10/08/2020
Garantiu sigilo e proteção
O governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP – este servidor, como agente de trânsito licenciado -, de Gaspar, tornou-se uma máquina de empregar cabos eleitorais para catar votos em busca da reeleição em 15 de novembro. Além da penca de comissionados e cargos em confiança de alinhados partidários no serviço público, há denúncias descumprimentos de exigências administrativas, funcionais, além de perseguição política aos supostamente marcados como adversários e que trabalham com estabilidade na prefeitura, fundação e autarquia.
E não é de hoje. Esta coluna já registrou este incômodo dos servidores que diziam não ter canais seguros para as denúncias, inclusive no Ministério Público. Agora, há uma sinalização de que o assunto pode ganhar contornos de apuração onde tudo deve começar e se respaldar: o Sindicato da categoria.
Jeferson Debus (foto), vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Gaspar – Sintraspug –, tão logo assumiu recentemente à presidência no lugar do eleito Jovino Emir Masson, não perdeu tempo. Foi ao site do Sindicato, às redes sociais, aplicativos de mensagens e postou um vídeo oferecendo “um canal de denúncias” no próprio site oficial contra os supostos abusos e ilegalidades aos servidores municipais por parte de políticos, autoridades e gestores públicos.
A pressão era grande. E veio antes das eleições, o que acendeu o alerta vermelho na administração municipal e nos que se servem da prefeitura para a alavancagem eleitoral.
Jovino deixou o Sintraspug devido à sua aposentadoria e pelo que reza, ao mesmo tempo, o estatuto do Sindicato: funcionário quando se aposenta na sua função ou carreira na prefeitura, não pode continuar presidente do Sindicato, mesmo durante o mandato.
O que Jeferson diz no vídeo postado? Que foi criado no site do Sintrapug [www.sintraspug.com.br] um canal para que, os sindicalizados ou não, possam “fazer com agilidade, segurança e garantia de sigilo, queixas e denúncias ao Sintraspug”. Jeferson garante que a direção do Sindicato está unida com os servidores para combater abusos e irregularidades no âmbito da atual administração pública municipal”.
Para isso, segundo Jeferson, basta preencher um formulário que está no site do Sindicato.
Entretanto, com os servidores com os quais eu conversei, ou mantenho algum nível de proximidade e contato, revelaram temores diante da promessa de sigilo de Jeferson. Não que o Sindicato vá quebrar a jura, mas quanto à possibilidade de se rastrear fontes e informações hackeando o site do Sindicato.
Percebam só o grau de apreensão dos servidores. O fato por si só demonstra o medo instalado entre eles, como dá a dimensão do constrangimento a que estão submetidos.
Por outro lado, não se deve esquecer, que o governo Kleber quis passar matérias goela abaixo na Câmara e chegou a obrigar – via mensagens que se tornaram públicas - que seus comissionados e nomeados em cargos de confiança, a formassem correntes públicas de pressão e apoio às suas ideias nas redes sociais. Pego de “calças curtas” e aconselhado, correu à própria Câmara, onde já foi presidente, para pedir desculpas.
Das denúncias de invasão dos sistemas tributários por funcionários na mesma situação, até hoje, nada se esclareceu publicamente. Sobrou para o responsável da Tecnologia da Informação. Ele foi lançado como boi de piranha e o caso, mais uma vez, sumiu do radar da prefeitura e dos questionamentos públicos.
O Sintraspug faz bem em abrir este canal. Entretanto, seria mais prático ele correr atrás de casos concretos já denunciados – inclusive aqui - e que não ganharam solução no âmbito interno da apuração ou nos ambientes de fiscalização externa como o Tribunal de Contas, Ministério Público e corporações de profissionais. Acorda, Gaspar!
Fez algo semelhante no ‘congelamento’ de um agente de trânsito e atraso das informações pedidas pela Câmara
O Agente Silva (à esquerda), da Ditran, se diz perseguido; o vereador e funcionário público Cícero (centro) foi atrás dos esclarecimentos que o vice e agente Lu (à direita) dizia serem simples. Eles demoraram já 60 dias
O agente Silva (Pedro Silva), é um dos mais antigos e gabaritados funcionários concursados da Diretoria de Trânsito – a Ditran. E com ele não tem arrego. Está sempre com o Código Nacional de Trânsito na mão, inclusive para os amigos, poderosos e “autoridades” da hora. “Sou pago para aplicar a lei”, justifica sempre aos que pedem uma “interpretação” diferente para aquilo que está escrito com clareza no Código.
Ele é marido da telefonista da prefeitura, também concursada, Lucimara Rosanski da Silva, que conseguiu ser presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Gaspar – Sintraspug. E ela, não foi à reeleição ao tempo dos que hoje estão no poder e bem ao contrário de outros, que fizeram do Sindicado um exercício de poder e até político quase eterno.
