divino.

Basta que seja QUASE divino, né General AH?

Pelo andar da carruagem, com o presidente cada dia mais semelhante ao ex e futuro presidiário lula e com o vice-presidente se assemelhando à defenestrada dilmaracutaia, já, já poderão entrar em cena:

1) haddad para a educação, assim "nóis pega peixe" e

2) zédirceu com seu "know how", para comandar o centrão.
Herculano
30/06/2020 17:00
Ao Miguel para o caso relatado de Glauco.

Quem tem padrinho, não morre pagão.
Herculano
30/06/2020 16:59
DECRETO DE KLEBER COM RESTRIÇõES É PARA INGLÊS VER. ELE NÃO TRAZ NENHUMA PUNIÇÃO AOS INFRATORES. TALHADO PARA ANO DE CAMPANHA ELEITORAL

O decreto 9.435 do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB sobre um suposto endurecimento das regras para conter o aumento da covid entre nós, assinado ontem e publicado hoje no Diário Oficial dos Municípios - aquele que se esconde na internet e não tem horário para sair - é uma peça publicirária para o prefeito aparecer na mídia regional e estadual.

E por que? Em primeiro lugar um copia e cola de outros decretos que zanzam por ai em outros municípios. Segundo, é para inglês ver, pois ao mesmo tempo em que traz restrições e proibições, não diz nada sobre o que vai acontecer com quem não seguir o que está no decreto. Terceiro, porque foi feito para ser distribuído na mídia estadual que não conhece o que se faz por aqui.

Acham que é mais uma vez exagero meu? Então vamos pinçar alguns pontos.

1. Nos estabelecimentos que comercializam gêneros alimentícios, tais como supermercados, mercados, mini mercados, vendas e feiras, o acesso para o período de compras deverá ser restrito a apenas 1 (uma) pessoa por família.

Muito bem. Quem vai controlar isso? Quem vai ser punido? O estabelecimento ou quem se achar autoridade, importante ou tiver uma história para contar? Não tem punição. Então é letra morta.

2. Entre muitas outras "ficam proibidos no Município de Gaspar:I - Aglomeração de pessoas em qualquer ambiente, seja público ou privado, interno ou externo, para a realização de atividades de qualquer natureza, por exemplo festas residenciais, eventos culturais, teatros, shows, bailes, eventos sociais, eventos esportivos e congêneres, res-salvadas as atividades admitidas na forma regulamentada pelas normas sanitárias em vigor".

Muito bem. Quem fiscaliza, quem pune? Não tem punição. Então é coisa para inglês ver. E Kleber que está em campanha pela reeleição e não a enxerga como uma tarefa fácil, vai arrumar encrenca para perder os votos escassos que estão lhe escapando diante dos sucessos erros?

3. Diz textualmente o decreto: "a fiscalização das medidas de enfrentamento previstas neste Decreto e naqueles que o precederam será feita pela Diretoria de Fiscalização de Obras e Posturas, a qual poderá requisitar o pessoal que se fizer necessário, sem prejuízo da atuação de outros órgãos com competência fiscalizatória específica".

Volto e encerro. Basta alguém ir na Ouvidoria do Município e reclamar alegando suposto abuso de autoridade, que vem contra o servidor uma sindicância por ter cumprido a lei vigente em Gaspar. Não foi isso que acontecendo?

Decreto para boi dormir e o candidato oficial aparecer diante de tanto vai-e-vem neste assunto. Servirá bem aos adversários. Acorda, Gaspar!

Miguel José Teixeira
30/06/2020 16:44
Senhores,

Será filho do ex-presidente da FIESC?


Salles nomeia executivo sem experiência ambiental para Ibama (SR/SC)

Formado em administração de empresas, Glauco José Côrte Filho nunca atuou em um cargo da área.

. . .

Desde 2014, Côrte Filho está com seus bens pessoais bloqueados pela Justiça de Santa Catarina, por causa de uma "ação civil pública por ato de improbidade administrativa, cumulada com declaração de nulidade de ato lesivo à moralidade administrativa, proposta pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina".

Leia mais em:

https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/sustentabilidade/salles-nomeia-executivo-sem-experiencia-ambiental-para-ibama,5bf772ece0474c9d4f9032d3184aab40iz4ulrgr.html
Herculano
30/06/2020 16:29
AMANHÃ A TARDE O GOVERNADOR CARLOS MOISÉS DA SILVA, PSL, VAI ESTAR EM BLUMENAU, E SÉRGIO ALMEIDA, PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO DE GASPAR, CONVERSA COM ELE A CONVITE DO PRóPRIO GABINETE
Herculano
30/06/2020 13:43
SANFONEIRO DE BOLSONARO VANDALIZOU "AVE MARIA" COM TALENTO DE UM ICONOCLASTA, por João Pereira Coutinho, por João Pereira Coutinho, sociólogo e escritor português, no jornal Folha de S. Paulo.

Na live, Paulo Guedes não ria, não chorava, ele morria perante os nossos olhos sem soltar o mais leve gemido

Penso muitas vezes na eternidade. Sei que o paraíso é uma hipótese distante. O purgatório já estava bem. Mas e se for o inferno?

Sonho com essa possibilidade recorrentemente. Acordo sempre lavado em suor.

Anos atrás, minha ideia de inferno era chegar a uma sala de espera, tipo consultório médico, e encontrar todos os leitores que não entenderam a ironia dos meus textos. "A sério que você defendeu isso?"

E eu passo o resto da eternidade a explicar o real sentido das minhas palavras.

Nos últimos tempos, o inferno que me visita é sempre musical. Pode ser uma sessão interminável de ranchos folclóricos portugueses. Ou uma encenação sem fim de ópera tradicional chinesa.

Em qualquer dos casos, eu estou sentado na plateia, impedido de fugir, e com a mesma cara do ministro Paulo Guedes quando o sanfoneiro de Bolsonaro, por sinal presidente da Embratur, começou a sua "Ave Maria".

Aliás, por falar no Diabo, não é de excluir que o sanfoneiro assalte os meus sonhos intranquilos de agora em diante, destronando os belos guinchos do rancho ou do Xiqu.

O vídeo circulou por Portugal e alguns patrícios disseram, exaustos de tanto rir: é a vingança por todas as piadas de portugueses.

Difícil discordar: estamos na presença de uma obra-prima do humor involuntário.

Isso se deve, como normalmente acontece no grande humor, à distância abissal entre intenção e resultado.

Intenção: "homenagear os que se foram" com o coronavírus, afirma o presidente. E um observador atento, espreitando o sanfoneiro lá atrás que ensaia as primeiras notas, teme o pior.

Resultado: as expectativas são superadas quando o sanfoneiro decide juntar a sua voz à "melodia" (digamos assim). Não é que ele cante mal. Em rigor, ele não canta; apenas soluça as palavras, como se houvesse uma intermitência persistente entre o cérebro e as cordas vocais. De tal forma que não sabemos bem se aquilo é uma performance ou um derrame.

Numa altura em que se discute a depredação de várias estátuas pelo mundo, o sanfoneiro de Bolsonaro vandalizou o "Ave Maria" de Gounod com um talento de fazer inveja aos iconoclastas.

É então que acontece o segundo grande contraste: nós podemos rir, pasmados com o número; mas é o rosto de Paulo Guedes que confere uma grandeza épica ao momento.

Guedes não ri. Também não chora. Ele morre perante os nossos olhos sem soltar o mais leve gemido.

Dizem que, no momento derradeiro, vemos passar toda nossa vida num flash. Foi o que aconteceu com o ministro: olhando em frente, ele viajou do Rio de Janeiro até Chicago, do estudo acadêmico ao sucesso financeiro, para se ver ali, junto a um presidente de roupa de treino, estilo Nicolás Maduro, e com um sanfoneiro a cantar uma "Ave Maria" em código Morse.

O rosto de Guedes falava. Mas só repetia a mesma coisa, em loop obsessivo: "Quero morrer. Quero morrer. Quero morrer".

