Quem vai ser a voz de Bolsonaro e da Direita nas eleições deste ano em Gaspar? - Jornal Cruzeiro do Vale

Quem vai ser a voz de Bolsonaro e da Direita nas eleições deste ano em Gaspar?

27/08/2020


Quais dos candidatos a prefeito de Gaspar vão se agarrar, ou demonizar, o presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, o governador Carlos Moisés da Silva, PSL, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT? 
 

Muleta Bolsonaro I

A partir da semana que vem, oficialmente, começa a se conhecer os candidatos a prefeito de Gaspar na disputa deste 15 de novembro. Antes da data fatal de 16 de setembro, pelo calendário do Tribunal Superior Eleitoral, tudo estará no tabuleiro de emoções, lamúrias, sorte e surpresas. Desenha-se três candidaturas, talvez quatro. Mas, a pergunta não respondida ainda é: quem se apresentará - ou será reconhecido - como o candidato do presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, e que há duas semanas ensaiou o seu retorno ao PSL? O candidato de Bolsonaro em Gaspar será de direita, conservador ou um mero oportunista? E onde fica nesta história toda, o governador Carlos Moisés da Silva, PSL, nascido do bolsonarismo militar e da mudança, contra as castas que se alternavam no poder estadual e que teve 78% dos votos no segundo turno por aqui e 35,81% no primeiro? Moisés está “na esquerda” de Bolsonaro. Moisés está no pior dos mundos em tão pouco tempo: um processo de impeachment e a fritura na CPI dos Respiradores, os dois bem orquestrados na Assembleia Legislativa, exatamente pelos velhos políticos da política velha que um dia ele prometeu colocar no passado. 

Muleta Bolsonaro II

Na quarta-feira, a Convenção do MDB consagra o óbvio dos quase quatro anos de administração de Kleber Edson Wan Dall. Ele vai à reeleição mesmo que um dia tenha dito na rádio 89 FM, como forma de adiar os questionamentos, que isso era dúvida para ele. Nem a aposta, sem disfarces, que Kleber e seu grupo fizeram pela unificação das eleições em 2022, deu certo. Queriam fugir neste ano do julgamento popular, nas urnas, da gestão. Ambos foram ensaios precoce de medo. “O seguro morreu de velho”. Na quarta-feira, também, inicia-se outra batalha: a de quem vai ser o candidato do presidente Bolsonaro em Gaspar. Bolsonaro no segundo turno de outubro de 2018 ficou com 87,50% dos votos válidos do eleitorado, contra os míseros 17,50% dados a Fernando Haddad, PT, na terra de Pedro Celso Zuchi, o único com três mandatos de prefeito, bem como terra da extrema influência da ex-senadora e ex-ministra Ideli Salvatti e dos padrinhos dos petistas gasparenses, os ex-deputados Décio Neri e Ana Paula Lima. 

Muleta Bolsonaro III

Kleber montou uma cara “máquina” de caça votos para o MDB e seus aliados na prefeitura de Gaspar. Ela ocupou maciçamente a estrutura com cargos comissionados e de confiança. Mesmo assim, essa “máquina” que não teve ajustes, pifou escandalosamente em três de outubro de 2018. Faltaram votos no loteamento de candidatos a deputados [Federal e Estadual] e principalmente a governador, o deputado Mauro Mariani, que levou a decepcionante votação de 19,37%. Então, saiu da disputa já no primeiro turno. Há muito tempo e continuou depois das eleições de outubro de 2018, o mau humor das pesquisas internas. Elas advertem os políticos no poder de plantão para a possível repetição desse fenômeno. Muitos dizem que é apenas a volta natural do pêndulo da esquerda para a direita. Na verdade, é algo muito mais complexo. É uma depuração das práticas de gestão, transparência e resultados dos políticos para com a sociedade que lhes sustenta e está cansada de ser enrolada. Kleber e seus “çabios”, incluindo o presidente do MDB de Gaspar, o prefeito de fato, o secretário da poderosa secretaria da Fazenda e Gestão Administrativa, que na cara reforma administrativa foi talhada para ele, o chefe de campanha da vitória, venderam o novo. Instalados do poder de plantão, praticaram a velha política. Agora, terão que se explicar. 

Muleta Bolsonaro IV

Kleber vai lutar para no mínimo neutralizar Bolsonaro como influenciador por aqui. Como? Se apresentando com um conservador, um fiel da igreja evangélica um pai de família. Ele quer o sumido deputado Rogério Peninha Mendonça, MDB, como “ponte” ou instrumento de neutralização das influências bolsonarista de Brasília. O PL, PSL, Patriotas e DEM – e principalmente as redes sociais dos bolsonaristas - disputarão esse espólio em favor de um escolhido para representa-los. Muitos deles já estão comprometidos com o “Aliança pelo Brasil” e usam o PL, DEM e Patriotas como trampolim. A sorte de Kleber e da penca que o apoia, é que “briga” na direita é intestinal, por vaidade e nuances ideológicas mesmo antes de vencer. Depois que se vence é pior ainda. É só olhar para a vice Daniela Cristina Reinehr, PSL. E em comum? Todos, terão Carlos Moisés da Silva como o patinho feio, até mais que o ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Vana Rousseff que serão âncoras para o PT. Como já escrevi; se Kleber perder diante de tudo isso, poderá dizer que perdeu porque terceirizou o seu governo a quem não tinha votos, mas arrogantemente, sede de poder e vingança. Acorda, Gaspar! 

 

TRAPICHE 

Unanimidade. A professora e ex-vereadora Andreia Simone Zimmermann Nagel, hoje está no PL. Nasceu no DEM, passou pelo PSDB para ser candidata a prefeita de Gaspar. É, estranhamente, ao mesmo tempo, alvo de preocupações e namoro por vários partidos em Gaspar. 

O MDB de Kleber Edson Wan Dall faz de tudo para que ela não seja candidata a nada. Chegou até a oferecer a secretaria da Educação para ela ficar inelegível. Recusou. O nanico PSDB, por usa vez, fez de tudo para tirá-la da presidência do diretório. Manobrou, enganou-a e a alijou.  

Já o PT, a quem Andreia sempre combateu como poucos na Câmara entre 2013/16, quer a morte política dela e para sempre. Um castigo eterno pelo estrago que ela – praticamente sozinha - fez naqueles tempos. José Hilário Melato, PP, tomou no voto articulado pelo PT, a acordada presidência da Câmara destinada a Andreia. 

Enquanto isso, o PL onde ela está, não a tem como candidata. O DEM, publicamente já a declarou que a quer, mas só como vice para trazer votos (?). Igualmente o PSL. Ora, se Andreia é tão importante assim, por que a direita e os conservadores não a querem como candidata viável com apoio deles, já que o MDB com a penca em torno dele, bem como o PT a enxergam como uma ameaça eleitoral para eles? 

O problema de Andreia é que ela tem vida própria. Andreia, possivelmente não será candidata a nada nesta eleição. Nem a vereadora. Também não quer servisse de ninguém e não tem caixa para bancar a corrida. No fundo, Andreia está obstinada re-alavancar a sua escola infantil no Bairro da Lagoa depois do baque da pandemia. 

Andreia vê também nos movimentos que fizeram e fazem para isolá-la, expressa contrariedade às ideias que ela defende de mudança, transparência, saneamento administrativo e político. Não possui força, ou estômago – e isso é fundamental -, para enfrentar a máquina e os velhos esquemas. Ela também receia que poderá ser “engolida” pelos novos esquemas que não enfrentam de frente os velhos e virar um novo Moisés. 

A diferença. Blumenau liberou na semana passada o futebol de patotas contra expresso decreto estadual proibindo esta prática por causa da Covid-19. O Ministério Público de lá, atento, sinalizou de que iria reagir. A Polícia Militar informou que faria cumprir a lei estadual. O prefeito Mario Hildebrandt, Podemos, também em campanha de reeleição, recuou. 

Em Gaspar, semelhante decreto estava em vigor até o fechamento da coluna, na quarta-feira; era retroativo ao dia 21 só para “esquentar” o que se fez no final de semana. O poder de plantão bancou tudo. Os que estão obrigados à fiscalização da lei, calados. Como se diz no paço e há muito, todos de corpo fechados. Havia brecha para não abrir os campos e fazer média política com a boleirada: culpar o governo do estado. Mas, nem isso. 

Começaram as obras para fazer o Mirante do Centro de Gaspar. Ele vai custar pouco mais de R$700 mil para apenas 300m2. A ideia e o primeiro projeto têm mais de 20 anos. Nasceu com o falecido (14 de maio de 2018, aos 53 anos) Rodrigo Fontes Schramm, PT. 

Enterrando a Arena Multiuso que era uma boa ideia para Gaspar, mas fruto de uma desapropriação com tons de vinganças do PT ao empresário dono do imóvel.  

Para não deixar dúvidas disso, Kleber Edson Wan Dall, MDB, resolveu dar o pontapé inicial naquilo que está chamando de Parque do Município e que ficará ao lado do Ginásio de Esportes João dos Santos. Serão gastos R$1.740.000,00 se não houver aditivos.  

 

Edição 1966
 

 

Comentários

Herculano
31/08/2020 09:55
JUSTIÇA MANDA PRENDER 422 PESSOAS LIGADAS AO PCC E BLOQUEIA R$ 252 MILHõES DA FACÇÃO

Conteúdo do Balanço Geral da TV Record. A Polícia Federal cumpre nesta segunda-feira ordens judiciais de prisão preventiva e de busca e apreensão contra a facção criminosa em 19 estado e Distrito Federal. As determinações vieram da 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte, que bloqueou recursos dos investigados. Segundo a PF, ao menos 210 integrantes do Primeiro Comando da Capital recebiam valores mensais, obtidos por meio do tráfico, usando as contas que agora estão bloqueadas.
Miguel José Teixeira
31/08/2020 08:27
Senhores,

"De Dudu Bolsonaro para Joice, com muito amor"

"No Twitter (claro), Eduardo Bolsonaro comentou a notícia no UOL de que o PSL confirmará nesta segunda a candidatura de Joice Hasselmann à prefeitura de São Paulo:

"Essa notícia não deve ter saído de graça??""

Kkkkkkk, mas é lindo ver a Pepa, rainha dos traíras, correndo atrás do apoio de Bolsonaro."

(Fonte: O Antagonista)

Pela chuleza da postagem do parlamentar contra a parlamentar mede-se o valor do parlamento.

Penso, tratar-se de quebra de decoro.
Herculano
31/08/2020 08:18
HOJE É DIA DE COLUNA OLHANDO A MARÉ INDÉDITA

ELA ESTÁ SENDO FINALIZADA. DAQUI A POUCO AOS LEITORES

Nela explico como o ex-prefeito Adilson Luiz Schmitt, ex- MDB, atuou para dividir e inviabilizar candidaturas conservadoras em Gaspar e facilitar a reeleição do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB. Acorda, Gaspar!
Herculano
30/08/2020 17:25
A VOLTA DO CONTRATO SOCIAL, por Samuel Pessôa, economista, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (FGV) e sócio da consultoria Reliance, no jornal Folha de S. Paulo

A frase 'não podemos tirar do pobre para dar aos paupérrimos' define bem a situação

Ao longo da campanha eleitoral de 2018, eram comuns vídeos em que o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, na oportunidade o posto Ipiranga do candidato Jair Bolsonaro, palestrava, em geral para plateias do mercado financeiro.

Guedes apresentava sua interpretação do processo histórico brasileiro desde o período militar, enfatizando o longo consenso social democrático das administrações tucanas e petistas. Argumentava que o período legou baixíssimo crescimento e um Estado grande e caro.

Assim, defendia que chegara o momento para uma experiência liberal.

Os movimentos da semana passada indicam que Bolsonaro nota que sua eleição pode ter tido diversas motivações: cansaço com a política tradicional, agenda conservadora nos costumes, agenda do combate ao crime, entre outras.

Aparentemente, redução do Estado de bem-estar social, que de forma muito imperfeita e ineficiente temos construído desde a redemocratização, não está entre elas.

O contrato social da redemocratização ?"o desejo da sociedade de construir por aqui uma versão tropicalizada do Estado de bem-estar europeu continental - continua a ser a escolha preferida do eleitor mediano (aquele que vence a eleição).

A frase de Bolsonaro "não podemos tirar do pobre para dar aos paupérrimos", que criticou esforço da equipe econômica em realocar recursos no interior da área assistencial para elevar o valor do benefício e a abrangência do programa Bolsa Família, define bem a situação.

Bolsonaro precisa encontrar de 1 a 1,5 ponto percentual de PIB para implantar um Bolsa Família turbinado que seja visto pelo eleitor como seu legado na área social. O auxílio emergencial, que custa 8,5% do PIB, seria trocado, já sem a pandemia, pelo Renda Brasil, o Bolsa Família turbinado de 1,5% a 2% do PIB. Essa troca poderia ser vista pelo eleitor como uma justa continuidade do auxílio emergencial em tempos livres de pandemia.

O problema é que um aumento de gasto dessa monta requer a superação de três difíceis obstáculos: Guedes aceitar um aumento de carga tributária; o Congresso aprovar uma PEC que exclua o Renda Brasil do teto dos gastos; e convencer o Congresso a entregar de 1% a 1,5% do PIB de arrecadação a mais, para Bolsonaro ser o novo pai dos pobres.

Pode surgir uma curiosa coalizão no Congresso Nacional da esquerda com a base de Bolsonaro para a aprovação desse pacote. Manter elevada a popularidade de Bolsonaro interessa à esquerda, que aposta em um segundo turno contra Bolsonaro.

É possível que o grande acordo envolva, além do aumento da carga tributária, algum mecanismo para acionar os gatilhos do teto do gasto. Do ponto de vista do funcionamento dos mercados, esse arranjo não seria visto como desancoragem da política fiscal. Afinal, dependendo do aumento da carga tributária e do gasto, pode até sobrar algum para melhorar um pouco o superávit primário.

Me parece que esse é o cenário que se delineia. Cenário construído com um olhar na popularidade do presidente e outro na projeção de como ela irá se comportar nos próximos dois anos (vem daí a necessidade de aumentar simultaneamente gasto e receita).

Gostemos ou não, a democracia vai funcionando.

Minha dúvida é se o aumento de carga tributária virá da forma mais usual - algum imposto (Cide ou CPMF) com base diluída, de difícil percepção - ou se a política escolherá algum grupo ?"por exemplo, distribuição de dividendos?" para gravar.

O velho contrato social da redemocratização aparentemente volta à carga.?
Herculano
30/08/2020 17:21
Não é meio parecido comigo?

NÃO VENHAM COM DISCURSO DE COMUNISTA

De Diego Amorim, de O Antagonista, no twitter:

Já aviso logo que pode chegar à Presidência quem for (Moro, papa Francisco ou Latino): continuarei, como jornalista, de olho em contradições, incoerências e malfeitos dele e seu entorno. Não venham com discurso de "traição". Coisa boba.
Herculano
30/08/2020 12:09
da série: penso que em tese, ele está certo. Vamos zerar essa esbórnia de sacanagens com o dinheiro público e a vivaldice dos políticos.

BOLSOANRO: "ANTES DE OBRAS NOVAS, QUEREMOS CONCLUIR AS INACABADAS"

No Twitter, Jair Bolsonaro afirmou que seu governo vai priorizar a conclusão de obras não terminadas de gestões anteriores.

"O nosso governo, antes de obras novas, queremos concluir obras inacabadas há 10, 20, 30, 40 ano", afirmou.

Segundo levantamento da Folha, das 33 obras que o presidente promete inaugurar no segundo semestre desde ano, 25 foram planejadas pelos governos petistas.
Miguel José Teixeira
30/08/2020 10:20
Senhores,

O primeiro aviso

"...com Sergio Moro demitido e Wilson Witzel afastado, está claro que lugar de juiz é mesmo na magistratura."
(Coluna do CH abaixo replicada)

Matutando bem. . .se partirmos dessa premissa proclamaremos o fim da democracia!

