Kleber, seu vice Luiz Carlos e secretários de Gaspar possuem os mais altos salários de SC e estão em campanha eleitoral para permanecerem em seus cargos - Jornal Cruzeiro do Vale

Kleber, seu vice Luiz Carlos e secretários de Gaspar possuem os mais altos salários de SC e estão em campanha eleitoral para permanecerem em seus cargos

13/04/2020

E mesmo diante da grave crise econômica provocada pela Covid-19 e que tira empregos ou achata os salários dos eleitores, que leva mais gente à miséria e que está falindo e manchando o nome dos empresários sérios, os agentes políticos estão longe de gestos de solidariedade com a desgraça que assola a cidade e o futuro das pessoas para as quais eles dizem liderar, proteger e defender

Até esta segunda feira, o prefeito, vice e vereadores daqui e de Ilhota (que são empresários) não tinham dito aos eleitores qual será a parte do sacrifício deles nesta ruína coletiva. E se pressionado pela realidade, imprensa, redes sociais, aplicativos de mensagens e por marqueteiros do atraso, o gesto será demagógico e porque virá na marra e com muito atraso

É por isso que esses políticos estão em outra campanha enganando a plateia de analfabetos, ignorantes e desinformados: a de que a eleição de outubro seja adiada. É para eles comemorarem a sorte grande neste bilhete premiado de mais dois anos e que vai livrá-los do julgamento popular pelas urnas


O prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, Podemos, (à Esquerda) uma cidade cinco vezes maior e mais complexa que Gaspar possui salário menor que o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, (ao Centro). Hildebrandt reduziu o seu salário. Kleber não, assim como o prefeito de Ilhota, Érico de Oliveira, MDB (à direita)

No Brasil inteiro, políticos conscientes e cidadãos, que viviam à velha e principalmente se estabeleceram à nova dura realidade econômica que nos empobrecerá como pouco se viu antes, já tomaram iniciativas para, minimamente, repartirem os sacrifícios.

Governadores, prefeitos e presidentes de Assembleias e Câmaras entre outros, vêm anunciando várias medidas que vão desde a não aplicação de reajustes, ou congelamento e até redução de vencimentos de servidores e agentes políticos (prefeitos, vices, vereadores, secretários, comissionados e funções gratificadas) por curtos períodos, como gestos de maus tempos e de necessidade de ações emergenciais.

É demagógico? Pode até ser! Mas, política nunca foi um ato de sinceridade. É um circo de necessidades. O que não se pode acusar contra esses políticos e que perceberam à nova necessidade, é de alienação. Os políticos não são a causa dos problemas – é uma doença, e não chinesa, mas humana -, entretanto, por obrigação, são animadores da solução para o povo, os que verdadeiramente sustenta não só os políticos, mas toda a máquina pública.

O suposto “corte na própria carne”, é um gesto concreto e altamente simbólico neste circo cheio de malabarismo. Uns políticos – e seus “çabios” que os rodeiam – entendem; a maioria finge, e outros, não entendem mesmo.

A falta de dinheiro circulando na economia não é um problema apenas para as pessoas comuns. É para os políticos e governantes. Consequentemente, por causa disso, os cofres secam-se a tributos de todos os tipos, feitos para suportar a máquina pública. Essa carência não é nada demagógica. É uma realidade incontestável, até para o mais desavisado administrador público. Orar e jejuar a espera de milagres serão insuficientes.

POR QUE UMA CIDADE CINCO VEZES MAIOR DO QUE GASPAR PAGA MENOS AO PREFEITO E VICE?

Não vou divagar sobre esse assunto que deveria ser a lição primária do governante e seus assessores, aliás, muito bem pagados pelo povo para dar conta do recado às soluções. Mas, vou mostrar que há políticos que falam e fazem, e políticos que só falam, os que fingem não entendem, e os que vivem em “lives”, das suas redes sociais, ou distribuindo mensagens de otimismos em aplicativos de mensagens.

Tudo, na verdade, são distrações propositais aos desatentos de sua claque ou desaviados em desespero. No fundo são contra à sua cidade ou estado, mas principalmente contra a sua própria imagem.

Querem exemplos? Inúmeros. Longe daqui? Não! Aqui mesmo.

Você sabe qual é o salário do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, com o reajuste que ele próprio se auto-concedeu no Projeto de Lei que assinou e a Câmara referendou por unanimidade, numa sessão vapt-vupt na metade deste mês de março? R$27.356,69. Guarde bem esse número, você vai precisa-lo para comparar.

E o salário do vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP, que não possui qualquer função executiva – é legal, e nada a contestar - quanto é? R$12.626,16 por mês no reajuste recente.

E o salário de um secretário de Gaspar e que não precisa entender nada daquilo que faz, basta ser amigo do reinado ou um cabo eleitoral bem avaliado? R$12.795,81 por mês, no reajuste recente.

Então, agora, pegue estes números, guarde bem e vamos compará-los com Blumenau, a nossa vizinha, uma cidadezinha, e que para começo de conversa é cinco vezes maior do que a nossa, com múltiplos e complexos problemas para além dos nossos, e que por acaso, nesta Covid-19, está sendo a nossa “tábua de salvação”, diante da politicagem que se fez aqui durante os três anos do governo Kleber na área de Saúde, onde nem mesmo o grosso dinheiro investido aqui, foi capaz de nos livrar dessa dependência crônica.

Sabe quanto ganha o prefeito de lá, Mário Hildebrandt, Podemos, que era vice e assumiu a titularidade diante da aventura fracassada para ser candidato a governador do titular, Napoleão Bernardes, PSD, onde o PSDB lhe passou a perna, ex-vereador, um eficaz secretário de Assistência Social, um evangélico ligado a MEUC?

Exatos R$23.849,12, ou seja, bem menos do que Kleber recebe aqui: R$27.356,69

E o vice de lá quanto onera os cofres e os bolsos dos blumenauenses? Nadinha. É Hildebrandt era o vice e o cargo está vago. Aqui Luiz Carlos recebe R$12.626,16 por mês. E os secretários de lá quanto ganham? R$11.051,36 por mês. E os daqui, numa cidade cinco vezes menor? R$12.795,81.

Implicância? Não são números, são realidades, são comparações de funções assemelhadas, mas com responsabilidades desiguais, onde o que dirige o município cinco vezes maior, ganha menos.

POR QUE OS POLÍTICOS RESISTEM AO EXEMPLO E CORTAR NA PRÓPRIA CARNE EM TEMPOS DE CRISE?

É, ou não, algo que mostra o tamanho do desiquilíbrio, da politicagem, do quanto os gasparenses estão deixando correr solto os políticos daqui pagos com o dinheiro de todos?

Falta um Observatório Social e entidades com voz e representação, mas sem aparelhamento político partidário como se tem em outros municípios que se lançaram a fiscalizar os políticos e seus “amigos”.

E onde isso existem, essas entidades representativas ou fiscais não nasceram do dia para a noite. Algumas, em Blumenau, por exemplo, já passam ou beiram os cem anos. Os gasparenses estão sem voz. Esta simples comparação de salários dos prefeitos de uma e outra cidade, mostra o tamanho da mudez. E aqui, ai daquele que levante a lebre. É logo taxado de inimigo da cidade, de comunistas, de estrangeiro... Quando isso vai mudar?

Vamos a outro ponto. Mesmo ganhando um salário menor do que Kleber, quanto Mário Hildebrandt, que se diz candidato a reeleição, anunciou que cortaria emergencial e inicialmente por dois meses do seu salário? 30%. E dos seus secretários? 20%.

E Gaspar? Até esta segunda-feira, um silêncio só. Inclusive o assunto é tabu na imprensa daqui que lê, escuta e vê a de lá a todo momento. Nas redes sociais, algumas coisas, mas sem contundência.

A desgraça, no entender dos nossos políticos, deve ser colocada sobre os ombros dos munícipes e eles que arrumem dinheiro para botar na barrosa para que ela possa pagar não apenas os funcionários, uma obrigação constitucional incontestável, mas principalmente à máquina de votos criada para a reeleição dos que estão no poder.

Como diz o ditado, pulga só se vê em cachorro magro. Em Ilhota, os administradores choramingam pelos cantos e mandam avisar de que não sabem como vão fazer para pagar os seus funcionários. Contudo, os agentes políticos nem querem saber em falar em reduzir os seus salários, cortar cargos comissionados infestados pelos emedebistas de outros municípios, ou cargos gratificados feitos para agradar os mais achegados.

Érico de Oliveira, MDB, está ganhando R$13.878,22 e o seu vice Joel José Soares, DEM, R$8.096,02, ambos são empresários; um secretário R$6.653,34 por mês. Na Câmara de Ilhota, o presidente com o reajuste passou a ganhar R$7.206,54 e um vereador R$ 5.147,53. Já em Gaspar, os vereadores estão todos bem quietinhos depois que eles próprios aprovaram seus reajustes em março naquela sessão vapt-vupt: R$6.122,94 para cada um por mês. E o presidente Ciro André Quintino, MDB, R$1 mil a mais a título de representação.

Você concorda que o sacrifício desta pandemia deva ser apenas nas costas dos pagadores de pesados impostos, que estão com seus salários e negócios ameaçados? Acorda, Gaspar!

Comunicação torta I

Depois da quarentena, home office, muita rede social e da Semana Santa, Gaspar finalmente vai se acordar para superar os desastres provocados pela Covid-19


Esta é a reprodução da “live” feita há uma semana pela prefeitura aos gasparenses sobre o que se estava fazendo no ambiente público na proteção da Covid-19. É uma estampa dos sete erros

Hoje fará uma semana da “live” que o prefeito de Gaspar, Kleber Edson Wan Dall, MDB, fissurado por aparecer em redes sociais, fez para a cidade e os cidadãos. Foi para mostrar que conhecia o tamanho do buraco, que estava trabalhando e tinha instalado um staff de crise para enfrentar a danada da Covid-19.

A foto acima mostra o tamanho do improviso e que mesmo no pior, nada é sério por aqui. Uma hora de blá-blá-blá. Na tal “live” ninguém usa máscaras apesar dela estar um médico, um secretário da saúde e um superintendente da Defesa Civil

Mais. A foto mostra que todos estavam próximos, que uma toalha -elemento de contaminação – cobria a mesa, e ninguém que participava dela, estava identificado. Na “live” estava ainda um que não cumpriu a quarentena completa de no mínimo 14 dias depois de chegar ao Brasil na viagem de férias recentes feitas ao Caribe. Um dia depois da “live”, soube-se que a assessora de imprensa, Amanda Weber, estava com a Covid-19.

Esta sucessão de erros, mostra a qualidade como se combate a doença a partir de quem gerencia a crise na prefeitura da Gaspar. Meu Deus! E meu comentário poderia ser encerrado por aqui.

Resumindo: só o médico Ricardo Freitas, do Hospital, aquele sob intervenção municipal, que não se sabe quem é o dono dele e que está na UTI faz anos, se saiu melhor. Era um assunto familiar. Já os demais... O secretário interino de Saúde, e prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, ex-bombeiro militar, falou como advogado que é.

O prefeito, que não entende nada do riscado, finge que entende de tudo, enrolou. A Defesa Civil foi decorativa e piadista. Para ela, Gaspar era o único município catarinense que está aplicando o tal Sistema de Comando em Operações. Incrível a bolha onde essa gente está em assunto tão sério.

Afirmou-se que Gaspar foi o primeiro município em Santa Catarina que instalou o tal Sistema de Comando de Operações – o SCO.O Manuel pode ser baixado na inernet. Riam macacos. Ela é uma ferramenta com protocolos para gestão de crises e desastres. Ela exige comando, coordenação, subordinação, autonomia e integração entre vários atores (agências e órgãos) dentro e fora do município onde está instalada emergencialmente.

Em Gaspar havia ou há o Grupo de Ações Coordenadas. É ele quem usa uma ferramenta chamada SCO, que na verdade é um organograma onde estão as funções de cada um para uma emergência. Sem assunto, falam de coisas óbvias, necessárias como se fossem de outro mundo e sofisticadas.

Pela obviedade e pelas notícias que correm desde a pandemia, Gaspar nem foi nem o primeiro município de Santa Catarina a instalar o SCO. E nem será o último. A Covid-19 até poderá acabar antes. Se ele existe na teoria, a verdade é que na prática, nada foi adiante. Falta liderança para transformar conhecimento em resultados para a comunidade e o próprio governo. Blá, blá, blá.

Para não cansar e repetir o que já registrei na semana passada. O que ficou claro? Que não há sistema de comando, porque é um algo técnico e sistematizado. Mais do que isso: falta voz de comando nesse processo em Gaspar feito entre amigos.

É como se estivéssimos numa abrupta e desproporcional enchente nunca antes vista por aqui. Repentinamente, no meio dela e para não passar recibos da incapacidade, começássemos à inventar ações, termos técnicos etc, como forma de prestar contas a leigos da sociedade daquilo que não se estava fazendo, mas que deveria, ou que não se havia sido preparado adequadamente para executar em favor da cidade e dos cidadãos.

Hoje, uma semana depois, é dia de conferir se houve avanços reais daquela “live” em favor das cidades e dos cidadãos. Não é hora de inventar e sofisticar nada. Isso só atrasa. É o simples e eficaz que vai resolver seja na preservação de vidas e principalmente a economia. Ao fim, seremos mais falidos do que mortos. Acorda, Gaspar!

Comunicação torta II

Finalmente o Hospital de Gaspar vai ter uma UTI. Só ontem foi anunciada essa emergência. Vai se alugar equipamentos para até dez leitos

Kleber mais teve três anos para resolver este assunto. Só a Covid-19 fê-lo com atraso de semanas tomar a decisão

Estranho. A UTI vem mesmo sem o ajustamento do Pronto Atendimento, que era o pré-requisito do discurso de anos, e quando o secretário de saúde anunciou que a Covid-19 estava regredindo em Gaspar


Se na nova “live” os participaram tomaram os cuidados mínimos prescritos para o isolamento social, retiraram dela o médico, que é a melhor e maior autoridade num assunto que trata de doença, cura e cuidados. Incrível!

Depois a improvisada “live” da semana passada nas redes sociais, a qual comentei de pronto na área de comentários da coluna no dia sete de abril às 18h07min, sob o título “GASPAR É GOVERNADA PELA PIADA. E COM COISAS SÉRIAS”, e as explicitei no artigo acima, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, e sua turma resolveram tomar tento. Corrigiram aquilo que erravam no contato com a cidade. Ponto para todos. Caso encerrado, mas nem tanto.

É que o show de horrores e incoerências continuou neste domingo à noite, depois de várias tentativas, sob boicote técnico da internet.

Kleber não é médico, o secretário de Saúde não é médico, o superintendente da Defesa Civil de Gaspar não é médico, mas a crise é uma doença, que só médicos, cientistas da área médica ou infectologistas podem dar respeitabilidade ao assunto para os leigos, a cidade e os cidadãos.

É como ir a um consultório médico a procura de um diagnóstico, uma orientação, uma receita e ser atendido pela secretária do consultório. Meu Deus!

Sabe o que aconteceu ontem a noite depois de tomarem as providências para os exemplos mínimos à cidade e aos cidadãos, na transmissão da “live” e nela se falar sobre a Covid-19? Nenhum médico estava lá para tratar de assunto da área médica, da medicina, do mundo dos fármacos, contaminação e infecção. Ou seja, Gaspar continua sendo governada pela piada.

Como registrei no meu comentário da semana passada, naquela “live”, o único que se saiu bem, e porque era da área e teria menos a errar por sua formação e experiência, foi o médico Ricardo de Freitas. Neste domingo ele estava ausente. Incrível, não a ausência dele – que poderia estar atarefado naquele momento -, mas de um médico. Quem mesmo são os “çabios” – inclusive na área de comunicação e marketing - orientam essa gente no poder de plantão em Gaspar?

Mas, nem tudo está perdido. Kleber vem sendo atropelado pelas evidências e necessidades. E ao menos reage.

O prefeito anunciou o aluguel, por emergência de uma UTI para o Hospital de Gaspar, que ninguém sabe de quem é, que está sob intervenção municipal, que come uma montanha de dinheiro lá dos gasparenses e está cheio de problemas, duvidas e reclamações.

É para atender a emergência criada pela Covid-19. O governo Kleber - incluindo o atual secretário interino de Saúde, dono do cofre da prefeitura, o que manda de verdade na prefeitura, o que já foi um dos secretários titulares da pasta entre os cinco que passaram por lá em três anos -, que teve três anos para fazer isso e não fez, e arrumava todo o tipo de desculpa e até ajudou via a sua bancada na Câmara, a boicotar dois projetos de lei feitos pela sua cria política, o vereador e médico cardiologista, Silvio Cleffi, PP, que dava dinheiro do desconto do IPTU, para um fundo pró-UTI do Hospital.

E o tal fundo só foi aprovado depois que o dinheiro, se arrecadado e até agora não divulgado o que se arrecadou naquilo que não se estimulou a cidade, quase um mês depois dele ter entrado no caixa da prefeitura, se primeiro fosse para a reforma do Pronto Atendimento, obrigação primária que era da prefeitura interventora no Hospital.

Perguntas devidas.

Se a Covid-19 estava diminuindo em Gaspar como anunciou na imprensa local o prefeito de fato e secretário de Saúde, há duas semanas, qual a razão de uma UTI emergencial para o Hospital de Gaspar e que vai funcionar só ao tempo da pandemia?

Se Gaspar estava preparada para enfrentar a pandemia, como anunciou o prefeito eleito há dias na propaganda de gestor eficiente para ser reeleito, a UTI não era um item fundamental até então para esse enfretamento? Estavam confiando no investimento dos outros como Blumenau, Brusque e Itajaí para atender os gasparenses nesta emergência?

Como se dará essa contratação emergencial? Tudo vai continuar como os segredos que cercam o Hospital na prestação de contas à comunidade?

Para a contratação do Hospital emergencial para o baixo Vale (que inclui Gaspar), em Itajaí, com até 100 leitos de UTI, a sociedade e o Ministério Público, acertadamente, pularam no pescoço do governador Carlos Moisés da Silva, PSL, naquilo que não estava claro.

O governador Moisés, no caso em questão, não só para a Justiça, mas inclusive nas “lives” dele feitas diariamente para dar conta do que está fazendo nesta emergência da pandemia, não deixou nenhuma dúvida sobre o assunto: mostrou a cabeça da cobra e o pau que a decepou. Os catarinenses aliviados, agradeceram. Acorda, Gaspar!

O candidato Kleber está vestido de vítima na Covid-19. Ele anda é o prefeito de Gaspar e precisa liderar soluções. Bastou uma crise para mostrar que ele está mal assessorado

As redes sociais são espaços trampolins, escadas e para enganações da malta de apoiadores e detratores de ideias e pessoas. E não é à toa, que nesta pandemia da Covid-19, a imprensa retomou a referência, segundo as pesquisas e ferramentas de aferição de tráfego, à credibilidade e audiência que se dizia perdida.

Quando se quer saber se tal fato, ato ou dito é verdade, o jeito é recorrer a uma fonte jornalística, a que é odiada pela esquerda do atraso e a direita xucra, exatamente porque não está à serviço de ambas.