Verdade. Política e humor são velhos parceiros. E, quando existem líderes autoritários, o humor cresce em quantidade e qualidade. Basta ver os livros que se escreveram sobre as piadas comunistas (ou, melhor dizendo, anticomunistas) que as populações do Leste da Europa contavam durante a Guerra Fria para aliviar o prejuízo da existência.

Foi lendo um desses livros ?" o espantoso "Hammer & Tickle" de Ben Lewis?" que fiquei a saber que o regime de Nicolae Ceau?escu tinha uma revisora oficial só para confirmar que o nome do ditador era impresso nos jornais sem gralhas. "Nicolae", quando vira "Nicolai" (com i), significa "pênis pequeno" em romeno.

Essa pequena diferença alimentou uma das maiores indústrias de humor clandestino na história do comunismo.

Fato: o Brasil não é a Romênia; Bolsonaro não é Ceau?escu; e não há a mais remota possibilidade de, mudando o nome do presidente, mudarmos também a dimensão dos seus atributos.

Até porque a singularidade da presidência de Bolsonaro está no fato de ser o próprio presidente, e não a população, a produzir humor. Com um pormenor: quando Bolsonaro quer ter piada, não tem. Quando tenta falar sério, ele se revela um monstro da comédia. É uma maldição de pernas para o ar.

Um dia, quando chegar ao inferno, sei que vou escutar novamente aquela sanfona. Paciência: antes perder o paraíso que perder esta piada.
Herculano
30/06/2020 13:39
da série: gente doida; prometem mudar o jogo e tratam de empobrecer a população para manipulá-la. Uma receita bem conhecida e aplicada pela esquerda do atraso.

"A ALA IDEOLóGICA DO GOVERNO VEM ATRAPALHANDO MUITO A EXPANSÃO DOS NEGóCIOS COM A CHINA"

Conteúdo de O Antagonista. O deputado Fausto Pinato, do PP, presidente das Frentes Parlamentares Brasil-China e Brasil-BRICS, reforçou a O Antagonista sua tese de que a sanção chinesa a três frigoríficos brasileiros por medo da contaminação pela Covid-19 pode ser "um alerta".

"Difícil afirmar se é uma retaliação, mas não deixa de ser um alerta."

O deputado acrescentou que "a ala ideológica do governo vem atrapalhando muito a expansão dos negócios com a China e com países árabes e do Brics."

"Isso pode a médio e longo prazo fazer com que eles busquem alternativas em outros países, para não ficarem tão reféns do Brasil."
Herculano
30/06/2020 13:00
AVANÇA A ARTICULAÇÃO PARA PASSAR O BRASIL A SUJO, por Josias de Souza.

Num instante em que os brasileiros fogem do coronavírus e enxergam na crise econômica uma evidência de que há males que vêm para pior, avança uma articulação política para restaurar o ambiente que fez da corrupção um fenômeno epidêmico no Brasil.

Durante os últimos seis anos, a Lava Jato tornou-se uma das logomarcas mais populares da história. Interrompeu um ciclo de impunidade que durava desde a chegada das caravelas. Gente poderosa tornou-se impotente. Empresários e políticos graúdos foram em cana. Encrencaram-se três ex-presidentes da República. Tudo isso está no retrovisor. Quem olha para o para-brisa vê um assanhamento dos cavaleiros da velha ordem.

Deve-se a ebulição ao fato de que a banda podre e Jair Bolsonaro passaram a se tratar como aliados. Eleito como paladino dos bons costumes, o capitão virou uma espécie de coveiro da Lava Jato. O presidente encontrou uma maneira inusitada para aniquilar o que restou do esforço anticorrupção. Colocou a Procuradoria da República para brigar consigo mesma. Bolsonaro inoculou no Ministério Público Federal o vírus da discórdia.

Com o luxuoso auxílio do Supremo Tribunal Federal, sumiram o medo da cadeia e o estímulo à delação. E a corrupção volta às manchetes de mansinho - o assalto em tempo real da verba dos respiradores de UTI, a entrega de cofres bilionários ao centrão e o diminutivo cínico da rachadinha são evidências de que o Brasil está sendo passado a sujo. Tudo de novo.
Miguel José Teixeira
30/06/2020 11:15
Senhores,

Ei, você aí! DESCARADO que pegou o auxílio emergencial de forma ilícita:

"620 mil auxílios pagos indevidamente

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou mais de 620 mil auxílios emergenciais fraudados, que acarretam prejuízo de mais de R$ 60 milhões aos cofres públicos. Os dados sobre o dinheiro estão em um relatório da unidade técnica do TCU.

Desde quando começou a ser pago, em 9 de abril, o repasse dos recursos tem sido alvo constante de denúncias pelos órgãos de controle e fiscalização. Grande parte daqueles que receberam indevidamente, conforme pesquisa do Instituto Locomotiva, "não se consideram fraudadores".

De acordo com o Ministério da Cidadania, do total dos 620 mil auxílios indevidos, até o momento somente "54 mil pessoas, que receberam o benefício, mas não se enquadravam nos critérios da lei, devolveram os recursos. Com isso, voltaram aos cofres públicos mais de R$ 43,6 milhões". O total repassado aos beneficiários já totaliza R$ 98 bilhões desde abril. O auxílio emergencial alcançou mais de 64,3 milhões de pessoas, segundo a pasta.

O endereço eletrônico

devolucaoauxilioemergencial.cidadania.gov.br

está disponível para quem quiser devolver o dinheiro ?" que também pode ser extornado nos guichês das agências bancárias, nos terminais autoatendimento e nos canais digitais, como homebanking ou aplicativos da Caixa Econômica Federal. Para o registro de denúncias de fraudes, há o sistema Fala.Br ou pelos telefones 121 ou 0800-707-2003."

Fonte: Correio Braziliense, hoje, por Vera Batista.
Miguel José Teixeira
30/06/2020 10:35
Senhores,

Crachá ou coleira?

"O desenrolado presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que desatou o nó do auxílio residencial, caiu nas graças de Jair Bolsonaro. Contaram ao presidente que ele não tira o crachá do pescoço nem para dormir."

Pois é. . .CEF - Cassino Escrachado Federal, não está na mira do Guedes para sua privatização?
Herculano
30/06/2020 09:25
da série: como se desmoraliza vergonhosamente uma instituição e por seus próprios membros

"PROCURADORES CONTARAM TER OUVIDO DO PRóPRIO AUGUSTO ARAS QUE O INQUÉRITO SEDRIA ARQUIVADO"

Conteúdo de O Antagonista. Augusto Aras rejeitou vários pedidos de diligência feitos por seus subordinados na PGR para apurar os relatos de Sergio Moro sobre as manobras de Jair Bolsonaro na PF.

Segundo Malu Gaspar, os procuradores do grupo da Lava Jato, que se demitiram na semana passada, "contaram ter ouvido do próprio Augusto Aras que o inquérito seria arquivado antes mesmo de as investigações avançarem".

Ouviu, Celso de Mello?
Herculano
30/06/2020 09:19
A CAMPANHA

Uma faixa estendida diz "Obrigado prefeito Kleber e toda a sua equipe! Bairro da Lagoa agradece o asfalto".

O bolsonarista de carteirinha, Demtetrius Wolff, DEM, escreve à coluna: "agradecer por obras pagas com dinheiro público é o mesmo que agradecer o caixa de autoatendimento do banco por ter dar o seu dinheiro".
Herculano
30/06/2020 09:13
CRAS DO SERTÃO VERDE CONTINUA COM GRADES PARA DISTANCIAR ATENDIMENTO EM COMUNIDADE COM GRAVES PROBLEMAS SOCIAIS

Depois de ler aqui na coluna sobre os defeitos da desassistência social em relação aos O CRAS- Centro de Referência da Assistência Social - que estão atendendo à meia boca em Gaspar, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, foi a um deles e postou uma foto na sua rede social com o seguinte texto:

"Aqui no CRAS Casa da Família, no Bela Vista, e também nas outros, a maioria dos atendimentos continuam sendo feitos por telefone e whatsapp. Para quem precisa, também acontece até atendimento presencial com todos os cuidados previstos"

Repito o que escrevi. É uma pena que neste espaço não posso estampar fotos. Mas, as da semana passada e as de ontem mostravam o CRAS, Silvio Schramm, do Sertão Verde totalmente fechado com grades em suas portas frontais - as de entrada do público, aquele vulnerável, o que realmente precisa de ajuda e assistência neste caos econômico, social, emocional e de saúde.

