Leopoldo Jorge Theodoro Schmalz é finalmente reconhecido como um decisivo pioneiro e desbravador industrial com a memória permanente de Gaspar - Jornal Cruzeiro do Vale

Leopoldo Jorge Theodoro Schmalz é finalmente reconhecido como um decisivo pioneiro e desbravador industrial com a memória permanente de Gaspar

21/05/2020

Reconhecimento muito tardio I

Antes tarde do que nunca, mas convenhamos, está tarde demais. Precisamos mudar esse mau hábito de rotular os nossos ícones e deixá-los num labirinto da memória. Eles estão acima das nossas estimas e dúvidas pessoais, políticas e até ideológicas. Nesses ícones, está o pioneirismo, a vitalidade, a dificuldade da verdadeira história que forja a nossa cidade. Refiro-me ao reconhecimento tardio ao joinvilense neto de suíços Leopoldo Jorge Theodoro Schmalz (1909/77, morto na Suíça, quando fazia justamente as suas primeiras férias do trabalho da sua vida), fundador em 1938 da referência “Linhas Círculo”. Ele (na foto ao lado) vai nominar o “novo” prédio do Arquivo Histórico Documental de Gaspar. O Arquivo vai ficar na antiga sede do Besc, na Aristiliano Ramos, aqui no Centro. Mas, para que isso acontecesse, antes, foi preciso uma “ginástica” para se aceitar esta necessária homenagem. A apropriada lei que impede de que se dê o mesmo nome a mais de um bem público, foi modificada. É que o “seo Leopoldo” já era nome de uma “pracinha” ali defronte à Câmara. E continuará a dar nome nela. A articulação legislativa foi do vereador Francisco Hostins Júnior, MDB. A aprovação foi unânime dos vereadores.

Reconhecimento muito tardio II

Nenhum demérito à iniciativa e homenagem feita em 1995 no tempo do ex-prefeito Luiz Fernando Poli, então no PFL, ao já cidadão honorário de Gaspar desde 1970 (era o governo do ex-prefeito Paulo Wehmuth, Arena, o que permitiu a vinda da Ceval para cá e marcado por isso pelos adversários), mas o “seo Leopoldo” é muito mais na história para Gaspar e os gasparenses do que aquela “desconhecida pracinha”. Melhor do que eu, a historiadora Leda Maria Baptista pode pontuar esse contexto de importância. Resumindo: Gaspar teve – ao meu ver - três eixos industriais: a usina de açúcar São Pedro (da marca Angorá), dos Krauses, que já se foi; as Linhas Círculo, que está desafiando mercados, modismos, tecnologias e planos econômicos; e a Ceval, que já se foi e perdeu o brilho.

Reconhecimento muito tardio III

Por outro lado, a “Linhas Círculo” foi para dezenas de milhares, repito, dezenas de milhares de gasparenses o primeiro emprego, para outros o único, às mulheres, então, à oportunidade ímpar. Gaspar saiu do rural para o industrial. Do ponto de vista social, empregabilidade e desenvolvimento econômico na Gaspar que tentava à sua identidade e autonomia em meados do século 20, a “Linhas Círculo” foi decisiva, ousada, teimosa e desafiadora sob a discrição arrojada “seo Leopoldo”, formado na Alemanha neste ofício (ao lado, jovem e com os primeiros produtos). São mais de 80 anos de legado.

Reconhecimento muito tardio IV

O nome de Leopoldo Jorge Theodoro Schmalz faz bem e dá sentido ao prédio do Arquivo Histórico e Documental de Gaspar por outro aspecto, muito mais relevante. Trata-se de uma homenagem em vida a duas pessoas que resistem às narrativas dos donos das meias-verdades daqui. Com isso, preserva-se intacta de interesses dos poderosos e “vencedores” a nossa memória. A primeira é ao próprio filho do “seo Leopoldo”, que o sucedeu na liderança do empreendimento: Leopoldo Adolfo Schmalz, ou simplesmente, “Leopoldinho”. Ao criar a Fundação Frei Godofredo na década de 1980, foi um baluarte. Adotou Gaspar como poucos, naquilo que é à essência da cidade. Ou seja, de forma técnica e metódica, com profissionais experimentados para o ofício, resgatou e documentou a memória da nossa cidade. Bancou tudo. Em 2018, o acervo, catalogado, foi todo ele doado à prefeitura. E nela, a segunda, homenagem: à historiadora Leda Maria Baptista, a principal a curadora desse acervo e base da história de Gaspar para os gasparenses acessarem, ampliarem e se orgulharem. Acorda, Gaspar!

 

TRAPICHE

Mais uma semana e nada do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, falar em diminuir temporariamente do seu salário de R$27.356,69 – um dos mais altos de Santa Catarina -  como uma maneira de contribuir contra a crise dos cofres públicos, como fizeram entre outros, o de Blumenau e que ganha menos do que ele.

Na outra ponta, a enrolação é idêntica. Na Câmara de Gaspar, os dois projetos do vereador Roberto Procópio de Souza, PDT, com a mesma intenção sobre as verbas dos vereadores, entrou em modo de espera, torcendo pelo esquecimento dos eleitores e eleitoras.

Finalmente a UTI provisória montada no Hospital de Gaspar e só para doentes graves de Covid-19, ganhou na quinta-feira a habilitação para receber pacientes, depois de três semanas se pagando caro aluguel, com ação direta do senador Dário Berger, MDB, conforme explico na área de comentários. Espera-se que os políticos não usem o primeiro doente grave para fazer sessão de fotos, como aconteceu na montagem dela..

Esta terça-feira termina parte da novela da CPI das dúvidas das obras de drenagens e pavimentação da Rua Frei Solano. O relatório oficial – se for o do relator Cícero Giovane Amaro, PL, ou de um dos vereadores do governo que são maioria para isso, é o que menos importa neste momento. O governo luta para que não seja reaberta esta chaga no Ministério Público, ou que nada da documentação e depoimentos gravados cheguem ao Ministério Público Federal, Gaeco e TCE.

A CPI provou que foi projetado, licitado, contratado, fiscalizado e pago uma coisa, mas feita outra. A prefeitura reconhece isso, entretanto, insiste que se tratam de meras mudanças em técnicas construtivas e que elas deram em vantagens econômicas à prefeitura. Mas, nos cálculos se enrola. Se procurar bem, vereadores e investigadores verão que há outras vantagens ilícitas, como a dos tributos. É hora de ir atrás disso. E não é de hoje.

Na reunião de segunda-feira da CPI com a assessoria técnica, o engenheiro Ricardo de Freitas, funcionário concursado da prefeitura, que fiscalizou parte da obra e foi nomeado como representante interveniente técnico nos interesses do município da CPI, peitou várias vezes o presidente e relator da CPI, respectivamente, Dionísio Luiz Bertoldi, PT e Cicero. Acusou-os de serem tendenciosos, parciais e seletivos.

Intimidação. Quando Cícero observou de que o engenheiro Ricardo parecia as vezes estar defendendo os interesses das empresas e não os do município, Ricardo pulou no pescoço do vereador. Disse que iria processar por injuria e difamação. Circo, até porque Ricardo não deve entender o que seja uma CPI e nem a função do vereador nela.

Outra. Os vereadores do governo – que não são engenheiros - ao serem confrontados com cálculos apresentados ao MP, dizem que acreditavam em funcionário especializado e com fé pública. É aí que reside a dúvida.

A oposição na CPI acha que a fé pública é a que permitirá à tipificação de crimes quando se falseia ou se dissimula oi se omite dados ou informações essenciais aos órgãos de fiscalização. Isso não é novidade por aqui. É só olhar o que aconteceu com aquela construção ao lado do Ribeirão Gasparinho, no bairro Sete. A prefeitura informou ao MP que tudo estava regular. Quando instada na Ouvidoria, a própria prefeitura reconheceu que tinha “se equivocado” e “confiado”, nos executores dos empreendedores do imóvel.

Afinal, quem da imprensa mandou excluir o comunicador Miro Sávio, da Rádio Comunitária Vila Nova FM, da lista de whatsapp da prefeitura de Gaspar? Quem é este coletivo coleguinhas que pediu tal discriminação e censura odiosa? Até agora, a superintendente da comunicação Amanda Elisa Weber, não se explicou. Então... Acorda, Gaspar!

Edição 1952

 

Comentários

Miguel José Teixeira
25/05/2020 10:30
Senhores,

Teclou Juca Kfouri em seu blog:

"Sim, alemães mostram que estádio vazio favorece o visitante...

- Veja mais em https://blogdojuca.uol.com.br/2020/05/sim-alemaes-mostram-que-estadio-vazio-favorece-o-visitante/?cmpid=copiaecola

E estádios lotados, idem. . . no Mineirão, com público de 58.141, o visitante aplicou uma goleada histórica no time da Casa: 7 X 1. . .

Desconsiderou duas máximas:

1)Futebol é uma caixinha de surpresas!
2)Combinaram com o adversário? (Garrincha)
Miguel José Teixeira
24/05/2020 19:13
Senhores,

Segundo a Folha de S.Paulo, o estafeta do Ministério da "Iducassão", "após defender cadeia a ministros do STF", grunhiu: "alguns, não todos".

Então, senhor estafeta, TODOS querem saber quem são esses ALGUNS.

Não se acovarde, "lambe-botas"!
herculano
24/05/2020 18:08
BOLSONARO ATACA STF E PARTICIPA DE AGLOMERAÇÃO COM FAIXAS CONTRA CONGRESSO E JUDICIÁRIO

Em rede social, presidente envia recado ao ministro do Supremo Celso de Mello, que divulgou vídeo de reunião ministerial

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Bernardo Caram, Brasília. Dois dias após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello ter divulgado vídeo de reunião ministerial alvo de investigação, o presidente Jair Bolsonaro publicou na manhã deste domingo (24) um trecho da lei de abuso de autoridade, no que foi entendido como um ataque direto à corte.

A postagem em rede social traz uma foto de um artigo da lei 13.869, de 2019. "Art. 28 Divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade ou a vida privada ou ferindo a honra ou a imagem do investiga ou acusado: pena ?" detenção de 1 (um) a 4 (quatro) anos."

Divulgado nesta sexta-feira (22), o vídeo da reunião do dia 22 de abril mostrou grande preocupação de Bolsonaro em ser destituído, tendo o presidente da República revelado, ainda, contar com um sistema de informação particular, alheio aos órgãos oficiais, reforçando as indicações de interferência política na Polícia Federal.

O encontro, recheado de palavrões, ameaças de prisão, morte, rupturas institucionais, xingamentos e ataques a governadores e integrantes do Supremo, foi tornado público em quase sua integralidade pelo ministro Celso de Mello.

A investigação que levou ao depoimento do ex-ministro Sergio Moro à Polícia Federal e que provocou a análise e divulgação deste vídeo foi aberta a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e autorizada por Celso de Mello, relator do caso no STF.

O teor do vídeo e os depoimento em curso são decisivos para a PGR concluir se irá denunciar o presidente por corrupção passiva privilegiada, obstrução de Justiça e advocacia administrativa por tentar interferir na autonomia da Polícia Federal.

Ministros de Estado, delegados e uma deputada federal já prestaram depoimento no inquérito que investiga a veracidade das acusações do ex-juiz da Lava Jato contra o chefe do Executivo.

O objetivo é descobrir se as acusações do ex-ministro da Justiça contra Bolsonaro são verdadeiras ou, então, se o ex-juiz da Lava Jato pode ter cometido crimes caso tenha mentido. Na visão de Aras, oito delitos podem ter sido cometidos.

Após apuração da PF, a PGR avalia se haverá acusação contra Bolsonaro. Caso isso ocorra, esse pedido vai para a Câmara, que precisa autorizar sua continuidade, com voto de dois terços.

Na manhã deste domingo, logo após a postagem como resposta ao Supremo, o presidente deixou o Palácio da Alvorada de helicóptero, desembarcou no anexo da Vice-Presidência e seguiu à praça dos Três Poderes, em Brasília, onde houve uma manifestação em defesa do governo.

Alguns participantes do ato carregavam cartazes contra o Congresso, o STF (Supremo Tribunal Federal) e a imprensa, que mencionavam uma "ditadura do Supremo" e pediam a saída do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A maior parte das faixas, porém, era de apoio ao presidente e sem ataques a instituições. Em manifestações com a presença de Bolsonaro, membros do Planalto têm solicitado que manifestantes não levem material contra os Poderes Legislativo e Judiciário.

O trajeto da residência oficial do presidente até o local de pouso tem aproximadamente 3,5 km e pode ser feito de carro em cerca de cinco minutos. Todo o caminho, que não foi usado, estava livre para trânsito do comboio presidencial, com bloqueios policiais e restrição de acesso a pedestres.

De helicóptero, Bolsonaro sobrevoou a Esplanada dos Ministérios e deu voltas ao redor da praça dos Três Poderes.

Ao desembarcar no palácio, Bolsonaro estava de máscara, mas a retirou na caminhada, contrariando regras do Distrito Federal. A multa em caso de descumprimento é de R$ 2.000.

O presidente voltou a causar aglomeração na frente do Palácio do Planalto. Desta vez, não desceu a rampa do palácio, como em outros atos. Os manifestantes portavam faixas contra Congresso, Judiciário e imprensa.

Cercado de seguranças, o presidente estava acompanhado dos ministros Onyx Lorenzoni (Cidadania), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e os deputados federais Hélio Lopes (PSL-RJ), Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF).
Desde o início da pandemia, Bolsonaro tem minimizado o impacto do coronavírus e se colocado contra medidas de distanciamento social, atitude que culminou na demissão de dois ministros da Saúde no intervalo de um mês, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

Apesar de dizer lamentar as mortes, o presidente tem dado declarações às vezes em caráter irônico quando questionado sobre as perdas humanas com a Covid-19. Como na ocasião em que afirmou não ser coveiro ou quando disse: "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre."

Uma nota divulgada neste domingo (24) por um grupo de militares da reserva expressou apoio ao general Heleno, que na sexta-feira (22) falou em "consequências imprevisíveis" caso Bolsonaro seja obrigado a entregar seu telefone celular para perícia na investigação que apura se ele interferiu na PF.

No documento, os militares alertam para um cenário extremo e dizem que falta decência e patriotismo a parte dos ministros do STF. Os integrantes da corte são chamados no texto de "bando de apadrinhados".

"Assim, [os ministros] trazem ao país insegurança e instabilidade, com grave risco de crise institucional com desfecho imprevisível, quiçá, na pior hipótese, guerra civil", diz a nota.

O despacho relacionado ao celular foi remetido por Celso de Mello à PGR, órgão ao qual, segundo o ministro, cabe analisar as acusações que constam nas representações de autoria de políticos da oposição e mencionam o aparelho. O encaminhamento é um procedimento de praxe em casos do tipo.

A reação do titular do GSI foi duramente criticada por autoridades e representantes da sociedade civil, que enxergaram uma ameaça autoritária na afirmação de Heleno. A nota de apoio a ele é assinada por dezenas de militares da reserva, entre eles o general Luiz Eduardo Rocha Paiva, da Comissão de Anistia.

MINISTROS NO ATO DESTE DOMINGO

Após o ato deste domingo, Onyx afirmou que o vídeo da reunião ministerial é de um encontro fechado e não deveria ter sido divulgado.

"A gente não tem medo da verdade, a gente carrega a verdade com a gente e o tempo vai mostrando que o presidente é absolutamente coerente com tudo aquilo que ele faz e acredita", disse o aliado de Bolsonaro.

Sobre mensagens do presidente que mostrariam que ele tentou interferir na Polícia Federal, Onyx afirmou que "isso é caso superado".

Questionado por jornalistas sobre a aglomeração de pessoas na manifestação, o ministro respondeu de forma ríspida que o ato é espontâneo e que o PT pagava para trazer manifestantes até o local. "Nós viemos aqui porque nós respeitamos quem votou na gente", disse Onyx.

Em breve declaração durante o ato, o general Heleno falou, em relação à Covid-19, que "nós vamos ganhar essa guerra".

No sábado (23), Bolsonaro passeou por Brasília e provocou aglomeração de curiosos e apoiadores ao parar em um carrinho de cachorro-quente para comer. Enquanto algumas pessoas gritavam "mito", houve panelaço na vizinhança e gritos de "fascista", "assassino" e "genocida".

O ato deste domingo foi mais com a presença de Bolsonaro em meio a faixas e gritos contra o Congresso e o Supremo. No mês passado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar as manifestações realizadas em 19 de abril. O pedido de investigação foi feito pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

O objetivo de Aras é apurar possível violação da Lei de Segurança Nacional por "atos contra o regime da democracia brasileira por vários cidadãos, inclusive deputados federais, o que justifica a competência do STF".

"O Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional", afirmou o procurador-geral, sem citar Bolsonaro, que também participou daquele ato em Brasília.

Interlocutores do procurador-geral afirmam que, inicialmente, Bolsonaro não será investigado. Eles alertam, porém, que, caso sejam encontrados indícios de que o chefe do Executivo ajudou a organizar as manifestações, ele pode vir a ser alvo do inquérito.

