Mudou a presidência do Sindicato dos Servidores. Ao menos, a postura é outra - Jornal Cruzeiro do Vale

Mudou a presidência do Sindicato dos Servidores. Ao menos, a postura é outra

10/08/2020

Jeferson Debus fez um vídeo incentivando os funcionários públicos a denunciarem os supostos abusos da gestão de Kleber

Garantiu sigilo e proteção

O governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP – este servidor, como agente de trânsito licenciado -, de Gaspar, tornou-se uma máquina de empregar cabos eleitorais para catar votos em busca da reeleição em 15 de novembro. Além da penca de comissionados e cargos em confiança de alinhados partidários no serviço público, há denúncias descumprimentos de exigências administrativas, funcionais, além de perseguição política aos supostamente marcados como adversários e que trabalham com estabilidade na prefeitura, fundação e autarquia.

E não é de hoje. Esta coluna já registrou este incômodo dos servidores que diziam não ter canais seguros para as denúncias, inclusive no Ministério Público. Agora, há uma sinalização de que o assunto pode ganhar contornos de apuração onde tudo deve começar e se respaldar: o Sindicato da categoria.

Jeferson Debus (foto), vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Gaspar – Sintraspug –, tão logo assumiu recentemente à presidência no lugar do eleito Jovino Emir Masson, não perdeu tempo. Foi ao site do Sindicato, às redes sociais, aplicativos de mensagens e postou um vídeo oferecendo “um canal de denúncias” no próprio site oficial contra os supostos abusos e ilegalidades aos servidores municipais por parte de políticos, autoridades e gestores públicos.

A pressão era grande. E veio antes das eleições, o que acendeu o alerta vermelho na administração municipal e nos que se servem da prefeitura para a alavancagem eleitoral.

Jovino deixou o Sintraspug devido à sua aposentadoria e pelo que reza, ao mesmo tempo, o estatuto do Sindicato: funcionário quando se aposenta na sua função ou carreira na prefeitura, não pode continuar presidente do Sindicato, mesmo durante o mandato.

O que Jeferson diz no vídeo postado? Que foi criado no site do Sintrapug [www.sintraspug.com.br] um canal para que, os sindicalizados ou não, possam “fazer com agilidade, segurança e garantia de sigilo, queixas e denúncias ao Sintraspug”. Jeferson garante que a direção do Sindicato está unida com os servidores para combater abusos e irregularidades no âmbito da atual administração pública municipal”.

Para isso, segundo Jeferson, basta preencher um formulário que está no site do Sindicato.

Entretanto, com os servidores com os quais eu conversei, ou mantenho algum nível de proximidade e contato, revelaram temores diante da promessa de sigilo de Jeferson. Não que o Sindicato vá quebrar a jura, mas quanto à possibilidade de se rastrear fontes e informações hackeando o site do Sindicato.

Percebam só o grau de apreensão dos servidores. O fato por si só demonstra o medo instalado entre eles, como dá a dimensão do constrangimento a que estão submetidos.

Por outro lado, não se deve esquecer, que o governo Kleber quis passar matérias goela abaixo na Câmara e chegou a obrigar – via mensagens que se tornaram públicas - que seus comissionados e nomeados em cargos de confiança, a formassem correntes públicas de pressão e apoio às suas ideias nas redes sociais. Pego de “calças curtas” e aconselhado, correu à própria Câmara, onde já foi presidente, para pedir desculpas.

Das denúncias de invasão dos sistemas tributários por funcionários na mesma situação, até hoje, nada se esclareceu publicamente. Sobrou para o responsável da Tecnologia da Informação. Ele foi lançado como boi de piranha e o caso, mais uma vez, sumiu do radar da prefeitura e dos questionamentos públicos.

O Sintraspug faz bem em abrir este canal. Entretanto, seria mais prático ele correr atrás de casos concretos já denunciados – inclusive aqui - e que não ganharam solução no âmbito interno da apuração ou nos ambientes de fiscalização externa como o Tribunal de Contas, Ministério Público e corporações de profissionais. Acorda, Gaspar!

MAIS UMA

Foi por esticar a corda, sonegar informações obrigatórias e desafiar até ordens judiais que Kleber se enrolou na CPI da drenagem da Frei Solano

Fez algo semelhante no ‘congelamento’ de um agente de trânsito e atraso das informações pedidas pela Câmara


O Agente Silva (à esquerda), da Ditran, se diz perseguido; o vereador e funcionário público Cícero (centro) foi atrás dos esclarecimentos que o vice e agente Lu (à direita) dizia serem simples. Eles demoraram já 60 dias

O agente Silva (Pedro Silva), é um dos mais antigos e gabaritados funcionários concursados da Diretoria de Trânsito – a Ditran. E com ele não tem arrego. Está sempre com o Código Nacional de Trânsito na mão, inclusive para os amigos, poderosos e “autoridades” da hora. “Sou pago para aplicar a lei”, justifica sempre aos que pedem uma “interpretação” diferente para aquilo que está escrito com clareza no Código.

Ele é marido da telefonista da prefeitura, também concursada, Lucimara Rosanski da Silva, que conseguiu ser presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Gaspar – Sintraspug. E ela, não foi à reeleição ao tempo dos que hoje estão no poder e bem ao contrário de outros, que fizeram do Sindicado um exercício de poder e até político quase eterno.

Silva se tornou um crítico na área de atuação na Ditran, contra o que Silva classifica de erros da administração de Kleber Edson Wan Dall, MDB, para a área e principalmente por Kleber ter um vice oriundo e efetivo na Ditran, o agente como Silva, Luiz Carlos Spengler Filho, PP.

Silva entende que seria a oportunidade de se profissionalizar a área e não apenas de tornar o ambiente recheado de indicações políticas e até perseguições partidárias. A Ditran é ligada diretamente ao secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, o prefeito de fato, ex-coordenador de campanha de Kleber e presidente do MDB, Carlos Roberto Pereira. E é aí que começam – e não terminam - os conflitos de Silva. Fato repetido.

E é este posicionamento crítico de Silva, a sua filiação no DEM, bem como o passado de liderança sindical da esposa Lucimara, que fizeram o agente de trânsito que devia estar na Rua fiscalizando, multando e orientando, ser “removido” e “congelado” no pátio terceirizado de apreensão de veículos lá no Gaspar Grande. Na Ditran, a informação oficial é de que se trata de uma indicação de “mérito”, exatamente devido ao conhecimento de Silva à área.

Ironia. E por que? Porque Silva, coleciona provas de que se trata de um ato de constrangimento, segregação, punição e assédio, pois o que se exige de um lá no pátio, não se exige de outro e até o Código, em algumas ocasiões, não é respeitado naquilo que é obrigado ser usado como parâmetro.

QUESTIONAMENTOS SIMPLES, MAS DEMORADOS

E é exatamente por supostamente estar sendo levado a constrangimentos, que outro funcionário público e lotado no Samae, o vereador Cícero Giovane Amaro, PL, entrou com um requerimento par tentar esclarecer toda esta situação.

Isso foi no dia nove de junho. O vice-prefeito e agente licenciado, Luiz Carlos Spengler Filho até chegou a dizer por aí que seria fácil de obter os dados e provar que Silva estava enxergando fantasmas e fazendo politicagem com a transferência para o pátio de carros apreendidos.

O que aconteceu? A prefeitura regimentalmente tem 15 dias para a resposta. No dia dois de julho pediu mais 15 dias, ou seja, o que era simples nas palavras do vice, virou difícil. Estamos no dia dez de agosto. Dois meses de enrolação. O estica-estica termina esta semana

O que pediu Cícero ao prefeito Kleber no requerimento 37/2020? Realmente, Luiz Carlos Spengler Filho tem razão: é muito simples. Falta agora explicar, razão desse simples se enrolar por dois meses. Se não é birra, se não é afronta, se não é desprezo à Câmara, é uma forma de adiar a prestação de contas naquilo que não pode prestar.

Quantos agentes de trânsito estão locados no pátio Ackar Transporte? Nomes e respectivos horários de trabalho; espelho ponto dos Servidores de julho de 2019 até o presente momento; horário de funcionamento do pátio? Como são fiscalizados estes Servidores quanto ao cumprimento dos seus horários, entrada - saída e horário de intervalos? Qual a carga horária deles e seu horário de intervalos? Existe refeitório para realizarem suas refeições? Caso positivo, anexar fotos do local, se tem geladeira, micro-ondas e outros; distância mais próxima para efetivar sua refeição, em padaria, lanchonete ou restaurantes; quem realiza a limpeza do local? Houve alteração recente do local para início dos seus trabalhos a fim de bater ponto? Relatoria do rastreador do veículo que faz o transporte dos agentes para o pátio, como horário de ida e retorno do Servidor ao local do ponto; qual o custo para o município desse transporte? No horário que o pátio está fechado, os agentes permanecem onde?

Simples e óbvios, demais. Contudo, pelo tempo que se está levando para respondê-los ou a prefeitura está zombando mais uma vez da Câmara, ou teme que o agente Silva tenha razão, e sim possa estar sendo discriminado como ele alega. Logicamente, a prefeitura e a Ditran não querem fazer prova contra elas próprias na altura do campeonato que vai para a reta final das eleições de 15 de novembro.

O novo presidente do Sindicato, Jeferson Debus não precisa ir atrás de nada novo. É só se interessar por este acaso concreto e pelos antigos relatados nesta coluna e nas redes sociais, ou aplicativos de mensagens.

Só nestes casos, Jeferson e a área jurídica do Sintraspug teriam pistas suficiente para agir, se, realmente, a intenção é a de colocar ordem nessa relação entre o poder de plantão e os funcionários de carreira que não fazem, ou se negam a fazer parte do jogo político-partidário-eleitoral do poder de plantão.

O Sintraspug quer mais uma dica? Uma devassa nas nomeações e ocupações de cargos na secretaria de Assistência Social, um permanente trampolim de políticos e não é desta gestão, mas que vem desde o governo de Adilson Luiz Schmitt, MDB, PSB e PPS, e principalmente, dos dois mandatos do petista, Pedro Celso Zuchi.

É tarde para uma CPI sobre possíveis irregularidades na Ditran e de como se preenchem cargos técnicos fora do âmbito da legislação que orienta este assunto em Gaspar e nos Conselhos de Classe. Mas, se houvesse tempo, algumas tetas iriam secar na barrosa. Acorda, Gaspar!

A máquina de aniquilar adversários e concorrentes em 15 de novembro pode abrir espaços para união e surpresas não totalmente esperadas pelo poder de plantão em Gaspar


O MDB de Gaspar tenta impedir a formação de uma terceira via; trabalha via deputados e diretórios contra a formação de chapas por aqui, que não sejam a do PT que o quer como adversário e certo de que o derrotará por falta de opção. Sérgio Almeida, PSL (a esquerda), e Rodrigo Althoff, PSL (à direita), são alvos constantes desse tipo de manobra especulativa 

É brutal o jogo da máquina de catar votos a partir do poder de plantão em Gaspar. Ela é liderada pelo prefeito de fato, ex-coordenador da campanha vitoriosa, secretário da poderosa secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa, e presidente do MDB local, o advogado Carlos Roberto Pereira. O ex-vereador, o ex-presidente da Câmara, o evangélico e atual prefeito eleito, Kleber Edson Wan Dall, MDB, é um mero garoto propaganda desse grupo de poder e faz o papel que lhe cabe.

Relato dois episódios de poder, manhas e contrapropaganda dessas manobras a que estão sujeitos os concorrentes pela máquina instalada na prefeitura, onde eu sou o inconveniente a ser desmoralizado, calado e punido. Os próprios pré-candidatos a prefeito e até vereadores que se arriscam nas redes sociais, estão assustados e até com medo.

Na manhã de sexta-feira, tão logo a tradicional edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale circulou (há mais de 30 anos sem interrupção), o MDB de Gaspar, seus sócios e "çabios" no poder de plantão, comemoraram esta pequena nota, quase isolada, na seção "Trapiche" da coluna "Olhando a Maré", daquela edição.

O MDB de Kleber Edson Wan Dall, MDB, aguarda o sinal do MDB de Florianópolis e dos deputados Ricardo Alba, PSL, e Ismael dos Santos, PSD, ambos de Blumenau, para colocar o evangélico, sindicalista e ex-funcionário público municipal Sérgio Luiz Batista de Almeida, no seu bonde, junto com o bolsonarista de carteirinha Marciano Silva, do Patriotas.

Volto. Perto do meio-dia, o próprio Sérgio, todo enfeitado de apresentador de rádio, repudiou a possibilidade do pessoal de Kleber e principalmente o MDB lhe enquadrarem. Não negou, exatamente, a informação da coluna – e os seus apressaram nos bastidores aos esclarecimentos -, pois sabe que eu tenho fontes e credibilidade, tanto que eu já até participei de uma das lives que ele promove todas as quartas-feiras. "Eu Sérgio Almeida, quero dizer que não estarei no bonde do MDB", garantiu ele na postagem de viva-voz que fez nas suas redes sociais e espalhou por aplicativos de mensagens.

Fez bem. Tinha que reagir. E está reagindo, mas Sérgio sabe melhor que qualquer outro que o buraco nesta corrida pelo cargo de prefeito em Gaspar é mais em baixo.

TODOS NO MESMO BONDE

Aos mais jovens e aos que perdem a memória facilmente, um parêntesis necessário. Lembro-lhes que Sérgio Almeida, no antigo PL, já esteve no bonde do MDB, quando foi vice da ex-vereadora Ivete Mafra Hammes. Eles perderam àquela corrida. Ivete, histórica, de origem petista, está nas sombras no governo Kleber e nelas, é ativa como poucos no atual governo. Aprendizado.

Retomo. À tarde, o MDB, seus sócios e "çabios" no poder de plantão depois de ver, ouvir e sentir a reação firme de Sérgio, "tiveram à certeza", vejam só, que a nota que eu publiquei pela manhã e que eles comemoraram, “havia sido plantada e combinada” com o Sérgio, exatamente para fazer escada e ele ter motivos para ir às redes sociais aparecer e espinafrar o governo Kleber e o MDB.

Gente esperta e “çabia”. Ou seja, na avaliação desses aprendizes e me igualando a eles, fiz um trabalho para o Sérgio fazer um bom comentário e deixá-los expostos. Que coisa! O que Sérgio fez foi nada mais, nada menos do que reagir. Foi sintomático. Fez como disse-me um próximo seu, do limão, uma limonada. Ele sabe onde o calo está pegando neste jogo brutal para eliminá-lo como candidato viável...

Sérgio também sabe que tenho faro, fontes e assertividade. Sérgio sabe, por exemplo, que na Igreja de mesma denominação de Kleber, já houve escolhas e Sérgio foi excluído das “orações” faz um bom tempo. Não é um “irmão” a ser incensado se não estiver no bonde. Foi assim, com o vereador e médico Silvio Cleffi, PP, que ousou ter voz política própria dentro da mesma Igreja.

Este jogo do poder de plantão é manjado. Primeiro, desqualifica e mandar recados para os pré-candidatos já declarados. Segundo, se não ouvido, a ordem é enterrá-los vivos. Há um mês fizeram o mesmo com Rodrigo Boeing Althoff, PL, tão logo ele anunciou ser mais um candidato a prefeito. Entenderam como senha de negociação. Não era. E ai veio o troco.

O deputado estadual de Blumenau, Ivan Naatz, PL, apareceu na prefeitura, a pretexto de comunicar a liberação de verbas estaduais para Gaspar. Não falou nada para os do PL daqui. Mais do que depressa, aproveitando o vácuo e a oportunidade, os articuladores de Kleber já fizeram circular nas redes sociais e na mídia que não faz perguntas, que a visita se resumia em colocar no saco, as pretensões de Rodrigo e do PL na corrida eleitoral gasparense, e que Ivan se fazia de porta-voz do PL estadual nesta questão.

O PL estadual se explicou. Ivan desconversou. O grupo de Gaspar negou, mas na prefeitura, os “çabios” ainda não desistiram de colocar mais gente no bonde deles, ou então fora dos trilhos de 15 de novembro. Para eles, adversário, só o PT e para o PT já tem o discurso de lama nacional para atacar, como se isso fosse uma exclusividade do partido de Lula e companhia. O PT pensa o mesmo do MDB. Acorda, Gaspar!

A mentira tem pernas curtas.

Os políticos apostam na falta de memória da população e não se emendam


Na tribuna da Câmara o líder do governo Francisco Solano Anhaia, MDB (à esquerda), garantiu que a arrecadação de Gaspar caíra 60%; semanas depois o dono do cofre e presidente do MDB, o secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira (centro), desmentiu e garantiu um crescimento de 1,8% nas receitas, tudo para deixar intacto em plena pandemia a estrutura de comissionados e o alto salário do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB (à direita), de R$27.356,69 

Há menos de dois meses, o líder do governo Kleber Edson Wan Dall na Câmara, o ex-petista, Francisco Solano Anhaia, ambos MDB, jurou que a arrecadação tinha caído 60% em função da pandemia. Tudo para não vingar uma ideia de subsidiar juros a empréstimos a microempresários adimplentes. Ela foi apresentada pelo adversário da atual administração, o vereador e funcionário público (Samae), Cícero Giovane Amaro, PL.

Era uma contradição. Arrecadação em queda espantosa como anunciava o seu líder na Câmara, mas o prefeito com o seu supersalário de R$27.356,69 – um dos maiores de Santa Catarina – intacto e na contramão de outros que se impuseram no sacrifício, como o de Blumenau e que ganha menos do que o de Gaspar, por exemplo.

Na mesma linha, nenhum corte era feito na máquina pública recheada de comissionados e cargos de confiança para catar votos, ao mesmo tempo que se desmanchava e se quebrava à promessa explícita de Kleber de não substituir secretários que estavam sendo “demitidos”, mas apenas para serem candidatos a vereador pela coligação que está no poder em Gaspar.

Para interromper as cobranças dos eleitores e eleitoras sobre estas contradições, eis que apareceu o secretário de Fazenda e Gestão Administrativa e a que detém os números e as chaves dos cofres municipais, o ex-coordenador de campanha de Kleber, o prefeito de fato e presidente do MDB de Gaspar, o advogado Carlos Roberto Pereira.

Ele desmentiu na maior cara de pau o seu líder na Câmara. Não só não havia caído em 60% a arrecadação, como ao contrário disso, ela cresceu 1,8% em junho na comparação como o mesmo período. E agora, tanto o líder do MDB na Câmara, Francisco Hostins Júnior, como o líder do prefeito, Anhaia, refeito da mentira que espalhou e que a creditou a “um alto funcionário do governo Kleber”, provam por números, que em julho, a arrecadação de Gaspar, com toda a pandemia e desgraça que se abate sobre empregos, negócios e empresários da cidade, cresceu 5% em Gaspar. Uau!

Ambos, louvam à capacidade do governo Kleber e a confiança dos investidores de outros rincões e empresários gasparenses. Pode ser! Contudo, este enredo é pensado.

Resumindo: este súbito discurso de crescimento na arrecadação – amparado por números reais - só tem dois objetivos claros perante os eleitores e pagadores de pesados impostos.

O primeiro é o de corrigir uma mentira que se espalhou pela cidade e fomentada pelo próprio governo que queria ser fazer de vítima para não acolher uma ideia de um suposto adversário e assim atender a quem produz nos micro negócios – os mais afetados pela crise. Adversários não podem ter ideias e amigos. Veja o que acontece com o asfaltamento prometido pelo próprio prefeito aos empresários da Vidal Flávio Dias, no Belchior Baixo. Estão sendo punidos porque escolheram o vereador Rui Carlos Deschamps, PT, como um dos interlocutores deles.

O segundo interesse – e mais importante - é para justificar perante a população que cobra, e como cobra - o alto salário do prefeito, enquanto outros diminuíram; é para justificar o preenchimento de vagas por mais cabos eleitorais nos cargos de secretários vagos e na presidência do Samae que Kleber disse que não preencheria e economizaria; é para justificar o preenchimento de outras indicações de menor porte na estrutura de comissionados com o intuito de fortalecer ainda mais a máquina de catar votos. Nem mais, nem menos.

Nas críticas de Anhaia e Hostins contra Cícero e o vereador Dionísio Luiz Bertoldi, PT, que denunciam essas incoerências, trata-se de politicagem. Pode ser! Entretanto, que possui a cara máquina de comissionados na mão e paga com os impostos dos gasparenses é o governo Kleber que busca a reeleição. E quem detém à prerrogativa de denunciar esta situação, é a oposição. “Quer dizer que nem isso podemos mais?”, observa Cícero.