Se o CRAS do Sertão Verde - uma área com visíveis problemas sociais - estava atendendo ao público, precisava ser um detetive para descobrir isso. As grades espantam os clientes e denunciam o seu fechamento.

E para encerrar. O próprio prefeito confirma no seu texto da foto que publicou que a maioria dos atendimentos nos CRAS continua sendo feito por telefone e whatsapp. Ou seja, nem todos os serviços, e alguns essenciais, estão disponíveis. E que o atendimento presencial é quase uma exceção. Isto está sendo feito nos CRAS do Bela Vista e do Gaspar Mirim. Quando a esperteza é demais, ela come o dono. Acorda, Gaspar!
Herculano
30/06/2020 08:54
"POR QUE A ABIN NÃO FAZ SEU TRABALHO DE FILTRO?"

Conteúdo de O Antagonista. "A ala militar, que indicou o doutor que não é doutor, está envergonhada", diz Eliane Cantanhêde, sobre o ministro da Educação.

"A ala ideológica, dos filhos do presidente, está esfregando as mãos, gulosa. E o Centrão, vai desperdiçar essa chance?"

A colunista faz outra pergunta:

A resposta tem de ser dada por Augusto Heleno e Alexandre Ramagem.
Miguel José Teixeira
30/06/2020 08:21
Senhores,

Vem aí: DECOTElli, o quase ministro!

No dia 24 p.p. as manchetes de vários órgãos de imprensa eram:

"Bolsonaro escolhe novo ministro da Educação com calma para não repetir erros."

Bom. . .com calma ele escolheu o DECOTElli, que não tem DOC, nem pós-DOC e o mestrado é COP.

Atabalhoadamente atabalhoado, novamente o "capitão zero-zero" tomou "top-top".
Herculano
30/06/2020 07:25
da série: não se trata mais de fraudes no currículo, trata-se de uma doença. Freud explica. Por outro lado, o sistema de informações do governo é algo comprovadamente frágil com os seus

FGV DIZ QUE DECOTELLI NÃO FOI SEU PROFESSOR EFETIVO

Conteúdo da CNN Brasil. Apuração e texto de Fernando Molica. A Fundação Getúlio Vargas negou que o ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli da Silva,
tenha sido professor ou pesquisador da instituição. Mas, em e-mails, enviados para a CNN, a professora Brigitte Wolf, da Universidade de Wüppertal, na Alemanha, disse que, por lá, ele era tido como professor da FGV.

Segundo ela, que foi orientadora de Decotelli, o hoje ministro esteve na Alemanha enquanto cumpria um período sabático na FGV. Brigitte, que está aposentada, afirmou que a FGV --"a sua universidade", numa referência ao ex-orientando-- é que deveria responder sobre a avaliação do trabalho que supervisionou.

Em nota, a FGV afirmou que o ministro "atuou apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos e não como professor de qualquer das escolas da fundação. Da mesma forma, não foi pesquisador da FGV, tampouco teve pesquisa financiada pela instituição".

Num dos e-mails, a professora afirmou ter sido contactada por Decotelli em 2014, quando ele se mostrou interessado em um pós-doutourado em seu departamento. "Eu o convidei para a Universidade de Wuppertal e lhe ofereci um lugar de trabalho e supervisão", escreveu.

De acordo com ela, Decotelli não se candidatou a nenhum fundo ou programa de pós-doutorado na Alemanha. A professora aposentada enviou um link com o trabalho apresentado pelo atual ministro ao fim de sua permanência na universidade.

Ela, a exemplo da assessoria de imprensa da Wüppertal, afirmou que a universidade, assim como outras na Alemanha, não emite certificados de pós-doutorado: "O resultado de seu pós-doutorado é o trabalho apresentado", escreveu.
Herculano
30/06/2020 07:20
SOBRE OLIGOPSôNIOS E ENTREGADORES, ALGUNS NÚMEROS, por João Sabino, líder de políticas públicas do iFood, no jornal Folha de S. Paulo

A pandemia expôs com mais intensidade as vulnerabilidades de significativas parcelas da sociedade brasileira. Pautas sobre melhorias das condições de trabalho ganham a atenção dos meios de comunicação. A paralisação dos entregadores de delivery, convocada para esta quarta-feira (1º de julho), se enquadra nessa categoria.

O economista e colunista da Folha Rodrigo Zeidan, discorrendo sobre danos às relações trabalhistas, afirmou que o modelo de negócio das plataformas de delivery promove um "oligopsônio" (poucas empresas são compradoras, neste caso, do serviço dos entregadores), com o poder de baixar "na marra" as remunerações dos trabalhadores e que, quanto maiores os apps, menores são os ganhos dos entregadores. Tal discussão, tão relevante e contemporânea, foi tratada pelo articulista sem usar números locais do setor de entrega de comidas.

No Brasil, 90% das entregas de comida ainda são feitas pelos próprios restaurantes. O surgimento dos apps amplia a competição pela contratação dos entregadores e aumenta os ganhos desses trabalhadores, e não o contrário.

Há oligopsônio quando apenas 10% do mercado de entrega de refeições conta com a participação dos aplicativos e quando sua fatia é disputada por ao menos cinco plataformas? Além disso, afirmar genericamente e sem qualquer fonte de dados que milhares de entregadores trabalham 200 horas mensais para ganhar "miséria" não só é incorreto como não contribui para o bom debate.

O iFood é uma empresa brasileira nascida em 2011. Maior "foodtech" da América Latina, não poderia deixar de se manifestar sobre o tema. A plataforma está presente em mais de mil cidades e promove renda para mais de 2 milhões de pessoas, entre entregadores que trabalham com o app (170 mil), entregadores dos próprios restaurantes e demais funcionários e empreendedores desses estabelecimentos.

Os entregadores que trabalham com o iFood ficam com o aplicativo ligado, em média, três horas por dia e têm ganhos médios de R$ 9,50 por hora online. Se consideradas apenas as horas trabalhadas, o valor sobe para R$ 21 por hora, ou mais de quatro vezes o preço-hora implícito no salário mínimo. Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 9 em 10 entregadores prezam tanto a flexibilidade de horário como a liberdade para compor e ampliar sua renda mensal. Na mesma pesquisa, 9 entre 10 pretendem seguir fazendo entregas mesmo após a pandemia. Antes de surgirem as pautas da paralisação, o iFood já oferecia aos entregadores seguro de vida e contra acidentes e auxílio saúde. Na pandemia, já foram distribuídos 800 mil itens de proteção, como máscaras e álcool em gel. Também foram criados fundos para manter em casa os entregadores que fazem parte de grupos de risco ou que foram contaminados pela Covid-19.

Iniciativas como essas trazem reconhecimento. De acordo com mensuração feita em junho pela RepTrak Company, renomada empresa de pesquisa, a reputação do iFood na visão dos entregadores superou os 70 pontos, resultado equivalente ao das melhores empresas do país. Nem por isso estamos satisfeitos. Há muito o que fazer na base do diálogo. Aplicativos de delivery, poder público e entregadores devem ser corresponsáveis e cocriadores da nova ordem. O iFood está à disposição.
Herculano
30/06/2020 07:13
DECOTELLI 'BALANÇA' E DOUTORES FAZEM FILA NO MEC, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta terça-feira nos jornais brasileiros

O vexame curricular de Carlos Decotelli abriu nova disputa pelo cargo de ministro da Educação, e doutores com graduação de fato comprovada são enfileirados para assumir o cargo. Filhos do presidente Bolsonaro, que ainda mantém alguma conexão olavista, defendem o nome de Ilona Becskeházy, secretária de Educação Básica do MEC. Antonio Freitas, pró-reitor da FGV, também foi lembrado, além de Antonio Flávio Testa e Marcos Vinicius Rodrigues, que atuaram no governo de transição.

