Primeiro, os "çabios" fizeram um edital para assustar os interessados ou pegar um trouxa. - Jornal Cruzeiro do Vale

Primeiro, os "çabios" fizeram um edital para assustar os interessados ou pegar um trouxa.

11/06/2020

Na foto distribuída pela prefeitura, ela está preparando o terminal urbano para receber o serviço de transporte coletivo. No edital, isso seria tarefa da empresa da vencedora. Como não houve vencedora...

 

“Sem saída”, mais uma vez, a Prefeitura de Gaspar foi às negociações emergenciais de bastidores e contratou empresa para o transporte coletivo. Em novo improviso administrativo

 

Eu estava certo I

O que eu escrevi na coluna de 29 de maio sob os títulos “O novo improviso de Kleber I, II, III e VI”? “Arma-se um novo improviso contra a cidade e o cidadão”. Referia-me ao vácuo da “fuga”” da Caturani. Ela é originária de Blumenau. A Caturani não quis sequer espichar o contrato provisório que tinha. Ela se meteu a fazer aqui o transporte coletivo urbano – aprendeu e está habilitada às licitações - depois que a titular e vencedora da única concorrência feita por em Gaspar, lá em 2002, a Viação do Vale, de São José, também deu no pé antes de vencer o contrato licitado. Soltou – como a Caturani - marimbondos contra os administradores públicos daqui. O que aconteceu? Bingo! Tão logo o artigo tomou à cidade, o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, amenizou e disse que já estava negociando nos bastidores com uma empresa. Era, afinal, o que restava – por obrigação mínima emergencial - diante do “vazio” na nova licitação, a 05/2019, de 22 de outubro e que a pandemia deu até uma mãozinha no tempo para a prefeitura trabalhar melhor esses bastidores. Então, a partir deste 22, os trabalhadores, desempregados e futuramente, os estudantes, já terão um novo improviso da gestão Kleber à disposição. A tarifa, até o fechamento do texto da coluna, não havia sido anunciada. Talvez ainda esteja sendo negociada nos bastidores.

Eu estava certo II

Eu e a Hodierna Transportes Públicos, de Concórdia, que tentou impugnar o edital no dia 17 de outubro para tentar participar dele, estávamos certos. No “press release” que distribuiu na semana passada para anunciar a volta do Transporte Coletivo e rebater esta coluna, o prefeito Kleber tentou repassar a culpa pelo não aparecimento de interessados no edital: foi resultado de “um estudo técnico e orientações do Ministério Público”. Meu Deus! Quem vai fazer o serviço em Gaspar é a Safira, da família Bogo, experimentada nesse ramo em Jaraguá do Sul, Gaspar e Blumenau, de onde foi sacada com a falência do Consórcio Siga ao tempo de prefeito de lá, Napoleão Bernardes, PSD. A prefeitura de Gaspar no edital que ninguém apareceu, queria, absurdamente, R$174.220.653,73, por 20 anos de concessão. Com a Safira, a prefeitura não ganhará nada. Queria que o capital da vencedora fosse de no mínimo R$18.033.460,68. Uau! A Safira não tem nem 10% disso. Ai, ai, ai.

Eu estava certo III

E não havia um do ramo de transporte coletivo que tivesse visto o edital e que não concluísse o que a Hodierna afirmou categoricamente na sua impugnação: “Todas as exigências visam unicamente reduzir a competição”. A prefeitura não aceitou a impugnação. Bingo mais uma vez. É impossível que tudo isso tenha a parceria do MP como se justifica agora Kleber perante à cidade e os seus eleitores. O edital não atraiu investidores. Incrível! Não ocorreu que havia algo errado? É que o edital do século 21 com uma operação no século 20 foi feito para assustar os interessados ou então, quebrar o vencedor. Queriam-se coisas como R$609.772,29 de depósito de garantia todos os anos. Ou seja, retirava-se essa alta quantia do giro da empresa e a dava para o uso do caixa da prefeitura. A Safira não vai dar issoExigia-se iniciar a operação no dia seguinte à assinatura do contrato, que se daria imediatamente à proclamação da vencedora. O normal é um prazo mínimo de 60 a 90 dias. Trazia-se uma planilha fake, com defasagem salarial para servir de base na composição dos custos, ou repassava obrigações do município, como a manutenção do terminal urbano, sem que isso fosse possível dimensionar nos custos da operação, além de exigir a implantação da bilhetagem eletrônica às expensas do vencedor sem a possibilidade de diluição desse investimento. A Safira fará isso? O contrato ainda não apareceu ao distinto público.

Eu estava certo IV

Como se vê, tudo foi talhado no edital para não se ter ninguém interessado nele. Ou, então, a prefeitura de Gaspar apostou alto e perdeu tudo. Provou do seu próprio veneno. Ambas, são coisas de “çabios”, que transformaram a diretoria de Transporte Coletivo desde o início da gestão Kleber num cabide de emprego político comissionado e com gente que não é do ramo. Dessa forma, permitiu-se, mais uma vez, o governo Kleber e o prefeito de fato Carlos Roberto Pereira, secretário da Fazenda e Gestão Administrativa, onde está a Ditran com a diretoria de Transportes Coletivos, negociarem nos bastidores, algo essencial para a cidade e os cidadãos. Transparência zero. O contrato é de seis meses, podendo ser renovado sucessivamente até uma nova licitação que desde que a Viação do Vale saiu daqui, enrola-se há quatro anos. A Safira vai começar do zero, em tempo de pandemia, ou seja, à meia boca, afinal está provisoriamente por aqui. E no provisório não precisa se submeter as exigências de um edital draconiano, com o aval do Ministério Público como foi o 05/2020. O improviso está armado. A eficiência do governo ficou outra vez e somente na propaganda oficial e nos bastidores. Acorda, Gaspar!

 

TRAPICHE

Samae inundado I. A fama do mais longevo dos vereadores José Hilário Melato, PP, como gestor eficiente do Samae de Gaspar e onde foi seu diretor-presidente por mais de três anos, está ameaçada pelo interino Cleverton João Batista, engenheiro titular da secretaria de Planejamento Territorial. Experiência no Samae ele já teve de sobra, mas em Blumenau.

Samae inundado II. Cleverson acabou com o sobreaviso; os plantões só presenciais. Está revendo o segundo reservatório da Bateiais, pois o que falta lá de verdade é água para os reservatórios. Vender água para Ilhota, primeiro ela precisa chegar aos gasparenses do Pocinho e outras regiões como o Barracão, Margem Esquerda.... Além disso, é necessário substituir quilômetros de tubos de 60mm, que suporta apenas 20l/s, por uma de 110mm, capaz para 6l/s.

Samae inundado III. Mas, a grande obra de Melato, o reservatório do Centro, já dá sinais de cansaço. Moradores da Rua Catarina Schramm estão desconfiados. Em tempo de seca prolongada, o morro esteve sempre molhado naqueles lados. Logo depois da inauguração começaram os temores por infiltrações decorrentes da obra.

Tem servidor efetivo de Gaspar, que se diz pré-candidato a vereador, que continua postando chamadas de sua live em pleno horário de serviço. Como é do time do poder de plantão, ele pode.

O governador Carlos Moisés da Silva, PSL, finalmente fez o óbvio. Só na terça-feira à noite pediu desculpas aos catarinenses. Se tivesse feito isso no primeiro minuto da polêmica no domingo, já teria saído da mídia. Incrível como essa gente no poder de plantão pensa nos outros como tolos diante de imagens irrefutáveis.

Engraçado foi ver o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB – que não participou do episódio - se equilibrar para exigir do hotel o cumprimento decreto do próprio governador. Já o Ministério Público mandou instaurar um inquérito. Cumpriu o papel naquilo que daqui se tornou manchete no estado e no Brasil. Se não cuidar, poderá ser surpreendido outra vez por manchetes estaduais de coisas daqui.

Você sabia? A prefeitura de Gaspar cortou o convênio de castrações animais de rua firmado com a Agapa – Associação Gasparense de Proteção aos Animais - e que ela assinou no início do ano?

Há duas sessões, o líder do governo na Câmara, Francisco Solano Anhaia, MDB, lembrou e se congratulou pelo Dia da Imprensa, no que foi observado pelo presidente da Casa, Ciro André Quintino, MDB: “depende, da imprensa, né, vereador?” Ambos, certamente, estavam discriminando uma e homenageando a outra imprensa: a que baba os ovos de políticos por conveniência.

Enquanto isso, nesta segunda e terça-feira, os vereadores de Gaspar, ao preço de R$877,00, cada um, prepararam-se com dinheiro dos pesados impostos dos gasparenses para as eleições deste ano. Eles realizaram pela internet – das 14h às 18h – o curso “caça níquel” denominado “Condutas Voltadas aos Agentes Públicos na Eleição de 2020”, o qual pediram em ofício individual ao presidente da Casa. Meu Deus! E em plena pandemia?

Nem todos se inscreveram. Pedi ao presidente Ciro André Quintino, MDB, a lista dos participantes. Providencialmente, ele estava em silêncio até o fechamento deste texto. Ou seja, deixou todos o mesmo balaio. Este tipo de “curso” deve ser pago pelos candidatos de forma particular e quando muito, pelos partidos que já têm de nós, o dinheiro dos pesados impostos no bilionário Fundo Partidário. Acorda, Gaspar!

Ilhota em Chamas I. Os áudios de empreiteiro para o vereador e funcionário público de Ilhota, Almir Aníbal de Souza, MDB, provam às impunes negociatas na troca de votos para ele e na reeleição do atual prefeito, Érico de Oliveira, MDB. É gente que está no poder de plantão e com a caneta na mão.

Ilhota em chamas II. Impressionante: o bafo que receberam nas redes sociais, aplicativos de mensagens e imprensa foi considerado coisa armada pela oposição e não como algo tipificado como crime. E o áudio foi vazado num erro do próprio vereador ao usar o seu whatsapp.

 

Edição 1955
 

Comentários

Miguel José Teixeira
15/06/2020 08:36
Senhores,

O inverno de sara

"Sara Winter, ativista do movimento 300 do Brasil, é presa pela PF em Brasília"
(FSP, hoje, Painel)

Huuummm. . .seria bom tansferí-la para "Curitchiba", para que ele tente, numa rara fagulha de inteligência, entender o significa do "winter".
Herculano
15/06/2020 07:35
da série: na pior hora governo Bolsonaro mostra que pode estar descomprometido com a estabilidade fiscal. As bolsas da Ásia fecharam no vermelho. As da Europa abriram no vermelho. O Brasil que reflete os mercados externo e com a crise econômica, social e política se agravando, a Bolsa tem uma tendência de forte queda, novamente.

'FAREI UMA TRANSIÇÃO COORDENADA', DIZ MANSUETO AO CONFIRMAR SAÍDA DO GOVERNO

Secretário do Tesouro prepara a saída para agosto; ao menos quatro nomes estão na lista do ministro Paulo Guedes para o cargo

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Alexa Salomão.O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, se prepara para deixar o governo de Jair Bolsonaro. Segundo disse à Folha, desde o final do ano passado já pensava em deixar as funções públicas, mas adiou a saída por causa da crise do coronavírus.

"Eu já vinha conversando com o ministro Paulo Guedes e há algumas semanas disse que anunciaria minha saída no final de junho, mas a informação vazou e tenho que antecipar o anúncio", disse. "Mas não vou sair nos próximos dias, vou sair em agosto porque farei uma transição coordenada", disse Mansueto à Folha.

Mansueto diz que deixa o governo porque precisa descansar. "As pessoas precisam ter em mente que sou o único que estava no governo anterior e permaneceu no atual, estou desde 2016 e não aguento ficar até o final do governo porque eu preciso descansar", afirmou.

Mansueto contou que deixaria o governo no início do ano, no entanto, a crise do coronavírus protelou a decisão. Agora, seria o momento adequado porque está se iniciando uma nova fase para a gestão econômica, a fase que ele chama de pós-Covid e vai demandar medidas para a recuperação e retomada da atividade.

"Ou saía agora, ou não saía, porque é preciso que seja o mesmo secretário acompanhando esse novo momento", disse Mansueto.

Segundo ele, há vários bons candidatos para substituí-lo, mas caberá ao ministro Guedes falar em nomes. "O importante é que meu sucessor vai encontrar uma equipe muito técnica", afirmou.

Segundo a Folha apurou, ao menos quatro nomes já estão na lista que Guedes avalia.

Caio Megale, secretário de Desenvolvimento, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia, que já foi secretário de Fazenda no município de São Paulo. Jeferson Bittencourt, secretário especial adjunto de Fazenda da Secretaria Especial de Fazenda, também no Ministério.

Também está na lista Bruno Funchal, que foi secretário de estado da Fazenda no Espírito Santo. Há também uma mulher, a subsecretária de Relações Financeiras Intergovernamentais do Tesouro, Priscilla Maria Santana.

Mansueto disse que ainda não sabe para onde vai e decidirá durante a quarentena, o período de seis meses em que agentes públicos precisam cumprir antes de assumir cargos na iniciativa privada.

"Tem gente dizendo que já conversei aqui e ali. Não é verdade. Seria maluquice eu estar no governo e vendo para onde ir. Vou definir isso na quarentena depois que sair", afirmou. "Mas uma coisa eu já posso garantir vou continuar escrevendo e contribuindo para o debate fora do governo."

Integrantes da equipe econômica dizem que relação de Mansueto com o grupo da economia e com o ministro Guedes é considerada construtiva desde o começo. Uma fonte que falou na condição de anonimato conta que Mansueto, inicialmente, teria acertado que ficaria seis meses, mas acabou estendendo em um ano permanência à medida que ocorriam novas demandas e projetos.

Já estava acertado, inclusive, que ele seria o primeiro a ocupar o cargo de diretor-executivo do Conselho Fiscal da República, um órgão previsto na PEC do Pacto Federativo. No entanto, com a pandemia, as prioridades mudaram a votação de todas as PECs com mudanças estruturais foram adiadas.

O secretário comanda o Tesouro desde abril de 2018. Assumiu a função no último ano do governo Michel Temer (2016-2018). Antes, foi secretário de Acompanhamento Econômico e de Acompanhamento Fiscal do então Ministério da Fazenda, na gestão Henrique Meirelles (2016-2018).

No ano passado, diante de rumores de que deixaria a função, Mansueto afirmou que estava decidido a permanecer no cargo e que era normal que houvesse embates técnicos no ministério.

Na época, ele disse que o ministro sugeriu sua transferência para o Conselho Fiscal da República, órgão que seria criado com a aprovação das propostas do pacto federativo. Mas afirmou que só se interessa pelo conselho fiscal se pudesse acumular os dois cargos.