Silva se tornou um crítico na área de atuação na Ditran, contra o que Silva classifica de erros da administração de Kleber Edson Wan Dall, MDB, para a área e principalmente por Kleber ter um vice oriundo e efetivo na Ditran, o agente como Silva, Luiz Carlos Spengler Filho, PP.
Silva entende que seria a oportunidade de se profissionalizar a área e não apenas de tornar o ambiente recheado de indicações políticas e até perseguições partidárias. A Ditran é ligada diretamente ao secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, o prefeito de fato, ex-coordenador de campanha de Kleber e presidente do MDB, Carlos Roberto Pereira. E é aí que começam – e não terminam - os conflitos de Silva. Fato repetido.
E é este posicionamento crítico de Silva, a sua filiação no DEM, bem como o passado de liderança sindical da esposa Lucimara, que fizeram o agente de trânsito que devia estar na Rua fiscalizando, multando e orientando, ser “removido” e “congelado” no pátio terceirizado de apreensão de veículos lá no Gaspar Grande. Na Ditran, a informação oficial é de que se trata de uma indicação de “mérito”, exatamente devido ao conhecimento de Silva à área.
Ironia. E por que? Porque Silva, coleciona provas de que se trata de um ato de constrangimento, segregação, punição e assédio, pois o que se exige de um lá no pátio, não se exige de outro e até o Código, em algumas ocasiões, não é respeitado naquilo que é obrigado ser usado como parâmetro.
QUESTIONAMENTOS SIMPLES, MAS DEMORADOS
E é exatamente por supostamente estar sendo levado a constrangimentos, que outro funcionário público e lotado no Samae, o vereador Cícero Giovane Amaro, PL, entrou com um requerimento par tentar esclarecer toda esta situação.
Isso foi no dia nove de junho. O vice-prefeito e agente licenciado, Luiz Carlos Spengler Filho até chegou a dizer por aí que seria fácil de obter os dados e provar que Silva estava enxergando fantasmas e fazendo politicagem com a transferência para o pátio de carros apreendidos.
O que aconteceu? A prefeitura regimentalmente tem 15 dias para a resposta. No dia dois de julho pediu mais 15 dias, ou seja, o que era simples nas palavras do vice, virou difícil. Estamos no dia dez de agosto. Dois meses de enrolação. O estica-estica termina esta semana
O que pediu Cícero ao prefeito Kleber no requerimento 37/2020? Realmente, Luiz Carlos Spengler Filho tem razão: é muito simples. Falta agora explicar, razão desse simples se enrolar por dois meses. Se não é birra, se não é afronta, se não é desprezo à Câmara, é uma forma de adiar a prestação de contas naquilo que não pode prestar.
Quantos agentes de trânsito estão locados no pátio Ackar Transporte? Nomes e respectivos horários de trabalho; espelho ponto dos Servidores de julho de 2019 até o presente momento; horário de funcionamento do pátio? Como são fiscalizados estes Servidores quanto ao cumprimento dos seus horários, entrada - saída e horário de intervalos? Qual a carga horária deles e seu horário de intervalos? Existe refeitório para realizarem suas refeições? Caso positivo, anexar fotos do local, se tem geladeira, micro-ondas e outros; distância mais próxima para efetivar sua refeição, em padaria, lanchonete ou restaurantes; quem realiza a limpeza do local? Houve alteração recente do local para início dos seus trabalhos a fim de bater ponto? Relatoria do rastreador do veículo que faz o transporte dos agentes para o pátio, como horário de ida e retorno do Servidor ao local do ponto; qual o custo para o município desse transporte? No horário que o pátio está fechado, os agentes permanecem onde?
Simples e óbvios, demais. Contudo, pelo tempo que se está levando para respondê-los ou a prefeitura está zombando mais uma vez da Câmara, ou teme que o agente Silva tenha razão, e sim possa estar sendo discriminado como ele alega. Logicamente, a prefeitura e a Ditran não querem fazer prova contra elas próprias na altura do campeonato que vai para a reta final das eleições de 15 de novembro.
O novo presidente do Sindicato, Jeferson Debus não precisa ir atrás de nada novo. É só se interessar por este acaso concreto e pelos antigos relatados nesta coluna e nas redes sociais, ou aplicativos de mensagens.
Só nestes casos, Jeferson e a área jurídica do Sintraspug teriam pistas suficiente para agir, se, realmente, a intenção é a de colocar ordem nessa relação entre o poder de plantão e os funcionários de carreira que não fazem, ou se negam a fazer parte do jogo político-partidário-eleitoral do poder de plantão.
O Sintraspug quer mais uma dica? Uma devassa nas nomeações e ocupações de cargos na secretaria de Assistência Social, um permanente trampolim de políticos e não é desta gestão, mas que vem desde o governo de Adilson Luiz Schmitt, MDB, PSB e PPS, e principalmente, dos dois mandatos do petista, Pedro Celso Zuchi.