As redes sociais “profissionais” dos políticos no poder de plantão e candidatos a qualquer coisa, não são gerenciadas por eles próprios. É uma enganação. É uma estrutura cara e em alguns casos, até, bancadas com dinheiro público. Outra vergonha. Outro crime. Outro abuso e sem controle dos órgãos de fiscalização, como o próprio Ministério Público e a Câmara de Vereadores.

Essas redes sociais são tomadas por gente profissional, bem paga, que escreve ghostwritting e age em nome dos políticos – ou famosos - para que os políticos – ou famosos - tenham o menor dano possível na imagem e a maior vantagem permitida, mesmo que isso não tenha valor ético.

Esclarecido isso, sem o laço do que expliquei anteriormente, em Gaspar, neste final de semana, um aparente apoiador do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, lá pelas tantas, observou no Instagran: “fico triste pelos q perderam empregos e estão numa situação incerta! Principalmente os que trabalham no pequeno comércio e negócios próprios!”

E aí o prefeito Kleber, profético, entra:

“Olá. Entendo a sua angústia e compartilho delas. Estamos estudando as situações econômicas desde o início da pandemia. Garanto a você que eu e minha equipe estamos fazendo de tudo que está ao nosso alcance para liar com essa situação da melhor maneira possível. Neste momento estamos garantindo saúde do nosso povo para que em breve possamos voltar as atividades normais gradualmente tomando todos os cuidados necessários”.

Blá, blá, blá. De verdade, nada.

“Estamos estudando as situações econômicas desde o início da pandemia...”

Bom ela começou em fevereiro. Se desde lá o prefeito e sua equipe começou a estudar, está mais do que na hora de anuncia-las. A pandemia vai acabar e nada de concreto será anunciado e feito. Se nem os seus próprios altos salários foi capaz de cortar, muito menos de desinchar a máquina pública feita de dezenas de comissionados, o jeito é continuar estudando.

“Garanto a você que eu e minha equipe estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance...”

Parece, até agora pelo que se produziu, que esse alcance é limitado.

“Neste momento estamos garantindo saúde...” Como é que é? Quantos exames já foram feitos, por que os que se sentem doentes, para não correr riscos se arriscam a pagar R$500 por testes em laboratórios particulares? Quantos e onde estão internando os acometidos pela Covid-19 oriundo de Gaspar? Por que não se tem um boletim diário dessa situação e sujeito a uma auditoria? Onde mesmo foi tratado, e até morreu, o primeiro doente de Covid-19 do Vale do Itajaí? Nem um comitê de crise foi capaz de se instalar no tempo em que tudo era uma ameaça, só foi de araque, como mostrei em artigo anterior, depois que não restava mais alternativa para isso acontecer.

Faltam números, ações e resultados. Então resta bla, blá, blá oficial. E tem gente que se contenta com isso.

TRAPICHE

No sábado foi o Dia do Prefeito. Grande Merda. Sábado foi o dia em que os brasileiros não sabiam, como não sabem ainda hoje, onde essa desgraça da Covid-19 vai dar. E teve prefeito comemorando o seu dia em rede social. Quem mesmo orienta essa gente sem noção?

Gaspar inova. Aqui voluntário em ações contra a Covid-19 é funcionário público e pago pelos impostos do povo.

Engana que eu gosto. Os políticos em Gaspar agora se deram a fazer enquetes, como se fossem pesquisas, nas suas redes sociais, onde os que “votam” estão identificados. Alguém vai “opinar” contra?

Pior. Os comissionados e gratificados são informados previamente dessas enquetes. Se não comparecerem estarão marcados. Então...

O governador Carlos Moisés da Silva, PSL, deu uma mãozinha para o prefeito de Gaspar Kleber Edson Wan Dall, MDB, resolver até o dia 30 de abril a falta de ônibus urbanos em Gaspar. Até lá, estarão proibidos a circulação de ônibus. Esse assunto abordei na coluna de sexta-feira na edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo (30 anos) e de maior circulação em Gaspar e Ilhota.

Na área de comentários do facebook do jornal, os apoiadores de Kleber – os que não precisam de ônibus – e para não polemizar, acharam até bom que não se tenha mais ônibus coletivos em Gaspar. Vamos ver se isso é um fato.

Outro, achou que o problema de Gaspar é que não se tem passageiros para dar lucro aos permissionários. Certo. Supondo que seja verdadeiro, então qual a razão, para o edital exigir aquelas cifras milionárias de capital e de retorno para os cofres da prefeitura?

Vira e mexe essa gente sempre dá razão ao que escrevo, mas contestam. Sempre afirmei que aquele edital era do século 20, para uma nova realidade do século 21. Para uma cidade que ainda não regularizou o sistema de transportes por aplicativo, nada impressiona.

Os governistas estão comemorando que a Covid-19 tirou a atenção da CPI sobre as supostas irregularidades das obras de drenagens da Rua Frei Solano, no Gasparinho. Gente estranha essa do poder de plantão. A CPI não foi sepultada, mas adiada. Quanto mais se atrasa, mais perto de outubro ela chega e o assunto contaminará os discursos de campanha.

É precisa urgentemente os grupos políticos de Gaspar contratarem robôs para atuarem panfletariamente na defesa de seus candidatos ou grupos políticos nas redes sociais. Está chato se ver os mesmos puxando o saco.

Essa modalidade de pregão para contratar serviços técnicos disfarçados de materiais está pegando em Gaspar. Depois do Tribunal de Contas barrou os pregões para as obras de drenagens da prefeitura e do Samae e que desembocaram numa CPI que o deixa sob sérias dúvidas, ele colocou o olho no serviço de reposição e manutenção da iluminação pública, uma outra coisa que não funciona bem por aqui.

O pregão 163/2019 subiu no telhado e continua em análise no TCE. Todos em quarentena por aqui e não é por causa da Covid-19. Acorda, Gaspar!

Quando a imprensa, os observatórios sociais, as entidades, os cidadãos que sustentam o poder público, e principalmente o Ministério Público funciona, os políticos dançam miudinho. O Hospital de Campanha com UTIs que vai ser instalado pelo governo do estado, no pavilhão da Marejada, em Itajaí, inclusive para atender a carência de Gaspar, foi barrada.

O governo do estado correu atrás e deu explicações. Não à Justiça que acatou as dúvidas da denúncia do MP, mas aos cidadãos. Se em Gaspar essa fosse a regra....

Os espertos de sempre. Devido a Covid-19, foram alterados alguns procedimentos para a inscrição partidária. Valerá o último lançamento do filiado. Em Gaspar, teve gente de partido, para não perder filiado, refez a sua filiação, e agora está com a ficha física constrangendo o filiado a assiná-la. Vergonha.

Políticos em Gaspar e Ilhota andam distribuindo cestas básicas a gente necessitada e pedindo reconhecimento futuro. Isso não vai dar certo. Alguns vão ter que explicar futuramente a razão pela quais, certas gravações são focinhos de porco e não tomadas. Ai, ai, ai

O bairro Bela Vista poder ficar menor. A fábrica da Beagle – que já foi da Malwee e está em Blumenau – está fechando e pode dar lugar a feirão. Já a Havan, diante de tantos prejuízos na recuperação do prédio, tanto tempo fechado e movimento fraco, diante do que está acontecendo com a economia, considera não reabrir a sua loja na Rua Anfilóquio Nunes Pires.

A Havan considera que agora tem justificativas aceitáveis. Isso já passou pelos planos da empresa, mas foi negada de viva voz pelo próprio Luciano Hang e então descartada por seus técnicos para não dar conotações políticas e enfraquecimento do prefeito de Gaspar.

Perguntar não ofende: qual a razão dos agentes de trânsito ficarem com quase 300 senhas nos seus bolsos destinadas à vacinação relâmpago no sistema de Drive Thru, na terça-feira passada, no terminar rodoviário urbano?

Façam as apostas. Quanto tempo dura no cargo o ministro Luiz Henrique Mandetta, DEM-MS. Quem é meu leitor e leitora, sabe, por duas segundas-feiras seguidas, que o presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, mesmo Mandetta tendo razão, está obrigado a demiti-lo.

 

Comentários

Herculano
16/04/2020 19:00
Sobre Mandetta, não farei comentários nesta coluna, mas na inédita que estará no ar daqui a pouco e fará parte da edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo (30 anos) e líder de circulação em Gaspar e Ilhota.
Miguel José Teixeira
16/04/2020 18:50
Senhores,

Com a saída do Mandetta, os 2 gaúchos bundas-moles entraram em êxtase.

Gozaram tanto que suas hemorróidas afloraram!
Herculano
16/04/2020 16:09
PRONTO. PÁGINA VIRADA NO DIA EM QUE MORRERAM 188 POR COVID-19. A BUCHA FICA PARA O SUCESSOR E BOLSONARO

Luiz Henrique Mandetta foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro. Nelson Teich será seu sucessor.
Herculano
16/04/2020 15:45
Ao Eduardo Campos

Esse e quase uma centena de gestos semelhantes, mostram que a prefeitura de Gaspar é uma máquina de empregar cabos eleitorais com dinheiro público e não uma gestão de competentes para a cidade e os cidadãos.

E mesmo assim, não querem eleições em quatro de outubro. Querem trocá-la por um cheque em branco por mais dois anos. Acorda, Gaspar!
Herculano
16/04/2020 15:42
da série: as pessoas perdendo o emprego, perdendo negócios e até a vida, e as castas do funcionalismo público nos três poderes mostram força e mandam a injusta e pesada conta das mordomias e privilégios para os pobres com o aval da maioria dos políticos que diz representar 95% da população que sustenta essa gente.

PRESSIONADO PELO JUDICIÁRIO, MARIA NÃO GARANTE URGÊNCIA PARA PROJETO QUE ACABA COM SUPERSALÁRIOS, por Diego Amorim, em O Antagonista

O deputado Rubens Bueno (Cidadania), relator do projeto que se arrasta na Câmara desde 2016 e que tenta acabar com os salários acima do teto constitucional no funcionalismo público, divulgou que houve acordo para a votação da urgência da matéria na sessão de hoje.

Rodrigo Maia foi perguntado sobre isso na coletiva de há pouco.

"Nós estamos dialogando, estamos decidindo ainda o que vamos fazer hoje em relação à urgência."

Sem entrar em detalhes, Maia afirmou que "tem algum debate sendo feito por alguns partidos". O projeto tramita na Câmara há quatro anos.

"Vamos avaliar na hora adequada se a gente vota hoje ou não a urgência."

Como O Antagonista noticiou mais cedo, assim que a informação sobre a votação da urgência foi divulgada, entidades que representam o alto escalão do serviço público, incluindo a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), entraram em campo: representantes começaram a disparar ligações e mensagens pedindo para os deputados que não analisem a matéria.
Eduardo campos
16/04/2020 15:39
Art. 1º Fica nomeado, a partir de 01º de abril de 2020, o servidor SANTIAGO MARTIN NAVIA, inscrito no CPF sob o nº 004.713.659-63, para o exercício de cargo em comissão de Assessor de Gestão Pública, da Secretaria Municipal da Fazenda e Gestão Administrativa, ref. 64, com 40 horas semanais, nos termos da Lei Complementar Municipal nº 80, de 02 de agosto de 2017.

Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, retroagindo seus efeitos para 01º de abril de 2020.


Continua em cargo comissionado.. a gestão tirou um técnico da área Marcelo colla com formação na área especializações e mestrado na área de gestão pública. Para colocar o politiqueiro narcisista e entregador de cestas básicas Martin...essa postura mostra que o cacique roberto Pereira escolhe seus subordinados ou marionetes pela questão política..aqueles que se sujeitam aos escrúpulos de ações politiqueiras ganham cargos... que em outubro mudanças aconteçam.
Herculano
16/04/2020 15:31
OS CHANTAGISTAS DA NAÇÃO SÃO OS MESMOS E NÃO LARGAM O OSSO, NUNCA

Do ex-deputado Federal Roberto Jefferson, PTB-RJ, que denunciou o Mensalão, ou seja, conhece do riscado, no twitter:

Circula no Congresso Nacional, claro por vontade dos interessados, que para a pacificação dos ânimos entre executivo e legislativo, seria ideal modificar a Constituição para permitir a reeleição de Alcolumbre e Rodrigo Maia, às presidências do Senado e Câmara. É muita desfaçatez.
Herculano
16/04/2020 15:28
da série: o repassador da farra dos políticos em tempo de desgraças para o povo eleitor dessa gente pagar com sacrifícios, desempregos e os pesados impostos.

MAIA ACUSA EQUIPE ECONôMICA DE 'FAKE NEWS' NA DISCUSSÃO DO PLANTO MÃESUETO

Em coletiva, Rodrigo Maia disse que a equipe econômica está propagando "fake news" ao falar do impacto do projeto de socorro aos estados e municípios.

O presidente da Câmara afirmou que o governo está "usando os números para tentar enganar a sociedade e a imprensa".

Maia diz que o custo será de R$ 80 bilhões para a União, mas o governo calcula impacto de R$ 180 bilhões.

Sobre a disputa de protagonismo com o Senado nessa matéria, Maia disse que "a Câmara sempre está disposta a dialogar e encontrar consensos".

"As coisas só andam no Brasil com equilíbrio e racionalidade, principalmente. Vamos ter racionalidade e aprovar o que é relevante."
Miguel José Teixeira
16/04/2020 12:58
Senhores,

Atentem para o estrago que o "zumbi" (como quer o CH) está causando ao escangalhado quadriunvirato bolsonaro:

"Demissão de Mandetta é rejeitada por 76% dos brasileiros"

(fonte: O Antagonista)
Herculano
16/04/2020 11:18
GOVERNO CACAREJA NOVO REMÉDIO ANTES DE BOTAR O OVO, por Josias de Souza, no Uol.

Num instante em que pesquisadores de todo o planeta buscam remédios capazes de deter a pandemia, o ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) trombeteou uma estonteante boa-nova: vem aí um medicamento com potencial para anular 93,4% da pujança do coronavírus. Pesquisa genuinamente nacional.

A exemplo da cloroquina, a droga já existe. É usada no tratamento de outras enfermidades. O ministro recusou-se a revelar o nome. Alega que poderia haver uma corrida às farmácias. Curiosamente, Bolsonaro demora a tocar os seus clarins.

Segundo Marcos Pontes, o remédio será testado nas próximas semanas em pacientes hospitalizados com a Covid-19. Ele espera-se que maio traga resultados alvissareiros.

Nessa matéria, considerando-se a expectativa que o tema desperta, o mais adequado talvez fosse esgotar o trabalho antes de soltar fogos.

Convém combinar a lógica científica com a lógica de uma galinha. Há na praça muita gente cacarejando alto. Das autoridades, exige-se que também botem ovos. No caso da pandemia do coronavírus, os ovos precisam ser bem vistosos.
Herculano
16/04/2020 11:10
A CIÊNCIA COM IDEOLOGIA, É IGUAL A OBSCURANTISMO

De Guilherme Fiuza, no Twitter:

A sanha obscurantista do fecha tudo e cala a boca está "checando fatos" e carimbando como fake news tudo que não reproduza suas cartilhas burras e seus dogmas falidos. Claro que ideologização de remédio, falsa equação de lockdown e estatística de arrastão não entram na checagem.
Miguel José Teixeira
16/04/2020 10:45
Senhores:


Eis que, PinTou o novo Nobel da Economia:


"Lula defende imprimir moeda e cobrar dívidas contra impactos da pandemia"

(https://www.cnnbrasil.com.br/politica/2020/04/16/lula-defende-imprimir-moeda-e-cobrar-dividas-contra-impactos-da-pandemia)

Sou leigo, também em Economia. Mas penso que imprimir moeda sem lastro é o mesmo que emitir cheque sem fundo.

Com a palavra, os Economistas!
Herculano
16/04/2020 08:15
da série: quando a Justiça, bem paga, trabalha a favor políticos populistas e dos golpistas armados em diversos tipos de quadrilhas para eles assaltarem e levarem o dinheiro dos pesados impostos de todos e destinado aos necessitados, facilitando que não se identifique os ladrões, espertos e aproveitadores do dinheiro alheio.

JUSTIÇA DERRUBA EXIGÊNCIA DE REGULARIDADE DO CPF PARA RECEBER AUXÍLIO DE R$ 600

Trabalhadores fizeram fila por documento que permite

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. O juiz federal Ilan Presser, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da Primeira Região), concedeu liminar (decisão provisória) nesta quarta-feira (15) suspendendo a exigência de regularização do CPF (Cadastro de Pessoa Física) imposta pelo governo federal a quem tenta receber o auxílio emergencial de R$ 600 na pandemia da Covid-19.

A decisão, que tem extensão nacional, foi tomada a pedido do governo do Pará, que alegou excessiva burocracia para o acesso ao benefício, além de risco às medidas de isolamento social necessárias para evitar a disseminação do novo coronavírus.

Naquele estado, houve aglomerações de mais de 400 pessoas em frente à Delegacia da Receita Federal para resolver a pendência documental. Situação parecida se repetiu em agências dos Correios.

O auxílio foi criado no início do mês para socorrer trabalhadores informais durante a pandemia.

Em sua decisão, o magistrado pontua que a lei que institui o benefício não prevê a regularização do CPF, obrigação que conta apenas no decreto que a regulamentou.

"A norma infralegal, em princípio, extrapolou o poder regulamentar, na medida em que restringiu direitos, ao inserir exigência não prevista na lei", escreveu.

O juiz argumentou também que a exigência de regularização "confronta medidas sanitárias impostas para evitar o crescimento acelerado da curva epidêmica da Covid-19, porquanto estimula a aglomeração indevida de pessoas, que pressuriza e coloca em risco a capacidade da saúde pública de dar cobro à demanda que se avizinha".

Presser determinou que a Receita Federal e a Caixa Econômica Federal sejam notificadas da decisão para cumpri-la em 48 horas, sob pena de multa de R$ 5.000 por dia de atraso.

"Além de extrapolar o poder regulamentar, os fatos mostram que o decreto viola o próprio objetivo que levou à aprovação da lei. Com efeito, manter a referida exigência tem a potencialidade de produzir externalidades negativas perversas nos estratos sociais mais vulneráveis, que não têm o CPF em situação regular. Estes ficarão com a espada de Dâmocles, no dilema entre enfrentar os riscos da aglomeração ou não receber os valores que garantam a sua subsistência", prosseguiu o juiz.

À Folha o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), disse que a ação foi ajuizada porque há a necessidade de se facilitar o acesso aos recursos. "Tudo o que não se precisa agora é de um processo de burocratização, de obstáculos."?
Herculano
16/04/2020 07:58
LENHA NA FOGUEIRA. É UMA FESTA O VALE TUDO POLÍTICO. ENQUANTO ISSO, OS DOENTES PODEM MORRER POR FALTA DE UTIs.

NÃO SERIA HORA DE SENTAR TODOS EMERGENCIALMENTE COMO SE ESTIVESSEM NUMA GUERRA PELA VIDA - GOVERNO, OPOSIÇÃO, TÉCNICOS, óRGÃOS DE CONTROLE, JUDICIÁRIO, IMPRENSA E EMPRESÁRIOS -, DAR TRANSPARÊNCIA E VELOCIDADE NAQUILO QUE LIDA COM A VIDA E A MORTE DE SEUS ELEITORES, CIDADÃOS E QUE SUSTENTAM OS POLÍTICOS, A MÁQUINA PÚBLICA, O MP, O JUDICIÁRIO E A CORRUPÇÃO?