Os políticos do século 20, ainda não entenderam as demandas da sociedade do século 21, muito menos, o que aconteceu nas urnas de outubro de 2018 e a desafiam em 2020. Acorda, Gaspar!

Os vereadores de Gaspar estão em dívidas com seus eleitores.

Falta-lhes o exemplo de economia na pandemia.

Até ensaiaram, mas...


O vereador governista Roberto Procópio de Souza, PDT (à esquerda), há quatro meses propôs diminuir os salários e cortar as diárias dos vereadores. Relator geral de um deles, Dionísio Luiz Bertoldi, PT (Centro), deu parecer favorável. Até agora, o presidente da Casa, Ciro André Quintino, MDB (à direita), não pautou a matéria em plenário 

Está marcada mais uma sessão virtual da Câmara de Gaspar para amanhã desta terça-feira devido a pandemia de Covid-19. Como a da semana passada, não haverá nenhuma votação de projetos. Ou seja, mais uma vez, os Projetos de Resolução do vereador governista Roberto Procópio de Souza, PDT, que diminui em apenas 20% os salários dos vereadores e por apenas dois meses, bem como o que corta as diárias até o final do ano, não estarão em pauta.

Este assunto se enrola há quatro meses (deu entrada no dia sete de abril na Câmara) na Comissão de Legislação, Justiça, Cidadania e Redação, veja só, presidida pelo próprio Roberto Procópio de Souza, PDT, e que é detentor nela, do voto minerva para fazer esse assunto andar ou se engavetar na Comissão.

Os demais membros da Comissão são Franciele Daiane Back, PSDB e Francisco Hostins Júnior, MDB, pelo governo, além de Dionísio Luiz Bertoldi, que é o relator geral de um dos PR e já deu parecer favorável, e Rui Carlos Deschamps, ambos do PT e da dita oposição.

Por outro lado, para reajustar os salários do prefeito, vice, secretários, comissionados, vereadores e funcionários da Câmara, além de dar aumento de 1% em ano de eleição aos servidores municipais, cinco Projetos de Lei tramitaram, tiveram pareceres nas comissões e foram votados em plenário, quase sem discursos, tudo em seis dias.

Nestes dois PR, está-se com esta enrolação. Espera-se passar a pandemia e já se começou o discurso de superávit das contas gasparenses para sepultar os sacrifícios dos próprios políticos.

Conversei com pelo menos três vereadores sobre o assunto. Todos apontaram que isso depende do próprio Procópio ou até do presidente da casa, Ciro André Quintino, MDB, que pode negociar o andamento do assunto e pauta-lo. Pode ser.

Todavia, estes vereadores sabem que eles próprios podem tomar iniciativas isoladas, pedir para colocar o assunto em pauta, ou então, eles próprios pedirem para descontar de seus salários, o que o Procópio propôs para os colegas e não teve coragem de dar como exemplo aos demais. Ninguém até agora, fez uma e nem outra coisa. Então a culpa é igual para todos.

No fundo acontecem três coisas: os vereadores –principalmente os da base governista - acham que Procópio agiu de forma demagógica, precipitada e isolada num assunto que deveria ser coletivo ou da bancada; os vereadores da base governista acham que votada a matéria, obrigará Kleber também a tomar uma atitude contra o seu alto salário e que continua intacto depois de meses de questionamentos e desgastes; e que se levada a matéria a plenário, ficará difícil rejeitá-la mesmo que ela tenha origem na ideia de um só vereador.

Por isso, insiste-se que os PR são inconstitucionais, mesmo sendo o vereador que o apresentou e terá que decidir sobre eles na Comissão de Legislação, um advogado. E se lançada como inconstitucional e colocada no lixo, os membros da Comissão e alguns no plenário entendem que isso poderá ser mal-entendido pelos seus eleitores e eleitoras e tudo as vésperas das eleições. A culpa está no prazo que esticaram e não resolveram o assunto.

Resumindo. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Entretanto, quem arrumou o bicho foram os vereadores que apoiam Kleber. Ah, não vale argumentar – como ouvi de um vereador - que a Câmara já contribuiu com o tal “sacrifício” destinando parte do seu orçamento para a área de Saúde e para a Covid-19. Esta parte não incluiu o “sacrifício” dos bolsos dos vereadores. A parte salarial deles até o momento está intacta e o espírito dos PR de Procópio, rejeitado pelo silêncio de todos os vereadores. Enquanto que o bolso e as finanças doe seus eleitores e eleitoras... Acorda, Gaspar!

De quem é a culpa do aumento da Covid-19 em Santa Catarina? Do governador ou dos prefeitos?

Está aí mais uma discussão irresponsável, na minha avaliação e de uma pessoa que está no grupo de risco, que passou o Dia dos Pais quase só para se resguardar. Depois que o Ministério Público Estadual entrou na parada – e tarde -, culpando à falta de liderança do governador Carlos Moisés da Silva, PSL (foto), pelo suposto aumento de contaminação e mortes da Covid-19 em Santa Catarina, é preciso acertar os ponteiros dessa história.

Os maiores culpados são as próprias pessoas. Todos sabem que o distanciamento social – associado do isolamento vertical -, o uso da máscara facial e a higienização das mãos são elementos essenciais para conter ou até impedir à propagação da doença entre nós. Eu acredito na ciência e naquilo que os que se especializaram nisso me orientam.

É fácil e corriqueiro ver que não são as autoridades que estão falhando, mas nós mesmos. Basta sair de casa por obrigação. Não são poucos os que andam sem máscaras – e se cobrados ainda xingam -, são muitos os que não higienizam as mãos e se aglomeram. São atos corriqueiros testemunhados sob as mais variadas desculpas necessárias ou idiotas.

Então, não são exatamente as autoridades que estão falhando; somos nós em primeiro lugar naquilo que sob comunicação e conscientização conhecemos, fomos orientados e informados. Parece haver um deliberado enfrentamento ou suposta imunidade à doença por parte de alguns. Para eles, a Covid-19 só atinge os outros. Somos nós, ou os que estão próximos de nós, os vetores da doença, inclusive aos que são caros no afeto, nos negócios, na igreja, na ideologia ao nosso redor.

Escrito isso, também não vou entrar no mérito da loucura em que se meteu neste assunto o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, sem partido, que acha normal os mais de 100 mil mortos pela doença.

Bolsonaro está certo, quando diz que a economia não pode parar, mas erra, profundamente, quando diz que tudo não passa de uma gripezinha, quando age toscamente aos seus instintos e não se alinha à ciência para liderar um processo de convivência e mitigação contra os danos colaterais do vírus na população e na própria economia, a qual acertadamente, quer tanto preservar para empregabilidade, geração de riqueza, tributos e votos em si próprio.

Vou escrever sobre Santa Catarina.

Iniciamos cedo o isolamento social e de forma muito ampla. Orgulhávamos do resultado numa época em que o próprio vírus – segundo os dados de monitoramento disponíveis à época - não circulava com a amplitude como circula hoje, diante de tantos contaminados (um afeta três).

Aí aconteceram quatro fatos decisivos.

Houve o natural saturamento do isolamento – as pessoas não aguentam tanto tempo isoladas. Era preciso produzir e reduzir prejuízos econômicos e a “reabertura” foi feita fora do timing; vieram as pressões setoriais. Vieram também as pressões políticas dos prefeitos que queriam autonomia pois tinham interesses políticos e econômicos locais para serem satisfeitos em ano eleitoral. E para completar, o governador que ia bem e liderando o processo – mesmo diante da fragilidade política em que está metido desde que assumiu -, caiu em desgraça com o mal explicado Hospital de Campanha de Itajaí e os caríssimos respiradores pagos antecipados que não chegaram – e quando uma pequena parte chegou não servia -, aliada à contradição de atitudes dele numa festa junina no Hotel Fazzenda de Gaspar.

OS PREFEITOS SENTIRAM O BAFO DOS SEUS ELEITORES

Moisés líder se recolheu. E a própria Covid o deixou em quarentena. Uma tempestade perfeita.

Os prefeitos ganharam à autonomia que pediram governador e a mal-usaram. Não foram capazes de exercer à liderança metropolitana, fato que sobrecarregou os sistemas de saúde públicos dos municípios líderes regionais. Desgastados, pela incompetência de gestão na crise, agora os prefeitos querem transferir às proibições para o governo do estado justamente no momento em que ele lida com uma tentativa de impeachment na Assembleia Legislativa.

E por que disso? Os prefeitos querem “reformar” o discurso de autonomia deles e lavar as mãos aos grupos de pressão em seus municípios em ano eleitoral. E o MP dando uma mãozinha para este escape maroto. Incrível!

Já o básico que é se distanciar, usar permanentemente a máscara facial e higienizar frequentemente as mãos, coisas simples, baratas, e comprovadamente há mais de um século – desde a Gripe Espanhola e enquanto a vacina não chega - como eficazes para este tipo de doença, estão sendo negligenciadas. E não pelo governo do estado ou até mesmo pelos prefeitos, mas por nós mesmos.

Duvida? Convido você leitor ou leitora a andar por Gaspar, Ilhota, Blumenau ou qualquer outro lugar por uma hora apenas. Convido você pedir a alguém que está sem máscara a colocá-la em respeito a você, ao seu dinheiro que está sustentando esta luta contra a Covid-19, aos desempregados, falidos e aos que você estima. Não será surpresa se o revide não vier imediatamente lhe chamando de trouxa, doente, negando o mal que faz nas pessoas a Covid-19, ou lhe perguntando se você está com medo de morrer.

Afinal, quem está falhando antes dos governos e autoridades? Este quadro dá a dimensão do mundo louco, individual e de gente “cientista” – sem nunca ter ido à escola - em que estamos metidos. Wake up, Brazil!

EM CASA

O ex-contador efetivo da prefeitura de Gaspar, fundador e ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal, o Sintraspug daqui, Odir Barni, 72 anos (ao centro na foto acima e com o punho fechado de vitória quando saia do Hospital em Blumenau), já está restabelecido e de volta em casa.

Ele é antigo leitor assíduo deste espaço, bem como colaborador desta coluna com sua privilegiada memória sobre fatos passados na política e seus atores políticos em nossa cidade.

Odir sofreu um infarto no início da semana passada em Brusque, onde trabalha na prefeitura de lá. Foi emergencialmente atendido e estabilizado. Transferido para o Hospital Santa Isabel, de Blumenau, referência em coração em Santa Catarina, fez o cateterismo, instalou mais um novo stent, e na quinta-feira ganhou alta, levado para casa pelo irmão Elói (à esquerda da foto), e pelo cunhado do filho Oberdan, Fredi do Nascimento (à direita da foto). Descansa em Brusque.

TRAPICHE

A campanha começou e a foto sumiu. No sábado, circulou no Instagram – ao menos eu recebi – uma foto onde a recém empregada secretária de Assistência Social, Silvania Janoelo dos Santos estava numa gravação de um evento com tapadeira do “15”, sob a supervisão da atual superintendente de comunicação, Amanda Elisa Weber. Fiz até um comentário de espanto no post. E a foto sumiu. Afinal tinha que sumir por questões óbvias.

Isto mostra como funciona a máquina de catar votos com empregos de comissionados. Silvania é uma profissional da área de psicologia? É! Mas antes foi profissional da área de comunicação na cidade e pela qual é conhecida. Está habilitada para a função? Não sei! E não me compete esta avaliação e nem é o objetivo desta nota.

O que se sabe é que o ex-titular da pasta – uma área essencial pela circunstância da cidade em si e agravada com a pandemia - saiu dela para fazer campanha política eleitoral bem antes da hora, no horário de serviço, como provam vários posts. Ele continua empregado na prefeitura. Para a sua vaga, com o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, prometeu um interino para “economizar” em tempos de crise.

A promessa já foi para o saco faz tempo e a nova titular comissionada, pela foto que se espalhou no Instagram e logo se deletou para evitar as provas da exibição juvenil nas redes sociais, pelo jeito já está cumprindo dupla função e jornada de trabalho. Tudo pela reeleição do novo empregador.

Tudo dominado. Olha só o que me apareceu no sábado e domingo quando tentei acessar o site oficial da prefeitura de Gaspar. “Sua conexão não é privada. Os invasores podem estar tentando roubar suas informações de www.gaspar.sc.gov.br (por exemplo, senhas, mensagens ou cartões de crédito)”.

“Este servidor não conseguiu provar que é www.gaspar.sc.gov.br; o certificado de segurança expirou há 2 dias. Isso pode ter sido causado por um erro de configuração ou por um invasor que interceptou a conexão. O relógio do seu computador está atualmente definido como domingo, 9 de agosto de 2020. Isso está correto? Se não estiver, corrija o relógio do sistema e atualize esta página”.

A incoerência é alma do negócio para os políticos atrás de votos perdidos. “Nossos heróis de hoje vestem azul”, diz um post nas redes sociais do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, replicado no final-de-semana entre outros, por vereadores que o apoiam na grande coligação que se montou para a reeleição dele. O azul é do Samu que mesmo com precária estrutura – cumpriu a missão e ajudou no parto de uma moradora de Gaspar.

Como a imagem de Kleber está chamuscada pelas dúvidas que ele e seus “çabios” constroem contra ele próprio, Kleber resolveu ir no Samu para parabenizar pessoalmente a equipe, tirar uma foto orientado pela equipe de comunicação e fazer propaganda com ela. “Notícias que nos dão esperanças. Parabéns a nova mamãe e a equipe do Samu”, escreveu. Faltou Kleber dizer que vai mudar a realidade do Samu, extinguir o rodízio de técnicos, a transferência dos que possuem opinião própria para dar mais eficiência e autonomia a este tipo de operação emergencial.

A incoerência é alma do negócio para os políticos atrás de votos perdidos. O decreto em Gaspar recomenda que apenas um membro da família vá ao mesmo tipo de comércio. O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, fez questão de tirar fotos em compras em família, com a esposa Leila. Depois ele próprio vai para as redes sociais reclamar dos outros sobre o tal “aglomero”. Nas próprias redes foi observado mais uma vez por esta incoerência.

Pergunta que não quer calar. Quantos pré-candidatos a prefeito há em Gaspar? Seis? Bobagem! De verdade, só três. Nem o PT extraoficialmente declarou quem será o seu candidato. E viável, por enquanto, só Kleber Edson Wan Dall, MDB, PP, PSD, PDT, PSDB, PSC e outros. Se ele perder com essa tripa pesada, será uma vergonha sem tamanho para ele, seus “çabios” e a máquina de engolir todos.

Protesto. Está marcado para às 14h30min desta terça-feira, se até lá o decreto do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, não mudar, o protesto pela flexibilização dos bares e canchas de bochas de Gaspar. O protesto será na praça defronte o gabinete do prefeito.

Furando o bloqueio. O Supermercado Acher, em Gaspar, está abrindo até as 21 horas. A liminar foi da Justiça. Onde passa um boi, passa uma boiada. E o caminho já está sinalizado por onde guiar os bois.

Cada um escolhe o seu representante. O presidente da Fecam - Federação Catarinense de Municípios -, prefeito de Major Vieira, Orildo Antônio Severgnini, MDB, foi pego pelo Gaeco na sexta-feira retrasada, numa operação bem contundente e que ganhou pouca repercussão na mídia em geral.

O Conselho de diretoria da Fecam recomendou para que deixasse o cargo - e assim livrasse, por tabela, a imagem da entidade. Fez bem. Sabe qual foi a reação do prefeito Orildo, da pequena Majora Vieira? Uma carta aberta. Nela, Orildo deixa claro que permanecerá à frente da entidade.

E para não deixar dúvidas, Orildo já marcou uma reunião com os Conselheiros da Fecam. Será nesta terça-feira para tirar essa história a limpo de que ele deveria deixar - mesmo que provisoriamente - a presidência da Fecam enquanto se apura as acusações contra ele e administração dele em Major Vieira.

João Amoedo, do Novo, no twitter, exemplifica. Reforma Administrativa de Portugal em 2008: Mil carreiras substituídas por três gerais e poucas específicas; autorização para contratação de um novo funcionário público apenas quando dois saíssem; fim da progressão automática por tempo de serviço. E conclui “Estamos atrasados”.

Como podem ganhar tão bem e errar aparentemente tão feio? Os procuradores da Assembleia Legislativa e que orientam o presidente e a mesa diretora, deram o aval para o rito do impeachment contra o governador Carlos Moisés da Silva, a sua vice Daniela Cristana Reinehr e o secretário de Administração, Jorge Eduardo Tasca.

É que o Tribunal de Justiça, em liminar, viu e provou haver açodamento no rito. Esses procuradores da Alesc ganham mais do que os procuradores do Estado. E foi por dar a isonomia para todos, mas que só alguns ganharam na Justiça, que o governador, a vice e o secretário estão no pelourinho. Ou seja, ganhar mais, não significa saber mais, melhor ou com assertividade no ambiente do serviço público.

Aliás, essa da isonomia, é uma jogada manjada. Aqui mesmo, há uma história conhecida na Câmara de Gaspar. Fez um concurso para 40 horas para funções que tinham originalmente 30 horas. No final, a isonomia mandou todos trabalharem 30 horas e com o salário de 40 horas. 

O que está na praça em Gaspar? O pregão 063/2020. O valor? R$366.672,50. E para que? Registro de preços para futuras aquisições de uniformes

João Amoedo, do Novo, no twitter, exemplifica. A Reforma Administrativa na França: bonificação por desempenho e não por tempo de serviço; contratação de funcionários por meio contratual e não estatutário; em projetos específicos é autorizada a contratação temporária; mobilidade de servidores entre órgãos do Estado.

Resumindo, nos dois exemplos, está claro o retrato dos governos Federais, Estaduais e Municipais sobre o atraso, mas principalmente como os parlamentares brasileiros trabalham a favor de privilégios e proteção especial a 5% dos servidores contra outros 95% trabalhadores sem estabilidade entre eles uma maioria sem ao menos com possibilidade de acesso a empregos formais.

Em Gaspar, por exemplo, esses modelos da França e Portugal seriam desastrosos, como mostram os exemplos no preenchimento de vagas para comissionados, onde a qualificação é o que menos importa na escolha dos titulares delas. Acorda, Gaspar!

Assim está o cemitério Municipal de Gaspar. O lixo e o descaso abundam. É preciso escrever um textão, ou a foto serve?

 

 

Comentários

Herculano
13/08/2020 11:51
O VALENTÃO SE TOCOU

Este é o aviso da Federação Catarinense dos Municípios. Sem comentários.

Na manhã de 13 de Agosto, a Federação Catarinense de Municípios (FECAM) foi cientificada pelo Presidente Orildo Severgnini sobre sua RENÚNCIA frente a presidência da Federação. A ação cumpre com o posicionamento anterior do Presidente de que, em havendo novos fatos relacionados às investigações em Major Vieira, o mesmo se afastaria, em definitivo, da condução da entidade.

As medidas legais de acatamento da renúncia estão sendo tomadas e a direção da FECAM deve orientar o Sistema nas próximas horas.
Herculano
13/08/2020 11:18
da série: fraude eleitoral

"É ASSUM QUE FUNCIONA O BRASIL", DIZ BARROS SOBRE DISTRIBUIÇÃO DE CARGOS

Conteúdo de O Antagonista. O novo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), disse que "é absolutamente justo" que os partidos que apoiam o governo tenham cargos no Executivo.

"A nossa Constituição tem o presidencialismo de coalizão e é absolutamente justo que os partidos que vão dar governabilidade, que vão permitir o governo aprovar matérias que ele prometeu na campanha, tenham elementos de seu partido no governo, fazendo o programa de cada partido, é assim que funciona o Brasil", afirmou, em entrevista à rádio Eldorado.

Ele disse que vai atuar para aprovar a reforma administrativa, prometida para o ano que vem, que deve dificultar a estabilidade e a progressão automática na carreira de novos servidores.

"Claro que há sim uma grande resistência da corporação de servidores públicos que abduziu o Orçamento da União. Mas vamos enfrentar essa corporação, vamos enfrentar as dificuldades que aparecerem para que os brasileiros, em especial os contribuintes e aqueles que precisam do auxilio do Estado, sejam prioridade, e não a corporação dos servidores que levaram a grande vantagem nas discussões orçamentárias."
Miguel José Teixeira
13/08/2020 09:47
Senhores,

O limiar triunfal de lula ao poder

"Após culpar Edson Fachin, relator da Lava Jato, pela morte do ex-deputado Nelson Meurer de covid na prisão, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) se cacifou para virar líder do governo na Câmara. Agradou também ao Planalto sua coragem de criticar o "lava-jatismo". (Coluna do CH abaixo)

Quem é o maior crítico da lava-jato?