É tarde para uma CPI sobre possíveis irregularidades na Ditran e de como se preenchem cargos técnicos fora do âmbito da legislação que orienta este assunto em Gaspar e nos Conselhos de Classe. Mas, se houvesse tempo, algumas tetas iriam secar na barrosa. Acorda, Gaspar!
O MDB de Gaspar tenta impedir a formação de uma terceira via; trabalha via deputados e diretórios contra a formação de chapas por aqui, que não sejam a do PT que o quer como adversário e certo de que o derrotará por falta de opção. Sérgio Almeida, PSL (a esquerda), e Rodrigo Althoff, PSL (à direita), são alvos constantes desse tipo de manobra especulativa
É brutal o jogo da máquina de catar votos a partir do poder de plantão em Gaspar. Ela é liderada pelo prefeito de fato, ex-coordenador da campanha vitoriosa, secretário da poderosa secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa, e presidente do MDB local, o advogado Carlos Roberto Pereira. O ex-vereador, o ex-presidente da Câmara, o evangélico e atual prefeito eleito, Kleber Edson Wan Dall, MDB, é um mero garoto propaganda desse grupo de poder e faz o papel que lhe cabe.
Relato dois episódios de poder, manhas e contrapropaganda dessas manobras a que estão sujeitos os concorrentes pela máquina instalada na prefeitura, onde eu sou o inconveniente a ser desmoralizado, calado e punido. Os próprios pré-candidatos a prefeito e até vereadores que se arriscam nas redes sociais, estão assustados e até com medo.
Na manhã de sexta-feira, tão logo a tradicional edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale circulou (há mais de 30 anos sem interrupção), o MDB de Gaspar, seus sócios e "çabios" no poder de plantão, comemoraram esta pequena nota, quase isolada, na seção "Trapiche" da coluna "Olhando a Maré", daquela edição.
O MDB de Kleber Edson Wan Dall, MDB, aguarda o sinal do MDB de Florianópolis e dos deputados Ricardo Alba, PSL, e Ismael dos Santos, PSD, ambos de Blumenau, para colocar o evangélico, sindicalista e ex-funcionário público municipal Sérgio Luiz Batista de Almeida, no seu bonde, junto com o bolsonarista de carteirinha Marciano Silva, do Patriotas.
Volto. Perto do meio-dia, o próprio Sérgio, todo enfeitado de apresentador de rádio, repudiou a possibilidade do pessoal de Kleber e principalmente o MDB lhe enquadrarem. Não negou, exatamente, a informação da coluna – e os seus apressaram nos bastidores aos esclarecimentos -, pois sabe que eu tenho fontes e credibilidade, tanto que eu já até participei de uma das lives que ele promove todas as quartas-feiras. "Eu Sérgio Almeida, quero dizer que não estarei no bonde do MDB", garantiu ele na postagem de viva-voz que fez nas suas redes sociais e espalhou por aplicativos de mensagens.
Fez bem. Tinha que reagir. E está reagindo, mas Sérgio sabe melhor que qualquer outro que o buraco nesta corrida pelo cargo de prefeito em Gaspar é mais em baixo.
TODOS NO MESMO BONDE
Aos mais jovens e aos que perdem a memória facilmente, um parêntesis necessário. Lembro-lhes que Sérgio Almeida, no antigo PL, já esteve no bonde do MDB, quando foi vice da ex-vereadora Ivete Mafra Hammes. Eles perderam àquela corrida. Ivete, histórica, de origem petista, está nas sombras no governo Kleber e nelas, é ativa como poucos no atual governo. Aprendizado.
Retomo. À tarde, o MDB, seus sócios e "çabios" no poder de plantão depois de ver, ouvir e sentir a reação firme de Sérgio, "tiveram à certeza", vejam só, que a nota que eu publiquei pela manhã e que eles comemoraram, “havia sido plantada e combinada” com o Sérgio, exatamente para fazer escada e ele ter motivos para ir às redes sociais aparecer e espinafrar o governo Kleber e o MDB.
Gente esperta e “çabia”. Ou seja, na avaliação desses aprendizes e me igualando a eles, fiz um trabalho para o Sérgio fazer um bom comentário e deixá-los expostos. Que coisa! O que Sérgio fez foi nada mais, nada menos do que reagir. Foi sintomático. Fez como disse-me um próximo seu, do limão, uma limonada. Ele sabe onde o calo está pegando neste jogo brutal para eliminá-lo como candidato viável...
Sérgio também sabe que tenho faro, fontes e assertividade. Sérgio sabe, por exemplo, que na Igreja de mesma denominação de Kleber, já houve escolhas e Sérgio foi excluído das “orações” faz um bom tempo. Não é um “irmão” a ser incensado se não estiver no bonde. Foi assim, com o vereador e médico Silvio Cleffi, PP, que ousou ter voz política própria dentro da mesma Igreja.