"Eu já falei que não me vejo envelhecendo no governo e que Paulo Guedes é o último ministro com quem eu vou trabalhar. Mas, eventualmente, em alguma ocasião, se eu for sair, eu vou avisar com antecedência. Eu vou ficar no governo", disse o secretário em dezembro do ano passado.

No final do ano, Guedes afirmou que o Tesouro Nacional deveria passar por uma troca no comando e que Mansueto deveria acumular o cargo com a liderança do Conselho Fiscal da República e, depois, "decolar".
Herculano
15/06/2020 07:28
HOJE É DIA DE COLUNA OLHANDO A MARÉ INÉDITA
Herculano
15/06/2020 07:18
LEILõES

Ao Miguel José Teixeira, sobre o seu post "Abrir atabalhoadamente o baú, trará infelicidade".

Penso: nem se tratar de abrir atabalhoadamente o baú; parece-me que não há clima para este otimismo, pois a economia encolheu e a política interna está entrando em parafuso. E o que poderia ser um bom negócio, se insistir, entrará na bacia das almas.
Miguel José Teixeira
14/06/2020 20:42
Senhores,

Para não dizerem que não teclei sobre futebol:

"Em três meses de isolamento, vi na tevê o Botafogo ser campeão quatro vezes"

(Frases (uma das) da clausura do meu amigo Mosquito, por José Carlos Vieira, no CB, hoje)
Miguel José Teixeira
14/06/2020 20:20
Senhores,

Abrir atabalhoadamente o baú, trará infelicidade.

"Comunicação e os seus nós"

Fonte: Correio Braziliense, hoje, Visão do Correio

"Em mais um passo para ampliar a base de apoio no Congresso Nacional e estabelecer uma relação amistosa com os parlamentares, principalmente com o Centrão, o presidente Jair Bolsonaro recriou o Ministério das Comunicações. A pasta será comandada pelo deputado Fábio Farias, do PSD, genro do empresário Silvio Santos, dono do SBT. Ele chega ao Executivo com a missão de deslanchar o leilão da tecnologia 5G e as privatizações dos Correios, da Telebras e da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

Entre os 5,1 bilhões de aparelhos celulares em uso no mundo, 220 milhões estão no Brasil ?" número que supera o de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Embora a tecnologia tenha sido desenvolvida pela Coreia do Sul, a China tem a maior fabricante, a Huawei. Os Estados Unidos pressionam o Brasil para que evite o 5G da China, sua rival comercial.

Na sexta-feira, o secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos do Itamaraty, Noberto Moretti, responsável pelas negociações sobre o 5G, recomendou que o Brasil dê preferência aos norte-americanos e evite a China. Foi a primeira vez que a pasta, integrante ao núcleo ideológico do governo, alinhado ao governo de Donald Trump, manifestou-se sobre o tema.

A decisão ainda está em aberto. O leilão deverá ocorrer no primeiro semestre do próximo ano, sob a gestão do novo ministro. A chinesa Huawei detém 30% do mercado brasileiro, inclusive contratos com órgãos federais. Ela tinha chancela da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para participar do certame, ao lado das principais operadoras ?" Oi, Claro, Vivo, Tim e Algar.

Privatizar as três estatais não será tarefa fácil. Os Correios têm um passivo de R$ 6,8 bilhões com o Postalis, plano de previdência dos servidores, e o Correios Saúde, dos funcionários ?" rombos causados pela corrupção. A Constituição de 1988 assegurou à empresa o monopólio de parte do mercado, como o de cartas e de impressos. A desestatização exigirá a quebra dessa prerrogativa da ECT pelo Congresso Nacional.

A venda da Telebrás foi tentada no governo passado, mas a resistência do parlamento fez o então presidente Michel Temer colocar a proposta na gaveta. À época, a insegurança dos parlamentares estava relacionada à segurança nacional. A empresa é responsável pelo satélite geoestacionário de defesa e comunicações estratégicas.

A Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), por sua vez, está na mira do presidente desde as eleições de 2018, quando ele entendia que a empresa era a TV de um dos seus maiores rivais político, o ex-presidente Lula. Privatizar, fazer parceria público-privada ou, simplesmente, fechar a EBC estão entre as opções colocadas à mesa pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

A venda de estatais à iniciativa privada está, desde o primeiro dia do governo, nos planos do ministro da Fazenda, Paulo Guedes, defensor da redução do Estado. A crise epidemiológica corroeu o caixa da União. Mas impõem-se cautela e bom senso para que os acordos não sejam um fiasco, e que tornem o que está ruim em muito pior."
Roberto Basei
14/06/2020 19:36
O QUE FALTA É SERIEDADE

Se alguém conseguir um argumento para justificar a falta de seriedade de como que é tratada a população brasileira e achar que tem algum motivo para manter como está, o melhor que se tem a fazer é desistir da humanidade.

Mortes
42.837

Miguel José Teixeira
14/06/2020 17:14
Senhores,

Por onde andavam, durante o período que lula e sua quadrilha saqueava e estuprava a Nação, esses valentões envoltos no "símbolo augusto da paz" , que agora invadem hospitais, agridem profissionais da saúde, ameaçam Instituições e pedem o retorno dos militares ao poder à serem comandados por um capitão expulso do Exército?

Será que, à época, ele não dispunham de:

1 ( ) cartões corporativos?
2 ( ) verbas do gabinete do ódio?
3 ( ) empregos fantasmas no setor público?
4 ( ) patrocínio de empresários enrolados com o fisco? Ou
5 ( ) todas as hipóteses cima.

Respostas para o recém criado ministério da propaganda.
Miguel José Teixeira
14/06/2020 10:52
Senhores,

"PT ASSUSTADO
(drops extraído de postagem abaixo)

O PT começa a acordar para um pesadelo: terminada a eleição municipal, estará fora do segundo turno no Rio e em São Paulo."

Num universo de aproximadamente uma centena de municípios com eleições em dois turnos, os PeTralhas ficarão de fora somente nesses dois?

Será que estarão no 2º turno em Florianópolis? Em Joinville? Em Blumenau?

Acredito que só à reboque de alguma sigla atrelada à ele no passado, com débito de "recursos financeiros não contabilizados".

Não entanto, mandem suas respostas para o "manquinho coveiro" que vazou para Itajaí em busca da pá de cal.
Herculano
14/06/2020 10:08
DINHEIRO PÚBLICO, DINHEIRO SUJO E GUERRA À DEMOCRACIA, por Rolf Kunitz, no jornal O Estado de S.Paulo

Até o TCU entra na briga pelo Estado de Direito contra a política de Bolsonaro

Democracia tem tudo a ver com imprensa livre - imprensa de verdade, conduzida de forma aberta e responsável - e essa verdade tem sido comprovada no dia a dia do governo Bolsonaro. O presidente mantém uma simetria perfeita entre seus atos contra as instituições, como a presença em manifestações golpistas, e, de outro lado, o combate constante aos meios de comunicação profissionais e o apoio às centrais de mentiras e de mensagens de ódio. O horror do presidente e de seus minigoebbels ao jornalismo decente já ultrapassou as fronteiras da política. Tornou-se um fato também contábil, como demonstra, por exemplo, o parecer preliminar do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as finanças federais de 2019.

Com 14 ressalvas, 21 recomendações e 7 alertas, o parecer recomenda, apesar de tudo, a aprovação do balanço encaminhado pelo presidente da República. Mas passa longe de recomendar o comportamento presidencial em relação às instituições e à sociedade ferida pela pandemia de covid-19. Ao apresentar o documento, numa sessão virtual, o relator do processo, ministro Bruno Dantas, propôs em primeiro lugar um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do novo coronavírus. Foi um gesto de respeito raramente esboçado pelo presidente Jair Bolsonaro, até a sessão ministerial transmitida ao vivo, há poucos dias, numa encenação de seriedade governamental.

"A democracia brasileira pode ser jovem", disse o ministro, "mas seu conceito não é recente, nem é efêmera sua construção. O abalo dos alicerces de nosso Estado de Direito Democrático não é um mero recuo à década de 60 do século passado. É um recuo de oito séculos, ao período medieval". Ele falava, nesse momento, da cooperação, da independência e do respeito entre os Poderes, noções frequentemente renegadas, com sua anuência silenciosa, por apoiadores do presidente. Mas às vezes, de fato, nem tão silenciosa, como quando ele anuncia - para em seguida se corrigir - a disposição de rejeitar decisões do Judiciário ou do Legislativo.

A defesa do Estado Democrático de Direito foi mais detalhada quando o ministro examinou a relação do Executivo com os meios de comunicação. A distribuição de verbas de publicidade, comentou, tem seguido "critérios pouco técnicos". Mencionou conflitos com a Folha de S.Paulo e a ameaça de não renovar a concessão da Rede Globo.

"Por certo", concluiu o ministro nessa parte, "esse assunto não se esgotará aqui, devendo toda a sociedade e este tribunal ficar vigilantes, atentos e zelosos pela regularidade, legitimidade e economicidade dos gastos com comunicação social do governo federal, visando a garantir a isonomia de tratamento entre os veículos, a imprensa livre e o compromisso com a verdade."

Lambanças do governo com verbas de comunicação haviam sido denunciadas no começo de junho pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Fake News. Uma semana antes de aparecer o relatório do TCU, o público já havia sido informado sobre a destinação de verbas a canais nada ortodoxos, dedicados, por exemplo, à pornografia, a jogos de azar, à promoção da figura do presidente e, é claro, à difusão de fake news. Segundo o relatório, elaborado por consultores legislativos, mais de 2 milhões de anúncios foram publicados em sites dessa qualidade num curto intervalo, em 2019. Dados da própria Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), referentes a junho e julho, foram usados pelos consultores.

A maior parte dos anúncios foi destinada, segundo o relatório, à promoção da reforma da Previdência. O projeto foi defendido até em sites de atividades ilegais, como um dedicado à publicação de resultados do jogo do bicho. Entre os mais favorecidos havia 14 canais destinados ao público infantojuvenil, um deles caracterizado pelo uso do idioma russo. Sites de notícias falsas foram identificados em posições de destaque, assim como páginas de apoiadores do presidente Bolsonaro.

Divulgado o relatório, a direção da Secom tratou de se defender numa nota. Segundo o texto, a destinação das verbas era decidida pelo sistema Google AdSense, por meio de um algoritmo. A explicação deveria caber, portanto, ao Google. O responsável pela Secretaria de Comunicação exibiu, na tentativa de defesa, ignorância de noções fundamentais de administração. Um gestor pode transferir e até privatizar tarefas, mas a responsabilidade é intransferível. Mais que chocante, o desconhecimento ou menosprezo desse fato é inaceitável quando se trata de gestão pública - mais precisamente, de dinheiro público.

Os muito otimistas poderão apostar em mudanças. Descumprindo mais uma de suas promessas, o presidente acaba de recriar o Ministério das Comunicações. Escolhido para o posto, o deputado Fábio Faria (PSD-RN) é genro do empresário Sílvio Santos. O ex-chefe da Secom será secretário-geral, isto é, vice-ministro. Só haverá mudança, obviamente, se o novo ministro renegar a política da Secom e do presidente e seguir os valores do Estado Democrático de Direito. Como fazer isso e ao mesmo tempo obedecer a um Bolsonaro?
Herculano
14/06/2020 07:53
BOLSONARISTAS LANÇAM FOGOS DE ARTIFÍCIO CONTRA O STF E AMEAÇAM MINISTROS

Conteúdo de O Antagonista. Manifestantes bolsonaristas lançaram fogos de artifício na noite deste sábado contra o prédio do STF.

Em vídeo que circula nas redes sociais, um homem faz ameaças aos ministros: "Vocês vão cair. Nós vamos derrubar vocês, seus comunistas".

A ação aloprada ocorreu no mesmo dia em que o tal grupo "300 do Brasil" tentou invadir o Congresso Nacional.
Herculano
14/06/2020 07:50
GUERRA ASSIMÉTRICA

Conteúdo de O Antagonista. "A nota conjunta do presidente Bolsonaro, do vice Mourão e do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, é uma clara ameaça", diz Eliane Cantanhêde.

"Eles anunciam ao País que não aceitam julgamentos do STF, do TSE e do Congresso (...).

É aí que essa guerra se torna assimétrica e nos arrepia. De um lado, a democracia, com apoios e uma resistência difusa, mas atuante, na sociedade civil. Do outro, as armas - e não só das FA. Onde Bolsonaro quer chegar? Até onde as nossas Forças Armadas se sujeitam a ir? E qual a força da munição do Supremo, do Congresso e do TSE para resistir?"
Herculano
14/06/2020 07:47
MANCHETE MUNDIAL DA VEZ: Pequim teme segunda onda de covid-19 após surto em mercado

Como são laboratórios disseminadores de pestes estes mercados chineses?
Herculano
14/06/2020 07:44
NÚMEROS DE UMA GRIPIZINHA NO BRAZIL: 43 MIL MORTOS

ESTIMATIVAS OTIMISTAS DIZEM QUE 100 MIL É UMA DAS METAS. MEU DEUS!
Herculano
14/06/2020 07:40
ESCASSEZ, A NORMA BRASILEIRA, por Samuel Pessôa, economista, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (FGV), no jornal Folha de S. Paulo.

Não se pode minimizar o impacto de programas sociais sobre o Orçamento

Há três semanas que me envolvi no tema da renda básica de cidadania. Se conseguirmos financiar, acho um ótimo programa. Minha grande preocupação é o populismo. Não podemos minimizar o custo das políticas públicas.

É comum argumentar que o custo de uma política pública é menor pois ela gerará crescimento e, em razão da maior expansão do PIB, haverá elevação da receita de impostos.

Para que esse fato seja verdadeiro, a economia tem que operar com ociosidade. O governo aumenta as transferências de recursos às famílias, e o déficit público aumenta. As famílias gastarão os recursos e aumentarão a demanda. Novos bens serão produzidos para atender a demanda e, consequentemente, a produção e a receita de impostos se elevam.

Mas e se tivermos uma economia que, na média, opera a pleno emprego? Nesse caso, os novos recursos gerarão demanda, que estimulará a oferta. No entanto, dada a situação de pleno emprego, o excesso de demanda se transforma em inflação. A elevação da inflação exige a subida da taxa de juros pelo BC, para combater a aceleração dos preços.

O ganho fiscal não ocorre, pois a oferta não subiu. Na verdade, a pressão inflacionária aumenta o custo fiscal, pela elevação do custo de rolagem da dívida pública.

