Quem não deve não teme, certo? Hum! Esta é a semana do relatório da CPI das dúvidas das obras de drenagem e reurbanização da Frei Solano - Jornal Cruzeiro do Vale

Quem não deve não teme, certo? Hum! Esta é a semana do relatório da CPI das dúvidas das obras de drenagem e reurbanização da Frei Solano

18/05/2020

O governo de Kleber Wan-Dall, MDB, já preparou na Câmara o caixão para enterrá-lo.

O líder do governo no legislativo, Francisco Solano Anhaia, MDB, já disse na terça passada que o governo não vai aceitar nenhum relatório que não inocente Kleber dos grosseiros erros testemunhados e documentados pela CPI

Kleber quer evitar que o relatório do vereador Cícero – e que deve ser rejeitado por falta de votos – vá parar na polícia, no Ministério Público e no Tribunal de Contas


Vereadores e técnicos da empresa especializada foram vistoriar as obras de Rua Frei Solano. Naquilo que os vereadores do governo que são maioria nela permitiram, perceberam que o que foi projetado, licitado, contratado, fiscalizado e pago, foi diferente do executado.

A rejeição do relatório oficial do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, o vereador Cicero Gionave Amaro, PL, e que apura às supostas dúvidas da drenagem da Rua Frei Solano, no bairro Gasparinho, entra na reta final e deve ser apresentado esta semana.

A CPI – depois dos esticamentos feitos por conta da Covid-19 que suspendeu os trabalhos na Câmara -termina neste dia 26, terça-feira que vem. Ela começou em novembro do ano passado.

Nesta segunda-feira, haverá uma reunião da CPI na Câmara para discutir com a empresa Dinamika, contratada para ajudar os vereadores da CPI no que toca os detalhes técnicos e de engenharia que supostamente falharam, mudaram ou foram fraudados na obra. A reunião é para debater os detalhes dos pontos das inspeções feitas nas obras na própria Frei Solano, na semana passada.

Foi uma inspeção realizada pela metade. E por que? Porque em maioria na comissão, os vereadores do prefeito Kleber, Francisco Hostins Júnior, MDB, e Roberto Procópio de Souza, como prometeram, e como o governo divulgou e queria, impediram qualquer escavação para ver se havia berço de concreto na base de assentamento dos tubos como pedia o projeto original, o contratado, fiscalizado e pago, se havia os rejuntes externos de argamassas nos tubos e também se houve mesmo, o tal “envelopamento” dos tubos, que seria uma alternativa construtivas substituta alegada tanto pela prefeitura, Samae, e a empreiteira fornecedora de tubos, a CR Artefatos de Cimento, para suprir o tal berço.

A tal inspeção só pode comprovar de fato que as caixas de inspeções – feita exatamente para se adentrar nelas e algumas delas fechadas para essa serventia há meses por asfalto, mas abertas apressadamente na semana passada em mais um custo para a obra – não foram construídas de cimento armado como pedia o projeto original, licitado, contratado, fiscalizado e pago.

Essas caixas foram feitas com blocos de cimento, preenchidas de cimento, cuja qualidade não se sabe qual é e não se tem a menor noção da bitola, qualidade e trama do aço que há ou não junto com o cimento que preencheu os blocos. Viu-se que não há revestimentos nessas caixas o que pode ocasionar infiltrações e comprometimentos sérios e imediatos. Também na visão a partir das caixas, ficou claro que não havia revestimentos nas emendas dos tubos, como se argumentou em depoimentos de engenheiros executores e fiscais das empresas e da prefeitura. Incrível!

Também não se olhou o interior da tubulação para ver que tipo de rejunte foi aplicado e a qualidade dele. Alegou-se possível exposição pela Covid-19. Hum!


O secretário de Obras e Serviços Urbanos de Gaspar, Jean Alexandre dos Santos, para justificar e defender os procedimentos do presente, levou caixas de documentos de supostos erros do passado e quer na campanha eleitoral o atual governo prometia não repetí-los

CALA BOCA EM 20 NOTAS

1. O governo de Kleber e Luiz Carlos Spengler Filho, PP, tem votos para abafar, rejeitar e jogar no lixo o relatório oficial da CPI do relator Cícero. O próprio Cícero está consciente disso. Até a poeira que encima muitos móveis do velho e inadequado prédio da Câmara de Vereadores de Gaspar já sabiam disso desde novembro do ano passado, quando Kleber e os seus, manobraram – e bem - para ter a maioria na CPI. Formaram um blocão com MDB, PP, PSDB e PDT, riscando o suplente de vereador José Ademir de Moura do PDC. A oposição chupa o dedo desde então.

2. Restará um relatório que será feito por Hostins ou Procópio, inocentando o governo Kleber, e que será “aprovado” com os votos dos dois vereadores de Kleber. Eles são a maioria dos quatro votos, porque o presidente Dionísio só vota em caso de empate e neste caso, parece impossível esta situação.

3. Tudo será enterrado no procedimento regimental. Tudo será conforme o arquitetado desde novembro do ano passado pelo governo Kleber. Tudo será como vem informando aos meus leitores e leitoras esta coluna, a odiada, a perseguida, a desacreditada, a constrangida e a censurada pelo governo Kleber. Já foi em outros, entretanto, esta coluna já foi a “queridinha” de Kleber, dos que inventaram a candidatura dele e a usufruem no governo. E por que? Porque a coluna sempre foi fiel aos fatos e aos leitores e leitoras.

4. E naqueles tempos, os erros do governo de Pedro Celso Zuchi, PT, interessavam ao grupo de Kleber e a minha coragem, sem paga alguma pois nunca aceitei isso, nunca pedir favores, nunca usei refis, nunca participei de tratos e festas de novos amigos, era explorada. E para que? Para esse pessoal chegar ao poder. Nem mais, nem menos. Há mais de 15 anos relatos os mesmos fatos. Os que me aplaudem hoje, serão os mesmos que me amaldiçoarão amanhã. Não reclamo. Nunca mudei de lado. Apenas constato por Gaspar. E por isso, tenho crédito. E essa gente...

5. O que Kleber e seu grupo não poderá enterrar? O estrago já feito por essa CPI na comunidade, nos moradores, comerciantes da Frei Solano e nos seus eleitores. Uma obra prometida para três meses, vai para dois anos e até botou para correr uma empresa idônea de 51 anos que ganhou a licitação mas não pode executá-la. Já relatei isso aqui. O que dificilmente Kleber e seus vereadores não terão condições é de impedir o provável rejeitado relatório oficial, depoimentos gravados e documentações chegarem às mãos do Tribunal de Contas, Ministério Público Estadual e Federal e até mesmo ao Gaeco, apesar do governo se orgulhar de ter o corpo fechado nessas instituições para barrar e incriminar os que não se alinham com ele.

6. Quem pediu a CPI foi o vereador Dionísio Luiz Bertoldi, PT, morador do Gasparinho. Ele estava acompanhando a obra e via os defeitos dela. E só se decidiu pela CPI depois de sucessivas humilhações – uma das marcas, além da vingança, do prefeito Kleber. O prefeito e sua turma se negaram responder os seus requerimentos – aprovados pelos vereadores -, desafiando a lei e principalmente, à independência da Câmara a qual, o Executivo sempre a quis como um puxadinho seu – tanto que tentou fazer três vezes o presidente do gosto do paço municipal e perdeu todas, no voto.

7. Mais do que isso, o vereador Dionísio, sem alternativa, teve que se socorrer de um mandado judicial para obter tais informações. Mais ainda. Obrigado pela Justiça a disponibilizar as informações pedidas por Dionísio, Kleber enviou as respostas ao Dionísio, contudo, numa clara provocação e deboche, pela metade. Ou seja, mandou bananas até para a Justiça e o juiz. Eles nada fizeram nada até hoje para consertar este tipo de crime de desobediência de ordem judicial de Kleber.

8. O líder do governo, vereador Anhaia, que já foi vereador pelo PT, na sessão da Câmara da terça-feira passada, ao afirmar que não haveria outro relatório que não fosse “o da verdade”, segundo à ótica do governo Kleber, acusou Dionísio de apenas estar se vingando do governo porque ele “atrasou” em meses “algumas” informações sobre a obra. Para Anhaia, Dionísio pediu a CPI somente para aparecer, para se projetar e para prejudicar as pessoas do Gasparinho, que finalmente se livraram de um problema crônico nas enxurradas.

9. O que o líder do prefeito, o vereador Anhaia, insistiu no seu discurso de desagravo da terça-feira contra a CPI é a tônica da repetição de meses um mesmo discurso feito pela defesa política – e não técnica - do governo Kleber: ou seja, que um benefício comunitário justifica o erros e dúvidas graves do governo. E não cola mais. Esta coluna foi a única, praticamente, a explorar este assunto. E esta andorinha fez, mais uma vez verão. Os governos de Bernardo Leonardo Spengler, Nadinho, MDB – e que não completou o seu mandato -, Adilson Luiz Schmitt- o que foi corrido do MDB por não ceder ao jogo bruto do partido -, e Pedro Celso Zuchi, PT, já experimentaram dessa andorinha. E Kleber, desdenhou.

10. Volto. E o erro que acham menor e querem ver perdoado fora dos canais institucionais, é ter projetado (o projeto só apareceu meses depois; o engenheiro autor na prefeitura o governo não deixou ele depor na Câmara para exatamente não esclarecer às dúvidas e não fazer provas contra ele mesmo), licitado, contratado, fiscalizado e pago uma coisa, e executado uma outra obra bem diferente. É isso que Dionísio pedia em seus requerimento, é isso que a CPI tentou esclarecer. E por que? Porque, presume-se, que feito uma outra coisa, modifica-se no preço e o resultado técnico final da obra entre elas a durabilidade.

11. O governo Kleber, malandramente, para disfarçar e descaracterizar a busca de respostas da CPI, diz que fez mais do que projetou, licitou, contratou, fiscalizou e executou. Todavia, não prova nada disso e não permite que a CPI constate isso, ou seja, a sua própria inocência. Estranho, não é?

12. Estranhamente, com essa vantagem toda do governo – ou seja, que supostamente fez mais do que estava no projeto original que apareceu depois da obra começada - Kleber por seus vereadores que são maioria na CPI, não quer periciado o que afirma e propaga aos gasparenses. Trata-os como analfabetos, ignorantes e desinformados.

13. Contraditória e espertamente a prefeitura preferiu enterrar tudo o mais rapidamente possível, mesmo com a obra a meio pau e demorando meses para termina-la. Foi isso, por exemplo que constatou uma diligência preliminar (e inconclusiva) do próprio Ministério Público de Santa Catarina. O MP de Florianópolis mandou para cá uma equipe técnica. Ela apenas disse que havia indícios de problemas graves. Entretanto, sentenciou que eles não puderam ser constatados. E por que? Pela impossibilidade de perícia. E por que? Estava tudo enterrado. A prefeitura comemorou. Hum! E agora, na hora da CPI periciar o que está enterrado, o governo impediu, via os seus vereadores Hostins e Procópio a necropsia de algo que fede. E de quebra, acusou de politicagem os vereadores da CPI que queriam o esclarecimento. E estão doidos com esta coluna.

14. No fundo, o governo Kleber sabe que vai ser cozido. As pesquisas internas do partido já mostram isso, tanto que defendem a prorrogação de mandato e que não haja eleições em outubro. Kleber sabe que o relatório de Hostins ou Procópio vai lhe livrar da culpa formal, mas não perante a cidade que sabe e entendeu a manobra. Ninguém – a não ser os comissionados obrigados à defesa do indefensável nas redes sociais - acreditará nesse relatório. Ele será peça de campanha da oposição para mostrar o quanto ineficaz e sem transparência foi o governo atual e justo ele que prometeu mudar este estado de coisas em Gaspar.

15. Pior do que isso. O prefeito Kleber também sabe que corre um sério risco de durante a campanha - se confirmada que haverá eleições para este outubro - estar sob investigação de órgãos que ele diz estar controlando como o TCE, MP e Gaeco. É que as investigações terão como base aquilo que foi apurado, documentado e ouvido na CPI, mas foi rejeitado pelos governistas na CPI. Nelas, o relatório de Hostins ou de Procópio serão o lixo.

16. Os “çabios” que se uniram para mandar na cidade e até em outras instituições, se fossem verdadeiramente inteligentes e estratégicos, e quisessem proteger verdadeiramente Kleber e o projeto político de um amontoado de comissionados, seguradores de bandeiras e cabos eleitorais, sem eficiência para resultados técnicos à cidade e ao governo, teriam controlado a CPI de outra forma.

17. Facilitariam a coleta de provas, admitiriam o erro e elegeriam entre eles, um Cristo para a culpa ou erro técnico ou de procedimento. Nem isso, essa gente foi capaz. Preferiu pagar para ver. E neste cassino, perde quem se acha o amigo do dono do cassino – o que nunca perde nessa banca de apostas. Preferiu-se dar corda à oposição. Criou-se ambiente para o enforcamento do próprio governo e no tempo errado: o da campanha política. Será um tempo sem controle, será um tempo das redes sociais e dos aplicativos de mensagens, que o governo e o poder de plantão não conseguem “comprar” e “controlar” como se tenta com a imprensa, antes da intimidação dela.

18. Kleber errou e venceu quando jogou a população do Gasparinho contra os vereadores que queriam saber exatamente à razão da pressa daqueles empréstimos. Kleber errou e venceu quando jogou a população do Gasparinho contra os vereadores que queriam saber como se daria esta invenção da prefeitura passar para o Samae a responsabilidade de fazer drenagem, sem experiência alguma, sem receita específica, sem transparência e tocada pelo mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP e que se dizia um executivo exemplar nestes assuntos. Agora ele está de volta à Câmara para tentar o sétimo mandato, mas desconfortavelmente se explicando.

19. Kleber errou e venceu quando jogou a população do Gasparinho contra os vereadores que queriam saber detalhes do projeto de drenagem da Frei Solano, montando até uma audiência fake na Câmara com Live transmitida por um puxa-saco sem crédito. Kleber errou e venceu quando jogou a população do Gasparinho contra o vereador Dionísio por ele pedir informações por requerimentos e em mandado de segurança em juízo sobre a drenagem da Frei Solano. Kleber sabe que perdeu quando tudo isso virou uma CPI – que presumia não teria cobertura da imprensa - e devido à sua teimosia ou má orientação, teve que correr atrás das suas vitórias de pirro que citei acima em um assunto aparentemente tão simples de ser resolvido e explicado.

20. E para finalizar. O que mais deixa o governo de Kleber, Luiz Carlos e do prefeito de fato, o presidente do MDB de Gaspar, o ex-coordenador de campanha de Kleber, o secretário da poderosa secretaria de Fazenda e Gestão Pública, interino na capenga secretaria da Saúde, o advogado, Carlos Roberto Pereira? Não são exatamente os meus textões explicativos que desmoralizaram as verdades governamentais baseados naquilo que se apurou na CPI. Mas esta simples foto abaixo. Ela é elucidativa de todos a enrolação que se tenta esclarecer na CPI. Não há analfabeto, ignorante, desinformado e gente comprometida com o governo que não consiga entender o tamanho da dúvida e razão da CPI. Esta foto basta em si própria e saber o que foi ou não foi feito na drenagem da Rua Frei Solano, no Gasparinho. Acorda, Gaspar!

Nem Kleber, nem secretários, nem vereadores mexeram em seus salários e subsídios até agora. Esperam a Covid-19, a crise econômica, o desemprego e a falência em massa sair das manchetes para não serem cobrados


Kleber (à esquerda) tem um dos mais altos salários de prefeitos de SC e não quer reduzí-lo. O de Blumenau, Hildebrandt (ao centro), que é menor do que Gaspar, já reduziu. E na Câmara de Gaspar, o projeto de Procópio (a direita) está empacado

O prefeito de Gaspar Kleber Edson Wan Dall, MDB, evangélico, possui um dos mais altos salários de Santa Catarina: R$27.356,69 por mês. Uau! Soma-se a isso, as diarias. É mais elevado por exemplo do que o do prefeito de Blumenau, Mário Hildelbrandt, Podemos, que é também evangélico. E Blumenau é várias vezes mais complexa para se administrar e importante do que Gaspar para ser gerida. Ou existe alguma dúvida quanto a isso?

Voltemos. Hildebrandt, por exemplo e lá no início de abril, ou seja, há mais de um mês, e acompanhando gestos semelhantes de outros prefeitos pelo Brasil, reduziu em 20% o seu salário de R$23.849,12 e de 10% de seus secretários e diretores.

É algo simbólico, reconhece-se. É para contribuir com as finanças do município e principalmente para se solidarizar com os que estão perdendo empregos, fechando negócios ou falindo suas empresas. Eles não vão gerar mais impostos para Blumenau para sustentar à máquina pública, inclusive os salários de seus agentes políticos, como o prefeito.

Em Gaspar, ficamos descobrindo na semana passada durante a sessão da Câmara, por exemplo pelos próprios representantes do governo Kleber, que de janeiro a abril, a queda da arrecadação de Gaspar foi de 60%. É assustador. E vem mais por aí, pois estamos no início do debacle que vai atingir não só aqui em Gaspar.

É assustadora a queda anunciada, mas até certo ponto esperada. Mais assustadora, todavia, é saber que o prefeito Kleber, seus secretários, puxa-sacos, dependentes de boquinhas na barrosa e até vereadores, acham que é demagógica se pedir sacrifícios simbólicos na redução de vencimentos dos agentes políticos e gestores públicos.

Na prefeitura de Gaspar, há inclusive, quem se disponha a procurar em textos legais onde se possa enquadrar cidadãos que usam as redes sociais ou quem na imprensa como eu, que pedem o sacrifício dos políticos nesta situação. Vergonha. Vergonha. Vergonha. E são esses políticos que estão em campanha para ficar onde estão, mamando.

Assustador é saber que ao invés de diminuir a folha de pagamento de gente comissionada como se falsamente propagou há dias, o governo que está arrecadando menos, está inchando a máquina pública, tudo para buscar mais votos e não eficiência com resultados para a cidade e seus cidadãos. Emprega-se disfarçadamente cabos eleitorais.

Demostrei isso com números claros na coluna do dia 27 de abril em “O discurso de economia do político Kleber em tempos de pandemia não resiste a uma simples planilha comparativa”, referindo-me aos levantamentos feitos pelo vereador Dionísio Luiz Bertoldi, PT e apresentados no dia seguinte, por ele, na tribuna da Câmara e que não conseguiu ser contestado pelo próprio governo, mesmo tendo tempo antecipado para se preparar para a contestação. Dionísio apresentou e desmontou, mais uma vez, o falso discurso do governo Kleber feito para analfabetos, ignorantes, desinformados e puxa-sacos.

Então quando o próprio governo de Gaspar admite que está perdendo 60% da arrecadação, não se trata de demagogia pedir para diminuir o seu próprio alto salário. Trata-se de igualar aos que não possuem estabilidade e mandatos, e que sustentam a máquina governamental e política.

Quando o governo Kleber admite que está perdendo 60% da sua arrecadação é um sinal claro de que muitas pessoas estão perdendo seus empregos, seus negócios e suas empresas estãop em dificuldades ou falindo.

Quando o governo Kleber admite que está perdendo 60% da sua receita é um sinal claro de que ele precisa agir: cortar salários, diminuir serviços, eliminar comissionados que os emprega como disfarçados cabos eleitorais, que é preciso revisar à sua máquina para não falir e minimamente não ser atingido durante a campanha eleitoral, exatamente por temerária falta de ação preventiva ou de correção.

Mas, Kleber e os seus acham que mostrar e discutir esta realidade publicamente é uma implicação, é perseguição, é oposição, ou uma exposição que deveria ser escondida do povo. Na verdade, tudo isso, revela à incapacidade de ineficiência e à falta de antecipação de problemas da gestão pública.

A VELOCIDADE É DIFERENTE E OS VEREADORES ESTÃO TAMBÉM ILHADOS EM SEU MUNDINHO

Na coluna do dia quatro de maio fiz esta manchete: “Os vereadores resistem a diminuírem os seus salários por dois meses para simbolicamente contribuírem com a crise de arrecadação oriunda da pandemia. Proposta neste sentido ganhou parecer de inconstitucionalidade e ares de confusão”.

O que mudou de lá para cá? Nada! A não ser que os vereadores estão muito putos – é a melhor palavra para ser entendida por todos - com o autor da ideia, Roberto Procópio de Souza, PDT.

Por outro lado, Procópio está com a batata quente na mão e contra o seu próprio projeto. É que ele é o presidente da Comissão Legislação, Justiça, Cidadania e Redação. E a assessoria técnica da Casa já teria sinalizado que tal Projeto de Resolução do vereador, que é advogado, é inconstitucional. Procópio colocou tudo debaixo do braço e está cozinhando a saída desse assunto.

O projeto que reduz em apenas 20%, por apenas dois meses, os subsídios dos vereadores e o que veda a concessão de diárias a vereadores e servidores até o final deste ano, deu entrada no dia sete de abril. E desde o dia 14 rola nas comissões. Estamos no dia 18 de maio. E o prazo é de 90 dias para a tramitação. Então, em tese, tudo está dentro do prazo.

Mas, leitores e leitoras tomem estes prazos destes PRs e os compare com outros cinco Projetos de Lei que reajustaram os vencimentos de prefeito, vice, secretários, vereadores, funcionários da Câmara e até concederam aumento real de 1%, porque é ano de eleições e ano de político em campanha fazer um “agradinho” extra para garantir votos aos servidores municipais?

Esses PLs deram entrada no dia seis de março e no dia 17 de março, depois de passar por todas as comissões, sem quase nenhuma observação em Plenário, estavam todos aprovados, por unanimidade. E coincidentemente, logo em seguida, a Câmara fechou por conta da Covid-19 por quase um mês. E no primeiro dia da volta, Procópio protocolou os seus dos PRs.

JOGO DE PODER E VAIDADES

No caso dos projetos do vereador Roberto Procópio de Souza, PDT, há alguns ingredientes que devem ser considerados. Primeiro, os demais vereadores acharam que ele teve a ideia, que ela é boa, mas vejam só, se aprovado é Procópio pode ficar com os louros na campanha eleitoral como pai da criança. Então, os demais estão boicotando. E por que? Porque perderam o bonde. E o boicote vem com a tal inconstitucionalidade.

Na verdade, a iniciativa de Procópio é um ato político e deveria ter partido da mesa da Câmara. Mas, o presidente da Câmara, Ciro André Quintino, MDB, se fez de tonto, perdeu o timming e agora torce para que tudo fique como está: parado e na confusão da constitucionalidade e das vaidades. Parece-me que ele também está olhando a maré, neste caso específico.

E devem ficar parados, porque o próprio prefeito e seu entorno acham que se os vereadores cortarem parte de seus próprios subsídios, obrigarão Kleber a fazer o mesmo. E ele não quer diminuir seu salário, mesmo que por um mês. Vem resistindo há semanas e acha que a menção deste assunto nesta coluna é algo feito para deixa-lo constrangido e desgastado.

Segundo fato e mais importante: é que o governo sentiu que novamente está pisando em ovos. Procópio era o mais ferrenho dos opositores. Sempre esteve alinhado com o PT. Para liquidar a fragilidade crônica que tinha na Câmara, Kleber foi lá em 2018, peitou e desmontou a oposição trazendo Procópio para o governo. E abriu generosos espaços na administração municipal para os pedetistas gasparenses. Foi um baque para a oposição que ficou órfão do líder e perdeu a maioria.

Mais: é Procópio quem está freando a CPI da Rua Frei Solano. Então, o enfrentamento com Procópio que já perdeu a eleição a presidente da Câmara como candidato de Kleber; que sem coligação está sujeito a não se reeleger a vereador com o seu nanico PDT, é algo que passou a ser contornado com cuidados extremos por Kleber até sepultar a CPI da Frei Solano.

Depois da CPI enterrada como quer Kleber, Luiz Carlos e Carlos Roberto Pereira, a conversa com Procópio será outra.

Kleber e seu grupo pretendem enquadrar Procópio, a começar pela proposta de redução de salários de vereadores que ele colocou na Câmara sem consultar o governo. Se não rasgar essa ideia – e tem o argumento da suposta inconstitucionalidade e que não funcionou em outras Câmaras, por exemplo -, Procópio corre um sério risco de ficar falando sozinho e as vagas que o seu grupo ocupa no governo Kleber serem distribuídas para quem o governo acha que tenha mais votos e identificação com os atuais detentores dom poder.

Um político próximo a Kleber me disse: “se o pessoal do Procópio deixar os cargos que eles ocupam na prefeitura dá mais economia do que o que ele quer fazer na propaganda com os vereadores”.