A Lei de Segurança Nacional a que se refere o procurador-geral foi sancionada em 1983 e tipifica crimes que podem ser cometidos contra a ordem política e social. A legislação prevê crimes que lesam a "integridade territorial e a soberania nacional"; o regime representativo democrático"; e "a pessoa dos chefes dos Poderes da União".
Herculano
24/05/2020 15:45
TOFFOLI É INTERNADO E APRESENTA SINAIS DE INFECÇÃO POR COVID-19

Conteúdo de O Antagonista. O ministro Dias Toffoli foi hospitalizado neste sábado para drenagem de um pequeno abscesso.

Segundo o secretário de Saúde do STF, Marco Polo Dias Freitas, a cirurgia "transcorreu bem e na noite do mesmo dia, o Ministro apresentou sinais respiratórios que sugeriram infecção pelo novo coronavírus, devendo permanecer internado para monitorização".

"No momento, o Ministro está bem e respira normalmente, sem ajuda de aparelhos. Na última quarta-feira, 20, o Ministro foi submetido a teste diagnóstico para o novo coronavírus, que foi negativo."

Não há previsão de alta do presidente do STF.

Como não há confirmação de infecção pelo novo coronavírus, Toffoli ficará de licença médica por uma semana, até que saiam os resultados de novos exames. Durante seu afastamento, o ministro Luiz Fux assumirá a presidência do Supremo.
Samae Inundado
24/05/2020 14:16
Herculano

Administração eficiente, à água no bairro Sete de Setembro, tá um lamaçal puro.
Uma vergonha.
Herculano
24/05/2020 10:45
SILVIO SANTOS TIROU NO SÁBADO O JORNAL DO SBT DO AR A PEDIDO DO GOVERNO PARA CONTINUAR COM A GRANA

BAND PULA NO PESCOÇO DO MENTIROSO PRESIDENTE DA CAIXA E ESSE SE CAGA TODO PORQUE SABE QUE MENTIU PARA FAZER UM AGRADO AO CHEFE BOLSONARO

OUTRA. A IMPRENSA NÃO DEVE SOBREVIVER COM VERBAS PÚBLICAS DOS PESADOS IMPOSTOS QUE ESTÃO FALTANDO PARA O BASICO. MAS, ELA NÃO PODE TRABALHAR DE GRAÇA PARA O GOVERNO.

AS EMPRESAS DE COMUNICAÇõES SÃO EMPRESAS NORMAIS, PAGAM IMPOSTOS, POSSUEM ESTRUTURAS CARAS E SERVEM PARA O GOVERNO ANUNCIAR - COMO OUTRA EMPRESA QUALQUER - SEUS PRODUTOS, VERSõES E QUALIDADES COMO OUTRO ANUNCIATE QUALQUER E DE PREFERÊNCIA NAS LÍDERES DE AUDIÊNCIA POIS O OBJETIVO É O DE ATINGIR MAIS PESSOAS

O SBT nunca teve um jornalismo importante e nem é este o seu foco. É uma tevê de entretenimento, amenidades e sorteios

Ontem, por ordem expressa do dono da emissora, o octagenário Señor Abravanel, conhecido como Silvio Santos, o principal noticiário da noite da emissora, simplesmente foi substituído por um programa de amenidades infantis.

Nenhuma explicação até agora. E não precisa. Cada um cuida do seu nariz. Agora, pegou mal para a imagem da emissora. Se isso vai afetar os seus anunciantes? Zero! Os que anunciam lá, procuram públicos ligados ao foco da emissora, a segunda melhor audiência do Brasil. E esta audiência não está no jornalismo, repito, sem crédito. Ele existe para completar a grade. Ele existe, para se defender de alguém que queira enquadrá-la. Simples assim. Um veículo de comunicação de jornalismo, por pior e fraco que seja, é um vulnerável. Simples assim.

Nos bastidores do SBT, informa-se entre os que lidam com o jornalismo da emissora paulistana que comanda a rede brasileira, é de que o governo de Jair Messias Bolsonaro, sem partido, por seus asseclas, reclamou que a emissora tratou entre outras notícias na sexta-feira, da gravação ministerial cheia de palavrões liberadas pelo STF.

O que Bolsonaro queria? Que o SBT escondesse o que se mancheteava dentro e fora do Brasil? Parece até Gaspar e Ilhota. Os cidadãos todos sabem das novidades, e se insiste em calar ou dar narrativas para os fatos com provas. Ai,ai,ai

Entenderam a razão pela qual os governos, os que estão no poder de plantão tentam desqualificar, censurar e sufocar financeiramente os veículos de comunicação? Para que eles fiquem calados e a população sendo enganada pelas redes sociais que manipulam com pesadas verbas públicas, as quais sonegam aos veículos formais de comunicação com estruturas formais de apuração e que são referência nesse metiè.

E O CASO BAND?

Na sexta-feira a noite, a Rede Bandeirantes, que tem um jornalismo acreditado, mas é a quarta em audiência em São Paulo - atrás da Globo, SBT e Record - sustentada pelo dízimos dos evangélicos - fez um duro editorial contra o governo e especialmente o oportunista presidente da Caixa Econômica Federal.

Ele sem assunto, naquela fatídica reunião ministerial, sem palavrões, reclamou ao presidente Bolsonaro que a Band estava pedindo dinheiro para ele. Se o vídeo não fosse liberado pelo decano ministro Celso de Mello, a mentira viraria uma verdade, entre os convivas, como deve acontecer com outras desse tipo

O EDITORIAL DA BAND ENQUADRANDO MAIS UM BOBO DA CORTE QUE QUER SE DAR BEM COM O REI

No vídeo da reunião ministerial, liberado pelo STF, aparece o presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, dizendo que a Band 'está me pedindo dinheiro'.

Essa frase soa leviana e irresponsável e tem que ser explicada por esse senhor. A Band se orgulha de operar com lisura na sua área comercial e não admite que qualquer de seus funcionários saia da linha técnica e rigorosa. Repudiamos a insinuação caluniosa que essa frase contém", rasgou o editorial ao vivo do jornal da Band daquele dia.

O CAGÃO DO PEDRO GUIMARÃES Só FOI DESMASCARADO PORQUE O VÍDEO SE TORNOU PÚBLICO. QUANTOS DESSAS BRAVATAS RONDA OS BASTIDORES, GABINETES E BOTECOS DE BRASÍLIA, GASPAR E ILHORA?

Como mostra o conteúdo do portal G1 (Globo), no vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, que veio a público nesta sexta-feira (22), o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães , fala que a TV Bandeirantes "queria dinheiro".

"Então acho que a gente está com problema de narrativa. Hoje de manhã, o pessoal da Band queria dinheiro. O ponto é o seguinte, vai dar dinheiro para a Bandeirantes ou não vai dar dinheiro para a Bandeirantes Passei meia hora levando porrada, mas repliquei", disse Pedro Guimarães. Em seguida o presidente da Caixa diz que tem "mais de 30 mil funcionários na rua" e que a emissora estaria com os funcionários "nessa frescurada de home office".

A transmissão foi exibida ao vivo no "Brasil Urgente" de Datena, que prontamente respondeu a fala de Guimarães.
"Ele vai ter que falar quem da Band que queria dinheiro, ele vai ter que provar isso. Eu não queria", começou o apresentador.

"Se você deu dinheiro para alguém daqui da Band , Pedro, indique para quem você deu porque com certeza essa pessoa vai ser demitida, se não foi uma coisa legal. Do jeito que você colocou ali tem dupla interpretação, ou você prevaricou e o Bolsonaro deveria te mandar embora hoje", completou Datena.

Respostas
Em nota, a Band se pronunciou sobre a fala do prosidente da Caixa. "A Band se orgulha de operar com lisura na sua área comercial e não admite que qualquer de seus funcionários saia da linha técnica e rigorosa. Repudiamos a insinuação caluniosa que essa frase contém", diz a emissora.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, respondeu ao pronunciamento da Band declarando que "durante a reunião, me encontrava sob forte emoção. Todos sabem o momento que estamos atravessando na Caixa, em especial para cumprir a hercúlea tarefa de levar o auxílio emergencial há mais de 50 milhões de brasileiros". Também acrescentou que "em nenhum momento pretendi desabonar pessoas ou instituições, muito menos sugerir a prática de qualquer conduta irregular ou ilícita", concluiu.

VOLTO E ENCERRO

Se o presidente da Caixa estava sob forte emoção, não serve para estar onde está. E falo isso de cadeira, pois já estive em ambientes corporativos de amplitude mundial, sob crises externas as mais diversas. E as pessoas contratadas ou instaladas em cargos e funções, só estavam lá, exatamente para dar solução sob intensa pressão e emoção.

Se mentiu para apenas servir ao circo do chefe, é um merda como outro que precisa da mentira para sobreviver e ter status nas estruturas de poder.

Se faz o que fez, não é estranho que esteja boicotando o Plano de Paulo Guedes só para ter mais espaço do governo de Jair Bolsonaro e contra o país e os brasileiros que sofrem.

Provou, com a resposta que é um cagão, mentiroso e incompetente, como muitos que se abrigam como comissionados no serviço público. Se o vídeo não viesse a tona, estaria até hoje como herói. Agora, está como um pulha, como muitos que rodeia a merda do poder de plantão, em qualquer lugar feita de incompetentes, seguradores de bandeiras, de bajuladores e sacaneadores que vira que vira e mexe, passam a mão no que é do povo e não deles.

As eleições de outubro, que dizem que vai ser em dezembro, estão chegando. É hora de mudar. É hora de não reeleger. Wake up, Brazil!
Miguel José Teixeira
24/05/2020 10:11
Senhores,

Fora da casinha

"Eduardo Bolsonaro apresenta PL para anistiar multados em rodízio em SP ..."

- Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/05/24/eduardo-bolsonaro-apresenta-pl-para-anistiar-multados-em-rodizio-em-sp.htm?cmpid=copiaecola

Pois é. . .

O ex quase futuro Embaixador do Brasil nos EUA, é Deputado Federal. No entanto, está atuando em âmbito municipal.

Já o zero 2, que anda "siborrando" na pousada da Alvorada, é vereador na cidade do Rio e vive em Brasília dando indevidos, inoportunos e inúteis pitacos na esfera Federal.

Exemplo claro de que o poder subiu-lhes à cabeça.

Alguém têm que apertar a descarga!
Miguel José Teixeira
24/05/2020 09:57
Senhores,

Da Coluna do Elio Gaspari, abaixo replicada:

"O governo do Rio conseguiu uma proeza: antecipou os escândalos em torno da construção dos hospitais de campanha e adiou suas inaugurações."

"O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo
O Rio de Janeiro, Fevereiro e Março". . .

Pois é. . .brincando, brincando e se chapando de água imprópria para consumo, os cariocas deixaram o o RJ naquele estado!
Herculano
24/05/2020 09:49
LIBERAIS DE FôLEGO CURTO, por Marcos Cintra, economista, presidente do Insper, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (2003-2005), no jornal Folha de S. Paulo.

Os tempos atuais dão saudades de Fernando Henrique

Não faltaram liberais nas últimas eleições. Os defensores da economia de mercado, que se sentiam violentados pelos excessos da burocracia, denunciavam os graves erros da gestão petista, em uma campanha com temperatura elevada.

Parece, porém, que não entenderam a real importância do liberalismo na política e na economia.

O contraditório permite a disputa de propostas. Com frequência, boas intenções têm efeitos colaterais inesperados. O debate baseado em dados permite analisar as diversas opções, identificar equívocos e corrigir rumos, beneficiando a gestão pública.

Não seria fácil para nenhum governante lidar com uma crise do tamanho da atual. Mas isso não dá ao governo imunidade às críticas. É preciso aceitá-las, até porque os problemas existem e estamos conseguindo descuidar tanto da saúde quanto da economia.

Resta um consolo para a direita que se sente acusada injustamente, apesar do despreparo do governo. Muitos petistas sofrem da mesma dor.

Para desespero de ambos os grupos, apenas Fernando Henrique aceitou as gralhas da democracia sem reagir com cotovelada. Não se trata de feito pequeno neste país com cacoete autoritário.

O contraditório é tão relevante na economia quanto na política. Empresas em condições heterogêneas disputam a preferência do consumidor. A valerem as regras da concorrência, somente os mais eficientes devem prosperar.

Nesse processo, há muitas histórias inesperadas. Há 40 anos, poucos diriam que a Microsoft se tornaria maior do que a IBM. A competição na economia de mercado estimula a inovação e os ganhos de produtividade que terminam por beneficiar a sociedade.

Por isso, é fundamental a diversidade de iniciativas empreendedoras. Não se sabe o que vai dar certo e a experimentação desorganizada descobre caminhos inesperados. Exatamente o oposto do dirigismo estatal que implementou a fracassada lei de informática nos anos 1980.

Não faltam, no entanto, autoproclamados liberais, entusiastas deste governo, que utilizam a crise para pedir auxílio contra a concorrência externa, apesar do câmbio atual, ou a reedição de subsídios à custa da sociedade. Nada diferente do que lhes concedeu o governo Dilma.

Parte do nosso atraso, porém, decorre precisamente das muitas proteções a empresas e setores ineficientes em meio a um poder público muito caro quando comparado com os demais países emergentes.

Pelo visto, o liberalismo verde-amarelo tinha prazo de validade e fica cada vez mais parecido com o velho estatismo latino-americano.

Os extremos da política no Brasil são demasiadamente assemelhados, inclusive na sua incompreensão das regras do Estado de Direito.
Herculano
24/05/2020 09:47
O ICEBERG, O NAVIO, E O COMANDANTE, por Affonso Celso Pastore, economista e ex-presidente do Banco Central do Brasil, no jornal O Estado de S. Paulo

Não há exagero em prever que os investimentos diretos vão desabar, chegando aos níveis mais baixos dos últimos 20 anos.

Quando o radar sinaliza um iceberg, o comandante adverte o timoneiro a mudar o rumo do navio. Mas pode ser tentado a mudar o timoneiro. Se após a pandemia retornarmos ao teto de gastos, como prega o atual ministro da Economia, o risco é mais baixo. Porém, se a curva de contágio do vírus demorar a achatar, como é provável, a recessão aumenta, minando o apoio da população ao presidente, e no lugar do atual ministro da Economia pode ser colocado algum adepto da cloroquina fiscal, aumentando os gastos públicos para fazer o País crescer. As consequências seriam a insustentabilidade da dívida pública e o aumento das saídas de capitais, que já vem ocorrendo.

O balanço de pagamentos é composto por dois grupos de contas: as contas correntes e a conta financeira e de capitais. A menos de erros e omissões, a diferença entre elas é o saldo no balanço de pagamentos. O Brasil quase sempre teve déficits nas contas correntes, que nunca deixaram de ser superados pelos ingressos de capitais ?" os investimentos estrangeiros diretos e em carteira (renda fixa e ações). Em 2007, antes da crise de 2008/09, tínhamos equilíbrio nas contas correntes, mas o ingresso de capitais pouco acima de US$ 80 bilhões gerou um superávit de US$ 80 bilhões no balanço de pagamentos, e o Banco Central elevou as reservas. Em 2011, devido à forte recuperação do crescimento, tivemos um déficit nas contas correntes de US$ 80 bilhões, mas os ingressos de capitais chegaram a um pico de US$ 160 bilhões, com novo superávit no balanço de pagamentos e um novo aumento das reservas. Nos últimos 12 meses, contudo, assistimos a um déficit nas contas correntes de US$ 50 bilhões, com um ingresso nulo na conta financeira e de capitais. Pela primeira vez, em décadas, temos um déficit no balanço de pagamentos, que nos últimos 12 meses já atingiu US$ 50 bilhões. Consequência: as reservas caem.

Por que caíram os ingressos de capitais? A queda observada nos investimentos em carteira desde a perda do grau de investimentos do país vem se acelerando. Nos últimos 12 meses saíram mais de US$ 50 bilhões, dos quais perto de US$ 25 bilhões só nos últimos 30 dias. Quanto aos investimentos diretos, nos últimos 12 meses ingressaram US$ 50 bilhões, mas estes devem cair não só devido à redução dos investimentos no Brasil, mas também porque a recessão mundial gera grandes prejuízos nas matrizes de multinacionais, que não têm como (nem deveriam) investir nas suas subsidiárias brasileiras. Não há exagero em prever que os investimentos diretos vão desabar, chegando aos níveis mais baixos dos últimos 20 anos.

Se os déficits nas contas correntes não declinassem teríamos déficits enormes na balança de pagamentos, acelerando a queda de reservas, mas eles também vão cair. Com a recessão há uma redução sensível nos gastos em as viagens internacionais, nas remessas de lucros e dividendos, nos fretes e seguros, e nas importações. No entanto, embora o real depreciado e os bons preços dos alimentos provoquem otimismo quanto as exportações, não se pode ignorar que o valor em dólares das exportações brasileiras tem elevada elasticidade com relação ao valor em dólares das exportações mundiais, que despencam com a recessão mundial.