COMPROVADOS

Becskeházy é doutora pela PUC-RJ e USP, e Antonio Freitas tem pós-doutorados pelas universidades da Carolina do Norte e Michigan, EUA.

FRITURA FULMINANTE

Futuro ex-ministro, Decotelli nem precisou ser atacado nas redes sociais para "balançar". Bastaram declarações de argentinos e alemães.

CORREM POR FORA

Sergio Sant'Ana, apoiado pela deputada Carla Zambelli (PSL-RS), e Antonio Vogel voltaram a ser cogitados, mas sem a força de antes.

WEINTRAUB 2

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) tem apoio de Davi Alcolumbre, e seu primeiro suplente é Luiz Belmonte, investigado no caso das fake news.

CHEFIAR O MEC É TAREFA QUASE DIVINA, IRONIZA HELENO

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, está espantado com a dificuldade para a escolha do ministro da Educação. Ocupar a titularidade do MEC, disse Heleno a esta coluna, é tarefa para um ser quase divinal. "Exige competência, inteligência, experiência, dedicação, honestidade de propósitos, retidão, entusiasmo, equilíbrio, diálogo, flexibilidade etc, etc", afirmou ele com ironia.

VETORES PRIMORDIAIS

Heleno avalia que um ministro da Educação é especial porque lida com dois vetores primordiais em qualquer sociedade: professor e aluno.

NÃO MENTIR JÁ SERIA BOM

De fato, não precisa ser santo para virar ministro da Educação, mas não mentir sobre o próprio currículo seria um bom começo.

IDEIA DE JERICO

O governador João Doria mandou multar em R$5 mil por pessoa, por vez, a loja flagrada com clientes sem máscaras. Assim, para ficar sozinho no mercado e ainda quebrar o concorrente, é só encher a loja rival com pessoas sem máscara e chamar os fiscais. Doria garante.

CONFIANÇA NO RETORNO

O governador do DF, Ibaneis Rocha, que foi o primeiro a decretar medidas de suspensão de aulas e fechamento do comércio, avisou ontem que até agosto tudo estará de volta ao normal na capital do Brasil.

DORMINDO DE CRACHÁ

O desenrolado presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que desatou o nó do auxílio residencial, caiu nas graças de Jair Bolsonaro. Contaram ao presidente que ele não tira o crachá do pescoço nem para dormir.

FÁBRICA DE FAKE NEWS

O decreto de "calamidade pública" do governador do DF, ontem (29), mostrou como se fabrica fake news. O decreto é exigência legal para que governos estaduais se habilitem a recursos do Fundo Nacional para Calamidades Públicas, mas virou uma "confissão" de calamidade.

PRIORIDADES

Principal ministro do governo Jair Bolsonaro, Paulo Guedes (Economia) vai depor na comissão especial da Câmara sobre o covid19. É o mesmo colegiado que se recusa até mesmo a discutir a volta às aulas.

INVESTIGAÇÃO

Um grupo de deputados estaduais liderados por Letícia Aguiar (PSL-SP) apresentou ao Tribunal de Contas de São Paulo representação para investigar irregularidades nos contratos do hospital de campanha do Anhembi, uma das "joias" dos tucanos de São Paulo.

CHOVENDO NO MOLHADO

Geovânia de Sá (PSDB-SC) apresentou projeto que chove no molhado, prevendo a continuidade a pagamentos de benefícios sociais em ano eleitoral. Mas a lei já contém exceção para calamidades, como a atual.

COVID NO TRANSPORTE

O setor de transporte registrou retração de 21,2% em abril, em relação a 2019, e de 17,8% na comparação com março. É o pior desempenho do setor de transporte, na série histórica do levantamento da CNT.

PENSANDO BEM...

...Decotelli não é a primeira autoridade a mentir no currículo, mas levou a lorota a outro nível.
Herculano
30/06/2020 07:06
ELEIÇõES? QUE ELEIÇõES? por Álvaro Costa e Silva, no jornal Folha de S. Paulo

O mais importante é voltar o futebol, abrir o comércio, festejar o novo normal.

Imagine a situação de quem não vê a hora de livrar-se de Marcelo Crivella - tido e havido como pior prefeito da história do Rio, apesar da concorrência. Ou de quem quer seguir os mandamentos de sua igreja ou o entusiasmo da família Bolsonaro - unha e carne com Crivella - e lhe proporcionar mais quatro anos de governo. Uns e outros até agora não sabem o que vai acontecer. Haverá ou não eleições? Quando?

Manter o atual calendário, com votação em 6 e 25 de outubro, para alguns é uma tentativa de excluir milhões de pessoas do processo democrático, as quais deixariam de comparecer às urnas com medo de contrair a Covid em aglomerações. Ganhariam prefeitos e vereadores que tentam a reeleição e estão em evidência com o (suposto) combate à doença, pegando carona na distribuição do auxílio emergencial. E, quanto mais tempo passar, piores deverão ser os reflexos na economia.

Adiar a data para 15 e 29 de novembro, estendendo o período de campanha no rádio e na TV de 35 para 45 dias - como o TSE sugeriu , e o Senado aprovou -, favoreceria quem tem mais dinheiro para gastar. A votação da PEC também atrasaria os trabalhos já atrasados no Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é a favor do adiamento, mas enfrenta a influência dos partidos do centrão - sempre eles.

O debate envolve menos a preocupação com a pandemia que o jogo de interesses políticos. Na prática, o país já vive um macabro novo normal, como se o número de mortes não chocasse mais ninguém. É vida que segue, sem máscara. As festas estão bombando no Rio, a bola rolando no Maracanã. Depois dos shoppings, o comércio de rua voltou a funcionar, assim como os indispensáveis salões de beleza. E Crivella jogou no colo dos pais a decisão sobre a volta às aulas.

Resolvida essa questão tão premente, outra dúvida manterá o país em suspense: haverá ou não Carnaval?
Herculano
29/06/2020 17:01
A PóS VERDADE, DOÍDA E REAL

Do MBL no twitter:

Acredite se quiser: tem bolsonarista falando que as críticas às mentiras do currículo do novo ministro da educação são porque ele é negro.
Herculano
29/06/2020 16:59
BOLSONARO PRESENTEOU O STF COM O PAPEL DE VÍTIMA, por Josias de Souza

Com a luxuosa colaboração de Jair Bolsonaro, o bolsonarismo tornou-se um inestimável restaurador da imagem do Supremo Tribunal Federal. Segundo o Datafolha, a maioria dos brasileiros enxerga como risco à democracia as manifestações que pedem o fechamento do Supremo e do Congresso (78%), além da difusão de notícias falsas contra magistrados e políticos (81%).

Significa dizer que: 1) Bolsonaro se ilude ao chamar de "povo brasileiro" os devotos que se aglomeram em seu apoio exibindo faixas que pedem o fechamento da Suprema Corte e do Legislativo; 2) O presidente conspira contra si mesmo ao chamar de "minha imprensa" os apologistas investigados sob a acusação de difundir fake news nas redes sociais.

Considerando-se que o mesmo Datafolha revela que 78% dos brasileiros apoiam a democracia, Bolsonaro dá as costas para o sentimento nacional ao prestigiar atos antidemocráticos. Simultaneamente, o presidente se arrisca a atribuir um conceito de utilidade pública aos dois inquéritos que cercam o bolsonarismo no Supremo -um aperta o nó no pescoço dos promotores de manifestações insanas; outro ajusta a corda na garganta dos operadores da máquina de moer reputações nas redes sociais.