Então, Procópio pode ser mais um que o grupo de Kleber usou e vai descartar se não se ajoelhar para rezar na cartilha do poder de plantão. E estarei mais uma vez, de alma lavada. Procópio não tem o que se queixar: usufruiu quase dois anos do poder e deixou Kleber governar do jeito que queria. Mas, o desgaste virá de uma ou de outra forma. E Procópio sabe disso. Acorda, Gaspar!

A censura é a melhor arma que a prefeitura de Gaspar dispõe hoje para exercer o seu autoritarismo contra quem ela acha que deve estar permanentemente calada e de joelhos para as dúvidas e desatinos do governo

A superintendência de imprensa retirou o radialista e comunicador Almir Sálvio do grupo de WhatsApp

Mente e esconde as razões bem como os mandantes dessa vergonha que atenta contra a transparência de governo, liberdade de imprensa e a pluralidade de expressão dos comunicadores amparada na constituição


A Amanda (à esquerda) excluiu Miro (Centro) do Grupo de aplicativo de mensagens da assessoria de imprensa que cobre a prefeitura de Gaspar, numa retaliação em que usou os próprios colegas para isso. Tudo para proteger o chefe Kleber (à direita) das críticas)

O ex-vereador PFL, agora no PL, radialista, apresentador e presidente da Rádio Comunitária Vila Nova, de Gaspar, Almir Sálvio, conhecido como Miro Savio é uma das raras vozes que o poder de plantão não conseguiu alugar, controlar e subjugar – como esta coluna - dominado pelo prefeito eleito Kleber Edson Wan Dall, MDB, Luiz Carlos Spengler Filho, PP e pelo prefeito de fato, o presidente do MDB de Gaspar, ex-coordenador de campanha de Kleber, titular da poderosa secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa e interino naquilo que não entende, a secretaria da Saúde, o advogado Carlos Roberto Pereira.

Eles estão em campanha de reeleição. E mostrar à realidade e fatos do governo aos gasparenses é para essa gente no poder de plantão um ato terrorismo e de sabotagem à conhecida e poderosa máquina eleitoral em campanha de reeleição a qualquer preço, instalada no paço municipal.

O que aconteceu neste final de semana? O Miro foi REMOVIDO do grupo de imprensa do whatsapp da prefeitura de Gaspar, administrado pela prefeitura, via a assessoria, cuja titular é Amanda Elisa Weber.

É um grupo que recebe pautas, informações genéricas de interesse administrativo e político do poder de plantão, bem como convites para eventos oficiais. Eu não faço parte desse grupo. Sou perigoso. A prefeitura, oficialmente, por outro lado, considera que sou um pária imprensa e vive me constrangendo, desqualificando, intimidando e processando.

No domingo pela manhã, o Jota Aguiar, repórter da 89 FM, ao ver a remoção perguntou no grupo a razão de tal ato. A TV Gaspar aplicou um emoge de surpresa. E qual foi a resposta da Amanda: foi uma decisão coletiva, inclusive com pedidos e aval de colegas do grupo.

Imediatamente foi sendo desmentida pelos participantes do grupo, incluindo o proprietário do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo (30 anos de circulação líder ininterrupta) e do portal Cruzeiro do Vale, o mais acessado em Gaspar e Ilhota, segundo as ferramentas de aferição da internet, Gilberto Schmitt.

Amanda mentiu. Amanda está obrigada e não disse até agora, quem pediu esta retirada. Afinal, quem de nós é contra o Miro estar neste Grupo? Amanda esconde que se não foi uma retaliação dela, da superintendência, foi do próprio prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB. Amanda, a jornalista, a formada, mostra como ela trata de forma torta eticamente o jornalismo, os veículos de comunicação e os comunicadores que não se submetem à extensão de propaganda enganosa da prefeitura de Gaspar.

Na falta de argumento, convencimento e pautas: perseguição, humilhação, sonegação, alienação....

Amanda – que é a quarta titular da área depois de várias experiências mal-sucedidas por correligionários e curiosos. Ela é especialista em campanha eleitoral. Foi, por exemplo, assessora da ex-prefeita de Bombinhas, a atual deputada Ana Paula da Silva, a Paulinha, PDT.

Amanda veio trabalhar a comunicação do prefeito Kleber, em Gaspar, voltada unicamente para a reeleição dele. Seu pai, Normélio Pedro Weber, que está empregado na Diretoria Executiva Fundação Cultural Hilda Carolina, da prefeitura de Itajaí, é o orientador estratégico e fornecedor de pesquisas para o grupo que está no poder de plantão e tenta a reeleição por aqui.

Amanda está obrigada a revelar quem, na imprensa de Gaspar, ou quem infiltrado no grupo está pediu a retirada de Miro. E não é só um, mas quem é esse coletivo, que também não pode ser der dois. Um governo que vive de ludibriar analfabetos, ignorantes e desinformados é de se esperar tudo, menos clareza de seus atos. E não é de hoje. E depois diz que não sabe a razão de tanta rejeição. Acorda, Gaspar!

TRAPICHE

Até o fechamento da coluna, duas semanas depois que políticos, comissionados e amigos do poder de plantão passaram por lá para posarem em fotos com o prefeito, a UTI do Hospital de Gaspar continua lá sem pacientes, e custando aos gasparenses. Falta-lhe a habilitação governamental, segundo informações de fontes do próprio Hospital. Quem alugou os dez leitos está agradecido.

O governador Carlos Moisés da Silva, PSL, está colocando a corda no pescoço do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB. Ele está prestes a liberar o serviço transporte coletivo urbano em Santa Catarina. E Gaspar, depois de 18 anos implantado esse serviço no governo de Pedro Celso Zuchi, PT, e diga-se, desde já, com problemas, ele sumiu no governo de Kleber. Parabéns!

O assunto é longo e complexo. Já escrevi sobre isso. Colocaram nessa área gente que nem sabe o que é a palavra transporte coletivo quanto mais o conceito, só para dar emprego a correligionários e amigos. Deu no que deu. A cidade ficou sem um bem precioso e necessário para os mais pobres, base dos votantes de Kleber. Outra vergonha e desatino.

O que era provisório, caro e deficiente, nem existe mais. A Caturani – sem experiência - foi embora. E a Covid-19, por incrível que pareça veio em socorro de Kleber quando o governador suspendeu este tipo de serviço em Santa Catarina. Ao invés de aproveitar o tempo e correr atrás de soluções, Kleber está tonto e não sinaliza como vai levar alunos, professores, trabalhadores, desempregados às escolas, creches, trabalho bem como os que perambulam a procura de um emprego, serviço, bico...

O interino da Educação e Cultura de Gaspar, que é titular da chefia de Gabinete de Kleber e presidente do PSDB, Jorge Luiz Prucinio Pereira, soltou um áudio. Nele, o “çabio” torce para que tudo fique como está quando comenta o Projeto que o deputado João Amim, PP, de quem o vice Luiz Carlos Spengler Filho, é devoto, para a volta das aulas. Jorge qualifica o projeto de inadequado, prematuro...

E em Gaspar, verdadeiramente, a volta às aulas é inadequada. E por que? Porque não possui transporte coletivo. Simples assim. E Jorge e Kleber sabe disso muito bem. Isto sem falar que muitas das crianças estão passando fome, mesmo as que receberam mantimentos parciais da merenda. É que nem todas possuem quem prepare as refeiçções em casa.

E quanto ao ensino por aqui em tempo de pandemia? É outra dúvida. A prefeitura até agora não substituiu a pedagogia presencial pela virtual. É complexa e cara, sabe-se disso. E demora. Ainda mais numa cidade onde tudo é lento, como mostram as obras que se espalham pela cidade. Então qual a razão para condenar o projeto de João Amim? Falta de transporte coletivo.

Aliás, dois pontos a destacar sobre este assunto e que voltarei mais tarde ao tema. O vereador Roberto Procópio de Souza, PDT, que ainda é da base do governo, propôs esses dias o transporte gratuito. Gratuito só na máquina de calcular dele.

Quem vai pagar ônibus, combustível, manutenção, motoristas e até cobradores em época digital onde tudo deveria ser com cartões? A maioria dos gasparenses que nem usa o transporte coletivo. Simples assim. E a prefeitura de Gaspar está inchada de cabos eleitorais, quebrada e com a arrecadação em queda, teria condições der assumir mais este ônus?

O outro ponto. Este escrevi no tempo da licitação: de que ela seria deserta porque o governo foi ganancioso, queria ganhar milhões onde não se tinha nada para pedir, e fazia uma licitação do século 20 no século 21 diante das mudanças bruscas neste ambiente de transportes individuais e coletivos. Não deu outra. Estava na cara. Não era advinho. Agora, nem dinheiro para as burras da prefeitura, e ao mesmo tempo se pagará caro politicamente por não tratar o assunto de forma séria. Gente “çabia”.

Juros zero. Em Indaial, o governo está bancando os juros das micros e empreendedores individuais não atrasam os financiamentos. Tudo para ativar a microeconomia local. Quando esse assunto chegou à Câmara de Gaspar, apenas como notícia e exemplo, o líder do governo Francisco Solano Anhaia, MDB, um micro-empreendedor, com toda a sua prudência e sabedoria, rejeitou de pronto o assunto.

O mais longevo dos vereadores de Gaspar, José Hilário Melato, PP, escolheu o seu adversário para fazer escada na sua volta à Câmara de Gaspar: Dionísio Luiz Bertoldi, PT, que o pegou de calças curtas na CPI da Frei Solano.

Experimentado, Melato fez três coisas na última sessão. Reconheceu que Dionísio e a família dele foram decisivos em duas das seis eleições Melato e se disse grato por isso. Recuou na ameaça que fez em sessão anterior de desnudar as administrações passada do Samae e do PT. “Eu olho para frente”, justificou, mas ao mesmo tempo, como aviso, anunciou que este assunto vai render mais duas ou três sessões. Talvez lhe falta outro melhor ou está tendo que se explicar.

Esta bandeira branca com velada ameaça, no entanto, não foi suficiente para aquietar Dionísio. “Estou no meu papel de fiscalizar, vereador”, dirigindo-se a Melato, que queria aparte e chamou Dionísio de mal-educado por não concedê-lo “O senhor é quem deve explicações da comunidade do Barracão, Bateias e óleo Grande porque não fez a ligação da rede do Centro com a de lá, sendo que já se tinha comprado os canos para isso”, rebateu Dionísio.

Na sessão passada, o funcionário municipal, vereador e médico cardiologista Silvio Cleffi, PP, expressou na tribuna da Câmara ser contra à volta da reunião presencial na Casa. O único que estava remotamente era o vereador Evandro Carlos Andrietti, MDB.

Em todas as sessões remotas feitas na Câmara sob o improviso da internet pendurada, Silvio – secretário da atual legislatura - foi o único que esteve presente na mesa com o presidente Ciro André Quintino, MDB. Estranha opinião a dele neste assunto e neste momento.

Na Câmara de Gaspar, há espaço para se preservar o distanciamento exigido nas recomendações de saúde e decretos governamentais. Além disso, quem se sentir ameaçado pela Covid-19, pode se pendurar na internet, como fez o Andrietti.

Por outro lado, ir a cultos pode, ir à academia pode, ir ao supermercado pode, ir ao barbeiro e cabelereira, ir ao shopping pode, ir ao consultório médico pode. Mas os 13 vereadores de Gaspar se reunirem num espaço de quase 300 metros quadrados, sem a presença de público, para tocarem a vida da cidade e dos cidadãos não? Acorda, Gaspar!

 

 

Comentários

Miguel José Teixeira
21/05/2020 12:37
Senhores,

Perdendo o jogo por 7 a 0 e na esperança de marcar o 1, tal qual Brasil e Alemanha, bolsonaro substitui cloroquina por vaselina!

"Bolsonaro muda o tom em reunião com governadores"
(Por Carolina Bahia no NSC Total, à pouco)

Objetiva e em tom conciliador. Assim foi a reunião do presidente Jair Bolsonaro com governadores, depois de semanas de trocas de acusações. Nas entrevistas em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente vinha acusando os governadores de radicalizarem na aplicação do isolamento social e na paralisação das atividades econômicas. Adiantando o clima eleitoral, as provocações se tornaram mais intensas entre ele e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Mas na reunião da manhã desta quinta-feira (21), essas diferenças ficaram na geladeira.

Com a presença dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, a conversa teve como foco o pedido dos governadores para que Bolsonaro sancione a lei aprovada pelo Congresso, há mais de 15 dias, que garante repasse de recursos da União para Estados e municípios. Houve consenso também quanto à possibilidade de veto do artigo que assegura aumento salarial para determinadas categorias. O próprio presidente disse que esse é um remédio amargo, mas necessário.

Diante da queda de popularidade e aumento da reprovação de seu comportamento diante da pandemia, Bolsonaro foi aconselhado a partir para um diálogo institucional e sem hostilidades. A necessidade de uma ação integrada, neste momento de crise, é evidente. Assim como é preciso que o presidente da República assuma o papel de liderança, que até agora se negou a abraçar.
- - -
Talvez consiga marcar o 1, tal qual Brasil e Alemanha. . .
Herculano
21/05/2020 11:44
PERGUNTAR NÃO OFENDE

Se por acaso a UTI provisória montada por aluguel para receber pacientes graves por Covid-19 acolher doente, os políticos também farão filas para tirar fotos e circularem com elas nas redes sociais e aplicativos de mensagens para alavancagem eleitoral como fizeram há três semanas quando ela mal acabava de ser montada?
Herculano
21/05/2020 11:36
da série: o efeito e defeito chamado Ivan Naatz bem conhecido por aqui, agora começa a se melhor compreendido em Florianópolis

FOCO ERRADO, por Cláudio Prisco Paraíso

Nesta quinta-feira, nova reunião e rodada de depoimentos na CPI dos Respiradores, na Alesc. Na terça, os deputados ouviram servidores públicos e empresários. Que praticamente não acrescentaram nada ao processo investigativo.

Está faltando foco aos parlamentares. A CPI foi constituída para averiguar a escandalosa compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões, com dispensa de licitação e sem qualquer garantia.

Esse é o objeto da comissão. Mas na terça, por exemplo, foram convidadas pessoas que estiveram ligadas ao empreendimento, natimorto, do hospital de campanha em Itajaí.

Essa condução já está gerando contrariedades no âmbito do colegiado investigativo. Os dois emedebistas da CPI, Valdir Cobalchini e Moacir Sopelsa, manifestaram irritação ante os erros básicos que estão sendo cometidos.

Abreviatura

Também porque o objetivo não é prolongar os trabalhos e sim abreviar. A sociedade quer respostas e punições o mais rapidamente possível.

Acareação

Urge que as figuras centrais deste processo sejam ouvidas. Isso deve acontecer na semana que vem, mas a anunciada acareação entre os ex-secretários Douglas Borba (Casa Civil), Helton Zeferino (Saúde) e Márcia Pauli (afastada da gerência de compras da Saúde) pode nem ocorrer.

Eles serão ouvidos individualmente e, se houver necessidade, serão colocados frente a frente.

Controladores

Outros dois que precisam comparecer rapidamente são o controlador geral do Estado e a secretária de governança. As duas pastas, aliás, foram criadas no atual governo justamente para aperfeiçoar os controles internos do Centro Administrativo.

Sem isso, a CPI tem tudo para cair em descrédito por falta de objetividade e falta de foco.

Linha de tiro

O deputado estadual Milton Hobus (PSD) fez graves denúncias ontem contra o atual secretário da Saúde, André Motta Ribeiro, e protocolou requerimento solicitando o afastamento dele. Segundo o parlamentar, o chefe da pasta, que era secretário-adjunto até o início do mês, sabia das irregularidades na compra dos respiradores.

Foi avisado

Hobus mostrou documento enviado à Secretaria de Saúde, em 2 de abril, da Exxomed, representante da fabricante chinesa que produz os respiradores comprados pelo Estado por meio da Veigamed. A empresa destaca que a Veigamed não tem autorização para venda ou comercialização e que os preços pagos por Santa Catarina estão mais altos.
Herculano
21/05/2020 11:29
CONGELAR SALÁRIO DE SERVIDOR É O REMÉDIO MENOS AMARGO, DIZ BOLSONARO AO PEDIR APOIO A VETO A REAJUSTES

A governadores, presidente anunciou sanção a projeto de socorro aos estados com quatro vetos
Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Thiago Resende e Ricardo Della Coletta, da sucursal de Brasília.

Em reunião virtual com governadores, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu nesta quinta-feira (21) apoio para que o congelamento salarial até o fim de 2021 tenha efeito para todos os servidores da União, estados e municípios.

"É bom para o servidor, porque o remédio é o menos amargo, mas é de extrema importância para todos os 210 milhões de habitantes", disse o presidente, lembrando que trabalhadores da iniciativa privada estão perdendo empregos na crise ou sofrendo corte salarial e que a renda dos trabalhadores informais também caiu por causa da pandemia do novo coronavírus.

Bolsonaro anunciou que irá sancionar o pacote de socorro financeiro aos estados e municípios, estimado em R$ 125 bilhões, com quatro vetos. Um deles é ao trecho que abre brecha para algumas categorias do funcionalismo recebam novos reajustes.

Diante do tombo na economia e na arrecadação causado pela pandemia, o Congresso aprovou um pacote de aproximadamente R$ 125 bilhões de auxílio aos governadores e prefeitos. A única contrapartida -congelamento salarial do funcionalismo - foi flexibilizada com o apoio de Bolsonaro. Isso expôs uma disputa interna do governo sobre o controle de gastos públicos.

A articulação da ala política do governo foi contrária à orientação do ministro Paulo Guedes (Economia), por permitir reajuste a algumas corporações, como policiais federais, Forças Armadas, profissionais da saúde e professores, mesmo durante o período de crise econômica.

Após repercussão negativa, o presidente recuou e prometeu vetar esse trecho. Agora, em reunião com governadores, Bolsonaro pede apoio para que as bancadas regionais no Congresso não derrube o veto, o que blindaria categorias do congelamento salarial previsto até o fim de 2021.

Secretários de fazenda estaduais cobram a sanção do projeto ?"quando a medida entra em vigor - para que o repasse de recursos seja feito e alivie o caixa dos governos regionais. Com a demora na sanção, alguns estados aprovaram aumento salarial a servidores.

Ao lado de Bolsonaro na reunião, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o plano de ajuda aos estados e municípios a ser sancionado irá, num primeiro momento, garantir a estrutura para combater a Covid-19.

Em abril, o embate em torno do pacote de socorro foi entre Maia e Guedes. O presidente da Câmara articulou uma derrota ao governo, quando a Câmara aprovou uma versão do projeto considerada uma bomba fiscal pela equipe econômica.

Guedes, então, se alinhou ao Senado para desidratar a proposta de Maia e aprovou um plano financeiro mais enxuto.

Dos R$ 125 bilhões do pacote, R$ 60 bilhões são de repasses diretos ao caixa dos governos regionais, que pedem ao Planalto dinheiro para enfrentar a pandemia e para manter a máquina pública funcionando.


Inicialmente, o Ministério da Economia defendeu um repasse de R$ 40 bilhões. O pacote de Maia não previa um valor fixo e, segundo o Tesouro Nacional, poderia representar um custo até maior que R$ 200 bilhões.

"Chegou a hora de darmos as mãos, de levantarmos a bandeira branca, estamos vivendo um momento excepcional, um momento de guerra. e numa guerra todos perdem", disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que também participou da reunião desta quinta.

O primeiro governador a falar foi o do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB). Ele pediu sanção do auxílio aos estados e disse que a maioria dos governadores apoiará a manutenção do veto de Bolsonaro ao reajuste do funcionalismo público. Segundo Azambuja, não é possível discutir aumento para os servidores no meio da crise do coronavírus.

"Sabemos que o sr está sofrendo pressões, nós todos estamos, mas acho que é um momento de unidade nacional, que todos nós estamos dando uma cota de sacrifício. A maioria dos governadores entende importante, se o sr assim achar, vetar esse aumento salarial para servidores", discursou
Azambuja.
Miguel José Teixeira
21/05/2020 11:00
Senhores,

Cloroquina + (x) = propina

Pelo texto abaixo, teremos o "x" da questão?

"Produção em massa

Além de liberar a cloroquina para doentes de covid-19 em estágio inicial,

o governo está empenhado na compra do medicamento, com dispensa de licitação.

Ontem, mais quatro empresas foram incluídas para fornecer a droga, com contratos no valor total de mais de R$ 313 mil. O Ministério da Saúde afirmou, ainda, que intensificará a produção da substância nos laboratórios que trabalham com o governo.

De acordo com o coordenador-geral de Assistência Farmacêutica de Medicamentos Estratégicos, Alvimar Botega, 2,9 milhões de comprimidos já foram disponibilizados. A quantidade foi suficiente para tratar quase 164 mil pacientes.

"Temos, ainda, em estoque, 1.462.000 comprimidos, suficientes para tratar 81.222 mil pacientes com covid-19. O Exército também vem fazendo produção desse medicamento e destinará cerca de 1,3 milhão de comprimidos para a pasta. O órgão também tem negociação com a Fiocruz para a produção de mais 4 milhões de comprimidos de cloroquina", destacou Botega."

(fonte: Correio Braziliense, hoje, Caderno Brasil)
Miguel José Teixeira
21/05/2020 10:45
Senhores,

O fedor do "pum do palhaço" será sentido por todos nós, burro$-de-carga$.

"Entrave a cargo na Cinemateca Brasileira"
(fonte:AUGUSTO FERNANDES, hoje no Correio Braziliense)

A Cinemateca Brasileira, cujo comando foi prometido a Regina Duarte, é responsável por preservar a memória do cinema nacional e está sediada em São Paulo. A efetivação da atriz no cargo, porém, não deve ocorrer com tanta facilidade. Isso porque, desde março de 2018, a instituição passou do controle do governo federal para o da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), uma organização social vinculada ao Ministério da Educação.

O contrato de gestão, vigente até 2021, transferiu para a Acerp o comando integral dos núcleos de Preservação, Documentação e Pesquisa, Difusão, Administração e Tecnologia da Informação da Cinemateca. Dessa forma, caso realmente queira cumprir com a palavra e entregar a instituição a Regina, o presidente Jair Bolsonaro terá de achar uma saída jurídica, seja contratando a artista para um cargo de confiança ou reincorporando a Cinemateca ao governo federal.

Um dos cargos de confiança do órgão é o de coordenador geral, hoje ocupado pela curtametragista Olga Futemma, graduada em cinema e mestre em meios e processos audiovisuais pela Universidade de São Paulo (USP). Ela está há 36 anos na Cinemateca, tendo passado por funções como técnica de acervo, coordenadora do Centro de Documentação e Pesquisa e diretora-adjunta, além de coordenadora geral.

Em 2019, o Ministério da Educação rompeu com a Acerp e não renovou com a organização social, principalmente para dar fim à TV Escola, que era produzida pela associação. O contrato da Cinemateca, contudo, não foi afetado e permanece em vigor porque só vence no ano que vem.

De todo modo, a instituição já não recebe mais recursos do Executivo. Da previsão orçamentária de R$ 13 milhões para 2019, por exemplo, foram repassados apenas R$ 7 milhões à Acerp. Neste ano, nenhuma verba foi disponibilizada à organização, que tem usado a própria economia para manter a Cinemateca.

Saiba mais. . .

Um rico acervo

A Cinemateca Brasileira é a mais antiga instituição de cinema do Brasil, responsável pela preservação do maior acervo audiovisual da América Latina. Exerce também atividades de restauro e preservação da produção cinematográfica nacional, cujo acervo conta com cerca de 245 mil rolos de filmes, entre longas, curtas e cinejornais. Ainda compõem o patrimônio da entidade cerca de 1 milhão de documentos relacionados à área do audiovisual, como livros, roteiros, periódicos, recortes de imprensa, documentos pessoais doados, cartazes, fotografias e desenhos. A Cinemateca possui registros raríssimos, como a coleção de imagens da extinta TV Tupi, primeira emissora brasileira, inaugurada em 1950, que a instituição herdou em 1985 ?" são 180 mil rolos de filmes em 16 milímetros com reportagens históricas dos telejornais da época.
Herculano
21/05/2020 07:58
ASSEMBLEIA MIRA NO SECRETÁRIO DA SAÚDE, por Roberto Azevedo, no makingof

Começou na Comissão Especial que analisa os gastos do governo com o combate ao Coronavírus e foi ratificada em plenário, a proposta do deputado Milton Hobus (PSD) que pede o afastamento do secretário André Motta Ribeiro (Saúde), há 16 dias no cargo.