Na semana passada, argumentei que a economia brasileira opera, na média, com excesso de demanda. Chamei essa situação de pressão estrutural de demanda.

Meu colega Bráulio Borges, do Ibre-FGV, estimou que, no período de 2004 a 2014, a nossa economia operou permanentemente com excesso de demanda sobre a oferta.

Apesar dos juros elevados, houve ao longo de todos esses anos situação de pleno emprego. A inflação somente não se acelerou constantemente porque saímos de uma situação externa muito favorável.

Em 2003, havia um superávit externo de 2% do PIB. Absorvemos 2% do PIB a menos do que produzimos.
Em 2014, o déficit externo foi de 4% do PIB. Ou seja, ao longo dos 11 anos de 2004 a 2014, passamos a exportar seis pontos percentuais (pp) do PIB a menos de poupança (ou, por outra forma, fomos de exportação de 2 pp do PIB para importação de 4 pp). Se a conta for feita a preços constantes, a virada foi de 7 pp.

Foi a contribuição da oferta externa em 7 pp do PIB de bens e serviços que permitiu que convivêssemos mais de uma década com excesso de demanda sem grandes acelerações da inflação.

Sendo rigoroso, no período final a inflação se acelerou ?"no primeiro mandato da presidente Dilma, a inflação rodou a 5,5% ao ano, e, em 2014, foi de 6,5%. E tudo isso com forte controle dos preços.

É fato que desde 2015 operamos abaixo do pleno emprego. Inicialmente tivemos a grande crise de 2014-2016.

E, em seguida, houve lenta recuperação, e agora a crise provocada pela pandemia.


Há, portanto, grande espaço para afrouxamento monetário. Espaço esse quem tem sido, corretamente, a meu ver, explorado pelo Banco Central. Tudo sugere que teremos outro corte de 0,75 pp da Selic na próxima reunião do Copom.

Mas em algum momento à frente a atividade econômica voltará. E, quando voltar, estaremos em situação próxima de dominância fiscal: dívida pública a 100% do PIB com prazo médio de vencimento bem baixo. Teremos que cuidar do fiscal.

Melhoras em programas sociais são sempre bem-vindas. Mas não se pode minimizar o impacto desses programas sobre o Orçamento. Do ponto de vista do bem-estar dos mais vulneráveis, a desorganização macroeconômica é o pior dos males. ?
Herculano
14/06/2020 07:35
QUASE 50% SÃO PESSIMISTAS SOBRE FUTURO DE BOLSONARO, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Levantamento exclusivo Orbis/Diário do Poder mostra: quase metade dos brasileiros está pessimista em relação ao restante do mandato do presidente Jair Bolsonaro. Para 49,6% dos 4.032 entrevistados, o governo será "ruim ou péssimo" até 2023. No entanto, há 30,5% que acredita que os próximos anos serão "bons ou ótimos" e outros 15,3% têm expectativa "regular". A pesquisa foi realizada entre 3 e 5 de junho.

O CENTRO PERDE

Entre a pesquisa de 22 de maio e a atual, antes do vídeo da reunião ministerial, tanto a expectativa positiva, quanto a negativa, cresceram.

DESEQUILÍBRIO EQUILIBRADO

A expectativa de que o restante do mandato de Bolsonaro será "ruim ou péssimo" cresceu 1,5%. "Bom ou ótimo" cresceu 1,3%.

ENTRE AS MULHERES

Para 52,4% das mulheres, os próximos anos serão ruins ou péssimos e 25,7% delas acreditam que serão "bons ou ótimos".

DIFERENÇAS REGIONAIS

O maior pessimismo em relação ao futuro do governo está no Nordeste (53,9% "ruim ou péssimo"). No Norte, 42,3% dizem "bom ou ótimo".

'COMUNICADOR' NAS COMUNICAÇõES VAI DAR PROBLEMA

Tanto quanto os opositores, o presidente Jair Bolsonaro confundiu alhos com bugalhos, ao transferir sua comunicação social para o recriado Ministério das Comunicações. Um setor nada tem com a outro e, sob certos aspectos, são até conflitantes. A recriação do ministério confiado a Fábio Faria foi positiva para o governo, mas, se a extinta Secretaria de Comunicação Social (Secom) fracassou em suas atribuições, o melhor a fazer seria demitir o secretário Fábio Wajngarten e não "vender o sofá".

PAPEL DIFERENTE

O Ministério das Comunicações trata de aspectos técnicos e regulação de radiodifusão, telecomunicações, internet etc, e não de notícias.

ZERO À ESQUERDA (OPS)

Wajngarten deveria divulgar ações do governo, mas falhou nessa tarefa e nem mesmo ajudou Bolsonaro em suas dificuldades com os veículos.

QUESTÃO DE TEMPO

No Planalto a aposta é que Wajngarten fica pouco tempo na secretaria-executiva do Ministério das Comunicações. Logo arrumará confusão.

ERA UM VEXAME

Dirigentes de empresas e da agência reguladora Anatel diziam que eram constrangedoras as reuniões com o ministro Marcos Pontes, quando ele cuidava das Comunicações. Nada entendia do assunto. Um vexame.

IGNORÂNCIA

Sérgio Moro também ignora o papel do Ministério das Comunicações, que chamou "Propaganda", para insinuar semelhança com o homônimo da Alemanha nazista. Mas só confirmou seu desconhecimento.

FALTOU LEMBRAR

Sem destaque na mídia, o mundo passou de 4 milhões de curados do Covid19. Além de serem mais da metade dos infectados, 98% dos ainda doentes têm infecções leves. Notícia boa não dá audiência?

VAI PRA CASA, PADILHA

Ameaçado de demissão nesta segunda (15), se os ônibus continuassem lotados, o secretário de Transportes da cidade de São Paulo, Edson Caran, demitiu-se na sexta (12). Em vez da dignidade de voltar para casa, concordou em permanecer no cargo até encontrarem substituto.

REPOUSO NO CAMPO

O governador do DF, Ibaneis Rocha, passa alguns dias no lugar que adora: sua fazenda em Correntes, no Piauí. Aproveitou a sexta-feira para cavalgar, curtindo a paisagem e o gado nelore de sua criação.

QUE COISA FEIA

Iracema Portela (PP-PI) é mais uma deputada federal acusada do crime de "rachadinha". Outra é Érica Kokay (PT-DF), mas o tempo passa e ela nunca é julgada, Sobrinha de Petrônio Portella, o ministro da Justiça da abertura política, Iracema é a ex do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

SÃO UNS ARTISTAS

Reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, que é do tipo contrário à ideia oportunista de prorrogar mandatos de prefeitos e vereadores, defende prorrogar o mandato dos atuais reitores. Meu pirão primeiro.

BOA NOTÍCIA

Para 52,7% de executivos latino-americanos, reduzir custos é o caminho para proteger empregos durante a pandemia, diz pesquisa PageGroup. Só 7,1% dos 3 mil executivos priorizaram a redução salarial.

PENSANDO BEM...

...Wajngarten e Weintraub dão mais trabalho para o governo do que para quem escreve seus sobrenomes.
Herculano
14/06/2020 07:27
PLANO DE BOLSONARO PARA ECONOMIA DEPENDE DE JOELHO NO PESCOÇO, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Donos do dinheiro vão apoiar esta venezuelização com desvario liberalóide-militar inepto?

O que o empresariado, a finança e o establishment econômico em geral ainda esperam de Jair Bolsonaro?

A conversa aqui exclui os colaboracionistas engajados no desgoverno e aqueles que patrocinam a propaganda parafascista, comícios golpistas e o terrorismo por ora virtual, nas redes insociáveis.

A pergunta é crua. Diz respeito apenas a interesses diretos da turma, manifestos desde a deposição de Dilma Rousseff, em 2015.

?A premissa do plano era que a saída da crise depende da contenção de gastos, déficits e dívida, sem que essa conta fosse paga com impostos extras. Esperava-se que fossem reduzidos os custos da folha salarial, que viesse o desmanche sem substituição da proteção trabalhista e a limpeza do entulho burocrático e da confusão regulatória.

Quanto a providências de aumento da concorrência (como abertura comercial) e outras essenciais para que exista uma economia de mercado (como uniformização de impostos e fim de privilégios fiscais), o tema é divisivo, mexe no bolso e tem sido empurrado com a barriga o quanto possível.

?Apesar do alerta até dos economistas liberais mais ilustrados, ainda é dominante a ideia de que tal plano será retomado, sem mais, "depois da epidemia". Mas não haverá um depois da epidemia. A doença vai continuar por um longo tempo até que o espalhamento do vírus se esgote ou seja limitado por falta de vítimas, por muitos meses.

Neste momento, a economia terá sido infectada até a medula, transformada e não apenas arruinada pelo Covid-19 e pela baderna subversiva de Bolsonaro, de quem o país é refém, em parte por causa das ameaças golpistas de seus generais.

Não é jogo de palavras. Diz-se que, "depois da epidemia", deve se limitar o gasto público ao teto. Suponha-se que não seja preciso gastar mais a fim de evitar convulsão social e mais falências. Ainda assim, o déficit será imenso, por falta de receita, receita que aliás jamais voltou ao nível de 2014 (em relação ao PIB).

Em uma economia estagnada, de resto, o teto ajudou apenas a trazer o déficit de 2,6% do PIB em 2016 para ainda 1,8% do PIB em 2019. Enfim, o teto passa a explodir em 2021. Faltará dinheiro para despesas elementares. Nem em seus termos o plano para em pé.


O endividamento crescerá sem limite a não ser que sobrevenha uma combinação de gerência eficaz da taxa de juros da dívida pública (talvez heterodoxa, alguma repressão financeira), alta de impostos e aceleração de início forçada do crescimento.

A economia dependerá decerto de alguma versão das "reformas" (espera-se que mais civilizada e inteligente), que não bastará para reacender a economia, como não o fez nos quatro anos depois da recessão. Investimento público será necessário, entre outras muitas medidas.

A alternativa é o plano Bolsonaro-Guedes, que nem saía do papel antes da peste, por incapacidade executiva, política e desvario.

Ainda pode ser feito, com uma combinação de repressão e miséria prolongada. Dadas as projeções de mercado para o PIB, apenas em 2028 o país voltaria a ter renda per capita igual à de 2013.

Sim, pode ser feito, com um joelho no pescoço dos miseráveis. Isso em um ambiente de incitação ao armamento do bolsonarismo, de insubordinação nas polícias, de politização dos quarteis, de radicalização do ódio político, de aliança do generalato com políticos corruptos e de crescente isolamento internacional do país.

Como diz o clichê, é um programa Venezuela Plus Gold.

O empresariado vai ser cúmplice do joelho no pescoço?
Herculano
14/06/2020 07:20
SILVIO SANTOS VEM AÍ, por Carlos Brickmann

O número de ministérios seria reduzido à metade. Nenhum acordo com o Centrão, representante da Velha Política. Abaixo a esquerda. E chega de PT.

O número de ministérios não foi reduzido à metade, o Centrão virou símbolo da Nova Política e surge mais um ministério - Comunicações. O mais novo ministro, Fábio Faria, foi eleitor de Lula e Dilma. Foi também vice-líder do bloco de esquerda formado por PCdoB (comunistas linha chinesa), PDT (o partido de Leonel Brizola e de Ciro Gomes), PSB (socialistas), PMN e PRB. Fábio Faria está no PSD - partido cujo presidente, Gilberto Kassab, foi ministro de Dilma. Este é o perfil, digamos, ideológico, do novo ministro das Comunicações do governo que gosta se dizer de direita.

Mas o melhor vem agora. Todos garantem ter sido surpreendidos com a criação do Ministério das Comunicações e a escolha de Fábio Faria. Kassab, o mestre da negociação, um dos políticos mais bem informados do país, diz que não soube das negociações de Bolsonaro com Faria. Tem mais: Faria é genro de Sílvio Santos, casado com Patrícia Abravanel. Pois não é que Sílvio afirma que não sabia de nada? Pois é: todos dizem que as negociações foram mantidas em sigilo para que nada vazasse. E só quando o Diário Oficial da União já estava entrando no ar é que o informaram.

Sílvio não ficou nem um pouco chateado - como se sabe, ele não se preocupa em saber tudo o que ocorre em seu redor, em detalhes. Mas ninguém ia mentir. Nós acreditamos.

NEGóCIOS DA CHINA

A intimidade de Fábio Faria com TV, por meio do sogro, e o bom contato com os chineses, via PCdoB, podem ajudá-lo numa das mais difíceis tarefas do Ministério das Comunicações: a escolha do 5G a ser implantado no Brasil. O 5G promete uma revolução não apenas nas comunicações, mas, pela velocidade e estabilidade, na própria maneira de viver - será mais fácil, por exemplo, trabalhar em casa. Há duas empresas no duelo: a chinesa Huawei, que lidera a corrida, e a americana Qualcomm. O presidente Trump, que tem forte influência sobre Bolsonaro & Filhos, acha que a Huawei é um braço da espionagem chinesa. Outra tarefa será preparar os Correios para a privatização. E, ao mesmo tempo, passa a ser responsabilidade de Faria a propaganda do Governo.

Agora ele é o chefe de Fábio Wajngarten; e é quem terá de lidar com Carluxo, o filho 02, líder extra-oficial de toda a propaganda.

HORA H

O momento é importante para a área de Comunicação. Bolsonaro está mal de popularidade. A pesquisa XP-Ipespe (a XP é uma corretora e as pesquisas ajudam escolha dos investimentos) é a melhor para ele: o índice dos que acham seu Governo mau ou péssimo caiu de 49 para 48%, os que o acham ótimo ou bom subiram de 26 para 28% - alterações dentro da margem de erro. A pesquisa DataPoder diz que 48% gostariam de afastar Bolsonaro e 46% preferem mantê-lo. A pequena diferença mostra a divisão no país.

AS RAZõES DA MÁ VONTADE

O leitor Edson Chiavegatto comenta a nota da coluna sobre a dificuldade de firmar acordos comerciais com outros países, atribuída em boa parte à má imagem que o Governo criou em áreas como preservação ambiental. Trecho da mensagem: "Reprovo algumas atitudes ou ações do Governo, mas a verdadeira razão para essas dificuldades é a forte influência do lobby do agronegócio daqueles países sobre seus governos. Há décadas é assim, independente do Governo e suas políticas, e assim seguirá sendo".

É verdade - mas o lobby anti-Brasil usa os argumentos que lhes fornecemos. Sem esse nosso discurso, ficaria mais difícil a eles impor o afastamento do Brasil.

