28/09/2020
O vereador Rui (à direita) está inconformado com o “deslocamento” de verbas no Samae para pagar o lixo . A “escolhida” para fazer o novo serviço de coleta trabalhou contra o tempo na contratação dos “novos” empregados como mostra os exames admissionais (à esquerda). O lixo acumulado do final de semana (ao centro), começou a ser recolhido nesta segunda-feira
A proposta é retirar o que estava destinado para a construção do reservatório de água no bairro Bateias e transferir a verba para pagar a nova empresa de recolha de lixo na cidade
Um simples requerimento do vereador Rui Carlos Deschamps, PT, cito ele porque não concorre a nada nesta eleição, mostrou o quanto esse assunto do lixo fede em Gaspar. Rui queria tirar o regime de urgência do Projeto de Lei 34/2020. Ele “autoriza o município a anular e suplementar saldos de dotações orçamentárias no orçamento vigente da administração indireta”. Tipo de PL que passa assim, sem ninguém questionar.
Os vereadores da base (MDB, PP, PSDB e PDT) do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, impediram o requerimento do vereador Rui. Ele conhece do riscado na autarquia. Já foi funcionário e diretor do Samae; está aposentado. Nove a quatro contra a transparência. Instalou-se à polêmica.
O que quer este Projeto? Tirar R$300 mil da construção do reservatório de água do Bateias. Daí o inconformismo do vereador Rui. E por que? É na Bateias, Barracão e Óleo Grande, na região Sul de Gaspar, onde há grande um grave e crônico problema de captação, reservação e distribuição de água tratada.
O reservatório atual, em tempos de crise hídrica e que virou rotina – e muito devido a expansão residencial, comercial e industrial daquela região e à elementar falta de conexão do reservatório de lá com a rede do Centro -, o sistema tem sido abastecido por caminhões pipas, numa operação muito cara, temerária, incluindo aí à exposição sanitária. Esta operação afeta à qualidade da água transportada desse jeito. Já foi motivo até de embargo pelos próprios fiscais da vigilância sanitária de Gaspar.
SEM ÁGUA PARA PAGAR O LIXO
Durante a discussão, o vereador do bairro ficou quieto e votou com o governo. Além dos R$300 mil, mais outros R$200 mil que estão rubricados para compra de veículos no Samae também estão sendo remanejados para perfazer meio milhão de reais. Tudo para pagar a nova empresa – a Racli Limpeza Urbana, de Criciúma e que atua em Blumenau.
Ela vai recolher o lixo em Gaspar em novo contrato emergencial, substituindo, a Vitaciclo Logística Reversa, que participou da licitação emergencial, mas perdeu, apesar do líder do governo ter dito na sessão de terça-feira que uma das razões para não se renovar o contrato é porque faltavam licenças ambientais para quem estava fazendo o serviço.
Por pouco, a Say Muller – a origem do fedor do lixo em Gaspar em 2010, com outra denominação, Saay Soluções Ambientais não ganhou. Ela estava na parada. Esta suplementação de recursos é para fechar o caixa da operação do lixo orgânico, ou chamado também de molhado, nestes poucos mais de três meses deste ano. Impressionante como erraram nesta previsão orçamentária.
O novo contrato é para durar novos seis meses ou até a nova licitação por concorrência, a 04/2020 e que misteriosamente saiu do radar nos sites da prefeitura e do Samae de Gaspar. A Transsólidos, de Curitiba, foi a que ganhou a licitação no passado e não renovou o contrato. Emergencialmente, a gestão de Kleber, contratou emergencialmente a Vitaciclo, com sede no Gaspar Grande e que não tinha esta experiência de coleta de lixo urbano.
Rui também como presidente interino da Comissão de Legislação, Justiça, Cidadania e Redação da Câmara pediu vistas e a devolução do PL ao prefeito. O líder do MDB se apressou e pediu, informalmente, para não devolver o PL. Então é bom o vereador Rui ir documentando tudo isso. E qual a jogada? É tirar o foco desta discussão, deixá-la no esquecimento até depois do dia 15 de novembro, esperando o resultado das eleições.