AGORA CADA UM ESTÁ MONTANDO PALANQUES COM A MORTE DE GENTE QUE LHES PAGA. HÁ DÚVIDAS E ELAS NÃO PODEM PREVALECER, MAS NÃO PODE SER ALIMENTADOR DE DISCURSOS.

DESCOBRE-SE, TARDIAMENTE, QUE SAÚDE NO BRASIL É UM ANTRO DE CORRUPÇÃO E DÚVIDAS - SOB O MANTO DA URGÊNCIA, EMERGÊNCIA E ESPECIALIZAÇÃO - TÃO OU MAIS DO QUE OBRAS. ESTÁ NA HORA DE PASSAR TUDO A LIMPO EM FAVOR DA SOCIEDADE

A deputada Ana Carolina Campagnolo, que está no PSL, o partido de Carlos Moisés da Silva, mas não é mais PSL e nem apoia o governador, é bolsonarista e lidera o Aliança pelo Brasil, foi à sua rede social com o texto abaixo. Na campanha eleitoral dela, o então ex-governador era um modelo errático na política, agora ele serve de modelo para desautorizar quem ela já apoiou. Incrível!

EX-GOVERNADOR REVELA INVERSÃO DE PROTOCOLOS

Segundo declaração do ex-governador Raimundo Colombo, a instalação do hospital de campanha em Itajaí anunciada por Carlos Moisés é uma inversão de ordem no protocolo estabelecido em Santa Catarina.

Reconhecido internacionalmente, o Programa de Prevenção da Defesa Civil catarinense, que prevê ações e obras em resposta à situações semelhantes a enfrentada neste momento, indica uma série de medidas racionais que deveriam ser tomadas pelo Governo Estadual para ampliar a oferta de leitos hospitalares de UTI, partindo de adequações das estruturas já existentes, tornando o processo mais ágil e reduzindo consideravelmente os custos da operação - que só teria a montagem de um hospital de campanha como última alternativa.

Colombo ainda afirma que o Executivo tinha conhecimento do protocolo, mas preferiu ignorá-lo.
Herculano
16/04/2020 07:30
ATRASADO

Só agora, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, foi pessoalmente a sua rede social para anunciar o cancelamento da ExpoGaspar.

Como se vê, a administração de Gaspar continua em quarentena em ações óbvias. E secretário que é pago e continua empregado para articular ações como esta e anunciar há muito que tudo deveria estar suspenso, continua calado. Acorda, Gaspar!
Herculano
16/04/2020 07:25
VAI CHEGANDO A CONTA DA DESARTICULAÇÃO TOTAL DO GOVERNO DE SC, por Cláudio Prisco Paraíso

Daniela Reinehr, a vice-governadora de Santa Catarina, também se manifestou contra a instalação do hospital de campanha em Itajaí pelo formato e custo que está sendo proposto pelo Centro Administrativo.

Definitivamente é uma gestão que não se articula para nada. Com a Assembleia, a distância só aumenta, já é praticamente um abismo. E nem com a própria vice existe qualquer relação política ou administrativa. Ela não é chamada para absolutamente nenhuma demanda.

Também pressionada por lideranças do Oeste, ela acionou a metralhadora giratória na direção do governo por causa deste projeto hospitalar, de acordo com o colega Marcelo Lula.

Em um governo de normalidade, a vice deveria ir direto no governador e fazer suas ponderações. Mas como ela é ignorada, acabou indo a público mesmo para atirar. Daí vira essa bagunça que estamos assistindo.

Patrimônio

Registre-se que, do ponto de vista da lisura, não há o que se criticar no governo Moisés da Silva até aqui.

Sem transparência

Agora, esse processo do hospital de campanha está todo muito nebuloso. O governo não está conseguindo se comunicar e mostra exatamente se a unidade hospitalar vai ter o que realmente o estado precisa. Porque na comparação com o de Goiás, lá não tem insumos, pessoal, os equipamentos são alugados e aqui serão comprados, etc.

Diferenças

Mas mesmo assim, lá o custo global será de R$ 44 milhões para 200 leitos e aqui, de R$ 77 milhões para 100 leitos! Diferença que pode estar no uso de materiais diferentes como declarou o quase ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Mas o governo precisa esclarecer isso, mostrar qual exatamente é o planejamento. A menos que não haja planejamento.

Oportunismo

Se por um lado o governo é desarticulado, por outro temos na oposição algumas figuras que frequentaram o poder nos últimos 16 anos e como agora estão à deriva, é um berro só. Alguns questionam por dever de ofício, porque querem esclarecimento.

Desarmar espíritos

Só que isso não é hora de ser oposição olhando apenas para o próprio interesse. É hora de desarmar os espíritos, está tudo muito raivoso, odioso, belicoso. Em relação à população em geral e também aos políticos. O momento pede união e não essa guerrinha torpe que tem como pano de fundo as duas próximas eleições, sendo que a municipal ninguém tem certeza de quando vai ocorrer.
Herculano
16/04/2020 07:21
da série: uma vice governadora, sem partido, bolsonarista, estava no PSL e saiu atirando para formar o Aliança pelo Brasil, que fala com o governador por ofício e dá recados pela imprensa. É preciso melhor adversário para enfraquecer ainda mais o governo Carlos Moisés da Silva, PSL? E olha que os dois são de origem militar.

VICE GOVERNADORA MUDA O TOM EM RELAÇÃO A HOSPITAL DE CAMPANHA, por Cláudio Prisco Paraíso

Depois da repercussão de sua postagem e informações via imprensa de que estava totalmente contrária à instalação do hospital de campanha em Itajaí, a vice-governadora, Daniela Reinehr, emitiu a nota abaixo. Pede lisura e responsabilidade no processo, mas mudou o tom em relação à sua própria rede social. Confira

NOTA À IMPRENSA

Em razão da contestação e questionamentos já levantados, inclusive pela mídia em geral, acerca da instalação do Hospital de Campanha em Itajaí e por responsabilidade do cargo que ocupo, apresento aos catarinenses minhas considerações, que visam acelerar a instalação de hospitais de emergência em Santa Catarina, com integridade e transparência, visto que não se pode correr o risco do contrato ser cancelado ou interrompido. Há grande preocupação com a lisura e transparência do processo, evitando qualquer tipo de suspeição que possa trazer sérias consequências, como a não efetivação do serviço.

Com esses objetivos, expedi ao Governador Ofício que, no seu bojo, apresenta minhas preocupações com ações do Governo de Santa Catarina em momento tão delicado. Os agentes da administração pública, são os responsáveis pelas decisões atuais e serão julgados no presente e no futuro. E não podem pairar dúvidas sobre os contratos firmados.

Os catarinenses não podem aguardar eventuais discussões quando precisamos de atendimento emergencial, ainda mais quando se trata de uma crise como esta e em havendo outras possibilidades. Cabe ao Governador, o discernimento para atender da melhor maneira as necessidades que poderão surgir nos próximos meses, trazendo transparência e celeridade em todos os processos e segurança na execução dos contratos, não deixando pairar dúvidas a respeito de diferenças com valores ou nos procedimentos ora facilitados em razão da calamidade.
Herculano
16/04/2020 07:14
NO FUNDO DO INFERNO DA ECONOMIA DO VÍRUS, VENDAS SOBEM DEGRAUS, por Vinicius Torres Freire no jornal Folha de S. Paulo

País também precisa de monitor da economia na UTI, para planejar guerra e reconstrução

Imagine-se que, um dia vivendo sobre a terra de um país estagnado, descemos subitamente 52 degraus, para perto do que parece ser o fundo do buraco do inferno. Ressalte-se: parece ser, talvez, por ora. Suponha-se então que um mês depois subimos uns 10 degraus.

Grosso modo, é o que parece ter acontecido com as vendas no varejo desde que começou o fechamento da economia, o pânico, a descida ao fundo das profundas.

As vendas com cartão caíam a mais de 50% na semana final de março (em relação a fevereiro). Em abril, a baixa está em torno de 40%.

Certamente ainda estamos no inferno. Tampouco se pode dizer que a situação despiorou, nem de longe, nem sendo desvairadamente otimista. O próprio fato de as vendas e a produção terem despencado de modo desesperador ainda vai ter consequências em cascata, ora impossíveis de estimar.

No entanto, talvez agora se possa ter uma primeira medida do impacto do meteoro viral. Neste caso, os dados são da Cielo, empresa de cartões, para o varejo. O valor das vendas com cartões equivale a cerca de 40% do "consumo das famílias". Equivale a uns 25% do PIB.

Os economistas do departamento de pesquisa macroeconômica do Itaú têm números que também indicam uma subida dos degraus nas profundezas do desastre econômico. Criaram índices diários de atividade econômica a fim de verificar como cada país está se saindo na crise da epidemia. Os dados oficiais demoram e algumas medidas estão até suspensas, na epidemia.

O que dizem?

"A China parece começar a sentir a pressão resultante da desaceleração global, enquanto EUA e Europa se estabilizaram em nível baixo. No Brasil, os dados apontam melhora gradual, algo que é consistente com evidências anedóticas de empresas retomando atividades e maior fluxo de pessoas nas cidades, a despeito da tendência de alta dos casos reportados."

No final do mês passado, a atividade econômica caíra a cerca de 55% do que era no final da semana do fechamento (16 a 20 de março). Agora, estaria em torno de 70% do que era.

Pelos dados das vendas pelo cartão, débito ou crédito, ao menos um setor está azul, na verdade com alta de vendas em relação a fevereiro, caso de mercados e hipermercados.

Em vários setores, o tamanho do desastre diminuiu um pouco, com exceção, na prática, de bares, restaurantes, turismo e lojas de vestuário. O grupo variado de móveis, eletrodomésticos e lojas de departamento teve alguma despiora mais notável (sempre lembrando: ainda no inferno).

Os dados são imprecisos, recentes, precários. Então, por qual motivo tomar essas medidas? Para dizer que precisamos de acompanhamento extraordinário do desempenho econômico, sem o que não teremos como fazer o planejamento dos socorros e a verificação de sua eficácia.

Precisamos de medidas novas e urgentes na economia, assim como precisamos de medidas melhores da epidemia e seus remédios: quantas UTIs estão ocupadas, quantos ventiladores respiratórios temos e vamos arrumar. Países vizinhos, aqui da América do Sul, têm um acompanhamento melhor do que o nosso.

Na economia, precisamos de monitores de batimentos cardíacos, oxigenação e temperatura, aparelhos de UTI, de medidas de alta frequência. Não é brincadeira estatística. É instrumento para planejar a economia de guerra nos meses que virão (anos?).

Não vai bastar socorrer. Desde já, é preciso pensar na reconstrução, até para evitar desânimo ainda maior.
Herculano
16/04/2020 07:09
MANDETTA PARECE ZUMBI: NO CARGO, MAS FORA DELE, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nos jornais brasileiros

O presidente Jair Bolsonaro sempre afasta palpiteiros afirmando que é ele quem entende de política. Por sorte ou artimanha, aplicou um "mata leão" que imobilizou politicamente o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), cuja fama subiu à cabeça a ponto de trocar alfinetadas com o próprio chefe. Bolsonaro mostrou de quem é a caneta e fez do ministro uma espécie de zumbi no planalto central: ele está no cargo, só que não.

DISCRIÇÃO INÉDITA

A operação para neutralizar Mandetta teve algo inédito: Bolsonaro fez tudo isso discretamente, sem desaforos Twitter e nem coletivas na grade.

PAGOU PARA VER

Mandetta pagou para ver: "só saio demitido". Mal acreditava quando o ministro Braga Netto (Casa Civil) o comunicava da sua demissão.

CEREJA NO BOLO

Para demonstrar desapego ao cargo, o ministro se ofereceu para ficar no cargo até a definição do substituto. Foi a "cereja no bolo" do Planalto.

A LISTA É LONGA

A demora na escolha sugeriu dificuldade de encontrar alguém à prova de críticas, como quer Bolsonaro. O problema é oposto: excesso de opções.

MP CONTRA SISTEMA S BENEFICIA, QUEM DIRIA, A GLOBO

O presidente Jair Bolsonaro assinou, mas não sabe, que a medida provisória nº 932, reduzindo a arrecadação das entidades do Sistema S, beneficia a Rede Globo: somente para o Sesc Nacional, a emissora deixou de contribuir com cerca de R$3,5 milhões mensais, segundo fonte da Receita. O dinheiro economizado por determinação da MP é uma fração do que a própria Globo paga à Confederação Nacional do Comércio (CNC), correspondente a 2,8 % de sua folha de pagamento.

DESONERAÇÃO

A MP 932 foi criada pelo ministro Paulo Guedes, que nunca escondeu a aversão pelo Sistema S, a pretexto de "desonerar" a folha de pagamento.

PAGANDO DISPENSADO

No caso do Sesc, a MP dispensa mais de 600 mil empresas de todo o País de pagar contribuição de R$300 mensais, em média.

FIM DE UM SUPORTE

A medida provisória afeta entidades e programas, inclusive de segurança alimentar, que seriam muito úteis no combate à pandemia.

PERFIL IDEAL

Ministro com gabinete no Planalto afirmou ontem a esta coluna que o presidente Jair Bolsonaro "busca um nome respeitável, conhecido, que em linhas gerais defenda as mesmas ideias do governo federal".

POLÍTICO MALA

O quase ex-ministro Mandetta tem um talento especial para autoelogios onde mais merece críticas, como não haver feito compras relevantes (e necessárias) em 50 dias de pandemia: respiradores, equipamentos de proteção individual, nada. O que há no Brasil foi adquirido pelos Estados.

GOL DE PLACA?

O ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) anunciou ontem que cientistas brasileiros descobriram um remédio 94% eficaz contra coronavírus. Se não for fake news, será um gol de placa.

GOOD NEWS

Até ontem, mais de 135 mil pacientes infectados com novo coronavírus faleceram em todo o mundo. No entanto, já havia passado das 510 mil pessoas o número de pessoas que se recuperaram da doença.

ACORDO HISTóRICO

O chanceler Ernesto Araújo conversou com o comissário de Comércio da União Europeia. Concordaram com a necessidade do acordo da União Europeia-Mercosul e trabalham para vê-lo em vigor, disse o ministro.

REAÇÃO EM CADEIA

Londrina (PR) vai retomar as atividades da construção civil, paralisadas desde 25 de março, com o devido cuidado. Decisão traz alívio direto a cerca de 10 mil trabalhadores, sem contar corretores e fornecedores.

USO POLÍTICO

"É urgente acabar com o alarmismo". O alerta é do mestre em Direitos Fundamentais Cassio Faeddo, que destaca o uso político da doença. Segundo ele, é mais barato usar EPI que "fazer quarentena até 2022".

CARNÊ DO CORONA

Profissionais liberais e autônomos têm recorrido cada vez mais ao serviço "pré-pago". Uma espécie de carnê, em que o cliente paga mais barato, até 50%, agora e usufrui do serviço após a volta à normalidade.
Herculano
16/04/2020 07:01
da série: os políticos perdulários, irresponsáveis e até ladrões, estão atendendo aos interesses de gestões perdulárias, irresponsáveis e até ladras com o sacrifício e o dinheiro dos pesados impostos do povo, que dizem representar quando pediram votos, com o dinheiro do povo e pagos pelo povo. Criminosos.

SOCORRO PERDULÁRIO, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Projeto de ajuda a estados e municípios não incentiva uso correto dos recursos

Pressões do governo federal e alertas de especialistas não impediram a Câmara dos Deputados de aprovar um pacote de socorro financeiro aos estados e municípios que, se atende a uma necessidade real em meio à crise sanitária e econômica, deixa de lado precauções básicas para o bom uso do dinheiro.

O texto, negociado pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prevê que a União compense integralmente por seis meses, a partir de abril, a queda de arrecadação do ICMS e do ISS ante o mesmo período de 2019.

Ainda que tenham sido eliminados outros dispositivos irresponsáveis, como a possibilidade de endividamento sem contrapartidas de ajuste posterior, há falhas no projeto - a começar pela incerteza quanto ao tamanho da ajuda.

O custo estimado é de R$ 93 bilhões, mas esse cálculo se baseia na mera suposição de que a receita cairá 30%. A cifra, portanto, poderá ser menor ou maior.

Além da impossibilidade de quantificar o montante, a garantia irrestrita incentiva um comportamento leniente de governadores e prefeitos quanto à gestão do caixa. O projeto mantém brechas para alívios tributários que podem elevar significativamente a conta do Tesouro Nacional.

Tampouco há vedações suficientes para evitar que os recursos acabem caindo no sorvedouro do custeio da máquina administrativa e das demandas corporativistas.

Não são poucas as ofensivas por reajustes salariais pelo país - como na recente e sorrateira tentativa de beneficiar o Tribunal de Contas paulista, abortada na última hora.

Melhor seria aprovar uma ajuda de valor fixo e por prazo menor, com a possibilidade de rever as condições depois. Não se sabe, afinal, qual será a duração e a intensidade da recessão econômica que ora parece inevitável.

Um projeto alternativo foi apresentado pelo governo, com auxílio proposto de R$ 22 bilhões. O valor decerto parece insuficiente e deveria ser debatido, mas o texto tem o mérito de estabelecer restrições quanto ao emprego da verba.

Infelizmente, o ambiente de conflagração entre o governo Jair Bolsonaro e o Legislativo paralisa negociações e favorece o andamento de pautas-bombas. O Senado deveria resistir a essa tentação e buscar a correção do projeto.

A emergência do coronavírus justifica a suspensão temporária dos limites ao gasto público, mas tal condição excepcional não revoga as leis do Orçamento. A conta do enfrentamento da crise virá, cedo ou tarde, e é necessário que se pense desde já como minimizá-la.
Miguel José Teixeira
15/04/2020 21:39
Senhores,

Que bicho é o homem, de onde ele veio para onde vai?
(Fagner)

1) Extrato de uma postagem minha feita em 10/04/20:

"Alguém aí sabe do paradeiro do Ministro do Meio Ambiente?
Com o sumiço do ricardo salles do noticiário nacional e internacional, a amazônia ilegal avançará célere e ferozmente sobre a Amazônia Legal."

2) Extrato do portal WEB do Diário do Poder, hoje:

"Desmatamento na Amazônia cresceu 279% em março em comparação a 2019"
Miguel José Teixeira
15/04/2020 12:20
Senhores,

No portal Diário do Poder:

"Inviabilizado", Mandetta ainda não saiu porque falta Bolsonaro definir substituto".

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Já que a Presidência da República é exercida por um "quadriunvirato", formado pelo capitão zero-zero e seus 3 filhos zeros-zeros, que tal uma dupla para o Ministério da Saúde:

-um Médico com especialização em saúde perinatal e outro Médico Veterinário,

os "gaúchos bundas-moles". . .

Um já puxou o tapete do outro. O outro quer puxar o tapete do um.

