por Herculano Domício - Jornal Cruzeiro do Vale

por Herculano Domício

05/05/2009

EXEMPLO

A semana que passou foi reveladora. E para o que escrevo e comparo, invoco o testemunho dos gasparenses que foram segunda-feira, dia 27, à posse de Ronaldo Baumgarten Júnior na presidência da Acib - Associação Comercial e Industrial de Blumenau. Bem como à despedida de Ricardo Stodieck. Não pelo prestígio de dois senadores, do governador, três deputados federais, quatro estaduais, prefeito, vereadores e outras 600 pessoas e autoridades, além da mensagem do presidente da República. Invoco para como a Acib foi agente de solução apartidária a Blumenau e à região, e como a nossa Acig foi a única citada no evento na luta como agente de soluções comuns. A luta pela Ponte do Vale e o Anel de Contorno é uma luta de todos. É uma questão de sobrevivência econômica, desenvolvimento, sustentabilidade do futuro e vital à nossa qualidade de vida.

METROPOLITANA

Quem transforma estas lutas em algo político ou partidário é egoísta, pequeno e realmente não quer a solução. Apenas palanque. A Acib como um ente apartidário, foi o fiel que gerenciou soluções para a cidade e à região nos âmbitos federal, estadual e municipal. A Acib, não pensa apenas em Blumenau, mas na região metropolitana. A Acig e o seu presidente, Samir Buhatem, orientados, também pensam e agem assim. Sozinha, Gaspar não terá as soluções que precisa e reivindica. Acorda Gaspar.

PEQUENOS

Entretanto, não é com essa grandeza que pensa e age a administração de Pedro Celso Zuchi, Mariluci e o PT, em Gaspar. No lançamento da "pedra fundamental" do Cefet, uma mesa cheia de "autoridades" companheira, platéia plantada e discursos políticos brincando com algo sério: a educação. Esquecidos, nem convidados foram, os que lutaram por tal escola: a Acib, a Acig e os presidentes Stodieck e Buhatem. Só falta a senadora Ideli, que participou do evento, ter aprovado esta pequenez.

BELCHIOR ACORDADO

Charles Schmitz, líder comunitário, empresário do Belchior, diretor da Acig foi o melhor tom da audiência pública para analisar o que está sendo feito por Gaspar para reconstruí-la naquilo que se foi com a catástrofe ambiental de Novembro. Desconfiado do bla, blá, blá, das fugas de responsabilidade do palanque político e da insistência de que o "dinheiro do governo Lula" está vindo e indo para lá e prá cá, ele tascou essa. "Esse dinheiro é nosso, é do nosso trabalho, é dos nossos impostos. Chega. Esse dinheiro não é do Lula". Foi aplaudido. Os políticos arregalaram os olhos. Acorda Gaspar.

 

 

APARELHAMENTO

Aldo Avosani diz por ai que já conseguiu emplacar três camaradas do Partido Comunista do Brasil, PC do B, na administração de Pedro Celso Zuchi e Mariluci Deschamps Rosa, PT. Heriberto Kunz, na diretoria de Habitação; Érica Jussara Monteiro Marques, na diretoria pedagógica da Fundação de Esportes; e José Norberto Schneider, na diretoria do Departamento de Pessoal. Aos poucos, tudo como antes.

INVADIDO

O Município já bateu o martelo pelo terreno de 82 mil metros quadrados ali no pé do Belchior Baixo para a construção de casas populares. Ele pertencia à antiga Sulfabril. Vai-se pagar por ele R$1,5 milhão. De troco, duas famílias invasoras que já estão no terreno. Começou bem o negócio. Os outros dois terrenos serão comprados no Macucos e no Barracão com os R$ 800 mil disponíveis.

BLOG

Muitas outras informações, comentários, novidades, atualização ou detalhes das notas publicadas nesta coluna impressa você pode encontrar no blog "Olhando a Maré". Ele supre a restrição natural do espaço da coluna no jornal e a sua frequência semanal. Lá também você pode deixar o seu comentário para ser moderado. Junte aos mais de mil acessos diferentes por mês, segundo a ferramenta de contagem do blog. Acesse-o digitando www.olhandoamare.wordpress.com e coloque-o em seus favoritos.

MORTO FALA?

Pode não falar, mas pode incomodar. Um suicídio recente deixou alguns políticos locais com as barbas de molho. O ato teria tido motivação. O suicida teria deixado uma carta. Nela, ele explicaria a razão pela qual se suicidou. Virou caso de polícia. Silêncio. O pessoal do abafa já se articula. "O cara não batia bem, tanto que se matou", alega-se. Querem evitar o escândalo político e o trâmite judicial. Afinal, morto não fala. Já falou, aliás. E teria escrito o porquê do que falou. Ai tem.

AFETADOS

Entenda o desabafo do Charles. Como empresário moveleiro, foi afetado duplamente: a crise de crédito que limitou as suas exportações e a catástrofe em si. Como líder, viu a sua região ser duramente castigada e com pouca ou tardia ação do poder público para mitigar os estragos. Como empresário, é acostumado a soluções e não as enrolações. Charles e o Belchior conhecem o poder da união da comunidade contra os políticos quando este tipo de situação se estabelece contra eles. Acordem políticos. Lá tem o tal "Belchior Unido".

Comentários

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.