Começa um ano novo. As taças cheias de champanhe desejam um Feliz Ano Novo. As pessoas se abraçam, beijam, ou até mesmo telefonam, desejando uma para a outra um período de realizações, saúde, paz, sorte no amor, e no trabalho. É nesta época que todos pedem por mudanças, por um mundo melhor, com mais paz e segurança.
Enquanto uns brindam, outros brigam. O mundo do crime não pára nem sequer um instante. Diariamente vidas são ceifadas, em função de drogas, acerto de contas, roubos e outros motivos que várias vezes parecem fugir do entendimento humano. Por isso, a cada ano a violência aumenta, e a cada ano, mais pessoas se unem para desejar paz e clamar por segurança.
A primeira semana de janeiro é uma prova de que os gasparenses que fizeram este pedido, não o tiveram realizado. A violência na cidade deu um salto gigantesco, chegando a um número de cinco grandes ocorrências policiais, uma delas, terminada em morte.
Homicídio, tentativa de homicídio, apreensão de armas e drogas, e uma sangrenta briga, envolvendo armas e facas. Este péssimo início de ano traz a dúvida de como serão os 12 meses de 2011. Por mais que se tente fechar a porta para este mundo violento, a realidade entra pelas frestas e traz medo a todos que nela vivem.
Por qual motivo, afinal, a criminalidade cresceu tanto neste curto período? As razões são muitas, e elas derivam de um dos principais problemas que vive o nosso país: a desigualdade e falta de inclusão social. As políticas públicas desenvolvidas pelo governo não são ainda suficientes para incluir no convívio social os menos favorecidos e, consequentemente, garantir a segurança da população.
O maior desejo de ano novo é o de que essa realidade mude.
edição 1258
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