Precisou-se de uma pandemia para Kleber perceber que deixou de fazer a principal obra aos cidadãos: saúde - Jornal Cruzeiro do Vale

Precisou-se de uma pandemia para Kleber perceber que deixou de fazer a principal obra aos cidadãos: saúde

02/04/2020

E não foi por falta de dinheiro que colocou a cântaros no hospital

O Hospital de Gaspar, desacreditado e há anos sob intervenção municipal, mostrou-se despreparado na hora mais crucial para a comunidade e ajudá-la a superar a Covid-19

 

A saúde de Gaspar na UTI I

“Quando a esperteza é demais, ela come o dono”, repetia o político mineiro, ex-primeiro ministro do Brasil [sim, olhem a história], um dos fundadores do MDB e presidente eleito indiretamente e nunca empossado, Tancredo de Almeida Neves (1910/85). Bastou uma pandemia – nunca prevista no mundo do faz de conta dos políticos - para mostrar que a Saúde Pública e o Hospital de Gaspar não só não possuem uma UTI, mas são eles que estão na UTI. E ao invés de assumirem as suas irresponsabilidades nas escolhas das prioridades que fizeram nos mais de três anos de governo, os políticos à beira de prestarem contas disso nas urnas – e por isso torcem por uma virada de mesa e adiamento para 2022 -, estão orando por milagres. Em Gaspar, esta situação à nu tem nome e sobrenome: governo de Kleber Edson Wan Dall e a coligação que lhe apoia MDB, PP, PDT, PSDB e PSC.

A saúde de Gaspar na UTI II

Não vou repisar naquilo que já escrevi várias vezes aqui e que a cidade inteira está careca de saber. Ou não é isso que nos diz os quatro secretários de Saúde em apenas três anos de governo Kleber, ou no mesmo período, as cinco gestões no Hospital, cujo dono ninguém sabe quem é, sob intervenção marota da prefeitura inventada pelo petista Pedro Celso Zuchi? O Hospital é um poço sem fundo comendo, sem o devido retorno, por anos afio, milhões de R$ do bom e escassos e pesados impostos dos gasparenses. Prestação de contas? Pouco! Esta montoeira de “administradores” é uma verdadeira conspiração contra qualquer planejamento, gestão e resultado para a sociedade. Também não vou escrever à falta de atendimento na assistência básica nos postinhos. Vou lhes contar, que sem agenda, num estalo para transferir o foco das cobranças, incentivado pelos “çabios” e marqueteiros de campanha, e diante da desgraça iminente, Kleber anunciou na segunda-feira nas redes sociais que iria a Florianópolis. Fazer o que? Pedir dinheiro para a Saúde e uma UTI de cinco leitos – quando o mínimo recomendado é dez. Manobra. Só para se tornar vítima e passar a conta da sua inércia com a cidade e os cidadãos na Saúde para o governador Carlos Moisés da Silva, PSL. Nem agendamento tinha.

A saúde de Gaspar na UTI III

Exagero mais uma vez nesse tema? Apenas a um exemplo sobre ele. A cria política e irmão de templo evangélico, o médico cardiologista, funcionário público municipal e vereador Silvio Cleffi, PSC, é dono de dois Projetos de Lei para dar em doação parte dos descontos do IPTU deste ano e outros daqui em diante. É para formar um fundo. É para montar a UTI no Hospital de Gaspar. Então só porque a ideia não veio dos “çabios” que rodeiam o prefeito e ele, movido pela vingança política, por Silvio ter se desgarrado no cabresto político do governo de plantão – agora os dois dizem terem feitos as “pazes” –, esses projetos foram bombardeados e o dinheiro, prioritariamente neste fundo, está destinado ao Pronto Atendimento. Ou seja, naquilo que devia ter sido melhorado pelo próprio Kleber, como interventor, na dinheirama que colocou lá. E só no caso de “sobrar” recursos da melhoria do PA é que se vai estudar à criação da UTI. Ou seja: enrolação contra os doentes, vulneráveis e agora os da Covid-19.

A saúde de Gaspar na UTI IV

Quer saber o tamanho do desprezo deste tema de Kleber e os seus até aqui? Os projetos emendados de Silvio foram aprovados. O governo não estimulou os gasparenses à doação naquilo que se descontou no pagamento antecipado do IPTU. Nenhuma campanha. Nem aquelas entrevistas sem perguntas. Nem para o seu o PS ou a UTI do dr. Silvio, sabendo que ambos beneficiariam doentes. Nem o carnê do IPTU lembrou ou facilitou à doação. E passadas duas semanas, num ambiente digitalizado e de apuração em tempo real, nada se sabe do que foi arrecadado. Transparência de Kleber naquilo que é público, mais uma vez, zero. Um desrespeito com os pagadores de pesados impostos. Estimava-se ser possível arrecadar a cada ano de R$400 a 500 mil. Informalmente, deixa-se espaço para dúvidas e contra o próprio governo. Especula-se que se conseguiu menos de R$50 mil. Nem o autor da ideia teve acesso à informação. Então é falsa e são lágrimas de crocodilos, a reclamação de Kleber ao público para o governador dar uma UTI ao Hospital de Gaspar. Ela não “nasce” do dia para a noite. Se Blumenau, Brusque e Itajaí não deram conta dos doentes graves por Covid-19 de Gaspar, os políticos daqui vão lavar as mãos?

A saúde de Gaspar na UTI V

Se o prefeito preenche cargos técnicos com políticos e curiosos pensando em votos, empregos públicos para cabos e reeleição – e o prefeito de fato Carlos Roberto Pereira – interina e acumulativamente voltou para a Saúde -, se ele se lança à cotidiana vingança, por outro lado não se pode culpar Kleber de não ter injetado dinheiro na Saúde daqui. Foi a cântaros e acima do orçado. Curiosamente, o Hospital, livre de fiscalização e cheio de reclamações, sem UTI, com uma retaguarda de PA comprometida, foi o destino da maior parte desse excesso. Se houve dinheiro e o resultado é ruim, houve desperdício. Como registrei na coluna deste 23 de janeiro, em 2019 a Saúde de Gaspar consumiu R$57,5 milhões contra um orçado de R$43,4 milhões sugados dos R$256,8 milhões do Orçamento Anual. Este ano, a rubrica da Saúde já prevê de cara quase R$52 milhões de R$296 milhões. Alguém tem dúvida que a rubrica será maior do que a prevista num ano eleitoral, mesmo com a arrecadação comprometida pela Covid-19? Faltam prioridade, profissionalismo, competência e transparência. Sobram erros, dúvidas, vinganças e espertezas. Acorda, Gaspar!

TRAPICHE

O desespero toma conta dos empresários de Gaspar e Ilhota. Acig, CDL, Ampe e Sindilojas não têm mais a quem recorrer. As contas e impostos estão por vencer e esse há como esticar, mas a parte da informalidade é o problemão. Clientes escassos, inseguros e descapitalizados. O crédito comprometido. Fluxo de caixa inexistente.

Resumo: quase todos parados e sem perspectivas. Produzir é outra temeridade: vai se ficar com o estoque de produtos e outros micos na mão; prejuízos. Estamos em uma guerra. Todos ficarão mais pobres. Esta é a realidade sem meias palavras.

É a hora dos verdadeiros geradores de impostos – trabalhadores, desempregados, empresários, investidores, empreendedores - e que sustentam os políticos e os governos se unirem. Devem exigirem à redução da máquina pública cara, empregatícia, sacana e ineficiente que trabalha contra eles e seus empregados. Nem mais, nem menos. É hora de mudar.

O sacrifício não pode ser apenas de um lado da balança. Chega! Crise é feita para isso: ela nos tira do conforto e nos obriga a arrumar a casa. É a vez dos três poderes. Não apenas no Executivo. O Legislativo, Judiciário e no Ministério Público estão carregados de privilégios inaceitáveis para os dias de hoje, do futuro e num país cheio de desigualdades.

Outra da “esperteza quando ela é demais, come o próprio dono”. Os prefeitos da região olham à pandemia como um problema. Não para os cidadãos, mas para os seus projetos de reeleição. Querem passar a conta e a culpa para Brasília; querem se livrar da parte que lhes cabe.

Para eles, a desgraça é uma oportunidade. Os congressistas, por exemplo, entre outras, por ampla maioria aprovaram uma ajuda de custo de R$600 a cada mês, por três meses, para autônomos e para quem está na informalidade.

Mais do que depressa, os políticos daqui estão discursando e usando as redes sociais para se vangloriar. Alguns estão fazendo “cadastros” como se a iniciativa tivesse sido deles, e o dinheiro que vai cobrir hoje e amanhã tudo isso não fosse dos impostos do próprio povo. Pior, estão quase que comprando votos antecipadamente.

Mais. Perguntar é necessário nesta hora: quanto os prefeitos vão cortar de seus próprios vencimentos? Kleber ganha R$27.356,69 por mês, por exemplo. E os vices, secretários e cargos comissionados, antes de exigirem os sacrifícios dos pagadores de pesados impostos – mesmo desempregados e com suas empresas à beira da falência? É essa gente que arrisca e verdadeiramente perde dinheiro para sustentar a viciada máquina pública.

Edição 1945
 

Comentários

Herculano
06/04/2020 07:02
BOM DIA!

Hoje é dia de nova coluna com pelo menos três artigos para chacoalhar os políticos do poder de plantão.

A MINHA ALMA ESTÁ LAVADA

A coluna desta sexta-feira, excepcionalmente - antes era rotina - foi lincada ao Facebook do jornal Cruzeiro do Vale.

Uma centenas de comentários.

Noventa e cinco por cento deles indignados com a inércia ou a errática ação do poder de plantão na área de saúde e que deixa a população mais vulnerável à crise da Covid-19.

Cinco por cento, devidamente ligados ao poder de plantão defenderam a esbórnia.

Parabéns. E por que? Se a coisa apertar, terá que correr para Blumenau, Itajaí ou Brusque. E se lá não tiver lugar, como pode acontecer, será preciso a família aqui em Gaspar orar e jejuar, para nada se agravar.

Onde foi a primeira morte por Covid-19 no Vale do Itajaí? Em Blumenau. E quem morreu por ela? Um gasparense. É só o começo. E só por isso, é que não deu para esconder, porque foi em Blumenau e Blumenau não quis ficar com essa marca.

E se fosse aqui? O Hospital de Gaspar, sob intervenção do governo de plantão, comendo uma montoeira de dinheiro público, está cheio de casos mal explicados de atendimentos e até mesmo de mortes

Então, continuem defendendo à falta de responsabilidade governamental do governo Kleber Edson Wan Dall, MDB, na Saúde, e torça para que nem você, nem um parente seu, precise dela. Acorde, Gaspar!

Miguel José Teixeira
05/04/2020 20:18
Senhores,

Na mídia:

"Bolsonaro diz que vai usar a caneta contra pessoas de seu governo que viraram estrelas".

Seria bom também que o capitão zero-zero usasse a caneta contra seus familiares, que matutam e coiceiam como se "presidentes-adjuntos" fossem.

O tal quadriunvirato, que, para o bem do povo e a felicidade geral da Nação, já está com seus dias contados, antes que ressuscitem os PeTralhas.

Perdeu, bozo!

Amém!
Herculano
05/04/2020 10:53
REGISTRO

Norival Cordeiro, o popular Vavá, faleceu em Blumenau. Estava internado no Hospital Santa Catarina. Problemas respiratórios decorrentes do hábito de fumar. Já foi sepultado.
Herculano
05/04/2020 08:09
ESCONDER A MORTE

Iniciou-se um movimento para esconder a morte por Covid-19 em Gaspar, a primeira na região, porque isso atrapalharia a intenção de retomada das atividades econômicas na nossa cidade.

Errado.

O reinício da atividade econômica é necessário e eu já demonstrei isso aqui várias vezes. Mas, responsável e de forma estruturada.

Primeiro falta ao prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, liderança. Tanto que falta que em Gaspar há um prefeito de fato, apesar da legitimidade de Kleber.

Tanto que Kleber foi a Florianópolis na semana passada com líderes empresariais e políticos com essa missão e mal conseguiu falar com o responsável da Defesa Civil. Uma cena bem diferente da campanha de 2018 quando ele e os seus eram cabos eleitorais de vários deputados e senadores por aqui. Sumiram?

Então é preciso surgir outra liderança e legitimada no meio empresarial para defender essa ideia e seus interesses que vão muito além da cadeira do prefeito. O que está em jogo são suas vidas, feitas de negócios e que envolvem milhares de famílias, geram impostos para sustentarem os políticos e seus cabos eleitorais empregados, encostados e manipulados nos ambientes públicos.

A morte do empresário no sábado pode ter sido um acidente, como alegam. Mas, ela revela a fragilidade da cidade e do seu sistema de saúde.

Mais, revela outras fragilidades de que muitos empresários e entidades são avalistas e por isso, agora pagam caro por essas escolhas. Políticos não mandam na sociedade, a representam. Algumas sociedades são mal representadas. E por isso são fracas. A lista é longa.

Mas agora, vou me deter em um ponto só: o comércio quer abrir, as indústrias operarem e logo virão as creches, escolas...a mobilidade dos operários, dos trabalhadores, dos vulneráveis, dos desempregados....

Como se dará a mobilidade se o caro e deficiente serviço de transportes urbano está em colapso? E a culpa é de quem mesmo?

Não é só do prefeito, mas de quem o apoia e não quer que estes fatos sejam discutidos publicamente ou reproduzidos na imprensa, séria, que também está sofrendo com a crise financeira.