O que ocorreria se o governo decidisse elevar os gastos públicos, esperando que o "multiplicador keynesiano" elevasse a demanda agregada? O déficit nas contas correntes, que nada mais é do que o excesso da demanda agregada sobre o PIB, tenderia a aumentar. Porém, diante da política fiscal expansionista cresceria o risco percebido pelos investidores não residentes, levando a uma aceleração da saída de capitais. No mercado financeiro ninguém (ainda) acredita que um ministro, que repetidas vezes tem reafirmado seu compromisso como teto de gastos, aceitaria tal mudança de rumo. Mas o presidente, que admite não entender de economia, pode escolher alguém que não hesitaria fazê-lo. Lembrem-se da cloroquina. Uma política fiscal expansionista não só piora a dinâmica da dívida pública como acentua o desequilíbrio externo, e esta outra dimensão da crise ainda não está no radar. Sabemos como termina a história: no limite, para truncar a depreciação cambial e a venda de reservas, chegaríamos ao controle de capitais. É só olhar para a Argentina.

Há um iceberg por perto, e o risco de colisão é alto. Depois de tanto esforço, sofrer uma recaída do "efeito Orloff" seria uma lástima.
Herculano
24/05/2020 08:28
BOLSONARO IGNORA DEBATE ECONôNOMICO PETRIFICADO, TAXIMETRO E TRÊS PINOS, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Guedes propõe vender BB, legalizar cassinos, 1 milhão de aprendizes militares e detona investimento público

Dois ministros discutiram de modo agressivo um plano de reconstrução econômica em parte baseado em obras públicas na reunião de 22 de abril, tornada pública agora pelo Supremo. Jair Bolsonaro nada disse do debate entre Paulo Guedes (Economia) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) acerca do futuro pós-epidemia.

Em matéria econômica, quase se limitou a adiar para 2023 (em uma eventual reeleição) a ideia de privatizar o Banco do Brasil, proposta por Guedes, e a dizer que a crise decorrente do fechamento do comércio era uma "trozoba" que empurrariam "para cima da gente".

No mais, em assuntos correlatos, tratou de algumas de suas obsessões, como mudanças em taxímetros, em tacógrafos e no "chip na bomba de combustível" ("putaria!") e na tomada de três pinos.

Mencionou ainda problemas regulatórios, por assim dizer, quando afirmou que "cocô petrificado de índio" (problemas de patrimônio histórico) travava uma obra do empresário Luciano Hang (dono da Havan). Ou quando elogiou medida que facilitou a vida de milhares de pessoas no Vale do Ribeira, região paulista em que passou infância e adolescência.

No debate da política da reconstrução, Marinho criticou "dogmas" (as posições de Guedes) e disse que o aumento da despesa federal com a epidemia seria grande, uns R$ 600 bilhões, a fim de evitar problemas sociais e quebra de empresas. Assim, seria adequado empregar de 5% a 10% desse valor em obras de infraestrutura e promoção do emprego durante uma recuperação que "vai ser muito lenta".

No encontro, Guedes (Economia) e o ministro Marcelo Antônio (Turismo) defenderam a legalização dos cassinos, como incentivo ao turismo. A fim de convencer a ministra Damares Alves (Direitos Humanos), que se opõe ao jogo, Guedes disse: "O cara entra, deixa grana lá que ele ganhou anteontem..., bebe, sai feliz da vida. Aquilo não atrapalha ninguém. Deixa cada um se f..., ô, Damares".

Guedes disse ainda que o Brasil poderia se beneficiar de mais investimentos americanos caso assinasse o "General Purchase Agreement". Talvez se referisse ao "General Procurement Agreement" (Acordo de Compras Governamentais), acordo patrocinado pela OMC, que pode abrir as concorrências públicas a maior participação de empresas estrangeiras.

O ministro da Economia pareceu dizer que tenta também organizar com o ministério da Defesa a contratação de "um milhão de aprendizes" pelos "quarteis brasileiros". Os jovens receberiam cerca de R$ 200 por alguns meses, teriam aulas de "organização social e política do Brasil", disciplina escolar dos tempos da ditadura, fariam exercícios físicos e talvez trabalhassem em obras públicas.

A reunião ministerial era destinada à apresentação do plano Pró-Brasil, que seria anunciado ao público naquela mesma quarta-feira, 22 de abril, pelo ministro Braga Netto (Casa Civil). Fazia dias, o plano era vazado e motivo de atritos entre Guedes e Rogério Marinho. Braga Netto não apresentou mais detalhes do plano do que na entrevista coletiva. A ideia foi atacada duramente por Guedes.

O ministro da Economia disse, para começar, que chamar a proposta de Plano Marshall revelava "despreparo enorme" (o plano foi um programa de auxílio à Europa patrocinado pelos EUA, após a Segunda Guerra mundial). De passagem disse que a "China deveria financiar um Plano Marshall para ajudar todo mundo que foi atingido".

Enfatizou sua posição de que a retomada do crescimento deve ser conduzida por "investimentos privados, pelo turismo, pela abertura da economia, pelas reformas".

Diz que o plano de obras públicas tinha a "digital" de Marinho e insinuou que era eleitoreiro, para este ano, quando o adequado seria pensar na reeleição de Bolsonaro, seguindo o plano de longo prazo de seu ministério. Diz que o "Pró Brasil" foi vazado para "a imprensa" de modo a passar a impressão de que seu ministério "estava fora".

Marinho defende-se em seguida. Insinua que as acusações de Guedes são "teoria da conspiração". Diz que "não existem verdades absolutas", pois em um uma crise inédita seriam necessários "remédios extraordinários, de forma circunstancial".

Governos liberais, diz, estariam "preparando programas de reconstrução": "muda o papel do Estado". Lembra o caso das grandes despesas públicas com "capital humano e infraestrutura" da Alemanha na reunificação, nos anos 1990, a fim de reduzir a desigualdade entre as partes Ocidental e Oriental do país.

Mais tarde, quase no final do encontro, Guedes volta ao ataque por este ponto. Diz que conhece o caso dessa e de outras reconstruções por ter lido oito livros sobre cada assunto; que leu Keynes três vezes no original antes de fazer seu doutorado nos EUA.

Guedes respondeu que não havia dogma. Que o governo seguia na "direção norte", com "reformas estruturantes" e "de repente", depois da epidemia, foi "para o sul", fazendo programas de auxílio antes de alemães e de ingleses, "só atrás um pouquinho" dos EUA.

No mais, era o caso de manter as contas públicas arrumadas, com ajuda por exemplo da reforma da Previdência, da queda dos juros e da contenção do salário dos servidores. "Não tem jeito de fazer um impeachment se a gente tiver com as contas arrumadas, tudo em dia. Acabou! Não tem jeito".

As exportações iriam bem, mas é preciso ser cuidadoso com a China. "A China é aquele cara que você sabe que tem que aguentar, porque, 'procês' terem uma ideia, para cada um dólar que o Brasil exporta 'pros' Estados Unidos, exporta três pra China", disse o ministro.

O ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) diz que os investimentos privados virão, mas as obras apenas começariam em 2023 e 2024. De imediato, seria necessário algum dinheiro extra para seu ministério, que teria capacidade operacional de investir no máximo R$ 14 bilhões por ano. Logo, com orçamento atual de R$ 8 bilhões, precisaria apenas de um complemento de até R$ 4 bilhões em obras que poderiam ter efeito imediato para "gerar emprego". Ao encerrar sua participação, Freitas diz: "Tivemos aí dois caras aí na história recente que pegaram terra arrasada e entraram pra História. Um foi o Roosevelt, o outro foi o Churchill. O terceiro vai ser o Bolsonaro".

Roberto Campos, presidente do Banco Central, disse que resumiria sua intervenção a notar "três pontos importantes": 1) O setor privado no mundo inteiro estaria com medo de "tomar risco": "não vai ter como ter uma saída rápida sem que o governo não entre, de alguma forma, tomando risco"; 2) Análise de despesas extras do governo pelo critério de maior efeito na preservação de emprego e boas empresas; 3) Boa governança de projetos de infraestrutura, colocando "agentes internacionais que fazem governança mundial".
Herculano
24/05/2020 08:21
VÍDEO REVELA RELAÇÃO DESGASTADA COM SERGIO MORO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Na reunião presidencial de 22 de abril, que o ministro Celso de Mello (STF) jogou no ventilador sem qualquer utilidade para o inquérito que motivou sua apreensão, o presidente Jair Bolsonaro já demonstrava o desgaste da relação com Sérgio Moro. Ele se referia ao ex-ministro da Justiça quando sugeriu que insatisfeitos se aliem, por exemplo, ao pré-candidato a presidente Álvaro Dias, em 2022. É que ele ficou sabendo um pouco antes de encontro secreto de Moro com o senador do Paraná.

APESAR DE VOCÊ

Bolsonaro se referiu ao ex-juiz quando destacou notícias que elogiavam o ministro "apesar do presidente". E o ministro não reagia a isso.

TOMA LÁ, DÁ CÁ

O presidente também estava convencido de que Moro estava entre os ministros que vazavam informações em troca de elogios na mídia.

ALVO ERA OMISSÃO

Moro era o alvo quando Bolsonaro cobrou de todos atitude em defesa do governo. Ele sempre criticou a omissão nas causas do seu governo.

SEM AMIZADES

O presidente revelou que Moro simplesmente "saiu do grupo de ministros" sem se despedir ou falar com nenhum dos colegas.

NEM PANDEMIA INIBE OPORTUNISMO DA PELEGADA

Nem mesmo a pandemia de covid-19 freou o oportunismo de dirigentes sindicais do setor público. Após um sindicato de agentes penitenciários se aproveitar a comoção provocada pela morte de um associado para pedir ainda mais dinheiro ao governo do Distrito Federal, chegou a vez da pelegada que anunciou greve a partir deste domingo (24) em toda a área de manutenção de sistemas da estatal de energia CEB, de Brasília.

SEM REPRESENTATIVIDADE

A greve que pode provocar o caos na capital foi decidia em assembleia com 42 votos, segundo o próprio sindicato. Ou seja, tinha muito menos.

MOTIVO BANAL

Pior do que o oportunismo de colocar Brasília sob risco de blecaute, em plena pandemia, é o motivo: a CEB alterou uma escala de trabalho.

REINO DAS REGALIAS

Além do elevado nível salarial, a CEB paga regalias e privilégios como "auxílio babá" e já permitiu engenheiro embolsar R$300 mil em um mês.

FUTURO SOMBRIO

O aviso de Bolsonaro de que não entregará seu celular, ainda que o STF o determine, pode ser o princípio de um impasse institucional grave. Até porque os ministros do tribunal não vão deixar isso barato.

COM LULA, TUDO BEM

Quem se chocou com os palavrões, na reunião ministerial de Bolsonaro, não imagina como era na época de Lula. Teve até livro sobre a boca suja do então presidente. Ninguém ficou chocado, todos acharam graça.

LINGUAGEM CORRENTE

Na OAB nacional muitos se recordam do estado de choque da advogada gaúcha Clea Carpi, já idosa, após reunião no Planalto com Lula e colegas da Ordem. Ela voltou à OAB abalada com tantos palavrões.

TUDO CERTO, TALKEY

Na "polêmica" reunião ministerial que acabou virando propaganda a favor do governo Bolsonaro, o presidente da República era o único com álcool em gel na sua frente. Com direito até a fitinha verde e amarela.

DESLOCADO

No vídeo, é notável a expressão atônita do então ministro Nelson Teich (Saúde), em sua primeira reunião ministerial. Exibia sua melhor expressão "o que estou fazendo aqui?".

VARA CURTA

Quatro deputados da base de apoio do presidente e o movimento Democracia sem Fronteiras assinaram apoio à Moção de Repúdio do deputado Luiz de Orleans e Bragança contra o governo da China por não divulgar com transparência informações sobre a Covid-19.

TROCA DE NOME

O presidente Jair Bolsonaro revelou aos seus ministros que há oito anos pede medicamentos de manipulação com nomes fantasiosos porque "é um cara manjado" e "alguém poderia me envenenar".

NÃO EXISTE ESPAÇO VAZIO

O presidente deixou nas mãos dos governadores a "blitz" de mídia para explicar a jornalistas os resultados da reunião de quinta (21). Enquanto Wilson Witzel falava a canais de televisão e rádios, Bolsonaro apareceu rapidamente para uma coletiva na grade do Palácio da Alvorada.

PENSANDO BEM...

...o vídeo da reunião ministerial foi tão "grave" que o dólar caiu e a bolsa subiu.
Herculano
24/05/2020 08:13
RENDA BÁSICA, por Samuel Pessoa, economista, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (FGV) e sócio da consultoria Reliance.

Mesmo os mais céticos, como eu, devemos olhar com cuidado a proposta de Suplicy
O auxílio emergencial de R$ 600 reviveu a proposta do ex-senador Eduardo Suplicy da renda básica de cidadania.

Sempre achei um programa muito caro. Apesar de gostar da renda básica, nunca a tinha levado a sério.

A partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2017, a PnadC, conduzida trimestralmente pelo IBGE, os professores do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco Rozane Siqueira e José Ricardo Nogueira simularam os impactos sobre o Orçamento, a pobreza e a desigualdade de um programa de renda básica de cidadania.

Os autores supõem que todas as rendas do trabalho reportadas na PnadC sejam tributadas pela regra do IRPF. Após considerarem as rendas do trabalho, as transferências do setor público, as previdenciárias e outras, além do Imposto de Renda e as contribuições para a Previdência, observam que a renda disponível das famílias foi de R$ 3 trilhões.

Documentam que uma alíquota de Imposto de Renda de 35,7% sob todas as rendas declaradas na PnadC, inclusive informal, garante renda básica de cidadania de R$ 406 a todos os cidadãos brasileiros. Todos os benefícios permanentes, previdenciários e assistenciais pagos pelo setor público são mantidos, mas reduzidos do valor da renda básica. Sobre a renda básica não incide IR.

O imposto linear de 35,7% sobre todas as rendas do trabalho e a subtração do valor da renda básica das transferências de caráter permanente do setor público às famílias gerariam o R$ 1 trilhão necessário para financiar o programa.

O imposto linear substituiria o atual IR e as contribuições previdenciárias do trabalhador (mas não a patronal). Não haveria as deduções por saúde e educação privada.

O mais impressionante é o resultado sobre a pobreza e a desigualdade. A renda de R$ 406 por pessoa foi calibrada para ser igual à linha de pobreza para países de renda média alta do Banco Mundial, de US$ 5,5 por dia por pessoa. Vale lembrar que os R$ 406 em 2017 representavam 43% do salário mínimo e 51% da renda mediana per capita do país, segundo a mesma PnadC de 2017.

Por construção, elimina-se a pobreza. Em 2017, 23% das pessoas e 40% das crianças (menores de 18 anos) viviam com menos do que a renda básica.

O impacto sobre a desigualdade seria muito forte: o coeficiente de Gini cairia do atual 0,506 para 0,377. Nossa desigualdade passaria a ser a mesma da Austrália em 2014 (dados da OCDE). A queda da desigualdade de 0,129 (subtração de 0,377 de 0,506) seria quase o dobro da queda da desigualdade observada entre 2002 e 2014.

O leitor pode se perguntar: não seria possível reduzir a alíquota de imposto se incluíssemos impostos sobre lucro? O Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, bem como os impostos indiretos, compõe a receita do Estado brasileiro e é empregado para financiar outros gastos públicos, entre eles a Previdência e as pensões dos servidores públicos e dos trabalhadores do setor privado, no que essas excederem a renda básica.

Há alguma possibilidade de elevar a base de financiamento da renda básica de cidadania tributando melhor rendas do trabalho escondidas na forma de lucros e que não são bem captadas pela PnadC, como os regimes tributários especiais, lucro presumido e Simples.

E há algum espaço para elevar a tributação sobre as empresas do regime de lucro real, dado que a alíquota de 34% é um pouco menor que os 35,7%, e a figura do juro sobre o capital próprio permite alguma redução no IRPJ.

Mesmo para os mais céticos, como é meu caso, devemos olhar com cuidado a proposta de Suplicy.?
Herculano
24/05/2020 08:09
IGUAL

Um dos presentes em uma das reuniões das segundas-feiras do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, de Gaspar, diz que ela tem aparência daquela que foi gravada e exposta em que o presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, dá as tintas brutas, lambuzando tudo, não pintando e harmonizando nada, a qual está gerando a maior polêmica.

A daqui é igual na falta de objetivos.

É igual no puxassaquismos.

É igual ao encontrar inimigos e adversários para aquilo que se programa e não dá certo, principalmente por usar meios errados e pessoas contratadas para serem cabos eleitorais e não executores de resultados efetivos para a cidade e os cidadãos que pagam toda essa gente com os pesados impostos.

Tem muito menos palavrões, e nenhum deles é dito pelo prefeito Kleber, mas têm.

E com uma diferença fundamental: quem manda e desmanda na reunião, encontrando inimigos e defeitos não é Kleber, o que tem o maior salário de todos: R$27.356,69. O silêncio dele, é de no mínimo, concordância.