Pois,

". . .qualquer cidadão tem o direito de requerer o registro de sua candidatura, desde que respeitadas as condições constitucionais e legais de elegibilidade e de incompatibilidade (CF, art. 14, § 3º, I a VI, a, b e c; Lei 9.5041/1997, arts. 9º, parágrafo único, e 11, § 14), mas que não incida em quaisquer das causas de inelegibilidades (CE, art. 3º, e LC 64/1990, art. 1º).

. . ."a Declaração Universal dos Direitos Humanos, art. 21, item 1, dispõe que toda pessoa tem direito a tomar parte no governo de seu país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos, como também se extrai da Convenção Internacional Sobre Direitos Civis e Políticos que todo cidadão tem o direito e a oportunidade, sem qualquer restrição excessiva, de votar e ser eleito, em eleições periódicas legítimas, por sufrágio universal e igual e por voto secreto, assegurando a livre expressão da vontade dos eleitores (art. 25, item b), daí a sempre dizer que a noção de eleições democráticas está enraizada no conceito fundamental de autodeterminação como princípio republicano (CF, art. 4º, III)."

(Leia + em: https://jus.com.br/artigos/65508/o-direito-fundamental-de-ser-candidato)

. . .
No entanto, entretanto
E portanto...
Bom dia Sol!
(Raul)
Herculano
30/08/2020 09:45
FLORDELIS DIZ QUE NÃO ESTAR PREPREPARADA PARA SER PRESA.

Esta mulher que encapa um monstro impiedoso, está preparada para tudo, inclusive para ser condenada.

- Fingiu ser mãe

- Fingiu ser filantropa

- Fingiu ser uma serva de Deus

- Fingiu amar a sua família e os que abrigou para a falsa e intencional propaganda

- Quis e teve poder, manipulou a política partidária, casou com o filho que já era o genro, que o fez sucessor na pastoral e pregação, e quando essa doentia aventura não foi suficiente o matou, chorou no seu túmulo dizendo que o amava, mentiu, teatralizou e agora pede que os poderosos da igreja, das milícias e traficantes, da política, dos tribunais que a perdoem e poupe-na da pena, da cadeia, dos pecados e dos crimes.

Com esse currículo ativo e doentio desses, e que não é o único no meio político e do poder brasileiro, certamente nada foi mais preparado para o devido processo legal e a imputação de algo bárbaro para os padrões legais e morais - do qual ela própria era signatária e expoente nas falsas pregações aos crentes da sua bondade, misericórdia e santidade.

Ou o leitor e leitora deste espaço acham que ela não está mesmo preparada para as consequências daquilo que arquitetou e quis? Se acham, por favor, estão lendo uma coluna que lhes faz mal. Não há perdão que possa contemplar tão vil mente que usa a ingenuidade e a fé dos outros.
Herculano
30/08/2020 09:24
BADERNA NO AMBIENTE E NO RENDA BRASIL SÃO SINTOMAS DE QUE PÁIS AFUNDA NA VALA, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Brasil vai cair no buracão, pois verba de investimento míngua a cada ano; dinheiro para obra nova praticamente não há

O vice-presidente Hamilton Mourão disse, em outras palavras, que o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) mente ou é incapaz de ler uma planilha do governo. É mais um sintoma da baderna do governo e um exemplo da mixórdia orçamentária, que vão levando o país para o buraco.

Na sexta-feira (28), Salles anunciara o cancelamento dos trabalhos restantes de combate à destruição da Amazônia. Teria sido informado pelo Ministério da Economia de que os ministros-generais do Planalto haviam decidido que ele perdera a verba para apagar incêndios. Mourão disse que não era nada disso, que o ministro criara caso à toa e que mandara Salles pensar no que havia feito, não se sabe se ajoelhando no milho.

Essa turumbamba se deve a uma disputa por R$ 60,7 milhões, a verba que, sabe-se lá, teria sido tirada do Meio Ambiente. Esse dinheiro equivale a 0,004% do Orçamento de R$ 1,48 trilhão do governo federal (excluídos os gastos extraordinários com a pandemia).

Salles foi uma brasinha soprada pelo esquecido Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo. Um dia expoente do Partido Novo, o ministro espalhou-se como um incêndio no Ambiente de Jair Bolsonaro. Generais do Planalto e Mourão, que tutela Salles desde janeiro, querem apagar o fogo dele.

O motivo fundamental da confusão nem é esse. O sururu se deve à falta geral de dinheiro e do desejo de Jair Bolsonaro de criar um Bolsa Família Verde-Amarelo. Assim indicou Mourão, ao tentar explicar de onde teria saído a ideia de que houvera corte no Ambiente. "O governo está buscando recursos para poder pagar o auxílio emergencial, é isso que eu estou chegando à conclusão", disse o vice-presidente.

Foi o segundo pito ministerial da semana. Bolsonaro passara um sabão público em Paulo Guedes por causa do Renda Brasil. Também na sexta, o ministro da Economia disse, meio brincando, que a bronca bolsonariana foi "um carrinho", jogada perigosa, quase "dentro da área" (se fosse pênalti, era cartão vermelho?).

Em suma, não há dinheiro para bancar políticas públicas, caso existissem, ou para a política assistencial de Bolsonaro. Todo o mundo deve se lembrar daquelas cenas de estradas interrompidas por crateras, abertas pelos aguaceiros das chuvas de verão. Os temporais vão levar rodovias, e a coisa pode ficar assim, caindo aos pedaços, assim como em hospital, na universidade e na ciência.

O Brasil vai cair no buracão, pois a verba de investimento (em obras, equipamentos etc.) míngua a cada ano. Dinheiro para obra nova praticamente não há.

O investimento, com R$ 43 bilhões previstos para 2020, fica com apenas 2,9% do Orçamento. As maiores obras levam apenas R$ 300 milhões cada uma; 17% do investimento é despesa militar (avião, submarino etc.).

Quase todo o gasto federal vai para benefícios previdenciários, assistenciais e salários. Mas, mesmo com cortes aí, não haverá dinheiro bastante para investimento, ainda menos se houver um Renda Brasil gordo.

O establishment não quer tributar e gastar mais (reformar o teto).

Os reformistas liberais dizem que sobra capital privado no mundo (verdade); que, com boa regulação e bons projetos, haveria dinheiro privado para investimento (mesmo para aqueles com retorno social alto e retorno privado baixo?), que não se precisa do Estado.

Mas o partido reformista está no poder desde 2016 e não fez nada disto: nem bons projetos, nem nova regulação, nem abertura comercial, nem outros liberalismos. Sua grande obra, no momento, é escorar o governo de baderna desaforada de Jair Bolsonaro.
Herculano
30/08/2020 09:17
STF NÃO DEIXA CÂMARA AJUSTAR TAMANHO DE BANCADAS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou neste domingo nos jornais brasileiros

A Constituição prevê que as 513 vagas na Câmara dos Deputados devem ser divididas entre estados e o DF de acordo com as populações informadas pelo IBGE no ano anterior à eleição. Mas a distribuição não foi ajustada e provoca distorções como a Paraíba ter 4 milhões de habitantes e doze deputados enquanto o Amazonas tem 4,1 milhões e apenas oito. O TSE tentou, em 2013, cumprir a Constituição, mas foi impedido justamente pelo STF, que deveria ser o "guardião" da Carta.

ESTAVAM POR CIMA

A pressão do PT levou o STF a declarar inconstitucional o cumprimento de artigo original da CF. O Nordeste perderia seis vagas.

DISTORÇÃO GRAVE

Presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso considera essa "uma das distorções mais graves do sistema representativo brasileiro".

PEGANDO POEIRA

Em 2016, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) apresentou projeto para ajustar, mas aguarda a designação de relator há dois anos.

POSSÍVEL ECONOMIA

O número de deputados federais, no mínimo 8 e no máximo 70, define também o número de deputados estaduais, que pode inclusive diminuir.

TJSP E TJRJ ESTÃO ENTRE OS PIORES, AVALIA O CNJ

Dados do relatório "Justiça em Números 2020", do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontam que os tribunais de Justiça de São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os de pior desempenho em soluções pacíficas de conflitos. Nos percentuais de conciliação, com 4,8%, o TJRJ só perde para o lanterna Goiás, com 2,8%. O TJSP está entre os últimos, com 7,6%, enquanto o de Sergipe é o de melhor desempenho, com 23%.

PRIORIDADE AO LITÍGIO

Com 360 desembargadores, entre os quais Eduardo Siqueira, aquele que humilhou um guarda em Santos, é um dos campões em litigiosidade.

TJS BEM NA FOTO

Estão em boa posição no ranking de conciliação, além do TJ de Sergipe, Amapá (22,6%), Mato Grosso (19%), Roraima (16,7%) e Acre (16,6%).

CRITÉRIOS DO RANKING

O ranking do CNJ leva em conta a força de trabalho, as despesas e a movimentação processual nos órgãos de Justiça, entre outros dados.

Só NA HORA DECISIVA

Bolsonaro disse ter muito trabalho e que "tomaria todo meu tempo num momento de pandemia e retomada da economia", por isso não participará de campanhas no primeiro turno. Já no segundo...

VENDENDO O SOFÁ

Lanterninha em dez de cada dez pesquisas para a prefeitura do Recife, o ex-ministro Mendonça Filho (DEM) achou que o problema não é sua candidatura, mas as pesquisas: contratou um instituto criado há um mês.

NÃO É COINCIDÊNCIA

O Senado avalia destinar R$3 bilhões ao "Complexo Econômico e Industrial da Saúde". Todos têm pé-atrás: a proposta é do ex-ministro da Saúde petista Humberto Costa, enrolado na máfia das ambulâncias.

CRIMINALIDADE EM QUEDA

O ano de 2018 registrou a menor taxa de homicídios no Brasil desde 2015, segundo o novo Atlas da Violência 2020. Ainda assim, foram 57.956 mortes. Dos 26 estados e DF, 24 registraram queda.

MAIS POLÊMICA

O Senado e a Câmara realizarão no início de setembro uma terceira sessão para avaliar vetos do presidente Jair Bolsonaro. Serão votados 14 vetos de 155 dispositivos de leis aprovadas no Congresso.

CASA DE PETROLEIRO

A Petrobras venderá sua participação em cinco campos de petróleo no Espírito Santo. Alvo do maior escândalo de corrupção do mundo, exige de compradores uma espécie de certificado de bons antecedentes.

AFINAL, DEU CERTO

Um dos primeiros atos do novo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, foi estender até dezembro os julgamentos por videoconferência. Deveria mantê-los permanentes.

EMPREGADORES

A Comissão da Reforma Tributária vai ouvir na quarta (2) representantes das confederações nacionais dos transportes (CNT), indústria (CNI), comunicação social (CNCom), Saúde (CNSaúde) e serviços (CNS).

PENSANDO BEM...

...com Sergio Moro demitido e Wilson Witzel afastado, está claro que lugar de juiz é mesmo na magistratura.
Herculano
30/08/2020 08:14
COSTAS NA PAREDE, ZÍPER NO BOLSO, por Carlos Brickmann

1- Aquilo que começou com uma manobra contra Bolsonaro, os R$ 600 mensais de auxílio a quem não tinha como sobreviver, foi bom para ele: sua popularidade decolou, está forte até para, se quiser, detonar o Posto Ipiranga, e sabe que boa parte de sua força deriva do auxílio oficial a quem nada tem.

2- Bolsonaro, que nisso está absolutamente certo, disse que não se deve tirar dinheiro dos pobres para dar aos paupérrimos. Dinheiro para a Renda Brasil tem de surgir de outro lugar e o Orçamento está no limite, sem folga.

3 - Dos ricos, como sabemos todos, ninguém vai tirar dinheiro, não.

4 - Ninguém vai reduzir as despesas do Governo. O Centrão não deixa.

Se não há dinheiro no Orçamento, se não vão tirar dinheiro dos pobres (o que seria a solução para Paulo Guedes), se não vão tirar dinheiro dos ricos e o presidente precisa do Renda Brasil, o caro leitor que se prepare: é do seu inesgotável bolso que vai sair o dinheiro. Tudo será, como sempre, muito bem explicadinho, nos seus mínimos detalhes: os bancos precisam ter bons lucros, para evitar "riscos sistêmicos", os muito ricos precisam ser poupados para investir e gerar empregos, sobra a classe média para ordenhar. A nova CPMF atinge pouco os mais pobres, que quase não usam bancos; será compensada com desonerações e benefícios tributários para os que podem investir. Quem recebe salário e paga contas pelos bancos? Portanto, prepare-se.

Mas um dia, promete Paulo Guedes, o Governo gastará menos. Então, tá.

MINISTRO QUER FICAR

O Ministério da Economia divulgou nota oficial negando que o ministro esteja pensando em deixar o cargo. Aliás, nem haveria motivo: o Imposto Ipiranga já mostrou que continuará usando seu conhecimento universitário para apoiar tudo o que o presidente quiser que ele apoie. Mas, num governo que afastou 183 colaboradores de primeiro ou segundo escalão em 20 meses, nunca se sabe (o levantamento é de O Globo, e não conta aquele ministro da Educação que caiu antes de tomar posse). Paulo Guedes, não esqueçamos, é um liberal extremado. É tão liberal que chega a ser permissivo.

E ESTÁ PRESTIGIADO

O vice-presidente, general Mourão, disse que, em sua opinião, "o Guedes está firme". Quem acompanha futebol sabe o que acontece logo depois que algum dirigente diz que o técnico está prestigiado: cai fora em poucos dias. Fazendo as contas de outro jeito, este Governo se livra de um colaborador do primeiro ou segundo escalão de três em três dias.

TUDO ERRADO

O ministro do Supremo é um cidadão e tem direito a ter opinião, mas nem sempre de expressá-la. Deve evitar exprimir opiniões sobre casos e pessoas a quem possa ter de julgar um dia. Por isso o ministro Luís Roberto Barroso não deveria ter criticado o presidente Bolsonaro, lembrando que ele já louvou a ditadura e a tortura. É verdade; mas isso, no caso, não importa. Ministro do Supremo deve resguardar-se para dar seu veredito nos autos de um processo. Além do mais, está dando palpite sobre o que ocorre no Executivo, um outro Poder da República ?" um caso típico de intromissão.

Outro ministro do STF, Marco Aurélio, rebateu Barroso, mas rebateu errado: disse que Bolsonaro foi eleito e é presidente de todos os brasileiros. É verdade; mas Barroso tinha dito a mesma coisa, que, apesar de tudo ninguém defendeu solução diferente da legalidade constitucional. O general Augusto Heleno também errou o tom: para ele, não adianta que parte da nação queira derrubar o presidente. É verdade ?" só que não leram direito para ele o que Barroso realmente disse.

FALAM DEMAIS

Toda essa cascata surgiu porque Barroso esqueceu as limitações que lhe impõe a liturgia do cargo. Falou demais, ouviu demais. Tudo desnecessário. Ainda mais sabendo que Barroso é dos ministros mais moderados do STF.

MEU BRASIL BRASILEIRO

Como lembra a jornalista, escritora e assídua leitora Regina Helena de Paiva Ramos, neste país lindo e trigueiro, terra do samba e pandeiro, Brasil!

1 - A pastora Flordelis, acusada de mandante do assassínio de seu marido, continua sendo deputada federal. Não deveria pelo menos ser imediatamente suspensa da Câmara, até que houvesse o julgamento?

2 - O presidente só fala se a frase contiver palavrões.

3 - Paulo Guedes quer taxar livros e acabar com a Farmácia Popular.

4 - Os tribunais agora inocentam quem foi condenado por Sérgio Moro.

5 - O juiz que andava sem máscara, desacatou o guarda e rasgou a multa já foi punido: fica sem trabalhar e recebe salário integral, R$ 33 mil por mês.

Regina Helena só esqueceu de dizer que, por ordem do ministro Edson Fachin, do STF, a Polícia está proibida de operar nas favelas do Rio enquanto durar a pandemia (deve haver, creio, alguma relação entre operações policiais e a Covid).

