08/09/2020
Agora, Sérgio promete novas lives sobre o tema com os outros sindicalistas
Presidente do sindicato, Jeferson Debus (à esquerda) vai a laive de sindicalista candidato a prefeito e ambos evitam posicionamentos sobre o futuro da categoria em Gaspar
O sindicalista – duas vezes presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Gaspar além de ter sido dirigente sindical da Federação -, funcionário público licenciado – ex-motorista de ambulância – psicólogo e pré-candidato a prefeito de Gaspar, Sérgio Luiz Batista de Almeida, PSL, promoveu, excepcionalmente na sexta-feira, uma laive com o “novo” presidente do Sintraspug, Jeferson Debus, escriturário desde 2006 da prefeitura de Gaspar.
Jeferson assumiu recentemente o Sintraspug com a aposentadoria do presidente eleito e bem conhecido da categoria, Jovino Emir Masson.
A laive – uma das marcas de Sérgio para se relacionar com a cidade e propagar suas ideias entre os cidadãos e até eu já participei de uma delas - prometia. E por que? Não só pela origem dos dois protagonistas dela – o proponente e o convidado - num pingue-pongue de comadres, mas principalmente, porque os quase dois mil funcionários efetivos da prefeitura estão em pé de guerra com a atual administração de Kleber Edson Wan Dall, MDB, e do rifado da vice-prefeitura e também funcionário público municipal – agente de trânsito – Luiz Carlos Spengler Filho, PP.
Kleber não tem mais nada o que prometer para os funcionários. O que na campanha de 2016, não cumpriu.
Mais do que isso, fez da prefeitura uma máquina de comissionados – seguradores de bandeiras, segundo um dos participantes das lives de Sérgio, o radialista Rudnei Cavalheiro – e cargos de confiança, num desprestígio sem tamanho ao funcionalismo concursado.
Kleber é acusado pelos próprios funcionários efetivos de persegui-los.
Segundo alegam, por simplesmente não se enquadrarem no rito e submissão político-partidários do poder de plantão. E isso, ainda segundo os próprios funcionários, deu-se de várias formas, incluindo os constrangimentos via os PADs – Processos Administrativos Disciplinares.
A ex-presidente da Comissão, por exemplo, cargo que ganhou recentemente um aumento diferenciado na Câmara, é agora candidata a vereadora pelo MDB e o prefeito de fato, ex-coordenador da campanha de Kleber e secretário da poderosa secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira, é o presidente do MDB.
Na outra, ponta, Jeferson quando assumiu a presidência do Sindicato, criou uma expectativa que durante a laive se desmanchou, naturalmente. Os funcionários culpavam o ex-presidente Jovino de alinhamento com o governo Kleber e por isso, de não ter atuado em favor dos servidores supostamente “desprotegidos”.
Então, Jeferson, fez um vídeo dizendo que estava abrindo um canal de denúncias para elucidar e proteger juridicamente os servidores. Isto foi tema de um comentário aqui no dia 10 de agosto sob o título “Mudou a presidência do Sindicato dos Servidores. Ao menos, a postura é outra”. Na laive, o meu título para o artigo virou pó.
PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS
O que estava no tal Plano de Gestão de Kleber e Luiz Carlos denominado “Construir o futuro, recuperar a credibilidade e desenvolvimento de Gaspar”, depois de ouvir 2,5 mil gasparenses em oito reuniões – pré-comícios do tipo, engana que eu gosto – entre janeiro e julho de 2016, ou seja, numa pré-campanha explícita – para o Desenvolvimento Econômico, Gestão e Turismo? Revisão e atualização do Plano de Cargos e Salários.
E o que aconteceu? Até agora, nada!
O assunto entrou na pauta pelo menos duas vezes nos quase quatro anos de Kleber. Uma vez quando um Projeto de Lei quase se transforma em realidade e outra, quando contrataram uma cara empresa especializada para fazer o levantamento, mas até agora, de real, só o dinheiro gasto com esta experiência.
Tudo é um segredo só. O funcionário público – do Samae - como vereador atuante pela classe, Cícero Giovane Amaro, PL, até que tentou questionar. Em vão.
Então: Kleber não tem mais como prometer alguma coisa nesse ambiente aos funcionários. Está órfão. E qualquer outro candidato leva o voto do funcionalismo pela simples raiva que lhes move contra a atual gestão.
Mas, Sérgio, como pré-candidato a prefeito, como servidor que é, como sindicalista que foi, poderia dizer bem claramente o que vai fazer para a profissionalização do servidor público. Entretanto, ficou quieto. Agiu como sindicalista e fez coro com Jeferson, culpou o atual governo. É pouco. Muito pouco. Corre o risco de atirar no próprio pé.