AMEAÇAS, NÃO

Um cavalheiro enviou duas cartas de ameaças a este colunista (seu nome só será divulgado após termos a certeza de que não é alguém usando o nome de outra pessoa). Decidi lavrar boletim de ocorrência. Segue a carta como chegou (atenção: contém palavrões):

"O Sr. Não passa de um comunista vagabundo, sua coluna é uma merda, gosta de intriga, não gostada de Geraldo Alkimin, vivia caluniando, agora é a vez do Governo Federal, calúnias contra o presidente, fez intrigas entre Moro e o presidente, Moro se fodeu. Melhor você calar essa sua boca de esquerda comunistas, e não escrever mais porra nenhum a respeito da vida política do presidente, vem falar do STF?, quem são ele?, corte de merda, bandidos nomeados para proteger bandidos condenados. É melhor calar a boca, você faz parte da Imprensa marrom que juntos com os Governadores e Prefeitos, montaram uma organização de marginais para derrubar o presidente. Fabricam as quantidades de pessoas contaminadas e mortes pelo coronavírus, Hospitais no esquema, dando laudos forjados de mortes por coronavírus, para receberem uma bolada do dinheiro que vem sendo roubado, pelos Governadores e Prefeitos, isso você não divulga na sua coluna. Vou dar só mais um aviso, já falou demais, já encheu o saco. Amor Febril pelo Brasil."
Herculano
14/06/2020 07:12
ESTÁ EM CURSO UM MOMENTO DE CRETINISMO DAS MASSAS INEBRIADAS PELA PAIXÃO POLÍTICA

Estupidez nada tem a ver com manifestação política contra racismo, é apenas estupidez

Está em curso um momento de cretinismo das massas inebriadas pela paixão política. Nos Estados Unidos, decapitaram uma estátua de Cristóvão Colombo. Na Inglaterra, jogaram num rio o bronze de um comerciante de escravos do século 19. Estupidez nada tem a ver com manifestação política, é apenas estupidez.

Racistas vandalizam estátuas de Martin Luther King, e em 1871 a Comuna de Paris derrubou a coluna da praça Vendôme que celebrava a vitória de Napoleão na batalha de Austerlitz. (Felizmente ela foi reconstruída.)

Dói ver a polícia protegendo as magníficas estátuas de Winston Churchill em Londres e em Praga, em cujos pedestais picharam que ele era racista. Era, mas ajudou a salvar a civilização ocidental quando parecia que o nazifascismo dominaria o mundo.

O traficante de escravos não deveria ser homenageado e sua estátua não deveria ter sido jogada no rio. Não era preciso. Os russos ensinaram ao mundo como lidar com esse problema. Depois do colapso da União Soviética, as estátuas dos dirigentes comunistas foram retiradas de seus pedestais e colocadas num parque. (Um dos bons negócios do início do século foi comprar a preço de banana quadros de alguns pintores do realismo socialista soviético.)

Na cidade do México há uma estátua do rei espanhol Carlos 4° e no seu pedestal uma placa informa que ela está ali pelo seu valor artístico.

Fizeram melhor os brasileiros. Dona Maria 1ª, rainha de Portugal, mandou enforcar o alferes Joaquim José da Silva Xavier. Seu neto homenageou o pai (dom Pedro 1°) com uma linda estátua equestre na praça da Constituição. Veio a República e a Casa dos Bragança foi desterrada, mas a estátua de dom Pedro ficou lá, na praça à qual foi dado um novo nome, o de Tiradentes.

TRUMP DERRETE

Donald Trump achou que teve uma boa ideia quando ameaçou botar as Forças Armadas americanas nas ruas diante dos atos de vandalismo praticados durante os protestos contra o racismo. A ideia parecia tão boa que o general Mark Milley, a mais alta autoridade do serviço ativo, acompanhou-o numa de suas palhaçadas.

Passados alguns dias, Milley desculpou-se: "Eu não deveria estar lá".

Esse episódio poderá vir a ser um marco no derretimento da candidatura de Trump à reeleição.

DECRETO PARA PERMITIR AO EXÉRCITO OPERAR COM AERONAVES DE ASA FIXA FOI LAMBANÇA DE BOLSONARO

Tendo colocado um general na Saúde, presidente deveria escolher um médico para aconselhá-lo em assuntos militares

Tendo colocado um general no ministério da Saúde, Jair Bolsonaro deveria escolher um médico para aconselhá-lo em assuntos militares. Fazendo isso, evitaria lambanças como a que produziu assinando um decreto que permitia ao Exército operar com aeronaves de asa fixa.

Assinou o decreto no dia 2 e revogou-o uma semana depois. No escurinho de Brasília e na confusão da epidemia, passava-se uma boiada que criaria a aviação do Exército.

A incorporação de aeronaves às forças de terra e de mar é uma velha encrenca doutrinária. Caxias usou balões fixos na Guerra do Paraguai, antes do voo do primeiro avião. O Exército teve uma aviação e seu patrono é o tenente Ricardo Kirk, que em 1915 morreu ao cair em Caçador (SC), combatendo os revoltosos do Contestado.

A Força Aérea não gosta da ideia de aviões com a Marinha ou com o Exército. Em 1964 o marechal Castello Branco teve que descascar o abacaxi da aviação embarcada que tripularia o navio aeródromo Minas Gerais.

Nessa crise, um capitão da FAB metralhou o rotor de um helicóptero da Marinha que pousou na base gaúcha de Tramandaí. Esse foi o único incidente em que os desentendimentos militares ocorridos durante a ditadura tiveram tiros. Em todos os outros as questões foram resolvidas por telefone.

O presidente Castello Branco viu no episódio "um deplorável estado de espírito" de "vários elementos da Marinha e da Força Aérea Brasileira". Em poucos meses caíram dois ministros da Aeronáutica e um ministro da Marinha.

Finada a ditadura, durante o comando do general Leônidas Pires Gonçalves, sem quaisquer atritos, o Exército organizou uma força de helicópteros que vai muito bem, obrigado. Iam assim as coisas, até que alguém teve a ideia do decreto que daria aviões à tropa terrestre.

Como era previsível, a FAB incomodou-se e certamente a Marinha também não gostou. Se uma iniciativa desse tamanho tivesse sido tomada com algum debate público, cada lado teria bons argumentos. Depois da canetada, o melhor caminho foi pegar a Bic para revogá-la.

Bolsonaro fala em "minhas Forças Armadas". Elas não são suas, mas o capitão precisa saber o que fazer com elas. Vá lá que batalhe pela cloroquina, que ouvisse seu ministro da Educassão e tentasse passar a boiada das nomeações de reitores.

A ideia de equipar a aviação do Exército é velha. Tratar essa questão com uma canetada foi um despropósito, tanto assim que nunca havia sido tentado. Se Bolsonaro tivesse consultado um médico antes de assinar o decreto, certamente teria sido dissuadido.

SAUDADES DE TEICH
Era pedra cantada que o ministro Luiz Henrique Mandetta deixaria saudade. O que ninguém esperava era sentir saudades do doutor Nelson Teich.

PANDEMIA ENSINA QUE SOCIEDADE NÃO FUNCIONA DIREITO COM MILHõES DE EXCLUÍDOS

'Aprendemos durante toda essa crise que havia 38 milhões de brasileiros invisíveis', disse Paulo Guedes

A última reunião do ministério podia ser transmitida para casas de família. Nela, o ministro Paulo Guedes revelou que a pandemia ensinou muitas coisas ao governo e disse o seguinte:

"Aprendemos durante toda essa crise que havia 38 milhões de brasileiros invisíveis e que também merecem ser incluídos no mercado de trabalho".

Ninguém aprendeu que existiam milhões de brasileiros sem proteção. Todo mundo sabia disso, inclusive Paulo Guedes. O que a epidemia poderá ensinar é que esse tipo de sociedade não funciona direito.


A nova moda é fingir que esse problema foi revelado pela epidemia. Passada a crise sanitária, vai-se fingir que ele também se foi. Quando isso acontecer, o capitão poderá repetir: "E daí?".

PT ASSUSTADO
O PT começa a acordar para um pesadelo: terminada a eleição municipal, estará fora do segundo turno no Rio e em São Paulo.

FREIXO E WITZEL
O deputado Marcelo Freixo disse tudo: "Alçado ao poder com apoio do Bolsonaro, Witzel cai como um aprendiz de Sérgio Cabral".
Herculano
13/06/2020 17:02
da série: a coisa está feia I

Do deputado Eduardo Bolsonaro, PSL SP, no twitter, sobre a imagem da dispersão do acampamento da ativista Sara Winter.

O que essas pessoas neste vídeo estavam fazendo de errado no QG Rural para que o governador Ibaneis determinasse sua remoção? Manifestação seguindo protocolos de saúde não desrespeita sequer o decreto distrital.

Sei que a PM cumpre ordens, mas surpreende negativamente essa ação.

VOLTO com o meu comentário

Mas o governador Ibaneis não é o parceirão de Bolsonaro?

Bolsonaro não é parceirão das polícias?

O ministério da Justiça e Segurança vai se tornar dois, para colocar um parceiro d Bolsonaro que é o ícone da segurança do DF?

As coisas não batem. É preciso combinar com os russos
Herculano
13/06/2020 16:57
da série: a coisa tá feia II

GRUPO DE SARA WINTER TENTA INVADIR O CONGRESSO

Conteúdo de O Antagonista. O grupo "300 do Brasil" (que não chega nem a 30), liderado pela ativista Sara Winter, tentou invadir o Congresso Nacional na tarde deste sábado.

O punhado de bolsonaristas chegou a subir na área da "chapelaria", a entrada dos deputados e dos senadores, e depois foi retirado pela Polícia Legislativa.

"Tiraram o nosso acampamento, agora a gente vai tirar o Congresso deles", disse Winter em vídeo transmitido ao vivo nas redes sociais.

Mais cedo, como publicamos, a Polícia Militar desmontou o acampamento do grupo por descumprir as normas de isolamento do governo do Distrito Federal.
Miguel José Teixeira
13/06/2020 13:50
Senhores,

Políticos profissionais

"Vereadora Carla Dickson na cadeira de Fábio Faria na Câmara

Esposa do deputado estadual Albert Dickson, Carla Dickson, belenense que é vereadora de Natal pelo PROS, vai assumir a cadeira de Fábio Faria (PSD) na Câmara Federal, diante da nomeação do deputado para ministro das Comunicações do governo Bolsonaro.

Oftalmologista como o marido, Carla disputou as eleições de 2018 para a Câmara dos Deputados e ficou na primeira suplência, com 60.590 votos.

E aí?

Caso Carla decida tentar a reeleição para vereadora de Natal, a contar que a qualquer momento pode deixar a cadeira de deputado, deve deixar a Câmara nos próximos meses.

Caso aconteça, o segundo suplente é o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), que vai muito bem na primeira ala bolsonarista.

Se caso RM decida permanecer ministro, será a vez de Karla Veruska (Avante), mulher do vereador Raniere Barbosa, chegar ao auge do auge: Brasília."

Fonte: https://www.portaldaabelhinha.com.br/vereadora-carla-dickson-vai-assumir-a-cadeira-de-fabio-faria-na-camara
Autor(a): Eliana Lima
Herculano
13/06/2020 08:22
ILHOTA EM CHAMAS. DOENTES DE COVID-19 EXPOSTOS. UMA VERGONHA

O que trouxe o Boletim Epidemiológico de Ilhota com data do dia 10 de junho? O nome de todas as pessoas monitoradas, suspeitas, descartadas e infectadas pelo Covid-19 que passaram pelos respectivos postos de Saúde do município, que começou ter uma preocupante taxa de doentes.

Correto, apenas no número. Correto na identificação, apenas para o público e o controle interno da secretaria de Saúde. Mas...

E tão logo foi elaborado, esse relatório ganhou os aplicativos de mensagens e se disseminou mais rapidamente de que o próprio vírus em Ilhota. E os doentes - e não doentes - ficaram expostos na cidade, sujeitos a constrangimentos e discriminações. Uma vergonha.

Oficialmente a prefeitura não se pronunciou sobre o assunto. Mas, fontes informaram que, mais uma vez, alguém que tinha a informação, repassou-a, por engano - só alegada agora quando a coisa tomou proporção - num grupo de whatsapp, apagou em seguida, mas, segundo se alega, já era tarde. Virou pirâmide.

Recentemente, um engano semelhante, expos o funcionário público e vereador Almir Aníbal de Souza, MDB, em suposta compra de votos. Também foram "enganos" no whatsapp que expuseram a orientação do prefeito Érico de Oliveira, MDB, a um funcionário que deveria fazer comunicação na prefeitura de Ilhota, para espionar a secretária da Saúde. Ela em função disso, teve que bater em retirada. A lista é longa de erros dessa gente no whatsapp. Precisam de um cursinho...
Herculano
13/06/2020 07:29
CURSINHO PARA A CAMPANHA

Até agora, só o vereador Rui Carlos Deschamps, PT, veio a público dizer que não fez e não gastou R$877,00 dos pesados impostos do povo por um cursinho de oito horas pela internet e preparatório para as eleições deste ano.

O presidente da Câmara, Ciro André Quintino, MDB, que autorizou tudo isso, está num silêncio só, bem como todos os outros pré-candidatos que se quiserem fazer algo semelhante, terão que enfiar a mão no próprio bolso.

Rui não fez o curso porque estava licenciado, mas se estivesse na Câmara, afirma que rejeitaria tal mimo. Acorda, Gaspar!
Herculano
13/06/2020 07:17
QUEM É QUE ESTÁ ESTICANDO A CORDA?

Conteúdo de O Antagonista. O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, não se intimidou com a entrevista do general Luiz Eduardo Ramos, que insinuou a possibilidade de golpe militar caso o tribunal "estique a corda" e casse a chapa de Jair Bolsonaro por ilegalidades cometidas durante a campanha de 2018.

Em seguida, Jair Bolsonaro, o general Hamilton Mourão e o general Fernando Azevedo e Silva tentaram intimidar mais uma vez o TSE, dizendo que as Forças Armadas "não aceitam tentativas de tomada de poder por conta de julgamentos políticos".

Quem é que está esticando a corda?
Herculano
13/06/2020 07:09
PELA ESQUERDA OU PELA DIREITA, PAÍS NÃO DÁ A MÍNIMA PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA, por Demétrio Magnoli, geografo e sociólogo no jornal Folha de S. Paulo

Área foi catalogada oficialmente como a mais supérflua das 'atividades não essenciais'

O plano de Doria saiu há 18 dias, com cinco colunas descrevendo as fases de reabertura de São Paulo e 15 linhas elencando previsões de reativação de cada atividade.

