03/03/2009
Gaspar I
O governador Luís Henrique da Silveira, PMDB, veio sábado a Gaspar. Participou no Espaço Bunge Natureza do almoço pró-reconstrução e reabertura do moderno e exemplar novo Hospital de Gaspar. Ele chegou um pouco tarde e aos que estavam lá, sobraram lições e recados. Como o prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, tinha dado a senha no seu discurso de um trabalho sem fronteiras político partidária, Luís aproveitou o mote e uniu. Eloquente e consistente uniu em favor de todos, de uma comunidade e não de um partido ou de alguns. Luís Henrique e Zuchi falaram e agiram como estadistas.
Gaspar II
O governador deixou claro no discurso que campanha política é uma coisa. "Devemos patrocinar e sustentar as nossas idéias, pessoas e candidatos. Terminada a eleição, enrolam-se e se guardam no sótão as bandeiras dos partidos, dos vencedores e derrotados; sufocam-se as mágoas. Devemos nos unir em favor das pessoas e da comunidade. Foi para servir as pessoas que elas nos elegeram", acentuou Luís Henrique. Antes ele tinha cumprimentado pessoalmente cada um dos presentes. No discurso uniu e levantou as mãos do prefeito de Zuchi como o simbolismo político do que falava.
Gaspar III
Com o gesto, o governador no mínimo deu três recados: que o seu afastamento de Gaspar teve uma origem inconciliável, o ex-correligionário e prefeito, Adilson Luís Schmitt, hoje no PSB; que no que depender dele e do prefeito Zuchi o canal e o diálogo estarão sempre disponíveis; que o hospital é uma prioridade para ele, o município e principalmente a região.
Gaspar IV
"O novo hospital é uma necessidade dos gasparenses, é algo desejado por lideranças motivadas para tê-lo como necessário e comunitário", ressaltou Luís Henrique. "Não é apenas um desejo de um prefeito ou do governador ", sublinhou para valorizar a importância do movimento que sob pressão, questionamentos e até descrédito, levou a idéia adiante e vem tornando-a vencedora. O governo do Estado já investiu R$750 mil; aprovou outros R$1,5 milhão, dos quais R$500 mil já liberados para as obras. Na sexta-feira, na reunião da Secretaria de Desenvolvimento Regional, em Blumenau, foi aprovada mais uma verba de quase R$ 5 milhões a ser utilizada para a compra de equipamentos hospitalares e móveis. Veja a notícia postada na sexta-feira no meu blog, www.cruzeirodovale.com.br, clique em blogs e em seguida, "olhando a maré, sob o título "Mais verbas para o Hospital".
Gaspar V
A prefeitura repassou no ano passado R$525 mil e o ex-prefeito Adilson deixou e a Câmara aprovou, a Lei que determina o repasse mínimo de R$130 mil por mês para as obras ou o hospital aberto para atendimento à comunidade. A parcela de janeiro foi liberada e já se prestou contas do uso do dinheiro. A parcela de fevereiro, até o fechamento da coluna neste dois de março, ainda não tinha sido depositada. No discurso, o prefeito Zuchi disse que a sua intenção, como prometeu na campanha, seria o de repassar até R$200 mil por mês, mas que não fez isso ainda porque não conseguiu olhar todos os números do balanço do município deixado pela administração passada. Será? Fazer discurso em palanque eleitoral é mais fácil. E o hospital foi a geni. E agora...
Destoando I
O presidente da Câmara de Gaspar, José Hilário Melato, PP, de forma involuntária, porque o "cerimonial" e a composição da roda de autoridades para os discursos foram feitas informal e rapidamente, acabou "esquecido". Ele também não foi citado em todos os discursos. Melato se sentiu discriminado, ofendido, excluído e foi embora. E antes avisou para se espalhar a notícia como se vítima fosse de uma ação proposital, do PMDB. Ele se acha uma autoridade e como tal queria ser vista. Melato até está certo. Houve uma falha.