Se viajarmos no tempo, esta situação não é nova. Vem desde 1991. Repito: desde 1991, ou seja, há quase 30 anos. E quem corajosamente fez a última reforma do funcionalismo? Um servidor, um professor, Francisco Hostins (1989-1991). Aqui eu abro um parêntesis: Hostins seguiu à risca a bula de um grupo de profissionais e técnicos que o assessorava. Depois ele o abandonou, trocando-o por políticos manjados. Resultado disso? Os novos e velhos companheiros partidários enterraram politicamente Hostins para sempre.
Atualizar, acabar diferenças absurdas na mesma função e cargos, é uma ferida que ninguém quer tocar de verdade. Todos têm razão e o tal direito adquirido, isto sem falar nas espertezas embutidas que criam as tais isonomias. No fundo, tanto Kleber que caminha para a reeleição como os seus possíveis adversários, como Sérgio, até torcem para que a Reforma Administrativa de Bolsonaro que vai perambular pelo Congresso até o ano que vem, resolva alguns dos problemas daqui. Provavelmente, não vai.
A MAIOR “EMPRESA” DE GASPAR
Sérgio, falsamente, tenta dar a entender que a prefeitura é a maior “empresa” de Gaspar, porque emprega mais gente. Primeiro, prefeitura não é uma empresa. São conceitos diferentes e eles precisam ser bem diferentes. No máximo, podem ser em alguns pontos complementares. Escrevo isso, porque estudo e vivencio ambas sob consultorias técnicas há anos.
Segundo quem paga essa máquina pública feita para servir os cidadãos e cidadãs, são os pesados impostos de todos os comunitários, inclusive os dos próprios servidores numa proporção de 95% - do povo - a 5% - do próprio funcionalismo.
Terceiro, empregar mais, nunca foi uma régua adequada para medir à eficiência e satisfação interna e externa de trabalho, prestação de serviços, relacionamento, inovação ou ofertas de produtos necessários. A pandemia da Covid-19 mostrou isso com uma clareza sem par. Estamos na era do home-office, do aplicativo, do on-line, do virtual, do digital. Cumprir horário é detalhe. O essencial é entregar com qualidade, eficácia e satisfação, o contratado.
Jeferson, por outro lado, na laive, demonstrou não estar tão alienado assim e mostrou que conhece pelo menos três problemas que afetam a sua categoria.
O primeiro é a falta de respeito dos chefes políticos de plantão com a máquina estatal que tem a à espinhosa missão de gerir o município.
O segundo é à infelicidade de uma parte dos servidores – este não é um mal de Gaspar - que escolheu a carreira para ter apenas um emprego minimamente estável, com salário garantido até o final da vida. Não é exatamente uma escolha para servir à comunidade e à causa.
O terceiro, que é a conclusão: a maioria dos funcionários dedicada é praticamente invisível tanto aos gestores quanto aos munícipes. E são eles, na opinião de Jeferson que pagam a conta da má imagem devido aos desmandos, falta de estrutura e liderança incapaz, além dos desvios de condutas de alguns funcionários, normalmente no topo, ou expostos aos relacionamentos com o público que deveriam estar na classe do bem servir.
Diagnóstico perfeito. Falta o tratamento e até o expurgo do joio neste mar de trigo.
MÁ IMAGENS I
Outro assunto levantado foi a má imagem dos sindicatos e do sindicalismo em geral. O próprio Sérgio tenta se desvencilhar desta má marca, pois, casualmente, neste momento ela não lhe faz bem para quem está no PSL, para quem vai chamar Jair Messias Bolsonaro, sem partido, de apoiador e mestre, e para quem vai precisar se estabelecer no ambiente conservador, onde já tem um pé, devido a igreja evangélica onde está.
“É sempre ligado à esquerda e à gente que não trabalha”, reclama Sérgio sobre o conceito genérico que as pessoas possuem do sindicato e do sindicalismo que escolheu para passar grande parte da sua vida profissional.
Por outro lado, é de se perguntar o que os sindicatos e o sindicalismo fizeram até então para mudar essa imagem tão nefasta contra eles próprios? Depois de perderem a teta do Imposto Sindical que tomava compulsoriamente um dia por ano do trabalhador formal, o peleguismo ainda luta pela volta desse Imposto para se esparramar na deplorável guerra ideológica para demarcar territórios e nichos de poder entre eles mesmos.