Já bandos armados podem operar à vontade e nesta semana andaram impondo o terror a todos enquanto guerreavam entre si.
Herculano
30/08/2020 07:59
'POSTO IPIRANGA', PAULO GUEDES ENTROU NUM HUMILHANTE PROCESSO DE FRITURA, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Superministro foi uma invenção marqueteira que jamais ficou em pé

O "Posto Ipiranga" entrou num humilhante processo de fritura. Felizmente, essa figura nunca existiu. Se existisse, o perigo seria enorme, pois é impossível fritar um posto de gasolina. Pode-se explodi-lo, mas o quarteirão vai junto.

Paulo Guedes como superministro foi uma invenção marqueteira, que jamais ficou em pé. O doutor acumulou poderes sem ter um projeto viável, acreditou na própria lenda, achou que estava chegando ao paraíso, confiou em velhos truques e em menos de dois anos deu-se conta de que é o presidente quem manda.

Quando Bolsonaro mandou ao lixo seu projeto para o Renda Brasil, deu-lhe uma lição: "Não posso tirar dos pobres para dar para paupérrimos". Na mosca, pois era isso que Guedes propunha, tirar recursos do abono que beneficia 23 milhões de pessoas com renda inferior a dois salários mínimos para quem não tem nem isso.

Essa foi a boa notícia. A má é que Paulo Guedes vem sendo perseguido por outro fantasma marqueteiro, chamado "Pró-Brasil". Ele apareceu intitulando-se um "Plano Marshall" para o país. Era coisa de quem não sabia o que foi o plano de recuperação econômica da Europa depois da 2ª Guerra Mundial. Piorando, é também coisa de quem não sabe o que quer, além do elementar avanço sobre a bolsa da Viúva.

Nesse bloco brilha o ministro Rogério Marinho. Quando ele estava na ekipekonômica de Guedes, defendeu a taxação compulsória das pessoas que recebem auxílio-desemprego. Não se tratava de tirar do pobre para dar ao paupérrimo, mas de tirar de quem está sem trabalho para reforçar a caixa do governo.

Promovido a ministro do Desenvolvimento Regional (e candidato ao Governo do Rio Grande do Norte), tornou-se um defensor da necessidade de investimentos "no capital humano e na infraestrutura". Nada mais sensato.

Marinho defendeu essa tese na tenebrosa reunião ministerial de 22 de abril. Amparou-se no exemplo da audaciosa e clarividente decisão do chanceler alemão Helmut Kohl para custear a reunificação do país no fim do século passado. (Nessa reunião, Jair Bolsonaro fritava seu ex-superministro Sergio Moro.) Marinho poderia ter prosseguido no exemplo alemão: Kohl foi apanhado num escândalo de arrecadação ilegal de dinheiro de campanha, perdeu o cargo, sua mulher matou-se e ele morreu no ostracismo, em 2017.

Guedes acreditou em muitas fantasias. Achou que o mercado lhe dava tanta força que podia advertir o presidente da República. No último dia 11 ele disse o seguinte: "Os conselheiros do presidente que estão aconselhando a pular a cerca e furar teto vão levar o presidente para uma zona de incerteza, uma zona sombria, uma zona de impeachment, de irresponsabilidade fiscal. E o presidente sabe disso e tem nos apoiado".

Passaram-se 15 dias e tomou o troco. O "tem nos apoiado" era uma doce ilusão. A turma que frita Guedes apresenta-se como "ala desenvolvimentista". Antes fosse. Passou o tempo e tudo voltou ao dia em que disseram ao marechal Castello Branco que se formava uma aliança contra o "inimigo comum". Ele perguntou quem seria esse inimigo e disseram-lhe que era ele.

- Eu, não. É o Erário.

RECORDAR É VIVER

No século passado, quando o presidente José Sarney fez o Plano Cruzado e pareceu ter acabado com a inflação, o empresário Dilson Funaro tornou-se o ministro da Fazenda mais popular de todos os tempos.

O Cruzado fazia água e falava-se que o ministro popular poderia deixar o governo. No Planalto repetia-se que Funaro só sairia se quisesse.

Um dos ministros mais poderosos do governo avisava: "Ele vai sair, mas só depois de termos quebrado todos os seus ossinhos".

Desossado, ele saiu em abril de 1987.

EMBUSTES DA ONDA MOALISTA DE 2018 FORAM MOSTRADOS POR POLÍCIA, MINISTÉRIO PÚBLICO E STJ

A deputada Flordelis é acusada pela morte do marido, e o pastor Everaldo, de ter avançado sobre recursos para combater a pandemia

Em uma semana a polícia, o Ministério Público e o Superior Tribunal de Justiça mostraram o tamanho de embustes que estavam embutidos na onda moralista de 2018.

A polícia acusa a deputada Flordelis de ter mandado matar o marido-pastor Anderson do Carmo. O Ministério Público acusou o pastor Everaldo de ter avançado sobre recursos destinados a combater a pandemia, e o ministro Benedito Gonçalves mandou-o para a cadeia.

O mesmo ministro afastou o ex-juiz Wilson Witzel do Governo do Rio. Eleito em nome da moralidade num estado que teve cinco governadores encarcerados, Witzel dificilmente voltará ao Palácio Guanabara.

Benedito Gonçalves poderia ter dado um toque de humor à sua decisão exigindo que o doutor usasse a ridícula faixa azul que mandou confeccionar no dia de sua posse.

Numa trapaça da História, no dia em que o Senado afastou a presidente Dilma Rousseff, o pastor Everaldo batizava nas águas do rio Jordão o deputado Jair Bolsonaro. Além do que seria a fé, Bolsonaro e Everaldo conviveram no Partido Social Cristão, presidido pelo pastor.

WASSEF E A JBS

Quem conhece o valor dos honorários de advogados acha que os R$ 9,8 milhões que a JBS pagou ao advogado Frederick Wassef podem até ser razoáveis, desde que estejam vinculados ao êxito nos litígios.
Nos próximos dias o procurador-geral Augusto Aras saberá quais eram os exitosos caminhos de Wassef.

COM PANDEMIA E RECESSÃO COMUNIDADE SALVOU A ESCOLA RATIMBUM

Empresários aderiram a pedido de doações e alunos puderam ter descontos e bolsas

As coisas boas também acontecem. Com a pandemia e a recessão, milhares de colégios particulares estão lutando pela vida.

Em julho, a Escola Espaço Ratimbum, de Morungaba, pequena cidade próxima a Campinas, parecia condenada. Sua fundadora, Viviane Catapani, foi buscar ajuda na comunidade. Aos empresários pediu que adotassem alunos com bolsas de estudo. Ao pais das crianças ofereceu descontos a quem pudesse adiantar as mensalidades.

Dono de uma fazenda na região, o empresário Fernando Carramaschi ajudou a mobilização da professora e em menos de dois meses a comunidade salvou a escola. Seis mães de alunas, o dono do posto Shell e pessoas ligadas às empresas Alpina Têxtil e Agropecuária Purininha salvaram a Ratimbum.

A escola recebeu R$ 17 mil, e tem apalavrados outros R$ 41 mil. Dos 52 alunos do colégio, dez terão bolsas de estudo.

BIDEN PELADO

Donald Trump passou quatro anos apanhando. No seu discurso aos republicanos, começou a atirar em Joseph Biden e o candidato americano virará vidraça nos próximos meses.

Noves fora as trapalhadas de seu filho, a turma que lhe dava segurança quando era vice-presidente conta que o ilustre sexagenário tinha o hábito de tomar banho de piscina nu.

Os agentes do Serviço Secreto que protegem o presidente americano e seu vice adoram os republicanos, santificam Ronald Reagan, detestam Jimmy Carter e odeiam Hillary Clinton. Mesmo assim, não falam mal de Barack e Michelle Obama (codinomes "Renegado" e "Renascença"). Ela fazia questão de ser chamada pelo primeiro nome.
Herculano
30/08/2020 07:40
Ao que se apresentou como Paulo Ribeiro

Você escreve.

ALGUMAS CONSTATAÇÕES: O FUTEBOL PROFISSIONAL ESTÁ LIBERADO EM SANTA CATARINA ATRAVÉS DA PORTARIA 550/2020 DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE; então por que motivo o FUTEBOL AMADOR NÃO PODE SER LIBERADO?

Volto. A questão não é esta e não foi tema da minha abordagem e reflexão. Há uma legislação proibitiva, os demais estão obrigados em Santa Catarina estão cumprindo, mesmo questionando e a contragosto.

Gaspar insiste em descumpri-la. Por que Gaspar - autoridades e boleirada - não discute com quem fez a lei e a derruba? Ou a lei não é mais para todos? Essa é a regra em Gaspar faz o que quer o poder de plantão? Por que não entrou com uma medida na jurisdição para proteger o seu ponto de vista? Medo de ser derrubada pela obviedade, como foi em outras circunstâncias semelhantes? Então é tudo bem intencional e para mandar bananas a legislação

Você escreve
O COLEGIADO SUPERIOR DA SEGURANÇA PÚBLICA foi criado pela Lei complementar nº 741 de 2019; no Colegiado, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto Geral de Perícias analisam e decidem em comum acordo assuntos relevantes para a segurança de Santa Catarina. Os representantes possuem TOTAL AUTONOMIA, portanto NÃO HÁ SUBORDINAÇÃO entre eles.

Volto. Se o tal colegiado superior, não é igual a antiga secretaria de Segurança, como o próprio governador assim definiu quando o criou, fecha-o. É mais uma criação sem crédito nas suas palavras. Só espero que você não seja da área de segurança e um subordinado do tal Colégio. Um fato característico de insubordinação.

Se mesmo a Polícia Militar não se subordina ao Conselho Superior de Segurança, e ele não possui valor nenhum no ordenamento das ações estratégicas da segurança de Santa Catarina, por que a Polícia Militar, de forma autônoma, não exerce o papel de fiscalização que lhe compete no cumprimento das regras estaduais, superior as do municípios, e emanadas como excepcionais em decorrência da pandemia?

Como se vê, há justificativa para se andar fora da lei, como escrevi anteriormente, certo ou errada, boa ou ruim, quando ela é feita exatamente para que todos cumpram, poderosos e fracos. Acorda, Gaspar!
Paulo Riberio
29/08/2020 18:42
ALGUMAS CONSTATAÇÕES:

O FUTEBOL PROFISSIONAL ESTÁ LIBERADO EM SANTA CATARINA ATRAVÉS DA PORTARIA 550/2020 DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE; então por que motivo o FUTEBOL AMADOR NÃO PODE SER LIBERADO?


O COLEGIADO SUPERIOR DA SEGURANÇA PÚBLICA foi criado pela Lei complementar nº 741 de 2019; no Colegiado, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto Geral de Perícias analisam e decidem em comum acordo assuntos relevantes para a segurança de Santa Catarina. Os representantes possuem TOTAL AUTONOMIA, portanto NÃO HÁ SUBORDINAÇÃO entre eles.
Herculano
29/08/2020 18:17
da série: a mentirosa influenciadora da direita

ZAMBELLI APAGA POST EM QUE DIZ ESTAR CURADA DA COVID-19

Conteúdo de O Antagonista.A deputada Carla Zambelli apagou um tuíte em que ela dizia ter sido curada da Covid-19 após tratamento precoce com hidroxicloroquina.

Como publicamos ontem, o hospital DF Star de Brasília, onde a parlamentar esteve internada, informou que Zambelli não foi infectada pelo novo coronavírus.

Após receber o primeiro diagnóstico positivo para a doença, a deputada chegou a mudar de hospital para poder ser tratada com o medicamento.
Herculano
29/08/2020 18:13
PARECE QUE ELE TINHA RAZÃO

Diego Amorim, repórter de O Antagonista, no twitter:

"Essa subida rápida vai durar abril, maio e junho, quando vai começar a ter tendência de desaceleração de subida; em julho, deve começar o platô; em agosto, o platô vai começar a mostrar tendência de queda, e aí a queda em setembro é uma queda profunda". Mandetta, em 20 de março.
Herculano
29/08/2020 18:09
da série: a polêmica da hora na volta do ensino presencial nas escolas particulares e públicas.

ENSINO MÉDIO DEVE VOLTAR PRIMEIRO, DIZ PRESIDENTE DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA

Segundo Clovis Arns da Cunha, são alunos que entendem a importância das medidas preventivas

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Entrevista e texto de Patrícia Pasquini. Em meio à polêmica em torno da volta às aulas, nenhuma das alternativas propostas pelas esferas governamentais vem ao encontro do que sugere o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Clovis Arns da Cunha.

Em entrevista à Folha, Cunha afirma que a retomada das atividades escolares deve ocorrer pelos alunos do último ano do ensino médio, porque estão perto do vestibular e já entendem a importância das medidas preventivas contra a infecção pelo novo coronavírus.

Num segundo momento, os estudantes do segundo e primeiro ano do ensino médio, e da última série do fundamental, gradativamente e de forma escalonada -metade em sala de aula e outra a distância.

Cunha também critica a defasagem da tabela de remuneração de procedimentos no SUS (Sistema Único de Saúde), que não acompanhou a inflação ao longo dos últimos 50 anos.

Segundo Cunha, sem o atendimento pelo SUS o número de óbitos por Covid-19 no Brasil já teria ultrapassado 150 mil.

Como o sr. avalia a estratégia de enfrentamento à pandemia das três esferas de governo?

No âmbito estadual, teve um pouco mais de homogeneidade. No governo federal, observou-se uma situação muito ruim. Tentando fazer sempre uma crítica construtiva, as medidas de prevenção tão importantes que o mundo inteiro preconiza - uso de máscaras, distanciamento físico de pelo menos um metro e a higienização das mãos - não só não foram preconizadas e orientadas pelo governo federal como contrariadas. Se você não segue uma orientação homogênea, como fica a situação dos brasileiros que ouvem os médicos orientarem o uso da máscara, mas o presidente [Jair Bolsonaro] não usa? Pelo contrário, promove aglomeração e situações contrárias ao que o mundo inteiro científico orienta, incluindo a OMS (Organização Mundial da Saúde) e as sociedades científicas?

O que levou o Brasil a ultrapassar 100 mil mortes por Covid-19?

Em cidades populosas, especialmente no Brasil, onde há pessoas que vivem em casa com um cômodo, é impossível fazer um isolamento respiratório. Na primeira onda, tivemos seis epicentros: São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Manaus e Belém. Nas últimas seis, oito semanas, as regiões do Brasil que não tinham sido acometidas - os três estados do Sul, o Centro-Oeste e Minas Gerais - passaram a ser. Se você tem um povo que segue as medidas, lideranças de saúde que orientam corretamente e dão exemplo de como utilizar essas medidas e elas são eficazes, você elimina muito o impacto da Covid-19 em termos de números. No Brasil, houve por muitos meses e em várias esferas pessoas dizendo que não precisava usar máscara, do distanciamento físico, isolamento social de idosos e pacientes de risco. Foi o principal motivo que levou ao número grande de casos.

Quais estados mais preocupam as autoridades médicas?
Estamos na segunda fase da pandemia. Sul, Centro-Oeste, incluindo o Distrito Federal, e Minas Gerais estão no pico da pandemia. O que está acontecendo também é a interiorização da Covid-19. Várias cidades do interior estão acometidas.

O sr. concorda que São Paulo está no platô e a aceleração da doença diminuiu? A população pode ficar mais tranquila em relação à pandemia?

Na verdade, é o que está acontecendo em vários estados - neste sentido São Paulo e Paraná são parecidos. Em São Paulo, o platô teve duas forças diferentes. O estado teve o pico, principalmente às custas da capital; depois, na capital diminuiu e no interior subiu. No Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, atingimos o pico e estamos no platô do pico. O número de casos e mortes ainda é muito grande, mas esperamos tanto em São Paulo como no Sul e Centro-Oeste que esse platô progressivamente vá caindo. Na cidade de São Paulo, houve uma melhora significativa, tanto que foi possível desativar os hospitais de campanha.

Se o governo tivesse implantado "lockdown" em SP já estaríamos numa situação mais segura?