Está na hora de mudar não de governo, de político, mas de postura. Este é a nosso verdadeiro coronavírus, e não é de hoje que ele compromete a cidade, seus cidadãos e empreendedores. Acorda, Gaspar!
Herculano
05/04/2020 07:52
UMA COLUNA A FRENTE DO SEU TEMPO E ISTO INCOMODA O PODER DE PLANTÃO

Leia e releia a coluna.Escrita na quarta-feira e publicada na sexta-feira, está mais atualizada do que muito panfleto que a prefeitura de Gaspar patrocina para dizer que a cidade é uma maravilha. Depois da primeira morte de gasparense pela Covid-19, qual é mesmo o retrato de Gaspar na área de Saúde pública?

Gaspar gastou muito, mas muito mesmo nesta área. Entretanto na hora de socorrer os gasparense repassa a obrigação para Blumenau, Brusque e até Itajaí. Uma vergonha. Só muitas orações - e jejum - como penitência e salvação pelas escolhas erradas, pelo sacrifício imposto aos mais vulneráveis, o uso político eleitoral de algo essencial à sociedade e à falta de transparência com as escolhas e os resultados.

E nas redes sociais, o pessoal do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, depois de sentir o golpe da verdade, ainda está na maior cara de pau, culpando os prefeitos anteriores pelos desastres de hoje. Afinal, não foi para revertê-los que essa gente foi eleita? Não foi isso que juraram e prometeram?

E os prefeitos anteriores têm culpa, sim. E é mentira que Adilson Luiz Schmitt, agora no DEM, tenha fechado o Hospital. Foi o Conselho e sob pressão do corpo clínico. Eu sou testemunha ocular.

Volto. Mas quem e porquê o prefeito Kleber continuou a marota intervenção municipal criada pelo petista Pedro Celso Zuchi, injetando milhões de reais no Hospital de Gaspar e que ninguém sabe quem é o dono dele?

Se o pessoal que vive apoiando ou sugando as tetas do poder plantão está inconformado com o artigo e a culpa com os prefeitos anteriores, Kleber teve mais de três anos para mudar e resolver isso e não deu solução. Ao contrário, fez da saúde artigo de jogo político. O resultado é desesperador. Acorda, Gaspar!
Herculano
05/04/2020 07:39
DOMINGO DE ORAÇõES

O Evangélico Pentecostal da Assembleia de Deus, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, foi à sua rede social pedir que todos os gasparenses orem pelo fim da pandemia.

Ele está certo. Não devemos perder a fé.

Este chamado de oração, todavia, também é um gesto político. Ou seja, a igreja metida na politica. E quando isso acontece...

Este domingo de orações - e jejum - foi convocado pelas denominações evangélicas para principalmente à proteção do presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido.

Também penso ser certo para quem o apoia, e para os brasileiros de um modo em geral, afinal o Brasil bem governado, todos ganham. E de uma certa forma, apesar de ser um tosco, muito do que o presidente se torna culpado é porque ele está rompendo barreiras do vício e da sacanagem que os políticos montaram para extorquir os brasileiros. E se há uma coisa que não se pode acusar até aqui Bolsonaro e sua equipe é de roubar. Já é um avanço diante do que esteve e está diante dos nossos olhos.

Volto para concluir. Fé e orações são importantes. Mas, competência e capacidade para administrar as coisas públicas, e com transparência, vem antes.

Tem muito santo do pau oco orando ou pedindo orações - e jejum - hoje, mas só para se garantir nos votos. Estes deviam arder no inferno, pois enganam duas vezes.
Herculano
05/04/2020 07:27
59% SÃO CONTRA RENÚNCIA DE BOLSONARO, APONTA PESQUISA NACIONAL DO DATAFOLHA

Outros 37% desejam renúncia em meio à pandemia de coronavírus

Conteúdo do Jornal Folha de S. Paulo. Texto de Igor Gielow. A renúncia do presidente Jair Bolsonaro em meio à sua atuação no combate à Covid-19 é rejeitada por 59% dos brasileiros.

Já 37% desejam que ele renuncie, conforme vem sendo pedido por políticos de oposição, e 4% não sabem dizer. Foi o que apurou pesquisa do Datafolha com 1.511 entrevistados, feita por telefone de 1º a 3 de abril. A margem de erro é de três pontos.

Apesar de o levantamento apontar que apenas 33% dos ouvidos consideram a gestão da crise sanitária pelo presidente da República como boa ou ótima, 52% creem que ele tem condições de seguir liderando o país.

Para 44%, Bolsonaro perdeu tais condições, e 4% não souberam responder.

O tema renúncia passou a frequentar as conversas no mundo político desde que o presidente adotou um tom negacionista e de confronto com o Ministério da Saúde e governadores na condução da emergência.

Um grupo de políticos de oposição à esquerda - incluindo os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT-SP), Ciro Gomes (PDT-CE) e Guilherme Boulos (PSOL-SP)?" lançou na semana passada manifesto pedindo a renúncia de Bolsonaro, o que ele negou.


"Da minha parte, a palavra renúncia não existe. Eu fico feliz até por estar na frente [do combate] a um problema grande como esse. Fico pensando como estaria o outro que ficou em segundo lugar [Fernando Haddad] no meu lugar aqui", afirmou.

A pesquisa Datafolha mostra que a renúncia do presidente tem maior apoio entre jovens (44%), mulheres (42%), os que têm até o ensino fundamental (40%) e quem tem renda mensal acima de 10 salários mínimos (39%).

Já a rejeição ao gesto tem maior apelo entre quem ganha de 5 a 10 mínimos (69%), homens (65%) e quem ganha de 2 a 5 mínimos (64%).

A região Nordeste segue a tendência geral do levantamento e registra o maior índice de apoiadores da renúncia de Bolsonaro: 47%, ante 49% contrários à ideia.

Já o Sul, região bolsonarista na eleição, vem com 28% de apoio à renúncia. Norte e Centro-Oeste registram 30% e o Sudeste, 37%.

A divisão se mantém quando a pergunta é sobre a capacidade de liderança do presidente da República. Bolsonaro é visto como capaz por 62% no Sul, 60% no Norte/Centro-Oeste, 49% no Sudeste e 47% no Nordeste ?"onde empata com os que o acham incapaz (49%).

A Covid-19 é tema de contencioso entre o Planalto e os estados, mas não há uma mudança abrupta de percepções sobre Bolsonaro entre aqueles que melhor avaliam o trabalho de seus governadores.

Entre as ocupações, empresários e estudantes estão em polos opostos. Para 74% dos primeiros, Bolsonaro não deve renunciar; pensam que ele deve 52% dos segundos.

Estudantes são os que mais acham que o presidente perdeu condições de liderar (57%), enquanto empresários são os que mais o veem como capaz (65%).

Entre os mais ricos, há um empate acerca da imagem de liderança do presidente. A avaliação positiva é maior entre os mais velhos (59%) e com renda entre 5 e 10 mínimos (62%).

Na sua tradicional base de apoio, os evangélicos, Bolsonaro pontua melhor do que na média. Não querem a renúncia 64% deles, e 60% acham que o presidente ainda reúne condições de governar.

O temor da Covid-19 também impacta a avaliação. Creem que Bolsonaro segue apto ao cargo 66% dos que não têm medo da doença, índice que cai a 57% entre os que têm um pouco de medo e para 38% entre quem tem muito medo.

Da mesma forma, 48% dos que têm muito medo defendem a renúncia, ante 32% dos que têm um pouco e de 28%, dos que não sentem temor.


A título ilustrativo, na mesma altura de seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff (PT) tinha sua renúncia pedida por 60%, ante 37% que a queriam no cargo em abril de 2016.

Os dados não são diretamente comparáveis porque aquela pesquisa foi presencial, com outra metodologia.

A crise era de outra natureza também. Naquele ponto, Dilma estava a dias de sofrer a abertura do processo de impeachment e ser afastada, o que ocorreu em maio.

Já seu sucessor, Michel Temer (MDB), teve a cadeira pedida por 76% dos ouvidos em junho de 2017, sob o impacto do escândalo das gravações do empresário Joesley Batista. Mas ao fim ele conseguiu passar a faixa a Bolsonaro.

O Datafolha também questionou o grau de conhecimento das pessoas acerca do pronunciamento do presidente em rede nacional na última terça-feira (31), no qual ele tentou moderar seu tom negacionista da crise.

Viram a fala de Bolsonaro 57% dos brasileiros. Desses, 23% acham que ela ajudou a gestão da crise, 26% não viram nem vantagem nem desvantagem, e 5% creem que ela atrapalhou.

Os mais instruídos e ricos foram os que mais viram: 78%, e também são os que mais a aprovaram como positiva: 35% e 38%, respectivamente.

PESQUISA FOI FEITA POR TELEFONE PARA EVITAR ABORDAGEM
A pesquisa telefônica, utilizada neste estudo do Datafolha, procura representar o total da população adulta do país, mas não se compara à eficácia das pesquisas presenciais feitas nas ruas ou nos domicílios.

Por isso, apesar de aproximadamente 90% dos brasileiros possuírem acesso pelo menos à telefonia celular, o Datafolha não adota o método em pesquisas eleitorais, por exemplo.

O método telefônico exige questionários rápidos, sem utilização de estímulos visuais, como cartão com nomes de candidatos.

Além disso, torna mais difícil o contato com os que não podem atender ligações durante determinados períodos do dia, especialmente os de estratos de baixa classificação econômica.

Assim, mesmo com a distribuição da amostra seguindo cotas de sexo e idade dentro de cada macrorregião, e da posterior ponderação dos resultados segundo escolaridade, os dados devem ser analisados com alguma cautela.

Na pesquisa divulgada na sexta (3), feita dessa forma para evitar o contato pessoal entre pesquisadores e respondentes, o Datafolha adotou as recomendações técnicas necessárias para que os resultados se aproximem ao máximo do universo que se pretende representar.

Todos os profissionais do Datafolha trabalharam em casa, incluídos os entrevistadores, que aplicaram os questionários de suas casas através de central telefônica remota.

Os limites impostos pela técnica telefônica não prejudicam as conclusões pela amplitude dos resultados apurados e pelos cuidados adotados.

Foram entrevistados 1.511 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de três pontos percentuais. A coleta de dados aconteceu do dia 1º ao dia 3 de abril de 2020.
Herculano
05/04/2020 07:11
EXCLUSIVO: 67% DO PAÍS ESTÃO 'MUITO PREOCUPADOS', por Cláudio Humberto, na coluna que publicou neste domingo nos jornais brasileiros

Levantamento exclusivo do Diário do Poder/Orbis sobre como a população percebe os efeitos da pandemia do coronavírus na economia brasileira, mostra que o presidente Jair Bolsonaro não está sozinho nas preocupações com o impacto da crise do vírus: 67,7% dos entrevistados também dizem estar "muito preocupados" e mais 24,4% "um pouco preocupados" com os efeitos sobre sua situação econômica.

RAROS DESPREOCUPADOS

Apenas 4,5% dos 2.163 pesquisados disseram "não estar preocupados" com a situação econômica; 3,3% não souberam avaliar.

PREOCUPAÇÃO POR SEXO

O segmento mais preocupado com efeitos econômicos do coronavírus são pessoas de 20 a 35 anos: 69,7% estão muito preocupados.

GRAU DA PREOCUPAÇÃO

Mais mulheres estão "muito preocupadas" que homens: 68,8% a 66,4%. Despreocupados são 5,1% de homens e 4% de mulheres.

DADOS DA PESQUISA

A Orbis entrevistou 2.163 pessoas em todo o território nacional. A pesquisa foi realizada na segunda-feira, 30 de março.

SENADO AGE CONTRA ALUGUÉIS, MAS PROTEGE BANCOS

A Justiça e o Congresso atuam fortemente, por meio de liminares e projetos aprovados às pressas, para que locatários suspendam o pagamento de aluguéis de residências ou comércio por até sete meses. Magistrados e parlamentares nem sequer levam em conta os brasileiros que têm no aluguel de um imóvel a única renda. Enquanto Executivo e Judiciário se mostram valentes contra quem vive de aluguel, nem sequer cogitam medida idêntica contra o financiamento imobiliário dos bancos.

PONTO IMPORTANTE

Magistrados e políticos não levam em consideração que despesa de aluguel de uma pessoa, muitas vezes é a única fonte de renda da outra.

CONTA NÃO FECHA

Projeto no Senado prevê que apenas em novembro os aluguéis voltem a ser pagos, com acréscimo de 20% dos valores que não foram pagos.

BANCOS BLINDADOS

Ao contrário de quem vive de aluguel, os bancos que continuam lucrando bilhões, graças a juros siderais. Inclusive nos financiamentos imobiliários.

PESSIMISMO CONTAGIA

Relatório de 16 de março do Instituto Fiscal Independente previu cinco cenários para o crescimento do PIB brasileiro em 2020: o melhor, 2,2%, sem vírus, e pior, 0,6%, com retração nos dois primeiros trimestres. Em dez dias "analistas" já estimavam que a economia irá retrair em até 7%.

TORCIDA ORGANIZADA

Tem gente inconformada com o esvaziamento da crise entre Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta (Saúde). Pelo terceiro dia consecutivo formulou-se ao ministro a mesma pergunta. Só falta um "pede demissão, ministro!"

Só PENSAM NAQUILO

O deputado Hugo Motta (MDB-PB) desdenha da destinação de recursos do Fundão Eleitoral de R$2,7 bilhões para o combate ao coronavírus. E ainda ironiza: "Se isso fosse resolver o problema da saúde do Brasil..."

INDÚSTRIA APROVA O CORTE

A CNI e as federações estaduais da indústria oficializaram o apoio à medida provisória que reduz as contribuições de empresas ao Sesi e Senai à metade por três meses. O impacto estimado é de R$1 bilhão.

CLIMA RUIM

Mais que a queda na confiança do consumidor, o chamado "índice de sentimento do Twitter", da Fundação Getúlio Vargas, atingiu o pior resultado desde que começou a ser medido, em 2010.

EU MANDO, ELES OBEDECEM

Uma frase do ex-presidente argentino Raúl Alfonsín pode explicar o jeito Bolsonaro de chefiar. Indagado sobre eventual pressão dos militares no governo que iniciava, Alfonsín sorriu discretamente e lembrou ao jovem repórter o que reza na Constituição: "Militares batem continência".

