24/09/2020
O IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica -, divulgado na semana passada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacional (Inep), do Ministério da Educação, mostrou que a capacidade de absorver conteúdos e a resolutibilidade dos alunos nas escolas públicas municipais de Gaspar com eles, andou para trás no próprio governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, se comparado 2017 com 2019 ou pior: olhando para as metas compromissadas para o mesmo 2019. Não digam que professores, gestores pedagógicos e diretores de escolas não pressentiram isso! Outro desastre: quando se olha o ensino médio e que é de responsabilidade do governo do estado, a coisa ficou escandalosa. Inacreditável! É o futuro de crianças e adolescentes – vulneráveis pois economicamente não podem acessar o ensino privado - que estão comprometidos no conhecimento, na competitividade e na busca de empregos, inclusive os de simples sobrevivência. Vergonha é a palavra suave que expressa tudo isso.
São números. São constatações. São realidades. É um retrato. São resultados. É a verdadeira prestação de contas deficitária. É uma brutal discriminação dos políticos do poder de plantão contra pobres. Um alerta para reverter algo assustador. Esses números dizem que os gestores públicos e educadores falharam feio. São pedidos de socorro que não estão sendo ouvidos. Os políticos – agora em campanha para permanecerem no poder - estão fulos com os números que eles não podem manipular para a propaganda enganosa. Preferiam que fossem publicados só das eleições. Antes, como foi, atrapalham, vejam só, à falsa imagem marqueteira vencedora que venderam até aqui e que inunda as redes sociais oficiais e particulares dos obrigados a isso para recompensar as tetas públicas onde mamam. Estão fulos, porque mais uma vez estou, infelizmente, de alma lavada e o tempo foi senhor da razão. Falta de aviso e alertas que incluem à Saúde Pública e à Assistência Social, não foi. Os únicos prejudicados até aqui são próprios estudantes e não os políticos. São eles que estão sendo punidos pelos políticos. E tudo tende a piorar com estes sete meses de paralisação devido ao Covid-19. O IDEB de 2021 deverá será catastrófico se uma operação de guerra não começar exatamente hoje. E para isso é preciso liderança, capacidade e consciência cidadã. O que os gasparenses e os candidatos tem a dizer sobre isso?
Com estes números ficará mais difícil de me chamar de mentiroso, de me calar – inclusive com processos – como sempre se tentou até aqui para me intimidar e constranger. A meta de Gaspar para 2019 era de 6,2 para o 4º e o 5º ano do Ensino Fundamental: ficou em 6,1 enquanto a média catarinense foi de 6,5; ou seja, tem gente ensinando e aprendendo bem melhor em Santa Catarina. Já para as 8ª e 9ª séries, os estudantes gasparenses cravaram 4,8; mais uma vez abaixo da meta prometida por Gaspar que era de 5,8 e da média conseguida pelos estudantes catarinense de 5,1 em igual avaliação. Mas, nesta vergonha contra os nossos jovens à beira do ensino superior, nada supera o que aconteceu com o ensino médio em Gaspar e que é de responsabilidade do governo de Carlos Moisés da Silva, PSL, o que quando eleito, andou casando diretora não alinhada ideologicamente ao partido, tudo sob a máscara de erro administrativo. Gaspar que já teve 3,5 em 2017 e havia prometido como meta 3,8, “conseguiu” apenas 2,3 diante de uma média catarinense compromissada para ser 5,4, e que se apurou em 4,2. Como esses estudantes poderão alçar as universidades com tal pobreza de conhecimento? Isso não é orgulho para ninguém, desculpe-me, nem para os seus professores. Vergonha!
Onde se fundamenta parte deste desastre? Na politicagem barata em algo essencial e estratégico. A professora que virou secretária de Educação em Gaspar, ganhou esta condição na acomodação partidária do vencedor. Como prêmio está licenciada e em campanha à cata de votos. Ela quer ser vereadora para melhor defender os professores e a educação daqui, mesmo não tendo feito à própria lição de casa como mostra claramente o IDEB de 2019. Esse é o resultado de se transformar áreas essencialmente técnicas, sensíveis e vitais para a cidade, os cidadãos e cidadãs como Saúde, Educação e Assistência Social em escritórios políticos e ou empregos a curiosos para selar alianças partidárias com o fito de se continuar no poder, sem se importar realmente com o melhor resultado que isso vai trazer para a sociedade, ou no futuro das pessoas, normalmente, as mais vulneráveis socialmente. Apostou-se em obras físicas e que estão sob dúvidas; esqueceu-se do essencial: gente, num ambiente conturbado, numa cidade dormitório e de passagem entre centros urbanos em expansão como Blumenau, Brusque e Itajaí, fatos que obrigam à atenção social redobrada dos governantes. Acorda, Gaspar!
Denúncias ao seu alcance. O aplicativo Pardal, desenvolvido pela Justiça Eleitoral para uso gratuito em smartphones e tablets, a cada eleição, já está disponível. Você pode baixá-los nas lojas virtuais Apple Store e Google Play. Somente nas eleições de 2018, a ferramenta recebeu mais de 47 mil denúncias.
Neste domingo todos os candidatos estarão oficialmente inscritos no Tribunal Regional Eleitoral e se saberá quem ficou pelo caminho. Será a hora de separar os homens dos meninos quando se escolhe os guerreiros para uma batalha.
Vida de político é dura; dura de engolir. Depois ele reclama da imprensa, dos eleitores, da sorte...
Em campanha, vai à redação dos veículos de comunicação; eleito, desaparece. Em campanha se aproxima e baba colunista; eleito, ameaça, constrange e até processa. Em campanha diz que o veículo de comunicação é vital; eleito diz que as redes sociais – nas fakes que produz - são suficientes. Em campanha diz que ele e o partido não têm dinheiro, pede chances; eleito, chantageia com verbas que são públicas e não suas.
As redes sociais mostraram esta semana como funcionará a desigualdade da campanha política em Gaspar. Comissionada da área de comunicação acompanhava gravação de depoimento da avó do candidato a vice da coligação. No mínimo, aí há mácula ética. Ética? O que é isso no mundo político?
Você sabe quantos engenheiros fiscais em menos de dois anos a prefeitura de Gaspar nomeou para acompanhar a obra de apenas um quilômetro do Anel de Contorno no pasto do Jacaré? Cinco.
As obras de drenagens e reurbanização do Rua Barão do Rio Branco, no bairro Santa Terezinha, imitam a da Frei Solano no desastre de execução e sofrimento prolongado que se lança contra a população e comerciantes de lá. Incrível!
O ex-prefeito de Gaspar por dois mandatos, Luiz Fernando Poli, ex-MDB, PFL e PDT, teve o seu Ecoesporte apreendido. Regularizou a documentação. Ainda precisou dar arrumar cinco pneus em melhor estado, dar um jeito na luz de freio, escapamento, macaco, triângulo, chave de rodas e até placa. Que coisa...
Há candidato escondendo o seu currículo na campanha em Gaspar. E por que? Só viveu de tetas políticas até aqui. E se perder a eleição, ficará desempregado, a menos que outro político o socorra para mais um emprego comissionado.
Tem candidato e que jura ser meu fiel leitor, mas só agora ele “descobriu” as mazelas e maravilhas de Gaspar. A campanha política faz coisas. Devia haver todos os anos. Acorda, Gaspar!
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