No sábado, A Racli ainda se fazia o processo de admissão de seus “novos funcionários” para a operação em Gaspar, principalmente de motoristas, conhecedores das rotas. Eles já vêm desde quando a Say Muller atuava por aqui, passaram pela Transólidos e Vitaciclo.
Para o contrato emergencial, apareceram além da vencedora Racli, de Circiuma e que atua em Blumenau, de onde é originário o gestor da área de lixo no Samae de Gaspar, com a proposta de R$304.050,00 mensais, a Saay com R$305.597,62; a Vitaciclo, daqui, com 398.675,50; a Louber, de Pescaria Brava, com R$459.370,00; a Serrana Engenharia, de Joinville, com R$490.387,70 a Transresíduos Ambientais, de Curitiba, com R$506.935,90 e a Veolia, de São José, com R$ 510.037,88.
EXPLICAÇÕES
Por outro lado, outro requerimento do próprio vereador Rui e que não precisa de aprovação dos demais vereadores -pois é uma obrigação do vereador fiscalizar e apurar informações oficiais -, quer saber do prefeito Kleber e do Samae o seguinte para confrontar custos da coleta de lixo em Gaspar. O temor é que parte desses recursos alimentou as drenagens.
Qual o valor arrecadado, mensalmente, com a coleta de lixo orgânico, o valor da despesa mensal da coleta de lixo orgânico? Qual o valor arrecadado, mensalmente, com a coleta de lixo reciclável, o valor da despesa mensal da coleta de lixo reciclável?
Se for igual o que a prefeitura e o Samae fizeram com as informações sobre as obras de drenagem da Rua Frei Solano, feitas pela prefeitura ou coordenadas pelo próprio Samae, as quais por falta delas foram foi dar numa Comissão Parlamentar de Inquérito, Rui vai esperar sentado até as eleições de 15 de novembro passarem.
Mais. Rui pediu ao prefeito e consequentemente ao Samae informações sobre à quantidade de passagens do caminhão de lixo orgânico nas ruas de Gaspar versus o preço cobrado por este tipo de serviço. Ele quer saber quantas residências pagam por uma, duas, três coletas semanais ou diárias e qual o valor mensal para cada tipo de coleta e que em tese cobririam esta despesa, não precisando, dessa forma, de tal remanejamento de verbas como pediu o PL 34/2020.
Este remanejamento de verbas, sinaliza que a operação é deficitária e precisa ser aumentada, mas em tempo de campanha isto está sendo postergado.
A mesma coisa Rui quer saber em relação a recolha do lixo em relação ao que é cobrado ao comércio pelas passagens semanais ou diárias. E tudo documentado. Como a prefeitura está mobilizada pela a campanha de reeleição do prefeito, talvez não terá tempo para esclarecer tudo isso que deveria estar disponível no sistema de transparência para a população, tanto da prefeitura e do Samae, o que nesta altura, seria um cala-boca para o vereador Rui. Mas... Acorda, Gaspar!
EXPRESSÃO DOS ELEITORES E ELEITORAS Nesta eleição municipal, os eleitores e eleitoras estão se expressando como nunca se viu antes pelas redes sociais, como acima. Ela lhes deu vez e imagem, que valem mais que suas vozes que não foram ouvidas nestes últimos anos. Recado dado aos que voltam com promessas e desculpas envelhecidas e conhecidas |
Ela era para ser de comemorações e propostas porque, afinal, Gaspar não pode parar! Teimosia dos çabios de Kleber deixaram-no exposto. Agora, a campanha da reeleição será de explicações.
O que apareceu na semana passada? O candidato a prefeito pelo PSL e Patriotas, o funcionário público municipal, sindicalista, ex-vereador e ex-candidato a prefeito derrotado na chapa com o MDB, Sérgio Luiz Batista de Almeida, foi ao cartório e registrou um compromisso: se eleito, ele vai reduzir o próprio salário pela metade. Hoje Kleber Edson Wan Dall, MDB, ganha R$27.356,69 bruto por mês.
O documento e o discurso se espalharam nas redes sociais. Eles se escondem na imprensa. Ela está a reboque das redes sociais e principalmente dos aplicativos de mensagens nesta eleição por questões éticas, de legislação e pressão.