ISOLAMENTO 'PARALELO'

Em resposta à sugestão do presidente do STF Dias Toffoli de "isolamento diagonal", o leitor Luiz Antonio Costa quer o "isolamento paralelo: "com o dinheiro, contas pagas e sem as preocupações com o final do mês, paralelamente ao que é propiciado aos ministros do STF".

PARA BILIONÁRIOS

O computador pessoal mais turbinado à disposição na loja brasileira da Apple custa R$540 mil. Com o monitor de R$54 mil e tripé de quase R$9 mil, vai a R$603 mil. Nos EUA, pacote idêntico sai por US$60 mil.

PERGUNTA NA COLETIVA

Tem gente que vai acabar no divã do analista com a dúvida: é melhor para o País a demissão ou a permanência de Mandetta na Saúde?
Herculano
05/04/2020 07:03
CRISE REFORÇA PEPEL DE EVANGÉLICOS COM O BASE DE BOLSONARO, por Bruno Boghossian

Entre esses fiéis, 41% aprovam trabalho do presidente, contra 31% dos católicos

Os atritos produzidos por Jair Bolsonaro na crise do coronavírus reforçaram o papel dos evangélicos como âncoras de seu governo. A última pesquisa Datafolha mostra que nenhum grupo social com peso relevante tem uma visão tão positiva do presidente quanto esses fiéis.

Entre os evangélicos, que representam quase um terço da população, 41% consideram ótimo ou bom o desempenho de Bolsonaro em relação ao surto da Covid-19. Para os católicos, que são metade dos brasileiros, essa aprovação é de 31%.

A variação supera diferenças nos perfis econômicos das duas religiões. A conduta de Bolsonaro provocou um aumento da rejeição a seu trabalho na população de baixa renda (40%), que compõe parte considerável do segmento evangélico. No grupo religioso, porém, a reprovação ao presidente é de apenas 28%.

O vínculo com os evangélicos, cimentado pela pauta conservadora, foi realçado na crise do coronavírus. O presidente editou um decreto para reabrir templos religiosos e, na última semana, evocou a fé para convocar um jejum contra a pandemia.

O pastor Silas Malafaia se alinhou ao presidente para atacar medidas de isolamento social, e o bispo Edir Macedo disse que o coronavírus era inofensivo, uma "tática de Satanás".

Os números também sugerem que algumas mensagens de Bolsonaro alcançam esse segmento. A aprovação dos evangélicos (53%) ao trabalho dos governadores, criticados pelo presidente, está abaixo da avaliação positiva feita por católicos (62%).

Esse reduto de Bolsonaro, porém, não é impenetrável a todos os seus desatinos: 47% dizem concordar com a afirmação de João Doria de que a população não deve cumprir orientações do presidente. Outros 40% dizem seguir suas recomendações.

Bolsonaro pediu apoio do povo para atropelar medidas de contenção ao coronavírus. Ao aprovar as ações do Ministério da Saúde, a população disse o contrário. Mais uma vez, o presidente vai fingir que não ouviu.
Herculano
05/04/2020 06:53
ATAQUE DE BOLSONARO A MANDETTA REVELA EXTENSÃO DOS TORMENTOS DA ALMA DO PRESIDENTE, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

A fritura do ministro serve ao coronavírus e a ninguém mais

O astucioso e explícito ataque público de Jair Bolsonaro contra seu ministro da Saúde revelou a extensão dos tormentos de sua alma. Luiz Henrique Mandetta é uma solução, mas seu chefe vê nele um problema. Mesmo que ele tivesse dito que a Covid-19 seria uma "gripezinha" o presidente deveria poupá-lo de ostensivas frituras.

Há pouco menos de um mês morreu o ex-ministro Gustavo Bebianno. Tinha 56 anos e foi levado pela tristeza, menos de um ano depois de ter sido demitido da Secretaria-Geral da Presidência em circunstâncias humilhantes pelo presidente por quem trabalhou quando os bolsonaristas cabiam numa Kombi. Na carta que Bebianno lhe escreveu, disse: "O senhor cultiva e alimenta teorias de conspiração, intrigas e ódio".

Pouco depois, Bolsonaro demitiu o general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz da Secretaria de Governo. Ele pouco falou, mas deixou uma frase críptica: "Tem que ter noção de consequência".


Como disse o sábio Marco Maciel, "as consequências geralmente vêm depois". Quando Bolsonaro diz que "o Mandetta quer fazer muito a vontade dele. Pode ser que ele esteja certo. Pode ser. Mas está faltando um pouco mais de humildade para ele" e que "a gente tá se bicando há um tempo" o que ele faz é fritá-lo.

A fritura de Mandetta serve ao coronavírus e a ninguém mais. Bolsonaro sabe desidratar colaboradores e secou o juiz Sergio Moro, mas a importância do Ministério da Justiça não pode ser comparada à da Saúde durante uma epidemia.

Desde o início da crise, Bolsonaro oscilou do negacionismo ao Apocalipse. O que pode parecer um comportamento errático foi uma constante e equivocada defesa de seus interesses: "Se acabar a economia, acaba qualquer governo, acaba o meu governo".

O negacionismo da "gripezinha" menosprezava a epidemia supondo que, com isso, poderia preservar a economia. Com a Covid, Bolsonaro passou a flertar com o caos do vídeo da central de abastecimento de Belo Horizonte às moscas. (Era mentira e ele se desculpou por não ter checado, quando devia ter pedido desculpas por ter acreditado.) As duas posturas nasceram de um só medo: "Acaba meu governo".

Seu governo só deve acabar no dia 31 de dezembro de 2022, porque é isso que diz a Constituição. Até lá, ele terá que governar um país em séria dificuldade, sem inventar "gripezinhas" ou estimular tensões e situações caóticas.

A história da República registra casos de presidentes que produziram desastres, mas nenhum deles teve padrão semelhante ao de Bolsonaro. Nem Jânio Quadros, um grande ator que se fazia passar por doido.

Entre o negacionismo e o flerte com o Apocalipse, Bolsonaro leva para o atacado a política venenosa que praticou no varejo com Bebianno e Santos Cruz, pessoas que decidiram trabalhar com ele. No atacado, ela muda de qualidade, porque pode-se mastigar uma pastilha de cianeto de potássio, mas não se pode receitá-la.


BOLSONARO ACERTOU

Contrariando vários ministros, o presidente Jair Bolsonaro suspendeu por 60 dias um aumento de até 5% no preço dos remédios.

Na sua incorrigível opção pela realidade paralela, informou que a medida foi tomada "em comum acordo com a indústria farmacêutica". Falso, a decisão foi tomada em desacordo com a guilda do setor. O Sindusfarma fez questão de registrar que não foi consultado.

Na patética videoconferência de empresários amigos da Federação das Indústrias de São Paulo com Bolsonaro, esse congelamento provisório havia sido uma das poucas propostas capazes de refrescar o andar de baixo.

Ela partiu de Eugênio de Zagottis, representante das farmácias. Ele disse o óbvio: "O Brasil não precisa dessa manchete". Foi contraditado por Carlos Sanchez, em nome da indústria, que ofereceu dois caminhos para que a providência fosse adotada: O governo poderia criar uma dólar especial para o seu setor, a R$ 4, ou as farmácias deveriam abrir mão de uma parte de sua margem, repassando-o à indústria.

BOLSONARO CRIA ENTREVISTA-AUDITóRIO, MODELO INÉDITO DE ENCONTROS COM A IMPRENSA

As entrevistas de Jair Bolsonaro no cercadinho do Alvorada serviram para teatralidades, até o dia em que o presidente mandou que os jornalistas ficassem calados para ouvir o que dizia um dos integrantes de sua claque: "É ele quem vai falar, não é vocês, não".

Bolsonaro criou um modelo inédito de encontros com a imprensa, a entrevista-auditório. De um lado ficam os profissionais e de outro os denominados "apoiadores". O episódio passou da conta e jornalistas abandonaram o local.

No dia seguinte, um funcionário do Planalto pediu à claque que deixasse os jornalistas em paz. Tentou-se chegar a bom termo, mas no dia seguinte a claque voltou a se manifestar.

Os jornalistas devem trabalhar em condições adversas e eventualmente ouvem desaforos, inclusive aqueles que partem de Bolsonaro. É o jogo jogado.

Eles não devem ser obrigados a enfeitar palhaçadas.

BARÃO DO COLUNISMO SOCIAL

Em novembro de 1972 o jornalista Ibrahim Sued lançou seu livro "20 Anos de Caviar" na pérgola do Copacabana Palace.

Barão do colunismo social, reuniu todo o Rio de Janeiro e autografou 1.012 exemplares.

As pessoas pagavam pelo livro e o dinheiro era colocado em caixas de charutos.

Quando a festa terminou, Ibrahim entrou no seu carro com as caixas debaixo do braço. A noite havia sido uma consagração daquele turco enorme, criado na pobreza do velho centro da cidade.

Ibrahim saiu do Copa em direção a Ipanema. Em todo o percurso, metia a mão na caixa de charutos e dava um punhado de notas a guardadores de carros ou às pessoas que perambulavam pela avenida Atlântica.

Um amigo que estava no carro disse-lhe: Ibrahim, desse jeito você vai detonar a renda da noite.

O "Turco" respondeu: É isso mesmo, o dinheiro tem que circular. Se não circulasse, não chegava a mim.

Quem puder pode repetir a lição de vida e de ciência econômica de Ibrahim.

FILANTROPIA
Um teste feito no Hospital das Forças Armadas revelou que o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva Augusto Heleno, foi infectado pelo vírus. Sete dias depois, ele quebrou a quarentena, apareceu no Planalto e participou de uma reunião.

A Secretaria de Comunicação da Presidência informou que a bizarria decorreu de um erro de dois médicos. Conta outra doutor, pois esses seriam os únicos médicos capazes de interromper prematuramente uma quarentena.

Cumprido o isolamento, um novo teste revelou que estava saudável. Apesar de estar encarregado da segurança institucional da República, revelou alguns de seus dados pessoais, permitindo que gaiatos anunciassem que o haviam filiado à Juventude Socialista e ao PT.

A divulgação do seu teste informou também que ele foi realizado num laboratório da Rede D'Or, classificado como "cortesia".
Herculano
04/04/2020 17:08
MORREU POR COVID-19 O PRIMEIRO GASPARENSE MORADOR EM GASPAR. ELE ESTAVA INTERNADO EM BLUMENAU

O empresário Osmar Bernardi, 54 anos, um dos fundadores da Alumetaf, estabelecida no Gaspar Mirim, em Gaspar, é o primeiro gasparense, residente na cidade, a morrer devido a Covid-19.

Ele teria contraído a doença por meio do contato com uma familiar moradora nos Estados Unidos e que esteve recentemente em visita à família em Gaspar. Outras seis pessoas do circulo familiar já apresentaram sintomas, entretanto sem a gravidade acometida a Osmar.

Ele estava internado na UTI, em Blumenau.

A vítima morava no mesmo prédio do prefeito de Gaspar, Kleber Edson Wan Dall, MDB.

O secretário interino de Saúde, o advogado Carlos Roberto Pereira, vinha informando à imprensa que os casos na cidade eram poucos, sem gravidade e a quantidade dos afetados vinha declinando.
Herculano
04/04/2020 13:06
A COVID-19 E A PROPAGANDA ENGANOSA EM GASPAR

1. uma foto que circula em Gaspar neste sábado mostra uma lona estendida na frente do Hospital. Ele está sob intervenção marota da prefeitura e "comendo" uma monteira de dinheiro dos pesados impostos dos gasparenses, sem prestação de contas. Essa lona, é a imagem do descaso, mas é revelada como se fosse a grande invenção para proteger e abrigar os que esperam ser atendidos no Pronto Atendimento do Hospital para ver se estão com a Covid-19. Incrível!

2. O cenário tosco, foi montado, ao que parece para foto da propaganda enganosa da secretaria de Saúde e do Hospital. Quem vai lá, neste instante, não vê a dita tosca lona. Não teria aguentado o ventinho de ontem. Uma igual, sem ninguém, continua armada no postinho do Centro.

3. A foto da frente do Hospital que vale, é a que abre esta coluna no portal do Cruzeiro do Vale, o mais acessado e acreditado por não fazer propaganda enganosa aos leitores e leitores daqui e de Ilhota.

4. No Diário Oficial, o secretário interino de Saúde, o advogado Carlos Roberto Pereira, e prefeito de fato, garante que a Covid-19, está sob controle em Gaspar e até diminuindo. Meu Deus!

5. Nas redes sociais, que não estão sob censura e o controle do poder de plantão, se descobre que os números que diminuem aqui, aumentam em Blumenau. Um morador do mesmo prédio onde reside o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, por exemplo, está internado na UTI, em Blumenau. Outro está internado na enfermaria do Hospital Santo Antonio, e aqui os irmãos estão unidos em orações por ambos.

6. O melhor combate a Covid-19 em Gaspar tem sido as orações e a desinformação oficial. O artigo que escrevi na quarta-feira e publicado na sexta-feira na edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo e de maior circulação em Gaspar e Ilhota, e que abre este espaço, continua mais atual do que a foto feita para ser mostrada neste sábado como algo espetacular do governo.

7. A China, comunista, autoritária, que controla as informações, é que escondeu o tamanho da tragédia para o mundo. E para isso, chegou mandar para a prisão médicos e cientistas que atestavam a doença e à sua letalidade.

8. O que se quer esconder por aqui? A falta de competência e prioridade do atual governo para algo essencial para os cidadãos e a cidade? Ou uso político da saúde pública?

9. Aliás, a comunicação oficial da prefeitura de Gaspar está parada e possivelmente com a Covid-19. Não há outra explicação. Transparência é tudo nestes momentos críticos. Admitir erros, também. Montar cenários para enganar a população só reforça o descrédito ou à falta de planos na gestão da crise.

