09/07/2020
As trapalhadas de uns no presente e a folha corrida de outros ícones políticos no passado podem deixar órfãos por aqui alguns candidatos nesta eleição municipal. Da esquerda para a direita, o presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, o governador Moisés Carlos da Silva, PSL, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT e o ex-presidente Michel Temer, MDB. O quanto eles prejudicarão ou ajudarão os candidatos a prefeito e vereadores em Gaspar e Ilhota?
Os meus três últimos artigos das sextas-feiras feitos especialmente para a edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale, há 30 anos líder de circulação e credibilidade em Gaspar e Ilhota, mostraram que o tsunami que surpreendeu os políticos expertos nos resultados após da apuração das urnas em outubro de 2018, continua sendo um fantasma para eles. Todos negam, mas não dormem direito. Acham que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Mas, a ciência os desmente. E a apreensão ainda é maior, porque toda a lógica que se tinha construída desde então, como limpeza contra os vivaldinos, combate à corrupção, ou transparência ampla e o empoderamento conservador, continuam presentes. Todavia, esta lógica está se modificando. O que era novo até ontem, parece velho hoje. Se os antigos métodos dos novos políticos de calar, intimidar, constranger e processar contra imprensa tradicional, por outro lado as redes sociais e os aplicativos de mensagens trataram de desmascará-los e sem piedade.
As bengalas como Jair Messias Bolsonaro, sem partido, Carlos Moisés da Silva, PSL, tornaram-se problemas em pouco tempo, mesmo que a crise sanitária e econômica seja usada para minimizar os pífios resultados em favor da sociedade até aqui. Eles eram os ícones e as tábuas de salvação para a “nova política”. Não são mais. Luiz Inácio Lula da Silva, PT, Aécio Neves, PSDB, Michel Temer, MDB, ou o PP o mais investigado na Lava Jato já eram manchas para os políticos nos grotões. Por isso, está cada vez mais claro, inclusive nas pesquisas qualitativas, que em Gaspar e Ilhota não focar em sua aldeia, vai perder terreno. E na aldeia, tanto Kleber Edson Wan Dall, MDB, em Gaspar, quanto Érico de Oliveira, MDB, em Ilhota, estão com problemas. Eles são políticos com práticas antigas para suas comunidades.
Em Ilhota, Érico fechou com Moisés e fez até do seu vice, Joel José Soares, ir para o PSL. Agora, está com um fantasma chamado Lucas Gonçalves, médico, ex-presidente e coordenador da campanha de Érico. Lucas está no PL. E de lá ameaça medir forças com Érico. E para isso, basta mostrar as entranhas do atual governo, como Érico fez com que ele sucedeu e nem foi à reeleição, pois admitiu que escorregou na casca de banana, Daniel Christian Bosi, PSD. Em Gaspar, também são as entranhas que complicam aquilo que o MDB gasparense tinha como uma galinha morta nas eleições deste 15 de novembro. Por sua culpa, arrogância, e terceirização, a reeleição de Kleber poderá não ser tão fácil como se desenhou ganhou venceu em outubro de 2016 no famoso projeto de 16 anos de poder.
Primeiro, Kleber foi eleito, mas quem governa de fato não é ele. Kleber é um mero garoto propaganda. E isso pegou. Segundo a fama de homem das obras está sendo comido pelas dúvidas, pelos prejuízos do que elas causam a comerciantes e moradores de vários bairros, mas principalmente, por aquilo que Kleber relegou a plano inferior: a Saúde Pública, a falta de vagas nas creches e a desassistência social. E isso pegou. Terceiro, está a máquina de empregos de cabos eleitorais que se tornou a prefeitura de Gaspar. Tudo para sustentar uma coligação e assim se manter no poder. Isso se tornou um gol contra. E logo em tempos de austeridade para os pagadores de pesados impostos, os que verdadeiramente sustentam essa “maquina” de votos”. E isso pegou. Kleber espera como adversário o ex-prefeito de três mandatos, Pedro Celso Zuchi, PT, para manchá-lo logo de cara. E se Zuchi não for candidato? Kleber e seus “çabios” temem a terceira via; temem o voto útil como aconteceu no fenômeno Bolsonaro e Moisés que bateram coligações poderosas e até então, imbatíveis. Pois é!
É por isso que o prefeito Kleber e os seus resolveram então ir para as ruas. No final da semana passada, ainda sob entulhos do ciclone bomba e do crescimento da contaminação pela Covid por aqui – com gente esperando sob tendas, frio e chuvas por horas a fio um teste no Posto do Centro – os do MDB se lançaram a reuniões, almoços e jantares políticos. E sob sorrisos, plantaram nas redes sociais os encontros para levantar a moral e fechar as portas dos que se animam na terceira via como o Sérgio Luiz Batista de Almeida, PSL, e principalmente Rodrigo Boeing Althof, PL. Isto era impensável até alguns dias atrás. O Golias está com medo do Davi? As pesquisas dão sinais preocupantes. Acorda, Gaspar!
Foto da semana
A mobilidade ampliada, à falta de exemplo dos políticos locais – que pedem uma coisa e fazem outra – e à falta de conscientização de parte da população, fizeram os casos de Covid-19 aumentarem também em Gaspar. Esta foto correu as redes sociais e o poder de plantão ficou indignado. É de gente simples – e com medo - sob tenda, frio e chuva esperando por testes do Covid 19 no Posto do Centro.
A fotografia é das 15h30min de segunda-feira. Naquele momento tinha gente desde às 8h sem ser atendida, como se testemunhou. Exposição, desconforto e ampliação ao perigo. E depois o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB e seus “çabios” dizem não entenderem à razão da indignação de parte dos seus próprios eleitores e eleitoras com a área da Saúde. Preferem culpar este espaço.
O jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo, o líder em circulação e credibilidade, bem como o seu pioneiro portal, o mais acessado em Gaspar e Ilhota, mudam para a nova casa nesta segunda-feira, dia 13. É para marcar e comemorar os seus 30 anos - 1º de junho de 1990, adiada por causa da pandemia -, do idealista, proprietário dele, Gilberto Schmitt.
A primeira sede do Cruzeiro foi no bairro Sete; depois foi ao Poço Grande – onde tinha uma estrutura de impressão e berço da família Schmitt -; nos últimos 15 anos, estava numa sede alugada bem aqui no Centro. O mundo da comunicação mudou muito. Saíram as impressoras, as amplas instalações para redação, circulação, comercial e reuniões. Vieram os laptops, smartphones, mobilidade, a instantaneidade, o serviço home office numa comunicação amplamente digital.
O Cruzeiro do Vale está em novas instalações no Poço Grande, sob a editoria de Indianara Schmitt e que está sucedendo a Gilberto na redação do jornal e portal. Incentivei esta mudança há muito tempo. Há pelo menos um ano, ela está desenhada pelo Gilberto e a Indianara, sob algumas resistências. É uma nova fase para quem sempre se desafiou e venceu.
Afinal, a força de um veículo de comunicação nos dias de hoje, não está exatamente na sua localização - veja o que acontece com as redes sociais -, e sim na capacidade que ele possui para informar, abranger e influir de forma plural nos grupos sociais e na sua comunidade, mas principalmente, com a sua credibilidade, dar retorno aos anunciantes. E isto o Cruzeiro tem de sobra.
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