Este jogo do poder de plantão é manjado. Primeiro, desqualifica e mandar recados para os pré-candidatos já declarados. Segundo, se não ouvido, a ordem é enterrá-los vivos. Há um mês fizeram o mesmo com Rodrigo Boeing Althoff, PL, tão logo ele anunciou ser mais um candidato a prefeito. Entenderam como senha de negociação. Não era. E ai veio o troco.
O deputado estadual de Blumenau, Ivan Naatz, PL, apareceu na prefeitura, a pretexto de comunicar a liberação de verbas estaduais para Gaspar. Não falou nada para os do PL daqui. Mais do que depressa, aproveitando o vácuo e a oportunidade, os articuladores de Kleber já fizeram circular nas redes sociais e na mídia que não faz perguntas, que a visita se resumia em colocar no saco, as pretensões de Rodrigo e do PL na corrida eleitoral gasparense, e que Ivan se fazia de porta-voz do PL estadual nesta questão.
O PL estadual se explicou. Ivan desconversou. O grupo de Gaspar negou, mas na prefeitura, os “çabios” ainda não desistiram de colocar mais gente no bonde deles, ou então fora dos trilhos de 15 de novembro. Para eles, adversário, só o PT e para o PT já tem o discurso de lama nacional para atacar, como se isso fosse uma exclusividade do partido de Lula e companhia. O PT pensa o mesmo do MDB. Acorda, Gaspar!
Na tribuna da Câmara o líder do governo Francisco Solano Anhaia, MDB (à esquerda), garantiu que a arrecadação de Gaspar caíra 60%; semanas depois o dono do cofre e presidente do MDB, o secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira (centro), desmentiu e garantiu um crescimento de 1,8% nas receitas, tudo para deixar intacto em plena pandemia a estrutura de comissionados e o alto salário do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB (à direita), de R$27.356,69
Há menos de dois meses, o líder do governo Kleber Edson Wan Dall na Câmara, o ex-petista, Francisco Solano Anhaia, ambos MDB, jurou que a arrecadação tinha caído 60% em função da pandemia. Tudo para não vingar uma ideia de subsidiar juros a empréstimos a microempresários adimplentes. Ela foi apresentada pelo adversário da atual administração, o vereador e funcionário público (Samae), Cícero Giovane Amaro, PL.
Era uma contradição. Arrecadação em queda espantosa como anunciava o seu líder na Câmara, mas o prefeito com o seu supersalário de R$27.356,69 – um dos maiores de Santa Catarina – intacto e na contramão de outros que se impuseram no sacrifício, como o de Blumenau e que ganha menos do que o de Gaspar, por exemplo.
Na mesma linha, nenhum corte era feito na máquina pública recheada de comissionados e cargos de confiança para catar votos, ao mesmo tempo que se desmanchava e se quebrava à promessa explícita de Kleber de não substituir secretários que estavam sendo “demitidos”, mas apenas para serem candidatos a vereador pela coligação que está no poder em Gaspar.
Para interromper as cobranças dos eleitores e eleitoras sobre estas contradições, eis que apareceu o secretário de Fazenda e Gestão Administrativa e a que detém os números e as chaves dos cofres municipais, o ex-coordenador de campanha de Kleber, o prefeito de fato e presidente do MDB de Gaspar, o advogado Carlos Roberto Pereira.
Ele desmentiu na maior cara de pau o seu líder na Câmara. Não só não havia caído em 60% a arrecadação, como ao contrário disso, ela cresceu 1,8% em junho na comparação como o mesmo período. E agora, tanto o líder do MDB na Câmara, Francisco Hostins Júnior, como o líder do prefeito, Anhaia, refeito da mentira que espalhou e que a creditou a “um alto funcionário do governo Kleber”, provam por números, que em julho, a arrecadação de Gaspar, com toda a pandemia e desgraça que se abate sobre empregos, negócios e empresários da cidade, cresceu 5% em Gaspar. Uau!
Ambos, louvam à capacidade do governo Kleber e a confiança dos investidores de outros rincões e empresários gasparenses. Pode ser! Contudo, este enredo é pensado.
Resumindo: este súbito discurso de crescimento na arrecadação – amparado por números reais - só tem dois objetivos claros perante os eleitores e pagadores de pesados impostos.
O primeiro é o de corrigir uma mentira que se espalhou pela cidade e fomentada pelo próprio governo que queria ser fazer de vítima para não acolher uma ideia de um suposto adversário e assim atender a quem produz nos micro negócios – os mais afetados pela crise. Adversários não podem ter ideias e amigos. Veja o que acontece com o asfaltamento prometido pelo próprio prefeito aos empresários da Vidal Flávio Dias, no Belchior Baixo. Estão sendo punidos porque escolheram o vereador Rui Carlos Deschamps, PT, como um dos interlocutores deles.