Polêmica instalada. Os poderosos da cidade estão se descabelando em dois campos: o jurídico para encontrar meios de censurar e punir os que divulgarem tal fato, bem como no estratégico para “neutralizar” a investida de suposto concorrente.
É demagogia? É oportunismo? É uma forma de aparecer? Pode até ser! Entretanto, Kleber e seus “çabios”, incluindo aí o presidente do MDB e prefeito de fato, o secretário da Fazenda, Carlos Roberto Pereira, sabiam que a chance disso acontecer era grande. E se sabiam, resolveram apostar. Pediram truco. Agora, com o jogo aberto na mesa, estão todos com cara de tacho; um olhando para o outro e arrumando culpados, outra vez, fora do próprio ambiente de arrogância deles.
Por que os donos da cidade sabiam? Esta coluna vinha alertando há tempos, que durante a pandemia, muitos prefeitos pelo Brasil e ao redor de Gaspar – como Blumenau onde o salário do prefeito é bem menor do que o daqui -, num gesto simbólico, reduziram os seus salários, vices e de seus secretários comissionados.
Era a parte do “sacrifício” do poder público, diante das dificuldades, da falência e da perda de empregos dos pagadores de pesados impostos e que verdadeiramente sustentam a inchada máquina pública.
Kleber fingiu que nada disso era com ele. Os “çabios” lhes disseram que era uma “onda puritana e demagógica”, que iria passar; que esta coluna iria se cansar do assunto e esquece-lo.
O prefeito de Gaspar até ensaiou um discurso de “economia solidária” quando tirou alguns secretários que agora são candidatos ao Legislativo – e que só saíram porque a lei manda, senão, estariam todos lá. Prometeu interinidade e acúmulo de funções. Nem isso cumpriu.
Por que sabiam? Porque o próprio Sérgio nas suas laives semanais – e eu participei de uma delas – prometia reduzir o seu salário se eleito. E como candidato cumpriu: oficializou isso em cartório, em documento de fé pública. Também simples assim!
Sérgio, no documento em cartório diz que se ele não cortar pela metade o salário dele, quando empossado, os cidadãos e eleitores gasparenses podem processá-lo.
Penso diferente. E para finalizar esta primeira parte do deste comentário. Sérgio deve ir lá no cartório e refazer o documento. Nada de processo para tirá-lo do poder. Se for assim, também não vai dar em nada e se der, Sérgio já terá terminado pelo menos o primeiro mandato, no caso de eleição.
Sérgio terá que reafirmar no documento em cartório de que ele e sua vice, renunciam ao mandato, se esta promessa não for cumprida por ele. Também simples assim. Afinal, chega marketing. Os políticos precisam fazer contratos com a sociedade e com cláusulas penais se não os cumprirem as promessas deles próprios.
Outra. Sérgio diz que quer ganhar pouco porque já está aposentado – oficialmente, ainda não está – tem os filhos criados etc e tal. E por isso não precisa de um salário tão alto para sobreviver. Também é um discurso enviesado. Por essa tese, Kleber está certo em ganhar um salário tão alto, exatamente porque ele não possui a suplementação da aposentadoria.
O discurso correto de Sérgio deveria ser: é alto demais, se comparado a outros municípios mais importantes e complexos na gestão do que Gaspar, como é o caso de Blumenau. Simples, assim!
OS VEREADORES
Se nesta matéria, o Executivo ficou exposto, a mesma coisa estão os 13 vereadores da Câmara de Gaspar. A proposta de um deles e que está correndo à reeleição, tornou-se problema para os demais. E, mais uma vez, fingindo que o povo possui memória curta, todos os vereadores resolveram deixar as boas iniciativas engavetadas. E na pauta da sessão de amanhã, ela não aparece novamente.
Do que se trata, para quem pegou o assunto só agora?
Dois Projetos de Resolução sob o manto da suposta inconstitucionalidade estão parados na Comissão de Legislação, Justiça, Cidadania e Redação. Pasmem, desde o dia 14 de abril, onde o governo tem a maioria, mas o presidente da dita comissão e autor do projeto é quem dá a maioria. Por isso, ele já poderia ter resolvido este imbróglio há muito tempo.
