13/04/2020
É por isso que esses políticos estão em outra campanha enganando a plateia de analfabetos, ignorantes e desinformados: a de que a eleição de outubro seja adiada. É para eles comemorarem a sorte grande neste bilhete premiado de mais dois anos e que vai livrá-los do julgamento popular pelas urnas
O prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, Podemos, (à Esquerda) uma cidade cinco vezes maior e mais complexa que Gaspar possui salário menor que o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, (ao Centro). Hildebrandt reduziu o seu salário. Kleber não, assim como o prefeito de Ilhota, Érico de Oliveira, MDB (à direita)
No Brasil inteiro, políticos conscientes e cidadãos, que viviam à velha e principalmente se estabeleceram à nova dura realidade econômica que nos empobrecerá como pouco se viu antes, já tomaram iniciativas para, minimamente, repartirem os sacrifícios.
Governadores, prefeitos e presidentes de Assembleias e Câmaras entre outros, vêm anunciando várias medidas que vão desde a não aplicação de reajustes, ou congelamento e até redução de vencimentos de servidores e agentes políticos (prefeitos, vices, vereadores, secretários, comissionados e funções gratificadas) por curtos períodos, como gestos de maus tempos e de necessidade de ações emergenciais.
É demagógico? Pode até ser! Mas, política nunca foi um ato de sinceridade. É um circo de necessidades. O que não se pode acusar contra esses políticos e que perceberam à nova necessidade, é de alienação. Os políticos não são a causa dos problemas – é uma doença, e não chinesa, mas humana -, entretanto, por obrigação, são animadores da solução para o povo, os que verdadeiramente sustenta não só os políticos, mas toda a máquina pública.
O suposto “corte na própria carne”, é um gesto concreto e altamente simbólico neste circo cheio de malabarismo. Uns políticos – e seus “çabios” que os rodeiam – entendem; a maioria finge, e outros, não entendem mesmo.
A falta de dinheiro circulando na economia não é um problema apenas para as pessoas comuns. É para os políticos e governantes. Consequentemente, por causa disso, os cofres secam-se a tributos de todos os tipos, feitos para suportar a máquina pública. Essa carência não é nada demagógica. É uma realidade incontestável, até para o mais desavisado administrador público. Orar e jejuar a espera de milagres serão insuficientes.
POR QUE UMA CIDADE CINCO VEZES MAIOR DO QUE GASPAR PAGA MENOS AO PREFEITO E VICE?
Não vou divagar sobre esse assunto que deveria ser a lição primária do governante e seus assessores, aliás, muito bem pagados pelo povo para dar conta do recado às soluções. Mas, vou mostrar que há políticos que falam e fazem, e políticos que só falam, os que fingem não entendem, e os que vivem em “lives”, das suas redes sociais, ou distribuindo mensagens de otimismos em aplicativos de mensagens.
Tudo, na verdade, são distrações propositais aos desatentos de sua claque ou desaviados em desespero. No fundo são contra à sua cidade ou estado, mas principalmente contra a sua própria imagem.
Querem exemplos? Inúmeros. Longe daqui? Não! Aqui mesmo.
Você sabe qual é o salário do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, com o reajuste que ele próprio se auto-concedeu no Projeto de Lei que assinou e a Câmara referendou por unanimidade, numa sessão vapt-vupt na metade deste mês de março? R$27.356,69. Guarde bem esse número, você vai precisa-lo para comparar.
E o salário do vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP, que não possui qualquer função executiva – é legal, e nada a contestar - quanto é? R$12.626,16 por mês no reajuste recente.
E o salário de um secretário de Gaspar e que não precisa entender nada daquilo que faz, basta ser amigo do reinado ou um cabo eleitoral bem avaliado? R$12.795,81 por mês, no reajuste recente.
Então, agora, pegue estes números, guarde bem e vamos compará-los com Blumenau, a nossa vizinha, uma cidadezinha, e que para começo de conversa é cinco vezes maior do que a nossa, com múltiplos e complexos problemas para além dos nossos, e que por acaso, nesta Covid-19, está sendo a nossa “tábua de salvação”, diante da politicagem que se fez aqui durante os três anos do governo Kleber na área de Saúde, onde nem mesmo o grosso dinheiro investido aqui, foi capaz de nos livrar dessa dependência crônica.