Lá no fim, na linha educação, um retângulo vazio indica a ausência de previsão de retomada de aulas presenciais. Escolas, só depois de indústrias, escritórios, shoppings, igrejas, parques, restaurantes, bares, passeatas e futebol. A história se repete, Brasil afora. A educação foi catalogada oficialmente como a mais supérflua das "atividades não essenciais". Weintraub é a cara da elite governante nacional.

Ciência? Um artigo publicado na Lancet (https://bit.ly/30sNBeN), revisando diversos estudos internacionais, conclui pela falta de evidências de que o fechamento de escolas seja efetivo contra a Covid-19, cujo comportamento epidêmico é o oposto daquele da gripe: o coronavírus tem alta transmissibilidade mas incidência muito menor em crianças. Experiência? Na Europa, 22 países reabriram as escolas no ponto de partida da flexibilização, seis a oito semanas atrás, seguindo restrições sanitárias, sem gerar focos significativos de contágio.

De costas para a ciência e a experiência, o Brasil revela sua alma. Pela esquerda ou pela direita, não damos a mínima para a educação pública.

A esquerda enxerga a escola pelos óculos do sindicalismo (remunerar professores), enquanto a direita a vê pelos olhos do mercado (fornecer mão de obra).

Se os professores continuam recebendo e os empregadores só precisam de um contingente limitado de profissionais qualificados, quem se importa com o fechamento das escolas?

Boatos sugerem que São Paulo reativará a rede pública em agosto, mas na forma de piada macabra, com um dia de aula semanal por turma. Inexiste escândalo. Na imprensa, formadores de opinião ignoram o assunto - e quando, raramente, circulam ao seu redor, é para fingir que acreditam na lenda do ensino a distância nas escolas públicas.

A prioridade europeia de reinício das aulas não se deve à merenda e apenas parcialmente ao fardo imposto às famílias trabalhadoras de cuidar o dia todo de crianças sem aulas. Por lá, a urgência derivou do reconhecimento dos direitos dos alunos, conceito desconhecido entre nós.

Os educadores sabem que a falta prolongada de escola prejudica, para sempre, o desenvolvimento de habilidades cognitivas essenciais.

As crianças e adolescentes sem aulas ao longo de um semestre inteiro estão sofrendo uma amputação intelectual oculta, que as acompanhará pelo resto da vida. Claro, isso com exceção dos filhos da elite, que dispõem de livros em casa, ensino a distância razoável e aulas particulares de reforço. Ah, sim: os filhos dos governantes pertencem ao grupo da exceção.

A cegueira de classe manifesta-se como epidemiologia militante. "Deus! Você arriscaria uma única vida só por causa de artigos científicos e das experiências de 22 países?"

Vidas relevantes, vidas descartáveis. Os fundamentalistas da saúde simulam não saber que, nas periferias urbanas, os mais jovens jamais praticaram o caro esporte da quarentena. Eles não aventam a hipótese de que, nas escolas, os alunos venham a receber orientações sanitárias superiores às vigentes nas ruas.


É verdade que três quartos das escolas municipais de São Paulo carecem de sabonete líquido nas pias (Folha, 28 de maio). Mas, com muito boa vontade, Covas poderia resolver isso, no hiato entre uma e outra intervenção viária piramidal.

"Lápis, nunca mais/Livros, nunca mais/Do verão/Até o outono/Talvez não voltemos jamais/A escola foi estilhaçada/Sem escolas no verão/Sem escolas para sempre".

Doria tinha 14 anos em 1972, quando o roqueiro Alice Cooper cantava "School's Out" enredado numa cobra de estimação. Acho que ele ouviu, gostou e dançou. Hoje, aos 62, deixando em branco o último retângulo do seu plano, realiza um sonho delinquente.
Herculano
13/06/2020 07:01
ANP DECIDE REGULAMENTAR VENDA DIRETA DE ETANOL AOS POSTOS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Apesar da pressão das distribuidoras, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) se prepara para regulamentar a venda direta de etanol aos postos, em cumprimento à decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que no início do mês recomendou a providência. A medida deve provocar uma redução imediata de cerca de 20% no preço final para o consumidor, segundo estimativas do setor sucroenergético. A ANP é a última trincheira das distribuidoras, que atuam como atravessadoras.

FINALMENTE VAI SAIR

"A ANP vai regulamentar", informou nesta sexta (11) a Agência Nacional do Petróleo por meio da sua assessoria, ao ser questionada pela coluna.

CARTóRIO BILIONÁRIO

Em 2009, no governo petista, os distribuidores ganharam um cartório da ANP: a exclusividade na venda de combustíveis aos postos.

SANGUESSUGAS

Os distribuidores nada produzem, exceto notas fiscais e escândalos de fraude e corrupção investigados em operações da Polícia Federal.

DINHEIRO FÁCIL E SUSPEITO

Esse cartório bilionário no comércio de combustíveis, que explora o consumidor, fez dos distribuidores/atravessadores os "novos ricos".

MORO PROVOCA BRIGA ENTRE CRIADOR E CRIATURA NA OAB

Criador e criatura divergem sobre a entrega de carteira de advogado a Sérgio Moro. De um lado está Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ que inventou a candidatura à sua sucessão de Felipe Santa Cruz, a quem chamava de "poste". Do outro lado está Santa Cruz, que rompeu com seu criador e acabou presidente nacional da entidade. Após tomar posse no cargo em evento no Teatro Municipal do Rio (cedido por Sergio Cabral, seu amigo), Santa Cruz rompeu com Damous, que o inventou.

CABO DE GUERRA

O petista Damous, ex-deputado federal, é contra a entrega da carteira a Moro. Já Santa Cruz, para fustigar o presidente Jair Bolsonaro, é a favor.

HONRAR A ADVOCACIA

"Espero que a OAB não conceda a carteira a Moro", refirma Wadih Damous. "Para ser advogado tem que honrar a advocacia".

NÃO TEM CACOETE

O ex-deputado acha também que Moro "não tem nem cacoete de advogado". Para Santa Cruz, o ex-juiz "tem todo direito à carteira".

INDIGNAÇÃO AMAZôNICA

Calado, o governador amazonense Wilson Lima é um conversador. Ele provocou revolta no Estado ao afirmar que "ninguém morreu porque não tinha respirador". No Amazonas, já são cerca de 2.400 mortos, em razão inclusive da incompetência do governo estadual no combate à doença.

TRIBUNAL DE EXCEÇÃO

O jurista e professor Walter Maierovitch disse que "perde o sono" com o fato de que os ministros do Supremo Tribunal Federal, as 11 vítimas do inquérito das fake news, investigam e julgarão os acusados.

AMIGOS DO PEITO

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, fugiu como o diabo na cruz de explicações sobre sua amizade com André Felipe de Oliveira, preso pela PF, quarta (10), na venda milionária de respiradores para o governo do Pará. André e Maia dividiram uma mansão em Brasília, anos atrás.

FANTASIA NEWS

Coleguinhas mal informados tripudiam do porta-voz da Presidência da República dizendo que ele anda "sumido". Escondem que o general Otavio Rego Barros passou duas semanas se recuperando de covid-19.

UM ESPECIALISTA

O ex-senador Lindbergh Farias será mestre de cerimônias do "arraiá da resistência". Trata-se, por acaso, de outra "quadrilha", a que faz parte dos festejos de São João e não a que mandou petistas para a cadeia.

OPOSIÇÃO VIROU HOBBIE

Segundo estudo FGV na semana da discussão em torno da mudança de dados do Covid, houve baixo engajamento nas redes sociais de atores políticos, com destaque para partidos de esquerda, como o PSOL e o PT. Oposição mesmo, só de "influencers" e "celebridades".

SEM AUMENTO

O laboratório Sabin informa que seus testes de covid "seguem os valores de mercado" e não aumentaram, "apesar dos aumentos expressivos dos custos dos insumos". Variam de R$270 (no drive thru) a R$350.

FUNDO DO POÇO

A queda de 19,4% nas horas de produção estabeleceu novo recorde de ociosidade para abril na indústria, segundo associação de importadores de máquinas (Abimei). Faturamento também despencou 23,3% no mês.

PERGUNTA NAS REDAÇõES

Competente e transparente é a contabilidade que a China fez dos casos de coronavírus?
Herculano
13/06/2020 06:53
MELHOR DO QUE DERRUBAR ESTÁTUAS É REUNI-LAS NUM PARQUE DOS ENJEITADOS, por Helio Schwartsman, no jornal Folha de S. Paulo

Talvez as próxima gerações aprendam que, olhando de perto, não existem heróis

Alguns leitores criticaram minha coluna de sexta-feira (12) sobre racismo e a derrubada de estátuas, afirmando que existe uma diferença entre apagar a história e deixar de celebrar certas figuras à luz de mudanças nos valores da sociedade. A segunda atitude, ao contrário da primeira, é defensável.

Não poderia concordar mais. Quem se der ao trabalho de voltar a meu escrito verá que tomei o cuidado de não defender figuras como Edward Colston, que parece ter sido principalmente um traficante de escravos que enriqueceu e fez caridade, ou os generais confederados, mencionando só Colombo e Churchill.

Nenhum dos dois entrou para o clube dos heróis estatuáveis pelas ideias que defenderam, mas por feitos mais específicos, respectivamente a "descoberta" da América e a liderança dos britânicos durante a Segunda Guerra.

Aliás, se quisermos motivos para criticar Churchill, há faltas mais graves do que falas racistas e atitudes colonialistas. Ele é um dos principais responsáveis pelos bombardeios aliados sobre Dresden, que deixaram dezenas de milhares de mortos. A cidade alemã não tinha alvos militares ou industriais muito relevantes. O objetivo dos ataques seria abalar o moral do inimigo.

Juízos éticos à parte, a determinação de Churchill foi vital para a derrota dos nazistas, um feito histórico que decididamente merece celebração. Pelo menos em algum grau, é preciso separar as realizações das pessoas de julgamentos sobre sua biografia.

E quanto a Colston e os generais confederados? Aqui, o caso para retirá-los do panteão me parece mais persuasivo. Mesmo assim, melhor do que derrubar estátuas, o que configura destruição de patrimônio público, é reuni-las num museu ou parque dos enjeitados onde se possa contar a história de sua ascensão e queda, de modo que as próximas gerações aprendam alguma coisa - talvez até a lição de que, olhando de perto, não existem heróis.
Miguel José Teixeira
12/06/2020 22:27
Senhores,

Qualquer coincidência é mera semelhança!

"Bolsonaro pede a apoiadores que entrem em hospitais para filmar leitos"

Pois é. . .

Durante a desastrosa passagem do autor de "Marimbondos de Fogo" pela PR, êle também convocou a população a fiscalizar.

Surgiram aí os fiscais do sarney!

Só para lembrar: o "DONO DO MARanhão" assumiu a PR com a inflação em 242,24% e entregou-a com 1972,91%.

Se há tantos novos erros à serem cometidos, porque repetir erros do passado?
Miguel José Teixeira
12/06/2020 19:25
Senhores,

Atos atabalhoadamente atabalhoados, preocupam.

No portal "Wikipedia" deparei-me com este torpedo:

"Na ditadura militar, em 1965, o número de assentos foi aumentado de onze para dezesseis,[15] buscando diluir o poder dos ministros indicados por João Goulart e Juscelino Kubitschek.[16]"

- - -
[15] Carvalho, Alexandre Douglas Zaidan de (30 de junho de 2017). "ENTRE O DEVER DA TOGA E O APOIO À FARDA: Independência judicial e imparcialidade no STF durante o regime militar". Revista Brasileira de Ciências Sociais. 32 (94). ISSN 0102-6909. doi:10.17666/329415/2017
- - -
[16] Gaspari, Elio (2014). A Ditadura Escancarada 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca. 526 páginas. ISBN 978-85-8057-408-1
- - -

Já imaginaram se o "capitão zero-zero", visando neutralizar os atuais 11 membros do STF, edite uma MP criando mais 12 vagas de ministros e nomeando-os?

Formar-se-á uma cortina de fumaça tão espessa que permitirá a criação de ministérios de "baciada", passar toda a "boiada", prender "vagabundos" e ainda dar uma "olhar" na direção do general.

Pé de pato, mangalô, três vezes!
Miguel José Teixeira
12/06/2020 17:39
Senhores,

Detectores de fumaça

Será que o empoderamento (já desfeito) do estafeta do ministério da "iducassão", transformado-o em "o reitor dos reitores", foi apenas uma cortina de fumaça para a criação do ministério da comunicação?

É bom a Imprensa acionar seus detectores de fumaça!

Pelo andar da carruagem, ainda há muitos ministérios à serem criados, visando atender o in$aciável apetite da$ mercenária$ $igla$ de aluguel que integram o centrão.
Rui Carlos Deschamps
12/06/2020 15:36
Boa tarde Sr. Herculano !!!!
Com relação ao curso na Camara quero lhe dizer que não sabia pois estou licenciado, portanto não participei. Obrigado a também não iria participar.
Miguel José Teixeira
12/06/2020 11:09
Senhores,

Efeito dominó

O baú da felicidade entregue pelo "capitão zero-zero" à um partido do centrão irá desencadear um verdadeiro tsunami:

os que indicaram afilhados apenas para os cabides de 2º e 3º escalão, também vão querer um ministério para chamar de seu.

Preparemos nossos bolsos, pois, a vaca já estava no brejo e já, já, irão os bezerros.
Herculano
12/06/2020 08:22
HOJE EM GASPAR NÃO É PONTO FACULTATIVO. A PREFEITURA TRABALHA.

1. A prefeitura trabalha? Mas, os primeiros a faltarem são os comissionados - a cara máquina de votos do poder de plantão -, amparados por diversas justificativas, incluindo a tal Covid-19. Já os efetivos estão batendo o ponto. Alguns estão "compensado horas extras".

2. Por outro lado, na Câmara há uma feriadão oficial no calendário dela. Diga-se que até se tentou tirar esses feriadões numa provocação do MDB, mas o ex-presidente da Casa, Silvio Cleffi, PP, então em rota de colisão com o poder de plantão, bancou.