E ambos, são sustentados por nós, burros-de-cargas.
Herculano
15/04/2020 10:12
TECNOLOGIA DO PINCEL

Quem é leitor e leitora, sabe que sempre reclamei neste espaço da precariedade - para muito dinheiro e no tempo da tecnologia simplificada - do site da Câmara de Vereadores de Gaspar, criado na marra há anos por imposição do Ministério Público.

Não é uma ferramenta amigável. É uma obrigação para não ser punido na Justiça.

Só melhorou na propaganda para a promoção dos vereadores e se estabilizou na disponibilidade de atos. Mas, nesta semana, ainda reapareceu nele, Projeto de Lei sem texto.

Ah, mas os funcionários da Câmara estão de quarentena. Pode ser, mas deviam estar trabalhando remotamente e dar conta do recado.Simples assim! Ah, eles não possuem tecnologia em casa. Das duas uma: ou dá-se essa condição, ou então coloca de férias. É assim que está acontecendo nas empresas que sustentam o setor público e os políticos com os pesados impostos.

A sessão ordinária virtual de ontem cumpriu o seu papel, o de encaminhar os projetos para dar vida a cidade e à emergência, entre eles o Projeto do vereador Roberto Procópio de Sousa, PDT, que reduz por dois meses em 20 por cento o salário dos vereadores.

Esta iniciativa, nem devia ser do vereador, deveria ser da mesa diretora ou um Projeto coletivo. Ainda bem que houve quem se antecipasse....

Durou sete minutos, mas revelou à gambiarra que é esse assunto da tecnologia na casa do povo. Ainda bem que, finalmente, ela irritou o presidente Ciro André Quintino, MDB, e deixou exposto um assunto tão essencial nos dias de hoje aos cidadãos, à transparência e a vida remota.

Espera-se que a irritação do presidente tenha consequências práticas e não apenas para se ampliar gastos com sofisticações tolas dessa área e sem praticidade na hora da necessidade, também muito comum no ambiente público. Acorda, Gaspar!
Herculano
15/04/2020 09:38
PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

Gestor público que não consegue ler mais de três linhas de um comentário de 20, pode produzir resultado para a sociedade?

Como ele vai entender regras que faz e assina para os outros.

Estamos sendo governados por imbecis ou oportunistas, todos sustentados pelos nossos pesados impostos que cada vez mais passam a mão para poucos.
Herculano
15/04/2020 09:35
da série: descobriram isso agora? Meus leitores e leitoras, já sabiam disso há três semanas, em assunto que não é da minha alçada comentar por haver gente muito mais capacitada para isso no ambiente do jornalismo nacional.

De Carlos Andreazza, editor de livros e comentarista na BandNews, no twitter, há pouco.

A real de hoje. Mandetta está desgatado com o presidente? Sim. Há semanas. Desrespeita a hierarquia? Sim. Há semanas. Está isolado? Sim. Há semanas. É um ministro que não mais integra o governo? Faz tempo. Por que vender isso agora como novidade? Bolsonaro sempre teve a caneta.
Herculano
15/04/2020 09:28
MANDETTA DIZ QUE VAI SER DEMITIDO

Conteúdo de O Antagonista. Luiz Henrique Mandetta avisou sua equipe que Jair Bolsonaro vai demiti-lo ainda nesta semana, segundo a Folha de S. Paulo.

Ele disse também que se comprometeu a permanecer no cargo até o presidente escolher seu substituto.

É um jogo de ganha-ganha para ele.
Herculano
15/04/2020 09:25
UMA VERDADE DOÍDA, QUANDO A IDEOLOGIA E A IRRESPONSABILIDADE SUSTENTAM A CIÊNCIA

Do filósofo e ensaísta Luiz Felipe Pondé, no twitter:

Quem afirmar que ficaremos em quarentena até 2022 é um picareta mesmo que se diga cientista
Herculano
15/04/2020 09:15
da série: o exemplo de como em grave crise, Gaspar é um a ilha de resistências aos vícios dos políticos e gestores públicos (do atraso)

APóS CRÍTICAS, TRIBUNAL DE CONTAS SP SUSPENDE AUMENTO DE SALÁRIO DE SERVIDORES, por Joana Cunha, na coluna Painel, no jornal Folha de S. Paulo

Medida foi revelada nesta terça-feira (14)

Recalculando a rota
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo decidiu suspender a liberação do aumento de 3,89% nos salários de seus servidores após a coluna Painel S.A. revelar o reajuste nesta terça-feira (14). Embora tenha sido aprovado na Assembleia Legislativa de SP no dia 10 de março, um dia antes de a OMS declarar a pandemia, a promulgação da lei chegou no momento em que o estado tenta cortar custos para lidar com a queda na arrecadação provocada pela crise do coronavírus.

Batata quente?
A revelação do aumento aos servidores do TCE em um momento de crise aguda provocou constrangimento entre membros do governo e da Alesp, que iniciaram um jogo de empurra para evitar assumir a responsabilidade pela medida.

Quem cala consente?
O projeto de lei complementar para o reajuste do TCE foi enviado no dia 13 de março a João Doria, dias antes das primeiras iniciativas de restrição às atividades econômicas para conter o contágio. O governador não sancionou nem vetou até o fim do prazo, em 3 de abril.

Paternidade
Procurada, a assessoria de imprensa da Alesp disse que "a promulgação por parte do Legislativo se dá por imposição legal", ou seja, na ausência de sanção ou veto do governador, acontece a sanção tácita, que obriga a Casa a promulgar a lei.

Outro lado
Na videoconferência com chefes de órgãos do governo de SP nesta terça, estavam presentes três dos envolvidos no aumento de salário: Doria, Edgard Rodrigues, presidente do TCE, e Cauê Macris, o presidente da Alesp, que promulgou a lei complementar. Nenhum respondeu aos pedidos de posicionamento e entrevista.

Tirado do contexto
?Na nota divulgada na noite desta terça anunciando a suspensão do reajuste por prazo indeterminado, Rodrigues diz que a decisão foi tomada em razão do "momento de crise vivenciada pelo coronavírus".

Herculano
15/04/2020 09:03
UM GOVERNO DIVIDIDO, SOB DÚVIDAS E PATROCINADOR DE MORTES?

Antes era a oposição. Antes era o Ministério Público. Antes era o deputado Ivan Naatz, PL, um contumaz arrumador de encrencas.

Agora, entretanto, é própria vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinher, ex-PSL, bolsonarista de raiz e que está articulando o Aliança pelo Brasil, que coloca água no chope dos hospitais UTIs de campanha sob licitação e contratos de emergência patrocinados pelo governador Carlos Moisés da Silva, PSL.

Para a oposição, o governador deu explicações. Para a Justiça, o governador rebateu tecnicamente as dúvidas levantadas pela promotoria. A Justiça as aceitou. Para a continuada comparação dos que entendem do riscado e das ligações dos envolvidos, o governador gaguejou na última entrevista coletiva - que chama de live - e tirou a sua responsabilidade direta sobre o assunto.

Se fez isso, é porque preventivamente sentiu cheiro de coisa ruim. Se tivesse tanta certeza do que estava fazendo, teria bancado mais uma vez o que avalizou inicialmente.

Agora, para a atitude da vice-governadora que diz que o custo do Hospital cai de R$135 milhões para R$10 milhões no modelo de Bolsonaro, é algo muito sério. Revelador.

E por que?

Primeiro enquanto os políticos discutem para ver quem aparece mais e tem razão, não se tem hospital e gente morre.

Enquanto eles discutem para esconder a verdade, os aproveitadores se disfarçam em planilhas, em desculpas e se agarram da emergência para nada esclarecer, e que para se esclarecer, leva tempo: o tempo da política e o tempo das artimanhas, o tempo do judiciário, o tempo das provas, o tempo para muitos morrerem.

Segundo, e não é porque há uma evidente emergência que se vá colocar dinheiro dos pesados impostos dos que estão se desempregando e falindo na mãos dos mesmos de sempre que lucram com a desgraça e a até a morte de gente dependente dos governantes e que não sabe a quem se socorrer.

Uma vergonha. Vários crimes. E no meio deles políticos novos e os de sempre, os quais dão um jeito de na crise aparecerem e contaminarem tudo para voltar a esbórnia que queria se espantar. No meio de tudo isso estão gestores públicos e empresários escrotos que vivem das oportunidades, crises e relacionamentos novos e antigos.

Já tivemos o Mensalão milionário (PT); já tivemos o bilionário petrolão, PT, a esquerda do atraso e o Centro que incloui gente do MDB, PP, PSDB, PSD, DEM, ex-PR, PTB...; agora vamos ter o trilionário, repito, o trilionário Covidão e logo no governo que jurou varrer essa prática da sociedade e para isso recebeu o voto de protesto contra PP, MDB, PSDB, PSD...?
Herculano
15/04/2020 08:34
AS ENTIDADES EMPRESARIAS PEDEM PRORROGAÇõES DE TRIBUTOS MUNICIPAIS EM GASPAR.

SERÁ MENOS DINHEIRO EM CAIXA PARA PAGAR A MÁQUINA ELEITORAL - DE COMISSIONADOS E CARGOS DE CONFIANÇA - EM QUE SE TRANSFORMOU A PREFEITURA DE GASPAR

OS POLÍTICOS APOSTAM NO APORTE ESCANDALOSO QUE A CÂMARA APROVOU PARA SOCORRER ESTADOS E MUNICÍPIOS SEM CONTRAPARTIDAS DE AJUSTES DO CUSTO DA MÁQUINA PÚBLICA E O IMPEDIMENTO DE AUMENTOS DAS FOLHAS.

A prorrogação das parcelas do IPTU, mesmo as vencidas, de março, abril e maio, para outubro, novembro e dezembro sem juros e multas.

Igualmente do ISS de março, abril e maio para outubro, novembro e dezembro, sem juros e multas.

Isenção da primeira parcela do Alvará de funcionamento e localização a vencer no dia 30 de abril para todas as empresas afetadas pelas medidas restritivas do governo do Estado.

E a criação de um novo Refis - Refinanciamento das Dívidas Fiscais Municipais. Este seria o terceiro Refis do atual governo. Os anteriores, feito por iniciativa do próprio governo, nada se divulgou até agora sobre os resultados efetivos e seus beneficiados.

O pedido foi assinado pelo CDL, Sindilojas, Acig, Ampe e Núcleo Têxtil.
Herculano
15/04/2020 08:19
NEM O DIÁRIO OFICIAL CONSEGUIU ESCONDER QUE O PREFEITO KLEBER EDSON WAN DALL, MDB, E SEU VICE, LUIZ CARLOS SPENGLER, PP, CANDIDATOS A REELEIÇÃO, MESMO DIANTE DA CRISE ECONôMICA PROFUNDA, RESISTEM ATÉ AQUI A TOCAREM EM SEUS ALTOS SALÁRIOS

QUEM MESMO ORIENTA ESSA GENTE? OS SACRIFÍCIOS Só PARA OS OUTROS, PRINCIPALMENTE OS ELEITORES DELES QUE ESTÃO PERDENDO O EMPREGO, FALINDO COM SUAS EMPRESAS... POLÍTICOS JOVENS COM PRÁTICA POLÍTICAS DAS VELHAS RAPOSAS: TEM DESCULPA PARA TUDO. ACORDA, GASPAR!
Herculano
15/04/2020 08:02
GASPAR É A CIDADE DA PIADA PRONTA

O servidor que fez o vídeo sobre a necessidade e o uso correto dos equipamentos de proteção contra a Covid-19, inclusive para qualquer saída externa do lar, ele próprio, postou na sua rede social, pose em exercício sem a máscara.
Herculano
15/04/2020 07:56
Só O CORONAVÍRUS CONSEGUIU LIVRAR A FAB DE MAIA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta quarta-feira nos jornais brasileiros

O coronavírus provoca gastos trilionários ao redor do mundo, incluindo no Brasil, para tratar doentes e ajudar os impactados pelo surto do vírus, mas provocou certas economias, digamos, simbólicas. Fez, por exemplo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pela primeira vez passar um mês inteiro sem usar jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB). O fato é significativo porque Maia fez 772 viagens desde que assumiu o cargo, em julho de 2016, realizando um voo a cada dois dias, em média.

DUPLA VIAJANTE

O último passeio de Rodrigo Maia foi um bate-e-volta em SP, em 10 de março. Aliás, acompanhado do senador Davi Alcolumbre, seu pupilo.

RECORDE ABSOLUTO

Só no ano passado, Rodrigo Maia viajou 250 vezes nas asas da FAB. Viaja desde o primeiro dia de mandato, ao substituir Eduardo Cunha.

SONHO INTERROMPIDO

O coronavírus pode ter inviabilizado a marca do milésimo voo de Rodrigo Maia, mas não se deve subestimar sua capacidade de inventar viagens.

USO E ABUSO

O abuso tem nome e sobrenome: aeronaves da FAB são privativas de ministros e dos presidentes da Câmara, do Senado e do STF.

ACIDENTE EM LABORATóRIO PODE TER INICIADO COVID19

Comunicados recebidos pelo Departamento de Estado do governo dos EUA confirmam uma suspeita que tem sido tabu nas redes sociais e no noticiário, e pode explicar o nervosismo do governo da China quando alguém lembra que "o vírus é chinês": o surto do novo coronavírus pode ter começado após um acidente de trabalho no laboratório Instituto de Virologia de Wuhan, na China, segundo informam jornais americanos.

AMERICANOS SABIAM

Dois telegramas de diplomatas dos EUA alertaram para a insegurança do laboratório e mencionaram "coronavírus do tipo SARS de morcegos".

TRANSMISSÃO PARA HUMANOS

Os informes de diplomatas americanos, citados pelo jornal Washington Post, alertavam que o vírus "poderia ser transmitidos a seres humanos".

LIGAÇÃO PROIBIDA

Ao contrário de outras "teorias da conspiração", ignoradas pelo governo chinês, quando se trata de Covid19, os chineses sobem nas tamancas.

A BRIGA É POLÍTICA

O "socorro" aos estados, sobretudo da região sudeste, sem precisar cortar despesas, é uma articulação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com os governadores da região. O que eles têm em comum? Quase todos usaram Bolsonaro para se eleger e hoje o detestam.

FUTURO MINISTRO

O deputado Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro da Cidadania, só não será ministro da Saúde se não quiser. E ele quer, e já deve ter mandado fazer o terno da posse. O "plano B" é a médica Nise H. Yamaguchi.

MINISTRO BARICHELLO

Mandetta anunciou somente ontem, cinquenta dias após o início da pandemia, que 40 voos vão trazer materiais da China. E só ontem os estados foram orientados a informar ao Ministério da Saúde o número de leitos ocupados com pacientes de coronavíus. Pedala, ministro!

TUDO PELO CARGO

Certos políticos devem ter sangue de barata. Poucos dias após vazar o esculacho do ministro Onyx Lorenzoni (Cidadania) nele, Mandetta trocou elogios com o colega, durante coletiva de ontem, no Palácio do Planalto.

ALô, PF

O "estado de calamidade" em estados e municípios, inclusive onde não há a doença, faz prever gastos espetaculares sem licitação, a pretexto de combate ao coronavírus. A Polícia Federal vai ter trabalho.

ELEIÇÃO VIRTUAL

Pela primeira vez, um tribunal elege em votação virtual o seu presidente. Domingos Jorge Chalub, dos magistrados mais admirados do Estado, presidirá o Tribunal de Justiça do Amazonas no biênio 2021 a 2022.

NOTÍCIA BOA

O total de infectados no mundo atingiu a marca de um milhão no último dia 2. Nesta quarta (15), chegou a dois milhões, mas a boa notícia são os 1,82 milhão curados ou que apresentam apenas infeções leves.

CAFÉ CADA VEZ MAIS FRIO

A coletiva diária criada por Rodrigo Maia para manter o holofote foi cortada em todos os canais jornalísticos de TV, na tarde desta terça (14), para mostrar a entrevista de ministros no Palácio do Planalto.

PENSANDO BEM...

...o coronavírus trouxe ao menos um fator positivo: serve para mostrar aos gestores a inutilidade de certas repartições públicas.
Herculano
15/04/2020 07:47
CORONAVÍRUS SEM POLITICAGEM, por Fernão Lara Mesquita, no site Vespeiro

"Um número altíssimo já chega morto ou quase morto na ambulância porque, por medo de que isso apressasse o colapso do sistema público, foi feita a recomendação errada, no começo da campanha, para que as pessoas não procurassem o hospital com sintomas brandos da doença. Fizeram até terrorismo, dizendo que o hospital é o melhor lugar para as pessoas pegarem o corona. Agora até pessoas afetadas por outras doenças estão evitando os hospitais até ser tarde demais. É preciso corrigir urgentemente essa informação "...

Os números do Sírio-Libanês (cerca de 300 casos, 1 morte) e do Einstein (mais de 400 também com 1 única morte) comparados com os índices da rede pública indicam que a precocidade do início do tratamento é decisiva. Com medo do colapso da rede hospitalar, fizeram a campanha errada no inicio da epidemia para que as pessoas não fossem ao hospital diante de sintomas leves e esperassem o quadro se agravar. Agora "elas estão chegando mortas ou quase mortas aos hospitais públicos" ...

Uma nova forma de tratamento rápido, barato, e que livra os pacientes das UTI's e dos respiradores, o verdadeiro fantasma das autoridades de saúde publica nesta epidemia, tem sido usado com grande sucesso nos hospitais privados de São Paulo desde que foi tentada pela primeira vez e tirou do estado crítico um empresário que viajou com a comitiva de Bolsonaro para um encontro com Donald Trump no começo de março e voltou contaminado.

Acompanhe, a seguir, a matéria que O Estado de S. Paulo se recusou a publicar.

Muito além da cloroquina

Alexandre Fernandes, 44 anos, empresário de Joinville, esportista, não fumante, sem nenhuma "comorbidade", era um dos membros da comitiva de Jair Bolsonaro na fatídica viagem a Mar-A-Lago, o resort de Donald Trump em Palm Beach, Florida, no começo de março de que quase todos os participantes menos os presidentes brasileiro e americano voltaram contaminados pelo coronavírus.

Fernandes desembarcou no Brasil dia 11 de março, uma 4a feira, sentindo um certo excesso de cansaço, dor no corpo e um pouco de febre. Na 5a ligou para seu médico, o imunologista dr. Roberto Zeballos, passou no consultório em São Paulo e colheu material. Sábado já tinha o resultado: positivo para coronavírus.

Domingo começou a falta de ar. Fernandes baixou ao hospital Vila Nova Star para a primeira tomografia. O pulmão estava cheio de manchas. 20% comprometido. A saturação de oxigênio baixara a 85 quando o normal é em torno de 98. Além do cateter injetando 1 litro de oxigênio por minuto nas narinas, passou a ser tratado com remédios para baixar a febre e antibióticos para prevenir infecções oportunistas.

Segunda-feira já não tinha forças para comer nem podia passar sem o cateter de oxigênio na dose de 2 litros por minuto. Na 3a já não tinha forças para ir até o banheiro sozinho. Na 4a passou a 4 litros de oxigênio por minuto. Na 5a o PCR, um indicador de imunologia que marca inflamação a partir do grau 4, chegara a 14 e o jovem saudabilíssimo de apenas seis dias antes não conseguia erguer o celular para ? despedir-se da família.