Sabe quanto ganha o prefeito de lá, Mário Hildebrandt, Podemos, que era vice e assumiu a titularidade diante da aventura fracassada para ser candidato a governador do titular, Napoleão Bernardes, PSD, onde o PSDB lhe passou a perna, ex-vereador, um eficaz secretário de Assistência Social, um evangélico ligado a MEUC?
Exatos R$23.849,12, ou seja, bem menos do que Kleber recebe aqui: R$27.356,69
E o vice de lá quanto onera os cofres e os bolsos dos blumenauenses? Nadinha. É Hildebrandt era o vice e o cargo está vago. Aqui Luiz Carlos recebe R$12.626,16 por mês. E os secretários de lá quanto ganham? R$11.051,36 por mês. E os daqui, numa cidade cinco vezes menor? R$12.795,81.
Implicância? Não são números, são realidades, são comparações de funções assemelhadas, mas com responsabilidades desiguais, onde o que dirige o município cinco vezes maior, ganha menos.
POR QUE OS POLÍTICOS RESISTEM AO EXEMPLO E CORTAR NA PRÓPRIA CARNE EM TEMPOS DE CRISE?
É, ou não, algo que mostra o tamanho do desiquilíbrio, da politicagem, do quanto os gasparenses estão deixando correr solto os políticos daqui pagos com o dinheiro de todos?
Falta um Observatório Social e entidades com voz e representação, mas sem aparelhamento político partidário como se tem em outros municípios que se lançaram a fiscalizar os políticos e seus “amigos”.
E onde isso existem, essas entidades representativas ou fiscais não nasceram do dia para a noite. Algumas, em Blumenau, por exemplo, já passam ou beiram os cem anos. Os gasparenses estão sem voz. Esta simples comparação de salários dos prefeitos de uma e outra cidade, mostra o tamanho da mudez. E aqui, ai daquele que levante a lebre. É logo taxado de inimigo da cidade, de comunistas, de estrangeiro... Quando isso vai mudar?
Vamos a outro ponto. Mesmo ganhando um salário menor do que Kleber, quanto Mário Hildebrandt, que se diz candidato a reeleição, anunciou que cortaria emergencial e inicialmente por dois meses do seu salário? 30%. E dos seus secretários? 20%.
E Gaspar? Até esta segunda-feira, um silêncio só. Inclusive o assunto é tabu na imprensa daqui que lê, escuta e vê a de lá a todo momento. Nas redes sociais, algumas coisas, mas sem contundência.
A desgraça, no entender dos nossos políticos, deve ser colocada sobre os ombros dos munícipes e eles que arrumem dinheiro para botar na barrosa para que ela possa pagar não apenas os funcionários, uma obrigação constitucional incontestável, mas principalmente à máquina de votos criada para a reeleição dos que estão no poder.
Como diz o ditado, pulga só se vê em cachorro magro. Em Ilhota, os administradores choramingam pelos cantos e mandam avisar de que não sabem como vão fazer para pagar os seus funcionários. Contudo, os agentes políticos nem querem saber em falar em reduzir os seus salários, cortar cargos comissionados infestados pelos emedebistas de outros municípios, ou cargos gratificados feitos para agradar os mais achegados.
Érico de Oliveira, MDB, está ganhando R$13.878,22 e o seu vice Joel José Soares, DEM, R$8.096,02, ambos são empresários; um secretário R$6.653,34 por mês. Na Câmara de Ilhota, o presidente com o reajuste passou a ganhar R$7.206,54 e um vereador R$ 5.147,53. Já em Gaspar, os vereadores estão todos bem quietinhos depois que eles próprios aprovaram seus reajustes em março naquela sessão vapt-vupt: R$6.122,94 para cada um por mês. E o presidente Ciro André Quintino, MDB, R$1 mil a mais a título de representação.
Você concorda que o sacrifício desta pandemia deva ser apenas nas costas dos pagadores de pesados impostos, que estão com seus salários e negócios ameaçados? Acorda, Gaspar!
Esta é a reprodução da “live” feita há uma semana pela prefeitura aos gasparenses sobre o que se estava fazendo no ambiente público na proteção da Covid-19. É uma estampa dos sete erros
Hoje fará uma semana da “live” que o prefeito de Gaspar, Kleber Edson Wan Dall, MDB, fissurado por aparecer em redes sociais, fez para a cidade e os cidadãos. Foi para mostrar que conhecia o tamanho do buraco, que estava trabalhando e tinha instalado um staff de crise para enfrentar a danada da Covid-19.