Um projeto reduz em 20% os salários dos vereadores por apenas dois meses e transfere essa pequena diferença para o Fundo Municipal da Saúde. Originalmente, é para o combate da Covid-19. O outro, impede até o final deste ano o acesso dos vereadores às tais diárias, também como contribuição da Câmara – a representante do povo – ao sacrifício dos contribuintes de pesados impostos em tempos difíceis da pandemia.
A Câmara que se tornou uma usina de leis inconstitucionais nascidas lá ou criadas no Executivo. Todavia, quando quis, tanto os vereadores da base como o governo de plantão fizeram voar a jato os projetos de interesses comuns deles. Este que corta na carne ou no bolso deles, ficou na gaveta.
Um dos que voo a jato e é constitucional, ressalte-se, foi por exemplo o do reajuste dos funcionários, do prefeito, vice e vereadores, bem como o aumento real de 1% do funcionalismo, exatamente no ano de eleições: seis dias, entre a entrada dos cinco Projetos, análises e pareceres deles nas comissões, bem como a votação unânime em plenário.
Já o PR do corte dos salários por apenas dois meses dos vereadores deu entrada no dia sete de abril e quase seis meses depois, nada dele andar dentro da Câmara, muito menos ser oficialmente engavetado, exatamente para não manchar a imagem da maioria dos vereadores que está em campanha. Os vereadores estão lá esperando a eleição passar, a economia voltar à uma mínima normalidade, a Covid-19 não ser mais a causa de mortes....
Ou seja. Os mesmos que deram chances e acusam Sérgio de demagogia, oportunismo e uma forma de aparecer, deviam olhar para si próprios. Político é um bicho sobrevivente por natureza. E depois dizem que o eleitor é um ingrato. Acorda, Gaspar!
Um funcionário público municipal de Gaspar, leitor da coluna, envia-me no meu aplicativo de mensagem um meme all type (reproduzido ao lado): “servidor de carreira é o pior inimigo de um político corrupto, pois não deve favor, entrou no cargo por mérito e sempre será funcionário da estrutura pública, não de governos”.
Respondi: “boa. Mas, ele precisa entrar no século 21 e ter métricas de avaliação de desempenho e produtividade para o patrão-povo a quem serve e lhe sustenta”.
Para que fiz isso! O servidor, defendendo a guilda, parece que não gostou muito e me retrucou imediatamente: “produtividade sim...mais nosso trabalho não é mercadoria. Alguns serviços não podemos pensar em quantidade. Mas, sim, atender a demanda do cidadão de uma forma respeitosa”. E foi adiante: “o atendimento com crianças em situação de violência sexual não pode ser medido a partir da quantidade e sim com a qualidade de buscar criar uma empatia um vínculo de confiança, prestar atenção na linguagem não verbal...Demanda [exige] tempo...”
Dei trela: “ desculpa-me, acho que você precisa rever o conceito de produtividade”.
E o meu interlocutor, do qual esperava mais, foi buscar a fundamentação para bem me rebater: “literalmente, produtividade está relacionado a produção rentável. É a relação entre os meios, recursos utilizados e a produção final. Pai Google ajuda”.
Um pouco decepcionado, confesso, poderei: “pois é. Literalmente não precisamos mais evoluir intelectualmente nos conceitos. Agora temos o Google; antes era só o dicionário. Por ele [ o conceito do meu interlocutor], o IDEB mostra que estacionar no Google resolve passar o século 21 e chegar no 22, mesmo estando conceitualmente no século 20. É uma longa discussão, cheia de argumentos com bons pensadores e que deixo para depois das eleições. Não vou mudar o foco. Abraços”.
PRODUTIVIDADE É “RENTABILIZAR” RESULTADOS
E não vou. Mas, vou pincelar para não perder o mote da coluna que sexta-feira de ampla repercussão, o pífio resultado IDEB de Gaspar versus o que me escreve o funcionário, para fugir do conceito genérico de rentabilização monetária do termo produtividade.
Por isso não vou entrar na verve acadêmica sobre produtividade nos dias de hoje. Ela foge ao conceito raso do Google e até do dicionarista. Até porque “produção rentável” achada no conceito genérico gogleano, significa resultados, de qualquer espécie, não apenas o de origem monetária. Então vou ficar naquilo que é a Educação e o compromisso social por exemplo de um educador com as metas do IDEB. Atingi-las, ou não, é conceitualmente uma medida de produtividade ou improdutividade.