"Senti minha vida indo embora" ...

Fez a segunda tomo e a imagem que surgiu era sinistra. 80% do pulmão estava afetado. Foi para a UTI com os médicos discutindo a iminente entubação, momento a partir do qual a medicina praticamente se rende e tudo fica nas mãos de deus.

Mas ele escreve reto por linhas tortas.

Antes da decisão final o dr. Zeballos recorre ao dr. Marcelo Amato, pesquisador de renome internacional e um dos maiores pneumologistas do Brasil. Vários médicos consultados pelo Vespeiro reputam-no como "um cientista". A sorte estava a favor de Alexandre. Amato acabara de ler um estudo do Hospital Jinyntan, de Wuhan, relatando 201 casos de pacientes com nível crítico de pneumonia relacionada ao coronavírus tratados com um novo esquema publicada apenas três dias antes no Journal of the American Medical Association (aqui). O que se relata ali é um tratamento controvertido que envolve uma espécie de "escolha de Sofia" da medicina. Mas o estado de Alexandre era crítico, a esposa dele também é médica e a proposta, embora contraintuitiva, ia na direção de suspeitas compartilhadas por imunologistas com experiência no tratamento de quadros pulmonares semelhantes aos do coronavírus. E, agora, tinha o endosso de um dos maiores especialistas do Brasil. Todos os ingredientes necessários para uma decisão de risco como aquela estavam reunidos.

"Esse trabalho mostra claramente que o choque de esteroides com claritomicina reduz a mortalidade. Temos de tentar"!, sentenciou Amato.

Nas primeiras medições da sexta-feira o quadro tinha parado de piorar. No sábado o PCR retornara a 12 e iniciou-se a redução da quantidade de oxigênio injetado via cateter. No domingo o PCR tinha voltado a 8. Na 3a o cateter de oxigênio já não era mais necessário. Na 4a, 25, Fernandes fez a terceira tomografia e nem os médicos acreditaram no que viram. "Parece que você fez um transplante escondido. Seu pulmão está cristalino". A quinta e a sexta seguintes ainda foram passadas no hospital para seguir com os antibióticos intravenosos até o fim da série de segurança, proceder o "desmame" dos esteroides e esperar o resultado do último teste de coronavírus.

Negativo!

Na sexta à noite, 27/3, Fernandes estava em casa festejando com a família.

Como funciona esse tratamento

Os tratamentos com antivirais cuidam de retardar a multiplicação dos vírus de modo a dar tempo aos organismos infectados para vencê-los com o seu próprio sistema imunológico. No fundo trata-se de uma corrida. O sistema imunológico leva um tempo para entender o inimigo com que está lidando, mas, se esse inimigo não destruir a pessoa antes pelos danos colaterais que vai produzindo nos seus órgãos vitais, o mais provável é que acabará por decifrá-lo e liquida-o.

...O princípio que apoia o uso da hidroxicloroquina no tratamento de coronavírus é o mesmo que justifica o ataque com esteroides. Embora essas substancias sejam muito diferentes uma da outra as duas têm efeito anti-inflamatório. Só que a cloroquina é muito menos potente que os esteroides e tem um séquito de possíveis efeitos colaterais muito maior.

É isso que explica porque 85% das pessoas que contraem o coronavírus, ou não chegam a ter sintoma algum, ou conseguem eliminá-lo depois de passarem por desconfortos não maiores que os de uma gripe. Essa porcentagem é a daqueles cujos sistemas imunológicos venceram o vírus "no 1º round". Só em 15% dos infectados o vírus provocará danos suficientes para produzir sintomas mais pesados. E destes apenas 5% evoluirão para o "2º round" onde os sintomas se agravam a ponto de requerer hospitalização e implicar risco de morte.

O que acontece com essa minoria?

Um pulmão vai à breca ou por infecção bacteriana, ou por inflamação. Ou pela combinação das duas coisas. Os problemas com o coronavírus são dois. A facilidade com que se espalha e, principalmente, a velocidade vertiginosa com que se multiplica dentro dos organismos contaminados. Por razões ainda desconhecidas o sistema imunológico de alguns indivíduos, diante da invasão, desencadeia uma reação "exagerada". São as chamadas "tempestades de citoquinas" nos pulmões onde passa a acumular-se um tal excesso de umidade e matérias orgânicas que, mesmo antes que qualquer infecção oportunista por bactérias chegue a instalar-se, os alvéolos, bloqueados, não conseguem mais perfazer a função de tirar oxigênio do ar e injetá-lo no sangue.

Nas pessoas idosas, que convivem com cargas mais pesadas de bactérias em seus organismos, o pulmão é o primeiro órgão atacado diante de qualquer fator de aumento de vulnerabilidade. O mesmo acontece com as chamadas "comorbidades" ou doenças anteriores. Nos pacientes enfraquecidos pelo ataque do vírus essas doenças prévias agravam-se até matá-lo. Daí o tratamento padrão consistir em cobrir o paciente com antibióticos para estimular seu aparelho imunológico contra as bactérias e com injeção forçada de oxigênio ?" por cateter nasal, primeiro; por respiração mecânica, no extremo ?" para evitar que uma pneumonia o mate antes que seu sistema imunológico possa eliminar as bactérias ou vírus atacantes.

O uso de esteroides ou corticoides para reduzir processos inflamatórios é evitado nesses casos porque o que essas drogas fazem é, exatamente, baixar o funcionamento do sistema imunológico, aquele que combate as infecções bacterianas e, eventualmente, as outras doenças anteriores do portador do coronavírus.

Ou seja, para reduzir a inflamação arrisca-se agravar as infecções.

O princípio que apoia o uso da hidroxicloroquina no tratamento de coronavírus é o mesmo que justifica o ataque com esteroides. Embora essas substancias sejam muito diferentes uma da outra as duas têm efeito anti-inflamatório. Só que a cloroquina é muito menos potente que os esteroides e tem um séquito de possíveis efeitos colaterais muito maior. Pode ajudar, portanto, apenas se aplicada muito no início do tratamento, mas com os riscos todos desses efeitos colaterais, alguns dos quais podem ser graves.

O ataque com esteroides (metilprednisolona) combinado com claritomicina funcionou mesmo num caso extremo como o de Alexandre Fernandes, o primeiro a ser tratado com esse protocolo no Brasil (ha uma indisfarçável guerra de vaidades de médicos em torno desse pioneirismo). Depois dele já tirou outros nove pacientes tratados pela dupla Zeballos e Amato do fundo do poço para a alta em poucos dias. Um novo grupo de pacientes está sendo tratado dentro desse protocolo, agora já dentro de técnicas de controle para a produção de um primeiro "paper" com valor científico a cargo do dr. Amato. A indicação que se vai impondo é que quanto antes se passar a esse tratamento mais eficaz ele será.

Não é um tratamento que vá funcionar infalivelmente em todos os casos ?" a indicação é para aqueles em que a inflamação dos pulmões é a ameaça mais premente. Mas outros médicos consultados para esta matéria recomendam o uso de todos esses recursos juntos em doses que variam de caso para caso. Desde pelo menos os primeiros dias de abril, apurou o Vespeiro, inúmeros pacientes vêm sendo tratados com esse protocolo também no Hospital Sírio Libanês, a começar por um paciente ilustre, o dr. Roberto Kalil, contaminado pelo coronavírus, como se constata pelo vídeo acima em que ele menciona que tomou cloroquina mas "o que o salvou foi o corticoide".

É um tratamento muito rápido e muito barato, que dispensa UTI's e respiradores, os dois pontos mais vulneráveis não só do sistema de saúde brasileiro como dos de grande parte dos países do mundo. Mais que qualquer outro fator mais diretamente objetivo, foi o medo do colapso desses sistemas que levou suas respectivas autoridades de saúde publica às quarentenas que, ao contrário do que se pensa, não curam nem evitam que a epidemia cumpra seu ciclo (só declinam depois que mais de 50% da população é infectada e torna-se imune), ou seja, não "salvam vidas" diretamente, apenas tentam "espalhar" os casos de hospitalização no tempo.

"Vá logo para o hospital"

O dr. Kalil faz, aliás, um alerta para uma falha de comunicação que tem tido efeito desastroso. "Procure o hospital ao primeiro sinal da doença. Não espere os sintomas se agravarem. Isso pode ser a diferença entre a vida e a morte". Kalil registra que o Hospital Sírio Libanês tratou de 300 doentes de coronavírus e só perdeu um, e que o Hospital Albert Einstein tratou 400 e também só perdeu um paciente. Mas nos hospitais públicos a mortalidade tem sido muito mais alta "porque os doentes estão demorando demais para procurar o hospital ".

"Um número altíssimo já chega morto ou quase morto na ambulância porque, por medo de que isso apressasse o colapso do sistema público, foi feita a recomendação errada, no começo da campanha, para que as pessoas não procurassem o hospital com sintomas brandos da doença. Fizeram até terrorismo, dizendo que o hospital é o melhor lugar para as pessoas pegarem o corona. Agora até pessoas afetadas por outras doenças estão evitando os hospitais até ser tarde demais. É preciso corrigir urgentemente essa informação ".
Herculano
15/04/2020 07:29
QUEM VAI CONTER O MEDALHÃO DO STF?, por Conrado Hübner Mendes, professor de direito constitucional da USP, é doutor em direito e ciência política e embaixador científico da Fundação Alexander von Humboldt, no jornal Folha de S. Paulo.

Supremo Tribunal Federal tornou-se a instituição mais atordoada e atordoante da democracia brasileira

Nós nos acostumamos a pedir pouco do STF. O tempo passa e, dia após dia, aceitamos um grão a menos. Era pouco e não sobrou quase nada. Em termos de dignidade decisória, salvo lampejo eventual de boa elaboração jurídica, o STF tornou-se a instituição mais atordoada e atordoante da democracia brasileira. Uma obra de anos, não da epidemia.

Veio a emergência sanitária e sua pauta particular. A judicialização, desejável ou não, é inevitável. Se atrapalhará ou ajudará o esforço estatal vai depender do que o Judiciário, e o STF em especial, fizer com ela.

O que o STF faz com ela? Já decidiu pela proibição de campanha presidencial contra a quarentena, pela precarização do processo legislativo, pela ruptura do teto de gastos, exclusão de lotéricas e igrejas da categoria "serviços essenciais"; impediu flexibilização de direitos trabalhistas, afirmou competência concorrente de estados e municípios no combate à epidemia, preservou prazos da Lei de Acesso à Informação.

Os resultados dessas decisões são defensáveis. O Estado de Direito, contudo, pede mais. Pede fundamentação jurídica fina e transparente, que indique parâmetros para casos futuros e a coerência com casos passados; e pede o carimbo do plenário. Até aqui, o STF está a dever nas duas frentes: prevaleceu a caneta monocrática e o palavreado genérico. Quem se arrisca a ler se perde nas inferências mágicas do legalismo fantástico.

Há também problema mais grave: a promiscuidade pública de alguns ministros. Continua fora do controle. O que ministros fazem fora dos autos, assim como juízes em geral, importa para sua autoridade. Alguns ministros do STF são indiferentes a esse cânone universal do bom juiz (que também é lei).

Fazem lives com bancos, reuniões com a Fiesp (onde Toffoli ofereceu a empresários linha direta para acesso privilegiado), articulações políticas, ameaças a Bolsonaro pelo Twitter, provocações a Moro. O ministro medalhão recusa ao tribunal o benefício de sua contenção.

Se percebessem o desserviço de sua incontinência pública, medalhões do STF já teriam se calado e se recolhido a seus gabinetes. Teriam passado a estudar a gravidade do momento e, juntos, examinado a delicadeza jurídica e octanagem política dos casos à frente.

Teriam assumido a responsabilidade de agir não só com presteza e consistência jurídica, mas de maneira colegiada. Sem negociações de bastidores com outros Poderes. E estariam pensando nos efeitos futuros de suas decisões do presente. Mas nem a vergonha contém o medalhão.

Lembre-se que "o STF" quase não existe. Quando dizemos "o STF decidiu", cometemos o pecado da metonímia institucional. Confundimos a parte pelo todo, a decisão monocrática pela decisão da instituição (que poderá vir num futuro qualquer, ou não, a depender da sorte e dos interesses, não de critério público). Ignoramos a precariedade desse produto. O tribunal acha que não nos deve explicação.

A única certeza é a arbitrariedade de sua agenda e a superficialidade de suas razões. E, para completar, a licenciosidade de ministros que se dispensaram das regras de ética judicial, dos rituais da imparcialidade e do decoro. Uma conclusão velha cuja validade continua intocada.

Acima das individualidades, um tribunal é sempre mais forte. Refém das individualidades, já não é tribunal. O STF desconhece esse lugar e não faz esforço para descobri-lo. Tem função importante demais na democracia para se deixar levar por tamanha leviandade.

Chegou uma nova crise, a maior delas, sem que a anterior tenha esmorecido. E o STF faz mais do mesmo, outra vez. Não tem ideia de como fazer diferente.
Herculano
15/04/2020 07:18
FESTIVAL DE BESTEIRAS ?" PARTE 2, por Carlos Brickmann

Bolsonaro faz renascer o Festival de Besteiras que Assola o País ...

Hoje, por aqui, há notícias de impacto e notícias chatas. As notícias chatas são chatas. As notícias de impacto não são notícias. Mas a festa continua.

O governador do Pará, Hélder Barbalho, do MDB, disse que vai botar os presos na rua para vigiar os cidadãos em pontos de ônibus e evitar que fiquem a menos de um metro uns dos outros. Verdade: os presos viraram guardas.

Na Passeata da Morte (aquela em que carregaram um caixão para fazer piada com as vítimas do coronavírus), palavras de ordem para não ver Globo nem Bandeirantes, compradas pelos chineses. Há quem acredite.

Um criador de gado aguenta amigos que tentam convencê-lo a não vender bois para frigoríficos que exportem carne para a China. Pelo que dizem, os chineses são todos comunistas. Parece que só agora estão descobrindo isso.

Boato da moda: a tecnologia 5G permite transmitir, pelo celular, a palavra do demônio. Mas não é sempre: se a Qualcomm, americana, vencer a corrida internacional para implantar o 5G, tudo bem. Mas se for a Huawei chinesa... Se bem que, há alguns anos, diziam que, se um LP da banda Yes fosse tocado ao contrário, seria possível ouvir as palavras Six Six Six - ou 666, o Número da Besta. A Banda Yes é inglesa, e lá os comunistas nunca tiveram votos.

E aqui disseram na TV que a China tem um trilhão de habitantes, embora seja menor que o Brasil. A China tem um milhão de km² a mais que o Brasil. E terá um trilhão de habitantes se multiplicar a população real por 715 mil.

O HOMEM QUE DIZ SOU....

Pode ser que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tenha sido vítima do próprio orgulho, após vencer a queda de braço com Bolsonaro. Ou não: talvez, ao conceder entrevista à Rede Globo (o que é uma ofensa para Bolsonaro) e ainda dar-lhe um puxão de orelha, tenha buscado forçar sua demissão. Mas sobrevive: Bolsonaro foi pedir autorização aos militares para demiti-lo e, embora tenha encontrado solidariedade, não foi atendido. O vice Mourão, que faz parte do grupo militar do Governo, criticou Mandetta por ter confrontado Bolsonaro, mas disse que é provável que continue no cargo.

... NÃO É

Bolsonaro quis livrar-se de Mandetta, ainda não conseguiu. E há outros indícios de que, embora seu mandato vá até 31 de dezembro de 2022, já lhe estão servindo café frio. O presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, postou domingo no Instagram o vídeo de uma cerimônia fúnebre africana em que os carregadores do caixão vão dançando até o túmulo. E trocou o rosto de um dançarino pelo de Bolsonaro, rindo.

Presidente, cadê a tal caneta Bic? Precisa pedir ao general Braga Netto para trocá-la por uma nova, com tinta.

PORQUE QUEM É MESMO....

Duas perguntas que o ministro Mandetta fez a Bolsonaro na reunião do dia 6, em que entrou demitido e saiu confirmado: a primeira, por que não o demitia, já que não concordava com a orientação do Ministério da Saúde sob seu comando; a segunda, por que o havia nomeado, já que não o ouvia.

Este colunista arrisca um palpite: convidou-o para compor o elenco, não para se destacar nem dar palpites; e não o demite porque não foi autorizado.

... NÃO DIZ

Preste atenção no que diz o general Mourão. Ele monta frases delicadas, gentis, que merecem análise. Preste atenção, mais ainda, no que ele não diz.

VAI, VAI, VAI...

Mourão disse que o importante são as "ações concretas" de Bolsonaro, e não aquilo que o presidente declara. "Temos de olhar mais as ações do que as palavras". Traduzindo, "o que ele fala não se escreve". Mas Mourão vai em frente: "Não teço críticas públicas porque seria deslealdade. Se ele me perguntar, a gente troca impressões e eu apresento o que penso".

... NÃO VOU

Sabe quando é que Bolsonaro vai perguntar alguma coisa a Mourão?

LEGALIZANDO

O senador Sérgio Petecão (PSD-Acre) apresentou ontem projeto de lei que permite o uso de cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento do coronavírus, desde que o paciente (ou seu responsável) seja informado de que o medicamento tem caráter experimental e autorize formalmente o uso. Os hospitais que pesquisam o tratamento do coronavírus vêm aplicando essa norma, mas se a lei for aprovada terão mais segurança jurídica. O projeto permite o uso das substâncias mesmo antes da comprovação da doença.

????

O deputado Osmar Terra (MDB-RS) enviou mensagem ontem a Flávio Bolsonaro, dizendo que a epidemia está "desabando" no Brasil e que é hora de comemorar. O pico da pandemia, diz ele, foi alcançado no final de março.
Herculano
15/04/2020 07:07
NUNCA A ELITE DO BRASIL OFERECEU UM TRISTE EPISóDIO COMO AGORA NA PANDEMIA, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Os barões da medicina privada querem falar de tudo, menos do colapso de hospitais do SUS

Atribui-se ao professor San Tiago Dantas uma observação mortífera: "A Índia tem uma grande elite e um povo de merda, o Brasil tem um grande povo e uma elite de merda".

Com certeza, San Tiago disse que "vêm se processando há séculos no Brasil um trabalho social de contínua desorientação das 'elites', que as vai afastando do exame cultural e político dos valores nacionais".

No discurso de posse que não viveu para ler, Tancredo Neves disse a mesma coisa: "Temos construído esta Nação com êxitos e dificuldades, mas não há dúvida, para quem saiba examinar a História com isenção, de que o nosso progresso político deveu-se mais à força reivindicadora dos homens do povo do que à consciência das elites".

Nunca a elite nacional ofereceu um triste episódio como o que os Três Poderes da República e boa parte do andar de cima vêm oferecendo diante da epidemia de coronavírus. (Ressalvada a doação de R$ 1 bilhão pelo Itaú Unibanco, a maior da história nacional.)

O Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravidão. O século 20 teve 36 anos de ditaduras. Em 1978 o supermercado Carrefour foi expulso da Associação de Supermercados do Rio porque aceitava cartões de crédito.