Foi mais impacto do que informação, sob a lógica desenvolvida por Hobus de que documentos comprovariam o envolvimento de Ribeiro na compra dos 200 respiradores com o pagamento antecipado de R$ 33 milhões, versão logo negada pelo governo do Estado, que justifica não existir sequer a assinatura digital do titular da pasta, à época secretário adjunto, em qualquer fase do processo.

Com tantas investigações sobre o assunto, que envolvem a força-tarefa de Ministério Público, Polícia Civil e Tribunal de Contas do Estado, além da própria CPI no Legislativo, os deputados deveriam ser menos afoitos em levantar suspeitas que só deveriam valer quando confirmadas na apuração dessas diversas frentes ou estaremos diante da busca pelos holofotes, como em sucessivos pedidos de impeachment de Moisés já protocolados.

O risco de criar notícia a todo instante e propor o clima beligerante entre Assembleia e Executivo, com alvo certo na campanha para desmoralizar politicamente o governador Carlos Moisés, sugere que, daqui a pouco, pode faltar munição ou não ter confirmada a sequência de ataques.

A RESPOSTA

Moisés disse na coletiva, do início da noite, que o momento não é para tratar assuntos do combate à Covid-19 com ares políticos.

Ao elogiar a atuação do médico André Motta Ribeiro, buscou dar um tom de descrédito ao que foi apresentado na Assembleia, mas deveria ter sido mais efetivo porque os deputados têm feito mais barulho do que o normal quando atacam o Executivo ou qualquer dos assessores do governador.

TODO CUIDADO É POUCO

A fragilidade do governo na Assembleia poderia ser medida pelas inúmeras derrubadas de veto de Carlos Moisés da Silva.

Nesta quarta (20), os parlamentares mantiveram a disponibilização de recursos para micro e pequenas empresas por meio do Badesc, que garante isenção de juros para as operações de crédito e obriga a agência de fomento a destinar todos os recursos de sua linha de crédito prevista para este ano para financiamento de capital de giro também a MEIs e à economia solidária; também manteve a suspensão até o dia 31 de dezembro da obrigatoriedade de manutenção das metas quantitativas e qualitativas contratuais pelos prestadores de serviço de saúde de média e alta complexidades para evitar que hospitais deixem de receber valores do Estado.

O PROBLEMA

A maioria dos vetos que os deputados estão a derrubar trata-se de flagrante inconstitucionalidade, atitude que, no futuro, pode constituir enorme irresponsabilidade.

Em alguns casos, como este do Badesc, que cria despesas para o erário, a iniciativa deveria ser do Executivo.

É POUCO

A necessária interlocução do governador Carlos Moisés com os deputados é algo que não precisaria de uma crise política para ser aprimorada.

O exemplo vem mesmo de quem tem uma inclinação em apoiar o governo e recebeu, nos últimos dias, uma mensagem de áudio de Moisés, algo tão banal que nem deveria ter sido proposto ou feito. Evidentemente, em nada ajuda.

QUEM FOR GOVERNISTA, LEVANTE A MÃO!

Se a frase fosse pronunciada nas últimas sessões da Assembleia, os braços permaneceriam abaixados. É tão verdadeira a máxima que, na sessão pesada desta quarta (20), houve gracinhas neste sentido. O deputado Ivan Naatz (PL), relator da CPI dos Respiradores, exercitou o que mais gosta quando não está no ataque contra Moisés, provocar a deputada Paulinha da Silva (PDT), líder do governo. Quase isolada, Paulinha, teve que aguentara sugestão de Naatz ao presidente Julio Garcia (PSD), a que a sala da liderança do governo, sempre vazia nos últimos tempos, fosse liberada e renomeada a placa para "grupo de oposição". Irônico, Julio respondeu que indeferia de imediato porque, na atual situação, "estão proibidas as aglomerações nas dependências da Assembleia", tal o tamanho dos grupos opositores.

DE VOLTA AO FOCO

Com o seu fato determinado de investigar as supostas fraudes na compra de respiradores pelo governo do Estado recuperado, a CPI da Assembleia terá um dia importante nesta quinta (21).

Entre os depoentes estão Carlos Roberto Costa Júnior, assessor jurídico da Secretaria de Estado da Saúde (SES); Luiz Felipe Ferreira, controlador-geral do Estado; Carlos Charlie Campos Maia, diretor de Licitações e Contratos da SES; e Wagner Tadeu Martins Queiroz, engenheiro eletricista da SES. Gente que tem a ver com o caso, não quem vá falar sobre o Hospital de Campanha, que não saiu do papel, mistura que não vira piadinha em plenário.
Herculano
21/05/2020 07:55
SEM ALIMENTOS, NÃO HÁ PAZ SOCIAL, por Francisco Turra, ex-ministro da Agricultura e presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), no jornal Folha de S. Paulo

Francisco Turra responde artigo publicado no domingo (17) sobre a redução de abates durante a pandemia
O sociólogo canadense Herbert Marshall McLuhan, em seu conhecido conceito de Aldeia Global, previa que os avanços tecnológicos encurtariam distâncias entre as nações. Esse fenômeno ficou ainda mais claro com a pandemia da Covid-19.

As informações circularam com mais fluência e rapidez, ao mesmo tempo em que experimentamos o alastramento do pânico. E claro que tal sentimento é um reflexo natural da gravidade do problema.

Os números de contágios e mortes dobram em um curto período. Alcançam pessoas próximas, entes queridos. É um novo tipo de guerra do nosso tempo. Mas, como numa guerra, há o medo real e há o medo estendido, provocado por divergência de informações, desconhecimento, interesses transversos ou mesmo má-fé.

A visão técnica muitas vezes se contamina pelo passional. E na ansiedade de explicar o ineditismo dos fatos, surgem comparações de padrões diferentes, como se o que ocorre em outras nações necessariamente se repete por aqui. Justamente essa busca por modelos internacionais, quando aplicada hermeticamente ao Brasil, gera muitos equívocos sobre o que se pensa ocorrer, por exemplo, no setor frigorífico do nosso país.

O noticiário nacional e internacional foi irrigado, nas últimas semanas, por informações sobre casos de Covid-19 em frigoríficos de diversos países, especialmente dos Estados Unidos. As notícias tratam de condições de trabalho aplicadas naquelas nações como um fator de contaminação. Relacionam a origem estrangeira dos trabalhadores dessas plantas como um fator agravante. E ressaltam a reação tardia e desordenada diante do quadro epidêmico.

No artigo "Frigoríficos devem reduzir abate para proteger trabalhador na pandemia", publicado nesta Folha no último fim de semana, os autores Steffan Edward e Adroaldo Zanella, do Cecsbe/USP, discorrem sobre os efeitos da crise de saúde humana na produção de proteína animal norte-americana. Quando relacionam os fatos com o setor produtivo brasileiro, apontam que as dimensões das plantas americanas, muito maiores, são fator agravante. E concluem que essa característica seria a única vantagem do modelo instalado no Brasil.

De fato, as plantas brasileiras são menores. A produção é mais espraiada pelo país, o que é até um fator de competitividade do Brasil. A capilaridade nos favorece nas exportações, na manutenção da qualidade, no acesso a insumos e na preservação do status sanitário. Mas o trabalho do nosso setor produtivo para a preservação da saúde vai muito além disso. E aqui respondo à conclusão do artigo dos pesquisadores da USP, quando dizem que "É preciso agir. E é preciso agir agora".


Contra a pandemia, agimos desde o primeiro dia, há mais de dois meses. Enquanto os estados ensaiavam a implantação das quarentenas em todo o país, o setor frigorífico já colocava em curso seus planos de contingenciamento. O primeiro deles foi o afastamento de todos os colaboradores identificados como grupo de risco (com idade acima de 60 anos, doenças pré-existentes e outros). Adicionalmente, fizemos a higienização dos frigoríficos - bque já era rígida muito antes da pandemia, e foi intensificada ainda mais.

Desde as catracas até os corrimões, todos os pontos de contatos agora têm limpeza reforçada.

Outras medidas de higiene e proteção recomendadas pela Organização Mundial da Saúde há muito já eram rotina nas empresas, como higienização de mãos, utilização de solução de álcool 70% e orientações sobre espirrar e tossir.

Demais protocolos, típicos do sistema produtivo, tornam o ambiente ainda mais seguro. As vestimentas específicas são exemplo disso. Quem já entrou numa planta sob as regras do Sistema de Inspeção Federal, ou mesmo dos estados, sabe a rigidez dos controles.

Seguindo as orientações da Associação Brasileira de Proteína (ABPA), das entidades estaduais e de seus comitês internos, as unidades produtoras em todo o país implantaram, no início de março, novos protocolos voltados para a proteção dos trabalhadores.

São procedimentos constantemente atualizados, conforme as recomendações dos órgãos internacionais especializados. Ao mesmo tempo, legislações oficiais foram estabelecidas para fortalecer ainda mais a aplicação das medidas.

A Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, o Ministério da Saúde e o Ministério da Agricultura expediram orientações destinadas especificamente aos trabalhadores e empregadores do setor frigorífico em razão da pandemia da Covid-19, que estão sendo observadas rigorosamente. A propósito, sob a batuta da competente ministra Tereza Cristina, sempre procuramos construir soluções responsáveis. O setor sabe quão decisiva é a sanidade na área de produção de alimentos.

Esses protocolos e regulações, dentre outros pontos, estabeleceram a medição de temperatura e o aumento da monitoria do estado de saúde dos colaboradores (o que já era rotina antes da epidemia). Medidas contra aglomerações também foram implementadas, especialmente nos refeitórios ?"em mesas que sentavam quatro, agora só sentam dois?" e no transporte, com a contratação de mais ônibus exclusivos, reduzindo pela metade a taxa de lotação.

A maior mudança, no entanto, está na proteção individual à pessoa do trabalhador. Antes, o traje de trabalho deixava descoberto apenas a face. Agora, nem isso: de máscaras "ninja" a faceshield (proteção de plástico sobre o rosto), tudo busca proteger o ser humano. Em algumas unidades, a barreira lateral plástica entre os trabalhadores também foi inserida.

Fomos muito além das medidas simples, implantando em todas as unidades aquilo que chamamos de "busca ativa", com levantamento completo e afastamento de qualquer colaborador que tenha ficado em contato direto com suspeitos de Covid-19.

Dentro e fora das plantas, as empresas adotaram diversas ações de comunicação para reforçar as orientações de cuidados. Vídeos, folhetos, instruções diretas pelos líderes de equipe, até mesmo campanhas nas tevês regionais foram realizadas, complementando a massiva divulgação dos cuidados preventivos feita pela imprensa. A própria ABPA produziu materiais e distribuiu pelos canais das empresas.

Os esforços do setor produtivo são grandes, mas eventualmente o passionalismo se sobrepõe à razão, gerando decisões graves e obtusas. Não podemos cair na generalização, na simplificação e no preconceito contra os setores produtivos.

Medidas radicais, como o fechamento de plantas processadoras e o abate emergencial, não podem ser tomadas com base em suspeitas e conjecturas. Os gestores do Executivo e os órgãos reguladores têm responsabilidade, também eles, de promover a estabilidade social.

Num ambiente de presunção e radicalidade, a única certeza é a de que sobrarão animais no campo e faltará alimento nas gôndolas. E, definitivamente, esse não é o melhor caminho. Portanto, a boa circulação de informações, prevista por McLuhan, não pode dar margem à insanidade passional, ao medo estendido ou ao pânico provocado ?"ainda mais em meio a uma pandemia global.

É preciso ter cautela e profundo rigor com as comparações. O setor frigorífico do Brasil é diferente das diversas nações, tanto pelos padrões adotados quanto pela proatividade com a preservação da saúde do colaborador.

A fiscalização dos órgãos estatais é a mais pesada do mundo, assim como nossos padrões produtivos têm mais rigor sanitário. É por isso que despontamos na área. Competência, comprometimento e respeito à vida são valores profundamente enraizados em nosso agro. Produzir alimentos é uma dádiva e uma vocação brasileira, que deve ser encarada como prioridade. Não há paz social ou quarentena possível sem oferta de alimentos. Isso é agora, foi ontem e será sempre.
Herculano
21/05/2020 07:43
MP REJEITA ENGAVETAR INQUÉRITO DE FLÁVIO BOLSONARO

O relatório da PF que recomendava engavetar o inquérito eleitoral de Flávio Bolsonaro foi rejeitado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

O promotor Alexandre Themístocles decidiu prosseguir a investigação, diz O Globo.

"Como próximo passo, Themístocles vai pedir auxílio ao Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) na investigação. Os promotores do grupo já investigam o senador por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso da suspeita da prática de "rachadinha" na Alerj".
Herculano
21/05/2020 07:37
ASSEMBLEIA AGUARDA SOLUÇÃO SOBRE O SARGENTO LIMA, por Roberto Azevedo, no Makingof

Punido com sete meses de suspensão das atividades parlamentares pela direção estadual do PSL, o deputado Sargento Lima, que apareceu com uma máscara preta e a imagem de um pitbull nos trabalhos desta terça (19), não necessariamente deixará de imediato a presidência da CPI dos Respiradores porque a Assembleia não possui a figura do Regimento de Bancada, como há no Congresso Nacional.

Lima, assim como os colegas Ana Carolina Campagnolo, Felipe Estevão (também integrante da CPI) e Jessé Lopes - que pegou mais cinco meses por outras faltas, de acordo com a sigla - foram enquadrados pela Comissão de Ética do PSL, em síntese, por suas manifestações contrárias ao governador Carlos Moisés da Silva e reclamações por demandas administrativas e críticas ideológicas.

O deputado que preside a CPI e teria que deixar as demais comissões, que significam representatividade da sigla à qual está filiado, gravou um vídeo, na mesma noite em que foi tomada a decisão contra ele e os demais colegas de bancada, para dizer que não queria likes, que o partido causou estranheza por considerar o fato como urgência, em meio a um momento de emergência e declarou "temo pela própria vida", em tom melodramático, por comandar os trabalhos da comissão.

DE FATO

O presidente da Assembleia, deputado Julio Garcia (PSD), encaminhará a decisão do PSL à Procuradoria da casa.

E adiantou que, na ausência de um capítulo específico no regimento do Legislativo Estadual, atenderá o parecer do corpo jurídico para saber o que fazer com Lima e os demais deputados.

NÃO É DE HOJE

A punição ao Sargento Lima poderia ter sido muito maior, porque, em fevereiro último, o parlamentar recebeu uma notificação extrajudicial do PSL onde era pedida a expulsão dele do partido, além de previstas punições para Estevão, Campagnolo e Lopes, todos deputados anti-Moisés.

Lima considera a atitude agora uma barbárie e lembra que o ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba, investigado por uma força-tarefa que envolve MP, TCE e Polícia Civil, além da CPI, por supostamente participar diretamente na compra de 200 respiradores da Veigamed e do pagamento antecipado de R$ 33 milhões, ser o secretário-geral do PSL catarinense. É só mais episódio no desgaste interno do partido que um dia foi o de Jair Bolsonaro.

MATEMÁTICA

A suspensão dos quatros pesselistas significaria refazer, por exemplo, a ocupação das cadeiras na CPI, já que eles engrossam os 10 deputados do bloco com o PL.

Ficariam em apenas seis deputados e teriam, proporcionalmente, duas posições apenas na comissão, perderiam uma para o MDB, maior bancada com nove deputados, que passaria a ter três parlamentares, teoricamente mais próximos de Moisés. Sem contra a presidência, que mudaria de mãos, quadro mais favorável a Moisés.
Herculano
21/05/2020 07:27
GOVERNO SABE VOLUNTARISMO DE BOLSONARO SE ESGOTOU E POR ISSO PRECISA NEGOCIAR, por Fernando Schüler, professor do Insper e curador do projeto Fronteiras do Pensamento, no jornal Folha de S. Paulo

Isso não significa que o presidente deixará de ser um político errático, nem que a oposição subitamente se disporá ao diálogo

Boa parte de nossa crônica política passou ano e meio reclamando que Bolsonaro não formava sua base no Congresso, que vinha com essa conversa mole de "nova política", que era impossível governar daquela maneira. Mostrei dias atrás que o experimento do governo sem coalizão produziu alguma funcionalidade, no primeiro ano do governo, mas depois desandou. A pandemia foi sua pá de cal.

Bolsonaro parte então para um novo arranjo, de maneira surpreendentemente agressiva, com foco em uma articulação com os partidos do centrão. O professor Carlos Pereira escreveu um bom artigo descrevendo a nova estratégia como um "modo de sobrevivência". Observei a ele que há algo um pouco além disso no arranjo: a disputa pela sucessão de Rodrigo Maia.

Controlar a presidência da Câmara significa dar o ritmo da agenda política, no Congresso, o que inclui admitir ou não pedidos de impeachment. Sérgio Abranches observou, acertadamente, que a nova coalizão não terá nada de programático.

Diria apenas que houve muito pouca aliança programática, no Congresso brasileiro, desde a redemocratização. E que este mesmo centrão foi o que aprovou temas difíceis e cruciais para o país, como a PEC do Teto e as reformas trabalhista e previdenciária.

Se o governo de fato conseguir organizar minimamente uma coalizão no Congresso, fazendo as concessões habituais na máquina pública (cuja extensão por ora ninguém consegue prever), tudo dependerá do governo fazer a parte mais difícil (Marcos Mendes descreveu isso com precisão dias atrás): apresentar uma agenda consistente de reformas.

Não me refiro aqui a Paulo Guedes, mas ao governo. É constrangedor assistir ao ministro da Economia mover uma montanha para fazer valer o óbvio no tema da contrapartida de estados e municípios ao auxílio federal. E mais constrangedor ainda é perceber que há um jogo de cena nisso tudo.

O presidente pode vetar as concessões feitas pelo Congresso, que são um enorme tapa na cara de milhões de pessoas, no mundo privado, que perderam seus empregos e andam por aí sem saber o que fazer. A pergunta é se ele fará algum esforço real para que o veto seja mantido.

O fato é que o governo está fragilizado. Não é apenas a má condução da pandemia, o cansaço com as tropelias presidenciais ou a paralisia da pauta econômica. Vivemos o fim de um modo voluntarista de governar. Daí os sinais bastante claros de um governo crescentemente disposto a fazer concessões e recuar em suas pretensões de agenda.

A fragilidade do governo veio, em grande medida, da força de contenção das instituições. Algo que tenho enfatizado aqui e que ganhou escala nos tempos recentes. O governo sofreu uma sucessão de reveses no Supremo. A concessão de autonomia a estados e municípios para impor isolamento, o veto à expulsão dos diplomatas venezuelanos e à posse do delegado Ramagem na chefia da Polícia Federal são exemplos disso.

Contido pelo Supremo, isolado no Congresso e percebendo sua popularidade declinar, resta a Bolsonaro negociar. Sinais disso vimos na reaproximação com Rodrigo Maia (que também percebe sua base balançando pela ação do governo e muda de tom) e no encontro que Bolsonaro comanda nesta quinta-feira (21) com os governadores (onde tudo pode acontecer, inclusive coisa nenhuma).

Isso não significa que Bolsonaro deixará de ser um político errático e avesso aos bons modos, nem que a oposição subitamente se disporá ao diálogo. Mas abre espaço a alguma solução de compromisso.

Bolsonaro sabe que seu modo voluntarista de governar encontrou um limite. Ele precisa de suporte político e algum nível de pactuação.

Se ele será capaz de fazer isto e reconstruir algum padrão de governabilidade, digo que não sei. Já há gente demais por aí que sabe de tudo, de modo que me permito, em meio a esta pandemia triste, a solidão da dúvida.?
Herculano
21/05/2020 07:18
FRIAS FATURA E REGINA GANHA CINEMATECA QUEBRADA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A atriz Regina Duarte descobriu amargamente que política e Brasília não são para principiantes. Após meses driblando armadilhas, cascas de banana e traições, ela desistiu quando viu o presidente Jair Bolsonaro achar graça no oferecido ator Mário Frias, que se confessou interessado em assumir a Secretaria de Cultura. Ninguém merece tanto bullying. Ela sai com a consolação de uma sinecura como dirigente da quebradíssima Cinemateca Brasileira, mantida pelo governo federal em São Paulo.

UMA MÁ TROCA

A sinecura de Regina Duarte não é lá essas coisas: R$10,3 mil mensais, um quinto do salário que tinha Globo até assumir a Secretaria de Cultura.

Só PARA SALÁRIOS

O orçamento anual de R$12 milhões da Cinemateca é gasto em salários, água e energia. Não sobra para preservação do acervo, cafezinho, nada.

GESTÃO TERCEIRIZADA

A gestão da Cinemateca foi terceirizada para uma Associação Roquette Pinto (Acerp), sucessora da extinta Fundação do mesmo nome.

ADIVINHA QUEM CHEGOU?

O ator Mário Frias, que se ofereceu para assumir a Secretaria de Cultura, quer visitar a repartição nesta quinta (21). Vai encontrar o maior climão.

CLIMA NO PLANALTO É DE ALÍVIO COM SAÍDA DE TEICH

Passados os primeiros dias após o pedido de demissão do ex-ministro da Saúde Nelson Teich, o sentimento no Palácio do Planalto é de claro alívio. A avaliação é que, apesar da sua seriedade e qualificação, Teich não conseguiu dominar de fato as atribuições de chefe do Ministério da Saúde. "Ele não estava confortável no cargo", resumiu Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, à Rádio Bandeirantes.

A FICHA QUE NÃO CAÍA

Incomodava muito o Planalto a frase mais repetida por Nelson Teich durante suas coletivas: "Estou tentando entender o que acontece".

DEMISSÃO 'PATRIóTICA'

O general Heleno achou o pedido de demissão de Teich tinha a fazer de melhor. Ele elogiou o pedido de demissão, "honesto e patriótico".

DEMORA AJUDA PAZUELLO

A demora na escolha do novo ministro favoreceu a efetivação do interino general Eduardo Pazuello. É bom gestor e, sobretudo, bate continência.

ENTRE AMIGOS

Vai fazer um ano no mês que vem o megajantar que Paulo Marinho ofereceu a João Doria, Joice Hasselmann, Henrique Meirelles, Gustavo Bebianno, poderosos advogados de Brasília e jornalista do grupo Globo.

NEM AÍ COM O PAÍS

Sindicalistas dizem que o congelamento de salários é "punição" e que servidores são "bode expiatório". Nem sequer se preocupam com o País quebrado, sem dinheiro para continuar pagando regalias e privilégios.

BALEIA EM CAMPANHA

Em campanha para a presidência da Câmara, o deputado Baleia Rossi (SP), presidente nacional do MDB, tem se aproximado de colegas das bancadas de esquerda. Seus aliados estão confiantes na candidatura.

FAÇA O QUE EU DIGO

João Doria criticou a cloroquina no protocolo do Ministério da Saúde: "a ciência não recomenda". Mas o médico David Uip, de sua equipe, curou-se usando o remédio, que faz parte do protocolo do seu governo.

CAMPANHA PARA CHEF

Como são gatos pingados no plenário, em razão de pandemia, o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), eterno candidato a presidente da Câmara, substituiu ontem seu tradicional leitão assado por doces.

RAMOS NÃO TEVE TEMPO

Fã e fiador da presença de Regina Duarte na Secretaria de Cultura, o general e ministro Luiz Eduardo Ramos (Governo) não teve tempo ontem de impedir a saída da atriz, que chegou cedo o suficiente no Alvorada.

ALô, PAULO GUEDES

Se a preocupação do governo com economia é genuína, falta atenção com as pequenas empresas. Segundo o Sebrae, elas detêm 54% dos empregos e 80% não tiveram acesso a linhas de crédito na pandemia.

VIDA NOVA

O mundo superou 2 milhões de pessoas curadas do coronavírus nesta quarta, mas ainda tem 2,7 milhões de pessoas doentes. A boa notícia fica por conta de que 98% delas apresentam apenas infecções leves.

PENSANDO BEM...

...arrependimento não mata, mas garantiu cargo na Cinemateca.
Herculano
21/05/2020 07:10
da série: para o prefeito Kleber, seu vice Luiz Carlos, secretários e vereadores lerem nos aplicativos e computadores hoje e entenderem a razão pela qual estão mal avaliados.Ninguém aguenta sustentá-los num mundo irreal onde os falidos sustentam os nababos.

O DESFUNCIONALISMO PÚBLICO BRASILEIRO, por Roberto Dias, secretário de Redação do jornal Folha de S. Paulo

Com lobby mais silencioso, servidores aumentam privilégios em realidade paralela

Se há um grupo que demonstra pouca preocupação com a crise econômica do coronavírus, este é o do funcionalismo público. Suas categorias aprenderam a operar seus lobbies de maneira bem mais silenciosa do que antigamente.