E se discordar, pouco valerá a opinião dele porque o esquema de poder é maior do que a vontade dele. Ele apenas é o garoto propaganda para entrevistas sem perguntas, vídeos para as redes sociais ufanistas.... enauando gente bem instruída vai construindo o castelo que até então parecia indistruitível Acorda, Gaspar!
herculano
24/05/2020 07:57
UM CALOR DE GELAR OS OSSOS, por Carlos Brickmann

Prepare-se: a temperatura política deve subir a tal ponto nesta fria semana de outono que, mais que o clima, fará congelar as expectativas de que a crise termine pacificamente. Quem leu a transcrição do vídeo, preparada pela Advocacia Geral da União, pode imaginar o quanto é grotesco - e agora pode ser exibido, com exceção das menções a outros países. A linguagem é de cavalariça. As ideias não são ruins - nem boas, não existem. Existe xingação, inexiste qualquer pensamento sobre nosso grande inimigo, o coronavírus. E, fora da reunião, as ideias foram colocar um general na Saúde para hidroxicloroquinar o país. As associações médicas rejeitam o uso maciço do medicamento, pelos riscos de vida que oferece.

Só? Não: o PT e os partidos que sempre o apoiaram pediram ao STF o exame do celular do presidente. Não deve dar em nada: o ministro Celso de Mello enviou o pedido ao procurador-geral Augusto Aras, que dificilmente o aceitará. Mas o general Augusto Heleno já se manifestou, e disse, em outras palavras, que presidente é presidente, e um pedido "inconcebível" como este "poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional". Pois é: Bill Clinton precisou depor sobre um caso ruim e os EUA ficaram estáveis. O presidente, lá, não está acima da Constituição nem das ordens judiciais.

A Paraná Pesquisas informa que, para 35% do povo, Bolsonaro é culpado pelas mais de 20 mil mortes por Covid 19. A China é culpada para 4%.

E DAÍ?

Bolsonaro fez piada: "Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma tubaína". Lula também foi mal: "Ainda bem que a Natureza criou esse monstro". Queria dizer que é preciso que o Estado seja forte para agir.

Nos dois extremos da política, ninguém tinha algo melhor para dizer?

OS HOMEMS DO PRESIDENTE 1

O general da Saúde se cercou de militares. Um é o major Angelo Martins Denicoli, novo diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS, muito ativo em redes sociais. Saúde? Defende a cloroquina, e só.

1 - Em 8 de abril, disse que a FDA (Federal Drugs Administration), dos Estados Unidos, tinha aprovado a hidroxicloroquina, e que a Novartis, uma das maiores indústrias farmacêuticas do mundo, iria doar 130 milhões de doses. Tudo falso: o site da Novartis informa que as pesquisas da empresa são favoráveis à hidroxicloroquina e que, com base nelas, pediria à FDA e à Comissão Europeia de Medicamentos que a aprovassem. Nesse caso, iria doar 120 milhões de doses. A notícia foi copiada de um site bolsonarista (que publicou o número errado). Era fácil apurar a verdade: bastaria procurar em www.novartis.com. Informou o Ministério da Saúde que o major não sabia que a notícia era falsa e que, quando soube, imediatamente a apagou. Não era bem assim: até 19 de maio, quando a Folha o procurou, estava no ar.

2 - Disse Denicoli, sobre o Supremo, que Ricardo Lewandowski é amigo de traficantes, Celso de Mello apoia pedófilos, Rosa Weber é a garantia dos estupradores, Marco Aurélio dos assassinos e que corrupto só precisa ligar para Gilmar Mendes. Havia fotos de cada ministro, com nome e legenda com a informação falsa: "Votou a favor de corruptos (ou assassinos, ou pedófilos, ou estupradores) nunca serem presos". Denicoli cuida hoje de Saúde.

OS HOMENS DO PRESIDENTE 2

Responda depressa: por que, entre os integrantes da equipe de apoio do general que está na Saúde, foi contratado um advogado criminalista?

LEMBRANDO O TEMPO PETISTA

Um caso explosivo: o bilionário Beny Steinmetz, empresário do setor de diamantes, briga nos EUA para não pagar à Vale a multa de US$ 2 bilhões a que foi condenado pela Corte Arbitral Internacional de Londres. A Vale diz ter sido enganada por Steinmetz, seu sócio no projeto da mina de Simandou, na Guiné, uma das maiores do mundo. Steinmetz teria informado à Vale que a concessão da mina tinha sido obtida legalmente. Steinmetz não é uma pessoa comum: já foi condenado por corrupção pela Justiça de Israel, Suíça, EUA e Guiné. E continua lutando: seus detetives gravaram conversas com diretores da Vale da época do presidente Lula, e ele as apresentou no dia 19 à Justiça de Nova York. Um áudio é atribuído ao ex-diretor de Minério de Ferro da Vale, José Carlos Martins, que diz que o Conselho de Administração da empresa tinha conhecimento de tudo, mas concordou em correr o risco pela importância estratégica da mina. Na época, havia também o interesse do Governo Lula de estreitar laços com a África (nos processos do Mensalão, revela-se que o interesse era também dos governantes).

DINHEIRO NÃO TEM CHEIRO

Atribui-se a Martins a recomendação de fechar o acordo "de nariz fechado pois cheira mal, para não deixar o negócio com os competidores". Roger Agnelli, presidente da Vale, teria dito "tem algo errado". Mas, no final, o Conselho decidiu: "OK, vamos nessa. Não digam mais nada. Vamos fechar"
Herculano
24/05/2020 07:38
A REUNIÃO PATÉTICA PRESIDIDA POR BOLSONARO NÃO LEVA A LUGAR NENHUM, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

O presidente não tem a menor ideia do que fazer, salvo sair por aí arrumando brigas

A leitura da transcrição da patética reunião do ministério de Jair Bolsonaro exige algum tempo, mas chega a ser um exercício pedagógico, sobretudo num tempo de horas vagas.

Descontem-se os palavrões (37). Esqueçam-se as tolices (um dos maganos dizendo que o pico da epidemia parecia ter passado). Deixem-se de lado os delírios presidenciais. Sobra o quê? O ministro da Economia, Paulo Guedes, dizendo que leu o economista inglês John Maynard Keynes no original, insistindo nas suas "reformas estruturantes" e colocando duas propostas na mesa.

A primeira foi criativa, caso inédito de colocação do maoísmo a serviço dos cânones da Universidade de Chicago. Ele propôs uma mobilização de jovens para que se formassem como aprendizes. Quantos? "Duzentos mil, 300 mil."

Nas suas palavras: "O cara de manhã faz calistenia, canta o hino, bate continência", ajuda a abrir estradas e "aprende a ser cidadão". O doutor lembrou que a "Alemanha fez isso na reconstrução". Em 1945, a Alemanha estava destruída e faminta, mas deixa pra lá.

Afora a ingenuidade dessa proposta de militarização do andar de baixo, Guedes expôs outra avenida para o progresso e novamente inspirou-se na Ásia.

Nas suas palavras:

"O problema do jogo lá... nos recursos integrados [provavelmente ele disse "resorts"] Tem problema nenhum. São bilionários, são milionários. Executivo do mundo inteiro. O cara vem, é... fazem convenções... Olha, a... o... o turismo saiu de cinco milhões em Singapura pra 30 milhões por ano. (...) Macau recebe 26 milhões hoje na... na China. Só por causa desse negócio. É um centro de negócios. É só maior de idade. O cara entra, deixa grana lá que ele ganhou anteontem -ele deixa aquilo lá, bebe, sai feliz da vida. Aquilo ali num... atrapalha ninguém. Aquilo não atrapalha ninguém. Deixa cada um se foder. (...) O presidente fala em liberdade. Deixa cada um se foder do jeito que quiser.

Principalmente se o cara é maior, vacinado e bilionário. Deixa o cara se foder, pô! Não tem... lá não entra nenhum, lá não entra nenhum brasileirinho."

No meio de uma epidemia e de uma recessão, o ministro da Economia oferece a legalização da jogatina em resorts turísticos. Esse é um velho sonho de Bolsonaro, desde sua conversão à ideia pelo magnata americano Sheldon Adelson, dono de resorts em Las Vegas, Singapura e Macau. De fato, nos cassinos de Adelson, "brasileirinho" não entra.

Guedes conhece o Rio de Janeiro. Ele ganha um mês de férias em Macau se realmente acredita que alguém operará um cassino por lá sem que o crime organizado (e a milícia) entrem na operação. Sem cassinos, três governadores do estado foram para a cadeia e um continua lá. (Na China, o hierarca que ocupou cargos equivalentes à presidência da Petrobras e ao Gabinete de Segurança Institucional está trancado.)

O aspecto patético da reunião presidida por Bolsonaro é que ela não leva a lugar nenhum. E não leva porque o presidente não tem a menor ideia do que fazer, salvo sair por aí arrumando brigas.

ALô, ALô FARIA LIMA

Um trecho das falas de Paulo Guedes, para a turma do papelório pensar na vida.

"?" presidente, esses valores e esses princípios, e o alerta aí do Weintraub é válido também, como seu... sua evocação é que realmente nós estamos todos aqui por esses valores. Nós tamos aqui por esses valores. Nós não podemos nos esquecer disso. Nós podemos conversar com todo mundo aqui, porque é o establishment, é porque nós precisamos dele pra aprovar coisa, mas nós sabemos que nós somos diferentes. Nós temos noção que nós somos diferentes deles."?

O TOMA LÁ DÁ CÁ DE BOLSONARO ENTREGOU O FNDE AO CENTRÃO

Em menos de dois anos, esse fundo já teve três presidentes e vida acidentada

Jair Bolsonaro prometeu governar com a boa vontade daquilo que chamava de "bancadas temáticas". Nem ele, que acredita em "resfriadinho", acreditava nisso.

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária avisava: "Quem disser que sabe qual é o resultado que esse novo modelo produzirá, de duas uma: ou é adivinho ou está mentindo". Deu-se o inevitável e a "nova política" do capitão desembocou num acordo com o velho centrão.

Nem sempre o inevitável precisa ser tóxico, os governos anteriores mantiveram padrões variáveis de moralidade nas suas negociações com essa bancada de interesses difusos, mas Bolsonaro exagerou.

No primeiro toma lá dá cá entregou o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. No segundo, terceirizou uma diretoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, entregando-a ao chefe de gabinete da liderança do Partido Liberal, onde reina o inesgotável Valdemar Costa Neto. Com uma caixa de R$ 55 bilhões, o FNDE não é coisa que possa ficar dando sopa.

Em menos de dois anos do governo de Bolsonaro, esse fundo já teve três presidentes e vida acidentada. Com pouco mais de uma semana, em janeiro de 2019, descobriu-se que uma mão invisível havia mudado um edital, permitindo a inclusão de publicidade nos livros didáticos. A burocracia explicou-se dizendo que "houve um erro operacional no versionamento". O que é isso, não se sabe.

Em agosto passado, o FNDE publicou um edital para a compra de 1,3 milhão de computadores, notebooks e laptops para a rede pública de ensino. Coisa de R$ 3 bilhões. A Controladoria-Geral da União sentiu cheiro de queimado. E não era para menos, 355 escolas receberiam mais laptops que seu número de alunos. Uma delas, em Itabirito (MG) receberia 30.030 laptops. Como tinha 255 alunos, disso resultaria que cada um deles receberia 117 pequenos computadores.

O edital foi suspenso, o presidente do FNDE foi trocado e a peça foi revogada. Pouco depois, sem qualquer aviso, caiu o segundo gestor do fundo. O que seria um caso clássico de bom funcionamento dos órgãos de controle da máquina do Estado, tornou-se também um exemplo da falta de transparência de um governo que faz uma nova política. Ninguém sabe quem botou o jabuti no edital de agosto.

O ministro da Educassão, Abraham Weintraub, perdeu a oportunidade de lustrar sua biografia. Em vez de sugerir a prisão de ministros do Supremo, poderia ter mostrado o caminho da Procuradoria à turma que concebeu o edital do FNDE.

BRAZIL?

De um empresário que opera internacionalmente:
Do jeito que vai a reputação do Brasil pelo mundo afora, daqui a pouco eu só conseguirei ser atendido pelas secretárias eletrônicas.

EREMILDO, O IDIOTA

Eremildo é um idiota e não acredita em denúncias.
A única coisa que ele não entende é porque os Bolsonaro demitiram Fabrício Queiroz e sua filha Nathalia.
Tendo demitido o chevalier servant os Bolsonaro não deveriam ter se interessado pela sua defesa.

PROEZA

O governo do Rio conseguiu uma proeza: antecipou os escândalos em torno da construção dos hospitais de campanha e adiou suas inaugurações.
João Pedro Sansão
23/05/2020 20:37
Lendo a coluna de sexta sobre a homenagem ao Leopoldo Schmalz e o impacto das Linhas Círculo em Gaspar, lembrei de conversas com meus familiares e um assunto que pode ter ficado de fora que já ouvi é o papel da Círculo na integração dos gasparenses, pois, até então a rivalidade entre os bairros era muito forte e as brigas nas festas e jogos entre bairros eram constantes.

Na círculo os gasparenses de diversos bairros começaram a conviver e fazer amizade, o que fez com que esse clima de rivalidade fosse superado. Mais um grande legado!
Herculano
23/05/2020 19:14
UM VÍDEO MAIS COMPROMETEDOR PARA BOLSONARO QUE O DA REUNIÃO MINISTERIAL, por Chico Alves, no UOL.

O vídeo da reunião ministerial realizada em 22 de abril realmente não trouxe a prova final de interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, mas serviu para derrubar o álibi de que ele reclamava do aparato de segurança do Gabinete de Segurança Institucional. A confirmação da acusação de Sergio Moro acabou aparecendo em outro vídeo. À noite, no cercadinho do Alvorada, Bolsonaro admitiu com todas as letras que fez o pedido de interferência na PF ao então ministro da Justiça.

Com expressão tensa, o presidente deixou escapar aos jornalistas que estava preocupado com as investigações contra seus filhos, não com a segurança deles: "O tempo todo vivendo sob tensão, com a possibilidade de busca e apreensão na casa de filho meu onde provas seriam plantadas. Levantei... Graças a Deus tenho amigos policiais civis, policiais militares do Rio de Janeiro... Que estava sendo armado pra cima de mim".

Se todo investigado ou parente de investigado puder interferir na polícia por estar com medo de "armação", a punição de criminosos ficará inviabilizada.

Outro ponto grave é que o presidente admite ter usado informações privilegiadas repassadas por policiais civis e militares do Rio de Janeiro.

Em seguida relata o pedido feito ao então ministro da Justiça:"Moro, eu não quero que me blinde, mas você tem a missão de não deixar eu ser chantageado. Nunca tive sucesso pra nada. É obrigação dele me defender. Não é me defender de corrupção, de dinheiro encontrado no exterior, não. É defender o presidente para que possa trabalhar, possa ter paz"

Sergio Moro postou no Twitter o vídeo da "confissão" feita por Bolsonaro com o seguinte comentário: "Não cabe também ao Ministro da Justiça obstruir investigações da Justiça Estadual, ainda que envolvam supostos crimes dos filhos do Presidente. As únicas buscas da Justiça Estadual que conheço deram-se sobre um filho e um amigo em dezembro de 2019 e não cabia a mim impedir".

Resta saber quem são os policiais que repassaram informações sigilosas a Bolsonaro. Isso deveria ser objeto de nova investigação.

Além disso, a essa altura alguém já deve estar alertando o presidente que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo.
Herculano
23/05/2020 11:39
QUAL A RAZÃO DOS VEREADORES DO GOVERNO DE KLEBER WAN DALL, MDB, IMPEDIREM À LEITURA DO RELATóRIO DA CPI DAS DÚVIDAS DAS OBRAS DA RUA FREI SOLANO, NA SEXTA-FEIRA?

Para que que esta coluna não tivesse acesso e pudesse divulgá-lo. Uai! Mas, esta coluna para esses mesmos vereadores não possui audiência e credibilidade, apesar da festa que faz nas redes sociais e aplicativos de mensagens?

Cada uma! O relatório oficial - até a votação que o derrubará - vai ser lido na segunda-feira a do relatório Cícero Giovane Amaro, PL. E como se decidiu até sexta-feira - pois na segunda poderá mudar -, ficará na ata da CPI.

Entretanto, o relatório irá para o lixo, como antecipei desde dezembro aos meus leitores e leitoras, bem como deixaram a entender e manobraram os vereadores de Kleber na CPI e que possuem votos para isso.

Neste final de semana, o vice-relator, Roberto Procópio de Souza, PDT, que já foi o principal articulador da oposição de Kleber na Câmara e agora é seu melhor apoiador, faz neste final de semana um relatório paralelo para substituir, no vácuo do regimento e na manobra regimental permitida, o de Cícero.

Na segunda-feira haverá uma reunião da CPI as 9h para apenas ler o relatório de Cícero e eventualmente pontuar. Os vereadores do governo - apesar dos apelos, não permitiram que o relator Cícero lesse o seu relatório, que garante ter apenas 30 laudas o que daria uns 40 minutos de leitura.