Quem afirmou que os ministros do STF estão "acovardados"

Quem chamou Moro de canalha em discurso no ABC?
Miguel José Teixeira
13/08/2020 09:34
Senhores,

Antes tarde do que nunca

"Projeto altera regra sobre responsabilidade civil do poder público sobre atos de seus agentes

- Objetivo é evitar casos como determinação da Justiça de que União pague indenização a procurador por ofensa de ministro do STF". . .

Leia + em:

https://www.camara.leg.br/noticias/683855-projeto-altera-regra-sobre-responsabilidade-civil-do-poder-publico-sobre-atos-de-seus-agentes/
Herculano
13/08/2020 09:16
BOLSONARO ASSOPRA GUEDES, MAS LUTA POLÍTICA PELO GASTO CONTINUA, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Governo e Congresso fazem cerimônia de culto ao teto de gastos, mas problema continua

Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre juntaram-se para um breve culto do teto de gastos e para dar uns tapinhas nas costas do ministro da Economia, Paulo Guedes, estressado por debandadas várias. Sabe-se lá o que vai sair de prático das reuniões e do pronunciamento da noite de quarta-feira. No que vale prestar atenção:

1) Se a conversa fosse para valer, não haveria dinheiro para um Renda Brasil, o Bolsa Família gordo que Bolsonaro quer chamar de seu na eleição de 2022;

2) Maia disse que na reunião do Alvorada houve um compromisso de regulamentar os gatilhos do teto. Parece um tédio infinito, mas é coisa grande - mais sobre isso adiante;

3) Alcolumbre disse que a retomada (pós-pandemia) tem de ter "responsabilidade fiscal e social".


Além de Bolsonaro, Maia (presidente da Câmara), Alcolumbre (presidente do Senado) e Guedes, na reunião estavam também os ministros "fura teto" (no dizer de Guedes), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), além de líderes do governo no Congresso e do centrão.

"Regulamentar os gatilhos do teto" significa colocar na Constituição e em leis que a despesa federal vai ser cortada dessa e daquela maneira, obrigatoriamente, quando o gasto chegar ao limite constitucional. No final do ano passado, o governo enviou ao Congresso uma PEC para regulamentar esse talho, que vigoraria imediatamente, dada a situação das contas públicas.

O que aconteceria? Salários e jornada de servidores federais seriam cortados em até 25%; seriam proibidos reajustes, promoções, concursos etc. Seria proibido criar despesa obrigatória, o que inclui reajuste de salário mínimo e aposentadorias acima da inflação. Um programa de Renda Básica teria de ser inventado antes disso, portanto.

Quanto ao programa de Renda Básica, ora não há dinheiro, dados os limites do teto. Suponha-se que o Bolsa Família passe a atender 19 milhões de famílias (hoje são 14,3 milhões) com um benefício médio de R$ 232 (atualmente de R$ 190), como previa o governo também no final de 2019. A fim de bancar apenas essa despesa, seria necessário dar fim ao abono salarial de um salário mínimo por ano para quem ganha até dois mínimos e do seguro-defeso (seguro desemprego sazonal para pescadores). Já seria um problema enorme. Alguns dinheiros poderiam vir do fim de alguns subsídios tributários, poucos, ou do talho final da despesa em obras, inviável.


Mas lá no Alvorada estava Alcolumbre a falar de "responsabilidade social". Estava o centrão, do qual depende o pescoço de Bolsonaro. O que vai sair disso, politicamente?

Depende da eleição do comando de Câmara e Senado; da popularidade de Bolsonaro; do que vai ser a economia depois de setembro, por aí.

Por ora, o culto do teto deve dar uma acalmada "no mercado". Mas há empresários "fura teto" na construção civil e entre seus fornecedores, que querem obras, em especial de casas populares, para o que não há dinheiro, dado o teto de gastos. Além do mais, no Congresso alguém vai pelo menos pensar em uma gambiarra para acomodar todos esses interesses: de Bolsonaro, da finança, dos "fura teto", da renda básica etc.

Em resumo, o jogo continua. Houve uma parada para o massagista passar uma aguinha em Paulo Guedes, que deu um grito de Neymar caído no gramado, e para o juiz olhar no VAR se houve impedimento no ataque ao teto. A primeira grande jogada acontece até o fim do mês, quando o governo manda ao Congresso o projeto de Orçamento de 2021.?
Herculano
13/08/2020 09:11
da série< quando a maré de más notícias começam e continuam, parecem que nunca acabam...

MARCO AURÉLIO VAI ANALISAR PEDIDO PARA AFASSTAR GUEDES, por Renan Ramalho, de O Antagonista.

Marco Aurélio Mello foi sorteado para relatar a ação do PDT que pede o afastamento de Paulo Guedes do Ministério da Economia. Parece uma boa notícia para o governo.

Neste ano, o ministro propôs que decisões que afetem outro poder só sejam tomadas pelo plenário do STF. A sugestão foi feita em maio, depois que Alexandre de Moraes suspendeu, por liminar, a nomeação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal.

Em julho, a proposta foi rejeitada pelos demais ministros.

Em princípio, a posição de Marco Aurélio, recentíssima, indica que ele não afastaria Paulo Guedes. Mas convém lembrar que, em dezembro de 2016, ele afastou monocraticamente Renan Calheiros da presidência do Senado.

A ação contra Guedes no STF está baseada na investigação que ele responde, na Operação Greenfield, por supostos prejuízos a fundos de pensão que aportaram recursos em um fundo de investimento que ele geria no mercado financeiro antes de entrar no governo.

A defesa do ministro diz que a CVM concluiu que não houve irregularidades, que os fundos foram lucrativos para os fundos de pensão e que não havia motivo para a abertura de inquérito.
Herculano
13/08/2020 09:08
"BOLSONARO BARRA MOVIMENTO "FURA-TETO" PARA EVITAR RISCO À ECONOMIA E AO SEU MANDATO, por Fernanda Trisotto, na Gazeta do Povo, Curitiba PR

Com pronunciamento ao lado de Maia e Alcolumbre em defesa do teto de gastos, Jair Bolsonaro buscou brecar movimento "fura-teto" no governo.

O Brasil vai sair da crise da Covid-19 em uma situação fiscal bastante fragilizada e o modo como o país conduzirá essa recuperação trará impactos não apenas econômicos, mas, sobretudo, políticos. Depois de um movimento "fura-teto" ganhar força dentro do governo e da má reação do mercado, o presidente Jair Bolsonaro convocou seus principais ministros e os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), para um pronunciamento conjunto, nesta quarta-feira (12), em que reafirmaram o compromisso com o teto de gastos.

"Nós respeitamos o teto dos gastos, queremos a responsabilidade fiscal, e o Brasil tem como realmente ser um daqueles países que melhor reagirá à questão da crise", declarou Bolsonaro. Maia aproveitou o pronunciamento para reafirmar "o compromisso com o teto de gastos e a boa qualidade do gasto público". Alcolumbre também ressaltou que "a agenda de responsabilidade fiscal" é prioridade na Casa.

O teto de gastos, que limita o crescimento das despesas da União, marcou os debates das últimas semanas. Algumas alas do governo defendiam uma flexibilização das regras para que o governo pudesse gastar acima dessa linha, aproveitando brechas abertas pelo estado de exceção causado pela pandemia do novo coronavírus. A questão é que uma eventual flexibilização das regras para gastar mais ou mesmo a adoção de artimanhas para burlá-las têm efeitos potencialmente nocivos para a economia e podem até motivar um pedido de impeachment do presidente por crime de responsabilidade.

Breque do movimento fura-teto
A convocação de última hora para o pronunciamento foi tanto um aceno para o mercado quanto um afago para o ministro da Economia, Paulo Guedes. Com a fala conjunta - e a ausência da ala militar - Bolsonaro também mandou um recado mais firme para os governistas que buscavam alternativas para o governo descumprir o teto de gastos.

O presidente demonstrou consonância com Guedes, que foi afetado por baixas em seu time e um aparente enfraquecimento da agenda liberal. O ministro vinha defendendo reiteradamente o cumprimento do teto de gastos e alertando para o risco de Bolsonaro ser mal aconselhado e acabar em uma situação delicada, sob risco de enfrentar um impeachment.

Os primeiros sinais do mercado, incomodado também com a debandada da equipe econômica, já tinham sido captados pelo alto escalão do governo. Antes mesmo do pronunciamento conjunto, presidente, vice-presidente e ministros-chave vieram a público defender o teto de gastos como âncora fiscal do país e se comprometer em respeitá-lo. O não cumprimento do teto pode azedar de vez a retomada da economia brasileira, fazendo com que o país perca credibilidade e aumente o risco a investidores, além da provável elevação da taxa de juros e do nível do câmbio.

A saída de integrantes importantes do Ministério da Economia também mostrou como o time do ministro Paulo Guedes está sujeito à pressão da ala mais populista do governo. Aí aparecem tanto os ministros militares ?" que querem emplacar o plano Pró-Brasil mesmo à revelia de Guedes ?" e a turma que defende o aumento do investimento público federal, principalmente em grandes obras, para impulsionar a economia - é o caso dos ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional).

Os riscos de furar o teto de gastos para a economia
A pressão que pairava sob Bolsonaro para furar o teto de gastos agitou o mercado e movimentou o governo, que passou a quarta-feira (12) reiterando o compromisso com a medida. É justificável. Em caso de rompimento, a Constituição já prevê o acionamento de alguns gatilhos para redução de gastos com pessoal: não haveria mais reajuste para o funcionalismo, tampouco seriam feitos concursos públicos.

Mas, para o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria, o principal risco é da flexibilização das regras. "Em tese, vocês está 'legalizando' um descumprimento. O fato de furar o teto por si só não é o maior dos problemas, porque isso vai acionar gatilhos corretivos que existem para recolocar o país nos trilhos", analisa.

Por isso, a preocupação é a aprovação de medidas que permitam "driblar" o teto por mais tempo, para além de 2020, em que a situação já é diferente por causa da PEC do Orçamento de Guerra e em decorrência do aumento de gastos causados pela pandemia.

"As questões para 2021 estão bastante claras: se houver alguma tentativa de estender para o ano que vem uma parte grande dessas despesas extraordinárias que exijam uma mudança na regra do teto, isso certamente terá uma repercussão muito grande nos mercados", avalia Campos Neto. O economista ainda lista três principais efeitos na economia do país: maior prêmio de risco, taxa de câmbio mais elevada e pressão nas taxas de juros futuras.

"São situações que certamente tornam mais difícil o cenário econômico, porque pressiona juros, câmbio, perde confiança, dificulta investimentos, a própria retomada da economia. A princípio, seria uma saída muito prejudicial para o cenário econômico", analisa.

Impactos no curto e longo prazo
A economista da Coface para América Latina, Patricia Krause, aponta que o risco soberano é o que seria mais impactado em um curto prazo. Mas ela lembra que a depreciação do real, saídas de capital, que já ocorreram esse ano, além do aumento da dívida pública, provocam um freio no potencial crescimento da economia.

Para a economista, a baixa taxa de juros ?" atualmente a Selic está em 2% ao ano ?" pode mudar, já que o risco fiscal é sempre mencionado pelo Copom e, num caso de rompimento de teto, ele estaria mais do que materializado. "A gente já tinha um crescimento aquém do esperado, e não recuperamos o que foi perdido da recessão de 2015/2016", aponta.

O comprometimento da trajetória de crescimento de longo prazo foi apontado por Juliana Inhasz, professora de economia do Insper, como um dos maiores riscos do rompimento do teto. "O investidor que hoje olha com desconfiança sabe que as metas de médio e longo prazo serão cumpridas, porque temos políticas críveis. O governo consegue ter credibilidade em suas políticas porque as pessoas acreditam que as outras reformas vão passar e hoje é uma situação de exceção", analisa.

Para Juliana, além da percepção do mercado, o risco de furar o teto é prejudicar a capacidade do governo de ficar dentro das metas. Isso implicaria em déficits maiores, manutenção da dívida pública em patamar elevado e toda uma sequência de acontecimentos ?" como pressão sobre a taxa de juros e elevação do risco Brasil ?" que pioraria as condições estruturais para que a economia cresça. "Seria como escolher se você topa diminuir o tombo no curto prazo para ter um crescimento medíocre no médio e longo prazos", avalia.

O governo tem até o final de agosto para enviar o projeto de lei orçamentária para 2021, e o debate sobre cumprimento do teto de gastos chama ainda mais a atenção para a proposta. "O orçamento vai estar no centro das atenções nas próximas semanas, porque a gente vai ter uma dimensão mais real da intenção do governo em relação ao cumprimento ou não das metas fiscais para o ano que vem", avalia Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria.

Mas é também por causa do engessamento do Orçamento que uma eventual discussão sobre a revisão do teto possa vir à tona. Na avaliação da economista-chefe da Reag Investimentos, Simone Pasianotto, qualquer decisão ou transição abrupta de mudanças nas regras do teto vai gerar algum desgaste, mas do jeito como ele está posto, não se sustenta ?" nem para o lado de quem defende a medida pelo viés de controle da despesa pública, nem para quem se opõe e argumenta que o governo precisa gastar para estimular a economia.

"A gente precisa ter controle das contas públicas para não incorrer em inflação e aprofundar o aspecto acessório. E precisamos tentar alinhavar uma forma equilibrada de reformar o orçamento público, preservando gastos discricionários como investimento e tendo mais flexibilidade de alocação de recursos. A contração fiscal expansionista prevista pela politica de teto dos gastos não se sustenta na atual conjuntura", pontua.
Herculano
13/08/2020 07:31
da série: ai, ai, ai...

ASAS DE FRANGO COM CORONAVÍRUS

Conteúdo de O Antagonista. O governo de Shenzhen, na China, disse que asas de frango congeladas provenientes do Brasil estavam infectadas com o novo coronavírus.

Um exportador de carne brasileiro, consultado pela Reuters, comentou que "é complicado saber em que etapa ocorreu o contágio".

Para os chineses, o vírus chinês virou o vírus brasileiro.
Herculano
13/08/2020 07:29
ANTES DE GASTAR MAIS COM INVESTIMENTOS PÚBLICO, PRECISAMOS APRENDER COM ERROS DO PASSADO, por Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper, é autor de 'Por que É Difícil Fazer Reformas Econômicas no Brasil?', no jornal Folha de S. Paulo

Para não desperdiçarmos recursos, temos que colocar racionalidade, prioridades, regras claras e contratos decentes

Uma das propostas para dinamizar a economia no pós-pandemia é aumentar os investimentos públicos. Abre-se exceção a essa despesa nas regras de controle de gastos e, com mais estradas, portos, ferrovias e habitações, o país cresce, gera renda e paga o custo das obras.

A ideia é tão tentadora que já foi usada várias vezes: Programa Brasil em Ação (1996), Avança Brasil (2000), Programa Prioritário de Investimento - PPI (2005) e PAC (2007). Nas duas últimas versões, veio aditivado pela possibilidade de não computar as despesas dos programas no cálculo do resultado primário.

Nenhum desses planos foi capaz de entregar a revolução que prometeram, e continuamos muito atrasados na infraestrutura. O mais recente, PAC, deixou como legado inúmeras obras inacabadas e inviáveis, além de desmoralizar o resultado primário e a dívida líquida como indicadores fiscais, por adotar mecanismos criativos para mascarar o crescimento da despesa e da dívida.

O primeiro parágrafo da introdução de um manual do Banco Mundial sobre boas práticas em investimentos públicos descreve com clareza o problema da estratégia de abrir "espaço fiscal" para esses investimentos: "esse argumento é frequentemente fragilizado pela evidência de baixa eficiência dos investimentos públicos em várias dimensões: fraco mecanismo de seleção de projetos, incluindo os desperdícios com elefantes brancos; atrasos nos projetos e conclusões das obras; corrupção nas licitações; extrapolação dos custos projetados; obras inacabadas; incapacidade de operar e fazer manutenção dos ativos, de modo que os benefícios para a população resultam menores que os estimados".

O caso brasileiro aí se encaixa perfeitamente. Antes de gastar mais, precisamos aprender com os erros do passado e superar os gargalos institucionais.

Nossos projetos de engenharia são muito ruins, porque são contratados pela lei de licitações, à base do menor preço. Em todo o mundo são poucas as boas empresas especializadas nesses projetos, e elas deveriam ser previamente certificadas para disputar os contratos no Brasil, como se faz nos principais países.

Uma iniciativa nessa direção, contida na MP 882, caducou. O projeto de revisão da lei de licitações, aprovado na Câmara, e que prevê modalidades inovadoras, como a contratação integrada, está parado no Senado.

Não temos um ritual para selecionar os investimentos prioritários. O Plano Plurianual é um inútil rol de todas as obras possíveis. O Senado aprovou um projeto de lei que propõe a definição de prioridades por meio de um banco de projetos, mas ele está parado na Câmara.

A aprovação da PEC do orçamento impositivo piorou a situação ao aumentar a despesa obrigatória com emendas parlamentares, em sua maioria investimentos que pulverizam e desperdiçam recursos.

Temos problemas com as regras de licenciamento ambiental (cujo PL está parado na Câmara), de restrições a participação de estrangeiros nas licitações, de ativismo dos órgãos de controle.

Adotamos modalidades de contrato de concessão que estimulam os parceiros privados a fazer a parte lucrativa da obra e abandoná-la na hora de fazer a parcela não lucrativa, ou a jogar o custo de serviços superfaturados sobre o parceiro público.

Não é de espantar que o TCU aponte que 47% das obras paralisadas têm como causa problemas técnicos e 23% por abandono pela empresa. Só 10% estão paradas por falta de recursos.

É sintomático que os símbolos da pretendida nova arrancada da infraestrutura sejam duas ferrovias herdadas do PAC. Em uma delas o TCU questiona a viabilidade econômica e aponta ausência de orçamento e projeto executivo adequados. A outra é uma ligação de uma mina de ferro a um porto que ainda não existe, e que será construído dentro de reserva de mata atlântica, gerando disputa judicial: grande chance de os trilhos chegarem e o porto não estar lá.

Antes de desperdiçarmos novamente recursos públicos, temos que colocar racionalidade, prioridades, regras claras e contratos decentes. Oxalá o novo marco do saneamento seja um sucesso e inaugure reformas na direção certa.
Herculano
13/08/2020 07:26
da série: o retrato de um repetido estelionato eleitoral

GUEDES REVIVE FILME QUE TERMINOU MAL PARA MORO, por Josias de Souza.

Paulo Guedes tornou-se personagem de um filme parecido com aquele em que o prestígio de Sergio Moro morreu no final. No enredo estrelado por Moro, o desfecho foi marcado pela tentativa de Jair Bolsonaro de promover uma ocupação política da Polícia Federal. No roteiro protagonizado por Guedes, o presidente reduz o pé-direito do Posto Ipiranga ameaçando trocar o rigor fiscal imposto pelo teto de gastos públicos pela gastança de um populismo que mira a reeleição.

Os superpoderes de Moro no governo foram diminuindo na proporção direta do crescimento da deterioração ética da família Bolsonaro. A força que Guedes presumia ter é debilitada pelo desejo do presidente de fortalecer sua popularidade às custas do déficit público. Guedes já viu como esse tipo de encrenca termina. A franqueza com que o ministro expôs publicamente o seu próprio calcanhar de vidro foi uma tentativa vã de mudar o final do filme no replay.

Guedes traçou um risco no chão. Fez isso ao dizer que os conselheiros do presidente que o aconselham a pular cerca e a furar teto vão conduzi-lo a uma "zona sombria", a "uma zona de impeachment." Foi como se o ministro declarasse: "Se isso acontecer, eu chamo o caminhão de mudança, aderindo à debandada que levou à saída de mais dois membros da equipe econômica: Salim Mattar e Paulo Uebel."

Bolsonaro respondeu à franqueza de Guedes com a firmeza de um pedaço de gelatina. Defendeu o teto de gastos. Mas disse que, "num orçamento cada vez mais curto, é normal os ministros buscarem recursos para obras essenciais." Fez uma defesa protocolar da privatização. Realçou o "elevado nível de competência" dos assessores que saíram. Mas chamou de "normal" o êxodo que Guedes batizou de "debandada".

A cadeira de Guedes está tão firme quanto a poltrona de Moro. Cabe ao ministro decidir até que ponto deseja conviver com os parafusos frouxos. Está entendido que, para Bolsonaro, Guedes deixou de ser insubstituível.
Herculano
13/08/2020 07:05
UTIs SEM REMÉDIOS EM 22 ESTADOS

Conteúdo de O Antagonista."Vinte e dois estados e o Distrito Federal estão com seus estoques de medicamentos para a intubação de pacientes graves da Covid-19 no vermelho", diz o UOL.