Ironicamente, a raiva do bolsonarismo tem potencial para imunizar o Supremo contra o vírus da autodesmoralização. No esforço autodestrutivo a que vinha se dedicando, a Suprema Corte produziu uma notável sequência de decisões corrosivas. Por exemplo:

1) O Supremo transferiu a competência para o julgamento dos crimes de corrupção, quando conexos com delitos eleitorais, de uma Justiça Federal crescentemente implacável para uma Justiça Eleitoral cujo desaparelhamento conduz à impunidade.

2) Considerou inconstitucional a condução coercitiva, que vigorava havia quase 80 anos;

3) Transferiu para o Legislativo a palavra final sobre medidas cautelares ?"afastamento do mandato, por exemplo- impostas a parlamentares pilhados na prática de crimes. Entre eles o tucano Aécio Neves.

4) Concedeu mais de 50 habeas corpus para abrir as celas de gente graúda. Sobretudo no Rio de Janeiro, um estado devastado pela corrupção.

5) Valeu-se de uma norma não prevista em lei para atrasar o relógio de processos em que réus delatores e delatados juntaram suas alegações finais nos processos simultaneamente. Decidiu-se que os dedurados precisam falar por último.

6) Alterando jurisprudência que havia confirmado em quatro julgamentos, o Supremo revogou a regra que permitia a prisão de larápios condenados na primeira e na segunda instância. Abriu dezenas de celas, entre elas a de Lula. E restabeleceu o cenário em que a concretização da justiça é um momento infinito, que os advogados caros e a prescrição impedem de chegar.

7) Em decisão individual, tomada num plantão do recesso do Judiciário, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, concedeu liminar a Flávio Bolsonaro suspendendo o inquérito da rachadinha. Estendeu o mimo da procrastinação a todos os processos fornidos com dados do Coaf. O refresco da procrastinação durou seis meses, até ser derrubada no plenário ?"com o voto do próprio Toffoli.

8) Noutra decisão solitária, Toffoli abriu um inquérito ilegal, sem a participação da Procuradoria, a pretexto de investigar ataques e ameaças à Corte, aos magistrados e aos seus familiares. Em verdade, o ministro reagia a uma conjuntura que incluía uma conjuntura que incluía uma investigação de auditores do fisco contra sua mulher.

Num cenário assim, tão desolador, parecia impossível para o Supremo recuperar a simpatia da sociedade. A sensação era de cansaço. Aquilo que alguns ministros do Supremo ainda ousavam chamar de reputação constituía, na verdade, a soma dos palavrões que seus veredictos inspiraram nas esquinas. De repente, Bolsonaro e o bolsonarismo presentearam a Corte com o papel de vítima. Uma evidência de que a esperança do presidente é a última que mata.
Herculano
29/06/2020 13:01
da série: os políticos chantagistas de sempre se associaram a Bolsonaro para extorquir os pesados impostos dos que estão trabalhadores de salário mínimo, desempregados, falidos de todos os tipos, os que vicem de bicos, escassos, e sofrendo, para que eles políticos - eleitos com os nossos votos - continuem numa boa administrando os municípios e ocupando as Câmaras de vereadores como cabos eleitorais privilegiados das eleições de 2022. A coluna escrita neste final de semana, antecipou o que se publica nacionalmente agora. Vergonha!

A CONTRAPARTIDA DO CENTRÃO PARA ADIAR AS ELEIÇõES, por Cézar Feitoza, de O Antagonista.

Líderes do Centrão se encontraram na residência oficial de Rodrigo Maia, no fim de semana, para discutir uma contrapartida ao adiamento das eleições municipais deste ano.

A negociação, ainda restrita às lideranças, é a seguinte: os partidos do Centrão aprovam a PEC para adiar as eleições para novembro, e o Congresso estende até o fim do ano a recomposição dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios (FPE e FPM).

O repasse dos fundos foi uma medida provisória editada por Jair Bolsonaro no começo de abril. O texto estabelecia a recomposição por recursos extras, no total de R$ 16 bilhões, para garantir a receita de estados e municípios por quatro meses.

O Ministério da Economia, no entanto, não apoia as negociações. O Antagonista apurou que a equipe de Paulo Guedes considera que o governo já encaminhou recursos suficientes para auxiliar estados e municípios durante a pandemia, considerando os R$ 120 bilhões do socorro aprovado no mês passado.
Herculano
29/06/2020 12:32
SILÊNCIO SOBRE O JANTAR DE FLÁVIO COM CENTRÃO

Conteúdo de O Antagonista. Ninguém quer falar sobre o jantar, no fim de semana, de Flávio Bolsonaro com o Centrão, revelado por Andréia Sadi.

Marcos Pereira, Rodrigo Maia, Ciro Nogueira, Eduardo Gomes e Aguinaldo Ribeiro não atenderam as ligações de O Antagonista, nem responderam às mensagens com perguntas sobre o assunto.

O espaço está aberto.
Miguel José Teixeira
29/06/2020 12:32
Senhores,

Tempos & Movimentos e o TSE 7 X 1 Bolso/Mourão

"Processos no TSE preocupam governo
(Fonte: Correio Braziliense, ed. 29/06/20, Caderno Política)

O Tribunal eleitoral retoma, amanhã, o julgamento de ações que pedem a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão. Há mais cinco em andamento na Corte. Denúncias podem ser potencializadas por provas colhidas pelo STF sobre divulgação de fake news

Sete ações envolvendo a chapa do presidente Jair Bolsonaro, que estão em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), devem prolongar a apreensão do Executivo, pelo menos, até o primeiro semestre do ano que vem. Em meio à pandemia do novo coronavírus e a uma crescente onda de embates entre os Poderes. Por mais que seja uma possibilidade remota, novos fatos durante diligências têm gerado preocupação no governo. As mais polêmicas envolvem a denúncia de que ocorreram disparos em massa durante o último pleito para beneficiar o atual chefe do Executivo e prejudicar adversários.

Causou, ainda, mais tensão a decisão do ministro Og Fernandes, relator das ações que tratam do assunto, de solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento de informações do inquérito das fake news, que mira ataques contra a Corte, principalmente por meio virtual. A avaliação, no Planalto, é de que o fato de a apuração ter como alvo apoiadores de Bolsonaro pode servir para potencializar as acusações e dar mais fundamento para o avanço do processo. O chefe do Executivo tem dito a interlocutores que existe "um complô" para tirá-lo do governo e que a articulação passa por ações eleitorais.

Os processos relacionados aos disparos em massa estão, ainda, em estágio de investigação e podem ser concluídos entre este último semestre e o primeiro de 2021. A expectativa é de que eles fiquem por último, justamente por serem os mais polêmicos e que necessitam de maior apuração. A Corte já começou a votar uma das ações, que trata da invasão do grupo "Mulheres Unidas Contra Bolsonaro" ?" responsável por reunir 2,7 milhões de membros no Facebook durante a campanha. A alegação de chapas que também disputaram o pleito foi de que hackers mudaram o conteúdo da página e trocaram o nome dela, para Mulheres com Bolsonaro. O grupo passou a ser usado para a difusão de mensagens de apoio ao atual chefe do Executivo. No entanto, para Og Fernandes, não ficou caracterizada a participação ou aval de Bolsonaro no ato. O julgamento foi interrompido por um pedido de vistas (mais tempo para analisar o caso), do ministro Alexandre de Moraes. Mas, como ele já devolveu o processo, o julgamento continuará amanhã.