Esclarecido, vamos adiante. E por que uma parte ponderável dos educadores públicos não querem discutir este tipo de produtividade?
Por preconceito ideológico, por ser uma pauta sindical, porque não estão preparados para exercer verdadeiramente à docência nos complicados dias de hoje nesta relação com discentes de origens tão problemáticas e díspares, porque isso lhes obriga a atualização que é veloz e até insana porque têm medo de serem avaliados e pontuados externamente. Definem essa avalição como um constrangimento e até assédio. Simples assim!
Produtividade neste caso – e ela deveria ser premiada com “distribuição de lucros” dos resultados sociais obtidos quando planejados – é por exemplo estabelecer métricas e objetivos a serem alcançados por períodos, por setor – no caso Educação Municipal -, por escola, por série, por disciplina e aplicação de testes de auditorias.
GANHOS ADICIONAIS POR CAPACIDADE TRANSFORMADORA
O salário, neste caso, dos professores, auxiliares e direção seria o normal. As metas contratadas, alcançadas, na proporcionalidade e envolvendo o absenteísmo dos educadores e fuga dos alunos, lhes renderia ganhos extras semestrais, anuais ou preferencialmente, por períodos mais longos.
Hoje não existe nenhum compromisso real com o resultado e mais uma vez recorro ao pífio do IDEB nas escolas de Gaspar em 2019 divulgados na semana passada. E por que? Porque secretaria da Educação é um lugar para dividir a cota de sustentação do poder político. Ela não é, infelizmente, um ambiente técnico em evolução permanente para fomentar e transformador da qualidade de vida e o futuro de uma sociedade.
No status atual, os educadores ou simplesmente, professores como insistem em ser, cumprem um papel: o dar aulas não se importando com o resultado. O salário virá. Não sofrem avaliações. Neste modelo, não se diferenciam os melhores dos normais, dos que fogem das salas por diversos motivos e se refugiam na burocracia improdutiva.
Pior, os capazes estão insatisfeitos com eles próprios e o sistema que os diminuem ou castram nas suas ambições inatas de servidores que doam pela causa de educar, ensinar, transmitir exemplos e conhecimento. Incrível que esta injustiça não seja percebida nem pelos gestores, nem pelos próprios pares, nem pela própria comunidade onde está inserida a escola, razão dela existir.
Neste modelo perverso, o aumento salarial se dá por simples titulação acadêmica – muitas vezes paga pelo próprio imposto da população quando não vem do próprio orçamento da secretaria de Educação – e não pela transformação que essa titulação – quando não é falsa, e já aconteceu isso por aqui – é capaz de proporcionar para a sociedade como uma resolução de produtividade.
ELEIÇÃO É PARA MUDAR CONCEITOS
Quem teve quatro anos para mudar – ou ao menos lançar sementes - esse quadro dantesco não pode fazer promessa diferente, até porque não teria lógica e respaldo. A secretaria da Educação vai continuar sendo um local de política do partido, da coligação, de quem pode segurar bandeiras, de quem poderá sustentar cliques de curtidas nas redes sociais de seus políticos empregadores. E o Plano de Gestão? Jogue ele no lixo. Ele cumpre uma função decorativa à Justiça Eleitoral. Não possui nenhum valor de compromisso e não pune que o faz com total irresponsabilidade marqueteira. Impressionante!
E os concorrentes? Dois estão atrelados a sindicatos que olham este viés do século 21 como algo fere os princípios do funcionalismo dele ser intocável nas “conquistas de séculos passados”. Outros dois candidatos, não tocaram neste assunto que é bem espinhoso no ambiente dos barnabés e podem perder votos importantes. Então...
O descomprometimento do servidor público com esta mudança é um caso claro e sério de falta de produtividade social.
Se ele não é corrupto como está no meme que encima este artigo, o que é uma original obrigação, é também é um dever do servidor produzir resultados para a sociedade que ele serve e que lhe remunera, naquilo que se comprometeu com esta mesma sociedade.