10. O foco parece ser filiar possíveis candidatos a vereador e impedir que outros se filiem em partidos adversários. Ainda bem que essa corrida para continuar num poder mando termina hoje à meia noite. Espera-se que a saúde pública volte ao centro das preocupações. Acorda, Gaspar!
Herculano
04/04/2020 11:26
A MINHA QUARENTENA

Durante a semana, estou produzindo em home office para os clientes antigos e novos. Eles precisam de ideias, planos e revisões neste tempo de crise.

Estou lendo mais. Muito mais.Filmes e séries nos aplicativos da HBO GO, Prime e Netflix estão "boring", mesmo sendo bons nas tramas, na direção ou bem produzidos para o meu gosto.

Mas, a limitação física é um problema para me manter saudável, na minha idade, e até enfrentar uma contaminação. Por isso, aboli qualquer bebida alcoólica, diminui significativamente o consumo de doces e alimentação rica em triglicerídios

Entretanto, o difícil mesmo é suportar sábados e domingos reclusos, ainda mais sem futebol inglês e alemão, para escolher uma boa partida ao vivo para assisti-las.

Covid-19 é uma inflexão às nossas rotinas que nem percebíamos que tínhamos neste mundo digital e que nos dava mais tempo ao lazer.
Herculano
04/04/2020 08:47
EM GASPAR, A COVID-19 ESTÁ DE RESGUARDO ESPERANDO QUE A PREFEITURA TOME PROVIDÊNCIAS PARA ENFRENTÁ-LA

Contando, parece piada. Mas, é sério e é o melhor e atual retrato da gestão do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP.

O prefeito de fato e interino de Saúde, Carlos Roberto Pereira - ele mesmo saído de uma "quarentena" depois que veio do exterior onde estava em férias - anunciou na imprensa local que só a partir da semana que vem, é que começará a estruturar fisicamente o ginásio João dos Santos, na Rua Itajaí, como um local de triagem à Covid-19.

O próprio Carlos Roberto Pereira, veja só, na mesma manifestação, acredita que a situação em Gaspar está sob controle ou até regredindo.

Entretanto, nenhum número ou nenhuma fundamentação técnica, até porque o secretário de Saúde de Gaspar é um advogado, presidente do MDB e ex-coordenador de campanha além de titular da poderosa secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa, talhada para ele na cara Reforma Administrativa aprovada pela Câmara em 2017.

O que fica de melhor como imagem do que está sendo feito para a população de Gaspar?

Aquelas lonas que armaram na frente do Pronto Atendimento do Hospital de Gaspar e no postinho do Centro.

Nunca, a coluna desta sexta-feira - e que você lê acima - foi tão apropriada para expor o erro estratégico e operacional de Kleber e seus "çabios" na condução de algo tão essencial para a população mais carente ou vulnerável. Só jogos de poder, interesses e eleitorais. Acorda, Gaspar!
Herculano
04/04/2020 08:29
NA TRANSPARÊNCIA, GASPAR PARECE A CHINA NA COVID-19 I

O auxiliar de farmácia e comissionado lotado - por isso, não pode ser crítico do sistema - no Postinho de Saúde do Centro, Luiz César Hening, com a volta do prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, à interinidade da secretaria da Saúde, passou novamente a ter voz.

Incomodado com a monteira de queixas dos gasparenses nas redes sociais, Luiz voltou ao seu papel de defender publicamente o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, das acusações sobre a falta de ações e estrutura de saúde para enfrentar o Covid-19.

Boa esta volta de Luiz. Eu aplaudo, até porque já o apoiei em várias queixas e ideias comunitárias. E continuarei a fazê-las quando ele tiver razão a favor da comunidade.

Mas, que tal o Luiz começar explicando a razão pela qual, há algum tempo atrás, deu andamento a atendimento médico e exames, a paciente que se cadastrou como moradora do postinho onde ele trabalha, mas que comprovadamente tinha domicílio em Blumenau e Balneário Camboriú?

Qual a razão de tão longo e sepulcral silêncio assunto tão caro aos gasparenses que vivem a espera de atendimento nas filas dos postinhos e do Pronto Atendimento do Hospital para o básico?

Pois é, agora é Blumenau que vai socorrer, mais uma vez, Gaspar, na gravidade da Covid-19, se tiver vagas no seu sistema de saúde público e por falta de investimentos em Gaspar. Acorda, Gaspar!
Herculano
04/04/2020 08:12
NA TRANSPARÊNCIA, GASPAR PARECE A CHINA NA COVID-19 II

Então vale a pena repetir o questionamento do proprietário e editor Gilberto Schmitt, um conhecedor das doenças e entranhas da cidade, na sua coluna Chumbo:

Perguntar não ofende: Gaspar está fazendo testes de coronavírus na população? Ou os gasparenses estão nas estatísticas das cidades vizinhas?
Herculano
04/04/2020 08:02
DA SÉRIE, PERGUNTAR NÃO OFENDE

Qual é mesmo a razão dos até então políticos valentões no poder de plantão em Gaspar e Ilhota - que falavam que não tinham para ninguém as eleições deste ano - de uma hora para a outra, aparentemente do nada, estarem cagando fino e defendendo o adiamento das eleições de outubro deste ano para outubro de 2022, sem reeleição?

Eles próprios estão tirando perigosamente à máscara que só deveria ser usada contra a Covid-19 e contra a sociedade que os sustenta.

Estes políticos, febrilmente, como uma corrente, estão se manifestando a amigos nos aplicativos de mensagens, discretamente nas redes sociais e estimulando mulas pagas e bocas alugadas - com dinheiro público - à defesa de suas ideias e das barrosas que comandam.

Ora, se são tão bem avaliados como dizem em todos os cantos, deveriam ser os primeiros a passarem pelo referendo popular desta verdade, e mandarem bananas aos críticos e adversários de verdade e de oportunidade. Ou não?

E a primeira baixa dessa gente esperta e oportunista aconteceu ontem.

A ministra Rosa Weber, do Superior Tribunal Eleitoral, negou o adiamento para a janela de filiações que termina hoje, as famosas trocas de partidos. Ontem dia três, foi o fim do prazo para quem possui mandato. Então vereador que mudou de partido, mudou!

A decisão da ministra dizendo que o Covid-19 não é argumento, muleta e desculpa para os políticos mudarem o calendário eleitoral deste ano, é algo que assustou a claque de políticos espertos.

Esses políticos querem o adiamento para se perpetuarem nas tetas, mesmo com gestões contestadas ou mal avaliadas. Sabem - porque possuem pesquisas - que terão dificuldades nas urnas.

E a prova de que os políticos não estão nem aí para as desculpas esfarrapadas que arrumam de última hora para as suas jogadas e fugas, como a da pandemia, que nos gestos admitem que nada mesmo poderá não mudar em relação ao calendário eleitoral.

Tanto que a Câmara rejeitou ontem, admitir e analisar à possibilidade de abrir mão do bilionário e indecente fundo eleitoral.

A profunda crise econômica, para os políticos que continuam ganhando os seus, é só para os pagadores de pesados impostos, empresários à beira da falência, gente desempregada... Incrível! Acorda, Gaspar!
Herculano
04/04/2020 07:23
da série: em meio a pandemia de sacanagens dos políticos contra os pagadores de pesados impostos, uma boa notícia, mas temporária, na afronta que os congressistas fizeram contra a Constituição, a Lei de Responsabilidade Fiscal e no intuito unicamente de ferrar o presidente Bolsonaro que não queria dar os R$30 bilhões do Orçamento do Executivo para os parlamentares manobrarem como se fosse coisa sua.

GILMAR MENDES SUSPENDE LEI QUE AUMENTOU LIMITE DE RENDA PARA ACESSO AO BPC

Congresso havia derrubado veto

Ministro questiona fonte de custeio

Conteúdo do Poder 360, Brasília DF. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes suspendeu nesta 6ª feira (3.abr.2020) trecho de lei promulgada pelo Congresso Nacional que aumentou o piso de concessão do BPC (Benefício de Prestação Continuada) a famílias de idosos ou pessoas com deficiência.

Na decisão, o magistrado destaca que, enquanto não houver a indicação da fonte de custeio, não pode autorizar a execução da norma. O pedido para sustar o dispositivo foi feito pelo presidente Jair Bolsonaro, por meio da AGU (Advocacia Geral da União).

O projeto de lei do Senado alterou o parágrafo 3º do artigo 20 da Lei 8.742 de 1996, que trata da organização da assistência social. O dispositivo estabelecia que seria considerada incapaz de prover "a pessoa com deficiência ou idosa a família cuja renda mensal per capita" fosse inferior a 1/4 de salário-mínimo. Com a mudança do Congresso, esse valor subi para meio salário mínimo. Na prática, o teto de renda familiar para acesso ao BPC aumentou de R$ 261,25 para R$ 522,50.

O texto foi vetado por Bolsonaro. O Congresso Nacional, por sua vez, derrubou, em 24 de março, o veto do presidente e a ampliação do BPC foi promulgada. O governo, que estima impacto de R$ 217 bilhões em 10 anos com a derrubada do veto, sendo R$ 20 bilhões em 1 ano, moveu ação contra a medida no STF.

Ao aceitar o apelo da AGU, Gilmar Mendes afirma que "a majoração do Benefício de Prestação Continuada não consubstancia medida emergencial e temporária voltada ao enfrentamento do contexto de calamidade da covid-19".

"Ao contrário de outros benefícios emergenciais, a majoração do BPC nos termos propostos tem caráter permanente, ou seja, trata-se de uma expansão definitiva do benefício, que sequer está condicionada ao período de crise", escreveu o ministro.
Herculano
04/04/2020 07:12
da série: se houver dúvidas do que Mandetta faz, estas duas semanas serão decisivas para apertar ou afrouxar o nó do seu pescoço sob o cadafalso onde está para ser executado a qualquer hora pelo presidente Bolsonaro.

"ACELERAÇÃO DESCONTROLADA"

Conteúdo de O Antagonista.Um documento do Ministério da Saúde diz que a epidemia de Covid-19 pode estar entrando numa fase de "aceleração descontrolada" em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e Distrito Federal.

Segundo a Folha de S. Paulo, que obteve o documento, os técnicos do governo recomendam que esses lugares mantenham suas medidas de distanciamento social.

"Este evento representa um risco significativo para a saúde pública, ainda que a magnitude (número de casos) não seja elevada do mesmo modo em todas os municípios."
Herculano
04/04/2020 07:05
da série: sempre escrevi que o caso chinês precisava ser estudado ou investigado diante da realidade que se tinha na Itália (depois Espanha e agora nos Estados Unidos). E eu, leigo e sem obsessões ideológicas , não sou um ponto fora da curva. Cientificamente, inclusive, penso, que o que se esconde na China é um crime contra a humanidade, pois atrasou ou muito mais do que mortos se esconde novo conhecimento adquirido com algo desconhecido e obriga outros cientistas a começar do zero. Impressionante.

AS MENTIRAS NOS EUA LUZEM SOB O SOL, ENQUANTO NA CHINA SEGUEM ESCONDIDAS ABAIXO DA SUPERFÍCIE, por Demétrio Magnoli, geógrafo e sociólogo no jornal Folha de S. Paulo

Trump mente ininterruptamente; já o regime de Xi Jinping fabrica 'verdade' paralela da pandemia

"Na guerra, a primeira vítima é a verdade." Essa verdade célebre, cuja autoria atribui-se tanto ao senador americano isolacionista Hiram Johnson (1918) quanto ao grego Ésquilo, o pai da tragédia, no século 5º a.C., vale também para a Peste Negra em curso. Mas as mentiras são diferentes: nos EUA, luzem sob o sol; na China, seguem escondidas abaixo da superfície.

Donald Trump mentiu ininterruptamente, retardando a preparação dos EUA para enfrentar a pandemia.

No fim de janeiro, disse à rede CNBC: "Temos isso sob controle total. É uma pessoa vinda da China, e a temos sob absoluto controle". No início de fevereiro, gabou-se na Fox News: "Nós basicamente desligamos isso, que vinha da China".

No final de fevereiro, garantiu que "isso é mais ou menos como a gripe; logo teremos uma vacina" e, referindo-se ao número de infecções, acrescentou: "Vamos substancialmente para baixo, não para cima". Os EUA tinham, então, 68 casos; hoje, são 240 mil.

No meio de março, quando finalmente admitiu que o vírus "é muito contagioso", ainda adicionou: "Mas temos tremendo controle sobre isso".

A mentira trumpiana é uma narrativa política em constante mutação. Apoia-se nas muletas dos "jornalistas" chapa-branca e do aparato de difusão de fake news da direita nacionalista nas redes sociais.

Acredita quem quer - e não são poucos. Contudo, ela concorre com as vozes discordantes, que não são caladas pela força, e sobretudo com a verdade (factual), que emana tanto de órgãos oficiais quanto da imprensa independente. A hora da verdade (política) chega nas eleições, ocasião em que a maioria decidirá se prefere a mentira.

A China também mente sem parar, mas de modo diferente, fabricando uma "verdade" paralela.

A mentira chinesa tem raízes fincadas no chão do controle social totalitário. Ela se espraia por toda a vida cotidiana, propiciando a manipulação centralizada das estatísticas hospitalares - isto é, da fonte primária de informações sobre a natureza da crise.

Há indícios alarmantes de que os números fornecidos pelo governo chinês miniaturizaram a epidemia. Nos EUA, estima-se que a Covid produzirá entre 1 e 3 milhões de casos positivos e algo entre 100 mil e 240 mil mortes.

Já na China, situada em latitude semelhante e com mais de quatro vezes a população americana, a Covid teria praticamente estancado, com menos de 83 mil casos acumulados e cerca de 3.200 mortes. O contraste intriga os mais respeitados epidemiologistas - inclusive Deborah Birx, coordenadora da força-tarefa dos EUA para o coronavírus.

