por Herculano Domício - Jornal Cruzeiro do Vale

por Herculano Domício

28/07/2009

ZUCHI NA JUSTIÇA
Esta ninguém deu ainda. Mas, na semana passada o advogado Aurélio Marcos de Souza  entrou com uma Ação Popular no Fórum de Gaspar. Os réus são o funcionário comissionado João David de Borba, o Município de Gaspar e o prefeito Pedro Celso Zuchi, PT.  É que no dia 23 de janeiro (decreto 3.254) Zuchi nomeou João  diretor do Núcleo da Associação dos Moradores de Bairros de Gaspar. No dia 26 de janeiro, a portaria 1757 colocou João à disposição da União (Ministério Público do Trabalho), em Blumenau. A mesma denúncia foi feita na sexta-feira ao Tribunal de Contas do Estado contra Zuchi.

O QUE HÁ DE ERRADO?
O Tribunal de Contas, julgados e a lei impedem que servidores nomeados em cargos comissionados, como é o caso do João, sejam cedidos nesta condição a outros órgãos públicos. Trata-se também de uma imoralidade. Nomeia-se aqui, paga-se aqui com dinheiro dos gasparenses para ajudar as associações e mandam o servidor trabalhar em Blumenau, deixando as associações chupando no dedo. Seria permitido se ele fosse apenas e só efetivo. Os leitores desta coluna já sabiam deste caso desde março. Como a Prefeitura resolveu bancá-lo e ninguém se interessou pela denúncia, o ex-procurador do município Aurélio Marcos foi agora à Justiça pedir o pronunciamento dela sobre este caso. Acorda Gaspar.

DEBOCHE I
Prometi eu mesmo  que iria esquecer este assunto e os personagens. Mas, fui provocado. Só no dia quatro de agosto, terça-feira da semana que vem, é que a Câmara de Vereadores vai votar  em segunda votação e possivelmente aprovar, a liberação dos R$3,5 milhões para a compra de móveis e equipamentos para o novo Hospital de Gaspar. Até lá, os vereadores estarão em férias e o Hospital esmolando. O governador Luís Henrique da Silveira e o secretário Dado Cheren trouxeram esse dinheiro no dia 27 de junho. Repito: junho. Quando liberado, se liberado, terão passados mais de 40 dias que essa dinheirama toda ficou dormindo nos cofres da prefeitura. E o Hospital desesperado precisando dela. Acorda Gaspar.

DEBOCHE II
O presidente da Câmara, José Hilário Melato, PP, apressou-se em se explicar via imprensa. Disse que conversou com o gestor financeiro (quem?), Sérgio da Costa e que ele teria dito que não precisava do dinheiro antes do dia 15 de agosto. Não entendi. Então eu mesmo fui atrás do atual gestor da reconstrução. E ele me escreveu que jamais disse isso nas duas vezes que foi pedir e mendigar ao Melato e ao secretário de Saúde Francisco Hostins Júnior pela urgência na liberação desta verba. Acorda Gaspar.

DEBOCHE III
Olha o que me afirmou o Sérgio da Costa: "Não vou entrar nesta, pois não faz sentido e não estou aqui para isto. Já tenho muitos problemas para resolver no Hospital. Deixo claro que o Melato nunca me procurou para falar sobre o assunto, e sim eu é que liguei para ele duas vezes pedindo para definir a votação o mais cedo possível, e fiz isto também com o Júnior, na semana seguinte a vinda do governador. Depois disto nunca mais falamos, inclusive ele esteve no Hospital e eu não estava lá". Conheço os dois há anos. Aposto todas as minhas fichas no Sérgio. Ele não é político. É gestor, prático e pragmático. Vive de resultados. Não precisa mentir. Acorda Melato.

DEBOCHE IV
Não é de hoje que o presidente da Câmara está brincando com coisa séria. Contratou uma assessoria de imprensa para ele aparecer e para isso precisa inventar. É candidato a deputado estadual. Foi lá Hospital tirar foto na frente dele para aparecer de bonzinho. Mas, por detrás, não trabalha para liberar as verbas. Vai ao Hospital e não fala com o gestor, ninguém da diretoria, do Conselho e diz saber quais as necessidades do Hospital? Eu heim. Enrolação para os eleitores dele e desinformados. Começou mal. Outros deputados fizeram o contrário. Foram atrás das verbas que ele está retendo nos cofres da Prefeitura. Como um político assim pode pedir por Gaspar? Se como vereador complica, como deputado sai debaixo.  Acorda Gaspar.

PAGAMENTOS
A empresa Compasso (um poço de dúvidas e mistérios) tentou aplicar uma prova em concurso público em Gaspar na área da Saúde. Deu rolo. O ministério Público mandou suspendê-lo. Os envelopes das provas teriam chegado aqui já abertos.  O que se estranha é que o concurso mesmo não sendo  aplicado e sob investigação, o Município continua pagando por algo que não foi feito e por estar mal explicado. Em maio a prefeitura pagou R$10 mil à Compasso. Na sexta-feira, dia 24, outra parcela. Acorda Gaspar.

Comentários

Antonio Carlos Pereira
28/07/2009 20:58
Deboche
meu caro Herculano, deboche mesmo é esperar na fila do Banco Besc agora banco do Brasil,palanque eleitoral do Sr Luiz Henrique da Silveira, malfadado banco dos catarinenses, ignorantes e besta como eu, que é surrupiado todos os dias, taxas daqui, taxas dali, descontos por serviços não contratados, taxas para usar seu proprio dinheiro, ridiculo, parece que sumiram os advogados dessa cidade, ninguem faz nada, contra estes agiotas enrolados na bandeira do Brasil.
Antonio Carlos Pereira

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