Tal qual uma casta descolada da realidade, passam ao largo da luta contra redução de jornada e salário, demissões, perda de benefícios. Tampouco precisam de ajuda emergencial. Essas preocupações pungentes para a maior parte da sociedade brasileira não são uma questão para os servidores. A meta, no caso deles, é outra: querem aumento de salário.

Em pelo menos oito unidades da federação, já conseguiram. Mato Grosso, talvez o caso mais acintoso, dobrou o subsídio a presidentes de autarquias e fundações do estado, elevando-o a R$ 18,2 mil. O estado, vale lembrar, está neste momento em estado oficial de calamidade pública.

A coisa pode piorar em Brasília, caso o Planalto não cancele a regra que blinda várias categorias de funcionários públicos do congelamento de salários previsto para durar até o final de 2021. Parece haver uma rara confluência de interesses políticos em favor do veto - mas o presidente, sabe-se, é imprevisível.

A sensibilidade de Brasília ao mundo real é baixa, como denota a entusiasmada oferta de informação, feita pelo governo, sobre o auxílio emergencial de R$ 600 num aparelho Alexa que custa R$ 249. O Congresso não fica atrás, gastando dinheiro no meio da pandemia até com impulsionamento em redes sociais para mensagem de caráter particular.

Cortar salário não passou nem perto de acontecer na cidade, com eleitos ou não eleitos. As garantias do emprego público fazem do Distrito Federal um paraíso de renda alta e estabilidade nas recessões.

Crises aumentam a diferença salarial entre os setores públicos e privados. Desde que a economia começou a descer a ladeira por aqui, há seis anos, o rendimento médio do funcionalismo subiu 10% em termos reais, enquanto o ganho privado ficou estagnados, segundo o IBGE. De 2014 a 2018, os gastos com funcionários ativos de União, estados e municípios foram de 12,3% do PIB para 13,6%, aproximando-se da casa do trilhão de reais.

?As demissões pós-coronavírus já afetam 40% das empresas do setor privado, mostra a FGV. É preciso enfrentar com mais força o vetor de desigualdade no qual o funcionalismo público, infelizmente, se transformou.
Herculano
21/05/2020 06:53
E OS "ÇABIOS" DO GOVERNO KLEBER NÃO ENTENDEM À RAZÃO DA REJEIÇÃO DO GOVERNO COM TANTAS OBRAS, ALGUMAS DELAS SOB DÚVIDAS

É que as principais dessas "obras", a credibilidade, a coerência e a transparência estão comprometidas ou não existem no governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP. Os números das pesquisas internas do próprio governo demonstram isso.

Então, por incrível que pareça, uma andorinha está fazendo o verão. As redes sociais bem como os aplicativos e mensagens fazem de forma automática e sintomática o serviço de espalhar, ampliar e questionar esta realidade como a exposta na postagem abaixo de um leitor.

Há muitas queixas de irregularidades entre e dos funcionários efetivos e até mesmo entre os que ocupam, vejam só, funções gratificadas. Eles não aguentam tanta nomeação de gente plantada, sem qualificação, comendo um bom dinheiro do orçamento, só para servir a interesses políticos e eleitorais.

E sabe qual a preocupação de todos, quando me relatam as atrocidades cometidas contra eles ou disponibilizam documentos, para a prova, de que sejam garantido o anonimado, pois estão sendo perseguidos, como nunca se perseguiu em tempos anteriores na prefeitura de Gaspar.

Esta semana a imprensa sob relho, teve mais uma prova de que tem que estar ajoelhada e calada, por migalhas e trocas do silêncio.

O comunicador Miro Savio, da Vila Nova FM. foi retirado do grupo da imprensa no whatsapp, sob mentiras da titular da área da Comunicação da prefeitura, Amanda Elisa Weber, a contratada para a propaganda de reeleição.

Até agora, ela não nominou quem decidiu pela exclusão de Miro e que ela alegou ser a pedido coletivo do grupo.

E isto é grave se não esclarecido e mostra a verdadeira face do governo Kleber que ainda continua com seu polpudo salário, enquanto os pagadores de pesados impostos que sustentam o município, vem sofrendo perdendo empregos, reduzindo salários, e falindo. Acorda, Gaspar!
estevam luis
20/05/2020 17:13
TEM TEMPOS DE QUEDA DE 60% NA ARRECADAÇÃO MUNICIPAL! COM O PREFEITO KLEBER RECEBENDO R$27.356,69 MENSAIS.. ESSE VALOR PODERIA PAGAR 45 AUXILIO EMERGENCIAIS MENSAIS!!!!...... E A NOVIDADE DA ADMINISTRAÇÃO KLEBER

DECRETO Nº 9.386, DE 18 DE MAIO DE 2020.

NOMEIA ERNESTO HOSTIN PARA EXERCER CARGO EM COMISSÃO DE DIRETOR-GERAL ADMINISTRATIVO.


PUXA SACO DO GOVERNO
EX ASSESSOR DE KLEBER NA ÉPOCA EM QUE ERA VEREADOR.
EX SECRETÁRIO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL -
ASSESSOR ADMINISTRATIVO -FME
E AGORA.. DIRETOR GERAL ADMINISTRATIVO NA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO...

ENQUANTO GRANDE PARTE DA POPULAÇÃO GASPARENSE ESTÁ PERDENDO SEUS EMPREGOS E RECEBENDO 50% DO SALÁRIO....
O PREFEITO KLEBER MANTER SEU SALÁRIO DE 27 MIL MENSAIS, CONTINUA SEM CORTAR CARGOS COMISSIONADOS E MANTER OS ALTOS SALÁRIOS DO PRIMEIRO E SEGUNDO ESCALÃO... ESSE É O JEITO DO KLEBER GOVERNAR.. COM DINHEIRO PÚBLICO ENCHE A BARRIGA DO SEU REBANHO DE COMISSIONADO, EM GRANDE PARTE CABO ELEITORAL... PENSANDO NA ELEIÇAO.. ENQUANTO ISSO COMEÇA A DISPENSA DE CONTRATADOR E TEMPORÁRIOS.. MAIS MANTER INTOCAVÉL OS COMISSIONADOS!!!...
Herculano
20/05/2020 14:05
RELATóRIO DA CPI DA FREI SOLANO

Hoje é dia de entregar o relatório da CPI das dúvidas das obras da Frei Solano, no Gasparinho. O relator Cícero Giovane Amaro, PL, está pedindo mais uma dia. A CPI se encerra na terça-feira que vem.
Herculano
20/05/2020 11:38
da série: os ladrões roubam o dinheiro dos pobres.

NO ESPÍRITO SANTO,PF PRENDE EM FLAGRANTE FRAUDADORES DO CORONAVOUCHER

Conteúdo de O Antagonista. A Polícia Federal prendeu ontem, em flagrante, fraudadores do benefício do auxílio emergencial de R$ 600 distribuído pelo governo em meio à pandemia da Covid-19 ?" o chamado "coronavoucher".

A coordenação geral de segurança da Caixa Econômica Federal repassou ao Serviço de Repressão aos Crimes Cibernéticos da PF, em Brasília, uma relação de agências com maior número de contestações de saques indevidos do auxílio em seus terminais de autoatendimento.

A partir daí, a PF no Espírito Santo, em parceria com a área de segurança da Caixa, identificou duas pessoas que estavam clonando cartões de benefício social. Elas foram detidas em flagrante, ontem à noite, quando agiam em agências de Vila Velha e Vitória.

Com os presos, foram encontrados dispositivos e câmeras que estavam instaladas nas máquinas de autoatendimento das agências.

Eles responderão pelo crime de furto mediante fraude. A pena varia de 2 a 8 anos de prisão.
Herculano
20/05/2020 11:24
AS FANTÁSTICAS FÁBRICAS DE CHOCOLATE DE FLÁVIO E DO ENROLADO AMIGO DE INFÂNCIA, por Reinaldo Azevedo, no UOL

Vocês devem se lembrar de que há um advogado onipresente nos rolos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, certo? Trata-se Victor Granado Alves. Segundo o empresário Paulo Marinho, ele participou daquela reunião em sua casa, no dia 13 de dezembro de 2018, quando chegou desesperado com a informação de que vazara o extrato de Fabrício Queiroz.

Foi nesse dia que, segundo Marinho, Flávio lhe contou, na presença de Alves e do também advogado Christiano Fragoso, que ficara sabendo da Operação Furna da Onça com antecedência: uma semana depois da realização do primeiro turno das eleições. A dita-cuja só foi desfechada em 8 de novembro. Se aconteceu, trata-se de um crime gravíssimo.

Um delegado da Polícia Federal teria vazado a informação a três assessores de Flávio: o coronel Miguel Braga, Val Meliga (irmã de dois milicianos presos) e... Alves.

A Folha de S. Paulo revelou em reportagem que, "a pedido do senador Flávio Bolsonaro (RJ), hoje no Republicanos, o PSL nacional contratou em fevereiro de 2019 o escritório de advocacia de um ex-assessor que hoje tem o nome envolvido no suposto vazamento de informações da Polícia Federal em benefício da família do presidente da República."

Quem é o assessor? Ora, Alves!!!

Leiam reportagem que o Jornal Nacional levou ao ar na noite desta terça. Com efeito, Brasil decente assim nunca se viu!

O advogado Victor Granado Alves recebeu salário como assessor do PSL ao mesmo tempo em que atuava como advogado particular do presidente Jair Bolsonaro e de sua família. O pagamento foi feito com dinheiro do fundo partidário. Os valores chegam a R$ 500 mil.

Na edição de quinta-feira (18), o Jornal Nacional mostrou que o advogado é investigado pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro nos inquéritos sobre a suposta rachadinha nos gabinetes dos ex-deputados Iranildo Campos e de Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Victor Alves e Flávio Bolsonaro são amigos de infância. Em 2019, o advogado passou a trabalhar na liderança do PSL na Alerj. No dia 24 de abril de 2019, Victor Alves teve o sigilo bancário quebrado por decisão do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio.

A pedido do senador Flávio Bolsonaro, o PSL nacional contratou, em fevereiro de 2019, o escritório de advocacia de Victor e do sócio, Daniel Stoliar.

O contrato teve duração de 13 meses e foi pago com dinheiro do fundo partidário. As informações foram confirmadas pela TV Globo. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o PSL informou que houve notificação de rescisão do contrato em 15 de janeiro de 2020, mas que uma cláusula determinava que eventual rompimento só se efetivaria 60 dias após essa comunicação.

O Jornal Nacional apurou também que no mesmo ano em que recebeu os pagamentos do PSL, Victor e Daniel compraram uma loja de chocolates da franquia Kopenhagen por R$ 540 mil. Eles assumiram o controle da loja em agosto de 2019.

Victor já era dono de uma outra loja da mesma franquia em sociedade com a mulher, Mariana Frassetto Granado. A loja fica em um shopping na Zona Norte do Rio.

Atualmente, ela é funcionária comissionada no escritório político do senador Flávio Bolsonaro com salário de R$ 22 mil.

O relatório de inteligência financeira revela que um caixa eletrônico em um shopping foi usado para depósito em dinheiro em um dos esquemas de rachadinha em que Victor é investigado.

Victor é advogado também da loja de chocolates de Flávio Bolsonaro que tem a mesma marca. A loja de Flávio é investigada por lavagem de dinheiro no esquema das rachadinhas. O Ministério Público estadual acredita que entrava mais dinheiro na loja do que ela faturava.

O advogado também teve o nome envolvido no suposto vazamento de informações da Polícia Federal em benefício da família do presidente da República.

Ao jornal Folha de S.Paulo, o empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro no Senado, contou ter ouvido de Flávio que Victor Alves esteve no encontro com um delegado da Polícia Federal que antecipou informações da operação Furna da Onça.

O encontro teria acontecido, segundo Paulo Marinho, na porta da PF, no RJ, uma semana depois do primeiro turno da eleição de 2018. Foi na Operação Furna da Onça que apareceu o relatório sobre a suspeita de rachadinhas na Alerj.

O empresário Paulo Marinho vai prestar depoimento nesta quarta-feira (20) sobre o possível vazamento. A Polícia Federal uma nova investigação. Fontes da PF disseram que todas as pessoas citadas por Marinho serão chamadas a depor.
Herculano
20/05/2020 11:00
da série: desdobramento da saída Sérgio Moro

AVIÃO DA PF SEGUE PARA O RIO E AUMENTA RUMORES SOBRE OPERAÇÃO

Conteúdo de O Antagonista. Em meio a rumores sobre a possibilidade de a PF deflagrar uma grande operação no Rio de Janeiro, um avião da corporação partiu nesta quarta-feira rumo à capital fluminense, informa a Crusoé.

A aeronave - um Embraer 145 -, com capacidade para até 50 pessoas, costuma ser usada em grandes ações da PF e na transferência de presos importantes.
Miguel José Teixeira
20/05/2020 10:52
Senhores,

Segundo o UOL, diz Lula:

"Ainda bem que a natureza criou o coronavírus"

Ainda bem, maldito?

Só pode ter sido defecado por uma mula!

Vade retro satanás!
Miguel José Teixeira
20/05/2020 10:39
Senhores,

Bingo!

"Bolsonaro, segundo "O Antagonista":

"Quem for de direita toma cloroquina.
Quem é de esquerda toma Tubaína"

E quem for do centrão, toma propina!
Herculano
20/05/2020 10:13
da série: Regina Duarte caiu. Novidade? Ela estava caída há muito tempo. Bolsonaro a usou para se promover, mas como ela não foi totalmente capacho às loucuras e loucos de plantão....

De Vera Magalhães, do jornal O Estado de S. Paulo, no twitter:

Regina Duarte caiu após fritura humilhante. E aceitou o prêmio de consolação da Cinemateca. Não precisava disso. De nada disso. Tinha uma carreira que decidiu pendurar na loja de penhores do bolsolavismo, e da qual dificilmente vai resgatar.
Herculano
20/05/2020 09:36
da série: alguém acredita?

O POSTO DO CENTRÃO

Conteúdo de O Antagonista.Assessores do governo disseram à Folha de S. Paulo que o ministro da Economia "articula amarrar a troca de cargos por apoio à agenda de desestatização".

É isso mesmo: Paulo Guedes quer convencer os otários que o Centrão, que vive de cargos públicos, vai privatizar as estatais.
Herculano
20/05/2020 08:45
da série: as perguntas sem respostas no governo Kleber

AFINAL, QUEM INDIVIDUALMENTE COM TANTA FORÇA NA IMPRENSA DE GASPAR E QUEM COLETIVAMENTE COMO SE ALEGOU, RETIROU O COMUNICADOR MIRO SÁVIO DO GRUPO DE WHATSAPP DA IMPRENSA DA PREFEITURA DE GASPAR?

EM GASPAR TODOS SABEM QUEM MENTE. ACORDA, GASPAR!
Herculano
20/05/2020 08:41
da série: um estilo que desaba ou a pele de cordeiro que se desmancha de outro bicho que ludibriou mais uma vez o eleitor?

GOVERNO MOISÉS SE TRANSFORMOU NUMA REPÚBLICA DE NEG?"CIOS DE AMIGOS", DISPARA NAATZ, por Cláudio Prisco Paraíso.

Líder da oposição e da bancada do PL na Alesc, além de relator e proponente da CPI dos Respiradores, o deputado Ivan Naatz mostrou , em plenário, nesta terça ( 19), reportagem publicada pelo jornal Notícias do Dia sobre a influência do secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Esmeraldino no governo do estado , ao nomear parentes e amigos em diversos cargos e órgãos públicos envolvidos em irregularidades , para fazer pesadas críticas a gestão do governador Moisés.

"O governo está sendo loteado e saqueado. A família de Tubarão tomou conta do governo de Santa Catarina, o secretário Lucas está usando da influência para empregar a família, fazer negócios usando a estrutura do governo. Querem os portos porque têm dinheiro em caixa, a Secretaria da Saúde, os contratos emergenciais, é uma máfia que se instalou e que precisa ser imediatamente afastada, sob o risco de se perder a governabilidade ", declarou Naatz

Naatz encerrou as críticas exibindo ainda um vídeo da recente solenidade de transmissão de cargo do subcomandante geral da PM e comandante interino , Coronel Claudio Koglin para o novo titular Coronel Dionei Tonet, onde Koglin ( que acabou indo para a reserva) lamenta que o governador não tenha cumprido sua palavra de confirma-lo no cargo ao pronunciar o ditado dirigido a Moisés , presente no ato: "Diga-me com quem andas e te direi quem és".

Esse ditado popular resume a situação atual do governador, criticou o parlamentar.
Herculano
20/05/2020 08:35
HETERODOXIA INFLACIONÁRIA, por Helio Beltrão, engenheiro com especialização em finanças e MBA na universidade Columbia, é presidente do instituto Mises Brasil, no jornal Folha de S. Paulo.

Resende falhou ao tentar conter a inflação; agora, talvez seja bem-sucedido em criar híper

Todos os dias tropeço em receituário contraprodutivo para políticas econômicas na mídia. Já não me surpreendo que especialistas proponham mais disparates que leigos.

É costumeiro o pensamento de primeira ordem, que desconsidera custos de oportunidade e efeitos de segunda ou terceira ordem. O curto prazo domina, o consumo imediato é enaltecido, a poupança, desacreditada, o empreendedor, espezinhado, o governo, idealizado. A falta de responsabilização dos idealizadores de políticas incentiva o descuido com o futuro, que se materializa em "consequências não previstas".

Parte do problema deriva das dificuldades inerentes à ciência econômica, que, em contraposição às ciências naturais, não se ajusta facilmente a expokerimentos controlados, com variáveis isoladas e a possibilidade de reproduções e repetições.

O ser humano teima em ser uma "constante" rebelde, temperamental, que muda de opinião e desrespeita relações de transitividade. Inexiste o Homo economicus com racionalidade perfeita, como demonstrou Daniel Kahneman em seu livro "Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar".

O artigo de André Lara Resende na Ilustríssima de domingo passado (17) é uma dessas tentativas de retrocesso científico. Propõe eliminar a separação entre política monetária, a cargo do Banco Central, e política fiscal, determinada pelo Congresso e pelo Executivo e tocada pelo Tesouro.

Resende propõe entregar aos políticos as chaves da máquina que cria dinheiro. É como voltar às origens do Banco Central, quando um banco privado com cotistas nobres topava financiar o rei em troca do lucrativo monopólio da moeda fiduciária nacional, um pacto mefistofélico que invariavelmente gerou inflação e desesperança.

A proposta populista de Resende não difere substancialmente do expediente que vigorava no Brasil na década de 1980, quando a conta movimento do Banco do Brasil promovia a mistura espúria entre a moeda nacional e o Tesouro, gerando superinflação crônica.

Simplificadamente, há três tipos de sistema: em um polo, a separação total entre nosso dinheiro e o Estado, um sistema com dinheiro privado. No outro, o sistema com dinheiro emitido por conta e ordem dos políticos para efetuar gastos imediatos virtualmente ilimitados, a ideia de Resende.

Entre esses polos, está o sistema atual, no qual o BC está impedido de emprestar diretamente ao governo (ou de monetizar seus déficits), mas cria dinheiro novo para os bancos, que, por sua, vez decidem se e quando disponibilizam esse dinheiro para o público por meio de empréstimos.

Nem o público e muito menos os políticos têm acesso ao dinheiro criado pelo Banco Central para os bancos. Não é o sistema ideal, mas é superior ao hiperinflacionário sistema de dinheiro criado por políticos.

Deixa a desejar a refutação de Resende sobre a natureza monetária da inflação. Sua evidência é que as volumosas reservas criadas pelo Fed durante a crise de 2008 não criaram inflação.

De fato, a base monetária americana subiu de US$ 850 bilhões para US$ 2 trilhões ao fim de 2010. No entanto, importa o dinheiro em circulação, por exemplo, o M2, que cresceu de US$ 8 trilhões a US$ 8,8 trilhões, nesse período de maior demanda por dinheiro (como agora, "cash is king"). A teoria monetária continua intacta.

Sempre heterodoxo, Resende tem suas impressões digitais nos dois mais fracassados planos econômicos de nossa história: o Plano Cruzado, de congelamento de preços, e o Plano Collor, de confisco da poupança dos brasileiros. Falhou ao tentar conter a inflação. Agora, talvez seja bem-sucedido em criar hiperinflação.
Herculano
20/05/2020 08:23
DEPOIS DA PIADA, DIANTE DAS MORTES E DA MÁ REPERCUSSÃO, O MEIA VOLTA, VOU VER...

Do presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, no twitter, nesta manhã:

- Dias difíceis. Lamentamos os que nos deixaram.
- Hoje teremos novo protocolo sobre a Cloroquina pelo
@minsaude
.
- Uma esperança, como relatado por muitos que a usaram.
- Que Deus abençoe o nosso Brasil.
Herculano
20/05/2020 08:19
DEPOIS DO MONOPóLIO DA FORÇA, O ESTADO AGORA QUER O MONOPóLIO DA VERDADE, por Paulo Polzonoff Jr, jornalista e escritor, no site Gazeta do Povo, Curitiba PR.

Todo estudante do ensino médio sabe disso: foi Max Weber quem, no começo do século XX, definiu o Estado como o ente que detém o monopólio do uso legítimo da força. Apesar de jovens, os deputados Felipe Rigoni (PSB) e Tabata Amaral (PDT), ambos em partidos socialistas, devem ter aprendido isso. Devem ter aprendido ainda que, desde que Weber cunhou a expressão "monopólio da violência", o Estado ganhou um legislativo cada vez mais atuante, o que na prática se traduz em novas leis que servem como garantias morais (questionáveis) para o uso do poder de coerção.

Foi, portanto, querendo incrementar a elegante definição de Weber que os deputados apresentaram, ainda em abril, o Projeto de Lei 1429 de 2020. O projeto é daqueles que já vêm com nome-fantasia: Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. Mas que também poderia se chamar Lei de Garantia do Monopólio da Verdade. Ou da Mentira. Ele usa a linguagem propositadamente vaga, típica das legislações autoritárias, e até a pandemia de coronavírus como justificativas para regulamentar o uso das redes sociais.

Não parece ser um projeto com um destino muito auspicioso. Afinal, apesar do tom sentimental do texto legislativo, quem o lê com um mínimo de atenção percebe que se trata de um projeto que, na prática, apenas cria uma reserva de mercado para os jornalistas que atuam das agências de verificação (há no texto uma parte toda dedicada a isso), além de expressar toda a virtude democrática de seus autores.

Mas nem tudo é ruim no Projeto de Lei. Porque ao longo de dezesseis páginas que exibem orgulhosas o carimbo do protocolo, Tabata Amaral e Felipe Rigoni conseguem a proeza de expor toda uma visão de mundo marcada pela linguagem sentimental e vazia, pela crença na eficiência do Estado para mediar conflitos de ordem moral (a despeito das incontáveis provas em contrário) e pela certeza de que o homem é puro e o capitalismo o corrompe, mas ainda bem que existem os políticos para corrigir isso.

A aleatoriedade burocrática

O texto começa com algumas diretrizes aleatórias e uma expressão de deixar até o nacionalista idiomático Aldo Rebelo escandalizado. As diretrizes tentam definir o que são os "provedores de aplicação" de grande porte. Para tanto, os deputados estabeleceram como sarrafo a receita anual bruta de mais de R$78 milhões. Por que não 80 ou 75 é um mistério. Mas a burocracia tem disso: ela estabelece parâmetros subjetivos disfarçados de números, na esperança de que isso confira à decisão alguma credibilidade.

Logo em seguida, temos o primeiro exemplo do bom-mocismo que permeia todo o texto do projeto de lei. "Os provedores de aplicação com receita bruta inferior ao disposto no caput devem considerar as disposições desta Lei como boas práticas a serem seguidas, buscando utilizar medidas adequadas e proporcionais no combate à desinformação e na transparência sobre conteúdos pagos". Ou seja, se você for "peixe pequeno" ou conseguir provar que sua receita bruta no ano foi de R$77.999.999,00, o projeto não tem força de lei. Trata-se apenas de um conselho bem-intencionado.

Essas diretrizes antecedem o momento em que os autores anunciam o nome fantasia da lei proposta: Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência Digital. Não há, em nenhum só trecho do projeto, algo que garanta de fato a liberdade. Mas é importante manter a palavra no nome fantasia. Afinal, não se pode esquecer que um projeto de lei, mesmo que venha a ser derrubado logo nas primeiras etapas do processo, tem caráter "educativo".

"Pluralidade de informações" e outros termos vagos
Mas quais são os objetivos declarados, explícitos da Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência Digital? Aqui os autores utilizam habilmente a linguagem vaga, marcada por um subjetivismo quase infantil, para novamente exaltar as virtudes do raciocínio autoritário disfarçado de defesa da liberdade.