Não vou longe. O próprio Sérgio, ao ver na tela da sua laive gente da Federação participando do seu evento, trato-a de “companheiro”. Ou seja, o cachimbo é que deixa a boca torta, e não tem jeito de ser o contrário. Além disso, Sérgio está em campanha para prefeito ou para presidente do Sintraspug ou da Federação? Serão só os servidores que irão eventualmente elegê-lo? Precisa desentortar, urgentemente, a embocadura e não repetir a esperteza de Kleber de 2016. Ele prometeu uma coisa e não fez. Sérgio não promete nada, mas pode fazer da prefeitura uma extensão das causas sindicais e mandar a conta para os pagadores de pesados impostos.
“É muito mais fácil o Sindicato negociar as causas”, exemplifica Sérgio, “do que individualmente o servidor”.
Ele está corretíssimo. Entretanto, em Gaspar, nos últimos anos, esta não tem sido uma prática do Sindicato. A última que tentou, Lucimara Rosanski da Silva, a telefonista. Ela ficou a pé no próprio Sindicato, foi engolida pela máquina de Carlos Roberto Pereira, a desconfiança dos sindicalistas por não ser uma delas e pediu o boné.
É preciso, urgentemente, descobrir à razão desse enfraquecimento da capacidade do Sintraspug ser o negociador das causas dos servidores, antes que os servidores percebam o Sintraspug criado pelo funcionário Odir Barni – sob fogo cruzado do ex-prefeito Luiz Fernando Poli, então no PFL -, se torne um ente dispensável para a categoria em Gaspar.
MÁ IMAGENS II
Num outro ponto, o que afeta diretamente a má imagem genérica dos servidores perante a população, Jeferson ao mesmo tempo que se mostra lúcido, não enxerga saídas. “O trabalhador que ganha um salário mínimo ouve que um juiz ganha R$4 mil de auxílio moradia, faz as contas com o seu salário mínimo e acha que todos nós [servidores] ganhamos a mesma mordomia e fica indignado”.
Jeferson tem razão. Mas, a pergunta que não quer calar é: quem está falhando neste caso? Não é o próprio servidor público que permite que alguns deles tenham privilégios e que isto seja percebido como uma mancha de todos? O que faz o Sindicato nesta hora?
Na maioria dos casos, fica quieto, porque vislumbras brechas na lei – quando ela não é criada com esse propósito – e no momento oportuno, vai atrás da tal isonomia, ou seja, que todos tenham o mesmo privilégio – que sabe impossível.
O Sindicato de servidores, raramente, vai atrás para cortar os privilégios da casta – ou seja, a da minoria, a da mais abastada, a da mais próxima do poder corporativo, normalmente - e que por estar mais próxima do poder Legislativo e Judiciário onde se referendam estas diferenças discriminatórias -, por caminhos tortos, se estabelece os benefícios ou privilégios permanentes para alguns em detrimento da maioria que fica chupando o dedo e com a má fama.
Além do mais, o Sindicato finge não enxergar às distorções nas nomeações e o exercício incorreto dos comissionados, os mais protegidos do poder e os geradores de mágoas ou dúvidas no funcionalismo e na população.
Ou seja, e resumindo: não se trata do problema na sua origem, o próprio Sindicato e os servidores efetivos, os concursados, os que estão sendo avaliados, no fundo trabalham contra eles mesmos ao permitirem estas distorções ao permitirem prosperar esta cognição enviesada de quem lhes paga e precisa dos seus serviços. Ou não?
DESCONHECIMENTO
E para encerrar. Jeferson fez um vídeo oferecendo ajuda aos supostos servidores que estariam sendo perseguidos pela atual administração. Bela iniciativa. É um dos papeis primários do Sintraspug em defesa do próprio Sindicato e da categoria que representa, seja ela associada ou não. Contudo, na laive, Jeferson revelou desconhecer o mínimo do mínimo: não sabe quantos servidores efetivos há, quantos comissionados há, quantos em funções gratificadas há, não sabe quantos PADs estão ou estiveram em curso durante o governo Kleber. “Estou ainda tomando pé. Isso é com o jurídico”.
Não é com o jurídico, é com ele, presidente. E Jeferson só poderia ter gravado e divulgado aquele vídeo baseado em números, evidências de distorções e não apenas pelo clamor da campanha política ou da vingança que os servidores efetivos eventualmente querem dar contra o atual governo gasparense. A não ser que Jeferson esteja a serviço de algum candidato e não verdadeiramente da sua classe e que reclama estar desprotegida no ambiente de trabalho
É preciso olhar à quantidade de PDAs, compará-la, estabelecer distorções e ver exatamente quem está sendo atingido e como, por outro lado, casos assemelhados estão sendo eventualmente “esquecidos” ou perdoados. Ou seja, há dois pesos e duas medidas? É preciso então provar esta suposta odiosa discriminação, caso contrário, trata-se de palanque e narrativas.