Se você faz um "lockdown" só num estado ou município, só adia a epidemia. Foi o que aconteceu na Nova Zelândia, em Portugal e na Alemanha. Um "lockdown" localizado, quando a situação está completamente descontrolada, como aconteceu no Maranhão, funciona só para fazer com que a curva do número de casos diminua temporariamente. As pessoas viajam. No Paraná, quando começou a aumentar a epidemia, metade dos casos era de pacientes oriundos de São Paulo. Você não consegue fazer uma barreira sanitária num país como o Brasil por quatro, cinco ou seis meses.

Com a pandemia, quais conclusões podem ser tiradas sobre a saúde pública do Brasil?

Primeiro, precisamos falar sobre a parte boa do SUS. Nenhum país grande como o Brasil tem um sistema igual ao nosso. Nos EUA, onde não existe sistema gratuito de atendimento, muitas pessoas morreram porque chegavam com Covid-19 grave ao hospital e não eram atendidas por não terem como pagar. O segundo passo é pensar sobre em que é possível melhorar e em que a pandemia escancarou as nossas fragilidades. Hoje há distorções [na tabela SUS]. Ao longo dos últimos 50 anos, independentemente do governo eleito, não houve a preocupação de acompanhar a inflação. A epidemia mostrou que o SUS salvou várias vidas. Se não tivesse atendimento pelo SUS, provavelmente o número de óbitos no Brasil estaria em mais de 150 mil. Uma vez elogiado o SUS, a pergunta que gestores públicos e médicos da linha de frente da batalha devem fazer é: como remunerar melhor [os procedimentos]?

O que se sabe sobre o novo coronavírus até hoje?

Hoje, os infectologistas se sentem seguros em saber qual exame precisam pedir para diagnóstico de Covid-19, como interpretar o resultado, qual deles é melhor, quando medicar o paciente, qual remédio dar, quando internar o paciente e que cuidados devemos ter ao interná-lo. Um dos grandes aprendizados foi que a doença pode causar hipóxia silenciosa (quando o paciente tem falta de oxigênio no sangue, com saturação abaixo de 95%, mas não apresenta falta de ar).

Quando o Brasil terá uma vacina segura para imunizar a população?

Na virada do ano. Você tem nas vacinas hoje uma seleção que foi para a semifinal da Copa do Mundo, ou seja, a seleção está indo bem, com grandes chances de ser campeã. Há quatro ou cinco vacinas que são semifinalistas e todas podem ser campeãs até o começo do ano, entre elas a chinesa e a de Oxford, que os estudos estão na fase 3 e na fase 2 foram bem. Uma outra vacina que vamos participar dos testes em Curitiba assim que aprovada pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) e Anvisa está sendo desenvolvida pela Janssen, do laboratório da Johnson & Johnson. Os testes no Brasil vão começar no início de setembro.

A politização da Covid-19 pode atrapalhar o trabalho de imunização da população?

Sempre atrapalha, porque tem muita fake news, o que é um problema de saúde pública. Eu gosto de dizer que a vacinação é a segunda medida preventiva mais eficaz em saúde pública. Só perde para saneamento e água potável. Se você quer promover saúde pública, invista em vacina.

Alguma possibilidade de termos um medicamento contra a Covid-19 antes da vacina?

Hoje nós já temos e essa medicação é eficaz e salva vidas, desde que feita no momento certo.

O senhor está falando da dexametasona?

Isso mesmo. Esse tratamento deve ser feito ao primeiro sinal de hipóxia, quando a saturação de oxigênio fica abaixo de 95%.

A Sociedade Brasileira de Infectologia é totalmente contra a cloroquina. No estado de São Paulo, o médico tem liberdade para receitar o medicamento, se achar adequado. Como todo medicamento, essa medicação que você mencionou foi submetida a estudo clínico randomizado. Hoje, as sociedades médicas científicas e os ministérios da saúde do mundo inteiro mostraram que não tem benefício, não evita a pneumonia, a doença grave, e pode ter efeitos colaterais. Se o paciente toma na fase inicial, os efeitos colaterais são leves; na fase que está com pneumonia e muitas vezes com comprometimento cardíaco pelo novo coronavírus, a hidroxicloroquina causar arritmia cardíaca e ser fatal.

O governo de SP anunciou que as escolas podem retomar as atividades extracurriculares em setembro e as aulas em outubro. É o momento de voltar às aulas?

Como deve ser este retorno? Você precisa analisar vários itens. Primeiro, se a epidemia está controlada. A segunda é implantar medidas preventivas para minimizar o impacto dessa volta. Em linhas gerais, a volta deve começar pelos alunos que estão terminando o ensino médio, que têm, em média, de 16 a 20 anos, e estão perto do vestibular. Depois, pelos das outras séries do ensino médio e, gradativamente, os mais velhos do ensino fundamental, porque são alunos que compreendem a necessidade e orientação das medidas preventivas, como o distanciamento físico, uso de máscaras e de álcool, água e sabão para a higienização das mãos. A volta deve ser escalonada. Metade da turma tem aula presencial e a outra fica no ensino a distância; na semana seguinte, inverte.

Os municípios brasileiros estão preparados para as eleições municipais?

Tive a oportunidade, representando a Sociedade Brasileira de Infectologia, de participar e propor a mudança das eleições para 15 de novembro em uma reunião com o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. A nossa proposta foi aceita e adequada, porque já prevíamos naquela ocasião que, pelo Brasil ser um país continental, era provável que além daqueles epicentros que estavam sofrendo mais a epidemia outros estados e municípios seriam acometidos. No dia da eleição, certamente estaremos com a pandemia mais controlada no Brasil.
Miguel José Teixeira
29/08/2020 11:10
Senhores,

Capitão zero-lula

1) "É preciso deixar o Presidente Trabalhar"
(Min. Marco Aurélio Mello (STF), ao jornalista José Luiz Datena, na Rádio Bandeirantes, referindo-se ao Bolsonaro)

2) "Deixa o homem trabalhar"
(Mote da campanha pela reeleição do lula)

Huuummm. . .será que o ministro já aderiu à reeleição do "capita"? (expressão por ele usada).
Herculano
29/08/2020 10:13
SIMBOLISMO NOS NOMES, por Cláudio Prisco Paraíso

Sem entrar no mérito das competências pessoais, ficou clara a estratégia na composição das posições-chaves da Comissão Especial do impeachment na Assembleia Legislativa.

Por que João Amin na presidência? Porque a oposição a Moisés da Silva colocou um representante da família no comando do processo para tentar sensibilizar os pais dele, Esperidião e Angela, em favor da tese da degola do governador e da vice.

Na bancada do PP, partido dos Amin, são três os deputados estaduais. Dois deles, Zé Milton e Altair Silva, têm interlocução e proximidade com o governo. Se a bancada fechar questão, João Amin teria que acompanhar os dois. Em caso de liberação, na realidade de hoje, o placar no PP ficaria 2 a 1 para o governador.

E por que Luiz Fernando Vampiro, do MDB, na relatoria? O MDB tem quase 20% das cadeiras da Assembleia. Mas esse não é o único motivo. O partido na Alesc está rachado em relação ao impeachment. Não houve fechamento de questão e dificilmente haverá.

A TURMA DO CONTRA

Também porque lideranças influentes do MDB no estado, como Celso (deputado federal e presidente estadual) e Casildo Maldaner (ex-senador e ex-governador), o senador Dário Berger, os ex-governadores Paulo Afonso Vieira e Eduardo Moreira; e pelo menos mais um deputado federal do partido, são contra a cassação de Moisés da Silva.

LIBERAÇÃO

Na melhor das hipóteses, o MDB vai liberar geral. Podemos supor, como se comenta em alguns segmentos nos bastidores, que seja selado um acordo entre MDB e PSD para a eleição indireta do governador e já projetando o pleito de 2022. Se isso ocorrer, naturalmente que os senadores Esperidião Amin e Jorginho Mello vão reagir. Os dois têm pretensões majoritárias nas próximas eleições estaduais. Um acordo agora evidentemente teria reflexos dois anos adiante. Como também uma interinidade de seis meses já teria o poder de influenciar.

DOIS ANOS E Só

O presidente do Parlamento, Júlio Garcia, pode estar sinalizando que não buscará a reeleição em 2022 na expectativa de ser efetivado no comando do Estado depois de 180 dias como interino. Movimento que estaria visando a consolidar estas alianças tendo como pano de fundo o pleito majoritário estadual.

JUS SPERNEANDI

Outro componente neste caldeirão são as questões judiciais, que podem retardar todo o processo. O pedido de impeachment dificilmente chegará ao plenário da Assembleia Legislativa em setembro. De qualquer forma, o mês que está se iniciando promete fortes, fortíssimas emoções na seara política.

FREIO DE ARRUMAÇÃO

A diretoria da Celesc poderia tomar uma dose extra de bom senso e voltar atrás no escorchante aumento de 8% na fatura de energia elétrica. Até porque, é uma questão de tempo para a derrubada da canetada do presidente Cleicio Poleto Martins.

Ou o recuo vai acontecer pela via político-administrativa, ou então será via Poder Judiciário.

NOVA DIREÇÃO

"A demora na entrega da prestação jurisdicional deve ser erradicada, deve ser dizimada, pois implica serviço público ineficiente, e a espera, para o direito, pode representar a perda irreversível de seu objeto."

A afirmação foi feita pelo ministro Humberto Martins ao tomar posse como presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), esta semana. Ao lado do ministro catarinense Jorge Mussi, que assumiu como vice-presidente, Martins comandará as duas instituições no biênio 2020-2022.
Herculano
29/08/2020 10:01
da série: quando a religião se mistura à política e ambos buscam de poder, o capeta é quem domina a cena com a bíblia, torá o alcorão nas mãos

CASO FLORDELIS DARIA UM óTIMO FILME DE ZÉ DO CAIXÃO, por Álvaro Costa e Silva, no jornal Folha de S. Paulo

Envenenamento, traição, incesto, orgia, rituais macabros: tem de tudo na história da deputada federal acusada de mandar matar o marido

Muita gente já está aguardando o filme com a história de Flordelis. Um puro suco do Brasil contemporâneo. A única dúvida é quanto ao formato: um documentário do tipo crimes verídicos, explorando o prazer mórbido do espectador, ideal para exibição nas plataformas de streaming, ou uma produção mais sofisticada, na linha dos irmãos Coen, livremente baseada em fatos reais, com doses de humor negro, personagens psicopatas e sádicos e um anti-herói que acaba punido.

Com ingredientes macabros à Zé do Caixão - traição, incesto, orgias, rituais sangrentos, envenenamento, execução com 30 tiros -, o roteiro está pronto. Não falta sequer o subtexto político. Flordelis era íntima do poder: Bolsonaro, a mulher de Bolsonaro, os filhos de Bolsonaro.

Não será o primeiro filme sobre a pastora e cantora evangélica. Lançado em 2009, "Flordelis: Basta uma Palavra para Mudar" retrata uma mulher exemplar, cujo único projeto na vida - na época ela ainda não era a deputada federal mais votada do Rio - era afastar crianças e adolescentes das drogas e do crime. Flordelis (pronuncia-se flor de lis, e não flordélis, como eu, ignorante, sempre imaginei) vivia com 55 filhos, entre naturais e adotivos.

Eis a reviravolta na trama: como essa Mãe Coragem, enganando até a ministra Damares, virou o diabo em forma de gente e, segundo as investigações da polícia e do Ministério Público, tramou o assassinato do marido? A vítima, pastor Anderson do Carmo, antes de se casar com Flordelis tinha sido seu filho adotivo e seu genro e controlava o dinheiro da organização criminosa camuflada de igreja e família.

Outra obra também deve estar na cabeça dos cineastas: "Memórias do Cárcere", contadas por Ronaldinho Gaúcho. Com direito a uma cena de realismo mágico paraguaio: o "Bruxo" como maior atração no campeonato da cadeia, dando um balãozinho no carcereiro.
Herculano
29/08/2020 09:46
TRAFICANTES DO RIO JÁ TÊM 'EXÉRCITO' MAIOR QUE A PM, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

As facções de traficantes que dividem o controle de cerca de 1.500 favelas do Rio de Janeiro já somam 56 mil criminosos muito bem armados e mais numerosos que a Polícia Militar do Estado, com 44 mil policiais. A estimativa do "exército de bandidos" foi citada nesta sexta (28) pelo procurador de Justiça Marcelo Rocha Monteiro, em entrevista à Rádio Bandeirantes. Ele adverte: a decisão do Supremo Tribunal Federal de proibir a polícia nas favelas fortaleceu as organizações criminosas.

OLHO NO 'TERRITóRIO LIVRE'

Cresceu a ambição da gangue paulista "PCC" para se estabelecer nas favelas do Rio, como mostrou operação da Polícia Federal dias atrás.

GUERRA ENTRE QUADRILHAS

Com a polícia proibida de agir, tiroteio de 27 horas marcou a tentativa de uma facção "tomar" o morro de São Carlos, no Rio, controlado por rivais.

POVO SOB MIRA DE ARMAS

Na decisão do STF, os ministros não parecem informados sobre o drama vivido pela população favelada sob a mira das armas dos bandidos.

IMPÉRIO DA LEI DO CÃO

O STF nem imagina que pode ser fuzilado morador com roupa amarela, cor rival, em morro controlado pelo "Comando Vermelho", e vice-versa.

WITZEL TENTOU MANTER 'CANALHA VAGABUNDO' NA SAÚDE

Wilson Witzel chamou de "canalha" e "vagabundo" o ex-secretário de Saúde Edmar Santos, que virou delator e peça chave no afastamento do governador pelo STJ. Mas o governador afastado do Rio de Janeiro lutou para mantê-lo no governo. Assim que exonerou Santos por corrupção na Saúde, Witzel o nomeou na Secretaria de Acompanhamento da Covid-19, mas a nomeação foi suspensa pela justiça fluminense. Sem o cargo, Santos optou pela delação premiada e entregou o esquema.

RAPOSA NO GALINHEIRO

Alvo de denúncias de fraude na compra de respiradores, Santos foi exonerado e nomeado de novo na mesma edição do Diário Oficial.

TUDO TEM LIMITE

Ao suspender a nova nomeação, a juíza Regina Chuquer disse que a "discricionariedade não é um cheque em branco" para o governador.

AÍ TEM

Para investigadores, o esforço para manter Santos em altos cargos de confiança e agora chamá-lo de "vagabundo" reforça as suspeitas.

O POVO NÃO MERECE

De Leonel Brizola, em 1982, a Wilson Witzel, em 2018, todos os oito governadores eleitos para o governo do Rio de Janeiro foram denunciados em algum esquema. Cinco acabaram presos.

BRINCANDO COM FOGO

Entrevista do ministro Gilmar Mendes a José Luiz Datena, ontem, enumerando críticas ao comportamento do então juiz Sergio Moro na Lava Jato, fez parecer que em breve o País assistirá, estarrecido, ao STF anulando as sentenças que condenaram ladrões notórios.

NO MUNDO DA LUA

O astronauta Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) não explicou as cruéis demissões de idosos na Finep, órgão vinculado à sua repartição. Segue com aquele ar de quem ainda não sabe direito que fazer no cargo.

FALTA RECIPROCIDADE

O argentino Alberto Fernandez é outro peronista que rasga acordos. Agora, ele cria entraves à importação de veículos produzidos no Brasil para fazer demagogia. E o Brasil, como sempre, não faz o mesmo.

BRASIL DÁ RETORNO

O vice-presidente, general Hamilton Mourão, participa neste domingo do "Fórum BandNews: Potencial de Negócios do Brics", sobre atrativos do Brasil. O evento será gravado e vai ao ar nesta segunda, às 8h30.

MARUN RECUPERADO

Após 14 dias hospitalizado na Santa Casa de Porto Alegre, o ex-ministro Carlos Marun finalmente recebeu alta. Ele chefiou a pasta de Governo da administração Michel Temer e hoje é conselheiro da Itaipu Binacional.

