Lista telefônica

O prefeito de Gaspar precisa desengavetar o Plano de Governo que declarou na Justiça Eleitoral antes de dizer que está sendo mal entendido - Jornal Cruzeiro do Vale

O prefeito de Gaspar precisa desengavetar o Plano de Governo que declarou na Justiça Eleitoral antes de dizer que está sendo mal entendido

24/10/2018

Kleber (a esquerda) foi às ruas ver as obras com o superintendente do Gestão Compartilhada e que em teoria seria a comunidade na prefeitura, Roni Jean Muller, MDB, hoje fortemente questionado no resultado.

O que está sendo cobrado do governo de Kleber e Luiz Carlos é o mínimo que ele mesmo prometeu na campanha eleitoral. Se há dificuldades, é bom admiti-las logo. A campanha eleitoral de 2020 acaba de começar. Que tal relê-lo?

Eu sempre escrevi aqui que o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, e Luiz Carlos Spengler Filho, PP, que uniu mais uma vez a cobra e o sapo só para vencer, precisava ser refundado.

E por que? Não possui uma meta; não possui uma marca de resultado; não possui uma comunicação atualizada– que é a alma de tudo hoje em dia – e incrivelmente falha e ao modo ultrapassado. Para piorar, o governo Kleber exerceu o empregocídio como poucos, de forma inadequada e quer corrigir com mais erros. Resumindo: está assentado sobre pilares falsos ou frágeis.

Primeiro: um governo de mudanças como prometeu ser na campanha que o elegeu não é capaz de sobreviver sem uma maioria sólida e sustentável no legislativo. Deve morder, assoprar, negociar em pontos cruciais, ceder onde criou elasticidade para isso e se impor naquilo onde os ganhos serão notoriamente coletivos e não apenas para parcela da sociedade.

Tudo ao seu tempo. Não se pode vencer todas como queria Kleber, Luiz Carlos e o prefeito de fato, o então todo poderoso secretário de Finanças e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira, presidente licenciado do MDB de Gaspar. E as escolhas neste xadrez – e não é para amadores, autoritários, frouxos ou vingativos – se deve fazer antecipadamente: qual derrota se oferecerá ao adversário para ele comemorar com os seus. Simples assim.

A gestão de Kleber – ouvindo grupos antagônicos nos interesses, famílias e membros da Igreja – perdeu o domínio da vantagem logo nos primeiros meses de governo. Ela viu a sua majoritária base de sustentação na Câmara se tornar minoritária numa eleição assistida pelo próprio prefeito, sua família e um monte de puxa-sacos que trouxe para lhe auxiliar, bater palmas e encontrar culpados fora do seu círculo, do seu governo e na suposta oposição que saberia que teria bem antes de ser eleito.

Kleber e sua gente perderam para a arrogância, insensibilidade estratégica e à insistência de uma candidatura que a maioria na Câmara não engolia, como se comprovou nos votos ao se pagar para ver, pois esta coluna antecipou o movimento, o resultado e o escolhido.

Segundo: estão prestes a cometer o mesmo erro. Estão advertidos mais uma vez. E voltarei ao tema em outra coluna. O jogo já está rolando. E dessa vez não será simples de resolvê-lo, até porque tem gente que na própria barca acredita que ela está furada e pode causar problemas mais adiante quando pegar tempestades próprias do exercício dos intricados jogos eleitorais.

OBRAS NÃO SÃO GARANTIAS DE VOTOS E REELEIÇÃO

Terceiro: quem disse ao prefeito Kleber e aos seus que obras dão votos, eleição e reeleição? Ajuda, mas depende! O que está claro é que não aprenderam nada com o exemplo de Pedro Celso Zuchi, PT, - para não ir longe às centenas que existem por aí. Ele fez a ponte do Vale – a mais importante obra viária até aqui de Gaspar, além de asfaltar dezenas de ruas como ninguém outro fez por aqui.

O homem que fez acontecer no Samae e na secretaria de Obras, Lovídio Carlos Bertoldi, PT, como candidato disso tudo ficou lá na rabeira em terceiro. Obras só com fins eleitorais não ajudam em nada. O povo não é mais bobo. Hoje ele acha que isso uma obrigação do político e governante. Cobra constância, a credibilidade e analisa paralelamente os outros pecados, incluindo as más companhias, os interesses particulares. E com as redes sociais e aplicativos de mensagens sem controle, tudo fica exposto.

Voltando à ponte do Vale: incrivelmente, poucos falam sobre isso, entretanto foi ela que “matou” Zuchi e o PT. Quando nasceu o projeto e o mote de realizador de grande executor de obras, os próprios MDB e o PSD trataram de colocar dúvidas na intenção porque achavam que pronta, a ponte não só ajudaria a cidade no nó de mobilidade que está metida, mas isso, daria votos ao PT. E no final não deu.

Por que? Faltou plano e transparência o tempo todo na arrogância e vingança do governo de Zuchi e do PT de Gaspar. A cidade inteira sabia que Zuchi e o partido usavam-na como truque e ativo eleitoral apenas. Exatamente para resolver os graves problemas dos cidadãos. O que o jornal Cruzeiro do Vale e esta coluna não puderam desnudar – diante do total silêncio dos demais veículos ou da velha propaganda paga enganosa oficial-, as redes sociais e os aplicativos de mensagens trataram e esclarecer melhor à sociedade – e até exagerar, reconheça-se.

Kleber repete o velho e o erro. O resultado poderá ser igual. Veja leitor e leitora este exemplo.

Na segunda-feira, na rede social, o prefeito Kleber publicou a foto que abriu a coluna e o texto a seguir em negrito. Ele estava ao lado de Roni Jean Muller, o superintendente da Gestão Compartilhada, criada para “dar voz” às comunidades nas prioridades delas:

“Uma das prerrogativas do prefeito é fiscalizar as obras em andamento no município para garantir a qualidade das melhorias para a nossa população. Estivemos hoje em alguma das obras de nossa cidade acompanhando e cobrando por celeridade e eficiência. Obras como a nova rede de água na Rua Leopoldo Alberto Schramm; preparação para a pavimentação da Rua José Rafael Schmitt; calçamento da Rua Adolfo Schiller, entre outras”.

Volto: errado. Faltou à aula de gestão. Uma das prerrogativas fundamentais de um prefeito é ter um plano de governo, um cronograma de prioridades e resultados, bem como uma equipe escolhida no perfil do plano e capaz de transformá-lo em soluções para a sociedade naquilo que se comprometeu nas eleições com ela. Nem mais, nem menos.

OS ESCOLHIDOS DO PREFEITO ESTÃO FALHANDO

Ora se o prefeito não tem esse plano, se as pessoas que trouxe para dinamizar os resultados são escolhidas pela suposta capacidade de buscar votos – que nem isso souberam entregar resultados ao grupo político no poder -, amizade e laços familiares, então ele precisa sair da sua função de prefeito para fiscalizar obrinhas. E por que? Porque até nisso não possui confiança técnica em quem nomeou. Gente que não tira do papel aquilo que se projetou ou se prometeu para as comunidades na propaganda, na campanha e nos compromissos com o Plano de Governo.

Outro erro. Essa tal “Avança Gaspar” virou piada e genérico. É qualquer coisa que aparece pela frente, e não um plano coeso e coerente de mudanças reais na vida da cidade. Não há um eixo que diferencia o varejo e o atacado, a manutenção da novidade. Não é à toa que já se tem uma oposição com um mote de “Pra frente, Gaspar!”

Eu exagero nas minhas observações? O que está mesmo no título do “Plano de Governo” que Kleber e a coligação “Gaspar te quero forte” entregou na Justiça Eleitoral?  Esqueceram? É muito cedo! “Construir o futuro, recuperar a credibilidade e o desenvolvimento de Gaspar”. É muito para o pouco o que se fez até aqui – quase dois anos de governo, e para quem diz que seu slogan é a eficiência. Ou não olharam no dicionário ou estão zombando dos conceitos de administração eficaz ou eficiente.

Antes das obras, como diz o plano de governo oficial, é preciso recuperar a credibilidade, e as lições dadas nas urnas na própria eleição de Kleber, as que mais expressamente foram estabelecidas neste sete de outubro e devem ser ratificadas neste domingo, os eleitores querem mais que obras.

É preciso refundar o governo de Kleber, Luiz Carlos e o doutor Pereira, para minimamente salvá-lo. Todavia, não será com a troca de cabos eleitorais como querem fazer. É preciso preservar os técnicos e agregar mais gente com essa capacidade transformadora. Só com resultados diferenciais é que o governo Kleber vai ser reconhecido, sair da sinuca de bico em que se meteu. Atrair novos parceiros realizadores e diminuir a má imagem que paira sobre ele.

Ah, mas precisa mudar o sendo da comunicação, do marketing e atualizá-lo aos novos tempos. Também simples assim. Ficar postando fotos e recados nas redes sociais para os mesmos não vai resolver nada.

É preciso criar coerência, dar transparência máxima, interagir e promover mudanças verdadeiras no modo de governar e transferir para os pagadores de pesados impostos resultados coletivos.

E qual a razão disso. É que hoje poucos eleitores e eleitoras estão dispostos a tolerarem a incompetência, as dúvidas, o empregocídio com o dinheiro do povo, privilégios, vinganças particulares e falta de resultados dos governos. Acorda, Gaspar! Como se vê, depois de 12 anos, ou seja, desde o governo de Adilson Luiz Schmitt, MDB, PSB e PPS, o meu mote não mudou.

A JUSTIÇA BRASILEIRA E O PERIGO QUE NOS ATORMENTA NO PRESENTE E NO FUTURO

Lendo tudo que se desencadeou - na imprensa e principalmente nas redes sociais e aplicativos de mensagens - a partir de domingo quando se (re)postou o vídeo de Eduardo Bolsonaro, PSL, feito originalmente lá em julho contra a legitimidade do Supremo Tribunal Federal, estão claras que o fato foi superdimensionado por alguns e subdimensionado por outros.

A leitura mais prudente é que há necessidade de uma reflexão urgente onde todos estão metidos. Afinal, Justiça e aparelho judiciário são símbolos de uma sociedade minimamente civilizada, muito antes dessa sociedade ser democrática.

Sem a Justiça não há razão para se falar em igualdade dos cidadãos perante o conjunto de regras e contrapesos do estado; não há segurança jurídica; não há independência e o medo será permanente à maioria de fracos – a maioria da sociedade.