O primeiro objetivo da lei é "o fortalecimento do processo democrático por meio do combate à desinformação e do fomento à pluralidade de informações na Internet no Brasil". E aí o leitor experiente já percebe o uso de alguns truques semânticos. O que significa, afinal, "fortalecimento do processo democrático"? E quem pode dizer que não há "pluralidade de informações na Internet"? Há tanta pluralidade que diariamente nos deparamos com informações verdadeiras e falsas. Nada poderia ser mais plural do que isso.

O segundo objetivo é "a busca por maior transparência sobre conteúdos pagos disponibilizados para o usuário". Aqui o problema gira em torno da palavra "transparência". Não só porque ela é de difícil definição fora das ciências óticas, mas também porque a ideia de uma "maior transparência" sugere que a transparência existe, só que os legisladores não estão satisfeitos com o tamanho dela. Como mensurar, contudo, a transparência ideal?

Por fim, o bom-mocismo retorna ao terceiro objetivo da lei: "desencorajar o uso de contas inautênticas para disseminar desinformação nas aplicações de Internet". "Desencorajar", neste caso, pode ser tudo, desde um eufemismo para "proibir" até um tapinha nas costas do cidadão e uma voz oficial lhe dizendo "não crie uma conta falsa, não, não vale a pena, cara".

"Entre outros"

Nesta parte, o texto começa a ficar enfadonho até mesmo para quem gosta de, às vezes, só às vezes, analisar o raciocínio da nossa tecnocracia semiesclarecida. O "Artigo 4" do projeto de lei, por exemplo, nada mais é do que um minidicionário de termos mais ou menos tecnológicos, destinado a esclarecer um leitor do futuro. Um leitor do futuro que, creio, terá dificuldades em entender o que significa "provedor de aplicação na Internet", por exemplo.

E aí o projeto de lei escancara seu caráter vago e meramente publicitário, uma forma de exaltar a virtude dos proponentes. Sobre as obrigações dos "provedores de aplicação", por exemplo, diz o projeto que eles "devem desenvolver procedimentos de acompanhamento para melhorar as proteções do usuário contra comportamentos ilícitos". Quais são esses procedimentos: "A proteção contra o uso de imagens manipuladas para imitar a realidade ('deep fake'), entre outros".

Com assim "entre outros"? Cabe absolutamente tudo em "entre outros". Até mesmo o nada. Se um "provedor de aplicação" colocar um funcionário ganhando salário mínimo para ficar "acompanhando" o procedimento o dia todo e se a empresa acredita que isso melhorará "a proteção do usuário", quem sou eu, quem é você e quem são os autores do projeto de lei para dizer que a empresa não está fazendo o seu melhor?

Para os autores do projeto de lei, este "entre outros" inclui um relatório periódico que permitiria a "inter relação (sic) entre bots, contas e conteúdos desinformativos disseminados, de modo que seja possível a identificação de rede produtoras e disseminadoras de desinformação". Mas não só isso. Diz o texto ainda que os "provedores de aplicação de que trata esta Lei devem tomar medidas proativas para proteger seus serviços contra a disseminação de desinformação através (sic) de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e pelo estímulo ao uso de boas práticas". Ganha um obrigado quem explicar o que são "medidas proativas" e "boas práticas", quais são os tais "padrões internacionais" e por que eu deveria escolher este padrão e não outro.

Reserva de mercado

No final das contas, o Projeto de Lei 1429 nada mais é do que uma tentativa de criar uma reserva de mercado para os jornalistas empregados nas agências de checagem - cujos serviços, aliás, já são usados pelas redes sociais. E não sem prejuízo da liberdade do usuário. Há todo um capítulo destinado a falar sobre a "atuação dos verificadores de fatos independentes". E aqui talvez valha a pena explicar que o redator pouco afeito as sutilezas do idioma quis dizer que os verificadores é que são independentes, não os fatos.

O trecho é novamente marcado por palavras vazias e conceitos abstratíssimos. O texto menciona novamente as tais "práticas internacionais", sem especificar o país, embora se possa deduzir com alguma segurança que os deputados têm em mente sempre um Canadá e nunca um Turcomenistão. E fala ainda num místico Código de Ética dos Jornalistas.

Em alguns momentos, o projeto é tão ousado em seu autoritarismo velado que é impossível não ler nas entrelinhas algo da ingenuidade juvenil dos nobres deputados que o apresentaram. Ainda sobre as agências de checagem, diz o texto que "o provedor de aplicação pode escolher de qual verificador de fatos independentes irá emitir a correção para os usuários". Mas com uma ressalva, porque deve-se "levar em consideração a reputação da entidade, bem como sua capacidade de corrigir de maneira mais eficiente a desinformação".

É sempre bom quando precisamos de políticos para nos dizer que ainda temos escolhas, embora logo em seguida crie parâmetros para que eu faça essa escolha baseada numa escolha prévia deles, os legisladores.

Efeito colateral e coronavírus
Um dos efeitos colaterais do projeto de lei, se aprovado na sua integralidade, seria o fim do humor nas redes sociais e nos "serviços de mensagens instantâneas". Afinal, em tese seria identificado e punido o pobre cidadão que compartilhasse uma piada que as empresas identificassem como "desinformação".

Aí o texto chega no "monopólio da violência" propriamente dito, que neste caso se manifesta na capacidade de cobrar multas e até expulsar do Brasil as empresas que infringirem a lei.

E era de se esperar que o texto se encerrasse aí. Mas não. Como a redação burocrática é obscura e como se os termos vagos dos artigos e incisos não bastassem, Felipe Rigoni e Tabata Amaral acharam por bem redigir algumas páginas justificando o projeto. A justificativa começa com "a internet continua transformando o modo que consumimos e transmitimos informações" e segue neste tom de redação escolar para falar de coronavírus e até vacinação, sem deixar de lado os especialistas de alguma universidade estrangeira (padrões internacionais, lembra?) que calculam com exatidão (61%) a quantidade de usuários afetados pela correção de uma notícia falsa.

Não há por que se preocupar com censura. Está claro que a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet está destinada a desaparecer em alguma gaveta de uma comissão qualquer do Congresso ou a ser contestada no Supremo Tribunal Federal. O que preocupa mesmo é que PL 1429 de 2020 possa ser lido como uma síntese da renovação política do nosso Legislativo: saem aquelas figuras folclóricas e os assessores cheios de mesóclises e entram os deputados cheios de boas intenções trazendo o cala-boca tecnológico com cara de virtude a tiracolo.
Herculano
20/05/2020 08:09
DA "GRIPEZINHA" AO "CARGUINHO"


Conteúdo de O Antagonista. Carlos Jordy disse para a Folha de S. Paulo:

"Não vejo problemas na aproximação com o Centrão. Precisamos trabalhar com as peças do tabuleiro."

Filipe Barros repetiu o argumento:

"As peças do tabuleiro quem coloca é a população. E o presidente tem que conversar com todas as peças desse tabuleiro."

Ele disse também:

"Se existe um carguinho aqui ou outro acolá na base do parlamentar, esse carguinho não tem ingerência nenhuma sobre a vida política do ministério."

Os mesmos bolsonaristas que transformaram a pandemia de Covid-19 em "gripezinha" agora transformam o assalto à máquina estatal em "carguinho".
Herculano
20/05/2020 08:06
da série: o Estado que dá solução, é feito com o dinheiro dos pesados impostos de todos, principalmente de uma maioria de mais pobres, que alimentam espertos como os ladrões que montam hospitais, utis com respiradores superfaturados... que alimentou a roubalheira e a corrupção do mensalão, do petrolão e agora do covidão...de gente que vive no poder e sempre se enriquece.

LULA: "AINDA BEM QUE A NATUREZA CRIOU O CORONAVÍRUS", por Josias de Souza.

Libertado da cadeia graças à generosidade do Supremo Tribunal Federal, Lula, 76, foi sentenciado pela pandemia à prisão domiciliar.

Recolhido, o morubixaba do PT se deu conta de que não sofre de insanidade, como acusam os inimigos. Ao contrário, aproveita cada segundo de convívio com ela.

Numa entrevista à revista Carta Capital, Lula celebrou, veja você, o surgimento do coronavírus. Eis o que declarou o sábio da tribo petista:

"...Quando eu vejo essas pessoas acharem que tem que vender tudo que é público e que tudo que é público não presta nada... Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus, porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar, que apenas o estado é capaz de dar solução a determinadas crises."

Lula é o político mais genial que Lula conhece. Com sua declaração, demonstrou que a diferença entre a genialidade e a estupidez é que a genialidade tem limite.
Herculano
20/05/2020 07:58
VOTAÇÕES DO MPF SÃO VULNERÁVEIS A FRAUDE, DIZ CGU, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) levou a constatações devastadoras sobre o sistema eletrônico de votação do Ministério Público Federal (MPF), inclusive para escolha de lista tríplice para o cargo de Procurador Geral da República (PGR). A Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise da PGR também fez testes e verificou no sistema de votação do MPF, denominado "Votum", há riscos de "excluir candidaturas, transferir votos de um candidato a outro ou até mesmo excluir votos".

SIGILO COMPROMETIDO

A CGU realizou testes a pedido do próprio MPF e verificou "fragilidades que podem comprometer o sigilo do voto".

ELEIÇõES ADIADAS

A auditoria levou a comissão eleitoral a adiar por 30 dias a eleição para duas vagas no Conselho Superior do Ministério Público Federal.

SEM DEIXAR RASTROS

No sistema Votum, não é possível identificar a gravação de auditoria nas tabelas, essencial para auditar eventuais alterações em votações.

VOTAÇÃO SEM AUDITORIA

Para a CGU, o Votum "não é auditável" e necessita de vigilância a fim de "bloquear brechas para ações maliciosas" e permitir sua rastreabilidade.

APENAS TRÊS ESTADOS NÃO RECOMENDAM CLOROQUINA

Acre, Goiás e Roraima são os únicos estados brasileiros onde não há protocolo ou recomendação de uso de cloroquina/hidroxicloroquina no tratamento ao coronavírus. A briga sobre usar ou não os medicamentos fica apenas na mídia, com governadores tentando se colocar como os verdadeiros opositores do presidente Jair Bolsonaro, mas a maioria, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro, os usam em pacientes graves.

ANIMADOR DE AUDITóRIO

João Dória adora criar frases de efeito para parecer a "voz da razão", mas na hora da verdade recorre à cloroquina defendida por Bolsonaro.

LEVAM A SÉRIO

Mato Grosso e Tocantins avaliam caso a caso e o Amapá usa em casos leves. O Amazonas não só usa como fez até testes sobre a dosagem.

QUEM DIRIA

Todos os estados do Nordeste usam cloroquina para pacientes graves, mas Piauí e Paraíba atribuem a responsabilidade aos médicos.

PRIMEIRO DA FILA

Relator do projeto do Senado que adia o Enem, Izalci Lucas (PSDB-DF) há meses lidera a fila de candidatos a substituir o atual ministro da Educação, Abraham Weintraub, de quem é um dos maiores críticos.

COLAPSO NO SISTEMA

Após a Justiça proibir o repasse de auxílio emergencial, podem sumir empregos de cobradores e motoristas nas empresas de ônibus do DF. Haverá também redução da frota e veículos lotados em plena pandemia.

É Só ENROLAÇÃO

Rodrigo Maia diz que o adiamento da eleição só será discutido após a posse de Luís Roberto Barroso na presidência do TSE. Fez parecer que o Congresso precisa de autorização da Justiça para isso. Não precisa.

TÁ DIFÍCIL

Levantamento Paraná Pesquisa no município de São Paulo, mostra que para 63% dos entrevistados piorou sua situação financeira, ou da família, após a crise provocada pela pandemia do coronavírus.

OUTRO TIPO

Entre 1.206 habitantes da cidade de São Paulo entrevistados pelo Paraná Pesquisas, 54% se dizem a favor de manter o isolamento social como tem sido feito no município e 42,6% são contra; querem mudar.

MÃO NA MASSA

Sindicatos de táxis reclamam e pedem ajuda de políticos pela queda no lucro, mas deviam se espelhar na concorrência. A Uber manteve seus motoristas atuando no transporte de profissionais de saúde, insumos, sangue e criou um fundo de R$25 milhões para comunidades carentes.

SOLENE LOROTA

O ex-ministro José Eduardo Cardozo tem senso de humor. Disse que as reuniões ministeriais de Dilma eram "solenes". Com seu jeito búlgaro de ser, Dilma dizia um palavrão para cada duas palavras. Solenemente.

BRASILEIROS INVESTIDORES

O número de brasileiros que investem na B3 (ex-Bovespa) dobrou entre julho de 2019, quando estavam registrados 1 milhão de CPFs de investidores, e abril deste ano; 223 mil apenas em março.

PENSANDO BEM...

...nunca demorou tanto para um vídeo ser assistido (e vazado) em Brasília.
Herculano
20/05/2020 07:50
DEMISSÃO DE QUEIROZ, AMIGO DE BOLSONARO, TEM CHEIRO DE VAZAMENTO, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Ex-assessor foi exonerado após encontro cinematográfico de auxiliares de Flávio com delegado da PF

A entrevista do empresário Paulo Marinho à colunista Mônica Bergamo recolocou no centro da mesa a mesma pergunta: por que o presidente Jair Bolsonaro demitiu seu chevalier servant, o ex-PM Fabrício Queiroz, no dia 15 de outubro de 2018, uma semana depois do primeiro turno da eleição e duas semanas antes do segundo?

No mesmo lance, dispensou também a filha de Queiroz. Se eles fizeram algo de errado, nunca se soube. Ela ganhava R$ 10 mil mensais no gabinete do então deputado Jair Bolsonaro e ele recebia R$ 9.000 servindo ao seu filho Flávio, que acabara de ser eleito senador.

Desde os primeiros dias do governo de Bolsonaro conhecem-se as movimentações financeiras de Queiroz.

Ele nunca explicou suas operações, limitando-se a dizer que "fazia dinheiro" comprando e vendendo carros. Queiroz empregou no gabinete de Flávio Bolsonaro a mãe do ex-PM e miliciano da ativa Adriano da Nóbrega, foragido da Justiça por quase dois anos até que foi morto pela polícia baiana em fevereiro passado.

Paulo Marinho é suplente do senador Bolsonaro e revelou que os Queiroz foram demitidos dias depois do cinematográfico encontro de três colaboradores de Flávio Bolsonaro com um delegado da Polícia Federal na segunda semana de outubro de 2018.

Ele teria revelado que uma investigação apontava para traficâncias de Queiroz. Dias depois, ele e sua filha foram demitidos. O alerta teria mobilizado os Bolsonaros, Marinho, o futuro ministro Gustavo Bebianno e três advogados. O ex-PM assustou-se, temendo ir para a cadeia, chegou a vomitar no banheiro de um escritório e desapareceu.

Quando o Ministério Público investigava suas atividades, Queiroz queixou-se da falta de ajuda, sentindo-se ameaçado. Achava que os procuradores tinham um objeto "do tamanho de um cometa para enterrar na gente".

O que seria uma história de 2018 juntou-se a uma encrenca de hoje, com a denúncia do ex-ministro Sergio Moro de que Bolsonaro tentou interferir no trabalho da PF do Rio de Janeiro, onde havia servido o delegado Alexandre Ramagem. Ele cuidou da Operação Cadeia Velha, que investigava malfeitorias na Assembleia Legislativa.

Tudo voltou ao ponto de partida: a Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro. Bebianno morreu e Flávio Bolsonaro desqualifica as revelações de seu suplente, mas Marinho colocou na roda pessoas que discutiram a estratégia de defesa de Queiroz. Algumas delas teriam presenciado a conversa com o delegado. Marinho não a presenciou.

Só as investigações do Ministério Público e da PF poderão esclarecer essa questão, mas uma coisa é certa há mais de um ano: a demissão de Queiroz e de sua filha tem cheiro de vazamento.

Paulo Marinho está no PSDB, alinhado com o governador João Doria e é pré-candidato a prefeito do Rio.
Durante a campanha abrigou em sua casa do Jardim Botânico o quartel-general do candidato. Lá realizavam-se gravações e reuniões da equipe de Bolsonaro. Nessa relação estreita ele ganhou a suplência do senador Flávio Bolsonaro e perdeu uma cozinheira de várias décadas, levada pelo presidente para Brasília.
Herculano
20/05/2020 07:30
O CERCO SE APERTA, por Carlos Brickmann

O coronavírus, por enquanto, está ganhando a guerra. Já que é guerra, o Governo, oras, pôs na Saúde um general. O general se cercou de nove outros militares. Há as investigações sobre denúncias do ex-ministro Sergio Moro, há investigações sobre a organização de atos contrários à Constituição, em que se prega o fechamento do Congresso e do Supremo, há 30 pedidos de impeachment na Câmara. As denúncias do antigo aliado Paulo Marinho, que se afastou de Bolsonaro, têm pontos que podem ser verificados. O cerco ao presidente se apertou tanto que, para manter a estabilidade, mergulhou de cabeça no que chama de Velha Política: trocar cargos por votos do Centrão.

Contra Bolsonaro propriamente dito, há as denúncias de Moro e os 30 pedidos de impeachment. Paulo Marinho atinge Flávio, o filho mais velho. As investigações sobre os atos antidemocráticos podem alcançar Eduardo e Carlos, outros dois filhos. Há ainda as notícias falsas, investigadas pelo STF.

O vídeo de uma reunião ministerial grosseira, com insultos a ministros do Supremo e a governadores, confirmou as denúncias de Moro e desmentiu Bolsonaro: sim, ele disse o que tinha dito que não disse. A maior denúncia de Paulo Marinho, de que Flávio Bolsonaro lhe contou que haveria operação da PF envolvendo pessoas próximas, cita reunião num lugar em que havia câmeras de segurança. É algo que pode ser investigado ?" e está sendo.

Não se trata de uma gripezinha: é algo que arrisca a sobrevivência do Governo.

O VÍRUS CHAPA-BRANCA

Todos esses problemas estariam parados se Bolsonaro se ocupasse com o combate ao coronavírus. Ao contrário: pôs na cabeça que fora da cloroquina não há salvação e se comporta não como líder dos esforços para conter a doença, mas como desmoralizador dos planos que vêm sendo aplicados. Vai às ruas, faz comícios com gente aglomerada, leva sua própria filha pequena para perto da aglomeração, já cansou de negar a importância do coronavírus e, confrontado com o número de mortos, diz que não é coveiro.

Deu um tiro em cada pé em quatro ocasiões: negando a pandemia, impondo um remédio que pode até, eventualmente, ser o correto, mas que ele não tem condições de julgar, demitindo ministros e brigando com governadores e prefeitos. O peso político do presidente é muito menor do que já foi, embora grande o suficiente para evitar o impeachment. Mas já não tem excesso para queimar.

PREOCUPAÇÃO DOS TRAFICANTES

Os traficantes da Comunidade Camarista Outeiro, no Rio, determinaram que a partir de hoje o comércio só poderá abrir meia porta: "entrar, comprar e ir embora para casa", com exceção de mercadinho, farmácia e hortifruti. "Todos moradores da comunidade terão de usar suas máscaras. Toque de recolher às 21h, todos em suas casas, exceto moradores que estão chegando ou saindo para o trabalho". Mais: "Abraça o papo para o papo não te abraçar. A ronda vai passar e é sem simpatia". Assinado, A Firma.

Traduzindo, os traficantes estão mais preocupados com a saúde de seu povo do que os milicianos.

BOAS NOTÍCIAS

São boas notícias, simultâneas: o laboratório americano Moderna já entrou na segunda fase de testes de um remédio que pode curar, destruindo o vírus, e prevenir, criando em quem o toma os anticorpos adequados. Outro teste é o brasileiro: segundo Marcos "Astronauta" Pontes, ministro da Ciência e Tecnologia, a nitazoxanida, Anitta, um vermífugo muito usado no país, mostrou-se eficiente no tubo de ensaio, e entra em nova fase de testes, em seres humanos. Israel anuncia também uma vacina, para entrar logo em fase de fabricação. E faz poucos meses que o genoma do vírus foi decupado!

Mas calma: se tudo correr bem, haverá remédios só no último trimestre.

MÁS NOTÍCIAS

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, bem que resistiu: em vez de gente do Centrão, preferia nomear mais discípulos do escritor Olavo de Carvalho. Mas teve de ceder - e ainda informar à chefe do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Karine Silva dos Santos, que seria trocada por Gharigam Pinto, indicação de Valdemar "Boy" da Costa Neto. Boy sabe: o FNDE dispõe de 20% das verbas do Ministério da Educação e de inúmeros cargos. Outros nomes já escolhidos: Carlos Marum, PMDB, e José Carlos Aleluia, DEM, ilustres membros do Centrão, estão no Conselho de Itaipu ?" seis reuniões por ano, e R$ 27 mil mensais de salários.

VERDADE É MENTIRA

O presidente Bolsonaro acusou a revista Crusoé de publicar três frases completamente soltas, "nada têm a ver com a verdade, nada". Seguiu: "É uma vergonha o que a imprensa brasileira faz". A Crusoé divulgou três frases na capa. As três foram ditas na reunião ministerial cujo vídeo foi exibido por ordem do ministro Celso de Mello. As três foram retiradas da transcrição divulgada pela AGU, Advocacia Geral da União.

Mais oficial, impossível.
Herculano
20/05/2020 07:22
da série: essa gente vira e mexe, trata todos como analfabetos, ignorantes e desinformados, além de não saírem do século 19, quando já estamos há 20 anos no século 21. Os políticos são incoerentes pelo e no poder. E em Gaspar e Ilhota isso não é diferente.

VÍCIO PETISTA, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Em SP, Tatto faz promessa irrealista; sigla se arrisca a falar só a convertidos

Se houver novidade na eleição para a prefeitura paulistana, não virá do PT. O candidato recém-definido pelo partido, Jilmar Tatto, é um velho conhecido do eleitorado local, em particular o da região da Capela do Socorro, na zona sul, apelidada de Tattolândia devido à influência de sua família.

Ele e quatro irmãos já conquistaram cargos legislativos com os votos do reduto, onde o poder do clã remonta aos anos 1980. O prefeitável petista conhece como poucos a máquina municipal, tendo ocupado cargos importantes nas gestões de Marta Suplicy (2001-2004) e Fernando Haddad (2013-2016).

Tampouco se pode chamar de inovadora a proposta mais vistosa apresentada por Tatto em entrevista à Folha - a gratuidade do transporte de ônibus na cidade.

Essa era, afinal, a bandeira dos movimentos que protestaram contra os reajustes de tarifas promovidos pelos governos paulista e paulistano em 2013, quando o hoje candidato ocupava justamente a pasta municipal de Transportes. A negativa da época contribuiu para desencadear uma onda nacional de manifestações, não raro violentas.

"Eu sei onde buscar os recursos", diz Tatto, acerca dos exorbitantes subsídios necessários para custear a promessa. É curioso que não soubesse sete anos atrás, quando seu partido estava instalado no poder federal e as condições orçamentárias se mostravam muito menos dramáticas que as atuais.

Em valores de então, calculava-se que a benesse obrigaria a prefeitura a elevar de R$ 1 bilhão para R$ 5,6 bilhões o gasto anual com o transporte coletivo. Note-se que Tatto, hoje, ainda pretende implantar um programa de renda básica.

O?PT vai persistindo na prática de abandonar, na oposição, o realismo político e financeiro que conseguiu respeitar em boa parte de suas administrações - e o estelionato reeleitoral de Dilma Rousseff é o contraexemplo mais doloroso para a legenda e o país.

Com tal estratégia desgastada, arrisca-se a pregar apenas para militantes e convertidos, se não for essa a intenção. Não parece ser diferente com o recém-anunciado "Plano Lula para o Brasil", um pretenso programa de reconstrução econômica do país que por ora só tem de concreto a reverência ao cacique.

Divulgou-se depois que o próprio Lula estaria decidido a retirar seu nome da empreitada, de modo a facilitar a adesão de outras forças. Soa tão farsesco quanto a intenção, manifestada no segundo turno da disputa presidencial, de reunir uma frente política ampla em apoio a Fernando Haddad - aliás, o coordenador do novo plano.
Herculano
19/05/2020 19:01
da série: o nosso melhor amigo, acha que somos doentes e perigosos para eles.

TRUMP DIZ QUE AVALIA PROIBIR VIAGENS DO BRASIL AOS EUA

Conteúdo de O Antagonista. Donald Trump afirmou nesta terça-feira (19) que avalia proibir voos do Brasil aos Estados Unidos durante a pandemia do novo coronavírus.

"Não quero que as pessoas venham aqui e infectem o nosso povo. Também não quero pessoas doentes lá. Estamos ajudando o Brasil com ventiladores."

E concluiu: "O Brasil está com alguns problemas, sem dúvida."