No centro do mistério está a contabilidade de óbitos. Os casos pioneiros da Covid em Wuhan ocorreram em dezembro, mas a notícia foi interditada e os médicos que os relataram, silenciados. A quarentena começou em 23 de janeiro. O vírus teve mais de três semanas para se disseminar, enquanto comemorava-se o Ano-Novo chinês.

Testemunhos anônimos de agentes de saúde chineses dão conta de incontáveis internações sem testagens e centenas de óbitos atribuídos a influenza ou pneumonia. No final de março, veículos online chineses publicaram fotos, tomadas por cidadãos comuns, de milhares de urnas funerárias ainda alinhadas em crematórios de Wuhan.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) nada viu de estranho nos números chineses - e celebra a "eficiência" totalitária de Xi Jinping. Tedros Adhanom, seu diretor-presidente, eleito com decisivo apoio chinês, um ex-integrante do núcleo duro do governo autoritário etíope, não parece alimentar dúvidas entre as alternativas de assegurar a bilionária parceria da China com a OMS ou proteger a verdade (estatística).

Mas, de acordo com relatórios sigilosos da inteligência americana que começam a vazar, a China engajou-se na fabricação de uma mentira monumental, iludindo o mundo.

Mentiras são diferentes. Todas elas, porém, cobram vidas.
Herculano
04/04/2020 06:52
CORONAVÍRUS: GOVERNO É O PODER MAIS BEM AVALIADO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Levantamento exclusivo Diário do Poder/Orbis revela que apesar de todas as controvérsias, a maior parte (38,3%) dos entrevistados atribui ao governo o trabalho mais efetivo no combate ao coronavírus, entre os Três Poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário). Outros 16,8% escolheram o Congresso Nacional e 6,4% o Supremo Tribunal Federal. Porém, 38,5% do total não souberam avaliar o melhor desempenho.

EXECUTIVO

O governo tem a confiança de 44% dos homens, segundo a pesquisa. E vence em todos os recortes, à exceção dos que não responderam.

LEGISLATIVO

O Congresso tem o melhor desempenho entre os brasileiros que têm mais de 65 anos: 20,6% acham que os parlamentares mandam bem.

JUDICIÁRIO

O STF tem o melhor resultado na faixa dos 36 a 65 anos, mesmo assim é muito pouco: 8,3% acham o Judiciário mais efetivo contra o vírus.

DADOS DA PESQUISA

A Orbis entrevistou 2.163 pessoas em todo o território nacional, e os formulários estão à disposição da Justiça Eleitoral.

'PRESCRIÇÃO ELETR?"NICA' ABRIU JANELA PARA FRAUDES

Enquanto a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) não entra em vigor, empresas oportunistas da área de "HealthTech" faturam com a venda de dados dos pacientes, sem os médicos saberem. Outras, como a Memed e a Nexodata, oferecem "gratuitamente" às clínicas e hospitais módulos de prescrição eletrônica, que permitem a emissão de receitas por meio digital. O problema é que esse tipo de produto permite o acesso aos dados dos pacientes quando os módulos se integram à plataforma de prontuário eletrônico usada pelos médicos. Esses dados valem ouro.

NEGóCIO MILIONÁRIO

Dados dos pacientes são ambicionados, e os oportunista acabam por vende-los à indústria farmacêutica e a redes de farmácias.

ADIAMENTO TRÁGICO

Prevista para entrar em vigor este ano, a LGPD foi adiada para agosto de 2021, deixando brecha para os oportunistas que atuam no segmento.

VÍRUS DA SAFADEZA

Depois que a pandemia de coronavírus se estabeleceu, as fraudes com os dados dos pacientes aumentaram exponencialmente.

MANDETTA PODE

O ministro Mandetta levantou dúvidas, novamente, em coletiva, sobre os números do coronavírus na China. Como o ministro não tem Bolsonaro no sobrenome, não será acusado de provocar "incidente diplomático".

ISOLAMENTO TOTAL

O ex-presidente Michel Temer revelou ontem à Rádio Bandeirantes que ligou para Bolsonaro. Homem educado, pediu licença para sugerir ao presidente decretar dez dias de isolamento total, para depois reavaliar. Ele disse que o presidente gostou da ideia e ficou de pensar.

O DONO DA CANETA

Analistas menos experientes não compreenderam que o pito público de Bolsonaro no ministro da Saúde foi sua maneira de lembrar que é ele o chefe, que nomeia, demite e manda. E Mandetta compreendeu o recado.

BANCADA DOS PRIVILÉGIOS

A pelegada que faz campanha contra o corte de seus próprios salários no setor público, tanto quanto no setor privado, durante o surto do coronavírus, é a mesma que fez lobby contra a reforma da Previdência.

DIFERENÇA NOS NÚMEROS

Segundo o Our World in Data, da Universidade de Oxford, do total de 56 milhões de mortes em 2017, dado mais atual, 73,6% foram pessoas com mais de 50 anos e quase a metade (48,6%) tinha mais de 70 anos.

EX-EX-AMIGO

A decisão do STF de prorrogar as dívidas do estado do Goiás pode permitir que o governador Ronaldo Caiado tente novamente solução com Jair Bolsonaro pela adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, até agora negada. Foi um dos motivos do "rompimento" da dupla em ano eleitoral.

ALGUMA NORMALIDADE

O susto provocado pelos efeitos do coronavírus parece ter começado a diminuir entre as autoridades. Num Congresso até agora quase paralisado, até a PEC do Orçamento Impositivo voltou a ser discutida.

BRUTALIDADE HISTóRICA

Figura mais importante da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, Martin Luther King Jr. era assassinado em 4 de abril de 1968, em um motel na cidade de Memphis, no estado do Tennessee.

PENSANDO BEM...

...o coronavírus trouxe algo de positivo: tornou possível identificar órgãos públicos desnecessários ou que funcionam melhor com menos gente.
Herculano
04/04/2020 06:43
'VAI QUEBRAR TUDO', DIZ BOLSONARO EM NOVA CRÍTICA AO FECHAMENTO DO COMÉRCIO

Um dia antes, presidente reconheceu que ainda não tem apoio popular suficiente para determinar uma reabertura da atividade comercial no país

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Ricardo Della Coletta. Em mais uma crítica às ações de isolamento social tomadas por governadores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta sexta-feira (3) que a sociedade brasileira "não aguenta ficar dois, três meses parada".

"Vai quebrar tudo", declarou o presidente a um grupo de apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília.

"Vocês sabem do meu posicionamento: não pode fechar dessa maneira, e atrás disso vem desemprego em massa, miséria, fome, vem violência", disse Bolsonaro, ao ser interpelado por um simpatizante que se queixou de medidas do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que determinou o fechamento de comércios e a suspensão de aulas.

"Esse vírus é igual a uma chuva. Vai molhar 70% de vocês. Isso ninguém contesta. Toda a nação vai ficar livre da pandemia depois que 70% for infectado e conseguir os anticorpos. Desses 70%, uma pequena parte, os idosos e quem têm problema de saúde, vai ter problema sério e vai passar por isso também."

"O que estão fazendo [com o isolamento social] é adiar [a transmissão do Covid-19] para ter espaço nos hospitais. Mas tem um detalhe: a sociedade não aguenta ficar dois, três meses parada. Vai quebrar tudo", afirmou Bolsonaro.

Um dia antes, Bolsonaro reconheceu que ainda não tem apoio popular suficiente para determinar uma reabertura da atividade comercial no país.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, ele disse que pode tomar uma decisão por meio de um projeto, mas que precisa estar amparado por um apoio maior da sociedade.

"Eu estou esperando o povo pedir mais, porque o que eu tenho de base de apoio são alguns parlamentares. Tudo bem, não é maioria, mas tenho o povo do nosso lado. Eu só posso posso tomar certas decisões com o povo estando comigo", afirmou.

"Para abrir comércio, eu posso abrir em uma canetada. Enquanto o Supremo e o Legislativo não suspenderem os efeitos do meu decreto, o comércio vai ser aberto. É assim que funciona, na base da lei."

O presidente defendeu que, a partir da próxima segunda-feira (6), estados e municípios determinem uma reabertura gradual da atividade comercial, evitando um aumento no desemprego.

Ele ressaltou que já tem pronto em sua mesa um modelo de proposta para determinar que os estabelecimentos comerciais sejam considerados uma atividade essencial durante a pandemia do coronavírus.

"Eu tenho um projeto de decreto pronto na minha frente para ser assinado, se preciso for, considerando atividade essencial toda aquela exercida pelo homem e pela mulher através da qual seja indispensável para levar o pão para a casa todo dia", disse.

O presidente ressaltou, no entanto, que tem sofrido ameaças para não assiná-la, entre elas até mesmo a abertura de um processo de impeachment no Legislativo. Ele não especificou, no entanto, quem o tem ameaçado.

"Eu, como chefe de Estado, tenho de decidir. Se tiver que chegar a esse momento, eu vou assinar essa medida provisória. Agora, sei que tem ameça de tudo o que é lugar para cima de mim se eu vier a assinar. Até de sanções tipo buscar um afastamento, sem qualquer amparo legal para isso."

Para o presidente, após a pandemia do coronavírus, a economia brasileira levará um ano para se recuperar. Na entrevista, ele disse ainda que fará um chamado nacional para que a população brasileira faça um dia de jejum religioso para que o país "fique livre desse mal".

Na entrevista, o presidente voltou a fazer críticas a prefeitos e governadores que adotaram medidas restritivas diante da pandemia da doença. O mais atacado foi o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Bolsonaro disse que Doria faz "política o tempo todo" e recorre a "demagogia barata". Segundo o presidente, como porta-voz dos governadores do país, o tucano é "péssimo em todos os aspectos".
Herculano
04/04/2020 06:35
DIÁRIO OFICIAL

É impressionante como diante de fatos e evidências de uma gestão pública contra a cidadania, cidadãos e a cidade, ainda há jornalismo que nega fatos e evidências por dinheiro.
Miguel José Teixeira
03/04/2020 22:35
Senhores,

Almas desnudadas ou autoridades desalmadas

"O pior da peste não é aquilo que mata os corpos e, sim, o que desnuda as almas e esse espetáculo pode ser horroroso".

(Prêmio Nobel de Literatura de 1957, o escritor franco-argelino Albert Camus)

Extraído da Coluna "Visto, lido e ouvido", hoje no CB, para reflexão sobre o comportamento do presidente Bolsonaro e do presidente Trump.

O primeiro está possuído por uma ciumeira abissal.

O segundo, declarou guerra ao resto do mundo:

1º) violando acordos comerciais e se apoderando de produtos pertinentes ao combate da pandemia destinados à outros países e

2º) tentando proibir a 3M de fornecer tais materiais à América Latina.

Oremos!
Miguel José Teixeira
03/04/2020 19:31
Senhores,

No UOL:

"Afago entre Lula e Doria é sinal para fora da bolha e expõe isolamento de Bolsonaro"

Será que vem aí a chapa DoriL?

Votou DoriL seu dinheiro sumiu. . .

Tenho dó do dória!
Amparando ex e futuro presidiário. . .
Luiz
03/04/2020 19:20
A FINAL QDO SAI O DECRETO DE REDUÇÃO DE SALÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS INCLUINDO OS DA CÂMARA DE GASPAR NESSE TEMPO DE PÂNDEMIA?
Herculano
03/04/2020 19:07
EURECA

Os "çabios" reunidos dentro e em rodinhas fora do paço municipal de Gaspar, descobriram que eu possa estar influenciando a cidade e que os que eles pagam para não perguntar, não estão esclarecendo o suficiente.

Descoberta tardia.

Primeiro, eu não estou influenciando. Apenas estou relatando realidades, vividas diariamente pelas pessoas.

Segundo, os chapas-brancas por migalhas apenas cumprem o papel que os políticos no poder de plantão lhes deram: o de transmitir coisas que não são reais.

Terceiro: quem não está funcionando, verdadeiramente, é a turma de curiosos que gerencia o município como se estivesse em campanha eleitoral permanente, os que usam o dinheiro público para empregar cabos eleitorais e exalar vingança a quem questiona minimamente.

Quarto: todos estão numa bolha e com o rei nu. Acorda, Gaspar!
Herculano
03/04/2020 19:01
CRITICAR DEMORA DO GOVERNO É OPORTUNISMO POLÍTICO, NÃO É SÉRIO, DIZ GUEDES

Ministro afirma que nenhum país emergente anunciou medidas emergenciais mais rápido e em maior volume do que o Brasil

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Bernardo Caram, Ricardo Della Coletta e Talita Fernandes, da sucursal de Brasília. Pressionado para acelerar a apresentação de medidas de combate à crise do novo coronavírus, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (3) que qualquer crítica sobre demora na atuação do governo é oportunismo político.

Nas últimas semanas, diante do agravamento da pandemia, o governo virou alvo de economistas e parlamentares. A avaliação é de que a crise já afeta fortemente a população, enquanto ações de socorro demoram a sair.

"Qualquer crítica de que houve demora no programa eu considero oportunismo político. Eu não considero uma coisa séria. Acho que a atitude séria agora é ajudar a resolver os problemas, não é ficar jogando responsabilidade para um lado ou para outro", disse Guedes em entrevista no Palácio do Planalto.

Um dos focos de atrito nas últimas semanas foi o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que criticou o governo em mais de uma ocasião. Na terça-feira (31), ele afirmou que o cronograma do governo para pagar o auxílio de R$ 600 a informais não parecia emergencial.

No mesmo dia, Guedes disse que o auxílio de R$ 600 só começaria a ser pago após o Congresso aprovar uma emenda à Constituição. A declaração foi rebatida por Maia em seguida.