Nem falo dos intermináveis recursos interpostos no devido processo legal, pois isso não é culpa do Judiciário – mas, ele até nisso mal explica isso à nação. Esse emaranhado que orientam as decisões judicial foram criados pelos deputados e senadores que fazem a legislação ser assim como representantes do povo e para cumprimento naquilo que determina a Constituição, os Códigos e legislação ordinária e especial esparsa.

Declarações como as de Eduardo – corrigidas por Jair – não são únicas e isoladas nos últimos tempos. A primeira delas, é a permanente campanha do PT contra a Justiça para desacreditá-la, dividi-la e enfraquecê-la no caso da roubalheira sem fim do petrolão. E o próprio Supremo Tribunal Federal – alvo de Eduardo quando disse que bastaria um soldado e um cabo para fechá-lo – permitiu-se sinalizar para a sociedade nesse descrédito, divisão e enfraquecimento em suas decisões contraditórias.

Outras duas significativas ameaças negligenciadas pelo próprio Supremo e não vieram de iniciativas de grupos da direita. Talvez por isso, perigosamente, não repercutiram como as de domingo e foram até – naquelas oportunidades -, “assimiladas”, digamos assim, pelo Poder Judiciário como um todo.

Uma delas foi quando o próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, disse que o Supremo estava acovardado diante da Lava Jato, o juiz Sérgio Morro e o MP de Curitiba. O PT, Lula e os seus sócios envolvidos em grossas falcatruas, sempre advogaram extinção da operação. A outra foi quando o deputado petista do Rio de Janeiro, ex-presidente da OAB nacional – sintomático, não? –, Wadih Damous, declarou que se “deveria fechar o Supremo”. Todos convenientemente colocando panos quentes naquilo que é grave, venha de onde vier.

UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA NESTE PONTO FORA DA CURVA INSTITUCIONAL

Qual a reflexão que deve ser feita diante de tudo isso? Se a Justiça perdeu a vital credibilidade perante a sociedade brasileira. Isso é triste sob todos os aspectos. É o fim dos tempos. E chega de colocar panos quentes em problemas vistos aos olhos de todos, ou mesmo que pela inércia do esclarecimento necessário por parte do Judiciário, tenha virado lenda entre os cidadãos, como alegam os atores operadores da Justiça.

O STF, que deveria ser intocável e referência, tem seus membros chamados de vagabundos por qualquer um nos discursos públicos ou em conteúdos os quais viralizam na internet. Há delírio e incitação. Incrível! Conclusão: alguma coisa está errada, muito errada com a Justiça e o Tribunal, e judiciário como instituição. E urgentemente deve ser corrigida. A Justiça no Brasil é percebida de um modo geral como lenta, cara, ideologizada, corporativa, cheia de privilégios, intocável, feita para poderosos e ricos, além de ser inacessível para o povo.

Tempos atrás, para um juiz num contanto pessoal, expus isso num ambiente social esse quadro.

Pacientemente ele me lembrou imediatamente para o “monte” de processos que estavam sob a sua responsabilidade no juizado – desde roubo de galinhas a coisas complexas no âmbito das obrigações, além das audiências que tinha como obrigação fazê-las. E eu lhe perguntei: - o senhor acha isso normal?” Ele me respondeu: - Não.” Então lhe devolvi: este é um problema e o Judiciário não deu ainda resposta à sociedade que não entende a excessiva demora, os privilégios e as decisões diferentes para o mesmo caso simples.” Isso quando se difunde nas comunidades pelos poderosos de plantão aos seus cidadãos a perturbadora informação de que eles possuem na mão e sob controle a Polícia, Justiça e o Ministério Público e nada se esclarece.

VETERINÁRIOS. REGISTRO

Dois fatos. Segunda-feira, dia 29, os médicos veterinários da região de Gaspar se reúnem no Raul´s Restaurante para comemorar os 50 anos da Regulamentação da atividade profissional.

Há duas semanas, na Assembleia Legislativa, aconteceu a sessão solene especial referente ao jubileu. Ela foi requerida pelo então deputado e ex-presidente da Alesc, Aldo Schneider, MDB, e falecido recentemente, a pedido do médico Adilson Luiz Schmitt.

Na foto, da esquerda para a direita estão os médicos veterinários Laerte Quadros, Renato Abelardo Beduschi, Tiara Bittencourt, bem como Marcos Neves, o presidente do CRMV SC, Marcos Vinicius de Oliveira Neves, Jacqueline Schneider e o marido dela, Adilson Luiz Schmitt (que no ato representou o CFMV), além de Regis Evaloir da Silva, diretor de Geração da Celesc.

TRAPICHE

Ontem à noite, na sessão da Câmara que derrubou o veto do prefeito Kleber Edson Van Dall, MDB, ao Projeto de Lei 22/2018, ilegal e inconstitucional, de autoria do funcionário público (Samae) e vereador Cícero Giovane Amaro, PSD, o único coerente da base minoritária do governo, foi o líder do MDB, Francisco Solano Anhaia. Por isso, foi vaiado pelos servidores que lotaram o plenário da Casa.

Os demais cinco, incluindo incrivelmente o líder do governo Francisco Hostins Júnior, além de Ciro André Quintino e Evandro Carlos Andrietti, todos do MDB e partido de Kleber, bem como o suplente José Ademir de Moura, PSC, e Franciele Daiane Back, PSDB, jogaram irresponsavelmente para a plateia e contra o prefeito que dizem defendê-lo. Quem precisa de aliado assim?

Eles ao aprovarem uma matéria sabidamente ilegal e inconstitucional, apenas fizeram isso para fragilizar ainda mais o governo Kleber e mostrar que ele não possui liderança. Só para não receberem vaias. Acham que se sairão melhor nas fotos na próxima eleição, quando pensam que os servidores vão esquecer que eles são da base do governo, o qual terá, obrigatoriamente, que peitar o PL depois da votação irresponsável deles. O desgaste virá ao recorrer à Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, para se proteger e não ser acusado de improbo. Aliados de araques?

Parcialmente coerentes neste caso foram os oposicionistas. Votaram pela derrubada do veto num gesto político. Fizeram o papel deles não se importando se o que votavam era ilegal e inconstitucional, contrariando os pareceres técnicos da Casa sobre a matéria e que mandaram às favas para receberem aplausos fáceis dos servidores, todos pagos com os pesados impostos dos gasparenses - a maioria esmagadora dos eleitores. Três deles, incluindo o presidente da Câmara  e que pode ser alcançado pela improbidade ao promulgar o tal PL, são funcionários públicos: Silvio Cleffi, PSC, Mariluci Deschamps Rosa e Rui Carlos Deschamps, ambos do PT. Ou seja, trabalharam apenas em causa própria e não a favor da cidade.

É complicado e pegou. O MDB derrotado com o PSDB no primeiro turno em Santa Catarina apóia o Comandante Moisés, PSL, para ter duas coisas depois da derrota nas urnas: vingar-se do PSD e de Gelson Merísio, bem como tenta desesperdadamente com isso não perder a boquinha de sempre para os seus do governo do estado e que vem de décadas. O "Comandante" precisa dizer claramente - e logo - que quer o MDB longe dele. Senão...

Em Gaspar, desde que terminaram as eleições do primeiro turno e os números que brotaram das urnas revelaram à fragilidade do poder de plantão, ameaça-se iniciar uma radical dança das cadeiras nos cargos comissionados. Advertidos, os donos do poder, preferiram esperar os resultados deste domingo. Esperteza de gente que se tornou especialista em surfar ondas e oportunismo Poderá haver trocas de partidos incluindo entre os vereadores.

A denúncia do médico cardiologista Silvio Cleffi, PSC, depois que ele virou oposição para ser presidente da Câmara de Gaspar, trouxe algumas consequências boas, formais e ao mesmo tempo aumentou a burocracia na gestão da Saúde Pública local.

Com ele, descobriu-se que o diretor técnico do Hospital de Gaspar e cumulativamente médico regulador do município na nova gestão de Carlos Roberto Pereira, o anestesista José Alberto Dantas, estava punido pelo Conselho Regional e não poderia trabalhar como estava então, irregularmente pela punição recebida, nestas duas funções de supervisão técnica, bem como na de médico. No dia em que foi surpreendido pela fiscalização do Conselho, o dr. Dantas estava acompanhando uma cirurgia no Hospital de Gaspar. Ele pediu as contas e foi embora.

O secretário de Saúde e prefeito de fato, o advogado Carlos Roberto Pereira, MDB, percebeu que o buraco era mais embaixo neste tipo de assunto técnico e resolveu ceder naquilo que se tinha como erro há anos na sua secretaria Gaspar. Ou seja, o que se corrigiu vinha de vários governos, incluindo os três do petista Pedro Celso Zuchi e o dos emedebistas Bernardo Leonardo Spengler, o Nadinho e Adilson Luiz Schmitt.

O Projeto de Lei Complementar do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, aprovado recentemente na Câmara e que se tornou na lei 98/2018, criou a função comissionada de médico Diretor Técnico nos quadros administrativos da secretaria da Saúde. Esta determinação já existia na legislação Federal desde 1995. Uau!

Agora, diante das denúncias que renderam manchetes estaduais e da pressão dos médicos locais, o Conselho Federal de Medicina apertou o cerco e não deu mais para a prefeitura fugir da criação desta função na sua estrutura. Serão R$6.918,37 por 20 horas semanais, ou proporcionais.

Neste imbróglio todo, houve uma negociação de bastidores entre a prefeitura e Silvio, representando a classe médica. É que o projeto poderia ser barrado já que a oposição na Câmara tem hoje sete dos 13 votos.

Inicialmente Silvio era contra esta nova vaga formal pela nomeação de um comissionado de livre indicação do Executivo. Queria concurso e ela consagrada para um efetivo. Kleber e Pereira argumentaram que esta função é inerente à política de saúde de cada governo. Venceram.

Em troca, as vagas de Médico Regulador e Médico Ouvidor – que nem existe ainda – vão ser preenchidas por médicos efetivos, em cargos de confiança. Como se vê, estrutura cada vez mais complexa e cara não falta à área de Saúde de Gaspar no jogo político e corporativo. Os altos vencimentos não atrasam. Apesar disso tudo e não contramão, ela deixa os doentes e pobres nas filas e na mão. Acorda, Gaspar!