Cícero queria adiantar o trabalho. Mas, o vereadores viram nisso uma publicidade que pudesse trabalhar contra o relatório paralelo que pretendem apresentar na segunda-feira.

Por isso, além da reunião das 9h na segunda-feira, outra reunião está marcada para as 13h30min do mesmo dia para discussões, apresentação do novo relatório, votação e enterro por Kleber da CPI da Frei Solano.

Restará ao Cícero fazer o seu relatório rejeitado chegar aos órgãos de fiscalização como Ministério Público Federal, ouvidoria do Ministério Público Estadual, Gaeco e Tribunal de Contas. O governo Kleber trabalha para até isso trancar. É impossível, pois o documento, depois de público, poderá ser usado por qualquer cidadão para a denúncia.

Além disso, as gravações da Câmara, mostrarão que os vereadores que defendem Kleber na CPI, Francisco Hostins Júnior, MDB, e Procópio, movimentaram-se para regimentalmente desqualificar o relatório de Cícero. Acorda, Gaspar!
Heleno Ventanaro
23/05/2020 09:59
Senhor Herculano

SAMAE INUNDADO POR MEL ATO

Alguém poderia nos explicar por quê descargas d'água o ex deretor Mel ato, utilizou o caminhapipa que se usa para molhar ruas? Sim o mesmo que capta água nas valas de arrozeiras e açudes, ou seja altamente contaminantes. Que pensa Mel ato que o povo daqui região sul é?
O Sr. Mel ato, estufa o peito é diz que comprou 2 caminhões pipa com tanques inoxidável, onde estão sendo utilizados? Por que não os usa para abastecer a ETA 4? São pequenos é isso?
Incompetentes, não estão nem aí para o povo, só querem o voto.
Miguel José Teixeira
23/05/2020 09:49
Senhores,

OOOps. . .o que será a tal "molezinha" citada por, pelo menos, 2 (dois) estafetas na reunião e que não será dada à todas as empresas?

A "molezinha" só será dada as empresas amigas do pentiunvirato bolsonaro?

Respostas para o Skaf, o probo!
Miguel José Teixeira
23/05/2020 09:42
Senhores,

a) Pelo que acompanhei sobre o vídeo da reunião da quadrilha que está no "pudê", identifiquei 2 (dois) bois de piranhas:

1º) o estafeta do "Ministério da Iducassão", que barbarizou os integrantes do "Çupremo Tribunal Federal" (juro que ele pronunciou Çupremo, com cê- cedilha), atendendo assim, demandas do pentiunvirato bolsonaro.

2º) o estafeta do Ministério da Motosserra, que supõe que a Imprensa está distraída e assim poderão barbarizar o meio-ambiente, atendendo demandas dos que seguram sua coleira.

b) A "rádio corredor" informa que o tal zero 2 que já dormia na pensão da Alvorada com medo de ser preso, esta noite dormiu na cama do papai. . .

c) Será que o General Heleno já assinava "Gen" antes de ser general?

No mais, seguem com o féretro que nós "burros-de-cargas" não damos coices, apenas absorvemos os duros golpes que nos dão!
Herculano
23/05/2020 09:37
O BANCO DO BRASIL

O Banco do Brasil, que na década de 1960 fiz concurso, passei e pensei muito, mas não aceitei - e olha que era na época um empregão - é um símbolo do atraso no Brasil.

Gente ganhando bem e fingindo que trabalham na maioria das agências. Começa pelo serviço de triagem. Passam pelo atendimento mais demoroso e desatencioso que se tem notícias, afinal seus empregados, públicos, estão protegidos por regras extras para serem ineficientes, e termina quando se sai da agência com a sensação de que não se deve mais voltar lá.

No outro lado, gastam milhões em marketing para vender o banco como se ele fosse verdadeiramente digital, jovem, competitivo e ágil. Nem honrar produtos que vende como se liquidez eterna tivessem, são capazes de fazer.

O que postou o doutor em economia e advogado Adolfo Sachsida, no twitter, refere-se a uma fala do ministro da economia sobre o Banco do Brasil, naquela reunião do dia 22 de abril. O BB é uma unanimidade da ineficiência e empreguismo

"O ministro Paulo Guedes é um liberal convicto. Sempre defendeu a privatização de empresas. Numa reunião fechada diz "Tem que vender essa porra logo". Virou crime falar palavrão? O ministro é craque e, com o apoio do presidente Bolsonaro, vai liderar o processo de retomada econômica".
Herculano
23/05/2020 09:25
INCONCEBÍVEL E INACREDITÁVEL, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

O ministro Augusto Heleno, assim como seu chefe, não só é despreparado para o cargo que ocupa, como considera "democracia" o regime em que Bolsonaro manda e os demais obedecem

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, divulgou ontem uma "nota à Nação brasileira" para dizer que é "inconcebível e, até certo ponto, inacreditável" o "pedido de apreensão do celular do presidente da República". A nota do ministro é, em si mesma, para usar suas próprias palavras, inconcebível e inacreditável.

O ministro Augusto Heleno fazia referência a solicitações de parlamentares e partidos de oposição em notícia-crime enviada ao Supremo Tribunal Federal, relativa a suspeitas de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na direção da Polícia Federal, conforme denúncia do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, igualmente citado na petição.

Respeitando a praxe para casos como esse, o ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello encaminhou o caso para a Procuradoria-Geral da República, a quem cumpre opinar se cabe ou não investigar a denúncia. O ministro Celso de Mello enfatizou que é dever jurídico do Estado apurar essas suspeitas, "quaisquer que possam ser as pessoas alegadamente envolvidas, ainda que se trate de alguém investido de autoridade na hierarquia da República, independentemente do Poder (Legislativo, Executivo ou Judiciário) a que tal agente se ache vinculado".

É sintomático que o decano do Supremo tenha que relembrar tamanha platitude: numa República em que vigora o Estado Democrático de Direito ninguém está acima da lei, inclusive o presidente. Infelizmente, como mostrou a afrontosa nota do ministro Augusto Heleno, a advertência do ministro Celso de Mello é mais do que oportuna ?" é indispensável.

Para o ministro Augusto Heleno, "caso se efetivasse (a apreensão do celular do presidente), seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder na privacidade do presidente da República e na segurança institucional do País".

Ora, ainda que o pedido de apreensão do celular fosse aceito pela Procuradoria-Geral, o que ainda não aconteceu nem se sabe se acontecerá, não haveria nenhuma "afronta à autoridade máxima do Poder Executivo", apenas o cumprimento do que mandam os diplomas legais em vigor no País que o sr. Bolsonaro governa ?" e que ele, aliás, prometeu solenemente respeitar quando tomou posse.

Mas o ministro Augusto Heleno não se limitou a expressar sua indignação e enveredou pelo temerário caminho da ameaça de ruptura institucional: "O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os Poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional". Recorde-se, para todos os efeitos, que o cidadão Augusto Heleno é general reformado, sem comando, e, atualmente, funcionário público demissível ad nutum.

Assim, o ministro Augusto Heleno elevou à categoria de comunicação oficial do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República os libelos golpistas que circulam nas fétidas redes sociais bolsonaristas, que passaram o dia de ontem a demandar nada menos que o fechamento do Supremo Tribunal Federal ?" sob a hashtag "Heleno já tá na hora". Nada disso é por acaso: a nota oficial de teor sedicioso e a campanha de ódio contra o Supremo se anteciparam à decisão do ministro Celso de Mello de autorizar a divulgação, na íntegra, da reunião ministerial que, segundo o ex-ministro Sérgio Moro, comprova a tentativa do presidente Bolsonaro de interferir na Polícia Federal, entre outras barbaridades deste desgoverno.

Está claro que o ministro Augusto Heleno, assim como seu chefe, não só é completamente despreparado para o cargo que ocupa, como considera "democracia" o regime em que Bolsonaro manda e os demais obedecem. Mais do que isso: colabora decisivamente para que suas atitudes irresponsáveis, de natureza essencialmente pessoal, pois sua função não é falar em nome do governo, sejam confundidas com o pensamento das Forças Armadas. Assim, urge que os comandos militares desvinculem as Forças Armadas desses inconformados com a democracia que, para desgraça do País, chegaram à Presidência nas eleições de 2018. Se não o fizerem imediatamente, e de maneira clara, correm o risco de ver sua imagem, duramente reconstruída depois de 20 anos de ditadura, atrelada a um governo que flerta dia e noite com a ruptura.
Herculano
23/05/2020 09:15
da série: Weintraub é apenas um ventríloquo tosco, das tosquicidades de Bolsonaro e é por isso que é ministro. Então o título abaixo de O Antagonista, deveria ser este: "líderes do Centrão apostam que fazendo Weintraub como Boi de Piranha, terão o lugar dele do governo de toma-lá-dá-cá que se instalou no governo Bolsonaro"

LIDERES DO CENTRÃO ACREDITAM QUE WEINTRAUB SERÁ O "BOI DE PIRANHA" DO VÍDEO

Na avaliação de líderes do Centrão, a divulgação da reunião ministerial do dia 22 de abril favoreceu Jair Bolsonaro, mas tornou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o "boi de piranha" a ser sacrificado, publica a Crusoé.

A avaliação de um influente líder do bloco é a de que, para se "salvar" perante o STF, Bolsonaro acabará tendo de ceder à pressão da Corte e demitir o ministro.

Na reunião, Weintraub afirmou que Brasília é muito pior do que podia imaginar e que, se fosse por ele, "botava esses vagabundos todos na cadeia, começando pelo STF".

Como noticiamos, Celso de Mello enviou as falas do ministro da Educação aos demais membros do STF para que "adotem medidas que julgarem pertinentes".
Herculano
23/05/2020 09:05
CELSO DE MELLO LIBERA VÍDEO E TOCA FOGO NO CIRCO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), não explicou a utilidade da sua decisão de liberar quase a íntegra do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. Experiente, o decano do STF sabia que faria "o circo pegar fogo", mas seria inútil ao inquérito que apura a suposta "interferência" de Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Para o Planalto, a divulgação do vídeo objetivou criar nova crise política, à falta de meios de apontar prática de crime pelo presidente da República.

E O INQUÉRITO, AFINAL?

O inquérito é contra Bolsonaro, mas Celso de Mello só viu "possível prática criminosa" de Abraham Weintraub (MEC), que xingou o STF.

NOVO RATO PARIDO

Na investigação sobre "interferência na PF", a montanha novamente pariu um rato. O primeiro rato foi parido do depoimento de Moro à PF.

SAIU PELA CULATRA

A avaliação geral, percebida nas redes sociais, é que o desabafo no vídeo da reunião ministerial fez bem à popularidade Bolsonaro.

TANTO BARULHO POR NADA

O inquérito sobre denúncias de Moro gerou apenas uma crise política desnecessária, em tempo de pandemia, e show midiático. Nada mais.

VOOS TRIPLICAM UM MÊS APóS AUGE DA PANDEMIA

A aviação foi um dos setores que mais sofreu com efeitos da pandemia do coronavírus. O número de voos diários monitorados pelo site FlightRadar24 caiu de uma média de 190 mil voos em janeiro deste ano para 46 mil no dia 12 de abril, auge das medidas de isolamento social. Desde então, no entanto, o total de voos voltou a aumentar, com retorno gradual à normalidade na maioria dos países. Na última quinta-feira (21), por exemplo, o número quase triplicou e atingiu 121 mil voos.

SITUAÇÃO DOS PASSAGEIROS

A média de voos comerciais monitorados era de 112 mil em janeiro despencou para 23,9 mil, o que equivale a uma queda de 79%.

RITMO MAIS LENTO

A volta à normalidade no caso dos voos comerciais vai demandar mais tempo, mas já aumentaram 62,7% desde o auge da pandemia.

BOLSA CIAS. AÉREAS

Na França, EUA, Grã-Bretanha, Espanha, Alemanha, Noruega etc., companhias aéreas estão recebendo ajuda bilionária dos governos.

MINISTRO VERBORRÁGICO

Abraham Weintraub perdeu a chance de não dizer outra idiotice, ao destratar Brasília. A cidade que o ministro da Educação odeia é apenas vítima de gente da sua laia que a invade para falar e fazer idiotices.

OPTOU PELA TENSÃO

Ao dar sequência a ações da oposição que tenta usar o STF para humilhar o presidente, com possível apreensão do seu celular, em vez de monocraticamente mandar isso para o arquivo, o ministro Celso de Mello pode ter optado, além de investigar, por esculachar o chefe do governo.

ESCULACHO NÃO DÁ

Quando, cercado, Elias Maluco se entregava à polícia do Rio de Janeiro, que o caçava pelo assassinato covarde do jornalista Tim Lopes, pediu: "Não me esculacha, não?". Nem bandidão tolera esculacho.

VALE TUDO

Partidos de oposição alegam inúmeros crimes para pedir o impeachment. Faltou acusar Bolsonaro de mandante do assassinato de John Kennedy e de afirmar que o culpado do famoso crime foi ele e não Odete Roitman.

PENSÃO SERÁ TROCADO

Sérgio Moro fará nova palestra internacional quarta (27) sobre combate à corrupção e lavagem de dinheiro. Em inglês, o ex-ministro e ex-juiz já percebeu que a carreira fora do serviço público será bem mais rentável.

CLIPPER DE VOLTA

Após três meses fechado pela pandemia, o tradicional boteco carioca Clipper, do Leblon, reabriu nesta sexta (22) para delivery. Vivia lotado. Ontem já tinha bebum ilustre na calçada e gritando impropérios contra o ministro Celso de Mello, que nasceu no mesmo ano do Clipper: 1945.

DOIS PTS

Começam a surgir previsões de desemprego em torno de 30 milhões de pessoas após o fim da pandemia. O número seria um recorde no Brasil e equivale a pouco mais do dobro de desempregados deixados pelo PT.

PESSOAS E MEIO AMBIENTE

A Vale alardeia doação de testes ao governo, mas cala sobre a decisão judicial de liberar ao combate do coronavírus R$ 1 bilhão das multas que a mineradora deve pagar pelos crimes ambientais em Brumadinho.

PENSANDO BEM...

...para os mais antigos, o protesto do general Augusto Heleno fez parecer que o governo ameaçou "chamar o Pires".
Herculano
23/05/2020 08:52
da série: famílias destroem reinados, repúblicas, dinastias, projetos de poder, alianças políticas partidárias e até mesmo as próprias famílias. Há famiglias e famílias.

PÁTRIA DE BOLSONARO NÃO É O BRASIL, EUA OU ISRAEL, MAS SUA PRóPRIA FAMILIA, por Demétrio Magnoli, geógrafo e sociólogo, no jornal Folha de S. Paulo

Brasão do clã é o estandarte oculto no carnaval das manifestações domingueiras

Política é um jogo de signos. O PT oscila, taticamente, entre o verde e amarelo e o vermelho. O bolsonaro-olavismo insiste nas cores nacionais, mas empunha três bandeiras simultâneas, desfraldando também as dos EUA e de Israel. Nesse passo, revela um nacionalismo equívoco, uma aversão essencial ao Brasil e a alma de um partido sem pátria.

O cálculo de marketing norteia o PT. Verde e amarelo funciona para ofensivas destinadas a vencer eleições ou conservar a popularidade de seus governantes. Já o vermelho funciona para as conjunturas de recuo, quando se trata de reunificar sua base militante, evitando dissensões.

A postura ofensiva tem raiz autoritária, pois identifica a parte (o partido) ao todo (a nação). A defensiva, ainda que acompanhada ritualmente por discursos sectários, é democrática: "Nós, vermelhos, somos uma corrente política, entre as várias disponíveis no mercado de ideias".

O impulso autoritário, representado pela invariável apropriação partidária das cores brasileiras, norteia o bolsonaro-olavismo. Mas a presença dos pendões estrangeiros, que provoca tanta curiosidade, indica algo mais: a pátria amada não é a realmente existente. Para esses patriotas de araque, o Brasil não serve: deve ser substituído não por uma, mas por duas pátrias imaginárias.

A primeira tem contornos seculares: EUA. O Brasil precisa tornar-se uma outra coisa, que não existe de fato, mas pertence à mitologia identitária. No universo delirante do cortejo presidencial, o modelo é uma nação de colonos armados organizada como Estado-milícia. Na base dessa ideia-força encontram-se o elogio do individualismo extremado, o desprezo às políticas sociais, a aversão à diferença, a nostalgia de uma "idade de ouro" puramente ficcional. Donald Trump, o líder adorado, sintetiza a pátria terrena imaginária.

A segunda tem contornos sagrados: Israel. Seitas neopentecostais oriundas dos EUA adotaram o "sionismo cristão", doutrina escatológica apoiada na profecia de que a reunião de todos os judeus em Israel é condição para o segundo retorno de Jesus.

No Brasil, os chefes dessas igrejas messiânicas tornaram-se aliados vitais de Bolsonaro, oferecendo-lhe acesso privilegiado a seus estoques de fiéis. Binyamin Netanyahu, um líder sionista secular, aproveita-se da crença apocalíptica que não compartilha para obter respaldo à sua política de anexação dos territórios palestinos ocupados.