A foto acima mostra o tamanho do improviso e que mesmo no pior, nada é sério por aqui. Uma hora de blá-blá-blá. Na tal “live” ninguém usa máscaras apesar dela estar um médico, um secretário da saúde e um superintendente da Defesa Civil
Mais. A foto mostra que todos estavam próximos, que uma toalha -elemento de contaminação – cobria a mesa, e ninguém que participava dela, estava identificado. Na “live” estava ainda um que não cumpriu a quarentena completa de no mínimo 14 dias depois de chegar ao Brasil na viagem de férias recentes feitas ao Caribe. Um dia depois da “live”, soube-se que a assessora de imprensa, Amanda Weber, estava com a Covid-19.
Esta sucessão de erros, mostra a qualidade como se combate a doença a partir de quem gerencia a crise na prefeitura da Gaspar. Meu Deus! E meu comentário poderia ser encerrado por aqui.
Resumindo: só o médico Ricardo Freitas, do Hospital, aquele sob intervenção municipal, que não se sabe quem é o dono dele e que está na UTI faz anos, se saiu melhor. Era um assunto familiar. Já os demais... O secretário interino de Saúde, e prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, ex-bombeiro militar, falou como advogado que é.
O prefeito, que não entende nada do riscado, finge que entende de tudo, enrolou. A Defesa Civil foi decorativa e piadista. Para ela, Gaspar era o único município catarinense que está aplicando o tal Sistema de Comando em Operações. Incrível a bolha onde essa gente está em assunto tão sério.
Afirmou-se que Gaspar foi o primeiro município em Santa Catarina que instalou o tal Sistema de Comando de Operações – o SCO.O Manuel pode ser baixado na inernet. Riam macacos. Ela é uma ferramenta com protocolos para gestão de crises e desastres. Ela exige comando, coordenação, subordinação, autonomia e integração entre vários atores (agências e órgãos) dentro e fora do município onde está instalada emergencialmente.
Em Gaspar havia ou há o Grupo de Ações Coordenadas. É ele quem usa uma ferramenta chamada SCO, que na verdade é um organograma onde estão as funções de cada um para uma emergência. Sem assunto, falam de coisas óbvias, necessárias como se fossem de outro mundo e sofisticadas.
Pela obviedade e pelas notícias que correm desde a pandemia, Gaspar nem foi nem o primeiro município de Santa Catarina a instalar o SCO. E nem será o último. A Covid-19 até poderá acabar antes. Se ele existe na teoria, a verdade é que na prática, nada foi adiante. Falta liderança para transformar conhecimento em resultados para a comunidade e o próprio governo. Blá, blá, blá.
Para não cansar e repetir o que já registrei na semana passada. O que ficou claro? Que não há sistema de comando, porque é um algo técnico e sistematizado. Mais do que isso: falta voz de comando nesse processo em Gaspar feito entre amigos.
É como se estivéssimos numa abrupta e desproporcional enchente nunca antes vista por aqui. Repentinamente, no meio dela e para não passar recibos da incapacidade, começássemos à inventar ações, termos técnicos etc, como forma de prestar contas a leigos da sociedade daquilo que não se estava fazendo, mas que deveria, ou que não se havia sido preparado adequadamente para executar em favor da cidade e dos cidadãos.
Hoje, uma semana depois, é dia de conferir se houve avanços reais daquela “live” em favor das cidades e dos cidadãos. Não é hora de inventar e sofisticar nada. Isso só atrasa. É o simples e eficaz que vai resolver seja na preservação de vidas e principalmente a economia. Ao fim, seremos mais falidos do que mortos. Acorda, Gaspar!
Estranho. A UTI vem mesmo sem o ajustamento do Pronto Atendimento, que era o pré-requisito do discurso de anos, e quando o secretário de saúde anunciou que a Covid-19 estava regredindo em Gaspar
Se na nova “live” os participaram tomaram os cuidados mínimos prescritos para o isolamento social, retiraram dela o médico, que é a melhor e maior autoridade num assunto que trata de doença, cura e cuidados. Incrível!
Depois a improvisada “live” da semana passada nas redes sociais, a qual comentei de pronto na área de comentários da coluna no dia sete de abril às 18h07min, sob o título “GASPAR É GOVERNADA PELA PIADA. E COM COISAS SÉRIAS”, e as explicitei no artigo acima, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, e sua turma resolveram tomar tento. Corrigiram aquilo que erravam no contato com a cidade. Ponto para todos. Caso encerrado, mas nem tanto.