O segundo interesse – e mais importante - é para justificar perante a população que cobra, e como cobra - o alto salário do prefeito, enquanto outros diminuíram; é para justificar o preenchimento de vagas por mais cabos eleitorais nos cargos de secretários vagos e na presidência do Samae que Kleber disse que não preencheria e economizaria; é para justificar o preenchimento de outras indicações de menor porte na estrutura de comissionados com o intuito de fortalecer ainda mais a máquina de catar votos. Nem mais, nem menos.
Nas críticas de Anhaia e Hostins contra Cícero e o vereador Dionísio Luiz Bertoldi, PT, que denunciam essas incoerências, trata-se de politicagem. Pode ser! Entretanto, que possui a cara máquina de comissionados na mão e paga com os impostos dos gasparenses é o governo Kleber que busca a reeleição. E quem detém à prerrogativa de denunciar esta situação, é a oposição. “Quer dizer que nem isso podemos mais?”, observa Cícero.
Os políticos do século 20, ainda não entenderam as demandas da sociedade do século 21, muito menos, o que aconteceu nas urnas de outubro de 2018 e a desafiam em 2020. Acorda, Gaspar!
Até ensaiaram, mas...
O vereador governista Roberto Procópio de Souza, PDT (à esquerda), há quatro meses propôs diminuir os salários e cortar as diárias dos vereadores. Relator geral de um deles, Dionísio Luiz Bertoldi, PT (Centro), deu parecer favorável. Até agora, o presidente da Casa, Ciro André Quintino, MDB (à direita), não pautou a matéria em plenário
Está marcada mais uma sessão virtual da Câmara de Gaspar para amanhã desta terça-feira devido a pandemia de Covid-19. Como a da semana passada, não haverá nenhuma votação de projetos. Ou seja, mais uma vez, os Projetos de Resolução do vereador governista Roberto Procópio de Souza, PDT, que diminui em apenas 20% os salários dos vereadores e por apenas dois meses, bem como o que corta as diárias até o final do ano, não estarão em pauta.
Este assunto se enrola há quatro meses (deu entrada no dia sete de abril na Câmara) na Comissão de Legislação, Justiça, Cidadania e Redação, veja só, presidida pelo próprio Roberto Procópio de Souza, PDT, e que é detentor nela, do voto minerva para fazer esse assunto andar ou se engavetar na Comissão.
Os demais membros da Comissão são Franciele Daiane Back, PSDB e Francisco Hostins Júnior, MDB, pelo governo, além de Dionísio Luiz Bertoldi, que é o relator geral de um dos PR e já deu parecer favorável, e Rui Carlos Deschamps, ambos do PT e da dita oposição.
Por outro lado, para reajustar os salários do prefeito, vice, secretários, comissionados, vereadores e funcionários da Câmara, além de dar aumento de 1% em ano de eleição aos servidores municipais, cinco Projetos de Lei tramitaram, tiveram pareceres nas comissões e foram votados em plenário, quase sem discursos, tudo em seis dias.
Nestes dois PR, está-se com esta enrolação. Espera-se passar a pandemia e já se começou o discurso de superávit das contas gasparenses para sepultar os sacrifícios dos próprios políticos.
Conversei com pelo menos três vereadores sobre o assunto. Todos apontaram que isso depende do próprio Procópio ou até do presidente da casa, Ciro André Quintino, MDB, que pode negociar o andamento do assunto e pauta-lo. Pode ser.
Todavia, estes vereadores sabem que eles próprios podem tomar iniciativas isoladas, pedir para colocar o assunto em pauta, ou então, eles próprios pedirem para descontar de seus salários, o que o Procópio propôs para os colegas e não teve coragem de dar como exemplo aos demais. Ninguém até agora, fez uma e nem outra coisa. Então a culpa é igual para todos.
No fundo acontecem três coisas: os vereadores –principalmente os da base governista - acham que Procópio agiu de forma demagógica, precipitada e isolada num assunto que deveria ser coletivo ou da bancada; os vereadores da base governista acham que votada a matéria, obrigará Kleber também a tomar uma atitude contra o seu alto salário e que continua intacto depois de meses de questionamentos e desgastes; e que se levada a matéria a plenário, ficará difícil rejeitá-la mesmo que ela tenha origem na ideia de um só vereador.
Por isso, insiste-se que os PR são inconstitucionais, mesmo sendo o vereador que o apresentou e terá que decidir sobre eles na Comissão de Legislação, um advogado. E se lançada como inconstitucional e colocada no lixo, os membros da Comissão e alguns no plenário entendem que isso poderá ser mal-entendido pelos seus eleitores e eleitoras e tudo as vésperas das eleições. A culpa está no prazo que esticaram e não resolveram o assunto.