Na semana passada, o TSE rejeitou, por unanimidade, ações que acusavam a chapa Bolsonaro-Mourão de ter se beneficiado de outdoors espalhados por todo o país. A propaganda teria sido organizada por apoiadores do presidente, de forma espontânea. A acusação de ilegalidade eleitoral foi feita pelo PT. O partido apontou que outdoors do tipo foram instalados em, pelo menos, 30 municípios. Og Fernandes afirmou que alguns painéis foram instalados antes da campanha e foram financiados por eleitores. "Entendo que a instrução processual revelou que cada grupo agiu espontânea e isoladamente. Não houve prévio ajuste ou coordenação central de qualquer espécie. Alguns agiram em período muito anterior às eleições, ou seja, no segundo semestre de 2017, conformando, portanto, manifestação da cidadania e da liberdade de pensamento", argumentou o ministro.

Turbulência
Apesar da rejeição de duas ações, que ainda podem receber recursos, o TSE deve deixar as mais polêmicas por último, em razão da necessidade de coleta de provas, fases processuais e da capacidade de gerar reações políticas.

O analista Leopoldo Vieira, CEO da IdealPolitik, afirma que a celeridade no julgamento é importante para voltar ao clima de normalidade e que não devem resultar na deposição do presidente. "Os processos podem tensionar o clima político no primeiro momento, mas o objetivo de pautá-los com celeridade é restabelecer a estabilidade política. Não depondo Bolsonaro, mas persuadindo-o a moderar seu discurso, integrar-se ao establishment e governar com a ala ideológica enfraquecida ou mesmo sem ela", diz.

De acordo com o especialista, apesar da escalada de polêmicas nos últimos meses, muitas em razão de declarações do presidente, é possível notar um clima de esfriamento político. Ele aponta que as mobilizações virtuais são ferramentas que mantêm o apoio de muitos eleitores pró-governo. "E o coração do olavismo (ala que reza pela cartilha do guru Olavo de Carvalho) é o sistema de comunicação do bolsonarismo, pelo qual mobiliza os 30% resilientemente fiéis a Bolsonaro nas pesquisas", frisa. "Sobre ele avança uma ofensiva institucional, sobretudo no STF, antifake news. Como o presidente já recuou, vide o novo ministro do MEC, nem as ações devem ter a cassação da chapa, como desfecho, nem o clima deve esquentar por essa dúvida. A não ser que Bolsonaro volte atrás em aceitar os freios e contrapesos à brasileira." O especialista referiu-se à saída do polêmico Abraham Weintraub e à nomeação de Carlos Alberto Decotelli como novo ministro da Educação.

O que está em discussão
Sete ações de investigação continuam em andamento

Acusações

Quatro ações tratam de eventuais disparos em massa (as mais críticas para o governo)
Fase: investigação, com coleta de provas

Duas ações sobre invasão de grupo no Facebook
Fase: em julgamento

Uma ação acusando eventual privilégio dado a Bolsonaro por veículos de comunicação durante a campanha
Fase: aguarda julgamento de embargos

Arquivada
Ação que acusava a chapa de abuso de poder econômico por causa da colocação de dezenas de outdoors
Fase: ainda cabe recurso
Herculano
29/06/2020 12:29
ISOLADO, BOLSONARO ADOTA O "PAZ E AMOR" POR CONVENIÊNCIA, por Leandro Clon, diretor da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Bolsonaro age para blindar os filhos e porque foi aconselhado por aliados

Surgiu um Jair Bolsonaro "paz e amor" nos últimos dias. Fez acenos de pacificação aos Poderes, prestou homenagem às vitimas do Covid-19, e escolheu um ministro da Educação fora do nocivo "olavismo", que afundou o MEC até agora.

O presidente tem ainda buscado um distanciamento dos extremistas que pedem intervenção militar e estimulam a crise com o STF.

Teria caído a sua ficha sobre o desastroso governo que conduz até aqui? Provavelmente, não.

Bolsonaro age para blindar os filhos e também porque foi aconselhado por aliados a baixar a temperatura diante dos recentes embates.

O entorno do presidente sabe do seu isolamento, hoje pendurado na estabilidade da aprovação por 32% da população.

Mas os sinais de enfraquecimento são evidentes, como diz a própria pesquisa: o apoio cai para 15% entre os que avaliam que ele sabia do esconderijo de Fabricio Queiroz.

Bolsonaro flerta com um armistício, faz gestos neste sentido, mas nada que leve a crer que suas convicções tenham mudado.

O presidente não diz publicamente, mas deve estar fora dos 75% dos brasileiros que, segundo registra o Datafolha, consideram a democracia o regime mais adequado.

Também não parece integrar os 68% que consideram uma ameaça à democracia os atos pelo fechamento do Congresso e do Supremo.

O mesmo Bolsonaro que pediu, em sua live semanal, Ave Maria na sanfona para lembrar as vítimas da pandemia promoveu aglomeração em uma cidade mineira dois dias depois.

Sem máscara, ignorou os protocolos sanitários, abraçou crianças e novamente deu um péssimo exemplo como chefe da República.

Ele protagonizou as cenas enquanto o Ministério da Saúde anunciava a boa notícia sobre o acordo para desenvolver uma vacina que pode chegar a 100 milhões de doses contra a Covid-19.

Não à toa, 54% dos brasileiros, diz o Datafolha, consideram o presidente um sujeito "pouco inteligente".
Herculano
29/06/2020 12:26
É DE SE PERGUNTAR

O diploma do primário, secundário e de graduação do ministro da Educação são válidos? Eles os concluiu de verdade? Cada coisa.
Herculano
29/06/2020 10:50
SCHIOCHET ABRE MÃO DA SECOM DA CÂMARA E ASSEGURA ACORDO NA BANCADA, por Cláudio Prisco Paraíso

Um acordo na bancada federal do PSL visando a conduzir o deputado Felipe Francischini, do Paraná, à liderança do partido na Casa, levou o catarinense Fábio Schiochet a abrir mão do comando da Secretaria de Comunicação da Câmara. Cargo que ele ocupa desde 2019.

Schiochet praticou o gesto para que a também deputada Joice Hasselmann, hoje desafeta de primeira hora da família Bolsonaro, assuma o posto. O movimento garantiu a concretização do acordo. Francischini e Schiochet são absolutamente próximos.
Herculano
29/06/2020 10:34
CONFRONTANDO O PRECONCEITO RACIAL, por Ronaldo Lemos, advogado, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, no jornal Folha de S. Paulo.

Pesquisas mostram que viés sobre cor se esconde no psicológico das pessoas

Uma pesquisa publicada neste junho mostra a profundidade da questão do preconceito racial no Brasil. O trabalho foi realizado pelo Instituto Locomotiva, a pedido da CUFA (Central Única de Favelas), organização fundada dentre outros por Celso Athayde, empresário e uma das vozes mais importantes para conhecer o país.

A pesquisa mostrou uma série de rostos para uma amostra de 3.111 entrevistados composta por homens e mulheres entre 16 e 69 anos. As pessoas eram, então, perguntadas quem das pessoas retratadas nas fotos tinha mais chance de ser abordada pela polícia - 94% dos entrevistados apontavam para uma pessoa negra.

Quando perguntadas sobre quem tinha mais chance de conseguir emprego, 91% apontavam para uma pessoa branca. Ao perguntar quem tinha mais chance de fazer faculdade, de novo, prevalecia com 85% uma pessoa branca.

Esses dados são ainda mais impactantes quando se tem em mente que 56% dos brasileiros se autodeclaram pretos ou pardos. Como base de comparação, nos EUA, berço do atual e forte movimento contra o racismo, 13,4% se autodeclaram negros e 18,3% hispânicos ou latinos.

Um dos muitos debates levantados nesse momento de protestos é a questão do viés racial. A pesquisa da CUFA no Brasil mostra na prática uma das dimensões dessa questão. Outros relatos incluem os chamados testes de associação implícita (IAT). O modelo desse teste surgiu em 1998 por meio da pesquisa de pesquisadores em psicologia social, como Anthony Greenwald, professor da universidade de Washington.

A premissa desse tipo de teste é de que é muito difícil determinar o viés de uma pessoa com base no seu próprio relato consciente. Desse modo, o teste busca medir, por meio de associações subconscientes e automáticas, o grau de viés que a pessoa - muitas vezes sem saber - apresenta com relação a um determinado assunto.