A natureza do bolsonaro-olavismo impede que se articule como partido nacional. De um lado, porque recusa a condição de parte, de corrente singular, almejando obsessivamente representar a totalidade da nação: não é casual que o esboço inconcluso de entidade partidária bolsonarista, a Aliança pelo Brasil, carregue na sua certidão de batismo o nome da pátria. De outro, porque rejeita a política nacional, alistando-se em dois movimentos estrangeiros: a "Internacional dos nacionalistas", de Trump e Bannon, e a "Internacional cristã-sionista", do neopentecostalismo.

O caleidoscópio de cores e bandeiras que cerca Bolsonaro é um fruto dos detritos filosóficos espalhados por Olavo de Carvalho. O grau de influência do Bruxo da Virgínia sobre o círculo presidencial não deve ser desprezado, pois é função direta da ignorância desses acólitos. Mas o personagem central da tragédia é Bolsonaro, que não compreende os significados da paisagem simbólica erguida ao seu redor. Ao contrário do mestre místico, ele tem uma única pátria, que não é o Brasil, nem os EUA ou Israel.

A pátria de Bolsonaro é a família. Não a família brasileira ou a família tradicional, essas fabricações de reacionários de churrasco, mas a sua própria família, com o entorno de relações suspeitas e conexões obscuras que um dia virão à luz. O brasão dos Bolsonaro - eis o estandarte oculto no carnaval das manifestações domingueiras.
Herculano
23/05/2020 08:42
ONTEM FOI APRESENTADO O RELATóRIO QUASE FINAL DA CPI DAS SUPOSTAS IRREGULARIDADES DAS OBRAS DA RUA FREI SOLANO, NO GASPARINHO. FOI O QUASE PREVISÍVEL AIDANTADO EM MESES AQUI. FOI SOB FORTE POLÊMICA E CONTESTAÇÃO DOS REPRESENTANTES DO GOVERNO DE KLEBER EDSON WAN DAL, MDB, O ENVOLVIDO, COMO TAMBÉM ADIANTEI AOS LEITORES E LEITORAS POR SEMANAS

UMA PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: ALGUÉM NA CIDADE SOUBE PELA IMPRENSA DO DESFECHO DA REUNIÃO E DA CPI QUE TEM ATÉ TERÇA-FEIRA PARA VOLTAS E REVIRAVOLTAS?

SE DEPENDER DA IMMPRENSA LOCAL, DIFICILMENTE ALGUÉM SABERÁ DE ALGUMA COISA. NINGUÉM QUER DESAGRADAR O PODER DE PLANTÃO. E ASSIM, A TRANSPARÊNCIA PARA SE SANEAR OS PROBLEMAS EM OBRAS FEITAS COM O DINHEIRO DOS PESADOS IMPOSTOS DO POVO, VAI PARA O SACO E FICA POR ISSO MESMO.

SE DEPENDER DOS MEMBROS DA COMISSÃO, PRINCIPALMENTE OS DA OPOSIÇÃO, QUE DEVERIAM SE PREOCUPAR EM DAR AMPLA PUBLICIDADE AO QUE FAZEM, AS DÚVIDAS QUE LEVATAM E AS PRESSõES E RASTEIRAS QUE SOFREM, TAMBÉM NÃO. AINDA ENSAIAM RECLAMAÇõES DE QUE A IMPRENSA NÃO LHES DÁ BOLA PARA ASSUNTO TÃO SÉRIO.

OS GASPARARENSES SOUBERAM DA CPI E DAS GRAVES DÚVIDAS E ACUSAÇõES BASICAMENTE POR ESTA COLUNA. E O PODER DE PLANTÃO A PERSEGUIU POR ISSO. E POR QUE? PORQUE PERMITIU QUE A RÁDIO VILA NOVA REPRODUZISSE OS COMENTÁRIOS OU QUE MUITOS DELES FOSSEM PARAR NAS REDES SOCIAIS E APLICATIVOS DE MENSAGENS MINANDO A ÁUREA DE SANTO DESSA GENTE QUE ESTÁ NO PODER DE PLANTÃO

OS GASPARENSES TAMBÉM VÃO SABER O DESFECHO DESSA CPI E POR AQUI. QUER QUEIRA O GOVERNO OU NÃO. COM A AJUDA OU NÃO DOS QUE PEDIRAM E INGENUAMENTE FORAM ENGOLIDOS PELAS MANOBRAS REGIMENTAIS DO GOVERNO GOVERNO DENTRO E FORA DA CÂMARA DE VEREADORES. ACORDA, GASPAR!
Herculano
23/05/2020 08:25
da série: Weintraub só fez o que lhe pediram para permanecer no cargo, ou seja, ser um bobo da corte, que alimenta a espuma que teima dissipar porque o sabão é de péssima qualidade. Adulação é a cloroquina que os do poder e os que o cercam tomam para se igualar na imunidade da ignorância.


WEINTRAUB XINGA STF, COLECIONA INIMIGOS E ENTRA EM FRITURA, por Julianna Sofia, secretária de Redação da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Ofensas não facilitam a vida de Jair Bolsonaro

No vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, o ministro Abraham Weintraub (Educação) exibe minutos lamentáveis de uma verve polemista, boçal e fascistoide. Ataca as instituições democráticas consolidadas em Brasília, afirmando que "botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF". Nesta sexta-feira (22), com a gravação divulgada, deve ter ido dormir preocupado em ser esse seu próprio destino.

O ataque de Weintraub entrou para a coleção de pavonices sob as quais se esconde, furtando-se de exercer a função de zelar pela educação do país. Para essa tarefa, já demonstrou não ter preparo nem competência.

As ofensas não facilitam a vida de Jair Bolsonaro, que é alvo de acusações de interferência na Polícia Federal, tema sob investigação no Supremo Tribunal Federal. A auxiliares o presidente demonstrou irritação com as críticas do ministro ao Judiciário. A isso soma-se outro elemento: a resistência de Weintraub em adiar a data de realização do Enem trouxe mais desgaste ao Palácio do Planalto, que sofreu uma derrota no Senado e estava prestes a assistir a uma outra na Câmara, quando o ministro cedeu e anunciou a postergação do exame.


A fritura de Weintraub é insuflada pelo núcleo militar do governo, que não nutre simpatia por ele. Tampouco goza do apoio de alas técnicas, como a equipe econômica. Mas é a artilharia certeira do centrão que pode pôr em risco, de fato, sua permanência no posto.

Weintraub tentou barrar a investida por cargos por parte do bloco de agremiações que agora se alia ao governo na política do toma lá, dá cá. A postura contrariou determinação de Bolsonaro de garantir espaço na Esplanada a partidos para evitar um impeachment.

Se for demitido por pressão do fisiológico centrão, cairá por ato acertado ?"fato raro em sua passagem no ministério. Em nada consequência de sua inépcia, arrogância, xenofobia, do radicalismo obscurantista e da prática contínua de sabotar a educação e o conhecimento.
Herculano
22/05/2020 19:26
JÁ PARA MORO, O VÍDEO É UMA PROVA A SEU FAVOR

De Carlos Andreazza, no twitter:

Tirada toda a espuma contida no espetáculo de autocracia oferecido por Bolsonaro e turma, algo já esperado, a questão que importa é a jurídica - razão de o vídeo ser divulgado: fica ou não configurada a disposição de interferir na PF? Penso que sim. É incontroverso? Não.
Herculano
22/05/2020 19:24
TRÂNPARÊNCIA E LINGUAGEM SIMPLE É ISSO

De Milton Neves, o comentarista de futebol, no twitter:

Se pegar esse video e colocar no whatsapp do povão nos rincões do país é 80% de voto...até agora, ó, xiiiii...
Herculano
22/05/2020 18:22
A PRESIDÊNCIA DO PRESIDENTE

Noves, fora, acabo de assistir o discurso presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, sem partido, naquela reunião em que ele deu a entender que mandaria na Polícia Federal, porque os serviços de informações no Brasil são uma merda (é ele quem fala isso), e o que funciona de verdade, é o dele (dele ou dos filhos amalucados com Olavo de Carvalho incendiando).

E gostei da reunião e do jeito que ele comandou. Eu não a faria assim, nem estaria lá, mas... Bolsonaro mandou bem. Bolsonaro, continua Bolsonaro. E ponto final. Foi para esse jeitão que uma maioria votou nele, e até virou gado. Cansaram de PT, PSDB, PDT, PCdoB, Rede, PSB, Centrão...

Volto à reunião e ao discurso do "comandante". Que o Brasil é desinformado, ha isso é. E faz tempo. Todos da sabem. Mas estrutura cara e altos custos para manter isso, há isso come uma baba dos pesados impostos Então não falou nada de mais. Mandou bem. Estão dodói?

Que a Polícia Federal não é um serviço de informação do estado, parece ser Bolsonaro o único que não sabe. Mas, relevo. O Objetivo era fritar Sérgio Moro e fazer o que ele fez: pular fora, porque o barco de Moro é outro e ele não quer armar ninguém, não era enfrentar o STF, não era ficar exposto ao coronavírus, não era a de ser portavoz de Bolsonaro...

Mas, o que mais gostei? Da coerência! Pimpa!

Primeiro é Bolsonaro que manda no governo. Lá não existe o presidente de fato e o eleito. Ponto final. Muito menos a mulher, a amante, ou o amado que influenciam a cabeça do presidente em casa ou na alcova.

Segundo. Bolsonaro foi eleito para ser diferente do que estava ai. Simples assim. Não pode ser comprado neste aspecto. E está cumprindo a promessa. Se vai conseguir produzir os resultados que prometeu, ainda mais com esta pandemia, ai é outra coisa.

O estado, a academia, a imprensa e principalmente a política e o parlamento são infestados de interesses, da esquerda do atraso, da burocracia, dos acertos e totalmente diferentes do que pensa, fala e faz Bolsonaro.

E é ai que as coisas começam, e podem terminar mal. Mas, quem vai mesmo acabar com Bolsonaro, se acabar, não é a língua solta dele, as loucuras e os palavrões que encurtam o seu vocabulário mas faz ser entendido por todos. Quem vai (já está, e faz tempo) colocar Bolsonaro na corda bamba, são seus filhos enrolados.

São eles os metidos a serem a sua informação de confiança e que suprem os arapongas bem pagos do governo nos serviços oficiais de informações e até mesmo na Polícia Federal. Wake up, Brazil!
Herculano
22/05/2020 11:56
QUEM PODE MAIS?

Ontem quando eu recebi a informação que um caminhão tanque - desses feitos para molhar as ruas empoeiradas daqui - da secretaria de Obras e Serviços Urbanos foi pego e interditado pela Vigilância Sanitária de Gaspar, porque levava água do Centro para o reservatório da Bateias, logo perguntei se o autor tinha pau grande para enfrentar a máquina de constranger, desacreditar, humilhar e calar da prefeitura.

Hoje pela manhã, no Samae o maior pega pau entre o Samae e a Vigilância de Gaspar. O prédio todos era só ouvidos à discussão, onde o Samae se sentia traído e principalmente porque o assunto foi manchetes em toda Gaspar nas redes sociais, aplicativos de mensagens e aqui.

A localidade da Bateias está sem água, nesta estiagem, porque os reservatórios do Centro - que capta do Rio Itajaí Açú, e o de lá, não estão interligados. E na Bateia, o manancial está secando.

Foram mais de três anos de administração de Kleber Edson Wan Dall, MDB, e do mais longevo dos vereadores, de volta à Câmara para tentar o seu sétimo mandato, José Hilário Melato, PP. E nada.

Melato até deu justificativas na terça-feira. Melhor teria ficado calado. Revelou-se a incapacidade para algo possível, necessário e que agora atormenta o governo e ele próprio.

Ainda bem que está chovendo um pouco nesta sexta-feira. Quem sabe...

Esse negócio de transportar água em caminhão pipa, é caro, antigo, e inseguro. Denúncias sobre o impróprio manejo abundam. Prefeitura e Samae sempre negam. Mas, é uma solução emergencial. E Gaspar continua com os improvisos e soluções emergenciais em quase tudo.

A vigilância sanitária, não iria fazer uma batida, sem provas contundentes contra o que estava errado, ou colocando em risco a saúde da população, bem como esclarece a legislação vigente sobre este assunto.

Se fez sem observar isso, errou. Se fez o certo, sabe que mesmo assim será julgada como errada pela máquina de triturar do poder de plantão. E a máquina de desacreditar do governo já está em pleno funcionamento na busca de votos.

A Vigilância Sanitária, constituída e paga para defender os cidadãos e não à incapacidade dos políticos no poder de plantão, cai ter que mostrar e usar o pau grosso com a cobra morta espetada nele. E mesmo assim, se não cuidar ela volta a respirar e se apronta para o bote no caçador de bichos peçonhentos. Acorda, Gaspar!
Herculano
22/05/2020 11:38
GENERAL DA SAÚDE DESCOBRE ARMA ANTIVÍRUS: A REZA, por Josias de Souza, no Uol

Improvisado por Jair Bolsonaro como ministro interino da Saúde, o general Eduardo Pazuello reconheceu que a crise do coronavírus entrou em nova fase com o avanço do contágio em direção ao interior. Pelas contas oficiais, o vírus já está presente em 62% do total de municípios do país. Essas cidades abrigam 91,75% da população. Isso equivale a 192,8 milhões de brasileiros.

Segundo Pazuello, os estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste precisam se equipar de olho no que vem acontecendo No Norte e no Nordeste. O alerta do general embute duas constatações. Numa, ele reconhece que o vírus já prevaleceu sobre o poder público em duas regiões. Noutra, ele admite que o caos hospitalar pode chegar a outras regiões.

O general sugere duas providências. Uma técnica e outra mística. "É a hora de acumular meios, estruturar UTIs, habilitar leitos, adquirir insumos e equipamentos, e se preparar para o combate", disse Pazuello, chovendo no molhado.

O complemento místico indica que o ministro interino não leva muita fé no seu receituário técnico. "Rezamos para que o impacto seja menor, mas virá algum grau de impacto."

Deus não poderia ter encomendado a Bolsonaro um ministro mais apropriado para a pasta da Saúde do que Pazuello. Quando o general recomenda reza aos brasileiros submetidos a um inferno pandêmico, até os ateus vão acabar acreditando em Deus. Está difícil acreditar em qualquer outra coisa.
Herculano
22/05/2020 10:02
A ESPERA DO RELAT?"RIO

A reunião que o vereador Francisco Hostins Júnior, MDB, montou ontem, sem a presença do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, Dionísio Luiz Bertoldi, PT, era um recado para dizer que ele não manda nada na comissão.

Hostins, alega que na CPI vale o princípio da colegialidade. E a colegialidade - os quatro vereadores, incluindo o Cícero - decidiu que o relatório seria disponibilizado no dia 20, e depois aceito para o dia 21, ontem.

Só que a colegialidade, neste caso não é bem assim como faz crer Hostins. Na Comissão, por uma manobra do governo que se uniu inusitada e rapidamente em bloco (MDB, PP, PDT e PSDB) garantiu duas vagas. Manobra lícita, ressalte-se.
E numa outra manobra regimental usada pelo governo, por ser mais velho, automaticamente com a rejeição dos governistas que não "quiseram" a presidência da CPI, ela foi para o mais idoso dos vereadores titulares: Dionísio Luiz Bertoldi, PT.

O que significou isso? Automaticamente, a oposição perdeu um voto na comissão. O presidente da CPI só desempata. E como o governo tinha dois votos, a oposição ficou com um, e como consolo, na tal colegialidade onde o governo manda como e quando quer, aceitou a relatoria.

E por que o governo deixou a oposição ficar com a relatoria? Porque o relatório que vai valer é o que vai ser aprovado pelos dois vereadores do governo: Hostins e Roberto Procópio de Souza, PDT. Nem mais, nem menos.

O relatório de Cícero, na CPI, tem o destino do lixo se não for como o governo quer. Simples assim, também. Acorda, Gaspar!
Miguel José Teixeira
22/05/2020 09:17
Senhores,

A obsoleta e dispendiosa Câmara Legislativa do Distrito Federal - CLDF, que em média, 70% dos projetos ali produzidos são considerados inconstitucionais, acaba de gerar mais uma pérola:

Seus ex-parlamentares, seus dependentes e ex-assessores passam a ter o direito ao benefício do Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores (Fascal).

Não é à toa que, devido ao comportamento dos seus integrantes, a CLDF é conhecida como "A CASA DO ESPANTO".

Esses D-E-S-C-A-R-A-D-O-S ignoram que o cofre da Casa do Espanto é abastecido por todos nós, contribuintes brasileiros.

O nosso sistema representativo deve ser repensado URGENTE!
Herculano
22/05/2020 09:17
CPI CHEGA A UM PONTO DECISIVO, por Roberto Azevedo, em Makingof

Quanto vale o ato falho do controlador-geral do Estado, professor Luiz Felipe Ferreira, de que o governo do Estado identificou "a questão do roubo" sobre a compra dos 200 respiradores, embora tenha tentado se desdizer a seguir e empurrar a responsabilidade para o deputado Ivan Naatz (PL), que usou o termo, enquanto se manifestava ao deputado João Amin (PP), que o perguntava?