Se ele não atinge os resultados para os quais ele foi contratado e é pago, está em falta com os contratantes, a sociedade. Simples assim!
Se lhes faltou ferramentas para atingir tais metas, ele é parte do problema. Deveria, explicitamente, ter lutado por elas em favor de si e da sociedade, mesmo contra o gestor político.
E por que? Porque como servidor se tornou parte da solução quando aceitou ser funcionário público e neste exemplo, deste artigo, educador. O serviço de todos, no fundo é uma mercadoria. E mesmo sendo igual, tem valores e efeitos diferentes. Simples assim!
PRECONCEITOS X ATRASO
O presidente do Sintraspug – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Gaspar -, Jeferson Debus, na laive de um político candidato também de origem sindical, abordou genericamente o preconceito a que estão reiteradamente expostos os servidores, segundo ele, por mazelas de poucos.
Ele está certo e no artigo que fiz sobre isso concordei com ele. Entretanto, o sindicato como corporação, faz pouco para separar o joio do trigo, para apontar os erros dos comissionados que ocupam vagas técnicas sem o devido preparo, muito menos está disposto a discutir a proteção dos servidores diante da mudança da relação de trabalho que se impõe no século 21.
É incorreto afirmar genericamente que o servidor é um parasita da sociedade. Entretanto, é correto afirmar que ele é essencial, desde que ele acompanhe a evolução dessa mesma sociedade, que os próprios termos o designa como o de fazer funcionar, o de servir.
Não se trata de canhestramente incentivar o “CDF”, mas de recompensar o que faz do serviço público não apenas um emprego rentável e estável para si, mas uma doação pública, criando e superando expectativas coletivas para o bem-estar do cidadão e da comunidade onde está inserido ou que deve resultados.
Emprego ou uma profissão rentável – no público e privado - e estável – no público – nunca foi sinônimo de conquista e principalmente de felicidade. E empregado infeliz não evolui, contamina o ambiente, renega à produtividade, inovação, criatividade, e principalmente, trata os clientes como problemas, não como seus motivadores de desafios e resultados pessoais, organizacionais e coletivos. Acorda, Gaspar!
Oficialmente a campanha municipal em Gaspar começou ontem. Estão separados os homens dos meninos. As laives congestionaram a internet. Faltaram audiência e interação.
O PT em desvantagem, inovou, para aparecer. Aproveitou o dia da adesivação no Alto Gasparinho, fez comboio e deu na AABB onde fez o único comício presencial de lançamento dos seus candidatos e no sistema drive-thru. A julgar pela foto acima, a audiência foi restrita aos próprios candidatos. Algo motivacional.
Há campanha de vereador daqui que até parece de governador. Está claro quem tem dinheiro a rodo e quem está se arrastando com as sandálias de São Francisco de Assis. Também não custa perguntar: o coordenador da campanha à reeleição continuará empregado na prefeitura e acumulando as duas funções?
O tempo é senhor da razão. E nada como um dia após o outro. O DEM que queria ser cabeça de tudo em Gaspar, só registrou três candidatos à Câmara. Para eleger um vai precisar entre 2.800 a 3.200 votos como coeficiente eleitoral. Então...
Os poderosos no poder de plantão – dados a processar quem possui credibilidade - não sabem mais o que fazer com os vídeos de Osnildo Moreira que ele posta nas redes sociais dele e se espalham nos aplicativos de mensagens.
Estranha-se a razão pela qual os poderosos estão tão gatinhos com Osnildo. Outra: Osnildo reclama que o Ministério Público e a Justiça Eleitoral não tomam providências ao que denuncia como abusos dos poderosos. Por isso, recomendo ele baixar no smartphone dele o aplicativo Pardal, do TSE, e com provas, que diz possuir, remeter à Justiça Eleitoral para averiguação.
Políticos são realmente pessoas indecentes. Em Brusque, o PSL de lá registrou duas candidaturas a vereador. Uma é Donald Trump Bolsonaro (João Sá Telles Santana) e outra Gargamel Bolsonaro (Antônio Carlos Widgenant).
Nada é sério. Nem o partido que permite esse tipo de oportunismo barato e humor de quinta.