Exemplo de boicote e falta de gestão. Os servidores do Samae estão substituindo a rede de água tratada na Rua Leopoldo Schramm e que o prefeito até foi visita-la como registrei no comentário que abre a coluna.

Nesta segunda-feira, um dos raros dias de sol, mas véspera da votação do veto do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, no polêmico PL 22 que permite a volta do Vale Refeição em dinheiro, os servidores do Samae, como tartarugas, assentaram incríveis seis metros de tubos. Ou seja, uma barra o dia inteiro. O PL considerado ilegal e inconstitucional, por coincidência é de autoria do servidor do Samae, o vereador Cícero Giovane Amaro, PSD.

Para encerrar e registrar. Na sexta-feira escrevi como políticos antigos e novos no poder de plantão se exibem com amantes, cavalos, sítios, carrões, novas moradas em suas cidades e no litoral. No domingo, em Gaspar e Ilhota, alguns pol[íticos no poder de plantão foram vistos em ambientes públicos com suas esposas e filhos. Tudo para "desmanchar" qualquer mal-entendido e que no comentário que construi, de verdade, nem era para essa gente. consciência pesada? Hum! Acorda, Gaspar!

Comentários

Miguel José Teixeira
25/10/2018 11:28
Senhores,

Atenção eleitores/contribuintes, considerados por eles como "burros-de-carga":

"Conselho de estatais: o Tesouro Nacional controla 138 empresas com conselhos de administração e fiscal que dispõem de 1.190 vagas com jetons de até R$ 24 mil."

fonte:Correio WEB
Herculano
25/10/2018 11:11
da série: conheço gente e até já frequentou esse espaço não apenas como leitor, mas expressou opiniões indignadas e até me contestando e que não só se assemelham, mas são mais radicais do que o coronel da reserva Antonio Carlos Alves Correia, um valente, mas providencialmente, fora do Brasil

FORÇAS ARMADAS FICAM ALARMADAS COM EXTREMISMO NA REDE. OU: HÁ UMA DIFERENÇA ENTRE LIBERDADE DE EXPRESSÃO E A FALSA COMUNICAÇÃO DE UM CRIME, por Reinaldo Azevedo

As Forças Armadas estão preocupadas com a radicalização do processo político, conforme escrevi ontem aqui. Os militares da ativa fazem questão de deixar claro que não participam do processo eleitoral e que, qualquer que seja o governo, será de civis, ainda que exercido por um capitão da reserva. Alarma os militares a escalada retórica nas redes sociais, sem que seus promotores tenham sido desestimulados a prosseguir em discursos de pura insanidade. Nem os desestimula o candidato Jair Bolsonaro (PSL), e é em defesa de sua candidatura que falam, nem se move, até agora, o Ministério Público Federal. Os domínios estão se confundindo: há uma diferença entre a liberdade de expressão e a falsa comunicação de um crime.

A Polícia Federal já abriu quatro inquéritos para apurar ameaças à ministra Rosa Weber, presidente do TSE, todos eles relacionados à estúpida campanha que há no país contra a suposta insegurança das urnas eletrônicas. O caso mais ruidoso está relacionado a uma personagem conhecida nas redes sociais: o coronel da reserva Antonio Carlos Alves Correia. Num de seus vídeos de impressionante violência retórica, ele chama a ministra de "corrupta e salafrária". Ele já é investigado pelo Ministério Público Militar por ofensas disparadas contra o general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército, cuja substituição exige. Cobra ainda que que seu substituto, ora vejam!, prenda o presidente Michel Temer.

O general Villas Boas telefonou para Rosa, expressou sua solidariedade e lhe mandou flores. Em nota, o Exército disse o óbvio: quem fala pela Força é seu comandante. O texto diz ainda que "o referido militar afronta diversas autoridades e deve assumir as responsabilidades por suas declarações, as quais não representam o pensamento do Exército Brasileiro". Também os ministros do STF se manifestaram e cobraram providências da Procuradoria Geral da República. A fala mais dura foi do decano, Celso de Mello: "O primarismo vociferante desse ofensor da honra alheia faz-me lembrar daqueles personagens patéticos que, privados da capacidade de pensar com inteligência, optam por manifestar ódio visceral e demonstrar intolerância radical contra os que consideram seus inimigos"


O problema é que o coronel da reserva é apenas um deles. Assiste-se a um verdadeiro surto de inermidade, de apatetamento mesmo, dos órgãos do Estado encarregados de defender a ordem legal ?" e incluo aí Polícia Federal e Ministério Público Federal. A liberdade de expressão garante, sim, que cada um diga o que lhe dá na telha. Mas se alguém assegura que tem informações de que uma organização terrorista internacional planeja matar um candidato ou fraudar as eleições no Brasil, parece-me óbvio que as coisas não podem ficar por isso mesmo. Há uma distância enorme entre o proselitismo que fazem os bolsonaristas contra o Foro de São Paulo, que seria culpado até pelo surto de violência que há no Brasil, e a acusação de que terroristas islâmicos ameaçam interferir no resultado das urnas.

O problema é que o coronel da reserva é apenas um deles. Assiste-se a um verdadeiro surto de inermidade, de apatetamento mesmo, dos órgãos do Estado encarregados de defender a ordem legal ?" e incluo aí Polícia Federal e Ministério Público Federal. A liberdade de expressão garante, sim, que cada um diga o que lhe dá na telha. Mas se alguém assegura que tem informações de que uma organização terrorista internacional planeja matar um candidato ou fraudar as eleições no Brasil, parece-me óbvio que as coisas não podem ficar por isso mesmo. Há uma distância enorme entre o proselitismo que fazem os bolsonaristas contra o Foro de São Paulo, que seria culpado até pelo surto de violência que há no Brasil, e a acusação de que terroristas islâmicos ameaçam interferir no resultado das urnas.


Calma lá! Terrorismo é crime tipificado. Não se está a falar simplesmente que o alinhamento ideológico de um partido a uma entidade internacional acarreta esse ou aquele prejuízos ao país. De resto, acusações são lançadas ao vento, como se sabe, sem quaisquer provas ou evidências. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu que os cortes em forma de suástica em uma jovem que disse ter sido atacada na rua, há duas semanas, em Porto Alegre, configuram um caso de "autolesão". Para o delegado Paulo César Jardim, há indícios de automutilação ou de ferimentos feitos de forma consentida. Ele decidiu indiciar a garota por falsa comunicação de crime. Se é como ele diz, e é preciso que a investigação continue ?" não estou comprando a versão ?", agiu de modo acertado. Seu único erro foi ter visto na suástica um símbolo budista? Ora, o alarde de um suposto ataque terrorista ou a afirmação de que existe o "Fulano" que responde pela fraude às urnas eletrônicas constituem o quê? E notem que a jovem que disse ter sido marcada nem mesmo queria levar a denúncia adiante. Ocorre que a investigação de algo dessa natureza independe da vontade da suposta vítima. O Ministério Público Federal e a Polícia Federal não podem mais tolerar que chicaneiros usem as redes sociais como esgoto moral de suas irresponsabilidades.
Herculano
25/10/2018 07:44
DEPOIS DO SEU PT PERDER O PODER POR INCOMPETÊNCIA GERENCIAL E GROSSA CORRUPÇÃO, DEPOIS DO SEU MAIOR LÍDER ESTAR PRESO E NÃO TER CONSEGUIDO FAZER O SEU POSTE PRESIDENTE, LULA ESCREVE DA CADEIA COISAS DESCONEXAS QUE ESTÃO SENDO REJEITADAS NAS PRóPRIAS URNAS

NÃO APREENDEU NADA. TRATA-NOS TODOS COMO ANALFABETOS, IGORANTES, IMBECIS E DESINFORMADOS.

"Meus amigos e minhas amigas,

Chegamos ao final das eleições diante da ameaça de um enorme retrocesso para o país, a democracia e nossa gente tão sofrida. É o momento de unir o povo, os democratas, todos e todas em torno da candidatura de Fernando Haddad, para retomar o projeto de desenvolvimento com inclusão social e defender a opção do Brasil pela democracia.

Por mais de 40 anos percorri este país buscando acender a esperança no coração do nosso povo. Sempre enfrentamos o preconceito, a mentira e até a violência, e, mesmo assim, conseguimos construir uma profunda relação de confiança com os trabalhadores, com as pessoas mais humildes, com os setores mais responsáveis da sociedade brasileira.

Foi pelo caminho do diálogo e pelo despertar da consciência cidadã que chegamos à Presidência da República em 2002 para transformar o país. O povo sabe e a história vai registrar o que fizemos, juntos, para vencer a fome, superar a miséria, gerar empregos, valorizar os salários, criar oportunidades, abrir escolas e universidades para os jovens, defender a soberania nacional e fazer do Brasil um país respeitado em todo o mundo.

Tenho consciência de que fizemos o melhor para o Brasil e para o nosso povo, mas sei que isso contrariou interesses poderosos dentro e fora do país. Por isso tentam destruir nossa imagem, reescrever a história, apagar a memória do povo. Mas não vão conseguir.

Para derrubar o governo da presidenta Dilma Rousseff, em 2016, juntaram todas as forças da imprensa, com a Rede Globo à frente, e de setores parciais do Judiciário, para associar o PT à corrupção. Foram horas e horas no Jornal Nacional e em todos os noticiários da Globo tentando dizer que a corrupção na Petrobrás e no país teria sido inventada por nós.

Esconderam da sociedade que a Lava Jato e todas as investigações só foram possíveis porque nossos governos fortaleceram a Controladoria Geral da União, a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário. Foi por isso, e pelas novas leis que aprovamos no Congresso, que a sujeira deixou de ser varrida para debaixo do tapete, como sempre aconteceu em nosso país.

Apesar da perseguição que fizeram ao PT, o povo continuou confiando em nosso projeto, o que foi comprovado pelas pesquisas eleitorais e pela extraordinária recepção a nossas caravanas pelo Brasil. Todos sabem que fui condenado injustamente, num processo arbitrário e sem provas, porque seria eleito presidente do Brasil no primeiro turno. E resistimos, lançando a candidatura do companheiro Fernando Haddad, que chegou ao segundo turno pelo voto do povo.

