por Herculano Domício - Jornal Cruzeiro do Vale

por Herculano Domício

21/07/2009

MURO DA VERGONHA
Ah! Agora o presidente da Associação de Moradores do Bairro Sete, Vitório Marquetti, diz que também vai entrar com uma Ação na Justiça para derrubar o muro construído na Rua Cecília Joanna Schneider Krauss? Justamente quando alguém, bem ou mal, já se mexeu? Diz que está fazendo um abaixo assinado com os moradores. Mas, para que se questão é legal? É o acordo feito pelo procurador do Município Mário Mesquita, em nome da atual Administração no âmbito do tal Interdito Proibitório que deve ser contestado, além do vício de origem que nasceu numa fraude na Câmara quando da troca de nome da rua. Para o juízo é preciso lei, fatos e não abaixo assinado. Alguns vereadores também se disseram "indignados" e estavam "dispostos" fazer valer a lei. O ex-procurador do município, Aurélio Marcos de Souza fez o mesmo anúncio. Todos se calaram ou eles estavam deixando o assunto "esfriar"? Ninguém quer mexer em abelheiro de gente poderosa e estragar acordos de campanha.  E quando alguém faz, vêm os reparos. Acorda Gaspar.

BUROCRACIA E POLÍTICOS
Os recursos federais (R$3,5 milhões, o que não são poucos)repassados há 24 dias ( é isso mesmo) pelo governo do estado para o novo Hospital de Gaspar continuam parados nos cofres da prefeitura. Os "pais" da verba falam em urgência. Urgência? A liberação depende dos políticos locais. Será que haverá uma solenidade com fotos, discursos, faixas e imprensa para comemorar tal feito? Acorda Gaspar.


PARTICIPATIVO I
Antes de qualquer coisa devo dizer que sou favorável ao tal Orçamento Participativo. A ideia é muito boa, democrática, contém o princípio da transparência e da participação popular. Repito a idéia é muito boa. Os políticos, entretanto, tornaram esse instrumento de participação do cidadão e da cidadã nas prioridades comunitárias uma enganação, uma arma de propaganda e uma ação política partidária rasteira, com viés de exclusão. Por isso, ele está desacreditado aqui em Gaspar e mesmo no governo do Estado que tem um sistema similar com abrigo na Assembleia e chamado de Orçamento Regionalizado. Basta, nos dois, ver a participação e a representatividade nas reuniões. O cidadão e a cidadã não são bobos como muitos políticos pensam. E já perceberam a jogada.

PARTICIPATIVO II
Em Gaspar tem vereador papagaio que tenta convencer líder comunitário e jornalista que há R$12 milhões para o Orçamento. Se há, por que o Orçamento Participativo reservou R$36,68 de investimento por habitante? Multiplicado por 54.687almas (que eles contaram), isso daria algo em torno dos R$2 milhões por ano. Se há tanto dinheiro assim (R$12 milhões), como explicar que o mínimo por região será só de R$ 100 mil (o município foi dividido em 13 regiões)? Acorda Gaspar.

PARTICIPATIVO III
Realmente  R$ 12,5 milhões  estão no orçamento do Município para a secretaria de Obras (o orçamento de Gaspar é de R$85,6 milhões). É verdade (é só consultar a Lei 3066/2008). Todavia, é ai que começa a enrolação aos que não conhecem contas, orçamento e contabilidade pública. Este dinheiro (R$12,5 milhões como quer o vereador) não é todo para as obras. Só a folha de pagamento da secretaria consome a metade. É fato. E desafio alguém que conteste esta informação. E outra grande parte do que sobra vai para manutenção dos equipamentos, combustível, a operacionalidade do Ditran, Bombeiros, parte da Polícia Militar isto sem falar no patrolamento das estradas e manutenção do patrimônio público e até o pagamento das desapropriações. Então o que fica para o investimento? Uma merreca. E para o Orçamento Participativo? Menos ainda. Acorda Gaspar.

PARTICIPATIVO IV
Em campanha vale tudo. Menos seriedade. Além de tudo o que o editor Gilberto Schmitt relatou na sua última coluna "Chumbo" sobre as dúvidas do Orçamento Participativo, está mais uma vez claro a jogada para o enfraquecimento das associações de moradores e que ainda não foram aparelhadas pelo PT de Gaspar. A cada dez pessoas presentes ou plantadas pela nova ordem do poder na reunião do Orçamento, uma será escolhida como delegada da região para dividir, tumultuar ou anular a representatividade da Associação ou do presidente da Associação. Para quem muda o nome de um bairro importante de Gaspar como o Bela Vista e até manda trabalhar em Blumenau quem nomeou para coordenar e dar suporte as Associações de bairro, está tudo dentro da cartilha. Uma cartilha que já conduziu  esse pessoal à derrota há cinco anos. Acorda Gaspar.

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