"A lista de remédios em falta inclui 22 sedativos, anestésicos, analgésicos e bloqueadores neuromusculares".

A cloroquina, por outro lado, está sobrando. O Ministério da Saúde já distribuiu 5 milhões de comprimidos e há mais 4 milhões em estoque.
Herculano
13/08/2020 07:02
OPORTUNISMO DE BOLSONARO VAI MINANDO PAULO GUEDES, por Fernando Canzian, no jornal Folha de S. Paulo

Saídas de secretários são sinais de mudança de rumo e da visão de curto prazo do presidente

A "debandada" de Salim Mattar (Desestatização) e Paulo Uebel (Desburocratização) não é apenas um péssimo revés contra o discurso de modernização da economia sob Jair Bolsonaro.

São o sintoma de um governo que parece estar se preparando para mudar de rumo, com o presidente antecipando sua campanha à reeleição sob o populismo econômico, via mais gastos e ajudas emergenciais, a fim de reforçar sua popularidade.

A hora para flertar com essa zona "sombria", na expressão usada por Paulo Guedes na saída de seus auxiliares, não podia ser pior.

A dívida pública brasileira encostará em 100% do PIB no final deste ano e a única âncora a sustentar o seu financiamento com a menor taxa de juros de nossa história é o cumprimento do teto de gastos.

Se ele desmoronar, como uma parte do governo deseja, o risco é o país retomar uma trajetória de descontrole orçamentário e inflacionário - de "caos", como também disse Guedes sobre o rumo que as saídas de Matar e Uebel podem sinalizar.

Guedes foi muito franco e direto em suas considerações sobre o episódio, revelando o próprio desconforto com o andamento das coisas. Desde o início do governo, diante da inação de Bolsonaro, o ministro já perdeu seis auxiliares comprometidos com seu projeto.

Desta vez, foi a desistência de enviar ao Congresso uma proposta de reforma administrativa e de acelerar as privatizações que levaram às saídas. Se o teto entrar na mira de Bolsonaro, é pouco provável que Guedes queira ficar entre seus escombros.

Mas o embate que havia dentro do governo entre a postura fiscalista de Guedes em contraposição aos militares e a Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) parece estar pendendo cada vez mais para os que defendem maiores gastos.

"Guedes vai ter que dar um jeito de arrumar mais um dinheirinho", resumiu recentemente Flávio Bolsonaro sobre o rumo que as coisas vêm tomando, ele próprio um interessado em ampliar a base de apoio do presidente para salvar a pele.

Bolsonaro já disse inúmeras vezes não entender nada de economia, o que talvez torne incompreensível para ele a relação direta que existe entre dívida pública controlada e juros baixos, que permitem uma recuperação mais saudável da economia, mesmo que mais lenta.

Mas o presidente não tem visão de longo prazo e, como sua trajetória mostra, é um oportunista do baixo clero de Brasília, com quem agora se aliou para se proteger de problemas e acusações em troca de mais verbas e espaço em seu governo.

Se Bolsonaro pegar mesmo o atalho da irresponsabilidade fiscal, é esperar para ver se o vaticínio de Guedes se confirma: "Os conselheiros do presidente que o estão aconselhando a pular a cerca e a furar o teto vão levar o presidente para uma zona de impeachment".

A dúvida é de onde Paulo Guedes vai assistir a isso tudo.
Herculano
13/08/2020 06:57
PRIVATIZAÇÃO É Só DA BOCA PARA FORA, NO CONGRESSO

Empresário de sucesso, habituado a ver suas decisões cumpridas sem demora, Salim Mattar fez um intensivão de política e sobre "a vida como ela é" na gestão pública, quando chefiou a Secretaria de Desestatização e Privatização do governo Bolsonaro. Há mais de 30 anos ele é privatista militante, em defesa do extermínio das estatais, mas agora Mattar sabe que, em governo, não basta querer. Precisa combinar com os "russos" do Congresso, da Justiça, da pelegada, dos lobistas, dos fornecedores...

REINO DA HIPOCRISIA

Mattar agora sabe: Rodrigo Maia elogia privatizações em palestras para empresários paulistas, mas é quem as inviabiliza na Câmara.

Só PENSAM NAQUILO

Mattar agora sabe: quando se trata de estatais, políticos só pensam na melhor maneira de ocupar as diretorias com apadrinhados subornáveis.

TAMANHO DO PROBLEMA

Mattar agora sabe: o governo não nos obriga a sustentar "apenas" 134 estatais, como se dizia, mas 698, quase todas imprestáveis e deficitárias.

PREGAÇÃO CONTINUA

Mattar agora sabe: empresa privada tem seus encantos. Mas ele não retomará a gestão da sua Localiza. Vai se dedicar ao Instituto Liberal.

CNJ AFASTARÁ DESEMBARGADOR BOÇAL DE SP DIA 25

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) marcou para o dia 25 a sessão de julgamento do caso do desembargador Eduardo Siqueira, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que se recusou a usar máscara, ao caminhar na orla de Santos, e ainda humilhou o guarda civil que o abordou. Integrantes do CNJ confirmaram ao jornalista Pedro Campos, da Rádio Bandeirantes, que será aberto procedimento contra o desembargador.

SERÁ AFASTADO

Conselheiros do CNJ também apostam que o colegiado promoverá o afastamento imediato de Siqueira de suas atividades no TJSP.

AGORA É CRIME

O corregedor nacional, ministro Humberto Martins, avalia se Siqueira cometeu crime de "carteirada", previsto na Lei de Abuso de Autoridade.

CORPORATIVISMO

Enquanto o Tribunal de Justiça mantém constrangedor silêncio sobre o caso, o Ministério Público de São Paulo também denunciou Siqueira.

COMO SE FAZ POLÍTICA

Após culpar Edson Fachin, relator da Lava Jato, pela morte do ex-deputado Nelson Meurer de covid na prisão, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) se cacifou para virar líder do governo na Câmara. Agradou também ao Planalto sua coragem de criticar o "lava-jatismo".

NOVA LOROTA

Os "desinformados", como o general e ministro Augusto Heleno chama alguns jornalistas criativos que atuam em Brasília, agora atribuem aos "ministros generais" a defesa do fim do teto de gastos. É só outra lorota.

PAPO FOI ANIMADOR

O ex-secretário de Privatizações Salim Mattar contou ontem a orientação que recebeu do presidente Jair Bolsonaro, no começo do governo: "à exceção de Caixa, Banco do Brasil e Petrobras, pode privatizar tudo."

SONHO SONHADO

A venda das estatais renderia ao Tesouro Nacional mais de R$1 trilhão, suficientes por exemplo para cobrir toda a despesa com a pandemia de covid-19. Mas os políticos amam estatais, seus cargos e seus negócios.

DE OLHO

Está na pauta de sexta (14) do STF ação que pode garantir economia de R$6,54 bilhões a empresas, caso os ministros votem por retirar o ISS do PIS/Cofins, como aconteceu com o ICMS. Mas suas excelências adoram impostos. É o que sustenta as regalias e privilégios do setor público.

QUASE 100% MAIS

De acordo com uma pesquisa Neotrust/Compre&Confie, o Dia dos Pais movimentou R$5,4 bilhões para o comércio digital no País, crescimento de 95,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

DIRETO PARA O CONSUMO

Levantamento da Fecomercio-SP mostra que do total de R$190 bilhões liberados pelo auxílio emergencial contra os efeitos da pandemia no Brasil, R$151 bilhões tiveram como destino o consumo varejista.

CARGA EXPLOSIVA

Após a explosão de 2,7 mil toneladas de nitrato de amônio em Beirute, a agência de transportes aquaviários (Antaq) informa que há 215 terminais portuários, no Brasil, que recebem e armazenam produtos químicos.

PENSANDO BEM...

...2020 pode ser finalmente o ano de Neymar.
Herculano
13/08/2020 06:50
BOLSONARO CONTRATA PROFISSIONAIS DO RAMO PARA EVITAR IMPEACHMENT, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Em pacto de sobrevivência, presidente entrega operação política do governo ao centrão

Às vésperas do impeachment de Dilma Rousseff, dirigentes do PP pediram as chaves do Ministério da Saúde. O governo hesitou, mas topou a jogada em troca de votos para evitar a queda da presidente. Pouco depois de deixar o Planalto, o deputado Ricardo Barros foi à casa de Michel Temer. O vice cobriu a oferta: o PP ajudou a derrubar a petista, e Barros virou ministro.

Na próxima semana, o parlamentar assume oficialmente o posto de líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara. Depois de açoitar os velhos partidos, o presidente decidiu contratar profissionais com experiência no ramo para se proteger no cargo.

A palavra impeachment dita os lances de Bolsonaro há alguns meses. Faz sentido, já que a hipótese é citada com desinibição ?"tanto por aqueles que gostariam de derrubar o presidente quanto por sua tropa de choque e pelos omissos que não veem "nenhum tipo de crime".

O último a falar no assunto tem assento na Esplanada dos Ministérios. Paulo Guedes disse na terça (11) que as pressões para furar o teto de gastos públicos levariam o presidente à "zona do impeachment". Ele mencionou conselheiros de Bolsonaro, mas o alvo era um chefe acometido pela comichão da gastança.

O presidente abriu dois movimentos para se esquivar desse tormento. Nesta quarta (12), ele fez uma declaração insossa em defesa do limite de despesas e confirmou a escolha de Barros para a liderança do governo.

O deputado é um especialista. Ainda no ano passado, ele peitou um ministro do governo ao cobrar a liberação de cargos e disse: "Se precisar demitir o presidente, nós demitimos. Ele não pode demitir o Congresso. A palavra final é nossa".

Além de instalar uma operação política no governo, a nova aliança de Bolsonaro com o centrão representa um pacto de sobrevivência. O novo líder carrega esse espírito. No início do governo, Barros afirmava que não cabia ao Congresso investigar o caso Fabrício Queiroz. "Agora vamos ficar votando CPI em vez de votar reforma?", perguntou.
Miguel José Teixeira
12/08/2020 15:41
Senhores,

O artigo abaixo é contrário à privatização do Parque Nacional de Brasília, decretado pelo capitão zero-zero juntamente com o Parque Nacional de São Joaquim.

Gentileza informar se alguém de SC saiu em defesa do Parque Nacional de São Joaquim, que, caso você ainda não o conheça, poderá fazê-lo virtualmente:

https://www.icmbio.gov.br/parnasaojoaquim/guia-do-visitante.html

Li em algum lugar que a família Orleans e Bragança vinha adquirindo terras nessa Região. . .

Eis o artigo publicado na Coluna Visto, lido e ouvido, hoje, no Correio Braziliense:

Água mineral pede socorro

Aproveitando a calmaria que a quarentena prolongada impôs a todos, inclusive, aos profissionais devotados à fiscalização e à proteção do meio ambiente do nosso país, a máquina de fabricar leis niilistas e de moer esperanças, localizada dentro do Palácio do Planalto, segue funcionando a todo o vapor, imprimido diretrizes, que, em última análise, visam tão somente impor sobre nosso riquíssimo e castigado bioma a concepção de riqueza e progresso tal como entendido no princípio do século18, durante a Revolução Industrial.

Nesse quesito, trata-se de uma política absolutamente obscurantista. Parece culpar a natureza exuberante pelos descaminhos e desventuras tomados por parcela da população. Não se pode dizer, contudo, que a população tenha sido apanhada de surpresa. O sinal de fumaça indicando que mudanças indesejadas viriam a toque de caixa foi feita, literalmente, pelo atual ministro do Meio Ambiente, que a maioria lúcida desse país critica.

Durante a fatídica reunião fechada de 22 de abril último e que a Justiça, pelos descalabros ali confessados, levou ao conhecimento da nação, o ministro Ricardo Salles declarava, literalmente: "Então, para isso, precisa ter um esforço nosso aqui enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só se fala de covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas. De Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Ministério da Agricultura, Ministério do Meio Ambiente, de ministério disso e ministério daquilo. Agora, é hora de unir esforços pra dar de baciada a simplificação". Para tanto, dizia o ministro, "o governo federal não precisa de Congresso, ainda mais nesse fuzuê".

Declaração dessa gravidade, vinda de quem, em tese, deveria zelar pela preservação do meio ambiente, soa surreal, para dizer o mínimo. Não satisfeito com a sessão de bajulação e sabujismo explícito, Ricardo Salles ainda emendou sua falação com sugestões ao chefe: "Agora tem um monte de coisa que é só parecer, caneta, parecer, caneta. Sem parecer também não tem caneta, porque dar canetada sem parecer é cana (?) isso aí vale muito a pena. A gente tem um espaço enorme pra fazer".

De lá para cá, o que parecia ser retórica de subalterno vai virando realidade. Regulamentações abrindo espaço para mineração e exploração de madeiras em terras indígenas, a permissão para exploração econômica em áreas da Mata Atlântica e outras estultices. O rol de medidas insensatas ao meio ambiente segue numa profusão que vai espantando não só ambientalistas daqui e do exterior, mas colocando o Brasil como pária num mundo que parece ter acordado para os efeitos do aquecimento mortal do planeta.

Uma das últimas medidas anunciadas por esse ministério para modernizar a área dentro dos parâmetros de desenvolvimento do século 18, é o da privatização do Parque Nacional de Brasília, onde está localizada a idílica Água Mineral, transformando aquele patrimônio verde e de inestimável valor a quem mora em Brasília numa espécie de Parque aquático, com infraestrutura de turismo e outros "avanços" ao gosto do atual governo.

Por certo, o atual titular da pasta do Meio Ambiente desconhece o fato de que nessa área de 42.300 hectares, que abriga espécies variadas de plantas e animais, está localizado o segundo principal reservatório de água potável do Distrito Federal, que engloba a Barragem de Santa Maria, de importância vital para o futuro da capital e de seus habitantes. Quem sabe algum empresário chinês enxergue a oportunidade ímpar dessa privatização e estabeleça naquele local um resort de luxo ou coisa do gênero, que demonstre, ao mundo, nosso total despreparo para cuidar de tão preciosa joia.
Miguel José Teixeira
12/08/2020 11:30
Senhores,

Combustível adulterado

"Debandada da equipe de Guedes é consequência do desmonte do programa econômico"
(Miriam Leitão em O Globo)

Parece-me que o tal posto ipiranga do capitão zero-zero vendeu combustível fake! E pior: vendeu e não entregou. . .
Miguel José Teixeira
12/08/2020 09:16
Senhores,

Enquanto isso nos EUA:

Biden está Kamala e não está prosa!

Portanto, "everyone learning chinese, please". . .

Consta que a primeira frase em chinês que os estadunidenses vão aprender com o "weintlaub" será:

Tlump tlopeçou no tlombone, queblou sua allogância e colle sélio lisco de peldel leeleição.
Herculano
12/08/2020 07:26
HÁ MUITOS INFECTADOS POR COVID-19. FALTAM É TESTES

Se houvesse testes como preconizam os protocolos de saúde pública para casos de pandemias, iria se descobrir que há no Brasil muitos milhões a mais de infectados dos que os relatórios oficiais nos mostram diariamente - e já nos assustam.

Saber da quantidade, e onde exatamente a doença está, não seria apenas uma descoberta, mas uma forma de prevenir e executar com mais eficácia as políticas de proteção e combate à doença em favor da população, da economia e dos próprios infectados.

Quer uma prova de como o novo coronavírus está disseminado entre nós, e não sabemos?

Começaram os campeonatos nacionais das séries A, B e C. E os jogadores só vão a campo se antes testarem para a doença. Há times com 60% do elenco com a doença.

Esta não é uma amostra, é uma realidade. Uma realidade que criminosamente se esconde e ajuda a propagar e dar em mais mortes.
Herculano
12/08/2020 06:50
BOLSONARO QUER FURAR O TETO SEM FURAR O TETO

Conteúdo de O Antagonista. Jair Bolsonaro quer arrumar um jeito de furar o teto sem que isso resulte num impeachment.

Diz o Valor:

"A ideia em análise no Planalto é remanejar recursos que já constam do Orçamento mas que, por dificuldades operacionais dos ministérios, não serão gastos até o fim de dezembro. E, nesse movimento, o crédito extraordinário poderia ser o caminho.

O mecanismo foi discutido na manhã de ontem, em reunião de Bolsonaro com Guedes e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

A medida, contudo, pode na prática ser mais uma tentativa de contornar a restrição de despesa para 2021. Além da discussão sobre se cabe o uso de crédito extraordinário para isso, dado que o instrumento é voltado para despesas urgentes, a iniciativa pode acabar gerando restos a pagar que permitiriam ao governo gastar mais no ano que vem sem as amarras do teto".
Herculano
12/08/2020 06:47
OS RATOS RUGEM, por Carlos Brickmann

Há malfeitorias absurdas que muita gente comete, mas nega. E há também os que a confessam com orgulho. O deputado estadual Douglas Garcia, do PTB paulista, condenado a indenizar uma pessoa que incluiu no dossiê de militantes antifascistas (como se combater o fascismo fosse crime), excedeu-se: disse que o dossiê - 56 páginas, com dados pessoais, incluindo fotografias, de aproximadamente mil pessoas - foi entregue à Embaixada dos Estados Unidos pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro.

Não que os Estados Unidos, ou China, ou Rússia, todos exímios na espionagem, precisem do auxílio do rapaz que disse ter sido fritador de hambúrguer numa lanchonete que não vendia hambúrgueres. Mas está dentro da lei entregar dossiês sobre cidadãos brasileiros a uma potência estrangeira? Os EUA são aliados do Brasil, Bolsonaro se considera meio que um genérico do presidente Trump, mas cada país tem interesses próprios - por exemplo, Trump ameaça taxar produtos brasileiros a menos que concordemos em importar etanol americano sem taxas. O Brasil, grande produtor de álcool, precisa comprar etanol americano tanto quanto precisa de açúcar de beterraba europeu ou de importar jabuticabas. Mas Trump quer votos de agricultores americanos e o Brasil é pressionado a pagar por eles.

Garcia diz que agiu em conjunto com o filho 03. Eduardo Bolsonaro não disse nada. Seu pai, Jair Bolsonaro, está quieto. "Brasil acima de tudo"?

QUEM FICA PARADO É POSTO

No serpentário do Congresso, o superministro Paulo Guedes, o Imposto Ipiranga do presidente Bolsonaro, é conhecido como "semana que vem". Das três reformas que considerava essenciais para que o país se recuperasse e voltasse a crescer, uma foi aprovada - mas não sua versão, que ele não conseguiu emplacar, e sim a do Congresso, puxada por Rodrigo Maia. A tributária levou um ano e meio, foi enviada ao Congresso e até agora nenhum especialista de fora do Governo a considerou à altura da reforma que já está lá em análise, coordenada pelo economista Bernard Appy e apresentada pelo deputado Baleia Rossi, do PMDB paulista. A administrativa levou um ano para ficar pronta e o presidente Bolsonaro botou-a na gaveta.

Mas, por fim, tomou uma decisão: só vai enviá-la no ano que vem, talvez em fevereiro. A estratégia é esperar a eleição para a Presidência da Câmara e do Senado.

A FACE OCULTA

Por que esperar a eleição? Ora, caro leitor, não faça perguntas difíceis.

O JOCOSO E O RIDÍCULO

Orlando Morando, prefeito de São Bernardo, SP, um ex-socialista que virou liberal e hoje é tucano, assumiu seu lugar no time que não gosta de imprensa livre: resolveu interpelar um talentoso chargista, Luiz Carlos Fernandes, do Diário do Grande ABC, por charge publicada em 19 de julho. A charge trata de um assunto incômodo para Sua Excelência, uma empresa de sua propriedade denunciada à Polícia Federal por comprar imóveis beeem baratinhos, abaixo até do valor venal. Mas Morando não fala nisso: acusa o chargista de tê-lo desenhado "de maneira jocosa". Curioso: Sua Excelência prefere charges "macabras", "soturnas", "mal-humoradas"? Ora, ou charge é engraçada ou não é nada. No pedido de explicações a Fernandes, Morando ameaça processá-lo por calúnia e difamação. E não se limitou a ele: acionou o editor de Política do jornal, Raphael Rocha, autor da matéria (nada como culpar o mensageiro quando a mensagem é ruim) e ainda citou o diretor de Redação, Evaldo Novelini, e o editor-chefe do jornal, Wilson Moço.