Esta não é a primeira vez que Trump fala sobre o tema. Em março, o presidente americano comentou que cogitava incluir o Brasil na lista de países que terão suspensas todas as viagens a território americano.

"Estamos observando muitos países e suas posições. O Brasil, por exemplo, você mencionou o presidente... o Brasil não tinha problemas até pouco tempo atrás. Agora estão com números subindo. E, sim, estamos pensando em um veto", disse.
Herculano
19/05/2020 17:46
da série: o macaco tem, realmente, rabo comprido

PRESIDENTE DA ANVISA QUE PARTICIPOU DE ATO COM BOLSONARO TESTA POSITIVO PARA COVID-19

Conteúdo de O Antagonista. O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, anunciou nesta terça-feira que testou positivo para a Covid-19.

O anúncio foi feito em um vídeo exibido durante a reunião da comissão da Câmara que monitora as ações do governo no combate à pandemia.

"Na semana passada, constatei sintomas gerais que inicialmente não me fizeram suspeitar da Covid-19. No entanto, devido à intensidade e persistência [dos sintomas], o diagnóstico naquela época hipotético foi lançado e entrei em isolamento social, conforme prescrição médica. Na última sexta, obtive resultado positivo para Covid-19. Como meus sintomas me permitem ainda trabalhar, assim prossigo na condução do trabalho da agência", afirmou Torres.

"O inimigo é um só: o novo coronavírus. Contem com a Anvisa", completou.

Em 15 de março, Barra Torres estava ao lado de Jair Bolsonaro quando o presidente descumpriu recomendações de isolamento social do Ministério da Saúde contra a pandemia e participou de um protesto na frente do Palácio do Planalto.

Na ocasião, Bolsonaro fez selfies com o rosto colado a apoiadores e cumprimentou pessoas. E o presidente da Anvisa filmou os cumprimentos.
Herculano
19/05/2020 16:29
SOB BOLSONARO, SAÚDE VIRA MINISTÉRIO DE CAMPANHA, por Josias de Souza, no UOL

A pandemia do coronavírus popularizou a expressão "hospital de campanha". Carrega um conceito militar. Originalmente, era usada em campos de batalha, para definir unidades médicas improvisadas. Tratavam dos feridos até que eles pudessem ser transportados em segurança para um hospital. Com o tempo, o termo foi transplantado para situações de desastre. Jair Bolsonaro cria agora uma novidade: o Ministério da Saúde de campanha - uma pasta hemorrágica submetida a uma gestão militar até que o presidente encontre um médico que o ature.

Pazuello transforma a Saúde numa trincheira militar. Ele já vinha fazendo isso. Nomeara sete militares para cargos no ministério. Agora, sem o inconveniente da presença figurativa de Nelson Teich, o médico que sangrou por 28 dias no cargo de ministro antes de cair, o general nomeia mais nove militares.

Alguns foram lotados em áreas de planejamento, contabilidade e execução orçamentária. Nesses setores o rigor militar pode ser até útil. Mas outros vão lidar com áreas como atenção especializada de saúde e monitoramento do funcionamento do SUS. Nessas áreas, o emprego do militarismo pode ser tão inadequado quanto o uso de um band-aid para conter uma hemorragia.

Há dois riscos nessa operação. O primeiro é o de consolidar o Ministério da Saúde como algo inútil em meio a uma pandemia. O segundo é o de comprometer a imagem das Forças Armadas numa gestão incompatível com as necessidades da tragédia sanitária. Nas duas hipóteses, a pasta da Saúde continuará sangrando.
Herculano
19/05/2020 16:19
da série: a face hipócrita dos políticos não escapa a um milimetro da sua própria língua. Diz que é contra o Fundão, mas usa o dinheiro dele feito dos pesados impostos do povo desempregado e falido, criado na marra pelos próprios Congressistas sob a nossa representação para a farra dos políticos, para pagar caros advogados e livrá-los das suas próprias maracutaias. Vergonha.

FLÁVIO BOLSONARO REPASSOU R$ 500 mil DO FUNDO PARTIDÁRIO A ADVOGADO INVESTIGADO NO CASO QUEIROZ

Victor Granado Alves é investigado em esquema de 'rachadinhas' e citado em relato sobre vazamento da PF

Conteúdo do jornao Folha de S. Paulo. Texto de Renato Onofre, Ranier Bragon e Camila Mattoso, da sucursal de Brasília. A pedido do senador Flávio Bolsonaro (RJ), hoje no Republicanos, o PSL nacional contratou em fevereiro de 2019 o escritório de advocacia de um ex-assessor que hoje tem o nome envolvido no suposto vazamento de informações da Polícia Federal em benefício da família do presidente da República.

Foram 13 meses e meio de contrato, com custo aos cofres públicos de ao menos R$ 500 mil.

O PSL foi o partido pelo qual Jair Bolsonaro se elegeu presidente e Flávio, senador. Ambos romperam com a legenda e se desfiliaram no final do ano passado.

As notas fiscais da prestação de contas do PSL nacional relativas a 2019 mostram que o escritório do advogado Victor Granado Alves (Granado Advogados Associados, do qual Victor é sócio) foi contratado com dinheiro do fundo partidário - a verba pública que abastece as legendas no país - para prestar serviços jurídicos ao diretório do Rio, comandado por Flávio, a partir de fevereiro do ano passado.

O valor mensal pago foi de R$ 40 mil. O PSL informou que houve notificação de rescisão do contrato em 15 de janeiro deste ano, mas que uma cláusula determinava que eventual rompimento só se efetivaria 60 dias após essa comunicação.

Uma das sócias do escritório, Mariana Teixeira Frassetto Granado, figura como assessora parlamentar do gabinete de Flávio no Senado, com salário bruto de R$ 22.943,73. De acordo com o site da Transparência do Senado, ela foi contratada em março de 2019, o mês seguinte à contratação, pelo PSL, do Granado Advogados Associados.

Victor, assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, foi citado pelo empresário Paulo Marinho, em entrevista a Mônica Bergamo, colunista da Folha, como um dos assessores do senador que teriam recebido de um delegado da Polícia Federal a informação de uma operação envolvendo pessoas do gabinete de Flávio.

Ex-aliado do presidente Bolsonaro e suplente de Flávio no Senado, Marinho afirmou à Folha que o senador foi informado da operação Furna da Onça dois meses antes da deflagração da ação da Polícia Federal.

De acordo com o relato de Marinho, Flávio foi avisado entre o primeiro e o segundo turnos das eleições por um delegado simpatizante da candidatura de Bolsonaro à Presidência.

O delegado-informante teria aconselhado ainda Flávio a demitir Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro. Segundo o relato, ambos foram exonerados em 15 de outubro de 2018 por ordem do então candidato Bolsonaro.

O caso agora passou a ser objeto da investigação instaurada com autorização do STF (Supremo Tribunal Federal) a partir do rompimento entre Moro e o presidente. A PF vai investigar o relato do empresário, a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), e o Ministério Público Federal também instaurou um procedimento para analisar o suposto vazamento.

O contrato do escritório de Victor com o PSL foi firmado no mesmo mês em que Flávio assumiu uma cadeira no Senado (fevereiro de 2019) e estabelecia, em linhas gerais, prestação de serviços de regularização dos diretórios do PSL no Rio.

Relatório das atividades de março de 2019, porém, indica que o trabalho ia além de regularização dos diretórios, ao citar também, de forma genérica, "consultoria jurídica prestada às bancadas parlamentares em geral" e "atendimentos diversos".

Paulo Marinho disse, na entrevista à Folha, que o encontro com o delegado da PF para o vazamento das informações teria ocorrido na porta da Superintendência da PF, na Praça Mauá. Além do advogado, teriam participado também o coronel Miguel Braga, chefe de gabinete do senador e Valdenice de Oliveira Meliga, a Val, ex-tesoureira do PSL do Rio.

Val é irmã dos gêmeos Alan e Alex Rodrigues de Oliveira, policiais presos em uma investigação que apura uma quadrilha de PMs especializada em extorsões, suspeitos de atuarem numa milícia da zona oeste do Rio.

O relato do delegado, segundo Marinho, foi de que Fabrício Queiroz e a filha tinham sido citados num relatório do antigo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

O documento levou o Ministério Público do Rio a abrir investigação sobre um suposto esquema de "rachadinha" no gabinete de Flávio na Assembleia do Rio. Os investigadores afirmam que pelo menos 13 assessores repassaram parte de seus salários a Queiroz.

Victor foi funcionário do gabinete de Flávio quando Queiroz teria operacionalizado o esquema, e o relatório do Coaf também cita o advogado por movimentações atípicas.

Victor também já foi advogado da franquia de chocolate de Flávio suspeita de ser usada para lavar dinheiro desviado no esquema de "rachadinha" operado por Queiroz. Como mostrou nesta segunda-feira (18) o Jornal Nacional, da TV Globo, o próprio advogado é proprietário de duas franquias da mesma rede de chocolate. As lojas são investigadas.

Em abril do ano passado, Victor teve o sigilo bancário quebrado por decisão da 27ª Vara Criminal do Rio. A investigação está em sigilo.

A Folha analisou 30 processos envolvendo o senador desde 2007 e encontrou dois casos defendidos por Victor Granado Alves.

Num dos processos, iniciado em 2016, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) acusou Flávio, então seu adversário à Prefeitura do Rio, de ter promovido debate eleitoral no Facebook "com claro intuito difamatório".

No processo, consta uma postagem na qual o senador divulgou uma pesquisa na qual 57% dos entrevistados concordaram com a frase "bandido bom é bandido morto". Em seguida, Flávio Bolsonaro perguntou aos internautas: "Que tal começar por Marcelo Freixo?"

Em agosto do ano passado, em segunda instância, o TRF (Tribunal Regional Federal) rejeitou a ação. A outra é ação eleitoral e foi encerrada em 2018.?

A Folha pediu uma manifestação para a assessoria de Flávio e para Victor na manhã desta terça-feira (19), mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

O PSL nacional afirmou que a contratação do escritório se deu a pedido de Flávio, para regularização dos diretórios do partido no Rio e que houve pagamento integral das mensalidades, de fevereiro de 2019 até o efetivo rompimento, em meados de março deste ano.
Miguel José Teixeira
19/05/2020 10:10
Senhores,

Os "bolsominions" estão com a mão no troféu "FEBEAPA CORONA EDITION":

"cloroquina lá do SUS,
eu sei que tu me curas,
em nome de Jesus".

Os abilolados seguidores do bolsonaro, estão à crucificar, novamente, Jesus. . .

Já este Messias, até agora, já ressuscitou:

1) o "toma-lá-dá-cá",
2) roberto jefferson,
3) valdemar costa neto e
4) de lambuja, deu sobrevida à corja vermelha.
Herculano
19/05/2020 08:40
da série: político não é gente séria, é um zombador permanente, escolhe a pior hora para pedir perdão do roubo coletivo que infligiu aos mais pobres...

COLLOR PEDE PERDÃO PELO CONFISCO DO SALDO DE CADERNETAS DE POUPANÇAS

Em uma rede social, o ex-presidente disse ter acreditado que a medida poderia derrubar a inflação

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. O ex-presidente Fernando Collor de Mello pediu desculpas, nesta segunda-feira (18), pelo confisco de parte do saldo de cadernetas de poupança e contas-correntes em março de 1990.

Em uma sequência de publicações na rede social Twitter, Collor afirmou que a decisão ?"que classificou como dificílima - foi tomada na tentativa de conter a hiperinflação de 80% ao mês.

"Os mais pobres eram os maiores prejudicados, perdiam seu poder de compra em questão de dias, pessoas estavam morrendo de fome", disse o ex-presidente, hoje senador por Alagoas.

"Pessoal, entendo que é chegado o momento de falar aqui, com ainda mais clareza, de um assunto delicado e importante: o bloqueio dos ativos no começo do meu governo. Quando assumi o governo, o país enfrentava imensa desorganização econômica, por causa da hiperinflação: 80% ao mês!"

"Sabia que arriscava ali perder a minha popularidade e até mesmo a Presidência, mas eliminar a hiperinflação era o objetivo central do meu governo", escreveu.

O Plano Collor limitou os saques a 50 mil cruzeiros, moeda que substituiu o cruzado novo. A promessa do governo à época era controlar a inflação e desbloquear o dinheiro um ano e meio depois.

"Os mais pobres eram os maiores prejudicados, perdiam seu poder de compra em questão de dias, pessoas estavam morrendo de fome. O Brasil estava no limite! Durante a preparação das medidas iniciais do meu governo, tomei conhecimento de um plano economicamente viável, mas"

O controle da inflação só veio em 1994, com o Plano Real. As perdas dos poupadores com o Plano Collor até hoje são discutidas na Justiça.


Nas publicações feitas nesta segunda, Collor disse ter acreditado que "medidas radicais eram o caminho certo".

Em 2010, Collor já havia pedido desculpas pelo confisco dos valores. Em entrevista à radio e à agência de notícias do Senado, disse que o pedido se dirigia "aos brasileiros que passaram por constrangimentos, traumas, medos, incertezas e dramas pessoais com o bloqueio do dinheiro."

O ex-presidente reforçou sua presença digital recentemente no Twitter. Tem interagido com seguidores e dado resposta bem-humoradas; já fez cometários sobre o reality show Big Brother Brasil e agradeceu a elogios a sua aparência na época em que ocupou o Planalto. ? ?
Herculano
19/05/2020 08:33
CPI QUER ENCONTRAR QUEM APERTOU O BOTÃO, por Roberto Azevedo, no Makingof

Dos cinco depoimentos da CPI dos Respiradores marcados para esta terça (19), nenhum tem relação com o fato determinado da comissão, todos estão relacionados com a contratação do Hospital Psiquiátrico Espírita Mahatma Gandhi para a construção de uma hospital de campanha em Itajaí, explicação que está na ponta da língua do relator, deputado Ivan Naatz (PL).

O parlamentar sustenta que estas oitivas são fundamentais dentro da estratégia para identificar a mecânica do funcionamento das ações suspeitas no governo: por que os órgãos internos de controle não funcionaram (nem no caso do hospital nem no caso dos respiradores) e por que algumas pessoas tinham trânsito livre nos departamentos e até que ponto interferiram nas licitações.

Naatz demonstra confiança no próprio raciocínio de que descobriu o fio da meada no que considera uma fraude generalizada, inclusive pela falta de respeito a uma instrução da Advocacia Geral da União, a 037, replicada pelo governo catarinense como 02, cujo protocolo, insiste, não foi seguido na dispensa de licitação.

De qualquer forma, a tática de misturar os assuntos é arriscada e, se o governador Carlos Moisés tivesse uma base substancial, poderia originar uma contestação formal pelo desvio de objeto da investigação, que é política não criminal.

NA LISTA

Estão previstos os depoimentos de Janine Silveira dos Santos Siqueira, gerente de Contratos e Licitações da Defesa Civil; Carlos Eduardo Besen Nau, lotado na Defesa Civil; Débora Regina Vieira Trevisan, consultora jurídica da Defesa Civil; Iná Adriano de Barros, técnica em atividades administrativas da Secretaria de Estado da Comunicação, mãe do advogado Leandro Adriano de Barros, amigo de Douglas Borba (ex-secretário da Casa Civil) e procurador do Hospital Mahatma Gandhi.

Também está na lista João Gilberto Rocha Gonçalez, representante legal do Instituto Nacional de Ciências da Saúde, que mora em São Paulo, que questionou a indicação do outro hospital, também com sede no mesmo Estado, para tocar o hospital em Itajaí. De fato, é a CPI do Hospital de Campanha.

DÚVIDA

Naatz alerta para um fato que ainda não tem uma explicação: por que foi o governador que assinou o contrato, já que o argumento do ex-secretário da Saúde, Helton Zeferino, de que era uma recomendação do TCE, não se confirma.

Nesta semana ainda, na quinta (21), a CPI deve ouvir a servidora de carreira Márcia Regina Geremias Pauli, que atuava como responsável pelo setor de gestão administrativa da Secretaria da Saúde, cargo comissionado da qual foi afastada, e Zeferino, enquanto, na próxima terça (26), será a vez do ex-chefe da Casa Civil, Douglas Borba. A acareação entre os três, deve ser dia 28 deste mês.

SEM BASE

Na Assembleia corre que os contatos individuais de Moisés com alguns deputados estão centrados no grupo que tem Rodrigo MInotto (PDT), Paulinha Silva (líder do governo, PDT), Sérgio Motta (Republicanos), Jair Miotto (PSC), Valdir Cobalchini e Moacir Sopelsa, ambos do MDB, número que não dá tranquilidade para impedir, por exemplo, o afastamento a partir dos pedidos de impeachment que correm na casa, que exige 14 votos.

Em vez disso, Moisés enfrenta resistências até mesmo desses, como no caso de Sopelsa, que pediu uma ação do governador sobre o fechamento de um frigorífico da JBS, em Ipumirim, que tem 1,5mil trabalhadores, por, segundo a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho, ligada ao Ministério da Ecponomia, e o Ministério Público do Trabalho (MPT-SC), não ter tomado as devidas providências contra o Coronavírus e alguns funcionários estarem infectados.

GESTO

A JBS doou R$ 28 milhões para ações de combate ao Coronavírus em Santa Catarina, R$ 10 milhões dos quais para o governo do Estado e outros R$ 18 milhões para 20 cidades catarinenses.

Os recursos serão utilizados em ações de saúde pública, social e apoio à construção de hospitais modulares e materiais de proteção individual.


SERÁ QUE ELE SAI?

É bem verdade que o processo não é novo, mas a direção do PSL estadual resolveu, na noite desta segunda (18) punir por sete meses com a perda dos cargos representativos, entre eles o de presidente da CPI dos Respiradores, o líder da sigla na Assembleia, deputado Sargento Lima. Ele não foi o único, já que a decisão também aplicou igual pena ao deputado Felipe Estevão, também integrante da CPI, que, se a decisão não for reformada pela executiva nacional, também teria que deixar a comissão. Além deles, a deputada Ana Caroline Campagnolo recebeu a punição, por iguais sete meses, e o deputado Jessé Lopes, que foi afastado das funções por um ano. Jessé recebeu um tempo maior de afastamento por duas atitudes diferentes. A bronca do partido contra eles é a de terem se insurgido contra o governador Carlos Moisés da Silva. A sessão deliberativa foi virtual. Todos pretendem recorrer em Brasília. Lima emitiu nota sobre o ocorrido. Leia na íntegra:

"A prioridade do momento passa longe de ser a política. A prioridade é cuidar da saúde, dos empregos e da economia dos catarinenses, seriamente ameaçados pela pandemia que assola o mundo e o nosso Estado, situação agravada pelas atitudes de gestão do governador Carlos Moisés.

Na eleição 2018, o PSL trabalhou para eleger um candidato a governador que dizia que iria mudar a forma de fazer política em SC. Hoje, represento o povo catarinense na Assembleia Legislativa e percebo que o governador não foi verdadeiro em sua campanha. Prova disso são as seríssimas irregularidades em que o Poder Executivo está envolvido: o hospital de campanha em Itajaí e o escândalo da compra dos respiradores fantasmas que saqueou R$ 33 milhões dos cofres públicos.

Tão grave quanto às irregularidades é o que PSL está tentando fazer: obstruir as investigações desenvolvidas pela Alesc.

Desde o ano passado, os deputados que se recusaram a obedecer às ordens do governador e mantiveram a atuação conforme suas convicções e ideologias, seguindo os compromissos assumidos em campanha, passaram a ser perseguidos pelo Executivo. Perseguição que culminou em processo administrativo disciplinar no Conselho de Ética do PSL.

É de conhecimento público que presido a CPI que investiga as irregularidades praticadas na compra dos respiradores pelo Governo do Estado, na qual também faz parte o deputado Felipe Estevão, também do PSL.

Pois bem, em uma manobra que mostra a real face desse (des)governo, o PSL, atendendo claramente os interesses do governador Carlos Moisés, na data de 13 de maio de 2020, as 23h, enviou-me um e-mail marcando o julgamento do processo administrativo disciplinar para o dia de hoje.

Aí o absurdo. Essa é uma atitude que busca claramente intimidar este deputado, bem como o deputado Felipe Estevão no andamento dos trabalhos da CPI. Digo mais, esse fato constitui flagrante tentativa de obstrução das investigações desenvolvidas pela CPI.

Governador, não espere jamais que este deputado lhe abaixe a cabeça e nem o Parlamento Catarinense. Não fui eleito para lhe servir e cumprir suas vontades. Fui eleito para trabalhar em prol dos catarinenses e é isso que vai pautar meus trabalhos na CPI dos Respiradores e em todas as minhas ações parlamentares.

Sobre o processo administrativo vou exercer a minha defesa com as prerrogativas previstas em lei, nada tenho a temer. Sei da minha atuação parlamentar e a única coisa que teria feito diferente nessa caminhada é ter confiado no senhor, que se elegeu com um discurso e age de forma completamente distinta, relegando inclusive o grande responsável pela sua eleição, o presidente Jair Bolsonaro.

Escrevo o presente desabafo não surpreendido com a perseguição do governador Carlos Moisés com aqueles que ousam discordar de suas opiniões, mas sim surpreso com suas ações que não têm limites. Estamos no meio da maior calamidade em saúde pública dos últimos 100 anos, e a prioridade dos líderes do PSL é expulsar do partido deputados que desenvolvem de forma correta e independente os seus mandatos. Inaceitável!"

CONSEQUÊNCIAS

Mantida a punição, a proporcionalidade da composição da CPI faria com que o PSL tivesse que indicar outros dois nomes, os de Ricardo Alba e Coronel Mocellin, os que sobraram na bancada da sigla, alinhados com o governador, o que seria uma enorme virada no placar, hoje amplamente desfavorável a Moisés.

E, se bem conversado, o primeiro vice-presidente da comissão, deputado Valdir Cobalchini (MDB), um dos poucos próximos a Moisés entre os nove integrantes, poderia assumir o comando.

NO PRIMEIRO GRAU

Sem Douglas Borba no governo, a prerrogativa de foro terminou e a investigação da força-tarefa do Ministério Público, Polícia Civil e TCE foi parar na Vara do Crime Organizado da Capital.

Longe do segundo grau, no Tribunal de Justiça, tem investigado já de cabelo arrepiado pela decisão cair nas mãos de um juiz de direito, onde as influências são menores.

NA BRONCA

Prefeitos catarinenses, muitos deles bolsonaristas de carteirinha, protestam contra a demora da sanção pelo presidente da República do Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus.

O socorro de R$ 883 milhões aos municípios catarinenses e de R$ 1 bilhão ao governo do Estado interessas tanto, que as questões ideológicas da turma foram deixadas de lado, e até a Fecam se manifestou pela pressa da decisão do Palácio do Planalto.

LÁ E CÁ

O deputado Laércio Schuster (PSB) quer o fim do recesso de julho na Assembleia.

Enquanto isso, na reunião de líderes, desta segunda (18), já ficou decidido que a folga demeio de ano não ocorrerá no Congresso Nacional, informou o senador Jorginho Mello (PL).
Herculano
19/05/2020 08:25
A IMPRENSA DEVERIA DAR ESPAÇO A MALUCOS CRIADOS NAS REDES SOCIAIS?

A luta para não dar visibilidade é perdida e não adianta lutar contra ela

Antes das redes sociais, era muito fácil manter uma ideia ou um personagem fora do debate público: bastava que não lhe fosse dado espaço na imprensa. Na impossibilidade de chegar a um número relevante de pessoas, a ideia ou pessoa dificilmente teria notoriedade ou fama. O sistema podia excluir pessoas de mérito genuíno, mas também barrava muitos malucos e desinformantes.

Isso mudou. As figuras mais bizarras não precisam dos holofotes da mídia tradicional para fazer fama, fortuna e até chegar ao poder. A estratégia de negar espaço não funciona mais; Facebook e WhatsApp estão abertos a todos.

Supondo que seja um objetivo da sociedade e da imprensa reduzir a quantidade de oportunistas, malucos e charlatães que vendem desinformação para o grande público, qual deveria ser a postura da imprensa profissional neste novo contexto?

Uma crítica comum ao trabalho da imprensa é a de que, quando noticia as aberrações ditas e feitas por figuras em busca de fama, isso só lhes ajuda a ficarem ainda mais famosas. Vemos isso, por exemplo, no triste espetáculo dos manifestantes pró-Bolsonaro em Brasília. Ao mesmo tempo, é importante que o público conheça o que está acontecendo no país. E o horror gera cliques.

Outra tática: promover o debate e "deixar o público decidir". Coloca-se lado a lado alguém versado no estado atual da questão e um propagador de teorias dissidentes.