A ponte aérea Rio-São Paulo levou anos para dar aos seus passageiros acesso a programas de milhagem que existiam há mais de uma década. Os fazendeiros que insistiram em comprar escravos empobreceram. O supermercado que liderou a expulsão do Carrefour sumiu e o oligopólio das aéreas foi à garra.

Sendo velho, o atraso poderia ter aprendido. Já morreram mais de mil pessoas e o oportunismo epidêmico do andar de cima agravou-se. O presidente da República diz que a Covid-19 é uma gripezinha, afrontando a ciência e a opinião pública. O ministro da Saúde é hostilizado pela charanga do Planalto porque defende o isolamento.

Os inimigos de Bolsonaro passaram a ser seu ministro e os governadores de São Paulo e do Rio de Janeiro. Já à Covid, que está matando gente, ele deu compreensão. Do outro lado do balcão, a Câmara aprovou um pacote de ajuda aos estados que é visto como uma bomba fiscal, e o ministro da Economia avisa que o Executivo deverá vetá-lo.

Empresários beneficiados pelos programas federais provisórios defendem sua transformação em mimos permanentes. Fazem tudo isso sabendo que depois da epidemia virá a recessão.

É como se o Brasil tivesse virado um grande pernil e cada um vai lá para tirar sua fatia. Admita-se que todos têm razão, inclusive Bolsonaro com sua gripezinha. Se cada um continuar gritando, quem ganha é a Covid.

Os barões da medicina privada querem falar de tudo, menos do colapso de hospitais do SUS (que está carregando o piano). Falta que essas duas turmas conversem, partindo de uma premissa: "Eu não quero te quebrar, mas você não pode querer me matar".

Todos os lados acham que têm razão, mas não conseguem conversar. À primeira vista pode-se achar que isso se deve à polarização bolsonariana. É pouco. Em 1830 o deputado Antônio Ferreira França apresentou um projeto de abolição gradual da escravidão. Ela acabaria em 1851. Acabou em 1888 porque havia gente interessada nisso.

Há hospitais públicos recusando-se a admitir pacientes. Por quê? Porque chegam mortos.?
Miguel José Teixeira
14/04/2020 21:29
Senhores,

Estive "matutando" à la "zeros-zeros":

Será que o Mandetta dormirá como Ministro e acordará como Deputado Federal?

Baseie-me na célebre frase:

"Dormi prefeito e acordei palhaço", do saudoso Maneca (Manoel) de Menezes ao saber que perdia a primeira eleição para prefeito em Florianópolis"

. . ."Morreu a tempo de ver o filho, Cacau, se tornar um dos colunistas mais conhecidos de Santa Catarina."

(fonte: https://www.nsctotal.com.br/noticias/dormi-prefeito-e-acordei-palhaco-disse-manoel-de-menezes-ao-saber-que-perdia-a-primeira)
Odir Barni
14/04/2020 20:46
Covid-19 ainda matou menos que a gripe H1N1.

Caro Herculano; por ser uma lição de vida e faz referência ao hospital de Gaspar e a doença do momento, tomo a liberdade de enviar este comentário sempre com dados concretos.

Amiga, Maria Joselita Melato Melato, eu trabalhei no hospital de Gaspar quando vc era tesoureira e eu fui administrador interino nos anos 86-87. Era comum o hospital ficar tomado de pessoas idosas e com problemas pulmonares no inverno, claro que foram poucos óbitos, tínhamos condições de atender a demanda local, inclusive de pessoas da região do Baú de Ilhota, poucos foram para o quarto número 107 (doente terminal), lá encontrei o Nego Adão Benjamin que trabalhou na prefeitura de Gaspar por muitos anos, a pedido da irmã Terezinha fui ver o cidadão que não tinha um parente sequer; ao adentrar no quarto eu chamei pelo seu nome e ele virou a cabeça e me reconheceu: Di, como me chamava, vc aqui? Aposto que chorei, um ser humano, negro, sem parente e sem um amigo para conversar era o que faltava para se despedir do mundo que muito trabalhou e foi humilhado. Adão que já era dado como morto, depois daquela conversa que tive com ele, vivei mais uns dias; falou dos tempos que puxava cal para o Francisco Schaadt ,de carroça ,do Ribeirão do Ouro até Brusque e Itajaí; dos anos na Prefeitura de Gaspar, quebrando pedras atrás da patrola. Disto tudo tiramos uma lição: o coronavirus é mais epidemia, ou melhor, uma pandemia que pode matar ,nunca prepare o caixão sem ter certeza da morte e nem fique rezando o tempo todo, Deus sabe o que merecemos não é se fazendo de vítimas que seremos salvos. Que Deus os abençoe!
Miguel José Teixeira
14/04/2020 19:34
Senhores,

No portal Diário do Poder:

"STF mantém decisão que impede Adélio Bispo de conceder entrevistas"

Elementar meu caro Watson! Diria Sherlock Holmes, pois:

É o Adélio, Bispo.

Já ao então presidiário lula era permitido, pois segundo a martaxa, que está disposta a fazer qualquer papel nas eleições em SP:

É o lula, deus. . .
Renato Luiz Nicoletti
14/04/2020 15:40
Também gosto da metereologia. Tanto que comprei uma mini estação e uso de forma particular. Seus dados estão online no site Wundreground e quem quiser pode acessar. Converso de vez em qdo com o Coutinho, simples e acessível. Não tem papas na língua. Suas análises junto com Piter Scheuer, outro mestre, tem sido muito precisas. Pra esse ano, previram em janeiro um inverno muito típico, com muito frio e seca. Por ora estão dentro. Temperaturas como essas de abril, especialmente na serra, desde 1978 não eram registradas.
Herculano
14/04/2020 13:38
ILHOTA EM CHAMAS. PREFEITO INOVA E MANDA MAIS OUTRA CONTA PARA OS EMPRESÁRIOS QUE ESTÃO FALINDO E DESEMPREGANDO

Em Ilhota, mercado, padaria ou supermercado e congêneres que quiserem funcionar e atender com todas as restrições impostas pelo decreto estadual, terá que oferecer, gratuitamente, máscaras para seus clientes, mesmo que eles não comprem nada - só entre nos estabelecimento -, e vão lá 100 vezes por dia, por exemplo.

A determinação é da prefeitura. E o prefeito Érico de Oliveira, MDB e seu vice, Joel Soares, DEM, são empresários. Mas, nas suas lojas essas regras não valem, até porque não vendem nenhum gênero de primeira necessidade.

O prefeito e o vice conhecem o que é custos e sabem que isto afunda ainda mais a economia, restringem a arrecadação de impostos e que a obrigação se não for da própria pessoa, que deveria cuidar da sua saúde, deveria ser do poder público. Ou seja, da própria prefeitura
Herculano
14/04/2020 10:03
É PROVOCAÇÃO? É ACHISMO? É INCOMPETÊNCIA? OU É MESMO IRRESPONSABILIDADE ACHANDO QUE O POVO TEM QUE MORRER A MÍNGUA E VIVER DE JOELHOS ESMOLANDO AOS GOVERNOS E POLÍTICOS LADRõES?

Antes o pico da Covid-19 era neste final de março e primeira quinzena de abril. Mudou, baseado não se sabe no que a, para segunda quinzena de abril e início de maio. Agora, fala-se em junho, julho e até agosto?

Está na hora de cortar as cabeças.

O PICO EM JUNHO OU EM AGOSTO?

Conteúdo de O Antagonista. O pico da epidemia ainda está longe, segundo Luiz Henrique Mandetta.

Ele disse em 17 de março:

"Em agosto ou setembro a gente deve estar voltando à normalidade, desde que seja construída a imunidade de mais de 50% das pessoas."

Jean Gorinchteyn, do Instituto Emílio Ribas, é mais otimista:

Ele disse para o UOL:

"A progressão da doença deve assumir um platô no mês de junho, e em seguida começar a entrar em declínio. O grande problema seria abrir as portas, relaxar a quarentena, porque neste caso muita gente ficaria doente e muita gente morreria nos próximos dois meses"
Herculano
14/04/2020 09:56
da série: o tamanho do buraco que os políticos no Brasil, Gaspar e Ilhota teimam em NÃO enxergar.

FMI PREVÊ RECESSÃO DE 5,3% NA ECONOMIA DO BRASIL ESTE ANO, por Rosana Hessel, no jornal Correio Braziliense

Em meio à desaceleração global pela Covid-19, pandemia provocada pelo novo Coronavírus, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu em 7,5 pontos percentuais as previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) Brasil e agora estima retração de 5,3% no PIB brasileiro neste ano, em vez da expectativa de expansão de 2,1% do relatório atualizado em janeiro.

O cenário traçado pelo FMI no relatório Panorama Econômico Global, divulgado nesta terça-feira (14/04) é de uma recessão global sem precedentes, que economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, avalia como "O Grande Bloqueio", algo pior crise econômica desde a Grande Depressão, ocorrida na década de 1930.

O Fundo prevê retração de 3% na economia global em 2020, com uma recuperação mais firme a partir de 2012 em vários países. Contudo, no caso do Brasil, o organismo multilateral estima crescimento de 2,9%. Essa taxa é inferior ao avanço estimado para a economia global no próximo ano, de 5,8%, sinalizando que a retomada no Brasil será em ritmo mais lento do que nos demais países.

Emergentes

O FMI prevê uma retração de 1% nas economias emergentes em 2020. Caso confirmado, será a primeira vez desde o início da série histórica do Fundo, iniciada em 1980, que haverá uma retração do do PIB dos países em desenvolvimento de 1%. China e Índia, os principais motores da economia global, devem registar crescimento abaixo de 2% neste ano, pelas novas projeções do FMI, de 1,2% e 1,9%, respectivamente. Em janeiro, as estimativas eram de expansão de 6% e de 5,8% para esses dois países.

Pelas novas estimativas do FMI, a América Latina deverá encolher 5,2%, neste ano, em vez de avançar 1,6% como o esperado em janeiro. Esse recuo será puxado pelo Brasil e pelo México, que deverá registrar retração de 6,6% e não mais alta de 1% estimadas no relatório anterior.

O Fundo ainda prevê retração de 5,5%, no PIB da Rússia, de 6,6%, no PIB da África do Sul. Esses dois países devem registrar os piores desempenhos entre os integrantes do Brics, grupo das economias emergentes também composto por Brasil, China e Índia.
Herculano
14/04/2020 09:45
da série: o sacrifício dos pagadores sempre sobra para os trabalhadores e pagadores dos pesados impostos. Os políticos e os funcionários públicos estão não apenas com seus altos salários garantidos, mas com os privilégios e mordomia como se a crise fosse em outro país.

UM MILHÃO DE TRABALHADORES JÁ TIVERAM SALÁRIO E JORNADA REDUZIDOS AP?"S MP

Medida do governo permitiu acordos em contratos de trabalho durante crise de coronavírus

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Bernardo Caram e Talita Fernandes, da sucursal de Brasília. O governo anunciou nesta segunda-feira (13) que mais de um milhão de trabalhadores tiveram salários e jornadas reduzidos ou contratos suspensos após a edição de MP (Medida Provisória) que autoriza a celebração de acordos entre patrões e trabalhadores durante a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o IBGE, o Brasil tinha 33,624 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado no trimestre encerrado em fevereiro.

A informação é do secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco. O dado inclui acordos individuais e também acordos coletivos de categorias feitos com intermediação de sindicatos.

"Nesse período, os empresários, confiantes na medida, e os empregados também se uniram e chegaram aos seus acordos individuais e coletivos. Podemos dizer que essa medida provisória já tem frutos, e os frutos são mais de um milhão de empregos preservados", disse.

No dia 1º de abril, o presidente Jair Bolsonaro editou uma MP (Medida Provisória) que autoriza corte salários e jornadas de trabalhadores durante a crise provocada pelo novo coronavírus. As reduções poderão ser feitas em qualquer percentual, podendo chegar a 100%.

Trabalhadores afetados receberão uma compensação do governo que pode chegar a 100% do que receberiam de seguro-desemprego em caso de demissão.

Nas contas do governo, a suspensão dos contratos ou redução de salário e jornada deve alcançar 24,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

Segundo o IBGE, o Brasil tinha 33,624 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado no trimestre encerrado em fevereiro.

O custo total do programa aos cofres públicos é estimado em R$ 51,2 bilhões.

Por acordo individual, o empregador pode fazer cortes de jornadas e salários em 25%, 50% ou 70% por até três meses, a depender da faixa de renda do trabalhador. Nos acordos coletivos, é permitida redução em qualquer percentual.

O governo pagará a esses trabalhadores uma proporção do valor do seguro-desemprego equivalente ao percentual do corte de salário. A compensação será de 25%, 50% ou 70% do seguro-desemprego, que varia de R$ 1.045 a R$ 1.813,03.

A suspensão de contratos, por sua vez, pode ser feita por até dois meses. Nesse caso, o empregado recebe valor integral do seguro-desemprego.O secretário disse que os dados serão atualizados periodicamente. Um site do governo trará uma espécie de "empregômetro", quantificando o número de acordos firmados.

Nesta segunda-feira, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu nova decisão em que esclarece que acordos individuais de empresas para cortar salários e jornadas de trabalhadores têm efeito imediato, independentemente de posterior manifestação sindical.

Na última segunda-feira (6), o magistrado havia decidido que os sindicatos deveriam ser comunicados do acordo e poderiam iniciar negociação coletiva caso preferissem. O magistrado manteve o entendimento de que a entidade de classe pode iniciar tratativa coletiva após comunicada, mas esclareceu que o acordo individual passa a valer assim que for assinado.

"Esclareço, para afastar quaisquer dúvidas, e sem que tal implique em modificação da decisão embargada, que são válidos e legítimos os acordos individuais celebrados na forma da MP 936/2020, os quais produzem efeitos imediatos", afirmou Lewandowski.

O texto original da MP previa a comunicação do acordo para a respectiva entidade de classe em dez dias, mas não dava poder para a tratativa ser barrada ou alterada. Lewandowski decidiu na semana passada que os sindicatos poderiam deflagrar negociação coletiva, mas não deixava claro os efeitos do acordo individual.

A decisão desta semana foi tomada após recurso da AGU (Advocacia-Geral da União). O ministro rejeitou o recurso, mas esclareceu pontos do despacho anterior que deixavam margem para interpretações diversas.

Especialistas e membros do governo chegaram a avaliar que a primeira decisão do ministro travaria a validade imediata do acordo individual, exigindo o aval de sindicatos. O entendimento desta segunda aliviou o governo.

"Esta decisão traz segurança jurídica à matéria e garante o direito do trabalhador, o emprego e a sobrevivência de milhares de empresas. Vitória do país", afirmou o advogado-geral da União, André Mendonça, responsável pela defesa jurídica do governo.
Herculano
14/04/2020 09:34
O BRASIL DEPOIS DA COVID-19, por Rubem Barbosa, presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE), no jornal O Estado de S. Paulo

Sociedade civil deveria começar a discutir estratégias internas e externas de médio prazo

Como é natural, a quase totalidade das análises e dos comentários na imprensa falada, escrita, nas TVs e na mídia social se concentra hoje nos grandes desafios internos para superar a crise provocada pelo coronavírus. Depois de a pandemia passar, o Brasil e o mundo serão outros.

Do ângulo interno, os desafios econômico-financeiros, sociais, de logística, de modernização do Estado, do fim dos privilégios, da violência e da corrupção vão ter de ser enfrentados como nunca antes. O Brasil deverá ser reconstruído. O orçamento de guerra determinou despesas indispensáveis para atender aos trabalhadores formais e informais e as empresas afetadas pela quase paralisia da economia doméstica e global. Como tratar o déficit publico e fiscal? Como sair da recessão? Como gerar crescimento e reduzir as desigualdades e o desemprego? Como ficará o equilíbrio federativo? A sociedade brasileira vai ter de enfrentar um período de decisões profundas sobre as prioridades nacionais, as contas públicas, o funcionamento do Estado, a reativação da economia, a reindustrialização, enfim, essas e outras vulnerabilidades que, diante da crise, ficaram evidentes.

As incertezas são crescentes. Segundo os ministros de comércio exterior do G-20, a economia global em 2020 poderá reduzir-se em 5% ou 6% e o comércio externo, entre 5% e 30%. Como evoluirão a economia e o comércio internacional? Como as duas maiores potências globais, EUA e China, serão afetadas? Como evoluirá a governança global - ONU, OMC, BM, FMI e OMS, entre outros organismos? Como evoluirão a globalização e a dependência dos países e das empresas da capacidade industrial da China nas cadeias produtivas globais? A interdependência vai prevalecer ou as tendências e políticas nacionalistas e isolacionistas dominarão? Como ficará a disputa entre China e EUA pela hegemonia global no século 21? Como reagirão os países emergentes, potências médias, entre as quais se inclui o Brasil? Como os países enfrentarão a desigualdade entre as nações e dentro de seus territórios, cada vez mais uma ameaça à estabilidade política e econômica? Qual será, no mundo, o lugar desse Brasil que emergirá? Como as grandes transformações econômicas, comerciais e políticas afetarão os interesses nacionais? Como o Brasil se posicionará no contexto hemisférico e regional? Como o Brasil deveria reagir se a confrontação EUA-China continuar a se ampliar? Como o Brasil poderá contribuir para o fortalecimento da governança global? Como ficarão as políticas em relação ao meio ambiente e à mudança de clima em face da nova importância nas negociações comerciais, como Mercosul-União Europeia?

Levando em conta o peso da economia nacional, em especial no setor do agronegócio, e a necessidade de melhorar a competitividade do setor industrial e de serviços, com a tendência de descentralização da produção industrial da China, é provável que surjam oportunidades de investimento. Para isso - para competir com países em melhor posição, como Vietnã e outros asiáticos - os problemas internos políticos, econômicos e sociais deveriam ser rapidamente enfrentados para fortalecer a capacidade produtiva nacional. O Brasil vai depender de uma sólida base nacional para competir e para isso deverão ser adotadas medidas efetivas para reindustrialização e aumento da competitividade.

Controlada e superada a crise pandêmica, será importante ter uma visão estratégica de médio e longo prazos das perspectivas relativas à economia e à projeção externa do País. Todos os países vão estar afetados por crises em cascata. Como o Brasil poderá aproveitar as oportunidades e reduzir os riscos de modo a ter uma voz fortalecida no cenário internacional?

Não será fácil chegar a um consenso, pela polarização ideológica, pela divisão da sociedade brasileira e pela ausência de lideranças expressivas que possam inspirar essas discussões. O mundo não vai esperar pelo Brasil. A paralisia dos principais atores políticos e a falta de visão estratégica e de futuro levarão à marginalização e, mais uma vez, o País poderá perder uma oportunidade histórica para se afirmar como potência média a ser ouvida na defesa de seus interesses.

Em vista disso, a sociedade civil - empresários, trabalhadores, academia, junto com o Congresso, o Judiciário e o Executivo - deveria começar a discutir uma estratégia de médio prazo nas áreas interna e externa.