Resumindo. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Entretanto, quem arrumou o bicho foram os vereadores que apoiam Kleber. Ah, não vale argumentar – como ouvi de um vereador - que a Câmara já contribuiu com o tal “sacrifício” destinando parte do seu orçamento para a área de Saúde e para a Covid-19. Esta parte não incluiu o “sacrifício” dos bolsos dos vereadores. A parte salarial deles até o momento está intacta e o espírito dos PR de Procópio, rejeitado pelo silêncio de todos os vereadores. Enquanto que o bolso e as finanças doe seus eleitores e eleitoras... Acorda, Gaspar!
Está aí mais uma discussão irresponsável, na minha avaliação e de uma pessoa que está no grupo de risco, que passou o Dia dos Pais quase só para se resguardar. Depois que o Ministério Público Estadual entrou na parada – e tarde -, culpando à falta de liderança do governador Carlos Moisés da Silva, PSL (foto), pelo suposto aumento de contaminação e mortes da Covid-19 em Santa Catarina, é preciso acertar os ponteiros dessa história.
Os maiores culpados são as próprias pessoas. Todos sabem que o distanciamento social – associado do isolamento vertical -, o uso da máscara facial e a higienização das mãos são elementos essenciais para conter ou até impedir à propagação da doença entre nós. Eu acredito na ciência e naquilo que os que se especializaram nisso me orientam.
É fácil e corriqueiro ver que não são as autoridades que estão falhando, mas nós mesmos. Basta sair de casa por obrigação. Não são poucos os que andam sem máscaras – e se cobrados ainda xingam -, são muitos os que não higienizam as mãos e se aglomeram. São atos corriqueiros testemunhados sob as mais variadas desculpas necessárias ou idiotas.
Então, não são exatamente as autoridades que estão falhando; somos nós em primeiro lugar naquilo que sob comunicação e conscientização conhecemos, fomos orientados e informados. Parece haver um deliberado enfrentamento ou suposta imunidade à doença por parte de alguns. Para eles, a Covid-19 só atinge os outros. Somos nós, ou os que estão próximos de nós, os vetores da doença, inclusive aos que são caros no afeto, nos negócios, na igreja, na ideologia ao nosso redor.
Escrito isso, também não vou entrar no mérito da loucura em que se meteu neste assunto o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, sem partido, que acha normal os mais de 100 mil mortos pela doença.
Bolsonaro está certo, quando diz que a economia não pode parar, mas erra, profundamente, quando diz que tudo não passa de uma gripezinha, quando age toscamente aos seus instintos e não se alinha à ciência para liderar um processo de convivência e mitigação contra os danos colaterais do vírus na população e na própria economia, a qual acertadamente, quer tanto preservar para empregabilidade, geração de riqueza, tributos e votos em si próprio.
Vou escrever sobre Santa Catarina.
Iniciamos cedo o isolamento social e de forma muito ampla. Orgulhávamos do resultado numa época em que o próprio vírus – segundo os dados de monitoramento disponíveis à época - não circulava com a amplitude como circula hoje, diante de tantos contaminados (um afeta três).
Aí aconteceram quatro fatos decisivos.
Houve o natural saturamento do isolamento – as pessoas não aguentam tanto tempo isoladas. Era preciso produzir e reduzir prejuízos econômicos e a “reabertura” foi feita fora do timing; vieram as pressões setoriais. Vieram também as pressões políticas dos prefeitos que queriam autonomia pois tinham interesses políticos e econômicos locais para serem satisfeitos em ano eleitoral. E para completar, o governador que ia bem e liderando o processo – mesmo diante da fragilidade política em que está metido desde que assumiu -, caiu em desgraça com o mal explicado Hospital de Campanha de Itajaí e os caríssimos respiradores pagos antecipados que não chegaram – e quando uma pequena parte chegou não servia -, aliada à contradição de atitudes dele numa festa junina no Hotel Fazzenda de Gaspar.
OS PREFEITOS SENTIRAM O BAFO DOS SEUS ELEITORES
Moisés líder se recolheu. E a própria Covid o deixou em quarentena. Uma tempestade perfeita.
Os prefeitos ganharam à autonomia que pediram governador e a mal-usaram. Não foram capazes de exercer à liderança metropolitana, fato que sobrecarregou os sistemas de saúde públicos dos municípios líderes regionais. Desgastados, pela incompetência de gestão na crise, agora os prefeitos querem transferir às proibições para o governo do estado justamente no momento em que ele lida com uma tentativa de impeachment na Assembleia Legislativa.
E por que disso? Os prefeitos querem “reformar” o discurso de autonomia deles e lavar as mãos aos grupos de pressão em seus municípios em ano eleitoral. E o MP dando uma mãozinha para este escape maroto. Incrível!
Já o básico que é se distanciar, usar permanentemente a máscara facial e higienizar frequentemente as mãos, coisas simples, baratas, e comprovadamente há mais de um século – desde a Gripe Espanhola e enquanto a vacina não chega - como eficazes para este tipo de doença, estão sendo negligenciadas. E não pelo governo do estado ou até mesmo pelos prefeitos, mas por nós mesmos.