RESOLVENDO A QUESTÃO

Este colunista sugere que o prefeito se dedique a cuidar melhor da cidade.

MAIS PERSEGUIÇÃO

O ataque à imprensa não se limita ao prefeito de São Bernardo: o famoso grupo JBS, de Joesley Batista, pressiona o ótimo repórter Cláudio Tognolli, que escreveu três livros sobre a empresa: "Nome aos bois", "Traidores da Pátria" e "A CPI do BNDES" - no qual, além da JBS, ou JF, é citado também um grupo nacional que enquanto dava lucro era privado, e foi virando estatal à medida que os lucros caíam, até que, ao fechar, tinha o BNDES como sócio principal. O delegado Ronaldo Augusto Comar Marão Sayeg, da Divisão Antissequestro da Polícia Civil de São Paulo, pediu a prisão preventiva de Tognolli. O juiz Xisto Albarelli Rangel Neto rejeitou o pedido.

BOLSONARO ATENDE OS TRANS

Um acordo entre a Advocacia Geral da União, a Secretaria do Trabalho e Previdência do Ministério da Economia e a Defensoria Pública da União vai permitir que travestis e transexuais incluam seu nome social na Carteira de Trabalho. O acordo foi celebrado em Roraima, mas valerá para todo o país, já que a Carteira de Trabalho digital é um sistema único, nacional. A partir de agora, a Secretaria do Trabalho e Previdência tem seis meses para tomar todas as providências necessárias para implementar a alteração.
Herculano
12/08/2020 06:38
da série: um retrato cruel de que Bolsonaro não quer enfrentar os verdadeiros problemas do Brasil sustentados pelos pesados impostos dos milhões que estão inclusive desempregados

BAIXAS NA ECONOMIA CRIAM ENCRUZILHADAS PARA PAULO GUEDES

Para empresários e economistas, algumas alas do governo ameaçam agenda liberal
Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Bruna Narcizo e Thais Carrança. A saída de mais dois membros importantes da equipe de Paulo Guedes não pegou de surpresa o setor privado brasileiro.

Segundo alguns empresários que conversaram com a reportagem, com a condição de não terem seus nomes revelados, a agenda liberal, um dos pilares do plano econômico do governo de Jair Bolsonaro, estaria sendo preterida e levando a debandada de pessoas que deixaram o setor privado justamente por acreditarem nessa essa agenda.

A pressão por um modelo mais populista estaria ganhado força por causa do aumento de popularidade do presidente após o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600. Entre os que defendem mais gastos estaria, em especial, a ala militar, que sugere mais obras.

Também chama a atenção dos empresários a postura do novo ministro da Comunicação, Fábio Faria. Ele tem participado de lives e dado declarações que tratam dos rumos econômicos do governo.

Para Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq (Associação Brasileira de Brinquedos), os recentes pedidos de demissão podem ser explicados pela demonstração de ineficiência do governo em avançar com mais agilidade na agenda liberal. "O Brasil não funciona como a gente pensa, funciona como é possível", diz Costa. "Por que o Salim não conseguiu vender empresas? Porque toda hora tem alguém empatando um negócio - um juiz de primeira instância, o Ministério Público. E isso ocorre porque não há uma boa narrativa."

Já José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria de Plástico), lamenta pelo que chamou de perdas do governo. "É uma pena sair. Esse pessoal do setor privado teve um tempo de aprendizado e vão sair justamente agora que estão capacitados. E é o momento que mais precisamos, no início do pós-covid."

Há quem defenda, no entanto, que Paulo Guedes nunca perdeu força dentro do governo e estaria usando a saída de dois importantes membros para pressionar o governo e conseguir acelerar o envio e aprovação de reformas.

Entre os economistas, porém, a saída dos secretários Salim Mattar e Paulo Uebel, responsáveis respectivamente por privatizações e a reforma administrativa, mostram o ministro em uma encruzilhada.

Pressionado no fronte fiscal por demandas por aumento de gastos e sem conseguir avançar sua agenda de reformas, num momento em que o presidente Bolsonaro já está com a atenção voltada para as eleições de 2022, Guedes não consegue cumprir sua promessa liberal e colhe a frustração de sua equipe.

Também deixaram o governo recentemente Rubem Novaes (presidente do Banco do Brasil), Caio Megale (diretor de programas da Secretaria de Fazenda) e Mansueto Almeida (secretário do Tesouro Nacional). "A saída dos dois precisa ser vista em conjunto com as outras saídas recentes", afirma Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados. "A saída rápida e intensa de muitos secretários em pouco tempo é uma sinalização de que a situação da política econômica, tanto da parte fiscal, como com relação às reformas, não conseguiu avançar."

Segundo Vale, isso revela a posição enfraquecida de Guedes diante da demanda por mais gastos vindas de um presidente focado nas eleições, de militares que querem reforça a despesa com Defesa e do centrão que cobra a fatura de seu apoio ao presidente. "A sinalização das saídas dos secretários é a de um ministro que está numa encruzilhada", afirma.

Segundo ele, nesse mês a discussão do Orçamento será importante para avaliar o desenrolar desse impasse. "A preocupação é de que talvez o ministério da Economia não consiga entregar uma peça fiscal que pare em pé e, aí sim, os mercados vão começar a ficar bastante estressados com essa situação."

Para Carlos Kawall, do ASA Bank, as novas baixas revelam frustrações distintas. No caso do secretário responsável pela reforma administrativa pesa mais a inação do governo, avalia o economista, já que o Congresso se mostra aberto à mudança. Já no caso das privatizações, a resistência dos parlamentares têm sido o entrave mais relevante, avalia.

"Se o secretário Uebel saiu por conta de insatisfação com a inação do governo na iniciativa política de enviar a reforma administrativa, isso preocupa", diz Kawall. "É uma reforma que várias vezes foi anunciada que era iminente e não há nenhum motivo para que isso não ocorra, a não ser uma questão política eleitoral."

Para José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, a saída dos secretários e a frustração da agenda liberal não causam surpresa. "É frustração para quem acreditou", diz. "Aquela promessa de vender R$ 1 trilhão, de fazer reforma administrativa, de flexibilizar o gasto, não deu. Quem promete aquilo não está bem acostumado com o assunto."
Herculano
12/08/2020 06:30
GUEDES SENTE EFEITO DA DEBANDADA DE BOLSONARO, por Josias de Souza

Ao chamar de "debandada" os pedidos de demissão de mais dois auxiliares, Paulo Guedes passou a impressão de ter exagerado na franqueza. Engano. O ministro sonegou aos microfones o essencial. Em privado, Guedes trata o derretimento da equipe econômica como consequência da debandada de Jair Bolsonaro do projeto de reformas liberais que prometera implementar.

A ficha demorou a cair, pois tudo o que estava combinado já virou do avesso. Sergio Moro teria carta branca, o toma-lá-dá-cá com o centrão viraria coisa do passado e Guedes seria "o homem que decide a economia". Verificou-se que cartas brancas não existem. Nova política? Ficção. O liberalismo do capitão era de vidro e se quebrou. A prioridade é a reeleição, não a austeridade.

Abalroado pela pandemia, Guedes já havia declarado que um "meteoro" atingira o seu projeto. Meia verdade. O vírus agravou a ruína econômica. Mas a derrocada do projeto começou antes da crise sanitária e prosseguirá depois dela. Em 2019, sem pandemia, Guedes entregou um pibinho de 1,1%, resultado inferior ao índice de 1,3% produzido em 2017 e 2018, sob Michel Temer.

Para 2021, Guedes projetara um período pós-vírus marcado pela volta do rigor fiscal. O diabo é que, autorizados por Bolsonaro, os ministros Rogério Marinho e Tarcísio de Freitas sondam o TCU sobre a hipótese de abrir brechas no teto de gastos para financiar o Pró-Brasil, um primo do petista PAC, Programa de Aceleração do Crescimento. Coisa de R$ 30 bilhões.

"Os conselheiros do presidente que estão aconselhando a pular cerca e a furar teto vão levar o presidente para uma zona de incerteza, uma zona sombria", vaticinou Guedes. "Uma zona de impeachment, de irresponsabilidade fiscal." Ironicamente, o mesmo Guedes tentou furar o teto de gastos dias atrás, encostando no Fundeb, fundo educacional, um puxadinho populista: o Renda Brasil, irmão mais gordo do Bolsa Família.

Na definição do senador Flávio Bolsonaro, Guedes foi reduzido à condição de ministro encarregado de "arranjar um dinheirinho" para impulsionar a ambição política do Planalto. Nada a ver com a imagem de um superministro.

Há um quê de autodesmoralização no enredo de Guedes. No gogó, o ministro prometera arrecadar R$ 1 trilhão com a venda de estatais. Nem sinal. Comprometera-se a grudar na reforma da Previdência a reforma administrativa. Nada. Zeraria o déficit no primeiro ano. Zzzzzzzz.

Restou a Guedes lamentar o desembarque de Salim Mattar, o assessor que faria deslanchar as privatizações que Bolsonaro nunca abraçou. Restou ao ministro lastimar a saída de Paulo Uebel, o secretário que coordenou a elaboração da reforma administrativa que o presidente engavetou.

"O Salim, hoje, me disse o seguinte: 'A privatização não está andando. Eu prefiro sair'. E o Uebel me disse o seguinte: 'A reforma administrativa não está sendo enviada. Eu prefiro sair'", relatou Guedes. "Houve uma debandada?", ele perguntou a si mesmo. "Hoje houve. Hoje houve uma debandada."

O pedaço mais relevante da fala de Guedes foi o trecho em que o ministro tropeçou no óbvio: "Se o presidente da República quiser mandar alguma reforma, ela é mandada. Se ele não quiser, não é mandada. Quem manda não é o ministro. Quem manda não são os secretários... " Ficou no ar a impressão de que o ministro, a exemplo dos seus auxiliares, Guedes namora a ideia de chamar o caminhão de mudança...
Herculano
12/08/2020 06:20
Só ELE NÃO CONSEGUE

Do deputado estadual pelo Novo paulista, sociólogo, Heni Ozi Cukier, no twitter:

Muitos governos conseguiram aprovar reformas e impor sua pauta

Itamar no plano real

FHC com as privatizações

Temer com o teto de gastos e reforma trabalhista

Até Lula aprovou reforma e projetos sociais

Só o coitado do Bolsonaro que é perseguido pelo congresso e não aprova!
Herculano
12/08/2020 06:15
TEATCHER FAKE

De Pedro Menezes, no twitter:

A saída de Uebel e Salim evidencia algo que eu digo aqui há muito tempo: Bolsonaro pode até ser a Thatcher que passou pano pro apartheid, mas jamais será a Thatcher que enfrentava grupos de interesse. JB é corajoso contra LGBTs, mas arrega na hora de contrariar a elite servidora.
Herculano
12/08/2020 06:12
PARA ONDE VAI O DINHEIRO NO JURO ZERO? por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Dadas certas condições, Selic fica zerada em termos reais até meados de 2022

A taxa básica de juros da economia, a Selic, vai ficar abaixo de zero ou perto disso até meados de 2022, na perspectiva de quem olha o futuro neste agosto de 2020 (isto é, em termos reais, descontada a inflação). É o que se depreende da exposição de motivos do Banco Central para sua decisão da semana passada, documento chamado de Ata do Copom (Comitê de Política Monetária do BC). Na quarta passada, o Copom baixou a Selic de 2,25% para 2% ao ano.

Como todo mundo deve estar farto de saber, o rendimento daquela aplicação de renda fixa comum e da caderneta de poupança ficarão também perto ou abaixo de zero. É um problema para os pelo menos remediados, que têm a boa sorte de ter algum dinheirinho de sobra.

É uma questão maior também: para onde vai o dinheiro nesta situação, inédita no Brasil, de inflação baixa e juro real zero (ou inédita pelo menos desde quando o país tem um mercado financeiro)?

Taxas de juros baixas não levam necessariamente empresas ou empreendedores em geral a levantar dinheiro para criar ou expandir negócios, como se sabe. É ainda menos provável que tenham tal efeito em uma economia que, de uma recessão profunda, passou a uma quase estagnação e ainda tinha enorme capacidade ociosa quando caiu nesta recessão pandêmica. Pior, a gente não tem muita certeza do que será a política econômica em, digamos, seis meses, isso em um país sujeito a choques políticos praticamente anuais desde 2013, de resto.

Por exemplo, no mesmo dia em que o BC tratava de tantas incertezas e de quais seriam as condições de estabilidade da taxa de juros, alguns assessores econômicos de Paulo Guedes debandavam, como se confirmava no começo da noite desta terça-feira (11), quando eram escritas estas linhas. Estavam aparentemente insatisfeitos com o ritmo de "reformas".

No caso de a política econômica não desmoronar, a retomada de investimentos (de um crescimento razoável do PIB) ofereceria também, claro, possibilidades de aplicações financeiras mais animadoras (embora de risco maior), além de uma perspectiva mais fundamentada para os voos da Bolsa. Mas não dá para dizer, por ora, que alta do preço das ações seja bolha. Simplesmente não sabemos no que vai dar este ambiente de juro real zero. O que farão os fundos de pensão, de previdência privada e seguradoras, que precisam de retornos regulares e estáveis?

Além do mais, pessoas ou empresas podem também "guardar o dinheiro no colchão" (naquele fundo de renda fixa ou em títulos no Selic, que perdem um pouco da inflação, mas têm risco muito baixo): nem gastam nem investem. Podem procurar "ativos reais", como imóveis.

Podem ainda achar que o teto de gastos e esse arranjo todo mal-ajambrado de política econômica vai para o vinagre e, assim, investir em ativos denominados em dólar. No entanto, em tese, dados os "fundamentos" macroeconômicos e na ausência de sacolejos maiores no Brasil e no mundo, a perspectiva agora seria de ligeira valorização do real. Em tese. Seria.

Em uma atitude também inédita, o BC deu uma orientação do que pretende fazer no futuro ("forward guidance") caso certas condições mínimas sejam satisfeitas (o teto de gastos não cai, continuam as "reformas", a inflação não se aproxima rapidamente da meta em 2021 ou 2022): a taxa básica fica onde está ou até cai um tico.

Apenas agora vai se aprender o que se faz com dinheiro a juro zero e/ou estável no Brasil. "Zero" e "estável" se a política econômica não desmoronar, claro.?
Herculano
12/08/2020 06:05
SENADO SE APROVEITA DO LUTO PARA GOZAR FOLGA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta quarta-feira nos jornais brasileiros

Apesar de todas as regalias e privilégios, como salários até 15 vezes maiores que o mercado privado, o Senado não perde a oportunidade de levar vantagem em tudo. Até no momento em que seu presidente, Davi Alcolumbre, decreta luto para marcar as 100.000 mortes por coronavírus, ao contrário do que ocorre no Poder Executivo, por exemplo, todos ficaram dispensados do trabalho, mesmo em home office. Uma beleza.

IGUAL AO CÉU

O Senado "é igual ao céu", como já definiu cinicamente um veterano parlamentar. A diferença é que se pode usufruir do Senado em vida.

NINGUÉM MERECE

O custo do Senado, superior a R$3 bilhões, em torno de 81 senadores, é o maior de uma casa legislativa no hemisfério. Sem contar as regalias.

ENTREGA IRRISóRIA

Cerca de 80% dos custos do Senado são em salários, quase todos nas alturas. Apesar disso, a entrega em serviço é irrisória.

CLUBE DE FÉRIAS

Com os servidores em casa, dispensados de ponto, o Senado admitiu ontem não fazer ideia de quantos trabalham, mesmo em home office.

A PEDIDO DA LAVA JATO, PGR JÁ COMPARTILHOU DADOS

A força-tarefa da Lava Jato se recusa a ceder suas informações à própria chefia, na Procuradoria Geral da República (PGR), mas não faz muito tempo solicitou e obteve o compartilhamento do sistema usado pela Odebrecht para pagamento de propina ("operações estruturadas"), que estavam sob custódia da repartição chefiada por Augusto Aras, conforme previa o acordo de leniência negociado com a empreiteira baiana.

ACESSO PERMITIDO

Após a homologação do acordo, a força-tarefa da Lava Jato pediu cópia do sistema e a PGR concordou, com aval do então juiz Sergio Moro.

SOLUÇÃO LóGICA

Chamavam-se "My Webday" e "Droussys" os sistemas da Odebrecht custodiados pela PGR, do qual a força-tarefa pediu e obteve cópias.

RESISTÊNCIA

Presidente do STF, Dias Toffoli autorizou o compartilhamento de dados, mas o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, cassou essa decisão.

SOB OBSERVAÇÃO

O ministro Dias Toffoli está bem, inclusive trabalhando, mas como não é sua primeira internação hospitalar por infecção pulmonar, os médicos acharam melhor não conceder alta para aprofundar a investigação.

É ASSIM QUE SE FAZ

Um juiz de Minas condenou um casal a indenizar em R$21 mil, por danos morais, a dois homens injuriados na internet. Ofendidos, eles acionaram a Justiça. Sem Congresso, consórcio, "verificadores" ou o xerife do STF.

PEC NO LIXO

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) retirou sua proposta de emenda que suspendia o Teto de Gastos por dois anos. Ele concluiu que a medida, agora, poderia levar o País à "irresponsabilidade fiscal".

TEMER AOS 80

Filho de libaneses, o ex-presidente Michel Temer completa 80 anos em 23 de setembro. Na viagem ao Líbano representando o Brasil, Temer pode aproveitar para visitar Betabura (Koura), onde nasceram seus pais.

DEDO NA FERIDA

O procurador gaúcho Rodinei Candeia acha que a política indígena do governo atual, com a qual concorda, enfrenta todo o tipo de oposição manipulada por ONGs com interesses partidários ou financiadas por empresas e governos estrangeiros interessados na Amazônia.

SALDO POSITIVO

Dados do Índice Cielo de Varejo mostram que o faturamento do e-commerce saltou 22,2% na semana do Dia dos Pais, sem contar os setores de turismo e transporte. Já as vendas físicas caíram 8,8%.

PRIORIDADE NA PANDEMIA

Levantamento Demanda Pesquisa indica que 37% dos desempregados afirmam que perderam o emprego devido ao isolamento. Um terço deles admite que a sua prioridade agora não é arrumar nova posição.

COVID NAS ILHAS GREGAS

A partir de sábado (15), bares e restaurantes nas ilhas gregas fecharão das 23h às 7h. Mykonos é uma delas. Além disso, turistas terão que apresentar teste negativo de Covid realizado 72 horas antes da chegada.

PENSANDO BEM...

...com sua vacina, Vladimir Putin não é o herói que todos queriam, mas é quem primeiro a oferecer a solução que todos sonhavam.
Herculano
12/08/2020 05:57
O QUE ESTÁ HAVENDO COM GUEDES? por Helio Beltrão, engenheiro com especialização em finanças e MBA na universidade Columbia, é presidente do instituto Mises Brasil para o jornal Folha de S. Paulo

Ministro defende 'CPMF de máscara', lidera aumento da carga tributária e já virou '(im)posto Ipiranga'

Phineas Gage era competente detonador de explosivos para as Estradas de Ferro Rutland & Burlington em Vermont, porém em 1848 teve sua cabeça atravessada por uma barra metálica de um metro de comprimento e seis quilos depois de acionar prematuramente o detonador.

Para a surpresa de todos, Gage sobreviveu ao rombo no cérebro. Depois de alguns dias caminhava normalmente, utilizava as mãos com firmeza e não demonstrava dificuldades em comunicar-se. Mas sofreu alterações em sua personalidade, e passou a falar coisas que surpreendiam àqueles que o conheciam. Morreu pouco mais de uma década depois com poucos amigos.

Estará Paulo Guedes se tornando um Phineas Gage do planalto central? Serão o 'centrão' e o sistema a sua barra de ferro?

O homem que sustentou o discurso liberal da campanha de Jair Bolsonaro e angariou apoio popular às suas promessas de reformas, privatizações e enxugamento do estado deu lugar a outro P.G. com falas anormais: cúmplice de aumento de gastos, do centralismo fiscal, e do aumento da arrecadação. ?

A reforma tributária em discussão é mais uma reforma perdulária, como as últimas duas, que aumentaram a carga em mais de 5% do PIB cada. A premissa é garantir arrecadação em proporção do PIB pelo menos igual à atual, e arrecadar o que for possível a mais para aumentar os gastos do governo.

É frustrante que Paulo Guedes, que participou comigo da fundação do Instituto Millenium, esteja confortável com premissas nada liberais. Ele sabe, sempre soube, que a causa fundamental do desajuste fiscal é a mesma da pobreza do país: um estado grande e gastador. Mas em vez de sugerir uma micro-reforma desburocratizante, defende a 'CPMF de máscara' e lidera um enorme aumento de impostos sobre o setor de serviços e da carga tributária em mais de R$50 bilhões com a CBS de 12%. Já virou meme: é o (im)posto Ipiranga.