Pensando no Brasil em primeiro lugar e deixando de lado ideologias, os Ministérios da Economia, Agricultura, Itamaraty, SAE, Meio Ambiente e Infraestrutura, em especial, além da Escola Superior de Guerra, e os (poucos) think tanks existentes deveriam somar esforços e iniciar uma discussão com propostas e ações visando ao emprego e ao crescimento para serem postas em vigência em caráter emergencial no pós-pandemia. Um conselho gestor da reconstrução poderia ser criado para coordenar as "medidas de guerra", que deverão ser tomadas - é bom lembrar - no período que antecede as eleições presidenciais de 2022.

O Brasil é uma das dez maiores economias do mundo e devemos agir como tal, tendo como objetivo, pelo menos, manter o País nessa categoria.

Desde já, mãos à obra!
Herculano
14/04/2020 09:30
SE NÃO DEMITIR LOGO O MINISTRO DA SAÚDE LUIZ HENRIQUE MANDETTA, DEPUTADO FEDERAL DEM-MS, MÉDICO ORTOPEDISTA, LOGO, O PRESIDENTE JAIR MESSIAS BOLSONARO, SEM PARTIDO, MOSTRA-SE UM FRACO E REFÉM DOS SEUS PRóPRIOS MEDOS.

NÃO SE TRATA DE MANDETTA ESTAR CERTO E O PRESIDENTE ERRADO. TRATA-SE DA FISSURA PERIGOSA NO GOVERNO. DEPOIS DO MANDETTA VIRÃO OUTROS QUE O TORNARÃO REFÉM E FRACO NA IMAGEM PERANTE O SEU PÚBLICO QUE O QUERIA ATÉ COMO UM DITADOR.
Herculano
14/04/2020 09:25
A PREVISÃO DO TEMPO

Em tempo de jornalismo show com uso de recursos ilustrativos, a ciência dá lugar a estrelismos. E nela a desinformação. É a TV para a audiência onde atores disfarçados de jornalistas, substituem os que realmente conhecem do riscado ou possuem autoridade para tal.

Nos tempos antigos, e que poucos lembrarão, Santa Catarina tinha um bruxo na previsão (que não é uma certeza como nos ensina o dicionário): Amaro Seixas Ribeiro Neto (1924/1984).

Quando eu queria saber de alguma coisa séria, ou sentia algo diferente no ar conversando com o interior agrícola, ou simplesmente de futuro na meteorologia catarinense, com seus microclimas e que a tudo dificulta, que estava muito, mas muito longe dos equipamentos, modelos matemáticos, radares e satélites de hoje, falava ou pautava Seixas Neto.

Era certo. No dia seguinte, questionamentos dos entendidos envoltos num sindicato da ignorância que se achavam os únicos capazes de tal ciência.

Mas, Seixas Neto, não era um bruxo como queriam fazer crer para diminui-lo o sindicado e seus membros travestidos de entendidos no assunto. Ele tinha conhecimento, experiência e ciência. E usava isso a favor dele e não do sindicato. O problema é que ele não dava bola para a patota.

Seixas Neto era astrônomo (não confundam com astrologia, por favor), tinha formação em meteorologia pela Universidade Nacional de Córdova, era matemático, jornalista e escritor. Estas duas experiências eram a que desqualificavam perante os do sindicado de exclusividade das previsões meteorológicas daqui.

Resumindo: Seixas Neto era muito mais assertivo do que a patota, até porque previsão não é uma ciência exata, mas é uma ciência onde o mesmo conhecimento é percebido melhor por um e não pelo outro. Simples assim.

Nestes dias, um engenheiro agrônomo e que tem como hobby estudar e dar previsões que engolem os engomadinhos da televisão, é Ronaldo Coutinho, o que escolheu São Joaquim para de lá ser consultado e malhado.

Ele também não é do sindicato que se reúne para dar previsões trimestrais, semestrais e sei lá o que. Para eles, Coutinho é apenas um curioso... O curioso que tem mais credibilidade e assertividade do que os membros do sindicato e principalmente de alguns atores nos telejornais daqui.

Coutinho está dizendo que vai faltar água para consumo e para lavouras neste ano. E não é de hoje. Só agora, os engomadinhos estão correndo atrás dessa possibilidade. E eles não sabe a razão pela qual um curioso tem mais valor do que quer ser reconhecido como entendido só porque tem formação específica.

Se essa máxima valesse, não haveriam inventores. E não quero ir longe, basta olhar a história de Steve Jobs para nossos dias.
Miguel José Teixeira
14/04/2020 09:04
Senhores,

Pobre Povo Pernambucano!

"CONFRONTO DE LEGADOS

Dois legados se enfrentarão nas urnas, este ano, no Recife. De um lado, Marília Arraes (PT), neta de Miguel Arraes, sem corrupção na biografia. De outro, João Campos (PSB), filho de Eduardo Campos, cujo espólio sofreu bloqueio de R$258 milhões por ordem da Lava Jato."

(Fonte: Coluna do CH, abaixo replicada)

Tanto a Marília quanto o João vêm da mesma cepa política: Miguel Arraes.

Portanto, Pernambuco continua sendo uma capitania hereditária, ou não?

Dizem que os pernambucanos são mais papudos que os gaúchos, daí serem conhecidos por "gaúchos do nordeste". Para ilustrar:

Aonde fica Recife?

"Logo alí, onde os rios Beberibe e o Capiberibe se unem para formar o Oceano Atlântico, respondeu o pernambucano!
Herculano
14/04/2020 08:41
da série: como um judiciário pelego e ideológico trava o Brasil e dá mais sacrifício aos brasileiros em tempos de traumas e graves crises econômicas e sociais.

DECISÃO DO STF LIBERA ACORDO INDIVIDUAL PARA CORTE DE SALÁRIO E JORNADA

A pedido da AGU, Lewandowski esclarece decisão sobre MP que flexibiliza contratos durante crise do coronavírus
Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Bernardo Caram e Matheus Teixeira, da sucursal de Brasília. O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu nova decisão, nesta segunda-feira (13), em que esclarece que acordos individuais de empresas para cortar salários e jornadas de trabalhadores têm efeito imediato, independentemente de posterior manifestação sindical.

Na última segunda-feira (6), o magistrado havia decidido que os sindicatos deveriam ser comunicados do acordo e poderiam iniciar negociação coletiva caso preferissem. O magistrado manteve o entendimento de que a entidade de classe pode invalidar a tratativa individual após comunicada, mas esclareceu que o acordo passa a valer assim que for assinado.

"Esclareço, para afastar quaisquer dúvidas, e sem que tal implique em modificação da decisão embargada, que são válidos e legítimos os acordos individuais celebrados na forma da MP 936/2020, os quais produzem efeitos imediatos", afirmou Lewandowski.

O texto original da MP previa a comunicação do acordo para a respectiva entidade de classe em dez dias, mas não dava poder para a tratativa ser barrada ou alterada. Lewandowski decidiu na semana passada que os sindicatos poderiam deflagrar negociação coletiva, mas não deixava claro os efeitos do acordo individual.

A decisão desta semana foi tomada após recurso da AGU (Advocacia-Geral da União), comanda pela ministro André Mendonça. O ministro rejeitou o recurso, mas esclareceu pontos do despacho anterior que deixavam margem para interpretações diversas?.

Especialistas e membros do governo chegaram a avaliar que a decisão travaria a validade imediata do acordo individual, exigindo o aval de sindicatos.

A proposta de negociação direta entre patrão e empregado para reduzir jornadas e suspender contratos durante a pandemia do novo coronavírus está na MP (medida provisória) 936, editada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Após a decisão da última semana, um recurso foi apresentado pela AGU. Agora, a nova decisão mantém o que havia sido determinado pelo ministro e deixa mais claros os pontos apresentados pelo governo.

De acordo com Mendonça, a nova decisão esclarece que todos os dispositivos da MP estão em pleno vigor e que os acordos individuais são válidos e têm efeito imediato. Diz ainda que, havendo acordo coletivo posterior, o empregado poderá aderir.

"Esta decisão traz segurança jurídica à matéria e garante o direito do trabalhador, o emprego e a sobrevivência de milhares de empresas. Vitória do país", afirmou.?
Herculano
14/04/2020 08:32
SINDICATOS CHANTAGEIAM PARA SUSPENDER CONTRATOS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Olha o que o ministro do STF Ricardo Lewandowski fez: aproveitando-se de sua liminar, sindicatos estão chantageando empregadores com a cobrança de "taxa" para homologar acordos de suspensão temporária de contratos de trabalho. A ação criminosa é denunciada por empresas e entidades como a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alashop). A pelegada explora empresas asfixiadas na crise do Covid19. Cobram R$500 por contrato e no mínimo até R$2.500 por empresa.

DECISÃO GRAVE

A picaretagem foi facilitada pela decisão de Lewandowski de condicionar os acordos à chancela dos sindicatos.

COBRANÇA INVIABILIZA

Sindicatos cobram tão caro pelo "carimbo" que acabam por inviabilizar os acordos que deveriam servir para proteger empresas e empregados.

DESEMPREGO AGRAVADO

"A cobrança é abusiva... e só piora o problema do desemprego", alerta Nabil Sahyoun, presidente da Associação de Lojistas de Shopping.

ACORDO TEM TAXA

Um sindicato de empregados de empresas de eventos é um dos que cobram R$2.500 a título de "taxa de acordo". Ninguém foi preso. Ainda.

GENERAIS SÃO CITADOS PARA CONFIRMAR FANTASIAS

Jornalistas sem fontes, em Brasília, sempre atribuem "aos generais" suas fantasias, sem confirmá-las com fatos. A última é que o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) "perdeu o apoio" dos generais para ficar no cargo. Nunca houve esse apoio. Tampouco foi necessário "aval" militar para qualquer ministro. Militares batem continência, reverenciam a hierarquia, obedecem ao superior. E o chefe de todos é Jair Bolsonaro. Só debiloides supõem militares com Mandetta contrariando o presidente.

BEM AO CONTRÁRIO

Desde o início, generais que Bolsonaro respeita e ouve, como o ministro Augusto Heleno (GSI), apoiam sem hesitações a demissão de Mandetta.

OLHO EM 2022

Os generais Ramos (Governo) e Braga Netto (Casa Civil), de olhar mais político, apenas tentam poupar Bolsonaro da crise e de outro adversário.

MILITARES NÃO OPINAM

A cobertura juvenil ignora que generais só dão opiniões se solicitados, e Bolsonaro nunca pede: considera-os todos inexperientes em política.

MT MANDOU BEM

O Mato Grosso saiu na frente e tornou obrigatório o uso de máscara em ambientes públicos e privados. A obrigatoriedade na República Tcheca, desde o início, virou "case" de sucesso no enfrentamento do Covid19.

MISTÉRIO DO CORAÇÃO

Cardiologista muito admirado em São Paulo, Nabil Ghorayeb, percebeu o mesmo de vários outros colegas País afora: a crise do coronavirus reduziu em 50% os pacientes que se queixam de problemas no coração.

CONFRONTO DE LEGADOS

Dois legados se enfrentarão nas urnas, este ano, no Recife. De um lado, Marília Arraes (PT), neta de Miguel Arraes, sem corrupção na biografia. De outro, João Campos (PSB), filho de Eduardo Campos, cujo espólio sofreu bloqueio de R$258 milhões por ordem da Lava Jato.

NOSSO BOLSO EM PAZ

O número de viagens de servidores do governo federal reflete efeitos do coronavírus. O total em 2020 é de quase 88 mil viagens, mas significam uma queda de 86% em relação ao mesmo período em 2019.

ESSES EUROPEUS...

A imprensa portuguesa divulgou levantamento indicando que os médicos são os profissionais de nível superior mais mal pagos na Europa, cujos países em sua maioria não têm SUS e adotam a "medicina socializada".

FALTOU PEQUENO DETALHE

A Câmara de João Pessoa (PB) decidiu cortar suas despesas para ajudar no combate ao coronavírus. Os vereadores decidiram que o dinheiro terá "uso exclusivo para respiradores". Faltou definir o valor.

PELO MENOS UM

O ministro Sergio Moro (Justiça) comemorou a redução de mortes em rodovias brasileiras nas últimas semanas. "Pelo menos um ponto positivo" da crise do surto do coronavírus, destacou o ex-juiz federal.

OUTRO SURTO

A expectativa do Ministério da Saúde, em janeiro, era de que onze estados brasileiros poderiam registrar surto de dengue a partir de março. Foram 1,54 milhão de casos em 2019, com 782 mortes.

PENSANDO BEM...

...2020 ainda não acabou, está em modo pausa.
Herculano
14/04/2020 08:11
HORA DE DOAR, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Combate à pandemia inspira avanço promissor de contribuições privadas no Brasil

Balanço consolidado pela Associação Brasileira de Captadores de Recursos - organização sem fins lucrativos voltada para a obtenção de contribuições filantrópicas - aponta que as doações da sociedade civil para auxiliar o combate ao novo coronavírus bateram a marca de R$ 1 bilhão em 8 de abril.

A cifra é expressiva para a realidade brasileira. Um dado das Nações Unidas apontou um total de R$ 2,9 bilhões doados em todo o ano de 2016 ?"quando o país, é verdade, estava mergulhado na recessão.

Tema prioritário entre as preocupações nacionais, como mostram pesquisas Datafolha, a saúde tem inspirado gestos de solidariedade material, reforçando tendência que tem muito a avançar no Brasil.

Outra boa notícia é que o Itaú Unibanco organiza a criação de um fundo para o combate à Covid-19. O próprio banco, que lucrou R$ 28 bilhões em 2019, deve doar R$ 1 bilhão para viabilizar a iniciativa.

A aplicação dos recursos do fundo será gerida por um conselho de profissionais de saúde, que contará com a participação de diretores de hospitais públicos e privados.

A tradição da filantropia, embora tenha raízes na sociedade brasileira, ainda não se compara entre nós ao que se observa em países como os EUA ?"onde famílias abastadas e celebridades disputam o reconhecimento de comunidades com a doação de recursos, o amparo a instituições e o fomento às artes e à cultura.

A diferença não está nas dimensões do Produto Interno Bruto, pois grandes fortunas também existem por aqui. Entre os americanos há uma feliz associação entra uma cultura de comprometimento social do setor privado com leis que estimulam tais ações.

No Brasil, um dos países mais desiguais do planeta, tem-se caminhado nos últimos anos para consolidar um arcabouço institucional favorável à filantropia, embora haja longo caminho para evoluir.

Diante da urgência imposta pela disseminação do novo coronavírus e das evidentes dificuldades e assimetrias do sistema de saúde e da realidade socioeconômica nacional, a mobilização de parcelas expressivas de sua elite é bem-vinda e merece reconhecimento.

Num país que cunhou a expressão "pilantropia" para designar ações de aproveitadores que se valem da lei com o intuito de burlar suas finalidades beneméritas, trata-se de iniciativas auspiciosas.
Miguel José Teixeira
13/04/2020 12:29
Senhores,

Eis uma luz no fim do túnel:

"Crise em 2020 pode ser equivalente a 2 anos de Dilma, diz Delfim Netto..."

(fonte: portal UOL)

Previsão extremamente alvissareira, partindo do criador da "década perdida".

Portanto, previna-se: a tal luz , poderá ser a de uma locomotiva vindo em nossa direção.
Herculano
13/04/2020 11:56
TODA CRISE É TRANSFORMADORA, por Marcia Dessen, planejadora financeira CFP ("Certified Financial Planner"), no jornal Folha de S. Paulo

Com empatia e solidariedade, cuidaremos de nós mesmos sem deixar de cuidar dos outros

A pandemia da Covid-19 acertou em cheio dois aspectos muito sensíveis: nossas finanças e nossa liberdade, para preservação da saúde e da vida. Em maior ou menor escala, de formas diferentes, fomos todos afetados.

O governo, aproveitando a situação de emergência, está implementando políticas públicas inéditas para socorrer as pessoas de baixa renda, autônomos, pequenos empresários, desempregados ou impedidos de trabalhar, que precisam de dinheiro para sobreviver.

Torço para que algumas sejam adaptadas e perpetuadas, permitindo que o governo resgate uma dívida antiga com os menos favorecidos e reduza a enorme desigualdade social deste país.

Muitos de nós se unem em ações isoladas ou coletivas para levar alento, comida, dinheiro, abrigo, conforto, movidos por um generoso movimento de solidariedade.

Períodos de crise são transformadores. Vai passar, um dia, mas não seremos os mesmos, e os que puderem incorporar aprendizados terão a chance de conhecer uma nova e melhorada versão de si mesmos e aprender a olhar para os outros, com mais empatia e compaixão.

Há 30 anos, o confisco implementado pelo governo da época, e por motivos muito distintos do que nos afeta neste momento, também impactou de forma contundente as finanças de milhões de brasileiros, os negócios, a geração de empregos e a economia como um todo.

Trago a reflexão sobre o confisco porque me lembrei de como eu consegui recuperar o equilíbrio, emocional e financeiro, anos depois. Mantenho o aprendizado até hoje e compartilho com vocês.

Em março de 1990, eu estava desempregada, havia me desligado de uma grande instituição financeira após 25 anos de trabalho, decidida a ser empreendedora, abrir o meu próprio negócio.

Meus recursos financeiros, poupança constituída durante muitos anos de trabalho, foram bloqueados pelo confisco. Como eu não tinha mais salário, precisava desse dinheiro para seguir vivendo, mas o limite de saque mensal autorizado era insuficiente para cobrir as minhas despesas.

Fazendo um orçamento completo e detalhado pela primeira vez na vida, descobri que eu gastava demais com coisas que não eram importantes, desnecessárias, e que eu poderia perfeitamente viver sem elas.

Cortei, reduzi, negociei, adiei pagamentos, procurando uma saída. Sou muito grata pela oportunidade de trabalho que surgiu e que, embora distante do propósito pelo qual havia renunciado ao meu emprego anterior, era suficiente para prover as despesas básicas da minha família, eu e meus dois filhos pequenos.
Não foi fácil, nem simples. Mas eu tinha saúde, qualificação profissional, uma rede de amigos e a convicção de que eu era capaz de começar de novo.

Quando cortei e reduzi despesas, percebi que, embora eu estivesse bem enrascada, eu estava bem melhor do que muita gente e queria fazer algo a respeito.

A forma que encontrei de cuidar dos outros foi incluir no meu orçamento apertado uma nova despesa, uma doação mensal para uma fundação de apoio a crianças e adolescentes que mantenho até hoje.

Aproveite a crise para rever ou fazer, pela primeira vez, seu orçamento, o mapa das suas despesas mensais, as recorrentes e as eventuais. Avalie se todas elas têm propósito e significado.

Cuide-se bem para poder cuidar dos que dependem de você. E, se possível, abra espaço na sua vida e no seu orçamento para cuidar dos outros, pense no coletivo. Fiquem bem!
Herculano
13/04/2020 11:53
CONTINUA A INDIGNAÇÃO DOS POLÍTICOS NO PODER DE PLANTÃO DE GASPAR E ILHOTA, EM CHAMAS.

OS POLÍTICOS COM MANDATOS - E O MONTE DE APANIGUADOS QUE CARREGARAM PARA O GOVERNO - AINDA NÃO ENTENDERAM QUE ELES FORAM ESCOLHIDOS PELO VOTO DE CONFIANÇA E SÃO PAGOS PELO POVO, QUE ESTÁ AGORA NA PANDEMIA, PAGANDO UMA CARA CONTA E QUE OS POLÍTICOS NÃO SÃO SERES IMUNES AO SACRIFÍCIO QUE SE ABATEU SOBRE TODOS.