E para alguns servidores do Legislativo, "la dolce vita" vem desde quarta-feira, quando prometeram trabalhar remotamente, mas de onde estavam não conseguiram produzir soluções. E ficou para a segunda-feira depois do meio-dia. Acorda, Gaspar!
Herculano
12/06/2020 07:11
PARA MILITARES QUE GOSTAM DE LER, por Ruy Castro, no jornal Folha de S. Paulo

Algumas frases de Napoleão para reflexão dos generais que apoiam Bolsonaro

Ouço dizer que os militares brasileiros gostam de ler. ?"timo. O problema é que só devem ler autores militares. Bem, o mundo já conheceu grandes escritores que foram também importantes como militares - Júlio César, Maquiavel, Euclides da Cunha, T. E. Lawrence (o da Arábia), Saint-Éxupéry, George Orwell. E houve um que pode não ter sido o maior escritor, mas certamente foi o maior militar: Napoleão.

Caiu-me às mãos outro dia um livro, "Napoleão - Máximas e Pensamentos", selecionados em 1838 por, ora vejam, Honoré de Balzac. É uma edição da Vecchi, de 1946. Contém 525 frases de Napoleão, tiradas de seus discursos e reflexões, entre uma e outra das monumentais batalhas em que jogava com a vida e com a morte de centenas de milhares. Nossos generais, embora só comandem escrivaninhas e manobrem carimbos, devem admirá-lo. Pois aqui vão algumas frases de Napoleão -para as considerações dos que, ignorando o legado de Osório, Barroso, Tamandaré, Caxias e Rondon, apoiam, por ação ou omissão, o governo de Jair Bolsonaro.

"O idiota tem uma grande vantagem sobre o homem inteligente. Está sempre contente consigo mesmo." "O excesso de poder desgovernado acaba por depravar o homem mais honrado." "Os grandes poderes morrem de indigestão." "Há patifes suficientemente patifes para se portarem como homens honestos." "Mesmo nos seus mais corrompidos momentos, a baixeza precisa ter limites."

"Nunca é útil inflamar o ódio." "Não existe o roubo. Tudo se paga." "O dinheiro é mais forte do que o despotismo." "Não existem leis possíveis contra o dinheiro." "A mais falsa política é a que opõe uma facção à outra, jactando-se de dominá-la." "Um soberano que se filia a uma facção faz inclinar o barco e apressa o naufrágio."

"A altura do soberano depende da altura do seu povo." "Se a imensa maioria da sociedade quisesse hoje desobedecer às leis, quem a dominaria?"
Herculano
12/06/2020 07:04
GENERAL RAMOS DIZ QUE EXÉRCITO "NÃO VAI DAR GOLPE", MAS AVISA: "NÃO ESTICA A CORDA"

Conteúdo de O Antagonista. Luiz Eduardo Ramos, em entrevista para a Veja, disse que os militares não vão dar um golpe, desde que o outro lado não estique a corda.

Leia aqui:

"É ultrajante e ofensivo dizer que as Forças Armadas, em particular o Exército, vão dar golpe, que as Forças Armadas vão quebrar o regime democrático. O próprio presidente nunca pregou o golpe. Agora o outro lado tem de entender também o seguinte: não estica a corda".

Ele deu dois exemplos do que seria "esticar a corda".

O primeiro, comparar o bolsonarismo ao nazismo, como fizeram Celso de Mello e Gilmar Mendes.

O segundo, e isso é bem mais preocupante, "achar que um julgamento casuístico pode tirar um presidente que foi eleito com 57 milhões de votos".
Herculano
12/06/2020 06:58
PENSANDO BEM...

... O presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, que foi excluído do Exército por indisciplina, está agora se vingando, expondo os militares que os colocou no poder, enfraquecendo a própria imagem do Exército. Que coisa!
Herculano
12/06/2020 06:55
DEBATE SOBRE O VALE CORONA TESTA APOIO DO CENTRÃO, por Josias de Souza, no UOL.

A aliança de Jair Bolsonaro com os partidos do centrão será submetida ao primeiro teste. Pressionado pelo Congresso, o governo concordou em esticar o pagamento do vale corona por mais dois meses. Mas deseja reduzir o valor do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300. E reivindica os cerca de 200 votos que enxerga no cesto das legendas do centrão.

Concebido para ajudar os brasileiros pobres a atravessar a crise do coronavírus, o auxílio governamental seria pago em três parcelas, a partir de abril. Hoje, há um consenso quanto à necessidade de prorrogar o benefício. O problema é que um grupo de parlamentares, entre eles o presidente da Câmara Rodrigo Maia, deseja manter a cifra de R$ 600. O ministro Paulo Guedes (Economia) diz que R$ 300 é o limite.

Líder informal do governo junto aos partidos do centrão, o deputado Arthur Lira (PP-AL) foi acionado. O Planalto logo saberá se a reativação do balcão de trocas fisiológicas surtiu os efeitos almejados.

Na noite desta quinta-feira, Bolsonaro declarou em transmissão ao vivo pelas redes sociais que vetará o aditivo se os parlamentares insistirem no valor de R$ 600. Mas prefere, naturalmente, não ter que passar por esse constrangimento.
Herculano
12/06/2020 06:43
JÁ FUI

Do deputado Federal Fábio Farias, PSD-RN, escolhido ministro de Comunicações, na nova pasta criada pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, no twitter, justificando o seu passado no PT e revelando que é um oportunista.

Aos brasileiros: como 57 milhões de eleitores, votei no Pr Bolsonaro por estar insatisfeito com partidos que polarizaram e comandaram o país até 2018. Já votei no PT no passado, sim, mas em 2016, fui a favor do impeachment de Dilma e sou o maior adversário do governo do PT no RN.
Herculano
12/06/2020 06:39
SENHOR DO OTIMISMO

Do ex-ministro de Jair Messias Bolsonaro, deputado Federal e médico, Osmar Terra, MDB-RS, mais uma vez no twitter na sua briga contra os dados disponíveis:

Impressionante o esforço de alguns órgãos p manter o pânico na epidemia. Quando começam sinais de melhoria, como diminuição d casos e de óbitos nas capitais, a notícia é: Covid já é maior no interior". Não pode ter notícia boa! Parece haver uma torcida organizada do vírus ! Incrível
Herculano
12/06/2020 06:34
A IDEOLOGIA

De Vera Magalhães, do jornal O Estado de S. Paulo, no twitter, sobre a reação dos bolsonaristas que declararam preferir contrair a doença a tomar o remédio devido a origem dele, quando souberam que o governo de São Paulo (João Dória Júnior, PSDB), fez convênio com empresa estatal chinesa, via Instituto Butantã, para testar vacina contra a gripe.

Aos retardados que estão tuitando vacina chinesa não, recomendo olhar os armários: talvez tenham de fazer uma fogueira e queimar celulares, tênis de corrida, roupas em geral, utensílios de cozinha...
Herculano
12/06/2020 06:28
A VOLTA

DE Mário Sabino, proprietário editor da revista eletrônica Crusoé, no twitter:

Subiram a hashtag "tudo era melhor com PT". De fato, tudo era melhor para os ladrões nos Correios, na Petrobras, no Banco do Brasil, no BNDES, nas telefônicas, na transposição do São Francisco, nos fundos de pensão das estatais... Sôdade.
Herculano
12/06/2020 06:24
da série: hoje deverá ser de tombo na Bolsa brasileira, mas mais do que isso, um pré-anuncio de que o pior deverá piorar ainda mais.

RISCO DE SEGUNDA ONDA DE CORONAVIRUS NOS EUA FAZ BOLSAS GLOBAIS TOMBAREM

Em feriado no Brasil, índice de ações brasileiras em NY cai 7,8%

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Júlia Moura. O mercado financeiro nos Estados Unidos teve, nesta quinta-feira (11), o pior pregão desde março, em um dia marcado por retrações generalizadas também nos pregões da Ásia e da Europa.

As Bolsas foram arrastadas pelo discurso cauteloso do presidente do Banco Central americano, proferido na véspera, e pelos informes de contágio do novo coronavírus. A doença avança nos boletins americanos, ao mesmo tempo em muitos estados retomam as atividades.

Os índices acionários Dow Jones e S&P 500 caíram 6,9% e 5,9%, respectivamente, enquanto a Bolsa de tecnologia Nasdaq perdeu 5,3%. Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as maiores companhias da região, recuou 4%.

As ações da Boeing desabaram 16,4%, contribuindo para a queda dos índices, depois que a Spirit AeroSystems, principal fornecedora de peças para o Boeing 737, suspendeu contratos dos funcionários por 21 dias, interrompendo a produção e colocando em risco as entregas previstas.

O índice VIX, que mede a volatilidade do mercado com base no S&P 500 - conhecido como "índice de medo" pelo mercado -, atingiu 40 pontos (uma alta de 48% no dia). Em março, ele chegou ao recorde de 83 pontos. No ápice da volatilidade da crise financeira de 2008-2009, o índice estava a 44 pontos.

Como é feriado de Corpus Christi no Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo permaneceu fechada. Na Bolsa de Nova York, porém, os principais ETFs (fundos de índices) de ações brasileiras derreteram.

O MSCI Brazil chegou a cair 9,7% no pregão, mas fechou em queda de 7,8%. O Brazil Titans 20 caiu 8,7%.

As ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) da Vale recuaram 7% e as da Petrobras, 9%.

As ADRs da Gol despencam 18,6% e as da Azul, 21,8%.

A cotação do petróleo também sofreu perdas. O barril de Brent (referência internacional) caiu 8%, a US$ 38,32. Também contribui o aumento dos estoques nos EUA.

O movimento negativo foi impulsionado pela realização de lucros de investidores, após fortes altas no mercado acionário nas últimas semanas. Na segunda (8), o índice S&P 500 apagou as perdas no ano e na quarta (10), a Nasdaq bateu o terceiro recorde histórico seguido.

Com a alta liquidez no mercado, após estímulos de governos e injeção de capital de bancos centrais, e juros baixos em todo o mundo, gestores viram oportunidade em ativos de risco, com preços baixos após a queda do mercado em março.

Esse fluxo de capital beneficiou inclusive o Brasil, levando o Ibovespa a voltar aos 97 mil pontos na segunda (8), uma alta de 54% desde a mínima de março. No ano, ainda há uma queda de 18% do índice em relação a 2019.

Em junho, a B3 registrou entrada líquida de R$ 3,4 bilhões em capital estrangeiro no mercado de ações brasileiro - o primeiro mês positivo desde dezembro de 2019.

Também afetou o câmbio no Brasil. O dólar, que chegou a R$ 5,90, caiu para R$ 4,9350.

Um dos indicadores que embasaram o cenário de recuperação pós-pandemia mais positivo, e que mais pesou nessa onda de investimentos financeiros, foi a evolução no mercado de trabalho americano. Em maio, o desemprego nos EUA foi na contramão do previsto e caiu.

No entanto, o discurso do presidente do Fed, Banco Central americano, na quarta-feira (10) deu uma espécie de choque de realidade nos investidores. Ao comentar as estimativas para a economia americana e a decisão de manter os juros próximos de zero, Jerome Powell sinalizou que ainda é cedo para dizer se o pior já passou.

E Powell minou justamente o pilar do otimismo ao questionar os dados sobre emprego.

"O mercado de trabalho pode ter atingido o fundo do poço em maio, mas não sabemos se é o caso ainda, vamos ver. Não vamos exagerar a reação a um único dado, seremos cuidadosos com qualquer conclusão. Não sabemos o que os dados de maio significam, se foi uma mudança sazonal ou se é algo maior que isso. Temos que esperar e ver, as coisas ainda são incertas", disse Powell.

Ele também sinalizou que a recuperação da economia deve ser lenta, com expectativa de desemprego de 9,3% ao fim de 2020, de 6,5% em 2021 e 5,5% em 2022, mantendo o juro entre 0 e 0,25% ao ano até então.

"O relatório de maio foi uma surpresa agradável e esperamos ver mais dados como este, mas acho que devemos ser honestos: é um longo caminho e mais de 20 milhões de pessoas estão sem trabalho. [A recuperação] vai levar um tempo".

Além do balde de água fria do Fed, entrou no radar dos investidores o risco de uma segunda onda de contágio da Covid-19 nos Estados Unidos. O país já conta com mais de dois milhões de casos confirmados. Enquanto retomam as atividades, 21 estados reportam alta no número de infectados.

Apesar do avanço da doença, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, anunciou que os Estados Unidos não fechará sua economia novamente em caso de uma segunda onda.

"Há chance de uma nova onda de contaminação e níveis de desemprego históricos. O mercado queria uma solução mágica e, pelo contrário, Powell foi muito realista", diz Simone Pasianotto, economista chefe da Reag Investimentos.

Ela comenta ainda que, nos últimos dias, artigos e análises de renomados economistas sobre a existência no mercado de ações acenderam o alerta para investidores.

O ambiente de desconfiança em relação à retoma tende a se repetir na Bolsa brasileira na sexta-feira (12), refletindo a queda dos ADRs em Nova York.

"A gente viu a Bolsa subir fortemente na semana passada, muito pelo excesso de liquidez e queda de juros. Devemos ver o mau humor dos mercados aqui na sexta", diz Eduardo Akira, sócio da Vero Investimentos.

Da última vez que o mercado global ruiu em um feriado brasileiro, o Ibovespa caiu 7% no pregão seguinte, em 26 de fevereiro, volta de Carnaval - naquele momento, as bolsas ocidentais passaram a contabilizar as perdas com a chegada do vírus. O movimento deu início a uma sequência de fortes queda no índice, que o levaram a 63 mil pontos em março, o menor patamar desde 2017.

"Parece que o pior já passou, renovar mínima é pouco provável, por mais que tenhamos uma realização de lucro. O cenário não mudou, o que vimos foi uma forte valorização na Bolsa e agora, a realização dos lucros", diz Akira.
Herculano
12/06/2020 06:02
MORTALIDADE POR COVID NO BRASIL É METADE DOS EUA, por Claudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O 3º lugar do Brasil no ranking de mortes por covid-19 faz parecer que usamos a pior estratégia no combate ao vírus. Comparar números absolutos não faz sentido entre países de tamanhos e demografias tão diferentes. Um olhar mais apurado mostra que a chance de alguém ter morrido no Brasil por coronavírus é 49% menor que nos EUA. Se a comparação for com França, Itália, Espanha e Reino Unido, a chance de uma pessoa infectada morrer por lá é até 3,4x maior que no Brasil.

EM NÚMEROS

No Brasil, são 17,6 mortes por 100 mil habitantes contra 34,3 nos EUA. Na França são 44,8, Itália, 56,1, Espanha, 58,1 e Reino Unido, 60,1.

PIOR DE TODOS

Entre os países com mais de 3.000 óbitos, a Bélgica tem 83,6 mil óbitos por 100 mil habitantes. O top 10 ainda tem Suécia, com 46,9 mil mortes.