O que assistimos desde então foi escandaloso caixa 2 para impulsionar uma indústria de mentiras e de ódio contra o PT. De onde me encontro, preso injustamente há mais de seis meses, aguardando que os tribunais façam enfim a verdadeira justiça, minha maior preocupação é com o sofrimento do povo, que só vai aumentar se o candidato dos poderosos e dos endinheirados for eleito. Mas fico pensando, todos os dias: por que tanto ódio contra o PT?

Será que nos odeiam porque tiramos 36 milhões de pessoas da miséria e levamos mais de 40 milhões à classe média? Porque tiramos o Brasil do Mapa da Fome? Porque criamos 20 milhões de empregos com carteira assinada, em 12 anos, e elevamos o valor do salário mínimo em 74%? Será que nos odeiam porque fortalecemos o SUS, criamos as UPAS e o SAMU que salvam milhares de vidas todos os dias?

Ou será que nos odeiam porque abrimos as portas da Universidade para quase 4 milhões de alunos de escolas públicas, de negros e indígenas? Porque levamos a universidade para 126 cidades do interior e criamos mais de 400 escolas técnicas para dar oportunidade aos jovens nas cidades onde vivem com suas famílias?

Talvez nos odeiem porque promovemos o maior ciclo de desenvolvimento econômico com inclusão social, porque multiplicamos o PIB por 5, porque multiplicamos o comércio exterior por 4. Talvez nos odeiem porque investimos na exploração do pré-sal e transformamos a Petrobrás numa das maiores petrolíferas do mundo, impulsionando nossa indústria naval e a cadeia produtiva do óleo e gás.

Talvez odeiem o PT porque fizemos uma revolução silenciosa no Nordeste, levando água para quem sofria com a seca, levando luz para quem vivia nas trevas, levando oportunidades, estaleiros, refinarias e indústrias para a região. Ou talvez porque realizamos o sonho da casa própria para 3 milhões de famílias em todo o país, cumprindo uma obrigação que os governos anteriores nunca assumiram.

Será que odeiam o PT porque abrimos as portas do Palácio do Planalto aos pobres, aos negros, às mulheres, ao povo LGBTI, aos sem-teto, aos sem-terra, aos hansenianos, aos quilombolas, a todos e todas que foram discriminados e esquecidos ao longo de séculos? Será que nos odeiam porque promovemos o diálogo e a participação social na definição e implantação de políticas públicas pela primeira vez neste país? Será que odeiam o PT porque jamais interferimos na liberdade de imprensa e de expressão?

Talvez odeiem o PT porque nunca antes o Brasil foi tão respeitado no mundo, com uma política externa que não falava grosso com a Bolívia nem falava fino com os Estados Unidos. Um país que foi reconhecido internacionalmente por ter promovido uma vida melhor para seu povo em absoluta democracia.

Será que odeiam o PT porque criamos os mais fortes instrumentos de combate à corrupção e, dessa forma, deixamos expostos todos que compactuaram com desvios de dinheiro público?

Tenho muito orgulho do legado que deixamos para o país, especialmente do compromisso com a democracia. Nosso partido nasceu na resistência à ditadura e na luta pela redemocratização do país, que tanto sacrifício, tanto sangue e tantas vidas nos custou.

Neste momento em que uma ameaça fascista paira sobre o Brasil, quero chamar todos e todas que defendem a democracia a se juntar ao nosso povo mais sofrido, aos trabalhadores da cidade e do campo, à sociedade civil organizada, para defender o estado democrático de direito.

Se há divergências entre nós, vamos enfrentá-las por meio do debate, do argumento, do voto. Não temos o direito de abandonar o pacto social da Constituição de 1988. Não podemos deixar que o desespero leve o Brasil na direção de uma aventura fascista, como já vimos acontecer em outros países ao longo da história.

Neste momento, acima de tudo está o futuro do país, da democracia e do nosso povo. É hora de votar em Fernando Haddad, que representa a sobrevivência do pacto democrático, sem medo e sem vacilações.
Herculano
25/10/2018 07:27
DISPOSIÇÃO EM NORMALIZAR DITADURA É FRUTO APODRECIDO DA CAMPANHA, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Defesa do regime por Bolsonaro e leniência das instituições alimentam o retrocesso

Quase um terço dos brasileiros acha que o legado da ditadura militar foi positivo para o país. Na última pesquisa do Datafolha, 32% dos entrevistados disseram que houve mais realizações boas do que ruins no regime autoritário. Há quatro anos, esse índice era de 22%.

Um dos frutos apodrecidos da campanha eleitoral deste ano é uma aparente disposição em normalizar os horrores do autoritarismo e da tortura. A defesa aberta do regime feita pelo líder da corrida presidencial e a leniência das instituições contribuem para o retrocesso.

A relativização ganhou ares oficiais quando o chefe do STF, Dias Toffoli, disse que a deposição do presidente da República em 1964 não foi um golpe militar, mas um "movimento".

Nesta quarta (24), o TSE mandou suspender, pela segunda vez, uma propaganda do PT que vinculava Jair Bolsonaro ao torturador Brilhante Ustra. Para o ministro Luís Felipe Salomão, o vídeo "pode criar [...] estados passionais com potencial para incitar comportamentos violentos".

Bolsonaro disse no Roda Viva, em julho, que "abomina" a tortura, mas se desmentiu logo depois. Insinuou que "este pessoal que se diz torturado" inventa histórias para obter indenizações e respondeu que Ustra era o autor de seu livro de cabeceira.

Confrontado meses depois, o vice Hamilton Mourão contemporizou. Disse que havia um confronto entre militares e terroristas, e acrescentou que Ustra poderia ser considerado um herói, mesmo condenado pelas barbaridades que cometeu. "Heróis matam", sentenciou.

Os chilenos levam sua história a sério. Há dez dias, o Exército destituiu o diretor da Escola Militar do país. Ele havia permitido um ato em homenagem a um brigadeiro punido por crimes praticados durante o regime de Augusto Pinochet.

Militares reformados e da reserva podem participar da vida política. A prova disso é que Bolsonaro disputa a eleição democraticamente. Nada justifica, porém, o mofo corporativista que leva autoridades a tentarem apagar as atrocidades da ditadura.
Herculano
25/10/2018 07:22
CABO ELEITORAL DE BOLSONARO, LULA LAVA AS MÃOS, por Josias de Souza

Veio à luz uma nova carta atribuída a Lula. Nela, o presidiário petista revela-se desnorteado: "Fico pensando, todos os dias: por que tanto ódio contra o PT?" Prestes a entrar para a história como principal cabo eleitoral de Bolsonaro, Lula escreve como se não tivesse nada a ver com o que chama de "aventura fascista". Ainda não se deu conta de que nada, no seu caso, tornou-se uma palavra que ultrapassa tudo.

Lula acha que fez muito bem ao país e à sua gente. "Tenho consciência de que fizemos o melhor para o Brasil e para o nosso povo." Ainda não enxergou no espelho um culpado pelo antipetismo que impulsiona Bolsonaro. Lula avalia que o fato de ter sido tão extraordinário "contrariou interesses poderosos dentro e fora do país." Os contrariados "tentam destruir nossa imagem, reescrever a história, apagar a memória do povo", queixou-se.

Para o missivista de Curitiba, o impeachment de Dilma foi culpa do alheio. "Juntaram todas as forças da imprensa, com a Rede Globo à frente, e de setores parciais do Judiciário, para associar o PT à corrupção. Foram horas e horas no Jornal Nacional e em todos os noticiários da Globo tentando dizer que a corrupção na Petrobras e no país teria sido inventada por nós." Não ocorreu a Lula a hipótese de o PT ter sido associado à corrupção pelo excesso de roubo.

Condenado em primeiro e segunda instância, Lula já teve pedidos de liberdade negados pelo STJ e também pelo STF. Pesquisa do Datafolha constatou que 59% dos brasileiros acham que o pajé do PT deve permanecer preso - 51% na tranca da Polícia Federal, 8% em prisão domiciliar. Mas o DataLula, movido por autocritérios, chegou conclusões diferentes: "Todos sabem que fui condenado injustamente, num processo arbitrário e sem provas, porque seria eleito presidente do Brasil no primeiro turno."

Lula precisa encontrar o sósia que transformou o antipetismo numa força política imbatível na temporada eleitoral de 2018. Está entendido que alguém muito parecido com o líder máximo do PT plantou nos seus dois mandatos as raízes do mensalão e do petrolão. É evidente que um sósia de Lula privatizou a Petrobras, entregando-a ao conluio que reuniu burocratas políticos e empreiteiros numa pilhagem jamais vista.

Não há dúvida: um impostor vendeu Dilma ao eleitorado como supergerente impecável. É óbvio que o embusteiro, fazendo-se passar por Lula, aceitou que empreiteiras financiassem com verbas sujas seus pequenos confortos - o tríplex na praia, a reforma no sítio.

A tese da existência de um sósia de Lula é, por ora, a mais confortável para o petismo. A alternativa seria admitir que tudo o que está na cara não passa de uma conspiração da lei das probabilidades contra um inocente. Um inocente que, tendo se convertido injustamente em cabo eleitoral de Bolsonaro, lava as mãos. E tenta sumir com o sabonete.

"Por que tanto ódio contra o PT?", pergunta Lula aos seus botões, que não respondem, pois desenvolveram uma ojeriza por petistas. "Se há divergências entre nós, vamos enfrentá-las por meio do debate, do argumento, do voto", sugere o presidiário, recusando-se a ver os detalhes: as divergências que elevaram a rejeição ao PT já não comportam a partícula "se". Elas existem e são profundas. Hospedeiro da revolta, Bolsonaro dá de ombros para o debate. Ainda assim, um pedaço do eleitorado se dispõe a votar nele.