Milhares de posts, cuidadosamente editados em loop, caso clássico de que a versão é maior do que os fatos, embora o próprio Ferreira admita que o órgão de controle do governo só foi acionado para a analisar a compra e o contrato depois do mau feito.

Àquela altura dos depoimentos, mais de cinco horas - foram sete no total - na reunião da CPI, os deputados já haviam ouvido poucas e boas, acompanhado bate-boca de parlamentares antes de começar as oitivas, e a declaração do coronel BM RR Carlos Charlie Campos Maia, diretor de Licitações e contratos da Secretaria da Saúde - investigado pelo Ministério Público -, de que os responsáveis por apertar o botão da compra com pagamento antecipado de R$ 33 milhões são o ex-secretário Helton Zeferino, seu companheiro da farda, e o atual secretário e ex-adjunto André Motta Ribeiro.

Maia também isentou a servidora Márcia Regina Geremias Pauli, ex-superintendente administrativa da Secretaria da Saúde, de qualquer responsabilidade: a definiu como uma pessoas que trabalhava 17 horas por dia, que suportava a "arrogância" do então secretário adjunto e que foi um "bode expiatório", "um boi de piranha", para encobrir os verdadeiros autores da maracutaia.

NADA BOM

O dia da CPI não poderia ter sido mais desastroso para o governo, pois, na abertura dos trabalhos, o deputado Ivan Naatz (PL), relator da CPI, afirmou que incluiria o governador Carlos Moisés com investigado.

Tudo porque a CPI teve acesso a um documento, ainda em andamento, onde a empresa catarinense Intelbrás comprou e pagou 100 respiradores por R$ 7 milhões, e, mesmo assim, o governo do Estado, no dia seguinte firmou o contrato, com dispensa de licitação, com a suspeita Veigamed. Ah, os respiradores adquiridos pela Intelbras ainda não chegaram e o governo só pagará depois da entrega. Daí!

NOVAS EMOÇõES

A semana que vem promete mais suspiros, quando, na reunião da CPI, que começa às 17h, de terça (26), deporão os ex-secretários Douglas Borba (Casa Civil) e Helton Zeferino (Saúde) e a servidora de carreira Márcia Regina Geremias Pauli (ex-superintendente de Gestão Administrativa da Secretaria de Estado da Saúde).

O desgaste no início da reunião da CPI nesta quinta foi porque o deputado João AmIn defendia a manutenção do calendário, o que acabou prevalecer, e a acareação entre os três na sessão de quinta que vem (28), enquanto Ivana Naatz avisava que, na segunda (25), a comissão teria acesso aos autos da investigação do Ministério Público.

APROVADO NA CÂMARA

O projeto de lei do deputado Carlos Chiodini (MDB), que pede urgência na flexibilização de regras, normas técnicas e operacionais sobre a fabricação e comercialização de ventiladores pulmonares durante a epidemia do Coronavírus foi aprovado na Câmara dos deputados e segue agora para o Senado. O assunto em questão é diminuir as exigências e a burocracia que passa pela Anvisa. Chiodini tem até uma questão paroquial, já que a WEG, que tem sede na Base dele, em Jaraguá do Sul, se comprometeu a produzir os aparelhos mas tem uma papelada enorme e portas fechadas em Brasília para vencer. Com toda esta disposição do parlamentar, vale até posar no plenário, com direito a máscara estilosa, na sessão desta quinta.

POIS É

É tanta paulada na Assembleia, que o governador Carlos Moisés quase não viu render a divulgação do encontro dele com empresários do agronegócio, que saíram da reunião, em Florianópolis, com uma série de elogios na ponta da língua em função das medidas de apoio à atividade.

E olha que este terreno é ocupado pela vice-governadora Daniela Reinehr que, ultimamente, até quando fica em silêncio fala mal do Moisés.
Herculano
22/05/2020 09:09
da série: tudo dominado e com aval dos militares?

NOMEAÇÃO DE CRIMINALISTA QUE DEFENDEU MILICIANOS DO RIO E SALVATORE GACCIOLA VIRA MISTÉRIO NO MINISTÉRIO DA SAÚDE, por Mariana Carneiro e Guilherme Seto, na coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo.

De onde veio
Virou mistério para integrantes do Ministério da Saúde o responsável pela nomeação de Zoser Hardman de Araújo para o cargo de assessor especial do ministro.

Causou mais estranheza o fato de ele ser advogado criminalista. Ele começou a trabalhar ainda na gestão de Nelson Teich na Saúde.

Na administração de Luiz Henrique Mandetta, os auxiliares tinham carreira na área do direito público. Como criminalista, Araújo já defendeu milicianos do Rio e um ex-PM condenado pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli em 2011.

Sigilo
O Painel procurou Pazuello, a assessoria do Ministério da Saúde, Teich e o advogado, mas ninguém respondeu quem foi o responsável pela indicação.

Outro lado
No site do TSE, Araújo aparece ainda como filiado ao PRTB, partido do vice-presidente Hamilton Mourão. Em nota, o ministério disse que ele não se filiou à legenda. A pasta afirmou ainda que o cargo tem sido ocupado por bacharéis em direito.

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O advogado teve como clientes o vereador cassado Cristiano Girão e Wallace Pires, o Robocop. Ex-bombeiro, Girão foi preso por acusação de envolvimento com milícia de Gardênia Azul e perdeu seu mandato em 2010, quando foi defendido por Hardman.

Ele foi o primeiro vereador a ter o mandato cassado pelos seus colegas em toda a história do Legislativo do Rio.

O advogado também defendeu Ricardo Gildes, o Dentuço, braço direito do ex-PM Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, outro miliciano do Rio de Janeiro. Dentuço foi assassinado em 2014 por membros de outra milícia.?

Além deles, Hardman também teve como cliente o ex-tenente da PM Daniel Benitez, apontado como um dos mentores do assassinato da juíza Patrícia Acioli em 2011. Ele foi condenado a 36 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha armada.

Zoser Hardman também foi um dos advogados do ex-banqueiro ítalo-brasileiro Salvatore Cacciola, condenado por gestão fraudulenta e peculato em um dos maiores escândalos financeiros da história recente do país.
Herculano
22/05/2020 09:01
da série: interfere sim nas instituições, e não faz segredo disso. Mas, nega....

BOLSONARO EXONERA DIRETOR-GERAL DA POLÍTICA RODOVIÁRIA DEPOIS DA NOTA DE FALECIMENTO

Conteúdo de O Antagonista. O Palácio do Planalto trocou nesta sexta-feira o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Marcos Furtado.

Diz a Crusoé:

"A troca já era esperada nos bastidores, após o presidente Jair Bolsonaro reclamar de nota oficial emitida pela PRF lamentando a morte de um policial rodoviário federal por coronavírus no dia 21 de abril."

No universo bolsonarista, ninguém pode lamentar as mortes por Covid-19.
Herculano
22/05/2020 08:56
POLÍCIA

Hoje, a simples apresentação e sonolenta leitura, se houver, do relatório oficial da CPI das supostas irregularidades da Rua Frei Solano, vai precisar de acompanhamento policial? Acorda, Gaspar!
Herculano
22/05/2020 08:54
CENTRÃO: NÃO HAVERÁ 'TOMA LÁ, DÁ CÁ' COM O GOVERNO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O deputado Arthur Lira (AL), líder do PP e do "centrão", confirma as conversações com o governo Bolsonaro, mas deixou claro que é "tudo feito às claras, sem subterfúgios, sem "é dando que se recebe" ou "toma lá, dá cá". Segundo Arthur Lira, os cargos que envolvem a negociação já existiam e "eram ocupados na maioria dos casos por partidos que compõem ou já compuseram a base governista, como o próprio DEM".

PROCESSO NATURAL

Na avaliação de Arhur Lira, o entendimento com o governo Bolsonaro "faz parte do processo natural lícito, transparente."

INDICAÇÃO DE MENTIRA

O deputado negou a fofoca de que o PP e o "centrão" pretenderiam indicar o líder do governo na Câmara ou no Senado.

OBJETIVO É ATRAPALHAR

Segundo Arthur Lira, a fofoca de indicação do líder foi inventada para atrapalhar o entendimento. "Isso foi plantado para fazer confusão", disse.

APOSTA NA DESGRAÇA

O líder do PP e do "centrão" se diverte com o comportamento da imprensa. "Boa parte da mídia quer ver desgraça", diz, sorrindo.

CURAS SUPERAM CASOS ATIVOS NOS ÚLTIMOS DIAS

É animadora a notícia sobre a progressão da pandemia da Covid-19 nos últimos dias: o número de curados do coronavírus pelo mundo cresceu 57% mais rápido que os casos ativos. Segundo o Worldometer, que mantém conta atualizada do total de casos, entre 10 e 20 de maio foram 577 mil curas e 367 mil casos ativos a mais. No Brasil, a previsão é de crescimento até o fim do mês, mas em ritmo de desaceleração, como mostra estudo do Instituto de Saúde Global da Universidade de Genebra.

TRÊS MESES

A previsão da Imperial College London para o Brasil é de estabilização de casos até o fim de agosto, mantidas as medidas de distanciamento.

TUDO DEPENDE

Segundo a ferramenta de análise de cenários da Imperial, quanto mais durar o período de intervenção, mais longa é a tendência de queda.

ANIMADOR

O aumento de curados nas últimas 24h foi de 64,5 mil pessoas, segundo o Worldometer; 106% mais que a alta de 31,2 mil casos ativos.

POLÍTICA OPACA

A Transparência Internacional rasgou a máscara de vários governadores. São Paulo de João Dória, por exemplo, só não é menos transparente que Roraima em compras sem licitações emergenciais contra o covid-19. Já Paulo Câmara, de Pernambuco terá muito a explicar às autoridades.

MÃO BOBA NO NOSSO BOLSO

Já desafiam a Lei de Usura os critérios criminosos da Petrobras para reajustar combustíveis. Foram dois reajustes de 12% em poucos dias para recuperar perdas da crise avançando no bolso do cidadão incauto.

POSSE INÉDITA

Luís Roberto Barroso e Luiz Edson Fachin tomam posse nesta segunda (25), às 17h, como presidente e vice do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pela primeira vez na História, o evento terá mesa virtual de autoridades.

AO VIVO

O presidente do STF, Dias Toffoli, vai participar de "live" da Lide (Grupo de Líderes Empresariais), entidade fundada pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e parte do "Grupo Doria".

OS óTIMOS

ES, DF, GO e PR dão exemplo de transparência de gastos no combate à pandemia da Covid19. Segundo ranking da Transparência Internacional, os quatro são os únicos estados com divulgação considerada "ótima".

RESULTADO PREVISÍVEL

O clima da reunião entre Jair Bolsonaro, os governadores, Rodrigo Maia (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado) foi tão amistoso que o contribuinte deve ficar preocupado. A conta é sempre do pagador de impostos.

HISTóRIA NOS DIAS ATUAIS

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Fábio Meirelles, disse que a reunião entre Jair Bolsonaro e governadores foi "um ato histórico, no qual todos se alinharam".

TONY TORNADO, 90

O ator e compositor Antônio Viana Gomes, o Tony Tornado, completa 90 anos no dia 26. Paulista, foi o vencedor da fase brasileira do V Festival Internacional da Canção Popular, em 1970, com a canção soul "BR-3".

PENSANDO BEM...

... pela demora, não é um vídeo de reunião ministerial, é um seriado.
Miguel José Teixeira
22/05/2020 08:49
Senhores,

Diante do Festival de Besteiras que Assola o País - FEBEAPA/Corona Edition, extraí da Coluna Visto, Lido e Ouvido, CB, hoje, a frase abaixo para reflexão:

"Muitas vezes, nos arrependemos de ter falado, mas nenhuma de ter calado."

(Simónides de Ceos, poeta grego, o maior autor de epigramas do período arcaico(556-468 aC).

Será?
Herculano
22/05/2020 08:47
MEGAPEDIDO DE IMPEACHMENT É ÚLTIL, EDUCA E CIVILIZA. MAS SEM PRESSA, por Reinaldo Azevedo, no jornal Folha de S. Paulo

Nada obriga Rodrigo Maia a decidir em um prazo determinado

Um, por assim dizer, megapedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro acaba de chegar à Câmara. É subscrito por 154 cidadãos, incluindo parlamentares e dirigentes de PT, PC do B, PSOL e PSTU, e cerca de 400 entidades da sociedade civil. É o 36º a cair na mesa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). É mais do que justo e merecido. Convém, no entanto, apelando à poesia em tempos de pandemia, não perder a vida por delicadeza.

Vamos lá. Por mais que o lírico da tubaína com cloroquina dê, a cada dia, motivos novos para a institucionalidade se assombrar, é preciso pensar nas consequências, que vêm sempre depois (by Marco Maciel), caso a Câmara rejeite a autorização para enviar a denúncia ao Senado, que é a Casa que abre o processo. Quem quer Bolsonaro fora precisa de 342 deputados; quem não quer, de 172 apenas.

Não basta a maioria. É preciso ter uma maioria eficaz, o que não é fácil de conquistar. Não é necessário ser muito bidu para estimar que inexiste hoje esse número, especialmente quando o presidente decidiu ir às compras. O "fundão do centrão", como já chamei nesta coluna, está à disposição ?"e não exatamente em liquidação. A cada dia, Bolsonaro torna mais caro o apoio da escória.

Não estou, obviamente, me opondo a que se apresente a denúncia. A questão relevante é o que fazer com ela. Já chego ao ponto depois de algumas considerações.

Vale a pena ler a petição. Tem um caráter didático. O número de agressões à ordem legal é assombroso. Alguns dos atos do presidente lá relacionados também são exemplos flagrantes de crimes tipificados pelo Código Penal, pela Lei de Segurança Nacional (7.170) e pela Lei das Organizações Criminosas (12.850).

Isso significa dizer, a propósito, que já dá para afirmar que Augusto Aras, procurador-geral da República, entrará para a história como exemplo de omissão. O parecer do doutor sobre a divulgação ou não da íntegra da reunião ministerial tarja-preta do dia 22 de abril sai da pena de quem parece engajado num esforço que não tem a Constituição como horizonte último.

Há em seu texto uma nefasta linguagem de quem tem uma agenda política. E o doutor nem toma cuidado com a lógica elementar. Se a publicação da íntegra da reunião se presta à exploração eleitoral, por que seria diferente com a não publicação? No comando do Ministério Público, Aras escolheu um lado, é isso? O rebaixamento intelectual a que estamos submetidos não é o menor dos nossos males.

Sim, é preciso apresentar à mancheia denúncias por crimes de responsabilidade contra Bolsonaro. Mas não vejo nem constitucionalidade nem inteligência em tentar forçar Rodrigo Maia a decidir se arquiva no lixo os pedidos ou os põe em tramitação. Nada obriga o presidente da Câmara a decidir num prazo determinado. Se o STF lhe impusesse tal decisão, tratar-se-ia de óbvia ingerência do Judiciário no Legislativo.

Se obrigado, tanto o arquivamento como a tramitação, neste momento, contribuiriam para fortalecer o combalido Jair Bolsonaro. Se Maia arquiva, isso sugeriria que está num campo ideológico que não é o seu ?"e seria pouco inteligente relegá-lo a tal nicho. Se põe um pedido para tramitar e não se conseguem os 342 votos necessários, o que se tem é o enfraquecimento do presidente da Câmara em benefício de um Bolsonaro que, por óbvio, não reúne qualidades intelectuais e morais para governar o país.

Ocorre que a ausência desses dois atributos não é sinônimo de falta de condições políticas. Sei que o isolamento deixa a todos aflitos, mas convém que se leia com cuidado o noticiário, que se consultem os especialistas em economia, que nos voltemos todos a algumas lições básicas de política. A crise está apenas no começo. Não se depõe um presidente a partir de sacadas e janelas. Por mais indignados que estejamos. Por mais líricos que sejamos.

Nunca ninguém cometeu, na Presidência, tantos crimes comuns e de responsabilidade em tão pouco tempo como Bolsonaro. O pedido coletivo como estratégia e esforço de mobilização ajuda a iluminar o momento. Se for um instrumento para pressionar Maia, é só um tiro no pé.
Herculano
22/05/2020 08:42
ACÚMULO OU INCÚRIA?

De Guilherme Fiuza, no twitter:

A quem se interessa por vidas e não por manchetes sádicas: o Brasil NÃO teve 1.188 mortes por covid-19 nas últimas 24h. Foram 311 mortes nos últimos 3 dias - e as demais (das 1.188 REGISTRADAS nas últimas 24h) em dias anteriores. O monstro celebrado por Lula não precisa de ajuda.

A resposta de @olhandoamaré, no twitter:

Você está certo. O que se anunciou ontem de 1.188 mortos, foi o que se escondeu em dias anteriores para não se ter a manchete de hoje? Se o governo fizesse com qualidade o seu trabalho na apuração, a falha e a ineficiência não alimentariam manchetes que precisam ser explicadas.