"Se o ministro Paulo Guedes falou hoje, se ele estiver certo hoje, o governo mentiu na ação que impetrou no Supremo Tribunal Federal. [...] Apenas esse esclarecimento, sem nenhuma adjetivação, sem nenhuma crítica, apesar de que seriam merecidas em relação à fala mais uma vez do ministro da economia transferindo a terceiros responsabilidades dele quando nomeado ministro da Economia, superministro, com toda liberdade para nomear toda a sua equipe no ministério da economia", disse o presidente da Câmara na terça.

Maia também afirmou que o presidente Jair Bolsonaro provou que a fala de Guedes não era 100% verdadeira porque o governo acabou liberando os recursos para o auxílio antes da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo Legislativo.

Na declaração desta sexta, Guedes não fez menção a nomes específicos.

Ele pediu união e afirmou que a saúde e o emprego deve estar acima de qualquer diferença.

"Daqui a três ou quatro meses, quando superarmos essa crise, atravessarmos o problema de saúde, podem voltar de novo com o barulho natural de uma democracia. Pode todo mundo chutar todo mundo de novo, começar a brigalhada, todo mundo atacando todo mundo, mas primeiro estamos todos juntos para resolver o problema da saúde brasileira", afirmou.

De acordo com o ministro, nenhum país emergente anunciou medidas emergenciais mais rápido e em maior volume do que o Brasil.

"A verdade é que em três ou quatro semanas nós saímos de zero para mais de R$ 800 bilhões de recursos para os próximos três meses", afirmou.
Herculano
03/04/2020 18:48
A FORÇA DO MAIS FORTE

De Eliane Cantanhêde, do jornal O Estado de S. Paulo, no twitter:

EUA fizeram tudo errado, desdenharam da pandemia e demoraram a optar pelo isolamento. Agora, campeões de casos e de mortes por dia, passam a perna e "roubam" equipamentos e materiais da China que viriam para o Brasil e outros países. É caso para o Tribunal Penal Internacional?
Herculano
03/04/2020 18:45
"MÉDICO NÃO ABANDONA PACIENTE", DIZ MANDETTA

Conteúdo de O Antagonista. Luiz Henrique Mandetta disse hoje quem quem lhe pediu para tomar conta do "paciente Brasil" foi Jair Bolsonaro.

Disse que não pretende pedir demissão: "Médico não abandona paciente."

Disse que entende as críticas que empresários e outros políticos fazem a ele sobre sua atuação no Ministério da Saúde.
Herculano
03/04/2020 18:41
BOLSONARO SE ALIMENTA DO RESSENTIMENTO CONTRA A "TIRANIA DOS ESPECIALISTAS", por João Pereira Coutinho, escritor e sociólogo português, no jornal Folha de S. Paulo

Desta vez, o lobo existe mesmo e as pessoas têm razão em temer o coronavírus

Aqui de longe, na Europa, acompanhando o cenário de medo e morte que corre por estas bandas, confesso um certo fascínio com a irresponsabilidade de Jair Messias Bolsonaro. De onde vem essa "hubris" que leva o presidente a desprezar um vírus potencialmente letal?

De onde vem a atitude guerreira de desconfiar do confinamento, o único método comprovadamente eficaz para evitar o crescimento exponencial de casos e o colapso do sistema de saúde?

Itália, convém lembrar, tem um bom sistema de saúde, com um número razoável de unidades de cuidados intensivos. Já enterrou 14 mil mortos. Espanha, aqui ao meu lado, mais de 10 mil.

A ignorância não é explicação: há momentos em que o ignorante, assoberbado pela violência das circunstâncias, procura ajuda competente.

A preocupação com a economia seria uma atitude compreensível porque sem dinheiro não haverá saúde para ninguém ?"razão pela qual a Alemanha pondera criar "certificados de imunidade", documentos que atestam a recuperação total de alguns cidadãos que poderiam, assim, voltar ao trabalho.

Mas a imprudência de Bolsonaro se alimenta de outras águas: um ressentimento antigo, quase instintivo, contra a "tirania dos especialistas". A grande diferença, dessa vez, é que o lobo existe mesmo e os especialistas, os verdadeiros especialistas, têm razão em temer o bicho.

Uma boa forma de compreender o impasse do momento é ler um autor singular com um ensaio ao mesmo nível. O nome é Martim Vasques da Cunha, que concedeu uma entrevista importante à Folha a propósito do seu livro "A Tirania dos Especialistas ?" Da Revolta das Elites do PT à Revolta do Subsolo de Olavo de Carvalho".

É um ensaio notável e denso, onde o Brasil é apresentado como vítima de duas tenazes.

De um lado, existe o que Vasques da Cunha designa por "revolta das elites", uma expressão cara a Christopher Lasch, e que significa a adesão do intelectual orgânico à velha tentação demiúrgica de transformar a realidade à luz dos seus princípios iluminados.

As elites das universidades, da cultura, da mídia, gravitando em torno desse planeta imenso chamado PT, foram construindo, ao longo dos anos, uma narrativa que não apenas ignorava a realidade como a procurava suplantar.

E quando essa mesma realidade dava sinais de vida, procurando romper as muralhas fechadas do castelo, a função do intelectual nunca passou por escutar ou compreender o rumor que ascendia do solo e do subsolo. Faz parte do "racionalismo em política" reduzir qualquer dissonância, e, sobretudo, qualquer dissonância de natureza prática, a uma mera questão técnica, que a razão facilmente classifica e resolve.

O que a razão, por si só, não é capaz de classificar e resolver, não demonstra, "ipso facto", as limitações epistemológicas do sujeito. Mostra, isso sim, as limitações das massas que devem ser simplesmente ignoradas como primitivas que são.

O grande problema, esclarece Vasques da Cunha, é que as massas do subsolo não desparecem. Elas vão se constituindo como um exército vitimário e ressentido, pronto para a sua revolta.

Se juntarmos a esse exército faminto um líder de seita que fez do "curto-circuito de paralogismo" a sua igreja - a transformação do auto-exílio e da auto-marginalidade em fonte de autoridade e poder incorruptível- temos os condimentos para o grande enfrentamento entre as elites do PT e o subsolo de Olavo de Carvalho.

O livro de Martim Vasques da Cunha é precioso para entendermos a constituição desses dois exércitos no século 21 brasileiro. Mas seria um erro olhar para ambos como planetas distantes. Na verdade, são espelhos um do outro no mesmo desejo de poder e na mesma ambição de criar ou recriar o mundo à luz das suas ideias.

Cumprindo o calvário clássico do neurótico, eles se veem como vítimas e como deuses, o que os excluir do círculo da dúvida e da responsabilidade. São perigosos e nem sabem como o são.

"Se nem toda a gente sente o que digo, a falta é minha", escreveu Montaigne. Mas os especialistas tirânicos, de esquerda ou de direita, do PT ou de Olavo, não têm qualquer falta. Se nem toda a gente sente o que eles dizem, o problema é dos outros e os outros que se danem.

Em condições normais, essa mistura de alienação e "pleonexia" seria cómica - apenas um espetáculo grotesco para divertir os intelectos civilizados.

Em tempos de peste, deixar aos comandos um ressentido do subsolo é uma forma cruel que o destino encontrou para punir esses pequenos deuses.
Herculano
03/04/2020 18:18
Fábio.

Legal. Obrigado.

Sem pressão, com a razão e livre de ideologia e interesses, não haverá mudanças.

Como escrevi, crise é feita para gente sair do conforto.

Os que não estão empregados no sistema público já estão pagando caro desta nova crise.

Os políticos e os servidores públicos dos três poderes e do Ministério Público, se acham livres de qualquer parcela de co-responsabilidade nesta crise.
Fabio
03/04/2020 16:57
Boa tarde Herculano.

Hoje copiei o texto abaixo do seu blog e enviei para os 3 senadores de SC, deputados federal Gilmar, Chiodini, Peninha, deputada estadual Ana. Achei o texto bem oportuno para que nossos representantes façam sem medir esforços sua colocação.

(É a hora dos verdadeiros geradores de impostos ?" trabalhadores, desempregados, empresários, investidores, empreendedores - e que sustentam os políticos e os governos se unirem. Devem exigirem à redução da máquina pública cara, empregatícia, sacana e ineficiente que trabalha contra eles e seus empregados.)
Herculano
03/04/2020 10:03
ESCLARECIMENTO SOBRE AS CRITICAS À QUARENTENA, por João Cesar de Melo, publicado pelo Instituto Liberal

Que fique claro:

NÃO estamos ignorando a existência do vírus.

NÃO estamos menosprezando as mortes, tampouco o sofrimento dos internados.

NÃO estamos dizendo que as pessoas deveriam seguir suas vidas como se nada estivesse acontecendo.

Estamos dizendo desde o começo que imprensa, oposição e governadores ignoraram premeditadamente estudos e opiniões de cientistas que afirmam que, pelas características climáticas e demográficas do Brasil, o vírus não se disseminaria como aconteceu na China, Europa e Estados Unidos.

Estamos dizendo que as autoridades deveriam ter tido mais responsabilidade, avaliado melhor a situação de cada cidade e estado; não poderiam ter feito da maneira que fizeram, reproduzindo procedimentos que estavam em curso em países tão diferentes do Brasil.

Fomos contra a suspensão da atividade econômica porque - como declarou tardiamente o Diretor-geral da OMS - países pobres sofrerão mais com isso do que com o próprio vírus.

Embasamo-nos na realidade de que vivemos num país onde metade das pessoas têm renda até um salário mínimo. Vivemos num país pobre. Dezenas de milhões de cidadãos dependem do trabalho de cada dia, não têm dinheiro guardando, moram em residências pequenas e desconfortáveis, grande parte sem acesso a água potável. Proibir essas pessoas de trabalhar significa sentenciá-las ao desespero.

Hoje, a imprensa nos bombardeia noticiando morte por morte, informando só lá no finalzinho - quando se "lembram" - que cada uma delas já sofria de alguma doença grave. Porém, crises econômicas têm efeitos muito mais abrangentes e silenciosos, matam pessoas sadias, com plena perspectiva de vida.

Crises econômicas não são apenas números vermelhos e gráficos decrescentes na tela do computador. São dezenas de milhares de pessoas que acabam sofrendo infartos, derrames e até se suicidando.

Crises econômicas fazem disparar os índices de violência doméstica e de abandono do lar, levam milhares a serem despejados de suas casas e outros milhares à morte por fome.

Há ainda os danos psicológicos em massa, causados pelo terror jornalístico. Explosão do número de casos de transtornos obsessivos compulsivos (TOC) e síndrome de pânico, dentre outros.

O número de vítimas do vírus não será nem uma fração do projetado pelos anunciadores do apocalipse, mas as vítimas da suspensão da atividade econômica serão dezenas de milhões.

Agora, governadores, imprensa e oposição vão cobrar que o Governo Federal resolva de forma rápida e satisfatória o problema que eles criaram. Um espetáculo de cinismo.".
Herculano
03/04/2020 08:52
IMPAGÁVEL

Cena na prefeitura de Gaspar, um subordinado lendo a coluna Olhando a Maré desta sexta-feira por telefone para um superior
Herculano
03/04/2020 08:50
DOMINGO DE JEJUM

As várias denominações evangélicas pentecostais, estão convocado pelas redes sociais orações e jejum neste domingo para dois milagres: o fim da Covid-19 no Brasil e a proteção no mandato do presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido.
Miguel José Teixeira
03/04/2020 08:49
Senhores,

"Câmaras municipais já começam a realizar sessões remotas com apoio do Senado.

- A tecnologia e o suporte do Senado Federal auxiliaram a Câmara de Vereadores de São José (SC) a se tornar, nessa terça-feira (31), a primeira Casa Legislativa municipal do Brasil a realizar uma sessão remota. Após a avaliação positiva da experiência, o plano é levar a solução para até 80% do território nacional, conforme o diretor-executivo do Interlegis, Márcio Coimbra.

+ em:
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/04/01/camaras-municipais-ja-comecam-a-realizar-sessoes-remotas-com-apoio-do-senado

Pois é. . .a utopia do Upiara em desenvolvimento.

Portanto, Processo Legislativo Remoto, já!

(ainda acredito no Papai Noel)
Herculano
03/04/2020 08:47
BELZEBU

Os bolsonaristas desde ontem a noite já elegeram o Belzebu da vez: o deputado e ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, PSD.
Herculano
03/04/2020 08:43
SINCERICÍDIO

De Xico Graziano, agrônomo e agroambientalista no twitter

O presidente @jairbolsonaro é tão sincero que não esconde sua treta com @lhmandetta. Não precisava. Era fácil tergiversar. Por outro lado, foi honesto. Nós não estamos acostumados à essa sinceridade. Se, entre eles, a situação for aberta, clara, menos mal. Deslealdade jamais.
Herculano
03/04/2020 08:18
MINHA EXPERIÊNCIA, O MEU ATESTADO

Só chefes fracos têm inveja de seus subordinados competentes ou que lideram equipes a resultados ou inspiram confiança à equipe e transmitem segurança ao mercado e clientes.

Chefes fracos precisam de submissos, paus-mandados e até fingidos traíras, que quando a água chega são os primeiros a pularem do barco. Chefes fracos precisam e vivem rodeados de bobos-da-corte.
Herculano
03/04/2020 08:11
da série: se impostos sustentam a máquina pública feita de servidores essenciais e trabalhadores, mas principalmente de privilégios, comissionados, cabos eleitorais empregados com o dinheiro público e quase todos com estabilidade, a falta de impostos não obrigará o Congresso e o Judiciário a uma medida legal para o necessário ajuste? Há um colapso, só não há na máquina dos executivos, legislativos, judiciários e ministérios públicos. Meu Deus!

NO DÉBITO OU NO CRÉDITO, VENDAS CAEM 50%, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Colapso já está nos dados tétricos, e governo ainda é reativo e incapaz de planejar

O Brasil começou a fechar as portas na segunda-feira, 16 de março. Na semana seguinte, o faturamento com as vendas de cartão de crédito e débito caía cerca de 50% em relação à média diária do primeiro bimestre do ano, segundo este jornalista apurou. No comércio de roupas, calçados e acessórios, quase 90%. Nos restaurantes, quase 70%.