Ora, a exemplo de Haddad, o capitão chegou ao segundo round pelo voto. E as pesquisas indicam que é pelas urnas que a "aventura fascista" pode ser alçada ao Planalto no domingo. Se quiser, Lula pode continuar tentado ajustar os fatos à sua filosofia de para-choque de caminhão. Mas o melhor seria localizar rapidamente o sósia que deixou o PT sem para-choque e sem nexo. Cartas escritas com o propósito de fazer a plateia de boba já não encontram material.
Herculano
25/10/2018 07:08
A COLUNA OLHANDO A MARÉ DESTA SEXTA-FEIRA, ESTÁ PRONTA COMO EU JÁ ESCREVI NA ÉPOCA QUE A FIZ E REPETI NA SEMANA PASSADA, JÁ ESTÁ PRONTA. APENAS ATUALIZEI A SESSÃO TRAPICHE COM AS INCOERÊNCIAS DOS VEREADORES DA BASE PARLAMENTAR DE KLEBER EDSON WAN DALL, MDB, NA VOTAÇÃO DE TERÇA-FEIRA NO PL 22/2018. ACORDA, GASPAR!
Herculano
25/10/2018 07:04
PLATAFORMAS DE TECNOLOGIA NÃO DEVERIAM TER A MENOS RESPONSABILIDADE DO QUE AS TELES, por Roberto Dias, secretário de redação do jornal Folha de S. Paulo

Sociedade continuará correndo atrás de criminosos se empresas não mudarem

Raul Jungmann acredita que não há anonimato na internet. Deveria então ser fácil saber de quem é o telefone com código indiano que disparou um vídeo que dizia mostrar João Doria em uma orgia.

Pena que a realidade seja mais complicada. O comportamento do ministro, assim como o da presidente do TSE, Rosa Weber, é o de quem não quer enfrentar o pântano que virou a campanha nos celulares.

De fato existem caminhos de investigação fora das plataformas. Mas eles não atacam o problema central, que é sistêmico e de larga escala. Resolvê-lo exige mais firmeza do que as autoridades têm demonstrado.

Ou as empresas de tecnologia mudam ou a sociedade continuará correndo atrás de criminosos que já conseguiram o que queriam e que têm boa chance de escapar ?"basta ver a investigação nos EUA dois anos depois da vitória de Donald Trump.

Em editorial na sexta (19), o jornal The New York Times reforçou: "As plataformas de redes sociais não fazem nenhum favor à sociedade ao confiarem aos jornalistas a tarefa de tirar o veneno de suas páginas. Porque nada disso é sustentável".

No caso do WhatsApp, mudar o protocolo do aplicativo não tem nenhuma relação com censura.

A Constituição assegura a inviolabilidade do sigilo das correspondências e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo por ordem judicial.

O WhatsApp, como foi estruturado, é incapaz de atender toda a determinação constitucional ?"e as possibilidades tecnológicas atuais são bem maiores do que as de 1988.

Pior, as conversas no aplicativo têm potencial problemático maior do que o da telefonia tradicional. Ele virou um meio de comunicação de massa, como ficou claro. Não há justificativa, aos olhos do interesse social, para haver menos possibilidade de rastreamento judicial (não censura) no WhatsApp do que numa ligação no celular. As plataformas não deveriam ter menos responsabilidade do que as teles.
Herculano
25/10/2018 07:01
O SUPLENTE ALIENADO

Suplente de vereador de Gaspar faz um contato com a coluna para confirmar e saber se é verdade que os vereadores aprovaram um Projeto de Lei ilegal e inconstitucional.

Ou seja, está duvidando o que se escreve aqui desde julho quando o tal PL 22/2018 nasceu, depois de um par de tempo em discussão entre os vereadores na Câmara.

Primeiro: a tal surpreendente surpresa mostra à alienação do político com a política onde se lançou um dia para fazer parte dela e na época de ser um ativo como poucos. Esse gesto tardio e revelador, mostra a qualidade do político e que felizmente não foi eleito. Era mais um enganador.

Segundo: ele ao procurar a coluna - se não foi para aparecer achando-a que ela não possui desconfiômetro - mostra que não acredita nos que os eleitores lhe alertaram e muito menos na imprensa livre que cobre as mazelas dos políticos gasparenses

Terceiro: Este político - mas tem muitos outros que conheço por aqui - mesmo não eleito foi incapaz de fazer sequer o papel dele como cidadão, ou seja, acompanhar a vida da sua cidade e que afeta à coletividade que quer representar e defender. Acorda, Gaspar!
Zé do PP
24/10/2018 18:30
Sr. Herculano,

Quero parabenizá-lo pelo fato de ter publicado obras do nosso grane Diretor do Samae, onde andares, verás uma realização, desde pequenos reparos até grandes obras, como reservatórios, isto mesmo no plural, reservatórios, isto porque Melato, colocou a casa em ordem, agora tem dinheiro em conta e obras para a população.
Miguel José Teixeira
24/10/2018 18:30
Senhores,

Na mídia:

"Não há indícios de que quadrilha presa na Bahia tenha relação com Haddad"

Uffa!!! Que alívio!!!

O chefe da quadrilha Petralha, vulgo lula, que está preso em Curitiba, não admite concorrência. . .
Miguel José Teixeira
24/10/2018 16:09
Senhores,

"Não podemos deixar que desespero leve o Brasil a uma aventura fascista"
(Palavras do presidiário lula)

"Diga-me com quem andas e te direi quem és!"
(Palavras Bíblicas)
Herculano
24/10/2018 15:34
PERDEU. POLÍCIA DA CIVIL DO RS CONCLUI QUE JOVEM MARCADA COM A SUÁSTICA FORJOU O CRIME


Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Felipe Bächtold. A investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul sobre o caso da jovem que teve uma suástica marcada no corpo foi encerrada com a conclusão de que ela forjou a mutilação.

O procedimento será enviado à Justiça nesta quarta-feira (24), e ela deve responder por falsa comunicação de crime.

O caso ganhou grande repercussão por ter ocorrido no dia seguinte ao primeiro turno da eleição, ao ser relacionado com violência política.

O relato dela afirmava que, no momento do suposto ataque, na região central de Porto Alegre, ela estava com uma mochila na qual havia um adesivo com as cores do movimento LGBT e a inscrição "ele não", contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Em laudo produzido pelo Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul, porém, todos os indícios apontam que ela ou se automutilou ou foi marcada por outra pessoa com seu consentimento.
Herculano
24/10/2018 15:27
OUTRA COR, O MESMO SABOR, por Claros Brickmann

Ah, velhos sabores da infância! As grandes fábricas de doces em lata produziam marmelada comum e marmelada branca. E, para os indecisos, a lata 2? - 1, metade comum, metade branca. Ambas iguais, sem gosto de nada, com a única diferença da cor. E havia gente que brigava por uma ou outra.

Pois é, briga-se por qualquer coisa. O filho de um candidato disse que, para fechar o Supremo, bastavam um cabo e um soldado. O Capitão do Time do outro candidato disse que todos os poderes do Supremo deveriam ser retirados. E um advogado, colega do candidato na defesa do Adorado Chefe, propôs o fechamento do Supremo. Curiosamente, a frase mais agressiva, dita por um dos candidatos, não repercutiu: ele propôs aumentar o número de ministros de 11 para 21, "para termos a maioria lá dentro".

Respeito à Justiça? Quando o Capitão do Time de um candidato ganhou prisão domiciliar, o adversário disse que aquilo era um vexame. Seria preciso escalar "gente do nível de Sérgio Moro" para que o Supremo não envergonhasse a população. Já o outro candidato, para poder pedir instruções na cadeia ao Adorado Chefe, escalou-se como seu advogado, e garantiu que, se eleito, o governante não seria ele, mas o preso. E a decisão do Judiciário, que o prendeu e que seria o único caminho para libertá-lo?

Como diria um antigo ditador, "a lei, ora a lei!" E não é preciso dar nomes: como na lata de marmelada, a receita é a mesma. Só muda a cor.
Detalhe saboroso

Nos velhos tempos, dizia-se que, para aumentar os lucros, os produtores usavam muito chuchu em vez de marmelo. Hoje, chuchu faz (ou fez) parte da política. Mas tanto faz: os fregueses brigam mesmo é por causa da cor.

E COMO BRINGAM!

A Toluna, empresa que funde pesquisa, análise das informações e tecnologia para oferecer percepções de tendências a seus clientes, estudou o ambiente eleitoral brasileiro. Concluiu que 40% dos eleitores enfrentaram conflitos familiares por causa da eleição. Pior: 33% dos pesquisados acham de verdade que vale a pena brigar com amigos e parentes por política.
O maior índice de desentendimentos ocorreu entre primos: 35%. Logo em seguida, com tios: 31%. E com os pais, 29%. Ainda bem que quase não houve brigas corporais: em geral, a discussão foi "de leve a moderada".

O estudo, na íntegra, está em http://tolu.na/l/Fx92Rwm

APOIO, MAS RESTRITO

Só agora, poucos dias antes do segundo turno, Marina Silva definiu sua posição: dá "apoio crítico" a Fernando Haddad.

VOTO, MAS RESTRITO

Comentário do jornalista Mário Marinho, do site Chumbo Gordo, sobre a decisão da candidata da Rede: "Com o apoio de Marina, Haddad vai de 21% nas intenções de voto a 21% nas intenções de voto"
Baixo nível

Quem pensa que a campanha presidencial é de baixo nível ainda não viu até onde mergulhou a luta pelo Governo paulista. Um vídeo largamente espalhado pela Internet mostra alguém parecido com João Doria, candidato do PSDB e líder nas intenções de voto, envolvido numa orgia com cinco mulheres nuas ?" tudo explícito, tipo pornô. Besteira: Doria nunca foi citado como participante desse tipo de evento. E tem hoje 60 anos, idade em que não é comum tanta disposição para enfrentar cinco mulheres juntas.

O adversário de Doria, Márcio França, garante não ser o responsável pelo vídeo. Doria disse que era montagem - nem precisaria, já que algo de tão baixo nível nem merece desmentido. E, com a tecnologia disponível, é fácil transformar um ator de filme pornô numa figura parecida com a de qualquer um de nós, inclusive a do candidato ao Governo de São Paulo.

FALHA TOTAL

E há outro problema num vídeo desse tipo: quem o divulgou não sabe em que país vive. Provar que um político é capaz de façanhas sexuais pode perfeitamente multiplicar sua popularidade. Não é possível esquecer Bernardo Cabral: depois do livro de Zélia Cardoso de Mello, em que ele é acusado de tê-la abandonado sem aviso em Paris, ele se elegeu senador.