Esse tipo de tese é usado para aferir viés sobre temas que abrangem raça, idade, sexualidade, religião, gênero e até questões como autoestima e autoimagem (o que uma pessoa pensa sobre ela mesma).

A universidade de Harvard oferece esses testes online, inclusive em português, pelo link implicit.harvard.edu/implicit/brazil. Cada pessoa terá uma experiência e reação diferente ao realizar esse tipo de teste. Mas para muitos será um exercício importante de autoconhecimento, que pode ajudar a revelar diversos tipos de vieses.

E é claro, esse tipo de teste também trouxe controvérsias sobre sua acuracidade e validade. De todo modo, o artigo original que estabeleceu as bases para esse modelo de análise tem mais de 12 mil citações em periódicos acadêmicos.

Como mostra Jennifer Eberhardt, professora de psicologia social da universidade de Stanford e autora do importante livro Biased ("enviesado"), preconceitos afloram com facilidade em situações-limite, quando agimos com pressa ou instintivamente. Não só os testes IAT demonstram isso, mas também a realidade prática que Eberhardt encontrou pesquisando por anos os departamentos de polícia nos EUA.

Um dos caminhos para começar a superar o preconceito é justamente parar de negá-lo, saber que eles existem e não são um problemas dos "outros" ou da "sociedade", mas também uma questão inerente a nós mesmos.

READER
Já era
nunca limpar o celular

Já é
limpar o celular com Lysoform

Já vem
case que carrega e desinfeta o celular com luz ultra-violeta
Herculano
29/06/2020 10:29
da série: em um mundo digital e globalizado na comunicação e informação, nenhum detalhe mais escapa. O ministro montou um currículo fake no tempo analógico e não o atualizou naquilo que aumentou ou mentiu.

UNIVERSIDADE DA ALEMANHA DIZ QUE DECOTELLI NÃO TEM PóS-DOUTORADO

Conteúdo de O Antagonista. O novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, não obteve um pós-doutorado pela Universidade de Wüppertal, na Alemanha.

Em nota enviada para O Globo, a assessoria de imprensa da universidade esclareceu que o ministro conduziu pesquisas por um período de três meses em 2016, mas não concluiu nenhum programa de pós-doutoramento.

"Carlos Decotelli não obteve nenhum título na nossa universidade."


O currículo do ministro no site do MEC diz o contrário: "tem pós-doutorado pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha".

A própria professora do ministro negou o título.

A reportagem acrescentou:

"Na Alemanha, um pós-doutorado dura, em média, de dois a quatro anos e só pode ser feito por candidatos que possuam um título de doutor ?" o que não é o caso do novo ministro. Mentir no currículo na Alemanha pode levar a uma pena de prisão de até cinco anos por falsificação de documentos, caso o currículo possua a assinatura do candidato."
Herculano
29/06/2020 10:25
CHAPA-BRANCA, por Claiton Selistre, no Making Of

Luiz Ernesto Lacombe, demitido na Band, trabalhou na RBS TV Santa Catarina, inclusive apresentando o Jornal do Almoço e outros. Nunca demonstrou o viés de chapa-branca, ou seja, de ter uma posição política hoje favorável ao governo.

A briga rolou feia nos bastidores da Band, já que o programa que ele apresentava era da área de entretenimento, e o Jornalismo separado não concordava com a linha editorial. Por isso, contratou a ex-Rede TV Mariana Godoy, ocasionando a demissão do chefe do programa cuja mulher apresentava o programa ao lado de Luiz.

É muito rolo para tão pouca audiência.
Herculano
29/06/2020 10:17
A AGENDA ANTI-MORO, por Catarina Rochamonte, doutora em filosofia, autora do livro 'Um olhar liberal conservador sobre os dias atuais' e vice-presidente do Instituto Liberal do Nordeste (ILIN), no jornal Folha de S. Paulo

O que mais pesa para a onda de ataques ao ex-ministro nesse momento é o seu capital político

Comumente a paixão política faz surgir narrativas que distorcem a realidade e em meio às quais os apaixonados se movem com ressentimento e má-fé. Alguns desses se reuniram em um grupo chamado Prerrogativas, dedicado especialmente à ocupação mesquinha de levar adiante uma "agenda anti-Moro."

Articulados no tal grupo, advogados que atuaram ou atuam na defesa de alvos da Lava Jato querem impedir o ex-ministro de refazer seu registro na OAB e exercer a advocacia. Faz parte também da agenda do grupo "divulgar que avanços autoritários e antidemocráticos surgidos no bolsonarismo são um legado da Lava Jato e têm a paternidade de Moro". Uma integrante do Prerrogativas diz que se trata de cobrar "olhar lúcido" sobre a atuação de Sergio Moro. Resolvemos contribuir também com nosso olhar lembrando que:

Moro não condenou apenas políticos do PT, mas de vários partidos - da esquerda, do centro e da direita -; suas sentenças foram, com eventuais abrandamentos ou agravamentos, corroboradas pelas instâncias superiores; seus julgamentos não derivaram do seu capricho, mas de investigações da Polícia Federal e denúncias do Ministério Público; o legado da Lava Jato foi o combate à corrupção e a esperança de renovação política com a moralização da vida pública.

O que mais pesa para a onda de ataques a Moro neste momento é o seu capital político e a possibilidade de, em 2022, rivalizar com os extremos à esquerda e à direita.

Sendo assim, parte da direita desconsidera solenemente que tudo o que Moro afirmou em coletiva e em depoimento vem se confirmando, e bolsonaristas seguem firme acusando-o de traidor, como se a lealdade a um líder fosse mais importante que a fidelidade a princípios.

De todo modo, é lamentável que, no momento em que o país passa pela pior crise sanitária da sua história, agendas baseadas em cálculos eleitorais e ressentimentos políticos tirem o foco da agenda de combate à pandemia.
Herculano
29/06/2020 10:10
ECAD MANOBRA PARA FATURAR EM DOBRO COM 'LIVES', por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O sucesso das "lives" durante esse período de pandemia e isolamento fez crescer o olho do Ecad, responsável por coletar pagamentos por uso de músicas no País. A malandragem foi admitida pela própria entidade ao afirmar que já tem contratos com YouTube, Facebook etc. e recebe regularmente, mas que lives transmitidas pelas plataformas ganharam destaque e o Ecad quer faturar mais com "execução pública musical".

COBRANÇA DUPLA

A cobrança é feita duas vezes pelo mesmo produto, a realização da live e pela transmissão. Afinal, se não fosse transmitida, ninguém iria assistir.

INSACIÁVEL

Na prática, o artista, que está impossibilitado de se apresentar e cobrar ingresso devido ao isolamento, vai precisar pagar para trabalhar. É o fim.

TÃO CARIDOSO

A cobrança é de 7,5% do valor bruto dos patrocínios, retroativa a 20 de março. Mas devido à pandemia vai dar desconto e cobrar "apenas" 5%.

NEGóCIO DA CHINA

Sem as lives, o Ecad arrecadou R$4,4 bilhões entre 2016 e 2019 e R$3,9 bilhões para músicos. E ficou com os R$452 milhões restantes.

INQUÉRITO DE MORAES NÃO ACHA BATOM, NEM CUECA

O "Apenso 70" do inquérito das Fake News, criado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar supostos ataques e ameaças a ministros e seus familiares, contém um laudo pericial que atesta não ter sido possível identificar a existência da imaginada "rede de robôs" com mensagens financiadas nas redes sociais. O ministro Alexandre de Moraes descobriu que os xingamentos vêm de contas que, na verdade, têm donos de carne e osso. Nada de robôs que tanto excitam fantasias.

MEME É Só UM MEME

As redes sociais têm linguagem própria, anárquica e livre. O que parece "sério", não passa na maior parte dos casos de "memes", provocações.