É o que vimos, por exemplo, no debate entre Geraldo Alckmin e Osmar Terra sobre a Covid-19 na CNN. No entanto, oferecer a um público leigo uma posição amparada na ciência e outra sem nenhuma base em pé de igualdade pode mais confundir do que esclarecer.

A "vitória" de um lado num debate se deve a uma série de fatores (habilidade retórica, convicção) que nada têm a ver com o mérito da questão. Aliás, o próprio sucesso dos debates acalorados tem muito mais a ver com o desejo da população de ver uma briga e torcer por um ídolo do que com um interesse real em chegar à verdade sobre uma questão.

A luta para não dar visibilidade é perdida e não adianta lutar contra ela. Não olhar o objeto não fará com que ele deixe de existir.

Mas talvez eles possam ter seu poder destrutivo mitigado. E, nesse caso, mais importante do que a atitude correta para com os monstros criados nas redes sociais quando eles já batem à porta da imprensa é pensar de que maneira a imprensa pode povoar as redes sociais, aprendendo sua língua.

O jornalista precisa se comunicar do jeito que hoje toca as pessoas: uma comunicação mais direta, em que a confiança é conquistada pela abordagem pessoal e não pela marca institucional; uma comunicação que não supõe nenhuma hierarquia entre quem fala e quem ouve. Se a Redação (e o laboratório) permanecerem distantes e misteriosos, teorias conspiratórias continuarão a pipocar.

Por outro lado, se os usuários das redes conhecerem jornalistas e cientistas que falam como eles e mostram como é feito o trabalho, temos a garantia de que o charlatão terá um contraponto no meio em que ele costuma se desenvolver.

Neste momento, estão cotados para o Ministério da Saúde uma médica propagandista da cloroquina, um deputado que previu um total de 800 mortes na pandemia e que quer abrir a economia irrestritamente e já, e, a cereja do bolo, um coach de direita e charlatão.

Estamos sendo governados por algo gestado nas redes sociais. Se não neutralizarmos esse tipo de investida contra a verdade e a ciência, seu poder sobre a sociedade só aumentará.
Herculano
19/05/2020 08:22
ATÉ AGORA E PASSADO TRÊS DIAS DO TRISTE E LAMENTÁVEL EPISóDIO DE INSIDIOSA DISCRIMINAÇÃO, A SUPERINTENDENTE DE COMUNICAÇÃO DO GOVERNO DE GASPAR, AMANDA ELISA WEBER, NÃO INFORMOU QUEM INDIVIDUALMENTE OU COLETIVAMENTE - COMO SUGERIU NAS DESCULPAS ESFARRAPADAS QUE DEU NO GRUPO - PEDIU PARA RETIRAR O COMUNICADOR MIRO SAVIO DO GRUPO DO WHATSAPP DE COMUNICADORES DA PREFEITURA DE GASPAR.

ELA MESMA ESCREVEU QUE HAVIA UM X-9 ENTRE OS DA IMPRENSA DE GASPAR NO GRUPO. ISSO É GRAVE. É VERGONHOSO, SE VERDADE.

COMO AMANDA NÃO ESCLARECEU NADA ATÉ O MOMENTO, OU ELA MENTE, OU ELA ESCONDE O MANDANTE QUE PODE ESTÁ BEM LONGE DA IMPRENSA E NO NÚCLEO POLÍTICO A QUE AMANDA SERVE E É SUBSERVIENTE.

ESTA É MAIS UMA PROVA DA FALTA DE TRANSPARÊNCIA NO GOVERNO DE KLEBER EDSON WAN DAL, MDB, E LUIZ CARLOS SPENGLER FILHO, PP. NEM MAIS, NEM MENOS. ACORDA, GASPAR!
Herculano
19/05/2020 08:11
ROTINA E FALTA DE CONTROLE

Quem vai ao pátio terceirizado de veículos apreendidos em Gaspar não encontra ninguém da Ditran para se orientar e resolver os problemas de rotinas que precisa do aval da guarda.

O servidor designado para começar no batente às 6h30min, nunca chega neste horário. Agora, as 8h quando posto esta nota, ele ainda não havia aparecido por lá, e nem informado a que hora chegará. Esta é uma das amostras do descontrole na prefeitura de Gaspar. Acorda, Gaspar!
Herculano
19/05/2020 08:08
CORTE IRRELEVANTE

Em Gaspar, onde arautos do governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB e Luiz Carlos Spengler Filho, PP, e do prefeito de fato Carlos Roberto Pereira, titular da secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa, e interino da Saúde onde nada conhece, sem números, para assustar e levar vantagens, dizem que a arrecadação caiu 60%.

O que você faria se perdesse 60% do seu salário? Continuaria numa boa, festando, empregando os mesmos e na rotina da "dolce vita"?

Pois é. Em Gaspar, esta suposta queda de 60% da arrecadação entre janeiro e abril, como se anunciou na Câmara na semana passada, não impediu, a até agora, a contratação de mais gente, a diminuição dos comissionados ou a redução da estrutura de caça votos montada na prefeitura para a reeleição de Kleber e sua turma.

O salário de R$27.356,69 do prefeito Kleber, por exemplo, um dos mais altos de Santa Catarina, continua intacto e ele acha que diminui-lo seria irrelevante diante do buraco da arrecadação.

Irrelevante? Mas, no mínimo, simboliza para os demais e para a cidade, os cidadãos, os desempregados, os sem serviço, os falidos, a austeridade que se precisa neste momento e o prefeito e sua turma está disposto a fazer pela cidade e os pagadores de pesados impostos.

Gaspar é uma ilha de incoerência. Os que estão no poder de plantão, mesmo com as pesquisas nas mãos e que dizem não entendê-las, não perceberam que a cidade inteira sabe da falta de sensibilidade e prioridade do governo e principalmente dos que mandam nele.

Daí a censura e a perseguição a quem tenta esclarecer ainda mais o que está esclarecido nas redes sociais e aplicativos de mensagens, melhor do que em qualquer veículo de comunicação. Acorda, Gaspar!
Herculano
19/05/2020 07:55
PENSANDO BEM

Esta observação no twitter @olhandoamare:

Quem está c o salário garantido neste país +1 x metido em grave crise econômica e alto desemprego?Os políticos,os servidores públicos c/ privilégios nos 3 poderes e MP,os comissionados dos políticos e governos nas esferas federal, estadual e federal,sustentados por desempregados
Herculano
19/05/2020 07:51
PARALISIA ECONôMICA. O ABISMO QUE SEPARA O MUNDO REAL DO FAZ DE CONTAS DOS NOSSOS GOVERNANTES, por J.R. Guzzo, no site Gazeta do Povo de Curitiba PR

Governadores e prefeitos adotam atitude cada vez mais agressiva contra a população ao insistir na paralisia do país para combater a epidemia.

A tragédia da Covid-19 está pondo de novo em evidência, talvez mais do que nunca, o abismo infinito que existe no Brasil entre o mundo dos cidadãos e o mundo dos que mandam nos diversos níveis de governo. Não se trata apenas de constatar a flagrante hipocrisia de autoridades que falam hoje em "defesa da saúde pública" sem nunca terem tido na vida, uma única vez que seja, se internado num hospital do SUS, aguentado horas de fila para serem atendidos num ambulatório ou esperado seis meses para fazerem um exame clínico. Esse é um escândalo permanente e sem cura.

A novidade, agora, é a atitude cada vez mais agressiva que adotam contra a população ao insistir na paralisia do país para combater a epidemia. Qual é o problema com esse "distanciamento social" tão virtuoso que estão impondo às pessoas? Será que ninguém entende que tudo o que os governantes estão pedindo é uma coisa facílima: ficar "em casa", apenas isso?

De fato, para a maioria dos governadores de Estado, prefeitos de grandes ou médias cidades e membros do Senado e da Câmara dos Deputados, obedecer a "quarentena", como todo bom patriota deve fazer, é muito fácil. No mundo em que habitam, e que nada tem a ver com a realidade dos que são governados, tudo é fácil. Não é preciso ir trabalhar todos os dias, porque no fim do mês seus vencimentos são depositados sem um tostão a menos ?" é você, por sinal, quem paga o sustento de todos eles.

Qual seria o problema com as barbearias fechadas? É só chamar o seu barbeiro em casa - assim como o "personal trêiner", a manicure ou o alfaiate que trabalha sob medida. Qual a dificuldade com as filas para comprar comida nos supermercados? É só mandar o seu motorista ir fazer as compras em seu lugar, ou chamar o "delivery". (Os motoristas das autoridades, por sinal, são associados aos animais e outros entes sem alma em relação ao "distanciamento social". Não precisam cumprir quarentena nenhuma ?" ao contrário, continuam obrigados a ir trabalhar enquanto os chefes ficam "em casa".)

Governadores, prefeitos e parlamentares estão convencidos de que não existe problema nenhum com o seu emprego; basta fazer teletrabalho. Sua loja está há dois meses fechada? Fácil: é só vender "online". Você está sofrendo com a proibição de obedecer aos rodízios de veículos? Muito simples: tenha dois carros, um para os dias pares, outro para os dias ímpares. Por que esse nervosismo todo? Por que essa gente que reclama não faz como a maioria dos 12 milhões de funcionários públicos, os ricos ou os que vivem de renda, que não precisam comparecer ao local de trabalho todos os dias? Por que o povo não se inspira no exemplo de 80% os professores da rede pública de São Paulo, que segundo uma pesquisa recém-publicada "não se sentem preparados" para voltar ao trabalho"? É isso: tudo o que o cidadão tem de fazer é declarar-se "não preparado" para o trabalho.

É uma agressão aberta ao público que governadores, políticos e burocratas continuem sem entender que há milhões de brasileiros que estão ficando desesperados ao ver, a cada dia, que têm menos dinheiro no bolso para o seu sustento e o de suas famílias. Como não precisam encarar essa dificuldade, acham que o resto das pessoas também não. É em momentos como os de agora que o Brasil pode constatar, para além de qualquer dúvida, o quanto o público pagante é desprezado pelos que elege."
Herculano
19/05/2020 07:44
CHEGOU A HORA DE REGULAR AS MÍDIAS SOCIAIS, Pablo Ortellado, professor do curso de gestão de políticas públicas da USP, é doutor em filosofia, no jornal Folha de S. Paulo.

Conter desinformação exige enfrentar os paradoxos da colisão de direitos e os riscos da regulação estatal

À medida que o problema da desinformação nas mídias sociais se agrava, em meio à pandemia, propostas legislativas apressadas e mal formuladas têm ganhado impulso - inclusive sendo aprovadas em assembleias estaduais.

Por isso, é um alento ver o projeto de lei de regulação das plataformas de mídia social dos deputados Felipe Rigoni e Tabata Amaral. Apesar de imperfeições pontuais, o projeto tem uma abordagem adequada, ampliando a transparência e aperfeiçoando medidas já adotadas.

Assim que foi apresentado, o projeto despertou um apaixonado debate entre plataformas, ativistas dos direitos humanos e empresas de comunicação. Um dos pontos centrais do debate são possíveis ameaças à liberdade de expressão.

Embora as mídias sociais ofereçam um serviço privado, elas se tornaram o meio padrão de comunicação da sociedade, de maneira que é perfeitamente razoável entender que limitar a expressão nesse serviço efetivamente limita a liberdade de expressão.

Mas a liberdade de expressão não é o único direito humano em questão na regulação das plataformas. Outros direitos, como o direito à não discriminação e o direito à vida, têm sido fortemente ameaçados, caracterizando uma colisão de direitos que precisam ser ponderados.

Hoje, as plataformas têm adotado, cada uma à sua maneira, um conjunto de medidas contra a desinformação: reduzem o alcance do conteúdo desinformativo, rotulam quando uma notícia é considerada falsa e, no limite, apagam o conteúdo.

Se quisermos que todas elas sigam um padrão razoável, uniforme, que seja estabelecido pelo poder público e que possa ser supervisionado, precisamos de uma boa lei.

Se vamos regular conteúdo desinformativo, precisamos estabelecer quem verifica o conteúdo, para evitar que agentes incapazes, ou pior, que agentes maliciosos, se coloquem como agência de verificação. E precisamos criar um arsenal e uma gradação de ações, com rotulação, sistema de apelação, apresentação da correção para quem viu o conteúdo desinformativo, impedimento da promoção do conteúdo, redução do alcance e, como último e extremo recurso, a remoção do conteúdo.

Podemos nos deixar paralisar pelos desafios da colisão de direitos ou pelos riscos da regulação estatal. Mas a inação do Legislativo é o império da discricionariedade do poder privado e a certeza de que, muitas vezes, o interesse econômico vai se sobrepor ao interesse público.

Temos uma lei em discussão que é razoável e que encontrou seu momento. Melhor aperfeiçoá-la e aprová-la antes que coisa pior apareça.
Herculano
19/05/2020 07:28
OPOSITORES DE BOLSONARO JÁ ADOTAM A CLOROQUINA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Enquanto se repete a ladainha de que a ciência ainda não aprovou o uso da cloroquina contra Covid-19, políticos que acusavam o presidente Jair Bolsonaro de "irresponsabilidade" pela discussão pública do assunto, já adotam o uso do medicamento. Alguns admitem isso publicamente, como os governadores do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), de Alagoas, Renan Filho (MDB), do Tocantins, Mauro Carlesse (DEM) e do Amapá, Waldez Goes (PDT), que introduziram a cloroquina no protocolo de tratamento da doença, mas a maioria, embora use, não admite isso.

POLITIZARAM O REMÉDIO

Em São Paulo, Roberto Kalil e David Uip, médicos famosos, foram salvos pela cloroquina. Mas só Kalil o admitiu, sem medo de irritar João Doria.

KIT BOLSONARO

Prefeituras no Pará de Helder Barbalho (MDB), crítico do presidente, já distribuem o "Kit Covid-19" com cloroquina e outros medicamentos.

EUA JÁ ADOTARAM

Presidente dos EUA, Donald Trump contou que usa preventivamente a cloroquina, "como fazem os médicos e enfermeiros na ponta".

SEM SAIR DO PERSONAGEM

O uso crescente da cloroquina parece confirmar que o objetivo continua sendo o de salvar vidas, mas sem esquecer o interesse político-eleitoral.

COVID-19 FEZ MENOS VÍTIMAS NO BRASIL QUE NA ITÁLIA

País 3,5 vezes menor que o Brasil, a Itália registra o dobro dos óbitos provocados pelo novo coronavírus: nesta segunda-feira, aproximavam-se dos 32.200 os italianos que morreram da doença, contra os 16.370 brasileiros informados pelo Ministério da Saúde. O covid-19 apareceu na Itália em 21 de fevereiro e no Brasil quatro dias depois, mostrando que o vírus se espalhou mais rápido e fez muito mais vítimas que no Brasil.

TRAGÉDIA ESPANHOLA

País 4,5 menos populoso que o Brasil, a Espanha também registrou número de mortos bem maior, a exemplo do que ocorreu na Itália.

MUITO MAIS MORTOS

Traduzido em números, os infectados que foram a óbito na Espanha totalizaram cerca de 28 mil pessoas, quase o dobro de brasileiros.

TRAGÉDIA BRITÂNICA

Com 3 vezes menos habitantes que o Brasil, o Reino Unido já registra 34.796 mortos. O número de óbitos no Brasil equivale a 48%.

'SEGREDO' TEMPORÁRIO

Depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello haver autorizado acesso por link ao vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, seu vazamento deve ocorrer em questão de horas.

SOS ZEMA

O mineiro Romeu Zema (Novo) deveria dar uma mão ao Estado de São Paulo, mostrando como se faz. Apenas 6% dos leitos hospitalares de Minas estão ocupados com pacientes de covid-19. Além disso, morreram 31 vezes menos mineiros que paulistas, até agora.

INTERINIDADE SE ALONGA

Bolsonaro gostou de ver o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, gastando seu inglês na assembleia da Organização Mundial da Saúde, nesta segunda (18). A interinidade será mais longa do que se imagina.

GASTANDO SEM PIEDADE

Apesar de estarem todos os casa, de quarentena, Câmara e Senado já gastaram R$42,8 milhões em indenização de gastos "para exercício da atividade parlamentar", atesta a ONG Operação Política Supervisionada.

MENTIRA MILITANTE

Coleguinhas militantes inventaram que o Brasil não terá "prioridade" na vacinação contra coronavírus por estar "isolado" na Organização Mundial da Saúde. É dupla mentira: não há esse "isolamento" e, país-membro, paga caro para ajudar a manter a entidade e garantir idênticos direitos.

TAL E QUAL

Usando máscara de proteção contra o covid-19, o governador João Dória se parece ainda mais com "João Glória", sua caricatura marqueteira criada pelo genial Tom Cavalcante em seu canal no Youtube.

É CADA UMA...

A prefeitura de Teresópolis (RJ) criou o rodízio de CPF e as pessoas só podem circular em dia par ou ímpar, de acordo com o registro. Ficou a dúvida sobre onde quem perdeu o documento cumprirá prisão domiciliar.

HÁ OPORTUNIDADES

Há mais de 30 anos atuando nos EUA, o economista Carlo Barbieri vê boas chances de o Brasil aproveitar o espaço que deve se abrir com a pandemia para acordos bilaterais em detrimento de blocos comerciais.

PENSANDO BEM...

... o recesso foi cancelado porque os parlamentares não têm como viajar de férias.
Herculano
19/05/2020 07:22
AUGUSTO ARAS VAI MATAR ESSA NO PEITO, por Ranier Bragon, no jornal Folha de S. Paulo

Escolhido por Bolsonaro após cortejá-lo, procurador-geral chega à sua hora decisiva
Augusto Aras foi alçado à chefia do Ministério Público desprezando o apoio dos colegas e optando por algo que se mostrou bem mais eficaz, um vergonhoso beija-mão. Agora, o procurador-geral da República chega ao seu teste de fogo.

Desenvolve-se em Brasília um teatro. Jair Bolsonaro tenta emplacar a versão de que na reunião ministerial de 22 de abril não manifestou intenção de interferir na Polícia Federal para proteger a ninhada. Contra suas próprias palavras, ações, regras palacianas e a lógica em geral, fala que queria interferir era na sua segurança pessoal. Uma história que faz a Operação Uruguai de Collor, de quase 30 anos atrás, parecer ter sido bolada em Harvard.

O teatro dos parlapatões é completado por generais -oriundos de uma corporação que tanto preza a verdade e a honra - se prestando ao patético papel de sustentar o que sabem ser uma mentira. E em prol de uma família cuja palavra não vale absolutamente nada.

Caberá a Augusto Aras decidir entre a denúncia e o arquivamento.

Suas manifestações nos autos, até agora, são uma lástima. Superando até os advogados do presidente, ele é a favor de que a maior parte da reunião do dia 22 fique nas sombras. Defende, inclusive, interesses de ministros que, ao que parece, pediram a volta de Torquemada para dar cabo de STF, governadores e prefeitos. Para Aras, há ameaça de violação da "justa expectativa" dessas doces almas de que proferiam barbaridades só para um petit comité. Como se ali não estivessem reunidos ministros e um presidente, mas apenas inocentes arruaceiros tratando da taberna que iriam quebrar no dia seguinte.

Aras também manifestou preocupação de uso da reunião "como palanque eleitoral precoce das eleições de 2022". O que cargas d'água ele tem a ver com isso, eis aí um mistério. Petistas afirmam que Luiz Fux só foi indicado ao STF porque prometeu matar no peito o mensalão, o que ele nega e o que, na prática, não ocorreu. A bola foi lançada ao procurador.
Miguel José Teixeira
18/05/2020 19:41
Senhores,

Se a PF do RJ já estava à serviço dos bolsonaro conforme denúncia do ex-aliado, então porque mudar?
Promoção por mérito pelos serviços prestados anteriormente?
Revisão, instrução de novos ou queima de arquivos?

Respostas para o fabrício queiroz, cujo paradeiro é ignorado. Ou não. . .

Yes!
O estafeta interino do Ministério da Saúde "speak English".
"Nóis love cloroquina"!
Roberto Estevam
18/05/2020 19:37
NA ASSISTÊNCIA SOCIAL DE GASPAR, ESTA SOBRANDO COMISSIONADO COM A SAIDA DO VOZ DO ALÉM E A ESTRADA DO PROCURADOR TEM COMISSIONADO SEM FUNÇÃO! ENQUANTO NO ANDAR DE CIMA ESTÁ BOMBANDO DE COMISSIONADO COM SALÁRIOS DE 5.500 MENSAIS... E A QUEDA DE ARRECADAÇÃO EM 60% CADÊ OS CORTES NOS COMISSIONADOS???
Odir Barni
18/05/2020 17:27




Caro, Herculano;

Como conheço suas qualidades, tomo a liberdade de publicar algo muito triste, o morte de nosso Pepê da Prefeitura.


OS FUNCIONÁRIOS DA PREFEITURA DE GASPAR E OS GASPARENSES ESTÃO TRISTES; FALECEU O NOSSO QUERIDO E MAIS HUMILDE DE TODOS OS SERVIDORES,o Pepê De Gaspar.
Pepê era filho de Fernando Thonson e Maria Bérgamo, tinha 10 irmãos. Seu pai foi servidor do município responsável pela coleta do lixo, meus sapatos que estavam em desuso eu dava para o Seu Fernando. Trabalhei no SAMAE com seu irmão Mauri, um amigo/irmão, Babá e Carlinhos e eram os dois que eu tinha mais afinidade, sempre ligados ao esporte amador e ao Tupi de Gaspar. Nesta foto: Oberdan Barni, Elásio Germano, o Pipi também conhecido como Mudinho, Ver. Ciro Andre Quintino e o Pepê De Gaspar. Isto foi no Torneio de Primeiro de Maio, tradicional torneio do Tupi. A admissão destes dois humildes servidores ocorreu na Gestão Poli/Dario Deschamps. A curiosidade foi que ambos foram admitidos para svarrer as folha da figueira diante da prefeitura; Pepê também cuidou da quadra de Esportes Otávio Schmitt onde as lâmpadas eram quebradas com frequência, depois que Pepê assumiu o vandalismo acabou. Pipi que era mudo estava sempre no bar esperando pra mim pagar seu café matinal, Pepê não aceitava nada de ninguém. Todos os dias tinha um pequena discussão entre os dois provocado pelas fofocas dos servidores : Suca, Tepe, Sany, Marquinhos Schramm entre outros que diziam para o Pipi que as folhas que caiam não chão era obra do Pepê que não varria, mentira, era o vento. Com a mudança de prefeitos, Pepê fazia u trabalho de office boy, indo aos bancos para o prefeito e demais servidores, ia cedo na banca pegar os jornais , passava pela casa do prefeito Tarcísio Deschamps que ficava próximo a banca deixando seu jornal e tomava um café com o prefeito, assim foi com os demais prefeitos, Poli, Francisco Hostins, Adilson Luis Schmitt e outros que moravam próximo da Prefeitura. Minha filha Greicy tem uma gratidão muito grande pelo amigo, que a buscava no jardim de infância às 11;00 hs . Cada vez que eu chegava em Gaspar o Pepê vinha me cumprimentar e me informar sobre os demais servidores, jamais fez uma crítica de quem quer que seja. Sei que a tristeza tomou conta de nossos amigos que não poderão ir ao seu velório em função do isolamento. Alguém criou uma página com o nome, Pepê De Gaspar, acredito que foi a Raquel Cunha que se aposentou recentemente. Pepê vivia com sua irmã no Bairro São Pedro onde faleceu de infarto fulminante. Pena que estamos impedidos de nos despedir dele em função da pandemia. Em Nome de: Odir, Marilene, Oberdan e Greicy Nunes deixamos nossos profundos votos de pesar aos seu familiares. Temos plena convicção que Pepê está na VIDA ETERNA.

Miguel José Teixeira
18/05/2020 17:05
Senhores,

No Diário do Poder:

"Heleno diz que é só assistir telejornais e ver que tentam derrubar Bolsonaro"

Novamente vem o Ilustre General com meias-verdades.

Quem está querendo se implodir é o próprio presidente, seus filhos e seus estafetas.

a Imprensa apenas registra sua patifarias. . .
Herculano
18/05/2020 15:58
FAMÍLIA VIROU UMA AMEAÇA AO MANDATO DE BOLSONARO, por Josias de Souza, no UOL

Filho é mais ou menos como sarampo. Quando você tem, precisa cuidar direito. Do contrário, deixa sequelas para o resto da vida. Jair Bolsonaro moldou os filhos à sua imagem e semelhança. Criou problemas. Ao transformar o Planalto num puxadinho de casa, permitiu que os filhos influenciassem o rumo do seu governo. Desenvolveu um fascínio pelo caminho do brejo.