Duvida? Convido você leitor ou leitora a andar por Gaspar, Ilhota, Blumenau ou qualquer outro lugar por uma hora apenas. Convido você pedir a alguém que está sem máscara a colocá-la em respeito a você, ao seu dinheiro que está sustentando esta luta contra a Covid-19, aos desempregados, falidos e aos que você estima. Não será surpresa se o revide não vier imediatamente lhe chamando de trouxa, doente, negando o mal que faz nas pessoas a Covid-19, ou lhe perguntando se você está com medo de morrer.
Afinal, quem está falhando antes dos governos e autoridades? Este quadro dá a dimensão do mundo louco, individual e de gente “cientista” – sem nunca ter ido à escola - em que estamos metidos. Wake up, Brazil!
O ex-contador efetivo da prefeitura de Gaspar, fundador e ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal, o Sintraspug daqui, Odir Barni, 72 anos (ao centro na foto acima e com o punho fechado de vitória quando saia do Hospital em Blumenau), já está restabelecido e de volta em casa.
Ele é antigo leitor assíduo deste espaço, bem como colaborador desta coluna com sua privilegiada memória sobre fatos passados na política e seus atores políticos em nossa cidade.
Odir sofreu um infarto no início da semana passada em Brusque, onde trabalha na prefeitura de lá. Foi emergencialmente atendido e estabilizado. Transferido para o Hospital Santa Isabel, de Blumenau, referência em coração em Santa Catarina, fez o cateterismo, instalou mais um novo stent, e na quinta-feira ganhou alta, levado para casa pelo irmão Elói (à esquerda da foto), e pelo cunhado do filho Oberdan, Fredi do Nascimento (à direita da foto). Descansa em Brusque.
A campanha começou e a foto sumiu. No sábado, circulou no Instagram – ao menos eu recebi – uma foto onde a recém empregada secretária de Assistência Social, Silvania Janoelo dos Santos estava numa gravação de um evento com tapadeira do “15”, sob a supervisão da atual superintendente de comunicação, Amanda Elisa Weber. Fiz até um comentário de espanto no post. E a foto sumiu. Afinal tinha que sumir por questões óbvias.
Isto mostra como funciona a máquina de catar votos com empregos de comissionados. Silvania é uma profissional da área de psicologia? É! Mas antes foi profissional da área de comunicação na cidade e pela qual é conhecida. Está habilitada para a função? Não sei! E não me compete esta avaliação e nem é o objetivo desta nota.
O que se sabe é que o ex-titular da pasta – uma área essencial pela circunstância da cidade em si e agravada com a pandemia - saiu dela para fazer campanha política eleitoral bem antes da hora, no horário de serviço, como provam vários posts. Ele continua empregado na prefeitura. Para a sua vaga, com o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, prometeu um interino para “economizar” em tempos de crise.
A promessa já foi para o saco faz tempo e a nova titular comissionada, pela foto que se espalhou no Instagram e logo se deletou para evitar as provas da exibição juvenil nas redes sociais, pelo jeito já está cumprindo dupla função e jornada de trabalho. Tudo pela reeleição do novo empregador.
Tudo dominado. Olha só o que me apareceu no sábado e domingo quando tentei acessar o site oficial da prefeitura de Gaspar. “Sua conexão não é privada. Os invasores podem estar tentando roubar suas informações de www.gaspar.sc.gov.br (por exemplo, senhas, mensagens ou cartões de crédito)”.
“Este servidor não conseguiu provar que é www.gaspar.sc.gov.br; o certificado de segurança expirou há 2 dias. Isso pode ter sido causado por um erro de configuração ou por um invasor que interceptou a conexão. O relógio do seu computador está atualmente definido como domingo, 9 de agosto de 2020. Isso está correto? Se não estiver, corrija o relógio do sistema e atualize esta página”.
A incoerência é alma do negócio para os políticos atrás de votos perdidos. “Nossos heróis de hoje vestem azul”, diz um post nas redes sociais do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, replicado no final-de-semana entre outros, por vereadores que o apoiam na grande coligação que se montou para a reeleição dele. O azul é do Samu que mesmo com precária estrutura – cumpriu a missão e ajudou no parto de uma moradora de Gaspar.
Como a imagem de Kleber está chamuscada pelas dúvidas que ele e seus “çabios” constroem contra ele próprio, Kleber resolveu ir no Samu para parabenizar pessoalmente a equipe, tirar uma foto orientado pela equipe de comunicação e fazer propaganda com ela. “Notícias que nos dão esperanças. Parabéns a nova mamãe e a equipe do Samu”, escreveu. Faltou Kleber dizer que vai mudar a realidade do Samu, extinguir o rodízio de técnicos, a transferência dos que possuem opinião própria para dar mais eficiência e autonomia a este tipo de operação emergencial.
