14/08/2021
O blog www.olhandoamare.com.br, líder em acessos, desnudou à jogada arriscada do prefeito Kleber Edson Wan Dall, em ser candidato a deputado estadual, não exatamente pelo seu MDB, mas pelo PSD do vice Marcelo de Souza Brick e do guru de irmandade religiosa de Kleber, o deputado estadual por Blumenau, Ismael dos Santos. Ismael quer ir a Federal. Depois do que relatei, uns saíram na rabeira me repetindo. Já os que não possuem independência porque dependem das migalhas dos políticos no poder, publicaram a versão oficial do: meia volta vou ver. O estrago foi grande naquilo que se trama entre poucos e se desconfia entre muitos. Para encurtar: agora tudo será decidido só em abril. Será? Ou apenas se está tampando o sol com a peneira?
E por quê? É que está instalada a sinuca de bico. Primeiro essa do prefeito Kleber tentar ser candidato a deputado estadual não é coisa nova. É muito natural que ele - sua mulher, família e novos amigos - até queira isso. Quando o MDB e Kleber anularam o rival Marcelo com chances a prefeito no ano passado, cobrado, Marcelo para os seus, jurou que tinha feito uma troca: a de que seria prefeito por dois anos. Kleber renunciaria para ser candidato a deputado e daria apoio à reeleição de Marcelo. Hum! Acho que não há mentirosos e traidores nesta história, mas se há.... Segundo está claro, que para ser candidato a deputado estadual, o eleitorado emedebista e da coligação no poder em Gaspar é insuficiente para Kleber. E até mesmo o da região, onde Kleber não se destaca, a não ser o de ter o maior salário de prefeito. Então, Kleber precisa dos evangélicos para estadualizar o seu nome via pastores, púlpitos e congregações. E à fidelidade a Ismael dos Santos é algo muito necessário, como a água e a vida. E o PSD também.
Ocorre que nem o MDB de Gaspar, nem o próprio Kleber estão certos do que querem. Há um plano de poder que uns falam de 20 e outros, de 30 anos. E Marcelo - o que levou Kleber a Florianópolis para conhecer o ex-patrão, o deputado Júlio Garcia, antes dele perder a condição de articulador mor do PSD catarinense - claramente não é parte deste jogo de 30 anos de poder. Sempre será uma peça a ser anulada. Basta ver o que ele deixou Kleber fazer com a secretaria de Educação, a que meteu numa polêmica desgastante para o partido, a coligação e o governo. Para agravar, sabe-se que nem o próprio MDB de Gaspar que já era um peixe fora da água na articulação estadual, está desconfiado de que não mais possui Kleber sob o seu controle como queria tê-lo.
O discurso maroto, mas intencional, e que lançou Kleber candidato a deputado naquele comício da inauguração do trechinho dois do Anel de Contorno, o qual nasceu pela metade contra o futuro da cidade, teve um propósito: o de guardar a vaga. Ou seja, o de inibir candidatos gasparenses para voltarem a serem rivais ao grupo de poder instalado na prefeitura de Gaspar. Três se articulam neste sentido: o ex-prefeito Pedro Celso Zuchi e João Pedro Sansão, pelo PT, bem como o engenheiro e professor universitário, Rodrigo Boeing Althoff, se ele conseguir sair do PL. Para esses candidatos são ensaios e demarcação de territórios para as eleições de 2024. Nada mais. Já a candidatura de Kleber é a única saída de sobrevivência política dele. O núcleo familiar e religioso de Kleber não enxerga muita viabilidade para ele ser bem sucedido nisto no MDB. Entenderam?
Por outro lado, Kleber candidato a deputado pelo MDB também vai frustrar o seu próprio time instalado no poder e que faz planos de décadas de usufruto. É que o MDB de Gaspar dividiu a cidade. Sempre sempre fez. O PP também. É para puxar votos aos paraquedistas, ou os que rotulou como representantes de Gaspar na Assembleia e na Câmara Federal. Com Kleber candidato no MDB esta prática longeva, além da perda econômica para esses cabos eleitorais, todos ficarão dai em diante e mais do que nunca na “kleberdependência”. Por isso, depois do ensaio naquele comício disfarçado de inauguração, recuou-se e abril entrou na parada. É quando exatamente se encerram os prazos de desincompatibilização para o candidato Kleber. Até lá, fica valendo a guarda da vaga para que ninguém a ocupe. Mas, que Kleber continua mais perto do PSD do que do MDB para ser candidato a deputado, ah isso é mais do que evidente. Acorda, Gaspar!
Os deputados aprovaram e promulgaram - porque a vice-governadora em exercício Daniela Cristina Reinehr, sem partido, vetou - uma lei que destina R$200 milhões para terminar os trechos um e dois da duplicação da BR 470, entre Navegantes e à divisa de Blumenau, alí no Belchior Baixo, em Gaspar.
São os pesados impostos dos catarinenses. Eles foram rubricados para a obra Federal que o governo de Jair Messias Bolsonaro, sem partido, cortou parcialmente no Orçamento do Ministério.
E o que parecia ser uma solução ideal, sensata e óbvia, virou um cabo de guerra para atingir, mais uma vez, o governador Carlos Moisés da Silva, sem partido. Gente doida!
E o senador Jorginho Mello, PL, dono do DNIT catarinense, não teve nenhuma sutileza em comandar esta guerra contra Moisés, na ânsia de arrumar defeitos só para sucedê-lo nas disputas do ano que vem.
Ocorre que Jorginho ao ser um garoto de recados das maldades do Palácio do Planalto está batendo contra a mais sofrida e desenvolvida região de Santa Catarina, o Vale do Itajaí. Incrível!
No meu blog www.olhandoamare.com.br quando abordei este assunto nesta semana, apareceu na área de comentários o ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt, sem partido, mas nascido e corrido do MDB.
Ele sugeriu que se pegasse esses R$200 milhões destinados ao Vale e se construísse três pontes para a BR 470: uma no Bela Vista, em Gaspar; uma no Sesi, em Blumenau; e outra na divisa de Ilhota e Itajaí.
Mais. Para Adilson, com a sobra dessa dinheirama toda que os políticos desalmados usam contra os cidadãos catarinenses, se fizesse ainda uma Rodovia para escoar a produção em direção aos portos de Navegantes e Itajaí.
Particularmente ser o cobertor curto para o sonho mesmo com essa montanha de dinheiro. Mas, no caso das pontes, é essencial agir. A mobilidade regional do futuro agradece os governantes do presente.
Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).