O primogênito Flávio Bolsonaro atribuiu ao "desespero de Paulo Marinho", seu suplente no Senado, a revelação que borrifou gasolina na crise inaugurada com a saída de Sergio Moro do governo. Marinho disse ter ouvido do próprio Flávio que um delegado da Polícia Federal vazou com antecedência para os Bolsonaro a informação de que Fabrício Queiroz tornara-se alvo de investigação criminal.

Pode-se achar que Paulo Marinho decidiu comportar-se como delator porque ambiciona a poltrona de Flávio no Senado, como insinua o Zero Um. Ou porque tornou-se candidato do PSDB à prefeitura do Rio. Mesmo assim, o primogênito do presidente continua devendo explicações sobre os fatos que levaram o Ministério Público do Rio a anotar em documentos oficiais que funcionava em seu gabinete uma "organização criminosa".

Houve um dia em que Bolsonaro poderia ter desarmado a bomba relógio da rachadinha, tomando a trilha da moralidade que prometera na campanha presidencial: 12 de dezembro de 2018. Já eleito, o capitão declarou numa numa de suas aparições ao vivo nas redes sociais o seguinte:

"Se algo estiver errado - seja comigo, com meu filho ou com o Queiroz - que paguemos a conta deste erro. Não podemos comungar com erro de ninguém. (...) O que a gente mais quer é que seja esclarecido o mais rápido possível, que sejam apuradas as responsabilidades, se é minha, se é do meu filho, se é do Queiroz. Ou de ninguém."

Se tivesse continuado nessa linha, Bolsonaro arcaria com parte do custo da encrenca. Mas teria a oportunidade de definir quanto ele, o filho e o faz-tudo pagariam. Com a vantagem de realizar a assepsia antes da posse, blindando o mandato presidencial. O diabo é que o capitão decidiu dar marcha a ré. Com isso, enfiou a bomba dentro do seu governo. A tentativa de regatear elevou o custo.

Decorridos 17 meses, Flávio Bolsonaro já recorreu dez vezes à Justiça para tentar arquivar ou trancar a investigação. Obteve vitórias parciais que deram a falsa impressão de que seria possível até anular as provas. Mas acabou perdendo todas as apostas.

Nesse meio tempo, o caso agravou-se. Já era grave quando se restringia à suspeita de apropriação indevida de pedaços dos contracheques de assessores de Flávio. Subiu de patamar quando se descobriu que o filho mais velho do presidente tem apreço por milicianos. Complicou-se ainda mais com a suspeita de lavagem de dinheiro por meio da aquisição de imóveis.

Aliados mais fieis a Bolsonaro alegam em defesa da família que, ainda que as acusações se revelem verdadeiras, o estrago será pequeno se comparado com o mensalão e o petrolão. O argumento é tosco. A transgressão é proporcional ao tamanho do cofre ao qual o transgressor tem acesso. A honestidade, de resto, é como a gravidez. Nenhuma mulher pode estar um pouquinho grávida, como não se pode ser um pouco honesto.

As revelações de Paulo Marinho encostaram a rachadinha no inquérito sobre a interferência política de Bolsonaro na Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República mandou investigar. A Polícia Federal abriu novo procedimento.

Parlamentares de oposição peticionaram ao ministro Celso de Mello, do Supremo, pedindo que as delações não premiadas de Sergio Moro e de Paulo Marinho sejam esquadrinhadas num mesmo inquérito.

Simultaneamente, Moro sustenta que o combo anti-Bolsonaro precisa incluir também o inquérito sobre fake news, que corre no Supremo sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Nele, a PF roça os calcanhares de vidro de parlamentares bolsonaristas e do filho Zero Dois do presidente, Carlos Bolsonaro, braço digital da indústria de crises do Planalto.

A família tornou-se uma ameaça ao mandato presidencial de Bolsonaro. O que ajuda a explicar a avidez com que o presidente tenta remodelar o organograma da Polícia Federal, num derradeiro esforço para evitar o surgimento de alguma "sacanagem" capaz de "foder minha família toda ou amigo meu."

O amigo Queiroz, a propósito, tornou-se a ausência mais presente na atual crise. Ainda ecoam nos subterrâneos de Brasília os áudios que o faz-tudo dos Bolsonaro permitiu que escoassem pelo WhatsApp em outubro do ano passado. Num deles, Fabrício Queiroz queixou-se de desamparo.

Ele declarou: "Não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar... O MP tá com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente."

Ex-policial militar, Queiroz manteve com Bolsonaro uma amizade de 35 anos. Flávio serviu-se da assessoria do personagem por 11 anos. Agora, a despeito dos milhões de indícios em contrário, pai e filho acham que não devem nada a ninguém. Muito menos explicações.

Filho, como realçado no início do texto, é como sarampo. Quando você tem, precisa cuidar direito. Do contrário, sujeita-se às sequelas. Entre elas surdez, cegueira e redução da capacidade mental. No momento, seria muito arriscado para os Bolsonaro fazer ouvidos moucos, fechar os olhos ou fingir-se de maluco diante dos alertas do amigo Queiroz.
Herculano
18/05/2020 13:34
REGISTRO

Acaba de falecer o Pepê Tompson, funcionário público municipal aposentado, conhecido e que serviu várias administrações
Herculano
18/05/2020 13:16
A PROPAGANDA DO PARTIDO NOVO QUE GOVERNA MINAS GERAIS

Minas Gerais e o coronavírus:

?2ª menor taxa de mortalidade do Brasil
?Apenas 7% das UTIs ocupadas com casos de coronavírus
?Hospital de campanha mais barato do Brasil, com 85% dos recursos vindo de doações e parcerias
?Compra de 1047 respiradores pelo menor preço do mercado
Herculano
18/05/2020 13:14
DUROU TRÊS HORAS E MEIA A REUNIÃO REALIZADA ESTA MANHÃ NA CÂMARA DE GASPAR DA CPI DAS DÚVIDAS DAS OBRAS DA RUA FREI SOLANO COM A EMPRESA ESPECIALIZADA CONTRATADA PARA ESCLARECER AS DÚVIDAS TÉCNICAS.

ESTÁ CADA VEZ MAIS CLARO DE QUE OS REPRESENTANTES DO GOVERNO DE KLEBER EDSON WAN DALL, MDB, QUER QUE O VIVO ALEIJOU FIQUE ENTERRADO E MORRA PARA QUE NINGUÉM VEJA O DEFEITO QUE CRIOU E NÃO QUER ADMITIR. ACORDA, GASPAR!
Herculano
18/05/2020 13:09
O CENTRÃO QUE ROUBA O BRASIL QUER AGORA O LUGAR DE GUEDES

De Rodrigo Constantino, no twitter:

O avanço do centrão no governo é dado. Lamentável, claro. Mas cabe perguntar: vcs não cobravam "articulação" com o Congresso? Isso, por si só, não é corrupção AINDA. E minha previsão é essa mesmo: Temer 2.0 melhorado, com Guedes. Mas querem derrubar para colocar quem no lugar?
Herculano
18/05/2020 13:05
GOVERNO ZERA IMPOSTOS SOBRE MEDICAMENTOS EM TESTE PARA COVID-19

Conteúdo de O Antagonista. A Câmara de Comércio Exterior do Ministério da Economia aprovou a isenção temporária da alíquota do Imposto de Importação sobre mais de 100 medicamentos, informa Helena Mader na Crusoé. Segundo a pasta, o objetivo é facilitar o combate à pandemia da Covid-19.

Na lista, estão os antirretrovirais Lopinavir e Ritonavir, usados para o tratamento da Aids e atualmente em estudo para verificação da eficácia no combate ao novo coronavírus. O antiviral Ribavirina também está na lista.
Herculano
18/05/2020 12:57
A ESCOLA HOME OFFICE NÃO DEU CERTO, por Ronaldo Lemos, advogado, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, no jornal Folha de S. Paulo.

Pais e mães das classes mais ricas têm relatado pesadelo com ensino online

Em meados de abril, o ex-presidente-executivo do Google Eric Schmidt descreveu o fato de milhões de crianças estarem fazendo aulas online durante a pandemia como "um experimento massivo de aprendizado remoto". Bem, esse experimento deu errado.

Pergunte a qualquer pai ou mãe das classes mais ricas do Brasil como tem sido sua experiência com crianças em casa tentando aprender pelo computador e você ouvirá relatos próximos a um pesadelo.

Mais do que isso, a ideia da escola "home office" é um vetor de aprofundamento de desigualdades. A pandemia evidenciou como o acesso à internet é mal distribuído no Brasil.

Empresas estabelecidas estão até agora com dificuldade de assegurar conexão, hardware e software necessários para que seus funcionários trabalhem de casa de forma adequada.

No plano da escola, a situação é ainda mais dramática. Achar que a educação pode ser massificada online, com a atual escassez de conectividade e acesso a computadores e programas pela maioria absoluta da população no país, é devaneio de solucionista tecnológico.

O fardo que a educação online - que no Brasil vem sendo praticada só pelas escolas mais ricas - impõe mesmo assim para pais, alunos e professores é insustentável com os modelos atuais.

O buraco no país é mais embaixo. Por exemplo, não há sequer banda larga de qualidade na maioria das escolas públicas. Essa é uma luta que vem sendo travada há anos e que até agora não se concretizou.

Se nem na escola pública há internet de qualidade, o que esperar então da qualidade de conexão na casa das pessoas?

Além disso, o que fazer com alunos especiais, com deficiência, autismo e outras condições? Na esfera doméstica, esses estudantes jamais terão o suporte de que precisam.

Em outras palavras, o "experimento massivo" que Schmidt mencionou tem uma conclusão: como política pública, é preciso investir pesadamente no modelo de escola que temos hoje. E guiar as inovações de forma incremental a partir dele.

No Brasil, não será o Estado que irá liderar a transformação digital da escola, como vem propondo o governador de Nova York, Andrew Cuomo. Mesmo lá a ambição tem sido recebida com ceticismo.

Já para o setor privado, essa é uma oportunidade enorme. Se o experimento massivo da educação online falhou, é possível agora mensurar o que deu errado. Essa falha é um chamado para desenvolver e aperfeiçoar tecnologias que funcionem de verdade e possam eventualmente ser universalizadas.

Além disso, se no ensino fundamental e médio a educação online é um desafio (exemplificado pelo suplício de ver crianças de sete anos tentando aprender online todos os diaspor Zoom), no ensino superior essa possibilidade é concreta. No ensino superior é, sim, possível cogitar modelos eficazes online massificados, ou de educação híbrida.

Em suma, não é o caso de desistir da educação remota, mas de entender as situações em que ela é adequada. Até isso acontecer, como política pública, o importante é investir na escola tradicional e começar por, no mínimo, levar banda larga de qualidade para TODAS as escolas públicas do país.

Reader

Já era?
Um mundo sem reconhecimento facial em toda parte

Já é?
Maquiagem que evita o reconhecimento facial

Já vem?
Camiseta que evita reconhecimento facial
Herculano
18/05/2020 12:49
ANS FATURA COM CLIENTES LESADOS PELOS PLANOS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nesta segunda-feira nos jornais brasileiros

A ANS não se envergonha de mostrar que a prioridade não é o cidadão prejudicado pelos planos de saúde. Muito esperta, a agência reguladora multou uma operadora, Allcare, por rescindir unilateralmente os planos contratados. Assim, o cliente lesado receberá R$3 mil e outros R$2 mil para o caso de não ser incluído em outro plano. Mas para a própria ANS é de R$10 mil a multa por cliente lesado e não informado das mudanças.

'SUBSIDIÁRIO'

A ANS quer R$10 mil por consumidor prejudicado a título de "obrigação subsidiária". Sem contar a multa por descumprir o termo de ajustamento.

MULTA TAMBÉM

O Termo de Ajustamento prevê multa de R$15 mil por cliente, além de R$5 mil por cláusula descumprida, mas a ANS fica com a maior parte.

CONSUMIDOR SEMPRE PERDE

Na "melhor" das hipóteses, o consumidor que teve seu plano rescindido sem aviso recebera R$5 mil, e ainda fica sem plano de saúde.

A GENTE PAGA A CONTA

A regra na ANS é priorizar planos de saúde e não os clientes que pagam caro para mantê-los e para bancar ricos salários na agência reguladora.

RECIFE CAUSA ESPANTO COM GASTOS SEM LICITAÇÃO

Além de provocar estupefação, os gastos sem licitação no Recife para o combate ao coronavírus fazem esperar a qualquer momento mais uma operação policial. Levantamento divulgado pela deputada Priscila Krause (DEM) revela que a prefeitura do Recife, controlada pelo PSB, torrou R$670,2 milhões ignorando licitação. O triplo dos R$226,2 milhões gastos pela prefeitura do Rio de Janeiro, cidade quatro vezes maior.

MAIS QUE SÃO PAULO

Oito vezes maior que o Recife, a rica São Paulo gastou 42% a menos sem licitação em materiais de combate ao covid-19.

ALô, MPF; ALô, PF

A prefeitura do Recife gastou sem licitação 95 vezes mais que Manaus, 40 vezes mais que Belém e 38 vezes mais que a maranhense São Luís.

GESTÃO MILIONÁRIA

A prefeitura do Recife gastou sem licitação, por exemplo, R$191,1 milhões "gestão de hospitais". Deve ter alguns gestores muito felizes.

O PAÍS QUE SE EXPLODA

Logo depois de Paulo Guedes (Economia) pedir aos servidores para pegarem leve com os cofres públicos no momento em que o Brasil está no chão, quebrado, a pelegada já emitia nota repudiando os "ataques".

LEGISLAÇÃO MODERNA

Projeto do deputado Denis Bezerra (PSB-CE) permite a dedução - no Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas - de doações a entidades que atuam no combate à pandemia na declaração.

ABESTADOS

A prefeitura de São Paulo autorizou veículos elétricos a desobedecerem ao "super rodízio", podem circular a qualquer dia. O prefeito deve achar que carro elétrico imuniza seus ocupantes de contágio de coronavírus.

VÍRUS SOCIALISTA

A deputada Marília Arraes (PT) tem lutado contra a falta de transparência do governo de Pernambuco no combate ao covid-19. O Recife, também do PSB, recebeu a maior parte dos recursos; outros, quase nada. Jaboatão, o segundo maior município do Estado. recebeu R$16 mil.

VOLTA AOS POUCOS

O Tribunal de Contas da União anunciou no final do mês passado a suspensão dos prazos processuais, após a pandemia da Covid-19. Mas a medida não foi prorrogada. No dia 21, os prazos recomeçam no TCU.

NOTÍCIA BOA

O número de casos ativos de coronavírus pelo mundo aumentou 14,6% entre 8 e 15 de maio e o número de pessoas recuperadas subiu 32%. A perspectiva é que, em duas semanas, curados ultrapassem os doentes.

CONTINUAM DESDENHANDO

Uma deputada do PSL apresentou projeto para condicionar qualquer menção ao número de vítimas do Covid na imprensa, ou em órgãos oficiais, à citação das quatro maiores causas de mortes no País.

INDICAÇÃO IMPORTANTE

A médica Ludhmila Hajjar foi indicada ao presidente Bolsonaro como possível ministra da Saúde pelo Dr. António Macedo, chefe da equipe médica que trata o presidente desde que sofreu o atentado a facada.

PENSANDO BEM...

...o nome é Ministério da Saúde, mas pode chamar de Ministério da Saída.
Herculano
18/05/2020 12:36
SERIA LOCKDOWN NO BRASIL UMA GRIFE? por Luiz Felipe Pondé, filósofo e ensaísta, no jornal Folha de S. Paulo

"Professor, quem é esse americano, tal de Lockdown, que querem trazer pro país?"

Façamos hoje um exercício de sociologia da nossa realidade na pandemia para além do que gostaríamos que fosse essa realidade. Pensemos no binômio Brasil e lockdown como objeto de reflexão.

Em tempos de estupidez endêmica nas redes sociais, deixemos claro que não duvido do lockdown como medida epidemiológica em si. O que esse breve exercício de análise sociológica faz é duvidar da viabilidade logística do lockdown no Brasil.

Qual o dilema de fundo da gestão responsável da pandemia no país? O dilema da gestão pública aqui é: até onde empurrar a imitação da Europa? Não somos África o suficiente pra não saber nada e não poder fazer nada, mas temos favelas o suficiente pra afogar a "ciência europeia da epidemia" em nossa miséria. É trágico que existam vidas, inclusive do corpo médico, nesse impasse.

Propor lockdown no Brasil não seria brincar de Nova Zelândia na favela? Ameaçar a população com lockdown não seria uma forma de nos punir por mau comportamento?

Ou propor lockdown no Brasil seria uma peça de marketing político?

Pedir lockdown aqui parece coisa de gente que está bem segura em casa, no sítio ou na praia, cercada de livros, wi-fi de qualidade, séries de TV, mesmo que sem sexo pois os frouxos estão saindo do armário: tem gente com medo de beijar de língua a própria mulher. O negócio agora é refletir sobre os ganhos imunológicos da masturbação. O isolamento trabalha a favor da infantilização e do narcisismo endêmicos no mundo.

Façamos um recuo metodológico. Epidemiologia é uma área da medicina que tem três pilares. Modelos estatísticos (1), fisiopatologia do agente infeccioso e ferramentas de imunidade (2) e ciências sociais (3). A epidemiologia é uma ciência social.

Uma epidemia segue os contornos sócio-econômicos de um país. Comparar o Brasil com a Nova Zelândia é como comparar a Lua com Marte.

A população da Nova Zelândia não chega nem perto da torcida do Coríntia. Talvez, da Portuguesa.

O Brasil é uma Belíndia. Uma Bélgica cercada por uma Índia. Pois bem, os belgas do Brasil brincam de pedir lockdown porque não enxergam um palmo adiante dos seus narizes seguros nos sítios, nas casas de praias e mesmo em suas casas seguras em São Paulo.

Uma trabalhadora das classes mais vulneráveis me perguntou: "Professor, quem é esse americano, tal de Lockdown, que querem trazer pro Brasil?". Pois bem, proponho aos inteligentinhos e bonitinhos, com suas receitas de brócolis, explicar pra nossa trabalhadora sem Netflix quem é esse tal americano Mr. Lockdown.

Sempre soubemos que a elite brasileira é alienada, em grande parte. E, por elite, me refiro a faixa da classe média alta para cima. Com ou seu PhD, com ou sem russos, falando inglês ou não falando. Nessa epidemia, a alienação aparece de forma evidente, como no caso de pedir lockdown.

Vejamos. Que tal desviar parte do contingente de policiais (já sobrecarregados no dia a dia), que têm que cuidar para que carregamentos de alimentos e remédios não sejam roubados, para checar quem pode ou não sair de casa?

Que tal desviar parte do contingente de policiais, que tem que impedir que roubem bancos com a grana do auxílio emergencial, para checar se você é ou não médico ou jornalista? Que tal desviar parte do contingente de policiais, que cuidam para que o narcotráfico não expanda ainda mais seus negócios, para checar se você precisa ou não, de fato, levar seu pet ao veterinário?

Que tal a polícia prender todo mundo que estiver andando na rua e fazer uma aglomeração na delegacia?

Caros inteligentinhos, muitos brasileiros saem para rua porque suas casas são uma aglomeração maior do que a rua, saem porque, se não, morrem de fome. Saem porque não têm nenhuma razão para confiar nas suas autoridades nem na sua elite pensante.

Um dado histórico final: na Idade Média, muitas cidades emparedavam famílias inteiras quando um dos familiares tinha peste. As pessoas não melhoram em epidemias. Ficam piores. Mentem mais e se acomodam a miséria ética.

Agora, a miséria cobra sua conta, enquanto os políticos usam a epidemia para suas carreiras.
Herculano
18/05/2020 12:30
O COMUNICADOR JOTA AGUIAR ACABA DE SAIR DO GRUPO DA PREFEITURA. ESTÁ ESTARRECIDO COM O QUE FOI FEITO PELA ASSESSORIA DE IMPRENSA DA PREFEITURA DE GASPAR SOB AVAL ATÉ AGORA, NÃO SE SABE DE QUEM

O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, até o momento desta postagem está quietinho. Vergonhoso sob todos os aspectos e avalizando este tipo de censura.

COMO TUDO NA PREFEITURA DE GASPAR A TRANSPARÊNCIA É UM ATO OPACO PERMANENTE, ESTE E OUTROS FATOS CONTINUAM NEBULOSOS HÁ GENTE DO PODER DE PLANTÃO, ACREDITEM, RINDO DO QUE ACONTECEU COM O MIRO.

EU BEM QUE AVISEI. PRIMEIRO FOI COMIGO. AGORA É COM O MIRO. AMANHÃ SERÁ COM QUEM? PARA QUEM JÁ FECHOU UMA RÁDIO E IMPEDIU A PUBLICAÇÃO DE PESQUISA SEM SABER O QUE ELA CONTINHA, ISTO É MÉTODO, PROCEDIMENTO, AUTORITARISMO...

Jota Aguiar justificou e escreveu: " não me sinto à vontade para permanecer deste grupo".
Miguel José Teixeira
18/05/2020 12:09
Senhores,

"Heróis brasileiros", por Adriana Izel, hoje no Correio Braziliense.

"Quarenta e dois nomes que marcaram a história do país são celebrados em livro com textos escritos por outras 42 personalidades.

A obra foi organizada por José Roberto de Castro Neves

Costuma-se dizer que o Brasil é um país sem memória. Que a história e as pessoas que fizeram parte dela são muitas vezes esquecidas. Com a intenção de enaltecer 42 personalidades que se destacaram em diferentes âmbitos, do cinema à arquitetura, da religião a política, surge a obra Brasileiros, organizada pelo escritor e advogado José Roberto de Castro Neves, publicada pela Editora Nova Fronteira.

"Eu até faço uma brincadeira na introdução do livro, com uma pergunta retórica: por que a gente não enaltece nossos heróis? Em muitos países se criam mitologias em tornos das pessoas. Mas, aqui, nós tratamos nossa história de forma ruim. Ou a gente critica, ou a gente esquece. Pessoas que fizeram grandes feitos são pouco faladas", comenta o autor da obra. Para ele, o livro é uma forma de resgatar o passado para ensinar futuras gerações. "Acho que a história permite que a gente aprenda muito para conseguir construir uma sociedade mais esclarecida, conhecendo os erros, enaltecendo os grandes feitos. Isso também cria um pertencimento importante", completa.

Nas mais de 400 páginas, o livro traz a história de 42 brasileiros pelo ponto de vista de admiradores, pessoas com quem eles conviveram ou até da própria família. Cada convidado pôde escrever ao seu modo. Por isso, não há um padrão em cada texto. O leitor passeia por diferentes formatos. "Essa liberdade (na escrita) acaba dando um certo refresco. Você pode ler um texto com uma sensibilidade maior, depois encontrar algo diferente. São olhares diferentes, mas de muita admiração e sem ser uma leitura polianesca, porque a gente compreende que toda pessoa tem seus pecados", comenta José Roberto de Castro Neves.
A escolha pelos 42 nomes foi por meio da própria história e com o objetivo de contemplar uma grande diversidade de áreas e de pessoas. Entre os descritos nomes como o arquiteto Oscar Niemeyer, a antropóloga Ruth Cardoso, o presidente Getúlio Vargas, a religiosa Santa Dulce, o ator Oscarito, o cineasta Glauber Rocha, o escritor Machado de Assis, o engenheiro Marechal Rondon, a médica Zilda Arns, o cantor Cazuza e o jornalista Vladimir Herzog.

Cada uma das personalidades teve a história narrada por pessoas ligadas a elas. O autor destaca a presença de textos, por exemplo, de Renato Aragão sobre Oscarito, de Fernanda Montenegro sobre Santa Dulce, e de Cacá Diegues sobre Glauber Rocha. O livro tem ainda colaboração de pessoas como Ancelmo Gois (Luiz Gonzaga), Fernando Henrique Carodos (Tancredo Neves), Luís Roberto Barroso (Rui Barbosa), Mary Del Priore (Barão de Guaraciaba), Nelson Motta (Vinicius de Moraes), Paulo Ricardo (Cazuza) e Pedro Bial (Marechal Rondon). O próprio organizador também fez o seu em homenagem ao jurista Sobral Pinto.
De certa forma, parte da história de Brasília é retratada em Brasileiros no capítulo sobre Oscar Niemeyer escrito pelo colega de profissão Jaime Lerner. "Na verdade, foi um barato, porque Jaime, por si só, é um grande urbanista e tem uma história fantástica. Então, ele falar de Oscar Niemeyer é ter dois ícones, duas grandes figuras. O texto ficou lindo, você tem a dimensão da genialidade desse cara. Olha quantos brasileiros incríveis são exemplos para gerações. São pessoas corajosas que enfrentaram questões relevantes e tiveram desafios na vida", afirma.

Boa leitura!

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