Destoando II
Entretanto, primeiro ele precisa reconhecer a informalidade do ato; segundo, considerar a possibilidade do erro, da falha e deixar de ver fantasmas; terceiro, ele precisa de uma assessoria para não deixá-lo nesta situação e ajudá-lo a corrigir os eventuais equívocos contra ele; quarto, ele precisa de amigos que o salvem deste tipo de situação (pô, ninguém deu um toque?); quinto, bom cabrito não berra; sexto, Melato precisa ser notado como foram os outros da roda e por último, ele precisava ter ficado para ouvir atentamente as lições nos discursos do governador e do prefeito. Perdeu a oportunidade. Ficar dodói, não vai adiantar de nada. É coisa de político antigo que só quer status. Acorda Gaspar.
Audiência
A causa do hospital trouxe o PMDB em peso para o almoço. Além do governador, estavam o secretário Regional, Paulo França (de aniversário); o vice-prefeito de Blumenau, Rufinus Seibt; a ex-candidata a prefeita, Ivete Hammes; o presidente do diretório de Gaspar, Walter Morello. Passou por lá ainda o deputado Jean Kuhlmann, DEM. Outro que interferiu decisivamente na promoção foi o deputado Giancarlo Tomelin, do PSDB. O prestígio do almoço e da causa foi para outro peemedebista, ex-vereador e ex-presidente da Câmara, líder comunitário e presidente do conselho do Hospital, Celso Oliveira.
Eleição
No evento de sábado, houve quem comemorasse uma eleição histórica: foi Aglaê Oliveira. A gasparense presidente da Rede Feminina Contra o Câncer de Blumenau, é agora presidente da entidade no âmbito estadual. Alguém a sugeriu dar a fórmula para o marido, Celso, recém derrotado à reeleição para vereador. Ela foi enfática: o ex-prefeito e o hospital o derrotaram. Aglaê não fez campanha. Foi eleita por aclamação. Assim é mais fácil do que pedir votos do povo.
Ausências
Continua intrigante a ausência recorrente dos médicos nos eventos do novo Hospital. Sentida, também foi a ausência de um representante da diretoria da Bunge, a maior incentivadora e investidora das doações privadas. Ausente continua o governo Federal em verbas e ações concretas para com o hospital. Só promessas de campanha. Ausentes estavam os representantes do governo de Adilson Schmitt, críticos ferrenhos do atual governo. Preocupante é o silêncio da ACIG e seu presidente, Samir Buhatem, que deram origem ao movimento que fechou hospital moribundo, usado politicamente e vai reabri-lo moderno, possivelmente sustentável e livre das interferências político partidárias. Acorda Gaspar.
Chororô I
De um pepista antigo, de carteirinha e fã de Esperidião Amin no encontro de sábado no Bunge Natureza: será que a nossa candidata a governador vai ser a senadora Ideli Salvati, PT? Respondo com outra pergunta. Por que tanta apreensão? Em Gaspar o PP já não está com PT na dobradinha que faz na Câmara? E tem mais: PT, PP e PMDB tem tudo para estarem juntos, como se ensaia no plano nacional, se não houver a pretendida tríplice aliança PSDB, DEM e PMDB. Aliás, em Gaspar, o PSDB já está em aliança branca com o PT. Essas alianças são boas quando feitas para a cidade, o cidadão e a cidadã. Todavia, o que se vê na prática, alianças para a delícia de alguns e o uso do poder. Acorda Gaspar
Chororô II
Os petistas quando estão na oposição usam, municiam, aplaudem e defendem a imprensa, jornalistas e colunistas com suas denúncias. Os qualificam de livres. Quando eles são situação, os petistas ficam inconformados com a crítica, com a denúncia fundamentada, com o esclarecimento e a chamada imprensa livre. Estão mais perto de uma ditadura de direita do que a pluralidade de uma sociedade socialista que defendem. Torcem até para que ninguém leia o "Diário Oficial" deles próprios, publicado escondido na internet. Excelentes fiscais, não gostam de fiscalização. Por que tanto medo e dodói? Ai tem. Acorda Gaspar.
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