A live que prometia, todos pisaram em ovos. Há alguma razão para isso?
O Sindicato precisa retomar o seu papel perante os sindicalizados e à sua classe, antes, todavia, ele precisa se inserir no século 21, inclusive para ser protagonista no antagonismo contra as crenças patronais e ou de governo, como é o caso.
E Sérgio Almeida precisa escolher qual cargo ele quer concorrer. Se for a prefeito, ele deve dizer à cidade desde logo, que ele não vai ser um sindicalista e o que vai dar para guilda a qual pertence, se eleito. Simples assim. Acorda, Gaspar!
Hipocrisia, incoerências e espertezas abundam entre os políticos. Elas se acentuam em tempos de campanha eleitoral e diante da falta de fiscalização – e punição – de quem deveria fiscalizar – e punir.
Foi aprovada por unanimidade na última sessão da Câmara de vereadores, um Projeto de Lei, o 33/2020, de autoria parlamentar. Em resumo, ele “autoriza as instituições privadas de educação infantil e assemelhados, excepcionalmente durante a pandemia da Covid-19, a atuarem com atividades de cunho recreativo, esportivo, cultural, entretenimento e hospedagem de curta duração”.
Muito bom!
Entretanto, nos procedimentos, nos discursos, todos os vereadores estavam pisando em ovos nessa matéria. E por que? Sabiam que estavam fazendo.
É uma reinvindicação antiga dos proprietários de creches e escolas infantis, todos argolados financeiramente. Já registrei aqui e deu até bafafá, porque a forma de conduzir esta solução semanas atrás, se deu de forma estranha e politicamente.
E tem mais. Se essas creches e escolas falirem, o município ficaria, em tese, mais argolado, na falta de vagas para esse tipo de público diante de uma política caolha que se pratica na área de Educação e Cultura há quase quatro ano, que ao lado da Saúde e da Assistência Social, são pontos frágeis da administração do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB.
Primeiro: quando os vereadores, os políticos ou o prefeito possuem interesse em determinadas matérias, ela voa na Câmara de Gaspar.
Não vou apenas relembrar os projetos que reajustaram os salários dos políticos e servidores que tramitaram este ano em todas as comissões e votados em seis dias; escreverei sobre este. Ele entrou no dia 25 de agosto; no dia primeiro de setembro estava aprovado no plenário. Teve membro da Comissão de Legislação, Justiça, Cidadania e Redação que reclamou que foi à reunião para debater o assunto e nada. Contudo, o PL veio da comissão como aprovado. Um silêncio só. Já a doação de dois meses de apenas 20% dos salários dos vereadores para as ações da Covid-19, também um projeto de origem parlamentar, está lá, paradinho cinco meses no Câmara e todos se fingindo de tontos. No mesmo tom, o silêncio de Kleber com o seu salarião de R$27.356,69 intacto.
Segundo: qual é mesmo a razão de um Projeto de Lei para reabrir as creches particulares ser apresentado por um vereador da base, que busca a reeleição, em pleno ambiente de campanha eleitoral? Hum! O prefeito não precisa desse PL. Ele possui essa prerrogativa na função dele para autorizar isso por canetaço.
Não foi isso que o prefeito Kleber fez quando liberou os campos de peladas para as patotas afrontando o decreto estadual, ou seja, a lei maior a qual deveria obedecê-la, com o silêncio da mídia regional e estadual que denunciava sob manchete atos semelhantes em outros municípios, do Ministério Público e da Polícia, essa ocupada nas blitzes de trânsito para fazer funcionar o pátio da Ackar?
Terceiro: este caso das creches é igualzinho o das patotas. Por que o prefeito Kleber não banca sozinho como fez no do futebol de patotas? Hipocrisia, apenas. A esperteza está em colocar à prova e expostos os vereadores da suposta oposição durante o debate e a votação da matéria no plenário presencial e virtual. Nada mais! E se Kleber levar pau do Ministério Público e da Justiça, como levaram Itajaí e Itapema em algo similar, por exemplo, a culpa não será somente do prefeito, mas dos vereadores também que o colocaram numa saia justa. Entenderam?
Quarto: o comitê de crise da Covid-19 de Gaspar liberou o caso das creches? Liberou sob protocolos. Excelente! Então por que as creches municipais também não reabrem no mesmo modo recreativo? Incoerência. Ah, mas aí não pode. O risco é muito grande, não se pode arriscar os professores, os cuidadores e outros servidores envolvidos na guarda das crianças. Além disso, elas podem ser vetores para pais, avós... Pode haver contaminação generalizada. Ladainhas diferentes. Cada coisa!