Guedes não conseguiu emplacar a reforma da Previdência que gostaria. A matemática atuarial demonstra que a sobrevida da pirâmide da Previdência se estendeu por mais alguns poucos anos, seguindo com contas cada vez piores, até o inevitável colapso.

Até agora não houve nada sobre a prometida abertura comercial, talvez a mais importante reforma micro-econômica.

Ademais, tem sido bloqueado pelo "deep state" na reforma administrativa, a mais urgente. Continuamos a gastar vergonhosos (e crescentes) 85% da arrecadação federal com salários de funcionários públicos e aposentadorias, em detrimento de educação, saúde, segurança, saneamento, ambiente.

Reconheço os avanços da Lei de Liberdade Econômica e entendo as dificuldades do meu amigo na árdua missão de diminuir o estado brasileiro. Mesmo dentro de seu ministério enfrenta a máquina egressa de administrações anteriores, que sabota importantes mudanças. Mas não entendo a postura resignada. Ao encarar as enormes dificuldades em construir politicamente a reforma do Estado, optou por capitular e aceitar o velho Brasil: aumento de arrecadação e de gastos.

Paulo Guedes tem se comportado como um "liberal em descontrução". Para voltar às origens, deveria simplificar o sistema com uma minirreforma sem aumento de arrecadação, submeter a reforma administrativa, privatizar, e fazer a abertura comercial. Para esta plataforma, terá o apoio dos liberais.

Qualquer coisa além disso significa justificar a gastança que assola o Brasil há tantas décadas. Não é para isso que este governo foi eleito.

No século 17, uma época de políticos mais francos, Jean-Baptiste Colbert, o ministro da economia do rei Luís XIV, afirmava que "a arte da tributação é a arte de depenar o ganso, obtendo o máximo de penas com o mínimo de grasnidos". Os artistas já estão trabalhando. É hora de o brasileiro grasnar.
Miguel José Teixeira
11/08/2020 20:36
Senhores,

"Trump diz que EUA terão de aprender chinês se Biden vencer"(O Antagonista)

Bom. . .pelo menos a "famiglia bolsonaro" já saiu na frente:

1)enviou um excelente "plofeçô" de chinês para o tio sam, o tal de "weintlaub, ex-ministlo da idukassão" e

2)o agente zero 3 já está aprendendo mandarim em braile!
Herculano
11/08/2020 14:33
Manchete do Valor Econômico: digital não perde força após lojas reabrirem e varejo vive dilema.

Então. Pandemia serve também para acelerar mudanças de hábitos. Os espaços vão ficar vazios ou vão ser ocupados para outros interesses em shoppings, galerias, ruas....
LEANDRO RODRIGUES MACHADO
11/08/2020 12:21
É inaceitável que uma batalha ferrenha pelo poder influa tão negativamente na vida da população, a indicação de cargos e chefias sem o devido conhecimento técnico é um deboche de gestores e administração para com aqueles que depositaram o voto e confiança na urna há quatro anos. Uma política de perseguição a servidores (caso de Pedro Silva) não é, ou pelo menos não deveria ser, pratica aceitável nos tempos atuais. Que aja a apuração dos fatos, a população está atenta a esse tipo de administração que mais lembra o coronealismo e clientelismo.
Miguel José Teixeira
11/08/2020 12:15
Senhores.

"Douglas Garcia entrega Eduardo Bolsonaro"
. . ."O deputado estadual Douglas Garcia (PTB de São Paulo), condenado na semana passada a indenizar uma mulher que foi incluída num dossiê de militantes antifas, disse à Justiça que Eduardo Bolsonaro entregou cópia do relatório para a embaixada dos Estados Unidos." . . .
(Fonte: https://www.oantagonista.com/brasil/douglas-garcia-entrega-eduardo-bolsonaro/?utm_source=oa-email&utm_medium=news&utm_campaign=NEWS-OA-2020-08-10-TARDE&utm_content=link-0&oa_seg=66990e42d71a38f7088b4a8ac444bdb0e23b1e4d9b4cb45f9e4557ea089e92a0&oa_umh=d904f255b1ecfe099d6bdecbe552b3b3&oa_news=related)

A matéria é finalizada com a seguinte pergunta:

"Eduardo Bolsonaro virou agente americano, já que não conseguiu ser embaixador brasileiro em Washington?"

Uau! De fritador de hamburguer à marionete do tio sam, atuando com o codinome agente zero 3.

Orgulho do papai!
Herculano
11/08/2020 11:39
da série: quem diria, Bolsonaro vai salvar Carlos Moisés da Silva, PSL, que não é tão Bolsonaro assim, ao se condoer com a causa da bolsonarista de carteirinha Daniela Cristina Reinehr, PSL

BOLSONAROS NO CIRCUITO DE SC, por Claudio Prisco Paraíso

Jair Bolsonaro se sensibilizou com a situação da vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr. Ela está com o pescoço na guilhotina, alcançada que foi pelo pedido de impeachment cujo alvo principal é Moisés da Silva.

Preocupado em salvar Daniela, o presidente escalou a advogada do Aliança Pelo Brasil, partido liderado pela família, Karina Kuffa, para assumir a defesa dela no âmbito judicial.

Karina vai se inteirar do processo, hoje nas mãos do advogado Filipe Mello, e traçar as estratégias daqui em diante. O filho 03 de Jair, o deputado Eduardo Bolsonaro, também está mais ligado nesta situação. Até pela sua presença mais constante no estado e pelas ligações a lideranças daqui.

Daniela também conta com apoios de ministras, como Damares Alves e Tereza Cristina; e da deputada Carla Zambelli, que tem muita força nas hostes do Aliança.

PESO FEDERAL

Toda esta movimentação traz nova dimensão ao caso e mostra a importância da vice no processo. Moisés da Silva não é bem visto nestes grupos, mas pode acabar sendo beneficiado. Novamente, vale lembrar que ele sempre atuou para afastar a vice. Mais um erro do novato que precisa aprender agora mais rapidamente se quiser, de fato, ser governador de Santa Catarina e dos catarinenses.

DNA BOLSONARISTA

Daniela Reinehr é vista pelos líderes do Aliança como a candidata a governadora pelo partido em 2022. Moisés da Silva, como se sabe, não terá mais o apoio dos bolsonaristas. Nem daqui, nem de lá. O que só fortalece a movimentação dela para sair ilesa do impeachment. Na sexta-feira, a vice participou de evento nacional do partido em Brasília. Foi chamada à frente e recebeu inúmeras manifestações de apoio.

PÉ DE OUVIDO

A vice-governadora, aliás, passou dois dias em Brasília na semana passada. Fez muitas conversas. Com o próprio Jair Bolsonaro em evento no Palácio do Planalto, onde falaram rapidamente sobre a situação política de Santa Catarina; e com o vice-presidente Hamilton Mourão, que a recebeu para uma agenda formal. Mourão também hipotecou apoio total a Daniela Reinehr. A sensação generalizada entre a cúpula do poder ligada ao presidente é a de que o processo de impeachment catarinense soa como um golpe.

REAPROXIMAÇÃO

Só agora vazou que Moisés da Silva e Daniela Reinehr sentaram para uma conversa reservada. O menu principal do encontro foi o impeachment. A agenda foi na Agronômica, sábado e não teve testemunhas. Esta reaproximação era inevitável. Os dois estão no mesmo barco e não é inteligente manter a estratégia de distanciamento e antagonismo na situação em que se encontram. É questão de sobrevivência.

PRAZO

Até o começo de setembro, praticamente todo o quadro político deve estar definido. Até pelo prazo das convenções homologatórias, que este ano vence no dia 15 de setembro. A partir daí, os olhos da política estadual começarão naturalmente a estar cada dia mais focados nas disputas municipais.

SERVIÇOS

Campanha assinada por entidades do setor de terceirização alerta para a importância da contratação de especialistas. Em tempos de incerteza, cresce a importância de quem faz o essencial. A pandemia do novo coronavírus impôs uma nova realidade a todo o planeta, em um curto espaço de tempo. A necessidade imediata de adaptação demandou de diversos setores, profissionais especializados para lidar com os cenários estabelecidos pela disseminação massiva do vírus. A campanha é liderada pelo Sindesp.
Herculano
11/08/2020 11:32
da série: saíram na frente, mas ninguém aposta na capacidade imunizatória; acredita-se, em panfletagem e marketagem

OMS MOSTRA CAUTELA SOBRE VACINA RUSSA
Conteúdo de O Antagonista. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades da Rússia estão discutindo o processo para possíveis pré-qualificações para sua recém-registrada vacina para COVID-19, anunciada pelo presidente Vladimir Putin.

O porta-voz da OMS Tarik Jasarevic disse em Genebra, se referindo a ensaios clínicos:

"Estamos em contato próximo com autoridades de saúde russas e as discussões estão acontecendo a respeito de possível pré-qualificação pela OMS da vacina, mas a pré-qualificação de qualquer vacina inclui revisões e avaliações rigorosas de todos os dados exigidos sobre eficácia e segurança".
Herculano
11/08/2020 11:28
E AGORA?

De Carlos Lupi, herdeiro de Leonel Brizola, dono do PDT, no twitter:

O PDT não irá tolerar pré-candidato vinculado ao Bolsonarismo. Se houver algum caso, terá sua pré-candidatura suspensa. Estaremos atentos se houver qualquer denúncia.
Herculano
11/08/2020 11:17
Ao Sidinei

Onde estão, então, o Sindicato, o MP e políticos que se dizem de oposição? E se faz tempo como você acentua, e como já registrei aqui, qual a razão de tão longo silêncio sobre isto tudo? Acorda, Gaspar!
Sidinei
11/08/2020 08:55
é um lamentavel oque politicos mau intecionado fazem com uma administraçao.
Atuam por interesses pessoais e nao para o bem da comunidade, esta tornando se normal atos de perseguição, principalmente contra servidores públicos, estes atos ja sao comuns principalmemte na esfera municipal. Isso tem que ser denunciado. Absurdo total!
Miguel José Teixeira
11/08/2020 08:54
Senhores,

Enquanto isso, na "toga da mironga do cabuletê", certo magistrado comete ilícito e nós "burros-de-cargas" pagamos a conta:

Atentem no texto abaixo, extraído da revista Crusoé:

"...o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, ofendeu a honra do coordenador da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, em julgamentos e entrevistas e condenou a União a pagar 59 mil reais em indenização por danos morais ao procurador."...

"3. As ofensas de Gilmar. O juiz Flávio Antônio da Cruz, da 11ª Vara Federal de Curitiba, entendeu que o ministro Gilmar Mendes , do Supremo Tribunal Federal, ofendeu a honra do coordenador da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol , em julgamentos e entrevistas e condenou a União a pagar 59 mil reais em indenização por danos morais ao procurador. Cabe recurso. A ação, ajuizada por Dallagnol em 2019, cita uma série de declarações de Gilmar ao longo dos últimos anos. O procurador cita, por exemplo, um julgamento de 14 de março do ano passado, no qual o ministro chamou integrantes da força-tarefa de "gângsters", "gentalha" e "cretinos".
(fonte: https://crusoe.com.br/diario/justica-manda-uniao-pagar-r-59-mil-a-dallagnol-por-ofensas-de-gilmar/
. . .
"Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe
Você vai ter que viver

Na "toga" da mironga do kabuletê
Na "toga" da mironga do kabuletê
Na "toga" da mironga do kabuletê
Na "toga" da mironga do kabuletê
Na "toga" da mironga do kabuletê. . ."
Herculano
11/08/2020 08:04
da série: depende muito mais de nós do que das autoridades que estão olhando o quanto estão ganhando ou perdendo de votos em ambientes esclarecidos e principalmente, infestados de analfabetos, ignorantes e desinformados

MÁSCARA PODE REDUZIR CARGA VIRAL E GRAVIDADE DE COVID-19, DIZ ESTUDO


O benefício individual de usar uma máscara é mais incentivo para seu uso

Conteúdo. BBC Brasil. Autoridades de saúde e governos de vários países recomendam ou tornam obrigatório o uso de máscaras porque elas diminuem as chances de pessoas infectadas espalharem o coronavírus.

Porém, um novo estudo concluiu que o uso de máscaras também reduz a carga viral à qual estamos expostos e, se infectados, a manifestação da doença pode ser mais branda ou mesmo assintomática.

A pesquisa realizada nos Estados Unidos pelos médicos Monica Gandhi e Eric Goosby, da Universidade da Califórnia, e pelo pesquisador Chris Beyrer, da Universidade Johns Hopkins, examinou vários casos e concluiu que a exposição ao coronavírus sem consequências graves devido ao uso de máscaras pode gerar uma imunidade em toda a comunidade e reduzir a propagação da doença.

Muitas pessoas continuam se recusando a usar máscaras mesmo diante da informação de que elas evitam que se contaminem os outros. Mas agora o estudo sugere que as máscaras podem ter um grande benefício individual para quem as usa, o que é um incentivo a mais para seu uso.

O estudo foi publicado no Journal of General Internal Medicine.

A máscara reduz a chance de ter sintomas graves de covid-19, dizem os pesquisadores.

O efeito da carga viral
Os médicos Gandhi, Goosby e Beyrer compararam dados de várias situações: algumas nas quais os grupos usavam máscaras, outras nas quais eles não usavam. E depois fizeram uma relação entre isso, a carga viral à qual as pessoas foram expostase e as de infecções leves ou assintomáticas.

A infecção assintomática pode ser problemática porque promove a disseminação do vírus por pessoas infectadas sem que elas saibam. Mas, ao mesmo tempo, ser assintomático e não gravemente doente é benéfico para o indivíduo, dizem eles.

Além disso, taxas mais altas de infecção assintomática levam a taxas mais altas de exposição ao vírus.

Os pesquisadores reconhecem que a resposta imune de anticorpos e células T a diferentes manifestações da covid-19 ainda está sendo analisada, mas as evidências encontradas nos dados do desenvolvimento dessa imunidade celular, mesmo com uma infecção leve, são encorajadoras.

Evidências

A conclusão de que os usuários de máscaras são expostos a uma carga viral mais baixa, que resulta em uma infecção mais leve, é ??apoiada pelo estudo de três importantes acumulações de evidências: virológica, epidemiológica e ecológica.

Até agora, o principal argumento para o uso de máscaras é a proteção de outros

As máscaras - dependendo do tipo e do material - filtram a maior parte das partículas virais, embora não todas. Há algum tempo acredita-se que a exposição a esse baixo nível de partículas virais provavelmente produz uma doença menos grave.

Resultados de experimentos realizados no passado com humanos expostos a diferentes volumes de vírus não letais demonstraram sintomas mais graves em indivíduos que receberam uma carga viral mais alta.

Com o novo coronavírus, a experimentação não é possível nem ética, mas os testes realizados em hamsters que simulavam o uso de máscaras separando os animais com uma parede divisória feita de máscara cirúrgica, não só mostraram que os hamsters protegidos eram menos propensas à infecção, mas que, quando eram infectados com covid-19, tinham sintomas leves.

Em termos de evidência epidemiológica, os médicos indicam que as altas taxas de mortalidade observadas no início da pandemia parecem estar associadas a intensa exposição a alta carga viral antes da introdução do uso de máscaras.

Caso do cruzeiro argentino
Um caso recente em particular é notável: o de um navio de cruzeiro na Argentina, onde todos os passageiros e tripulantes receberam máscaras após a detecção de um surto de covid-19.

Nesse ambiente fechado, 128 das 217 pessoas a bordo tiveram resultado positivo para coronavírus. No entanto, a maioria dos infectados (81%) permaneceu assintomática.

As taxas de mortalidade permaneceram baixas em países que reabriram, mas ainda usam máscaras

Como evidência ecológica, pesquisas indicam que países e regiões que estão acostumados a usar máscaras faciais para controle de infecção, como Japão, Hong Kong, Taiwan, Cingapura, Tailândia e Coréia do Sul, não sofreram tanto em termos da gravidade da doença e mortalidade.

O mesmo aconteceu com os países que aplicaram a máscara com antecedência. Além disso, mesmo quando esses países registraram o ressurgimento dos casos de covid-19 ao retomar a atividade social e econômica, as taxas de mortalidade permaneceram baixas, corroborando a teoria da carga viral, afirmam os autores do estudo.

Em conclusão, os médicos argumentam que o uso universal de máscaras durante a pandemia deve ser um dos fundamentos mais importantes no controle da doença e advogam que essa medida seja tomada em particular nos Estados Unidos, onde as diretrizes não são homogêneas e parte da população continua a resisitir, por vezes violentamente, contra o uso de máscaras.

Eles observam que durante a devastadora pandemia de gripe em 1918, os americanos adotaram com sucesso o uso de máscaras em público, mas a resposta às recomendações atuais dos Centros de Controle de Doenças (CDC) tem sido mista.

O uso de máscaras tem duas vantagens. O primeiro é proteger outras pessoas, evitando a propagação do vírus por uma pessoa infectada. Se essa preocupação com os outros não for suficiente, talvez a segunda vantagem - benefício individual - seja uma motivação mais eficaz.
Herculano
11/08/2020 07:51
da série: jogo combinado ou incúria de quem ganham muito bem e não realiza o trabalho a que está obrigado pelos cidadãos?

MP PERDEU PRAZO PARA RECORRER DE DECISÃO SOBRE FORO PRIVILEGIADO DE FLÁVIO, DIZ TJ-RJ

Conteúdo de O Antagonista. O TJ do Rio afirmou que os recursos apresentados pelo MP-RJ questionando o foro especial concedido a Flávio Bolsonaro na investigação de pagamento de rachadinha foram feitos fora do prazo, relata Bela Megale em O Globo.

O tribunal considerou os dois recursos contra a decisão "intempestivos" e, por isso, não deve enviá-los ao STJ e ao STF.

Além desses dois recursos contra a concessão do foro especial ao filho 01 de Jair Bolsonaro, a Procuradoria fluminense entrou em com uma reclamação contra o foro privilegiado concedido pelo TJ-RJ ao senador em junho.

O caso, que tem Gilmar Mendes como relator, deve ser enviado para o julgamento da Segunda Turma do STF.
Herculano
11/08/2020 07:40
PAULO GUEDES PLANEJA AUMENTAR A CARGA TRIBUTÁRIA? por Joel Pinheiro da Fonseca, economista, mestre em filosofia pela USP.

A ideia da reforma tributária seria a de mantê-la inalterada

Em algum momento a equipe econômica do governo terá de admitir que a reforma tributária, além de simplificar nossos impostos e, idealmente, torná-los mais justos, terá também de aumentar a carga tributária. Guedes nega enquanto pode qualquer aumento de imposto ou de gastos.

Enquanto isso, o governo vai aceitando novas despesas. Renda Brasil, investimentos do setor público, novo Fundeb, capitalização de empresas estatais. O ministro Rogério Marinho propõe abertamente a agenda de gastos públicos, e a aliança do governo com os partidos do centrão também empurra nessa direção: não se sela amizades com austeridade.

A carga tributária atual já está espremida ao limite pelos gastos obrigatórios, que continuam crescendo. Se a trajetória da dívida pública já era insustentável antes de tudo isso (e antes dos gastos excepcionais da Covid), agora, então, vai se tornar incontrolável. Exceto se o governo aumentar a arrecadação.

Talvez a voz mais eloquente na defesa da flexibilização da agenda fiscal tenha sido o filho senador do presidente, Flávio Bolsonaro. Em entrevista para O Globo na semana passada, disse o que muitos membros formais do governo ainda relutam em admitir: "Acredito que o Paulo Guedes vai ter que dar um jeito de arrumar mais um dinheirinho para a gente dar continuidade a essas ações que têm impacto social e na infraestrutura".

Ora, e onde é que Guedes irá "arrumar" esse "dinheirinho"? O próprio ministro sabe a resposta.

E ainda tem o teto de gastos. Segundo projeção da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, o teto de gastos já será rompido em 2021 caso não seja feita nenhuma alteração. Com a inflação baixa que tivemos na primeira metade do ano - comprimida ainda mais pela pandemia - o aumento de despesas permitido pelo teto para o ano que vem é de apenas 1,9%. Ainda nos iludimos de que ele será mantido?