Um leitor atento e que me disse gostar e entender de assuntos náuticos, jura que o veleiro que ilustra a propaganda do futuro Parque Náutico de Gaspar feito para ricos, não passa por debaixo da ponte do Vale. Hum!
Outra. Muitos estão dizendo que o Parque Náutico de Gaspar é um trapiche. Não será. Trapiche é a área de armazenagem de mercadorias de um porto.
Antes era só o líder do governo gasparense na Câmara que se subia o tom contra a minoritária oposição. Agora também o então bem-comportado e coerente líder do MDB está de tom alterado. O que será que o faz perder a coerência e a suposta fleuma inglesa?
Simples. Isto mostra como os sucessivos erros dos “çabios” no poder de plantão estão comprometendo um projeto de 16 anos então pouco tempo. Para os que governam, a eleição deveria ser no próximo domingo.
Disfarces de campanha: sindicalista veste terno bem cortado e gravata combinando. No outro lado, tiraram a gomalina, o terno e a gravata do candidato metrossexual.
Quem é leitor da coluna, está careca que o caro sistema captação, armazenamento e disponibilidade de imagens e áudio das sessões e audiência da Câmara de Gaspar é falho.
A sessão de terça-feira passada está lá para ser conferida. No site da Câmara falta áudio. No Youtube falta uma parte da sessão.
Esta semana a Câmara de Gaspar vai promover três audiências públicas virtuais sobre saúde e gastos municipais; bem como as alterações nos Planos Diretores e na Lei de Parcelamento do Solo.
Por causa da pandemia, o povo não vai poder estar lá. Juram que será possível interagir virtualmente em assunto tão delicado como a aprovação fatiada do Plano Diretor e contra o Estatutos das Cidades.
Aliás, presencialmente, já passaram mudanças que estão sendo questionadas pelo Ministério Público, tidas como irregulares ou inconstitucionais. Impressionante.
O que chama atenção? I - A Pacopedra que é daqui, neste domingo virou atração mais uma vez em Blumenau. Ela começou a lançar as vigas da duplicação da ponte do Centro ao bairro Ponta Aguda (foto abaixo à direita).
O que chama a atenção? II - Há duas semanas, a mesma curiosidade se fez lá em Blumenau quando a Pacopedra colocou as vigas de outra ponte e que está na entrada da cidade sobre o Ribeirão Garcia (abaixo à esquerda).
O que chama a atenção? III - A envergadura da empresa gasparense em obras de infraestrutura (em Brusque faz a extensão da avenida Beira Rio), a rapidez e teve sorte pois não houve as tradicionais elevações do nível do Rio Itajaí Açú em julho e agosto.
O que chama a atenção? IV - A Pacopedra começou há 30 anos como como simples calceteira, mas foi quando desvencilhou dos políticos e fez uma bem-sucedida sucessão familiar ela se arrojou.
O que chama a atenção? V - O desembaraço do prefeito de lá, Mário Hildebrandt, Podemos, para criar soluções às polêmicas dos riquinhos da Ponta Aguda que não deixaram construir a terceira ponte. Ele foi lá, fez o simples, óbvio e barato para os dois casos.
O que chama a atenção? VI- Aqui a Pacopedra fez a reurbanização da Bonifácio Haendchen no Distrito do Belchior com o mínimo de transtorno. Está terminando a reurbanização da Rua Itajaí, que só demorou porque a prefeitura falhou na entrega do projeto de drenagem.
O que chama atenção? VII – É como os gasparenses precisam sofrer com empreiteiras de fora que esfolam a paciência dos cidadãos e trazem dúvidas aos contribuintes como foi o caso da drenagem e urbanização da Rua Frei Solano, no Gasparinho, como está sendo a enrolação da Rua Barão do Rio Branco, no bairro Santa Terezinha....
O que chama a atenção? VIII - Hildebrandt era o vice – depois de ter sido um atuante técnico secretário de Assistência Social - do jovem de fama Napoleão Bernardes, ex-PSDB e agora perdido no PSD depois de se lançar na aventura para ser candidato a governador. Na pandemia, apesar do seu salário ser menor do que o do prefeito de Gaspar, Hildebrandt cortou parte dele e de seus secretários comissionados. Então...
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