HÁ PIORES

Acusam o Brasil, mas o pior cenário na América do Sul é no Equador (21,3 mil óbitos por 100 mil habitantes). No Canadá, são 20,9 mil.

O RECORDE É DELES

Os países com mais de 3.000 mortes concentram 52,54% da população mundial e registram 91,1% de todas as mortes causadas pela Covid-19.

GOVERNO GANHA COM RECRIAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES

Não fosse a pandemia, teria havido carnaval do setor de Comunicações em Brasília após a decisão do presidente Bolsonaro de tirar o astronauta Marcos Pontes do seu comando. Havia rara unanimidade contra o ministro, no setor. Agrega muito para o governo o deputado Fábio Faria (RN) na chefia do recriado Ministério das Comunicações. É um político habilidoso, bem relacionado, no lugar de um ministro que desagradava a todos. E, nas Comunicações, está longe de ser um "poste" como Pontes.

A VEZ DO 5G

A mudança favorece aproximação com a agência reguladora Anatel em momento muito importante, quando se discute a tecnologia 5G no País.

KASSAB DE VOLTA

A nomeação de Fábio Faria recoloca o ex-ministro Gilberto Kassab nas Comunicações, por meio do seu partido PSD, agora da base do governo.

NÃO FOI DESTA VEZ

O Planalto não se livrou de Fábio Wajngarten, cuja atuação na Secom desagradava Bolsonaro. Mas o manteve secretário-executivo da pasta.

A ERA DO VALE-TUDO

O Brasil vive tempos estranhos. Teve gente que achou ter bebido algo estranho quando ouviu do admirado ministro Fachin, do STF, na quarta (10), que vício no inquérito "não afeta a ação penal". E é jurisprudência.

TRIBUNAL DE EXCEÇÃO

O jurista e professor Walter Maierovitch disse que "perde o sono" com o fato de que os ministros do Supremo Tribunal Federal, as 11 vítimas do inquérito das fake news, investigam e julgarão os acusados.

OPÇÃO PELA ACEFALIA

Soltaram os cachorros para cima de Abraham Weintraub (MEC) contra a MP que o autoriza a nomear reitor em universidade cujo titular do cargo concluiu o mandato. A turma prefere a acefalia a alguém no comando.

ETERNA VIGILÂNCIA

Como no PSDB tem gente ameaçando se bandear para o lado do PSB, o governador João Doria não esquece quem ameaçou sua eleição, em 2018, e não tira o olho dos passos do ex-governador Márcio França.

OTIMISMO MANTIDO

A BGC Liquidez, uma das principais corretoras do mercado financeiro, estima em 5,5% a queda do PIB este ano, bem abaixo dos 8% do Banco Mundial, e ainda prevê crescimento de no mínimo 2,5% em 2021.

ENCOLHEU UM TERÇO

A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) lançou portal para acompanhar efeitos da pandemia no setor. Primeiro dado do transporte aéreo de carga e passageiros mostra queda de 30,4% de janeiro a abril.

FUNDO DO POÇO

A queda de 19,4% nas horas de produção estabeleceu novo recorde de ociosidade para abril na indústria, segundo associação de importadores de máquinas (Abimei). Faturamento também despencou 23,3% no mês.

PENSANDO BEM...

...com tantas demonstrações de incompetência e açodamento, a OMS já merece mudar para Desorganização Mundial da Saúde.
Herculano
12/06/2020 05:52
A LIBERDADE DE IMPRENSA FORTALECE OS NEGóCIOS, por Paulo Nassar, professor titular da Escola de Comunicação e Artes da USP e presidente da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) e por Hamilton dos Santos, jornalista, mestre em filosofia pela USP e diretor-geral da Aberje, no jornal Folha de S. Paulo

Desrespeito à verdade deslegitima presença no mercado e na sociedade

A liberdade de imprensa é um valor fundamental para a democracia, mas além disso traz prosperidade: tornou-se crucial para o êxito nos negócios. Para uma empresa crescer, seus dirigentes precisam lidar com a realidade - e não há melhor meio de alcançar a verdade e capacitar empresários e empregados do que uma informação correta, publicada, exposta ao contraditório.

Houve tempos em que empresas lucravam com a manipulação de informações. Isso, que já era crime, se tornou exceção. Uma empresa que não respeite a verdade deslegitima a sua presença no mercado e na sociedade.

Imaginemos uma empresa que não calcule os custos sociais ou ambientais do que produz. Disso podem resultar mais danos do que ganhos. Ela precisa se atualizar quanto à informação científica e tecnológica, mas também quanto aos valores que a sociedade respeita. Cada vez mais, relações humanas abusivas ou o descaso com o ambiente e com a governança trazem efeitos negativos para quem não os leva em conta.

A verdade emancipa. Ela permite calcular melhor insumos e resultados, "input" e "output". Tem valor ético e econômico.

Isso vale para as informações que a empresa recebe para planejar sua produção, mas também para o que ela comunica, ao comercializar seus produtos. A mentira tem pernas curtas. Quem compra um produto ruim não torna a adquiri-lo. Em tempos de redes sociais, o mau produto é, ele próprio, propaganda adversa.

Por isso, o recall cresceu nas últimas décadas. Quando algumas empresas começaram a anunciar seus erros - desde jornais, como esta Folha, com a seção "Erramos", até produtores de bens e serviços - houve quem dissesse que isso seria contrapropaganda. A experiência mostrou o contrário. O consumidor valoriza quem avisa logo se seu produto ou suas operações apresentam riscos. A empresa mostra responsabilidade. Ganha em reputação. Consegue confiança.

Confiança é uma palavra tão importante no ambiente de mercado quanto na democracia. É fundamental acreditar no seu fornecedor, assim como no seu representante eleito. Relações humanas são melhores quando se confia ?"o que vale para tudo, dos afetos que aquecem as relações privadas até os negócios feitos a distância.


Um exemplo: entre 1986 e 1994, vários planos econômicos tentaram vencer a inflação. Em comum, tinham que seus detalhes eram sigilosos. Os "pacotes" colhiam as pessoas de surpresa - um deles, o Plano Collor, foi traumático. O plano que acabou dando certo - o Plano Real - teve um diferencial: foi anunciado, no detalhe, com meses de antecedência. Não teve pegadinhas ou surpresas. Esse fato produziu uma confiança no governo que antes não existia.

A imprensa livre e isenta gera relações construtivas. Permite uma competição honesta, num jogo "ganha-ganha" para empresas, fornecedores, consumidores, comunidades e cidadãos. Favorece a inovação e promove qualidade. Por isso, em acordo com seus princípios e valores, a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), integrada pelas maiores empresas que atuam no Brasil, defende a plena liberdade de imprensa, até porque o conceito de liberdade só vale, mesmo, quando incorpora o de responsabilidade.
Herculano
12/06/2020 05:45
DE TIRAR O FôLEGO, por Cláudio Prisco Paraíso

É de faltar ar, literalmente, o jogo de empurra que segue entre o trio Douglas Borba, Helton Zeferino e Márcia Pauli. Durante a acareação entre eles na CPI dos Respiradores foi mais um festival de acusações mútuas sem que explicassem absolutamente nada. A sessão da comissão foi contraproducente e não eliminou os pontos de conflito e as inconsistências constantes nos depoimentos deles mesmos anteriormente.

Se um desavisado, um extraterrestre, talvez, fosse convidado a assistir a sessão de terça-feira, que novamente se estendeu até quase a madrugada de quarta, mais parecia um encontro de freiras e padres num convento. A culpa deve ser do mordomo! Ora, caras-pálidas, assim não é possível. Helton Zeferino disse que quem pagou a tal Veigamed foi Márcia Pauli. Ela negou e afirmou que em compras acima de R$ 5 milhões era tudo com ele quando ainda era secretário de Estado da Saúde.

Só milhões
E aí aparece Douglas Borba dizendo que a definição foi da Secretaria da Saúde e que ele não tem nada com isso. Oras, temos fartas, ricas mesmo, informações sobre a atuação dele por detrás do panos não só em favor desta Veigamed no caso dos respiradores como também no natimorto projeto do Hospital de Campanha de Itajaí (R$ 77 milhões), na compra de equipamentos de proteção individual (R$ 70 milhões) e até mesmo no sentido de aliviar a dívida de uma empresa justamente com a Secretaria de Saúde de Santa Catarina. O valor do débito? R$ 40 milhões, bolada que não foi paga ao erário, de acordo com Zeferino.

Devassa
Vamos aguardar novos depoimentos para se ver se é possível chegar a um denominador comum. Ou se o Gaeco vai encontrar documentos com base nos computadores, celulares, mensagens recolhidas, enfim, para que se estabeleça claramente o papel de cada um nesse esquema. Dentro e fora do governo.

Corrupção deslavada
A atuação tem que ser em duas frentes. No viés administrativo, no que tange à imperícia para resgatar os valores pagos. Um terço já foi recuperado. Na outra ponta, a questão criminal a partir do ilícito, da fraude, da malversação do dinheiro público, da prática de corrupção. Também para que se saiba quem mais estava por trás disso tudo.

Perfis
A CPI tem um contexto mais político e o Gaeco, técnico. Fundamental que os dois caminhem numa direção tal para chegarmos à solução deste episódio que envergonha Santa Catarina perante o Brasil.

Digitais
Embora a acareação nada tenha produzido de concreto, ficou a convicção, de uma vez por todas, que os três - Doulgas Borba, Helton Zeferino e Márcia Pauli - estão envolvidos de alguma maneira nisso tudo.

Moisés convidado
Os deputados da CPI também aprovaram a inquirição ao governador Moisés da Silva. Na verdade, é um convite, este é o termo correto e não convocação, conforme o que foi aprovado. Cometeram um equívoco. E convidado, o chefe do Executivo pode aceitar ou não. E se não for à CPI, ele pode responder por escrito. Na forma presencial, é o governador quem define o dia, a hora e o local da sessão.
Herculano
12/06/2020 05:37
BOLSONARO COMPRA PROTEÇÃO NO CONGRESSO, MAS RELAÇÃO CONTINUA INSTÁVEL, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Acordo para defender presidente do impeachment dependerá da popularidade do governo

Antes de ganhar um ministério, o PSD ajudou Jair Bolsonaro a aprovar a reforma da Previdência. A pauta era considerada amarga, e a proposta foi desidratada pelos parlamentares, mas a sigla colaborou com o governo: deu 34 votos a favor da medida e apenas 2 contrários.

Nas últimas semanas, líderes partidários brincavam que, ao distribuir cargos para o centrão, o presidente pagaria por um apoio que já recebe. Era um exagero. Apesar do avanço da pauta econômica, Bolsonaro nunca teve vida fácil na Câmara e no Senado. O gracejo, porém, mostra que a relação entre o Planalto e sua nova base aliada deve continuar instável.

Nas conversas em que ofereceu espaço aos partidos, o presidente não pediu apoio a uma agenda de governo. Segundo dirigentes, Bolsonaro só cobrou a aprovação do projeto que prorroga a validade das carteiras de motorista. Não citou nenhuma ideia para a economia ou para a saúde na esteira da pandemia.

O principal compromisso dessa sociedade é a defesa do presidente e de sua família. Alguns dos caciques estão dispostos a blindar o clã Bolsonaro em eventuais votações em CPIs, denúncias por crimes comuns, pedidos de impeachment e nos conselhos de ética do Congresso.

A negociata não inclui, por exemplo, os retrocessos da agenda ideológica do presidente. Propostas econômicas podem ser vistas com boa vontade, mas o centrão é mais simpático ao aumento de gastos do que à tesoura de Paulo Guedes.

Ao amarrar siglas que somam cerca de 200 deputados, o governo pode até sofrer menos trancos no plenário, mas ainda está longe de obter maioria para tratorar a oposição e parlamentares críticos a Bolsonaro.

O presidente comprou a própria proteção, mas a fidelidade dessa base dependerá dos benefícios políticos do contrato. Além dos cargos em órgãos com orçamentos bilionários, a popularidade de Bolsonaro também vai ditar os termos da relação. Todas essas siglas estiveram ao lado de Dilma Rousseff, até que os números da petista derreteram.
Herculano
11/06/2020 19:28
JUSTIÇA SUSPENDE NOMEAÇÃO DA PRESIDENTE DO IPHAN

Falta de qualificação alegada

Bolsonaro reclamou de órgão

Conteúdo do Poder 360. A Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendeu a nomeação e posse da presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Larissa Rodrigues Peixoto Dutra.

O juiz Adriano de França, da 28ª Vara Federal, atendeu a ação popular movida pelo deputado Marcelo Calero (Cidadania-RJ), ex-ministro da Cultura. De acordo com a decisão, Larissa Dutra não tem experiência ou formação profissional compatível com o cargo.

O Ministério Público Federal apurou que ela é formada em Turismo e Hotelaria pelo Centro Universitário do Triângulo. Atualmente, cursa MBA em gestão estratégica na Faculdade Unyleya

Servidora do Ministério do Turismo, Larissa Dutra virou presidente do órgão 5 meses depois da exoneração de Kátia Bogéa.

A nomeação se deu em maio. Em abril, em reunião cuja gravação foi divulgada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente Jair Bolsonaro reclamou da atuação do órgão.
Herculano
11/06/2020 19:18
da série: o manso, não sabia de nada, foi comunicado, ficou quieto e continua no governo

ASTRONAUTA PERDE 2 SECRETARIAS E 4 EMPRESAS

Conteúdo de O Antagonista. Com a recriação do Ministério das Comunicações, Marcos Pontes tem seus poderes esvaziados.

Ele perde duas secretarias: a de Radiodifusão e a te Telecomunicações - que conduzia o leilão do 5G.

Quatro empresas vinculadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia também ficaram subordinadas a Fábio Faria. São elas: EBC, Correios, Telebras e Anatel.
Herculano
11/06/2020 19:02
republicada das 11.40

SÉRGIO ALMEIDA, EXPLICANDO-SE

Provocado e caindo na provocação de adversários, numa foto onde aparece o secretário Douglas Borba para o prontuário policial da Deic (esse vazamento é proibido pela nova Lei de Abuso de Autoridade) ao lado de outra foto de Douglas que o coloca com governador Carlos Moisés da Silva, PSL, afirmando ser ele, Douglas, o seu 'homem de sua confiança', Sérgio Luiz Batista de Almeida, PSL, candidato declarado a prefeito em Gaspar, abriu o verbo num aplicativo de mensagens, ao mesmo tempo que sinalizou precocemente um certo desânimo.

Inicio com a mensagem do Sérgio no aplicativo e retomo para fechar.