O compromisso fiscal - o imperativo de colocar as contas públicas em ordem, de modo que gerem superávit - não precisa de grandes decisões para ser abandonado. Não há nada mais fácil do que ir aceitando esse e aquele gastos a mais (cada um deles pouco relevante em si mesmo). Por outro lado, é no mínimo antipático negar uma nova despesa; e propor corte numa já existente é positivamente malvado.

Como Bolsonaro vive pela popularidade de curto prazo e ainda tem os novos aliados do centrão para agradar, é muito improvável que banque o discurso da austeridade dos gastos.

A ideia da reforma tributária seria a de manter a carga tributária inalterada. Troca PIS e Cofins por CBS; troca encargos de folha por nova CPMF. Mas se ficar no zero a zero não há como bancar as novas despesas.

O Brasil tem carga tributária alta - cerca de 34% do PIB - para um país de renda média. Somos, inclusive, o país capitalista com a maior carga tributária da América Latina. Mesmo assim, falar em aumento de impostos não é pecado. Se os gastos forem aumentar mesmo - se Bolsonaro não quiser dizer "não" às demandas por mais "dinheirinho" que chegam de todos os lados -, é melhor ser transparente e fazer a discussão agora com clareza do que escamotear um aumento escondido na reforma - o que não enganará ninguém - ou, pior ainda, empurrar a bomba fiscal com a barriga na esperança de que no futuro, como que por mágica, dar-se-á "um jeito". Não precisamos de uma cloroquina das contas públicas.
Herculano
11/08/2020 07:36
CENTRÃO NEGA 'COMPROMISSO' PARA DERRUBAR VETO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O deputado Arthur Lira (PP-AL), líder do PP e do "centrão", negou nesta segunda (10) compromisso de participar da articulação para derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro à prorrogação da desoneração da folha de pagamentos, caso a proposta de reforma tributária do governo não chegue ao Congresso esta semana. O "compromisso" foi informado pelo relator do projeto vetado, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

LOROTA DESFEITA

Arthur Lira desfez em uma frase curta - "Não fiz esse compromisso" - a lorota contada por Orlando Silva em entrevista à Rádio Bandeirantes.

ESTÍMULO AO EMPREGO

A desoneração da folha, marcada para acabar em 31 de dezembro próximo, beneficia os 17 setores que mais empregam no Brasil.

ONDA DE DEMISSõES

Orlando Silva diz que se o veto não for derrubado ainda em agosto, já no mês de setembro será deflagrada uma "onda de demissões" no País.

DESONERAÇÃO GERAL

O governo promete incluir a extensão da desoneração para todos os setores na reforma tributária, mas impõe medidas compensadoras.

'DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS' PARA LULA E TEMER

Convidado pelo presidente Jair Bolsonaro para chefiar a missão oficial brasileira ao Líbano, na coordenação do auxílio àquele país, o ex-presidente Michel Temer teve de pedir autorização à Justiça para sair do Brasil. Já o petista Lula, condenado duas vezes por corrupção e lavagem de dinheiro em segunda instância, e respondendo a pelo menos a mais 7 processos semelhantes, pode sair do País quando quiser, por decisão do sempre atencioso Supremo Tribunal Federal (STF). Nem precisa avisar.

SEM CONDENAÇÃO

Temer tem condenações na Justiça, mas alvo de prisão por motivos questionados, foi solto pelo STJ sob a condição de não sair do País.

APENAS INVESTIGADO

Apesar da condição apenas de investigado, Temer é obrigado a pedir autorização, já que isso foi determinado na decisão do STJ.

DEVERIA CONFISCAR

Como Lula é condenado duas vezes e candidato a passar o resto da vida no xilindró, a Justiça já deveria ter confiscado seu passaporte. Deveria.

TSE LEGISLADOR

O ministro Edson Fachin já incorporou o viés legislador do TSE. Ontem ameaçou taxar de "abuso de autoridade religiosa" a ação de igrejas em eleição, algo que a lei não veda. Sindicalista pode, líder religioso, não? A Lei de Abuso de Autoridade pune outros abusos, inclusive da Justiça.

VISITA SOLIDÁRIA

Bolsonaro parte nesta quarta (12) para Beirute. A visita se dá após a explosão que matou mais de 160 pessoas e inicia a ajuda brasileira àquele país. No Brasil há mais libaneses e descendentes que no Líbano.

REFORÇO NA EQUIPE

O governador Ibaneis Rocha reforçou a equipe com o ex-procurador geral do DF Marcelo Galvão assumindo a Assessoria de Projetos Especiais. Ex-conselheiro federal, é do time de Ibaneis nas lutas da OAB.

TRAGÉDIA FAMILIAR

O ministro Bruno Dantas (TCU) ficou comovido ontem com o falecimento de um jovem advogado, filho do porteiro do seu prédio, vítima de covid-19. Eduardo Passos dos Santos deixa um filho de um mês de idade.

DE VOLTA À FARIA LIMA

Aos 76 anos, o ex-presidente da OAB José Roberto Batochio voltou a despachar do seu escritório, na av. Faria Lima, São Paulo. Trabalhava desde março em sua casa, onde sempre manteve um "posto avançado".

FERIADO FORENSE

Acha pouco o recesso? Nesta terça (11) são comemorados o Dia do Magistrado, Dia do Advogado e Dia da Criação dos Cursos Jurídicos (sim, também). Resultado: é dia de folga em quase todos os tribunais.

A CONTA Só AUMENTA

O STF decide esta semana se é constitucional o benefício do "auxílio-acompanhante" a todas espécies de aposentadoria do Regime Geral. A lei prevê adicional de 25% apenas a aposentados por invalidez. A ideia é estender o benefício a todos os aposentados pelo RGPS.

REFORMA PARA QUEM?

Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica diz que a reforma tributária no Congresso pode aumentar em até 40,4% carga tributária do setor, mas admite que o sistema tributário atual é "disfuncional".

PENSANDO BEM...

...para os adeptos do jornalismo de funerária, o pior da pandemia está sempre por vir.

Herculano
11/08/2020 07:20
BOLSONARO DISSE: "VOU INTERVIR". E AGORA? por Cristina Serra, no jornal Folha de S. Paulo

Os donos do dinheiro grosso seguem firmes com Paulo Guedes, e a oposição continua fazendo política com o fígado

Reportagem de Monica Gugliano, na revista Piauí, reconstitui em detalhes uma reunião no dia 22 de maio, no Palácio do Planalto, entre o capitão-presidente, seus generais de pijama e alguns ministros civis. A reunião era, na verdade, uma conspiração contra a democracia. "Vou intervir!", esbravejou Bolsonaro.

O presidente queria destituir os 11 ministros do STF e substituí-los por dóceis lambe-botas para pôr a casa "em ordem". Tudo isso porque o ministro Celso de Mello tomara medida de praxe em investigação relacionada ao presidente. Os conspiradores chegaram a discutir como dar uma fachada de legalidade ao autogolpe.

O desatino não encontrou ressonância entre militares da ativa, que tem o comando das tropas. Evitou-se o insano propósito com uma "nota à nação brasileira", assinada pelo general do GSI, Augusto Heleno, que, no entanto, ameaçou o Supremo com "consequências imprevisíveis" se houvesse "afronta" à autoridade presidencial.

Que reunião de tal teor tenha ocorrido e que não se veja reação ou providências das instituições para punir os sabotadores da República mostra a profundidade do abismo em que estamos metidos. À época do conluio sinistro, o Brasil chorava mais de 20 mil mortos pela pandemia, e Bolsonaro reagia com indiferença. "E daí?"

Daí que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou, há uma semana, não ter "elementos" para abrir um processo de impeachment. Os donos do dinheiro grosso seguem firmes com Paulo Guedes e a oposição continua fazendo política com o fígado. E assim todos vão se acomodando à "nova ordem".

Bolsonaro sempre mostrou quem é. Em 2017, afirmou: "Sou capitão do Exército, a minha especialidade é matar, não é curar ninguém". A ditadura deixou 434 mortos e desaparecidos e milhares de torturados. Na democracia, os generais a serviço do colecionador de mortalhas tornaram-se sócios no massacre das 100 mil vidas imoladas, até aqui.
Odir Barni
10/08/2020 18:32
Boa tarde caro,Herculano:
Seria uma ingratidão muito grande se não eu não comparecesse a sua coluna para agradecer as palavras de carinho e apoio nos momentos difíceis que passei.Foram mais de 1300 palavras de apoio nas colunas sociais. Dizer que estou definitivamente curado é temerário, seu que não serei mais o mesmo Odir Barni que brigou muito pelos esquecendo seu próprio lado. Posso lhes afirmar que; se eu tinha muitas histórias lindas para contar agora tenha mais muito mais. Foram 7 dias de luta, de incertezas, até chegar na Mesa Cirúrgica do Hospital santa Isabel nas mãos de Dr. Marcelo, dos enfermeiros: Maurício e Fábio, e especial a enfermeira Ana que teve papel importante do auxílio ao médico. Envio meus cumprimentos à todos enfermeiros pela passagem de seu dia nesta data, 10/08. Posso afirmar com todo convicção de que os hospitais de Azambuja e santa Isabel são verdadeiros hotéis 5 estrelas. O que ocorre de irregular é a falta de leitos nas UTIs, o melhor lugar para um doente ficar. Fiquei 1 noite na recepção por onde entravar os acidentados, depois 2 noites na UTI foi uma entrada no Céu, todos enfermeiros, médicos e seus agentes me deram um tratamento nota dez. Minha transferência para Blumenau se deu numa ambulância destas de pet, vieram perguntar minha altura, se tivesse mais de 170m eu não poderia ir deitado , fui assim mesmo, eram dois dias de UTI esperando a transferência. Este foi o único fato negativo que por minha formação não deixo de registrar. Numa próxima licitação as meninas da compras, muito exigentes, olhem o tamanho da ambulância e não s o preço. Um forte abraço, estou feliz por estar lúcido , em poucos meses sofri um pequeno AVC e agora um Infarto sem Supra, coisas que só a medicina pode explicar. Um forte abraço!
Herculano
10/08/2020 11:36
A PERGUNTA OU A DÚVIDA QUE NÃO QUER CALAR NESTA COVID

Baseando-se unicamente no boletim epidemiológico de ontem, domingo, do governo do estado, pois todos os municípios tem mais óbitos

Gaspar é vizinha a Blumenau que é cinco vezes maior em população. Gaspar tinha 26, Blumenau 72 mortos. Como explicar?

Gaspar é vizinha a Brusque que é três vezes maior em população. Brusque tinha 38 mortos.

Gaspar é vizinha a Ilhota e Luiz Alves, que são bem menores em população. Ilhota tinha um e Luiz Alves nenhum óbito


Gaspar é parecida em população em relação a Indaial e Timbó e um pouco maior que Pomerode. Indaial somava no mesmo boletim nove mortos, Timbó cinco e Pomerode quatro mortos.

O que aumenta a nossa taxa de mortalidade em comparação ao números de habitantes? com a palavras a ciência, os médicos e os nossos "çabios". Acorda, Gaspar!
Herculano
10/08/2020 11:19
AOS LEITORES E LEITORAS

A tradicional coluna Olhando a Maré das segundas-feiras e feita especialmente para o portal Cruzeiro do Vale, não tem horário para ser editada.

O prazo máximo sempre será às 12h30min, podendo ser antecipada, por conveniência da Redação, como normalmente tem acontecido.

É que o autor dessas mal traçadas linhas não gosta de atrapalhar a reunião semanal das segundas-feiras - quando há - do prefeito e seus "çabios" e retirar à atenção das importantes decisões que eles tomam nesses encontros em busca da reeleição, incluindo o de calar a coluna. Acorda, Gaspar!
Herculano
10/08/2020 11:13
da série: otimismo dos agentes financeiros e econômicos nesta segunda-feira no Brasil

MERCADO FINANCEIRO REVISA PROJEÇÃO PARA O PIB NOVAMENTE E VE QUEDA DE 5,62% EM 2020

Estimativas dos economistas apontam para taxa básica de juros a 2% em dezembro de 2020, com IPCA de 1,63% e dólar a R$ 5,20


Conteúdo de Infomoney. Texto de Mariana Zonta d'Ávila. Pela sexta semana consecutiva, o mercado financeiro revisou para cima a projeção para o desempenho da economia brasileira e agora é esperada uma contração de 5,62% para o PIB este ano, levemente acima da queda de 5,66% estimada na última semana.

De acordo com o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central na manhã desta segunda-feira (10), após os fortes impactos da pandemia de coronavírus em 2020, a economia brasileira deverá crescer 3,50% em 2021, sem alterações em relação ao levantamento anterior.

Ainda no Focus, os economistas ouvidos pela autoridade monetária continuam projetando que a taxa básica de juros encerre o ano no atual patamar, de 2,00% ao ano, subindo para 3,00%, em dezembro de 2021. Para 2022, contudo, a projeção para a Selic foi reduzida de 5,00% para 4,90% ao ano.

Na última semana, o Comitê de Política Monetária (Copom), do BC, cortou, como amplamente esperado pelo mercado, a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 2,00% ao ano ?" nova mínima histórica.

No comunicado, a autoridade monetária reforçou que "entende que a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno".
Herculano
10/08/2020 11:02
NOVA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL É ESPANTOSA, por Ronaldo Lemos, advogado, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, no jornal Folha de S. Paulo.

Avanço pode mudar radicalmente várias atividades humanas

Em 1966, um professor do MIT (Instituto de Tecnologia de Masschussetts) criou um programa capaz de conversar por texto, chamado Eliza. Ele dava a impressão de entender o que as pessoas teclavam. Muita gente apegou-se emocionalmente a ele (o chamado "efeito Eliza"). Seu truque era devolver para o usuário, com algumas modificações, aquilo que ele mesmo dizia.

Corte para 2020. Acaba de surgir um dos avanços espantosos na história da inteligência artificial. Seu nome é GPT-3 (Transformador Generativo Pré-Treinado 3). Ele é capaz de entender qualquer frase e informação, autocompletar, responder e criar padrões como se fosse um ser humano. Diferente do Eliza, suas capacidades atuais são de fazer o orifício lombar inferior cair das nádegas.

Esse avanço pode mudar radicalmente várias atividades humanas. Uma forma simplificada de entender é pensar no GPT-3 como o mais poderoso autocompletar já construído. O sistema foi treinado com um conjunto gigantesco de dados e por isso consegue resolver problemas de forma tão chocante.

Por exemplo, consegue escrever ensaios inteiros coerentes e bem-articulados sobre temas complexos. Mais do que isso, pode escrever encarnando personalidades famosas (como Jane Austen dissertaria hoje sobre blockchain? O que Harry Potter tem a dizer sobre a queda do PIB dos EUA?). Em problemas similares o GPT-3 vem impressionando.

Mais do que isso, o GPT-3 é capaz de gerar tablaturas musicais com base em pouquíssimos parâmetros (exemplo: escreva uma música de guitarra chamada Noites Tórridas de Verão, com nome artístico de Banda Beijo). Com poucas informações insólitas coma essas tablaturas surgem, prontas execução.

Consegue também desenhar, completar figuras em sequência, preencher tabelas inteiras de Excel e programar. Exemplos: desenhe um triângulo azul (ele surge); preencha um Excel com empresas de tecnologia por tamanho de faturamento (planilha surge); crie um programa que gera um botão vermelho com para o meu aplicativo (código de programação surge). Para nós advogados há muitas aplicações.

Para criar uma petição, basta dizer qual é a causa e o GPT-3 redige todo o texto, já com citações da lei e de decisões apoiando o caso.

O GPT-3 é obra da Open AI, organização que era sem fins lucrativos e agora virou empresa comercial. A Open AI oferece acesso ao sistema (API) para entidades parceiras desenvolveram novas aplicações, mediante pagamento. Há inúmeros problemas também: discriminação e preconceitos vergonhosos, respostas erradas, questões étnicas incontornáveis. E o problema central: saber se a resposta do GPT-3 está certa. Ele pode gerar respostas incríveis e bem-redigidas, totalmente erradas.

Qual o impacto para o Brasil? Em princípio, desigualdade. Na língua portuguesa não existem repositórios vastos e tão organizados como em inglês para treinar uma aplicação assim. Em outras palavras, não vai funcionar bem para quem falar português. Essa, aliás, deveria ser uma missão nacional.

Criar um plano nacional de Inteligência Artificial e começar o longo esforço de reunir e disponibilizar bases de dados nacionais que permitam brasileiros treinar IA's legitimamente locais (incluindo arquivos públicos, transcrição de debates do legislativo, do poder judiciário, do executivo etc.), como fizeram outros países (várias ferramentas de IA foram treinadas com as transcrições do Parlamento Euoropeu). Esse seria um bom começo. De outro modo, permaneceremos consumidores e não criadores de inovações assim. A nós caberia só o espanto. Aos outros causá-lo e vende-lo.

READER

Já era
Achar que inteligência artificial pode gerar "consciência"

Já é
Tentar fazer um computador criar "consciência" como se fosse humano, sem sucesso

Já vem
Constatar que o que faz uma inteligência artificial funcionar é o volume de dados usado para treiná-la
Herculano
10/08/2020 11:02
BOLA DA VEZ, por Cláudio Prisco Paraíso

A edição deste fim de semana da Revista CrusoÉ traz um dado deveras interessante. Aguardado há décadas, aliás. Nos sucessivos governos esquerdistas, como se sabe, os investimentos federais no Sul jamais foram prioridade. A região sempre foi preterida pelos estados do Nordeste, onde, infelizmente, o povo segue à míngua em função da corrupção generalizada que marca o segmento político dali. Essa que é a grande verdade.

O Sul foi preterido até por republiquetas ditatoriais das bananas, onde obras gigantescas de infraestrutura foram feitas à base de quase zero fiscalização, com bilhões dos nossos impostos. Um deboche, um acinte.

Pois muito bem. Sob Jair Bolsonaro, de acordo com a CrusoÉ, quase 30% dos R$ 2,6 bilhões em "contratações feitas pelo Ministério comandado por Tarcísio de Freitas desde o início da gestão foram direcionados aos estados da região (Sul)."

PORÉM

Belíssima notícia. Mas tem um porém ainda. A maior parte dos 30% investidos no Sul foram para o Rio Grande do Sul até aqui. Curiosamente um estado onde muitos se orgulham de seu viés esquerdista. Daí é inevitável perguntar. Santa Catarina ainda não foi priorizada em função do erro grotesco de Moisés da Silva, de se afastar e de criticar deliberadamente o presidente que foi o grande responsável por sua surpreendente vitória por aqui?

O RETORNO

O ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça, concedeu liminar em favor do prefeito de Ituporanga, Osni Francisco de Fragas, o Lorinho, que estava afastado do cargo por determinação do Tribunal de Justiça. Recentemente, despacho do TJSC havia renovado o afastamento do alcaide por mais seis meses.
Lorinho foi afastado a primeira vez do cargo em julho de 2019, quando foi deflagrada a Operação Reciclagem II, que investiga crimes contra a administração pública no sistema de coleta de lixo do município.

MILHõES

No próximo dia 15 de novembro, 5.205.931 eleitores catarinenses estão aptos a votar para elegerem prefeitos e vereadores em 295 municípios. Os dados foram disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em comparação com o pleito municipal anterior, houve um crescimento de 4,4%. Eram 4.985.048 eleitores em 2016.

RANKING

Joinville é a cidade com o maior eleitorado, com 403.526 pessoas aptas a votar, seguida por Florianópolis, com 357.049; Blumenau, com 247.014; São José, com 170.817; e Chapecó, com 151.220. Na outra ponta, os cinco municípios com os menores números de eleitores são: Lajeado Grande (1.397), Santiago do Sul (1.440), Jardinópolis (1.598), Presidente Castello Branco (1.632) e Flor do Sertão (1.684).

RECOBRANDO O ÂNIMO

Depois de quatro meses de queda brusca na arrecadação em função da pandemia da Covid-19, o Governo do Estado voltou a apresentar crescimento da receita de impostos em julho, totalizando R$ 2,36 bilhões. De acordo com o Sindifisco ?" Sindicato dos Fiscais da Fazenda do Estado de Santa Catarina, a evolução de 8% em relação ao mesmo período do ano passado foi puxada, principalmente, pela arrecadação de ICMS nos setores de redes de varejo (crescimento de 70,4%) e material de construção (50,4%). "O crescimento excepcional destes dois segmentos compensou as quedas registradas nos ramos de automóveis (-33,5%) e energia elétrica (-14,8%), que ainda sofrem efeitos da pandemia", avalia o presidente do sindicato, José Antônio Farenzena.
Herculano
10/08/2020 11:01
JORNALISMO NA PANDEMIA CRIOU ALTERNATIVAS, MAS PRECISA SE LIVRAR DE VÍCIOS, por Claiton Selistre, no Making of

Antes da pandemia já havia certa dificuldade para o trabalho das equipes de jornalismo. Com os cuidados, devido ao vírus e a diminuição da carga horária, aprovada pelo governo, as empresas tiveram que reinventar a reportagem.