OUÇAM BEM

De acordo com levantamento Tribunal de Justiça de Minas Gerais, entre julho de 2019 e julho de 2020, a ouvidoria do tribunal recebeu 9.907 mensagens, sendo 4 mil reclamações e apenas 84 elogios.

COMPLEXO DE INFERIORIDADE

Consultoria econômica fez estudo comparando a Alemanha que "discute a indústria 4.0", e o Brasil, ainda lutando contra a "desindustrialização". Faltou comparar o desmatamento alemão para garantir o progresso.

PENSANDO BEM...

...quem lembrar o nome do último governador do Rio que não se envolveu em escândalo de corrupção está livre de Alzheimer.
Herculano
29/08/2020 09:37
CONTORCIONISMO, por Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper, no jornal Folha de S. Paulo

Soluções de curto prazo trarão a ilusória liberdade de gastar sem precisar fazer escolhas

O sucesso de uma agenda econômica de governo requer pelo menos três pré-requisitos:

1) um presidente da República que administre internamente os conflitos entre seus subordinados, definindo as prioridades da gestão; 2) articulação política que consiga negociar essas prioridades com o Parlamento e ao mesmo tempo barre a aprovação de medidas contrárias às diretrizes de governo; 3) uma área econômica que tenha propostas prontas e consistentes. As três condições estão em falta no momento.

O presidente alimenta a briga de rua entre ministros e não define prioridades claras. Parece embevecido pelo canto de sereia eleitoral que lhe sopra parte de sua equipe. Paga, com gosto, a conta corporativa que lhe apresentam os militares: mais salários e equipamentos.

Ao mesmo tempo, teme abandonar a credibilidade, que aos poucos se esvai, de uma política econômica com contornos de responsabilidade fiscal e reformas estruturais.

A articulação política, cuja vida já é difícil quando não recebe do presidente orientação clara de prioridades, patina na baixa competência e no interesses próprios. Impede o avanço de projetos como a reforma administrativa, atuando como líder de corporação de servidores. Tem sido atropelada pelo Congresso, que aprovou diversas matérias à sua revelia, como o Fundeb e a expansão do BPC: pelo menos R$ 40 bilhões a mais por ano, sem indicação da fonte de financiamento.

Também deixou passar o aumento das emendas parlamentares obrigatórias, a criação de linha de crédito subsidiada para construção de gasodutos (em conflito com o projeto do novo mercado de gás) e o socorro bilionário à Cemig. Vetos presidenciais e medidas provisórias caem como folhas secas.

O Ministério da Economia tenta avançar com sua pauta nesse campo minado, fazendo concessões para se equilibrar no jogo político. Mas a descoordenação e a falta de prioridades no governo são tantas que o contorcionismo necessário para agradar a todos tende a gerar um conjunto de medidas contraditórias.

Ao mesmo tempo que propôs uma reforma tributária de qualidade, o ministério vai na direção oposta ao propor o típico kit populista: reajuste da tabela do Imposto de Renda (beneficiando os 10% mais ricos) compensado pela criação de CPMF.

Diminui um imposto que incomoda, porque as pessoas percebem quando pagam, e cria outro que se oculta nos preços e no custo do crédito.

De quebra, uma desoneração tributária de eletrodomésticos, ótima para anunciar na televisão: um filme ruim a que assistimos faz poucos anos.

A CPMF aparece, também, como fonte de financiamento da desoneração da folha de pagamento. Duplo prejuízo. Primeiro, será cortado o vínculo entre contribuição e benefício previdenciário, transformando as aposentadorias em um amplo programa assistencial pago por impostos. Segundo, o estrago que a CPMF fará na produtividade e no crescimento da economia comerá os empregos que a desoneração pretende criar.

Assim como a CPMF, as rendas de petróleo da União são apontadas como solução para vários fins: ora aparecem como possível transferência aos estados, ora serão antecipadas para pagar a dívida pública, ora serão a fonte para financiar a transição na reforma tributária. Ou uma coisa ou outra.


A ampliação da política de transferência de renda, pela fusão de programas sociais menos eficientes, está no caminho certo para reduzir pobreza e desigualdade. Mas foi desautorizada pelo presidente, que um dia discursa em apoio ao teto de gastos, no outro se recusa a rever programas sociais anacrônicos.

Um pacote que nasça torto não terá bom desfecho depois de passar por um Congresso descoordenado.

Sem propostas claras e consistentes, com apoio explícito do presidente, prevalecerão as soluções de curto prazo, como a prorrogação do estado de calamidade pública, que trará a ilusória liberdade de gastar sem precisar fazer escolhas.
Herculano
29/08/2020 09:29
OMISSÃO DO MP E DAS POLÍCIAS

Fabíola: você escreve que é muito simples resolver este assunto do desafio de Gaspar no que tange ao futebol de patotas. Eu concordo. Mas em Gaspar, nem o simples e óbvio parecem exequíveis quando as forças políticas e de poder assim a querem em seu próprio benefício. Desafiam a lei e criam a desigualdade entre os seus e adversários.

O caso do futebol de Patotas é um exemplo dentre muitos que venho abordando solitariamente nesta coluna há 15 anos. Ao mesmo em que sou líder de leitura, sou perseguido e constrangido formalmente pelos que vivem a margem ou nas brechas da lei - certa ou errada - que deveria ser para todos.

Foi simples assim como você escreve, por exemplo, aqui do lado em Blumenau com algo semelhante. O Ministério Público interpelou o município na figura do prefeito que também está em reeleição e pressionado nesses interesses eleitoreiros.

Ele voltou atrás, rapidamente. E jogou a culpa no já desgastado governador Carlos Moisés da Silva, PSL, o dono do decreto estadual que proíbe a tal prática do futebol de patotas.

O mesmo está acontecendo em Chapecó. E com a pressão da NSC - que esteve bem presente no caso de Blumenau - a Polícia Militar que estava omissa na fiscalização, teve que fazer uma nota dizendo que iria fiscalizar e punir quem desrespeitasse o decreto estadual, a quem serve e está obrigada constitucionalmente a fiscalizar.

Em Gaspar, o decreto municipal liberando o futebol de patotas com restrições para inglês ver, vale desde o dia 21 de agosto. Estamos no dia 29.

Nem Polícia Militar - cujo superior é um gasparense Paulo Norberto Koerich, o delgado geral de Polícia Civil e que preside o Conselho Superior de Segurança e Perícia, nem o Ministério Público se manifestaram a respeito. O silêncio é um aval ao que a lei proíbe, simples assim.

E a NSC Blumenau que nos últimos dias fez manchetes estaduais de Gaspar em casos da Covid-19 para cobrir casos assemelhados em outras praças? Caladinha. E por que? Porque esta não é uma pauta política da assessoria político-eleitoral da prefeitura para a boa imagem do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB. Simples assim, também!

Não se trata de ser contra o futebol de patotas. Muito pelo contrário. Trata-se de igualdade. Se é proibido para todos, porque só 99,9% estão obrigados e em a lei não vale, só em Gaspar ela não é fiscalizada e ninguém responsabilizado?

Não fui eu quem inventou essa portaria estadual, nem sei se ela deveria existir, pois não entendo do assunto Covid-19, mas o que está em discussão neste momento é: por que existindo uma lei, quem deveria fiscalizá-la em nome de quem a emanou e da comunidade - pois ela foi criada, segundo se argumenta, com o intuito de proteger a sociedade - se omite e por que existindo um decreto proibitivo, Gaspar manda bananas para ele na maior cara dura e diante de todos.

Esta pode ser mais um prova de que o arroto permanente do tal corpo fechado do poder de plantão, é verdadeiro. E se é, é um perigo pois desprotege os mais fracos, os que estão obrigados à lei que não serve ou é usada ao seu modo e necessidade - inclusive a da perseguição - pelos mais fortes e seus relacionamentos nas instituições. Também simples, assim! Acorda, Gaspar!
Fabíola Mattos
29/08/2020 02:29

Sobre o futebol das patotas, muito mais simples é a POLÍCIA CIVIL abrir um inquérito e intimar os chefes de cada grupo; só buscar nas redes sociais e nas páginas dos jornais locais (como aqui no Cruzeiro do Vale).

Uma ação rápida e preventiva, bem melhor que esperar as aglomerações acontecerem; pois cada chefe ou responsável ficará ciente das penalidades que irá sofrer caso descumpra o Decreto Estadual.
Miguel José Teixeira
28/08/2020 12:33
Senhores,

Sábias indagações do Jornalista Herculano Domício, abaixo:

"Da série o Dia da Marmota:

a)Quem disse que magistrado é digno só por ser ele um magistrado?

b) Quem disse que um pastor ou um religioso, ou beato é santo só por professar ou ter fé?"

Na formação da minha personalidade aprendi que sim!

Médicos, Magistrados, Padres, Pastores, Engenheiros, Professores, enfim. Fui educado para respeitá-los, pois sua formação profissional garantiam sua honestidade.

No entanto, aos poucos, fui desconfiando da verdade absoluta.

Rousseau, já entendia que "todo homem nasce bom mas a sociedade o corrompe".

Pois é. . .e quem integra a sociedade?

Agora, para a crescente roubalheira dos cofres públicos brasileiros, penso que ampara-se na "CERTEZA DA IMPUNIDADE".

Ou como já dizia o meu pai, "se roubares, roube bastante para prender o Delegado!
Herculano
28/08/2020 12:27
A NSC NÃO TÉ TOTAL

Um decreto de Blumenau contrariando disposição estadual, liberou o futebol de patotas por lá. O jornalismo da NSC foi atrás. O prefeito de lá voltou atrás depois que o Ministério Público disse que iria representar a administração municipal e a PM advertiu que cumpriria a lei estadual na fiscalização de denúncias.

Em Chapecó, está na mesma situação. E todos os noticiosos da NSC reportam esta situação. Em Chapecó, a PM estava em cima do muro. A NSC foi ao comando da PM de Santa Catarina. Ela disse que a lei em vigor é a estadual. A PM de Chapecó disse que vai cumprir a determinação do comando, quando houver uma denúncia.

Em Gaspar, a liberação do futebol de patotas é datada do dia 21. A NSC está em silêncio. Por que? Certamente, não foi demandada pela assessoria de imprensa da prefeitura de Gaspar. Não é uma boa pauta para o governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, em campanha a reeleição.
Herculano
28/08/2020 11:51
BOLSONARO PODE CELEBRAR, MAS CASO WITZEL É AVISO À "GERAÇÃO DE 2018", por Igor Gielow, na edição digital do jornal Folha de S. Paulo

Afastamento de governador mostra que a caveira de burro da política do Rio segue viva
A caveira de burro, figura extraída da mitologia do futebol que indica um lugar onde tudo dá errado, é o símbolo máximo da política do estado do Rio de Janeiro.

Dos 8 governadores que o estado elegeu desde que voltou a fazer isso, em 1982, 6 estão vivos. Todos foram implicados em algum esquema de corrupção, 5 foram presos em algum momento e 1, Sérgio Cabral, está na cadeia condenado a uma pena de quase 300 anos.

Agora foi a vez de Wilson Witzel (PSC), talvez o mais exótico exemplar em termos de trajetória política a frequentar o assombrado Palácio Laranjeiras, sob o qual parece enterrado o proverbial crânio muar.

Seu afastamento, somado ao processo de impeachment que sofre na Assembleia Legislativa, parece ser o prego no caixão da meteórica carreira política desse ex-juiz, eleito no tsunami conservador-bolsonarista de 2018.

O patrono da turma, o presidente Jair Bolsonaro, tem motivos para celebrar a queda em desgraça do antigo apoiador. Ao longo de 2019 e, principalmente, com a ascensão da realidade pandêmica, Witzel buscou afastar-se do Planalto com tom ácido.

Figura dada a extravagâncias, além de inventar uma "faixa presidencial" estadual que gostava de envergar, Witzel se proclamou candidato ao posto de Bolsonaro em 2022. Talvez realmente acreditasse que sua retórica agressiva de combate violento ao crime no Rio e imagem de rigidez moral fossem um trampolim.

Se o fez, errou feio. A política do "mirar na cabecinha" de gente armada resultou em crianças mortas por balas perdidas. Já a moralidade propalada se desfez a partir de maio, quando seu governo foi alvo da Operação Placebo - não por acaso, quando submergiu seu tom crítico ao presidente.

Naquele momento, a recente intervenção de Bolsonaro na Polícia Federal do Rio e o papel do órgão na construção do caso contra Witzel tornavam a hipótese de mero direcionamento contra adversários do Planalto mais do que plausível.

A ação policial espalhafatosa foi um ato de intimidação de governadores opositores, no auge da disputa com Bolsonaro com os estados sobre a condução do combate à Covid-19.

Isso obviamente não tornava Witzel inimputável ou inocente. Assim, passado o tempo e assentadas as apurações, os indícios contra o governador ganharam peso e se tornaram um nó dificílimo de desatar agora.

Witzel é o mais vistoso dos desconhecidos eleitos no vagalhão bolsonarista de 2018 com problemas. Enfrentam problemas outros nomes catapultados do nada para o governo, como o Comandante Moisés (PSL-SC). Outros gerem caos administrativos, como Romeu Zema (Novo-MG).

Esses fracassos reforçam a impressão que se tem, nos meios políticos, que arranjos mais tradicionais poderão triunfar no pleito municipal deste ano. A aposta em governantes salvacionistas, sem experiência prévia, era parte da antipolítica inspirada pela Lava Jato.

Isso pode ter perdido a força e alimenta uma concertação na praça dos Três Poderes contrária ao espírito lava-jatista. Com efeito institucional algo seletivo, como se vê, dado que é o mesmo impulso que chegou às acusações contra Witzel.

Uma incógnita nessa equação chama-se Sergio Moro, que calcula como poderá entrar no jogo sucessório. Se ele teve um estágio como ministro de Bolsonaro e não pulou na política eleitoral de cara, como Witzel, sua associação com o espírito moralista da Lava Jato é seu grande ativo.

Como tudo isso evoluirá até 2022 é outra história. Para Bolsonaro, que preside sobre uma balbúrdia em forma de governo, há ainda a sombra das investigações do caso Fabrício Queiroz. Sua celebração nesta manhã certamente merece uma boa dose de moderação.
Herculano
28/08/2020 11:40
RIO DE JANEIRO VIVE UMA ROTINA DE TREM FANTASMA, por Josias de Souza

Até bem pouco, o ex-juiz Wilson Witzel guerreava com Jair Bolsonaro e imaginava que o destino lhe reservava uma candidatura à Presidência da República. Hoje, às voltas com um inquérito por corrupção que inclui até sua mulher, afastado judicialmente do cargo de governador do Rio, Witzel está mais próximo do presídio do que de uma candidatura presidencial.

De duas, uma: ou o eleitor fluminense tem o dedo podre ou o Rio foi condenado pelos deuses da roubalheira a amargar uma urucubaca perpétua. Dos quatro antecessores de Witzel, três já passaram pela cadeia ?"Garotinho, Rosinha e Pezão?" e outro, Sergio Cabral, continua em cana.

Não há mais pecados originais nesse Rio capturado por uma organização criminosa. O que há são novas erupções de velhos esquemas. Estabeleceu-se no estado uma rotina de trem fantasma. Nela, um espanto se esvazia quando é substituído pelo assombro seguinte.
Herculano
28/08/2020 11:38
PELO FIM DO FORO, por Claudio Prisco Paraíso

Os três senadores que representam Santa Catarina, Esperidião Amin (PP), Dário Berger (MDB) e Jorginho Mello (PL), assinaram ofício endereçado ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), pedindo que a chamada PEC do fim do foro privilegiado seja incluída na pauta.

Ao todo, 27 senadores subscreveram o documento, que virou uma ferramenta de pressão sobre Maia e ganhou novo fôlego após a repercussão do caso da deputada Flordelis. No ofício, os parlamentares citam o indiciamento dela, que é acusada e principal suspeita de ter mandado assassinar o marido, o pastor Anderson do Carmo. Ré no Judiciário, ela não pode ser presa por ter imunidade parlamentar, que prevê prisão apenas em casos de flagrante de crimes inafiançáveis.