É que o show de horrores e incoerências continuou neste domingo à noite, depois de várias tentativas, sob boicote técnico da internet.
Kleber não é médico, o secretário de Saúde não é médico, o superintendente da Defesa Civil de Gaspar não é médico, mas a crise é uma doença, que só médicos, cientistas da área médica ou infectologistas podem dar respeitabilidade ao assunto para os leigos, a cidade e os cidadãos.
É como ir a um consultório médico a procura de um diagnóstico, uma orientação, uma receita e ser atendido pela secretária do consultório. Meu Deus!
Sabe o que aconteceu ontem a noite depois de tomarem as providências para os exemplos mínimos à cidade e aos cidadãos, na transmissão da “live” e nela se falar sobre a Covid-19? Nenhum médico estava lá para tratar de assunto da área médica, da medicina, do mundo dos fármacos, contaminação e infecção. Ou seja, Gaspar continua sendo governada pela piada.
Como registrei no meu comentário da semana passada, naquela “live”, o único que se saiu bem, e porque era da área e teria menos a errar por sua formação e experiência, foi o médico Ricardo de Freitas. Neste domingo ele estava ausente. Incrível, não a ausência dele – que poderia estar atarefado naquele momento -, mas de um médico. Quem mesmo são os “çabios” – inclusive na área de comunicação e marketing - orientam essa gente no poder de plantão em Gaspar?
Mas, nem tudo está perdido. Kleber vem sendo atropelado pelas evidências e necessidades. E ao menos reage.
O prefeito anunciou o aluguel, por emergência de uma UTI para o Hospital de Gaspar, que ninguém sabe de quem é, que está sob intervenção municipal, que come uma montanha de dinheiro lá dos gasparenses e está cheio de problemas, duvidas e reclamações.
É para atender a emergência criada pela Covid-19. O governo Kleber - incluindo o atual secretário interino de Saúde, dono do cofre da prefeitura, o que manda de verdade na prefeitura, o que já foi um dos secretários titulares da pasta entre os cinco que passaram por lá em três anos -, que teve três anos para fazer isso e não fez, e arrumava todo o tipo de desculpa e até ajudou via a sua bancada na Câmara, a boicotar dois projetos de lei feitos pela sua cria política, o vereador e médico cardiologista, Silvio Cleffi, PP, que dava dinheiro do desconto do IPTU, para um fundo pró-UTI do Hospital.
E o tal fundo só foi aprovado depois que o dinheiro, se arrecadado e até agora não divulgado o que se arrecadou naquilo que não se estimulou a cidade, quase um mês depois dele ter entrado no caixa da prefeitura, se primeiro fosse para a reforma do Pronto Atendimento, obrigação primária que era da prefeitura interventora no Hospital.
Perguntas devidas.
Se a Covid-19 estava diminuindo em Gaspar como anunciou na imprensa local o prefeito de fato e secretário de Saúde, há duas semanas, qual a razão de uma UTI emergencial para o Hospital de Gaspar e que vai funcionar só ao tempo da pandemia?
Se Gaspar estava preparada para enfrentar a pandemia, como anunciou o prefeito eleito há dias na propaganda de gestor eficiente para ser reeleito, a UTI não era um item fundamental até então para esse enfretamento? Estavam confiando no investimento dos outros como Blumenau, Brusque e Itajaí para atender os gasparenses nesta emergência?
Como se dará essa contratação emergencial? Tudo vai continuar como os segredos que cercam o Hospital na prestação de contas à comunidade?
Para a contratação do Hospital emergencial para o baixo Vale (que inclui Gaspar), em Itajaí, com até 100 leitos de UTI, a sociedade e o Ministério Público, acertadamente, pularam no pescoço do governador Carlos Moisés da Silva, PSL, naquilo que não estava claro.
O governador Moisés, no caso em questão, não só para a Justiça, mas inclusive nas “lives” dele feitas diariamente para dar conta do que está fazendo nesta emergência da pandemia, não deixou nenhuma dúvida sobre o assunto: mostrou a cabeça da cobra e o pau que a decepou. Os catarinenses aliviados, agradeceram. Acorda, Gaspar!