A incoerência é alma do negócio para os políticos atrás de votos perdidos. O decreto em Gaspar recomenda que apenas um membro da família vá ao mesmo tipo de comércio. O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, fez questão de tirar fotos em compras em família, com a esposa Leila. Depois ele próprio vai para as redes sociais reclamar dos outros sobre o tal “aglomero”. Nas próprias redes foi observado mais uma vez por esta incoerência.
Pergunta que não quer calar. Quantos pré-candidatos a prefeito há em Gaspar? Seis? Bobagem! De verdade, só três. Nem o PT extraoficialmente declarou quem será o seu candidato. E viável, por enquanto, só Kleber Edson Wan Dall, MDB, PP, PSD, PDT, PSDB, PSC e outros. Se ele perder com essa tripa pesada, será uma vergonha sem tamanho para ele, seus “çabios” e a máquina de engolir todos.
Protesto. Está marcado para às 14h30min desta terça-feira, se até lá o decreto do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, não mudar, o protesto pela flexibilização dos bares e canchas de bochas de Gaspar. O protesto será na praça defronte o gabinete do prefeito.
Furando o bloqueio. O Supermercado Acher, em Gaspar, está abrindo até as 21 horas. A liminar foi da Justiça. Onde passa um boi, passa uma boiada. E o caminho já está sinalizado por onde guiar os bois.
Cada um escolhe o seu representante. O presidente da Fecam - Federação Catarinense de Municípios -, prefeito de Major Vieira, Orildo Antônio Severgnini, MDB, foi pego pelo Gaeco na sexta-feira retrasada, numa operação bem contundente e que ganhou pouca repercussão na mídia em geral.
O Conselho de diretoria da Fecam recomendou para que deixasse o cargo - e assim livrasse, por tabela, a imagem da entidade. Fez bem. Sabe qual foi a reação do prefeito Orildo, da pequena Majora Vieira? Uma carta aberta. Nela, Orildo deixa claro que permanecerá à frente da entidade.
E para não deixar dúvidas, Orildo já marcou uma reunião com os Conselheiros da Fecam. Será nesta terça-feira para tirar essa história a limpo de que ele deveria deixar - mesmo que provisoriamente - a presidência da Fecam enquanto se apura as acusações contra ele e administração dele em Major Vieira.
João Amoedo, do Novo, no twitter, exemplifica. Reforma Administrativa de Portugal em 2008: Mil carreiras substituídas por três gerais e poucas específicas; autorização para contratação de um novo funcionário público apenas quando dois saíssem; fim da progressão automática por tempo de serviço. E conclui “Estamos atrasados”.
Como podem ganhar tão bem e errar aparentemente tão feio? Os procuradores da Assembleia Legislativa e que orientam o presidente e a mesa diretora, deram o aval para o rito do impeachment contra o governador Carlos Moisés da Silva, a sua vice Daniela Cristana Reinehr e o secretário de Administração, Jorge Eduardo Tasca.
É que o Tribunal de Justiça, em liminar, viu e provou haver açodamento no rito. Esses procuradores da Alesc ganham mais do que os procuradores do Estado. E foi por dar a isonomia para todos, mas que só alguns ganharam na Justiça, que o governador, a vice e o secretário estão no pelourinho. Ou seja, ganhar mais, não significa saber mais, melhor ou com assertividade no ambiente do serviço público.
Aliás, essa da isonomia, é uma jogada manjada. Aqui mesmo, há uma história conhecida na Câmara de Gaspar. Fez um concurso para 40 horas para funções que tinham originalmente 30 horas. No final, a isonomia mandou todos trabalharem 30 horas e com o salário de 40 horas.
O que está na praça em Gaspar? O pregão 063/2020. O valor? R$366.672,50. E para que? Registro de preços para futuras aquisições de uniformes
João Amoedo, do Novo, no twitter, exemplifica. A Reforma Administrativa na França: bonificação por desempenho e não por tempo de serviço; contratação de funcionários por meio contratual e não estatutário; em projetos específicos é autorizada a contratação temporária; mobilidade de servidores entre órgãos do Estado.
Resumindo, nos dois exemplos, está claro o retrato dos governos Federais, Estaduais e Municipais sobre o atraso, mas principalmente como os parlamentares brasileiros trabalham a favor de privilégios e proteção especial a 5% dos servidores contra outros 95% trabalhadores sem estabilidade entre eles uma maioria sem ao menos com possibilidade de acesso a empregos formais.
Em Gaspar, por exemplo, esses modelos da França e Portugal seriam desastrosos, como mostram os exemplos no preenchimento de vagas para comissionados, onde a qualificação é o que menos importa na escolha dos titulares delas. Acorda, Gaspar!
Assim está o cemitério Municipal de Gaspar. O lixo e o descaso abundam. É preciso escrever um textão, ou a foto serve?
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