O deputado carioca que presidente a Câmara literalmente sentou em cima da proposta que dá uma bela moralizada nesta farra de privilégio e impunidade que se transformou o foro privilegiado.

QUARTETO PRESERVADO

O texto da PEC exclui a previsão constitucional de foro por prerrogativa de função nos tribunais superiores e na Justiça Federal para julgamento de crime comum praticado por autoridade. Traduzindo, se aprovada, a emenda constitucional põe fim ao privilégio, salvo para os cargos de presidente da República, da Câmara, do Senado e do STF.

TEMPO VOA

O Senado aprovou a matéria no dia 31 de maio de 2017. Ela foi remetida à Câmara dos Deputados no dia 6 de junho daquele ano. Ali, o texto passou pela Comissão de Constituição e Justiça no dia 22 de novembro de 2017 e pela Comissão Especial no dia 11 de dezembro de 2018. Desde então, a PEC está pronta para ir o plenário da Câmara, mas não vai porque o presidente Rodrigo Maia representa uma miríade de interesses que não querem saber de pôr fim ao privilégio que, ao longo do tempo, virou mais um instrumento a serviço da impunidade.

NADA DE NOVO

Aliás, o já notório Rodrigo Maia, defensor da impunidade, e seu correligionário, Davi Alcolumbre, que comanda o Senado, se movimentam para buscar as respectivas reeleições às presidências das duas Casas Legislativas. O que não é permitido pelos regimentos internos de Câmara e de Senado. Mesmo assim, Gilmar Mendes, o notório-mor, deve liberar a possibilidade de reinvestidura da dupla. Em troca, os senadores sentariam em cima dos mais de 30 pedidos de impeachment contra ministros do STF que tramitam na Câmara Alta.

GOVERNO PARALELO

Nos bastidores, informações indicam que as supremas togas veem com bons olhos as posturas de Maia e Alcolumbre, geralmente contrárias às do presidente Jair Bolsonaro. Unidos, eles fariam o "contraponto" ao bolsonarismo. Convenhamos, tudo o que o STF faz hoje é não cuidar da Constituição, que é sua razão de existir. A corte virou um balcão de negócios políticos e politiqueiros da pior espécie.

NOMES

Os deputados João Amin (PP) e Luiz Fernando Vampiro (MDB) serão, respectivamente, presidente e relator da comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment do governador Carlos Moisés (PSL), da vice Daniela Reinehr (sem partido) e do secretário Jorge Eduardo Tasca. A vice-presidência do colegiado será ocupada pelo deputado Maurício Eskudlark (PL).

Os três foram eleitos durante a reunião de instalação da comissão, ontem. Também durante a reunião, o deputado Jessé Lopes (PSL) foi designado relator-adjunto.
Herculano
28/08/2020 09:49
da série: a volta é apenas uma vingança para destruir ainda mais o partido pelo qual se elegeu, entende os que permanecem no PSL

PLANO PARA IMPLODIR O PSL

Para voltar ao PSL, o presidente Jair Messias Bolsonaro pede expulsão de sete deputados e um senador.

Essa manobra, mostra também que ele não está escolhendo outros partidos como ele mesmo argumentou dias atrás, e nem está sinalizando que o Aliança pelo Brasil foi para o saco.

Apenas está em curso a segunda parte do plano para enfraquecer o PSL. O primeiro foi a saída dele do partido e que não enfraqueceu o partido. Agora, é o de voltar, mas retirar os que ficaram nele. O terceiro, será o tentar então, o de fortalecer o Aliança
Herculano
28/08/2020 09:35
TRÁGICO

De Guga Chacra, no twitter:

O Rio de Janeiro, assim como Beirute, é uma métropole mágica que se tornou trágica por causa de seus políticos corruptos
Herculano
28/08/2020 09:34
CAI AS MÁSCARAS

De Eliane Cantanhede, do jornal O Estado de S. Paulo, no twitter:

A "nova política" e os "novos políticos" como Witzel no Rio e tantos outros por aí são bem rapidinhos. Em um ano e meio, caem as máscaras!
Herculano
28/08/2020 09:32
da série: alguém está falhando por aqui e são principalmente os próprios pré-candidatos que estão ou vão ser prejudicados

ELEITOR TERÁ PAPEL DE DESTAQUE NA FISCALIZAÇÃO DE CAMPANHAS MUNICIPAIS; SAIBA COMO ATUAR

Aplicativos e ferramentas disponibilizadas por redes sociais e pelo TSE facilitam denúncias e monitoração de irregularidades

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Gustavo Fioratti. As eleições municipais marcadas para novembro poderão dar um passo importante na direção daquilo que estudiosos de sistemas políticos consideram ser a chave para uma democracia mais saudável.

O pleito de 2018 foi decisivo para que o eleitor assumisse papel preponderante na fiscalização das campanhas, denunciando irregularidades praticadas por candidatos à Presidência, ao Senado, aos governos de estado e à Câmara dos Deputados.

Foi naquele ano que a legislação sobre publicidade na internet ganhou corpo, com a determinação pelo TSE de que houvesse um padrão visual para identificação de anúncios e que redes como o Facebook passaram a dar destaque a ferramentas de denúncia contra irregularidades em campanhas.

Em 2020, esse monitoramento, combinado às atividades da Justiça Eleitoral, pode dar novo caminho ao jogo eleitoral, especialmente por causa do número de candidatos e em razão da pandemia do coronavírus, que deve tirar palanques da rua e jogá-los com força no universo virtual.

As eleições que elegeram Jair Bolsonaro presidente tiveram em disputa 581 cargos (contando Senado, Câmara e Executivo). Agora esse contingente de cadeiras dá um salto para cerca de 60 mil, considerando prefeitos e vereadores em todo o país.

Em 2016, registraram-se 496 mil candidaturas para esses cargos. Competem políticos da capital paulista, com seus 12 milhões de habitantes, ou da pequena Serra da Saudade (MG), uma das menores do Brasil, com cerca de 800 moradores.

Para Ariel Kogan, diretor do Instituto Tecnologia e Equidade, que pesquisa como a tecnologia afeta a sociedade e a política do país, a eleição deste ano será marcada por um crescente volume de informações e pela velocidade com que esses dados vão trafegar no mundo virtual.

A nova natureza da fiscalização pode ser fundamental para estabelecer o equilíbrio contra um ambiente tóxico que deve refletir a polarização do debate político. "Quanto mais responsabilidade você coloca na mão do eleitor, quanto mais ele se envolve na preservação de um ambiente saudável de campanhas, mais maturidade você conquista na democracia", diz Kogan.

As ferramentas que o eleitor terá para participar da fiscalização são basicamente as seguintes: existe um aplicativo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o Pardal, que permite, para eleitores cadastrados, denunciar o que eles podem considerar irregular em uma campanha; e as redes sociais, sob pressão da própria Justiça, criaram ferramentas diversas para o eleitor monitorar o que recebe no computador ou telefone.

Nas eleições de 2018, o aplicativo Pardal contabilizou 48.671 denúncias de irregularidades, todas elas reportadas pelo eleitorado. A expectativa é que esse número cresça substancialmente neste pleito, tendo em vista que será a terceira eleição de uso do aplicativo e também aquelas com campanhas ainda mais dependentes das ferramentas virtuais por causa da pandemia da Covid-19.

Outra rede de informação que pode dar ao eleitor instrumentos para escolher um candidato é o Sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, no site do TSE.

Segundo a advogada Denise Goulart Schlickmann, secretária-geral adjunta da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, o sistema traz informações atualizadas sobre quem está financiando a campanha de determinado candidato, "o que depois terá uma interferência direta na gestão daquele candidato caso ele ganhe", diz ela.

O TCU (Tribunal de Contas da União), por sua vez, criou um plataforma para ceder certidões de licitante inidôneo, de contas julgadas irregulares para fins eleitorais e não eleitorais e de inabilitado para função pública. Também será possível consultar a situação de pessoa jurídica na administração pública federal. A solicitação da certidão no WhatsApp é pelo número 61 3527-2000.

O eleitor também poderá contar com um novo projeto do Projor (instituto para desenvolvimento do jornalismo) em parceria com o Insper (Insper Instituto de Ensino e Pesquisa), que mira os municípios em dificuldade fiscal.

Para o promotor eleitoral Rodrigo Lópes Zilio, autor de livros como "Crimes Eleitorais", uma resolução do TSE do ano passado deve reduzir o potencial de ação de juízes em relação ao chamado "poder de polícia".

Juízes eleitorais podem, sem que sejam acionados por terceiros ou pelo Ministério Público, determinar a retirada de propagandas que tragam alguma irregularidade na forma.

A resolução 23.610 determina que, a partir desta eleição, o juiz deixe de pautar suas decisões levando em consideração o conteúdo do que foi veiculado. Esse é mais um dado que empurra a responsabilidade de fiscalizar os pleitos para o cidadão comum.

Segundo a lei, o juiz "somente poderá determinar a imediata retirada de conteúdo na internet que, em sua forma ou meio de veiculação, esteja em desacordo com o disposto nesta resolução" e "caso a irregularidade constatada na internet se refira ao teor da propaganda, não será admitido o exercício do poder de polícia".


Um exemplo que pode levar um juiz a derrubar uma propaganda em rede social (e esta é uma prática que qualquer um pode denunciar às administradoras do Facebook e do Instagram, bem como à Justiça Eleitoral): impulsionamento de conteúdo em propaganda política no período de campanha só pode ser feito por candidatos e partidos, nunca por pessoas físicas alheias à campanha.

Outro detalhe para ficar atento: a propaganda política na internet deve obrigatoriamente vir acompanhada de aviso de que se trata de campanha eleitoral.

Também existe a obrigação de que seja informado o CPF ou CNPJ de quem está financiando ou promovendo aquele impulsionamento. Qualquer anúncio que não tenha esses dois dados deve ser retirado do ar, ou pela plataforma, ou por recomendação da Justiça.

O poder de polícia dos juízes eleitorais, porém, não admite penalidades (multa por exemplo), o que pode ser insuficiente para pressionar uma campanha irregular de ser corrigida.

A mesma resolução de 2019 do TSE diz que "no exercício do poder de polícia, é vedado ao magistrado aplicar sanções pecuniárias, instaurar de ofício a representação por propaganda irregular ou adotar medidas coercitivas tipicamente jurisdicionais". Aqui cabe ao ofendido por algum conteúdo acionar a Justica ou o Ministério Público a irregularidade, para que então possa haver abertura de um processo.

A remoção por conteúdos, e não pela forma de publicação ou por causa de impulsionamento fora do padrão exigido pela lei eleitoral, só pode ser feita na Justiça por meio de representação. Isso significa que um candidato recorra à Justiça ou que o próprio Ministério Público abra um processo.

Outra rede de informação que pode dar ao eleitor instrumentos para escolher um candidato é o Sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais.

?Às voltas com a tramitação de um projeto de lei sobre fake news, congressistas brasileiros também dão andamento a um monitoramento relacionado ao tema. Eles já moveram pelo menos 479 ações na Justiça que pedem remoção de conteúdo em veículos ou redes sociais. O número se concentra em 233 políticos, dos 594 eleitos para a Câmara dos Deputados e o Senado.

Entre os 513 deputados federais, 196 são autores de 354 ações judiciais para retirar conteúdos. São 293 os pedidos que alegam difamação e, em 87% deles, o réu é um blog, um veículo de comunicação ou uma rede social, como Facebook, Twitter e WhatsApp.

COMO SABER SE UMA CAMPANHA É IRREGULAR?

Impulsionamento na internet só é permitido se feita por candidatos e partidos. Reporte autoridades caso note que alguém sem relação com a campanha impulsionou uma propaganda política

Todas as propagandas precisam ser identificadas como publicidade eleitoral, o que em geral é feito com um selo ou uma frase sobrescrita ao conteúdo.

Para agir contra Fake News é necessário reportar o conteúdo ao Ministério Público Eleitoral, o que deve gerar ação na Justiça. Juízes eleitorais não podem retirar nenhum material por causa do seu conteúdo se não houve representação na Justiça.

Analfabetos também podem e devem participar do jogo.
Caso faça doação a um candidato, é importante que o próprio doador informe a Justiça Eleitoral por meio do site do TSE, para que o valor depositado cumpra sua finalidade e as contas segam comparadas.

O aplicativo Pardal ainda não está disponível, mas deve ser disponibilizado pela Justiça até o fim de setembro. É necessário fazer um cadastro para poder utilizar o dispositivo.

COMO USAR OS INSTRUMENTOS?

O aplicativo Pardal estará liberado pouco antes do período de campanhas, mas o TSE ainda não divulgou uma data. Não é permitido fazer denúncias sem que haja identificação e preenchimento completo de dados do denunciando. O eleitor poderá baixar o dispositivo na Apple Store.

No Fabebook e no Instagram, a denúncia pode ser feita em botão de denúncia que acompanha todos os anúncios da plataforma. Quando um leitor reportar uma denúncia, umaa equipe da rede social especializada em assunto jurídicos avalia se cabe ou não remover a propaganda.

Para acessar dados do TCU relativas a situação de pessoa jurídica na Administração Pública Federal, o eleitor pode solicitar uma certidão no whatsapp pelo o número 61 3527-2000.
Herculano
28/08/2020 09:22
COISAS DA VIDA

Quem batizou o fiel - até então católico - Jair Messias Bolsonaro, no Rio Jordão? Pastor Everaldo. Quem está preso? Pastor Everaldo.
Herculano
28/08/2020 09:19
BC DOS EUA TOMA DECISÃO HISTóRICA E QUE PODE AJUDAR ATÉ O BRASIL, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Fed muda sistema de metas de inflação e talvez enterre o modelo dessa política tal como a conhecemos

O Banco Central dos Estados Unidos tomou uma decisão que pode dar uma mãozinha para o Brasil e para o controle da nossa dívida pública. Trocando em miúdos, quer dizer que as taxas de juros por aqui talvez também possam ficar mais baixas por mais tempo, tudo mais constante. Como é historicamente óbvio, sempre podemos nos arrebentar por vontade própria, não importa o ambiente econômico mundial. Mas é uma ajuda.

A decisão do Fed é uma providência candidata a entrar para os livros de história econômica. Altera ou talvez enterre a política de metas de inflação tal como a conhecemos, ideia que dominou a teoria e prática de política monetária no último quarto de século.

No que tem de essencial e mais simples, a decisão é uma formalização de providências que vêm sendo adotadas pelo menos desde 2019. O Fed agora afirma explicitamente que vai procurar atingir sua meta de inflação de modo ainda mais flexível. Declara de antemão que não vai elevar sua taxa básica de juros assim que a inflação estiver perto de 2% e subindo. Caso não esteja ocorrendo de fato uma alta de preços desembestada ou alguma anomalia qualquer, vai tolerar inflação além de 2% e deixar como está para ver como é que fica.

Isto é, o Fed vai mirar em uma espécie de média móvel de inflação, apurada em alguns anos, aliás como já se acha correto fazer com metas fiscais (de contenção de déficit das contas públicas).

Qual o motivo? O Fed quer evitar uma alta precoce dos juros, os básicos e os da praça financeira, logo que a inflação esteja perto da meta. Caso a meta seja perseguida a ferro e a fogo, pode haver uma alta de juros que prejudique a recuperação do nível máximo ideal de emprego ou que crie a expectativa de que os preços possam congelar ou cair de novo, em seguida ao aperto monetário: recessão ou estagnação inúteis.

Mais que isso, o presidente do Fed, Jay Powell, disse que um baixo nível de desemprego pode ser compatível com inflação controlada. Um mercado de trabalho aquecido parece estar deixando de causar pânico. Na prática, não era esse o entendimento do Fed em 2015, quando o BC americano passou a elevar os juros, havia quase sete anos no nível zero.

Bom nível de emprego e inflação baixa foi o que se viu Estados Unidos nos anos de crescimento depois da Grande Recessão. Aliás, por motivos variados e objeto de grande controvérsia, não tem havido inflação no mundo rico, seja por repressão salarial, salários baixos, globalização, tecnologia, demografia, "estagnação secular", o que seja.