Houve um apagão no consumo de energia, que baixou 18% entre a sexta-feira, 13, antes do início do pânico da epidemia, e a sexta-feira, 27 (para ser preciso, essa foi a queda na carga, que inclui perdas técnicas e comerciais, de furtos a problemas de medição). O consumo nas empresas caiu, nas residências aumentou.

Parece evidente a quase todo o mundo que a economia entrou em colapso, mesmo antes de ler os números preliminares do desastre.

Mas será necessário ter medidas novas e frequentes da asfixia econômica, porque será preciso: 1) saber da eficácia das medidas de auxílio (caso sejam de fato implementadas); 2) socorrer setores que, infelizmente talvez se descubra, estejam sendo especialmente arruinados, mais do que se esperava.

No entanto, ainda não existe um plano federal de monitoramento das zonas de desastre nem um programa para a economia de guerra, que vai durar muito tempo além do período de ataque nuclear da epidemia.

Isso para dizer a coisa com o eufemismo mais diplomático, para descrever de modo ameno este governo de hostilidade essencial e feroz contra a inteligência.

Na verdade, faz menos de duas semanas o governo mal se movia, praticamente inclinado a largar a economia a sua própria sorte, quando não isolado no seu bunker de obscurantismo intelectual e político.

Até agora, inexistem comitês executivos e de consulta social organizados, que possam indicar onde é preciso apagar os incêndios do bombardeio de guerra que ainda virá. Não existe diálogo sistemático com o país. Não existem comitês de cientistas e estudiosos organizados e convocados para auxiliar a administração federal. A sociedade e os demais Poderes se viram como podem.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria, 41% das empresas industriais interromperam a produção, várias delas fábricas de veículos, pilar de boa parte do restante do setor industrial (por falar nisso, a venda de veículos caiu 22% em relação a março de 2019).

No setor de serviços, de quanto será a paralisia, para não dizer ameaça de morte? Não sabemos.

Esta grande recessão será, de modo inédito, um colapso dos serviços. Os que sobreviverem, de resto, não terão como recuperar o faturamento perdido, como talvez ocorra com parte das fábricas. Quanto mais empresas de serviços naufragarem, do salão de beleza e dos restaurantes às consultorias técnicas, maior será a recessão "tradicional" (colapso no investimento em novas construções, instalações produtivas e equipamentos).

É preciso acompanhar o tamanho do desastre, pensar em novos paliativos, projetar o futuro depois do pior da epidemia. Não será possível simplesmente desligar os respiradores dos negócios e dos trabalhadores na UTI econômica logo depois do fim do grande confinamento (haverá ainda confinamento parcial, obrigatório ou voluntário).

Depois da guerra, será preciso além do mais um plano de reconstrução, que deve ser pensado a partir de agora, até para dar uma perspectiva de futuro para pessoas e negócios. Mas a mentalidade de fundo do governo é "virem-se", "morreu" (pessoas ou empresas), paciência.
Herculano
03/04/2020 08:01
O JOGO DUPLO

De Caio Coppolla, no twitter:

Na hora de cercear liberdades e restringir direitos, governadores e prefeitos são os primeiros a aparecer em busca dos holofotes.

Mas na hora de abrir o caixa ou isentar a população de impostos, aí é com o Presidente. Oportunistas querem o bônus, mas nunca o ônus.
Herculano
03/04/2020 07:58
TUDO ERRADO. NA HORA DA CRISE Só O POVO, OS DESEMPREGADOS, OS JÁ POBRES E OS DE CLT PAGAM A CONTA DOS AJUSTES OBRIGADOS POR POLÍTICOS E SINDICATOS

De Ricardo Amorim, no twitter:

Estatais pagam salários até 8 vezes maiores que o mercado. Um engenheiro de manutenção da Eletronorte, por exemplo, chega a ganhar mais de R$76.200,00 por mês. Alguém ainda tem dúvidas por que tanta gente é contra privatizações?
Herculano
03/04/2020 07:53
DOS DESATINOS

De uma professora da rede pública municipal, sobre os meu comentário abaixo em que elenco os desatinos da gestão de Kleber Edson Wan Dall, MDB, e seus "çabios".

"Ele [eu] esqueceu de comentar sobre a Educação, que está um caos.

Respondo: "professora, a ex-secretária de Educação de Gaspar, Zilma Mônica Sansão Benevenutti, MDB, por mais três anos - ali não houve mudanças e sempre focos dos meus comentários -, acaba de sair para se candidatar a vereadora. Ela tem certeza que é popular e pode até se eleger - o ao menos fazer legenda como uma soldado para o MDB - com os votos do professorado que ela quer como seu principal cabo eleitoral. Então: em quatro de outubro vai se descobrir que tem razão. Agora é esperar é ver lá quem realmente tem mais café no bule".
Herculano
03/04/2020 07:39
UMA DIFERENÇA GRITANTE

BOLSONARO POSSUI UMA EQUIPE QUE INSPIRA CONFIANÇA DOS BRASILEIROS MESMO OS QUE NÃO VOTARAM NELE. E ISSO CAUSA CIUMES PARA ELE

KLEBER POSSUI UMA EQUIPE QUE INSPIRA DESCONFIANÇA DOS GASPARENSES, ATÉ PARA OS QUE VOTARAM ELE. E ISSO CAUSA ORGULHO PARA ELE
Herculano
03/04/2020 07:25
ÁREA PÚBLICA IMPÕE SACRIFÍCIOS, E SE FINGE DE MORTA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta sexta-feira nos jornais brasileiros

Representado pelos Três Poderes, o setor público cria leis e decretos e só comunica ao setor privado, que o sustenta, quanto vai custar a crise em empregos suprimidos e empresas quebradas. Inventam suspensão de contrato, põem 25 milhões de pessoas na fila do seguro-desemprego, pintam e bordam. Quanto a eles, muitos marajás, fingem-se de mortos. Nem um grama de sacrifício, nada. Continuam com salários integrais, regalias, mordomias, penduricalhos, jatinhos da FAB e carros oficiais à disposição. O Brasil gastou R$928 bilhões com servidores só em 2019.

MARAJÁS UNIDOS JAMAIS...

...serão vencidos: chefes dos poderes que têm mais marajás, Dias Toffoli (STF) e Rodrigo Maia (Câmara) têm um pacto contra a redução.

ATITUDE VERGONHOSA

Câmara e Senado fecharam na gaveta (e jogaram a chave fora) projetos prevendo a redução ou a suspensão dos salários dos parlamentares.

NINGUÉM TASCA

Toffoli prometeu a representantes de procuradores e juízes, dias atrás, que a grana de suas excelências não será reduzida. Quanto ao País...

O PAÍS QUE SE EXPLODA

A pelegada das chamadas "carreiras de Estado" já se posicionou contra a redução de salários. Cinicamente, acham que "não precisa".

DESEMPREGADOS HÁ UM ANO VÃO FICAR SEM AJUDA

A legislação aprovada no Congresso vai deixar sem acesso ao auxílio de R$600 do coronavoucher milhares de desempregados que buscam trabalho há mais de um ano. É que um dos itens proíbe o pagamento, hoje, em abril de 2020, a quem estava empregado em 2018, há quase um ano e meio atrás. O item perverso e sem sentido foi aprovado por deputados e senadores e não está entre itens vetados pelo presidente.

POLÍTICOS NÃO SE IMPORTAM

Não importa se está desempregado há mais de um ano, quem ganhou R$28.559,71 (cerca de R$ 2,2 mil mensais), em 2018, ficará sem nada.

MAIS GENTE DE FORA

Estão fora ainda aposentados, pensionistas e outros com renda familiar acima de 1/2 salário mínimo por pessoa ou três salários mínimos no total.

PAÍS DO CADASTRO

O motivo do corte, mais uma vez, é a falta de cadastro, pois os dados de renda da Receita, utilizados para cruzamento, são relativos a 2018.

MAIOR CARA LISA

Agora foi a vez de Dilma afirmar à Polícia Federal que "nunca ouviu falar" na gorda conta bancária que Joesley Batista abriu para ela no exterior. O chefe da quadrilha, que nunca sabia de nada, também "não conhecia" quem reformou de graça o seu tríplex no Guarujá e seu sítio em Atibaia.

CENOURA PENDURADA À FRENTE

A estratégia de Rodrigo Maia para repórteres esquecerem a história de cortar salários e regalias no setor público: se citarem o assunto, dá um jeito de criticar o governo. Ataque ao governo sempre ganha prioridade.

IMPACTO GRAVÍSSIMO

O ministro Marcelo Álvaro Antonio revelou que o setor do Turismo foi o primeiro impactado pela crise do coronavírus: "Há áreas que foram de 100% de faturamento para 0%", destacou. Uma tragédia.

LÁ, É JOGO RÁPIDO

Trump anunciou ontem uma ajuda às micro e pequenas empresas muito semelhante à brasileira: US$2 bilhões para ajudar no pagamento de salários. Hoje os empreendedores já podem pegar o dinheiro. Já o Brasil, que inventou o programa, não saber como fazer viabilizar a liberação.

SONHO ACABOU

Sem qualquer mudança no calendário eleitoral, acaba neste sábado o prazo de registro de estatutos de novos partidos e, com ele, o sonho do Aliança, do presidente Jair Bolsonaro, de disputar as eleições deste ano.

FOGÃO NO CORAÇÃO

De vez em quando Mandetta deixa escapar um certo saudosismo dos anos em que viveu no Rio, estudando Medicina na Gama Filho. Na mesma época, o primo Fábio Trad, hoje deputado federal, estudava Direito na Uerj. E a dupla não perdia jogos do Botafogo, time do coração.

NÚMEROS NÃO MENTEM

O Brasil, com população 20 vezes maior que Portugal e 12 vezes maior que a Holanda, descobriu o primeiro caso do coronavírus antes que os dois países e tem, em números totais, menos casos. São 7,9 mil aqui, com 212 milhões de habitantes, 9 mil em Portugal e 14 mil na Holanda.

NÃO VAI SOMAR

Sócio da C&V Contabilidade, o contador Vinícius Vasconcelos lembra a quem recebe Bolsa Família que eles não vão acumular o benefício com o coronavoucher de R$600. "Será pago o que tiver maior valor", avisa.

PENSANDO BEM...

...há vida após o apocalipse.
Herculano
03/04/2020 07:22
BOLSONONARO FLERTA COM VICTOR ORBÁN, MAS TÁTICA LEMBRA MAIS JÂNIO QUADROS, por Igor Gielow, do jornal Folha de S. Paulo

Presidente insiste em decretos fadados a serem contestados na Justiça e no Congresso

Em sua "live" transformada em entrevista à rádio Jovem Pan, o presidente Jair Bolsonaro voltou a flertar com saídas de força para lidar com a crise do coronavírus, contrariando todos os conselhos de apaziguamento que vem recebendo do entorno palaciano.

Disse que tem um "decreto pronto" para liberar o comércio nas cidades ora com restrições e disse que há "gente poderosa" que o quer ver afastado da Presidência. "Um presidente pode muito, mas não pode tudo. Só posso tomar certas decisões com o povo ao meu lado", disse, pedindo que a população o apoie.

A frase repercutiu mal entre membros destacados do Judiciário e do Congresso, ainda digerindo a novela acerca da necessidade de uma mudança constitucional para pagar auxílio de R$ 600 aos mais desfavorecidos sob impacto econômico da crise sanitária.

Bolsonaro aposta que poderia ser um Viktor Orbán tropical, mas lhe faltam instrumentos para tal. O premiê húngaro, aliás aliado ideológico do brasileiro, primeiro conquistou o poder político no Legislativo e depois assaltou a Justiça, desmembrando competências.

Foi um trabalho iniciado em 2010, quando assumiu. Só agora, com a crise, conseguiu fazer passar um pacote de plenos poderes para governar por decreto, e ainda tem a Europa toda em seu pé para fazê-lo voltar atrás. Bolsonaro não conta com tal arcabouço.

O apelo ao "povo" lembra outro episódio, de 1961, quando o presidente Jânio Quadros fez uma atabalhoada tentativa de autogolpe que, sem apoio, redundou em renúncia. Sobraram as "forças terríveis", nunca nomeadas, que ecoam agora na "gente poderosa" em Brasília.

O arco narrativo do bolsonarismo sempre previu esse embate. Ele foi eleito, afinal, prometendo "quebrar o sistema". Admite, contudo, que não terá vida fácil na tentativa, vide a ação do Supremo e do Congresso barrando suas tentativas dos últimos dias.

Para alguns observadores, essa admissão pode constituir uma solução em si se levada às últimas consequências. Não talvez a que Bolsonaro e seus apoiadores mais ferozes desejem, naturalmente.

De resto, segue a sessão de humilhação pública do ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), mas a esta altura não é exatamente uma novidade, dado que ao presidente não parece haver a opção da demissão dele no meio de uma emergência.
Herculano
03/04/2020 06:58
da série: espelho, espelho meu, existe alguém mais competente do que eu? ou o vai-e-vem de Bolsonaro que usou gente competente, ou técnica, ou famosa para dar lustro ao seu governo, mas na hora do brilho, isso é um problema grave para ele....que é um "comandante" mandado pelos filhos amalucados ou manchados, ou não consegue transferir esse brilho, ou teima em enfrentar realidades óbvias, decorrente dos fatos

'QUEM TEM MANDATO FALA, E QUEM NÃO TEM, COMO EU, TRABALHA", DIZ MANDETTA APóS AS CRÍTICAS DE BOLSONARO

Presidente afirmou em entrevista que 'está faltando um pouco mais de humildade' ao ministro da Saúde

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Natália Cancian, da sucursal de Brasília. O ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) disse à Folha que não comenta ações do presidente da República e que, por isso, não pretende rebater as declarações de Jair Bolsonaro sobre ele em entrevista à rádio Jovem Pan nesta quinta-feira (2).