SIMPLES ASSIM. ACORDA, GASPAR!
Herculano
13/04/2020 11:47
EDITORIAL DO ESTADÃO CONTESTA EDITORIAL DO ESTADÃO, por Augusto Nunes, no portal R7

O Brasil deve ou não sentir-se protegido pelo Supremo?

Baseado numa decisão do ministro Alexandre de Moraes, que impede o presidente Jair Bolsonaro de suspender unilateralmente as medidas de isolamento tomadas por Estados e municípios para enfrentar a pandemia de covid-19, o principal editorial do Estadão deste sábado suspirou aliviado: "Se algo inspira algum otimismo neste momento, é a certeza de que as instituições, como o Supremo (...), são capazes de proteger o país das investidas irresponsáveis do presidente", caprichou o fecho glorioso do texto.

Quer dizer que o Supremo Tribunal Federal esta balizando e guarnecendo a rota que levará o Brasil a Porto Seguro? Talvez esteja fazendo o contrário, sugere outro editorial na mesma edição. Neste, o jornal criticou duramente o ministro Ricardo Lewandowski por ter condicionado à aprovação dos sindicatos acordos individuais entre empresa e empregado sobre redução de salário e suspensão de contrato de trabalho. Esse tipo de acerto foi incluído numa Medida Provisória concebida para reduzir os estragos econômicos causados pelo coronavírus. "A pandemia não espera sindicato", brada o título do editorial.

Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski integram o mesmíssimo Supremo Tribunal Federal. Ambas as decisões, tomadas liminarmente, ainda serão submetidas à apreciação do plenário. Nenhum ministro representa a totalidade do tribunal. É possível que a maioria dos ministros rejeite a decisão de Alexandre e aprove a de Lewandowski. Se isso acontecer, o Estadão continuará achando que o Brasil pode sentir-se protegido pelo time da toga?

Boa pergunta. Qualquer resposta será melhor ainda.
Herculano
13/04/2020 11:43
VÍDEO: "NÃO ASSISTO À GLOBO"

Conteúdo de O Antagonista. Jair Bolsonaro, ao sair do Palácio da Alvorada, foi perguntado sobre a entrevista de Luiz Henrique Mandetta ao Fantástico.

Ele respondeu:

"Não assisto à Globo. Vou perder tempo assistindo à TV Globo?"
Herculano
13/04/2020 11:37
MANDETTA IGUALA BOLSONARO A DIABÉTICO QUE COME DOCE E PERDE VISÃO E PERNA, por Josias de Souza, no UOL

Henrique Mandetta é ortopedista. Mas mantém com Jair Bolsonaro um relacionamento de acupunturista. Trata-o na base da agulhada. O ministro voltou a espetar o presidente.

Em entrevista à TV Globo, odiada pelo chefe, Mandetta disse que, na guerra contra o coronavírus, o brasileiro "não sabe se escuta o ministro da Saúde ou o presidente." Comparou os críticos do isolamento social, como Bolsonaro, a diabéticos indisciplinados.

"Tem pessoa que come doce sistematicamente mesmo sendo diabético. A gente pode dizer pra ela: 'Olha, você vai ter problema. Seu rim vai parar, você pode ter déficit de visão, amputação de perna. E a pessoa continua comendo doce."

O "déficit de visão" de Bolsonaro já é nítido. Neste domingo, em videoconferência com religiosos, o presidente tratou a pandemia como uma página praticamente virada: "Parece que está começando a ir embora essa questão do vírus, mas está chegando e batendo forte a questão do desemprego."

A contabilidade do Ministério da Saúde demonstra que o pior cego é um presidente que não quer ouvir o seu próprio governo. Neste domingo, os diagnósticos positivos para o coronavírus somavam 22.169. Os mortos, 1.223.

Tomado pelas palavras, Mandetta parece prever que a retórica de Bolsonaro, já meio cambaleante, logo ficará perneta, pois o pior está por vir: "A gente imagina que os meses de maio e junho serão os 60 dias mais duros para as nossas cidades."

Enquanto Bolsonaro confraterniza com pastores e se apega ao misticismo, Mandetta ecoa os cientistas: "Infelizmente não vai ser num passe de mágica que a gente vai passar por isso. A gente tem que se pautar por foco, disciplina, ciência. E ficar muito firme nesse tripé, com planejamento, para sair disso."

Mandetta continua se expressando como um ministro em estado crônico de demissão: "Sabemos que serão dias duros, seja conosco ou seja com qualquer outra pessoa."

Se Bolsonaro fosse um personagem lógico, ele exerceria a coragem que diz possuir, enviando Mandetta para o olho da rua. Entretanto, a coragem do capitão revela-se uma qualidade fugidia.

É como se, no fundo da alma, o presidente da República cultivasse o medo de ter que usar óculos escuros e muleta.
Herculano
13/04/2020 11:23
BARATAS TONTAS

Nas prefeituras de Gaspar e Ilhota, a coluna de hoje caiu com uma bomba.

Estão como baratas tontas e achando que eu sou um inseticida contra os planos deles de se manterem imunes aos sacrifícios que a Covid-19 manda distribuir entre todos. Estão praguejando. Estão arrumando um jeito de me punir. É o que eles mais sabem fazer quando alcançam o poder. Transparência zero.

Ora, todo mundo quebrando, falindo, adoentando-se emocionalmente, e os políticos daqui fingindo que nada é com eles, que quem os sustentam não merecem sorte melhor do que a própria má sorte por serem trabalhadores sem estabilidade, empresários que colocaram suas economias de vidas inteiras sob risco, investidores que estão perdendo naquilo que apostaram para gerar mais emprego, desenvolvimento e renda,

Nem fingir são capazes os nossos políticos são capazes. E ainda pedem orações e jejum dos outros para que possam serem os donos dos milagres divinos.

Agora, vão correr atrás e se lançar com atraso a anunciar medidas de austeridade para si e que muitos outros colegas deles já fizeram, que leram, que receberam toques pelas redes sociais de seus eleitores.

E eu sou o culpado?

Culpado, na verdade, são os que bancam tudo isso e estão quietos com seus políticos de araques incapazes de encontrar saídas compartilhadas para a desgraça que ninguém quis mas que está ai para ser superada por todos e não apenas por alguns privilegiados. Outubro está chegando. Acorda, Gaspar!
Herculano
13/04/2020 11:10
Da série: crise é feita para enxergar saídas, que teimamos ou adiamos em realizar, apesar da obviedade. Os políticos são os piores inovadores entre os humanos. Quanto mais carimbo, carimbadores, filas e submissão, melhor

DESACELERAR PARA PROGREDIR?, por Ronaldo Lemos, advogado, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, no jornal Folha de S. Paulo.

A pausa permite pensar sobre os comportamentos que vamos querer manter após a crise

Mesmo com o mundo andando em velocidade frenética antes da Covid-19, já se falava em "estagnação" e até em "estagnação secular". De um lado, a economia dos EUA fervendo; de outro, países adotando juros negativos para forçar o dinheiro a circular ainda mais depressa, como se o mundo precisasse de ainda mais velocidade.

Esse paradoxo em que se vivia ao mesmo tempo aceleração e estagnação nunca pode ser bom sinal. Mesmo que profissionais do otimismo como Steven Pinker continuassem a pregar que vivíamos o "melhor dos mundos", o fato é que já havia uma sensação (e números) mostrando que as condições de vida no planeta estavam se deteriorando. Podia até haver consumo, mas não havia progresso.

Um exemplo é que, quando se olha para inovação, mesmo com um mundo conectado em polvorosa, nunca mais houve um grande avanço tecnológico disruptivo com impacto econômico e social profundo, como a descoberta dos antibióticos ou a invenção do vaso sanitário.

Mesmo com o surgimento da internet, seu impacto na produtividade econômica continuou negligenciável. "A era do computador está em toda parte, menos nas estatísticas sobre produtividade", já dizia Robert Solow em 1987. Além disso, apesar de toda a conectividade, nunca o distanciamento de visões entre as pessoas foi tão grande.

Com a Covid-19, estamos sendo obrigados a reduzir subitamente a velocidade. Essa frenagem, diferentemente do que se imagina, em vez de gerar só mais estagnação, permite também alguns poucos progressos impensáveis em tempos "normais".

Por exemplo, em bancarização. Até a semana passada, 1 de cada 3 brasileiros adultos não tinha conta bancária. Diferentemente da Índia, da China, do Quênia e de outros países em desenvolvimento, o Brasil não incluiu seus segmentos mais pobres no setor bancário nos últimos anos.

Com a necessidade de transferir renda para os mais vulneráveis, é possível que de 10 milhões a 15 milhões de pessoas sejam incluídas no sistema bancário em três semanas. Em face disso, cabe perguntar: por que não fizemos isso antes?

Recuperamos até alguma capacidade de produzir consenso. O distanciamento social é um exemplo. Apesar dos seus detratores, um contingente enorme de pessoas no planeta hoje sabe que ele é a única medida eficaz agora para evitar o avanço da doença e está agindo de acordo com esse consenso.

Esse tipo de ato mostra que, quando somos capazes de concordar, podemos realizar ações extraordinárias como humanidade.

A Covid-19 aguça também a visão. A pausa permite pensar sobre os comportamentos com os quais vamos querer continuar e quais vamos descartar quando a crise regredir.

É claro que o risco de tragédias políticas se arma também no horizonte. Traumas, individuais ou sociais, podem gerar distúrbios. Se não tratados desde logo, esses distúrbios deitam raízes e se tornam longevos.

Ao mesmo tempo, há a possibilidade de surgirem modos de vida mais satisfatórios e solidários. O desafio da Covid-19 pode ajudar a curar outras doenças profundas que se acumulavam aos montes sem percebermos.

Em "Um Fogo sobre as Profundezas", o escritor de ficção científica Vernor Vinge fala sobre uma doença que se alastra pelo universo. A única forma de interrompê-la é reduzir o curso do próprio tempo. Pode ser exatamente disso que precisamos. Desacelerar talvez seja a única forma de voltar a progredir.

Reader

Já era?
Reuniões deliberativas apenas presencialmente

Já é?
Congresso e STF decidindo e votando virtualmente

Já vem?
Reuniões de condomínio virtuais
Herculano
13/04/2020 10:44
JÁ NA RETA FINAL, MAIA TENTA SE MANTER RELEVANTE, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia já não aguentava perder a disputa por manchetes com o presidente, com suas declarações à saída do Palácio Alvorada, na grade, com o governador paulista, ao meio-dia, e o ministro da Saúde no fim da tarde, sobre coronavírus. Morto de inveja, criou uma coletiva diária para chamar de sua, na hora do almoço, sem coincidir com qualquer outra. Ali distribui recados e ameaças e faz pose de "primeiro-ministro", projeto de vida que ele já confessou a esta coluna.

NOVES FORA, NADA

Nas coletivas, Maia dribla temas incômodos, com a tara por jatinhos da FAB, e joga para a plateia à espera de aplausos sempre insuficientes.

EXIBIÇõES DE PODER

Com sua presidência na reta final, Maia tenta evitar o "cafezinho servido frio", fazendo exibições de poder como engavetar projetos importantes.

MALVADO FAVORITO

Para retaliar Bolsonaro, que conversa com o "blocão", Maia descartou o projeto Mansueto e inventou outro que agrava o rombo no Tesouro.

PASSADO É IMINENTE

Um ministro-general diz que o presidente quer manter relação respeitosa, mas sem dar muita bola a Maia: "Ele prefere se preocupar com o futuro".

AM PAGA DÍVIDAS MILIONÁRIAS EM TEMPO DE COVID19

Um dos estados mais afetados pelo coronavírus e com recursos públicos escassos para combater a pandemia, o Amazonas dá mais importância ao passado que ao presente e futuro: pagou dívidas de quase R$750 milhões, cerca de 60% do previsto para o ano inteiro. Parlamentares apontam o vice-governador Carlos Almeida Filho, eminência parda do governo, como o responsável pela opção por pagar dívidas antigas em vez de investir em respiradores e máscaras de proteção ao Covid19.

MUITO SUSPEITO

Deputados locais estranham o pagamento, feito após o governador Wilson Lima pedir a eles o reconhecimento do estado de calamidade.

DAVA E SOBRAVA

O valor gasto com dívidas que poderiam ser pagas ao longo de todo o ano seria suficiente para comprar 15 mil respiradores, pagando caro.

MIGALHAS

Em vez disso, sem recursos, a população amazonense precisou se contentar com os 15 aparelhos enviados pelo Ministério da Saúde.

ALô, MPF, ALô, PF

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) até parece entidade de defesa dos interesses de distribuidores. Mantém o cartório que criou para esses atravessadores, negando a produtores e postos de combustíveis o direito à livre concorrência, previsto na Constituição. Muito, muito estranho.

ALMA PENADA

Com dependências da Câmara vazia, nos últimos dias, o único deputado que chega cedo para cuidar das pautas do dia foi Hildo Rocha (MDB-MA). Primeiro a chegar e último a sair.

À MARGEM DA CRISE

Arthur Lira (PP-AL), líder do "blocão", concorda que é preciso o setor público dar sua cota de sacrifício, na atual crise do coronavírus, tanto quanto se impõe ao setor privado. Mas ele lembra que o Congresso não pode cortar salários e outras despesas no Executivo e no Judiciário.

QUESTÃO DE GESTÃO

Habituado a ditar regras, o presidente da Câmara, deveria dar uma olhada em seu próprio terreiro, zelar para que os recipientes com álcool gel, sempre vazios, fossem mantidos abastecidos.

BOMBEIRO DE PLANTÃO

Nas crises políticas criadas com a embaixada da China, o bombeiro de plantão é o deputado Fausto Pinato (PP-SP), que preside a Frente Parlamentar dedicada ao relacionamento entre os dois países.

SESSÃO HISTóRICA

O Supremo Tribunal Federal, que havia escolhido manter a rotina, decidiu implantar sistema de videoconferência no plenário. A primeira sessão virtual da História será realizada na quarta (15), após 129 anos.

MULHER, EMOÇÃO E VOTO

Ministra da Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves participa nesta segunda (13) da live de lançamento do livro "Mulher, emoção e voto". O objetivo é debater desafios que as mulheres vão enfrentar nas eleições.

EFEITO DO VÍRUS

O Índice de Confiança do Consumidor da Fundação Getúlio Vargas atingiu o maior índice dos últimos 12 meses em janeiro, e já caiu para o pior nível da série histórica do levantamento em março.

PERGUNTA NO FUTURO PRóXIMO

Já tem parlamentar se preparando para transformar o home office temporário da quarentena em permanente?
Herculano
13/04/2020 10:33
POBREZA NO BRASIL FAZ DA QUARENTENA UMA TENDÊNCIA DOS RICOS E FAMOSOS, por Luiz Felipe Pondé, filósofo e ensaísta no jornal Folha de S. Paulo

Um dos sintomas do coronavírus é o oportunismo do horror, outro é achar que humanidade vai mudar após a peste
A quarentena virou tendência de comportamento. O chique é estar de quarentena brincando de aspirador de pó, conversando com plantas, cozinhando brócolis, fazendo ioga e lendo russos. Não fazer quarentena é coisa de pobre, bolsonarista, ignorante e fumante. De repente, o chique é posar de igualdade social. Imitar as empregadas enquanto faz live. Peste "instagramworthy" (peste que vale uma live).

É claro que isso passa ao largo do desespero real e vira uma espécie de gourmetização da peste, criando algo como um surto psicodélico em escala social.

De onde esse povo inteligente tirou a ideia de que o mundo vai mudar depois da peste? A primeira prova de que não vai mudar nada é que os inteligentinhos coronials já estão em ação.

Nunca vi tanto self-marketing se vendendo como se fora amor à vida. E disseram que o mundo não ia voltar ao normal? Já voltou, em parte. A vaidade, o oportunismo, o marketing de comportamento, o mercado dos horrores afetivos, as feministas dizendo que dominarão o mundo, tudo aí, pra quem quiser ver. Alguém já provou que vírus só existe em sociedades patriarcais e carnívoras? Logo coletivos de ciências sociais o farão. Enfim, o ridículo voltou às ruas.

Olhemos de mais perto a sintomatologia. Sempre achei a disciplina de clínica médica fascinante: uma espécie de trabalho de detetive mergulhado em sinais e sintomas pra identificar possíveis causas.

Um dos sintomas do corona no plano cognitivo e intelectual é o oportunismo do horror. Esse já identificamos. Vamos adiante. Outro, também no plano das funções cognitivas, é achar que a humanidade vai mudar depois da peste.

Uma possível explicação para esse sintoma talvez seja o desespero e o tédio que a quarentena gera em nós. É compreensível. Mas a humanidade já passou por inúmeras pestes piores que esta e nunca mudou. Esta é, apenas, a primeira "instagramworthy".

Depois da espanhola e de outras piores, a humanidade saiu do mesmo jeito que sempre foi. E por que raios a saída dessa seria diferente? Vou explicar a razão.

A ciência primeira hoje é o marketing. Por isso, muitas pessoas querem passar a imagem que o coração delas é lindo e que depois da epidemia, o mundo ficará lindo como elas. A utopia fala sempre do utópico e não do mundo real. É sempre uma projeção infantil da própria beleza narcísica de quem sonha com a utopia.

A epidemia de utopias fala coisas como: vamos respeitar mais os mais humildes. Seremos mais solidários - durante a epidemia, muitos, sim, com certeza, ainda bem, mas passada a peste, a maioria voltará a ser como sempre foi. Os humanistas de quarentena voltarão a fazer lives dos hotéis caros que frequentam. Seremos menos consumistas? Vida mais simples? Como assim? Se até pra escolher comida somos o povo mais chato da história. Um estoicismo gourmet?

O mundo estará mais pobre, provavelmente. Os pobres mais pobres, menos dinheiro circulando. A economia será uma ciência ainda mais triste. Isso dará um baque no debate Keynes x Hayek, em favor do primeiro, grosso modo. Mais gasto do Estado - já está acontecendo. Passaremos por um momento parecido com a reconstrução da economia da Europa pós-Segunda Guerra: foco em diminuição de tensões sociais, com razão. O Estado de bem-estar social nasceu desse foco.

O mundo será mais competitivo ainda, porque mais inseguro. Mecanismos de controle invasivo valorizados agora por tanta gente bacana poderão ganhar ares de maior segurança social e de saúde. A segurança dará de 7 x 1 na liberdade.

O mundo será mais remoto. Mundo remoto é mundo de solitários. As relações entre as pessoas já estão difíceis, agora o serão com as bênçãos dos coronials.

Encaremos os fatos: no Brasil só classe média alta e alta podem fazer quarentena. Só eles têm reserva financeira. A esmagadora maioria da população vai pedir esmola, seja do Estado, seja nas ruas. A pobreza no Brasil faz da quarenta uma tendência de comportamento dos ricos e famosos. Perguntar por que os pobres não fazem quarentena é perguntar por que eles não comem bolo, já que não têm pão.

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