Outro motivo da mudança do Fed é a dificuldade dos BCs de estimular a atividade econômica quando as taxas de juros de curto prazo estão a zero ou perto disso; quando, mesmo bulindo com taxas de prazo mais longo, as economias mal reagem. Qual a alternativa? Indicar que as taxas ficarão baixas por muito tempo, o que já vinha sendo feito na base de conversa ("forward guidance"), agora formalizada: a meta de inflação será encarada de modo muito mais flexível.

Em suma, acredita-se que seja possível reduzir a volatilidade econômica se existir uma compreensão de que a inflação vai flutuar em torno de certo nível (baixo), por vezes abaixo, por vezes acima, sem levar o BC a adotar medidas dramáticas.

Não é uma lição a ser imediatamente aproveitada no Brasil, ocioso dizer. No entanto, o experimentalismo pragmático que se tem visto desde 2008, mais por precisão do que por boniteza, poderia inspirar também nossos economistas?.
Herculano
28/08/2020 09:14
DE FORA E MANDANDO

Manchete: Bolsonaro quer expulsão de parlamentares para voltar ao PSL.
Herculano
28/08/2020 09:12
PRONTO, ESTÁ DECIDIDO

Do presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, no twitter, naturalmente, sem ter lido a coluna de hoje.

- ELEIÇÕES MUNICIPAIS:

- Decidi não participar, no 1° turno, nas eleições para prefeitos em todo o Brasil.

- Tenho muito trabalho na presidência e, tal atividade, tomaria todo meu tempo num momento de pandemia e retomada da nossa economia.
Herculano
28/08/2020 09:10
O DIA DA MARMOTA

De Aguinaldo Silva, escritor de novelas e conhecedor da realidade social do submundo do Rio de Janeiro a qual mais parece ficção de seus enredos, no twitter:

Garotinho, Garotinha, Sérgio Cabral, Pezão, Witzel... Esqueci de algum? Cinco governadores do Rio de Janeiro nas malhas da Justiça por corrupção. Mas a Máfia que os corrompeu continua agindo livre, leve e solta, como ficou comprovado nesse episódio dos hospitais de campanha fakes
Herculano
28/08/2020 09:06
GUEDES E BOLSONARO SÃO REACIONÁRIOS DESIGUAIS E COMBINADOS, por Reinaldo Azevedo, no jornal Folha de S. Paulo

No idílio passadista do presidente, filho de pobre trabalha e o do rico estuda

Paulo Guedes salta na frigideira porque seu modo de ser reacionário não combina com o de seu chefe, Jair Bolsonaro. O tal "Big Bang" do ministro da Economia - o dito "plano econômico-social" - promove uma redistribuição da pobreza entre os pobres. Seu chefe achou a coisa explícita demais, com potencial eleitoral danoso.

No universo recriado por Guedes, o Brasil continuará a ser o país em que, segundo o Relatório da Desigualdade Global, da Escola de Economia de Paris, os 10% mais ricos ficam com 55% da renda. O problema não está aí. Ocorre que o 1% dos ricos de verdade - coisa de 1,4 milhão de adultos - ficam com mais da metade: 28,3%.

Não fiz a conta. Talvez seja o caso de saber quanto detêm do tal bolo aqueles que formam o 0,1%, a "crème de la crème" da concentração de renda. Os liberais de fancaria que andam por aí a vomitar obscenidades logo vociferam: "Ninguém é pobre porque o outro é rico. É preciso esforço!".

Fruto da indolência, quem sabe?, os 50% mais pobres têm de se contentar com 13,9% do conjunto de todos os rendimentos. A seu modo, Guedes até quer fazer alguma correção. Pretende acabar com a dedução no Imposto de Renda dos gastos com saúde e educação. Topa mexer naqueles 10% que concentram 55% da renda, mas nunca no 1% que abocanha 28,3%. Quanto ao 0,1%, bem...

O ministro é um reacionário antipopulista. E é aí que seu modo de fazer o Brasil andar para trás se choca com o do chefe. O "Mito" descobriu o potencial eleitoral do assistencialismo agressivo e precisa do voto de milhões. Ao comandante da Economia, basta o apoio da Faria Lima, com a concordância, é certo!, do presidente.

A questão, por enquanto sem resposta, é como "tirar dos pobres para dar aos paupérrimos" sem que os primeiros reajam nas urnas. Será Bolsonaro, no confronto com Guedes, um pouco mais, digamos, "progressista"? Respondo com um fato. Na terça (25), ao falar na abertura do congresso nacional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o presidente lembrou que começou a trabalhar aos dez anos, num boteco, por decisão de seu pai, e fez a defesa aberta do trabalho infantil.

Com gramática sempre peculiar, mandou brasa: "Meu primeiro emprego, sem carteira assinada obviamente, eu tinha dez anos de idade. Foi no bar do seu Ricardo, em Sete Barras, no Vale do Ribeira. (...) E bons tempos, né?, onde (sic) menor podia trabalhar. Hoje ele pode fazer tudo, menos trabalhar, inclusive cheirar um paralelepípedo de crack, sem problema nenhum". Aplausos.

Antes ainda da posse, em dezembro de 2018, Guedes afirmou que os 30 anos de ineficiência da social-democracia seriam interrompidos por ao menos quatro anos de liberalismo associado ao conservadorismo. É mesmo?

Numa democracia, conservadores aceitam o progresso social e buscam conservar o molde institucional. Já os reacionários pretendem fazer o país marchar para trás, conservando não instituições, mas iniquidades ?"e, se possível, ressuscitando fantasmas. A depender do caso, podem ser disruptivos, golpistas.


No idílio passadista bolsonariano, filho de pobre trabalha e o do rico estuda, reproduzindo, assim, um e outro, o ciclo de desigualdade. Nessa perspectiva, dispensa-se um Estado que possa já nem se diga corrigir as injustiças, mas, ao menos, capacitar um pouco mais a criança pobre para uma disputa de... desiguais.

Ainda que aos trancos e barrancos e, às vezes, recuos, o mundo caminha tendo como norte a justiça social. Logo, toda ação reacionária será sempre contra os desvalidos, os que podem menos, os injustiçados. Existe, sim, o bom conservador. Mas inexiste o reacionário virtuoso.

Bolsonaro cobra de Guedes que coloque uns tostões a mais no bolso dos pobres para que as urnas sustentem seu propósito de resgatar aquele passado idílico, em que filho de pobre trabalha feliz para honrar a sujeição histórica de seu pai. Vivemos o momento glorioso de uma tensão entre reacionarismos distintos e combinados.
Herculano
28/08/2020 08:59
É PANDEMIA, MAS óRGÃO DO GOVERNO DEMITE IDOSOS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Empresa pública do Ministério de Ciência e Tecnologia, a Finep decidiu demitir funcionários idosos em plena crise da pandemia de covid-19. A alegação é que atingiram a "idade-limite". Os primeiros cinco demitidos, quatro deles analistas muito experientes, têm de 75 a 82 anos de idade. Ligamos na Finep em Brasília, com o objetivo de entender o porquê das demissões, mas nos empurraram à sua sede, no Rio. Ali, não havia vivalma. "Todos em home office", dizem na portaria. E incomunicáveis.

OLHA Só A DESCULPA

Segundo resolução da diretoria da Finep, as demissões devem ser feitas até 8 de setembro para evitar "solução de continuidade nos serviços".

OLHA Só COMO AGEM

"Solução de continuidade" não deve ser exatamente uma preocupação na Finep, a julgar pela aparente transformação de home office em folga.

NO PAPEL, UMA BELEZA

Finep é a sigla de Financiadora de Estudos e Projetos de inovação, desde a pesquisa básica até a preparação do produto para o mercado.

TEMPO PARA TRABALHAR

A Finep atribui as demissões à reforma da Previdência. Levou "um tempo para adequação e pleno entendimento jurídico". Um ano para cair a ficha.

SENADO QUER ALTERAR A CARTA COM 'CONSULTA AO STF'

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), tem sido criticado pela manobra rasteira para garantir sua reeleição ao cargo, em 2021. E fez a área jurídica da Casa apresentar uma "consulta" ao Supremo Tribunal Federal (STF) com objetivo de arrancar mais uma de suas interpretações criativas, desta vez sobre o artigo 57 da Constituição, que veda a reeleição na mesma legislatura. Na prática, o que se pretende com a esperteza é alterar a Constituição com uma simples "consulta".

NO PLENÁRIO NÃO PASSA

Optaram pela "consulta" por serem mínimas as chances da Alcolumbre e Rodrigo Maia conseguirem alterar a Constituição em benefício próprio.

VEDADA A RECONDUÇÃO

O Art. 57 limita mandatos a dois anos. Alcolumbre quer dobrar o mandato do presidente do Senado para quatro anos, metade do seu mandato.

CONTANDO VANTAGEM

Alcolumbre e aliados arrotam "ótimo relacionamento" com o STF, e suposto "apoio do governo". Mas o "centrão" decidiu que isso não passa.

CÂMARA SEM DEFESA

Rodrigo Maia fez silêncio, mas o ministro Tarcísio Vieira lembrou que há projetos na Câmara propondo alterações nas regras do Fundão Eleitoral. Ele foi voto vencido no Tribunal Superior Eleitoral, que se apropriou das prerrogativas da Câmara e alterou essas regras, para fazer demagogia.

FALTA DO QUE FAZER

O ex-chanceler Aloysio Nunes deveria estar cheio de tédio para aceitar o "diálogo" virtual com o chanceler da Venezuela, que o impediu de circular em Caracas, e Celso Amorim, notório bajulador da ditadura bolivariana.

NOTÍCIA IDOSA

Virou piada, no governo, a notícia de um "novo órgão" em Washington para realizar compras militares. Cada força já tem sua comissão de compras na capital americana. A caçula, da Aeronáutica, já completou 75 anos. Exército e Marinha têm a sua, cada uma delas há 83 anos.

QUEM SERIA MALUCO?

Difícil será encontrar interessados na "privatização" dos Correios, uma empresa quebrada por privilégios como o plano saúde de meio bilhão de reais, único do mundo que beneficia para trás (pais, avós etc).

ALIÁS,

O noticiário informa que grevistas "ocuparam" o centro de operações dos Correios em Indaiatuba (SP), mas o nome disso é outro: invasão. Afinal de contas, a repartição federal não estava desocupada.

AUXÍLIO EM NOTA

A celeuma em torno da nota de R$200 é apenas cortina de fumaça de gente chata. Desde o lançamento do real, a inflação acumulada é de cerca de 521%. A nota de R$100 da época valeria hoje R$621.

ELEIÇõES NOS EUA

As pesquisas têm deixado os Democratas apreensivos, nos EUA. Apesar dos problemas da pandemia e questões raciais, as intenções de voto em Joe Biden caíram de 61% para 54%. Trump foi de 35% para 44%.

MENOS MIMIMI

O Students for Liberty Brasil será realizado entre 1º e 5 de setembro e o objetivo é mostrar como princípios liberais ajudam jovens a encontrar a felicidade. Segundo os organizadores, os jovens foram enganados por muito tempo obrigados a buscar "estabilidade em um mundo dinâmico".

PENSANDO BEM...

...se a Rússia abrir inscrições para candidatos aos testes da vacina Sputinik V, milhões de brasileiros vão para fila já com o braço de fora.
Herculano
28/08/2020 08:49
da série o Dia da Marmota: quem disse que magistrado é digno só por ser um ele um magistrado? Quem disse que um pastor ou um religioso, ou beato é santo só por professar ou ter fé?

Todos quando no exercício da política e na busca do poder a qualquer custo, enganam como políticos espertos e viciados na enganação usando a democracia e os esquemas condenáveis para se instalar no poder.

Isso acontece nos países teocráticos, mas nos republicanos e democráticos, como lá em Brasília, no Rio de Janeiro onde uma pastora assassinou o seu próprio marido que o criava como filho e o fez pastor da sua Igreja ou onde a milícia e as facções criminosas estão livres pelo próprio STF para dominarem e sitiarem numa disputa intestinal sangrenta a margem do estado, é em Florianópolis e é em Gaspar.

Religião, Judiciário e Ministério Público quando se misturam à política, à ideologia e buscam se estabelecerem no poder político-administrativo ou em parceria com ele pelo poder e à perpetuidade, resulta exatamente naquilo que dizem combater nas suas instituições, em templos, paróquias....

Para os figurões, a sorte é que há o Santo Gilmar Mendes. Acorda, Gaspar!

WILSON WITEZEL É AFASTADO DO GOVERNO DO RIO EM DECISÃO DO STJA

Vice e presidente da Assembleia também são alvos de operação da PF; presidente do PSC, pastor Everaldo, e ex-secretário estadual Lucas Tristão são alvos de mandados de prisão
Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Italo Nogueira, Camila Mattoso e Catia Seabra das sucursais deo Rio de Janeiro e Brasília. Por ordem do STJ (Superior Tribunal de Justiça), a Polícia Federal deflagra na manhã desta sexta-feira (28) operação para afastar do cargo o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). A medida tem prazo inicial de 180 dias.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, também são alvos de busca o vice-governador, Cláudio Castro (PSC), e o presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT). Castro assumirá o governo no lugar de Witzel.

Os policiais também buscam cumprir mandados de prisão contra o presidente do PSC, pastor Everaldo, e o ex-secretário estadual Lucas Tristão, braço direito de Witzel.

A primeira-dama do estado, Helena Witzel, é alvo de busca e apreensão. A operação Tris in Idem ocorre por ordem do ministro Benedito Gonçalves, do STJ. No total, são 17 mandados de prisão, sendo 6 preventivas e 11 temporárias, e 84 de busca e apreensão.

Witzel é também alvo de um processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Rio ?"o processo está travado, com recursos sobre a tramitação sob análise do STF (Supremo Tribunal Federal).

"Segundo apurado pelos investigadores, a partir da eleição de Wilson Witzel, estruturou-se no âmbito do governo estadual um a organização criminosa, dividida em três grupos que disputavam o poder mediante o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. Liderados por empresários, esses grupos lotearam algumas das principais pastas estaduais ?"a exemplo da Secretaria de Saúde?" para implementar esquemas que beneficiassem suas empresas", afirma nota da PGR.

"O principal mecanismo de obtenção de recursos financeiros pelos grupos era por meio do direcionamento de licitações de organizações sociais, mediante a instituição de uma "caixinha de propina" abastecida pelas OSs e seus fornecedores, e a cobrança de um percentual sobre pagamentos de restos a pagar a empresas fornecedoras do estado", diz a PGR em outro trecho.

A Procuradoria aponta ainda o envolvimento de membros dos poderes Legislativo e Judiciário no esquema.

"O esquema funcionava da seguinte forma: a Alerj repassava as sobras de seus duodécimos para a conta única do tesouro estadual. Dessa conta única, os valores dos duodécimos "doados" eram depositados na conta específica do Fundo Estadual de Saúde, de onde era repassado para os Fundos Municipais de Saúde de municípios indicados pelos deputados, que, por sua vez, recebiam de volta parte dos valores", afirma a nota da Procuradoria.

"Até mesmo o Poder Judiciário pode ter sido utilizado para beneficiar agentes com vantagens indevidas. Um esquema arquitetado por um desembargador do Trabalho beneficiaria organizações sociais do grupo criminoso por meio do pagamento de dívidas trabalhistas judicializadas. Essas OSs, que tinham valores a receber do Estado, a título de "restos a pagar", tiveram a quitação das suas dívidas trabalhistas por meio de depósito judicial feito diretamente pelo governo do Rio", declarou o Ministério Público Federal.

De acordo com investigadores, a propina era paga por meio de uma advogada ligada ao desembargador sob investigação. Witzel já foi alvo de uma denúncia pelo pagamento de valores feitos por empresários ao escritório de advocacia da primeira-dama.

