O ano de 2020 ficará marcado na história da humanidade como o ano em que a epidemia de Covid-19 transformou nossas vidas. São dois ciclos da doença em uma mesma temporada, o que prova que não aprendemos com os erros e que a falta de informação – e a ignorância, não no sentido socrático – são os responsáveis pela gravidade do quadro em pleno mês de novembro.
Caíram por terra todas as teorias que especulavam que era uma doença de inverno e quando as temperaturas voltassem a subir já estaríamos livres de seus males. Assim como foram enterradas as crenças de que não passava de uma gripezinha. Sem cuidados, entramos numa onda mais grave do que a primeira.
Com o segundo pico, anunciado pelos especialistas já no mês de setembro, ficamos vulneráveis e à mercê de decisões políticas, preocupadas em agradar as bases e aos empresários, sem investir em ciência e no planejamento.
Enquanto rejeitamos as vacinas por questões ideológicas e permitimos que milhões de testes sejam descartados, jogamos no ralo milhões de dólares sem a menor culpa ou autocrítica. Quando estudarmos o ano de 2020, será difícil explicar como perdemos o controle da situação.
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