Herculano
22/05/2020 08:34
FALTA IMAGEM E SOM

Está faltando no site da Câmara de Gaspar, a imagem e áudio do piti entre os vereadores Francisco Hostins Júnior, MDB, e Cícero Giovane Amaro, PL.
Herculano
22/05/2020 08:27
da série: ao final, se percebe que Lula, Dilma, Dória, Witzel e outros notórios salvadores da pátria, não párias do mesmo ninho.

MARINHO DIZ QUE APRESENTOU PROVAS AO MPF SOBRE VAZAMENTO NO CASO QUEIROZ

Empresário foi ouvido nesta 5ª feira

Disse ter levado 'novos elementos'

Ele faz acusações a Flavio Bolsonaro

Conteúdo do Poder 360, Brasília. O empresário Paulo Marinho, suplente do senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), prestou novo depoimento nesta 5ª feira (21.mai.2020), desta vez ao MPF (Ministério Público Federal). Ele já havia sido ouvido pela Polícia Federal no dia anterior. Os depoimentos ocorrem depois de Marinho ter afirmado, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que o seu companheiro de chapa teria sido alertado com antecedência sobre a operação Furna da Onça, da Polícia Federal, em 2018.

O empresário contou que o senador lhe teria revelado que sabia sobre a investigação do esquema da "rachadinha" que envolvia o ex-assessor Fabrício Queiroz, por 1 delegado da PF do Rio de Janeiro. Também disse que o filho do presidente contou que o inquérito foi adiado para depois das eleições de 2018. A defesa de Flavio nega que ele ou Queiroz tenham recebido qualquer informação vazada da Polícia Federal.

Marinho depôs ao MPF por cerca de 3 horas na tarde desta 5ª feira (21.mai). Disse que levou aos investigadores "novos elementos" sobre suas acusações. "Apresentei novos elementos, diferentes da minha entrevista", declarou.

Por meio de seu perfil no Twitter, o empresário comentou as novas diligências. Disse que "o procurador afirmou que as investigações serão aprofundadas".
Herculano
22/05/2020 07:24
CRENÇAS, RELIGIÃO E POLÍTICAS PÚBLICAS, por Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da FGV, e ex-diretora de educação do Banco Mundial, no jornal Folha de S. Paulo.

É hora de mudar o debate e os embates em torno da gestão pública

Temos vivenciado, nestes quase dois meses de confinamento, uma participação crescente de ativistas nas redes sociais. Inúmeras "lives" são organizadas sobre os temas mais variados, com interessantes discussões sobre os temas mais variados, de vinhos a meditação, passando até por um dissimulado lançamento de pré-candidaturas de vereadores à disputa eleitoral deste ano.

Em meio a esse intenso e movimentado mundo virtual, internautas se articulam na defesa de ideias e propostas, algumas inclusive postadas nas redes por autoridades públicas. Outras, da lavra de grupos rivais, compostos por humanos ou robôs, repetem à exaustão mantras que, em vez de debater o tema em pauta, procuram desqualificar o adversário ou divulgar notícias falsas.

O curioso é que, neste contexto, as discussões sobre políticas públicas que demandariam certo rigor técnico são assaltadas por frases ligadas a crenças individuais, quase religiosas. "Eu acredito no isolamento" ou "eu creio no poder da cloroquina" aparecem junto com algumas poucas postagens que tentam, em terreno hostil, discutir alternativas de ação, com base em dados científicos, ou repercutir estudos de pesquisadores ligados a cada área.

Viramos todos, da noite para o dia, epidemiologistas amadores, independentemente da área em que nos formamos ou atuamos. É nesse sentido que ecoa a frase sarcástica, pronunciada no mesmo dia em que alcançamos a triste marca de mais de mil mortes por dia e dois ministros de saúde depois, de que a direita tomaria cloroquina e a esquerda, tubaína. Sem mais comentários, afinal, como já afirmei nesta coluna, não há um coronavírus de direita e outro de esquerda. Mas o que me chama atenção é que o mesmo se passa com outras políticas públicas.

Em educação, por exemplo, ainda nos baseamos mais em crenças do que em pesquisa séria sobre o que funciona em sala de aula ou como o cérebro de crianças e adolescentes aprende. Aqui também pessoas bem-intencionadas dizem "foi assim que aprendi na escola e funcionou", embora não exista qualquer evidência a respeito. Ainda outras celebram a adoção, por escolas, de práticas que soam poéticas, mas que são desprovidas de eficácia, acarretando resultados comprovadamente ruins há mais de 30 anos.

É mais do que hora de mudar o debate e os embates em torno da gestão pública. Há espaços distintos para a ciência e para a religião - o terreno das crenças, como bem mostra o físico Marcelo Gleiser, detentor do prestigioso prêmio Templeton, em seu livro "A Ilha do Conhecimento". Se há que romper paradigmas consolidados, vamos utilizar o método científico para fazê-lo.
Herculano
21/05/2020 21:32
BARRACO NA CPI DAS SUPOSTAS IRREGULARIDADES DAS OBRAS DA RUA FREI SOLANO, NO GASPARINHO

Na tarde desta quinta-feira estava marcada a reunião da CPI que apura as supostas irregularidades das obras de drenagem e pavimentação da Rua Frei Solano. Era para a apresentação e relatório do vereador Cícero Giovane Amaro, PL.

O relator pediu o adiamento. Houve estresse. O representante do governo, Francisco Hostins Júnior, MDB, não concordava. Ele inclusive queria que este relatório fosse disponibilizado na quarta-feira. Foi vencido.

Para que não houvesse dúvida sobre o adiamento da apresentação do relatório, o presidente da Comissão, Dionísio Luiz Bertoldi, PT, protocolou via e.mail na Câmara, o cancelamento da reunião desta quinta-feira sob justificativa de que não foi possível concluí-lo diante de tantos dados, depoimentos e documentos.

Mas, para a Câmara foram Hostins, e o suplente da comissão, Silvio Cleffi, que inclusive ajudou a pedir a CPI na época em que era da oposição a Kleber, sua cria política, e por isso ficou suplente da CPI, mas que agora depois de trocar o nanico PSC pelo PP, voltou a ser aliado de Kleber e do poder de plantão.

E quem apareceu por lá também foi o vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP, ex-vereador.

Quando o trio viu que o relator Cícero estava no recinto da Câmara, iniciou-se uma tentativa de instalar a reunião. Tudo terminou num bate-boca impublicável aqui. Tudo foi filmado pelo celular vice-prefeito. Meu Deus!

Em Gaspar todos sabem como vai ser o final desta CPI, cujo relatório deve ser lido nesta sexta-feira e sob tensões. Ele será longo, detalhado, cansativo e principalmente incômodo para o poder de plantão.

O relatório de Cícero vai ser votado. Será rejeitado e o governo que possui a maioria de votos na CPI, fará o relatório paralelo e o votará enterrando tudo o que Cícero levantou no seu relatório. Nem mais, nem menos.

E o relatório oficial? Deverá parar no Ministério Público Federal, na ouvidoria do Ministério Público Estadual, no Tribunal de Contas do Estado... E deve render. Kleber e os seus "çabios" farão de tudo para que isso não aconteça. Vão por a prova mais uma vez os relacionamentos e o corpo fechado nas instituições. Acorda, Gaspar!
Herculano
21/05/2020 21:12
A VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE GASPAR AUTUOU E RETEVE NESTA SEXTA-FEIRA UM CAMINHÃO-PIPA, FEITO PARA MOLHAR RUAS, QUE ESTAVA TRANSPORTANDO ÁGUA DO CENTRO PARA O RESERVATóRIO DO BATEIAS.

1. Isso prova o que sempre se denunciou na cidade e aqui, mas sempre o Samae e a prefeitura negam, mesmo diante de registros fotográficos e testemunhas dos próprios envolvidos.

2. Resta saber se esta ação feita por um servidor de carreira terá validade e ele não sofrerá perseguição por parte dos que estão no poder de plantão, atos rotineiros por aqui.
Herculano
21/05/2020 21:08
MINISTÉRIO DA SAÚDE HABILITA 125 NOVOS LEITOS DE UTI PARA SC APóS SOLICITAÇÃO DE DÁRIO BERGER, INCLUINDO O DE GASPAR

Conteúdo do Gabinete do Senador Dário Berger, MDB. Texto de Fabiano Amaral, de Brasília. O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (21), a Portaria Nº 1.384 com a habilitação de 125 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto para Santa Catarina.

A informação foi confirmada pelo senador Dário Berger (MDB-SC), que articulou junto ao governo federal para agilizar o processo burocrático de cadastramento e publicação.

Com isso, 13 hospitais de dez municípios catarinenses irão receber da União um total de R$ 18 milhões. Cada leito terá o valor diário de R$ 1,6 mil para custear sua manutenção pelo período de 90 dias, podendo ser prorrogado enquanto houver necessidade em decorrência da pandemia. As unidades hospitalares já possuem recursos humanos e equipamentos necessários para o funcionamento desses leitos.

De acordo com Dário, o Fundo Nacional de Saúde fará a transferência dos valores ao Fundo Estadual da Saúde e aos Fundos Municipais de Saúde, responsáveis pela distribuição das verbas pelo SUS.

O objetivo, segundo o senador, é fortalecer a estrutura de atendimento no estado para os pacientes diagnosticados com Covid-19.

"Agradeço ao governo que atendeu o nosso apelo. Estamos vivendo uma crise de saúde pública sem precedentes e é de vital importância que a rede hospitalar esteja preparada e disponha de estrutura adequada para prestar um atendimento digno e de qualidade à população", explicou Dário Berger.

Leia a Portaria na íntegra: https://bit.ly/2ZnK9la

Confira os hospitais e municípios contemplados:

1. Hospital Universitário de Florianópolis (8 leitos)
2. Imperial Hospital de Caridade de Florianópolis (5 leitos)
3. Hospital Florianópolis de Florianópolis (10 leitos)
4. Instituto de Cardiologia de São José (9 leitos)
5. Hospital Regional Homero de Miranda Gomes de São José (10 leitos)
6. Hospital Regional de Araranguá (10 leitos)
7. Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Gaspar (10 leitos)
8. Hospital OASE de Timbó (7 leitos)
9. Hospital Municipal Ruth Cardoso de Balneário Camboriú (9 leitos)
10. Hospital Municipal São José de Joinville (20 leitos)
11. Hospital São Francisco de Concórdia (11 leitos)
12. Hospital Maicé de Caçador (10 leitos)
13. Hospital Terezinha Gaio Basso de São Miguel do Oeste (6 leitos)
Herculano
21/05/2020 21:07
UMA NOVA ETAPA DA CURVA? QUANDO ELA SE ACHATA?

De Mário Sabino, proprietário e editor da Revista Crusoé, no twitter:

Novo recorde: 1.188 mortes por Covid-19 registradas de ontem para hoje. Parabéns, Bolsonaro; parabéns, Doria; parabéns a todos os políticos que administram esta gloriosa nação.
Herculano
21/05/2020 21:07
da série: números que assustam.Já ultrapassamos 20 mil mortos

ESPECIALISTAS PREVEEM MAIS DE 100 MIL MORTES CORONAVÍRUS NO BRASIL

Epicentro da pandemia está se deslocando para o país, com explosão de casos

Conteúdo da publicação britânica Financial Times. Texto de Bryan Harris e Andres Schipani, correspondentes em São Paulo. Tradução de Luiz Roberto Mendes Gonçalves em colaboração de Carolina Pulice, para o jornal Folha de S. Paulo

Mais de 100 mil brasileiros devem morrer de Covid-19, segundo especialistas e profissionais de saúde pública, que advertiram que a pobreza generalizada e a desigualdade social no país alimentarão um aumento explosivo dos casos.

"Não há dúvida de que o epicentro da pandemia está se deslocando para o Brasil. Mas aqui a pandemia encontrará uma população em condição muito, muito precária", disse Alexandre Kalache, que já foi membro graduado da OMS (Organização Mundial de Saúde) e é presidente do Centro Internacional para Longevidade.

"Se seguirmos nessa curva, chegaremos a 120 mil mortes. Poderemos alcançar o total dos Estados Unidos nas próximas semanas."

Quase 19 mil brasileiros já morreram da doença, e o país continua registrando um número crescente de mortes por dia - hoje cerca de 900.

Com mais de 290 mil infectados, o maior país da América Latina deve superar a Rússia nos próximos dias como o segundo país em número de casos no mundo.

"O Brasil está tendo certa dificuldade, não há dúvida", disse o presidente dos EUA, Donald Trump, a repórteres na terça-feira (19), acrescentando que pensa em proibir os voos do Brasil para os EUA.

O surto continua apesar de esforços durante meses dos governadores estaduais para afastar o vírus, fechando suas economias e seus espaços públicos.

"Mesmo com todos os esforços feitos até agora, incluindo a expansão da oferta de leitos hospitalares, isso será insuficiente para o grau de evolução que estamos tendo no momento", disse Bruno Covas, prefeito de São Paulo, que advertiu que no ritmo atual o serviço de saúde da cidade entrará em colapso dentro de duas semanas.

A situação levou Covas a considerar expandir para "lockdown" (bloqueio completo) o atual fechamento de dois meses da maior cidade da América Latina. Os cidadãos ficariam proibidos de sair de casa.

"Comparado com outros lugares, é difícil entender por que há tanta transmissão da doença, dadas as medidas de distanciamento social. É uma coisa importante a se descobrir", disse Christopher Murray, diretor do Instituto para Métrica e Avaliação de Saúde, nos EUA.

Um estudo feito neste mês pelo instituto projetou que quase 90 mil brasileiros morrerão até o início de agosto em consequência da Covid-19. Esse número, entretanto, pode aumentar para mais de 193 mil dependendo das condições internas, conforme mostrou o mesmo estudo.

Esses números são considerados conservadores, porque já há uma ampla subnotificação de mortes nas favelas superpovoadas do país, em cidades do interior e em comunidades na floresta.

"Há uma enorme subnotificação. Não temos ideia de quais são os números reais", disse Kalache, segundo o qual a pobreza e as más condições de vida significam que os jovens também sejam vulneráveis à doença no Brasil. "E falar em isolamento social nas favelas é risível. As pessoas vivem amontoadas."

O Brasil se classifica entre os países mais desiguais do planeta. A renda mensal média do 1% no topo da escala social, no ano passado, era mais de 33 vezes a renda média dos 50% no nível mais baixo.

Apesar do alarme sobre a magnitude da crise do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro tem minimizado a importância da doença, incentivando a população a voltar às ruas e ao trabalho.

Bolsonaro disse diversas vezes que 70% da população brasileira, de 211 milhões, acabaria se infectando com o coronavírus e que "não há como fugir disso".

Essa abordagem o colocou em conflito direto com a maioria dos governadores do país, que estão mantendo medidas de distanciamento social apesar da pressão do governo federal.

"A maioria dos governadores manterá o isolamento social. Acreditamos que essa é a única maneira, acreditamos na ciência e na medicina", disse João Doria, governador de São Paulo, o maior e mais rico estado brasileiro. "Isso é exatamente o oposto do que recomenda o presidente Jair Bolsonaro. O Brasil enfrenta dois vírus: o coronavírus e o Bolsonarovírus."

Os comentários foram repetidos por Flávio Dino, governador do estado do Maranhão, no Nordeste, que disse: "Bolsonaro insiste em criar confusão. Ele luta com todo mundo, menos com o coronavírus". "Ele quer jogar todos os problemas para os governadores. Acha que os doentes não são problema dele e quer culpar os governadores pela recessão e o desemprego, que existiam antes da pandemia."

A condução da pandemia pelo líder brasileiro já provocou a saída de dois ministros da Saúde. O último, Nelson Teich, foi substituído por um oficial militar, que não tem experiência em atenção à saúde ou no complexo sistema de saúde pública do Brasil.

No início deste mês, Bolsonaro também emitiu um decreto dizendo que os salões de cabeleireiro e academias de ginástica são empresas essenciais e deveriam reabrir, mas o pedido foi ignorado pela maioria dos governadores.

"Foi um gesto fútil do presidente, mas um que visava provocar os que lutamos pelo isolamento social", disse Arthur Virgílio, prefeito de Manaus, cidade pobre na floresta amazônica que foi especialmente atingida.

A gravidade do surto combinada com a falta de uma resposta política coerente abalou a confiança das empresas e causou um mergulho da moeda nacional. Desde janeiro, o real caiu 32% em relação ao dólar. O PIB, enquanto isso, deverá cair 7% ou mais neste ano, segundo analistas.

Em uma nota de pesquisa intitulada "A casa em chamas do Brasil", a Gavekal levantou a possibilidade de uma crise constitucional, em que o presidente "buscaria poderes emergenciais para forçar uma abertura econômica".

"O fato é que levamos um pouco mais de tempo para reagir que nossos vizinhos na América Latina, e tudo ainda está muito descoordenado e desorganizado", disse Zeina Latif, uma importante economista. "Por isso estamos sofrendo as consequências na economia, mas sem colher benefícios em termos de preparar o país para esta epidemia. Erramos muito no equilíbrio."

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