Para encerrar e está claro. Como se vê, o Brasil é feito de gente que trabalha, que perde emprego, que não tem onde levar os seus filhos quando procura emprego ou se esforça para não perder o que possui, o que teve o salário achatado, de gente que perde dinheiro com seus negócios fechados, ou em falência. E o resto, incluindo os políticos? Vivem dos nossos pesados impostos. E muitos deles, estão aí nas nossas portas pedindo votos para continuar tudo sob hipocrisias, incoerências e espertezas. E como dizia Tancredo de Almeida Neves: quando a esperteza é demais, ela come o dono. Acorda, Gaspar!
O ouro do tolo I. Quem se lembra do tema da campanha de Kleber Edson Wan Dall, MDB, em 2016? “Gaspar Te Quero Forte”. Pois é, agora é: “Gaspar Não Pode Parar”. Os da suposta oposição e os que estão nas redes sociais estão sendo muito criativos sobre esse tema em que não “se pode parar”. Até nisso, a “criativa” equipe de marketing de Kleber dá sopa para o azar.
Ouro de tolo II. Por enquanto, Kleber Edson Wan Dall, MDB, oficialmente só tem como adversários, os que se declaram partidários do nenhum deles, do não sei, do voto em branco ou até de anular esta possibilidade.
As convenções dos possíveis adversários de Kleber só acontecerão na semana que vem. E nos partidos conservadores, todos se achando a cocada preta da festa e numa aposta muito alta. Ninguém abre mão da cabeça. O único que ensaiou essa possibilidade foi o PL.
A Câmara de Gaspar está se reunindo em de forma mista: presencial e remota. Com toda a tecnologia à disposição e barata, o caro sistema da Câmara é um desastre para os vereadores e para os cidadãos, inclusive para se assisti-la. Esta é a diferença entre o ente público acostumado com os carimbos, assessores e papel e o privado viajando na inteligência artificial.
Um candidato a vereador da base de Kleber, já em campanha, disse-se e ressaltou que negaria se eu o identificasse. “Os eleitores estão fazendo cada pergunta? Perderam o medo”. Pois é avisado todos foram e não foi por este colunista que vem repetindo este mantra há dois anos, mas pelos resultados de três de outubro de 2018. A conta está aí. E em Gaspar tem nome e sobrenome, pois havia tempo suficiente para se corrigir os rumos da geringonça.
Aprovar Projetos de Lei inconstitucionais virou moda na Câmara de vereadores de Gaspar. Ou está falhando a assessoria técnica – seja para a presidência, as comissões e os vereadores - e ela precisa ser responsabilizada por isso, incluindo à substituição pela causa fundamentada que dá, ou então, ela está submissa ao erro dos que mandam na Câmara, ou estão falhando os vereadores, seja pela omissão, seja pelo evidente interesse na matéria em suas aprovações. E todos querem ainda querem a reeleição.
Não vai dar certo. Mais uma vez, o líder do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, um ex-petista, subiu na tribuna da Câmara para fazer mais uma prestação de contas do MDB para o PT e não para a cidade e os cidadãos.
Das duas uma: ou não o MDB entendeu que o adversário de Kleber não são as administrações petistas, mas ela própria, ou então não possui discurso para outros adversários e quando perceber isso, poderá ser tarde demais. Acorda, Gaspar!
O feriadão deste final de semana vai finalmente acabar com mitos da pandemia no Brasil. Estávamos em claro declínio de gente internada e morta pelo Covid-19. As aglomerações por quase todos e em todos os cantos – e quase sempre sem proteção facial - vai determinar explicações da ciência.
Se em dez dias não houver aumento dos casos de contaminação, internação e mortes pela doença, é que atingimos a imunização por rebanho. Se retomar o aumento estará estabelecida a irresponsabilidade, inclusive dos políticos que chamam os outros que se protegem de bundões.
Começaram os discursos de prestações de contas na Câmara de Gaspar. Propaganda e mentiras. Silvio Cleffi, PP, por exemplo, disse que quando presidente da Casa economizou na gestão.
Ele só não inchou a Câmara como queria naquela época, porque esta coluna denunciou os seus planos e o governistas, por vingança, pela ousada debandada temporária dele, caíram de pau em cima dele e ele não teve outra alternativa a não ser recuar das suas ideias.
No discurso de agora, quem o acusava de inchamento, mas com a volta de Silvio ao seio do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, ficou num providencial silêncio. Quem o tratava de traidor, quem o boicotava, agora o chama de doutor, o nosso médico, o nosso especialista.... Cada coisa! Acorda, Gaspar!
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