Os repórteres foram retidos nas redações, os pátios das emissoras passaram a ser fundo de cenário e no lugar das raras imagens de cinegrafista, entraram fotos, imagens de terceiros ou apenas o depoimento dos repórteres.

E mais: os entrevistados passaram a ser chamados a qualquer hora via online. O trabalho pesado de marcação de entrevistas passou a ser dividido entre os produtores de jornalismo e as assessorias de imprensa.

Pelo menos duas assessorias ouvidas pela Making Of dizem que o trabalho multiplicou e que certas autoridades são procuradas para várias entrevistas por dia em qualquer horário, às vezes atrapalhando a agenda oficial.

E DEPOIS?

Está estabelecido um círculo vicioso nesse processo, e talvez não haja muita saída neste momento. Mas, partindo do básico na reportagem que é o testemunho no local dos fatos, mais cedo ou mais tarde terá que ser revisto.

As entrevistas ao vivo on-line vão permanecer, mas terá que ser na medida certa e não o foco principal.
Herculano
10/08/2020 11:01
DIANTE DE UM CONGRESSO TÃO OMISSO, BOLSONARO PODE TOCAR A VIDA NORMALMENTE, por Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Parlamento não reage ao descalabro do governo na pandemia e ao caso Queiroz

O Brasil atinge a desoladora marca de 100 mil mortos pelo Covid-19 ao mesmo tempo em que novos elementos surgem sobre as ligações entre Fabrício Queiroz e Jair Bolsonaro.

Dois temas distintos que dividiram casualmente o noticiário da semana que findou. Eles coincidem em um ponto: o silêncio do presidente da República.

Bolsonaro se cala sobre a montanha de dinheiro que pingou várias vezes na conta de Michelle e tergiversa em relação à responsabilidade na catástrofe do coronavírus.

Não há explicação plausível para os 27 depósitos feitos por Queiroz e sua mulher entre 2011 e 2016. Um total de R$ 89 mil repassados por meio de cheques para a primeira-dama.

Não fica em pé a versão inicial dada pelo presidente de que parte disso, R$ 40 mil, era pagamento de empréstimo que fez a Queiroz. Empréstimo jamais declarado no Imposto de Renda.

A defesa capenga e a falta de esclarecimentos sobre os novos fatos reforçam as suspeitas de que Michelle foi elo do esquema das "rachadinhas" da Assembleia do Rio. É muito grave.

Em um país um pouco mais sério, o Congresso cobraria resposta de Bolsonaro e investigaria o caso. Em um país que tem o centrão dando as cartas, isso não vai acontecer.

Da mesma maneira o Parlamento se omite no comportamento doloso do governo na pandemia.

Ignora a narrativa criminosa do presidente em defesa da hidroxicloroquina e assiste silenciosamente ao naufrágio da gestão militar no Ministério da Saúde.

São 100 mil mortos. Sobram notas oficiais de lideranças e repúdios de opositores em redes sociais, além de outros gestos inúteis que não fazem cócegas no morador do Palácio do Alvorada.

"Vamos tocar a vida", disse Bolsonaro na véspera de o país atingir a marca dos 100 mil.

O presidente não precisa se preocupar muito. ?Pode continuar omisso e tocando sua própria vida enquanto não houver uma reação decente por parte de quem deveria fazê-lo.
Herculano
10/08/2020 11:00
MAIA NÃO MEXE NOS JUROS CRIMINOSOS DOS CARTõES, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta segunda-feira nos jornais brasileiros

Os juros criminosos das administradoras dos cartões de crédito chegam até a 600% ao ano, mas ninguém é enquadrado em crime de usura e a prática extorsiva ainda ganhou a proteção do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. De acordo com o deputado Luiz Lima (PSL-RJ), Maia não vai colocar em votação o projeto aprovado no Senado, limitando em 30% os juros de cartões e do cheque especial, apenas durante a pandemia.

DESRESPEITO GERAL

Na prática, o presidente da Câmara nem sequer respeita a deliberação dos senadores e parece não confiar no discernimento dos deputados.

ESMAGADORA MAIORIA

No Senado, o projeto de Álvaro Dias (Pode-PR), relatado por Lasier Martins (Pode-RS), foi aprovado por esmagadora maioria: 56x14 votos.

INTERVENÇÃO INDEVIDA

Solidário ao mercado e se lixando para os cidadãos explorados, Maia diz que limitar juros durante a crise da pandemia, é "intervenção indevida".

MERCADO COMO DESTINO

O presidente da Câmara tem dito que planeja atuar no mercado financeiro, após abandonar a política. Talvez isso explique sua atitude.

ONGS PRESSIONAM STF A ALTERAR CASO QUE JÁ JULGOU

O Supremo Tribunal Federal (STF) ameaça outra vez a segurança jurídica ao rediscutir algo já decidido. Trata-se de ação movida por ONGs de origens e intenções duvidosas, suspensa desde maio, que altera o marco temporal para demarcação de terras indígenas. O próprio STF decidiu, durante o caso da reserva Raposa Serra Sol, que são dos índios as terras por eles ocupadas antes da Constituição de 1988. Depois, prevalecem as regras de propriedade. O relator é Edson Fachin.

FINANCIAMENTO

As ONGs autoras da ação são financiadas por empresas estrangeiras, diz o procurador gaúcho Rodinei Candeia, ex-assessor da CPI da Funai.

RIQUEZA COBIÇADA

Há uma campanha, coordenada por ONGs, que pretendem "pôr a mão em recursos naturais" das terras indígenas, alerta o procurador.

VERSÃO DE ONG

Essas ONGs chamam o marco temporal de "perverso" e defendem o que definem como "direito originário, anterior ao Estado".

ADESÃO AGUARDADA

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, espera para os próximos dias a adesão do Ministério Público Federal ao "balcão único de acordo de leniência".

SAIA JUSTA PAULISTA

Secretários do governo de São Paulo estão incomodados com a permanência do secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy. Acham que o colega deveria se demitir para fazer sua defesa.

E CONTRA BANDIDO, NADA?

Após o STF prender a polícia do Rio de Janeiro nos quartéis, impedindo-a de agir contra os traficantes que controlam as quase 1.600 favelas, os cariocas continuam à espera de atitude da Corte contra os bandidos.

TUCANO NÃO DÁ TROCO

Há seis anos, o piloto do tucano Zezé Perrela (MG) foi preso carregando cocaína e o PT fez de tudo para colocar Aécio Neves na cena do crime. Há uma semana, a polícia prendeu o piloto traficante Nelio Oliveira, parceiro de pescarias de Lula, no Pantanal, mas os tucanos silenciaram.

PREGAÇÃO NO DESERTO

O presidente Juan Guaidó pediu que o Alto Comissariado para Direitos Humanos da ONU, chefiado pela esquerdista Michelle Bachelet, vá à Venezuela ver o "estado" dos presos políticos. Convém esperar sentado.

BRASÍLIA DO BEM

O projeto Guardiões das Nascentes, do Instituto Oca do Sol, de Brasília, foi premiado como uma das dez soluções mais inovadoras em 2020, no II Seminário de Soluções de Inovadoras, de olho na Agenda 2030 da ONU.

OBESIDADE PREJUDICA

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), principal órgão de saúde pública dos EUA, emitiu alerta: a obesidade pode prejudicar não só infectados, mas também a eficácia da vacina contra o coronavírus.

RETOMADA E INCERTEZA

De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento, graças à "autoconstrução", julho foi o melhor para o setor nos últimos três anos. Mas ainda assim classifica 2020 como "um ano cada vez mais incerto".

PERGUNTA DIANTE DA URNA

Se o "novo normal" é fazer política, que tal criar de vez eleição direta para ministros do Supremo?
Herculano
10/08/2020 10:59
da série: foi com a mesma história que Sérgio Moro foi para o saco, mesmo sendo competente e idôneo, como é a ministra Tereza Cristina, até porque está cedo demais para esta escolha e para dar recados tão claros aos militares de que Mourão ou outros, são cartas fora do baralho.

A VICE DE BOLSONARO

Conteúdo de O Antagonista.Jair Bolsonaro cogita oferecer a vaga de vice em 2022 para Tereza Cristina, ministra da Agricultura. Ela seria um símbolo do setor econômico que se manteve firme durante a pandemia, diz Denise Rothenburg.

Seria uma forma de rachar o DEM de Rodrigo Maia, que constrói candidatura adversária com Luiz Henrique Mandetta. Bolsonaro também quer atrair o Podemos, para evitar que a sigla abrigue Sergio Moro.
Herculano
10/08/2020 10:59
CULTURA DO CANCELAMENTO E CORRUPÇÃO DO PENSAMENTO, por Catarina Rochamonte, doutora em filosofia, autora do livro 'Um olhar liberal conservador sobre os dias atuais' e vice-presidente do Instituto Liberal do Nordeste (ILIN), no jornal Folha de S. Paulo.

Ativismo inquisitorial, histérico, mimado e ressentido que tem feito inúmeras vítimas

O progresso humano, vez ou outra, é interrompido por formas corrompidas de pensamento que se vendem como caminhos de emancipação. A chamada "cultura do cancelamento" é uma dessas ondas de irracionalidade cujos adeptos julgam promover a justiça quando, na verdade, só promovem intolerância.

O "cancelamento" consiste em, diante de uma divergência de opinião ou de uma atitude considerada errada, saltar-se imediatamente da crítica para a negação do direito de existência do divergente, organizando hordas digitais para sua destruição moral e profissional (ainda não física). É, pois, um ativismo inquisitorial, histérico, mimado e ressentido que tem feito inúmeras vítimas.

O movimento é tão radical que, sendo de índole progressista, foi alvo, mês passado, nos EUA, de carta de repúdio assinada por 150 artistas; eles mesmos progressistas. O lúcido manifesto, intitulado "Uma carta aberta sobre justiça e debate aberto", dava conta da "atmosfera sufocante" a exigir "conformidade ideológica" e dissolver "questões políticas complexas com uma certeza moral ofuscante".

Pois bem, os censores mantiveram-se inabaláveis na sua intolerância, reafirmando-a em um contra manifesto no qual acusaram os signatários do manifesto anterior de serem "intelectuais cis brancos" obstinados em não "abrir mão do elitismo".

Essa bizarra "cultura do cancelamento" também está em alta no Brasil, tendo atingido dia desses o jornalista Leandro Narloch, demitido da CNN sob acusação de homofobia, e, mais recentemente, a antropóloga e historiadora Lilia Schwarcz, cujo texto publicado na Folha foi acusado de racista.

A extravagância dessas situações mede-se pelo fato de Narloch ser abertamente favorável à livre orientação sexual e Lilia ser abertamente antirracista.

Os justiceiros sociais cometeram notória injustiça. Mesmo assim, Lilia Schwarcz se desculpou. Ou seja, ela cedeu à patrulha e cancelou a si mesma.
Herculano
10/08/2020 10:58
da série: Os políticos, entre nós, não gozam de bom conceito mas costumam se reeleger

A PANDEMIA ESTIMULOU A COBIÇA DOS LADRõES, por José Fonseca Filho, em Os Divergentes

Corrupção em alguns setores da administração pública do Brasil. Realidade antiga, para a qual jamais se encontrou solução efetiva: acabar com a bandalheira. Reduzir já é um avanço. Esse absurdo ocorre nos níveis federal, estadual e municipal, embora com algumas exceções, naturalmente. A novidade é um grupo de bandidos, em vários carros, invadir cidades de pequeno ou médio porte, altas horas da noite, com a maioria dos habitantes já recolhidos. O grupo vai aos bancos, explode os caixas e costumam sair com várias sacolas de dinheiro. Eventuais habitantes e policiais que aparecem viram reféns ou levam bala. Lembra filmes da época de Al Capone.

Ao contrário do que deseja a população, o crime é uma atividade em franco desenvolvimento no país. O setor público, que congrega a corrupção política, é um dos mais ativos, envolvendo parlamentares, governadores, presidentes, prefeitos e administradores. Os políticos, entre nós, não gozam de bom conceito mas costumam se reeleger. Isso ajuda a preservar a lamentável situação. Nos últimos anos, grandes empresas, algumas das maiores construtoras do país, caíram na bandidagem e promoveram a corrupção a níveis surpreendentes. Empresas brasileiras chegaram a atuar também em outros países, exportando seu know how do assunto. Algumas, como a Odebrecht, criaram em sua estrutura administrativa o Departamento de Negócios & Atas, para disfarçadamente agilizar as parcerias espúrias.

Houve uma fase de investigação eficiente e de colocar vários poderosos, empresários e políticos, na cadeia, inclusive o sindicalista Lula, que antes chegou a ser presidente. A população nem acreditava, mas era uma nova realidade que estava se impondo: uma batalha contra a corrupção. Hoje existem elementos direitistas, setores do governo federal e do Judiciário que se dedicam a desmoralizar o trabalho anticorrupção denominado Lava Jato. Tamanha foi a corrupção e a criatividade dos experts locais que o Brasil despertou a atenção mundial. Foi de humilhar os especialistas da máfia. E hoje o país tem outra atividade lucrativa: fábricas de tornozeleiras eletrônicas, para os grandes ladrões, empresários e políticos, que ficam em prisão domiciliar nas suas mansões. Ainda sem poder exportar: o mercado interno absorve toda a produção.

Alguns custam a acreditar. Todavia, tem gente no Brasil aproveitando a pandemia do coronavírus, com dezenas de milhares de vítimas da doença para.... roubar. Surgem de onde os ladrões? Na atividade criminosa existem até altos funcionários da administração pública, em vários níveis, incluindo Secretários de Saúde estaduais. Setores de onde o país mais precisaria de apoio. Tais elementos deveriam estar dedicados a trabalhar para combater a doença, montar o esquema de atendimento às vítimas, requisitar mais equipamentos de trabalho, enfim, lutar para cumprir suas obrigações. Muitos, entretanto, partiram para a fraude, o desvio de recursos, os preços aviltados para obter lucros.

Em várias compras internacionais de equipamentos, incluindo os respiradores, de grande importância para o tratamento dos pacientes mais graves, houve extravio do pagamento, preços aviltados, instrumentos adquiridos de qualidade inferior, revenda com preços majorados e outras irregularidades. Equipamentos ordinários comprados para a realização de testes de contaminação, desviados para venda clandestina, além de outras irregularidades. É conveniente a polícia se organizar para quando chegarem as vacinas.

Isso acontece no Brasil, o segundo país do mundo mais atingido pelo volume da doença, e cujo governo não estabeleceu uma política específica para combater a pandemia. Não acertou nem indicar um ministro para a Saúde. O Presidente da Pátria Amada pensou que seria só uma gripezinha e quase mandou comprar algumas toneladas de vitamina C e aspirina. Ele próprio foi atingido e tomou um remédio desautorizado pela Organização Mundia de Saúde, mas ficou bom porque é atleta. Enquanto isso, na maioria das cidades faltam instrumentos de trabalho para as equipes médicas. A destacar a dedicação e o trabalho desenvolvido pelos médicos (as) e enfermeiros (as).

Na Cidade Maravilhosa e doente, depois de muito esforço para construir hospitais de campanha, três deles foram desmontados, fechados. Foram inúteis? Pacientes existem milhares, assustados com a baixa qualidade da assistência médica do Estado. Com essa infraestrutura de defesa deficiente e desarticulada a enfrentar, as hordas de coronavírus devem supor que não será tão difícil invadir e superar a resistência brasileira.
Herculano
10/08/2020 10:57
da série: gripezinha danada essa, sô

OMS DIZ QUE COVID-19 NO BRASIL NÃO ESTÁ DIMINUINDO

Conteúdo de O Antagonista. Michael Ryan, da OMS, disse nesta segunda-feira que a epidemia de Covid-19 no Brasil não diminui:

"O Brasil está sustentando um nível muito alto de epidemia. A curva achatou um pouco, mas não está diminuindo. Muitos dos indicadores para o Brasil estão realmente apontando para transmissão comunitária contínua, pressão contínua no sistema de saúde."
Herculano
10/08/2020 10:57
da série: uma leitura obrigatória, de um texto simples e leve, de algo denso, pois não se trata de um texto cômico, mas como cômicos somos fingindo estar em sério que nos modificará para sempre. Ave!

A DEMOCRACIA TIKTOK, por Luiz Felipe Pondé, filósofo e ensaísta, no jornal Folha de S. Paulo

Acho especialmente fofa a ideia de que todos nós sejamos agentes criativos

Façamos hoje um exercício de futurologia próxima, prática bem na moda na ciência de ocasião que se espalhou na pandemia. Aviso aos navegantes que se agora uso como pedra de toque o aplicativo chinês TikTok é porque ele é o da hora no debate sobre apps em redes sociais, mas, meu exercício de futurologia pode também se servir de qualquer outro app que faça de todas as pessoas agentes criativos.

Acho especialmente fofa a ideia de que todos nós sejamos criativos. A cultura "maker" (fazedor) é uma das coisas mais ridículas que já vi. A civilização ocidental não acabará com uma explosão, nem com um gemido, mas sim com uma síndrome aguda de ridículo.

Vejo em breve palestrantes em escolas ensinando que a dificuldade no mercado das escolas particulares não advém de dados estruturais como o fato de que crianças se tornaram um péssimo investimento, um passivo no projeto de vida dos adultos e das adultas. Duram tempo demais, custam muito caro, apresentam retorno duvidoso em termos de afeto ou ganhos materiais futuros, enfim, se estivéssemos falando do fator risco no crédito, a conclusão seria que os bancos cobrariam juros muitos altos num cenário reprodutivo como este.

As dificuldades desse mercado viriam, para os palestrantes sabidos, da resistência a uma pedagogia revolucionária TikTok.

Vejo as escolas alegres dando workshops de como ensinar as crianças com o looping do TikTok. Quinze segundos para cada conteúdo. Professores de 30 anos que não se adaptarem a nova ferramenta democrática criativa serão substituídos por professorxs mais proativxs de 15 anos. Afinal, inovação é a palavra chave do mundo "hub".

Os pais e mães, sempre sem saber o que fazer, serão os primeiros a acreditar que o uso do aplicativo será uma forma de educar os filhos de forma moderna, progressista e orgânica. Afinal, a natureza é, em si, um looping de vida e de energia positiva.


Psicólogos sem preconceitos correrão a esclarecer que o estranhamento com o uso do TikTok pra explicar o que significa o conceito de cidadania na luta pela clareza moral na formação dos mais jovens se dá apenas pelo fato de que, segundo a teoria da interseccionalidade (olhe no Google se você ainda não sabe o que seja essa teoria e aí você entenderá melhor a panaceia do debate público americano), homens brancos e heterossexuais tendem a ter mais dificuldades com ferramentas democráticas no plano cognitivo.

Psicólogos com preconceitos contra argumentarão que o looping típico do app TikTok causaria um vício cognitivo nos usuários com possibilidade de danos inclusive ansiogênicos. Psicólogos sem preconceitos não levariam em conta esse contra-argumento porque, movidos pela clareza moral, típica dos santos políticos, saberiam, com segurança, que a adição correta a loopings cognitivos pode ser um ativo na luta contra a opressão.

Os pastores já se adiantaram a todos e Jesus já é um tiktoker. Passagens bíblicas serão relidas em 15 segundos, em loopings dedicados a mensagens sobre pecados e outros quebrantos.

Já os pastores evangélicos bolsonaristas tiktokarão com narrativas de 15 segundos mostrando como a imprensa e a universidade são antros de demônios a serem cancelados pelo aplicativo em questão.

E mais, se a espiritualidade é, antes de tudo, apenas um estilo de vida, porque não talhar um tipo de ioga "designed" especialmente para posturas em 15 segundos no TikTok?

E a política? Ah, a política. As eleições serão decididas por quem viciar mais eleitores criativos no looping infinito do gozo em série a cada 15 segundos. E, claro, a esquerda identitária exigirá que todos os vídeos de 15 segundos tenham apenas autorxs e personagens que sejam agentes de lugar de fala dessas identidades oprimidas.

E os intelectuais? Esses provarão por A + B que o looping infinito do TikTok será ou bem uma ferramenta essencial na luta pela democracia e contra a desigualdade social, ou bem um modo seguro de se atingir a felicidade. Logo, tiktokers de grande sucesso darão entrevistas a encantados de todos os tipos.

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