OBJETIVO É 'CAUSAR'

A dona de um salão de beleza que bomba nas redes sociais pregando o assassinato de Bolsonaro não é necessariamente uma homicida à solta.

APENAS OPINIõES INCISIVAS

O PGR Augusto Aras reconheceu o "conteúdo incisivo", mas admitiu que as mensagens são opiniões "protegidas pela liberdade de expressão".

AUTORITARISMO EXPOSTO

O ministro André Mendonça (Justiça) expôs o caráter autoritário das investidas contra "atos antidemocráticos", ao lembrar que o movimento anarquista, fundado no fim da década de 1860, nega o poder formal e prega o fim das instituições. O STF pretende prender seus ativistas?

PIADA INSTITUCIONAL

O procurador Marcelo Rocha Monteiro, do Rio de Janeiro, observou que no Brasil quem perde a eleição vai ao Supremo Tribunal Federal (STF) e impõe sua política pública, anulando o mandato popular do governante.

COMEÇOU A CAMPANHA

O clima esquentou em Araraquara (SP) entre o prefeito Edinho Silva (PT), ex-ministro de Dilma, e o ex Marcelo Barbieri (MDB). Silva ouviu o que não queria, ao atacar Barbieri, que não será candidato este ano.

MINISTROS VAPT-VUPT

Uma "coalizão de deputados" vai reunir nesta segunda (29) sete ex-ministros da Educação dispostos a falar mal do governo. Metade deles ficou menos de um ano no cargo e um deles foi demitido pelo telefone.

TEMPOS DE PIBÃO

"Em seus sete meses de governo, dr. Jânio fez o PIB brasileiro crescer 9,2%", lembra Victor Eugênio, 80, sobre o também campo-grandense Jânio Quadros, de quem foi secretário particular.

O LOBBY VENCEU

Morreu na Câmara dos Deputados o projeto que repassava à Saúde os bilhões do "cartório" de seguradoras do DPVAT. O governo publicou no Diário Oficial pedido de retirada do projeto da tramitação no Congresso.

MÁQUINA DE COMER DINHEIRO

A cartilha Fatos Fiscais, do Tribunal de Contas da União, sobre gastos do governo nos últimos anos, indica que o déficit primário verificado pelo Tesouro Nacional em 2019 alcançou R$ 88,9 bilhões.

NÃO PODE NEM FALAR

A comissão especial criada pela Câmara dos Deputados para discutir a pandemia do novo coronavírus não vai nem sequer discutir o retorno às aulas: cancelou a reunião destinada a isso, marcada para esta terça (30).

PENSANDO BEM...

...mais um jornalista preso e o STF pode pedir música.
Herculano
29/06/2020 09:59
da série: afinal um artigo leve e que nos leva a pensar o abismo em que estamos saltando, mesmo com tanto conhecimento e tecnologia acumulados no século 21

NÃO FOSSE PELA MEMóRIA NULA DAS PESSOAS, TERÍAMOS UM SURTO DE CETICISMO, por Luiz Felipe Pondé, filósofo e ensaísta, no jornal Folha de S. Paulo

A inconsistência é a norma no caso do conhecimento de fato acumulado até agora.

Ninguém sabe nada sobre esse vírus. Essa frase vem à cabeça de qualquer um que preste atenção a muito do que trafega pelas mídias desde o início dessa pandemia.

O ceticismo é uma tradição grega. Sextus Empiricus (séculos 2 e 3 d.C.) era médico e filósofo, e representa um tipo de ceticismo baseado na percepção de que as contradições teóricas tendem a expor as inconsistências das mesmas. O ceticismo é a ruína da crença no conhecimento - por isso, muitas vezes, associa-se o ceticismo ao niilismo.

Sua prática era conhecida como empírica e se caracterizava pela dúvida em relação às disputas entre as teorias médicas de então (que hoje seriam objeto de escárnio) e pela aplicação estrita do que hoje seria chamado de protocolos bem-sucedidos no cotidiano.

À época, um médico empírico aplicaria o que sempre funcionou para um caso específico, tipo vômitos e diarreias, sem se perguntar a razão do sintoma. A anamnese iria na direção de saber coisas como o que o paciente fez antes, o que comeu e bebeu, se isso já aconteceu várias vezes, a que horas do dia costumava ocorrer esses eventos. E aplicaria tratamentos que funcionaram em casos semelhantes.

Dessa medicina brotou um tipo de ceticismo que observa as diversas teorias, analisa suas contradições, e opta por procedimentos que sempre deram bons resultados no caso em questão.

Voltemos aos dias atuais. Não fosse pela quase memória nula da maioria das pessoas, a ciência sairia chamuscada dessa pandemia, e teríamos um surto de ceticismo.

É claro que entender o que está acontecendo hoje é como aprender o mecanismo de uma nova turbina de um avião em velocidade de cruzeiro. Mas, as pessoas que ouvem o que os especialistas em pandemias falam, tomam cada palavra como um prêmio Nobel, quando, na verdade, a inconsistência é a norma no caso do conhecimento de fato acumulado até agora.

Há um outro aspecto envolvido na comunicação de qualquer coisa relacionada à pandemia: o aspecto pedagógico. Se alguém disser que furar um olho diminui o risco de contágio, as pessoas farão fila pedindo ao farmacêutico para furar seus olhos. Por isso, todo cuidado é pouco.

Exemplos de vaivém. Pisar no chão já foi um risco monstruoso. Informações científicas de ocasião afirmavam que o vírus sobrevivia em toda superfície entre uma hora e 72 dias. Comer frutas lavadas não bastavam, lavá-las com Pinho Sol seria o mais seguro. Pisar na rua seria quase mortal: o apocalipse zumbi finalmente aconteceu. A OMS faz parte do circo: hoje medicamento X não vale, amanhã vale. E atenção: respirar pode fazer mal à saúde! Quanto à sobrevivência do vírus no ar, a possibilidade é de algo entre duas horas e 30 dias.

A ciência sempre foi controversa, mas a sensibilidade social tem vocação a buscar certezas, logo, a paciência é zero pra esse vaivém. O que eu quero saber é se posso andar de elevador e pronto! Se tiver que sair, devo comprar pela Amazon a roupa com que os astronautas foram à Lua?

Não há nenhuma certeza sobre os dados em jogo. Os modelos, portanto, são vagos. Fala-se em aumento de casos aqui, queda ali. O Brasil é segundo lugar aqui e sexto ali. Há subnotificação de casos aqui e ali. Um dia milhões morreriam, inclusive no Brasil, agora milhares já morreram. Mas, calma! Muitos ainda podem morrer.

Países modelos não estão usando máscaras ou apenas usam em locais fechados. Terá isso a ver com a imunidade de rebanho? Impossível: confinamento atrasa a imunidade de rebanho. Ou terá a ver com a eliminação do vírus via testagem e isolamento vertical? Tem países isolando bairros periféricos pra impedir que pobres contaminem ricos? Alguém sabe dizer algo de definitivo sobre a fisiopatologia do vírus?

E afinal, como anda a pandemia na África? Será que a onda de antirracismo vai tirar a África da invisibilidade epidemiológica de sempre? Duvido. Derrubar estátuas é hobby de riquinho. O mundo é um circo.

E alguém pergunta: afinal, por que confinar? Resposta cética: porque sempre se fez isso na história da humanidade e, aparentemente, ajuda a diminuir o contágio.
Herculano
29/06/2020 09:47
REGISTRO

Para quem acha pouco. Ontem, domingo à tarde, devido a atualização, o portal Cruzeiro do Vale, o mais acessado de Gaspar e Ilhota, registrou até 392 acessos simultâneos de IPs diferentes.

Isso é recall (lembrança da marca), confiança e credibilidade, apesar do portal ainda não ser responsivo na tecnologia.

Não foi um recorde e que em tempos passados já o tirou até o portal do ar por causa do expressivo número de acessos simultaneamente, mas para um domingo a tarde, foi expressivo. Acorda, Gaspar!

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