As redes sociais são espaços trampolins, escadas e para enganações da malta de apoiadores e detratores de ideias e pessoas. E não é à toa, que nesta pandemia da Covid-19, a imprensa retomou a referência, segundo as pesquisas e ferramentas de aferição de tráfego, à credibilidade e audiência que se dizia perdida.
Quando se quer saber se tal fato, ato ou dito é verdade, o jeito é recorrer a uma fonte jornalística, a que é odiada pela esquerda do atraso e a direita xucra, exatamente porque não está à serviço de ambas.
As redes sociais “profissionais” dos políticos no poder de plantão e candidatos a qualquer coisa, não são gerenciadas por eles próprios. É uma enganação. É uma estrutura cara e em alguns casos, até, bancadas com dinheiro público. Outra vergonha. Outro crime. Outro abuso e sem controle dos órgãos de fiscalização, como o próprio Ministério Público e a Câmara de Vereadores.
Essas redes sociais são tomadas por gente profissional, bem paga, que escreve ghostwritting e age em nome dos políticos – ou famosos - para que os políticos – ou famosos - tenham o menor dano possível na imagem e a maior vantagem permitida, mesmo que isso não tenha valor ético.
Esclarecido isso, sem o laço do que expliquei anteriormente, em Gaspar, neste final de semana, um aparente apoiador do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, lá pelas tantas, observou no Instagran: “fico triste pelos q perderam empregos e estão numa situação incerta! Principalmente os que trabalham no pequeno comércio e negócios próprios!”
E aí o prefeito Kleber, profético, entra:
“Olá. Entendo a sua angústia e compartilho delas. Estamos estudando as situações econômicas desde o início da pandemia. Garanto a você que eu e minha equipe estamos fazendo de tudo que está ao nosso alcance para liar com essa situação da melhor maneira possível. Neste momento estamos garantindo saúde do nosso povo para que em breve possamos voltar as atividades normais gradualmente tomando todos os cuidados necessários”.
Blá, blá, blá. De verdade, nada.
“Estamos estudando as situações econômicas desde o início da pandemia...”
Bom ela começou em fevereiro. Se desde lá o prefeito e sua equipe começou a estudar, está mais do que na hora de anuncia-las. A pandemia vai acabar e nada de concreto será anunciado e feito. Se nem os seus próprios altos salários foi capaz de cortar, muito menos de desinchar a máquina pública feita de dezenas de comissionados, o jeito é continuar estudando.
“Garanto a você que eu e minha equipe estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance...”
Parece, até agora pelo que se produziu, que esse alcance é limitado.
“Neste momento estamos garantindo saúde...” Como é que é? Quantos exames já foram feitos, por que os que se sentem doentes, para não correr riscos se arriscam a pagar R$500 por testes em laboratórios particulares? Quantos e onde estão internando os acometidos pela Covid-19 oriundo de Gaspar? Por que não se tem um boletim diário dessa situação e sujeito a uma auditoria? Onde mesmo foi tratado, e até morreu, o primeiro doente de Covid-19 do Vale do Itajaí? Nem um comitê de crise foi capaz de se instalar no tempo em que tudo era uma ameaça, só foi de araque, como mostrei em artigo anterior, depois que não restava mais alternativa para isso acontecer.
Faltam números, ações e resultados. Então resta bla, blá, blá oficial. E tem gente que se contenta com isso.
No sábado foi o Dia do Prefeito. Grande Merda. Sábado foi o dia em que os brasileiros não sabiam, como não sabem ainda hoje, onde essa desgraça da Covid-19 vai dar. E teve prefeito comemorando o seu dia em rede social. Quem mesmo orienta essa gente sem noção?
Gaspar inova. Aqui voluntário em ações contra a Covid-19 é funcionário público e pago pelos impostos do povo.
Engana que eu gosto. Os políticos em Gaspar agora se deram a fazer enquetes, como se fossem pesquisas, nas suas redes sociais, onde os que “votam” estão identificados. Alguém vai “opinar” contra?
Pior. Os comissionados e gratificados são informados previamente dessas enquetes. Se não comparecerem estarão marcados. Então...
O governador Carlos Moisés da Silva, PSL, deu uma mãozinha para o prefeito de Gaspar Kleber Edson Wan Dall, MDB, resolver até o dia 30 de abril a falta de ônibus urbanos em Gaspar. Até lá, estarão proibidos a circulação de ônibus. Esse assunto abordei na coluna de sexta-feira na edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo (30 anos) e de maior circulação em Gaspar e Ilhota.