"Não tenho, nunca tive e jamais pretendo ter político de estimação. Errou, acerte com a justiça. Infelizmente com a ascensão de Bolsonaro, a maioria da população catarinense votou em pessoas que não conheciam. Creio do Brasil inteiro.

Comigo não foi diferente. Agora, as mascaras começam a cair. Lamento, pois não sei se as pessoas acreditarão mais nas mudanças. Beneficia apenas aqueles que dominam o poder. Em Gaspar, já se vão 50 anos dominados por um grupo. Infelizmente".

RETOMO

1. Erra Sérgio quando diz não ter político de estimação. Ele, como homem político, deveria tê-lo. O que não pode é se associar na imagem de bandido, aquele que usa a política, cargos públicos e se disfarça de político ou gestor público, para roubar os pesados impostos de todos. Penso de Moisés, por enquanto, apenas escolheu mal o seu homem de confiança.

2. Sobre o comandante Moisés, Sérgio está certo: a esmagadora maioria não o conhecia e foi na onda, não Bolsonaro, mas contra a podridão estabelecida há décadas no estado com os Bornhausens, os Amins e o MDB que se instalou com Pedro Ivo Campos, mas sempre sob signo direto ou indireto do já falecido Luiz Henrique da Silveira.

3. Ainda bem que as máscaras estão caindo. Isso não é ruim. É muito bom. E elas estão caindo - ainda bem - mais cedo do que o previsto, porque a comunicação mudou. E muito muito para nós, os cidadãos, os eleitores.

4. O lamento que Sérgio Almeida é porque, possivelmente, segundo ele, as pessoas não acreditarão em mudanças e ai ficariam comprometidas nas próximas eleições, as propostas que propõem mudanças. Penso ser um exagero, ou ele está antecipando desculpas para os percalços dele como candidato.

E por que? Primeiro, é que todos os que se declararam até aqui serem candidatos em Gaspar, são bem conhecidos na comunidade, inclusive o próprio Sérgio.

Segundo, o candidato vai ter que possuir, verdadeiramente, farinha no saco para fazer esse pirão, ou seja, se quer mudar, isso deverá fazer parte do seu DNA e não ser uma proposta oportunista, com apenas discurso para enganar os incautos. O próprio prefeito Kleber Edson Wan Wall, MDB, tinha essa proposta. Sabe-se hoje que ele é menos do mesmo.

E terceiro, para encerrar: a tese de que a eleição é local e quem vier com padrinhos externos poderá ser contaminado, é algo cada vez mais clara, inclusive para os que estão no poder de plantão. O foco é Gaspar. Os padrinhos, só os gasparenses. Acorda, Gaspar!
Herculano
11/06/2020 18:52
NNÃO VALE FAZER ESPUMA OU FUMAÇA, por Roberto Azevedo, no Making of

Era esperado e a Procuradoria Geral do Estado enviou ofício à Assembleia para reafirmar o que a Constituição Estadual assegura: a Assembleia não pode convocar o governador Carlos Moisés da Silva pra prestar esclarecimentos à CPI dos Respiradores.

A pirotecnia do deputado Ivana Naatz (PL), relator e propositor da comissão e do requerimento, tem a finalidade de reafirmar a falta de apoio de Moisés entre os nove integrantes da CPI, uma sinalização cujo objetivo era mesmo fazer espuma ou fumaça, o que depende da preferência do adversário.

No documento, aprovado por unanimidade pouco antes da reunião que fez a acareação entre a servidora Márcia Regina Geremias Pauli e os ex-secretários Helton Zeferino (Saúde) e Douglas Borba (Casa Civil), não constam as expressões convocação ou convite.

Polida, a PGE assegura, em nota, que o ofício enviado ao Legislativo atesta que Moisés pode, a qualquer momento, prestar esclarecimentos por escrito, algo que nos faz refletir sobre o objetivo da medida na CPI, formar a imagem de que o chefe do Executivo foge do debate, estratégia equivocada por parte de quem, como parlamentar, jurou a cumprir a Constituição.

NÃO BASTA SER MAIORIA

A CPI dos Respiradores se perde em picuinhas e pensamentos fora do contexto da investigação, principalmente quando emite juízo de valor sobre a validade de medidas positivas como a do isolamento social ou aproveita para fazer política partidária ou eleitoral com o tema.

Agora, a partir do requerimento contra Moisés, solidifica o pensamento de que não é suficiente ser maioria numérica, deve espezinhar, manter sob pressão, enquanto a força-tarefa de Ministério Público, Polícia Civil e TCE avança, assim como a ação civil pública no Judiciário e até as sindicâncias internas no governo.

TRANSFERIDOS 1

O advogado Douglas Borba foi transferido na manhã desta quarta (10), da sede da DEIC para o Presídio de Florianópolis, no Bairro Agronômica.

Foi um dia depois dos também advogados Leandro Barros e Cesar Augustus Martinez Thomas Braga, diretor jurídico da Veigamed, porque Borba prestou depoimento à CPI e só foi encaminhado ao sistema prisional na quarta pela manhã.

TRANSFERIDOS 2

As informações sobre as transferências foram dadas pelo delegado Jeferson Prado, da DEIC, que confirmou que Fábio Guasti, empresário que fez a intermediação da venda dos respiradores entre a Veigamed e a Secretaria Estadual de Saúde, veio direito de Sorocaba, no interior de São Paulo, onde foi preso, para o Presidio da Capital.

Ainda de acordo com o delegado, o único preso na segunda fase da Operação Oxigênio que não está em Santa Catarina é o vereador Davi Perini Vermelho, presidente da Câmara de São João do Meriti, no Estado do Rio, que, por ter problemas de saúde, está detido em um quartel do Corpo de Bombeiros, no Rio de Janeiro. Tão logo tenha liberação médica, após o resultado de exames, será transferido para Florianópolis.

FASE CRUCIAL

O momento em que os detidos preventivamente chegaram ao Presídio é considerado o mais difícil.

São obrigados a seguir as normas dos que já cumprem pena, cabelo cortado e usar o macacão laranja. Há informações de que os advogados já tentam mudar o endereço provisório dos clientes sob o argumento de provocar depressão e da exposição a doenças infectocontagiosas.

SEM MÁSCARA

O chamada que o deputado Vicente Caropreso (PSDB), que é médico por formação, deu nos colegas que não estão a usar máscara em plenário e nas dependências da Assembleia parece não ser suficiente para sensibilizar a todos.

A lógica do uso é também proteger os outros além de si próprio, mas nem demorou muito e, em plena noite de terça, na reunião de acareação da CPI dos Respiradores, lá estavam no auditório as deputadas Ana Caroline Campagnolo (PSL) e a deputada federal Caroline de Toni (PSL) sem o adereço que pode evitar contaminações.

NO LOMBO

Está correto Vicente Caropreso quando afirma o que a coluna já contemplou, os deputados estaduais têm papel preponderante na nova política de conscientização que regionalizou as decisões nas mãos dos prefeitos.

O relho vai no lombo dos mandatários na cidade, pois, até então, os parlamentares cobravam do governador, sem deixar de considerar que teve muito deputado que cobrou a postura equivocada de Carlos Moisés, em um hotel em Gaspar, e estava sem máscara no plenário.

A BATALHA DOS MUNICÍPIOS

A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) fez dois dias de rodadas de debates macrorregionais com as 21 associações de municípios sobre um tema crucial que precisa chegar à sociedade com mais clareza: a defesa da unificação dos mandatos, de vereador a presidente da República, em 2022. Prefeituras na bancarrota e um gasto de R$ 4 bilhões para realizar uma mobilização municipal, a maior das campanhas no país afora, porque o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), não quer a prorrogação de mandatos como o do prefeito Marcelo Crivella (REPUBLICANOS), do Rio de Janeiro, ou exista resistência dentro da Justiça Eleitoral, é um absurdo diante do delicado momento econômico que vive o planeta. O adiamento da eleição é pouco e a Fecam, unida a uma campanha da CNM, sustenta que não há ambiente para as eleições deste ano, também pelo ponto de vista jurídico. Outro ponto, o gasto de mais de R$ 2 bilhões para as campanhas em cidades com problemas agravados pela Covid-19.

UM MAR DE LAMA

Prefeitos que assumirem em 2021, caso seja levada adiante a ideia de fazer a eleição em novembro ou dezembro, receberão uma bomba-relógio nas mãos e passarão, sem dúvida, quatro anos a se lamentarem.

O maior prejudicado é o contribuinte que pagará várias vezes: pela eleição em si, pela recuperação das finanças arrasadas e ainda terá que se manter em um mercado prejudicial a quem é trabalhador ou empresário.do deputado federal Celso Maldaner, presidente estadual do MDB, e que terá voto e vez de se manifestar no Congresso.
Herculano
11/06/2020 18:37
CENTRÃO VAI BLINDAR GABINETE DO óDIO? Por Helena Chagas, em Os Divergentes

A nova política chegou. O Centrão amanheceu hoje [quinta-feira] comemorando seu primeiro ministério, obtido num salto triplo carpado de Jair Bolsonaro, que juntou Comunicação com Comunicações, fechou a aliança com o PSD de Gilberto Kassab e ainda agradou o empresário e showman Silvio Santos, que terá no comando da pasta o genro Fabio Faria. Até Rodrigo Maia elogiou a escolha, e na sequência de sua declaração da véspera de que "não é hora" para impeachment, deduz-se que a operação pode render algum respiro ao governo no Congresso.

Na outra ponta desse movimento, Bolsonaro parece ter tido a intenção de blindar a Secom, alvo agora de investigações relacionadas à destinação de verbas publicitárias para sites de fake news, numa estrutura ministerial com retaguarda política. Quando for convocado por CPIs e comissões que apuram o assunto, por exemplo, o secretário Wajngarten poderá ter o apoio da bancada do PSD e do Centrão. Da mesma forma, as investigações do STF sobre o tema vão ter que seguir os ritos e protocolos usados com ministros de Estado. Faria é agora o chefe direto do secretário.

O agrado a Silvio Santos é a cereja do bolo, e tudo indica que o nome de Faria foi uma escolha pessoal, e não uma nomeação de Kassab. Mas não faz mal. O presidente do PSD já ocupou, ele próprio, essa pasta, e conhece como poucos as vantagens políticas que pode oferecer. O leilão do 5G, os cargos nos Correios e na Telebras, as relações com as principais emissoras de TV, que terão suas concessões renovadas... Não é pouca coisa, e sem dúvida será o suficiente para fazer o coração de Kassab, ao menos momentaneamente, bater mais forte para Bolsonaro do que para o velho aliado João Doria.

Nada disso garante uma situação de estabilidade política para o Planalto a médio prazo. O PSD de Kassab é pragmático o suficiente para cair fora do barco na hora em que ele começar a afundar - como, aliás, fez no impeachment de Dilma Rousseff.

A grande curiosidade em Brasília hoje é se Wajngarten, que hoje despacha no Palácio do Planalto, vai levar o gabinete do ódio para a Esplanada dos Ministérios. Há rumores de que não, até porque, na prática, seus integrantes não se reportam ao chefe da Secom, mas sim ao vereador Carlos Bolsonaro - que pode até, quem sabe, vir a ganhar o espaçoso gabinete que vai ficar vago no segundo andar do Planalto.
Herculano
11/06/2020 18:32
'RECRIADO O MINISTÉRIO DA PROPAGANDA", IRONIZA MORO, por Josias de Souza, no UOL

Como ministro da Justiça, Sergio Moro trazia suas opiniões na coleira. Não soltou nem na fatídica reunião de 22 de abril, aquela em que foi frontalmente desfeiteado por Bolsonaro. Longe da Esplanada, o ex-juiz concedeu alforria à língua.

Nesta quinta-feira, Moro sentiu-se à vontade para ironizar o ressurgimento da pasta das Comunicações: "Recriado o Ministério da Propaganda. Quais serão os próximos?", anotou no Twitter.

Foi como se o ex-subordinado de Bolsonaro comparasse o ministério seminovo a um velho órgão do Estado Novo. Chamava-se DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda. Chefiando-o, o jornalista Lourival Fontes (1899-1967), grande maquiador de imagens, criou para Getúlio Vargas o título de "Pai dos Pobres".

Bolsonaro ainda não se firmou como pai dos desassistidos. Mas Moro parece considerar que o presidente vai se consolidando como uma espécie de mãe do centrão, um grupo que abriga clientes de caderneta da Lava Jato.
Herculano
11/06/2020 18:25
FERVURA NO PAÇO E NA CIDADE

Bastou o engenheiro Rodrigo Boing Althoff dar uma entrevista na 89,7 nesta semana como pré-candidato pelo PL e que aconteceram três coisas: a cidade passou a comentar o fato; o poder de plantão imediatamente se reuniu com os comissionados - seus cabos eleitorais - e disse que o PL - que até ontem nem existia por aqui - é o adversário a ser batido; e Kleber - para desespero do PP do vice Luiz Carlos Spengler, Pedro Inácio Bornhausen, Claindo Fantoni e José Hilário Melato - reatou o namoro com Marcelo de Souza Brick, PSD, para cozinhá-lo a vice ou não deixar ele surfar a onda do PL.

O que mostra isso tudo? O vem revelando as pesquisas internas e de trabalho dos partidos, inclusive as do MDB: de que Kleber - um garoto propaganda de gente que trabalha na coxia - não entregou o que prometeu na campanha: mudanças.

Mesmo diante de grave crise econômica, Kleber continua inchando a máquina da prefeitura para garantir a vida dos seus cabos eleitorais nos partidos de antigamente e de agora, alinhados e que aparelham o governo. Nem no seu alto salário de R$27.356,69, Kleber foi capaz de ao menos, simbolicamente, diminuir como fizeram outros prefeitos que ganham menos do que ele, como Mário Hildebrandt, Podemos, de Blumenau.

Rodrigo Boing Althoff anda dizendo por ai, que vai acabar com a máquina de comissionados que come o dinheiro que deveria estar em creches, escolas de contraturno ou período integral, uma assistência social não apenas acolhedora, mas preventiva e o fortalecimento dos postinhos nos bairros.

Althoff aposta alto e bem no ponto fraco da atual administração perante a cidade e os cidadãos. Kleber e a sua turma não podem mais prometer isso: gestão enxuta e voltada para resultados sociais e econômicos.

"Eles [Kleber e a sua aliança MDB, PP, PSD, PDT, PSC, PDT e PSDB] já prometeram isso nas outras duas campanhas. Com a caneta na mão, eles se esqueceram das promessas". Acorda, Gaspar!

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.