A ação desta sexta-feira é um desdobramento da Operação Placebo, deflagrada em maio, que apurava um suposto esquema de desvios de recursos públicos destinados ao combate ao coronavírus no estado. A Procuradoria Geral da República afirma ter provas que colocam Witzel "no vértice da pirâmide" dos esquemas de fraudes investigados no estado.

O ex-secretário de Saúde Edmar Santos fechou acordo de delação premiada após ser preso numa operação coordenada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Na ação, os investigadores encontraram R$ 8,5 milhões em dinheiro vivo atribuído a Santos.

Ele foi solto a pedido da PGR, que afirmou que "esses fatos já estão sob a competência do Superior Tribunal de Justiça e estão sendo usurpados na operação deflagrada pelos órgãos do sistema de Justiça Estadual do Rio de Janeiro".

Provas obtidas em investigações conduzidas no Rio de Janeiro serviram como base para a Placebo.

O inquérito conduzido pela PGR apurava irregularidades na contratação de uma organização social para a montagem de hospitais de campanha, bem como a relação de Witzel com o empresário Mário Peixoto, preso em maio.

A Polícia Federal apreendeu o aparelho de celular e o computador do governador. A operação foi autorizada pelo ministro Benedito Gonçalves, do STJ.

Entre os elementos que embasaram as buscas contra a primeira-dama na Operação Placebo estão um contrato de prestação de serviços e honorários advocatícios firmado entre o escritório de Helena Witzel e a empresa DPAD Serviços Diagnósticos, de Mário Peixoto, e comprovantes de transferências bancárias entre as duas empresas.

Esse contrato tem o valor de R$ 540 mil, segundo documentos apreendidos e emails acessados na apuração. Os investigadores também encontraram um email de 14 de abril deste ano enviado pelo contador das empresas de Peixoto para um braço direito do empresário, com documentos a respeito de pagamentos para a primeira-dama.

Já as provas sobre Peixoto foram obtidas em desdobramento da Operação Lava Jato, que investiga fraudes no governo Sérgio Cabral.

Elas apontam pagamento de uma firma ligada ao empresário para a primeira-dama Helena Witzel a partir de agosto do ano passado. Seriam 36 parcelas de R$ 15 mil. O próprio governador também foi citado em interceptações telefônicas.

As supostas fraudes nas compras emergenciais para o combate à pandemia levaram à demissão e posterior prisão de Gabriell Neves, ex-subsecretário de Saúde. O mesmo ocorreu com Edmar Santos, depois solto.

Em nota, a assessoria do pastor Everaldo disse que ele "sempre esteve à disposição de todas as autoridades e reitera sua confiança na Justiça".
Miguel José Teixeira
28/08/2020 08:37
Senhores,

A Câmara Federal facilitando a vida dos ladrões dos recursos públicos:

"Projeto dispensa de licitação obra emergencial que possa ser concluída em até 360 dias"

- O Projeto de Lei 4330/20 dispensa de licitação as obras ou os serviços que possam ser concluídos em até 360 dias e são necessários ao enfrentamento de emergência ou calamidade pública. A proposta, do deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG), abre a exceção por conta da pandemia de Covid-19.

(Fonte: Agência Câmara de Notícias)

Pois é. . .superfaturam a obra, locupletam-se e ao final dos 360 dias a obra está inacabada!

Acorda, Brasil!
Miguel José Teixeira
28/08/2020 08:28
Senhores,

Prova cabal de que cargo eletivo no Brasil, virou profissão

"Proposta fixa prazo maior de desincompatibilização para militar e juiz disputar eleição"

- O Projeto de Lei Complementar (PLP) 199/20 estabelece que os membros do Poder Judiciário, dos tribunais de contas, do Ministério Público e integrantes das Forças Armadas deverão estar afastados há pelo menos quatro anos dos cargos para concorrerem às eleições. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Pois é. . .já os políticos detentores de mandatos. . . utilizam até recursos públicos em campanhas antecipadas para se reelegerem!

Acorda, Brasil!

Miguel José Teixeira
28/08/2020 08:18
Senhores,

E o Rio de Janeiro, hein?

"O Rio de Janeiro continua lindo. . .
"O Rio de Janeiro continua sendo. . ."
(GG)

Ex-juiz e atual governador na cadeia. . .
Pastor aliado, na cadeia. . .
Ex-governadores, idem. . .

Vale registro que desde que flagrei o saudoso Frei Efren, saboreando às escondidas uma "cervejinha" na sede da Congregação Mariana na Bela Blu, comecei a desconfiar dos "vendilhões das palavras bíblicas".

É pastor everaldo. . .
É padre robson. . .
É curandeiro joão de deus. . .

E essas arapucas que pegam dinheiro dos incautos, são isentas de impostos!

Acorda, Brasil!

Herculano
27/08/2020 18:27
JÁ A CHINA...

De Guga Chacra, no twitter:

Trump segue calado sobre o envenenamento do Alexei Navalny, maior opositor da Rússia. Impressionante como o presidente dos EUA morre de medo do Putin. É incapaz de fazer qualquer crítica ao líder russo. Se bem que tb teme criticar Bin Salman, Erdogan e Kim Jong Un
Herculano
27/08/2020 18:16
da série: um país quebrado, aumenta a burocracia, inventa barreiras e botando banca

EMPRESÁRIOS BRASILEIROS TOMAM CHÁ DE CADEIRA DA ARGENTINA

US$ 100 milhões em exportações do Brasil estão parados na fronteira entre os dois países

Conteúdo da revista eletrônica Oeste. Texto de Cristyan Costa. Nas últimas semanas, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea, informou ao governo Bolsonaro sobre a demora do presidente Alberto Fernández de liberar a entrada de mercadorias no país. Dessa forma, descumprindo regras da Organização Mundial de Comércio (OMC) e o acordo bilateral firmado entre os dois países.

Cerca de US$ 100 milhões (R$ 559 milhões) em exportações brasileiras do setor automotivo estão parados na fronteira esperando que o governo peronista aprove as chamadas licenças não automáticas de importação, conforme o jornal O Globo. O prazo máximo para dar sinal verde às licenças não automáticas é de 60 dias, de acordo com a OMC.

Contudo, o entendimento entre os dois países (que prevê a liberalização total do comércio de veículos até junho de 2029) estabelece limite de dez dias. Nos últimos meses, com a economia argentina mergulhada numa crise profunda, com previsão de queda do Produto Interno Bruto de até 10%, algumas demoras superaram 90 dias.
Herculano
27/08/2020 18:06
da série: vai prá casa Noronha, a vergonha da Justiça

TURMA DO STJ CASSA DECISÃO DE NORONHA E RETOMA PREVENTIVA DE JUIZ ACUSADO DE VENDER SENTENÇAS

Conteúdo de O Antagonista. A Quinta Turma do STJ cassou por unanimidade a liminar do presidente da corte, João Otávio de Noronha, que durante o recesso do Judiciário concedeu liberdade monitorada - tornozeleira eletrônica- a Leonardo Safi de Melo.

O julgamento de habeas corpus movido pela defesa do magistrado foi realizado nesta quarta-feira, 27. Os ministros Felix Fischer, Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca e Ribeiro Dantas votaram com o relator, Joel Ilan Paciornik, para derrubar a liminar.

Juiz da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo, Melo foi alvo da Operação Westminster. Ele é acusado de vender decisões favoráveis em processos milionários de precatórios, em troca de propina.

O magistrado foi denunciado pelo MPF por corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No final de julho, Noronha concedeu a ele liberdade monitorada por achar que não havia elementos que justificassem a decretação de prisão preventiva, retomada agora com a decisão da 5ª Turma.
Herculano
27/08/2020 18:02
SUPREMO PRESENTEIA MORO COM O PAPEL DE VÍTIMA, por Josias de Souza

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal submete a reputação de Sergio Moro a um processo de esquartejamento. Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski manuseiam as lâminas. Fazem picadinho de sentenças do ex-juiz. Metódicos, preparam o grand finale: a provável anulação da sentença que condenou Lula no caso do tríplex.

No último dia 8 de agosto, a Segundona decidiu retirar a delação do ex-ministro Antonio Palocci da ação penal em que Lula é acusado de receber propina da Odebrecht na forma de um terreno para a construção do Instituto Lula, em São Paulo. Prevaleceu o entendimento segundo o qual Moro enfiou o depoimento de Palocci no processo para criar um fato político às vésperas das eleições presidenciais de 2018, o que evidenciaria uma "quebra da imparcialidade."

Votaram contra Moro Gilmar e Lewandowski. Votou a favor do ex-juiz, o relator da Lava Jato Edson Fachin. Cármen Lúcia e Celso de Mello, os outros dois membros da Segunda Turma, não compareceram à sessão.

Na terça-feira (25), a mesma Segunda Turma anulou sentença de Moro no caso Banestado. Encrenca antiga, pré-Lava Jato. Utilizou-se uma tecnicalidade jurídica para livrar da condenação o doleiro Paulo Roberto Krug. Alegou-se que Moro juntou documentos aos autos depois da apresentação das alegações finais da acusação e da defesa.

Votaram pela anulação, novamente, Gilmar e Lewandowski. Fachin e Cármen Lúcia votaram a favor da preservação da sentença de Moro. Celso de Mello não compareceu. O empate favoreceu o reclamante.

Com o frágil placar de 2 a 2, o supremo colegiado enviou para o beleléu uma sentença que atravessara três instâncias: a Justiça Federal, o TRF-4 e o STJ.

Ajeita-se o palco para que Gilmar devolva à Segundona o pedido de suspeição de Moro no caso do tríplex. O ministro aguarda pela melhor oportunidade desde dezembro de 2018, quando pediu vista dos autos. Lula alega que, ao aceitar o cargo de ministro de Bolsonaro, Moro escancarou sua "parcialidade política."

Ao transferir-se da 13ª Vara de Curitiba para a Esplanada, Moro ofereceu material para o sapateado da defesa de Lula. Mas a tolice de trocar 22 anos de magistratura por um ano e quatro meses de subordinação a um presidente precário não anula os achados que levaram Lula à cadeia.

A condenação do tríplex já não diz respeito a Moro. Foi confirmada na segunda instância (TRF-4) e reiterada no terceiro grau (STJ). Os desafetos do ex-juiz costumam alegar que o TRF-4 especializou-se em dizer amém para as decisões de Moro. Bobagem. O tribunal de segunda instância da Lava Jato reformou várias decisões de Moro. Abrandou e elevou penas. Absolveu condenados.

Nesta quarta-feira, a propósito, os três magistrados que integram a Oitava Turma do TRF-4 absolveram por unanimidade Paulo Ferreira, um ex-tesoureiro petista que Moro condenara por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

No pedido de suspeição referente ao caso do tríplex, antes que Gilmar Mendes interrompesse o julgamento, Fachin e Cármen Lúcia votaram contra a anulação pleiteada por Lula. Gilmar e Lewandowski devem votar, uma vez mais, a favor da lâmina. Se Celso de Mello, de licença médica, estiver ausente, o empate favorecerá Lula.

No expurgo da delação de Palocci, Moro perdeu uma mão. No cancelamento do veredicto do doleiro do Banestado, tiraram-lhe um pé. Se confirmada, a anulação do veredicto do tríplex apartará a cabeça de Moro do pescoço.

Os algozes do ex-juiz ainda não se deram conta de que presenteiam Moro com o papel de vítima. Até aqui, Moro dedicou-se a atirar contra o próprio pé. Aos pouquinhos, vai ganhando um alvo: os adversários do combate à corrupção.

Para lavar a ficha suja que o separa dos palanques, Lula terá de guerrear pela anulação de outra sentença já referendada em segunda instância: a do sítio de Atibaia.

Bolsonaro chegará a 2022 carregando a bola de ferro dos negócios familiares e cavalgando o centrão, um aglomerado partidário 100% feito de suspeitos, culpados e cúmplices.

Num cenário assim, um ex-juiz ensanguentado e sem cabeça pode ser um candidato inusitado na sucessão. Na pior hipótese, Moro aproveitará a campanha para recompor sua biografia. Na melhor, entrará na briga pela simpatia dos admiradores da Lava Jato.

No final do ano passado, o Datafolha constatou que 81% dos brasileiros consideravam que a operação deveria continuar. A conversão dos líderes do centrão em heróis da resistência e a anulação de sentenças leva melado para o moinho do projeto Moro-2022.
Herculano
27/08/2020 17:52
REFORMA ADMINISTRATIVA, O ENCONTRO MARCADO, por Wagner Vargas, mestre em gestão e políticas públicas (FGV) e pós-graduando do Programa de Data Science Avançado (Insper), no jornal Folha de S. Paulo.

Mais do que a importância fiscal, poderá causar impacto social significativo

A reforma do Estado brasileiro torna-se o único meio viável para a otimização de recursos públicos, que atenda a atual demanda social, antes de o país voltar a crescer. Isso porque o aumento da despesa pública, decorrente do necessário apoio financeiro aos trabalhadores informais e desempregados, acontece no mesmo instante em que há queda da atividade econômica, responsável por derrubar as receitas governamentais, e sem o menor espaço para aumento de tributos.

O gasto com pessoal já é uma das três maiores despesas do Estado brasileiro: são R$ 928 bilhões por ano, o que representa 13,7% do PIB. É um desafio para todos os entes federativos, já que, por mais que o custo da folha em âmbitos federal e estadual seja alto, há um possível inchaço da máquina pública em âmbito municipal, onde estão 57% dos 11,4 milhões de servidores.

Esses dados estão no estudo "Reforma administrativa: diagnósticos sobre a empregabilidade, o desempenho e a eficiência do setor público", feito pelo Instituto Millenium em parceria com a consultoria de data science Octahedron Data Experts (ODX), lançado recentemente e que também embasa a "Campanha Destrava" ?"movimento apartidário que conta com a adesão de parlamentares, especialistas em administração e finanças públicas, empresários e sociedade civil em geral, clamando pelo debate urgente de uma reforma administrativa.

Os dados sobre distribuição de recursos e pessoal indicam haver espaço para ganhos de eficiência na máquina pública, como atrelar gratificações a um adequado sistema de avaliações de desempenho, com maior chance de qualificação, e uma evolução funcional mais alinhada aos resultados; o que só é possível, também, através de metas factíveis. Outra necessidade latente é o debate sobre as adequações de contingente, mais alinhadas às demandas sociais, para evitar a falta de servidores em áreas sensíveis, conforme vêm alertando os economistas Arminio Fraga e Ana Carla Abrão.

Mais do que a importância fiscal, uma reforma administrativa tem potencial para causar um impacto social significativo -não só porque áreas fundamentais como saúde, segurança, habitação e saneamento recebem cada vez menos atenção e financiamentos, já que a despesa obrigatória (em sua maior parte representada pelo gasto com pessoal) faz com que o gasto público cresça de forma vegetativa -, mas também porque uma máquina pública mais eficiente entrega mais serviços de qualidade a quem precisa.

O estudo aponta que, entre os anos de 2020 e 2034, 36,24% de todos os servidores do funcionalismo público federal vão se aposentar. Ou seja, 219 mil servidores precisarão ser repostos através de novos concursos, tratando-se, portanto, de uma grande oportunidade para implementar melhorias às regras de recursos humanos da gestão pública que fortaleçam, inclusive, a independência técnica dos servidores.

Outro ponto relevante é que parece haver disposição e espaço político para o debate. Os senadores Antonio Anastasia (PSD-MG) e Kátia Abreu (PP-TO), além do deputado Tiago Mitraud (Novo-MG), presidente da Frente Parlamentar Mista da Reforma Administrativa, têm dado declarações públicas favoráveis à discussão do tema neste momento. Ademais, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem enfatizado que a discussão de uma reforma administrativa neste momento não representaria desencontros em relação à agenda de outras matérias ou PECs em pauta nas duas Casas.

Enfim, podemos afirmar que políticas públicas eficientes, eficazes e efetivas são mais prováveis com a existência de um arcabouço de incentivos à produtividade. E que tais incentivos podem contribuir significativamente para a promoção da igualdade de oportunidades e para a diminuição da pobreza, alicerces de fundamental importância para uma nação que deseja caminhar rumo ao desenvolvimento

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