A FALTA QUE ELE NOS FAZ

Um dos mais produtivos intelectuais brasileiros, Jacó Guinzburg, morreu aos 97 anos, no último sábado. Guinsburg, ensaísta, tradutor de primeira linha, editor, dedicou sua vida à difusão da cultura. Sua editora, a Perspectiva, editou Umberto Eco, Roman Jakobson, Augusto e Haroldo de Campos, Franz Rosenzweig. Ele escreveu na imprensa sobre literatura, brasileira e internacional, fez crítica teatral em revistas da comunidade judaica. E deu-nos a honra de colaborar com o site Chumbo Gordo (www.chumbogordo.com.br), editado por este colunista e por Marli Gonçalves, escrevendo sobre temas da atualidade. Uma grande perda.
Herculano
24/10/2018 15:19
BOLSONORO ABUSA DA SORTE NA DISPUTA DO AZARÃO, por Josias de Souza

A poucos dias de cruzar a linha de chegada, os finalistas da corrida presidencial lembram a lebre e a tartaruga da fábula. Ao fundo, informou a penúltima pesquisa do Ibope, coisas estanhas acontecem. Bolsonaro (57%) oscilou dois pontos para baixo. Haddad (43%) moveu-se dois pontos para o alto. A taxa de rejeição do capitão, declinante na semana passada, saltou de 35% para 40%. O índice dos que rejeitam o petista, que subia, caiu de 47% para 41%.

Horas antes da divulgação da pesquisa, Bolsonaro e Haddad cumpriram suas agendas de lebre e tartaruga. Franco favorito, o capitão participou de um churrasco festivo na casa elegante do empresário Paulo Marinho, onde grava seus programas eleitorais, no Rio de Janeiro. A pretexto de se despedir da equipe, confraternizou à beira da piscina ao som violoncelos. Presentes, dois personagens que frequentam o noticiário como quase-futuros-ministros: Gustavo Bebianno (Justiça) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil).

Também no Rio, o azarão petista foi à favela da Maré. Discursou num centro de artes. Mangas arregaçadas, Haddad disse à plateia que ainda é possível vencer a eleição. Rogou aos presentes que pedissem votos aos familiares e conhecidos. Anabolizando os números que a pesquisa revelaria mais tarde, agarrou o otimismo pelo colarinho e disse: "O povo começa a perceber, já estou no 45%, 46%. Falta quatro, cinco para ganhar a eleição. Tem que conversar com as pessoas."

Há uma semana, a lebre sentenciou: "Nós estamos com uma mão na faixa. Ele (Haddad) não vai tirar 18 milhões de votos daqui a dois domingos." Bolsonaro entrou no segundo turno em cima de um salto agulha. Jogando parado, administra sua vantagem. Ela já foi de 18 pontos, está em 14. A distância ainda é grande o bastante para que a tartaruga, mesmo calçando havaianas, dependa de um milagre para alcançar o rival.

Entretanto, Bolsonaro abusa da sorte. Talvez devesse suspender a prática do tiro contra o próprio pé, seu esporte predileto. De resto, faria um favor a si mesmo se trocasse o modelo agulha por um discreto salto anabela ?"salto hétero, naturalmente. Do contrário, as urnas de domingo podem produzir um resultado de fábula.
Miguel José Teixeira
24/10/2018 11:51
Senhores,

Mentira revelada

Perícia conclui que foi automutilação a 'suástica' em eleitora de Haddad

+ em:
https://diariodopoder.com.br/laudo-da-pericia-conclui-que-suastica-em-eleitora-de-haddad-foi-automutilacao/

Esta CORJA VERMELHA não mede esforços para retornar ao poder visando única e exclusivamente, aparelhá-lo, saqueá-lo e estuprá-lo!

Também, pudera! Com as dezenas de centenas de parlamentares vermelhóides esquerdopatas que perderão seu mandato em breve. . .

Vade retro, retrocesso!!!
Odir Barni
24/10/2018 11:39

A ARCA DE MERISIO DEIXOU DE FORA A FAMÍLIA BORNHAUSEN.

Caro, Herculano;

Nada neste país nada se resolve sem a participação política. Ignorar a força de quem sabe sabe politica com ética é um risco muito grande. O MDB nasceu combatendo as oligarquias, mas sempre respeitando a força da Família Bornhausen. Paulo Afonso se elegeu com o apoio de Jorge Bornhausen e seus seguidores, assim outros governantes o fizeram. Me chamou a atenção foi a ausência de Paulinho Bornhausen, seu pai Jorge nesta campanha,Paulinho despontava como um provável governador do estado; perdeu para o senado quando era líder nas pesquisas, elegeram Pavan e depois Ideli Salvati como segunda opção. Neste ano a velha guarda foi ignorada; Merisio puxou o tapete de João Rodrigues seu correligionário da mesma região do estado, foi buscar de vice o filho de Wilson Kleinubing, deixando fora os Bornhausen que achavam desgastados. Amim, após a derrota de Mauro Mariani do MDB no primeiro turno, fez um vídeo dizendo que o Comandante Moisés seria a segunda opção do MDB, começaram cutucar a onça com vara curta, se tinha alguém do MDB que votaria em Merisio já não vota mais. Mais um tiro no pé de Merísio foi esquecer que os Bornhausen com apenas um toque levam centenas de correligionários para onde querem. Agredindo o Bombeiro pelos salários que recebe, mal assessorado e sem um discurso convincente, Merisio vai deixar no caminho muitos amigos e correligionários.Ninguém é tão forte que não possa ser substituído. Sinto muito porque sempre tivemos bons amigos no governo que se finda, mas o momento é de mudança, esperamos que seja para melhorar. A continência vai substituir a bajulação.
Herculano
24/10/2018 10:30
PRONTA

Só para lembrar, como já escrevi aqui. O texto principal da coluna desta sexta-feira, 26, já está pronta desde o dia 12 de outubro. Acabo de revê-la, e como o prognosticado, não há necessidade de mudar nenhuma vírgula.
Herculano
24/10/2018 10:19
BOLSONARO SINALIZA PRÍNCIPE COMO SEU CHANCELER, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Bolsonaro se recusa a falar em equipe ministerial antes da eleição de domingo (28), mas os nomes que já avançou e outros, confidenciados a amigos, permitem esboçar o eventual governo do candidato do PSL. Uma das grandes surpresas citadas por fontes ligadas a Bolsonaro é a provável definição do Príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança, cientista político, empresário, escritor e deputado federal eleito com 118 mil votos pelo PSL-SP, no cargo de ministro das Relações Exteriores.

MINISTRO STRAVOS
O ministro da Educação não será o filósofo Olavo de Carvalho e sim Stravos Xanthopoylos, que coordena a área na campanha do PSL.

COMANDO NA MÃO
O general Braga Netto, interventor no Rio, comandará o Exército, se quiser. Ele preferia morar na Alemanha com a família. Ficou de pensar.

MINISTRO MAGNO
O senador Magno Malta (PR-ES) será ministro em provável governo Bolsonaro. A denominação ainda é provisória: Ministério da Família.

MINISTRO PRATA
Admirador do sucesso do Hospital do Câncer de Barretos (SP), Bolsonaro quer o diretor-geral Henrique Prata como ministro da Saúde.

MÉDIA HISTóRICA DE ABSTENÇÃO ELEITORAL CHEGA A 29%
Desde a primeira eleição direta em 1989, o Brasil tem em média 28,94% de eleitores que não votam, votam em branco ou anulam seus votos para presidente, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Foram oito eleições diretas, incluindo 1º turno deste ano, onde 20,33% dos eleitores não compareceram e 8,79% votaram em branco ou nulo. Em média, 17,94% dos eleitores não votam e 11% em banco ou nulo.

RECORDE
A maior taxa de abstenção numa única eleição foi em 1998, quando 40,07% deixaram de participar na escolha do novo presidente.

MAIOR DA HISTóRIA
A taxa de abstenção em 1998, na reeleição de Fernando Henrique (PSDB), foi de 21,47% somados aos 18,6% de votos brancos e nulos.

AS MAIS RECENTES
Em 2010 a soma de brancos, nulos e abstenções foi de 25,19% dos votos. Em 2014 o número subiu para 29,03%, pouco abaixo da média.

DEPUTADA INFLUENTE
A deputada eleita Bia Kicis (PRP-DF) é uma das pessoas mais influentes junto a Bolsonaro. Ela o apresentou a Paulo Guedes, que será ministro da Fazenda, e o convenceu a alterar planos para o MEC.

INTELIGÊNCIA NO PLANALTO
O futuro ministro do Gabinete Militar de eventual governo Bolsonaro, general Ubiratan Poty, militar de carreira considerada impecável, chefia atualmente o Centro de Informações do Exército (CIE).

PROMESSA DE JAIR
Derrotado na disputa para o governo do DF, o deputado Alberto Fraga (DEM-RJ), ouviu do velho amigo Jair Bolsonaro, ontem, no Rio: "se a gente ganhar, você estará melhor do que estaria como governador".

MINISTRO POLÍTICO
Além de chefiar o Gabinete Civil de provável governo Bolsnaro, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) será o responsável pelo relacionamento do governo com o Congresso e os partidos.

PANCADARIA NÃO RESOLVE
Ibaneis Rocha (MDB) segue arrebentando na briga pelo governo do DF: 75% x 25% no Ibope. Apesar dos ataques de Rodrigo Rollemberg (PSB), cuja campanha tenta demonizar o rival que nunca foi político.

COMPENSAÇÃO MERECIDA
Houve de tudo nas promoções do Itamaraty. Até quem topasse chefiar a embaixada do Brasil em Pyongyang (Coreia do Norte), caso do diplomata Luis Felipe Fortuna, em troca da promoção para embaixador.

OUTRA ELEIÇÃO
Quando senadores voltarem ao trabalho, a Comissão de Constituição e Justiça avaliará projeto que convoca um plebiscito para decidir sobre privatização de subsidiárias da Eletrobras, Petrobras e Casa da Moeda.

DEPRESSÃO NA CÂMARA
Com metade dos deputados rejeitada nas urnas, o ritmo de trabalho na Câmara caiu vertiginosamente desde o 1º turno da eleição. E pior: trabalho mesmo só depois do 2º turno, do qual não participam.