Na área de comentários do facebook do jornal, os apoiadores de Kleber – os que não precisam de ônibus – e para não polemizar, acharam até bom que não se tenha mais ônibus coletivos em Gaspar. Vamos ver se isso é um fato.
Outro, achou que o problema de Gaspar é que não se tem passageiros para dar lucro aos permissionários. Certo. Supondo que seja verdadeiro, então qual a razão, para o edital exigir aquelas cifras milionárias de capital e de retorno para os cofres da prefeitura?
Vira e mexe essa gente sempre dá razão ao que escrevo, mas contestam. Sempre afirmei que aquele edital era do século 20, para uma nova realidade do século 21. Para uma cidade que ainda não regularizou o sistema de transportes por aplicativo, nada impressiona.
Os governistas estão comemorando que a Covid-19 tirou a atenção da CPI sobre as supostas irregularidades das obras de drenagens da Rua Frei Solano, no Gasparinho. Gente estranha essa do poder de plantão. A CPI não foi sepultada, mas adiada. Quanto mais se atrasa, mais perto de outubro ela chega e o assunto contaminará os discursos de campanha.
É precisa urgentemente os grupos políticos de Gaspar contratarem robôs para atuarem panfletariamente na defesa de seus candidatos ou grupos políticos nas redes sociais. Está chato se ver os mesmos puxando o saco.
Essa modalidade de pregão para contratar serviços técnicos disfarçados de materiais está pegando em Gaspar. Depois do Tribunal de Contas barrou os pregões para as obras de drenagens da prefeitura e do Samae e que desembocaram numa CPI que o deixa sob sérias dúvidas, ele colocou o olho no serviço de reposição e manutenção da iluminação pública, uma outra coisa que não funciona bem por aqui.
O pregão 163/2019 subiu no telhado e continua em análise no TCE. Todos em quarentena por aqui e não é por causa da Covid-19. Acorda, Gaspar!
Quando a imprensa, os observatórios sociais, as entidades, os cidadãos que sustentam o poder público, e principalmente o Ministério Público funciona, os políticos dançam miudinho. O Hospital de Campanha com UTIs que vai ser instalado pelo governo do estado, no pavilhão da Marejada, em Itajaí, inclusive para atender a carência de Gaspar, foi barrada.
O governo do estado correu atrás e deu explicações. Não à Justiça que acatou as dúvidas da denúncia do MP, mas aos cidadãos. Se em Gaspar essa fosse a regra....
Os espertos de sempre. Devido a Covid-19, foram alterados alguns procedimentos para a inscrição partidária. Valerá o último lançamento do filiado. Em Gaspar, teve gente de partido, para não perder filiado, refez a sua filiação, e agora está com a ficha física constrangendo o filiado a assiná-la. Vergonha.
Políticos em Gaspar e Ilhota andam distribuindo cestas básicas a gente necessitada e pedindo reconhecimento futuro. Isso não vai dar certo. Alguns vão ter que explicar futuramente a razão pela quais, certas gravações são focinhos de porco e não tomadas. Ai, ai, ai
O bairro Bela Vista poder ficar menor. A fábrica da Beagle – que já foi da Malwee e está em Blumenau – está fechando e pode dar lugar a feirão. Já a Havan, diante de tantos prejuízos na recuperação do prédio, tanto tempo fechado e movimento fraco, diante do que está acontecendo com a economia, considera não reabrir a sua loja na Rua Anfilóquio Nunes Pires.
A Havan considera que agora tem justificativas aceitáveis. Isso já passou pelos planos da empresa, mas foi negada de viva voz pelo próprio Luciano Hang e então descartada por seus técnicos para não dar conotações políticas e enfraquecimento do prefeito de Gaspar.
Perguntar não ofende: qual a razão dos agentes de trânsito ficarem com quase 300 senhas nos seus bolsos destinadas à vacinação relâmpago no sistema de Drive Thru, na terça-feira passada, no terminar rodoviário urbano?
Façam as apostas. Quanto tempo dura no cargo o ministro Luiz Henrique Mandetta, DEM-MS. Quem é meu leitor e leitora, sabe, por duas segundas-feiras seguidas, que o presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, mesmo Mandetta tendo razão, está obrigado a demiti-lo.
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