"Não comento o que o presidente da República fala. Ele tem mandato popular, e quem tem mandato popular fala, e quem não tem, como eu, trabalha", declarou.

Bolsonaro afirmou que está faltando "humildade" ao ministro da Saúde. "Tá faltando um pouco mais de humildade pro Mandetta", disse o presidente. "O Mandetta em alguns momentos teria que ouvir um pouco mais o presidente da República."

Questionado sobre as declarações do presidente, Mandetta apenas respondeu inicialmente: "ok". "Nunca fiz nenhum comentário sobre as ações dele. Não se comenta o que o presidente da República fala", reforçou o ministro da Saúde.

Em seguida, disse que estava analisando dados sobre o novo coronavírus e preocupado com a situação de algumas regiões.

"Eu acho que estamos frente a uma doença nova, e está todo mundo aprendendo com essa doença. Vamos saber o que ela vai fazer com nosso sistema de saúde. Rezo a Deus que nada disso aconteça aqui, que eu esteja absolutamente errado, que toda a ciência esteja absolutamente errada", afirmou o ministro.

Mandetta e Bolsonaro vem travando um embate desde o começo da crise. O ministro tem defendido políticas de isolamento social frente à pandemia, incluindo o fechamento de estabelecimentos comerciais, como forma de evitar aglomerações e a proliferação da doença.

Bolsonaro, no entanto, tem criticado esse discurso e as medidas, defendidas por Mandetta, adotadas pelos governadores de decretar uma quarentena.

A relação entre o ministro e Bolsonaro vem numa escalada de tensão e subiu mais um nível no domingo (29), quando o presidente resolveu dar um passeio pela periferia do Distrito Federal, contrariando todas as orientações do Ministério da Saúde.

O giro de Bolsonaro ocorreu um dia após Mandett ter reforçado a importância do distanciamento social à população nesta etapa da pandemia do coronavírus.

Mandetta também criticou as manifestações pela reabertura de empresas e de estabelecimentos comerciais, desencadeadas por declarações de Bolsonaro.

"Fazer movimento assimétrico de efeito manada agora, nós vamos daqui a duas, três semanas, os mesmos que falam 'vamos fazer carreata" de apoio. Os mesmos que fizerem vão ser os mesmos que vão ficar em casa. Não é hora, agora", declarou no sábado (28).
Aurelio Marcos De Souza
02/04/2020 23:33
Herculano e leitores boa noite.
Como é consabido, o Brasil esta totalmente fragmentado. Digo isto porque os Estados e os Municípios cada qual dentro de sua competência territorial criaram seus planos para combater a pandemia do Covid-19, em especial o isolamento social, isolamento este que paralisou a economia em todo território nacional.
O Presidente da República ao meu ver pecou em 2 (dois) pontos. O PRIMEIRO é pelo fato de não ter cancelado o Carnaval Brasileiro no ano de 2020, a maior porta de entrada do Covid 19 no território, ou pelo menos deveria o mesmo ter baixado um expediente em conjunto com o Ministério da Saúde indicando aos Estados e Municípios a necessidade de cancelar cada qual seu carnaval, assim transferindo a responsabilidade que tais entes, agora buscam a atribuir única e exclusivamente a ele, sendo que com certeza hoje não estaria a sofrer pressão de muito destes Estados e Municípios.
Temos que SEGUNDO fato foi o não encaminhamento ao Congresso Nacional de forma conjunta ao projeto de lei que criou a Quarentena que possibilitou a repatriação dos brasileiros que estavam na China, de um dispositivo para CENTRALIZAR somente no Ministério da Saúde toda e qualquer ação voltada ao combater a pandemia do COVID - 19 no território Brasileiro, possibilitando que muitas ações fossem adotadas de forma pontual por seu Ministério, como por exemplo promover o isolamento social onde e quando necessário, e não nos moldes atuais, sem qualquer critério técnico.
Jair Bolsonaro por sua inexperiência pecou neste ponto, estando agora de carona neste trem desgovernado onde todo mundo quer ser o maquinista, tendo o mesmo a única certeza de que a conta é sempre sua.
Herculano
02/04/2020 19:22
da série: está ruim no Brasil? Na Argentina está pior, e a perspectiva de futuro é algo muito improvável.


ARGENTINA PROÍBE DEMISSõES E SUSPENSÃO DE TRABALHADORES POR 60 DIAS

Conteúdo de El Clarin. Texto da agência O Globo.Decreto que busca preservar os empregos durante a pandemia do coronavírus foi detalhado aos prefeitos pelo presidente

O governo da Argentina proibiu por decreto as demissões e suspensões de trabalhadores por um prazo de 60 dias, em mais uma medida para sustentar a atividade econômica em meio à quarentena obrigatória decretada no país devido ao avanço do novo coronavírus.

De acordo com o jornal El Clarín, a medida foi publicada em uma edição extraordinária do Diário Oficial, publicada na terça-feira.

"São proibidas as demissões sem justa causa e por motivos de falta ou redução de trabalho e força maior pelo período de 60 dias contados da data de publicação deste decreto no Diário da República", determino o decreto em seu artigo II.

A norma acrescenta que é "essencial garantir a preservação dos empregos por um período razoável, a fim de preservar a paz social e que isso só será possível se a emergência for tratada com um diálogo social em todos os níveis e não com medidas unilaterais".

O decreto 329/2020 estabelece ainda que "as demissões e suspensões previstas em violação ao disposto" na norma "não produzirão nenhum efeito, mantendo as relações trabalhistas existentes e suas condições atuais".

Segundo o Clarín, o presidente Alberto Fernández deu detalhe do decreto que freia as demissões durante uma videoconferência, na terça-feira, com os prefeitos.

O jornal argentino informa ainda que, simultaneamente, o governo está preparando um programa de assistência emergencial para trabalho e produção para empresas afetadas pela crise. Mais de 380 bilhões de pesos serão destinados para ajudar as empresas, incluindo as pequenas e médias, por meio desse plano.

As empresas que aderirem ao programa obterão reduções de até 95% nos encargos empregatícios e o Estado pagará parte do salário dos trabalhadores.
Herculano
02/04/2020 19:16
A PREFEITURA DE GASPAR ESTÁ FALIDA NA GESTÃO A FAVOR DA CIDADE E DOS CIDADÃOS PAGADORES DE PESADOS IMPOSTOS.

ELA ESTÁ ORGANIZADA APENAS COMO MÁQUINA ELEITORAL.

CONTRADITORIAMENTE, TODAVIA, ESTÁ TORCENDO PARA QUE AS ELEIÇõES DE OUTUBRO SEJAM PRORROGADAS E QUE O PREFEITO ELEITO KLEBER EDSON WAN DALL, MDB, NÃO TENHA QUE PASSAR PELO REFERENDO DE AVALIAÇÃO POPULAR.

A LISTA DE DESATINOS É LONGA. E COMEÇA PELA SAÚDE PÚBLICA, O HOSPITAL E QUE RETRATO, MAIS UMA VEZ, HOJE, NA COLUNA FEITA ESPECIALMENTE PARA O MAIS ANTIGO JORNAL IMPRESSO DA CIDADE COM 30 ANOS DE CIRCULAÇÃO SEM INTERRUPÇõES, MESMO SOB CATÁSTROFES AMBIENTAIS SEVERAS, PERSEGUIÇõES DE POLÍTICOS PARA DESMORALIZAR E CONSTRANGER AS PUBLICAÇõES,OU AS CRISES FINANCEIRAS PROVOCADAS PELOS DESGOVERNOS OU DO PRóPRIO AMBIENTE DE NEGóCIOSEM RECONHECIDA MUDANÇA .

NO ATUAL GOVERNO Só IMPROVISOS... E PARTE DA CULPA, VEJAM Só, SEGUNDO OS "ÇABIOS" DO PASSO É DESTA COLUNA RETRATA O QUE SE ESCONDE.

OU SEJA, COMO NO TEMPO DO PT, ESTÃO PASSANDO O RECIBO ONDE UMA ANDORINHA ESTÁ FAZENDO O VERÃO.

DEPOIS DO FEDOR DO LIXO QUE DENUNCIEI AQUI COMO ANTEPENÚLTIMA ARMAÇÃO DO IMPROVISO NA COLUNA DE TERÇA-FEIRA, COLUNA FEITA ESPECIALMENTE PARA O PORTAL, A PENÚLTIMA FOI ANUNCIADA NO DIA PRIMEIRO DE ABRIL - O DA MENTIRA.

ENTRETANTO, FOI A REAFIRMAÇÃO DE UMA VERDADE DURA QUE KLEBER IMPROVISOU COM OS SEUS POR QUASE DE TRÊS ANOS, DEPOIS PROMETER SOLUCIONAR O QUE HERDOU DA ADMINISTRAÇÃO PETISTA DE ZUCHI.

ALIÁS UM HOSPITAL CAPENGA E FALTA DE CRECHES, SÃO HERANÇAS DO PT QUE RENDERAM VOTOS AO MDB, PP E PSC NOS DISCURSOS E PROMESSAS DA "SOLUCIONÁTICA".

É QUE NO DIA PRIMEIRO DE ABRIL A CATURANI MANDOU UM OFÍCIO COM BANANAS PARA O PREFEITO KLEBER E SEUS "ÇABIOS": TOMA QUE O FILHO É DE VOCÊS.

TUDO ISSO SE ESCONDIA NA IMPRENSA COMO NOTÍCIA ATÉ O FINAL DESTA QUINTA-FEIRA QUANDO A NOTÍCIA PIPOCOU NA IMPRENSA DE BLUMENAU, BRUSQUE, ITAJAÍ E FLORIANóPOLIS.

E AÍ NÃO FOI POSSÍVEL SEGURAR MAIS O QUE A CIDADE SABIA PELOS APLICATIVOS DE MENSAGENS E REDES SOCIAIS. O CAOS S?" NÃO FOI PIOR, PORQUE ESTAMOS DE QUARENTENA

OS DO PAÇO MUNICIPAL QUE ENTRAM EM FÉRIAS COM VENCIMENTOS GARANTIDOS PELO POVO EMPOBRECIDO, SOB AMEAÇA DE FICAR DOENTE E SEM SOCORRO POR AQUI , TENTAVA UMA UMA SAÍDA ENTRE MUITAS DESCULPAS PARA CONFUNDIR OS DESINFORMADOS.

ISTO ESTAVA ESCRITO HÁ MUITO AQUI DE QUE ACONTECERIA ASSIM. É IMPOSSÍVEL QUE O PREFEITO E OS SEUS NÃO SABIAM. A CATURANI DEU VÁRIOS ALERTAS. NÃO SURPREENDEU NINGUÉM.

ALIÁS QUANDO O SEU REPRESENTANTE JURÍDICO FOI HÁ TRÊS ANOS NA TRIBUNA DA CÂMARA DAR AS CARTAS DOS JOGO, ESTAVA ESCRITO O DESFECHO DESTA SEMANA. E FOI ANTES DELA FAZER O SERVIÇO QUE NUNCA TINHA FEITO ANTES EM LUGAR NENHUM.

NÃO SE SABE SE O ANÚNCIO VEIO NA PIOR HORA OU NUMA SACADA COMBINADA. EXPLICO: OU É PARA AFUNDAR A ATUAL ADMINISTRAÇÃO OU PARA FAZER TRAMPOLIM PARA ELA VIRAR HEROÍNA.

O SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIVO ESTÁ INTERROMPIDO E FALIDO PARA OS GASPARENSES TRABALHADORES, DESEMPREGADOS E ESTUDANTES. A CATURANI ANUNCIOU A DEMISSÃO DE SEUS FUNCIONÁRIOS EXATAMENTE QUANDO O GOVERNO FEDERAL E ESTADUAL CRIAM PROGRAMAS DE ESTABILIDADE MÍNIMA PARA OS TRABALHADORES NA INICIATIVA PRIVADA. ESTRANHO

O QUE SIGNIFICA ISSO? MAIS OUTRO CONTRATO DE EMERGÊNCIA E SOB AS REGRAS E PREÇOS DE QUEM QUISER FAZER ESSE "FAVOR" NUM ESTADO DE CALAMIDADE DA COVI-19? INCRÍVEL!

Só FALTARÁ SER A PRóPRIA CATURANI A ACEITAR UM NOVO CONTRATO, COM NOVAS ROTAS, COM NOVOS HORÁRIOS E PREÇOS AINDA MAIORES DO QUE JÁ PRATICA E QUE SÃO OS MAIS ALTOS DA REGIÃO.

ACORDA, GASPAR!
Herculano
02/04/2020 18:46
BOLSONARO NÃO ACEITA RENÚNCIA E BUSCA SE RECOMPOR COM MORO E GUEDES, por Tales Faria, no UOL

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad é um crente. Acredita que pode convencer o presidente Jair Bolsonaro a renunciar. Pelo menos foi isso que tentou fazer com uma simples postagem no Twitter.

Não, Bolsonaro não aceita nem ouvir falar no assunto. Quando saíram os primeiros artigos na mídia aventando a hipótese, ele xingou os autores com palavras impublicáveis.

O presidente é irascível, mas não age somente por impulso. Também sabe ser bastante pragmático.

Agora, por exemplo, voltou a cortejar seus dois ministros mais famosos: Sérgio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia). Eles andavam irritados com a forma como o chefe tem tratado o ministro da Saúde, Henrique Mandetta.

Bolsonaro recuou, admitiu que o novo coronavírus é um problema sério.

Deu um passo atrás. Mas nada garante que, daqui a pouco, dê dois passos à frente.

Esse morde-e-assopra é a forma escolhida pelo presidente para convencer seus eleitores de que sempre está com a razão.

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