MENOS, MENOS
O noticiário exagerado do caso Eduardo Bolsonaro faz parecer que o STF está sujeito a ser fechado como quem passa a chave numa porta.
Herculano
24/10/2018 10:15
GERALDO AZEVEDO PEDE DESCULPAS AO GENERAL MOURÃO


Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. O general da reserva Hamilton Mourão, vice na chapa do candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, disse que vai processar o cantor e compositor Geraldo Azevedo que o acusou em um show no fim de semana de torturá-lo durante o regime militar. Ao Estado, Mourão afirmou que em 1969, ano em que o artista esteve preso pela primeira vez, ainda não tinha ingressado no Exército. Procurado pela reportagem na manhã desta terça-feira, Azevedo negou que o candidato a vice na chapa de Bolsonaro estivesse entre os militares que o torturaram quando ele foi preso, em 1969 e em 1974.

"É uma coisa tão mentirosa", disse Mourão. "Ele me acusa de tê-lo torturado em 1969. Eu era aluno do Colégio Militar em Porto Alegre e tinha 16 anos", afirmou o general da reserva. "Cabe processo." Hamilton Mourão entrou em 1972 na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e se formou em 1975. É filho do general de divisão Antonio Hamilton Mourão e Wanda Coronel Martins Mourão.

As declarações de Geraldo Azevedo, dadas em show no final de semana na Bahia, foram citadas pelo candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, em sabatina, nesta terça-feira pela manhã, no jornal "O Globo".

Em nota, o artista pediu desculpa "pelo transtorno causado pelo equívoco e reafirmou sua opinião de que não há espaço no Brasil de hoje para a volta de um regime que tem a tortura como política de Estado e cerceia a liberdade de imprensa".
Herculano
24/10/2018 10:11
A FARSA DO WHATSAPP FOI DESMONTADA

Conteúdo de O Antagonista. A farsa do WhatsApp foi desmontada pelos fatos.

A pesquisa do Ibope mostrou que, no primeiro turno, 73% dos entrevistados jamais receberam propaganda eleitoral pelo dispositivo.

Dos que receberam, 18% disseram que as mensagens foram disparadas por Fernando Haddad e outros 18% por Jair Bolsonaro.

E mais: 75% dos eleitores que receberam propaganda dos candidatos responderam que ela não influenciou seus votos.
Herculano
24/10/2018 10:07
UM PRESIDENTE SEM GRACINHAS EM 2019, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Emprego não melhora quase nada e economia se arrasta em ritmo pouco maior que 1% ao ano

Houve por aí uma animação artificial com a criação de emprego em setembro. Mas não aconteceu quase nada. Por toda parte, não acontece quase nada.

Se o próximo presidente vier com mirabolâncias, em vez de seguir o manual básico de primeiros socorros para a economia, não vai acontecer quase nada de novo em 2019. Dada a estupidez recorrente nos últimos 40 anos, pode ser ainda pior.

O Brasil cresce algo entre 1% e 1,5% ao ano, desde 2017. Ainda está perto do fundo do buraco da grande recessão. Não se trata de um país que cresce pouco depois de recuperar o terreno perdido. É uma economia que se arrasta no atoleiro.

Em setembro, o emprego formal crescia 1,2% ao ano. Nesse ritmo, vamos levar mais seis anos apenas para voltarmos ao nível de emprego de 2014. O número de trabalhadores com carteira assinada ainda é 2,74 milhões menor do que em setembro daquele ano.

A desgraça é maior na construção civil e na indústria. Os dois setores empregam 26% de todos os trabalhadores formais, mas neles desapareceram quase 76% dos empregos perdidos desde 2014.

Há várias doenças crônicas e agudas na economia, mas um mapa dos sintomas indica como a encrenca se manifesta.

O investimento em construções, máquinas e equipamentos caiu 27% desde 2014. Neste ano deve crescer uns 3,5%, talvez um pouco mais, graças ao consumo de máquinas e equipamentos, que vai relativamente bem, dada a pasmaceira geral. Mas, até agosto, o investimento na construção civil ainda era menor que no ano passado, desastre que se repete desde 2014.

O investimento, em particular a construção, é o sintoma mais grave da nossa doença de curto prazo. Por que afundou tanto?

O gasto do governo com obras etc. entrou em colapso. Houve superinvestimento em moradias e espaços comerciais nos anos bons, até 2013. Houve os investimentos lunáticos das estatais sob Dilma Rousseff, a Ruinosa, exagerados e errados.

Falta confiança para a retomada na construção, confiança que, aliás, anda em baixa pela economia inteira, de novo. Há medo de desemprego e medo de presidentes ineptos ou lunáticos. Os juros de longo prazo estão altos. Para piorar, os governos estão quebrados, assim ficarão por muito tempo e por anos não investirão mais; o programa de concessões de Michel Temer não andou, de resto.

As empresas contratam e pagam pouco. O crescimento do número de pessoas ocupadas anda pela casa de 1,1% ao ano; o dos salários, de 1,3% ao ano.

Tudo desacelerou do final de 2017 para cá. A recuperação deu chabu. O crescimento da massa de salários não irá muito além do ritmo atual sem a retomada dos investimentos.

Dado que não haverá um impulso tal como aumento de investimento público, será preciso contar com uma extraordinária mudança de ânimos; de taxas de juros sob controle. Isto é, será preciso esperar que o próximo presidente não faça gracinhas.

Se aplicar o manual de primeiros socorros, a economia pode ter, enfim, recuperação (recuperar as perdas na recessão, ao menos). Se a coisa for bem-feita, pode até ter investimentos privados em infraestrutura em 2020. Basta não querer reinventar a roda.

Até para fazer o básico, haverá problemas, pois não será simples negociar coisas como reforma dura da Previdência, contenção de salário de servidor e o fim de várias isenções de impostos.

Se vacilar, o próximo governo pode começar a acabar logo na primavera de 2019.
Herculano
24/10/2018 10:00
A PERIFERIA É LIBERAL, MANO BROWN, por Marcelo Faria, no Instituto Liberal

Mano Brown está revoltado.

Mano descobriu que a periferia não quer "revolução", quer iPhone.

O pobre não quer saber de "luta de classes", quer mesmo é ter uma conquista individual, obter mais conforto, "subir na vida".

Não quer saber do discurso furado que chama bandido de "suspeito" e policial de assassino, quer apenas chegar em casa em segurança com a família sem correr o risco de levar um tiro no meio do caminho.

Mano Brown admite: quem defende Lula, como ele faz, é "apedrejado" e "linchado" na Internet, onde os petistas da imprensa não têm vez. Pobre não gosta de bandido.

Mano está com medo. Medo porque ele diz "saber o que é bom para o povo", mas o povo está pouco se lixando para a opinião política de Mano Brown ou daqueles que se arrogam como "defensores do povo".

Mano descobriu que cada um sabe o que é melhor para si próprio, sem precisar que Mano Brown ou um político qualquer diga.

Só falta Mano descobrir que a periferia não é "de direita". O pobre não quer alguém cagando regra na sua vida, seja o estado, a esquerda, a "direita", o padre ou o pastor. O pobre sabe mais sobre a própria vida do que quaisquer outras pessoas.

A periferia é liberal, Mano Brown.
Herculano
24/10/2018 09:53
A ESPERA DE MOISÉS OU MERÍSIO ALESC INICIA DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA, por Upiara Boschi, no jornal Diário Catarinense, da NSC Florianópolis.

Enquanto Comandante Moisés (PSL) e Gelson Merisio (PSD) vivem as expectativas de estarem a cinco dias de um segundo turno pelo cargo de governador do Estado, a política catarinense já deu início a outra disputa política que só deve ser concluída em fevereiro do ano que vem. Na Assembleia Legislativa, as costuras pela presidência do parlamento estadual estão começando.

Se as pesquisas forem confirmadas e Moisés vencer a disputa, o cargo ganhará peso extra. Primeiro, porque indicará claramente a nova correlação forças políticas do Estado - considerando que a Assembleia estará renovada em 22 das das 40 cadeiras. Com a maior bancada eleita - nove deputados - o MDB poderá garantir a governabilidade ao candidato do PSL e isso certamente passará pela presidência.

Segundo, porque Moisés e seu núcleo político nunca tiveram experiência semelhantes às que vão viver à partir de janeiro, caso ele seja eleito, e o presidente da Assembleia pode acabar se transformando em um fiador da gestão. O PSL fez a segunda maior bancada, com seis integrantes, todos novatos. Deputado estadual mais votado do Estado, Ricardo Alba (PSL) inicialmente se destaca na turma não só pelos 62,7 mil votos, mas por ser o único com experiência parlamentar - seus quase dois anos como vereador em Blumenau.

Nessa lógica, o MDB já se movimenta para buscar a presidência. Mais votado do partido, Valdir Cobalchini vai pleitear junto à bancada a condição de candidato. Tem como argumento principal que o partido detém o maior número de parlamentares, mas sabe que precisará costurar maioria. Com os seis nomes do PSL e os eleitos dos partidos que apoiaram Mauro Mariani (MDB) no primeiro turno - três do PR e dois do PSDB - alcançaria 20 votos. Ironicamente o voto vencedor poderia vir de um pessedista: Júlio Garcia, inimigo íntimo de Merisio.

Toda essa projeção depende de quanto Moisés, se eleito, e a própria bancada do PSL estarão dispostos a ceder ao jogo da política. As costuras vão levar em conta outros postos legislativos de vital importância para o governo, como as presidências das comissões de Constituição e Justiça e de Finanças. A dúvida é se o governo do PSL vai aprender a jogar o jogo e quanto estará dispostos a fazê-lo.

Trato de Moisés a maior parte do texto não só por ele ser o favorito do momento e por ser o candidato que carrega o discurso da antipolítica, mas porque o movimentos serão mais previsíveis caso Merisio vença. O pessedista larga de uma base de 16 eleitos. Precisaria conquistar mais cinco adesões para emplacar um aliado na presidência da Assembleia - um nome cotado inicialmente era do de Milton Hobus (PSD). Com o atual quadro, é possível que precise compor com os cinco nomes de PR e PSDB, que se jogarem juntos podem ficar bem posicionados qualquer que seja o eleito.

É um jogo interessante de acompanhar, ainda mais que ano que vem um fator aglutinador de bases governistas deixará de existir: o imenso volume de cargos comissionados no Executivo. Afinal, tanto Merisio quanto Moisés garantiram que vão extinguir mais de mil dessas posições. Cobraremos.
Herculano
24/10/2018 09:47
HADDAD E PT DÃO MUNIÇÃO AO ADVERSÁRIO NA RETA FINAL, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Não bastasse o cenário adverso, petistas prejudicam a própria estratégia

Não bastasse o cenário já adverso, Fernando Haddad e sua campanha deram munição ao campo adversário na reta final do segundo turno. Atropelados por Jair Bolsonaro (PSL), os petistas entraram pela porta errada no embate decisivo da eleição e conseguiram sabotar suas próprias estratégias.

Em sabatina no jornal O Globo nesta terça (20), Haddad fez uma acusação infundada contra o vice de Bolsonaro. O candidato do PT disse que o general da reserva Hamilton Mourão havia sido "ele próprio torturador" na ditadura militar. E acrescentou: "Deveria estar em todas as primeiras páginas amanhã".

Haddad reproduziu uma informação falsa - e de forma imprudente. O petista se baseou numa afirmação do cantor Geraldo Azevedo, que de fato foi barbaramente torturado, mas não por Mourão. O artista se retratou e pediu desculpas, embora tenha mantido suas críticas à candidatura de Bolsonaro.

A campanha petista aposta suas fichas no discurso de que o deputado do PSL se beneficiou de uma máquina de distribuição de mentiras - o que é verdade, em boa medida. O episódio prejudica essa tática.

A propaganda de rádio em que o partido tenta tirar proveito do assunto foi outro um tiro no pé. Na peça, a campanha diz que Bolsonaro tem um "voto de cabresto imposto pelo medo e pela mentira". Ao insinuar que os eleitores do rival são manipulados, o PT consegue afastá-los ainda mais, a dias da eleição.

O sentimento de rejeição aos petistas fez com que Haddad ficasse parte do segundo turno na defensiva. Por vários dias, ele precisou explicar o fracasso da formação de uma frente ampla contra Bolsonaro. O apoio crítico de Marina Silva só chegou na semana final.

O petista ainda se viu obrigado a reagir ao rival em seus próprios redutos eleitorais. Para ganhar votos no Nordeste, Bolsonaro propôs um 13º para o Bolsa Família. O programa tem a marca do PT, mas Haddad teve que anunciar um aumento do benefício para não perder mais terreno.
Herculano
24/10/2018 09:43
O SERVIDOR DE GASPAR E O GOVERNO DE KLEBER EDSON WAN DALL

Este relato escrito é de um servidor público municipal de Gaspar. Ele me pediu para protegê-lo na sua identidade. Aceitei.

O que ele escreve e antes de acontecer é sobre algo se resolveu ontem na sessão ordinária da Câmara. Já se sabe o resultado. Já se presume o desfecho, tratei na coluna de anteriores, bem como as de segunda e hoje, quarta-feira.

Também é sabido o que penso sobre o assunto e é bem diferente do que querem e defendem os servidores. Então cada um respeitando os seus pontos de vistas, repasso o relato do servidor, que deve ser lido, pelo viés de como o governo Kleber está exposto na sua imagem, tema da coluna de hoje. Acorda, Gaspar!

Sobre o PL 22/2018, me pergunto o seguinte: Como até agora todos os governos municipais conseguiram manter o pagamento do vale alimentação em pecúnia e somente este governo alega que o referido pagamento em dinheiro sobrecarrega os cofres públicos.

Sabe o que sobrecarrega os cofres públicos, pois então vou elencar:

1. Cargos Comissionados em grande quantidade e com altos salários. Não sou contra cargos comissionados, alguns entendem dos assuntos pertinentes ao seu cargo e trabalham bem, mas muitos são verdadeiros parasitas, oriundos da igreja evangélica, "maior quantidade de pastores por metro quadrado", muitos estão ocupando espaço, puxando o saco do prefeito e dos seus asseclas e ganhando muito dinheiro às custas de quem trabalha de verdade.

2. Os fiscais tanto de Tributos, quanto de Posturas ganham um prêmio produtividade, que em muitos casos é igual ou maior ao valor do seu salário. Bom eu sempre pensei que produtividade fizesse parte do bom desempenho da sua função e não precisasse ser remunerada a parte. Basta olhar o portal da transparência e verificar com seus próprios olhos. Alguns salários no setor de Tributos, se tornam mais altos do que de pessoas em cargos de Chefia, abaixo apenas dos secretários das Pastas.

Tudo bem, então se tem que ser cartão, porque não, uma boa empresa de cartões alimentação, LIV CARD, de Guarapuava - PR, na lista atualizada dos mercados que o Servidor será obrigado a comprar se quiser utilizar seu "cartão furreca", estão o Galegão (mercado com preços bem acima da média), Carol (alguns preços bons, outros altos e sem muita variedade e a rede MOCAM - Top Supermercados que é um misto dos dois e muito mercadinho de bairro, além de alguns restaurantes e fast-foods...)

Mas quem mora fora de Gaspar, em outra cidade, vai se obrigar fazer compras aqui num desses mercados para levar para sua cidade?! É muito egoísmo, é não pensar que tem senhorinhas que vem de ônibus de outra cidade trabalhar aqui em Gaspar e estão preocupadas como levarão as compras no ônibus até em casa. Alguém está lucrando com a contratação dessa LIV CARD e com certeza não são os servidores municipais de Gaspar.

Cada dia mais decepcionante o Governo Wandall e Spengler. E, continuando, penso sinceramente que tanto o Prefeito Kleber Wandal, quanto o Prefeito de Fato, Roberto Pereira não pretendem continuar na carreira política, pelo menos em Gaspar.

Os servidores não vão esquecer tamanha tirania e traição, estão retirando direitos adquiridos há muitos anos e pessoas prestes a se aposentar perderão estes R$ 430,00 em pecúnia na sua aposentadoria e os que estão trabalhando, verão reduzir o décimo terceiro e também as férias. Os servidores tem família, tem amigos e num próximo pleito com certeza não vão votar nessa corja que aí está.

E, como se não bastasse a tirania desse governo não para, querem arrancar o "couro dos Servidores Públicos", está em tramitação outro projeto o 08/2018, que retira os 15 minutos de tolerância na entrada e na saída. Segundo o projeto 1 minuto de atraso vai ser descontado em folha. Isso é inconstitucional. A legislação em vigor prevê: que o Servidor que chegar até 15 depois do horário e sair 15 minutos antes não será prejudicado. E, a CLT em seu art. 58, § 1º, "não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários".

Enquanto brigamos pelo nosso candidato favorito ao Governo Federal, tudo bem, pois se pensarmos nas últimas ações do Governo Municipal, dá nojo e vontade de chorar.

Desabafo de um servidor.
Herculano
24/10/2018 09:33
"NÃO QUERO TER PARTE NISSO"

O risco de golpe está na retórica de Bolsonaro, de seus colaboradores e de seguidores

Na noite de domingo (28) o Brasil terá escolhido um novo presidente da República. O resultado virá da vontade dos eleitores e, seja qual for o voto que se tenha dado, cada um deles terá parte no que vier a acontecer.

Milhões de pessoas que votaram em Dilma Rousseff ou em Aécio Neves tiveram motivos para se arrepender mas, como hoje, era um ou outro. O arrependimento acompanhou também os eleitores de Fernando Collor em 1989 e de Jânio Quadros em 1960. Nenhum deles se elegeu sugerindo medidas que pudessem prenunciar uma ameaça às instituições democráticas.

O caso agora é outro. O deputado Eduardo Bolsonaro tratou de uma situação hipotética de conflito com o Supremo Tribunal Federal e disse que bastariam um cabo e um soldado para fechá-lo.

Um general da reserva, eleito deputado federal pelo PSL depois de ocupar a Secretaria da Segurança de Natal, defendeu o impeachment e a prisão de ministros do Supremo: "Não tem negociação com quem se vendeu". Antes dele, um general da reserva que disputaria sem sucesso um cargo eletivo disse que "corte que muda de decisão para beneficiar criminoso não é corte, é quadrilha".

O general Hamilton Mourão, também da reserva e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, elaborou sobre o mecanismo do "autogolpe". Noutra digressão mencionou as virtudes de uma Constituição redigida por sábios e ratificada num plebiscito. Jair Bolsonaro prometeu o fim do "ativismo" e anunciou que "os marginais vermelhos serão banidos da nossa pátria". Como?

Essas foram afirmações de candidatos, feitas em diferentes contextos, às vezes partindo de situações hipotéticas. Não se deve esquecer que o deputado petista Wadih Damous, numa argumentação que nada teve a ver com a retórica bolsonarista, já sugeriu "fechar o Supremo Tribunal Federal" para criar uma Corte Constitucional. O doutor foi um dos marqueses da OAB.

Bolsonaro já prometeu mais de uma dezena de providências que dependem de reformas constitucionais. Elas precisam do voto de três quintos da Câmara e do Senado. Serão necessários 308 dos 513 deputados e 49 dos 81 senadores. Mesmo tendo formado a segunda bancada da Câmara, o PSL não os tem. Como pretende consegui-los, é outra história. Admitindo que os consiga, será o jogo jogado e a vida seguirá. Se não conseguir, vem aí uma crise anunciada.

O eleitor ficou entre a cruz e a caldeirinha. Até o dia da posse, tudo será encanto e sedução. Como ensinou Marco Maciel, "as consequências vêm depois." A essência da questão está na parte que caberá a cada um quando elas chegarem.

Há casos em que o cidadão tem que traçar a linha que não atravessará. No dia 29 de maio de 1966 o marechal Cordeiro de Farias entrou no gabinete do presidente Castello Branco. Ele acabara de capitular diante da candidatura do ministro da Guerra, Arthur da Costa e Silva.

Cordeiro era ministro do Interior. Aos 65 anos, estivera em todas as encrencas militares da primeira metade do século, da Coluna Prestes à deposição de João Goulart. Como general, comandou a Artilharia Divisionária da FEB na Itália.

No encontro, Cordeiro disse ao presidente: "Você é generoso com o Costa e Silva, eu sou justo. Você sabe que ele vai afundar o país, pois é incapaz, e eu não quero ter parte nisso".

Cordeiro deixou o ministério e foi para casa. Costa e Silva assumiu em 1967 e afundou o país em 1968, baixando o Ato Institucional nº 5.

Numa manhã de agosto de 1976, em cena emocionante, o velho marechal entrou, de bengala, no saguão onde se velava o corpo de Juscelino Kubitschek. Doze anos antes, havia votado pela sua cassação, mas não teve parte na ascensão de Costa e Silva.

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.